Está en la página 1de 20

Aspectos Jurídicos do Mercado de Capitais

Maria Bernadete Miranda 1

1. Mercado de Capitais O marco de desenvolvimento do mercado de capitais se deu com a Lei nº 4.728 de 15 de julho de 1965, também conhecida como Lei de Mercado de Capitais. Essa lei colocou o mercado de capitais sob a disciplina do Conselho Monetário Nacional e fiscalização do Banco Central do Brasil. Na época, os corretores de valores que eram pessoas físicas, foram transformados em sociedades corretoras, constituindo uma base mais sólida e viabilizando seu crescimento. A Lei nº 4.728/65 definiu as instituições componentes do sistema de distribuição de valores mobiliários e obrigou que essa distribuição fosse feita somente através dessas instituições, nos termos fixados pelo Conselho Monetário Nacional. A Lei de Mercado de Capitais criou também, o registro de empresas no Banco Central do Brasil, sendo necessário para aquelas empresas que tivessem por objeto qualquer atividade de intermediação na distribuição, ou colocação, de títulos ou valores mobiliários, no mercado financeiro. Em 1976, foram introduzidas novas modificações no mercado de capitais, em decorrência da alta nas cotações, que teve seu ponto máximo em 1971, e das fases de queda e relativa estagnação que se seguiram. Em 7 de setembro de 1976, através da Lei nº 6.385, foi criada a Comissão de Valores Mobiliários, órgão especializado no mercado de capitais. Essa lei juntamente com a Lei nº 6.404/76 que regula as sociedades por ações, tiveram por objetivo a proteção do acionista na empresa e do investidor no mercado financeiro. No final dos anos 80, foram introduzidas importantes alterações no mercado de capitais através de duas resoluções do Conselho Monetário Nacional, a Resolução nº 1.289/87 e a Resolução nº 1.524/88.

1

Mestrado e Doutorado em Direito das Relações Sociais, sub-área Direito Empresarial, pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Professora de Direito Empresarial na Universidade de Sorocaba, Uniso; professora de Direito Empresarial na União das Instituições Educacionais do Estado de São Paulo, Uniesp São Roque; professora supervisora das Monografias Jurídicas e Diretora responsável pela Revista Eletrônica da Faculdade de Administração e Ciências Contábeis de São Roque - Fac. Advogada. Revista Virtual Direito Brasil – Volume 6 – nº 1 - 2012

A primeira Resolução nº 1.289/87 flexibilizou as regras para o investidor estrangeiro e a segunda Resolução nº 1.524/88, instituiu o Banco Múltiplo, cuja característica é operar, sob uma única denominação jurídica, diferentes carteiras, tais como: banco comercial, banco de investimento, financeira, crédito imobiliário, distribuidora de títulos e valores mobiliários, dentre outras. No início do ano 2000, o Conselho Monetário Nacional através da Resolução nº 2.689, flexibilizou ainda mais as regras para o investidor estrangeiro, permitindo o ingresso e transito livre desses investidores a todos os produtos disponíveis no mercado brasileiro, admitindo também aplicações de investidores individuais e simplificando os procedimentos operacionais. O mercado de capitais é um sistema de distribuição de valores mobiliários, que tem o propósito de proporcionar liquidez aos títulos de emissão de empresas e viabilizar seu processo de capitalização. Esse mercado é constituído pelas bolsas de valores, sociedades corretoras e outras instituições financeiras autorizadas. No mercado de valores mobiliários, conhecido também por mercado de capitais, os principais títulos negociáveis são os representativos do capital das empresas, tais como as ações, ou os de empréstimos tomados, via mercado, por empresas, como as debêntures, bônus de subscrição e “commercial papers”,2 que permitem a circulação de capital para custear o desenvolvimento econômico. Essas operações são realizadas em mercados organizados e bolsas, sendo que os principais participantes são os investidores institucionais e as empresas de grande porte, na qualidade de emissoras de valores mobiliários ou de investidoras. Existem também, operações realizadas pelos investidores de varejo, que são pessoa física ou jurídica.
2

Após longo período de gestação, resolveu o Conselho Monetário Nacional, através da Resolução no. 1.723, de 27/06/90, expedida pelo Banco Central do Brasil, autorizar a emissão de notas promissórias, como valor mobiliário, pelas sociedades por ações. Esta Resolução introduz no sistema legal brasileiro o "Commercial Paper" (CP), há muito difundido nos Estados Unidos e largamente utilizado pelas empresas americanas. Genericamente, o Commercial Paper é um título de crédito de curto prazo, sem qualquer garantia, emitido por pessoas jurídicas, contendo uma obrigação de pagar em determinado dia ou prazo, quantia consubstanciada no próprio título. Com a emissão, a sociedade visa captar recursos no mercado a um custo inferior ao que obteria junto às instituições bancárias, para fazer frente a dispêndios imediatos (aquisição de insumos, pagamento de tributos, etc.). Ao contrário do que ocorre nas necessidades de recursos a longo prazo, normalmente captados pelas empresas através do complexo sistema de emissão de debêntures, com a negociação das cláusulas e condições atinentes, o lançamento de Commercial Paper é efetivado de maneira mais simplificada, resultando para as sociedades uma maior agilidade na captação dos recursos desejados. Instituído pela primeira vez nos Estados Unidos, há quem afirme que já nos idos de 1790 alguns corretores de Nova York e Boston precocemente negociavam esse espécie de papel. Mas é com certeza que somente a partir de 1830 o mercado de Commercial Paper passou a ser conhecido e suas transações publicadas no Financial Register of the United States.

