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Diário

Diário Oficial Estado de Pernambuco Ano XC• N 105 Poder Executivo Recife, quinta-feira, 6 de junho

Oficial

Estado de Pernambuco

Ano XC• N 0 105

Poder Executivo

Recife, quinta-feira, 6 de junho de 2013

PLANO DE DESENVOLVIMENTO

Anunciados R$ 205 milhões para Meio Ambiente e Sustentabilidade

No Dia Internacional do Meio Ambiente, celebrado ontem, o governador Eduardo Campos anunciou o Plano de Aplicação para o Desenvolvimento Sustentável, para o qual vai ser disponibilizado o valor de R$ 205 milhões provenientes da compensação ambiental dada pelos grandes empreendimentos instalados no Estado.

F OTO : A LUÍSIO M OREIRA /SEI

OO investimento vai be-

neficiar principal-

mente a população

do entorno das 81 Unidades de Conservação (UC) exis- tentes em todo o território pernambucano. O evento foi realizado no prédio-sede da Seplag, no bairro de Santo Amaro, e contou com a presença de vários se- cretários de Estado, além das equipes dos órgãos colegiados ligados à causa. “Fomos buscar esse di- nheiro das empresas que vieram para Pernambuco. Cobramos taxas que já estão disponibilizadas sem burocracia, livres de con- tingenciamento e carimba- das para a ação ambiental. A Secretaria de Meio Am- biente, com a fiscalização e o acompanhamento do Conselho de Meio Am- biente e da sociedade, vai poder empregar esse recur- so nas Unidades de Con- servação para que possam ter vida, bem como finan- ciar a economia verde”, explicou Eduardo, que na ocasião também decretou o início das obras de mais dois trechos do projeto de Rena- turalização do Rio Beberibe. Entre as ações do Plano estão os programas de api- cultura, sementeiras, ecotu- rismo, além da criação de uma UC na Serra do Ca- chorro, em São Caetano, e do primeiro Parque Mari- nho no Litoral da Região

Diário Oficial Estado de Pernambuco Ano XC• N 105 Poder Executivo Recife, quinta-feira, 6 de junho

O GOVERNADOR explicou que os recursos são oriundos das taxas de compensação ambiental pagas por grandes empresas

Metropolitana. Também foi anunciada a abertura de bolsas de mestrado e dou- torado para profissionais residentes em todas as regiões do Estado e da regularização fundiária de Bita e Utinga, maior uni- dade de conservação de Mata Atlântica, em Suape. Para o secretário de Meio Ambiente e Sustentabilida- de, Sérgio Xavier, com a ela- boração deste plano, Per- nambuco sai na dianteira na formação de um novo con- ceito de sustentabilidade, o qual chamou “de uma socie- dade tri-resiliente”. “Esse

dinheiro será empregado nos pilares da sustentabilidade, que são o social, o ambiental e o econômico. Ou seja, é proteger o meio ambiente, criando emprego e renda e fortalecendo a economia”, argumentou Xavier.

BEBERIBE - Já em curso, o projeto de Renaturalização do Rio Beberibe teve mais duas Ordens de Serviço as- sinadas ontem, totalizando um investimento de R$ 38 milhões. Os trechos con- templados são os que com- preendem a ponte da Aveni- da Olinda até a ponte Nova

Esperança (R$ 20 milhões) e da ponte Nova Esperança até a BR-101. O governador destacou a importância das intervenções, sobretudo na drenagem das cidades. “Vamos conseguir mini- mizar as inundações e favo- recer as atividades de pesca e lazer, uma vez que trará melhorias na qualidade da água do rio com a retirada de um milhão de metros cúbicos de sedimentos”, defendeu Eduardo, lem- brando que as ações da par- ceria público-privada do sa- neamento - quando 90% do esgotamento sanitário da

Região Metropolitana do Recife estará concluído ao cabo de 12 anos - também irá favorecer o resgate dos Rios Beberibe, Capibaribe e de outros que cortam a RMR. Ao todo, 13 quilômetros do rio passarão pelas inter- venções, beneficiando cerca de 590 mil pessoas que moram na bacia do Bebe- ribe. Serão investidos R$ 63 milhões e o prazo de con- clusão do projeto está esti- mado para o segundo se- mestre de 2014. “Essa é uma obra integrada dos go- vernos estadual e muni- cipal, que dialoga com a mobilidade urbana e com a educação ambiental”, resu- miu o secretário de Re- cursos Hídricos e Ener- géticos, Almir Cirilo.

NORTE-AMERICANOS VÊM A PE CONHECER O GANHE O MUNDO

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Diário Oficial Eletrônico CERTIFICAÇÃO DIGITAL
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06/06/2013 04:42:49 89352194095775 COMPANHIA EDITORA DE PERNAMBUCO CNPJ: 10921252000107
06/06/2013
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COMPANHIA EDITORA DE PERNAMBUCO
CNPJ: 10921252000107

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Certificado ICP-Brasil - AC Certisign RFB G3: COMPANHIA EDITORA DE PERNAMBUCO N° de Série do Certificado: 30491706850534949524199340308648175272

Hora Legal Brasileira: 06/06/2013 04:42 Autoridade de Carimbo do Tempo (ACT): Comprova.com

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe oferece o art. 62 da Constituição, adota a seguinte Medida Provisória, com força de lei:

Art 1º - Fica instituída a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP Brasil, para garantir a autenticidade, a integridade e a validade jurídica de documentos em forma eletrônica, das aplicações de suporte e das aplicações habilitadas que utilizem certificados digitais, bem como a realização de transações eletrônicas seguras.

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Diário Oficial do Estado de Pernambuco - Poder Executivo

Recife, 6 de junho de 2013

Equipamentos eletrônicos e mobiliários vão ser destinados para os CRAS

AA secretária esta- dual de Desen- volvimento So-

cial e Direitos Humanos - SEDSDH, Laura Gomes, abriu ontem o encontro que reuniu secretários municipais de Assistência Social e coordenadores dos Centros de Refe- rência de Assistência So- cial - CRAS de 50 mu- nicípios pernambucanos que serão contemplados com equipamentos ele- trônicos e mobiliários. O objetivo da ação é for- talecer o atendimento às famílias e indivíduos em situação de vulnerabili- dade social e fragilidade de vínculos afetivos. A secretária informou que, ao todo, 55 CRAS se- rão beneficiados pelo projeto. Segundo ela, a SEDSDH vai doar a cada unidade 31 equipamentos diferentes e a grande pre- ocupação é que sejam beneficiados prioritaria- mente os segmentos dos idosos e das pessoas com deficiências. O projeto foi estruturado para con- templar todos os que pre-

F OTO : PAULO M ACIEL /SEI

2 Diário Oficial do Estado de Pernambuco - Poder Executivo Recife, 6 de junho de 2013

L AURA G OMES informou que a prioridade foi dada aos segmentos de idosos e portadores de deficiência

cisam dos serviços dos CRAS. Ela afirmou ainda que a escolha dos municípios levou em conta os índices de violência/criminalida- de (CVLI - Crimes Vio-

lentos Letais Intencio- nais), a pobreza/vulnera- bilidade social, e, por último, as cidades que fo- ram atingidas por enchen- tes nos dois últimos anos. O CRAS, parte da Po-

lítica Nacional de Assis- tência Social - PNAS, atua como a principal porta de entrada do Sis- tema Único de Assistên- cia Social - Suas, dada sua capilaridade nos terri-

tórios, e é responsável pela organização e oferta de serviços de proteção social básica nas áreas de vulnerabilidade e risco social. Além disso, possui a missão de fortalecer a

função protetiva das fa- mílias, prevenindo a rup- tura de vínculos, promo- vendo o acesso e usufruto de direitos e contribuindo para a melhoria da quali- dade de vida. Os municípios con- templados são: Abreu e Lima, Agrestina, Água Preta, Altinho, Amaraji, Araçoiaba, Barra de Guabiraba, Barreiros, Belém de Maria, Bezer- ros, Bom Conselho, Bo- nito, Cabo de Santo Agostinho, Cachoeiri- nha, Caetés, Camaragibe, Catende, Casinhas, Chã Grande, Correntes, Cor- tês, Escada, Gameleira, Gravatá, Igarassu, Ipoju- ca, Itamaracá, Itapissu- ma, Jaboatão dos Gua- rarapes, Jaqueira, Joa- quim Nabuco, Jurema, Maraial, Moreno, Nazaré da Mata, Palmares, Pal- meirina, Pombos, Prima- vera, Quipapá, Recife, Ribeirão, São Benedito do Sul, São Joaquim do Monte, São Lourenço da Mata, Sirinhaém, Taman- daré, Trindade, Vicência e Xexéu.

Inscrições abertas para cursos no Itep

O Instituto de Tecnologia de Pernambuco (Itep) pro- moverá uma série de cursos de curta duração em Gestão e Tecnologia, enfatizando, no primeiro momento, as áreas de Metal-Mecânica e Empreendedorismo. Já es- tão abertas inscrições para os cursos de “Boas Práticas em Gerenciamento de Pro- jetos de Acordo com o Guia PMBOK” e “Metalurgia da Soldagem Aplicada à Cons- trução e Montagem”. O curso “Boas Práticas em Gerenciamento de Proje- tos de Acordo com o Guia PMBOK”, será realizado de 15 a 26 de julho, das 18 às 22h, na sede do Itep, na Ci- dade Universitária, com du- ração de 40 horas. O públi-

co-alvo são profissionais e estudantes que tenham in- teresse em desenvolver seus conhecimentos em gestão de projetos. Ao final do curso, o aluno deverá estar capaci- tado a gerenciar um projeto de acordo com as boas prá- ticas apresentadas, compor uma equipe de projeto ou submeter-se ao exame de certificação do PMI (Project Management Institute). Já o curso “Metalurgia da Soldagem aplicada à Cons- trução e Montagem”, tam- bém com 40 horas, será ofertado de 12 a 16 de agos- to. As aulas serão realizadas das 8 às 12h e das 13 às 17h, também na sede do Itep. O curso é dirigido a técnicos e engenheiros que atuam na

área de soldagem, manutenção e processos de montagem industriais. O objetivo é desenvolver conhecimentos relacionados aos mecanismos da meta- lurgia da soldagem, abor- dando os métodos de mo- nitoração usualmente em- pregados, objetivando esta- belecer um adequado pro- grama de controle da sol- dagem em processos de Construção e Montagem Metal-Mecânica. A inscrição para o pri- meiro curso custa R$ 1.000,00, enquanto o segundo custa R$ 1.500,00. Para inscrição enviar e-mail para avalen ca@itep.br com o nome, endereço, CPF e telefone de contato.

Sefaz disponibiliza serviços do ICD na internet

A Secretaria da Fazenda - Sefaz, buscando a me- lhoria nos serviços ofere- cidos, coloca à disposição mais um facilitador para o cidadão. A abertura dos processos relativos ao Im- posto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação de Quaisquer Bens ou Direito - ICD pode ser feita agora através da Internet, no site da Sefaz - www.sefaz.pe. gov.br, por meio do link ARE Virtual. Neste pri- meiro momento, o serviço atende aos processos de doação espontânea. “Este facilitador repre- senta um avanço e traz mui- tos benefícios ao contri- buinte. Mesmo ainda sendo necessário o atendimento presencial, a abertura do

processo pela internet dará celeridade ao trâmite”, res- salta a gerente do segmento do ICD, Sandra Branco. Ao acessar a ARE Vir- tual, na opção Cadastro de Processo Online, o solici- tante irá informar os dados relativos à demanda, sele- cionando o local de atendi- mento desejado, que pode ser uma das agências da Receita Estadual ou a ge- rência do ICD, que fica no Edifício San Rafael. Após confirmar a solicitação, o contribuinte deverá apre- sentar, no prazo máximo de dez dias úteis, a documen- tação necessária no local de atendimento escolhido. A partir da entrega dos documentos na Sefaz, o processo segue o trâmite

normal: cálculo do valor do imposto, ciência do contribuinte e disponibili- zação do DAE para paga- mento. O andamento po-

derá ser consultado tam- bém pelo site da Sefaz ou através do Telesefaz -

0800.285.1244.

A viabilização desta fer- ramenta foi operacionali- zada pela equipe gestora do Sistema GCD, da Diretoria Geral da Receita Tributária - DRT. “A disponibilização deste serviço é uma tendên- cia, uma vez que o contri- buinte já conta com vários serviços na ARE Virtual. Num outro momento, os demais processos relativos ao ICD devem ser ofereci- dos também”, explica o gestor Cristiano Torres.

Recife, 6 de junho de 2013

Diário Oficial do Estado de Pernambuco - Poder Executivo

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Governo do Estado

Governador: Eduardo Henrique Accioly Campos

LEI Nº 14.992, DE 5 DE JUNHO DE 2013.

Dispõe sobre a obrigatoriedade das empresas que exploram o comércio eletrônico de vendas coletivas no âmbito do Estado de Pernambuco, a manterem serviços telefônicos de atendimento ao consumidor.

O GOVERNADOR DO ESTADO DE PERNAMBUCO:

Faço saber que a Assembleia Legislativa decretou e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º As empresas que exploram o comércio eletrônico de vendas coletivas, no âmbito do Estado de Pernambuco, deverão manter serviço telefônico gratuito de atendimento ao consumidor.

Art. 2º As informações sobre a localização da sede física da empresa de vendas coletivas deverá constar na página eletrônica da mesma.

Art. 3º As ofertas deverão conter, no mínimo, as seguintes informações:

I - quantidade mínima de compradores para a liberação da oferta;

II - prazo para a utilização da oferta por parte do comprador de forma destacada;

III - endereço e telefone da empresa responsável pela oferta;

IV - quando a oferta consistir em tratamentos estéticos ou assemelhados, deverá constar no anúncio as contraindicações para sua utilização;

V - a informação acerca da quantidade de clientes que serão atendidos por dia e a forma de agendamento para a utilização da oferta por parte dos compradores;

VI - a quantidade máxima de cupons que poderão ser adquiridos por cliente, bem como o período do ano, os dias de semana e horários em que o cupom da oferta poderá ser utilizado.

Art. 4º Caso o número mínimo de participantes para a liberação da oferta não seja atingido, a devolução dos valores pagos deverá ser realizada até 72 (setenta e duas) horas.

Art. 5º As informações sobre ofertas e promoções somente poderão ser enviadas a clientes pré-cadastrados através do sítio, contendo expressa autorização para o recebimento das informações em sua conta de correio eletrônico.

Art. 6º As infrações às normas desta Lei cam sujeitas, conforme o caso, às sanções administrativas, sem prejuízo das de natureza civil, penal e das denidas em normas especícas, previstas e regulamentadas nos artigos 56 a 60 da Lei Federal nº 8.078, de 11 de setembro de 1990.

Art. 7º A scalização do disposto nesta Lei será realizada pelos órgãos públicos nos respectivos âmbitos de atribuições, os quais serão responsáveis pela aplicação das sanções decorrentes de infrações às normas nela contidas, mediante procedimento administrativo, assegurada ampla defesa.

Art. 8º Caberá ao Poder Executivo regulamentar a presente Lei em todos os aspectos necessários para a sua efetiva aplicação.

Art. 9º Esta Lei entra em vigor após 180 (cento e oitenta) dias de sua publicação.

Palácio do Campo das Princesas, Recife, 5 de junho do ano de 2013, 197º da Revolução Republicana Constitucionalista e 191º da Independência do Brasil.

EDUARDO HENRIQUE ACCIOLY CAMPOS

Governador do Estado

FRANCISCO TADEU BARBOSA DE ALENCAR THIAGO ARRAES DE ALENCAR NORÕES

O projeto que originou esta Lei é de autoria do Ex-Deputado Luciano Siqueira.

LEI Nº 14.993, DE 5 DE JUNHO DE 2013.

Denomina Escola

Técnica

Estadual Jornalista Cyl

Gallindo, a

ETE do Município de Buíque, Região do

Agreste Pernambucano.

 

O GOVERNADOR DO ESTADO DE PERNAMBUCO:

Faço saber que a Assembleia Legislativa decretou e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º Fica denominada Escola Técnica Estadual Jornalista Cyl Gallindo a unidade Estadual de ensino técnico do Município de Buíque, Agreste Pernambucano.

Art. 2º Fica facultado à família do homenageado, a doação de busto, monumento ou placa alusiva a ser instalada no empreendimento educacional citado no art. 1º desta Lei.

Parágrafo único. Os bustos, monumentos ou placas referidos no caput deste artigo deverão ser confeccionados de acordo com as especicações e requisitos estabelecidos em decreto do Poder Executivo, sendo todos os custos arcados com exclusividade pela família do homenageado.

Art. 3º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Palácio do Campo das Princesas, Recife, 5 de junho do ano de 2013, 197º da Revolução Republicana Constitucionalista e 191º da Independência do Brasil.

EDUARDO HENRIQUE ACCIOLY CAMPOS

Governador do Estado

FRANCISCO TADEU BARBOSA DE ALENCAR THIAGO ARRAES DE ALENCAR NORÕES

O projeto que originou esta Lei é de autoria do Deputado Claudiano Martins Filho.

LEI Nº 14.994, DE 5 DE JUNHO DE 2013.

O GOVERNADOR DO ESTADO DE PERNAMBUCO:

Confere ao Município do Cabo de Santo Agostinho o Título de Capital do Desenvolvimento de Pernambuco.

Faço saber que a Assembleia Legislativa decretou e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º Fica conferido ao Município do Cabo de Santo Agostinho, o Título de Capital do Desenvolvimento de Pernambuco.

Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Palácio do Campo das Princesas, Recife, 5 de junho do ano de 2013, 197º da Revolução Republicana Constitucionalista e 191º da Independência do Brasil.

EDUARDO HENRIQUE ACCIOLY CAMPOS

Governador do Estado

FRANCISCO TADEU BARBOSA DE ALENCAR THIAGO ARRAES DE ALENCAR NORÕES

O projeto que originou esta Lei é de autoria do Deputado Everaldo Cabral.

LEI Nº 14.995, DE 5 DE JUNHO DE 2013.

O GOVERNADOR DO ESTADO DE PERNAMBUCO:

Denomina Rodovia Prefeito Severino Ferreira da Silva, o trecho especíco da PE-187 - Palmeirina/BR424 (Poço Comprido) com 8,58 km de extensão.

Faço saber que a Assembleia Legislativa decretou e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º Fica denominada Rodovia Prefeito Severino Ferreira da Silva, o Trecho Especico da PE-187, entre o Município de Palmeirina e a BR 424/Poço Comprido, com 8,58 km de extensão.

Art.2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Palácio do Campo das Princesas, Recife, 5 de junho do ano de 2013, 197º da Revolução Republicana Constitucionalista e 191º da Independência do Brasil.

EDUARDO HENRIQUE ACCIOLY CAMPOS

Governador do Estado

FRANCISCO TADEU BARBOSA DE ALENCAR THIAGO ARRAES DE ALENCAR NORÕES

O projeto que originou esta Lei é de autoria do Deputado Guilherme Uchôa.

LEI Nº 14.996, DE 5 DE JUNHO DE 2013.

O GOVERNADOR DO ESTADO DE PERNAMBUCO:

Denomina de UPA-E Dom Acácio Rodrigues, a Unidade de Pronto Atendimento Especialidades/UPA-E, no Município de Palmares.

Faço saber que a Assembleia Legislativa decretou e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º Fica denominada UPA-E Dom Acácio Rodrigues, a Unidade de Pronto Atendimento Especialidades do Município de

Palmares.

Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Palácio do Campo das Princesas, Recife, 5 de junho do ano de 2013, 197º da Revolução Republicana Constitucionalista e 191º da Independência do Brasil.

EDUARDO HENRIQUE ACCIOLY CAMPOS

Governador do Estado

FRANCISCO TADEU BARBOSA DE ALENCAR THIAGO ARRAES DE ALENCAR NORÕES

O projeto que originou esta Lei é de autoria do Deputado Henrique Queiroz.

ESTADO DE PERNAMBUCO DI ˘ RIO OFICIAL - PODER EXECUTIVO GOVERNADOR Eduardo Henrique Accioly Campos VICE-GOVERNADOR

ESTADO DE PERNAMBUCO DI˘RIO OFICIAL - PODER EXECUTIVO

GOVERNADOR

Eduardo Henrique Accioly Campos

VICE-GOVERNADOR

João Lyra Neto

SECRET ˘ RIOS

DE ESTADO

SECRETÁRIO DE ADMINISTRAÇÃO

Décio José Padilha da Cruz

SECRETÁRIO DE AGRICULTURA E REFORMA AGRÁRIA

José Aldo dos Santos

SECRETÁRIA DE ARTICULAÇÃO SOCIAL E REGIONAL

José Aluísio Lessa da Silva Filho

SECRETÁRIO DE ASSESSORIA DO GOVERNADOR

Ariano Vilar Suassuna

SECRETÁRIO DA CASA CIVIL

Francisco Tadeu Barbosa de Alencar

SECRETÁRIO DA CASA MILITAR

Mário Cavalcanti de Albuquerque

SECRETÁRIO DAS CIDADES

Danilo Jorge de Barros Cabral

SECRETÁRIO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA

Marcelino Granja de Menezes

SECRETÁRIO DA CONTROLADORIA-GERAL DO ESTADO

Djalmo de Oliveira Leão

SECRETÁRIO DA CRIANÇA E DA JUVENTUDE

Pedro Eurico de Barros e Silva

SECRETÁRIO DE CULTURA

Fernando Duarte da Fonseca

SECRETÁRIO DE DEFESA SOCIAL

Wilson Salles Damazio

SECRETÁRIO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO

Márcio Stefanni Monteiro Morais

SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO SOCIAL E DIREITOS HUMANOS

Laura Mota Gomes

SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO

José Ricardo Wanderley Dantas de Oliveira

SECRETÁRIA DOS ESPORTES

Ana Cristina Valadão Cavalcanti Ferreira

SECRETÁRIO EXTRAORDINÁRIO DA COPA 2014

Luiz Ricardo Leite de Castro Leitão

SECRETÁRIO DA FAZENDA

Paulo Henrique Saraiva Câmara

SECRETÁRIO DO GOVERNO

Milton Coelho da Silva Neto

SECRETÁRIO DE IMPRENSA

José Evaldo Costa

SECRETÁRIO DE MEIO AMBIENTE E SUSTENTABILIDADE

Sérgio Luís de Carvalho Xavier

SECRETÁRIA DA MULHER

Cristina Maria Buarque

SECRETÁRIO DE PLANEJAMENTO E GESTÃO

Frederico da Costa Amâncio

SECRETÁRIO DE RECURSOS HÍDRICOS E ENERGÉTICOS

José Almir Cirilo

SECRETÁRIO DE SAÚDE

Antônio Carlos dos Santos Figueira

SECRETÁRIO DE TRABALHO, QUALIFICAÇÃO E EMPREENDEDORISMO

Antônio Carlos Maranhão de Aguiar

SECRETÁRIO DE TRANSPORTES

Isaltino José do Nascimento Filho

SECRETÁRIO DE TURISMO

Alberto Jorge do Nascimento Feitosa

PROCURADOR-GERAL DO ESTADO

Thiago Arraes de Alencar Norões

ESTADO DE PERNAMBUCO DI ˘ RIO OFICIAL - PODER EXECUTIVO GOVERNADOR Eduardo Henrique Accioly Campos VICE-GOVERNADOR

DIRETOR PRESIDENTE - Interino

Bráulio Mendonça Meneses

DIRETOR ADMINISTRATIVO E FINANCEIRO

Bráulio Mendonça Meneses

DIRETOR DE PRODUÇÃO E EDIÇÃO

Edson Ricardo Teixeira de Melo

GERENTE DE PRODUÇÃO DE CONTEÚDOS

Isa Dias

TEXTO

Secretaria de Imprensa

EDIÇÃO

Isa Dias / Fernando Buarque

DIAGRAMAÇÃO

Inaldo Souza / Silvio Mafra

EDIÇÃO DE IMAGEM

Higor Vidal

PUBLICAǛES:

Coluna de 6,2 cm ...........................

R$

103,00

Quaisquer reclamações sobre matérias publicadas deverão ser efetuadas no prazo máximo de 10 dias.

ASSINATURAS:

Anual/Balcão .................................

R$

572,00

Anual/Domiciliar .............................

R$

869,00

Semestral/Balcão ...........................

R$

285,00

Semestral/Domiciliar .......................

R$

434,00

Preço Unitário ..................................

R$

2,00

COMPANHIA EDITORA DE PERNAMBUCO

CNPJ 10.921.252/0001-07 - Insc. Est. 18.1.001.0022408-7 Rua Coelho Leite, 530 – Santo Amaro – Recife-PE – CEP. 50.100-140 Telefone: (81) 3183-2700 (Busca Automática) Fax: (81) 3183-2747 - cepecom@cepe.com.br Ouvidoria - Fone: 3183-2736 - ouvidoria@cepe.com.br

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Diário Oficial do Estado de Pernambuco - Poder Executivo

Recife, 6 de junho de 2013

LEI Nº 14.997, DE 5 DE JUNHO DE 2013.

Art. 3º A data de vencimento da nova fatura, fruto do ajuste previsto no artigo anterior, deve ser, no mínimo, 5 (cinco) dias úteis após a data da vericação da irregularidade da cobrança.

Denomina

de

Escola Técnica Estadual Professor

Francisco Jonas Feitosa Costa, a ETE do Município de

Art. 4º As infrações às normas desta Lei cam sujeitas, conforme o caso, às sanções administrativas, sem prejuízo das de

Arcoverde.

natureza civil, penal e das denidas em normas especícas, previstas e regulamentadas nos artigos 56 a 60 da Lei Federal nº 8.078, de 11 de setembro de 1990.

O GOVERNADOR DO ESTADO DE PERNAMBUCO:

Faço saber que a Assembleia Legislativa decretou e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º Fica denominada Escola Técnica Estadual Professor Francisco Jonas Feitosa Costa, a unidade de ensino técnico do Município de Arcoverde.

Art.2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Palácio do Campo das Princesas, Recife, 5 de junho do ano de 2013, 197º da Revolução Republicana Constitucionalista e 191º da Independência do Brasil.

EDUARDO HENRIQUE ACCIOLY CAMPOS

Governador do Estado

FRANCISCO TADEU BARBOSA DE ALENCAR THIAGO ARRAES DE ALENCAR NORÕES

O projeto que originou esta Lei é de autoria do Deputado Júlio Cavalcanti.

LEI Nº 14.998, DE 5 DE JUNHO DE 2013.

Denomina de Residencial Prefeito Pedro Pereira Guedes, o Conjunto Habitacional construído sob responsabilidade da CEHAB - localizado no Loteamento Bela Vista, no Município de São Vicente Férrer.

