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Escola Secundária

Dr. Francisco Fernandes Lopes

CP4 - Processos identitários
Atividade 2

Estereótipos, preconceitos e representações sociais

Tertúlia de café na primeira metade do séc. XX

A realidade social, como aliás, a realidade em geral, é apercebida ("conhecida") por parte dos sujeitos através de "representações"; quer dizer, através de "prismas" que decorrem de contextos socioculturais complexos. As noções que temos acerca do "mundo" ou seja, da realidade a que é dado sentido, só o fazem porque a linguagem e o pensamento lho atribuem. Assim, quando cada um de nós chegou ao "mundo", este já se encontrava constituído e a nossa "socialização"consistiu (e consiste) numa adaptação progressiva e seletiva a esse "mundo" que continua a estruturarse durante a nossa existência e para além dela. Para que tudo faça sentido, tenha significado e nos possibilite orientarmo-nos, precisamos de referências que nos permitam nomear a realidade e agir dentro dela; a essas referências podemos chamar "conceitos", ou seja, "ideias" que permitem representar seres, objetos ou ações e lidar com eles. Muitas dessas noções são de origem social e constituem o chamado " senso comum" que tem por função tornar possível a comunicação indispensável ao quotidiano; se entrar num
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um "tipo" de ocupação cuja especialidade era ou parecia ser. ATIVIDADES 1 . o mais "abrasucado""Cafetaria"). mecanismos de exclusão ou discriminação negativa. a um "estereótipo". Hoje a maior parte das pessoas já não tem tempo para fazer "vida de café". técnica e comercialmente designada por "expresso". Só um posicionamento reflexivo e crítico nos permite evitar esclarecidamente as "armadilhas" e os "alçapões" de uma linguagem estereotipada e de um pensamento preconceituoso que constituem obstáculos sérios à coesão social. tudo bem" ? Assim fazer "vida de café" constituía um "estilo" de vida. em regra. ou se tranformaram em agências bancárias ou praticamente eliminaram as mesas e deram lugar aos grandes balcões do "come-em-pé" onde as "bicas" entram a escaldar pela goela abaixo e conversa é reduzida ao mínimo do "olá. antes pelo contrário: constituindo. essa expressão correspondia e de certo modo. 2 . se necessário. bebida de café. sendo até celebrado como um herói . que em relação a eles havia preconceitos. não eram. geralmente consumida ao balcão de um estabelecimento também designado por "Café" (modernamente. "Pátria/Língua"! Por este e por muitos mais exemplos. Ora. absolutamente necessária para a construção da vida em comunidade. Pedir uma "bica" dispensa-nos de pormenores técnicos e científicos e facilita-nos a ingestão tranquila do nosso "café" ou seja. não estudar ou estudar pouco e sobretudo "dar muito à língua" e "mexericar".café e pedir uma "bica". infelizmente e como de costume.Explicite. os que passavam a "vida nos cafés" ou andavam a "polir esquinas" ou eram "madraços" profissionais ou "chulos" ou coisa assim . sei que me fornecerão uma pequena chávena de uma bebida de café e água obtida através de uma máquina de pressão e temperatura elevadas. quando eu era jovem. da nossa e para utilizar uma expressão sua. a vida está demasiado rápida e sufocante e os Cafés. decorrem uns dos outros e alimentam-se em reciprocidade e são enganadoras e abusivas formas de percepção da realidade. ainda corresponde. a partir dos três primeiros parágrafos do texto. apoiando-se. no texto a função social "facilitadora" de uma certa estereotipia.Caracterize. No entanto homens como Fernando Pessoa "passaram a vida no café" e hoje ninguém poderá dizer que Pessoa "não fez nenhum". Ano letivo 2013 / 14 Página 2 . que do ponto de vista da vida em sociedade não costumam trazer nada de positivo. se pode verificar que estereótipos e preconceitos se implicam mutuamente. o conceito de "representação social". dizia-se que fazer "vida de café" era não trabalhar ou trabalhar pouco. póstumo. que designava um tipo de indivíduos que geralmente eram considerados como os que "não faziam nenhum" e claro. a de estar permanentemente desocupado. boa coisa é que de certeza.

