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martes, 10 de mayo de 2011 A TEMPERANÇA, VIRTUDE MORAL DO SER.

ESTUDO DO LIVRO II LEITOR DA ÉTICA NICÔMACO DE SANTO TOMÁS DE AQUINO
© Mestre Gonzalo Tinajeros “...Porém se os atos que estão em conformidade com as virtudes têm determinado caráter, não se segue que eles tenham sido praticados de forma justa ou temperante. É necessário também que o agente se encontre em certas condições ao praticá-los: em primeiro lugar deve ter conhecimento do que faz; em segundo lugar, deve escolher os atos, e escolhe-los em função dos próprios atos; em terceiro lugar sua ação deve proceder de uma disposição moral firme e imutável”.1[1]

INTRODUÇÃO O presente trabalho de filosofia moral procura encontrar dentro das raízes imersas nas profundidades da natureza do animal racional, as qualidades que conformam à disciplina do indivíduo através da criação própria de sua virtude moral temperada. Para isto, deve-se saber que o ser humano vai se constituindo em cada momento de sua própria vida a sua pessoalidade moral, a qual é guiada pela reta razão ante cada estímulo ou impulso de vida. O primeiro problema com o qual se defronta esta pesquisa é o seguinte: Como ser humano pode agir temperadamente na sua vida? Sabe-se primeiramente que a virtude moral é uma determinada disciplina que o ser se impõe a si mesmo por meio de hábitos em procura de encontrar o caminho certo e também difícil da felicidade. Esta trilha própria da vida virtuosa deve então ser obrigatoriamente percorrida por cada ser humano segundo sua própria eleição, já que nenhuma virtude moral surge no interior do sujeito por natureza. O ser encontra-se obrigado pela reta razão a escolher os atos que o aproximem ao deleite; este último se encontra na mesma natureza essencial individual e racional do homem. O homem desde que nasce adquire dois tipos de capacidades que se desenvolvem no percurso de sua vida, estas estão dadas pelas potencialidades de desfrutar as virtudes e padecer os vícios. As duas materializam-se na realidade através das ações da vontade, as quais têm a difícil tarefa de adequar-se aos postulados da reta razão.
1[1] ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco. São Paulo: Martin Claret, 2003. p 45 (1105 a 28 e ss).

O gênero da virtude moral encarna a noção de ideia absoluta. nem são contrárias à natureza [3]. chegando desta maneira a ser leis universais do viver do indivíduo. Os valores religiosos sobre a formação do espírito. . c) Amizades: Os grupos de amigos influenciam diretamente na constituição do caráter do indivíduo pelas relações de afinidade. desta união indivisa nasce à virtude moral. b) Familiar – membro integrante desta: Relações de subordinação através dos costumes familiares e das resoluções feitas pelas autoridades familiares. ele somente é condição suficiente . Estas resoluções são feitas mediante a criação de uma hierarquia de valores. As duas potencialidades dependem da educação ou virtude intelectual que se gesta no sujeito desde menino até o fim de sua vida. familiar). que precisam da realização de uma determinada ação. elas são criadas por hábitos das ações. amizade. d) Sociedade – individuo: O ensino das virtudes sócias humanas: “Ética”. os quais se produzem mediante a “educação” transmitida pelas instituições aos sujeitos que participam delas ou são influenciados por elas. vão ser formados já seja pelo costume ou pela predisposição de animo que tem o sujeito para realizar aquele ato que está mais próximo da virtude. a condição necessária só pode ser dada da concatenação entre ação e reta razão . a qual é materializada pelas experiências repetidas das ações na felicidade suprema. Que se entende por virtude moral? A primeira aproximação teórica sobre as virtudes morais é a seguinte: Elas são padrões de aprendizagem e conhecimento. no qual as pessoas experimentam a vida (política. A virtude intelectual deve sua geração e crescimento ao ensino e a experiência [2]. válida para o círculo familiar. Estes sentimentos são controlados através da criação de um hábito especifico para cada ação. Os valores de respeito imposto nas normas de trato social de cada cultura humana. Ao contrario. O agir em si mesmo não e portador da virtude moral. As virtudes morais nem se formam por natureza. ao ser um conjunto de virtudes morais individuais realizadas por ações particulares que controlam determinados sentimentos. sociedade. identificação no agir da vida. apego. esta virtude se origina das seguintes relações intersubjetivas: a) Estado – indivíduo: Esta se produz através do ensino da cultura cívica aos cidadãos mediante a política e as leis. as quais trazem consigo o sentimento de prazer como indicativo da existência de um hábito.Os dois tipos de potencialidades citados com anterioridade. comparte também este status de condição suficiente o meio ambiente.

