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E U S E B I O

H

DE

C E S A R E A

i s t o r i a

ECLESIÁSTICA
TEXTO, VERSIÓN ESPAÑOLA, INTRODUCCIÓN Y NOTAS POR

ARGIM IRO VELASCO-DELGADO, O.P.

(R eim presión)

B IB L IO T E C A D E A U T O R E S C R IS T IA N O S
MADRID · MMVin

Primera edición ( en 2 vols.): diciembre de 1973
Segunda edición (en 2 vols.): enero de 1998
Primera edición (en 1 vol.): abril de 2001
— segunda impresión: abril de 2002
— tercera impresión: febrero de 2008

Ilustración de portada: El papa Silvestre I y el emperador Constantino, en un fresco de
la iglesia de los Cuatro Santos Coronados, de Roma (s. Xlll)
Diseño: BAC
© Biblioteca de Autores Cristianos
Don Ramón de la Cruz, 57. Madrid 2008
Depósito legal: M. 6.534-2008
ISBN: 978-84-7914-581-1
Impreso en España. Printed in Spain

A

mis padres, M arceliano e Inés,
a mis maestros, D .a N a tivid a d H ierro
y P. Joaquín L. dos Santos, O.P.,
y a mi tío P. José Delgado, O.P.,
misionero e historiador de la Iglesia en Japón.

INDICE

GENERAL

Pdgs.

P r ó l o g o ............................................................................................................
P r ó lo g o a

la

e d ició n de

1 9 9 8 ................................................................................................

I n t r o d u c c ió n ..............................................................................................
I.

Eusebio de Cesárea......................................................................................
1.
2.
3.
4.

II.

9*
n*

13*
13*

Fuentes de su v id a ...................................... .................................
Prim eros años y actividad hasta la gran persecución
Desde la gran persecución hasta el concilio deN ic e a
C o n cilio de Nicea y ú ltim o s a ñ o s .............................................

13*
14*
21*
28*

La «Historia eclesiástica»...................................................................... .

37*

1.
2.
3.
4.
5.
6.

Eusebio y la «H istoria»..................................................................
Plan y form ación de la «H istoria eclesiástica».......................
D esarrollo del plan y c ro n o lo g ía ..............................................
Las c ita s ...............................
D iv is ió n en lib ro s y ca p ítulo s.....................................................
M anuscritos, ediciones modernas y traducciones españolas.

37*
40*
46*
56*
59*
61*

Siglas

y a b r e v ia tu r a s ....................................................................................

67*

Siglas

de los m a n u sc r ito s ...........................................................................

71*

B ib l io g r a f ía ..........................................................................................................

73*

HISTORIA ECLESIASTICA
L ib ro
L ib ro
L ib ro
L ib ro
L ib ro
L ib ro
L ib ro
L ib ro
L ib ro
L ib ro

I ................................................................................................................
I I ..............................................................................................................
I I I ............................................................................................................
IV
...............................................................................................
V ..............................................................................................................
V I ..............................................................................................................
V I I ............................................................................................................
V I I I ...........................................
I X ..............................................................................................................
X ..............................................................................................................

3
60
118
196
263
347
434
507
555
593

I ndices :
De
De
De
De
De
De

citas y alusiones e s c ritu rís tic a s ....................................................
nombres p ro p io s................................................................................
m a te ria s ...............................................................................................
autores y obras citados o aludidos por E u se b io ......................
autores citados en las n o ta s ..........................................................
palabras g rie g a s ................................................................................

647
653
661
665
669
677

P R O L O G O

A

L p o n e r al alcance d e l le c to r de h a b la h isp a n a en e d ic ió n
b ilin g ü e la H is to ria eclesiástica de E u s e b io de Cesárea,

nu e stra in te n c ió n no ha sid o o tra q u e fa c ilita rle al m á x im o
el m a n e jo de una fu e n te ta n in c o m p a ra b le de c o n o c im ie n to s
de la a n tig ü e d a d c ris tia n a .
P ara a q ue llos e studiosos q u e se in te re s e n m ás a fo n d o p o r
a lg ú n te m a co n cre to de los m u c h o s qu e en esta H is to ria se
tra ta n , hem os p ro c u ra d o en notas p e rtin e n te s , además de
a p u n ta r las o bservaciones c rític a s d e l te x to , o rie n ta r su b ú s ­
queda hacia los tra b a jo s m e jo re s, a n tig u o s y m o d e rn o s.
T a n to en la b ib lio g ra fía co m o en las n otas hem os in te n ta d o
recoger to d o lo m e jo r qu e se ha hecho sobre la o b ra en c o n ­
ju n to y sobre sus p artes en c o n cre to , a pesar de su e n o rm e
va rie d a d . L a o rig in a lid a d ha q u e d a d o sie m p re su p e d ita d a a
la u tilid a d . ¡O ja lá hayam os acertado!
Q u e d e ta m b ié n co n sta n c ia a q u í de n u e s tro a g ra d e c im ie n to
a to d o s cua n tos, de u n a m a n e ra u o tra , h a n c o n tr ib u id o con
su a y u d a in a p re c ia b le a la e la b o ra c ió n de este lib ro .
P o r ú ltim o , que esta o b ra s irv a de m o d e sto ho m e n a je al
que fu e o b je to de la g ra n a d m ira c ió n de E u s e b io , el e m p e ra d o r
C o n s ta n tin o el G ra n d e , en el XVII c e n te n a rio de su n a c im ie n to .
T o rre n te , Pentecostés de 1973.

A

r g im ir o

V e l a s c o - D e l g a d o , O .P .

PROLOGO A LA EDICION
DE 1998

A S I tre s lu s tro s h a n tra n s c u rrid o desde que se agotó la

C

p rim e ra e d ic ió n de esta o b ra . D iv e rs a s y a veces p e ­

nosas v ic is itu d e s personales y e d ito ria le s n o h a b ía n p e rm itid o
hasta ahora p ro ce d e r a u n a segunda e d ic ió n . E n tre ta n to , las
p e tic io n e s y reclam a cion es p o r p a rte de personas interesadas
en la o b ra no h a n cesado de llo v e r sobre la e d ito ria l y sobre
el a u to r. P o r f in se ha pre se n ta d o la ocasión p ro p ic ia .
E l c rite r io que ha p re s id id o la e la b o ra c ió n de esta segunda
e d ic ió n ha s id o el de c o rre g ir lo q u e d ebía enm endarse, e li­
m in a r lo caducado y a ñ a d ir las novedades, sobre to d o b ib lio ­
grá ficas, qu e p u s ie ra n al día, en lo p o s ib le , la adecuada i n ­
te rp re ta c ió n de l te x to , en la lín e a de lo b u scado y — a ju z g a r
p o r la aco g ida de la c rític a — c o n s e g u id o en la p rim e ra e d ic ió n .
Q u iz á s valga la pena re p ro d u c ir la v a lo ra c ió n que de e lla h iz o
el g ra n m aestro de p a tró lo g o s (¡no fu e p a ra m í ta l v e n tu ra !)
y c rític o o b je tiv o y rig u ro s o , P. A . O rb e : «El P. V elasco no
ha p o d id o re g ala rno s cosa m e jo r, n i en c o n d ic io n e s m ás ape­
te cib le s. O fre c e el te x to c rític o de S c h w a rtz, de p le n a garantía.
Sobre él co rre la v e rs ió n : lite ra l, e scru p u lo sa y e sm eradam ente
adap tada al d ifíc il te x to eusebiano, lle n o de m il a b ig a rra d í­
sim o s fra g m e n to s de o tro s , y de u n a elegancia y d ig n id a d
soste nid a desde el p r in c ip io hasta el fin . A n te s de ahora he
te n id o que u tiliz a r lo , y sie m p re co n ig u a l c o n fia n z a . N o será
fá c il h a lla r en o tras lenguas, v e rs ió n ta n fin a . E l ca ste lla no
se presta c o m o n in g u n a a la v e rs ió n d e l g rie g o , en m anos de
q u ie n lo d o m in a . S in p re te n d e rlo , el P. V e la sco nos ha d e ­
para d o páginas lite ra ria m e n te b e llís im a s . ¡Q u é d e lic io s o el
re la to de D o m n in a y sus dos h ija s (p .5 3 is)! L a tra d u c c ió n no
tie n e p re c io . Sería im p r o p io d e n u n c ia r lu n a re s, p e q u e ñ ísim o s ,
co m o el que creo h a b e r v is to en I , i, 8 (p .7 ) d o n d e tois p o llo is
se v ie rte p o r a muchos en vez de a los más, a l vulgo, que
a h o rra ría la n o ta . A

lo la rg o de los dos v o lú m e n e s c o rre n

in fin id a d de a dverte ncias de to d o o rd e n . Para ellas se ha n
te n id o en cue n ta los re su lta d o s de la c ie n c ia ú ltim a . C o n c e ­
b id a s y redactadas con m u c h o esm ero, s in te tiz a n largas le c ­
turas» (G re g o ria n u m 56, 1975, 571).
H e te n id o en cuen ta todas las obse rva cio n e s y sugerencias
c rític a s que h an lleg a d o a m i c o n o c im ie n to . C o m o en estos
decenios n o se ha p ro d u c id o n in g ú n h a lla zg o e sp e cialm e n te
im p o rta n te en re la c ió n con E u s e b io y su H .E ., lo s c a m b io s
son pocos, m ín im o s en la tra d u c c ió n y escasos en las notas,
salvo en la a c tu a liz a c ió n b ib lio g rá fic a . E spero, s in e m b a rg o,
h a b e r satisfecho con e llo las esperanzas de cu a n to s re c la m a b a n
co n ta n ta in s is te n c ia — que agradezco c o rd ia lm e n te —

esta

segunda e d ic ió n .
T o rre n te , Pascua de 1997

A r g i m i r o V e la s c o - D e lg a d o , O .P .

INTRODUCCION

I.

E U S E B IO D E C E S A R E A
i.

F u e n te s de su v id a

U na personalidad como la de Eusebio en el campo de las letras
cristianas y, sobre todo, en el de la historia de la Iglesia, bien
merecía una «vida» que satisficiera nuestra curiosidad por el «hom­
bre», puesto que las obras, al menos en su mayor parte, nos son
bien conocidas.
U na «vida» existió. E l discípulo y sucesor de Eusebio en la sede
cesariense, Acacio (h.350-366), la compuso después de la muerte de
su maestro h Pero debió de perderse m uy pronto 2.
Nuestras fuentes de inform ación, por consiguiente, quedan re ­
ducidas a unas cuantas noticias que podemos encontrar, además de
en San Jerónimo 3, dispersas en las cartas de A lejandro de A le ja n ­
dría, en las obras de San Atanasio, de Eusebio de Emesa y de
Eusebio de N icom edia, en las actas de los concilios, en las obras
de sus propios continuadores en la historiografía eclesiástica: Só­
crates, Sozomeno, Teodoreto, Filostorgo, Gelasio de Cícico, etc.,
sin o lvidar alguna fuente más tardía, como el proceso verbal del
concilio de Nicea I I 4 y los A ntirrhetica, del patriarca constantinopolitano N icéforo I 5.
Pero sobre todo nos quedan las propias obras de Eusebio, en
las que se pueden espigar no pocos e im portantes datos, aunque,
naturalm ente, no sean completos. Eusebio tenía algunas costumbres,
excelentes desde este punto de vista; por ejemplo: prologar y dedicar
sus obras, lo que nos perm ite disponer de algunos indicadores que
indirectam ente nos ayudan a jalonar su carrera y a discernir la
1 S ó c ra te s , Hist, eccles. 1,4, cf. S o zom e no, Hist, eccles. 3,1; 4,1?.
2 Su pérdida, aunque lamentable, acaso no lo sea tanto como pudiera parecer. E l títu lo
que Sócrates da a la obra y que parece reproducir el original: el* τό ν β ίο ν τοΟ διδασκάλου
( S ó c ra te s , Hist, eccles. 2.4 ). responde más bien al género panegírico que al biográfico
propiamente dicho. Sócrates emplea la misma fórm ula para designar la llamada De vita
Constantini, de Eusebio (S ó c ra te s , Hist, eccles. ι,ι: γρά φ ω ν δέ ό α υ τό * el* τ ό ν β ίο ν Κω νσ­
τ α ν τ ίν ο υ ), que sin duda sirvió de modelo a Acacio.
J De vir. ill. 81. Aunque el conocimiento que Jerónimo tiene de las obras de Eusebio
es m uy completo y profundo, y a pesar de citarlo con profusión y hasta de copiarlo sin
escrúpulo, las noticias que nos proporciona sobre su vida son m uy escasas. En caso parecido
está el traductor oficial de Eusebio, R ufino. Ambos representan un papel prim o rd ia l en la
transmisión del legado de Eusebio al Occidente latino, pero apenas cuentan más de lo
indicado como fuentes de su vida.
4 M a n s i, X I I I col.1-810.
5 Antirrhetica IV i.*; J. B. P i t r a , Spicilegium Solesmense I (París 1852) p.371-504.

orientación de sus simpatías personales, particularm ente en materia
doctrinal 6. Pareja ayuda nos presta cuando alude a las vicisitudes
de su vida pasada o menciona los títu lo s de sus obras anteriores o
copia de ellas largas tiradas, cosa en que no tiene el menor reparo 7.
Es una lástima que de su epistolario no quede apenas más que
fragmentos dispares, conservados casi por pura casualidad 8, cuando
él m ism o se preocupó de re unir una colección, lo más completa
posible, de las cartas de Orígenes 9, y basó gran parte de la docu­
mentación de su H istoria eclesiástica, según se verá, en autorizadas
colecciones de cartas, que de esa manera se salvaron para la pos­
teridad 10.
De las cartas recibidas por él apenas tenemos referencias 11, si
exceptuamos las que él mismo dice que le escribió el emperador
Constantino y que reproduce cuidadosamente en su De v ita Consta n tin i12.
La biografía de Eusebio ha ido tom ando form a a medida que
todas estas fuentes han sido explotadas en una elaboración secular
que va de V alois y T ille m o n t en el siglo xvn hasta S irin e lli y W a lla ce -H a d rill últim am ente, pasando por las extraordinarias figuras
de L ig h tfo o t, Schwartz, Harnack, L a w lo r, etc. Ellos son nuestros
grandes acreedores.
i.

P rim e ro s años y a c tiv id a d hasta la g ra n p e rs e c u c ió n

A l comenzar a estudiar la vida de Eusebio y querer fija r la fecha
de su nacimiento, hay que contar con la expresión kcxO* finas, que,
6 Por lo regular los personajes a quienes dedica las obras son arríanos o simpatizantes
del arrianismo. Paulino de T iro , a quien dedica su obra de geografía bíblica y el lib ro X
de H E, donde llega a llam arlo «sello» de su obra entera (X 1,1), será con él un decidido
defensor de A rrio . Más claro es el caso del obispo de Laodicea, Teodoto (mentado en H E
V II 31,13), a quien dedica sus dos grandes obras apologéticas PE ( i,il) y D E (1,1), y el de
Flacilo de Antioquía, arriano declarado, a quien dedica su De Ecclesiastica Theologia.
7 Solamente en H E se hallan mencionadas las obras siguientes: Eclogae propheticae (I
1,17; 6,11), Chronica (I 1,6), Antimiorum martyriorum collectio (IV 15,47, V 1,1; 4,3; 11,5) y De
mariyñbus Palaestinae ( V II I 13,7).
8 La más larga es la carta que escribe desde Nicea a su iglesia de Cesárea y que ha
sido la más afortunada al ser transm itida por varios autores antiguos: Atanasio (De decret.
Ñic. Syn 3) promete transcribirla ai final del tratado, M igue la da en PG 10,940-945 (cf.
G. O p it z Athanasius Werke I I I [B erlin 1935] p.41-47); Sócrates Hist, eccles. 1,8); Teodoreto
(Hist, eccles. 1,11). Sigue en im portancia la carta d irigida a la hermana del emperador Cons­
tantino y m ujer de L icin io , Constancia, que M igne reproduce en PG 10,1545-48 y se contiene
parcialmente en las actas del concilio de Nicea I I (M ansi, X I I I col.313; cf. coi.317). En las
mismas actas aparecen fragmentos de otra carta suya a E ufratión de Balanea (m a n s i, X II I
co l.176-177 y 317), y dé otra escrita al maestro de Atanasio, Alejandro de Alejandría, acerca
de A rrio y de sus seguidores (M a n s i, X I I I col.316).
9 H E V I 36,3.
i° Véase especialmente P. N a u t i n , Lettres et écrivains chrétiens des I I e I I I e siècles
(P c ris 1 9 6 1 ) p .io -n .
11 En su obra Contra Marcellum (1,4,53-54) cita Eusebio un pasaje de M arcelo de
A m ira en que éste alude a una carta del obispo de Neronias, Narciso, dirigida conjuntamente
a «un tal Cresto», a E ufronio, sucesor de Flacilo en la sede de Antioquía, y a nuestro Eusebio.
Que hablen de él, hay que recordar la carta de Eusebio de N icomedia a Paulino de T iro
( Ο ρ ί rz , o.e., p.15-17) y la sinodal del concilio de A ntio qu ía de 314 (ibid., p.36-41).
12 V C 1.46; 3,60; 4.35 y 36.

por indicar los hechos ocurridos después del nacim iento del autor
que la usa o las personas que aún vivían cuando él nació, nos
perm ite una aproxim ación bastante estimable.
Gracias a esa clave se ha podido fija r la fecha del nacimiento
de Eusebio entre los años 160 y 164 13. Efectivamente, en su H istoria
eclesiástica, después de haber contado la persecución de Valeriano
(258-260) 14 y de haber establecido todo un catálogo de las obras
de D ion isio de A lejandría, como si se tratara de cosas pasadas,
advierte expresamente que en adelante va a narrar lo acontecido en
su propia generación, indicado con la expresión καθ’ ήμα*15.
Y lo prim ero 16 que sitúa ya en su propia generación es la in ­
tervención dé su admirado obispo de A lejandría, D ionisio, en la
polémica contra Pablo de Samosata, sucesor de D em etriano en la
sede antioquena 17, y en el concilio reunido en A n tio q u ía para re­
fu ta r sus errores. La enfermedad no le perm ite a D io n isio asistir
personalmente, pero envía sus cartas con su o p inión 18, y muere en
264 ó 265 19.
Por consiguiente, el nacim iento de Eusebio debe fijarse entre
las fechas indicadas 20.
N o es más fácil determ inar en dónde nació. «Eusebio de Pales­
tina» le llam an a lg u no s21, «Eusebio de Cesárea», la gran mayoría,
comenzando por sus contemporáneos 22. Pero hasta el gran precur­
sor del hum anism o renacentista, Teodoro M e to q u ita (1260/61-1332),
nadie señala expresamente que la patria de Eusebio haya sido Ce­
sárea 23.
13 A sí L ig h tfo o t (D C B 1,308), Harnack (Ueberlieferung 2 p.551), Schwartz ( P a u ly W is s o w A , 6,1370) y la gran mayoría, después de T ille m o n t (Mémoires t.7 p.390), que la
ponía «al final del im perio de Galieno», frente a Preuschen (Real-encyc. f. protest. Theol. u.
Kirche t.s p.606), que la sitúa entre 175 y 180.
h
H E V I I io s s .
15 τ ή ν κ α θ 'ή μ α ς ... γενεά ν: H E V II 16,3; PE I 9,10, referido a Porfirio.
16 L o prim ero seguro, porque la elección del otro D ionisio como obispo de Roma no
tuvo lugar en su generación (H E V I I 17,1), sino antes, en 159; este error se debe a su pésima
inform ación sobre los asuntos de Occidente, y de Roma en concreto.
17 H E V II 17,1. Ya en V 18,1 había hecho Eusebio a Pablo de Samosata contemporáneo
suyo, y a D ionisio en I I I 18,3 (cf. PE 14,27).
18 H E V II 17,1.
19 H E V II 18.3.
20 De contemporáneos: καθ* f|p ö *, trata a Teotecno de Cesárea, oyente de Orígenes
y sucesor de Dom no (H E V II 14), a Himeneo de Jerusalén (ibid.), a C irilo de Antioquía
( V II 31,2) e incluso, por causa de su mala inform ación sobre la sede romana, desde Ponciano
a Cayo ( V II 31,1), que comenzó su episcopado el 17 de diciem bre de 183. Y también el
filósofo Porfirio, al que hace en Sicilia (H E V i 19,2 cf. Z e l l e r , Die Philosophie der Griechen
t.3,2, Leipzig 5i923), y Manes ( V II 31,1-2), que predica su doctrina en tiempos de Félix de
Roma (209-274).
21 Marcelo de A ncira (en Eusebio, Contra Marcellum 4,39), San Basilio, Sobre el
Espíritu Santo: traducción de A rg im iro V e la s c o , O. P. (BP, 32) M a d rid 1996, p.231; y
Teodoreto (Hist, eccles. 1,14).
22 El m ismo Marcelo en el lugar citado en la nota precedente, y sobre todo San
Atanasio (De synod. 17; De decret. Ñic. Syn. 3: Apol. c. Arian. 8,47 y 77; cf. A rrio , en
T e o d o r e t o , Hist, eccles. 1,4). ,4).
23 Capita philos, et hist, miscel. 17.

L a expresión «de Cesárea» después del nombre es un recurso de
los contemporáneos, que la emplean para d is tin g u ir a nuestro E u ­
sebio de su hom ónim o, el influ ye nte obispo de Nicom edia, y esta
otra del mismo Eusebio Tf|v f|i¿STépocv ttóXiv 24, escrita cuando ya era
obispo de Cesárea, puede no indicar más que la sede episcopal.
U na cosa es cierta, sin embargo: que Eusebio, si no nació en Cesárea,
la ciudad romana de Palestina más im portante, al menos pasó en
ella de hecho casi toda su vida. Los viajes que realizó y la posible
ausencia por algún tiem po para asistir a las lecciones del sabio
presbítero antioqueno Doroteo, en los días de C irilo de A ntioquía,
ú ltim o obispo antes de la gran persecución 25, no am inoran en nada
el alcance de la afirm ación. E l hecho de que se le hiciera obispo
de la ciudad, habida cuenta de la práctica vigente en aquella época,
basta para darlo por confirm ado.
Pero no sólo es incierta la patria. M ayor es aún la oscuridad
reinante acerca de su fam ilia. A pesar de v iv ir en Palestina, no es
probable que fuera judía, de lo contrario no se comprendería m uy
bien la actitud de Eusebio frente a los judíos cada vez que tiene que
enjuiciarlos 26. Seguramente se trataba de una fa m ilia de origen griego
o m uy helenizada. Tam poco es posible determ inar con certeza si los
padres eran cristianos o no. Harnack se inclina por la a firm ativa 27.
Es extraño, sin embargo, que Eusebio, siguiendo su costumbre de
dar a entender al lector cuanto le puede favorecer, no haya dejado
caer en alguna parte de su obra alguna referencia a la circunstancia
de proceder de unos padres ya cristianos, circunstancia tan estimada
en su tiem po, según sugiere él mism o al hablar de Orígenes 28,
aunque tampoco alude en ninguna parte a una conversión, circuns­
tancia autobiográfica explotada tam bién por algunos Padres que le
habían precedido, como Justino, Clemente, C ipriano, etcétera. 29.
Eusebio, con todo, parece haber crecido en un ambiente bastante
cristiano — su mism o nombre sería tam bién un in d icio — y es posible
que al menos su madre fuera cristiana. Por de pronto, en Cesárea
y en ese ambiente es donde Eusebio nació a la fe, se in stru yó y se
form ó para llevar a cabo su gran obra 30.
24 M P al 4,5 (rec. longa).
25 H E V II 31,1-4. Sin embargo, la razón de mentar Eusebio a Doroteo es el haber
sido considerado digno del presbiterado y del favor im perial, como Orígenes, a pesar de su
condición de eunuco.
26 Cf. especialmente H E I I 6 y 19-10. Para Schwartz, con toda seguridad, es de origen
no jud ío ( P a u ly -W is s o w a , 6,1371).
27 H a r n a c k , Mission t. i p.436-445.
28 Cf. H E V I 1.
29 Cf. G . B a r d y , L a conversion al cristianismo durante los primeros siglos (Bilbao 1961)
p.193-107; Id . (Ensayos 57) Edic. Encuentro (M a d rid 1990), p.179-190.
39 En la catequesis cesariense aprendió sin duda el Credo que más tarde presentará
al concilio de Nicea: cf. Epist. ad Caesarienses 3 (PG 10 1537); O píTZ, I I I p.41-47.

Pero si hallamos la base cristiana de esta form ación en ese am­
biente, su prosecución y los medios materiales que la harían posible,
así como el apoyo, la dirección y el ejemplo vivo se debieron al
hom bre que polarizará toda su adm iración y todo su afecto agra­
decido, al menos durante la prim era m itad de su vida: Pánfilo.
O riu n d o de Berito, en Fenicia — hoy B e iru t— , de noble y aco­
modada fa m ilia 31, P ánfilo se había form ado en Alejandría, empa­
pándose del ideal origeniano en su trip le dim ensión: filosófica, exegética y ascética, y de sus métodos, quizás bajo la dirección del
ilustre presbítero alejandrino Pierio 32.
V uelto a su patria y después de desempeñar, al parecer, algunos
cargos públicos 33, se trasladó a Cesárea, de cuya iglesia fue orde­
nado presbítero, donde fundó una escuela de investigación 34. Q u i­
zás el traslado, la ordenación y la fundación de la escuela se hallen
estrechamente ligados entre sí y tengan la misma causa: el obispo
Agapio. Después de una serie de obispos discípulos de Orígenes
— Teoctisto, D om nino, Teotecno y el electo A n a to lio — , todos ellos
sobresalientes por sus dotes intelectuales 35, es elegido obispo de
Cesárea A gapio, de quien Eusebio no puede elogiar más que el celo
pastoral y su generosidad para con los pobres, pero no las cualidades
que había exaltado en los otros 36, lo que hace sospechar que el
m ism o A gapio, consciente de sus lim itaciones, decidió encargar el
cuidado del legado origeniano a otro más capacitado que él. El
hombre ideal por todos los conceptos era Pánfilo. N o podemos
saber si lo llam ó o se presentó él m ism o siguiendo, quizás, las
huellas de Orígenes; lo cierto es que A gapio, después de ordenarlo
presbítero, supo sacar de él el m áxim o partido.
Puesto al frente de la biblioteca de Orígenes, Pánfilo parece que
continuó el trabajo de éste, tratando principalm ente de reorganizar
y com pletar la biblioteca y, mediante los métodos filológicos apren­
didos en A lejandría, sobre todo a base de copiar, colacionar y co­
rregir los manuscritos de los libros escriturísticos y las obras o rigenianas (entre ellas las Hexaplas, o al menos las Tetraplas del
A T ) , reconstruir y fija r el texto de la B ib lia según Orígenes 37. Le
ayudan en este trabajo su joven criado (oÍKéTTis, SepáiTcoy) y a la
vez auténtico «hijo espiritual» 38, P o rfirio , notable calígrafo, y otros
dos jóvenes, A fia n o y Edesio, medio hermanos, de noble y rica

32
33
34
33
3*
37
38

M P al π ,i (reel.).
H E V II 32, 26-27.30; cf. F o cio , Bibliot. cod.118, que lo da por séguro.
M P al i l , I (rec.l.).
H E V II 32,25.
H E V II 14.
H E V II 37,24.
H E V I 32,3; V II 32,25; M Pal 11,1 (rec.l.). 11,2; cf. S c h w a r tz : P a u ly - W is s o w a , 6,1372.
M Pal π ,i y 15 (rec.l.).

fa m ilia de Gaga, en L icia, y excelentemente preparados en las cien­
cias jurídicas y filosóficas por las escuelas de Berito. Habiendo
entrado en contacto con él, habían quedado cautivados por su per­
sonalidad y le habían seguido incondicionalm ente hasta la misma
Cesárea, en donde continuarán trabajando ju n to s hasta que les a l­
cance el m a rtirio 39.
U n día, no sabemos cuándo, se les ju n tó Eusebio. Su encuentro
con el maestro lo describirá así: «En su tiem po (de Agapio) cono­
cimos a Pánfilo, hom bre distinguidísim o, verdadero filósofo por su
vida misma y considerado digno del presbiterado de la com unidad
local» 40. Es la misma expresión que u tiliza rá igualmente para des­
c rib ir su p rim e r encuentro — aunque desde más lejos— con el otro
hombre que más tarde acaparará tam bién su admiración, Constan­
tino: «Así lo conocimos tam bién nosotros, cuando atravesaba la
nación de Palestina en compañía del más antiguo de los empera­
dores» 41.
Esta s im ilitu d de expresiones para relatar acontecimientos tan
capitales y decisivos para él nos ayudará a comprender y a no tom ar
en sentido estricto, porque no se compaginaría con aquéllas, esta
otra en que llam a a Pánfilo «mi señon> 42 y que hizo pensar a Focio
que Eusebio podía haber sido esclavo de Pánfilo, quien lo habría
m anum itido 43, hecho que vendría a ser confirm ado por el genitivo
posesivo to O nau<l>iAov que acompaña al nombre de Eusebio en el
encabezamiento de sus obras ya desde tiempos de San Jerónimo 44
y que hace tam bién que N icéforo C alixto le tenga por sobrino de
P ánfilo 45. La expresión «mi señor», «mi dueño», con el acento en­
fático con que Eusebio la utiliza , expresa sin más su devoción y
entrega al maestro. Es la misma con que a él le llama su tocayo el
de Nicom edia, de quien A rrio le hace, además, hermano 46. En
cuanto al genitivo toO nap^lAov— que si no lo adoptó él, por lo
menos lo aceptó— , responde perfectamente a la costumbre de los
escritores y eruditos helenistas de añadir al propio nombre un d is­
tin tiv o 47. Eusebio habría escogido el nombre de su amigo 48 y
admirado y querido modelo de toda v irtu d 49.
39 M Pal 4-5 (rec.l.).
«o H E V II 31,15.
41 V C 1.10; probablemente en 196.
42 «ó ê|iôs δεοΓΤΓ0τη $, pues no me está perm itido llamar de otra manera al d ivino y
verdaderamente bienaventurado Pánfilo» (M Pal 11,1; rec.l.).
43 F o c io , Epist. 144 (= A d Amphil. quaest. 121).
44 San J e ró n im o , Ve vir. ill. 81.
45 N i c é f o r o C a l i x t o , Hist, eccles. 6,37.
46 T e o d o r e t o , Hist, eccles. 1,4-5.
47 S c h w a r tz : P a u ly - W is s o w a , 6,1371.
48 «Ob amicitiam», dice San Jerónimo (De vir. ill. 81). En M Pal 7,4 le llama Eusebio
«el más querido de mis compañeros (= έτσίρω ν).
49 Así lo expresan «algunos autores» — no sabemos cuáles— aludidos por Focio (Bibliot.
cod.13).

Tam poco sabemos si, cuando se incorporó al grupo de Pánfilo,
Eusebio había sido ya ordenado presbítero. Es m uy probable que
fuera el propio A gapio quien lo ordenase, como había hecho con
el m ism o Pánfilo.
Juntos form aron algo más que un equipo eficaz de trabajo. A
todos les unía la misma pasión por el estudio, el mism o amor a las
Sagradas Escrituras, pero sobre todo el mism o ideal de vida cristiana
en la línea trazada por Orígenes: como él y sus discípulos, según
parece 50, llevaban vida com ún y form aban como una fa m ilia en la
misma casa 51.
La actividad del grupo, bajo la dirección y responsabilidad — in ­
cluso económica— de Pánfilo, se centraba particularm ente, como
ya dijim os, en la restauración y am pliación de la biblioteca origeniana y en la fijación del texto bíblico, que luego, bien garantizado,
podía copiarse y ser enviado a otras iglesias 52. En algunos manus­
critos bíblicos se han conservado testim onios de este trabajo, y
concretamente de la intervención personal de Eusebio 53.
Pero todo este trabajo de revisión, de exégesis y de crítica, con
toda su problemática, exigía un campo de lectura y estudio mucho
más vasto. P ronto form aron parte del programa las obras de los
autores cristianos — ortodoxos y heréticos— , de los judíos y de los
paganos, así como los documentos de todo orden que podían servir
a sus preocupaciones exegéticas, apologéticas o históricas.
Por los resultados podemos afirm ar que Eusebio se especializó
en este tip o de trabajo. N aturalm ente, no podía llevarlo a cabo sin
una buena biblioteca. La de Cesárea, iniciada por Orígenes y am ­
pliada gracias a los afanes de P ánfilo y de sus colaboradores 54,
disponía de los elementos más fundamentales. Sin embargo, Eusebio
buscó nuevas fuentes de inform ación en otras bibliotecas, según se
50 Cf. H . C r o u z e l, Grégoire le Thaumaturge. Remerciement à Origène: SC 148 (París
1969) 18-10; BP 10 (M a d rid 1990) p.nçss; M . M e r in o : BP 10 (M a d rid 1990) p .115.
51 «A los que convivíamos con él en casa», dice Eusebio hablando de la partida de
Afiano para el m a rtirio (M P al 4,8).
52 Andando el tiem po y siendo Eusebio el responsable, Constantino le encargará con­
feccionar con todo esmero y el mejor arte cincuenta ejemplares del texto bíblico para las
iglesias de Constantinopla (V C 4,36). Pero en vida de Panfilo esta actividad respondía, más
que a encargos de otros, a su propia caridad desbordante, como dice Eusebio en su Vita
ra m ph ili, en un pasaje que nos ha conservado San Jerónimo: «Quis studiosorum amicus
non fu it Pamphili? Si quos videbat ad victu m necessariis indigere, praebebat large quae
poterat. Scripturas quoque sanctas non ad lejgendum tantum , sed et ad habendum, tribuebat
promptissime. Nec solum viris, sed et femims, quas vidisset lectioni deditas. Unde et multos
codices praeparabat, u t cum neccessitas poposcisset, volentibus largiretur» (Apol. adv. libros
Rufini 1,9).
53 Así en el Sinaiticus, en el Coislin 1 01 y — sobre Eusebio— en el Marchetianus Qj
cf. H . B. S w e te , An Introduction to the Old Testament Greek (Cambridge 1900) p.75-77.
54 Además de las obras de Orígenes contenía «las de otros escritores eclesiásticos» (H E
VI 31,3); cf. E. Des P la c e s , Eusèbe de Césarée, commentateur. Platonisme et Ecriture sainte
( = Théologie historique, 63) (Paris 1982).

desprende de sus obras, y sin duda fue esto lo que m o tivó sus raras
salidas fuera de Cesárea antes de la persecución 55.
Poco a poco fue acumulando Eusebio un m aterial exegético,
apologético e histórico incomparable, casi todo él de prim era mano,
proveniente de autores paganos, judíos y, sobre todo, cristianos.
Llegado el momento oportuno, todo este m aterial fue tom ando
form a concreta en obras propias o en colaboración con Pánfilo,
algunas de las cuales estaban ya terminadas o m uy avanzadas cuando
comenzó la' gran persecución 56.
Dejando aparte la H istoria eclesiástica, de la que nos ocuparemos
luego en particular, citaremos la Crónica, cuyo títu lo completo es
XpoviKoi KÓvovesKcxi eTTiTop-n TravToSaTrfis ícrropíocs ‘ EAAfjvcov t e kccí papp á p c o v S e componía de dos partes, la prim era de las cuales presen­
taba en prosa seguida un resumen de la historia general, y la segunda
ofrecía en columnas sincrónicas la cronología de los hechos h istó ­
ricos, profanos y bíblicos, reducidos a breves notas. N inguna de
las dos partes se conserva en el griego original, salvo algún que
otro fragmento, pero se ha conservado completa en una versión
armena, y la segunda parte tam bién en versión latina realizada por
San Jerónimo. A unque un poco alejadas del original, por estar he­
chas sobre revisiones posteriores y m uy elaboradas, estas versiones
nos perm iten, no obstante, hacernos del m ism o una idea bastante
aproximada 58. A sí podemos com probar que las breves notas h is­
tóricas de la segunda parte se hallan ampliadas en la H istoria ecle­
siástica y que toda la Crónica, igual que sus otras obras prenicenas,
está inspirada por la misma preocupación apologética que había
inspirado a los grandes apologistas y a los mejores cronógrafos que
le habían precedido y servido de guía, especialmente Sexto Julio
A fricano.
A la misma época pertenece la obra titu la d a Introducción general
elemental (Ka-SóAov orotxeicóSris eiaaycoyri) que constaba de diez l i ­
bros, de los que no se conservan más que cuatro ( V I- IX ) form ando
parte de otra obra, algo posterior, titu la d a Eclogae propheticae.

55 Aparte de su viaje a A ntioquía (H E V II 32,2-4), sabemos que estuvo en Cesárea
de Filipo, donde vio el grupo escultórico de la hemorroísa (H E V i l 18,3), y podemos dar
por segura su visita a la Biblioteca de Elia, creada por el obispo Alejandro (H E V I 20,1)·
56 En la cronología de las obras de Eusebio seguiremos a D. S. W a llace-H adrill (E u­
sebius o f Caesarea [Londres i960] p.39-58).
y Cf. Eclog. prophet. 1,1; H E 1 1,6.
58 Para la version armena, cf. J. K a r s t , Die Chronik aus dem Armenischen übersetzt
(Eusebius Werke 5): GCS 20 (Leipzig 1911); para la version latina, R. H e lm , Die Chronik
des Hieronymus (Eusebius Werke 7,1): GCS 24 (Leipzig 1913; Berlin 2i9 j6 ). Cf. A . A . M osshaM MER, The «Chronicle» o f Eusebius and Greek Chronographie Tradition (Lewisberg 1979). De
las demás obras de que no mencionemos la edición especial, se hallará el texto en M ign e ,
Patrología Graeca tomos 19-24.

3*

D esde la g ra n p e rs e c u c ió n hasta el c o n c ilio
de N ic e a (325)

E l 23 de febrero de 303 estallaba en N icom edia la gran persecu­
ción contra los cristianos. A l día siguiente se prom ulgaba el edicto
im perial que la legalizaba. A Cesárea de Palestina llegó casi a fines
de marzo, pero hasta el 7 de ju n io en que muere m á rtir Procopio
de Escitópolis, de quien Eusebio dice que fue el prim e r m á rtir de
Palestina 59, no parece que la persecución fuera m uy cruenta. A
p a rtir de entonces hubo algunas víctimas, como Zaqueo y A lfeo,
m artirizados el 17 de noviem bre del m ism o 303 60; pero hay que
esperar a la publicación del cuarto edicto en 304, y sobre todo a la
elevación de M a xim in o Daza a la dignidad de César en 305 61, para
ver recrudecerse la persecución y aumentar el número de víctimas,
no pocas de las cuales se presentaron espontáneamente al goberna­
dor, como lo hizo el compañero de Eusebio, A fia n o , ejecutado el
2 de ab ril de 306 62. En general, el rig o r de la aplicación de los
edictos se ve que dependía del celo y hasta de la venalidad de las
autoridades locales y del m ayor o menor in flu jo directo de los
emperadores.
E n Cesárea de Palestina se dejaron sentir estos vaivenes de la
persecución. Fue en uno de esos momentos de recrudecimiento, en
noviem bre de 307, cuando P ánfilo fue detenido y encarcelado 63.
Su ejecución no tendrá lugar hasta tres años más tarde, el 16 de
febrero de 310, en medio de un nuevo recrudecim iento de la per­
secución iniciado el 309, obra quizás del m ism o gobernador F irm iliano, que los juzgó y condenó a la pena capital 64.
¿Cómo atravesó Eusebio la tormenta? N o lo sabemos. Podemos
afirm ar solamente que durante la persecución se ausentó dos veces
de Cesárea, sin que sepamos en qué mom ento — quizás en los
comienzos; acaso tras la muerte de Pánfilo— n i por cuánto tiem po
ni por qué motivos. L o cierto es que en T ir o asistió personalmente
a los combates de algunos mártires 65, y en la Tebaida de E gipto
fue testigo ocular de ejecuciones masivas de cristianos 66. ¿Estuvo
tam bién Eusebio encarcelado allí, ju n to con el fu tu ro acérrimo de­
fensor de Atanasio, Potamón de Heraclea de Egipto? A sí parece
afirm arlo éste cuando en el concilio de T ir o de 335 le echa en cara
59
60
61
62
63
*4
65
66

M P al 1,1.
M P al 1,5.
M Pal 4,1.
M P al 4.4-iSM P al 7,4. ra ra Schwartz y J. Moreau, el hecho sucedió el 5 de noviembre.
M P al π.
H E V I I I 7,1-1.
H E V I I I 9,4.

a Eusebio el haber escapado con vida y con absoluta integridad
física, mientras él, Potamón, había salido de la prueba «en defensa
de la verdad» con un ojo de menos. El precio pagado por Eusebio,
según él, habría sido la apostasía, real o simulada 67; así parece
confirm arlo San Atanasio al a lu d ir a este episodio y concretar la
acusación en «haber sacrificado» 68, aunque no parece m uy conven­
cido. Focio, en cambio, parece afirm ar que Eusebio estuvo preso
juntam ente con Pánfilo 69; por consiguiente, en la misma Cesárea
de Palestina. Lo más probable, de ser cierto su encarcelamiento, es
que éste hubiera tenido lugar, efectivamente, en Cesárea, lo cual
no contradice a la afirm ación de Potamón si éste se encontraba
entre los 130 confesores egipcios que en el verano u otoño de 308
pasaron por Cesárea camino de las minas de Palestina y que ya
llegaban mutilados, unos en los ojos y otros en los pies 70: el obispo
de Heraclea se enteraría de quiénes se hallaban tam bién allí presos,
sobre todo de las personas más destacadas, entre las cuales se con­
taban, naturalmente, P ánfilo y Eusebio.
Efectivam ente, fue durante la p risió n de P ánfilo cuando co m ­
pusieron juntos cinco libros de la Apología de Orígenes, a los que,
m uerto ya P ánfilo, Eusebio añadirá el sexto 71. A l decir de Focio,
los dos compartían la cárcel 72, aunque esto no significa necesa­
riamente que los dos estaban presos. Eusebio se lim ita a decir que
la compusieron «él y el santo m á rtir Pánfilo» 73. Por lo demás, bien
sabido es que en las épocas en que la persecución amainaba no
era infrecuente el contacto y hasta el trato casi norm al de los
cristianos libres con los que se hallaban presos 74. En Cesárea la
m ayor parte de las ejecuciones — y con mayor razón de los arres­
tos— recaían sobre cristianos que habían provocado con su exceso
de celo a las autoridades. Indudablem ente, Eusebio, aunque sincero
adm irador del m a rtirio , no era de éstos. D e haber sufrido realmente
prisión, lo hubiera él mismo dado a entender más de una vez,
como tam bién hubieran aireado y explotado sus enemigos con
mucha más frecuencia y saña — sabemos que no se andaban con
m iram ientos— su crim en de cobardía y apostasía si éste hubiera
67 «Pero dime, ¿tú no estabas conmigo en la cárcel cuando la persecución? Y yo perdí
un ojo, mientras que tú no parece que tengas nada estropeado en el cuerpo, n i que nayas
sufrido m artirio; al contrario, te encuentras vivo y sin m utilación alguna. ¿Cómo escapaste
de la cárcel, si no fue prometiendo a nuestros perseguidores obrar, o incluso obrancfo, lo
ilícito?» (San E p ifa n io ríaer. 68,8).
68 êîrl θ υ σ ία (S an A ta n a s io , Apol. c. Arian. 8).
69 Focio, Bibliot. cod.118.
70 M P al 8,π.
71 C f. H E V I 36,4. Sin embargo, para San Jerónimo, los seis libros son obra de Eusebio
exclusivamente (De vir. ill. 8i; Apol. adv. libr. R ufini 1,8-9).
72 Focio, Bibliot. cod.118:

73 HE V I 33,4
74 C f. H E V I 3,4; T e r t u l i a n o , Ad uxorem 2,4.

existido fuera de la mente exaltada del fervoroso antiarriano Potam ón, para quien no podía haber otro m odo de salir con vida de
la prisión que m u tila do o apóstata 75. Pero, aun dando por cierta
la prisió n de Eusebio, pudo salir de ella vivo y gozando de plena
integridad física y moral. A sí debieron de comprenderlo los fieles
de Cesárea cuando, m uerto su obispo A gapio — y no m á rtir 76— ,
eligieron a Eusebio para sucederle. Es la m ejor prueba contra la
acusación de Potamón y en favor de la conducta de Eusebio durante
la persecución. Es poco menos que inconcebible que los cesarienses,
aun sabiéndolo culpable, al menos de cobardía, le hubieran elegido
obispo, y que su prestigio fuera, como fue, en constante aumento
a los ojos de sus propios fieles y ante todos sus contemporáneos,
incluidos los adversarios, sin contar ya el hecho de haber sido
propuesto para la iglesia de A n tio q u ía en 330, es decir, después
del concilio de Nicea, cuyos cánones — a los que él apela para
declinar el honor— tan claramente cerraban el camino de la o r­
denación a los apóstatas 77.
E l 30 de abril de 311, G alerio hacía p u b lica r en N icom edia el
edicto de tolerancia, firm ado por los cuatro augustos, que ponía fin
a la persecución y perm itía a los cristianos el ejercicio libre de su
religión. El único en no ponerlo en práctica fue M a xim in o , pero
tampoco se atrevió a continuar la persecución con carácter general,
sino que se lim itó a sentencias de m uerte dictadas aisladamente,
siempre «a petición de las ciudades» 78, hasta su derrota por L ic in io
el 30 de abril de 313.
En Palestina, sin embargo, no hubo ya más ejecuciones, y en
Cesárea el ú ltim o m a rtirio había tenido lugar el 5 de marzo de
310 79, a bien poca distancia de la ejecución de Pánfilo, ocurrida
exactamente el 16 de febrero anterior 80.
Pronto se dejaron sentir en O riente, fuera de los dom inios de
M axim ino, los efectos de la política procristiana de Constantino,
seguido de L ic in io , y Eusebio lo acusa en las sucesivas reelabora­
ciones de los últim os libros de su H istoria eclesiástica. E l mismo
M a xim ino siente la necesidad de librarse de la acusación de perse­
75 Por boca de Potamón se expresaba sin duda el sentimiento delos confesores más
fogosos contra la actitud deloscristianos quehabían
huido o sehabían escondido,
y que
ellos tachaban de cobardía, cuando no de apostasía.
76 N in g ú n obispo de Palestina m urió m á rtir en toda la persecución: cf. M P al 12.
77 Véase cómo expresa San Atanasio la actitud de la Iglesia, hablando de Asterio de
r.apadocia, que había sacrificado: De synod. Arim. et Seleuc. 2,1 [18]. Por otra parte, ¿hubiera
podido Eusebio expresarse como lo hace en H E V I I I 2,3 o en su Comment, in Psal. 78,10-11?
Q u i z á s }a clave esté en el empeño con que hace resaltar la defensa de la «fuga» de D ionisio
de Alejandría: H E V I 40-42 y V II 11,1-19.

78

79
80

Gf. HE IX 9a,4-n
M P al 11,30.
M P al π.

guidor, curándose en salud, como lo demuestra en la carta que
Eusebio nos ha transm itido 81.
La muerte de Agapio debió de o cu rrir entre 313 y 315. Después
de los trabajos de L ig h tfo o t 82 y de Schwartz 83, no cabe a d m itir
como sucesor inm ediato de Agapio al A gricolao que aparece en el
concilio de A ncira de 314 como obispo de Cesárea (en realidad se
trata de Cesárea de Capadocia), por lo que cabe suponer que fue
Eusebio quien le sucedió, en fecha que puede fijarse entre 313 y 315.
Este acontecimiento marca un h ito im portante en la obra literaria
de Eusebio. Desde que comenzó la persecución, pese a las d ific u l­
tades de todo género y a las ausencias, por lo que podemos apreciar
desarrolló una enorme actividad intelectual. En cambio, a p a rtir de
su consagración episcopal, hasta bien pasado el concilio de Nicea,
encontramos un gran vacío en su obra literaria. N o podemos de­
term inar las causas, pero sí cabe suponer que no fue ajeno el ingente
trabajo de reconstrucción m aterial y espiritual de su iglesia 84.
D urante la persecución, y más exactamente durante el encarce­
lam iento de Pánfilo, hemos visto ya que escribió con él la Apología
de Orígenes 85, D e los años de persecución (303-312) datan asimismo
los 25 libros Contra P orfirio, hoy perdidos salvo algunos fragmentos,
y la obra titu lada Extractos de los profetas, que incluía los libros
V I- I X de la Introducción general elemental, únicos conservados y
que, al decir del m ism o Eusebio, debían de ser un com plemento
de la Crónica 86. Posterior al año 309, aunque no mucho, parece
ser tam bién el Comentario al Evangelio de Lucas 86 bls.
En torno al 311 hay que fija r la reelaboración y am pliación de
la H istoria eclesiástica y la composición de Los mártires de Palestina,
como veremos más en particular, y la adición de los datos corres­
pondientes a los años 304-311 en la Crónica. L o más probable ta m ­
bién es que a estos años de persecución — en todo caso es anterior
a 313— pertenezca igualmente la Compilación de antiguos martirios,
que recogía documentos y actas de los m artirios anteriores a la
persecución de Diocleciano; quizás porque gran parte de su conte­
nido se hallaba tam bién en la H istoria eclesiástica, se perdió.
De finales de la persecución o de los años inmediatos parece
ser la obra apologética Contra Hierocles, escrita para refutar el lib ro
81 H E IX ça.
82 D C B t.v p.311.
P a u ly - W is s o w a , 6,1376.
84 C f. H E X 1-3; V C 1,42; 2,45*46.
83 C f. H E V I 36,3.
86 Eclog. proph. 1,1; la distinción que Eusebio establece al final del lib ro IV indica que
para él se trataba de obra diferente de la Introd. general, element., aunque hubiesen sido
m ínim os los cambios introducidos. El tema reaparecerá en D E 3.
'
86 bis Q f £>. S. W a l l a c e - H a d r i l l , Eusebius o f Caesarea’s Commentary on Luke. Its
origin and early history: H T R 67 (1974) 55-63.
83

del que fue gobernador de B itin ia y prefecto de Egipto durante la
persecución, Hierocles, lib ro titu la d o OiAocAq-Sús Aóyos, en el que
establecía un paralelo entre Jesús y A p o lo n io de T iana 87. El p ro ­
blema lo reasumió Eusebio en la Demostración evangélica, pero con
una perspectiva más amplia.
N o m uy posterior a la m uerte de su maestro fue sin duda su
Vida de P ánfilo en tres libros, cuya pérdida es lamentable por
muchos conceptos, pero más especialmente porque en ella daba
Eusebio el catálogo de la biblioteca que Pánfilo había logrado reunir
en Cesárea enriqueciendo el fondo form ado por las obras de O r í­
genes.
En torno al año 312 hay que fija r la composición de la obra en
dos partes titulada Sobre la discrepancia de los Evangelios o Pre­
guntas y respuestas sobre los Evangelios — dos libros dirigidos a
Esteban y uno d irig id o a M arino— , de la que quedan solamente
fragmentos y un resumen o Epitome que el propio Eusebio hizo
posteriormente, después de componer la Demostración evangélica,
y que nos da una idea de la im portancia que la obra tenía para la
critica bíblica. Posiblemente pertenecen a la misma época las obras,
hoy perdidas o no identificadas, cuyos títu lo s eran: Sobre la p o li­
gamia y progenie numerosa de los antiguos varones, Preparación
eclesiástica y Demostración eclesiástica.
Este conjunto de obras, y particularm ente la Introducción general
elemental, fueron preparando el camino para otras dos obras de
m ayor envergadura, el díptico form ado por los 15 libros de la Pre­
paración evangélica, de una parte 88, y los 20 de la Demostración
evangélica, de otra, aunque, por desgracia, solamente quedan los
10 prim eros y un largo fragm ento del X V I 89. T erm inada la primera,
según todos los indicios, hacia finales del 313 o comienzos del 314,
debemos suponer que la otra no tardó en seguirla y que estuvo
terminada antes de 318; en todo caso, antes de estallar el conflicto
final entre C onstantino y L ic in io , en 321.
N o es posible señalar con absoluta nitidez el itin e ra rio mental
seguido por Eusebio al componer todas estas obras, comenzando
por la Crónica. N o rm a suya es reasum ir los temas de sus produc­
ciones anteriores en obras nuevas, incorporándolos a voces lite ra l­
mente o casi, completándolos, retocándolos y readaptándolos a p u n ­
87 Edición crítica, ju n to con el Contra Marcellum y el De ecclesiastica theoloeia, por
T . Gaisford (O xford 1851); E. des P la c e s - M . F o r r a t , en SC 333 (París 1986); cf. E. des
P la c e s, La segonde sophistique... (París 1985) p.423-427.
88 Edición crítica por κ . M ras (Eusebius Werke 8,1 [Berlín 1934]· GCS 43,1; 2 [Berlín
1956]: GCS 43,2 [21983, por E. des P la c e s ]); J. S i r i n e l li - E . des P la c e s , en SC 206, 228,
262, 266, 215, 369, 292, 307, 338 (París 1974 ss.).
89 Edición crítica por 1. A . H eikel (Eusebius Werke 6 [Leipzig 1913]: GCS 23).

tos de vista y perspectivas diferentes, olvidándose en ocasiones de
borrar lo que debiera ser elim inado. Sin embargo, podemos llegar
a d istin g u ir algunos puntos que jalonan toda la obra como expresión
de sus centros de interés en los diversos momentos históricos por
que ha atravesado. S irinelli los resume así: «i) Establecim iento de
una cronología que integra a los judíos en el lugar que les corres­
ponde; i ) establecimiento de la relación profética y de la continuidad
de los datos religiosos entre los judíos y la Iglesia cristiana; 3) una
historia de esta Iglesia cristiana, que desemboca en el relato de sus
éxitos definitivos, y, por ú ltim o , 4) una vuelta a la segunda etapa,
pero repensando en ella todo lo adquirido, en fu n ció n de la victo ria
presente la historia sirve ahora en ella para ju s tific a r la doctrina,
en una vasta y combinada visión en que se mezclan argumentos
cronológicos, filia ció n y confrontación de religiones y civilizaciones,
y en donde se elabora, conscientemente o no, una imagen de la
evolución de la humanidad» 90.
L a realización de todo este trabajo requería sobre todo poder
disponer de un material inmenso. N o cabe duda de que Eusebio
tenía recogido ya m ucho cuando estalló la persecución, además de
lo in cluido en las obras ya terminadas. Pero debió de continuar
luego, a pesar de las dificultades, y a un ritm o notable, acentuado
naturalm ente al llegar la paz. M as para ello necesitaba disponer de
una buena biblioteca. Es casi seguro que las bibliotecas de Cesárea
y de Jerusalén no sufrieron detrim ento en la borrasca persecutoria
y que Eusebio pudo utilizarlas, la prim era todo el tiem po, y la
segunda, al menos, después de 311.
Apenas consagrado obispo, la actividad científica y lite ra ria de
Eusebio parece amainar y hasta casi cesar por completo. En los
cuatro lustros que siguen, apenas se pueden situar algunas peque­
ñas producciones. Cargado con la responsabilidad pastoral, tiene
que dedicar su tiem po a la urgentísim a tarea de reconstrucción
espiritual y m aterial de su iglesia. Su condición de obispo de una
ciudad tan im portante, que le convertía en m etropolitano de Pa­
lestina, y su creciente prestigio personal le sacan de su vida retirada
y estudiosa y le lanzan a la acción, incluso fuera de los lím ites de
Cesárea.
C on ocasión de la inauguración de la iglesia de T iro — entre
314 y 318, por señalar las fechas extremas— , acude a esta ciudad
invitado por su amigo el obispo Paulino y pronuncia el Panegírico,
que luego incorporó a su H istoria eclesiástica 91, en el nuevo lib ro
90

SlRINELLI, p . 16-17.

91 H E X 4.

con que la completó poco después y que dedicó al m ism o Paulino
de T ir o 92.
L a mayoría de los historiadores consideran el año 318 como
p unto de partida del arrianism o 93. En todo caso no se puede retrasar
a más acá de 323. A unque Eusebio no había estado relacionado
personalmente con Luciano de A n tio q u ía , a cuyo magisterio apela
A rrio , sin embargo, la afinidad de ideas teológicas, y sobre todo
las afinidades personales, le hacen inclinarse del lado de este ú ltim o
cuando fue condenado y excomulgado p or los obispos de Egipto
reunidos con A lejandro de A lejandría. Si hemos de creer a Eusebio
de N icom edia en su carta a Paulino de T iro , Eusebio de Cesárea
tom ó p a rtido en seguida por A rrio 94. Esta postura suya, que parece
estar m otivada más por lo que representaba la a ctitud de A rrio
frente al absolutismo alejandrino que por estar convencido de la
plena verdad de su doctrina — de hecho, en lo d octrinal Eusebio
nunca estuvo del todo por ninguno de los dos partidos 95— , fue,
sin embargo, suficiente para im pulsarle a escribir algunas cartas en
favor del presbítero alejandrino, con el fin de obtener su re h a b ili­
tación. De esta época, efectivamente, son las cartas que escribe al
obispo de Balanea, E ufratión, y al de A lejandría, A lejandro, de las
cuales se citan sendos párrafos en las Actas del concilio de Nicea
I I 96. A pesar de ir acompañadas por otras cartas de los obispos de
Palestina — Paulino de T ir o y Teodoto de Laodicea entre ellos— ,
no lograron el resultado apetecido 97.
Es entonces cuando Eusebio toma, al parecer, la in icia tiva de
convocar un sínodo de obispos, que se tiene efectivamente en Pa­
lestina — seguramente en Cesárea— , y en el que los obispos con­
gregados acceden a las peticiones de A rrio y de sus partidarios,
perm itiéndoles reincorporarse a sus funciones m inisteriales en A le ­
jandría, pero con la condición de someterse a su obispo A lejandro 98.
L a ocasión de responder se le presentó a A le ja n d ro con la muerte
del obispo de A n tio q u ía Filogonio en diciem bre de 324. Reunidos
los sufragáneos antioquenos para elegir un sucesor, aprovechan la
oportunidad para pronunciarse acerca de la doctrina discutida y
prom ulgan una profesión de fe estrictamente antiarriana, en la m is­
93 H E X 1,2.
93 C f. G. O p it z : Z N W K A K 33 (1934) 131-159. M . S im o n e t t i la coloca entre 320 ca y
325 (D.25SS.).
94 T e o d o r e t o , Hist, eccles. 1,5.
95 Como bien dice Schwartz, Eusebio «nunca fue arriano n i perteneció, como A rrio y
l ’usebio de Nicomedia, al círculo de Luciano de Antioquía, pero era del parecer de que
A r r io había sido v íc tim a de una sinrazón, y por la historia ae Orígenes sabía con cuánta
violencia los sucesores de San Marcos solían atropellar la independencia de su clero» ( P a u ly W is s o w a , 6,1410; cf. W a l l a c e - H a d r i l l , p.121-138).
96 M a n s i, X II I c o l. 176 y 316-317, cf. T e o d o r e t o , Hist, eccles. 1,5.
97 Cf. San E p ifa n io , Haer. 69,4.
98 SozoMENO, Hist. eccles. 1,15.

ma línea que la de A lejandro. A l negarse a suscribirla, Eusebio de
Cesárea, Teodoto de Laodicea y N arciso de Neroniade fueron ex­
comulgados, aunque sólo provisionalm ente 99. Efectivamente, la
carta sinodal de A n tio q u ía parece suponer que C onstantino había
convocado ya el concilio de A ncira.
C onstantino había quedado dueño absoluto del Im perio tras
derrotar a L ic in io en septiembre de 324, y uno de sus objetivos más
acariciados fue, desde el p rim e r momento, mantener a toda costa
la unidad política del Im perio, contra la cual no podían menos de
conspirar las contiendas que los cristianos traían entre manos. P ri­
mero había tenido que enfrentarse con las disensiones suscitadas
en Occidente por los donatistas. A h o ra se encontraba con un caso
sim ilar en O riente, por obra de los arrianos. Para con éstos sigue
un procedim iento análogo al seguido con aquéllos.
Posiblemente, Constantino se hizo ya presente en el susodicho
concilio de A n tio q u ía por medio de Osio 10°, lo que explicaría el
resultado que ya hemos visto y la elección de Eustacio de Berea
para suceder a Filogonio. Este resultado tan rotundam ente unilateral
no debió, sin embargo, de convencer a Constantino, a quien no
interesaba la victoria de un partido, sino la paz entre todos, y así,
antes incluso de disolverse la asamblea de A ntioquía, les hizo llegar
la convocatoria para un concilio más am plio y representativo que
se celebraría en A ncira, lugar que pronto, por razones de clim a y,
sin duda, tam bién políticas, cambió por Nicea, en B itin ia .
Eusebio debió de realizar el viaje con su amigo Paulino de T iro ,
y antes de llegar a Nicea se detuvieron en A n c ira y tuvieron alguna
intervención pública, como da a entender M arcelo de A n c ira 101.
4.

C o n c ilio de N ic e a y ú ltim o s años

N o sabemos en qué disposición de ánimo llegó Eusebio a Nicea,
marcado como estaba por la excomunión antioquena. Com únm ente
se adm ite que las sesiones comenzaron entre el 15 y el 20 de mayo
de 325, en el palacio im perial de Nicea, bajo la presidencia y dirección
del propio emperador Constantino. E l viejo problema de quién fue
el presidente eclesiástico sigue sin resolver, pero hoy se puede a fir­
99 Los documentos del concilio de Antioquía, publicados por O p itz (Athanasius Werhe
I I I , i [Berlín 1934] p.30-41), son hoy considerados como auténticos, tal como lo había p ro ­
pugnado Schwartz (Z u r Geschichte des Athanasius: Nachrichten d. G ött. Ges. d. W iss. 6
[1905] 171SS; 7 [1908] 30jss), a pesar de la opinion contraria de Harnack (Die angebliche
öynode von Ántiochen im Jahre 314-315: Sitzungsber. d. Preuss. Akad. [1908] 477SS; [1909]
40iss); cf. E. S e ederg. Die Synode von Antiochen im Jahre 314-315. Ein Beitrag zur Geschichte
des Concils von Nicäea (Berlin 1913); cf. A . H . B. L o g a n , Marcellus o f Ancyra and the
concils o f A. D. 315: Antioch, Ancyra, and Nicaea: JTS 43 (1991) 418-446.
100 H . Chadwick (Ossius o f Cordoba and the Presidency o f the Council o f Antioch:
JTS 9 [1958] 191-304) piensa que fue Osio quien lo presidió.
101 Eusebio, Contra Marcellum 1,4,45-49.

mar que en modo alguno pudo ser Eusebio de Cesárea, en contra
de lo que parece aseverar Sozomeno 102, que interpreta mal quizás
un pasaje del mism o Eusebio en su De vita C o n sta ntin i103.
H ub o un tiem po en que los autores sobrevaloraron el papel de
Eusebio en el desarrollo de este concilio, sobre todo en las discu­
siones teológicas, basándose fundam entalm ente en las supuestas ac­
tas del concilio transm itidas por Gelasio de Cícico 104. L a realidad
parece haber sido m uy otra. E l único documento auténtico que nos
habla del asunto es su propia C arta a la Iglesia de Cesárea 105, y
en ella es palm ario el esfuerzo que hace Eusebio por ju s tific a r ante
sus diocesanos su decisión fin a l — la firm a del documento conci­
liar— , exagerando el papel que el credo cesariense, presentado y
defendido por él, habría tenido en la form ulación d e fin itiv a de la
fe nicena firm ada por todos. Según él, lo habría propuesto como
base de discusión, y solamente después de mucha resistencia por
parte suya se habrían añadido algunos retoques que lo adecuaban
m ejor para responder al problem a arriano, sin por ello correr peligro
de sabelianismo, con lo cual, prácticamente, el concilio en pleno
habría adoptado su credo b a u tis m a l106.
Los hechos, con todo, tu vie ro n sin duda otro cariz. Eusebio, en
su calidad de excomulgado, necesitaba a toda costa demostrar la
ortodoxia de sus convicciones, y para ello nada más eficaz que
presentar el credo que había profesado, ju n to con toda la comunidad
de Cesárea, como laico, como presbítero y como obispo. Aceptada
por este camino su defensa, él quedó lib re de su excomunión, y los
padres conciliares pudieron esquivar la enojosa obligación de tener
que confirm ar o ra tifica r la excom unión de uno de los hombres de
m ayor prestigio intelectual de la asamblea 107, y que, sin duda, con
su respetuosa y moderada actitud, se había ganado el aprecio del
emperador 108. Sin embargo, su firm a de la fe de Nicea, que tanto
102 SOZOMENO, Hist, eccles. 1,19. Teodoreto (Hist, eccles. 1,8) afirma que fue Eustacio
de Antioquía, mientras para Nicetas (Thes. fid e i orthod. 5 ,7 ) fue Alejandro de Alejandría.
Cf. I. O r t i z de U r b in a , Nicea y Constantinople, en Historia de los Concilios Ecuménicos 1
(V itoria 1969) P-54SS.
103 y e 3,11. Así lo interpretó también L ig h tfo o t (D C B 2 P313); cf., sin embargo,
S c h w a r tz (P a u ly -W is s o w a , 6,1413) y W allace-H a d rill (p.26-27), que se inclinan por EuseBio
de Nicomedia. C f. C. L u ib h e it, The Council o f Nicaea (Galway 1982).
104 Hist. Concil. Nie. 2,18-19; cf· H . M . G w a r t k i n , Studies o f Arianisme (Cambridge
Y900) p.41-52.
103 Puede verse en PG 20,1536-1544; nueva ed. crítica, en O p it z , Athanasius Werke
II I 2,1 (Berlín 1915) ρ.28-31.
m Sobre el verdadero origen del «credo niceno», cf. J. N . D . K e l l y , Primitivos Credos
('ristianos = Koinonía, 13 (Salamanca 1980) p.203ss; I. O r t i z de U r b in a , o.e., p.69ss; Id . E l
símbolo niceno (M a d rid 1947) p.8-9.
107 Cf. w a l l a c e - H a d r i l l , p -iq - io .
108 El final del concilio coincidió con las vicennalia de Constantino, cf. V C 3,15-16.
Posiblemente Eusebio había comenzado a ganarse la simpatía del emperador, pero no creo
que deba interpretarse V C 1,1 en el sentido de que fue él quien p ro n u n c ió el p a n e g írico ,
como lo hará en las tricennalia.

le había costado, quedaba supeditada al m antenim iento fie l de la
form ulación del concilio, sin p o sibilidad para nadie de inte rp re ta ­
ciones tendenciosas.
Estas interpretaciones, a ju ic io de Eusebio, no tardaron en llegar,
y no solamente sirvieron para enfrentarlo de nuevo con los antiguos
adversarios, entre los que ahora destacaban, además, Atanasio y
Eustacio de A n tio q u ía 109, sino tam bién para im pulsarle a tom ar
otra vez la plum a y reanudar su trabajo de investigador y escritor.
Apenas term inado el concilio, in icia una nueva etapa de intensa
actividad literaria. De sus controversias con Eustacio quedan sola­
mente simples alusiones en Sócrates, Sozomeno y Teodoreto 110,
pero puede darse como m uy probable que a esta época pertenecen
el Comentario a Isaías 11] , el Onomásticon, dedicado a Paulino de
T iro , m uerto hacia 331 112, y el tratado Sobre la fiesta de la Pascua,
dedicado a C onstantino, en que explicaba el significado típ ico de
la pascua ju d ía y su cum plim ie n to en la pascua cristiana, además
de pronunciarse contra la práctica antioquena de celebrarla en d o ­
m ingo 113. Posiblemente date de esta época tam bién el encargo que
le hizo Constantino de cincuenta ejemplares de las Escrituras, c u i­
dadosamente ejecutadas, que destinaba a las iglesias de la nueva
capital C onstantinopla 114.
Pero estos años que siguieron a Nicea no fueron años serenos,
de sosegada labor en la paz de su biblioteca cesariense. Fueron,
por el contrario, años en que tu vo que sim ultanear su trabajo in ­
telectual con una intensa actividad de política eclesiástica y de p o ­
lémica doctrinal.
Todavía en 325 o comienzos de 326, Eusebio interviene eficaz­
mente en la deposición de Asclepas de Gaza, uno de los que le
habían excomulgado en A ntioquía, antes de Nicea 115. En ju n io de
328 sube, como sucesor de A lejandro, a la sede de Alejandría, A ta ­
nasio, que une sus fuerzas a las de Eustacio de A n tio q u ía . La
109 De lo poco que se ha conservado de este decidido antiarriano puede verse c u m p lid a
noticia en B. A l t a n e r - A . S tu ib e r , Patrologie (Friburgo Br. 1966) p.305-310.
110 S ó c ra te s , Hist, eccles. 1,13; So zom e no, Hist, eccles. 1,19; T e o d o r e t o , Hist, eccles.
ϊ, 7·
111 Cf. San J e ró n im o , De vir. ill. 81; Comment, in Is. praef. Edición crítica del texto,
recuperado en su mayor parte, por Joseph Z ie g le r , Der Jesajakommentar: GCS = Eusebius
Werke, 9. Bd. (Berlín 1975); cf. M . SlMONETTI, Esegeri e ideología nel «Commento a Isaia»
di Eusebio: R ivista di storia e de letteratura religiosa 10 (1983) 3*44112 Edición crítica de lo que queda en griego, con la traducción latina de San Jerónimo,
por E. Klosterman (Eusebius werke 3,1: GCS 11,1 [Leipzig 1904, reimpresión, Hildesheim
1966]).
113 Cf. V C 4,34-35. El texto, parcialmente conservado en la Catena sobre San Lucas,
de Nicetas de Heraclea, lo editó M ai, y M igne lo reprodujo: PG 14,693-706.
114 V C 4,36, cf. R. D e vree se, Introduction à l'etude des manuscrits grecs (París 1954)
p. 114-116; G. C a v a l l o , L ib ri, editori e publico (Bari 1977) p.115.
115 C f. San H i l a r i o de P o it ie r s , Fragm. hist. 3,11; cf. R. L o r e n z , Das Problem der
Nachsynode von Nicäa (317): Z K G 90 (1979) 11-40.

controversia de éste con Eusebio se agudiza, a la vez que Eusebio
de N icom edia y Teognis de Nicea son repuestos en sus sedes U6,
quizás por in flu jo de Constancia 117, y pronto, en 330, la lucha
culm ina con la reunión de un concilio en A n tio q u ía , en el que
tom an parte numerosos obispos 118, entre ellos Eusebio de Cesarea 119. Los manejos de los arrianos y proarrianos como Eusebio,
que no retrocedían n i siquiera ante la calumnia, dieron resultado,
pues lograron la deposición y destierro de Eustacio de A n tio q u ía
a Trajanópolis de T racia 12°.
E lim inado Eustacio, había que buscar un sucesor. Por lo que deja
entender Eusebio 121, el asunto no era fácil, debido al descontento
del pueblo antioqueno por la deposición de su obispo. A u nque deja
entender que el candidato reclamado era él m ism o 122, lo cierto es
que el nom brado fue su amigo Paulino de T ir o 123, que debió de
m o rir m uy pronto, a los seis meses 124, sucediéndole, quizás como
recurso de compromiso, un ta l E ulalio, que tam poco duró mucho,
pues m u rió pronto 125. L a divisió n del pueblo antioqueno se hizo
más patente y violenta. E l partido que propugnaba la vuelta de Eus­
tacio era fuerte, pero iba contra el parecer del emperador. Por su
parte, el partido contrario no debía de ponerse de acuerdo tampoco
en cuanto a su propio candidato. Por fin parece que se reunió un
número suficiente de votos para pedir al emperador que les diera
como obispo a Eusebio de Cesárea. Para éste, dicha elección repre­
sentaba, sin duda, el m ayor triu n fo de su carrera eclesiástica, pero
supo valorar adecuadamente la gravedad de la situación de la iglesia
antioquena y, contentándose con el honor, p re firió declinar la carga
aneja — que además le apartaría de sus libros— y renunció, apelando
al canon 15 de Nicea. E l emperador aceptó la renuncia en carta ex­
tremadamente laudatoria, que Eusebio se complace en reproducir
ju n to con las otras referentes al asunto de la elección antioquena 126.
Com o consecuencia de los desórdenes provocados en Alejandría
por arrianos y melecianos, unidos contra Atanasio, el emperador
convocó en 333 ó 334 un sínodo que debía celebrarse en Cesárea de
Palestina — por sugerencia de los arrianos, según Teodoreto 127— ,
116 Cf. S ó c ra te s , Hist, eccles. 1,23, 6,13, S o zom e no, Hist, eccles. 2,18.
117 El in flu jo de Eusebio de Cesárea, al que apela también I. O rtiz de U rbina (o.e.,
p. 123), no me parece posible todavía por esas fechas.
118 La cifra que da Filostorgo (Hist, eccles. 1.20) es, con todo, exagerada.
119 Cf. T e o d o r e t o , Hist, eccles. 1,20.
120 Ib id.; cf. S o zo m e n o , Hist, eccles. 2,19; S ó c ra te s , Hist, eccles. 1,24.
121 V C 3,59 cf. S ó c ra te s , Hist, eccles. 1,24.
122 V C 3,60-62.
123 C f. Éusebio, Contra Marcellum 1,4,2; F i lo s t o r g o , Hist, eccles. 3,15.
124 Cf. G. B a r d y , Sur Paulin de Tyr: Revue des Sciences religieuses 2 (1922)3 5- 4 5 .
123 T e o d o r e t o , Hist, eccles. 1,21.
126 Cf. V C 3,60-62.
127 T e o d o r e t o , Hist, eccles. 1,26.

y en él debía Atanasio justificarse de las acusaciones que se le
hacían. Este, sospechando una tram pa, no compareció, disculpán­
dose ante el emperador 128. Entonces C onstantino convocó un se­
gundo sínodo que se celebraría en T iro , y al que deberían compa­
recer todos, Atanasio incluido, naturalm ente, so pena de destierro.
Atanasio llegó en ju n io de 335. H abían pasado exactamente diez
años desde N icea 129. Pero no llegó solo, pues por los resultados
vemos que las fuerzas andaban equilibradas. M enudearon las acu­
saciones de una parte y de otra, y fue entonces cuando Potamón
acusó a Eusebio de apostasía 13°. E l concilio, según parece, se d i­
solvió en el mayor desorden; Atanasio marchó a C onstantinopla
para entrevistarse con el emperador y pedirle ju sticia 131, mientras
sus enemigos, dueños del campo, dictaban sentencia contra él y
enviaban a buscar nuevas pruebas 132. N o podemos determ inar el
in flu jo que Eusebio tuvo en todo esto. E n su De v ita Constantini
lo pasa por alto y dedica toda su atención a los sucesos de Jerusalén
con m o tivo de las tricennalia de C onstantino 133.
C onstantino quiso realzar la celebración del fausto e inhabitual
acontecimiento, que era el poder contar sus treinta años de im perio,
con la solemne dedicación de la iglesia del Santo Sepulcro, o de la
Resurrección, edificada a su in icia tiva y expensas 134, y ordenó que
todos los obispos reunidos en T ir o se trasladasen a Jerusalén para
tom ar parte en las grandes solemnidades. La dedicación tu vo lugar
el 14 de septiembre de 335 (según el Chronicon paschale habría sido
el 17, pero de 334). Es el suceso que acapara toda la atención de
Eusebio y, como de costumbre, procura presentársenos como uno
de los principales protagonistas del mismo, sobre todo por sus dotes
oratorias 135.
C on este m otivo, Eusebio compuso una descripción del tem plo
inaugurado, que dedicó al emperador 136. Los elementos de scrip ti­
128 SozoMENO, Hist. eccles. i, 15; T e o d o r e t o , ibid.
129 C f. V C 4,41-41.
130 C f. supra nota 67; San E p ifa n io , Haer. 68,8.
131 C f. San A t a n a s io , Apol. c. A rian 9; P. B a t i f f o l , La paix constantinienne et le
catholicisme (París 1914) p.385; P. P e e te rs , L ’épilogue du synode de Tyr en 335: A B (1945)
131-144.
Î32 C f. S ó c ra te s , Hist, eccles. 1,31; S o zom e no, Hist. eccles. 2,15 San A t a n a s io , Apol.
c. Arian. 75-79.
133 VC 4,43ss.
134 V C 3,2.5; 4,40; cf. C h . C o ü a s n o n , Analyses des éléments du IV e siècle conservés
dans la Basilique du S. Sépulcre à Jérusalem: A kte n des V II. internat. Kongresses f. christl.
Archäologie. T rie r 5-11 Sept. 1065 (Rojna 1970) p.447-463; G. B a u tie r , Le Saint Sépulcre
de Jérusalem et d ’Occident au Moyen Âge: Ecole Nationale des Charles: Positions des thèses
soutenues par les éleves de la Promotion de 1971 (Paris 1971J p. 15-15; H . A . D r a k e , The
return o f the Holy Sepulchre [Eusebius’ «On the life o f Constantine»!: The Catholic historial
review 70 (1984) 263-267; S t. H e id , Eusebius von Cäsarea über d i Jerusalemer Grabeskirche:
Römische Q uartalschrift fü r christliche Altertum skunde und Kirchengeschichte 87 (1992)
1-28.
133 V C 4.43-45
13* V C 4,46.

vos posiblemente quedaron incorporados a su De v ita Constantini
3,24ss, y con los teológicos form ó la segunda parte (c.ii-18) de su
De laudibus Constantini, para com pletar la prim era ( c.i - io ), formada
fundam entalm ente con el panegírico que había pronunciado en
C onstantinopla para celebrar las tricennalia de C onstantino 137. Re­
sultado: la obra conocida por De laudibus Constantini, seguiría como
apéndice al De v ita Constantini, según parece indicar Eusebio m is­
mo 138, y data, evidentemente, de 335 ó 336 a más tardar.
Pero en Jerusalén hubo más que fiestas, discursos y lucim iento
personal. En T iro se había condenado a Atanasio; en Jerusalén, sus
enemigos lograron la rehabilitación completa de A rrio , que el em­
perador quiso im poner al m ism o Atanasio 139. Este, sin embargo,
supo m aniobrar con suficiente habilidad como para lograr que el
emperador convocase de nuevo a los mismos obispos en Constan­
tin op la 14°, mientras su amigo y defensor, M arcelo de A ncira, tra ­
taba de desacreditar ante la corte a los eusebianos, especialmente
con su escrito contra el sofista A sterio 141.
Según Schwartz, acudieron como representantes del partido antiatanasiano solamente unos cuantos, entre los cuales se hallaban
los dos Eusebios: el de Nicom edia, cabecilla del partido, y el de
Cesárea, y fue en esta ocasión cuando el cesariense pronunció su
discurso tric e n a l142. T o d o es posible, teniendo en cuenta las d if i­
cultades, insalvables por el mom ento, con que se tropieza para una
dotación segura. L o cierto es que Atanasio, bien por in flu jo de los
eusebianos, que cam biaron el contenido de sus acusaciones 143, bien
porque él m ism o term inó por chocar personalmente con el empe­
rador, fue desterrado a Tréveris, m ientras su amigo se veía depuesto
y sustituido por otro en la sede 144.
M arcelo quedaba depuesto, pero no refutado. D e esto encargaron
los eusebianos a nuestro Eusebio, quien lo hizo en los dos libros
Contra Marcelo y en los tres titulados De la teología eclesiástica,
que les siguieron de cerca. Am bas obrás dejan m ucho que desear,
sobre todo en cuanto al método y al logro de su objetivo 145.
137 Para Quasten (Patrología 2: B A C 217 [M a d rid 1962] p.34.1-342) el hecho tuvo lugar
el 25 de ju lio de 335. Esto supone que Eusebio se había trasladado antes a Constantinopla,
desde T iro , quizás como delegado del concilio.
138 V C 4,46.
139 C f. San A ta n a s io , Apol. c. Arian. 84, De svnodis 21.
140 ID ., Apol. c. Arian. 86; S ó c ra te s , Hist, eccles. 1,34, S o zo m e n o , Hist, eccles. 2,28.
141 C f. Eusebio, Contra Marcellum 1,4,1; sobre el contenido del opúsculo de Asterio,
cf. San A t a n a s io , De synodis 18.
142 S c h w a r tz : P a u ly - W is s o w a , 6,14*0.
143 San A t a n a s io , Apol. c. Arian. 87.
144 S ó c ra te s , Hist, eccles. 1,36; S o zo m e n o , Hist, eccles. 2,33. Para Schwartz ( P a u ly W is s o w a , 6,1421), la excomunión y deposición de Marcelo había tenido lugar el año 328,
en un concilio reunido en Constantinopla, al cual no asistió Eusebio.
145 Edición crítica, por E. Klostermann (Eusebius Werke 4: GCS [Leipzig 1906]; 2.a
ed. preparada por G. C. Hansen, Berlín 1972).

Pocos años le quedaban ya de vida a Eusebio, pero, no obstante,
fueron de los más fecundos de su vida literaria. A ellos pertenece
sin duda, puesto que menciona la construcción de la iglesia del
Santo Sepulcro 146, el gran Comentario a los salmos, obra de enormes
proporciones, aunque se ha perdido en gran parte 147. T am bién
podemos datar de estos últim os años su Teofanía, de cuyo texto
original quedan solamente fragmentos, aunque se conserva una tra ­
ducción siríaca bastante lit e r a l148.
El 11 de mayo de 337, domingo de Pentecostés, moría Constantino
en su v illa de A ncirona, cerca de N icom edia 149 Eusebio creía tener
m otivos suficientes para mantener alto el recuerdo del emperador,
y en seguida puso manos a la obra de erigirle un m onum ento lite ra rio
digno de su grandeza. A sí nació la obra conocida comúnm ente bajo
el títu lo De v ita Constantini, equívoco p or demás 15°, que no es uña
biografía, sino un elogio o panegírico fúnebre, con toda la com ple­
jid a d que lleva consigo este género literario, agudizada por la inser­
ción en él de documentos oficiales, cartas y edictos que pretenden
dar plena fe histórica 151. A l hacerlo, Eusebio cree c u m p lir un deber
sagrado, pero no m otivado por razones de amistad o de com prom iso
áulico — él nunca fue un obispo áulico, hay que reconocerlo— , sino
por razones teológicas. En realidad, a pesar de los tópicos usuales
que hacen de él poco menos que un rastrero adulador palaciego, el
contacto personal de Eusebio con el emperador fue m uy escaso y
poco propicio para una profundización en la amistad. N o debió de
pasar mucho más allá de los lím ites estrictos de la cortesía y de las
exigencias oficiales. L a confidencia aludida en De vita Constantini
1,18 no obsta para la verdad de esta afirm ación: nada indica que se
tratase de una confidencia exclusiva a Eusebio.
146 Eusebio, Comment, in Psal. Χ γ ,η - iy
147 Es tam bién su obra exegética más importante. La tradujeron al latín San H ila rio
de Poitiers y Eusebio de Vercelli, aunque nada se ha conservado de ambas traducciones.
En cambio, del texto original se conserva el comentario seguido de los salmos 51-95 y luego
numerosos y extensos fragmentos sacados de las catenae; cf. Q u a s te n , Patrología 2: B A C
217 (M a d rid 1962) p.353; C . C u r t í , Eusebiana I. Commentant in Psalmos: Saggi e testi, 1
(Catania 1987).
148 Editó los fragmentos griegos y la traducción alemana del texto siríaco H . Gressmann
(Eusebius Werke 3,2: GCS [L eipzig 1904]); 2.* ed., reelaborada, por A d o lf L a m in s k y (Berlín
1092}. El texto siríaco lo había editado S. L e e (Londres 1842). Quedan todavía algunas obras
de Èusebio que, hoy por hoy, es im posible fechar.
149 C f. V C 4,61-64.
150 Focio (Bibliot. cod.127) da este título: El$ Κ ω νσ ταντίνον... έ γ κ ω μ ια σ τ ικ ή , que
responde perfectamente a su contenido y al que traen los mejores mss.: eiç το ν βίο ν τς>υ
μακαρίου Κ ω νσ τα ντίνο υ βασ ιλέω ς, confirm ado por S ó c ra te s (Hist, eccles. 1,1-2: Els το ν
βίον Κ ω νσ τα ντίνου . Edición crítica, por I. A , H e ik e l: GCS (Leipzig 1902); ú ltim a edición
crítica, por F. W in k e lm a n n : GCS Eusebius I Bd. (Berlín 1975); excelente traducción española
por M a rtín G u r r u c h a g a : BC G 190 (M a drid 1994).
151 De ahí que su autenticidad — de la obra y de los documentos— haya sido fu rio ­
samente atacada por todos los costados, como puede verse repasando un poco la bibliografía
que dan Quasten y AltaneT-Stuiber, y que están lejos de agotarla, sin que se hayan podido
aducir argumentos irrefutables: M . Gurruchaga trata ampliamente el problema en una valiosa
introducción (B C G 190, p.96ss).

Estos contactos episódicos — incluidos los epistolares, oficiales—
podían a lo más halagar la vanidad de Eusebio, pero nada más. L o
que verdaderamente le m ovió a realizar esta obra hay que buscarlo
en otro plano, en el teológico, y más concretamente en el eclesiológico.
Para Eusebio, C onstantino realizaba su propio ideal de empe­
rador cristiano como cabeza de la Iglesia en función de vicario de
D ios y del Logos 152. Esta convicción condicionó toda su actitud a
la hora de tratar del emperador en todos sus escritos en que debía
hablar de él, pero sobre todo en esta obra dedicada a ensalzar sus
virtudes; en ella se muestra consumado panegirista en el recto sen­
tid o de la palabra. N adie puede realmente negarle absoluta since­
ridad y pleno desinterés.
S iif embargo, poco habría de sobrevivir Eusebio a su admirado
emperador; apenas dos años. Sin duda los ocupó en continuar su obra
literaria, a pesar de sus setenta años bien pasados, aunque no sepamos
qué obras pudo componer en ese tiem po. Tam poco aparece ya su
nombre después de 337. E n 341, con m o tivo del concilio reunido en
A n tio q u ía para la inauguración de la iglesia del O ro, ya no es él
quien representa a la comunidad de Cesárea, sino su sucesor, A ca­
cio 153 Por otra parte, Sócrates coloca su muerte entre la vuelta de
Atanasio a A lejandría en 337 y la m uerte de C onstantino II, en los
prim eros meses de 340 154. A h o ra bien, el viejo M artirologio siríaco
conmemoraba a Eusebio el 30 de mayo 155. Si esta fecha (no olvidemos
que dicho m artirologio se compuso apenas cincuenta años después)
señala el dies depositionis, Eusebio habría m uerto un 30 de mayo, sin
duda el anterior a la m uerte de C onstantino II , es decir, de 339 156.
N i la Vida o elogio fúnebre que escribió su discípulo y sucesor
en el episcopado cesariense, Acacio 157, n i su inclusión en el M a r­
tirologio siríaco entre los mártires y confesores de Cesárea — en él
se incluye tam bién a A rrio — , n i siquiera su merecida fama de
escritor extraordinariam ente fecundo y polifacético 158, de la que
152 Cf. R. F a r in a , L ’impero e Vimperatore cristiano in Eusebio d i Cesárea (Zurich
1 0 6 6 ) p. 1 6 6 -2 5 1 , H . E g e r, Kaiser und Kirche in der Geschichtstheologie Eusebs von Cäsarea:
Z N w K A K 3 8 (1 9 3 9 ) 98SS; E. C r a n z Kingdom and Polity in Eusebius o f Caesarea: H T R
4 5 (1 9 5 2 ) 4 7 - 6 6 ; cf. R. Leeb, Konstantin und Christus: A rbeiten z. Kirchengeschichte, 58
(B erlin-N ew Y o rk 1 9 9 2 ).
153 C f. SOZOMENO. Hist, eccles. 3,5; J. M . L e r o u x , Acace, évêque de Césarée de Palestine
(341-365): Studia Patrística 8; T U 93 (Berlin 1966) 82-85.
134 Hist, eccles. 2 ,4 ; cf. SOZOMENO, Hist, eccles. 3,2.
155 H . L ie tz m a n n , Die drei ältesten Martyrologien (Bonn 1911) p .n . De este m a rtiro ­
logio pasó al Martyrologium Hieronymianum, 21 de ju n io (J. B. DE Rossi-L. D u c h e s n e ,
Martyrologium Hieronymianum: A cta Sanctorum, nov. 2,1 [Bruselas 1894] [80], y de éste al
Martirologio romano, nasta su revisión por orden de Gregorio X III.
136 Así L ig h tfo o t (D C B 2,318-319).
137 Cf. S ó c ra te s , Hist, eccles. 2 ,4 : su expresión e lç /rô v ß lo v δέ
τ ο ΰ δ ιδ α σ κ ά λ ο υ
in d ica b ie n el género lite ra rio .

138 «Diligentissimus pervestigator, edidit in fin ita volumina», dice San Jerónimo (De
vir. ill. 8 1).

tantos se aprovecharon, im pid ie ro n que, una vez m uerto, se perdiese
aquel respeto que todos sus coetáneos, incluso adversarios, le p ro ­
fesaron, con la excepción de Potamón, señalada más arriba. Su
mem oria sufrió vicisitudes m uy varias, siendo objeto p a rticu la r­
mente de los ataques virulentos de los antiarrianos — los arrianos
le hacían suyo— , de los antiorigenistas — siempre había defendido
a su maestro, dedicándole incluso una Apología — , y de los a n ti­
iconoclastas del concilio de Nicea I I — los iconoclastas apelaban a
la autoridad de su carta a Constancia— . De poco le sirvieron la
tím ida defensa que intenta Sócrates 159 o las reticencias del Decreto
Gelasiano para in c lu ir sus obras entre las proscritas 16°.
En realidad, con el paso de los siglos, sus obras, en la medida
que se han salvado, han sido las que m ejor han reivindicado su
memoria. Siempre se leyeron mucho y se copiaron no poco. C ie r­
tamente, en el Occidente latin o se redujeron casi exclusivamente a
la Crónica y a la H istoria eclesiástica, a través de sus traducciones,
hechas, respectivamente, por San Jerónimo y R ufino. Por el con­
trario, en O riente no sólo fueron ampliam ente utilizadas en el griego
original, sino que tam bién fueron en su m ayor parte traducidas al
siríaco y al armeno. N o olvidemos que su obra abarca casi toda la
temática del saber teológico y auxiliares, desde la exégesis bíblica
y la teología dogmática hasta la topografía y la crítica literaria,
pasando por la historia, la apología, la predicación, el panegírico,
etcétera.
Por otra parte, es un venero incomparable de documentación
para la antigüedad, cristiana y pagana, conservada exclusivamente
por él. C om o dice De G helling, «aparte de la Carta a Diogneto y
de los escritos gnósticos coptos, nada se ha encontrado hasta ahora
que no figure en form a de mención o de cita en la gran obra de
Eusebio de Cesárea. ¿Querrá esto decir que el círculo de esta lite ­
ratura no se extiende más allá de lo que conocía Eusebio y que ya
quedan pocas esperanzas de ver todavía alargarse mucho la lista de
los hallazgos? Esto, indudablemente, sería mucho afirm ar, pero,
hasta ahora, la p le n itu d de inform ación que m anifiestan las páginas
tan documentadas de Eusebio nos hace creer que pocas piezas im ­
portantes han quedado fuera del ám bito de sus lecturas» 161.
L o m ism o podría decirse de las piezas de literatura profana
antigua, de variadísima temática, que de no haber sido por Eusebio
se habrían perdido irremediablem ente en su totalidad. La h u m a n i­
159 Hist, eccles. i, u .
160 E. VON DOBSCHUETZ, Das Decretum Gejasianum (Leipzig 1912) p.10,46.
161 J. DE G h e ll in g , L ’étude des Pères de l'Église après quince siècles. Progrès ou recul?:
G ro g o ria n u m 14 (1933) i8 s -n 8 .

dad culta debe estarle sumamente agradecida. Por otra parte, como
dice L ig h tfo o t, «dejando aparte su doctrina, Eusebio merece el más
alto crédito p or su inteligente selección de los temas. N in g ú n escritor
ha mostrado nunca una penetración más aguda en la elección de
los temas que podrían tener un interés permanente para las futuras
generaciones. V ivía en los confines de dos épocas, separadas una
de otra por una de esas anchas líneas de demarcación que sólo
aparecen con intervalo de varios siglos. Eusebio vio la m agnitud
de la crisis y se apoderó de la oportunidad. El, y solamente él,
preservó el pasado en todas sus fases, en historia, en doctrina, en
criticism o, incluso en topografía, para instrucción del futuro» 162.
Su estilo, como bien dice Focio, «no es agradable ni brillante» 163,
y con mucha frecuencia el m aterial acumulado le desborda, le do­
m ina y le hace ser pro lijo , confundirse y hasta caer en contradicción;
pero, en conjunto, el tema sale, finalm ente, airoso de la prueba y
deja en los lectores una idea clara de lo que el autor había pretendido
transm itirles, sobre todo cuando se trata de temas apologéticos, que
sin duda son, ya por la época en que vivió , ya por sus circunstancias
personales, los temas que más extensa e intensamente cultivó. T e ­
mas directam ente apologéticos o tratados con miras apologéticas,
como son los históricos, pues, como bien dice S irinelli, «en las
mismas obras que parecen ser simples compilaciones, como los
Cánones, aparecen trasfondos de pensamiento apologético o polé­
mico, y nunca la historia es en Eusebio, sean cuales fueren sus
escrúpulos y su amor a la verdad, el simple proceso verbal de su
documentación» 164.
II.

L A « H IS T O R IA E C L E S IA S T IC A »
i.

E u s e b io y la « H is to ria »

Fue tesis de K . Hase que la historiografía eclesiástica no comenzó
con Eusebio, sino con las Centurias de M agdeburgo 165. Sin em­
bargo, al cabo de más de cien años de incesante búsqueda, se ha
hecho más firm e la convicción de que el verdadero padre de la
historia eclesiástica es Eusebio de Cesárea 166. Padre de la historia

162

LlGHTFOOT: D C B 2,345.
163 F o c io , Bibliot. cod.11:. τ ή ν δε φ ρ ά σ ιν ού κ έ σ τ ιν ο ύ δ α μ ο υ ο ύ τ ε ή δ ύ * ο ύ τ ε λ α μ π ρ ό τ η τ ι χ α ίρ ω ν . C f. K . M r a s , Ein Vorwort zur neuen Eusebiusausgabe (mit Ausblicken a u f

die spätere C räcitat): Rheinische M useum 92 (1944) 217-236.
164 Sirinelli, p.11-13.
165 K. Hase, Kirchengeschichte a u f der Grundlage akademischer Vorlesungen t.i (Leipzig
1890) D.35SS.
î6° C f. F. O v e rb e c k Ueber die Anfänge der Kirchengeschichtsschreibung (Basilea 1802;
reprod. D arm stadt 1965) p.6ss; H . DOERGENS, Eusebius von Caesarea, der Vater der K ir ­
chengeschichte: Theologie und Glaube 29 (1937) 446-448; G. F. C h e s n u t, The firs t Christian

Historiés. Théologie historique, 46 (París 1977): Eusebius, p .61-166.

eclesiástica, no de la historia de la Iglesia en el m oderno sentido
de esta expresión. N i tampoco en el sentido en que entendieron la
historia y la historiografía los grandes historiadores antiguos 167.
Cuando Eusebio u tiliz a la palabra Ierropía, puede referirse tanto al
relato de un acontecimiento como al acontecimiento m ismo, pero
nunca al conjunto de acontecimientos relatados como un desarrollo
orgánico sometido al juego de las causas y los efectos en m utua
conexión e interdependencia con proyección universal.
En Eusebio, ícrropía no sig n ifica d a historia» en sentido universal,
es decir, en cuanto abarca el acontecer de la experiencia humana
en su plenitud y totalidad 168. Es éste un concepto enteramente
ajeno a Eusebio. Eusebio no escribe una «H istoria de la Iglesia»,
sino una «Historia eclesiástica». D e l pasado eclesiástico quiere dar
a conocer todo lo que — personas, obras, acontecimientos— merece
que se salve y pueda ser salvado para la posteridad, todo lo que él
considera que puede interesar a un cristiano, obispo, clérigo o laico.
Y se lim ita a re unir m aterial eclesiástico del pasado, es decir, m a­
terial que pertenece al pasado de la vida de la Iglesia.
Tam poco pretende hacer historia de gran estilo, al m odo de
Tucídides, por ejemplo. Sus preceptos y reglas no le p e rm itiría n
aducir constantemente y de modo directo el m ayor número posible
de documentos testificales, sobre todo en form a de citas y extrac­
tos 169. Precisamente el m érito m ayor de la H istoria eclesiástica radica
en poner directam ente a nuestro alcance — y haber salvado— la
riqueza incalculable de su documentación, prescindiendo de su ca­
rácter apologético en los siete prim eros libros, y «panfletario» en los
tres últim os 17°. Eusebio conocía, evidentemente, las seculares reglas
de la antigua historiografía. Si las conculca, mejor, si no las sigue,
es, sin duda, por una decisión consciente: su H istoria eclesiástica
no ha de ser una exposición histórica de gran estilo. Prefiere atenerse
al significado más p rim itiv o de la palabra Icrropía, que apunta al
saber acumulado por no im porta qué clase de investigación y que
había sido recogido y cultivado por la filología alejandrina hasta
re cib ir la configuración concreta de «reunión de material» 171. La
167 Sobre la historiografía de los antiguos, cf. B. L a c r o ix , L ’Histoire dans l ’Antiquité
(M ontreal-París 1951), espec. p.iioss.; sin olvidar a T. T . S h o r w e ll , H istoria de la historia:
Fondo de C ultura Económica (M é xico -M a drid 1 9 8 1 ; p. 367SS. (la edición original es de 1 9 3 0 );
P. M i l l e f i o r i n i , Storia delta Chiesa. Teología o storiografía?: La C iv iltá Cattolica (1 9 8 7 ,
IV ) 4 3 0 - 4 4 3 ; M . GOEDECKE, Geschichte als Mythos, Eusebs «Kirchengeschichte (Berna 1 9 8 7 );
F. WINKELMANN, Grundprobleme christlichen Historiographie in ihren Frühphase (Eusebius
von Kaisareia und Orosius: Jahrbuch fü r Oesterreichkirchen Byzantinistik 4 2 (1 9 9 2 ) 3 3 -4 0 .
168 C f.
K. H eussi, Zum Geschichtsyerständnis des Eusebius vonCdsarea: wissenscnaftl.
Zeitschr. der
Friedrich-Schiller U niversität Jena-Thüringen 7 (1 9 5 7 -5 8 ) 89SS.
169 C f. E. S c h w a r tz , Ueber Kirchengeschichte: Gesammelte Schriften t.I (Berlin 193 8 )
p.1 1 5 ; N a u t in , Lettres p . 9 .
170 C f.
E. S c h w a r tz , ibid., p.121-123.
171
C f.
ibid., p.116.

especificación le vendrá del m ism o m aterial acumulado. Com o en
Eusebio se trata de m aterial eclesiástico: obispos, sucesión, libros
canónicos, escritores, mártires, herejes, etc., su H istoria eclesiástica
se d efinirá como «reunión o acopio de m aterial eclesiástico».
Sin embargo, no es m aterial inerte, sin interés histórico, en el
sentido moderno de la palabra. Por el contrario, ese interés es m á­
xim o. Tam poco se puede decir que el m aterial reunido esté sim ­
plemente amontonado, sin ningún lazo interno que le dé cierta
cohesión y unidad. N o hemos de o lvidar que la idea de componer
su H istoria eclesiástica nace en Eusebio de la necesidad de am pliar
y com pletar los datos expuestos en la Crónica 172 y que ésta se halla
montada ya sobre un esquema cronológico bien patente, que sigue
las reglas de los filólogos alejandrinos y está orientada desde un
p unto de vista claramente apologético. La preocupación por el encuadram iento cronológico del m aterial es constante en toda la H is ­
toria eclesiástica, y una buena parte del m aterial ha sido aportado
justam ente como esclarecimiento cronológico, sobre todo cuando
se trata de elucidar fechas de escritos y de escritores eclesiásticos,
para lo cual va aduciendo listas, catálogos, datos personales, etc.
La abundancia de esta ú ltim a clase de m aterial convierte a la
H istoria eclesiástica en la prim era fuente para una historia de la
literatura cristiana. N o de otro modo lo entendió San Jerónimo,
que extrajo de ella lo m ejor del m aterial para su historia literaria,
la obra titulada De viris illustribus, que encaja perfectamente en la
tradició n de la antigua historia literaria 173.
Por otra parte, la orientación apologética del m aterial acumulado
representa otra especie de lazo interno que sirve tam bién para darle
cohesión y unidad, lo m ism o cuando pone de relieve las desgracias
llovidas sobre los judíos por su crim en contra C risto que cuando
presenta los m artirio s como prueba de la verdad y de la fuerza
cristianas, o las sucesiones episcopales como garantía del triu n fo de
la verdad divina sobre la envidia del demonio, p or poner algún
ejemplo. De hecho, como concluye Overbeck, «en el trabajo de
Eusebio, la historiografía eclesiástica aparece como un producto
tardío de la antigua apologética cristiana, ya que brota inm ediata­
mente de la antigua cronografía cristiana — que, a su vez, es hija
de dicha apologética— y lleva todavía en sus elementos básicos los
vestigios de ese fondo materno de aquella cronografía» 174.
172 H E I 1,6.
173 C f. E. S c h w a r tz , o.e., p.120; el De viris illustribus está traducido al español en la
obra dirig id a por Yolanda García, Biografías literarias latinas: BCG, 81 (M a drid 1985) p.203296.
174 F. O v e rb e c k , o.e., p.64; cf. F. SCHEIDWEILER, Zu r Kirchengeschichte des Eusebios
von Kaisareia: Z N W K A K 49 (1958) 123-120; W . V o e lk e r , Von welchen Tendenzen Hess sich
Eusebius bei Abfassung seiner «Kirchengeschichte» leiten?: VigCh 4 (1950) 159-160.

Overbeck se refiere a la cronografía representada por Sexto Julio
A fricano, m uy utilizada por Eusebio. Efectivamente, Eusebio ha
tomado de A frica no no sólo las principales listas de obispos, sino
tam bién los apéndices cronológicos que las ilustran. Y , sin embargo,
Eusebio es consciente de lo que hace cuando proclama que no ha
tenido precursor en su tarea 175. A frica n o se mueve «dentro del
modo apocalíptico de escribir la historia, heredado de los judíos, y
su cronología, por m uy buen m aterial que pueda contener en par­
ticular, en el fondo no es nada más que una form ulación cuasicientífica de una realidad en m odo alguno científica: el m ilenarismo» 176. Eusebio, en cambio, sigue, en el manejo y d istrib u ció n del
material, las normas impuestas por una concepción científica de la
historia de la literatura y biográfica, o, si se prefiere, de las SiaSoxat,
que son realmente el tema central y el h ilo conductor de los siete
prim eros libros.
Por otra parte, el hecho de que Eusebio escribiera una H istoria
eclesiástica, y no una H istoria de la Iglesia, no depende solamente
de su idea de la iaropícc, sino tam bién de su concepto de la Iglesia.
Resumiendo, diremos con K . Heussi que, para Eusebio, «la Iglesia
no es una m agnitud histórica, sino suprahistórica, trascendente y
estrictamente escatológica desde su origen, sin posibilidad de ex­
perim entar m utación histórica alguna» 177. En su concepto, la Ig le ­
sia, trascendente, no es sujeto de historia. L o son sus hombres
— comenzando por el H ijo de Dios, hecho hom bre verdadero— ,
sus instituciones, sus doctrinas: hombres, instituciones, doctrinas
«eclesiásticos». Por eso su historia es «historia eclesiástica» 178.
i.

P la n y fo rm a c ió n de la « H is to ria eclesiástica»

E l plan que se había propuesto Eusebio al comenzar a escribir
su H istoria eclesiástica no tenemos que buscarlo: él m ism o nos lo
fa c ilitó en los dos prim eros párrafos que abren la obra. «Es m i p ro ­
pósito — dice— consignar: i) las sucesiones de los santos apóstoles,
y 2) los tiempos transcurridos desde nuestro Salvador hasta nosotros;
3) el número y la m agnitud de los hechos registrados por la historia
eclesiástica, y 4) el número de los que en ella sobresalieron en el
gobierno y en la presidencia de las iglesias más ilustres, así como
175 H E I 1.3176 E. S c h w a r tz , o.e., ρ .ιιο .
177 K. H eussi, a.c., p.89; cf. R. F a r in a , L ’impero e l ’imperatore cristiano in Eusebio
de Cesárea p. 181-311.
178 Sobre la conexión de H E con PE y DE, según su concepto de la historia, cf. A .
D e m p f, Eusebios als H istoriker: Sitzungsberichte d. bayerischen Akad. d. W iss. in M ünchen,
P hil.-p h ilo l. u. hist. Klas. (1964), H e ft 11,1-13; S i r i n e l l i , p.175-181; M . H a r l , L ’histoire de
l ’humanité racontée par un écrivain chrétien au début du IV e siècle: REC 75 (1961) yiss.

5) el número de los que en cada generación, de viva voz o por escrito,
fueron embajadores de la Palabra de D ios; y tam bién 6) quiénes,
y cuántos, y cuándo, sorbidos por el error y llevando hasta el ex­
trem o sus novelerías, se proclam aron públicam ente a sí mismos
introductores de una mal llamada ciencia y esquilm aron sin piedad,
como lobos crueles, al rebaño de C risto; y, además, 7) incluso las
desventuras que se abatieron sobre toda la nación ju d ía en seguida
que dieron remate a su conspiración contra nuestro Salvador, así
como tam bién 8) el número, el carácter y el tiem po de los ataques
de los paganos contra nuestra doctrina, y 9) la grandeza de cuantos,
por ella, según las ocasiones, afrontaron el combate en sangrientas
torturas; y, además, 10) los m a rtirio s de nuestros propios tiempos,
y 11) la protección benévola y propicia de nuestro Salvadon>179.
Sin embargo, comparando este plan con el texto, tal como ha
llegado a nosotros, en seguida nos percatamos de que no coinciden
exactamente. Los nueve prim eros números del plan concuerdan
perfectamente con la tem ática de los siete prim eros libros, aunque
no siguiendo un orden riguroso de tema por lib ro , n i siquiera apro­
ximado, sino correspondiendo, más o menos, todos los temas con
cada época que va transcurriendo hasta llegar a la propia generación
de Eusebio. En cambio, para los dos últim os temas anunciados,
contamos con el ú ltim o capítulo del lib ro V I I y los libros V II I- X .
Esto hizo pensar ya a H . de Valois, en su edición de 1659, que
la form ación de la H istoria eclesiástica tuvo sus etapas. Después de
él todos han coincidido en que no se completó del todo hasta las
vísperas del concilio de Nicea, pero discrepan a la hora de establecer
las etapas de form ación.
L ig h tfo o t creía ya en 1880 que Eusebio debió de escribir los
libros I - I X mucho después de la publicación del edicto de M ilá n
(313), y que a ellos añadió el X entre 323 y 325 18°.
Para Schwartz, sin embargo, el proceso fue diferente 181. Según
él, Eusebio tenía ya recogido todo el m aterial cuando term inó la
persecución en 311, pero no lo tuvo en condiciones de publicación
hasta los prim eros meses de 312. Ajustándose a los datos conocidos,
señala como fecha de publicación el período com prendido entre
finales de 312 (se habían publicado ya las A cta P ila ti) y la caída de
M a xim in o , en el verano de 313. Esta prim era edición constaba, según
él, de ocho libros que se cerraban con el edicto de tolerancia, o
palinodia, de Galerio.
179 H E I ι, ι - ι.
180 LlGHTFOGT: D C B 1,311-323; cf. A . L o u t , The date o f Eusebius’ «Historia Eccle­
siastical : IT S 41 (1990) i n -123.
181 E. S c h w a r tz , Eusebius Werke I I 3: GCS p .X L V II-L X I.

Pero la derrota que L ic in io in flig ió a M a x im in o cambió la si­
tuación de la Iglesia en Oriente, y Eusebio se animó a re fu n d ir su
H istoria eclesiástica en una nueva edición. A ñ a d ió en el lib ro V I I I
la descripción de las tiranías de M ajencio y de M a xim in o ( V I I I
13,11-15,1), y un lib ro más, el IX , en el que se destacaba la hostilidad
de M a xim in o para con los cristianos y describía su muerte y la de
M ajencio. E l conjunto iba coronado con la colección de documentos
que ahora aparecen en X 5-7. Eusebio publicó esta segunda edición,
lo más tarde, en 315.
L a inauguración de la nueva iglesia de T iro , para la cual com ­
puso un largo y solemnísimo sermón, y la m uerte de D iocleciano
fueron la ocasión que provocó una tercera edición. L a inserción del
sermón hubiera alargado desmesuradamente el lib ro IX , y Eusebio
optó por añadir uno más, el X , haciendo así alcanzar a su H istoria
eclesiástica un número de perfección 182. D edicó este lib ro X a su
amigo Paulino de T ir o y añadió un apéndice al V I I I sobre la muerte
de los cuatro soberanos, además de retocar y corregir no pocos
pasajes, basándose más en criterios personales que propiamente
históricos. Esta tercera edición dataría de hacia el año 317.
Pero el año 313, con la rebelión de L ic in io , significó un viraje
com pleto en la marcha de la historia. A l quedar solo Constantino
en el Im p erio tras derrotar a L ic in io , Eusebio tu vo que revisar lo
que de éste había escrito y dar cuenta de la «locura» que le condujo
a perseguir a los cristianos, así como su derrota y perdición. Esta
cuarta y ú ltim a edición es, pues, posterior a 313, aunque anterior a
315. Es m u y posible que en ella Eusebio suprim iera algunos docu­
mentos relativos a L ic in io , pero, al haberse conservado en ejem ­
plares de la tercera edición, han podido recuperarse. A sí Schwartz.
Para H . J. L a w lo r y J. E. O u lto n 183, el proceso de form ación
es parecido al propuesto por Schwartz, pero no idéntico. Para ellos,
Eusebio había comenzado a escribir su H istoria eclesiástica ya en
305, puesto que hace referencia a las Eclogae propheticae que fueron
escritas durante la persecución, aunque no pudo publicar su prim era
edición, que comprendía los libros I - V I I I , coronados con la p a li­
nodia de Galerio, hasta el año 311. De cerca siguieron las dos re­
censiones de los M ártires de Palestina: la larga, como obra inde­
pendiente, y la breve, resumen de ésta, como suplemento del lib ro
V I I I (en las ediciones posteriores se la fue relegando al ú ltim o lugar,
tras los nuevos libros añadidos). E l conjunto — H istoria eclesiástica
y M ártires de Palestina— estuvo term inado a finales de 311. Dos
H E X 1.3.
183 H . J. L a w l o r , Eusebiana (O xford 1911) p.i90 ss; L a w o r , p . i- n .
i»2

años después, a fines de 313 o comienzos de 314, tu vo Eusebio que
proceder a una revisión de su obra. D a cuenta del edicto de M ilá n
y de la muerte de M a xim in o , pero todavía no aparecen indicios de
las desavenencias entre L ic in io y C onstantino de 314. Esta segunda
edición comprendía nueve libros. Por ú ltim o , pasados algunos años,
publicó una nueva edición, la tercera, en la que corregía bastantes
pasajes del lib ro IX y añadía uno más, el X, que seguramente fue
escrito a finales de 324 o comienzos de 325, en todo caso antes del
concilio de Nicea.
Pero quien, a nuestro entender, ha llegado a comprender más
a fondo y auténticamente el proceso de form ación de la H istoria
eclesiástica de Eusebio, tras un análisis filo ló g ico verdaderamente
paradigm ático de la obra y del tratado De los mártires de Palestina,
es R ichard Laqueur en su obra Eusebias ais H istoriker seiner Zeit
(«Arbeiten zur Kirchengeschichte», 11), publicada por W a lte r de
G ru y te r (B erlín-L eipzig ), en 1929.
Laqueur tiene en cuenta los trabajos de Scbwartz y de L a w lo rO u lto n , sobre todo del prim ero, y de ellos parte para realizar su
investigación. Las conclusiones a que llega me parecen las más
justas.
Según él, los libros V II, V I I I y X presentan evidentes muestras
de haber form ado en diferentes momentos la conclusión de la H is ­
toria eclesiástica, a diferencia de los restantes libros, que carecen
en absoluto de semejantes indicios. Concretamente, el lib ro IX n u n ­
ca constituyó el fin a l de la obra.
Por otra parte, Laqueur percibe en la exposición del plan de la
obra, arriba citado, dos actitudes y estados de ánimo de Eusebio
m uy diferentes. D ich o plan comprende dos partes, de las cuales la
prim era «es incom patible con el hecho de la persecución y de la
victoria fin a l del cristianismo» 184, a que apunta precisamente la
segunda, que dice así: «y además los m artirios de nuestros propios
tiempos y la protección benévola y propicia de nuestro Salvador».
La prim era parte expone los temas desde un p unto de vista objetivo:
lo que im portan son los temas cuyos epígrafes, válidos para todas
las épocas, irán apareciendo una y otra vez, alternando con más o
menos regularidad, a lo largo de los siete prim eros libros. La se­
gunda parte, en cambio, comienza per salirse del ám bito del ú ltim o
epígrafe de la prim era parte — los m artirios cristianos de cualquier
tiem po— y entra de lleno en una perspectiva claramente cronoló­
gica: «de nuestros tiempos». E l punto de vista es, pues, com pleta­
mente distinto.
184 R. L a q u e u r , Eusebius als H istoriker siner Zeit (B erlin-Leipzig 1929) p.210; cf. T .
D. B a rn e s , Some inconsistencies in Eusebius: JTS 35 (1984) 470-475.

D e todo ello deduce Laqueur que esta segunda parte del plan
de la obra es un suplemento o apéndice añadido posteriormente.
T eniendo en cuenta además el ingente m aterial que Eusebio tiene
que manejar, para lo cual necesita mucho tiem po, se aparta de
Schwartz y propone su teoría, según la cual la obra comprendía
inicialm ente sólo siete libros, sin la m enor referencia a la gran
persecución, los cuales sustancialmente venían a ser nuestros ac­
tuales libros I- V I I.
A hora bien, dada la estrecha relación existente entre la H istoria
eclesiástica y la Crónica, anterior, es de suponer que datan de fechas
m uy aproximadas. Por consiguiente, Laqueur concluye que Eusebio
publicó la prim era edición de su H istoria eclesiástica en siete libros
m uy poco tiem po después de su prim era edición de la Crónica, en
todo caso antes ya de 303, año en que estalló la gran persecución.
E l tener publicada ya su obra le p e rm itió dedicar mayor atención,
en los años que siguieron, a los acontecimientos de que fue testigo
ocular.
N aturalm ente, estos acontecimientos no podían dejarle in d ife ­
rente, sobre todo contem plando con sus propios ojos hazañas no
menos gloriosas en los propios contemporáneos que las descritas
por él en su obra, realizadas por los m ártires de otros tiempos.
Estos acontecimientos pusieron de nuevo la plum a en sus manos,
y se dispuso a com pletar lo que ya tenía publicado, describiendo
la gran persecución de su tiem po. F ie l a su método de trabajo,
apenas retocó lo ya term inado, y puso su descripción de la perse­
cución como suplemento en form a de un nuevo libro, el V I I I . N o
debió de comenzar a redactarlo hasta la calma de 311, y tenía que
basarse casi exclusivamente en sus experiencias personales, por lo
que su descripción quedaba m uy lim itada. Apenas podía disponer
de fuentes escritas, debido sobre todo a que M a xim in o , a cuya
ju risd icció n pertenecía Palestina, no publicó en sus dom inios el
edicto de Galerio, y pronto renovó en muchas zonas la persecución.
Los principales acontecimientos de esta persecución de 311-313 los
recoge en el Apéndice, que añade al lib ro V II I. Por consiguiente,
esta segunda edición de la H istoria eclesiástica comprendía ocho
libros, más el Apéndice.
Con el año 313, caído M a xim in o , llega definitivam ente la paz.
Eusebio comienza entonces a recibir m aterial de todas partes y
puede inform arse detalladamente de lo ocurrido en las demás ig le ­
sias. Esto le condujo a una revisión y transform ación total de su
historia de la persecución. Sin embargo, como no quería dejar p e r­
derse el m aterial acumulado por su propia experiencia, es decir, los
m artirios de que había sido testigo ocular y que había expuesto por

orden cronológico en el lib ro V I I I de su segunda edición, los sacó
de aquí y, así desgajados de la H istoria eclesiástica, fueron cuajando
poco a poco como obra independiente con el títu lo De los mártires
de Palestina 185 Los sustituyó por un resumen (epítome lo llama
él; se halla en V I I I 2,4-12,10) en el que expone los m artirios de los
diversos lugares siguiendo un orden topográfico. Esta tercera edición
seguía constando de ocho libros.
Sin embargo, hacia el año 317, por el m ism o tiem po en que
pronunciaba en T iro su gran sermón de inauguración de la nueva
iglesia de dicha ciudad, llegaron a manos de Eusebio toda una serie
de textos referentes a la historia política general, que él se apresuró
a aprovechar para sus propios fines. Eran unos textos procedentes
de la curia im perial, hábilm ente orientados para ju s tific a r la política
de Constantino y de L ic in io frente a «los tiranos» M a x im in o y
M ajencio. Parecida intención tenían otros documentos imperiales
en que se ponía de relieve, como contrapunto a la política de éstos,
lo que habían hecho por el cristianism o los dos primeros, los dos
emperadores «amados de Dios». A través de ese material, Eusebio
veía asegurado el triu n fo de la religión cristiana. L a inauguración
de T ir o lo confirm aba. Este m aterial aumentó considerablemente
el volum en del lib ro V I I I , por lo que Eusebio se decidió a rees­
tru ctu rarlo .
N o sabemos cuándo lo hizo, pero fue, ciertamente, después de
317. Con el m aterial del lib ro V I I I y una parte del m aterial que le
había llegado form ó dos libros, el V I I I y el IX , dejando para un X
lib ro el resto y el gran sermón de T iro , ju n to con la transcripción
de algunos documentos y actas imperiales. En esta cuarta edición,
pues, la obra alcanzó los diez libros que han llegado hasta nosotros.
Pero no sería la edición de fin itiva. En 323-324, L ic in io , tras per­
seguir a los cristianos, se rebelaba contra C onstantino. Este marchó
contra él y lo venció. D ueño absoluto del Im perio Constantino,
Eusebio tenía que reflejar estos acontecimientos en su H istoria ecle­
siástica y explicarlos desde su punto de vista. N o sabemos si lo
hizo con recursos de su propia cosecha o sobre la base de textos
«facilitados» por el m ism o Constantino. L a expresión más caracte­
rística de esta situación la hallamos en el ú ltim o capítulo del lib ro
X. Pero no es el único testim onio, sino que la nueva situación le
ha obligado a cambiar el tenor y la orientación de otros pasajes, y
no solamente de los ú ltim os libros. Com o no solía destruir las partes
cambiadas, sino que dejaba a las partes envejecidas coexistir con
185 Los detalles de la formación de este tratado, ibid., p.6-30; su versión española
puede verse en D . R u iz B u e n o , Actas de los M ártires: Β Α Γ I I I (M a drid 1951) p.902-940.

las nuevas o remozadas, se puede seguir perfectamente la pista al
detalle, y Laqueur la sigue escrupulosamente, poniendo de relieve
el modo típico de trabajar que tenía Eusebio. A sí se puede ver que
Eusebio cambió en esta ú ltim a edición todo lo que de las anteriores
podía favorecer a L ic in io , pero no lo e lim inó por completo. Y si
suprim ió algún documento, quedaba en ejemplares de la edición
anterior, de manera que prácticamente nos han llegado todos.
Esta ú ltim a revisión de su H istoria eclesiástica debió de llevarla
a cabo después de 314, ciertamente antes de 316, cuando C rispo fue
ejecutado por orden de su padre C onstantino: en H E X 9,6 C rispo
es todavía «emperador amadísimo de D ios y semejante en todo a
su padre».
3.

