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CPM - Programa de Certificação de Pessoal de Manutenção

Mecânica Processos de Fabricação

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Processos de Fabricação

© SENAI/ES, 1999

Este material didático foi preparado pelos técnicos do Centro de Educação Profissional Jerônimo Monteiro.

Coordenação Geral

Paulo Sérgio Teles Braga

Elaboração

Revisão

Editoração

Núcleo de Comunicação Empresarial

SENAI – Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial Av. Nossa Senhora da Penha, 2053, Ed. Guilherme Varejão, Santa Lúcia - Vitória/ES CEP 29045-401 - Caixa Postal 5128 Telefax: (027) 334-5600

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Sumário
TORNO.................................................................................................................................................... 4 INTRODUÇÃO .......................................................................................................................................... 4 TORNEAMENTO ...................................................................................................................................... 4 A MÁQUINA DE TORNEAR ......................................................................................................................... 6 PRENDENDO A PEÇA ............................................................................................................................... 8 TORNEAMENTO PRIMEIRA FAMÍLIADE OPERAÇÕES ..................................................................................... 9 SEGURANÇA EM PRIMEIRO LUGAR ............................................................................................................ 10 FRESSAGEM ........................................................................................................................................ 14 INTRODUÇÃO ........................................................................................................................................ 14 O QUE É FRESSAGEM ............................................................................................................................ 14 FRESADORA ......................................................................................................................................... 15 FRESAS ............................................................................................................................................... 18 ESCOLHENDO A FRESA.......................................................................................................................... 18 FRESAS DE PERFIL CONSTANTE ............................................................................................................. 20 FRESAS PLANAS ................................................................................................................................... 21 FRESAS ANGULARES ............................................................................................................................. 21 FRESAS PARA RASGOS .......................................................................................................................... 21 FRESAS DE DENTES POSTIÇOS............................................................................................................... 22 FRESAS PARA DESBASTES ..................................................................................................................... 22 PLAINA ................................................................................................................................................. 24 INTRODUÇÃO ........................................................................................................................................ 24 O QUE É PLAINAMENTO ......................................................................................................................... 24 EQUIPAMENTOS NECESSÁRIOS .............................................................................................................. 25 ETAPAS DO APLAINAMENTO ................................................................................................................... 28 FURAÇÃO............................................................................................................................................. 33 INTRODUÇÃO ........................................................................................................................................ 33 BROCAS............................................................................................................................................... 34 TIPOS DE BROCAS................................................................................................................................. 36 BROCAS ESPECIAIS ............................................................................................................................... 38 ESCAREADORES E REBAIXADORES ......................................................................................................... 39 RODA, RODA, GIRA ............................................................................................................................... 41 FURADEIRAS ........................................................................................................................................ 41 ACESSÓRIOS DAS FURADEIRAS .............................................................................................................. 45 OPERAÇÕES NA FURADEIRA E ETAPAS .................................................................................................... 46

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Torno
Introdução Quando estudamos à história do homem, percebemos facilmente que os princípios de todos os processos de fabricação são muito antigos. Eles são aplicados desde que o homem começou à fabricar suas ferramentas e utensílios, por mais rudimentares que eles fossem. Um bom exemplo é o conjunto de operações que começamos à estudar nesta aula. Ele se baseia em um principio de fabricação dos mais antigos que existe, usado pelo homem desde à mais remota antigüidade, quando servia para à fabricação de vasilhas de cerâmica. Esse principio serve-se da rotação da peça sobre seu próprio eixo para à produção de superfícies cilíndricas ou cônicas. Apesar de muito antigo, pode-se dizer que ele só foi efetivamente usado para o trabalho de metais no começo deste século. À partir de então, tornou-se um dos processos mais completos de fabricação mecânica, uma vez que permite conseguir à maioria dos perfis cilíndricos e cônicos necessários aos produtos da indústria mecânica. Para descobrir que operações são essas, estude esta aula e as próximas com bastante atenção. Torneamento O processo que se baseia no movimento da peça em torno de seu próprio eixo chama-se torneamento. O torneamento é uma operação de usinagem que permite trabalhar peças cilíndricas movidas por um movimento uniforme de rotação em torno de um eixo fixo. O torneamento, como todos os demais trabalhos executados com máquinas-ferramenta, acontece mediante à retirada progressiva do cavaco da peça à ser trabalhada. O cavaco é cortado por uma ferramenta de um só gume cortante, que deve ter uma dureza superior à do material à ser cortado. No torneamento, a ferramenta penetra na peça, cujo movimento rotativo uniforme ao redor do eixo A permite o corte contínuo e regular do material. A força necessária para retirar o cavaco é feita sobre a peça, enquanto à ferramenta, firmemente presa ao porta-ferramenta, contrabalança à reação desta força.

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Movimento de corte: é o movimento principal que permite cortar o material. também é possível furar. O movimento é rotativo e realizado pela peça. d) Perfilar superfícies.Espírito Santo _________________________________________________________________________________________________ Para executar o torneamento. Elas são: 1. 3. _________________________________________________________________________________________________ Parceria SENAI / CST 7 . mediante o uso de acessórios próprios para à máquina-ferramenta. Variando os movimentos. 2. c) Roscar superfícies externas e internas. são necessários três movimentos relativos entre à peça e à ferramenta. é possível realizar uma grande variedade de operações: a) Tornear superfícies cilíndricas externas e internas. Movimento de avanço: é o movimento que desloca à ferramenta ao longo da superfície da peça. Além dessas operações. alargar. recartilhar. roscar com machos ou cossinetes. b) Tornear superfícies cônicas externas e internas. Movimento de penetração: é o movimento que determina profundidade de corte ao empurrar a ferramenta em direção ao interior da peça e assim regular à profundidade do passe e a espessura do cavaco. a posição e o formato da ferramenta.

pode executar operações que _________________________________________________________________________________________________ Parceria SENAI / CST 8 . movimento lateral. D) movimento linear.movimento da peça perpendicular ao eixo.Espírito Santo _________________________________________________________________________________________________ A figura abaixo ilustra o perfil de algumas ferramentas usadas no torneamento e suas respectivas aplicações. A operação de usinagem que permite trabalhar peças por meio de um movimento de rotação em torno de um eixo é chamada de: A) fresagem B) furação C) torneamento D) alargamento 2. Exercício 1 Assinale à alternativa correta. 3. É uma máquina ferramenta muito versátil porque. movimento retilíneo que desloca à ferramenta ao longo da superfície da peça 4. Permite cortar o material A máquina de tornear A máquina que faz o torneamento é chamada de torno. C) movimento de corte. . além. movimento de penetração. movimento de corte. . das operações de torneamento.movimento rotativo realizado pela peça. movimento de penetração. movimento radial. B) movimento de avanço. movimento de avanço. movimento que determina à profundidade do corte. 2. Exercício 2 Faça corresponder os itens da coluna A (denominação) com os da coluna B (descrição do movimento). 1. Os movimentos relativos entre a peça e a ferramenta durante o torneamento são: A) movimento de corte. movimento de corte. como já vimos. movimento de avanço. Coluna A a) ( ) movimento de corte b) ( ) movimento de avanço c) ( ) movimento de penetração Coluna B 1.

fusos. 4. a fresadora e a retificadora. carro transversal. Comandos dos movimentos e das velocidades: manivelas e alavancas. é possível entender o funcionamento de todos os outros. são compostos das seguintes partes: 1. todos os tornos. vara etc. Assim. inversores de marcha. Corpo da máquina: barramento.Espírito Santo _________________________________________________________________________________________________ normalmente são feitas por outras máquinas como a furadeira. polia. cabeçote fixo e móvel. basicamente. O torno mais simples que existe é o torno universal. _________________________________________________________________________________________________ Parceria SENAI / CST 9 . 2. carro porta ferramenta. carro principal ou longitudinal e da peça: placas. engrenagens. 5. caixas de mudança de velocidade. cabeçote móvel. 3. Sistemas de fixação da ferramenta: torre. Esse torno possui eixo e barramento horizontais e tem capacidade de realizar todas as operações que já citamos. com adaptações relativamente simples. Sistema de transmissão de movimento do eixo: motor. Estudando seu funcionamento. caixa de câmbio. respeitando-se suas variações de dispositivos ou dimensões exigidas em cada caso. redutores. Sistema de deslocamento da ferramenta e de movimentação da peça em diferentes velocidades: engrenagens. por mais sofisticados que sejam.

