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Cássio Dantas

Nuno Pinheiro
Renato Costa
Rui Vinhas
Sérgio Almeida

Análise Factorial do Questionário para Avaliar os


Motivos da Escolha da Opção de Desporto no
Ensino Secundário

MESTRADO EM AVALIAÇÃO DAS ACTIVIDADES


FÍSICAS E DESPORTIVAS

UNIVERSIDADE DE TRÁS-OS-MONTES DE ALTO DOURO


VILA REAL, 2005
I – INTRODUÇÃO

Este trabalho tem por objectivo a consecução do Bloco – Avaliação


Psicossocial no Mestrado em Avaliação das Actividades Físicas e Desportivas.
Pretendemos validar um questionário construído para determinar os factores de
motivação que levam à escolha da opção de desporto no Ensino Secundário,
através da análise factorial exploratória.

Segundo Jesus et al., (1993), cit. por Raposo e Figueiredo, (1997), o interesse
que o desporto tem vindo a adquirir na nossa sociedade, em todos os seus
contextos, pressupõe a necessidade de aumentar de forma significativa, não só
os estudos sobre os motivos que levam os indivíduos a envolver-se nas
actividades desportivas, mas também os motivos que levam as pessoas a não
se envolverem.

Gill (2000) descreve a motivação como a intensidade e direcção de um


comportamento, sendo esse comportamento determinado tanto pelo próprio
indivíduo como pelo meio envolvente.

A motivação pode ser classificada em motivação extrínseca e motivação


intrínseca. Na motivação intrínseca a pessoa adere ou mantém-se numa
actividade pelas recompensas extrínsecas fornecidas por outros (aprovação
social dos adultos e colegas, recompensas materiais, status social). Na
motivação extrínseca, a pessoa adere ou mantém-se na actividade pelo próprio
prazer que esta lhe proporciona (satisfação, divertimento, curiosidade e mestria
pessoal) (Sapp e Haubenstricker 1978; Cruz, 1996).

Os indivíduos motivados intrinsecamente têm maior probabilidade de serem


mais persistentes, de apresentarem níveis de desempenho mais elevados e de
realizarem mais tarefas do que aqueles que requerem reforços externos (Gill,
2000; Lázaro, Santos & Fernandes, 2004).

2
Muitos dos estudos realizados sobre a motivação para a participação são de
tipo descritivo, focando sobre os motivos que levam as pessoas a participar
numa dada actividade (Gill, 2000).

Os motivos são os factores dinâmicos que influenciam a conduta de um


indivíduo, consciente ou inconscientemente, na direcção de um objectivo. Estes
factores dinâmicos apesar de se manifestarem internamente podem ser
originados por elementos externos que vão ao encontro de impulsos,
necessidades ou forças potenciais internas (Lázaro et al., 2004).

Os motivos oscilam entre um impulso (processo interno que incita à acção) e


um determinado objectivo (meta ou fim, que ao ser atingido reduz ou anula
temporariamente o impulso). Este ciclo, através da sua renovação, conduz a
um conjunto de satisfações e gratificações predispondo o indivíduo a uma
prática renovada, que se concretiza com maior frequência e facilidade,
atingindo mesmo as esferas da necessidade e de prazer-satisfação (Lázaro et
al., 2004).

Gill, Gross & Huddleston (1983), citados por Gill (2000), desenvolveram um
questionário, “Participation Motivation Questionnaire”, para avaliar os motivos
que levam os jovens a participar no desporto. Os autores usando a análise
factorial exploratória reduziram os 30 itens a 8 constructos: obtenção de
objectivos / estatuto; pertencer a uma equipa; manter-se em forma; descarregar
energias; factores situacionais; aprendizagem e desenvolvimento da técnica;
amizade; divertimento.

