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UNIVERSIDADE CATÓLICA DOM BOSCO

TEORIA GERAL DO PROCESSO

ACADEMICO: THÉO TAVARES DE MELO E MIRANDA
RA: 069866

(alterado pelo art. Anaurilândia. 13. Angélica. de 15. ao juízo em que se iniciou a demanda. Inocência. Sete Quedas. Costa Rica. De acordo com o artigo 13 da LEI N.268. Bataguassu. de Segundo Grau.comarcas de segunda entrância: Amambai.511. São Gabriel do Oeste.2006. revogando os irregulares ou inoportunos e anulando os ilegais. Jardim. Ponta Porã. II . Ribas do Rio Pardo. de 21. densidade demográfica. 4º da Lei n. Aquidauana.) III . Aparecida do Taboado. 1. Por princípio. Nova Alvorada do Sul. 4º da Lei n. Itaquiraí. Ivinhema.1) Discorrer sobre a composição do poder judiciário de Mato Grosso do Sul: número de comarcas. Bonito. Brasilândia. Caarapó. as demandas judiciais são sujeitas a dois graus de jurisdição: a Primeira Instância refere-se. respeitados os direitos adquiridos e indenizados os prejudicados se for o caso.215.comarcas de primeira entrância: Água Clara. Bataiporã. extensão territorial e outros fatores sócio-econômicos de relevância. As comarcas são classificadas. Miranda. Existem os juízos de Primeiro Grau. de grau inferior.2006 – DOMS.)” Quando se fala em Grau de Jurisdição ou Instância indica-se a hierarquia judiciária de um órgão. rendas públicas. de 16. Porto Murtinho. Naviraí. (Alterado pelo art. Rio Verde de Mato Grosso. . Entretanto. A autotutela é o poder da administração de corrigir os seus atos. Sidrolândia e Três Lagoas. Rio Negro.5. Deodápolis. Glória de Dourados. Nioaque. 3. de grau superior etc. em regra. DE 5 DE JULHO DE 1994: “Art. Maracaju. ou onde foi proposta a ação. em: I .comarca de entrância especial: Campo Grande e Dourados.9.2006. meios de transporte. Camapuã. 2) Definir Tutela Jurisdicional e diferencia-la da Autotutela de direitos.2006 – DOMS.6. Iguatemi. Rio Brilhante. Mundo Novo. entrâncias. Anastácio. graus de jurisdição. Fátima do Sul. Chapadão do Sul. Cassilândia. Corumbá. Bandeirantes. de 22. Eldorado. Coxim. Paranaíba.5. a Segunda é aquela à qual se recorre quando se pretende modificar decisão ou sentença final. Pedro Gomes. 3. Sonora e Terenos. Dois Irmãos do Buriti. de acordo com o movimento forense. Nova Andradina. Itaporã. Bela Vista. situação geográfica. ressalte-se que é na Primeira que se processará todo o feito até a decisão final e a execução de sentença que ali for proferida.

• TUTELA JURISDICIONAL CAUTELAR – Se limita a assegurar a efetividade de um outro tipo de tutela jurisdicional. 5 º. 75 do Código Civil. Muitas vezes esta declaração se adiciona a outro elemento (condenatório ou constitutivo). "é uma decorrência do princípio da legalidade: se a Administração Pública está sujeita à lei. no entanto. É a realização prática de um comando contido em uma sentença condenatória (ou em ato jurídico a esta equiparado. evidentemente. O direito à tutela jurisdicional. deve ser entendido como o direito à tutela jurisdicional adequada. Há casos em que a efetividade da tutela jurisdicional – cognitiva ou executiva – fica ameaçada." A tutela jurisdicional é uma modalidade de tutela jurídica (é uma das formas pelas quais o Estado assegura proteção a quem seja titular de um direito subjetivo ou de outra posição jurídica de vantagem). mas sim assegura a efetividade da tutela satisfativa (de conhecimento ou de execução). Para evitar dano irreparável ou de difícil reparação. só presta tutela jurisdicional quando esta é adequada para proteger direito material lesado ou ameaçado. Pela de nº 346: 'a administração pública pode declarar a nulidade dos seus próprios atos'. CLASSIFICAÇÃO DA TUTELA JURISDICIONAL: QUANTO À PRETENSÃO DO DEMANDANTE: • TUTELA JURISDICIONAL COGNITIVA – Se caracteriza pela afirmação (declaração) da existência ou inexistência de um direito. surge esta terceira espécie de tutela jurisdicional. cabe-lhe.Autotutela. portanto. XXXV). São exemplos a tutela executiva . • TUTELA JURISDICIONAL EXECUTIVA – Se caracteriza pela satisfação de um crédito. a apreciação judicial'. alcançando-se com ela o acolhimento e a satisfação das pretensões legítimas levadas a juízo. que é corolário do princípio constitucional de inafastabilidade do controle jurisdicional (CRFB. e pela de nº 473 'a administração pode anular os seus próprios atos. art. quando eivados de vícios que os tornem ilegais. respeitados os direitos adquiridos. em todos os casos. QUANTO À INTENSIDADE • TUTELA JURISDICIONAL PLENA – É capaz de assegurar a mais ampla intensidade possível. que não satisfaz o direito material. Esse poder da Administração está consagrado em duas súmulas do Supremo Tribunal Federal. os chamados títulos executivos extrajudiciais). Só tem direito à tutela jurisdicional aquele que seja titular de uma posição jurídica de vantagem. e ressalvada. no dizer de Maria Sylvia Zanella di Pietro. ou revogá-los. o controle da legalidade. porque deles não se originam direitos. O Estado. e se encontra no art. por motivo de conveniência ou oportunidade.