automáticos. barramentos e demais partes da máquina conforme as orientações do fabricante. O que diferencia um dos outros é a capacidade de produção. _________________________________________________________________________________________________ Parceria SENAI / CST 10 . copiadores. é necessário que tanto a peça quanto a ferramenta estejam devidamente fixadas. por computador etc. utiliza-se a parte raiada externa das castanhas. 3.Espírito Santo _________________________________________________________________________________________________ Essas partes componentes são comuns a todos os tornos. as castanhas normais são substituídas por castanhas invertidas. de formato cilíndrico ou hexagonal regular. a fixação é feita por meio da parte raiada interna das castanhas voltada para o eixo da placa universal. Para peças cilíndricas maciças como eixos. 2. por exemplo. se é automático ou não. Quando as peças a serem torneadas são de pequenas dimensões. as castanhas podem ser usadas de diferentes formas 1. À peça é presa por meio de três castanhas. por comando numérico ou por comando numérico computadorizado. Nesse grupo se enquadram os tornos revólver. Prendendo à peça Para realizar o torneamento. deve-se proceder à lubrificação das guias. Com isso. apertadas simultaneamente com auxílio de uma chave. Para peças em forma de disco. Cada castanha apresenta uma superfície raiada que melhora a capacidade de fixação da castanha em relação à peça. hidráulico. Para peças com formato de anel. o tipo de comando: manual. pois necessitará apenas de manutenções preventivas e não corretivas. eletrônico. à vida útil da máquina é prolongada. De acordo com os tipos peças à serem fixadas. elas são presas por meio de um acessório chamado de placa universal de três castanhas. Antes de iniciar qualquer trabalho de torneamento.

............................ A primeira operação do torneamento é..... Peças com formato de anel..... a) O corpo de um torno mecânico é composto de.......................................... 3.... a) Cite operações que podem ser feitas com um torno e que são normalmente executadas por outras máquinas...........Espírito Santo _________________________________________________________________________________________________ Exercício 3 Responda. de modo que se obtenha uma face de referência para as medidas que derivam dessa face............................. pois............... e carro....... inversores de marchas... a polia...e das............. passar pelo corte... continuar na laminação.................... Essa operação se chama facear...................... engrenagens e redutores são componentes do. b) Como se utiliza a placa universal de três castanhas para a fixação de: 1................e..... d) O sistema de fixação da ferramenta compõe-se de: torre......... carro...................................... a caixa de câmbio............. fazer no material uma superfície plana perpendicular ao eixo do torno... e) O sistema de fixação da peça é composto de .................................... Por isso................. Peças cilíndricas (eixos) maciças............. certamente ele terá passado por uma operação anterior de corte................................... fusos e vara fazem parte do.... Torneamento: primeira família de operações A produção de peça na indústria mecânica é feita em várias etapas............. Ela pode começar na fundição................................... b) O motor................................ 2.... f) As manivelas e alavancas são os comandos dos............ Quando se prepara material para torneamento......... carro................ _________________________________________________________________________________________________ Parceria SENAI / CST 11 .. Peças maciças em forma de disco.... fixo e móvel e.... Exercício 4 Complete as lacunas das afirmativas a seguir............................................ Temos que prever sobremetal suficiente para as operações que virão depois....... c) As engrenagens..................................... pela furação.............. as medidas de uma barra cortada nunca têm a exatidão e a qualidade de acabamento da peça pronta................

2mm. sapatos e roupas apropriados. É possível também facear partindo da periferia da peça para seu centro. Deve-se também observar que a ferramenta deve ficar em ângulo em relação à face da peça. 2. usa-se a contraponta como referência. Para isso. deixando livre a quantidade suficiente de material para ser torneado. com a máquina ligada. causando acidente. Isso deve ser repetido aumentando a profundidade de corte até que o faceamento termine. A operação de facear prevê as seguintes etapas: 1. pulseiras. se necessário. deslocamento o carro principal e fixando-o por meio da porca de aperto. semelhante à mostrada ao lado. é preciso usar uma ferramenta específica. _________________________________________________________________________________________________ Parceria SENAI / CST 12 . 6. Aproximação da ferramenta à peça. e rede para prender os cabelos. alianças. Execução do faceamento: a) A ferramenta deve tocar na parte mais saliente da face do material. 3. lembre-se sempre de usar o equipamento de proteção individual (EPI): óculos de segurança. Seleção da rotação do torno após consulta à tabela de velocidade de corte. 5. Essa operação de facear é realizada do centro para periferia da peça. o operador de máquinas não pode usar anéis. 4. Essa é a referência para zerar o anel graduado. Fixação da peça na placa universal.Espírito Santo _________________________________________________________________________________________________ Segurança em primeiro lugar Antes de iniciar qualquer operação no torno. Além disso. Todavia. avança-se a ferramenta até o centro do material e após fazê-la penetrar no material aproximadamente 0. correntes e relógios que podem ficar presos às partes móveis da máquina. O material deve estar bem centrado. Fixação da ferramenta de modo que a ponta da ferramenta fique na altura do centro do torno. b) Em seguida. desloca-se lentamente a ferramenta até a periferia da peça. Acionamento do torno.

Fixação da peça. Regulagem do torno na rotação adequada. É uma operação que consiste em dar um formato cilíndrico a um material em rotação submetido à ação de uma ferramenta de corte. do comprimento a ser torneado. c) Desligar a máquina. no material. f) Repetir quantas vezes for necessário para atingir o diâmetro desejado. 6. por exemplo. a ferramenta deve ser deslocada até o comprimento desejado e a medição deve ser feita com paquímetro. 2. Marcação. Determinação da profundidade de corte: a) Ligar o torno e aproximar e ferramenta até marcar o início do corte no material b) Deslocar a ferramenta para fora da peça c) Zerar o anel graduado e fazer a ferramenta penetrar no material a uma profundidade suficiente para remover a casca do material. como um eixo. consultando a tabela específica. 5. Essa operação é uma das mais executadas no torno e tem a finalidade de produzir eixos e buchas ou preparar material para outras operações. _________________________________________________________________________________________________ Parceria SENAI / CST 13 . 4. e a centralizando bem o material. Com elas. Montagem da ferramenta no porta-ferramentas com os mesmos cuidados tomados na operação de facear. e) Tornear completando o passe até o comprimento determinado pela marca. Observação: Deve-se usar fluido de corte onde for necessário. 3. Para isso. Execução do torneamento: a) Fazer um rebaixo inicial. pode-se executar o torneamento de superfície cilíndrica externa. Sua execução tem as seguintes etapas: 1. A marcação é feita acionando o torno e fazendo um risco de referência. que é muito semelhante à operação anterior.Espírito Santo _________________________________________________________________________________________________ Depois do faceamento. d) Verificar o diâmetro obtido no rebaixo. As operações que estudamos nesta aula são as mais básicas no torneamento. você já pode obter peças cilíndricas com as faces planas. Essa peça permite que você execute todas as outras operações de torneamento que existem. deixando livre um comprimento maior do que a parte que será torneada. b) Deslocar a ferramenta para fora da peça.

Antes de terminar. Exercício 5 Responda às seguintes perguntas. a) Como se toma referências para zerar o anel graduado? b) Do que consiste a operação de torneamento de superfície cilíndrica externa? c) Para que serve a operação de facear? Exercício 6 Ordene. e. ( ) Fixação da peça. d. ( ) Montagem da ferramenta no porta-ferramentas. a. _________________________________________________________________________________________________ Parceria SENAI / CST 14 . a seqüência correta de etapas do torneamento cilíndrico externo. c. ( ) Marcação do comprimento a ser torneado. ( ) Regulagem da rotação adequada do torno. numerando de 1 a 6. ( ) Execução do torneamento do diâmetro externo.Espírito Santo _________________________________________________________________________________________________ Nas próximas aulas continuaremos com esse assunto. f. é importante lembrar que um bom profissional cuida bem de sua máquina e mantém seu local de trabalho sempre limpo e organizado. b. ( ) Determinação da profundidade de corte.