Um dos estudos mais sistemáticos neste domínio foi realizado por Gill, Gross &
Huddlestom (1983), cit. por Cruz, (1996), que investigaram as razões para a
participação desportiva. Os resultados obtidos mostraram que as razões mais
importantes para a participação desportiva eram: melhorar as competências,
divertimento, aprender novas competências, desafio e ser fisicamente
saudável. Paralelamente a análise das respostas permitiram identificar várias
dimensões da motivação para a participação desportiva: realização / estatuto,
orientação para a equipa, saúde física, descarga de energias, factores
situacionais, desenvolvimento de competências, amizade e divertimento.

3
Num estudo mais recentemente elaborado, Buonomano, Cei & Mussino (1995),
cit. por Cruz, (1996), procurar identificar os motivos para a participação
desportiva. As respostas a questões abertas relacionadas com motivação para
a participação desportiva evidenciaram que os principais motivos dos jovens
eram de ordem física, razões de ordem social, motivos competitivos, motivos
relacionados com o desenvolvimento ou melhoria de competências e
visibilidade social.

Gill (2000), refere que vários estudos descritivos apresentaram resultados


consistentes, demonstrando que as crianças participam no desporto por mais
do que uma razão. Inserindo-se esses motivos em constructos comuns, sendo
os mais importantes: o desenvolvimento da técnica; demonstração de
competência; excitação; desafio; e o divertimento.

Os adultos apresentam os mesmos motivos para a participação em desportos


que as crianças, apesar de darem mais importância às razões relacionadas
com a saúde e menos ao desenvolvimento da técnica e à competência do que
as crianças (Gill, 2000).

Gill (2000) refere vários estudos (Weiss & Chaumeton, 1992; Weingarten,
Furst, Tenenbaum & Schaefer, 1984; Buonamano, Cei & Mussino, 1995), cujas
conclusões apontam para a existência de diferenças na relevância das
dimensões motivacionais, consoante os factores geográficos e socioculturais.

Lázaro et al. (2004), concluíram no seu estudo exploratório, que os motivos


mais importantes para a iniciação e manutenção da actividade como árbitro de
basquetebol são de ordem intrínseca, sendo os motivos de ordem extrínseca
relevados para o segundo plano.

Nas pesquisas realizadas com atletas federados no nosso país, procurou-se


fundamentalmente, investigar realidades muito concretas, no que se refere, por
exemplo, às modalidades desportivas praticadas pelos inquiridos, ou à sua
distribuição geográfica. Ou seja, são raras as pesquisas nas quais foram
analisados os motivos para a prática desportiva de atletas federados em

4
diferentes modalidades desportivas, ou de atletas federados numa mesma
modalidade mas em diferentes regiões do país (Fonseca & Maia, 2000).

Fonseca e Maia (2000) investigaram a importância atribuída por crianças e


jovens adolescente, a um determinado conjunto de motivos normalmente
indicados como determinantes na sua decisão de praticarem desporto. Na sua
globalidade verificamos que de uma forma geral pareceu ser evidente que a
decisão de praticarem uma actividade desportiva competitiva alicerçava
fundamentalmente em motivos relacionados com a tentativa de melhorar, ou de
demonstrar, a sua competência para a prática dessa modalidade, bem como a
procura da aquisição, ou manutenção, de elevados índices de forma física.
Imediatamente a seguir, foram referidos como importantes, os motivos
relacionados com a afiliação quer geral quer específica, e a competição
(Fonseca & Maia, 2000).

Assim sendo, parece perfeitamente natural que os jovens que decidem praticar
uma modalidade desportiva competitiva de forma regular e sistemática
privilegiem motivos que, de uma forma geral, estão relacionados com a procura
de desenvolvimento das suas competências técnicas e físicas, e com a sua
colocação à prova. Parece, portanto, sair reforçada a noção da importância da
vertente social da prática desportiva. Todavia, em relação aos motivos
relacionados com o divertimento, o panorama é diverso, entre nós. Pois,
parece efectivamente que a prática desportiva dos jovens não decorre apenas
da influência exercida por um único tipo de motivos, ou dimensão motivacional,
mas sim da acção conjugada de diversos tipos de motivos que, embora
mantenham relações entre si, se constituem como relativamente distintos dos
outros. Estes resultados, em certa medida convergem com os encontrados
noutros estudos realizados entre nós, (Lourenço, Fonseca & Garcia, 1996, cit.
por Fonseca & Maia, 2000), parecem providenciar suporte para a noção de que
o desporto assume para os rapazes uma perspectiva mais orientada para o
controlo com os seus pares, não se verificando exactamente o mesmo
relativamente às raparigas, que parecem subscrever uma perspectiva mais
social ou afiliativa para a sua prática desportiva (Fonseca & Maia, 2000).

