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O que é Justiça Restaurativa?

A Justiça Restaurativa é uma modalidade de resposta ao crime diferente da resposta da Justiça Criminal. Atua com abrangência objetiva, porque tenta resolver o problema do crime considerando também as suas causas e todas as suas consequências. Também atua com abrangência subjetiva, porque inclui a soluç o do problema do crime n o s! para as pessoas diretamente afetadas, mas também para aquelas indiretamente afetadas. "ventualmente, até mesmo as comunidades que mantém relacionamento com as pessoas afetadas pelo crime participam da sua soluç o. #essa modalidade de pr$tica de justiça, as pessoas afetadas pelo crime, e especialmente as v%timas, têm um papel de maior relev&ncia e consideraç o. A posiç o e a opini o s o levadas em consideraç o mais do que na Justiça Criminal convencional. 'e outro lado, o infrator é estimulado a reparar os danos decorrentes do crime, sejam esses danos materiais, morais, ou emocionais. " para esse fim, também s o consideradas as condiç(es do infrator, de modo que ele efetivamente cumpra com o seu compromisso. A Justiça Restaurativa n o é uma nova modalidade de Justiça, de Corte, ou de Tribunal. ) uma fase, dentro do processo criminal, durante a qual as pessoas envolvidas no crime s o levadas a participar de uma intervenç o interdisciplinar que consiste de encontros coordenados por facilitadores capacitados para esse fim. *s encontros se d o dentro de um ambiente de segurança e respeito, de modo que os problemas n o aumentem. A participaç o das pessoas envolvidas no crime +v%tima,infrator- é volunt$ria. .sso significa que n o est o obrigadas a participar dos encontros da justiça restaurativa. A participaç o da Justiça Criminal convencional é diferente. ) obrigat!ria e a pessoa n o pode escol/er a n o participaç o. "nt o, se a pessoa n o quer participar dos encontros da Justiça Restaurativa os processos prosseguem normalmente pelo procedimento criminal convencional. "0mail1 justicarestaurativa2tjdft.jus.br Telefone1 345306575 Coordenadores do 8rograma Justiça Restaurativa Jui9 Asiel :enrique de ;ousa Ju%9a <ea =artins ;ales

O que é o Serviço de Apoio ao Programa Justiça Restaurativa?
* TJ'>T, interessado nos novos modelos de soluç o de conflitos penais implantados com ê?ito em diversos pa%ses, e estimulado pela Resoluç o n.@ 46 da *rgani9aç o das #aç(es Anidas, publicou em 5B de jun/o de 655B a 8ortaria Conjunta nCmero 4D, por meio da qual instituiu, no seu art. 4@, uma Comiss o para o estudo da adaptabilidade da Justiça

istema =Cltiplas 8ortas de Acesso E Justiça +art. com a instituiç o do . K 3@-. no &mbito dos Jui9ados "speciais de Competência Geral do >!rum do #Ccleo Fandeirante. por meio da participaç o ativa e interessada de todos os envolvidos em conflitos de nature9a criminal. mas sempre com a presença de um mediador ou facilitador distinto daqueles agentes que atuam normalmente no processo formal. #o ano de 655I.erviço de Justiça Restaurativa do C#RC. PRÁTICA E BENEFÍCIOS Como acontece.erviço vinculado E 8residência do Tribunal de Justiça do 'istrito >ederal e dos Territ!rios. mediante a publicaç o da 8ortaria Conjunta n@ D6. ou..Restaurativa E Justiça do 'istrito >ederal e o desenvolvimento de aç(es para implantaç o de um projeto piloto na comunidade do #Ccleo Fandeirante. o 8rograma Justiça Restaurativa tornou0se um . substituindo0o. o TJ'>T instituiu o Centro de Resoluç o # o0 Adversarial de Conflitos 0 C#RC. * 8rojeto 8iloto começou a funcionar no ano de 655D. A Justiça Restaurativa apresenta0se como um novo modelo de resposta. 43@-. como o Jui9. possibilitando a apro?imaç o entre as instituiç(es formais de Justiça Criminal e o controle informal. por meio da 8ortaria G8R B57. aprovou o 3L 8rograma #acional de 'ireitos :umanos. a 8ortaria G8R 7J5. =ediante a publicaç o da Resoluç o D. Tem como objetivo geral ampliar a capacidade de resoluç o de conflitos por consenso no &mbito dos crimes de menor potencial ofensivo. os quais ocupam nesse modelo um espaço de participaç o e compreens o. na prática. portanto. Assim.. o que ocorre pelo processo dial!gico que se estabelece entre os interessados. de 57 de setembro de 655I. ficando a ele vinculado o . #o sentido de legitimar as pr$ticas restaurativas no Frasil.erviço de Apoio E Justiça Restaurativa +inciso . o 'ecreto n. com aplicaç o nos processos criminais referentes Es infraç(es de menor potencial ofensivo.@ I. o 8romotor de Justiça e Advogados. um protocolo de . o sentido de justiça passa a significar a restauraç o dos traumas decorrentes do crime.erviço de Justiça Restaurativa se encontrava subordinado. subordinado E 8residência e ao qual o . em alguns casos. pass%veis de composiç o civil e de transaç o penal. a aplicação da Justiça Restaurativa no J!" ? A aplicaç o das pr$ticas restaurativas ocorre paralelamente ao curso do procedimento criminal. foram reestruturados os serviços administrativos do TJ'>T. desvinculou o . "m 5H de outubro de 6557.655H..53I. incluindo a pr!pria comunidade. de 64 de de9embro de 655H. 8osteriormente.