Revista Virtual Direito Brasil – Volume 6 – nº 1 - 2012

por sua vez. Se pretender adquirir ações de emissão nova. ele é sócio da empresa e se beneficia da distribuição de dividendos sempre que a empresa obtiver lucro. Origem histórica Revista Virtual Direito Brasil – Volume 6 – nº 1 . O investidor em ações contribui assim para a produção de bens. As duas primeiras fontes de recursos são limitadas.1. como contrapartida à participação no seu capital. presente no processo de desenvolvimento econômico. dos quais ele também é consumidor. A poupança individual e a poupança das empresas constituem a fonte principal do financiamento dos investimentos de um país. ou seja. b) reinvestimentos de lucro. à proporção que se expandem. Essa é a mecânica da democratização do capital de uma empresa e da participação em seus lucros. os acionistas. no mercado primário. que uma empresa ganha condições de obter novos recursos não exigíveis. Tais investimentos são o motor do crescimento econômico e este. com conseqüente aumento da poupança e do investimento. Como acionista.2012 . À medida que cresce o nível de poupança. que podem ser obtidos através de: a) empréstimos de terceiros. membro de uma bolsa de valores. As empresas. c) participação de acionistas. 2. Bolsa de Valores 2. maior é a disponibilidade para investir. o investidor deverá procurar um banco. Mas é através da participação de novos sócios. tornando-o mais eficiente e beneficiando toda a comunidade. Com os recursos necessários. uma corretora ou uma distribuidora de valores mobiliários que participem do lançamento das ações pretendidas. as negociações com direitos e recibos de subscrição de valores mobiliários. onde funcionários especializados poderão fornecer os mais diversos esclarecimentos e orientação na seleção do investimento. Esse é o esquema da circulação de capital. e assim por diante. as empresas têm condições de investir em novos equipamentos ou no desenvolvimento de pesquisas. certificados de depósitos de ações e demais derivativos autorizados à negociação. é necessário que o investidor se dirija a uma sociedade corretora. Para operar no mercado secundário de ações. ainda. carecem de mais e mais recursos. de acordo com os objetivos definidos pelo aplicador. melhorando seu processo produtivo.O mercado de capitais abrange. gera aumento de renda. as empresas utilizam-nas para manter sua atividade operacional. Geralmente.

Vocabulário jurídico. De Plácido e. 5 SILVA. por extensão.A origem das bolsas de valores é bastante escassa. 225. Rio de Janeiro: Forense. devidamente autorizada pelos poderes públicos. 4 Em sentido técnico-jurídico bolsa significa a organização. p. pela ausência de crédito e pelas dificuldades de comunicação e as operações de bolsa eram feitas somente para a compra e venda de moedas. os negócios eram limitados pela escassez de capitais. 5 Em sentido econômico e financeiro. MICHAELIS. que tem por objeto reunir. até o século XVII. Vocabulário jurídico. letras de câmbio e pedras preciosas.2012 . não havendo uma definição histórica registrada através da escrita. De Plácido e. Moderno dicionário da língua portuguesa. que na época eram feitas em suas próprias casas. Alguns doutrinadores salientam que elas surgiram no emporium da Grécia antiga. também. 4 3 Revista Virtual Direito Brasil – Volume 6 – nº 1 . Van der Burse. Na Idade Média. a palavra bolsa surgiu na Bélgica. para tratarem de negociações concernentes a seu comércio. que significava o brasão das armas do proprietário. bolsa designa a organização. local onde se realizavam assembléias de comerciantes. 342. quando as exigências de crédito público obrigaram os banqueiros a fracionar os empréstimos em títulos de participação. Rio de Janeiro: Forense. São Paulo: Melhoramentos. em determinado local e em certas ocasiões. em sentido etimológico significa saquinho de trazer dinheiro. Na França. as bolsas começaram a realizar operações a futuro com mercadorias. 2009. Foi fixada em um prédio suntuoso por Napoleão I onde permanece até hoje. 224. Embora as operações com valores mobiliários já estivessem legalizadas. vários comerciantes ou outras essas interessadas. na cidade de Breges. No século XIX. em cuja fachada havia um escudo com três bolsas. Bolsa. devido ao enorme crescimento das negociações naquele ano foi necessário a sua organização em caráter oficial. Em Londres a Bolsa de Fundos Públicos foi fundada em 1698. 2009. p. do grego býrsa. 2000. a Bolsa de Paris foi implantada em 1141 por Luis VII e regulamentada em 1304. SILVA. outros a localizam no collegium mercatorum de Roma. p. expressa o local em que essas reuniões se realizam. Foi no século XVIII que essas instituições atingiram grande desenvolvimento. 3 No sentido técnico-comercial e econômico. em virtude da qual se permite a reunião de certas pessoas para fins que se tem em vista.

acabaram por se envolver num confronto mundial que. o self-made-mam. gradativamente. Mas. nos Estados Unidos da América. Mas foi breve. o grande beneficiário foram os Estados Unidos da América. Alemanha e outros comandavam as decisões econômicas. Em 1918. já no início do século XX. Na época. diminuindo a produção de bens de consumo geral. monopolizavam fontes de matérias primas. novamente a presença americana é flagrante. conflitos e vaidades políticas prenunciavam tempestades no horizonte. controlavam mercados consumidores. a crise de 1929 responde pelo seu derradeiro teste de sobrevivência. Um período de grande abundância gerou uma idêntica euforia social. Do século XIX até início do século XX. vantagem para os Estados Unidos. Terminada a guerra. muito breve e de presságios fúnebres. crises. praticamente. ditavam preços e prazos. pôs fim a essa belle époque. Revista Virtual Direito Brasil – Volume 6 – nº 1 .Podemos considerar o capitalismo um regime que oficialmente foi implantado a partir de finais do século XVIII. que. Mas. Toda essa riqueza gerou. Empréstimos e mais empréstimos são contratados pelos europeus visando à reconstrução dos países destruídos. quando os ânimos entre os países europeus se acirraram. estabeleciam estratégias financeiras. Produtos manufaturados americanos eram exportados em massa para o mercado europeu. Veio a guerra. a economia mundial tinha seu eixo de importância na Europa. que era aquele empreendedor. Já na virada do século. A libra esterlina era a moeda de troca internacional. após a chamada Era das Revoluções. alegria geral e contagiante entusiasmo. um novo ideal de vida ou um novo estilo de vida americano. Os empresários americanos nadavam em capitais. Países como Inglaterra. competentemente conseguiu prosperar. Diante desse confronto. e mais uma vez. que nem sempre eram azuis. por não conseguirem conciliar interesses. Atravessou alguns momentos de angústia representada pela 1ª Guerra Mundial e a Revolução Russa de 1917. houve euforia total. Os países europeus em guerra voltaram sua produção para a indústria bélica. e exportavam o modelo de homens de negócios. Os países europeus. conquistando mercados e substituindo os europeus na exploração econômica da América latina. Ali estava reunida a fortuna do mundo. saindo das camadas humildes da população. os americanos do norte aproveitaram-se da situação para se infiltrarem nas regiões sul e central da América é. chamado de american way of life. França. Esses fatores condicionaram aos Estados Unidos da América uma prosperidade sem precedentes. conquistar certo predomínio econômico nessas regiões.2012 .