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Na fresagem. O que é fresagem A fresagem é um processo de usinagem mecânica. efetuados ao mesmo tempo. Um dos movimentos é o de rotação da ferramenta. onde é fixada a peça a ser usinada. Ou pode também levar a peça no mesmo sentido do movimento do dente da fresa. Veja o esquema ao lado. _________________________________________________________________________________________________ Parceria SENAI / CST 16 . a remoção do sobremetal da peça é feita pela combinação de dois movimentos. É chamado movimento discordante. O movimento de avanço pode levar a peça contra o movimento de giro de dente da fresa. A fresagem consiste na retirada do excesso de metal ou sobremetal da superfície de uma peça. Porém. Este poderia ser um fator de complicação do processo de usinagem.Espírito Santo _________________________________________________________________________________________________ Fresagem Introdução As peças a serem usinadas podem ter as mais variadas formas. é possível usinar qualquer peça e superfícies de todos os tipos e formatos. É o caso do movimento concordante. A operação de usinagem feita por meio da máquina fresadora é chamada de fresagem. Outro é o movimento da mesa da máquina. a fim de dar a esta uma forma e acabamento desejados. graças à maquina fresadora e às suas ferramentas e dispositivos especiais. a fresa. É o movimento da mesa da máquina ou movimento de avanço que leva a peça até a fresa e torna possível a operação de usinagem. feito por fresadoras e ferramentas especiais chamadas fresas.

que prejudicam o acabamento da peça e podem até quebrar o dente da fresa. a fresagem permite trabalhar superfícies planas. Veja figura abaixo. As fresadoras classificam-se em relação ao eixo-árvore em horizontal. Isto faz com que a mesa execute movimentos irregulares. basta observa o sentido de giro da fresa e fazer a peça avançar contra o dente da ferramenta. vertical e universal. aplainar. limar. a folga é empurrada pelo dente da fresa no mesmo sentido de deslocamento da mesa. _________________________________________________________________________________________________ Parceria SENAI / CST 17 . convexas. côncavas ou de perfis especiais. é melhor utilizar o movimento discordante. Fresadora As máquinas fresadoras são classificadas geralmente de acordo com a posição do seu eixo-árvore em relação à mesa de trabalho é o lugar da máquina onde se fixa a peça a ser usinada. Com o tempo e desgaste da máquina ocorre uma folga entre eles. Isto se deve ao uso da fresa. nas fresadoras dotadas de sistema de avanço com porca e parafuso. A fresadora é horizontal quando seu eixo-árvore é paralelo à mesa da máquina. O eixo-árvore é a parte da máquina onde se fixa a ferramenta. Mas tem a vantagem de ser mais rápido que o processo de tornear. que é uma ferramenta multicortante. No movimento concordante.Espírito Santo _________________________________________________________________________________________________ A maioria das fresadoras trabalha com o avanço da mesa baseado em uma porca e um parafuso. Como outros processos. Assim. Para tanto.

que trabalha com uma mesa e dois cabeçotes: o cabeçote apalpador e o de usinagem. Não pense porém que há apenas esses tipos de fresadoras! Há outras que tomaram como modelo as fresadoras horizontais e verticais. _________________________________________________________________________________________________ Parceria SENAI / CST 18 . copiando um dado modelo. O fato de a fresadora universal dispor de dois eixos permite que ela seja utilizada tanto na posição horizontal quanto na vertical. parte superior da máquina. a fresadora copiadora tem a finalidade de usinar. dizemos que se trata de uma fresadora vertical.Espírito Santo _________________________________________________________________________________________________ Se o eixo-árvore for perpendicular à mesa da máquina. Já a fresadora universal dispõe de dois eixos-árvore. um horizontal e outro vertical. mas não funcionam do mesmo modo. Como o nome diz. O eixo vertical situa-se no cabeçote. Uma delas é a fresadora copiadora. O eixo horizontal localiza-se no corpo da máquina.

para a cópia de duas ou três peças por exemplo. ( 3. ( 2. mais difíceis de serem obtidos numa fresadora copiadora. o pantógrafo permite a cópia de um modelo. d. Como a fresadora copiadora.Espírito Santo _________________________________________________________________________________________________ Outro tipo de fresadora é a fresadora pantográfica ou o pantógrafo. Exercício 2 Faça corresponder corretamente as fresadoras (coluna A) quanto à posição dos eixos-árvore (coluna B). a transmissão do movimento é coordenada manualmente pelo operador. No pantógrafo. Isso permite trabalhar detalhes como canais e pequenos raios. A escolha do material depende do número de peças a ser copiado. Exercício 1 Assinale com X a alternativa correta. ( ) ) ) ) ) Horizontal Universal Angular. eles podem ser confeccionados em material metálico. ( ) sua estrutura. ( ) a posição do eixo-árvore em relação à mesa. peso e tipo de eixo-árvore. As fresadoras são geralmente classificadas de acordo com: a. ( ) a posição do eixo-árvore em relação ao cabeçote. c. Caso o modelo seja utilizado poucas vezes. ( ) a posição da base em relação ao eixo-árvore. ( 4. Coluna A 1. modelos em aço são recomendáveis para um número elevado de cópias. ( 5. b. como o aço e o alumínio. Devido à sua resistência. universal Vertical Plana Vertical Coluna B a) Horizontal e vertical b) Paralelo à mesa da máquina c) Perpendicular à mesa da máquina _________________________________________________________________________________________________ Parceria SENAI / CST 19 . Quanto aos modelos. recomenda-se o uso da resina. ou ainda em resina. Há também a fresadora CNC e as geradoras de engrenagens.

Isto significa que quanto maior for a abertura do ângulo ß. Recordar é aprender São ângulos da cunha de corte o ângulo de saída (γ).Espírito Santo _________________________________________________________________________________________________ Fresas A fresa é dotada de facas ou dentes multicortantes. Ao escolher uma fresa. maior vida útil da ferramenta. uma vantagem sobre outras ferramentas: quando os dentes não estão cortando. Os materiais são mais ou menos resistentes. Com isto. Veja figuras a seguir. Estes por sua vez formam a cunha de corte. Inversamente. você deve saber que os dentes da fresa formam ângulos. deve-se levar em conta se ela é resistente ao material que será usinado. Escolhendo a fresa Então como escolher a ferramenta adequada? Para começar. Pois bem. menos resistente a fresa será. é possível classificar a fresa em: tipos W. quanto menor for a abertura do ângulo ß. Isto contribui para um menor desgaste da ferramenta. Isto lhe confere. Ela está relacionada principalmente com o tipo de material a ser usinado. eles estão se refrigerando. A escolha da ferramenta é uma das etapas mais importantes da fresagem. de cunha (ß) e de folga (α). _________________________________________________________________________________________________ Parceria SENAI / CST 20 . Fique por dentro Quanto menor o desgaste. Assim. N e H. são os ângulos ß dos dentes da fresa que dão a esta maior ou menor resistência à quebra. mais resistente será a fresa. uma fresa adequada à usinagem de um material pode não servir para a usinagem de outro.