5
Segundo Adelino e colaboradores (2000) os motivos principais que trazem os
jovens para o desporto são: (I) melhorar o seu nível de habilidade/
competência; (II) jogar, usando as habilidades/ competências da modalidade;
(III) ter uma boa relação com o treinador; (IV) estar na equipa e não no banco;
(V) competir e tentar ganhar; (VI) participar num jogo excitante; (VII) estar com
os amigos; (VIII) envergar o equipamento principal da equipa; (IX) derrotar os
seus adversários; (X) receber medalhas e taças.

O conceito de motivação é uma questão básica para o monitor ou treinador. É


a motivação que traz o atleta para a prática de desporto e é a falta de
motivação que, muitas vezes, leva o atleta a afastar-se (Adelino et al., 2000).

Em relação à escolha de opção de desporto, pensamos ser importante a


elaboração deste questionário para conhecer quais os motivos que levam os
jovens à escolha da opção de desporto no ensino secundário, para os
professores melhor poderem orientar os alunos em termos do seu futuro
profissional.

6
II – Metodologia

A amostra foi constituída por 288 alunos do 10º, 11º e 12º anos de
escolaridade, ou equivalente no ensino da escola profissional. A média dos
alunos inquiridos situa-se nos 17,12 anos (±1,558), tendo o mais novo 14 anos
e o mais velho 24. Os alunos com 15 anos ou menos têm uma percentagem de
14%, a percentagem de alunos com idades compreendidas entre 16 e 17 anos
é de 52%, entre 18 e 19 é de 27%, entre 20 e 21 é de 6%, para alunos com
mais de 22 anos, a percentagem é de 1%.
No Quadro 1 está representada a distribuição dos alunos pelos diferentes anos
de escolaridade do Secundário.

Ano de escolaridade Nº de alunos % em relação ao total


10º ano ou equivalente 119 41%
11º ano ou equivalente 54 19
12ºano ou equivalente 115 40%
Total 288 100%
Quadro 1 – Número e percentagem de alunos da amostra, por ano de escolaridade.

Relativamente à sua divisão pelo género, de acordo com o Quadro 2 podemos


analisar a discrepância existente entre ambos.

Ano de escolaridade Número de alunos da Percentagem em


amostra relação ao total da
amostra
Masculino 178 62%
Feminino 110 38%
Total 288 100%
Quadro 2 – Número e percentagem de alunos da amostra, por género.

A primeira fase deste estudo exploratório consistiu numa entrevista a oito


alunos da área de Desporto do Ensino Secundário em diferentes escolas, que
responderam a uma questão aberta “Indica as razões que te motivaram a

7
escolher a opção de desporto no Secundário?”. Foram registadas todas as
respostas dadas pelos alunos e elaborado um questionário a partir das
mesmas, constituído por 47 itens em que cada item representa um motivo
subjacente à participação na opção de desporto. A importância de cada item é
indicada pelos inquiridos numa escala tipo Likert, de 1 a 5, variando de “Nada
Importante” a “Totalmente Importante” (ver quadro 3).

Totalmente importante
Pouco importante
O que te motivou para a escolha da área de

Muito importante
Nada importante
Nº da Pergunta

desporto no ensino secundário?

