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CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO

TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA –


CEFET/RJ

PROGRAMAS QUICK RESPONSE E SUAS


APLICAÇÕES NA INDÚSTRIA DA MODA

Daniel Gonçalves Santos


Felipe Teixeira Nahid
Liana Souza

Trabalho final da disciplina


Logística, da turma de
Engenharia de Produção,
ministrada pelo professor Rafael
Paim.

Rio de Janeiro
Junho/2008
PROGRAMAS QUICK RESPONSE E SUAS APLICAÇÕES NA INDÚSTRIA DA
MODA

Daniel Santos, Felipe Nahid, Liana Souza


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PROGRAMAS QUICK RESPONSE E SUAS APLICAÇÕES NA INDÚSTRIA DA
MODA

Daniel Santos, Felipe Nahid, Liana Souza


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PROGRAMAS QUICK RESPONSE E SUAS APLICAÇÕES NA INDÚSTRIA DA
MODA

SUMÁRIO

1 Apresentação..................................................................................................5
1.1 Importância da agilidade.............................................................5
1.2 Objetivos.....................................................................................6
1.3 Metodologia.................................................................................7
2 Revisão Bibliográfica......................................................................................7
2.1 Quick Response ou Resposta Rápida...........................................7
2.2 Indústria da Moda........................................................................9
2.2.1 Modelagem de Processos......................................................9
2.2.2 Detalhamento dos processos..............................................10
.......................................................................................................11
2.3 Técnicas associadas ao Quick Response na indústria da moda. 14
2.3.1 Postergação........................................................................14
2.4 Fast Fashion...............................................................................17
3 Conclusões gerais.........................................................................................18
4 Referências Bibliográficas............................................................................18

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PROGRAMAS QUICK RESPONSE E SUAS APLICAÇÕES NA INDÚSTRIA DA
MODA

1 Apresentação

Este trabalho tem como objetivo apresentar o resultado de uma


busca bibliográfica realizada como requisito para trabalho final da
disciplina de Logística.
O tema proposto foi explicitar as bases, premissas e aplicações dos
programas conhecidos como Resposta Rápida ou, do inglês, Quick
Response.

1.1 Importância da agilidade


Contexto do ambiente competitivo atual envolve questões relativas
ao encurtamento do ciclo de vida dos produtos; dentre diversos
fatores relacionados a isso, é nítido que as inovações em produtos
(diferenciação, aumento de margem, de receita, de mercado) e em
processos produtivos (redução de custos, aumento de margem,
diferenciação) são objetivos de todas as organizações na busca da
obtenção e manutenção da sustentabilidade no mercado ao longo do
tempo.

A gestão baseada em previsões não se mostra mais viável dado que o


cenário econômico, o comportamento do consumidor, não são mais
estáveis para grande parte dos setores que podemos considerar. Uns
dos pesquisadores que observaram esse fenômeno (Argyris and
Schön 1996; apud Malone et al., 2003) afirmam que novas formas de
organização serão criadas a fim de fazer frente a alta flexibilidade
demandada, formas em contínua mudança, aumento do escopo de
produtos, e suas próprias estruturas. Segundo eles, as organizações
vão evoluir em direção a formas mais flexíveis, em que as relações
entre as unidades organizacionais não são organizadas por um fluxo
de informação hierárquico, porém muito mais por uma rede de nós
comunicantes entre si. De fato essas mudanças somente são
habilitadas eficazmente com o apoio da tecnologia da informação,
principalmente atual na troca de informações ágeis e corretas entre
os elos.

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Figura 1 - Estratégias genéricas para cadeias de suprimentos

Assim a base para as mudanças passa centralmente pela


comunicação intra-organizacional e entre as organizações da mesma
cadeia (e em última instância de setores com potencial de
associação), implicando na necessidade de desenvolvimento de uma
capacitação relativa a criação ou adaptações de novos produtos de
forma mais rápida (customização em massa) e reação às tendências
de consumo reais, baseadas no tempo (quick response). Neste
trabalho vamos nos concentrar nesta última alternativa, conhecida
como programa Quick Response ou Resposta Rápida.

1.2 Objetivos
Customização em massa é uma das tendências da economia atual
(Fujimoto, 1999 apud Malone et al., 2003), onde processos flexíveis
dentro dos diversos elos da cadeia, operando segundo sistemas
baseados em built-to-order, são projetados para atender os requisitos
do cliente. Built-to-order é definido como montar contra pedido, ou
seja, somente realiza-se a transformação em produto acabado
quando da solicitação do cliente, quando o pedido está firme.

