G. W. F.

HEGEL

ESCRITOS
DE

JUVENTUD
Edición, introducción y notas de JOSE M. RIPALDA

ES

G
AIRES

FONDO DE CULTURA ECONOMICA
MEXICO-MADRID-BUENOS

Primera edición en español, 1978

Traducción de:
ZOLTAN SZANKAY J O S É MARIA RIPALDA

D . R . © F O N D O DE CULTURA ECONÓMICA EDICIONES F . C . E . ESPAÑA, S . A .

Avda. de la Universidad. 975. - México Avda. de los Poblados, s/n. - Madrid-33
I.S.B.N.: 375-0155-5

Depósito legal: M. 30.308-1978

A

GRADECIMIENTOS

AL Hegel-Archiv (Ruhr-Universitát, Bochum. Alemania Federal), donde el traductor, Zoltan Szankay, preparó en varias estancias de trabajo la parte principal de esta edición. El bibliotecario del Hegel-Archiv, doctor Helmut Sclmeider, ha seguido asesorándonos con valiosas informaciones. A la Staatsbibliothek Preussischer K u l t u r b e s i t z , Berlín (Sección de manuscritos), sobre cuyas fotocopias trabajó el traductor en el Hegel-Archiv (especialmente: Hegel-NachlaB, tomo 11, hojas 21-24, 29-46, 73-161). En la última fase de preparación la señora Eva Ziesche (Staatsbibliothek) ha suministrado, además de diversas informaciones, una fotocopia del manuscrito del Hegel-NachlaB (tomo 11, hoja 28 verso: «Die schonen, ihrer Natur nach...», Schüler 78), acompañada de la transcripción correspondiente por Merner E. Hamacher. Esta transcripción ha sido realizada para G. W . F. Hegel, D e r Geist des C h r i s t e n t u m s . Scliriften 1796-1800. Mit bislang unveroffentlichen Texten. Hrsg. und eingeleitet von Werner E. Hamacher. Berlín. Ullstein, 1978 (= Ullstein Buch 3360). Eva Ziesche y Werner Hamacher han realizado además para nuestra edición la primera transcripción del fragmento del Hegel-NachlaB (tomo 11, hojas 18 verso b - 20 verso b: «Zu Abrahams Zeiten Stádte...», Schüler 70), que han puesto amablemente a mi disposición, junto con las fotocopias correspondientes de los manuscritos. Mi cordial agradecimiento a Eva Ziesche y Werner E. Hamacher. J . M . R.

INTRODUCCION
por

José María Ripalda

I
« E S C R I T O S de j u v e n t u d » es un título susceptible d e varias extensiones. P a r a Lukács, por ejemplo, el período j u v e n i l d e Hegel se cierra en 1807, a ñ o d e la Fenomenología del Espíritu. E s t a o b r a resume, en efecto, toda la larga y laboriosa odisea d e treinta y seis años; pero no en f o r m a de novela o de m e m o r i a s , c o m o G o e t h e en el Wilhelm Meister o en Poesía y verdad, sino c o m o el g r a n d r a m a del C o n c e p t o en el q u e se e s f u m a la m i s m a a v e n t u r a personal. T r a s esta o b r a com i e n z a el intento siempre repetido y n u n c a a c a b a d o de d a r c u e r p o al «Sistema», y la misma, vida del filósofo experim e n t a entonces decisivos c a m b i o s históricos y personales: a p u n t o de a c a b a r la Fenomenología Hegel ve c a b a l g a r a N a p o león por las calles de J e n a — f i n del Viejo R é g i m e n — , u n a alusión en el prólogo le e n a j e n a definitivamente la ú l t i m a de sus g r a n d e s a m i s t a d e s de j u v e n t u d — S c h e l l i n g — , y u n a n u e v a e influyente a m i s t a d — N i e t h a m m e r — le pone en la vía a s c e n d e n t e q u e le llevará a Berlín. T o d o s estos rasgos son i m p o r t a n t e s a la h o r a de establecer u n a periodización en la v i d a d e Hegel. Y sin e m b a r g o el lenguaje y la temática definitivos de Hegel se h a n perfilado ya antes, al filo del c a m b i o de siglo. E n el invierno 1800-1801, poco antes d e p a r t i r p a r a J e n a , u n a carta a Schelling dice esotéricamente: « M i formación científica c o m e n z ó por necesidades h u m a n a s de c a r á c t e r s e c u n d a r i o ; así, tuve q u e ir siendo e m p u j a d o hacia la Ciencia y el ideal j u v e n i l tuvo q u e t o m a r la f o r m a de la reflexión, convirtiéndose en sistema.» En 1800 Hegel considera, pues, q u e ha d e j a d o a t r á s su e t a p a juvenil. Desde este p u n t o de vista, q u e c o r r e s p o n d e a la distinción e n t r e el Hegel preespeculativo y el especulativo ( a n á l o g a m e n t e al K a n t precrítico y crítico), su vida (1770-1831) se r e p a r t e s i m é t r i c a m e n t e entre dos siglos. Al siglo X V I I I , ilustrado y s t u r m d r a n g e s c o , pertenecen sus «escritos d e j u v e n t u d » . Al XIX la o b r a especulativa. Sólo
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ésta, e d i t a d a en su m a y o r p a r t e en vida de Hegel o inmed i a t a m e n t e después, a t r a j o la atención de sus c o n t e m p o r á neos a izquierda y d e r e c h a . Pero la filosofía de Hegel no sólo fue llevada en s e g u i d a h a s t a el a b s u r d o p o r sus m á s fieles seguidores, la l l a m a d a « D e r e c h a H e g e l i a n a » (o, m á s c o r r e c t a m e n t e , «Viejos Hegelianos»); es q u e , sobre todo, la s e g u n d a m i t a d del siglo era incompatible con u n a filosofía q u e ni siquiera precisó de e n t e r r a d o r e s t a n u n á n i m e s en su diversidad como Schelling, F e u e r b a c h y M a r x . E n las postrimerías del siglo XIX Hegel h a b í a d e j a d o de ser «contemp o r á n e o » , p a r a r e p r e s e n t a r , en el mejor de los casos, lo m á s esotérico y olvidado de u n a época clásica irrepetible. Así q u e el profesor de Berlín, Dilthey, se aplica entonces a e s t u d i a r el Hegel dieciochesco, con objeto de r e e n c o n t r a r en él la entelequia q u e guió esa especulación inasequible de p u r o formidable y d e s m e s u r a d a ; en tal t r a s f o n d o oculto se t r a t a de ver c o n d e n s a d a c o m o en un microcosmos la idiosincrasia de la e d a d á u r e a teutónica. L a filosofía celebraba entonces en las universidades a l e m a n a s la explotación científica de universos del Espíritu, q u e t e s t i m o n i a b a n a la vez la eficacia y la h o n d u r a del nuevo teutonismo. El Antiguo O r i e n t e y la Iglesia primitiva, Grecia, R o m a e r a n conquist a d o s al p a s a d o por la ciencia a l e m a n a ; las c o l u m n a s dorias d e Schinkel vestían los edificios de Berlín, y sus museos recibían las maravillas arcaicas del P r ó x i m o O r i e n t e . T a m b i é n el j o v e n Hegel servirá a la adquisición de u n a i d e n t i d a d elitaria, a la creación de u n a i m a g e n de sí m i s m o a d e c u a d a al nuevo I m p e r i o , a su justificación y su g r a n d e za. El j o v e n Hegel significa la reconquista de la p r o f u n d i d a d p e r d i d a del p r o p i o pasado. E n 1905 Dilthey escribe un libro sobre Hegel como no se h a b í a visto otro igual: La historia del joven Hegel '. L a maciza figura ridículo-imponente q u e éste h a b í a sido p a r a la seg u n d a m i t a d del siglo XIX se q u i e b r a r e p e n t i n a m e n t e en dos caras, dos Hegel: el del siglo XVIII, a p a s i o n a d o , sensible, rebelde, g e n u i n a m e n t e teutón, y el del siglo XIX, do1 VVilhelm Dilthey, Die Jugendgeschichle Hegels. 'Berlín, 1905 (2=llilIwlm Dilthey. Gesammelte Schríflen. T . IV. Berlín, 1921, págs. 1-187, ''reim-

presión en G o t t i n g e n , 1968). T r a d u c c i ó n castellana: VVilhelm Dilthey, Hegel j el idealismo. T r a d u c c i ó n E u g e n i o I m a z . F o n d o d e C u l t u r a Econ ó m i c a . México, 1956.

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mesticado, cerebral, i n c a p a z d e a g u a n t a r la tensión gloriosa de su j u v e n t u d a n t e la r e s t a u r a c i ó n p r u s i a n a . N u e v a era esta línea divisoria y la a c e n t u a c i ó n del p a n t e í s m o estético del joven Hegel, p r e s e n t a d o así al lado de G o e t h e y los otros g r a n d e s del clasicismo p r e r r o m á n t i c o a l e m á n . Ciert a m e n t e , ya K a r l R o s e n k r a n z 2 , discípulo directo de Hegel y su biógrafo i n s u p e r a d o , h a b í a insistido en el valor de la p r i m e r a m i t a d d e la vida de Hegel y d e v a n a d o de ella, en cierto m o d o , el Hegel especulativo posterior. Pero en Ros e n k r a n z n o se e n c o n t r a b a esa tensión d r a m á t i c a q u e Dilthey presentía y t r a t a b a d e e x p r e s a r a la vez científica y congenialmente. L a ortodoxia del m o n u m e n t o v e n e r a b l e y coherente q u e era Hegel en m a n o s de R o s e n k r a n z se r o m pía a n t e el d r a m a de u n a p e r s o n a l i d a d sensible y problemática, testigo de u n a g r a n fuerza espiritual histórica. E n 1907 H e r m a n n Nohl, u n discípulo de Dilthey, publica por p r i m e r a vez los inéditos de Hegel en q u e se h a b í a b a s a d o La historia del joven Hegel 3 . N o se t r a t a de u n a edición crítica, sino s i m p l e m e n t e d e hacer accesible la riqueza de un m u n d o h u m a n o , p e r d i d o d e s p u é s en las formulaciones del desierto especulativo, p e r o en realidad p a t r i m o n i o glorioso a ú n del teutonismo m o d e r n o . Desde este m o m e n t o la p r i m e r a m i t a d de la vida de Hegel cobra un valor tangible filológicamente y se i m p o n e por necesidad histórica; h a s t a a h o r a los presupuestos de su d e s c u b r i m i e n t o no h a n d e j a d o de condicionar la interpretación del j o v e n Hegel. Pese a otras objeciones q u e se les p u e d a hacer, t a n t o Nohl y Dilthey como R o s e n k r a n z tenían u n a c u a l i d a d q u e h a faltado a casi todos sus sucesores: conocían a la perfección no sólo los temas filosóficos, sino la fase histórica en q u e vivió Hegel y le s i t u a b a n y c o m p r e n d í a n en ella. Su intención e r a realizar u n a h e r m e n é u t i c a histórica del individuo Hegel, p u e s el filósofo, lejos de ser sin m á s «eterno», se h a l l a b a v i n c u l a d o por el individuo a los límites de u n a época. L o q u e en c a m b i o hizo escuela fue el procedim i e n t o psicológico de a u s c u l t a r la historia de Hegel, caro a Dilthey. Pocos h a n a l c a n z a d o su nivel de congenialidad int e r p r e t a t i v a ; pero, en cambio, su a r b i t r a r i e d a d reconstruc2

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Karl Rosenkranz, G. II'. F. Hegels Leben. Bcrlin, 1844.

Hegels Iheolog¡selle ¡ugendschriften.

E d . H e r m á n N o h l . T ü b i n g c n , 1907.

I N T R O D U C C I O N L'L

tiva y su subjetivismo h a n e n c o n t r a d o u n a plétora de seguidores. L a teología casi se h a a p o d e r a d o de la historia de Hegel como a l m a reflexiva y crítica, q u e q u i z á represente en esta óptica u n a especie de versión e d u l c o r a d a de Feuerb a c h y un viso c o m o de cierta a l t e r n a t i v a a M a r x 4 . Y, lo m á s inesperado tal vez, t a m p o c o un L u k á c s h a sido excepción a la hora de e n f r e n t a r s e con la j u v e n t u d de Hegel. L a a r b i t r a r i e d a d de sus interpretaciones psicológicas no cede en n a d a a la de Dilthey. Se puede decir q u e lo único sólido q u e h a q u e d a d o del interés por el j o v e n Hegel es la tradición i n t e r p r e t a t i v a q u e e m p a l m a con el aspecto filológico de R o s e n k r a n z y Dilthey. J o h a n n e s HofTmeister 5 trató de c o m p r e n d e r al j o v e n Hegel en el contexto del siglo X V I I I , q u e le suministró su vocabulario y su tópica, p u b l i c a n d o a la vez u n a serie de textos q u e Dilthey y N o h l h a b í a n d e s d e ñ a d o . El discípulo de Hoífmeister, O t t o Póggeler, impulsa a c t u a l m e n t e en el «Hegel-Archiv» ( R u h r - U n i v e r s i t á t , B o c h u m ) u n a tarea sist e m á t i c a de explicación filológica de los textos del j o v e n Hegel. Sólo a partir de esta base se p u e d e n a v a n z a r hoy n u e v a s hipótesis i n t e r p r e t a t i v a s y realizar un balance definitivo de lo q u e nos significa el j o v e n H e g e l en sí y p a r a la interpretación del Hegel posterior. Lo llamativo en O t t o Póggeler, un experto reconocido en el c a m p o de la h e r m e n é u t i c a , es lo poco q u e tematiza exp r e s a m e n t e el p r o b l e m a del principio i n t e r p r e t a t i v o con q u e él a b o r d a a Hegel. T a m b i é n u n a b a s e filológica req u i e r e de principios de interpretación p a r a ser valorada. M á s aún, sus principios son incluso los q u e hacen descub r i r o explotar u n a b a s e d o c u m e n t a l y no o t r a . C o m o N o h l dijo, precisamente en su introducción a los Escritos teológicos del joven Hegel, la «historia es renacimiento». Pero ni él ni Dilthey tuvieron suficientemente en c u e n t a — n i en reali4 U n a e x c e p c i ó n h o n r o s a a este r e s p e c t o m e p a r e c e la de W o l f - D i e t e r M a r s c h , Gegenuart (Jirislt in der Gesellschajt ( E i n e S t u d i e zu H e g e l s D i a lektik. M ü n c h e n , 1965), q u e se d i s t i n g u e p o r su e s m e r o filológico y su s e r i e d a d h e r m e n é u t i c a . N o se p u e d e decir lo m i s m o d e o b r a s m á s f a m o s a s ( c o m o P a u l Asveld, La pensée religieuse du jeune Hegel. L i b e r t é et a l i c n a t i o n . L o u v a i n , 1953) o m á s r e c i e n t e s ( c o m o B e r n h a r d D i n k e l , Der junge

Hegel und die Aujhebimg des subjektiven ldeahsmus. Bonn, 1974). ' Dokumenle z« Hegels Entivkklung. Ed. J. HofTmeister. Stuttgart, 1936,
pags. V I I I - I X .

IXTRODICCION

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d a d les i m p o r t a b a — q u e todo r e n a c i m i e n t o se hace desde principios h e r m e n é u t i c o s distintos de la época r e n a c i d a . A h o r a bien, el resultado fue q u e N o h l eliminó d e su edición los textos q u e consideró «no interesantes»: los textos anteriores a u n d e t e r m i n a d o a ñ o por i n m a d u r o s — a u n q u e en ellos se e n c o n t r a b a la clave del lenguaje de textos posteriores—, los textos políticos por no espirituales — a u n q u e H e gel no concebía un espíritu apolítico—. El fue así q u i e n convirtió al j o v e n Hegel en u n a u t o r teológico y q u i e n dio un p r i m e r paso p a r a desvincularle d e su historia real y m a terial. Escritos teológicos del j o v e n Hegel, fue el título de su edición; y se esforzó p o r q u e todo en ella concordase con él. Dilthey y N o h l p r o y e c t a b a n inconscientemente la imagen q u e el 1900 tenía de sí, c u a n d o calificaban a Hegel por vagos términos espirituales c o m o «místico», «teutón», « p a n t e í s t a » . Y en concreto este ú l t i m o término, «panteísta», m u y i n a d e c u a d o p a r a d e s i g n a r al j o v e n Hegel, es u n o de los q u e m á s confusión h a n c r e a d o sobre lo q u e podía ser la p e r s o n a l i d a d de u n j o v e n burgués, crítico y a la vez entusiasta, como aquel Hegel de quien salió « a s o m b r o s a mente» el «otro» Hegel. D e hecho Dilthey no p u d o reconstruir, c o m o h a b í a sido su p l a n , la u n i d a d m o t o r a de la evolución de Hegel. Su Historia del joven Hegel no llegó a c u m plir su proyecto, y su único resultado, paradójico, fue la contraposición definitiva — y a c t u a l m e n t e a ú n b a s t a n t e a c e p t a d a — de un j o v e n Hegel vital y libre con el enigmático, sabio y a c o m o d a d o profesor berlinés. Este r e s u l t a d o ha llegado incluso a convertirse en p a r a d i g m a i n t e r p r e t a t i v o m á s allá de Hegel, como lo m u e s t r a por ejemplo la m á s breve, p e r o no menos rica, historia de la interpretación del joven M a r x .

II
Si los p r e s u p u e s t o s interpretativos h a n p o d i d o influir tan decisivamente en el t r a b a j o editor de los escritos j u v e n i l e s de Hegel, es, sin d u d a , d e b i d o a q u e este m a t e r i a l se compone casi sin excepción de inéditos y es totalmente heterogéneo desde el p u n t o de vista de las materias q u e lo componen, de los géneros literarios y de la intención, g r a d o de

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INTRODL'CCIO.N

elaboración y m a d u r e z personal de su a u t o r . C a d a editor se h a permitido, por t a n t o , su propia selección d e textos y no sólo las traducciones h a n sido siempre parciales; t a m p o c o en a l e m á n hay a ú n u n a edición c o m p l e t a del Hegel dieciochesco ni la h a b r á en tiempo previsible 6 . El t r a d u c t o r de esta edición castellana, Zoltan Szankay, h a o p t a d o por seguir el p a r a d i g m a clásico de la traducción inglesa por T . M . K n o x 7 . C o m o en ésta los textos seleccionados son los f r a g m e n t o s a g r u p a d o s por N o h l bajo los títulos La Positividad- de la religión cristiana y El Espíritu del Cristianismo y su destino (1795-1800). S i n d u d a estos textos rep r e s e n t a n el esfuerzo m á s i m p o r t a n t e y sostenido del j o v e n Hegel, a quien hacen asequible sin necesidad de complicar y encarecer la edición con f r a g m e n t o s y a p u n t e s desperdig a d o s y en c o n j u n t o voluminosos. Esta solución presenta, con todo, graves inconvenientes. Por d e pronto, una edición del estilo de la d e K n o x r e p r o d u c e los criterios de Nohl; m á s aún, los a c e n t ú a t a n t o en la selección material de textos como en su justificación f o r m a l (a cargo en la edición K n o x de su prologador, R i c h a r d K r o n e r ) . E n este p u n t o Z o l t a n S z a n k a y ha tenido en c u e n t a diversos textos d e tipo político, literario, etc. q u e constituyen el contexto i n m e d i a t o en q u e d e b e n ser leídos los escritos m a yores, centrales. A d e m á s no h a seguido el uso y abuso d o m i n a n t e , en ediciones y estudios monográficos, de situar los textos «secundarios» en apéndice (lo q u e h a b r í a constituido u n a forma a t e n u a d a de seguir a N o h l ) . P a r a realizar esta tarea, difícil por el estado casi caótico incluso de las fuentes impresas, el t r a d u c t o r h a c o n s u l t a d o en el « H e gel-Archiv» las fotocopias de los m a n u s c r i t o s originales. De ahí q u e su traducción h a y a recogido textos d e Hegel q u e a ú n no h a n sido p u b l i c a d o s en a l e m á n . Estos casos se indic a n en el índice del v o l u m e n y se c o m p l e t a n con referencias d e t a l l a d a s en el texto correspondiente a pie de página.
6 L a edición crítica d e l a s o b r a s d e H e g e l r e a l i z a d a b a j o los a u s p i c i o s d e la « D e u t s c h e F o r s c h u n g s g e m e i n s c h a f t » y la « R h e i n i s c h - W e s t l a l i s c h e A k a d e m i e d e r W i s s e n s c h a f t e n » (G. IV. F. Hegel. Gesammelle íl'erke. H a m b u r g , 1968-), pese a h a b e r p u b l i c a d o y a los t o m o s c o r r e s p o n d i e n t e s a la fase 1801-1806, está e n c o n t r a n d o p r e c i s a m e n t e en los d o s p r i m e r o s t o m o s (-1800) d i f i c u l t a d e s p e r s o n a l e s i n s u p e r a b l e s . 7 G. ( I . F. Hegel. On Christianity. E a r l y theological w r i t i n g s . T r a d . T . M . K n o x (y R . K r o n e r ) . G l o u c e s t e r ( M a s s . ) , 1970 ( ' 1 9 4 8 ) .