em cada um deles. Supunha que você deve usinar uma peça de aço. A fresa tipo N (ß = 73°) é mais resistente que a fresa tipo W e por isso recomendada para usinar materiais de média dureza. N e H. Por isso ela é recomendada para a usinagem de materiais não ferrosos de baixa dureza como o alumínio. A resposta tem a ver com a dureza do material a ser usinado. Portanto. é menos resistente. A fresa tipo W. Ainda quanto às fresas tipo W. é recomendada para usinar materiais duros e quebradiços como o aço de maior resistência que os interiores. Pois bem. Viu como é importante estar ligado nos ângulos? Eles permitem classificar as fresas de acordo com o tipo de material a ser usinado. Isto acarreta o desgaste dos dentes e pode ainda gerar um mau acabamento da peça. como o aço com até 700N /mm2 de resistência à tração. sendo porém o valor do ângulo de cunha sempre crescente. você deve estar se perguntando porque uma tem mais dentes que outra. Fique por dentro Um dos problemas em usinar materiais moles com fresa com muitos dentes é que o cavaco fica preso entre os dentes e estes não são refrigerados adequadamente. Já maior volume por dente pode ser retirado de materiais mais moles. menos cavaco será produzido por dente e menos espaço para a saída será necessário. Neste caso. por ter uma abertura de ângulo de cunha menor (ß = 57°). como o alumínio. a fresa tipo H (ß = 81°) é mais resistente que a fresa W e a fresa N. mais espaço será necessário para a saída de cavaco. a partir desta observação e de acordo com o material a ser usinado. _________________________________________________________________________________________________ Parceria SENAI / CST 21 . a abertura dos ângulos sofre variações. Portanto.Espírito Santo _________________________________________________________________________________________________ Percebeu que a soma dos ângulos a. Finalmente. o bronze e plásticos. Por ser mais duro que outros materiais. ß e y em cada um dos tipos de fresa é sempre igual a 90°? Então você deve ter percebido também que. você já pode escolher a fresa adequada ao seu trabalho. menor volume dele será cortado por dente da fresa.

..... c...... a.... ( ) multicortantes. componente........ variados.. ( ) temperatura..... material.. multicortantes.. de dentes..... ( ) dotadas........ a ser usinado... variados.......... O que confere à fresa uma vantagem sobre outras ferramentas é o fato de serem.. Fresas de perfil constante São fresas utilizadas para abrir canais. estudando os diversos tipos de fresas e suas aplicações...Espírito Santo _________________________________________________________________________________________________ Exercício 3 Assinale com X a alternativa que completa corretamente as questões abaixo......... _________________________________________________________________________________________________ Parceria SENAI / CST 22 .. ( ) ferramenta. está relacionada principalmente com o tipo de ........ c. É o que vamos ver agora.. superfícies côncavas e convexas ou gerar engrenagens entre outras operações. Exercício 4 A escolha da . a............... b. ( ) máquina..... material. Veja alguns tipos dessa fresas e suas aplicações.............. ( ) flexíveis....... Outra preocupação deve ser quanto à aplicação que você vai dar à fresa... b..

veja a seguir. como as das mesas das fresadoras e furadeiras. ranhuras retas ou em perfil T. abrir rasgos e canais. Fresas para rasgos As fresas para rasgos são utilizadas para fazer rasgos de chavetas.Espírito Santo _________________________________________________________________________________________________ Fresas planas Trata-se de fresas utilizadas para usinar superfícies planas. _________________________________________________________________________________________________ Parceria SENAI / CST 23 . fresas planas em trabalho e suas aplicações. como rasgos prismáticos e encaixes do tipo rabo-deandorinha. Fresas angulares Estas são fresas utilizadas para a usinagem de perfis em ângulos.

e podem ser substituídas facilmente. servem para a usinagem pesada. _________________________________________________________________________________________________ Parceria SENAI / CST 24 .Espírito Santo _________________________________________________________________________________________________ Fresas de dentes postiços São também chamadas de cabeçote de fresamento. Em outras palavras. pinos ou garras. Fresas para desbaste Estas são fresas utilizadas para o desbaste de grande quantidade de material de uma peça. Esses dentes são pastilhas de metal duro. Esta propriedade de desbastar grande quantidade de material é devida ao seccionamento dos dentes. Veja figuras abaixo. Trata-se de uma ferramenta com dentes postiços. fixadas por parafusos.

d) Qual a principal vantagem das fresas de dentes postiços. bronze e plásticos 3. ( ) H c.) Quanto maior o número de dentes maior a refrigeração dos dentes.. ( ) W Coluna B Tipos de fresa ângulo de cunha ß = 81° ß = 57° ß = 73° ß = 73° ß = 81° ß = 57° ß = 73° ß = 81° ß = 57° 2. menor deve ser o número de dentes da fresa.) Quanto mais mole o material. assinalando W. ( ) W c. engrenagens e rasgos? c) Que tipo de fresa é recomendado para remover grande quantidade de sobremetal.. ( ) N a. e) Que fresa é utilizada para abrir rasgos de chavetas. o acabamento da superfície usinada é melhorada. c) (.. _________________________________________________________________________________________________ Parceria SENAI / CST 25 .Espírito Santo _________________________________________________________________________________________________ Exercício 5 Responda às seguintes questões: a) Qual a primeira preocupação que você deve ter ao escolher uma fresa em relação ao material a ser usinado? b) Qual o tipo de fresa adequado para gerar superfícies côncavas e convexas. b) (..) Usinando material mole com fresas para trabalhar material mais duro.) Quanto mais duro o material a ser usinado. Alumínio. Materiais duros e quebradiços Exercício 7 Marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.. a) (. ( ) H b. Exercício 6 Faça corresponder o material (coluna A) com o tipo de fresa e o ângulo de cunha. ( ) H b. N ou H na coluna B. d) (. ( ) N b.. Coluna A material a ser usinado 1. maior deve ser o número de dentes. ( ) N c. ranhuras retas e preparar rasgos em T.. como os das mesas de máquinas. ( ) W a.. Aço de média dureza como o aço de até 700 N / mm2 a.

No mundo da mecânica. mas que seriam uma verdadeira "missão impossível" se não houvesse a ajuda de uma máquina. Basta uma máquina que realiza um grupo de operações chamado de aplainamento. vertical ou inclinada. existem tarefas que devem ser realizadas. tal seria a quantidade de material a ser retirado. Por isso. Assim. Aplainamento é uma operação de usinagem feita com máquinas chamadas plainas e que consiste em obter superfícies planas. As operações de aplainamento são realizadas com o emprego de ferramentas que têm apenas uma aresta cortante que retira o sobremetal com movimento linear. mesmo operações tão simples como limar podem ser executadas mecanicamente. pode ser necessário o uso de outras máquinas para a realização posterior _________________________________________________________________________________________________ Parceria SENAI / CST 26 . O que é aplainamento? Para "limar" aquela carcaça de motor de navio não é necessário gastar esforço físico. e dependendo do tipo de peça que está sendo fabricada.Espírito Santo _________________________________________________________________________________________________ Plaina Introdução Você já pensou se tivesse que limar manualmente uma carcaça de um motor de navio? Provavelmente você começaria a tarefa e seus netos a terminariam. O aplainamento é uma operação de desbaste. em posição horizontal.

Como pode ser visto na ilustração.Espírito Santo _________________________________________________________________________________________________ de operações de acabamento que dão maior exatidão às medidas. lsso significa que o ciclo completo divide-se em duas partes: em uma (avanço da ferramenta) realiza-se o corte. por exemplo. esse processo é mais lento do que o fresamento. um cabeçote móvel ou torpedo (3) que se movimenta com velocidades variadas. mais fáceis de afiar e com montagem mais rápida. Nas operações de aplainamento. por sua vez. Equipamentos necessários As operações de aplainamento são sempre realizadas com máquinas. bases. que corta continuamente. Assim. o aplainamento usa ferramentas de corte com uma só aresta cortante que são mais baratas. Por outro lado. guias e barramentos de máquinas. b) Plaina de mesa. O aplainamento apresenta grandes vantagens na usinagem de réguas. e a _________________________________________________________________________________________________ Parceria SENAI / CST 27 . O curso de retorno da ferramenta é um tempo perdido. A plaina limadora apresenta movimento retilíneo alternativo (vaivém ) que move a ferramenta sobre a superfície plana da peça retirando o material. porque passada da ferramenta é capaz de retirar material em toda a superfície da peça. mais econômico que outras operações de usinagem que usam ferramentas multicortantes. um cabeçote da espera (4) que pode ter sua altura ajustada e ao qual está preso o portaferramenta (5). uma base (2). em regra geral. que. na outra (recuo da ferramenta). é um tempo perdido. Elas são de dois tipos: a) Plaina limadora. não há trabalho. o corte é feito em um único sentido. pode ser: vertical ou horizontal. Isso significa que o aplainamento é. ou seja. essa máquina se compõe essencialmente de um corpo (1).

