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DUAS MULHERES, DUAS RAINHAS EM CONTRASTE:

JEZABEL & ESTER

Por: Mário Márcio Barros da Silva


Em 28/02/2006

INTRODUÇÃO

Com este breve estudo, em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, queremos


aqui oferecer uma oportunidade de, reflexão a respeito do papel feminino na
sociedade e influência benéfica ou maléfica a uma nação, trazendo liberdade e vitória
ou escravidão e opressão, pela ótica da Palavra de Deus. Depois disto esperamos que
um dia só é pouco para se lembrar o BEM que a mulher deve exercer e o MAL (citado
neste texto apenas para contraste, mas é ideal que não seja lembrado) que deve evitar.
Mulher, seja corajosa, benigna, amorosa, sábia e cheia de compaixão.! Com isto em
mente, respire fundo e leia de uma só vez o texto a seguir.

JEZABEL

Contexto histórico: fonte – 1º Reis 16:31, 18:4-19, 19:1-2,21:5-25; 2º Reis


9:10-36.

Jezabel foi rainha num negro período de Israel, resultante de todo o povo
ter-se corrompido atrás da adoração de outros deuses. Depois dos tempos gloriosos e
de paz no reinado de Salomão, começaram as dificuldades a partir de uma gestão
leviana de seu filho, Roboão que culminou na separação de Israel em dois territórios:
ao norte, chamado Reino de Israel composto por dez das doze tribos descendentes de
Jacó; ao sul, chamado Reino de Judá com as duas tribos restantes. Roboão
permaneceu no Reino do Sul, enquanto Jeroboão passou a comandar o Reino do
Norte. Foi fiel a Deus durante um período, mas depois passou a adorar os deuses da
terra. Na linha sucessória de reis, existiram reis que eram fiéis, cada um no seu grau de
fé a Deus e desfaziam altares e quebravam ídolos de pedra. Com esses reis, o povo
recuperava a fé, mas depois vinham reis pagãos que incentivavam a idolatria e o povo
se corrompia novamente. Algumas dessas sucessões foram frutos de guerras. Certa vez
era rei de Israel, o rei Elá, que tinha um servo chamado Zinri. Após dois anos de
reinado, Zinri conspirou com alguns do povo e matou Elá, assumindo o reino, que só
durou sete dias, pois o povo indignou-se com seu ato sórdido e nomeou rei a Onri,
chefe do exército. Percebendo que a cidade onde estava havia sido cercada, Zinri
ateou fogo ao castelo e morreu queimado dentro dele..
Suas origens

O sucessor de Onri, seu filho Acabe, seguiu os maus exemplos do pai e


acabou casando-se com Jezabel, filha de Et-Baal, rei dos sidônios, adotando o culto
pagão de seu sogro.