a partir de referências de tradições pacificadoras antigas e iniciativas no Canadá e Nova e!"ndia#1 Definição[editar] . permitindo para a sua resoluç o outras possibilidades que v o além da puniç o prevista na leiM d.o programa utili9a como metodologia a mediaç o v%tima0ofensor. no qual se encontra inclu%da a justiça restaurativa entre as suas diretri9es e objetivos estratégicos. #uais os $ene%&cios da aplicação da Justiça Restaurativa no J!" ? A vinculaç o dos princ%pios e pr$ticas restaurativas aos serviços do Tribunal de Justiça do 'istrito >ederal e dos Territ!rios tem contribu%do substancialmente para a especiali9aç o e democrati9aç o da prestaç o jurisdicional. =aior legitimidade social na administraç o da Justiça. cuja principal caracter%stica est$ na abertura quanto ao objeto do conflito. sobretudo. Reduç o dos impactos dos crimes nas pessoas envolvidasM A percepç o de justiça por parte desses envolvidos. #esse aspecto.abertura para participaç o de outros sujeitos além daqueles diretamente envolvidos no conflito. da participaç o na soluç o do conflito. como1 4.intenç(es do governo federal. "sse trabal/o se cumpre por meio da intervenç o de mediadores treinados com o prop!sito de favorecer uma participaç o mais efetiva das pr!prias partes envolvidas no conflito. notam0se alguns efeitos decorrentes desse modelo de justiça. 6. os quais se apresentam como apoiadores e garantidores. as pr$ticas restaurativas ocorrem no espaço em que o sistema jur%dico reservou ao consenso das partes para a resoluç o do conflito0crimeM c. o que decorre. e fomenta o desenvolvimento da autonomia das pessoasM 3.sua aplicaç o é voltada para conflitos e processos de nature9a criminalM btendo em vista a nature9a pCblica da aç o penal. Histórico[editar] O moderno movimento da justiça reparativa tem origem nos anos 1970 e 1980. na construç o do acordo que dever$ ser /omologado pelo magistrado. Contribuiç o substancial para a obtenç o e manutenç o de relaç(es sociais equilibradas e solid$riasMe B. * programa distingue0se de outros modelos de soluç o de conflitos. sobretudo nos seguintes aspectos1 a.

a justiça restaurativa pode ser identificada por aspectos comuns aos diversos projetos e9istentes# 5enato :omes $into define a justiça restaurativa. gera!mente com a ajuda de um faci!itador# +ssa definiç(o um tanto gen&rica e. tauto!3gica em seu enunciado. 2em como demais outros indiv0duos ou mem2ros da comunidade %ue foram afetados pe!o conf!ito em %uest(o. ao mesmo tempo em %ue dá !i2erdade a um !astro maior de formas de justiça restaurativa.” e avança. com a intervenç(o de mediadores. mais intuitiva e prática do %ue te3rica. nada me!'or do %ue a sugest(o presente na reso!uç(o )00)*1) do Conse!'o +con.trata8se de um processo estritamente vo!untário. podendo ser uti!i/adas t&cnicas de mediaç(o. se fa/ importante. como já dito. %uando este fa/ a recomendaç(o da justiça restaurativa a todos os pa0ses# 1e forma 2astante tauto!3gica. pois. define %ue4 “Programa de Justiça Restaurativa significa qualquer programa que use processos restaurativos e objetive atingir resultados restaurativos.nidas. participam ativamente na reso!uç(o das %uestões oriundas desse conf!ito. ao mesmo tempo em %ue o funcionamento da justiça restaurativa será apresentado# Objeto[editar] 6 justiça restaurativa tira o foco de atenç(o do de!ito. mostra %ue. c"maras restaurativas. n(o 'á regras r0gidas ou !eis %ue a cerceie7 ao contrário disso. ou mesmo encontro restaurativo# 1 Mediação[editar] 6 intervenç(o de mediadores >tam2&m c'amados de faci!itadores ou. transferindo8o para a so!uç(o dos conf!itos decorrentes deste de!ito#1 Processo voluntário[editar] 6 vo!untariedade n(o significa %ue os operadores da justiça restaurativa devam fa/er um tra2a!'o vo!untário# -ignifica %ue as partes afetadas pe!o conf!ito devem vo!untariamente optar pe!a justiça restaurativa como meio para sua reso!uç(o.$ara definir o %ue & a justiça restaurativa. trata8se de um mode!o de reso!uç(o de conf!itos firmado em va!ores# Na verdade. apesar da definiç(o amp!a. portanto. tendo em vista %ue a 'ist3ria das práticas consideradas restaurativas tem origem em !ugares diferentes e tam2&m em tempos diferentes# 6!&m disso. nos c'amados c0rcu!os restaurativos. di/endo %ue esses $rocessos 5estaurativos s(o %uais%uer processos onde v0tima e ofensor. conci!iaç(o e transaç(o para se a!cançar o resu!tado restaurativo. conci!iadores? marca a via2i!idade do procedimento restaurativo# O pape! da mediaç(o & o de garantir %ue as partes dia!oguem de modo a construir conjuntamente um acordo justo para am2os os !ados# Ocorre %ue o diá!ogo entre as pessoas afetadas torna8se muito de!icado em decorrência dos impactos causados pe!o conf!ito# $or isso. e9pressam a forma pe!a %ua! a justiça restaurativa & operada# +sses aspectos ser(o. re!ativamente informa!. o2jetivando a reintegraç(o socia! da v0tima e do infrator#<) # Características[editar] 1e modo gera!. diferentemente do processo tradiciona!. do %ue vem a ser a justiça restaurativa# No entanto. a mediaç(o irá primar para %ue esse diá!ogo n(o .mico e -ocia! das Nações . mostra a rai/. ainda. diferente da justiça tradiciona! positivista. os aspectos destacados por :omes $into ) . o +stado n(o pode intimá8 !as a uti!i/ar essa via# O fato de ser caracteri/ado como re!ativamente informa! a!ude = forma como acontecem os procedimentos# 6s partes s(o consu!tadas se desejam participar e a so!uç(o tida como justa & o2tida atrav&s do diá!ogo entre e!as. caso as pessoas n(o %ueiram optar pe!o mode!o restaurativo. ana!isados. di/endo %ue4 .