estes procedimentos são dois: ordinário e sumário. que se limita a assegurar meios para garantir a efetividade das tutelas de conhecimento e de execução. No processo de conhecimento. e presente no nosso ordenamento jurídico em normas espaçadas. aplicável. Um exemplo é a tutela cognitiva de cunho condenatório. Outro exemplo é a tutela cautelar. a todos os processos. o despejo liminar e o aluguel provisório. em que se faz necessária a posterior tutela jurisdicional executiva. QUANTO AO MEIO DE PRESTAÇÃO DA TUTELA JURISDICIONAL: • TUTELA JURISDICIONAL COMUM – É prestada através dos meios tradicionalmente postos à disposição do jurisdicionado. em princípio. então. TUTELA JURISDICIONAL ANTECIPADA Trata-se de um instituto conhecido na doutrina há bastante tempo. o procedimento monitório e o mandado de segurança. prestada com base em juízo de probabilidade. Criou-se. A forma tradicional de prestação da tutela jurisdicional é através dos procedimentos comuns. O procedimento ordinário é quase onipresente no nosso sistema de direito positivo. QUANTO À SATISFATIVIDADE: • TUTELA JURISDICIONAL SATISFATIVA – Permite a atuação prática do direito material. o conceito de tutela jurisdicional diferenciada. Trata-se de um fenômeno próprio do processo de conhecimento. É necessário que o Estado preste depois outro tipo de tutela que a complemente. Com a reforma do CPC foi alterada a redação do art. tais como as que prevêem a reintegração liminar na posse. São exemplos as tutelas jurisdicionais de conhecimento e de execução. ordinário ou sumário. no processo de conhecimento.(satisfação de um crédito) e a tutela de conhecimento constitutiva (em que se cria. • TUTELA JURISDICIONAL LIMITADA – Esta não é suficiente para garantir a plena satisfação do direito material. • TUTELA JURISDICIONAL NÃO SATISFATIVA – É a tutela cautelar. tal como no caso do divórcio). A tutela antecipada é uma forma de tutela jurisdicional satisfativa (nãocautelar). uma vez que suas disposições são aplicáveis . que é a prestação da tutela jurisdicional por meios diversos dos tradicionais. como a que se presta através dos procedimentos comum. modifica ou extingue uma relação jurídica. 273 para criar uma norma genérica. São exemplos a tutela antecipada. • TUTELA JURISDICIONAL DIFERENCIADA – Em certos momentos os meios tradicionais de prestação da tutela jurisdicional se mostram inadequados. que se limita a assegurar a efetividade de um outro tipo de tutela jurisdicional.