4 . na sua plenitude e diversidade. há.Fundamente a necessidade do desenvolvimento de um espírito reflexivo e crítico que possibilite essa avaliação. alheia. entre o idêntico e o diferente. os referentes daquilo a que se pode chamar a alteridade. significa a ausência da ponte entre o mesmo e o outro e. cidadãos de um país e do Ano letivo 2013 / 14 Página 3 . 6 . munícipes de um determinado concelho. nesse país. entre o ser que se situa num contexto circunstanciado por Tudo o que lhe é outro. Compaixão e Solidariedade A identidade estabelece-se através de um conjunto de vínculos que permitem. naturais de uma determinada mundo. 5 .3 . A empatia significa a participação afetiva e emotiva numa realidade que lhe é. inacessível e significa uma espécie de "condenação" a viver na incomunicabilidade. mas em relação. assim.Identifique no texto um estereótipo e um preconceito. Falamos da realidade existencial mas também da realidade social que é uma das dimensões da existência. por exemplo. Só a saída da sua própria esfera permite o acesso à realidade. Nesse mundo. é a relação que permite aceder ao mundo. nesse concelho. permanece inexplorado. de freguesia. Um nome próprio e um nome de família que nos identificam enquanto indivíduos pertencentes a um primeiro grupo. a relação compassiva e a solidariedade. face a um sujeito. A relação que se estabelece entre o mesmo e o outro. o que é próprio do "Outro" ( alter). certamente. o mundo permanecerá sempre desconhecido. ou seja. o que permanece desconhecido. A alteridade é tudo aquilo que é da ordem do exterior a nós. nessa família. é essencial o estabelecimento de pontes entre o sujeito e os grupos de pertença em que este está inserido como elemento autónomo. em princípio. Empatia.Justifique a escolha anterior. reconhecer-se e ser reconhecido. esta capacidade de estar em sintonia e de reconhecer identidade. outros indivíduos que constituem. nessa freguesia e até. ora. a cada um de nós. As palavras chave dessa relação são a empatia. e nessa dualidade.Relacione "estereótipos" e "preconceitos" com a verdade que deve constituir uma avaliação justa da realidade. O autismo.

através da qual nos é permitido descobrir se somos ou não preconceituosos relativamente a outras pessoas. ciganos. Assim o procedimento moral é apenas o que fôr universalizável e esta noção é o principal pilar de todos os códigos deontológicos. Mas a vontade pode também ser um fator propiciatório ao estabelecimento da empatia. (FMC. pode-se pôr em vez dela qualquer outra como equivalente. e portanto não permite equivalente. grupos. Enquanto o pathos remete para a afecção. imigrantes de leste. a reacção compassiva e a solidariedade que. com o logos e o ethos. A empatia liga-se à reação compassiva face ao outro e ao seu sofrimento. A sua Ética funda-se na noção do Dever como. doentes mentais. essa empatia é mesmo inconsciente: sente-se. instância de compatibilização entre meios e fins. Quando uma coisa tem um preço. significa que manifesta compaixão e compaixão decompõe-se em "com + pathos" . etnias e/ou culturas. assim. antes de se querer.OUTRO : a empatia. capacidade de sofrer com . ser capaz de assumir o descentramento de si próprio e a abertura necessária ao acto solidário. mas quando uma coisa está acima de todo o preço.reconhecer o que nos é próprio. alentejanos. II) TAREFA: Comente este excerto tendo em conta a necessidade de proceder deontologicamente. o logos remete para a razão e o ethos para o dever. A palavra " empatia" é próxima da simpatia e tem com esta. compassiva. Muitas vezes. Para o entendermos nada como ler as palavras do próprio Kant: "No reino dos fins tudo tem um preço ou uma dignidade. Tendo em consideração que os maiores preconceitos sociais. árabes e comunistas…. três pilares fundamentais da relação EU . se traduz necessariamente. então ela tem dignidade". raciais e culturais da sociedade portuguesa atual estão dirigidos aos pobres. ligados. chineses. Proposta de trabalho: O psicólogo norte-americano Bogardus construiu uma Escala de distância social. um radical comum: pathos. Temos assim. configura o triângulo que nos torna humanos. e numa linguagem muito simplificada. loiras. negros.de sentir e partilhar o pathos do outro e. ou " paixão" que. para se efectivar.que quer dizer. identifique e reflicta sobre a (i)legitimidade dos seus preconceitos a partir Ano letivo 2013 / 14 Página 4 . negros. em acções solidárias. idosos. homossexuais. aproxima os seres humanos. judeus. mesmo naquilo que está fora de nós. Códigos Institucionais e Comunitários Immanuel Kant (1724-1804) é um dos maiores vultos do pensamento em geral e do pensamento ético e deontológico em especial.