INTRODUCCION

L'L

Pese a tales características positivas d e esta t r a d u c c i ó n castellana, h a y q u e decir c l a r a m e n t e lo q u e ofrece y lo q u e no ofrece: 1) Por de pronto, al limitarse la edición del j o v e n Hegel a los a ñ o s de 1795 a 1800, q u e d a n f u e r a los textos anteriores (1785-1795), entre ellos, sobre todo, un diario, varios ensayos, los f r a g m e n t o s de T u b i n g a , un n ú m e r o apreciable de esbozos d e B e r n a y La' Vida de Jesús. Si el peso d e estos textos anteriores no es g r a n d e a la h o r a de d e t e r m i n a r la aportación original d e Hegel, sí lo es en c a m b i o a la de t r a z a r su evolución y a p r e c i a r la sustancia epocal de su lenguaje y su tópica. C i e r t a m e n t e este t r a b a j o está a ú n t a n por hacer, q u e no es u n a t r a d u c c i ó n castellana la q u e puede a y u d a r a q u e a v a n c e s u s t a n c i a l m e n t e . E n este sentido la limitación de n u e s t r a edición obedece t a m b i é n a las limitaciones del estudio de Hegel en general y m á s especialmente en los países de lengua castellana. Sólo h a y q u e prevenir c o n t r a u n a equivocación q u e puede insinuarse e s p o n t á n e a m e n t e en q u i e n c o m i e n z a a leer al j o v e n Hegel 'in m e d i a s res'. El círculo de ideas tan rico y sugestivo q u e ahí se nos a b r e de golpe no es creación de u n a genialidad asombrosa: es por el c o n t r a r i o p r o d u c t o de u n a rica tradición ilustrada, m u c h o menos e s q u e m á t i c a y m á s rica d e lo q u e suelen creer los q u e e n t i e n d e n de filosofía especulativa (y creen q u e con eso b a s t a p a r a entend e r l a ) . T a m b i é n e i n m e d i a t a m e n t e es u n p r o d u c t o del prer r o m a n t i c i s m o a l e m á n , el ' S t u r m u n d D r a n g ' , q u e n o debe ser c o n f u n d i d o con el r o m a n t i c i s m o — a l q u e Hegel se o p u s o s i e m p r e — ni c o n t r a p u e s t o a la Ilustración a l e m a n a , la ' A u f k l á r u n g ' , con la q u e se halla en u n a s i m u l t á n e a relación de c o n t i n u i d a d y d i s c o n t i n u i d a d . Es este á m b i t o colectivo de ideas y actitudes el q u e realmente p e r m i t e comp r e n d e r al j o v e n Hegel y, a través de él, al Hegel de las g r a n d e s o b r a s sistemáticas, t a m b i é n en c o n t i n u i d a d , a la vez q u e en r u p t u r a , con sus a ñ o s de j u v e n t u d . 2) D e n t r o del lapso elegido, el t r a d u c t o r h a recogido textos d e todos los tipos — e n t r e ellos, c o m o q u e d a indicado, materiales e s t r i c t a m e n t e inéditos—, prescindiendo de las valoraciones q u e h a n venido i m p l i c a n d o h a s t a a h o r a las ediciones del j o v e n Hegel. C o n b u e n criterio, el t r a d u c t o r

I N T R O D U C C I O N L'L

h a incluido a d e m á s algún texto d e p a t e r n i d a d discutida, sobre todo el Systemprogramm. Así mismo ha c o n s i d e r a d o conveniente, en vez de com e n z a r a b r u p t a m e n t e por La Positividad de la religión cristiana, anteponerle u n a serie de f r a g m e n t o s q u e r e p r o d u c e n en f o r m a c o n d e p s a d a y brillante la a t m ó s f e r a intelectual de Hegel en 1795. Esto, j u n t o con la c o r r e s p o n d e n c i a de Hegel y algunos f r a g m e n t o s m á s q u e he a ñ a d i d o , hace q u e n u e s t r a
rdición icriorj. a b a r q u e d e h e c h o un a ñ o m á s (desde finales di

1794), d e j a n d o f u e r a sólo La Vida de Jesús

(cfr. n o t a a n -

Por desgracia el señor Szankay no p u d o u l t i m a r este t r a b a j o y definir u n plan de edición. A este respecto m i tarea de editor se h a limitado por de p r o n t o a c o m p l e t a r su antología h a s t a la totalidad de los títulos conservados. E n t r e estos textos q u e he a ñ a d i d o , algunos requieren especial mención. L a c o r r e s p o n d e n c i a suele ser c o n s i d e r a d a como u n a fuente m á s biográfica q u e sistemática, y e d i t a d a por consiguiente a p a r t e . Pero hay un año, p r e c i s a m e n t e el 1795, en q u e la c o r r e s p o n d e n c i a de H e g e l con Holderlin y Schelling t r a t a en f o r m a directa de las intenciones f u n d a mentales del p e n s a m i e n t o de los tres. Es u n a a u t é n t i c a clave p a r a e n t e n d e r al j o v e n Hegel — y , lo q u e es más importante, p a r a e n t e n d e r el Idealismo a l e m á n — , inaccesible h a s t a a h o r a p a r a el público de l e n g u a castellana. Los f r a g m e n t o s de Hegel por los q u e comienza nuestra edición d e b e n ser leídos d i r e c t a m e n t e sobre el trasfondo de estas cartas. Los extractos de lectura (1795-1796) q u e se nos h a n conservado de los años en B e r n a son casi desconocidos y sin e m b a r g o n a d a hay m á s orientador, p u e s p o n e n el " r e p u b l i c a n i s m o " de Hegel en conexión directa con Forster, el g r a n republicano a l e m á n q u e dirigió la revolución en M a g u n c i a (segundo extracto). El tercer extracto indica la d i m e n s i ó n revolucionaria con q u e K a n t fue i n t e r p r e t a d o por Forster, Hegel y el círculo d e amigos q u e a p a r e c e en su correspondencia; u n a d i m e n s i ó n q u e a d e m á s e r a i n m a n e n t e a la filosofía k a n t i a n a . El p r i m e r extracto, en cambio, recoge la tradición «herética» g e r m a n a del m a e s t r o E c k h a r t . Es la teología lo q u e aquí se p r e s e n t a como revolucionario, pero no en el sentido de precursora inconsciente — c o m o , p o r

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ejemplo, se le i n t e r p r e t a r í a h o y — ; la revolución en sí m i s m a p r e s e n t a p a r a Hegel u n a calidad teológica (en el sentido h u m a n i s t a , desmitologizado de la Ilustración). Estos extractos m u e s t r a n así los tres ingredientes, político, especulativo y teológico, q u e constituyen la originalidad — y g r a n dificultad p a r a entenderles h o y — de H e g e l y sus c o n t e m p o r á n e o s . Hegel se diferencia aquí de ellos sobre todo por la peculiar interacción q u e van a ir c o b r a n d o en él esos «ingredientes». L a s u s t a n c i a de su filosofía es en c a m b i o t í p i c a m e n t e epocal, c o m u n i t a r i a por así decirlo. L a m i s m a « f o r m a » de la posterior especulación hegeliana la va a r e p r o d u c i r c o n c e n t r a d a y esotéricamente. Si los escritos j u v e n i l e s son tan i m p o r t a n t e s , es p r e c i s a m e n t e porq u e en ellos se p r e s e n t a con especial claridad la s u s t a n c i a , la m a t e r i a , la v e r d a d e r a i d e n t i d a d de la filosofía especulativa de Hegel. Bastante conocidos son los f r a g m e n t o s históricos y políticos, a s i g n a d o s h a b i t u a l m e n t e a la época de F r a n k f u r t (1797-1800). En n u e s t r a edición, por razones explicadas a pie de texto, figuran en su l u g a r m á s probable, hacia el final de la é p o c a de Berna. A la versión del señor S z a n k a y me he limitado a añadirle los f r a g m e n t o s menos conocidos de t o d a la colección: n ú m e r o s 5, 11 y 17. El Diario de viaje por los Alpes berneses (1796) es poco conocido. No son sólo sus ocasionales excursos filosóficos lo q u e aquí p u e d e interesarnos, sino la sensibilidad, la v a r i e d a d de intereses, los diversos conocimientos q u e revela. El género literario es típicamente tardoilustrado; por entonces c o m e n z a b a n a multiplicarse los diarios de viaje por los Alpes («el viaje» e r a como tal u n a categoría literaria privileg i a d a de la Ilustración) y t a m b i é n Hegel e m p r e n d i ó en esta ocasión un viaje tan político y literario como geográfico. L a r u t a lleva a la capilla de G u i l l e r m o Tell, pasa por el « R ü t li», el p r a d o en q u e los tres libertadores suizos d e j a r o n su alianza, y el relato del viaje t e r m i n a con la p i r á m i d e q u e el enciclopedista a b b é R a y n a l h a b í a erigido a n t e L a u s a n a a los libertadores suizos; sólo la t o r m e n t a le impide a Hegel detenerse en este m o n u m e n t o de la revolución. El e s t a d o de las libertades en las c i u d a d e s y valles q u e a t r a v i e s a es un c u a d r o r e c u r r e n t e , como lo es l a situación m a t e r i a l y social de la población.

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Desde el p u n t o de vista literario el d i a r i o no es u n a crónica personal, sino u n esbozo d e s i g u a l m e n t e t r a b a j a d o , un intento en un género literario de m o d a 8 . H e g e l y sus comp a ñ e r o s están r e c o r d a n d o c o n s t a n t e m e n t e sobre todo el diario de viaje de C h r i s t o p h Meiners, cuya r u t a h a b í a n t o m a d o . Su p a r a d i g m a paisajístico es a ú n el clásico de la tierra feraz y no el r o m á n t i c o de los p a i s a j e s grandiosos (en este p u n t o sus reservas tanto a n t i r r o m á n t i c a s como c o n t r a la sensiblería i l u s t r a d a hoy tal vez le a c e r c a n otra vez a nosotros). De todos modos, la transición e n t r e la sensibilid a d de la Ilustración y el ]Sturm u n d D r a n g ' es aquí especialmente perceptible. Y t a m b i é n resulta interesante ver cómo las emociones, m a n i f i e s t a m e n t e reales, de Hegel son incapaces de expresarse sin encorsetarse e n u n a forma est r i c t a m e n t e conceptual, desexualizada. Es u n a base cultural de su estilo y de su p r o b l e m a filosófico, a la vez q u e u n a clave p a r a c o m p r e n d e r la inexplicable c o n t i n u i d a d entre la a p a r e n t e s e q u e d a d i l u s t r a d a y la efusividad del ' S t u r m u n d Drang'. T a m b i é n q u e d a n recogidas todas las n o t a s un tanto extensas q u e hizo Hegel al editar el panfleto de C a r t c o n t r a la oligarquía bernesa, p o r q u e he c o n s i d e r a d o i m p o r t a n t e m o s t r a r no sólo a l g u n a s ideas políticas del j o v e n Hegel, sino su mismo tipo de discurso político, su seriedad analítica, su limpieza de ideología. Por de p r o n t o es desconcert a n t e p a r a el ' i m a g e ' de ideología q u e afecta al a u t o r de la Filosofía del Derecho. En cambio los p r i m e r o s b o r r a d o r e s p a r a La Constitución alemana (1798-1800) m u e s t r a n el intento — f a l l i d o — de esbozar un p r o g r a m a político de acción. Es un nivel superior y a la vez c o m p l e m e n t a r i o del q u e muest r a n los a p u n t e s suizos. El «poco interés» q u e tenían los t r a b a j o s del j o v e n Hegel sobre política y, m á s aún, sobre economía política, hizo q u e se perdiesen u n a s veces en parte, o t r a s por completo.
s U n caso s e m e j a n t e d e e n s a y o l i t e r a r i o es La Vida de Jesús, del v e r a n o a n t e r i o r (1795); e n este c a s o el e n s a y o p a r e c e serlo incluso d e f o n d o : s e g u i r h a s t a el final u n a idea — l a c o n c e p c i ó n i l u s t r a d o - k a n t i a n a de la r e l i g i ó n — , con la q u e p r o b a b l e m e n t e H e g e l no se h a l l a b a i d e n t i f i c a d o n i s i q u i e r a p o r e n t o n c e s . U n a c a r t a un poco a n t e r i o r de Schelling a H e g e l (4 de febrero de 1795, t r a d u c i d a infra, p á g . 58) i n s i n ú a incluso las p o s i b i l i d a d e s satíricas de u n t r a b a j o así, a u n q u e n o c u a d r a s e n en este caso c o n las i n t e n c i o n e s de H e g e l .

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C u a n d o sólo q u e d a n de ellos los resúmenes q u e nos h a n transmitidos sus primeros biógrafos, he considerado q u e al menos estos r e s ú m e n e s d e b e n ser puestos al alcance de un público castellanoparlante, a q u i e n ni siquiera son accesibles esas biografías. T a m p o c o los p o e m a s de H e g e l nos h a n llegado en su m a y o r p a r t e m á s q u e en f o r m a f r a g m e n t a r i a . Los de la época de F r a n k f u r t reflejan y e x p r e s a n en f o r m a indirecta la p r o b l e m á t i c a filosófica de Hegel. Pese a q u e no son fáciles de i n t e r p r e t a r , estos p o e m a s no p o d í a n ser relegados como textos «secundarios» sin e m p o b r e c e r en u n a d i m e n sión la i m a g e n del j o v e n Hegel. Incluso en el caso a p a r e n temente e x t r e m o del p o e m a a su perro, u n a s r i m a s p a r a p a s a r el rato, r o n d a la s o m b r a del can mefistofélico (Fausto) y se e n c i e r r a u n a reflexión sobre el t e m a d e la libertad, como lo insinúa ya u n a reflexión especulativa a n t e r i o r de Hegel (infra, p á g . 255). E n c a m b i o el p o e m a Eleusis, adem á s de a l c a n z a r a ratos a l t u r a formal, literaria, tiene el contenido de un ensayo filosófico. Por lo d e m á s los misterios eleusinos eran en el sur de A l e m a n i a u n a consigna de revolucionarios esotéricos, conspiradores y contemplativos. Su influjo es perceptible en H ó l d e r l i n — a q u i e n va dedicado el p o e m a — , Beethoven, W i e l a n d , J a c o b i , etc. E n c u a n t o a los estudios geométricos de 1800, no sólo indican u n a sólida formación geométrica, ya c o n o c i d a por otros indicios, sino q u e f o r m a n p a r t e del m a t e r i a l básico q u e Hegel utilizaría seis años d e s p u é s p a r a sus clases de g e o m e t r í a en la U n i v e r s i d a d de J e n a . C o n un procedim i e n t o análogo al q u e e m p i c a r a en sus a p u n t e s políticos sobre C a r t , H e g e l h a discutido con d e t a l l a d a precisión lógica los t e o r e m a s de Euclides antes de i n t e n t a r poco después, en J e n a , u n a especulación sobre el T r i á n g u l o Divino. Es un e j e m p l o de los sólidos conocimientos q u e encierra la especulación hegeliana y debe ser t o m a d o como un estudio sistemático de discurso lógico; en él se trasluce ya u n a inmersión p r o f u n d a en la p r o b l e m á t i c a de la abstracción como característica específica del p e n s a m i e n t o m o d e r n o . Por último, al d a t a r estos estudios Hegel h a escrito al borde el n o m b r e de M a g u n c i a en francés. E n M a g u n c i a , en efecto, h a b í a t r i u n f a d o p a s a j e r a m e n t e la revolución, u n i d a al n o m b r e de Forster, q u e H e g e l a d m i r a b a . P a r a m á s evi-

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dencia, Hegel repite la fecha con el calendario revolucionario: « V e n d i m i a i r e del a ñ o I X . » L a d r a m á t i c a c a r t a a Schelling de n o v i e m b r e de 1800 es el p u n t o final q u e el mismo Hegel p o n e a su fase j u v e n i l . R e c u p e r a n d o el a n t i g u o tono de la c o r r e s p o n d e n c i a d e 1795, es como ella m á s q u e un d o c u m e n t o biográfico o, mejor dicho, es la filosofía que Hegel m i s m o hace de su biografía. En esta c a r t a se halla en g e r m e n la Fenomenología del Espíritu. T a m b i é n el c o m e n t a r i o al M allenstein, de Schiller, q u e cierra n u e s t r a edición, es trágico. E n los ensayos alr e d e d o r del « E s p í r i t u del Cristianismo», Hegel a c a b a b a d e reflexionar con g r a n intensidad el m u n d o subjetivo del 1800. El deseo de u n a vida n u e v a d e fantasía y libertad, su fracaso ejemplificado en la figura de J e s ú s , los mecanismos sociales y personales q u e lo h a c e n inevitable configuran u n a de las reflexiones m á s impresionantes q u e ha p r o d u c i d o la c u l t u r a b u r g u e s a . Los escritos j u veniles de M a r x n o p o d r á n r e c u p e r a r t o d a la riqueza vital de estos a p u n t e s . Por otra p a r t e , ciertamente, h a b r á n a b j u r a d o d e la fe en el Espíritu con q u e Hegel vuelve a proyectar su p r o b l e m á t i c a d e s g a r r a d a , c o m e n t a n d o no ya la figura de J e s ú s , sino u n a personalidad e x p r e s a m e n t e m o d e r n a : el Wallenstein de Schiller. El final d e este c o m e n t a r i o no cierra u n a época en la v i d a de Hegel. C i e r r a u n a posibilidad f u n d a m e n t a l d e toda su actitud y de toda su filosofía, c u a n d o se niega d r a m á t i c a m e n t e a reconocer el triunfo d e la m u e r t e sobre la vida. L a filosofía d e Hegel es la teodicea del espíritu b u r g u é s q u e se cree l l a m a d o a llevar la h u m a n i d a d a la vida e t e r n a . El q u e esta vida sea la de un concepto d o m i n a d o r , sistemático y por e n d e castrante, asesino, es p a r a ella al contrario 'index sui et falsi', g a r a n t í a de cientificidad, d e eficacia y de éxito. Al t e r m i n a r d e recorrer el ú l t i m o ángulo d e esta c a r a j u v e n i l nos e n c o n t r a m o s ya, sin d a r nos cuenta, en el otro rostro d e J a n o , el «otro» Hegel, e n t r a n d o en la selva — o t a m b i é n desierto— especulativo. Al introducir, por último, entre los esbozos d e F r a n k f u r t u n f r a g m e n t o h a s t a a h o r a inédito, y c o m p l e t a r otro inédito c u y a transcripción y traducción ya h a b í a sido iniciada p o r Zoltan Szankay, n u e s t r a edición c o m p r e n d e todos los títulos

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de los años 1795-1800. El p r i m e r o de estos dos f r a g m e n t o s es interesante, en p r i m e r lugar, por su d e n u n c i a de la equiparación e n t r e p e r s o n a (convertida en cosa) y m e r c a n c í a . Hegel, ya en el c a m p o de influencia de la e c o n o m í a política, comienza a tematizar la antropología q u e s u b y a c e a ésta. No por eso es el capitalismo su tema; la insistencia en el j u d a i s m o indica q u e su reflexión se mueve al nivel general de la e c o n o m í a y la sociedad política tradicionales. L a cosificación de la p e r s o n a a q u e se refiere el f r a g m e n t o es, por tanto, la q u e caracteriza a la sociedad tradicional contra la q u e l u c h a la b u r g u e s í a revolucionaria. El t e m a m á s preciso en q u e t e r m i n a c o n c r e t á n d o s e este bello f r a g m e n t o es t a m b i é n propio de la tradición e m a n c i p a d o r a i l u s t r a d a : la liberación de la m u j e r . 4) El nivel crítico de los textos q u e sirven de base a n u e s t r a edición es, en su c o n j u n t o , flojo. Esto se debe a q u e la edición Nohl, que s u m i n i s t r a la m a y o r p a r t e del m a t e rial, carecía de pretensiones críticas y, a p a r t e de diversos errores de lectura, se h a p e r m i t i d o a veces m a n i p u l a c i o n e s de tal calibre, q u e en esos casos el texto a p e n a s p u e d e ser considerado como de Hegel. L o s p r o b l e m a s q u e p l a n t e a el desciframiento de los m a n u s c r i t o s de la época de F r a n k f u r t fueron solucionados por Nohl sólo p a s a b l e m e n t e . El Espíritu del Cristianismo se h a conservado en dos versiones d e d i s t i n t a fecha. N o h l , q u e se basó en la s e g u n d a versión, sólo reprod u j o en n o t a diversos pasajes de la p r i m e r a . Z o l t a n Szankay no p u d o realizar su proyecto, equivalente a u n a traducción c o m p l e t a de la p r i m e r a versión, lo q u e h a b r í a significado t a m b i é n a d e l a n t a r s e a la edición crítica a l e m a n a en p r e p a r a c i ó n desde hace años. T a m b i é n en otros casos i n d e p e n d i e n t e s de N o h l la transmisión del texto es defectuosa. D e n t r o de estas limitaciones, n i n g u n a edición a l e m a n a se ha hallado h a s t a a h o r a en condiciones de ofrecer u n texto t a n completo y t a n crítico del j o v e n Hegel en general, y del Espíritu del Cristianismo en concreto, c o m o ésta. Sólo a p a r t i r de 1978 p o d r e m o s c o n t a r con u n a edición satisfactoria, a u n q u e l i m i t a d a a los escritos referentes al Espíritu del Cristianismo: G. W. F. Hegel, Der Geist des Christentums. Schriften 1796-1800. M i t bislang unveróffentlichten T e x t e n . E d . e

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intr. W e r n e r E. H a m a c h e r . Berlín. Ullstein 1978 ( = Ullstein Buch 3360). N u e s t r a edición se h a beneficiado ya del t r a b a j o del señor H a m a c h e r , p u e s la señora E v a Ziesche, de la Staatsbibliothek Preussischer K u l t u r b e s i t z , Berlín, ha puesto a m a b l e m e n t e a m i disposición la transcripción de u n difícil m a n u s c r i t o por el señor H a m a c h e r y complet a d o sobre la m i s m a base la transcripción de otro, ya p a r cialmente realizada p o r Z o l t a n Szankay (cfr. supra, pág. 7). L a indicación de f u e n t e s en el índice de n u e s t r a edición, b a s t a n t e insólita, sirve al fin de sentar el valor de la base en q u e se apoya en c a d a caso n u e s t r a traducción. A la vez s u m i n i s t r a u n a referencia p a r a poder localizar los textos en su versión original, e d i t a d a m u y d i s p e r s a m e n t e . Por razones de simplificación el índice sólo hace referencia a ediciones standard; las ediciones críticas, c u a n d o las hay, y las referencias precisas a los m a n u s c r i t o s se hallan en c a d a caso a pie de página.