Do objetivo geral nascem dois objetivos específicos. que em . A matéria de cada virtude moral é produzida pela reta razão. já que não se pode chegar a ser virtuoso pela simples intuição de um bem. os quais trazem consigo os sofrimentos morais e corporais a cada ser humano ao afastá-lo da felicidade e de uma vida perfeita obtida através da virtude.Todo agir tem um objetivo tendente a um fim determinado na alma do sujeito. No caso concreto da temperança. ela produzirá falta ou excesso. criar hábitos mediante a experiência. o qual deverá escolher a ação correta para criar um hábito especial. e o como opera a virtude moral temperança na vida individual do agente: 1) Como se cria a disciplina de auto repressão ou inibição no sujeito moral que obra com “temperança” no mundo. apesar de que existe pluralidade de opções do agir. mas ao ser simples objetos do desejo. Os prazeres carnais são mais dos tipos sensitivos. O agir é imprescindível para ser virtuoso. que são vícios da tristeza. O objetivo deste é então o de explicar porque a virtude moral “temperança” é uma criação disciplinada de auto repressão formativa do ser. com o qual experimente uma virtude moral determinada. para poder obter o deleite espiritual de elevar a essência do individuo sobre os prazeres corporais momentâneos da vida. Mas se ação escolhida não é a adequada. Cada sujeito moral age temperadamente para afastar-se na medida justa dos prazeres corpóreos. que eventualmente podem indeterminar a posição do sujeito. menor será o grau de intemperança e desequilíbrio produzidos pelos excessos e vícios. Finalmente se procurará provar a seguinte hipótese: Quanto maior grau de disciplina dos prazeres corpóreos. instintivos e violentos. portanto é uma condição sine qua non. ela procura ser guiada por esta. que disciplina os excessos ou as faltas que trazem os prazeres corporais . TEMPERANÇA A temperança é a virtude moral. os quais têm a finalidade de determinar o como é. 2) Como se encontra a medida meia ou justa dos deleites e das tristezas que trazem junto os prazeres corpóreos. em procura de um fim supremo. estes por sua intensidade ilimitada e bruta estimulam ao animal que se encontra na essência do homem. são bens aparentes da felicidade.

o cuando evita el mal del que huía. Por eso. os primeiros só podem ser regulamentados pela temperança do espírito humano. as quais geralmente encontram-se desordenadas e turbulentas. em contraste o Deleite Sensitivo se produz pelas percepções físicas que alimentam os corpos: a) A lactância na época de criança. se sigue el deleite” [5] Pertence ao campo da Razão regular a apetite sensitiva movida pelas paixões. O Deleite Intelectivo é útil e honesto de acordo com a razão. os seres têm que atuar racionalmente para disciplinar aqueles desejos que pelos excessos ou pelas faltas lastimam seus corpos e seus espíritos. Os deleites físicos são mais impulsivos que os intelectuais. O apetite sensitivo inclina aos seres em direção dos extremos ou vícios. se realiza por meio dos pensamentos e do conhecimento avaliado desde o campo lógico.estados puros produzem intemperança e irracionalidade do agir do sujeito no mundo. c) O sexo para reprodução. Por esta razão virtude moral encontra-se só através de uma eleição feita conforme a reta razão. Por esta razão Platão acreditava que a educação era o meio para limitar a irracionalidade das paixões nas ações: “La recta educación del joven consiste en que se acostumbre a deleitarse en las buenas obras y a entristecerse en las malas. expressões físicas do amor. los que educan a los jóvenes los aplauden cuando obran bien y los reprenden cuando obran mal” [4]. etc. cuando el apetito obtiene el bien al que tiende. a qual produz tanto o deleite intelectivo como o sensitivo. . Podemos inferir sobre o dito até aqui. o qual se manifesta na concupiscência. afastando-lhes da virtude. Porque una pasión del alma no es sino el movimiento de la potencia o fuerza apetitiva en la prosecución de un bien o en la huída de un mal.. que toda paixão movida pelos desejos corporais. b) O exercício físico para cultivar a saúde. que tem a difícil tarefa de domar a parte animal do ser. canalização de energia. Quando a apetite obtém algum bem ou quando evita algum mal “segue-lhe o deleite”. Luego. é seguida de um deleite ou de um sentimento de tristeza. é que alguém retamente encontre-se no deleite e na tristeza: “Pero a toda pasión sigue el deleite o la tristeza. por esta causa. A intenção de qualquer virtude moral. c) A alimentação periódica para a subsistência e o desfrute. Toda paixão da alma é um movimento de potência ou da força apetitiva do ser na persecução de um bem ou a fuga de um mal.

As virtudes não podem ser dadas pelas simples relações causais mecânicas objetivas. o quem realiza a escolha racional dos atos.. O agir devido se grava na alma do sujeito por meio de uma ação virtuosa. Todos os homens regulam suas operações por meio do deleite e da tristeza: “Além disso. o que é mais adequado à ocasião. que não se pode obrar por ignorância ou por casualidade. justamente porque as virtudes são medidas racionais do saber dos indivíduos e não podem ser simples casualidades do agir. A disciplina está destinada a reparar o mal agir. a qual está determinada por: a) Intelecto ou razão Determina o obrar devido do sujeito através da certeza do fazer bem. esta se obtém por meio de uma eleição virtuosa.” [8]. ao ter se afastado do caminho da reta razão. O sujeito moral realiza determinados atos conforme a virtude moral. em cada caso. buscando e preferindo o meio-termo--. um mestre em qualquer arte evita o excesso e a falta.. o qual produz inevitavelmente a sensação da dor. b) Potência ou força apetitiva Aparece ao fazer uma “eleição racional”. O homem atua por si mesmo como sendo senhor de seu ato. ao afastar claramente ao agente. mas em relação a nós” [9]. c) Razão de hábito: É uma Constância de si.. Os castigos atuam como remédios para disciplinar o lado animal do ser humano. e cada ação e cada paixão e acompanhada de prazer ou de sofrimento. tendo domínio deste. pelo mesmo motivo a virtude se relacionará com prazeres e sofrimentos” [7].Os vícios produzidos pelos deleites físicos trazem consigo prazer. do caminho da virtude. os quais são infligidos por meio de sofrimentos. ela não pode estar sendo guiado por uma paixão desenfreada ou por temor. A potência é considerada também. “.. se as virtudes relacionam-se com ações e paixões. “Desse modo. refletindo-se na imagem de um mestre experto possuidor do conhecimento certo. visto que os castigos são um tipo de tratamento [6] para lutar contra os estados de desequilíbrio. quando se cometem excessos ou faltas. é por esta razão simples. apesar de que a pessoa atua mal ela desfruta desse prazer superficial momentâneo.. As virtudes são causadas pelo agir de modo correto em circunstâncias determinadas da vida do sujeito. as próprias pessoas atuantes devem considerar. [10] . como a inclinação ao apetecível. mas que é seguido de um sentimento de tristeza.o meio-termo não em relação ao objeto.