_________________________________________________________________________________________________ Parceria SENAI / CST 28 .Espírito Santo _________________________________________________________________________________________________ mesa (6) com movimentos de avanço e ajuste e na qual a peça é fixada.

cantoneiras e calços. coluna (2). Quanto às operações. faz um movimento transversal correspondente ao passo do avanço. O item de número 5 mostra onde a peça é posicionada. _________________________________________________________________________________________________ Parceria SENAI / CST 29 . O curso máximo da plaina limadora fica em torno de 600 mm. rebaixos. A plaina de mesa executa os mesmos trabalhos que as plainas Iimadoras podendo também ser adaptada até para fresamento e retificação.Espírito Santo _________________________________________________________________________________________________ Na plaina limadora é a ferramenta que faz o curso do corte e a peça tem apenas pequenos avanços transversais. chanfros. ela só pode ser usada para usinar peças de tamanho médio ou pequeno. Quando a peça é pequena. Por esse motivo. é a peça que faz o movimento de vaivém. As peças maiores são presas diretamente sobre a mesa por meio de grampos. Isso é possível porque o conjunto no qual está o porta-ferramenta pode girar e ser travado em qualquer ângulo. Como a ferramenta exerce uma forte pressão sobre a peça. A ferramenta. a plaina de mesa é formada por corpo (1). na plaina de mesa. Para o aplainamento de superfícies internas de furos (rasgos de chavetas) em perfis variados. A diferença entre as duas é que. ponte (3). como uma régua de ajuste. cabeçotes porta-ferramentas (4) e mesa (6). Esse deslocamento é chamado de passo do avanço. rasgos. esta deve estar bem presa à mesa da máquina. usa-se a plaina limadora vertical. ela é presa por meio de uma morsa e com o auxilio de cunhas e calços. faceamento de topo em peças de grande comprimento. por sua vez. Como se pode ver pela figura. a plaina limadora pode realizar estrias.

000 mm. quatro ferramentas diferentes podem estar realizando operações simultâneas de usinagem. gerando uma grande economia no tempo de usinagem. Elas são também chamadas de “bites" e geralmente fabricadas de aço rápido.Espírito Santo _________________________________________________________________________________________________ O curso da plaina de mesa é superior a 1. Usina qualquer superfície de peças como colunas e bases de máquinas. barramentos de tornos. Seja qual for o tipo de plainadora. Exercício 1 Responda às seguintes perguntas: a) O que é aplainamento? b) O que caracteriza o corte na plaina? c) Por que o aplainamento é considerado um processo de usinagem mais econômico que os outros? d) Com quais materiais são fabricadas as ferramentas para aplainar? _________________________________________________________________________________________________ Parceria SENAI / CST 30 . As peças são fixadas diretamente sobre a mesa por meio de dispositivos diversos. blocos de motores diesel marítimos de grandes dimensões Nessas máquinas. as ferramentas usadas são as mesmas. Para a usinagem de metais mais duros são usadas pastilhas de metal duro montadas em suportes.

2. A peça é que faz o movimento de vaivém e a ferramenta faz um movimento transversal. Coluna A a. de furos (rasgos de chaveta) em perfis variados. A ferramenta é quem faz o curso e a peça tem pequenos avanços transversais (passo do avanço). ( ) Plaina liminadora vertical c.Espírito Santo _________________________________________________________________________________________________ Exercício 2 Associe a coluna A (plainas) com a coluna B (característica). 2. _________________________________________________________________________________________________ Parceria SENAI / CST 31 . Elas são: 1. Aplainar horizontalmente superfície plana e superfície paralela: produz superfícies de referência que permitem obter faces perpendiculares e paralelas. 3. ( ) Plaina limadora horizontal b. Para aplainamento de superfícies internas. ( ) Plaina liminadora de mesa Etapas do aplainamento O aplainamento pode ser executado por meio de várias operações. Aplainar superfície plana em ângulo: o ângulo é obtido pela ação de uma ferramenta submetida a dois movimentos: um alternativo ou vaivém (de corte) e outro de avanço manual no cabeçote porta-ferramenta. Coluna B 1.

iguais eqüidistantes sobre uma superfície plana. Essas operações podem ser realizadas obedecendo à seguinte seqüência de etapas: 1. Fixação da peça . 5. Para obter superfícies paralelas usam-se cunhas. Aplainar estrias: produz sulcos. Aplainar rasgos: produz sulcos por meio de movimentos longitudinais (de corte) e verticais alternados (de avanço da ferramenta) de uma ferramenta especial chamada de bedame. porque a presença destes impediria a correta fixação da peça. é necessário certificarse de que não há na mesa. _________________________________________________________________________________________________ Parceria SENAI / CST 32 . Produz superfícies de referência e superfícies perpendiculares de peças de grande comprimento como guias de mesas de máquinas. Aplainar plana: combina dois movimentos: um longitudinal (da ferramenta) e outro vertical (da ferramenta ou da peça).ao montar a peça. limpam-se todas as superfícies. As estrias podem ser paralelas ou cruzadas e estão presentes em mordentes de morsas de bancada ou grampos de fixação. Nesse caso. 4. por meio da penetração de uma ferramenta de perfil adequado. na morsa ou na peça restos de cavacos.Espírito Santo _________________________________________________________________________________________________ verticalmente superfície 3. O alinhamento deve ser verificado com um riscador ou relógio comparador.

b) Regulagem do curso da ferramenta .deve ser feita de modo que ao fim de cada passagem. Acionamento da plaina e execução da operação. vc.1000 .lsso é feito descendo a ferramenta até encostar na peça e acionando a plaina para que se faça um risco de referência. Execução da referência inicial do primeiro passe (também chamada de tangenciamente) . Fixação da ferramenta . ela avance 20 mm além da peça e. Dica tecnológica Para a execução de estrias e rasgos é necessário trabalhar com o anel graduado da mesa da plaina.que envolve as seguintes regulagens: a) Altura da mesa . recue até 10 mm.isso é calculado mediante o uso da fórmula: gpm = d) Regulagem do avanço automático da mesa. Preparação da máquina .deve ser regulada de modo que a ponta da ferramenta fique a aproximadamente 5mm acima da superfície a ser aplainada. Zeramento do anel graduado do porta-ferramentas e estabelecimento da profundidade de corte.Espírito Santo _________________________________________________________________________________________________ 2. A distância entre a ponta da ferramenta e a ponta do porta-ferramentas deve ser a menor possível a fim de evitar esforço de flexão e vibrações. c) Regulagem do número de golpes por minuto . antes de iniciar nova passagem.c 4. 3. 2. 6. 5.a ferramenta é presa no portaferramenta por meio de um parafuso de aperto. _________________________________________________________________________________________________ Parceria SENAI / CST 33 .

porque a máquina faz o serviço com rapidez. ( ) Aplainar horizontalmente superfície plana e paralela b. c. a. c. ( ) Execução da referência inicial (ou tangenciamente). ( ) Preparação da máquina.Espírito Santo _________________________________________________________________________________________________ Como você viu. _________________________________________________________________________________________________ Parceria SENAI / CST 34 . b. ( ) Aplainar estrias. Exercício 3 Associe a coluna A (operações) com a coluna B (definição das operações). ( ) Zeramento do anel graduado. Então. ( ) Aplainar superfície plana em ângulo. Produz sulcos iguais e eqüidistantes. e. e. f. 6. Produz sulcos por meio de movimento longitudial (de corte) e vertical (de avanço da ferramenta). Coluna A a. não é necessário fazer muito esforço para limar peças grandes. 4. Exercício 4 Ordene a seqüência de etapas do aplainamento numerando de 1 a 6 as seguintes frases. ( ) Aplainar verticalmente superfície plana. ( ) Fixação da ferramenta. O ângulo é obtido pela ação de uma ferramenta submetida a dois movimentos: um alternativo de corte longitudial e outro de avanço manual no cabeçote porta-ferramenta. A ferramenta é presa no porta-ferramenta por meio de um parafuso de aperto. Produz superfície de referência que permitem obter faces perpendiculares e paralelas. 2. Um modo legal de fazer isso é estudando tudo o que mostramos aqui. Combina dois movimentos: um longitudinal (da ferramenta) e outro vertical (da ferramenta ou da peça) 3. d. O segredo é saber usá-la para obter o melhor resultado possível. ( ) Aplainar rasgo. mãos a obra!. 5. d. ( ) Acionamento da máquina. Coluna B 1. ( ) Fixação da peça.

