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Regimento Interno do Tribunal de Justiça de Minas Gerais

Ao TJ cabe tratamento de “egrério”, sendo privativo de seus membros o título de desembargador, aos quais é devido o tratamento de “excelência”. Constituição, Organização, e Funcionamento dos Órgãos 1. Constituição O Presidente, Vices e o Corregedor serão eleitos em SESSÃO ESPECIAL do TRIBUNAL PLENO, realizada na 2ª quinzena do mês 4 dos anos pares, tendo duração os mandatos de dois anos, com início na entrada em exercício, que será no 1º dia útil do mês de julho. Se em qualquer dos casos ocorrer a vacância antes do término do mandato, será eleito desembargador para completar o período restante, dentro de 10 dias da ocorrência da vaga. Todos os cargos acima, incluindo o Vice Corregedor , tomarão posse em SESSÃO SOLENE do Tribunal Pleno. Em livro especial serão lavrados termo de posse e exercício, lido pelo secretário e assinado pelo Presidente da Sessão e pelos empossados. O desembargador tomará posse em SESSÃO SOLENE do órgão especial, ou, se preferir, em sessão solene do Tribunal Pleno ou no gabinete do Presidente do TJ, podendo ser feito por mandatário, caso esteja impossibilitado ou enfermo para tal. Na posse de desembargador não haverá discursos. 2. Organização e Funcionamento O TJ organiza-se e funciona pelos seguintes órgãos: a) Tribunal Pleno, presidido pelo seu Presidente; b) Órgão Especial, com um total de 25 desembargadores, sendo 13 os mais antigos e 12 eleitos; c) Corregedoria-Geral de Justiça; d) câmaras de uniformização de jurisprudência cível e criminal, presididas pelo desembargador mais antigo entre seus componentes, e integradas: I – a Primeira Câmara de uniformização de Jurisprudência Cível, por 8 desembargadores, representantes das 8 primeiras Câmaras cada; II – a Segunda Câmara de Uniformização e Jurisprudência, por 10 desembargadores, representantes das 10 últimas câmaras cíveis; III – a Câmara de Uniformização e Jurisprudência Criminal, por 7 desembargadores, escolhidos dentre as 7 câmaras criminais; Obs.: percebe-se, então, que há no TJ 18 câmaras cíveis e 7 criminais; e) grupo das câmaras criminais, integrados pelos membros das câmaras criminais e sob a presidência do desembargador mais antigo entre seus componentes, a saber:

k) Conselho de Supervisão e Gestão dos Juizados Especiais. além de mais 5 desembargadores. h) comissões permanentes. composta por 5 membros cada. eleitos pelo TP e desde que não integrem o Órgão Especial. III – Comissão de Promoção. que também conterá o 2º Vice-Presidente. que serão membros natos (5). III – o 3º Grupo será formado pelas Câmaras 1 e 7. quais sejam: I – três desembargadores. escolhidos pelo órgão especial. III – Comissão de Ética. f) câmaras cíveis e criminais. 10 membros. em um total de 8 membros. composta por 10 membros. composta também pelo Vice-Presidente e por mais 6 desembargadores designados pelo Presidente. Honraria e Memória. j) demais comissões permanentes. com um total 15 membros. que terão a presença de todos os cargos de direção. o Coordenador do Memorial da Escola de Desembargadores e pelos quatro desembargadores mais antigos do Tribunal. além de mais 8 desembargadores. em um total de 13 membros. escolhidos pelo Tribunal Pleno. nos seguintes casos: I – Comissão de Organização e Divisão Judiciárias. desde que não integrem o Órgão Especial. mas agora com a presença do Presidente em todas. em sistema de rodízio. II – Comissão de Orçamento. i) comissões permanentes. em um total de 10 membros. II – o 2º Grupo será formado pelas Câmaras 4 e 5. além de mais 5 desembargadores eleitos pelo TP. II – um juiz do juizado especial da comarca de BH. g) conselho de Magistratura. que também conterá o Corregedor-Geral de Justiça e quatro desembargadores e dois juízes de Direito da Comarca de BH. II – e 5 desembargadores.I – o 1º Grupo será formado pelas Câmaras 2. 3 e 6. eleito para presidência de 2 anos. quais sejam: I – os cargos de direção. em um total de 10 membros. constituído por 6 membros. Planejamento e Finanças. sem necessariamente ocorrer com o restante dos cargos de direção: I – Comissão Administrativa. o Superintendente da Memória Judiciária. em total de 9 membros. em atividades ou não. 10 membros. sendo 4 titulares e 4 suplentes. II – Comissão de Recepção de Autoridades. . em um total de 8 membros.