p 140-141. 2001. O fazer bem um ato se dá por meio de um hábito guiado pela reta razão. os quais estão destinados a controlar os apetites da vontade por meio da educação da alma e do corpo. dispostas com relação á nossas paixões. 2) O desejo supõe o apetite para o bem amado. Comentario a la Ética Nicômaco de Aristóteles. 3) O deleite supõe a quietude do apetite no bem amado. Os hábitos são regras ou modos criados pela reta razão que opera no indivíduo moral. ele também é uma apreensão interna do ser2[11]. 2[11][11] Para analisar o contraste entre aquelas paixões que enxergam ao bem e ao mal (na concupiscência ). Os hábitos se fazem segundo a inclinação das coisas que encontramos boas ou más. 2001. veja DE AQUINO. o qual é dado pelo gozo de uma paixão. España: EUNSA. edición de la Universidad de Navarra Pamplona. disciplinar e governar os apetites sensitivos. Santo Tomás. 3[12] DE AQUINO. Comentario a la Ética Nicômaco de Aristóteles. O deleite não só é corporal. mas elas em si mesmas não são boas ou más. Traducción de Ana Mallea. p 142. España: EUNSA. mas as virtudes e a maldade nascidas delas não se encontram no ser por ele mesmo. Este ato repetitivo do agir bem (hábito) encontrará a virtude moral através da disposição certa e no justo meio. As paixões físicas podem dirigir-se tanto ao bem como ao mal. já que são propriedades naturais da alma. A temperança tem a difícil tarefa de medir. elas simplesmente se encontram na esfera concupiscível do mundo físico. Os hábitos gerados destas operações virtuosas produzem na alma do ser: a) Deleite = bom b) Tristeza = mal. Todas as paixões seguem ora o deleite ora a tristeza. porque todas se movem em direção do bem ou do mal. canalizar. Assim também se deve assinalar que as potências em matéria moral existem em nós por natureza. Sabemos destas paixões que três se referem ao bem: 1) O amor que é o apetite ao bem amado. .O apetite deve estar regulado pela razão. edición de la Universidad de Navarra Pamplona. Santo Tomás. Traducción de Ana Mallea. os quais desviam ao homem do caminho da perfeição espiritual obtida pela virtude moral. porque estas são constituídas pelos hábitos 3[12]. mas a intensidade das paixões são forças ativas da alma que possuem apetites tanto sensitivas como intelectivos.

(1104 a 11-12). portanto são as eleições determinadas mediante a disposição do sujeito. que a virtude não é potência própria do ser. Traducción de Ana Mallea. àquelas ações com as quais têm que superar o escabroso caminho da virtude. p 143-144. No caso da temperança. Santo Tomás. 5[14] A natureza de todas as virtudes morais é o meio termo. O meio termo é aquilo que não é nem demasiado nem muito pouco. nem paixão. e afastam-lhe da felicidade do deleite de existir. p 52-53 (1108 b 10-15). edición de la Universidad de Navarra Pamplona. o homem que evita 4[13] DE AQUINO. Ele se apresenta ingenuamente no mundo. ao contrario. (1106 a 31-32). p 42 (1104 a 19-20). 6[15] ARISTÓTELES. o homem não é um ser bom nem ruim por natureza. já que o excesso e a deficiência destroem o equilíbrio da virtude moral. Comentario a la Ética Nicômaco de Aristóteles. no desfrute irrestrito sem repressão de todos os prazeres carnais e matérias. 4[13] Tanto no trabalho de Aristóteles como de santo Tomás de Aquino. um por excesso. 5[14] Revise-se ARISTÓTELES. quando um homem se entrega a todos os prazeres e não se abstém de nenhum. os excessos e as faltas que perturbam seu ser. as quais se chamam “Hábitos”. p 48 (1106 b 19-24). p 42-43 (1104 a 23-26). Ética a Nicômaco. torna-se intemperante. Ética a Nicômaco. onde seu raio de luz ilumina tenuemente a trilha finita da felicidade suprema entre as penumbras do mundo dos desejos. É neste sentido que o homem busca cada vez o caminho do bem para poder aperfeiçoar a sua felicidade. a virtude. no qual descobri pela utilização da reta razão nas suas experiências. p 48 (1106 b 1517). 2001. p 47 (1106 a 31-32). p 43 (1104 a 33-35) p 46 (1105 b 11-12). O meio termo da temperança é o estado de equilíbrio entre dois males. Quando se ultrapassam os prazeres do corpo. os quais se opõem ao meio termo da virtude moral. Esta medida vai refrear e sujeitar na proporção exata os prazeres que seguem dos desejos do tato: “bens matérias e carnais”.Santo Tomás demonstra até aqui. España: EUNSA. O homem autonomamente determina mediante suas eleições. e outro por defeito. p 53 (1108 b 21). . p 48 (1106 b 26-28). tanto para mais como para menos se produzem vícios. Como se determina o meio termo da temperança? O meio termo da Temperança é determinado por nós e para nós. o qual se determina em relação a nós 6[15]. pela falta de sensibilidade para experimentar os prazeres físicos próprios das potencialidades da natureza humana.