_________________________________________________________________________________________________ Parceria SENAI / CST 35 . esta operação quando aplicada à mecânica exige alguns conhecimentos tecnológicos específicos com relação às máquinas e ferramentas usadas para executá-la. uma operação intermediária de preparação de outras operações como alargar furos com acabamentos rigorosos. Para este fim. vamos estudar uma operação muito antiga. Os arqueólogos garantem que ela era usada há mais de 4000 anos no antigo Egito. vamos a ela. 4000 anos depois continuamos a usar esta operação que consiste em obter um furo cilíndrico pela ação de uma ferramenta que gira sobre seu eixo e penetra em uma superfície por meio de sua ponta cortante. eles usavam uma furadeira manual chamada de furadeira de arco. para recortar blocos de pedra. serrar contornos internos e abrir roscas.no seu dente! Apesar de bastante comum. pior ainda. um armário de parede. Ela é. a broca recebe um movimento de rotação. Essa operação de usinagem tem por objetivo abrir furos em peças. Na execução do furo. Ela é tão comum que você já deve ter visto alguém realizar essa operação várias vezes. Ou. você vai estudar exatamente isso. ela foi feita por seu dentista.. Ela se chama furação. A ferramenta que faz o trabalho de furação chama-se broca. Até mesmo você pode tê-la executado para instalar uma prateleira.. Nesta aula. E para acabar com o suspense... O que os egípcios faziam para cortar blocos de pedra era abrir furos paralelos muito próximos uns dos outros. um varal.Espírito Santo _________________________________________________________________________________________________ Furação Introdução Nesta aula. muitas vezes. Por incrível que pareça.

corpo e ponta. dependendo de seu diâmetro e modo de fixação. ou com aço-carbono com ponta de metal duro. Isso melhora a qualidade de acabamento do furo e aumenta a produtividade. Brocas Na maioria das operações de furar na indústria mecânica são empregada brocas iguais àquelas que usamos em casa. A broca de aço rápido pode também ser revestida com nitreto de titânio. aço-carbono. uma vez que permite o trabalho com velocidades de corte maiores. fabricada. com aço rápido. Tem geralmente dois canais em forma de hélice espiralada. Ela pode ser cilíndrica ou cônica.Espírito Santo _________________________________________________________________________________________________ responsável pelo corte. Para fins de fixação e afiação. A broca helicoidal é uma ferramenta de corte de forma cilíndrica. Ou igual àquela que o dentista usa para cuidar dos seus clientes: a broca helicoidal. O furo obtido tem baixo grau de exatidão e seu diâmetro em geral varia de1a 50 mm. na furadeira doméstica. O corpo é a parte que serve de guia e corresponde ao comprimento útil da ferramenta. ela é dividida em três partes: haste. e um movimento responsável pela penetração da ferramenta. A haste é a parte que fica presa à máquina. _________________________________________________________________________________________________ Parceria SENAI / CST 36 . o calor gerado e o desgaste da ferramenta. o que aumenta a vida útil da ferramenta porque diminui o esforço do corte. de avanço.

c) ângulo de ponta (representado pela letra grega σ. Deve ser determinado de acordo com o material a ser furado: para material mais duro: ângulo mais fechado. b) ângulo de incidência ou folga (representado pela letra grega α e. lê-se alfa) . A broca corta com as suas duas arestas cortantes como um sistema de duas ferramentas. Forma um ângulo de ponta que varia de acordo com o material a ser furado. pelo material com o qual é fabricada e pelos seguintes ângulos: a) ângulo de hélice (indicado pela letra grega γ lê-se gama) auxilia no desprendimento do cavaco e no controle do acabamento e da profundidade do furo. menor é o ângulo de incidência. Sua medida varia entre 6 e 15°. Isso permite formar dois cavacos simétricos. para material mais macio: ângulo mais aberto. Também é determinado pela dureza do material a ser furado.corresponde ao ângulo formado pelas arestas cortantes da broca.tem a função de reduzir o atrito entre a broca e a peça. lê-se sigma) . _________________________________________________________________________________________________ Parceria SENAI / CST 37 . Ele também deve ser determinado de acordo com o material a ser furado: quanto mais duro é o material. Isso facilita a penetração da broca no material.Espírito Santo _________________________________________________________________________________________________ A ponta é a extremidade cortante que recebe a afiação. A broca é caracterizada pelas dimensões. É formado pelo eixo da broca e a linha de inclinação da hélice.

...... determina a dureza do material a ser furado pelas arestas cortantes da broca......................... Reduz o atrito entre a broca e a peça.... Faça corresponder os ângulos com suas funções: Ângulos a....................... ( ) de hélice c.... do furo.....................da ferramenta........ b) Nitreto de titânio aumenta a vida útil da ferramenta porque diminui o.. material de fabricação e ângulos........................................................................... O quadro a seguir mostra a relação entre esses ângulos.. Exercício 1 Complete as lacunas das alternativas abaixo: a) A broca helicoidal pode ser fabricada de aço-carbono. facilitando a penetração da broca no material....................... c) As características atribuídas à ferramenta na questão "b" fazem com que melhore a.. o............ _________________________________________________________________________________________________ Parceria SENAI / CST 38 ........Espírito Santo _________________________________________________________________________________________________ É muito importante que as arestas cortantes tenham o mesmo comprimento e formem ângulos iguais em relação ao eixo da broca (A = A').....ou com. o tipo de broca e o material. de............. de corte maior............. ( ) de incidência ou folga Tipos de brocas Da mesma forma como os ângulos da broca estão relacionados ao tipo de material a ser furado.........e...... Exercício 2 As principais características das brocas helicoidais são suas dimensões......... gerado e o.... b................................ ( ) de ponta Funções 1..... 2... e o.................. os tipos de broca são também escolhidos segundo esse critério..... aumentando a produtividade pela........ 3..... auxilia no desprendimento do cavaco no controle do acabamento e da profundidade do furo................ do corte.... d) A broca helicoidal é dividida em três partes .....................

Pode-se por exemplo modificar o ângulo da ponta. 130º Alumínio. Tipo N – para materiais de tenacidade e dureza normais. Quando uma broca comum não proporciona um rendimento satisfatório em um trabalho específico e a quantidade de furos não justifica a compra de uma broca especial. Isso proporciona bons resultados na furação de materiais duros. a segunda é que a parte final do furo na chapa apresentase com muitas rebarbas. latão. Ferro fundido duro. baqulite. tornando-o mais obtuso. 130º 118º Aço alto carbono. primeiramente afia-se a broca com um ângulo normal de 18°.Espírito Santo _________________________________________________________________________________________________ Ângulos da Broca Classificação quanto ao ângulo de hélice Tipo H – para materiais duros. é afiada com 90°. ebonite. Aço macio. celeron. náilon. PVC. latão e níquel. A forma de evitar esses problemas é afiar a broca de modo que o ângulo de ponta fique muito mais obtuso. zinco. plástico. Para a usinagem de ferro fundido. _________________________________________________________________________________________________ Parceria SENAI / CST 39 . madeira. Posteriormente. a parte externa da aresta principal de corte. Aço de alta liga. mármore. bronze. Ângulo da ponta (σ) σ 80º Aplicação 118º 140º Materiais prensados. medindo 1/3 do comprimento total dessa aresta. Para a usinagem de chapas finas são freqüentes duas dificuldades: a primeira é que os furos obtidos não são redondos. como aços de alto carbono. granito. ferro fundido. cobre. Tipo W – para materiais macios e/ ou que produzem cavaco longo. tenazes e/ ou que conduzem cavaco curto (descontínuo). pode-se fazer algumas modificações nas brocas do tipo N e obter os mesmos resultados.

