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Ditadura Militar No Brasil

Nomes: Flávia Corradi e Camila Lorraine Números: 18 e 10 Professor: Cleimar Data: 20/11/2009

Índice
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Ditadura Militar – Meios de tortura. Música. Ilustrações

As seqüelas deixadas pela tortura eram de tamanha dimensão que muitos presos desejaramse levar pela morte para se livrar delas. pela supressão dos direitos constitucionais.• • Fontes Conclusão Ditadura Militar O Regime Militar foi instaurado pelo golpe de 1º de abril de 1964. sendo contudo. o regime militar foi marcado pelo autoritarismo. A tortura foi um fator transformador do . entre outras coisas. pois as lembranças do sofrimento jamais foram apagadas da memória de quem o viveu. de grande relevância para a aquisição de conhecimentos dos mais leigos no assunto. deixava danos irreparáveis à psique humana. coordenada pelo cardeal Dom Paulo Evaristo Arns. no livro. No plano político. dizendo que está ocupou a condição de instrumento rotineiro nos interrogatórios sobre atividades de oposição ao regime. como conseqüência direta de uma série de “tendências e contradições” que vinham acontecendo nos anos imediatamente anteriores. Na economia há uma rápida diversificação e modernização da indústria e serviços. São apontadas. A equipe do “Projeto Brasil Nunca Mais”. um conjunto de práticas que quando não matava. se encarregou de pesquisar todo o processo político do período ditatorial que compreende as décadas de 60 e 70. enforcou-se anos depois. prisão e tortura dos opositores e pela imposição da censura prévia aos meios de comunicação. O livro traz grandes revelações. e seus aparatos repressivos. já no exílio. sustentada por mecanismos de concentração de renda. endividamento externo e abertura ao capital estrangeiro. que mesmo após escapar da morte numa tentativa de suicídio na prisão em 1970. Dom Paulo Evaristo Arns (1985) analisou o processo de tortura no Brasil. apesar de não fazer uma análise aprofundada do tema. Um caso que pode exemplificar bem a situação foi o do Frei Tito de Alencar Lima. o que resultou em um livro que traz um relato histórico do que de fato acontecia nos bastidores do regime. principalmente a partir do ano de 1964. pela perseguição política. as formas de tortura que eram utilizadas pelos carrascos da ditadura. por não suportar as lembranças das brutalidades sofridas enquanto torturado. da Arquidiocese de São Paulo.

que as ações eram ordenadas a partir de um núcleo central. militares brasileiros. Dotados de recursos financeiros e tecnológicos. Foi através dos aparatos repressivos das unidades de forças militares ou policiais que guardavam autonomia de ação entre si. conhecida como “comunidade de informações”. politizados ou em processo de politização. em defesa dos seus ideais. Na maioria das vezes eram executados por pessoas especializadas em empregar técnicas cansativas ao interrogado. as demais pessoas de seu grupo. que logo ficava sabendo do acontecido. oficializado em 1970. Além disso. criteriosamente planejado. interrogador ou captor. Neste artigo a tortura é destacada pela prática que constituiu o núcleo do sistema repressivo: de uma ação arbitrária por parte de alguns interrogadores. Um eficiente mecanismo repressivo usado pelo regime militar foi a utilização de métodos que consistia na vigilância e controle cotidiano sobre a sociedade. transformando-se em um método científico. CINEMAR). tendo o Conselho de Segurança Nacional e a equipe executiva para garantir sua segurança.Centro de Operações de Defesa Interna. proclamada e adotada pela Assembléia Geral das Nações Unidas (ONU) em dezembro de 1948.). Numa fase intermediária situava o interrogador. Na parte mais baixa da hierarquia seguiam os captores. ALVES. Para integrá-los criou-se o Destacamento de Operações de Informação . porque as estruturas do Estado passavam por um processo de endurecimento e exclusão do direito de participação popular da vida nacional. responsável pelos depoimentos. servia também de instrumento para desmobilizar as oposições por meio de intimidação.11). montou-se um complexo sistema repressivo para combater a subversão e reprimir preventivamente qualquer atividade considerada suspeita. utilizando os mais sofisticados métodos de tortura importados dos países imperialistas. (MAGALHÃES. (ARNS. se transformaram em agentes implacáveis da prática repressiva. O SNI subordinava outros órgãos repressivos. as atividades do DOI -CODI eram planejadas e orientadas pela lógica da disciplina militar. com propósitos de enfrentar agentes como uma guerra revolucionária. p. choque elétrico e afogamento foram algumas das torturas utilizadas para reprimir as manifestações e arrancar informações sobre as atividades de grupos e pessoas ligadas à oposição durante a ditadura militar. 1984). Esse baú . 1997 . coordenados por militares. Paralelos a esses. vistos como a elite do sistema. Em seu ponto de vista “a tortura. Eram assessorados por analistas de informações. que eram os policiais responsáveis pelo aprisionamento dos suspeitos. o Serviço Nacional de Informações – SNI. onde o topo era composto pelo Presidente da República. que congrega representantes de todas as forças policiais. com a finalidade de obter informações sobre atividades e/ou indivíduos considerados inimigos da nação. Uma pesquisa coordenada pela Igreja Católica com documentos produzidos pelos próprios militares identificou mais de cem torturas usadas nos "anos de chumbo" (1964-1985). por se afigurar como potencialmente perturbadora da ordem. ao respeito à integridade física e moral do homem. Aprofundando a temática da tortura praticada durante a Ditadura Militar é conveniente analisarmos o artigo “A lógica da suspeição: sobre os aparelhos repressivos à época da ditadura militar no Brasil” escrito por Marionilde Dias Brepohl de Magalhães (1997). As ações “subversivas” se intensificaram. criado em 1964. atingindo além do indivíduo. a polícia federal e as polícias estaduais (como por exemplos os DOPS). existiam os informantes. que era submetido a interrogatórios. entendemos que a tortura além de servir como técnica para obter algumas informações. (HUGGINS. através de um poderoso sistema de repressão e controle. além de desumana. Portanto. que se dispunham a tudo. que de acordo com sua competência ocupavam a função de analista. A esses eram subordinados os órgãos de repressão em todas as regiões do país. especialmente dos Estados Unidos. nas décadas de 60 e 70. Em nome da Segurança Nacional. DOICODI. até à morte. é o meio mais inadequado para levar-nos a descobrir a verdade e chegar à paz”. como se os militantes de esquerda nada temessem. 1985. Esses homens eram chamados de “fontes” e classificados em uma escala de seis níveis. Esses por sua vez recomendavam planos de ação e freqüentavam a Escola Nacional de Informações. a seleção pessoal para compor os aparatos repressivos obedecia uma rígida hierarquia. Era o ápice da coragem de uma leva de cidadãos em sua maioria jovens. como os centros de informações das três armas (CIEX. 1998) Pau-de-arara.cotidiano da vida nacional. Contrários aos princípios que regem os direitos humanos (estes princípios foram definidos na Declaração Universal dos Direitos Humanos.