5) El orden seguido en nuestra edición se atiene en general a la cronología establecida por Gisela Schüler 9 . E s t a cronología no debe ser c o n s i d e r a d a como definitiva, ni siq u i e r a paleográficamente. Pero a d e m á s , d o n d e carecemos d e criterios paleográficos (por ser casos de transmisión indirecta) he establecido u n a o r d e n a c i ó n hipotética por razones de crítica interna y testimonios externos. T o d o m e n o s m o n t a r apéndices a r r i n c o n a d o s y d e s c o n t e x t u a d o s , incluso si afectan a f r a g m e n t o s m e n o s i m p o r t a n t e s . El caso de los Fragmentos históricos y políticos (infra, págs. 163-182), el m á s i m p o r t a n t e , lo he resuelto, c o n t r a u n a rutina b a s t a n t e habitual, de a c u e r d o con el testimonio de R o s e n k r a n z y las correspondencia con los apéndices de La Positividad de la religión cristiana (las objeciones de G. Schüler a R o s e n k r a n z no m e parecen convincentes). P a r a no hacer la disposición d e m a s i a d o e n m a r a ñ a d a , he r e u n i d o los f r a g m e n t o s por grupos temáticos, c u a n d o esto e r a factible y los d e s p l a z a m i e n t o s cronológicos resultantes no excedían de algunos meses. C o n ello no t r a t o de insin u a r la presencia, siquiera sea implícita, de «obras» cons9 Zur Chronotogie vori Hegels Jugendschrijten, (1963), p á g s . 111-160.

en: H e g e l - S t u d i e n , B o n n , 2

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t r u i d a s por el j o v e n Hegel, como lo hizo N o h l sobre todo en el caso d e La Positividad de la religión cristiana y, m á s a ú n , del Espíritu del Cristianismo. Pero sí coincido con N o h l e n t r a t a r de establecer a l g ú n tipo de o r d e n a c i ó n t e m á t i c a en la m a r a ñ a d e f r a g m e n t o s , q u e p e r m i t a leerlos y no sólo u n estudio analítico reservado a especialistas. A fin de no distorsionar la perspectiva en u n a edición de escritos p o s t u m o s , ' h e insertado la ú n i c a o b r a i m p r e s a en v i d a de H e g e l —los c o m e n t a r i o s a C a r t — no en la fecha de su a p a r i c i ó n (1798), sino en la fecha a p r o x i m a d a de su composición p r o b a b l e (1796).

III
QUEDA por prevenir un equívoco q u e puede ser suscitado por el c a r á c t e r f o r m a l m e n t e teológico de la m a y o r p a r t e de estos escritos de Hegel. L a teología era u n a f o r m a de expresar lo q u e entonces carecía de otros cauces, a u n q u e no fuese de índole teológica. Ahí t e n e m o s el conocido caso de los « g e r m a n i s t a s » , los literatos q u e , como H e r d e r por ejemplo, e n c a b e z a r o n el m o v i m i e n t o de e m a n c i p a c i ó n en Alem a n i a . El q u e d e hecho se p u s i e r a n con su crítica literaria en la p r i m e r a línea de la evolución social no se d e b e atrib u i r sólo ni p r i n c i p a l m e n t e a q u e la literatura tenía entonces u n a función de camuflaje, sino a q u e los m i s m o s literatos e r a n incapaces de enfrentarse en otra forma con los nuevos p r o b l e m a s . T a l es t a m b i é n la razón d e q u e los p r o b l e m a s literarios d e la é p o c a a p a r e z c a n como la m a t r i z inicial del p e n s a m i e n t o d e Hegel. Este f e n ó m e n o es c l a r a m e n t e perceptible en el Systemfragment, en el escrito de la Positividad (y lo es m á s todavía en los a p u n t e s anteriores q u e no a b a r c a n u e s t r a edición). U n p a p e l m u y semejante al de la l i t e r a t u r a e r a el j u g a d o p o r la teología, p r i m e r b a l u a r t e de la ideología del Viejo R é g i m e n , a t a c a d o por R e i m a r u s en p l e n a A u f k l á r u n g y q u e a c a b a b a de p a s a r en los años i n m e d i a t a m e n t e anteriores a los c o r r e s p o n d i e n t e s a n u e s t r a edición u n a s o n a d a batalla: la « d i s p u t a del panteísmo» e n t r e M e n d e l s s o h n y J a c o b i . P r o n t o le seguiría la « d i s p u t a del ateísmo» (1799), desenc a d e n a d a c o n t r a Fichte en realidad por razones políticas.

I N T R O D U C C I O N L'L

N a t u r a l m e n t e f u e r o n m u c h o s los q u e percibieron claram e n t e el significado político de esta « d i s p u t a » ; los primeros de todos, las a u t o r i d a d e s . Sin e m b a r g o , no e r a posible u n a expresión s i m p l e m e n t e política de la política. C u a n d o N o h l tituló los escritos juveniles d e Hegel c o m o «teológicos», ten í a f o r m a l m e n t e razón; pero no se d a b a c u e n t a de q u e la teología en el siglo XVIII significaba m u c h o m á s q u e en 1907. Algo s e m e j a n t e p a s a r í a después con los celosos intérpretes h u m a n i s t a s y religiosos de u n Hegel tan congenial, t a n «teológico», a la vez q u i z á que d e s c a r r i a d o , sin percibir diferencias s e m á n t i c a s n a d a sutiles en ese término. El j o v e n Hegel reflexiona c o n s t a n t e m e n t e la relación entre religión y fantasía, religión y libertad (o despotismo) y en esa f o r m a se p l a n t e a p r i n c i p a l m e n t e p r o b l e m a s sobre los q u e volverá la izquierda hegeliana. Solo desde la é p o c a del joven M a r x — q u i e n p r e c i s a m e n t e se enfrentó con los c o n t i n u a d o r e s «progresistas» de H e g e l — se puede decir q u e el p r o b l e m a del E s t a d o , de la sociedad burguesa, de la economía política se h a d e s g a j a d o de lo religioso o lo ha englobado como tema a h o r a secundario. L a constitución de la p s i q u e , d e difícil o b j e t i v a c i ó n , a ú n h a r e q u e r i d o m á s tiempo. E n tiempos del j o v e n Hegel h a y q u e tener en c u e n t a incluso sociológicamente q u e la intelectualidad p a s a b a de ordinario por la carrera eclesiástica protestante, fuese luego seguida en un cargo pastoral o no. El q u e los temas h u m a n o s m á s i m p o r t a n tes tuviesen q u e ser p e n s a d o s teológicamente implicaba ya u n a óptica y u n t r a t a m i e n t o especial, poco concordes con lo que se suele e n t e n d e r por «ilustración», de no ser p o r q u e la «Ilustración» fue mucho más teológica de lo q u e h a r í a suponer al e s p e c t a d o r ingenuo su polémica con las iglesias y religiones. El g e r m e n del Idealismo especulativo se halla ya en la teología ilustrada. D e hecho en diversos f r a g m e n t o s políticos del joven H e gel y en los c o m e n t a r i o s a C a r t los intereses de la política y la sociedad t o m a n vuelo propio frente al lenguaje teológico. Hegel ha estudiado en F r a n k f u r t la economía política de S t e u a r t y poco d e s p u é s la d e A d a m Smith, sin q u e por desgracia se h a y a n c o n s e r v a d o sus c u a d e r n o s de lectura. Estos, considerados poco interesantes, d e s a p a r e c i e r o n tras h a b e r estado a disposición de Rosenkranz: ejemplo clásico

INTRODUCCION

de prejuicios h e r m e n é u t i c o s «espirituales», criticado con razón por L u k á c s . A u n así el r e s u m e n de R o s e n k r a n z nos d a elementos suficientes p a r a p o d e r p e n s a r q u e t a m b i é n aquí la política siguió e n g l o b a d a por el d o m i n i o implícito d e la teología. C o m o el primitivo veía en las fuerzas físicas la presencia de los dioses, el p r e r r o m á n t i c o b u r g u é s ve en las fuerzas h u m a n a s la expresión del Espíritu. D e ahí t a m bién la i m p o r t a n c i a , el «sacerdocio» — c o m o decía F i c h t e — de la actividad intelectual, y la e s p e r a n z a puesta en su virtud r e d e n t o r a por jóvenes e s t u d i a n t e s como Hegel. D e ahí t a m b i é n la e n o r m e energía q u e p o d í a ser invertida en esta tarea, cuya intensidad hoy nos parece — c o n r a z ó n — r a y a r en la locura. Ese impulso «espiritual» no se llama, por tanto, « t r a b a j o » en el ' S t u r m und D r a n g ' , sino «acción», «acción o p e r a n t e » , « t r a b a j o del concepto» en Hegel, como t a m b i é n en Fichte. Y es la virulencia de este impulso m á s q u e subjetivo, sus virtualidades ilustradas, lo q u e falta a la r e f i n a d a subjetividad panteísta de N o h l y Dilthey o a la menos r e f i n a d a espiritualidad cristiana de otros intérpretes posteriores, impidiéndoles c o m p r e n d e r h a s t a q u é p u n t o el Idealismo a b s o l u t o se hallaba ya v i r t u a l m e n t e presente en el m u n d o del ' S t u r m u n d D r a n g ' r e p r e s e n t a d o por el j o v e n Hegel. D e s d e luego no se t r a t a de «politizar» a Hegel — c o n t r a la d e f o r m a c i ó n «teológica»— ni de h a c e r de él un progre. El a f á n de convertirle en un j a c o b i n o tiene algo de ridículo, en p r i m e r l u g a r p o r q u e e v i d e n t e m e n t e no lo fue 1 0 . Pero a d e m á s revela un imposible a f á n de identificación con alguien que ya se halla d e m a s i a d o lejos y sólo existe vivo y presente en un m u n d o de papel impreso. Si sus valoraciones políticas siguen teniendo interés, es sobre todo por lo q u e dicen sobre el m i s m o Hegel y su m u n d o . M á s a ú n , desde n u e s t r a relativa lejanía histórica son difíciles de discernir a través de su lenguaje. Por ejemplo, los comentarios de Hegel en su t r a d u c c i ó n a la o b r a de C a r t se m a n t i e n e n con toda su causticidad d e n t r o de u n tono de impecable objetividad, e l i m i n a n d o incluso de la traducción las p e r o r a t a s panfletarias de C a r t .
,0 Cl'r. v. g. la c a r t a a S c h e l l i n g d e l 2 4 d e d i c i e m b r e d e 1794, p á g . ")0.

infra,

I N T R O D U C C I O N L'L

Esto ha llevado a HofTmeister a a f i r m a r q u e en Hegel pred o m i n a M o n t e s q u i e u sobre Rousseau, la serenidad meramente comprensiva sobre la rebeldía plebeya del ginebrino; si Hegel fustigó a la aristocracia b e r n e s a , sería en p r i m e r lugar p o r q u e ni siquiera cumplía con el peculiar «espíritu de las leyes» q u e h a r í a estable su r é g i m e n 11 . Esta interpretación sería plausible si Hegel no hubiese p r o n u n c i a d o taj a n t e s consignas revolucionarias en la m i s m a época bernesa y en un contexto p r ó x i m o 12 . Incluso en los años de Berlín, al dictar sus clases sobre la filosofía de la historia, el Hegel s u p u e s t a m e n t e convertido en c o n s e r v a d o r d a r á de Robespierre u n a visión m á s positiva q u e la q u e tenía treinta años antes en la época de sus fervores franceses I 3 . Nadie dirá q u e el Hegel m a d u r o h a y a sido ni revolucionario ni m á s a v a n z a d o q u e el H e g e l juvenil. Pero t a m b i é n es falso supon e r en él un c a m b i o radical al establecerse como profesor del E s t a d o prusiano. El Hegel m a d u r o fue coherente con su j u v e n t u d (y en esto sí tiene razón HofFmeister). Sólo comp r e n d i e n d o el c o n s e r v a d u r i s m o del j o v e n revolucionario se c o m p r e n d e la e n t r a ñ a revolucionaria de sus a ñ o s m a d u r o s . A m b o s influjos, el de M o n t e s q u i e u y el de Rousseau, son perceptibles en el j o v e n Hegel, pero no simétricamente. No es sólo q u e el j o v e n Hegel f u e r a d e s i g u a l m e n t e receptivo a a m b o s , sino q u e se hallaba frente a ellos en u n a posición excéntrica. Su «principio» dinámico era otro. Y éste es lo difícil de c a p t a r . M e n o s q u e n u n c a tiene aquí Revolución el sentido esquelético de u n a victoria política; es el ascenso definitivo y sin t r a b a s de un n u e v o m u n d o h u m a n o í n t i m a m e n t e sentido y presentido. E s u n a nueva vida, y en este carácter h o n d a m e n t e h u m a n o se a p o y a r á por de p r o n t o la pretensión filosófica de totalidad (cercana en su imposibilidad al totalitarismo, como la Revolución imposible). Desde luego Hegel no fue sin m á s un revolucionario «teórico» —pese a la famosa tesis 11 sobre F e u e r b a c h — ; la correspondencia y los esbozos políticos reproducidos en esta edición b a s t a n p a r a m o s t r a r q u e Hegel no concebía
11 12

Op. cit., p á g s . 464-465. V i d . c a r t a a S c h e l l i n g d e l 16 de a b r i l de 1795, infra,

p á g . 60.

13

G. II. F. Hegel. Samtliche II erke. Ed. H. Glockncr. Stuttgart, 1927-

1929. T o m o X I , p á g . 561.

INTRODUCCION

sus l u c u b r a c i o n e s teóricas a p a r t e de u n a intervención personal en la política. ¿En q u é consistía entonces ser revolucionario c o m o Hegel? ¿ Q u é le distingue de nosotros, incluso c u a n d o e m p l e a lo m i s m o q u e nosotros la p a l a b r a «revolución» u otras? O f r e c e r a q u í un m a t e r i a l de su propia m a n o , amplio hasta la m i n u c i a , supone en p r i m e r lugar q u e la r e s p u e s t a es posible sobre u n a base d o c u m e n t a l y con u n a b u e n a dosis de aplicación y paciencia. T a m b i é n s u p o n e q u e la respuesta no es fácil, ni siquiera en el restringido c a m p o de la política. A título de hipótesis m u y general, tal vez p u e d a decirse b r e v e m e n t e q u e la d i s c o n f o r m i d a d t a n t o del H e g e l j o v e n como del Hegel posterior con lo existente encierra la voluntad práctica de q u e las instituciones políticas se adecúen a su realidad social m á s progresiva, como él la veía desde su posición de clase. T a m b i é n a q u í las dos últimas c a r t a s a Schelling de 1 795 son ya b a s t a n t e explícitas. A un nivel m á s amplio H e g e l busca un m u n d o h u m a n o c a p a z de ir a v a n z a n d o con los progresos q u e se realizan en él sin reprimirlos ni romperse. L a a c t i t u d de Hegel, liberal antes del n o m b r e , r e c u e r d a el o p t i m i s m o tendencial de la economía política con sus m e c a n i s m o s a u t o m á t i c o s . Pero p a r a Hegel, b u e n discípulo de K a n t , no se p u e d e concebir c o m o m e c a n i s m o a u t o m á t i c o lo q u e — y este es el caso de la e c o n o m í a — pertenece t a m b i é n al reino de la libertad. (Esto explica el interés, a p a r e n t e m e n t e inexplicable, de M a r x por Hegel, q u i e n ya veía la economía como un j u e g o de relaciones sociales; el «economicismo» no es u n a característica ni de M a r x ni de otros b u r g u e s e s lúcidos.) M á s explícitamente q u e en la economía política — p o r q u e se halla reflexionado m e t ó d i c a m e n t e — , a H e g e l se le t r a n s p a r e n t a a través de la acción humana u n a L i b e r t a d q u e g a r a n t i z a su éxito, impulsa las revoluciones y les d a a la vez la c o n t i n u i d a d . L a teología se reabsorbe en la o p t i m i s t a decisión b u r g u e s a c o m o teología ético-natural. El p r o b l e m a de la c o n j u n c i ó n , de la dialéctica de estos adjetivos — y u x tapuestos p o r la teología i l u s t r a d a en a r m o n í a preestablecida—es la m a t r i z de toda la teología hegeliana. Y a se ve — y la c o r r e s p o n d e n c i a de Hegel lo m u e s t r a mejor q u e largos discursos— q u e «revolución» no significaba hace doscientos años en A l e m a n i a lo mismo q u e significa

I N T R O D U C C I O N L'L

hoy en día. Hegel no es un p u n t o de referencia p a r a hacer hoy agitación política de izquierda... ni de derecha. Los escritos juveniles de Hegel son d o c u m e n t o privilegiado de una época: fin de la Ilustración y p r e r r o m a n t i c i s mo, s u m a de las antítesis internas y del contenido en b r u t o del nuevo m u n d o q u e asciende (la m e t á f o r a «aurora» es c o m ú n desde Lessing al crucero bolchevique, p a s a n d o por n u e s t r o sabio profesor de Berlín). Pero a d e m á s nos entreg a n la clave del p e n s a m i e n t o especulativo con q u e Hegel los prosiguió a la vez q u e los r e f u t a b a . L a especulación hegeliana desarrollará en su m i s m a forma y e s t r u c t u r a filosóficas la a n a t o m í a o c u l t a del capital como apogeo de la b u e n a conciencia b u r g u e s a y potenciación ideológica a la vez q u e crítica de su d e s t r u c t i v a acción. T a m b i é n materia\ma\lc, tras h a b e r leído a A d a m Smith, Hegel h a r á pocos años después del período r e p r e s e n t a d o en n u e s t r a edición, en la Realphilosophie de J e n a , un análisis crítico — y no sólo u n reflejo e s p o n t á n e o como lo es la f o r m a especulativa de su filosofía— del capitalismo, q u e pertenece a ú n hoy a los m á s p r o f u n d o s q u e se h a n escrito. Y es que Hegel, q u e es m á s que un «fenomenólogo de la conciencia» (burguesa, pues fue la suya), llega a partir de ella a c o m p r e n d e r en su mismo p r o c e d i m i e n t o formal algo esencial de las potencialidades e n c e r r a d a s en el « t r a b a j o » d e n t r o de la n a t u r a l e z a , q u e define a los h o m b r e s en c a d a m o m e n t o histórico. Si algo hemos p e r d i d o de Hegel es, en cambio, su optim i s m o absoluto, su conciencia de q u e la unión perfecta con la n a t u r a l e z a y la s o l d a d u r a definitiva de todas las r u p t u r a s q u e nos a q u e j a n c u m u l a t i v a m e n t e sea el final inevitable y glorioso de la h u m a n i d a d . Ni siquiera lo consideramos posible. U n « t r a b a j o » menos espiritual es t a m b i é n m á s realista.

IV
SOLO q u e d a indicar a l g u n a s peculiaridades técnicas de esta edición. L a traducción es obra de varios autores. Su p a r t e principal, como q u e d a dicho, h a corrido a cargo de Zoltan Szankay, un excelente conocedor de Hegel con per-

INTRODUCCION

fecto dominio, entre otros idiomas, del castellano (que no es su l e n g u a m a t e r n a ) . El h a p r e p a r a d o a base de años de t r a b a j o y de varias estancias de investigación en el « H e gel-Archiv» los textos f u n d a m e n t a l e s de la edición, sobre todo El espíritu del cristianismo y La positividad de la religión cristiana. Ya h a sido i n d i c a d a a g r a n d e s rasgos la colaboración del editor m i s m o como t r a d u c t o r . U n a t a r e a especialmente difícil h a sido la resuelta por J e s ú s M u n á r r i z al traducir las poesías de Hegel. El a p a r a t o de notas está r e d u c i d o a un mínimo; no sólo es ésta u n a simple edición de lectura, sino que el nivel de la filología sobre estos textos es a ú n m u y desigual y en conjunto bajo. N i siquiera se ha realizado el t r a b a j o sistemático de d e t e r m i n a r las ediciones que Hegel cita explícitam e n t e (lo q u e ya indica en c o n j u n t o algo sobre el nivel científico d e las docenas de o b r a s p u b l i c a d a s sobre el j o v e n Hegel). M i e n t r a s no se indique lo contrario, los títulos de los escritos son del editor a l e m á n . U n o s provienen de Rosenkranz, q u e los a p u n t ó a veces en la m i s m a c u b i e r t a del manuscrito; otros de Nohl, de Rosenzweig, etc. Los títulos del t r a d u c t o r v a n entre corchetes, lo mismo q u e sus intervenciones en el texto. C o n un asterisco volado (*) se hallan m a r c a d a s las notas del m i s m o Hegel, pero t a m b i é n pasajes q u e él ha t a c h a d o en el texto. E n este segundo caso el texto de la n o t a va precedido de la indicación: « [ T a c h a d o : ] » . En El espíritu del cristianismo en concreto estos textos t a c h a d o s sirven p a r a reconstruir la versión anterior a la definitiva. C o n u n a cifra van m a r c a d a s las notas del editor, sea a l e m á n o castellano. C u a n d o la traducción divide en dos o m á s p á r r a f o s lo q u e en el a l e m á n era uno sólo, el lugar de la r u p t u r a es m a r c a d o con u n + . De este m o d o se facilita en c a d a mom e n t o el cotejo de n u e s t r a t r a d u c c i ó n con el texto a l e m á n q u e le sirve de base (indicado en el índice y al comienzo de cada texto).

I N T R O D U C C I O N L'L

Los siguientes títulos del joven H e g e l h a b í a n sido editados ya en castellano: — Historia de Jesús. T r a d . Santiago G o n z á l e z Noriega. M a d r i d . T a u r u s , 1975. — El espíritu del cristianismo y su destino. T r a d . Alfredo Llanos. 2 B u e n o s Aires. Kairos, 1971. — La Constitución de Alemania. T r a d . D a l m a c i o Negro Pavón. M a d r i d . Aguilar, 1972.