Importante
1 Porque não gostava de mais nenhuma área 1 2 3 4 5
2 Porque tenho jeito 1 2 3 4 5
3 Porque sou atleta federado 1 2 3 4 5
4 Gostava de ser treinador 1 2 3 4 5
5 Quero ser Professor de Educação Física 1 2 3 4 5
6 O desporto atrai-me 1 2 3 4 5
7 Consigo destacar-me através da prática desportiva 1 2 3 4 5
8 Porque é a área que tem mais saída a nível profissional 1 2 3 4 5
9 Porque quero seguir uma carreira desportiva como atleta 1 2 3 4 5
10 O gosto por praticar vários desportos 1 2 3 4 5
11 Porque fui incentivado pelos professores Educação Física 1 2 3 4 5
12 Para testar as minhas capacidades 1 2 3 4 5
13 Pelo gosto em competir 1 2 3 4 5
14 Porque é um desafio 1 2 3 4 5
15 Para superar as minhas capacidades 1 2 3 4 5
16 Desde pequeno que tenho esta vontade de seguir desporto 1 2 3 4 5
17 Para realização pessoal 1 2 3 4 5
18 Porque todos os meus amigos foram 1 2 3 4 5
19 Para estar sempre em forma 1 2 3 4 5
20 Porque é uma área admirada por todos 1 2 3 4 5
21 Por incentivo dos amigos 1 2 3 4 5
22 Por conselho dos Pais 1 2 3 4 5
23 Pelo prazer em utilizar as instalações e o material 1 2 3 4 5
desportivo

8
24 Gosto muito de desporto 1 2 3 4 5
25 É nesta área que tenho melhores notas 1 2 3 4 5
26 Sempre pratiquei desporto 1 2 3 4 5
27 Porque gosto de me relacionar com jovens 1 2 3 4 5
28 Porque eles (elas) gostam dos desportistas 1 2 3 4 5
29 Quero seguir uma carreira de desporto 1 2 3 4 5
30 Porque me sinto bem 1 2 3 4 5
31 Porque faz com que eu liberte o stress do dia-a-dia 1 2 3 4 5
32 Porque me esqueço das coisas más 1 2 3 4 5
33 Porque quero fazer disso a minha profissão 1 2 3 4 5
34 Poder praticar desporto na escola é o meu sonho 1 2 3 4 5
35 Adoro praticar todos os desportos 1 2 3 4 5
36 Gosto de aprender cada vez mais sobre cada modalidade 1 2 3 4 5
37 Não há nada que desperte mais o meu interesse 1 2 3 4 5
38 Educação física sempre foi a minha disciplina preferida 1 2 3 4 5
39 O desporto é importante para uma boa actividade 1 2 3 4 5
intelectual
40 Para ter uma mente saudável e um corpo saudável 1 2 3 4 5
41 Porque é das coisas que me dá mais prazer fazer 1 2 3 4 5
42 Porque quero seguir desporto no futuro 1 2 3 4 5
43 Quero ao longo da minha vida uma profissão que me 1 2 3 4 5
agrade
44 Porque diminui a probabilidade de aparecimento de 1 2 3 4 5
doenças
45 O desporto fascina-me 1 2 3 4 5
46 A camaradagem entre colegas é maior em desporto 1 2 3 4 5
47 Pelo convívio entre colegas 1 2 3 4 5
Quadro 3 – Questionário para Avaliar os Motivos da Escolha da Opção de Desporto no Ensino
Secundário.

Numa segunda fase, para facilitar a aplicação dos questionários, contactamos


os professores de Educação Física que leccionavam as diversas opções
desporto, que se disponibilizaram para passar os questionários pelos seus
alunos. Foi explicado aos docentes a importância dos questionários e a forma
de preenchimento dos mesmos. Os questionários foram aplicados nas
respectivas escolas, durante as aulas de Educação Física.