no entanto. Uma estratégia de hedging consiste em realizar um determinado investimento com o objetivo específico de reduzir ou eliminar o risco de outro investimento ou transação. Alguns fatos recentes demonstram a importância cada vez maior da ética no segmento administrativo empresarial. mas logo desapareceram. políticas. onde a Ética e a Moral também passam por certas mudanças. além de outros novos. o trabalho em equipe e o planejamento estratégico na gestão empresarial continuam fortes. Atualmente. houve um colapso nas bolsas de todo o mundo. São mudanças tecnológicas. como ciência. além do administrador ter uma visão generalizada. ele deve trabalhar em equipe e fazer uma Em finanças. deixaram a ética de lado. quando essas fraudes contábeis foram descobertas. mudanças de ideologia e até mesmo de ecletismo de valores. o século XXI. o dogma de que os profissionais.2012 6 . Agora. não só da área da administração. principalmente. O conjunto dessas operações recebeu o nome de mercado de derivativos. deveriam ser especialistas e individualistas. mas de qualquer profissão. devido a toda a essa euforia por lucros.No século XX foram desenvolvidas operações a futuro com ativos financeiros e operações com opções. ou seja. A administração. Tudo isso causou uma enorme enxurrada de investimento nas bolsas de valores. alguns valores essenciais como a ética. Novas ferramentas de gestão surgiram e tornaram-se manias mundiais. culturais e principalmente sociais. em inglês) ao instrumento que visa proteger operações financeiras contra o risco de grandes variações de preço de determinado ativo. chama-se cobertura (hedge. veio se desenvolvendo constantemente ao longo do século passado. biológicas. deve saber de tudo um pouco. movimentando quantias expressivamente superiores aos tradicionais mercados a vista. cada vez mais preocupados e obstinados por lucros a qualquer custo. Os diretores-executivos. Além disso. No entanto. As teorias mais modernas explicam que o profissional desse novo século deve ter uma visão global de sua profissão. vivemos no século das transformações. maquiando os balanços contábeis para inflar o preço das ações de suas empresas. os sucessivos escândalos de fraudes contábeis ocorridos nos Estados Unidos da América. cada vez com uma maior importância no perfil de qualquer administrador no início desse novo século. como a responsabilidade social e ambiental. Junto a isso. econômicas. Revista Virtual Direito Brasil – Volume 6 – nº 1 . caiu por terra. servindo tanto para as operações de hedge 6 como de alavancagem. o investidor mundial está com sua confiança completamente abalada e o mercado financeiro sente essa incerteza generalizada.

não poderão distribuir parcela de patrimônio ou resultado a sociedades membros parcela.convergência das idéias até chegar a um consenso. a documentação relativa Revista Virtual Direito Brasil – Volume 6 – nº 1 . responsabilidade social e ambiental. sem finalidade lucrativa. devem instruir o pedido com os seus atos constitutivos. as bolsas de valores dependem de prévia autorização da Comissão de Valores Mobiliários. as bolsas de valores poderão ser constituídas como associações civis ou sociedades anônimas. os resultados são aperfeiçoados constantemente. das ações da Internet. do próprio Brasil com a incerteza eleitoral em 2002. de um envolvimento cada vez maior em trabalhos em equipe. sendo que. passou a ser de uso comum e constante durante a segunda metade e os primeiros anos do século passado e desse novo século. exceto se houver. compreendendo: o estatuto social devidamente revestido das formalidades legais. de 28 de janeiro de 2000. a comprovação da integralização do patrimônio ou do capital social. portanto. Crises. Por outro lado. o planejamento estratégico empresarial. respectivamente. de constante atualização e aperfeiçoamento. Tudo isso. para a sobrevivência em um mundo cada vez mais globalizado e. organização e o funcionamento das bolsas de valores. altera e consolida as normas que disciplinam a constituição. como a do México. passageiras ou não.690. ao requererem à Comissão de Valores Mobiliários a autorização para funcionamento. Portanto. Constituição das Bolsas de Valores O Regulamento anexo à Resolução CMN nº 2. planejamento estratégico. da Rússia. pouco usado na primeira metade do século passado. obrigaram os executivos a traçarem planos antecipadamente para poderem sobreviver a esses períodos de turbulência econômica. De acordo com o Regulamento. das fraudes contábeis e do ataque terrorista de 11 de setembro. as que se constituírem como associações civis. sempre suscetível a turbulências econômicas que afetam o rumo das mais diversas empresas e países. 2. Dessa forma. O perfil dos administradores desse novo milênio é de rígidos limites éticos. está claro que o administrador do século passado está mudando bastante rumo ao novo século.2012 . expressa autorização da Comissão de Valores Mobiliários. sob cuja supervisão e fiscalização funcionam. Para início de suas operações. Os sucessivos abalos sofridos pela economia mundial clarearam a mente da maioria dos executivos. As bolsas de valores.2. do Oriente Médio.