O GOVERNADOR DO ESTADO DE PERNAMBUCO:

Faço saber que a Assembleia Legislativa decretou e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º Fica denominado Residencial Prefeito Pedro Pereira Guedes, o conjunto habitacional construído sob responsabilidade da CEHAB - localizado no Loteamento Bela Vista, no Município de São Vicente Férrer.

Art. 2º Fica facultado à família do homenageado, a doação de Busto, Monumento ou placa alusiva a ser instalada nas dependências do conjunto habitacional citado no art. 1º desta Lei.

Parágrafo único. Os bustos, monumentos ou placas referidos no caput deste artigo, deverão ser confeccionados de acordo com as especicações e requisitos estabelecidos em decreto do Poder Executivo, sendo todos os custos arcados com exclusividade pela família do homenageado.

Art. 3º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Palácio do Campo das Princesas, Recife, 5 de junho do ano de 2013, 197º da Revolução Republicana Constitucionalista e 191º da Independência do Brasil.

EDUARDO HENRIQUE ACCIOLY CAMPOS

Governador do Estado

FRANCISCO TADEU BARBOSA DE ALENCAR THIAGO ARRAES DE ALENCAR NORÕES

O projeto que originou esta Lei é de autoria do Deputado Maviael Cavalcanti.

LEI Nº 14.999, DE 5 DE JUNHO DE 2013.

Determina a obrigatoriedade de axação de placas em hotéis, motéis, pensões e estabelecimentos ans contendo a redação do artigo 82 do Estatuto da Criança e do Adolescente, e dá outras providências.

O GOVERNADOR DO ESTADO DE PERNAMBUCO:

Faço saber que a Assembleia Legislativa decretou e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º Os hotéis, motéis, pensões e estabelecimentos ans cam obrigados a axar placa contendo a redação do art. 82 da Lei Federal nº 8.069, de 13 de julho de 1990 - Estatuto da Criança e do Adolescente.

Art. 2º A placa de que trata o art. 1º desta Lei deverá ser axada em local de ampla visibilidade e conter o número de emergência da Polícia Militar do Estado de Pernambuco.

Art. 3º As infrações às normas desta Lei cam sujeitas à multa de R$ 1.000,00 (um mil reais) a R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais), observado o porte do estabelecimento e o grau de reincidência.

Art. 4º A scalização do disposto nesta Lei será realizada pelos órgãos públicos nos respectivos âmbitos de atribuições, os quais serão responsáveis pela aplicação das sanções decorrentes de infrações às normas nela contidas, mediante prévio procedimento administrativo, assegurada ampla defesa.

Art. 5º Caberá ao Poder Executivo regulamentar a presente Lei em todos os aspectos necessários para a sua efetiva aplicação.

Art. 6º Esta Lei entra em vigor após 180 (cento e oitenta) dias de sua publicação.

Palácio do Campo das Princesas, Recife, 5 de junho do ano de 2013, 197º da Revolução Republicana Constitucionalista e 191º da Independência do Brasil.

EDUARDO HENRIQUE ACCIOLY CAMPOS

Governador do Estado

FRANCISCO TADEU BARBOSA DE ALENCAR THIAGO ARRAES DE ALENCAR NORÕES

O projeto que originou esta Lei é de autoria do Deputado Ricardo Costa.

LEI Nº 15.000, DE 5 DE JUNHO DE 2013.

O GOVERNADOR DO ESTADO DE PERNAMBUCO:

Dispõe sobre Medidas de Proteção ao Consumidor na existência de Cobrança Irregular, na forma que menciona.

Faço saber que a Assembleia Legislativa decretou e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º Fica vedada a cobrança nas relações de consumo quando se vericar ter havido cobrança indevida a maior em benefício do fornecedor, devendo este proceder com o imediato ajuste da cobrança, para que o consumidor pague apenas o valor efetivamente devido.

Art. 2º Para ns de aplicação desta Lei considera-se indevido qualquer valor cobrado do consumidor que esteja em desacordo com a oferta anunciada, o contrato pactuado ou as demais normas de proteção ao consumidor, seja com relação ao montante cobrado ou com a data ou forma de cobrança.

Art. 5º A scalização do disposto nesta Lei será realizada pelos órgãos públicos nos respectivos âmbitos de atribuições, os quais serão responsáveis pela aplicação das sanções decorrentes de infrações às normas nela contidas, mediante procedimento administrativo, assegurada ampla defesa.

Art. 6º Caberá ao Poder Executivo regulamentar a presente Lei em todos os aspectos necessários para a sua efetiva aplicação.

Art. 7º Esta Lei entra em vigor após 180 (cento e oitenta) dias da sua publicação.

Palácio do Campo das Princesas, Recife, 5 de junho do ano de 2013, 197º da Revolução Republicana Constitucionalista e 191º da Independência do Brasil.

EDUARDO HENRIQUE ACCIOLY CAMPOS

Governador do Estado

FRANCISCO TADEU BARBOSA DE ALENCAR THIAGO ARRAES DE ALENCAR NORÕES

O projeto que originou esta Lei é de autoria do Deputado Ricardo Costa.

DECRETO Nº 39.458, DE 5 DE JUNHO DE 2013.

Introduz alterações na Consolidação da Legislação Tributária do Estado, relativamente a procedimentos nas operações com mercadorias destinadas ao exterior sem incidência do ICMS.

O GOVERNADOR DO ESTADO, no uso das atribuições que lhe são conferidas pelo inciso IV do artigo 37 da Constituição

Estadual,

CONSIDERANDO o Convênio ICMS 84/2009, publicado no Diário Ocial da União de 29 de setembro de 2009,

DECRETA:

Art. 1º O Decreto nº 14.876, de 12 de março de 1991, passa a vigorar com as seguintes modicações:

“Art. 7º O imposto não incide sobre:

.......................................................................................................................................................................................

  • II - relativamente à exportação para o exterior:

.......................................................................................................................................................................................

  • b) a partir de 16 de setembro de 1996, observado o disposto nos §§ 15, 16 e 18, operações e prestações que

destinem ao exterior mercadorias, inclusive produtos primários e produtos industrializados semi-elaborados, ou serviços, equiparando-se às referidas operações, a saída de mercadoria realizada com o m especíco de

exportação para o exterior, quando destinada a (Convênios ICMS 113/96 e 84/2009): (NR) .......................................................................................................................................................................................

§ 16. No período de 08 de janeiro de 1997 a 31 de outubro de 2009, relativamente à alínea “b” do inciso II do caput, observar-se-á (Convênios ICMS 113/96, 54/97, 34/98, 107/2001 e 61/2003): (NR) .......................................................................................................................................................................................

§ 18. A partir de 1º de novembro de 2009, relativamente à alínea “b” do inciso II do caput, deve ser observado o seguinte (Convênio ICMS 84/2009): (AC)

I - para os efeitos do mencionado inciso, entende-se como empresa comercial exportadora as empresas comerciais que realizam operações mercantis de exportação, inscritas no Cadastro de Exportadores e Importadores da Secretaria de Comércio Exterior - SECEX, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior;

  • II - o estabelecimento remetente deve emitir documento scal contendo, além dos requisitos exigidos pela legislação, no campo “INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES”, a expressão “REMESSA COM O FIM ESPECÍFICO DE EXPORTAÇÃO”;

III - ao nal de cada período de apu ração, o remetente deve encaminhar à repartição scal do seu domicílio, as informações contidas no documento scal, em meio eletrônico, conforme o Manual de Orientação aprovado pela cláusula trigésima segunda do Convênio ICMS 57/95;

IV – o estabelecimento destinatário, ao emitir o documento scal com o qual a mercadoria, total ou parcialmente, é remetida para o exterior, deve fazer constar, nos campos relativos às informações complementares:

  • a) o CNPJ ou o CPF do remetente;

  • b) o número, a série e a data de cada documento scal emitido pelo remetente; e

  • c) a classicação tarifária da NBM/SH, a unidade de medida e o somatório das quantidades das mercadorias por

NBM/SH, relativas aos documentos scais emitidos pelo remetente;

V - as unidades de medida das mercadorias constantes dos documentos scais do destinatário devem ser as mesmas das constantes dos documentos scais de remessa com m especíco de exportação dos remetentes;

  • VI - o estabelecimento destinatário, além dos procedimentos a que estiver sujeito conforme a legislação, deve emitir

o documento denominado “Memorando-Exportação”, conforme modelo constante do Anexo Único do Convênio

ICMS 84/2009, em 2 (duas) vias, contendo, no mínimo, as seguintes indicações:

  • a) denominação: “Memorando-Exportação”;

  • b) número de ordem e número da via;

  • c) data da emissão;

  • d) nome, endereço e números de inscrição, estadual e no CNPJ, do estabelecimento emitente;

  • e) nome, endereço e números de inscrição, estadual e no CNPJ ou CPF, do estabelecimento remetente da

mercadoria;

  • f) série, número e data do documento scal de remessa com m especíco de exportação;

  • g) série, número e data do documento scal de exportação;

  • h) número da Declaração de Exportação e o número do Registro de Exportação por Estado produtor ou fabricante;

  • i) identicação do transportador;

Recife, 6 de junho de 2013

Diário Oficial do Estado de Pernambuco - Poder Executivo

5

  • j) número do Conhecimento de Embarque e a data do respectivo embarque;

  • k) a classicação tarifária da NBM/SH e a quantidade da mercadoria exportada por CNPJ ou CPF do remetente;

  • l) país de destino da mercadoria;

  • m) data e assinatura do emitente ou seu representante legal; e

  • n) identicação individualizada do Estado produtor ou fabricante no Registro de Exportação;

    • VII - até o último dia do mês subsequente ao do embarque da mercadoria para o exterior, o estabelecimento

exportador deve encaminhar:

  • a) ao estabelecimento remetente, a 1ª via do “Memorando-Exportação”, que é acompanhada:

    • 1. da cópia do Conhecimento de Embarque;

    • 2. do comprovante de exportação;

    • 3. do extrato completo do registro de exportação, com todos os seus campos;

    • 4. da declaração de exportação; e

      • b) ao Fisco, a cópia reprográca da 1ª via do documento scal relativo à efetiva exportação;

        • VIII - somente é considerada exportada a mercadoria cujo despacho de exportação esteja averbado;

IX - a 2ª via do “Memorando-Exportação” deve ser anexada à 1ª via do documento scal do remetente ou à sua cópia reprográca, cando tais documentos no estabelecimento exportador, para exibição ao sco, quando solicitados;

X - o estabelecimento destinatário exportador deve entregar as informações contidas nos registros Tipos 85 e 86, conforme Manual de Orientação aprovado pela cláusula trigésima segunda do Convênio ICMS 57/95;

  • XI - nas saídas para feiras ou exposições no exterior, bem como nas exportações em consignação, o Memorando

previsto no inciso VI somente deve ser emitido após a efetiva contratação cambial;

  • XII – na hipótese do inciso XI, o estabelecimento que promover a exportação deve emitir o referido Memorando,

até o último dia do mês subsequente ao da contratação cambial, conservando os comprovantes da venda, durante

o prazo decadencial;

  • XIII - o estabelecimento remetente ca obrigado ao recolhimento do imposto devido monetariamente atualizado,

inclusive o relativo à prestação de serviço de transporte, quando for o caso, sujeitando-se aos acréscimos legais,

inclusive multa, em qualquer dos seguintes casos em que não se efetivar a exportação:

  • a) no prazo de 180 (cento e oitenta) dias, contado da data da saída da mercadoria do seu estabelecimento;

  • b) no prazo de 90 (noventa) dias, contado da data da saída da mercadoria do seu estabelecimento, na hipótese de

produtos primários ou semi-elaborados, exceto os classicados na na posição 2401 da NBM/SH;

  • c) em razão de perda, furto, roubo, incêndio, calamidade, perecimento, sinistro da mercadoria, ou qualquer outra

causa;

  • d) em virtude de reintrodução da mercadoria no mercado interno; ou

  • e) em razão de descaracterização da mercadoria remetida, seja por beneciamento, rebeneciamento ou

industrialização;

XIV - os prazos estabelecidos nas alíneas “a” e “b” do inciso XIII podem ser prorrogados, uma única vez, por igual período;

  • XV – o disposto no inciso XIII não se aplica:

    • a) na hipótese de devolução da mercadoria, desde que comprovada pelo extrato do contrato de câmbio cancelado,

pela fatura comercial cancelada e pela comprovação do efetivo trânsito de retorno; e

  • b) se o pagamento do débito scal tiver sido efetuado pelo adquirente à unidade federada de origem da mercadoria;

    • XVI – na hipótese do inciso XIII, o depositário da mercadoria recebida com o m especíco de exportação deve

exigir o comprovante do recolhimento do imposto para m da respectiva liberação;

  • XVII - as alterações dos registros de exportação, após a data da averbação do embarque, somente serão admitidas

após anuência formal de um dos gestores do Sistema Integrado de Comércio Exterior - SISCOMEX, mediante formalização em processo administrativo especíco, independentemente de alterações eletrônicas automáticas;

XVIII - a empresa comercial exportadora ou outro estabelecimento da mesma empresa deve registrar no SISCOMEX, por ocasião da operação de exportação, as seguintes informações:

  • a) a Declaração de Exportação - DE; e

XXII - cam convalidados os procedimentos adotados com base nas disposições do Convênio ICMS 84/2009, no período de 1º de novembro de 2009 à 31 de maio de 2013. .....................................................................................................................................................................................

”.

Art. 2º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação, retroagindo seus efeitos a 1º de novembro de 2009.

Palácio do Campo das Princesas, Recife, 5 de junho do ano de 2013, 197º da Revolução Republicana Constitucionalista e 191º da Independência do Brasil.

EDUARDO HENRIQUE ACCIOLY CAMPOS

Governador do Estado

PAULO HENRIQUE SARAIVA CÂMARA FRANCISCO TADEU BARBOSA DE ALENCAR THIAGO ARRAES DE ALENCAR NORÕES

DECRETO Nº 39.459, DE 5 DE JUNHO DE 2013.

Dispõe sobre o recolhimento do ICMS relativo ao montante da subvenção econômica recebida em decorrência da concessão de descontos incidentes sobre a tarifa de energia elétrica.

O GOVERNADOR DO ESTADO, no uso das atribuições que lhe são conferidas pelo inciso IV do artigo 37 da Constituição

Estadual,

CONSIDERANDO o § 3º do artigo 37 da Lei nº 10.259, de 27 de janeiro de 1989,

DECRETA:

Art. 1º A apuração e o recolhimento do ICMS devido, relativo aos valores recebidos do Governo Federal pelas distribuidoras de energia elétrica, a título de subvenção, para custear os descontos incidentes sobre as tarifas de energia elétrica aplicáveis aos usuários referidos no artigo 1º do Decreto Federal nº 7.891, de 23 de janeiro de 2013, são realizados nos termos deste Decreto.

Art. 2º Para ns de apuração do ICMS devido, a distribuidora de energia elétrica deve adotar, em cada período scal, o seguinte procedimento:

  • I - determinar o percentual de fornecimento de energia elétrica faturado com tributação, que é calculado dividindo-se o valor do fornecimento da referida energia pelo valor total do fornecimento de energia elétrica faturado no período scal;

    • II - aplicar o percentual obtido nos termos do inciso I sobre o valor da subvenção recebida no mencionado período;

III - sobre o valor encontrado na forma do inciso II, aplicar a alíquota prevista para o fornecimento de energia elétrica, observada a exigência de que o montante do próprio imposto deve integrar a sua base de cálculo, nos termos da legislação; e

IV - escriturar, no Registro de Apuração do ICMS - RAICMS, no quadro “Outros Débitos”, o valor calculado na forma do inciso III, bem como, no campo destinado ao respectivo detalhamento, as seguintes informações:

  • a) “Subvenção Energia Elétrica - Decreto nº ........

/2013”; e

  • b) valor das saídas tributadas de energia elétrica, valor total das saídas de energia elétrica e valor da subvenção recebida no

período scal.

Art. 3º O imposto calculado na forma do art. 2º deve ser recolhido em Documento de Arrecadação Estadual - DAE especíco, sob o código de receita 005-1, até o dia 15 do mês subsequente ao da apuração do imposto.

Parágrafo único. Relativamente aos períodos scais de janeiro a maio de 2013:

  • I - o recolhimento do imposto devido pode ser efetuado, sem quaisquer acréscimos, até o dia 15 de junho de 2013; e

    • II - os lançamentos previstos no inciso IV do caput do art. 2º devem ser efetuados no período scal de maio de 2013.

Art. 4º Este Decreto entra em vigor na data da sua publicação, retroagindo seus efeitos a 24 de janeiro de 2013.

Palácio do Campo das Princesas, Recife, 5 de junho do ano de 2013, 197º da Revolução Republicana Constitucionalista e 191º da Independência do Brasil.

EDUARDO HENRIQUE ACCIOLY CAMPOS

Governador do Estado

PAULO HENRIQUE SARAIVA CÂMARA FRANCISCO TADEU BARBOSA DE ALENCAR THIAGO ARRAES DE ALENCAR NORÕES

DECRETO Nº 39.460, DE 5 DE JUNHO DE 2013.

  • b) Registro de Exportação - RE, com as respectivas telas “Consulta de RE Especíco” do SISCOMEX, consignando

Regulamenta a concessão e a utilização do crédito presumido do ICMS previsto no Programa de

as seguintes informações:

Sustentabilidade na Atividade Produtiva do Estado de Pernambuco – PESUSTENTAVEL, instituído pela Lei nº

1.

no campo 10: “NCM” - o código da NBM/SH da mercadoria, que deve ser o mesmo do documento scal de

14.666, de 18 de maio de 2012.

remessa;

 

O GOVERNADOR DO ESTADO, no uso das atribuições que lhe são conferidas pelos incisos II e IV do artigo 37 da Constituição

2.

no campo 11: “descrição da mercadoria” - a descrição da mercadoria, que deve ser a mesma existente no

do Estado,

documento scal de remessa;

CONSIDERANDO a necessidade de regulamentar a concessão e a utilização do crédito presumido do ICMS previsto no

3.

no campo 13: “estado produtor/fabricante” - a identicação da sigla da unidade federada do estabelecimento

Programa de Sustentabilidade na Atividade Produtiva do Estado de Pernambuco – PESUSTENTAVEL, instituído pela Lei nº 14.666, de

remetente;

18 de maio de 2012,

4.

no campo 22: “o exportador é o fabricante” - N (não);

DECRETA:

5.

no campo 23: “observação do exportador” - S (sim);

CAPÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

6.

no campo 24: “dados do produtor/fabricante” - o CNPJ ou o CPF do remetente da mercadoria com o m especíco

de exportação, a sigla da unidade federada do remetente da mercadoria, o código NBM/SH da mercadoria, a

Art. 1º A concessão e a utilização do crédito presumido do ICMS previsto na Lei nº 14.666, de 18 de maio de 2012, que institui

unidade de medida e a quantidade da mercadoria exportada; e

o Programa de Sustentabilidade na Atividade Produtiva do Estado de Pernambuco, com o objetivo de apoiar o uso de energias renováveis por estabelecimentos industriais, cam regulamentadas nos termos deste Decreto.

7.

no campo 25: “observação/exportador” - o CNPJ ou o CPF do remetente e o número do documento scal do

remetente da mercadoria com o m especíco de exportação;

XIX - o RE deve ser individualizado para cada unidade federada do produtor ou fabricante da mercadoria;

  • XX - na operação de remessa com o m especíco de exportação em que o adquirente da mercadoria determinar

a entrega em local diverso do seu estabelecimento, devem ser observadas as legislações tributárias das unidades

federadas envolvidas, inclusive quanto ao local de entrega;

  • XXI - quando o remetente e o destinatário situarem-se em unidades federadas distintas, o sco do remetente pode

instituir regime especial para efeito dos procedimentos disciplinados neste parágrafo; e

§ 1º A concessão do incentivo scal de que trata o caput é autorizada por decreto do Poder Executivo, após prévia habilitação do interessado, observadas as condições e requisitos regulamentados neste Decreto e nos demais atos destinados à sua execução.

§ 2º Para os efeitos do disposto neste Decreto, somente é considerada energia renovável de fonte incentivada aquela de origem solar, observados os seguintes requisitos:

  • I - a captação da fonte solar deve ocorrer em território pernambucano; e

    • II – a aquisição deve ser feita diretamente a estabelecimentos que comprovadamente gerem ou comercializem a referida

energia.

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Diário Oficial do Estado de Pernambuco - Poder Executivo

Recife, 6 de junho de 2013

CAPÍTULO II DO INCENTIVO FISCAL E DA RESPECTIVA UTILIZAÇÃO

Art. 2º O estabelecimento industrial que adquirir energia elétrica de fonte renovável, nos termos do art. 1º, pode ser estimulado mediante a concessão de crédito presumido do ICMS, observando as seguintes características:

  • I - quanto ao montante mensal a ser utilizado, aquele resultante da multiplicação do valor do crédito presumido por megawatt-

hora - MWh, denido nos termos da portaria conjunta de que trata o art. 3º, pela quantidade efetivamente recebida de energia de fonte

renovável incentivada, denida nos termos do art. 1º, observado o limitador previsto no § 1º deste artigo; e

  • II - quanto ao prazo de fruição, até 10 (dez) anos, contados a partir do mês seguinte ao da publicação do decreto concessivo do incentivo, podendo a fruição ser iniciada em momento posterior, conforme solicitação justicada do contribuinte, devendo o termo inicial

ser consignado no respectivo decreto.

§ 1º O crédito presumido, de que trata o inciso I do caput, é limitado:

  • I - ao percentual de 5% (cinco por cento) do imposto de responsabilidade direta do contribuinte, apurado em cada período

scal, não podendo resultar, se combinado com outros programas de incentivos scais, inclusive com o Programa de Desenvolvimento do Estado de Pernambuco – PRODEPE, em recolhimento de ICMS normal inferior a 1% (um por cento) do saldo devedor original antes da dedução de qualquer incentivo; e

  • II – ao montante global de crédito presumido autorizado para o estabelecimento, resultante da multiplicação do valor do MWh pelo total de energia contratada de fonte renovável estabelecidos em seu decreto concessivo.

§ 2º Relativamente ao disposto no § 1º, quando houver mais de um contrato de aquisição de energia de fonte renovável, o montante de aproveitamento mensal de crédito presumido deve corresponder ao somatório dos respectivos valores, calculados pela aplicação da regra prevista no inciso I do caput, observada, da mesma forma, as limitações estabelecidas no referido parágrafo.

§ 3º Em relação ao contrato de aquisição de energia de fonte renovável, deve ser observado o seguinte:

  • I - os contratos devem ser apresentados à Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade – SEMAS e validados pela

Secretaria de Recursos Hídricos e Energéticos – SRHE, compondo banco de dados próprio para acompanhamento dos saldos de energia

disponíveis para contratação em cada usina geradora;

  • II - no caso de contrato com empresa comercializadora de energia, a documentação entregue à SEMAS deve ser instruída

com o contrato registrado na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE entre a empresa comercializadora e a detentora

de usina geradora; e

  • III - o contrato de compra de energia deve identicar a usina geradora, implantada ou a ser implantada em Pernambuco,

responsável pelo fornecimento da energia contratada pelo contribuinte.

§ 4º A fruição do crédito presumido relativamente a cada contrato de aquisição de energia de fonte renovável deve observar o seguinte:

  • I – o período de utilização do crédito presumido pelo contribuinte deve ser coincidente com aquele estabelecido no contrato de aquisição, não podendo ultrapassar o prazo de fruição já anteriormente consignado no decreto concessivo;

    • II – para cada contrato de aquisição de energia, a utilização do crédito presumido ca condicionada à efetiva entrada em

operação da usina geradora, no prazo máximo de 12 (doze) meses contados a partir da publicação do decreto que incluir o referido

contrato, conforme data da primeira medição da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE; e

  • III - a inobservância do disposto no inciso II implica condição irregular do contribuinte beneciário, resultando em cancelamento

do incentivo referente àquele contrato, a partir do m do prazo xado no inciso II; e

IV – não congura a hipótese de cancelamento do incentivo prevista no inciso III, o motivo de força maior que impeça a empresa fornecedora de cumprir o prazo previsto no inciso II, desde que o estabelecimento beneciário formalize perante a SEMAS solicitação de prorrogação antes de nalizado o referido prazo.

§ 5º Relativamente ao disposto no inciso IV do § 3º, o não cancelamento depende de elaboração de parecer conjunto da SEMAS e da SRHE, que devem se pronunciar quanto à aceitação das justicativas apresentadas pelo beneciário, especialmente quanto à análise de eventual inabilitação da fonte geradora ao PESUSTENTAVEL.

§ 6º Para efeito de registro na escrita scal do incentivo apurado mensalmente, o estabelecimento beneciário deve somar os créditos presumidos correspondentes a todos os contratos, conforme prazos de fruição estabelecidos no decreto concessivo, e lançar o montante total no campo “Outros Créditos” dos ajustes da apuração do Registro de Apuração do ICMS – RAICMS, constante do arquivo do Sistema de Escrituração Contábil e Fiscal – SEF, antes da dedução relativa a outros programas de incentivos scais, respeitados os limites de aproveitamento estabelecidos neste Decreto.

Art. 3º Portaria conjunta da SEMAS, da SRHE, da Secretaria de Desenvolvimento Econômico – SDEC e da Secretaria da Fazenda – SEFAZ deve denir o montante de crédito presumido passível de ser utilizado pelos contribuintes beneciários por MWh contratado de energia de fonte renovável incentivada.

§ 1º O montante de crédito presumido por MWh estabelecido na portaria conjunta prevista no caput deve ser embasado em nota técnica que considere a estimativa da diferença entre o custo de aquisição da energia proveniente da fonte renovável incentivada e o custo alternativo de aquisição de energia fora do PESUSTENTAVEL, devendo haver revisão com periodicidade máxima anual.

§ 2º Para ns de denição dos custos de aquisição da energia proveniente da fonte renovável incentivada, bem como para habilitação de empreendimentos geradores ou comercializadores, a SRHE deve proceder a leilões de projetos de oferta de energia, tomando por base a estimativa de consumo de potenciais beneciários do Programa.

§ 3º A participação de estabelecimento comercializador de energia de fontes renováveis nos leilões previstos no § 2º depende de seu prévio credenciamento na CCEE, dispensada essa exigência para o estabelecimento gerador.