9
Os questionários foram distribuídos em 10 escolas de vários pontos do País:
Escola Frei Heitor Pinto (Covilhã, 8 alunos, 3%); Escola Secundária do Fundão
(Fundão, 10 alunos 3%); Escola Amato Lusitano (Castelo Branco, 48 alunos
17%); Escola Técnica, Artística e Profissional de Nisa (Nisa, 45 alunos 16%);
Escola Secundária de Seia (Seia, 24 alunos 8%); Escola EB 2, 3/ Secundária
de Carrazeda de Ansiães (Carrazeda de Ansiães, 9 alunos 3%); Colégio Nossa
Senhora da Boavista (Vila Real, 9 alunos 3%); Escola Secundária de Mirandela
(Mirandela, 16 alunos 6%); Escola EB3/ Secundária Jaime Magalhães Lima
(Aveiro, 10 alunos 3%); Escola Secundária de Gouveia (Gouveia, 2 alunos 1%);
Escola Secundária Emídio Garcia (Bragança, 18 alunos 6%); Escola
Secundária Dr. Júlio Martins (Chaves, 13 alunos 5%), Escola Secundária de
Valpaços (Valpaços, 8 alunos 3%); Escola Secundária São Pedro (Vila Real, 14
5% alunos); Colégio de São Gonçalo (Amarante, 54 alunos 18%).

Os dados foram analisados usando o programa estatístico SPSS (versão 12.0).


Para verificar a validade do questionário foi usada uma análise factorial das
componentes principais com rotação varimax, sem limitação de número de
factores. Utilizamos um ponto de saturação 0,5 para determinar os itens a
incluir em cada factor.

Posteriormente foi verificada a consistência interna de cada constructo através


do α de Cronbach.

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III – Apresentação de Resultados e Discussão

A primeira análise factorial foi realizada com todos os itens, o que nos permitiu
verificar a existência 9 factores explicando 64,339% da variância total (ver
anexo), o resultado do teste Kaiser-Meyer-Olkin (KMO) foi de .933 (com nível
de significância .000 no teste de Bartlett), valor que considera a análise factorial
muito boa (Pestana e Gageiro, 2000).
Foi eliminado o item 14 “Porque é um desafio” por se incluir em dois factores
simultaneamente, registando uma diferença inferior a .15 (factor 5 com uma
saturação .545 e factor 7 com uma saturação de .529).
Devido ao facto dos factores 6 (inclui itens 31 “Porque faz com que eu liberte o
stress do dia a dia” com uma saturação de .673 e 32 “Porque me esqueço das
coisas más” com uma saturação de .694), 7 (inclui itens 12 “Para testar as
minhas capacidades” com uma saturação de .699 e 15 “Para superar as
minhas capacidades” com uma saturação de .526), 8 (inclui item 3 “Porque sou
atleta federado” com uma saturação de .808), e 9 (inclui item 1 “Porque não
gostava de mais nenhuma área” com uma saturação de .627) não cumprirem a
regra de 3 itens no mínimo por factor (Leitão, 2002), foram eliminados da
análise.
Também foram retirados os itens 4 “Gostava de ser treinador”, 8 “Porque é
uma área que tem mais saída a nível profissional”, 9 “Porque quero seguir uma
carreira desportiva como atleta”, 13 “Pelo gosto em competir”, 17 “Realização
Pessoal”, 23 “Prazer em utilizar as instalações e o material desportivo”, 28
“Porque eles (elas) gostam de desportistas”, 43 “Quero ao longo da minha vida
uma profissão que me agrade”, e 44 “Porque diminui a probabilidade de
aparecimento de doenças”, porque não se incluírem em qualquer dos factores.
Numa segunda análise, sem os itens referenciados anteriormente, os 5
factores explicam 63,083% da variância total, (ver anexos), o resultado do teste
Kaiser-Meyer-Olkin (KMO) foi novamente de .932 (com nível de significância
.000 no teste de Bartlett). Os resultados finais são apresentados no quadro 4.