Tal procedimento é longo. a tutela antecipada não garante o máximo de atendimento à pretensão manifestada pelo autor. § 5 º). havendo necessidade. 84 do Código de Proteção e Defesa do Consumidor. somente) de declaração da existência de um direito. parágrafo único. Ela só poderá ser prestada nos casos em que se faça estritamente necessária (nos casos em que esta for a única forma de prestação da tutela jurisdicional adequada à tutela do direito substancial). para se tutelar adequadamente o direito material. por não permitir a concessão de tutela satisfativa. de se prestar uma tutela jurisdicional satisfativa mais rápida. porque não permite o integral atendimento da pretensão manifestada pelo autor. e também uma situação capaz de gerar fundadoreceio de dano grave. com base em juízo de probabilidade. para que se possa formar o juízo de certeza necessário à declaração de existência (ou de inexistência) do direito material cuja tutela se pretende (CPC. 273. Ela é também uma espécie de tutela jurisdicional limitada. A tutela antecipada exige alguns requisitos para a sua concessão. em que se obtém tutela satisfativa com celeridade: a tutela antecipada. podendo ser revogada ou modificada a qualquer tempo (CPC. há situações em que não se pode esperar o tempo necessário à formação do juízo de certeza. art. 272. então. embora satisfativa. §4º). Criou-se.subsidiariamente a todos os demais procedimentos do processo de conhecimento (de acordo com o art. A tutela antecipada permite a produção dos efeitos (ou. de alguns deles) da sentença de procedência do pedido do autor desde o início do processo (ou desde o momento em que o juiz tenha se convencido da probabilidade de existência do direito afirmado pelo demandante). Trata-se de uma forma de tutela sumária. art. I e II). ou que tenha ocorrido abuso de direito de defesa por parte do demandado (CPC. Tem que estar presentes aprobabilidade de existência do direito alegado. O processo de conhecimento deverá prosseguir até o julgamento final. 273. A tutela antecipada é uma tutela jurisdicional diferenciada (excepcional). do CPC). TUTELA JURISDICIONAL ESPECÍFICA DAS OBRIGAÇÕES DE FAZER E DE NÃO FAZER Encontra-se regulada no art. . A tutela antecipada é provisória. art. 461 do CPC e no art. e neste a pretensão é também (e às vezes. 273. em que o juiz presta uma tutela jurisdicional satisfativa. Assim. uma vez que o juiz deve proferir julgamentos baseados em juízo de certeza. de difícil ou impossível reparação. uma forma diferenciada de prestação da tutela jurisdicional. ao menos. no bojo do processo de conhecimento. O processo cautelar não seria uma opção para estes casos. Tal declaração não pode ser antecipada. Ela é concedida no bojo do processo de conhecimento. No entanto. pois exige juízo de certeza.

Este dogma vem sendo atenuado pelo direito positivo moderno. . o juiz poderá conceder provimento diverso do pleiteado pelo autor. Restando inadimplente o devedor.A tutela jurisdicional específica das obrigações de fazer e de não fazer rompe com um dogma do Direito Civil. • Uma demanda é proposta em face de uma boate por um vizinho incomodado pelo alto volume da música. segundo o qual o juiz deverá prestar a tutela jurisdicional específica da obrigação. ou da inércia da jurisdição). para que este pinte um muro. o juiz. entende-se que a conversão em perdas e danos deixa de ser a regra para estes casos. o juiz poderá até mesmo determinar o fechamento da casa noturna. Caso esta não cumpra a determinação. no caso das obrigações de fazer e de não fazer. Isto encontra-se regulado no art. Caso ele não o faça. que permite ao juiz praticar (ou determinar a prática) de atos capazes de assegurar a tutela específica da obrigação ou um resultado equivalente. O juíz deverá condenar a boate a reduzir o volume da música. extra ou citra petita. alcançando assim resultado equivalente (assegurando o sossego do vizinho). podendo o juiz determinar as medidas que se fizerem necessárias ao atingimento do resultado específico ou equivalente. Em matéria de obrigações de fazer e de não fazer. 461. Tal regra fazia com que se tornasse freqüente a afirmação de que o inadimplemento do devedor de prestação de fazer ou de não fazer deveria ser resolvido através de conversão em perdas e danos. ainda. o juiz deverá condenar o réu a pintar o muro. valendose das chamadas medidas de apoio. 461 do CPC. Deverá. deverá o juiz condenar o credor inadimplente a cumprir sua obrigação (e não condená-lo a indenizar o credor por perdas e danos). e havendo demanda ajuizada por Caio. Por esta regra (corolário do princípio da demanda. o juiz deverá determinar que um terceiro realize a prestação à custa do devedor. Note que a enumeração contida no referido §5º é meramente exemplificativa. um antigo dogma do Direito Civil impedia a tutela jurisdicional efetiva: o de que ninguém pode ser coagido a prestar um fato (nemo ad factum praecise cogi potest). Portanto. tornar possível a obtenção do resultado prático equivalente ao que se teria se a obrigação fosse cumprida pelo devedor. assegurando os meios necessários à obtenção do resultado prático correspondente. do CPC. Exemplos: • Caio contrata os serviços de Tício. o juiz fica proibido de proferir sentença ultra. ou princípio da congruência entre sentença e demanda. §5º. A tutela jurisdicional específica das obrigações de fazer e de não fazer rompe também com dogmas do Direito Processual: atenua-se a regra da adstrição da sentença. A atenuação do princípio da adstrição da sentença está disposto no art. desde que este assegure o resultado prático equivalente ao pretendido (como no exemplo do fechamento da boate). No estágio atual. No entanto. caracterizando-se como uma exceção.