CAPÍTULO III

DA HABILITAÇÃO

Art. 4º Relativamente à habilitação do interessado ao PESUSTENTAVEL, observa-se o seguinte:

  • I - o estabelecimento industrial deve submeter projeto de intenção de consumo de energia de fontes renováveis à SEMAS, conforme modelo disponibilizado pela referida Secretaria; e

    • II – a SEMAS deve emitir parecer técnico conjunto com a SRHE e a SEFAZ no prazo máximo de 60 (sessenta) dias a partir da protocolização do projeto, devendo este ser submetido à aprovação nal no Conselho Estadual de Política Industrial, de Comércio e

Serviços – CONDIC.

§ 1º São condições para habilitação ao incentivo previsto neste Decreto:

  • I – ser estabelecimento industrial, localizado no território do Estado de Pernambuco, inscrito no regime normal de apuração do ICMS;

  • II – estar em situação regular perante a Fazenda Estadual, relativamente a todas as obrigações tributárias, inclusive as acessórias, do conjunto de estabelecimentos do contribuinte no Estado, observado o disposto no § 2º; e

    • III – possuir contrato de aquisição de energia elétrica de fonte renovável que atenda às exigências previstas neste Decreto.

§ 2º Relativamente ao inciso II do § 1º, deve ser observado ainda o seguinte:

  • I - obstam a regularidade scal ali referida, somente os seguintes débitos:

a) denitivamente constituídos, na esfera administrativa; e

  • b) em tramitação na esfera judicial, desde que não objeto de parcelamento ou não garantidos por ança bancária, depósito

judicial, seguro garantia ou penhora; e

  • II – na hipótese de débito objeto de parcelamento, as respectivas cotas devem ter sido pagas nos prazos legais.

Art. 5º Para ns de comprovação e apuração dos parâmetros para concessão do incentivo, a empresa pleiteante deve instruir o projeto com cópia da última fatura de energia elétrica da distribuidora em Pernambuco e de todos os seus contratos de compra de energia elétrica no mercado livre celebrados.

Parágrafo único. Para ns de aprovação do incentivo, somente são considerados os contratos de aquisição de energia de fonte renovável incentivada cujos registros na CCEE ocorram após a data de protocolização do projeto de intenção de consumo na SEMAS.

Art. 6º o estabelecimento incentivado ca impedido de utilizar os incentivos previstos neste Decreto, nas seguintes hipóteses:

  • I – não efetuar o recolhimento integral do ICMS devido, a qualquer título, nos prazos legais, observado o disposto no § 1º;

    • II - deixar de cumprir, a qualquer tempo do período de fruição, as condições para habilitação, previstas no § 1º do art. 4º;

      • III – utilizar o incentivo acima dos limites previstos no § 1º do art. 2º; ou

IV – deixar de realizar a comprovação junto à SEMAS do consumo de energia elétrica total e aquele decorrente exclusivamente das fontes renováveis contratadas no prazo previsto no art. 7º.

§ 1º O impedimento previsto no inciso I do caput:

  • I – somente se congura se o prazo legal for ultrapassado em 5 (cinco) dias; e

    • II – não ocorre se:

      • a) o montante não recolhido do ICMS devido for de valor igual ou inferior a 5% (cinco por cento) do incentivo utilizado no mês

respectivo, desde que não superior a R$ 10.000,00 (dez mil reais); e

  • b) o ICMS não recolhido tiver sua exigibilidade suspensa, nos termos do artigo 151 da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966

- Código Tributário Nacional, ou se estiver garantido por depósito integral, seguro garantia, ança bancária ou penhora válida.

§ 2º O impedimento da utilização do incentivo previsto neste artigo acarreta a impossibilidade de utilização do benefício durante o período em que persistirem as causas que tenham motivado o respectivo impedimento, sem prejuízo da contagem do prazo de fruição, não abrangendo, entretanto, as parcelas ou períodos anteriores que já tenham sido objeto do incentivo.

§ 3º O disposto no § 2º não se aplica nos períodos fiscais subsequentes àqueles em que se tenha verificado a utilização indevida do incentivo, na hipótese do estabelecimento incentivado, sem prejuízo da multa de mora prevista no inciso VII do artigo 10 da Lei nº 11.514, de 29 de dezembro de 1997, e dos acréscimos legais cabíveis, recolher espontaneamente o valor devido.

§ 4º Na hipótese de o contribuinte se encontrar em condição de irregularidade que impeça o gozo do incentivo por prazo superior a 2 (dois) anos, o incentivo deve ser cancelado, sendo essa condição declarada por meio de portaria da SEFAZ, cujos efeitos retroagem à data em que o mencionado prazo tenha sido atingido.

Art. 7º Para vericação do cumprimento das condições de habilitação ao aproveitamento do incentivo, bem como do respeito aos limites de que trata o § 1º do art. 2º, o contribuinte beneciário deve comprovar junto à SEMAS, até o último dia útil do mês de fevereiro de cada ano, o consumo de energia elétrica total e aquele decorrente exclusivamente das fontes renováveis contratadas, relativamente ao ano imediatamente anterior.

Parágrafo único. Para o primeiro ano de fruição do incentivo, o período de vericação da condição estabelecida no caput deve considerar apenas aquele compreendido entre o mês de início da fruição do incentivo e o mês de dezembro do mesmo ano.

Art. 8º A concessão do incentivo aprovado pelo CONDIC deve ser realizada mediante decreto a ser editado após a apresentação do primeiro contrato de aquisição de energia de fontes renováveis, observando-se ainda o seguinte:

  • I - o decreto concessivo deve indicar, necessariamente:

    • a) os contratos de aquisição de energia aprovados pela SEMAS com as empresas fornecedoras de energia de fonte renovável;

    • b) o montante autorizado para aquisição referente a cada contrato, em volume de MWh;

    • c) o valor do crédito presumido por MWh para ser aplicado em cada contrato de aquisição da energia elétrica de fonte solar; e

    • d) o total do crédito presumido autorizado para o estabelecimento beneciário, nos termos do inciso I do art. 2º, respeitados os

percentuais mínimos de recolhimento previstos no inciso I do § 1º do art. 2º;

  • II - a não-apresentação do primeiro contrato de aquisição de energia de fontes renováveis, no prazo de 12 (doze) meses contados da aprovação do projeto, enseja o cancelamento automático do benefício aprovado pelo CONDIC, impedindo a publicação do

decreto concessivo;

  • III - qualquer inclusão, alteração ou cancelamento de contrato de aquisição de energia deve ser protocolizado na SEMAS no

prazo máximo de 30 (trinta) dias contados a partir do registro da alteração na CCEE, podendo implicar modicação ou revogação do

decreto concessivo do incentivo; e

IV - o valor do incentivo por MWh constante do decreto concessivo, aplicado a cada contrato de aquisição de energia, deve corresponder àquele previsto na portaria conjunta de que trata o art. 3º, vigente no momento da protocolização do contrato na SEMAS, permanecendo inalterado durante todo o período de fruição referente ao respectivo contrato.

Parágrafo único. No caso de novo contrato de aquisição de energia de fontes renováveis apresentado pelo beneciário junto à SEMAS, ca dispensada nova aprovação pelo CONDIC, fazendo-se necessária, entretanto, a edição de novo decreto para ns de atualização da concessão.

CAPÍTULO IV DAS DISPOSIÇÕES FINAIS

Art. 9º A portaria conjunta prevista no art. 3º pode denir um teto anual global de incentivos para aprovação de novos projetos.

Art. 10. O credenciamento de empreendimentos geradores de energia elétrica de fontes renováveis pode ser concedido de ofício pela SRHE, após a conrmação de sua habilitação na CCEE, devendo ser considerados, para ns de concessão e utilização dos incentivos scais, apenas os contratos com geradoras credenciadas.

Parágrafo único. Portaria conjunta da SEMAS, SRHE, SDEC e SEFAZ deve denir as regras para o credenciamento de ofício de que trata o caput.

Art. 11. O Poder Executivo, a qualquer tempo, pode regulamentar a contribuição mensal dos empreendimentos geradores de energia renovável para o Fundo de Eciência Hídrica e Energética de Pernambuco – FEHEPE, inclusive para a energia já incentivada pelo PESUSTENTAVEL.

Art. 12. Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.

Palácio do Campo das Princesas, Recife, 5 de junho do ano de 2013, 197º da Revolução Republicana Constitucionalista e 191º da Independência do Brasil.

EDUARDO HENRIQUE ACCIOLY CAMPOS

Governador do Estado

PAULO HENRIQUE SARAIVA CÂMARA FRANCISCO TADEU BARBOSA DE ALENCAR THIAGO ARRAES DE ALENCAR NORÕES

Recife, 6 de junho de 2013

Diário Oficial do Estado de Pernambuco - Poder Executivo

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DECRETO Nº 39.461, DE 5 DE JUNHO DE 2013.

Institui sistema de segurança e controle scal a ser instalado nos postos revendedores e combustível, denominado Sistema Medidor de Vazão-Postos - SMV- Postos, e introduz alterações na Consolidação da Legislação Tributária do Estado.

O GOVERNADOR DO ESTADO, no uso das atribuições que lhe são conferidas pelo inciso IV do artigo 37 da Constituição

Estadual,

CONSIDERANDO a necessidade de aperfeiçoar os controles, para ns scais, sobre o uso de bombas utilizadas no fornecimento de combustíveis,

DECRETA:

Art. 1º Fica instituído o sistema de segurança e controle scal a ser instalado nos postos revendedores de combustível denominado Sistema Medidor de Vazão-Postos - SMV-Postos, cujas medições são consideradas informações de natureza scal para todos os ns tributários e penais.

Parágrafo único. Permanecem em vigor, no que não dispuserem de forma contrária, as normas contidas no Capítulo X do Título II do Livro Primeiro do Decreto nº 14.876, de 12 de março de 1991.

Art. 2º O sistema de que trata o art. 1º constitui-se de:

  • I - medidor volumétrico com dispositivo de segurança da Secretaria da Fazenda - SEFAZ, conforme modelo aprovado pelo

Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial – INMETRO, destinado à medição do volume de combustível em cada operação do bico da bomba, instalado em cada mangueira e antes do bico das bombas de abastecimento de combustíveis;

  • II - concentrador com dispositivo de segurança da SEFAZ, dispositivo destinado à recepção e transmissão de dados de cada medidor volumétrico, instalado em cada posto revendedor de combustível;

    • III - central de processamento correspondente ao conjunto de microcomputadores em rede local congurados com todas as

funções necessárias ao processamento e centralização das informações provenientes dos concentradores; e

IV - dispositivo eletrônico de dados portátil, tipo tablet ou similar, disponibilizado em cada posto revendedor de combustível para acesso às informações de medição de volume.

Parágrafo único. A aquisição, instalação, implantação e manutenção de todos os componentes do SMV-Postos indicados no caput são de responsabilidade da SEFAZ em conjunto com o fornecedor do referido sistema e do serviço de medição e transmissão das informações de vazão das bombas de combustíveis.

Art. 3º O contribuinte possuidor de bomba de abastecimento de combustível deve comunicar à SEFAZ, por escrito, a ocorrência de qualquer dos seguintes fatos, que impliquem interferência no sistema previsto no art. 1º, no prazo de 1 (um) dia útil, contado da respectiva ocorrência:

  • I - quebra ou defeito do medidor volumétrico instalado que impeça ou interrompa o abastecimento do bico;

    • II - intervenção em quaisquer dos componentes do referido sistema; e

      • III - instalação, conserto ou substituição de bombas de abastecimento de combustível.

Parágrafo único. Na hipótese do inciso I do caput, o contribuinte deve:

  • I - remover o referido medidor, quebrando o dispositivo de segurança da SEFAZ; e

    • II - anotar no Registro de Utilização de Documentos Fiscais e Termos de Ocorrências – RUDFTO, antes e após o reparo:

      • a) o número do encerrante do bico da correspondente bomba; e

      • b) o número do dispositivo de segurança da SEFAZ removido e o instalado.

Art. 4º A constatação de atos ou fatos que caracterizem fraude, adulteração ou cerceamento do uso, por qualquer meio, dos componentes do SMV-Postos, indicados no art. 2º, sujeita o posto revendedor e a empresa credenciada para intervenção à aplicação das penalidades previstas na legislação, sem prejuízo de interdição das bombas de combustíveis.

Parágrafo único. Fica a empresa credenciada obrigada a comunicar à SEFAZ, no prazo de 2 (dois) dias úteis, contados da respectiva ocorrência, qualquer ato ou fato referido no caput.

Art. 5º Os arts. 393, 394, 395 e 396 do Decreto nº 14.876, de 1991, passam a vigorar com as seguintes modicações:

“Art. 393. O equipamento destinado à venda de combustíveis deverá oferecer condições de segurança e controle das operações, para o que conterá, no mínimo, as seguintes características:

.......................................................................................................................................................................................

IV - sistema medidor de vazão, conforme previsto em decreto especíco. (AC) .......................................................................................................................................................................................

§ 7º No caso de substituição de bombas de abastecimento, deverá ser providenciada a retirada e a reinstalação do sistema medidor de vazão seguindo os procedimentos descritos nos arts. 394 a 398, relativos à intervenção por empresa credenciada. (AC)

Art.

394.

.........................................................................................................................................................................

.......................................................................................................................................................................................

§ 2º Somente será credenciado o contribuinte que:

.......................................................................................................................................................................................

IV- tenha autorização para realização de serviços técnicos em bombas de abastecimento de combustível ou, a partir de 1º de junho de 2013, sistema medidor de vazão, concedida pelo Instituto de Pesos e Medidas do Estado de Pernambuco –IPEM/PE ou por órgão da Rede Nacional de Metrologia Legal – RNML. (NR)

Art.

395.

........................................................................................................................................................................

.......................................................................................................................................................................................

§ 3º A credenciada deve fazer constar no Registro de Utilização de Documentos Fiscais e Termos de Ocorrências – RUDFTO, pertencente ao contribuinte possuidor das bombas de abastecimento de combustível, as informações referentes às intervenções técnicas realizadas no sistema SMV-Postos e seus componentes, contendo todos os dados do “Atestado de Intervenção em Bombas de Combustíveis” ou “Atestado de Intervenção em Equipamento do SMV-Postos”, conforme o caso. (AC)

Art. 396. O credenciado deve emitir, em formulário próprio, o documento denominado “Atestado de Intervenção em Bombas de Combustíveis” ou “Atestado de Intervenção em Equipamento do SMV-Postos”, nos seguintes casos: (NR) .......................................................................................................................................................................................

III - quando da intervenção em quaisquer dos componentes do Sistema Medidor de Vazão - SMV-Postos; e (AC)

IV - na hipótese de instalação, conserto ou substituição de bombas de abastecimento de combustível.” (AC)

Art. 6º Portaria da Secretaria da Fazenda deve estabelecer os critérios e prazo relativos à obrigatoriedade de instalação e uso

do SMV.

Art. 7º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação, produzindo seus efeitos a partir de 1º de junho de 2013.

Palácio do Campo das Princesas, Recife, 5 de junho do ano de 2013, 197º da Revolução Republicana Constitucionalista e 191º da Independência do Brasil.

EDUARDO HENRIQUE ACCIOLY CAMPOS

Governador do Estado

PAULO HENRIQUE SARAIVA CÂMARA FRANCISCO TADEU BARBOSA DE ALENCAR THIAGO ARRAES DE ALENCAR NORÕES

DECRETO Nº 39.462, DE 5 DE JUNHO DE 2013.

Institui Grupo de Trabalho no âmbito do Poder Executivo Estadual, e dá outras providências.

O GOVERNADOR DO ESTADO, no uso das atribuições que lhe são conferidas pelo inciso IV do artigo 37 da Constituição

Estadual,

CONSIDERANDO o Decreto nº 39.353, de 30 de abril de 2013, que dispõe sobre a Convocação da Conferência Estadual de Políticas Públicas para Convivência com o Semiárido, em conformidade com a Lei nº 14.922, de 18 de março de 2013,

DECRETA:

Art. 1º Fica instituído Grupo de Trabalho com o objetivo de denir e coordenar ações referentes à realização da I Conferência Estadual de Políticas Públicas para Convivência com o Semiárido, convocada pelo Decreto nº 39.353, de 30 de abril de 2013.

Art. 2º O Grupo de Trabalho de que trata este Decreto será composto pelos seguintes membros, e respectivos suplentes:

I – 2 (dois) representantes da Secretaria de Agricultura e Reforma Agrária;

II – 1 (um) representante da Secretaria de Planejamento e Gestão;

III – 1 (um) representante da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade;

IV – 1 (um) representante da Secretaria da Casa Civil;

V – 1 (um) representante da Secretaria de Recursos Hídricos e Energéticos;

VI – 3 (três) representantes do Conselho Estadual de Desenvolvimento Rural Sustentável – CDS; e

VII – a convite, 1 (um) representante da Associação Municipalista de Pernambuco – AMUPE.

§ 1º Os referidos membros, e respectivos suplentes, serão designados por Ato do Governador do Estado, após indic ação dos titulares dos órgãos ou entidades a que estejam vinculados.

§ 2º O Grupo de Trabalho objeto do presente Decreto será coordenado pelo representante da Secretaria de Agricultura e Reforma Agrária.

Art. 3º O Grupo de Trabalho ora instituído terá a duração de 6 (seis) meses, podendo ser prorrogada.

Art. 4º Fica vedada a percepção de qualquer remuneração em decorrência da participação no Grupo de Trabalho de que trata o presente Decreto.

Art. 5º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.

Palácio do Campo das Princesas, Recife, 5 de junho do ano de 2013, 197º da Revolução Republicana Constitucionalista e 191º da Independência do Brasil.

EDUARDO HENRIQUE ACCIOLY CAMPOS

Governador do Estado

JOSÉ ALDO DOS SANTOS FREDERICO DA COSTA AMÂNCIO SÉRGIO LUÍS DE CARVALHO XAVIER FRANCISCO TADEU BARBOSA DE ALENCAR JOSÉ ALMIR CIRILO PAULO HENRIQUE SARAIVA CÂMARA THIAGO ARRAES DE ALENCAR NORÕES

DECRETO Nº 39.463, DE 5 DE JUNHO DE 2013.

Autoriza a contratação temporária de pessoal para, no âmbito da Secretaria de Saúde, atender à situação de excepcional interesse público, e dá outras providências.

O GOVERNADOR DO ESTADO, no uso das atribuições que lhe são conferidas pelo inciso IV do artigo 37 da Constituição

Estadual,

CONSIDERANDO que a Política Nacional de Educação Permanente em Saúde visa à formação e ao desenvolvimento de trabalhadores para o setor de saúde e constitui um importante instrumento para a realização do projeto de governo estadual;

CONSIDERANDO que o Apoio Institucional implantado pela Secretaria de Saúde visa a uma maior eciência e efetividade das ações da Atenção Primária e também fortalece a educação permanente no trabalho, para o trabalho e a partir do trabalho, aprimorando a política de gestão de pessoas e a qualicação da força de trabalho em saúde;

CONSIDERANDO, ainda, que não houve candidatos aprovados sucientes para atendimento à demanda de todas as Gerências Regionais de Saúde – GERES, no âmbito da seleção pública simplicada de que trata o Decreto nº 38.925, de 7 de dezembro de 2012;

CONSIDERANDO, por m, que a Câmara de Política de Pessoal deferiu o pleito de autorização para contratação temporária para a Secretaria de Saúde, por meio da Deliberação Ad Referendum nº 038, de 25 de abril de 2013,

DECRETA:

Art. 1º Fica autorizada a contratação temporária de 4 (quatro) Técnicos de Nível Superior para, no âmbito da Secretaria de Saúde - SES, atender à situação de excepcional interesse público, com fundamento no inciso VI do artigo 2º da Lei nº 14.547, de 21 de dezembro de 2011.

Art. 2° Os contratos temporários ora autorizados devem ser regidos pela Lei n° 14.547, de 2011, vigorando pelo prazo de até 24 (vinte e quatro) meses, prorrogável por iguais períodos, até o máximo de 06 (seis) anos, a critério e necessidade da Secretaria de Saúde.

Art. 3º As contratações temporárias de que trata o art. 1° devem ser precedidas de seleção pública simplicada, cujos critérios serão estabelecidos em Portaria Conjunta SAD/ SES.

Art. 4º As despesas decorrentes da execução deste Decreto devem correr à conta de dotações orçamentárias próprias.

Art. 5º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.

Palácio do Campo das Princesas, Recife, 5 de junho do ano de 2013, 197º da Revolução Republicana Constitucionalista e 191º da Independência do Brasil.

EDUARDO HENRIQUE ACCIOLY CAMPOS

Governador do Estado

ANTÔNIO CARLOS DOS SANTOS FIGUEIRA FRANCISCO TADEU BARBOSA DE ALENCAR PAULO HENRIQUE SARAIVA CÂMARA DÉCIO JOSÉ PADILHA DA CRUZ FREDERICO DA COSTA AMÂNCIO THIAGO ARRAES DE ALENCAR NORÕES

DECRETO Nº 39.464, DE 5 DE JUNHO DE 2013.

Cria a Escola Estadual Monsenhor Adelmar da Mota Valença, localizada na Unidade Prisional de Canhotinho, no Município de Canhotinho, neste Estado, com Educação de Jovens e Adultos - EJA Fundamental - I a IV Fase e EJA Médio – 1º ao 3º Módulo.

O GOVERNADOR DO ESTADO, no uso das atribuições que lhe são conferidas pelo inciso IV do artigo 37 da Constituição

do Estado.

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Diário Oficial do Estado de Pernambuco - Poder Executivo

Recife, 6 de junho de 2013

DECRETA:

Art. 1º Fica criada a Escola Estadual Monsenhor Adelmar da Mota Valença, Cadastro Escolar nº E-456.012, localizada na Unidade Prisional de Canhotinho, situada na Fazenda Nascimento, s/nº, CEP 55.420-000, no Município do Canhotinho, neste Estado, com Educação de Jovens e Adultos - EJA Fundamental - I a IV Fase e EJA Médio – 1º ao 3º Módulo.

Art. 2º A Unidade Escolar, a que se refere este Decreto, funciona em prédio próprio.

Art. 3º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.

Palácio do Campo das Princesas, Recife, 5 de junho do ano de 2013, 197º da Revolução Republicana Constitucionalista e 191º da Independência do Brasil.

EDUARDO HENRIQUE ACCIOLY CAMPOS

Governador do Estado

JOSÉ RICARDO WANDERLEY DANTAS DE OLIVEIRA FRANCISCO TADEU BARBOSA DE ALENCAR THIAGO ARRAES DE ALENCAR NORÕES

DECRETO Nº 39.465, DE 5 DE JUNHO DE 2013.

Institui a Política de Acompanhamento Permanente da Folha de Pagamento de Pessoal do Poder Executivo Estadual, e dá outras providências.

O GOVERNADOR DO ESTADO, no uso das atribuições que lhe foram conferidas pelos incisos II e IV do artigo 37 da Constituição Estadual,

CONSIDERANDO a necessidade de estabelecer padrões para os procedimentos de elaboração da Folha de Pagamento de Pessoal do Estado, a serem adotados pelos órgãos e entidades da Administração Pública Estadual;

CONSIDERANDO

a

necessidade

de

implementar

capacitação

estruturada

e

avaliação

periódica

que

garantam

o

desenvolvimento, a atualização e a certicação dos gestores e operadores de folha de pagamento;

CONSIDERANDO a necessidade de aprimorar os controles internos da gestão das despesas com pessoal, com vistas a permitir a detecção e correção de eventuais implantações desconformes com a legislação vigente e que impliquem, inclusive, sobrecarga indevida da Folha de Pagamento de Pessoal do Estado;

CONSIDERANDO, ainda, a possibilidade de articulação do Poder Executivo Estadual com outros entes, federais, estaduais e municipais, para implementar o cruzamento automático de informações de pessoal, evitando-se despesas com acumulação ilegal de cargos, empregos e funções, recolhimentos irregulares para o Instituto Nacional do Seguro Social – INSS e pagamentos acima do teto remuneratório constitucional,

DECRETA:

Art. 1º Fica instituída a política de acompanhamento permanente da Folha de Pagamento de Pessoal do Poder Executivo Estadual, envolvendo:

  • I - a denição de um núcleo interno de inteligência para identicar despesas com pessoal em desconformidade com a legislação vigente, bem como as situações irregulares de acumulação de cargos, empregos e funções;

    • II - a elaboração e disponibilização eletrônica de Cadernos de Orientações voltados para a padronização de rotinas de Folha de Pagamento no âmbito da Administração Pública Estadual;

Art. 4° As empresas operadoras do Sistema de Transporte Público de Passageiros referidas no art. 1º que descumprirem o disposto na Lei nº 14.681, de 2012, e neste Decreto, cam sujeitas às seguintes penalidades:

I – advertência, na primeira autuação; e

II - multa, a partir da segunda autuação.

Parágrafo único. A multa prevista no inciso II deve ser xada pelo CTM ou pela EPTI, nos valores de R$ 1.000,00 (um mil reais) a R$ 100.000,00 (cem mil reais), conforme a natureza e proporção da infração, atualizados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - IPCA ou por outro índice que venha a substituí-lo.

Art. 5° Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.

Palácio do Campo das Princesas, Recife, 5 de junho do ano de 2013, 197º da Revolução Republicana Constitucionalista e 191º da Independência do Brasil.

EDUARDO HENRIQUE ACCIOLY CAMPOS

Governador do Estado

ISALTINO JOSÉ DO NASCIMENTO FILHO FRANCISCO TADEU BARBOSA DE ALENCAR PAULO HENRIQUE SARAIVA CÂMARA FREDERICO DA COSTA AMÂNCIO THIAGO ARRAES DE ALENCAR NORÕES

DECRETO Nº 39.467, DE 5 DE JUNHO DE 2013.

Dispõe sobre a prorrogação do prazo de fruição de estímulo do PRODEPE concedido pelo Decreto nº 25.658, de 17 de julho de 2003, à empresa EMPLAL NORDESTE EMBALAGENS PLÁSTICAS LTDA.

O GOVERNADOR DO ESTADO, no uso das atribuições que lhe são conferidas pelo inciso IV do art. 37 da Constituição

Estadual,

CONSIDERANDO a Lei nº 11.675, de 11 de outubro de 1999, e o Decreto nº 21.959, de 27 de dezembro de 1999;

CONSIDERANDO a decisão do Comitê Diretor do PRODEPE, conforme consta da Ata da 86ª Reunião do referido Comitê, realizada em 17 de dezembro de 2012,

DECRETA:

Art. 1º Fica prorrogado o prazo de fruição do incentivo do PRODEPE de que trata o Decreto nº 25.658, de 17 de julho de 2003, concedido à empresa EMPLAL NORDESTE EMBALAGENS PLÁSTICAS LTDA., estabelecida na Avenida Tronco Distribuidor Rodoviário Norte, nº 7731, Zona Industrial 3 Gleba Leste, Suape, Cabo de Santo Agostinho - PE, com CNPJ/MF nº 05.644.020/0001-19 e CACEPE nº 0301603-08, nos termos do inciso III do § 7º e do inciso I do § 15 do art. 5º da Lei nº 11.675, de 11 de outubro de 1999.

