Está en la página 1de 6

PROJETO FEMACESC

Festival Estudantil Multidisciplinar e Artístico do Colégio São Cristóvão

1. APRESENTAÇÃO

Este projeto foi idealizado a partir da percepção da necessidade de associar os interesses dos alunos com atividades pedagógicas, utilizando o esporte e a cultura como temas centrais da prática docente. O foco do projeto está na atividade física recreativa esportiva, e nas atividades científicas e artísticas, visando integrar as várias turmas do Colégio numa competição educativa. Partindo deste centro de interesse dos alunos foram pensadas diversas atividades multidisciplinares que seriam desenvolvidas e apresentadas pelos alunos em diversos momentos. Este projeto nomeado como FEMACESC, envolve todo o corpo docente e discente deste estabelecimento, bem como os funcionários. Todos participam na organização do evento, na realização das atividades, na apuração dos resultados e na avaliação dos resultados obtidos.

2. JUSTIFICATIVA

Diante da linha filosófica estabelecida pelo Projeto Político Pedagógico do Colégio, que busca uma promoção completa do aluno, proporcionando-lhe todas as oportunidades possíveis, para a melhor integração do mesmo na sociedade, percebemos a necessidade de se criar um espaço onde o aluno pudesse, dentro de suas individualidades, demonstrarem todas as suas habilidades recreativas, esportivas, artísticas e científicas, principalmente aquelas trabalhadas e desenvolvidas dentro do contexto escolar. Optamos por criar um evento que fosse atraente ao aluno, e que viesse, ao mesmo tempo, despertar no mesmo o gosto pela prática das diversas atividades recreativas, esportivas e artísticas. Estamos criando um espaço onde o aluno possa demonstrar na prática, tudo aquilo que aprendeu em sala de aula e/ou trouxe em sua bagagem cultural. Esse espaço deve contemplar as diversas habilidades de cada um, respeitando as suas diferenças individuais.

A partir de várias reuniões e encontros, principalmente entre professores de Educação Física e Equipe Pedagógica, entendeu-se que deveríamos criar uma atividade que viesse agregar todas as atividades extra-classe, desenvolvidas no Colégio durante o transcurso do ano letivo. Este Projeto, nomeado de FEMACESC, mobilizará todo o corpo docente e discente do Colégio, bem como, os funcionários. As atividades serão desenvolvidas sob uma Coordenação Geral, que será apoiada pela Equipe Pedagógica e auxiliada pelos professores, funcionários e Grêmio Estudantil do Colégio.

3. OBJETIVOS

Promover um ambiente escolar mais prazeroso e sadio aos alunos, apostando na prática esportiva, e nas atividades artísticas e científicas como melhores alternativas para esse fim. Divulgar a toda a comunidade escolar, os trabalhos científicos e artísticos realizados dentro das disciplinas, explorando os conhecimentos adquiridos pelos alunos durante o ano letivo. Motivar nos alunos o interesse pela pesquisa científica e pela construção do conhecimento. Despertar nos alunos, o interesse pela prática de atividades físicas recreativas, esportivas e artísticas, buscando uma completa formação dos mesmos. Explorar as habilidades individuais de cada aluno, orientando a sua prática, para uma contextualização global. Onde se prevaleça a busca de objetivos comuns, para o sucesso do coletivo. Integrar o maior número possível de alunos, numa atividade educativa de caráter lúdico, onde se valorize os laços de companheirismo e cooperação.

4. DESENVOLVIMENTO

Num primeiro momento, será feita uma explanação para todas as turmas do Colégio, sobre a natureza, os objetivos e a regulamentação do evento.

No aspecto esportivo informaremos a forma de participação da turma, bem como a preparação dos alunos para a prática das várias modalidades que disputarão. Todas as turmas participantes do FEMACESC serão distribuídas em vários grupos, respeitando-se a faixa etária de seus alunos, para que os confrontos sejam desenvolvidos na maior igualdade possível. Durante a semana cultural do mês de agosto, já prevista anualmente em calendário acontecerão todas as disputas esportivas, um dia será destinado as exposições artísticas e científicas de trabalhos e uma noite destinada a apresentações artísticas. Durante esta semana, a comunidade escolar será convidada a prestigiar os eventos. Durante o desenvolvimento do FEMACESC, as turmas somarão pontos conforme as suas classificações obtidas nas várias modalidades em que participarem (esportes, exposições e apresentações artísticas). Para isso, as mesmas oportunidades de pontuação serão dadas para todas as turmas, independentemente de que grupo pertença.

5. DESPESAS PREVISTAS

As despesas do Projeto FEMACESC poderão ter as seguintes estimativas:

5.1 Material (papel, CDs, tintas,TNT, EVA, barbante, fitas adesivas, decoração, cola,

pincéis atômicos, etc)

500,00

5.2 Fotografias e filmagem

20,00

5.3 Moldura com foto das Turmas vencedoras

60,00

5.4 Medalhas para as Turmas classificadas em 1º e 2º Lugares

120, 00

5.5 Aluguel de som

100,00

T O T A L

800,00

6. AVALIAÇÃO

O Projeto será avaliado constantemente, tanto entre os docentes quanto junto aos discentes, que poderão manifestar suas apreciações direta ou indiretamente aos seus professores, Equipe Pedagógica e Direção.