além do que for exigido pela legislação aplicável. enquanto entidade reguladora e fiscalizadora do mercado. no mínimo. O Conselho de Administração será integrado. outras pessoas poderão ter acesso aos seus pregões e sistemas. Na composição do Conselho de Administração. companhia aberta. Nas bolsas de valores constituídas como associações civis. grupo ou investidor institucional. O Conselho de Administração será integrado.aos integrantes do conselho de administração. obrigatoriamente. a quantidade e o valor inicial de emissão de títulos patrimoniais. por 13 (treze) conselheiros. De acordo com o regulamento elaborado pelas bolsas de valores e após sua aprovação pela Comissão de Valores Mobiliários. em se tratando de bolsa no âmbito da qual sejam negociados valores mobiliários. O estatuto social das bolsas de valores deve estabelecer. regras básicas relativas à adoção de estrutura administrativa e operacional que permitam assegurar o pleno atendimento do seu objeto social e dos requisitos inerentes à sua condição de instituição auxiliar da Comissão de Valores Mobiliários. devendo o estatuto social da bolsa de valores estabelecer. Revista Virtual Direito Brasil – Volume 6 – nº 1 . e será dividido. além do exigido pela legislação aplicável. deverá existir um Superintendente Geral que será membro nato do Conselho de Administração. Somente ao representante da sociedade membro é permitido operar nos pregões e sistemas de bolsa de valores. Nas bolsas de valores são negociáveis títulos e valores mobiliários registrados na Comissão de Valores Mobiliários. por 7 (sete) e. e demais documentos necessários exigidos pela Comissão de Valores Mobiliários. o estudo que evidencia sua capacidade de cumprir o objeto social. por um representante dos investidores não qualificados como institucionais e um representante de companhias abertas cujos valores mobiliários estejam admitidos à negociação. salvo disposição legal em contrário. não pode haver mais de um conselheiro vinculado à mesma sociedade membro. conforme o caso. comprobatórios do preenchimento dos requisitos exigidos no Regulamento. devendo ser fixado pela Comissão de Valores Mobiliários. quando da constituição. conglomerado. mediante realização em dinheiro. no máximo. em títulos patrimoniais ou ações ordinárias com direito de voto pleno. O patrimônio ou capital social das bolsas de valores deve ser formado. as regras relativas a sua composição.2012 .

O representante da sociedade membro. com opções ou assemelhadas. pela legitimidade dos títulos ou valores mobiliários entregues. de quaisquer ordens de compra e venda dos investidores. para com seus comitentes e para com outras sociedades com as quais haja operado. deve obter aprovação em exame de matérias concernentes a títulos ou valores mobiliários e à respectiva legislação e regulamentação. sociedade membros e pelas autoridades competentes. pelas sociedades membros. 3.690. por sua liquidação. sem prejuízo de igual competência da Comissão de valores Mobiliários. sob a responsabilidade do Superintendente Geral ou do Diretor Geral. 4. organizado e fiscalizado pela própria bolsa. preservar elevados padrões éticos de negociação. para esse fim. 2. As bolsas de valores devem dispor de um sistema de registro de operações. o referido local ou sistema de todos os méis necessários à pronta e eficiente realização e visibilidade das operações. inclusive. com a finalidade de registrar operações à vista. o qual será promovido pela bolsa de valores em que deva atuar. 2. 6. manter local ou sistema adequado à realização de operações de compra e venda de títulos e valores mobiliários em mercado livre e aberto. de 28 de janeiro de 2000. de responsabilidade de sociedade membro ou de seus comitentes. os objetivos e atividades das bolsas de valores são: 1. nas operações realizadas em bolsas de valores. estabelecer limites mínimos considerados razoáveis em relação ao valor monetário das referidas ordens. que poderá. no pregão ou perante o público. estabelecendo. deixar. a termo. 5. efetuar registro das operações. A sociedade membro é responsável. estabelecer sistemas de negociação que propiciem continuidade de preços e liquidez ao mercado de títulos ou valores mobiliários. Objetivos e Atividades das Bolsas de Valores Conforme determinações da Resolução nº 2. e pela autenticidade dos endossos em títulos e valores mobiliários e legitimidade de procuração ou documento necessário à transferência deles. permanentemente. normas de comportamento para as sociedades membros e para as companhias abertas e Revista Virtual Direito Brasil – Volume 6 – nº 1 . criar mecanismos regulamentares e operacionais que possibilitem o atendimento.2012 . a futuro. sob supervisão da Comissão de Valores Mobiliários.3. A corretagem para operações com títulos ou valores mobiliários em bolsa de valores será livremente pactuada entre o prestador do serviço de corretagem e seus clientes.