D e s a rro llo d e l p la n y c ro n o lo g ía

E l plan comprende, por consiguiente, dos partes, que debemos
d is tin g u ir cuidadosamente: la que se halla en los siete prim eros
libros y la que se contiene en los tres últim os.
E l m aterial de historia eclesiástica reunido en los siete prim eros
libros, resumido en los epígrafes del plan original con que se inicia
la obra, se distribuye m uy desigualmente, pero no sin cierto método,
al que se atiene Eusebio.
Com o se desprende del prólogo del lib ro II, Eusebio considera
al prim ero como introducción y queda, por tanto, fuera del plan
expuesto. Sin embargo, de hecho, ya desde I 5 m anipula m aterial
histórico, por lo que la historia queda fundam entalm ente lim ita d a
al m aterial com prendido entre I 5 y V I I 31,31.
Eusebio d ivide este m aterial en grandes períodos que, más o
menos, vienen a coin cid ir con cada uno de los siete libros y que
abarcan hasta la persecución de Diocleciano. L a conclusión de cada
período coincide en líneas generales con la conclusión de cada lib ro .
Mas, para un analista bien avezado como era Eusebio, acostumbrado
en la Crónica a seguir los acontecimientos año por año, esta d ivisió n
debía de resultarle bastante incompleta, ya que en cada período
tenía que tratar, como se había propuesto, todos los temas enume­
rados en I 1,1-1.
Para facilitarse, pues, la tarea, Eusebio busca una d ivisió n más
manejable, dentro de la anterior, y la encuentra en los años de
im perio de cada emperador (o de dos, o de tres, pero eso sólo en
casos contados 186). Com o a veces puede disponer de otra unidad
de tiem po: la duración del episcopado de un obispo eminente, ta m ­
bién la utiliza , sobre todo cuando trata el p rin cip a l de los temas
186 De dos, V I 21,1 y V I I 28,4; de tres, V II 30,22.

de su plan, el de las sucesiones 187. Colocadas bajo los reinados a
que pertenecen, estas subdivisiones, señaladas casi siempre con la
fecha de acceso al cargo, son m uy útiles para la comprensión del
conjunto, aunque a prim era vista muchas veces parecen cortar el
h ilo de la narración 188.
Bajo estos esquemas cronológicos, que hunden sus raíces en la
filología alejandrina, va Eusebio desarrollando todos los temas que
se ha propuesto y los que, de paso, va incorporando porque los
cree de interés, aunque no se hallen en la enumeración inicial.
E n conjunto, Eusebio se atiene a su plan. A veces, sin embargo,
se descuida, o parece descuidarse, y lo abandona. Unas veces tal
abandono se explica por la misma fuente que u tiliza , que no da
más de sí y deriva hacia otro tema que puede tener su interés, al
parecer de Eusebio, como ocurre con no pocos pasajes de D ionisio
de A lejandría citados en el lib ro V II. Pero otras veces responde a
una decisión deliberada, como sucede siempre que se trata de los
libros canónicos. N o se lo ha propuesto como tema, porque, para
él, la B ib lia cae, por su carácter, fuera de la investigación histórica
y literaria; pero comprende que no puede dejar de tratar de esos
libros para esclarecer el problem a de la autenticidad de algunos, lo
que hace basándose sobre todo en el uso que de los mismos han
hecho los autores cristianos católicos, es decir, ortodoxos, y les
dedica tanta atención que, po r su im portancia, se convierten en el
segundo tema de la H istoria eclesiástica 189.
E l prim ero es sin duda ninguna el de la sucesión apostólica,
tan to que en líneas generales se puede asignar a cada uno de los
siete libros, como hizo el padre Salaverri 19°, la exposición de las
etapas de esta sucesión. En torno a él se desarrollan con más o
menos regularidad las etapas de los demás temas enumerados en I
1,1-1. La base son las sucesiones de las principales iglesias: Roma,
A lejandría A n tio q u ía y Jerusalén, de cuyas listas de obispos podía
disponer Eusebio. Con ellas podía dejar bien probada la tradición
in in te rru m p id a que va desde el Salvador hasta los obispos de su
propia generación.
E l contenido de los tres últim os libros sigue, en cambio, su
pro pio desarrollo. Eusebio establece claramente la diferencia de
tema: «Después de haber descrito en siete libros enteros la sucesión
187 H E ι,ι; V II 3M1; cf. J. S a la v e r r i, L a idea de tradición en la Historia eclesiástica
de Eusebio Cesariense: Gregorianum 13 (1932) 211-240.
188 Eusebio, para su cronología, parece regirse por el calendario siro-macedónico; cf.
J. S a la v e r r i, La cronología en la Historia eclesiástica de Eusebio Cesariense: Estudios Ecle­
siásticos i l (1931) 114-113·
189 C f. J. S a la v e r r i, E l origen de la revelación y los garantes de su conservación en
la Iglesia según Eusebio de Cesárea: G regorianum 16 (1935) 349*373190 J. S a la v e r r i, La idea de tradición, etc., p.238.

de los apóstoles, creemos que es uno de nuestros más necesarios
deberes tra nsm itir, en este octavo lib ro , para conocim iento tam bién
de los que vendrán después de nosotros, los acontecimientos de
nuestro propio tiem po, pues merecen una exposición escrita bien
pensada» 191. Los libros IX y X son, como vimos, resultado de la
reelaboración y am pliación del lib ro V I I I p rim itiv o . Se rigen, pues,
por el p rin cip io o principios rectores de éste.
Sin embargo, lo d ifíc il es determ inar cuál o cuáles son esos
principios. Los acontecimientos que se relatan parecen amontonarse
uno tras otro sin gran orden ni aparente relación de unos capítulos
con otros. E l ú ltim o capítulo term ina con el edicto de tolerancia
de 311, pero no sigue en los demás un orden cronológico. Comienza
exponiendo los inicios de la persecución, la conducta de los cris­
tianos ante ella y el desarrollo de la misma en N icom edia. Sigue
una exposición de la misma en varios lugares del im perio y term ina
con una somera inform ación política, seguida del edicto de Galerio.
Este orden local que parece seguir no resulta m uy satisfactorio
sobre todo por sus lagunas y por su confusión cronológica, pues
por ejemplo, describe acontecimientos que suponen la existencia
del cuarto edicto de persecución y, sin embargo, no bace de él la
menor referencia. Quizás se deba al hecho de haber desgajado de
este lib ro los relatos de los mártires de Palestina, en donde se hallan
las referencias cronológicas. Sin duda sigue otro orden.
R. E. Som m erville ofrece una sugerencia que bien podría dar
la clave que de alguna manera explicase la d istrib u ció n de la materia
de este lib ro que, sin embargo, responde a un solo tema: la perse­
cución de Diocleciano 192. Eusebio, después de exponer el porqué
de la persecución, al final del capítulo I cita los versículos 40-46
del salmo 88, y comienza el capítulo I I con esta afirm ación: «Todo
esto se ha cum plido efectivamente en nuestros días». Es decir, para
S om m erville se cumple en lo que se narra en los doce capítulos
que siguen. Ese fragm ento del salmo 88 sería el verdadero p rin cip io
ordenador del lib ro V I I I . E l paralelo entre las lamentaciones del
salmo y los acontecimientos narrados sería el siguiente: v.40 = c.i,
7-8 y 2,15; v.41 = c.3; v.42-43 = c.4; v.44 = c.5-6,1-5; v-45 = c.6-13,
seguidos de la palinodia de Galerio.
Para tener una visión de conjunto de toda la obra, veamos en
esquema de qué form a ha d istrib u id o Eusebio todo el material
acumulado en los diez libros:
191 H E V III, pról.
192 R. E. SoMMERVILLE, A n Ordering Principle fo r Book V I I I o f Eusebius’ Ecclesiastical
History: A Suggestion: V igC h zo (1966) 91-97.

LIBRO PRIMERO
Prólogo
1.1-2: Plan de la obra.
3-8: Dificultades de la empresa.
Introducción.
2.1-5: Preliminares.
6-13: Las teofanías.
14-16: Preexistencia del Verbo.
17-22: Razón de no manifestarse antes a todos.
23-27: La encarnación.
3.1-5: Los nombres «Jesús» y «Cristo» en Moisés.
6-7: El nombre «Cristo» en los profetas.
8-20: Relación de los sumos sacerdotes, reyes y profetas con Cristo.
4: Antigüedad del cristianismo.
Imperto de Augusto (44 a.C. -14 d.C.)
5: Fecha del nacimiento de Cristo.
6: Cumplimiento de Gén 49,10.
7: Las genealogías de Cristo.
8.1-1: Los magos de Oriente.
3-16: Juicio de Dios sobre Herodes.
9,1: Arquelao.
Imperio de Tiberio (14-37)
9,2-4: Pilato y las falsas Acta Pilati.
10.1-6: La predicación de Cristo.
7: Vocación de los Doce y de los setenta discípulos.
11.1-6: Juan Bautista.
7-9: testimonio de Flavio Josefo sobre Jesús.
12: Los apóstoles y los setenta discípulos.
13: Tadeo y Abgaro.
LIBRO SEGUNDO
Prólogo
1: Comienzos de la Iglesia.
2: Informe de Pilato a Tiberio.
3: Expansión de la Iglesia.
4,1: Herodes Agripa I, rey de los judíos.
2-3: Filón de Alejandría.
5-6: Desventuras de los judíos.
7: Final de Pilato.
Imperio de Claudio (41-54)

8: Hambre bajo Claudio.
9: Persecución de la Iglesia.
10: Final de Herodes Agripa I.
11: Teudas.
12: Elena, reina de Adiabene.
13-14: Simón Mago.

15: Origen del evangelio de Marcos.
16: Marcos, fundador de la iglesia de Alejandría.
17: Filón y los antiguos cristianos de Alejandría.
18.1-8: Obras de Filón.
9: Aquila y Priscila.
19: Desventuras de los judíos.
Imperio de Nerón (54-68)
20: Sectas y facciones judías.
11: El falso profeta egipcio.
12: Ultimos años de Pablo.
23: M artirio de Santiago el Justo.
24: El primer obispo de Alejandría.
25.1-4: Persecución contra los cristianos.
5-8: M artirio de Pablo y Pedro.
26: Comienzo de la guerra judía.
LIBRO TERCERO
1: Trabajos apostólicos.
2: El primer obispo de Roma.
3: Escritos de Pedro y de Pablo.
4.1-2: La predicación de Pablo y de Pedro.
3-11: Seguidores de Pablo.
Imperio de Vespasiano (69-79)
5.2-3: Dispersión de los apóstoles y de los cristianos de Jerusalén.
4-7: La guerra judía.
6-8: La guerra judía.
9-10: Flavio Josefo y sus escritos.
11: Sucesión de los obispos de Jerusalén.
12: Vespasiano persigue a los judíos.
Imperio de Tito (79-81)
13-15: Sucesión de obispos en Alejandría y Roma.
16: Carta de Clemente de Roma.
17-20,1-7: Persecución de Domiciano.
Imperio de Nerva (96-98)
20,8-9: Imperio de Nerva. El apóstol Juan vuelve del destierro.
Imperio de Trajano (98-117)
21: Imperio de Trajano.
22: Sucesión de obispos en Antioquía y Jerusalén.
23-24,1: Ultimos días del apóstol Juan.
24.2-18: Escritos de Juan y orden de los evangelios.
25: Los libros del Nuevo Testamento.
26: Menandro.
27: Los ebionitas.
28: Cerinto.
29: Nicolás y los nicolaítas.

30: Apóstoles casados.
31.1-5: Muerte de Juan y de Felipe.
6: Resumen de los capítulos precedentes.
32: Persecución en Jerusalén.
33: Persecución en otros lugares.
34-35: Sucesión de obispos en Roma y Jerusalén.
36: Ignacio y Policarpo.
37-38: Cuadrato y Clemente de Roma.
39: Papías.
LIBRO CUARTO
1: Sucesión de obispos en Alejandría y Roma.
2: Rebelión judía.
Imperio de Adriano (117-138)
3: Cuadrato y Aristides.
4-5: Sucesión de obispos en Roma, Alejandría y Jerusalén.
6: Destrucción de Jerusalén y fundación de Elia Capitolina.
7,1-2: Herejías.
3-8: Saturnino.
9: Carpócrates.
10-14: Calumnias contra los cristianos.
15: Defensores de la fe.
8.1-2: Hegesipo.
3-5: Justino M ártir.
6-8: Rescripto a Minucio Fundano.
9: Texto del rescripto.
Imperio de Antonino Pío (138-161)
10: Sucesión de obispos en Roma.
11.1-5: Valentín y Cerdón.
6-7: Sucesión de obispos en Alejandría y Roma.
8-10: Justino Mártir.
12: Apología de Justino.
13: Rescripto al concilio de Asia.
14: Policarpo.
Imperio de Marco Aurelio (161-180)
15.1-46: M artirio de Policarpo.
47: Metrodoro y Pionio.
48: Carpo, Pupilo y Agatónice.
16-17: Justino Mártir.
18: Obras de Justino.
19-10: Sucesión de obispos en Roma, Alejandría y Antioquía.
11: Otros escritores eclesiásticos.
22: Hegesipo.
23: Dionisio de Corinto.
24: Teófilo de Antioquía y su sucesor en la sede.
15: Autores antimarcionitas.
26: Melitón de Sardes.

27·'
18:
19:
30:

Apolinar.
Musano.
Taciano.
Bardesanes.
LIBRO QUINTO

Prólogo. Sucesión de obispos en Roma.
1-3: Los mártires de Lión y de Viena.
4,1-1: Montañismo.
3: La lista de los mártires.
5: La legión de Melitene.
6: Lista de los obispos de Roma.
7: Los carismas en la Iglesia, según Ireneo.
8: Ireneo y las Escrituras.
Imperio de Cómodo (180-191)
9: Sucesión de obispos en Alejandría.
10: Panteno.
11: Clemente de Alejandría.
11: Obispos de Jerusalén.
13: Rodón y Apeles.
15: Herejías.
16-17: El montañismo y el «Anónimo» antimontanista.
18: Apolonio.
19: Apolinar.
20: Blasto y Florino.
21: M artirio de Apolonio.
11: Sucesión de obispos en varias iglesias.
23-25: Controversia sobre la celebración de la Pascua.
26: Obras de Ireneo.
Imperio de Septimio Severo (193-211)
27: Otros escritores.
28,1-6: Herejía de Artemón y el «Pequeño Laberinto».
7: Sucesión de obispos en Roma.
7-19: El «Pequeño Laberinto».
LIBRO SEXTO
1-2: Juventud de Orígenes.
3-5: Alumnos de Orígenes.
6: Clemente de Alejandría.
7: Judas.
8: Automutilación de Orígenes y sus consecuencias.
Imperio de Caracalla (111-217)
8,7: Imperio de Caracalla.
9-11,1-3: Narciso y Alejandro de Jerusalén
4-6: Obispos de Antioquía.
11: Serapión de Antioquía.

" i3-i4»i‘ 7: Obras de Clemente de Alejandría.
8-9: Clemente, Panteno, Orígenes y Alejandro.
ίο -n: Viaje de Orígenes a Roma.
15: Heraclas.
16: Orígenes y las Escrituras.
17: Símaco.
18: Ambrosio.
19.1-14: Orígenes y la literatura profana.
15-19: Viaje de Orígenes a Arabia y Palestina.
20: Algunos escritores de este período.
Imperio de Macrino (217-218) y de Heliogábalo (218-222)
21: Obispos de Roma y viaje de Orígenes a Antioquía.
Imperio de Severo Alejandro (222-235)
22: Obras de Hipólito.
23.1-2: Cómo Ambrosio ayudaba a Orígenes
3: Sucesión de obispos en Roma y Antioquía.
4: Viaje de Orígenes a Cesárea y Grecia y su ordenación de presbítero.
24: Obras escritas por Orígenes en Alejandría.
15: Afirmación de Orígenes sobre las Escrituras.
26: Emigración de Orígenes a Cesárea. Obispos de Alejandría.
17: Orígenes en Capadocia y Palestina.
Imperio de Maximino Tracto (135-138)
18: Orígenes y la persecución de Maximino.
Imperio de Gordiano (238-244)
29: Sucesión de obispos en Roma Alejandría y Antioquía.
30: Discípulos de Orígenes en Cesárea.
31: S. Julio Africano.
31: Obras de Orígenes escritas en Cesárea.
33: Orígenes y Berilo.
Imperio de Felipe el Arabe (244-249)
34: Felipe jr Iqs cristianos.
35: Obispos de Alejandría.
36: Otras obras de Orígenes.
37: Orígenes y la disensión árabe.
38: Orígenes y los helcesaítas.
Imperio de Decio (249-251)
39: Persecución bajo pecio.
40-41: La persecución en Alejandría y Egipto. Dionisio.
43: El novacianismo.
44: Lo sucedido al cristiano Serapión.
45: Carta de Dionisio a Novaciano.
46: Otras cartas de Dionisio.

LIBRO SEPTIMO
Prólogo
Imperio de Galo (251-253)
1: Muerte de Orígenes. Juicio sobre Galo.
2: Obispos de Roma.
3: Controversia sobre el bautismo.
4-9: Extractos de las cartas de Dionisio.
Imperio de Valeriano (153-160)
10: Persecución de Valeriano.
11: Padecimientos de Dionisio y sus compañeros.
11: Mártires en Cesárea.
Imperio de Galieno (161-268)
13: Fin de la persecución.
14: Sucesión de obispos en varias iglesias.
15-17: Marino y Astirio.
18: Imagen de Cristo y de la hemorroísa.
19: El «trono» de Santiago en Jerusalén.
20-23: Cartas festales de Dionisio.
14-15: Dionisio y el milenarismo.
26,1: Dionisio y el sabelianismo.
2-3: Otros escritos de Dionisio.
17,1: Sucesión de obispos en Roma y Antioquía.
1: Herejía de Pablo de Samosata.
18,1-1: Pablo de Samosata.
3: Obispos de Alejandría.
Imperio de Claudio Gótico (268-170) y Aureliano (270-275)
19-30,1-17: Proceso contra Pablo de Samosata.
18: Obispos de Antioquía.
19: Sigue el proceso de Pablo de Samosata.
10-11: Ultimos años de Aureliano.
Imperio de Probo (276-282), Caro (282-183) y Diocleciano (184-305)
30,22: Cambios imperiales.
13: Sucesión de obispos en Roma.
31: Manes y los maniqueos.
32,1: Sucesión de obispos en Roma.
2-4: Doroteo de Antioquía.
5-13: Eusebio, Anatolio, Esteban y Teodoto de Laodicea.
14-25: Pánfílo de Cesárea.
16-18: Pierio y Melecio.
29: Personalidades de Jerusalén.
30-31: Aquilas de Alejandría.
32: Conclusión.

LIBRO OCTAVO
Prólogo
i- i: Prosperidad de la Iglesia y causa de la persecución bajo Diocleciano.
3: Los tres primeros edictos.
4.1-4: Persecución en el ejército.
4,5-5: Rompen el edicto de persecución.
6.1-7: Mártires de Nicomedia.
8-9: Sedición en Melitene y Siria. Segundo edicto.
10: Tercer edicto.
7: Egipcios en Tiro.
8: Mártires en Egipto.
9.1-5: Mártires en la Tebaida.
6-8: Filoromo y Fileas.
10: Carta de Fileas.
11: Mártires en Frigia.
il, 1: Mártires en Arabia, Capadocia, Mesopotamia y Alejandría.
2-5: Mártires en Antioquía.
6-10: Mártires del Ponto.
11: Gloria de los mártires.
13.1-8: M artirio de los dirigentes de las iglesias.
13,9: El imperio antes de la persecución.
10-15: El imperio durante la persecución.
14-15: El imperio durante la persecución.
16-17: El edicto de Galerio.
Apéndice.
LIBRO NOVENO
1.1-6: La carta de Sabino.
7-11: Calma pasajera.
1-4,1-2: Se renueva la persecución. Petición de las ciudades.
4.1-3: Jerarquía pagana,
5,1: Falsas Acta Pilati.
2: Calumnias contra los cristianos.
6: Mártires de este período.
7: Rescripto de Maximino a las peticiones de las ciudades.
8.1-12: Castigos por la persecución.
13-15: Conducta de los cristianos.
9-9a: El socorro divino.
10.1-6: Derrota de Maximino.
7-11: Edicto de Maximino.
13-15: Muerte de Maximino.
11: Secuelas de lo anterior.
LIBRO DECIMO
1.1-3: Prólogo y dedicatoria.
4-8: La paz al fin.
2,1: Reconstrucción de las iglesias.
2: Edictos imperiales.
3: Dedicaciones de iglesias.
4: Dedicación de la iglesia de Tiro y panegírico solemne.
5-7: Edictos y ordenaciones imperiales.
8-9,1-5: Demencia y final de Licinio.
6-9: Conclusión.

4.

L a s citas

E l gran valor de la H istoria eclesiástica de Eusebio reside p re­
cisamente en las citas, más por sí mismas, como base de in v e s ti­
gación, que por las conclusiones o el uso del m ism o Eusebio. Nos
ha conservado citados de fuentes antiguas no menos de 150 pasajes,
de los cuales la m itad nos serían totalm ente desconocidos si no
hubiera sido por él. A éstos hay que añadir otro centenar de citas
indirectas o resúmenes, un tercio de los cuales procede de textos
que se han perdido totalm ente o en su versión original 193.
Eusebio tuvo siempre la preocupación escrupulosa de apoyar
sus afirmaciones sobre las fuentes, advirtiendo que lo hacía expre­
samente 194. De hecho, Eusebio apenas sabe desenvolverse cuando
le fallan las fuentes. Sin embargo, de la misma manera que para él
la Sagrada E scritura form a unidad, y uno puede referirse a ella
como si fuera un solo lib ro , así tam bién él considera a la tradición
eclesiástica como una sola unidad, y, en consecuencia, al tom ar de
ella los testim onios que necesita, los considera a todos por igual,
sin que hallemos la distinción, que hoy nos parece tan obvia, entre
fuentes de prim era mano y fuentes de segunda mano 195.
Eusebio tu vo a su disposición dos bibliotecas excepcionalmente
ricas para aquellos tiempos: la de Cesárea y la de E lia C apitolina,
o Jerusalén, pero no siempre se hallarían en ellas todas las obras
de que nos ha transm itido algún pasaje textual o resumido, o simple
referencia. Com o fuentes de prim era mano podía disponer de cartas,
actas de m ártires y obras apologéticas o antiheréticas, además de
las obras de Orígenes. Sin embargo, hay casos en que es evidente
que los documentos o pasajes citados le han llegado de segunda
mano: el rescripto de T rajano se lo proporciona el Apologeticum de
T e rtu lia n o (H E I I I 33,3), y el de A driano, Justino (IV 8,6-8; 9); y
sin duda es tam bién de segunda mano el rescripto de A n to n in o Pío
al concilio de A sia (IV 13). En cambio, es m uy posible que en el
archivo episcopal de Cesárea se encontrase copia auténtica del res­
cripto de Galieno a los obispos ( V II 13).
N orm alm ente, siempre que la cita es directa y de prim era mano,
advierte de qué lib ro o parte de la obra lo ha tomado. Así, de los
ocho pasajes que cita directamente de Clemente de A lejandría, so­
lamente una vez deja de señalar de qué lib ro lo toma, contentándose
con la expresión «un poco más abajo», referida, claro, a la obra de
que está hablando (V I 14,3-4). L o mismo ocurre con el Adversus
193 C f. L a w l o r , p.19.
194 C f. H E II, final del sumario.
195 Cf. B. G u s ta fs s o n , Eusebius’ Principles in handling his Sources, as found in his
Church History, Books I- V II: Studia Patrística IV (T U 79 [E ^ lín 1961] 434SS).

haereses, de Ireneo, del que saca más de veinte pasajes y solamente
en dos om ite de qué lib ro , y con la obra de Flavio Josefo, de la
que tom a textualm ente más de veinticinco pasajes, om itiendo la
indicación del lib ro — pero no de la obra— solamente en otros dos
casos: I I I 9,1 y I I 13,20, que es seguramente interpolación apócrifa
anterior a él.
E l hecho de no citar de qué lib ro tom a un pasaje cuando nos
dice que la obra se compone de varios, es in d icio de que lo toma
de segunda mano. T a l parece ser el caso de los fragmentos de
Papías, que posiblemente tom ó de Clemente de A lejandría, con el
que parece asociarlo en I I 15,2, como tam bién el caso de Taciano,
según se desprende de V I 13,7.
Por otra parte, no es tampoco garantía de ser la cita de prim era
mano el hecho de estar en estilo directo, como ocurre en V I 19,17,
donde la tercera persona se mezcla incomprensiblemente con la
prim era.
En general, Eusebio cita con exactitud los textos, lo que no
im pide que éstos no sean rigurosamente exactos si ya no lo eran
en la fuente que él utiliza. Además, no es siempre uniform e y
consistente en su manera de citar. H ay veces en que no aparece
claro dónde comienza y dónde acaba una cita, sobre todo cuando
se trata de textos que no se pueden comparar por ser el único
fragm ento existente.
N o son pocas las ocasiones en que la cita comienza al medio o
al fin a l de una frase. En estos casos, generalmente, el sentido no
se resiente, perg sí en algunos, como en el pasaje de F iló n citado
en I I 17,11-13. Com o el interés de Eusebio por los textos no era fija r
con exactitud las palabras, sino porque le servían como testim onio
y apoyo de sus afirmaciones, es frecuente que se atenga a lo que
quiere poner de relieve, aunque esto conlleve la m u tila ció n de parte
del texto citado. Así, unas veces falta el antecedente de un relativo,
como en V 2,2, o el verbo p rin cip a l de la frase, como en IV 11,9,
o la prótasis, o la apódosis, como en V 8,5-6, y otras todo un
contexto anterior o posterior para que la cita tenga sentido claro,
como en V 24,14-17. Estas mutilaciones son m uy numerosas, y no
se pueden detectar todas por falta de posibilidad de comparación
de los textos, ya que se conservan solamente en la H isto ria ecle­
siástica (véase, por ejemplo, I I I 21,4; V 1,36; V I 40,5; V I I 10,5).
M uchos de estos fallos se deben a simple negligencia o descuido,
quizás de los secretarios, pero a voces son deliberados y significa­
tivos, como es la om isión del discurso de Tadeo en Edesa, en I
13,20-21.

En cuanto a los resúmenes que hace, por los que podemos
cotejar con los textos originales conservados, vemos que om ite,
amplía, parafrasea y glosa a discreción, pero siempre resultan más
cortos y responden generalmente con fidelidad al contenido del
original. Con pocas excepciones se puede asegurar que tenía el
original delante, o un florileg io con grandes extractos.
M u ch o se ha discutido si Eusebio copiaba del original perso­
nalmente sus citas o se las copiaban otros. Creo, con L a w lo r 196,
que lo más probable es pensar que la m ayor parte de las citas
transcritas en Cesárea se las copiaron sus ayudantes o secretarios,
mientras él se dedicaba a trabajos más delicados. Esto explicaría
no pocos de los fallos antes apuntados. En cambio, el material
recogido en Jerusalén, tam bién abundante, debió de tra n scrib irlo
por sí mismo, sin ayuda de nadie, según da a entender su xal aCrroí
de V I 20,1.
Es de notar que Eusebio nunca u tiliz ó a sabiendas como fuente
un escrito apócrifo, herético, pagano o ju d ío , si dicho escrito no
coincidía con las fuentes de la tradición cristiana ortodoxa. Porque
piensa que coinciden con ellas, cita a F iló n y a Josefo. L o mism o
ocurre cuando apela a los historiadores «de fuera» o paganos, como
en I I I 10,8. Por fidelidad a la verdadera tradición, n i siquiera al
tratar la historia de los personajes o de los m ovim ientos heréticos
acude a los autores heréticos directamente, sino que u tiliz a los es­
critos de los que han com batido la herejía. Así, todo el m aterial
histórico que nos ofrece sobre el montañism o lo tom a de los antimontanistas Cayo, A p o lin a r de Hierápolis, Milcíades, A p olonio,
Serapión y el A nónim o. Y para inform arnos del gnosticismo acude
a Ireneo, a D io n isio de A lejandría y a un tal A g rip a Castor. En
general, Ireneo, Serapión, Clemente y Orígenes son los que le in ­
form an sobre las herejías. En aquella época hubiera sido inconce­
bible el obtener inform ación sobre las herejías en las mismas fuentes
heréticas, como se hace modernamente.
Pero Eusebio, siguiendo el método de la escuela alejandrina de
filología, no se contenta con citar a los autores, sino que tam bién,
siempre que el m aterial se lo perm ite y en la medida en que se lo
perm ite — según los fondos de las bibliotecas de Cesárea y de E lia— ,
nos ofrece el catálogo o lista de las obras escritas por los autores
que cita. Esto nos ha p erm itid o conocer la lista de las obras de
F iló n ( I I 18), de Josefo ( I I I 9), de Ignacio de A n tio q u ía ( I I I 36),
de Clemente de Roma ( I I I 38), de Papías de H ierápolis ( I I I 39), de
Cuadrato (IV 3), de A rístides (IV 3), de A g rip a Castor (IV 7,6), de

196

LaW LOR,

p . l4 S S .

Hegesipo (IV 8), de Justino M á rtir (IV 8 y 18), de Policarpo de
Esm irna ( IV 14), de D ionisio de C o rin to (IV 13), de T e ó filo de
A n tio q u ía (IV 24), de Felipe de G o rtin a (IV 25), de M e litó n de
Sardes (IV 26), de A p o lin a r ( IV 27),de M usano ( IV 28), de Taciano
(IV 29), de Bardesanes ( IV 30), de M ilcíades (V 17), de A p o lo n io
(V 18), de Serapión de A n tio q u ía (V 19 y V I 12), de Ireneo de L ió n
(V 20 y 26), de H eráclito, M á xim o , Cándido, A p ió n y A rabiano
(V 27), del A n ó n im o antiartem oniano (V 28), de Judas (V I 7), de
Clem ente de A lejandría (V I 13), de B erilo de Bostra y Cayo de
Roma (V I 20), de H ip ó lito de Roma (V I 22), de Orígenes (V I 24.
32.36), de Sexto Julio A frica n o (V I 31), de D io n isio de Alejandría
(V I 46; V I I 4.21.26) y de A n a to lio de Laodicea ( V II 13-21).
Es evidente la lim ita c ió n de alguna de estas listas, sobre todo
las de autores occidentales, como H ip ó lito , pero a todas luces resalta
su m érito y su u tilid a d para la posteridad.
Term inarem os este apartado con unas palabras de P. N a u tin :
«Todo el m érito de la obra de Eusebio está en esos documentos
que nos transm ite. Sin duda, los fragmentos que él cita no son
siempre los que hubiera escogido un historiador moderno, preocu­
pado por tom ar las páginas más típicas y que m ejor expresan los
sentimientos del autor o el problem a debatido. Eusebio, que se
interesa m uy poco por las doctrinas y no más casi por los resortes
profundos de la política eclesiástica, retiene sobre todo los pasajes
que le hacen conocer el nom bre de un personaje o la existencia de
un lib ro , y en lo demás se contenta con indicaciones rápidas. Sin
embargo, por im perfecto que sea, este m aterial documental está
lejos de ser desdeñable. Cuando se recogen con atención todos los
indicios que él proporciona, cuando se los aproxim a los unos a los
otros y cuando se los esclarece por medio de otros textos y hechos
cronológicamente cercanos, se acaba por lograr mucha más in fo r­
mación de lo que se hubiera creído después de una lectura super­
ficial» 197.
5.

D iv is ió n en lib ro s y ca p ítu lo s

La H istoria eclesiástica se presenta actualmente d iv id id a en diez
libros, como ya hemos visto, y cada lib ro en diferente número de
capítulos. Ya vim os tam bién cuál fue el origen de los diez libros
según las etapas de su composición.
E l hecho de que una obra esté d iv id id a en lib ro s o «tomoi» es
un hecho corriente en la antigüedad. Generalmente se hallaba de­
term inado por razones prácticas, tales como la abundancia de m a­
197

N a u t i n , Lettres p.p.

terial y el tamaño del papiro o del pergamino. E l autor procuraba
que cada lib ro formase en lo posible una unidad temática que per­
mitiese su lectura independiente. L a conexión entre unos libros y
otros se establecía mediante simples partículas y mediante pequeños
prólogos, algunos de los cuales comienzan con la misma frase con
que term inó el lib ro anterior, siempre siguiendo el plan general de
la obra, en nuestro caso, tal como se expone en I 1,1-2.
La división de los libros en la H istoria eclesiástica responde al
plan y a la abundancia del material. C om o el lib ro I está concebido
como una gran introducción, el lib ro I I se inicia con un prólogo
que da la razón del corte. Los libros I I - V I I form an un conjunto
homogéneo, dentro de lo que cabe, como desarrollo del plan inicial,
y la d ivisió n está condicionada por la abundancia de m aterial, que
se reparte por igual, más o menos, en cada lib ro . E l nexo lo establece
simplemente mediante partículas, generalmente pév, 8é, 6q.
Pero con el lib ro V I I I comienza una etapa completamente nueva,
no prevista cuando se comenzó la obra, y por ello se abre con un
prólogo especial que da razón del nuevo lib ro . Ya vim os que los
libros IX y X son desarrollo del V I I I , exigido por la afluencia de
nuevo y abundante material. L a característica del m aterial del lib ro
X le perm ite a Eusebio incluso dedicar ese lib ro en concreto a su
amigo Paulino de T iro .
Cada lib ro lleva al p rin cip io un sumario en que se explicita el
contenido, d iv id id o en capítulos, cada uno con su títu lo correspon­
diente. Esta reunión de los títulos de los capítulos al comienzo de
cada lib ro aparece en todos los manuscritos de la H istoria eclesiás­
tica. Solamente el manuscrito A y la versión siríaca repiten los
títu lo s al comenzar cada capítulo, pero se ve claramente que no
están hechos para este uso. M uchos no se entienden más que leídos
juntos, uno tras otro, en form a de sumario. E l juego de pronom bres
es buena prueba de ello. Eso sin contar que, a veces, como en I I I
13-16 y V I 26-27, el orden no se corresponde luego.
Generalmente se adm ite que no solamente la divisió n en libros
remonta a Eusebio mismo, sino tam bién la d ivisió n en capítulos y
hasta los mismos títulos de éstos, como parece indicarlo la expresión
«nosotros», que aparece varias veces. «En todo caso — dice
Schwartz— , tal como muestran las versiones, rem ontan al si­
glo iv» 198.
Si los libros están más o menos equilibrados en extensión, los
capítulos, en cambio, difieren m uchísim o entre sí en cuanto a Ion198 E. S c h w a r tz , Eusebius Werke II 3: GCS p .C L I.

gitud. Esta depende, evidentemente, del material. Es lo más a que
se puede llegar a la hora de determ inar las razones de la división.
En cuanto a la d ivisión de los capítulos en párrafos y su n u ­
meración, seguimos en todo la establecida modernamente por
Schwartz, debido a su u tilid a d práctica.
6.

M a n u s c rito s , e d ic io n e s m o d e rn a s y tra d u c c io n e s
españolas

L a H istoria eclesiástica tuvo en seguida una gran difusión, como
demuestran la abundancia y la calidad de los más antiguos manus­
critos y versiones. E. Schwartz, que ha investigado el texto de todos
ellos, nos da una descripción completa que resuminos en las in d i­
caciones que siguen.
B, Codex Parisinus 1431 (antes C olbertinus 621 y Reg. 2280;
B u rto n lo llam a E), en pergamino, del siglo x i - x i i , que se halla en
la B iblioteca N acional de París. De él se copiaron el Codex M a rcianus 339 (M en H eikel), del siglo xiv, y el Codex Parisinus 1432
(antes Gallandianus; B en H eikel), del siglo xm-xtv, del que, a su
vez, se copió el Codex Vaticanus 2205 (C olonna 44), escrito en
1330-1331, según el folio 381.
D , Codex Parisinus 1433 (F en H eikel), pergamino, del siglo
que se halla en la Biblioteca N acional de París.

x i- x ii,

M , Codex Marcianus 338 (H en B urton), pergamino, del siglo
o posterior, que se halla en la Biblioteca de San Marcos de
Venecia.
x iii

A , Codex Párisinus 1430 (C en B urton), pergamino, del siglo xi,
realizado con m ucho esmero, que se halla en la Biblioteca Nacional
de París. De él se C opió el Codex Vaticanus 399, pergamino, del
siglo xi, del que dependen los tres siguientes: el Codex Dresdensis
A 85, del siglo xiv, el Ottobonianus 108, del siglo xvi, y el Laurentianus
196 (antes Badia 26), del siglo xv. D e este ú ltim o se copió el Codex
Marcianus 337, del siglo xv, y de éste los dos siguientes: el Parisinus
1435 (D en B urton), del siglo xvi, y el Bodleianus mise. 23 (F en
B urton), escrito en 1543.
T , Codex Laurentianus 70,7 (I en B urton), pergamino, del siglo
x-xi, que se halla en la Biblioteca Laurenciana de Florencia. De él
se copió el Codex Vaticanus 150, del siglo xiv, y de éste el Vaticanus
973, del siglo xv-xvi.
E, Codex Laurentianus 70,20 (K en B urton), pergamino, siglo
x, que se halla tam bién en la Biblioteca Laurenciana de Florencia.
De él se copió el Codex Sinaiticus 1183, del siglo xi, y de éste el

Parisinas 1436 (antes C olbert. 1084 y Reg. 2280,3), del siglo xv,
escrito por M ig u e l Apostolios.
R, Codex Mosquensis 50 (antes 51; J en H eikel), pergamino, del
siglo x i i o posterior, que se halla en M oscú.
Junto a estos manuscritos hallamos dos versiones antiguas de
gran im portancia:
S, traducción siríaca, realizada probablemente a comienzos del
siglo v, y que se conserva en dos manuscritos, uno de San Petersburgo, escrito en ab ril de 462, y otro del B ritis h M useum de
Londres, escrito en el siglo vn. De esta traducción siríaca se hizo
una versión armena m uy literal, tanto que se puede considerar como
un m anuscrito más de la versión siríaca.
L , traducción latina, realizada por R u fin o el año 402. Es una
traducción m uy libre y arbitraria, que, como advierte Schwartz, no
sirve para ayudarnos a comprender m ejor a Eusebio 199.
D e todos estos manuscritos, Schwartz establece dos grupos:
B D M , al que añade las dos versiones SL, y A T E R . Cree que
B D M S L representan la cuarta edición, la ú ltim a realizada por E u ­
sebio, según él, mientras el grupo A T E R contendría el m ism o texto,
pero corregido en muchas partes a p a rtir de un ejemplar de la
tercera edición.
E l prim ero que im p rim ió la H istoria eclesiástica en su texto
griego fue R obert Estienne (Stephanus). L a editó en París, en 1544,
basándose en los códices recientes Parisinas 1437 y Parisinus 1434.
Se hicieron varias reediciones, sobresaliendo la de G inebra de 1612.
Mas la prim era edición verdaderamente científica fue la realizada
por H e n ri de Valois (Valesius), aparecida en París el año 1659,
acompañada de traducción latina y de notas que, en su m ayor parte,
conservan todavía su validez. Para ella aprovechó Valois, además
de los manuscritos ya utilizados por Estienne, el Codex Parisinus
1430 (A ) y el Parisinus 1435, que él llama Fuketianus. De esta edición
se hicieron, todavía en el siglo xvn, tres reimpresiones: la de M a ­
guncia, en 1672; la de París, de 1677, y la de Am sterdam , en 1695.
L a reim presión más espléndida es, sin embargo, la aparecida en
C am bridge en 1720, enriquecida con más notas de Valois, que el
mism o editor, Reading, espigó en otras obras valesianas. Reimpresa
ésta, a su vez, en T u rín , en 1746, M igne la incorporó a su Patrología
Ser. Graeca en 1857. Esta edición valesiana es la que ha prevalecido
durante dos siglos y medio.
Sin embargo, hay que destacar algunas otras, de valor desigual,
como la de Stroth (H alle 1779), la de Z im m erm an (F rancfort 1822),
199 Ibid., p .X L II - X L I II.

las dos de H einichen (L e ip zig 1827 Y 1868), la de B urton, postuma
(O x fo rd 1838), la de Schwegler (T u b in g a 1852), la de Laemer (Schaffhausen 1859-1862) y la de D in d o rf (L e ip zig 1871).
Todas estas ediciones han sido superadas p or la de E. Schwartz,
aparecida entre 1903 y 1909 en el Corpus de B erlín 200, cuyo texto
hemos adoptado para nuestra traducción. Ya hemos visto en qué
manuscritos se apoya y cómo los clasifica. Nuevos descubrimientos
podrán cambiar algunos detalles, pero d ifícilm e n te se pasará de ahí
en la fija ció n del texto. T a l es el valor de esta edición.
Traducciones españolas han llegado a nuestro conocim iento so­
lamente dos. D el aprovechamiento científico que perm iten puede
el lector juzgar personalmente por las mismas advertencias de los
traductores.
D e la prim era he podido u tiliz a r un raro ejem plar de 1554, que
lleva la dedicatoria al rey Juan I I I de Portugal, firm ada en Lisboa
a 15 de mayo de 1541: «Eusebio de Cesárea. H y s t o r ia d e l a Y g l e s i a ,
que llam an Ecclesiastica y T rip a rtita . A breviada y trasladada de
latín en castellano, por un religioso de la orden de sancto D om ingo.
Y aora nueuamente reuista y corregida p o r el mesmo interprete.
A ñ o de M . D . L I I I I . C on p riu ile g io real», Y al fin a l del lib ro se
concluye: «En loor de D ios y de la gloriosa V irg e n M a ría se acabo
de em prem ir la presente historia de la Yglesia de D ios trasladada de
latín en romance por el padre frey Juan de la C ruz de la orden
de predicadores de la prouincia de Portugal 201 y agora de nuevo
corregida p or el mésmo interprete. Fue impressa en la m u y noble
civdad de C oim bra, por Juan Alvares, im pressor del Rey nuestro
Señor a veinte y siete del mes de agosto de M .D .L IIII» .
Respecto de los criterios que guiaron al traductor, pueden dar
fe sus mismas palabras: «Lo tercero es que, en la abreuiación y
traslación en lengua castellana, dexo el interprete algunas cosas,
que para la capacidad de los no exercitados en la escritura de los
sanctos le parescieron im pertinentes y no deleytables: y solamente
traslado aquellas que creyó que con la ayuda de D ios serian prouechosas para la deuoción y proposito de u irtu d de los fieles: y les
daran sancto deleite». A esto añade: «Las quales traslado con fid e ­
lidad quanto D ios le dio a entender: pero no siguiendo estrecha­
200 GCS Eusebius Werke II. Die Kirchengeschichte, hrsg. v. E. S c h w a r tz , Lateinische
Ueberstz. des Rufinus bearb. v. T . M om m sen (Leipzig 1903-1000), Edición menor (Leipzig
1908; raed. B erlin 195z); sobre la traducción manuscrita, cf. J. M O S S A Y , Eusèbe, «Hist. Éccl.
I l l 30-38», dans le ms. Princeton Mus. Act. Gr. Acc. 4 1 . z6 : Le Muséon 9 4 (1081) Z17-ZZ9.
20‘ Fray Juan de la Cruz, del convento dominicano de Atocha, de M aaria, fue uno
de los religiosos enviados con fray L u is de Granada a restaurar la provincia dominicana de
Portugal hacia 1 5 4 0 . La primera edición de esta traducción la publicó en Lisboa en 1541,
sin su nombre; cf. J. Q u e t if - J . E c h a r d , Scriptores Ordinis Praedicatorum t.z (París 17Z1)
p .1 7 4 -1 7 5 .

mente la letra sino el sentido e intención del autor... Para lo cual
fue menester añadir o q u ita r algunas palabras, que no mudan, antes
confirm an y declaran la misma sentencia: y trastocar algunas cosas
del lugar donde están en el la tín assentadas: porque abreuiando
(como dicho es) la hystoria no fueran encadenadas, si assí quedaran».
D iv id e la obra en dos partes: la prim era comprende once libros
( I- X I) y la segunda nueve (I-IX ).
La segunda traducción española antes aludida es bastante re­
ciente: «Eusebio de Cesárea. H i s t o r i a E c l e s i á s t i c a (B iblioteca H is ­
toria). Introdu cción de L u is A znar. T raducción y notas de L u is
M . de Cádiz. E d ito ria l N ova (Buenos A ires 1950M7].
E l in tro d u cto r la presenta así: «La presente edición constituye,
pues, una empresa de responsabilidad intelectual. Trasladar por
prim era vez la H istoria de Eusebio a nuestro idiom a requería una
acertada elección del texto, una cuidada traducción y comentarios
corroborantes. Hemos llenado tales exigencias en la medida de nues­
tra capacidad. E l texto elegido es el b ilingüe que diera a publicidad
el historiador francés H e n ri de Valois (París 1659), luego de cotejar
los mejores códices griegos y las versiones latinas anteriores a la
suya» (p .V II).
N i que decir tiene que, a pesar de su m érito, el valor de esta
traducción es m u y relativo, como relativo es el valor del texto sobre
el que se basa, según se ha indicado al hablar de las ediciones
modernas. Las notas son tam bién en su m ayor parte simple tra ­
ducción de las notas de Valois, aunque «el traductor español las
com pletó y actualizó» (p.X ), si bien en proporción pequeña.
Nuestra traducción, por consiguiente, no constituirá en absoluto
un doble in ú til. N o sólo es enteramente nueva, sino que — y esto
es lo más im portante— por prim era vez está realizada sobre el
m ejor texto crítico que poseemos y de él se acompaña para su m ejor
comprobación y contraste. En ella hemos buscado ante todo y sobre
todo la fide lid ad estricta, incluso literal, aun con riesgo para la
elegancia castellana. N o era, con todo, empresa fácil. C om o bien
advierte M . Richard, para tra d u cir a Eusebio, debido a su estilo
demasiado elaborado, hasta resultar amanerado y alambicado, «no
basta comprender su vocabulario. H ay que prestar gran atención
al lugar de las palabras, a los tiempos y al m odo de los verbos, a
la construcción de las frases» 202. T o d o para, en lo posible, no tra i­
cionar a su pensamiento, pues no es la form a literaria lo que en él
tiene valor, sino las ideas, los datos, los hechos. D el grado de f i ­
delidad logrado juzgará el lector por sí mismo.
202 M . R ic h a r d , Notes sur le comput de cent-douze ans: Revue des Études byzantins
24 (1966: Mélanges Vénance G rum el) p. 258.

Todas las referencias de los capítulos y párrafos se ajustan a la
d ivisió n establecida por Schwartz, que se ha hecho tradicional y en
algunos pocos puntos disiente de la d istrib u ció n original.
Por otra parte, hemos señalado en nota los casos en que hemos
considerado preferible seguir en la traducción una lectura d istin ta
a la del texto.
Siempre que a los números de referencia no le preceda el títu lo
de una obra o sigla, son de la H istoria eclesiástica (H E ).
Por ú ltim o debemos consignar nuestra deuda, por su ayuda, a
las traducciones inglesas de L a w lo r-O u lto n y de L a ke -O u lto n , a
las francesas de G rap in y de Bardy, y a la alemana de Háuser.

SIG LAS

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BCG
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BLE
BP
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B
D
M
Mss
c
r
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W

o lf,

H IS T O R I A

E C L E S IA S T IC A

LIBRO

PRIMERO

El libro primero de la Historia Eclesiástica contiene lo siguiente:
1. Propósito de la obra.
2. Resumen de la doctrina sobre la preexistencia de nuestro Salva­
dor y Señor, el Cristo de Dios, y de la atribución de la divinidad.
3. De cómo el nombre de Jesús y el mismo de Cristo habían sido
ya conocidos desde antiguo y honrados por los profetas inspira­
dos por Dios.
4. De cómo el carácter de la religión por él anunciada a todas las
naciones ni era nuevo ni extraño.
5. De cuándo se manifestó Cristo a los hombres.
6. De cómo, según las profecías, en sus días cesaron los príncipes
que anteriormente venían rigiendo, por línea de sucesión here­
ditaria, a la nación judía y empezó a reinar Herodes, el primer
extranjero.
7. De la supuesta discrepancia de los evangelios acerca de la ge­
nealogía de Cristo.
8. Del infanticidio perpetrado por Herodes y del final catastrófico
de su vida.
9. De los tiempos de Pilato.
10. De los sumos sacerdotes de los judíos bajo ios cuales Cristo
enseñó.
11. Testimonios sobre Juan Bautista y Cristo.
12. De los discípulos de nuestro Salvador.
13. Relato sobre el rey de Edesa.

ΕΥΣΕΒΙΟΥ ΕΚΚΛΗΣΙΑΣΤΙΚΗΣ ΙΣΤΟΡΙΑΣ
Α'
Τάδε ή π ρ ώ τη περιέχει βίβλος τη ς Ε κ κ λ η σ ια σ τικ ή ς Ισ τορίας
Α'
Β'
Γ'
Δ'
Ε'
ς'

Ζ'
Η'
θ'
Γ
ΙΑ*
ΙΒ '
ΙΓ '

Τίς ή τη ς έπ α γ γ ελ ία ς ύπόθεσις.
Ε π ιτ ο μ ή κεφαλαιώ δης περί τη ς κ α τά το ν σ ω τή ρ α καί κύριον ήμώ ν το ν Χ ρ ισ τό ν
τ ο ύ Θεού προνπάρξεώς τ ε χ α ί Θεολογίας.
Ώ ς κ α ί τ ό Ιη σ ο ύ δνομα κ α ί α ύ τό δή τ ό το ύ Χ ρ ισ το ύ έγ ν ω σ τό τε άνέκαθεν καί
τ ε τ ίμ η τ ο π α ρ ά το ΐς θεσπεσίοις π ρ οφήταις.
*Ως ού νεώτερος ούδέ ξενίζω ν ή ν ό τρόπ ος τή ς προς α ύ το ύ κ α τα γγελθ είσ η ς π ά σ ι
τ ο ΐς έθνεσιν εύσεβείας.
Π ερί τ ω ν χρόνω ν τ ή ς έπιφανείας α ύ το ύ τή ς είς ανθρώπους.
*Ως κ α τ ά τούς χρόνους α ύ το ύ άκολούθως τ α ΐς π ροφ ητείαις έ^έλιπ ον άρχοντες οί
τ ό π ρ ίν έκ π ρογόνω ν διαδοχής τ ο ύ Ιο υ δ α ίω ν έθνους ή γούμενοι π ρώ τος τε άλλόφυλος β ασιλεύει α ύ τώ ν Ή ρ φ δ η ς .
Π ερί τή ς έν το ΐς εύ α γγελίο ις νομιζομένης διαφω νίας τή ς περί τ ο ύ Χ ρ ισ το ύ γενεα­
λ ο γ ία ς.
Π ερί τ ή ς Ή ρ φ δ ο υ κ α τ ά τ ω ν π α ίδ ω ν έπιβουλής κ α ί ο ϊα μετήλθεν α ύτό ν κ α τ α ­
στροφ ή βίου.
Π ερί τ ω ν κ α τ ά Π ιλ ά το ν χρόνω ν.
Π ερί τ ω ν π α ρ ά Ίο υ δ α ίο ις άρχιερέων καθ* ούς ό Χ ρ ισ τό ς τ ή ν διδα σκαλία ν έπ ο ιή σ ατο
Τ ά π ερ ί Ίω ά ν ν ο υ τ ο ύ β α π τ ισ τ ο ύ κα ί τ ο ύ Χ ρ ισ το ύ μεμαρτυρημένα.
Περί τω ν μα θητώ ν τ ο ύ σω τήρος ήμώ ν.
Ισ τ ο ρ ία περί το ύ τώ ν Έ δεσ σηνώ ν δυνάστου.

1
[P

r o p ó s it o

de

la

obra]

i Es m i propósito consignar las sucesiones 1 de los santos
apóstoles y los tiempos transcurridos desde nuestro Salvador hasta
nosotros; el núm ero y la m agnitud de los hechos registrados p o r la
historia eclesiástica 2 y el núm ero de los que en ella sobresalieron
en el gobierno y en la presidencia de las iglesias 3 más ilustres, así
como el núm ero de los que en cada generación, de viva voz o p or
escrito, fueron los embajadores de la palabra de D io s 4; y tam bién
quiénes y cuántos y cuándo, sorbidos p o r el erro r y llevando hasta
el extremo sus novelerías, se proclamaron públicam ente a sí mismos
introductores de una m al llamada cie n cia 5 y esquilmaron sin p ie ­
dad, como lobos crueles 6, al rebaño de C risto;
Α '
1 Τά* τ ω ν Ιερών άττοστόλω ν διάδοχά*
συν κ α ί τ ο ΐ* άπό τ ο ύ σω τήρο* ήμώ ν καί
εΐ* ήμα* διηνυσμένοις χρόνοι*, όσα τ ε καί
π η λ ίκ α πραγματευΟ ήναι κ α τ ά τ ή ν έκκλησ ια σ τικ ή ν Ισ το ρ ία ν λ έ γ ετα ι, κ α ί δσοι
τ ο ύ τ η * διαπρεπώ * έν τ α ΐ* μ ά λ ισ τα έτπσημ ο τά τα ι* π α ρο ικία !* ή γ ή σ α ν τό τε καί

προέστησαν, όσοι τ ε κ α τ ά γενεάν έκάσ τη ν
άγράφ ω * ή κ α ί δ ιά σ υ γγρ α μ μ ά τω ν τό ν
θεΐον έπρέσβευσαν λό γον, τίν ε* τε κ α ί δσοι
καί δ π η νίκα νεω τεροπ οιία* ίμέρω π λά νη*
εΐ* έσ χατο ν έλάσαντε*, ψευδωνύμου γ ν ώ σεω* ε ίσ η γ η τά * έαυτού* άνακεκηρύχασιν,
όφειδώ* ο ία λύκο ι βαρεΐ* τ ή ν Χ ρ ίσ το υ
π οίμνην έπεντρίβοντε*,

1 E l tema prim o rd ia l de la H E serán estas sucesiones, que perm iten conocer el orden de
sucesión de los obispos en las Iglesias fundadas por los apóstoles, a p artir de éstos; cf. J. S a l a v e r r i , La sucesión apostólica en la Historia Eclesiástica de Eusebio de Cesarea: G regoria­
num 14 (1933) 246. R. M . G rant (Early Episcopal Succession: Studia Patrística n : T U 108
[B e rlin 1972] 179-184) encuentra cuatro tipos de sucesión: el de Jerusalén y la cristiandad
judia, el de Siria y Antioquia, el de Alejandría y el de Roma, en el siglo 11, con algunas varia­
ciones y cruzamientos. Como Eusebio aplica también los términos δ ιαδοχή, διάδοχο*,
διαδέχομα ι a diversos tipos de sucesiones (v.gr., de sumos sacerdotes, infra 6,7-8; de empe­
radores, infra I I I 17; de herejes, IV 7,3; de directores de la escuela catequética alejandrina,
V I 6; 29,4; de filósofos, V I I 32,6), se encontrará un buen encuadramiento del tema en la obra
de A . M . J a v ie r r e , E l tema literario de la sucesión en el judaismo, helenismo y cristianismo p ri­
mitivo. Prolegómenos para el estudio de la sucesión apostólica : Bibliotheca Theologica Salesiana ser. 1,1 (Zurich 1963).
2 L a intención de Eusebio va más allá de una mera recopilación de m aterial para la his­
toria; lo que pretende es componer «el relato de una historia cuya continuidad le es bien co­
nocida» (F. B o v o n , L ’H istoire Ecclésiastique d’Eusèbe de Césarée et l ’histoire du salut, en
Oikonomia. Heilgeschichte als Thema der Theologie. Festschr. f. Oscar C ullm an [H am burgo 1967I p.131)·
3 L o mismo que infra I I 24; V 23,1; V I 19,15. en el sentido de comunidades cristianas
organizadas como unidades geográficas bajo la dirección de un obispo, recubriendo siempre
el sentido original de d om icilio transitorio (cf. infra IV 15,2 nota 97). Más tarde recibirán
el nombre de diócesis, térm ino técnico por el que algunos traducen nuestro texto; Eusebio
(in fra § 4) las llamará έκκλησία*; de ahí nuestra traducción. C f. P. d e L a b r i o l l e , Paroecia :
RSR 18 (1928) 60-72.
4 Es decir, los obispos: como sucesores de los apóstoles, son responsables del m inisterio
de la palabra de Dios después de éstos. C f. J. S a l a v e r r i , E l origen de la revelación y los ga­
rantes de su conservación en la Iglesia, según Eusebio de Cesarea: Gregorianum 16 (i93 5 )
349-373; cf. M . T e t z , Christenvolk und Abraham sverheissung. Zum «Kirchengeschichtlichen
Programm» des Eusebius von Cäsarea, en Jensei tvorsch te l lungen in Antike und Christentum.
G edenkschrift f. A . S tu ib e r (M ünster 1981) p.30-46.
5 i T im 6,20.
4 A c t 20,29.

2 y además, incluso las desventuras que se abatieron sobre
toda la nación ju d ía en seguida que dieron remate a su conspira­
ción 7 contra nuestro Salvador, así como tam bién el núm ero, el ca­
rácter y el tiem po de los ataques de los paganos contra la divina
doctrina y la grandeza de cuantos, p o r ella, según las ocasiones,
afrontaron el combate en sangrientas torturas; y además los m a rti­
rios de nuestros propios tiempos 8 y la protección 9 benévola y p ro ­
picia de nuestro Salvador. A l ponerme a la obra, no tomaré otro
p u nto de partida que los comienzos de la economía 10 de nuestro
Salvador y Señor Jesús, el C risto de D ios.
3 Mas, por esto
benevolente para mí,
presentar acabado y
ahora los prim eros 11

mismo, la obra está reclamando comprensión
que declaro ser superior a nuestras fuerzas el
entero lo prom etido, puesto que somos por
en abordar el tema, como quien emprende un

2 πρός έπί το ύ το ις κα ί τ ά π α ρ α υ τίκ α
τή ς κ α τ ά τοΟ σω τήρος ή μώ ν έτπβουλής
τ ό π α ν Ιο υ δ α ίω ν Ιθνος περιελθόντα, όσα
τ ε αύ κα ί ό π ο ια καθ* οίους τε χρόνους
προς τ ώ ν έθνών ό θείος π επ ο λέμη ται λό ­
γος, κ α ί π η λ ίκ ο ι κ α τ ά καιρούς τ ό ν δι*
αίματο ς κα ί βασάνω ν υπέρ αύ το υ δ ιεξή λΘον ά γώ να , τ ά τ* έπ ί το ύ το ις κ α ί καθ*
ή μάς αύτούς μα ρτύρια κ α ί τ ή ν έπί π ά σ ιν
Τλεω κα ι εύμενή τ ο υ σω τήρος ήμώ ν ά ν τ ί-

λη ψ ιν γραφ ή παραδουναι προηρημένος,
ούδ* άλλοθεν ή άπ ό π ρ ώ της άρξομαι τή ς
κ α τ ά τό ν σ ω τή ρ α κ α ί κύριον ήμώ ν *Ιησούν
το ν Χ ρ ισ τό ν τοΟ θεού οίκονομίας.
3 ά λ λ ά μοι σ υ γγνώ μ η ν εύγνωμόνων
έντεΰθεν ό λόγος α ΐτε ΐ, μείζονα ή καθ*
ήμετέραν δύναμιν όμολογώ ν είναι τ ή ν
έπ α γ γ ελ ία ν έντελή κ α ί άπ αράλειπ τον
ύποσχεϊν, έπεί κα ί π ρ ώ το ι νυν τή ς ύποθέσεως έπιβάντες ο ΐά τ ιν α έρήμην καί

7 έ π ιβ ο υ λ ή , έ π ιβ ο υ λ ε ύ ω : la misma terminología que u tiliza Orígenes; cf. Contra Celsum 3 ,i.
8 In fra V I I 32,32 y V I I I p ról., nos dirá Eusebio su intención de tratar de estos m artirios
aparte, una vez terminado el tema de las sucesiones.
9 ά ν τ ίλ η ψ ιν , protección. Sin duda, se trata del edicto de Galerio de 311 (cf. infra V I I I
17.3-10); sin embargo, según el mismo Eusebio (PE 1,4.1), Dios ha «protegido* ya a sus
fíeles en la misma persecución.
10 E l sentido más general de la palabra ο ικ ο ν ο μ ία es «disposición», y más en concreto,
«disposición providencial», que los Padres latinos traducen por administratio (S a n A g u s t í n ,
De fide et symb. 18), dispositio o dispensario (S a n A g u s t í n , In loan. 36,2; Serm. 237,1,1; 264,5;
S a n J e r ó n im o , Epist. 98,6). Aunque y a en San Pablo (E f 1,10) adquiere un sentido técnico,
como designio de Dios realizado en C risto, con toda su am plitud, San Ignacio de Antioquía
(Ephes. 18,2) lo restringe a la disposición divina relativa a la concepción virginal de Cristo,
mientras San Justino lo aplica no sólo a las disposiciones de Dios relativas a la encamación
(Dialog, 45,4; 67,6; 87,5; 103,3 y 120,1) y a la cruz (ibid ., 30,3; 3 M ) , sino también a las dis­
posiciones de D ios en general (ibid., 107,3; 134,2; 141,4). Es San Ireneo quien consagra este
térm ino para designar la realidad externa de la encamación y de la redención; cf. A . D ’A l é s ,
Le mot ο ίκ ο ν ο μ ία dans la langue théologique de Saint Irénée: R EG 31 (1919) 1-9; W . G a s s ,
Das patristische W o rt ο ίκ ο ν ο μ ία : Z W T 17 (1874) 465-504; G . L . P r e s t i g e , Dieu dans la
pensée patristique (Paris 1955) p.67-82; J. H . P. R e u m a n n , The use o f economía and related
terms, as background fo r patristic applications. D is. (Pensilvania 1957). En esta misma línea,
para Eusebio, la encamación del Verbo es la «economía» por excelencia, pero la palabra
sólo tendrá ese sentido en razón del contexto, como en el presente pasaje y más abajo (§ 7 y 8),
concretando el sentido más general de «disposición providencial», básico para él (v.gr., in ­
fra I I 1,13). Los «comienzos de la economía» se referirán a la actividad del Salvador previa
incluso a su encarnación, como son sus teofanías; cf. S i r i n e l l i , p.259 n .i; T h . F. T o r r e n c e ,
The implications o f tOikonomia» fo r knowledge and speech o f God in Early Christian Theology,
en Oikonomia p.223-238.
11 Eusebio afirma expresamente que es el prim er historiador de la Iglesia. N o reconoce
como tales a los que, como Teófilo de Antioquía, H ip ó lito y Julio Africano, escribieron sen­
das cronografías, n i siquiera a Hegesipo, que dejó por escrito los recuerdos y relatos que ha­
bía podido recoger. Eusebio aprecia en su valor estas obras y las utiliza en la medida que dis­
pone de ellas, pero está en lo cierto al no darles categoría de «historia» de la Iglesia, cf. infra
§ 5; F. O v e r b e c k , Ueber die Anfänge der patristischen L ite ra tu r: Historische Zeitschrisft 48
(1882) 417-472.

camino desierto y sin hollar. Rogamos tener a D ios p o r guía y e l
poder del Señor como colaborador, porque de hombres que nos
hayan precedido po r nuestro mismo camino, en verdad, hemos sido
absolutamente incapaces de encontrar una sim ple huella; a lo más,
únicamente pequeños indicios en los que, cada cual a su manera,
nos han dejado en herencia relatos parciales de los tiempos transcu­
rridos y de lejos nos tienden como antorchas sus propias palabras;
desde allá arriba, como desde una atalaya remota, nos vocean y nos
señalan por dónde hay que cam inar y p o r dónde hay que enderezar
los pasos de la obra sin e rro r y sin peligro.
4 Por lo tanto, nosotros, después de re u n ir cuanto hemos es­
tim ado aprovechable para nuestro tema de lo que esos autores m en­
cionan aquí y allá, y libando, como de un prado espiritual, las o p o r­
tunas sentencias de los viejos autores, intentaremos darle cuerpo
en una trama histórica y quedaremos satisfechos con ta l de poder
preservar del olvido las sucesiones, si no de todos los apóstoles de
nuestro Salvador, siquiera de los más insignes en las Iglesias más
ilustres que aún hoy en día se recuerdan.
5 Tengo para m í que es de todo pun to necesario el que me
ponga a trabajar este tema, pues de nin g ún escritor eclesiástico sé,
hasta el presente, que se haya preocupado de este género literario.
Espero, además, que se mostrará ú tilísim o para cuantos se afanan
por a d q u irir sólida instrucción histórica.
6 Ya anteriormente, en los Cánones cronológicos 12 por m í re­
dactados, compuse un resumen de todo esto, pero, no obstante,
voy en la obra presente a lanzarme a una exposición más completa.
ά τρ ιβ ή Ιέναι όδόν έγχειρούμεν, θεόν μεν
ό δ ηγόν κ α ί τ ή ν τ ο ϋ κυρίου συνεργόν
σχήσειν ευχόμενοι δύναμιν, άνθρώττων γ ε
μήν ούδαμώς εύρείν ο ϊο ί τ ε δντε* Ιχ νη
γ υ μ νά τ ή ν α ύ τή ν ή μίν προωδευκότων,
μή ό τ ι σμικράς α ύ τό μόνον προφάσεις, δι*
ώ ν άλλος άλλως ώ ν διηνύκασ ι χρόνων
μερικά* ήμϊν κ α τα λελο ίπ α σ ι διηγήσεις,
πόρρωθεν ώσπερ εΐ πυρσού* τ ά * έα υτώ ν
προανατείνοντες φωνάς κ α ί άνωθέν ποθεν
ώ* έξ ά π όπ το υ κα ί άπ ό σκοπής βοώ ντε*
κα ί διακελευόμενοι, ή χρή β αδίζειν κ α ί τή ν
το ύ λ ό γ ο υ πορείαν άπ λανώ * κα ί άκινδίνω* εύθύνειν.

τά ς επ ιτηδείου* α ύ τώ ν τ ώ ν π ά λ α ι σ υ γ ­
γραφέω ν άπανθισάμενοι φωνάς, δι* ύφηγήσεω * ισ το ρ ική * πειρασόμεθα σ ω μ α τοπ ο ιή σ α ι, άγαπ ώ ντες, εΐ κ α ί μή άπ ά ντω ν,
τ ώ ν δ* ούν μ ά λ ισ τα διαφ ανεσ τάτω ν το ύ
σω τήρος ήμώ ν άπ οσ τόλω ν τ ά * διάδοχά*
κ α τά τ ά * διαπρεπούσα* Ι τ ι καί νυν μνη­
μονευόμενα* έκκλησία* άνασωσαίμεθα.

4 όσα το ίν υ ν εΐ* τή ν προκειμένην ύπόΘεσιν λυσ ιτελεΐν ήγούμεθα τώ ν αύτοΐς

5 ά ν α γ κ α ιό τα τα δέ μοι πονεΐσθαι τ ή ν
ύπόθεσιν ή γού μα ι, ά τ ι μηδένα π ω εΐ*
δεύρο τώ ν έκκλησ ιασ τικώ ν συγγραφ έω ν
διέγνω ν περί τ ο ύ το τ η * γραφής σπουδήν
πεποιημένον τ ό μέρος* έλπ ίζω δ* δ τ ι κ α ί
ώ φ ελιμ ω τά τη τ ο Ι* φ ιλοτίμω ς περί τ ό
χρηστομαθές τή ς Ισ τορίας Ιχο υσ ιν άναφανή σ εται.

έκείνοι* σποράδην μνημονευθέντων, άναλεξάμενοι κα ί ώ* άν έκ λ ο γ ικ ώ ν λειμώ νω ν

6 ήδη μέν ούν το ύ τω ν κ α ί πρότερον έν
ο ι* διετυπ ω σάμην χρονικοί* κανόσιν έπ ι-

12 Se refiere a la segunda parte de su Crónica; la conocemos solamente en traducción
armena y en la versión latina de San Jerónimo. Por este pasaje, confirmado por los de Eclog.
prophet. 1,1,8 y PE 10,9,11, aparece claro que Eusebio la compuso antes que su H E , que
intentará ser una ampliación.

7 Y comenzaré, según dije 13, por la economía y la teología 14
de C risto, que en elevación y en grandeza exceden al hombre.
8 Y es que, efectivamente, quien se ponga a escribir los oríge­
nes de la historia eclesiástica deberá necesariamente comenzar por
remontarse a la prim era economía de C risto mism o— pues de E l
precisamente hemos tenido el honor de re cib ir el nom bre— más d i­
vina de lo que al v u lg o 15 puede parecer.

2
[R es u m e n d e l a

d o c t r in a

sobre

la

p r e e x is t e n c i a

S a l v a d o r y S e ñ o r , e l C r is t o d e D io s , y d e l a
la

d iv in id a d

de

nuestro

a t r ib u c ió n

de

]

i Siendo la índole de C risto doble: una, semejante a la cabeza
del cuerpo 16— y por ella le reconocemos como a D ios— , y otra,
comparable a los pies— mediante la cual y p or causa de nuestra salτο μ ή ν κατεστησάμην, π λη ρ εσ τά τη ν δ*
οΟν όμως α υ τώ ν έττι το ύ παρόντος ώ ρμήΘην τ ή ν ά φ ή γησ ιν ποιήσασθαι.

κ α τά τ ό δοκούν το ΐς πολλοϊς οίκονομίας
άναγκαϊο ν αν εϊη κατάρξασ θαι.

7 Καί ά ρ ξετα ί γ έ μοι ό λόγος, ώς εφην,
άπ ό τή ς κ α τ ά τό ν Χ ρ ισ τό ν έπινοουμένης
ύψηλοτέρας καί κρείττονος ή κ α τ ά άνθρω­
πον οίκονομίας τ ε κ α ί θεολογίας.

Β'

8 κ α ί γ ά ρ τό ν γραφ ή μέλλοντα τή ς
έκκλησ ιασ τικής ύφηγήσεω ς παραδώσειν
τ ή ν Ισ τορίαν, άνωθεν Ικ π ρ ώ της τή ς κ α τ ’
α ύ τό ν τ ό ν Χ ρ ισ τόν, ό τιπ ερ έξ α υ το ύ καί
τή ς προσωνυμίας ήξιώθημεν, θειοτέρας ή

1 δ ιττ ο ύ δέ δντος τ ο ύ κ α τ ’ αυτόν
τρόπου, καί το ύ μέν σώ ματος έοικότος
κεφαλή, ή θεός έπ ινο εΐτα ι, το ύ δέ ποσ!
παραβαλλομένου, ή τό ν ή μ ίν άνθρωπον
όμοιοπαθή τή ς ήμώ ν α υτώ ν ενεκεν ύπέδυ
σω τηρίας, γένο ιτ* άν ήμίν εντεύθεν εντε­
λής ή τώ ν άκολούθων διήγησ ις, εί τή ς κ α τ ’

13 Supra § 2.
14 Aunque aquí «economía* y «teología» parecen contrapuestas, en el curso de la obra
no van tratadas en capítulos aparte como si fueran materias absolutamente distintas. G. Bardy, siguiendo a E. G rapin (en sendas notas a este pasaje), oponen la «economía* a la «teolo­
gía», refiriendo la primera al elemento humano de Cristo, y la segunda a su elemento divino.
Para ello se basan en San Gregorio Nacianceno ( O ra t. 38,8) y en Severiano de Gabaia (De
sigillis 5-6), que oponen los evangelios sinópticos— economía—al de San Juan— teología— .
Pero, según vimos ( supra nota 10), las teofanías son también parte de la «economía* y, a la
vez, manifiestan el carácter divino de Cristo, esto es, pertenecen a la «teología», entendida
como aplicación de la divinidad a Cristo. C f. S a n J u s t i n o , D ial. 56,11; 128,2; F. K a t t e n b u s c h , Die Entstehung einer christlichen Theologie. Zu r Geschichte der Ausdrücke θεολογία,
θεολογείν, θεόλογος: Z K G 11 (1900) 161-205; G. W . H . L a m p e , A Patristic Greec Lexikon
(O xford 1961 ss) p.940-943· L a distinción entre ambos conceptos «reposa más bien sobre
una diferencia de punto de vista*: S i r i n e l l i , p.260 nota 1. E l verbo Θεολογείν se incorpora
a la lengua cristiana por obra de San Justino (D ial. 56,15; 113,2). C f. M . W o l f g a n g , Der
Subordinatianismus als historiologisches Phänomen. Ein Beitrag zu unserer Kenntnis von der
Entstehung der altchristlichen «Theologie» und K u ltu r unter besonderer Berücksichtigung der
Begriffe Oikonomia und Theoloeia (M unich to 6 iV
15 Con esta generalización quizás apunte a los que no ven en la actividad de C risto más
aue la obra de un simple hombre, acaso inspirado, y también a los cristianos que, por
desconocer las escrituras judías, no ven en C risto al H ijo de Dios anunciado por los profetas
(cf. D E 1,1). C f. M . DE Jonge, The earliert christian use o f «Christus». Some suggestions:
N ew Testament Studies 32 (1986) 3x1-343.
16 C f. i C or 11,3; E f 4,15.

vación se re vistió del hombre, pasible como nosotros mismos 17— ,
nuestra exposición de lo que va a seguir será perfecta si iniciam os
el discurso de toda su historia partiendo de los puntos más capita­
les y dominantes. Y de este modo, la antigüedad y carácter d iv in o
de los cristianos quedará tam bién patente a los ojos de los que p ien­
san que es algo nuevo, extraño, de ayer, y no de antes.
2 N in g ú n tratado podría bastar para explicar al porm enor el
linaje, la dignidad, la sustancia misma y la naturaleza de C risto, p or
lo que el E sp íritu d iv in o dice: Su generación, ¿quién la narrará? 18;
porque, en efecto, nadie conoció al Padre sino el H ijo , n i nadie
conoció alguna vez al H ijo , según su dignidad, sino sólo eJ Padre,
que lo engendró 19.
3 ¿Y quién, excepto el Padre, podría concebir sin impurezas
la luz 20 que es anterior al m undo y la sabiduría 21 inteligente y
sustancial que precedió a los siglos 22, el V erbo viviente en el Padre
y que desde el p rin c ip io es D ios 23, lo p rim ero 24 y único que D ios
engendró antes de toda creación25 y de toda producción de seres
visibles e invisibles, el generalísimo del ejército 26 espiritual e in ­
m ortal del cielo, el ángel del gran consejo 27, el servidor del pensa­
m iento inefable del Padre, el hacedor de todas las cosas ju n to con
el Padre, la causa segunda 28 de todo después del Padre, el H ijo de
α ύ τό ν Ισ το ρ ία * άπ άση* άπ ό τώ ν κεφαλ α ιω δ εσ τά τω ν κα ί κ υ ρ ιω τά τω ν τ ο υ λό γο υ
τ ή ν ύ φ ή γη σ ιν ποιησαίμεθα· τ ο ύ τ η δέ καί
τ η * Χ ρ ισ τια ν ώ ν ά ρ χ α ιό τη το * τ ό π α λαιό ν
όμοΟ κ α ί θεοπρεπέ* τ ο ί* νέαν α ύ τή ν κα ί
έκτετοπ ισμένην, χθέ* κ α ί ού πρότερον φανεϊσαν, ύπολαμβάνονσιν άναδειχθήσεται.
2 Γένους μέν ούν κ α ί ά ξία * α ύ τη * τ ε
ούσία* τ ο ύ Χ ρ ισ το ύ κ α ί φύσεω* ο ύ τι* άν
εί* Ικφ ρασιν αύτά ρ κη * γ έν ο ιτο λόγος, ή
κ α ί τ ό πνεύμα τ ό θεϊον έν π ρ ο φ η τείαι* « τήν
γενεάν αύτού» φησίν « τί* δ ιη γ ή σ ετα ι» ;
ό τ ι δή ούτε τό ν π α τέρ α τ ι* εγνω , εί μή ό

νίό*, ούτ* αύ τό ν υΙόν τ ι* έγνω π ο τέ κ α τ ’
άξίαν, εί μή μόνο* ό γεννήσα* α ύτό ν π α τή ρ ,
3 τ ό τ ε φώ* τ ό προκόσμιον κ α ί τ ή ν
π ρό αΙώ νω ν νοεράν κ α ί σύσιώ δη σοφίαν
τό ν τ ε ζ ώ ν τα κά ΐ έν άρχή π α ρ ά τ ώ π α τρ ί
τ υ γ χ ά ν ο ν τ α θεόν λό γο ν τ ί* άν π λή ν το ύ
π α τρ ό * καθαρώ * έννοήσειεν, πρό π άση*
κτίσεω ς κα ί δ η μ ιο υ ρ γία * όρωμένη* τ ε καί
άορά του τ ό π ρ ώ τον καί μόνον τ ο ύ θεού
γέννημα, τό ν τ η * κ α τ ’ ούρανόν λ ο γ ικ ή *
καί άθανάτου σ τρ α τιά * ά ρ χ ισ τρ ά τη γ ο ν ,
τό ν τ ή * μεγά λη* βουλή* άγ γελ ο ν, τ ό ν τ ή *
άρ ρήτου γνώ μη * τ ο ύ π α τρ ό * ύπ ονργόν,

17 C f. A c t 14,15; Sant 5,17.
18 Is 53,8; cf. Sa n J u s t in o , D ial. 76,2.
i * C f. M t 11,27.
20 Jn 1,9-10.
2t C f. Sab 7,22.
22 C f. Proy 8,23.
28 C f. Jn 1,1-4.
24 Por la fuerte carga de subordinacionismo de este pasaje, los copistas elim inaron de
muchos manuscritos las palabras π ρ ώ τον καί, que les sugería la posibilidad de otras genera­
ciones en Dios, aunque la expresión se encuentra ya en Sa n J u s t in o , Apol.I 21,1; cf. F. R i c ­
k e n , Die Logoslehre des Eusebios von Caesarea und derMittelplatonismus:
Theologie und
Philosophie 4 2 (1967) 341-358; R . F a r in a , Vimpero e Vimperatore cristiano in Eusebio di
Cesarea (Zurich 1966) p.42-46.
23 C f. Col 1,15-16.
26 C f. Jos 5,14; 3 Re 22,19; Sa n J u s t in o , D ial. 61,1.
27 Is 9,6; cf. M a l 3,1; Sa n J u s t in o , D ial. 76,8.
28 Expresión desafortunada, que ha dejado profunda huella en la transmisión del texto.
Copistas y traductores se han esforzado en corregirla por todos los medios; sin embargo, re­
frendado por Orígenes (C. Cels. 5,39), el contenido de esta expresión y similares se encuentra

D ios, genuino y único, el Señor, el D io s y el Rey de todos los seres,
que ha recibido del Padre la autoridad soberana y la fuerza, ju n to
con la d ivinid ad, el poder y el honor? Porque, en verdad, según lo
que de É l dicen las misteriosas enseñanzas de las Escrituras: En el
principio era el Verbo, y el Verbo estaba en Dios, y el Verbo era Dios.
Todas las cosas fueron hechas por É l, y sin É l nada se hizo 29.
4 Esto m ism o es lo que enseña el gran Moisés, como el más
antiguo de todos los profetas, al describir, bajo inspiración del espí­
ritu d ivin o , la creación y la ordenación del universo: el creador y
hacedor del universo cedió a C risto, y sólo a C risto, su d ivin o y
prim ogénito Verbo, el hacer los seres inferiores; y con É l lo vemos
conversando acerca de la form ación del hom bre: D ijo , pues, D ios:
Hagamos un hombre a nuestra imagen y a nuestra semejanza 30.
5 F iador de esta sentencia es otro profeta, al hablar así de D ios
en cierto pasaje de sus himnos: Porque dijo É l y fue hecho; É l mandó
y fu e creado 31. Introduce aquí al Padre y creador disponiendo con
gesto regio, en calidad de soberano absoluto, y al Verbo d iv in o
— no otro que el m ism o que se nos ha anunciado— , como segundo
después de É l y m in is tro ejecutor de los mandatos paternos.
6 A éste, ya desde los albores de la hum anidad, todos cuantos
se nos dice que sobresalieron p o r su re c titu d y su religiosidad: los
τό ν τ ω ν ά π ά ν τω ν σύν τ ώ π α τρ ί δημιουρ­
γό ν , τό ν δεύτερον μετά τό ν π α τέρ α τω ν
ό λω ν α ίτ ιο ν , τό ν τ ο υ θεού π α ϊδ α γ νή σ ιο ν
κ α ί μονογενή, τό ν τ ω ν γ εν η τώ ν ά π ά ντω ν
κύριον κα ί θεόν κ α ί βασιλέα τ ό κύρος όμού
κ α ί τ ό κράτος α ύ τή θ εό τη τι κ α ί δυνάμει κα ί
τ ιμ ή π α ρά τ ο ύ π ατρ ός ύποδεδεγμένον,
ό τ ι δή κ α τ ά τά ς π ερί α ύ το ύ μυσ τικάς τ ω ν
γραφ ώ ν Θεολογίας «έν άρ χή ή ν ό λόγος,
κ α ί ό λόγος ή ν πρός τό ν Θεόν, κ α ί θεός ήν
ό λόγος* π ά ν τα δ ι' αύ το ύ Ιγένετο , καί
χω ρίς α ύ το ύ έγένετο ούδέ έν».

κ α ί π ρ ω το γ ό ν φ έαυτού λ ό γ φ τ ή ν τ ω ν
ύπ οβεβηκότω ν π ο ίη σ ιν π α ραχω ρο ύντα
διδάσκει α ύ τω τε κοινολογούμενον έπί τή ς
άνθρω π ογονίας· «εϊπ ενγάρ» φησίν«όθεός·
<ποιήσωμεν άνθρωπον κ α τ ’ είκόνα ήμετέραν κα ί καθ’ όμοίωσιν>».

π νεύ ματι τ ή ν τ ο ύ π αντός ούσίω σίν τ ε κα ί

5 τ ο ύ τη ν δέ έ γ γ υ δ τ α ι τ ή ν φωνήν
π ρ ο φ η τώ ν άλλος, ώδέ πως έν ύμνοις θεολ ο γ ώ ν «αύτός εϊπεν, κ α ί έγενήθησαν* αύτός
ένετείλατο, κα ί έκτίσθησαν», τ ό ν μέν π α ­
τέρα κα ί π ο ιη τή ν είσ ά γω ν ώς άν π α ν η γ εμόνα β α σ ιλικ ώ νεύ μ α η π ρ ο σ τά ττο ν τα ,
τ ό ν δέ τ ο ύ τ ψ δευτερεύοντα θείον λό γ ο ν ,
ο ύχ έτερον το ύ πρός ήμώ ν κηρυττομένου,
τ α ϊς π α τρ ικα ϊς έπ ιτά ξεσ ιν ύπ ο υρ γο ύντα .

διακόσμησιν ύπογράφ ω ν, τό ν κοσμοποιόν
καί δ η μιουρ γόν τ ώ ν όλω ν α ύ τώ δή τ ω
Χ ρ ισ τ φ κα ί ούδέ ά λλω ή τ ω θ είφ δηλαδή

6 το ύ το ν κ α ί άπ ό π ρ ώ της άνθρω πογο­
νίας πάντες όσοι δή δικαιοσύνη κ α ί θεοσεβείας άρετή διαπ ρέψ αι λ έγ ο ν τα ι, άμφί τ ε

4 τ ο ΰ τ ό τ ο ι κ α ί 6 μέγας Μωυσής, ώς άν
π ρ ο φ η τώ ν ά π ά ν τω ν π α λ α ιά τα το ς , Θείω

y a e n lo s a p o lo g is ta s d e l s ig lo n , e s p e c ia lm e n te e n San Justino (D ia l. 5 6 ,2 2 ; 5 7 ,3 ; 5 8 ,3 ; 6 0 ,2 .5 ;
6 1 ,1 ; 1 1 3 ,4 ); c f. J. L e b r e t o n , Histoire du dogme de la Trinité, des origines au Concile de Nicée,
t . 2 (Paris 1 92 8) P.467SS.
29 Jn 1,1-3; cf. R. F a r in a , o.e., p.4Óss; R. M u ñ o z P a la c io s , L a mediación del Logos, pre­
existente en la encarnación, en Eusebio de Cesárea : Estudios Eclesiásticos 43 (1968) 381-414»
F. R ic k e n , o.e., P.342SS.
30 Gén 1,26; cf. S a n J u s t i n o , D ial. 62,1; 126-127; Apol. I 62-64. Eusebio, en la misma

línea de Justino en cuanto a la aplicación de las teofanías al Verbo, tratará de d efinir estas ma­
nifestaciones anteriores a la encarnación, lo mismo que las profecías que la anunciaban desde
los patriarcas. E l mismo tema aparece en las Eclog. prophet., en PE y D E , obras compuestas
entre 312 y 320; c f. S i r i n e l l i , p.2Óiss y , sobre todo, p.275-280.
31 Sal 32,9; 148,5.

compañeros del gran servidor Moisés 32 y, antes que él, A b ra h á n ,
el prim ero, lo mismo que sus hijos y cuantos luego se mostraron
justos y profetas, al contem plarlo con los ojos lim pios de su in te li­
gencia, lo reconocieron y le rin d ie ro n el culto debido como a H ijo
de Dios.
7 Y É l mismo, sin descuidar lo más m ínim o su piedad para
con el Padre, se constituyó para todos en maestro del conocim iento
del Padre. Y así leemos 33 que el Señor D ios fue visto p o r A brahán,
que se hallaba sentado ju n to a la encina de M am bré, bajo el aspecto
de un hom bre corriente. Abrahán se prosterna al punto y, aunque
ve en él con sus ojos un hombre, no obstante lo adora como a D ios,
le suplica como a Señor y confiesa no ignorar de quién se trataba,
al decir textualm ente: Señor, tú que juzgas la tierra toda, ¿no vas a hacer justicia? 34
8 Porque, si ninguna razón puede a d m itir que la sustancia no
engendrada e inm utable de D ios todopoderoso se transm ute en la
form a de hom bre 35, n i que con la apariencia de hom bre engendra­
do engañe a los ojos de los que le ven, n i que la E scritura forje en­
gañosamente tales cosas, un D ios y Señor que juzga a toda la tierra
y hace justicia, y que es visto bajo aspecto de hombre, no estando
siquiera p erm itido decir que se trata de la prim era causa del u n i­
verso, ¿qué otro podría ser proclamado tal, sino su único y preexis­
tente Verbo? Acerca de É l se dice tam bién en los salmos: Mandó
su Verbo y los sanó y los libró de su corrupción 36.
9 Moisés lo proclama clarísimamente segundo Señor después
del Padre cuando dice: H iz o llover el Señor sobre Sodoma y Gomorra
τ ό ν μέγαν θεράποντα Μ ωυσέα και πρό γε
α ύ το ύ πρώ τος Α β ρ α ά μ το ύ το υ τ ε οί π α ίδες κ α ί δσοι μετέπ ειτα δ ίκα ιο ι πεφήνασιν
καί π ρ ο φ ή τα ι, καθαροΐς διανοίας δμμασι
φαντασθέντες έγνω σάν τ ε καί ο ϊα θεού
π α ιδ ί τ ό προσήκον άπένειμαν σέβας,
7 αύτός τε, ούδαμώς άπορραθυμών τή ς
τ ο ύ πατρός εύσεβείας, διδάσκαλος το ΐς
π α σ ι τή ς π α τρ ική ς κ α θ ίσ τα το γνώσεως.
ώφθαι γο ύ ν κύριος ό θεός ά νείρ η τα ι ο ίά τ ις
κοινός άνθρωπος τ φ Α β ρ α ά μ καθημένορ
π α ρ ά τ ή ν δρΰν τ ή ν Μ αμβρή· ό δ* ύποπεσών α ύ τίκα , κ α ίτο ι γε άνθρωπον όφθαλμοϊς
όρών, προσκυνεΐ μέν ώς θεόν, Ικετεύει δέ
ώς κύριον, όμολογεΐ τε μή άγνοεϊν όστις
ε!η, βήμασιν α ύτο ΐς λέγω ν «κύριε 6 κρίνων
πάσαν τ ή ν γή ν , ού ποιήσεις κρίσιν»;

8 ε! γ ά ρ μηδείς έπ ιτρ έπ ο ι λόγος τ ή ν
ά γένη το ν κ α ί ά τρ επ το ν σύσ ίαν θεού τ ο ύ
π αντοκράτορος ε!ς άνδρός είδος μετα β ά λ λειν μηδ* αύ γ εν η το ύ μηθενός φαντασίςχ
τά ς τώ ν όρόντω ν όψεις έξα π α τά ν μηδέ
μήν ψενδώς τ ά τ ο ια ύ τ α π λ ά ττεσ θ α ι τ ή ν
γραφ ήν, θεός κ α ί κύριος ό κρίνω ν πάσαν
τ ή ν γ ή ν κ α ί π ο ιώ ν κρίσιν, έν άνθρώπου
δρώμενος σ χ ή μ α τι, τ ίς άν έτερος ά ν α γ ο ρεύοιτο, εί μή φ άναι θέμις τ ό π ρ ώ τον τώ ν
όλων α ίτιο ν , ή μόνος ό προών α ύ το ύ λ ό ­
γος; περί ού καί έν ψαλμοΐς ά ν είρ η τα ι
«άπέστειλεν τό ν λό γ ο ν αύτού, καί ίά σ α το
αύτούς, κ α ί έρρύσατο αύτούς έκ τώ ν δ ια­
φθορών αύτώ ν».
9 το ύ το ν δεύτερον μετά τό ν π α τέρ α
κύριον σαφ έσ τατα Μωνσής άναγορεύει λέ-

32 C f. N ú m 12,7; H eb 3,5.
33 Gén 18,1-3.
34 Gén 18,25; cf. Sa n J u s t in o , D ial. 56; Sa n I r e n e o , Adv. haer. 3,6,1; 4,10,1; T e r t u l i a n o ,
Adv. Prax. 13,4; 16,2; De carne Christi 6,7; O r íg e n e s , In loan. 2,23; J. L e b r e t o n , o.e., t.2
p.672.
35 C f. F lp 2,8.
36 S al 106,20.

azufre y fuego de parte del Señor 37 Y tam bién la Sagrada E scritura
lo proclama D ios cuando se apareció a Jacob en figura de hom bre 38
y le habló diciendo: Tu nombre en adelante no será ya Jacob, sino
Israel, porque has luchado con Dios 39, y entonces Jacob llamó a l
lugar aquel «Visión de Dios*, diciendo: Porque he visto a Dios cara
a cara, y mi alma se ha salvado 40.
10 Y es que no se puede suponer que estas apariciones divinas
mencionadas sean de ángeles inferiores y servidores de Dios, pues,
cuando alguno de éstos se aparece a los hombres, no se lo calla la
Escritura, sino que p o r su nom bre los llama, no D ios n i siquiera
Señor, sino ángeles, como es fá c il probar con incontables pasajes.
11 Y a este Verbo, Josué, sucesor de Moisés, después de ha­
berlo contem plado no de otra manera que en form a y figura de
h o m b re 41 tam bién, lo llam a generalísimo del ejército de D io s 42,
como haciéndolo jefe de los ángeles y arcángeles del cielo y de los
poderes superiores, y como si fuera poder y sabiduría del Padre 43
y a quien ha sido confiado el segundo puesto del reinado y del p rin ­
cipado sobre todas las cosas.
12 Porque está escrito: Y sucedió que se hallaba Josué cerca de
Jericó y, alzando los ojos, vio a un hombre de pie delante de él con la
espada desnuda en su mano; y Josué, acercándose a él, le d ijo : ¿Eres
de los nuestros o de los contrarios? Y él respondió: Yo soy el generalí­
simo del ejército del Señor; acabo de llegar. Y Josué entonces se pros­
ternó rostro en tierra y le d ijo : Señor, ¿qué es lo que mandas a tu sierγ ω ν «έβρεξε κύριο* επί Σόδομα καί Γόμορρα
θεϊον κ α ί π ύρ π α ρά κυρίου»· το ύ το ν κα ί
τ ω Ια κ ώ β αύθι* έν άνδρό* φ ανέντα σ χ ή μ α τ ι, θεόν ή θεία π ροσαγορεύει γρ α φ ή, φάσκο ν τα τ ω Ια κ ώ β « ού κέτι κ λη θ ή σ ετα ι τ ό
όνομά σου Ια κ ώ β , ά λλ* Ισ ρ α ή λ έσ τα ι τ ό
όνομά σου, ό τ ι έι/ίσ χυσ α* μ ετά θεού», δ τε
καί «έκάλεσεν Μακώ β τ ό όνομα τ ο υ τό π ο υ
έκείνου ΕΙδο* θεου», λέγω ν «είδον γ ά ρ θεόν
πρόσωπον πρό* πρόσω πον, καί έσώθη
μου ή ψ υχή » ·
10 κ α ί μήν ούδ* ύπ οβ εβηκότω ν ά γ γ έ λω ν κα ί λ ειτο υ ρ γ ώ ν Θεου τ ά * άναγραφ είσα*
θεοφανεία* ύπονοεΐν θέμι*, έπειδή κ α ί τ ο ύ ­
τω ν δ τε τ ι* άνθρώ ποι* π α ρ α φ α ίνετα ι, ούκ
έπ ικ ρ ύ π τετα ι ή γρα φ ή, ό νομ α σ τί ού θεόν
ούδέ μήν κύριον, άλλ* ά γγέλο υ * χ ρ η μ α τίσαι λέγο υσ α, ώ* δ ιά μυρίων μα ρ τυρ ιώ ν
π ισ τώ σ α σ θ α ι βφδιον.
37 Gén 19,24.
38 F lp 2,8.
39 Gén 32,28.
40 Gén 32,30.

11 τ ο ύ το ν καί 6 Μωυσέω* διάδοχο*
*Ιησοθ5, ώ * άν τ ώ ν ούρανίω ν ά γ γ έλ ω ν κα ί
Α ρ χα γγέλω ν τ ώ ν τ ε ύπερκοσμίω ν δυνά­
μεων ήγούμενον κ α ί ώ* &ν εί τοΟ π α τρ ό *
ύ π ά ρ χ οντα δύναμιν καί σοφίαν κ α ί τ ά
δευτερεϊα τ ή * κ α τ ά π ά ντω ν βασιλεία * τ ε
κα ί άρ χή * έμπεπιστευμένον, ά ρ χ ισ τρ ά τη γ ο ν δυνάμεω* κυρίου όνομάζει, ούκ όλλω *
α ύ τό ν ή αύθι* έν άνθρώπου μορφή κ α ί
σ χ ή μ α τι θεωρήσα*.
12 γ έ γ ρ α π τ α ι γοΟν «καί έγενήθη, ώ*
ήν Ιη σ ο ύ ς έν Μεριχώ, κ α ί άναβλέψα* όρςχ
άνθρωπον έσ τη κ ό τα κ α τέν α ν τι αύτοΟ, κ α ί
ή βομφαία έσπασμένη έν τ ή χ ειρ ί αύτοΟ,
καί προσελθών Ιη σ ο ύ ς είπεν, <ήμέτερο* εί
ή τ ώ ν ύπ εναντίω ν; > κα ί εϊπεν α ύ τώ , <έγώ
Α ρ χισ τρ ά τη γο ς δυνάμεω* κυρίου νυνί π α ραγέγονα>. κ α ί Ιη σ ο ύ * έπεσεν έπ ί π ρό­
σωπον έπί τ ή ν γ ή ν κ α ί είπεν α ύ τώ <δέσπο-

41 C f. F lp 2,7-8.
42 Jos 5,14.
43 i C or 1,24. E l texto acusa una transmisión deficiente.

vo?f y el generalísimo del Señor dijo a Josué: Q u ita las sandalias de
tus pies, porque el lugar en que estás es lugar santo 44.
13 D e donde, partiendo de las palabras mismas, observarás que
éste no es o tro que el que se reveló a M oisés, puesto que, efectiva­
m ente, la Sagrada E scritu ra dice de éste en los m ism os térm inos:
M as, cuando le vio el Señor acercarse para ver, lo llamó el Señor desde
la zarza y le d ijo : Moisés, Moisés. Éste respondió: ¿Qué hay? Y dijo
el Señor: N o te acerques aquú Q uita las sandalias de tus pies, porque
el lugar en que estás es tierra santa. Y le d ijo : Yo soy el Dios de tu
padre, Dios de Abrahán, Dios de Isaac y Dios de Jacob 45.
14 Y que al menos hay una sustancia a n te rio r al m undo, viva
y subsistente, la que s irv ió de ayuda al Padre y D io s del universo
en la creación de todos los seres, llam ada V erbo de D io s y S abidu­
ría, además de las pruebas expuestas, nos es dado escucharlo in ­
cluso de la m ism a S abiduría en persona que, p o r boca de Salom ón,
e lla m ism a nos in ic ia clarísim am ente en su p ro p io m iste rio : Yo, la
sabiduría, planté mi tienda en el consejo e invoqué a la ciencia y a la
inteligencia; por mí los reyes reinan, y los potentados administran
ju s tic ia ; por mi los magnates son engrandecidos, y por mí los soberanos
dominan la tierra 46.
15 A lo cual añade: E l Señor me creó como principio de sus ca­
minos en sus obras, antes de los siglos asentó mis fundamentos. En el
principio, antes que hiciese la tierra, antes que brotasen las fuentes de
las aguas, antes que cimentara los montes y antes que a todos los colla­
dos, me engendró a mí. Cuando preparaba los cielos, con él estaba y o ;
τ α , τ ΐ προστάσσεις τ φ ο ΐκ έ τ ή ; > καί εΐττεν
ό α ρ χ ισ τρ ά τη γ ο ς κυρίου πρός Ίή σ ο υ ν,
<λύσαι τ ό υπόδημα έκ τ ώ ν ποδών σου* ό
γ ά ρ τόπος, έν φ συ έστηκας, τόπος άγιό ς
έστιν>».
13 ένθα καί έπ ισ τή σ εις άπ ό τώ ν α ύτώ ν
β ημ άτω ν ό τ ι μή έτερος ούτος εΐη τοΟ καί
ΜωυσεΤ κεχρ η ματικότο ς, ό τ ι δή αύτοϊς
β ήμασι καί έπ ί τ φ δ έ φησιν ή γρα φ ή «ώς
δέ είδεν κύριος ό τ ι π ρ οσάγει Ιδεϊν, έκάλεσεν α ύ τό ν κύριος έκ τ ο ύ β ά το υ λέγω ν,
< Μ ω υσή Μ ω υσή>· ό δέ είπεν, <τί έστ ιν ;> κ α ί είπεν, <μή έγ γ ίσ η ς ώδε· λΟσαι
τ ό ύπόδημα έκ τ ώ ν ποδώ ν σου· ό γ ά ρ
τόπος, έν φ σύ έστηκας έπ* αύτού, γ ή
ά γ ία έστίν>. κ α ί είπεν α ύ τφ , <έγώ είμι
ό θεός τοΟ π ατρός σου, θεός Α β ρ α ά μ
κ α ί θεός Ισ α ά κ κα ί θεός Ια κ ώ β >»·
14 καί ό τ ι γ έ έσ τιν ούσία τ ις προκόσμιος ζώ σα καί ύφεστώ σα, ή τ φ π α τρ ί καί

θεφ τώ ν όλω ν είς τ ή ν τώ ν γ ενη τώ ν άπ άν­
τω ν δ η μιουρ γία ν ύπηρετησαμένη, λόγος
θεου κ α ί σοφία χ ρη μα τίζου σ α , πρός τα ΐς
τεθειμέναις άποδείξεσιν έ τ ι κ α ί αύτή ς έξ
ίδίου προσώ που τή ς σοφίας έπακοΟσαι
πάρεστιν, δ ιά Σολομώνος λ ευ κ ό τα τα ώδέ
πως τ ά περί αύτής μ υσ ταγω γού σ η ς «έγώ
ή σοφία κατεσκήνω σα βουλήν, κ α ί γ ν ώ σιν κ α ί έννοιαν έγώ έπεκαλεσάμην. δι*
έμοΟ βασιλείς βασιλευουσιν, καί ο ί δυνάστ α ι γράφ ουσι δικαιοσύνην· δι* έμου με­
γισ τά νες μεγα λύνονται, κα ί τύρα ννόι δι*
έμοΟ κρατο υσ ι γής»·
15 οίς έπ ιλέγει «κύριος έκτισ έν με άρχ ή ν όδών αύτο ύ είς έρ γα αύτού, πρό το υ
αίώνος έθεμελίωσέν με· έν άρ χή πρό το ύ
τ ή ν γ ή ν π ο ιή σ α ι, πρό το ύ προελθεΐν τά ς
π η γά ς τώ ν ΰδάτω ν, πρό τ ο ύ όρη έδρασθήναι, πρό δέ π ά ντω ν βουνών γέννα με·
ή νίκα ή τοίμαζεν τό ν ουρανόν, συμπαρή-

44 Jos 5.13-15·
45 Ex 3,4-6; c f. Sa n J u s t in o , Apol. 1 63,2; Dial. 60,1.

46 Prov 8,12.15-16.

y cuando hacia perennes los manantiales que están bajo el cielo, con
él me sentaba yo a d irig ir. Yo me sentaba a lli donde él cada dia se com­
placía y me encantaba estar delante de él en toda ocasión, cuando
él se congratulaba de haber acabado el universo 47.
16 Brevemente, pues, queda expuesto que el Verbo d iv in o existió
antes que todo, y tam bién a quiénes, ya que no a todos, se apareció.
17 M as ¿por qué no fue predicado antes, antiguamente, a
todos los hombres y a todas las naciones, lo mism o que lo es ahora?
Quizás pueda esclarecerlo esta respuesta: la vida p rim itiv a de los
hombres era incapaz de hacer un sitio a la enseñanza de C risto,
todo sabiduría y v irtu d .
18 E n efecto, al menos en los comienzos, después de su p rim e r
tiem po de vida dichosa, el p rim e r hombre se desentendió del m an­
dato d ivin o y se precipitó en este v iv ir m ortal y perecedero, y cam­
bió las delicias divinas del comienzo p or esta tie rra m aldita. Y sus
descendientes poblaron nuestra tie rra toda y, con excepción de uno
o dos en alguna parte, fueron manifiestamente degenerando y lle ­
garon a tener una conducta propia de bestias y una vida intolerable 48.
19 N i siquiera se les ocurría pensar en ciudades, n i en consti­
tuciones, ni en artes, n i en ciencias. D e las leyes y juicios, así como
de la v irtu d y de la filosofía, n i el nom bre conocían. Como gente
μην α ύ τώ , κ α ί ώ* άσφαλεϊ* έτίθει π η γά ς
τή ς ύ π ” ουρανόν, ήμην συν α ύ τώ άρμόζουσα. έγ ώ ήμην ή προσέχαιρεν καθ*
ήμέραν, εύφραινόμην δέ ένώ πιον αυ το ύ εν
π α ν τί καιρώ, ότε εύφραίνετο τ ή ν οικου­
μένην συντελέσας».
16 ό τ ι μέν ούν προήν κ α ί τισ ίν , εί
κα ί μή το ίς π ά σ ιν, ό θείο* λό γο * έπεφαίνετο, ταύθ* ή μίν ώ* έν βραχέσιν είρήσθω.
17 Τ ί δή ούν ο ύ χ ΐ καθάπερ τ ά νϋν,
κ α ί π ά λ α ι πρότερον εί* π ά ντα * άνθρώπου* κα ί πάσαν έθνεσιν έκη ρ ύττετο, ώδε
άν γ έν ο ιτο πρόδηλον, ούκ ή ν π ω χω ρεϊν
οΐό* τ ε τ ή ν το ύ Χ ρ ισ το ύ πάνσοφον κα ί
πανάρετον διδα σκαλία ν ό π ά λα ι τώ ν άνΘρώπων βίο*.

18 ευθύ* μέν γ ε έν άρχή μ ε τά τ ή ν
π ρ ώ τη ν έν μακαρίοι* ζω ήν 6 π ρ ώ το *
άνθρωπο* ή τ τ ο ν τ ή * θεία* έντολή* φροντίσ α *, είς τ ο υ το ν ί τό ν θνητόν καί έπ ίκηρον βίον κ αταπ έπ τω κεν κ α ί τ ή ν έπ άρατον
τ α υ τ η ν ί γ ή ν τ ή * π ά λ α ι ένθέου τρυφ ή*
ά ν τικ α τη λ λ ά ξ α το , ο ί τ ε άπ ό τ ο ύ το υ τ ή ν
καθ* ή μάς σύμπασαν πληρώ σαντες π ολύ
χείρους άναφανέντες έκτό* ένό* π ου καί
δευτέρου, θηριώ δη τ ιν ά τρό π ο ν καί β ίο ν
ά β ίω το ν έπανήρηντο*
19 α λλά καί ούτε π ό λιν ούτε π ο λ ι­
τείαν, οΰ τέχνας, ούκ έπ ισ τή μα * έπί νοΟν
έβ άλλοντο, νόμων τ ε καί δ ικα ιω μά τω ν καί
π ροσέτι άρετής κ α ί φιλοσοφία* ουδέ όνόμα το * μετεΐχον, νομάδες δέ έπ’ έρημία* ο ΐά

47 Prov 8,22-25.27-28.30-31; cf. S a n J u s t in o , D ial. 61,3-5; A t e n á g o r a s , Suppl. 10; T e ó ­
f i l o d e A n t i o q u í a , Á d Autol. 2,10; M . Si m o n e t t i , Studi sull Arianesimo (Roma 1965) p.ç-87;
A . W e b e r , Arché. Ein Beitrag zur Christologie des Eusebius von Cäsarea (Roma 1965).
48 Este cuadro tan pesimista de los albores de la humanidad no proviene de las Escrituras,
sino de las tradiciones populares incorporadas al acervo literario y filosófico de la cultura helé­
nica. A lgo parecido se encuentra ya insinuado en la Odisea IX 1053s, y en H e s io d o , Erga 1140, lo mismo que en L u c r e c io , De rer. nat. 5,925*8 y en O v i d i o , A rs amat. 2,467-476. pero
Eusebio parece inspirarse más directamente en D io d o r o d e S i c i l i a , Bibl. 1,6-8, a quien cita
por extenso en PE 1,7,10, aunque se aparta de él al a trib u ir al hombre el mal uso del lib re ar­
b itrio . En PE 2,5,4, nos da Eusebio una descripción parecida, en donde a la maldad añade el
ateísmo o impiedad como condición original del hombre después de su calda; puede verse
también D E 4,6-8 y 8, pról.; cf. S j r i n e l l i , p.2ioss; M . H a r l , V histoire de l ’humanité raconté
par un écrivain chrétien au I V ® siècle: R EG 75 (1962) 522-531.

ruda y montaraz, hacían vida nómada p o r lugares desiertos. Con
el exceso de m alicia librem ente abrazada, corrom pían el n atural
razonamiento y todo germen de inteligencia y suavidad propios del
alma humana. Y hasta ta l punto se entregaban sin reservas a toda
iniquidad, que a veces mutuamente se corrompían, a veces se m a­
taban unos a otros y, en ocasiones, practicaban la antropofagia, y
llevaron su osadía hasta com batir contra D ios y entablar esas gue­
rras de gigantes, de todos conocidas, y pensaron en am urallar la
tie rra contra el cielo y prepararse, en su loco desatino, para hacer
la guerra al mismo que está sobre todo.
20 A los que tal vida llevaban, Dios, que todo lo controla, los
persigue con inundaciones e incendios devastadores, como si se
tratara de un bosque salvaje esparcido p or toda la tierra, y los fue
abatiendo con hambres continuas, con pestes y guerras y aun f u l­
m inándolos desde arriba, como si con estos remedios tan amargos
intentara atajar una espantosa y gravísima enfermedad de las almas.
21 Entonces, pues, cuando estaba realmente a p unto de alcan­
zar a todos el sopor de la maldad, como el de una tremenda b o rra ­
chera que oscureciera y hundiera en tinieblas las almas de casi todos
los hombres, la Sabiduría de D ios, su prim ogénita y prim era cria ­
tu r a 49, y el mismo Verbo preexistente50, por un exceso de amor
a los hombres, se manifestó a los seres inferiores, unas veces me­
diante visiones de ángeles y otras por sí mismo, como poder salva­
d o r de D ios, a uno o dos de los antiguos varones amigos de Dios,
y no de otra manera que en form a de hom bre 51, la única en que a
ellos podía aparecerse.
τινες ά γ ρ ιο ι καί άπηνεϊς δ ιήγο ν, τούς μέν έκ
φύσεως προσήκοντας λογισ μούς τ ά τε
λ ο γ ικ ά κ α ί ήμερα τή ς Ανθρώπων ψ υ χή ς
σπ έρματα αύτοπ ροα ιρέτου κακίας υπερ­
βολή διαφθείροντες, ά νο σ ιο υ ρ γία ις δέ π ά σαις όλους σφάς έκδεδω κότες, ώς τ ο τέ
μέν άλληλοφθορεΤν, τ ο τ έ δέ ά λ λ η λ ο κ το νείν, ά λλο τε δέ άνθρωποβορεΐν, θεομαχίας
τ ε καί τά ς π α ρά τοΤς π ά σ ιν βοωμένας γ ι ­
γα ν το μ α χ ία ς έπ ιτο λμάν, κ α ί γ ή ν μέν έπ:τε ιχ ίζ ε ιν ούρανω διανοεΤσθαι, μανίςχ δέ
φρονήματος έκτόπ ου α ύτό ν τό ν έπι π άσιν
πολεμεΐν παρασκενάζεσθαι·
2 0 έφ* οίς το ύ το ν έαυτούς ά γο υσ ι τό ν
τρό π ο ν κατακλνσμοϊς αύτούς κα ί π νρπολήσεσιν ώσπερ ά γ ρ ία ν ύλην κ α τ ά πάσης
τ ή$ γή$ κεχυμένην θεός ό π ά ντω ν έφορος
μετήει, λιμοίς τε συνεχέσι κα ί λοιμοίς π ολέ-

μοις τε αύ καί κεραυνών βολαίς άνωθεν
αύτούς ύπετέμνετο, ώσπερ τ ιν ά δεινήν
καί χ α λ επ ω τά τη ν νόσον ψ υχώ ν π ικροτέροις άνέχων τοΤς κολαστηρίοις.
21 τ ό τ ε μέν ουν, δτε δή κα ί πολύς ήν
έπικεχυμένος ό λ ίγ ο υ δεϊν κ α τά π ά ν τω ν ό
τή ς κακίας κάρος, ο ία μέθης δεινής, τά ς
άπ ά ντω ν σχεδόν ανθρώπων έπ ισκιαζούσης κα ί έπισκοτούσης ψυχάς, ή π ρ ω τό ­
γονος κ α ί π ρ ω τόκτισ τος το ύ Θεού σοφία
καί αύτός ό προών λόγος φιλανθρω πίας
υπερβολή τ ο τέ μέν δι* ό π τασίας ά γ γ έλ ω ν
το ΐς ύποβεβηκόσι, τ ο τέ δέ κα ί δι* έαυτού
ο ία θεού δύναμις σω τήριος ένί που καί
δεντέρω τ ώ ν π ά λ α ι Θεοφιλών άνδρών ούκ
άλλω ς ή δι* άνθρώπου μορφής, ό τ ι μηδ’
έτέρως ήν δυνατόν αύτοΐς, ύπεφαίνετο.

49 C f. Col 1,15; Prov 8,22; H . J a e g e r , The Patristic Conception o f Wisdom in the L ight o f
Biblical and Rabbinical Research ; Studia Patrística 4: T U 79 (Berlin 1961) 90-106.
50 Jn 1,1.
51 i C or 1,24.

22 Pero una vez que, peí interm edio de éstos, la semilla de la
relig ión se extendió a una m uchedum bre de hombres y surgió de
los prim eros hebreos de la tie rra una nación entera que se aferró
a la religión, D ios, p or m edio del profeta M o is é s 52, hizo a éstos,
como a hombres que todavía continuaban en su antiguo género de
vida, entrega de imágenes y símbolos de cierto misterioso sábado
y de la circuncisión, y los in ic ió en otros preceptos espirituales,
pero no les desveló el m isterio mismo.
23 M as su ley cobró fama, y como brisa fragante se d ifu n d ió
entre todos los hombres. Entonces ya, a p a rtir de ellos, las mentes
de la mayoría de las gentes se fueron suavizando p or in flu jo de
legisladores y de filósofos de aquí y de allá, y la condición propia
de animales rudos y salvajes se fue cambiando en suavidad, de
suerte que lograron una paz profunda 53, amistades y trato de unos
con otros. Pues bien, entonces es cuando, al fin, en los comienzos
del Im perio romano y po r m edio de un hom bre que en nada difería
de nuestra naturaleza en cuanto a la sustancia corporal, se m ani­
festó a todos los hombres y a todas las naciones esparcidas p or el
m undo dándoles po r preparados y dispuestos ya para re c ib ir el
conocim iento del Padre, aquel m ism o maestro de virtudes en p er­
sona, el colaborador del Padre en toda obra buena, el d iv in o y ce­
lestial Verbo de D ios, y tan grandes cosas realizó y padeció cuales
se hallaban en las profecías; éstas habían proclamado de antemano
2 2 ώ * δ* ήδη δ ιά τ ο ύ τω ν τ ά θεοσεβείας σ π έρ μ α τα εί* πλήθος άνδρών κ α τα βέβ λ η το δλον τε έθνος έπ ί γ ή * θεοσεβείς
προσανέχον έκ τώ ν άνέκαθεν Ε β ρ α ίω ν
ύπ έστη, το ύ το ις μέν, ώς άν εί πλήθεσιν
έ τ ι τα ΐς π α λ α ια ϊς ά γ ω γ α ί* έκδεδιητημένοις, δ ιά το ΰ π ροφ ήτου Μωυσέως εΙκόνας
κα ί σύμβολα σ α β β ά του τινό ς μυσ τικο ύ
κα ί π ερ ιτο μ ής έτέρων τ ε νο ητώ ν θεωρημά­
τω ν είσ α γω γ ά ς , άλλ* ούκ αύτάς έναργεΐ*
παρεδίδου μ υ σ τα γω γία ς ·
2 3 ώς δέ τ ή ς π α ρά το ύ το ις νομοθεσίας
βοωμένης κ α ί πνοής δίκην εύώδους είς
ά π α ν τα * άνθρώπου* διαδιδομένης, ήδη
τ ό τ ε έξ α ύ τώ ν κ α ί το !* π λείοσιν τ ώ ν έθνών
δ ιά τ ώ ν π α ντα χ ό σ ε νομοθετών τ ε καί

φιλοσόφων ήμέρω το τ ά φ ρονήματα, τ ή *
ά γ ρ ία * κ α ί άπηνού* θηρ ιω δία* έπι τ ό
πράον μεταβεβλημένη*, ώ* κ α ί εΙρήνην
β αθεΐαν φ ιλία * τ ε κ α ί έπ ιμ ιξία * πρό* άλ λ ή λου* έχειν, τη νικ α Ο τα π ά σ ι δή λοιπ όν
άνθρώποι* κα ί τ ο ί* άνά τ ή ν οίκουμένην
έθνεσιν ώ* άν προωφελημένοι* κ α ί ήδη
τυ γ χ ά ν ο υ σ ιν έπ ιτη δ είο ι* πρό* παραδο­
χ ή ν τ ή * τ ο υ π α τρ ό * γνώσεως, ό α ύτό *
δή π ά λ ιν έκεϊνος ό τ ώ ν άρετώ ν διδάσκα­
λο*, ό έν π ά σ ιν ά γα θ ο ΐ* τ ο ύ π ατρό*
ύπουργό*, ό Θείος κα ι ούράνιος τ ο ύ θεού
λόγος, δι* άνθρώπου κ α τά μηδέν σώ ματος
ούσία τ ή ν ήμετέραν φύσιν δ ια λ λ ά ττο ν το ς
άρχομένης τή ς *Ρωμαίων β ασιλεία* έπ ιφανεί*, τ ο ια ύ τ α έδρασέν τ ε κα ί πέπονθεν,

52 En la perspectiva de la H E , Moisés es el instrumento de D ios, y la religión judía, una
religión capaz de suavizar la condición del hombre tras la caída, aunque a base de imágenes
y de símbolos, como puente entre los «primeros hebreos*, posesores de la «verdadera religión*,
y sus auténticos sucesores y continuadores: los cristianos. En PE 7,8, en cambio, aparece co­
rrom pida bajo el influ jo de los egipcios, y por ello necesitada de la ley mosaica.
53 Eusebio piensa aquí, sin duda alguna, más que en la paz de Augusto, en la paz moral,
fru to de la difusión de la ley judía, según Is 2,1-5; cf. D E 3,2,37ss. Solamente en PE, escrita
entre 314 y 320, después de haber repensado estos datos sobre la civilización desde un punto
de vista no de historia de la salvación, sino de historia y de política, sin más, la identificará
con la paz del Im perio romano (PE 1,4-5); cf. K . W e n g s t, Pax Romana, Anspruch und
W irklichkeit. Erfahrungen und Wahrnehmung des Friedens bei Jesus und im Urchristentum
(M u n ich 1986); Ch. G. S t a r r , The Roman empire χγ B .C .-A .Ù . 476. A study in survival
(O xford 1981).

que un hombre y D ios a la vez vendría a m orar en esta vida y obra­
ría maravillas y sería señalado como maestro de la re lig ió n de su
Padre para todas las naciones; tam bién habían proclamado el p o r­
tento de su nacimiento, la novedad de su enseñanza, sus obras a d m i­
rables y, p o r si fuera poco, el modo de su muerte, su resurrección de
entre los muertos y, sobre todo, su d ivin a restauración en los cielos.
24 E n cuanto al reinado fin a l54 del Verbo, el profeta D aniel,
contem plándolo por in flu jo del espíritu d ivin o , sintióse divinam en­
te inspirado y describió así, bastante al estilo humano, su visión:
Porque yo— dice— estaba mirando hasta que fueron colocados tronos,
y un anciano de muchos días se sentó. Y era su vestido blanco igual que
nieve, y su cabellera como lana lim p ia ; su trono, llama de fuego, y sus
ruedas, fuego ardiente. Un rio de fuego brotaba delante de él y miles
de millares le servían y miríadas y miríadas asistían delante de él.
Sentóse el tribunal y se abrieron los libros55.
25 Y a las pocas líneas continúa diciendo: Estaba yo contem­
plando, y v i venir con las nubes del cielo como un hijo de hombre que
avanzó hasta el anciano de muchos días y lo presentaron delante de
éste. Y le fueron dados el señorío, y la gloria, y el reino, y todos los
pueblos, tribus y lenguas serán siervos suyos. Su poderío es poderío
eterno, no pasará. Y su reino no será destruido 56.
26 A h o ra bien, está claro que todas estas cosas no podrían
referirse a otro que a nuestro Salvador, al D ios-V erbo, que en el
ο ία τούς π ροφητείαις όκόλουθα ήν, άνθρω­
π ο ν όμου κ α ί θεόν έπιδημήσειν τ ω β ίω
παραδόξω ν έργω ν π ο ιη τή ν κ α ί το ΐς π ά σ ιν έθνεσιν διδάσκαλον τή ς τ ο υ πατρός
εύσεβείας άναδειχθήσεσθαι τ ό τ ε παράδο­
ξον α ύ το υ τή ς γενέσεως κ α ί τ ή ν καινήν
διδασκαλίαν κ α ί τ ώ ν έργω ν τ ά θ αύμα τα
έπ ί τ ε τ ο ύ το ις τ ο υ θανάτου τό ν τρό π ο ν
τ ή ν τ ε έκ νεκρών ά νά σ τα σ ιν κ α ί έπί π ά σ ιν
τ ή ν είς ούρανούς ένθεον ά π οκ α τά σ τα σ ιν
α ύ το ύ π ροκηρυττούσαις.
2 4 τ ή ν γο υ ν έπ ί τέλ ει β ασιλείαν αύ­
τ ο ύ Δ α ν ιή λ 6 προφήτης θείω π νεύματι
συνορών, ώδέ π η έθεοφορείτο, άνθρω πινώ τερον τ ή ν θ εοπ τίαν ύπογράφ ω ν· «έθεώρουν» γ ά ρ φησιν «έως ού θρόνοι έτέθησαν,
κ α ί π αλαιός ήμερων έκάθητο.

καί τό

ένδυμα αύ το υ ώς εί χ ιώ ν λευκόν, καί ή
θρίξ τή ς κεφαλής α ύ το υ ώς εί έριον καθα­

ρόν*
6 θρόνος αύ το ύ φ λόξ πυρός, οΐ
τρ ο χ ο ί α υ το ύ πυρ φλέγον* π οταμός πυρός
είλκεν έμπροσθεν αύτο υ. χ ίλ ια ι χιλιάδες
έλειτούργουν α ΰ τω , κ α ί μύριαι μυριάδες
π α ρειστήκεισαν έμπροσθεν α ύτο υ. κ ρ ιτ ή ­
ριου έκάθισεν, κ α ί β ίβ λ ο ι ήνεώχθησαν».
2 5 κ α ί έξής «έθεώρουν», φ ησιν «καί
Ιδού μετά τ ώ ν νεφελών τ ο υ ούρανού ώς
εί υΙός άνθρώπου έρχόμενος, κα ί έως τ ο υ
π α λα ιο ύ τώ ν ήμερών έφθασεν, και ενώ πιον
α ύ το υ προσηνέχθη* κα ί α ύ τω έδόθη ή
ά ρ χή κ α ί ή τ ιμ ή κ α ί ή βασ ιλεία , κ α ί
πάντες οί λα ο ί φ υλαΐ γ λώ σ σ α ι α ύ τ φ δουλεύσουσιν.
ή έξουσία α ύ το υ έξονσία
αΙώνιος, ή τις ού παρελεύσεται* καί ή β α ­
σ ιλεία αύ το υ ού διαφθαρήσεται».
26 τ α ύ τ α δέ σαφώς ούδ* έφ* έτερον,
ά λλ’ έπ ί τ ό ν ήμέτερον σ ω τή ρα , τό ν έν
άρχή πρός τό ν θεόν θεόν λ ό γο ν, άναφέ-

54 L a partícula γοΟν parece introducir una distinción entre este reinado final del Verbo y
la restauración obrada por él, aludida en el párrafo anterior. Sin embargo, la relación entre
no está clara (c f. S i r i n e l l i , p-479). aunque F. Bovon (a.c.) ve aquí «una interpretación,
fiel al Nuevo Testamento, del ya y todavía no* (p .i3 4 nota 48).
33 Dan 7,9-10.
38 Dan 7,13-14. C f. E u s e b io , D E fragm. 3, ed. H e i k e l , p.495; Eclog. proph. 3,44.
am bos

p rin c ip io estaba en D ios 57 y que, p o r causa de su encamación en
los últim os tiempos, se llam ó H ijo del hombre.
27 M as démonos po r contentos con lo dicho, para la obra p re­
sente, pues en comentarios especiales 58 tengo ya recogidas las profe­
cías que atañen a Jesucristo, Salvador nuestro, y en otros escritos
he dado una m ejor demostración de cuanto hemos expuesto acer­
ca de É l.