de 10 membros. O plantão do TJ nos casos em que não houver expediente forense será destinado a medidas urgentes (HC.III – um juiz presidente da turma recursal de BH. Quando interessar. . As comissões atuarão no âmbito de suas respectivas atribuições e emitirão parecer no prazo de 15 dias. n) Ouvidoria Judicial. com 20 membros. SERÁ VEDADA a convenção entre desembargadores plantonistas que suprima a distribuição em qualquer período de plantão. II – 2ª Câmara Cível: 8. 2. O mandato dos membros das comissões coincidirá com o do Presidente do Tribunal. quando a matéria for de sua alçada. II – dois juízes. um titular e um suplente. b) ÓE. dirigida por um desembargador. se outro não for fixado. quais sejam: I – um desembargador. que terão sua atribuições estabelecidas no ato de designação. com: I – 10 membros. MS e agravo cível. III – Câmara de Uniformização Criminal: 6 membros. composta por 3 membros. que será o presidente.1 Quórum Funcionará da seguinte maneira: a) TP e as comissões temporárias e permanentes. podendo ser prorrogado pelo órgão especial. l) turma de uniformização de Jurisprudência dos Juizados Especiais. exceto as de competência das comissões permanentes. por exemplo) e contará com pelo menos 2 desembargadores de câmara cível e 2 de câmara criminal. com mais da metade de seus membros em exercício. o Primeiro Grupo. de 8 membros. permitida a recondução. de 7. IV – um juiz coordenador do juizado especial em BH. observada rigorosamente a correspondência entre a ordem de antiguidade e a ordem cronológica. de cada turma recursal. o OE poderá afastar de suas funções normais os desembargadores integrantes das comissões. c) as câmaras de uniformização de jurisprudência cível e criminal: I – 1ª Câmara Cível: 7 membros. m) comissões temporárias . d) os grupos de câmaras criminais. de 15 membros.

II – 7 membros. c) sempre que convocadas pelo seu presidente: I – as câmaras de uniformização da jurisprudência cível e criminal. INCLUSIVE DOS JUIZADOS ESPECIAS. com 6 membros.declarações de inconstitucionalidade. b) duas vezes por mês. 2. IV . f) o Conselho de Magistratura. de 10 membros. Composição e Funcionamento do Órgão Especial Na composição do Órgão Especial.3 Quórum de Deliberação As decisões serão tomadas: a) por maioria absoluta: I . de acordo com a legislação processual.2 Periodicidade Encontram-se para deliberar: a) uma vez por mês: I – os grupos de câmaras criminais. II – a Turma de Uniformização de Jurisprudência dos Juizados Especiais. com no mínimo 3 membros. alternadamente.nas ações COLETIVAS relacionadas com o exercício do direito de greve dos servidores públicos civis estaduais e municipais. o Órgão Especial. de 10 membros. II . II – o Conselho de Magistratura. III – as comissões permanentes e temporárias.na questão relevante de direito para prevenir ou compor divergência entre câmaras da mesma competência. 3. de 5 membros. b) por 2\3 dos votos. c) nos demais casos. e) as câmaras cíveis ou criminais. o Segundo e Terceiro Grupos. haverá 20 desembargadores de carreira e 5 escolhidos. por maioria simples. com 4\5 dos seus membros. na recusa de promoção de magistrado pelo critério de antiguidade. sendo que deste . III .na uniformização da jurisprudência. g) a Turma de uniformização de Jurisprudência dos Juizados Especiais. entre 2 e 3 advogados e membros do MP. 2.