Seus feitos

Jezabel, na sua intolerância religiosa, perseguiu todos os profetas do Senhor


em Israel, matando a muitos deles. O profeta Obadias, mordomo de Acabe, em
defesa, escondeu cem profetas, cinqüenta em cada caverna e os sustentou com pão e
água. Nesse período havia grande fome e seca na terra por falta de chuvas. Deus
mandou o profeta Elias procurar Acabe. Elias encontra-se com Obadias que temia ser
morto por Acabe por havê-lo encontrado e, Elias, garantindo-lhe a vida o mandou de
volta. Obadias avisou Acabe de que Elias queria encontrá-lo. No encontro, Acabe
acusa-o de perturbar Israel. Elias responde que quem perturbava Israel era ele e toda
sua família. Elias desafiou Acabe a mandar os quatrocentos e cinqüenta profetas de
Baal irem encontrá-lo no Monte Carmelo. Lá, Elias propôs a eles de oferecer dois
carneiros como sacrifício, o dele, ao Senhor e o deles, a Baal. O povo ajuntou-se lá e
Elias disse que aquele que respondesse às orações com fogo do céu e consumisse toda
a oferenda, o povo o reconheceria como verdadeiro Deus. Os profetas de Baal fizeram
de tudo para que Baal lhes respondesse: clamaram, flagelaram-se, dançaram e não
houve resposta. Elias zombava deles dizendo que talvez Baal tivesse ido fazer uma
longa viagem ou estivesse dormindo. Depois de bastante tempo, Elias chamou o povo
a si e havendo preparado o sacrifício e regado com água, orou e desceu fogo do céu
e consumiu toda a carne com a água junto. O povo gritou: - Só o Senhor é Deus! Elias
incentivou o povo a matar os quatrocentos e cinqüenta profetas de Baal e nenhum
deles restou. Depois disto, Elias orou no Monte Carmelo pedindo chuva e chuva
abundante caiu.
Jezabel, ao saber de Acabe que Elias havia matado todos os seus profetas,
cheia de cólera enviou mensageiros a Elias para avisá-lo que no dia seguinte àquela
mesma hora ela faria a ele o que fizera com seus profetas. Elias, já consado, temeu a
ameaça de Jezabel e fugiu para local seguro.
Muito tempo depois, estando Acabe em Jezreel, na Samaria, viu que
Nabote, o agricultor, possuía uma vinha ao lado do seu castelo. Procurou Nabote, e
quis comprar sua vinha ou dar-lhe em troca uma vinha maior. Nabote negou-se a
vendê-la pois era herança de seus pais. Acabe voltou desgostoso para casa. Jezabel,
sabendo a causa de tão grande desgosto, enviou cartas seladas com o sinete (anel do
rei usado para carimbar) aos anciãos e nobres de Israel para que apregoassem um
jejum e conseguissem dois homens perversos para acusarem falsamente Nabote por
haver blasfemado contra Deus e contra o rei, que fosse apedrejado e morto por isso
(nessa época quando alguém era julgado segundo a lei de Moisés, somente por duas
testemunhas podia o acusado ser absolvido ou condenado.) Assim fizeram os anciãos e
nobres e Nabote foi morto. Acabe, então, tomou posse da vinha. Por causa disso, Deus
enviou Elias a Acabe para amaldiçoar toda sua descendência. Todos os da família que
morressem na cidade seriam comidos por cães e os que morressem no campo seriam
devorados pelas aves. Jezabel seria devorada por cães bem defronte ao muro do
castelo de Jezreel. Acabe clamou pela misericórdia do Senhor e, por causa disso as
maldições foram adiadas para os tempos do reinado de Acazias, seu filho.
O profeta Elias não morreu. Foi arrebatado aos céus por Deus, diante de
Eliseu, ao qual ungira profeta em sua substituição. Eliseu ordenou que um jovem
profeta, seu ajudante, fosse à casa de Jeú, capitão do exército de Israel e o ungisse rei.
Estando lá, o profeta o ungiu e, como o Senhor anunciara a Elias no passado, a
missão de Jeú foi a de juntar o exército e exterminar toda a família de Acabe, como
vingança do Senhor contra Jezabel. Nesta época, Hazael era rei da Síria e acabara de
vencer Jorão, descendente de Acabe, deixando-o gravemente ferido. A sentinela da
cidade onde Jorão estava acamado avisou-o que Jeú estava vindo com seu exërcito.
Jorão mandou dois mensageiros pedindo paz, mas nenhum deles voltou. Jeú invadiu a
cidade e matou Jorão. Acazias fugiu mas foi alcançado na estrada e morto. Daí, Jeú e
seus homens retornaram de Jerusalém ao castelo de Jezreel.
Sabendo Jezabel que Jeú vinha ao seu encontro, pintou seus olhos e
enfeitou seus cabelos para recebê-lo. Quanto Jeú entrou no pátio, Jezabel chegou à
janela e perguntou a ele: “- Teve paz, Zinri, que matou a seu senhor?” – Ela
perguntara em tom de ameaça sugerindo que o mesmo que ocorreu a Zinri ocorreria a
ele. Jeú não se intimidou e gritou para os criados de Jezabel que estavam com ela: “-
Quem de vocês aí está a meu favor?” Dois dos criados olharam para ele, então os
mandou atirar Jezabel pela janela. A mulher espatifou-se no chão, espirrando sangue
para todos os lados. Jeú, depois de entrar no castelo, alimentou-se e mandou os
criados irem lá embaixo enterrar Jezabel pois, sendo filha de rei, merecia essa honra.
Quando os criados voltaram lá de baixo disseram ter encontrado somente a caveira, a
palma das mãos e as plantas dos pés, pois o resto os cães tinham levado embora.
Assim foi porque o Senhor quis apagar da face da terra a lembrança daquela mulher, e
seus ossos viraram esterco na vinha de Jezreel.