ana!isa8se as >im?possi2i!idades de imp!ementaç(o do mode!o no sistema jur0dico. t'e victim.C85+specia!i/anda em Ciências $enais pe!a $.r2anidade7 $rinc0pio da 6dapta2i!idade7 e $rinc0pio da Dmparcia!idade# Bustiça 5estaurativa4 um novo mode!o de Bustiça Crimina! afaela !lban Cru" Eac'are! em Ciências Bur0dicas e -ociais pe!a $. introdu/indo apenas modificações superficiais. o %ua! resiste intocáve! e irredut0ve! a %ua!%uer movimento de reforma mais profunda. G'en possi2!e. estudam8se as >im?possi2i!idades de imp!ementaç(o da Bustiça 5estaurativa no Erasi!. capa/ de suprir as fa!'as e as ineficiências do sistema punitivo# +m um primeiro momento. sendo %ue este corresponde ao %ue foi decido entre as partes para a reparaç(o dos danos decorrentes do conf!ito e. tendo em vista a adoç(o dos princ0pios da indisponi2i!idade da aç(o pena! e da !egitimidade e as 2rec'as da !egis!aç(o %ue possi2i!itam o encamin'amento do caso ao mode!o restaurativo# . o resu!tado restaurativo di/ respeito aos encamin'amentos advindos desse encontro entre as partes# O termo resu!tado restaurativo & mais amp!o %ue acordo restaurativo. t'e offender and t'e communitH. ofensor e comunidade F e. a reconstruç(o das re!ações rompidas# 6presenta8se como uma a!ternativa ao mode!o retri2utivo. a!ternatives# *u#ário$ 1# Dntroduç(o7 )# >Dn?eficiência e >des?!egitimidade do sistema punitivo7 K# Bustiça 5estaurativa 9 Bustiça 5etri2utiva7 L# Dmp!ementaç(o da Bustiça 5estaurativa no Erasi!7 M# Considerações Ninais7 O# 5eferências Ei2!iográficas# 1# Dntroduç(o O presente artigo visa a apresentar a Bustiça 5estaurativa como um novo mode!o de Bustiça Crimina!. rea!i/a8se uma oposiç(o entre o atua! mode!o de Bustiça Crimina! e o mode!o restaurativo. crimina! justice.C85- esu#o$ 6 Bustiça 5estaurativa consiste em um paradigma n(o punitivo. retri2utive justice. !ega!itH and opportunitH# 'e( )ords4 restorative justice. como4 $rinc0pio da Co!untariedade7 $rinc0pio da Consensua!idade7 $rinc0pio da Confidencia!idade7 $rinc0pio da Ce!eridade7 $rinc0pio da . a2orda8se a crise da >des?!egitimidade e da >in?eficiência do sistema de Bustiça Crimina!. t'e reconstruction of t'e re!ations'ips t'at 'ave 2een 2roIen# Dt is an a!ternative to t'e retri2utive sHstem. a%ue!e. and. perante os princ0pios da indisponi2i!idade da aç(o pena!. %uando poss0ve!. apontando as principais fa!'as da%ue!e e as so!uções do idea! apresentadas por este# $or fim. por @!timo. da !ega!idade e da oportunidade# Palavras%c&ave$ restaurativa7 retri2utivo7 mode!o7 justiça crimina!7 a!ternativas# !bstract$ 5estorative justice consists of a non punis'ing paradigm 2ased on va!ues t'at 'ave as its main o2jective t'e reparation of damages t'at 'ave stemmed from crime t'at Gas caused to t'e invo!ved parties. tendo em vista a c!emência por mudanças mais profundas e concretas diante das ineficiências e des!egitimidade do sistema pena!# -endo a rea!idade do Erasi!. insinua tam2&m o cumprimento desse acordo e a efetiva restauraç(o das partes# Princípios[editar] A poss0ve! destacar a!guns princ0pios ap!icáveis a Bustiça 5estaurativa.seja mais uma forma de conf!ito. 2aseado em va!ores. %ue apenas ratificam a fa!ência do sistema pena!# $osteriormente. %ue tem como principa! o2jetivo a reparaç(o dos danos oriundos do de!ito causados =s partes envo!vidas F v0tima. mas sim um meio para a reparaç(o dos danos e restauraç(o das re!ações sociais# 1 +. aiming at more in8dept' and concrete c'anges in re!ation to t'e inefficiencies and de8!egitimacH of t'e !ega! sHstem# Javing Era/i! as a 2acIground Ge ana!H/e t'e >im?possi2i!ities to imp!ement t'is mode! to t'e !ega! sHstem in t'e presence of t'e princip!es of non8avai!a2i!itH of crimina! action.