33

CRONOLOGIA DEL JOVEN HEGEL
STUTTGART TUBINGA

1770 1788

BERNA

FRANKFURT

JENA

27 d e agosto: N a c e en S t u t t g a r t . O c t u b r e : I n g r e s o en el convictorio de T u b i n g a . Estudios universitarios d e filosofía y teología. I n t i m a con sus c o m p a ñ e r o s Holderlin y Schelling. 1789 Revolución f r a n c e s a . 1792 C o m i e n z a a escribir los f r a g m e n t o s Yolksreligion und Christentum (Religión del pueblo y cristianismo). S e p t i e m b r e : T e r m i n a sus estudios de teología. O c t u b r e : C o m o e r a entonces h a b i t u a l e n t r e j ó v e n e s teólogos q u e no o p t a b a n por un c a r g o eclesiástico, e n t r a de p r e c e p t o r en casa de los Steigcr, lina familia d e la o l i g a r q u í a de B e r n a . I 79Ó 2 de n o v i e m b r e : C o m i e n z a a escribir Die Possitivitat der christlichen Religión (La Positividad de la religión cristiana) ( t e r m i n a d o el 29 d e abril d e 1796). 1 797 E n e r o : Preceptor e n F r a n k f u r t ara M a i n en c a s a del c o m e r c i a n t e G o g c l , por m e d i a c i ó n de H o l d e r l i n . E s t r e c h o c o n t a c t o con él, Sinclair y Lewis. T r a s el a i s l a m i e n t o d e B e r n a ésta es u n a fase e s t i m u l a n t e e intensa. 1 798 Primav era: A p a r e c e a n ó n i m a la p r i m e r a publicación de Hegel, u n a t r a d u c c i ó n a n o t a d a del p a n f l e t o político d e J e a n J a c q u e s C a r t Vertrauliche Briefe (Cartas confidenciales). O t o ñ o - i n v i e r n o : P r i m e r a versión d e Der Geist des Christentums und sein Schicksal (El Espíritu del Cristianismo y su destino). 1799 14 d e enero: M u e r e su p a d r e . L a h e r e n c i a le hace independiente económicamente. F e b r e r o - m a r z o : E s t u d i o s de e c o n o m í a política (Jam e s S t e u a r t , Fundamentos de economía política). P r i m a v e r a - v e r a n o : Sigue t r a b a j a n d o en El Espíritu del Cristianismo. 1800 14 d e s e p t i e m b r e : Systemfragment (Fragmento de sistema). 29 d e s e p t i e m b r e : T e r m i n a la n u e v a i n t r o d u c c i ó n de La Positividad de la religión cristiana. 1801 Enero: V a a .Jena (la u n i v e r s i d a d del d u c a d o de W c i m a r ) p a r a h a b i l i t a r s e c o m o profesor en la univ e r s i d a d y e d i t a r con Schelling u n a n u e v a revista d e filosofía, el Kritisches Journal. P r i m a v e r a - v e r a n o : V e r s i ó n definitiva de Die Yerfassung Deutschland (La Constitución alemana). 1807 Phánomenologie des Geistes (Fenomenología del Espíritu).

ESCRITOS DE JUVENTUD

PARTE PRIMERA

B E R N A

[FRAGMENTOS REPUBLICANOS]
1794-1795)
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1

LA m u l t i t u d h a p e r d i d o la virtud p ú b l i c a , yace t i r a d a b a j o la opresión, y necesita a h o r a de otros sostenes, d e otros consuelos p a r a resarcirse de u n a miseria q u e no p u e d e osar d i s m i n u i r . L a c e r t i d u m b r e interior d e la fe en Dios y en la i n m o r t a l i d a d tiene q u e sustituirse por seguridades externas, por la fe en personas q u e l o g r a r o n crear la opinión de q u e entienden m á s en estos a s u n t o s . + El r e p u b l i c a n o libre, q u e e m p l e a b a sus fuerzas en pro d e su p a t r i a , q u e d e d i c a b a a ella su vida, en el sentido del espíritu de su pueblo, al hacerlo por deber no d a b a t a n t a i m p o r t a n c i a a su e m p e ñ o como p a r a p o d e r exigir u n a indemnización, u n desquite. H a t r a b a j a d o por su idea, por deber; ¿qué podría exigir a cambio? H a b i e n d o sido valiente n o espera o t r a cosa q u e vivir en c o m p a ñ í a de los héroes en los C a m p o s Elíseos o en el Walhalla; vida q u e es m á s feliz n a d a m á s q u e p o r q u e está libre de las calamidades de la n a t u r a l e z a h u m a n a necesit a d a . De la m i s m a m a n e r a , a aquel q u e ha a d o p t a d o c o m o m á x i m a de su razón la obediencia frente a la n a t u r a l e z a y f r e n t e a la necesidad y q u e respeta esta ley (por cierto incomprensible p a r a nosotros) c o m o s a g r a d a , ¿qué alegatos de i n d e m n i z a c i ó n le q u e d a n ? ¿ Q u é i n d e m n i zación p u e d e exigir E d i p o por sus sufrimientos inmerecidos, si creía estar a merced, b a j o el d o m i n i o del destino? + Sin e m b a r g o , solamente un p u e b l o en estado a v a n z a d o de c o r r u p ción, de p r o f u n d a debilidad moral, e r a capaz de convertir la obediencia ciega a los caprichos malvados de h o m b r e s abyectos en m á x i m a moral p a r a sí. U n i c a m e n t e el largo t i e m p o [de la opresión], el olvido total d e un estado mejor p u e d e llevar a un p u e b l o h a s t a este extremo. U n pueblo así, a b a n d o n a d o por sí m i s m o y por todos los dioses, q u e lleva u n a vida privada, necesita señales y milagros, necesita g a r a n t í a s d e la divinidad de q u e t e n d r á u n a vida f u t u r a , puesto q u e no p u e d e tener esta fe en sí mismo.+ U n p u e b l o tal no p u e d e ser i n d u c i d o a c o m p r e n d e r la idea de la m o r a l i d a d p a r a edificar su fe sobre ésta; las ideas se h a n desecado, a h o r a no son m á s q u e q u i m e r a s . Su fe p u e d e basarse única1

1794. N o h l 70-71. 39

MJ

HKRNA

m e n t e en un individuo; sólo p u e d e a p o y a r s e en u n a persona que le sirva d e ejemplo, q u e sea objeto de su a d m i r a c i ó n . De ahí la recepción p r o n t a , favorable, d e la religión c r i s t i a n a en la época en q u e la virtud pública de los r o m a n o s h a b í a d e s a p a r e c i d o , c u a n d o su g r a n deza exterior estaba d e c l i n a n d o . Por esto a h o r a , c u a n d o d e s p u é s de siglos la h u m a n i d a d vuelve a ser capaz de [regirse por] ideas, d e s a p a rece el interés por lo individual. A u n q u e se m a n t e n g a la experiencia de la c o r r u p c i ó n h u m a n a , la d o c t r i n a sobre la corrupción del h o m b r e pierde en fuerza. Aquello q u e antes convirtió al individuo en individ u o interesante se revela, paso a paso, como idea en toda su belleza; p e n s a d a por nosotros, se convierte en n u e s t r a p r o p i e d a d . Lo bello de la n a t u r a l e z a h u m a n a , lo q u e nosotros m i s m o s colocábamos en el individuo ajeno, r e t e n i e n d o de ello c o m o p r o p i o todo lo repulsivo de lo q u e esta n a t u r a l e z a es capaz, lo reconocemos a h o r a con alegría c o m o o b r a d e nosotros mismos; nos lo a p r o p i a m o s y a p r e n d e m o s a sentir respeto a n t e nosotros mismos. Antes c o n s i d e r á b a m o s como propio sólo aquello q u e p o d í a ser ú n i c a m e n t e objeto del desdén. E n la vida p r i v a d a n u e s t r o interés s u p r e m o tenía q u e ser el a m o r a la vida, el embellecimiento de la m i s m a y la c o m o d i d a d (que, integ r a d o s en un sistema de astucia, constituían n u e s t r a moral); a h o r a , c u a n d o las ideas morales p u e d e n llegar a o c u p a r su sitio e n t r e los h o m b r e s , aquellos bienes pierden su valor y las constituciones q u e g a r a n t i z a n solamente la vida y la p r o p i e d a d no se consideran ya c o m o las mejores. T o d o el a p a r a t o a n g u s t i a n t e , el sistema artificial de motivaciones y d e consuelos en q u e tantos miles de h o m b r e s débiles e n c o n t r a r o n alivio, se hace más prescindible. El sistema de la religión, q u e se a d a p t ó siempre al color de la época y al de las constituciones estatales, cuya s u p r e m a virtud era la h u m i l d a d , la conciencia de su i n c a p a c i d a d , q u e espera todo de otra parte (incluso, p a r c i a l m e n t e , el m a l ) , recibirá a h o r a u n a d i g n i d a d propia, v e r d a d e r a , independiente.

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I) AUN c u a n d o la razón especulativa f u e r a c a p a z d e p r o b a r la existencia y la realidad de la idea trascendente d e Dios en c u a n t o ser real por excelencia, o incluso p r o d u c i r la fe en ella, no p o d r í a m o s conocerla en sí ni p o d r í a ser d e t e r m i n a d a sólo a p a r t i r d e sí misma, [o sea] de a c u e r d o con sus p r o p i e d a d e s , sin el auxilio d e la contemplación de la n a t u r a l e z a y del concepto del fin último del m u n d o . Pero, d a d o q u e el i n t e n t o de la razón especulativa de p r e s t a r u n a sustancialidad y u n a d e t e r m i n a c i ó n a su ideal (que [por lo anterior] pudiera parecer logrado, pero q u e es algo vacío si se considera el interés q u e tiene p a r a los
2

F e b r e r o - a b r i l 1795. N o h l 361-362.

[L R.VGMKNTOS RL'.PL B L I C A N O S ]

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h o m b r e s y no sólo el q u e tiene p a r a la lógica) ha f r a c a s a d o , incluso si se recurre a la c o n t e m p l a c i ó n de la n a t u r a l e z a , es sólo la razón práctica la q u e p u e d e f u n d a r la fe en un Dios.

A L a razón p r á c t i c a p r o d u c e por sí m i s m a u n a ley q u e , en c u a n t o f o r m a de la f a c u l t a d apetitiva superior, aparece c o m o un hecho. Schelling [Ueber die Moglichkeit einer Form der Philosophie überhaupt. 1795.], pág. 32: representación en un sentido práctico, d e t e r m i n a c i ó n inm e d i a t a del Yo, q u e está c o n t e n i d o en la representación por el Yo absoluto (y s u p e r a c i ó n del No-Yo p r e s e n t e en la representación en la m e d i d a en q u e el No-Yo está en la m i s m a en su forma d e t e r m i n a n t e ) .

B D e t e r m i n a c i ó n del i m p u l s o instintivo por el No-Yo (facultad apetitiva sensible, m a t e r i a del q u e r e r [y del] o r d e n a r por i n t e r m e d i o de la razón la facultad apetitiva a n i m a l ) .

C L i b r e albedrío: ¿será un d e t e r m i n a r s e a la obediencia o desobediencia frente a la ley por medio d e u n a actividad a u t ó n o m a absoluta, a actos c o n t r a d i c t o r i a m e n t e opuestos? ¿O será q u e la l i b e r t a d no es sino la superación del [poder] d e t e r m i n a n t e del N o - Y o (Fichte llama a lo a n t e r i o r libertad a r b i t r a r i a ) , un d e t e r m i n a r s e hacia la satisfacción o la no-satisfacción d e u n a exigencia d e la facultad apetitiva? ( t a m b i é n el perro). El impulso instintivo, d e t e r m i n a d o o limitado por la ley moral, es legítimo ( m o r a l m e n t e posible), y si el impulso instintivo m a n d a r a al m u n d o d e los f e n ó m e n o s , entonces sería t a m b i é n legal ( m o r a l m e n te real), esto es, d i g n i d a d . ¿Es posible q u e la ley m o r a l revoque todos sus derechos otorgados? Si u n o r e n u n c i a l i b r e m e n t e a las exigencias del i m p u l s o , ¿los derechos sobre los m i s m o s seguirán subsistiendo? Si un h o m b r e p u d i e r a c o n s e r v a r la fruición de los bienes d e la f o r t u n a sólo por m e d i o d e la desobediencia f r e n t e a la ley moral, si p u d i e r a m a n t e n e r un m a t r i m o n i o feliz sólo b a j o esta condición y si r e n u n c i a r a a esa fruición y a este m a t r i m o n i o , ¿se cancelarían t a m b i é n los derechos q u e tenía sobre los mismos? ¿Es posible entonces c o n s i d e r a r a alguien q u e h a r e n u n c i a d o a la fruición de la

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BERNA

b i e n a v e n t u r a n z a , c o m o a u n h o m b r e q u e sólo h a p o s t e r g a d o esta exigencia p a r a p r e s e n t a r l a en o t r a vida? E n el caso d e un h o m b r e c u y o s i m p u l s o s ( c o n f o r m e s a la ley) n o p u d i e r o n satisfacerse p o r c u l p a de la n a t u r a l e z a o d e la m a l e v o l e n c i a d e los h o m b r e s la n a t u raleza [ h u m a n a ] p u e d e exigir q u e la r a z ó n realice sus d e r e c h o s , p e r o n o en el caso de u n h o m b r e q u e h a r e n u n c i a d o l i b r e m e n t e a sus i m p u l s o s instintivos. L a r a z ó n p o n e c o m o fin ú l t i m o del m u n d o al s u p r e m o bien, m o r a l i d a d , y, en p r o p o r c i ó n a éstos, b i e n a v e n t u r a n z a ; pero, ¿es q u e ella m i s m a se p o n e este fin último? L a razón exige la realización del m i s m o ; es decir, lo exige de o t r o ser, por lo m e n o s no del h o m b r e , n o d e la c a u s a l i d a d de la r a z ó n , m i e n tras q u e é s t a se ve l i m i t a d a p o r la s e n s i b i l i d a d .

D L a d i v i n i d a d , el p o d e r d e realizar, de h a c e r válidos los d e r e c h o s q u e la r a z ó n h a o t o r g a d o ; el [proceso de] c o n o c i m i e n t o d e t o d a s las o t r a s p r o p i e d a d e s de la d i v i n i d a d , tiene q u e e s t a r d e t e r m i n a d o p o r esta d e t e r m i n a c i ó n .

[3] 3
DESCONOCIMIENTO histórico en Le. 2, 3; 3, 1. S o b r e el suicidio d e g r a n d e s héroes y h o m b r e s d e E s t a d o : + (Sus v i r t u d e s n o e r a n t a n t o f r u t o d e p r i n c i p i o s racionales c o m o de un p u n d o n o r sin límites y u n orgullo i n d ó m i t o , i n c a p a z de s o p o r t a r todo p e n s a m i e n t o q u e no fuese d e victoria o m u e r t e . L i b e r t a d (cob a r d í a ) y m i e d o a n t e u n f u t u r o q u e no p u e d a a b o r d a r con s e r e n i d a d , le ofrecen el p u ñ a l en la h o r a d e la d e s e s p e r a c i ó n . D e s t r u i d o el principio d e la m o r a l , q u e consiste en c o n s i d e r a r s e a sí m i s m o c o m o fin. R e n e g a d a la fe en la justicia d e u n a P r o v i d e n c i a q u e todo lo g u í a para bien.)+ 4 A C a t ó n , C l e ó m e n e s y otros q u e se q u i t a r o n la vida al ser s u p r i m i d a la C o n s t i t u c i ó n de su p a t r i a , les fue i m p o s i b l e retirarse a la vida p r i v a d a . Su a l m a h a b í a a b a r c a d o u n a idea; y a h o r a q u e se les hizo imposible t r a b a j a r p o r ella, su a l m a , e x p u l s a d a del g r a n á m b i t o de
3 17!).). N o h l 362-366. A p u n t e s de l e c t u r a del Theologisches Journal ( E d . por H a n lein y A m m o n ) , t o m o s I y II (1793). N o h l va d a n d o en las s i g u i e n t e s n o t a s la p á g i n a y t o m o del Journal a q u e c o r r e s p o n d e n diversos p a s a j e s d e H e g e l , sin p r e t e n d e r e x h a u s t i v i d a d . Por e j e m p l o , la p r i m e r a liase está t o m a d a d e I, 4 77, d o n d e — a l igual q u e en el m a n u s c r i t o de H e g e l — dice, p o r cierto, « U n k u n d e » ( d e s c o n o c i m i e n t o ) y no « U r k u n d e » ( d o c u m e n t o ) , c o m o lee N o h l . 4 I. 126. I o d o el p a r é n t e s i s es u n a cita.

[ l RAGMF.NTOS R E P U B L I C A N O S ]

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acción, s u s p i r a b a por librarse de las a t a d u r a s corporales y regresar al m u n d o de las ideas infinitas. T a m b i é n lo m a l o del h o m b r e ha sido p r o y e c t a d o en S a t a n á s y A d á n , quien, con u n a expresión de O e r t e l , ha hecho b a n c a r r o t a general por toda la h u m a n i d a d 5 . Q u e los pastores protestantes no deben ocuparse de los t r a b a j o s del campo. Es u n a opinión de profesores distinguidos, p a r a quienes éstos se h a l l a b a n por d e b a j o de su d i g n i d a d , y q u e r í a n hacer de todos los pastores g r a n d e s doctores universitarios. E s t a opinión no difiere m u c h o de la prohibición de casarse 6 . N u e s t r a fantasía no se escandaliza con la mitología de los griegos 1 . C o n gusto seguimos a H o m e r o c u a n d o sus dioses a n d a n de a q u í p a r a allá por el cielo, deliberan, se hacen la g u e r r a y [se a b a n d o n a n ] a sus h u m a n a s pasiones. L a p i e d a d de sus orantes y sacrificantes nos es s a g r a d a . H a s t a sus b á r b a r a s c o s t u m b r e s , c o m o sacrificios h u m a n o s , etc., eran la fe general de un pueblo, b a s a d a en la tradición y la fantasía. Por el contrario, las c r u e l d a d e s de la Inquisición, la intolerancia de todo tipo, no es cosa de la fantasía, tradición santificada por su a n t i g ü e d a d , sino se p r e t e n d e b a s a d a en derechos y su legitimidad d e m o s t r a d a r a c i o n a l m e n t e con a r g u m e n t o s eternam e n t e viejos y e t e r n a m e n t e nuevos. + Q u i e n pertenezca a un pueblo m á s reciente n o tiene por q u é sentirse orgulloso frente a un indiv iduo de un pueblo m á s a n t i g u o que veneró a J ú p i t e r , etc., o practicó sacrificios h u m a n o s : la abolición de estas c o s t u m b r e s no fue obra de la razón — c o m o t a m p o c o su introducción h a b í a sido o b r a del vicio o la mala v o l u n t a d — , sino casualid a d — b a s a d a en circunstancias f o r t u i t a s — y vergüenza — m e r a afirmación de irracionales artículos de fe y acciones i n h u m a n a s , valiéndose de la razón y el derecho. T o d o s los a r g u m e n t o s ' a d h o m i n e m ' , es decir, la refutación del d o g m a t i s m o a p a r t i r de él m i s m o y con sus m i s m a s a r m a s , p u d i e r o n sólo d e s p e r t a r a l g u n a s d u d a s aisladas, p u d i e r o n sólo d i s t u r b a r el sueño de a l g u n a s a l m a s q u e d o r m í a n el s u e ñ o mortal de la autosuficiencia i m p e r t u b a d a por la razón. En todos estos a t a q u e s [contra el d o g m a tismo] se traslució algo del principio, la razón era s a n t o y seña y se sentía la i m p o r t a n c i a de esa p a l a b r a , pero sin saber q u é era, de dónde venía su c o m p e t e n c i a p a r a el sillón del s u p r e m o tribunal, de d ó n d e provenía su irresistibilidad y su p o d e r de expansión. " K a n t , d e j á n d o s e de polémicas y refutaciones ' a d h o m i n e m ' , e x p u s o t r a n q u i l a m e n t e — s i n l l a m a r la atención sobre las consecuencias— su principio y los h o m b r e s reconocieron en éste a la hija del
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I, 399. 1.416. II, 1-3.

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BI:RXA

cielo, la v e r d a d , y todo lo d e m á s perdió su i m p o r t a n c i a 8 . J e s ú s erigió el principio de la virtud de esta m i s m a m a n e r a ; de paso atacó t a m b i é n a los m a n d a m i e n t o s — d e s t r u c t o r e s de la m o r a l — de los j u d í o s , o buscó JiX.r)QáxJOU los mismos, llenarlos con el espíritu. Si la d o c t r i n a de J e s ú s se h u b i e r a e x p a n d i d o de otra m a n e r a estos m a n d a m i e n t o s h u b i e r a n p e r d i d o por sí solos todo interés y se h u b i e r a n d e r r u m b a d o . T a m p o c o Sócrates refutó d i r e c t a m e n t e la mitología d e su pueblo; los a t a q u e s directos d e r r i b a n u n a religión positiva y c o n d u c e n 'eo ipso' de n u e v o a u n a religión positiva. El h a b e r vinculado las fuentes de la fe cristiana con las fuentes judías (los gnósticos r e c h a z a r o n las fuentes j u d í a s ) causó tal vez la m a y o r parte de los desastres. E n las fuentes de la religión j u d í a hay actos e ideas inmorales, injustas, q u e son p r e s e n t a d a s como si e m a n a r a n de las órdenes de Dios; estos principios, q u e eran de n a t u r a l e z a política y q u e se referían a u n a constitución d e t e r m i n a d a (dentro de la cual rige el d e r e c h o del m á s fuerte), se h a n convertido en principios de la Iglesia. B a j o un régimen despótico se produce fácilmente u n a t e r q u e d a d [entre los súbditos] (lo m i s m o entre niños) si [el h o m b r e q u e está sometido a ese régimen] recibe algo q u e q u i e r e conservar a toda costa y si se le irrita oponiéndole u n a resistencia [contra esa v o l u n t a d de conservanción]; el esclavo quiere tener su v o l u n t a d en algo; sobre todo, c o m o la transición h a c i a el despotismo partió desde un E s t a d o r e p u b l i c a n o en el cual se conserva a ú n por lo menos una s o m b r a de v o l u n t a d propia, especialmente los esclavos tenían, al a d o p t a r la religión cristiana, algo q u e n o e s t a b a expuesto a los caprichos y a la vol u n t a d de sus dueños: tenían u n a p r o p i e d a d q u e no se les podía arrebatar. U n milagro objetivo es u n a contradicción 9 . U n a imagen se hace objetiva por aplicación d e las leyes del e n t e n d i m i e n t o , lo q u e precis a m e n t e n o vale del milagro. Esta a f i r m a c i ó n no tiene n a d a q u e ver con el e x a m e n de la posibilidad física, lógica y ética de los milagros, h e c h a sin pensar q u e u n o p u e d e demostrar su realidad. A q u í corresp o n d e un estudio del concepto de posibilidad y realidad (vid. categorías). O sea, q u e sobre el milagro sólo es posible un juicio objetivo. C ó m o se distingue esta subjetividad de la del concepto de fin y organización (y de la fe en Dios y en la i n m o r t a l i d a d ) . * ¿ C ó m o es conciliable la libertad de la acción moral con la omnisciencia divina? Esta es consecuencia de aquélla, la consecuencia no p u e d e contradecir a su premisa." 1 "
8 9

1,45:). I I , 3 6 ss.,

306.