é mais antigo do que o racismo. comunidade. Estas tradições que são passadas muitas vezes são colocadas pela religião. segundo a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Aceitá-lo-ia como "amigo íntimo". é o social. O preconceito religioso está firmemente instalado em várias partes do mundo. Existe também a discriminação (imposição de uma condição de caráter antes de conhecer alguém). passado e transportado pelo ódio de uma região que tem um certo segmento. os princípios da igualdade e da dignidade humana são extensíveis a todos os homens independentemente do grupo. poderiam cristalizar a referida Escala de distância social: 1. Aceitá-lo-ia como turista no país? 4. O preconceito racial começou com o ideal de que um ser ou uma raça era superior a outro. Ou exclui-lo-ia do país? Como tópico para a desconstrução dos seus preconceitos. não se esqueça que. mas sim a uma diferença de cultura. Ano letivo 2013 / 14 Página 5 . que. etnia ou outras coisas que diferenciem raças dentro de uma mesma composição global. E por isso. Preconceito social Um dos mais comuns preconceitos. e prejudica a sociedade em geral. Preconceito (“Pré” + “Conceito”) – as pessoas julgam e conceituam algo ou alguém antes de conhecer. cultura e religião a que pertençam. há dois mil anos atrás. de alguma forma. Casaria com um membro deste grupo? 2. detalhado já na era de Cristo. Os tipos mais comuns de preconceito e discriminação são:     Discriminação social – relacionada com a condição de uma parcela da sociedade. Preconceito racial Nem sempre está associado a pretos e brancos. Preconceito racial – devido a uma etnia. tinha o direito a usar o mais fraco para trabalhos como servos e escravos. Preconceitos O tema “Preconceito” é diverso e contraditório. Preconceito religioso Como o preconceito racial o preconceito religioso é algo de hereditário.das seguintes questões. Preconceito religioso – devido a uma religião. "colega de escritório" ou "vizinho do lado"? 3. num país onde a desigualdade se torna visível. uma certa tradição. Preconceito intelectual – devido a um pensamento político ou simplesmente um pensamento diferente.