ao mesmo tempo. pelo fato de constitu)rem apenas outro epiciclo. como. des!eg0timo4 “% desvelamento das &in'capacidades do sistema punitivo. a fim de redu/ir e*ou conter a puniç(o e9trema. in@meras a!ternativas ao encarceramento foram propostas e imp!ementadas.A idéia de que a repress o total vai sanar o problema é totalmente ideol!gica e mistificadora. promu!gado pe!a Constituiç(o Nedera! de 1988 e neutra!i/ado at& ent(o pe!a resistência articu!ada pe!o sistema pena!#8 Como sustentado por e'r4 devemos trocar as !entes pe!as %uais en9ergamos o crime e a justiça#9 K# Bustiça restaurativa x justiça retri2utiva 6 partir do recon'ecimento das fa!'as do sistema punitivo. pelas in(meras vertentes da cr)tica criminol!gica &contraposiç*es dos efeitos reais e funç*es declaradas'. a!terando os focos e as so!uções. aprofundou e estendeu. as prisões passam a ser empregadas como principa!.A busca de alternativas 0 privaç o de liberdade representa uma outra tentativa de remendar o paradigma. o +stado det&m o poder punitivo# No s&cu!o PCDDD. sen(o o @nico. produ+isse a integraç o dos autores 0 sociedade7 "eria poss)vel imaginar uma justiça que. fere de forma irreparáve! os direitos e garantias dos seres 'umanos# Conforme a!erta Qopes Bunior4 . as penas e medidas a!ternativas. 1ontudo. n(o 'á como a!terar a situaç(o do sistema pena! dentro de um paradigmaO puramente punitivo8 retri2utivo. mas sem efeito percept)vel sobre o crime e sem atender as necessidades essenciais da v)tima e ofensor<#L 6inda. Carva!'o anuncia %ue as incapacidades do sistema pena! o tornam nu. n o 3. surge a privaç(o de !i2erdade como a!ternativa mais 'umana aos castigos corporais e = pena de morte# Contudo. instrumento uti!i/ado pe!o +stado a fim de e9ercer o ius puniendi. trou5esse mais satisfaç o 0s v)timas e 0s comunidades7 %s defensores da Justiça Restaurativa acreditam que sim<#10 1iante disso. possi2i!itando a construç(o de um novo paradigma. reve!ando uma verdadeira intenç(o e*ou tentativa de remendar o paradigma punitivo# Nas pa!avras de e'r4 . A rede de controle e intervenç o se ampliou. notadamente das doutrinas ressociali+adoras<#K 6p3s o recon'ecimento da crise de !egitimidade e eficiência do sistema. aumentando o n(mero de pessoas sob o controle e supervis o do /stado. o mode!o de Bustiça 5estaurativa se apresenta como um paradigma contraste = Bustiça Crimina!.ria 2. estivéssemos diante do desafio de reordenar a pr!pria idéia de -Justiça 1riminal. também crescem. 5o!im %uestiona4 . / por isso n o tem impacto sobre o problema em si 2 a superlotaç o carcer.)# >Dn?eficiência e >des?!egitimidade do sistema punitivo 6 Bustiça Crimina! tem como principa! o2jetivo manter o conv0vio pac0fico entre os mem2ros da sociedade# $ara tanto. problema para o qual pretendiam ser a soluç o<#M Contudo. Ao invés de procurar alternativas 0 pena.tica restaurativa. atuando para além daquilo que se convencionou c3amar de -pr. o movimento em prol de alternativas oferece penas alternativas. deveria ser uti!i/ado como ultima ratio# +ssa uti!i/aç(o e9trema e irraciona! da pris(o. as %uais apenas ratificam as in@meras fa!ências da Bustiça Crimina!# A necessário redu/ir o e9erc0cio do poder punitivo do sistema pena! e su2stitu08!o por a!ternativas eficientes = so!uç(o dos conf!itos.ticas ou de aperfeiçoamentos t!picos. aca2ará sempre preva!ecendo a resposta da força# -ica menciona %ue4 “/m que pese os enormes esforços empreendidos nas (ltimas décadas por grande parte da doutrina e por um pequeno n(mero de operadores. ao invés de reformas pragm. capa/ de co!a2orar com a transiç(o ao +stado 1emocrático de 1ireito. por e9emp!o. n o questiona os pressupostos que repousam no fundamento da puniç o. afirma %ue4 . no %ua!.. poucos anos depois de sua imp!ementaç(o.tica enquanto o atual paradigma permanecer intocado nos seus contornos mais marcantes4 o processo penal como manifestaç o de autoridade. inseridas pe!a Qei 9#099*199M# +ntretanto./ se. "acrificam#se direitos fundamentais em nome da incompet$ncia estatal em resolver os problemas que realmente geram a viol$ncia<#1 Earatta cita %ue os efeitos margina!i/adores do cárcere e a impossi2i!idade estrutura! de a instituiç(o carcerária cumprir as funções %ue a ideo!ogia pena! !'e atri2ui demonstram o su2stancia! fracasso do sistema pena! tradiciona!