é usada para abrir um furo inicial que servirá como guia no local do furo que será feito pela broca helicoidal.serve para executar furos e rebaixos em uma única operação. esta broca produz simultaneamente chanfros. Elas são por exemplo: a) broca de centrar . É indicada para trabalhos especiais como furos profundos de dez a cem vezes seu diâmetro. _________________________________________________________________________________________________ Parceria SENAI / CST 40 . b) broca escalonada ou múltipla . d) broca com furo para fluido de corte . principalmente em furos profundos.é usada em produção contínua e em alta velocidade.Espírito Santo _________________________________________________________________________________________________ Brocas especiais Além da broca helicoidal existem outros tipos de brocas para usinagens especiais. fresadas ou retificadas.tem um único fio cortante. Além de furar. Ela permite a execução de furos de centro nas peças que vão ser torneadas. a refrigeração é feita por meio de injeção de ar comprimido que também ajuda a expelir os cavacos. No caso de ferro fundido. onde não há possibilidade de usar brocas normais. É empregada em grande produção industrial. c) broca canhão . Esses furos permitem que a peça seja fixada por dispositivos especiais (entre pontas) e tenha movimento giratório. O fluido de corte é injetado sob alta pressão.

Assim. emprega-se uma ferramenta chamada de escareador. é necessário embutir parafusos que não devem ficar salientes. para rebaixos cônicos.Espírito Santo _________________________________________________________________________________________________ Existe uma variedade muito grande de brocas que se diferenciam pelo formato e aplicação. a furação com uma broca comum não é indicada. Tanto para os rabaixos cilíndricos quanto para os cônicos. 90 ou 120º e pode ter o corpo com formato cilíndrico ou cônico. como para parafusos de cabeça escareada com fenda. Os catálogos de fabricantes são fontes ideais de informações detalhadas sobre as brocas que mostramos nesta aula e em muitas outras. Para esse tipo de trabalho usam-se ferramentas diferentes de acordo com o tipo de rebaixo ou alojamento que se quer obter. Escareadores e rebaixadores Nas operações de montagem de máquinas. Nesse caso. Que máquinas _________________________________________________________________________________________________ Parceria SENAI / CST 41 . usa se o rebaixador cilíndrico com guia. Nunca desperdice a oportunidade de consultá-los. Essa ferramenta apresenta um ângulo de ponta que pode ser de 60. deve se fazer previamente um furo com broca. Todas essas ferramentas necessitam de máquinas que as movimentem para que a operação seja realizada. Para executar rebaixos cilíndricos como os para alojar parafusos Allen com cabeça cilíndrica sextavada.

( ) broca escalonada ou múltipla b. 2. 5. para produção contínua e em grande velocidade principalmente em furos profundos. ( ) broca com furo para fluido de corte c. N 4. ( ) broca de centrar d. ( ) alumínio. granito.Espírito Santo _________________________________________________________________________________________________ são essas e como as operações são realizadas. indicada para trabalhos especiais como furos profundos de dez a cem vezes seu diâmetro. zinco. celeron. como guia para a broca helicoidal e também para as peças que serão usinadas entre duas pontas em máquinas-ferramenta. madeira. cobre. náilon. Aplicações a. plástico b. c. ferro fundido. você vai estudar na próxima aula Exercício 3 Relacione o tipo de hélice e da ponta da broca com sua aplicação. H 5. 4. Tipo 1. latão. d. indicada para executar furos e rebaixos em uma única operação empregada em grande produção industrial. Exercício 4 Associe as brocas especiais com suas aplicações: a. ( ) broca canhão 1. H 2. W 3. latão e níquel. ( ) materiais prensados ebonite. bronze. H Ponta 140º 130º 118º 80º 118º _________________________________________________________________________________________________ Parceria SENAI / CST 42 . mármore. usada para abrir furo inicial. ( ) Aço macio. ( ) Aço de alta liga. Utilizada para furos transversais e rebaixados nas extremidades. 3. e. ( ) Ferro fundido duro. PVC. baquelite.

surgiram as furadeiras com motores elétricos que vão desde o modelo doméstico portátil até as grandes furadeiras multifusos capazes de realizar furos múltiplos. c) rebaixador cilíndrico com guia. Roda. Porém. furar. a operação de furar é muito antiga. ( ) escareador 4. roda. Para realizá-la. Para rebaixos cônicos e parafusos de cabeça escareada com fenda utilizamos: 1. ( ) rebaixador 2. rebites e da qualidade das montagens dos muitos conjuntos mecânicos que nos cercam ou que são responsáveis pela fabricação de tudo o que usamos? Pois é. d) escareador cônico sem guia. Furadeiras Como você estudou na aula anterior. escarear. Você já parou para pensar em quanto sua vida depende de parafusos. ( ) broca de centrar 2.Espírito Santo _________________________________________________________________________________________________ Exercício 5 Assinale com X a alternativa correta para as questões abaixo: 1. é necessário ter não só uma ferramenta. Para fazer o alojamento para o parafusos tipo AIIen com cabeça cilíndrica sextavada. mas também uma máquina que possa movimentá-la.. a evolução dos materiais de construção mecânica iniciada pela Revolução Industrial. Assim. Nesta aula. _________________________________________________________________________________________________ Parceria SENAI / CST 43 . exigiu que outros mecanismos mais complexos e que oferecessem velocidades de corte sempre maiores fossem se tornando cada vez mais necessários. estudaremos juntos as máquinas que permitem o uso dessas ferramentas e a realização dessas operações. pinos. rebaixar são operações capazes de deixar tudo "redondinho". Na aula passada você estudou informações básicas sobre ferramentas para fazer tudo isso.. ( ) broca helicoidal 3. utilizamos: a) escareador cônico com guia. b) escareador cilíndrico. gira. Até o começo deste século. os mecanismos usados para furar não eram muito diferentes da furadeira de arco que você viu na aula anterior.

Possuem.são usadas em montagens. Furadeira portátil . Possuem mesas giratórias que permitem maior aproveitamento em peças de formatos irregulares.é chamada de furadeira de coluna porque seu suporte principal é uma coluna na qual estão montados o sistema de transmissão de movimento. porque o avanço da ferramenta é dado pela força do operador) . Furadeira de coluna . cavilhas e parafusos em peças muito grandes como turbinas. prisioneiros.Espírito Santo _________________________________________________________________________________________________ Afinal. o que é uma furadeira? Furadeira é uma máquinaferramenta destinada a executar as operações como a furação por meio de uma ferramenta chamada broca. 2. Elas são: 1.geralmente é usada para a furação de peças grandes com diâmetros maiores do que os das furadeiras de bancada. na execução de furos de fixação de pinos.. b) De piso . mecanismo para avanço automático do eixo árvore. quando há necessidade de trabalhar no próprio local devido ao difícil acesso de urna furadeira maior. a mesa e a base. também. A coluna permite deslocar e girar o sistema de transmissão e a mesa. pinos).por ter motores de pequena potência é empregada para fazer furos pequenos (1 a 12 mm). São usadas também em serviços de manutenção para extração de elementos de máquina (como parafusos. carrocerias etc. Normalmente a transmissão de movimentos é feita por engrenagens. A transmissão de movimentos é feita por meio de sistema de polias e correias. A furadeira de coluna pode ser: a) De bancada (também chamada de sensitiva. segundo o tamanho das peças. Pode ser elétrica e também pneumática. _________________________________________________________________________________________________ Parceria SENAI / CST 44 .

volumosas ou difíceis de alinhar.possui vários fusos alinhados para executar operações sucessivas ou simultâneas em uma única peça ou em diversas peças ao mesmo tempo. em feixes. Furadeiras especiais . contém o eixo porta-ferramentas que também pode ser deslocado horizontalmente. A mesa gira sobre seu eixo central. Possui um potente braço horizontal que pode ser abaixado e Ievantado e é capaz de girar em torno da coluna. ao longo do braço. 4. Esse braço.os fusos trabalham juntos. É usada em operações seriadas nas quais é preciso fazer furos de diversas medidas. b) Furadeira de fusos múltiplos . O avanço da ferramenta também é automático. Furadeira radial . É usada em usinagem de uma peça com vários furos e produzida em grandes quantidades de peças seriadas. _________________________________________________________________________________________________ Parceria SENAI / CST 45 . Isso permite furar em várias posições sem mover a peça.é empregada para abrir furos em peças pesadas. por sua vez. Dica tecnológica O eixo porta-ferramentas também é conhecido como cabeçote ou árvore da furadeira.Espírito Santo _________________________________________________________________________________________________ 3.podem ser: a) Furadeira múltipla .