Este meio devido não é o mesmo para todos. A vida humana está conformada por circunstancias. onde o justo meio se produz entre ambas. A temperança é destruída pela falta e pelo excesso da experiência dos prazeres corpóreos. p 146-147. Existiam na antiguidade doutrinas que procuravam encontrar o meio termo segundo a coisa. Santo Tomás. apesar de saber que a coisa está desprovida de razão8[17]. Aristóteles criticava este meio ilusório com respeito à virtude. experiências. edición de la Universidad de Navarra Pamplona. valores e hábitos que se criam em torno dela. 7[16] O meio termo ou devido. 2001. além disso. España: EUNSA. os quais são guiados pela reta razão no interior da alma individual. 2001. A temperança só pode acontece na vida do agente de maneira finita. 8[17] DE AQUINO. Estas doutrinas objetivistas. o qual se expressa através da disciplina dos deleites físicos por meio da abstenção. p 144-145. o qual é medido igual por todos e para todos. ao possuir a mesma quantidade absoluta. o qual seria determinado pela coisa e não pelo indivíduo. Ética a Nicômaco. estas foram criticadas por Aristóteles e Santo Tomás de Aquino por querer encontrar um padrão universal da virtude moral. Traducción de Ana Mallea. este dependeria exclusivamente da coisa para conhecer o meio devido. ao sentir e pensar que se encontram no seu meio termo. p42-43 (1104 a 23-26). partiam do suposto que o meio é aquilo que dista por igual de ambos extremos da coisa. aqueles padrões seriam idênticos para todos os homens (leis universais objetivas). por isso. O centro é o núcleo ou ponto de equilíbrio da coisa. porque não considera as experiências do sujeito como portador da virtude. Assi também veja DE AQUINO. porque se encontra dividida entre os excessos cometidos pelos prazeres 7[16] Veja a crítica que faz Aristóteles aos intemperantes e aos insensíveis por afastar-se do justo meio da virtude moral. mas para ser virtuoso não se pode chegar a níveis radicais de evitar todos os prazeres. justamente porque a vida se manifesta nas experiências concretas dos indivíduos. ou finalmente uns terceiros encontram na mesma ação seu justo meio. a qual é normalizada para todos da mesma forma. o meio termo da temperança é o equilíbrio entre paixão e razão. ARISTÓTELES. é aquele que não excede nem falta na devida proporção para cada ser na sua experiência existencial . Estas duas características encontramse inatas na natureza do homem. o estado virtuoso. São Paulo: Martin Claret. Os hábitos determinam que para alguns homens alguma ação seja considerada como um excesso e para outros seja uma falta. . Comentario a la Ética Nicômaco de Aristóteles. Traducción de Ana Mallea. Ela é escassa porque só realiza-se no meio termo. edición de la Universidad de Navarra Pamplona. 2003. España: EUNSA. Santo Tomás. ele não é uma medida objetiva. É aqui a dificuldade da virtude moral temperança.todos os prazeres torna-se insensível. Comentario a la Ética Nicómaco de Aristóteles.

Santo Tomás. porque se encontram situados nos extremos. ao contrario os vicios presentam-se em infinitas formas : “. ambos são falhas ou erros do agir.. Excesso e defeito pertencem ao campo da malicia. em contraste o meio termo se encontra posicionado entre as duas malicias.... Em oposição. Segundo o visto até aqui.desenfreados que lastimam o corpo como o espírito.9[18] A filosofia pitagórica também entendia que o obrar devido produzia-se raras vezes... A mediania criada pelos hábitos do correto agir é o único lugar onde se refugia a virtude. y el bien según ellos.. .. (tradução livre). porque o mal. o mal ao contrario acontece de múltiplas formas dependendo do defeito” (tradução livre). ao querer negar a natureza humana.. edición de la Universidad de Navarra Pamplona. Santo Tómas enfatiza esta posição escrivendo: “O bem acontece por uma só é integra causa. “Por eso Aristóteles dijo que. porque o bem acontece de uma forma determinada.cometer una falta acontece de múltiples modos.. 10[19] “Cometer uma falta acontece de muitos modos.. Os vícios destroem a mediania da temperança.. Santo Tomás. a virtude pode ser definida operacionalmente como aquele meio que se encontra entre duas malicias ou entre dois hábitos viciosos. pertenece a lo finito. p 149. Comentario a la Ética Nicómaco de Aristóteles. assim como da repressão insensível dos instintos. España: EUNSA. porque el mal. sendo extremo de cada um deles. se vê que a virtude é a medida meia e a sua vez obra de meio devido. e o bem segundo eles pertence ao finito. e a sua vez obra de meio devido para realizar estes atos. p 146. ha de entenderse que actuar con rectitud acontece de un solo modo”. há de entender-se que agir com retidão acontece de um só modo”... Ambos lastimam o corpo e o espírito ao estar afastados da medida media.. Tanto excessos como falências são igualmente erros do agir.pertenece al infinito según los pitagóricos. em um ponto determinado pela eleição da vontade do sujeito.. España: EUNSA. Ambas citações veja-las em De AQUINO. o qual se encontra afastado do caminho da virtude moral por infinitos caminhos do mal. Traducción de Ana Mallea..... onde os bens obtidos na correta proporção geram os hábitos a ser reproduzidos na vida moral e ética. Traducción de Ana Mallea. 2001. pero según la especie sustancial en lo medio”. Comentario a la Ética Nicómaco de Aristóteles. esta última ao mesmo tempo é a medida meia. A virtude fica concentrada pela guia da razão. según la razón de bien la virtud se halla en lo extremo. mas não na mesma proporção.pertence ao infinito segundo os pitagóricos. Deste modo. um por defeito e outro por excesso. 2001... edición de la Universidad de Navarra Pamplona. Por oposición.. 10[19] Da mesma maneria: 9[18] DE AQUINO.

