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LENDAS DO AMAPÁ - O Poraquê

Ilustração de Honorato Júnior Poraquê era um valente guerreiro de uma tribo às margens do Rio Amazonas. Caçador por excelência, era sempre quem trazia o maior animal durante as festividades da tribo. Também ele era muito forte, destacando-se dos outros membros da aldeia. Mas Poraquê era ambicioso. Não lhe bastavam a destreza do arco e da flecha. Não lhe bastava a força de seus braços e nem mesmo sua supremacia em combate. Ele queria ser o maior guerreiro da face da terra. Foi assim que tentou dominar o fogo, mas sua força nada valeu contra as labaredas. O índio então quis comandar os rios, mas Iara mandou contra ele a pororoca, que o derrotou. Vencido pela segunda vez, Poraquê subiu em um pé de vento e tomou um relâmpago emprestado ao deus trovão. Com ele fez uma borduna com a qual podia invocar os raios. Certa vez uma tribo indígena atacou a aldeia em uma guerra que durou vários dias. Poraquê, com sua borduna de raios, dizimou milhares de inimigos. Tendo vencido a batalha, notou que a arma estava manchada de sangue e foi lavá-la à beira do Rio Amazonas. Um dos raios caiu na água e o transformou em um peixe feio, que quando atacado dispara rajadas elétricas para se protejer. Texto extraído do livro "Mitos & Lendas do Amapá" de Joseli Dias

O poraquê é um peixe muito conhecido nos rios da bacia amazônica devido a grande descarga de energia que este libera ao ser incomodado. Pode chegar a 3 m de comprimento e pesar 30 kg. O nome vem da língua tupi e significa "o que faz dormir" ou "que entorpece". A geração elétrica varia de 300 volts a cerca de 0,5 ampère até cerca de 1.500 volts a cerca de 3 ampères. Este é o poraquê.......e aí vai encarar??? LENDAS DO AMAPÁ - A família do boto tucuxi

Ilustração de Honorato Júnior A cabocla estava doente, muito doente. Desde as primeiras semanas de gravidez ela já sabia que a criança em seu ventre corria o risco de não conhecer o mundo. Já havia tentado de tudo medicou-se com ervas e chás, mandou benzer e puxar a barriga e até mesmo tomou a beberagem que a mãe de santo lhe deu, sem perceber qualquer resultado. "É um caso perdido", diziam os moradores da Ilha de Santana, consternados com o sofrimento da mulher que se retorcia em dores terríveis. Mas sua dor maior estava na alma. Era a dor de estar perdendo a criança a cada dia que passava. A cabocla nem mesmo tinha certeza de que ocorrera a gravidez. Tudo parecia irreal, como um sonho. Ela lembrava da festa, da música romântica que subitamente a transportou ao trapiche, caminhando devagar, sonolenta, embriagada. A mulher lembrava que ali a esperava um homem alto, muito bonito e perfumado, trajando paletó branco e chapéu de carnaúba. Esquisito agora que pensava nisso, descobrir que em nenhum momento ele tirava o chapéu, nem mesmo para cumprimentá-la. Fizeram amor sob a luz do luar e dormiram araçados, ouvindo o barulho das ondas batendo no cais. Acordou com um imenso gosto de mar na boca e uma certeza: estava grávida. Desde muito cedo ela também descobriu que seu filho não teria grandes chances de nascer. Era estranho, no entanto, que embora não tenha visto o pai da criança, lembrasse dele com perfeição, os olhos de um azul muito profundo, cada vez que olhava para o mar. Ela também percebeu que quando se aproximava das águas, a dor cessava quase que por encanto e uma paz muito profunda se apossava de sua alma. E era então que a cabocla sentia como se lhe afagassem o ventre, ninando a criança fazendo-lhe mil promessas de amor.