Art. 2º Em função do disposto no art. 1º, o Decreto nº 25.658, de 2003, passa a vigorar com as seguintes modicações:

“Art. 1º Fica concedido à empresa EMPLAL NORDESTE EMBALAGENS PLÁSTICAS LTDA., estabelecida na Avenida Tronco Distribuidor Rodoviário Norte, nº 7731, Zona Industrial 3 Gleba Leste, Suape, Cabo de Santo Agostinho - PE, com CNPJ/MF nº 05.644.020/0001-19 e CACEPE nº 0301603-08, o estímulo de que trata o art. 5º do Decreto nº 21.959, de 27 de dezembro de 1999. (NR)

Art. 2º A concessão do estímulo previsto no art. 1º ca condicionada à observância das seguintes características:

 

(NR)

III - a criação de grade especíca nos centros de formação e aperfeiçoamento do Estado, com cursos de capacitação e atualização voltados para os gestores e operadores de folha de pagamento;

.......................................................................................................................................................................................

IV - prazos de fruição: (NR)

IV - a adoção de requisito de certicação de operadores e gestores de folha de pagamento para atuação nestas funções; e

  • V - a celebração de convênios com outros entes, federais, estaduais e municipais, com a nalidade de compartilhar dados

mínimos de vínculos de servidores comuns, que possibilitem a identicação de ocorrências de acumulação ilegal de vínculos no Estado,

além das situações de recolhimentos irregulares para o INSS e pagamentos acima do teto remuneratório constitucional, nos casos de acumulação legal.

Art. 2º O acompanhamento permanente da Folha de Pagamento, nos termos do inciso I do art. 1º, será de competência do Núcleo de Informações Estratégicas de Recursos Humanos (NIERH), com a participação das demais Secretarias e Órgãos do Estado denida em portaria do Secretário de Administração.

Art. 3º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.

Palácio do Campo das Princesas, Recife, 5 de junho do ano de 2013, 197º da Revolução Republicana Constitucionalista e 191º da Independência do Brasil.

EDUARDO HENRIQUE ACCIOLY CAMPOS

Governador do Estado

DÉCIO JOSÉ PADILHA DA CRUZ FRANCISCO TADEU BARBOSA DE ALENCAR PAULO HENRIQUE SARAIVA CÂMARA FREDERICO DA COSTA AMÂNCIO THIAGO ARRAES DE ALENCAR NORÕES

DECRETO Nº 39.466, DE 5 DE JUNHO DE 2013.

Regulamenta a Lei nº 14.681, de 28 de maio de 2012, que dispõe sobre a proibição de utilização de aparelhos sonoros ou musicais no interior de veículos utilizados no transporte público de passageiros no âmbito da Região Metropolitana do Recife – RMR e no transporte público de passageiros no âmbito intermunicipal.

O GOVERNADOR DO ESTADO, no uso das atribuições que lhe são conferidas pelo inciso IV do artigo 37 da Constituição

Estadual,

CONSIDERANDO o disposto na Lei nº 14.681, de 28 de maio de 2012, que dispõe sobre proibição de utilização de aparelhos sonoros ou musicais por parte dos usuários no interior de veículos no transporte público de passageiros no âmbito da Região Metropolitana do Recife - RMR e no Transporte Público de Passageiros no âmbito Intermunicipal,

DECRETA:

Art. 1° A scalização do cumprimento do disposto na Lei nº 14.681, de 28 de maio de 2012, que dispõe sobre proibição de utilização de aparelhos sonoros ou musicais por parte dos usuários no interior de veículos no transporte público de passageiros no âmbito da Região Metropolitana do Recife - RMR e no Transporte Público de Passageiros no âmbito Intermunicipal, compete:

  • I - ao Consórcio de Transportes da Região Metropolitana do Recife Ltda. – CTM, no caso de veículos utilizados no transporte público de passageiros no âmbito da Região Metropolitana do Recife- RMR; e

    • II - à Empresa Pernambucana de Transporte Intermunicipal - EPTI, no caso de transporte público de passageiros no âmbito intermunicipal.

Art. 2° As empresas operadoras do Sistema de Transporte Público de Passageiros de que trata a Lei nº 14.681, de 2012, devem axar avisos proibitivos nos veículos destinados a essa nalidade, nos termos e com as especicações constantes no artigo 2º da Lei nº 14.681, de 2012.

Art. 3º No caso de descumprimento, pelos usuários, do disposto na Lei nº 14.681, de 2012, o responsável pelo controle do ingresso e cobrança das tarifas deve convidar o infrator a se retirar do veículo e, no caso de negativa, solicitar a intervenção policial.

  • a) de 1º de agosto de 2003 a 31 de julho de 2015; (REN/NR) e

  • b) de 1º de agosto de 2015 a 31 de julho de 2027, prorrogação do incentivo nos termos do inciso III e do inciso I do

§ 15 do art. 5º da Lei nº 11.675, de 1999; (AC)

.......................................................................................................................................................................................

VII - taxa de administração em valor correspondente a 2% (dois por cento) do total do benefício utilizado, durante o período de fruição, a ser paga por meio de Documento de Arrecadação Estadual - DAE especíco, até o último dia útil do mês subsequente ao período scal da efetiva utilização, observando-se: (NR/AC)

  • a) no período de 1º de agosto de 2003 a 31 de julho de 2015, não pode ser superior a R$ 10.641,00 (dez mil e

seiscentos e quarenta e um reais); e

  • b) no período de 1º de agosto de 2015 a 31 de julho de 2027, independentemente de qualquer limite de valor.

......................................................................................................................................................................................

Art. 3º Os efeitos deste Decreto cam condicionados à não fruição, por parte do beneciário, de qualquer outro incentivo nanceiro ou scal similar, relativamente ao mesmo produto ou empreendimento a ser incentivado, inclusive crédito presumido do ICMS concedido nos termos da legislação tributária estadual.

Art. 4º Na hipótese de a Constituição Federal vir a estabelecer condições diversas das previstas neste Decreto, para a respectiva fruição do incentivo prorrogado nos termos do art. 1º, prevalecem aquelas constitucionalmente xadas.

Art. 5º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.

Palácio do Campo das Princesas, Recife, 5 de junho do ano de 2013, 197º da Revolução Republicana Constitucionalista e 191º da Independência do Brasil.

EDUARDO HENRIQUE ACCIOLY CAMPOS

Governador do Estado

MÁRCIO STEFANNI MONTEIRO MORAIS FRANCISCO TADEU BARBOSA DE ALENCAR PAULO HENRIQUE SARAIVA CÂMARA FREDERICO DA COSTA AMÂNCIO THIAGO ARRAES DE ALENCAR NORÕES

DECRETO Nº 39.468, DE 5 DE JUNHO DE 2013.

Declara de utilidade pública, para ns de desapropriação e de constituição de servidões administrativas, áreas de terra localizadas no Município de Caruaru, neste Estado.

O GOVERNADOR DO ESTADO, no uso das atribuições que lhe são conferidas pelos incisos II e IV do artigo 37 da Constituição Estadual, tendo em vista o disposto no Decreto-Lei Federal nº 3.365, de 21 de junho de 1941,

DECRETA:

Art. 1º Ficam declaradas de utilidade pública para ns de desapropriação e de constituição de servidões administrativas, áreas de terra, com suas benfeitorias porventura existentes, situadas no Município de Caruaru, neste Estado, individualizadas conforme Memorial Descritivo constante do Anexo Único.

Art. 2º As áreas de terra de que trata o art. 1º destinam-se à construção do Stand Pipe, bem como dos trechos 01 (Entrada) e 02 (saída) do Caminhamento do Sistema Adutor denominado Camevô II, por meio do Programa de Redução de Perdas – PRORED, o qual passará a integrar o Sistema de Abastecimento de Água do Município de Caruaru, neste Estado.

Art. 3º As áreas de terra mencionadas no art. 1º encontram-se descritas em plantas integrantes do Projeto Técnico especíco, arquivado na Companhia Pernambucana de Saneamento – COMPESA.

Recife, 6 de junho de 2013

Diário Oficial do Estado de Pernambuco - Poder Executivo

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Art. 4º As despesas decorrentes do presente Decreto devem correr à conta dos recursos nanceiros da COMPESA/ GOVERNO DO ESTADO/PROGRAMA DE ACELERAÇÃO DO CRESCIMENTO – PAC, cando a COMPESA autorizada a promover as constituições de servidões administrativas e a desapropriação, de forma amigável ou judicial, incorporando ao seu patrimônio o bem desapropriado.

Art. 5º Pode ser invocado o caráter de urgência no processo judicial para ns de imissão de posse e efetivação das servidões administrativas nas áreas de terra abrangidas por este Decreto, nos termos do artigo 15 do Decreto-Lei Federal nº 3.365, de 21 de junho de 1941.

Art. 6º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.

Art. 7º Revoga-se o Decreto nº 35.960, de 30 de novembro de 2010.

Palácio do Campo das Princesas, Recife, 5 de junho do ano de 2013, 197º da Revolução Republicana Constitucionalista e 191º da Independência do Brasil.

EDUARDO HENRIQUE ACCIOLY CAMPOS

Governador do Estado

JOSÉ ALMIR CIRILO FRANCISCO TADEU BARBOSA DE ALENCAR DÉCIO JOSÉ PADILHA DA CRUZ THIAGO ARRAES DE ALENCAR NORÕES

ANEXO ÚNICO

MEMORIAL DESCRITIVO

ÁREA I - A SER OBJETO DE DESAPROPRIAÇÂO PARA CONSTRUÇÃO DO “STAND PIPE”

Área de 322,00 m 2 (trezentos e vinte e dois metros quadrados) a ser desmembrada da Granja Santa Tereza, situada na zona rural do Município de Caruaru, possui os seguintes limites e confrontações: ao Norte, ao Sul, ao Leste, e ao Oeste, com terras remanescentes da Granja Santa Tereza, sendo delimitada pelos pontos P1 a P4 em ordem cronológica, no sentido horário, com coordenadas em UTM e distâncias identicadas conforme quadro a seguir transcrito:

PONTOS

DISTÂNCIAS

COORDENADAS (UTM)

(m)

LESTE

NORTE

P 1 / P 2

32,20

171.374,515

9.076.494,073

P 2 / P 3

10,00

171.349,891

9.076.526,187

P 3

/ P 4

32,20

171.339,891

9.076.526,187

P 4

/ P 1

10,00

171.337,942

9.076.503,982

ÁREA II - A SER OBJETO DE CONSTITUIÇÃO DE SERVIDÃO ADMINISTRATIVA DESTINADA AO CAMINHAMENTO – TRECHO 01 (ENTRADA)

Área de 339,441m 2 (trezentos e trinta e nove metros e quatrocentos e quarenta e um centímetros quadrados) a ser desmembrada da Granja Santa Tereza, situada na zona rural do Município de Caruaru, possui os seguintes limites e confrontações: ao Norte, ao Sul e ao Oeste com terras remanescentes da Granja Santa Tereza, e ao Leste com Faixa de Dominio da BR 104 Km 73, delimitada pelos pontos P9 a P13 em ordem cronológica, no sentido horário, com coordenadas em UTM e distâncias identicadas conforme quadro a seguir transcrito:

PONTOS

DISTANCIAS

COORDENADAS (UTM)

(m)

LESTE

NORTE

P 9 / P 10

8,41

171.373,806

9.076.451,250

P 10 / P 11

56,38

171.370,978

9.076.443,326

P 11

/ P 12

1,11

171.346,400

9.076.494,073

P 12

/ P 13

9,96

171.347,515

9.076.494,073

P 13 / P 9

58,62

171.348,251

9.076.504,014

ÁREA III - A SER OBJETO DE CONSTITUIÇÃO DE SERVIDÃO ADMINISTRATIVA DESTINADA AO CAMINHAMENTO – TRECHO 02 (SAÍDA)

Área de 379,02 m 2 (trezentos e setenta e nove metros e dois decímetros quadrados) a ser desmembrada da Granja Santa Tereza, situada na zona rural do Município de Caruaru, com os seguintes limites e confrontações: ao Norte, ao Sul e ao Oeste com terras remanescentes da Granja Santa Tereza, e ao Leste com Faixa de Domínio da BR 104 Km 73, delimitada pelos pontos P5 a P8 em ordem cronológica, no sentido horário, com coordenadas em UTM e distancias identicadas conforme quadro a seguir transcrito:

PONTOS

DISTÂNCIAS

COORDENADAS (UTM)

(m)

LESTE

NORTE

P 5 / P 6

8,56

171.407,404

9.076.543,424

P 6 / P 7

61,82

171.404,458

9.076.535,383

P 7

/ P 8

6,90

171.348,609

9.076.508,864

P 8

/ P 1

64,52

171.349,119

9.076.515,747

DECRETO Nº 39.469, DE 5 DE JUNHO DE 2013.

Declara de utilidade pública, para ns de desapropriação, área de terra situada nos Municípios de São Bento do Una e Capoeiras, neste Estado.

O GOVERNADOR DO ESTADO, no uso das atribuições que lhe são conferidas pelos incisos II e IV do artigo 37 da Constituição Estadual, tendo em vista o disposto no Decreto-Lei Federal nº 3.365, de 21 de junho de 1941,

DECRETA:

Art. 1º Fica declarada de utilidade pública, para ns de desapropriação, área de terra, com suas benfeitorias porventura existentes, medindo 206,3551 ha (duzentos e seis hectares, trinta e cinco ares e cinquenta e um centiares), situada nos Municípios de São Bento do Una e Capoeiras, neste Estado, individualizada conforme Memorial Descritivo constante do Anexo Único.

Art. 2º A área de terra a que se refere o art. 1º destina-se à construção da Barragem São Bento do Una.

Art. 3º O Estado de Pernambuco, por intermédio da Procuradoria Geral do Estado, deve promover a competente desapropriação, de forma amigável ou judicial, incorporando ao seu patrimônio o bem desapropriado.

Art. 4º As despesas decorrentes da execução do presente Decreto devem correr por conta de recursos do Tesouro do Estado.

Art. 5º Pode ser invocado o caráter de urgência no processo judicial, para ns de imissão na posse da área de terra abrangida por este Decreto, nos termos do artigo 15 do Decreto-Lei Federal nº 3.365, de 21 de junho de l941.

Art. 6º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.

Palácio do Campo das Princesas, Recife, 5 de junho do ano de 2013, 197º da Revolução Republicana Constitucionalista e 191º da Independência do Brasil.

EDUARDO HENRIQUE ACCIOLY CAMPOS

Governador do Estado

JOSÉ ALMIR CIRILO THIAGO ARRAES DE ALENCAR NORÕES FRANCISCO TADEU BARBOSA DE ALENCAR DÉCIO JOSÉ PADILHA DA CRUZ

ANEXO ÚNICO

MEMORIAL DESCRITIVO

A área descrita neste memorial corresponde à porção de terra para ns de desapropriação (bacia hidráulica, Área de Preservação Permanente – APP e área complementar à jusante do eixo barrável) da Barragem São Bento do Una, no rio Una. Esta porção de terra abrange os Municípios de São Bento do Una e Capoeiras, no Estado de Pernambuco. Os limites são descritos com base em Ortofotocartas planialtimétricas na escala 1:5.000, cujas coordenadas estão apresentadas no Sistema de Projeção UTM, referenciadas ao Sistema Geodésico de Referência SIRGAS2000, Fuso 24S.

Descrição da área: abrange os Municípios de São Bento do Una e Capoeiras, neste Estado, e possui perímetro de 10.627m (dez mil, seiscentos e vinte e sete metros) e área de 206,3551 ha (duzentos e seis hectares, trinta e cinco ares e cinquenta e um centiares). Dos quais 159,1265 ha (cento e cinquenta e nove hectares, doze ares e sessenta e cinco centiares) no Município de São Bento do Una e 47,2286 ha (quarenta e sete hectares, vinte e dois ares e oitenta e seis centiares) no Município de Capoeiras. A descrição georreferenciada desta área possui a seguinte delimitação: Parte do ponto 01, localizado no Município de São Bento do Una, de coordenadas planimétricas:

E=767953,3418m e E=9048394,3266m; deste segue em território deste município ligando os pontos de coordenadas: E=768212,2848m e E=9048437,5235m (ponto 02), E=768158,1787m e E=9048397,4913m (ponto 03), E=768202,0656m e E=9048283,8649m (ponto 04), E=768287,0010m e E=9048295,2254m (ponto 05), E=768318,7290m e E=9048287,8274m (ponto 06), E=768341,3368m e E=9048274,7748m (ponto 07), E=768363,6076m e E=9048250,9965m (ponto 08), E=768377,0532m e E=9048221,3214m (ponto 09), E=768380,4607m e E=9048195,4395m (ponto 10), E=768378,4346m e E=9048123,6605m (ponto 11), E=768391,7907m e E=9048077,8342m (ponto 12), E=768401,3065m e E=9048062,6484m (ponto 13), E=768435,8443m e E=9048083,5120m (ponto 14), E=768467,0205m e E=9048092,9692m (ponto 15), E=768497,8563m e E=9048092,2308m (ponto 16), E=768526,0454m e E=9048083,1908m (ponto 17), E=768547,9086m e E=9048068,5942m (ponto 18), E=768565,1210m e E=9048048,9673m (ponto 19), E=768585,5781m e E=9047994,8033m (ponto 20), E=768611,5694m e E=9047980,4772m (ponto 21), E=768635,5298m e E=9047954,8933m (ponto 22), E=768647,2129m e E=9047931,1213m (ponto 23), E=768652,7739m e E=9047903,5121m (ponto 24), E=768649,5806m e E=9047871,0898m (ponto 25), E=768635,1524m e E=9047837,8615m (ponto 26), E=768648,7786m e E=9047817,2146m (ponto 27), E=768657,1699m e E=9047792,4947m (ponto 28), E=768658,9570m e E=9047764,4459m (ponto 29), E=768653,8316m e E=9047738,7065m (ponto 30), E=768629,4977m e E=9047692,6389m (ponto 31), E=768609,8708m e E=9047675,4265m (ponto 32), E=768586,4577m e E=9047663,8805m (ponto 33), E=768554,8283m e E=9047656,2953m (ponto 34), E=768526,5117m e E=9047656,6115m (ponto 35), E=768498,7873m e E=9047664,2158m (ponto 36), E=768469,5697m e E=9047681,1796m (ponto 37), E=768464,8902m e E=9047651,6845m (ponto 38), E=768454,0497m e E=9047624,7795m (ponto 39), E=768455,6877m e E=9047589,7648m (ponto 40), E=768440,0231m e E=9047496,6147m (ponto 41), E=768431,6318m e E=9047471,8948m (ponto 42), E=768404,0628m e E=9047436,5036m (ponto 43), E=768352,2068m e E=9047404,6894m (ponto 44), E=768328,2382m e E=9047378,8393m (ponto 45), E=768309,4234m e E=9047346,9013m (ponto 46), E=768284,2394m e E=9047326,2333m (ponto 47), E=768260,0495m e E=9047316,2159m (ponto 48), E=768227,6273m e E=9047313,0226m (ponto 49), E=768202,0236m e E=9047318,1154m (ponto 50),

E=768177,5414m e E=9047330,4276m (ponto 51), E=768125,3347m e E=9047283,7436m (ponto 52), E=768097,4711m e E=9047243,4917m (ponto 53), E=768069,0378m e E=9047224,7407m (ponto 54), E=768040,6761m e E=9047214,5585m (ponto 55), E=767996,2057m e E=9047211,1804m (ponto 56), E=767946,0781m e E=9047230,2718m (ponto 57), E=767905,1662m e E=9047233,6489m (ponto 58), E=767881,1562m e E=9047230,6682m (ponto 59), E=767787,3001m e E=9047203,4827m (ponto 60), E=767805,2163m e E=9047159,1801m (ponto 61), E=767841,3105m e E=9047143,6362m (ponto 62), E=767865,0888m e E=9047121,3653m (ponto 63), E=767878,3361m e E=9047098,4542m (ponto 64), E=767886,5344m e E=9047069,2995m (ponto 65), E=767885,4684m e E=9047036,7378m (ponto 66), E=767872,1146m e E=9046998,4283m (ponto 67), E=767891,0132m e E=9046971,2765m (ponto 68), E=767900,6350m e E=9046939,6942m (ponto 69), E=767897,4164m e E=9046897,9413m (ponto 70), E=767905,9931m e E=9046876,4674m (ponto 71), E=767909,4005m e E=9046850,5855m (ponto 72), E=767899,1421m e E=9046805,9963m (ponto 73), E=767910,1621m e E=9046710,6495m (ponto 74), E=767884,8420m e E=9046584,7514m (ponto 75), E=767865,3152m e E=9046536,9644m (ponto 76), E=767852,4194m e E=9046460,7744m (ponto 77), E=767840,5120m e E=9046427,1257m (ponto 78), E=767875,5348m e E=9046410,5355m (ponto 79), E=767915,0246m e E=9046379,5728m (ponto 80), E=767942,9600m e E=9046342,4944m (ponto 81), E=767951,7053m e E=9046315,8961m (ponto 82), E=767952,7712m e E=9046283,3345m (ponto 83), E=767945,9939m e E=9046257,9710m (ponto 84), E=767928,7899m e E=9046230,3048m (ponto 85), E=767907,4974m e E=9046211,8929m (ponto 86), E=767844,7155m e E=9046173,5653m (ponto 87), E=767768,7675m e E=9046147,7454m (ponto 88), E=767736,6514m e E=9046146,4472m (ponto 89), E=767670,0643m e E=9046158,1241m (ponto 90), E=767616,4114m e E=9046185,0859m

(ponto 91), E=767557,4143m e E=9046206,2503m (ponto 92), E=767462,1544m e E=9046183,1173m (ponto 93), até o ponto 94 de coordenadas E=767418,8725m e E=9046186,8389m, localizado na divisa com o município de Capoeiras, deste segue ligando os pontos de coordenadas E=767410,1770m e E=9046187,5866m (ponto 95), E=767371,4125m e E=9046171,1519m (ponto 96), E=767342,4656m e E=9046145,7140m (ponto 97), E=767287,1191m e E=9046115,0367m (ponto 98), até o ponto 99 de coordenadas E=767283,6766m e E=9046046,3939m, retornando a terras do município de São Bento do Una, deste segue ligando os pontos de coordenadas E=767281,5327m e E=9046003,6448m (ponto 100), E=767272,5138m e E=9045972,8060m (ponto 101), E=767299,4419m e E=9045981,8479m (ponto 102), E=767340,8058m e E=9045987,4441m (ponto 103), E=767427,2147m e E=9045977,5859m (ponto 104), E=767481,0839m e E=9045953,1519m (ponto 105), E=767513,3455m e E=9045917,8833m (ponto 106), E=767534,1733m e E=9045906,5405m (ponto 107), E=767598,9743m e E=9045890,4121m (ponto 108), E=767630,9385m e E=9045891,8149m (ponto 109), E=767659,8560m e E=9045885,6504m (ponto 110), E=767699,1221m e E=9045865,6749m (ponto 111), E=767723,7237m e E=9045842,6394m (ponto 112), E=767743,3452m e E=9045802,0083m (ponto 113), E=767753,0628m e E=9045744,9877m (ponto 114), E=767735,6120m e E=9045676,0970m (ponto 115), E=767704,0319m e E=9045600,2335m (ponto 116), E=767677,8141m e E=9045572,8539m (ponto 117), E=767646,9030m e E=9045556,6960m (ponto 118), até o ponto 119 de coordenadas E=767619,9904m e E=9045553,4868m (ponto 119), localizado nas margens do Rio Una e adentrando no município de Capoeiras deste segue em terras deste município ligando os pontos de coordenadas E=767608,9954m e E=9045552,1756m (ponto 120), E=767577,2673m e E=9045559,5736m (ponto 121), E=767544,6918m e E=9045581,3676m (ponto 122), E=767522,8293m e E=9045613,4137m (ponto 123), E=767510,0840m e E=9045653,2453m (ponto 124),

E=767511,4720m e E=9045688,7836m (ponto 125), E=767476,7146m e E=9045687,4249m (ponto 126), E=767446,5261m e