ESTER

Contexto histórico: fonte - Livro de Ester

Ester viveu no período do longo exílio do povo hebreu, quando cativo na


Babilônia. Rainha do império persa, casada com o rei Assuero, foi de fundamental
importância na libertação e retorno do povo hebreu à Jerusalém. O império persa,
nesta época, extendia-se da Índia até a Etiópia, num total de cento e vinte e sete
províncias. Ester foi contemporânea de Neemias, copeiro-mor do rei Artaxerxes e de
Esdras, o sacerdote. Ambos, juntamente com Zorobabel reconstruíram a cidade de
Jerusalém e restauraram o culto ao Deus único. Estes foram protagonistas de um dos
três períodos de retorno do povo hebreu ã Palestina, num período de setenta anos.
Sua origem:

Hadassa (este era seu nome de origem hebraica) era filha de Abiail, tio de
Mordecai (ou Mardoqueu, segundo outras versões bíblicas). Mordecai, criou sua prima,
quando seus pais morreram. Dentre os persas era conhecida por Ester. Tornou-se
rainha e companheira de Assuero depois de um concurso de beleza realizado pela
corte para escolher uma substituta para a rainha Vasti, deposta de sua condição de
rainha, por ter sido rebelde e não ter aceito o convite do rei para comparecer diante
dele num dos banquetes promovidos para seus príncipes. Isso foi tomado como
insolência e, aconselhado pelo príncipe Memucã, entendido em leis (e a lei persa era
irrevogável depois de outorgada pelo rei), baniu-a do palácio para que não se tornasse
mau exemplo para que as outras mulheres seguissem a ponto de degradar o
relacionamento das mulheres persas com seus maridos.
Ester, durante o concurso, encantou ao rei e a seus eunucos (servos da casa
real) diante de todas as outras jovens virgens candidatas, não só por sua beleza e pela
sua graça, mas por sua humildade e fineza com que se colocava na presença do rei.
Não quis receber nenhum dos presentes do rei, que todas as outras ganhavam depois
que se apresentavam. Como resultado, ganhou a coroa real que era de Vasti.

Seus feitos:

Tão logo empossada como rainha, foi instrumento de grande livramento da


vida do rei. Mordecai acostumara-se a assentar-se à porta do palácio quando desejava
comunicar-se com Ester e vê-la como estava. Numa dessas vezes ele ouviu a conversa
de dois porteiros que tramavam matar o rei. Mordecai contou a Ester o que ouviu e
esta contou ao rei, que ordenou investigação imediata e, apurando-se a verdade,
ambos os porteiros foram enforcados. Este fato ficou registrado no livro das Crônicas
dos reis de Israel, com citação de Mordecai.
Mordecai, ainda quando Ester era candidata, a ordenara expressamente que
,em nenhuma circunstância, revelasse ser mulher hebréia por causa da grande
discriminação do povo hebreu em seu exílio na Pérsia. Ester obedeceu a Mordecai em
todo o tempo. Todavia, Hamã, um dos príncipes de Assuero, cresceu em honra e
consideração diante do rei pelo que, como tributo a sua autoridade, o rei ordenara a
que todo o povo, quando o visse nas ruas, curvasse a cabeça em reverência a ele.
Mordecai, bem como o povo judeu não se curvavam à Hamã e, acontecendo isso por
diversas vezes, Hamã enfureceu-se e tramou um plano para que Mordecai e o povo
judeu fosse eliminado da Pérsia. Com astúcia, Hamã informou ao rei que os judeus
não obedeciam as leis persas e ofereceu a ele dez mil talentos de prata (moedas da
época) para que outorgasse um decreto (lembrando que os decretos persas eram
irrevogáveis) marcando uma determinada data para que o povo persa se levantasse
contra todo o povo judeu e os aniquilasse, homens, mulheres, velhos e crianças. O
povo judeu, diante do decreto, desesperado, colocou-se em jejum e oração por
solução e Mordecai clamou por socorro à rainha, lembrando-a que ela também seria
morta por causa do decreto.
Arriscando sua vida, embora não fosse chamada pelo rei há trinta dias,
decidiu entrar na sua presença, sem ser convidada, o que era considerado desrespeito
passível de morte. Mas o rei neste dia estava bem humorado e considerando-a,
estendeu-lhe o cetro e ela tocou a sua ponta – esse era o sinal de aprovação do rei à
presença da rainha. Ester pediu ao rei que comparecesse com Hamã a um banquete
organizado por ela. Ao saber deste convite, Hamã sentiu-se lisonjeado e esnobou seus
familiares e amigos cheio de si pela importância pessoal que auferira. Durante o
evento, Ester pediu que ambos comparecessem no segundo dia do banquete, pois ela
revelaria seu pedido ao rei – toda rainha, após estar na presença do rei, podia pedir
qualquer coisa como presente. Naquela primeira noite o rei não conseguiu dormir,
então chamou seus servos para que lêssem o livro com os registros de seu governo. Em
certo instante, foi lido a respeito do ato de Mordecai que salvou o rei. Então Assuero,
ao saber de seus servos que nenhuma condecoração houvera sido dada a Mordecai
pelo seu ato heróico, mandou chamar Hamã para saber sua opinião quanto a que
condecoração daria o rei ao homem que lhe agradasse pelos seus atos. Hamã, cheio
de si, entendendo que o homem que mais agradava ao rei era ele próprio, sugeriu
colocar vestes reais nesse homem e a coroa real em sua cabeça e, montado num dos
melhores cavalos do rei fosse levado por um de seus mais importantes príncipes a um
passeio pela cidade, sendo que, por onde passasse, fosse proclamado o motivo de sua
honra. Assuero, então, encarregou Hamã de ser o príncipe que levaria Mordecai
vestido com vestes reais e coroa, de cavalo pelo reino. Hamã proclamaria a mensagem
de honra a Mordecai.
Foi cumprida a ordem, mas Hamã chegou irado em casa com isso e sua
mulher, Zeres, o alertou que estava começando a perder sua importância diante de
Mordecai e do povo judeu e, por isso, seu plano de acabar com os judeus poderia dar
errado. Aconselhado por ela, Hamã construiu uma forca próxima à sua casa para que
nela, Mordecai fosse enforcado. À noite, Hamã compareceu ao segundo dia do
banquete promovido por Ester. Em certo momento, Ester, corajosamente, revela sua
identidade hebréia ao rei e denuncia a trama de Hamã para acabar com seu povo.
Assuero, furioso, levanta-se da mesa e sai da sala. Hamã se prostra diante de Ester,
pedindo clemência. O rei, ao retornar ao recinto, viu Hamã deitado no divã de Ester e
entendeu que Hamã tentava violar Ester para conseguir seu perdão. O rei o acusou de
intentar isso para com Ester e pediu que dois de seus seguranças o prendessem, com o
que, lançaram sobre Hamã um capuz para levá-lo. Um dos eunucos contou ao rei que
Hamã havia construído uma forca para Mordecai. Assuero, então mandou que ele
fosse enforcado nela, diante da sua família. O rei nomeou Mordecai como conselheiro
e deu a Ester a casa de Hamã.
O rei, a pedido de Ester, publicou novo decreto – irrevogável, já que a
destruição dos judeus estava determinada – dando aos judeus o direito de se
agruparem e se armarem para que, naquele dia marcado se defendessem. Tal foi o
empenho dos judeus naquele dia, que os do povo que lhes estavam contrários foram
apanhados de surpresa em todas as províncias do reino e foram mortos ao fio da
espada. Porém, para si nada tomaram do que era de seus inimigos. Os dez filhos de
Hamã também foram mortos. A data da vitória dos judeus foi estabelecida como data
comemorativa. Com a misericórdia de Deus e a coragem de Ester permitiu-se que os
judeus optassem por voltar à Palestina e reconstruir Jerusalém ou permanecer ali sob
sua égide. E foi, ainda, longo e de paz seu reinado com Assuero.

Conclusão

Eis, aí, duas mulheres de personalidades diametralmente opostas. Mas a


mulher que queremos homenagear aqui é Ester, pois se não houvessem mulheres de
fibra, cheias de amor e sabedoria, não valeria a pena existir o Dia Internacional da
Mulher, não é mesmo? Um abraço a todas, e que Deus abençoe e transforme seus
corações, mães, profissionais, amigas, irmãs e as servas do Senhor Jesus.