* [ T a c h a d o : ] L o s m a n d a m i e n t o s de la ley m o r a l d e b e n ser t e n i d o s p o r m a n d a m i e n t o s divinos, p u e s sólo b a j o e s t a c o n d i c i ó n p o d e m o s a c e p t a r a Dios c o m o j u s t i c i e r o , la c o i n c i d e n c i a de felicidad y m o r a l i d a d .

[ I R A G M E N T O S RKL'L'BLICANOSJ

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Dios, al g o b e r n a r el m u n d o , n o c a m b i a las leyes, sólo el curso de la n a t u r a l e z a . C o n los libros de caballería la f a n t a s í a de los a l e m a n e s — a quienes les era inaccesible la fantasía r o m a n a y griega (o q u e son incapaces d e i n d e p e n d i z a r s e de ella por la r a z ó n ) — se derivó de la ú n i c a fantasía nacional, la j u d í a . El Mesías d e Klopstock ha c o n v e r t i d o la religión en cosa de la fantasía. U n a religión positiva q u e p r e t e n d a apoyarse en u n a fe r a z o n a b l e tiene q u e t e n d e r p o r su p r o p i a n a t u r a l e z a a hacer prosélitos. Y es q u e , como racional, su validez tiene q u e ser universal y c a d a u n o se c o n f i r m a en su p r o p i a fe, c u a n d o p u e d e convencer t a m b i é n a otros de q u e es v e r d a d e r a . L a religión cristiana es la p r i m e r a en la q u e a p a r e c e el concepto d e beatitud o c o n d e n a c i ó n eternas, y la p r i m e r a en la q u e todas las sectas h a n v i n c u l a d o a m b a s posibilidades a la fe en sus e n s e ñ a n z a s positivas 10 . El estado m i s e r a b l e e infeliz d e los r o m a n o s les p r e d i s p u s o a la creencia q u e e s p e r a b a la p r o n t a destrucción del m u n d o y la lleg a d a del Mesías. L a alegría de ver un día a r d e r a sus opresores y d e verse r e c o m p e n s a d o s a sí mismos los hizo susceptibles de un olvido de su m u n d o a c t u a l , en el cual no tenían ya un interés [activo], viviendo en la e s p e r a n z a de un m u n d o mejor. Si h u b i e r a existido un g r a n interés [activo] por el E s t a d o y la p a t r i a es difícil q u e hubiesen p o d i d o existir las d i s p u t a s míseras, insulsas y furiosas e n t r e los obispos de los siglos IV y V, puesto q u e todo el m u n d o h u b i e r a preferido u n g r a n interés viviente a las p a l a b r a s místicas, a la sofisterías y a las f ó r m u l a s de fe vacías 11 . Sólo en los últimos tiempos, en los q u e los h o m b r e s n u e v a m e n t e h a n recibido derechos, por lo m e n o s derechos burgueses, los de la p r o p i e d a d y la seguridad d e la m i s m a , h a c o m e n z a d o u n a nueva manifestación d e la acción h u m a n a ; y la obediencia pasiva ya no se extiende t a n t o a las ofensas p r i v a d a s como a aquellas relaciones en las cuales el h o m b r e no tiene derechos, [como] g u e r r a s , m e d i d a s de gobierno en a s u n t o s d e i m p o r t a n c i a , en general, de las esferas de la constitución y d e la a d m i n i s t r a c i ó n . De ahí los p r i m e r o s cristianos: activos p a r a la Iglesia; con respecto a la m i s m a t e n í a n derechos a creencias [ d e t e r m i n a d a s ] , a regirse i n d e p e n d i e n t e m e n t e , derechos q u e p r e t e n d i e r o n h a b e r recibido d e Dios y los cuales no e s t a b a n dispuestos a a b a n d o n a r . Los p r i m e r o s cristianos e n c o n t r a r o n en su religión consuelo y e s p e r a n z a de f u t u r a s recompensas p a r a ellos y de castigos p a r a los
10

II, 29.

" I I , 42 ss. C o m o i n d i c a N o h l , el resto d e l f r a g m e n t o e n c i e r r a c i t a s d e u n a o b r a d e G i b b o n q u e H e g e l m i s m o m e n c i o n a al final.

BKRNA

enemigos, p a r a sus opresores, q u e eran idólatras. Pero el s u b d i t o de un convento, o g e n e r a l m e n t e un subdito de un E s t a d o despótico, no p u e d e esperar que, por i n t e r m e d i o de su religión, se p u e d a vengar de su p r e l a d o disipado o de su asentista de r e n t a s del Estado, q u e despilf a r r a n el sudor de los pobres, puesto q u e éstos van a la m i s m a misa (y la dicen, incluso) q u e él, etc.; pero tiene el consuelo de h a b e r enc o n t r a d o u n a indemnización por la pérdida d e todos sus derechos hum a n o s en su religión mecánica: la r e c o m p e n s a de h a b e r perdido, en su a n i m a l i d a d , la facultad [ p a r a sentir, p a r a tener consciencia], su h u m a n i d a d , y es imposible reconducirlo a esta facultad por la belleza de las imágenes [de su religión], puesto q u e esta belleza no le place en c u a n t o belleza, sino q u e la e s t i m a sólo como un valor. E n u n a corrupción general de las c o s t u m b r e s es inevitable el surgimiento de las sectas (que t r a t a n de d e f e n d e r s e de esta c o r r u p ción): en el C r i s t i a n i s m o (en el cual la eticidad está v i n c u l a d a a la religión), sectas religiosas: e n t r e griegos y r o m a n o s , sectas filosóficas, d a d o que [entre estos últimos] la religión e r a m á s bien un objeto de la fantasía. Sin e m b a r g o , estas sectas, si el n ú m e r o de sus m i e m b r o s a u m e n t a , no pueden oponerse t a m p o c o a la corriente general, no p u e d e n m a n t e n e r s e a l e j a d a s del aire contagioso y, por lo t a n t o ( a p a r t e de otros inconvenientes), d a n lugar a nuevas sectas. E n c u a n t o los p r i m e r o s cristianos tuvieron la o p o r t u n i d a d de volverse activos en el gobierno de la Iglesia, a u m e n t ó su n ú m e r o y dism i n u y ó su a f á n de hacerse mártires. D e b e r í a parecer increíble q u e el p r i m a d o de la razón haya sido tan desconocido c o m o p a r a q u e le fuesen a ñ a d i d a s tradiciones históricas e incluso se les diese m á s i m p o r t a n c i a a éstas q u e a ella. L a religión cristiana fue d e g r a d a d a a cómplice y e n c u b r i d o r a de m u c h a s infamias de C o n s t a n t i n o y sus hijos, a d e m á s de a r m a r l e s con pretextos. El obispo de Nicom[edia] hizo público un t e s t a m e n t o en q u e C o n s t a n t i n o e x p r e s a b a su sospecha de h a b e r sido e n v e n e n a d o por sus sobrinos, y de este m o d o le dio el pretexto p a r a asesinarlos a ellos y a otros muchos príncipes. El déspota asiático asesina por cap r i c h o e instigado por intrigas, y el oriental ve en ello un destino ineludible. La religión cristiana se burla, a d e m á s , d e la inocencia con el pretexto del derecho y d e los n o m b r e s m á s santos."1" (Revolución de la imaginación con respecto a la cruz: [ E d w a r d ] G i b b o n , [Historia de la decadencia y caída del Imperio romano. 1774. T.] I I I , pág. 205.) L a religión cristiana no fue capaz, b a j o los e m p e r a d o r e s r o m a n o s , de oponer un m u r o de contención contra la decadencia de todas las virtudes, la opresión de la libertad y de los derechos del pueblo rom a n o , contra la tiranía y la crueldad d e los gobernantes, la d e c a d e n c i a del genio [nacional] y de todas las bellas artes; no h a sido

(I R A G M K N T O S RKL'L BI.ICANOSI

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c a p a z de i n f u n d i r nueva vida al valor decaído, a las r a m a s disecadas d e la virtud y d e la fe nacionales. Ella m i s m a e s t a b a e n v e n e n a d a , a t a c a d a por esta peste general; en esa su f o r m a d e s f i g u r a d a la religión cristiana e r a , j u n t o con sus servidores, un i n s t r u m e n t o del despotismo y llevó consigo la d e c a d e n c i a de las artes y d e las ciencias, la paciencia inactiva a n t e la destrucción de los m á s bellos frutos del género h u m a n o , de la h u m a n i d a d y d e la libertad. [ P r e d i c a b a la] obediencia frente a los déspotas, [convirtiéndola en] un sistema; era a b o g a d a de los crímenes del d e s p o t i s m o (que c l a m a b a n al cielo), a l a b á n d o l o s incluso fervorosamente. Y, lo q u e es a ú n peor [que defender] todos los crímenes particulares, [defendía] el d e s p o t i s m o q u e exprimía t o d a fuerza vital h u m a n a y la socavaba por su envenen a m i e n t o c o n t i n u o y secreto.

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1 2

EN una r e p ú b l i c a se vive p a r a u n a idea, en las m o n a r q u í a s siempre p a r a el individuo. T a m p o c o en las m o n a r q u í a s p u e d e n vivir los hombres sin u n a idea; pero su idea es individual, un ideal. E n la república se t r a t a de u n a idea c o m o debe de ser, en la m o n a r q u í a de un ideal q u e es, [o sea de un ideal] q u e r a r a vez h a n c r e a d o ellos mismos: la divinidad. U n espíritu g r a n d e , como c o r r e s p o n d e a la república, pone todas sus fuerzas, físicas y morales, al servicio de su idea, todo su c a m p o de acción goza de u n i d a d . U n cristiano piadoso, q u e se d e d i q u e por c o m p l e t o al servicio de su ideal, será, en c a m b i o , un e x a l t a d o de la mística. Si su ideal le e m b a r g a por completo, 110 p u d i e n d o dividirse entre el ideal y su á m b i t o m u n d a n o de acción, se dirigirá con todas sus fuerzas del lado del ideal y se convertirá en u n a G u y o n 1 3 . Las ansias de c o n t e m p l a r su ideal serán satisfechas por la imaginación, de m o d o q u e t a m b i é n los sentidos recibirán lo q u e es suyo. Ejemplo: los infinitos frailes y m o n j a s q u e tuvieron sus amorcillos con J e s ú s y creyeron a b r a z a r l e . L a idea del r e p u b l i c a n o es tal, q u e sus fuerzas más nobles sin excepción e n c u e n t r a n su satisfacción en el v e r d a d e r o trabajo, mientras q u e las del exaltado sólo conocen [la satisfacción] eng a ñ o s a ] de la imaginación ( J a m a r a i D ü v a l ) .

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1795. N o h l 366-367. A p u n t e s d e l e c t u r a s o b r e G e o r g e F o r s t e r , Ansichten

vom

Niederrhein. von Brabant. Flandern. Holland. England und Fmnkreich. im April. Mai undjunius 1790. [Perspectivas sobre el bajo Rin. Brabante. Flandes. etc.] T. I. Berlin, 1791.
13 Pietista f r a n c e s a (1648-1717). J a m a r a i D ü v a l , c i t a d o m á s a b a j o , fue un c é l e b r e n u m i s m á t i c o a u s l r o l r a n c é s (1 695-1 775).

CORRESPONDENCIA DE HEGEL CON HOLDERLIN Y SCHELLING
(1794-1795)
1

/

H0LDERL1N

A

HEGEL

W a l t e r s h a u s e n bei M e i n i n g e n . 10 d e j u l i o d e 1794.

Querido hermano: E s t o y s e g u r o d e q u e te h a s a c o r d a d o a v e c e s cíe m í , d e s d e q u e n o s s e p a r a m o s c o n la c o n s i g n a « R e i n o d e D i o s » . Por m u c h a s m e t a m o r f o s i s q u e p a s e mos, creo q u e s i e m p r e nos r e c o n o c e r e m o s en este lema. Estoy s e g u r o que, de c u a l q u i e r m a n e r a q u e te v a y a , el t i e m p o n u n c a p o d r á b o r r a r en ti ese rasgo. T a m b i é n c o n m i g o c r e o q u e p a s a r á lo m i s m o . Y es q u e ese r a s g o es lo q u e m á s a m a m o s el u n o en el o t r o . P o r eso e s t a m o s s e g u r o s d e q u e n u e s t r a a m i s t a d d u r a r á e t e r n a m e n t e . P o r lo d e m á s , te e c h o m u c h o d e m e n o s . T ú h a s s i d o t a n t a s veces mi g e n i o t u t e l a r . . . ¡ C u á n t o te d e b o ! Y h a s t a q u e n o s h e m o s s e p a r a d o n o lo h a b í a s e n t i d o del t o d o . M e g u s t a r í a p o d e r a p r e n d e r a ú n a l g o d e ti, t a m b i é n a v e c e s c o m u n i c a r t e a l g o d e lo m í o . E s c r i b i r s e c a r t a s n o p a s a n u n c a d e s e r u n s u c e d á n e o ; p e r o s i e m p r e es a l g o . P o r eso no d e b í a m o s d e j a r l o del t o d o . T e n e m o s q u e r e c o r d a r n o s d e vez en c u a n d o q u e d e r e c h o s t a n g r a n d e s p o s e e m o s r e c í p r o c a m e n t e el u n o s o b r e el o t r o . M e p a r e c e q u e en c i e r t o m o d o e n c o n t r a r á s tu m u n d o b a s t a n t e c o n g r u e n t e contigo. Pero no tengo por q u é envidiarte. Igual de b u e n a m e parece mi s i t u a c i ó n . T ú e s t á s m á s en c l a r o c o n t i g o m i s m o q u e yo. A ti te g u s t a e s t a r u n p o c o r o d e a d o d e r u i d o ; yo n e c e s i t o s i l e n c i o . T a m p o c o c a r e z c o d e a l e g r í a . A ti n u n c a te f a l t a . A veces m e g u s t a r í a h a l l a r m e r o d e a d o d e tus lagos y t u s A l p e s . L a g r a n n a t u r a l e z a n o s e n n o b l e c e y a c e r a i r r e s i s t i b l e m e n t e . E n c a m b i o , vivo en el á m b i t o d e u n e s p í r i t u s i n g u l a r , e x c e p c i o n a l p o r su e n v e r g a d u r a , y p r o f u n d i d a d , y f i n u r a , y d o n a i r e . Difícil te s e r á h a l l a r en B e r n a u n a m u j e r c o m o la s e ñ o r a v o n K a l b . ¡ Q u é b i e n te s e n t i r í a s d e j á n d o t e a s o l e a r p o r e s t e c l a r o r a y o ! Si n o f u e s e p o r n u e s t r a b u e n a a m i s t a d , t e n d r í a s q u e e s t a r u n p o c o
1

Brido 9-33.
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r e s e n t i d o por h a b e r m e c e d i d o tu b u e n a estrella. T a m b i é n ella, a n t e mi ciega d i c h a en todo lo q u e le c u e n t o d e ti, tiene q u e p e n s a r casi q u e ha salido p e r d i e n d o . M u c h í s i m a s veces m e h a a d v e r t i d o q u e tengo q u e escribirte. Y a h o r a de nuevo.

N o dejes d e e s c r i b i r m e largo y t e n d i d o lo q u e a h o r a piensas y haces, querido hermano. M i t a r e a se halla a h o r a b a s t a n t e c o n c e n t r a d a . K a n t y los griegos s o n casi mi ú n i c a l e c t u r a . S o b r e t o d o t r a t o de asimilar la p a r t e estética de la filosofía crítica. H a c e poco realicé u n a p e q u e ñ a e x c l u s i ó n a la región d e F u l d a , pas a n d o por los m o n t e s del R h o n . U n o cree hallarse en los m o n t e s suizos entre esas colosales a l t u r a s y los fértiles, e n c a n t a d o r e s valles s e m b r a d o s d e casitas d i s p e r s a s al pie d e los m o n t e s , a la s o m b r a de los a b e t o s , entre r e b a ñ o s y a r r o y o s . F u l d a m i s m a tiene u n a situación e n c a n t a d o r a . Los m o n t a ñ e s e s son c o m o en todas partes, un p u c o r u d o s y simples. Por lo d e m á s , p u d i e r a n tener a l g u n a b u e n a c u a l i d a d q u e n u e s t r a c u l t u r a ha d e s t r u i d o . N o dejes d e escribirme p r o n t o , q u e r i d o H e g e l . M e es c o m p l e t a m e n t e imposible estar p r i v a d o d e tus noticias. T u Holderlin

2

LLL-CM. A

SCIII:I.I.IS(,

Berna, N o c h e b u e n a d e 1794.

Querido: H a c e t i e m p o q u e h a b r í a q u e r i d o r e a n u d a r e n c i e r t o m o d o el v í n culo d e a m i s t a d q u e nos unió a n t a ñ o . E s t a a s p i r a c i ó n volvió a despert a r c u a n d o ( h a c e p o c o ) , al l e e r l a r e s e ñ a d e u n e n s a y o t u y o e n los M e m o r a b i l i a d e P a u l u s 2 , te e n c o n t r é p o r t u v i e j o c a m i n o , h a c i e n d o i l u s t r a d o s c o n c e p t o s teológicos y c o o p e r a n d o a la e l i m i n a c i ó n d e la
2 Uber Mythen, hislorische Sagen und Philosojiheme der atiesten (I'elt. [Mitos, leyendas históricas y Jilosofemas del mundo primitivo.] 1793.

CORRESPONDENCIA

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vieja l e v a d u r a . N o p u e d o por menos de testimoniarle la satisfacción y s i m p a t í a con q u e te sigo en esta tarea. C r e o q u e h a llegado la hora de decir con m á s l i b e r t a d lo q u e u n o piensa (y en p a r t e ya se h a c e y se p e r m i t e ) . Sólo q u e mi a l e j a m i e n t o d e la escena en q u e se desarrolla la actividad literaria me i m p i d e estar i n f o r m a d o — a u n q u e sea ocasion a l m e n t e — de algo q u e t a n t o me interesa. M e h a r í a s un g r a n favor si accedieses a i n f o r m a r m e de vez en c u a n d o t a n t o a este respecto c o m o sobre tus t r a b a j o s . Suspiro por u n a situación — n o en T u b i n g a 3 — en q u e poder r e c u p e r a r lo q u e descuidé e incluso p o n e r de vez en c u a n d o m a n o s a la obra. N o es q u e a q u í no h a g a n a d a ; pero mi ocupación es d e m a s i a d o dispersa y d i s c o n t i n u a c o m o p a r a poder hacer n a d a en serio. C a s u a l m e n t e h a b l é hace unos días con el a u t o r de las cartas — q u e tan bien conoces— en la [revista] M i n e r v a d e A r c h e n h o l z , firm a d a s por O . , s u p u e s t a m e n t e un inglés. Pues bien, es d e Silesia y se l l a m a Oelsner. Por él m e enteré d e noticias sobre a l g u n o s suabos q u e están en París, t a m b i é n de R e i n h a r d , q u e tiene u n p u e s t o m u y import a n t e en el d é p a r t e m e n t des affaires etrangéres. O e l s n e r es j o v e n todavía; pero se le n o t a q u e h a t r a b a j a d o m u c h o . Este invierno lo va a p a s a r a q u í retirado. ¿Y q u é hace Renz? ¿ H a e n t e r r a d o su talento? E s p e r o q u e no. C i e r t a m e n t e , valdría la p e n a inducirle o a n i m a r l e a r e u n i r sus estudios, de seguro p r o f u n d o s , sobre objetos i m p o r t a n t e s . Esto p o d r í a tal vez c o m p e n s a r l e por las dificultades q u e está t e n i e n d o ya desde hace tiempo. T e n g o algunos amigos en S a j o n i a q u e le a y u d a r í a n a e n c o n t r a r algo. Si no crees q u e ya no hay n a d a q u e hacer con él, a n í m a l e a algo, i n t e n t a vencer su modestia. En todo caso, salúdale de mi parte. Por lo d e m á s , ¿cómo va todo en T u b i n g a ? M i e n t r a s no ocupe allí u n a c á t e d r a gente del tipo de Reinhold o Fichte, no p a s a r á realmente n a d a . No h a y sitio en el q u e se siga cultivando el viejo sistema con t a n t a fidelidad. Y, a u n q u e esto t a m p o c o influya en las b u e n a s cabezas q u e siempre p u e d a h a b e r a i s l a d a m e n t e , la cosa se i m p o n e con todo en la m a y o r parte, en las cabezas mecánicas. A c a u s a d e éstas es tan s u m a m e n t e i m p o r t a n t e el sistema, el espíritu q u e p u e d a tener un profesor, pues ellas son sobre todo q u i e n e s lo p o n e n en circulación o lo m a n t i e n e n en ella. H a s t a a h o r a n o he oído de otras respuestas a la teoría k a n t i a n a de la religión q u e la de Storr; pero s e g u r a m e n t e ya h a b r á h a b i d o otras. De todos modos, el influjo de esa teoría, a ú n c i e r t a m e n t e escondido, solo se m a n i f e s t a r á con el tiempo. Ya sabréis q u e h a n guillotinado a C a r r i e r . ¿Seguís leyendo perió3 Schelling, c i n c o a ñ o s m á s j o v e n q u e H e g e l , se e n c o n t r a b a a ú n e s t u d i a n d o teología en T u b i n g a .