2012 . com rapidez. 5. exercer outras atividades expressamente autorizadas pela Comissão de valores Mobiliários. aos infratores. comprar. em seu significado semântico quer dizer: o que anda. amplitude e detalhes. dividendos e encarregar-se da subscrição de títulos e valores mobiliários. conceder. vender e distribuir títulos e valores mobiliários. no limite de sua competência. 3. 6.demais emissoras de títulos ou valores mobiliários. 8. 9. com títulos e valores mobiliários de negociação autorizada. instituir. organizar e administrar fundos de investimento e clubes de investimento. tendo por principal função. até o limite do valor de seus títulos patrimoniais ou de outros ativos especificados no estatuto social mediante apresentação de garantias subsidiárias adequadas. 1. 4. 2. encarregar-se da administração de carteiras de valores e da custódia de títulos e valores mobiliários. As principais atividades das sociedades corretoras são. à sociedade membro. operar com exclusividade na bolsa de valores da qual são membros. correr. com vistas a resolver situação transitória. open market e intermediar as operações de câmbio. desdobramento de cautelas. etc.. serve de intermediário em compras e vendas de bens. crédito para assistência de liquidez. prestar serviços. a aproximação entre compradores e vendedores de títulos e valores mobiliários. as operações de underwriting. fiscalizando sua observância e aplicando penalidades. Sociedades Corretoras As sociedades corretoras são instituições financeiras constituídas sob a forma de sociedade anônima ou sociedade limitada. operar no mercado aberto. As sociedades corretoras exercem o papel de unificadoras do mercado. observando o que a respeito dispuser a legislação aplicável. procura. 7.1 Corretores O vocábulo "corretor" é originário do verbo. dando segurança e liquidez aos títulos transacionados. 3. agencia negócios comerciais ou civis. divulgar as operações realizadas. 3. recebimento de juros. promover. ou seja. de forma eficiente. Revista Virtual Direito Brasil – Volume 6 – nº 1 . por conta de terceiros. e efetuar lançamentos públicos de ações. como transferência de títulos.

É o mediador. que deverá receber uma comissão pelo seu trabalho denominada de corretagem. numa operação empresarial ou civil. in “Droit Commercial”. No Direito Francês. p.592. Corretor é toda pessoa física ou jurídica que serve como intermediário entre vendedor e comprador. b) aqueles que recebem corretagem.754 do Código Civil que diz: "Mediatore . irá intermediar vários atos. Michel: "Le courtier est un professionnel qui a pour fonction de rapprocher les personnes qui desirent traiter ensemble une opération commerciale (on parfois civile)”. Michel Pédamon entende que “o corretor é um profissional que tem por função aproximar pessoas que desejam contratar uma operação comercial ou civil”. quando vier a ser utilizado no direito positivo. senza essere legato ad alcuna di esse da rapporti di collaborazione. que se denomina corretagem. ou seja. pessoas que se dedicam à aproximação das partes interessadas na realização de determinado negócio. ou dos usos e costumes. Dalloz. Paris. deixou de pertencer a categoria dos corretores livres. que poderão trabalhar individualmente ou constituírem-se em forma de sociedade. mediante o pagamento de uma remuneração denominada corretagem. anunciar etc. tais como: a) agente empresarial levando em conta que o corretor. Finda a operação. estipuladas ou decorrer de lei. irá nos apresentar várias significações. pois hoje. 7 Porém no Direito Italiano temos a definição de corretor no artigo 1. cuja função será a aproximação de pessoas na realização de um negócio. As acepções variam de acordo com o sentido que o jurista lhes atribui. cabelhe empregar esforços e dedicar sua atividade na angariação do negócio ou do contrato. c) profissional autônomo. podendo investigar. a maioria dos corretores. O nome "corretor" não escapa a essa regra. mediante um pagamento pela tarefa realizada. As obrigações do corretor giram em torno da agenciação e podem ser expressamente. com a finalidade de aproximar as partes.É mediatore colui che mette in relazione due o più parti per la conclusione di un affare. Revista Virtual Direito Brasil – Volume 6 – nº 1 . Os corretores são profissionais autônomos. para ingressarem na espécie de corretores oficiais. cessa sua atuação. Em princípio. 1994. 7 Segundo Pédamon. O vocábulo "corretor".As palavras têm juridicamente o significado que este lhes empresta.2012 . di dipendenza o di reppresentanza". aproximando as partes para a realização de um negócio.

Os corretores regulamentados são aqueles que possuem uma profissão especializada. Rubens. os corretores pelos atos de intermediação praticados para a realização de uma operação comercial. de valores e de imóveis. promovendo a realização de contratos e auferindo do seu trabalho. para a realização de transações comerciais. de esportistas profissionais etc. As corretoras de mercadorias são regulamentadas pela Instrução da Comissão de Valores Mobiliários nº 402. e o respectivo número. aproximar os empresários. levando-os a contratar entre si”. de navios. 2003. de seguros. 8 Assevera Fran Martins que “são denominados corretores as pessoas que se interpõem entre duas ou mais pessoas. Os operadores são rigorosamente identificados através dos jalecos e crachás que usam. p. um pagamento chamado corretagem. de 27 de janeiro de 2004. “a função do corretor é. Os corretores livres são mediadores sem designação oficial ou regulamentação.9 Encontramos no exercício da profissão os corretores livres e os corretores regulamentados. Rio de Janeiro: Forense. Curso de direito comercial. 3. finda a qual cessa a sua atuação. de diversões. por lei. Corretores de Mercadorias Os corretores de mercadorias ou operadores da Bolsa de Mercadorias e Futuro são empregados de corretoras que os habilitam para "operar" em rodas de viva-voz ou eletrônica. Revista Virtual Direito Brasil – Volume 6 – nº 1 . por exemplo: os corretores de automóveis. 2007. tão-somente. São eles. MARTINS. portanto. assim. físicas ou jurídicas. sendo. Algumas operações de venda só podem ser realizadas por intermédio de corretores. por exemplo: os corretores de mercadorias. mediadores. cuja função é arrematar mercadorias em nomes de seus clientes. as siglas que o identificam como operador. p. dos quais consta o nome da instituição que representam. Fran.1. privativas de suas funções”.123. Porém no resto do País. Caracterizam-se.Para Rubens Requião. sendo o seu número fixado pelo Ministério do Trabalho.2. São Paulo: Saraiva. 8 9 REQUIÃO.2012 . Curso de direito comercial. v. e regulada por lei. a competência de nomeação dos corretores de mercadorias pertencia aos Governos Estaduais. de espetáculos públicos. Antigamente no Distrito Federal era atribuído ao Presidente da República o ato de nomeação dos corretores de mercadorias. 202.