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1.3 Metodologia
Foram feitos levantamento bibliográficos, onde buscou-se
encontrar artigos que falassem sobre os temas chaves do trabalho.
As palavras-chave utilizadas foram:
• Quick Response
• Programas Resposta Rápida
• Fast Fashion
• Postponement

A primeira palavra chave foi dada pelo tema do trabalho. Conforme


foram encontrados artigos sobre o tema, foram desdobradas outras
palavras chaves para a busca. Foram encontrados 10 artigos, sendo 5
utilizados neste trabalho.

2 Revisão Bibliográfica

2.1 Quick Response ou Resposta Rápida


Os ciclos de vida dos produtos estão cada dia menores e demandando
mais agilidade, a fim de melhorar o desempenho econômico e
competitivo das empresas.
A figura 2 ilustra o que ocorre nos mercados e o resultado econômico
afetado.

Figura 2 - Ciclo de vida curtos

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Já na figura 3, podemos observar que os estoques escondem a


demanda real ao longo da cadeia, fazendo que o efeito visto no jogo
da cerveja seja potencializado (efeito chicote).

Figura 3 - Estoque esconde demanda

Logo vemos que programas que atuem neste ponto de fraqueza em


operações com muitas variáveis dinâmicas devem ser desenvolvidos
em colaboração com os diversos elos da cadeia de suprimentos em
questão. A tabela 1, ilustra esses benefícios adquiridos pelos
programas Quick Response.

Tabela 1 - Benefícios do Quick Response

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2.2 Indústria da Moda

2.2.1Modelagem de Processos
Abaixo uma modelagem do processos relativos a uma organização
qualquer do setor têxtil. Nota-se claramente que a etapa inicial do
processo produtivo inclui a obtenção de insumos. Segundo
Christopher (2000), essa etapa não raramente pode levar 4 a 6
meses.

Figura 4 - Processos têxteis segundo Dimitrakou

Nota-se que a abordagem de Christopher enfoca mais as etapas de


fabricação do que as etapas de vendas e distribuição, como no
modelo de Dimitrakou.

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Figura 5 - Processos têxteis segundo Christopher

2.2.2Detalhamento dos processos


A seguir, um detalhamento dos processos operacionais que envolvem
o setor da indústria têxtil.

• Desenrolar, Cortar, Costurar – etapas com alta possibilidade de


mecanização, não sendo decisivas para redução dos ciclo de
produção.
• Estamparia, Arremate – etapas-chave para o processo de
compactação de leadtimes.
• Passar e Embalar – etapas que ficam atrasadas pelas 2
anteriores.

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Figura 6 - Modelagem genérica dos processos de uma empresa têxtil

1. Desenrolar tecido
Este processo é bastante simples e tem como precedente a
necessidade de insumos em estoque para determinado produto.
Inicia-se com a retirada do tecido do estoque, depois disso o tecido é
desenrolado e levado para a área de corte.

2. Cortar tecido
A disponibilidade do tecido desenrolado na área de corte caracteriza-
se como precedente para o início deste processo. A primeira atividade
será cortar o tecido de acordo com o produto a ser produzido. A
seguir, este tecido cortado será levado até a área de estamparia.

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Observação: Este processo pode ser executado por 1(uma)


ou 2(duas) pessoas e necessita de máquina para uma
demanda grande de corte. Cabe ressaltar que este processo é
bastante importante, pois determina o tipo de produto a ser
produzido.

3. Estampar produto
Este processo tem como precedente a disponibilidade do tecido
cortado e o molde da estampa preparado. A primeira atividade é
estampar o tecido baseado no molde disponível. Em seguida, o tecido
é secado utilizando uma máquina secadora e disponibilizado para a
próxima etapa.

Observação: Este processo pode ser realizado por 1 (um)


Empregado.

4. Costurar produto
Este processo é o mais demorado e consequentemente caracterizado
como o gargalo da produção de roupas. O precedente deste processo
é a disponibilidade do tecido estampado ou cortado (no caso de não
precisar de estampa). Há uma grande e única atividade neste
processo que é costurar.

Observação: O tipo da costura e as combinações de


máquinas utilizadas no processo variam de acordo com o
produto demandado em questão. Nesta etapa, são realizados
os bordados e detalhes da roupa que exijam mais
especificidade. A capacidade produtiva deste processo está
diretamente ligada a quantidade de máquinas e pessoas
trabalhando e também da habilidade de cada operário na
execução da atividade de costura.