#) No mesmo sentido. as a!ternativas adotadas somente aumentaram o campo de atuaç(o do direito pena!.rias continuam a crescer ao mesmo tempo em que as -alternativas. o direito penal como e5erc)cio do poder<#7 Resmo diante da ineficiência do sistema pena!. pe!a pr3pria nature/a dos mecanismos e9istentes >2asicamente a pena?. desde a apresentaç o dos efeitos perversos gerados pela desigualdade da incid$ncia criminali+adora. mais leg)tima e mais democr. introdu/indo apenas modificações superficiais. como avançar na direç o de uma justiça penal mais 3umana. 1riando novas formas de puniç o menos dispendiosas e mais atraentes que a pris o. indicando so!uções =s principais fa!'as e ineficiências deste. seus proponentes conseguem manter o paradigma em pé. estivéssemos diante de um fen6meno mais amplo do que o simples mau funcionamento de um sistema punitivo7 "em a). no final das contas. este resiste intocáve! e irredut0ve! a %ua!%uer movimento de reforma mais profunda.7 "eria poss)vel imaginar uma justiça que estivesse apta a enfrentar o fen6meno moderno da criminalidade e que. na verdade. instrumento este %ue. deflagrou o desgaste e o esva+iamento em todos os modelos de justificaç o. a!&m de n(o cumprir com as funções %ue !egitimam a e9istência da Bustiça Crimina!.As populaç*es carcer. conforme será indicado# .

/le cria a obrigaç o de corrigir os erros. a Bustiça 5estaurativa tra/ as partes ao centro do processo. resu!tando em uma menor atenç(o ao desfec'o do processo. a!terando o foco do processo pena! no esta2e!ecimento da cu!pa e puniç(o para o ato danoso. A justiça envolve a v)tima. principa!mente pe!a grande discricionariedade atri2u0da ao promotor em processar ou n(o.reconstruir< o fato de!ituoso em %uest(o#1) 6ssim. foca!i/a8se o passado. ofensor e comunidade e nas poss0veis so!uções do conf!ito# $osteriormente ao esta2e!ecimento da cu!pa. superando o mode!o retri2utivo4 “A v)tima. afirma8se %ue o sistema retri2utivo 2usca apenas retri2uir o ma! feito. ao ser apurada a cu!pa.. 2em como a possi2i!idade de ouvir a outra parte. segundo o princ0pio da oportunidade# 6o contrário do nosso sistema.sico de nosso processo penal é a determinaç o da culpa. e'r descreve a forma como a Bustiça 5estaurativa en9erga o de!ito4 . sem tra/er %ua!%uer 2eneficio = comunidade. o mode!o restaurativo foca sua atenç(o no ato danoso. o sistema jur0dico & mais receptivo ao encamin'amento de casos = Bustiça 5estaurativa. mas sim na vio!aç(o = !ei e a determinaç(o da cu!pa# +m contraposiç(o. e uma ve+ estabelecida. na busca compartil3ada de cura e transformaç o. conforme destaca e'r#11 6inda. = v0tima# Nesse sentido. a Bustiça 5estaurativa se 2aseia em um paradigma n(o punitivo. principa!mente. ou ao infrator e. definida pela desobedi$ncia 0 lei e pela culpa.% crime é uma violaç o de pessoas e relacionamentos. um evento causador de preju0/os e conse%uências# e'r define as !entes da justiça retri2utiva como4 . e'r assevera %ue as instituições e m&todos do direito s(o partes integrantes do cic!o de vio!ência ao inv&s de so!uções para e!a#1L $or sua ve/. outorga8se !egitimidade =s v0timas nos de!itos %ue se processam mediante aç(o pena! privada e pe!a aç(o pena! p@2!ica condicionada = representaç(o# +m oposiç(o. em virtude da adoç(o do princ0pio da indisponi2i!idade da aç(o pena! p@2!ica e da !ega!idade#)1 . especificando %ue este & mais %ue uma transgress(o de uma norma jur0dica ou uma vio!aç(o contra o +stado7 &. numa viv$ncia restauradora. oferecendo8!'es autonomia para e9por seus sentimentos e necessidades. e n(o de uma mera re!aç(o de causa e efeito#19 Eranc'er destaca %ue a Bustiça 5estaurativa define uma nova a2ordagem so2re a %uest(o do crime e das transgressões. o ofensor e a comunidade na busca de soluç*es que promovam reparaç o. as garantias processuais e os direitos fundamentais s(o dei9ados de !ado. reconciliaç o e segurança<#18 Conforme e9põe 6c'utti. A justiça determina a culpa e inflige dor no conte5to de uma disputa entre ofensor e /stado. num discurso e%ui!i2rado# Conforme e9põe $into. nos de!itos processados mediante aç(o pena! p@2!ica incondicionada# 6inda. representando uma verdadeira ruptura em re!aç(o aos princ0pios de uma justiça retri2utiva. nos preju0/os causados aos envo!vidos4 v0tima. a Bustiça 5estaurativa vai a!