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BERNA

d i c o s f r a n c e s e s ? Si n o r e c u e r d o m a l , m e h a n d i c h o q u e e s t á n p r o h i b i d o s e n W ü r t t e m b e r g . El p r o c e s o h a s i d o m u y i m p o r t a n t e y h a d e j a d o a l d e s c u b i e r t o t o d a l a v i l e z a d e los r o b e s p i e r r i s t a s . Mil saludos a Süskind y KapfF. Tu amigo

Hgr
M ó g l i n g me ha dicho hace poco q u e en opinión de Süskind a b r e n t o d a s l a s c a r t a s q u e v i e n e n p a r a S u i z a . P e r o te a s e g u r o q u e e n e s t e p u n t o podéis estar tranquilos. U n a c o s a m á s te p i d o : S ü s k i n d ¿ n o m e p o d r á m a n d a r las p á g i n a s d e l a O b e r d e u t s c h e Z e i t u n g e n q u e h a n c r i t i c a d o el [ A l l g e m e i n e s ] R e p e r t o r i u m [ f ü r e m p i r i s c h e P s y c h o l o g i e . 1 7 9 2 - ] d e (J. D . ] M a u c h a r t ? Aquí no hay forma de conseguirlo.

3

scm-xusc

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HI:(,I:L

Tubinga, la noche d e Reves de 1795.

¿ O sea q u e es v e r d a d q u e te a c u e r d a s d e los viejos amigos? C a s i m e creía a mí y a todos nosotros o l v i d a d o s por ti. T o d o s n u e s t r o s viejos conocidos parecen n o c o n o c e r n o s ya. Renz está a q u í cerca; p e r o ni v e m o s ni oímos n a d a d e él. ¿Y Hólderlin? Y o a t r i b u y o a su i n c o n s t a n c i a el q u e t o d a \ í a no se h a y a a c o r d a d o d e nosotros. ¡Aquí está mi m a n o , viejo amigo! ¡ N u n c a v a m o s a alejarnos! H a s t a creo q u e e n t r e t a n t o nos h e m o s c o n v e r t i d o en otros. ¡ T a n t o m e j o r p a r a e m p e z a r d e nuevo! ¿ Q u i e r e s s a b e r c ó m o e s t á n las cosas e n t r e nosotros? ¡Dios mío!, a q u í ha i r r u m p i d o un á u x u ó í [mugre], q u e va a r e a v i v a r p r o n t o las viejas m a l a s h i e r b a s . ¿ Q u i é n las a r r a n c a r á ? Nosotros lo e s p e r á b a m o s todo d e la filosofía y c r e í a m o s q u e el golpe q u e ha a s e s t a d o t a m b i é n a los espíritus t u b i n g u e s e s n o p e r d e r í a tan p r o n t o su efecto. ¡Pero así ha sido d e s g r a c i a d a m e n t e ! El espíritu filosófico h a a l c a n z a d o ya su cénit. T a l vez se m a n t e n g a algún t i e m p o en lo alto, p a r a luego caer con t a n t a m á s r a p i d e z . C i e r t a m e n t e a h o r a h a y k a n t i a nos en m a s a — l a filosofía se ha b u s c a d o su a l a b a n z a d e la boca d e los niños y los l a c t a n t e s — ; pero a b a s e d e m u c h o s esfuerzos n u e s t r o s filósofos [de T u b i n g a ] h a n e n c o n t r a d o al fin el p u n t o h a s t a el q u e se p u e d e ir con la filosofía (ya q u e , d e hecho, no h a y f o r m a de salir del p a s o sin e c h a r m a n o d e esta fastidiosa ciencia). ¡En este p u n t o se h a n a s e n t a d o , establecido y m o n t a d o sus

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tiendas, en las q u e bien se está y por las q u e a l a b a n al Altísimo! ¿Y q u i é n les va a a r r o j a r d e ellas en lo q u e q u e d a d e siglo? U n a vez q u e se h a n a s e n t a d o en su sitio, q u e les s a q u e el... + Lo q u e p r o p i a m e n t e h a n h e c h o es seleccionar algunos i n g r e d i e n t e s del s i s t e m a d e K | a n t j ( n a t u r a l m e n t e de su superficie); con ellos se h a n p u e s t o a f a b r i c a r t a n q u a m ex m a c h i n a u n o s p o t a j e s filosóficos tan f u e r t e s sobre q u e m c u m q u e l o c u m theologicum, q u e la teología, q u e ya e m p e z a b a a escupir s a n g r e , va a p r e s e n t a r s e p r o n t o m á s s a n a y f u e r t e q u e n u n c a . T o d o s los d o g m a s posibles h a n recibido ya el sello d e p o s t u l a d o s d e la r a z ó n p r á c t i c a ; y allí d o n d e n o h a y f o r m a d e conseguir p r u e b a s histórico-teóricas, la r a z ó n práctica ( t u b i n g u e s a ) c o r t a s i m p l e m e n t e el n u d o . Es u n a delicia h a c e r de e s p e c t a d o r con el t r i u n f o de estos héroes filosóficos. ¡Ya lian p a s a d o los tiempos d e desolación filosófica q u e e s t a b a n escritos! M e escribes a c e r c a d e mi ensayo en los M e m o r a b i l i a d e P a u l u s . E s ya b a s t a n t e viejo, está t r a b a j a d o s u p e r f i c i a l m e n t e , pero q u i z á , con todo, n o h a y a sido escrito t o t a l m e n t e en balde. D e mis t r a b a j o s teológicos n o p u e d o decirte g r a n cosa. D e s d e hace casi un a ñ o h a n p a s a d o a ser p a r a mí algo s e c u n d a r i o . L o ú n i c o q u e m e interesó h a s t a a h o r a f u e r o n los e s t u d i o s históricos sobre el A n t i g u o y el N u e v o T e s t a m e n t o , así c o m o sobre el espíritu d e los p r i m e r o s siglos cristianos. A q u í es d o n d e a ú n q u e d a m á s p o r h a c e r . Pero d e s d e hace a l g ú n t i e m p o he a b a n d o n a d o t a m b i é n esto. ¿ Q u i é n es c a p a z d e e n t e r r a r s e en el polvo d e la a n t i g ü e d a d , c u a n d o la m a r c h a d e su t i e m p o le vuelve a l e v a n t a r y a r r a s t r a r consigo a c a d a m o m e n t o ? + M i vida es la filosofía en este m o m e n t o . L a filosofía no se halla a ú n term i n a d a . K a n t h a d a d o los r e s u l t a d o s , las p r e m i s a s siguen f a l t a n d o . ¿Y q u i é n p u e d e c o m p r e n d e r r e s u l t a d o s sin p r e m i s a s ? U n K a n t , b u e n o ; p e r o ¿y el m o n tón? Fichte, c u a n d o estuvo a q u í la ú l t i m a vez, dijo q u e h a y q u e tener el genio d e Sócrates p a r a p e n e t r a r en K a n t . C a d a día lo e n c u e n t r o m á s cierto. ¡Ten e m o s q u e ir m á s lejos con la filosofía! K a n t h a b a r r i d o con lodo. P e r o ¿cómo lo i b a n a n o t a r ? ¡ H a y q u e t r i t u r a r l o a n t e sus ojos y d á r s e l o a p a l p a r con sus m a n o s ! ¡Oh, los g r a n d e s k a n t i a n o s q u e a h o r a h a y p o r todas p a r t e s ! Se h a n q u e d a d o e n la letra y se s a n t i g u a n d e ver a ú n t a n t o en pie. E s t o y f i r m e m e n t e c o n v e n c i d o d e q u e la vieja superstición, no sólo de la religión positiva, sino t a m b i é n d e la q u e l l a m a n religión n a t u r a l , ya se h a r e c o m b i n a d o en las cabezas d e casi todos con la letra k a n t i a n a . Es un placer verles m a n e j a r el a r g u m e n t o moral, t i r a n d o d e los hilos h a s t a q u e nos salta d e s p r e v e n i d o s el d e u s ex m a c h i n a , el Ser personal, i n d i v i d u a l q u e está allá a r r i b a en el cielo. Fichte llevará la filosofía a u n a a l t u r a q u e va a d a r vértigo incluso a la m a y o r í a d e los a c t u a l e s k a n t i a n o s 4 . [ . . .] A c a b o d e recibir el c o m i e n z o d e las explicaciones de F i c h t e m i s m o , los " F u n d a m e n t o s g e n e r a l e s d e la d o c t r i n a d e la C i e n c i a " . (Ya lo h a b r á s visto a n u n c i a d o en el s u p l e m e n t o d e p u b l i c a c i o n e s d e la Allgemeine L i t e r a t u r z e i t u n g . P e r o no va a p o n e r s e a la venta y dicen q u e sólo son a p u n t e s p a r a sus discípulos.) L e y é n d o l o me he d a d o c u e n t a d e q u e no m e h a b í a e q u i v o c a d o en mis profecías. A c t u a l m e n t e t r a b a j o en u n a Etica a lo S p i n o z a . S e n t a r é los p r i m e r o s principios de t o d a filosofía, en los cuales se u n e n la r a z ó n teórica y p r á c t i c a . Si m e a n i m o y d a t i e m p o , e s t a r á t o d o listo p a r a la p r ó x i m a feria o a m á s tirar el
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A q u í f a l t a e n el m a n u s c r i t o u n p e d a z o d e la p á g i n a .

I

BKRNA

p r ó x i m o \ e r a n o . Me- b a s t a r á c o n s a l u d a r al n u e v o h é r o e , F i c h t e , e n c o n e s e g r a n h o m b r e ! ¡K1 t e r m i n a r á c i ó n d e la l i b e r t a d d e p e n s a m i e n t o a t r a i g a n d e . J e n a . A l l í se p u e d e autor? * [ . . . |

la f e l i c i d a d d e s e r u n o d e los p r i m e r o s e n la t i e r r a d e la v e r d a d . ¡ Q u e la f o r t u n a e s t é la o b r a ! D o p a s o : ¿ h a s l e í d o l a " R e i v i n d i c a los p r í n c i p e s e u r o p e o s " ? Si n o , h a z q u e te l a c o n s e g u i r . ¿ Q u i é n iba a d u d a r d e su

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HECE!.

/I .SÍ.///•;/././,vr;

[Enero 1795]

Querido: N o necesito g a s t a r m á s p a l a b r a s en e x p r e s a r t e la gran alegría q u e me ha d a d o tu carta. L o único q u e podría s u p e r a r mi interés por tu fiel r e c u e r d o de los amigos es el q u e tengo por el c a m i n o q u e hace t i e m p o ha e m p r e n d i d o tu espíritu y en el q u e sigue adelante. C o m o amigos n u n c a nos hemos convertido en extraños, y todavía menos lo somos en lo q u e constituye el primordial interés de todo h o m b r e racional y a cuyo i m p u l s o y difusión t r a t a r á de a y u d a r con todas sus fuerzas. D e algún tiempo p a r a a c á me he vuelto a dedicar sobre todo a la filosofía k a n t i a n a , con objeto de llegar a aplicar sus resultados más i m p o r t a n t e s a algunas ideas q u e a ú n son corrientes entre nosotros, o a e l a b o r a r éstas b a s á n d o m e en aquéllos. Los esfuerzos m o d e r n o s por a l c a n z a r p r o f u n d i d a d e s c a d a vez mayores m e son tan poco conocidos c o m o los d e Reinhold. Y es q u e estas especulaciones me han p a r e c i d o d i r e c t a m e n t e i m p o r t a n t e s sólo p a r a la razón teórica, y no tan aplicables a conceptos de utilidad más general. Por t a n t o 110 conozco con detalle el fin q u e persiguen estos esfuerzos; sólo lo presiento confusamente. De todos modos, la preocupación por los portes no te debía h a b e r d e t e n i d o a la h o r a de e n v i a r m e las hojas que has publicado. Dáselas a la diligencia, no al correo. M e serán de un valor i n a p r e ciable. L o q u e me cuentas del curso teológico-kantiano q u e ha t o m a d o la filosofía en T u b i n g a no es d e e x t r a ñ a r . L a ortodoxia es inconmovible, mientras su profesión, v i n c u l a d a con v e n t a j a s seculares, se halle entrelazada con el todo d e un Estado. Este interés es d e m a s i a d o fuerte
* Aquí falta on el m a n u s c r i t o un pedazo do la p á g i n a .

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como p a r a p o d e r ser a b a n d o n a d o t a n pronto, e influye sin necesidad de que, en c o n j u n t o , se sea consciente de ello. M i e n t r a s t a n t o la ortodoxia tiene d e su p a r t e a todo el tropel en c o n s t a n t e a u m e n t o de p a p a g a y o s y escribientes, tan i n c a p a c e s de p e n s a r c o m o de a b r i g a r intereses superiores. ¿ Q u e esta p a n d i l l a lee algo opuesto a su convicción (puestos a elevar su p a l a b r e r í a al r a n g o de este n o m b r e ) y presiente algo d e su v e r d a d ? Entonces la respuesta es: «Sí, tiene t o d a la razón»; y a c o n t i n u a c i ó n a g a r r a n la a l m o h a d a y a la m a ñ a n a siguiente se t o m a n su café y se lo sirven entre ellos c o m o si no hubiese p a s a d o n a d a . Por lo d e m á s , se c o n f o r m a n con todo lo q u e se les ofrece, con tal d e q u e no les s a q u e del sistema de su r u t i n a . + Creo, de todos modos, q u e sería i n t e r e s a n t e estorbarles todo lo posible a los teólogos en ese celo de h o r m i g u i t a s con el q u e a c a r r e a n materiales críticos p a r a consolidar su templo gótico, dificultarles todo, hostigarles en c a d a m a d r i g u e r a h a s t a que ya no e n c u e n t r e n n i n g u n a y t e n g a n q u e m o s t r a r toda su d e s n u d e z a la luz del día. Pero entre los materiales q u e r o b a n a la h o g u e r a k a n t i a n a p a r a i m p e d i r el incendio de la d o g m á t i c a , se llevan t a m b i é n b r a s a s a casa. Ellos están o p e r a n d o la difusión general de las ideas filosóficas. En c u a n t o al a b u s o de q u e me escribes y cuya lógica me p u e d o imaginar, no cabe d u d a de q u e Fichte le h a abierto las p u e r t a s con su " C r í t i c a de t o d a revelación". El m i s m o ha sido en esto m o d e r a d o ; pero, u n a vez a c e p t a d o s f o r m a l m e n t e sus principios, ya no hay f o r m a de contener a la lógica teológica. B a s á n d o s e en la s a n t i d a d de Dios p a r a r a z o n a r lo q u e d e b í a m o s t r a r en virtud de su propia n a t u r a l e z a p u r a mente moral, etc., Fichte h a vuelto a introducir el a n t i g u o estilo arg u m e n t a t i v o de la d o g m á t i c a . T a l vez valdría la p e n a t r a t a r esto m á s despacio. + Si tuviese tiempo, t r a t a r í a de precisar h a s t a q u é p u n t o , tras consolidar la fe moral, necesitamos r e g r e s i v a m e n t e de la idea l e g i t i m a d a de Dios. Por ejemplo, al explicar la relación final, etc. ¿ h a s t a q u é p u n t o se le p u e d e t r a s p o n e r de la teología ética a la teología física y o p e r a r en este terreno con ella? Este me parece ser el p r o c e d i m i e n t o q u e se suele a d o p t a r con la idea de Providencia — t a n t o en general c o m o en los milagros o, c o m o en Fichte, en la Revelación, etc. E n caso de q u e llegue a desarrollar m á s a m p l i a m e n t e mi opinión, la s o m e t e r é a tu crítica, pero p i d i é n d o t e desde a h o r a tu i n d u l g e n c i a d M i aislamiento d e ciertos libros y el poco tiempo q u e tengo no m e p e r m i t e n d e s a r r o l l a r a l g u n a s ideas a las q u e a n d o d a n d o vueltas. Por lo menos no pienso hacer m u c h o m e n o s de lo q u e p u e d a . Estoy convencido de q u e sólo con un c o n s t a n t e revolver y sacudir por todos los lados p o d e m o s e s p e r a r conseguir al fin algo serio. Algo siempre se consigue, y toda c o n t r i b u c i ó n de este tipo tiene su m é r i t o incluso si no encierra n a d a nuevo, a d e m á s de q u e la c o m u n i c a c i ó n y el t r a b a j o

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BI:RNA

en c o m ú n r e n u e v a n y fortalecen. R e p i t a m o s c o n s t a n t e m e n t e tu consigna: «¡No nos q u e d e m o s atrás!» ¿ Q u é hace Renz? E s c o m o si hubiese algo desconfiado en su carácter, algo q u e no se c o m u n i c a con gusto, q u e t r a b a j a sólo p a r a sí y cree q u e no vale la p e n a hacer algo por los otros o tiene el m a l por d e m a s i a d o incurable. T u a m i s t a d ¿no t e n d r á influjo sobre él como p a r a exhortarle a h a c e r algo, a polemizar c o n t r a la teología actual? L a m i s m a existencia d e la teología d e m u e s t r a la necesidad de esa polémica y q u e no es superflua. Hólderlin me escribe a veces desde J e n a . L e reñiré por no escribirte. V a a clase de Fichte y habla de él con e n t u s i a s m o como d e un titán que lucha por la h u m a n i d a d y cuyo á m b i t o de acción ciertam e n t e no se q u e d a r á en las c u a t r o paredes del auditorio. No pienses q u e su a m i s t a d se ha e n f r i a d o p o r q u e no te escriba. C o n toda segurid a d se m a n t i e n e i n t a c t a y creo q u e su interés por la dimensión pública de las ideas crece c o n s t a n t e m e n t e . ¡Que venga el Reino de Dios y no estemos m a n o sobre m a n o ! E n tu carta hay u n a expresión sobre el a r g u m e n t o moral, q u e no c o m p r e n d o del todo: «lo m a n e j a n h a s t a q u e salta el Ser individual, personal». ¿Crees q u e p r o p i a m e n t e no llegamos a tanto? Adiós R a z ó n y libertad sigan siendo la consigna, y nuestro p u n t o de unión la Iglesia invisible. H. R e s p ó n d e m e en seguida. S a l u d a a los amigos.

:t «il.MWH.1 III i.l /. '

Jena, 26 d e enero d e 1795.

T u c a r t a m e h a d e p a r a d o u n a alegre b i e n v e n i d a al volver a j e n a . A finales d e d i c i e m b r e partí p a r a YVeimar con la s e ñ o r a del c o m a n d a n t e von K a l b y m i pupilo, q u e h a b í a e s t a d o a q u í solo c o n m i g o dos meses. N i yo m i s m o s o s p e c h a b a q u e iba a volver tan p r o n t o . L a s c a l a m i d a d e s q u e p a s é c o m o
5 P r o b a b l e m e n t e se h a n p e r d i d o d o s c a r t a s d e H e g e l a H ó l d e r l i n y u n a de H ó l d e r lin a H e g e l a n t e r i o r e s a e s t a c a r t a .