é uma escolha de cidadão para cidadão. o preconceito é o resultado das frustrações das pessoas. como as atitudes em geral. um grande passo para a rede! Estereótipo preconceito e discriminação Como pudemos compreender. constituem melhores exemplos de conflitos entre grupos ao longo do filme: Ano letivo 2013 / 14 Página 6 . de todos os que procuram uma sociedade de equilíbrio e igualdade. porque como se trata de um pensamento não se pode obrigar a estes a aceitação dessa mentalidade. As situações seguintes são as que. Paralelos uns aos outros. O preconceito é uma manifestação da sua desconfiança e suspeita. temendo e rejeitando todos os grupos sociais aos quais não pertencem.Preconceito Intelectual Porquê o nome preconceito intelectual? . Preconceito e Discriminação – bem presentes nas diversas sociedades e culturas de todo o mundo. Crenças preconceituosas são sempre estereótipos negativos. Pessoas autoritárias tendem a ser rigidamente convencionais. são hostis com aqueles que desafiam as regras sociais. Um pequeno passo para cada um. segundo a minha perspetiva. O movimento Cidadania em Rede visa sensibilizar e educar os cidadãos para a importância de ultrapassar e abolir os estereótipos e preconceitos. ela invade outras vidas. a forma mais adequada de se reduzir o preconceito. algo ou alguém. Partidárias do seguimento às normas e do respeito à tradição. bem como se preocupam com o poder da resistência. através de uma atitude comunitária é. Já Adorno (1950) diz que a fonte do preconceito é uma personalidade autoritária ou intolerante. abertamente. como forma de combater este tipo de preconceito. logicamente. Vemos o preconceito intelectual presente na opção sexual de alguém. estereotipados. É a partir da história dos vários protagonistas que irei então desenvolver uma tese sobre os tópicos acima referidos. A convivência. outras pessoas. Há também fontes cognitivas de preconceito. Segundo Allport (1954). de não se poder imaginar ou supor. através da informação e de um trabalho conjunto. diversifica-se porque os pensamentos num ser são infinitos. o máximo possível. Obviamente o preconceito tem que ser reprimido quando passa ao constrangimento de terceiros. O mínimo e justo que pode ser aplicado. que em determinadas circunstâncias podem-se transformar em raiva e hostilidade. sentimentos e tendências comportamentais. não acreditam na natureza humana. o preconceito só existe porque não se pratica o respeito pelo próximo. preconceituosos e discriminatórios. seja ela assumida ou não. o filme “Colisão” (analisado na aula) retrata três importantes conceitos – Estereótipo. é o respeito pela opinião. Ao olhar para o mundo através de uma lente de categorias rígidas. tem origem no mesmo conceito.Preconceito intelectual ou discriminação de pensamento e escolhas. Respeitam a autoridade e submetem-se a ela. os acontecimentos começam a ganhar forma e a sua influência ultrapassa o contexto de vida de cada família. talvez. O preconceito intelectual não se trata somente da homossexualidade. Assim. Os seres humanos são “avarentos cognitivos” que tentam simplificar e organizar o seu pensamento social. Enfim. a homossexualidade. No desenrolar da ação vão-nos sendo apresentados vários casos e o modo como cada personagem é afetada por eles. como a cor do carro ou a roupa a vestir. O resultado é o preconceito e a discriminação. A simplificação exagerada leva a pensamentos equivocados. querer ou desejar. o preconceito tem três componentes: crenças. Como se formam? Quais as razões que as explicam? Qual a sua importância? São algumas das perguntas às quais tentarei responder de uma forma consistente e esclarecedora.

Isto é. Depois de começarem a conversar. Em pânico. aos grupos sociais a que pertenciam. agarrando o braço do marido. que transmitem uma imagem simplista de um objecto ou pessoas. Estereótipo é um conjunto de crenças. No meio da confusão e do nervosismo a segunda mulher culpa a primeira. primeiramente. Exemplo 3: Um polícia americano manda encostar um veículo que circulava. económica. tratando-os como se fossem criminosos. sem lhe dar tempo. social. Antes de começar a relacionar os exemplos com os temas a abordar gostaria de. pois começa a compreendê-los.). uma classificação positiva ou negativa em relação ao outro. Humilhados vêm-se ainda obrigados a pedir desculpa e só depois regressam a casa. Exemplo 4: Um dos negros que tinha assaltado o casal branco arrepende-se do que fez. Furiosos decidem assaltar o casal quando estes estavam a entrar no seu carro. O preconceito é também uma atitude e tem como base o estereótipo. Fugindo da polícia pede boleia durante a noite. Em vez de tentarem resolver os seus assuntos civilizadamente. Através dos exemplos mencionados podemos estabelecer uma relação com estes temas. tão enraizadas que se transformavam em verdadeiros estereótipos. As duas agridem-se verbalmente. a discriminação são os comportamentos que derivam dos estereótipos e dos preconceitos. ao ver os dois sujeitos. em preconceitos.. que surge das interações sociais. de ideias “feitas”. As ideias erradas acerca dos brancos.Exemplo 1: Ocorre um acidente entre uma mulher branca e uma asiática. teme pelo que possa acontecer quando se cruzarem. porque o condutor e a esposa eram negros. dos negros. Um dos negros repara e as suas convicções tornam-se mais evidentes. Sem qualquer razão ordena-os para saírem do carro. portanto. A tensão aumenta e o negro continua a rir-se. Exemplo 2: Dois amigos negros conversam na rua sobre a discriminação e nesse momento um casal branco aproxima-se. A mulher. um pré-juízo em relação aos outros indivíduos e aos grupos que os constituem. os indivíduos Ano letivo 2013 / 14 Página 7 . quando descobre que ele tinha na mão a imagem de um santo. tecendo comentários racistas e xenófobos. por fim. a cultura a que pertenciam. O rapaz branco pensa que é um revolver e. remexendo no bolso.. algo que não faz parte da cultura negra. Um rapaz branco (que era polícia) pára e pede-lhe que entre. Considera. às discriminações. nas várias situações descritas o motivo do conflito era a cor da pele. ameaçando-os com armas de fogo. o país. conduzindo. o casal não oferece resistência. Generalizam todos os elementos de um grupo a partir do comportamento de alguns deles. De facto. Por sua vez. Esta não admite que a culpem e a discussão instala-se. Através da informação do estereótipo faz uma avaliação. dizendo ao seu amigo que a mulher é racista dado que tem medo de passar perto deles. portanto. dar uma pequena noção sobre cada um. Geralmente são negativos e podem acentuar-se em situações de crise (política. o branco sente-se ofendido pois o negro diz que gosta de música country e de hóquei no gelo. variando entre o afastamento à violência e agressão. que o negro está a ser irónico. dos árabes. uma categorização. dispara sobre o outro. dos chineses (entre outros) estavam tão difundidas. Há.

