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Reconquistando o Campo Perdido: O que Lévi-Strauss deve aos ameríndios

O texto é introduzido com a explicação sobre o termo “campo” do titulo, que em francês é semelhante a terreno, como “terreno perdido”, demonstrando o sentido de recuperação de algo em favor dos ameríndios. Em português não é possível fazer essa analogia direta, mas essa relação foi demonstrada ao longo do texto. A importância de Lévi pontuada por Niemuendajú, maior especialista indígena brasileiro em 1936, é contraposta pelos críticos que o apresentam como filósofo-viajante não etnográfico, ou por outros nem isso. Mas Lévi-Strauss tem reconhecido sua visão geométrica, “fotográfica”, com uma visão das grandes estruturas com um olhar minucioso e, ao mesmo tempo, aos detalhes etnográficos. No texto, o caminho percorrido traça o campo das ideias do autor e da experiência, sublinhando aspectos da obra através do fio condutor “o dualismo”, iniciando na forma mais simples e pura do principio da reciprocidade, a dos Nambikwara, passando pela complexificação das formas dualistas, os Bororó, chegando até a forma mais americanista do dualismo em “Histoire de Lynx”. No estudo Nambikwara e na sua apresentação da complexidade social, Lévi traz a noção de falso arcadismo, ou seja, regressão como resposta pela conjunção de ambiente pobre, tecnologia simples e organização social complexa. Essa organização social complexa também permite estruturar as organizações dualistas, momento crucial da SEP (Estruturas Elementares do Parentesco), junção da Teoria Estruturalista com a Teoria Restrita da Aliança de Casamento, noção de Protodualismo. Ampliando os métodos das relações, a Afinidade aparece como dispositivo relacional e atua na determinação do “SI” e do “OUTRO”, demonstrando para os ameríndios a ultrapassagem do humano. Os conceitos de Multidualismo e Dualismo Concêntrico e Diametral são estudados nos Jê e nos Bororo. A integração e características, “geográficas” ou “posicionais”, das aldeias são determinadas pela prevenção da dissolução do todo nos componentes. No Multidualismo as uniões preferenciais, subdivisões clânicas e plano residencial complexo apresentam a complexificação das relações entre reciprocidade e hierarquia, e Lévi conclui que organização “dualista” não existe. Já o dualismo Concêntrico e Diametral evolui a um conceito de dualismo dinâmico e estático, respectivamente, onde o idioma relacional é a afinidade. A polêmica entre Lévi e Maybury-Lewis, antropólogos que caminham próximo, mas que se afastam neste ponto, é a noção de que para Lewis, Lévi prioriza indevidamente a noção social e dimensão matrimonial, sendo incapaz de compreender a historicidade e reduzindo a troca em instituição e o dualismo à representação. Já para Lévi, Lewis não compreende a conexão entre a potência da afinidade e sua realização como história. A divergência dos autores passa pela distinção entre as organizações dualistas, onde para um é instituição e para o outro é como esquema conceitual. Para Lévi-Strauss a “Reciprocidade” é estrutura mental e universal e o “Dualismo” uma modalidade desta que leva à estrutura não-dualista e não se reduzindo apenas ao matrimonio (pode ser observada

coincidente ao dualismo concêntrico. a distinção da organização dualista em dualismo social e simbólico e representa a propensão universal em pensar por antíteses. O dualismo perpétuo tipo fractal. artístico. No dualismo de perpétuo desequilíbrio e aberto ao outro. . etc. causa também o potencial de diferenciação. o problema da gemelaridade é apresentado demonstrando a relação da identidade e sua diferença entre a ameríndia e a europeia.em outros campos: religioso.). dado pela afinidade potencial. o principio está identificado à expressão matrimonial (manifestação particular). Para Lewis.