O mandato de cada membro eleito para integrar será de 2 anos. caso não haja. Ocorrida a vaga no órgão especial. pela convocação do suplente ou. O Presidente e o Corregedor serão substituídos pelo seus vices. como revisores.total. O PGJ é o membro do MP que funcionará junto ao Conselho. por convocação de seu Presidente. sendo que a substituição será feita por suplente ou na forma descrita acima. Os conselheiros atuarão sem prejuízo de suas funções jurisdicionais comuns . o cargo que ocupava será declarado vago e convocado o suplente para preencher a vaga. também chamado de conselheiro. tomarão seus lugares e votarão de acordo com a ordem de antiguidade no Tribunal. A antiguidade no Órgão Especial se regulará pela antiguidade de seus integrantes no Tribunal. na primeira sessão que se seguir à convocação do suplente ou à eleição para completar o mandato. 4. na primeira segunda-feira do mês. se vagar as vagas de antiguidade. tomará posse perante o Presidente do TJ. ou por eleição do Tribunal Pleno. Quando no curso do mandato. Composição e Funcionamento do Conselho de Magistratura O membro do Conselho de Magistratura. assentando à direita do Presidente. sendo inadmitida a recusa. Em caso de afastamento ou impedimento de membro eleito. e entrará imediatamente em exercício. neste caso. se vagar as vagas de eleição. b) para completar o mandato. b) extraordinariamente. o membro entrará em exercício na mesma sessão em que ocorrer a indicação ou na primeira sessão que se seguir. . por eleição do Tribunal Pleno. será convocado suplente para substituir. admitida UMA RECONDUÇÃO. 13 serão por antiguidade e 12 eleitos pelo Tribunal Pleno. e ainda que dele desligados ou afastados por conta de férias. se não houver. inadmitida a recusa. INCLUÍDOS OS DETENTORES DE CARGOS DE DIREÇÃO. aquele que foi eleito preencher os requisitos de antiguidade para a entrada no Órgão Especial. nas suas ausências e impedimentos. neste caso. O Conselho de Magistratura reunir-se á: a) ordinariamente. será a vaga completa: a) mediante portaria do Presidente do TJ. podendo a data ser adiada pelo Presidente quando não houver expediente forense ou quando a houver impedimento. A convocação de conselheiro para substituir cargo no Órgão Especial não implica em afastamento do Conselho de Magistratura. sendo substituído por procurador por ele indicado. assinando termo próprio. vincular-se-ão aos que tenham relatados ou dado visto. sendo que o Presidente terá somente voto de desempate e o CGJ não votará nos recursos interpostos de seus atos e nos processos por ele instruídos. Os conselheiros.

2º Vice-Presidente Suas funções originárias são: a) exercer. incluindo concurso públicos. d) dirigir a instrução de processos de vitaliciamento de magistrados. férias. b) pedido de suspensão de execução liminar e de sentença. conhecimento de medidas urgentes e as divergências entre competência e distribuição de feitos que tramitem pelo Tribunal. Presidente O Presidente exercerá o papel superior da Tribunal. em questões administrativas. recursos interpostos. nos casos especificados. como advogados. respeitada a competência da Presidência. Não exercerá. 3º Vice-Presidente Suas funções originárias. a superintendência da gestão de inovação. de superintendência geral da secretaria do Tribunal. de regra. b) exercer o gerenciamento e a execução dos projetos de conciliação em 1ª e 2ª Instâncias. 4.Atribuições 1. como voto de desempate. e expedir o respectivo edital. 3. 2. e de encaminhamento aos órgãos respectivos de servidores e membros de funções essências à justiça. c) determinar a abertura de concurso público para outorga de delegação do serviço de notas e de registros. orçamentárias. são: a) exercer. nos termos da legislação pertinente. salvo os relacionados aos precatórios. observada a competência do Presidente. Porém. de medida cautelar e de tutela antecipada. aposentadoria ou outro direito que lhe seja garantido. e nas questões administrativas. b) presidir a comissão examinadora de concurso público para provimento de cargo da justiça da primeira e segunda instâncias. a superintendência da Escola Judicial Desembargador Edésio Fernandes. . sua função jurisdicional. terá como função primordial a palavra final em assuntos que dizem respeitos aos feitos em si. 1º Vice-Presidente Ele exercerá a superintendência judicial e promoverá a uniformização de procedimentos na tramitação de feitos no Tribunal – por tal. membros do MP e DP. dentre outras. de aplicação de pena a magistrados e servidores. que é de competência exclusiva do Presidente. irá processar e julgar: a) recurso contra inclusão ou exclusão de jurado da lista geral. Também é ele o responsável por relatar suspeição do Presidente e a esse conceder licença. exceto nas questões judiciais que presidir.