E=9045695,6239m (ponto 127), E=767419,2106m e E=9045709,6528m (ponto 128), E=767382,2598m e E=9045740,1075m (ponto 129), E=767346,7930m e E=9045752,4716m (ponto 130), E=767336,4449m e E=9045734,3708m (ponto 131), E=767348,7812m e E=9045692,4895m (ponto 132), E=767343,6883m e E=9045653,8052m (ponto 133), E=767322,7657m e E=9045616,0023m (ponto 134), E=767286,6613m e E=9045582,0014m (ponto 135), E=767227,5291m e E=9045549,4080m (ponto 136), E=767186,2676m e E=9045538,8186m (ponto 137), E=767124,2316m e E=9045539,3441m (ponto 138), E=767073,7289m e E=9045549,4132m (ponto 139), E=767011,1627m e E=9045580,7435m (ponto 140), E=766986,8914m e E=9045603,4304m (ponto 141), E=766953,9976m e E=9045671,1233m (ponto 142), E=766933,0804m e E=9045687,6532m (ponto 143), E=766915,2241m e E=9045712,9966m (ponto 144), E=766891,6655m e E=9045798,3455m (ponto 145), E=766896,1170m e E=9045843,5420m (ponto 146), E=766917,9902m e E=9045881,1666m (ponto 147), E=766933,6748m e E=9045921,1772m (ponto 148), E=766952,9688m e E=9045947,1512m (ponto 149), E=766970,9986m e E=9045985,2803m (ponto 150), E=767008,2627m e E=9046018,3310m (ponto 151), E=767008,6050m e E=9046046,4774m (ponto 152), E=766990,3179m e E=9046087,7294m (ponto 153), E=766984,0275m e E=9046133,2130m (ponto 154), E=766984,5825m e E=9046160,6831m (ponto 155), E=766991,4319m e E=9046186,1972m (ponto 156), E=767031,7243m e E=9046263,0272m (ponto 157), E=767068,6587m e E=9046299,6180m (ponto 158), E=767089,2843m e E=9046329,5406m (ponto 159), E=767120,6310m e E=9046352,9338m (ponto 160), E=767152,5581m e E=9046398,3571m (ponto 161), E=767170,3771m e E=9046435,7155m (ponto 162), E=767209,6547m e E=9046473,9912m (ponto 163), E=767238,8667m e E=9046490,6965m (ponto 164), E=767272,7447m e E=9046500,8912m (ponto 165), E=767307,8481m e E=9046521,5973m (ponto 166), E=767343,5569m e E=9046534,2141m (ponto 167), E=767388,6824m e E=9046537,9381m (ponto 168), E=767427,7449m e E=9046524,6123m (ponto 169), E=767466,5130m e E=9046542,2763m (ponto 170), E=767493,1643m e E=9046547,4035m (ponto 171), E=767512,4311m e E=9046568,2129m (ponto 172), E=767526,2421m e E=9046599,5900m (ponto 173), E=767528,5329m e E=9046674,7866m (ponto 174), E=767485,1005m e E=9046639,4690m (ponto 175), E=767452,2021m e E=9046623,3279m (ponto 176), E=767408,3718m e E=9046589,1968m (ponto 177), E=767351,5675m e E=9046565,4808m (ponto 178), E=767298,8073m e E=9046561,5249m (ponto 179), E=767193,5768m e E=9046574,0700m (ponto 180), E=767164,0899m e E=9046589,6809m (ponto 181), E=767140,9510m e E=9046614,7809m (ponto 182), E=767127,2290m e E=9046646,4826m (ponto 183), E=767119,9528m e E=9046688,0672m (ponto 184), até o ponto 185 de coordenadas E=767104,4591m e E=9046698,2491m, retornando a terras do município de São Bento do Una, deste segue ligando os pontos de coordenadas E=767059,7728m e E=9046727,6155m (ponto 186), E=767037,5020m e E=9046751,3938m (ponto 187), E=767021,5045m e E=9046793,8982m (ponto 188), E=767026,1141m e E=9046842,0896m (ponto 189), E=767050,4071m e E=9046881,2378m (ponto 190), E=767089,0620m e E=9046905,2986m (ponto 191), E=767136,2338m e E=9046910,0915m (ponto 192), E=767182,4883m e E=9046897,9862m (ponto 193), E=767187,8910m e E=9046924,9716m (ponto 194), E=767210,7432m e E=9046970,9336m (ponto 195), E=767218,2158m e E=9046998,3866m (ponto 196), E=767214,4114m e E=9047025,7071m (ponto 197), E=767217,8188m e E=9047051,5890m (ponto 198), E=767239,7810m e E=9047092,2327m (ponto 199), E=767240,4659m e E=9047120,7480m (ponto 200), E=767210,3041m e E=9047166,0377m (ponto 201), E=767200,0923m e E=9047196,7807m (ponto 202), E=767194,9651m e E=9047234,3238m (ponto 203), E=767199,9549m e E=9047265,5175m (ponto 204), E=767212,8368m e E=9047292,8621m (ponto 205), E=767235,8310m e E=9047317,4983m (ponto 206), E=767244,5551m e E=9047353,6775m (ponto 207), E=767265,8715m e E=9047393,5549m (ponto 208), E=767293,5648m e E=9047427,5434m (ponto 209), E=767362,2804m e E=9047491,7248m (ponto 210), E=767367,7312m e E=9047525,1031m (ponto 211), E=767383,1533m e E=9047553,9662m (ponto 212), E=767418,3942m e E=9047582,9348m (ponto 213), E=767443,2839m e E=9047591,3621m (ponto 214), E=767476,2412m e E=9047592,6918m (ponto 215), E=767531,8434m e E=9047623,5228m (ponto 216), E=767558,5528m e E=9047659,0752m (ponto 217), E=767575,2263m e E=9047713,9690m (ponto 218), E=767606,5252m e E=9047747,3159m (ponto 219), E=767636,5670m e E=9047760,8663m (ponto 220), E=767731,7976m e E=9047776,5370m (ponto 221), E=767782,5505m e E=9047835,2685m (ponto 222), E=767809,4453m e E=9047888,3355m (ponto 223), E=767817,5423m e E=9047942,5939m (ponto 224), E=767808,3864m e E=9047980,9662m (ponto 225), E=767803,9367m e E=9048042,8803m (ponto 226), E=767784,6625m e E=9048079,1183m (ponto 227), E=767775,6989m e E=9048109,5340m (ponto 228), E=767774,1906m e E=9048134,9653m (ponto 229), E=767779,2835m e E=9048160,5690m (ponto 230), E=767803,2658m e E=9048199,1357m (ponto 231), E=767835,7082m e E=9048220,8130m (ponto 232), E=767998,1492m e E=9048250,2465m (ponto 233), E=767964,2740m e E=9048347,1986m (ponto 234), deste segue até o ponto 01, fechando a poligonal em apreço.

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Diário Oficial do Estado de Pernambuco - Poder Executivo

Recife, 6 de junho de 2013

Integra o presente Memorial o mapa de detalhe da área descrita para desapropriação:

10 Diário Oficial do Estado de Pernambuco - Poder Executivo Recife, 6 de junho de 2013

DECRETO Nº 39.470, DE 5 DE JUNHO DE 2013.

Declara de utilidade pública, para ns de desapropriação, área de terra situada nos Municípios de Venturosa e Pedra, neste Estado.

O GOVERNADOR DO ESTADO, no uso das atribuições que lhe são conferidas pelos incisos II e IV do artigo 37 da Constituição Estadual, tendo em vista o disposto no Decreto-Lei Federal nº 3.365, de 21 de junho de 1941,

DECRETA:

Art. 1º Fica declarada de utilidade pública, para ns de desapropriação, área de terra, com suas benfeitorias porventura existentes, medindo 480,6604ha (quatrocentos e oitenta hectares, sessenta e seis ares e quatro centiares), situada nos Municípios de Venturosa e Pedra, neste Estado, individualizada conforme Memorial Descritivo constante do Anexo Único.

Art. 2º A área de terra a que se refere o art. 1º destina-se à construção da Barragem Venturosa.

Art. 3º O Estado de Pernambuco, por intermédio da Procuradoria Geral do Estado, deve promover a competente desapropriação, de forma amigável ou judicial, incorporando ao seu patrimônio o bem desapropriado.

Art. 4º As despesas decorrentes da execução do presente Decreto devem correr por conta de recursos do Tesouro do Estado.

Art. 5º Pode ser invocado o caráter de urgência no processo judicial, para ns de imissão na posse da área de terra abrangida por este Decreto, nos termos do artigo 15 do Decreto-Lei Federal nº 3.365, de 21 de junho de l941.

Art. 6º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.

Palácio do Campo das Princesas, Recife, 5 de junho do ano de 2013, 197º da Revolução Republicana Constitucionalista e 191º da Independência do Brasil.

EDUARDO HENRIQUE ACCIOLY CAMPOS

Governador do Estado

JOSÉ ALMIR CIRILO THIAGO ARRAES DE ALENCAR NORÕES FRANCISCO TADEU BARBOSA DE ALENCAR DÉCIO JOSÉ PADILHA DA CRUZ

ANEXO ÚNICO

MEMORIAL DESCRITIVO

A área descrita neste memorial corresponde à porção de terra para ns de desapropriação (bacia hidráulica, Área de Preservação Permanente – APP e área complementar à jusante do eixo barrável) da Barragem Venturosa, no rio Ipanema. Esta porção de terra abrange os Municípios de Venturosa e Pedra, no Estado de Pernambuco. Os limites são descritos com base em dados topográcos do

Projeto Básico, elaborado pela TECHNE Engenheiros Consultores, cujas coordenadas estão apresentadas no Sistema de Projeção UTM, referenciadas ao Sistema Geodésico de Referência SIRGAS2000, Fuso 24S.

Descrição da área: abrange os Municípios de Venturosa e Pedra, neste Estado, e possui perímetro de 19.340m (dezenove mil, trezentos e quarenta metros) e área de 480,6604ha (quatrocentos e oitenta hectares, sessenta e seis ares e quatro centiares), dos quais 293,2009 ha (duzentos e noventa e três hectares, vinte ares e nove centiares) no Município de Pedra e 187,4595 ha (cento e oitenta e sete hectares, quarenta e cinco ares e noventa e cinco centiares) no Município de Venturosa. A descrição georreferenciada desta área possui a seguinte delimitação: parte do ponto 01, localizado no Município de Venturosa, de coordenadas planimétricas: E=737264,4035m e E=9062650,8899m; deste segue em território deste município ligando os pontos de coordenadas: E=737269,5355m e E=9062610,2947m (ponto 02), E=737258,6457m e E=9062566,7791m (ponto 03), E=737203,0660m e E=9062488,5009m (ponto 04), E=737207,2384m e E=9062439,1869m (ponto 05), E=737187,5165m e E=9062254,8890m (ponto 06), E=737189,7641m e E=9062243,6006m (ponto 07), E=737246,7195m e E=9062207,7968m (ponto 08), E=737300,1495m e E=9062195,6837m (ponto 09), E=737337,2173m e E=9062169,1228m (ponto 10), E=737358,0647m e E=9062131,6536m (ponto 11), E=737375,2008m e E=9062042,5883m (ponto 12), E=737343,0763m e E=9061946,7030m (ponto 13), E=737320,8367m e E=9061913,3707m (ponto 14), E=737274,5150m e E=9061886,6579m (ponto 15), E=737203,6599m e E=9061818,7176m (ponto 16), E=737129,1255m e E=9061790,9510m (ponto 17), E=737173,2300m e E=9061751,4765m (ponto 18), E=737201,7764m e E=9061711,6400m (ponto 19), E=737222,0025m e E=9061666,9999m (ponto 20), E=737234,7347m e E=9061602,9908m (ponto 21), E=737233,1312m e E=9061554,0085m (ponto 22), E=737216,2399m e E=9061490,9691m (ponto 23), E=737183,6083m e E=9061434,4496m (ponto 24), E=737150,1065m e E=9061398,6800m (ponto 25), E=737110,2700m e E=9061370,1336m (ponto 26), E=737049,9748m e E=9061345,1585m (ponto 27), E=736985,2700m e E=9061336,6400m (ponto 28), E=736920,5652m e E=9061345,1585m (ponto 29), até o ponto 30 de coordenadas E=736579,9170m e E=9061486,0220m, localizado no Rio Ipanema, divisa com o município de Pedra, deste segue em terras deste município ligando os pontos de coordenadas: E=736168,5396m e E=9061665,3917m (ponto 31), E=736132,7700m e E=9061698,8935m (ponto 32), E=736089,7601m e E=9061768,0591m (ponto 33), E=736071,2653m e E=9061847,3792m (ponto 34), E=736079,2485m e E=9061928,4348m (ponto 35), E=736112,8626m e E=9062002,6226m (ponto 36), E=736168,5396m e E=9062062,0683m (ponto 37),E=736256,0252m e E=9062105,2115m (ponto 38), E=736337,0808m e E=9062113,1947m (ponto 39), E=736424,5716m e E=9062091,2937m (ponto 40), E=736452,2101m e E=9062153,0634m (ponto 41), E=736435,3957m e E=9062248,7605m (ponto 42), E=736383,3922m e E=9062302,2059m (ponto 43), E=736369,3949m e E=9062359,4418m (ponto 44), E=736373,4759m e E=9062443,5597m (ponto 45), E=736408,8934m e E=9062575,6015m (ponto 46), E=736403,0501m e E=9062632,1777m (ponto 47), E=736415,0606m e E=9062728,2558m (ponto 48), E=736430,6460m e E=9062765,8749m (ponto 49), E=736468,3300m e E=9062806,2953m (ponto 50), E=736470,8277m e E=9062817,7686m (ponto 51), E=736454,2530m e E=9062860,1411m (ponto 52), E=736450,9629m e E=9062894,8450m (ponto 53), E=736416,4237m e E=9062927,1292m (ponto 54), E=736361,0798m e E=9063034,6702m (ponto 55), E=736364,9460m e E=9063134,5090m (ponto 56), E=736377,0099m e E=9063184,1012m (ponto 57), E=736392,9210m e E=9063213,7420m (ponto 58), E=736331,5866m e E=9063228,8192m (ponto 59), E=736225,0071m e E=9063276,6496m (ponto 60), E=736193,6736m e E=9063299,1965m (ponto 61), E=736174,4727m e E=9063325,9367m (ponto 62), E=736164,9631m e E=9063357,2358m (ponto 63), E=736166,0353m e E=9063389,8422m (ponto 64), E=736177,5113m e E=9063420,3332m (ponto 65), E=736208,5818m e E=9063453,5105m (ponto 66), E=736244,7332m e E=9063468,4784m (ponto 67), E=736441,2822m e E=9063476,3133m (ponto 68), E=736496,3505m e E=9063495,8377m (ponto 69), E=736603,8429m e E=9063516,6442m (ponto 70), E=736605,0563m e E=9063534,5604m (ponto 71), E=736573,3842m e E=9063655,0401m (ponto 72), E=736566,2729m e E=9063723,2789m (ponto 73), E=736575,2520m e E=9063765,2694m (ponto 74), E=736607,6621m e E=9063814,9390m (ponto 75), E=736638,4140m e E=9063842,0889m (ponto 76), E=736680,1192m e E=9063855,3047m (ponto 77), E=736743,9780m e E=9063851,8635m (ponto 78), E=736818,7028m e E=9063829,9036m (ponto 79), E=736841,3098m e E=9063835,6224m (ponto 80), E=736832,5023m e E=9063922,2494m (ponto 81), E=736849,3337m e E=9063972,1181m (ponto 82), E=736872,2719m e E=9063996,5347m (ponto 83), E=736900,5107m e E=9064011,9710m (ponto 84), E=736918,9189m e E=9064056,8452m (ponto 85), E=736944,9537m e E=9064088,8224m (ponto 86), E=736959,8724m e E=9064122,5786m (ponto 87), E=736984,7588m e E=9064148,6979m (ponto 88), E=737019,1367m e E=9064213,6703m (ponto 89), E=737053,1575m e E=9064251,9114m (ponto 90), E=737105,9839m e E=9064338,4589m (ponto 91), E=737199,0785m e E=9064439,3919m (ponto 92), E=737266,2376m e E=9064494,2733m (ponto 93), E=737272,9162m e E=9064556,1927m (ponto 94), E=737268,0236m e E=9064571,5250m (ponto 95), E=737228,0121m e E=9064611,1608m (ponto 96), E=737209,1013m e E=9064665,9150m (ponto 97), E=737219,2231m e E=9064716,8153m (ponto 98), E=737254,3412m e E=9064756,3876m (ponto 99), E=737238,8169m e E=9064816,8519m (ponto 100), E=737242,9971m e E=9064881,6918m (ponto 101), E=737275,1372m e E=9064933,4095m (ponto 102), E=737344,4098m e E=9064969,0747m (ponto 103), E=737319,3376m e E=9065003,2194m (ponto 104), E=737308,5445m e E=9065038,5041m (ponto 105), E=737310,5032m e E=9065080,0582m (ponto 106), E=737327,6268m e E=9065117,4129m (ponto 107), E=737388,1834m e E=9065168,8293m (ponto 108), E=737451,7744m e E=9065182,4598m (ponto 109), E=737470,6888m e E=9065214,8284m (ponto 110), E=737537,6810m e E=9065284,2206m (ponto 111), E=737543,5024m e E=9065322,1005m (ponto 112), E=737559,2533m e E=9065351,6774m (ponto 113), E=737604,9319m e E=9065385,6088m (ponto 114), E=737588,8965m e E=9065419,5765m (ponto 115), E=737583,5819m e E=9065469,2094m (ponto 116), E=737599,1770m e E=9065524,3529m (ponto 117), E=737603,3021m e E=9065578,1151m (ponto 118), E=737577,6437m e E=9065612,4070m (ponto 119), E=737566,0410m e E=9065654,3192m (ponto 120), E=737569,2644m e E=9065687,3189m (ponto 121), E=737582,8593m e E=9065717,3375m (ponto 122), E=737631,1145m e E=9065758,8331m (ponto 123), E=737705,4078m e E=9065789,5058m (ponto 124), E=737718,0312m e E=9065825,9465m (ponto 125), E=737760,2886m e E=9065883,5773m (ponto 126), E=737792,2459m e E=9065908,2416m (ponto 127), E=737836,8542m e E=9065923,9577m (ponto 128), E=737862,4429m e E=9065986,8728m (ponto 129), E=737901,2514m e E=9066021,7252m (ponto 130), E=737960,9815m e E=9066042,3763m (ponto 131), E=738063,0810m e E=9066046,1886m (ponto 132), E=738167,0543m e E=9066098,0764m (ponto 133), E=738286,3083m e E=9066107,3718m (ponto 134), E=738424,0892m e E=9066175,7967m (ponto 135), E=738462,8330m e E=9066253,9032m (ponto 136), E=738473,1196m e E=9066357,5488m (ponto 137), E=738505,5269m e E=9066421,1752m (ponto 138), E=738522,6771m e E=9066476,5302m (ponto 139), E=738626,1655m e E=9066598,2297m (ponto 140), E=738743,0495m e E=9066804,1695m (ponto 141), E=738752,0433m e E=9066848,9235m (ponto 142), E=738767,1382m e E=9066879,6709m (ponto 143), E=738810,1111m e E=9066933,3125m (ponto 144), E=738859,0856m e E=9066966,0730m (ponto 145), E=738931,2328m e E=9067084,0839m (ponto 146), E=738962,3614m e E=9067114,3954m (ponto 147), E=738974,3029m e E=9067159,1930m (ponto 148), E=739005,4222m e E=9067198,1339m (ponto 149), E=739034,0753m e E=9067263,9222m (ponto 150), E=739095,9397m e E=9067317,5103m (ponto 151), E=739112,3929m e E=9067371,6745m (ponto 152), E=739113,4392m e E=9067431,3557m (ponto 153), E=739124,1353m e E=9067466,2725m (ponto 154), E=739164,0550m e E=9067546,5945m (ponto 155), E=739273,1808m e E=9067692,0773m (ponto 156), E=739312,3398m e E=9067793,1602m (ponto 157), E=739373,6758m e E=9067865,9258m (ponto 158), E=739406,9575m e E=9068008,0380m (ponto 159), E=739430,8765m e E=9068057,8143m (ponto 160), E=739454,8354m e E=9068086,1149m (ponto 161), E=739477,7793m e E=9068139,2023m (ponto 162), E=739503,5057m e E=9068168,5377m (ponto 163), E=739532,2379m e E=9068183,8953m (ponto 164), E=739570,3433m e E=9068190,7586m (ponto 165), E=739608,7708m e E=9068183,1191m (ponto 166), até o ponto 167 de coordenadas E=739645,8144m e E=9068156,5571m , localizado no Rio Ipanema e retornando a terras do município de Venturosa, deste segue ligando os pontos de coordenadas: E=739669,3978m e E=9068112,8113m (ponto 168), E=739664,7370m e E=9067997,0099m (ponto 169), E=739669,9410m e E=9067950,7851m (ponto 170), E=739602,4062m e E=9067682,4527m (ponto 171), E=739576,6958m e E=9067603,2544m (ponto 172), E=739545,8217m e E=9067543,4744m (ponto 173), E=739538,5215m e E=9067456,8923m (ponto 174), E=739526,5758m e E=9067424,2999m (ponto 175), E=739445,1454m e E=9067339,6645m (ponto 176), E=739422,3537m e E=9067256,7959m (ponto 177), E=739378,1745m e E=9067158,8776m (ponto 178), E=739263,5548m e E=9067056,1117m (ponto 179), E=739246,3468m e E=9066997,2253m (ponto 180), E=739207,1308m e E=9066908,8563m (ponto 181), E=739144,4061m e E=9066825,1866m (ponto 182), E=739097,2972m e E=9066792,6106m (ponto 183), E=739073,2548m e E=9066734,6322m (ponto 184), E=739041,9062m e E=9066701,1215m (ponto 185), E=739030,2761m e E=9066660,4045m (ponto 186), E=739007,0868m e E=9066627,9530m (ponto 187), E=739001,5214m e E=9066592,3526m (ponto 188), E=738981,7129m e E=9066549,8893m (ponto 189), E=738901,3541m e E=9066454,9742m (ponto 190), E=738856,6333m e E=9066428,2707m (ponto 191), E=738838,4188m e E=9066406,6260m (ponto 192), E=738772,3481m e E=9066240,7138m (ponto 193), E=738765,2682m e E=9066215,0552m (ponto 194), E=738769,0372m e E=9066171,3368m (ponto 195), E=738760,2192m e E=9066141,1461m (ponto 196), E=738693,9490m e E=9066042,4478m (ponto 197), E=738653,1888m e E=9065954,0234m (ponto 198), E=738609,6988m e E=9065916,6635m (ponto 199), E=738596,9315m e E=9065856,9643m (ponto 200), E=738556,8196m e E=9065784,8613m (ponto 201), E=738532,5323m e E=9065761,0048m (ponto 202), E=738495,6904m e E=9065743,9183m (ponto 203), E=738438,8788m e E=9065702,5437m (ponto 204), E=738380,1648m e E=9065686,1866m (ponto 205), E=738320,5718m e E=9065680,1306m (ponto 206), E=738297,4946m e E=9065644,1230m (ponto 207), E=738263,4152m e E=9065620,9569m (ponto 208), E=738161,6564m e E=9065605,6249m (ponto 209), E=738148,5776m e E=9065536,0087m (ponto 210), E=738086,7255m e E=9065459,9210m (ponto 211), E=738091,9984m e E=9065401,5545m (ponto 212), E=738064,8741m e E=9065350,6129m (ponto 213), E=738083,4488m e E=9065301,4993m (ponto 214), E=738077,3835m e E=9065251,3999m (ponto 215), E=738049,9425m e E=9065212,2629m (ponto 216), E=738002,2818m e E=9065187,6978m (ponto 217), E=737992,9891m e E=9065160,7236m (ponto 218), E=738021,3275m e E=9065089,3699m (ponto 219), E=738011,8545m e E=9065031,1549m (ponto 220), E=737992,6583m e E=9065004,3452m (ponto 221), E=737963,7178m e E=9064983,7520m (ponto 222), E=737958,4044m e E=9064944,7596m (ponto 223), E=737936,6570m e E=9064908,3360m (ponto 224), E=737892,4109m e E=9064880,5727m (ponto 225), E=737830,4699m e E=9064875,0341m (ponto 226), E=737819,6106m e E=9064865,8260m (ponto 227), E=737790,3268m e E=9064798,6484m (ponto 228), E=737808,2767m e E=9064761,0173m (ponto 229), E=737810,8523m e E=9064721,2924m (ponto 230), E=737797,3983m e E=9064681,9941m (ponto 231), E=737767,2355m e E=9064644,9318m (ponto 232), E=737792,2514m e E=9064541,1939m (ponto 233), E=737782,6456m e E=9064472,4519m (ponto 234), E=737808,9955m e E=9064438,4405m (ponto 235), E=737833,1073m e E=9064373,8811m (ponto 236), E=737828,2926m e E=9064322,3627m (ponto 237), E=737836,5067m e E=9064281,4048m (ponto 238), E=737829,9189m e E=9064245,8886m (ponto 239), E=737783,7141m e E=9064158,8506m (ponto 240), E=737743,4065m e E=9064125,6304m (ponto 241), E=737707,2870m e E=9064058,4197m (ponto 242), E=737635,6264m e E=9063979,0412m (ponto 243), E=737568,4790m e E=9063944,9733m (ponto 244), E=737484,9850m e E=9063943,8033m (ponto 245), E=737458,2316m e E=9063919,6391m (ponto 246), E=737458,2275m e E=9063889,6690m (ponto 247), E=737530,1899m e E=9063890,9852m (ponto 248), E=737583,8999m e E=9063880,7503m (ponto 249), E=737654,4567m e E=9063921,4220m (ponto 250), E=737777,6595m e E=9063938,8673m (ponto 251), E=737848,1162m e E=9063962,8339m (ponto 252), E=737889,4502m e E=9063962,6699m (ponto 253), E=737945,1954m e E=9063935,2354m (ponto 254), E=737985,6976m e E=9063885,0764m (ponto 255), E=738003,6236m e E=9063816,0267m (ponto 256), E=738001,2475m e E=9063775,3303m (ponto 257), E=737975,2585m e E=9063730,3114m (ponto 258), E=737923,9977m e E=9063702,9119m (ponto 259), E=737871,8307m e E=9063706,3303m (ponto 260), E=737825,7890m e E=9063735,3151m (ponto 261), até o ponto 262 de coordenadas E=737787,5161m e E=9063703,1392m, localizado nas margens de um rio de segunda ordem, auente do Rio Ipanema, deste segue em terras deste município ligando os pontos de coordenadas E=737777,3954m e E=9063694,6308m (ponto 263), E=737764,7584m e E=9063643,2873m

Recife, 6 de junho de 2013

Diário Oficial do Estado de Pernambuco - Poder Executivo

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(ponto 264), E=737734,9767m e E=9063606,8221m (ponto 265), E=737631,6643m e E=9063550,7739m (ponto 266), E=737579,2882m e E=9063541,8639m (ponto 267), E=737520,8160m e E=9063502,3163m (ponto 268), E=737528,1889m e E=9063469,6788m (ponto 269), E=737526,2613m e E=9063362,8699m (ponto 270), E=737504,4453m e E=9063321,8637m (ponto 271), E=737463,1886m e E=9063293,5137m (ponto 272), E=737473,2366m e E=9063246,8870m (ponto 273), E=737472,4951m e E=9063110,5632m (ponto 274), E=737498,4912m e E=9063018,6132m (ponto 275), E=737492,5264m e E=9062954,6689m (ponto 276), E=737449,5319m e E=9062845,3167m (ponto 277), E=737428,5139m e E=9062819,7038m (ponto 278), E=737393,3901m e E=9062798,1363m (ponto 279), E=737356,1034m e E=9062717,4448m (ponto 280), E=737308,1218m e E=9062678,8576m (ponto 281), E=737257,1779m e E=9062667,3934m (ponto 282), deste segue até o ponto 01, fechando a poligonal em apreço. Integra o presente Memorial o mapa de detalhe da área descrita para desapropriação:

Recife, 6 de junho de 2013 Diário Oficial do Estado de Pernambuco - Poder Executivo 11

DECRETO Nº 39.471, DE 5 DE JUNHO DE 2013.

Regulamenta, no âmbito do Poder Executivo do Estado de Pernambuco, o Regime Diferenciado de Contratações Públicas - RDC, de que trata a Lei Federal n.º 12.462, de 5 de agosto de 2011.