3
[D e

cómo

el

nom bre

de

Jesús

y

el

m is m o

de

C

r is t o

h a b ía n

S ID O Y A C O N O C ID O S D ESDE A N T IG U O Y H O N R A D O S POR LOS PROFETAS
IN S P IR A D O S POR

D io s ]

1 H a llegado ya el m om ento de demostrar que tam bién entre
los antiguos profetas, amigos de D ios, se honraba ya los nombres
mismos de Jesús y de C risto.
2 Moisés m ism o fue el p rim e ro en conocer el nom bre de
C risto como el más augusto y glorioso cuando hizo entrega de fig u ­
ras, símbolos e imágenes misteriosas de las cosas del cielo, confor­
me al oráculo que le decía: M ira , harás todas las cosas según el mo­
delo que te ha sido mostrado en el m onte*9; y celebrando al sumo
sacerdote de D ios en tanto en cuanto le es posible a un hombre, lo
proclama «Cristo» 60 , A esta dignidad del supremo sacerdocio, que
para él sobrepasa a toda otra prim era dignidad de entre los hombres,
ρ ο ιτο άν, υίάν άνθρώπου δ ιά τ ή ν ύ σ τά τη ν
ένανθρώπησιν αύ το υ χ ρ η μ α τίζ ο ν τα .

π ά λ α ι θεοφιλέσιν π ρ ο φ ή τα ι*
ήδη καιρό* άποδεικνύναι.

27 ά λ λ ά γ ά ρ έν ο ικείοι* ύπ ομνήμασιν
τά$ περί τ ο υ σ ω τήρο* ήμώ ν ΜησοΟ Χ ρ ίσ ­
το υ π ρ ο φ η τικά * έκλογάς σ υνα γαγόντες
άπ οδεικτικώ τερόν τ ε τ ά περί αύτοΟ δηλούμενα έν έτέροι* συσ τήσ αντε*, τ ο ί* είρημένοι* επ ί το υ παρόντος άρκεσθησόμεθα.

2 σεπ τόν ώ* ένι μ ά λ ισ τα καί ένδοξον
τ ό Χ ρ ίσ το υ όνομα π ρ ώ το* αύτό* γ ν ω ρ ίσα* Μ ω υσή* τύ π ο υ * ούρανίω ν κ α ί σύμ­
βολα μυστηριώ δεις τ ε εΙκόνα* ακολούθως
χ ρ η σ μ φ φ ή σ α ντι α ύ τώ «όρα, π οιή σ ει*
π ά ν τα κ α τ ά τό ν τύ π ο ν τό ν δειχθέντα
σοι έν τ φ δρει» παραδούς, άρχιερέα θεού,
ώ* ένήν μ ά λ ισ τα δυνατόν άνθρωπον,
έπιφημίσας, το ύ το ν Χ ρ ισ τό ν αναγορεύει,
κα ί τ α ύ τ η γε τ ή κ α τ ά τ ή ν άρχιερωσύνην
άξίφ , πάσαν ύπερβαλλούση παρ* α ύ τώ

Γ'
1 " Ο τ ι δέ κα ί α ύ τό το ύνομ α τ ο υ τε
*Ιησού κ α ί τ ο υ Χ ρ ίσ το υ παρ* α ύ το ί* τ ο ί*

τε τ ίμ η το ,

57 jn 1,1.
58 Eusebio debe referirse a la Introducción general elemental cuyos libros 6-9 pasaron a
form ar parte de las Eclogae propheticae, que actualmente constituyen un tratado de las p ro ­
fecías mesiánicas en cuatro libros. Para Valois, lo mismo que para Häuser y para Gätner,
Eusebio se refiere a la D E . A ésta quizá apunte mâs bien en la expresión que sigue, hablan­
do de «otros escritos», frase que pudo ser añadida cuando ya tenía redactada la D E (después
de 314) o preparado al menos el material.
59 Ex 25,40; cf. H eb 8,5.
60 Lev 4,5.16; 6,2z; M . DEJONGE, The earliest Christian use o f «Christos». Some suggestions.
New Testament Studies 31 (1986) 311-343.

sobre el honor y la gloria, le añade el nom bre de C risto. Así, pues,
él conocía el carácter d iv in o de C risto.
3 Pero es que el mism o Moisés, p o r obra del espíritu divin o ,
conoció de antemano bien claramente incluso el nom bre de Jesús,
considerándolo asimismo digno de un p rivile g io insigne. E n efecto,
nunca se había pronunciado este nom bre entre los hombres antes
de ser conocido por Moisés. Este aplica el nom bre de Jesús prim era
y únicamente a aquel que, una vez más conforme a la figura y al
símbolo, sabía que habría de sucederle, después de su muerte, en
el mando suprem o61.
4 N unca antes su sucesor había usado el nom bre de Jesús, sino
que se le llamaba p or otro nombre, Ausé, precisamente el que le
habían puesto sus padres 62. Moisés le d io el nombre de Jesús como
un p rivile g io precioso, mucho m ayor que el de una corona real.
L e dio ese nom bre porque, en realidad, el mismo Jesús, h ijo de
Navé, era portador de la imagen de nuestro Salvador, el único que,
después He Moisés y después de haber concluido el culto sim b ó li­
co p or él transm itido, le sucedería en el mando de la verdadera y
firm ísim a religión.
5 Y de esta manera Moisés, como haciéndoles el más grande
honor, aplicó el nom bre de Jesucristo nuestro Salvador a los dos
hombres que, según él, más sobresalían en v irtu d y en gloria sobre
todo el pueblo, a saber, al sumo sacerdote y al que le había de su­
ceder en el mando.
6

Pero está claro tam bién que los profetas posteriores han

τ ή ν έν άνθρώποις προεδρίαν, έπ ί τ ιμ ή
καί δόξη τ ό τ ο υ Χ ρ ίσ το υ π ερ ιτίθ η σ ιν
όνομα* ούτω ς άρα τό ν Χ ρ ισ τό ν θεϊόν τ ι
χρή μα ή π ίσ τα το .
3 ό δ’ αύτός κα ί τ ή ν τ ο υ Ίη σ ο υ προση γ ο ρ ία ν εύ μάλα π νεύ μα τι Θείφ προϊδώ ν,
π ά λ ιν τινό ς έξαιρέτου προνομίας κ α ί τ ο ύ ­
τη ν ά ξιο ι. ο Οπότε γ ο υ ν πρότερον έκφωνηθέν είς άνθρώπους, π ρίν ή Μ ω υσεϊ γνω σ θήναι, τ ό τοΟ Ίη σ ο υ πρόσρημα το ύ τω
Μωυσής π ρ ώ τω κ α ί μόνω π ερ ιτίθ η σ ιν, δν
κ α τά τύ π ο ν αύθις κ α ί σύμβολον Ιγ ν ω μετά
τ ή ν αύ το υ τελευ τή ν διαδεξόμενον τ ή ν κ α τά
π ά ν τω ν άρχήν.

4 ού πρότερον γο υ ν τό ν α ύτο υ διάδο­
χον, τ ή το υ Ίη σ ο υ κεχρημένον π ρ ο σ η γορίςχ, ό νόμ α τι δέ έτέρω τ ω Αύση, δπερ οΐ

γεννήσαντες α ύ τ φ τέθ ειντα ι, καλούμενον,
ΊησοΟν αύτός άναγορεύει, γέρας ώσπερ
τίμ ιο ν , π α ντός π ολυ μεϊζον βασ ιλικο ύ δ ια ­
δήματος, το ύνομ α α ύ τω δωρούμενος, ό τ ι
δή κ α ί αύτός ό το υ Ν αυη Ίη σ ο ΰς το υ
σω τήρος ήμώ ν τ ή ν είκόνα Ιφερεν, τ ο ΰ μό­
νου μετά Μ ωυσέα καί τ ό συμπέρασμα τή ς
δΓ εκείνου παραδοθείσης συμβολικής λ α ­
τρείας, τή ς άληθους καί καθαρω τάτης ευσεβείας τ ή ν άρχήν διαδεξαμένου.
5 και Μωυσής μέν τ α ύ τ η πη δυσΐ το ΐς
κατ* α ύ τό ν άρετή κα ί δόξη π α ρά π ά ν τα
τό ν λαόν προφέρουσιν άνθρώποις, τ φ μέν
άρχιερεΐ, τ φ δέ μ ετ’ α ύτό ν ήγησομένω , τ ή ν
το υ σω τήρος ήμώ ν Ίη σ ο ϋ Χ ρ ισ το ΰ προση γο ρ ία ν έπί τ ιμ ή τ ή μ εγ ίσ τη π εριτέθειται*
6

σαφώς δέ καί οί μετά τ α υ τ α προφή-

61 N ú m 13,16.
62 La forma Ausé de los Setenta no gustaba a San Jerónimo, que la sustituye por Oseas
(In Oseam j; c f. L a c t a n c io , înst. divin. 4,17). L o importante, sin embargo, es el cambio de
nombre. Moisés da a su sucesor el nombre de Jesús (según la lectura de los Setenta, Josué en
la masorética). La tipología Josué-Jesucristo era ya común entre los Padres anteriores a Euse­
bio; cf. O» ίο. r. NT.·7., lu Exod. hoin. 11,3; In librwn Jesu Nûvc hom. 1,1-2.

anunciado a C risto p or su nom bre y han dado testim onio por ade­
lantado no sólo de la conjura del pueblo ju d ío que tendría lugar con­
tra É l, sino tam bién de la llamada que por E l se haría a las naciones.
U n a vez será Jeremías, al decir así: E l espíritu de nuestro rostro, el
Cristo Señor, de quien habíamos dicho: «A su sombra viviremos entre
las gentes», cayó preso en sus trampas 63. O tra vez será D avid, que
exclama perplejo: ¿Por qué se amotinaron las naciones y los pueblos
maquinaron planes vanos? Asistieron los reyes de la tierra y los p rín ­
cipes se aunaron contra el Señor y contra su Cristo 64; y añade luego,
hablando en la persona misma de C risto: E l Señor me d ijo : M i hijo
eres tú ; yo te he engendrado hoy. Pídeme, y te daré en heredad las na­
ciones y en posesión los confines de la tierra 65.
7 Pero es de saber que, entre los hebreos, el nombre de C risto
no era ornato únicamente de los que estaban investidos con el sumo
sacerdocio y eran ungidos simbólicamente con óleo preparado, sino
tam bién de los reyes, a los cuales ungían los profetas p or inspiración
d ivin a y hacían de ellos imágenes de C risto, pues, efectivamente,
estos reyes llevaban ya en sí mismos la imagen del poder regio y so­
berano del único y verdadero C risto, Verbo d ivin o , que reina sobre
todas las cosas.
8 Además, la tradición nos ha hecho saber igualmente que
incluso algunos profetas se han convertido en Cristos, en figura,
p o r obra de la unción con el óleo 66, de suerte que todos éstos hacen
referencia al verdadero C risto, el Verbo d iv in o y celestial, único
τ α ι όνομ ασ τί τό ν Χ ρ ισ τό ν προανεφώνουν,
όμου τ ή ν μέλλουσοχν έσεσθαι κατ* αύ το υ
συσκευήν τ ο υ Ιο υ δ α ίω ν λαού, όμου δέ καί
τ ή ν τώ ν έθνών δι* αύ το υ κλή σ ιν προμαρτυρόμενοι, τ ο τ έ μέν ώδέ πως Ιερεμίας
λέγω ν «πνεύμα προσώ που ήμώ ν Χ ριστός
κύριος συνελήφθη έν τα ϊς διαφθοραΐς αυ­
τώ ν . ού εϊπομεν <έν τ ή σκιφ αυ το ύ ζησόμεθα
έν το ΐς έθνεσιν>», τ ο τ έ δέ άμηχανώ ν Δ αυίδ
δ ιά το ύ τω ν «Τνα τ ί έφρύαξαν έθνη κα ί λα ο ί
έμελέτησαν κενά; π α ρέστησαν οί βασιλείς
τ ή$ γης, καί ο! άρχοντες συνήθησαν έπί
τ ό α ύ τό , κ α τ ά τ ο υ κυρίου κ α ί κ α τ ά το ύ
Χ ρ ίσ το υ αυτού»· οΤς έξής έπ ιλέγει έξ α ύτο υ
δή προσώ που τ ο υ Χ ρ ισ το ύ «κύριος είπεν
πρός με <υίός μου εί σύ, έγώ σήμερον γεγέννηκά σε. α ΐτ η σ α ι π α ρ’ έμού, καί δώσω σοι
έθνη τ ή ν κληρονομίαν σου, καί τ ή ν κ α τά σχεσίν σου τ ά π έρ ατα τή ς γής>».

7 ού μόνους δέ άρα τούς άρχιερωσύνη
τετιμημένους, έλαίω σκευαστώ το ύ συμβό­
λου χρισμένους ένεκα, τ ό το υ Χ ρ ισ το ύ κ α τεκόσμει π α ρ’ Έ β ρ α ίο ις όνομα, ά λ λ ά καί
τούς βασιλέας, ούς καί αύτούς νεύματι
Θείω π ρ ο φ ή τα ι χρίοντες είκονικούς τινα ς
Χριστούς ά π ειρ γά ζοντο , ό τ ι δή καί α ύ το ί
τή ς τ ο ύ μόνου κα ί αληθούς Χ ρ ισ το ύ, το ύ
κ α τά π ά ντω ν βασιλεύοντος θείου λό γο υ ,
βασιλικής κα ί άρχικής έξουσίας τούς τ ύ ­
πους δι* έαυτώ ν Ιφερον.
8 ήδη δέ κ α ί α ύ τώ ν τ ώ ν π ρ οφ ητώ ν
τινα ς δ ιά χρίσμα τος Χριστούς έν τύ π ω γεγονέναι παρειλήφαμεν, ώς το ύ το υ ς άπ αντα ς τ ή ν έπί τό ν άληθή Χ ρ ισ τό ν, τό ν ένθεον καί ούράνιον λόγον, άναφοράν έχειν,
μόνον άρχιερέα τώ ν όλω ν καί μόνον ά π άσης κτίσεω ς β ασιλέα καί μόνον π ροφ ητώ ν
ά ρ χιπ ρ ο φ ή τη ν το υ π α τρ ό ς τυ γ χ ά ν ο ν τα .

63 Lam 4,20.
64 Sal 2.1-2.
65 Sal i j - 8. Estos temas los desarrolla más en PE I 3,13-15 y D E V II I 4.
66 Cf. 3 Re 19,16. Para esta afirmación, Eusebio debe de apoyarse en la tradición, ya
que por la Escritura sólo se tiene noticia de Elíseo; recuérdese que «Cristo» significa «ungido».

sumo Sacerdote del universo, único rey de toda la creación y, entre
los profetas, único sumo Profeta del Padre.
9 Prueba de ello es que ninguno de los que antiguamente fueron
ungidos simbólicamente: n i sacerdotes, n i reyes, n i profetas poseye­
ron tan alto poder de v irtu d d ivin a como está demostrado que p o ­
seyó Jesús, nuestro Salvador y Señor, el único y verdadero C risto,
10 A l menos ninguno de ellos, p o r más que b rilla ra p o r su
dignidad y p o r su honor entre los suyos en tantas generaciones, dio
jamás el apelativo de cristiano a sus súbditos, aplicándoles en figura
el nom bre de C risto. N i tampoco sus súbditos rin d ie ro n a ninguno
de ellos el honor del culto, n i fue ta l su predisposición, que después
de su m uerte estuvieran preparados a m o rir p o r el mism o al que
así honraban. Y p o r ninguno de ellos hubo una conmoción ta l de
todas las naciones del ancho mundo. Y es que la fuerza del símbolo
que en ellos había era incapaz de obrar como obró la presencia de
la verdad demostrada a través de nuestro Salvador.
11 Este de nadie tom ó símbolos y figuras del sumo sacerdocio;
n i descendía, en cuanto al cuerpo, de fa m ilia sacerdotal; n i fue ele­
vado a la dignidad regia p or un cuerpo de guardia compuesto de
hombres; n i siquiera fue un profeta igual que los de antaño n i o b ­
tu v o entre los judíos precedencia alguna de honor n i de cualquier
otra clase; y, sin embargo, está adornado p o r el Padre de todas estas
prerrogativas, y no, por cierto, en figura, sino en su misma verdad 67,
12

Así, pues, sin haber sido objeto de nada semejante a lo que

9 το ύ το ν δ* άπ όδειξις τ ό μηδένα π ω
τώ ν π ά λ α ι δ ιά τοΟ συμβόλου κεχρισμένων,
μή τε Ιερέων μή τε βασιλέω ν μ ή τε μήν προ­
φ η τώ ν , το σ α ύ τη ν άρ ετή* ένθέου δύναμιν
κτή σ α σ θ α ι, όσην ό σ ω τή ρ κ α ί κύριο* ήμών
*Ιησού* ό μόνο* κα ί άληθινό* Χ ρ ισ τό * Ιπ ιδ έδ εικτα ι.
10 ούδεί* γ έ τ ο ι έκείνων, καίπερ ά ξιώ μ α τ ι κ α ί τ ιμ ή έπ ί π λ είσ τα ι* δσαι* γενεαϊ*
π α ρά τ ο ί* οίκείοι* δ ιαλαμψ άντω ν, το ύ*
ύπηκόου* π ώ π οτε έκ τ ή * π ερί αύτού* είκον ική * τοΟ Χ ρ ισ το ύ προσρήσεω* Χ ρ ισ τια ­
νού* έπεφήμισεν· άλλ* ούδέ σεβάσμιό* τ ιν ι
τ ο ύ τω ν πρό* τ ώ ν ύπηκόω ν ύπήρξε τ ιμ ή ·
άλλ* ούδέ μετά τ ή ν τελευ τή ν το σ α ύ τη δ ιά Θεσι*, ώ* κ α ί ύπεραποθνήσκειν έτοίμω *
έχειν τ ο ύ τιμω μένου· άλλ* ούδέ π ά ντω ν

τώ ν άνά τ ή ν οίκουμένην έθνών περί τ ιν α
τ ώ ν τ ό τ ε το σ α ύ τη γέγο νε κίνηση*, έπεί
μηδέ το σ ο ύ το ν έν έκείνοι* ή τ ο υ συμβόλου
δύναμι* ο ϊα τ ε ήν ένεργεΐν, όσον ή τ ή * ά λη θεία* π α ρ ά σ τα σ ι* δ ιά το ύ σω τήρο* ήμώ ν
ένδεικνυμένη·
11 δ* ούτε σύμβολα κα ί τύ π ο υ * ά ρ χ ιερωσύνη* π αρά τ ο υ λαβώ ν, άλλ* ούδέ γένος
τ ό περί σώμα έξ Ιερωμένων κ α τά γ ω ν , ούδ*
άνδρών δορυφορίαι* έπ ί βασ ιλεία ν π ροαχθεΐ* ούδέ μήν π ρ ο φ ή τη * όμοίω* τ ο ί* π ά ­
λ α ι γενόμενο*, ούδ* ά ξία * δλω * ή τιν ο * π α ­
ρά Ιο υ δ α ίο ι* τυ χ ώ ν προεδρίας, δμω* τ ο ί*
π ά σιν, εί καί μή τ ο ί* συμβόλοι*, άλλ* α ύ τή
γ ε τ ή άληφείςι π α ρά το ύ π α τρ ό * κεκόσμητο ,
12

ο ύχ όμοίω ν δ* ούν ο ΐ* προειρήκα-

87 C risto es, pues, profeta, sumo sacerdote y rey. Eusebio parece recoger aquí la distinción,
ignorada por el N T , de las tres funciones que, según algunos circuios esenios del judaismo
palestinense de los siglos π y i a.d.C., tal como se lee en diversos pasajes de los mss. de Q um rán, serían desempeñadas por un profeta y por dos mesías, sumo sacerdote de la comunidad
el uno y jefe laico y político de la nación el otro. Eusebio encuentra las tres funciones reunidas
en C risto; cf. K . G. K u h n , Die beiden Messias Aarons und Israels: New Testament Studies i
( 1954*55) 168-179.

hemos descrito, es proclamado C risto con más m otivo que todos
aquéllos y, siendo É l m ism o el único y verdadero C risto de D ios,
llenó el m undo entero de cristianos, esto es, de su nom bre realmente
venerable y sagrado. Ya no son figuras e imágenes lo que É l entrega
a sus seguidores, sino las mismas virtudes en su pureza y una vida
de cielo con la misma doctrina de la verdad.
13 Y la unción que ha recibido no es ya la preparada con sus­
tancias materiales, sino algo d iv in o p o r el E sp íritu de Dios, p o r su
participación en la divin id a d ingénita del Padre. Esto mismo ju sta ­
mente es lo que enseñaba Isaías cuando clamaba, igual que si lo
hiciera con la voz misma de C risto: E l Espíritu del Señor está sobre
mi, por esto me ungió: me envió para anunciar la buena nueva a los
pobres, y pregonar a los cautivos la libertad y a los ciegos el ver de
nuevo 68.
14 Y no solamente Isaías. T am bién D a v id se vuelve hacia el
m ism o C risto y le dice: Tu trono es, ¡oh Dios!, eterno y para siempre;
el cetro de tu reino, cetro de rectitud. Amaste la justicia y aborreciste
la maldad, por eso te ungió Dios, tu Dios, con óleo de gozo, más que
a tus c o m p a ñ e r o s A q u í, el p rim e r versículo del texto lo llama
D ios; el segundo le honra con el cetro real.
15 Y a continuación, después de su poder d iv in o y regio,
muestra al mismo C risto, en tercer lugar, ungido no con el óleo
que procede de materia corporal, sino con el óleo d iv in o del gozo,
p o r el que se viene a significar su excelencia, su superioridad y su
diferencia respecto de los antiguos, ungidos más corporalmente
y en figura.
μεν, τυ χ ώ ν , π ά ν τω ν έκείνων κ α ί Χριστός
μάλλον ά νη γό ρ ευτα ι, κα ί ώς άν μόνος καί
αληθής αύτός ώ ν ό Χ ρ ιστός τ ο υ θεού, Χ ρ ισ ­
τια ν ώ ν τό ν π ά ν τα κόσμον, τή ς όντω ς σεμ­
νής κ α ί Ιεράς α ύ το υ προσηγορίας, κ α τέπλησεν, ούκέτι τύπ ους ούδέ εΙκόνας, άλλ*
αύτάς γυμνός άρετάς κ α ί βίον ούράνιον αύτο ΐς άληθείας δ ό γμ α σ ιν το ΐς θ ια σ ώ ταις π α ραδούς,
13 τ ό τ ε χρίσμα, ού τ ό δ ιά σ ω μάτω ν
σκευαστόν, άλλ* α υ τό δή π νεύ μα τι θε(ω
τ ό Θεοπρεπές, μετο χή τ ή ς ά γεννή το υ καί
π α τρ ικ ή ς θεότητος άπ ειλήφει· ό κ α ί α ύ τό
π ά λ ιν Ή σ α ία ς διδάσκει, ώς άν έξ α ύτο υ
ώδέ πως άναβοώ ν το υ Χ ρ ίσ το υ «πνεύμα
κυρίου έπ* έμέ, ού είνεκεν Ιχ ρισ έν με·
εύαγγελίσ α σ θ αι π τω χ ο ϊς άπ έσταλκέν με,
κηρύξαι α ίχ μ α λ ώ το ις άφεσιν κα ί τνφ λοϊς
άνάβλεψιν».

14 κα ί ού μόνος γ ε Ή σ α ία ς, ά λ λ ά καί
Δ αυίδ είς τ ό α ύ το ύ πρόσω πον άναφωνεϊ
λέγω ν «ό θρόνος σου, ό θεός, είς τό ν αίώ να
τ ο ύ αΐώνος· βάβδος εύθύτητος ή βάβδος
τή ς βασιλείας σου. ή γά π η σ α ς δικαιοσύνην
κα ί έμίσησας άνομίαν· δ ιά τ ο ύ το έχρισέν
σε, ό Θεός, ό Θεός σου έλαιον άγαλλιάσεω ς
π α ρά τούς μετόχους σου»· έν οίς ό λόγος έν
μέν τ ω πρώ τα) σ τ ίχ ω θεόν αύτό ν έπ ιφ ημίζει, έν δέ τ ω δεντέρω σ κή π τρ ω β α σ ιλ ικ φ
τ ιμ ά ,
15 είθ’ έξής ύποβάς μετά τ ή ν ένθεον καί
β α σ ιλικ ή ν δύναμιν τ ρ ίτ η τά ξ ε ι Χ ρ ισ τό ν
α ύτό ν γεγ ο ν ό τα , έλ α ίφ ού τ ω έξ ύλης σω ­
μά τω ν, ά λ λ ά τ φ ένθέω τή ς άγαλλιάσεω ς
ήλειμμένον, π α ρίσ τη σ ιν* παρ* ό κα ί τ ό
έξαίρετον α ύ το ύ κ α ί π ολύ κ ρ είττο ν κα ι
διάφορον τ ώ ν π ά λ α ι δ ιά τ ώ ν είκόνω ν
σ ω ματικώ τερον κεχρισμένων ύποσημαίνει.

68 Is 61,1; L e 4,18-19. En la interpretación de estos pasajes, Eusebio se halla en la más
pura línea prenicena; cf. A . W e b e r , Die Taufe Jesu im Jordan als Anfang nach Eusebius von
Cäsarea: Theologie und Philosophie 41 (1966) 20-29.
69 Sal 44,7-8; cf. H eb 1,8-9.

16 Y en otro pasaje, el mismo D a vid descubre las cosas que
atañen a C risto con estas palabras: D ijo el Señor a mi Señor: Sién­
tate a mi derecha mientras pongo a tus enemigos por escabel de tus
pies™. Y tam bién: De mi seno te engendré antes del alba. Juró el
Señor y no se arrepentirá: Tú eres sacerdote para siempre, según el
orden de Melquisedec 71.
17 A hora bien, este M elquisedec aparece en las Sagradas Es­
crituras como sacerdote del D ios A ltís im o 72 sin que sea señalado
con algún óleo preparado y sin que esté emparentado con el sacer­
docio hebraico por sucesión alguna hereditaria. Por eso es p or lo
que nuestro Salvador es proclamado con juram ento C risto y Sacer­
dote según su orden y no según el de los otros, que habían recibido
símbolos y figuras 73.
18 D e ahí que tampoco la historia nos haya transm itido que
C risto fuera ungido corporalmente entre los judíos n i que naciera
de una trib u sacerdotal, sino al revés, que recibió su ser de D ios
mismo antes del alba, esto es, antes de la creación del mundo, y
que entró en posesión de un sacerdocio in m o rta l y duradero p or la
eternidad sin fin.
19 U na prueba sólida y patente de esta unción incorporal y d i­
vina es que, de todos los hombres de su tiem po y de los que luego
han seguido hasta hoy, únicamente E l, entre todos y en el m undo
entero, ha sido llamado y proclamado C risto; solamente a É l reco­
nocen bajo este nombre, dan testim onio de É l y le recuerdan todos,
lo mismo entre griegos que entre bárbaros; y hasta hoy todavía sus
seguidores, repartidos por toda la tierra habitada, siguen dándole
honores de rey, adm irándole más que como a profeta y g lo rificá n 16 και άλλαχοΟ δέ 6 α ύτό * ώδέ πω * τ ά
περί αύτοΟ δ ηλοΐ λέγω ν «είπεν ό κύριο*
τ ω κυρίω μου* <κάθου έκ δεξιώ ν μου, έω*
άν θώ το ύ * Ιχθρού* σου Οποπόδιον τώ ν
ποδώ ν σου>», καί «έκ γ α σ τρ ό * πρό έωσφόρου έγέννησά σε. ώμοσεν κύριο* καί
ού μεταμεληθήσεται* σύ εΤ Ιερεύ* εί* τό ν
αΙώ να κ α τά τ ή ν τ ά ξ ιν Μελχισεδεκ».
17 ούτο* δέ είσ ά γ ετα ι έν τ ο ί* Ιεροί*
λ ό γ ο ι* ό Μελχισεδεκ Ιερεύ* τ ο ύ θεού το υ
ύ ψ ίσ το υ, ούκ έν σκευαστώ τ ιν ι χ ρ ίσ μ α τι
άναδεδειγμένο*, άλλ* ούδέ διαδοχή γένου*
προσήκων τ ή καθ’ Ε β ρ α ίο υ * Ιερωσύνη· δι*
δ κ α τ ά τ ή ν αύτοΟ τ ά ξ ιν , άλλ* ού κ α τ ά τή ν
τ ώ ν ά λλω ν σύμβολα κα ί τύπ ο υ* άνειληφότω ν Χ ρ ισ τό * καί Ιερεύ* μεθ* όρκου παραλήψεω * 6 σ ω τή ρ ήμώ ν ά νη γό ρ ευτα ι·
18

δθεν ούδέ σ ω μ ατικώ * π αρά Ι ο υ ­

70 Sal 109,1; cf. Heb 1,13.
71 Sal 109,3-4.

δ αίοι* χρισ θ έντα αύτό ν ή Ισ το ρ ία π α ρ α δίδω σιν, άλλ* ούδ* έκ φυλή* τώ ν Ιερωμένων
γενόμενον, έξ α υ το ύ δέ θεού πρό έωσφόρου
μέν, τ ο ύ τ ’ έσ τίν πρό τ ή * τ ο ύ κόσμου συστάσεω *, ούσιωμένον, άθάνατον δέ κα ί ά γ ή ρω τ ή ν Ιερωσύνην εί* τό ν άπειρον α ίώ να
δ ια κα τέχ ο ντα .
19 τ ή * δ’ εί* αύτό ν γενομένη* άσω μάτ ο υ κ α ί ένθέου χρίσεω * μέγα κα ί έναργέ*
τεκμήριον τ ό μόνον α ύτόν έξ ά π ά ντω ν τ ώ ν
ττώ ποτε εί* §τι κ α ί νύν π α ρά π ά σ ιν άνθρω­
ποι* καθ* όλου τ ο ύ κόσμου Χ ρ ισ τό ν έπ ιφ ημίζεσθαι όμολογεϊσθαί τε κα ί μαρτνρεΐσθαι
πρό* ά π ά ντω ν έπί τ ή π ρ ο σ η γορ ία π α ρά
τ ε Έ λ λ η σ ι κ α ί βαρβάροι* μνημονεύεσθαι,
κα ί εί* §τι νύν π α ρά τ ο ϊ* άνά τ ή ν ο ίκουμένην α ύ το ύ θ ια σ ώ τα ι* τιμ α σ θ α ι μέν ώ*
βασιλέα, θαυμάζεσθαι δέ ύπέρ π ροφήτην,
72 Gén 14,18-20; cf. infra X 4,23.
73 C f. H eb 6,20; 7*11-27.

dolé como a verdadero y único sumo Sacerdote de D io s y, además
de todo esto, por ser V erbo de D ios, preexistente y nacido antes
de todos los siglos, y por haber recibido del Padre honores divinos,
lo adoran como a D ios.
20 Y lo que aún es más extraordinario: que quienes le estamos
consagrados no solamente le honramos con la voz y con palabras,
sino tam bién con la plena disposición del alma, hasta el punto de
estimar en más el m a rtirio 74 p o r É l que nuestra propia vida.

4
[D e

CÓMO E L

C AR ÁC TER D E L A

R E L IG IÓ N

A N U N C IA D A

POR C R IS T O

A TO DAS LAS N A C IO N E S N I ER A N U E V O N I E X T R A Ñ O ]

1 Baste con lo dicho, como algo necesario antes de empezar m i
narración, para que ya nadie piense que nuestro Salvador y Señor
Jesucristo es algo nuevo, po r el hecho del tiem po de su vida en
carne m ortal. Mas, para que nadie suponga tampoco que su doc­
trin a es nueva y extraña, como si la hubiera compuesto un hombre
reciente y en nada diferente de los demás hombres, tratemos de
explicarnos tam bién con brevedad sobre este punto.
2 N o hace todavía mucho tiem po, efectivamente, que b rilló
sobre todos los hombres la presencia de nuestro Salvador Jesucristo,
y un pueblo, nuevo 75 en el concepto de todos, ha hecho su aparición
δοξάζεσθαί τε ώς αληθή κ α ι μόνον Θεού
άρχιερέα, κα ί έπί ττάσι το ύ το ις , ο ία Θεού
λ ό γ ο ν ττροόντα κα ί πρό αΙώ νω ν άπ ά ντω ν
ούσιωμένον τ ή ν τ ε σεβάσμιον τ ιμ ή ν π α ρά
το ύ π ατρός ύπ ειληφ ότα , καί προσκυνεϊσθαι ώς θεόν*
20 τ ό γε μήν π ά ντω ν π α ρα δ ο ξότα το ν,
ό τ ι μή φωναΤς αύ τό μόνον κ α ί βημάτω ν
ψόφοις α ύ τό ν γεραίρομεν οί καθω σιωμένοι
α ύτω , ά λ λ ά καί πάση διαθέσει ψυχής, ώς
κα ί αύτής π ρ ο τιμά ν τή ς έα υτώ ν ζω ής τ ή ν
είς αυτόν μαρτυρίαν.

Δ'

1 τ α υ τ α μέν ούν άναγκαίω ς πρό τή ς
ιστορίας ένταύθά μοι κείσθω, ώς άν μή

νεώτερόν τ ις είναι νομίσειεν τό ν σ ω τή ρα καί
κύριον ήμώ ν Ίη σ ο υ ν τό ν Χ ρ ισ τό ν διά τούς
τ ή ς ένσάρκου π ο λιτεία ς αυτο υ χρόνους*
ΐν α δέ μηδέ τ ή ν διδασκαλίαν αύτο υ νέαν
είναι κ α ί ξένην, ώς άν υπό νέου καί μηδέν
τους λοιπούς διαφέροντος ανθρώπους σνστά σ α ν, ύπονοήσειέν τις , φέρε, βραχέα και
περί τ ο ύ το υ διαλάβω μεν.
2 τή ς μέν γ ά ρ το υ σω τήρος ήμώ ν
Ίη σ ο υ Χ ρ ίσ το υ παρουσίας νεω στί π ά σ ιν
άνθρώποις έπιλαμψάσης, νέον όμολογουμένως έθνος, ού μικρόν ούδ* άσθενές ούδ*
έπί γω νία ς π ο ι γ η ς ίδρυμένον, ά λ λ ά καί
π ά ντω ν τώ ν έθνών π ο λυανθρω π ότα τόν
τ ε καί θεοσεβέστατον τ α ύ τ η τε άνώλεθρον
κα ί ά ή τ τ η τ ο ν , ή κα ί είς άεί τή ς π α ρά θεού
βοηθείας τ υ γ χ ά ν ει, χρόνων προθεσμίαις

74 Sobre el origen del sentido técnico de la palabra «mártir», cf. H . G r é g o ir e , Les
persécutions dans l ’empire romain (Bruselas 1951) apénd. V I p.138-249; cf. K. G a m b e r, Sie
aben Zeugnis. Authentische Berichte über M ärtyrer der Frünkirche = Studia Patrística et
.iturgica, suppl. 6 (Ratisbona 1981); E. VAX JDamme, Gott und die M ärtyrer: Freiburger
Zeitschrift fü r Philosophie und Theologie 17 (1980) 107-119.
75 Ya para 1 Pe 2,9-10, los cristianos son una raza nueva, un pueblo nuevo. Desde enton­
ces, el tema se repite; cf. P s .-B e rn a b é , Epist. 5,7; 7,5; 13,16; San Ig n a c io d e A n tio q u í a ,
Ephes. 19,20; A r í s tid e s , Apol. 16; San J u s tin o , D ial. 119,3-6; E u sebio , infra IV 7,10; IX ça,
1.4; X 4,19; PE I 5,1z; D E I ζ,ι; D . R a m o s -L is s o n , La novitä cristiana e g li apologisti del
I I sec.: btudi e ricerche s u ll’Oriente C ristiano 15 (1991) 15-24.

f

así, de repente, conforme a las inefables predicciones de los tie m pos; un pueblo no pequeño, n i débil, n i asentado en cualquier rincón
de la tierra, sino, al contrario, el más numeroso y el más religioso
de todos los pueblos, indestructible e invencible p o r ser en todo
m om ento objeto del favor divino, el pueblo al que todos honran
con el nombre de C risto.
3 U n o de los profetas que con los ojos del E sp íritu de D io s
contem pló anticipadamente la existencia fu tu ra de este pueblo se
llenó de tal asombro, que rom pió a g ritar: ¿Quién oyó semejante
cosa? ¿ Y quién habló asi? ¡P a rir la tierra en un día y nacer un pueblo
de una v e z !76 Y el mismo profeta hace tam bién alusión en o tro
lugar ai nombre fu tu ro de ese pueblo, cuando dice: Y a mis siervos
se les llamará por un nombre nuevo, que será bendito sobre la tierra 77.
4 Pero si está claro que nosotros somos nuevos y que este
nuevo nom bre de cristianos realmente ha sido conocido entre las
naciones todas recientemente, no obstante y a pesar de ello, el que
nuestra vida y el carácter de nuestra conducta, ajustada a los p re ­
ceptos mismos de la religión, no sea invención nuestra de ayer, sino
que, p or así decirlo, se m antuvo en vig o r desde la prim era creación
del hombre, gracias al buen sentido de aquellos antiguos varones
amigos de Dios, lo demostraremos aquí.
5 E l pueblo hebreo no es un pueblo nuevo 78, antes bien, de
todos es sabido que todos los hombres lo estimaron p o r su a n ti­
güedad. Pues bien, sus documentos y escritos mencionan a unos
hombres antiguos, espaciados y escasos en número, ciertamente,
pero, en cambio, excelentes en religiosidad, en ju sticia y en todas
άρ ρ η τοι* άθρόω* ο ύτω * άναπέφηνεν, τ ό
π α ρά τ ο ΐ* π ά σ ι τ ή τοΟ Χ ρ ισ το ύ π ρ ο σ η γορίςτ τετιμημένον.
3 τ ο ύ τ ο κα ί π ρ οφ ητώ ν κ α τεπ λά γη
τ ι* , θείου πνεύματο* όφθαλμώ τ ό μέλλον
έσεσθαι προθεωρήσας, ώ* κ α ί τά δ ε άναφθέγξασθαι « τί* ήκουσεν το ια ύ τ α , κ α ί τ ί*
έλάλησεν ο ύτω *; εί ώδινεν γ η έν μιφ
ήμέρςι, κ α ί εί έτέχθη Ιθνο* ε!* άπαξ»,
ύποσ ημαίνει δέ π ω * κ α ί τ ή ν μέλλουσαν ό
α ύτό * π ρ οσηγορίαν, λέγω ν « τοί* δέ δουλεύουσίν μοι κλη θή σ εται δνομα καινόν,
δ εύλογηθήσ εται έπ ί τ ή * γή$».
4 άλλ* εί κ α ί νέοι σαφώς ήμεΐ* κα ί
τ ο ύ το καινόν δ ντω * δνομα τ ό Χ ρ ισ τια νώ ν

ά ρ τίω * π α ρά π ά σ ιν έθνεσιν γ ν ω ρ ίζ ετα ι, ό
β ίο* δ* ούν δμω* κα ί τ ή * ά γ ω γ ή * 6 τρ ό π ο *
α ύ το ϊ* εύσεβεία* δόγμασ ιν δ τ ι μή έναγχο *
ύφ* ήμώ ν έπ ιπ έπ λα σ τα ι, έκ π ρ ώ τη * δ* ώ*
είπεΤν άνθρω π ογονία* φ υσικαΐ* έννοίαι*
τώ ν π ά λ α ι θεοφιλών άνδρών κατω ρθρϋτο , ώδέ π ω * έπιδείξομεν.
5 ού νέον, ά λλά κα ί π α ρά π ά σ ιν άνθρώ ποι* ά ρ χ α ιό τ η τ ι τετιμ η μένο ν έθνος,
τ ο ί* π ά σ ι καί αύ τό γνώ ριμον, τ ό *Εβραίω ν
τυ γ χ ά ν ει,
λ ό γ ο ι δή παρά τ ο ύ τ ψ κ α ι
γρ ά μ μ α τα π α λαιού* άνδρα* περιέχουσιν,
σπανίου* μέν κα ι άριθμώ βραχεί*, άλλ*
δμω* εύσεβεία κ α ί δικαιοσύνη κ α ί πάση
τ ή λο ιπ ή διενεγκόντα* άρετη, πρό μέν γ ε

7« Is 66,8.
77 Is 65,15-16.
78 Tam bién esta afirmación tiene su historia. Nacida de los medios judíos, como puede
comprobarse por el Contra Apionem, de F. Josefo, es recogida por la apologética cristiana;
cf. T e ó f i l o d e A n t i o q u í a , A d Autol. 3,20-28; L a c t a n c io , Inst. divin. 4,10. Sobre las relacio­
nes entre la Iglesia y el viejo Israel, c f. M . S im o n , Verus Israel. Étude sur les relations entre
chrétiens et juifs dans l ’empire romain (135-435) (Paris 1948) p.i07ss.

las demás virtudes. D e ellos, unos vivie ro n antes del d ilu vio , y los
otros después. Y entre los hijos y descendientes de Noé, sobresale
especialmente Abrahán, al que los hijos de los hebreos se jactan
de tener p or autor y p rim e r padre.
6 Si, remontándose desde A brahán hasta el p rim e r hombre,
alguien añadiera que todos esos varones, cuya ju s tic ia está bien
atestiguada, fueron cristianos, si no de nombre, sí p or sus obras,
no andaría equivocado 79.
7 Porque lo que ese nom bre significa es que el cristiano, a
causa del conocimiento de C risto y de su doctrina, sobresale p or su
sobriedad, por su justicia, p or la firmeza de su carácter, por el valor
de su v irtu d y por el reconocimiento de un solo y único D ios de
todas las cosas 80, y el interés de aquellos hombres p or todas estas
cosas en nada era in fe rio r al nuestro.
8 N o se preocuparon de la circuncisión corporal, como tam ­
poco nosotros; n i de la guarda del sábado, como nosotros tampoco;
n i de la abstención de tales o cuales alimentos, n i de apartarse de
tantas otras cosas como después Moisés, el p rim e ro que comenzó,
dejó po r trad ició n que, como símbolos, se cum plieran, y que nos­
otros, los cristianos de ahora, tampoco guardamos. E n cambio,
claramente conocieron al C risto de D ios si, como antes hemos de­
m o strad o 81, se apareció a A brahán, trató con Isaac, habló a Israel
y conversó con Moisés y con los profetas posteriores 82.
τοΟ κατακλυσμού διαφόρους, μετά δέ καί
τ ο ύ το ν έτέρους, τώ ν τε τ ο ύ Νώε π α ίδω ν
κ α ί απ ογόνω ν ά τά ρ καί τό ν Ά β ρ α α μ , δν
α ρ χ η γ ό ν καί π ρ ο π άτο ρα σφών αυτώ ν
π α ΐδες Ε β ρ α ίω ν αύχούσι.
6 π άντας δή εκείνους έπ ί δικαιοσύνη
μεμαρτυρημένους, έξ αυτο ύ Ά β ρ α α μ έπί
τ ό ν π ρ ώ τον άνιούσιν άνθρωπον, έργω
Χ ριστιανούς, εί κα ί μή ό νό μ α τι, προσειπ ώ ν τ ις ούκ άν έκτος β ά λο ι τή ς άληθείας.
7 δ γ ά ρ τ ο ι δηλούν έθέλοι τούνομα,
τό ν Χ ρ ισ τια νό ν άνδρα δ ιά τή ς τ ο ύ Χ ρ ισ το ύ
γνώσεως καί διδασκαλίας σωφροσύνη καί
δικαιοσύνη καρτερ ία τ ε β ίο υ κα ί αρετής
ανδρεία εύσεβείας τ ε ό μολογίςι ένός καί
μόνου το υ έπί π ά ντω ν θεού διαπρέπειν,

τ ο ύ το π αν έκείνοις ού χείρον ήμώ ν έσπ ουδάζετο.
8 ο ν τ ’ ούν σώ ματος αύτο ίς περιτομής
εμελεν, ό τ ι μηδέ ή μίν, ού σ α β β ά τω ν έ π ιτη ρήσεως, ό τ ι μηδέ ή μίν, άλλ* ούδέ τ ώ ν
το ιώ νδ ε τροφ ώ ν παραφυλακής ούδέ τώ ν
άλλω ν δ ιαστολής, όσα το ΐς μετέπ ειτα
π ρώ τος άπ ά ντω ν Μωυσής άρξάμενος έν
συμβόλοις τελεΐσ θ αι παραδέδωκεν, ό τ ι
μηδέ νύν Χ ρ ισ τια νώ ν τ ά το ια ύ τα * ά λ λ ά
κα ί σαφώς αύτό ν ήδεσαν τό ν Χ ρ ισ τό ν το ύ
θεού, εϊ γ ε ώφθαι μέν τ φ ’Αβρααμ, χρη ματ ίσ α ι δέ τ φ Μσαακ, λελαληκέναι δέ τ φ
Ίσ ρ α η λ , Μω υσεϊ τε καί το ΐς μετά τ α ύ τ α
προφήταις ώ μιληκέναι προδέδεικται*

79 Esos varones ni eran judíos— son anteriores a la ley de Moisés— ni habían seguido el
politeísmo del helenismo, las dos únicas realidades que Eusebio veía fuera del cristianismo.
Son hebreos (cf. PE 7,8,20-21; D E 1,2,1-8) que, s¿gún este párrafo y los siguientes, pueden lla ­
marse cristianos. S irin e lli (p.144) ve una «identificación total», afirmación que M . H a rl (a.c.,
p.528) matiza bastante. C f. también W a l l a c f j - H a d r î l l , p. 169-171.
80 A q u í Eusebio parece suponer la identificación entre razón y revelación, según H . Berk­
h of ( Die Theologie des Eusebius von Caesarea [Amsterdam 1939] p.139), H . G. O p itz (Euseb
von Caesarea als Theologe: Z N W K A K 34 [1935] 3-4) y F. Bovon (a.c., p.132).
81 C f. supra 2,6-13.22.
82 Gén 18,1; 26,2; 35,1.

9 Por lo que bien echarás de ver que aquellos amigos de D io s
son tam bién dignos del sobrenombre de C risto, conforme a la
sentencia que dice de ellos: No toquéis a mis Cristos, ni hagáis mal
a mis profetas 83.
10 D e donde claramente se ve la necesidad de creer que aquella
religión, la prim era, la más antigua y más venerable de todas,
hallazgo de aquellos mismos varones amigos de D ios y compañe­
ros de A brahán, es la misma que recientemente se anunció a todos
los pueblos p o r la enseñanza de C risto.
11 Quizás se objete que A brahán recibió mucho tiem po des­
pués el mandato de la circuncisión, pero tam bién se proclama y se
da testim onio de su ju sticia a causa de su fe, anterior a ese mandato,
pues dice así la divina Escritura: Y creyó Abrahán a Dios, y se le
contó por justicia 84.
12 Y a él, así justificado, antes ya de la circuncisión, D ios, que
se le apareció (y este D ios era C risto mismo, el Verbo de D ios),
le participó un oráculo concerniente a los que en los tiempos ve n i­
deros serían justificados del mismo modo que él; los térm inos de
la promesa son: Y en ti serán benditos todos los pueblos de la tie rra 85;
y tam bién: Y se hará un pueblo grande y numeroso, y en él serán ben­
ditos todos los pueblos de la tierra 86.
13 A hora bien, se puede establecer que esto se ha cum plido
en nosotros, porque, efectivamente, A b ra h á n fue justificado p o r
su fe en el Verbo de D ios, el C risto, que se le había aparecido,
después que hubo dicho adiós a las supersticiones de sus padres
9 ένθεν αυτού* δή το ύ * θεοφιλείς έκείνου* εύροι* άν κ α ί τ ή * τοΟ Χ ρ ισ το ύ κ α τη ξιωμένου* έπω νυμία*, κ α τ ά τ ή ν φά ακόυ­
σαν περί α ύ τώ ν φωνήν «μή άψησθε τ ώ ν
Χ ρ ισ τώ ν μου κα ί έν τ ο ί* π ρ ο φ ή τα ι* μου
μή ττονηρεύεσθε».
10 ώ στε σαφώς π ρ ώ τη ν ή γείσ θ α ι δείν
καί π ά ν τω ν π α λ α ιο τά τη ν τ ε κ α ί ά ρ χ α ιο τ ά τ η ν θεοσεβεία* εύρεσιν α ύ τώ ν έκείνων
τώ ν άμφί τό ν Ά β ρ α α μ θεοφιλών άνδρών
τ ή ν ά ρ τίω * δ ιά τ ή * τοΟ Χ ρ ίσ το υ διδασκα­
λ ία * π ά σ ιν έθνεσιν κ α τη γγελμ ένη ν.
11 εί δέ δή μακρω ποθ* ύστερον πε­
ρ ιτο μή * φασι τό ν Ά β ρ α α μ έντο λήν είλη φέναι, ά λ λ ά πρό γ ε τ α ύ τ η * δικαιοσύνην
δ ιά π ίσ τεω * μαρτυρηθεΐ* ά νείρ η τα ι, ώδέ
π ω * τ ο υ θείου φάσκοντο* λό γ ο υ «έπίσ-

τευσεν δέ Ά β ρ α α μ τ ώ θεώ, καί έλο γίσ θ η
α ύ τώ εί* δικαιοσύνην».
12 καί δή τ ο ιο ύ τ ψ πρό τ ή * π ερ ιτο μ ή *
γ ε γ ο ν ό τι χρησμό* ύπό τ ο ύ φ ή ναντο*
έαυτόν α ύ τώ θεού (ο ύ το * 5* ή ν α ύ τό * ό
Χ ρ ισ τό *, ό τ ο ύ θεού λ ό γ ο *) περί τ ώ ν έν
τ ο ί* μετέπ ειτα χρόνοι* τό ν δμοιον α ύ τώ
δικαιούσθαι τρό π ο ν μελλόντω ν βήμασιν
α ύ το ί* π ρ ο επ ή γ γ ελ τα ι λέγω ν «καί ένευλογη θ ή σ ο ν τα ι έν σοΙ π ά σ α ι α ί φ υλαΐ τ ή *
γή*», κ α ί ώ* δ τ ι « έσται εί* έθνος μέγα κ α ί
πολύ, κ α ί ένευλογηθήσονται έν α ύ τώ
π ά ν τα τ ά έθνη τ ή * γή*».
13 τ ο ύ τ ψ δέ καί επ ίσ τή σ α ι ε!* ήμά*
έκπεπληρωμένω π άρεστιν.
π ίσ τ ε ι μέν
γ ά ρ έκείνο* τ ή εί* τό ν όφθέντα α ύ τώ τ ο υ
Θεου λό γο ν τό ν Χ ρ ισ τό ν δεδικαίω το, π α -

83 Sal 104,15.
84 Gén 15,6; cf. Rom 4,3.9-10.
83 Gén 12,3; 22,18.
86 Gén 18,18; cf. F. T risoglio, Eusebio di Cesarea e l ’escatologia; A ugustinianum 18
(1978) 173-181.

y al error de su vida anterior 87, y luego de confesar un solo D ios,
que está sobre todas las cosas, y de honrarlo con obras de v irtu d ,
no con las obras de la ley de Moisés, que vino después. Y siendo
tal, a él le fue dicho que todas las trib u s de la tierra y todos los pue­
blos serían bendecidos en él.
14 Pues bien, en los tiempos presentes, esta misma form a de
religión de Abrahán solamente aparece practicada, con obras más
visibles que las palabras, entre los cristianos repartidos por todo
el m undo habitado.
15 Por lo tanto, ¿qué podría ya im pedirnos reconocer una
única e idéntica vida y form a de religión para nosotros, los que p ro ­
cedemos de C risto, y para aquellos antiguos amigos de Dios? D e
este modo habremos demostrado que la práctica de la religión que
nos ha sido transm itida por la enseñanza de C risto no es nueva n i
extraña, sino, para ser plenamente veraces, la prim era y la única
verdadera. Y baste con esto.

5
[D

e

cuándo se manifestó C ris to a lo s hombres]

i
Bien, después de este preám bulo, necesario para la historia
eclesiástica que me he propuesto, nos queda ya sólo comenzar
nuestra especie de viaje, partiendo de la manifestación de nuestro
Salvador en su carne y después de invocar a D ios, Padre del Verbo,
y al mismo Jesucristo, Salvador y Señor nuestro, Verbo celestial
τρώ ας μέν άποοττάς δεισιδαιμονίας καί
πλάνης βίο υ προτέρας, ένα δέ τ ό ν έπί
π ά ν τω ν όμολογήσας θεόν κ α ί τ ο ύ το ν
εργοις άρετής, ο ύχί δέ θρησκεία νόμου
τ ο υ μετά τ α υ τ α Μωυσέως θεραπεύσας,
τ ο ιο ύ τ ω τ ε δ ν τι εϊρ η το ό τ ι δή π ά σ α ι α ΐ
φ υλαΐ τή ς γή ς κ α ί π ά ν τα τ ά έθνη έν
α ύ τω εύλογηθήσεται*

όμολογεϊν; ώ στε μή νέαν κα ί ξένην, άλλ*
εί δει φάναι άληθεύοντα, π ρ ώ τη ν ύπάρχ ειν κα ί μόνην κα ί άληθή κατόρθω σιν
εύσεβείας τ ή ν δ ιά τή ς τ ο ύ Χ ρ ισ το ύ δ ι­
δασκαλίας παραδοθεΐσαν ή μίν άπ οδείκννσθαι. καί τ α ΰ τ α μέν ώδε έχέτω*

14 έργοις δέ λό γω ν έναργεστέροις έπ ί
τ ο υ παρόντος π α ρά μόνοις Χ ρ ισ τια νο ΐς
καθ* όλης τή ς οίκουμένης άσκούμενος αύ­
τός έκεΐνος ό τή ς θεοσεβείας το ύ *Αβρααμ
άναπέφηνε τρόπος.

1 φέρε δέ ήδη, μετά τ ή ν δέουσαν
προκατασκευήν τή ς προτεθείσης ήμΤν έκκ λη σ ια σ τική ς Ισ το ρ ία ς ήδη λο ιπ ό ν άπ ό
τή ς ένσάρκου τ ο ύ σω τήρος ήμώ ν έπ ιφ ανείας ο ΐά τίνο ς όδοιπορίας έφαψώμεθα, τό ν
τ ο ύ λ ό γο υ π α τέρ α θεόν καί τό ν δηλούμενον α ύτό ν Μησούν Χ ρ ισ τό ν τό ν σ ω τή ρ α
καί κύριον ήμώ ν, τό ν ούράνιον τ ο ύ θεού
λό γον, βοηθόν ή μίν κα ί συνεργόν τή ς

15 τ ί δή ούν λοιπ όν έμποδών άν
είη, μή ο ύχί ένα κα ί τ ό ν α ύ τό ν βίον τε
καί τρό π ο ν εύσεβείας ή μίν τ ε το ΐς άπό
Χ ρ ισ το ύ κα ί τοΤς π ρ ό π α λα ι θεοφιλέσιν
87 C f. Gen 12,1; W . D .

D a v ie s ,

Ε'

Christian Origins and Judaism (Londres 1961).

de Dios, como ayuda y colaborador nuestro en la verdad de la
exposición.
2 A sí, pues, corría el año 42 del reinado de A ugusto y el vigé­
simo octavo desde el sometim iento de E gipto y muerte de A n to n io
y de Cleopatra (en la cual se extinguió la dinastía egipcia de los
Tolom eos), cuando nuestro Salvador y Señor Jesucristo nace en
Belén de Judea, conforme a las profecías acerca de É l 88, en tiempos
del p rim e r empadronamiento, y siendo C irin o gobernador de
Siria 89.
3 Este empadronamiento de C irin o lo registra tam bién el más
ilustre de los historiadores hebreos, F lavio Josefo 90, al relatar otros
hechos referentes a la secta de los galileos, surgida p o r aquel enton­
ces, y de la cual hace mención tam bién nuestro Lucas en los Hechos
cuando dice: Después de éste, se levantó Judas el Galileo, en los días
del empadronamiento, y arrastró al pueblo detrás de s i También ése
pereció, y todos los que le obedecieron fueron dispersados 91.
κ α τ ά τ ή ν δ ιή γ η σ ιν άληθείας έτπκαλεσάμενοι.
2 ή ν δή ούν τ ο ύ το δεύτερον κ α ί τεσ ­
σαρακοστόν έτος τή ς Α ύ γο ύ σ το υ β ασ ι­
λείας, Α Ιγ ύ π το υ δ ' υ π ο τα γ ή ς κ α ί τελευτής
Α ν τ ω ν ίο υ κ α ί Κλεοπάτρας, είς ήν ύ σ τά τ η ν ή κ α τ ' Α ίγ υ π το ν τ ώ ν Π τολεμαίω ν
κα τέλη ξε δυναστεία, ό γδοον έτος κα ί
είκοσ τόν, ό π η νίκα ό σ ω τή ρ κ α ί κύριος
ή μώ ν Ιη σ ο ύ ς ό Χ ρ ισ τό ς έπ ί τ ή ς τ ό τ ε
π ρ ώ τη ς άπ ογραφής, ήγεμονεύοντος Κυρινίο υ τή ς Συρίας, άκολούθως τ α ΐς περί
α ύ το ύ π ρ οφητείαις έν Βηθλεεμ γ ε ν ν ά τα ι
τή ς Ιο υ δ α ίο ς.

3 το ύ τη ς δέ τή ς κ α τ ά Κυρίνιον άπ ο­
γραφής κ α ί ό τ ώ ν παρ* Έ β ρ α ίο ις Επισημό­
τα το ς Ισ το ρ ικώ ν Φλαύιος Ίώ σ η π ο ς μνη­
μονεύει, κ α ί άλλη ν έπ ισυνάπ τω ν Ισ το ρ ία ν
περί τή ς τ ώ ν Γα λιλα ίω ν κ α τ ά τούς αύτούς
έπιφυείσης χρόνους αίρέσεως, ής και παρ*
ή μίν ό Λουκάς έν τα ϊς Π ράξεσιν μνήμην
ώδέ πω ς λέγω ν π επ ο ίη τα ι «μετά τ ο ύ το ν
άνέσ τη Μούδας ό Γαλιλαίος έν τ α ϊς ήμέραις τή ς άπογραφής, καί άπ έστησε λαόν
όπ ίσω α ύτο ύ· κάκεΐνος άπ ώ λετο , κ α ί
πάντες όσοι έπείσθησαν α ύ τώ , διεσκορπίσθησαν».

88 M iq 5,1 ; cf. M t 2,5-6.
89 L e 2,2. D e los datos indicados por Eusebio resulta que C risto nació entre los años 3-2
antes de nuestra era, haciéndolo co in cid ir con el empadronamiento de C irino, lo mismo que
Orígenes (Com. in M a th . 22,15). Sin embargo, el pasaje de F. Josefo, que Eusebio ha om itido,
fija la m isión de C irin o en Judea el año 6 d.C., cuando fue depuesto Arquelao (año 37 después
de la batalla de A c d o , ocurrida en septiembre del 31 a.C.). Véase sobre el asunto F. P r a t ,
Jésus-Christ, sa vie, sa doctrine, son oeuvre, t . i (Paris 1933) p .513-516; Sc h u e r e r , i p .508-543;
M . J. L a g r a n g e , Où en est la Question du recensement à Quirinus? : R B 8 (191 D 60-84; L . R i ­
c h a r d , L Évangile de VEnfance et le Décret impérial du recensement, en M ém orial J. C h a î n e
(L y o n 1950) p.297-308; A . N . Sh e r w i n - W h i t e , Roman Society and Roman Law in the New
Testament (O xford 1963); L . D u p r a z , De l'association de Tibère au principat à la naissance du
C hrist: Studia Friburgensia. n.ser. (Friburgo, Suiza, 1966) 100-142; G . O g g , Hippolytus and
the introductio o f the Christian Era: V igC h 16 (196z) i- i8 ; C. F irp o , II problema cronologico
del la nascita d i Gesù = Biblioteca di cultura religiosa, 42 (Brescia 1983).
90 Nacido el año 37 d.C ., Flavio Josefo vivió y colaboró con los romanos desde el año 67,
y en Roma compuso sus obras. M u rió a comienzos del siglo 11; cf. R . L a q u e u r , Der jüdische
H istoriker Flavius Josephus. Ein biographischer Versuch a u f neuer quellenkritischer Grundlage
(Giesen 1920); W . W h i s t o n , The L ife and W ork o f Flavius Josephus (Filadelfia 1957); R . J. H .
Shutt, Studies in Josephus (Londres 1961). H . Schreckenberg, Biblioeravhie zu Flavius
Josephus (= A rbeiten zur litteratur... d. hellenistischen Judeutuns, 14) (Leiden 1979). Sobre
la utilización que de él hacen los Padres, ct. G. Bardy, Le souvenir de Josèph chez les Pères:
R H E 4 3 (i9 4 8 ) 179-191. y M . E. Hardwick, Josephus as an historical source in Patristic
literature through Eusebius = Brown Judeic Studies, iz8 (Atlanta, Ga 1989).
91 A c t 5.37.

4 A estas indicaciones, pues, ei mencionado Josefo viene a
añadir literalm ente en el lib ro X V I I I de sus Antigüedades lo si­
guiente:
«Cirino, m iem bro del senado, hom bre que había desempeñado
ya los otros cargos, p or los que había ido pasando, sin o m itir uno
solo, hasta llegar a cónsul y grande p o r su dignidad en todo lo demás,
se personó en Siria acompañado p o r unos pocos, enviado por César
como juez de la nación y censor de los bienes» 92.
5 Y un poco después dice:
«Pero Judas el Gaulanita— de la ciudad llamada Gaula— , to ­
mando consigo a Sadoc, un fariseo, andaba instigando a la rebe­
lió n ; decía que el censo no podía conducir a otra cosa que a una
abierta esclavitud, y exhortaba al pueblo a aferrarse a la libertad» 93.
6 Y sobre el mism o escribe en el lib ro I I de sus Historias de la
guerra ju d ía :
«Por este tiem po, cierto galileo, llamado Judas, provocó a re­
belión a los habitantes del país, reprochándoles el someterle al
pago del trib u to a los romanos y el soportar a unos amos mortales
después de a Dios» 94.
A sí Josefo.
4
έν

τ ο ύ το ι* δ* ούν κα ί ό δεδηλωμένο*
δ κτω καιδ εκάτω τ ή * Α ρ χ α ιο λ ο γ ία *

σννφδων τ α ύ τ α π α ρ α τίθ ετα ι κ α τ ά λέξιν
« Κ νρίνιο* δέ τώ ν εί* τ ή ν βουλήν συνα­
γόμενω ν, άνήρ τ ά * τ ε ά λλα* άρχά* έπ ιτετελεκώ * καΛ δ ιά π ασώ ν όδεύσα* ύπ α το *
γενέσθαι τ ά τ ε ά λ λ α ά ξ ιώ μ α τ ι μέγα*,
σύν ό λ ίγ ο ι* έπ ί Συρία* παρήν, υπό Κ αίσαρο* δ ικα ιο δ ό τη * τ ο υ έθναυ* άπεσταλμένο*
κ α ί τ ιμ η τ ή * τ ώ ν ουσιώ ν γενησόμενο*».
5 κ α ί μετά βραχέα φησίν
«Μούδα* δέ, Γ α υ λα νίτη * άνήρ έκ πόλεω *
δνομα Γαμαλα, Σάδδοκον Φ αρισαίον προσλαβόμενο*, ή π είγ ετο έπ ί άπ οσ τάσει, τ ή ν

τ ε ά π ο τίμ η σ ιν ούδέν άλλο ή άντικρ υ*
δουλείαν έπιφέρειν λέγο ντε* κα ί τ ή * έλευθερία* έτΓ ά ντιλ ή ψ ει π αρακαλουντε* τ ό
έθνος».
6 κ α ί έν τ ή δευτέρφ δέ τ ώ ν Ισ το ρ ιώ ν
το υ ΜουδαΐκοΟ πολέμου περί το υ αυ το ύ
τ α ύ τ α γράφ ει
«έπί τ ο ύ το υ τ ι* άνήρ Γ α λ ιλα ίο * Ιο ύ δ α *
δνομα εί* απ οσ τα σ ία ν ένήγε το ύ * έπ ιχω ρίου*, κακίζω ν εί φόρον τ ε 'Ρ ω μαίοι*
τελεϊν ύπομενουσιν καί μετά τό ν θεόν
οϊσουσι θνητού* δέσποτας»,
τ α ύ τ α 6 Μώσηπο*.

92 J o s e f o , A I i 8 ( i ) i ; cf. S c h u e r e r , i p.508-543.
93 J o s e f o , A I 18(1)4. Ver A . P a u l, Flavius’ «Antiquities o f the Jews». A n anti-Christian
manifesto: N ew Testament Studies 31 (1985) 473-480.
94 J o s e fo , 0 Γ 2(8,1)118; c f. S c h u e r e r , i p.420 y 486.

6
[D e

cómo, según las profecías, en tiempo de C risto cesaron

LOS PRÍNCIPES QUE ANTERIORMENTE VENÍAN RIGIENDO POR LÍNEA
DE SUCESIÓN HEREDITARIA A LA NACIÓN JUDÍA Y EMPEZÓ A REINAR
HERODES, EL PRIMER EXTRANJERO]

1 Fue en este tiem po cuando asumió el reinado sobre el pue­
blo judío, por prim era vez, Herodes, de linaje extranjero, y tuvo
cu m plim iento la profecía hecha por m edio de Moisés, que decía:
No fa lta rá jefe salido de Judá ni caudillo nacido de sus muslos hasta
que llegue aquel para quien está reservado 95, y le señala como es­
peranza de las naciones.
2 Incum plida estuvo, efectivamente, la predicción durante el
tiem po en que todavía les estaba p e rm itid o v iv ir bajo gobernantes
propios de su nación, comenzando desde el mismo Moisés y c o n ti­
nuando hasta el im perio de Augusto. E n tiempos de éste es cuando,
por prim era vez, un extraño, Herodes, se ve investido p or los ro ­
manos con el gobierno sobre los judíos: según nos inform a Josefo 96,
era idumeo por parte de padre y árabe por parte de madre. Pero,
según A frica n o 97— que no era un historiador im provisado— , los
que nos dan una inform ación exacta 98 sobre Herodes dicen que
A n típ a tro (éste era su padre) era h ijo de cierto Herodes de Ascalón, uno de los llamados hieródulos " , que servía en el tem plo de
A p o lo 10°.
5 *
1 Τ η νικα υ τα δέ καί το υ Ιο υ δ α ίω ν έθ­
νους Ή ρ ώ δ ο υ π ρ ώ του τ ό γένος αλλοφύ­
λου διειληφότος τ ή ν βασιλείαν ή δ ιά
Μωυσέως π εριγραφ ήν έλάμβανεν προφη­
τ ε ία «ούκ έκλείψειν ά ρ χο ντα έξ Ιο ύ δ α ούδέ
ήγούμενον έκ τώ ν μηρών αύτοΰ» φήσασα,
«έως άν έλθη ώ άπ όκειται», δν και άπ οφ αίνει προσδοκίαν έσεσθαι εθνών.
2 ά τελή γ έ τ ο ι τ ά τή ς προρρήσεως ήν
καθ’ δν υπό το ΐς οίκείοις το ύ έθνους άρχουσι
δ ιά γ ειν αύτοΐς έξήν χρόνον, άνωθεν έξ

αύτο υ Μωυσέως καταρξαμένοις καί είς τή ν
Α ύγο υσ το υ βασιλείαν διαρκέσασιν, καθ’
δν πρώ τος αλλόφυλος Ή ρ φ δ η ς τ ή ν κ α τ ά
Ιο υ δ α ίω ν επ ιτρ έπ ετα ι υπό *Ρωμαίων αρ­
χήν, ώς μέν Ίώ σ η π ο ς π αραδίδω σ ιν, Μδουμαΐος ώ ν κ α τά π α τέρ α τ ό γένος Ά ρ ά β ιο ς
δέ κ α τά μητέρα, ώς δ’ *Αφρικανός (ο ύ χ ό
τυ χ ώ ν δέ και ούτος γέγο νε σνγγραφ έύς),
φασίν ο! τ ά κ α τ ’ αύτόν άκριβούντες ’ Α ν τ ίπ α τρ ον (το ύ το ν δ’ είναι α ύ τώ π α τέρ α )
'Η ρ φ δ ο υ τινό ς ’ Α σ καλω νίτου τώ ν περί
τό ν νεών το υ Α π ό λλω νο ς ίεροδούλων κα­
λούμενων γεγονέναι·

95 Gén 49,io. Ver M . R. LlDA DE M a l k i e l , Herodes, su persona, reinado y dinastía
= Literatura y sociedad, 16 (M a d rid 1977).
96 J o s e f o , A I 14 (prol.2)8; (5)121; B I 1(6,2)123; (8,9)181.
97 Epist. ad Aristidem : infra 7,11-12; E u s e b io , Eel. proph. 158,4s: D E 8,1,44. Julio A f r i­
cano había reunido en sus cinco libros de Cronografías (concluidos hacia el año 220-221) todo
el material cronológico que podía interesar a la apologética cristiana, continuadora de la judía,
para demostrar la mayor antigüedad de la cultura judía sobre la pagana.
98 Inform ación que dieron seguramente los «desposynoi»; cf. infra 7,11.
99 Sobre esta clase de esclavos de los templos, cf. H e p d i n g , Hieroduloi: P a u l y - W i s s o w a ,
8 c o l.1459-1468.
100 Cf. ScnUiZRER, i p .291-292; 360-418. En general, para todos los gobernantes que en

3 Este A n típa tro , siendo niño, fue raptado p or unos bandidos
idumeos y con ellos vivió, porque su padre, pobre como era, no
podía ofrecer un rescate por él. C riado en medio de sus costum ­
bres, más tarde trabó amistad con H ircano 101, sumo sacerdote
ju d ío . D e él nació el Herodes de los tiempos de nuestro Salvador...
4 Habiendo, pues, venido el reino ju d ío a manos de ta l sujeto,
la expectación de las naciones, conforme a la profecía, estaba ya
tam bién a las puertas 102: habían desaparecido del reino los p rín ­
cipes y caudillos descendientes p o r vía de sucesión entre ellos del
mism o Moisés.
5 A l menos habían reinado antes de la cautividad y de la e m i­
gración a Babilonia 103, comenzando p or Saúl— el p rim ero— y por
D a vid. Y antes de los reyes, les habían gobernado unos caudillos,
los llamados jueces, que habían empezado tam bién después de M o i­
sés y del sucesor de éste, Josué.
6 Poco después del regreso de Babilonia se sirvieron in in te ­
rrum pidam ente de u n régimen p olítico de oligarquía aristocrática
(eran los sacerdotes quienes estaban a la cabeza de los asuntos),
hasta que el general romano Pompeyo atacó a Jerusalén, la asaltó
po r la fuerza y profanó los lugares santos adentrándose hasta la
parte más recóndita del tem plo. Y al que hasta aquel mom ento ha­
bía subsistido por sucesión hereditaria, en calidad de rey y de sumo
sacerdote al m ism o tiem po— A ris tó b u lo se llamaba— lo envió en­
cadenado a Roma, ju n to con sus hijos, y entregó el sumo sacerdocio
3 δς *Α ντίπ α τρ ο ς Οπό Ίδ ο υ μ α ίω ν λη σ ­
τώ ν π α ιδ ίο ν αίχμ αλω τισ θείς συν έκείνοις
ήν, δ ιά τ ό μή δύνασθαι τό ν π α τέρ α π τ ω ­
χ όν ό ν τα καταθέσβαι υπέρ αύτο υ, έντραφείς δέ το ΐς έκείνων έθεσιν ύστερον Ύ ρκανώ
τ φ Ίυ ο δ α ίω ν άρχιερεί φ ιλ ο υ τα ι. τ ο ύ το υ
γ ίν ε τ α ι ό έπί το υ σω τήρος ήμώ ν Ή ρ φ δ η ς ·
4 είς δή ούν τό ν τ ο ιο υ το ν τή ς Ιο υ δ α ί­
ων περιελθούσης βασιλείας, έπί Θύραις ήδη
κ α ί ή τώ ν έθνών άκολούθως τ ή π ρ οφ ητεία
προσδοκία παρήν, ά τε δ ια λελοιπ ότω ν έξ
έκείνου τώ ν π α ρ’ αύτο ϊς έξ α ύτο ύ Μ ωυσέως
κ α τά διαδοχήν άρ ξά ντω ν τε κα ί ή γ η σ α μένων.
5 πρό μέν γ ε τή ς αΙχμαλω σίας α υτώ ν
κα ί τή ς είς Βαβυλώ να μεταναστάσεω ς έβασιλεύοντο, άπό Σαούλ π ρ ώ το υ κα ί Δ αυίδ

άρξάμενοι· πρό δέ τώ ν βασιλέω ν άρχοντες
αυτούς διεϊπον, οί προσαγορευόμενοι κριτ α ί, άρξαντες κ α ί α υ το ί μετά Μωυσέα καί
τό ν τ ο ύ το υ διάδοχον Ίη σ ο υ ν·
6 μετά δέ τ ή ν άπό Βαβυλώνος έπάνοδον ού διέλιπ ον π ο λ ιτε ία χρώμενοι α ρ ισ το ­
κ ρ α τική μετά ό λ ιγ α ρ χ ία ς (ο ί γ ά ρ Ιερείς
προεστήκεσαν τώ ν π ρ α γ μ ά τω ν ), άχρις ού
Πομπήιος 'Ρ ω μαίω ν σ τρ α τη γ ό ς έπ ιστάς
τή ν μέν Ιερ ο υ σ α λή μ π ολιορκεί κ α τ ά κρά­
τος μιαίνει τ ε τ ά ά γ ια μέχρι τώ ν άδυτω ν
το ύ ίερού προελθών, τό ν δ* έκ προγόνω ν
διαδοχής είς έκεΐνο το υ καιρού διαρκέσαντα
βασιλέα τ ε όμου καί άρχιερέα, *Α ριστόβουλος όνομα ήν α υ τ φ , δέσμιον έπ ί 'Ρώμης
άμα τέκνοις έκπέμψας, Ύ ρ κ α ν φ μέν τ φ
το ύ το υ άδελφφ τ ή ν άρχιερωσύνην π α ρα-

Judea llevaron el nombre de Herodes, cf. A . H . M . J o n e s , The Herods o f Judaea (Londres
1968); A . S c h a lit , König Herodes: Studia Judaica 4 (Berlín 1969).
101 H ircano II , sumo sacerdote en los años 63-40 a.C., a quien sucedió Antígono; cf.
S c h u e r e r , i P.338SS; M . J . L a g r a n g e , Le Judaïsme avant Jésus-Christ (Paris 1931) p.137-148.
102 C f. M t 24,33.
103 J o s e f o , A I 11(4,8)112; E u s e b i o , Ed. proph. 155J3SS.

a su hermano H ircano. A p a rtir de aquel momento, el pueblo ju d ío
entero quedó convertido en trib u ta rio de los romanos 104.
7 Así, pues, tan pronto como H ircano, ú ltim o en quien reca­
yó la sucesión de los sumos sacerdotes, fue llevado cautivo p or los
partos 105, el senado romano y el emperador A ugusto pusieron la
nación ju día en manos de Herodes, el p rim e r extranjero, como
ya dije.
8 E n su tiem po fue cuando tuvo lugar visiblemente la venida
de C risto 106 y, según la profecía, se siguió la esperada salvación y
vocación de los gentiles. A p a rtir de este tiem po, efectivamente, los
príncipes y caudillos originarios de Judá, quiero decir los que p ro ­
cedían del pueblo ju d ío , desaparecieron y, naturalmente, en segui­
da vieron perturbados tam bién los asuntos del sumo sacerdocio,
que de manera estable había ido pasando anteriorm ente de padres
a hijos en cada generación.
9 D e todo esto encontrarás un testigo im portante en Josefo 107,
quien explica cómo Herodes, así que los romanos le confiaron el
reino, dejó de in s titu ir ya sumos sacerdotes originarios de la antigua
estirpe, antes bien, distribu yó ese honor entre gentes sin relieve.
Y dice que en la institució n de los sacerdotes obraron lo mism o que
Herodes su h ijo A rquelao y, después de éste, los romanos, cuando
se hicieron cargo del gobierno de los judíos.
10

Y el mismo Josefo explica 108 cómo Herodes fue el prim ero

δίδω σιν, τ ό δέ π αν Ιο υ δ α ίω ν έθνος έξ
έκείνου 'Ρω μαίοις νπόφορον κ α τεσ τή σ α το .
7 α ύ τίκ α γοΰν καί ΎρκανοΟ, είς δν
ύ σ τα το ν τ ά τή ς τ ώ ν άρχιερέων π εριέστη
διαδοχής, ύπό Πάρθων α Ιχ μ α λώ το υ ληφ θέντος, πρώτος, ώς γο υν έφην, άλλόφυλος
Ή ρ φ δ η ς Οπό τή ς σ υ γ κ λ ή το υ 'Ρω μαίω ν
Α ύγο ύσ το υ τ ε βασιλέως τ ό *Ιουδαίω ν §θνος έγχ ειρ ίζετα ι,
8 καθ* δν έναργώς τή ς το υ Χ ρ ίσ το υ
παρουσίας ένστάσης, κ α ί τώ ν έθνών ή
προσδοκωμένη σ ω τη ρ ία τ ε κ α ί κλήσις
άκολούθως τ ή π ρ ο φ η τεία παρηκολούθησεν* έξ ού δή χρόνου τώ ν άπό Μούδα
άρ χό ντω ν τ ε κ α ί ήγουμένω ν, λ έγ ω δέ τώ ν
έκ τ ο ύ Ιο υ δ α ίω ν έθνους, διαλελοιπ ότω ν,

εΙκότως αύτο ΐς κα ί τ ά τή ς έκ προγόνω ν
εύσταθώς έπί τούς έ γ γ ισ τ α διαδόχους
κ α τά γενεάν προϊούσης άρχιερωσύνης
π αραχρήμα σ υ γ χ εϊτα ι.
9 έχεις κα ί το ύ τω ν άξιόχρεω ν τό ν Ί ώ σηπον μάρτυρα, δ η λουντα ώς τ ή ν β ασ ι­
λείαν π αρά *Ρωμαίων έπ ιτραπ είς * Ηρφδης
ούκέτι τούς έξ άρχαίου γένους κ α θ ίσ τη σ ιν
αρχιερείς, ά λλά τ ισ ιν άσήμοις τ ή ν τιμ ή ν
άπένεμεν· τ ά δμοια δέ π ρ ά ξα ι τ φ Ή ρ φ δ η
περί τή ς καταστάσεω ς τ ώ ν Ιερέων Α ρ χ έ ­
λαόν τε τό ν π α ΐδ α αύτο ΰ κα ί μετά τ ο ύ το ν
1Ρωμαίους, τ ή ν ά ρ χ ή ν τώ ν Ιο υ δ α ίω ν π αρειληφότας.
10 ό δ’ αύτός δηλοϊ ώς άρα κα ί τ ή ν
ίεράν σ το λή ν το υ άρχιερέως πρώ τος Ή ρ ώ -

104 J o s e f o , A I 20(10,4)244; c f. ibid ., 14(4,i ) 54-(4,4)76; B I 1(7,6 )i52-(7, 7 )1 5 8 . J. J e r e m ía s ,
Jerusalén en tiempos de Jesús. Estudio económico y social del mundo del Nuevo Testamento
(M a d rid 1977).
ios J o s e f o , A I 14(13,9 )36 4-(i3,io)365;20(8,5)248.
106 C risto nació, ciertamente, antes de la muerte de Herodes (4 a.C.), probablemente en­
tre los años 8-6 antes de nuestra era; cf. supra nota 89.
107 J o s e f o , A I 20(10,5)247-249; cf. E u s e b io , Eel. proph. 160,7-21; D E 8 , 2 ,93 - 94 ·
108 J o s e f o , A i 1 8 ( 4 ,3 ) 9 2 - 9 3 ; c i . i b i d . , 1 5 ( 4 , 1 1 ) 4 0 3 - 4 0 4 ; E u s e b io , Eel. proph. 160,25-161,2;
D E 8,2,95.

en encerrar bajo su p ropio sello las vestiduras sagradas del sumo
sacerdote, no perm itiendo más a los sumos sacerdotes llevarlas so­
bre sí, y que lo mismo hicieron su sucesor A rquelao y, después de
éste, los romanos.
ii
T o d o lo dicho sirva tam bién como prueba del c u m p li­
m iento de otra profecía referente a la manifestación de Jesucristo
nuestro Salvador. En el lib ro de D a n ie l109, la E scritura determina
clara y expresamente un núm ero de semanas hasta el C ris to -p rín ­
cipe— acerca de lo cual hice una exposición detallada en otras
obras 110— y profetiza que, después de cum plidas estas semanas,
quedaría exterminada por completo la unción entre los judíos.
A ho ra bien, claramente se demuestra que tam bién esto se cum plió
con ocasión del nacim iento de nuestro Salvador Jesucristo.
Vaya p or delante lo dicho como exposición necesaria para la
verdad de las fechas.

7
[D

e

LA

SUPUESTA D IS C R E P A N C IA

DE

LOS E V A N G E L IO S

ACERCA

DE

L A G E N E A L O G ÍA D E C R IS T O ]
i Puesto que, al escribir sus evangelios, M ateo y Lucas nos
han transm itido 111 genealogías diferentes acerca de C risto y a m u ­
chos les parece que discrepan, y como cada creyente, por ignoran­
cia de la verdad, se ha esforzado en inventar sobre esos pasajes,
vamos a aducir las consideraciones sobre este tema llegadas a nos­
otros y que A fricano, mencionado poco ha 112, recuerda en carta
δης άποκλείσας ύττό ιδ ία ν σφ ρ α γίδ α ττεπ ο ίη τα ι, μηκέτ* α υ τή ν το ΐς άρχιερεΰσιν
έχειν υφ’ έαυτους έπιτρέψας* τ ο ύ το ν δέ
κα ί τό ν μετ’ α ύ τό ν Α ρ χ έλ α ο ν κα ί μετά
το ύ το ν *Ρωμαίους διαπράξασθαι.

άπ οδείκνυται συμπεπληρωμένον. τ α ύ τ α δ’
ή μίν άναγκαίω ς είς π α ρά σ τα σ ιν τή ς τώ ν
χρόνων άληθείας προτετηρήσ θω .

Ζ’

11 κα ί τα Ο τα δ’ ή μ ίν είρήσθω είς έτέρας
άπ όδειξιν προφητείας κ α τ ά τ ή ν έπκράνειαν
το υ σω τήρος ήμώ ν ΊησοΟ Χ ρ ισ το ύ πεπε­
ρασμένης. σ α φ έσ τα τα γο ύν Ιν τ φ Δ α νιή λ
εβδομάδων τιν ώ ν άριθμόν όνομασ τί έως
Χ ρ ισ το ύ ηγουμένου περιλαβώ ν ό λόγος,
περί ών έν έτέροις διειλήφαμεν, μ ετά τ ό
τ ο ύ τω ν συμπέρασμα έξολοθρευθήσεσθαι
τ ό π α ρά Ίο υ δ α ίο ις χρίσ μα προφητεύει* καί
το ύ το δέ σαφώς κ α τά τό ν καιρόν τή ς τ ο ύ
σω τήρος ήμώ ν Ιη σ ο ύ Χ ρ ισ το ύ γενέσεως
109
110
111
112

I
Ε π ειδ ή δέ τ ή ν περί το ύ Χ ρ ισ το ύ
γενεα λο γία ν διαφόρως ήμίν δ τε Μ ατθαίος
και ό Λουκάς εΰαγγελιζό μενο ι παραδεδώκασ ι διαφωνεΐν τ ε ν ο μ ίζο ντα ι το ΐς πολλοίς
τ ώ ν τ ε π ισ τώ ν έκαστος άγνοίςχ τάληθούς
εύρ ησ ιλο γεΐν είς τούς τόπους π εφ ιλ ο τίμ η τ α ι, φέρε, κ α ί τ ή ν περί το ύ τω ν κατελθούσαν είς ήμάς Ισ το ρ ία ν παραθώμεθα, ήν δι*
έπ ισ το λή ς Α ρ ισ τ ε ίδ η γράφ ω ν περί συμ­
φωνίας τή ς έν το ίς εΰ α γγελίο ις γενεαλογίας

Dan 9,24-27.
Ecl. proph. 153,12-165; D E 8,2,35-129, pero posterior.
M t 1,1-17; Le 3,23-38.
C f. supra 6,2.

a A r í sudes 113 acerca de la concordancia de la genealogía en los
evangelios. Refuta las opiniones de los demás p o r forzadas y m e n ti­
rosas, y expone el parecer que él ha recibido 114, en estos mismos
términos:
2 «Porque, efectivamente, en Israel los nombres de las fa m i­
lias se enumeraban, o bien según la naturaleza, o bien según la ley.
Según la naturaleza, por sucesión de nacim iento legítim o; según la
ley 115, cuando uno moría sin hijos y su hermano los engendraba
para conservar su nom bre (la razón es que aún no se había dado
una esperanza clara de resurrección, y remedaban la prom etida
resurrección fu tu ra con una resurrección m ortal, con el fin de que
se perpetuara el nom bre del d ifu n to ).
3 »Como quiera, pues, que los incluidos en esta genealogía
unos se sucedieron por vía natural de padres a hijos, y los otros,
aunque engendrados p or unos, recibían el nom bre de otros, de
ambos grupos se hace memoria: de los que fueron engendrados y
de los que pasaron por serlo.
4 »De este modo, ninguno de los dos evangelios engaña: enu­
meran según la naturaleza y según la ley. Efectivamente, dos fa m i­
lias, que descendían de Salomón y de Natán respectivamente, es­
taban mutuamente entrelazadas a causa de las resurrecciones de los
que habían m uerto sin hijos, de las segundas nupcias y de la re­
surrección de descendencia, de suerte que es ju sto considerar a
ό μικρώ πρόσθεν ήμίν δηλωθείς *Αφρικανός
έμνημόνευσεν, τά ς μέν δή τ ώ ν λο ιπ ώ ν
δόξας ώς άν βιαίους κ α ί διεψευσμένας άπ ελέγξας, ήν δ’ αυτός παρείληφεν Ισ το ρ ίαν,
το ύ το ις α ύτο ΐς έκτιθέμενος το ϊς β ή μ α σ ιν
2 « Ε π ειδ ή γ ά ρ τ ά ό νόματα τώ ν γε­
νώ ν έν Ισ ρ α ή λ ήριθμεϊτο ή φύσει ή νόμω,
φύσει μέν, γ νη σ ίο υ σπέρματος διαδοχή,
νόμω δέ, έτέρου παιδοποιουμένου είς όνομα
τελευτή σ αντο ς άδελφου άτέκνου ( ό τ ι γ ά ρ
ούδέπω δέδοτο έλπις άναστάσεως σαφής,
τ ή ν μέλλουσαν έπ α γγελία ν άνασ τά σει έμιμουντο θ νητή , ϊν α άνέκλειπτον τ ό δνομα
μείνη το υ μετη λλ α χ ό το ς)·

3 »έπεΙ ούν ο ! τ ή γενεα λο γίφ τ α ύ τ η
έμφερόμενοι, ο! μέν διεδέξαντο τταΐς π α τέρ α
γνησίω ς, ο ί δέ έτέροις μέν έγεννήθησαν,
έτέροις δέ προσετέθησαν κλήσει, άμφοτέρων γέγονεν ή μνήμη, καί τ ώ ν γεγεννη κότω ν κ α ί τ ώ ν ώς γεγεννηκότω ν.

4 »ούτω ς ουδέτερον τ ώ ν ευ α γ γ ελ ίω ν
ψ εύδεται, κ α ί φύσιν άριθμοΟν κ α ί νόμον·
έπεπλάκη γ ά ρ άλλή λο ις τ ά γένη, τ ό τ ε άπό
τ ο υ Σολομώνος κ α ί τ ό άπ ό το υ Ναθαν,
άναστάσεσιν άτέκνω ν κ α ί δευτερογαμίαις
κα ί άνασ τάσει σπερμάτω ν, ώς δικαίω ς τούς
αύτούς ά λλο τε άλλω ν νομίζεσθαι, τ ώ ν μέν
δοκούντων πατέρω ν, τ ώ ν δέ υπ α ρχόντω ν·

Π 3 De su carta a Aristides quedan solamente fragmentos (cf. E u s e b io , Qjuaest. ad Steph:
PG 22,900s), editados críticamente por W . Reichardt (D ie Briefe des Sextus Julius AJricanus
an Aristides und Orígenes: T U 34,3, Leipzig 1909). De Aristides no se sabe más.
214 Eusebio da a entender aquí que A fricano (cf. infra V I 31) ha recogido su explicación
de alguna otra parte. Para Law lo r (2 p.53), la toma de loe «desposynoi». Para A . Schalit (D ie
frühchristliche Ueberlieferung über die H erkunft der Familie des Herodes. Ein Beitrag zur Ge­
schichte der politischen Invektive in Judäa : Annual o f the Swedish Theological Institute 1 [1962]
109-160), por lo menos el relato del párrafo 11 (cf. S a n J u s t i n o , D ia l. 52,3-4), traduce una
tradición judía, que se explica por la lucha de los partidos en Judea en la época del segundo
templo, recogida por los cristianos— sin duda a través de los «desposynoi*— en su odio contra
el asesino de los niños de Belén. A fricano se hace aquí su portavoz; cf. M . J. L a g r a n g e , o.e.,
ρ , ι 67·
115 C f. Gén 38,8; D t 25,5-6; Le 20,28.

unos mismos individuos en diferentes ocasiones hijos de diferentes
padres, de los ficticios o de los verdaderos, y tam bién que ambas
genealogías son estrictamente verdaderas y llegan hasta José por
caminos complicados, pero exactos.
5 »Mas, para que lo dicho resulte claro, voy a explicar la trans­
posición de los linajes. Q uien va enumerando las generaciones a
p a rtir de D a vid y a través de Salomón se encuentra con que el te r­
cero por el final es M atán, el cual engendró a Jacob, padre de José 116.
Mas, partiendo de Natán, h ijo de D avid, según Lucas 117, tam bién
el tercero por el final es M e iq u í, pues José era h ijo de H elí, h ijo
de M e iq u í.
6 »Por lo tanto, siendo José nuestro punto de atención, hay que
demostrar cómo es que se nos presenta como padre suyo a uno
y a otro: a Jacob, que trae su linaje de Salomón, y a H elí, que des­
ciende de Natán; y de qué modo, en p rim e r lugar los dos, Jacob y
H e lí, son hermanos; y aun antes, cómo es que los padres de éstos,
M atán y M e iq u í, siendo de linajes diferentes, aparecen como abue­
los de José.
7 »Y es que M atán y M e iq u í se casaron sucesivamente con la
m isma m ujer y procrearon hijos, hijos de una misma madre, pues
la ley no impedía que una m ujer sin m arido— porque éste la había
repudiado o porque había m uerto— se casara con otro.
8 »Pues bien, de Esta (que así es tra d ició n que se llamaba la
m ujer), M atán, el descendiente de Salomón, fue el prim ero en en­
gendrar a Jacob; m uerto M atán, se casa con su viuda M e iq u í, cuya
ώς άμφοτέρας τά ς διηγή σ εις κυρίως α λη ­
θείς ούσας έπί τό ν Ιω σ ή φ πολυπλόκως
μέν, άλλ* ακριβώ ς κατελθεΐν.
5 »ΐνα δέ σαφές ή τ ό λεγόμενον, τ ή ν
ένα λλα γή ν τ ώ ν γενώ ν δ ιη γή σ ο μ α ι. άπό
τ ο υ Δ αυίδ δ ιά Σολομώνος τά ς γενεάς κ α ταριθμουμένοις τρ ίτο ς άπ ό τέλους ευρίσκετ α ι Μ ατθαν, δς έγέννησε τό ν Ια κ ώ β , το υ
Μωσήφ τό ν πατέρα* άπ ό δέ ΝαΘαν τοΟ
Δ αυίδ κ α τ ά Αουκάν όμοίως τρ ίτο ς άπ ό τ έ ­
λους Μ ελχι* Ιω σ ή φ γ ά ρ υίός Ή λ ι τ ο υ
Μ ελχι.
6 »σκοπου το ίν υ ν ή μίν κειμένου το υ
Ιω σ ή φ , άπ οδεικτέον πώς έκάτερος αύτου
π α τή ρ Ισ το ρ είτα ι, δ τ ε Ια κ ώ β δ άπό
Σολομώνος κ α ί Ή λ ι ό άπό τ ο υ Ναθαν
έκάτερος κ α τά γο ντες γένος, δπως τε πρό­
τερον ο ύ το ι δή, ό τε Ια κ ώ β καί ό Ή λ ι,

δύο άδελφοί, κα ί πρό γε, πώ ς ο ί το ύ τω ν
πατέρες, Μ ατθ αν καί Μ ελχι, διαφόρων
όντες γενώ ν, τ ο ύ Ιω σ ή φ άναφ αίνο νται
π ά π π ο ι.
7 »κα! δή ούν ό τ ε Μ ατθ αν κα ί ό
Μ ελχι, έν μέρει τ ή ν α υ τή ν ά γα γό μενο ι
γυναίκα, όμομητρίους άδελφούς έπαιδοπ ο ιή σ α ντο , το υ νόμου μή κω λύοντος
χηρεύουσαν, ή τ ο ι άπολελυμένην ή καί
τελευτήσαντος τ ο υ άνδρός, ά λλω γ α μεϊσθαι*
8 »έκ δή τή ς Έ σ θ α (τ ο ύ το γ ά ρ καλείσθαι τ ή ν γυ ν α ίκ α π α ρ α δ έδ ο τα ι) π ρώ ­
το ς Μ ατθαν, ό άπό το υ Σολομώνος τ ό
γένος κ α τά γ ω ν , τ ό ν *Ιακώ β γεννά, καί
τελευτή σ αντο ς τ ο υ Μ ατθ αν Μ ελχι, ό έπί
τό ν Ναθαν κ α τ ά γένος άναφερόμενος,
χηρεύουσαν, έκ μέν τή ς αύτής φυλής, έξ

116 M t 1,15-16.
117 Le 3,23-24. En este pasaje, lo mismo que infra § 10, A fricano comete un error: M e lq u i
ocupa en Lucas el quinto lugar.

ascendencia remontaba a N atán y que, siendo, como d ijim os antes,
de la misma trib u , era de otra fam ilia. Este tuvo un h ijo : H elí.
9 *Y así nos encontramos con que* siendo sus dos linajes d ife ­
rentes, Jacob y H e lí son hermanos de madre. M u e rto H e lí sin hijos,
su hermano Jacob se casó con su m ujer, y de ella tuvo un tercer
hijo , José, el cual, según la naturaleza, era suyo (y según el texto,
pues po r eso está escrito: Jacob engendró a José 118), pero, según la
ley, era h ijo de H elí, ya que Jacob, por ser hermano suyo, le suscitó
descendencia.
10 »Por lo cual no se quitará autoridad a su genealogía. A l ha­
cer la enumeración, el evangelista M ateo dice: Jacob engendró a
José 119; pero Lucas procede al revés: E l cual era, según se creía
(porque tam bién añade esto), hijo de José, que lo fue de H e lí, hijo
de M e lq u i120. N o era posible expresar más certeramente el naci­
m iento según la ley: va remontando uno p o r uno hasta A dán, que
fue de Dios 121, y hasta el final se calla el «engendró», para no a p li­
carlo a esta ciase de paternidad.
11 »Y es que esto no va sin pruebas n i es improvisado. En
efecto, los parientes camales del Salvador, bien p or aparentar o bien,
simplemente, por enseñar, pero siendo veraces en todo, transm itie­
ro n tam bién lo que sigue. Unos ladrones idumeos asaltaron Ascalón, ciudad de Palestina; de un tem plo de A p o lo , que estaba cons­
tru id o delante de los muros, se llevaron cautivo, además de los
otros despojos, a A n típ a tro , h ijo de cierto hieródulo llamado H e ro άλλου δέ γένους ών, ώς προεϊπον, ά γ α γ ό μενος α υ τή ν , έσχεν υΙόν τό ν Ή λ ι.

9 »ούτω δή διαφόρων δύο γενώ ν
εύρήσομεν τό ν τ ε Ια κ ώ β κ α ί τό ν Ή λ ι
όμομητρίους αδελφούς, ών ό έτερος, Ι α ­
κώ β, άτέκνου το υ άδελφου τελευτή σ αντο ς
Ή λ ι, τ ή ν γ υ να ίκ α π αραλαβώ ν, έγέννησεν έξ αύτής τ ρ ίτ ο ν τό ν Ιω σ ή φ , κ α τά
φύσιν μέν έαυτω (κ α ί κ α τά λό γον, δι*
δ γ έ γ ρ α π τ α ι <Ια κ ώ β δέ έγέννησεν τό ν
*1ωσήφ>), κ α τά νόμον δέ το υ Ή λ ι υιός ήν·
έκείνω γ ά ρ ό Μακώβ, άδελφός ών, άνέσ τησεν σπέρμα, δι* όπερ ούκ άκυρω θήσεται
καί ή κατ* αύτό ν γενεα λο γία ·
10 »ήν Μ ατθαίος μέν ό ευ α γγελισ τή ς
έξαριθμούμενος <Ια κ ώ β δέ> φησίν <έγέννησεν τό ν *Ιωσήφ>, ό δέ Λουκάς άνάπ αλιν
<ός ήν, ώς ένομίζετο (κ α ί γ ά ρ καί τ ο ύ το
π ρ ο σ τίθ η σ ιν) τ ο ύ Ιω σ ή φ το ύ Ή λ ι το ύ
118
U9
*20
121

M t ι,ιό .
M t 1,16.
L e 3,23-24.
Le 3,38.

Μ ελχι>. τ ή ν γ ά ρ κ α τ ά νόμον γένεσιν
έπισημότερον ούκ ήν έξειπεϊν, κ α ί τ ό
<έγέννησεν > έπ ί τή ς το ιάσ δ ε π α ιδοπ οιίας
ά χ ρ ι τέλους έσιώπησεν, τ ή ν αναφοράν
ποιησάμενος έως <του *Αδάμ το υ θεοΰ>
κ α τ ’ άνάλυσιν.

11 »ουδέ μην άναπ όδεικτον ή έσχεδιασμένον έσ τίν το ύ το , τ ο ύ γο ύν σ ω τή ­
ρος ο ί κ α τά σάρκα συγγενείς, εϊτ* ούν
φ ανητιώ ντες εϊθ* άπλώς έκδιδάσκοντες,
πάντω ς δέ άληθεύοντες, παρέδοσαν κα ί
τα ύ τα * ώς Μδουμαϊοι λ η σ τ α ί ’Α σκάλω νι
πόλει τή ς Π α λα ισ τίνη ς έπελθόντες, έξ
είδωλείου *Απόλλωνος, ό πρός το ίς τε ίχ ε σιν Τδρυτο, *Α ν τίπ α τρ ο ν Ή ρ φ δ ο υ τινό ς
Ιεροδουλου π α ΐδ α πρός τοΤς άλλοις σύλοις
α ίχ μ ά λω το ν άπ ήγο ν, τ φ δέ λ ύ τρ α ύπέρ
το ύ υίού καταθέσθαι μή δύνασθαι τό ν
Ιερέα ό *Α ντίπ ατρος το ίς τώ ν Ίδ ουμ α ίω ν

des. N o pudiendo el sacerdote pagar un rescate p o r su h ijo , A n típ a tro fue educado en las costumbres de los idumeos, y más tarde
trabó amistad con H ircano, el sumo sacerdote de Judea 122.
12 «Fue luego embajador cerca de Pompeyo en favor de H ir ­
cano, para el que sacó lib re el reino devastado p o r su hermano
A ristó b u lo; y él m ism o prosperó mucho, pues logró el títu lo de
epimeletés de Palestina 123. A A n típ a tro , asesinado p or envidia de
su mucha y buena fortuna, le sucedió su h ijo Herodes, que más
tarde, p o r decisión de A n to n io y A ugusto y p o r decreto senatorial,
reinará sobre los judíos. D e él fueron hijos Herodes y los otros tetrarcas. Todos estos datos coinciden con las historias de los g rie ­
gos 124.
13 «Además, hallándose inscritas hasta entonces en los archi­
vos las fam ilias hebreas, incluso las que se remontaban a prosélitos,
como A q u io r 125 el ammonita, R u t 126 la m oabita y los que salieron
de E gipto mezclados con los hebreos 127, Herodes, porque en nada
le tocaba la raza de los israelitas y herido p or la conciencia de su
bajo nacimiento, hizo quemar los registros de sus linajes 128, cre­
yendo que aparecería como noble p or el' hecho de que tampoco
otros podrían hacer rem ontar su linaje, apoyados en documentos
públicos, a los patriarcas o a los prosélitos o a los llamados «geyoras», los extranjeros 129 mezclados.
εθεσιν έντραφείς, ύστερον Ύ ρ κ α ν φ φ ιλούτ α ι τ ω τή ς Ιο υ δ α ίο ς άρχιερεϊ*
12 »πρεσβεύσας δέ πρός Π ομπήιον
ύπέρ τ ο ύ ΎρκανοΟ καί τ ή ν β ασιλεία ν
έλευθερώσας α ύ τω ύπό Α ρ ισ το β ο ύ λ ο υ
το υ άδελφοΰ περικοπτομένην, αύτός η ύ τύ χησεν, έπ ιμελητής τή ς Π α λα ισ τίνη ς χρ η ματίσας· δ ια δ έχετα ι δέ τό ν Α ν τ ίπ α τ ρ ο ν ,
φθόνφ τή ς πολλής εύτυχίας δολοφονηθέντα, υΙός Ή ρ φ δ η ς, δς ύστερον ύπ*
Α ν τ ω ν ίο υ κα ί το υ Σεβαστού σ υ γκ λή το υ
δόγμοττι τώ ν Ιο υ δ α ίω ν έκρίθη βασιλεύειν*
ού παίδες Ή ρ φ δ η ς ο ΐ τ* ά λλο ι τε τρ ά ρ χ α ι.
τ α ύ τ α μέν δή κοινά κα ί τα ΐς “Ελλήνων
ίστορίαις*

13 » άναγρ άπ τω ν δέ είς τ ό τ ε έν το ίς
άρ χείοις δ ντω ν τ ώ ν Ε β ρ α ϊκ ώ ν γενώ ν καί
τ ώ ν ά χ ρ ι π ρ ο σ ή λυτω ν άναφερομένων, ώς
’ Α χ ιώ ρ τ ο υ 'Α μ μ α ν ίτο υ καί 'Ρουθ τή ς
Μ ω α β ίτιδ ος τώ ν τε ά π ’ Α ίγ ύ π τ ο υ συνεκπ εσόντω ν έπ ιμ ίκτω ν, ό “Ηρφδης, ούδέν
τ ι συμβαλλομένου τ ο υ τ ώ ν Ισ ρ α η λ ιτώ ν
γένους α ύ τ φ και τ ω σ υνειδ ό τι τή ς δυσγενείας κρουόμενος, ένέπρησεν α υ τώ ν τάς
άναγραφάς τ ώ ν γενώ ν, οίόμενος ενγενής
άναφανεϊσθαι τ ω μηδ* άλλον Ιχ ειν έκ
δημοσίου συγγραφ ής τ ό γένος α ν ά γειν
έπί τούς π α τρ ιά ρ χ α ς ή προσηλύτους τούς
τ ε καλουμένους γειώ ρας, τους έπιμίκτους.

122 Los informes de Flavio Josefo ( A I 14(1,3110) sobre el tema de este párrafo 11 d ifie ­
ren de la tradición recogida por A frica no y San Justino (D ia l 52,3-4); cf. supra nota 114. Es
más segura la autoridad de Josefo. C f. Sc h u e r e r , i p .292 nota 3.
123 El mismo titu ló s e encuentra en J o s e f o , A I 14(8,i)i2 7 -(8 ,3)139. Schuerer (1 p.343
nota 14) asimila sus funciones a las de un procurador, quizás no sólo militares, sino también
administrativas.
124 L o mismo puede alu d ir a Nicolás de Damasco que a Tolom eo de Ascalón; cf. M . J. L a ­
g r a n g e , Le Judaïsme avant Jésus-Christ (Paris 1931) p. 164-65.
125 Jdt 5,5; 14,10.
126 R ut 1,16-22; 2,2; 4,19-22.
127 Ex 12,38; D t 23,8.
128 Quedaron, sin embargo, algunos registros públicos, según resulta de la autobiografía
de F. Josefo (De vita sua 1,6).
129 Para Schwartz, las palabras ή προσήλυτους y τούς έπ ιμ ίκτο νς son, seguramente,

14 »Kn realidad, unos pocos, cuidadosos, que tenían para sí re ­
gistros privados o que se acordaban de los nombres o los habían
copiado, se gloriaban de tener a salvo la mem oria de su nobleza.
O cu rrió que de éstos eran los que d ijim o s antes 13°, llamados despósinoi po r causa de su parentesco con la fa m ilia del Salvador 131
y que, desde las aldeas judías de Nazaret y Cocaba, visitaron el res­
to del país y explicaron la precedente genealogía, comenzando
p o r el Libro de los días, hasta donde alcanzaron 132.
15 »Fuera así o fuera de otra manera, nadie podría hallar una
explicación más clara. Y o al menos esto pienso, y lo mismo todo
el que tiene buenas disposiciones. A unque no esté atestiguada, ocu­
pémonos de ella, porque no es posible exponer otra m ejor y más
clara133. En todo caso, el Evangelio dice enteramente la verdad».
16 Y al final de la misma carta añade lo siguiente:
«Matán, del linaje de Salomón, engendró a Jacob. M u e rto M a ­
tán, M eiquí, el del linaje de Natán, engendró de la misma m ujer
a H elí. Por lo tanto, H e lí y Jacob son hermanos uterinos. M u e rto
H e lí sin hijos, Jacob le suscitó descendencia engendrando a José,
h ijo suyo según la naturaleza, pero de H e lí según la ley. A sí es
como José era h ijo de ambos»134.
A sí A frican o.
14 » ό λ ίγ ο ι δή τώ ν έπιμελών Ιδ ιω τικό ς
έαυτοϊς άπογραφάς ή μνημονεύσαντες τώ ν
όνομάτω ν ή άλλως Ιχοντες έξ άντιγράφ ω ν,
έναβρύνονται σωζομένη τ ή μνήμη τή ς
εύγενείας* ών έτύγχ α νο ν οί προειρημένοι,
δεσπόσυνοι καλούμενοι δ ιά τ ή ν πρός τ ό
σ ω τήριον γένος συνάφειαν άπό τ ε Ν αζάρων κα ί Κ ω χαβα κωμώ ν Ιο υ δ α ϊκ ώ ν τ ή
λ ο ιπ ή γ ή έπ ιφ οιτήσαντες κ α ί τ ή ν προκειμένην γενεαλο γίαν 2κ τ ε τή ς Βίβλου
τώ ν ήμερών, ές όσον έξικνουντο, έξη γ η σάμενοι.
15 » εϊτ’ ούν ούτω ς είτ* άλλως εχοι,
σαφεστέραν έξή γη σ ιν ούκ άν έχοι τ ις
άλλος έξευρεΐν, ώς εγω γε νομίζω πας τ ε

δς ευγνώ μων τυ γ χ ά ν ει, κ α ί ήμΤν α ύ τη με­
λετώ , εί κα ί άμάρτνρός έσπν, τ φ μή
κ ρ είττο να ή άληθεστέραν Ιχ ειν ε ίπ ε ΐν τ ό
γ έ τ ο ι εύ α γγέλιο ν π άντω ς άληθεύει».
16 καί έπί τέλει δέ τή ς αύτής έπ ισ το λής π ρ ο σ τίθ η σ ι τ α υ τ α ·
«Μ ατθαν ό άπ ό Σολομώνος έγέννησε
τό ν Ια κ ώ β . Μ ατθαν άποθανόντος, Μ ελχ ι
ό άπ ό Ναθαν έκ τή ς αύ τή ς γυναικός
έγέννησε τό ν Ή λ ι. ό μο μή τρ ιο ι άρα άδελφοί Ή λ ι κα ί Ια κ ώ β . Ή λ ι άτέκνου άπ ο­
θανόντος ό Ια κ ώ β άνέστησεν α ύ τ φ σπέρ­
μα, γεννήσας τό ν *Ιωσήφ, κ α τ ά φύσιν μέν
έα υ τφ , κ α τά νόμον δέ τ φ Ή λ ι. ούτω ς
άμφοτέρων ήν υΙός ό Ιω σ ήφ » .

interpolaciones anteriores a Eusebio. Con la palabra γειώ ρας, A fricano transcribe el té r­
m ino ger en el sentido que toma en Ex 12,38 aludido arriba; muchedumbre en mezcolanza,
naturalmente de extranjeros y hebreos; cf. Ex 12,19 e Is 14,1.
130 C f. supra, p á r.u .
131 Sobre estos parientes del Señor y su actividad, cf. M . J. L a g r a n g e , L'Évangile selon
Saint M arc (Paris 4ig29) p.79-93; M . S im o n , o.e., p. 303-314.
132 El texto utilizado por Eusebio acusa una laguna en que se indicaba sin duda la otra
fuente de las explicaciones, además del Libro de los días; éste bien pudiera ser el de los Paralipómenos, cuyos primeros capítulos son sólo genealógicos.
133 Julio A fricano parece rechazar el testimonio de los «desposynoi* y a dm itir su e x p li­
cación sólo como mera hipótesis a falta de algo mejor. En todo caso apela y se atiene a la
verdad del Evangelio.
334 C f. E u s e b io , Quaest. ad Steph. 4.

17 Establecida la genealogía de José de esta manera, tam bién
M a ría aparece ju n to con él, por fuerza, como siendo de la misma
trib u , ya que, al menos según la ley de Moisés, no estaba p e rm itid o
mezclarse con las otras trib u s 135, pues se prescribe el unirse en
m a trim o nio con uno del mismo pueblo y de la misma trib u , con el
fin de que la herencia fa m ilia r no rodara de trib u en trib u . Baste
así con lo dicho.

8
[D

el

in f a n t ic id io

perpetrado

por

H

erodes

y

del

f in a l

C ATASTR Ó FIC O DE SU V ID A ]
i
N acido C risto en Belén de Judá, conforme a las profecías 136
en el tiem po mencionado, Herodes, ante la pregunta de los magos
venidos de O riente que querían enterarse en dónde se hallaba el na­
cido rey de los judíos— porque habían visto su estrella, y el m otivo
de su viaje tan largo había sido su empeño de adorar como a D ios
al nacido— , turbado no poco por el asunto como si estuviera en
peligro su soberanía— al menos esto era lo que él pensaba realmen­
te— , después de inform arse de los doctores de la ley entre el pueblo
dónde esperaban que había de nacer el C risto, tan pronto como supo
que la profecía de M iqueas predecía que en Belén, ordenó m edian­
te un edicto matar a los niños de pecho de Belén y de todos sus ale­
daños, de dos años para abajo, según el tiem po exacto que le in d i­
caron los magos, pensando que tam bién Jesús, como era natural, co-

17 το σ α ύ τα ό Α φ ρικανό ς, κ α ί δή το υ
Ιω σ ή φ ώδέ πως γενεαλογουμένου, δυνά­
μει κα ί ή Μ α ρ ία συν α ύ τω πέφηνεν έκ τη ς
α υτής ουσα φυλής, εί γ ε κ α τά τό ν Μ ω υ­
σέως νόμον ούκ έξην έτέραις έπ ιμ ίγνυσ θαι
φυλαΐς· ένί γ ά ρ τώ ν έκ τ ο υ α ύ το υ δήμου
κ α ί π ά τρ ιά ς τη ς α υτή ς ζεύγνυσθαι προς
γάμ ον παρακελεύεται, ώς άν μή π εριστρέφ ο ιτο το υ γένους ό κλήρος άπ ό φυλής έπί
φυλήν, ώ δί μέν ούν κ α ί τ α ύ τ α έχέτω ·

Η'
1

ά λ λ ά γ ά ρ τ ο ύ Χ ρ ισ το ύ γεννηθέντος
τα ΐς π ροφ ητείαις άκολούθως έν Βηθλεεμ
τή ς Ίο υ δ α ία ς κ α τ ά τους δεδηλωμένους
χρόνους, “Ηρώδης έπί τ ή τ ώ ν έξ ά να το -

λής μ ά γω ν άνερω τήσει δπη είη διαπ υνθανομένων ό τεχθείς βασιλεύς τ ώ ν Ιο υ ­
δαίων, έορακέναι γ ά ρ α ύ το υ τό ν άστέρα
κα ί τή ς τοσήσδε πορείας το υ τ* α ίτ ιο ν
αύτο ϊς γεγο νέναι, ο ία θεω προσκυνήσαι
τ ω τεχ θ έντι δ ιά σπουδής πεποιημένοις,
ού σμικρώς έπί τ ω π ρ ά γ μ α τι, ά τε κινδυνευούσης, ώς γ ε δή φ ετο , α ύ τ φ τή ς άρχής,
διακινηΟείς, πυθόμενος τώ ν παρά τ φ έθνει
νομοδιδασκάλων που τό ν Χ ρ ισ τό ν γεννηθήσεσθαι προσδοκφεν, ώς έγνω τ ή ν Μ ιχ α ίο υ π ροφ ητείαν έν Βηθλεεμ προαναφω νουσαν, ένί π ρ ο σ τά γ μ α τι τους ύπομαζίους έν τ ε τ ή Βηθλεεμ καί π ά σ ι το ϊς όρίοις
αυτής άπό διετούς καί κ α τω τέρ ω παίδας,
κ α τά τό ν άπηκριβω μένον α ύ τ φ χρόνον
π α ρά τώ ν μάγω ν, άναιρεθήναι π ρ ο σ τά τ-

135 N ú m 36,8-9; cf. E u s e b i o , Quaest. ad Steph. 1,7.
136 M iq 5,1; M t 2,5-6.

rrería de todas maneras la misma suerte que los otros niños de
su edad.
2 Pero el niño, llevado a Egipto, se adelantó a la conjura: un
ángel se apareció a sus padres indicándoles de antemano lo que iba
a suceder. Esto es lo que nos enseña la Sagrada E scritura del Evan­
gelio 137.
3 Pero, además de eso, es conveniente echar una m irada a la
recompensa del atrevim iento de Herodes contra C risto y los niños
de su edad. Inm ediatamente después, sin que mediara la m enor
demora, la justicia d ivin a le persiguió cuando aún rebosaba de vida
y le mostró el preludio de cuanto le aguardaba para después de su
marcha de acá.
4 N o es posible ahora reseñar las sucesivas calamidades d o ­
mésticas con que anubló la supuesta prosperidad de su reino: los
asesinatos de su m ujer, de sus hijos y de otras personas m uy alle­
gadas a la fam ilia p o r parentesco y p o r amistad. L o que acerca de
ello pueda suponerse deja en la sombra a toda representación trá ­
gica. Josefo lo explica prolijam ente en sus relatos históricos 138.
5 Pero sobre cómo ya desde el m om ento en que conspiró con­
tra nuestro Salvador y contra los demás niños un flagelo d ivin o lo
arrebató y puso a m o rir, bueno será escuchar las palabras mismas
del escritor, que, en el lib ro X V I I de sus Antigüedades judías, es­
cribió el final catastrófico de la vida de Herodes como sigue:
τει, π ά ντω ς π ου κα ί τό ν Ίη σ ο ϋ ν, ώς γ ε
ήν εΐκός, τή ς α ύτή ς το ΐς ό μ ή λ ιξι συναπολαύσ αι συμφοράς οΐόμενος.
2 φθάνει γ ε μήν τ ή ν έπ ιβουλήν είς
Α ίγ υ π τ ο ν διακομισθείς ό παΤς, δΓ έπιφ ανείας ά γ γ έλ ο υ τ ό μέλλον προμεμαθηκότ ω ν α ύ το υ τ ώ ν γονέω ν, τ α υ τ α μέν ούν
καί ή Ιερά τ ο υ εύ α γ γελίο υ διδάσκει γραφή*
3 ά ξιον δ ' έπ ί το ύ το ις σννιδεΤν τ ά π ίχ ειρ α τή ς Ή ρ φ δ ο υ κ α τ ά τ ο υ Χ ρ ισ το ύ καί
τ ώ ν όμηλίκω ν α ύ τ φ τό λμη ς, ώς π α ρ α υ τίκα, μηδέ σμικρας Αναβολής γεγενημένης,
ή θεία δίκη π ερ ιόντα έτ* α ύτό ν τ φ β ίφ
μετελήλυθεν, τ ά τ ώ ν μ ετά τ ή ν ένθένδε
α π α λ λ α γ ή ν διαδεξομένων α ύ τό ν έπιδεικνύσα προοίμια.
4

ώς μέν ούν τά ς κ α τ ά τ ή ν βασιλείαν

α ύ τ φ νομισθείσας ευπ ραγίας τα ϊς κ α τ ά
τό ν οίκον έπ αλλήλοις ήμαύρωσεν σνμφοραϊς, γνναικός κα ί τέκνω ν κ α ί τ ώ ν λ ο ιπ ώ ν
τώ ν μ ά λ ισ τα πρός γένους ά ν α γ κ α ιο τά τω ν
τ ε κα ί φ ιλ τά τ ω ν μιαιφ ονίαις, ούδέ ο ιόν τε
νύν κα τα λέγειν, τρ α γ ικ ή ν άπ ασαν δραμα­
τ ο υ ρ γ ία ν έπισκιαζούσης τή ς περί το ύ τω ν
ύποθέσεως, ήν είς π λά το ς έν τα ϊς κ α τ ’
α ύτόν Ισ το ρ ίαις ό Ίώ σ η π ο ς διελήλυθεν.
5 ώς δ* άμα τ ή κ α τά τ ο υ σω τήρος
ήμώ ν κα ί τ ώ ν άλλω ν νη π ίω ν έπ ιβουλή
θεήλατος α ύ τό ν καταλαβ ούσ α μ ά σ τιξ είς
θάνατον συνήλασεν, ού χείρον κ α ί τώ ν
φωνών το ύ σνγγραφέω ς έπακούσαι, κ α τά
λέξιν έν έπ τακαιδ εκάτω τή ς Ιο υ δ α ϊκ ή ς
Α ρ χ α ιο λ ο γ ία ς τ ή ν κατασ τροφ ήν το ύ κ α τ ’
αύτόν βίου το ύ το ν γράφοντος τό ν τ ρ ό π ο ν

137 M t 2,1-7.16.13-15.
338 J o s e f o , A I 15 ( 3 , 5 ) 6 s s s ; (3,9) 85; ( 6 , 1 ) i ó i s s ; ( 7 , 1 ) 2 0 2 s s ; ( 7 , 7 ) 2 4 0 ; 1 6 ( 1 1 , 1 ) 3565s;
( ii, 6 ) 387S S; B I i ( 2 2 , 5 ) 443ss; ( 2 7 , 6 ) 550SS. Efectivamente, el año 2 9 a.C. mataba Herodes
a su segunda m ujer, Mariana; el año 7, a los dos hijos que tuvo de ella, Alejandro y A ris tóbulo, y sólo cinco días antes de su muerte, el año 4 a.C., a A n tlp atro, h ijo de su prim era
m ujer, D oris.

«A Herodes la enfermedad se le iba haciendo más y más v iru ­
lenta. D io s vengaba sus crímenes.
6 »En efecto, era un fuego suave que no denunciaba al tacto
de los que le palpaban un abrasamiento como el que p or dentro
iba acrecentando su corrupción; y luego un ansia te rrib le de tom ar
algo, sin que nada pudiera servirle, ulceración y atroces dolores en
los intestinos, y sobre todo en el colon, con hinchazón húmeda y
reluciente en los pies.
7 »En torno ai bajo vientre tenía una infección parecida; más
aún, sus partes pudendas estaban podridas y criaban gusanos. Su
respiración era de una rigidez aguda y en exceso desagradable por
la carga de supuración y por su fuerte asma; en todos sus miembros
sufría espasmos de una fuerza insoportable.
8 »Lo cierto es que los adivinos y quienes tienen saber para
predecir estas cosas decían que D ios se estaba haciendo pagar las
muchas impiedades del re y » 139.
Esto es lo que el autor antedicho anota en la obra mencionada.
9 Y en el lib ro segundo 140 de sus relatos históricos nos da
una tradición parecida acerca del mismo, escribiendo así:
«Entonces ia enfermedad se adueñó de todo su cuerpo y lo iba
destrozando con sufrim ientos variados. L a fiebre, en verdad, era
débil, pero resultaba insoportable la comezón de toda la superficie
del cuerpo, los dolores continuos del colon, los edemas de los pies,
como de un hidrópico, la inflam ación del bajo vientre y la podre­
dum bre agusanada de sus partes pudendas, a lo que se ha de añadir
« Ή ρ φ δ η δέ μειζόνως ή νόσος ένεπικραίνετο, δίκην ών παρηνόμησεν έκπρασσομένου τοΟ θεοΟ.