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e d u c a d o r d e b i d o a mis especiales c i r c u n s t a n c i a s subjetivas, y la necesidad di' vivir por lo m e n o s algún t i e m p o p a r a m í m i s m o — q u e m i e s t a n c i a a q u í n o h a h e c h o m á s q u e a u m e n t a r — m e hizo e x p o n e r a la s e ñ o r a del c o m a n d a n t e , a ú n a n t e s de salir d e J e n a , mi deseo d e d e j a r m i o c u p a c i ó n en su casa. Y a u n q u e m e dejé convencer p o r ella y por Schiller d e hacer u n n u e v o i n t e n t o , no p u d e a g u a n t a r la b r o m a m á s d e d o s s e m a n a s , pues, e n t r e o t r a s cosas, e s t a b a casi c o m p l e t a m e n t e i n s o m n e ; así q u e m e volví lleno d e paz a J e n a , d i s f r u t a n d o p o r p r i m e r a vez en mi vida d e u n a i n d e p e n d e n c i a q u e e s p e r o no será infructuosa.+ M i actividad p r o d u c t i v a se c o n c e n t r a casi e x c l u s i v a m e n t e e n la e l a b o r a ción d e los m a t e r i a l e s d e m i novela [ H y p c r i o n ] . El f r a g m e n t o p u b l i c a d o en la [revista N u e v a ] T h a l i a es todavía u n a m a s a b r u t a . Pienso q u e a c a b a r é la novela p o r P a s c u a ; p e r m í t e m e q u e h a s t a e n t o n c e s n o te h a b l e m á s del t e m a . El " G e n i o de la a u d a c i a " , del q u e q u i z á te a c u e r d e s t o d a v í a , lo he e n t r e g a d o r e e l a b o r a d o a la T h a l i a junto con a l g u n a s o t r a s poesías. Schiller se interesa m u c h o p o r mí y m e ha a n i m a d o a q u e le escriba algo p a r a su n u e v a revista, L a s H o r a s , así c o m o en su p r o y e c t a d o A l m a n a q u e d e las M u s a s . H e h a b l a d o con G o e t h e . ¡ H e r m a n o ! Es el m á s bello p l a c e r d e n u e s t r a vida e n c o n t r a r t a n t a h u m a n i d a d en t a n t a g r a n d e z a . E s t u v o h a b l a n d o conm i g o t a n a f a b l e y a m i s t o s o , q u e te a s e g u r o q u e el c o r a z ó n m e reía y a ú n m e ríe c u a n d o lo r e c u e r d o . H e r d e r e s t u v o t a m b i é n cordial, m e t o m ó de la m a n o ; pero m o s t r a b a ya m á s el h o m b r e d e m u n d o , h a b l ó a m e n u d o m u y alegóricam e n t e , como y a s a b e s q u e es. Le pienso visitar a l g u n a vez. El m a y o r von K a l b s e g u r a m e n t e se q u e d a r á con su f a m i l i a en W e i m a r ( p o r lo t a n t o , su hijo ya 110 me n e c e s i t a b a y la d e s p e d i d a p u d o a n t i c i p a r s e ) , y la a m i s t a d q u e tengo, sobre todo, con la s e ñ o r a del c o m a n d a n t e , m e a b r e las p u e r t a s p a r a visitar la casa con cierta frecuencia. Los a p u n t e s especulativos d e Fichte — " F u n d a m e n t o s g e n e r a l e s d e la doctrina d e la C i e n c i a " — , así como sus " C l a s e s s o b r e la condición del s a b i o " (ya impresos), te i n t e r e s a r á n m u c h o . E n un c o m i e n z o sospeché m u c h o q u e era un d o g m á t i c o . Si se m e p e r m i t e u n a c o n j e t u r a , p a r e c e h a b e r e s t a d o r e a l m e n t e al b o r d e d e ello o estarlo a ú n : su a s p i r a c i ó n es ir en la teoría m á s allá del h e c h o d e la conciencia. Así lo m u e s t r a n m u c h í s i m a s d e sus expresiones, y esto es trascend e n t e tan cierta e i n c l u s o m á s l l a m a t i v a m e n t e q u e la a s p i r a c i ó n de los m e t a lísicos t r a d i c i o n a l e s a ir m á s allá d e la existencia del m u n d o . Su Yo a b s o l u t o ( = S u s t a n c i a d e S p i n o z a ) e n c i e r r a toda la r e a l i d a d . Es todo y f u e r a d e él no h a y n a d a . Por t a n t o , este Y o a b s o l u t o n o tiene objeto; de o t r o m o d o , no e n c e r r a r í a t o d a la r e a l i d a d . P e r o u n a conciencia sin o b j e t o es i m p e n s a b l e ; incluso si yo m i s m o soy ese objeto, en c u a n t o tal m e hallo n e c e s a r i a m e n t e l i m i t a d o , a u n q u e sea en el tiempo; por t a n t o , no soy a b s o l u t o . D e m o d o q u e u n a conciencia es i m p e n s a b l e en el Yo a b s o l u t o , c o m o Y o a b s o l u t o no tengo conciencia, y, en t a n t o en c u a n t o no tengo conciencia, soy n a d a ( p a r a mí) y el Y o absoluto es ( p a r a mí) N a d a . Así p u s e p o r escrito mis p e n s a m i e n t o s a u n en W a l t e r s h a u s e n , c u a n d o leí sus p r i m e r a s p á g i n a s , i n m e d i a t a m e n t e d e s p u é s d e h a b e r leído a S p i n o z a . Fic h t e m e c o n f i r m a 6 [ . . .] la posición (en su lenguaje) del Y o y el N o - Y o es c i e r t a m e n t e curiosa. T a m b i é n la idea d e a s p i r a c i ó n , etc.

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E n el m a n u s c r i t o f a l t a n cinco líneas.

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BERNA

T e n g o q u e a c a b a r p i d i é n d o t e q u e t o m e s t o d o esto c o m o si no lo h u b i e s e escrito. Eso d e q u e te estás o c u p a n d o de los c o n c e p t o s religiosos es ciertam e n t e b u e n o e i m p o r t a n t e en u n sentido. El c o n c e p t o d e P r o v i d e n c i a lo trat a r á s , s u p o n g o , en c o m p l e t o p a r a l e l o con la teleología k a n t i a n a . El m o d o que tiene K a n t d e unir el m e c a n i s m o d e la n a t u r a l e z a (o sea, t a m b i é n del destino) y su finalidad m e p a r e c e e n c e r r a r p r o p i a m e n t e todo el espíritu d e su s i s t e m a . C i e r t a m e n t e es el m i s m o m o d o q u e tiene d e resolver todas las antin o m i a s . E n esto de las a n t i n o m i a s Fichte tiene u n a idea m u y curiosa, s o b r e la q u e m e j o r te escribiré o t r o día. Estoy d á n d o l e vueltas h a c e t i e m p o al ideal d e u n a e d u c a c i ó n del p u e b l o . Y c o m o tú te o c u p a s p r e c i s a m e n t e d e u n a p a r t e d e ella, la religión, tal vez eligiendo tu i m a g e n y tu a m i s t a d c o m o guía de mis ideas acerca del m u n d o exterior sensible, p u e d a escribirte enseguida por c a r t a lo q u e acaso t a r d a r í a m á s en escribir [ p a r a mí]. E s p e r o tu j u i c i o y tus correcciones. 7

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Tubinga, 4 d e f e b r e r o de 1795.

N o , amigo, no nos h e m o s convertido en e x t r a ñ o s ; nos e n c o n t r a m o s j u n t o s por viejos c a m i n o s . Y si éstos h a n t o m a d o un giro q u e q u i z á no s o s p e c h á b a mos, t a m b i é n nos es c o m ú n a a m b o s . Los dos q u e r e m o s seguir a \ a n z a n d o , q u e r e m o s i m p e d i r q u e lo g r a n d e q u e h a p r o d u c i d o n u e s t r a é p o c a se reabs o r b a en el f e r m e n t o ya d e s c o m p u e s t o d e t i e m p o s p a s a d o s . T i e n e q u e seguir p u r o , c o m o salió del espíritu d e su a u t o r , seguir e n t r e nosotros y, si es posible, t e n e m o s q u e t r a n s m i t i r l o a la p o s t e r i d a d n o d e f o r m a d o y d e g r a d a d o a la a n t i g u a f o r m a tradicional, sino en toda su perfección, en su figura m á s noble y p r e g o n a n d o su lucha a m u e r t e con toda la c o n s t i t u c i ó n a n t e r i o r del m u n d o y de la ciencia. S o b r e los intentos d e R e i n h o l d por reducir la filosofía a sus últimos principios, c i e r t a m e n t e n o te h a e n g a ñ a d o tu impresión d e q u e no h a c e a v a n z a r la revolución m i s m a p r o d u c i d a por la Crítica d e la razón p u r a . Por otra p a r t e , t a m b i é n esto h a sido un escalón q u e tenía q u e s u b i r la Ciencia, y tal vez sea R e i n h o l d a quien h a y a q u e a g r a d e c e r l e el q u e v a y a m o s a llegar al ápice tan p r o n t o c o m o tiene q u e ocurrir según m i e s p e r a n z a s e g u r í s i m a . De este ú l t i m o p a s o d e la filosofía espero t a m b i é n el q u e caiga d e f i n i t i v a m e n t e el ú l t i m o velo, q u e se r o m p a la ú l t i m a supersticiosa t e l a r a ñ a filosófica d e los filósofos privilegiados. C o n K a n t nació la a u r o r a ; no es n i n g ú n milagro el que.
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F a l t a el resto d e la c a r t a .

CORRESPONDENCIA

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acá y allá h a y a q u e d a d o a u n una p e q u e ñ a niebla en a l g u n a h o n d o n a d a p a n tanosa, m i e n t r a s los picos m á s altos brillan ya en la gloria del sol... ¡Magnífica idea la q u e te p r o p o n e s realizar! T e c o n j u r o a q u e te p o n g a s lo a n t e s posible m a n o s a la o b r a . Si estás d e c i d i d o a no seguir ocioso, aquí tienes un c a m p o d e ricos f r u t o s y g r a n mérito. Sería e c h a r el cerrojo definitivo a las últimas p u e r t a s d e la superstición. T ú m i s m o escribes q u e m i e n t r a s la lógica q u e Fichte r e i n t r o d u j o en la " C r í t i c a d e t o d a R e v e l a c i ó n " — q u i z á por a c o m o d a c i ó n o p a r a divertirse con la superstición y recibir a m a n d í b u l a b a t i e n t e el a g r a d e c i m i e n t o de los teólogos— siga p a s a n d o p o r válida, seguirá t a m b i é n en pie la locura filosófica. M u c h a s veces he p e n s a d o ya r e f u g i a r mi f u r i a a n t e los d e s m a n e s d e los teólogos en la sátira, r e d u c i e n d o t o d a la d o g m á t i c a , j u n t o con todos sus a p é n d i c e s d e los siglos m á s o s c u r o s , a razones p r á c t i c a s d e la fe. P e r o m e h a f a l t a d o el t i e m p o y sólo Dios sabe q u é h a b r í a p a s a d o d e h a b e r realizado mi plan. Q u i z á h a b r í a sido t o m a d o en serio por casi todos y yo h a b r í a tenido — p o r lo m e n o s a e s c o n d i d a s — la satisfacción d e brillar c o m o u n a l u m b r e r a filosófica d e la Iglesia. P e r o la cosa tiene q u e ser a b o r d a d a en serio y d e tu m a n o , a m i g o , espero el c o m i e n z o . + A ú n u n a r e s p u e s t a a tu p r e g u n t a d e si no creo q u e con el a r g u m e n t o m o r a l lleguemos a un Ser p e r s o n a l . C o n f i e s o q u e la p r e g u n t a m e ha s o r p r e n dido. N o la h a b r í a e s p e r a d o d e un g r a n c o n o c e d o r d e Lessing c o m o tú. P e r o claro q u e m e la h a s h e c h o sólo p a r a ver s i j o la he d e c i d i d o totalmente; p a r a ti, d e s d e luego, está d e c i d i d a hace t i e m p o . T a m p o c o p a r a n o s o t r o s valen ya los c o n c e p t o s o r t o d o x o s d e Dios. M i r e s p u e s t a es: llegamos t o d a v í a más allá del ser personal. ¡ E n t r e t a n t o , me he h e c h o espinozista! N o te a s o m b r e s . Enseg u i d a te digo cómo. + P a r a S p i n o z a el m u n d o (el objeto por excelencia en oposición al sujeto) era todo. P a r a mí lo es el Yo. P r o p i a m e n t e la diferencia e n t r e la filosofía crítica y la filosofía d o g m á t i c a me p a r e c e consistir en q u e a q u e l l a p a r t e del Y o a b s o l u t o ( t o d a v í a sin c o n d i c i o n a r p o r n i n g ú n o b j e t o ) , ésta del O b j e t o a b s o l u t o o No-Yo. Esta, llevada h a s t a sus ú l t i m a s consecuencias, c o n d u c e al s i s t e m a de S p i n o z a ; a q u é l l a , al d e K a n t . la filosofía tiene q u e p a r t i r del absoluto. L a p r e g u n t a es e n t o n c e s en q u é consiste ese a b s o l u t o , en el Yo o en el No-Yo. U n a vez r e s u e l t a esta p r e g u n t a , está todo r e s u e l t o . + P a r a mí el s u p r e m o principio de t o d a filosofía es el Y o p u r o , a b s o l u t o , es decir el Y o en c u a n t o m e r o Yo, t o d a v í a sin c o n d i c i o n a r por n i n g ú n objeto, s i n o puesto por la Libertad. El A y O d e t o d a filosofía es L i b e r t a d . El Yo a b s o l u t o o c u p a u n á m b i t o infinito del Ser absoluto; en ese á m b i t o se f o r m a n á m b i t o s finitos, q u e p r o c e d e n de la limitación del á m b i t o a b s o l u t o por un obj e t o ( á m b i t o s d e la existencia: filosofía teórica). E n éstos no hay m á s q u e cond i c i o n a l i d a d y lo a b s o l u t o t e r m i n a en c o n t r a d i c c i o n e s . P e r o debemos e c h a r a b a j o estas b a r r e r a s , es decir, d e b e m o s salir del á m b i t o finito al infinito (filosofía práctica). E s t a , exigiendo por t a n t o la d e s t r u c c i ó n d e la finitud, nos c o n d u c e así al m u n d o s u p r a s e n s i b l e . « L o q u e era imposible a la r a z ó n teórica, d e b i l i t a d a por el objeto, lo h a c e la r a z ó n práctica.» Sólo q u e en ésta lo ú n i c o q u e p o d e m o s e n c o n t r a r es n u e s t r o Yo a b s o l u t o , y a q u e sólo éste h a descrito el á m b i t o infinito. N o hay p a r a nosotros otro m u n d o s u p r a s e n s i b l e q u e el del Y o a b s o l u t o / Dios no es sino el Yo a b s o l u t o , el Y o en c u a n t o h a a n i q u i l a d o todo lo teórico y, por t a n t o , es = o en la filosofía teórica. L a p e r s o n a l i d a d es p r o d u c t o d e la u n i d a d d e la conciencia. L a conciencia, a su vez, es i m p o s i b l e sin ob-

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BERNA

j e t o . E n c a m b i o p a r a Dios, es decir, p a r a el Y o a b s o l u t o , no h a y o b j e t o ninguno, p u e s si no, d e j a r í a d e ser a b s o l u t o ; es decir, q u e no h a y un Dios personal y n u e s t r a s u p r e m a a s p i r a c i ó n es la d e s t r u c c i ó n d e n u e s t r a p e r s o n a l i d a d , la transición al á m b i t o a b s o l u t o del Ser, t r a n s i c i ó n q u e con todo n o es posible por los siglos de los siglos; o sea, sólo a c e r c a m i e n t o práctico al A b s o l u t o y, por t a n t o , inmortalidad. T e n g o q u e a c a b a r . Adiós. C o n t é s t a m e p r o n t o . Tu Sch. P. D.- - T e envío las p á g i n a s q u e m e pedías 8 y e s p e r o tu juicio sincero y severo sobre ellas. D e R e n z d e s e s p e r o por ahora por c o m p l e t o . L a próx i m a vez, m á s s o b r e esto. ¿ N o quieres escribirle tú? Y o le p a s a r é tu c a r t a ; pero t e n d r í a s q u e escribirla con cuidado, d e m o d o q u e la p u e d a leer su lío.

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HHÜEL

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SCHKLLIXG

Berna, 16 d e abril de 1795.

Querido: M i t a r d a n z a en contestarte se d e b e en p a r t e a diversos a s u n t o s , en p a r t e a q u e a n d u v e b a s t a n t e disperso con las s o l e m n i d a d e s políticas celebradas a q u í en los últimos días. C a d a diez a ñ o s el conseil souverain c o m p l e t a los 90 m i e m b r o s , m á s o menos, q u e h a p e r d i d o en ese lapso. M e es imposible describirte q u é h u m a n o es todo esto, c ó m o todas las intrigas de nuestras cortes e n t r e primos y p r i m a s no son n a d a en c o m p a r a c i ó n con las c o m b i n a c i o n e s que a q u í se urden. El p a d r e designa a su hijo o al f u t u r o y e r n o q u e a p o r t e la m a y o r dote a su hija, y así sucesivamente. P a r a s a b e r lo q u e es u n a f o r m a aristocrática d e gobierno hay q u e h a b e r p a s a d o a q u í u n invierno de éstos q u e preceden a unas Pascuas en q u e toca renovación. Pero lo q u e m á s ha r e t r a s a d o mi contestación es el deseo d e d a r t e un juicio a fondo d e tu o b r a q u e m e enviaste y q u e t a n t o te agradezco. Por lo menos q u e r í a m o s t r a r t e q u e he c o m p r e n d i d o total8 Líber die Moglichkeit einer Form der Philosophie iiberliaupt. [Sobre la posibilidad de que la filosofía tenga una forma], 1795.

CORRESPONDENCIA

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m e n t e sus ideas. A h o r a bien, a ú n n o he tenido t i e m p o d e estudiarla a fondo. Pero y a con lo q u e he e n t e n d i d o de sus principales ideas veo q u e encierra u n a culminación d e la Ciencia, q u e nos p r o d u cirá los resultados m á s fecundos; veo el t r a b a j o de u n a c a b e z a de cuya a m i s t a d p u e d o estar orgulloso y q u e v a a d a r su g r a n a p o r t a c i ó n a la revolución m á s i m p o r t a n t e q u e h a visto A l e m a n i a en su sistema de ideas. Sería u n a ofensa a n i m a r t e a q u e d e s a r r o l l a r a s completam e n t e tu sistema; u n a actividad q u e h a a s u m i d o u n objeto así no necesita d e ánimos. + Del sistema d e K a n t y de su ú l t i m o p e r f e c c i o n a m i e n t o espero u n a revolución en A l e m a n i a b a s a d a en principios q u e ya e s t á n ahí y sólo necesitan ser e l a b o r a d o s u n i v e r s a l m e n t e y ser aplicados a todo el saber anterior. C i e r t a m e n t e seguirá siendo u n a filosofía esotérica, así la idea de Dios c o m o Yo absoluto. Al e s t u d i a r r e c i e n t e m e n t e los postulados d e la r a z ó n p r á c t i c a h a b í a t e n i d o u n p r e s e n t i m i e n t o de lo q u e me has m a n d a d o ] ; los " F u n d a m e n t o s de la d o c t r i n a d e la C i e n c i a " , de Fichte, me lo h a r á n p a t e n t e por completo. Las consecuencias q u e se van a seguir a s o m b r a r á n a ciertos señores. V a a d a r vértigo esta s u p r e m a c u m b r e d e toda la filosofía, q u e eleva de tal forma al h o m b r e . Pero ¿por q u é se h a t a r d a d o t a n t o en revalorar la d i g n i d a d h u m a n a , en reconocer su c a p a c i d a d de libertad, q u e le sitúa en u n o r d e n de igualdad con todos los espíritus? E n m i opinión no h a y mejor signo de n u e s t r o t i e m p o q u e éste de q u e la h u m a n i d a d se p r e s e n t e como tan digna de respeto en sí m i s m a . Es u n a p r u e b a d e q u e d e s a p a r e c e el n i m b o de las c a b e z a s d e los opresores y dioses d e esta tierra. Los filósofos d e m u e s t r a n esa d i g n i d a d , los pueblos llegarán a sentirla y, en vez d e exigir sus derechos pisoteados, se los volverán a t o m a r por sí mismos. + Religión y política h a n o b r a d o d e común acuerdo; a q u é l l a ha enseñ a d o lo q u e q u e r í a el despotismo: el desprecio del g é n e r o h u m a n o y su incapacidad p a r a n a d a bueno, d e ser algo p o r sí mismo. C o n la difusión de las ideas sobre c ó m o deben ser las cosas d e s a p a r e c e r á la indolencia con q u e la gente pasiva lo t o m a siempre todo c o m o es. E s t a f u e r z a vivificadoa de las i d e a s — i n c l u s o c u a n d o siguen siendo l i m i t a d a s c o m o p a t r i a , C o n s t i t u c i ó n , e t c . — l e v a n t a r á los á n i m o s y éstos llegarán a sacrificarse por ellas, m i e n t r a s q u e a c t u a l m e n t e el espíritu d e las Constituciones h a c o n t r a í d o u n a alianza con el egoísmo individual y en él basa su imperio. S i e m p r e m e digo, con la frase de los Lebensláufer 9 : «¡Dirigios h a c i a el sol, amigos, p a r a q u e m a d u r e p r o n t o el bien del género h u m a n o ! ¿ Q u é p u e d e n e s t o r b a r o s las hojas? ¿ Q u é las ramas? ¡Abrios paso hacia el sol y, si os cansáis, t a n t o m e j o r dormiréis!» A h o r a caigo en la c u e n t a d e q u e éste es tu último v e r a n o en T u 9 Theodor G. von Hippel, Lebenslaufe in aufsteigender Lime. [Curricula en línea ascendente], Berlín, 1778 ss.

I.:

BERNA

binga. En el caso d e q u e tú m i s m o escribas tu disputatio, a c u é r d a t e , por favor, de m a n d á r m e l a en seguida (no tienes m á s q u e p o n e r l a en la diligencia, escribiendo en el p a q u e t e q u e siga por el m i s m o medio). Y si publicas a l g u n a o t r a cosa, encárgale al librero C o t t a q u e me lo h a g a llegar. Estoy i m p a c i e n t e por lo q u e salga en la feria de P a s c u a . T e n g o la intención de e s t u d i a r en verano la D o c t r i n a de la Ciencia de Fichte. Entonces tendré t a m b i é n m á s t i e m p o de desarrollar a l g u n a s ideas a las q u e estoy d a n d o vueltas hace tiempo, a u n q u e p a r a ello m e h a r í a m u c h a falta p o d e r disponer de u n a biblioteca. L a s H o r a s de Schiller—los dos p r i m e r o s n ú m e r o s — m e h a n d e p a r a d o un g r a n placer. El ensayo sobre la e d u c a c i ó n estética del género h u m a n o 1 0 es u n a o b r a m a e s t r a . N i e t h a m m e r a n u n c i a b a p a r a primeros de a ñ o u n a revista filosófica. ¿ Q u é ha sido de ella? Hólderlin me escribe d e Jena a m e n u d o . Está m u y e n t u s i a s m a d o con Fichte, al q u e a t r i b u y e g r a n d e s proyectos. A K a n t le tiene q u e llenar de felicidad el p o d e r a p r e c i a r ya los frutos de su t r a b a j o entre tan dignos sucesores. ¡La cosecha será a l g u n a vez maravillosa! Agradécele de mi p a r t e a Süskind las molestias q u e se ha t o m a d o p o r mí como buen a m i g o q u e es. ¿ Q u é hace Renz? Por lo q u e dices, me resulta incomprensible la relación q u e tiene con su tío y me q u i t a los á n i m o s de escribirle. ¿Qué trayectoria sigue Hauber? Adiós, amigo mío. M e gustaría volver a r e u n i m o s a l g u n a vez p a r a c o m u n i c a r n o s nuestras cosas y c o n f i r m a r n o s de viva voz todo lo q u e p u e d a a p o y a r n u e s t r a s esperanzas. T u H. Por favor, d e a q u í en adelante no m e envíes tu correo a portes pagados; va menos seguro. Yo t a m p o c o lo haré a p a r t i r d e esta c a r t a .

8 sciia.uxo .1 m c.i i
Tubinga, 21 d e ' j u l i o d e

1795.

