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Função de 1º Grau

Análise da função de 1° grau através do estudo algébrico dessas funções e do estudo dos gráficos e elementos que constituem esse conceito. Essa seção aborda conceitos de cálculos algébricos, representações gráficas, interpretações de um gráfico e estudo das equações e inequações.

Gráfico de uma função do 1° grau.

O estudo das funções é importante, uma vez que elas podem ser aplicadas em diferentes circunstâncias: nas engenharias, no cálculo estatístico de animais em extinção, etc. O significado de função é intrínseco à matemática, permanecendo o mesmo para qualquer tipo de função, seja ela do 1° ou do 2° grau, ou uma função exponencial ou logarítmica. Portanto, a função é utilizada para relacionar valores numéricos de uma determinada expressão algébrica de acordo com cada valor que a variável x assume. Sendo assim, a função do 1° grau relacionará os valores numéricos obtidos de expressões algébricas do tipo (ax + b), constituindo, assim, a função f(x) = ax + b. Note que para definir a função do 1° grau, basta haver uma expressão algébrica do 1° grau. Como dito anteriormente, o objetivo da função é relacionar para cada valor de x um valor para o f(x). Vejamos um exemplo para a função f(x)= x – 2. x = 1, temos que f(1) = 1 – 2 = –1 x = 4, temos que f(4) = 4 – 2 = 2 Note que os valores numéricos mudam conforme o valor de x é alterado, sendo assim obtemos diversos pares ordenados, constituídos da seguinte maneira: (x, f(x)). Veja que para cada coordenada x, iremos obter uma coordenada f(x). Isso auxilia na construção de gráficos das funções.

Portanto, para que o estudo das funções do 1° grau seja realizado com sucesso, compreenda bem a construção de um gráfico e a manipulação algébrica das incógnitas e dos coeficientes.

Coeficiente Linear de uma Função do 1º Grau
As funções do tipo f(x) = y = ax + b, com a e b números reais e a ≠ 0, são consideradas do 1º grau. Ao serem representadas no plano cartesiano, constituem uma reta crescente ou decrescente. E no caso de a = 0, a função é chamada de constante. Uma função possui pontos considerados essenciais para a composição correta de seu gráfico, e um desses pontos é dado pelo coeficiente linear da reta representado na função pela letra b, que indica por qual ponto numérico a reta intercepta o eixo das ordenadas (y). Nas funções a seguir, observe o valor numérico do coeficiente linear e o gráfico representativo da função:

y b=1

=

x

+

1

y b = –1

=

–x

1

y b=4 = 2x + 4 y b=–4 = 2x – 4 .

y b=–3 = 6x – 3 y b = = 5x 0 .

1+b . (x2. para determinar tal função. f(x2)). vejamos como proceder em um exemplo. temos. Vamos determinar a função que passa por dois pontos. basta encontrarmos os coeficientes a. veremos as expressões para determinarmos os coeficientes por meio de uma expressão que depende apenas dos valores de cada ponto. sendo que a coordenada y’ é determinada pelo valor da função na coordenada x’ (x1. b. precisamos encontrar as coordenadas destes dois pontos. dois pontos e os valores da função nestes pontos. então. Para isso. Veremos que para descobrir estes coeficientes precisamos apenas de dois pontos e o valor da função nesses pontos.Determinando uma função afim pelo valor de dois pontos Descobrindo a lei de formação de uma função afim. Para isso. temos que ela é determinada pela seguinte expressão f(x)=ax+b. f(x1)). quando os valores de apenas dois pontos são conhecidos.2+b f(1) = 4 = a. Com f(1)=4 e f(2)=6. ou seja. Antes de mostrarmos a expressão do caso geral. Para f(1) temos: Para f(2) temos: f(2) = 6 = a. Pela definição de função afim.