6 »πυρ μέν γ ά ρ μαλακόν ήν, ούχ
ώδε π ολλήν άπ οσημαίνον το ίς έπαφωμένοις τ ή ν φ λόγω σιν όσην το ίς εντός προσετίθ ει τ ή ν κάκωσιν, επιθυμία δέ δεινή το υ
δέξασθαί τ ι, ούδέ ήν μή ούχ ύπουργεΤν,
καί έλκωσις τώ ν τ ε έντέρων κ α ί μ ά λ ισ τα
το υ κόλου δειναΐ άλγηδόνες καί φ λέγμα
υγρόν περί τους πόδας καί διαυγές·
7 « π αραπ λήσια δέ κα ί περί τ ό ή τρον
κάκωσις ήν, ναΐ μήν καί το υ αίδοίου σήψις,
σκώληκας έμποιοΰσα, πνεύματός τε όρθία
Ιντασ ις, και α ύ τή λία ν αηδής άχθηδόνι τε
τή ς άποφορας καί τ ω πυκνω το υ άσθμα­
τος, έσπασμένος τε περί παν ήν μέρος,
Ισχύν ούχ ύπομενητήν προστιθέμενος.

8 »έλέγετο γο υν υπό τώ ν θειαζόντω ν
και οίς τ α υ τ α προαποφθέγγεσθαι σοφία
π ρόκειται, ποινήν τ ο υ π ο λλο υ κα ί δυσσεβους τ ο ύ τη ν ό θεός είσ π ρ άττεσ θ αι π αρά
το υ βασιλέως.»
τ α ΰ τ α μέν έν τ ή δηλωθείση γραφ ή π α ραση μα ίνεται ό προειρημένος*

9 καί έν τ ή δευτέρα δέ τώ ν “Ισ τοριώ ν
τ ά π α ραπ λήσ ια περί τ ο υ αύτου π α ραδίδοοσιν, ώδέ πως γράφ ω ν
«ένθεν αύτου τ ό σώμα πάν ή νόσος διαλαβουσα π οικίλοις πάθεσιν έμέριζεν. π υ ­
ρετός μέν γ ά ρ ήν χλιαρός, κνησμός δ'
άφόρητος τή ς έπιφανείας όλης καί κόλου
συνεχείς άλγηδόνες περί τ ε τους πόδας ώς
ύδρω πιώ ντος ο ίδ ή μ α τα το υ τε ήτρο υ φ λεγ­
μονή καί 6Γ αίδοίου σηπεδών σκώληκας
γεννώσα, προς το ύ το ις όρθόπνοια καί δύσ-

139 J o s e f o , A I 17 (6 ,4 - 5 ) 1 6 8 -1 7 0 .
140 Euscbio supone una división distinta que en los mss. de Josefo.

el asma, la disnea y espasmos en todos sus miembros, hasta el punto
de que los adivinos decían que estas dolencias eran u n castigo.
10 »Pero él, aunque luchaba con tales padecimientos, aún se
aferraba a la vida y, esperando salvarse, andaba im aginando curas.
En todo caso atravesó el Jordán y u tiliz ó las aguas termales de Calirroe . Estas van a parar al m ar del A sfalto 141 y, como son dulces,
son tam bién potables.
11 »A llí los médicos decidieron recalentar con aceite caliente
todo su purulento cuerpo en una bañera llena de aceite; se desmayó
y entornó los ojos, como acabado. Se armó gran alboroto entre los
criados y, al ruido, volvió él en sí. Renunciando desde entonces a la
curación, mandó re p a rtir a cada soldado 50 dracmas y m ucho d i­
nero a los jefes y a sus amigos 142.
12 »Emprendió el regreso y llegó a Jericó, presa ya de la m e­
lancolía y amenazando casi a la misma muerte. D io en u rd ir una
acción crim inal. Efectivamente, hizo re u n ir a los notables de cada
aldea de toda Judea y los mandó encerrar en el llamado hipódrom o.
13 »Llamando después a su hermana Salomé y a su m arido
Alejandro, dijo: Sé que los judíos festejarán m i muerte, pero puedo
ser llorado por otros y tener unos funerales espléndidos si vosotros
queréis secundar m is mandatos. A todos estos hombres aquí cus­
todiados, así que yo expire, cercadlos al p unto con soldados y haced
π νο ια και σπασμοί π ά ντω ν τ ώ ν μελών,
ώ στε τους έπιθειάζοντας π οινήν είναι τ ά
νο σ ή ματα λέγειν.

σεν διανεΐμαι καί π ο λλά χ ρ ή μ α τα το ΐς
ή γεμό σ ι κ α ί το ΐς φίλοις.

10 »ά δέ π α λα ιώ ν το σ ο ύτοις πάθεσιν
όμως το υ ζην ά ν τείχ ετο , σ ω τη ρ ία ν τ ε
ήλπ ιζεν, καί θεραπείας έπενόει. διαβάς
γο υ ν τό ν Ίο ρ δ ά νη ν το ΐς κ α τ ά Καλλιρόην
θερμοϊς έχρήτο* τ α υ τ α δέ έξεισιν μέν είς
τ ή ν ’ Α σ φ α λ τϊτιν λίμνην, Οπό γλυ κ ύ τη το ς
δέ έσ τι καί π ό τιμ α .

12 »αυτός δ’ ύποστρέφων είς Ίερ ιχ ο ύ ν τ α π α ρ α γ ίν ετα ι, μελα γχολώ ν ήδη κ α ί μό­
νον ούκ άπ ειλώ ν α ύ τ φ τ ι τ φ Θανάτω·
προέκοψεν δ’ είς επ ιβουλήν Αθεμίτου π ράξεως. τούς γ ά ρ άφ’ έκάστης κώμης έπ ισήμονς άνδρας έξ όλης Ιο υ δ α ίο ς σ υ ν α γ α γ ώ ν
είς τό ν καλούμενον Ιππόδρομον έκέλευσεν
σ νγκλεΐσ α ι,

11 »δόξαν ένταΰθα το ΐς ϊα τρ ο ίς έλαίω
θερμφ παν άναθάλψ αι τ ό σώ μα χαλασθέν
είς έλαίου πλήρη πύελον, έκλύει καί τούς
οφθαλμούς ώς έκλυθείς άνέστρεψεν. θορύ­
βου δέ τ ώ ν θεραπόντων γενομένου, πρός
μέν τ ή ν π λ η γ ή ν άνήνεγκεν, είς δέ τ ό λ ο ι­
πόν άπογνους τ ή ν σω τη ρίαν, το ΐς τε σ τρ α τ ιώ τ α ις άνά δραχμάς π εντή κ ο ντα έκέλεν-

13 »προσκαλεσάμενος δέ Σ αλώ μην τ ή ν
άδελφήν καί τό ν άνδρα τα ύ τη ς Α λ έ ξ α ν ­
δρον, <οϊδα> έφη <Ίουδαίους τό ν έμόν έορτάσ ο ντας θάνατον, δύναμαι δέ πενθεΐσθαι
δ ι’ έτέρων καί λαμπρόν επ ιτάφ ιον σχείν, άν
ύμείς θελήσητε τα ϊς έμαϊς έντολαΐς ύπουργή σ α ι. τούσ δετους φρουρουμένους άνδρας,
έπειδάν έκπνεύσω, τ ά χ ισ τ α κ τείνα τε πε-

141 Es el mar M uerto, a cuya costa oriental iban a parar las aguas de C alirroc; cf. P l i E l V ie j o , Hist. nat. 5,16; F. M . A b e l , Géographie de la Polest:ne t . i (Paris 1 9 3 3 ) p .461.
142 Todo este pasaje aparece m uy defectuoso en el texto de Eusebio. Rufino lo traduce asi :
«Visum est autem medicis etiam oleo calido omne corpus fovendum, cumque depositus fuisset
in huiuscemodi fomento, ita resolutus est omnibus membris, u t etiam oculi ipsi e suis sedibus
solverentur. Reportatur in H iericho et famulorum planctibus admonitus, ubi salutem despe­
rare coepit, m ilitib us quidem quinquagenas drachmas d ividí iubet*.

n io

que los maten, para que Judea entera y cada casa, aun a la fuerza,
llore por m í» 143.
14 Y un poco más adelante dice:
«Después, torturado tam bién por la falta de alim ento y p o r una
tos espasmódica y abrumado 144 por los dolores, tramaba anticipar
la hora fatal. Cogió una manzana y p id ió un cuchillo, pues tenía
p o r costumbre cortarla para comerla. Después, m irando en torno
suyo por tem or de que hubiera alguien para impedírselo, levantó
su mano derecha con la intención de herirse»145.
15 Además de estos detalles, el mism o escritor refiere que,
antes de haber m uerto del todo, ordenó m atar a otro de sus hijos
legítim os 146t tercero que añadió a los otros dos ya asesinados ante­
riorm ente, y al punto, de repente y entre enormes dolores, expiró 147.
16 T a l resultó el final de Herodes, ju sto merecido p or el in ­
fa n ticid io perpetrado en Belén p o r atentar contra nuestro Salva­
dor 148. Después de esto, un ángel se presentó en sueños a José,
que vivía en E gipto, y le ordenó p a rtir con el n iño y con su madre
hacia Judea, aclarándole que estaban muertos los que buscaban la
ρισ τήσ αντες τούς σ τρ α τιώ τα ς , Τνα π άσα
Μουδαία κα ι πας οίκος κα ί άκων έπ* έμοι
δακρύσ ιρ .»
14 και μετά βραχέα φησίν
«αύθις δέ, κ α ί γ ά ρ ένδείςι τροφής κα ί
β η χ ι σπασμώδει διετείνετο, τώ ν ά λ γ η δ ό νων ήσθείς φθάσαι τ ή ν ειμαρμένην έπεβάλλ ετο · λαβ ώ ν δέ μήλον, ή τη σ ε και μ α χ α ίριον· εΐώθει γ ά ρ άποτέμνων έσθίειν* έπ ειτα
περιαθρήσας μή τ ις κω λύσω ν α ύ τό ν εΐη,
έπήρεν τ ή ν δεξιάν ώς π λή ξω ν έαυτόν.»
15 έπι δέ τ ο ύ το ις ό αύτός Ισ τορεί σ υ γ γραφεύς έτερον αύτοΟ γνή σ ιον π α ΐδ α πρό
τή ς έσχάτης τοΟ β ίο υ τελευτής, τ ρ ίτ ο ν έπί
δυσιν ήδη προανηρημένοις, δΓ έπ ιτάξεω ς
άνελόντα, π α ρα χ ρή μα τ ή ν ζω ήν ού μετά
σμικρών ά λ γη δ όνω ν άπ ορρήξαι.

16 καί το ιο υ το μέν τ ό πέρας τή ς Ή ρ φ δου γέγονεν τελευτής, π ο ινή ν δ ικαίαν έκ τίσαντος ών άμφί τ ή ν Βηθλεεμ άνεΐλεν π α ίδων τή ς το υ σω τήρος ήμώ ν έπιβουλής ένε­
κα· μεθ* ήν άγγελο ς δναρ έπ ιστάς έν Α Ιγ ύ π τ ω δ ια τρ ίβ ο ν τι τ ω Ιω σ ή φ άπ άραι άμα
τ ω π α ιδ ί κ α ί τ ή τ ο ύ το υ μ η τρ ί έπ ί τ ή ν
Ιο υ δ α ίο ν παρακελεύεται, τεθνηκέναι δηλώ ν τούς άναζη τουντας τ ή ν ψ υχήν το υ
π α ιδίου. τ ο ύ το ις δ* ό εύ α γγ ελ ισ τή ς έπ ιφέρει λέγω ν «άκούσας δέ ό τ ι Α ρ χέλα ο ς
βασιλεύει ά ν τί Ή ρ φ δ ο υ το υ π ατρός αύ­
τοΟ, έφοβήθη έκεΐ ά π ελθ είν χρηματισ θείς
δέ κ α τ ’ δναρ άνεχώρησεν είς τ ά μέρη τή ς
Γ αλιλαίας».

143 J o s e f o , B I 1(33.5-6)656-660.
144 ήσθείς; algunos mss. de Josefo dan ήσσηθείς, adoptado en la traducción.
*43 J o s e f o , B I 1(33,7)662.
146 C f. supra nota 138.
147 J o s e fo , A I 17(7,ι) ι8 7 -(8 ,1)191; B I 1(33,7)664-(33,8)665. Se admite como fecha de la
muerte de Herodes, a sus setenta años, la primavera del año 4 a.C., finales de marzo o prim e­
ros de abril del año 750 de Roma. Eusebio, en su Crónica, señala el año 46 de Augusto ( Chronic.
ad annum 3 p.C hr.: H E L M , p. 170); cf. S c h u e r e r , i p.415-417, y, en general, S. P e r o w n e ,
Hérode le Grand et son époque (Paris 1958). Sin embargo, T . D . Barnes (The Date o f Herod’s
Death: JTS 19 [1968] 204-209), partiendo de que sólo se cuenta como prueba precisa el que
ocurrió el 7 de Kisleu, da también «como alternativa, igualmente válida y claramente p referi­
ble» (p .2 0 9 ), el mes de diciembre del año 5 a.C., es decir, unos meses antes de la fecha común­
mente admitida. Cf. G. F irp o , L a data délia morte di Erode il Grande. Osservazioni su
alcune recenti ipotesi: Studi Senesi 95 (1983) 87-104.
148 M t 2,16-19; cf. S. G. F . B r a n d o n , Herod the Great. Judea’s most able but most hated
K in g : H istory Today 12 (1962) 234-242; W . E. F i l m e r , The Chronology o f the reing o f Herod
the G reat: JTS 17 (1966) 283-298.

muerte del niño, a lo que añade el evangelista: M as, oyendo que
Arquelao reinaba en lugar de su padre Herodes, temió i r allá, pero,
avisado en sueños, se retiró a la región de Galilea 149.

9
[D

e

lo s

t ie m p o s

de

P

il a t o

]

1 E l historiador antedicho corrobora la noticia de la subida de
A rquelao al poder después de Herodes y describe de qué manera,
p o r testamento de su padre Herodes y p o r decisión de César A ugus­
to, recibió en sucesión el reino ju d ío , y cómo, caído del poder ai
cabo de diez años, sus hermanos Felipe y Herodes el Joven, ju n to
con Lisanias, gobernaron sus propias tetrarquías 15°.
2 Y el m ism o Josefo, en el lib ro X V I I I de sus Antigüedades 151,
declara que en el año 12 del im perio de T ib e rio (pues éste fue el
sucesor en el Im perio, tras los cincuenta y siete años de reinado de
A ugusto 152), Poncio P ilato obtuvo el gobierno de Judea 153, en el
Θ'
1 τ ή δ* έπ ί τ ή ν άρ χήν μ ετά τό ν Ή ρ φ δην το ύ Α ρ χ ελ ά ο υ κ α τα σ τά σ ει συνφδει κα ί
ό προειρημένος Ιστορικός, τό ν τ ε τρό π ο ν
όναγράφω ν, καθ* δν έκ διαθηκώ ν Ή ρ φ δ ο υ
το ύ πατρός έπικρίσεώς τ ε Καίσαρος Α ύ­
γ ο υ σ το υ τ ή ν κ α τ ά Ιο υ δ α ίω ν βασιλείαν
διεδέξατο, κα ί ώς τη ς άρχής μετά δεκαέτη
χρόνον άιτοπ εσόντος ο ι αδελφοί Φ ίλιπ πός

τε κα ί ό νέος Ή ρ φ δ η ς άμα Λυσανίφ τά ς
έαυτώ ν διεΐπ ον τετρ α ρ χ ία ς.
2 Ό δ* αύτός έν ό κτω κα ιδ εκά τω
Α ρ χ α ιο λ ο γ ία ς κ α τ ά τ ό δω δέκατον
τή ς Τιβ ερίο υ βασιλείας (το ύ το ν γ ά ρ
καθ* όλω ν άρχήν διαδέξασθαι έ π τ ά

τη ς
έτος
τή ν
έπί

π εντή κο ντα έτεσιν τ ή ν ήγεμονίαν έπικρατη σ α ντο ς Α ύ γο υ σ το υ ) Π όντιο ν Π ιλ ά το ν
τ ή ν Ιο υ δ α ίο ν έπ ιτρ α π ή να ι δηλοΤ, ένταύθα

149 M t 2,22.
iso J o s e f o , A I 17(6,6)188-189; (6,7)195; (9,3)317-319; (9.0342-344; B I 1(23,8) 668669; 2(6,3)93-94; (7,3)111; (9,1)167; cf. L e 3,1. Sobre la inexactitud de los datos recogidos
por Eusebio en este párrafo, cf. Sc h u e r e r , i p.422-23. Augusto no aceptó para A rq ue lao el títu lo de rey; le dejó en tetrarca de Judea, Samaria e Idumea, y ratificó los títulos de
tetrarcas y la adjudicación de los territorios previstos para sus dos hermanos, Herodes
Antipas (o el Joven) y Felipe (cf. T á c it o , H ist. 5,9), que recibirían Galilea y Perea el uno
y Batanea, Traconítide y el Haurán el otro. Arquelao permanecerá en el cargo hasta su des­
titución y destierro a Viena de la Galia el año 6 d.C., pasando sus territorios a provincia ro­
mana (S c h u e r e r , i p.449-453). Felipe, hasta su muerte en el año 34 d.C.; su tetrarquía que­
dará anexionada a Siria (ibid., p.425-431). Herodes Antipas se verá despojado de sus te rri­
torios por Caligula el año 39, y éstos pasarán al dom inio de Herodes A gripa (ibid ., p.431449), que ya había recibido el año 37 las tetrarquías de Felipe y de Lisanias (ibid ., p.552),
personaje éste también citado por Eusebio y Lucas (3,1), aunque sin relación conocida con
los tres hijos de Herodes; cf. infra I I 4,1; S c h u e r e r , i p.353 nota 19.
151 J o s e fo , A I 18(2,2)32-33.35; (4,2)89.
152 Cincuenta y siete años y cinco meses, es decir, desde el asesinato de Julio César, 15 de
marzo del 44 a.C., hasta su muerte, el 19 de agosto del año 14 d.C.; cf. V. E h r e n b e r g A . H . M . J o n e s , Documents illustrating the Reings o f Augustus and Tiberius (O xford 21955);
M . G r a n t , Tiberius: H istory Today 6 (1956) 664-672; W . G o l l u b , Tibère (Paris 1961);
Ε. K o r n e m a n n , Tibère (Paris 1962).
153 En la inscripción hallada precisamente en Cesárea de Palestina en 1961, Pilato lleva
el títu lo de praefectus, títu lo ligado a un mando m ilita r, aunque no sobre las legiones, en el
te rrito rio de una provincia o semiprovincia en que no era necesario un legatus— del orden
senatorial— ; bastaba un funcionario del orden ecuestre; cf. J. G u e y , Dédicace de Ponce-Pilate

que se mantuvo diez años completos, casi hasta la muerte de T i ­
berio 154.
3 Por lo tanto, claramente queda refutada la patraña de los
que ahora, últim am ente, han divulgado unas Memorias 155 contra
nuestro Salvador, en las cuales la fecha misma anotada es la p rim e ­
ra prueba de la m entira de tales infundios.
4 Efectivamente, sitúan sus atrevidas invenciones acerca de la
pasión del Salvador en el cuarto consulado de T ib e rio , que coinci­
dió con el año séptimo de su reinado, tiem po en el que se demues­
tra que P ilato n i siquiera había hecho acto de presencia todavía en
Judea, al menos si hay que echar mano de Josefo como testigo,
quien claramente señala en su lib ro antes citado que T ib e rio ins­
titu y ó a Pilato gobernador de Judea justam ente en el año duodéci­
mo de su im perio.
δέ έφ* δλοις Ιτεσ ιν δέκα σχεδόν είς α ύ τή ν
π αραμεϊναι τ ή ν Τ ιβερίου τελευτή ν.
3 ούκοϋν σαφώς ά π ελ ή λ εγ κ τα ι τ ό
π λά σμα τώ ν κ α τ ά το υ σω τήρος ήμώ ν υπο­
μνή μ α τα χθές κα ί π ρ φ η ν διαδεδωκότων,
έν οίς πρώ τος αύτός δ τή ς παρασημειώ σεως χρόνος τώ ν πεπ λακότω ν άπ ελέγχει τ ό
ψεύδος.
4 έπί τή ς τετά ρ τη ς δ’ ούν ύ π α τείας
Τιβερίου, ή γέγονεν έτους έβδόμου τή ς

βασιλείας αύτού, τ ά περί τ ό σ ω τή ρ ιο ν
πάθος α ύτο ίς το λμ η θ έντα περιέχει, καθ* δν
δ είκνυτα ι χρόνον μηδ* έπ ιστάς π ω τ ή
Ίο υ δ α ίφ Π ιλάτος, ε! γ ε τ φ Ίω σ ή π ψ μάρτ υ ρ ι χρήσασθαι δέον, σαφώς ούτω ς σ η μα ίνο ν τι κ α τ ά τ ή ν δηλω θεϊσαν αύτοΟ γραφ ήν
δ τ ι δή δω δεκάτω ένια υτώ τή ς Τιβ ερίο υ
βασιλείας έπίτροπ ος τή ς Ίο υ δ α ία ς ύπό
Τ ιβερίου κ α θ ίσ τα τα ι Π ιλάτος.

découverte d Césarée de Palestine: B u lle tin de la Société ^Nationale des Antiquaires de Fran­
ce (1965) 38-39· Eusebio utiliza aquí el verbo έ τ π τ ρ α π τ ή ν α ι, al que corresponde el títu lo de
= procurator, títu lo que prevalece; cf. Sc h u e r e r , i p.455-456. Sobre las in s ti­
tuciones provinciales romanas, especialmente en Siria y Egipto, H . G . P f l a u m , Les procura­
teurs équestres sous le Haut-Empire romain (Paris 1950); A . N . Sh e r w i n - W h i t e , Roman
Society and Roman Law in the New Testament (O xford 1963). Sobre Poncio Pilato, cf. Sc h u e ­
r e r , i p. 488-493; S. G . F. B r a n d o n , Pontius Pilatus in history and legend: H istory Today 18
(1968) 513-530; R. S ta a ts , Pontius Pilatus im Bekenntuis der frühen Kirche: Z K G 84 (1987)
έ π ίτ ρ ο π ο ς

4 9 3 -5 1 3

154 L o destituyó el legado de Siria, Vitelio, por las acusaciones presentadas contra él en
el ejercicio de su cargo.
155 Estas Memorias son, sin duda, las mismas cuya composición y divulgación se denun­
cian infra IX 5,1 y 7,1, conocidas generalmente como Acta P ila ti, diferentes de las mencio­
nadas por San-Justino (Apol. 1 35,9; 48,8) y por T ertuliano (Apolog. 5 y 31), de las cuales
Eusebio no parece saber nada, aunque el tema tratado infra I I 2 le prestaba ocasión para ha­
blar de ellas; de éstas parece haberse identificado algún resto; cf. S. B r o c k , A Fragment o f
the 'A cta P ila ti’ in Christian Palestinian Aram aic: JTS 22 (1971) 157-158. Eusebio se lim ita
aquí a destacar el origen reciente de aquéllas, partiendo del error cronológico que contenían
sobre Pilato, como demuestra en el párrafo siguiente. Según dichas Memorias, la pasión ha­
bría tenido lugar el año 21, siendo así que Pilato no fue nombrado gobernador hasta el año 26;
cf. S c h u e r e r , i p.487; K . K. W i e s e r , Pontius Pilatus nach den Jüdischen und apokryphen
Quellen. Dis. (Viena 1959).

10
[D e

los sumos sacerdotes de los judíos bajo los cuales

Cristo

ENSEÑÓ]

1 Fue, p o r lo tanto, en tiempos de éstos, según el evangelis­
ta 156, estando T ib e rio César en el año decim oquinto de su im perio
y P ilato en el cuarto de su procuración, y siendo tetrarcas del resto
de Judea Herodes, Lisanias y Felipe, cuando nuestro Salvador y
Señor Jesús, el C risto de D ios, comenzaba a ser como de tre in ta
años 157 y se presentó al bautismo de Juan 158 y d io entonces co­
mienzo a la proclamación del Evangelio 159.
2 D ice además la d ivina E scritura que todo el tiem po de su
enseñanza transcurrió durante el sumo sacerdocio de Anás y C a i­
fas
mostrando que* efectivamente, todo el tiem po de su ense­
ñanza se cum plió en los años en que éstos ejercieron sus cargos.
P or lo tanto, empezó durante el sumo sacerdocio de Anás y c o n ti­
nuó hasta el comienzo del de Caifás, lo que no llega a dar un in te r­
valo de cuatro años completos 161.
3 Efectivamente, puesto que las disposiciones legales en aquel
tiem po estaban ya en cierta manera abrogadas, se había roto aque-

νος ώς εί έτώ ν τρ ιά κ ο ντα , έπί τ ό Ίω ά νν ο υ

2 Φ ησίν δέ αύτό ν ή θεία γρα φ ή τό ν
π ά ν τα τή ς διδασκαλίας δ ιατελέσ αι χρόνον
έπί άρχιερέως "Α ννα κ α ί Καϊάφα, δηλοΟσα
ό τ ι δή έν το ΐς μ ετα ξύ τή ς το ύ τω ν Ιτ ε σ ιν
λ ειτο υ ρ γία ς ό πας τή ς διδασκαλίας α ύ τω
συνεπεράνθη χρόνος, άρξαμένου μέν (ο ύ ν )
κ α τ ά τ ή ν το υ Ά ν ν α άρχιερωσύνην, μέχρι
δέ τή ς άρχής τοΟ Καϊάφα παραμείναντος
ούδ* όλος ό μεταξύ τετρ α έτη ς π α ρ ίσ τ α τ α ι
χρόνος.

β ά π τισ μ α π α ρ α γ ίν ετα ι, κ α τα ρ χ ή ν τ ε π ο ι­
ε ίτ α ι τ η ν ικ α υ τα τ ο υ κ α τά τ ό εύ α γγέλιο ν
κηρύγματος.

3 τώ ν γ ά ρ τ ο ι κ α τά τό ν νόμον ήδη
πως καθαιρουμένων έξ έκείνου θεσμών, λέλ υ το μέν φ δ ιά β ίο υ καί έκ προγόνω ν

Γ
1 έπ ί το ύ τω ν δή ούν, κ α τ ά τό ν ευαγ­
γ ελ ισ τή ν έτος πεντεκαιδέκατον Τιβερίου
Καίσαρος άγοντος, τ έτα ρ το ν δέ τή ς ήγεμονίας Π ο ντίο υ Π ιλά το υ , τή ς τ ε λοιπ ής Ιο υ ­
δαίος τετρ α ρ χ ο ύ ν τω ν Ή ρ φ δ ο υ κα ί Λ υσανίου κα ί Φ ιλίπ π ο υ, ό σ ω τή ρ κα ί κύριος
ήμώ ν Ιη σ ο ύ ς ό Χ ρ ιστός τοΟ θεού, άρχόμε-

156 L C 3 .1 .

151 Le 3.23.
158 M t 3,13.
159 M t 4,17; M e 1,14.
160 L e 3,2; M t 26,57.
161 Partiendo del supuesto erróneo de que los sumos sacerdotes ejercían su cargo un año
solamente (cf. § siguiente), Eusebio monta su cuadro cronológico para demostrar que el
m inisterio público de C risto duró algo menos de cuatro años. N o llega a dominar el material
que tiene a mano: no interpreta bien a L e 3,1 (aunque sí en D E 8,2,100) n i deduce de Josefo
las conclusiones a que lleva una recta comprensión de su texto completo. Según su argumen­
tación, la pasión de C risto habría sido el año 18, cuando en su Crónica la fija en el año 32.
Descuido raro. Quizás, como quiere F. Scheidweiler (Z u r Kirchengeschichte des Eusebius von
Kaisareia: Z N W K A K 49 [1958] 125), las consideraciones apologéticas de H E le llevaron a
sacrificar el planteamiento claro de los problemas cronológicos. C f. Sc h u e r e r , 2 p.214-224;
M . J. L a g r a n g e , L'Évangile selon Saint Luc (Paris 1921) p. 102-103; S. Z e i t l i n , The duration
o f Jesus' m inistry: T h e Jewish Quarterly Review 55 (1964-65) 181-200.

lia p o r la cual los cargos referentes al culto de D io s pertenecían de
p or vida y por sucesión hereditaria, y los gobernadores romanos
investían con el sumo sacerdocio a personas diferentes y en tie m ­
pos tam bién diferentes, sin que duraran en el cargo más de un año.
4 Refiere, pues, Josefo que después de Anás se sucedieron
cuatro sumos sacerdotes hasta Caifás. E n la misma obra Antigüe­
dades escribe lo siguiente:
«Valerio G rato destituyó del sacerdocio a Anás y creó sumo
sacerdote a Ismael, h ijo de Fabi; pero habiendo cambiado tam bién
a éste al cabo de poco tiem po, designa como sumo sacerdote a
Eleazar, h ijo del sumo sacerdote Anás.
5 »Pero transcurrido un año, destituyó tam bién a éste y en­
tregó el sumo sacerdocio a Simón, h ijo de Cam ito. M as tampoco a
éste le duró el honor del cargo más de un año, siendo sucesor suyo
José, llamado tam bién C aifás»162.
6 Por consiguiente, se demuestra que todo el tiem po de ense­
ñanza de nuestro Salvador no llega a los cuatro años completos,
puesto que desde Anás hasta el nom bram iento de Caifás fueron
cuatro los sumos sacerdotes que, en cuatro años, ejercieron el cargo
anual. Tiene razón el texto evangélico al menos en señalar a Caifás
como sumo sacerdote del año en que se cum plió la pasión del Sal­
vador 163. A l no disentir de la observación precedente, queda tam ­
bién corroborada la duración de la enseñanza de C risto.
7

Además, nuestro Salvador y Señor llam a a los doce apóstoles

διαδοχής τ ά τή ς το υ θεου θεραπείας προ­
σ ή κο ντα ήν, Οπό δέ τ ώ ν “Ρω μαϊκών η γ ε­
μόνων ά λλ ο τε άλλο ι τ ή ν άρχιερωσύνην
έπιτρεπόμενοι, ού πλεϊον έτους ένός έπί
τ ο ύ τη ς διετέλουν.
4 Ισ τορ εί δ* ούν ό Ίώ σ η π ο ς τέσσαρας
κ α τ ά διαδοχήν έπί Καϊάφαν άρχιερεϊς μετά
τ ό ν "Α νναν διαγενέσθαι, κ α τά τ ή ν α ύ τή ν
τή ς Α ρ χ α ιο λ ο γ ία ς γρα φ ήν ώδέ πως λέγω ν
«Ούαλέριος Γράτος, παύσας ίεράσθαι
"Ανανον, Ίσ μ ά η λ ο ν αρχιερέα άπ οφαίνει
τό ν το ύ Φα(3ι· κ α ί τ ο ύ το ν δέ μετ* ού π ολύ
π ετασ τήσ ας, Έ λεάζαρον τό ν ’ Ανάνου τοΰ
άρχιερέως υΙόν άποδείκνυσιν αρχιερέα.
5 «ενιαυτού δέ διαγενομένου κ α ί τόνδε
παύσας, Σ ίμ ω ν ι τ φ Καμίθου τ ή ν άρχιερωσύνην π αραδίδω σ ιν. ού πλέον δέ καί

τ φ δ ε ένιαυτού τ ή ν τ ιμ ή ν έχ ο ν τι διεγένετο
χρόνος, κ α ί Ίώ σ η π ο ς, ό κα ί Καϊάφας,
διάδοχος ήν α ύ τφ » .
6 ΟύκοΟν ό σύμπας ούδ* όλος τετρ α έτη ς άπ οδείκνυται τή ς τ ο ύ σω τηρος ήμώ ν
διδασκαλίας χρόνος, τεσσάρω ν έπ ί τέσ σαρσιν έτεσιν άρχιερέων άπ ό το ύ "Α ννα
καί έπ ί τ ή ν τ ο ύ Κ αϊάφ α κ α τά σ τα σ ιν ένιαύσιον λ ειτο υ ρ γ ία ν έκτετελεκότω ν. τό ν
γ έ τ ο ι Καϊάφαν άρχιερέα είκότω ς το ύ
ένιαυτού, καθ’ δν τ ά το ύ σ ω τη ρ ίο υ πάθους
έπετελεϊτο, ή τ ο ύ εύ α γγελίο υ παρεσημήν α το γρα φ ή, έξ ής και αύτή ς ούκ άπφδων
τή ς προκειμένης έπιτηρήσεω ς ό τή ς το ύ
Χ ρ ισ το ύ διδασκαλίας άπ οδείκνυται χρό­
νος.
7

ά λλα γ ά ρ ό σ ω τή ρ καί κύριος ήμώ ν

162 J o s e fo , A I i8 (2 ,2 ) 34 - 35 ; cf. E u s e b io , D E 8,2,100. L a duración seguía siendo vita­
licia, pero sólo teóricamente; de hecho dependía del arbitrio de los romanos, que solían
cambiarlos con mayor o menor frecuencia. Anás lo fue del 6-15 d. C ., y Caifás del 18 al 36;
cf. S c h u e r e r , 2 p . 2 1 4 -2 2 4 ; E. M . S m a llw o o d , H ig priests and politics in Roman Palestine:
J T S 13 (1 9 6 2 ) 1 4 -3 4 .

163 M t 26,3.57; Jn 11,49; 18,13.24 28.

no mucho después del comienzo de su predicación, y a ellos solos
de entre los demás discípulos suyos, p or p rivile g io especial, d io el
nom bre de apóstoles 164. Después designó otros setenta, y también
a éstos los envió, de dos en dos, delante de él a todo lugar y ciudad
adonde él había de ir 165.

11
[T

e s t im o n io

sobre

Ju an B

a u t is t a

y

sobre

C

r is t o

]

1 N o mucho después, Herodes el Joven hizo decapitar a Juan
el Bautista. E l texto sagrado del Evangelio tam bién lo menciona 166,
y Josefo lo confirm a, al menos, al hacer mem oria expresa de H e ro díades y de cómo Herodes se casó con ella, a pesar de que era
m ujer de su hermano, después de repudiar a su prim era y legítim a
esposa (hija ésta de Aretas, rey de Petra) y de separar a H erodíades de su marido, que aún vivía; menciona tam bién que p o r causa
de ella d io muerte a Juan y prom ovió una guerra contra Aretas,
cuya h ija había deshonrado 167.
2 Y dice que en esta guerra, presentada batalla, el ejército de
Herodes fue desbaratado po r entero, y que todo esto le ocurrió por
haber atentado contra Juan.
3 E l mismo Josefo 168 confiesa que Juan fue un hom bre ju sto
p or demás y que bautizaba, confirm ando así lo escrito acerca de él
ού μ ετά π λείσ το ν τή ς κ α τα ρχή ς το υ κη­
ρύ γματο ς τούς δώδεκα Αποστόλους Ανα­
κ α λ είτα ι, ούς κ α ί μόνους τ ώ ν λο ιπ ώ ν
α ύ το υ μα θητώ ν κ α τά τ ι γέρας έξαίρετον
Αποστόλους ώνόμασεν, κ α ι αύθις άναδείκνυσιν έτέρους έβδομήκοντα, ούς και
αύτούς άπ έστειλεν άνά δύο δύο πρό
προσώ που αίπτοΰ είς π ά ν τα τό π ο ν καί
π ό λιν ού ήμελλεν αύτός ερχεσθαι.

ΙΑ '
1 Ούκ είς μακρόν δέ το ύ β α π τ ισ τού
Ίω ά ν ν ο υ Οπό το υ νέου Ή ρ φ δ ο υ τή ν
κεφαλήν άποτμηθέντος, μνημονεύει μέν
κ α ί ή θεία τώ ν ευα γγελίω ν γραφ ή, συνιστο ρ εί γ ε μήν κ α ί ό Ίώ σ η π ο ς, ό νομαστί
τή ς τ ε Ή ρ φ δ ιά δ ο ς μνήμην πεποιημένος

καί ώς άδελφού γ υ να ίκ α ούσαν α υ τή ν
ή γ ά γ ε τ ο πρός γά μ ον Ή ρ φ δ η ς, άθετήσας
μέν τ ή ν προτέραν α ύ τ φ κ α τά νόμους
γεγαμημένην ( Ά ρ έ τ α δέ ή ν α ύ τη το ύ
Π ετραίω ν βασιλέως θ ν γ ά τη ρ ), τ ή ν δέ
Ή ρεοδιάδα ζώ ντος διαστήσας το ύ άνδρός*
6Γ ήν κα ι τό ν Ίω ά ννη ν άνελών πόλεμον
α ίρ ετα ι πρός τό ν ’ Αρέταν, ώς άν ή τιμ α σ μένης α ύ τ φ τής θυγατρός,

2 έν φ πολέμορ μάχης γενομένης π ά ν τα
φησίν τό ν Ή ρ φ δ ο υ σ τρ α τό ν διαφθαρήνα ι καί τα Ο τα πεπονθέναι τή ς έπιβουλής
ένεκεν τή ς κ α τά το υ Ίω ά νν ο υ γεγ εν η μένης.
3 ό δ* αύτός *Ιώσηπος έν το ΐς μ ά λ ισ τα
δ ικ α ιό τα το ν κα ί β α π τισ τή ν όμολογώ ν
γεγο νένα ι τό ν Ίω ά ννη ν, το ίς περί αυτο ύ

164 M t i o , is s ; M e 3,i4ss; L e 6,13; 9,iss.
165 L e ίο , 1; c f. E u s e b io , D E 3.2,25; 3.37166 M t 14.Ï-12; M e 6,14-29; L e 3,19-20; 9,7-9·
167 J o s e fo , A I 18 (5,1) 109-114.
168 J o s e fo , A I 18 (5,2) 117.

en el texto de los evangelios. Refiere además que Herodes fue des­
tronado por culpa de la misma Herodíades, y con ella se le desterró
condenado a habitar en la ciudad de Viena, en la Galia 169.
4 Esto es lo que narra en el m ism o lib ro X V I I I de las A ntigüe­
dades, donde acerca de Juan escribe textualm ente lo que sigue:
«A algunos judíos les parece que fue D io s quien desbarató al
ejército de Herodes, haciéndole pagar m uy justam ente su merecido
p o r lo de Juan, llamado el Bautista.
5 »Porque Herodes le había dado muerte. Era un hom bre
bueno y que exhortaba a los judíos a ejercitarse en la v irtu d , a usar
de la justicia en el trato de unos con otros y de la piedad para con
D ios, y a acudir al bautismo. Porque de esta manera tam bién el
bautism o le parecía aceptable, no como instrum ento de perdón para
algunos pecados, sino para la purificación del cuerpo, con ta l de que
la ju s ticia hubiera purificado al alma de antemano.
6 »Y como quiera que los demás se iban aglomerando en torno
a Juan (pues quedaban suspensos escuchando sus palabras), Herodes,
temeroso de que una tan grande fuerza de persuasión sobre los
hombres condujera a alguna revuelta (ya que en todo parecían obrar
p o r consejo de Juan), pensó que lo m ejor era anticiparse y hacerlo
m atar antes de que armara una revolución, en vez de verse envuelto
en dificultades p o r un cambio de la situación y tener luego que arreκ α τ ά τ ή ν τ ώ ν ευ α γγελίω ν γρα φ ήν άναγεγραμμένοις συμμαρτνρεϊ, Ισ το ρ εί δέ κα ί
τό ν Ή ρ φ δ η ν τή ς βασιλείας άπ ο π επ τω κέναι δ ιά τ ή ν α ύ τή ν Ή ρ ω δ ιά δ α , μεθ* ής
αύτό ν κα ί είς τ ή ν ύπερορίαν άιτεληλάσβαι,
Βίενναν τή ς Γαλλίας π ό λιν οίκεϊν κ α τα δικασθέντα.
4 κα ί τα Ο τά γ ε α ύ τ φ έν ό κτω καιδεκάτ ω τή ς *Α ρ χα ιο λο γία ς δ εδ ή λω τα ι, ένθα
σνλλαβαΐς α ύ τα ϊς περί τ ο ύ Ίω ά ν ν ο υ τ α ϋ τ α γράφ ει
« τισ ΐ δέ τώ ν Ιο υ δ α ίω ν έδόκει όλω λέναι
τό ν Ή ρ φ δ ο υ σ τρ α τό ν ύπ ό τ ο υ θεού, κα ί
μά λα δικαίω ς τιννυμένον κ α τ ά π ο ινή ν
Ίω ά νν ο υ τ ο υ καλουμένου β α π τισ το υ .
5 εκτείνει γ ά ρ το ύ το ν Ή ρ φ δ η ς , ά γ α Θόν άνδρα κ α ί το ΐς Ίο υ δ α ίο ις κελεύοντα

άρετήν έπασκούσιν καί τ ά πρός άλλήλονς
δικαιοσύνη κ α ί πρός τό ν θεόν εύσεβείφ
χρωμένους β α π τισ μ φ συνιέναι* ο ύ τω γ ά ρ
δή κ α ί τ ή ν β ά π τισ ιν άπ οδεκτήν α ύ τ φ
φανεΐσθαι, μή έπ ί τ ιν ω ν άμαρτάδω ν π α ρα ιτή σ ει χρωμένων, άλλ* έφ* ά γνείφ το ύ
σώματος, ά τε δή κ α ί τή ς ψυχής δικαιο­
σύνη προεκκεκαθαρμένης.
6 »κα1 τ ώ ν άλλω ν σνστρεφομένων
(κ α ί γ ά ρ ήρθησαν έπί π λεϊσ το ν τ ή άκροάσει τ ώ ν λ ό γ ω ν ), δείσας Ή ρ φ δ η ς τ ό έπ ί
τοσόνδε πιθανόν α ύ το ύ το ϊς άνθρώποις,
μή έπ ί άπ οσ τάσει τ ιν ί φέροι (π ά ν τ α γ ά ρ
έοίκεσαν συμβουλή τ ή έκείνου πράξοντες),
π ο λύ κρεΤττον ή γ ε ίτ α ι, π ρ ίν τ ι νεώτερον
ύ π ’ α ύτο ύ γενέσθαι, προλαβώ ν άναιρείν,
ή

μεταβολής

γενομένης

είς

π ρ ά γ μ α τα

*69 J o s e fo , A I 18 (7,1) 240; (7,2) 255; cf. ibid ., 17 (9,5) 344. Equivocación de Eusebio:
quien fue desterrado a Viena fue Arquelao el año 6 d. C. (cf. supra, nota 150). En cambio,
su hermano Herodes el Joven, o Antipas, del que se habla aquí, fue desterrado a L ió n (L u g dunum ), según los mss. de A I, o a España, según otros mss. de B I 2 (9,6) 183. Para compa­
ginar ambas afirmaciones se ha propuesto desde hace tiem po Lugdunum Convenarum
( = Saint-Bertrand-de Comminges) en Aquitania, ju n to a los Pirineos, y, por lo tanto, con
posibilidad de ser tomado por te rrito rio de España; cf. Schuerer, i p.448. Ha hecho suya
esta tesis H . Crouzel, Le lieu d ’exil d ’Hérode Antipas et d ’Hérodiade selon Flavius Joseph:
Studia Patrística 10; T U 107 (Berlin 1970) 175-280. El hecho debió de o currir el año 39, o
quizás el 40 d. C. C f. Ch. Saulnier, Héroae Antipas et Jean Baptiste. Quelques remarques
sur les confusions chronologiques de Flavius Joseph: RB 91 (1984) 361-376.

pentirse. Y Juan, por la sospecha de Herodes, fue enviado p ris io ­
nero a M aqueronte, la fortaleza mentada más arriba, y allí se le
ejecutó»17
7 Después de explicar todo esto acerca de Juan, en la misma
obra histórica menciona tam bién 171 a nuestro Salvador en los si­
guientes términos:
«Por este mismo tiem po vivió Jesús, hom bre sabio si es que
hom bre hay que llam arlo, porque realizaba obras portentosas, era
maestro de los hombres que recibían gustosamente la verdad y se
atrajo no sólo a muchos judíos, sino tam bién a muchos griegos.
8 »Este era el C risto. Habiéndole in flig id o Pilato el suplicio
de la cruz, instigado por nuestros proceres, los que prim ero le habían
amado no cesaron de amarlo, pues al cabo de tres días nuevamente
se les apareció vivo. Los profetas de D ios tenían dichas estas mismas
cosas y otras incontables maravillas acerca de él. L a trib u de los crisέμπεσών μετανοεΐν. κα ί ό μέν υπ ο ψ ία τ ή
Ή ρ φ δ ο υ δέσμιος είς τό ν Μ α χ α ιρ ο υ ντα
πεμφθείς, τ ό προειρημένον φρούριον, τ ο ύ ­
τ η κ τίνν υ τα ι» .

π ο ιη τή ς, διδάσκαλος ανθρώ πω ν τώ ν ήδονή τά λη θ ή δεχομένων, κα ί πολλούς μέν
τ ώ ν Ιο υ δ α ίω ν , π ολλούς δέ κ α ί άπό το υ
“Ελληνικού έπ η γ ά γ ετο .

7 τ α υ τ α περί το υ Ίω ά ννο υ διελθών,
κ α ί τ ο υ σω τήρος ήμώ ν κ α τ ά τ ή ν α ύ τή ν
τοΟ σ υγγρ άμμ ατο ς Ισ το ρ ία ν ώδέ πως
μέμνηται
« γ ίν ετα ι δέ κ α τά τ ο ύ το ν το ν χρόνον
Ίησοΰς, σοφός άνήρ, εί γε άνδρα αύτόν
λέγειν χ ρή . ήν γ ά ρ παραδόξω ν έργω ν

8 »ό Χ ριστός ούτος ήν, κα ί αύτόν
ένδείξει τ ώ ν π ρ ώ τω ν άνδρών παρ* ήμΐν
σ ταυρ ώ έπ ιτετιμ η κ ό το ς Π ιλ ά το υ , ούκ
έπαύσαντο οΐ τ ό π ρ ώ τον άγαπ ήσ αντες·
έφάνη γ ά ρ αύ το ϊς τ ρ ίτ η ν έχω ν ήμέραν
π ά λιν ζών, τ ώ ν θείων π ροφ ητώ ν τ α υ τ ά
τε κα ί ά λ λ α μυρία περί α ύ το υ θαυμάσια

179 J o s e f o , A I i 8 (5 ,2 ) 1 1 6 -119; cf. Eusebio, D E 9.5.1s· C f. E. L upieri, Giovanni Battista
fr a storia e leggenda = Biblioteca di cultura religiosa, 53 (Brescia 1 9 8 8 ).
171 Esta manera tím ida de introd u cir el texto que va a citar y de hacerlo al final de su
argumentación, pese al contenido, acusan cierta inseguridad en el mismo Eusebio, lo mismo
que en D E 3,5. Le preocupa el crédito que se pueda dar a las falsas Memorias de Pilato y
echa mano de todos los argumentos para desenmascararlas. A l socaire del testimonio de Jo­
sefo sobre Juan, sin duda indiscutido, aduce otro sobre C risto que también encuentra en las
obras de aquél, pero cuya autenticidad no merece plenas garantías a su sentido crítico, o
quizás ya se discutía. Es el famoso «testimonium flavianum». Todos coinciden en que Euse­
bio cita el texto tal como lo encontró en los mss. de Josefo que utilizó. Nadie puso en duda su
autenticidad hasta el siglo xvi. Desde entonces, sobre todo en el presente siglo, se ha exa­
minado y discutido a fondo el pasaje en cuestión, y la bibliografía se ha m ultiplicado; basta
repasar la que recoge L . H . Feldmann en el Apéndice K de su edición de rla v io Josefo
(Ant. Jud. X V III- X a , t.9, Londres 1965). Tres son, en definitiva, las posturas: i.*) el pasaje
entero es auténtico, puesto que aparece en todos los mss. de Josefo y lo reproduce literalmente
Eusebio en el s. IV: F. L . Burkitt (1913) y A. V. Harnack (1913); 2.a) el pasaje entero es
interpolación cristiana, pues contiene expresiones impensables en Josefo, que, según O ríge­
nes, no creía que Jesús fuese el mesías: Β. Niese (1893), E. Schürer (1901), E. Norden
(1913), J. Juste (1914), E. Meyer (1021), S. Zeitlin (para quien el interpolador podría ser el
propio Eusebio; 1927), etc.; y 3.a) el pasaje es auténtico en su mayor parte, con sólo alguna
alteración textual; tres razones principales: a) el lenguaje es genuinamente flaviniano; b) la
cita de Orígenes muestra bien que por lo menos en su ejemplar josefino se hablaba de Jesús,
y c) ningún autor de los siglos ni y iv caracterizaría a Jesús con la terminología del pasaje,
m uy arcaica; así piensa un número de autores cada vez mayor: A . Pelletier (1964), L . H .
Feldmann (1965), H . St. J. T hackeray (1967), P. Winter (1968), A .-M . Dubarle (1973),
D . S. Wallace-Hadrill (1074), E. Bammel (1974), O. Betz (1982), E. Nodet (1085), G.
H . T welvetree (1985), G. Vermes (1987)... Las alteraciones textuales podrían deberse al
mismo Josefo en una segunda edición ae la obra, en circunstancias distintas de la primera:
cfr. P. Garnet, I f the <<Testimonium Flavianum» contains alterations, who originated them?
en Studia Patrística, 19 (Peeters 1989) p. 61.

tianos, que de él tom ó el nombre, todavía no ha desaparecido hasta
hoy» m .
9 Cuando un escritor salido de entre los mismos judíos trans­
m ite desde el comienzo en sus propias obras estas cosas referentes
a Juan Bautista y a nuestro Salvador, ¿qué subterfugio puede quedar
a los que urd iero n contra ellos las Memorias, sin que se evidencie
su descaro?
Pero baste lo dicho.

12
[D e

lo s

d is c í p u lo s

de

n u e s tro

S a lv a d o r ]

1 D e los apóstoles del Salvador, al menos el nombre aparece
claro para todos en los evangelios 173. D e los setenta discípulos, en
cambio, por ninguna parte aparece lista alguna; sin embargo, se
dice al menos que Bernabé era uno de ellos 174: de él hacen mención
especial los Hechos de los Apóstoles 175, igual que Pablo cuando es­
cribe a los Gálatas 176. D icen además que tam bién era uno de ellos
Sostenes, el que escribe con Pablo a los C orintios 177.
2 L a referencia se encuentra en Clemente, en el lib ro V de las
Hypotyposeis, en el cual afirm a que tam bién Cefas— del que Pablo
dice: Pero cuando Cefas vino a Antioquía, me enfrenté con é l 178— ,
είρηκότω ν. είς έ τ ι τε νυν τώ ν Χ ρ ισ τια ν ώ ν
άπό τοϋδε ώνομασμένων ούκ έπέλιπε τ ό
φυλον».
9 τ α υ τ α τ ο υ έξ α ύτώ ν Ε β ρ α ίω ν σ υ γ ­
γραφ έας άνέκαθεν τ ή έαυτού γρα φ ή περί
τε το ύ β α π τισ το υ *Ιωάννου κα ί τ ο υ σω ­
τήρος ήμώ ν παραδεδωκότος, τ ίς άν έ τ ι
λ είπ ο ιτο ά π οφ υγή το ύ μή άναισχύντους
άπ ελέγχεσθαι τοΰς τ ά κ α τ ’ α υτώ ν π λα σ αμένους υπ ο μ νήμ α τα ;
άλλά τ α υ τ α μέν
έχέτω τ α ύ τ η ·

ΙΒ'
1 τώ ν γε μην τ ο ύ σω τήρος ά π οσ τό λω ν π α ν τί τ<*> σαφής έκ τώ ν ευ α γγελίω ν

ή πρόσρησις· τώ ν δέ έβδομήκοντα μαθη­
τώ ν κ α τά λο γο ς μέν ούδεΐς ούδαμή φέρεται,
λέγ ετα ί γ ε μην είς α ύ τώ ν Βαρναβάς γεγονέναι, ού διαφόρως μέν και α ΐ Πράξεις
τώ ν άπ οσ τόλω ν έμνημόνευσαν, ούχ ή κ ισ ­
τ α δέ κα ί Παύλος Γ α λ ά τα ις γράφω ν.
το ύ τω ν δ’ εϊναί φασι και Σωσθένην τό ν
άμα Π α ύ λφ ΚορινΘίοις έπ ισ τείλ α ν τα ·
2 ή δ’ Ισ το ρ ία π α ρά Κ λήμεντι κ α τά
τή ν π έμ π τη ν τώ ν Υ π ο τυ π ώ σ εω ν έν ή
καί Κηφάν, περί ού φησιν ό Παύλος «ότε
δέ ήλθεν Κηφάς είς Α ν τ ιό χ ε ια ν , κ α τά
πρόσωπον α ύ τώ άντέστην», ένα φησί
γεγο νέναι τ ώ ν έβδομήκοντα μαθητώ ν,

A I 18 (3,3) 63-64; cf. E u s e b io , D E 3,3,105-106; Theoph. 5,44.
173 M t 10,2-4; M e 3,16-19; Le 6,14-16.
Stromat. 2,20,16; Hypotyp. 7 : infra I I 1,4.
175 A c t 4,36; 9,27; 11,22-30; 12,25; 13-15·
176 Gál 2,1.9.13.
377 i Cor i , i .
178 Gál 2,11. cf. D . S. Wallace-HadRILL, Christian Antioch. A Study o f early C hristian
thought in the Eart (Cambridge 1982).
172 J o s e f o ,

174 C l e m e n t e d e A l e j a n d r í a ,

era uno de los setenta discípulos y que su hom onim ia con el após­
tol Pedro era casual179.
3 Y un documento enseña 180 que tam bién M atías— el que fue
añadido a la lista de los apóstoles en sustitución de Judas— y el
otro que tuvo el honor de entrar con él a suertes fueron dignos de
la misma llamada de entre los setenta 181. Se dice 182 además que
también era uno de ellos Tadeo, del cual ha llegado hasta nosotros
un relato que voy a exponer en seguida 183.
4 Pero, si bien lo consideras, encontrarás que los discípulos
del Salvador fueron muchos más que los setenta, atendiendo al te s ti­
monio de Pablo, quien dice que, después de su resurrección de
entre los muertos, se apareció prim ero a Cefas, luego a los doce
y, después de éstos, a más de quinientos hermanos juntos, de los
cuales afirmaba que algunos habían m uerto, pero que la m ayor parte
aún vivía por el tiem po en que él escribía estas cosas 184.
5 Después dice que se apareció a Santiago. A hora bien, éste
era también uno de los mencionados hermanos del Salvador. Y luego,
como quiera que, aparte de los dichos, los apóstoles a imagen de los
όμώνυμον Π έτρ ψ τ ν γ χ ά ν ο ν τ α τ φ
στόλφ .

άπ ο-

3 κ α ί Μ α τθ ία ν δέ τό ν ά ν τ ί Ιο ύ δ α τοΤς
άποστόλοις σ ν γ κ α τα λ εγ έν τα τ ό ν τ ε σύν
α ύ τφ τ ή όμοίφ ψήφω τιμ η θ έν τα τή ς
αύτής τώ ν έβδομήκοντα κλήσεως ή ξιώ σ θαι κατέχει λόγος, κ α ί θαδδαΤον δέ ένα
τώ ν α ύ τώ ν είναί φασι, περί ού κ α ί Ισ το ­
ρίαν έλθούσαν είς ή μας α ύ τ ίκ α μάλα έκθήσομαι.
4

Π αύλω , μετά τ ή ν έκ νεκρών έγερσιν ώφθαι
α ύτό ν φ ή σ α ντι π ρ ώ τον μέν Κηφφ, έπ ειτα
τ ο ίς δώδεκα, κ α ί μετά το ύ το υ ς έπάνω
π εντακοσίοις άδελφοίς έφάπαξ, ών τιν ά ς
μέν έφασκεν κεκοιμήσθαι, τούς πλείους δ*
έ τ ι τ φ β ίω , καθ* δν καιρόν α ύ τ φ τ α ύ τ α
σ ν ν ετά ττετο , περιμένειν*
5 έπ ειτα δ* ώφθαι α ύ τό ν Μακώβερ
φησίν* εϊς δέ κ α ί ούτος τ ώ ν φερομένων τ ο ύ
σω τήρος αδελφών ήν· εΙΘ* ώς π α ρά τ ο ύ ­

κ α ί τώ ν έβδομήκοντα δέ πλείους

τους κ α τ ά μίμησιν τ ώ ν δώδεκα π λείσ τω ν

τού σωττήρος πεφηνέναι μαθητάς εύροις
άν έτπτηρήσας, μά ρτυρι χρώμενος τ φ

όσων ύ π α ρ ξά ντω ν άπ οσ τόλω ν, οίος κοΛ
αύτός ό Παύλος ήν, π ρ οσ τίθησ ι λέγω ν

179 Fragm. 4. Ya en la Epistula Apostolorum 2 ( H e n n e c k e , i p.128) se distingue a Cefas
de Pedro, aunque los dos form an parte de los Doce; cf. L . G u e r r i e r , Le Testament en g a li·
lée de N . S. J. C. 13; P. O . X I 3 p.188 [483]. L a causa de esta distinción era, sin duda, el afán
de evitar que la disputa aludida en Gál 2,11 se entendiera de los dos principes de los apósto­
les, Pedro y Pablo.
leo Eusebio u tiliza generalmente la expresión λόγος κα τέχει cuando se apoya en una
tradición recogida en un documento escrito. Este es el sentido que daremos a las expresiones
«es tradición*, «una tradición dice», etc., con que traduciremos dicha expresión.
1*1 A c t 1,23-26.

Se dice, φ ά σ ΐ: expresa lo referido de oídas, sin apoyo documental; es la expresión con­
trapuesta a λόγος κ α τέχ ει; cf. supra nota 180.
183 p ara Mit 1 0 ,3 y M e 3 , 1 4 . 1 8 , Tadeo es uno de los Doce, mientras que, en la lista de
Lucas, no aparece. E l relato al que Eusebio alude responde a una tradición anónima, que
confunde a Tadeo con Adeo; cf. in fra I3 ,4 s s . La distinción inequívoca entre un Tadeo após­
tol y otro discípulo vendrá más tarde; cf. H e n n e c k e , 2 p .32.
184 i Cor ις,5-7·
182

Doce eran muchos más— el mism o Pablo lo era— , prosigue diciendo:
después se apareció a todos los apóstoles.
Sobre el tema, baste lo dicho.

13
[R

elato

sobre

el

rey

de

E

desa]

1 E l relato acerca de Tadeo 185 es como sigue. L a fama de la
d ivin id a d de nuestro Señor y Salvador Jesucristo, a causa de su poder
milagroso, alcanzó a todos los hombres y, con la esperanza de la
curación de sus enfermedades y dolencias de toda especie, atraía
a innumerables gentes que habitaban incluso en el extranjero, m uy
lejos de Judea.
2 E n estas circunstancias se hallaba el rey Abgaro 186, que re i­
naba excelentemente sobre las gentes de más allá del Eufrates y
tenía su cuerpo destrozado p or una enfermedad te rrib le e incura­
ble para el humano poder. A sí que llegaron a él noticias insistentes
sobre el nombre de Jesús y los milagros unánimemente atestiguados
p o r todos, se convirtió en suplicante suyo enviándole u n propio
con una carta en la que pedía verse lib re de la enfermedad.
« έπ ειτα ώφθη το ΐς άπ οσ τόλοις πάσιν».
τ α υ τ α μέν ούν περί τώ νδε·

ΙΓ '
1 τή ς δέ περί τό ν θ α δ δ α ΐο ν Ισ τορίας
το ιο ν τ ο ς γέγονεν ό τρόπος, ή τ ο ύ κυρίου
κ α ί σω τήρος ήμώ ν Ιη σ ο ύ Χ ρ ισ το ύ θειότης,
είς π ά ντα ς άνθρώπους τή ς π αραδοξοπ ο ιο υ δυνάμεως ένεκεν βοωμένη, μυρίους
όσους κα ί τώ ν έπ’ αλλοδαπής π ο ρ ρ ω τά τω

ό ντω ν τή ς Ίο υ δ α ία ς νόσων κ α ί π α ν το ίω ν
παθώ ν έλπ ίδ ι θεραπείας έπ ή γετο .
2 τ α ύ τ η τ ο ι βασιλεύς 'Α β γα ρ ο ς, τώ ν
Οπέρ Εύφράτην έθνών έπ ισ η μ ό τα τα δυναστεύων, πάθει τ ό σώ μα δεινώ καί ού
θεραπευτώ όσον έπ* άνθρω πεία δυνάμει
καταφθειρόμενος, ώς κα ί το υνομ α τοΟ
Ίη σ ο υ π ολύ κα ί τά ς δυνάμεις συμφώνως
πρός ά π ά ντω ν μαρτυρουμένας έπύθετο,
Ικέτης αύ το υ πέμψας δι* έπιστοληφ όρου
γ ίν ε τα ι, τή ς νόσου τυ χ εΐν ά π α λλα γή ς
άξιω ν.

185 C f. supra 12,3.
186 Por el encabezamiento de la carta, infra § 6, vemos que se trata de Abgaro el Negro,
o Abgaro V , que reinó dos veces: del año 4 a. C. al 7 d. C., y nuevamente del 13 al 50. E l
relato hace de él el prim er rey cristiano de Edesa, que en realidad fue Abgaro IX , cuyo re i­
nado transcurre entre 179 y 216. Esta fecha (cf. Chronic, ad annum 218: H E L M p.214. don­
de Eusebio sigue a Africano) explica el afán de la Iglesia de Edesa por encontrar un origen
apostólico. Así nació la leyenda cuyo relato y documentación epistolar, reunidos por Eusebio,
debieron de ser compuestos a fines del siglo 11 o principios del m ; cf. J. T i x e r o n t , Les o ri­
gines de l'Église d'Édesse et la légende d’Abgar (Paris 1888); R. D u v a l , Histoire politique et
littéraire d’Edesse (Paris 1892); I. O r t i z d e U r b i n a , Le origini del cristianesimo in Edesa:
Gregorianum 15 (i934) 82-91; E. K i r s t e n , Edessa: R A C 4 (1958) col.552-597; A . F. J. K l i j n ,
Edessa, die Stadt des Apostels Thomas. Das älteste Christentum in Syrien: Neukirchener Stu­
dienbücher 4 (Neukirchen 1965). L . W . Barnard (The Origins and Emergence o f the Church
in Edessa during the firs t two Centuries A . D .: V igC h 22 [1968] 161-175) da una visión nueva
de estos orígenes, en un ambiente ju d ío relacionado estrechamente con el sectarismo palestinense, cuyo tip o de ascesis marca a la Iglesia de Edesa en su desarrollo hasta los tiempos
de Afraates; cf. también H . J. W . Drijvers, Jews and Christians at Edessa: Journal o f Jewish
Studies 36 (1985) 88-101.

3 Pero Jesús no atendió por entonces a su llamada. Sin embargo,
le hizo el honor de una carta de su puño y letra en la que prom etía
enviarle uno de sus discípulos que le curaría de la enfermedad y al
mismo tiem po le llevaría la salvación para él y para todos los suyos.
4 N o pasó mucho tiem po sin que Jesús cum pliera su promesa.
Después de su resurrección de entre los muertos y de su ascensión
a los cielos, Tomás, uno de los doce apóstoles, m ovido por Dios,
envió a la región de Edesa a Tadeo 187— que tam bién se contaba en
el número de los setenta discípulos de C risto — como heraldo y
evangelista de la doctrina de C risto, y por su m edio se cum plió lo
que el Salvador tenía prom etido.
5 Tienes de todo esto testim onio escrito, sacado de los archivos
de Edesa, que en aquel entonces era la corte. En los documentos
públicos que en ellos se guardan y que contienen los hechos a n ti­
guos y de los tiempos de Abgaro, se encuentra tam bién dicho te sti­
m onio 188, conservado hasta hoy desde entonces. Pero nada m ejor
que escuchar las cartas mismas que hemos sacado de los archivos
y que, traducidas del siríaco 189, dicen textualm ente como sigue:
3 ό 51 μή τ ό τ ε καλοΟ ντι ύπακούσας,
έπι στολής γο ύ ν αύτό ν Ιδίας κ α τα ξ ιο ϊ, ένα
τώ ν αύτοΟ μα θητώ ν άπ οσ τέλλειν έπί
θεραπεία τή ς νόσου όμού τε αύ το υ σ ω τη ρί<? κα ί τώ ν προσηκόντω ν ά π ά ντω ν ύπ ισ χνούμενος.

4 ούκ είς μακρόν δέ άρ α α ύ τ φ έπληροΟτο τ ά τή ς έπ α γγελία ς.
μετά γο ϋν
τ ή ν έκ νεκρών ά ν ά σ τα σ ιν α ύ το υ καί τή ν
είς ούρανούς άνοδον θω μάς, τώ ν άποσ τό λω ν είς τώ ν δώδεκα, ΘαδδαΤον, έν
άριθμφ καί α ύτό ν τώ ν έβδομήκοντα το ϋ
Χ ρ ισ το ύ μα θητώ ν κατειλεγμένον, κινήσει
θειοτέρςι έπί τ ά Έ δ εσ σ α κήρυκα κα ι εύα γγ ελ ισ τή ν τή ς περί τ ο ύ Χ ρ ισ το ύ διδασκα­

λίας έκπέμπει, π ά ν τα τ ε δΓ α ύ το ύ τ ά τή ς
τ ο ύ σω τήρος ήμώ ν τέλος έλάμβανεν έπ α γ ­
γελίας.
5 έχεις κ α ι το ύ τω ν ά νά γ ρ α ιττο ν τ ή ν
μαρτυρίαν, έκ τώ ν κ α τ ά "Εδεσσαν τ ό
τη νικά δ ε βασιλευομένην π ό λιν γ ρ α μ μ α το φυλακείων ληφθεϊσαν* έν γ ο ϋ ν το ϊς αύτό θ ι
δημοσίοις χάρταις, το ίς τ ά π α λ α ιά και
τ ά άμφί τό ν "Α βγα ρ ο ν π ραχθέντα περιέχουσι, καί τ α ύ τ α είς έ τ ι νύν έξ έκείνου
πεφυλαγμένα εύρ ηται, ούδέν δέ οϊον καί
α ύτώ ν έπακούσαι τώ ν έπ ιστολώ ν, άπό
τώ ν άρχείω ν ήμίν άναληφθεισώ ν κα ί τόνδε
αύτοίς ρήμασιν έκ τή ς Σύρων φωνής μ εταβληθεισώ ν τό ν τρόπ ον.

187 C f. supra 12,3. La leyenda aquí recogida, por una confusión de nombres, sin duda
voluntaria, para asegurar el origen apostólico del cristianismo edesano, ha hecho que Tadeo
(= Θ α δ δ α Ιο ν ) suplante a Adeo ( = Addai), nombre del personaje histórico que en la segun­
da m itad del siglo 11 evangelizó la zona de Osroene, y parece ser el verdadero apóstol de
Edesa. F. C. B u r k it t , T a tia ris Diatessaron and the Dutch Harmonies: JTS 25 (1924) 113-130,
va más lejos: ve en «Addai» la única forma conocida siríaca del nombre de Taciano, autor del
Diatésaron (cf. infra IV 29,6) que, según la Doctrinä Addai 34 (cf. infra § 5), fue introducido
en Edesa por «Addai», precisamente en la época en que Taciano dejó Roma y marchó a M e ­
sopotamia; Tadeo, pues, sería en realidad Taciano.
188 Eusebio va a citar solamente algunos pasajes de esos «documentos públicos*. Estos
pasajes los hallamos también en siríaco, pero más ampliados, debido sobre todo a interpo­
laciones, en la obra conocida por Doctrina Addai, que, en su estado actual, remonta al año 400
(cf. B. A l t a n e r - A . S t u i b e r , Patrologie [Friburgo-Brisg. 1966] p.139), el texto siríaco com ­
pleto lo publicó, con traducción inglesa, G . P h i l i p p s , The Doctrine o f Addai the Apotle
(Londres 1876). Tanto los documentos de Eusebio como la Doctrina Addai parecen depen­
der de una fuente anterior; cf. R. P e p p e r m u e l l e r , Griechische Papyrusfragmente der Doctrina
Addai (P. Kairo 10736 und Oxford Bodl. Ms. g. b ι ) : V igC h 25 (1971) 289-301.
189 L o más seguro es que no las tradujera Eusebio; tampoco está claro si las tom ó él
mismo o se las tomaron (ή μΐν = por nosotros y para nosotros) de los archivos de Edesa,
aunque también cabe la posibilidad de que las encontrase ya tal cual en alguna traducción

C o p ia de la carta escrita p o r A b g a ro , to p a rc a , a Jesús
y enviada a Jerusalén p o r el c o rre o A n a n ía s
6 «Abgaro Ucama 190, toparca, a Jesús, el buen salvador que
ha aparecido en la región de Jerusalén, salud:
»Han llegado a mis oídos noticias acerca de tu persona y de tus
curaciones, que, al parecer, realizas sin emplear medicinas n i h ie r­
bas 191, pues, por lo que se cuenta, haces que los ciegos recobren
la vista y que anden los cojos; lim pias a los leprosos y arrojas espí­
ritu s im puros y demonios; curas a los que están atormentados por
larga enfermedad y resucitas muertos 192.
7 »Y yo, al oír todo esto de ti, me he puesto a pensar que una
de dos: o eres Dios, que, bajando personalmente del cielo, realizas
estas maravillas, o eres h ijo de Dios, ya que tales obras haces.
8 »Este es, pues, el m otivo de escribirte rogándote que te apre­
sures a venir hasta m í y curarme del mal que me aqueja. Porque
además he oído que los judíos andan m urm urando contra t i y quie­
ren hacerte mal. Pequeñísima es m i ciudad, pero digna, y bastará
para los dos» 193.
9 Esta es la carta que Abgaro escribió, ilum inado entonces por
un poco de luz divina. Pero bueno será que escuchemos la carta
Α Ν Τ 1ΓΡΑΦΟΝ ΕΠ ΙΣΤΟ ΛΗ Σ ΓΡΑΦ ΕΙΣΗΣ
ΥΠΟ Α ΒΓΑΡ Ο Υ ΤΟ Π Α Ρ Χ Ο Υ Τ Ω 1 ΙΗ ΣΟ Υ
ΚΑΙ Π ΕΜ Φ Θ ΕΙΣΗΣ ΑΥΤΩΙ ΔΙ* Α Ν Α Ν ΙΟ Υ
Τ Α Χ Υ Δ Ρ Ο Μ Ο Υ ΕΙΣ ΙΕΡΟ ΣΟ ΛΥΜ Α
6 « Ά β γ ά ρ ο ς Ο ύχαμα το π ά ρ χη ς Ι η ­
σού σ ω τή ρ ι άγαθ ώ άναφ ανέντι έν τό π ω
Ιεροσολύμω ν χαίρειν. ή κ ο υ σ τα ί μοι τ ά
περί σοϋ καί τώ ν σών Ιαμ άτω ν, ώς άνευ
φαρμάκων κα ι β ότα νώ ν ύπό σού γινο μ έ­
νων. ώς γ ά ρ λόγος, τυφλούς άναβλέπειν
ποιείς, χωλούς π ερ ιπ ατεΐν, καί λεπρούς
καθαρίζεις, καί ακάθαρτα π νεύ μα τα κ α ι
δαίμονας έκβάλλεις, και τους έν μακρονοσίφ βασανιζόμενους θεραπεύεις, και νε­
κρούς έγείρεις.
7 »και τ α ύ τ α π ά ν τα άκούσας περί
σου, κ α τά νουν έθέμην τ ό ετερον τ ώ ν δύο,

ή ό τ ι συ εί ό θεός κα ι καταβά ς άπό το ΰ
ούρανου ποιείς τ α υ τ α , ή υΙός εί το υ θεοΰ
π οιω ν τ α υ τα .
8 »Δ ιά τ ο ύ το το ίνυ ν γράψας έδεήθην
σου σκυλήναι πρός με καί τ ό πάθος, ό
εχω, θεραπεύσαι. καί γ ά ρ ήκουσα ό τ ι
κα ι Ιο υ δ α ίο ι κ α τα γ ο γ γ ύ ζο υ σ ί σου καί
β ούλο ντα ι κακώ σαί σε. πόλις δέ μ ικ ρ ο τά τη
μοί έσ τι καί σεμνή, ή τις έξαρκεϊ άμφοτέροις.»
9

[κ α ι τ α υ τ α μέν ούτος έγραψεν τή ς

θείας αύτό ν τέω ς μικρόν αύγασάσης έλλάμψεως* ά ξιον δέ κα ι τή ς πρός το υ Ί η σ ο υ
α ύ τώ δ ιά τ ο υ α ύ το υ γρ α μμα το κο μισ το υ
άπ οσ ταλείσ ης έπακουσαι ό λ ιγ ο σ τίχ ο υ μέν
πολυδυνάμου δέ έπ ιστολής το ύ το ν έχούσης και α υτή ς τό ν τρ ό π ο ν].

griega independiente de él, y no hizo más que copiarlas. L o que sí parece probable es que
dichos documentos se hallaban en los archivos de Edesa, si tenemos en cuenta el afán de
esta iglesia por hacer remontar su origen a los mismos apóstoles; cf. A . Desreumaux, La
Doctrine d ’Addai. Essai de classement des témoins Syriaques et Grecs: Augustinianum 13
(1983) 181-186.

190 Abgaro el Negro.
« i C f. M t 8,8.
192 C f. M t 11,5; Le 7,22. En esta combinación de los dos sinópticos omite la predicación
del Evangelio a los pobres, como hace el Diatésaron, que m uy probablemente fue la verda­
dera fuente del forjador siríaco de la carta; cf. supra nota 187.
393 Cf. Eel 9,14; Gen 19,20.

que al mismo envió Jesús por el m ism o correo, carta de pocas líneas,
pero de mucha fuerza, cuyo tenor es como sigue 194:
R espuesta de Jesús a A b g a ro , to p a rc a ,
p o r m e d io d e l c o rre o A n a n ía s
10 «Dichoso tú, que has creído en m i sin haberme visto 195.
Porque de m í está escrito que los que me han visto no creerán en mí,
y que aquellos que no me han visto creerán y tendrán vida 196. M as,
acerca de lo que me escribes de llegarme hasta ti, es necesario que yo
cumpla aquí p o r entero m i m isión y que, después de haberla con­
sumado, suba de nuevo al que me envió 197. Cuando haya subido,
te mandaré alguno de mis discípulos, que sanará tu dolencia y os
dará vida a ti y a los tuyos».
11 A estas cartas iba todavía unido, en siríaco, lo siguiente:
«Después de la ascensión de Jesús, Judas, llamado tam bién
Tom ás 198, le envió como apóstol a Tadeo, uno de los setenta, el
cual llegó y se hospedó en casa de Tobías, h ijo de Tobías. Cuando
corrió el ru m or acerca de él, avisaron a Abgaro de que había llegado
allí un apóstol de Jesús, como se lo había escrito en la carta.
12 »Comenzó, pues, Tadeo, con el poder de D ios 199, a cu ­
rar toda enfermedad y flaqueza, hasta el p unto de que todos se
admiraban 20°. Mas, cuando Abgaro oyó hablar de los portentos
Τ Α Α Ν Τ ΙΓΡ Α Φ Ε Ν ΤΑ ΥΠΟ ΙΗ ΣΟ Υ Δ ΙΑ
Α Ν Α Ν ΙΟ Υ ΤΑ Χ Υ Δ Ρ Ο Μ Ο Υ ΤΟ Π Α Ρ Χ Η Ι
Α ΒΓΑΡΩ Ι.
10 «Μακάριος εί πιστεύσας έν έμοί, μή
έορακώς με. γ έ γ ρ α π τ α ι γ ά ρ περί έμοΰ
τούς έορακότας με μή π ισ τεύσ ειν έν έμοί,
κα ί Ινα ο ΐ μή έορακότες με α ύ το ί π ισ τεύ σω σι κα ί ζή σ ο ντα ι. περί δέ ού έγραψάς
μοι έλθεϊν πρός σέ, δέον έσ τί π ά ν τα 81*
ά ά π εσ τά λη ν ένταυθα, π ληρ ώ σ αι κα ι μετά
τ ό π ληρ ώ σ αι ούτω ς άναληφ θήναι πρός
τ ό ν ά π ο σ τείλα ν τά με. κα ί έπειδάν άναληφθώ , άπ οσ τελώ σοί τ ιν α τ ώ ν μαθητώ ν
μου, Ινα Ιά σ η τα ί σου τ ό πάθος καί ζω ήν
σοι καί το ίς σύν σοί π α ρ ά σ χ η τα ι.»

11 Τ α ύ τα ις δέ τα ίς έπ ισ το λαΐς ε τ ι κ α ι
τ α ύ τ α σ υνή π το τ ή Σύρων φωνή·
«Μ ετά δέ τ ό άναληφθήναι τ ό ν Ίη σ ο ύ ν
άπέστειλεν α ύ τώ *Ιούδας, ό κα ι Θωμάς,
θ α δ δ α ϊο ν άπ όσ τολον, ένα τ ώ ν έβδομή­
κοντα· δς έλθών κατέμενεν πρός Τ ω β ία ν
τό ν τ ο ύ Τ ώ β ία . ώς δέ ήκούσθη περί
αύτο ϋ, έμηνύθη τ ω 'Α β γ ά ρ ω δ τ ι έλήλυθεν άπ όστολος ένταυθα τ ο ύ Ιη σ ο ύ , καθά
έπέστειλέν σοι.
12 «ήρ ξατο ούν δ Θαδδαίος έν δυνάμει
θεου θεραπευειν π άσαν νόσον καί μα λακίαν, ώ στε π ά ντας θαυμάζειν· ώς δέ ήκουσεν ό "Α βγαρος τ ά μεγα λεία κ α ί τ ά θαυ­
μάσια & έποίει, καί ώς έθεράπευεν, έν

194 El párrafo 9 lo darán sólo los mss. ER BD; los demás lo omiten; en LS parece inter­
polación.
293 C f. Jn 20,29.
196 C f. R ç s c h , Agrapha n.103; Is 6,9-10; M t 13,14-17; Jn 12,39-41; A c t 28,26-27.
197 C f. A c t i,2ss; Jn 16,5.
198 Esta aclaración, que no está en el siríaco, seguramente es interpolación del traductor
griego. En la tradición siríaca, Tomás el M ellizo aparece casi siempre como Judas Tomás
(cf. H e n n e c k e , 2 p.298). L a insistencia en su títu lo de apóstol de Jesús deja traslucir bien
claramente las intenciones del autor siriaco.
199 M t 4,23; 9,35; 10,1.
20» C f. M t 21,15; M e 5,20.

y m aravillas que obraba y de que tam bién curaba, entró en sospe­
chas de si sería éste el mism o del cual Jesús le hablaba en la carta,
a llí donde decía: Cuando yo haya subido, te mandaré alguno de m is
discípulos, que sanará tu dolencia.
13 »Hizo, pues, llam ar a Tobías, en cuya casa se hospedaba,
y le d ijo : H e oído decir que ha venido cierto hom bre poderoso y
que se aloja en tu casa. Tráem elo. Se fue Tobías a estar conTadeo
y le dijo: E l toparca Abgaro me mandó llam ar y me d ijo que te
llevara hasta él para que le cures; y Tadeo le respondió: Subiré,
puesto que he sido enviado a él con poder.
14 »A 1 día siguiente, Tobías madrugó y, tom ando consigo a
Tadeo, se fue ante Abgaro. E n tró Tadeo, estando allí presentes de
pie los magnates del rey, y al instante de hacer él su entrada, una
gran visión se le apareció a A bgaro en el rostro del apóstol Tadeo.
A l verla, A bgaro se prosternó ante Tadeo, dejando en suspenso
a todos los que le rodeaban, pues ellos no habían contemplado la
visión, que sólo se mostró a A bgaro 201.
15 »Este preguntó a Tadeo: ¿De verdad eres tú discípulo de
Jesús, el h ijo de D ios, el que me tiene dicho: te mandaré alguno de
mis discípulos que te curará y te dará vida? Y Tadeo respondió:
Porque es m uy grande tu fe en el que me envió, p o r esto he sido
yo enviado a ti. Y si todavía crees en él, según la fe que tengas así
verás cumplidas las peticiones de tu corazón 202.
16 »Y A bgaro le replicó: D e tal manera creí en él, que llegué
a querer tom ar un ejército y aniquilar a los judíos que lo cru ciύπ ονοία γέγονεν ώς ό τ ι αύτός έσ τιν περί
ού ό *Ιησούς έπέστειλεν λέγω ν <έπειδάν
άναληφθώ, άπ οσ τελώ σοί τ ιν α τ ώ ν μα­
θ ητώ ν μου, ός τ ό πάθος σομ ίά σ ετα ι» .
13 »μετακαλεσάμενος ούν τ ό ν Τ ω β ία ν,
παρ* φ κατέμενεν, είπεν <ήκουσα ό τ ι άνήρ
τ ις δυνάστης έλθών κατέμεινεν έν τ ή σή
οΙκία* ά ν ά γ α γ ε αύτό ν πρός με.> έλθών δέ
ό Τω β ία ς π α ρά Θ αδδαίω , είπεν α ύ τ φ
<ό το π ά ρ χη ς “Α β γάρος μετακαλεσάμενός
με είπεν ά ν α γ α γ ε ίν σε π α ρ’ α ύ τ φ , ίνα
θεραπεύσης αύτόν>. και ό Θαδδαίος, <άναβαίνω >, έφη, <έπειδήπερ δυνάμει παρ*
α ύ τ φ άπ έσταλμαι>.
14 »όρθρίσας ούν ό Τω βίας τ ή έξής καί
π α ραλαβώ ν τό ν θ α δ δ α ίο ν ήλθεν πρός τό ν
"Α βγάρ ον, ώς δέ άνέβη, π α ρόντω ν κα ι
έσ τώ τω ν τ ώ ν μεγισ τάνω ν αύτο ύ, π α ραχ ρή μα έν τ φ είσιέναι αύτό ν όραμα μέγα
201 Cf. A ct 9.7202 Cf. M t 8,13; M e 9,23; Sal 37,4.

έφάνη τ φ ’ Α β γ ά ρ φ έν τ φ προσώ πω τοΟ
α π οσ τό λο υ Θαδδαίου* όπερ ίδώ ν Ά β γ α ρος προσεκύνησεν τ φ θ α δ δ α ίω , θαυμά τ ε
έσχεν π ά ντα ς το υς περιεστώ τας* α υ το ί
γ ά ρ ούχ έοράκασι τ ό όραμα, δ μόνα) τ φ
Α β γ ά ρ φ έφάνη*
15 »ός και τό ν Θ αδδαίον ήρετο εί <έπ*
άληθείας μα θη τή * εί Ιη σ ο ύ τ ο ύ ι/Ιο ύ το ύ
θεού, ός είρήκει πρός με <άπ οσ τελώ σοί
τ ιν α τ ώ ν μα θητώ ν μου, δστις ίά σ η τα ί σε
και ζω ήν σοι παρέξει.> κα ί ό Θαδδαίος
έφη <έπεί μεγάλω ς πεπ ίστευκας είς τό ν
ά π ο σ τείλ α ν τά με. δ ιά τ ο ύ το ά π εσ τάλη ν
πρός σέ. κ α ί π ά λιν, έάν π ιστεύσ ης έν
α ύ τ φ , ώς άν πιστεύσης, έσ τα ι σοι τ ά
α ιτ ή μ α τ α τή ς καρδίας σου>.
16 »καΙ ό Ά β γ α ρ ο ς πρός α ύτό ν <ούτως
έπίστευσα>, φησίν, <έν α ύ τ φ , ώς κα ί τούς
Ιο υδ α ίο υς τούς σταυρώ σαντας α ύτό ν βου-

ficaron, de no haberme hecho desistir el m iedo al Im p e rio ro m a n o
Y Tadeo le dijo : N uestro Señor ha cu m plido la voluntad del Padre
y, una vez cum plida, subió al Padre.
17 »Díjo!e Abgaro: Tam bién yo he creído en él y en su Padre
Y Tadeo dijo: Por esto voy a poner m i mano sobre ti en su nom bre.
Y así que lo hubo hecho, al punto quedó curado el rey de la enfer­
medad y de la dolencia que tenía.
18 »Y A bgaro se m aravilló de que ta l como él tenía oído decir
acerca de Jesús, así lo acababa de experim entar de hecho por obra
de su discípulo Tadeo, el cual, sin fármacos n i hierbas, le había
curado. Y no sólo a él, sino tam bién a A bdón, h ijo de A bdón, que
sufría de gota y que, acercándose tam bién a Tadeo, cayó a sus pies,
suplicó con sus manos y fue curado. Y a muchos otros conciudada­
nos curó Tadeo, obrando maravillas y proclamando la palabra de
D ios.
19 »Después de esto, d ijo Abgaro: Tadeo, tú haces estos m i­
lagros con el poder de Dios, y nosotros hemos quedado m aravilla­
dos. Pero yo te ruego que además nos des alguna explicación sobre
la venida de Jesús, cómo fue, y tam bién sobre su poder: en v irtu d
de qué poder 203 obraba él los portentos de que yo he oído hablar.
20 »Y Tadeo respondió: A hora guardaré silencio. Pero mañana,
puesto que fu i enviado para predicar la palabra, convoca en asam­
blea a todos tus ciudadanos, y yo predicaré delante de ellos, y en
ellos sembraré 204 la palabra de vida: sobre la venida de Jesús: cómo
ληθή ναι δύναμιν π αραλαβώ ν κατακόψ αι,
εί μή δ ιά τ ή ν β ασ ιλεία ν τ ή ν “Ρωμαίων
άνεκόπην το ύτο υ» . κ α ί 6 ΘαδδαΤος εϊπεν
<6 κύριος ήμώ ν τ ό θέλημα τ ο ύ πατρός
α ύ τ ο υ πεπλήρωκεν κα ί πληρώσας άνελήφ θη πρός τό ν πατέρα».

Θών ύπό τούς πόδας α υτο ύ έπεσεν, εύχάς
τ ε δ ιά χειρός λαβώ ν έθεραπεύθη, πολλούς
τ ε άλλους συμπ ολίτα ς α ύ τώ ν ό αύτός
Ιάσ ατο, θαυμαστά κ α ί μεγά λα π ο ιώ ν καί
κηρύσσων τό ν λό γο ν τ ο ύ θεού.

17 «λέγει α ύ τ φ Ά β γ ά ρ ο ς <κάγώ πεπ ίσ τευ κ α είς α ύ τό ν κα ί είς τό ν π α τέρ α
αύτοΟ». καί 6 ΘαδδαΤος <διά το ύ το » ,
φησί, <τίθημι τ ή ν χείρ ά μου έπί σέ έν
ό νό μ α τι αύτου». κ α ί τ ο ύ τ ο π ράξαντος,
π α ραχρή μα έθεραπεύθη τη ς νόσου κ α ί τοΟ
πάθους ού είχεν.

19 «μετά δέ τ α ύ τ α ό Ά β γ α ρ ο ς <σύ
ΘαδδαΤε», Ιφ η, «τύν δυνάμει τ ο ύ θεού
τ α ύ τ α ποιείς καί ήμεϊς α ύ το ί Ιθαυμάσαμεν
άλλ* έπ ί το ύ το ις δέομαί σου, δ ιή γ η σ α ί
μοι περί τή ς έλεύσεως το ύ *Ιησού πώς
έγένετο, κ α ί περί τή ς δυνάμεως αύτού,
καί έν ποίςτ δυνάμει τ α ύ τ α έποίει ά τ ιν α
ήκουσ τα ί μοι».

18 «έθαύμασέν τε ό "Α βγαρ ος δ τ ι καθώς
ή κο υ σ τα ι α ύ τώ περί τ ο ύ ' Ιησού, ούτω ς
τ ο ίς έργοις παρέλαβεν δ ιά τ ο ύ μαθητού
α υτο ύ Θ αδδαίου, δς αύτό ν άνευ φαρμακείας κ α ί β ό τα νώ ν έθεράπευσεν, κα ί ού
μόνον, ά λ λ ά κ α ί "Α βδον τ ό ν τ ο ύ "Αβδου,
π οδάγρ αν έχοντα* δς κα ί αυτός προσελ-

2 0 «καί ό ΘαδδαΤος <νύν μέν σιω π ήσομαι», έφη, <έπεί δέ κη ρύξαι τό ν λ ό γ ο ν
άπ εστάλην, αύριον έκκλησίασόν μοι τούς
π ο λίτα ς σου π άντας, κα ί έπ* α ύτώ ν κη ­
ρύξω κα ί σπερώ έν αύτοϊς τό ν λό γ ο ν τή ς
ζωής, περί τε τή ς έλεύσεως τ ο ύ Ιη σ ο ύ
καθώς έγένετο, κ α ί περί τή ς άπ οσ τολής

203 C f. M t 21,23.
204 C f. M t 13,19; L e 8,12.

fue; y sobre su m isión: p or qué razón el Padre lo envió; y acerca
de su poder, de sus obras y de los m isterios de que habló en el
mundo: en v irtu d de qué poder realizaba esto; y acerca de la no­
vedad de su mensaje, de su pequeñez y de su hum illación: cómo
se h u m illó 205 a sí mismo deponiendo y empequeñeciendo su d iv i­
nidad, y cómo fue crucificado y descendió ai hades e hizo saltar el
cerrojo que desde siempre seguía intacto y resucitó muertos, y cómo,
habiendo bajado solo, subió a su Padre con una gran muche­
dum bre 206.
21 »Mandó, pues, Abgaro, que al alba se reunieran todos sus
ciudadanos y que escucharan la predicación de Tadeo, y luego
ordenó que se le diese oro y plata sin acuñar. Pero él no lo aceptó
y dijo: Si hemos dejado lo nuestro, ¿cómo habíamos de tom ar lo
ajeno?
»Ocurría esto el año 340 207».
22 Baste por el m om ento con este relato, que no será in ú til,
traducido literalm ente de la lengua siríaca.
αύτο υ, και ένεκα τίνο ς άπ εσ τά λη ύπό τοΟ
πατρός, καί περί τή ς δυνάμεως καί τώ ν
έργω ν α ύτο υ καί μυσ τηρίω ν ών ελάλησεν
έν κόσμω, καί ποίςτ δυνάμει τ α υ τ α έποίει,
και περί τή ς καινής α ύ το ύ κηρυξεως, καί
περί τή ς μικρό τη το ς καί περί τή ς τα π ε ινώσεως, καί πώς έταπείνω σεν έαυτόν καί
άπέθετο καί έσμίκρυνεν α ύτο υ τ ή ν θεότη­
τα , και έσταυρώθη, καί κατέβη είς τό ν
Ά ιδ η ν , καί διέσχισε φ ραγμόν τό ν έξ α ΐώ νος μή σχισθέντα, καί άνήγειρεν νεκρούς
κα ί κα τέβ η μόνος, άνέβη δέ μετά πολλου
ό χλο υ πρός τό ν π α τέρ α αύτο υ >.
205 F lp 2,8.
j p e 3 (Ig; Evangelium Petri 41:

206

BAC

1 4 8 ( M a d r id 2 1 9 6 3 ) p .3 9 0 ; S a n

ed.

A.

21 »έκέλευσεν ούν ό Ά β γ α ρ ο ς τ ή ΙωΘεν
σ ννάξαι τούς π ο λ ίτα ς αύτοΟ κα ί άκούσαι
τ ή ν κήρυξιν θ α δ δ α ίο υ , καί μετά τ α υ τ α
προσέταξεν δοθήναι α ύ τ φ χρυσόν καί
άσημον. ό δέ ούκ έδέξατο, είπώ ν <εΙ τ ά
ήμέτερα καταλελοίπ αμεν, πώς τ ά άλλότ ρ ια ληψόμεθα»;
22 »έπράχθη τ α υ τ α τεσ σ αρακο σ τφ και
τρ ια κ ο σ ιο σ τω έτει».
ά κα ί ούκ είς ά χ ρη σ το ν πρός λέξιν έκ
τή ς Σύρων μεταβληθέντα φωνής ένταυθά
μοι κ α τά καιρόν κείσθω.

D e San to s

O t e r o , Los

I g n a c io d e A n t io q u ía ,

Kfagn.

Evangelios apócrifos:
P s . - I g n a c i o , T ra il.

9 ,2 ;

D ial. 7 2 .
207 Es decir, el año 28-29 d. C. La fecha del texto sigue la era seléucida, que comienza el
i de octubre del año 312 a. C. y que recibe también los nombres de era de los griegos y era
de Alejandro (por suponer su punto de partida en la muerte de Alejandro IV , año 311a. C.).
9 ,2 ; S a n J u s t in o ,

LIBRO

SEGUNDO

El libro segundo de la Historia Eclesiástica contiene lo siguiente:

1. De la vida de los apóstoles después de la ascensión de Cristo.
2. De la emoción de Tiberio al informarle Pilato de los hechos re­
ferentes a Cristo.
3. De cómo la doctrina de Cristo, en breve tiempo, se propagó a
todo el mundo.
de Tiberio, Cayo establecióa Agripa
4. De cómo, después
rey de los judíos y castigó como
a Herodes con el destierro perpetuo.
5. De cómo Filón desempeñó una embajada cerca de Cayo en fa­
vor de los judíos.
6. De los males que afluyeron sobre los judíos después de su avi­
lantez contra Cristo.
7. De cómo también Pilato se suicidó.
8. Del hambre en tiempos de Claudio.
9. M artirio del apóstol Santiago.
10. De cómo Agripa, llamado también Herodes, persiguió a los
apóstoles y pronto experimentó la venganza divina.
11. Del impostor Teudas.
12. De Elena, reina de Adiabene.
13. De Simón Mago.
14. De la predicación del apóstol Pedro en Roma.
15. Del evangelio de Marcos.
16. De cómo Marcos fue el primero en predicar a los egipcios el
conocimiento de Cristo.

Β'
Τάδε και ή β ' περιέχει βίβλος τή ς Ε κ κ λ η σ ια σ τικ ή ς Ισ τορίας
Α'
Β'
Γ'
Δ'
Ε'
ς'
Ζ'
Η'
θ'
Γ
ΙΑ '
ΙΒ '
ΙΓ '
ΙΔ '
ΙΕ'
Ις'

Περί τή ς μετά τ ή ν άνάλη ψ ιν τ ο υ Χ ρ ισ το ί/ δ ια γ ω γ ή ς τ ώ ν άπ οσ τόλω ν.
"Οπως Τιβέριος ύπ ό Π ιλ ά το υ τ ά περί τ ο υ Χ ρ ίσ το υ διδαχθείς έκινήθη.
"Οπως είς π ά ν τα τό ν κόσμον έν βραχεί χ ρ ό νφ διέδραμεν ό περΐ τοΟ Χ ρ ισ το ύ λόγος.
Ώ ς μετά Τ,ιβέριον Γάϊος Ιο υ δ α ίω ν βασιλέα κα θ ίσ τη σ ιν Ά γ ρ ίπ π α ν , τό ν ΊΗρώ δην
ά ϊδ ίω ζημιώ σας φ υγή .
Ώ ς Φ ίλω ν ύπέρ Ιο υ δ α ίω ν πρεσβείαν έσ τείλα το πρός Γάϊον.
"Ο σα Ίο υ δ α ίο ις συνερρύη κακά μετά τ ή ν κ α τά τ ο ύ Χ ρ ισ το ύ τόλμαν.
Ώ ς κα ί Π ιλ ά το ς έσυτόν δ ιεχρήσ ατο.
Περί τ ο υ κ α τ ά Κ λαύδιον λιμού,
Μ αρ τύ ριον Ια κ ώ β ο υ το ύ απ οσ τόλου.
Ώ ς Ά γ ρ ίπ π α ς ό καί Ή ρ φ δ η ς τούς αποστόλους διώξας τή ς θείας π α ρ α υ τίκ α
δίκης ήσθετο.
Περί θ ευ δ α το υ γό η το ς.
Περί Ε λένης τή ς τ ώ ν ’ Α διαβηνώ ν βασιλίδος.
Περί Σίμωνος ιο ύ μά γου. *
Περί τ ο ύ κ α τά 'Ρώ μην κη ρύγμα το ς Π έτρου το υ απ οστόλου.
Περί το ύ κ α τά Μ άρκον ευα γγελίο υ.
Ώ ς πρώ τος Μάρκος το ΐς κ α τ ’ Α ίγ υ π το ν τή ν είς τό ν Χ ρ ισ τό ν γνώ σ ιν έκήρυξεν.

17. Lo que Filón cuenta de los ascetas de Egipto.
18. Obras de Filón que han llegado hasta nosotros.
19. Calamidades que se abatieron sobre los judíos de Jerusalén el
día de la Pascua.
20. De lo ocurrido en Jerusalén en tiempos de Nerón.
21. Del Egipcio, al que también los Hechos de losApóstoles mencionan.
22. De cómo Pablo, enviado preso desde Judea a Roma, pronunció
su defensa y fue absuelto de toda acusación.
23. De cómo Santiago, el llamado hermano del Señor, sufrió el mar­
tirio.
24. De cómo Aniano fue nombrado primer obispo de la Iglesia de
Alejandría después de Marcos.
25. De la persecución en tiempos de Nerón, en la cual Pablo y Pe­
dro se adornaron con el martirio por la religión en Roma.
26. De los innumerables males que envolvieron a los judíos y de la
última guerra que éstos suscitaron contra los romanos.
Este libro lo hemos compuesto con extractos de Clemente, de Tertulia­
no, de Josefo y de Filón 1.
ΙΖ '
ΙΗ '
ΙΘ '
Κ'
ΚΑ'
ΚΒ'
Κ Γ'
ΚΔ'
ΚΕ'
Κς'

Ο Ια περί τώ ν κ α τ ’ Α ίγ υ π τ ο ν άσ κη τώ ν ό Φ ίλω ν Ισ τορεί.
"Ο σα τοΟ Φίλωνος είς ή μάς περιήλθεν σ υ γ γ ρ ά μ μ α τα .
Ο ία τούς έν Ίεροσολύμοις Ιο υ δ α ίο υ ς συμφορά μετήλθεν έν τ ή τοΟ π ά σ χα ήμέρα.
Ο ία κ α ί κ α τ ά Νέρωνα έν το ίς “Ιεροσολύμοις έπράχθη.
Περί τ ο υ Α Ιγ υ π τίο ν , ού κ α ί τ ώ ν Α ποστόλω ν α ί Πράξεις έμνημόνευσαν.
“Ως έκ τή ς Ιο υ δ α ίο ς είς τ ή ν “Ρώμην δέσμιος άναπεμφθείς Παύλος άπολογησάμενος
πάσης άπελύθη α ίτία ς .
“Ως έμαρτύρησεν Ιά κ ω β ο ς ό τ ο ύ κυρίου χρη μα τίσ α ς άδελφός.
“Ως μετά Μ άρκον πρώηος έπίσκοπος τή ς *Αλεξανδρέων έκκλησίας *Αννιανός κ α τέ σ τη .
Περί τοΟ κ α τ ά Νέρωνα δ ιω γμ ο ύ, καθ* όν έπί “Ρώμης Παύλος καί Πέτρος το ίς ύπέρ
εύσεβείας μαρτυρίοις κατεκοσμήθησαν.
“Ως μυρίοις κακοίς περιηλάθησαν Ιο υ δ α ίο ι, καί ώς τό ν ύ σ τα το ν πρός “Ρωμαίους
ή ραντο πόλεμον.
Σ υ νή κ τα ι ήμίν ή βίβλος άπ ό τώ ν Κλήμεντος Τερ τυλλια νού Ίω σ ή π ο υ Φίλωνος.

[P

r ó lo g o

]

i Todos los datos de la H istoria Eclesiástica que era necesario
establecer a guisa de prólogo: lo referente a la d ivin id a d del Verbo
salvador, la antigüedad de los dogmas de nuestra doctrina y la ve­
tustez de la form a de vida 2 evangélica de los cristianos; y no sólo
eso, sino tam bién lo que dice relación con la reciente manifestación
1 "Ο σα μέν τή ς έκκλησ ιασ τικής Ισ το ­
ρίας έχρήν ώς έν π ρ ο ο ιμ ίφ διασ τείλασ θαι
τή ς τε θεολογίας πέρι το ύ σ ω τη ρίο υ λό γο υ

καί τή ς ά ρ χ α ιο λ ο γ ία ς τ ώ ν τή ς ήμετέρας
διδασκαλίας δ ο γμ ά τω ν ά ρ χ α ιό τη τό ς τ ε
τή ς κ α τά Χ ρ ισ τια νο ύς εύαγγελική ς π ο λ ι-

1 Iremos comprobando este afán constante de Eusebio por señalar escrupulosamente las
fuentes que utiliza, aunque sea m uy poco lo que tome de ellas.
2 Forma de vida o conducta regulada. N o tiene más alcance la palabra TroXrreía en la H E
de Eusebio. Esa forma de vida estará regulada generalmente por el Evangelio, como aquí e
infra 17,15; IV 7,13; 23,2; V I I 32,30, por ejemplo, pero tam bién puede tratarse de las leyes
que reglamentan la vida de la sociedad helénica, a la que pasa Am m onio al abandonar el cris­
tianismo; cf. infra V I 19,7. Por causa de esta significación tan restrictiva, Eusebio, cuando
aplica la palabra al cristianismo, generalmente la completa con otras como 91X0009(0, 6i 6a a K a A ía , TríoTis, e tc .

de C risto, con la actividad previa a la pasión y con la elección de
los apóstoles; todo esto queda bien explicado en el lib ro anterior,
con razones abreviadas 3.
2 Pero en el presente vamos ya a considerar tam bién los hechos
que siguieron a su ascensión. Unos ios iremos anotando de las Sa­
gradas Escrituras, y otros los sacaremos de fuera, de todos los tra ­
tados que oportunamente citaremos.

i

[D e

la

v id a d e l o s a p ó s to le s d e s p u é s d e l a

a s c e n s ió n d e C r i s t o ]

1 E l prim ero 4, pues, que la suerte designó para el apostolado
en sustitución de Judas el tra id o r fue Matías 5, que tam bién había
sido uno de los discípulos del Salvador, como ya queda probado.
Por otra parte, los apóstoles, mediante la oración e im posición de
manos, instituyen además, con destino al m inisterio y a causa del
servicio común, a unos varones probados, en núm ero de siete: Es­
teban y sus compañeros 6. T am bién fue Esteban, después del Señor
y casi a la vez que recibía la im posición de manos, como si le h u ­
bieran prom ovido para esto mismo, el p rim e ro en ser m uerto a pe­
dradas por los mismos que mataron al Señor 7, y de esta manera el
p rim ero tam bién en llevar la corona— a la que alude su n o m b r e de ios victoriosos mártires de C risto.
2

Por aquel entonces, tam bién Santiago, el llamado hermano

τείας, ού μήν ά λ λά καί όσα περί τή ς
γενομένης έναγχος έπιφανείας αύτού, τ ά
τε πρό το ύ πάθους κα ί τ ά περί τή ς
τώ ν άπ οσ τόλω ν έκλογής, έν τ ω πρό τ ο ύ ­
το υ, συντεμόντες τά ς άποδείξεις, δ ιειλή φαμεν*
2 φέρε δ*, έπ ί τ ο ύ παρόντος ήδη καί τ ά
μετά τ ή ν ά νάλη ψ ιν α ύτο ύ διασκεψώμεθα,
τ ά μέν έκ τώ ν θείων παρασημαινόμενοι
γρα μμά τω ν, τ ά 5* έξωθεν προσιστορούντες έξ ών κ α τά καιρόν μνημονεύσομεν
υπομνημάτω ν.

Α'
1 Πρώ τος το ιγ α ρ ο ύ ν είς τ ή ν άπ οσ το λήν ά ν τ ί το ύ προδότου Ιο ύ δ α κλη ρ ο ύ τα ι

Μ ατθίας, είς καί αύτός, ώς δεδ ή λω ται,
τώ ν το ύ κυρίου γενόμενος μαθητώ ν, κα­
θ ίσ τα ν τα ι δέ δΓ εύχής και χειρώ ν έπ ιθέσεως τ ώ ν άπ οσ τόλω ν είς διακονίαν υπη­
ρεσίας ένεκα τ ο ύ κοινού άνδρες δεδοκιμασμένοι, τό ν άριθμόν έπ τά , ο ί άμφί τ ό ν
Στέφανον* ός καί πρώ τος μετά τό ν κύριον
άμα τ ή χειροτονίφ , ώσπερ είς αύ τό τ ο ύ το
προαχθείς, λίθοις είς θάνατον πρός τώ ν
κυριοκτόνω ν β ά λλετα ι, καί τ α ύ τ η π ρώ τος
τό ν α ύ τώ φερώνυμον τώ ν άξιονίκω ν το ύ
Χ ρ ισ το ύ μαρτύρω ν άποφέρεται στέφανον.
2 τ ό τε δ ή τα καί Ιά κ ω β ο ν, τό ν τ ο ύ
κυρίου λεγόμενον άδελφόν, ό τ ι δή κ α ί
ούτος το ύ Ιω σ ή φ ώ νόμαστο παΐς, το ύ
δέ Χ ρ ισ το ύ π α τή ρ ό Μωσήφ, φ μνησ-

3 Con estas palabras, Eusebio quiere dejar bien sentado el carácter introductorio del lib ro
prim ero de su H E .
4 Nótese la frecuencia de esta expresión, «el primero», en el presente capítulo, § 1,2,8,10,13.
5 C f. A c t 1,15-26; supra I 12,3.
6 A ct 6,1-6.
7 A c t 7.58-59.

del S eñor8— porque en verdad cambien a él se le llamaba h ijo de
José 9; ahora bien, el padre de C risto era José, con el que estaba
desposada la V irgen cuando, antes de que convivieran se halló que
había concebido del E sp íritu Santo, como enseña la Sagrada Es­
critu ra de los evangelios 10— ; este m ism o Santiago, pues, al que los
antiguos pusieron el sobrenombre de Justo 11, p or el m érito supe­
rio r de su v irtu d , se refiere que fue el p rim e ro a quien se confió el
trono 12 episcopal de la Iglesia de Jerusalén.
3 Clemente, en el lib ro V I de las Hypotyposéis, aduce lo si­
guiente:
«Porque— dicen— después de la ascensión del Salvador, Pedro,
Santiago y Juan, aunque habían sido los predilectos del Salvador,
no se adjudicaron este honor, sino que eligieron obispo de Jerusa­
lén a Santiago el Justo»13.
4 Y el mismo autor, en el lib ro V I I de la misma obra, dice
todavía sobre él lo que sigue:
«El Señor, después de su ascensión, hizo entrega del conoci­
m iento 14 a Santiago el Justo, a Juan y a Pedro, y éstos se lo transm iτευθεϊσα ή παρθένος, π ριν ή συνελθεΐν
αύτούς, ευρέθη έν γ α σ τ ρ ί έχουσα έκ πνεύ­
ματος ά γ ίο υ , ώς ή Ιερά τώ ν ε ύ α γ γ ελ ίω ν
διδάσκει γραφή* τ ο ύ το ν δή ούν αύτό ν
Ιά κ ω β ο ν , δν καί δίκαιον έπίκλην ο ί π ά λ α ι
δι* αρετής έκάλονν π ρ ο τερή ματα, π ρ ώ τον
Ισ τορούσιν τή ς έν Τεροσολύμοις έκχλησίας
τό ν τή ς έπισκοπής έγχειρ ισ θ ήνα ι θρόνον*
3 Κλήμης έν εκτω τ ώ ν “Υ ποτυπώ σεω ν
γράφ ω ν ώδε π α ρ ίσ τη σ ιν
«Πέτρον γ ά ρ φησιν κα ί “Ιάκω βον καί

Τω άννην μετά τ ή ν άνάληψ ιν τ ο υ σ ω τή ρος, ώς άν καί Οπό τ ο υ σω τήρος προτετιμημένους, μή έπιδικάζεσθαι δόξης, α λ ­
λ ά Ιά κ ω β ο ν τό ν δίκαιον έπίσκοπον τώ ν
“Ιεροσολύμων έλέσθαι».
4 ό 6* αύτός έν έβδόμω τή ς αύτής
ύποθέσεως ε τι κα ί τ α ύ τ α περί αύτο ύ
φησιν
«Τακώβω τ ω δ ικ α ίω καί Ιω ά ν ν η καί
Π έτρω μετά τ ή ν ά ν ά σ τα σ ιν παρέδωκεν
τ ή ν γνώ σ ιν 6 κύριος, ο ύ το ι το ίς λοιπ οϊς

8 G ál 1,19.
9 Para M t 10,3; M e 3,18; Jn 19,25 y A c t 1,13, Santiago era h ijo de A lfeo o Cleofás (cf. M t
27,56). La opinión de que era h ijo de José se encuentra expresa en el ms. B del Protoevangelio
de Santiago. Eusebio recoge esta tradición y, un poco confusamente, la fusiona con la otra,
que afirmaba la viudez de José, y que provenía del Evangelio de Pedro, al que remite Orígenes
(In M ath. 10,17); en la misma línea están Epifanio, Gregorio de Nisa e incluso Juan Crisóstomo e H ila rio de Poitiers, aunque no Jerónimo. Eusebio, a pesar de sus expresiones reticentes,
probablemente pensaba también que Santiago era h ijo de José y de una prim era esposa, pues
tal parece haber sido la opinión de Hegesipo; cf. M . J. L a g r a n g e , L ’Évangile sélon Saint M a rc
(Paris 4i929) p.72-89; T h . Zahn, Brüdern und Vettern Jesus: Forschungen 6,125-364; W .
PRATSCHER, Der Herrenbruder Jakobus und y die Jakobustradition = Forsch. 2. Relig. u
L ite ra tu r des A . v. N . Testament, 139 (G ottinga 1987); Id., Der Herrenbruder Jakobus und
seris kreis: Evangelische Theologie 47 (1987) 228-244.
10 M t 1,18.
11 C f. infra 23,7.
12 Son varias las veces que se u tiliza en esta obra la palabra «trono» referida al episcopado
de Jerusalén: además de este pasaje, infra 23,1; I I I 5,2; 11; 35; V I I 14; 19; 32,29. Su aplicación
a otros episcopados es más rara: al de Corinto, infra IV 23.1; al de Roma, V I 29,4; al de A n tioquía, aunque esta vez más bien como signo del orgullo de Pablo de Samosata, V II 30,9;
V. T womey, Apostholikos Thronos — Münsterische Beiträge z. Theologie, 49 (M ünster
1981).
13 Fragmento 10: cf. infra 23,1; en ambos pasajes sigue a Clemente de Alejandría; en
23,4 sigue a Hegesipo, que refleja otra tradición; en V I I 19 combinará las dos; cf. A . Campbell,
The elders o f the Jerusalem Church: TTS 44 (iqqO 411-08.

tie ro n a los demás apóstoles, y los demás apóstoles a los setenta, uno
de los cuales era tam bién Bernabé.
5 «Hubo dos Santiagos: uno, ú Justo, que fue precipitado desde
el pináculo del tem plo y rematado a golpes con un mazo de ba­
tán 15; y el otro, el que fue decapitado3 16.
D e Santiago el Justo hace mención tam bién Pablo cuando es­
cribe: O tro apóstol no vi, si no es a Santiago, el hermano del Señor17.
6 Por este tiem po se cum plió tam bién lo prom etido por nues­
tro Salvador al rey de Osroene, pues Tomás, p or im pulso d ivin o ,
envió a Tadeo a Edesa como heraldo y evangelista de la doctrina de
C risto, como lo acabamos de probar con documentos encontrados
allí
7 Tadeo, personado en el lugar, cura a A bgaro por la palabra
de C risto y deja pasmados con sus extraños milagros a todos los
circunstantes 19. C uando ya los tuvo suficientemente dispuestos con
sus obras, los fue conduciendo hacia la adoración del poder de
C risto y acabó haciéndoles discípulos de la doctrina del Salvador 20.
Desde entonces hasta hoy, la ciudad entera de Edesa está consagra­
da al nom bre de C risto, dando así una prueba nada común de los
beneficios que nuestro Salvador les había hecho.
άπ οσ τόλοις παρέδω καν, οί δέ λο ιπ ο ί
απ όσ το λο ι το ΐς έβδομήκοντα· ών είς ήν
καί Βαρναβάς.

περί τ ο ύ Χ ρ ισ το ύ διδασκαλίας έκπέμπει,
ώς άπ ό τή ς εύρεθείσης αύτό θ ι γραφής
μικρώ πρόσθεν έδηλώ σαμεν

5 »δύο δέ γεγό να σ ιν Ίά κ ω β ο ι, εις ό
δίκαιος, ό κ α τά τοΟ π τερ υ γ ίο υ βληθείς
κα ί ύπό γναφέως ξύλω π λη γείς είς θά­
νατον, έτερος δέ ό καρατομηθείς».
α ύ το ύ δή τ ο ύ δ ικαίο υ κ α ί ό Παύλος
μνημονεύει γράφ ω ν «έτερον δέ τώ ν άπο­
στό λω ν ούκ είδον, εί μή Ιά κ ω β ο ν τό ν
άδελφόν τ ο ύ κυρίου».

7 ό δέ το ΐς τό π ο ις έπιστάς, τό ν τε
'Α β γ α ρ ο ν ίά τ α ι τ ω Χ ρ ισ το ύ λ ό γ ω κ α ί
τούς αύτό θ ι π ά ντας το ΐς τ ώ ν θ αυμάτω ν
παραδόξοις έκ π λ ή ττει, Ικανώς τε αύτούς
το ΐς έργοις διαθείς κα ί έπί σέβας ά γ α γ ώ ν
τή ς το ύ Χ ρ ισ το ύ δυνάμεως, μαθητάς τή ς
σ ω τη ρίο υ διδασκαλίας κα τεσ τή σ α το , είς
έ τ ι τε νύν έξ έκείνον ή π ά σ α τώ ν Έ δ εσ σηνών πόλις τ ή Χ ρ ισ το ύ π ροσανάκειται
προσηγορία, ού τ ό τυ χ ό ν έπιφερομένη
δ είγμ α τή ς το ΰ σω τήρος ήμώ ν κα ί είς
αύτούς εύεργεσίας.

6 έν το ύ το ις κα ί τ ά τή ς το ύ σωτήρος
ήμώ ν πρός τό ν τώ ν Ό σ ρ ο η νώ ν βασιλέα
τέλος έλάμβανεν ύποσχέσεως. ό γο ύν
θ ω μά ς τό ν θ α δ δ α ίο ν κινήσει θειοτέρα έπί
τ ά "Εδεσσα κήρυκα κ α ί εύ α γ γ ελ ισ τή ν τή ς

14 Sobre el sentido de este conocimiento o gnosis en Clemente, cf. A . Mehat, Etude
sur les ‘Stromates’ de Clément d ’Alexandrie: Patrística Sorbonensia 7 (Paris 1966) 4x1-488;
cf. R. Fabris, S. Pietro apostolo nella prima chiesa: Studia missionalia 35 (1986) 41-70.
15 C f. H e g e s i p o : infra 23,11-18. A l no mencionar más que estos dos Santiagos, parece que
Clemente identifica a Santiago el Justo o hermano del Señor con Santiago, h ijo de A lfe o (o de
Cleofás; cf. M t 27,56), uno de los Doce, según M t 10,3; M e 3,18; Jn 19,25; A c t 1,13. Pero no
es seguro.
16 C f. A c t 12,7; C l e m e n t e d e A l e j a n d r í a , Hypotypos. fragm. 13.
17 G ál 1,19.
14 C f. supra I I3,5ss.
19 Supra I 13,11-18.
20 Esta frase resume la actividad de Tadco y su resultado, om itido supra T 13,21.

8 Baste con lo dicho, tomado de antiguos relatos, y volvamos
otra vez a la Sagrada Escritura.
A continuación del m a rtirio de Esteban se produjo la prim era
y gran persecución contra la Iglesia de Jerusalén p or obra de los
mismos judíos. Todos los discípulos, exceptuados solamente los
Doce, se dispersaron p or toda Judea y Samaría21. Algunos, según
dice la E scritura d ivina 22, arribaron a Fenicia, C hipre y A n tio quía. N o se hallaban todavía capacitados para osar com partir con
los gentiles la doctrina de la fe, y así la anunciaron solamente a los
judíos.
9 Por entonces tam bién Pablo andaba todavía devastando la
Iglesia: penetraba en las casas de los fieles, arrancaba a viva fuerza
a hombres y mujeres y los encarcelaba 23.
10 M as tam bién Felipe, uno de los que se escogiera para el
servicio ju n to con Esteban 24 y que se hallaba entre los dispersos,
descendió a Samaría y, lleno de poder d ivin o , fue el prim ero en
predicar la doctrina a los samaritanos. T a n grande era la gracia
divin a que obraba en él, que se atrajo con sus palabras al mismo
Simón M ago y a una gran m uchedum bre 25.
11 Por aquel tiem po, Simón había logrado una fama ta l con
su mágico poder sobre los ilusos, que él mismo se creía ser el gran
poder de D ios. Fue entonces cuando, pasmado tam bién él ante las
increíbles maravillas obradas p o r Felipe con el poder divin o , se
in filtró y llevó el fingim iento de su fe en C risto hasta el punto de
ser bautizado 26.
8 κ α ί τ α υ τ α δ* ώς έξ άρ χαίω ν Ισ τορίας
είρήσθω· μετίω μεν δ* αύθις έπί τ ή ν θείαν
γραφ ήν,
γενομένου δ ή τα έπί τ ή τ ο υ
Στεφάνου μαρτυρίς* π ρ ώ του καί μ εγίσ το υ
πρός α ύ τώ ν Ιο υ δ α ίω ν κ α τ ά τή ς έν Ίερο σ ο λύμοις έκκλησίας δ ιω γμ ο ύ π ά ντω ν τε τώ ν
μα θητώ ν π λή ν ό τ ι μόνων τ ώ ν δώδεκα
άνά τ ή ν Ιο υ δ α ίο ν τε κα ί Σαμάρειαν διασ παρεντω ν, τινές, ή φησιν ή θ εία γρα φ ή,
διελθόντες Ιως Φ οινίκης κα ί Κύπρου κα ί
Α ν τ ιό χ ε ια ς , ούπω μέν Ιθνεσιν ο ϊο ί τε
ήσαν το υ τή ς π ίστεω ς μεταδιδόναι λ ό γο υ
το λμάν, μόνοις δέ το ύ το ν Ίο υ δ α ίο ις κ α τ ή γγ ελ λ ο ν .
9 τ η ν ικ α ΰ τ α καί Παύλος έλυμαίνετο
είς ε τ ι τ ό τ ε τ ή ν έκκλησίαν, κατ* οίκους
τών» π ισ τώ ν είσπορευόμενος σύρων τε
άνδρας κα ι γυναίκας και είς φυλακήν
παραδιδούς.
21
N TS
22
23

10 ά λ λ ά κ α ι Φ ίλιπ πος, είς τώ ν άμα
Στεφάνω προχειρισΟέντων είς τ ή ν δ ια ­
κονίαν, έν το ΐς διασπαρεΤσιν γενόμενος,
κάτεισ ιν είς τ ή ν Σαμάρειαν, θείας τε εμπλεως δννάμεω ς κ η ρ ύ ττει πρώ τος το ίς
αύτό θ ι τό ν λό γον, το σ α ύ τη 6* α ύ τώ
Θεία συνήργει χάρις ώς κα ί Σίμω να τό ν
μάγον μετά π λείσ τω ν όσων το ίς α ύτο ύ
λό γοις έλχθήναι.
11 έπί το σ ο ϋ το ν δ* ό Σίμω ν βεβοημένος κατ* εκείνο καιρού τώ ν ή π α τη μένων έκράτει γ ο η τεία , ώς τ η ν μεγά λην
αύτό ν ήγεΐσ θ αι είναι δύναμιν τ ο ύ Θεού.
τ ό τ ε δ’ ούν καί ο ύτος τά ς ύπό το ύ
Φ ιλίπ π ο υ δυνάμει θεία τελουμένας κατα π λ α γ είς παραδοξοπ οιίας, υπ ο δ ύεται
καί μέχρι λουτρού τ ή ν είς Χ ρ ισ τό ν π ίσ τ ιν
καθυποκρί νετσ ι ·

A c t 8,1; cf. S.C. M im o u n i , Pour une définition nouvelle du judéo-christianisme ancien:
38 (1991)
161-186.
zi Acr 5 .
A ct 1 1,1 9·
25 A c: 3 , - - 13.
A ct 8,3.
20 Act 8,13.