Boto Rosa (Na Amazônia chamado de boto vermelho)

LENDAS DO AMAPÁ - O Tarumã

Entre janeiro e junho foram registradas uma média de 25 dias de chuvas por mês. que na maré de reponta . ainda nos dias de hoje. o tronco se move. Suas mãos. Imaginou que era naquele mundo que sua amada vivia. culminando com a vitória dos brasileiros e a anexação da área. havia uma pequena aldeia indígena.000 mm de chuva. refletida na água. Foi tanta a sua felicidade que esqueceu-se de ter perdido seu dom. controlavam as chuvas. quando o índio voltava e a levava para a maloca. A famosa pedra é connhecida por suas lendas que fazem parte da rica cultura do caboclo amapaense. Ele não entendia que a Natureza estava em todo lugar. mágicas. da terra e do ar que era. onde. feita pelo escultor português Antônio Ferreira da Costa.Tronco do Tarumã. a atual cidade de Calçoene teve origem do movimento de garimpeiros e faiscadores do ouro. até o sol pousar na lagoa dos índios. contava-lhes histórias e sabia de tudo o que acontecia no mundo. Dizem que. dentro do Rio Amazonas. À noite. Se apontadas para os rios. as pororocas e as maresias. navegando o rio Calçoene Dizem que. o pedido será realizado. o índio passou a procurar sua amada por toda parte. Calçoene transformou-se em cidade. foi descoberto ouro no leito de rio do mesmo nome. significa o tronco que se move. o mistério continuou. seus irmãos índios cortaram a árvore. curumim conhecedor da fauna e da flora. A noite chegou. com os animais e com os filhos das águas. Com ajuda dos pássaros. ao lado do Trapiche Eliezer Levy. Ubiraci. a namorada acompanhava-o até a praia e lá ficava o dia todo. da terra ou do ar.ou seja. a árvore estranhamente desprendia suas raízes do solo e navegava contra a correnteza. mas aconteceu que ele não voltou. o índio desceu o rio pela praia e sua amada ficou à espera no local de sempre. que. sentou-se por horas a escutar os pássaros. mas muitas pessoas juram que. faz promessa ao tarumã.uma índia muito bonita. quando os cantos dos pássaros haviam cessado e não se ouvia murmúrio algum no seio da floresta. Os anos se passaram. e Ubiraci sucumbiu à morte. nas brisas da manhã. e com todas as árvores. como acontecia sempre. compadecido com tanto amor.sai dali para tomar água. às margens do Rio Calçoene. . Afirmam exixtir na pedra uma cobra grande. havia se apaixonado pela Natureza. Isso acontecia todos os dias e começou logo a ser observado pela tribo. deixando sobre ele algum presente ou alguma oferenda. Texto do livro "Mitos e Lendas do Amapá" de Joseli Dias Rio Calçoene Calçoene é o local onde mais chove no Brasil.165 mm. LENDAS DO AMAPÁ . Era tanta a paixão que sentia que Ubiraci se esqueceu de conversar com as árvores. Seus olhos assemelhavam-se ao anil do céu. os ventos e as tempestades. quando a maré subia. Desde que nasceu. com vários conflitos envolvendo brasileiros e franceses da Caiena. sem saber. contra a correnteza. Se o tronco navegar rio acima e retornar vazio. Outra versão da lenda é que havia na tribo dos Tucuju . amedrontados. deixaram o local. Num certo dia. Ubiraci só se importava em procurar pela amada. desde as menores até as que cortavam as nuvens e iam fazer sombra no reino de Tupã. E foi assim que cresceu em plena harmonia com os elementos. Sobre ela encontra-se a imagem de São José abençoando a cidade. podia senti-la no canto dos pássaros. na etimologia indígena. Acompanhou a pororoca por entre troncos e barrancos. e eles. por tantas vezes. a água do Amazonas subirá tanto.A Pedra do Guindaste A Pedra do Guindaste é um monumento localizado em frente à cidade de Macapá. Seu rosto jovem lembrava brotos nascendo da terra. no entanto. no meio do rio. mas quanto mais lutava contra a correnteza. Ubiraci foi abençoado por Tupã com o dom de falar com todos os animais. sendo que em 2000 foram registrados quase 7. subindo o rio. Ubiraci caminhava pela floresta quando descobriu a mais linda indiazinha que seus olhos já tinham visto. quando algum morador depara-se com um amor impossível. subiu na nuvem mais alta na esperança de vê-la entre os abençoados de Tupã. mas não voltou a vê-la. quando a água do rio não está na cheia e nem na vazante . mas. mesmo assim. O dom que recebeu de Tupã foi perdido para sempre. antes contestada pela França. Com isso. ao Brasil em 1900. a Pedra do Guindaste teve como finalidade servir de alvo aos exercícios de tiro dos soldados. mais parecia que a Lua se afastava dele. Assim. Tupã. domavam as marés. Vasculhou cada recanto da floresta e acompanhou os peixes na imensidão dos rios. com medo do tarumã. há muitos anos. de maneira que a mesma nunca conseguiu cobrir a pedra. na calidez da noite e no sussurro sereno das maresias.primeiro povo habitante dessa terra . Imaginando tratar-se de magia. Se voltadas para o ar. Uma noite. Ubiraci conversava com os bichos e com as árvores. mas nunca voltou a rever sua alma gêmea. Era ali que vivia Ubiraci. com uma precipitação média anual de 4. quando o mundo dormia. Num certo dia. para que fosse lembrado para sempre. deixando apenas o tronco. Quando ele saía. de manhã cedo. a esse tempo. Trata-se de uma pedra muito grande. que julgava estar perdida em algum lugar do mundo. hoje bairro de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. filho da água. pediu à Natureza que transformasse Ubiraci em uma árvore. Comparativamente chove 3 vezes mais neste município do que em todo município de São Paulo. ainda indomados. de manhã cedo. Foi tanto o esforço que fez que as forças o abandonaram. Ubiraci avistou a Lua. fossem eles da água. No século passado. a questão do Contestado Franco-Brasileiro se reascendeu. se tocavam o solo. Se porventura. com dimensões ainda não calculadas. Mergulhou no rio. apaixonada por um índio que todas as manhãs saía pela praia em busca de alimento. o que significa que chove praticamente todos os dias. como acontecia todos os dias e começou logo a ser observado pela tribo. Seus cabelos pareciam com as quedas-d’água que despontavam das pedras. alguma autoridade tiver a infelicidade de mandar retirar a pedra do rio. ao lado norte da Fortaleza de São José. a índia desesperada ainda o esperava em vão. No entanto. desabrochavam sementes. Uma delas é contada pelos moradores da antiga rua da Praia e Igarapé das mulheres. A história de Calçoene começa em 1893 quando. que Macapá toda irá para o fundo. Apaixonado. Um dia.