......... 5..... 2..... a mesa e a base. tem motores de pouca potência e é destinada à execução de furos de diâmetros pequenos (1 a 12 mm)..... ( ) Múltipla e.. ( ) Portátil Coluna B 1... variação de rpm...... 3. Exercício1 Associe a coluna A (furadeira) com características)..... deslocamento máximo do eixo principal. os fusos trabalham em feixes. a) A furadeira de coluna de ...... b) A furadeira de coluna de ..... possui fusos alinhados.. usados em operações seriadas...... Peças com vários furos e em grandes quantidades... Possuem um potente braço horizontal que pode ser movimentado em várias direções... Usada em serviços de manutenção e quando há necessidade de trabalhar no próprio local de difícil acesso.... ( ) De coluna c.. Em seu suporte principal estão montados o sistema de transmissão de movimento.. c) eixo porta-ferramentas de.. distância máxima entre a coluna e o eixo principal.. 4. é empregada na execução de furos de diâmetros maiores que 12 mm.. Coluna A a..Espírito Santo _________________________________________________________________________________________________ As furadeiras podem ser identificadas por características como: • • • • • potência do motor..... ( ) De fusos múltiplos Exercício 2 Complete. Executa operações sucessivas ou simultâneas. a coluna B (emprego e b. ( ) Radial d.. também pode ser chamado _________________________________________________________________________________________________ Parceria SENAI / CST 46 ...... Exercício 3 Cite ao menos três características que podem identificar uma furadeira...... deslocamento máximo da mesa...

5 e 4 mm e o maior. as furadeiras precisam ter acessórios que ajudem a prender a ferramenta ou a peça. _________________________________________________________________________________________________ Parceria SENAI / CST 47 .são elementos que servem para fixar o mandril ou a broca diretamente no eixo da máquina.é um instrumento de aço em forma de cunha usado para extrair as ferramentas dos furos cônicos do eixo porta-ferramenta. Cunha ou saca-mandril / bucha . eles são produzidos com rosca ou cone.este acessório tem a função de prender as ferramentas. Quando o cone interno (eixo ou árvore da máquina) for maior que o cone externo (da broca).Espírito Santo _________________________________________________________________________________________________ Acessórios das furadeiras Para efetuar as operações. Buchas cônicas . Para a fixação da ferramenta. 3. Suas dimensões são normalizadas tanto para cones externos (machos) como para cones internos (fêmeas). Mandril. o aperto pode ser feito por meio de chaves de aperto. para ferramentas de 5 a 26 mm. por exemplo. Os principais acessórios das furadeiras são: 1. Para serem fixados na furadeira. 2. O sistema de cone Morse é o mais usado em máquinas-ferramenta e é padronizado com uma numeração de 0 a 6. Existem também modelos de aperto rápido para trabalhos de precisão realizados com brocas de pequeno diâmetro. O menor mandril é usado para ferramentas com diâmetros entre 0. usam-se buchas cônicas de redução. Seu uso é limitado pela medida máxima do diâmetro da ferramenta. com haste cilíndrica paralela.

rebaixadores. Como a guia do rebaixador é responsável pela centralização do rebaixo. apresentando melhor aspecto e evitando o perigo de acidentes com as partes salientes.Espírito Santo _________________________________________________________________________________________________ Para um ajuste correto da ferramenta. utilizando um escareador. rebites. buchas. Operações na furadeira e etapas O uso de furadeiras permite a realização de várias operações que se diferenciam pelo resultado que se quer obter e pelo tipo de ferramenta usado. Escarear furo . porcas. 2. Furar . mandris.consiste em tornar cônica a extremidade de um furo previamente feito. O escareado permite que sejam alojados elementos de união tais como parafusos e rebites cujas cabeças têm formato cônico. buchas. Rebaixar furos .com o uso de uma broca. é importante verificar seu diâmetro de modo que o diâmetro da broca que faz o furo inicial seja igual ao da guia. elas ficam embutidas.consiste em aumentar o diâmetro de um furo até uma profundidade determinada. O rebaixo destina-se a alojar cabeças de parafusos. antes de efetuar a montagem das brocas. Com esse rebaixo. retirando qualquer traço de sujeira. produz um furo cilíndrico. 3. _________________________________________________________________________________________________ Parceria SENAI / CST 48 . escareadores deve-se fazer a limpeza dos cones. Essas operações são: 1.

_________________________________________________________________________________________________ Parceria SENAI / CST 49 . c) Fixação da broca. e para máquinas de avanço automático. cônicos e roscar também podem ser feitas em furadeiras. Elas são: a) Preparação da peça por meio de traçagem e puncionamento. deve-se considerar o tipo de furo. suportes. vamos apresentar as etapas para a realização de uma furação com broca helicoidal. d) Regulagem da máquina: calcular rpm. o formato e a afiação da ferramenta estão adequados. deve-se verificar se a broca é capaz de atravessar a peça sem atingir a morsa ou a mesa da máquina. se é passante ou não. b) Fixação da peça na furadeira. ou seja. No caso de furo não passante. grampos. Isso pode ser feito por meio de morsa. por meio do mandril ou buchas de redução. A medição da profundidade do furo é sempre feita considerando-se a parede do furo sem a ponta da broca. regular o avanço da ferramenta. verificando se o diâmetro. Como exemplo. Se o furo for vazar a peça.Espírito Santo _________________________________________________________________________________________________ Operações como alargar furos cilíndricos. deve-se também regular previamente a profundidade de penetração da broca. Na operação de furar. Ao segurar a broca deve se tomar cuidado com as arestas cortantes. calços. deve-se consultar as tabelas adequadas. Para isso.

Exercício 4 Associe a coluna A (acessórios) com a coluna B (usos). ( ) Cunha Coluna B 1. Instrumento de aço usado para extrair as ferramentas dos furos cônicos. Exercício 5 Responda às seguintes perguntas a) Onde é empregado o sistema cone morse? b) Quais as principais operações de uma furadeira? _________________________________________________________________________________________________ Parceria SENAI / CST 50 . porque existe a tendência de o material "puxar" a broca o que pode ocasionar acidentes ou quebra da ferramenta. Se necessário. ( ) Mandril b. f) Acionamento da furadeira e execução da furação. dimensão e acabamento. g) Verificação com o paquímetro. Por isso. Usa se para fixar ferramentas com haste cilíndrica paralela. Usa se para fixar ferramentas com haste cônica. usar o fluido de corte adequado.Espírito Santo _________________________________________________________________________________________________ e) Aproximação e centralização da ferramenta na marca puncionada na peça. ( ) Buchas cônicas c. toma-se necessário o uso de uma ferramenta de precisão denominada alargador. Coluna A a. O furo executado pela broca geralmente não é perfeito a ponto de permitir ajustes rigorosos. Ao se aproximar o fim da furo. o avanço da broca deve ser lento. quando são exigidos furos com exatidão de forma. 2. 3.

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