anistia a cassados ou revisão parcial de seus processos. o início do período mais duro do regime militar. inclusive as que já foram ministros de Estado ou ocuparam altas posições ou funções em quaisquer atividades públicas. invadindo casas ou locais de trabalho. Prolongavam-se por horas. pois eram censuradas. eram praticados por diversas pessoas e se repetiam por dias". Fica igualmente proibida pelo senhor ministro da Justiça a entrevista de Roberto Campos. em São Paulo. se utilizavam de metáforas ou no trecho que era censurado colocavam palavras sem sentido com o resto da música ironizando e mostrando pra população que ali houve uma censura. afogamentos e muita pancadaria. Música Durante a ditadura militar qualquer manifestação ou organização feita para questionar a situação política da época era censurada. mesmo com a censura. grupos policiais e militares começavam a agredir no momento da prisão. a música foi um importante meio de critica a sociedade. afastando vários militares da "linha dura" do Exército. A partir dessa época. Mas ninguém acusado de torturar presos políticos durante a ditadura militar chegou a ser punido. mais de 280 pessoas foram mortas . segundo números reconhecidos oficialmente. Por isso. as pessoas que as compunham eram exiladas. especialmente para obter informações de pessoas envolvidas com a luta armada. o seguinte telegrama exemplificador foi recebido pelo diretor da surcusal de Brasília do jornal O Estado de São Paulo: De ordem do senhor ministro da Justiça fica expressamente proibida a publicação de: notícias. ou problema sucessório e suas implicações. A coisa piorava nas delegacias de polícia e em quartéis. que determinou que todos os envolvidos em crimes políticos incluindo os torturadores . comentários. quando o presidente Ernesto Geisel tomou medidas para diminuir a tortura. Durante o governo militar. Um dos artifícios que a população utilizava para se expressar era a música. Porém como não podiam colocar os problemas explicitamente nas letras.muitas sob tortura. Artistas censurados durante a ditadura militar (1964-1985) • • • • • • • • • Caetano Veloso Chico Buarque Elis Regina Geraldo Vandré Gilberto Gil Kid Abelha Milton Nascimento Raul Seixas Taiguara . afirma a juíza Kenarik Boujikain Felippe. entrevistas ou critérios de qualquer natureza. o Congresso aprovou a Lei da Anistia.fossem perdoados pela Justiça. Contando com a "assessoria técnica" de militares americanos que ensinavam a torturar. As ordens acima transmitidas atingem quaisquer pessoas. a tortura passou a ser amplamente empregada. Mais de cem desapareceram. foi aberto de vez em 1968. críticas ou comentários ou editoriais desfavoráveis sobre a situação econômico-financeira. Nas letras questionavam a situação pela qual o Brasil estava passando. onde muitas vezes havia salas de interrogatório revestidas com material isolante para evitar que os gritos dos presos fossem ouvidos. abertura política ou democratização ou assuntos correlatos. que incluía choques elétricos. O pau comeu solto até 1974.de crueldades. Em 1979. Em 15 de setembro de 1972. mortas ou desapareciam. "Os relatos indicam que os suplícios eram duradouros. mostravam o que o governo e os militares estavam fazendo. da Associação Juízes para a Democracia.

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shtml http://www.wikipedia.htm www. O período de ditadura militar no Brasil teve apenas uma vantagem para a população: deixaram gravados na memória os tempos difíceis e a seguinte mensagem: ditadura nunca mais! . expressão.net/liea/msica-na-ditadura-militar http://www. mas todos nós podemos dizer que a ditadura foi um período negro na história do Brasil caracterizada por falta de liberdade.com.com.slideshare. sentimentos e garantias individuais.br/historia/pergunta_287330.urutagua. Tomaram o poder.br//02sandra.Fontes http://mundoestranho.abril. mataram.uem.br Conclusão Concluímos que cada um tem sua opinião a respeito da ditadura militar. calaram a imprensa.