Também é atenuada a regra que determina o tratamento legal dispensado à tutela jurisdicional específica das obrigações de fazer e de não fazer do art. regido por outro princípio (inércia processual). órgão incumbido de oferecer a jurisdição. depende da provocação do titular da ação. o juiz deverá condenar o réu a pintá-lo. O processo acusatório: é o sistema processual penal de partes. perde sua imparcialidade. é. o art. declarando ainda que não sendo cumprida a obrigação num determinado prazo. Trata-se de regra específica de indência da tutela jurisdicional antecipada. em que o juiz. ou no caso do credor preferir perdas e danos. Características do processo inquisitório: é secreto. Além disso. para movimentar-se no sentido de dirimir os conflitos intersubjetivos. Esse seria o denominado processo inquisitivo. Pode ainda o juiz tutelar o demandante antecipadamente (art. será escolhido um terceiro que cumpra a obrigação às expensas do demandado. cumpre e acaba seu ofício jurisdicional. do contraditório e da publicidade. segundo a qual o juiz. via de regra. Assim. No sistema atual. §3º. a conversão em perdas e danos é excepcional. §3º do Código de Proteção e Defesa do Consumidor. Ao lado desses dois sistemas existe o processo penal misto. como no exemplo da pintura do muro. com garantias da imparcialidade do juiz. ou princípio da iniciativa das partes. em que o acusador e acusado se encontram em pé de igualdade. ele poderá condenar o réu ao cumprimento da obrigação e. 461. 461 do CPC estabelece que o juiz deve determinar de ofício ou a requerimento do demandante.Citar e explicar 10 princípios gerais do processo civil. e que deverá incidir no caso de atraso no cumprimento da prestação específica. portanto. só ocorrendo se a tutela específica for impossível (como nas obrigações de fazer de prestação naturalmente infungível – as chamadas obrigações personalíssimas). declarando ainda que meios serão utilizados para assegurar o resultado prático equivalente. não sendo cumprida por ele a sentença. No entanto. 273 do CPC. indica que o Poder Judiciário. instrumento processual destinado à defesa do direito substancial litigioso. 3) . ainda. ou princípio da demanda. um processo de ação. uma multa diária a ser paga pelo devedor em benefício do credor. colocando-se em posição propensa a julgar favoravelmente a ela. Princípio da ação (processo inquisitivo e acusatório): Princípio da ação. poderá impor então as medidas de apoio que se fizerem necessárias (após a prolação da sentença). 84. não-contraditório e escrito. que prevê a tutela específica antecipada das obrigações de fazer e de não fazer. O legislador repetiu aqui o comando do art. O juiz deverá condenar o réu a prestar a obrigação de forma específica. em que há somente . A experiência tem demonstrado que o juiz que instaura o processo por iniciativa própria acaba ligado psicologicamente à pretensão. 463 do CPC. sendo que essa forma de tutela seria impossível de qualquer modo por força do disposto no art. ao proferir a sentença. do CPC).

Conseqüências: nos crimes de ação penal pública a Aut. A fase prévia representada pelo inquérito policial constitui procedimento administrativo. Esse poder de dispor das partes é quase que absoluto no processo civil. O inverso acontece no direito penal. 98. Existem exceções à regra da inércia dos órgãos jurisdicionais: CLT . por prevalecer o interesse público sobre o privado. pois. 383 e 384: em que a qualificação jurídica dada aos fatos é juízo de valor que pertence preponderantemente ao órgão jurisdicional. 459 e 460). da maneira que melhor lhes aprouver e renunciar a ela ou a certas situações processuais. para a restauração da ordem jurídica violada. quer na esfera civil (CPC. Por isso. mercê da natureza do direito material que se visa fazer atuar. habeas corpus de ofício.algumas etapas secretas e não-contraditórias. 28 e 30). art.execução trabalhista. O Brasil. não é o pedido de condenação por uma determinada infração penal. adota o sistema acusatório. o fato de não ser contraditório não contraria a exigência constitucional do processo acusatório. 162). Lei de Falências. Pol. I. 2º. As limitações a esse poder ocorre quando o próprio direito material é de natureza indisponível. O que vincula o juiz. sem exercício da jurisdição. Como decorrência do princípio da ação. O crime é sempre considerado uma lesão irreparável ao interesse público e a pena é realmente reclamada. No processo penal. As duas primeiras são secretas e não-contraditórias. sem litigantes e mesmo acusado. O princípio da ação é. Exceções: infrações penais de menor potencial ofensivo (art. Em direito processual tal poder é configurado pela disponibilidade de apresentar ou não sua pretensão em juízo. . art. 878. quer na esfera penal (CPP. Ex. art. delimitando o seu poder de decisão. a instrução preparatória e o julgamento. é sempre obrigada a proceder as investigações preliminares (CPP. Trata-se do princípio da disponibilidade processual. prevê um procedimento desenvolvido em três fases: a investigação preliminar perante a polícia judiciária. art. mas a determinação do fato submetido à sua indagação. o fenômeno é semelhante (os casos dos arts.: O CPP francês. 24. o juiz – que não pode instaurar o processo – não pode. por conseguinte. 128 e 262). tomar providências que superem os limites do pedido (CPC. 5º) e o órgão do MP deve . adotado. Princípios da disponibilidade e da indisponibilidade: Denomina-se poder dispositivo a liberdade que as pessoas têm de exercer ou não seus direitos. da CF). art. art. em prevalece o princípio da indisponibilidade (ou da obrigatoriedade). não se caracteriza julgamento extra ou ultra petita e sim libre dicção do direito).