o qual é um extremo dos vícios. opõe-se o ilimitado. É nestas circunstâncias onde o agente tem que decidir afastar-se primeiramente do vicio mais contrario ao meio termo da temperança. tanto da intemperança como da insensibilidade... pensamento que traduzido à linguagem da geometria. Deste modo torno-se dualista sua concepção do mundo: o limitado representa o impar. par. p 48 (1106 b 26-28). WINDELBAND. a idéia tanto do limitado como do ilimitado. a qual se realiza por meio do agir devido nas circunstâncias determinadas. o qual é a intemperança.. Versión de Francisco Larroyo. percebe-se entre o número par e o impar. p 112-113. o sublinhado é meu). imperfeito e mau. ambos possuem realidade. o perfeito. ao contrario. México: Pallas. a qual se apresenta na vida de cada individuo através da abstenção de alguns prazeres corporais que fazem mal ao ser.. p 49 (1107 a 24-25). (1105 b 11-12).”11[20] O fazer temperada uma ação acontece de uma maneira só. porque não existe meio termo nem na insensibilidade nem na intemperança. já sejam estes muitos ou poucos. Ética a Nicômaco. imperfecto. pensamiento que traducido al lenguaje de la geometría . (tradução livre. O justo meio da temperança não se pode medir segundo a quantidade de prazeres corporais experimentados. impar.. Wilhelm. embora algumas vezes pudesse acontecer que o indivíduo experimente situações de extrema confusão ou euforia... entre o desfrute e a repressão. hizo ver a los pitagóricos que tanto los elementos como el espacio vacío (lo ilimitado) existen……… Por otra parte supusieron los pitagóricos que la oposición de lo limitado y lo ilimitado se advierte también entre el número par y el impar…. concluise então que a virtude não é excesso nem deficiência12[21].“La caracterización de cada cosa singular mediante un número y la infinitud de la propia serie numérica trajo consigo la idea de que tanto lo limitado como lo ilimitado poseen realidad. p 48 (1106 b 15-17). 1941. 12[21] ARISTÓTELES. cada deleite dos prazeres corporais deve necessariamente ser regido pela reta razão. que lhe fazem atuar baixo pressão dos estímulos sensoriais. elas afastam-lhe da medida meia. p 54(1109 a 30-31). perfecto y bueno oponen lo ilimitado. La filosofia de los griegos... a virtude se compõe de: 11[20] “A caracterização de cada coisa singular mediante um número e o infinito da própria serie numérica traz consigo. estabelecidos pela reta razão. fez enxergar aos pitagóricos tanto os elementos como o espaço vazio (ilimitado). Quando o ser é guiado pelas paixões desenfreadas. y malo. logo o agente tem que escolher os atos em procura do meio termo .. Também supuseram os pitagóricos que a oposição do limitado e o ilimitado. Uma vez encontrado o meio termo.De este modo se tornó dualista su concepción del mundo: a lo limitado. e o bom. par. . onde as paixões consigam ser disciplinadas pela prática dos hábitos temperantes. p 54 (1109 a 10-11).

segundo suas experiências e sua educação. produz-se por meio de uma eleição em procura de encontrar o meio para nós e não do objeto. este é obtido mediante eleições. para isto precisa educar hábitos firmes que se encontrem no extremo da virtude em relação aos extremos dos vícios. suas ações devem ser temperadas por meio da razão. aquele homem prudente que expressa seu parecer. Em cada virtude moral o meio é o bem. As paixões que perseguem os apetites dos prazeres corpóreos (Concupiscência ou desejo de bens materiais. se o meio obtido é bom. em referência ao meio devido nos assuntos humanos. a qual vê. que geram vícios na vida do agente. e por isso eles são levados mais facilmente ao excesso ou intemperança13[22]. c) A bondade é a virtude nascida de uma determinada razão. honra e carnais) são as mais intensas que experimenta o sujeito no percurso de sua vida. O apetite pervertido e ilimitado manifesta-se no mundo a traves do vicio. a qual jamais poderá encontra-se nos vícios. Neste sentido. A medida meia é aquela que se produz da relação entre hábitos. o qual tende a aquilo que excede a quantidade necessária da natureza dos desejos corpóreos. justamente porque o meio termo se da na proporção devida. Os hábitos constituídos pelo agir do agente procuram conseguir a felicidade através da bondade da virtude moral. para que o homem possa agir temperadamente. a qual pertence à virtude 14[23]. a qual tem a missão de sujeitar e refrear as paixões intensas dos prazeres corpóreos. b) O ato. a melhor maneira para encontrar a felicidade suprema. Santo Tomás assinala que não toda operação ou paixão da alma admite a medida meia. . que é o hábito de conduta que realiza o sujeito para adestrar-se na vida moral. que é um hábito da virtude moral. nem menos nem más. Ela segue a razão para obter desta. as quais se apresentam em cada ato e paixão que experimenta o sujeito. em contraste o meio se realiza entre as ações e as paixões (desejos). A virtude é a medida meia segundo sua substância e sua definição. Em vista de que não pode existir um meio de nenhum excesso ou defeito. Este conhecimento certo possui o sábio. Os homens tendem naturalmente á estes prazeres. justamente para que estes não consigam seduzir ao sujeito em seu agir. razão pela qual se alguém busca identificar a causa inicial do excesso 13[22] ARISTÓTELES. Os vícios por si mesmos levam ao mal em uma cadeia de causas ad infinitum. Ética a Nicômaco (1109 a 15-16). tampouco pode existir excesso ou defeito do meio.a) O gênero. A bondade da virtude moral está determinada pela retidão da Razão.