12 L o que tam bién es de adm irar es que hasta ahora ocurra lo
mismo con los que aun hoy en día comparten su funestísima here­
jía, los cuales, fieles al método de su antepasado, se in filtra n en la
Iglesia como sama pestilente y causan el mayor estrago en aquellos
a quienes logran inocular el veneno incurable y te rrib le oculto en
ellos 21. Sin embargo, la mayoría fueron ya expulsados a medida
que se les sorprendió en esta perversidad, como el mismo Simón,
cuando Pedro lo desenmascaró y le hizo p ig a r su m e re cid o 28.
13 Pero, mientras de día en día la predicación salvadora iba
progresando, alguna disposición providencial condujo fuera de
Etiopía a un magnate de la reina de aquel país, que aun hoy día,
según costumbre ancestral, está regido por una m u je r29. Este
magnate, prim ero de los gentiles en tener parte en los misterios de
la doctrina divina, por habérsele aparecido Felipe 30, y p rim ic ia de
los creyentes a través del mundo, refiere un documento 31 que,
después de regresar a la tierra patria, fue el prim ero en anunciar
la buena nueva del conocimiento del D ios de todas las cosas y la
estancia vivificadora de nuestro Salvador entre los hombres, p o r
lo que, gracias a él, se hizo realidad la profecía que dice: Etiopía
se adelanta r presentar sus manos a Dios 32.
12 δ και θαυμάζειν ά ξιον είς δεύρο
γινόμενον πρός τώ ν §τι καί νΟν τ ή ν ά π ’
εκείνου μ ια ρ ω τά τη ν μετιόντοον αΐρεσιν, οΐ
τή το υ σ<ρών προπάτορος μεθόδω τή ν
έκκλησίαν λοιμώδους καί ψωραλέας νόσου
δίκην ύττοδυόμενοι, τ ά μ έ γ ισ τα λυμαίνον­
τ α ι τούς οϊς έναπομάξασθαι ο ΐο ί τε αν
εΐεν τό ν έν αύτοίς άποκεκρυμμένον δυσαλθή κα ι χαλεπόν Ιόν. ήδη γ έ τ ο ι πλείους
το ύ τω ν άπεώσθησαν, δπ οΐοί τινες εΐεν
τ ή ν μοχθηρίαν, άλόντες, ώσπερ ούν κ α ι
ό Σίμω ν αύτός πρός το υ Π έτρου κ αταφ ω ραθεις δς ήν, τ ή ν προσήκουσαν Ιτισ εν
τιμ ω ρ ία ν .
13 ά λ λ α γ ά ρ είς α ύ ξ η ν δ σ η μ έ ρ α ι
π ρ ο ϊό ν το ς τ ο υ σ ω τ η ρ ίο υ κ η ρ ύ γ μ α το ς ,

οικονομία τ ις ήγεν άπ ό τή ς ΑΙθιόπω ν γ η ς
τή ς α ύτό θ ι βασιλίδος, κ α τά τ ι π ά τρ ιο ν
εθος ύπό γυναικός το ύ έθνους είς έ τ ι νύν
βασιλευομένου, δυνάστην· δν π ρ ώ τον έξ
εθνών πρός το ύ Φ ιλίπ π ου δΓ έπιφανείας
τ ά τ ο ύ θείου λ ό γο υ ό ρ γ ια μετα σ χό ντα
τώ ν τ ε άνά τ ή ν οικουμένην π ισ τώ ν άπ αρχήν γενόμενον, π ρ ώ τον κατέχει λόγος
έπί τ ή ν π ά τρ ιο ν π α λ ινο σ τή σ α ν τα γ η ν
εύαγγελίσ α σ θαι τ ή ν τ ο ύ τώ ν δλω ν Θεού
γνώ σ ιν κ α ί τ ή ν ζω οπ οιόν είς άνθρώπους
το ύ σω τήρος ήμώ ν έπιδημίαν, ερ γω π λ η ρωθείσης δι* α ύτο ύ τή ς «ΑΙΘιοπία προφθάσει χεϊρ α αύτής τ ω θ εφ * περιεχούσης
προφητείας.

27 C f. S a n E p i f a n i o , Haer. 21. L a insistencia de Eusebio: «todavía hoy», «aun hoy en día-',
etc., no parece que responda a una realidad de su tiempo, a juzgar por Epifanio. Probablemente
transcribe esas expresiones de la fuente que resume.
.
28 A c t 8,18-23; cf. infra 14,3-4 y 15,1. Eusebio parece conocer las Acta Pétri; cf. P.
Vouaux, Les Actes de Pierre (Paris 1922) p.4o8ss; H . Chadwick, Heresy and Orthodoxy in
the Early Church: Collected Studies series, 342 (Aldershot 1989); M . SlMONETTI, Ortodossia
ed. eresia tra I e I I sec. = A rm arium . Biblioteca d i storia e cultura religiosa, s (Sovesia
M annelli 1994).
29 P l i n i o , Hist. nat. 6,35. Es d ifíc il pensar que la costumbre pervivió hasta el siglo iv.
E l «aun hoy día» proviene de la fuente utilizada.
30 A ct 8,26-39.
3* Cf. S a n I r e n e o , Adv. haer. 3,12,8; 4,23,2; H a r n a c k , Mission 2 p.729.
32 Sal 67,32; cf. Sócrates, H E I 19; Filostorgo, H E III 4ss; G. Haile, A new look
at some dates o f early Ethiopian history: Le Muséon 95 (1982) 311-322.

14 Además de los dichos, Pablo, el instrum ento de elección 33,
no por parte de los hombres n i p o r m edio de los hombres, sino
p or revelación del mismo Jesucristo y de D ios Padre, que lo resu­
citó de entre los muertos 34, es proclamado apóstol: una visión y
una voz del cielo 35 en el mom ento de la revelación lo han Consi­
derado digno de la llamada.

2
[D e

la

e m o c ió n d e T i b e r i o a l i n f o r m a r l e
re fe re n te s

P ila to

d e lo s h e c h o s

a C r is t o ]

1 L a fama de la asombrosa resurrección de nuestro Salvador
y de su ascensión a los cielos había alcanzado ya a la gran mayoría.
Se había impuesto entre los gobernadores de las naciones la a n ti­
gua costumbre de in fo rm a r al que ocupaba el cargo im perial de to ­
das las novedades ocurridas en sus regiones, para que nin g ún hecho
escapara al conocimiento de aquél. Pilato, pues, d io parte al em ­
perador T ib e rio de todo lo que corría de boca en boca por toda
Palestina referente a la resurrección de nuestro Salvador Jesús de
entre los muertos 36.
2 Le enteró tam bién de sus otros milagros y de que ya el
pueblo creía que era D ios, porque después de su m uerte había
resucitado de entre los muertos. Se dice que T ib e rio llevó el asunto
14 έπ ί το ύ το ις Παύλος, τ ό τή ς έκλογ ή ς σκεύος, ούκ έξ ανθρώπων ούδέ δι*
άνθρώπων. δΓ άποκαλύψεως δ* αύτο ύ
Ιη σ ο ύ Χ ρ ισ το ύ κ α ί θεού ττατρός το ύ έγείραντος αύτό ν έκ νεκρών, απ όστολος άναδ είκνυται, δΓ ο π τασ ίας κ α ι τή ς κ α τά τή ν
άπ οκάλυψ ιν ούρανίου φωνής άξιωθεΐς τή ς
κλήσεως.

Β'
1 Καί δή τή ς παραδόξου τ ο ύ σ ω τ ή ­
ρος ήμώ ν άναστάσεώ ς τ ε κα ί είς ουρανούς
άναλήψεως το ΐς π λείσ το ις ήδη π ερ ιβ ο ή το υ

καθεστώσης, π α λα ιο ύ κεκρατηκότος έθους
το ΐς τ ώ ν έθνών άρχουσι τ ά π α ρά σ φ ίσ ιν
καινοτομούμενα τ φ τ ή ν βασίλειον ά ρ χ ή ν
έπ ικ ρ α το ύ ντι σημαίνειν, ώς άν μηδέν α ύ τό ν
διαδιδράσκοι τ ώ ν γινομένω ν, τ ά περί τ ή ς
έκ νεκρών άναστάσεώς τ ο ύ σω τήρος ή μώ ν
Ιη σ ο ύ είς πάντσς ήδη καθ* όλης Π α λ α ισ τ ί­
νης βεβοημένα Π ιλά το ς Τ ιβ ερ ίφ β α σ ιλ εΐ
κο ινο ύται,
2 τά ς τ ε άλλας α ύτο ύ πυθόμενος τ ε ραστίας καί ώς ό τ ι μετά θάνατον έκ νεκρών
άνασ τάς ήδη θεός είναι π α ρ α το ίς πολλοΐς
π επ ίσ τευτο. τό ν δέ Τ ιβέριον άνενεγκεΐν
έπί τ ή ν σ ύ γκ λη το ν έκείνην τ* άπώ σασθαί

33 A c t 9,15.
34 Gál i , i . i 2 .
35 A c t 9.3-6; 22,6-9; 26,14-19.
36 C f. T e r t u l i a n o , Apolog. 21,24, a quien Eusebio está parafraseando. N o parece que a
T ib e rio le llegara la noticia en un inform e escrito; en todo caso, Tertu lia n o no ha visto tal do­
cumento, que citaría, como hace con la carta de Marco A urelio, a pesar de que no la conocía
de prim era mano (Apolog. 5,6; cf. 21); cf. S a n J u s t i n o , A p o l I 35,9; 38; 48,3; interesante el
trabajo de M . P l a u l t , A ffa ire Jésus. Rapports de Ponce-Pilate, préfet de Judée, à la chancellerie
romaine (Paris 1965)· Sobre la literatura del ciclo de Pilato, véase A . d e S a n t o s O t e r o , L os
Evangelios apócrifos: B A C 148 (M a drid 21963) p.418-569.

al senado, y que éste lo rechazó, aparentemente porque no lo había
aprobado previamente 37— pues una antigua ley prescribía que, en­
tre los romanos, nadie fuera divinizado si no era p or voto y por
decreto del senado 38— , pero en realidad de verdad era porque la
doctrina salvadora de la predicación d ivin a no necesitaba de ra ti­
ficación n i de recomendación procedentes de los hombres.
3 De esta manera, pues, el senado romano rechazó el inform e
presentado sobre nuestro Salvador. T ib e rio , en cambio, conservó
su prim era opinión y no tram ó nada fuera de lugar contra la doc­
trin a de C risto 39.
4 T ertuliano, exacto conocedor de las leyes romanas y varón
insigne por otros conceptos e ilustrísim o en Roma 40, expone todos
estos hechos en su Apología por los cristianos, que escribió en el
mismo idiom a romano y que está traducida en lengua griega, ex­
presándose textualm ente como sigue:
5 «Mas, para que discutamos partiendo del origen de tales
leyes, existía u n viejo decreto de que nadie podía ser consagrado
como dios antes de ser aprobado p o r el senado. M arco E m ilio así
ha obrado en lo tocante a cierto ídolo, A lb u rn o . T a m b ié n esto
obra en favor de nuestra doctrina: el que entre vosotros la d iv in iφασι τό ν λό γον, τ ώ μέν δοκεΐν, δ τ ι μή
πρότερον α ύ τή τ ο ύ τ ο δοκιμάσασα ήν,
π α λα ιο ύ νόμοι; κεκρατηκότος μή άλλως
τ ιν ά π αρά “Ρωμαίοις θεοποιεΐσθαι μή ούχΐ
ψήφ φ κα ι δ ό γ μ α τι σ ύ γκ λ η το ν , τ ή δ* άλη θεί<?, δ τ ι μηδέ τή ς έξ άνθρώπων έπ ικρίσεώς τ ε καί σνστάσεως ή σ ω τήριος το ύ
Θείου κηρύγμα τος έθεϊτο διδασκαλία*
3 τ α ύ τ η δ ' ούν άπωσαμένης τό ν προσα γ γελθ έν τα περί τ ο ύ σω τήρος ήμώ ν λό­
γ ο ν τή ς “Ρωμαίων βουλής, τό ν Τιβέριον
ήν καί π ρότερον εϊχεν γνώ μη ν τη ρ ή σ α ντα ,
μηδέν ά το π ο ν κ α τά τή ς τ ο ύ Χ ρ ισ το ύ δ ι­
δασκαλίας έπινοήσαι.
4

τ α ύ τ α Τερτυλλια νός τούς “Ρωμαίων

νόμους ήκριβωκώ ς, άνήρ τ ά τ ε ά λλ α ένδο­
ξος κα ί τ ώ ν μ ά λ ισ τα έπ ί “Ρώμης λαμπρώ ν,
έν τ ή γραφείση μέν α ύ τώ “Ρωμαίων φωνή,
μεταβληθείση δ* επί τ ή ν “Ελλάδα γ λ ώ τ τ α ν
υπέρ Χ ρ ισ τια νώ ν ά π ο λ ο γ ία τίθ η σ ιν κ α τ ά
λέξιν το ύ το ν ίσ το ρ ώ ν τό ν τρόπ ον
5 «Τνα δέ καί έκ τή ς γενέσεως δ ια λ εχθώμεν τ ώ ν το ιο ύ τω ν νόμων, π α λα ιό ν ή ν
δ ό γμα μηδένα θεόν ύπό βασιλέως καθιερούσθαι, π ρ ίν ύπό τή ς σ υ γ κ λ ή το υ δοκιμασθήναι. Μάρκος Α ίμ ίλιο ς ούτω ς περί
τίνο ς είδώ λου πεποίηκεν ’ Αλβούρνου. καί
τ ο ύ το ύπέρ τ ο ύ ήμώ ν λό γ ο υ π επ ο ίη τα ι,
δ τ ι π α ρ’ ύμϊν άνθρωπείςι δοκιμή ή θεότης
δ ίδ ο τα ι. εάν μή άνθρώπω θεός άρέση,

Apolog. 5 , 2 .
38 Gf. T i t o L i v i o , 9,16. L o que el decreto prohíbe es consagrar un templo o un altar sin
permiso del senado o de los tribunos de la plebe.
39 Esta actitud de T ib erio , atestiguada por Tertuliano ( Apolog. 5,1-2) y corroborada por
este pasaje de Eusebio, no debe tomarse a la ligera, en opinión de G. Cecchelii ( Un tentato riconoscimento imperiale del Cristo: Studi in onore di A . C alderini e R. Pasiberü, t . i [M ilá n 1956]
P 351-362). Según é l , la noticia de esa proposición de T ib e rio favorable a los cristianos podría
remontarse a Talos y haber llegado a T ertuliano a través de Flegón, contemporáneo de
Adriano.
40 A pesar de que T ertu lia n o escribió también en griego, es m uy poco lo que Eusebio sabe
de él. Solamente parece estar algo al corriente de su Apologeticum, escrito en latín, del que
cita cinco pasajes en una traducción griega bastante deficiente y cuyas circunstancias nos son
desconocidas. D ifícilm ente puede admitirse que el traductor fuera Julio Africano, como su­
giere A . Harnack (Die griechische Übersetzung des Apologéticas Tertullians: T U 8 , 4 [L e ip ­
zig 1 8 9 2 ! 30ss; cf. G. B a r d y , La question des langues dans l’Église ancienne t . i [Paris 1948]
37 C f . T e r t u l i a n o ,

0 .1 2 9 - 1 3 0 ) .

dad se otorgue po r a rb itrio de los hombres. Si un dios no agrada
al hom bre, no llega a ser dios. ¡Así, al menos según esto, conviene
que el hom bre sea propicio a Dios!
6 ^T iberio, pues, bajo el cual entró en el m undo el nombre
de cristiano, cuando le anunciaron esta doctrina procedente de Pa­
lestina, donde prim ero había comenzado, se la comunicó al senado,
aclarando a los senadores que a él dicha doctrina le complacía.
Pero el senado, porque él no la había aprobado, la rechazó. T ib e ­
rio, en cambio, persistió en su declaración y amenazó de muerte
a los acusadores de los cristianos»41.
L a celestial providencia tenía dispuesto el poner esto en el áni­
m o del emperador con el fin de que la doctrina del Evangelio tu ­
viera un comienzo lib re de obstáculos y se propagara p o r toda la
tierra.

3
[D

e

cóm o

la

d o c t r in a

de

C r is t o

en

b re v e

tie m p o

se p r o p a g ó

A TO DO E L M U N D O ]

1 Así, indudablemente, p or una fuerza y una asistencia de
arriba, la doctrina salvadora, como rayo de sol, ilu m in ó de golpe
a toda la tierra habitada. A l punto, conforme a las divinas E scri­
turas, la voz de sus evangelistas inspirados y de sus apóstoles re­
sonó en toda la tierra, y sus palabras en el confín del mundo42.
2 Efectivamente, por todas las ciudades y aldeas, como en era
rebosante 43, se constituían en masa iglesias formadas p or mucheθεός ού γ ίν ετα ι* ούτω ς κ α τ ά γ ε το ύ το
άνθρωπον θεω ίλεω είναι προσηκεν.
6 »Τιβέριος ούν, έφ’ ού τ ό τ ώ ν Χ ρ ισ ­
τια ν ώ ν όνομα είς τό ν κόσμον είσελήλυθεν,
άγγελθέντος α ύ τ φ έκ Π α λα ισ τίνη ς τοΟ
δό γματο ς το ύ το υ , ένθα π ρ ώ τον ή ρ ξα το ,
τ ή σ υ γ κ λ ή τ φ άνεκοινώ σατο, δήλος ών
έκείνοις ώς τ φ δ ό γ μ α τι άρέσκεται, ή δέ
σ ύγκλητος, έπεί ούκ α ύ τή δεδοκιμάκει,
άπ ώ σατο* δ δέ έν τ ή α υ το ύ άποφάσει
έμεινεν, άπ ειλήσας θάνατον το ΐς τώ ν
Χ ρ ισ τια ν ώ ν κατηγόροις»,
τή ς ουρανίου προνοίας κατ* οίκονομίαν
το ύ τ* α ύ τ φ πρός νούν βαλλομένης, ώς άν
άπ αραπ οδίστω ς άρχάς έχων ό τ ο υ ε υ α γ ­
γ ελίο υ λόγος π α νταχό σ ε γη ς διαδράμοι.

Γ'
1 Ο ύτω δ ή τα ούρανίφ δυνάμει καί
συνεργίςχ άθρόως ο ΐά τ ις ή λ ίο υ βολή τ ή ν
σύμπασαν οικουμένην ό σ ω τήριος κ α τη ύ γ α ζε λόγος, α ύ τίκ α τα ϊς θείαις έπομένως
γραφ αϊς έπί «πάσαν» προήει « τήν γ ή ν ό
φθόγγος» τώ ν Θεσπεσίων ε ύ α γγ ελ ισ τώ ν
α ύ το ύ καί άπ οσ τόλω ν, «καί είς τ ά π έρατα
τή ς οίκουμένης τ ά β ή μ α τα αυτώ ν».
2 καί δ ή τα άνά πάσας πόλεις τε καί
κώμας, πληθυούσης άλωνος δίκην, μυρίανδροι κα ί παμπληθείς άθρόως έκκλησ ία ι συνεοττήκεσαν, ο ! τε έκ προγόνω ν
διαδοχής καί τή ς άνέκαθεν πλάνης π α -

41 T e r t u l i a n o , Apolog. 5,1-1; cf. B. B a ld w in , The Roman emperors (M ontréal 1980);
M . SoRDI, Los cristianos y el imperio romano (M a d rid 1988).
42 Sal 18,5; cf. Rom 10,18; J . W eiss, Earliest Christianity. A history o f the period A .D .30150 (Nueva Y ork 1959); D . P r a e t , Explaining the Christianization o f the Roman Empire.
Older theories and recent developments: Sacris E ru d iri 33 (1991-93) 5-119.
43 Cf. M t 3,12; L c 3,17.
)

dumbres innumerables. Los que por sucesión ancestral y p or un
antiguo error tenían sus almas presas del antiguo m orbo de la su­
perstición idolátrica, por el poder de C risto y gracias a la enseñanza
de sus discípulos y a los milagros que la acompañaban, rotas sus
penosísimas prisiones, se apartaron de los ídolos como de amos
espantosos y escupieron todo politeísmo demoníaco y confesaron
que no hay más que un solo Dios: el creador de todas las cosas.
Y a este D ios honraron con los ritos de la verdadera religión por
medio de un culto d iv in o y racional, el mismo que nuestro Salva­
dor sembró en la vida de los hombres.
3 Pues bien, como quiera que la gracia d ivin a se d ifu n d ía ya
por las demás naciones y, en Cesárea de Palestina44, C ornelio y
toda su casa habían sido los prim eros en aceptar la fe en C risto
mediante una aparición divina y el m inisterio de Pedro, tam bién
en A ntioqu ía la aceptó toda una muchedumbre de griegos a los
que habían predicado los que fueron dispersados cuando la perse­
cución contra Esteban45. La Iglesia de A n tio q u ía florecía ya y se
m ultiplicaba cuando, estando presentes numerosos profetas llega­
dos de Jerusalén46, y con ellos Bernabé y Pablo, además de una
muchedumbre de otros hermanos, por prim era vez el nombre de
cristianos brotó de e lla 47, como de una fuente caudalosa y fecun­
dante.
4

Agabo era tam bién uno de los profetas que estaba con ellos

λ α ιά νόσω δεισιδαιμονίας ειδώ λω ν τά ς
ψνχάς πεπεδημένοι, ττρός τή ς το υ Χ ρισ­
το ύ δυνάμεως δ ιά τή ς τ ώ ν φ ο ιτη τώ ν αύτού
διδασκαλίας τε όμού καί παραδοξοπ οιίας
ώσπερ δεινών δεσπ οτώ ν άπ ηλλαγμ ένο ι
είργμώ ν τ ε χ α λ επ ω τά τω ν λΰσ ιν εύράμενοι, πάσης μέν δαιμονικής κα τέπ τυο ν π ολνθεΐας, ένα δέ μόνον είναι θεόν ώ μολόγονν, τό ν τώ ν σνμπ άντω ν δημιουργόν,
τ ο ύ τό ν τε αύτό ν θεσμοΐς άληθούς εύσεβείας δι* ένθέου κα ί σώφρονος Θρησκείας
τή ς ύπό το ύ σω τήρος ήμώ ν τ ω τώ ν αν­
θρώπων β ίω κατασπ αρείσης έγέραιρον.
3 άλλά γ ά ρ τή ς χ ά ρ ιτο ς ήδη τή ς θείας
και έπί τ ά λ ο ιπ ά χεομένης έθνη καί π ρ ώ ­
τ ο υ μέν κ α τά τ ή ν Π α λα ισ τίνω ν Καισά-

ρειαν Κορνηλίου συν όλω τ φ ο ΐκω δι*
έπιφανείας θειοτέρας ύπ ουργίας τε Π έτρου
τή ν είς Χ ρ ισ τό ν π ίσ τ ιν καταδεξαμένου
π λείσ τω ν τ ε κα ί άλλω ν επ’ Α ν τ ιό χ ε ια ς
“Ελλήνων, οίς οί κ α τά τό ν Στεφάνου δ ιω γ ­
μόν διασπαρέντες έκήρυξαν, άνθούσης ά ρ τι
κα ί πληθυούσης τή ς κ α τ ά “Α ν τιό χ εια ν
έκκλησίας έν τ α ύ τ φ τ ε έπ ιπ αρόντω ν
π λείσ τω ν όσων τ ώ ν τ ε άπ ό “Ιεροσολύμων
π ροφ ητώ ν κα ί συν αύτο ϊς Βαρναβά καί
Π αύλου έτέρου τ ε πλήθους έπί το ύ το ις
άδελφών, ή Χ ρ ισ τια νώ ν π ρ ο σ η γορ ία τ ό τ ε
π ρ ώ τον αύτό θ ι ώσπερ άπ* εύθαλούς καί
γο νίμ ο υ π η γή ς ά να δ ίδ οτα ι.
4 καί "Α γαβο ς μέν, είς τώ ν συνόντω ν
αύτοϊς προφητώ ν, περί το ύ μέλλειν έσεσ-

44 A c t io . cf. F. Manns, Le prime generazioni cristiane della Palestina alla luce degli
scavi archeologici e delle fo n ti letterarie: A ntonianum 58 (1983) 70-84.
45 A c t 11,19-26.
46 A c t 11,27.
47 C f. supra 2,6. Frente a la hipótesis de R. Paberini y E. Peterson, de una parte, que pre­
tenden que el nombre lo impusieron las autoridades romanas, y de otra parte, a la de H . B. M a ttin g li (The O rigin o f the name «christiani» : JTS 9 [1958] 26-37), que opina que fue puesto por
la plebe— en ambos casos siempre por los paganos— , destaca la opinión de E. Bickerman (The
Name o f Christians: H T R 42 [1949) 109-124), recogida por B. L ifs h itz ( L ’origine du nom des
chrétiens: V igC h 16 [1962] 65-70), afirmando que el nombre lo inventaron y se lo aplicaron los
cristianos mismos.

y andaba prediciendo como inm inente una gran hambre, por lo
que Pablo y Bernabé fueron enviados para ponerse al servicio de la
asistencia a los herm anos48.

4
[D

e

rey

cómo
de

,

después

lo s

j u d ío s

de
y

T

ib e r io

, C

c a s t ig ó

ayo
a

H

perpetuo

e s t a b l e c ió
erodes

con

a

A
el

g r ip a

como

d e s t ie r r o

]

1 M u rió , pues, T ib e rio después de reinar unos veintidós años.
Después de él tom ó el poder C a yo 49, y en seguida ciñó a A g rip a
la diadema del mando sobre los judíos, haciéndole rey de las tetrarquías de Felipe y de Lisanias, a las que no m ucho después
añadió la de Herodes, tras condenar a éste (que era el Herodes del
tiem po de la pasión del Salvador 50), ju n to con su m u je r Herodías,
a destierro perpetuo por causa de sus muchos crímenes. Josefo es
tam bién testigo de estos hechos51.
2 Por este tiem po iba siendo conocido p o r muchos F iló n 52,
varón notabilísim o, no sólo entre los nuestros, sino tam bién entre
los que procedían de una educación profana. Descendía de fam ilia
θαι λιμό ν προθεσπίζει, Παύλος δέ κ α ί
Βαρναβάς έξυπηρετ ησόμενοι τ η τώ ν αδελ­
φών τταραπτέμιτονται διακονία.

Δ '
1 Τιβέριος μέν ούν άμφί τ ά δύο και
είκοσ ι βασιλεύσας έτη τελευτά, μετά δέ
το ύ το ν Γάϊος τή ν ηγεμονίαν παραλαβώ ν,
α ύ τ ίκ α τή ς Ιο υ δ α ίω ν άρχής Ά γ ρ ίπ π α
τ ό δ ιάδημα π εοιτίθησιν, βασιλέα κ α τα -

στήσας αυτό ν τή ς τε Φ ιλίπ π ο υ καί τή ς
Λυσανίου τετρ α ρ χ ία ς, πρός αις μετ* ού
πολυν α ύ τώ χρόνον κα ί τ ή ν Ή ρ φ δ ο υ
τετρ α ρ χ ία ν π αραδίδω σ ιν, ά ϊδ ίω φ υγή τό ν
Ή ρ φ δ η ν (ούτος δ* ήν ό κ α τ ά τ ό πάθος
το ύ σ ω τήρος) συν κ α ί τ ή γ υ ν α ικ ί Ή ρ ω δ ιά δ ι π λείσ τω ν ένεκα ζημιώ σας α ίτιώ ν .
μάρτυς Ίώ σ η π ο ς κ α ί το ύ τω ν .
2 Κ α τά δή το ύ το ν Φ ίλω ν έγνω ρίζετ ο π λείστοις, άνήρ ού μόνον τώ ν ήμετέρω ν, ά λλά καί τώ ν άπ ό τή ς έξωθεν

45 A c t 11,28-30; cf. infra 8.
4 9 J o s E F O , A I 18(6,10)224; B I 2(9,6)181. A Cayo T iberio, m uerto el 16 de marzo del año 37.
le sucedió Cayo César Augusto Germánico, más conocido por su apodo Caligula. C f. A . M .
H o n o r e , Gaius: A Biography (O xford 1962); J. P. V . D . B a l s d o n , The Emperor Gaius ( C a li­
gula) (O xford 1934; reimpreso en 1964).
50 L e 23,6-12. cf. H . W . H o e h n e r , Herod Antipas. A contemporary o f Jesus Christ
(Exeter 1980).
51 JosEFO, A I 18(6,10)237; (7,2)252; (6,10)225; cf. supra I 9,1; 11,3. Fue poco después de
la subida de Caligula al poder cuando, cambiando la suerte de Herodes Agripa, hizo a éste
entrega de las antiguas tetrarquías de Felipe y de Lisanias, con el títu lo , no m uy definido, de
rey. La entrega de la tetrarquía de Herodes Antipas debió de ser el año 39; cf. E u s e b i o , Chronic,
ad annum 37: H e l m , p.177; S c h u e r e r , i p.425-449 y 552.
52 Nacido por el año 13 a. C ., debió de m o rir entre los años 45 y 50 d. C. Aparte de lo que
de él dice Eusebio en este párrafo y en el siguiente, dará una idea del concepto que de él tuvo
la antigüedad cristiana lo que se refiere infra 17,1. C f. S a n J e r ó n i m o , De vir. ill. 11; H . L e i s e ­
g a n g , Philon aus Alexandreia: P a u l y - W i s s o w a , t.20 (1950) col.1-50; L . F e l d m a n n , Studies
in Judaica, Scholarship on Philo and Josephus (1937-1962) (Nueva Y ork 1963).

hebrea, pero en nada era in fe rio r a los que en Alejandría b rillaban
por su autoridad.
3 L a extensión y la calidad de sus trabajos en torno a las cien­
cias divinas patrias se evidencia en su obra, y en cuanto a su capa­
cidad para los conocimientos filosóficos y los estudios liberales de la
educación profana, nada hay que decir cuando la historia da cuenta
de su celo especialísimo por el estudio de la filosofía de Platón y
de Pitágoras hasta aventajar a todos sus contemporáneos.

5
[D e

cóm o

F iló n

desem peñó

una

e m b a ja d a

c e rc a

de

C ayo en

FAVO R D E LOS J U D ÍO S ]
i
F iló n cuenta en cinco libros 53 las calamidades de los judíos
en tiempos de C a vo 54, y a la vez explica la demencia de éste al
proclamarse dios y cometer m il atropellos en su gobierno, así como
las miserias de los judíos bajo su im perio y la embajada que a él
m ism o le fue confiada en la ciudad de Roma en favor de sus con­
géneres de A lejandría. Refiere cómo se presentó ante Cayo en de­
fensa de las leyes patrias y cómo no sacó en lim p io más que burlas
y sarcasmos, faltando poco incluso para dejar su vida en el lance 55.

όρμωμένων παιδείας επ ισ ημότατος,
τό
μέν ούν γένος ανέκαθεν “Εβραίος ήν, τώ ν
δ ’ έπ* Α λεξάνδρειάς έν τέλ ει διαφανών
ούδενός χείρων,
3 περί δέ τ ά θεία καί π ά τρ ια μαθήμα­
τ α όσον τ ε καί όπ ηλίκον είσενήνεκται
πόνον, έργω π ά σ ι δήλος, καί περί τ ά
φιλόσοφα δέ κα ί έλευθέρια τή ς έξωθεν
παιδείας οίός τ ις ήν, ούδέν δε! λέγειν,
ό τε μ ά λ ισ τα τ ή ν κ α τά Π λά τω να καί
Π υθαγόραν έζηλωκώς ά γ ω γ ή ν , διενεγκεΐν άπ αντας τούς καθ’ έαυτόν Ισ το ρ είτα ι.

δαίοις σ υμ βάντα πέντε β ιβ λίο ις π α ραδίδω σιν, όμοΰ τ ή ν Γαΐου διεξιώ ν φρενοβλάβειαν, ώς θεόν έαυτόν άναγορεύσαντος κ α ί μυρία περί τ ή ν άρχήν ένυβρικότος, τά ς τ ε κατ* αύτό ν Ιο υ δ α ίω ν τ α ­
λαιπ ω ρ ίας κ α ί ήν αύτός στειλάμενος έπί
τή ς “Ρωμαίων πόλεως ύπέρ τώ ν κ α τ ά τ ή ν
Α λεξά νδ ρ εια ν όμοεθνών Ιπ ο ιή σ α το πρεσ­
βείαν, όπως τ ε έπί τ ο υ Γαΐου κ α τα σ τά ς
ύπέρ τ ώ ν π α τρ ίω ν νόμων, ούδέν τ ι πλέον
γέλω το ς κα ί διασυρμώ ν ά π ηνέγκα το , μι­
κρού δεϊν καί τ ό ν περί τή ς ζω ής άνατλά ς κίνδυνον.

Ε'
1

κ α ί δή τ ά κ α τά Γάΐον ούτος Ίο υ -

53 Solamente dos se han conservado: los titulados In Flaccum y Legatio ad Gaium. L a cla­
sificación de las obras de F ilón ha sido objeto de incesantes discusiones, ya desde antes de la
aparición de la obra de L . Massebieau (Le classement des oeuvres de Philon: Biblioth. de l ’École
des Hautes Études, Section des Sciences religieuses i , Paris 1889); cf. L . L e i s e g a n g , a.c.,
C 0I.42S S .

54 Esta sangrienta persecución de los judíos de Alejandría tuvo lugar en otoño del año 38,
siendo prefecto de Egipto A v ilio Flaco. E l año 40, los judíos enviaron a Caligula la embajada
a que alude en las líneas siguientes, presidida por F ilón, mientras los contrarios enviaban la
suya, encabezada por A pión, gramático alejandrino, que enseñó también en Grecia y en Roma
y que, por sus ataques a los judíos en su Historia de Egipto, provocó la reacción de F. Josefo,
que escribió su Contra Apionem; c f . S c h u e r e r , i p.495-503; 3 p.4o6ss.
55 C f. F i l ó n d e A l e j a n d r í a , Leg. ad Gai., passim. Véase A . C a s t e l l á n , E l principado de
Cayo Caligula en los escritos históricos de Filón de Alejandría : Anales de H istoria Antigua y
M edieval (Buenos Aires 1956) 23-33·

2 Estos hechos los menciona tam bién Josefo en el lib ro X V I I I
de sus Antigüedades; escribe textualmente:
«Y hubo una revuelta en A lejandría, entre los judíos allí resi­
dentes y los griegos, y se eligieron tres embajadores de una y otra
facción para presentarse ante Cayo.
3 »Uno de los embajadores alejandrinos era A p ió n , el cual
había calumniado mucho a Jos judíos diciendo, entre otras cosas,
que m iraban con malos ojos el honrar al César, pues, mientras to ­
dos los que estaban sometidos a la soberanía de Roma construían
altares y templos a Cayo y en todo lo demás le equiparaban a los
dioses, solamente los judíos creían indigno honrarle con estatuas
y ju ra r por sii nombre.
4 »Muchas y graves acusaciones p ro firió A p ió n , naturalm ente
con la esperanza de excitar el ánimo de Cayo. F iló n , que presidía
la embajada de los judíos, hom bre ilustre en todo, hermano del
alabarca 56 A lejandro y hábil filósofo, tenía sobrada capacidad para
habérselas con las acusaciones en su discurso de defensa.
5 »Pero Cayo le cortó y le ordenó marcharse lejos. Estaba ir r itadísim o y era claro que iba a tom ar serias medidas contra ellos.
F iló n salió de allí ultrajado y d ijo a los judíos de su séquito que
había que tener ánimo, que Cayo se había enfurecido contra ellos,
pero que, en realidad, estaba atentando contra D ios»57.
Hasta aquí Josefo.
2 μέμνηται και το ύ τω ν ό Ίώ σ η π ο ς,
έν ό κτω καιδ εκάτω τή ς Α ρ χ α ιο λ ο γ ία ς κα­
τ ά λέξιν τ ο ύ τ α γράφων
«καί δή στάσεως έν Α λεξά νδ ρ ειά γενομένης Ιο υ δ α ίω ν τε οι ένοικουσι, καί
*Ελλήνων, τρεις άφ’ έκατέρας τή ς σ τ ά ­
σεως π ρεσβευταί αίρεθέντες παρήσαν πρός
τό ν Γάϊον.

4 »πολλά δέ κ α ί χ α λεπ ά 'Α π ίω νος
είρηκότος, ύφ* ώ ν άρθήναι ή λπ ιζεν τό ν
Γάϊο ν κ α ί είκός ήν, Φ ίλω ν ό προεστώ ς
τώ ν Ιο υ δ α ίω ν τή ς πρεσβείας, άνήρ τ ά
π ά ν τα ένδοξος Α λεξά νδ ρ ο υ τε το υ ά λ α βάρχου άδελφός ών κ α ί φιλοσοφίας ούκ
άπειρος, οίός τε ή ν έπ* ά π ο λ ο γ ία χω ρεϊν
τώ ν κατηγορημένω ν,

3 »καί ήν γ ά ρ τ ώ ν Άλεξανδρέω ν
πρέσβεων είς ’ Α π ίω ν, ός π ο λλά είς τους
*Ιουδαίους έβλασφήμησεν, ά λλα τ ε λέγω ν
κ α ί ώς τ ώ ν Καίσαρος τιμ ώ ν π εριορω εν
π ά ν τω ν γο υν, όσοι τ ή *Ρωμαίων άρχή
ύποτελεϊς εΐεν, βωμούς τ φ Γ α ΐφ κα ί ναούς
Ιδρυμένων τ ά τ ε ά λλα έν π ά σ ιν αύτόν
ώσπερ τούς θεούς δεχομένων, μόνους το ύ σ δε άδοξον ή γείσ θ α ι άνδριάσι τιμ ά ν καί
δρκιον α υ το ύ τ ό όνομα ποιεΐσθαι*

5 »διακλείει δ* α ύ τό ν Γάϊος, κελεύσας
εκποδών άπελθεϊν, π εριοργής τ ε ών φα­
νερός ή ν έργασόμενός τ ι δεινόν αύτούς.
ό δέ Φ ίλω ν έξεισι περιυβρισμένος, καί
φησιν προς τούς Ιο υ δ α ίο υ ς ο ΐ περί α ύτό ν
ήσαν, ώς χρή θαρρεϊν, Γαίου μέν α ύτο ΐς
ώργισμένου, έ ρ γ φ δέ ήδη τό ν θεόν άντιπ αρ εξά γοντο ς».

56 Quizá disim ilación de «arabarca». E l cargo de arabarca, una especie de recaudador su­
perior de impuestos aduaneros sobre la ribera árabe del N ilo , fue ejercido con frecuencia en
esta época por judíos d e las más relevantes familias, como era la de Filón; cf. S c h u e r e r , 3
p .88-89.
57 J o s E F O , A I 18(8,1)257-260; cf. F i l ó n d e A l e j a n d r í a , Leg. ad G ai. 349-373; p.597-600 M .
Las referencias a las obras de Filón, tras el títu lo de la obra, responden los números de la edi­
ción de L . C o h n - P . W e n d l a n d - S . R e i t e r , t.6 (Berlín 1915), seguidos de la página o páginas

6 Pero tam bién el mismo F iló n , en su obra Embajada 58, ex­
pone con todo porm enor y exactitud lo que él hizo p or entonces.
D ejaré de lado casi todo y referiré solamente aquello que ayude
a los lectores a tener una prueba manifiesta de las desdichas que,
a la vez o con poca distancia unas de otras, cayeron sobre los judíos
p or causa de sus crímenes contra C risto.
7 N arra, pues, en prim e r lugar que, en tiem po de T ib e rio ,
Sejano, hom bre por entonces de gran ascendiente e in flu jo ante el
emperador, tom ó m uy a pecho el acabar p or completo con toda la
raza judía en la ciudad de Roma y que, en Judea, Pilato, bajo el
cual se había perpetrado el crim en contra el Salvador, había em ­
prendido contra el tem plo, que aún se erguía en Jerusalén, algo
que iba contra lo que está p e rm itid o a los judíos, exacerbándolos
terriblem ente 59.

6
[D e

lo s

m ales

que

aflu yer o n

sobre

lo s

j u d ío s

después

de

su

A V IL A N T E Z C O N TR A C R IS T O ]
i
Sigue F ilón narrando que, después de la m uerte de T ib e rio ,
asumió Cayo el poder y empezó a cometer m il insolencias contra
muchos, pero sobre todo a perjudicar lo más posible a toda la raza

6 τ α ύ τ α ό Ίώ σ ηπ ος. καί αύτός δέ
ό Φ ίλω ν έν ή συνέγραψεν Πρεσβεία τ ά
κ α τ ά μέρος άκριβώς τώ ν τ ό τ ε π ραχθέντω ν
α ύ τ φ δηλοΐ, ών τ ά π λ εϊσ τα παρείς, έκεΐνα
μόνα παραθήσομαι, δ! ών το ίς έν τυ γ χ ά νουσι προφανής γ ενή σ ετα ι δήλω σις τώ ν
άμα τε καί ούκ είς μακράν τώ ν κ α τ ά τοΟ
Χ ρ ισ το ύ τετολμημένω ν ένεκεν Ίο υ δ α ίο ις
σνμβεβηκότω ν.
7 Π ρώ τον δή ούν κ α τ ά Τιβέριον έπί
μέν τή ς “Ρωμαίων πόλεως ισ το ρ εί Σ η ια νόν, τ ώ ν τ ό τ ε π α ρά βα σ ιλεΐ π ο λλά δυνάμενον, άρδην τ ό π αν έθνος άπολέσαι

σπουδήν είσ αγη ο χένα ι, έπ ί δέ τή ς Ι ο υ ­
δαίος Π ιλά το ν, καθ* δν τ ά περί τό ν
σ ω τή ρ α τετό λ μ η το , περί τ ό έν Ίερο σ ο λύμοις έ τ ι τ ό τ ε συνεστός Ιερόν έπ ιχειρή σ α ντά τ ι π α ρά τ ό Ίο υ δ α ίο ις έξόν, τ ά
μ έγ ισ τα ' αύτούς ά να τα ρ ά ξα ι.
9
1 μετά δέ τ ή ν Τιβ ερίο υ τελ ευ τή ν Γάϊον
τ ή ν άρ χή ν π α ρ ειλη φ ό τα , π ο λ λά μέν είς
πολλούς κα ί ά λ λ α ένυβρίσαι, π ά ν τω ν δέ
μ ά λ ισ τα τ ό π α ν *Ιουδαίω ν έθνος ού σμικρά
κ α τα β λ ά ψ α ι· ά κα ί έν β ραχεί π ά ρ εσ τιν

del t.2 de la edición de T . M a n g e y (Londres 1742). Es extraño que Eusebio, en vez d e citar
aquí a Filón, como era de esperar, cite a Josefo. D e hecho, a pesar del conocimiento que de­
muestra tener de las obras de F ilón (cf. infra i8 ), solamente cita de ellas en su H E un par de
pasajes: el del c.6, breve, y el más largo del c.17, cuyo testimonio le parecía único.
58 C f. F i l ó n d e A l e j a n d r í a , Leg. ad Gai. 159-298: p.569-589 M .
59 En cuanto a Sejano, prefecto bajo T ib e rio y ejecutado el año 31, sobre todo su relación
c o n los judíos, véase S c h u e r e r , i p.434 nota 17; p.492 nota 147; 3 p.31. Referente a lo ocurrido
bajo Pilato, cf. infra 6,4 (pero nótese que a llí no se habla de templo) y D E 8,2-122-123, en
donde Eusebio parece parafrasear a F i l ó n , Leg. ad Gai. 299: p.589-90 M , y a J o s e f o , B I 2(9,2)
169; c f . P. L . M e i e r , Sejanus, Pilate and the date o f the Crucifixion: C hurch H istory 37 (1968)
3

-13.

judía. M as esto m ejor será saberlo brevemente por sus mismas
obras, en las que escribe textualmente:
2 «Tan extraordinariam ente caprichoso er* el carácter de Cayo
para con todos, pero m uy especialmente para con la raza judía,
a la que tenía un odio implacable. E n las otras ciudades, comen­
zando por Alejandría, se adueñó de las sinagogas 60 y las llenó de
imágenes y estatuas con su propia eíigie (pues el que perm itía a
otros levantarlas, él mismo con su poder se las erigía), y en la C iudad
Santa, el tem plo, que hasta entonces había salido intacto por con­
siderársele digno de toda in violabilidad, lo cambió y lo transform ó
en tem plo propio, para que se llamara: T e m p lo de Cayo, N uevo
Zeus Epífano»61.
3 E l mismo autor, en un segundo lib ro que escribió, titulado
Sobre las virtudes62, narra otras innumerables e indescriptibles ca­
lamidades ocurridas a los judíos en A lejandría por las fechas in d i­
cadas. C on él coincide tam bién Josefo al hacer notar igualmente que
los info rtu n ios que cayeron sobre toda la raza judía tuvieron su co­
m ienzo en los tiempos de P ilato y de los crímenes contra el Sal­
vador.
4 Pero escucha más bien lo que éste declara textualm ente en el
lib ro I I de su Guerra de los judíos cuando dice:
«Enviado por T ib e rio a Judea como procurador, Pilato hace en­
tra r durante la noche en Jerusalén, encubiertas, las efigies del César,
las llamadas enseñas. A l hacerse de día, esto pro d u jo enorme conδ ιά τ ώ ν α ύ το υ καταμαθεϊν φωνών, έν αις
κ α τ ά λέξιν τ α υ τ α γράφ ει

ξάνδρειαν σ υμβεβ ηκότα Ίο υ δ α ίο ις έπί το υ
δηλουμένου έν δευτέρω σ ν γ γ ρ ά μ μ α τι ώ ν

2 « το σ α ύ τη μέν ούν τ ις ή το υ Γαίου
περί τ ό ήθος ήν ά νω μα λία πρός άπ αντα ς,
διαφερόντω ς δέ πρός τ ό Ιο υ δ α ίω ν γένος,
φ χαλεπώ ς άπεχθανόμενος τά ς μέν έν
τα ϊς άλλαις πόλεσιν προσευχάς, άπ ό τώ ν
κ ατ* *Αλεξάνδρειαν άρξάμενος, σφετερίζε­
τ α ι, καταπ λήσας εΙκόνων κ α ί άνδριάντω ν
τή ς Ιδίας μορφής (ό γ ά ρ Ιτέρ ω ν άνατιθ έν τω ν έφιείς, αύτό ς ίδρύετο δυνάμει),
τό ν δ* έν τ ή ίεροπόλει νεών, ός λοιπός
ή ν άψ αυστος, άσυλίας ήξιωμένος τή ς
πάσης, μεθηρμόζετο κα ί μετεσ χημά τιζεν
είς οίκεΐον Ιερ ό ν, ΐν α Διός Ε π ιφ ανο ύς
Νέου χ ρ η μ α τίζ η Γαΐου».

έπέγραψ εν «Περί άρετών» Ισ τορεί· συνφδει δ* α ύ τ φ κα ί ό Ίώ σ η π ο ς, ομοίως
άπ ό τώ ν Π ιλ ά το υ χρόνω ν κ α ί τώ ν κ α τά
τοΟ σω τήρος τετο λμ η μ ένω ν τά ς κ α τά
π α ντό ς τ ο υ έθνους ένάρξασθαι σημαίνω ν
συμφοράς.

3 μυρία μέν ούν ά λλα δεινά κα ί πέρα
πάσης δ ιηγήσεω ς ό αύτός κ α τ ά τ ή ν Α λ ε ­
60 ή προσευχή

4 άκουε δ* ούν ο ία κα ί ούτος έν δευ­
τέρω το υ *Ιουδαϊκού πολέμου α ύ τα ΐς συλλαβ αΐς δη λοΐ λέγω ν
«πεμφθείς δέ είς Ιο υ δ α ίο ν έπίτροπ ος
υπό Τ ιβ ερίο υ Π ιλά το ς νύκτω ρ κεκαλυμμένας είς Ιερ ο σ ό λυμα π αρεισκομίζει τά ς Κ αίσαρος εΙκόνας* σημέαι κ α λ ο ύ ν τα ι, τ ο ύ το
μεθ* ή μέραν μ εγ ίσ τη ν τα ρ α χ ή ν ή γειρεν το ΐς
Ίο υ δ α ίο ις.
ο ! τ ε γ ά ρ έγγ υ ς πρός τ ή ν
όψιν έξεπ λάγησ αν, ώς πεπ ατημένω ν αύ-

e ra p o r e s te t ie m p o e l n o m b r e g r ie g o m á s c o m ú n , ju n t o

con

p a r a d e s ig n a r l o q u e n o s o t r o s lla m a m o s s in a g o g a ; c f . S c h u e r e r , 2 p . 4 4 3 - 4 4 4 .

συναγω γή,

61 F i l ó n d e A l e j a n d r í a , Leg. ad Gai. 346: p.596 M ; c f . S c h u e r e r , i p.489.
62 Para Eusebio, esta obra es distinta de la citada supra 5,6 con el títu lo de Embajada.
Para la mayoría de los críticos, el títu lo Sobre las virtudes era el epígrafe general con que se
conocía la obra que se componía de los cinco libros aludidos supra 5,1; cf. infra 17,3; 18,8.

m oción entre los judíos, que, acercándose para ver, quedaron aterro­
rizados: sus leyes habían sido pisoteadas, ya que en modo alguno
perm itían que en la ciudad se levantaran imágenes»63.
5 Si cotejas todo esto con la E scritura del Evangelio, verás que
no tardaron mucho en ser alcanzados p o r el g rito que p ro firieron
en presencia del mismo P ilato cuando voceaban que no tenían otro
rey sino sólo el C ésar64.
6 Pero aún hay otra calamidad que alcanzó a los judíos y que
el m ism o escritor nos narra a continuación como sigue:
«Y después de esto suscitó otra agitación cuando vació el tesoro
sagrado llamado corbán 65, gastándolo en la traída de aguas desde una
distancia de trescientos estadios. A n te esto el pueblo se enfureció
y, cuando P ilato se personó en Jerusalén, le rodearon vociferando
todos a una.
7 »Pero él contaba de antemano con la agitación de los judíos
y había hecho que se mezclaran entre ellos soldados armados, ca­
m uflados bajo trajes de paisano, con p ro h ib ic ió n de emplear la es­
pada, pero con orden de golpear con bastones a los gritadores.
Desde su asiento dio la señal. Los judíos, heridos, muchos perecieron
bajo los golpes y muchos quedaron aplastados p o r los demás al
h u ir. L a plebe, impresionada por el in fo rtu n io de los caídos, en­
mudeció» 66.
8 E l mismo autor hace saber que, además de éstas, se movieron
en la misma Jerusalén muchísimas otras revueltas, afirm ando que
desde aquel tiem po n i en la ciudad n i en toda Judea faltaron ya sediτ ο ίς τώ ν νό μ ω ν ούδέν γ ά ρ άξιούσ ιν έν
τ ή π όλει δείκηλον τίθεσθαι».
5 τ α ύ τ α δέ συγκρίνας τ ή τώ ν ευ α γγε­
λ ίω ν γρα φ ή, είση ώς ούκ είς μακρόν αύτούς
μετήλθεν ήν έρρηξαν έπ* αυ το ύ Π ιλ ά το υ
φω νήν, 6Γ ής ούκ άλλον ή μόνον έχειν
έπεβόων Καίσαρα βασιλέα.

6 ε ίτ α δέ κα ί ά λλη ν έξής ό αύτός
συγγραφ εύς Ισ τορεί μετελθεΐν αύτούς συμ­
φοράν έν το ύ το ις
«μετά δέ τ α υ τ α τα ρ α χ ή ν Ιτέρ αν έκίνει,
τό ν Ιερόν θησαυρόν, κ α λ είτα ι δέ κορβανάς,
είς κ α τ α γ ω γ ή ν ύδ ά τω ν έξαναλίσκων* κα τ ή ε ι δέ άπ ό τρ ια κ ο σ ίω ν σ ταδ ίω ν, πρός
τ ο ύ τ ο τ ο υ πλήθους ά γα νά κ τη σ ις ήν,
7

«καί το υ Π ιλ ά το υ παρόντος είς “Ιερο­

σόλυμα, π ερ ισ τάντες άμα κατεβόω ν. δ δέ
προήδει γ ά ρ α ύ τώ ν τ ή ν τα ρ α χ ή ν κ α ί τ ω
πλήθει το ύς σ τρ α τιώ τα ς ένόπλους, Ισθήσεσιν ϊδ ιω τικ α ϊς κεκαλυμμένους, έ γ κ α τα μ ίξας κ α ί ξίφ ει μέν χρήσασ θαι κωλύσας,
ξύλοις δέ π α ίειν τούς κεκραγότας Ιγκελευσάμενος, σύνθημα δίδω σ ιν άπό τοΟ β ή ­
ματος. τυ π τό μ εν ο ι δέ οΐ Ιο υ δ α ίο ι π ο λ λ ο ί
μέν Οπό τ ώ ν π λ η γ ώ ν , π ο λλο ί δέ ύπό
σφών α ύ τώ ν έν τ ή φ υγή καταπ ατη θ έντες
άπ ώ λο ντο , πρός δέ τ ή ν συμφοράν τώ ν
άνηρημένων κ α τα π λ α γ έν τ ό πλήθος έσιώπησεν».
8 έπί το ύ το ις μυρίας άλλας έν αύτοϊς
“Ιεροσολύμοις κεκινήσθαι νεω τεροπ οιίας ό
αύτός έμφαίνει, π α ρ ισ τά ς ώς ούδαμώς έξ
εκείνου διέλιπ ον τ ή ν τ ε π ό λιν κ α ι τή ν

63 J o s e f o , B I 2(9,2)169-170; c f . A I 18(3,1)55-57; E u s e b io , Chronic, ad annos 37-38: H e l m ,
p.177-178.
C f. Jn 19,15; sin embargo, Josefo parece indicar que el hecho ocurrió poco después de
la llegada de Pilato, es decir, antes de la pasión.
« C f. M e 7,11; M t 27,6.
66 J o s e f o , B I 2(9.4)175-177; c f . S c h u e r e r , i p.49.

64

ciones, guerras y malvadas maquinaciones de unos contra otros, hasta
que, finalmente, les llegó el asedio de Vespasiano. A sí es cómo la
ju s ticia divin a alcanzaba a los judíos p or sus crímenes contra C risto.

7
[D

e

cómo

t a m b ié n

P

il a t o

se

s u ic id ó

]

N o es para ignorar que una tradición refiere cómo tam bién aquel
m ism o P ilato de los días del Salvador se vio hun d id o en tan grandes
calamidades en tiempos de Cayo— cuyo período queda explicado— ,
que se vio forzado a suicidarse y convertirse en verdugo de sí mismo:
la ju sticia divina, por lo que parece, no tardó mucho en alcanzarlo.
D e los griegos, lo refieren lós que dejaron escritas las series
de olimpíadas ju n to con los sucesos de cada época 67.

8
[D

el

ham bre

en

t ie m p o s

de

C

l a u d io

]

Pero Cayo no llegó a c u m p lir los cuatro años de ejercicio del
mando. Le sucedió como em perador C la u d io 68, bajo el cual se
abatió sobre el m undo una gran hambre (y esto lo transm iten en
sus historias incluso los escritores más ajenos a nuestra doctrina 69)
y tuvo cum plim iento la predicción del profeta Agabo, según los
i

Ίο υ δ α ία ν άπ ασαν στάσεις κα ί πό?νεμοι
κ α ί κακώ ν έπ ά λληλο ι μη χαναί, είς δ τε τ ό
τταν ύ σ τα το ν ή κ α τ ά Ούεσπασιανόν αύ­
το ύ ς μετήλθεν πολιορκία. *Ιουδαίους μέν
ούν ώ ν κ α τά τ ο υ Χ ρ ίσ το υ τετολμ ή κα σ ιν,
τ α ύ τ η π η τ ά έκ τή ς θείας μετήει δίκης·

Ζ'
ούκ άγνο εϊν δέ ά ξιο ν ώς κ α ί α υτό ν
έκεΐνον τ ό ν έπ ί τ ο υ σω τήρος Π ιλ ά το ν κ α τά
Γάϊον, ού τούς χρόνους διέξιμεν, το σ α ύ τα ις
περιπεσεϊν κα τέχει λό γος σνμφοραίς, ώς
έξ ά νάγκη ς αύτοφ ονευτήν έα υ το ίί κ α ί τ ι-

μωρόν α ύ τό χ ειρ α γενέσθαι, τή ς θείας, ώς
έοικεν, δίκης ούκ είς μακρόν α ύ τό ν μετελθούσης. ίσ το ρο υσ ιν Ε λ λ ή ν ω ν ο ί τάς
Ό λ ν μ π ιά δ α ς ά μ α τοΤς κ α τ ά χρόνους πε­
π ρ α γμένος άναγράψ αντες.

Η'
1 *Α λ λ ά γ ά ρ Γάΐον ούδ* όλοις τ έ τ τ α ρ σιν έτεσ ιν τ ή ν άρ χήν κ α τα σ χ ό ν τα Κλαύδιος α ύ το κ ρ ά τω ρ δ ιαδέχεται* καθ* δν λ ι­
μού τ ή ν οίκουμένην π ιέσαντος (τ ο ΰ το δέ
καί οί πόρρω τ ο υ καθ* ή μάς λ ό γ ο υ σ υ γ ­
γραφ είς τα ϊς α ύ τώ ν ϊσ το ρ ία ις παρέδοσαν),

67 A q u í Eusebio, para apoyar la tradición del suicidio de Pilato, alude a los cronistas grie­
gos, mientras que, en su Crónica, al asignar el hecho al año 39 ( H e l m , p. 178), habla de «histo­
riadores romanos*, a pesar de que la coincidencia de expresión indica que u tiliz ó para ambas
obras la misma fuente. Quizá la diferencia se deba al traductor latino de la Crónica. En todo
caso, tanto los cronistas como los historiadores aludidos nos son desconocidos. F iió n no dice
nada; solamente los apócrifos desarrollan esta tradición. Por otra parte, Eusebio no dice nada
de que Pilato fuera ejecutado por N erón. C f. S c h u e r e r , i p.492 nota 151; P. L . M a i e r , The
fate o f Pontius P ila te : Hermes 99 ( i9 7 i) 362-371.
68 Caligula cayó asesinado el 24 de enero del año 41; cf. J o s e f o , A I 19(2,5)201; B I 2(11,1)
204.
69 T á c i t o , Annal. 12,43; S u e t o n i o , Claud. 18; D i ó n C a s i o , Hist. 60,11.

Hechos de los Apóstoles 70, de que era inm inente una gran hambre
sobre todo el mundo.
2 Lucas describió en los Hechos la gran hambre de los tiempos
de C laudio y, después de narrar cómo los hermanos de A n tio q u ía
habían enviado socorros a los hermanos de Judea p or m edio de
Pablo y de Bernabé, cada cual según sus posibilidades, añade:

9
[M

a r t ir io

del

apó sto l

Sa n

t ia g o

]

1 En aquel tiempo— evidentemente el de C laudio— el rey H e ­
rodes se puso a m altratar a algunos de la Iglesia. Y mató a Santiago,
el hermano de Juan, con la espada 71.
2 Acerca de este Santiago, Clemente, en el lib ro V I I de sus
Hypotyposeis, añade un relato digno de m ención, afirm ando haberlo
tom ado de una tradición anterior a él. D ice que el que le introducía
ante el tribu n al, conm ovido al verle dar testim onio, confesó que
tam bién él era cristiano.
3 «Ambos, pues— dice Clemente— , fueron llevados ju n to s de
allí, y en el camino p id ió a Santiago que le perdonara, y éste, des­
pués de m irarle un instante, dijo: L a paz esté contigo, y le besó.
Y así es cómo los dos fueron decapitados a u n tiempo» 72.
ή κ α τ ά τά ς Πράξεις τ ώ ν άπ οσ τό λω ν Ά γ ά {3ου π ρ ο φ ή το υ περί τ ο υ μέλλειν έ'σεσθαι
λ ιμ ό ν έφ* όλην τ ή ν οίκουμένην πέρας
έλάμβανεν πρόρρησις.
2 τό ν δέ κ α τ ά Κλαύδιον λιμό ν έπ ισημηνάμενος έν τα ΐς Π ράξεσιν ό Λουκάς ίσ τορήσ ας τ ε ώς άρα δ ιά Π αύλου κ α ί Βαρν αβ ά οί κ α τά *Α ντιό χ εια ν άδελφοί το ϊς
κ α τ ά τ ή ν Ιο υ δ α ίο ν έξ ώ ν έκαστος η ύπ ό ρει διαπεμψάμενοι εϊησαν, έπιφέρει λέγω ν*

Θ'
1 «κατ* έκεϊνον δέ τό ν καιρόν, δήλον
δ* ό τ ι τό ν έπί Κλαυδίου, έπέβαλεν Ή ρ φ ­
δης ό βασιλεύς τά ς χεΐρα* κακώ σαι τιν α ς

τ ώ ν ά π ό τ ή ς έκκλησίας, άνεϊλεν δέ *Ιάκω ­
βον τ ό ν άδελφόν Ίω ά ν ν ο υ μαχαίρς*».
2 περί το ύ το υ δ* ό Κλήμης τ ο υ Ια κ ώ ­
βου κ α ί Ισ το ρ ία ν μνήμης ά ξία ν έν τ ή τώ ν
“Υποτυπώ σεω ν έβδόμη π α ρ α τίθ ετα ι ώς
άν έκ παραδόσεως τ ώ ν πρό αύτου, φάσκον ό τ ι δή ό είσ α γ α γ ώ ν α ύτό ν είς δικαστή ρ ιο ν, μα ρ τυ ρ ή σ α ντα α ύ τό ν ίδώ ν κιν η ­
θείς, ώ μολόγησεν είνα ι κ α ί αύτός έαυτόν
Χ ρ ισ τια νό ν.

3 «συναπήχθησαν ούν άμφω», φησίν,
«καί κ α τ ά τ ή ν δδόν ήξίω σεν άφεθήναι
α ύ τώ ύπ ό τ ο υ Ια κ ώ β ο υ * ό δέ ό λ ίγ ο ν σκεψάμενος, <ε1ρήνη σοι> είπεν κα ί κ α τεφ ίλ η σεν αύτό ν.
κ α ί ούτω ς άμφότεροι όμου
έκαρατομήθησαν».

70 A c t 1 1 , 2 7 - 3 0 ; c f . E u s e b i o , Chronic, ad annum 4 4 : H e l m , p. 1 7 9 ; A . T o r n o s , L a fecha
del hambre de Jerusalén, aludida por A c t 11,28-30: EE 3 3 (1959) 3 0 3 - 3 1 6 ; Id ., κ α τ ’ εκείνον
δέ το ν καιρόν en A ct 1 2 , i y simultaneidad de A ct 11,37-30: ibid., p . 411-428.
71 A c t 12,1-2; cf. F. F. B r u c e , C hristianity under Claudius: B u lle tin o f the John Rylands
L ib ra ry 44 (1962) 309-326. Sobre la situación en Roma por el mismo tiempo, cf. S. B e n k o ,
The Edict o f Claudius o f A . D . 49 and the Instigator Chrestus: T Z 25 (1969) 406-418.
C l e m e n t e d e A l e j a n d r í a , Hypotypos. f r a g m . 1 4 .

72

4 Entonces, como dice la E scritura d ivin a 73, viendo Herodes
que su hazaña de asesinar a Santiago había complacido a los judíos,
la emprendió tam bién contra Pedro, lo encarceló y poco hubiera
faltado para ejecutarlo tam bién si un ángel, mediante aparición d i­
vina, no se le hubiera presentado por la noche y no lo hubiera sa­
cado milagrosamente de las prisiones, dejándole lib re para el m in is­
te rio de la predicación. T a l fue la providencial disposición p o r lo
que respecta a Pedro.

10
[D e

cómo

A gripa, llamado también H erodes, persiguió a los

APÓSTOLES Y PRONTO EXPERIMENTÓ LA VENGANZA DIVINA]

1 E l merecido por los atentados del rey contra los apóstoles no
sufría demora, y el m inistro vengador de la ju sticia d ivin a le alcan­
zó en seguida. Inm ediatamente después de su conjura contra los
apóstoles, según narra el lib ro de los Hechos, se puso en camino
para Cesárea, y allí, estando adornado con espléndidas y regias ves­
tiduras y puesto en alto delante de una trib u n a , d irig ió la palabra al
pueblo. T o d o el pueblo aplaudió su discurso, como si fuese voz de
D io s y no de hombre, y en ese mismo instante— narra la E scritu ­
ra 74— un ángel del Señor lo h irió y, convertido en pasto de gusanos,
expiró 75.
2 M as es de adm irar cómo tam bién concuerdan en este extraño
suceso la Escritura divina y la narración de Josefo. Es evidente que
4 τ ό τ ε δ ή τα , ώς φησιν ή θεία γραφ ή,
ίδ ώ ν Η ρ ώ δ η ς έπί τ ή το υ Ια κ ώ β ο υ αναιρέ­
σει πρός ηδονής γεγονός τ ό ττραχθέν το ΐς
*Ιουδαίοις, έ π ιτίθ ετα ι κ α ί Π έτρ φ , δεσμοΐς
τ ε α υτό ν παραδούς, όσον ούπω κ α ί τό ν
κ α τ* αύτοΟ φόνον ένήργησεν άν, εί μή
δ ιά Θείας έτπφανείας, έτπστάντος α ύ τ φ
ν ύκτω ρ α γ γ έλ ο υ , παραδόξως τώ ν είρ γμώ ν άπ αλλαγείς, έττί τ ή ν τ ο υ κηρύγμα τος
ά φ είτα ι δ ιακονίαν, κα ί τ ά μέν κ α τ ά Π έτρον
ο ύτω ς είχεν οίκονομίας·
Ι'
1 τ ά δέ γ ε τή ς κ α τ ά τώ ν άπ οσ τόλω ν
έγχειρήσεω ς τ ο υ βασιλέως ουκέτ* ανα­

βολής είχετο , ά μ α γ έ τ ο ι α υ τό ν ό τη ς θείας
δίκης τιμω ρός διάκονος μετήει, π α ρ α υ τίκ α
μετά τ ή ν τ ώ ν ά π οσ τό λω ν επ ιβουλήν ώς
ή τ ώ ν Πράξεω ν ίσ το ρ εϊ γρα φ ή, όρμήσαντα
μέν έπ ί τ ή ν Καισάρειαν, έν έπ ισ ή μ φ δ’
ενταύθα έορτής ήμέρςχ λαμπ ρά κ α ί β ασ ι­
λ ικ ή κοσμησάμενον έσθήτι υψ ηλόν τ ε προ
βήματος δ η μ η γο ρ ή σ α ντα · τ ο υ γ ά ρ τ ο ι
δήμου π α ντό ς έπευφημήσαντος έπ ί τ ή
δ η μ η γο ρ ία ώς έπ ί θεου φωνή κ α ί ούκ
άνθρώπου, π α ραχρή μα τ ό λ ό γ ιο ν π α τά ξ α ι αύτό ν ά γ γ ελ ο ν κυρίου Ισ τορεί, γενόμενόν τ ε σ κω ληκόβρω τον έκψΰξαι.
2 θαυμάσαι δ* ά ξιο ν τ ή ς περί τή ν
θείαν γρα φ ήν κ α ί έν τφ δ ε τ φ π α ραδόξφ
συμφωνίας τ ή ν τοΟ Ίω σ ή π ο υ Ιστορίαν,

73 A c t 12,3-17.
para designar la Sagrada Escritura. Normalm ente, Eusebio utiliza la palabra
e n p lu ra l y calificada; cf. J. D o n o v a n , Note on the Eusebian Use o f «Logia»: Bíblica 7 (1926)
301-310.
75 Cf. A ct 12,19.21-23.
74 τ ό λ ό γ ι ο ν ,

Josefo atestigua la verdad en el lib ro X IX de su Antigüedades, donde
explica el portento con las palabras que siguen:
3 «Se había cum plido el tercer año de su reinado sobre toda
Judea 76 y él se hallaba en la ciudad de Cesárea, que prim eram ente
se llamaba T o rre de Estratón. Estaba celebrando a llí juegos p ú b li­
cos en honor del César, po r cuya salud sabía él que eran esta clase
de fiestas. A ellos había concurrido una muchedum bre de a u to ri­
dades y dignatarios de la provincia,
4 »E1 segundo día de la fiesta, habiéndose puesto un vestido
hecho todo él de plata, de modo que resultaba un tejido adm irable,
entró en el teatro al rayar el día, y entonces la plata, ilum inada por
la irru p c ió n de los prim eros rayos del sol, reverberaba adm irable­
mente y despedía reflejos que atemorizaban y hacían estremecerse
a cuantos fijaban su vista en él.
5 »En seguida comenzaron los aduladores, cada cual p o r su
lado, a levantar sus voces, para él nada provechosas, llamándole
dios y diciendo: |Sé propicio! Si hasta aquí te hemos tem ido como
a hom bre, desde ahora confesamos que eres superior a la natura­
leza m ortal.
6 »E1 rey no los reprendió n i tra tó de rechazar la im pía adula­
ción. M as de allí a poco, alzando la m irada vio a un á n g e l77 planear
p o r encima de su cabeza, y en seguida pensó que aquel ángel era
καθ* ή ν έπιμαρτυρώ ν τ ή άληθείςχ δήλός
έσ τιν , εν τό μ ω τή ς *Α ρ χα ιο λογία ς έννεακ α ιδ εκά τφ , ενθα α ύτο ϊς γρά μμα σ ιν ώδέ
πω ς τ ό θαύμα δ ιη γ ε ίτ α ι
3 « τρ ίτο ν δ* έτος α ύ τ φ βασ ιλεύοντι
τ ή ς όλης Ιο υ δ α ίο ς πβπλήρω το, καί παρήν
είς π ό λ ιν Καισάρειαν, ή τ ό πρότερον
Σ τρ ά τω ν ο ς πύργος έκαλεΐτο.
συνετέλει
δ* ένταΰθα θεωρίας είς τ ή ν Καίσαρος τιμ ή ν ,
υπέρ τ ή ς έκείνου σ ω τη ρίας έορτήν τ ιν α
τ α ύ τ η ν έπ ισ τ ά μ ε ν ο ς , κ α ί π α ρ* α ύ τ ή ν
ή θρ ο ισ το τ ώ ν κ α τ ά τ ή ν έπ αρχίαν έν τέλει
κ α ί π ροβεβηκότω ν είς ά ξ ία ν πλήθος.

4

»δευτέρφ δέ τώ ν θεωριών ήμέρφ σ το ­
λ ή ν ένδυσάμενος έξ άργύρου πεποιημένην
π άσαν, ώς θαυμάσιον ύφήν είναι, π α ρή λθεν είς τ ό θέατρον άρχομένης ή μέρας. Ινθα

τα ϊς π ρ ώ τα ις τ ώ ν ή λια κώ ν ά κ τίν ω ν έπ ιβολαΤς ό άργυρος καταυγασθείς, θαυμασίως άπ έσ τιλβ εν, μαρμαίρω ν τ ι φοβερόν
κ α ί τοΤς είς α ύ τό ν ά τενίζουσ ι φρικώδες.
5 »εύθύς δέ ο ί κόλακες τά ς ούδέν έκείνω
πρός α γαθού άλλος άλλοθεν φωνάς άνεβόων, θεόν προσαγορεύοντες <εύμενής> τ ε
<εΤης> έπιλέγοντες, <εί καί μέχρι νύν ώς
άνθρωπον έφοβήθημεν, ά λ λ ά τούντεύθεν
κ ρ είττο ν ά σε θνητής φύσεως ό μολογούμεν>.
6 »ούκ έπέπληξεν τ ο ύ το ις ό βασιλεύς
ούδέ τ ή ν κολακείαν ασεβούσαν ά π ετρ ίψ α το .
άνακύψας δέ μετ* ό λ ίγ ο ν , τή ς
εαυτο ύ κεφαλής ύπερκαθεζόμενον ειδεν ά γ ­
γελο ν. το ύ το ν εύθύς ένόησεν κακών είναι

76 Efectivamente, Herodes Agripa I no recibió el dom inio de toda Judea— más exactamente:
todo ei te rrito rio de Herodes el Grande— hasta el año 41, cuando C laudio añadió Judea y Sa­
maria a ios territorios sobre los que Caligula le había constituido rey; cf. supra 4,1 nota 51.
M u rió , pues, el año 4 4 , repentinamente, en Cesárea; cf. E u s e b i o , Chronic, ad annum 4 4 : H e l m ,
p.179; S c h u e r e r , i p.562-564.
77 Eusebio, influ id o quizá por A ct 12,23, transforma en ángel el buho de los mss. de Josefo,
y om ite que estaba sobre «una maroma* (esto sólo aparece en el grupo T CER). Es posible tam ­
bién que el cambio y h omisión estuvieran ya consumados en el texto que utilizó. Cf. S c h u e r e r ,
i p.563.

causa de males como algún tiem po lo fuera de sus bienes 78. La con­
goja op rim ió su corazón,
7 »y le entró un repentino d olor de vientre, que comenzó con
gran vehemencia. Clavando, pues, la m irada en sus amigos, d ijo :
Yo, vuestro dios, he recibido ya la orden de re s titu ir la vida. E l
hado se ha apresurado a desm entir vuestras voces engañosas de
hace un instante. Yo, el que vosotros llamabais inm ortal, soy ya
conducido a la muerte. H ay que aceptar el destino como D ios lo
ha querido, porque en modo alguno hemos v iv id o mal, sino con
larga dicha.
8 »Mientras decía esto, la fuerza del d o lo r le iba agotando. Se
le condujo, pues, con cuidado dentro del palacio.
»A todos fue llegando el ru m o r de que irrem ediablem ente m o ­
riría dentro de poco. M as la muchedumbre, con sus mujeres y sus
hijos, p ronto vino a sentarse sobre saco, según las costumbres pa­
trias, y empezó a suplicar a D io s p o r el rey. Los ayes y lamentos
lo llenaban todo, y el rey, acostado en el d o rm ito rio alto, viéndolos
abajo inclinados, postrados, tampoco él pudo contener las lágrimas.
9 ^Acabado po r el dolor intestinal de unos cinco días co n ti­
nuos, m u rió a los cincuenta y cuatro años de edad, en el séptimo
de su re in a d o 79. R einó cuatro años bajo el césar Cayo, gobernó
la tetrarquía de Felipe durante tres y en el cuarto recibió tam bién
la de Herodes. Reinó además tres años bajo el im p e rio del césar
Claudio» 8°.
α ίτ ιο ν , τό ν κ α ι ττοτε τώ ν άγαθώ ν γενόμενον, κα ί διακάρδιον έσχεν όδύνην.
7 «άθρουν δ* α ύ τ φ τή ς κοιλίας ττροσέφυσεν ά λ γ η μα, μετά σφοδρότητος άρξάμενον. άναθεωρών ούν πρός τούς φίλους,
<6 θεός ύμίν έγώ >, φησίν, <ήδη κ α τα σ τρέφ ειν έ π ιτ ά τ τ ο μ α ι τό ν βίον, π α ραχρήμα
τ ή ς είμαρμένης τά ς ά ρ τι μου κατεψευσμένας φωνάς έλεγχούσης. ό κληθείς άθάνατος
ύφ* ύμώ ν, ήδη θανεΤν ά π ά γο μ α ι. δεκτέον
δέ τ ή ν πεπρωμένην, ή θεός β εβ ο ύ λη τα ι.
κ α ί γ ά ρ βεβιώ καμεν ούδαμή φαύλως, άλλ*
έπ ί τή ς μακαριζομένης μακρότητος».

8 « τ α ύ τ α δέ λέγω ν έπ ιτά σ ει τ ή ς όδύνης κα τεπ ό νεΐτο. μετά σπουδής ούν είς
τ ό β ασ ίλειο ν έκομίσθη, κ α ί διήξε λόγος
είς π ά ν τα ς ώς έχοι τ ο ύ τεθνάναι π α ν τά -

π α σ ι μ ετ’ ό λ ίγ ο ν . ή πληθύς δ* α ύ τίκ α
σύν γ υ ν α ιξ ί κ α ί π α ισ ίν έπ ί σάκκον καΘεσθεΐσα τ ω π α τρ ίω νό μ φ τ ό ν Θεόν ίκέτευο ν ύπέρ τ ο ύ βασιλέως, ο ίμ ω γής τ ε
π ά ντ* ή ν άνάπ λεα κ α ί Θρήνων, έν ύψ ηλώ
6* ό βασιλεύς δ ω μ α τίω κατακείμένος καί
κ ά τω βλέπω ν αύτούς πρηνείς π ρ ο π ίπ το ν τα ς, άδακρυς ούδ* αύτός έμενεν.
9 «συνεχείς δ* έφ* ήμέρας π έντε τ φ τή ς
γα σ τρ ό ς ά λ γ ή μ α τ ι διεργασθείς, τ ό ν β ίο ν
κατέστρεψεν, άπ ό γενέσεως ά γ ω ν π εν τη ­
κοστόν έτος κ α ί τ έτα ρ το ν , τή ς δέ βασι­
λείας έβδομον, τέσσαρας μέν ούν έπ ί Γαΐου
Καίσαρος έβασίλευσεν ένιαυτούς, τή ς Φ ι­
λίπ π ο υ μέν τετρ α ρ χ ία ς είς τ ρ ιε τ ία ν άρξας,
τ φ τ ε τ ά ρ τ φ δέ κ α ί τ ή ν Ή ρ φ δ ο υ προσειληφώς, τρείς δ* έπ ιλα β ώ ν τή ς Κ λαυδίου Καί­
σαρος αύτοκρατορίας».

73 C f . J o s e f o , A I 18 ( 6 ,7 ) 195SS.
79 Contando desde el año 37, en que Caligula le hizo rey de las antiguas tetrarquías de
Felipe y de Lisanias; cf. supra notas 51 y 76.
80 J o s e f o , A I 19(8,2)343-351·

i o Estoy admirado de cómo Josefo, en este y en otros puntos,
confirm a la verdad de las Escrituras divinas. Es cierto que a algu­
nos les podía parecer que discrepan en cuanto al nom bre del rey 81,
pero el tiem po y el m odo de obrar están demostrando que se trata
del mismo, debiéndose el cambio de nom bre a u n e rror de escritu­
ra o a que uno solo tenía dos nombres, como ocurre tam bién con
otros muchos.

11
[D

el

im p o s t o r

T

eudas]

1 Puesto que Lucas, en los Hechos82, introduce a Gam aliel
diciendo, en la deliberación acerca de los apóstoles, que en el tie m ­
po señalado surgió Teudas, que decía ser alguien y que, al ser
elim inado, todos los que le habían creído se dispersaron, compare­
mos tam bién lo escrito por Josefo sobre esto, porque, efectivamente,
en la obra citada hace un instante narra esto mism o textualm ente
como sigue:
2 «Siendo Fado procurador de Judea, cierto im postor llamado
Teudas logra persuadir a una gran muchedum bre a que tom en sús
bienes y le sigan a él hacia el río Jordán, pues decía que era profeta
y afirmaba que con su mandato separaría al río para hacerlo más
fácilm ente vadeable. A muchos engañó hablando así.
3 »No les dejó Fado saborear su demencia, sino que envió con­
tra ellos un escuadrón de caballería que cayó de im proviso sobre
10 τ α ϋ τ α τό ν Ίώ σ η π ο ν μετά τώ ν
ά λλω ν τ α ϊς θείαις συναληθεύοντα γραφαΐς
άπ οθαυμάζω . εί δέ περί τ ή ν τ ο ϋ βασιλέως π ρ ο σ η γορ ίαν δόξειέν τ ισ ιν διαφω ­
νεί ν, άλλ* & γ ε χρόνος κ α ί ή πράξις τό ν
α υ τό ν ό ν τα δείκνυαην, ή τ ο ι κ α τ ά τ ι σφάλ­
μα γρα φ ικό ν ένηλλαγμένου τ ο υ όνόματος ή
κ α ί διω νυμίας περί τό ν αύτόν, ο ία κα ί
π ερί πολλούς, γεγενημένης.

ΙΑ '
1 *Επεί δέ π ά λιν ό Λουκάς έν τα ϊς
Π ράξεσ ιν είσ ά γει τό ν Γα μ α λιή λ έν τ ή
π ερί τ ώ ν άπ οσ τόλω ν σκέψει λ έγ ο ν τα ώς
άρα κ α τ ά τό ν δηλουμενον χρόνον άνέστη
Θευδάς λέγω ν έαυτόν είνα ι τιν ά ,. δς κα τε-

λύθη, κ α ί πάντες όσοι έπείσθησαν α ύ τώ ,
διελύθησαν* φέρε, κ α ί τ ή ν περί τ ο ύ το υ
παραθώμεθα το υ Ίω σ ή π ο υ γραφ ήν, ίσ το ρ εϊ το ίν υ ν αύθις κ α τ ά τό ν ά ρ τίω ς δεδηλωμένον αύ το υ λό γο ν α ύ τ ά δή τ α υ τ α
κ α τά λέξιν
2 «Φάδου δέ τή ς Ιο υ δ α ίο ς έπ ιτρ ο -,
πεύοντος, γό ης τ ις άνήρ, θευδάς ό ν ό μ α τι
πείθει τ ό ν π λεΐσ το ν όχλον ά ν α λ α β ό ν τα
τά ς κτήσ εις Ιπ εσθαι πρός τό ν Ίο ρ δ ά ν η ν
π ο τα μό ν α ύ τφ * π ρ οφ ήτης γ ά ρ Ιλ εγ εν
είναι, κ α ί π ρ ο σ τ ά γ μ α τ ι τό ν π ο τα μό ν σ χ ίσας δίοδον Ιφ η παρέξειν αύ το ϊς βαδίαν,
κ α ί τ α υ τ α λέγω ν πολλούς ή π άτη σ εν.
3 »ού μήν εΐασεν αύτούς τή ς άφροσύνης όνάσθαι Φάδος, άλλ* έξέπεμψεν
ίλ η ν Ιππέω ν έπ* αύτούς, ή τ ις έπιπεσουσα

81 E l Nuevo Testamento le llama Herodes; F. Josefo prefiere Agripa. En realidad tenía
los dos nombres; cf. S c h u e r e r , i p-550.
82 A c t 5,34-36·

ellos y dio muerte a muchos y capturó vivos a muchos otros. A l
m ism o Teudas le cogieron vivo, le cortaron la cabeza y se la lleva­
ro n a Jerusalén» 83.
A continuación de esto, Josefo menciona tam bién el hambre que
hubo en tiempos de C laudio, como sigue:

12
[D

e

E

le n a

,

r e in a

de

A

d ia b e n e

]

1 «En este tiem po 84 o currió que hubo la gran hambre en Judea.
D u ra nte ella, la reina Elena gastó m ucho dinero en la compra de
trig o egipcio, que distribuía a los necesitados»85.
2 Hallarás que tam bién esto concuerda con el texto de los
Hechos de los Apóstoles, que recoge cómo los discípulos de A n tio ­
quía determ inaron enviar algo, cada uno según sus posibles, en
socorro de los que habitaban en Judea; lo que hicieron enviándolo
a los ancianos por mano de Bernabé y de Pablo 86.
3 D e esta Elena mencionada p o r el escritor se muestran aun
hoy día espléndidas estelas en los suburbios de la actual Elia. Se
decía que había sido reina del pueblo de Adiabene 87.
άπ ροσδοκήτω ς αύτοϊς, πολλούς μέν άνεϊλεν, πολλούς δέ ζώ ντας έλαβεν, α ύ τό ν τ ε
τ ό ν θ ευδ αν ζω γρήσαντες άπ οτέμνουσιν
τ ή ν κεφαλήν καί κομίζο νσ ιν είς “Ιεροσό­
λυμα».
τ ο ύ το ις έξης κα ί τοΟ κ α τ ά Κλαύδιον
γενομένον λιμο ύ μνημονεύει ώδέ πως*

ΙΒ'

1 «έπι το ύ το ις γ ε καί τό ν μέγαν λιμό ν
κ α τ ά τ ή ν Ιο υ δ α ίο ν συνέβη γενέσθαι, καθ*
όν κ α ι ή β ασ ίλισ σ α “Ελένη πολλώ ν χ ρ η ­
μ ά τω ν ώνησαμένη σ ίτο ν άπό τή ς Α ίγ υ π ­
το υ , διένειμεν το ϊς άπορουμένοις».

2 σύμφωνα δ* άν εύροις κ α ί τ α ύ τ α τ ή
τ ώ ν Πράξεω ν τ ώ ν απ οσ τό λω ν γραφ ή,
περιεχούση ώς άρα τώ ν κ α τ ’ Α ν τ ιό χ ε ια ν
μαθητώ ν καθώς η ύπ ο ρεϊτό τις , ώ ρισαν
έκαστος είς διακονίαν ά π ο σ τεϊλ α ι το ϊς
κα τοικο ύσ ιν έν τ ή Ίο υδα ίςυ ό καί έπ οίησαν, άπ οσ τείλαντες πρός τούς πρεσβυτέρους δ ιά χειρός Βαρναβά καί Παύλου.
3 τή ς γ έ τ ο ι “Ελένης, ής δή κ α ί ό
συγγραφεύς έπ ο ιή σ α το μνήμην, είς ε τ ι
νύν σ τή λ α ι διαφανείς έν π ρ οαστείοις δείκνυ ντα ι τή ς νύν Α ίλία ς· τ ο ύ δέ ’ Α δ ιαβη νώ ν
έθνους α ύ τη β ασιλεύσαι Ιλ έγ ε το .

83 J o s e f o , A I 20(5,1)97-98. Siendo Cuspio Fado el p rim e r gobernador de Judea después
de la muerte de Herodes A gripa (año 44), el Teudas de que habla Josefo no puede ser el men­
cionado por A c t 5.36, cuyo levantamiento fue anterior al de Judas Galileo (año 6 d. C.); cf.
S c h u e r e r , i p.565-566.
84 U ltim os años de Cuspio Fado y primeros de su sucesor en el gobierno de Judea, T ib e ­
rio Alejandro, que term inó en sus funciones el año 48; cf. S c h u e r e r , i p.567.
85 J o s e f o , A I 20(5,2)101; también (2,5)49-51; cf. S c h u e r e r , i p.567.
86 A c t 11,29-30.
87 C f. J o s e f o , A I 20(4,3)95-96; B I 5(2,2)55; (3,3)119; (4,2)147· Adiabene estaba al nor­
deste de Asur, en la frontera del Im perio romano con los partos. Elena, madre del rey de
Adiabene, Izates, se había convertido al judaismo y había logrado que sus hijos, el rey Izates
y Monobazo, la siguieran; cf. J o s e f o , A I 20 (2,i)i7 -(2 ,5 )53 . L a visita a Jerusalén (que todavía
no era Elia) en tiempos del hambre debió de ocurrir el año 46. Sus relaciones con la ciudad, al
parecer, fueron muchas y provechosas para ésta; cf. S c h u e r e r , 3 p .i 19-122. Sobre la interpre­
tación de los datos acerca de la tumba de Elena, véase, en el mismo lugar citado de S c h u e r e r ,
la nota 61.

13
[D

e

S im

ó n

M

ago

]

1 Sin embargo, habiéndose propagado ya la fe en nuestro
Salvador y Señor Jesucristo a todos los hombres, el enemigo de la
salvación de los hombres tramaba ya anticiparse en la captura de
la ciudad im perial y condujo allá a Simón, del que más arriba ha­
blamos 88. Efectivamente, secundando las hábiles artes de ese hom ­
bre, se ganó para el erro r a muchos habitantes de Roma.
2 Esto lo demuestra Justino, que se d istin g uió en nuestra doc­
trin a no m ucho tiem po después de los apóstoles y del que expon­
dremos oportunamente lo que sea conveniente89. E n su prim era
Apología, d irig id a a A n to n in o , en favor de nuestra fe, escribe como
sigue:
3 «Y después de la ascensión del Señor al cielo, los demonios
im pulsaban a algunos hombres a decir que ellos eran dioses, los
cuales no sólo no han sido perseguidos p or vosotros, sino que se
les ha considerado dignos de honores. U n ta l Simón, samaritano,
o rig inario de la aldea llamada G itó n 90, que en tiempos del césar
C laudio realizó mágicos prodigios en vuestra im perial ciudad, Roma,
p o r arte de los demonios que en él obraban, fue tenido p o r dios,
y como a dios se le honró entre vosotros con una estatua en el río
ΙΓ '

ή μάς δόγματος άπολογίςχ γρά φ ω ν ώδέ
φ ησιν

1 ά λ λ ά γ ά ρ τή ς είς τό ν σ ω τή ρ α καί
κύριον ήμώ ν Ίη σ ο ϋ ν Χ ρ ισ τό ν είς π ά ντας
άνθρώπους ή δη διαδιδομένης πίστεω ς, ό
τ ή ς Ανθρώπων πολέμιος σ ω τη ρίας τ ή ν
βασιλεύουσαν προαρπάσασθαι π ό λιν μηχανώμενος, ένταϋθα Σίμω να τό ν πρόσθεν
δεδηλωμένον ά γ ει, καί δή τα ϊς έντέχνοις
τάνδρός συναιρόμενος γ ο η τεία ις πλείους
τ ώ ν τ ή ν 'Ρώ μην οίκούντω ν έπ ί τ ή ν π λ ά ­
νην σ φ ετερίζεται.

3 «καί μετά τ ή ν άνάληψ ιν τ ο υ κυρίου
είς ούρανόν π ρ οεβάλλοντο ο ί δαίμονες
Ανθρώπους τιν ά ς λέγο ντα ς έαυτοΰς είναι
θεούς, ο! ού μόνον ούκ έδιώ χθησαν ύφ’
ύμώ ν, ά λ λ ά κ α ί τ ιμ ώ ν ήξιώ θησαν* Σ ί­
μω να μέν τ ιν α Σαμαρέα, τ ό ν άπ ό κώμης
λεγομένης Γίτθ ω ν, δς έπ ί Κλαυδίου Κ αίσαρος δ ιά τή ς τ ώ ν ένεργούντω ν δαιμόνων
τέχνης δυνάμεις μα γικάς ποιήσας- έν τ ή
π ό λει ύμώ ν τ ή β α σ ιλ ίδ ι *Ρώμη Θεός ένομίσθη κ α ί ά νδ ρ ιά ντι παρ* ύμώ ν ώς θεός
τ ε τ ίμ η τ α ι έν τ φ Τ ίβ ερ ι π ο τ α μ φ μεταξύ
τώ ν δύο γεφυρών, Ιχ ω ν έπ ιγρ α φ ήν *Ρωμαϊκήν το ύ τη ν - ΣΙΜ Ο Ν Ι ΔΕΟ ΣΑΝ ΚΤΟ »,
δπερ έστίν Σ ίμω νι θεώ ά γ ίφ .

2 δ η λοϊ δέ τοΟθ* ό μ ετ’ ού π ολυ τώ ν
άπ ο σ τό λ ω ν έν τ ω καθ* ή μάς διαπρέψας
λ ό γ φ *Ιουστίνος, περί ού τ ά π ροσήκοντα
κ α τ ά καιρόν παραθήσομαι· ός δή έν τ ή
π ρ ο τέρα πρός 'Α ντω νΐνο ν ύπέρ το υ καθ*

88 C f. supra ι, ι γ . A q u í Eusebio identifica al hereje Simón con el Simón de A c t 8,9-24·
Justino no los identifica. C f. K . B e y s c h l a g , Zur Simon-Magus-Frage : Z T K 68 ( 1071) 395-426.
89 C f. in fra IV 12; 16-18.
90 A unos 10 kms. al oeste de la antigua Siquén, luego Nablusa, patria de San Justino.

T íb e r, entre los dos puentes, con la inscripción latina siguiente:
S IM O N ! D E O S A N G T O 91, es decir: A Simón, el dios santo.
4 »Y casi todos los samaritanos, además de unos pocos de otras
naciones, le proclaman y adoran como al D ios prim ero. Y a cierta
Elena, que por aquel tiem po andaba en gira con él, y que prim ero
estuvo en un prostíbulo— en T ir o de Fenicia— , la llamaban el P ri­
m er Pensamiento nacido de él» 92.
5 Esto Justino. T am bién Ireneo concuerda con él cuando, en
el p rim ero de sus libros Contra las herejías 93, traza el bosquejo de
este hom bre y de su im pía y nefasta doctrina. Exponerla en detalle
en esta m i obra sería superfluo, pudiendo cuantos lo quieran in ­
formarse tam bién del origen, vida y p rincipios de las falsas d o c tri­
nas de los heresiarcas que después de él se fueron sucediendo uno
tras otro, así como de sus prácticas, meticulosamente transm itido
en el mencionado lib ro de Ireneo.
6 Hemos, pues, recibido p o r tra d ició n que Simón fue el p rim e r
autor de toda herejía. Desde él, incluso hasta hoy, los que p a rtic i­
pando de su herejía fingen la filosofía de los cristianos, sobria y cele­
brada universalmente por su pureza de vida, no menos vienen de
nuevo a dar en la superstición idolátrica de la cual parecían estar
4 «καί σχεδόν μέν πάντες Σαμαρεϊς,
ό λ ίγ ο ι δέ κ α ί έν άλλοις έθνεσιν ώς τό ν
π ρ ώ τον θεόν έκεΐνον όμολογοϋντες ττροσκυνούσιν. κα ί “Ελένην τινά , τ ή ν συμπερινοστήσασαν α ύ τώ κ α τ ’ έκεΐνο το ύ καιρού,
πρότερον έπί τέγο υς σταθεϊσαν» έν Τ ύ ρ φ
τή ς Φοινίκης, «τήν άπ* α ύτο ύ π ρ ώ τη ν
έννοιαν λέγουσιν».
5 τ α ύ τ α μέν ούτος* σννφδει δ’ α ύ τ φ
και Είρηναίος, έν π ρ ώ τψ τώ ν πρός τά ς
αιρέσεις όμού τ ά περί τό ν άνδρα κα ί τ ή ν
ανοσίαν καί μιαράν αύ το ύ διδα σ καλία ν
υπογράφω ν, ήν έπί το υ παρόντος πε­
ρ ιττό ν άν εϊη καταλέγειν, παρόν τ ο ϊς
βουλομένοις καί τώ ν μετ’ α ύ τό ν κ α τά

μέρος αίρεσ ιαρ χώ ν τά ς άρχάς καί τούς
βίους κ α ί τ ώ ν ψευδών δ ο γ μ ά τω ν τά ς
ύποθέσεις τ ά τ ε π ά σ ιν αύ το ϊς έπ ιτετη δ ευ μένα δ ια γ ν ώ ν α ι, ού κ α τ ά π άρεργον τ ή
δεδηλωμένη τ ο ύ Ειρηναίου παραδεδομένα β ίβ λω .
6 πάσης μέν ούν α ρ χ η γό ν αίρέσεως
π ρ ώ το ν γενέσθαι τό ν Σ ίμω να π αρειλήφαμεν* έξ ού καί είς δεύρο ο ί τ ή ν κατ* αύτό ν
μετιόντες αϊρεσ ιν τ ή ν σώφρονα καί δ ιά
κα θ α ρ ό τη τα β ίο υ π α ρά το ϊς π ά σ ιν βεβοημένην Χ ρ ισ τια ν ώ ν φιλοσοφίαν ύποκρινόμενοι, ής μέν έδοξαν ά π α λ λ ά ττεσ θ α ι
περί τ ά είδω λα δεισιδαιμονίας ούδέν ή τ το ν
αύθις έπ ιλα μ βά νο ντα ι, κ α τα π ίπ το ν τες έπί

91 La estatua hallada en 1574 en la isla del T ib e r lleva la inscripción: S E M O N I S A N C O
D E O F ID IO S A C R U M . Es evidente la equivocación de San Justino, debida sin duda a su
desconocimiento del latín arcaico. Semo Sancus era, en realidad, una vieja divinidad sabina
protectora del juramento y de la palabra empeñada, generalmente en cuestiones de propiedad
rural (cf. Plauto, Asin. I 1,1: «per D iu m Fid iu m !). Semo, por su etimología, dice relación
con las semillas, y Sancus, aunque originalmente equivaliera a numen, según Lid o , De mens.
4,90, pronto se le relacionó con sacer, sancio, identificando sancus con sanctius, como Fidius
con fides, lo que justifica la identificación de Semoni Sanco con Deo Fidio. En la inscripción,
pues, aparece la interpretación latina yuxtapuesta al nombre de origen sabino; cf. A . E r
nout-Á. Meillet, Diet. Etymolog, de la Langue latine. Histoire des mots (Paris 4i9 w )
p.591-593 y 617; Corpus Inscript. Latin, t.6,1 (Berlin 1876) p .108 n.567; A . Grenier, Les
religions étrusque et romaine: M ana I I 3 (Paris 1948) 113; G. Lugli, Monumenti antichi di
Roma e Suburbio 3 (Paris 1938) p .618.
S a n J u s t i n o , Apol. I, 26. C f. S a n I r e n e o , Adv. haer. 1,23,2: «Ennoniam exsilientem
ex eo»; T e r t u l i a n o , Apolog. 13; S a n C i r i l o d e J e r u s a l é n , Catech. 6,14; H . V i n c e n t , Le
culte d’Hélène à Samarie: RB 45 (1936) 221-232.
93 S a n I r e n e o , A d v . haer. 1 ,2 3 ,1 - 4 .

92

libres, pues se prosternan delante de escritos y de imágenes del
mismo Simón y de su compañera, la susodicha Elena, y se afanan
en rendirles culto con incienso, sacrificios y libaciones.
7 Pero sus más secretas prácticas, de las que se dice que quien
por prim era vez las escucha queda estupefacto y, según una expre­
sión escrita que corre entre ellos 94, espantado, verdaderamente
están llenas de espanto, de frenesí y de locura, y son tales que no
solamente no se les puede poner por escrito, sino que n i siquiera
con los labios puede un hom bre sensato pronunciar lo más m ínim o,
por la exageración de su obscenidad y costumbres infames.
8 Porque todo cuanto pueda pensarse de más im p u ro y ver­
gonzoso queda bien superado por la abominabilísim a herejía de
estos hombres, que abusan de mujeres miserables y cargadas ve r­
daderamente de males de toda índole 95.

14
[D

e

la

p r e d ic a c ió n

del

apó sto l

P

edro

en

R

oma

]

1 A este Simón, padre y autor de tan grandes males, el poder
malvado y odiador de todo bien, enemigo de la salvación de los
hombres, lo destacó en aquel tiem po como gran adversario de los
grandes y divinos apóstoles de nuestro Salvador.
2

Sin embargo, la gracia divina y supraceleste vino en socorro

γραφάς και εΙκόνας αύ το υ τ ε τ ο υ Σίμωνος
καί τή ς σύν α ύ τ φ δηλωθείσης Ε λένης
Θυμιάμασίν τε καί θυσίαις καί σπονδαΐς
το ύτο υς Θρησκεύειν έγχειρούντες,

κόντισ εν ή τώ νδε μυσ α ρω τά τη αίρεσις,
τ α ϊς άθλίαις καί π α ντο ίω ν ώς άληθώς
κακώ ν σεσωρευμέναις γ υ ν α ιξ ίν έ γ κ α τα π α ιζό ντω ν.

7 τ ά δέ το ύ τω ν α ύ το ϊς άπ ορρητότερα, ών φασι τό ν π ρ ώ τον έπακούσαντα
έκπλαγήσεσθαι κα ί κ α τ ά τ ι παρ* αύτοϊς
λ ό γ ιο ν έγγρ αφ ον θαμβωθήσεσθαι, θάμβους ώς άληθώς καί φρενών έκστάσεως και
μανίας έμπλεα τ υ γ χ ά ν ει, τ ο ια ύ τ α ό ντα, ώς
μή μόνον μή δ υνα τά είνα ι παραδοθήναι
γρα φ ή, άλλ* ούδέ χείλεσ ιν α ύ τό μόνον δι*
ύπερβολήν αίσ χρο υρ γίας τε και άρρητο π ο ιία ς άνδράσι σώφροσι λαληθήναι.

1 τ ο ιο ύ τω ν κακώ ν π α τέρ α καί δη­
μιο υργό ν τό ν Σίμω να κατ* έκεϊνο καιρού
ώ σπερ εί μέγαν κ α ί μεγάλω ν α ντίπ α λ ο ν
τ ώ ν Θεσπεσίων τ ο ύ σω τήρος ήμώ ν άπ ο­
σ τό λω ν ή μισόκαλος κ α ί τή ς άνθρώπων
έπίβουλος σω τη ρίας πονηρά δύναμις
π ρ ο υσ τή σ α το .

8 δ τ ι π ο τέ γ ά ρ άν έπινοηθείη π αντδς
αισχρού μιαρώτερον, τ ο ύ τ ο παν ύπερη-

2 "Ομως δ* ούν ή Θεία κα ί ύπερουρά­
νιος χάρις το ΐς α υτή ς συναιρομένη δ ια -

ΙΔ '

94 El inciso de Eusebio demuestra que la palabra usada, θαμβωθήσεσθαι no es la corrien­
te— ésta se ría θαμβέω— , sino especial, seguramente del lenguaje propio de los misterios. En
L u c i a n o , De dea syria 25, aparece θαμβώσας, pero comúnmente se corrige por άμβώσας.
95 C f. 2 T im 3,6. A quí, com o en el párrafo anterior, Eusebio no sigue ya a Ireneo, pero no
se puede saber a quién. Q uizá se trate de la Revelatio magna, atribuida a Simón, citada por
H i p ó l i t o . Refut. 6 , 1 1 - 2 0 .

de sus servidores, y con sola la aparición y presencia de éstos e x tin ­
guió rápidamente el fuego prendido p o r el maligno, y por medio
de ellos h u m illó y abatió toda altu ra que se levanta contra el conoci­
miento de Dios 96.
3 Por lo cual ninguna m aquinación, n i de Simón n i de ningún
otro de los que po r entonces vegetaban, prevaleció en aquellos m is­
mos tiempos apostólicos: la luz de la verdad y el mismo Verbo
divino, que recientemente había b rilla d o sobre los hombres, flore­
ciendo sobre la tierra y conviviendo con sus propios apóstoles,
triunfaba de todo y lo dominaba todo 97.
4 En seguida el mencionado im postor 98, como herido en los
ojos de la mente por un ofuscamiento d iv in o y extraordinario cuan­
do anteriorm ente el apóstol Pedro había puesto al descubierto sus
malvadas intenciones en Judea, emprendió un larguísim o viaje, más
allá del mar, y marchó huyendo de O riente a Occidente, conven­
cido de que solamente allí le sería posible v iv ir según sus ideas.
5 Llegó a la ciudad de Roma, y con la gran ayuda del poder
que en ella se asienta " , en poco tiem po alcanzó ta l éxito en su
empresa, que los habitantes del lugar incluso le honraron, igual
que a un dios, con la dedicación de una estatua.
6 N o llegaría m uy lejos esta prosperidad. Efectivamente, p i­
sándole los talones, durante el mismo im perio de Claudio, la p ro ­
videncia universal, santísima y amantísima de los hombres, iba
κόνοις, 6Γ έπιφανείας α ύ τώ ν κ α ί π αρου­
σίας άναπ τομένην τ ο υ πονηρού τ ή ν φλό­
γ α ή τά χ ο ς έσβέννυ, τα π εινο ΰσ α δΓ α ύ τω ν
και καθαιροϋσα π α ν ύψ ω μα έπαιρόμενον
κ α τ ά τη ς γνώ σεως τ ο ύ Θεού.

τ ο ύ ά π οσ τόλου Π έτρου κατεφωράθη, μεγ ίσ τ η ν κ α ί ύπ ερπ όντιον άπάρας πορείαν
τ ή ν ά π ’ ά να το λώ ν έπί δυσμάς ω χετο
φεύγω ν, μόνως τ α ύ τ η β ιω τό ν α ύ τ φ κ α τά
γνώ μη ν είναι οίόμενος·

3 διό δή ούτε Σίμωνος ούτ* άλλου το υ
τ ώ ν τ ό τ ε φυέντω ν σ υ γκ ρ ό τη μ ά τ ι κ α τ ’
αυτο ύς έκείνους τούς άπ οσ τολικούς ύπέσ τ η χρόνους, ύπερενίκα γ ά ρ τ ο ι κ α ί ύπερίσ χ υ εν ά π α ν τα τ ό τή ς άληθείας φ έγγος
δ τ ε λόγος αύτός ό Θείος ά ρ τι θεόθεν άνθρώποις έπιλάμψας έπί γ ή ς τ ε άκμάζω ν
καί το ΐς ϊδίοις άπ οσ τόλοις έμπ ολιτευόμενος.

5 έπιβάς δέ τή ς *Ρωμαίων πόλεως,
συναιρομένης α ύ τ φ τ ά μ εγά λα τή ς έφεδρευούσης ένταύθα δυνάμεως, έν ό λ ίγ φ
το σ ο ύ το ν τ ά τή ς έπιχειρήσεως ήνυστο,
ώς κα ί άνδριάντος άναθέσει πρός τώ ν τή δε
ο ϊα θεόν τιμ η θ ή ν α ι.

4 α ύ τίκ α ό δηλωθείς γόης ώσπερ ύπό
θείας κ α ί παραδόξου μαρμαρυγής τ ά τή ς
διανοίας π λη γείς ό μ μ α τα ότε πρότερον έπί
τή ς Ιο υ δ α ίο ς έφ* οίς έπονηρεύσατο πρός

6 ού μήν είς μακρόν α ύ τ φ τ α υ τ α προυχώ ρει. π α ρ ά πόδας γο ύν έπί τή ς αύτής
Κλαυδίου βασιλείας ή πανάγαθος και φ ιλα νθ ρ ω π οτά τη τ ώ ν όλω ν πρόνοια τό ν
καρτερόν κ α ί μέγαν τώ ν άπ οσ τόλω ν, τό ν
άρετής ένεκα τ ώ ν λο ιπ ώ ν άπ ά ντω ν π ροήγορον, Πέτρον, έπ ί τ ή ν 'Ρώ μην ώς έπί

98 C f. 2 Cor 10,5.
97 Eusebio, a pesar de los peligros para la fe que se denuncian ya en los escritos del N T ,
está convencido de que ninguno de ellos pudo prevalecer mientras vivieron los apóstoles;
cf. HEGESIPO, Memorias: infra IV 21,4; R. M . Grant, Heresy and. Criticism. The search fo r
authenticity in early Christian Literature (Louisville, Ky. 1993).
98 C f. A c t 8,18-23.
99 Es decir, el demonio; cf. A p 17. San Justino (Apol. I 13.3). lo mismo que H ip ó lito
( Refut. 6,20), atestigua esta venida de Simón a Roma. Sobre la estatua, cf. supra 13,3 nota 91.

llevando de la mano hacia Roma, como contra un tan grande azote
de la vida, al firm e y gran apóstol Pedro 10°, portavoz de todos los
otros po r causa de su v irtu d . Como noble capitán de D ios, equi­
pado con las armas divinas 101, Pedro llevaba de O riente a los h om ­
bres de Occidente la preciadísima mercancía de la luz e s p iritu a l102,
anunciando la buena nueva de la luz misma, de la doctrina que
salva las almas: la proclamación del reino de los cielos.

15
[D

el

e v a n g e l io

de

M

arcos]

i
A sí es como, p or m orar entre ellos la doctrina divina, el
poder de Simón se extinguió y se redujo a nada en seguida, ju n to
con él m ism o 103. E n cambio, el resplandor de la religión b rilló
de ta l manera sobre las inteligencias de los oyentes de Pedro, que
no se quedaban satisfechos con oírle una sola vez, n i con la ense­
ñanza no escrita de la predicación divina, sino que con toda clase
de exhortaciones im portunaban a M arcos— de quien se dice que
es el Evangelio y que era compañero de Pedro— para que les dejase
tam bién un m em orial escrito de la doctrina que de viva voz se les
había transm itido, y no le dejaron en paz hasta que el hom bre lo
tu vo acabado, y de esta manera se convirtieron en causa del texto del
llamado Evangelio de Marcos 104.

τ η λ ικ ο ύ το ν λυμεώνα β ίο υ χ ειρ α γ ω γ εί· δς
ο ϊά τ ις γενναίος θεου σ τρ α τη γ ό ς το ίς
Θείοις δπλοις φραξάμενος, τ ή ν π ο λ ι/τίμ η το ν έμπορίαν τοΟ νο η το ύ φω τός έξ ά νατο λ ώ ν το ϊς κ α τ ά δύσιν έκόμιζεν, φως α ύ τό
κα ί λό γο ν ψ υχώ ν σω τή ριο ν, τ ά κ ή ρ υγμα
τή ς τ ώ ν ούρανών βασιλείας, ε ύ α γ γ ελ ιζόμενος.
ΙΕ '
1 ο ύ τω
τ ο ύ θείου
άπέσβη κ α ί
κ α τα λ έλ υ το

δή ούν έτηδημήσαντος αύτοϊς
λό γ ο υ , ή μέν το υ Σίμωνος
π α ραχρή μα σύν κ α ί τ ω άνδρΐ
δύναμις·

το σ ο ύ το ν δ* έττέλαμψεν τα ΐς τ ώ ν Ακροα­
τώ ν το υ Π έτρου διανοίαις εύσεβείας φ έγ­
γος, ώς μή τ η είς άπ α ξ Ικανώς Ιχ ειν άρκεϊσθαι άκοή μηδέ τ η άγράφ ω το υ θείου
κηρύγμα τος διδασκαλίςτ, π αρακλήσεσιν δέ
π α ντο ία ις Μάρκον, ού τ ό εύ α γγ έλιο ν φέ­
ρ ετα ι, Ακόλουθον ό ν τα Π έτρου, λ ιπ α ρ ή σαι ώς άν κα ί δ ιά γραφής υπόμνημα τή ς
δ ιά λ ό γο υ παραδοθείσης α ύ το ϊς κ α τα λ είψ οι διδασκαλίας, μή πρότερόν τ ε άνεϊναι
ή κατεργάσ ασθαι τό ν άνδρα, καί τ α ύ τ η
αίτίο υς γενέσθαι τή ς τ ο ύ λεγομένου κ α τά
Μάρκον εύ α γγελίο υ γραφής.

100 C f. Hipólito, Refut. 6,10; Eusebio, Chronic, ad annum 41: H E L M , p. 179.
101 C f. E f 6,14-17; i Tes 5,8; T . ClTRlNl, La ricerca su Simon Pietro. T raguardi e
itinerari a trent’ anni del libro di Cullmann, La Scuola cattolica h i (1983) 511-556; T . V.
Smith, Petrine Controversies in early Christianity. Attitudes towards Peter in Christian writings
o f the two centuries = Wisseuschartl. Untersuch. Z. N . Test. Ser. II., 15 (Tubinga 1985).
102 Jn 1,9.
103 Sobre el final de Simón hay dos tradiciones, de las que se hacen eco, respectivamente,
H ip ó lito (Refut. 6,10) y A rn ob io (Adv. nat. 1,11).
104 C f. F. Halkin, Une notice de Vévangéliste M arc: A B §4 (1966) 117-118: cf. W .
Rordorf-A. Schneider, L ’évolution du concept de tradition dans l ’Église ancienne = T ra d itio
christiana. Thèmes et docum. patristiques, 5 (Berna 1981).

2 Y dicen que el apóstol, cuando p or revelación del E spíritu
supo lo que se había hecho, se alegró p o r la buena voluntad de
aquellas gentes y aprobó el escrito para ser leído en las iglesias.
Clemente cita el hecho en el lib ro V I de sus Hypotyposeis 105, y el
obispo de H ierápolis llamado Papías lo apoya tam bién con su tes­
tim o n io 106. D e Marcos hace m ención Pedro en su prim era carta;
dicen que ésta la compuso en la misma Roma y que él m ;smo lo
da a entender en ella al llam ar a dicha ciudad, metafóricamente,
Babilonia, con estas palabras; Os saluda la que está en Babilonia,
elegida con vosotros, y mi hijo Marcos 107.

16
[D e

cóm o

M a rc o s
e l

fu e

e l

p r im e r o

c o n o c im ie n t o

en
de

p r e d ic a r

a lo s

e g ip c io s

C r is t o ]

i
Este Marcos dicen que fue el p rim ero en ser enviado a Egipto
y que allí predicó el Evangelio que él había puesto p or escrito y
fundó iglesias, comenzando por la misma A lejandría 108.

2 γ ν ό ν τα δέ τ ό πραχθέν φασι τό ν
Απόστολον άπ οκαλύψ αντος α ύ τ φ το ύ
πνεύματος, ήσθήναι τ ή τώ ν άνδρώ ν προ­
θυμία κυρώσαί τ ε τ ή ν γρα φ ήν είς έντευξιν
τα ϊς έκκλησίαις.
Κλήμης έν εκτω τώ ν
Υ π ο τυ π ώ σ εω ν π α ρ α τέθ ειτα ι τ ή ν Ισ το ­
ρίαν, συνεπιμαρτυρεΤ δέ α ύ τ φ κ α ί ό Ίερ α π ο λίτη ς έπίσκοπος όνόματη Π απίας. το υ
δέ Μάρκου μνημονεύειν τό ν Π έτρ ο ν έν τ ή
προτέρα έπ ισ το λή ήν καί σ ν ν τά ξ α ι φασΐν έπ’ αυτής 'Ρώμης, σημαίνειν τ ε τ ο ύ τ ’
αύτόν, τ ή ν π ό λιν τρο π ικώ τερο ν Βαβυ­

λώ να π ροσειπ όντα δ ιά το ύ τω ν «άσπάζ ε τα ι ύμάς ή έν Βαβυλώ νι συνεκλεκτή καί
Μάρκος ό υίός μου».

Ιζ ’
1 Τ ο ύ το ν 5έ [Μ άρχον] π ρ ώ τον φασιν
έπί τή ς Α ίγ υ π τ ο υ στειλάμενον, τ ό ε ύ α γ γέλιον, ό δή κα ι συνεγράψ ατο, κη ρύξαι,
έκκλησίας τε π ρ ώ τον επ’ αύτής Α λ ε ­
ξάνδρειάς συστήσασθαι.

105 Fragmento 9; cf. infra V I 14,5-7, donde, sin embargo, Clemente dice que Pedro «ni
lo im p id ió ni lo estimuló».
106 C f. infra I I I 39,15, pero sin señalar el ruego de los oyentes de Pedro, a quien, de
hecho, supone ya muerto; A . D e lc la u x , Deux témoignages de Papias sur la composition de
Marc?: N T S 27 (1981); G. KüRZlNGER, Die Aussage des Papias von H ierapoli zur literarischen
Form des Markusevangeliums: Biblische Zeitschrift N.S. 21 (1977) 245-264.
107 i Pe 5,13. Eusebio no parece estar m uy seguro de ambas identificaciones, la de Marcos
y la de Babilonia.
108 Eusebio ( Chronic. ad annum 43: H E L M , p. 1 7 9 ) dice: «Marcus evangelista interpres
Petri Aegypto et Alexandriae C hristum adnuntiat». En H E Eusebio sigue apoyándose en una
tradición oral, φάσι, ¿cuál ? N o lo sabemos. En el capítulo 24 parece apoyarse en algún docu­
mento; quizá únicamente en la lista de obispos. En todo caso, la tradición debió de surgir y ser
aceptada m uy pronto si tenemos en cuenta la temprana importancia de la sede de Alejandría.
Por de pronto refleja «la estrecha conexión entre hs iglesias romana y alejandrina» (L . W . B a r ­
n a r d , St M a rk and A lexandria: H T R 5 7 [ 1 9 6 4 ] 1 4 9 ) . Barnard, sin aceptar la ida de Marcos
en persona a Alejandría, acepta la explicación de C. H . Roberts en JTS 50 ( 1 9 4 9 ) 155-158: la
llegada del Evangelio de Marcos a Alejandría en forma de códice, acontecimiento que fue como
una nueva fundación, unida, por consiguiente, al nombre de Marcos; cf. también M . H o r n s c h u h , Die Anfänge des Christentums in Aegypten. Diss. (Bonn 1958); R. K a s s e r , Les origines
du christianisme égyptien: Revue de Théologie et de Philosophie 12 (1962) 11-28; G. M . Lee,
Eusebius on St. M a rk and the beginnings o f Christianity in Egypto: en Studia Patrística, 12
(Berlin 1 9 7 5 ) p . 422-431

2 Y surgió allí, al p rim e r intento, una m uchedum bre de cre­
yentes, hombres y mujeres, tan grande y con un ascetismo tan con­
form e a la filosofía y tan ardiente, que F iló n estimó que era digno
poner p o r escrito sus ejercicios, sus reuniones, sus comidas en com ún
y todo lo demás de su género de vida 109.

17
[L o

que

F

il ó n

cuenta

de

lo s

ascetas

de

E

g ip t o

]

1 U n documento dice que F iló n , en tiempos de C laudio, llegó
a Roma para entrevistarse con Pedro, que p o r entonces estaba pre­
dicando a los de allí. Esto, en realidad, podría no ser inverosím il,
ya que la obra misma que digo— compuesta p or él más tarde, pa­
sado m ucho tiem po— contiene claramente las reglas de la Iglesia,
observadas incluso hasta nuestros días 110.
2 Pero es que, al describir con la m ayor exactitud posible la
vida de nuestros ascetas, aparece evidente que no sólo conocía,
sino que tam bién aprobaba, reverenciaba y honraba a los va­
rones apostólicos de su tiem po, de origen hebreo, a lo que parece,
y que por ello conservaban todavía la mayor parte de las antiguas
costumbres m uy a la manera de los judíos.
2 Τ ο σ α ύ τη 5* άρα τώ ν αύτό θ ι ττετηστευκό τω ν πληθύς άνδρών τ ε καί γυναικώ ν
έκ π ρώ της έπιβολής συνέστη δΓ άσκήσεως
φιλοσ οφ ω τάτης τε κα ί σφ οδρότατης, ώς
κ α ί γραφής α ύτώ ν ά ξιώ σ α ι τά ς δ ια τρ ιβ ά ς
κα ί τά ς συνηλύσεις τ ά τε συμπόσια καί
πάσαν τ ή ν ά λ λ η ν τ ο υ β ίο υ Α γ ω γ ή ν τό ν
Φίλωνα*

ΙΖ'
1 δν κα ι λό γος έχει κ α τ ά Κλαύδιον έπί
τή ς “Ρώμης είς δ μ ιλ ία ν έλθεΐν Π έτρω , το ϊς
έκεΐσε τ ό τ ε κ η ρ ύ τ τ ο ν τ ι. κα ί ούκ άπεικός
άν ε!η τοΟ τό γ ε, έπεί κ α ί δ φαμεν αύ τό

σ ύ γγρ α μ μ α , είς ύστερον κα ί μετά χρόνους
α ύ τ φ πεπονημένον, σαφώς τούς είς Ι τ ι
νυν κςχ! είς ή μάς πεφυλαγμένους τή ς έκκλησίας περιέχει κανόνας*
2 ά λλά καί τό ν βίον τ ώ ν παρ* ήμϊν
ασ κη τώ ν ώς Ιν ι μ ά λ ισ τα Α κ ρ ιβ έσ τατα
ίστορώ ν, γένο ιτ* άν έκδηλος ούκ είδώς
μόνον, ά λ λ ά κα ί Αποδεχόμενος έκθειάζων
τ ε κα ι σεμνύνων τούς κ α τ ’ α ύ τό ν ά π οσ το λικούς άνδρας, έξ “Εβραίων, ώς έοικε, γ ε­
γο νό το ς τ α ύ τ η τ ε Ιουδαΐκώ τερον τώ ν π α λ α ιώ ν έ τ ι τ ά π λ εϊσ τα διατη ρ οΰ ντα ς έθών.