5. Arrematar produto
Esta etapa é análoga a um controle de qualidade de uma linha de
produção. O precedente para a execução deste processo é a
disponibilidade do produto costurado. A primeira atividade deste
processo é analisar o produto para verificar não conformidades. Em
seguida, uma vez que o produto esteja conforme, o mesmo é
encaminhado para a etapa de passar ou embalar o produto final. Em
contrapartida, uma vez que o produto esteja não conforme o
responsável pela verificação realiza ajustes no produto antes de
seguir o fluxo do processo produtivo.

6. Passar produto
Esta etapa está condicionada a necessidade do produto ser passado
ou não. O precedente para este processo é a disponibilidade do
produto conforme os padrões de qualidade. Este processo consiste na

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etapa de passar o produto, o deixando disponível para a etapa final


de embalagem.

Observação: A atividade de passar é realizada por uma


pessoa.

7. Embalar produto final


Este processo caracteriza-se por preparar o produto final que será
entregue ao cliente. O procedente para o início do processo é o
produto estar passado e/ou conforme aos padrões de qualidade. A
primeira atividade consiste em embalar o produto final e, em seguida,
levá-lo para a área de estoque de produtos acabados. Essa atividade
de embalagem pode variar. Ora pode ser necessário embalar o
produto de forma individual e ora pode ser embalados diferentes tipos
e quantidades de produtos.

Observação: Esta etapa é totalmente manual e sua


capacidade produtiva depende da quantidade de mão-de-obra
dedicada e a habilidade do operário para a execução das
atividades. Recomenda-se que sejam especificados os tipos de
combinações de produtos e que a atividade de embalagem
seja padronizada com treinamento e teste de alternativas
mais produtivas.

É importante ressaltar que o processo produtivo modelado pode


sofrer alterações futuras de acordo com que o nível de complexidade
de produção for aumentando. Entretanto, estas alterações se
concentrarão na etapa de costura com a aquisição de novos
maquinários. As demais etapas permanecerão iguais, podendo haver
aumento de capacidade de recursos humanos em alguma delas para
atender o aumento de capacidade produtiva da etapa de costura.
Além dos processos operacionais, uma empresa não consegue manter
suas atividades sem alguns processos paralelos à operação. Os
processos de suporte (não operacionais e gerenciais) referentes ao
negócio estão brevemente descritos abaixo:

8. Promover Reunião dos Líderes da Organização:


As reuniões deverão ser organizadas quinzenalmente e reunirão todos
os empregados para traçar as novas premissas da organização.

9. Gerenciar Ações Financeiras:


As ações financeiras da organização deverão ser planejadas. O
responsável por esta área deverá ter conhecimento básicos de
matemática .

10.Adesão de Novos Empregados no processo produtivo


Ao contrário de uma empresa comum, em uma organização não
existe contratação de funcionários para a atividade-fim (no caso para

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o processo de costura). Todo o empregado que aderir a organização e


se for inserido no processo produtivo deverá passar por um processo
de treinamento que idealmente deverá ser dado pelos empregados
que mais se destacarem em suas funções. Caso o número de
empregados aumente de forma significativa serão necessários
investimentos na ampliação da produção. O contrário também é
verdade: se houver necessidade de aumentar a produção, mais
empregados devem aderir a organização.

11.Realizar Divulgação dos Produtos


Uma parte dos empregados deverá assumir a função de divulgação
da organização. Um exemplo de atribuições possíveis deste
empregado é entrar em contato com as rádios e jornais da região
para divulga os produtos.

12.Realizar a Venda e Entrega dos Produtos


A venda é divida em atender o cliente e enviar o pedido para a
produção.A entrega de produtos corresponde à controle dos produtos
que serão enviados ao cliente e a logística de entrega.

13.Gerenciar Manutenção da Fábrica


Este processo divide-se em planejamento e execução da manutenção.
O planejamento objetiva evitar que uma máquina fique parada em
momento não adequado e, sobretudo, antever os recursos
necessários para manter o maquinário funcionamento com alto
desempenho e o máximo de tempo o possível. A execução da
manutenção deve ocorrer, sempre que possível, fora do horário de
produção.

14.Gerenciar Estoques:
Controla a entrada de insumos, a saída de produtos acabados assim
como a armazenagem destes.