17[26] Sobre à dificuldade de lutar contra o prazer na temperança veja em ARISTÓTELES. pelo qual muitas vezes ele não pode controlar seus instintos animais. Para fazer um estudo comparativo do meio termo na natureza das virtudes veja ARISTÓTELES. não quer dizer que o ser se restringia de desfrutar dos outros prazeres corporais. perdendo assim a estabilidade do racional e o animal no individuo. 2001. Traducción de Ana Mallea. Estas virtudes representam o equilíbrio e a perfeição do agir (nem muito. para a conservação da vida individual. Comentario a la Ética Nicómaco de Aristóteles. . ela só refere-se aos deleites do tato como são: a) alimentação. p 44-45 (1105 a 8-10). Segundo Santo Tomás de Aquino. p 42 (1104 a 11-12). Santo Tomás. São Paulo: Martin Claret. p 149. 2003. As virtudes morais temperança e fortaleça. Traducción de Ana Mallea. Ética a Nicômaco. p 152. 15[24] DE AQUINO. isto com a finalidade de conservar uma vida equilibrada dos impulsos carnais. São Paulo: Martin Claret. 2003. De isto se desprende que o meio não pode ser qualquer dos extremos15[24]. b) Sexual que visa à conservação da vida da espécie16[25]. nem respostas. España: EUNSA. o afastar-se de um dos deleites físicos da vida. o qual é dado através da 14[23] DE AQUINO. A temperança esta dirigida a impor controles e limites ao sujeito. Traducción de Ana Mallea. os quais excitam o lado animal do homem. p 54 (1109 a 15-19). p 48 (1106 b 15-17. p 43 (1104 a 33-34). em si mesmas levam ao meio. estes têm a missão de inclinar nossas ações repetidamente em direção do caminho da abstenção de certos prazeres. Santo Tomás. os quais desequilibram através da intemperança. estaria procurando encontrar a virtude nos vícios. A temperança é uma virtude que não restringe todos os deleites ou a tristeza. España: EUNSA. O homem é um ser desejante movido por suas paixões. 16[25] DE AQUINO. 1106 b 26-28). isto se consegue através da educação sentimental dos e desejos no caráter. Santo Tomás. España: EUNSA. edición de la Universidad de Navarra Pamplona. p 149. é por isto. sua natureza de animal racional e prudente 17[26]. Comentario a la Ética Nicómaco de Aristóteles. edición de la Universidad de Navarra Pamplona. sem poder encontrar soluções. 2001. nem pouco) por isso elas não levam excesso nem defeito. porque não existe a possibilidade de que alguém fosse excessivamente ou defeituosamente temperado ou forte. que o agente tem que balancear sua vida seguindo a reta razão manifesta no seu agir temperante. 2001. Comentario a la Ética Nicómaco de Aristóteles. Todos os desejos humanos de concupiscência devem ser regulados e canalizados mediante hábitos. Ética a Nicômaco. edición de la Universidad de Navarra Pamplona.do excesso ou o defeito do defeito.