Itens Factores

11
1 2 3 4 5
02 Porque tenho jeito ,640
05 Quero ser Professor de Educação Física ,731
06 O desporto atrai-me ,775
07 Consigo destacar-me através da prática
,618
desportiva
10 O gosto por praticar vários desportos ,790
11 Porque fui incentivado pelos professores
,716
Educação Física
16 Desde pequeno que tenho esta vontade de seguir
,573
desporto
18 Porque todos os meus amigos foram ,773
19 Para estar sempre em forma ,786
20 Porque é uma área admirada por todos ,620
21 Por incentivo dos amigos ,846
22 Por conselho dos Pais ,696
24 Gosto muito de desporto ,780
25 É nesta área que tenho melhores notas ,572
26 Sempre pratiquei desporto ,599
27 Porque gosto de me relacionar com jovens ,635
29 Quero seguir uma carreira de desporto ,758
30 Porque me sinto bem
33 Porque quero fazer disso a minha profissão ,822
34 Poder praticar desporto na escola é o meu sonho ,568
35 Adoro praticar todos os desportos ,715
36 Gosto de aprender cada vez mais sobre cada
,700
modalidade
37 Não há nada que desperte mais o meu interesse ,573
38 Educação física sempre foi a minha disciplina
,610
preferida
39 O desporto é importante para uma boa actividade
,611
intelectual
40 Para ter uma mente saudável e um corpo
,739
saudável
41 Porque é das coisas que me dá mais prazer fazer ,707
42 Porque quero seguir desporto no futuro ,805
45 O desporto fascina-me ,721
46 A camaradagem entre colegas é maior em
,602
desporto

12
47 Pelo convívio entre colegas ,739
Quadro 4 – Análise factorial final, com um ponto de saturação de 0,5.

Os Eigenvalue e a percentagem da variância explica por cada factor são


descritos no quadro 5.

Factores
1 2 3 4 5
Eigenvalue 7,710 4,079 3,059 2,453 2,255
% da Variância Explicada 24,872 13,157 9,868 7,914 7,273
Quadro 5 – Eigenvalue e a percentagem da variância explica por cada factor.

Os valores de consistência interna dos factores obtidos são representados no


quadro 6.

Factores
1 2 3 4 5
α de Cronbach .938 .892 .808 .756 .730
Quadro 6 – Valores de consistência interna dos factores.

De acordo com análise factorial, ordenamos os factores de acordo com os


respectivos motivos (ver quadro 7).
Factores Motivos
Satisfação/Aptidão • Porque tenho jeito
• O desporto atrai-me
• Consigo destacar-me através da prática desportiva
• O gosto por praticar vários desportos
• Desde pequeno que tenho esta vontade de seguir
desporto
• Gosto muito de desporto
• É nesta área que tenho melhores notas
• Sempre pratiquei desporto
• Porque me sinto bem
• Adoro praticar todos os desportos
• Gosto de aprender cada vez mais sobre cada
modalidade
• Não há nada que desperte mais o meu interesse

13
• Educação física sempre foi a minha disciplina preferida
• Porque é das coisas que me dá mais prazer fazer
• O desporto fascina-me
• Quero ser Professor de Educação Física
• Quero seguir uma carreira de desporto
Carreira Profissional • Porque quero fazer disso a minha profissão
• Poder praticar desporto na escola é o meu sonho
• Porque quero seguir desporto no futuro
• Porque fui incentivado pelos professores Educação
Física
• Porque todos os meus amigos foram
Influências da Família e
Amigos • Porque é uma área admirada por todos
• Por incentivo dos amigos
• Por conselho dos Pais
• Porque gosto de me relacionar com jovens

Relações Interpessoais • A camaradagem entre colegas é maior em desporto


• Pelo convívio entre colegas
• Para estar sempre em forma
• O desporto é importante para uma boa actividade
Saúde Física e Mental
intelectual
• Para ter uma mente saudável e um corpo saudável
Quadro 7- Factores de motivação para a escolha da opção de desporto.

Numa análise final constatamos que alguns dos itens agrupados no factor 1
(Satisfação/Aptidão) e apesar da elevada consistência interna observada
existem vários itens que parecem não se enquadrarem com os restantes, entre
os quais os itens: 16 “Desde pequeno que tenho esta vontade de seguir
desporto”, 36” Gosto de aprender cada vez mais sobre cada modalidade” e 37
“Não há nada que desperte mais o meu interesse”.

14
IV – CONCLUSÃO

A análise factorial realizada sugere a aplicação do questionário reformulado


que vem no quadro 8

Totalmente importante
O que te motivou para a escolha da área de

Pouco importante

Muito importante
Nada importante
Nº da Pergunta

desporto no ensino secundário?