IMPORTANTE: Provavelmente alguns empregados precisarão


sobrepor funções a fim de organizar a produção. Ex: O mesmo
empregado poderá assumir as funções de divulgação e venda além
da atividade de confecção propriamente dita.

2.3 Técnicas associadas ao Quick Response na


indústria da moda
Falar sobre postergação, fast fashion, sistemas de comunicação,
previsão de demanda.

2.3.1 Postergação
A estratégia de postponement, mesmo sendo pouco conhecida no
meio acadêmico e empresarial, está presente na literatura desde o

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ano de 1950, quando Wroe Alderson estabeleceu uma base teórica


sobre o assunto, apresentando o artigo “Marketing Efficiency and the
Principle of Postponement” Cost and Profit Outlook, set 1950 p.3.
Wroe Alderson percebeu que alguns empresários (visionários para a
época) estavam mantendo estoques de produtos semi-acabados, em
detrimento da conclusão dos produtos, conseguindo obter redução de
custos de estocagem e aumento da variedade de produtos finais.
Mesmo com todo embasamento teórico desenvolvido por Wroe na
década de 50, a aplicação dos conceitos de postponement foram
utilizados apenas, após os anos 80. A intensa disputa de mercado,
onde clientes buscavam produtos personalizados e com qualidade,
fez com que as indústrias fossem obrigadas a atuar com processos
produtivos que permitam flexibilizar sua produção de acordo com a
demanda, que se chamou de customização massiva, ou seja,
personalizar os produtos ao desejo ou necessidade do cliente.

Postponement é um conceito logístico no qual as operações de


distribuição e manufatura, não são realizadas ou customizadas até a
identificação das especificações do produto, quantidade e/ou
localização da demanda.
Esse modelo de produção, têm em vista uma inovação. Permite a
adaptação do produto ao cliente final, através da personalização,
sobressaindo competitivamente pela diferenciação do produto final.
O objetivo é diminuir os riscos da produção especulativa
(operações empurradas), aliando custos e variedade de produtos em
uma mesma estratégia, permitindo que a organização atenda as
necessidades específicas de seus clientes resultando em ganhos em
termos de vantagem competitiva, contribuindo para que a empresa
mantenha seus clientes atuais e polarize novos consumidores.
As operações de distribuição e manufatura do Postponement são
tratadas como um conjunto ou seqüência de etapas onde algumas
serão realizadas antecipadamente, por exemplo com a geração de
produtos semi-acabados, e as demais etapas de customização, ou
personalização, serão realizadas (apenas e tão somente) após o
cliente efetivamente realizar o seu pedido específico.
Portanto, é possível entender que as organizações estão, num
primeiro momento, procurando obter informações exatas quanto à
demanda, para que um atendimento racional, com base na
quantidade e localização de cada cliente, permita um planejamento
mais adequado e utilização consciente dos recursos organizacionais,
como também um controle efetivo dos resultados obtidos.
Os conceitos de postponement, proporcionam aos gestores de
diversas cadeias produtivas, a oportunidade de oferecer produtos
personalizados, aproveitando as estruturas tradicionais das cadeias
produtivas empurradas, criando porém pontos de inversão de
processo onde em determinado momento se tem o produto semi
acabado aguardando o pedido do cliente para concluí-lo.
Desta forma, se oferece valor agregado ao consumidor através
da diferenciação dos produtos, além de manter a cadeia totalmente
associada ao mercado, aumentando as possibilidades de lucros
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maiores do que as cadeias que disputam os mercados da forma


tradicional, através da produção empurrada.
A questão fundamental é determinar em cada cadeia quais
instrumentos podem ser utilizados para postergar o mais próximo
possível do consumo, visando proporcionar ao consumidor a condição
de obter o produto na forma que quer o mais breve possível, como
no caso das maquinas post-mix de refrigerantes, que realizam a
mistura do xarope com a água e o gás no ponto de venda.

Tipos de Postponement

Tipos de processos de postponement quanto ao retardamento


segundo estágio de produção, segundo Walter Zinn:

Etiquetagem:
Utilizado para indústrias que produzem para mais de uma marca,
mantém produtos acabados em estoque, porém a etiqueta ou rótulo
do mesmo é fixada quando da encomenda. Reduz o custo de
manutenção de estoques e aumenta o custo de
etiquetagem/rotulagem por serem realizados em pequenos lotes.