&m. a infraç(o. o processo pena! afasta as partes rea!mente envo!vidas no conf!ito# 6 manifestaç(o do acusado resume8se somente ao seu interrogat3rio %uanto aos fatos de!ituosos. % processo atravessa a superficialidade e mergul3a fundo no conflito. o %ue possi2i!ita um referencia! paradigmático na 'umani/aç(o e pacificaç(o das re!ações sociais envo!vidas num conf!ito#)0 1iferentemente das a!ternativas adotadas. des!oca8se = determinaç(o da puniç(o# Nas pa!avras de e'r4 .% crime é uma violaç o contra o /stado. regida por normas sistem.1ulpa e puniç o s o os fulcros g$meos do sistema judicial. tam2&m. "omente pela dor ter o sido acertadas as contas.. a Bustiça 5estaurativa e9pressa uma forma de justiça centrada na reparaç(o. tendo m0nima participaç(o no processo pena!. & poss0ve! conc!uir %ue o foco n(o está no dano causado = v0tima. suas conse%uências e suas poss0veis so!uções# L# 6 imp!ementaç(o da justiça restaurativa no Erasi! Nos pa0ses do sistema common la:. As pessoas devem sofrer por causa do sofrimento que provocam.Dnicia!mente. a maior diferença entre os dois mode!os de justiça seja a definiç(o de crime adotada por cada um de!es# Rorris refere %ue o sistema de Bustiça Crimina! convenciona! en9erga o crime principa!mente como uma vio!aç(o de interesses do +stado# +m contraste. 2em como as conse%uências %ue este trou9e em sua vida# 6s v0timas s(o su2stitu0das pe!a autoridade do +stado. verifica8se %ue o processo pena! & vo!tado e9c!usivamente = %uest(o da cu!pa do acusado e. ao infrator e = comunidade. como a Bustiça 5estaurativa fa/. ou na e9periência destas na ocorrência do de!ito. 8. sem 'aver %ua!%uer indagaç(o %uanto aos motivos %ue o !evaram a cometer o de!ito. a administraç o da dor<#1K 1essa forma.9 % objetivo b. a Bustiça 5estaurativa promove a democracia participativa das partes. uma ve/ esta2e!ecida. mediante uma reconte5tuali+aç o construtiva do conflito. oferecendo decisões so2re como me!'or atender =%ue!es %ue mais s(o afetados pe!o crime. enfati+ando as subjetividades envolvidas<#1M $ossive!mente. na Bustiça 5estaurativa. de origens o2scuras e comp!e9as. dei9a de ser um mero tipo pena! vio!ado e passa a ser vista como advinda de um conte9to 2em mais amp!o. atuando como testemun'a ou atrav&s de um assistente de acusaç(o. o infrator e a comunidade se apropriam de significativa parte do processo decis!rio. a %ua! se 2aseia somente nas sanções punitivas# 6!&m do mais.ticas<#17 $or outro !ado. %ue apresenta so!uções =s ineficácias do sistema de justiça crimina! atua!. pois se tenta . dando prioridade aos seus interesses#1O 6 Bustiça 5estaurativa propõe reconstruir a noç(o de crime. %ue continua sendo mais restritivo.

por outro. em audiência de instruç(o e ju!gamento. atrav&s dos institutos da composiç(o civi! >art# 7)?. com esta inovaç(o. vio!ando o princ0pio da !ega!idade em sentido amp!o# 6 ap!icaç(o da Bustiça 5estaurativa deve respeitar as condições para %ue sua e9istência. verifica8se. com o advento da Constituiç(o Nedera! de 1988. %ue para as situações %ue admitam a suspens(o condiciona! do processo pode ser feito. %ue e9ige mudança de perspectiva#K9 O autor esc!arece %ue o procedimento restaurativo jamais poderá contrariar os princ0pios e regras constitucionais e infraconstitucionais. portanto. 'avendo representaç(o da v0tima ou sendo crime de aç(o pena! p@2!ica incondicionada. inaptos para irradiar efeitos jur0dicos#L0 6 imp!ementaç(o da Bustiça 5estaurativa no Erasi! representa a oportunidade de uma Bustiça Crimina! mais democrática.KL determina o emprego do procedimento da Qei 9#099*199M nos de!itos cuja pena privativa de !i2erdade n(o e9ceda %uatro anos# O +statuto da Criança e do 6do!escente tam2&m impu!siona = imp!ementaç(o da Bustiça 5estaurativa. todos os crimes processados mediante aç(o pena! privada ou aç(o pena! p@2!ica condicionada = representaç(o da v0tima# -egundo -ica. perante o 3rg(o judicia!#)K Todavia. amp!ia8se o ro! de crimes contemp!ados para serem a!cançados os crimes de m&dio potencia! ofensivo. de forma !ivre e consensua!# 6!