É fundamental conhecer os fundamentos. As sociedades corretoras de Títulos e Valores Mobiliários promovem a aproximação desses valores entre vendedores e compradores. açúcar.3. soja.A Lei nº 4. milho.656. café. determinava que elas eram competentes para nomear os corretores de mercadorias. a negociação de contratos nas modalidades. eletrônico (GTS). referenciados. opções e termo. títulos da dívida.2012 . nas seguintes commodities: taxas de juro. futuro. de 28 de abril de 2003 considera-se operador especial a pessoa natural ou firma individual detentora de título de bolsa de mercadorias e futuros. A Bolsa de Mercadorias & Futuro mantém. e pela Resolução do Banco Central nº 1.726. recebem o nome de “Commodities”. desde que autorizadas pela bolsa. físico. nomeação e fiscalização empreendida pelas Juntas Comerciais. taxas de câmbio. que o orientará acerca dos procedimentos para a realização de negócios nos mercados futuros. de 26 de outubro de 1989 (Constituição.934 de 18 de novembro de 1994. boi gordo. revogou a Lei nº 4. que regula o Registro Público das Empresas Mercantis e Atividades Afins. As mercadorias negociadas por estes corretores ou operadores na Bolsa de Mercadoria & Futuro. O interessado deve procurar uma corretora associada à Bolsa de Mercadoria & Futuro. que regulou o Registro do Comércio. nos mercados de balcão. e viva-voz. índice de ações. Devem ser membros da Bolsa de Valores onde operam com exclusividade Revista Virtual Direito Brasil – Volume 6 – nº 1 .385.726. Organização e Funcionamento das Bolsas de Valores). de 13 de julho de 1965. álcool anidro e algodão. Os corretores de valores não são pessoas isoladas. cupom cambial. as características dos contratos futuros e tirar todas as dúvidas com o corretor ou mesmo com um funcionário da Bolsa. de 07 de dezembro de 1976 (Comissão de Valores Mobiliários). de 13 de julho de 1965 e silenciou sobre os corretores de mercadorias.728 de 14 de julho de 1965 (Lei de Mercado de Capitais). 3. ouro. Segundo Instrução da Comissão de Valores Mobiliários nº 387. habilitada a atuar no pregão e nos sistemas eletrônicos de negociação e de registro de operações. mas sim uma instituição financeira especializada integrante do Sistema Financeiro Nacional . porém a Lei nº 8. pela Lei nº 6. executando operações por conta própria e por conta de corretoras. perdendo eles.SFN. disciplinando a função das Juntas Comerciais. Corretores de Valores Os corretores de valores são regulados pela Lei nº 4. a vantagem decorrente da habilitação.

deverá ter seu nome divulgado no Boletim Oficial da Bolsa e afixado em lugar público. encarregar-se da venda de títulos e valores mobiliários por conta de terceiros. em conjunto ou separadamente. o qual será promovido pela Bolsa de Valores em que deva atuar. que também irá estipular os capitais mínimos a que estão obrigadas em função da região em que atuam. certificado de depósito de valores mobiliários. a sustentação de preços dos títulos no mercado. que são: as ações. consistindo em: 1. As distribuidoras estão principalmente voltadas para as operações de varejo do mercado de capitais. no interior do prédio da Bolsa. no pregão ou perante o público. e. da Lei nº 6. As atividades básicas das sociedades distribuidoras de títulos e valores mobiliários são determinadas pela Resolução nº 76. por escrito e fundamentadamente. dependem de prévia autorização da Comissão de Valores Mobiliários. no período de lançamento e colocação da emissão. que é permitido operar nos pregões das Bolsas de Valores. do Banco Central do Brasil. debêntures. 4. outros títulos criados e emitidos pelas sociedades por ações. são negociados pelos corretores de valores. O representante da sociedade corretora. O representante da sociedade corretora. após sua aprovação. por um período de 10 (dez) dias. Somente ao representante da sociedade corretora.As Bolsas de Valores são constituídas como associações. valores mobiliários. de 22 de novembro de 1967. 2. sociedade por ações ou sociedade limitada. sob supervisão da Comissão de Valores Mobiliários. conforme disposto no artigo 2º. os chamados.2012 . Sociedades Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários As sociedades distribuidoras de títulos e valores mobiliários são constituídas sob a forma de empresas individuais. Nas Bolsas de Valores. deve obter aprovação em exame de matérias concernentes a valores mobiliários e a respectiva legislação e regulamentação. contratar com a emissora.385/76. cuja autorização para funcionamento é dada pelo Banco Central do Brasil. bônus de subscrição. 3. emissões de títulos ou valores mobiliários para revenda e intermediar a colocação de emissões no mercado. sem finalidade lucrativa. durante o qual qualquer membro da Bolsa poderá opor-se ao mesmo. subscrever isoladamente ou em consórcio. Revista Virtual Direito Brasil – Volume 6 – nº 1 . para o início de suas operações.