Embalagem:
Para produtos com embalagens diferentes, tipo vinho que pode
ser transportado a granel, e cada cliente embala-o de acordo com a
necessidade. Produtos eletrônicos, são produzidos numa localidade e
entregues aos mais diferentes países do mundo, onde os manuais e,
algumas vezes a embalagem do mesmo são produzidas em cada país
de acordo com as normas vigentes e a língua local. Os custos de
produção podem aumentar pelo fato das embalagens serem
produzidas em pequenos lotes, o transporte por ser granel pode
reduzir de custo.

Montagem:
A montagem do produto só é iniciada quando do recebimento do
pedido do cliente, como exemplo computadores, o custo de produção
pode aumentar pelo fato da produção atuar com pequenos lotes, o
custo de vendas perdidas aumenta pois nem sempre o cliente está
disposto a esperar. Porém pode ser compensado pela redução do
transporte, pois os produtos são transportados desmontado ás lojas.
Algumas indústrias produzem partes ou componentes em países de
baixo custo, e montam os produtos de acordo com os pedidos, no
caso da Caterpilar.
Fabricação:
Só é concluída mediante o recebimento do pedido, muitas vezes
distribui-se a produção, como no caso dos refrigerantes, numa
unidade produz-se xarope enviando-o a unidades de engarrafamento,
que adicionam água, açúcar ou adoçante e gás carbônico. Pode
aumentar o custo da produção por reduzir os lotes de fabricação,
porém a armazenagem e o transporte reduzem estes custos.

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Aplicação

A adoção da estratégia de postponement depende da presença


de características operacionais especiais no negócio, como exemplo,
produto modular e processo modular. É claro que em alguns
processos são mais favoráveis, como exemplo, a indústria eletrônica e
a indústria automobilística. Na indústria química é muito difícil a cisão
do processo de manufatura em etapas primárias e secundárias, o que
torna inviável algumas modalidades de postponement.
Essa estratégia é recomendável para cadeias de suprimentos de
segmentos muito competitivos onde a diferenciação seja percebida e
paga pelo consumidor, desta forma ampliando a oportunidade de
perpetuação dos membros que compõe a cadeia.

Fatores que influenciam a adoção do Postponement:

• Preço elevado do produto;


• Demanda instável;
• Elevado número de marcas e versões do produto;
• Variações no peso e tamanho do produto;
• Alto percentual de materiais ubíquos.
• Baixa complexidade na operação de personalização;
• Formulação específica do produto;
• Ciclo de vida do produto;
• Necessidade de lead time curto e confiável;

2.4 Fast Fashion


Abaixo uma relação das estratégias utilizadas pelos elos que atuam
segundo as estratégias Fast Fashion.

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Figura 7 - Estratégias envolvendo Fast Fashion

3 Conclusões gerais

Dado este panorama, podemos perceber que a indústria têxtil


brasileira ainda está muito exposta, dado que grande parte dos
insumos de produção vêm da China, sendo assim o tempo de entrega
desse material muito grande dadas as barreiras geográficas, políticas
e alfandegárias.
Os programas QR oferecem muitos benefícios que trazem maior
vantagem competitiva a essas organizações, sendo refletidos
conforme apresentado pela tabela 2, determinando redução dos
custos, tempos de resposta, previsibilidade e time-to-market, além de
uma nova dimensão para a competição da indústria da moda
brasileira.

4 Referências Bibliográficas

Christopher, M. Creating the Agile Supply Chain. ;notas de aula,


Cranfield Management School. Reino Unido, 2006.
Argyris, C.; D. Schön. Organizational Learning II: Theory, Method,
Practice. Reading, MA: Addison-Wesley, 1996. In Malone, T;
Crowston, K.; Herman, G. Organizing Business Knowledge: The MIT
Process Handbook. The MIT Press, 2003.

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Christopher, M. et al. Creating Agile Supply Chains in the Fashion


Industry. 2002
Kopsias, G. Supply Chain Agility. 2006
Dimitrakou, E. Learning from the Fashion Industry. 2003
Wanke, P. & Fleury, P. O paradigma do ressuprimento enxuto. 1999

Figura 1 - Estratégias genéricas para cadeias de suprimentos....................6


Figura 2 - Ciclo de vida curtos..........................................................................7
Figura 3 - Estoque esconde demanda..............................................................8
Figura 4 - Processos têxteis segundo Dimitrakou..........................................9
Figura 5 - Processos têxteis segundo Christopher......................................10
Figura 6 - Modelagem genérica dos processos de uma empresa têxtil.....11
Figura 7 - Estratégias envolvendo Fast Fashion...........................................18

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