109 L a obra, conocida bajo el títu lo De vita contemplativa, fue discutida por mucho tie m ­
pero desde el trabajo de F. C . C o n y b e a r e , Philo, About the Contemplative Life (O xford
1895), se ha ido imponiendo la aceptación de su autenticidad como obra de Filón. L o real­
mente extraño es que Eusebio tenga por cristianos a los ascetas cuyo género de vida allí se des­
cribe, más o menos idealizado.
110 Im posible determinar de dónde tomó Eusebio esta tradición que, a p a rtir de él se
irá repitiendo sin más apoyo crítico; cf. S a n J e r ó n i m o , De vir. ill. 11; Fo cio, B iblioth. cod. 105.
L o cierto es que Eusebio no la ha inventado: la expresión λόγος έχει, como ya dijim os, su­
pone una tradición documental; por otra parte, Eusebio la acepta sólo como «no inverosímil*,
supuesta su identificación de los terapeutas de F ilón con los ascetas cristianos. L a fecha de
composición de la obra aludida— De vita contemplativa— no puede ser m uy posterior al
año 40, a pesar de la expresión que sigue: «pasado mucho tiempo», ya que por entonces, cuan­
do su viaje de embajador, F iló n era ya viejo; cf. Leg. ad Gai. i: p.545 M .
po,

3 En p rim e r lugar, en el lib ro que titu ló De la vida contempla­
tiva o Suplicantes m , F iló n deja bien asentado que no añadirá a
lo que va a contar nada contrario a la verdad n i de su propia cose­
cha 112. D ice que a ellos se les llamaba terapeutas, y a las mujeres
que estaban con ellos terapeutisas 113, y añade las razones de tales
apelativos: o bien porque a guisa de médicos libraban de los s u fri­
mientos causados por la maldad a las almas de los que se les acer­
caban, curándolos y cuidándolos, o bien a causa de la lim pieza y
pureza de su servicio y culto a la d ivin id a d 114.
4 Por lo tanto, no es necesario extenderse discutiendo si F iló n
les impuso este nombre por sí mismo, escribiendo el nombre que
correspondía a la índole de esos hombres, o si en realidad ya llam a­
ron así a los prim eros cuando comenzaron, puesto que el nombre
de cristianos todavía no era bien conocido en todo lugar.
5 Sin embargo, en p rim e r lugar atestigua su apartamiento de
las riquezas 115, afirm ando que, cuando comienzan a v iv ir esa filo ­
sofía, ceden sus bienes a los parientes y luego, libres ya de toda
preocupación por la vida, salen fuera de las murallas para hacer su
vida en campos aislados y en huertos, sabedores de que el trato con
gentes de diferente sentir resulta sin provecho y nocivo 116. En
aquel entonces, según parece, los que ponían esto en ejecución se
ejercitaban en emular con su fe entusiasta y ardiente la vida de los
profetas.
3 π ρ ώ τόν γέ τ ο ι τ ό μηθέν πέρα τή ς
άληθείας οϊκοθεν κ α ι έξ έαυτού προσβήσειν οΐς Ισ τορήσ ειν έμελλεν, ά π ισ χ υ ρ ισ ά μενος έν φ έπέγραψεν λ ό γ ω Περί βίου
θεω ρητικού ή Ικετώ ν, θεραπευτάς αύτούς
καί τάς συν α ύ το ϊς γυναίκας θεραπευτρίδας
άποκαλεΐσθαί φησιν, τά ς α Ιτία ς έπειπών
τής το ιάσ δ ε προσρήσεως, ή τ ο ι π α ρά τ ό
τάς ψυχάς τ ώ ν π ρ ο σ ιόντω ν α ύ το ϊς τώ ν
άπ ό κακίας παθώ ν Ια τρ ώ ν δίκην ά π α λλ ά ττο ν τα ς άκεϊσθαι καί Θεραπεύειν, ή τή ς
περί τ ό θειον καθαρας κα ί είλικρινούς θε­
ραπείας τε καί Θρησκείας ένεκα.

4 ε ίτ ’ ούν έξ έ α υτο ύ τ ο ύ τ η ν αύτο ϊς
έπ ιτέθ ειτα ι τ ή ν π ρ οσ ηγορ ίαν, οίκείως έπ ιγ ρά ψ ας τ φ τρ ό π φ τώ ν άνδρών τούνομα,

ε ίτ ε καί όντω ς τ ο ΰ τ ’ αύτούς έκάλουν κ α τ ’
άρχάς ο ί π ρ ώ το ι, μηδαμώς τή ς Χ ρ ισ τια ­
νών π ω προσρήσεως άνά π ά ν τα τόπ ον
έπιπεφημισμένης, ού τ ί π ω διατείνεσθαι
ά να γ κ α ϊο ν
5 όμως δ* ούν έν π ρ ώ τοις τ ή ν ά π ό τα ξιν αύτο ϊς τή ς ούσίας μαρτυρεί, φάσκων
άρχομένους φιλοσοφεϊν έξίσ τασ θ αι το ΐς
προσήκουσι τώ ν ύπ αρχόντω ν, έπ ειτα π ά σαις άπ οταξαμένους τα ϊς τ ο υ βίο υ φροντ ίσ ιν , έξω τ ειχ ώ ν προελθόντας, έν μοναγ ρ ίο ις κα ί κήποις τά ς δ ια τρ ιβ ά ς ποιεϊσθαι,
τά ς έκ τώ ν άνομοίω ν έπ ιμ ιξίας α λ υ σ ιτε­
λείς καί βλαβεράς εύ είδότας, τ ώ ν κ α τ ’
έκεΐνο καιρού το ύ θ ’ , ώς είκός, έπ ιτελούντω ν, έκθύμω κα ί θερμοτάτη π ίσ τ ε ι τό ν
π ρ οφ ητικόν ζηλούν άσκούντω ν βίον.

111 Es el titu lo completo: se la conoce generalmente con el De vita contemplativa. En la
edición de Cohn-W endland-R eiter, t.6 (Berlín 1915) lleva entre paréntesis: Περί άρετώ ν
τ ό τέτα ρ το ν , pues este lib ro formaba parte del lib ro IV del conjunto titulado Sobre las v ir­
tudes; cf. supra 6,3 nota 62; infra 18,8.
112 F i l ó n d e A l e j a n d r í a , De vita cont. i : p.471 M .
U3 Ib id., 2: p .471-472 M .
114 F ilón explica el nombre de estas gentes partiendo de la doble acepción (derivada)
de θεραπεύειν: servicio o culto a la divinidad y servicio médico o de curación.
115 F i l ó n d e A l e j a n d r í a , De vita cont. 13-16: p.473 M .
116 Ib id ., 18-20: p.474 M .

6 Efectivamente, tam bién en los Hechos de los Apóstoles, que
están reconocidos como auténticos, se refiere que todos los discípu­
los de los apóstoles vendían sus posesiones y riquezas y las repar­
tían a todos conforme a la necesidad de cada uno, de suerte que'
entre ellos no había indigentes 117. Por lo tanto, según dice el l i ­
b ro 118, todos los que poseían campos o casas los vendían y , llevando
el producto de la venta, lo depositaban a los pies de los apóstoles, de
modo que pudiera repartirse a cada uno según sus necesidades.
7 F iló n , después de atestiguar prácticas semejantes a éstas,
continúa diciendo textualm ente:
«Este género de hombres se halla en muchos lugares del m undo,
pues era menester que tanto Grecia como las tierras bárbaras p ar­
ticiparan del bien perfecto. M as donde abundan es en Egipto, en
cada uno de los llamados nomos 119, y sobre todo en to rn o a A le ­
jandría.
8 »Los mejores de cada región son enviados en plan de colonia,
como a la patria de los terapeutas, a un lugar adecuadísimo, que se
encuentra a orillas del lago Mareya, sobre una colina baja, en las
mejores condiciones por causa de su seguridad y el buen tem ple
del aire» 12°.
Describe a continuación cómo eran sus moradas, y acerca de las
iglesias de la región dice lo que sigue:
9

«En cada casa hay una sala sagrada, que se llama oratorio

6 κα ι γ ά ρ ούν κάν τα ίς όμολογουμέναις τ ώ ν απ οσ τό λω ν Πράξεσιν έμφέρεται
δ τ ι δή πάντες οί τώ ν απ οσ τό λω ν γ ν ώ ρ ι­
μοι τ ά κ τή μ α τα καί τά ς υπάρξεις δ ια πιπράσκοντες έμέριζον άπ ασ ιν καθ* δ άν
τις χρείαν είχεν, ώς μηδέ εϊναί τ ιν α ένδεή
παρ* αύτοϊς* δσοι γο ύ ν κτήτο ρες χ ω ρ ίω ν
ή ο ίκ ιώ ν ύπήρχον, ώς δ λόγος φησίν,
πω λούντες έφερον τά ς τιμ ά ς τ ώ ν π ιπ ρ α σ κομένων, έτίθεσάν τ ε π α ρ ά τούς πόδας
τ ώ ν Αποστόλω ν, ώ σ τε διαδίδοσθαι έκάστ ω καθ* δ τ ι άν τ ις χρείαν είχεν.
7 τ ά π α ρ α π λήσ ια δέ το ύ το ις μα ρ τυρήσας το ίς δηλουμένοις 6 Φ ίλω ν συλλα βαίς α ύ τα ΐς έπιφέρει λ ίγ ω ν
« πολλαχού μέν ούν τή ς οίκουμένης έσ τιν
τ ά γένος* έδει γ ά ρ άγαθου τελείου με-

τ α σ χ εΐν κ α ί τ ή ν “Ελλάδα και τ ή ν βάρ­
βαρον* πλεονάζει δ* έν Α ίγ ύ π τ ω καθ*
έκαστον τ ώ ν έπικαλουμένων νομών κα ί
μ ά λ ισ τα περί τ ή ν *Αλεξάνδρειαν.
8 «οί 5έ πανταχόθεν ά ρ ισ το ι, καθάπερ είς π α τρ ίδ α θεραπευτώ ν, ά π οικία ν
σ τέλ λ ο ν τα ι πρός τ ι χω ρίον έ π ιτη δ ειό τα το ν, δπερ έσ τίν ύπέρ λίμνης Μ αρείας κείμε­
νον έπί γεω λόφ ου χθαμαλω τέρου, σφόδρα
εύκαίρως άσφαλείας τ ε ένεκα κ α ί άέρος
ευκρασίας».
είθ* έξής τά ς οίκήσεις α ύ τώ ν όποΤαί τινες
ή σαν διαγράψ ας, περί τώ ν κ α τ ά χώ ραν
έκκλησιώ ν τ α υ τ ά φησιν
9 «έν έκάστη δέ ο ίκ ία έσ τιν ο ίκημα
ίερόν δ κ α λ είτα ι σεμνεΐαν κα ί μονασ τήριον, έν ώ μονούμενοι τ ά τ ο υ σεμνού βίου

117 C f. A c t 2,45.
118 A c t 4,34- 35119 Recibían este nombre los distritos en que se dividía Egipto, con excepción de la
Tolem aida y Alejandría; cf. K. S. Frank, Eusebius o f Caesarea and the beginning o f monasticism: The Am erican Benedictine review 38 (1987) 50-64.
1 2 0 F i l ó n d e A l e j a n d r í a , De vita cont. 2 1 - 2 2 : p.474 M .

privado y monasterio 121, en la cual se aíslan y realizan los m iste­
rios de la vida sagrada. N o introducen en ella n i bebida, n i alim en­
tos n i nada de cuanto es necesario para el cuerpo, sino leyes, orácu­
los anunciados por m edio de los profetas, him nos y todo aquello
con que el conocim iento y la religión se acrecientan y se perfec­
cionan» 122.
Y después de otras cosas, dice:
10 «El tiem po que va del alba al ocaso lo emplean íntegro en
este ejercicio: leen las Escrituras Sagradas, filosofan y exponen la
filosofía patria empleando la alegoría, ya que piensan que la expre­
sión hablada es símbolo de la naturaleza oculta, que se manifiesta
en alegorías.
11 »Poseen tam bién escritos de antiguos varones que fueron
los fundadores de su secta y dejaron numerosos monumentos de su
doctrina en form a de alegorías. Los tom an p o r modelos e im itan
su manera de pensar y o b ra r» 123.
12 T a l parece ser, pues, lo que d ijo el hom bre que les escuchó
interpretar las Sagradas Escrituras. Y quizás los escritos de los a n ti­
guos, que él dice que tienen, sean posiblemente los Evangelios, los
escritos de los apóstoles y algunas explicaciones que interpretan,
como es natural, a los antiguos profetas, cuales son las que contie­
nen la C arta a los Hebreos 124 y otras cartas de Pablo.
13 Después F iló n continúa escribiendo lo que sigue sobre
cómo componen para sí nuevos salmos:
μ υ σ τή ρ ια τελ ο ύ ν τα ι, μηδέν είσκομίζοντες,
μή π ο τό ν, μή σ ιτίο ν , μηδέ τ ι τώ ν άλλω ν
όσα πρός τά ς τ ο υ σώ ματος χρείας ά ν α γ καΐα, ά λ λά νόμους και λ ό γ ια θεστπσθέντα
δ ιά π ρ ο φ η τώ ν κ α ί ύμνους κα ί τ ά λ λ α οίς
έπ ισ τή μ η κ α ί ευσέβεια σ υνα ύξο ντα ι και
τελειοϋνται» .
καί μεθ’ έτερά φησιν
10 « τό δ’ έξ έωθινοΟ μέχρις έσπέρας
δ ιά σ τη μ α σύμπαν αύ το ϊς έσ τιν άσκησις.
έντυγχάνο ντες γ ά ρ το ΐς Ιεροϊς γρά μμα σ ιν
φιλοσοφούσιν τ ή ν π ά τρ ιο ν φιλοσοφίαν
άλληγορούντες, έπειδή σύμβολα τ ά τή ς
β ητή ς έρμηνείας νομίζουσ ιν άποκεκρυμμένης φύσεως, έν υπονοίαις δηλουμένης.
11 »εστι δ’ αύτο ϊς κ α ί σ υ γ γ ρ ά μ μ α τα
π α λ α ιώ ν άνδρών, οΐ τή ς αίρέσεως α υτώ ν

ά ρ χ η γ έτα ι γενόμενοι, π ο λλά μνημεϊα τής
έν το ΐς άλληγορουμένοις Ιδέας άπέλιπ ον,
οις καΟάπερ τ ια ΐν άρχετύπ οις χρώμενοι
μιμ ο ύ ντα ι τή ς προαιρέσεως τό ν τρόπον».
12 τ α ύ τ α μέν ούν εοικεν εΐρήσθαι τ ω
άνδρι τά ς ίεράς έξηγουμένω ν α ύ τώ ν έπακροασαμένω γραφάς, τ ά χ α δ* εΐκός, ά
φησιν α ρ χαίω ν π α ρ ’ α ύτο ϊς είνα ι σ υ γ ­
γ ρ ά μ μ α τα , εύ α γ γ έλ ια κ α ί τά ς τώ ν άπ ο­
σ τό λω ν γραφάς διηγή σ εις τ έ τιν α ς κ α τά
τ ό εΐκός τώ ν π ά λ α ι π ρ ο φ η τώ ν έρμηνευτικάς, οποίας ή τ ε πρός Ε β ραίους καί
ά λ λ α ι πλείους τ ο υ Π αύλου περιέχουσιν
έπ ισ το λα ί, τ α υ τ ’ είναι.
13 ε ϊτ α π ά λ ιν έξής περί το υ νέους
αύτούς π ο ιεΐσθαι ψαλμούς ούτω ς γρά φ ει

121 Filón no habla de «iglesias», como dice Eusebio, sino de un οίκη μα ιερόν o habita­
ción sagrada, con doble nombre: σεμνεϊον u oratorio privado (cf. M t 6,6: τα μ ιεϊο ν ?) y
μονασ τήριον o lugar para una sola persona.
122 F i l ó n d e A l e j a n d r í a , Ds vita cont. 2 5 : p . 4 7 5 M .
123 Ib id., 28-29: P-475-47Ó M .
324 C f. infra I I I 38,2-3.

«De suerte que no solamente se dedican a la contemplación, sino
que tam bién componen cantos e him nos a D ios, en toda clase de
metros y melodías, aunque marcándoles forzosamente con núm e­
ros bastante graves»125.
14 M uchas otras cosas sobre el tema va explicando en e l m is­
mo libro, p.^ro me ha parecido necesario enumerar aquellas por las
cuales se exponen las características de la vida de la Iglesia.
15 Pero si a alguien le pareciere que cuanto hemos dicho no
es propio de la form a de vida según el Evangelio, sino que puede
aplicarse tam bién a otros, además de a los indicados, que se con­
venza por las palabras de F iló n que siguen a continuación, en las
cuales, si su intención es buena, encontrará un testim onio incon­
tro ve rtible sobre este punto, pues escribe así:
16 «Comienzan por establecer como fundam ento del alm a-la
continencia, y encima edifican las demás virtudes. N in g u n o de ellos
tomaría alimento o bebida antes de la puesta del sol, pues juzgan
que el filosofar conviene a la luz, m ientras que las necesidades
corporales van bien con las tinieblas; por eso dejan el día para aquel
menester, y un breve espacio de la noche para éstas 126.
17 »Algunos incluso descuidan el alim ento durante tre s días: en
ellos está más enraizado el amor de la ciencia. O tros de tal ma­
nera se gozan y deleitan en el banquete de la sabiduría, que tan
rica y abundantemente les abastece de doctrina, que pueden resistir
doble tiem po y probar apenas el alim ento necesario al cabo de seis
días, por la costumbre» 127.
«ώστ* ού θεωρούσι μόνον, ά λ λ ά και
ττοιούσιν ςίσ ματα κα ί ύμνους είς τό ν θεόν
δ ιά π α ν το ίω ν μέτρων κα ί μελών άριθμοΐς
σεμνοτέροις άναγκαίω ς χαράσσοντες».
14 π ο λ λ ά μέν ούν κα ί ά λλα περί ών
ό λόγος, έν τ α ύ τ φ διέξεισιν, έκείνα δ*
άναγκαϊο ν έφάνη δεΐν άναλέξασθαι, 5Γ
ών τ ά χ α ρ α κ τη ρ ισ τικ ά τή ς έκκλη σ ια σ τικής α γ ω γ ή ς ύ π ο τίθ ετα ι.
15 εί δέ τ ω μή δοκεΐ τ ά είρημένα ίδ ια
είναι τή ς κ α τά τ ό εύ α γγέλιο ν π ο λιτεία ς,
δύνασθαι δέ κα ί άλλοις π α ρά τούς δεδη­
λωμένους ά ρ μό ττειν, πειθέσθω καν άπό
τώ ν έξής α ύ το υ φωνών, έν αίς άναμφήριστο ν , εί εύγνω μονοίη, κο μίσ ετα ι τ ή ν περί
τούδε μαρτυρίαν, γράφ ει γ ά ρ ώδε·

16 «εγκράτειαν δ’ ώσπερ τ ιν ά θεμέλιον
π ροκαταβαλλόμενοι τ ή ψ υχή, τά ς άλλας
έποικοδομοϋσιν άρετάς. σ ιτίο ν ή π ο τό ν
ούδείς άν α ύτώ ν π ροσενέγκαιτο πρό ή λ ίο υ
δύσεως, ΙπεΙ τ ό μέν φιλοσοφεϊν ά ξιον
φω τός κρίνονσιν είναι, σκότους δέ τάς
το υ σώ ματος άνάγκας* δθεν τ ω μέν ήμε­
ρον, τα ίς δέ νυκτός βραχύ τ ι μέρος ένειμαν.
17 »ένιοι δέ κ α ί δ ιά τ ρ ιώ ν ήμερών
ύπ ομιμνήσ κονται τροφής, οίς π λείω ν δ
πόθος επ ιστήμης ένίδρυται, τινές δέ ούτω ς
ένενφραίνονται καί τρ νφ ώ σ ιν ύπό σοφίας
Ισ τιώ μενοι πλονσίω ς κ α ί άφθόνως τ ά
δ ό γ μ α τα χορηγούσης, ώς κ α ί πρός δ ιπ λ α σίονα χρόνον άντέχ ειν κα ί μόγις δΓ εξ
ήμερών άπογεύεσθαι τροφής Αναγκαίας,
έθισθέντες».

125 F i l ó n d e A l e j a n d r í a , De vita cont. 29: p.476 M .
126 E u r íp id e s , fragm. 183.
127 F il ó n d e A l e j a n d r ía , De vita cont. 34-35: P -4 76 M ; el corte de la frase está mal he­
cho. En relación con las prácticas aludidas y con las referidas en el pasaje de F. Josefo, para­
fraseado en el párrafo 19 especialmente, asi como en los pasajes inmediatos om itidos por

Estas palabras de F iló n creemos que se refieren clara e in d is ­
cutiblem ente a los nuestros.
18 Pero si, después de lo dicho, alguien se empeñara todavía
en contradecirlo, apártesele tam bién a éste de su incredulidad y
convénzase con pruebas más claras, que no se pueden hallar en
cualquier parte, sino solamente en la religión cristiana según el
Evangelio.
19 Dice, efectivamente, que con los hombres de que habla
conviven tam bién mujeres, la mayoría de las cuales llegan vírgenes
a la vejez después de guardar la castidad, no por necesidad, como
algunas sacerdotisas de entre los griegos 128, sino más bien p o r
convicción voluntaria, a causa de su celo y sed de sabiduría, con
la cual se afanan por v iv ir, sin im portarles nada los placeres co r­
porales y deseosas de tener, no hijos mortales, sino inm ortales,
los que sólo el alma amante de D ios puede engendrar de sí m is­
ma 129.
20 U n poco más abajo expone aún más claramente lo que
sigue:
«Pero las interpretaciones de las Sagradas Escrituras las hacen
por medio de sentidos simbólicos, en alegorías, ya que toda la le­
gislación les parece a estos hombres semejante a un ser vivo: por
cuerpo tiene las expresiones convenidas; por alma, el sentido in v i­
sible encerrado en las palabras, sentido que esta secta 130 comenzó
τ α ύ τα ς τ ο ύ Φίλωνος σαφείς και ά να ντιρ ρήτους ττερί τώ ν καθ* ημάς ύπάρχειν
ήγούμεθα λέξεις.
18 ε! δ* έπ ί το ύ το ις ά ντιλέω ν τ ις έ τ ι
σκληρύνοιτο, κα ί ούτος όπταλλαττέσθω
τή ς δυσπ ισ τίας, έναργεστέραις π ειθαρχώ ν
άττοδείξεσιν, &ς ού τταρά τ ισ ιν ή μόνη
τ ή Χ ρ ισ τια ν ώ ν εύρεΐν ένεσην κ α τ ά τ ό
εύ α γγέλιο ν θρησκεία.
19 φησιν γ ά ρ τοΤς ττερί ών ό λό γος
κα ί γυναίκας συνεΐναι, ών α ί ττλ εΐσ τα ι
γ η ρ α λ έα ι παρθένοι τυ γχ ά νο υ σ ιν, τ ή ν ά γ νείαν ούκ ά νά γκη , καθάπερ ένια ι τ ώ ν
π α ρ’ "Ε λλησ ιν Ιερειών, φ υλάξασα ι μάλλον
ή καθ* έκούσιον γνώ μην, δ ιά ζήλον κα ί

πόθον σοφίας, ή συμβιοΰν σπουδάσασαι
τώ ν περί τ ό σώ μα ηδονώ ν ή λόγη σ α ν, ου
Θνητών έκγόνοον, άλλ* άθανάτω ν όρεχθεϊσαι, α μόνη τ ίκ τ ε ιν άφ’ έαυτής ο ία τέ
έσ τιν ή θεοφιλής ψ υχή.
20 είθ* Οποκαταβάς, έμφαντικώ τερον
έκτίθ ετα ι τ α υ τ α ·
«αί δ’ έξηγήσ εις τώ ν Ιερών γ ρ α μ μ ά τω ν
γ ίν ο ν τ α ι α ύτο ϊς δΓ υπονοιώ ν έν ά λ λ η γορίαις. άπ ασα γ ά ρ ή νομοθεσία δοκεΐ
το ΐς άνδράσι τ ο ύ το ις έοικέναι ζώ ω καί
σώμα μέν έχειν τά ς βητάς δ ιατά ξεις, ψ υ χή ν
δέ τό ν έναποκείμενον τα ϊς λέξεσιν άό ρα το ν
νουν, δν ή ρ ξα το διαφερόντως ή ο ίκ ία
α ϋ τη Θεωρεϊν, ώς δ ιά κ α τό π τρ ο υ τώ ν

Eusebio, pueden leerse con provecho los trabajos de M . A . L a r s o n , The Essene heritage,
or the Teacher o f the Scrolls and the Gospel Christ (Nueva Y ork 1967) y de M . D e l c o r , Re­
pas cultuels esséniens et thérapeutes. Thiases et haburoth : Revue de Q u m râ n 6 (1967-68) 401-425.
128 Tales eran, por ejemplo, las vestales, obligadas a guardar virginidad durante treinta
años; cf. E. F e h r l e , Die kultische Keuschheit im Altertum (Giessen 1910) p.2o6-22i.
129 C f. Filón DE Alejandría, De vita cont. 28: p.482 M ; cf. los trabajos del Coloquio
Internacional de M ilá n , de 1982, publicados por U. Bianchi bajo el título: La tradizione
d ell’ «enkrateia». M otivazioni ontologiche e protologiche (Roma 1985).
13(3 ή ο ικία : secta o comunidad, sujeto de la frase; en Filón el sujeto es ή λ ο γ ικ ή ψ υχή,
y como complemento de ή ρ ξα το está τ ά ο ίκεΐα θεωρεΐν.

sobre todo a contem plar viendo reflejada, como a través del espejo
de los hombres, la belleza extraordinaria de los conceptos» 131.
21 ¿Para qué añadir a todo esto sus reuniones en un m ism o
lugar, el género de vida que llevan separadamente en el m ism o
lugar los hombres y las mujeres y los ejercicios que p or costumbre
todavía practicamos hoy nosotros, sobre todo los que acostum bra­
mos a realizar en la fiesta de la Pasión del Salvador: abstinencias,
vigilias nocturnas y aplicación a las palabras divinas? 132
22 T odo esto precisamente nos lo ha transm itido m uy exac­
tamente el mencionado autor en su propia obra, con el mismo ca­
rácter con que se viene observando hasta hoy entre nosotros solos.
Describe las vigilias completas de la gran fiesta 133, los ejercicios
que en ella tienen lugar y los himnos que acostumbramos a decir,
y cómo, mientras uno va salmodiando con ritm o y ordenadamente,
los demás escuchan en silencio y repiten con él solamente el e stri­
b illo de los him nos 134, y cómo tam bién en los días señalados se
acuestan sobre lechos de paja y no prueban el vino en absoluto
— como escribe textualm ente— , n i carne siquiera, antes bien tie ­
nen por única bebida el agua y por condim ento del pan sal e h i­
sopo 135.
23 Además de lo dicho, describe el orden de precedencia de
aquellos a quienes están confiados los oficios eclesiásticos públicos,
el servicio y las presidencias del episcopado, que están por encima
όνομάτω ν έξαίσ ια κάλλη νο ημ άτω ν έμφαινόμενα κατιδουσα».
21 τ ί δει το ύ το ις έπ ιλέγειν τά ς έπί
τα ύ τό ν συνόδους κ α ί τά ς ίδ ία μέν άνδρών,
ιδ ία δέ γυναικώ ν έν τ α ύ τ ώ δ ια τρ ιβ ά ς κα ί
τά ς έξ έθους έ τ ι καί νυν πρός ήμώ ν έπ ιτελουμένας ασκήσεις, &ς διαφερόντως κ α τά
τ ή ν τ ο υ σ ω τη ρίο υ πάθους έορτήν έν
ά σ ιτία ις και διανυκτερεύσεσιν προσοχαϊς
τ ε τ ώ ν θείων λ ό γω ν έκτελεϊν είώθαμεν,
22 άπερ έπ* άκριβέστερον αυτόν δν
κ α ί είς δεΰρο τ ε τ ή ρ η τ α ι π α ρ ά μόνοις ήμϊν
τρό π ο ν έπισημηνάμενος ό δηλωθείς άνήρ
τ ή Ιδ ία παρέδωκεν γρα φ ή, τά ς τή ς μεγά ­
λης έορτής παννυχίδας κ α ί τάς έν τ α ύ τ α ις

ασκήσεις τούς τ ε λέγεσθαι είω θότας πρός
ήμώ ν ύμνους ίστορώ ν, κα ί ώς ένός μετά
βυθμου κοσμίω ς έπιψ άλλοντος ο ί λ ο ιπ ο ί
καθ* ή σ υ χ ία ν άκροώμενοι τώ ν ύμνων τ ά
Α κ ρο τελεύτια σννεξηχοΟσιν, όπως τ ε κ α τ ά
τά ς δεδηλωμένας ή μέρας έπί σ τιβ ά δ ω ν
χαμεννούντες οίνου μέν τ ό παράπ αν, ώς
α ύ το ϊς ρήμασιν άνέγραψεν, ούδ’ άπ ογεύ ο ντα ι, άλλ* ούδέ τ ώ ν έναίμων τινός,
ύδωρ δέ μόνον α ύτο ϊς έσ τι π ο τό ν, κ α ί
προσόψημα μετ* ά ρ το υ άλες καί υσσωπον.
23 πρός το ύ το ις γράφ ει τό ν τή ς προ­
σ τασ ίας τρό π ο ν τώ ν τά ς έκκλησ ιασ τικάς
λειτο υ ρ γία ς έγκεχειρισμένων διακονίας τε
κ α ί τά ς έπ ί π α σ ιν ά ν ω τά τω τή ς επισκοπής

131 F i l ó n d e A l e j a n d r ía , De vita cont. 78: p.483-484 M .
132 C f. Ib id ., 32: p.476 M . Eusebio alude a la fiesta de pascua de resurrección; cf. V C
3,18; infra V 23,1.
133 C f. F i l ó n d e A l e j a n d r ía , De vita cont. 83: p.484 M . A pesar de que Eusebio s ig u e
pensando en la pascua de resurrección (cf. nota 132), F ilón habla de Pentecostés.
134 C f. Ib id ., 80-81: p.484 M .
133 C f. Ib id ., 69: p .482 Μ ; 7.3: ρ.483 Μ .

de todas. Q uien desee un conocim iento exacto de todo esto puede
conseguirlo en la mencionada obra de dicho autor 136.
24 Y que F iló n escribió esto después de aceptar a los p rim e ­
ros heraldos de la doctrina evangélica y de las costumbres que des­
de el p rin c ip io transm itieron los apóstoles, es cosa evidente para
todos 137.

18
[O

bras d e

F

il ó n

que h an

lleg ado

h a s ta no so tros]

i Rico en lenguaje, de amplios pensamientos, sublime y ele­
vado en la contem plación de las divinas Escrituras, F iló n hizo de
las palabras sagradas una exposición variada y m u ltifo rm e 138. P ri­
meramente, en orden concatenado y seguido, expuso detalladamen­
te las dificultades del contenido del Génesis en los libros que titu ló
Alegorías de las leyes sagradas 139, y luego, parcialmente, d is tin ­
guiendo, suprim iendo y haciendo concordar capítulos de las Es­
crituras puestos en tela de ju ic io , en los mismos a que aplicó el t í ­
tu lo de Problemas y soluciones sobre el Génesis y Sobre el Éxodo 140,
respectivamente.
προεδρίας, το ύ τω ν δ* ό τ ψ πόθος Ιν εσ τι
τή ς ακριβούς έπιστάσεω ς, μάθοι άν έκ
τή ς δηλωθείσης τ ο ύ άνδρός Ιστορίας·
2 4 ό τ ι δέ τούς πρώ τους κήρυκας τή ς
κ α τ ά τ ό εύ α γ γ έλ ιο ν διδασκαλίας τ ά τε
άρχήθεν πρός τ ώ ν άπ οσ τόλω ν έθη π α ραδεδομένα κ α τα λα β ώ ν ό Φ ίλω ν τ α ύ τ ’ εγρ α φεν, π α ν τ ί τ ω δήλον.

ΙΗ'
1 Πολύς γ ε μήν τ φ λ ό γ φ κ α ί π λα τύ ς
τα ϊς διανοίαις, ύψηλός τε ών κ α ί μετέωρος

έν τα ΐς είς τά ς θείας γραφάς Θεωρίαις γ εγενημένος, π ο ικ ίλη ν κ α ί π ολύτροπ ον τώ ν
Ιερών λό γω ν π επ ο ίη τα ι τ ή ν ύφ ή γησ ιν,
τ ο ύ το μέν εΙρμφ κ α ί άκολουθίφ τ ή ν τώ ν
είς τ ή ν Γένεσιν διεξελθών π ρ α γμ α τεία ν έν
οίς έπέγραψεν Νόμων Ιερών άλλη γο ρίας,
το ύ το δέ κ α τά μέρος διαστολάς κεφαλαίω ν
τώ ν έν τα ΐς γρα φ αΐς ζητουμένω ν έπ ισ τά σεις τ ε καί διαλύσεις πεποιημένος έν οίς
καί α ύτο ϊς κ α τα λλή λω ς Τώ ν έν Γενέσει καί
τώ ν έν Ε ξ α γ ω γ ή ζη τη μ ά τω ν κ α ί λύσεων
τέθ ειτα ι τ ή ν έπ ιγραφ ήν.

136 C f. Ib id ., 66-72: p.481-482 M ; 75-8o: p.483-485 M . F ilón menciona: un presidente,
presbíteros (no precisamente por la edad), jóvenes servidores y los έφημερευταί o vigilantes
diurnos. Naturalm ente, ninguno corresponde a los cargos eclesiásticos, a pesar del vocabu­
lario: διακονία, έτπσκοπή, πρόεδρος, etc.
137 El tratado resumido aquí fue y sigue siendo todavía un enigma no resuelto, a pesar
de los últim os descubrimientos. N o lo es menos la identificación que Eusebio hace de la
form a de vida descrita en él, con el género de vida de los primeros cristianos transm itido
directamente por los apóstoles. El ideal moral y teológico del tratado era seductor. Sin duda
Eusebio, en su afán apologético, creyó haber hallado en él un testimonio único, y como tal
lo u tiliza y hace de F ilón «uno de ios nuestros». San Jerónimo (De vir. ill. 11) le seguirá,
incluyéndole entre los escritores cristianos. C f. el resumen de ScHUERER, 3 p.535-538, que,
sin embargo, considera el tratado inauténtico.
138 L a lista que a continuación va a dar Eusebio no está completa: cita obras que se han
perdido, pero omite otras que se han conservado. Posiblemente se atenga a las obras que se
hallaban en la biblioteca de Cesárea. San Jerónimo (De vir. ill. 11) se lim ita a repetir casi
lo mismo. E l texto crítico de las obras conservadas lo editaron L . Cohn, P. W endland y
S. R eiter en 6 vols. (Berlín 1896-1930).
139 Es quizás la obra más im portante de Filón. En los tres libros conservados se comen­
tan, respectivamente, Gén 2,1-17; 2,18-3,1; 3,8-19.
140 Sobre esta clase de obras, cf. G . B a r d y , La littérature patristique des ‘ Qudestiones et
responsiones’ sur VÉcriture (Paris 1933).

2 Tiene, además de éstos, algunos estudios de ciertos p roble­
mas particularm ente trabajados, como son: dos libros Sobre la agri­
cultura 141, y otros dos Sobre la embriaguez 142 y algunos otros que
llevan títulos diversos y apropiados, tales como Sobre las cosas que
el sobrio entendimiento desea y abomina 143, Sobre la confusión de las
lenguas, Sobre la fuga y la invención, Sobre la agrupación para la
instrucción, Sobre quién es el heredero de las cosas divinas o Sobre
la división en partes iguales y desiguales, y tam bién Sobre las tres
virtudes que Moisés describió junto con otras.
3 Está además la obra Sobre los cambios de nombres y el porqué
de esos cambios, en la cual dice que tenía compuestos tam bién los
libros I y I I Sobre los testamentos 144.
4 Es tam bién suya la obra Sobre la emigración y vida del sabio
perfecto según la justicia 145 o Sobre las leyes no escritas; y tam bién
Sobre los gigantes o De cómo la divinidad no cambia, así como los
libros I- V de la obra De cómo, según Moisés, es Dios quien envía
los sueños 146. Estas son las obras que han llegado hasta nosotros
de las que tratan sobre el Génesis.
5 E n cuanto al Éxodo, conocemos de él lo siguiente: los l i ­
bros I- V de Problemas y soluciones, las obras Sobre el tabernáculo,
Sobre el decálogo y los libros I - I V Sobre las leyes que en especial se
refieren a los capítulos principales del decálogo; Sobre los animales
2 έσ τι δ* α ύ τ φ π α ρά τ α ύ τ α προ­
β λη μ ά τω ν τιν ώ ν Ιδίως πεπονημένα σπου­
δάσματα, ο ΐά έσ τι τ ά Περί γεω ρ γία ς δύο,
καί τ ά Περί μέθης τοσαΟ τα, καί άλλα
ά τ τ α διαφόρου κα ί οίκείας έπιγραφής
ήξιω μένα, ο!ος ό Περί ώ ν νήψας ό νοΟς
εύχ ετα ι καί κ α τα ρ ά τα ι κ α ί περί σ ν γ χ ύ σεως τώ ν διαλέκτω ν, κα ί ό Περί φυγής καί
εύρέσεως, κα ί ό Περί τή ς πρός τ ά π αιδεύμ α τα συνόδου, Περί τ ε τ ο υ τ ίς ό τώ ν
θείων έσ τί κληρονόμος ή περί τή ς είς τ ά
Ισ α κα ί ένα ντία τομής, κ α ί έ τ ι τ ό Περί
τ ώ ν τρ ιώ ν άρετώ ν άς σύν άλλαις άνέγραψεν Μωυσής,
3 πρός το ύ το ις ό Περί τ ώ ν μετονομαζομένων καί ών ένεκα μετονομάζονται, έν

φ φ ησι σ νντετα χ ένα ι καί Περί διαθηκώ ν
α ' β '·
4 έσ τιν δ’ α ύτο ύ κ α ί Περί Αποικίας
καί βίον σοφού το ύ κ α τ ά δικαιοσύνην
τελειω θέντος ή νόμων άγράφω ν, κ α ί έ τ ι
Περί γ ιγ ά ν τ ω ν ή περί τ ο υ μή τρέπεσθαι
τ ό θεϊον, Περί τ ε τ ο ύ κα τά Μ ω υσ έα θεοπέμπτους είναι τούς όνείρους α ' β ' γ ' δ' ε'.
καί τ α ύ τ α μέν τ ά είς ή μάς έλθόντα τώ ν
είς τ ή ν Γένεσιν,
5 είς δέ τ ή ν Έ ξ ο δ ο ν έγνω μεν α ύτο υ
Ζ η τη μ ά τω ν1 κ α ί λύσεων α ' β ' γ ' δ ' ε', κα ί
τ ό Περί τή ς σκηνής, τ ό τ ε Περί τ ώ ν δέκα
λ ο γίω ν, κ α ί τ ά Π ερί τ ώ ν άναφερομένων
έν είδει νόμων είς τ ά σ υντείνο ντα κεφά­
λ α ια τ ώ ν δέκα λό γ ω ν α ' β ' γ ' δ ', κ α ί τ ό
Περί τ ώ ν είς τά ς Ιερουργίας ζφ ω ν κ α ί τ ίν α

141 E l segundo lib ro lleva también el títu lo De plantatione Noe.
142 El segundo lib ro se ha perdido totalmente.
143 Más conocido con el títu lo De sobrietate; sólo se ha conservado en fragmentos. Schwartz
considera el νους que aparece en los manuscritos de Eusebio y de F ilón — recogido por San
Jerónimo (De vir. ill. i l ) — como corrupción ya antigua de Νώε.
144 C f. F i l ó n d e A l e j a n d r ía , De mutât, nom. 53: p.586 M . E llo indica que Eusebio ya
no conoció directamente esta obra. Los dos libros se han perdido.
145 Eusebio da el titu lo como si se tratara de una sola obra; en realidad son dos: Sobre
la emigración y Sobre la vida del sabio perfecto según la justicia (o según la enseñanza—δ ιδ α σ κ α λ ί­
αν—conforme a los mss. de Filón).
146 Sólo se conserva en parte.

para los sacrificios y especies de sacrificios y Sobre los premios para
los buenos, y castigos y maldiciones para los malos, que están en la ley.
6 Además de todas éstas, se dan como suyas obras de un solo
lib ro , como son: Sobre la Providencia 141, el tratado que compuso
Sobre los judíos 148, E l Político y aun el Alejandro o de cómo los ani­
males irracionales tienen razón, y ¿demás De cómo todo hombre malo
es esclavo 149, al que sigue otra obra: De cómo todo hombre bueno
es libre 15°.
7 Después de éstas, tiene compuesta la obra De la vida
contemplativa o Suplicantes, de la que hemos citado los pasajes
acerca de la vida de los varones apostólicos 151; y las Interpretacio­
nes de los nombres hebreos que hay en la Ley y en los Profetas se dice
que son tam bién obra suya.
8 Llegó F iló n a Roma en tiempos de Cayo, y se dice que sus
escritos sobre la teofobia de Cayo, que él titu ló , con su punta
de ironía, Sobre las virtudes 152, los expuso delante del senado ro ­
mano en pleno, en tiempos de Claudio, de suerte que sus obras
fueron m uy admiradas y se las consideró dignas de ser colocadas
en las bibliotecas.
9 Por este tiem po, Pablo realizaba su p eriplo desde Jerusalén
hasta el Ilíric o 153, C laudio expulsaba de Roma a los judíos 154 y
τ ά τ ώ ν θυσιώ ν εϊδη, κ α ί τ ό Περί τώ ν
προκειμένων έν τ φ νόμω το ίς μέν ά γ α θοΤς άθλων, το ΐς δέ πονηροΐς έπ ιτιμ ίω ν
καί άρών.
6 πρός τ ο ύ το ις άπ ασιν καί μονόβιβλα
αύ το υ φέρεται ώς τ ό Περί ποονοίας, κα ί
ό Περί Ιο υ δ α ίω ν α ύ τ φ συνταχθείς λόγος,
καί ό Π ολιτικό ς, ε τ ι τε ό Α λέξανδ ρο ς ή περί
τ ο υ λ ό γ ο ν Ιχ ειν τ ά ά λ ο γ α ζφ α , έπ ί το ύ το ις 6 Περί το υ δοΰλον είναι π ά ν τα φαυλον, φ έξης έσ τιν ό Περί τ ο υ π ά ν τα σπουδαΐον έλεύθερον είναι·
7 μεθ' ούς σ υ ν τέτα κ τα ι α ύ τ φ ό Περί
β ίου θεω ρητικού ή Ικετώ ν, έξ ού τ ά περί
το ύ βίο υ τ ώ ν άπ οσ το λικώ ν άνδρώ ν διε-

ληλύθαμεν, καί τώ ν έν νόμφ δέ κα ί προφήτα ις Ε β ρ α ϊκ ώ ν όνομάτω ν α ί έρμηνεϊαι
τ ο υ α υ το ύ σπουδή είναι λ έγ ο ν τα ι.
8 ούτος μέν ούν κ α τ ά Γάΐον έπί τή ς
*Ρώμης άφικόμενος, τ ά περί τή ς Γαΐου
θ εοστυγίας α υ τ φ γρα φ έντα , & μετά ήθους
κ α ί είρωνείας Περί άρετώ ν έπέγραψεν, έπί
πάσης λ έ γ ε τα ι τή ς *Ρω μαίων σ υ γ κ λ ή το υ
κ α τά Κλαύδιον διελθεϊν, ώς κα ί τή ς έν
βιβλιοθήκαις άναθέσεως Οαυμασθέντας αύ­
τοΟ κα τα ξιω θ ή να ι τούς λόγους*
9 κ α τά δέ τούσδε τους χρόνους Π αύ­
λου τ ή ν άπό Ιερ ο υ σ α λή μ κ α ι κύκλφ π ο­
ρείαν μέχρι τ ο υ Ιλ λ υ ρ ικ ο ύ διανύοντος,
Ιο υδ α ίο υς *Ρώμης άπελαύνει Κλαύδιος,

147 Sólo se conserva completa en traducción armena; fragmentos griegos, solamente los
transmitidos por Eusebio: PE 7,21,1-4; 8,14,1-72.
148 e s ei mismo que la Apología de los judíos citada por Eusebio en PE 8,11,1-18, y que
algunos identifican también con la que el mismo Eusebio cita con el títu lo Υ π ο θ ε τικ ά en
PE 8,6-7.
149 Se ha perdido.
15° Esta obra desarrolla el p rin cipio estoico de la libertad del sabio, tal como la viven los
esenios.
151 C f. supra I7,7ss.
152 C f. supra 6,3; 17,3 nota m . Véase la discusión de todo el problema en S c h u e r e r , 3
P-3*$- 33i y e n L e i s e g a n g , P a u l y - W i s s o v a , t.zo col.42-49; cf. D . T . R u n i a , Phil, in early
Christian literature. A survey = Compendia Rerum iudaicarum ad N ovu m Testamentum,
I I I ser., 3 (Assen 1993).
353 C f. Rom 15,19.
154 D e esta expulsión da cuenta Suetonio (Claud. 25,4): «Iudaeos im pulsore Chresto
assidue tum ultuantes Roma expulit*. S. Benko (The Edict o f Claudius o f A . D . 49 and the

A q u ila y Priscila, arrojados de Roma con los demás judíos, desem­
barcaban en Asia y convivían allí con el apóstol Pablo, que conso­
lidaba los fundam entos recién puestos p o r él de aquellas iglesias.
Q uien nos enseña todo esto es tam bién la sagrada escritura de los
Hechos 155.

19
[C

a l a m id a d e s

que

se

a b a t ie r o n
el

d ía

de

so bre
la

lo s

j u d ío s

de

Jeru salén

Pascua]

1 Todavía regía C laudio el im perio cuando o currió que, en
la fiesta de la Pascua, se produjo en Jerusalén u n levantam iento y
una confusión tales que solamente de los judíos, que se apretujaban
con toda su fuerza en las salidas del tem plo, perecieron tre in ta m il,
aplastados unos por otros, convirtiéndose la fiesta en duelo para
toda la nación y en llanto para cada fam ilia. Tam bién esto lo refiere
expresamente Josefo 156.
2 C laudio estableció como rey de los judíos a A gripa, h ijo de
A gripa, y envió a F é lix como procurador de toda la región de Sa­
maría, de Galilea y, además, de la llamada Perea 157. Después de
δ τ ε ’ Ακύλας κα ί Π ρ ίσ κιλλα μετά τ ώ ν
άλλω ν Ιο υ δ α ίω ν τή ς “Ρώμης άτταλλαγέντες ΗΗ τ ή ν ’Α σίαν καταίρο υσ ιν, ένταϋθά τ ε
Π ανλω τ φ άπ οσ τό λω σ ννδιατρίβουσ ιν,

το σ α ύ τη ν έπί τώ ν “Ιεροσολύμων σ τά σ ιν
καί τα ρ α χ ή ν έγγενέσθαι συνέβη, ώς μόνων
τώ ν περί τά ς έξόδους το υ Ιερού βίφ συνω θουμένων τρεϊς μυριάδας Ιο υ δ α ίω ν άπ ο-

τους α ύτό θ ι τώ ν εκκλησιώ ν ά ρ τι πρός
αύτοΟ καταβληθέντας θεμελίους έπ ισ τη ρ ί-

θανεΐν πρός άλλή λω ν κα τα π α τη θ έντω ν,

ζ ο ν τι. διδάσκαλος κα ί το ύ τω ν ή ίερά τώ ν

τ φ Ιθνει, θρήνον δέ καθ* έκάστην οίκία ν.
καί τ α ϋ τ α δέ κ α τά λέξιν ό Ίώ σ ηπ ος.

Πράξεω ν γρα φ ή.

ΙΘ '
1 §τι δέ Κ λαυδίου τ ά τή ς βασιλείας
διέττοντος, κ α τά τ ή ν τ ο υ π ά σ χα έορτήν

γενέσθαι τ ε τ ή ν έορτήν πένθος μέν δλω

2 Κλαύδιος δέ ’ Α γρ ίπ π α ν , ’Α γ ρ ίπ π ο υ
π α ιδ α, Ιο υ δ α ίω ν κ α θ ίσ τη σ ι βασιλέα, Φ ήλ ικα τή ς χώρας άπάσης Σαμαρείας τ ε καί
Γ α λιλα ίος κα ί π ρ οσ έτι τή ς έπικαλουμένης
Περαίας έπ ίτροπ ον έκπέμψας, διοικήσας

Instigator Chrestus: T Z 25 [1969] 406-418) enmarca este acontecimiento en la que él llama
«Kulturkampf» judeo-gentil, y ve en Chrestus «un líder extremista— zelote— de la com uni­
dad judía de Roma* (p.418); c f. F. F. B r u c e , C hristianity under C laudian: B ulle tin o f the
J. Rylands L ib ra ry 44 (1962) 309-326. Casi con toda seguridad, D io n Casio (H ist. 60,6)
se refiere al mismo acontecimiento, aunque parezca situarlo al comienzo del reinado de
C laudio y no en 4 9 -5 0 ; cf. Sc h u e r e r , 3 p.32-33.
153 A c t 18,2.18-19.23.
15« C f. J o s e f o , B I 2 (12,1) 227; cf. A I 20 (5,3) 105-112. E l hecho ocurrió siendo procura­
dor V entidio Cumano (48-52) y provocó toda una serie de violencias; cf. S c h u e r e r , i p.568570.

157 Claudio quiso que, al m o rir Herodes Agripa I (año 44), le sucediera el único h ijo va­
rón de éste, M arco Julio Agripa, pero se lo im pidieron sus consejeros, y así toda Palestina
pasó a ser gobernada por procuradores romanos; cf. S c h u e r e r , i p.564. A l fin, el año 50
pudo A gripa recibir de Claudio el pequeño reino de su tío Herodes de Calcis, fallecido el 48
( S c h u e r e r , i p.724), reino que el año 53 aumentó con la anexión de las tetrarquías de Felipe
y Lisanias, con el dom inio de Varo y, más tarde, bajo Nerón, con buena parte de Galilea y
Perea ( S c h u e r e r , i p .587-588). Esto es sin duda lo que hace a Eusebio llamarle «rey de los

haber ejercido el mando durante trece años y ocho meses, m urió,
dejando a N erón como sucesor en el im perio 158.

20
[D

e lo

o c u r r i d o e n J e r u s a lé n e n tie m p o s d e N e r ó n ]

1 E n tiempos de N erón y siendo F é lix procurador de Judea,
los sacerdotes se levantaron unos contra otros; lo describe Josefo
textualm ente en el lib ro X X de sus Antigüedades, como sigue:
2 «Los sumos sacerdotes levantaron contienda contra los sacer­
dotes y prim eros personajes del pueblo de Jerusalén, y cada uno
de ellos creó para sí una tropa de hombres de los más atrevidos y
revolucionarios y se hizo su jefe. Cuando se enfrentaban, se in s u l­
taban unos a otros y se arrojaban piedras. N o había nadie que lo
reprim iera, al contrario, como en ciudad desgobernada, esto se
hacía con libertad.
3 »Tal desvergüenza y audacia se apoderó de los sumos sacer­
dotes, que se atrevieron a enviar esclavos a las eras con el fin de
tom ar para sí los diezmos debidos a los sacerdotes, y se dio el caso
de ver a los sacerdotes pobres m o rir de indigencia. A sí es como
la fuerza de los facciosos prevalecía sobre toda ju s tic ia » 159.

4 Refiere tam bién el mismo escritor 160 que por aquel tiem po
surgió en Jerusalén cierta especie de ladrones que, según dice él,
δέ αύτός τ ή ν ή γεμο νίαν έτεσιν τ ρ ισ ίν κα ί
δέκα πρός μησίν ό κτώ , Νέρωνα τή ς άρχής
διάδοχον κ α τα λ ιπ ώ ν, τελευτή:.

Κ'
1 Κ α τά δέ Νέρωνα, Φήλικος τή ς Ίο υ δαίας έπιτροπεύοντος, αύτοϊς βήμασιν αύθις ό Ίώ σ η π ο ς τ ή ν είς άλλήλους τ ώ ν
Ιερέων σ τά σ ιν ώδέ πως έν είκοσ τω τ ή ς
Α ρ χ α ιο λ ο γ ία ς γράφ ει

2

« έξά π τετα ι δέ καί το ΐς άρχιερεΟσι
σ τάσ ις πρός τους ιερείς καί τους πρώ τους
το υ πλήθους τώ ν Ιεροσολύμω ν, έκαστος
τε α υ τώ ν στίφ ος άνθρώπων τώ ν θρασ υτάτω ν κ α ί νεω τερισ τώ ν έα υ τω ποιήσας,

ή γεμώ ν ήν, κ α ί συρράσσοντες έκακολόγο υν τ ε άλλήλους κα ί λίθοις έβαλλον*
ό δ* έπ ιπ λήξω ν ή ν ούδέ είς, άλλ* ώς έν
ά π ρ ο σ τα τή τω π ό λει τα ύ τ* έπράσσετο μετ*
εξουσίας.
3 » τοσ αύτη δέ τούς άρχιερεΐς κα τέλα βεν αναίδεια καί τό λμ α , ώ στε έκπέμπειν
δούλους έτόλμω ν έπί τά ς άλωνας τούς
ληψομένους τά ς το ΐς Ιερεύσιν όφειλομένας
δεκάτας. κα ί συνέβαινε τούς άπορουμένους τώ ν Ιερέων ύπ* ένδειας άπολλυμένους θεωρείν* ούτω ς έκράτει το ύ δικαίου
π αντός ή τώ ν σ τα σ ια ζό ντω ,/ βία».

4

π ά λ ιν δέ ό αύτός συγγραφεύς κ α τά
τούς αύτούς χρόνους έν Ίεροσολύμοις ύποφυήναι λη σ τώ ν τ ι είδος Ισ τορεί, ο ΐ μεθ*

judíos», títu lo que nunca tuvo; de hecho vemos a F élix nombrado casi a la vez procurador
de buena parte de Palestina (años 52-60); cf. S c h u e r e r , i p.586-600 y 571-578.
158 C f. J o s e f o , B l 2 (12,8) 247-248. C laudio m u rió el 13 de octubre del 54, y el mismo
día le sucedió L . D om icio, con el nombre de Nerón C laudio César; cf. J. Wankenne,
Encore et toujours Néron: L ’A n tiq u ité Classique 53 (1984 [1986]) 149-265; W . Poetscher,
Beobachtungen zum Charakter des Kaisers Nero: Latomus 45 (1986) 619-635.
159 J o s e f o , A I 20 (8,8) 180-181; cf. S c h u e r e r , i p.574-576.
160 C f. J o s e f o , B I 2 (1 3 .3 ) 254-256.

en pleno día y en m edio de la ciudad asesinaban a quien topase
con ellos.
5 Sobre todo en los días de fiesta, se mezclaban con la m uche­
dum bre llevando dagas 161 escondidas bajo los vestidos y con ellas
acuchillaban a sus contrarios. Cuando éstos caían, los mismos ase­
sinos se unían a los que manifestaban su indignación, p o r lo cual,
con semejante apariencia de honradez, no había quien diera con
ellos.
6 A l prim ero, pues, que degollaron fue al sumo sacerdote Jonatán 162, y después de él, cada día, fueron matando a muchos. E l
miedo era más te rrib le que las calamidades, pues todo el m undo
esperaba la muerte en cada momento, igual que en una guerra.

21
[D

el

E

g ip c io

al

que

t a m b ié n

lo s

«H

m e n c io n a n

echos

de

lo s

A

pó sto les»

]

i
A continuación de lo anterior, añade tras otros detalles:
«Con una plaga peor que esto perjudicó a los judíos el seudoprofeta Egipcio. E n efecto, llegó éste al país como hechicero y con
aires de profeta. L ogró re u n ir unos tre in ta m il ilusos y los condujo
desde el desierto hasta el monte llamado de los Olivos, desde don­
de le sería posible entrar por la fuerza en Jerusalén y someter la

ημέραν, ώς φησιν, κα ι έν μέση τ ή πόλει
έφόνευον τούς σ υναντώ ντας.

5 μ ά λ ισ τα γ ά ρ έν τα ΐς έορταΐς μ ιγνυ μένους τ φ π λήθει καί τ α ΐς Ισθήσεσιν ύπ οκρύτττοντα ς μικρά ξιφ ίδ ια , το ύ το ις ν ύ ττ ε ιν τούς διαφόρους* έπ ειτα πεσόντων,
μέρος γίνεσ θ αι τώ ν έπ α γα να κτο ύντω ν αύ­
το ύς τούς πεφονευκότας* διό κα ι π α ν τά π α σ ιν ύπ* ά ξιο π ισ τία ς άνευρέτους γενέσ-

θαι.
6

π ρ ώ τον μέν ούν ύπ* α ύ τώ ν Μωνά6ην τό ν αρχιερέα κ α τα σ φ α γ ή ν α ι, μετά
δ* α ύ τό ν καθ* ημέραν άναιρεΐσθαι πολλούς,
κ α ί τ ώ ν συμφορών τό ν φόβον είναι χ α -

λεπώ τερον, έκ ά σ το υ ' καθάπερ έν π ο λέμ φ
καθ’ ώραν τό ν θάνατον προσδεχομένου.

ΚΑ’
1

Έ ξ η ς δέ το ύ το ις έπιφέρει μεθ* έτερα
λέγω ν
«μείζονι δέ το ύ τω ν π λ η γ ή Ιο υδ αίο υς
έκάκωσεν ό Α Ιγ ύ π τιο ς ψευδοπροφήτης,
παραγενόμενος γ ά ρ είς τ ή ν χώ ραν άνθρω­
πος γό ης κ α ί π ροφήτου π ίσ τ ιν έπιθείς
έα υ τφ , περί τρισμνρίους μέν αθροίζει τώ ν
ήπ ατημένω ν, π ερ ια γα γώ ν δ* αυτούς εκ
τή ς έρημίας είς τ ό Έ λ α ιώ ν καλούμενον
δρος, έκεΐθεν οίός τ ε ήν είς Ιερ οσόλυμα
παρελθεΐν βιάζεσθαι κα ί κρατήσας τή ς τε

161 Estas dagas eran las sicae que daban el nombre a sus portadores, sicarii («y de a llí se
llam aron sicarios, los que con dagas y a trayción matavan los hombres», explica Covarrubias en su ed. de 1611). Sinónimo de asesinos y bandidos ya en el latín clásico, sicarii es tam ­
bién el nombre que en A ct 21,38 (cf. infra 21,3) reciben los secuaces de un partido político.
Los «ladrones* armados de dagas aquí aludidos eran sin duda un grupo de zelotes fanáticos
que atacaban así a los «contrarios», seguramente por colaboracionistas con los romanos;
cf. S c h u e r e r , i p.574; S. G. F. B r a n d o n , The Zailots. The Jewish resistence agains Rome
A . D . 6-73: H istory Today 15 (1965) 632-641; M . S m i t h , Zealots and Sicarii, their origins
and Relation: H T R 64 (1971) 1-19; Η . P. K i n g d o n , Who were the Zealots and their leaders
in A . D. 66? : New Testament Studies 17 (1970-1971) 68-72.
162 Era h ijo de Anás, pero sólo había ejercido el sumo sacerdocio del año 36 al 37; cf. S c h u e ­
r e r , 2 p.218.

guarnición romana y al pueblo, u tilizando despóticamente las fu e r­
zas que le habían acompañado.
2 »Pero F é lix se anticipó a su ataque saliéndole al paso con
los soldados romanos, y todo el pueblo contribuyó a la defensa, de
manera que, entablado el combate, el E gipcio se dio a la fuga con
algunos pocos, mientras la m ayor parte de los que con él estaban
perecieron o fueron hechos prisioneros» 163.
3 Esto lo escribe Josefo en el lib ro I I de sus Historias. Con
todo, bueno será relacionar lo que en ellos se menciona sobre el
Egipcio con lo que se dice en los Hechos de los Apóstoles 164, en el
pasaje donde el trib u n o m ilita r de Jerusalén le decía a Pablo en
tiempos de Félix, cuando el populacho ju d ío se había vuelto con­
tra él: ¿Entonces no eres tú el Egipcio que hace algunos dias levantó
una sedición y llevó al desierto los cuatro m il sicarios?
Esto sucedió en tiem pos de Félix.

22
[D

e cómo

Pablo ,

e n v ia d o

preso

desde

Jud ea

a

R

om a

,

p r o n u n c ió

SU DEFENSA Y FUE ABSUELTO DE TODA ACUSACIÓN]

i Como sucesor de éste, N erón envió a Festo 165. Fue en su
tiem po cuando Pablo sostuvo sus derechos y fue enviado preso a
Roma 166. Con él estaba A ristarco, al que en algún lugar de sus car­
tas llama con toda naturalidad compañero de cautividad 167. Y L u ­
cas, el que puso por escrito los Hechos de los Apóstoles, term ina su
“Ρωμαϊκής φρουράς καί το υ δήμου τυρ α ννικώς χρώμενος το ϊς συνεισπεσουσιν δο-

ένθα κ α τά Φ ή λικα πρός το υ έν Ίεροσολύ-

ρυφόροις.

νίκα κατεσ τασ ίαζεν αύτο υ τ ό τώ ν Ι ο υ ­
δαίων πλήθος* «ούκ άρα σύ εί ό Α Ιγ ύ π τιο ς

2

»φθάνει δ’ αύτο υ τη ν ορμήν Φ ή λιξ,

υπ α ντιάσ ας μετά τώ ν “Ρωμαϊκών ο π λι­
τώ ν , καί πάς ό δήμος συνεφήψ ατο τή ς
άμύνης, ώ στε συμβολής γενομένης τό ν
μέν Α Ιγ ύ π τιο ν φ υγεϊν μετ’ ό λίγω ν, δ ια φθαρήναι δέ κα ί ζω γρη θ ήνα ι πλείστους
τώ ν συν αύτώ ».
3

τ α υ τ α έν τ ή δευτέρα τώ ν “Ισ τορ ιώ ν

ό Ίώ σηπος* έπ ισ τή σ α ι δέ ά ξιον το ϊς εν­
τα ύθ α κ α τά τό ν Α Ιγ ύ π τιο ν δεδηλωμένοις
καί το ϊς έν τα ϊς Π ράξεσι τ ώ ν άπ οσ τόλω ν,

μοις χ ιλ ιά ρ χ ο υ ε ίρ η τα ι τ φ Π αύλω , όπ η-

ό πρό το ύ τω ν τώ ν ήμερών άνασ τατώ σ ας
κα ί έξα γ α γ ώ ν έν τ ή έρήμω τούς τε τρ α κισ χιλίους άνδρας τ ώ ν σικαρίω ν;» άλλά
τ ά μέν κ α τ ά Φ ή λικα το ια υ τα *

ΚΒ'
το ύ το υ δέ Φ ήστος ύπό Νέρωνος
διάδοχος π έμ π εται, καθ* δν δ ικ α ιο λ ο γ η σάμενος δ Παύλος δέσμιος έπί “Ρώμης
ά γετα ι* ’Α ρίσ ταρ χος α ύ τ φ σννήν, δν καί
εΙκότως σ ννα ιχ μά λω τό ν που τώ ν έπ ισ το 1

163 J o s e f o , BI i (1 3 ,5 ) 1 6 1 -1 6 3 ; c f . A I 1 0 ( 8 , 6 ) 167SS.
164 A c t 21,38; cf. E. Bammel, Die Anfänge der Kirchengeschichte im Spiegel der jüdischen
Quellen: Augustinianum 18 (1988) 367-379.
105 Nerón destituyó a Félix probablemente el año 60, y en seguida envió como sucesor a
Porcio Festo, que sólo duró unos dos años en el cargo. M u rió a finales del 61 o comienzos
del 62; c f . S c h u e r e r , i p .579-580.
166 A c t 2 5 , 8 - 1 2 ; 27,1-2.
i«7 Col 4,10.

narración con estos acontecimientos, indicando que Pablo pasó en
Roma dos años enteros en lib e rta d provisional y que predicó la
palabra de D ios sin ningún obstáculo 168.
2 Es, pues, tra dición 169 que el A póstol, después de haber en­
tonces pronunciado su defensa, partió de nuevo para ejercer el
m in iste rio de la predicación y que, habiendo vuelto p o r segunda
vez a la misma ciudad, consumó su vida con el m a rtirio , en tiempos
del mism o emperador. Estando preso, compuso la segunda carta
a Timoteo, y alude a la vez a su prim era defensa y a su fin inm inente.
3 Pero escucha más bien su p ro p io testim onio: En mi primera
defensa— dice— ninguno me ayudó, antes bien, todos me abandonaron
( ¡no se les tenga en cuenta!). Pero el Señor me ayudó y me infundió
fuerzas para que por mi fuese cumplida la predicación y todas las na­
ciones la oyesen, y fu i librado de las fauces del león 17°.
4 Por estas palabras claramente deja asentado que, en la p r i ­
mera ocasión, para que se cum pliera su predicación, fue librado de
las fauces del león, refiriéndose con esta expresión, según parece,
a N erón, por causa de su crueldad. E n cambio, en lo que sigue no
ha añadido algo así como: me librará de las fauces del león, porque
en su espíritu estaba ya viendo que su muerte iba a ser inm inente.
5 Por lo cual, a las palabras: y f u i librado de las fauces del león,
añade: E l Señor me librará de toda obra mala y me preservará para
su reino celestial 171, indicando con ello su m a rtirio inm inente. Esto
λώ ν άποκαλεΐ. κ α ί Λουκάς, ό κ α ί τά ς
πράξεις τ ώ ν άπ οσ τόλω ν γρα φ ή π α ρ α δούς, έν το ύ το ις κατέλυσε τ ή ν Ισ τορ ίαν,
δ ιετία ν δλην έπί τή ς “Ρώμης τδ ν Παύλον
άνετον δ ια τρ ϊψ α ι κα ί τό ν τ ο υ θεού λό γο ν
άκω λύτω ς κη ρύξαι έπισημηνάμενος.
2 τ ό τ ε μέν ούν άπ ολογησάμενον, αύΟις έπ ί τ ή ν τ ο υ κηρύγμα τος διακονίαν
λόγος έχει στείλασ θ αι τό ν άπ όσ τολον,
δεύτερον δ* έπ ιβ ά ν τα τ ή α ύ τή π όλει τ ω
κ α τ ’ αυτό ν τελειω θήναι μαρτυρίω · έν ώ
δεσμοΐς έχόμενος, τ ή ν πρός Τιμόθεον δευτέραν επ ισ το λή ν σ υ ν τά ττει, όμου σημαίνω ν
τ ή ν τε προτέραν α ύ τ φ γενομένην άπολογ ία ν και τ ή ν π αρά πόδας τελείω σιν.
δέχου δή κ α ί το ύ τω ν τά ς αύτου
μαρτυρίας· «έν τ ή π ρ ώ τη μου», φησίν,
«άπολογίοι ούδείς μοι παρεγένετο, άλλά
3

πάντες με έγκα τέλιπ ο ν (μ ή αύτο ϊς λο γ ισ θ είη ), ό δέ κύριός μοι π α ρέστη κ α ί
ένεδυνάμωσέν με, ϊν α δΓ έμου τ ό κ ή ρ υγμα
πληροφορηθή καί άκούσωσι π ά ν τα τ ά
έθνη, κα ί έρρύσθην έκ σ τόματος λέοντος».
4 σαφώς δή π α ρ ίσ τη σ ιν δ ιά το ύ τω ν
ό τ ι δή τ ό πρότερον, ώς άν τ ό κή ρ υγμα
τ ό δΓ αύτοΟ πληρω θείη, έρρύσθη έκ
στόματος λέοντος, τό ν Νέρωνα τ α ύ τ η ,
ώς έοικεν, δ ιά τ ό ώμόθυμον προσειπώ ν.
ούκουν έξής προστέθεικεν π α ραπ λήσ ιόν
τ ι τ φ «βύσεταί με έκ στόματος λέοντος»·
έώρα γ ά ρ τ φ π νεύ ματι τ ή ν όσον ούπω
μέλλουσαν α ύτο υ τελευτή ν,
5
δι* ό φησιν έπ ιλέγω ν τ φ «καί έρ­
ρύσθην έκ στόματος λέοντος» τ ό «βύσεταί
με ό κύριος άπ ό παντός έργου πονηρού
καί σώσει είς τ ή ν βασιλεία ν αύτοΟ τ ή ν

168 A c t 28,30-31.

169 Tradición documental, según la expresión utilizada. Sin duda se trata de las Cartas
pastorales de San Pablo. Eusebio insiste en que hubo un segundo viaje de San Pablo a Roma,
hecho que a comienzos del siglo iv algunos debían de negar; cf. G. Spicq., Saint Paul. Epitres
pastorales t . i (Paris 21969) p.138-146).
170 2 T im 4.16-17.
171 2 T im 4 , i 8 ; Eusebio presta aquí a San Pablo una referencia a Nerón en la que, sin
duda, el Apóstol no pensaba cuando escribía estas palabras; ver J. Janssens, II cristiano di

lo expresa todavía más claro un poco antes, en la misma carta,
cuando dice: porque yo estoy ya para ser ofrecido en libación y el
tiempo de mi partida está encima 172.
6 A hora bien, en la segunda carta de las que envió a T im o te o
afirm a que, en el m om ento de escribirla, solamente le acompaña
Lucas 173, mientras que, cuando hizo su prim era defensa, n i si­
quiera éste 174. D e donde se deduce que Lucas probablemente con­
cluyó los Hechos de los Apóstoles p o r aquel entonces, habiendo
narrado lo que sucedió mientras estuvo con Pablo.
7 Decimos esto para m ostrar que el m a rtirio de Pablo no tu vo
lu g ar durante su prim era estancia en Roma, descrita p o r Lucas.
8 Es probable que N erón, al menos al comienzo 175, estu­
viera más p ro picio y que aceptara más fácilm ente la defensa de
Pablo en favor de su doctrina, pero después que avanzó en sus
audacias criminales, acometió a los apóstoles lo m ism o que a los
demás.

23
[D e

cómo

Sa n

t ia g o

,

el

llam ado
el

herm ano

m a r t ir io

del

Se ñ o

r

,

s u f r ió

]

i
A l apelar Pablo al César y ser enviado p o r Festo a la ciudad
de Roma 176, los judíos, frustrada la esperanza que les in d u jo a ten-

έπουράνιον», σημαίνω ν τ ό π α ρ α υ τίκ α μαρτυριον* δ κα ί σαφέστερον έν τ ή α ύ τ ή
π ρολέγει γρα φ ή, φάσκων «έγώ γ ά ρ ήδη
σπένδομαι, καί δ καιρός τή ς έμής άναλύσεως έφέστηκεν».
6 νΰν μέν ούν έπί τή ς δεντέρας έπ ιστο λής τώ ν πρός Τιμόθεον τό ν Λουκάν
μόνον γ ρ ά φ ο ν τι α ύ τώ συνεΐναι δηλοϊ,
κ α τά δέ τ ή ν προτέραν α π ο λο γία ν ούδέ
τούτον* δθεν εικότως τάς τώ ν άπ οσ τόλω ν
Πράξεις έπ* Ικεϊνον ό Λουκάς περιέγραψε
τό ν χρόνον, τ ή ν μέχρις δτε τ φ Π α ύ λφ
συνήν Ισ το ρ ία ν ύφηγησάμενος.

7 τ α υ τ α δ* ήμίν εΐρ η τα ι π α ρισ ταμένοις δ τ ι μή καθ’ ήν δ Λουκάς άνέγραψεν

έπ ι τή ς “Ρώμης έπ ιδημίαν το υ Παύλου
τ ό μαρτύριον α ύ τ φ συνεπεράνθη*

8 είκός γέ τ ο ι κ α τά μέν άρχάς ή π ιώ τερον το υ Νέρωνος διακειμένου, βάον τή ν
ύπέρ τοΟ δ όγματος το υ Π αύλου κ α τα δεχθήναι ά π ο λο γία ν, προελθόντος δ* εις
αθεμίτους τόλμας, μετά τώ ν άλλω ν καί
τ ά κ α τά τώ ν άπ οσ τό λω ν έγχειρ ηθήναι.
Κ Γ'
1 Ιο υ δ α ίο ι γ ε μήν το ϋ Π αύλου Κ αίσαρα έπικαλεσαμένου έπ ί τε τ ή ν “Ρω μαίω ν
π ό λιν ύπό Φ ή σ το υ παραπεμφθέντος, τή ς
έλπίδος καθ’ ήν έξή ρτυο ν α ύ τ φ τ ή ν έπ ι-

fronte al m artirio inminente. Testimonianze e dottrina nella Chiesa Antica: Gregorianum 66
(1985) 405-4*7·
172 2 T im 4,6.
173 2 T im 4,11.
174 2 T im 4,16.
175 Es decir, entre el 54 y el 59, conocido por «quinquennium Neronis», debido a la calma
y bienestar que en él se disfrutó. Nerón escuchaba todavía los consejos de B urro y de Séneca
más que los de su madre Agripina.
176 A c t 25,11-12; 27,1.

derle asechanzas 177, se volvieron contra Santiago, el herm ano del
Señor, al que los apóstoles habían confiado el trono episcopal de
Jerusalén 178. L o que sigue es lo que osaron hacer tam bién contra él.
2 L o condujeron ai medio, y delante de todo el pueblo le pe­
dían que renegase de la fe de C risto. Pero cuando él, contra el
parecer de todos, con voz libre y hablando más abiertamente de lo
que esperaban, delante de toda la m uchedum bre se puso a confesar
que nuestro Salvador y Señor Jesús era h ijo de Dios, ya no fueron
capaces de soportar más el testim onio de este hombre, justam ente
porque se le consideraba el más ju sto entre todos p or la cima de
sabiduría y piedad a que había llegado en su vida, y lo mataron,
aprovechando oportunamente la falta de gobierno, pues habiendo
m uerto en Judea p o r aquel entonces Festo, la adm inistración del
país quedó sin jefe y sin c o n tro l179.
3 E l modo como tuvo lugar la m uerte de Santiago ya lo han
dejado claro las palabras citadas de Clemente 1 8 que cuenta cómo
lo arrojaron desde el pináculo del tem plo y lo apalearon hasta m a­
tarlo. Pero quien narra con mayor exactitud todo lo que a él se
refiere es Hegesipo 181, que pertenece a la prim era generación suβουλήν, άποπεσόντες, έπί Ιά κ ω β ο ν τό ν
το υ κυρίου τρ έπ ο ν τα ι άδελφόν. φ πρός
τ ώ ν άπ οσ τόλω ν ό τή ς έπισκοπής τή ς έν
Ίεροσολύμοις έγκεχείρ ισ το θρόνος, το ια υ τ α δέ αύτοϊς καί τ ά κ α τά τ ο ύ το υ τ ο λ μ ά τ α ι.
2 είς μέσον αύτόν ά γα γό ντες άρνησιν
τή ς είς τό ν Χ ρ ισ τό ν π ίστεω ς έπί παντός
έξήτουν το υ λαού* τ ο υ δέ π α ρά τ ή ν
ά π ά ντω ν γνώ μη ν έλευθέρα φωνή καί μάλ­
λον ή προσεδόκησαν έπί τή ς πληθύος
άπάσης παρρησιασαμένου καί όμο λο γήσαντος υιόν είναι θεοϋ τό ν σ ω τή ρα κ α ί
κύριον ήμώ ν Ίη σ ο υ ν, μηκέθ* ο ΐο ί τε τ ή ν
το υ άνδρός μαρτυρίαν φέρειν τ φ καί
δ ικ α ιό τα το ν α υτό ν π α ρά το ΐς π ά σ ιν δΓ
α κ ρ ό τη τα ής μετήει κ α τά τό ν βίον φ ι­

177

λοσοφίας τ ε κα ί θεοσεβείας πιστεύεσθαι,
κτείνο υσ ι, καιρόν είς έξουσίαν λαβόντες
τ ή ν άναρ χίαν, δ τ ι δή τ ο υ Φ ήστου κατ*
α υτό τοΟ καιρού έπί τή ς Ίο υ δ α ία ς τ ε ­
λευτήσαντος, άναρχα καί ά νεπ ιτρ όπ ευτα
τ ά τή ς αύτό θ ι διοικήσεως καθειστήκει.
3 τό ν δέ τή ς το ύ Ια κ ώ β ο υ τελευτή ς
τρόπ ον ήδη μέν πρότερον αί π α ρ α τεΘεΤσαι τ ο υ Κλήμεντος φω ναι δεδηλώκασιν,
άπό τ ο υ π τερ υ γ ίο υ βεβλήσθαι ξύλω τε
τή ν πρός Θάνατον π επ λήχθαι αυτόν ίσ τ ο ρηκότος· ά κ ρ ιβ έσ τα τά γ ε μην τ ά κατ*
αυτόν ό 'Η γήσ ιπ π ο ς, έπί τή ς π ρώ της τώ ν
άπ οσ τόλω ν γενόμενος διαδοχής, έν τ φ
π έμ π τω αύτο υ ύπ ο μ νήμ ατι το ύ το ν λέγω ν
Ισ τορεί τό ν τρόπ ον

178

A c t 23,13-15; 25,3.
C f. supra 1,2; infra § 4.
179 Estos meses de anarquía entre la muerte de P. Festo y la llegada del sucesor, Luceyo
A lb in o — el verano u otoño del 62, lo más tarde— , los aprovechó el sumo sacerdote Ananos
— h ijo del Ananos o Anás de la pasión de C risto—para juzgar y lapidar a sus enemigos. U na
de las víctimas, según los mss. de Josefo (quizás por una interpolación temprana de mano
cristiana) fue «Santiago, el hermano de Jesús llamado Cristo» ( A I 20 [9,1] 197-204; B I 2
[22,1] 647-651); cf. S c h u e r e r , i p.548-549. De aquí se desprende que la muerte de San­
tiago debió de o currir el 62; cf. S c h u e r e r , i p .581-584. Eusebio (infra § 19), siguiendo a
Hegesipo, vendrá a dar una fecha más tardía, sin darse cuenta, al parecer, de la diferencia
y de la poca consistencia de esos datos. Sobre la relación que sigue, tomada de Hegesipo,
y la de las Pseudo-clementinas, cf. K. B e y s c h l a g , Das Jakobusmartyrium und seine Verwandten
in der frühchristlichen L ite ra tu r: Z N W K A K 56 (1965) 149-178; sobre los motivos y c ir­
cunstancias del m artirio, cf. M . S i m ó n , Verus Israel... (Paris 1948) P . 3 0 3 S S ; A . B o e h l i n g ,
Zum M artyrium des Jakobus: N ovum Testamentum 5 (1962) 207-213.
1 8 0 C l e m e n t e d e A l e j a n d r í a , Hypotypos. 7: cf. supra 1,5; Z a h n , Forschungen 6,2 29ss.
181 Es la primera vez que Eusebio menciona a Hegesipo. Procedía de Palestina, aunque
de fam ilia de habla griega. Nacido antes del año n o (cf. infra IV 8,2), es m uy fácil que co-

cesora de los apóstoles y que, en el lib ro V de sus Memorias 182,
dice así:
4 «Sucesor 183 en la dirección de la Iglesia es, ju n to con los
apóstoles, Santiago, el hermano del Señor. Todos le dan el sobre­
nom bre de ‘Justo’ » desde los tiempos del Señor hasta los nuestros,
pues eran muchos los que se llamaban Santiago.
5 »Pero sólo éste fue santo desde el vientre de su madre. N o
bebió vino n i bebida fermentada, n i comió carne l84; sobre su ca­
beza no pasó tijera n i navaja y tampoco se ungió con aceite n i usó
del baño 185.
6 »Sólo a él le estaba p e rm itid o entrar en el santuario, pues
no vestía de lana, sino de lino. Y sólo él penetraba en el tem plo,
y allí se le encontraba arrodillado y pidiendo perdón p or su pue­
blo 186, tanto que sus rodillas se encallecieron como las de un ca4 «διαδέχεται τή ν έκκλησ ίαν μετά τώ ν
άπ οσ τόλω ν ό άδελφός το ύ κυρίου Ιά κ ω ­
βος, ό όνομασθείς υπ ό π ά ντω ν δίκαιος
άπό τώ ν το υ κυρίο υ χρόνω ν μέχρι και
ήμών, έπει π ο λλο ί Ίά κ ω β ο ι έκαλουντο,
5 »ούτος δέ έκ κ ο ιλία ς μητρός αύ το ύ
ά γιο ς ήν, ςΐνον καί σίκερα ούκ Ιπ ιεν ούδέ
έμψυχον έφαγεν, ξυρόν έπί τ ή ν κεφαλήν

αύτο υ ούκ άνέβη, ελαιον ούκ ή λ είψ α το ,
και βαλανείω ούκ έχρήσατο.
6 » το ύ τω μόνφ έξην είς τ ά ά γ ια
είσιέναι* ούδέ γ ά ρ έρεούν έφόρει, άλλά
σινδόνας.
κα ί μόνος είσήρχετο είς τό ν
ναόν ηύρίσκετό τε κείμενος έπί το ίς γ ό νασιν κα ι αίτούμενος ύπέρ το υ λαού
άφεσιν, ώς άπεσκληκέναι τ ά γ ό ν α τα αύτοΟ

nociese todavía a algunos miembros de la comunidad prim itiva, m uy ancianos ya, natural­
mente, pero él mismo no pudo ser de ninguna manera «de la primera generación» postapostólica. Pudo hacerse con rico arsenal de tradiciones orales, lo que no empece que, para su
obra, redactada hacia el año 180 (cf. infra IV 22,3), echara mano también de fuentes escritas,
judeo-cristianas en su mayor parte; cf. B. G u s t a f s s o n , Hegesippus’ sources and his R eliability:
Studia Patrística 3: T U 78 (Berlin 1961) 227-232. L a torpeza que muestra en el manejo
de sus fuentes debe atribuirse a su no excesiva instrucción literaria. Eusebio, de hechc, no
se prodigó en elogiarla (cf. infra IV 8,2).
1S2 Traduzco Memorias, como es tradicional, siguiendo el significado básico de la pa­
labra. Sin embargo, debiera ser Apuntes o Comentarios; no es el títu lo de la obra, sino un
térm ino técnico que designa un género literario en la concepción antigua: escritos de menor
valor literario y estético, inacabados en su forma y estilo y con amplia variedad de temas,
enfocados generalmente desde un punto de vista más bien subjetivo, a diferencia de lo que
ocurre con las απ ομνημονεύματα, aunque a veces se les pueda confundir. Sobre un tema
o acontecimiento, el autor anota y comenta; cf. N . H y l d a h l , Hegesipps Hypomnemata:
Studia Theologica 14 (i960) 70-113, especialmente p.75-84; A . M e h a t , Etude sur les *Stromates’ de Clément d’Alexandrie (Paris 1966) p.106-112. Por lo demás, la obra se ha perdido
y sólo nos quedan fragmentos.
183 Si las palabras aducidas por Epifanio (Haer. 7 8 ,7 ) en su paráfrasis de este pasaje de
Hegesipo fueron omitidas por Eusebio, entonces en el texto de Hegesipo Santiago aparecía
como sucesor de C risto, que «le había confiado su trono en la tierra, a él el primero», e^ de­
cir, le habría así consagrado prim er obispo; cf. infra. V II 19, si se puede hablar, de entonces,
así. Si no, es d ifíc il saber de quién es sucesor Santiago; cf. L . A b ram o w ski, «Diadoché» und
«orthós lógos» bei Hegesipp: Z K G 8 7 (1 9 7 6 ) 311-327.
184 C f. L ev 10,9; N ú m 6,3; Le 1,15.
185 Cf. N ú m 6 ,5 . cf. E. ZuCKSLHW ERD T, Das N aziräat des Herrenbruders Jakobus nach
Hegsipp (Euseb. Hist, eccles. II 2 3 ,5 - 6 ): Z N W K A K 6 8 (1 9 7 7 ) 1 7 6 -1 8 7 .
186 E l pasaje es oscuro por demás. Para Schwartz abundan los dobletes. Pero también
es posible que sólo se trate de torpeza literaria por parte de Hegesipo y de alguna que otra
omisión de frases del texto original por parte de Eusebio. Si completamos las noticias de
éste con las de Epifanio (Haer. 29; 78,13-14). sacaremos la conclusión de que Santiago,
aunque nunca fue sumo sacerdote, probablemente fue el único —μόνος —de la generación
apostólica que ejerció algún cargo sacerdotal. Sin embargo, cf. infra I I I 31,3; V 24,3, y J. C h a î ­
n e , L ’Épître de Saint Jacques (Paris 1927), que ve todo cl relato de la muerte de Santiago
por Hegesipo como «inverosímil» o en todo caso «más o menos sospechoso, con sólo algunos
pormenores históricos indiscernibles» (p.X X X IX ).

mello, por estar siempre de rodillas adorando a D io s y pidiendo
perdón para el pueblo.
7 »Por su eminente re ctitu d 187 se le llamaba ‘el Justo* y ‘Oblías*,
que en griego quiere decir protección del pueblo y ju sticia , como
declaran los profetas acerca de é l 188.
8 »Así, pues, algunos de las siete sectas que hay en el pueblo
y que yo describí anteriormente (en las Memorias) 189 trataban de
inform arse de él sobre quién era la puerta de Jesús 190, y él res­
pondía que éste era el Salvador.
9 ^Algunos creyeron que Jesús era el C risto. Pero las sectas
mencionadas anteriorm ente no creyeron n i en la resurrección n i en
que vendrá a dar a cada uno según sus obras 191. Mas cuantos cre­
yeron, creyeron por Santiago.
10 »Siendo, pues, muchos los que creyeron, incluso de entre
los jefes 192, los judíos, escribas y fariseos se alborotaron diciendo:
todo el pueblo corre el peligro de esperar al C risto en Jesús 193. Se
δίκην καμήλου, δ ιά τ ό άεί κάμπ τειν έπί
γό νυ προσκυνούντα τ φ θεφ κα ί αΐτεΐσ θα ι
άφεσιν τ φ λ α φ .
7

»διά γ έ τ ο ι τ ή ν

υπερβολήν τή ς

αύ το υ τ ίς ή θύρα τ ο υ Ίη σ ο υ , κα ί Ιλεγεν
το ύ το ν είναι τό ν σ ω τήρα·
9 »έξ ών τινες έπ ίστευσ αν ό τ ι Ιη σ ο ύ ς
έσ τιν ό Χριστός, α ί δέ αιρέσεις α ί προειρη­
μένα» ούκ έπ ίστευον ο ύτε ά νά σ τα σ ιν ούτε
ερχόμενον άπ οδούναι Ικ ά σ τω κ α τά τ ά

δικαιοσύνης αύτο υ έκαλεΐτο ό δίκαιος καί
ώ βλίας, ό έσ τιν “Ε λλη νισ τί π εριοχή το ύ
λαού, καί δικαιοσύνη, ώς οί π ρ ο φ ή τα ι
δηλοϋσιν περί αύτού.

έργα αύτού* όσοι δέ και έπίστευσαν, δ ιά
Ιά κω β ο ν.

8 »τινές ούν τ ώ ν έπ τά αΙρέσεων τώ ν
έν τ φ λ α φ , τ φ ν προγεγραμμένω ν μοι»
(έν το ΐς Ύ π ο μ ν ή μ α σ ιν), «έπυνθάνοντο

10 »πολλών ούν καί τώ ν άρ χόντω ν
π ισ τευό ντω ν, ήν θόρυβος τώ ν Ιο υ δ α ίω ν
καί γρα μμα τέω ν κα ί Φ αρισαίω ν λ εγ ό ν τω ν

187 δικαιοσύνης parece tener este sentido, cf. infra § 19.
188 La interpretación del apodo Ωβλίας como δικαιοσύνη, en el estado actual del texto,
no Jiene el menor sentido n i se puede relacionar con «los profetas*. L a interpretación π εριοχή
τ ο υ λαοΟ (cf. infra I I I 7,8, ’donde le llama ερκος, "pero sin τ ο υ λαού, om itido también
por E p i f a n i o , Haer. 78,7) podría relacionarse con Is 33,15-16 (vers. Símaco). Para H . J. Schoeps
Jakobus ó δίκαιος καί ω βλίας. Neuer Lösungsvorschlag in einer schwierigen Frage: Bíblica
24 [1943] 398-403), Hegesipo leyó en el texto siro-palestino de Is 3,10, debido a su ignoran­
cia del arameo: ó δίκαιος κα ί σλίας λαου δίκαιος (si no fue en un Jeremías apócrifo a lu ­
dido por S a n J e r ó n i m o , In M ath. 27,10). Puesto que, según S a n J e r ó n i m o , In Gal. 1,1,
a los varones judíos comparables con los άπ όσ το λο ι se les llamaba «silas* o «silai* (=» slias),
Schoeps traduce; «... wurde er (Santiago) ‘der Gerechte' und ‘gerechter Apostel’ (des V o l­
kes) gennant* (p.402). E l mismo Schoeps, en su obra Aus frühchristlichen Zeit. Religionsges­
chichtliche Untersuchungen (Tubinga 1950) p.120125, lo relaciona con M iq 4,8, del que sería
adaptación el pasaje de Hegesipo, suponiendo en ω βλίας algo así como OpheVam. En cam­
bio, Ch. G. To rre y (James the iust, and his name Oblias: JB L 63 [1944] 93-98) cree que
Ω Β Λ 1ΑΣ debe leerse ΩΒΔΙΑΣ, que representa al hebreo Obädiäh, siervo de Yavhé (cf. Sant
1,1: δούλος θεού). Le siguen Κ. Baltzer y H . Koester (Die Bezeichnung des Jacobus als
Ω ΒΛ ΙΑ Σ: Z N W K A K 46 fi9 55 ] 141-142). Para estos, ΩΒΔΙΑΣ, se halla en J o s e f o ,
A I 8 (i3»4) 329ss; Q (4,2) 47, bajo la forma ΩΒΕΔΙΑΣ, como transcripción del nombre
hebreo A B D IA S . A hora bien, como en A b d 1,1 la traducción de los Setenta da π εριοχή
είς τ ά εθνη, llevó a Hegesipo a interpretar ω βλίας por π εριοχή το ύ λαου en vez de δούλος
θεού, correspondiente a Obädiäh-Abdiäs.
189 C f. infra IV 22,7.
190 C f. Jn 10,2-9· Clemente de Alejandría, Protrept. I 10,1.
191 C f. Rom 2,6; Sal 61,13; Prov 24,11; M t 16,17; A p 12,11; cf. J. L . Espinel, Jesús y los
movimientos políticos y sociales de su tiempo. Estado actual de la cuestión: Ciencia Tom ista
113 (1986) 151-184.
192 Cf* Jn 12,42.
193 C f. Jn 12,19·

reunieron, pues, delante de Santiago y dijeron: ‘T e lo pedimos: retén
al pueblo, que está en un erro r respecto de Jesús, como si él fuera
el C risto. T e pedimos que persuadas acerca de Jesús a todos los
que vengan para el día de la Pascua, porque a t i todos te obedece­
mos. Nosotros, efectivamente, y todo el pueblo, damos testim onio
de ti, de que eres ju sto y no tienes acepción de personas 194.
11 »Tú, pues, convence a toda la muchedum bre de que no se
engañe respecto del C risto. E l pueblo entero y nosotros te obede­
cemos. Yérguete, pues, sobre el pináculo del tem plo para que desde
lo alto seas bien visible y el pueblo todo oiga tus palabras, porque
con m otivo de la Pascua se reúnen todas las trib u s, incluso con los
gentiles’ 195.
12 »Y así los susodichos escribas y fariseos pusieron a Santiago
de pie sobre el pináculo del tem plo y le dijeron a gritos: ‘ jO h, tú, el
Justo!, a quien todos debemos obedecer, puesto que el pueblo anda
extraviado detrás de Jesús el crucificado, dinos quién es la puerta
de Je sú s'196.
13 »Y él respondió con una gran voz: ‘¿Por qué me preguntáis
sobre el H ijo del hombre? T am bién él está sentado en el cielo a la
diestra del gran poder y ha de ve n ir sobre las nubes del cielo' 197.
14 »Y siendo muchos los que se convencieron del todo y ante
el testim onio de Santiago, pro rru m p ie ro n en alabanzas diciendo:
'jHosanna al H ijo de D a v id !’ 198 Entonces los mismos escribas y
fariseos de nuevo se dije ro n unos a otros: 'H icim o s mal en p roporδ τ ι κινδυνεύει πας ό λαός ΊησοΟ ν τό ν
Χ ρ ισ τό ν προσδοκάν. έλεγον ούν συνελθόντες τ φ Ία κ ώ β φ * «παρακαλούμεν σε,
έπίσχες τό ν λαόν, έπεί έπλανήθη είς
Ίη σ ο υ ν, ώς α ύ το υ δντος τ ο υ Χ ρ ισ το ύ,
παρα αλούμέν σε π εϊσα ι π ά ντας τούς
έλθόντας είς τ ή ν ημέραν το ύ π ά σ χ α π ερ ί
Ιη σ ο ύ · σοι γ ά ρ πάντες πειθόμεθα.

ήμεϊς

γ ά ρ μαρτυρούμέν σοι καί πας ό λαός δ τ ι
δίκαιος εϊ καί δ τ ι πρόσωπον ού λαμβάνεις.
11 »πεϊσον ούν σύ τό ν όχλον περί
Ιη σ ο ύ μή π λανάσθαι· καί γ ά ρ πας ό
λαός καί πάντες πειθόμεθά σοι. σ τή θ ι ούν
έπί τ ό π τερ ύ γ ιο ν τ ο υ Ιερού, ιν α άνωθεν
ής έπκρανής κα ί ή εύάκουστά σου τ ά
ρ ή μ α τα π α ν τϊ τ φ λ α φ .
δ ιά γ ά ρ τό
π ά σ χα συνεληλύθασι π ά σ α ι α ΐ φυλαί
μετά καί τώ ν έθνών>.
i *4
195
ellos o
196
197
»98

12 »έστησαν ουν ο ί προειρημένοι
γρα μμα τείς κα ί Φ αρ ισ αίοι τό ν Ιά κ ω β ο ν
έπ ί τ ό π τερ ύ γ ιο ν τ ο ύ ναού, καί έκραξαν
α ύ τ φ κ α ί είπαν «δίκαιε, φ πάντες πείθεσθαι όφείλομεν, έπεί ό λαός π λ α ν ά τα ι
ό π ίσω Ιη σ ο ύ τ ο ύ σταυρωθέντος, ά π ά γ γειλο ν ήμίν τ ίς ή θύρα το ύ Ίη σ ο ύ> .
13 »καί άπ εκρίνατο φωνή μεγάλη <τί
με έπ ερω τάτε περί τ ο ύ υίού τ ο ύ άνθρώ­
που, κ α ι αύτός κ ά θ η τα ι έν τ φ ούρανφ έκ
δεξιών τή ς μεγάλης δννάμεως, καί μέλλει
έρχεσθαι έπί τώ ν νεφελών το ύ ούρανού>;
14 »καΙ πολλώ ν πληροφορηθέντω ν καί
δοξαζόντω ν έπί τ ή μα ρτυρία τ ο ύ Ια κ ώ β ο υ
καί λεγό ντω ν <ώσαννα τ φ υ ΐφ Δ αυίδ >,
τ ό τ ε π ά λ ιν οί α ύ το ί γρα μμα τείς κα ί Φ α­
ρισ α ίο ι πρός άλλήλους έλεγον «κακώς
έποιήσαμεν το ια ύ τ η ν μα ρτυρίαν π α ρα-

C f. L e 20,21,
Traduzco «gentiles*, pero no es posible determinar si verdaderamente se trata de
de judíos de la diáspora; cf. Jn 12,20.
C f. supra § 8.
C f. M t 26,64; M e 14,62; A c t 7,56.
C f. M t 21,9.

d o n a r un testim onio así a Jesús, pero subamos y arrojémosle abajo,
para que cobren miedo y no le crean'.
15 »Y se pusieron a g rita r diciendo: *¡Oh, oh, tam bién el Justo
se ha extraviado!* Y así cum plieron la E scritura que se halla en Isaías:
Quitemos de en medio al justo, que nos es incómodo. Entonces comerán
el fru to de sus obras 199.
16 »Subieron, pues, y arrojaron abajo al Justo 20°. Y se decían
unos a otros: '¡Lapidem os a Santiago el Justo!' Y comenzaron a ape­
drearlo, porque al caer arrojado no había m uerto. M as él, v o lvié n ­
dose, se a rrodilló y d ijo : 'Y o te lo pido, Señor, D ios Padre: perdó­
nalos, porque no saben lo que hacen' 201.
17 «Y cuando estaban así lapidándole, un sacerdote, uno de los
hijos de Récab, h ijo de los Recabín, de los que el profeta Jeremías
había dado testim onio 202, gritaba diciendo:
'¡Parad!, ¿qué estáis haciendo? ¡El Justo ruega por vosotros!' 203
18 »Y uno de ellos, batanero, agarró el mazo con que batía los
paños y dio con él en la cabeza del Justo, y así es cómo éste sufrió
m a rtirio . L o enterraron en el lugar aquel, ju n to al tem plo, y todavía
se conserva su estela al lado del tem plo. Santiago era ya u n testigo
veraz para judíos y para griegos de que Jesús es el C risto. Y en
seguida Vespasiano los sitió» 204.
σχόντες τ φ Ιη σ ο ύ * ά λλά άναβάντες κ α τα βάλωμεν αύτόν, Τνα φοβηθέντες μή π ισ τεύσω σ ιν*.
15

»καΙ έκραξαν λέγοντες <ώ ώ, κα ί

ό δίκαιος έπλανήθη*, κ α ί έπλήρωσαν τ ή ν
γρα φ ήν τ ή ν έν τ φ Ή σ α ΐφ γεγραμμένην
<άρωμεν τό ν δίκαιον, ό τ ι δύσχρηστος ή μ ίν
έστιν* το ίν υ ν τ ά γ εν ή μ α τα τώ ν έργω ν
α ύ τώ ν φ ά γ ο ν τα ι >.
16 »άναβάντες ούν κατέβα λον τό ν δί­
καιον. κα ί Ιλεγο ν ά λλήλοις <λιθάσωμεν
Ιά κ ω β ο ν τό ν δίκαιον* , καί ή ρ ξα ντο λιθά ζειν αύτόν, έττεί καταβληθείς ούκ άπέθανεν* ά λλ ά στραφείς έθηκε τ ά γ ό ν α τα λέγω ν
<π αρακαλώ , κύριε θεέ π ά τερ , άφες αύτοϊς*
ού γ ά ρ οΐδασ ιν τ ί ποιούσιν».

17 »ούτως δέ κα ταλιθοβ ολούντω ν αύ­
τό ν, είς τώ ν Ιερέων τώ ν υίώ ν “Ρηχάβ υΙού
'Ραχαβείμ, τώ ν μαρτυρουμένων ύπό Ίερ εμίου το υ προφήτου, έκραζεν λέγω ν <παύσασθε* τ ί π ο ιείτε; εύ χ ετα ι ύπέρ ύμώ ν ό
δίκαιος*.
18 »καΙ λαβώ ν τ ις άπ* αύτώ ν, είς τώ ν
γναφέω ν, τ ό ξύλον, έν φ άπ οπ ιέζει τ ά
1μ ά τια , ήνεγκεν κ α τά τή ς κεφαλής το ύ
δικαίου, κ α ί ούτω ς έμαρτύρησεν. κ α ί έθα­
ψαν αύτό ν έπ ί τ φ τό π ω π α ρά τ φ να φ ,
καί έ τ ι α ύ το ύ ή σ τή λ η μένει π α ρά τ φ ν α φ .
μάρτυς ούτος άληθής Ίο υ δ α ίο ις τ ε κ α ί
Έ λ λ η σ ιν γ ε γ έ ν η τα ι ό τ ι Ιη σ ο ύ ς ό Χ ριστός
έστιν. κ α ί ευθύς Ούεσπασιανός π ολιορκεί
αύτούς».

199 Is 3 .1 0 (L X X var.); San Justino (D ial. 1 3 6 -1 3 7 ) da el mismo sentido a άρωμεν, pero
en D ial. 17 u tiliza la variante del textus receptus δήσωμεν.
200 C f. A . B o e h l i n g , Zum M artyrium des Jakobus: N ovum Testamentum 5 (1 9 6 2 )
2 0 7 - 2 13 : Sobre e l lugar del m artirio de Santiago, véase H . V i n c e n t - F . M . A b e l , Jerusalem
t.2 (Paris 1 92 6) p .8 4 1 -8 4 5 ; sobre la fecha y demás circunstancias, G. S c h o f ie ld , In the
Year 62: the murder o f the brother o f the Lord and its consequences (Londres 196 2).
201 C f. L e 23,34; A c t 7,59-6o.
202 C f. Jer 3 5 ,2 -1 9 (L X X : 4 2 ,2 -1 9 ). San Epifanio (Ifae r. 7 8 ,1 4 ), al citar este pasaje,
pone las palabras de Recab en boca de Simeón, prim o de Santiago.
203 Según Schwartz, los párrafos 1 6 -1 7 son una antigua interpolación a base de Josefo,
A I 2 0 (9 ,1 ) 2 00 ; sin embargo, no debe olvidarse que Hegesipo conocía las tradiciones judías
(cf. infra IV 2 2 ,8 ).
204 En realidad Vespasiano comenzó la guerra contra los judíos el año 6 7, pero quien

19 Esto es lo que Hegesipo refiere prolijam ente, concordando
al menos con Clemente 205. E ra Santiago un hom bre tan admirable
y tanto se había extendido entre todos los demás la fama de su
re ctitu d , que incluso los ju dío s sensatos pensaban que ésta era la
causa del asedio de Jerusalén, comenzado inmediatamente después
de su m a rtirio , y que p or n in g ún o tro m o tivo les había sobrevenido
más que p o r causa del crim en sacrilego cometido contra él.
20 A la verdad, p o r lo menos Josefo no vaciló en atestiguar
tam bién esto po r escrito con estas palabras:
«Esto sucedió a los judíos en venganza de Santiago el Justo, h e r­
mano de Jesús, el llamado C risto, porque precisamente los judíos le
habían dado m uerte aunque era un hom bre justísimo» 206.
21 E l mismo autor describe tam bién la m uerte de Santiago en
el lib ro X X de sus Antigüedades con estas palabras:
«Enterado el César de la muerte de Festo, envió a A lb in o como
gobernador de Judea. Pero Ananos el Joven, del que ya d ijim o s que
había recibido el sumo sacerdocio, tenía un carácter singularmente
resuelto y atrevido y formaba parte de la secta de los saduceos,
quienes en los ju icio s son precisamente los más crueles, entre los
judíos, como ya hemos demostrado 207.
19 τ α υ τ α δ ιά π λάτους, σ ννφ δ ά γ έ
( τ ο ι) τ φ Κ λή μεντι κ α ί ό Ή γ ή σ ιπ π ο ς .
ο ύ τω δέ άρα θαυμάσιός τ ις ήν κ α ί π α ρά
τοΤς άλλοις άπ ασιν έπ ι δικαιοσύνη βεβ ό η το ό Ιά κ ω β ο ς, ώς κ α ί τούς Ιο υ δ α ίω ν
Ιμφρονας δοξάζειν τ ο ύ τ η ν είνα ι τ ή ν α Ιτ ία ν
τή ς π α ραχρή μα μετά τ ό μαρτύριον α ύ το υ
πολιορκίας τή ς Ιερ ο υσ αλή μ, ήν 6Γ ούδέν
έτερον α ύτο ϊς συμβήναι ή δ ιά τ ό κατ* αύ­
τ ο ύ τολμηθέν άγος.
2 0 άμέλει γ έ τ ο ι ό Ίώ σ η π ο ς ούκ άπ ώ κνησεν κ α ί τοΟτ* έγγράφω ς έτπμαρτύρασθαι δΓ ών φησιν λέξεων
« τα υ τα δέ συμβέβηκεν Ίο υ δ α ίο ις κατ* έκδίκησιν Ια κ ώ β ο υ τοΟ δικαίου, δς ή ν άδελ-

φός Ίη σ ο ν τ ο ύ λεγομένου Χ ρ ίσ το υ, έπειδήπερ δ ικ α ιό τα το ν α ύ τό ν ό ν τα οί Ι ο υ ­
δ αίοι άπέκτειναν».
21 ό δ* αύτός κ α ί τ ό ν θάνατον αύτοΟ
έν είκ ο σ τφ τή ς Α ρ χ α ιο λ ο γ ία ς δ ηλοΐ διά
το ύ τω ν
«πέμπει δέ Καΐσαρ Ά λ β ΐν ο ν είς τή ν
Ιο υ δ α ίο ν έπαρχον, Φ ή σ το υ τ ή ν τελ ευ τή ν
πυθόμενος. ό δέ νεώτερος "Ανανος, δν τή ν
άρχιερωσύνην εϊπαμεν παρειληφέναι, Θρα­
σύς ή ν τ ό ν τρ ό π ο ν κ α ί το λ μ η τή ς διαφερόντως, αίρεσιν δέ μετηει τ ή ν Σαδδουκαίω ν, οίπερ είσ ΐ περί τά ς κρίσεις ώ μοί
π α ρά π ά ντα ς τούς Ιο υδ αίο υς, καθώς ήδη
δεδηλώκαμεν.

puso cerco a Jerusalén fue su h ijo T ito , el año 70; cf. S c h u e r e r , i p . 6 1 0 -6 3 4 . T an to si π ο λ ιο ρ κ ε ί
αυτούς se refiere a lo prim ero (infra V I I I 10,12 y X 8,8 ese verbo significa también
atacar, agredir, hacer la guerra), como si se refiere a lo segundo (T ito sitiaba en nombre de
Vespasiafio), en ambos casos tenemos una fecha de la muerte de Santiago que contradice
a la de Josefo (año 62), seguida por Eusebio (supra § 2). Sin embargo, según el párrafo 19,
Eusebio parece entender, efectivamente, «el asedio de Jerusalén* como castigo inm ediato,
p o r lo que la fecha del m artirio se concreta en la pascua (cf. §11) del año 69 (cf. infra I I I 11,1).
203 Es decir, Clemente de Alejandría, que probablemente sigue a Hegesipo ( c f . supra
1.4-5); c f . S c h u e r e r , i p.582 nota 46.
206 La cita falta en los mss. de Flavio Josefo. Eusebio, que, contra su costumbre (cf. in­
fr a § 21), no indica obra n i lib ro , podría haberla recogido de Orígenes, quien, lo mismo que
Hegesipo, relaciona la muerte de Santiago también con el cerco de Jerusalén y dice tom arlo
de las Antigüedades de Josefo; cf. O r í g e n e s , Comm. in M ath. 10,17 (sobre M t 13,55); C. Celsum 1,47; 2,13. Tam bién es probable que ambos dependan de una fuente común, por ejem­
plo, de un florilegio, pues seria raro que Eusebio osara poner en estilo directo lo que en
Orígenes aparece en estilo indirecto. De todos modos, Schuerer (1 p.581 nota4 5) considera
este pasaje como interpolación cristiana conservada en el textus receptus. N o obstante, no se
puede rechazar de plano toda alusión a Santiago por parte de Josefo.
207 J o s e fo , B I 2 (8 ,1 4 ) 166; c f. supra n o ta 179.

22 »Ananos, pues, al ser así, considerando oportuna la ocasión,
por haber m uerto Festo y hallarse A lb in o todavía en camino, convo­
ca la asamblea de jueces y, haciendo conducir ante ella ai hermano
de Jesús, el llamado C risto— él se llamaba Santiago— y a algunos
más para acusarlos de violar la ley, los entregó para que fueran
lapidados.
23 »Mas todos los ciudadanos con fama de ser los más sensatos
y más exactos observantes de la ley llevaron m uy a mal esta senten­
cia y enviaron una legación secreta al rey 208 para exhortarle a es­
c rib ir a Ananos que no pusiera p o r obra ta l cosa, porque ya desde
el comienzo no había actuado con rectitud. A lgunos de ellos incluso
salieron al encuentro de A lb in o , que viajaba desde A lejandría, para
in fo rm arle de que, sin su parecer, no le estaba p e rm itid o a Ananos
convocar la asamblea.
24 ^Persuadido A lb in o p or lo que le dijeron, escribió airado a
Ananos, amenazándole con que se le pediría cuenta. Y el rey A g rip a
lo destituyó por este m o tivo del sumo sacerdocio, que ejercía desde
hacía tres meses, e institu yó a Jesús, el h ijo de Dameo» 209.
T a l es la historia de Santiago, del que se dice que es la prim era
carta de las llamadas católicas.
25 M as ha de saberse que no se considera auténtica. D e los
antiguos no son muchos los que hacen de ella mención, como ta m ­
poco de la llamada de Judas, que es tam bién una de tas siete llam a­
das católicas. Sin embargo, sabemos que tam bién éstas, ju n to con las
restantes, se u tiliza n públicam ente en la mayoría de las iglesias 21°.
22 »άτε δή ούν το ιο ύ το ς ών ό "Ανάνος,
νομίσας Ιχ ειν καιρόν έπ ιτή δ ειο ν δ ιά τ ό
τεθνάναι μέν Φ ή σ τ ο ν . ’Α λβ ΐνο ν δ* έ τ ι κ α τά
τ ή ν όδόν ύπάρχειν, καθίζει συνέδριον κρι­
τώ ν , κ α ί π α ρ α γ α γ ώ ν είς α υ τό τό ν άδελφόν Ίη σ ο υ , τοΟ Χ ρ ίσ το ν λεγομένου, Ιά κ ω ­
βος δνομα α ύ τ φ , κ α ί τινα ς έτέρους, ώς
παρανομησάντω ν κ α τη γ ο ρ ία ν ποιησάμενος, παρέδωκεν λενσθησομένους.
2 3 »όσοι δέ έδόκουν έπ ιεικ έσ τα το ι τώ ν
κ α τά τ ή ν π ό λιν είναι κ α ί τ ά περί ✓τους
νόμους άκριβείς, βαρέως ήνεγκαν έπί το ύ τ φ , κ α ί πέμπουσι πρός τό ν β ασιλέα κρύφα, παρακαλούντες α ύτό ν έτπ σ τεΐλαι τ φ
'Α ν ά ν φ μη κ έτι τ ο ια ύ τ α π ρ ά σ σ ειν μηδέ
γ ά ρ τ ό π ρ ώ τον όρθώς α ύ τό ν πεπ οιηκένα ι.
τινές δ' α ύ τώ ν κ α ί τό ν ’ ΑλβΙνον
ύ π α ν τιά ζο ν σ ιν άπ ό τή ς ’ Αλεξανδρείας
όδοιπ ορουντα, κ α ί διδάσκονσιν ώς ούκ

έξόν ή ν ’ Α νά νφ χω ρίς αύ το ύ γνώ μης καθίσ αι σννέδριον.
2 4 »*Αλβΐνος δέ πεισθείς το ΐς λεγομένοις,. γράφ ει μετ’ όργής τ φ ’ Α νά νφ , λ ή ψεσθαι παρ* α ύ το ύ δίκας άπ ειλώ ν, κα ί ό
βασιλεύς ’ Α γρ ίπ π α ς δ ιά τ ο ύ το τ ή ν άρχιερω σύνην άφελόμενος α ύ τό ν ά ρ ξα ν τα
μήνας τρεΤς, Ίη σ ο ύ ν τό ν τ ο ύ Δ αμμ αίον
κατέστησεν».
τ ο ια ύ τ α καί τ ά κ α τά Ιά κ ω β ο ν , ού ή
π ρ ώ τη τώ ν όνομαζομένων καθολικώ ν έπ ισ το λώ ν είναι λ έγ ετα ι·
25 Ιστέον δέ ώς νοθεύεται μέν, ού
π ο λλο ί γο υν τώ ν π α λα ιώ ν αυτής έμνημόνευσαν, ώς ούδέ τή ς λεγομένης Ίο υ δ α , μιας
κα ί α ύτή ς ούσης τώ ν έ π τά λεγομένω ν
καθολικών* όμως δ’ Ισμεν κα ί τα ύ τα ς μετά
τ ώ ν λο ιπ ώ ν έν π λείσ τα ις δεδημοσιευμένας
έκκλησίαις.

20* A l rey A g rip a I I (50-100).
209 J o s e f o , A l 20 (9,1) 197.199-203; según el texto flaviano, pues, ocurría el año 62
(cf. S c h u e r e r i p.581-582; 2 p.220), como el mismo Eusebio indicaba ya supra párrafo 2,
según vimos, en franca oposición a la tradición de Hegesipo, a la que sigue en el párrafo 19.
210 C f . infra I I I 25,3; J. C h a î n e , L ’Épître de Saint Jacques (Paris 1927) y Les Epîtres
catholiques (Paris 1939) p.261-289, donde trata de la de San Judas.

24
[D e

cómo

A

n ia n o
de

A

fue

nombrado

l e j a n d r ía

p r im e r

después

de

o b is p o

M

de

la

ig l e s ia

arcos]

C orriendo el año octavo del im perio de N erón, el prim ero que
después de M arcos el Evangelista recibió en sucesión el gobierno
de la iglesia de A lejandría fue A n ia n o 21L

25
[D e
y

la

P e d ro

p e r s e c u c ió n
sf

en

a d o rn a ro n

tie m p o s

de

con

m a r t ir io

e l
R

oma

N e ró n ,

en

por

la
la

c u a l P a b lo
r e lig ió n

en

]

1 A firm a d o N eró n en el poder, vino a dar en prácticas impías
y tom ó las armas contra la re ligión misma del D ios del universo.
D e scrib ir de qué maldad este hom bre fue capaz, no es tarea de la
presente obra,
2 ya que, siendo muchos los que han transm itido en exactí­
simos relatos sus fechorías, podrá quien tenga afición aprender de
ellos la grosera demencia de este hom bre extraño, que, llevado p or
ella y sin la menor reflexión, pro d u jo la m uerte de innumerables

ΚΔ'
Νέρωνος δε όγδοον ά γο ντο ς τή ς β α σ ι­
λείας έτος, πρώ τος μ ετά Μ άρκον τό ν ευ α γ­
γ ελ ισ τή ν τή ς έν ’Αλεξανδρεία π α ροικίας
*Αννιανός τ ή ν λ ε ιτο υ ρ γ ία ν δ ια δ έχετα ι.

ΚΕ'
1

Κ ραταιουμένης δ*, ήδη τ φ Ν έρω νι
τή ς άρχής, είς άνοσίους όκείλας έ π ιτ η -

δεύσεις, κ ατ* αύτή ς ώ π λίζετο τή ς είς τό ν
τώ ν όλω ν θεόν εύσεβείας. γρά φ ειν μέν
ούν οίός τ ις ούτος γ ε γ έ ν η τ α ι τ ή ν μοχθηρίαν, ού τή ς παρούσης γ έν ο ιτ* άν σχολής·
2 π ο λλώ ν γ ε μήν τ ά κατ* α υ τό ν άκριβ εσ τά τα ις π αραδεδω κότω ν διηγή σ εσ ιν,
π ά ρεσ τιν δ τω φίλον, Ιξ α ύ τώ ν τ ή ν σκαιότ η τ α τή ς τάνδρός έκτόπ ου καταθεω ρήσ α ι μανίας, καθ* ή ν ού μ ετά λ ο γ ισ μ ο ύ
μυρίων όσων άπω λείας διεξελθών,

έπί

211 N o sabemos más de él. L a fecha que da aquí Eusebio corresponde al año 61-62. Si
Aniano sucede a Marcos por m uerte de éste, dicha fecha, anterior a la muerte de los após­
toles Pedro y Pablo, contradice a la que se desprende de infra V 8,3 ( = S. I r e n e o , Adv.haer.
5.30.1). posterior a «la partida de ambos» (cf. también P a p ía s , infra I I I 3 9 .1 5 )· L a Crónica
sitúa el comienzo de Aniano el año 62. Creo que debemos atenernos a esta fecha; cf. F. Per i c o l i - R i d o l f i n i , Le origine della Chiesa di Alessandria d’Egitto e la cronología dei vescovi
alessandrini dei secoli I e I I : R endiconti délia Classe D i Scienze M o ra li, Storiche e F ilog iche d e ll'Academia dei L incei 17 (1962) 308-348. Es de notar que el traductor de la Crónica
dice: «ordinatur episcopus» ( H e l m , p.183), mientras que en el pasaje de H E que nos ocupa,
lo mismo que infra I I I 14; 21; IV 4; 5,5; 11,6; 19; V 22 (aunque no en V 9.' V I 26 y 35). Eu­
sebio parece querer evitar las palabras επίσκοπος, έπισκοττή, έπισκοπεϊν, limitándose a con­
signar la sucesión. Sobre el sentido de las diferentes expresiones de la sucesión, cf. E. F e r g u s s o n , Eusebius and Ordination : Th e Journal o f Ecclesiastical H istory 13 (1962) 139-144.

gentes y tanto extremó su afán hom icida que no se retuvo n i si­
quiera ante los más allegados y queridos, sino que a su madre, lo
m ism o que a sus hermanos, a su esposa, y con ellos a muchísimos
otros familiares, los hizo perecer con variados géneros de muerte,
como si fueran adversarios y enemigos 212.
3 Pero es de saber que a todo lo dicho faltaba añadir sobre él
que fue el p rim e r emperador que se m ostró enemigo de la piedad
para con D ios.
4 D e é l hace m ención tam bién el la tin o T e rtu lia n o cuando
dice:
«Leed vuestras memorias. E n ellas encontraréis que N erón fue
el prim ero en perseguir a esta doctrina, sobre todo cuando, después
de someter todo el O riente 213, en Roma era cruel para con todos.
Nosotros nos gloriam os de tener a un ta l p or autor de nuestro cas­
tigo, porque quien lo conozca podrá com prender que N erón no
podía condenar nada que no fuera u n gran bien».
5 A sí, pues, éste, proclamado p rim e r enemigo de D ios entre
los que más lo fueron 214, llevó su exaltación hasta hacer degollar
το σ α ύ τη ν ή λ α σ ι μιαιφ ονίαν, ώς μηδέ τ ώ ν
ο ίκ ειο τά τω ν τ ε κ α ί φ ιλ τά τ ω ν έπ ισχεΐν,
μητέρα δέ όμοίως κ α ί Αδελφούς κ α ί γ υ ­
ν α ίκ α σύν κα\ άλλοις μυρίοις τ ω γένει
π ρ οσήκονσιν τρό π ο ν έχθρών κ α ί πολε­
μίω ν π ο ικ ίλα ις θανάτω ν Ιδέαις δ ια χρ ή σασθαι.
3 Ινέδει δ* άρα το ΐς π α σ ι κ α ί τ ο υ τ ’ έπ ιγ ρ α φ ή ν α ι α ύ τ φ , ώς άν π ρώ τος αύτο κρατό ρ ω ν τή ς είς τ ό θείον εύσεβείας πολέμιος
άναδειχθείη.