pontos distintos. temos que esta função.Destacaremos essas duas relações de igualdade: 6=2a+b (-). . Com isso. ou seja. são determinadas apenas pelos valores dos pontos. vimos que é possível determinar uma função afim. 4=2+b assim teremos. conhecendo apenas os valores de dois pontos. Desta forma. Descobrimos o valor de um dos coeficientes. valores estes que conhecemos. Com isso. teremos: Tendo a expressão para o coeficiente a. substituiremos a expressão para esse coeficiente em y1. Teremos que a expressão destes pontos será dada da seguinte forma: y1=f(x1)=ax1+b y2=f(x2)=ax2+b. b. Mas este é o processo realizado para um caso específico. Para encontrarmos o outro. veja que as expressões para os coeficientes a. faça a subtração da expressão debaixo pela de cima. Como seria a expressão para determinarmos os valores dos coeficientes de qualquer função? Veremos agora. se subtrairmos uma igualdade da outra. Usaremos a segunda: 4=a+b como a=2 teremos . para f(1)=4 e f(2)=6. será a seguinte: f(x)=2x+b. sendo estes pontos. teremos o seguinte resultado: 4=a+b 2=a. b=2 Como f(x)=ax+b e a=2 e b=2. basta substituirmos o resultado em uma das igualdades. Seja y1=f(x1) e y2=f(x2). a é igual a 2.

as relações entre os valores do domínio e da imagem crescem ou decrescem de acordo com o valor do coeficiente a. a função é decrescente. Observe a tabela de pontos e o gráfico da função y = 2x – 1. sua lei de formação possui a seguinte característica: y = ax + b ou f(x) = ax + b. x -2 -1 0 1 2 y -5 -3 -1 1 3 . portanto. os valores de y também aumentam. à medida que os valores de x diminuem.Estudo dos Sinais Definimos função como relação entre duas grandezas representadas por x e y. onde os coeficientes a e b pertencem aos reais e diferem de zero. ou. No caso de uma função do 1º grau. Se o coeficiente possui sinal positivo. e caso ele tenha sinal negativo. à medida que os valores de x aumentam. Esse modelo de função possui como representação gráfica a figura de uma reta. Função Crescente – a > 0 Na função crescente. os valores de y diminuem. a função é crescente.

ou. à medida que os valores de x aumentam.Função Decrescente – a < 0 No caso da função decrescente. os valores de y aumentam. Veja a tabela e o gráfico da função y = – 2x – 1. à medida que os valores de x diminuem. x -2 -1 y 3 1 . os valores de y diminuem.

0 1 2 -1 -3 -5 De acordo as análises feitas sobre as funções crescentes e decrescentes do 1º grau. Veja: Sinais da função do 1º grau crescente . podemos relacionar seus gráficos aos sinais.

com a ≠ 0. a função é crescente.Sinais da função do 1º grau decrescente Exemplo: Determine Fazendo os y=0– sinais cálculo da da raiz função da y=3x+9. onde a e b pertencem ao conjunto dos números reais. se a > 0. . são consideradas funções do 1º grau. na medida em que os valores de x aumentam. Vamos analisar as seguintes funções f(x) = 3x e f(x) = –3x. a função é crescente. a função se torna decrescente. Esse tipo de função pode ser classificada de acordo com o valor do coeficiente a. Função crescente e função decrescente As funções que são expressas pela lei de formação y = ax + b ou f(x) = ax + b. no caso maior que zero. caso a < 0. função 3x+9=0 3x=–9 x=–9/3 x=–3 A função possui o coeficiente a = 3. com domínio no conjunto dos números reais. portanto.

Exemplo 1 f(x) = 3x Note que à medida que os valores de x aumentam. nesse caso dizemos que a função é crescente e a taxa de variação da função é igual a 3. Exemplo 2 f(x) = –3x . os valores de y ou f(x) também aumentam.

Nessa situação. teremos x1 < x2 resultando em f(x1) > f(x2). No caso da função decrescente no conjunto dos reais. quando os valores de x1 e x2. Então. a função é crescente no conjunto dos números reais (R). Função de 1º grau e a força elástica . note que quando a função é crescente o ângulo formado entre a reta da função e o eixo x (horizontal) é agudo (< 90º) e na função decrescente o ângulo formado é obtuso (> 90º). os valores de y ou f(x) diminuem. à medida que os valores de x aumentam. sendo x1 < x2 resultar em f(x1) < f(x2). Outro fato importante para designar uma função é o seu gráfico. então a função passa a ser decrescente e a taxa de variação tem valor igual a – 3.