O GOVERNADOR DO ESTADO, no uso das atribuições que lhe são conferidas pelo inciso IV do artigo 37 da Constituição

Estadual,

DECRETA:

Art. 1º O Regime Diferenciado de Contratações Públicas - RDC, de que trata a Lei Federal n.º 12.462, de 5 de agosto de 2011, ca regulamentado, no âmbito do Poder Executivo do Estado de Pernambuco, por este Decreto.

TÍTULO I

DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 2º O RDC aplica-se exclusivamente às licitações e contratos, no âmbito do Poder Executivo do Estado de Pernambuco, necessários à realização:

I – da Copa das Confederações da Fedération Internationale de Football Association - FIFA 2013 e da Copa do Mundo FIFA 2014, denidos em instrumento próprio pelo Comitê Pernambuco Copa do Mundo 2014, instituído pelo Decreto nº 36.206, de 16 de fevereiro de 2011;

II – das ações integrantes do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC);

  • III – das obras e serviços de engenharia no âmbito do Sistema Único de Saúde – SUS;

IV – das obras e serviços de engenharia no âmbito dos sistemas públicos de ensino.

Parágrafo único. Nos casos de obras públicas necessárias à realização da Copa das Confederações da FIFA 2013 e da Copa do Mundo FIFA 2014, aplica-se o RDC às obras constantes da matriz de responsabilidade celebrada entre a União, Estados, Distrito Federal e Municípios.

TÍTULO II DO PROCEDIMENTO DA LICITAÇÃO

CAPÍTULO I

DAS VEDAÇÕES

Art. 3º É vedada a participação direta ou indireta nas licitações:

  • I - da pessoa física ou jurídica que elaborar o projeto básico ou executivo correspondente;

    • II - da pessoa jurídica que participar de consórcio responsável pela elaboração do projeto básico ou executivo correspondente;

      • III - da pessoa jurídica na qual o autor do projeto básico ou executivo seja administrador, sócio com mais de cinco por cento do

capital votante, controlador, gerente, responsável técnico ou subcontratado; ou

IV - do servidor, empregado ou ocupante de cargo em comissão do órgão ou entidade contratante ou responsável pela licitação.

§ 1º Caso adotado o regime de contratação integrada:

  • I - não se aplicam as vedações previstas nos incisos I, II e III do caput; e

    • II - é vedada a participação direta ou indireta nas licitações da pessoa física ou jurídica que elaborar o anteprojeto de engenharia.

§ 2º O disposto no caput não impede, nas licitações para a contratação de obras ou serviços, a previsão de que a elaboração do projeto executivo constitua encargo do contratado, consoante preço previamente xado pela administração pública.

§ 3º É permitida a participação das pessoas físicas ou jurídicas de que tratam os incisos I a III do caput em licitação ou na execução do contrato como consultores ou técnicos, nas funções de scalização, supervisão ou gerenciamento, exclusivamente a serviço do órgão ou entidade pública interessados.

§ 4º Para ns do disposto neste artigo, considera-se participação indireta a existência de qualquer vínculo de natureza técnica, comercial, econômica, nanceira ou trabalhista entre o autor do projeto, pessoa física ou jurídica, e o licitante ou responsável pelos serviços, fornecimentos e obras, incluindo-se o fornecimento de bens e serviços a estes necessários.

§ 5º O disposto no § 4º aplica-se aos membros da comissão de licitação.

CAPÍTULO II DA FASE INTERNA

Seção I Dos atos preparatórios

Art. 4º Na fase interna a administração pública elaborará os atos e expedirá os documentos necessários para caracterização do objeto a ser licitado e para denição dos parâmetros do certame, tais como:

I

- justicativa da contratação e da adoção do RDC;

II

- denição:

  • a) do objeto da contratação;

  • b) do orçamento e preço de referência, remuneração ou prêmio, conforme critério de julgamento adotado;

  • c) dos requisitos de conformidade das propostas;

  • d) dos requisitos de habilitação;

  • e) das cláusulas que deverão constar do contrato, inclusive as referentes a sanções e, quando for o caso, a prazos de

fornecimento; e

  • f) do procedimento da licitação, com a indicação da forma de execução, do modo de disputa e do critério de julgamento;

    • III - justicativa técnica, com a devida aprovação da autoridade competente, no caso de adoção da inversão de fases prevista

no parágrafo único do art. 14;

IV - justicativa para:

  • a) a xação dos fatores de ponderação na avaliação das propostas técnicas e de preço, quando escolhido o critério de

julgamento por técnica e preço;

  • b) a indicação de marca ou modelo;

  • c) a exigência de amostra;

  • d) a exigência de certicação de qualidade do produto ou do processo de fabricação; e

  • e) a exigência de carta de solidariedade emitida pelo fabricante;

    • V - indicação da fonte de recursos suciente para a contratação;

      • VI - declaração de compatibilidade com o plano plurianual, no caso de investimento cuja execução ultrapasse um exercício

nanceiro;

  • VII - termo de referência que contenha conjunto de elementos necessários e sucientes, com nível de precisão adequado, para

caracterizar os serviços a serem contratados ou os bens a serem fornecidos;

VIII - projeto básico ou executivo para a contratação de obras e serviços de engenharia;

IX - justicativa da vantajosidade da divisão do objeto da licitação em lotes ou parcelas para aproveitar as peculiaridades do mercado e ampliar a competitividade, desde que a medida seja viável técnica e economicamente e não haja perda de economia de escala;

  • X - instrumento convocatório;

    • XI - minuta do contrato, quando houver; e

      • XII - ato de designação da comissão de licitação.

Art. 5º O termo de referência, projeto básico ou projeto executivo poderá prever requisitos de sustentabilidade ambiental, além dos previstos na legislação aplicável.

Seção II Da Comissão de Licitação

Art. 6º As licitações serão processadas e julgadas por comissão permanente ou especial.

§ 1º As comissões de que trata o caput serão compostas por, no mínimo, três membros, sendo a maioria deles servidores ou empregados públicos pertencentes aos quadros permanentes dos órgãos ou entidades responsáveis pela licitação.

§ 2º Os membros da comissão de licitação responderão solidariamente por todos os atos praticados pela comissão, salvo se posição individual divergente estiver registrada na ata da reunião em que adotada a decisão.

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Recife, 6 de junho de 2013

Art. 7º São competências da comissão de licitação:

  • I - elaborar as minutas dos editais e contratos ou utilizar minuta padrão elaborada pela Comissão do Catálogo Eletrônico de Padronização, e submetê-las ao órgão jurídico;

    • II - processar licitações, receber e responder a pedidos de esclarecimentos, receber e decidir as impugnações contra o instrumento convocatório;

      • III - receber, examinar e julgar as propostas conforme requisitos e critérios estabelecidos no instrumento convocatório;

IV - desclassicar propostas nas hipóteses previstas no art. 40;

  • V - receber e examinar os documentos de habilitação, declarando habilitação ou inabilitação de acordo com os requisitos

estabelecidos no instrumento convocatório;

  • VI - receber recursos, apreciar sua admissibilidade e, se não reconsiderar a decisão, encaminhá-los à autoridade competente;

    • VII - dar ciência aos interessados das decisões adotadas nos procedimentos;

      • VIII - encaminhar os autos da licitação à autoridade competente para adjudicar o objeto, homologar a licitação e convocar o

vencedor para a assinatura do contrato;

IX - propor à autoridade competente a revogação ou a anulação da licitação; e

  • X - aplicar sanções.

§ 1º É facultado à comissão de licitação, em qualquer fase da licitação, promover as diligências que entender necessárias.

§ 2º É facultado à comissão de licitação, em qualquer fase da licitação, desde que não seja alterada a substância da proposta, adotar medidas de saneamento destinadas a esclarecer informações, corrigir impropriedades na documentação de habilitação ou complementar a instrução do processo.

Seção III Do instrumento convocatório

Art. 8º O instrumento convocatório denirá:

  • I - o objeto da licitação;

    • II - a forma de execução da licitação, eletrônica ou presencial;

      • III - o modo de disputa, aberto, fechado ou com combinação, os critérios de classicação para cada etapa da disputa e as

regras para apresentação de propostas e de lances;

IV - os requisitos de conformidade das propostas;

  • V - o prazo de apresentação de proposta pelos licitantes, que não poderá ser inferior ao previsto no art. 15 da Lei Federal n.º

12.462, de 2011;

  • VI - os critérios de julgamento e os critérios de desempate;

    • VII - os requisitos de habilitação;

      • VIII - a exigência, quando for o caso:

        • a) de marca ou modelo;

        • b) de amostra;

        • c) de certicação de qualidade do produto ou do processo de fabricação; e

        • d) de carta de solidariedade emitida pelo fabricante;

IX - o prazo de validade da proposta;

  • X - os prazos e meios para apresentação de pedidos de esclarecimentos, impugnações e recursos;

    • XI - os prazos e condições para a entrega do objeto;

      • XII - as formas, condições e prazos de pagamento, bem como o critério de reajuste, quando for o caso;

        • XIII - a exigência de garantias e seguros, quando for o caso;

XIV - os critérios objetivos de avaliação do desempenho do contratado, bem como os requisitos da remuneração variável, quando for o caso;

XV

- as sanções;

XVI

- a opção pelo RDC; e

  • XVII - outras indicações especícas da licitação.

§ 1º Integram o instrumento convocatório, como anexos:

  • I - o termo de referência mencionado no inciso VII do caput do art. 4o, o projeto básico ou executivo, conforme o caso;

    • II - a minuta do contrato, quando houver;

      • III - o acordo de nível de serviço, quando for o caso; e

IV - as especicações complementares e as normas de execução.

§ 2º No caso de obras ou serviços de engenharia, o instrumento convocatório conterá ainda:

  • I - o cronograma de execução, com as etapas necessárias à medição, ao monitoramento e ao controle das obras;

  • II - a exigência de que os licitantes apresentem, em suas propostas, a composição analítica do percentual dos Benefícios e Despesas Indiretas - BDI e dos Encargos Sociais - ES, discriminando todas as parcelas que o compõem; e

    • III - a exigência de que o contratado conceda livre acesso aos seus documentos e registros contábeis, referentes ao objeto da

licitação, para os servidores ou empregados do órgão ou entidade contratante e dos órgãos de controle interno e externo.

Art. 9º Observado o disposto no § 2º, o orçamento previamente estimado para a contratação será tornado público apenas e imediatamente após o encerramento da licitação, sem prejuízo da divulgação do detalhamento dos quantitativos e das demais informações necessárias para a elaboração das propostas.

§ 1º O orçamento previamente estimado estará disponível permanentemente aos órgãos de controle externo e interno.

§ 2º Se não constar do instrumento convocatório, a informação referida no caput deste artigo possuirá caráter sigiloso e será disponibilizada estrita e permanentemente aos órgãos de controle externo e interno.

§ 3º O instrumento convocatório deverá conter:

  • I - o orçamento previamente estimado, quando não se revestir de sigilo;

    • II - o valor da remuneração ou do prêmio, quando adotado o critério de julgamento por melhor técnica ou conteúdo artístico; e

      • III - o preço mínimo de arrematação, quando adotado o critério de julgamento por maior oferta.

Art. 10. A possibilidade de subcontratação de parte da obra ou dos serviços de engenharia deverá estar prevista no instrumento convocatório.

§ 1º A subcontratação não exclui a responsabilidade do contratado perante a administração pública quanto à qualidade técnica da obra ou do serviço prestado.

§ 2º Quando permitida a subcontratação, o contratado deverá apresentar documentação do subcontratado que comprove sua regularidade perante o Instituto Nacional do Seguro Social – INSS, o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – FGTS e a Fazenda Estadual.

Seção IV

Da publicação

Art. 11. A publicidade do instrumento convocatório, sem prejuízo da faculdade de divulgação direta aos fornecedores, cadastrados ou não, será realizada mediante:

  • I - publicação de extrato do instrumento convocatório no Diário Ocial do Estado, da União ou do Município, conforme o caso,

ou, no caso de consórcio público, do ente de maior nível entre eles, sem prejuízo da possibilidade de publicação em jornal diário de

grande circulação;

  • II - divulgação do instrumento convocatório em sítio eletrônico ocial centralizado de publicidade de licitações ou sítio mantido pelo órgão ou entidade responsável pelo procedimento licitatório.

§ 1º O extrato do instrumento convocatório conterá a denição precisa, suciente e clara do objeto, a indicação dos locais, dias e horários em que poderá ser consultada ou obtida a íntegra do instrumento convocatório, bem como o endereço onde ocorrerá a sessão pública, a data e hora de sua realização e a indicação de que a licitação, na forma eletrônica, será realizada por meio da internet.

§ 2º A publicação referida no inciso I do caput também poderá ser feita em sítios eletrônicos ociais da administração pública, desde que certicados digitalmente por autoridade certicadora credenciada no âmbito da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.

§ 3º No caso de licitações cujo valor não ultrapasse R$ 150.000,00 (cento e cinquenta mil reais) para obras ou R$ 80.000,00 (oitenta mil reais) para bens e serviços, inclusive de engenharia, ca dispensada a publicação prevista no inciso I do caput.

§ 4º No caso de parcelamento do objeto, deverá ser considerado, para ns da aplicação do disposto no § 3º, o valor total da contratação.

§ 5º Eventuais modicações no instrumento convocatório serão divulgadas nos mesmos prazos dos atos e procedimentos originais, exceto quando a alteração não comprometer a formulação das propostas.

Art. 12. Caberão pedidos de esclarecimento e impugnações ao instrumento convocatório nos prazos e conforme descrito no inciso I do art. 45 da Lei Federal n.º 12.462, de 2011.

CAPÍTULO III DA FASE EXTERNA

Seção I

Disposições Gerais

Art. 13. As licitações deverão ser realizadas preferencialmente sob a forma eletrônica, admitida a presencial.

§ 1º Nos procedimentos sob a forma eletrônica, a administração pública poderá determinar, como condição de validade e ecácia, que os licitantes pratiquem seus atos em formato eletrônico.

§ 2º As licitações sob a forma eletrônica poderão ser processadas por meio do sistema eletrônico utilizado para a modalidade

pregão.

Art. 14. Após a publicação do instrumento convocatório inicia-se a fase de apresentação de propostas ou lances.

Parágrafo único. A fase de habilitação poderá, desde que previsto no instrumento convocatório, anteceder à fase de apresentação de propostas ou lances.

Seção II Da Apresentação das Propostas ou Lances

Subseção I

Disposições Gerais

Art. 15. As licitações poderão adotar os modos de disputa aberto, fechado ou combinado.

Art. 16. Os licitantes deverão apresentar na abertura da sessão pública declaração de que atendem aos requisitos de habilitação.

§ 1º Os licitantes que se enquadrem como microempresa ou empresa de pequeno porte deverão apresentar também declaração de seu enquadramento.

§ 2º Nas licitações sob a forma eletrônica, constará do sistema a opção para apresentação pelos licitantes das declarações de que trata este artigo.

§ 3º Os licitantes, nas sessões públicas, deverão ser previamente credenciados para oferta de lances nos termos do art. 19.

Art. 17. A comissão de licitação vericará a conformidade das propostas com os requisitos estabelecidos no instrumento convocatório quanto ao objeto e ao preço.

Parágrafo único. Serão imediatamente desclassicados, mediante decisão motivada, os licitantes cujas propostas não estejam em conformidade com os requisitos.

Subseção II Do modo de disputa aberto

Art. 18. No modo de disputa aberto, os licitantes apresentarão suas propostas em sessão pública por meio de lances públicos e sucessivos, crescentes ou decrescentes, conforme o critério de julgamento adotado.

Parágrafo único. O instrumento convocatório poderá estabelecer intervalo mínimo de diferença de valores entre os lances.

Art. 19. Caso a licitação de modo de disputa aberto seja realizada sob a forma presencial, serão adotados, adicionalmente, os seguintes procedimentos:

  • I - as propostas iniciais serão classicadas de acordo com a ordem de vantajosidade;

  • II - a comissão de licitação convidará individual e sucessivamente os licitantes, de forma sequencial, a apresentar lances verbais, a partir do autor da proposta menos vantajosa, seguido dos demais; e

III - a desistência do licitante em apresentar lance verbal, quando convocado, implicará sua exclusão da etapa de lances verbais e a manutenção do último preço por ele apresentado, para efeito de ordenação das propostas.

Art. 20. O instrumento convocatório poderá estabelecer a possibilidade de apresentação de lances intermediários pelos licitantes durante a disputa aberta.

Parágrafo único. São considerados intermediários os lances:

  • I - iguais ou inferiores ao maior já ofertado, mas superiores ao último lance dado pelo próprio licitante, quando adotado o julgamento pelo critério da maior oferta de preço; ou

    • II - iguais ou superiores ao menor já ofertado, mas inferiores ao último lance dado pelo próprio licitante, quando adotados os demais critérios de julgamento.

Art. 21. Após a denição da melhor proposta, se a diferença em relação à proposta classicada em segundo lugar for de pelo menos dez por cento, a comissão de licitação poderá admitir o reinício da disputa aberta, nos termos estabelecidos no instrumento convocatório, para a denição das demais colocações.

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§ 1º Após o reinício previsto no caput, os licitantes serão convocados a apresentar lances.

§ 2º Os licitantes poderão apresentar lances nos termos do parágrafo único do art. 20.

§ 3º Os lances iguais serão classicados conforme a ordem de apresentação.

Subseção III Do modo de disputa fechado

Art. 22. No modo de disputa fechado, as propostas apresentadas pelos licitantes serão sigilosas até a data e hora designadas para sua divulgação.

Parágrafo único. No caso de licitação presencial, as propostas deverão ser apresentadas em envelopes lacrados, abertos em sessão pública e ordenadas conforme critério de vantajosidade.

Subseção IV Da combinação dos modos de disputa

Art. 23. O instrumento convocatório poderá estabelecer que a disputa seja realizada em duas etapas, sendo a primeira eliminatória.

Art. 24. Os modos de disputa poderão ser combinados da seguinte forma:

  • I - caso o procedimento se inicie pelo modo de disputa fechado, serão classicados para a etapa subsequente os licitantes que apresentarem as três melhores propostas, iniciando-se então a disputa aberta com a apresentação de lances sucessivos, nos termos

dos arts. 18 e 19; e

  • II - caso o procedimento se inicie pelo modo de disputa aberto, os licitantes que apresentarem as três melhores propostas oferecerão propostas nais, fechadas.

Seção III Do julgamento das propostas

Subseção I

Disposições gerais

Art. 25. Poderão ser utilizados como critérios de julgamento:

  • I - menor preço ou maior desconto;

    • II - técnica e preço;

      • III - melhor técnica ou conteúdo artístico;

Subseção V Maior oferta de preço

Art. 33. O critério de julgamento pela maior oferta de preço será utilizado no caso de contratos que resultem em receita para a administração pública.

§ 1º Poderá ser dispensado o cumprimento dos requisitos de qualicação técnica e econômico-nanceira.

§ 2º Poderá ser requisito de habilitação a comprovação do recolhimento de quantia como garantia, limitada a cinco por cento do valor ofertado.

§ 3º Na hipótese do § 2º, o licitante vencedor perderá a quantia em favor da administração pública caso não efetue o pagamento devido no prazo estipulado.

Art. 34. Os bens e direitos a serem licitados pelo critério previsto no art. 33 serão previamente avaliados para xação do valor mínimo de arrematação.

Art. 35. Os bens e direitos arrematados serão pagos à vista, em até um dia útil contado da data da assinatura da ata lavrada no local do julgamento ou da data de noticação.

§ 1º O instrumento convocatório poderá prever que o pagamento seja realizado mediante entrada em percentual não inferior a cinco por cento, no prazo referido no caput, com pagamento do restante no prazo estipulado no mesmo instrumento, sob pena de perda em favor da administração pública do valor já recolhido.

§ 2º O instrumento convocatório estabelecerá as condições para a entrega do bem ao arrematante.

Subseção VI Maior retorno econômico

Art. 36. No critério de julgamento pelo maior retorno econômico as propostas serão consideradas de forma a selecionar a que proporcionar a maior economia para a administração pública decorrente da execução do contrato.

§ 1º O critério de julgamento pelo maior retorno econômico será utilizado exclusivamente para a celebração de contrato de

eciência.

§ 2º O contrato de eciência terá por objeto a prestação de serviços, que poderá incluir a realização de obras e o fornecimento de bens, com o objetivo de proporcionar economia ao órgão ou entidade contratante, na forma de redução de despesas correntes.

§ 3º O instrumento convocatório deverá prever parâmetros objetivos de mensuração da economia gerada com a execução do contrato, que servirá de base de cálculo da remuneração devida ao contratado.

§ 4º Para efeito de julgamento da proposta, o retorno econômico é o resultado da economia que se estima gerar com a execução da proposta de trabalho, deduzida a proposta de preço.

 

IV - maior oferta de preço; ou

Art. 37. Nas licitações que adotem o critério de julgamento pelo maior retorno econômico, os licitantes apresentarão:

V

- maior retorno econômico.

I

- proposta de trabalho, que deverá contemplar:

§ 1º O julgamento das propostas observará os parâmetros denidos no instrumento convocatório, sendo vedado computar vantagens não previstas, inclusive nanciamentos subsidiados ou a fundo perdido.

  • a) as obras, serviços ou bens, com respectivos prazos de realização ou fornecimento; e

  • b) a economia que se estima gerar, expressa em unidade de medida associada à obra, bem ou serviço e expressa em unidade

§ 2º O julgamento das propostas deverá observar a margem de preferência prevista no art. 3º da Lei Federal n.º 8.666, de 21 de junho de 1993, observado o disposto no Decreto Federal n.º 7.546, de 2 de agosto de 2011.

monetária; e

 

Subseção II Menor Preço ou Maior Desconto

II

- proposta de preço, que corresponderá a um percentual sobre a economia que se estima gerar durante determinado período, expressa em unidade monetária.

Art. 26. O critério de julgamento pelo menor preço ou maior desconto considerará o menor dispêndio para a administração pública, atendidos os parâmetros mínimos de qualidade denidos no instrumento convocatório.

Subseção VII Preferência e desempate

Parágrafo único. Os custos indiretos, relacionados às despesas de manutenção, utilização, reposição, depreciação e impacto ambiental, entre outros fatores, poderão ser considerados para a denição do menor dispêndio, sempre que objetivamente mensuráveis, conforme parâmetros denidos no instrumento convocatório.

Art. 38. Nas licitações que adotem o critério de julgamento menor preço ou maior desconto, considera-se empate, os termos da Lei Complementar Federal n.º 123, de 14 de dezembro de 2006, aquelas situações em que a proposta apresentada pela microempresa ou empresa de pequeno porte seja igual ou até dez por cento superior à proposta mais bem classicada.

Art. 27. O critério de julgamento por maior desconto utilizará como referência o preço global xado no instrumento convocatório, sendo o desconto estendido aos eventuais termos aditivos

§ 1º Nas situações descritas no caput, a microempresa ou empresa de pequeno porte que apresentou proposta mais vantajosa poderá apresentar nova proposta de preço inferior à proposta mais bem classicada.

Parágrafo único. No caso de obras ou serviços de engenharia, o percentual de desconto apresentado pelos licitantes incidirá linearmente sobre os preços de todos os itens do orçamento estimado constante do instrumento convocatório.

§ 2º Caso não seja apresentada a nova proposta de que trata o § 1º, as demais microempresas ou empresas de pequeno porte licitantes com propostas até dez por cento superiores à proposta mais bem classicada serão convidadas a exercer o mesmo direito, conforme a ordem de vantajosidade de suas propostas.

 

Subseção III Técnica e Preço

Art. 39. Nas licitações em que após o exercício de preferência de que trata o art. 38 esteja congurado empate em primeiro lugar, será realizada disputa nal entre os licitantes empatados, que poderão apresentar nova proposta fechada, conforme estabelecido no instrumento convocatório.

Art. 28. O critério de julgamento pela melhor combinação de técnica e preço será utilizado exclusivamente nas licitações destinadas a contratar objeto:

§ 1º Mantido o empate após a disputa nal de que trata o caput, as propostas serão ordenadas segundo o desempenho contratual prévio dos respectivos licitantes, desde que haja sistema objetivo de avaliação instituído.

I

- de natureza predominantemente intelectual e de inovação tecnológica ou técnica;

 
  • II - que possa ser executado com diferentes metodologias ou tecnologias de domínio restrito no mercado, pontuando-se as vantagens e qualidades oferecidas para cada produto ou solução; ou

    • III – no caso de contratação integrada.

Parágrafo único. Será escolhido o critério de julgamento a que se refere o caput quando a avaliação e a ponderação da qualidade técnica das propostas que superarem os requisitos mínimos estabelecidos no instrumento convocatório forem relevantes para os ns pretendidos.

Art. 29. No julgamento pelo critério de melhor combinação de técnica e preço, deverão ser avaliadas e ponderadas as propostas técnicas e de preço apresentadas pelos licitantes, segundo fatores de ponderação objetivos previstos no instrumento convocatório.

§ 1º O fator de ponderação mais relevante será limitado a setenta por cento.

§ 2º Poderão ser utilizados parâmetros de sustentabilidade ambiental para a pontuação das propostas técnicas.

desclassi

§ 3º O instrumento convocatório estabelecerá pontuação mínima para as propostas técnicas, cujo não atingimento implicará cação.

Subseção IV Melhor Técnica ou Conteúdo Artístico

Art. 30. O critério de julgamento pela melhor técnica ou pelo melhor conteúdo artístico poderá ser utilizado para a contratação de projetos e trabalhos de natureza técnica, cientíca ou artística, incluídos os projetos arquitetônicos e excluídos os projetos de engenharia.

Art. 31. O critério de julgamento pela melhor técnica ou pelo melhor conteúdo artístico considerará exclusivamente as propostas técnicas ou artísticas apresentadas pelos licitantes, segundo parâmetros objetivos inseridos no instrumento convocatório.

§ 1º O instrumento convocatório denirá o prêmio ou a remuneração que será atribuída ao vencedor.

§ 2º Poderão ser utilizados parâmetros de sustentabilidade ambiental para a pontuação das propostas nas licitações para contratação de projetos.

§ 3º O instrumento convocatório poderá estabelecer pontuação mínima para as propostas, cujo não atingimento implicará desclassicação.

Art. 32. Nas licitações que adotem o critério de julgamento pelo melhor conteúdo artístico a comissão de licitação será auxiliada por comissão especial integrada por, no mínimo, três pessoas de reputação ilibada e notório conhecimento da matéria em exame, que podem ser servidores públicos.

Parágrafo único. Os membros da comissão especial a que se refere o caput responderão por todos os atos praticados, salvo se posição individual divergente estiver registrada na ata da reunião em que adotada a decisão.