mas hipoteticamente ele chama-los insensíveis. encontrando no seu agir. 2003. obtido na devida proporção: Veja em ARISTÓTELES. 2003. Ética a Nicômaco. 2003. experimentando igual à temperança.abstenção dos prazeres do corpo18[27]. 2003. p 42 (1104 a 16-17). a conservação da vida individual e o venéreo para a conservação da espécie ( obra citada p 152). por isso ele não dá uma designação especial. São Paulo: Martin Claret. p 50 (1107 b 6-7). tempo de disciplinar os hábitos e sobre tudo não ir contra a natureza. p 54 (1109 a 15-19) p 54 (1109 a 30-31). p 48 (1106 b 15-17). Todos os seres vivos apetecem os prazeres corporais . 20[29] O mesmo Santo Tomás escreve sobre a temperança. São Paulo: Martin Claret. porque estes seres atuam contra a mesma natureza humana do animal racional ao afastar-se da mesma experiência dos deleites do tato (alimentação para a conservação da vida. a qual persegui o útil para conservar a vida como o alimento. 21[30] Veja sobre a importância dos fatos particulares para aplicar os hábitos da virtude moral em: ARISTÓTELES. o qual faria dele um ser temperado de seus desejos. Quando se tem que avaliar a virtude temperança. São Paulo: Martin Claret. p 48 (1106 b 6-7). segundo Aristóteles. É por isto que o mesmo Aristóteles assinala que para aplicar a virtude moral aos fatos particulares. esta deve ser feita em relação dos excessos produzidos pelos prazeres corpóreos e o defeito da insensibilidade. Renunciar á experiência e a disciplina de qualquer delas não nós pode fazer virtuoso. só pode ser feito mediante a abstenção dos prazeres corpóreos nas devidas proporções. p 43 (1104 b 6-7). não se priva de desfrutar dos outros. Por exemplo: Se um homem se abstém de comer a quantidade mínima de alimentos (deficiência). p 53 (1108 b 21). sem ultrapassar os limites da natureza humana (animal racional) já que a temperança é um meio termo em se mesmo que traz consigo o deleite e a felicidade suprema19[28]. p 40 (1103 a 15-18). p 50 (1107 a 2831). São Paulo: Martin Claret. mas estes não podem ser misturados como se fosse uma unidade indivisa e geral. p 53 (1108 b 21). Mas isto não pode acontecer então como o homem poderia ser temperado de uma determinada ação particular. Mas isto. Santo Tomás faz uma relação de unidade 18[27] Para analisar sobre a repressão dos prazeres do corpo: Veja em ARISTÓTELES. Seguindo a tese de Santo Tomás. justamente porque Aristóteles assinala ao começo do livro II que a construção de qualquer virtude moral precisa de experiência. e a conservação da espécie)20[29]. precisa-se determinar o meio termo aos casos particulares porque são mais verdadeiros 21[30]. esta última é estranho que aconteça assinala Aristóteles. Ética a Nicômaco. Veja em ARISTÓTELES. p 43 (1104 a 33-34). . e o sexual na expressão sensível do amor conjugal. 19[28] Em relação ao meio termo da temperança. o justo meio. p 42 (1104 a 19). Ética a Nicômaco. se algum homem abstém-se de um determinado prazer corporal. mas ele é temperado ao desfrutar do deleite sexual. se esta é abstrata e indeterminada?. Ética a Nicômaco. p 47 (1106 b 31-32).

23[32] ARISTÓTELES. A temperança é equivalente ao meio termo dos prazeres corpóreos. .). O insensível é agreste e rústico para expressar emoções com relação aos outros. Por esta razão o agente pode obrar temperadamente criando um hábito particular de temperança para um prazer corporal determinado. extrai-se a seguinte conclusão: A virtude temperança encontra-se mais próxima da insensibilidade que da intemperança. apesar de que os dois vícios restringem em diferentes medidas o encontro com o meio termo. p 53 (1108 b 14-15). porque então apareceria o princípio de indeterminação das ações. Ética a Nicômaco. 2001. os quais em si mesmos tem um meio termo. etc. p 50 (1107 b 6-7). p 53 (1108 b 10-15). edición de la Universidad de Navarra Pamplona. Portanto não se podem misturar os fatos particulares. afastar-se primeiro do que lhe é mais contrário”23[32]. o qual é dado pela ação correta e na proporção devida. mas se as virtudes morais conseguem-se de atos particulares (alimentação. ao escapar deliberadamente dos deleites. e a necessidade natural da subsistência da espécie22[31]. São Paulo: Martin Claret. portanto se eu encontro o meio termo da temperança na alimentação. sexo. portanto. porque a intemperança encontra-se mais inclinada a seguir os desejos dos prazeres do corpo 22[31] DE AQUINO.157. Tudo isto através de uma justificação racional ascética do estado de pureza virginal do deleite do mundo. isto não quer dizer que eu vou sou necessariamente temperado em relação aos deleites sexuais. porque se encontram mais próximos da intemperança por serem influenciados pelos desejos do corpo. o prazer. bens materiais.da temperança ao dizer que a abstenção de um deleite dos prazeres carnais não impede que o ser consiga ser temperado. España: EUNSA. A pessoa que porta o defeito da insensibilidade é avara com os sentimentos de desejo. os quais tendem por sua intensidade mais ao excesso que a carência. Do dito até aqui. evitando a diversão. Santo Tomás.). Estas unidades particulares guardam dentro de si sua própria escala de valores em relação da temperança. estes só parecem-se entre eles. bens materiais. os quais dão origem a hábitos particulares. honra. “Quem visa ao meio-termo deve. Também veja ARISTÓTELES. Estes estão compostos de diferentes fatos particulares (comer. porque estes são singulares e precisam de um agir determinado para avaliar seu grau de temperança. Isto acontece. sexo. Traducción de Ana Mallea. etc. isto estaria de acordo com o principio de indeterminação dos fatos particulares. 2003. Comentario a la Ética Nicómaco de Aristóteles. mas não por isso encontra-se temperado nos outros prazeres corpóreos. p 152. Ética a Nicômaco (1109 a 30). conseguindo desta maneira escapar as tentações mundanas do corpo sensível.