usando de toda sua magia. Cercada de mistérios. No lugar de suas lágrimas nasceu a pedra com formato de corpo de mulher. a entidade do mal. seu canto e em seguida a animação da lenda. pequena e fraca. Veja aí o Jurutaí (Urutau). Em seu lugar foi construído um bloco de concreto e sobre ele foi colocada uma imagem de São José – Padroeiro de Macapá. Era considerada uma tribo sem valor e por isso não participava do Grande Conselho das tribos. livro Lopes "Amapá & Cultura.. LENDAS . cerca de 300 metros da margem do Rio Amazonas. que mais tarde. Também é chamado de Urutau. e lá morreu. de canto agourento.Acocorou-se e chorou a noite toda. dias e dias. Texto de extraído Maria do V. sem muitos guerreiros e cujo chefe. conseguira aprisionar . cacique Cabaíba. lembrando uma gargalhada de dor". A pedra original foi derrubada pela colisão de um barco. e tradição" Andrade Ano 1958 . na batalha. V.A Lenda do Jurutaí Jurutaí é uma ave noturna. tinha sido devastada uma grande área além da Serra do Tumucumaque e que a luta entre o bem e o mal durara muitas luas até que Tupã. Dêise poesia G. Bela estória e bela música. que foi representada nesta animação contada pelo Grupo Girasonhos. preferia viver em paz sem invadir as terras de outras tribos. A LENDA DA BACABA Luta de Bacabá com Catamã.. O índio enfrentou o feiticeiro para livrar sua tribo. Um dia a desgraça se abateu sobre todas as tribos da serra.Pedra do Guindaste – O detalhe fotográfico mostra como era aquele aglomerado de rochas localizadas em frente à cidade ao lado do Trapiche Eliezer Levy. Contavam os anciãos que. Poucos se lembravam da grande batalha travada entre o deus Tupã e Catamã. é uma ave lendária e inspirou uma singela e melancólica lenda (tal qual seu canto). Contam as lendas que na Serra do Tumucumaque existia a tribo dos Badulaques. muitos anos depois passou a ser conhecida como Pedra do Guindaste. "melancólico e estranho.