dentre outros exemplos. em estado de repouso. . Ela poderia ser escrita da seguinte forma: F(x) = kx → uma função do 1º grau ou função afim. F → é a força aplicada em newtons (N) k → é a constante elástica da mola (N/m) x → é a deformação sofrida pela mola (m) Observe que a lei de Hooke é uma função que depende exclusivamente da deformação da mola. cuja constante elástica é de 150N/m. Veremos mais uma aplicação da função de 1º grau na física. considerando g = 10m/s2. Pense numa mola com uma das extremidades fixada a um suporte. uso da função do 1º grau na cinemática. Um bloco de7. Determine a deformação sofrida pela mola. 5 kg. Ao aplicar uma força F na outra extremidade. uma vez que k é um valor constante (constante elástica). Podemos observar processos de semelhança de figuras nos estudos ópticos.Sempre procuramos aplicações para a matemática nas atividades práticas ou no estudo de outras ciências. Diante de suas observações estabeleceu a lei de Hooke: F = kx Onde. mas grande parte dessa ciência apresenta aplicação prática. está preso a uma das extremidades de uma mola. mais precisamente no estudo da força elástica. equações no segundo grau no cálculo da força centrípeta. A física é uma das ciências que mais faz uso da matemática para explicação de fenômenos naturais. sem uso no cotidiano. Exemplo 1. sem sofrer a ação de nenhuma força. Robert Hooke (1635 – 1703) estudando as deformações das molas observou que elas aumentam proporcionalmente à intensidade da força. em equilíbrio. ou seja. a mola sofre uma deformação (estica ou comprime) dependendo do sentido no qual a força foi aplicada. Existem conteúdos matemáticos que são completamente abstratos. auxiliando em atividades de mais ou menos complexidade.

relacionando-os através dos conceitos de posição. vamos fixar nosso estudo na função do 1º grau. que a deformação da mola é proporcional á intensidade da força. na Física ela possui importantes aplicabilidades. Assim. Exemplo . Ao aplicar uma força na outra extremidade a mola sofre uma deformação de 3m. não possuem aceleração.5 kg. que é o alicerce dos movimentos uniformes. podemos afirmar que a resultante das forças é igual a zero. de acordo com a lei de Hooke. Solução: Sabemos. isto é. Ao comparar as duas expressões construímos a seguinte relação: A comparação entre as expressões deixa bem claro que a fórmula definida como espaço em função do tempo é uma função do 1º grau. Exemplo 2. velocidade e aceleração. temos que: Função do 1º Grau na Cinemática A Matemática está presente em diversas situações cotidianas.Solução: Como o sistema está em equilíbrio. Uma das funções do movimento uniforme é dada pela expressão espaço em função do tempo: s = s0 + vt. Assim. aqueles em que o valor da velocidade é constante. A função do 1º grau possui a seguinte lei de formação: y = ax + b. Uma mola apresenta uma de suas extremidades fixada a um suporte. determine a intensidade da força aplicada. como na Cinemática. Sabendo que a constante elástica da mola é de 112 N/m. que é a parte da Física que estuda os movimentos. ou seja: F – P = 0 ou F = P =mg Sabemos que m = 7. Essa relação acontece por meio do uso de funções matemáticas do 1º e do 2º grau.

a função do movimento do carro A é: s = s0 + vt → s = 0 + 8t → s = 8t O carro B parte da posição 1000 metros com velocidade escalar 6 m/s. Essa reta pode ser crescente ou decrescente. conforme ilustração. Então: S A = SB 8t = 200 + 6t 8t – 6t = 200 2t = 200 t = 200/2 t = 100 s Após 100 segundos. x -2 -1 y -5 -3 . Para construirmos seu gráfico devemos atribuir valores reais para x. dada a função: f(x) = 2x – 1 ou y = 2x .Dois carros movem em linha reta em movimento uniforme e no mesmo sentido. quanto tempo o carro A leva para alcançar o carro B? O carro A parte da origem com velocidade escalar de 8 m/s. ou aproximadamente 1. Por exemplo.66 minutos.1. com a velocidade do carro A maior que a velocidade do carro B. Quando a > 0 Isso significa que a será positivo. em algum instante o carro A alcançará o carro B. para que possamos achar os valores correspondentes em y. Para calcularmos o instante do encontro basta igualar as duas funções. dessa forma. a função do movimento do carro B é: s = 200 + 6t Os dois carros estão no mesmo sentido. Se o carro A desenvolve uma velocidade constante de 8 m/s e o carro B de 6 m/s. No instante t0 = 0 eles estão distantes 200 m um do outro. Gráfico de Função do 1º grau Toda função pode ser representada graficamente. portanto. onde a = 2 e b = -1. dependendo do sinal de a. e a função do 1º grau é formada por uma reta. portanto. o carro A alcançará o carro B.