em benefício. tal critério não poderia ser seguido nos casos em que o interesse público limitasse ou excluísse a autonomia privada. do princípio da ação.necessariamente deduzir a pretensão punitiva. Pol. no processo cível. se confiava exclusivamente no interesse das partes para o descobrimento da verdade. . Entrementes. Arquivamento: risco de mitigação do princípio da obrigatoriedade. No campo penal sempre predominou o sistema da livre investigação de provas. e verificada a sua finalidade preponderante sócio-política. Ação Penal privada. reprimir-lhes eventuais condutas irregulares etc. Mesmo quando. porém.Outra decorrência da indisponibilidade do processo penal é a regra pela qual os órgãos da persecução criminal devem ser estatais. os poderes instrutórios foram aumentando. Princípio da livre investigação e apreciação das provas: O princípio dispositivo – consiste na regra de que o juiz depende da iniciativa das partes quanto a instauração da causa e às provas.Outras limitações: Ação penal privada e ação penal pública condicionada. Pode. não é mais possível manter o juiz como mero espectador da batalha judicial. contudo. passando de espectador inerte à posição ativa. . A doutrina não discrepa do entendimento de que o mais sólido fundamento do princípio dispositivo parece ser a necessidade de salvaguardar a imparcialidade do juiz. conhecer de ofício de circunstâncias que até então dependiam de alegações da partes. Assim. enquanto no processo civil em princípio o juiz pode satisfazer-se com a verdade formal. Isso porque. Em regra. o juiz deve deixar às partes o ônus de provar o que alegam. pedir a absolvição do réu. mas também determinar provas. .Outras conseqüências do princípio da indisponibilidade: a Aut.079/50). como fundamento da sentença. a função jurisdicional evidencia-se como um poder-dever do Estado. O MP não pode desistir da ação e dos recursos interpostos. . em face da concepção publicista do processo. Exceções: Ação Penal Popular nos crimes de responsabilidade praticados pelo Procurador-Geral da República e por Ministros do Supremo Tribunal Federal (lei 1. não pode deixar de prosseguir das investigações instauradas ou arquivar o inquérito. A cada um dos sujeitos envolvidos no conflito sub judice é que deve caber o primeiro e mais relevante juízo de valor sobre a conveniência ou inconveniência de demonstrar a veracidade dos fatos alegados. em torno do qual se reúnem os interesses dos particulares e os do próprio Estado. dialogar com elas. assim como às alegações em que se fundamentará a decisão. no processo penal o juiz deve averiguar o descobrimento da verdade real. paulatinamente. Afirmada a autonomia do direito processual em relação ao direito material e enquadrado como ramo do direito público. cabendo-lhe não só impulsionar o andamento das causa.