p 55 (1109 b 25 e ss). mas em diferentes proporções.” [36]. Comentario a la Ética Nicómaco de Aristóteles.. ele reprime todos seus desejos corporais sexuais através da utilização de castigos de sofrimento. p 53 (1108 b 20-21). aos quais tem-se mais inclinação em DE AQUINO. edición de la Universidad de Navarra Pamplona. ela não deve ser censurada. España: EUNSA. porém a diferença radica em que o insensível evita todos os prazeres sexuais. Ética a Nicômaco (1104 a 25-27). 26[35] Para analisar o poder que tem o castigo na formação do caráter. 24[33] ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco. 2003. A insensibilidade é o vicio menos errôneo. Existem quatro virtudes principais. em procura de encontrar o caminho do justo meio. Santo Tomás. Traducción de Ana Mallea. São Paulo: Martin Claret. Comentario a la Ética Nicómaco de Aristóteles. É por isto. e o temperante abstém-se na medida meia: “A temperança e a coragem. p 54 (1109 b 2). através da experiência da dor corporal e espiritual26[35]. p 44 (1104 b 17-18). Mas como as virtudes morais estudadas na Ética a Nicômaco só podem encontrar-se no meio termo. Traducción de Ana Mallea. encontra-se que o agir correto na temperança só está no meio termo: “. estas são difíceis de conseguirse. Quando se tem que medir a intensidade das abstenções no agir do agente. edición de la Universidad de Navarra Pamplona.. A insensibilidade volta rústico ao agente. São Paulo: Martin Claret. Ética a Nicômaco. Ética a Nicômaco. o temperante parece voluptuoso em relação ao insensível e insensível em relação ao 27 voluptuoso.. ao contrário deve valorar-se aquele esforço28[37].. Primeiramente eles abstêm-se dos prazeres do corpo. . 27[36] ARISTÓTELES. España: EUNSA. e do mesmo modo. Ética a Nicômaco (1104 a 23-26).. Elas são as seguintes: a) Prudência: Pertence à capacidade de discernir por meio da retidão da razão. Assim também veja a interpretação sobre o vituperável no afastamento do meio termo em: DE AQUINO. p 54 (1109 a 15-16). 25[34] ARISTÓTELES. tanto no sentido do excesso como da falta. São Paulo: Martin Claret. sem as quais não existiria nenhuma virtude. Santo Tomás. 28[37] Veja sobre o afastamento moderado do meio termo em ARISTÓTELES. e preservadas pela mediania”25[34]. são destruídas pelo excesso e pela deficiência. veja ARISTÓTELES. isto com a finalidade de voltar-se insensível ao prazer sexual. b) A justiça: pertence á igualdade estabelecida das ações com os outros. Veja também sobre o rechaço corporal dos vícios. A temperança e a insensibilidade reprimem os prazeres. 2001.sem colocar nenhuma restrição sexual 24[33]. 2001. Os homens tendem naturalmente a perseguir os prazeres sexuais em excesso. 2003. p 162-163. que a pessoa que se desvia moderadamente da virtude moral. p 159. portanto. 2003.. portanto encontra-se menos afastado do meio termo controlador dos prazeres sexuais.

o qual ele só conhece através da reta razão. mas aquele mesmo atuar para outra pessoa pode ser o justo meio da fortaleça em si mesma. o qual afasta-lhe do meio termo.c) Fortaleça: É a firmeza de ânimo quando aparecem os perigos mortais. O meio termo. O grau de Fortaleça depende necessariamente da avaliação racional do sujeito. porque os homens sobre passam facilmente o meio termo. O como conhecer-se? Se alguém se deleita muito em alguma paixão ou ação. ao perderse nas estradas dos vícios acompanhados dos sentimentos de tristeza e de angustia. a qual será lograda. quando se depuram as paixões e as ações no sujeito. España: ENUSA. no caso da fortaleça é a audácia. O extremo menos errado será a guia para encontrar o meio termo. se é guiado este pela reta razão. BIBLIOGRAFIA 29[38] DE AQUINO. Isto deve acontecer na medida da qual. Traducción de Ana Mallea. já que alguma pessoa pode avaliar uma atitude como audaz. 2001. A Fortaleça é a medida meia entre audácia e o temor. através de atividades orientadas pelas virtudes plenas do homem na vida disciplinada da ética. d) Temperança: tem a missão de refrear as paixões dadas pela concupiscência dos deleites próprios do tato29[38]. Os homens têm a tendência de não seguir a reta razão. o qual é manifesto pela sensação de prazer real. isto é fácil de perceber. Esta tarefa é muito dura. esta será um sinal natural da inclinação por esse deleite. Comentario a la Ética Nicómaco de Aristóteles. Santo Tomás. . edición de la Universidad de Navarra Pamplona. só pode-se encontrar. Ela converte-se paulatinamente no bem supremo teleológico de todo agir da vida do sujeito. ele sinta e saiba que pode controlar aqueles desejos que perturbam seu estado de equilíbrio emocional e racional. A virtude fortaleça experimenta as mesmas dificuldades para encontrar o meio termo. Como ser um virtuoso temperado? Se um homem tende a sentir um determinado prazer corporal. então será preciso que ele se traga em direção do extremo contrario. p 151. A felicidade é o valor moral mais alto da vida espiritual do homem. porque o homem tem que disciplinar-se para ser virtuoso e encontrar seu justo meio.

.ARISTÓTELES. 2001. . p 40-55. Ética a Nicômaco (Livro II). La Filosofia de los Griegos. Brasil. Wilhelm.. Espana. EUNSA. . 1941. Martin Claret.DE AQUINO. Pallas. p 127-164. edição Universidad de Navarra Pamplona. 2003. México. Comentário a la Ética Nicómaco de Aristóteles (livro II). p 112-113. Santo Tomás. São Paulo.WINDELBAND.