que são pares ordenados que colocamos no plano cartesiano para formar a reta. então dizemos .x + 1 ou y = . onde a = -1 e b = 1. dada a função f(x) = . Por exemplo.x + 1. Veja: No eixo vertical colocamos os valores de y e no eixo horizontal colocamos os valores de x. Quando a < 0 Isso indica que a será negativo. Para construirmos seu gráfico devemos atribuir valores reais para x. então dizemos que quando a > 0 a função é crescente.0 1/2 1 -1 0 1 Podemos observar que conforme o valor de x aumenta o valor de y também aumenta. Com os valores de x e y formamos as coordenadas. x -2 -1 0 1 y 3 2 1 0 Podemos observar que conforme o valor de x aumenta o valor de y diminui. para que possamos achar os valores correspondentes em y.

• Na construção de um gráfico de uma função do 1º grau basta indicar apenas dois valores pra x. • Com a < 0 o gráfico será decrescente. Se dissermos que f(x) = 3. • Apenas um ponto corta o eixo y. • O ângulo α formado com a reta e com o eixo x será agudo (menor que 90°) quando a > 0. • Dada a função f(x) = 2x – 1 → função do 1º grau. A inequação é caracterizada pelos sinais de maior (>). • O ângulo α formado com reta e com o eixo x será obtuso (maior que 90º) quando a < 0. esse ponto é o valor de b. maior ou igual (≥) e menor ou igual (≤). 2 pontos. no mínimo. Veja: No eixo vertical colocamos os valores de y e no eixo horizontal colocamos os valores de x. menor (<). Com os valores de x e y formamos as coordenadas que são pares ordenados que colocamos no plano cartesiano para formar a reta. e esse ponto é a raiz da função. Características de um gráfico de uma função do 1º grau. escreveremos assim: . Inequações polinomiais do 1º grau A equação é caracterizada pelo sinal da igualdade (=). • Apenas um ponto corta o eixo x. pois o gráfico é uma reta e uma reta é formada por.que quando a < 0 a função é decrescente. • Com a > 0 o gráfico será crescente.

temos: 2x > 3 + 1 2x > 4 x>4:2 x > 2 → esse resultado diz que para que essa inequação seja verdadeira o x deverá ser maior que 2.2x – 1.1 + 2 .2x ≥ 1 → multiplicando a inequação por -1. ou seja. temos: 2x = 3 + 1 2x = 4 x=4:2 x = 2 → x deverá valer 2 para que a igualdade seja verdadeira. desde que seja maior que 2. temos o seguinte gráfico: . calculando o valor de x. veja: 2x ≤ -1 x≤-1:2 x ≤ -1→ x assumirá qualquer valor. o valor de b é onde a reta passa no eixo y e o valor de x é 2 onde a reta corta o eixo x. f(x) = . assim. temos que inverter o sinal. Se dissermos que f(x) > 3.1 + 2 -2x – 1 ≥ 0 → chamamos -2x – 1 de f(x). calculando o valor de x. poderá assumir qualquer valor. utilizando gráficos. escrevemos assim: 2x – 1 > 3 → inequação do 1º grau. Assim.2x – 1 basta saber que nessa função a = -2 e b = -1 e x = -1. desde que 2 seja igual ou menor que 1. achamos o zero da função. -2x – 1 = 0 -2x = 0 + 1 -2x = 1 (-1) 2x = -1 x = -1 2 Assim. veja: Vamos utilizar a mesma inequação do exemplo anterior 2(x – 1) ≥ 4x -1. resolvendo ficará assim: 2(x – 1) ≥ 4x -1 2x – 2 ≥ 4x – 1 2x – 4x ≥ . a solução será: S = {x R | x > 2} • Dada a função f(x) = 2(x – 1). • Dada a função f(x) = 2x – 1. Se dissermos que f(x) ≥ 4x -1 escreveremos assim: 2(x – 1) ≥ 4x -1 2x – 2 ≥ 4x – 1 → unindo os termos semelhantes temos: 2x – 4x ≥ . a solução será: S = { x R | x ≤ -1} 2 Podemos resolver as inequações de outra forma.2x – 1 = 3 → equação do 1º grau. a solução da função será: S = { x R | x = -1 } 2 Para construirmos o gráfico da função f(x) = . para isso basta dizer que f(x) = 0. Assim.