em virtude do ordenamento jurídico que tutela os bens sociais públicos. Princípio da oralidade: Trata-se de princípio indissoluvelmente procedimento. Em tendo a função penal índole eminentemente pública. oficiais portanto. isto é. sem dúvida.Identidade Física do Juiz: Para que o julgamento não seja feito por um juiz que não acompanhou os fatos nem coligiu as provas. quando cuidarmos desse tema. transferido ou promovido. previsto no art. tornaremos ao assunto. continuava vinculado ao processo. no CPC anterior (art. 120). torna-se titular de um poder (poder-dever) de reprimir o transgressor da norma penal. mas apenas ajudava as . Ex. onde a prova representava uma invocação a Deus. Situa-se entre o sistema da prova legal e do julgamento secundum conscientiam.209/84. da prova legal é dado pelo antigo processo germânico. a pretensão punitiva do Estado deve ser feita por um órgão público que deve iniciar o processo de ofício. compete ao juiz mover o procedimento de fase em fase. No primeiro (prova legal) atribui aos elementos probatórios valor inalterável e prefixado. Nisto consiste o princípio da oficialidade. quando o juiz reconhecia a periculosidade real do réu. O segundo significa o oposto: o juiz pode decidir com base na prova. de princípio ligado intimamente ao procedimento (roupagem formal do processo). indicando que o juiz deve formar livremente sua convicção. Desse princípio decorrem duas regras importantes: a 1ª é a da "autoridade" . Exceções: Ação penal popular. promoção ou aposentadoria do juiz. até exaurir a função jurisdicional. os órgãos incumbidos da persecutio criminis são órgãos do Estado. Princípio do impulso processual: Uma vez instaurada a relação processual. nas investigações preliminares do fato e respectiva autoria e o Ministério Público na instauração da ação penal. Trata-se. 132 do CPC[1]. o princípio não é adotado. essa figura da medida de segurança real foi revogada pela Lei 7. que o juiz aplica mecanicamente. Contudo. ação penal privada e condicionada. Tal princípio. O juiz não julgava. ligado ao Princípio da Livre Convicção (persuasão racional): Este princípio regula a apreciação e a avaliação da provas produzidas pelas partes. mesmo aposentado. o processo deve ter um mesmo juiz desde seu início até final decisão.os órgãos incumbidos das investigações e da ação devem ser uma autoridade (autoridade policial e o Ministério Público). mas também sem provas e até mesmo contra elas. de modo que este. nessa sede iremos abordá-lo mais profundamente. Havia uma exceção no art. Este princípio era de tal modo absoluto que. a 2ª é a iniciativa de ofício dessas autoridades. No processo Penal. 77 do CP. diretor do processo. A Aut. é atenuado pela possibilidade de transferência. Pol. Princípio da Oficialidade: A repressão ao crime e ao criminoso constitui uma necessidade essencial e função precípua do Estado.

art. agindo deslealmente e empregando artifícios fraudulentos. advogados e membros do Ministério Público) denomina-se princípio da lealdade processual. CPC. art. Já o princípio secundum conscientiam é notado. Só por isso as leis processuais comumente asseguravam a necessidade de motivação. mas também para a pacificação geral na sociedade e para a atuação do direito. 131. O princípio que impõe esses deveres de moralidade e probidade a todos aqueles que participam do processo (partes. em sendo eminentemente dialético. boa-fé. O desrespeito ao dever de lealdade processual constitui-se em ilícito processual (nele compreendendo o dolo e a fraude processual). Partes e advogados e serventuários. foi sendo salientada a função política da motivação das decisões judiciais. O povo é o juiz dos juízes. ou da persuasão racional que se consolidou sobretudo nos primados da Revolução Francesa. 381. art. Já vimos que a finalidade suprema do processo é a eliminação dos conflitos existentes entre as partes.partes a obter a decisão divina. CPP. por sua índole. juízes e auxiliares da justiça. embora com certa atenuação. Princípio da lealdade processual: O processo. A partir do Sec. sofre temperamento pelo próprio sistema que exige a motivação do ato judicial (CF. possibilitando a estas respostas às suas pretensões. ao qual correspondem sanções processuais. começou a delinear-se o sistema intermediário do livre convencimento do juiz. O CPC tem marcante preocupação na preservação do comportamento ético dos sujeitos do processo.. Mais modernamente. A presença do público nas audiências e a possibilidade do exame dos autos por qualquer pessoa representam o mais seguro instrumento de fiscalização popular sobre a obra dos magistrados. mas quaisquer do povo. IX. porém. É uma garantia das partes. contudo. com vista à possibilidade de sua impugnação para efeito de reforma. com a finalidade de aferir-se em concreto a imparcialidade do juiz e a legalidade e justiça das decisões.). Essa liberdade de convicção. é reprovável que as partes dele se sirvam faltando ao dever de honestidade. promotores públicos e advogados. III. pelos Tribunais do Júri. Princípio da publicidade: Este princípio constitui uma preciosa garantia do indivíduo no tocante ao exercício da jurisdição. Princípio da motivação das decisões: Complementando o princípio do livre convencimento do juiz. cujos destinatários não são apenas as partes e o juiz competente para julgar eventual recurso. II etc. 165 e 458. membros do Ministério Público e o próprio juiz estão sujeitos a sanções pela infração de preceitos . XVI. por isso que se exige de seus usuários e atores a dignidade que corresponda aos seus fins. 93. surge a necessidade da motivação das decisões judiciárias. Publicidade popular e restrita.