. A Lenda da Pororoca . havia. sentindo a perda do filho. milhares de guerreiros assistiam a tudo. Embaixo.. serem abençoados por Tupã.Catamã no topo da serra por um período de cem anos. uma das esposas do cacique Cabaíba. todos lhe prestando a derradeira homenagem. com os olhos arrancados e uma lança cravada no peito. prenunciando a volta de Cat amã. no entanto. Estava iniciado o confronto. As mortes se sucedendo e as nações indígenas enfraquecendo-se cada vez mais. deu-lhe um saquinho de couro contendo a mistura de muitas ervas.são feitos arcos e lanças. O silêncio.Teu filho será um bravo. O pajé. assimilando com incrível facilidade os ensinamentos dos pajés e anciãos. As maldições de Catamã continuavam. e assim ocorreu. Irá se sobrepor à todos os guerreiros e se chamará Bacabá. arco e seus apetrechos de guerra e saiu no rumo da serra. dizem as lendas. Depois vieram as guerras. que cresceu e foi treinado nas mais diversas práticas de combate. a figura de um imenso cachorro do mato atravessou-lhe à frente. iniciando uma batalha. Tribo contra tribo. Duas luas depois nasceu o menino. da qual sobressaíam-se flores de cor branco-amarelo e frutos pequenos avermelhado-escuros. Seu corpo foi sepultado ao lado da mãe. que atravessou os vales. mas a façanha lhe custou a vida. No local onde tinha sido sepultado. anunciando que iria enfrentar Catamã no topo da serra. em um cortejo que reuniu milhares de guerreiros. que já se encontrava em idade avançada. Quando alcançou o topo. impossibilitando os guerreiros. O chefe Cabaíba recolheu os frutos e mandou as mulheres da tribo fazerem um vinho que chamou de bacaba. Na época também a tribo dos Badulaques foi atingida e muitas mulheres morreram. se sobressairia dentre todos os seus irmãos em caçadas e lutas. Tupã proveu Bacabá de poderes para fazer frente à divindade do mal e o local da batalha transformou-se em uma imensa clareira. até que sobre um amontoado de pedras encontraram um imenso cachorro. PARNA Montanhas do Tumucumaque Por três noites os membros da tribo dançaram. nascido em tribo pequena. A seu lado o corpo do guerreiro. A fera. Fonte: Texto extraído do livro "Amapá. Depois de despedir-se de seus irmãos de sangue. . Bacabá venceu. Os prenúncios da desgraça chegariam quando Catamã já tivesse cumprido três terços de seu exílio. a fome e a doença atingiriam as tribos. Os guerreiros. Contam os índios mais velhos que a contenda foi terrível. foi vê-lo. Da bacabeira. Logo não puderam mais segurar o arco e a flecha para caçar e centenas morreram de fome. Certa noite um feiticeiro apareceu na forma de um feroz cachorro do mato e entrando na tenda do chefe matou Tarirã. entoou seu canto de morte. Bacabá armou-se de uma lança. Numa noite Tupã foi até o cacique e em sonhos disse-lhe: . que deveria ser jogada no olho da divindade. mas que um guerreiro. Primeiro uma grande doença se abateu sobre as tribos. que. poesia e tradição" de Maria Vilhena Lopes & Deisse GemaqueValente Andrade / Edição de 1997). estava grávida de muitas luas e o cacique temia que fosse atingida pelas pragas ou morta pelas lanças dos guerreiros inimigos. seguindo os rastros de destruição. Bacabá reuniu-se com o Grande Conselho. Pela manhã o corpo da índia foi encontrado dilacerado e Bacabá. temerosos. por benevolência e homenagem de Tupã ao mais bravo guerreiro da face da terra. uma palmeira solitária com as folhas em forma de lanças. que tentaria reerguer seus domínios por toda a terra. Sua grande vitória foi quando o conselho o designou chefe de todas as nações indígenas. furioso. dilacerado pelas garras e dentes do monstro. Tarirã. com olhos injetados de sangue investiu contra o índio. assim como mulheres e crianças. de caule forte. cultura. Muitas luas se passaram até que o cacique Cabaíba. Pela manhã. como os braços do guerreiro. Durante duas noites o confronto prosseguiu e depois o silêncio foi total. O mal atacava principalmente os pés e as mãos. agradecendo a dádiva de Tupã. tornando-a cega. Manejava o arco e a flecha como se tivesse nascido para caçar. Diziam ainda os anciãos que depois desse tempo de guerra. e da sepultura de Bacabá nasceu a bacabeira O cacique Cabaíba reuniu seus bravos e subiu à serra. podendo vencer o mal e lançá-lo novamente à sua prisão. esperavam que o vencedor se manifestasse. tocado pelo deus Tupã. Somente ele poderá livrar a nação do mal e destruir para sempre a encarnação da perversidade. reinava no cume da Serra do Tumucumaque. de se locomoverem.