observamos a inequação -2x – 1 ≥ 0. então chegamos a solução seguinte: 2 S={x R | x ≤ -1 } 2 Introdução ao Estudo das Derivadas Dizemos que Derivada é a taxa de variação de uma função y = f(x) em relação à x. isto é. para um determinado valor de x. dada pela relação ∆x / ∆y. Precisamos estar cientes de que a Derivada é uma propriedade local da função. Por isso não podemos envolver toda a função. o coeficiente angular da reta tangente à curva. Considerando uma função y = f(x). função do 1º grau e função do 2º grau respectivamente: . De acordo com a relação ∆x / ∆y. Observe o gráfico a seguir. isto é. ele demonstra a intersecção entre uma reta e uma parábola.Então. quando passamos pra função achamos que x ≤ – 1 . a sua derivada no ponto x = x0 corresponde à tangente do ângulo formado pela intersecção entre a reta e a curva da função y = f(x). temos que: partindo da ideia de existência do limite. Temos que a taxa de variação instantânea de uma função y = f(x) em relação a x é dada pela expressão dy / dx.

∆x = 2 – 3 = –1 Agora vamos determinar a derivada da função y = x² + 4x + 4. Considerando que e x varia de x = 3 para x = 2. achar ∆x e ∆y.A reta consiste na derivação da função da parábola. Vamos determinar as variações de x quando aumenta ou diminui seus valores. y + ∆y = (x + ∆x)² + 4(x + ∆x) + 4 – (x² + 4x + 4) = x² + 2x∆x + ∆x² + 4x + 4∆x + 4 – x² – 4x – 4 = 2x∆x + ∆x² + 4∆x .

Observe: Função crescente: a > 0. Função decrescente: a < 0.A derivada da função y = x² + 4x + 8 é a função y’ = 2x + 4. Observe o gráfico: Raiz de uma Função do 1º Grau As funções do tipo y = ax + b ou f(x) = ax + b. onde a e b assumem valores reais e a ≠ 0 são consideradas funções do 1º grau. Esse modelo de função possui como representação geométrica a figura de uma reta. . sendo a posição dessa reta dependente do valor do coeficiente a.

y = 0. Resolução: x = –b/a x = –(–9)/2 x = 9/2 x = 4. esse é o momento em que a reta da função intersecta o eixo x.5 Exemplo 2 . para isso consideremos o valor de y igual a zero. basta criar uma generalização com base na própria lei de formação da função. pois no momento em que a reta intersecta o eixo x. Observe a representação gráfica a seguir: Podemos estabelecer uma formação geral para o cálculo da raiz de uma função do 1º grau. Veja: y = ax + b y=0 ax + b = 0 ax = –b x = –b/a Portanto.Raiz da função Calcular o valor da raiz da função é determinar o valor em que a reta cruza o eixo x. basta utilizar a expressão x = x = –b/a. considerando y = 0 e isolando o valor de x (raiz da função). Exemplo 1 Calcule a raiz da função y = 2x – 9. para calcularmos a raiz de uma função do 1º grau.

Dada a função f(x) = –6x + 12. cada uma delas tem apenas uma variável sendo que essa deve ser a mesma em todas as outras inequações envolvidas. O conjunto formado pela intesecção chamamos de CONJUNTO SOLUÇÃO do sistema. a partir daí fazermos a intersecção dessas soluções. 4x + 4 ≤ 0 4x ≤ . Quando terminamos a resolução de um sistema de inequações chegamos a umconjunto solução.4 x≤-4:4 x≤-1 S1 = {x R | x ≤ . Resolução x = –b/a x = –12 / –6 x=2 Sistema de inequação do 1º grau Um sistema de inequação do 1º grau é formado por duas ou mais inequações.1} Fazendo o cálculo da segunda inequação temos: x+1≤0 x≤-1 A “bolinha” é fechada. Veja alguns exemplos de sistema de inequação do 1º grau: Vamos achar a solução de cada inequação. determine a raiz dessa função. pois o sinal da inequação é igual. esse é composto por possíveis valores que x deverá assumir para que exista o sistema.1} Calculando agora o CONJUTO SOLUÇÃO da inequação temos: S = S1 ∩ S2 . S2 = { x R | x ≤ . Para chegamos a esse conjunto solução devemos achar o conjunto solução de cada inequação envolvida no sistema.