&m disso.)7 prevê a possi2i!idade de composiç(o dos danos entre as partes. pois estar(o. jungidos a sua formaç(o jur0dico8dogmática e seus estatutos funcionais e. uma ve/ %ue recepciona o instituto da remiss(o. convocados a uma nova prá9is. o procedimento e seus atos restaram ine9istentes. a2ertura ao mode!o restaurativo por meio da o2rigaç(o de reparar o dano# -eria poss0ve! vis!um2rar ainda uma ponte para ap!icaç(o do mode!o restaurativo o instituto do perd(o judicia!. a possi2i!idade de ap!icaç(o da Bustiça 5estaurativa nos crimes contra idosos. o princ0pio da !ega!idade significa %ue os agentes oficiais. pois a par das condições !egais o2rigat3rias.KOdo mesmo dip!oma !ega!. diante do preenc'imento dos re%uisitos !egais = acusaç(o. o encamin'amento do caso = Bustiça 5estaurativa. o in0cio. va!idade. inciso D. inciso DPK7 e 1)0K8. possi2i!itou8se a ap!icaç(o do mode!o restaurativo no sistema jur0dico 2rasi!eiro. %uando infrut0fera a tentativa de conci!iaç(o entre as partes e n(o 'avendo proposta pe!o Rinist&rio $@2!ico. da mesma forma. tam2&m. portanto. a2re8se uma oportunidade direta para conci!iaç(o ou discuss(o %uanto = reparaç(o de danos#)O $or outro !ado. referindo %ue. representantes do +stado nas funções de investigar. como os artigos referidos# Cerifica8se. possi2i!itando a ap!icaç(o da justiça restaurativa. am2os do C3digo $ena!# -egundo $into. a2re8se possi2i!idade para a ap!icaç(o da Bustiça 5estaurativa pe!a redaç(o do art# 89 da Qei 9#099*199M#K1 Nesse caso. %ue opere rea! transformaç(o. uma ve/ %ue o art# 9L da Qei 10#7L1*)00K.K) o U )#VKK permite a especificaç(o de outras condições. a intervenç(o dos operadores jur0dicos nas práticas restaurativas re%uer uma sensi2i!i/aç(o e uma capacitaç(o espec0fica para !idar com os conf!itos deonto!3gicos e e9istenciais na sua atuaç(o. da inc!us(o e da pa/ socia! com dignidade# +ntretanto. mas segundo crit&rios esta2e!ecidos na !egis!aç(o))# 1essa forma. as 2arreiras e preconceitos jur0dicos impedem uma maior ap!icaç(o e evo!uç(o da Bustiça 5estaurativa no Erasi!. no sistema jur0dico 2rasi!eiro#)M 1estacam8se. arrisca8se a afirmar %ue o princ0pio da oportunidade passou a coe9istir com o princ0pio da o2rigatoriedade da aç(o pena!. tam2&m. previstas no U 1#V do referido artigo.mudar a%ue!a ve!'a opini(o formada so2re tudo<# M# Considerações finais . a Qei dos Bui/ados +speciais C0veis e Criminais regu!a o procedimento para a conci!iaç(o e ju!gamentos dos crimes de menor potencia! ofensivo. diante do amp!o e!ast&rio das medidas socioeducativas. ainda. o art# 7O.)L possi2i!itou a conci!iaç(o e transaç(o em casos de infraç(o pena! de menor potencia! ofensivo# Conforme argumenta $into. deverá o magistrado ofertar a composiç(o civi!# -egundo. sustentá8!a e de promover sua e9ecuç(o. presente representante do Rinist&rio $@2!ico. o processo poderá ser e9c!u0do. o art# 79)8 prevê %ue. o art# 7) da Qei 9#099*199M. em determinados casos# 6 Constituiç(o Nedera!.-egundo :iacomo!!i. por se tratar de 'ip3teses em %ue a manifestaç(o de vontade da v0tima & suficiente para afastar a intervenç(o pena!. principa!mente. n(o podem agir de acordo com o %ue !'es conv&m. desenvo!vimento e t&rmino do processo pena! n(o podem se su2meter ao ju0/o da oportunidade ou a atitudes discricionárias# Suanto ao princ0pio da indisponi2i!idade da aç(o pena!. suspenso ou e9tinto. indicando outra a2ertura = ap!icaç(o do mode!o restaurativo# O2serva8se. previstas no art# 11) e seguintes. acusar e ju!gar. o autor refere %ue o Rinist&rio $@2!ico. em audiência pre!iminar# 6inda. com a reforma do +statuto da Criança e do 6do!escente e. e a aceitaç(o da proposta de ap!icaç(o de pena n(o privativa de !i2erdade. em seu art# 98. do mesmo dip!oma !ega!. atrav&s do art# 1)O#KM Nesse caso.)9 disserta %uanto = transaç(o pena!. a2rindo camin'o para a nova forma de promoç(o dos direitos 'umanos e da cidadania. com a Qei 9#099*199M e com 2ase no princ0pio da oportunidade. previsto nos arts# 107. transaç(o pena! >art# 7O? e suspens(o condiciona! do processo >art# 89?# $rimeiramente. nu!os e*ou inefica/es e. por um !ado. poderá o Rinist&rio $@2!ico propor pena restritiva de direito ou mu!tas#K0 $or fim. sendo ainda necessário . tem a o2rigaç(o de fa/ê8!a. eis %ue o instituto de suspens(o condiciona! do processo n(o se !imita aos crimes de menor potencia! ofensivo. vigência e eficácia sejam recon'ecidas# Caso contrário. desde %ue a composiç(o do conf!ito seja perfecti2i!i/ada entre as partes.