7. Conselho de Supervisão dos Juizados Especiais Entre outros. E para facilitar ainda mais a memorização. quando não sejam membros do Órgão Especial. transferência ou alienação. correição e fiscalização das atividades judiciárias e administrativas da justiça de primeira e segunda instâncias e dos serviços notariais e de registros além da direção do foro da comarca de BH – que poderá ser delegado – e das indicações de juízes para dirigir as comarcas do interior. Em relação às atribuições. e para integrar a vara da infância e da juventude e do idoso. Dentre os recursos. b) aprovar e emendar o regimento interno. Órgão Especial As competências do Órgão Especial são aquelas descritas na Constituição do Estado referentes às matérias originárias e os recursos interpostos frentes ao TJ. de bem imóvel em uso ou destinado à construção de prédio para funcionamento de fórum ou do Tribunal. esse e aqueles serão deliberados no Órgão Especial. será essa feita pelo Órgão Especial.Geral de Justiça Suas funções englobam supervisão. 6. bem como modificações de sua competência e composição. c) eleger desembargadores e juízes de Direito para integrarem o TRE.5. . se frustrada eleição. por óbvio. Para ficar fácil a memorização. a qualquer entidade pública ou privada. nos casos especificados na Lei de Organização e Divisão Judiciárias. basta lembrar que sempre quando se tratar de assuntos relevantes ao interesse do TJ. f) autorizar previamente a devolução. Corregedor. há uma ponderação a ser feita: o Tribunal Pleno. e) propor ao Poder Legislativo a criação e a extinção de cargo de desembargador e de juiz do TJM. para composição do TRE. Ainda sobre as comarcas. do Órgão Especial: a) eleger os integrantes do Conselho de Magistratura. d) elaborar e indicar lista tríplice de juízes e advogados e membros do MP. respectivamente. que tenham mais de uma vara. e de sua extinção. trará ainda questões como sua instalação e criação. julgará aqueles de decisão jurisdicional do Presidente e de seus Vices. ou quando dispuser de julgamento em colegiado. estão: a) a propositura ao Órgão Especial de turma recursal. além de todos os agravos internos de sua competência e embargos interpostos. vou transcrever algumas das atribuições do TP que possam causar dúvidas – o restante será de competência. delegou quase tudo ao Órgão Especial. incluindo sua justiça de primeiro grau. em relação às matérias que dizem respeito às questões administrativas do Tribunal.

. após iniciado o julgamento. incluindo o Vice-Corregedor. para apreciação da matéria administrativa urgente ou para concluir a apreciação da matéria constante de pauta de sessão ordinária. dos desembargadores que devam integrar o Órgão Especial. nem perceberão qualquer indenização para trabalhar nele. ressalvada a posse em gabinete. ou. terão direito a assento na mesa de honra os detentores de mandatos de direção. Já as sessões solenes. 2 dias de antecedência. e a saída do recinto. O Presidente e o Vice serão eleitos para mandato de dois. O horário de início da sessão deverá ser publicado com. cessada a convocação. além do cancelo. Nas sessões solenes e especiais. O início das sessões ordinárias será às 13:30. Juízes de Direito Assessores da Presidência O Presidente irá designar juízes das comarcas de entrância especial para assessorar a Presidência. serão iniciadas de acordo com o que estiver contido no ato de convocação. b) especiais: destinadas à eleição dos cargos de direção. c) ordinárias: destinadas à apreciação e julgamento de matéria judicial e administrativa. somente ocorrerá com autorização do Presidente do Tribunal. e não serão ausentados de seus trabalhos normais. permitida a recondução. por um mandato de 2 anos.b) indicar ao Órgão Especial os integrantes de turma recursal. quando for o caso. aos desembargadores e à posse coletiva de juízes de direito. realizadas nos dias estabelecidos em provimento anual do Órgão Especial. O ingresso. permitidas a recondução. Os membros do Conselho de Supervisão e Gestão dos Juizados Especiais terão mandatos de dois. especiais e extraordinárias. em número fixado pelo Órgão Especial. As vestes talares completas somente serão usadas nas sessões solenes. É assegurado ao juiz de direito convocado o direito de reassumir a vara da qual era titular. no mínimo. Sessões São classificadas como: a) solenes: destinadas a dar posse aos cargos de direção. d) extraordinárias: as convocadas pelo Presidente do respectivo órgão. o Conselho de Magistratura e as comissões. ressalvado quando for iniciada na parte da manhã. O colar de mérito judiciário deverá ser ostentado pelos desembargadores sempre que for concedido.

a impressa poderá fotografar e fazer gravações de televisão. O poder de polícia nas sessões ou audiências cabe ao seu presidente e. ou desacato. informará ao PGJ. . designando servidor para acompanha-lo. pelo CGJ. Exercício do Poder de Polícia Se ocorrer infração penal dentre da sede ou dependência do Tribunal. No caso de não cumprimento de ordem emanada por membro do Tribunal ou servidor. delegando tal questão ao CGJ. se a infração envolve autoridade ou pessoa sujeita à sua jurisdição. provendo-o dos elementos necessários. o juiz mandará instaurar inquérito. Nos demais casos.Antes de iniciada a sessão. determinar inquérito policial para apurar o fato. sendo proibida qualquer forma de gravação durante os julgamentos. na Corregedoria-Geral de Justiça.