A avaliação deverá ainda contar com os seguintes instrumentos:

1) Observação e análise dos objetivos alcançados até o final do evento. 2) Observação e análise das mudanças de comportamento dos alunos, no ambiente escolar, diante da participação no evento. 3) Registro e análise de depoimentos de alunos envolvidos no processo, de professores e de funcionários da Escola sobre os pontos positivos e negativos do evento. 4) Registro e relatório dos resultados obtidos e considerações gerais sobre os vários aspectos observados durante todo o desenvolvimento do evento. 5) Explanação ao corpo de Professores Funcionários e Direção do Colégio, das atividades desenvolvidas, dos objetivos alcançados e dos novos encaminhamentos.

7. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

Segundo Bracht (2005, p.48) a competição pode estar associada ao rendimento escolar desde que inseridas em atividades pedagógicas e fundamentadas num princípio de emancipação e desenvolvimento global do aluno:

Existe uma forma onde o rendimento e a competição tenham um outro papel, um outro sentido, diverso daquele que possuem no âmbito do esporte tratado e privilegiado na escola pode ser aquele que atribui um significado menos central ao rendimento máximo e à competição, e procura permitir aos educandos vivenciar também formas de prática esportiva que privilegiem antes o rendimento máximo e à competição, e procura permitir aos educandos vivenciar também formas de prática esportiva que privilegiem antes o rendimento possível e a cooperação. (Bracht, 2000/1, p. 19)

A prática pedagógica deve ser variada, incluindo no seu cotidiano o lazer. Segundo Marcellino o lazer faz parte do desenvolvimento humano:

Partindo da práxis, podemos reconhecer o lazer que pressupõe autonomia, autodeterminação, prazer como uma das riquezas socialmente produzidas, que representa um instrumento indispensável para tornar realidade à melhoria da qualidade de vida. No entanto, indicadores sociais demonstram que ¾ da população mundial não tem acesso garantido às riquezas socialmente produzidas, no que se incluem as possibilidades de lazer, evidenciando-se as práticas que expressam a lógica do consumo e da instrumentalização do corpo. Em

decorrência, principalmente, dos “ajustes estruturais impostos por políticas econômico-sociais neoliberais, capitaneadas pelos grandes blocos econômicos em formação, são impostas condições de vida e práticas sociais coerentes com a racionalidade do capital”. (Taffarel in Marcellino, 2003, p.38).

O autor reforça a idéia do lazer como fenômeno social e educativo:

Desse modo, o lazer passa a ser entendido e assumido enquanto fenômeno

social historicamente produzido e apropriado pelo homem, que se manifesta em um determinado tempo, constituindo-se um bem cultural. Uma das formas de apropriação é sua inclusão no projeto de escolarização enquanto conteúdo de ensino. Para tanto, faz-se necessário, também, o domínio de bases teórico-metodológicas indispensáveis à concretização de práticas, enfocando o lazer como tempo/espaço de participação cultural, para que o sujeito possa vivenciá-lo, de forma crítica e criativa, buscando formas de relacionamento social mais espontâneo.

O uso de atividades lúdicas, esportivas e culturais não é apenas uma forma

diferente de ação pedagógica, mas uma obrigação da escola e um dever dos educadores, fazer o melhor uso possível da instituição oferecendo toda a gama de atividades extra- curriculares, conforme prevê a Lei maior da Educação:

Art. 25 Será objetivo permanente das autoridades responsáveis alcançar relação adequada entre o número de alunos e o professor, a carga horária e as condições materiais de estabelecimento. Parágrafo Único. Cabe ao respectivo sistema de ensino, à vista das condições disponíveis e das características regionais e locais, estabelecer parâmetro para

atendimento do disposto neste artigo. Escola é currículo. Aprendizagem é conteúdo transformado. Sala de aula não é local, é ambiente. Aluno não é destinatário, é ator da aprendizagem. Professor não é depositante, é mediador. Estas premissas ajudam a compreender a dimensão pedagógica deste Artigo. Não se busca uma relação fria, adequada burocraticamente entre esses fatores: Aluno/professor/carga horária/meios materiais. O que se pretende é assegurar uma relação viabilizadora do ato pedagógico (a aula), do espaço pedagógico (a sala de aula) e do resultado pedagógico (a aprendizagem socialmente relevante). O lúdico merece atenção especial principalmente no ensino fundamental, mesmo depois o jogo ainda desperta muito o interesse dos alunos, sendo assim a

utilização de atividades variadas durante o FEMACESC contempla o interesse de todos. Segundo kunz:

A criança, pelo seu brinquedo e pelo jogo, quer interagir com o mundo, o mundo real, dos objetos, e com os outros. O brincar torna-se para a criança a sua forma de expressão. No seu brincar a criança constrói simbolicamente sua realidade e recria o existente. Porem, este brincar criativo, simbólico, e imaginário enquanto poder infantil de conhecer o mundo e se apropriar originalmente do real está ameaçado de desaparecimento, alerta Oliveira (1991). O responsável por esse desaparecimento é, justamente, a indústria cultural do brinquedo, a mercadorização do brinquedo infantil e a influencia da televisão. Estes, como lembra-nos o mesmo autor, dirigem a lógica produtiva, de objetos prontos, em substituição ao imaginário criador da criança pelo brinquedo. (Kunz, 2004, p. 95)

8 REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BRACHT, Valter. Pesquisa em ação: Educação Física na escola. 2 ª ed. Ijuí: Ed. Unijuí, 2005. CARNEIRO, Moaci Alves. LDB fácil- leitura crítico-compreensiva artigo a artigo. 7 ª ed. Petrópolis: Rio de Janeiro: Vozes, 1998. KUNZ, Elenor. Transformação didático-pedagógica do esporte. 6 ª ed. Ijuí: Ed. UNIJUÍ, 2004. MARCELLINO, Nelson Carvalho. Lúdico, educação e educação física. 2 ª ed. Ijuí:

Ed. Unijuí, 2003.