puramente punitivo8retri2utivo# +ntretanto. suas conse%uências e suas so!uções# 6 Bustiça 5estaurativa se mostra como um mode!o mais 'umano. demonstradas pe!o es%uema pu2!icado por Jig'ton. de uma rea! possi2i!idade de mudanças# A um camin'o para a concreti/aç(o da aceitaç(o dos direitos 'umanos e do +stado 1emocrático de 1ireito# +ustiça estaurativa e Mediação de Conflitos Tania Almeida Consu!tora. pensa %ue crime & apenas uma vio!aç(o =s !eis do +stado# A preciso . assim como seu prop3sito de imp!icar os sujeitos nos seus atos e em sua . 2ri!'antes =s fa!'as do sistema de Bustiça Crimina!# Toma força essa ideia principa!mente diante da adoç(o de um paradigma. e pensamento. 1ocente e -upervisora em Rediaç(o de Conf!itos# -3cia Nundadora e 1iretora8$residente do R+1D65+ F 1iá!ogos e $rocessos 1ecis3rios # Dntegrante do Comitê de Atica e da Cice8 $residência do CONDR6 F Conse!'o Naciona! das Dnstituições de Rediaç(o e 6r2itragem## Histórico 6 Bustiça 5estaurativa & um movimento mundia! de amp!iaç(o de acesso = justiça crimina! recriado nas d&cadas de 70 e 80 nos +stados . vitimário e comunidade 1iá!ogo 5eso!ver conf!itos 6ssumir responsa2i!idades 5eparar o dano Easeado no futuro .onistas Procedi#ento -inalidade Dnfraç(o da norma Dndividua! -istema pena! Dnfrator e o +stado 6dversaria! $rovar de!itos +sta2e!ecer cu!pas 6p!icar castigos Easeado no passado +ustiça estaurativa Conf!ito entre pessoas Dndividua! e socia! -istema pena! * Comunidade C0tima .e#po O marcante contraste entre as duas propostas possi2i!ita8nos apreender o potencia! preventivo da proposta restaurativa. conforme sustenta e'r# + a Bustiça 5estaurativa propõe uma verdadeira troca de !entes. ao fina!.nidos e +uropa# +ste movimento inspirou8se em antigas tradições pautadas em diá!ogos pacificadores e construtores de consenso oriundos de cu!turas africanas e das primeiras nações do Canadá e da Nova e!"ndia# O conceito e a fi!osofia de justiça restaurativa têm em2asado programas sociais dedicados a cuidar das v0timas. 6!vare/ e :reg3rio em W5eso!uci3n 6!ternativa de 1isputas H -istema $ena!X# +ustiça etributiva Delito esponsabilidade Controle Prota. as %uais somente remendaram o sistema e. e têm orientado para a restauraç(o de suas vidas e de sua interaç(o socia!# O ideal restaurativo co#o proposta de justiça O poder de s0ntese e de informaç(o veicu!ado pe!os %uadros comparativos nos au9i!iará a visua!i/ar um !e%ue de diferenças entre a proposta retri2utiva e a proposta restaurativa de justiça. %ue apro9ima as partes rea!mente envo!vidas e afetadas pe!o de!ito e devo!ve a estas a competência de reso!uç(o dos conf!itos# 6 adoç(o do mode!o restaurativo indica uma verdadeira forma de transformaç(o. durante anos se tentou a imp!ementaç(o de diversas a!ternativas superficiais. a!terando o foco do processo pena! ao esta2e!ecimento de cu!pa e puniç(o para o ato danoso. dos ofensores e das comunidades %ue os a2rigam. e %ue o diá!ogo e compreens(o n(o podem fa/er parte deste# 6!&m disso. com so!uções simp!es e.trocar as !entes< pe!as %uais en9ergamos o crime e a justiça. a Bustiça 5estaurativa se apresenta como um mode!o ut3pico. ao mesmo tempo. ratificaram a sua ineficiência# 6 sociedade acredita %ue a imposiç(o de castigo e dor compõe o conceito de justiça.6parentemente.

.m processo restaurativo significa qualquer processo no qual a v)tima. as necessidades do ofensor. =>>?'.nited <ingdom 2 Restorative Justice 1onsortium.reso!uç(o 8 processo de enorme repercuss(o na pacificaç(o socia!# O /ue 0 +ustiça estaurativa1 A justiça restaurativa procura equilibrar o atendimento 0s necessidades das v)timas e da comunidade com a necessidade de reintegraç o do agressor 0 sociedade.nited Aations. o ofensor e@ou qualquer indiv)duo ou comunidade afetada por um crime participem junto e ativamente da resoluç o das quest*es advindas do crime. assim como as necessidades da comunidade# C0timas. Procura dar assist$ncia 0 recuperaç o da v)tima e permitir que todas as partes participem do processo de justiça de maneira produtiva &. sendo frequentemente au5iliados por um terceiro investido de credibilidade e imparcialidade &. BCCB'. 6p3s um momento inicia! dedicado primordia!mente a cuidar das necessidades da v0tima atrav&s da uti!i/aç(o de programas dedicados = d0ade v0tima * ofensor >Cictim Offender $rograms?. ofensores e comunidades s(o considerados staIe'o!ders >integrantes de uma rede interativa de pessoas? dos processos e dos programas de justiça restaurativa# ! víti#a Os estudos re!ativos aos %uadros p3s8traumáticos %ue podem acometer as v0timas demonstram . cada ve/ mais. os projetos 2aseados no paradigma restaurativo passaram a inc!uir.