4 τ ο ύ το υ π ά λ ιν ό *Ρωμαίος Τ ερ τυ λλιανός ώδέ πως λ έγω ν μνημονεύει

«έντύχετε το ίς ύπ ομνήμασιν ύμώ ν. έκεΐ
εύρήσετε π ρ ώ το ν Νέρωνα τ ο ύ τ ο τ ό δ ό γ ­
μα, ή ν ίκ α μ ά λ ισ τα έν “Ρώμη, τ ή ν Ανατο­
λή ν π ασαν ύ π ο τάξας, ώμός ήν ε!ς π ά ντας, δ ιώ ξα ν τα . τ ο ιο ύ τ φ τή ς κολάσεως
ήμώ ν ά ρ χ η γ φ καυχώ μεθα. ό γ ά ρ είδώς
έκεϊνον νο ήσ α ι δ ύ να τα ι ώς ούκ άν, εί μή
μέγα τ ι άγαθόν ήν, ύπό Νέρωνος κ α τα κριθήναι».
5

τ α ύ τ η γο ύ ν ούτος, Θεομάχος έν το ίς

μ ά λ ισ τα π ρώ τος άνακηρυχθείς, έπ ί τά ς
κ α τ ά τ ώ ν άπ οσ τό λω ν έπήρθη σφαγάς.
Παύλος δή ούν έπ* α ύτή ς *Ρώμης τ ή ν

212 Su madre, A gripina, fue víctim a el 59 ( T á c i t o , A rm a i 14,3-8); su mujer, Octavia,
el 62 (ibid., 14.51-56); el hermano de ésta y medio-hermano suyo, Británico, lo había sido
el 55 (ibid ., Ι 3 . ΐ 7 » ι) ί su maestro, Séneca, el 65 (ibid., 15.48-63); cf. E u s e b io , Chronic, ad
annum 58-67: H e lm , p.182-184. Sobre el papel de la amante y luego esposa Popea Sabina en
estas muertes y en la persecución contra los cristianos del año 64, véase H . G r é g o i r e , Les
persécutions dans Vempire romain (Bruselas 1 95 1) nota 20 p. 104-105; J. Ch. P ic h ó n , Né­
ron et le mystère des origines chrétiennes: Les ombres de l'histo ire (Paris 1971); G. R oux,
Néron: Les grandes études historiques (Paris 1962); Ph. Vandenberg, Néron: empereur et
dieu, artiste et bouffon (Paris 1982).
213 Este «Oriente* de la traducción griega ha salido de la frase original «cum maxime
Romae orientem», participio referido al cristianismo. E l texto original queda, pues, malparado,
pero quizá no la verdad histórica, ya que, de hecho, la victoria sobre los partos, que perm itió
el sometimiento del O riente, puede fecharse el 64, en cuyo verano tuvo lugar el incendio
de Roma, pretexto para la persecución neroniana.
214 Sobre el testimonio de Tertuliano, cf. H . G r é g o ir e , Les persécutions dans iempire
romain (Bruselas 1951) p. 116-117. Esta prim era persecución contra los cristianos ocurría
en otoño del 64; N erón cargó sobre ellos la responsabilidad del incendio que entre el 19 y
el 24 de ju lio anteriores había reducido a cenizas diez de las catorce regiones urbanas de
Roma, según T á c it o , Annal. 15,44; cf. E. G r if f e , L a persécution contre les chrétiens de Rome
de l'an 64: B L E 65 (1964) 3-16. U n documentado trabajo sobre el pasaje de Tácito: H . F u c h s ,
Tacitus über die Christen: V igC h 4 (1950) 65-93; cf. J. B e a u j e u , L'incendie de Rome en 64 et
les chrétiens: Collect. Latom us 49 (Bruselas-Berchem i960). Sobre el precedente jurídico
de esta persecución, que condiciona a las que vendrán luego, la literatura es inmensa, d iv i-

a los apóstoles. Efectivamente, se dice que, bajo su im perio, Pablo
fue decapitado en la misma Roma, y que Pedro fue crucificado 215.
Y de esta referencia da fe el títu lo de Pedro y Pablo que ha p re­
dom inado para los cementerios de aquel lugar hasta el presente 216.
6 Y no menos lo confirm a un varón eclesiástico llamado Ca­
yo 217, que v iv ió cuando Zeferino era obispo de Roma. D isputando
p o r escrito con Proclo, dirigente de la secta catafriga 218, dice acerca
de los mismos lugares en que están depositados los despojos sa­
grados de los apóstoles mencionados lo que sigue:
7 «Yo, en cambio, puedo mostrarte los trofeos de los apósto­
les 219, porque, si quieres ir al Vaticano 220 o al camino de Ostia,
encontrarás los trofeos de los que fundaron esta iglesia».
κεφαλήν άπ οτμη θ ή να ι κ α ί Πέτρος ω σαύ­
τω ς άνασκολοπισθήναι κατ* α ύ τό ν Ισ το ­
ρο ύνται, κ α ί π ισ τ ο ύ τ α ί γ ε τ ή ν Ισ το ρ ία ν
ή Π έτρου κ α ί Π αύλου είς δεύρο κρ α τή σ α σ α
έπ ί τώ ν α ύ τό θ ι κ ο ιμ η τη ρ ίω ν πρόσρησις,
6 ούδέν δέ ή τ τ ο ν κ α ί έκκλησ ιασ τικός
άνήρ, ΓάΤος δνομα, κ α τ ά Ζεφυρϊνον “Ρω­
μα ίω ν γεγονώ ς έπ ίσ κο π ο ν δς δή Π ρόκλω
τή ς κ α τ ά Φρύγας π ρ οϊσ τα μένω γνώ μη ς

έγγράφ ω ς διαλεχθείς, α ύ τά δή τ α ύ τ α περί
τ ώ ν τό π ω ν, ένθα τώ ν είρημένων ά π οσ τό ­
λω ν τ ά Ιερά σ κη νώ μα τα κ α τα τέθ ειτα ι,
φησίν
7 «έγώ δέ τ ά τρ ό π α ια τώ ν άπ οσ τόλω ν
έχω δ εϊξα ι. έάν γ ά ρ θελήσης άπελθεΐν έπ ί
τό ν Βασικανόν ή έπ ί τ ή ν δδόν τ ή ν *Ω στία ν,
εύρήσεις τ ά τ ρ ό π α ια τώ ν τ ο ύ τ η ν Ιδρυσαμένων τ ή ν έκκλησίαν».

dida entre los que suponen un decreto o un rescripto im perial de N erón y los que lo niegan,
aportando diversas explicaciones del precedente indiscutible sentado por ta l persecución.
Véase a títu lo de ejemplo E. G r i f f e , Les persécutions contre les chrétiens aux I e et I I e siècles
(Paris 1967), especialmente p.34-56.
215 C f. H . G r é g o i r e , o.e., p.23 y 102-104; A . R i m o l d i , L ’episcopato ed il m artirio romano
di S. Pietro nelle fo n ti letterarie dei prim i tre secoli: L a Scuola Cattolica 95 (1967) 495-521;
M . N a r d e l l i , Pietro e Paolo apostoli a Roma (Brescia 1967); E. D i n k l e r , Die Petrus-RomFrage. E in Forschungsbericht : Theologische Rundschau 25 (1959) 189-230; K . A l a n d , Eine
abschliessende Bemerkung zur Frage «Petrus inRom* : Historische Zeitsch rift 191.(1960) 585-587.
E. L a n n e , L ’Eglise de Rome «a gloriosissimis duobus apostolis Petro et Paulo Romae fundatae
et constitutae ecclesiah (Adv. haer. I I I 3,1): Irenikon 49 (1976) 175-321.
216 C f. E. Josr, Les κ ο ιμ η τή ρ ια d’Eusèbe de Césaree et les tombes apostoliques: Comptes
rendues de l ’Académie des Inscriptions et Belles Lettres (Paris 1954) P -3 5 Q ; S. G a r o f a l o ,
La tradizione petriana nel primo secolo: Studi Romani 15 (1967) 135-148.
217 Escritor de finales del siglo 11 y comienzos del n i, escribió un Didlogb contra Proclo,
en el que, a las pretensiones de éste, que se basaba en la autoridad de las hijas de Felipe el
evangelista (¿diácono?; cf. infra I I I 31,4), opone él la incomparable autoridad de los após­
toles Pedro y Pablo: «Yo, en cambio...» (in fra § 6). A parte del fragmento citado aquí en
el párrafo 7, sólo conservamos los citados infra I I I 28,1; 31,4; V I 20,3. Eusebio (infra V I
20,3) califica a Cayo de λ ο γ ιώ τα το ς , sapientísimo, mientras que aquí le llama έκκλη σ ια σ τικός, varón eclesiástico, en el sentido de ortodoxo, por oposición a hereje. Escribió en griego, a
pesar de la opinión de F. T a illie z (Notes conjointes sur un passage fameux d'Eusèbe 11. Γΰίος'
ou Caius? Le premier «Père» de la Patrologie latine?: O rientalia C hristiana Periodica 9 Γ1943]
436 - 449 ).
218 Efectivamente, Proclo era un dirigente del montañismo. Antes de Eusebio no Ιο
mientan más que H ip ó lito , T ertuliano y, naturalmente, Cayo. E llo hace pensar que se trata
de un occidental; cf. H i p ó l i t o , Syntagma ( P s . - T e r t u l i a n o , Adv. omn. haer. 7,2); T e r t u ­
l i a n o , A dv. Val. 5: «Proculus noster...»— En la traducción mantengo la transcripción Catafriga/s en vez de interpretar Montanistais, por fidelidad a la tradición de los Padres espa­
ñoles, de quienes se puede derivar legítimamente el neologismo catafriga-catafrigas (cf. S a n
P a c i a n o d e B a r c e l o n a , Epist. 1,1,3; 1.3.2; 2,3,4; 3.1.4; 3.4.5: ed. L . R u b i o F e r n á n d e z ,
Barcelona 1958).
219 Para Eusebio, esta expresión de Cayo: τ ά τρ ό π α ια τ ω ν άπ οσ τό λω ν equivale a
( τ ά τ ό π α ) ένθα τω ν ... άπ οσ τόλω ν τ ά Ιερά σ κη νώ μα τα κ α τα τέ θ ε ιτα ι (§ 6), esto es,
los sepulcros con los despojos o reliquias de los apóstoles dentro. Efectivamente, el sentido
que τ ά τρ ό π α ια tiene en Cayo, debido al influjo del ambiente romano, más que de lugar:
sepulcro o monumento externos, es de d e s p o jo s mortales, reliquias de los mártires. La idea
d e victoria c o n t e n i d a en τρ ό π α ιο ν pasa m uy pronto en el lenguaje cristiano a expresar la
victoria del m ártir: San Cipriano llama «trophaea» a los confesores que aún viven. Es norm al
el p a s o a d e s ig n a r los c u e r p o s o reliquias de los mártires; cf. J. C a r c o p i n o , Études d’histoire

8 Que los dos sufrieron m a rtirio en la misma ocasión lo afirm a
D ionisio, obispo de C o rin to, en su correspondencia escrita con los
romanos, en los térm inos siguientes:
«En esto tam bién vosotros, p or m edio de semejante amonesta­
ción, habéis fu nd id o las plantaciones de Pedro y de Pablo, la de los
romanos y la de los corintios, porque después de plantar ambos en
nuestra C orinto, ambos nos instruyeron, y después de enseñar ta m ­
bién en Ita lia en el mism o lugar, los dos sufrieron el m a rtirio en la
misma ocasión» 221.
Sirva tam bién esto para mayor confirm ación de los hechos na­
rrados.
8 ώς δέ κ α τά τό ν α ύ τό ν άμφω καιρόν
έμαρτύρησαν, Κορινθίων έπίσκοπος Δ ιο ­
νύσιος έγγράφ ω ς 'Ρ ω μαίοις όμιλώ ν, ώδε
π α ρ ίσ τη σ ιν
« τ ο ύ τ α κ α ί ύμείς δ ιά τή ς το σ α ύτη ς
νουθεσίας τ ή ν άπ ό Π έτρου κ α ί Π αύλου
φ υτείαν γενηθεϊσαν “Ρωμαίω ν τ ε κα ί Κο-

ρινθίων συνεκεράσατε. κ α ί γ ά ρ άμφω κ α ί
είς τ ή ν ήμετέραν Κόρινθον φντεύσαντες
ήμάς όμοίως έδίδαξαν, όμοίως δέ κ α ί είς
τ ή ν Ιτ α λ ία ν όμόσε διδάξαντες έμαρτύρη­
σαν κ α τ ά τό ν α ύ τό ν καιρόν».
κα ί τ ο ύ τ α δέ, ώς άν έ τ ι μάλλον π ισ τ ω Θείη τ ά τή ς Ιστορίας.

chrétienne (Paris 1953) p.95-220 y los apéndices I-V I; C h . M o h r m a n n , A propos de deux
mots controversés de la latinité chrétienne, tropaeum nomen : V igC h 8 (1954) 154-173; J· B e r ­
n a r d s Le mot τρ ό π α ιο ν appliqué aux martyrs: V igC h 8 (1954) 174-175; J· R u y s s c h a e r t ,
Les documents littéraires de la double tradition romaine des tombes apostoliques: R H E 52 (i957)
791-831; E. DlNKLER, Petrus und Paulus im Rom. Die literarische und archäologische Frage
nach den «tropaia ton apostólon»: Gym nasium 87 (1980) 1-37; A . G. M a r t i m o r t , A propos
des reliques de S. Pierre: B u lletin de Littérature ecclésiastique 87 (1986) 93-112.
220 Los Mss, excepto R que da β α τικα νό ν, todos escriben βασικανόν. Schwartz lo
atribuye a equivocación anterior a Eusebio. Siempre se ha entendido «Vaticano»; R ufino
traduce: «Si enim procedas via regali quae ad Vaticanum ducit...» En griego faltan las pa­
labras correspondientes a «via regali quae». Es lo que hizo pensar a F. T a illiez, en el articulo
citado supra nota 217, que Βασικανόν ocultaba una omisión del texto, debida a haberse
saltado el copista una línea intermedia entre una que terminaba en β α σ ι- y otra que co­
menzaba en - κανόν; la línea om itida sonaría así: άπελθεϊν έπί τ ( ή ) ν βασι λικ ή ν όδόν τ ή ν
είς ( τ ό ν ) β α τ ι κανόν, ή ... Rufino, pues, habría traducido literalmente «via regali», en
mal latín, de la mala traducción griega-β α σ ιλ ικ ή ν όδόν—del original latino «via publica»,
salido de la plum a de Cayo, convertido así en el prim er escritor cristiano latino (p.446-447).
L a hipótesis, a pesar de lo ingeniosa, no ha convencido.— Sobre el culto de Pedro y Pablo
en Roma, véase P. V a l l i n , Le culte des apôtres Pierre et Paul *ad Catacumbas* : B L E 65
(1964) 258-279. Respecto a los trabaje» de excavación en el Vaticano relacionados con la
tum ba de Pedro, véase la bibliografía recogida por J. Ruysschaert (Nouvelles recherches
concernant la tombe de Pierre au Vatican (1957-1965): R H E 60 [1965] 822-832), J. Carcopino
(Fouilles de Saint Pierre Supplement au Diction, de la Bible t.7 [Paris 1966] col.1375-1415);
también el resumen histórico de E. Kirschbaum (Kontroversen um das Petrusgrab : Stimmen
der Z e it 178 [1966] ι - n ) y, sobre todo, la obra de la principal protagonista de las excavacio­
nes M . Guarducci (Pietro ritrovato: il m artirio, la tomba, le reliquie, M ilá n 1969): Id.,
Pietro in Vaticano (Roma 1983).
221 C f. infra IV 23,9ss, donde se citan otros pasajes de la carta de D ionisio de C orin to al
papa Sotero (166-174). Este pasaje es precioso: confirma la visita de San Pedro a C orinto,
insinuada por San Pablo (1 C or 1,12), y nos proporciona la noticia expresa más antigua de
que Pedro y Pablo, los dos, sufrieron m artirio en Italia— no dice en Roma —y «en la misma
ocasión».

26
[D e

lo s

in n u m e r a b l e s

m ales

QUE

E N V O L V IE R O N

A

LOS

J U D ÍO S

Y D E L A Ú L T IM A GU ER RA Q U E ÉSTOS SU SC ITAR O N C O N TR A LOS R O M A N O S ]

1 A l describir Josefo 222 con todo porm enor las desdichas que
se abatieron sobre la nación ju d ía entera, además de muchas otras
cosas, explica textualm ente que muchísimos judíos de los más re­
levantes, después de ser ultrajados con la pena de los azotes, fueron
crucificados por F lo ro en la misma Jerusalén, y que éste era procu­
rador de Judea cuando de nuevo comenzó a encenderse la guerra,
el año duodécimo del im perio de N erón 223.
2 Después dice que, tras la revuelta de los judíos, se adueñó
de toda Siria una confusión espantosa; p or todas partes maltrataban
sin piedad a los de esta raza, como si fueran enemigos, los mismos
habitantes de las ciudades, de suerte que se podían ver las ciuda­
des repletas de cadáveres insepultos: cuerpos de ancianos arrojados
ju n to a los niños, y cadáveres de mujeres sin nada que cubriera sus
desnudeces. Toda la provincia rebosaba de calamidades indescrip­
tibles. Pero la violencia de lo que estaba amagando era m ayor que
los crímenes de cada día. Esto es lo que literalm ente dice Josefo 224.
T a l era la situación de los judíos.
κ ς '
1 Αύθις δ’ ό Ίώ σ η π ο ς π λ εΐσ τα όσα
περί τή ς τ ό π αν Ιο υ δ α ίω ν έθνος κ α τα λ α βούσης διελθών συμφοράς, δ η λο ΐ κ α τά
λέξιν έπί π λείσ το ις άλλοις μυρίους όσους
τώ ν π α ρά Ίο υ δ α ίο ις τετιμ η μένω ν μ ά σ τιξιν αΐκισθέντας έν α ύ τή τ ή “Ιερουσαλήμ
άνασ ταυρω θήναι ύπό Φλώρου· το ύ το ν
δέ είναι τή ς Ίο υ δ α ία ς έπίτροπ ον, όπ η νίκα
τ ή ν άρχήν άναρριπισθήναι τ ο υ πολέμου,
έτους δω δεκάτου τή ς Νέρωνος ήγεμονίας,
συνέβη.

2 ε ίτ α δέ κ α ί καθ* ό λην τ ή ν Συρίαν έπί
τ ή τώ ν Ιο υ δ α ίω ν άπ οσ τά σ ει δεινήν φησι
κατειλη φ έναι τα ρ α χ ή ν , π α ντα χ ό σ ε τ ώ ν
άπ ό τ ο υ έθνους πρός τώ ν κ α τ ά π ό λ ιν
ένοικω ν ώς άν πολεμίω ν άνηλεώς πορθουμένων, ώ σ τε όράν τά ς πόλεις μεστάς
άτάφ ω ν σω μ άτω ν καί νεκρούς άμα νη π ίο ις
γέροντας έρριμμένους γ ύ ν α ιά τε μηδέ τή ς
έπ’ α ίδ ώ σκέπης μετειλη φ ότα , κ α ί πάσαν
μέν τ ή ν έπ α ρχία ν μεσ τήν ά δ ιη γ ή τω ν συμ­
φορών, μείζονα δέ τ ώ ν έκάσ το τε το λ μ ω μένων τ ή ν έπ ί το ΐς άπειλουμένοις ά ν ά τα σιν. τ α υ τ α κ α τ ά λέξιν ό Ίώ σ η π ο ς. κα ί
τ ά μέν κ α τ ά Ιο υ δ α ίο υ ς έν το ύ το ις ήν.

222 Cf. Josefo, B I 2 (14,9) 306-308; P. Maffucci, II problema storico dei Farisei prima
del 70 d. C.: R ivista bíblica 26 (1978) 353-400; R. A . HORSLEY, Jesus and the Spiral o f
Violence: Popular Jewish Resistence in Roman Palestine (San Francisco 1987).
223 Cf. J o s e f o , B I 2 (14.4) 284; A I 20 (11,1). 257. Según el cómputo de Josefo, esta fecha
va de octubre del 65 a octubre del 66. La guerra estalló precisamente a causa de las tropelías
cometidas el 1 6 de mayo del 66 por el ú ltim o y el peor de los procuradores romanos en Ju­
dea, Gesio Floro, nombrado el año 64. Además de la noticia de T á cito sobre éste (H ist. 5,
1 0 ) , véase S c h u e r e r , i p.585 y óioss.
224 J o s e f o , B I 2 ( 1 8 , 2 ) 4 6 2 . 4 6 5 .

LIBRO

TERCERO

El libro tercero de la Historia Eclesiástica contiene lo siguiente:
1.
2.
3.
4.
5.
6.
7.
8.
9.
10.
11.
12.
13.
14.
15.
16.
17.
18.
19.

En qué partes de la tierra predicaron a Cristo los apóstoles.
Quién fue el primero que presidió la Iglesia de Roma.
De las cartas de los apóstoles.
De la primera sucesión de los apóstoles.
Del último asedio de los judíos después de Cristo.
Del hambre que los oprimió.
De las profecías de Cristo.
De las señales que precedieron a la guerra.
De Josefo y los escritos que dejó.
De qué manera cita los libros divinos.
De cómo después de Santiago dirige la Iglesia de Jerusalén
Simeón.
De cómo Vespasiano ordena que se busque a los descendientes
de David.
De cómo el segundo en dirigir a los alejandrinos es Abilio.
De cómo el segundo obispo de Roma es Anacleto.
De cómo el tercero, después de él, es Clemente.
De la carta de Clemente.
De la persecución bajo Domiciano.
Del apóstol Juan y el Apocalipsis.
De cómo Domiciano ordena dar muerte a los descendientes de
David.

Γ'
Τάδε καί ή γ ' περιέχει βίβλος τή ς Ε κ κ λη σ ια σ τικ ή ς Ισ τορίας
Α'
Β'
Γ'
Δ'
Ε'
ς'
Ζ'
Η'
θ'
Γ
ΙΑ '
ΙΒ '
ΙΓ '
ΙΔ '
ΙΕ'
Ις'
ΙΖ '
ΙΗ '
ΙΘ '

Ό π ο ι γ ή ς έκήρυξαν τό ν Χ ρ ισ τό ν ο ί ά π όσ το λο ι.
Τίς π ρώ τος τή ς “Ρω μαίω ν έκκλησίας π ροέστη.
Περί τ ώ ν έπ ισ το λώ ν τ ώ ν άπ οσ τόλω ν.
Περί τή ς π ρ ώ της άπ οσ τό λω ν διαδοχής.
Περί τή ς μετά τό ν Χ ρ ισ τό ν ύ σ τά τη ς Ιο υ δ α ίω ν π ολιορκίας,
Περί τ ο ύ τπέσαντος αύτούς λιμού.
Περί τώ ν τ ο υ Χ ρ ισ το ύ προρρήσεων.
Περί τ ώ ν πρό τ ο ύ πολέμου σημείων.
Περί Ίω σ ή π ο υ κα ί ώ ν κα τέλιπ εν σ υ γγρ α μ μ ά τω ν.
Ό π ω ς τώ ν θείων μνημονεύει β ιβ λίω ν.
“Ως μ ετά Ιά κ ω β ο ν ή γ ε ϊτ α ι Συμεών τή ς έν “Ιεροσολύμοις έκκλησίας.
“Ως Ούεσπασιανός τούς έκ Δ αυίδ άνα ζη τείσ θα ι π ρ ο σ τά ττει.
“Ως δεύτερος 'Αλεξανδρέω ν ή γ ε ϊτ α ι Ά β ίλ ιο ς .
“Ως κα ί “Ρω μαίω ν δεύτερος Α ν έ γ κ λ η το ς έπισκοπεϊ.
“Ως τρ ίτ ο ς μετ* α ύ τό ν Κλήμης.
Περί τή ς Κλήμεντος έπ ιστολής.
Περί τ ο ύ κ α τ ά Δ ομετιανόν δ ιω γμού.
Περί Ίω ά ν ν ο υ τ ο ύ ά π οσ τόλου κα ί τή ς Ά π οκαλύψ εω ς.
“Ως Δ ομετιανός τούς άπ ό γένους Δ αυίδ άναιρεϊσθαι π ρ ο σ τά ττει.

20.
21.
22.
23.
24.
25.
26.
27.
28.
29.
30.
31.
32.
33.
34.
35.
36.
37.
38.

De los parientes de nuestro Salvador.
De cómo el tercero en d irigir la Iglesia de Alejandría es Cerdón.
De cómo el segundo en la de Antioquía es Ignacio.
Relato sobre el apóstol Juan.
Del orden de los evangelios.
De las divinas Escrituras reconocidas y sobre las que no lo son.
Del mago Menandro.
De la herejía de los ebionitas.
Del heresiarca Cerinto.
De Nicolás y de los que de él toman el nombre.
De los apóstoles cuyo matrimonio está comprobado.
De la muerte de Juan y de Felipe.
De cómo sufrió martirio Simeón, el obispo de Jerusalén.
De cómo Trajano prohibió que se buscara a los cristianos.
De cómo el cuarto en dirigir la Iglesia de Roma es Evaristo.
De cómo’el tercero en la de Jerusalén es Justo.
De Ignacio y sus cartas.
De los evangelistas que todavía entonces se distinguían.
De la carta de Clemente y los escritos que se le atribuyen fal­
samente.
39. De los escritos de Papías.

Κ'
ΚΑ'
ΚΒ'
ΚΓ'
ΚΔ'
ΚΕ'
Κς'
ΚΖ'
ΚΗ'
ΚΘ'
Λ'
ΛΑ'
ΛΒ'
Λ Γ'
ΛΔ'
ΛΕ'
Λ ς'
ΛΖ'
ΛΗ'
Λθ'

Περί τώ ν πρός γένους τοΟ σω τήρος ήμώ ν.
Ώ ς τή ς ’ Αλεξανδρέων έκκλησίας τ ρ ίτ ο ς ή γ ε ΐτ α ι Κέρδων.
“Ως τή ς ’ Α ντιοχέω ν δεύτερος Ιγ ν ά τ ιο ς .
“Ισ το ρ ία περί Ίω ά ν ν ο υ τ ο ύ άπ οσ τόλου.
Περί τή ς τάξεω ς τώ ν ευ α γγελίω ν.
Περί τώ ν όμολογουμένων θείων γραφ ώ ν κα ί τώ ν μή το ιο ύ τω ν .
Περί Μενάνδρου το υ γ ό η το ς .
Περί τή ς τώ ν ’ Εβιω ναίω ν αίρέσεως.
Π ερί Κηρίνθου αίρεσιάρχου.
Περί Ν ικολάου κ α ί τώ ν έξ α ύ το ύ κεκλημένων.
Περί τώ ν έν σ υ ζυ γία ις έξετασθέντω ν άπ οσ τόλω ν.
Περί τή ς Ίω ά ν ν ο υ κ α ί Φ ιλίπ π ο υ τελευτής.
Ό π ω ς Συμεών ό έν Ίεροσολύμοις έπίσκοπος έμαρτύρησεν.
Ό π ω ς Τραϊανός ζη τείσ θ α ι Χ ρ ισ τια νο ύς έκώλυσεν.
“Ως τή ς “Ρω μαίω ν έκκλησίας τέτα ρ το ς Ευάρεστος ή γ ε ΐτ α ι.
Ώ ς τρ ίτο ς τή ς έν “Ιεροσολύμοις Ίο ύ σ το ς .
Περί Ι γ ν α τ ίο υ κα ί τ ώ ν έπ ισ το λ ώ ν αύτού.
Περί τ ώ ν είς έ τ ι τ ό τ ε δ ιαπ ρ επ ό ντω ν ευ α γγελισ τώ ν.
Περί τή ς Κλήμεντος έπ ισ το λή ς κ α ί τώ ν ψευδώς είς α ύ τό ν άναφερομένων.
Περί τ ώ ν Π α π ία σ υ γ γ ρ α μ μ ά τω ν .

1
[E

n

qué partes de l a

t ie r r a p r e d ic a r o n

a

C

r is t o

lo s ap ó s to le s ]

i
T a l era la situación de los judíos, mientras los santos apósto­
les y discípulos de nuestro Salvador se habían esparcido p or toda la
tierra: a Tomás, según quiere una tradición, le tocó en suerte Par-

Α'
1 Τ ά μέν δή κ α τά Ιο υ δ α ίο υ ς έν τ ο ύ το ις
ή ν τώ ν δέ Ιερών το ύ σ ω τή ρ ο ς ήμώ ν

άπ οσ τό λω ν τε κα ί μαθητώ ν έφ’ άπ ασαν
κα τα σ π α ρέντω ν τ ή ν οίκουμένην, Θωμάς
μέν, ώς ή παράδοσις περιέχει, τ ή ν Π αρθίαν εΐληχεν, Ά νδ ρέα ς δέ τ ή ν Σκυθίαν,

tia
a Andrés, Escitia; a Juan, Asia, donde 2 se estableció, m u ­
riendo en Efeso.
2 Pedro, según parece, predicó en el Ponto, en Galacia y en
B itin ia , en Capadocia y en Asia 3, a los ju d ío s de la diáspora; al
final llegó a Roma y fue crucificado con la cabeza para abajo, como
él mismo había pedido padecer.
3 ¿Y qué
cum plió con la
sufrió m a rtirio
ralmente en el

decir de Pablo, que desde Jerusalén hasta el ¡líric o
predicación del Evangelio de C risto 4 y, finalmente,
en Roma bajo Nerón? Esto lo dice Orígenes lite ­
tom o I I I de sus Comentarios al Génesis 5.

2
[Q

u ié n

fue

el

p r im e r o

q u e p r e s id ió

la

I

g l e s ia d e

R

oma

]

Después del m a rtirio de Pablo y de Pedro, el p rim ero en ser
elegido para el episcopado de la Iglesia de Roma es L in o . L o m en­
ciona Pablo cuando escribe desde Roma a T im oteo, en la despedida
al final de la carta 6.
Ιω ά ν νη ς τ ή ν *Α σίαν, πρός ούς κα ί διατρίψ α ς έν Έφέσω τελευτή:,
2 Πέτρος δ* έν Π όντω κ α ί Γ α λα τίςι
κα ί Βιθυνία Κ απ π αδοκία τ ε κ α ί Α σ ία
κεκηρυχέναι το ϊς έν διασπορα Ίο υ δ α ίο ις
εοικεν· δς καί έπί τέλει έν “Ρώμη γενόμενος, άνεσκολοπίσθη κ α τ ά κεφαλής, ούτω ς
αύτό ς άξιώ σας παθεϊν.
3

τί

δεϊ περί Π αύλου

λέγειν,

άπό

“Ιερουσαλήμ μέχρι τοΟ “Ιλλυρικού π επ λη ρωκότος τ ό εύ α γγέλιο ν το ύ Χ ρ ισ το ύ κ α ί

ύστερον έν τ ή “Ρώμη έπ ί Νέρωνος μεμαρτυρη κό το ς; τ α ύ τ α Ώ ρ ιγ έ ν ε ι κ α τά λέξιν
έν τ ρ ίτ φ τ ό μ φ τώ ν είς τ ή ν Γένεσιν έ ξ η γ η τικ ώ ν εΤρηται.

Β'
Τής δέ “Ρω μαίων έκκλησίας μ ετά τ ή ν
Π αύλου κ α ί Π έτρου μα ρτυρίαν π ρ ώ τος
κ λη ρ ο ύ τα ι τ ή ν έπισκοπήν Λίνος,
μνη­
μονεύει τ ο ύ το υ Τιμοθέω γρά φ ω ν άπό
“Ρώμης δ Παύλος κ α τ ά τ ή ν έπί τέλ ει τή ς
έπ ιστολής πρόσρησιν.

1 Rufino añade aquí: «Mathaeus Aethiopiam , Bartholomaeus Indiam citeriorem». En
cuanto a las relaciones de Tomás con Edesa, cf. supra I 13,4.11. Λ finales del siglo iv se ve­
neraban en esta ciudad sus reliquias, y la viajera española Eteria ( Peregrin. 17) podía orar
«ad m artyrium sancti Thomae apostoli». Sobre la predicación de Tomás en la India, cf. A . D i h LE, Neues zur Thomas-Tradition: Jahrbuch fü r A n tike und C hristentum 6 (1963) 54-70; E.
Junod, Origène, Eusèbe et la tradition sur la repartition des champs de mission des Apôtres
(Eusèbe, H E I I I 1,1-3), en F· Bovon (ed.), Les Actes apocryphes des apôtres: Christianisme
et monde païen (Ginebra 1981) p.133-48.
2 πρός oùç no tiene antecedente; a no ser que Eusebio, al escribir Asia, pensara en sus
habitantes, y la frase le saliera concertada con ese antecedente plural que tenía «in mente»,
cosa poco probable; sólo se explica por un mal corte de la cita (y casi es seguro que comen­
zaba por este relativo la cita litera l del t.3 de los Comentarios de Orígenes al Génesis, a lu d i­
dos infra, al final del párrafo 3). De todos modos, la referencia a Asia es clara, por eso tra ­
duzco «donde...»; cf. I. I. BRUCE, St. John at Ephesus: B ulle tin o f the John Rylands U niversity
60 (1977-78) 339-36i
3 i Pe 1,1.
4 Rom 15,19.
5 Estos Comentarios se han perdido. Según el Contra Celsum 6,49, debía de comentar
Gén 1-4. San Jerónimo (Epist. 3 3 ) menciona 13 libros de Orígenes sobre el Génesis. La
mención del m a rtirio de Pedro crucificado con la cabeza para abajo hace pensar que O ríge­
nes debió de tomarlo de los Hechos de Pedro 3 7 s s : H e n n e c k e , 2 p.219, que Eusebio nombra
expresamente infra 3,2.
6 2 T im 4,21; cf. S a n I r e n e o , Adv. haer. 3.3.2. Probablemente Eusebio está en lo cierto
en esta identificación. A q u í aparece L in o como sucesor de Pablo y de Pedro, igual que en
la cita de San Ireneo (infra V 6,1) y en la del Anónimo contra Artem ón en V 28,3 (que cita

3
[S o b r e

las

car tas

de

lo s

apó sto les]

1 D e Pedro está adm itida una sola carta, la llamada I de Pedro.
Los mismos presbíteros antiguos la u tiliz a ro n como algo in d iscu ­
tib le en sus propios escritos7. E n cambio, de la llamada I I carta,
la tradición nos dice que no es testam entaria8; sin embargo, por
parecer provechosa a muchos, se la ha tomado en consideración con
las otras Escrituras 9.
2 E n cuanto a los Hechos que llevan su nom bre y el Evangelio
llamado suyo 10, así como la Predicación que se dice ser suya y el
llamado Apocalipsis
sabemos que en m odo alguno han sido trans­
m itidos entre los escritos católicos 12, pues n ingún autor eclesiás­
tico 13, n i antiguo n i moderno, ha utilizado testim onio alguno sacado
de ellos.
3 A medida que avance esta H isto ria , iré haciendo adrede que,
ju n to con las sucesiones, sean indicados quiénes de los escritores
eclesiásticos, según las épocas, usaron de los lib ro s discutidos y de
cuáles de ellos, y tam bién qué dicen de los escritos testamentarios
y admitidos, y qué de los que no lo están 14.
ό τ ι μ ή τε άρ χα ίω ν μή τε μήν καθ* ή μάς τ ις
εκκλησ ιασ τικός σνγγραφ εύς τ α ΐς έξ α ύ τώ ν
συνεχρήσ ατο μαρτυρίαις.

Γ
1 Π έτρου μέν ούν Ιπ ισ τ ο λ ή μία, ή
λεγομένη αύ το υ προτέρα, ά νω μο λό γη τα», τ α ύ τ η δέ και ο ί π ά λ α ι πρεσβύτεροι
ώς άναμφ ιλέκτω έν το ΐς σφών α ύτώ ν
κα τα κ έχ ρ η ν τα ι συγγρ άμμασιν* τ ή ν δέ
φερομένην δευτέραν ούκ ένδιάθηκον μέν
είναι παρειλήφαμεν, όμως δέ πολλόΐς
χρήσιμος φανεϊσα, μετά τώ ν άλλω ν έσπουδάσθη γραφ ώ ν.

3 προϊούσης δέ τή ς Ισ τορ ίας προύργο υ π ο ιή σ ο μα ι σύν τα ϊς διαδοχαϊς ύπ οσημήνασθαι τίνες τώ ν κ α τ ά χρόνους έκκλεσ ιασ τικώ ν συγγραφ έω ν ό π οίαις κέχ ρ η ν τα ι τώ ν άντιλεγομένω ν, τ ίν α τ ε περί
τώ ν ένδιαθήκων καί όμολογουμένων γ ρ α ­
φών καί 5σα περί τώ ν μή το ιο ύ τω ν α ύτο ϊς
εΐρ η τα ι.

2 τ ό γ ε μ ή ν τ ώ ν έπικεκλημένων οώτού
Πράξεων και τ ό κ α τ ’ αύτόν ώνομασμένον
εύα γγέλιο ν τ ό τε λεγόμενον αύτοΟ Κ ή ρυγ­
μα και τ ή ν καλονμένην Α π οκάλυψ ην ούδ’
όλως έν καθολικοΐς ΐσμεν παραδεδομένα,

4

ά λλά τ ά μέν όνομαζόμενα Π έτρου,

ών μόνην μίαν γν η σ ία ν έγνω ν έπ ισ το λ ή ν
κα ι π α ρά το ΐς π ά λ α ι πρεσβντέροις όμολογουμένην, το σ α ύτα *

Jas afirmaciones de los adversarios), mientras que en I I I 4,8 veremos que le hace sucesor
de Pedro solamente, lo mismo que en Chronic, ad annum 68: H e l m , p . 185.
7 Cf. infra 15,2; 39,17; IV 14,9; Eusebio la u tiliza como indiscutible en PE I 3,6.
8 Esto es, canónica.
9 C f . infra 2 5 , 3 ; J · C h a î n e , Les Épîtres Catholiques (Paris 1 9 3 9 ) p . 1 - 3 4 . A . W i k e n h a u s e r , Einleitung i n d a s Neue Testament (Friburge 1 9 6 3 ) p . 3 6 7 - 7 3 .
10 Cf. infra V I 1 2 , 4 - 6 .
11 C f. infra 25,4.
12

E s la

p r im e r a

2 p . 1 7 7 -8 8 , s o b re
la

Predicación ;
13

« E c l e s i á s t ic o »

14 C f .

riense:

J.

vez que

lo s

e s to s a p ó c r ifo s

Hechos;

ib id .,

p .4 6 8 -4 7 1 , s o b re e l
en

S a la v e r r i,

G r e g o r ianum

14

e l s e n tid o

se

m e n c io n a n

1 p . i 1 8 -1 2 1 , s o b re e l

p o r su

n o m b re .

Evangelio ;

ib id .,

C f.

H en ne cke,

2 p .5 8 -6 1

s o b re

Apocalipsis.
de

o rto d o x o .

La sucesión apostólica en la «Historia Eclesiástica» de Eusebio Cesa(1 9 3 3 )

2 1 9 -2 4 7 .

4 A hora bien, los escritos que llevan el nom bre de Pedro, de
los cuales solamente una única carta conocemos como auténtica
y adm itida entre los presbíteros antiguos, son los dichos.
5 E n cambio, es evidente y claro que las catorce Cartas son
de Pablo 15. Con todo, no es justo ignorar que algunos han recha­
zado la carta a los Hebreos, diciendo que la Iglesia de Roma no
la admite por creer que no es de Pablo 16. L o que sobre ésta han
dicho los que me han precedido, lo expondré a su debido tie m ­
po 17. Naturalm ente, tampoco he aceptado entre los escritos in d iscutidos los Hechos que se dicen ser de é l 18.
6 Mas, como quiera que el mismo apóstol, en las despedidas
finales de la carta a los Romanos 19, menciona, ju n to con otros,
a Hermas— de quien se dice que es el lib ro del Pastor 20— , ha de
saberse que tam bién algunos rechazan este lib ro y que p or causa
de ellos no se le puede poner entre los adm itidos; en cambio, otros
lo juzgan m uy necesario, especialmente para los que precisan de una
introducción elemental. Por esta razón sabemos que se ha leído p ú ­
blicamente en las iglesias y hemos comprobado que algunos escri­
tores de los más antiguos han hecho uso de él.
7 Baste lo dicho como exposición de cuáles son las divinas Es­
crituras no discutidas y cuáles las que no todos admiten.
5 τοΟ δέ Π αύλου π ρ όδηλοι κ α ί σαφείς
α ί δεκατέσσαρες· ό τ ι γ ε μήν τινες ή θετή κασ ι τ ή ν πρός Ε β ρα ίο υς, πρός τή ς
“Ρω μαίω ν έκκλησίας ώς μή Π αύλου ούσαν
α ύ τή ν άντιλέγεσ θ α ι φήσαντες, ού δίκαιο ν
ά γ ν ο ε ϊν κ α ί τ ά περί τ ο ύ τη ς δέ το ΐς πρό
ήμώ ν είρημένα κ α τά καιρόν π αραθήσομαι.
ούδέ μήν τά ς λεγομένας α ύ το ύ Π ράξεις
έν άναμφ ιλέκτοις π αρείληφα.
6 έπεί 6* ό αύτός άπ όσ τολος έν τα ΐς
έπί τέλει προσρήσεσιν τή ς πρός “Ρωμαίους
μνήμην π ε π ο ίη τα ι μετά τ ώ ν άλλω ν κ α ί
“Ερμά, ού φασιν ύπ ά ρχειν τ ό τ ο ύ Π ο ι-

Gf.

μένος β ιβ λίο ν, Ιστέον ώς κ α ί τ ο ύ το πρός
μέν τιν ω ν ά ν τιλ έλ εκ τα ι, δι* ούς ούκ άν
έν όμολογουμένοις τεθείη, ύφ* έτέρω ν δέ
ά ν α γ κ α ιό τα το ν οίς μ ά λ ισ τα δεϊ σ τ ο ιχειώσεως είσ α γω γικ ή ς, κέκριται* όθεν ήδη
κοΛ έν έκκλησίαις ίσμεν α ύ τό δεδημοσιευμένον, κ α ί τ ώ ν π α λ α ιτ ά τ ω ν δέ σ υ γ γ ρ α ­
φέων κεχρημένους τιν ά ς α ύ τ φ κ α τείλη φ α .
7 τ ο ύ τ α είς π α ρ ά σ τα σ ιν τ ώ ν τ ε
ά να ντιρ ρ ή τω ν κ α ί τ ώ ν μή π α ρ ά π ά σ ιν
όμολογουμένω ν θείων γ ρ α μ μ ά τω ν εΐρήσθω.

infra 25,2.

16 C f. in fra V I 20,3; la rechazaron Cayo, en su D iálogo, y algunos romanos.
17 In fra 38,iss.
18 C f. in fra 25,4; sobre estos Hechos de Pablo, atestiguados desde m uy pronto, véase
H e n n e c k e , 2 p .2 2 1 -4 1 ; L . V o u a u x , Les Actes de Paul et ses lettres apocryphes. In tro d ., tex­
tes, trad, et comm. (Paris 1913).
19 Rom 16,14.
20 C f. infra 25,4; S. G lET, Hermas et les Pasteurs. Les trois auteurs du Pasteur d ’Hermas
(Paris 1963); R. J o ly , Hermas et le Pasteur: V igC h 11 (1967) 201-118; J. J. A y A n - C a lv o ,
Hermas. E l Pastor, edición bilingüe = Fuentes Patrísticas, 6 (M a drid 1995), con una com­
pletísima bibliografía.

4
[D e

la

p r im e r a

s u c e s ió n

de

lo s

a p ó s to le s ]

1 Que Pablo predicó a los gentiles y que, desde Jerusalén, en
gira hasta el Ilíric o , puso los cimientos de las iglesias, aparece bien
claro en sus propias palabras 21 y en lo que Lucas narra en los
Hechos.
2 Por las palabras de Pedro en su C a rta , de la que ya hemos
dicho 22 que está adm itida, y que escribe a los hebreos de la diáspora, moradores del Ponto, de Galacia, de Gapadocia, de A sia y de
B itin ia 23, se ve claro en qué provincias predicó él a C risto y trans­
m itió la doctrina del N uevo Testamento a los que procedían de la
circuncisión 24.
3 Pero no es fácil decir cuántos y quiénes de éstos, convertidos
en hombres de celo genuino, fueron considerados capaces de apa­
centar las iglesias fundadas p o r estos apóstoles, a no ser los que
se pueda ir espigando en los escritos de Pablo.
4 Este, efectivamente, tu vo innumerables colaboradores y — co­
mo él mismo los llama— compañeros de m ilic ia 25. A la mayor parte
los considera dignos de recuerdo imperecedero y en sus propias
cartas da continuo testim onio de ellos. Y no sólo eso, que tam bién
Lucas en los Hechos da una lista de los discípulos de Pablo y los
menciona po r su nombre.

Δ'
1

Ό τ ι μέν ούν το ϊς έξ έθνών κηρύσσων δ Παύλος το ύς άπ ό “Ιερουσαλήμ καί
κύκλω μέχρι τ ο ύ Ιλ λ υ ρ ικ ο ύ τ ώ ν έκκλησ ιώ ν κ α τα β έ β λ η το Θεμελίους, δήλον έκ
τώ ν α ύ το ύ γ έν ο ιτ* άν φωνών κ α ί άφ*
ών δ Λουκάς έν τα ίς Π ράξεσιν ϊστόρησεν*
2 κ α ί έκ τ ώ ν Π έτρου δέ λέξεω ν έν
δπόσαις κ α ί ούτος έπ α ρχία ις τούς έκ πε­
ριτομής τό ν Χ ρ ισ τό ν εύαγγελιζόμενος τό ν
τή ς καινής διαθήκης παρεδίδου λό γο ν,
σαφές άν εΐη άφ* ής εϊρήκαμεν δ μο λο γου μένης α ύ το ύ έπ ιστολής, έν ή το ϊς έξ
“Εβραίω ν ούσιν έν δ ιασπ ορή Π ό ντο υ καί
Γ α λ α τία ς Καπ παδοκίας τ ε κ α ί *Ασίας
καί Βιθυνίας γρά φ ει.
21
22
23
24
25

Rom 15,19.
Gf. supra 3,1.
i Pe 1,1.
Gál 2,7-10.
F lp 2,25; F il 2.

3 δσοι δέ το ύ τω ν κ α ί τίνες γ ν ή σ ιο ι
ζ η λ ω τ α ί γεγο νό τες τά ς πρός α ύ τώ ν
ίδρνθείσας ικα νοί π ο ιμαίνειν έδοκιμάσθησαν έκκλησίας, ού βάδιον είπ εϊν, μή
δ τ ι γ ε δσονς άν τ ις έκ τ ώ ν Π αύλου φω ­
νώ ν ά να λέξο ιτο ·

4

τ ο ύ το υ γ ά ρ ούν μυρίοι σ υνεργοί
κα ι, ώς αύτός ώνόμασεν, σ υ σ τρ α τιώ τα ι
γεγό να σ ιν, ών ο ί πλείους ά λή σ το υ πρός
α ύ το ύ μνήμης ή ξ ίω ν τα ι, διηνεκή τ ή ν περί
α ύ τώ ν μα ρτυρίαν τ α ϊς Ιδίαις έπ ισ το λαϊς
έγκαταλέξαντο ς, ού μήν ά λ λ ά κ α ί δ
Λουκάς έν τα ϊς Π ράξεσιν τους γνω ρίμους
α ύτο ύ κ α τα λ έγ ω ν έξ ονόματος α ύ τώ ν
μνημονεύει.

5 D e T im oteo al menos se refiere que fue el prim ero en ser
designado para el episcopado de la iglesia de Efeso 26, así como
T ito , de las iglesias de Creta 27.
6 Lucas, en cambio, oriu n d o de A n tio q u ía p o r su linaje y
médico de profesión
fue la mayor parte del tiem po compañero
de Pablo. Mas su trato con los otros apóstoles tampoco fue super­
ficial: de ellos ad quirió la terapéutica de las almas, de la que nos
dejó ejemplos en dos libros divinam ente inspirados: el Evangelio,
que atestigua haber compuesto según lo que le habían transm itido
los que desde el p rin c ip io fueron testigos oculares y se hicieron
servidores de la doctrina, a todos los cuales dice él que siguió ya
desde el comienzo 29, y los Hechos de los Apóstoles que compuso, no
ya con lo que había oído, sino con lo visto por sus ojos.
7 Se dice tam bién que Pablo acostumbraba a hacer mención
del Evangelio de Lucas siempre que, escribiendo, decía como si se
tratara de un evangelio suyo propio: según mi Evangelio 3°.
8 D e los restantes seguidores de Pablo, Crescente está probado
que fue enviado por él a las Galias 31; y L in o , del que hace m en­
ción en la I I carta a Timoteo indicando que se halla con él en
Roma 32, ya queda anteriormente demostrado 33 que fue designado
para el episcopado de la iglesia de Roma, el prim ero después de
Pedro.
5 Τιμόθεός γ ε μήν τή ς έν Έ φ έσ φ
π αροικίας Ισ το ρ είτα ι π ρώ τος τ ή ν επ ι­
σκοπήν είληχέναι, ώς κα ί Τ ίτο ς τώ ν έπί
Κρήτης έκκλησιώ ν.
6 Λουκάς δέ τ ό μέν γένος ών τώ ν
ά π ’ Α ν τ ιό χ ε ια ς , τ ή ν έπ ισ τή μ η ν δέ Ιατρός,
τ ά π λ εΐσ τα σ νγ γ εγο νώ ς τ ω Π α ύ λφ , καί
το ϊς λο ιπ ο ϊς δέ ού παρέργω ς τώ ν άπο­
σ τό λω ν ώ μιληκώς, ής άπ ό το ύ τω ν προσεκτ ή σ α τ ο ψ υχώ ν θεραπευτικής έν δυσίν
ή μ ϊν ύ π ο δ είγ μ α τα θεοπνεύστοις κα τέλιπ εν β ιβ λ ίο ις, τ φ τε ε ύ α γ γ ελ ίω , ό καί
χ α ρ ά ξα ι μα ρ τύ ρ ετα ι καθ* & παρέδοσαν
α ύ τ φ ο ΐ ά π ’ άρχής α ύ τ ό π τ α ι καί ύπηρέτ α ι γενόμενοι τ ο υ λό γου , οϊς κ α ί φησιν
Ιτ * άνωθεν ά π α σ ι παρηκολονθηκέναι, καί

τα ϊς τώ ν ά π οσ τό λω ν Π ράξεσιν, άς ούκέτι
δι* άκοής, όφθαλμοϊς δέ π α ραλαβ ώ ν συνετά ξ α τ ο .
7 φ ασίν 5* ώς άρα τοΟ κατ* α ύ τό ν
εύ α γγελίο υ μνημονεύειν ό Παύλος εϊωθεν,
ό π η νίκα ώς περί Ιδίου τινό ς εύ α γ γ ελ ίο υ
γρά φ ω ν Ιλεγεν « κ α τά τ ό εύ α γ γέλιό ν μου».
8 τ ώ ν 6έ λο ιπ ώ ν άκολούθων τ ο υ
Π αύλου Κρήσκης μέν έπ ί τά ς Γαλλίας
στειλάμενος ύπ* αύ το υ μ α ρ τυ ρ εϊτα ι, Λίνος
δέ, ού μέμ νη τα ι συνόντος έπ ί “Ρώμης
α ύ τ φ κ α τ ά τ ή ν δευτέραν πρός Τιμόθεον
έπ ισ το λή ν, π ρώ τος μετά
Π έτρον τή ς
“Ρωμαίων έκκλησίας τ ή ν έπισκοπήν ήδη
πρότερον κληρωθείς δ εδ ή λω τα ι·

26 i T im 1,3. cf. G. SCHOELLGEN, Moriepiskopat und monarchischen Episkopat. Eine
Bemerkung zur Terminologie: Z N W K A K 77 (1986) 146-151; H . Kraft, D alla «Chiesa» o ri­
ginaria αιΓ episcopato monarchico: Rivista a i Storia e letteratura religiosa 12 (1986) 411-438.
27 T i t 1,5.
28 Gol 4.14; que fuera antioqueno su linaje no quiere decir, necesariamente, nacido allí.
Eusebio parece ser el prim ero en hacer a Lucas oriundo de Antioquía, sin que sepamos
cuál es su fuente. E l padre M . J. Lagrange ( L ’Évangile selon Saint Luc [París 1921] p .X III)
sugiere el nombre de Julio Africano.
29 C f. Le 1,2-3; infra 24,15.
30 Rom 2,16; 2 T im 2,8; cf. San J e r ó n i m o , De vir. ill. 7.
31 2 T im 4,10; sobre la evangelización, un poco tardía, de la Galia, cf. H . G r é g o i r e ,
Les persécutions dans l ’empire romain (Bruxelas 1951) p. 17 y 96-100; sobre el alcance de la
controversia suscitada por este tema, véase C. Spicq., Saint Paul. Les Építres Pastorales, t.2
(Paris 2i96g) p.811-813.
32 2 T im 4,21.
33 C f. supra 2.

9 M as tam bién Pablo atestigua que Clemente— in s titu id o asi­
m ism o tercer obispo de la Iglesia de Roma— fue su colaborador y
compañero de lucha 34.
10 Además de éstos, está tam bién el areopagita aquel, llamado
D ion isio, del cual escribió Lucas en los Hechos 35 que fue el p r i­
m ero que creyó después del discurso de Pablo a los atenienses en
el Areópago, y del que otro antiguo D io n isio , pastor de la iglesia
de C o rin to, cuenta 36 que fue el p rim e r obispo de Atenas.
n
Mas, a medida que avancemos en el camino, iremos d i­
ciendo oportunamente, según las épocas, lo referente a la sucesión
de los apóstoles. A hora sigamos el h ilo de la narración.

5
[D

el

ú l t im o

a s e d io

de

l o s j u d ío s

después

de

C

r is t o

]

i
Después de haber ejercido el poder N erón durante trece
años 37, y habiendo durado los reinados de Galba y de O tó n un
año y seis meses 38, Vespasiano, que se había d istinguido en las
operaciones bélicas contra los judíos, fue nom brado emperador en
la misma Judea, tras ser proclamado señor absoluto por el ejército

9 ά λ λ ά καί ό Κλήμης, τή ς “Ρωμαίω ν
κ α ί αύτός έκκλησίας τ ρ ίτ ο ς έπίσκοπος
κ α τα σ τά ς, Π αύλου συνεργός καί συναθλη­
τή ς γεγο νένα ι πρός α ύ το υ μ α ρ τυ ρ είτα ι.

10

έπ ί το ύ το ις κα ί τό ν Α ρ ε ο π α γ ίτη ν
εκείνον, Διονύσιος όνομα α υ τώ , όν έν
τα ϊς Π ράξεσι μετά τ ή ν έν *Αρείφ π ά γ ω
πρός *Α6ηναίους Π αύλου δ η μη γορ ία ν
π ρ ώ τον πιστεΟ σαι άνέγραψεν ό Λουκάς,
τή ς έν Ά θ ή ν α ις έκκλησίας π ρ ώ τον έπ ίσκοπον ά ρ χαίω ν τ ις έτερος Διονύσιος, τή ς
Κορινθίων π αροικίας ποιμήν, γεγο νένα ι
Ισ τορεί.

11 ά λλ ά γ ά ρ όδώ π ροβαίνουσιν, έπί
καιρού τ ά τή ς κ α τά χρόνους τ ώ ν άπ ο­

σ τό λω ν διαδοχής ήμΐν εΐρή σ εται· νύν δ*
έπί τ ά έξής ΐω μεν τή ς Ισ τορίας.

Ε'
1

Μ ετά Νέρωνα δέκα πρός τρ ισ ίν
έτεσιν τ ή ν άρ χή ν έπ ικ ρ α τή σ α ν τα τώ ν
άμφί Γάλβαν καί "Οθωνα ένιαυτόν έπί
μησίν έξ διαγενομένων, Ούεσπασιανός,
τα ϊς κ α τά Ιο υ δ α ίω ν π α ρ α τά ξεσ ιν λαμ­
πρυνόμενος, βασιλεύς επ ' αύτή ς άναδείκνυται τή ς Ιο υ δ α ίο ς, α ύτο κράτω ρ
πρός τώ ν αύτό θ ι στρ ατοπ έδω ν ά να γο ρευθείς.
τ ή ν επί “Ρώμης ούν α ύ τίκ α
στειλάμενος, Τ ίτ ω τ ω π α ιδ ί τό ν κ α τά
Ιο υ δ α ίω ν έγχ ειρ ίζει πόλεμον.

34 F lp 4,3. Eusebio sigue probablemente a Orígenes (In Ioann. Comm. 6,54 (36), en
una identificación que carece de todo fundamento. C f. infra 15, donde insiste.
35 A c t 17.34·
36 C f. infra IV 23,3.
37 Cf. J o s e f o , B I 4 (9,2) 491; exactamente trece años y ocho meses (desde el 13 de
octubre del 54 hasta su suicidio, el 9 de ju n io del 68); el. M. T. Griffin, Nero. The end
o f a dynasty (Londres 1984); P. KERESZTES, Nero, the Christians and the Jews in Tacitus
and Clement o f Rome: Latom us 43 (1984) 404-413.
.
38 Galba duró hasta su asesinato, el 15 de enero del 69; Otón, que le sucedió, se suicidó
tres meses más tarde, el 14 ó 17 de abril; los ocho meses restantes corresponden al reinado
de V itelio, asesinado el 20-21 de diciembre del 69, del que Eusebio nada dice.

allí acampado 39. Encaminándose, pues, en seguida hacia Roma, puso
en manos de su h ijo T ito la guerra contra los judíos 40.
2 Después de la ascensión de nuestro Salvador, los judíos aña­
dieron al crim en cometido contra él la invención de innumerables
asechanzas contra sus apóstoles: Esteban fue el prim ero que e lim i­
naron, lapidán d olo 41; después de él, Santiago, h ijo de Zebedeo y
hermano de Juan, al que decapitaron42; y después de todos, San­
tiago, el que después de la ascensión de nuestro Salvador fue el
p rim ero que se designó para el trono episcopal de Jerusalén y m u rió
de la manera que ya hemos d ic h o 43. Y los demás apóstoles s u frie ­
ron m il asechanzas de muerte y fueron expulsados de la tierra de
Judea. Sin embargo, con el poder de C ris to 44, que les había d i­
cho: Id y haced discípulos de todas las naciones en mi nombre45,
d irig ie ro n sus pasos hacia todas las naciones para enseñar el mensaje.
3 Y no sólo ellos. Tam bién el pueblo de la iglesia de Jerusalén,
por seguir un oráculo rem itid o por revelación a los notables del
lugar, recibieron la orden de cambiar de ciudad antes de la guerra
y habitar cierta ciudad de Perea que recibe el nombre de P e lla 46.
Emigrados a ella desde Jerusalén los que creían en C risto, desde
ese momento, como si los hombres santos hubieran abandonado por
2 μετά γ ε μήν τ ή ν το υ σω τήρος
ήμώ ν άνάληψ ιν Ιο υ δ α ίω ν πρός τ ω κ α τ ’
α ύ το υ τ ο λ μ ή μ α τ ι ήδη κ α ί κ α τ ά τώ ν
άπ οσ τό λω ν αύ το υ π λείσ τα ς όσας έτπβουλάς μεμηχανημένων, π ρ ώ του τε Σ τε­
φάνου λίθοις ύπ* α ύ τώ ν άνηρημένου, ε ίτ α
δέ μ ετ’ α ύ τό ν Ια κ ώ β ο υ , ός ή ν Ζεβεδαίου
μέν παΐς, άδελφός δέ Ίω ά ννο υ , τ ή ν κεφα­
λή ν άπ οτμηθέντος, έπ ί π ά σ ί τ ε Ια κ ώ β ο υ ,
τ ο υ τό ν αυτό θ ι τή ς έπισκοπής θρώνον
π ρ ώ του μετά τ ή ν το υ σω τήρος ήμώ ν άνάλη ψ ιν κεκληρωμένου, τό ν προδηλω θέντα
τρό π ο ν μεταλλά ξα ντος, τώ ν τ ε λο ιπ ώ ν
ά π οσ τόλω ν μυρία είς θάνατον έπιβεβονλευμένων καί τή ς μέν Ίο υ δ α ία ς γή ς άπ εληλαμένων, έπί δέ τ ή τ ο ύ κη ρύγμα το ς διδασ-

καλίφ τ ή ν είς σ ύμ π α ντα τ ά έθνη σ τειλ α μένων πορείαν συν δυνάμει το υ Χ ρ ισ το ύ ,
φήσαντος αύτο ϊς «πορευθέντες μαθητεύ­
σ ατε π ά ν τα τ ά έθνη έν τ ω ό νό μ α τί μου»,
3 ου μήν ά λλά κ α ι το υ λαού τής
έν Ίεροσολύμοις έκκλησίας κ α τ ά τ ιν α
χρησμόν το ΐς αύτό θ ι δοκίμοις δι* άπ οκαλύψεως έκδοθέντα πρό τ ο ύ πολέμου
μετα να σ τηνα ι τή ς πόλεως καί τ ιν α τής
Περαίας π ό λιν οίκεϊν κεκελευσμένου, Π έλ­
λαν α υ τή ν όνομάζουσιν, [έν ή ] τώ ν είς
Χ ρ ισ τό ν π επ ισ τευκότω ν άπ ό τή ς Ιερ ο υ ­
σαλήμ μετωκισμένων, ώς άν π αντελώ ς
έπ ιλελο ιπ ό τω ν ά γ ίω ν άνδρών α υ τή ν τε
τή ν
Ιο υ δ α ίω ν β α σ ιλική ν μη τρ ό π ολιν
καί σύμπασαν τ ή ν Ίο υ δ α ία ν γ ή ν , ή έκ

39 Cf. J o s e f o , B I 4 (11,5) 658; en cambio T á c i t o , H ist. 2 ,7 9 y S u e t o n i o , Vesp. 6, concuerdan en que fue proclamado en Alejandría, por obra del prefecto de Egipto T ib e rio
Julio Alejandro, el 1 de ju lio del 69, y sólo algunos días más tarde, el 3 o el 11, en Cesárea,
cf. S c h u e r e r , i p.622.
40 Antes de ir a Roma, Vespasiano volvió a Alejandría, donde permaneció un año; llegó
a Roma hacia octubre del 70; cf. S c h u e r e r , i p.623.
41 A c t 7,58-60.
42 A c t 12,2.
43 Supra I I 23,4ss.
44 C f. E p i f a n i o , Haer. 2 9 , 7 .
45 M t 28,19.
46 Eusebio es el único que menciona el oráculo que precedió a la emigración. E l relato
de ésta seguramente lo tomó de las Memorias de Hegesipo, en las que debía de seguir al del
m artirio de Santiago. San Epifanio, bebió en ias mismas fuentes; lo repite en tres pasajes:
Haer. 29,7; 30,2; De mens, et ponder. 15,2-5. H . J. S c i i o e p s , Theologie und Geschichte der
Judenchristentums (T ubinga 1949) p ió is s ; B. C. G r a y , The movements o f the Jerusalem
Church during the firs t Jewish w a r: The Journal o f ecclesiastical history 14 (1973) 1-7.

com pleto la misma m etrópoli real de los judíos y toda la región de
Judea, la ju sticia divin a alcanzó a los judíos p o r las iniquidades que
cometieron contra C risto y sus apóstoles, y borró de entre los hom ­
bres aquella misma generación de impíos.
4 Q uien quiera, pues, saber con exactitud los males que en­
tonces afluyeron sobre toda la nación en todo lugar, y cómo en es­
pecial los habitantes de Judea se vieron empujados hasta el fondo
de las calamidades, cuántos m illares de jóvenes, de mujeres y de
niños perecieron por la espada, p o r el hambre o p o r otros innum e­
rables géneros de muerte, y cuántas y cuáles ciudades de Judea
fueron sitiadas, y tam bién cuántos horrores y más que horrores con­
tem plaron los que se refugiaron en la misma Jerusalén, por ser m e­
tró p o li m uy fortificada, así como la índole de toda la guerra, los
acontecimientos que en ella se sucedieron y cómo, finalmente, la
abominación de la desolación anunciada p o r los pro fe ta s47 se ins­
taló en el mism o tem plo de D ios, tan célebre antiguamente, que
su frió toda suerte de destrucción y, p or ú ltim o , fue aniquilado por
el fuego: todo esto lo hallará en la narración escrita p o r Josefo48.
5 Pero es necesario señalar que este mism o autor refiere que el
núm ero de los que de toda Judea se concentraron los días de la
fiesta de la Pascua en Jerusalén, como en una cárcel, por decirlo con
sus palabras, era de unos tres millones.
6 Se im ponía, pues, el que en los días en que habían dispuesto
la pasión del Salvador y bienhechor de todos y C risto de D ios, en
θεου δίκη λ ο ιπ ό ν αύτούς δ τε το σ αΟ τα
είς τ ε τ ό ν Χ ρ ισ τό ν καί τούς άπ οστόλους
α ύ το ΰ παρηνομηκότας μετήει, τ ώ ν ασε­
βώ ν άρδην τ ή ν γενεάν α ύ τή ν έκείνην
έξ άνθρώ πω ν άφανίζονσα.
4 όσα μέν ούν τη νικά δ ε κ α τ ά π ά ν τα
τό π ο ν δ λ φ τ φ έθνει συνερρύη κακά,
δπως τ ε μ ά λ ισ τα οί τή ς Ίο υ δ α ία ς ο ίκ ή τορες είς έσ χ α τα περιηλάθησαν συμφορών,
δπ όσαι τ ε μυριάδες ήβηδόν γ υ ν α ιξ ίν άμα
κα ί π α ισ ί ξίφ ει κ α ί λ ιμ ω κα ί μνρίοις άλλοις
είδεσι π ερ ιπ επ τώ κασ ιν θανάτου, πόλεώ ν
τ ε Ιο υ δ α ϊκ ώ ν δ σαι τ ε κα ί ο ΐα ι γεγό να σ ιν
π ο λ ιο ρ κ ία ι, ά λ λ ά κα ί όπόσα οί έπ* α ύ τή ν
Ιερ ο υ σ α λ ή μ ώς άν έπ ί μη τρ ό π ο λιν όχυρω τ ά τ η ν καταπ εφ ευγότες δεινά κ α ί πέρα
δεινών έοράκασι, τοΟ τ ε π α ντό ς πολέμου
τό ν τρό π ο ν κ α ί τ ώ ν έν τ ο ύ τ ω γ ε γ ε ν η μένων έν μέρει έκαστα, κα ί ώς έπ ί τέλει
τ ό πρός τ ώ ν π ρ ο φ η τώ ν άνηγορευμένον

β δέλνγμα τή ς έρημώσεως έν α ύ τώ κ α τέσ τη
τ ω π ά λ α ι τ ο υ Θεού π ερ ιβ ο ή τω νεω, π α ν­
τελ ή φθοράν κα ί άφανισμόν έσ χατον τό ν
δ ιά πυρός ύπ ο μ είναντι, π άρεσ τιν ό τ φ
φίλον, έπ* ακριβές έκ τή ς τ φ Ίω σ ή π φ
γραφείσης άναλέξασ θαι Ιστορίας.
5 ώς δέ ό αύτός ούτος τ ώ ν άθροισθέντω ν άπ ό τή ς Ίο υ δ α ία ς άπάσης έν ήμέραις τή ς το ΰ π ά σ χ α έορτής ώσπερ έν είρκ τή βήμασιν αύ το ϊς άπ οκλεισθήναι είς τ ά
“Ιεροσόλυμα άμφί τριακο σ ίας μυριάδας τ ό
πλήθος ίσ το ρεϊ, ά να γκα ϊο ν ύποσ ημήνασθαι.
6 χρήν δ’ ούν έν αίς ήμέραις τό ν π ά ν­
τ ω ν σ ω τή ρ α κα ί εύεργέτην Χ ρ ισ τό ν τ ·
τ ο υ θεου τ ά κ α τ ά τ ό πάθος δ ια τέ θ ειν τα ι,
τα ϊς α ύ τα ϊς ώσπερ έν ειρκτή κ α τα κ λ εισ Θέντας τό ν μετελθόντα αύτούς όλεθρον
πρός τή ς θείας δίκης καταδέξασθαι.

47 D an 9.27; i 2 , i 1; cf. M t 24,15; M e 13-14.
48 J o sE F O , B I 6 (9,3) 425-(9,4) 428; cf. S. G. F. B r a n d o n , The Fall o f Jerusalem and the
Christian Church. A Study o f the Effects o f the Jewish Overthrow o f A. D. 70 on C hristianity
(Londres 1951).

esos mismos, encerrados como en una cárcel, recibieran la ruina que
los alcanzaba de parte de la justicia de Dios.
7 M as pasando por alto lo que les fue sobreviniendo y los in ­
tentos que hubo contra ellos con la espada y de otras maneras, creo
necesario aducir solamente las calamidades causadas p or el hambre,
para que quienes lean este escrito puedan saber en parte cómo no
tardó mucho en alcanzarles el castigo d iv in o por su crim en contra
el C risto de D ios.

6
[D

el

ham bre

que

o p r im ió

a

lo s

j u d ío s

]

1 Así, pues, si tomas otra vez en tus manos el lib ro V de las
Historias de Josefo, lee la tragedia de lo acontecido entonces:
«Para los ricos— dice— quedarse era igual que perderse, pues, so
pretexto de que desertaban, a cualquiera lo asesinaban p or sus b ie ­
nes. C on el hambre crecía la desesperación de los rebeldes y de día
en día la una y la otra se encendían terriblem ente.
2 »E1 trig o estaba invisible, pero ellos irru m p ía n en las casas
y las registraban. Entonces, si lo encontraban, los maltrataban por
haber negado; si no lo encontraban, los torturaban p o r haberlo es­
condido tan cuidadosamente. La prueba de tener o de no tener eran
los cuerpos de los desgraciados: los que todavía se tenían de pie
parecía que abundaban en alimentos; a los que estaban ya consum i­
dos, los dejaban en paz: les parecía fuera de razón matar a los que
en seguida m orirían de inanición.
7 Παρελθών δ ή τα τ ώ ν έν μέρει συμβεβηκότω ν α ύτο ϊς όσα δ ιά ξίφους κα ί
άλλω τρόττω κατ* α ύ τώ ν έγ κ εχ είρ η τα ι,
μόνας τά ς δ ιά το ύ λιμο ύ ά να γκα ΐο ν ή γ ο ύ μα ι συμφοράς -πταραθέσθαι, ώς άν έκ μέρους
έχοιεν οί τή δ ε τ ή γραφ ή έντυγχάνο ντες
είδέναι όπως αύτούς τή ς είς τό ν Χ ρ ισ τό ν
τ ο ύ θεού παρανομίας ούκ είς μακρόν ή
έκ Θεού μετήλθεν τ ιμ ω ρ ία .

ζ '
I
φέρε δή ούν, τώ ν “Ισ το ρ ιώ ν τ ή ν
π έμ π τη ν το ύ Ίω σ ή π ο υ μετά χεϊρας αύΟις
άναλαβώ ν, τώ ν τ ό τε π ραχθέντω ν δίελΟε
τ ή ν τρ α γ ω δ ία ν·

«τοΐς γ ε μήν εύπόροις» φησί «καί τ ό
μένειν πρός άπωλείας ϊσον ήν· προφάσει
γ ά ρ αύτομολίας άνη ρεΐτό τ ις δ ιά τ ή ν
ούσίαν. τ ω λιμ ώ δ* ή άπ όνο ια τ ώ ν
σ τα σ ια σ τώ ν σννήκμαζεν, κ α ί καθ’ ή μέραν
άμφότερα προσεξεκάετο τ ά δεινά.
2 »φανερός μέν γ ε ούδαμοΟ σ ίτο ς ήν,
έπεισπηδώντες δέ διηρεύνων τά ς οίκίας,
έπειθ’ εύρόντες μέν ώς άρνησαμένονς ή κ ίζοντο, μή εύρόντες δέ ώς έπιμελέστερον
κρύψαντας έβασάνιζον. τεκμήριον δέ το υ
τ* έχειν καί μή, τ ά σ ώ μ α τα τ ώ ν άθλίω ν·
ών οί μέν έτι σννεστώτες εύπορεΤν τροφής
έδόκουν, οί τηκόμενοι δέ ήδη παρω δεύοντο , κα ί κτείνειν ά λογον έδόκει τούς ύπ*
ένδειας τεθνηξομένους α ύ τίκα .

3 »M uchos daban ocultamente sus bienes a cambio de una m e­
dida de trig o si eran ricos; de cebada los más pobres. Luego se en­
cerraban en lo más oculto de sus casas y, aguijoneados p o r la nece­
sidad, los unos se comían el trig o en crudo; los otros lo cocían a
medida que la necesidad y el m iedo se lo dictaban.
4 »No se ponía la mesa, antes bien, sacaban del fuego la comida
todavía cruda y la devoraban. E l alim ento era m isérrim o y el es­
pectáculo deplorable: los más poderosos acaparando y los débiles
lamentándose.
5 »E1 hambre excede a todos los sufrim ientos, pero de nada es
tan destructor como del sentido de la dignidad, pues lo que en otro
tiem po se tendría p o r digno de respeto se lo desprecia en tiem po
de hambre. A sí, las mujeres arrebataban los alimentos de las mismas
bocas de sus maridos, los hijos de las de sus padres y, lo que es
lamentable p or demás, las madres de las bocas de sus h ijito s , y
mientras los seres más queridos se consumían entre sus manos, nada
les frenaba de arrebatarles las últim as gotas que les hacían v iv ir.
6 »Pero aun siendo tal su comida, no quedaba oculta. Por todas
partes se echaban encima los rebeldes en busca de esta presa. Cuando
veían una casa cerrada, era señal de que los de dentro habían con­
seguido comida, y al punto rom pían las puertas y se precipitaban
dentro, y sólo les faltaba ya apretar las gargantas y arrancarles el
bocado.
7 »Golpeaban a los ancianos que no soltaban sus alimentos y
arrancaban el cabello a las mujeres que escondían lo que tenían
entre manos. N o había compasión n i p or los viejos n i p o r los niños,
sino que levantaban a los niños que se aferraban a su bocado y los
3 »π ολλοί δέ λάθρα τά ς κτήσ εις ένός
ά ν τ ικ α τη λ λ ά ξ α ν το μέτρου, πυρώ ν μέν,
εί π λ ο υ σ ιό τερ ο ι τυ γ χ ά ν ο ιεν δντες, ο! δέ
πενέστερο! κριθής* έπ ε ιτα κατακλείο ντες
έαυτούς είς τ ά μυχαίτοπτα τ ώ ν οίκιώ ν,
τινές μέν ύπ* άκρας ένδείας άνέρ γασ το ν
τ ό ν σ ίτο ν ήσθιον, οί δ* έπεσσον ώς ή τ ε
α νά γκη καί τ ό δέος παρήνει, κ α ί τρ ά π εζα
μέν ούδαμου πα ρετίθετο,

τρ ό τα το ν , μητέρες νη π ίω ν Ιξή ρ π α ζον έξ
α ύ τώ ν τ ώ ν σ το μ ά τω ν τά ς τροφάς, κα ί
τ ώ ν φ ιλ τά τ ω ν έν χερσί μαραινομένων ούκ
ήν φειδώ το ύ ς τ ο υ ζή ν άφελέσθαι σ τ α ­
λαγμούς.

4 »τοΰ δέ πυρός ύφέκοντες έ τ ' ώ μά
τ ά σ ιτ ία διήρπαζον. έλεεινή δ* ήν ή
τρο φ ή κ α ί δακρύων άξιος ή θέα, τ ώ ν μέν
δυνατω τέρω ν π λεονεκτούντω ν, τ ώ ν δέ
ασθενών όδνρομένων.

6 > το ια ύ τα δ* έσθίοντες, όμως ού διελάνθανον, π α ν τα χ ο υ δ* έφ ίσ τα ν το ο ί σ τα σ ια σ τ α ί κ α ί το ύ τω ν ταΤς άρ π α γα ΐς. όπ ότε
γ ά ρ κ α τίδ ο ιεν άποκεκλεισμένην οΙκίαν,
σημεΤον ήν τ ο ύ τ ο το ύς ένδον προσφέρεσθ αι τροφ ήν, εύθέως δ* έξαράξαντες τά ς
θύρας είσεπήδω ν, κ α ί μόνον ούκ έκ τώ ν
φ α ρ ύ γγω ν άναθλίβοντες τά ς άκόλους άνεφερον.

5 » π ά ντω ν δή παθώ ν ύ π ε ρ ίσ τα τα ι
λιμός, ούδέν δ* ούτω ς άπ όλλυσ ιν ώς
αίδώς* τ ό γ ά ρ άλλω ς έντροπής ά ξιο ν έν
τ ο ύ τ φ κατα φ ρ ο νεϊτα ι. γυναίκες γοΟν
άνδρών καί παΐδες π α τέρω ν καί, τ ό ο ίκ -

7 » έτύ π το ντο δέ γέροντες άντεχόμενοι
τώ ν σ ιτίω ν , κ α ί κόμης έσπαράσσοντο
γυναίκες σ υ γκ α λύ π το υ σ α ι τ ά έν χερσίν,
ούδέ τ ις ήν οίκτος π ο λιάς ή νη π ίω ν, ά λλά
συνεπαίροντες τ ά π α ιδ ία τώ ν ψωμών

dejaban caer contra el suelo. Con los que, adelantándose a su irru p ­
ción, se tragaban antes lo que ellos habían de arrebatarles eran aún
más crueles, como si hubieran recibido una injusticia.
8 «Discurrían espantosos métodos de to rtu ra para descubrir
comida: obstruían a los desgraciados la uretra con granos de legum ­
bre y les traspasaban el recto con varas puntiagudas. Se padecían
tormentos que espantan con sólo oírlos, hasta confesar la posesión
de un solo pan y descubrir un solo puñado de harina escondida.
9 »Mas los torturadores no pasaban hambre alguna— que su
crueldad sería mucho menor de mediar necesidad— , sino que ejer­
citaban su loco orgullo y se iban haciendo con provisiones para los
días p o r venir.
10 »Salían al paso de los que de noche se arrastraban hasta las
avanzadas romanas para recoger legumbres agrestes y hierbas. C uan­
do ya éstos pensaban haber escapado de los enemigos, aquéllos les
arrebataban lo que llevaban, y muchas veces que los infelices s u p li­
caban invocando p or el te rrib le nombre de D ios que les dejaran
una parte de lo que con tanto peligro habían traído, no les dejaban
n i tanto así, y aún podían estar contentos si, además de quedar des­
pojados, no eran asesinados»49.
11 A esto, después de otras cosas, añade:
«Con las salidas se les cortó a los judíos tam bién toda esperanza
de salvación, y el hambre, abatiéndose de casa en casa y de fam ilia
en fam ilia, iba devorando al pueblo. Los terrados se llenaban de
mujeres y de niños de pecho fallecidos, y las callejuelas, de cadáve­
res de ancianos.
έκκρεμάμενα κατέσεισν είς έδαφος, το ΐς
δέ φθάσασι τ ή ν είσδρομήν α ύτώ ν καί
π ρ ο κα τα π ιουσ ιν τ ό άρπαγησόμενον ώς
άδικηθέντες ήσαν ώ μότεροι,
8 »δείνας δέ βασάνω ν όδούς έπενόουν
πρός έρευναν τροφής, όρόβοις μέν έμφράττο ν τες το ΐς άθλίοις τούς τώ ν αίδ οίω ν
πόρους, βάβδοις δ’ όξείαις άναπείροντες
τά ς έδρας· τ ά φ ρ ικ τά δέ καί άκοαϊς έπασχέ
τις είς έξομολόγησ ιν ενός ά ρ το υ κ α ί Τνα
μηνύση δράκα μίαν κεκρυμμένων α λφ ίτω ν.
9 »οί β α σ α νισ τα ί δ’ ούδ* έπείνων (κ α ί
γ ά ρ ή τ τ ο ν άν ώμον ή ν τ ό μετά ά νά γκη ς),
γυμνάζοντες δέ τ ή ν άπ όνοιαν καί προπαρασκευάζοντες έαυτοϊς είς τά ς έξης
ημέρας έφόδια.
10

»τοΐς δ* έπί τ ή ν “Ρωμαίω ν φρουράν

49 J o s e f o ,

B I 5 (10,2) 424-(io,3) 438.

νύκτω ρ έξερπύσασιν έπί λα γάνω ν συλ­
λ ο γ ή ν ά γ ρ ιω ν κ α ί πόας ύπ αντώ ντες, ότ*
ήδη διαπεφευγέναι τούς πολεμίους έδόκουν, άφ ήρπαζον τ ά κομισθέντα, κ α ί π ο λ λάκις ίκετευόντω ν κα ί τ ό φ ρ ικ τό τα το ν
έπικαλουμένων όνομα τ ο ύ θεού μεταδουνα ι τ ι μέρος α ύτο ϊς ών κινδυνεύσαντες
ήνεγκαν, ούδ* ό τιο υ ν μετέδοσαν, α γ α π η ­
τό ν δ’ ήν τ ό μή κα ί προσαπολέσθαι σεσυλημένον».
11

το ύ το ις μεθ’ ετερα έπιφέρει λ έ γ ω ν :

« Ίουδ α ίο ις δέ μετά τώ ν έξόδων

άπε-

κόπη π ά σ α σ ω τηρίας έλπίς, κ α ί βαθύνας
εαυτόν ό λιμός καΓ οίκους κα ί γενεάς τό ν
δήμον έπεβόσκετο, καί τ ά μέν τ έ γ η π επ λήρω το γυνα ικώ ν κα ί βρεφών λελυμένων,
οί στενω π οί δέ γερ όντω ν νεκρών,

12 »Muchachos y jóvenes, hinchados, vagaban por las plazas
como espectros y caían muertos allí donde los cogía un dolor. Los
enfermos no tenían fuerzas para enterrar a sus parientes, y los que
hubieran podido, se negaban, p o r ser tantos los muertos y por la
in ce rtid um bre de su propio destino. E n efecto, muchos caían m uer­
tos ju n to a los recién enterrados por ellos, y muchos iban a sus
tum bas antes que la necesidad se lo impusiera.
13 »No había lamentos n i lloros en estas calamidades: el ham ­
bre ahogaba los sentimientos, y los que iban lentamente m uriendo
contemplaban con ojos secos a los que m orían antes que ellos. U n
silencio profundo y una noche preñada de m uerte envolvía a la
ciudad. Y peor que todo esto eran los ladrones.
14 »Penetraban en las casas como ladrones de tumbas, despo­
jaban a los cadáveres y, después de arrancar los velos que cubrían
los cuerpos, se marchaban entre risas. Y probaban el filo de sus
espadas en los cadáveres y, probando el hierro, atravesaron a algu­
nos que, aunque caídos, aún vivían. Pero si alguno les pedía que
u tiliza ra n en él su fuerza y su espada, lo desdeñaban y lo abando­
naban al hambre. Y todo el que expiraba m iraba fijamente hacia el
tem plo, porque dejaba vivos tras sí a los rebeldes.
15 »Estos, al comienzo, por no soportar el hedor, mandaban
que se enterrara a los muertos a expensas del tesoro público, pero
luego, cuando ya no se daba abasto, los arrojaban p or las murallas
a los barrancos. Cuando T ito hizo la ronda por aquellos barrancos
y vio que estaban repletos de cadáveres y el espeso líq u id o oscuro
que manaba por debajo de los cadáveres en putrefacción, se puso
12 »παϊδες δέ καί νεανίαι διοιδουντες
ώσπερ είδω λα κ α τ ά τά ς αγοράς άνειλοϋντ ο κ α ι κ α τέπ ιπ το ν όπη τ ιν ά τ ό πάθος
κα τα λα μβ ά νο ι. θ ά π τειν δέ τούς προσή­
κοντος ούτε ΐσχυον οί κάμνοντες κ α ί τ ό
διευτονοΟν ώκνει δ ιά τε τ ό πλήθος τώ ν
νεκρών κα ί τ ό κ α τ ά σφάς άδηλον· Π ολλο ί
γοΟν το ΐς ΰ π ’ α ύ τώ ν θαπτομένοις έπαπέθνησκον, π ο λ λ ο ί δ’ έπί τά ς θήκας, π ριν
έπ ισ τή ν α ι τ ό χρεών, προήλθον.
13 »ούτε δέ θρήνος έν τα ΐς συμφοραΐς
ούτε όλοφνρμός ήν, άλλ* ό λιμός ή λεγχε
τ ά πάθη, ξηροΐς δέ το ΐς δμμασιν ο ί δυσθανατουντες έθεώρουν τούς φθάσαντας
άναπαύσασθαι, βαθεϊα δέ τ ή ν π ό λιν περιεϊχεν σ ιγ ή και νύξ Θανάτου γέμουσα.
14 »καί το ύ τω ν ο ί λ η σ τ α ί χα λεπ ώ τεροι. τυμβωρυχοΟντες γο υ ν τά ς οίκίας,
έσύλων τούς νεκρούς, κα ί τ ά κα λύμμ α τα
τώ ν σω μάτω ν περισπώ ντες, μετά γέλω το ς

έξήεσαν, τά ς τ ε άκμάς τ ώ ν ξιφώ ν έδοκίμαζον έν το ΐς π τώ μ α σ ιν, κ α ί τιν α ς τώ ν
έρριμμένων έ τ ι ζώ ντας διήλαυνον έπί
πείρα το υ σιδήρου, τούς δ* Ικετεύοντας
χ ρ ή σ α ι σφίσιν δεξιάν κα ί ξίφος*, τ φ λ ιμ φ
κατέλιπ ο ν ύπερηφανοΟντες, καί τώ ν έκπνεό ντω ν έκαστος ατενές είς τό ν ναόν άφεώρα, τούς σ τα σ ια σ τά ς ζώ ντας άπ ολιπ ώ ν.
15 »οί δέ τ ό μέν π ρ ώ τον έκ το υ δη­
μοσίου θησαυρού τούς νεκρούς Θάπτειν
έκέλευον, τ ή ν όσμήν ού φέροντες· έπειθ’
ώς ού διήρκουν, άπ ό τώ ν τειχ ώ ν έρρίπτο υ ν είς τά ς φ ά ρ α γγα ς. περιιώ ν δέ τα ύ τα ς
ό Τ ίτο ς ώς έθεάσατο πεπλεσμένας τ ώ ν
νεκρών κα ί βαθύν ίχώ ρ α μυδώ ντω ν τό ν
ύπορρέοντα τ ώ ν σω μάτω ν, έστέναξέν
τε κ α ί τά ς χεΐρας άνατείνας κα τεμα ρ τύρα το τό ν θεόν, ώς ούκ είη τ ό έργον
αύτού».

a gem ir y levantando las manos tomaba a D ios por testigo de que
aquello no era obra suya»50.
16 Después de añadir algunas cosas continúa diciendo:
«Yo no podría desistir de expresar lo que el sentim iento me o r­
dena: creo que, si los romanos hubieran demorado su acción contra
los culpables, el abismo se hubiera tragado a la ciudad, o las aguas
la hubieran sumergido, o la hubieran alcanzado los rayos de Sodoma, pues la generación que encerraba era m ucho más im pía que
las que sufrieron esos castigos. Y por la demencia crim in a l de estas
gentes, el pueblo entero pereció con ellos» 51.
17 Y en el lib ro V I escribe lo siguiente:
«De los que perecieron en la ciudad por el hambre, el núm ero
fue in fin ito , y los padecimientos, indecibles. E n cada casa había
guerra como apareciese en un rincón una sombra de comida, y los
que más se querían entre sí venían a las manos por arrebatarse el
miserable sostén de la vida. N i siquiera en los m oribundos confiaba
la necesidad.
18 »Los ladrones registraban incluso a los que estaban e xp i­
rando, no fuera que alguno escondiese alimentos bajo el vestido
y fingiese estar m uerto. O tros, con la boca abierta p or efecto de la
desnutrición, andaban tambaleándose y desencajados como perros
rabiosos y empujaban las puertas como hacen ios borrachos y, en
su impotencia, entraban en las mismas casas dos y tres veces en una
sola hora.
19 »La necesidad les hacía llevarse todo a la boca y, cuando
recogían alimentos incluso indignos de los animales irracionales más
16 το ύ το ις έττειίτών τ ιν α μεταξύ έτηφέρει λ έ γ ω ν
«ούκ άν ύττοσ τειλα ίμ ην είττεϊν ά μοι
κελεύει τ ό πάθος, ο ϊμ α ι “Ρω μαίων βραδυνάντω ν έπ ί τούς ά λιτη ρ ίο ι/ς, ή κ α ταττοθήναι άν ύπό χάσμα τος ή κα τα κλυσ θήναι τ ή ν π ό λιν ή τούς τή ς Σοδομηνής
μεταλα βεϊν κεραυνούς· π ολύ γ ά ρ τώ ν
τα Ο τα τταθόντω ν ήνεγκεν γενεάν άθεω τέραν· τ ή γο ϋ ν το ύ τω ν άπονοίςι πας ό λαός
συναπώλετο».

παραφανείη σκιά, πόλεμος ήν, κ α ί δ ιά
χειρώ ν έχώρουν ο ί φ ίλ τα τ ο ι πρός ά λ λ ή λους, έξαρπάζοντες τ ά τα λ α ίπ ω ρ α τή ς
ψυχής έφόδια, π ίσ τις δ’ άπορίας ούδέ
το ϊς θνήσκουσιν ήν,

17 καί έν τ φ έκ τφ δέ β ιβ λ ίφ ο ύτω ς
γράφ ει

18 > άλλά κα ί τούς έμπνέοντας οί λ η σ τ α ΐ διηρεύνων, μή τ ις ύπό κόλπον έχων
τροφήν, σ κ ή π το ιτο τό ν θάνατον α ύ τ φ .
οΤ δ* ύπ* ένδείας κεχηνότες ώσπερ λυσ σώντες κύνες έσφάλλοντο κ α ί παρεφέροντο
τα ϊς τε Θύραις ένσειόμενοι μεθυόντων τ ρ ό ­
πον κ α ί ύπ* άμηχανίας τούς αύτούς
οίκους είσεπήδω ν δίς ή τρ ις ώρφ μια.

« τώ ν δ’ ύπό το υ λιμο ϋ φθειρόμενων
κ α τ ά τ ή ν π ό λ ιν άπειρον μέν έπ ιπ τε τ ό
πλήθος, ά δ ιή γ η τ α δέ σννέβαινεν τ ά πάθη.
καθ* έκάστην γ ά ρ ο ίκίαν, εί που τροφής

19 » π άντα δ* ύπ* όδόντας ή γ εν ή
άνάγκη , κα ί τ ά μηδέ το ίς β υπ αρ ω τά το ις
τώ ν ά λό γω ν ζφ ω ν πρόσφορα σ υλλέγοντες έσθίειν ύπέφερον.
ζω σ τή ρω ν γο ϋ ν

50 JOSEFO, B I 5 (1 2 ,3 ) 5 I 2 - ( l 2 , 4) 519 s i J o s e f o , B I 5 (1 3 ,6 ) 566. N ó te s e la

acción romana en Palestina.

tendencia de Josefo a la apologética en pro de la

repugnantes, se los llevaban a escondidas para comérselos, y así
term inaron por no abstenerse n i siquiera de los cinturones y del
calzado, y quitaban las pieles de sus escudos y las masticaban. Para
algunos eran alim ento incluso las briznas de la hierba vieja, y otros
recogían fibras de plantas y vendían una m ínim a porción p o r cuatro
dracmas áticos 52.
20
qué habría que decir de la im pudencia de las gentes
presa del desánimo? Porque voy a m ostrar una obra suya cual no
se encuentra narrada n i entre los griegos n i entre los bárbaros, es­
pantosa para decirla, increíble para escucharla. Y o al menos, para
no dar la im presión de que estoy inventando para la posteridad, de
buena gana o m itiría esta calamidad si no tuviera infin id a d de te sti­
gos contemporáneos míos. Y además prestaría a m i patria un favor
bien menguado si renunciara a relatar los males que de hecho ha
padecido.
21 »Una m ujer de las que habitaban a la otra o rilla del Jordán,
llamada M aría, hija de Eleazar, de la aldea de Batezor— nombre
qqe significa 'casa de hisopo*— notable p o r sus riquezas y su linaje,
huyó a Jerusalén con el resto de la muchedumbre y con ella com­
partía el asedio.
22 »Los tiranos le arrebataron todos los otros bienes que había
reunido y llevado consigo a la ciudad desde Perea. L o demás de su
ajuar y el poco alim ento que apercibieron se lo fueron arrebatando
las gentes armadas que cada día entraban. Fue tremenda la in d ig ­
nación de aquella pobre m ujer, que muchas veces injuriaba y m al­
decía a los ladrones para excitarlos contra sí misma.
κ α ί υπ ο δ η μάτω ν τ ό τελ εν τα ϊο ν ούκ
άπ έσ χοντο κ α ι τ ά δέρματα τ ώ ν θυρεών
άποδέροντες έμασώντο, τροφ ή δ’ ή ν κα ί
χ ό ρ το υ τ ισ ϊν π α λ α ιο ύ σ π α ράγμ ατα* τά ς
γ ά ρ ϊνας Ιν ιο ι σνλλέγοντες, έλά χ ισ το ν
σταθμόν έπώλουν Α τ τ ικ ώ ν τεσσάρω ν.
2 0 »καί τ ί δεί τ ή ν έπ* άψ ύχοις ά να ίδειαν το ύ λιμο ύ λ έγειν; είμι γ ά ρ α ύτο ύ
δηλώ σω ν έργον όποιον μήτε παρ* Έ λ λ η σιν μή τε π α ρά βαρβάροις Ισ τό ρ η τα ι,
φ ρικτόν μέν είπείν, ά π ισ το ν δ* άκούσαι.
κα ί Ιγ ω γ ε , μή δόξσ ιμι τερατεύεσθαι το ίς
αύθις άνθρώποις, καν π αρέλιπ ον τ ή ν
συμφοράν ήδέως, εί μή τώ ν κατ* έμαυτόν
είχον απείρους μάρτυρας* άλλω ς τ ε κα ί
ψ υχράν αν καταθείμην τ ή π α τρ ίδ ι χάριν,
καθυφέμενος τό ν λό γο ν ώ ν μέπονθε τ ά
έργα.

;2

C f.

E u s e b io ,

Theoph.

4 ,2 1 .

21 »γυνή τ ώ ν ύπέρ Ίο ρ δ ά νη ν κ α το ικούντω ν, Μ α ρ ία τουνομα, π ατρύς ’ Ελεαζάρου, κώμης Βαθεζώρ (σημα ίνει δέ τ ο ύ το
οίκος ύσσώ που), δ ιά γένος καί π λο ύτο ν
Ιπίσημος, μετά το ύ λο ιπ ο ύ πλήθους είς τ ά
Ιεροσόλυμα κα τα φ υγο ύσ α σννεπολιορκεϊτο.
22 » τα ύτης τ ή ν μέν ά λλη ν κ τή σ ιν οί
τύρα ννοι διήρπασαν, όσην έκ τή ς Περαίας
άνασκευασαμένη μετήνεγκεν είς τ ή ν π όλιν,
τ ά δέ λείψ ανα τ ώ ν κειμηλίω ν καν ε! τ ι
τροφής έπινοηθείη, καθ* ήμέραν είσπ ηδώντες ήρπ αζον οί δορυφόροι, δεινή δέ
τ ό γύνα ιο ν ά γα νά κ τη σ ις είσήει, κα ί π ολλάκις λοιδορούσα κ α ί καταρω μένη τούς
άρπαγας έφ’ έαυτήν ήρέθιζεν.

23 »Pero como nadie la mataba, movidos p o r la ira o por la
compasión, y cansada de buscar alimentos para otros, que ya era
imposible encontrar en parte alguna, con las entrañas y la medula
traspasadas por el hambre y encendido su ánimo más p o r la rabia
que por el hambre, tom ó como consejeros a la cólera y a la necesi­
dad y se lanzó contra la naturaleza. A garró el h ijo que tenía— niño
de pecho todavía— y dijo:
24 »jCriatura desgraciada! En medio de la guerra, del hambre
y de la revuelta, ¿para quién voy a guardarte? Entre los romanos,
si por acaso caemos vivos en sus manos, la esclavitud; pero el ham ­
bre se anticipa a la misma esclavitud y los rebeldes son aún peores
que ambas cosas. jEa! sé alim ento para mí, m aldición para los re ­
beldes y fábula para el mundo: lo único que faltaba a las calamida­
des de los judíos!
25 »Y al tiem po que iba diciendo estas cosas, dio muerte a su
hijo. Después lo asó y se comió la m itad; el resto lo guardó escon­
dido. E n seguida se presentaron los rebeldes y, husmeando la tu ­
farada impía, amenazaron a la m ujer con degollarla inm ediatam en­
te si no les mostraba lo que tenía preparado. E lla entonces les d ijo
que para eilos guardaba una hermosa porción y descubrió lo que
quedaba de su h ijo.
26 »E1 h o rro r y el pasmo los sobrecogió al punto y quedaron
clavados en el sitio ante aquel espectáculo. Pero ella dijo: Es m i
propio h ijo y yo lo hice. Comed, que tam bién yo he comido. N o
seáis más blandos que una m ujer n i más compasivos que una ma­
dre. Pero si vosotros por escrúpulos piadosos rehusáis m i sacrificio,
yo he comido ya por vosotros, quede el resto tam bién para mí.
23 »ώς δ’ οϋτε παροξυνόμενός τ ις ο υ τ ’
ελεών α ύ τή ν άνήρει κα ί τ ό μέν εύρείν τ ι
σ ιτίο ν άλλοις έκοπία, ττανταχόΟεν δ ’ άπο­
ρον ή ν ήδη καί τ ό εύρεϊν, ό λιμός δέ
δ ιά σ π λά γχνω ν καί μυελών έχώρει καί
το ϋ λιμοϋ μάλλον έξέκαιον οί θυμοί,
σύμβουλον λαβοϋσα τ ή ν ορμήν μετά τή ς
ανάγκης, έπί τ ή ν φύσιν έχώρει, καί τ ό
τέκνον, ήν δ’ α ύ τή παίς ύπομάστιος,
άρπασαμένη,

25 »καί τα υ θ ’ άμα λέγο νσ α κτείνει
τό ν υίόν, Ιπ ε ιτ ’ ό π τή σ ασ α , τ ό μέν ήμισυ
κατεσθίει, τ ό δέ λο ιπ ό ν κατα κα λύψ α σ α
έφ ύλαττεν. εύθέως δ’ ο ί σ τ α σ ια σ τα ί
παρήσαν κα ί τή ς άθε μ ίτο υ κνίσης σπ άσαντες, ήπείλουν, εί μή δείξειεν τ ό π α ρασκευασθέν, άποσφάξειν α ύ τή ν εύθέως·
ή δέ κα ί μοίραν α ύτο ϊς είποϋσα καλήν
τετηρ η κέναι, τ ά λείψ ανα το ϋ τέκνου
διεκάλυψεν.

24 »<βρέφος>, είπεν, «άθλιον, εν π ολέμφ καί λ ιμ ώ και στάσ ει, τ ίν ι σε τη ρ ώ ;
τ ά μέν π α ρά “Ρωμαίοις δουλεία καν ζή σωμεν έπ’ αύτούς, φθάνει δέ κα ι δουλείαν
ό λιμός, οί σ τα σ ια σ τα ΐ δέ άμφοτέρων
χ α λ επ ό τερ ο ι, ΐθι, γενοϋ μοι τροφ ή καί
το ϊς σ τα σ ια σ τα ΐς έρινΰς και τ ω β ίω μϋθος,
ό μόνος ελλείπω ν τα ίς Ίουδαίοον συμφοραϊς>.

26 »τοΰς δ’ εύθέως φρίκη καί φρενών
έκστασις ήρει, καί π α ρά τ ή ν όψ ιν έπεπήγεσαν. ή δ’ , <έμόν>, Ιφ η, « το ϋ το τ ό
τέκνον γνή σ ιον, καί τ ό έργον έμόν. φάγετε, καί γ ά ρ έγώ βέβρωκα* μή γένησθε
μήτε μαλακώ τεροι γυναικός μή τε συμπ α­
θέστεροι μητρός. εί δ* υμείς εύσεβεϊς κα ί
τή ν έμήν άποστρέφεσθε θυσίαν, έγ ώ μέν
ύμϊν βέβρωκα, καί τό λοιπ όν δ ’ έμοί
μεινάτω>.

27 «Después de esto, aquéllos se marcharon tem blando: era
la única vez que se acobardaban y que, mal de su grado, cedían a
la madre semejante comida. En seguida la ciudad entera se llenó
de ho rror, y todo el m undo se estremecía al representarse ante los
ojos el crim en como si fuera propio.
28 »Y entre los hambrientos había prisa p o r m o rir y cierta
envidia de los que se habían adelantado m uriendo antes de escu­
char y contem plar semejantes horrores»53.
T a l fue la recompensa de los judíos p or su in iq u id a d e impiedad
para con el C risto de Dios.

7
[D e

la s

p ro fe c ía s

de

C r is t o ]

1 Justo es añadir la predicación in fa lib le de nuestro Salvador
po r la cual mostraba estas mismas cosas cuando profetizaba así:
M as ¡ay de ¡as que estén encinta o criando en aquellos dias! Orad
para que vuestra huida no tenga lugar en invierno ni en sábado. Por­
que habrá entonces una gran tribulación como no la hubo desde el co­
mienzo del mundo hasta ahora ni la habrá54.
2 Reuniendo el núm ero total de muertos, el escritor d ic e 55
que p o r el hambre y po r la espada habían perecido un m illó n cien
m il personas; que los rebeldes y bandidos que aún quedaban se
fueron denunciando unos a otros después de la tom a de la ciudad
2 7 »μετά τα ύ θ ’ οι μέν τρέμοντες έξήεσαν, πρός έν τοΟ το δ ειλοί καί μόλις τα ΰ τη ς
τή ς τροφής τ ή μ η τρ ί π αραχω ρήσαντες,
άνεπλήσθη δ ’ ευθέως όλη το υ μύσους ή
πόλις, κ α ί πρό όμμάτω ν έκαστος τ ό πάθος
λαμβάνω ν ώς παρ* α ύ τ φ τολμηθέν, έφ ριττεν.
28 »σπουδή δέ τώ ν λ ιμ ω τ τ ό ν τ ω ν έπι
τό ν θάνατον ήν και μακαρισμός τώ ν
φ θασάντω ν π ρ ίν άκούσαι κ α ι θεάσασθαι
κακά τη λ ικ α ύ τα » .
Ζ'
1 Τ ο ια ύ τα τή ς Ιο υ δ α ίω ν είς τό ν Χ ρισ­
τό ν το υ Θεού παρανομίας τ ε κα ι δυσσε-

βείας τά π ίχ ειρ α , παραθεΤνοη δ ’ α ύτο ϊς
ά ξιον κα ί τ ή ν άψενδή τ ο υ σω τήρος ήμώ ν
πρόρρησιν, δι* ής α ύ τ ά τ α υ τ α δ η λοϊ ώδέ
πως προφητεύω ν «ούαΐ δέ τα ϊς έν γ α σ τ ρ ί
έχούσαις καί τα ΐς Θηλαζούσαις έν έκείναις
τα ΐς ήμέραις· προσεύχεσθε δέ ΐν α μή γένη τ α ι υμών ή φ υγή χειμώνος μηδέ σ α β β ά τφ .
έσ τα ι γ ά ρ τ ό τ ε θλϊψ ις μεγάλη, ο ία ούκ
έγένετο ά π ’ άρχής κόσμου έως το ύ νύν,
ούδέ μή γ ένη τα ι» .
2 σ υ να γα γώ ν δέ π ά ν τα τό ν τώ ν άνηρημένων άριθμόν ό συγγραφεύς λ ιμ φ και
ξίφει μυριάδας έκατόν κα ί δέκα διαφθαρήνα ί φησιν, τους δέ λοιπ ούς στασιώ δεις
καί ληστρικούς, ύπ* ά λλή λω ν μετά τ ή ν
άλω σιν ένδεικνυμένους, άνηρήσθαι, τώ ν δέ

53 J o s e f o , B I 6 (3,3) i93-(3>4) 213.
54 M t 24,19-21.
55 J o s e f o , B I 6 (9,3) 420; (9,2) 417-418; (10,1) 435. Eusebio nos dará aquí un resumen
completo, aunque no m uy exacto, del pasaje de Josefo.

y fueron ejecutados; que los jóvenes más esbeltos y que sobresalían
p o r su belleza corporal los reservaban para la ceremonia del «triun­
fo», y que del resto de la población, los que pasaban de diecisiete
años, unos eran enviados encadenados a los trabajos forzados de
Egipto, y otros, más numerosos, fueron d istrib u id o s p o r las p ro ­
vincias para hacerlos perecer en los teatros p o r la espada o p or las
fieras; y a los que aún no llegaban a los diecisiete años se los con­
d ujo cautivos para venderlos. Solamente de éstos el núm ero daba
u n total de unos noventa m i l 56.
3 Estos acontecimientos sucedieron de este modo en el se­
gundo año del im perio de Vespasiano 57, según las predicciones de
nuestro Señor y Salvador Jesucristo, quien, p or su d iv in o poder,
había visto de antemano estas mismas cosas como si ya estuvieran
presentes y había llorado y sollozado, según la E scritura de los
sagrados evangelistas, que incluso añaden sus mismas palabras:
unas, las que d ijo dirigiéndose a la misma Jerusalén:
4 ¡S i también tú conocieras, al menos en este día, lo que atañe
a tu p a z ! M as ahora está oculto a tus ojos. Porque vendrán dias sobre
ti, y tus enemigos te rodearán de empalizadas, te cercarán y de todas
partes te estrecharán. Y te asolarán a ti y a tus hijos 58.
5 Y otras como refiriéndose al pueblo: Porque habrá gran ne­
cesidad sobre la tierra y cólera contra este pueblo. Y caerán al filo de
νέων τούς ύ ψ ηλο τά το υς κ α ί κάλλει σώμα­
το ς διαφέροντας τετη ρ ή σ θ α ι θριάμβ φ , τ ο ύ
δέ λο ιπ ο ύ πλήθους τούς ύπέρ έπ τα κ α ΐδεκα έτη δεσμίους είς τ ά κατ* Α ίγ υ π τ ο ν
έρ γ α παραπεμφθήναι, πλείους δέ εϊς
τά ς έπαρχίας διανενεμήσθα» φθαρησομένους έν το ϊς θεάτροις σ ιδ ή ρ φ κ α ί θηρίοις,
τούς δ* έντός έπ τακαίδ εκα έτώ ν α ιχ μ α λώ ­
τους άχθέντας διαπεπ ράσθαι, το ύ τω ν δέ
μόνων τ ό ν άριβμόν είς έννέα μυριάδας
άνδρών συναχβήναι.
3 τ α ύ τ α δέ το ύ το ν έπράχθη τ ό ν τρ ό ­
π ον δεντέρω τ ή ς Ο ύεσπασιανού β α σ ι­
λείας έτει άκολούθως τ α ϊς π ρ ο γνω σ τικ α ΐς
τ ο ύ κυρίου κ α ί σω τήρος ήμώ ν Ιη σ ο ύ
Χ ρ ισ το ύ προρρήσεσιν, θείς* δυνάμει ώσπερ
ήδη π α ρ ό ντα προεορακότος α ύ τά έπ ι-

δακρύσαντός τ ε κ α ί άποκλαυσαμένου κ α τά
τ ή ν τ ώ ν Ιερών ε υ α γ γ ελ ισ τώ ν γρα φ ήν, οί
κα ί α ύτάς α ύ το ύ π α ρ α τέθ ειντα ι τά ς λέξεις,
τ ο τ έ μέν φήσαντος ώς πρός α ύ τή ν τ ή ν
Ιερ ο υσ α λή μ

4 «εί έγνω ς κ α ί γε σύ έν τ ή ήμέρα
τ α ύ τ η τ ά πρός είρήνην σου* νύν δέ έκρύβη
άπ ό όφθαλμών σου* ό τ ι ή ξουσ ιν ήμέραι
έπί σέ, κ α ί π εριβαλούσίν σοι ο ί Ιχθροί
σου χάρακα, κ α ί περικυκλώ σουσίν σε, καί
συνέξουσίν σε πάντοθεν, κα ί έδαφιούσίν
σε κ α ί τ ά τέκ να σου»,
5 « το τέ δέ ώς περί το ΰ λαο ύ έσ τα ι
γ ά ρ ά νά γκ η μεγά λη έπ ί τή ς γ ή ς, καί
ό ρ γή τ φ λ α φ το ύ τφ * κ α ί π εσ ο ύντα ι έν
σ τό μ α τ ι μαχαίρας κα ί α ίχμ α λω τισ θή σ ο ντ α ι είς π ά ν τα τ ά έθνη· κ α ί “Ιερουσαλήμ

56 L a cifra de i . i o o .o o o muertos, dada por Josefo y recogida por Eusebio, es a todas
luces exagerada teniendo en cuenta la población de Palestina entonces. Para T á cito (H ist. 5,
13), los asediados en Jerusalén eran unos 600.000. Según Josefo, en dicha mortandad in te r­
vino, además del hambre y de la espada, la peste. L a cifra total de 90.000 cautivos, incluidos
los menores de diecisiete años, a la caída de Jerusalén, corresponde casi a la que da Josefo
para los prisioneros hechos en todo el transcurso de la guerra: 97.000.
57 Exactamente, en septiembre del 70.
58 Le 19,42-44. Sobre el tema de la destrucción de Jerusalén en el contexto de la tra d i­
ción cristiana, véase K . N . K l a r k , Worship in the Jerusalem Temple after A . D. 70: New
Testament Studies 6 (1959-1960) 269-280; E. F a s c h e r , Jerusalems Untergang in der urchristlichen und altchristlichen U eberlieferung: Theologische Literaturzeitung 89 (1964) 82-98.

la espada y serán llevados cautivos a todas las naciones. Y Jerusalén
será pisoteada por los gentiles, hasta que estén cumplidos los tiempos
de las gentes 59. Y otra vez: Y cuando viereis a Jerusalén cercada por
ejércitos, sabed entonces que ha llegado su desolación 6°.
6 Si uno compara las palabras de nuestro Salvador con los
demás relatos del escritor acerca de la guerra entera, ¿cómo no va
a quedar admirado y confesar como verdaderamente divinas y so­
brenaturalm ente portentosas la presciencia y la predicción de nues­
tro Salvador?
7 Por lo tanto, acerca de lo acontecido a la nación entera des­
pués de la pasión del Salvador y de los gritos aquellos con los cuales
la plebe ju d ía había pedido lib ra r de la m uerte al ladrón y asesino
y había suplicado que se les quitara del m edio al autor de la v id a 61,
no habrá necesidad de añadir nada a la narración.
8 C on todo, sería ju s to añadir lo que podría ser significativo
del am or a los hombres de la bondadosísima providencia, la cual
d ifirió la destrucción de los culpables durante cuarenta años com­
pletos después de su crim en contra C risto. D urante esos años, n u ­
merosos apóstoles y discípulos, y el m ism o Santiago, p rim e r obis­
po de a llí y llamado hermano del Señor, que estaban todavía con
vida y moraban en la misma ciudad de Jerusalén, se mantenían
fieles al lugar como fortísim a m uralla 62.
9 L a providencia divina hasta aquel entonces mostraba su
larga paciencia, po r si acaso pudieran arrepentirse de lo hecho y
Ισ τ α ι πατουμένη ύπό εθνών, άχρις ού
πληρω θώ σ ιν κ α ιρ ο ί έθνών». κ α ί π ά λ ιν
«όταν δέ ίδ η τε κι/κλουμένην ύπό σ τρ α ­
τοπ έδω ν τ ή ν Ιερ ο υσ α λή μ, τ ό τ ε γ ν ώ τε
ό τ ι ή γ γ ικ ε ν ή έρήμωσις αύτής».
6 συγκρίνας δέ τ ις τά ς τ ο ύ σω τήρος
ήμώ ν λέξεις τ α ίς λο ιπ α ϊς τ ο υ συγγραφέω ς
Ισ το ρ ία ις τα ίς περί τ ο υ π α ντό ς πολέμου,
πώς ούκ άν όποθαυμάσειεν, βείαν ώς α λη ­
θώς κ α ί ύπερφυώς παράδοξον τ ή ν πρόγ νω σ ιν όμού κα ί πρόρρησιν το υ σω τήρος
ή μώ ν όμολογήσ ας;
7 περί μέν ούν τώ ν μετά τ ό σω τή ριο ν
πάθος κ α ί τά ς φωνάς έκείνας έν αίς ή τώ ν
Ιο υ δ α ίω ν πληθύς τό ν μέν λ η σ τή ν και
φονέα το ύ Θανάτου π α ρ ή τη τα ι, τό ν δ*
α ρ χη γ ό ν τή ς ζωής έξ α ύτώ ν Ικέτευσεν

άρθήναι, τ φ π α ν τί συμβεβηκότω ν έθνει,
ούδέν άν δέοι τ α ίς Ισ το ρ ία ις έπ ιλέγειν,
8 τ α ύ τ α δ* άν εϊη δίκαιον έπιθεϊναι,
& γ ένο ιτ* άν π α ρ α σ τα τικ ά φιλανθρω πίας
τή ς π α ναγάθ ου προνοίας, τεσσ αράκοντα
έφ* όλοις Ιτεσ ιν μετά τ ή ν κ α τά τ ο υ Χ ρ ισ το ύ
τό λμ α ν τό ν κ α τ* α ύ τώ ν όλεθρον ύπερθεμένης, έν όσοις τ ώ ν άπ οσ τό λω ν κα ί τώ ν
μα θητώ ν πλείους Ιά κ ω β ό ς τ ε αύτός ό
τή δ ε πρώ τος έπίσκοπος, τ ο ύ κυρίου χρη μ α τίζω ν αδελφός, έ τ ι τ φ β ίφ περιόντες
και έπ* αυτή ς τή ς Ιεροσολύμω ν πόλεως
τά ς δ ια τρ ιβ ά ς ποιούμενο», ερκος ώσπερ
ό χ υ ρ ώ τα το ν παρέμενον τ φ τ ό π φ ,
9 τή ς Θείας έπισκοπής είς έ τ ι τ ό τε μακροθυμούσης, εί άρα π ο τέ δυνηθεΐεν έφ*
οίς έδρασαν, μετανοήσαντες σ υγγνώ μης

59 Le 11,13-14.
60 Le 11,10; B. Isa a c , judaea after A D 7 0 : The Journal o f Jewish studies 35 (1984)
4 4 -5 0 .

61 Le 23,18-19; Jn 18,40; A c t 3,14; cf. T e r t u l i a n o , Adv. Iud. I3,24ss. O r í g e n e s , C. Cels.
4,23. E u s e b i o , supra 6,28; I I 5,6, insiste sobre la culpabilidad de los judíos.
62 Cf. supra I I 23,4-7, con la nota 188; aquí u tilíza la palabra Ιρκος como interpretación
del π εριοχή de I I 23,7.

alcanzaran así el perdón y salvación; y p o r si fuera poco longani­
m idad tan grande, iba dejando ver señales divinas extraordinarias
de lo que había de sucederles si no se arrepentían. T am bién estas
señales el citado autor las ha considerado dignas de mención. Nada
m ejor que ofrecérselas a los que lean esta obra.

8
[D e

las

señales

que

p r e c e d ie r o n

a

la

guerra]

1 Tom a, pues, y lee cuánto aquél presenta en el lib ro V I de
sus Historias con estas palabras:
«Por aquel entonces, los impostores y los que tales calumnias
levantaban contra D ios pervertían al pueblo miserable, de modo
que n i atendían n i daban crédito a los portentos 63 bien claros que
anunciaban de antemano la inm inente desolación; antes bien, como
aturdidos por el rayo y como si no tuvieran ojos n i alma, hacían
oídos sordos a los mensajes de Dios.
2 »Tales fueron un astro que se detuvo sobre la ciudad, seme­
jante a una espada de doble filo, y un cometa que duró todo un
año. O tra vez fue cuando, antes de la insurrección y de los d is tu r­
bios que llevaron a la guerra, estando el pueblo reunido para cele­
b rar la fiesta de los ácimos, el octavo día del mes de Jantico 64, a la
hora nona de la noche, b rilló sobre el altar y el tem plo una luz tan
grande que se podía uno creer en pleno día, y esto duró una media
καί σ ω τηρίας τυ χ εϊν , κα ί πρός τ η το σ α ύ τη
μακροθυμία παραδόξους θεοσημείας τώ ν
μελλόντω ν αύ το ϊς μή μετανοήσασ ι συμβήσεσθαι παρασχομένης· ά καί α ύ τά μνή­
μης ήξιω μένα πρός τ ο υ δεδηλωμένου σ υ γ ­
γραφέως ούδέν οϊον το ϊς τή δ ε προσιοΰσιν
τ ή γραφ ή παραθεΐναι.

Η'
1

Καί δή λαβώ ν άνάγνω θι τ ά κ α τά
τ ή ν εκτην τώ ν “Ισ το ρ ιώ ν α ύ τώ δεδηλω ­
μένα έν το ύ το ις
«τόν γ ο ύν άθλιον δήμον ο ΐ μέν απ α­
τεώνες και καταψευδόμενοι το υ θεου τ η ν ικα υ τα παρέπειθον, το ϊς δ’ έναργέσι καί

π ροσημαίνουσι τ ή ν μέλλουσαν έρημίαν
τέρασιν ούτε προσεϊχον ο ύ τ ’ Ιπ ίσ τευον,
άλλ* ώς έμβεβροντημένοι και μή τε ό μ μ α τα
μή τε ψ υ χή ν έχοντες τώ ν τ ο υ θεου κ η ρ υ γ ­
μά τω ν παρήκουον,
2 » το ΰ το μέν όθ’ ύπέρ τ ή ν π ό λ ιν ά σ τρο ν έσ τη βομφαίφ π α ραπ λήσ ιο ν κα ί π α ρατείνας έπ* ενιαυτό ν κομήτης, τ ο ύ το δ ’
ή νίκα πρό τή ς άποστάσεω ς καί το ύ πρός
τό ν πόλεμον κινήματος, άθροιζομένου το ύ
λαού πρός τή ν τώ ν άζύμω ν έορτήν, όγδόη
ΞανΘικού μηνός κ α τά νυκτός ένάτη ν ώραν,
το σ ο ύ το ν φώς περιέλαμψεν τό ν βωμόν
καί τό ν ναόν, ώς δοκεϊν ήμέραν είναι λ α μ ­
πρόν, και τ ο ύ το παρέτεινεν έφ’ ήμίσειαν
ώραν· δ το ϊς μέν άπείροις αγαθόν έδόκει

«3 Sobre estos portentos anunciadores de la ruina de Jerusalén, de que también se hace
eco Tácito (H is t. 5,13), véase G. D e l l i n g , Josephus und das Wunderbare: N ovum Testa mentum 2 (1957-1958) 291- 309.
64 Corresponde al mes judío de Nisán (marzo-abril).

h o ra 65. A los ignorantes les pareció que era buena señal, pero los
escribas lo interpretaron rectamente antes que los hechos sucedieran.
3 »Y en la misma fiesta, una vaca que el sumo sacerdote condu­
cía al sacrificio parió un cordero en medio del tem plo.
4 »Y la puerta oriental del in te rio r, que era de bronce y m uy
maciza y había sido cerrada al anochecer con d ific u lta d por veinte
hombres que la habían atrancado sólidamente con cerrojos sujetos
con hierro, además de tener profundos los goznes, se la vio abrirse
por sí sola a la hora sexta de la noche.
5 »Y pasada la fiesta, no muchos días después, el veintiuno del
mes de A rtem isio, se vio aparecer u n fantasma demoníaco de ta ­
maño increíble. Y lo que se va a decir podría parecer una patraña
si no lo hubieran contado los mismos que lo vieron y si los sufri
mientos que se siguieron no hubieran sido dignos de esas señales.
E n efecto, antes de la puesta del sol, aparecieron por el aire en
torno a toda la región carros y falanges armadas que se lanzaban a
través de las nubes y rodeaban las ciudades.
6 »Y en la fiesta llamada de Pentecostés, por la noche, entran­
do los sacerdotes en el tem plo, como de costumbre,' para ejercer
sus funciones, dicen que prim eram ente percibieron m ovim iento y
ru id o de golpes, y luego un g rito compacto: ¡Vayámonos de aquí!
7 »Y lo que es más terrible: un hombre llamado Jesús, h ijo
de Ananías, simple particular, campesino, cuatro años antes de la
guerra, cuando la ciudad disfrutaba de la mayor paz y del máximo
esplendor, vino a la fiesta, pues era costumbre que todos erigieran
tiendas en honor de D io s 66, y de repente comenzó a g rita r por el
είναι, το ΐς δέ ίερογραμματευσι πρό τώ ν
άπ οβεβηκότω ν ευθέως έκρίθη.
3 »καί κ α τά τ ή ν α υ τή ν έο ρτή ν βοΰς
μέν άχθεΐσα ύπό το υ άρχιερέως πρός τή ν
θυσίαν έτεκεν άρνα έν τ φ ίερφ μέσφ*

σ α ντα πάθη τώ ν σημείων ήν ά ξια · πρό
γ ά ρ ή λίο υ δύσεως ώφθη μετέω ρα περί
πάσαν τ ή ν χώ ραν ά ρ μ α τα κα ί φ άλαγγες
ένοπλοι δ ιφ ττο υ σ α ι τώ ν νεφών καί κυκλούμεναι τά ς πόλεις

4 »ή δ’ α ν α το λ ική π ύλη τ ο υ ένδοτέρω
χαλκή μέν ούσα καί σ τ ιβ α ρ ω τ ά τ η , κλεισ­
μένη δέ περί δείλην μόλις ύ π ’ ανθρώπων
είκοσι, και μοχλοϊς μέν έπερειδομένη σίδ η ­
ρο δέτοις, κ α τα π ή γ α ς δ’ εχουσα β α θυ τά τους, ώφθη κ α τά νυκτός ώραν έκτην α υ το ­
μάτω ς ήνοιγμένη.

6 » κατά δέ τ ή ν έορτήν, ή π εντη κο σ τή
κ α λ είτα ι, νύκτω ρ ο ί ιερείς παρελθόντες είς
τ ό ιερόν, ώσπερ αύ το ϊς έθος ήν, πρός τά ς
λειτο υ ρ γία ς, π ρ ώ τον μέν κινήσεως έφασαν
άντιλαμβάνεσθαι καί κτύπ ου, μετά δέ
τ α ΰ τ α φωνής άθρόας <μεταβαίνομεν εν­
τεύθεν*.

5 »μετά δέ τ ή ν έορτήν ήμέραις ού
πολλαϊς ύστερον, μιφ κ α ί είκάδι Α ρ τ ε ­
μισίου μηνός, φάσμα τ ι δαιμόνιον ώφθη
μεϊζον πίστεω ς, τέρας δ ’ άν έδοξεν είναι
το ρηθησόμενον, εί μή και π α ρά το ΐς
θεασαμένοις ίσ τό ρ η το καί τ ά έπακολουθή-

7 »τό δέ το ύ τω ν φοβερώτερον, Ιη σ ο ύ ς
γ ά ρ τ ις όνομα, υίός Ά ν α ν ίο υ , τ ώ ν Ιδ ιω ­
τώ ν, αγροίκος, πρό τεσσάρω ν έτώ ν τ ο υ
πολέμου, τ ά μ ά λ ισ τα τή ς πόλεως είρηνευομένης καί εύθηνούσης, έλθών έπί τ ή ν
έορτήν, έπεί σκηνοποιεΐσθαι π ά ντας έθος

65 C f. E u sebio , D E 8,2,121; Ecl. proph. 164.2-6.
6" Era, pues, la fiesta de los 'ta b e rn á c u lo s (s eptiem bre-o ctubre).

tem plo: jVoz de oriente! (Voz de occidente! ¡Voz de los cuatro vie n ­
tos! ¡Voz sobre Jerusalén y sobre el tem plo! ¡Voz sobre recién des­
posados y desposadas! ¡Voz sobre todo el pueblo! D ía y noche iba
gritando esto por todas las callejas.
8 »Pero algunos ciudadanos notables, irritados por el mal
agüero, prendieron al hombre y lo m altrataron y llenaron de h e ri­
das. Pero él, que no hablaba en provecho suyo n i p or cuenta p ro ­
pia, continuaba gritando a los presentes lo mismo que antes.
9 »Pensando entonces los jefes— como así era— que la agita­
ción de aquel hom bre era algo demoníaco, lo condujeron ante el
procurador romano 67. A llí, dilacerado con látigos hasta los huesos,
n i suplicó n i derramó una lágrima, antes bien, cambiando en pla­
ñidera su voz cuanto le era posible, a cada herida respondía: ¡Ay,
ay de Jerusalén!»68.
10 Refiere el mismo Josefo otro hecho todavía más e xtraordi­
nario. D ice que en las escrituras sagradas se encontró un oráculo
con este contenido: que en aquel tiem po alguien salido de su país
regiría el m undo. E l m ism o Josefo ha concluido que el oráculo ha­
bía tenido cum plim iento en Vespasiano 69.
11 Pero éste no gobernó a todo el m undo, sino sólo a la parte
sometida a los romanos. Sería, pues, más ju sto re fe rirlo a C risto, a
quien el Padre había dicho: Pídeme y te daré naciones por herencia
ήν τ φ θεφ, κ α τ ά τ ό ιερόν εξαπίνης
άναβοάν ή ρ ξα το «φωνή έπ* άνατολής,
φωνή άπ ό δύσεως, φωνή άπ ό τ ώ ν τεσ ­
σάρων όνέμων, φωνή έπ ί “Ιεροσόλυμα κ α ί
τ ό ν ναόν, φωνή έπί νυμφίους καί νύμφας,
φωνή έπί π ά ν τα τό ν λαόν>. τ ο ύ το μεθ*
ήμέραν κα ί νύκτω ρ κ α τ ά π ά ντας τούς
στενωπούς π εριήει κεκραγώς.