das causas já julgadas pelo juiz de primeiro grau (ou de primeira instância). por ser uma ciência relativamente nova. não se pode perder de vista que a perspectiva instrumentalista (instrumento é meio. por parte dos órgãos da jurisdição superior. e todo meio só é tal e se legitima. que corresponde à denominada jurisdição inferior. Princípios da economia e da instrumentalidade das formas: O princípio da economia significa a obtenção do máximo resultado na atuação do direito com o mínimo possível de dispêndio. salvo se for transferido. art. 250. Por outro lado. de aplicação geral nos processos civil e penal). concluirá a instrução. O processo civil.Discorrer sobre o direito de ação em sentido estrito e direito de ação em sentido amplo. garantindo. Princípio do duplo grau de jurisdição: Esse princípio prevê a possibilidade de revisão. 195. art. mandando repetir. de competência originária do STF Notas: [1] Art. as provas já produzidas” 4) . em função dos fins a que se destina) do processo é por definição teleológica e o método teleológico conduz invariavelmente à visão do processo como instrumento predisposto à realização dos objetivos eleitos. litisconsórcio etc. 15. por via de recurso. A recebê-los. Exceções ao princípio: hipóteses Recurso Voluntário e de oficio. Adotado pela generalidade dos sistemas processuais contemporâneos. um novo julgamento. 105). possui expressões equívocas (com mais de um sentido). É o que ocorre com o termo “ação”. ação declaratória incidente. assim. ou de segundo grau. 14. 144. por isso a necessidade de se permitir a sua reforma em grau de recurso. 31. se entender necessário. julgando a lide. 153. 197. 600 e 601). casos em que passará os autos aso seu sucessor. promovido ou aposentado. 133. Importante corolário da economia processual é o princípio do aproveitamento dos atos processuais (CPC. 18. que a lei define minuciosamente (arts. 147. A aplicação típica desse princípio encontra-se em institutos como a reunião de processos por conexão ou continência (CPC. Corrente doutrinária opositora (minoria). O referido princípio funda-se na possibilidade de a decisão de primeiro grau ser injusta ou errada. o sucessor prosseguirá na audiência. 132: “O juiz. É a conjugação do binômio: custo-benefício. 17. 193. que iniciar a audiência.éticos e deontológicos. reconvenção. titular ou substituto. “Ação” pode ter dois significados: .

em campos opostos. obtendo-se qualquer resultado (confunde-se com o acesso à Justiça) Ambas as Teorias são radicais. b) Ação em sentido estrito (ação em nível processual:) Existem três grandes grupos de teorias que procuram explicar o que é ação em sentido estrito: Teoria Concretista da ação: Trata-se de uma Teoria que condicionava a existência do direito de ação à própria existência do direito nela discutido. para todo e qualquer resultado (procedência. Este direito não depende do preenchimento de nenhuma condição – trata-se de um direito incondicionado. não haveria tido exercício do direito de ação em sentido estrito. Assim. havia ação sempre. Segundo a Teoria Abstratista pura. Teoria Abstratista Pura: Esta Teoria surgiu para se opor à Teoria Concretista. só existia ação quando o autor tinha razão. O termo concretista se refere à existência em concreto do direito alegado pelo autor (ação condicionada à concreta existência do direito). quando ao final a sentença fosse de procedência. Esta Teoria não conseguia separar muito bem a ideia de ação e o direito que nela se alega (ambos se confundiam).a) Ação em sentido amplo (ação em nível constitucional) É o direito de ter acesso ao Poder Judiciário e obter dele uma resposta a todos os requerimentos a ele dirigidos. além das 3 conhecidas condições da ação. Com a evolução dos estudos do processo civil. Ou seja. surgiu uma nova teoria: Teoria Abstratista Eclética: . improcedência. segundo esta Teoria. Nenhuma das duas foi acolhida no Brasil. havia também a condição de que o direito alegado realmente existisse. Sendo a sentença de improcedência. extinção). A grande crítica é que. fosse reconhecido. para o concretista. a ação em sentido estrito e em sentido amplo acabam por ter exatamente o mesmo significado (ação como um direito incondicionado) – ação passa a representar o direito de movimentar a máquina judiciária.