das ordens de compra e venda dos investidores. dotas. As entidades do mercado de balcão organizado são constituídas sob a forma de sociedade simples ou empresária. exercer outras atividades expressamente autorizadas pela Comissão de Valores Mobiliários. normas de comportamento para intermediários. desde que satisfaça às condições exigidas pelo Banco Central do Brasil. estabelecendo. Esses bancos Revista Virtual Direito Brasil – Volume 6 – nº 1 . criar mecanismos regulamentares e operacionais que possibilitem o atendimento. 6. manter sistema adequado à realização de compra e venda de valores mobiliários. São objetivos do mercado de balcão organizado: 1. organizar e administrar fundos e clubes de investimento. o referido sistema de todos os meios necessários à pronta e eficiente realização e visibilidade das operações. auxiliares da Comissão de Valores Mobiliários. Mercado de Balcão Organizado O mercado de balcão organizado negocia os valores mobiliários das companhias abertas que não têm registro. em 1996. 7. por meio da Instrução da Comissão de Valores Mobiliários nº 243. permanentemente. estabelecer sistemas de negociação que propiciem continuidade de preços e liquidez do mercado. pelos intermediários e participantes. sendo que. instituir. amplitude e detalhes. 3. fiscalizando e aplicando penalidades aos infratores. Bancos Múltiplos e Bancos de Investimento Os bancos múltiplos e os bancos de investimento atuam na área de valores mobiliários como underwrites e administradores de recursos de terceiros.2012 . em mercado livre e aberto. foi disciplinado o funcionamento do mercado de balcão organizado.4. operar também no mercado aberto open market. preservar elevados padrões éticos de negociação. 5. 5. 5. 4. sendo consideradas órgãos-reguladores. para esse fim. participantes e companhias. 2. divulgar as operações realizadas com rapidez. 6. efetuar o registro das operações. 8. devendo fiscalizar seus respectivos participantes e as operações nelas realizadas.

de emissão ou coobrigação de instituição financeira. 7. cuja atividade é administrar recursos de terceiros. A atividade dos administradores de carteiras foi inicialmente disciplinada pela Instrução da Comissão de Valores Mobiliários nº 82/1988 e esta. outras atividades autorizadas expressamente pelo Banco Central do Brasil e pela Comissão de Valores Mobiliários. administrados por terceiros ou não. sociedades corretoras e sociedades distribuidoras. 9. Investidores Institucionais Os investidores institucionais são aplicações coletivas de poupança voluntária ou compulsória. 8.poderão coordenar. as instituições financeiras devem segregar a administração de recursos de terceiros das demais atividades da instituição.2012 . pois garantem fluxo de recursos razoavelmente constante e parte deles tem objetivos de longo prazo. colocação ou venda de títulos e valores mobiliários registrados na Comissão de Valores Mobiliários. Conforme Resolução do Conselho Monetário Nacional nº 2. Administradores de Carteiras Os administradores de carteiras são pessoas físicas ou jurídicas. Para efeito da Lei nº 4. Os investidores institucionais são figuras de grande importância para o mercado de valores mobiliários. posteriormente disciplinada pela Instrução nº 306/1999. 2. e seguindo tendência internacional. colocação de cotas de fundos de investimento. Agentes Autônomos de Investimento Os agentes autônomos de investimento são pessoas físicas credenciadas por bancos de investimento. constituindo divisão com diretoria própria ou contratando administradora de recursos independente. Revista Virtual Direito Brasil – Volume 6 – nº 1 . os agentes autônomos de investimento equiparam-se às instituições financeiras.451/1997 e Instrução da Comissão de Valores Mobiliários nº 306/1999. credenciadas junto a Comissão de Valores Mobiliários. liderar e participar de emissões no mercado primário e administrar carteiras no mercado secundário. para desempenhar. sociedades de crédito. exclusivamente por conta e ordem das sociedades credenciadas. 3.595-65. sociedades de crédito imobiliário. as seguintes atividades: 1. o que confere certa estabilidade ao sistema. financiamento e investimento.

no sentido de encaminhar esses investidores aos fundos e clubes.680 de 2000. Com relação à pessoa jurídica não financeira. 11.2012 . substituindo outras modalidades de investimento estrangeiro de portofólio anteriormente existentes. em vigor a partir de 31 de março de 2000. 4. sua atuação direta no mercado pode ter objetivos especiais. b) comprar ações de outras empresas. Investidores Pessoas Físicas e Jurídicas não Financeiras Os investidores pessoas físicas e jurídicas não financeiras são aqueles investidores que aplicam suas poupanças ou disponibilidades diretamente em valores mobiliários. tais como: a) comprar e vender ações de sua própria emissão. e pela implantação do pregão noturno independente After Market-Bovespa. 3. 2. para conferir liquidez às mesmas e sustentar seu preço. dentro dos limites estabelecidos pela regulamentação. aos ganhos de escala obtidos pelos investidores institucionais e à própria política do governo e das instituições financeiras. ou por estratégia financeira corporativa. fundos de aposentadoria programa individual – FAPI e planos geradores de benefícios livres – PGBL. entidades de previdência privada fechadas e entidades de previdência privada abertas. A presença direta dos investidores de varejo no mercado de capitais se deu na década de 80 e 90. sendo chamados genericamente de investidores de varejo. 10. Revista Virtual Direito Brasil – Volume 6 – nº 1 . também chamadas de fundos de pensão. Investidores Estrangeiros A participação dos investidores estrangeiros no mercado de capitais brasileiro dá-se por meio dos mecanismos da Resolução nº 2. cuja opção era nos investimentos por meio de fundos e clubes de negócios. A partir de 1999. sociedades seguradoras e de capitalização. que permite operações via internet. atraído pelas facilidades proporcionadas pelo serviço home broker-Bovespa. para fins de investimento ou ainda participar de sua administração. fundos mútuos de investimento. Isso ocorreu em virtude da crescente complexidade dos mercados. o investidor pessoa física voltou a interessas-se pela autuação direta no mercado acionário.Os principais investidores institucionais são: 1.