8 »τώ ν δ* έπισήμω ν τινές δημοτώ ν
άγα να κτή σ α ντες πρός τ ό κακόφημον, σ νλλαμβάνουσι τ ό ν άνθρωπον καί π ολλαΐς
α ίκ ίζ ο ν τα ι π λη γαΐς* δ δ* ούθ* ύπέρ έαυτ ο ύ φθεγξάμενος ο ύτε ίδ ία πρός τούς
παρόντος, άς κα ί πρότερον φωνάς βοών
διετέλει.
9 »νομίσαντες δ* οί
ήν, δαιμονιώ τερον είναι
δρός, άν ά γ ο υ σ ιν α ύ τό ν
“Ρωμαίοις έπαρχον· ένθα
όστέω ν ξαινόμενος ούθ*

άρχοντες, δπερ
τ ό κίνημα τ ά ν έπί τό ν π αρά
μ ά σ τιξιν μέχρις
ίκέτενσεν ούτ*

έδάκρυσεν, άλλ* ώς ένήν μ ά λ ισ τα τ ή ν
φωνήν όλοφυρτικώ ς π α ρεγκλίνω ν, πρός
έκάστην άπ εκρ ίνατο π λ η γ ή ν <αΐ σϊ
Ίεροσολύμοις>».

10 έτερον δ’ έ τ ι τ ο ύ το υ παραδοξότερον ό αύτός Ιστορεί, χρησμόν τ ι να
φάσκων έν Ιεροίς γρά μμα σ ιν εύρήσθαι
π ερ ιέχο ντα ώς κ α τά τό ν καιρόν έκεΐνον
άπό τή ς χώρας τ ις α ύ τώ ν άρξει τή ς
οΙκουμένης, δν αύτός μέν έπί Ο ύεσπσσιανόν πεπ ληρώ σθαι έξείληφεν*
11 άλλ* ο ύχ άπάσης γ ε ούτος <άλλ*>
ή μόνης ήρξεν τ ή ς ύπό “Ρωμαίους* δ ικαιό τερον δ* άν έπί τό ν Χ ρ ισ τό ν άναχθείη,
πρός δν εϊρ η το ύπό το ύ πατρός « σ ϊτη σ α ι
παρ* έμού, κ α ί δώσω σοι έθνη τ ή ν
κληρονομίαν σου, και τ ή ν κατά σ χ εσ ίν
σου τ ά π έρ α τα τή ς γής», ού δή κατ*
α ύ τό δή έκεΐνο τ ο ύ καιρού «είς π άσαν
τ ή ν γ ή ν έξήλθεν ό φθόγγος» τώ ν ιερών

67 Luceyo A lbin o , procurador entre 62-64; cf. supra I I 23,2.
JosEFO, B I 6 (5,3) 288-304.
69 Cf. JosEFO, B I 6 (5,4) 312-313. N o sabemos en que pasaje de Ja E s c ritu ra se halla ta l
oráculo. Q uizá piensan en él Tácito (Hist. 5,13), Suetonio (Vesp. 4) y D io n Casio (Hist.
66,1); cf. Sc h u e r e r , z p.517-18.

68

y los confines de la tierra por posesión tuya 70. A h o ra bien, por ese
mismo tiem po a toda la tierra llegó la voz de los santos apóstoles
y a los confines del mundo sus palabras 71.

9
[D

e

J o s e f o "

y

lo s

e s c r it o s

que

d e jó ]

1 Después de todas estas cosas, bien está no ignorar del mismo
Josefo— que tanto m aterial ha aportado a la obra que tienes entre
manos— de qué país y de qué fa m ilia procedía. Tam bién será él
mismo quien nos declare esto. D ice así:
«Josefo, h ijo de Matías, sacerdote originario de Jerusalén, que
p rim ero hizo personalmente la guerra contra los romanos y luego
quedó a merced de los acontecimientos posteriores p o r necesidad» 72.
2 D e todos los judíos de su época fue el más famoso, y no so­
lamente entre sus congéneres, sino incluso entre los romanos, hasta
el punto de ser él honrado con la erección de una estatua73 en
Roma y sus lib ro s considerados dignos de una biblioteca.
3 Josefo expuso toda la Antigüedad judía en veinte libros com ­
pletos, y la H istoria de la guerra romana de su tiem po, en siete. E l
mismo atestigua que no lo entregó solamente en lengua griega, sino
άπ οσ τό λω ν «καί είς τ ά π έρ α τα
οίκουμένης τ ά β ή μ α τα αύτώ ν».

τή ς

Θ'
1 Έ π ί το ύ το ις άπ ασ ιν ά ξιο ν μη δ ’
α ύτό ν τό ν Ίώ σ η π ο ν , τοσ αΟ τα τ ή μετά
χεϊρας σνμβεβλημένον Ισ το ρ ία , όπόθεν
καί
οΐοα γένους ώ ρμάτο, άγνοεϊν.
δ η λοϊ δέ π ά λ ιν αύτός κ α ί τ ο ύ το , λέγω ν

τε

άφ’

ώο=

«Ίώ σ ηπ ος Μ α τθ ίο υ παΙς, έξ Ίρ ο σ ο λ ύ μων Ιερεύς, αύτός τ ε “Ρωμαίους πολεμήσας
το ΐς ύστερον π α ρ α τυ χ ώ ν
ανάγκης».

τά πρώτα καί
έξ

2

μ ά λ ισ τα δέ τώ ν κ α τ ’ έκεΐνο καιρού
Ιο υ δ α ίω ν ού π α ρά μόνοις το ΐς όμοεθνέσιν,
ά λ λ ά κα ί π α ρ ά “Ρωμαίοις γέγονεν άνήρ
έπ ιδ ο ξότατο ς, ώς α ύ τό ν μέν αναθέσει
άνδριάντος έπ ί τή ς “Ρωμαίω ν τιμ η θ ή ν α ι
πόλεως, τούς δέ σπουδασθεντας α ύ τώ
λόγους β ιβλιοθήκης άξιω θη ναι.

3

ούτος δή π ά σ αν τ ή ν Ιο υ δ α ϊκ ή ν
α ρ χ α ιο λ ο γ ία ν έν δλοις είκοσι κ α τα τέθ ειτα ι
σ υγγρ άμμ ασ ιν, τ ή ν δ’ Ισ το ρ ία ν τ ο υ κ α τ ’
αυτό ν “Ρωμαϊκού πολέμου έν έπ τά , ά καί
ού μόνον τ ή “Ελλήνων, ά λλ ά κα ί τ ή
π α τρ ίω φωνή π αραδούναι αύτός έαυτώ
μαρτυρεί, άξιός γε ών δ ιά τ ά λ ο ιπ ά
πιστεύεσθαι*

70 Sal 2,8.
71 C f. Sal 18,5; Rom 10,18.
B I i ( i , i ) 3· Nacido el prim er año de Caligula (37-38 d.C .), entra en contacto
con los romanos el 64. En el 66 manda una parte de las fuerzas revolucionarias de Galilea
y cae prisionero de los romanos el 67. Desde su libertad, en el 69, toma parte en los aconte­
cimientos al lado de los romanos, y en Roma vive el resto de su vida, favorecido por los
emperadores; cf. supra I 5,3 nota 90; cf. « W . W h i s t o n , The L ife and W ork o f Flavius Jose­
phus (Fiiadelfia 1957); indispensable siempre, S c h u e r e r , i p .74-106.
73 Unica noticia de tal estatua.
72 J o s e f o ,

también en su lengua m aterna74. A l menos por todo lo demás es
digno de crédito.
4 H ay tam bién de él otros dos lib ro s dignos de estudio, titu ­
lados Sobre la antigüedad de los judíos. E n ellos refuta al gramático
A p ió n, que por entonces había compuesto un tratado contra los
judíos. Tam bién refuta a otros que habían intentado igualmente
calum niar a las instituciones patrias d^l püeblo ju d ío 75.
5 En el prim ero de estos dos libre
stablece el núm ero de es­
critos del llamado Antiguo Testamento, enseñando cuáles son los no
discutidos entre los hebreos, como provenientes de una antigua tra ­
dición. D ice textualmente:

10
[D

e qué

m a n e ra

c ita

J o s e fo

lo s

lib r o s

d iv in o s ]

1 «No hay, pues, entre nosotros miles de libros en desacuerdo
y en m utua contradicción, sino que hay solamente veintidós l i ­
bros 76 que contienen la relación de todo el tiem po y que en buena
ju sticia se los cree divinos.
2 »De ellos, cinco son de Moisés, y comprenden las leyes y la
trad ición de la creación del hombre hasta la m uerte de Moisés.
Este período abarca casi tres m il años.
3

»Desde la m uerte de Moisés hasta la de Artajerjes, rey de los

4 κ α ί έτερα 5* α ύτο ϋ φέρεται σπουδής
ά ξ ια δύο, τ ά Περί τή ς Ιο υ δ α ίω ν ά ρ χα ιό τη το ς , έν οίς καί άντιρρήσ εις πρός *Α π ίω να τό ν γρ α μμα τικό ν, κ α τ ά Ιο υ δ α ίω ν
τη νικά δ ε σ υ ν τά ξα ν τα λό γον, π επ ο ίη τα ι
κ α ί πρός άλλους, ο! δια βά λλειν κ α ί α ύ το ί
τ ά π ά τρ ια το ύ Ιο υ δ α ίω ν έθνους έπειράΘησαν.
5 το ύ τω ν έν τ ω προτέρω τό ν άριθμόν
τή ς λεγομένης π α λαιάς τώ ν ένδιαθήκων
γρα φ ώ ν τίθ η σ ι, τ ίν α τ ά παρ* 'Εβραίοις
ά ν α ν τίρ ρ η τα , ώς άν έξ άρχαίας π α ραδόσεως αύτο ϊς ρήμασι δ ιά το ύ τω ν δ ι­
δάσκων·

Γ
1 «Ού μυριάδες ούν β ιβ λίω ν είσΐ παρ*
ήμϊν άσυμφώνων κ α ί μαχομένων, δύο
δέ μόνα πρός το ΐς είκοσ ι β ιβ λ ία , το υ
πα ντός έχ οντα χρόνου τ ή ν άναγραφ ήν,
τ ά δικαίω ς Θεία πεπιστευμένα.
2 κα ί το ύ τω ν πέντε μέν έσ τιν Μ ω υσέως, ά τούς τ ε νόμους περιέχει κα ι τ ή ν
τή ς άνθρω πογονίας π αράδοσιν μέχρι τή ς
αύτο ύ τελευτής· ούτος ό χρόνος άπ ολείπ ει
τρ ισ χ ιλ ίω ν ό λ ίγ ο ν έτών*
3 »άπό δέ τή ς Μωνσέως τελευτή ς
μέχρι τή ς *Αρταξέρξου τ ο υ μετά Ξέρξην

74 Cf. J o s e f o , B I i ( i , i ) 3. Solamente se conserva la redacción griega. L aw lo r (2 p.83)
piensa que esta redacción griega es una segunda edición, ampliada, de la aramea, más que
traducción.
75 C f. J o s e f o , C. Apionem 2,1. La últim a frase de Eusebio indica lo poco acertado del
títu lo «Contra Apión* con que se conoce esta obra— escrita después del 93— y que ha su­
plantado al original. E l prim ero en utilizarlo, que sepamos, fue San Jerónimo (Epist. 70,3;
De vir. ill. 13; Adv. lovin. 2,14). Sobre A pión, cf. supra I I 5,3*4 con nota 54·
76

ítifv / i

VT

'y c o

persas después de Jerjes, los profetas 77 posteriores a Moisés escri­
bieron los sucesos de sus épocas en trece libros. Los otros cuatro
contienen himnos en honor de D ios y reglas de vida para los hombres.
4 »Desde A rtajerjes hasta nuestros días, todo se ha escrito, pero
no todo merece la misma confianza que lo anterior, por no darse
sucesión exacta 78 de los profetas.
5 »Pero los hechos ponen de manifiesto cómo nos acercamos
nosotros a nuestras propias escrituras. Y es que, habiendo transcu­
rrid o ya tanto tiempo, nadie se ha atrevido a añadir n i q u ita r n i
cambiar de ellas nada, antes bien, a todos los judíos es connatural,
ya desde su nacimiento, el creer que esos escritos son decretos de
D ios, y el aferrarse a ellos y m o rir gustosos p or ellos en caso nece­
sario» 79.
6 Estas palabras del autor aquí presentadas no dejarán de ser
útiles. H ay tam bién escrita por él otra obra, no carente de nobleza,
Sobre la supremacía de la razón, que algunos titu la ro n Macábeos,
porque contiene las luchas de los hebreos valientemente sostenidas
en defensa de la piedad para con D ios y referidas en los escritos
así llamados De los Macábeos 80.
7 Y hacia el final del lib ro X X de sus Antigüedades 81, el mismo
autor añade la declaración de que tiene el propósito de escribir en
cuatro libros, siguiendo las creencias patrias de los judíos, acerca
Περσων βασιλέως οί μετά Μ ω υσήν ττροφ ή τα ι τ ά κατ* αντους ττραχθέντα συνέ­
γ ρα ψ αν έν τρ ισ ίν κα ί δέκα β ιβ λίο ις· αί
δέ λ ο ιπ α ΐ τέσσαρες ύμνους είς τ ό ν θεόν
κ α ί το ϊς άνθρώττοις υποθήκας τ ο υ βίου
περιέχουσιν.
4 »άπό δέ Ά ρ τα ξ έρ ξ ο υ μέχρι τοΟ
καθ* ή μάς χρόνου γ έ γ ρ α π τ α ι μέν έκαστα,
π ίστεω ς δ* ούχ όμοιας ή ξ ίω τ α ι το ίς ττρό
α ύ τώ ν δ ιά τ ό μή γενέσθαι τ ή ν π ροφ ητώ ν
άκριβή διαδοχήν.
5 »δήλον δ* έσ τιν έργω πώς ήμεΤς
πρόσιμεν το ϊς ίδίοις γ ρ ά μ μ α σ ιν το σ ο ύ το υ
γ ά ρ αΐώνος ήδη π α ρφ χ ηκό τος ούτε ττροσθεΐναί τ ις ούτε άφελεϊν άττ* α ύ τώ ν ούτε
μεταθεϊναι τετόλμηκεν, π ά σ ι δέ συμφυτόν
έστιν ευθΰς έκ π ρώ της γενέσεως Ίο υ δ α ίο ις

τ ό νομίζειν α ύ τά θεού δ ό γ μ α τα καί το ύ το ις
έπιμένειν καί υπέρ α ύτώ ν, εί δέοι, θνήσκειν
ήδέως».
6 κα ι τ α ύ τ α δέ τ ο ύ συγγραφέω ς
χρησίμω ς ώδε παρατεθείσθω. π επ ό νη τα ι
δέ καί άλλο ούκ άγεννές σπούδασμα
τ φ άνδρί, Περί αύτοκράτορος λο γισ μού,
δ τινες Μ ακκαβαϊκόν Ιπ έγραψ αν τ φ τους
αγώ νας τώ ν έν το ϊς ο ύ τω καλουμένοις
Μ ακκαβαϊκοΐς σ υγγρ άμμ ασ ιν ύπέρ τή ς
είς ·χό Θεϊον εύσεβείας άνδρισαμένων
“Εβραίων περιέχειν*
7 κ α ι πρός τ φ τέλει δέ τή ς είκοστής
*Α ρ χ α ιο λο γία ς έπ ισ η μ α ίνετα ι ό αύτός ώς
άν προηρημένος έν τ έ ττα ρ σ ιν σ υ γ γ ρ ά ψ α ι
β ιβ λίο ις κ α τά τά ς π ατρ ίους δόξας τώ ν
Ιο υ δ α ίω ν περί θεού κα ι τή ς ούσίας αύτο ύ

77 Evidentemente, «profetas* en el sentido más amplio de la palabra.
78 La διαδοχή, que será básica para l a fijación del canon dei Nuevo Testamento, lo fue
para determinar e l del A ntiguo entre l o s judíos. Para Josefo, este canon se cierra en el
r e i n a d o de Artajerjes, es decir, con Esdras. L o escrito después no está garantizado por
una δ ιαδοχή exacta.
79 J o s e f o , C. Apionem i (9) 38-42.
80 Esta obra, cuyo texto griego aparece en los Setenta como lib ro IV de los Macabeos,
n c fue escrita por Josefo, sino por un autor contemporáneo suyo o algo posterior; cf. S c h u e r e r , 3 p.393-97; A . D u p o n t - S o m m e r , Le Quatrième livre des Maccabées (Paris 1939) p.67-85.
81 J o s e f o , A I 20 (12,1) 268; cf. S c h u e r e r , i p.91-93.
ya

de D ios y de su esencia, y sobre las leyes: porque, según ellas, unas
cosas se pueden hacer y otras están prohibidas. E l mismo autor, en
sus propios tratados, menciona otras obras producidas p or é l 82.
8 Además de esto, bueno será mencionar tam bién las palabras
que van al final de sus Antigüedades, para confirm ación de los testi­
monios que de él he tomado. Cuando acusa a Justo de Tiberíades 83
— que había intentado igual que él hacer la historia de los sucesos
de aquel tiem po— de no haber escrito la verdad, después de aducir
otras muchas enmiendas, añade textualm ente lo que sigue:
9 «En verdad yo no tengo los mismos temores que tú por lo
que se refiere a mis escritos, pues mis libros los entregué a los m is­
mos emperadores estando los hechos todavía casi ante los ojos,
porque tenía conciencia de haber conservado la tradición de la ve r­
dad, y no me equivoqué al esperar obtener su testim onio.
10 »También envié m i narración a muchos otros, algunos de
los cuales se daba el caso de que habían estado en la guerra, como
el rey A g rip a y algunos parientes suyos 84.
11 »Y es que el emperador T ito quiso que se inform ara al p ú ­
blico de los hechos solamente p or m edio de estos libros, tanto es
así que la orden de publicarlos la firm ó de su puño y letra. Y el rey
A gripa escribió sesenta y dos cartas atestiguando que los libros
transm iten la verdad»85.
De esas cartas Josefo cita incluso dos. Pero baste ya con esto
sobre él, y sigamos.
κ ά ι περί τώ ν νόμων, δ ιά τ ί κ α τ ’ αύτούς
τ ά μέν έξεστι π ρ ά ττειν , τ ά δέ κεκώ λυτα ι,
καί ά λ λ α δέ α ύ τώ σπ ονδασθήναι ό αύτός
έν το ΐς ίδ ίο ις αύτσΟ μνημονεύει λό γοις.
8 πρός τ ο ύ το ις εύλογον κ α τα λέξα ι
κα ί άς έπ’ αύτοΟ τή ς *Α ρχαιολο γίας το ύ
τέλους φωνάς παρατέΟ ειται, είς π ίσ τω σ ιν
τή ς τ ώ ν έξ α υτο ύ παραληφθέντω ν ήμίν
μαρτυρίας,
δια βά λλω ν δ ή τα Μούστον
Τιβεριέα, Ομοίως α ύ τ φ τ ά κ α τά τούς
αύτούς ίσ το ρ ή σ α ι χρόνους πεπειραμένον,
ώς μή τά λ η θ ή σ υ γγεγρ α φ ό τα , πολλάς
τ ε άλλας εύθύνας έπ α γ α γ ώ ν τ φ άνδρί,
τ α ΰ τ α αύτο ϊς βήμασιν έπ ιλέγει
9 «ού μήν έγώ σοι τό ν α ύτό ν τρόπ ον
περι τή ς έμαυτού γραφής Ιδεισα, ά λ λ ’
αύτο ϊς έπέδωκα το ΐς α ύ το κράτο ρσ ι τ ά
β ιβ λ ία , μόνον ού τώ ν έργω ν ήδη βλεπομένων* συνήδειν γ ά ρ έμ α υ τφ τε τη ρ η κ ό τι

τ ή ν τή ς έληθείας παράδοσιν, έφ’ ή μαρ­
τυρία ς τεύξεσθαι προσδοκήσας ού δ ιή μαρτον.
10 »κα! άλλοις δέ πολλοϊς έπέδωκα τή ν
Ισ το ρ ίαν, ών ένιοι κ α ί π αρατετεύχεσαν
τ φ π ολέμφ , καθάπερ βασιλεύς ’ Α γρ ίπ π α ς
κα ί τινες α ύ το ύ τ ώ ν συγγενώ ν.
11 »ό μέν γ ά ρ αύτο κρ ά τω ρ Τ ίτο ς
ούτω ς έκ μόνων α ύ τώ ν έβουλήθη τ ή ν
γνώ σ ιν το ΐς άνθρώποις π αραδούναι τώ ν
πράξεων, ώ στε χαράξας τ ή α ύ το ύ χ ειρ ί
τ ά β ιβ λ ία δημοσιώ σαι προσέταξεν, ό δέ
βασιλεύς ’ Α γρ ίπ π α ς ξ β ' έγραψεν έπ ιστολάς, τ ή τή ς άληθείας παραδόσει μαρτυρών»,
άφ’ ών καί δύο π α ρα τίθη σ ιν. ά λ λ ά τ ά
μέν κ α τά τ ο ύ το ν τ α υ τ η π η δεδηλώσΟω.
ϊωμεν δ’ έπί τ ά έξής.

A I i (proem. 4 ) 2 5 -(i,i) 2 9 ; 3 ( 4 , 6 ) 9 4 ( 6 , 6 ) 1 4 3 ; 4 (8,4) 198; 2 0 ( 1 2 , 1 ) 2 6 7 ;
5 ( 5, 7) 2 3 7 . ( 5 , 8 ) 2 4 7 .
83 A u to r de una H istoria de la guerra Judía y de una Crónica de los reyes judíos, ambas
perdidas; Focio, Biblioth. cod.33 todavía conocía la Crónica. C f. S c h u e r e r , i p.58-63.
84 Cf. J o s e f o , C. Apionem 1 ( 9 ) 5 0 - 5 2 .
85 J o s e f o , De vita sua ( 6 5 ) 3 6 1 - 3 6 4 . Esta larga cita se halla, para Eusebio, «al final* de
82 J o s e f o ,

BI

11
[D

e

c ó m o d e s p u é s d e S a n tia g o
S im

d ir ig e
eó n

la

Ig le s ia

d e J e r u s a lé n

]

Después del m a rtirio de Santiago y de la toma de Jerusalén, que
le siguió inmediatamente, es tra d ic ió n 86 que los apóstoles y discí­
pulos del Señor que todavía vivían se reunieron de todas partes en
un mismo lugar, ju n to con los que eran de la fam ilia del Señor
según la carne (pues muchos de ellos aún vivían), y to d o s 87 cele­
braron un consejo sobre quién debía ser juzgado digno de suceder
a Santiago, y todos, po r unanim idad, decidieron que Simeón, el
h ijo de Clopás— mencionado tam bién p or el texto del Evangelio 88— ,
era digno del trono de aquella iglesia, p o r ser p rim o del Salvador,
al menos según se dice, pues H egesipo89 refiere que Clopás era
hermano de José.
ΙΑ '
μετά τ ή ν Ια κ ώ β ο υ μα ρτυρίαν κ α ί
τ ή ν α ύ τίκ α γενομένην &>ωσιν τή ς “Ιερου­
σ αλήμ λόγος κα τέχει τ ώ ν άπ οσ τόλω ν
κ α ί τ ώ ν τ ο υ κυρίου μα θητώ ν τούς είς Ι τ ι
τ φ β ίφ λειπομένους έπ ί τα ύ τ ό ν π α ν τα χόθεν συνελθεϊν άμα το ίς πρός γένους
κ α τά σάρκα τοΟ κυρίου (πλείους γ ά ρ καί
το ύ τω ν περιήσαν ε!ς έ τ ι τ ό τ ε τ φ β ίω ),

βουλήν τ ε όμού τούς π ά ντας περί το υ
τ ίν α χρή τή ς Ια κ ώ β ο υ διαδοχής έπ ικρίναι
άξιον, π οιήσασθαι, κ α ί δή άπ ό μιας γ ν ώ ­
μης τούς π ά ντας Συμβώνα τό ν το υ Κλω πα,
ού κ α ί ή τ ο ύ εύ α γγελ ίο υ μνημονεύει
γρα φ ή, το υ τή ς α ύτό θ ι π αροικίας θρόνου
άξιον είνα ι δοκιμάσαι, άνεψιόν, ώς γ έ
φασι, γ ε γ ο ν ό τα τ ο υ σωτήρος (τ ό ν γ ά ρ
ούν Κλω πάν άδελφόν τ ο υ Ιω σ ή φ ΰπάρχ ειν Ή γ ή σ ιπ π ο ς Ισ το ρ εί)·

las Antigüedades (cf. § 8). Por lo tanto, para él la autobiografía de Josefo no es obra aparte,
sino un apéndice de las Antigüedades, a las que se une mediante la partícula δέ. Por lo de­
más, tampoco es una «vida», sino una «apología pro vita sua» escrita unos seis años después
que las Antigüedades, para justificar principalmente su actividad— prorromana— desde el
año 6 6 ; cf. S c h u e r e r , i p . 8 6 - 8 8 .
86 T radición documental de la que, en estilo indirecto, depende este capítulo y el si­
guiente. Seguramente se trata de Hegesipo, al que alude al final de este capítulo 1 1 y en el
12, y al que sigue en la datación del m a rtirio de Santiago, en vez de seguir a Josefo; cf. su­
pra I l 23,2.
87 Nótese la trip le clase de electores: apóstoles, discípulos personales y parientes del
Señor, todos supervivientes de la prim era generación; cf. J. A . JÁUREGUI, Función de los
«Doce» en la Iglesia de Jerusalén. Estudio histórico-exegético sobre el estado de la cuestión:
EE 63 (1988) 257-184; J. G i l l e s , Les «frères et soeurs» de Jésus. Pour une lecture fidèle des
Evangiles (Paris 1979).
88 Le 24,18; Jn 1 9 , 2 5 ; se le suele traducir en castellano por Cleofás.
89 C f. infra IV 22,4; S a n E p i f a n i o , Haer. 78,7.

12
[D e

cómo

V

e s p a s ia n o

o r d e n a q u e se b u s q u e a l o s d e s c e n d ie n t e s
de

D

a v id

]

Y después de esto Vespasiano, tras la toma de Jerusalén, dio la
orden de buscar a todos los descendientes de D a vid , para que entre
los judíos no quedara nadie de la estirpe real. P or esta causa se en­
dosó a los judíos otra gran persecución 90.

13
[D e

c ó m o e l s e g u n d o o b i s p o d e R o m a e s A n a c l e t o ] 91

Después de im perar Vespasiano diez años, le sucede como em ­
perador su h ijo T ito 92. E l segundo año del reinado de éste, L in o ,
obispo de la iglesia de Roma, después de ejercer el cargo durante
doce años, se lo transm ite a Anacleto 93. A T ito , que im peró dos
años y otros tantos meses, le sucedió su hermano D om iciano 94.
ΙΒ '

ΙΓ '

κ α ί έττί το ύ το ις Ούεσπ ασιανόν μετά
τ ή ν τ ώ ν “Ιεροσολύμων άλω σιν ττάντας
τούς άπό γένους Δ αυίδ, ώς μή περιλεκρθείη τ ις π α ρά Ίο υ δ α ίο ις τώ ν άπό τή ς
β ασιλικής φυλής, άναζητεΤσΘαι π ρ ο σ τάξα ι, μ έγ ισ τό ν τ ε Ίο υ δ α ίο ις αύθις έκ το ύ τη ς
δ ιω γμ ό ν έπ α ρτηθήναι τή ς α Ιτία ς.

’ ΕπΙ δέκα δέ τό ν Ούεσπασιανόν έτεσιν β ασ ιλεύσ αντα αύτο κρ ά τω ρ Τ ίτο ς ό
π αϊς δια δ έχετα ι· ού κ α τ ά δεύτερον Ιτο ς
τή ς βασιλείας Λίνος έπίσκοπος τή ς “Ρω­
μαίω ν έκκλησίας δυοκαίδεκα τ ή ν λ ειτο υ ρ ­
γ ία ν ένιαυτοίς κα τα σ χ ώ ν, ’ Α ν εγ κ λ ή τω
τ ο ύ τη ν π α ραδίδω σ ιν. Τ ίτ ο ν δέ Δ ο μ ετια νός αδελφός δ ια δ έχετα ι, δύο ίτ ε σ ι κ α ί
μησί το ΐς ϊσ ο ις βασιλεύσαντα.

90 De estas disposiciones y de la persecución consiguiente no existe más testim onio que
éste, casi seguro de Hegesipo. Es d ifíc il precisar su exacto valor histórico; c f . S c h u e r e r ,
i p.66o-66i.
91 En este capítulo y en el siguiente se ha invertido el orden establecido en el sumario
del comienzo del lib ro , según el cual, el capítulo 13 debería tratar del obispo de Alejandría,
y el 14, del de Roma.
92 Proclamado emperador el 1 de ju lio del 6 9 , Vespasiano muere el 2 3 de junio del 7 9 ;
c f . G . W . C l a r k e , The date o f the consecratio o f Vespasian: H istoria 1 5 ( 1 9 6 6 ) 3 1 8 - 3 2 7 .
Era, después de Augusto, el prim er emperador que moría de muerte natural. L e sucedió
su h ijo T ito Flaviano Sabino Vespasiano, que, a pesar de su corto reinado ( 7 9 - 8 1 ) mereció
el títu lo de «deliciae generis humani* ( S u e t o n i o , T it. 1 ; cf. E u s e b i o , Chronic, ad annum 7 9 :
H e l m , p .i 8 9 ) .
93 E l texto griego le llama ’Α νέγκλητος, Anacleto, el irreprochable. El Occidente abre­
viará en Cleto, y el Catálogo Liberiano llegará a ver bajo estos dos nombres dos personas dis­
tintas. El orden de sucesión es el que dan Hegesipo e Ireneo. E l segundo año de T ito va de
ju lio del 8 0 a ju lio del 8 1 . Esto responde a la cronología de la Crónica, ad annum 8 0 : H e l m ,
p. i 8 9 , pero no encaja con los doce años de episcopado atribuidos a L in o , cifra sin duda
más convencional que histórica; cf. infra 15.
94 T ito m urió el 13 de septiembre del 81. Le sucede su hermano menor T ito Flavio
Domiciano (81-96). C f. S. G s e l l , Essai sur le règne de Vempereur Domitien: Studia histórica
46 (Paris 1893; reim pr. anastática, Roma 1967); W . S t e i d l e , Sueton und die Antike B io ­
graphie: Zetemata 1 (1951) 94-97; K . G r o s s , Domitianus: R A C t.4 (1959) c o l . 9 1 - 1 0 9 ;
K. H . W a t e r s , The character o f D om itian: Phoenis 18 (1964) 49-77·

14
[D

e

cóm o e l se gu n d o e n d ir ig ir

a lo s

a le ja n d r in o s

es A b ilio ]

E l año cuarto de D om iciano muere A niano, p rim e r obispo de
la iglesia de Alejandría, después de haber completado los veintidós
años, y le sucede A b ilio como segundo obispo 95.

15
[D

e

cóm o

e l

te rc e r

o b is p o

de

R om a,

después

de

A n a c le to ,

e s C le m e n t e ]

E l año duodécimo del m ism o reinado, Clemente sucede a Anacle­
to, que había sido obispo de la iglesia de Roma doce años 96. E l
apóstol, en su carta a los Filipenses, hace saber a éstos que C lem en­
te era colaborador suyo, diciendo: Con Clemente también y los demás
colaboradores míos, cuyos nombres están en el libro de la vida 97.
ΙΔ '

ΙΕ'

τ ε τ ά ρ τ ω μέν ούν Ιτ ε ι Δ ο μετιανού τή ς
κ α τ ’ *Αλεξάνδρειαν π αροικίας ό πρώ ­
τος 'Α ννιανός δύο πρός το ϊς εϊκοσι άπ οπλήσας έτη , τελ ευ τά , δ ια δ έχετα ι δ* αύτό ν
δεύτερος Ά β ίλ ιο ς .

Δ ω δεκάτω δέ ετει τή ς α υτή ς ήγεμο
νίας τή ς “Ρω μαίων έκκλησίας ’ Α νέγκλη το ν
έτεσιν έπ ισκοπ εύσαντα δεκαδύο διαδέχε­
τ α ι Κλήμης, δν σννεργόν έαυτού γενέσ
6αι Φ ιλιπ π η σ ίο ις έπ ισ τέλλω ν ό άπ όσ το λος διδάσκει, λέγω ν «μετά κα ί Κλήμεντος
κα ί τώ ν λο ιπ ώ ν συνεργώ ν μου, ών τ ά
όνόματα έν β ίβ λω ζωής».

95 C f. E u s e b i o , Chronic, ad annum 84; H e l m , p . 190.
96 C f. Ibid.', ad annum 92: H e l m , p. 191. E l duodécimo año de D omiciano corresponde
al 93. J. B. L ig h tfo o t (The Apostolic Fathers t . i [1890] p.14-103) supone para el episcopado
de Clemente la fecha aproximada 88-97; cf. infra V 6,2; M . Guerra-GóMEZ, E l obispo de
Roma y la «regula fidei» en los tres primeros siglos de la Iglesia: Burgense 30 (1989) 355-431.
97 F lp 4,3; cf. supra 4,9. L a identificación no tiene el menor fundamento.

16
[D

e la

c a rta

de

C le m e n t e ]

D e éste se posee una C arta universalmente adm itida, larga y
admirable, que escribió en nom bre de la iglesia de Roma a la de los
C orintios con m otivo de una sedición que hubo entonces en C o rin to 98. Sabemos que esta carta se ha leído públicamente en la asam­
blea en la mayor parte de las iglesias, no sólo antiguamente " , sino
tam bién en nuestros días. Y de que en el tiem po indicado 100 tuvo
lugar la sedición de C o rin to, Hegesipo es testigo suficiente 101.

17
[D

e

la

p e r s e c u c ió n

de

D

o m ic ia n o

]

D om iciano dio pruebas de una gran crueldad para con muchos,
dando m uerte sin u n ju ic io razonable a no pequeño número de pa­
tricio s y de hombres ilustres, y castigando con el destierro fuera de

Ιζ '

ΙΖ '

Τ ο ύ το υ δή ούν όμολογουμένη μία
έπ ισ το λ ή φέρεται, μεγά λη τ ε καί θαυμασία, ήν ώς άπ ό τή ς “Ρω μαίω ν έκκλησίας
τ ή ΚορινΘίων δ ιετυ π ώ σ α το , στάσεως τ η νικάδε κ α τ ά τ ή ν Κόρινθον γενομένης.
τ ο ύ τ η ν δέ κα ί έν π λείσ τα ις έκκλησίαις
έπί τ ο ύ κοινού δεδημοσιευμένην π ά λ α ι τε
καί καθ' ή μάς αύτούς έγνωμεν. κα ί δ τ ι
γ ε κ α τ ά τό ν δηλούμενον τ ά τή ς ΚορινΘίων
κεκίνη το στάσεως, άξιόχρεω ς μάρτυς ό
“Η γήσ ιπ π ος.

Π ολλήν γ ε μήν είς πολλούς έπ ιδειξάμενος ό Δ ομετιανός ώ μ ό τη τα ούκ ό λ ίγ ο ν
τ ε τώ ν έπί “Ρώμης ευπ ατριδώ ν τ ε κα ί
επισήμω ν άνδρών πλήθος ού μ ετ' εύλόγου
κρίσεως κτείνας μυρίους τε άλλους επ ιφ α­
νείς άνδρας τα ίς ύπέρ τ ή ν ένορίαν ζη μ ιώ σας φ υγαϊς κ α ί τα ίς τώ ν ούσιώ ν άπ οβολαΐς άναντίως, τελευ τώ ν τή ς Νέρωνος
θεοεχθρίας τ ε κ α ί θεομαχίας διάδοχον

98 i Clementis, inscript. i . Los testigos más antiguos de la autoridad de esta carta son
Hegesipo (Memorias: infra IV 22,1) D ionisio de C orinto (Epist. ad Soterum: infra IV 23 11),
San Ireneo (A dv. haer. 3,3,3). Aunque el nombre no aparece, se da por seguro que su autor
es Clemente, siendo otro Clemente, el de Alejandría, el que prim ero se la atribuye nom ­
brándole expresamente. Debió de escribirla a finales del im perio de Domiciano, del 95 al 96,
según L ig h tfo o t (o.e., 1 p.346). Se ha transm itido en algunos de los más importantes mss. del
Nuevo Testamento como lib ro canónico. Edición bilingüe preparada por J . I. A y á n -C a l v o :
Clemente de Roma. Carta a los Corintios = Fuentes Patrísticas, 4 (M a drid 1994).
99 C f. infra IV 23 (D ionisio de C orinto). Sobre el sentido de estas cartas como ejer­
cicio de la colegialidad episcopal, véase S a n P ie s z c z o c h , Notices sur la collégialité chez Eusèbe
de Césarée (Histoire Ecclésiastique) : Studia Patrística 10: T U 107 (Berlin 1970) 302-305.
100 Tam bién puede entenderse: en tiempo del emperador aludido (Domiciano), o bien:
en tiempo del personaje aludido (Clemente).
101 C f. infra IV 12; Z a h n , Forschungen 6 .2 4 3 .

las fronteras y confiscación de bienes a otros innumerables persona­
jes sin causa alguna 102. T e rm in ó por constituirse a sí mismo suce­
sor de N erón en la animosidad y guerra contra D ios 103. Efectiva­
mente, él fue el segundo en prom over la persecución contra nosotros
a pesar de que su padre Vespasiano nada malo había planeado con­
tra nosotros.

18
[D

el

apó sto l

Ju an

y

el

«Apo

c a l ip s is

»]

1 Es tradición 104 que, en este tiem po, el apóstol y evangelista
Juan, que aún vivía, por haber dado testim onio del Verbo de D ios,
fue condenado a habitar en la isla de Patmos.
2 Por lo menos Ireneo, cuando escribe acerca del número del
nombre aplicado al anticristo en el llamado Apocalipsis de Juan 105,
dice en el lib ro V Contra las herejías, textualmente, de Juan, lo que
sigue:
έαυτόν κ α τεσ τή σ α το . δεύτερος δ ή τα τό ν
καθ* ήμώ ν άνεκίνει δ ιω γμόν, καίπερ το ύ
π ατρός α ύ τώ Ούεσττασιανού μηδέν καθ’
ήμώ ν άτο π ο ν έτπνοήσαντος.

ΙΗ'
1

Έ ν τ ο ύ τ φ κα τέχει λόγος τό ν απ ό­
σ τολον άμα κ α ί εύ α γ γ ελ ισ τή ν Ίω ά ν ν η ν
έ τ ι τ ώ β ίω ένδ ια τρ ίβ ο ντα , τή ς είς τό νν

θειον λ ό γο ν ένεκεν μαρτυρίας Π ά τμ ο
οίκεϊν κ αταδ ικασ θή ναι τ ή ν νήσον.
2 γράφ ω ν γ έ τ ο ι ό ΕΙρηναΙος π ερ ί τή ς
ψήφου τή ς κ α τ ά τό ν ά ν τίχ ρ ισ τσ ν προσηγορ ίας φερομενης έν τ ή Ίω ά ν νο υ λεγο μενη ’Αποκαλύψ ει, α ύ τα ϊς σ υλλαβαΐς έν
π έμ π τφ τώ ν πρός τά ς αΙρέσεις τ α υ τ α
περί τ ο ύ Ίω ά ν ν ο υ φησίν

102 Cf. Suetonio, Damit. 9-16; Dion Casio, Hist. 6τ, Plinio El Joven, Panegyr. 48;
Epist. 8,14; TÁCITO, Agrie. 1,3; A . BarZANO, Plinio il Giovane e i cristtani alia corte di
Domiziano: Rivista di Storia della Chiesa in Italia 36 (1982) 408-495; B. Levick, Domitian
and the provinces: Latom us 41 (1982) 50-73; C. TIBILETTI, II significato politico delle antiche
persecuzioni cristiane: A n n ali delfa Facoltà d i lettere e filosofía d e ll’ U m versita di Macerata
10 (1977) 135158; H . D . Stoever, Christenverfolgung im Römischen Reich. Ihre Hintergründe
und Folgen (Düsseldorf 1982).
103 M e litó n de Sardes (A d Antoninum: infra IV 26,9) y Tertuliano (Apolog. 5,4) son
los primeros autores cristianos que comparan a Domiciano con N erón. Sobre el carácter de
este emperador y su relación con judíos y cristianos, véase supra nota 94; E. M . S m a l l w o o d ,
Domitians attitude toward the Jews and Judaism: Classical Philology 51 (1956) 1-13; K . C hr ist ,
Herrscherauffassung Domitians: Schweizerische Z e itsch rift fü r Geschichte 12 (1962) 187213. Sobre su discutida persecución contra los cristianos puede verse J. M o r e a u , A propos
de la persécution de Dom itien: L a Nouvelle C lio 5 (1953) I2iss; I d . , La persécution du christia­
nisme dans l'empire romain (Paris 1956) p.36ss; M . S o r d i , La persecuzione di Domiziano:
Rivista d i Storia délia Chiesa in Italia 14 (i960) 1-26; W . B a r n a r d , Clement o f Rome and the
Persecution o f D om itian: New Testament Studies 10 (1963) 251-260; S. Rossi, La cosidetta
persecuzione di Domiziano. Esame, testimoníame: Giornale Ital. Filolog. ling, classica 15
(1962) 303-341. Para todo el período de Domiciano y, en general, de los Antoninos en rela­
ción con el cristianismo, véase J. S p e i g l , Der römische Staat und die Christen. Staat und
Kirche von Domitian bis Commodus (Amsterdan 1970): sobre Domiciano, p.5-42.
104 Tradición documental: las Memorias de Hegesipo, sin duda, que así resultaría ser el
testigo más antiguo de que el apóstol Juan escribió el Apocalipsis durante el im perio de
Domiciano. Cf. R. S c h u e t z , Die Offenbarung des Johannes und Kaiser Domitians (Gotinga 1933).
105 A p 13,17-18.

3 «Mas si hubiera sido necesario en la ocasión presente p ro ­
clamar abiertamente su nombre 106, se hubiera hecho p o r m edio de
aquel que tam bién había visto el Apocalipsis, ya que no hace mucho
tiem po que fue visto, sino casi en nuestra generación, hacia el fin a l
del im perio de D om ician o»107.
4 M as es de saber que de ta l manera b rilló por aquellos días
la enseñanza de nuestra fe, que hasta los escritores alejados de nues­
tra doctrina no vacilaron en tra n s m itir en sus narraciones la perse­
cución y los m artirios que en ésta se dieron. Incluso indicaron con
toda exactitud la fecha ai re fe rir que en el año decim oquinto de D o ­
m iciano, Flavia D o m itila , hija de una hermana de F lavio Clemente,
uno de los cónsules de aquel año en Roma, ju n to con otros muchos,
fue castigada con el destierro a la isla de Pontia, p o r causa de su
testim onio sobre C risto 108.
3 «εί δέ έδει αναφανδόν έν τ ώ νυν καιρώ
κ η ρύττεσ θ αι το ύνομ α αύτο υ, δΓ έκείνου
άν έρρέθη το ύ κ α ί τ ή ν άπ οκάλυψ ιν έορακότο5, ούδέ γ ά ρ ττρό ττολλού χρόνου
έωράθη, ά λλ ά σχεδόν έπί τη ς ήμετέρας
γενεάς, πρός τ ω τ έλ ει τή ς Δ ομετιανου
άρχής».

4 είς το σ ο υ το ν δέ άρα κ α τά τούς δηλονμένους ή τή ς ήμετέρας π ίσ τεω ς διέλαμπεν
διδα σκαλία , ώς κ α ί τούς άποθεν το υ καθ’
ήμάς λ ό γ ο υ σ υγγραφ είς μή άπ οκνήσαι

τα ϊς α ύ τώ ν Ισ το ρ ία ις τό ν τ ε δ ιω γμ ό ν κα ί
τ ά έν α ύ τώ μ α ρ τύ ρ ια π αραδούναι, ο! γ ε
κα ί τό ν καιρόν έπ* άκριβές έπεσημήναντο,
έν έτει π εντεκαιδεκάτω Δ ομετιανου μετά
π λείσ τω ν έτέρων κ α ί Φ λαυίαν Δ ο μέτιλλα ν
Ιστορήσαντες, έξ άδελφής γ εγ ο νυ ΐα ν Φ λαυίου Κλήμεντος, ένός τώ ν τη νικά δ ε έπί
“Ρώμης υπ ά τω ν, τή ς είς Χ ρ ισ τό ν μαρτυρίας
ένεκεν είς νήσον Π ο ν τία ν κ α τά τιμ ω ρ ία ν
δεδόσθαι.

106 E l del anticristo; cf. P. P r ig e n t , Au temps de l'Apocalypse. I: Domitien. I I : Le
culte imperial au I er siècle en Asie M ineur: Revue d ’H istoire et de Philosophie religieuses
54 (1974) 45S-483; 55 (1975) **5'* 35·
107 S a n I r e n e o , A dv. haer. 5 ,3 0 ,3 ; cf. infra V 8,6, donde cita el pasaje más completo.
Según él, Ireneo habría nacido poco después del 96.
108 Suetonio (Domit. 15,1) no habla más que del cónsul Flavio Clemente; D io n Casio
(H ist. 67,14) habla del cónsul y de su m ujer Flavia D o m itila , condenados los dos por D o ­
miciano: él, a la últim a pena, y ella al destierro, a la isla de Pandataria. En cambio, Eusebio
sólo habla de una Flavia D om itila, sobrina carnal del cónsul Flavio Clemente, desterrada,
no a Pandataria, sino a la isla de Pontia. Los autores paganos a que apela son totalmente
desconocidos (el B ru tio de la Crónica, ad annum 96, por ser latino, seguramente aparece
gracias a San Jerónimo, y además, según Juan Malalas, sería cristiano). Posiblemente se trate
de D io n Casio, pero mal entendido. Los esfuerzos de De Rossi (Bolletino d i Archeologia
Cristiana [1865] n.21), para fijar el árbol genealógico que explicaría los parentescos y las
evidentes incongruencias, no parecen haber convencido a todos. C f. J. K n u d s e n , The
Lady and the Emperor. A study o f the Domitian persecution: Church H isto ry 14 (1945) 17-32;
K . G r o s s , Domitianus: R A C t.4 (i953) col.91-109, espec. co l.104; U . F a s o la , Dom itilla
(Sainte), martyre romaine de la persécution de Domitien, fêtée le 12 m ai: D H G E 1.14 (i960)
col.630-632; P. R. L . B r o w n , Aspects o f the Christianization o f the Roman Aristocracy:
Journal o f Roman Studies 51 (1961) i -π; Ph. P e r g o l a , La condamnation des Flavieus «chré­
tiens» sous Domitien: persécution religieuse ou repression à caractère politique?: Mélanges de
l ’Ecole Française de Rome. A n tiq u ité 90 (1978) 407-413.

19
[D

e

cómo

D

o m ic ia n o

ordena

dar

D

de

m uerte

a v id

a

lo s

d e s c e n d ie n t e s

]

E l mismo D om iciano dio orden de ejecutar a los miembros de
la fam ilia de D avid, y una antigua tra d ic ió n 109 dice que algunos
herejes acusaron a los descendientes de Judas— que era hermano del
Salvador según la carne— , con el pretexto de que eran de la fam ilia
de D a vid y parientes de C risto m ism o 110. Esto es lo que declara
Hegesipo cuando dice textualmente:

20
[D

e lo s

p a r ie n te s

de

n u e s tro

S a lv a d o r ]

1 «De la fam ilia del Señor vivían todavía los nietos 111 de Ju­
das, llamado hermano suyo según la carne 112, a los cuales delata­
ron 113 p o r ser de la fam ilia de D avid. E l evocato 114 los condujo a
presencia del césar D om iciano, porque éste, al igual que Herodes,
temía la venida de C risto.
2 »Y les preguntó si descendían de D avid; ellos lo adm itieron.
Entonces les preguntó cuántas propiedades tenían o de cuánto d i­
nero disponían, y ellos dije ro n que entre los dos no poseían más
ΙΘ '

Κ'

ΤοΟ δ’ α ύ το υ Δ ομετιανού τούς άττό
γένους Δ αυίδ άναιρεΐσθαι π ρ οσ τάξαντος,
π αλαιός κ α τέχει λό γος τ ώ ν α ίρ ετικώ ν
τινα ς κ α τη γ ο ρ ή σ α ι τώ ν α π ογόνω ν Ιο ύ δ α
(το ύ το ν δ* είν α ι Αδελφόν κ α τ ά σάρκα τοΟ
σω τήρος) ώς άπ ό γένους τ υ γ χ α ν ό ν τω ν
Δ αυίδ καί ώς αύ το υ συγγένειαν τ ο υ Χ ρ ισ ­

1 "« Ε τι δέ περιήσαν οί άπ ό γένους το υ
κυρίου υΐω νοί Ιο ύ δ α το ύ κ α τά σάρκα
λεγομένου αύτοΟ αδελφού· ούς έδηλατόρευσαν ώς έκ γένους όντας Δ αυίδ, το ύ ­
τους ό ήουοκάτος ή γ α γ εν πρός Δομετια νό ν Καίσαρα. έφοβεΤτο γ ά ρ τ ή ν π α ρ­
ουσίαν τ ο υ Χ ρ ισ το ύ ώς κα ί “Ηρφδης.

το ύ φερόντων. τ α ύ τ α δέ δ η λ ο ϊ κ α τά
λέξιν ώδέ πω ς λέγω ν ό Ή γ ή σ ιπ π ο ς

2 »καί έπηρώ τησεν αύτούς εί έκ Δ αυίδ
είσιν, κ α ί ώ μολόγησαν. τ ό τ ε ήρώ τησεν
αύτούς πόσας κτήσ εις έχουσιν ή πόσων
χ ρ η μ ά τω ν κυριεύουσιν. ο! δέ είπ αν άμφο-

109 Sin duda la misma tradición documental que en capítulos anteriores: las Memorias
de Hegesipo; cf. L a w l o r , Eusebiana p.40-53.

110 N o sabemos quiénes eran esos herejes; cf. infra 32,2.
111 C f. supra i q : descendientes.
112 M t 13,55; M e 6,3; cf. J. B l in z l e r , I fra te lli e le sorelle di Gesù (Brescia 1974).
113 Ιδ η λ α τό ρ ε υ σ α ν , verbo fo rm a d o de la palabra la tin a delator, personaje im p o rta n tí­
sim o en los ú ltim o s años de D o m ic ia n o ; cf. P a u ly - W is s o w a t.4 , c o l.2428.
114 Evocatus: soldado veterano, m o v iliz a d o de nuevo para estar al servicio de los m agis­
trados desempeñando funciones a d m in is tra tiv a s secundarias.

que nueve m il denarios, la m itad de cada uno, y aun esto repetían
que no lo poseían en metálico, sino que era la evaluación de sólo
treinta y nueve pletros de tierra, cuyos impuestos pagaban y que
ellos mismos cultivaban para vivir».
3 Entonces mostraron sus manos y adujeron como testim onio
de su trabajo personal la dureza de sus cuerpos y los callos que se
habían form ado en sus propias manos p o r el continuo bregar.
4 Preguntados acerca de C risto y de su remo: qué reino era
éste y dónde y cuándo se manifestaría, dieron la explicación de que
no era de este m undo n i terrenal, sino celeste y angélico y que se
dará al final de los tiempos; entonces vendrá E l con toda su gloria
y juzgará a vivos y muertos y dará a cada uno según sus obras 115.
5 A n te estas respuestas, D om iciano no los condenó a nada,
sino que incluso los despreció como a gente vulgar. Los dejó libres
y p o r decreto hizo que cesara la persecución contra la Iglesia 116.
6 Los que habían sido puestos en libertad estuvieron al frente
de las iglesias 117 tanto por haber dado testim onio como por ser de
la fam ilia del Señor, y, vuelta la paz, vivieron todavía hasta T ra jano 118.
7 Esto dice Hegesipo. Pero no sólo él. Tam bién T e rtu lia n o
hace una mención semejante de Dom iciano:
τέροις έννα κισ χ ίλια δη νάρια ύπ άρχειν αύτο ϊς μάνα, έκάστω α ύ τώ ν άνήκοντος τοΟ
ήμίσεος, κ α ί τ ο ύ τ α ούκ έν άρ γυρίο ις έφασκον έχειν, ά λ λ ’ έν δ ια τιμ ή σ ει γ η ς πλέθρων
λθ ' μόνων, έξ ών κ α ί τούς φόρους άναφέρειν κα ί αύτούς α ύ το υργο ύντα ς δ ια τρ έφεσθαι».
3 ε ίτ α δέ κα ί τά ς χεϊρας τά ς έαυτώ ν
έπιδεικνύναι, μαρτύριον τη ς α ύτο υρ γία ς
τ ή ν τ ο ύ σώ ματος σκληρίαν κα ί τούς άπό
τή ς συνεχούς έργασίας έναπτοτυπωθέντας
έπ ί τώ ν Ιδίω ν χειρώ ν τύλους π α ρ ισ τά ντας.
4 έρωτηθεντας δέ περί το ύ Χ ρ ισ το ύ
κ α ί τή ς βασιλείας αύ το ύ ό π ο ία τ ις είη κα ί
π ο! κ α ί π ό τε φανησομένη, λό γο ν δούναι
ώς ού κοσμική μέν ούδ* έπίγειος, έπουρά-

νιος δέ κ α ί ά γ γ ελ ικ ή τυ γ χ ά ν ο ι, έπί συν­
τελεί α τ ο ύ αΐώνος γενησομένη, όπ ηνίκα
έλθών έν δόξη κρίνε! ζώ ντας καί νεκρούς
κ α ί άποδώ σει έκάστω κ α τά τ ά έπ ιτηδεύμ α τα α ύτο ύ·
5 έφ* οίς μηδέν α ύτώ ν κ α τεγ ν ω κ ό τα
τό ν Δ ομετιανόν, ά λλά κα ί ώς εύτελώ ν
καταφ ρονήσαντα, έλευθέρους μεν αύτούς
άνεΐναι, κα τα π α ύ σ α ι δέ δ ιά π ρ ο σ τά γ μ α ­
το ς τ ό ν κ α τ ά τή ς έκκλησίας δ ιω γμόν.
6 τούς δέ άπολυθέντας ήγήσ α σ θ α ι
τ ώ ν έκκλησιών, ώς άν δή μάρτυρας όμού
άπ ό γένους όντας το ύ κυρίου, γενομένης
τ ε εΙρήνης, μέχρι Τραϊανού π αραμεϊναι
αύτούς τ ω β ίω .
7

τ α ύ τ α μέν ό Ή γ ή σ ιπ π ο ς · ού μήν

lis Cf. M t 16,17; Jn 18,36; A ct 10,41; Rom 1,6; 1 T im 4,1.
116 A lo más puede tratarse de la persecución local de la Iglesia de Jerusalén, de donde
procedían los acusados; cf. infra 31,7; sin embargo, no se sabe nada más de dicho decreto;
cf. P. K eresztes , The Jews, the Christians, and Emperor Domitian: V igC h 17 (1973) 1-18.
117 ¿Cuál era el papel de estos parientes del Señor «al frente de las iglesias»? Ya hemos
visto que, en la elección de Simeón, toman parte junto a los apóstoles y discípulos personales
del Señor (supra 11); sí no olvidamos que San Pablo (1 Cor 12,5) también los tiene por auto­
ridades jun to a Cefas y los demás apóstoles, nos será d ifíc il pensar en invenciones legenda­
rias; cf. E . S t a u f f e r , Zum K a lifa t des Jakobus : Zeitschrift fü r Religion und Geistesgeschichte
4 (1952) 193-204.
t
.
118 C f. infra 32,6, donde se cita el texto de Hegesipo literalmente.

«También D om iciano intentó algún tiem po hacer lo mismo que
aquél, aun no siendo más que una parte de la crueldad de Nerón.
Mas, como, según creo, tenía algo de cabeza 119, hizo que cesara
rápidamente y llamó de nuevo a los mismos que había desterrado» 120.
8 Después de im perar D om iciano quince años y de sucederle
N erva en el gobierno 121, el senado romano decidió p o r votación
que se anularan los honores de D om iciano y que regresasen a sus
casas los que habían sido expulsados injustamente y, a la vez, recu­
perasen sus bienes. L o refieren los que han transm itido por escrito
los sucesos de aquel tiem po 122.
9 Fue entonces, por lo tanto, cuando el apóstol Juan, de vuelta
de su destierro en la isla, se re tiró a v iv ir en Efeso, según refiere la
tradición de nuestros antiguos 123.

21
[D

e

cómo

el

tercero

en
es

d ir ig ir

C

erdón

la

ig l e s ia

de

A

l e j a n d r ía

]

Después de im perar Nerva poco más de un año, le sucedió
Trajano 124. Corría el p rim e r año de éste cuando Cerdón sucedía
ά λλά κα ι ό Τερτυλλιανός το ύ ΔομετιανοΟ
τ ο ια ύ τ η ν ττεπ ο ίη τα ι μνήμην
«πεπειράκει π ο τέ κα ί Δομετιανός τ α ύ τ ό
π οιεΐν έκείνω, μέρος ών τή ς Νέρωνος ώ μότη το ς . άλλ*, οίμαι, ά τε έχω ν τ ι συνέσεως,
τ ά χ ισ τ α έπαυσατο, άνακαλεσάμενος καί
ούς έξηλάκει».

8

μετά δέ τό ν Δ ο μετιανόν ττεντεκαί δέ­
κα ετεσιν κ ρ α τή σ α ν τα Νερούα τ ή ν άρχήν
διαθεξαμένου, καθαιρεθήναι μέν τά ς Δομετια ν ο υ τιμ ά ς, έπανελθείν δ* έπ ί τ ά οίκεϊα
μετά τοΟ καί τά ς ούσίας άπ ολαβείν τούς
αδίκως έξεληλαμένους ή “Ρω μαίων σ ύ γ ­
κλητος βουλή ψ η φ ίζετα ι· Ισ τορουσιν οί

γραφ ή τ ά κ α τά τούς χρόνους παραδόντες.
9 τ ό τ ε δή ούν κ α ί τό ν άττόστολον
Ίω ά ν ν η ν άττό τή ς κ α τά τ ή ν νήσον φυγής
τ ή ν έπί τή ς Εφ έσου δ ια τρ ιβ ή ν άπ ειληφένα ι ό τ ώ ν π α ρ ’ ή μ ίν ά ρ χαίω ν ιτα ρ α δ ίδωσι λόγος.

ΚΑ'
Μ ικρ φ δέ ττλέον ένιαυτού βασιλεύσαντα
Νερούαν δ ια δ έχετα ι Τραϊανός* ού δή π ρώ ­
το ν έτος ήν έν φ τή ς κ α τ ’ Α λεξάνδ ρειαν
π αροικίας ’ Α β ίλ ιο ν δέκα προς τρ ισ ίν ετεσιν

119 σύνεσις, cabeza, inteligencia; el original habla de humanidad: «qua et homo*.
120 T e r t u l ia n o , Apolog. 5 ,4 .
121 Los conjurados asesinaron a Domiciano el 18 de septiembre del 96; con él term inó
la dinastía de los Flavios. E l senado eligió como sucesor a Nerva el 1 de octubre del mismo
año, que inició la dinastía llamada de los Antoninos (96-192).
122 C f. E u s e b i o , Chronic, ad annum 96: H e i . μ , p. 1 9 2 - 1 9 3 ; S u e t o n i o , Damit. 2 3 ; D i o n
C a s io , H ist. 68,1.
123 Sin duda también las Memorias de Hegesipo.
124 Efectivamente, Nerva m urió el 25 de enero del 98, casi a los dieciséis meses de haber
sido elegido. Pero tres meses antes de m orir, había adoptado como heredero al general del
ejército de Germania, M arco U lp io Trajano. Este fijó su dies imperii el 27 de octubre del 97,
fecha en que fue asociado al imperio. O riundo de Itálica, este aristócrata español fue el p ri­
mer provinciano no italiano que llegó a ser emperador; cf. E. ClZEK, L ’époque de Trajan
(Paris 1983).

a A b ilio , que había regido la iglesia de Alejandría durante trece
años 125. Cerdón era el tercero de los que allí ejercieron la presi­
dencia después del prim ero, Aniano. En este tiem po, a los romanos
los regía todavía Clemente, que tam bién ocupaba el tercer lugar 126
de los que fueron obispos de allí después de Pablo y Pedro. E l p r i­
mero había sido L in o , y después de él, Anacleto.

22
[D e

cómo

el

segundo

en

d ir ig ir

la

I

]

g n a c io

ig l e s ia

de

Pero de los antioquenos, después de Evodio
fue instituido, en el tiem po de que hablamos era
segundo: Ignacio 128. Igualmente en esos mismos
rio de la iglesia de Jerusalén lo tenía Simeón 129,
del hermano de nuestro Salvador.

A

n t io q u ía

es

127, prim ero que
m uy conocido el
años, el m iniste­
segundo después

23
[R

elato

sobre

el

apó sto l

Ju

an

]

i
Por este tiem po vivía todavía en Asia el mismo a quien amó
Jesús 13°, el apóstol y evangelista Juan, y a llí seguía rigiendo las

ή γησ άμενον δ ια δ έχετα ι Κέρδων* τρ ίτο ς
ουτος τώ ν αύτό θ ι μετά τό ν π ρ ώ τον Ά ν νιανόν προέστη. έν τ ο ύ τ φ δέ “Ρωμαίων
είς έ τ ι Κλήμης η γ ε ίτ ο , τ ρ ίτ ο ν καί αύτός
έπέχων τώ ν τή δ ε μετά ΠαΟλόν τ ε και
Πέτρον έπισκοπευσάντω ν βαθμόν* Λίνος
γ ε ό πρώ τος ήν καί μ ετ’ αύτό ν Α ν έ γ ­
κλητος.

δηλουμένοις Ιγ ν ά τ ιο ς έγνω ρ ίζετο . Συμεών
όμοίως δεύτερος μετά τό ν το ύ αω τήρος
ήμώ ν άδελφόν τή ς έν “Ιεροσολύμοις έκκλεσίας κ α τ ά το ύ το υ ς τ ή ν λ ειτο υ ρ γ ία ν
είχεν.

ΚΒ'

*Επι τ ο ύ το ις κ α τά τ ή ν Ά σ ία ν έ τ ι
τ ω β ίω περιλειπόμενος αύτός έκεϊνος δν
ή γ ά π α 6 Μησους, άπ όστολος όμου κ α ί
εύ α γ γ ελ ισ τή ς Ιω ά ν ν η ς τά ς α ύ τό θ ι διεϊπεν

Ά λ λ ά κα ί τώ ν έπ* Ά ν τ ιο χ ε ία ς Εύοδίου
π ρ ώ του κ α τα σ τά ντο ς δεύτερος έν το ΐς

ΚΓ'
1

125 Según la Crónica, ad annum 96: H e l m , p. 193, A b ilio muere durante el im perio de
Nerva. Pudo ser entre noviembre del 97 y enero del 98. C f. F. P e r i c o l i - R i d o l f i n i , Le o ri­
gine della Chiesa di Alessandria d’Egitto e la cronología dei vescovi alessandrini dei secoli I e I I :
Rendiconti délia Classe d i Scienze m orali, storiche e filologiche d ell’Academia dei L incei 17
(1961) 308-348; C. W . GRIGGS, Early Egyptian Christianity: from its origins to 451 C.E. =
C optic Studies, 2 (Leyde 1990).
126 C f. infra V 6,2.
127 S. G i e t , Traditions chronologiques légendaires ou historiques: Studia Patrística i : T U 63
(Berlin 1957) 608, piensa que este Evodio es el mismo a que se refiere Nicéforo C alixto en
su Hist. Eccles. 3, pues le hará «sucesor de los sagrados apóstoles», aunque sus fuentes no
merecen mucha confianza.
128 Ya Orígenes (In Lucam hom.6) había dicho que Ignacio era el segundo, pero sin
dar el nombre del prim ero, como Eusebio aquí; cf. infra ló.zss; cf. Ch. M u n ie r , A propos
d ’Ignace d ’Antioche. Observations sur la liste épiscopale d ’Antioche: Revue des sciences re li­
gieuses 55 (1981) 126-131.
*29 Cf. supra 11; infra IV 22,4.
130 Cf. Jn 13,23; 19,26; 20,2; 21,7*20.

iglesias después de regresar del destierro de la isla, tras la muerte
de D om iciano 131.
2 Y que Juan permanecía en vida por este tiem po se confirm a
suficientemente con dos testigos. Estos, representantes de la o rto ­
doxia de la Iglesia, son bien dignos de fe, tratándose de hombres
como Ireneo y Clemente de A lejandría.
3 E l prim ero de ellos, Ireneo, escribe textualm ente en alguna
parte del lib ro I I de su obra Contra las herejías como sigue:
«Y todos los presbíteros que en Asia están en relación con Juan,
el discípulo del Señor, dan testim onio de que Juan lo ha transm i­
tido, porque aún vivió con ellos hasta los tiempos de T ra ja n o » 132.
4 Y en el lib ro I I I de la misma obra manifiesta lo mismo con
estas palabras:
«Pero tam bién la iglesia de Efeso, por haberla fundado Pablo
y porque en ella vivió Juan hasta los tiempos de Trajano, es un
testigo veraz de la tradición de los apóstoles» 133.
5 Por su parte, Clemente señala el mismo tiem po, y en su obra
que titu ló ¿Quién es el rico que se salva? añadió una narración valio­
sísima para los que gustan de escuchar cosas bellas y provechosas.
Tóm ala, pues, y lee lo que allí escribió:
6 «Escucha una historieta, que no es una historieta, sino una
tradición existente acerca del apóstol Juan, transm itida y guardada

έκκλησίας, άπ ό τή ς κ α τ ά τ ή ν νήσον μετά
τ ή ν Δ ο μ ε τ ια ν ο υ τ ε λ ε υ τ ή ν έττα νελθ ώ ν
φυγής.

2

ό τ ι δέ είς το ύτο υς τ φ β ίφ περιήν,
άπ όχρη δ ιά δύο π ισ τώ σ α σ θ α ι τό ν λό γον
μαρτύρω ν, π ισ τ ο ί δ’ άν εϊεν ο ύ το ι, τή ς
έκκλεσιαστικής πρεσβεύσαντες όρθοδοξίας,
εί δή το ιο υ τ ο ι Είρηναίος καί Κλήμης ό
’ Αλεξανδρεύς·
3 ών ό μέν πρότερος έν δευτέρω τώ ν
πρός τά ς αιρέσεις ώδέ πως γράφ ει κ α τά
λέξιν
«καί πάντες οί πρεσβύτεροι μαρτυρούσιν οί κ α τ ά τ ή ν ' Α σίαν Ιω ά ν ν η τ φ το υ
κυρίου μαθητή συμβεβληκότες παραδεδωκέναι τό ν Ίω ά ννη ν. παρέμεινεν γά ρ
αύτο ϊς μέχρι τώ ν Τραϊανού χρόνων».

4 καί εν τ ρ ίτ φ δέ τή ς αυτής υποθέσεως τ α ύ τ ό τ ο ύ το δ ηλοΐ δ ιά το ύ τω ν
«άλλά κα ί ή έν Έ φ έσ φ εκκλησία ύπό
Π αύλου μέν τεθεμελιωμένη, Μωάννου δέ
παραμείναντος αύτο ϊς μέχρι τώ ν Τραϊανού
χρόνων, μάρτυς αληθής έσ τιν τή ς τώ ν
άπ οσ τόλω ν παραδόσεως».
5 ό δέ Κλήμης όμου τό ν χρόνον
έπισημηνάμενος, καί ισ το ρ ία ν ά να γ κ α ιο τ ά τ η ν οϊς τ ά καλά κα ί έπωφελή φίλον
άκούειν, π ρ ο σ τίθ η σ ιν έν φ «Τίς ό σω ζόμενος πλούσιος» έπέγραψεν α υ το ύ σ υ γ ­
γρ ά μ μ α τα λαβώ ν δέ άνάγνω θι ώδέ πως
έχουσαν καί α υ το ύ τ ή ν γραφ ήν
6 «άκουσον μύθον ού μύθον ά λλά ό ντα
λό γον περί Ίω ά ννο υ το ύ άπ οσ τόλου π α ραδεδομένον καί μνήμη πεφυλαγμένον.

131 Este pasaje y su confirmación en ios párrafos que siguen, con las autoridades de
Clemente de Alejandría y de San Ireneo, así como el silencio de supra I I 9,1-4, contradicen
a la presunta tradición que sitúa la muerte del apóstol y evangelista Juan antes de las per­
secuciones de Nerón y de Domiciano; cf. K . F. E v a n s - P r o s s e r , On the suppossed early death
o f John the Apostle: Expository Tim es 54 (I942-I943) I38ss.
132 San I r e n e o , Adv. haer. 2,22,3.
133 S a n I r e n e o , Adv. haer. 3 , 3 , 4 .

en la memoria 134. Efectivamente, después que m u rió el tirano 135,
Juan se trasladó de la isla de Patmos a Efeso. D e aquí solía p a rtir,
cuando lo llamaban, hacia las vecinas regiones paganas, con el fin
de, en unos sitios, establecer obispos; en otros, e rig ir iglesias ente­
ras, y en otros, ordenar a alguno de los que había designado el
E spíritu.
7 »Vino, pues, a una ciudad no m uy apartada y cuyo nombre
algunos mencionan incluso. Después de consolar a los hermanos
en todo lo demás, habiendo visto a un joven de bastante estatura,
de aspecto elegante y de alma encendida, fijó su mirada en el rostro
del obispo in stitu id o sobre la comunidad y dijo: ‘Yo te confío éste
con todo interés, en presencia de la iglesia y con C risto como tes­
tigo*. E l obispo aceptó al joven, prom etiéndolo todo, pero Juan se­
guía insistiendo en lo mismo y apelando a los mismos testigos.
8 »Luego regresó a Efeso, y el presbítero 136 se llevó a casa
al joven que se le había confiado y allí lo mantuvo, le rodeó de afecto
y, por últim o , lo bautizó 137. Después de esto aflojó un poco en su
mucha solicitud y vigilancia, pensando que le había im puesto la
salvaguardia perfecta: el sello del Señor.
9 »Pero ciertos mozalbetes de su edad, vagos, disolutos y ave­
zados al mal, lo pervirtieron. Su libertad era prematura. P rim era­
mente se lo atrajeron por medio de suntuosos banquetes; después
se lo llevaban consigo, incluso de noche, cuando salían al robo, y al
fin le exigían obrar con ellos fechorías mayores.
επειδή γ ά ρ το ύ τυράννου τελευτή σ αντο ς
άπό τή ς Π άτμο υ τή ς νήσου μετήλθεν έπί
τή ν "Εφεσον, άπ ήει παρακαλούμενος καί
έπι τ ά π λη σ ιό χω ρ α τώ ν έθνών, οπον
μέν έττισκόπονς κα τα σ τή σ ω ν, δπου δέ
δλας έκκλησίας άρμόσων, δπου δέ κλήρον
ενα γέ τ ιν α

κληρώ σω ν τώ ν ύπό το ύ

πνεύματος σημαινομένων.
7 »έλθών ούν καί έπι τ ιν α τώ ν ού
μακράν πόλεων, ής καί τούνομα λέγουσιν
ενιοι, κα ί τ& λ λ α άναπαύσας τούς άδελφούς, έπί π ά σ ι τ ω κ αθ εσ τώ τι προσβλέψας έπισκόπω, νεανίσκον Ικανόν τ ω
σ ώ μ α τι κ α ι τ ή ν δψιν άσ τεϊο ν καί θερμόν
τή ν ψ υχήν ίδών, <τουτον> εφη <σοί
π α ρ α κα τα τίθεμ α ι μετά πάσης σπουδής
έπί τή ς έκκλησίας καί το ύ Χ ρ ισ το ύ μάρ-

τυρος >.
το ύ δέ δεχόμενου κ α ί πάυθ’
ύπισχνουμένου, κ α ί π ά λιν τ ά α ύ τά διελέγετο κα ί διεμαρτύρετο.
8 » εϊτα δ μέν άπήρεν έπ ί τ ή ν Έφεσον,
ό δέ πρεσβύτερος άναλαβώ ν οίκαδε τό ν
παραδοθέντα νεανίσκον έτρεφεν, συνεΐχεν,
εθαλπεν, τ ό τελευ τα ίο ν έφώτισεν.
κα ί
μετά τ ο ύ το ύφήκεν τή ς πλείονος έπιμελείας καί παραφυλακής, ώς τ ό τέλειον
α ύ τώ φυλακ^Ιήριον έπιστήσας, τ ή ν σφρα­
γ ίδ α κυρίου.
9 »τω δέ άνέσεως πρό ώρας λ α β ο μένω προσφθείρονταί τινες ήλικες ά ρ γ ο ί
καί άπερρω γότες, έθάδες κακών, κ α ί π ρώ ­
το ν μέν δΓ έστιάσεω ν π ολυτελώ ν α ύ τό ν
έπ ά γο ντα ι, ε ίτ ά π ου καί νύκτω ρ έπί
λω π οδυσίαν έξιόντες συνεπ άγο νται, ε ίτ ά
τ ι καί μεΐζον σ υμ π ρ ά ττειν ήξίουν·

134 Esta expresión hace pensar en una tradición ora!. Clemente la califica de μύθον oú
μύθον; es decir, la acepta, pero con reservas. ¿Quizá la tornó de los Hechos de Juan, aludidos
más abajo, 25,6?
135 Debe ser D om iciano; cf. svprc § i.
136 E l mismo, que en los otros párrafos llama «obispo»; cf. J. Zizioulas, Episkopè et
Episkopos dans VEglise primitive. B re f inventaire de la documentation: Irénikon 56 (1983)
4 8 4 - 501137 ¿φ ώ τισε:

el ba u tism o ilu m in a in te rio rm e n te ; cf. H e b 6,4; San J u s t i n o , Apol. I 61,12.

10 »E1 joven se fue acostumbrando a ello insensiblemente y,
desviándose del recto camino, como caballo de boca dura, brioso
y que tasca el freno 138, por su vigor natural se fue precipitando con
más fuerza en el abismo.
11 »Terminó por desesperar de la salvación divina. Desde en­
tonces no planeaba ya en pequeño, sino que, habiendo perpetrado
grandes crímenes, puesto que estaba perdido una vez por todas,
consideraba justo correr la misma suerte que los demás. Así fue
que, tomando consigo a estos mismos y form ando una banda de
salteadores, él era su cabecilla decidido, el más violento, el más ho ­
m icida, el más tem ible de todos.
12 »Ai cabo de un tiempo, surgió cierta necesidad y volvieron
a llam ar a Juan. Este, después de haber arreglado los asuntos por
los que había venido, dijo: 'Bueno, obispo, devuélveme el depósito
que yo y C risto te hemos confiado en presencia de la iglesia que
presides y que es testigo'.
13 »E1 obispo, a las primeras, quedó estupefacto, creyendo ser
víctim a de calumnia sobre algún dinero que él no había recibido:
n i podía creer en lo que no tenía n i podía dejar de creer a Juan.
Cuando éste le dijo: ‘E l joven es lo que pido y el alma del herm a­
no', el anciano p ro rru m p ió en profundos sollozos y, anegado en
lágrimas, dijo: ‘ése está m uerto'. ¿Cómo? ¿Muerto de qué? ‘Está
m uerto para D ios— d ijo — , pues se alejó hecho un malvado, un per­
dido y, para colmo, un salteador, y ahora tiene ocupado el monte
que está frente a la iglesia, con una cuadrilla de su misma calaña'.
14 »Rasgó el apóstol su vestido y, golpeándose la cabeza, con
gran lamentación exclamó: ‘ ¡Buen guardián dejé del alma del her10 »δ δέ κ α τ ’ ό λ ίγ ο ν προσειθίζετο,
καί δ ιά μέγεθος φύσεως έκστάς ώσπερ άστομος κα ι εύρωστος ίππος όρθής όδου καί
τό ν χ α λινό ν ένδακών, μειζόνως κ α τ ά τώ ν
βαράθρων έφέρετο,
11 »άπογνούς δέ τελέως τ ή ν έν θεώ
σω τηρίαν, ούδέν Ι τ ι μικρόν διενοεΐτο,
ά λ λ ά μέγα τ ι πράξας, έπειδήπερ άπ αξ
άπ ολώ λει, ίσ α το ίς άλλοις παθείν ήξίου.
αύτούς δή το ύτο υς άναλαβώ ν κ α ί λ η σ τή ριον σνγκροτήσας, έτοιμος λήσταρχος ήν,
β ια ιό τα το ς μιαιφ ονώ τατο ς χ α λεπ ώ τα το ς.
12 »χρόνσς έν μέσω, κα ί τίνο ς έπιπεσούσης χρείας άνακαλοΟσι τό ν Ίω ά ννη ν.
ό δέ έπεί τ ά ά λ λ α ών χ ά ρ ιν ήκεν, κατεσ τή σ α το , <άγε δή> έφη <ώ έπίσκοπε, τή ν
παραθήκην άπόδος ήμίν, ήν έγώ τ ε καί
138 C f . P l a t ó n ,

F/iaear.

254D.

ό Χ ρ ιστός σοι παρακατεθέμεθα έπί τή ς
έκκλησίας, ής προκαθέζη, μάρτυρος*.
13 »δ δέ τ ό μέν π ρ ώ τον έξεπ λάγη,
χ ρ ή μ α τα οίόμενος, άπερ ούκ έλαβεν,
σνκοφαντεϊσθαι, κα ί ούτε π ισ τεύειν είχεν
υπέρ ών ούκ είχεν, ούτε ά π ισ τεΐν Ιω ά ν ν η ·
ώς δέ <τόν νεανίσκον* είπεν <άπ αιτώ καί
τή ν ψ υχήν το υ αδελφού*, στενάξας κά ­
τωθεν ό πρεσβύτης κα ί τ ι καί έπιδακρύσας, <έκεϊνος> έφη <τέθνηκεν>. <πώς καί
τ ίν α θ ά να το ν*; <θεφ τέθνηκεν* είπεν*
<άπέβη γ ά ρ πονηρός καί έξώλης καί, τ ό
κεφάλαιον, λησ τής, καί νυν ά ν τ ί τή ς
έκκλησίας τ ό δρος κατείληφ εν μεθ’ όμοιου
σ τ ρ α τ ιω τ ικ ο ύ * .
14 »καταρρηξάμενος τ ή ν έσθήτα ό
άπόστολος κα ί μετά μεγάλης ο ίμω γής
πληξάμενος τ ή ν κεφαλήν, <καλόν γ ε* έφη

mano! Mas venga ya un caballo y alguien que me guíe en el cam i­
no'. Y desde allí, tal como estaba, salió de la iglesia y se marchó.
15 »Llegó al lugar. Los centinelas de los bandidos le echaron
mano, pero él n i huía ni suplicaba, sino que a gritos decía: ‘Por esto
he venido 139, llevadme a vuestro jefe'.
16 »Este, entretanto, aguardaba armado como estaba, mas, al
reconocer a Juan en el que se acercaba, se dio a la fuga, lleno de ve r­
güenza. Juan lo perseguía con todas sus fuerzas, olvidado de su
edad 140 y gritando:
17 »‘ ¿Por qué me rehuyes, hijo, a mí, tu padre, desarmado y
viejo? T en piedad de mí, hijo, no temas. Todavía tienes esperanzas
de vida. Yo rendiré cuentas por ti a C risto 141, y, si fuere necesario,
con gusto sufriré por ti la muerte, como el Señor la sufrió p or nos­
otros. Por tu vida yo daré a cambio la mía propia. ¡Detente! ¡Ten
fe! ¡Es C risto quien me envió!’
18 »E1 joven, al oírlo, prim ero se detuvo, con la vista baja;
luego arrojó las armas y, temblando, p ro rru m p ió en amargo llanto 142.
Cuando el anciano se le acercó, se abrazó a él. Sus lamentos eran
ya, en lo posible, un discurso de defensa, y sus lágrimas le servían
de segundo bautismo. Sólo ocultaba su mano derecha.
19 »Pero Juan le salió fiador jura n d o que había alcanzado per­
dón para él de parte del Salvador, cayó de rodillas, suplicante, y
besó su misma mano derecha considerándola ya purificada p or el
arrepentim iento. L o recondujo a la iglesia, oró con abundantes
<φύλακα τή ς τάδελφοΰ ψυχής κατέλιπ ον.
άλλ* ίππος ήδη μοι παρέστω , καί ή γεμών γενέσθω μοί τ ις τή ς ;όδοΰ>. ήλαυνεν,
ώσπερ είχεν, αύτόθεν άπό τή ς έκκλησίας.
15 »έλθών δέ είς τ ό χω ρίον, ύπό τή ς
προφυλακής τώ ν λη σ τώ ν ά λίσ κεται, μήτε
φεύγων μήτε παραιτούμενος, άλλά βοών
<έπι τ ο ύ τ ’ έλήλυθα. έπί τό ν ά ρ χο ντα
υμών ά γ ά γ ετέ με·>
16 »ός τέως, ώσπερ ώ π λισ το , άνέμενεν, ώς δέ π ρ ο σ ιόντα έγνώ ρισε τό ν
Ίω ά νν η ν , είς φ υγή ν αίδεσθείς έτράπετο.
δ δέ έδίωκεν άνά κράτος, έπιλαθόμενος
τή ς ήλικίας τή ς έαυτού,
17 »κεκραγώς <τί με φεύγεις, τέκνον,
τό ν σαυτού π α τέρα, τό ν γυμνόν, τό ν
γέρ ο ν τα ; έλέησόν με, τέκνον, μή φοβού·

εχεις έ τι ζωής έλπίδας.
έγώ Χ ρ ισ τώ
λό γον δώσω υπέρ σου· άν δέη, τό ν σόν
θάνατον έκών υπομένω, ώς ό κύριος τό ν
υπέρ ήμών* υπέρ σού τ ή ν ψ υχήν ά ν τ ιδώσω τ ή ν έμήν.
σ τή θ ι, πίστευσον*
Χριστός με άπ έστειλεν*.
18 »ό δέ άκούσας, π ρ ώ τον έσ τη μέν
κά τω βλέπων, ε ίτ α έρριψεν τ ά όπλα,
ε ίτα τρέμω ν έκλαιεν πικρώς· προσελθόντ α δέ τό ν γέρ ο ντα περιέλαβεν, απ ολο­
γούμενος τα ΐς ο ίμ ω γαΐς ώς έδύνατο καί
το ΐς δάκ^υσι βαπτιζόμενος έκ δευτέρου,
μόνην άπ οκρύπ τω ν τ ή ν δεξιάν·
19 »0 δ* έγγυώμενος, έπομνύμενος ώς
άφεσιν α ύ τ φ π α ρά τ ο υ σω τήρος ηύρητ α ι, δεόμενος, γονυπ ετώ ν, α ύ τή ν τ ή ν
δεξιάν ώς ύπό τή ς μετανοίας κεκαθαρμένην καταφ ιλώ ν, έπί τ ή ν έκκλησίαν

139 C f. Jn 18,37.
140 El apóstol no podía andar en esta época— últim os años del siglo i — por debajo de
los ochenta años.
141 Cf. Heb 13,17.
142 Cf. M t 26,75.

súplicas, lo acompañó en su lucha con ayunos prolongados y fue
cautivando su espíritu con los variados atractivos de su palabra y,
según dicen, ya no partió de allí hasta haberlo asentado en la iglesia,
después de que dio gran ejemplo de verdadero arrepentim iento y
grandes señales de regeneración, como trofeo de una resurrección
visib le » 143.

24
[D

el

orden

de

lo s

e v a n g e l io s

]

1 Que este testim onio de Clemente sirva aquí a la vez de na­
rración y de provecho para los que lleguen a leerlo. Pero indiquem os
los escritos incontrovertidos de este apóstol.
2 E n p rim er lugar quede reconocido como auténtico su Evan­
gelio, que se lee por entero en todas las iglesias de bajo el cielo. Sin
embargo, el hecho de que los antiguos con buena razón lo cataloga­
ran en el cuarto lugar, detrás de los otros tres, acaso pudiera e xp li­
carse de la manera que sigue.
3 Aquellos hombres inspirados y en verdad dignos de D ios
— los apóstoles de C risto, digo— , purificadas hasta el colmo sus
vidas y adornadas sus almas con toda v irtu d , hablaban, no obstan­
te, la lengua de los simples 144. A l menos, aunque la fuerza divina 145
y obradora de milagros que el Salvador les había dado los hacía
audaces, n i sabían n i intentaban siquiera ser embajadores de la doc­
trin a del Salvador con la persuasión y con el arte de los discursos,
έπ α νήγαγεν, κα ί δαψ ιλέσι μέν εύχαΐς
εξαιτούμενος, συνεχέσι δέ νη σ τείαις συναγω νιζόμενος, π ο ικίλα ις δέ σειρήσι λό ­
γ ω ν κατεπ άδω ν αύτοΟ τ ή ν γνώ μη ν, ού
πρότερον άπήλθεν, ώς φασιν, π ρ ίν αύτό ν
έπ ισ τή σ α ι τ ή έκκλησία, διδούς μέγα
π α ράδ ειγμα μετανοίας αληθινής κα ί μέγα
γ νώ ρισ μ α π α λιγγενεσ ίας, τρ ό π α ιο ν άναστάσεως βλεπομένης».

ΚΔ'
1 τα Ο τα τοΟ Κλήμεντος, Ισ το ρ ίας όμοΟ
καί ώφελείας τή ς τώ ν έντευξομένων §νεκεν, ένταΟθά μοι κείσθω.
Φέρε δέ, κ α ί τοΰδε το ΰ α π οσ τό λο υ τάς
άναντιρρήτους έπισημηνώμεθα γραφάς.

2

καί δή τ ό κατ* α ύτό ν εύα γγέλιο ν
τα ίς υπό τό ν ούρανόν διεγνωσμένον έκκλησίαις, π ρ ώ τον άνω μολογήσθω · ό τ ι γε
μήν εύλόγω ς πρός τ ώ ν αρ χαίω ν έν Τ ε­
τ ά ρ τ η μοίρςι τ ώ ν άλλω ν τ ρ ιώ ν κατείλεκτ α ι, τ α ύ τ η άν γ έν ο ιτο δήλον.

3 οί Θεσπέσιοι κα ί ώς αληθώς θεοπρεπεΤς, φημί δέ τ ο ύ Χ ρ ισ το ύ τους α π ο σ τό ­
λους, τό ν βίον άκρως κεκαθαρμένοι καί
άρετή πάση τά ς ψυχάς κεκοσμημένοι, τ ή ν
δέ γ λ ώ τ τ α ν ίδιω τεύοντες, τ ή γε μήν πρός
τ ο ύ σω τήρος α ύτο ϊς δεδωρημένη θεία καί
π αραδοξοπ οιω δυνάμει θαρσοΰντες, τ ό
μέν έν πειθοϊ κα ί τέχ νη λό γω ν τ ά το ΰ δ ι­
δασκάλου μα θήμα τα πρεσβεύειν ούτε ήδεσαν ούτε ένεχείρουν, τ ή δέ το ΰ θείου

143 C l e m e n t e d e A l e j a n d r í a , Quis dives... 4 2 , 1 - 1 5 .
144 Es decir, no literaria; cf. A c t 4,13; i Cor 2,1; 2 Cor 11,6.
1« C f. A c t 1,8.

sino que, usando solamente de la demostración del E spíritu d ivin o
que obraba con ellos y del sólo poder de C risto 146 que se ejercía a
través de ellos, anunciaron el conocimiento del reino de los cielos
por toda la tierra habitada, sin preocuparse gran cosa de ponerlo
por escrito.
4 Y obraban así en cuanto servidores de un m inisterio mayor
y que está por encima del hombre. Y así, Pablo, el más capaz de
todos en la preparación de discursos y el de más vigoroso pensa­
miento, no dejó por escrito más que sus brevísimas cartas, y eso
que podía decir cosas infinitas e inefables por haber alcanzado la
contemplación de hasta el tercer cielo, ya que había sido arrebatado
hasta el paraíso mismo y se había hecho digno de escuchar las pala­
bras inefables de allá 147.
5 Tam poco faltaba experiencia de estas mismas cosas a los
demás acompañantes de nuestro Salvador, los doce apóstoles de
una parte y los setenta discípulos de otra, así como otros innum era­
bles, además de éstos. Y , sin embargo, de todos ellos solamente
Mateo y Juan nos han dejado memorias de las conversaciones 148
del Señor, y aun es tradición 149 que se pusieron a escribir forzados
a ello.
6 Efectivamente, Mateo, que prim ero había predicado a los
hebreos, cuando estaba a punto de marchar hacia otros, entregó por
πνεύματος το υ συνεργούντος αύτοϊς απ ο­
δείξει καί τ ή δι* α υ τώ ν σνντελουμένη θαυ­
μ α το υρ γώ το ύ Χ ρ ισ το ύ δυνάμει μόνη
χρώμενοι, τή ς τ ώ ν ουρανώ ν βασιλείας
τ ή ν γνώ σ ιν έπί πάσαν κ α τή γ γ ε λ λ ο ν τ ή ν
οίκουμένην, σπουδής τή ς περί τ ό λ ο γ ο ­
γ ραφεΐν μικράν ποιούμενοι φροντίδα.

4 καί τ ο ύ τ ’ έπ ρ α ττο ν ά τε μείζονι και
υπέρ άνθρωπον έξυπηρετούμενοι διακο­
ν ία . ό γοΟν Παύλος π ά ντω ν έν π αρα­
σκευή λ ό γ ω ν δ υ να τώ τα το ς νοήμασίν τε
ίκα ν ώ τα το ς γεγονώ ς, ού πλέον τώ ν βραχ υ τ ά τ ω ν επ ισ το λώ ν γραφ ή παραδέδωκεν, κ α ίτο ι μυρία γ ε κ α ί άπ όρ ρητα λέγειν
εχων, ά τε τ ώ ν μέχρις ουρανού τ ρ ίτ ο υ
θεω ρημάτω ν έπιψαύσας έπ* αύτόν τε τό ν

θεοπρεπή παράδεισον άναρπασθείς καί
τώ ν έκεΐσε βημάτω ν άρ ρητω ν άξιωθείς
έπακούσαι.

5 ούκ άπ ειροι μέν ούν ύπήρχον τώ ν
α ύ τώ ν κα ί ο ί λο ιπ ο ί το ύ σω τήρος ήμώ ν
φ ο ιτ η τ α ί, δώδεκα μέν άπ όσ το λο ι, έβδο­
μή κο ντα δέ μα θη ταί, ά λλο ι τ ε έπί το ύ το ις
μνρίοι* δμως δ’ ούν έξ άπ ά ντω ν τ ώ ν το ύ
κυρίου δ ια τρ ιβ ώ ν υπ ομνήματα Μ ατθαίος
ή μ ίν κ α ί Ιω ά ννη ς μόνοι καταλελο ίπ ασ ιν·
ούς καί έπάναγκες έπί τή ν γραφ ήν έλθεΐν
κατέχει λόγος.
6 Μ ατθαϊός τ ε γ ά ρ πρότερον Έ β ρ α ίοις κηρύξας, ώς ήμελλεν κα ί έφ* έτέρους
Ιέναι, π α τρ ίω γ λ ώ τ τ η γραφ ή παραδοΰς

146 C f. i Cor 2,4147 Cf. 2 Cor 12,2-4. ¿Tiene Eusebio «in mente* para estos dos párrafos el pasaje de
Orígenes (In Ioann. 4,2; Philocal. 4), aunque no lo cite n i lo tome como autoridad, y parez­
ca que habla de su propia cosecha?
148 En los Mss B D y en L , en vez de δια τρ ιβώ ν, leemos μαθητώ ν, loq u e daría esta tra ­
ducción: «y, sin embargo, de entre todos los discípulos del Señor, solamente nos han dejado
Memorias Mateo y Juan...* Eusebio utiliza aquí la palabra υπομνήματα, para designara
los evangelios, sin duda por seguir la terminología de su fuente; San Justino los llama άπομνημονευματα (A p o l. I 66,3; D ial. 100,4; 101,3; 102,5; 103,6.8; 104,1; 106,1.4). Sobre el
matiz de ambos términos, cf. supra I I 23,3 nota 182.
149 La expresión supone una documentación escrita, además de la oral a que parece
referirse en los párrafos siguientes: φάσι, «dicen*.

escrito su Evangelio, en su lengua materna, supliendo así por medio
de la escritura lo que faltaba a su presencia entre aquellos de quie­
nes se alejaba.
7 Marcos y Lucas habían ya publicado sus respectivos evan­
gelios 15°, m ientras Juan se dice que en todo ese tiem po seguía
usando de la predicación no escrita, pero que al fin llegó también
a escribir, por el m otivo siguiente. Los tres evangelios escritos an­
teriorm ente habían sido ya distribuidos a todos, incluso al mismo
Juan, y se dice que éste los aceptó y dio testim onio de su verdad,
pero tam bién que les faltaba únicamente la narración de lo que C risto
había obrado en los prim eros tiempos y ai comienzo de su p re d i­
cación 151.
8 La razón es verdadera. Es posible ver, efectivamente, que
los tres evangelistas han puesto por escrito solamente los hechos que
siguieron al encarcelamiento de Juan Bautista, durante sólo un
año, y que son ellos los que advierten de esto mismo al comienzo
de los relatos.
9 Por ejemplo, después del ayuno de cuarenta días y de la
tentación que siguió, M ateo declara la fecha de su propio escrito
cuando dice: Y oyendo que Juan había sido entregado, se retiró de
Judea a Galilea 152.
10 Y l o mismo Marcos, que dice: Después de ser entregado
Juan, Jesús vino a Galilea 153. Y Lucas, antes de dar comienzo a los
τ ό κατ* α υτό ν εύαγγέλιο ν, τ ό λεϊπ ον τ ή
α ύτο ύ παρουσιφ το ύ το ις άφ* ών έστέλλετο, δ ιά τή ς γραφής άττεπλήρου.

7 ήδη δέ Μ άρκου κ α ί Λουκά τώ ν κατ*
αύτούς εύ α γγελίω ν τ ή ν έκδοσιν π επ οιημένοον, *Ιωάννην φασι τό ν π ά ν τα χρόνον
ά γρ ά φ φ κεχρημένον κ η ρ ύ γ μ α τι, τέλος καί
έπί τ ή ν γρα φ ήν Ιλθεϊν τοιάσ δε χ ά ρ ιν α ΐτία ς. τ ώ ν προαναγραφέντω ν τρ ιώ ν είς
π άντας ή δη κ α ί είς α ύτό ν διαδεδομένων,
άπ οδέξασθαι μέν φασιν, άλήθειαν αύτο ϊς
έιτμα ρ τυ ρή σ α ντα , μόνην δέ άρα λείπεσθαι
τ ή γρα φ ή τ ή ν περί τώ ν έν π ρ ώ τοις καί
κ α τ ’ άρχήν το ύ κηρύγμα τος ύπό τ ο ύ Χ ρ ισ ­
το ύ πεπραγμένω ν δ ιή γη σ ιν.

8 κ α ί άληθής γ ε ό λόγος, τούς τρεϊς
γο ΰν εύ α γγελισ τά ς σννιδεϊν π ά ρεστιν μόνα
τ ά μετά τ ή ν έν τ φ δ εσ μ ω τη ρ ίφ Ίω ά ννο υ
το ύ β α π τισ το ΰ κάθειρξιν εφ’ Ιν α ενιαυτόν
πεπ ραγμένα τ φ σ ω τή ρ ι σ νγγεγρ α φ ό τα ς α ύ τό τε τ ο υ τ ’ έπιση μηνάμε νους κα τ*
άρχάς τή ς α υτώ ν ιστορίας.
9 μετά γοϋν τ ή ν τεσσαρακονταήμερον
νη σ τεία ν καί τό ν έπ ί τ α ύ τ η πειρασμόν
τό ν χρόνον τή ς Ιδίας γραφής ό μέν
Μ ατθαίος δ ηλοϊ λέγω ν «άκούσας δέ ό τ ι
Ιω ά ννη ς παρεδόθη, άνεχώρησεν» άπό
τή ς Ίο υ δ α ία ς «είς τ ή ν Γαλιλαίαν»,
10 ό δέ Μάρκος ω σαύτω ς «μετά δέ τ ό
παραδοθήναι» φησίν « Ίω ά ννη ν ήλθεν

150 C f. supra I I 15; I I I 4,6. Las versiones siríaca y latina suponen aquí otro texto: la si­
riaca dice: «En cambio, de Marcos, de Lucas y de la tradición de sus evangelios ya hemos
hablado». Rufino traduce: «post hune Lucae et M arci scriptura evangélica secundum eas
causas, quas superius dixim us, e ditur,.
151 A Eusebio le preocupa el comienzo de los evangelios. Si acepta la explicación aquí
expuesta, aunque no diga de dónde la toma, es porque ve en ella una razón verdadera (cf. § 8)
que le servirá para rechazar la acusación de discordancia entre los sinópticos y Juan; cf. in ­
fra § 13, sin necesidad de acudir a la interpretación alegórica, como Orígenes (In Ioann.
Comm. 10,3).
»52 M t 4,12.
!53 M C 1, 14.

hechos de Jesús, hace parecida observación, diciendo que Herodes
añadió, a los males que había cometido, este otro: encerró a Juan
en la cárcel154.
11 En consecuencia se dice que por esto se le animó al apóstol
Juan a tra n sm itir en su Evangelio el período silenciado por los p r i­
meros evangelistas y las obras realizadas en este tiem po por el
Salvador, es decir, las anteriores al encarcelamiento del Bautista,
y que esto mismo se indica, bien cuando dice: Este comienzo tuvieron
los milagros de Jesús 155, bien cuando menciona al Bautista entre
medio de los hechos de Jesús diciendo que todavía seguía b a u ti­
zando en A in ó n , cerca de Salim. L o expresa claramente al decir:
Porque Juan no había sido encarcelado todavía 156.
12 Juan, por lo tanto, transm ite en su Evangelio escrito lo que
C risto obró antes de que el Bautista fuera encarcelado, mientras
que los otros tres evangelistas recogen los hechos posteriores al
encarcelamiento del Bautista.
13 A quien ponga atención a todo esto no tiene ya p or qué
parecerle que los evangelios difieren entre sí, puesto que el de Juan
contiene las obras prim erizas de C risto, y los otros la historia del
final del período. Y , en consecuencia, es tam bién probable que
Juan pasara por alto la genealogía carnal de nuestro Salvador p or
haberla escrito ya anteriormente M ateo y Lucas, y comenzase ha­
blando de su divinidad, cual si el E sp íritu d ivin o se lo hubiera re­
servado a él como más capaz.
Ιη σ ο ύ ς είς τή ν Γαλιλαίαν», καί ό Λουκάς
δέ π ρ ιν άρξασθαι τ ώ ν τ ο ύ Ίη σ ο υ π ρά­
ξεων, π αραπ λησίω ς έπ ιτη ρεΐ, φάσκων
ώς άρα προσθεις “Ηρώδης οίς δ ιεπ ράξατο
πονηροϊς, «κατέκλεισε τό ν Ίω ά ννη ν έν
φυλακή».

11 παρακληθέντα δή ούν το ύ τω ν ένεκά
φασι τό ν απ όσ τολον Ίω ά ννη ν τό ν υπό
τ ώ ν προτέρω ν ευ α γ γ ελ ισ τώ ν π α ρασιω π η θ έντα χρόνον κ α ι τ ά κ α τ ά τ ο ύ το ν
π επ ραγμένα τ ω σ ω τή ρ ι (τ α υ τ α δ* ήν τ ά
πρό τή ς τοΟ β α π τισ τοΟ καθείρξεως) τ ω
κ α τ ’ αυτό ν ε ύ α γ γ ελ ίφ παραδούναι, α υ τό
τ ε τ ο ύ τ ’ έπισημήνασθαι, τ ο τ έ μέν φήσαντ α « το ύ τη ν άρ χήν έποίησεν τ ώ ν π α ρα­
δόξων ό Ιησούς», τ ο τ έ δέ μνημονεύσαντα
τ ο ύ β α π τισ το ύ μ ετα ξύ τ ώ ν Ιη σ ο ύ π ρά­
ξεων ώς έ τ ι τ ό τ ε β α π τίζο ντο ς έν Α ίνώ ν
έγγύς τ ο ύ Σαλείμ, σαφώς τ ε τ ο ύ το
δηλοΰν έν τ ω λέγειν «ούπω γ ά ρ ήν
Ιω ά νν η ς βεβλημένος είς φυλακήν*.
154 Le 3,19-20.

155 Jn 2, n .
156 Jn 3,23-24.

12 ούκούν ό μέν Ιω ά ννη ς τ ή τ ο υ κατ*
αύτό ν ευ α γγελίο υ γραφ ή τ ά μηδέπω
το υ β απ τισ τοΟ είς φυλακήν βεβλημένου
πρός τ ο υ Χ ρ ίσ το υ π ραχθέντα π αραδίδω σιν, ο ί δέ λ ο ιπ ο ί τρεις ε ύ α γ γ ελ ισ τα ί τ ά
μ ετά τ ή ν είς τ ό δεσμω τήριον κάθειρξιν
το ύ βαπ τισ τοΟ μνημουεύουσιν*
13 οίς καί έπ ισ τή σ α ν τι ούκέτ* άν
δόξαι διαφωνεΤν άλλήλοις τ ά εύ α γ γ έλ ια
τ φ τ ό μέν κ α τά Ίω ά ν ν η ν τ ά π ρ ώ τα τώ ν
τοΟ Χ ρ ισ το ύ πράξεω ν περιέχειν, τ ά δέ
λο ιπ ά τ ή ν έπ ί τέλει τ ο ύ χρόνου α ύ τ φ
γεγενημένην Ιστορίαν* εΙκότω ς δ* ούν
τ ή ν μέν τη ς σαρκός το ύ σω τήρος ή μώ ν
γενεα λο γία ν ά τε Μ α τθ α ίφ κ α ί Λουκφ
προγραφεϊσαν άπ οσ ιω π ήσ αι τό ν Ίω ά ν ­
νην, τή ς δέ θεολογίας άπ άρξασθαι ώς
άν α ύ τ φ πρός το ύ θείου πνεύματος ο ία
κ ρ είττο ν ι παραπεφυλαγμένης.

14 Bástenos, pues, lo dicho sobre la escritura del Evangelio
de Juan. L a causa de haberse escrito el Evangelio de Marcos queda
explicada ya arriba 157.
15 Por lo que hace a Lucas, tam bién él, al comenzar su escri­
to 158, expone de antemano el m otivo p o r el cual lo ha compuesto.
D ebido a que muchos otros se ocuparon con demasiada precipita­
ción a hacerse una narración de los hechos de que él mismo estaba
bien enterado, él se sintió obligado a apartarnos de las dudosas su­
posiciones de los otros y nos ha transm itido p or medio de su Evan­
gelio el relato seguro de todo aquello cuya verdad ha captado sufi­
cientemente aprovechando la convivencia y el trato con Pablo, así
como la conversación con los demás apóstoles 159.
16 Y esto es lo que tenemos sobre el tema. E n mom ento más
apropiado trataremos de explicar, p or m edio de citas de los a n ti­
guos, lo que sobre este punto han dicho otros tam bién.
17 D e los escritos de Juan, además del Evangelio, tam bién se
adm ite sin discusión, por modernos y p or antiguos, la prim era de
sus cartas. E n cambio se discuten las otras dos 16°.
18 Por lo que hace al Apocalipsis, todavía hoy la opinión de
muchos se bifurca en uno u otro sentido. T am bién él recibirá en ei
mom ento oportuno su sanción, extraída del testim onio de los an­
tiguos 161.
14 τα Ο τα μέν ούν ήμϊν περί τή ς το ϋ
κ α τ ά Ιω ά ν ν η ν εύα γγελίο υ γραφ ής είρήσθω, κ α ί τή ς κ α τά Μ άρκον δέ ή γενομένη
α ίτ ία έν το ϊς πρόσθεν ήμϊν δεδήλω ται·
15 δ δέ Λουκάς άρχόμενος κα ί αύτός
τ ο ϋ κ ατ* α ύ τό ν σ υγγρ ά μμ α το ς τ ή ν α ιτ ία ν
προύθηκεν δΓ ήν π επ ο ίη τα ι τ ή ν σύν­
τα ξ ιν , δηλώ ν ώς άρα π ολλώ ν καί άλλω ν
προπετέστερον έπ ιτετη δενκό τω ν δ ιή γ η σιν π οιήσασθαι ών αύτός πεπ ληροφόρητο
λό γω ν, άναγκαίω ς ά π α λ λ ά ττω ν ή μάς τή ς
περί τούς άλλους άμφηρίσ του ύπολήψεως,
τό ν άσφαλή λ ό γο ν ώ ν αύτός ίκανώς τή ν
άλήθειαν κα τειλή φ ει έκ τή ς άμα Π αύλω
συνουσίας τε κα ί δ ια τρ ιβ ή ς κ α ί τή ς τώ ν
λο ιπ ώ ν άπ οσ τό λω ν ό μιλίας ώφελημένος,
δ ιά τ ο ϋ ίδ ίο υ παρέδωκεν εύα γγελίο υ.

16 κ α ί τ α ΰ τ α μέν ήμεϊς περί τούτω ν*
οίκειότερον δέ κ α τ ά καιρόν δ ιά τή ς τώ ν
αρ χαίω ν παραθέσεως τ ά κ α ί το ίς άλλοις
περί α ύ τώ ν είρημένα πειρασόμεθα δηλώ σαι.
17 τώ ν δέ Ίω ά ννο υ γ ρ α μ μ ά τω ν πρός
τ ω ε ύ α γ γ ελ ίφ καί ή π ροτέρα τώ ν έπ ισ το λώ ν π α ρά τ ε το ίς νϋν καί το ϊς έ τ ’ άρχαίοις
άναμφίλεκτος ώ μ ο λ ό γ η τα ι,
18 ά ν τιλ έ γ ο ν τα ι δέ α ί λ ο ιπ α ΐ δύο, τή ς
δ* Ά π οκαλύψ εω ς είς έκάτερον έ τ ι νϋν
π α ρά το ϊς π ολλοϊς π ερ ιέλκετα ι ή δόξα·
όμοίως γ ε μήν έκ τή ς τ ώ ν αρ χαίω ν
μαρτυρίας έν οίκείω και ρω τ ή ν έπ ίκρισιν
δέξεται κ α ί α ύ τή .

supra I I 1 5 .
1,1-4.
supra 4 ,6 .
160 C f. infra 1 5 ,1 .4 ; C. H . D o d d , The Johannine Epistles (Nueva Y ork 1 9 4 6 ); R. Schnackenburg, Die Johannesbriefe (Friburgo 1953); F. Mian, SulV autenticità delle «Epistole
giovannee»: Vetera Christianorum 13 ( 1 9 8 6 ) 3 9 9 -4 1 1 .
161 C f . E. B. A l l o , L ’Apocalypse de saint Jean (Paris 1933); H . M . F e r e t , L ’Apoca­
lypse de saint Jean (Paris 1943); A . F e u i l l e t , L ’Apocalypse (Paris 1962).
157 C f .

158L e

159 C f .

25
[D

e

las

d iv in a s

E

s c r it u r a s

r e c o n o c id a s
lo

y

sobre

las

que

no

son]

1 Llegados aquí, es razón de recapitular los escritos del Nuevo
Testamento ya mencionados 162. En p rim e r lugar hay que poner la
tétrada santa de los Evangelios, a los que sigue el escrito de los
Hechos de los Apóstoles.
2 Y después de éste hay que poner en lista las Cartas de
Pablo 163. Luego se ha de dar por cierta la llamada I de Juan, como
tam bién la de Pedro 164. Después de éstas, si parece bien, puede
colocarse el Apocalipsis de Juan 165, acerca del cual expondremos
oportunamente lo que de él se piensa.
3 Estos son los que están entre los admitidos. D e los libros dis­
cutidos, en cambio, y que, sin embargo, son conocidos de la gran
mayoría, tenemos la C arta llamada de Santiago, la de Judas 166 y la
ΚΕ'

1

Εύλογον δ’ ένταύθα γενομένους άνακεφαλαιώσασθαι τά ς δηλωθείσας τή ς
καινής διαθήκης γραφάς.
και δή τα κ τέον έν π ρώ τοις τ ή ν ά γ ία ν τώ ν εύαγγ ελίω ν τετρ α κ τύ ν, οις έπ ετα ι ή τώ ν
Πράξεων τώ ν άπ οσ τόλω ν γραφή*

2 μετά 'δ έ τ ο ύ τ η ν τά ς Παύλου κ α τα λεκτέον έπιστολάς, αϊς έξης τ ή ν φερομένην Ίω ά ννο υ προτέραν και όμοίως

τή ν Π έτρου κυρω τέον έπ ισ τ ο λ ή ν έπ ί
το ύ το ις τα κτέον, εΐ γε φανείη, τ ή ν Ά π ο κάλυψ ιν Ίω ά ννο υ, περί ής τ ά δ ό ξα ντα
κ α τά καιρόν έκθησόμεθα.
καί τα υ τα
μέν έν όμολογουμένοις*

3 τώ ν δ’ άντιλεγομένω ν, γνω ρίμω ν
δ’ ούν όμως το ΐς πολλοίς, ή λεγομένη
Ια κ ώ β ο υ φέρεται κα ι ή Ιο ύ δ α ή τε
Πέτρου δεύτερα έπ ισ το λή κα ί ή όνομαζομένη δευτέρα καί τ ρ ίτ η Ίω άννο υ, είτε

162 Comienza aquí una digresión que ocupará siete capítulos: 25-31, para darnos un ca­
tálogo de los escritos del Nuevo Testamento. A l confeccionarlo, seguramente Eusebio tenía
delante algunas listas ya hechas, pero que no coincidían entre sí; de ahí sus vacilaciones.
D istingue tres clases: i . a, los escritos όμολογούμενα o reconocidos por todos sin discusión,
α ν α ν τίρ ρ η τα ; los traduciremos por admitidos, reconocidos: son los canónicos; 2 . · , los ά ν τ ιλεγόμενα, controvertidos o discutidos, pero familiares a la mayoría: pueden llegar a form ar
parte del canon; también los llama νόθα— espurios, bastardos— , aunque parece aplicar este
apelativo más bien a un subgrupo de los discutidos, los que, de hecho, aparte del Apocalip­
sis (que ya puso también en el prim er grupo), quedarán finalmente fuera del canon; 3.a, los
libros heréticos, es decir, de autores herejes que los habían puesto bajo el nombre patroci­
nador de algún apóstol o discípulo del Señor; los llama α ίρετικώ ν άνδρών ά να π λά σ μα τα ( in ­
fra § 7), ά το π α καί δυσσεβή ( infra 31.6). Cf. Μ . M u e l l e r , Die Ueberlieferung des Eusebius in
seiner Kierchengeschichte über die Schriften des N .T . unddesser Verfasser: Theologische Studien
und K ritik e n 105 (1933) 425-455; J· S a la v e r r i, E l origen de la Revelación y los garantes de
su conservación en la Iglesia, según Eusébio de Cesárea: Gregorianum 16 ( i 935) 349- 373; y
en general, C. F. D . M o u le , The B irth o f the New Testament: Harpers New Testament
Commentaries (Nueva Y ork 1 9 6 2 ); F. V. Filson, A New Testament history (Londres 1 9 6 5 );
F. Bovon-E. Norelli, D al kerygma al canone. Lo statute degli scrxtti neotestamentari nel
I I sec.: Cristianesimo nella Stona 15 ( 1 9 9 4 ) 5 2 5 -5 4 0 .
163 C f. supra 3,5, donde menciona la duda de algunos sobre la Carta a los Hebreos.
164 Cf. supra 3,1.
Coloca el Apocalipsis entre los escritos universalmente aceptados, pero con reserva
de puntualizar más adelante; véase que lo pone también entre los espurios (§ 4).
166 C f. supra I I 23,24-25; O ríg e n e s , In M ath. 17,30.

I I de Pedro 161, así como las que se dicen ser I I y I I I de Juan 168,
ya sean del evangelista, ya de otro del mismo nombre.
4 E ntre los espurios colóquense el escrito de los Hechos de
Pablo 169, el llamado Pastor 170 y el Apocalipsis de P e d ro 111, y
además de éstos, la que se dice C arta de Bernabé 172 y la obra llama­
da Enseñanza de los Apóstoles m , y aun, como dije, si parece, el
Apocalipsis de Juan: algunos, como dije, lo rechazan, mientras otros
lo cuentan entre los libros adm itidos 174.
5 M as algunos 175 catalogan entre éstos incluso el Evangelio
de los hebreos 176, en el cual se complacen m uchísim o los hebreos
que han aceptado a C risto. Todos estos son libros discutidos.
6 Pero hemos creído necesario tener hecho el catálogo de éstos
igualmente, distinguiendo los escritos que, según la tradición de la
Iglesia, son verdaderos, genuinos y admitidos, de aquellos que,
diferenciándose de éstos por no ser testamentarios 177, sino discu­
tidos, no obstante, son conocidos por la gran mayoría de los auto­
res eclesiásticos, de manera que podamos conocer estos libros m isτο ϋ ε ν α γ γ ελ ισ το ϋ τυ γ χ ά ν ο υ σ α ι είτε καί
ετέρου ομωνύμου έκείνφ.

4 έν το ίς νόθοις κ α τα τετά χ θ ω καί τώ ν
Παύλου Πράξεων ή γρα φ ή ό τ ε λεγό ­
μενος Π οιμήν κα ί ή Ά π ο κ ά λυ ψ ις Π έτρου
καί πρός το ύ το ις ή φερομένη Βαρναβά
επ ισ το λή καί τώ ν άπ οσ τόλω ν α ί λεγό μεναι Δ ιδ α χ α ί έ τ ι τε, ώς έφην, ή Ίω ά ν ­
νου Ά π ο κά λυ ψ ις, εί φανείη* ή ν τινες,
ώς έφην, άθετοϋσιν, έτεροι δέ έγκρίνουσιν το ίς όμολογουμένοις.
5

ήδη δ* έν το ύ το ις τινές καί τ ό καθ’

“Εβραίους εύ α γγέλιο ν κατέλεξαν, φ μά­
λ ισ τ α “Εβραίων οί τό ν Χ ρ ισ τό ν π α ραδεξάμενοι χαίρουσιν. τ α ϋ τ α δέ π ά ν τα
τώ ν αντιλεγομένω ν άν εϊη,

6 άναγκαίω ς δέ κ α ί το ύ τω ν δμως
τό ν κ α τά λ ο γ ο ν πεποιήμεθα, διακρίνοντες
τά ς τ ε κ α τά τ ή ν έκκλησ ιασ τικήν παράδοσιν αληθείς καί άπ λάστους καί άνω μολογημένας γραφάς καί τά ς άλλως π αρά τα ύτα ς,
ούκ ένδιαθήκους μέν ά λλά καί ά ν τιλ εγ ο μένας, δμως δέ π αρά π λείσ τοις τώ ν εκκλη­
σ ια σ τικ ώ ν
γινωσκομένας,
ιν ’
είδέναι

167 C f. supra 3,1.
168 C f. supra 24,17.
169 Cf. supra 3,5.
170 C f. supra 3 , 6 ; O r í g e n e s , In M ath. Comm. ser. 5 3 ; In Num. hom.8; In Psal. 3 7 hom.1,1.
171 C f. supra 3,2.
172 Obra, no del Bernabé compañero de San Pablo, sino quizá de un maestro cristiano
alejandrino, que la escribió después de la ruina total de Jerusalén, seguramente después
de 130. En todo caso después de 115-116 y antes de 140. Así P. P r ig e n t -R . A . K r a f t , Épttre de Barnabé: Sources Chrétiennes 171 (Paris 1971). Epístola del Pseudo-Bernabé: In tro d u c­
ción, texto, traducción y notas de Juan José Ayán Calvo = Fuentes Patrísticas, 3 (M a drid
1992) p.125 y ss. Sobre su carácter, cf. L . W . Barnard, The Epistle o f Barnabas- À Pascal
Homily?: V ig C h 15 (1961) 8-11 (responde afirmativamente en la p.21-22: se leía en la vigilia
pascual): sobre su pretendido milenarismo, cf. A . Hermans, Le Pseudo-Bamabé e st-il'm illénariste?: Ephemerides Theologicae Lovanienses 15(1959) 840-876; J. C. Paget, The Epistle
o f Barnabas. Outlook and background [Diss.] — Wissenschaftl. Untersuch, z. N .T . I I Ser.,
04 (Tubinga 1994).
173 Seguramente se trata de la Didaché; cf. T. P. Audet, La Didachè. Instructions des
Apôtres: Etudes Bibliques (Paris 1958) 82-83; cf. la edición bilingue de J. J. Ayán Calvo =
f uentes Patrísticas, 3 (M a drid 1992) p .i- m .
174 Cf. supra § 2.
175 Quizás H e g e s i p o , Memorias: infra IV 22,8; C l e m e n t e d e A l e j a n d r í a , Stromat. 2,
4 5 , ς ; O r í g e n e s , In Ioann. 2,12; In Ierem. h o m . 1 5 , 4 .
176 C f. H e n n e c k e , i p . 1 0 4 -1 0 7 ; A . d e S a n to s O t e r o , Los Evangelios apócrifos: B A C
148 (M a drid 1963) p . 2 9 - 4 7 ·
177 Esto es, canónicos.

mos y los que con el nombre de los apóstoles han propalado los
herejes pretendiendo que contienen, bien sean los Evangelios de
Pedro 178, de Tomás 1791 de Matías 180 o incluso de algún otro d is­
tin to de éstos, o bien de los Hechos de Andrés 181, de Juan 182 y de
otros apóstoles. Jamás uno sólo entre los escritores ortodoxos juzgó
digno el hacer mención de estos libros en sus escritos.
7 Pero es que la misma índole de la frase difiere enormemente
del estilo de los apóstoles, y el pensamiento y la intención de lo que
en ellos se contiene desentona todavía más de la verdadera ortodoxia:
claramente demuestran ser engendros de herejes. D e ahí que n i
siquiera deben ser colocados entre los espurios, sino que debemos
rechazarlos como enteramente absurdos e impíos.
Continuem os ahora nuestro relato.

26
[D

el

mago

M

enandro

]

i
A l mago Simón le sucedió M enandro 183, el cual, por su ma­
nera de obrar, mostró ser una segunda arma del poder diabólico
no in fe rio r a la prim era. Tam bién él era samaritano y, en su p ro ­
greso hasta la cima de la hechicería, no fue menor que su maestro,
sino que abundó en milagrerías aún mayores. A sí mismo se llam a-

Ιχοιμεν αύτάς τ ε τα ύ τα ς κ α ί τά ς ό νόμ ατι
τώ ν άπ οσ τόλω ν πρός τ ώ ν αίρετικώ ν
προφερομένας ή τ ο ι ώς Π έτρου κ α ι θ ω μ ά
και Μ α τβ ία ή καί τιν ω ν π α ρά το ύτο υς
άλλω ν ευ α γ γ έλ ια περιεχούσας ή ώς
’ Ανδρέου κ α ι Ίω ά ννο υ καί τώ ν άλλω ν
άπ οσ τόλω ν πράξεις· ών ούδέν ούδαμώς
έν σ ν γ γ ρ ά μ μ α τι τώ ν κ α τ ά τά ς διαδοχάς
εκκλησ ιασ τικώ ν τ ις άνήρ είς μνήμην ά γ α γεϊν ήξίωσεν,
7 πόρρω δέ που κα ι ό τή ς φράσεως
π αρά τ ό ήθος τ ό άπ οσ τολικόν έναλλάττ ε ι χαρακτή ρ, ή τε γνώ μη καί ή τώ ν
έν αύτοϊς φερομένων προαίρεσις π λεΐσ το ν
όσον τή ς άληθούς όρθοδοξίας άπφδουσα,

ό τ ι δή αίρετικώ ν άνδρών ά ν α π λ ά σ μ α τα
τυ γ χ ά ν ει, σαφώς π α ρ ίσ τ η σ ιν δβεν ούδ*
έν νόβοις