Importante
1 Porque tenho jeito 1 2 3 4 5
2 Quero ser Professor de Educação Física 1 2 3 4 5
3 O desporto atrai-me 1 2 3 4 5
4 Consigo destacar-me através da prática desportiva 1 2 3 4 5
5 O gosto por praticar vários desportos 1 2 3 4 5
6 Porque fui incentivado pelos professores Educação Física 1 2 3 4 5
7 Desde pequeno que tenho esta vontade de seguir desporto 1 2 3 4 5
8 Porque todos os meus amigos foram 1 2 3 4 5
9 Para estar sempre em forma 1 2 3 4 5
10 Porque é uma área admirada por todos 1 2 3 4 5
11 Por incentivo dos amigos 1 2 3 4 5
12 Por conselho dos Pais 1 2 3 4 5
13 Gosto muito de desporto 1 2 3 4 5
14 É nesta área que tenho melhores notas 1 2 3 4 5
15 Sempre pratiquei desporto 1 2 3 4 5
16 Porque gosto de me relacionar com jovens 1 2 3 4 5
17 Quero seguir uma carreira de desporto 1 2 3 4 5
18 Porque me sinto bem 1 2 3 4 5
19 Porque quero fazer disso a minha profissão 1 2 3 4 5
20 Poder praticar desporto na escola é o meu sonho 1 2 3 4 5
21 Adoro praticar todos os desportos 1 2 3 4 5
22 Gosto de aprender cada vez mais sobre cada modalidade 1 2 3 4 5
23 Não há nada que desperte mais o meu interesse 1 2 3 4 5
24 Educação física sempre foi a minha disciplina preferida 1 2 3 4 5
25 O desporto é importante para uma boa actividade 1 2 3 4 5

15
intelectual
26 Para ter uma mente saudável e um corpo saudável 1 2 3 4 5
27 Porque é das coisas que me dá mais prazer fazer 1 2 3 4 5
28 Porque quero seguir desporto no futuro 1 2 3 4 5
29 O desporto fascina-me 1 2 3 4 5
30 A camaradagem entre colegas é maior em desporto 1 2 3 4 5
31 Pelo convívio entre colegas 1 2 3 4 5
Quadro 8 – Novo Questionário para Avaliar os Motivos da Escolha da Opção de Desporto no
Ensino Secundário.

Sugerimos a aplicação do questionário a amostras maiores de forma a


confirmar ou corrigir os resultados obtidos na nossa análise exploratória.

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V – BIBLIOGRAFIA

Adelino, J., Vieira, J., Coelho, O., (2000). Treino de Jovens. Centro de Estudos
e Formação Desportiva, Lisboa.

Cruz, J., et al., (1996). Manual de Psicologia do Desporto. Sistemas humanos e


organizacionais, Lda.

Fonseca, A., Maia, J., (2000). A Motivação dos Jovens para a Prática
Desportiva Federada. Centro de Estudos e Formação Desportiva, Lisboa.

Gill, D. (2000). Psychological Dynamics of Sport and Exercise. 2nd Edition.


Human Kinetics, Champaign.

Lázaro, J.; Santos, R. & Fernandes, H. (2004). Estudo exploratório sobre a


motivação em árbitros de basquetebol. Treino Desportivo, nº 26, 52-57.
Instituto do Desporto de Portugal, Lisboa.

Leitão, J. (2002). Metodologia de Investigação em Educação Física e Desporto:


Estatística Multivariada – Introdução à Análise Factorial. Universidade Trás-os-
Montes e Alto Douro, Vila Real.

Leitão, J. (2002). Textos de Apoio à Disciplina Métodos de Investigação.


(Documento de Circulação Interna) Universidade Trás-os-Montes e Alto Douro,
Vila Real.

Pestana, M. & Gageiro, J. (2000). Análise de Dados para Ciências Sociais. 2ª


Edição, Ed. Sílabo.

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