os preconceitos e as discriminações? À semelhança do que já foi dito. T. definindo-se o que está certo e o que está errado. a época. visto que. o seu comportamento era definido por um conjunto de valores que já estavam predefinidos e estipulados. FERREIRA. Tal como acontece com os estereótipos. Perante acontecimentos extraordinários onde vários elementos ou vários grupos sejam obrigados a conhecerem-se melhor. Com ou sem intenção acabámos por discriminar os outros graças a casos particulares. de avarentos. é importante referir que tanto os estereótipos como os preconceitos se podem alterar. desenvolvendo-se os sentimentos de “nós” e de “eles”. Por fim. a discriminação é fruto dos dois factores anteriores. esses indivíduos não possuem as características negativas que se julgavam ter. Varia consoante os valores considerados mais ou menos importantes para seres humanos diferentes. generalizou-o por causa de outros negros que contribuíram para a construção desse preconceito. Fonte: MONTEIRO. os estereótipos permitem-nos simplificar a realidade social. possibilitam-nos uma maior adaptação ao meio que nos envolve – função sociocognitiva. O polícia matou o negro porque muitos deles são criminosos e violentos e. Ser Humano. Perante a cultura. Porto Editora. Ano letivo 2013 / 14 Página 8 . Categorizou-o. Psicologia B. constatar-se-á que. Mas porque razão ou razões existem os estereótipos. P. bem como os sentimentos de protecção em relação aos indivíduos com quem nos identificamos e de hostilidade em relação aos indivíduos diferentes de nós. porque pensava que a branca tinha feito uma condução perigosa. Porém. de ignorantes. Assim. de preguiçosos. em detrimento dos restantes.procuravam culpar-se mutuamente porque acreditavam que o outro conservava características negativas. No filme a mulher asiática culpou a mulher branca de causar o acidente. o branco pensou tratar-se de mais um. distinguindo-o de todos os outros (exogrupo). de acordo com a sua visão os brancos pensam que o mundo é todo deles e não respeitam nada nem ninguém. muito provavelmente. como tal. estes visam a protecção e a coesão do grupo. Manuela Matos. (2007). Deste modo. características típicas de criminosos. através deles reconhecemo-nos num determinado grupo (endogrupo). Relativamente aos preconceitos existe também uma função socioafectiva que explica a sua existência. e as formas de cada um pensar em particular existem diferentes formas de discriminação e diferentes grupos vítimas de discriminação. “Paga o justo pelo pecador”. Somos o que somos porque pertencemos a um conjunto específico de elementos. Além disso. fazendo com que o acto discriminatório deixe de existir.