lagoas. Correnteza.destruindo quem não ousa sair da frente. ficando provada a necessidade de se criar umas três ou quatro ondas fortes que entrassem em todos os buracos que encontrassem. que ficou fulo por lhe roubarem a canoa preferida e nunca mais recuperar. moça danada. canais. procuraram e não encontraram nada... algum furo. calma. Remanso. e corria mansamente. Rebujo. no livro "Mitos & Lendas do Amapá" . filha do Boto Tucuxi. quebrando. Assim poderiam encontrar Jaci e o ladrão.latimes. E assim a pororoca continua. Ela queria que encalhassem a embarcação desaparecida. Enchente. A Mãe D'água. Ficou determinado que a caçula da Mãe D'água. Remexeram. namoradeira e briguenta. De repente.Antigamente a água do rio era amena. cumprindo as ordens do Boto Tucuxi. surge em alguns lugares o fenômeno. Certa noite.com . Diante do resultado. E até hoje. Preamar. a canoa de estimação da família. morava com sua filha mais velha na Baía do Marajó. diz: "Pois então continuem arrastano tudo". ouviram-se gritos: os cães latiram. pela primeira vez. encalhando. Certamente estava escondida. Texto de Joseli Dias. a Mãe D'água resolveu convocar todos os seu filhos: Repiquete. empurrando madeira. que resmungando danado da vida. As canoas à vela e remo navegavam sem perigo algum. estreitos. derrubando árvores. repartindo ilhas. para discutir o caso. na hora da janta. Ninguém a viu entrando em nenhum igarapé. Então resolveram chamar também os parentes mais distantes: os lagos. Maré da Lua. sempre que a Maré da Lua vai ver a família é um "Deus-nos-acuda": ninguém sabe de Jaci e a cunhantã segue em frente. Tinham roubado Jaci. No entanto. / Foto: latimesblogs. Vazante. abrindo furos e amedrontando pescadores. avisasse qualquer coisa anormal que acontecesse. ou mesmo atracada em algum lugar. Reponta. passaram-se vários anos e nehuma notícia de Jaci. naufragando barcos. igarapés. invadindo rios. mulher do Boto Tucuxi. ameaçando palhoças. Maré Morta e Maré Viva. as galinhas e galos cocoricaram.Mas que engraçado!! Na mitologia a pororoca é causada por Maré da Lua. destruindo tudo.