Anexos III (Carteira de Investimento – Capital Estrangeiro) e V (Programas Internacionais de Recibos e Depósitos – Depositary Receipts). os investidores emitem ordem para suas corretoras para venda dessas ações nas bolsas.689 de 2000.289 de 1987. Posteriormente. ações que são colocadas no mercado pelos bancos múltiplos e de investimentos. _____________ Studi in tema di società. no caso. Giuffrè. Referências Bibliográficas ASCARELLI. a companhia aberta lança valores mobiliários. de varejo e estrangeiros. Bookseller. Mercado Primário e Mercado Secundário No mercado primário. Corso de Diritto Commercialle – Introduzione e teoria dell´impresa. quanto investidores individuais. Além do disposto na Resolução nº 2. _____________ Panorama do direito comercial. São Paulo. _____________Problemas das sociedades anônimas e direito comparado. 3. Essas duas modalidades de aplicação são constituídas no exterior.As principais características da referida Resolução são: 1. É possível migrar de investimentos em bolsa para a renda fixa. corretoras e distribuidoras. para fazer aplicações no país.2012 . podem investir no Brasil tanto investidores institucionais. Nesse momento. 1952. 12. 1962. Saraiva. Campinas. termina o mercado primário e começa o mercado secundário. os investidores não residentes podem investir nos mesmos produtos disponíveis para os aplicadores locais. o investidor não residente precisa nomear um representante. a tributação do investimento do não residente depende da regulamentação tributária do país de procedência dos recursos. existe a possibilidade do investidor estrangeiro aplicar por meio das modalidades previstas pela Resolução do Conselho Monetário Nacional nº 1. 2001. Revista Virtual Direito Brasil – Volume 6 – nº 1 . que ficará responsável pela prestação de informações e registros junto ao Banco Central e Comissão de Valores Mobiliários. Esses investidores podem aplicar também em fundos de investimento em títulos e valores mobiliários e fundos de renda fixa. Milã. Não há restrições para aplicações em derivativos ou renda fixa. junto aos investidores institucionais. 2. Túllio. quando julgarem oportuno. 1947. Milão. Giuffrè. 4.

Direito comercial. Freitas Bastos. Curso avançado de direito comercial. Revista dos Tribunais.A. Atlas. FRANCO. Pupo. Waldírio. BORBA. Marcelo Marco e RIBEIRO. 1983. 1998. Aloysio Álvares. São Paulo. da. Forense. Paris. Saraiva. BRASIL. Saraiva. Curso de direito comercial. Dalloz. Direito societário. Comentários à lei de sociedades anônimas. COELHO. Martins Fontes. 1996. São Paulo: Saraiva. Yves Chaput. 1962. Rachel. Miguel J. 2002 e 2008. 1980. Sociedades comercias. São Paulo. FERREIRA. 2001. Anotações às companhias.BERTOLDI. Tratado de direito comercial. DAVID. Ediforum. Grande enciclopédia larrouse cultural. René. West Group. Code de commerce. Revista dos Tribunais. Manual de direito comercial. A. CRUZ. São Paulo. V. Compêndio de direito comercial. 1997. Vera Helena de Mello e SZTAJN. CORREIA. CORREIA. Lições de direito comercial. São Paulo. Summers. Rio de Janeiro. BORBA. 2000. 1972. 1994. Coimbra. ESTRELA. St. BULGARELLI. Milano. Uniform commercial code. ESTADOS UNIDOS. Márcia Carla Pereira. FRANÇA. Waldemar. 2005. _____________ Questões de direito societário. Rio de Janeiro. Curso de direito comercial. São Paulo. José Edwaldo Tavares. Paul. 1977. Os grandes sistemas do direito contemporâneo. 1994. 1975. 1996. 1999. Revista Virtual Direito Brasil – Volume 6 – nº 1 . Francisco da Silva.2012 . Universidade de Coimbra. Curso de direito comercial terrestre. 1955. 2006. Dicionário gramatical de verbos.16. São Paulo. Max Limonad. São Paulo. 1973. 1998. Minn. Revista dos Tribunais. Modesto. Lisboa.2. James J. ______________ Instituições de direito comercial. COSTA. São Paulo. MESSINEO. 1991. Giuffrè. Ferrer. Fábio Ulhoa. Unesp. _____________ Manual das sociedades anônimas. White e Robert S. CARVALHOSA. José Konfino. vol. Antonio. São Paulo: Nova Cultura. CICU. Trattado di diritto civile e commercialle. Francesco. BORGES. Atlas. Philomeno J. São Paulo: Revista dos Tribunais. Rio de Janeiro. São Paulo. João Eunápio. São Paulo. Hernani. São Paulo: Revista dos Tribunais.

O conselho de administração na sociedade anônima. Turim. NEGRÃO. São Paulo. 2000. 1925. Manual de direito comercial e de empresa. PONTES DE MIRANDA. Paris. casa Editrice Dottor Francesco Villardi. Milano. Paulo Fernando Campos Salles de. Moderno dicionário da língua portuguesa. Società. 2009. 1971. Traité de droit commercial. 1972. 2003. Revista Virtual Direito Brasil – Volume 6 – nº 1 . PÉDAMON. Michel. Ricardo. Campinas. Cesare. Borsoi. Curso de direito comercial. LGDJ. Corso di diritto commerciale. 2000. 2003 e 2008. 1999. Dalloz. 1997. SILVA. RIPERT. José Xavier carvalho de. Lê società di persone. Saraiva. Milão. Editore Ulrico Hoepli. Saraiva. Milano. Luigi Franchi. 1925. René. São Paulo. Trattado di diritto civile e commerciale. Rio de Janeiro: Forense. Vocabulário jurídico. São Paulo. Francesco. Paris. Tratado de direito privado. Georges e Roblot. MENDONÇA. VIVANTE. 1996. SABATO. Rubens. São Paulo. REQUIÃO. Atlas. Fran. Franco Di. UTET. Boolseller. Códice civile: 1994. Giuffrè. Droit Commercial. Milão. Rio de Janeiro. Francisco Cavalcanti. Tratado de direito comercial brasileiro. De Plácido e. 2007. Curso de direito comercial. casa Editrice Dottor Francesco Villardi. Melhoramentos. _____________ Trattato di diritto commerciale. ITÁLIA. Codici e leggi d´italia.2012 . Rio de Janeiro: Forense. MARTINS. Virgilio Feroci e Santo Ferrari. TOLEDO. 1994.GALGANO. MICHAELIS.