Assim. No processo de conhecimento. Segundo esta teoria. deve haver um processo. pela primeira vez. Para que haja uma resposta de mérito. . de algo não radical ou extremista. a pretensão apresentada pelo autor na petição inicial. a extinção do processo sem julgamento de mérito é aquela na qual o pedido não é analisado. que a Teoria concretista é muito mais restritiva. podendo-se somente falar em extinção do processo sem julgamento do mérito). percebe-se que ela realmente não é tão restritivista quanto a Teoria Concretista. há também resposta de mérito. Na extinção do processo sem julgamento do mérito não há direito de ação. A Teoria Eclética se insere nas Teorias Abstratistas. sequer houve ação (é incorreto falar em extinção da ação sem julgamento do mérito.Esta Teoria foi defendida. pois segundo esta só há ação se houver sentença de mérito (enquanto a Teoria Eclética se contenta com qualquer sentença de mérito – procedente ou improcedente). pois o juiz responde negativamente ao pedido do autor. em sentido estrito. Percebe-se. examinada por um grande jurista italiano (Liebman). deve haver a manifestação do judiciário. nem tão ampliativa quanto a Abstratista pura. seja ela de mérito ou não. Na procedência o juiz julga o pedido. Na sentença de improcedência. Mérito não se confunde com julgamento de mérito (atenção) Mérito é o pedido. Portanto. ou seja. havendo sentença de extinção sem julgamento do mérito. pois é ele quem formula o pedido. tendo sido adotada pelo Brasil. existem duas respostas de mérito fundamentais. o termo “mérito”. Essa definição utiliza. estudada. que se contenta com toda e qualquer resposta. sem a existência de um processo? NÃO. respondendo afirmativamente à pretensão do autor. ou seja. então. pois ela distingue a existência da ação da existência do direito (não se refere ao direito concreto – teoria concretista) O termo “eclética” traduz a ideia de algo intermediário. É possível haver ação. Percebe-se que quem delimita o mérito de um processo é o autor. pois o mérito (pedido) não chega a ser analisado. Ao comparar esta teoria com as duas primeiras. Também difere da Teoria Abstratista Pura. o direito de ação aparece como o direito a uma resposta de mérito.

mas existe processo sem ação em sentido estrito (sempre que o juiz extinguir o processo sem julgamento do mérito. Com a apresentação desta Teoria. os opositores de Liebman apresentaram uma crítica: Como ficariam os processos de execução. ou seja. ao verificar a falta de uma das condições da ação). Na execução não se pede uma . Na falta de alguma das condições da ação. Assim. ele é um direito condicionado (devem estar preenchidas as condições da ação). diga qual das partes tem razão. existem três tipos fundamentais de processo: conhecimento. O processo de conhecimento lida com uma crise de incerteza. o mérito consiste no juiz dizer o direito. Ação em sentido amplo. o processo de conhecimento parte de uma incerteza sobre quem tem o direito alegado (se é o autor ou se é o réu). Este é o aspecto que diferencia o conceito de ação em sentido estrito de ação em sentido amplo (incondicionado). O processo de conhecimento possui como finalidade que o juiz. enquanto que o processo de execução lida com uma crise de inadimplemento. há mérito (pedido)? SIM. ao final. O processo de execução é diferente. sendo necessário concretizar o direito. O pedido é que o juiz tome providências para realizar concretamente o seu direito. de satisfação (através da prática de atos concretos materiais efetivos pelo juiz).Não existe ação sem processo. uma vez que o réu é inadimplente. não há direito de ação. Percebe-se que os atos do juiz são bastante diversos nestas duas espécies de processo. No processo de conhecimento. no processo de conhecimento. acesso à Justiça. no processo de execução. Liebman afirma que o direito de ação é o direito a uma resposta de mérito. o autor é carecedor da ação. execução e cautelar. Na execução. não mais se pede que o juiz diga o direito (já se sabe quem tem o direito). No processo de conhecimento. Ou seja. ou seja. vem por meio de uma sentença. o ato culminante do processo de conhecimento é a sentença (na qual o juiz reconhece quem tem ação) A resposta de mérito. Aqui já há um grau de certeza de quem tem o direito. Por outro lado. nos quais não há resposta de mérito? Eles não seriam ação? No Brasil. está sempre presente. O juiz não toma nenhuma atitude efetiva para a concretização do direito. Sendo direito de ação o direito a uma resposta de mérito. a resposta de mérito se dá por meio de uma sentença de procedência ou de improcedência.

2008. Dessa forma. é a prática concreta de atos satisfativos (Ex: penhora de bens. Teoria Geral do Processo. Luiz Guilherme. para Liebman. MARINONI.sentença. avaliação. Cândido Rangel . 24a edição. Assim. São Paulo: Editora Malheiros Editores. Liebman. A resposta de mérito dada pelo juiz. Trata-se do direito a uma resposta de mérito. Teoria Geral do Processo. GRINOVER. A resposta de mérito virá sob a forma de sentença nos processos de conhecimento.). em face das críticas apresentadas. Ada Pellegrini e DINAMARCO. etc. que é conceito mais amplo e mais abrangente do que o de sentença. em um processo de execução. pagamento dos valores devidos ao credor. São Paulo: Editora RT. venda desses bens em hasta pública. mas virá de forma diversa nos processos de execução. Antonio Carlos de Araújo. resposta de mérito abrange as sentenças de procedência e improcedência (nos processos de conhecimento). Bibliografia: CINTRA. esclareceu que o direito de ação não é o direito a uma sentença de mérito (e por isso não se limita aos processos de conhecimento). 2006 . bem como a prática de atos satisfativos (que é a resposta que se aguarda no processo de execução). vol 1.