§ 2º Caso a regra prevista no § 1º não solucione o empate, será dada preferência:

  • I - em se tratando de bem ou serviço de informática e automação, nesta ordem:

    • a) aos bens e serviços com tecnologia desenvolvida no País;

    • b) aos bens e serviços produzidos de acordo com o processo produtivo básico denido pelo Decreto Federal n.º 5.906, de 26

de setembro de 2006;

  • c) produzidos no País;

  • d) produzidos ou prestados por empresas brasileiras; e

  • e) produzidos ou prestados por empresas que invistam em pesquisa e no desenvolvimento de tecnologia no País; ou

    • II - em se tratando de bem ou serviço não abrangido pelo inciso I do § 2º, nesta ordem:

      • a) produzidos no País;

      • b) produzidos ou prestados por empresas brasileiras; e

      • c) produzidos ou prestados por empresas que invistam em pesquisa e no desenvolvimento de tecnologia no País.

§ 3º Caso a regra prevista no § 2º não solucione o empate, será realizado sorteio.

Subseção VIII Análise e classicação de proposta

Art. 40. Na vericação da conformidade da melhor proposta apresentada com os requisitos do instrumento convocatório, será desclassicada aquela que:

  • I - contenha vícios insanáveis;

    • II - não obedeça às especicações técnicas previstas no instrumento convocatório;

III - apresente preço manifestamente inexequível ou permaneça acima do orçamento estimado para a contratação, inclusive nas hipóteses previstas no caput do art. 9º;

IV - não tenha sua exequibilidade demonstrada, quando exigido pela administração pública; ou

  • V - apresente desconformidade com quaisquer outras exigências do instrumento convocatório, desde que insanável.

§ 1º A comissão de licitação poderá realizar diligências para aferir a exequibilidade da proposta ou exigir do licitante que ela seja demonstrada.

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§ 2º Nas licitações de obras ou serviços de engenharia, o licitante da melhor proposta apresentada deverá reelaborar e apresentar à comissão de licitação, por meio eletrônico, conforme prazo estabelecido no instrumento convocatório, planilha com os valores adequados ao lance vencedor, em que deverá constar:

  • a) indicação dos quantitativos e dos custos unitários, vedada a utilização de unidades genéricas ou indicadas como verba;

  • b) composição dos custos unitários quando diferirem daqueles constantes dos sistemas de referências adotados nas licitações;

  • c) detalhamento das Bonicações e Despesas Indiretas - BDI e dos Encargos Sociais - ES.

Art. 41. Nas licitações de obras e serviços de engenharia, consideram-se inexequíveis as propostas com valores globais inferiores a setenta por cento do menor dos seguintes valores:

  • I - média aritmética dos valores das propostas superiores a cinquenta por cento do valor do orçamento estimado pela administração pública, ou

    • II - valor do orçamento estimado pela administração pública.

§ 1º A administração deverá conferir ao licitante a oportunidade de demonstrar a exequibilidade da sua proposta.

§ 2º Na hipótese de que trata o § 1º, o licitante deverá demonstrar que o valor da proposta é compatível com a execução do objeto licitado no que se refere aos custos dos insumos e aos coecientes de produtividade adotados nas composições de custos unitários.

§ 3º A análise de exequibilidade da proposta não considerará materiais e instalações a serem fornecidos pelo licitante em relação aos quais ele renuncie a parcela ou à totalidade da remuneração, desde que a renúncia esteja expressa na proposta.

Art. 42. Nas licitações de obras e serviços de engenharia, a economicidade da proposta será aferida com base nos custos globais e unitários.

§ 1º O valor global da proposta não poderá superar o orçamento estimado pela administração pública com base nos parâmetros previstos no §§ 3º, 4º ou 6º do art. 8º da Lei Federal nº 12.462, de 2011.

§ 2º No caso de adoção do regime de empreitada por preço unitário ou de contratação por tarefa, os custos unitários dos itens materialmente relevantes das propostas não podem exceder os custos unitários estabelecidos no orçamento estimado pela administração pública, observadas as seguintes condições:

  • I - serão considerados itens materialmente relevantes aqueles que representem pelo menos oitenta por cento do valor total do orçamento estimado ou sejam considerados essenciais à funcionalidade da obra ou do serviço de engenharia; e

    • II - em situações especiais, devidamente comprovadas pelo licitante em relatório técnico circunstanciado aprovado pela

administração pública, poderão ser aceitos custos unitários superiores àqueles constantes do orçamento estimado em relação aos itens materialmente relevantes.

§ 3º Se o relatório técnico de que trata o inciso II do §2º não for aprovado pela administração pública, aplica-se o disposto no art. 62, salvo se o licitante apresentar nova proposta, com adequação dos custos unitários propostos aos limites previstos no §2º, sem alteração do valor global da proposta.

§ 4º No caso de adoção do regime de empreitada por preço global ou de empreitada integral, serão observadas as seguintes

condições:

  • I – no cálculo do valor da proposta, poderão ser utilizados custos unitários diferentes daqueles previstos nos §§ 3º, 4º ou 6º do

art. 8º da Lei Federal nº 12.462, de 2011, desde que o valor global da proposta e o valor de cada etapa prevista no cronograma físico-

nanceiro seja igual ou inferior ao valor calculado a partir do sistema de referência utilizado;

  • II - em situações especiais, devidamente comprovadas pelo licitante em relatório técnico circunstanciado, aprovado pela

administração pública, os valores das etapas do cronograma físico-nanceiro poderão exceder o limite xado no inciso I; e

III - as alterações contratuais sob alegação de falhas ou omissões em qualquer das peças, orçamentos, plantas, especicações, memoriais ou estudos técnicos preliminares do projeto básico não poderão ultrapassar, no seu conjunto, dez por cento do valor total do contrato.

§ 5º O orçamento estimado das obras e serviços de engenharia será aquele resultante da composição dos custos unitários diretos do sistema de referência utilizado, acrescida do percentual de BDI de referência.

§ 6º A diferença percentual entre o valor global do contrato e o obtido a partir dos custos unitários do orçamento estimado pela administração pública não poderá ser reduzida, em favor do contratado, em decorrência de aditamentos contratuais que modiquem a composição orçamentária.

Art. 43. Após o encerramento da fase de apresentação de propostas, a comissão de licitação classicará as propostas por ordem decrescente de vantajosidade.

§ 1º Quando a proposta do primeiro classicado estiver acima do orçamento estimado, a comissão de licitação poderá negociar com o licitante condições mais vantajosas.

§ 2º A negociação de que trata o § 1º poderá ser feita com os demais licitantes, segundo a ordem de classicação, quando o primeiro colocado, após a negociação, for desclassicado por sua proposta permanecer superior ao orçamento estimado.

Art. 44. Encerrado o julgamento, será disponibilizada a respectiva ata, com a ordem de classicação das propostas.

Seção IV

Da Habilitação

Art. 45. Nas licitações regidas pelo RDC será aplicado, no que couber, o disposto nos arts. 27 a 33 da Lei Federal nº 8.666,

de 1993.

Art. 46. Será exigida a apresentação dos documentos de habilitação apenas pelo licitante classicado em primeiro lugar.

§ 1º Poderá haver substituição parcial ou total dos documentos por certicado de registro cadastral e certicado de pré- qualicação, nos termos do instrumento convocatório.

§ 2º Em caso de inabilitação, serão requeridos e avaliados os documentos de habilitação dos licitantes subsequentes, por ordem de classicação.

Art. 47. O instrumento convocatório denirá o prazo para a apresentação dos documentos de habilitação.

Art. 48. Quando utilizado o critério de julgamento pela maior oferta de preço, nas licitações destinadas à alienação, a qualquer título, dos bens e direitos da administração pública, os requisitos de qualicação técnica e econômico-nanceira poderão ser dispensados, se substituídos pela comprovação do recolhimento de quantia como garantia, limitada a cinco por cento do valor ofertado.

Parágrafo único. O disposto no caput não dispensa os licitantes da apresentação dos demais documentos exigidos para a habilitação.

Art. 49. Em qualquer caso, os documentos relativos à regularidade scal poderão ser exigidos em momento posterior ao julgamento das propostas, apenas em relação ao licitante mais bem classicado.

Art. 50. Caso ocorra a inversão de fases prevista no parágrafo único do art. 14:

  • I - serão vericados os documentos de habilitação de todos os licitantes; e

    • II – só serão recebidas e julgadas as propostas dos licitantes habilitados.

Seção V Da Participação em Consórcio

Art. 51. Havendo a participação na licitação de pessoas jurídicas organizadas em consórcio, serão observadas as seguintes

condições:

  • I - comprovação do compromisso público ou particular de constituição de consórcio, subscrito pelos consorciados;

    • II - indicação da pessoa jurídica responsável pelo consórcio, que deverá atender às condições de liderança xadas no instrumento convocatório;

      • III - apresentação dos documentos exigidos no instrumento convocatório quanto a cada consorciado, admitindo-se, para efeito

de qualicação técnica, o somatório dos quantitativos de cada consorciado;

IV - comprovação de qualicação econômico-nanceira, mediante:

  • a) apresentação do somatório dos valores de cada consorciado, na proporção de sua respectiva participação, podendo a

administração pública estabelecer, para o consórcio, um acréscimo de até trinta por cento dos valores exigidos para licitante individual; e

  • b) demonstração, por cada consorciado, do atendimento aos requisitos contábeis denidos no instrumento convocatório; e

    • V - impedimento de participação de consorciado, na mesma licitação, em mais de um consórcio ou isoladamente.

§ 1º O instrumento convocatório deverá exigir que conste cláusula de responsabilidade solidária:

  • I - no compromisso de constituição de consórcio a ser rmado pelos licitantes; e

    • II - no contrato a ser celebrado pelo consórcio vencedor.

§ 2º No consórcio de empresas brasileiras e estrangeiras, a liderança caberá, obrigatoriamente, à empresa brasileira, observado o disposto no inciso II do caput.

§ 3º O licitante vencedor ca obrigado a promover, antes da celebração do contrato, a constituição e o registro do consórcio, nos termos do compromisso referido no inciso I do caput.

§ 4º A substituição de consorciado deverá ser expressamente autorizada pelo órgão ou entidade contratante.

§ 5º O instrumento convocatório poderá, no interesse da administração pública, xar a quantidade máxima de pessoas jurídicas organizadas por consórcio.

§ 6º O acréscimo previsto na alínea “a” do inciso IV do caput não será aplicável aos consórcios compostos, em sua totalidade, por microempresas e empresas de pequeno porte.

Seção VI

Dos Recursos

Art. 52. Haverá fase recursal única, após o término da fase de habilitação.

Art. 53. Os licitantes que desejarem recorrer em face dos atos do julgamento da proposta ou da habilitação deverão manifestar imediatamente, após o término de cada sessão, a sua intenção de recorrer, sob pena de preclusão.

Parágrafo único. Nas licitações sob a forma eletrônica, a manifestação de que trata o caput deve ser efetivada em campo próprio do sistema.

Art. 54. As razões dos recursos deverão ser apresentadas no prazo de cinco dias úteis contado a partir da data da intimação ou da lavratura da ata, conforme o caso.

§ 1º O prazo para apresentação de contrarrazões será de cinco dias úteis e começará imediatamente após o encerramento do prazo a que se refere o caput.

§ 2º É assegurado aos licitantes obter vista dos elementos dos autos indispensáveis à defesa de seus interesses.

Art. 55. Na contagem dos prazos estabelecidos no art. 54, exclui-se o dia do início e inclui-se o do vencimento.

Parágrafo único. Os prazos se iniciam e expiram exclusivamente em dia útil no âmbito do órgão ou entidade responsável pela

licitação.

Art. 56. O recurso será dirigido à autoridade superior, por intermédio da autoridade que praticou o ato recorrido, que apreciará sua admissibilidade, cabendo a esta reconsiderar sua decisão no prazo de cinco dias úteis ou, nesse mesmo prazo, fazê-lo subir, devidamente informado, devendo, neste caso, a decisão do recurso ser proferida dentro do prazo de cinco dias úteis, contado do seu recebimento, sob pena de apuração de responsabilidade.

Art. 57. O acolhimento de recurso implicará invalidação apenas dos atos insuscetíveis de aproveitamento.

Art. 58. No caso da inversão de fases prevista no parágrafo único do art. 14, os licitantes poderão apresentar recursos após a fase de habilitação e após a fase de julgamento das propostas.

Seção VII

Do Encerramento

Art. 59. Finalizada a fase recursal, a administração pública poderá negociar condições mais vantajosas com o primeiro

colocado.

Art. 60. Exaurida a negociação prevista no art. 59, o procedimento licitatório será encerrado e os autos encaminhados à autoridade superior, que poderá:

  • I - determinar o retorno dos autos para saneamento de irregularidades que forem supríveis;

    • II - anular o procedimento, no todo ou em parte, por vício insanável;

      • III - revogar o procedimento por motivo de conveniência e oportunidade; ou

IV - adjudicar o objeto, homologar a licitação e convocar o licitante vencedor para a assinatura do contrato, preferencialmente em ato único.

§ 1º As normas referentes a anulação e revogação de licitações previstas no art. 49 da Lei Federal nº 8.666, de 1993, aplicam- se às contratações regidas pelo RDC.

§ 2º Caberá recurso no prazo de cinco dias úteis contado a partir da data da anulação ou revogação da licitação, observado o disposto nos arts. 53 a 57, no que couber.

Art. 61. Convocado para assinar o termo de contrato, aceitar ou retirar o instrumento equivalente, o interessado deverá observar os prazos e condições estabelecidos, sob pena de decair o direito à contratação, sem prejuízo das sanções previstas em lei.

Art. 62. É facultado à administração pública, quando o convocado não assinar o termo de contrato, ou não aceitar ou retirar o instrumento equivalente, no prazo e condições estabelecidos:

  • I - revogar a licitação, sem prejuízo da aplicação das cominações previstas na Lei Federal nº 8.666, de 1993, e neste Decreto;

ou

  • II - convocar os licitantes remanescentes, na ordem de classicação, para a celebração do contrato nas condições ofertadas pelo licitante vencedor.

Parágrafo único. Na hipótese de nenhum dos licitantes aceitar a contratação nos termos do inciso II do caput, a administração pública poderá convocar os licitantes remanescentes, na ordem de classicação, para a celebração do contrato nas condições ofertadas por estes, desde que o valor seja igual ou inferior ao orçamento estimado para a contratação, inclusive quanto aos preços atualizados, nos termos do instrumento convocatório.

TÍTULO III DOS CONTRATOS E DE SUA EXECUÇÃO

Art. 63. Os contratos administrativos celebrados serão regidos pela Lei Federal nº 8.666, de 1993, com exceção das regras especícas previstas na Lei Federal nº 12.462, de 2011, e neste Decreto.

Art. 64. Os contratos para a execução das obras previstas no plano plurianual poderão ser rmados pelo período nele compreendido, observado o disposto no caput do art. 57 da Lei Federal nº 8.666, de 1993.

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Art. 65. Na hipótese do inciso II do caput do art. 57 da Lei Federal nº 8.666, de 1993, os contratos celebrados pelos entes públicos responsáveis pelas atividades descritas no inciso I do art. 2º deste Decreto poderão ter sua vigência estabelecida até a data da extinção do Comitê Pernambuco Copa do Mundo 2014.

Art. 66. Nos contratos de obras e serviços de engenharia, a execução de cada etapa será precedida de projeto executivo para

a etapa.

Parágrafo único. O projeto executivo de etapa posterior poderá ser desenvolvido concomitantemente com a execução das obras e serviços de etapa anterior, desde que autorizado pelo órgão ou entidade contratante.

Art. 67. A inexecução total ou parcial do contrato enseja a sua rescisão, com as consequências contratuais, legais e regulamentares.

§ 1º Não haverá rescisão contratual em razão de fusão, cisão ou incorporação do contratado, ou de substituição de consorciado, desde que mantidas as condições de habilitação previamente atestadas.

§ 2º Os contratos de eciência referidos no art. 36 deverão prever que nos casos em que não for gerada a economia estimada:

  • I - a diferença entre a economia contratada e a efetivamente obtida será descontada da remuneração do contratado;

  • II - será aplicada multa por inexecução contratual se a diferença entre a economia contratada e a efetivamente obtida for superior à remuneração do contratado, no valor da referida diferença; e

    • III - aplicação de outras sanções cabíveis, caso a diferença entre a economia contratada e a efetivamente obtida seja superior

ao limite máximo estabelecido no contrato.

Art. 68. Caberá recurso no prazo de cinco dias úteis a partir da data da intimação ou da lavratura da ata da rescisão do contrato, nas hipóteses previstas no inciso I do caput do art. 79 da Lei Federal nº 8.666, de 1993, observado o disposto nos arts. 53 a 57, no que couber.

Art. 69. Na hipótese do inciso XI do caput do art. 24 da Lei Federal nº 8.666, de 1993, a contratação de remanescente de obra, serviço ou fornecimento de bens em consequência de rescisão contratual observará a ordem de classicação dos licitantes e as condições por estes ofertadas, desde que não seja ultrapassado o orçamento estimado para a contratação.

TÍTULO IV DISPOSIÇÕES ESPECÍFICAS

CAPÍTULO I DA REMUNERAÇÃO VARIÁVEL

Art. 70. Nas licitações de obras e serviços, inclusive de engenharia, poderá ser estabelecida remuneração variável, vinculada ao desempenho do contratado, com base em metas, padrões de qualidade, parâmetros de sustentabilidade ambiental e prazo de entrega denidos pela administração pública no instrumento convocatório, observado o conteúdo do projeto básico, do projeto executivo ou do termo de referência.

§ 1º A utilização da remuneração variável respeitará o limite orçamentário xado pela administração pública para a contratação e será motivada quanto:

  • I - aos parâmetros escolhidos para aferir o desempenho do contratado;

    • II - ao valor a ser pago; e

      • III - ao benefício a ser gerado para a administração pública.

§ 2º Eventuais ganhos provenientes de ações da administração pública não serão considerados no cômputo do desempenho do contratado.

§ 3º O valor da remuneração variável deverá ser proporcional ao benefício a ser gerado para a administração pública.

§ 4º Nos casos de contratação integrada, deverá ser observado o conteúdo do anteprojeto de engenharia na denição dos parâmetros para aferir o desempenho do contratado.

CAPÍTULO II DA CONTRATAÇÃO SIMULTÂNEA

Art. 71. A administração pública poderá, mediante justicativa, contratar mais de uma empresa ou instituição para executar o mesmo serviço, desde que não implique perda de economia de escala, quando:

  • I - o objeto da contratação puder ser executado de forma concorrente e simultânea por mais de um contratado; e

    • II - a múltipla execução for conveniente para atender à administração pública.

Parágrafo único. A contratação simultânea não se aplica às obras ou serviços de engenharia.

Art. 72. A administração pública deverá manter o controle individualizado dos serviços prestados por contratado.

Parágrafo único. O instrumento convocatório deverá disciplinar os parâmetros objetivos para a alocação das atividades a serem executadas por contratado.

CAPÍTULO III DA CONTRATAÇÃO INTEGRADA

Art. 73. Nas licitações de obras e serviços de engenharia, poderá ser utilizada a contratação integrada, desde que técnica e economicamente justicada, independentemente do atendimento dos requisitos do art. 28, I e II.

§ 1º O objeto da contratação integrada compreende a elaboração e o desenvolvimento dos projetos básico e executivo, a execução de obras e serviços de engenharia, a montagem, a realização de testes, a pré-operação e todas as demais operações necessárias e sucientes para entrega nal do objeto.

§ 2º Será adotado o critério de julgamento técnica e preço.

Art. 74. O instrumento convocatório das licitações para contratação de obras e serviços de engenharia sob o regime de contratação integrada deverá conter anteprojeto de engenharia com informações e requisitos técnicos destinados a possibilitar a caracterização do objeto contratual, incluindo:

  • I - a demonstração e a justicativa do

programa de necessidades, a visão global dos investimentos e as denições quanto ao nível de serviço desejado;

  • II - as condições de solidez, segurança, durabilidade e prazo de entrega;

    • III - a estética do projeto arquitetônico; e

IV - os parâmetros de adequação ao interesse público, à economia na utilização, à facilidade na execução, aos impactos ambientais e à acessibilidade.

§ 1º Deverão constar do anteprojeto, quando couber, os seguintes documentos técnicos:

  • I - concepção da obra ou serviço de engenharia;

    • II - projetos anteriores ou estudos preliminares que embasaram a concepção adotada;

      • III - levantamento topográco e cadastral;

IV - pareceres de sondagem; e

  • V - memorial descritivo dos elementos da edicação, dos componentes construtivos e dos materiais de construção, de forma

a estabelecer padrões mínimos para a contratação.

§ 2º Caso seja permitida no anteprojeto de engenharia a apresentação de projetos com metodologias diferenciadas de execução, o instrumento convocatório estabelecerá critérios objetivos para avaliação e julgamento das propostas.

§ 3º O anteprojeto deverá possuir nível de denição suciente para proporcionar a comparação entre as propostas recebidas das licitantes.

Art. 75. O orçamento e o preço total para a contratação serão estimados com base nos valores praticados pelo mercado, nos valores pagos pela administração pública em contratações similares ou na avaliação do custo global da obra, aferida mediante orçamento sintético ou metodologia expedita ou paramétrica.

Art. 76. Nas hipóteses em que for adotada a contratação integrada, ca vedada a celebração de termos aditivos aos contratos rmados, exceto se vericada uma das seguintes hipóteses:

  • I - recomposição do equilíbrio econômico-nanceiro, devido a caso fortuito ou força maior;

    • II - necessidade de alteração do projeto ou das especicações para melhor adequação técnica aos objetivos da contratação,

a pedido da administração pública, desde que não decorrentes de erros ou omissões por parte do contratado, observados os limites

previstos no § 1º do art. 65 da Lei Federal nº 8.666, de 1993.

Parágrafo único. A Administração Pública poderá elaborar, na fase interna da licitação, com vistas a instruir o edital, uma matriz de risco a ser respeitada na execução contratual, na qual sejam distribuídos os riscos entre o órgão ou entidade contratante e o contratado, cando necessariamente sob responsabilidade do contratado o risco do projeto e de construção, montagem e implantação.

TÍTULO V DOS PROCEDIMENTOS AUXILIARES

CAPÍTULO I

DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 77. São procedimentos auxiliares das licitações regidas por este Decreto:

  • I - cadastramento;

    • II - pré-qualicação permanente;

      • III - sistema de registro de preços; e

IV - catálogo eletrônico de padronização.

CAPÍTULO II

DO CADASTRAMENTO

Art. 78. Os registros cadastrais serão feitos por meio do Sistema de Cadastro Unicado de Fornecedores do Estado de Pernambuco - CADFOR-PE.

Art. 79. Caberá recurso no prazo de cinco dias úteis, contado a partir da data da intimação ou do indeferimento do pedido de inscrição em registro cadastral, de sua alteração ou de seu cancelamento, observado o disposto nos arts. 53 a 57, no que couber.

CAPÍTULO III

DA PRÉ-QUALIFICAÇÃO

Art. 80. A administração pública poderá promover a pré-qualicação permanente, destinada a identicar:

  • I - fornecedores que reúnam condições de qualicação técnica exigidas para o fornecimento de bem ou a execução de serviço ou obra nos prazos, locais e condições previamente estabelecidos; e

    • II - bens que atendam às exigências técnicas e de qualidade estabelecida pela administração pública.

§ 1º A pré-qualicação poderá ser parcial ou total, contendo alguns ou todos os requisitos de habilitação ou técnicos necessários à contratação, assegurada, em qualquer hipótese, a igualdade de condições entre os concorrentes.

§ 2º A pré-qualicação de que trata o inciso I do caput poderá ser efetuada por grupos ou segmentos de objetos a serem contratados, segundo as especialidades dos fornecedores.

Art. 81. O procedimento de pré-qualicação cará permanentemente aberto para a inscrição dos eventuais interessados.

Art. 82. A pré-qualicação terá validade máxima de um ano, podendo ser atualizada a qualquer tempo.

Parágrafo único. A validade da pré-qualicação de fornecedores não será superior ao prazo de validade dos documentos apresentados pelos interessados.

Art. 83. Sempre que a administração pública entender conveniente iniciar procedimento de pré-qualicação de fornecedores ou bens, deverá convocar os interessados para que demonstrem o cumprimento das exigências de qualicação técnica ou de aceitação de bens, conforme o caso.

§ 1º A convocação de que trata o caput será realizada mediante:

  • I - publicação de extrato do instrumento convocatório no Diário Ocial do Estado, da União ou do Município, conforme o caso, sem prejuízo da possibilidade de publicação de extrato em jornal diário de grande circulação; e

    • II - divulgação em sítio eletrônico ocial centralizado de publicidade de licitações ou sítio mantido pelo órgão ou entidade.

§ 2º A convocação explicitará as exigências de qualicação técnica ou de aceitação de bens, conforme o caso.

Art. 84. Será fornecido certicado aos pré-qualicados, renovável sempre que o registro for atualizado.

Art. 85. Caberá recurso no prazo de cinco dias úteis contado a partir da data da intimação ou da lavratura da ata do ato que dera ou indera pedido de pré-qualicação de interessados, observado o disposto nos arts. 53 a 57, no que couber.

Art. 86. A administração pública poderá realizar licitação restrita aos pré-qualicados, justicadamente, desde que:

  • I - a convocação para a pré-qualicação discrimine que as futuras licitações serão restritas aos pré-qualicados;

  • II - na convocação a que se refere o inciso I do caput conste estimativa de quantitativos mínimos que a administração pública pretende adquirir ou contratar nos próximos doze meses e de prazos para publicação do edital; e

    • III - a pré-qualicação seja total, contendo todos os requisitos de habilitação técnica necessários à contratação.

§ 1º O registro cadastral de pré-qualicados deverá ser amplamente divulgado e deverá estar permanentemente aberto aos interessados, obrigando-se a unidade por ele responsável a proceder, no mínimo anualmente, a chamamento público para a atualização dos registros existentes e para o ingresso de novos interessados.

§ 2º Só poderão participar da licitação restrita aos pré-qualicados os licitantes que, na data da publicação do respectivo instrumento convocatório:

  • I - já tenham apresentado, no prazo previsto no instrumento convocatório da pré-qualicação, a documentação exigida para tanto, ainda que o pedido de pré-qualicação seja deferido posteriormente;

    • II - estejam regularmente cadastrados.

§ 3º No caso de realização de licitação restrita, a administração pública enviará convite por meio eletrônico a todos os pré- qualicados no respectivo segmento.

§ 4º O convite de que trata o § 3º não exclui a obrigação de atendimento aos requisitos de publicidade do instrumento convocatório.