-1] Em primeiro lugar devemos calcular o conjunto solução de cada inequação. 3x + 1 > 0 3x > -1 x > -1 3 A “bolinha” é aberta.1} ou S = ] . assim temos: S = S1 ∩ S2 Portanto: S = { x R | -1 < x ≤ 4} ou S = ] -1 .∞ . pois o sinal da inequação não é igual. Calculamos agora o conjunto solução da outra solução. 4] 3 5 3 5 . 5x – 4 ≤ 0 5x ≤ 4 x≤4 5 Agora podemos calcular o CONJUNTO SOLUÇÃO da inequação.Portanto: S = { x R | x ≤ .

assim temos: S = S1 ∩ S2 Observando a solução veremos que não há intersecção. veja como fica: Calculando o conjunto solução de cada inequação temos: 10x – 2 ≥ 4 10x ≥ 4 + 2 10x ≥ 6 x≥6 10 x≥3 5 6x + 8 < 2x + 10 6x -2x < 10 – 8 4x < 2 x<2 4 x<1 2 Podemos calcular o CONJUNTO SOLUÇÃO da inequação.Devemos organizar o sistema antes de resolvê-lo. então o conjunto solução desse sistema inequação. será: S= Taxa de Variação da Função do 1º Grau .

Por exemplo.Em uma função do 1º grau temos que a taxa de variação é dada pelo coeficiente a. A taxa de variação da função é dada pela seguinte expressão: Exemplo 1 Vamos através de uma demonstração provar que a taxa de variação da função f(x) = 2x + 3 é dada por 2. nas funções seguintes a taxa de variação é dada por: a) f(x) = –5x + 10.3x + 6. f(x) = 2x + 3 f(x + h) = 2 * (x + h) + 3 → f(x + h) = 2x + 2h + 3 (h ≠ 0) Dessa forma temos que: f(x + h) − f(x) = 2x + 2h + 3 – (2x + 3) f(x + h) − f(x) = 2x + 2h + 3 – 2x – 3 f(x + h) − f(x) = 2h Então: Observe que após a demonstração constatamos que a taxa de variação pode ser calculada diretamente. identificando o valor do coeficiente a na função dada. A função dada é a seguinte: f(x) = –0. taxa de variação a = 0. taxa de variação a = –15 Exemplo 2 Observe mais uma demonstração comprovando que a taxa de variação de uma função é dada pelo coeficiente angular da reta. Temos que uma função do 1º grau respeita a seguinte lei de formação f(x) = ax + b.03.2 d) f(x) = –15x – 12.2x + 0. onde a e b são números reais e b ≠ 0. f(x) = –0. taxa de variação a = –5 b) f(x) = 10x + 52.3x + 6 . taxa de variação a = 10 c) f(x) = 0.

3x –0. Observe: f(x) = 2x – 6 → f’(x) = 1*2x1–1 → f’(x) = 2x0 → f’(x) = 2 f(x) = –3x + 7 → f’(x) = –3 . para determinarmos a derivada (taxa de variação) de uma função do 1º grau.3x + 6) f(x + h) − f(x) = –0. Mas vamos demonstrar uma situação mais simples envolvendo a derivada de uma função.3h + 6 f(x + h) − f(x) = –0. Para isso considere as seguintes afirmações: A derivada de um valor constante é igual a zero.f(x + h) = –0. Para tal aplicação precisamos estudar alguns fundamentos envolvendo noções de Cálculo I.3x – 6 f(x + h) − f(x) = –0. Por exemplo: f(x) = 2 → f’(x) = 0 (lê-se f linha) A derivada de uma potência é dada pela expressão: f(x) = x² → f’(x) = 2*x2–1 → f’(x) = 2x f(x) = 2x³ – 2 → f’(x) = 3*2x3–1 → f’(x) = 6x² Portanto. basta aplicarmos as duas definições demonstradas acima.3h + 6 – (–0.3x –0.3h + 6 + 0.3h A taxa de variação de uma função do 1º grau é determinada nos cursos superiores através do desenvolvimento da derivada de uma função.3(x + h) + 6 → f(x + h) = –0.3x –0.