CAPÍTULO IV

DO SISTEMA DE REGISTRO DE PREÇOS

Art. 87. O Sistema de Registro de Preços destinado especicamente ao RDC - SRP/RDC será regido pelo disposto neste Decreto.

Art. 88. Para os efeitos deste Decreto, considera-se:

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Diário Oficial do Estado de Pernambuco - Poder Executivo

Recife, 6 de junho de 2013

  • I - Sistema de Registro de Preços - SRP – conjunto de procedimentos para registro formal de preços relativos à prestação de serviços, inclusive de engenharia, e aquisição de bens, para contratações futuras;

    • II - ata de registro de preços – documento vinculativo, obrigacional, com característica de compromisso para futura contratação,

em que se registram os preços, fornecedores, órgãos participantes e condições a serem praticadas, conforme as disposições contidas no instrumento convocatório e propostas apresentadas;

  • III - órgão gerenciador – órgão ou entidade pública responsável pela condução do conjunto de procedimentos do certame para

registro de preços e gerenciamento da ata de registro de preços dele decorrente;

IV - órgão participante – órgão ou entidade da administração pública que participe dos procedimentos iniciais do SRP e integre a ata de registro de preços; e

  • V - órgão aderente – órgão ou entidade da administração pública que, não tendo participado dos procedimentos iniciais da

licitação, adere a uma ata de registro de preços.

Art. 89. O SRP/RDC poderá ser adotado nas seguintes hipóteses:

  • I - quando, pelas características do bem ou serviço, houver necessidade de contratações frequentes;

  • II - quando for mais conveniente a aquisição de bens com previsão de entregas parceladas ou contratação de serviços remunerados por unidade de medida ou em regime de tarefa;

    • III - quando for conveniente a aquisição de bens ou a contratação de serviços para atendimento a mais de um órgão ou

entidade, ou a programas de governo; e

IV - quando, pela natureza do objeto, não for possível denir previamente o quantitativo a ser demandado pela administração pública.

Art. 90. A licitação para o registro de preços:

  • I - poderá ser realizada por qualquer dos modos de disputa previstos neste Decreto, combinados ou não;

    • II - ocorrerá utilizando-se critério de julgamento menor preço ou maior desconto; e

      • III - será precedida de ampla pesquisa de mercado.

Art. 91. Na licitação para registro de preços, a indicação da dotação orçamentária só será necessária para a formalização do contrato ou instrumento equivalente.

Art. 92. A licitação para registro de preços será precedida de divulgação de intenção de registro de preços com a nalidade de permitir a participação de outros órgãos ou entidades públicas.

§ 1º Observado o prazo estabelecido pelo órgão gerenciador, os órgãos ou entidades públicas interessados em participar do registro de preços deverão:

  • I - manifestar sua concordância com o objeto do registro de preços; e

    • II - indicar a sua estimativa de demanda e o cronograma de contratações.

§ 2º Esgotado o prazo para a manifestação de interesse em participar do registro de preços, o órgão gerenciador:

  • I - consolidará todas as informações relativas às estimativas individuais de demanda;

  • II - promoverá a adequação de termos de referência ou projetos básicos encaminhados, para atender aos requisitos de padronização e racionalização;

    • III - realizará ampla pesquisa de mercado para a denição dos preços estimados; e

IV - apresentará as especicações, termos de referência, projetos básicos, quantitativos e preços estimados aos órgãos ou entidades públicas interessados, para conrmação da intenção de participar do registro de preço.

Art. 93. O órgão gerenciador poderá subdividir a quantidade total de cada item em lotes, sempre que comprovada a viabilidade técnica e econômica, de forma a possibilitar maior competitividade, observada a quantidade mínima, o prazo e o local de entrega ou de prestação dos serviços.

§ 1º No caso de serviços, a subdivisão dar-se-á em função da unidade de medida adotada para aferição dos produtos e resultados esperados, e será observada a demanda especíca de cada órgão ou entidade participante.

§ 2º Na situação prevista no § 1º, será evitada a contratação de mais de uma empresa para a execução do mesmo serviço em uma mesma localidade no âmbito do mesmo órgão ou entidade, com vistas a assegurar a responsabilidade contratual e o princípio da padronização.

Art. 94. Constará do instrumento convocatório para registro de preços, além das exigências previstas no art. 8º:

  • I - a especicação ou descrição do objeto, explicitando o conjunto de elementos necessários e sucientes, com nível de precisão adequado, para a caracterização do bem ou serviço, inclusive denindo as respectivas unidades de medida usualmente adotadas;

    • II - a estimativa de quantidades a serem adquiridas no prazo de validade do registro;

      • III - a quantidade mínima de unidades a ser cotada, por item ou lote, no caso de bens;

IV - as condições quanto aos locais, prazos de entrega, forma de pagamento e, complementarmente, nos casos de serviços, quando cabíveis, a frequência, periodicidade, características do pessoal, materiais e equipamentos a serem fornecidos e utilizados, procedimentos a serem seguidos, cuidados, deveres, disciplina e controles a serem adotados;

  • V - o prazo de validade do registro de preço;

    • VI - os órgãos e entidades participantes;

      • VII - os modelos de planilhas de custo, quando couber;

VIII - as minutas de contratos decorrentes do SRP/RDC, quando for o caso; e

IX - as penalidades a serem aplicadas por descumprimento das condições estabelecidas.

Parágrafo único. Quando o instrumento convocatório previr o fornecimento de bens ou prestação de serviços em locais diferentes, é facultada a exigência de apresentação de proposta diferenciada por região, de modo que os custos variáveis por região sejam acrescidos aos respectivos preços.

Art. 95. Caberá ao órgão gerenciador:

  • I - promover os atos preparatórios à licitação para registro de preços, conforme o art. 92;

    • II - denir os itens a serem registrados, os respectivos quantitativos e os órgãos ou entidades participantes;

      • III - realizar todo o procedimento licitatório;

IV - providenciar a assinatura da ata de registro de preços;

  • V - encaminhar cópia da ata de registro de preços aos órgãos ou entidades participantes;

    • VI - gerenciar a ata de registro de preços, indicando os fornecedores que poderão ser contratados e os respectivos quantitativos

e preços, conforme as regras do art. 103;

  • VII - manter controle do saldo da quantidade global de bens e serviços que poderão ser contratados pelos órgãos aderentes,

observado o disposto nos §§ 3º e 4º do art. 102;

VIII - aplicar eventuais sanções que decorrerem:

  • a) do procedimento licitatório;

  • b) de descumprimento da ata de registro de preços, ressalvado o disposto no art. 96, inciso III do caput, alínea “a”; e

  • c) do descumprimento dos contratos que celebrarem, ainda que não haja o correspondente instrumento;

IX - conduzir eventuais negociações dos preços registrados, conforme as regras do art. 105; e

  • X - anular ou revogar o registro de preços.

§ 1º O órgão gerenciador realizará todos os atos de controle e administração do SRP/RDC.

§ 2º O órgão gerenciador somente considerará os itens e quantitativos referentes aos órgãos ou entidades que conrmarem a intenção de participar do registro de preços, na forma do inciso IV do § 2º do art. 92.

Art. 96. Caberá aos órgãos ou entidades participantes:

  • I - consultar o órgão gerenciador para obter a indicação do fornecedor e respectivos quantitativos e preços que poderão ser contratados;

    • II - scalizar o cumprimento dos contratos que celebrarem; e

      • III - aplicar eventuais sanções que decorrerem:

        • a) do descumprimento da ata de registro de preços, no que se refere às suas demandas; e

        • b) do descumprimento dos contratos que celebrarem, ainda que não haja o correspondente instrumento.

Parágrafo único. Os órgãos participantes deverão informar ao órgão gerenciador:

  • I - as sanções que aplicarem; e

    • II - o nome do responsável pelo acompanhamento e scalização dos contratos que celebrarem.

Art. 97. Após o encerramento da etapa competitiva, os licitantes poderão reduzir seus preços ao valor igual ao da proposta do licitante mais bem classicado.

§ 1º Havendo apresentação de novas propostas na forma do caput, o órgão gerenciador estabelecerá nova ordem de classicação, observadas as regras do art. 98.

§ 2º A apresentação de novas propostas na forma do caput não prejudicará o resultado do certame em relação ao licitante mais bem classicado.

Art. 98. Serão registrados na ata de registro de preços, nesta ordem:

  • I - os preços e quantitativos do licitante mais bem classicado durante a etapa competitiva;

  • II - os preços e quantitativos dos licitantes que houverem aceitado cotar seus bens ou serviços em valor igual ao do licitante mais bem classicado; e

    • III - os preços e quantitativos dos demais licitantes classicados, conforme a ordem de classicação.

Parágrafo único. Se houver mais de um licitante na situação de que trata o inciso II do caput, serão classicados segundo a ordem da última proposta apresentada durante a fase competitiva.

Art. 99. A ata de registro de preços obriga os licitantes ao fornecimento de bens ou à prestação de serviço, conforme o caso, observados os preços, quantidades e demais condições previstas no instrumento convocatório.

Parágrafo único. O prazo de validade da ata de registro de preços será denido pelo instrumento convocatório, limitado ao mínimo de três meses e ao máximo de doze meses. (art. 12)

Art. 100. Os contratos decorrentes do SRP/RDC terão sua vigência conforme as disposições do instrumento convocatório, observadas, no que couber, as normas da Lei Federal nº 8.666, de 1993.

§ 1º Os contratos decorrentes do SRP/RDC não poderão sofrer acréscimo de quantitativos.

§ 2º Os contratos decorrentes do SRP/RDC poderão ser alterados conforme as normas da Lei Federal nº 8.666, de 1993, ressalvado o disposto no § 1º.

Art. 101. A existência de preços registrados não obriga a administração pública a rmar os contratos que deles poderão advir.

Parágrafo único. Será facultada a realização de licitação especíca para contratação de objetos cujos preços constam do sistema, desde que assegurada aos fornecedores registrados a preferência em igualdade de condições.

Art. 102. O órgão ou entidade pública responsável pela execução das obras ou serviços contemplados no art. 2º que não tenha participado do certame licitatório poderá aderir à ata de registro de preços, respeitado o seu prazo de vigência.

§ 1º Os órgãos aderentes deverão observar o disposto no art. 96.

§ 2º Os órgãos aderentes não poderão contratar quantidade superior à soma das estimativas de demanda dos órgãos gerenciador e participantes.

§ 3º A quantidade global de bens ou serviços que poderão ser contratados pelos órgãos aderentes não poderá ser superior a cinco vezes a quantidade prevista para cada item.

§ 4º Os fornecedores registrados não serão obrigados a contratar com órgãos aderentes.

§ 5º O fornecimento de bens ou a prestação de serviços a órgãos aderentes não prejudicará a obrigação de cumprimento da ata de registro de preços em relação aos órgãos gerenciador e participantes.

Art. 103. Quando solicitado, o órgão gerenciador indicará os fornecedores que poderão ser contratados pelos órgãos ou entidades participantes ou aderentes, e os respectivos quantitativos e preços, conforme a ordem de classicação.

§ 1º O órgão gerenciador observará a seguinte ordem quando da indicação de fornecedor aos órgãos participantes:

  • I - o fornecedor registrado mais bem classicado, até o esgotamento dos respectivos quantitativos oferecidos;

  • II - os fornecedores registrados que registraram seus preços em valor igual ao do licitante mais bem classicado, conforme a ordem de classicação; e

    • III - os demais fornecedores registrados, conforme a ordem de classicação, pelos seus preços registrados.

§ 2º No caso de solicitação de indicação de fornecedor por órgão aderente, o órgão gerenciador indicará o fornecedor registrado mais bem classicado e os demais licitantes que registraram seus preços em valor igual ao do licitante mais bem classicado.

§ 3º Os órgãos aderentes deverão propor a celebração de contrato aos fornecedores indicados pelo órgão gerenciador seguindo a ordem de classicação.

§ 4º Os órgãos aderentes deverão concretizar a contratação no prazo de até trinta dias após a indicação do fornecedor pelo órgão gerenciador, respeitado o prazo de vigência da ata.

Art. 104. O órgão gerenciador avaliará trimestralmente a compatibilidade entre o preço registrado e o valor de mercado.

Parágrafo único. Constatado que o preço registrado é superior ao valor de mercado, carão vedadas novas contratações até a adoção das providências cabíveis, conforme o art. 105.

Recife, 6 de junho de 2013

Diário Oficial do Estado de Pernambuco - Poder Executivo

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Art. 105. Quando o preço registrado tornar-se superior ao preço praticado no mercado por motivo superveniente, o órgão gerenciador convocará os fornecedores para negociarem a redução dos preços aos valores praticados pelo mercado.

§ 1º Os fornecedores que não aceitarem reduzir seus preços aos valores praticados pelo mercado serão liberados do compromisso assumido, sem aplicação de penalidade.

§ 2º A ordem de classicação dos fornecedores que aceitarem reduzir seus preços aos valores de mercado observará a classicação original.

Art. 106. Os órgãos ou entidades públicas estaduais poderão participar ou aderir a ata de registro de preços gerenciada pela administração pública federal, observado o disposto no § 1º do art. 92 e no caput do art. 102, ambos do Decreto Federal nº 7.581, de 11 de outubro de 2011.

Art. 107. O registro de preços será revogado quando o fornecedor:

  • I - descumprir as condições da ata de registro de preços;

  • II - não retirar a respectiva nota de empenho ou instrumento equivalente, no prazo estabelecido pela administração pública, sem justicativa aceitável;

    • III - não aceitar reduzir o seu preço registrado, na hipótese de este se tornar superior àqueles praticados no mercado; e

IV - sofrer as sanções previstas nos incisos III e IV do caput do art. 87 da Lei Federal nº 8.666, de 1993, e no art. 7º da Lei Federal nº 10.520, de 17 de julho de 2002.

§ 1º A revogação do registro poderá ocorrer:

  • I - por iniciativa da administração pública, conforme conveniência e oportunidade; ou

  • II - por solicitação do fornecedor, com base em fato superveniente devidamente comprovado que justique a impossibilidade de cumprimento da proposta.

§ 2º A revogação do registro nas hipóteses previstas nos incisos I, II e IV do caput será formalizado por decisão da autoridade competente do órgão gerenciador, assegurados o contraditório e a ampla defesa.

§ 3º A revogação do registro em relação a um fornecedor não prejudicará o registro dos preços dos demais licitantes.

TÍTULO VI

DAS SANÇÕES

Art. 108. Serão aplicadas sanções nos termos do art. 47 da Lei Federal nº 12.462, de 2011, sem prejuízo das multas previstas no instrumento convocatório.

§ 1º Caberá recurso no prazo de cinco dias úteis, contado a partir da data da intimação ou da lavratura da ata da aplicação das penas de advertência, multa, suspensão temporária de participação em licitação, impedimento de contratar com a administração pública e declaração de inidoneidade, observado o disposto nos arts. 53 a 57, no que couber.

§ 2º As penalidades serão obrigatoriamente registradas no CADFOR-PE.

TÍTULO VII

DISPOSIÇÕES FINAIS

Art. 109. Na contagem dos prazos estabelecidos neste Decreto, exclui-se o dia do início e inclui-se o do vencimento.

Parágrafo único. Os prazos estabelecidos neste Decreto se iniciam e expiram exclusivamente em dia útil no âmbito do órgão ou entidade responsável pela licitação ou contratante.

Art. 110. Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.

Palácio do Campo das Princesas, Recife, 5 de junho do ano de 2013, 197º da Revolução Republicana Constitucionalista e 191º da Independência do Brasil.

EDUARDO HENRIQUE ACCIOLY CAMPOS

Governador do Estado

THIAGO ARRAES DE ALENCAR NORÕES FRANCISCO TADEU BARBOSA DE ALENCAR PAULO HENRIQUE SARAIVA CÂMARA FREDERICO DA COSTA AMÂNCIO

DECRETO Nº 39.472, DE 5 DE JUNHO DE 2013.

Disciplina a concessão, aplicação e prestação de contas de suprimento individual para atender às despesas de caráter sigiloso, realizadas por órgãos de inteligência nas áreas scal e de segurança, de que trata o inciso V do artigo 159 da Lei nº 7.741, de 23 de outubro de 1978.

O GOVERNADOR DO ESTADO, no uso das atribuições que lhe são conferidas pelos incisos II e IV do artigo 37 da Constituição Estadual,

CONSIDERANDO o disposto no Decreto nº 38.935, de 7 de dezembro de 2012, que regulamenta os procedimentos de análise e arquivamento dos processos de prestação de contas das despesas efetuadas pelos órgãos ou entidades executoras;

CONSIDERANDO que, na forma do inciso V do artigo 159 da Lei nº 7.741, de 23 de outubro de 1978, as despesas de caráter sigiloso realizadas por órgãos de inteligência nas áreas scal e de segurança são especialmente processáveis pelo regime de suprimento individual;

CONSIDERANDO a necessidade de normatizar a concessão, aplicação e prestação de contas do mencionado suprimento, bem como orientar os ordenadores de despesa e agentes supridos quanto à gestão de tais despesas,

DECRETA:

Art. 1º Compete aos titulares das Secretarias que atuam nas áreas scal e de segurança, ou autoridade por esses delegada, decidir sobre a concessão de suprimento individual para atender às despesas de caráter sigiloso de que trata o inciso V do artigo 159 da Lei nº 7.741, de 23 de outubro de 1978.

Art. 2º O suprimento regulamentado neste Decreto somente deve ser concedido cumulativamente:

a servidor

ou

militar que

esteja,

  • I - lotado em órgão de inteligência; e

    • II - capacitado para atuar nas atividades de caráter sigiloso.

Art. 3º Consideram-se de caráter sigiloso as despesas cuja realização de forma ostensiva possa comprometer a segurança da sociedade, do Estado, a integridade física dos servidores e militares envolvidos ou o sucesso de uma operação de inteligência.

Parágrafo único. São de caráter sigiloso as despesas decorrentes de ações investigativas desenvolvidas no âmbito das seguintes operações:

  • I - operações policiais de prevenção e repressão aos crimes de sua competência;

    • II - operações de inteligência e contrainteligência scal e policial;

      • III - proteção especial ou custódia provisória constante de programas de proteção a vítimas e testemunhas; e

IV - operações de inteligência no âmbito do sistema prisional e socioeducativo do Estado.

Art. 4º O suprimento regulamentado neste Decreto deve ser solicitado pela autoridade interessada à autoridade de que trata o art. 1º, por meio de Comunicação Interna, na qual deve constar, além do disposto artigo 160 da Lei n° 7.741, de 1978, declaração atestando o caráter sigiloso da despesa.

Parágrafo único. Para efeito de controle, a Comunicação Interna de que trata o caput deve ser elaborada em duas vias e numerada por órgãos de inteligência por ordem cronológica de expedição, devendo uma via compor pasta de que trata o § 3º do art. 8º.

Art. 5º A concessão do suprimento de que trata o art. 1º deve constar em despacho exarado na própria Comunicação Interna a que se refere o art. 4º.

Art. 6º Além do disposto no artigo 161 da Lei nº 7.741, de 1978, é vedada a concessão do suprimento regulamentado neste Decreto a servidor ou militar:

  • I - que esteja respondendo à sindicância ou processo administrativo disciplinar; e

    • II - em gozo de férias ou qualquer outro afastamento legal.

Art. 7º A aplicação do suprimento regulamentado neste Decreto deve:

  • I - obedecer às condições e nalidades previstas no ato da concessão, vedada a destinação para outras nalidades; e

    • II - ser conduzida exclusiva e rigorosamente sob sigilo.

Art. 8º A comprovação das despesas do suprimento regulamentado neste Decreto deve ser procedida na forma do artigo 173 da Lei n° 7.741, de 1978.

§ 1º Os documentos probatórios das despesas de cada suprimento devem ser numerados e organizados em pasta apropriada.

§ 2º Cada pasta de que trata o § 1º deve ser identicada por capa confeccionada em duas vias, elaborada pelo servidor ou militar responsável pelo suprimento, na qual conste o número do empenho do suprimento, bem como lista dos documentos probatórios das despesas em ordem cronológica, na forma do Anexo I.

§ 3º As pastas de que trata o § 1º devem ser instruídas com os seguintes documentos:

  • I – via da Comunicação Interna em que conste o despacho de concessão de que trata o art. 5º;

    • II - via da Nota de Empenho – NE;

      • III - via da Nota de Empenho de Anulação, no caso de anulação parcial ou total realizada no mesmo exercício;

IV - Demonstrativo de Despesa, conforme modelo constante no Anexo I;

  • V - Guia de Recebimento – GR dos depósitos efetuados na conta “C” da Unidade Gestora – UG, no caso de devolução de

saldo, de reembolsos ou pagamentos indevidos;

  • VI - Guia de Recebimento – GR dos depósitos efetuados na conta “C” da Diretoria de Administração Financeira do Estado

– DAFE da Secretaria da Fazenda, quando o recolhimento do saldo de reembolsos ou de pagamentos indevidos ocorrer no exercício seguinte;

  • VII - Nota de Liquidação assinada pelo Ordenador de Despesa;

VIII - Relação Externa – RE, com carimbo de recepção bancária, data e visto;

IX - documentos probatórios das despesas realizadas; e

  • X - Declaração de que trata o § 5º, rmada pelo servidor ou militar responsável pelo suprimento, com conhecimento da

autoridade hierarquicamente superior.

§ 4º O Demonstrativo de Despesa de que trata o inciso IV do § 3º deve obedecer à seguinte codicação:

  • I - “A” – pagamento a informantes e suas despesas;

    • II - “B” – serviços de terceiros – pessoa jurídica;

      • III - “C” – serviços de terceiros – pessoa física;

IV - “D” – passagens e despesas com locomoção;

  • V - “E” – hospedagem e alimentação; e

    • VI - “F” – aquisição de material de consumo.

§ 5º Nas hipóteses em que não se possa identicar o beneciário do pagamento, como nos casos de valores pagos a informante e/ou colaborador eventual, a comprovação da despesa realizada deve ser procedida mediante declaração rmada pelo servidor ou militar, mencionado no § 2º, com o conhecimento da autoridade hierarquicamente superior, na forma do Anexo IV.

§ 6º Nas hipóteses de que trata o § 5º, nos comprovantes de despesas deve constar, claramente, a discriminação do serviço prestado ou do material fornecido, a m de possibilitar o controle da despesa efetivamente realizada.

Art. 9º A prestação de contas do suprimento regulamentado neste Decreto deve ser procedida na forma do artigo 207 da Lei nº 7.741, de 1978.

Parágrafo único. O recibo da prestação de contas de que trata o § 2º do artigo 207 da Lei nº 7.741, de 1978, deve ser exarado na capa a que se refere o § 2º do art. 8º, devendo a segunda via ser entregue ao servidor ou militar responsável pela realização do suprimento.

Art. 10. As pastas de que trata o § 1º do art. 8º devem ser arquivadas nos órgãos de inteligência das Secretarias, cando à disposição dos órgãos de controle interno e externo, que têm acesso aos documentos sigilosos.

§ 1º O servidor ou militar responsável pela guarda das pastas de que trata o § 1º do art. 8º deve manter atualizado inventário, no qual devem constar todas as pastas sob sua guarda, além de sua assinatura e número de matrícula, na forma do Anexo II.

§ 2º No caso de substituição do servidor ou militar de que trata o § 1º, o substituído deve elaborar o Termo de Transferência de Guarda de Suprimento Individual, na forma do Anexo III, o qual deve conter, além de sua assinatura, a do substituto.

Art. 11. Para efeito de baixa do empenho do suprimento regulamentado neste Decreto, o órgão de inteligência deve encaminhar Comunicação Interna ao órgão administrativo e nanceiro atestando o cumprimento dos prazos de prestação de contas, ou, caso contrário, solicitando que sejam adotadas as providências previstas no artigo 164 da Lei n° 7.741, de 1978.

Art. 12. O servidor ou militar responsável pelo suprimento de que trata este Decreto deve zelar por sua correta aplicação e prestação de contas, sob pena de responsabilização na forma da legislação vigente, sem prejuízo de abertura de processo de Tomada de Contas Especial, na forma da Lei n° 12.600, de 14 de junho de 2004.

Art. 13 Os órgãos que realizam despesas de caráter sigiloso, bem como os órgãos de controle interno e externo, devem exigir termo de compromisso de manutenção de sigilo de seus servidores que, direta ou indiretamente, tenham acesso a dados e informações sigilosos, por prazo indeterminado.

Art. 14 Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.

Palácio do Campo das Princesas, Recife, 5 de junho do ano de 2013, 197º da Revolução Republicana Constitucionalista e 191º da Independência do Brasil.

EDUARDO HENRIQUE ACCIOLY CAMPOS

Governador do Estado

DJALMO DE OLIVEIRA LEÃO FRANCISCO TADEU BARBOSA DE ALENCAR PAULO HENRIQUE SARAIVA CÂMARA FREDERICO DA COSTA AMÂNCIO THIAGO ARRAES DE ALENCAR NORÕES

18

Diário Oficial do Estado de Pernambuco - Poder Executivo

Recife, 6 de junho de 2013

ANEXO I

DEMONSTRATIVO DE DESPESA

ANEXO III

TERMO DE TRANSFERÊNCIA DE GUARDA DE SUPRIMENTO INDIVIDUAL PARA ATENDER ÀS DESPESAS DE CARÁTER

SIGILOSO Suprimento referente ao Empenho nº Valor: Data de emissão: Documento Identifi cação e nº do
SIGILOSO
Suprimento
referente ao Empenho nº
Valor:
Data de emissão:
Documento
Identifi cação e nº do documento (notas fi scais,
Data de
Código da
Valor
por ordem
recibos, cupons fi scais, etc.)
emissão
despesa (A, B, C,
Em
___
/
__________
/
_____
(data por extenso), reuniram-se
(identifi car o órgão de inteligência e a Secretaria ao qual
cronológica
D, E, F)
pertence), o Senhor
, matrícula n°
(substituído), responsável pela guarda dos suprimentos individuais para atender às despesas de caráter sigiloso, e o Senhor
, matrícula n° _______
,
(substituto), para conferir os documentos e as pastas constantes do Inventário n o
_____
/
____
,
anexado ao presente Termo de Transferência.
Devidamente conferidos pastas e documentos, foram eles recebidos pelo substituto da seguinte forma:
1.
( ) em conformidade com a lista de documentos probatórios constante em cada capa de pasta, bem como no Inventário nº
/ _____.
Ou,
2.
(
) constatado o extravio dos documentos ________________
,
constantes nas pastas
, bem como das pastas _____________.
Nada mais a acrescentar, fi ca lavrado o presente Termo de Transferência, em 03 (três) vias, assinadas e datadas pelo substituído