Por lin, me pongo, q u e r i d o a m i g o , a c o n t e s t a r t e tu ú l t i m a c a r t a . P r i m e r o pensé en e s p e r a r hasta h a b e r escrito mi d i s p u t a t i o , p a r a p o d e r e n v i á r t e l a
10

Schiller, Carlas sobre la educación estética del hombre. 1794 ss. Hegel, como Schelling

en su c a r t a de r e s p u e s t a , mc/.cla el final del título d e Schiller con o t r o q u e les e r a

familiar: Lessing, La educación del género humano. 1780.

CORRESPONDENCIA

63

c o m o me p e d í a s . C u a n d o , al lili, me d e j o respirar esie a s u n t o , me puse enfermo, tuve q u e i r m e a c a s a a r e c u p e r a r m e y sólo h a c e u n o s seis d í a s q u e h e vuelto. A h o r a siento v e r d a d e r a n e c e s i d a d d e a n i m a r m e c o m u n i c á n d o m e con un a m i g o c o m o tú lo eres. L a m o n o t o n í a d e mi vida, c a d a vez m á s tediosa y q u e a m a r g a c o m p l e t a m e n t e — p o r la situación q u e bien c o n o c e s — la libre expresión de mis opiniones, me e m p u j a a b u s c a r en silencio a mis a m i g o s y a a l e g r a r m e con ellos d e las e s p e r a n z a s q u e d e b o en g r a n p a r t e a su trato. L o q u e m e j o r a m u c h o nuestro e s t a d o a c t u a l son las e s p e r a n z a s q u e nos i n f u n d e n la a c t i v i d a d y la m e n t a l i d a d i l u s t r a d a del n u e v o d u q u e . El despotismo de n u e s t r o s m e d i o h o m b r e s filosóficos se verá, c o m o e s p e r o , m u y afect a d o por este c a m b i o . Es i n i m a g i n a b l e el d a ñ o q u e h a h e c h o ese d e s p o t i s m o moral. De h a b e r d u r a d o a l g u n o s a ñ o s m á s , h a b r í a o p r i m i d o la l i b e r t a d d e p e n s a m i e n t o en n u e s t r a p a t r i a p o r d e b a j o d e lo q u e es c a p a z n i n g ú n despotismo /¡olí/ico. I g n o r a n c i a , superstición y f a n a t i s m o se h a b í a n ido a p r o p i a n d o la m á s c a r a de la m o r a l i d a d y — l o q u e es a ú n m á s peligroso— la m á s c a r a d e la ilustración. U n poco m á s y a l g u n o s h a b r í a n t e r m i n a d o p o r a ñ o r a r los t i e m p o s del o s c u r a n t i s m o m á s craso, p u e s el círculo q u e éste a b a r c ó era amplio en c o m p a r a c i ó n con las b a r r e r a s q u e h a b í a l e v a n t a d o esa medioilustración a l r e d e d o r de nosotros. N u n c a se t r a t a b a sólo de c o n o c i m i e n t o s , comp r e n s i ó n , fe; lo q u e i m p o r t a b a en todo caso era la moralidad. N u n c a se hab l a b a d e juzgar d e los conocimientos, d e los talentos; sólo se j u z g a b a del c a r á c t e r . N o se q u e r í a teólogos sabios, sino sólo m o r a l m e n t e c r e y e n t e s , filósofos q u e h a g a n r a z o n a b l e lo irracional y se b u r l e n d e la historia. P e r o ya te describiré este p e r í o d o , en o t r a ocasión, de viva voz. C r e o q u e conozco su espíritu tan bien c o m o el q u e más. T e g a r a n t i z o q u e te q u e d a r í a s atónito. A h í va mi d i s p u t a t i o . N o tuve o t r o r e m e d i o q u e escribirla d e p r i s a y p o r t a n t o espero q u e seas c o m p r e n s i v o . C o n g u s t o h a b r í a elegido o t r o t e m a si h u b i e s e d i s f r u t a d o d e m á s libertad y no me hubiese sido d e s a c o n s e j a d o priv a t i m de s a l i d a el p r i m e r t e m a q u e pensé en t o m a r (de p r a e c i p u i s ortodoxor u m a n t i q u i o r u m a d v e r s u s haereticos a r m i s [ a r m a s p r i n c i p a l e s d e la ortod o x i a a n t i g u a c o n t r a los herejes]). Sin p o n e r n a d a de m i p a r t e , h a b r í a sido la sátira más mordaz. T o d a v í a m á s c o m p r e n s i ó n te p i d o p a r a el o t r o escrito q u e te envío adj u n t o . ¡ C u á n t o m e ha a v e r g o n z a d o el j u i c i o [que d a s d e mí] en tu ú l t i m a c a r t a ! N o creas q u e finjo este s e n t i m i e n t o ; es q u e siento d e m a s i a d o lo q u e falta t a n t o a este escrito c o m o al a n t e r i o r y le p e r d o n o de mil a m o r e s a todo el q u e m e lo d i g a , si c o m p a r t e ese s e n t i m i e n t o . Q u i z á m á s a d e l a n t e p u e d a r e p a r a r tal vez lo q u e h a s t a a h o r a he e c h a d o a p e r d e r . M i p r i n c i p a l defecto h a sido q u e no conocía a los hombres, q u e he e s p e r a d o d e m a s i a d o d e su b u e n a v o l u n t a d , tal vez incluso de sus d o t e s a d i v i n a t o r i a s . T a m b i é n tú tenías, a j u z g a r por tu ú l t i m a c a r t a , ideas t o t a l m e n t e diferentes. C i e r t o , a m i g o , q u e a ú n se halla lejos la revolución q u e e s p e r a m o s d e la filosofía. C a s i todos los q u e parecía q u e i b a n a t r a b a j a r en ella se r e t i r a n a h o r a a s u s t a d o s . ¡No se h a b í a n e s p e r a d o esto! L a a c t i v i d a d d e Fichte p a r e c e h a b e r c e s a d o t o t a l m e n t e , al m e n o s por el m o m e n t o . Su valiente celo c o n t r a las locuras a c a d é m i c a s d e los e s t u d i a n t e s d e J e n a , j u n t o con las intrigas d e colegas envidiosos, q u e p r o b a b l e m e n t e sig u e n i n t e r v i n i e n d o b a j o m a n o , le h a e c h a d o e n c i m a los estallidos m á s e s p a n tosos d e u n odio g e n e r a l d e los e s t u d i a n t e s . Al c o m e n z a r este v e r a n o se vio o b l i g a d o a a b a n d o n a r J e n a , al m e n o s p r o v i s i o n a l m e n t e . A h o r a dicen q u e h a

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BERNA

v u e l t o o t r a vez; pero, ¡Dios mío!, ¿con q u é perspectivas? E n m u c h a s revistas se le ha a b i e r t o p ú b l i c a m e n t e un proceso fllosófieo-político-moral. E n los Philosophischc A n n a l c n d e J a k o b se le t r a t a c o m o a p e n a s se t r a t a r í a a la ú l t i m a escoria d e las letras. Es el triunfo d e todos aquellos a q u i e n e s sus [«] A p o r t a c i o n e s [para corregir los juicios de la o p i n i ó n p ú b l i c a sobre la Revolución francesa»] y su n u e v a filosofía les sacan d e quicio. D e Schiller (que p a r e c e el a u t o r d e las C a r t a s s o b r e la e d u c a c i ó n estética del g é n e r o h u m a n o en Las Horas) se d i c e q u e es u n a v e r g ü e n z a p a r a un h o m b r e d e su talla envilecerse h a c i e n d o c a u s a c o m ú n con u n o c o m o Fichte. ¡Todos los cretinos e s t á n i n d i g n a d o s ! M e h a n d i c h o q u e H ó l d e r l i n h a vuelto. T o d a v í a n o le h e m o s visto. R e n z está d e vicario en M a u l b r o n n , y, por lo q u e he oído, en u n a situación m e j o r , m á s satisfecho. A h o r a h a c o m e n z a d o a escribir a ratos. Sé q u e le a l e g r a r í a m u c h í s i m o recibir c a r t a d e ti, si me la quieres m a n d a r . H a u b e r — q u e llegará a ser con s e g u r i d a d un g r a n m a t e m á t i c o — está t o m a n d o el c a m i n o q u e se p u e d e s u p o n e r d e u n a c a b e z a como la s u y a . El Philosophisches J o u r n a l de N i c t h a m m e r ha salido ya; a l g u n o s a r t í c u l o s son m u y b u e n o s . M e h a p e d i d o mi c o l a b o r a c i ó n , y en el n ú m e r o 5 — s i p u e d e s c o n s e g u í r t e l o — e n c o n t r a r á s las « C a r t a s filosóficas», q u e s o n mías. M i l s a l u d o s d e todos los conocidos a ti y a M ó g l i n g ( ¿ p o r q u é n o d a s e ñ a l e s d e vida? Por a q u í se dice q u e va a volver). E s p e r o q u e no m e d e v u e l v a s en la m i s m a m o n e d a mi t a r d a n z a en contestarte. Adiós, caro a m i g o Tuyo Sch.

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HEGEL. A

SCHEL.USG

T s c h u g g bei E r l a c h (por Berna), 30 d e a g o s t o d e 1795.

L o s regalos, querido, q u e m e h a s e n v i a d o , y tu c a r t a m e h a n dep a r a d o l a m a y o r a l e g r í a y el p l a c e r m á s g r a n d e ; te e s t o y a g r a d e c i s í d i m o . M e es i m p o s i b l e e s c r i b i r t e t o d o lo q u e m e h a n h e c h o s e n t i r y pensar. T u p r i m e r a o b r a [, " C a r t a s s o b r e d o g m a t i s m o y c r i t i c i s m o " ] , el i n t e n t o d e e s t u d i a r los [ « ] F u n d a m e n t o s [ » ] d e F i c h t e [en " E l Y o c o m o p r i n c i p i o d e l a filosofía"] y e n p a r t e m i s p r o p i o s b a r r u n t o s m e h a n p u e s t o en condiciones d e p e n e t r a r en tu espíritu y seguir a h o r a su m a r c h a m u c h o mejor; tu s e g u n d a o b r a m e explica a h o r a la p r i m e r a .

CORRESPONDENCIA

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Estuve p e n s a n d o u n tiempo en escribir un ensayo p a r a a c l a r a r m e lo q u e p u e d e significar acercarse a Dios, y pensé .poder satisfacer así los postulados de la razón práctica, e s p e c i a l m e n t e al de q u e ésta impere sobre el m u n d o d e los fenómenos. L o q u e yo presentía o s c u r a y emb r i o n a r i a m e n t e m e lo ha i l u m i n a d o tu o b r a del m o d o m á s magnífico y satisfactorio. ¡Mi a g r a d e c i m i e n t o p o r de p r o n t o , de mi parte! Pero todo el q u e se p r e o c u p e del bien de las ciencias y del m u n d o t e r m i n a r á t a m b i é n agradeciéndotelo, si no a h o r a , sí con el t i e m p o . + C r e o q u e vas a tener a l g u n a dificultad p a r a ser c o m p r e n d i d o y q u e tus meditaciones hallen aceptación: la gente s i m p l e m e n t e no está disp u e s t a a d e p o n e r su No-Yo. M o r a l m e n t e temen la luz y la lucha en q u e p u e d e verse c o m p r o m e t i d o su c o n f o r t a b l e sistema d e la comodid a d . C i e r t a m e n t e h a n a p r e n d i d o de K a n t en la teoría q u e la p r u e b a tradicional d e la i n m o r t a l i d a d , el a r g u m e n t o ontológico, etc. no son sólidos (y tienen esto por el d e s e n m a s c a r a m i e n t o de u n a falacia; vid. p á g i n a 17 de tu [primera] o b r a ) . Pero lo q u e no h a n c o m p r e n d i d o todavía es q u e el f r a c a s o d e esas a v e n t u r a s d e la razón y d e su sobrep a s a r el yo se halla f u n d a d o en la m i s m a n a t u r a l e z a de la razón. D e ahí q u e t a m p o c o h a y a n c a m b i a d o n a d a , por ejemplo, en su m o d o d e t r a t a r de las p r o p i e d a d e s divinas. S i m p l e m e n t e se c a m b i ó de razones, y estas p r o p i e d a d e s de Dios siguen s i e n d o (como dice en a l g u n a p a r t e n u e s t r o c u r r i c u l a r i o 1 1 ) la g a n z ú a con q u e estos señores lo a b r e n todo. Si ni siquiera la p á g i n a 103 d e tu o b r a les a b r e los ojos en esto (son d e m a s i a d o perezosos incluso p a r a h a c e r estas deducciones; hay q u e decírselo todo totidem verbis [con todas las letras]), es q u e son c a p i t a insanabilia. El r e s e ñ a d o r d e tu p r i m e r a o b r a en la T ü b i n g e r G e l e h r t e n Z e i t u n g p o d r á ser respetabilísimo por otros conceptos; pero r e a l m e n t e no ha m o s t r a d o n a d a d e p r o f u n d i d a d i n t e r p r e t á n d o t e c o m o si tu principio s u p r e m o fuese u n principio objetivo. Será s e g u r a m e n t e Abel. En c a m b i o , el f u n e s t o r e s e ñ a d o r en los Philosophische A n n a l e n d e J a k o b h a recibido d e ti el trato q u e se merecía. S e g u r a m e n t e J a k o b a s p i r a a a r m a r s e caballero c o n t r a la filosofía de Fichte, c o m o E b e r h a r d lo intentó c o n t r a la k a n t i a n a ; y su revista tan p o m p o s a m e n t e a n u n c i a d a t e n d r á el m i s m o d e s t i n o q u e la de éste. L a s oscuras perspectivas filosóficas q u e predice tu c a r t a me h a n llenado de tristeza. Dices q u e tienes m u c h o s reparos y q u e tendrías q u e re . . . 1 2 . C o n respecto a las consecuencias q u e p o d r í a tener p a r a ti la inc o m p r e n s i ó n de tus principios, te e n c u e n t r a s por e n c i m a de ella. En silencio has a r r o j a d o tu o b r a al tiempo infinito. El q u e aquí y allá la malicia se ría de ti es algo, lo sé, q u e d e s d e ñ a s . Pero p a r a esos otros a
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12

Cfr. supra, nota 9.
A q u í línea y m e d i a h e c h a ilegible p o r la p r o p i a m a n o d e S c h e l l i n g .

BERNA quienes echa p a r a a t r á s el m i e d o a n t e tus resultados, tu o b r a es c o m o si n o se hubiese escrito. T u sistema correrá el m i s m o destino de todos aquellos h o m b r e s cuyo espíritu se a d e l a n t ó a la fe y prejuicios d e su tiempo. M i e n t r a s se les d e s a c r e d i t a b a y r e f u t a b a desde p r e s u p u e s t o s ajenos a sus sistemas, la c u l t u r a científica seguía en silencio su cam i n o . C i n c u e n t a años d e s p u é s la m a s a , q u e sólo sabe n a d a r con la corriente d e su tiempo, d e s c u b r í a a s o m b r a d a , al topar c a s u a l m e n t e con u n a d e sus obras, q u e lo q u e a p r e n d i ó de oídas por la polémica c o m o lleno de errores tiempo atrás refutados, contiene en el sist e m a d o m i n a n t e de su tiempo. A q u í m e viene a la m e m o r i a el j u i c i o q u e hizo de ti un repetidor el v e r a n o p a s a d o ; según ése eres d e m a siado ilustrado p a r a este siglo; en el siguiente, p o n g a m o s p o r caso, tus principios se h a l l a r á n en su sitio. El j u i c i o m e parece u n a sandez por lo q u e a ti respecta; pero es característico del q u e lo hizo y de toda la g r a n clase de los q u e creen q u e n o está bien elevarse por e n c i m a del nivel de la ilustración de su tiempo, á m b i t o o E s t a d o . En vez de ello a b r i g a n la c ó m o d a e s p e r a n z a de q u e todo llegará con el t i e m p o y q u e ellos lo tienen todavía p a r a d a r siempre un paso adelante. O , mejor dicho, su e s p e r a n z a es q u e ya les e m p u j a r á n hacia adelante. ¡Señores! ¡Ustedes no necesitan ni de las piernas! H e reconocido en tu descripción el espíritu q u e el gobierno anterior e s t a b a a p u n t o de introducir; su base es la hipocresía y el m i e d o (consecuencia del d e s p o t i s m o ) , y él m i s m o a su vez es p a d r e de la hipocresía. Es el espíritu que tiene q u e a c a b a r i m p o n i é n d o s e en cualq u i e r Constitución, c u a n d o tiene la ocurrencia q u i m é r i c a de examin a r el corazón y las e n t r a ñ a s , t o m a n d o la virtud y la piedad como m e d i d a s p a r a estimar el mérito y la distribución de los cargos. Siento en lo m á s íntimo lo l a m e n t a b l e de esta situación, en q u e el E s t a d o q u i e r e b a j a r a la p r o f u n d i d a d s a g r a d a de la m o r a l i d a d y j u z g a r de ella, y l a m e n t a b l e sigue siendo, incluso c u a n d o la intención del E s t a d o es buena; infinitamente m á s triste a ú n , c u a n d o ese oficio de j u e z cae en las m a n o s de hipócritas, c o m o tiene q u e ocurrir, incluso c u a n d o en un principio la v o l u n t a d fue b u e n a . Este espíritu parece h a b e r influido t a m b i é n en los últimos n o m b r a m i e n t o s de vuestro collegium de repetidores, el cual p o d r í a ser útil si constase de b u e n a s cabezas. N o esperes observaciones mías sobre tu obra. Soy sólo un a p r e n diz en este campo; estoy i n t e n t a n d o e s t u d i a r los F u n d a m e n t o s de Fichte. P e r m í t e m e u n a observación q u e se m e h a ocurrido, p a r a q u e por lo menos veas la b u e n a v o l u n t a d con q u e c o r r e s p o n d o a tu deseo de q u e te h a g a observaciones. E n el § 12 de tu o b r a asignas al Yo el a t r i b u t o de única sustancia. Si sustancia y accidente son conceptos correlativos, me parece q u e el concepto de sustancia no d e b e r í a aplicarse al Yo absoluto, sino al yo empírico, c o m o se presenta en la conciencia de sí. En c a m b i o , el p a r á g r a f o a n t e r i o r m e hizo p e n s a r q u e

CORRESPONDENCIA

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[en él] no h a b l a s de esle yo (que concibe u n i d a s la s u p r e m a tesis y antítesis), pues le atribuyes la indivisibilidad, un p r e d i c a d o q u e sólo debería asignarse al Yo absoluto, n o al yo c o m o se p r e s e n t a en la conciencia de sí, en la cual sólo a p a r e c e poniéndose c o m o u n a p a r t e de su realidad. Acerca de tu disputatio, tengo q u e c o m e n z a r p o r testimoniarte mi satisfacción p o r el libre espíritu de crítica s u p e r i o r q u e la anima; tal y c o m o yo e s p e r a b a de ti, la d i s p u t a t i o m i r a al todo, insobornable por n o m b r e s venerables y sin respeto por lo q u e se ha dicho t r a d i c i o n a l m e n t e . M i felicitación t a m b i é n por t u erudición y sagacidad. T a m b i é n m e has c o n f i r m a d o sobre todo en u n a sospecha q u e a b r i g a b a hace tiempo: q u e tal vez h a b r í a sido m á s h o n r o s o p a r a nosotros y la h u m a n i d a d el que a l g u n a herejía — l a q u e fuese— cond e n a d a por concilios y símbolos hubiese p r o s p e r a d o h a s t a convertirse en el sistema público d e la fe, q u e el q u e se h a y a i m p u e s t o el sistema ortodoxo. L o siento por Fichte. O sea, q u e las j a r r a s de cerveza y los floretes patricios h a n resistido a la fuerza de su espíritu. Q u i z á h a b r í a conseguido m á s si, d e j á n d o l e s en su b a r b a r i e , se hubiese p r o p u e s t o sólo lograr sin r u i d o u n g r u p i t o selecto. Pero de todos m o d o s es u n a verg ü e n z a el m o d o con q u e los p r e t e n d i d o s filósofos les h a n t r a t a d o a él y a Schiller. ¡Dios mío! ¡Qué h o m b r e s de la letra y esclavos se siguen h a l l a n d o entre ellos! Estoy e s p e r a n d o de un día p a r a otro el J o u r n a l de N i e t h a m m e r , y sobre todo m e alegro de a n t e m a n o por tus colaboraciones. T u ejemplo y tus esfuerzos me a n i m a n d e n u e v o a p o n e r m e en lo posible a la a l t u r a de los c o n o c i m i e n t o s actuales. De H o l d e r l i n me dicen q u e ha estado en T u b i n g a . Seguro q u e habéis p a s a d o r a t o s deliciosos j u n t o s . ¡ C u á n t o m e g u s t a r í a h a b e r sido el tercer h o m b r e con vosotros! De mis t r a b a j o s no vale la p e n a h a b l a r . T a l vez te envíe d e n t r o de algún tiempo el p l a n d e algo q u e pienso elaborar. Y a v e n d r á el mom e n t o de p e d i r t e t a m b i é n en concreto u n a a y u d a e n t r e amigos, incluido el t e r r e n o d e la historia de la Iglesia, en el q u e estoy m u y flojo y d o n d e p u e d e s ser mi mejor consejero. C o m o vas a a b a n d o n a r p r o n t o T u b i n g a , por favor i n f ó r m a m e p r o n t o de lo q u e piensas hacer y del lugar de tu f u t u r a estancia, así c o m o de todos t u s a v a t a r e s . Sobre todo, cuídate la s a l u d por ti y por tus amigos. ¡No seas a v a r o con el t i e m p o q u e tienes p a r a el descanso! S a l u d a c o r d i a l m e n t e a mis amigos. L a p r ó x i m a vez te a d j u n t a r é u n a c a r t a p a r a Renz; creo q u e r e t r a s a r á su p é r d i d a . E n t r e t a n t o salúdale c o r d i a l m e n t e de m i p a r t e , si le ves. Adiós, c o n t é s t a m e p r o n t o . N o te p u e d e s figurar el bien q u e me hace oír de vez en c u a n d o en mi soled a d noticias de ti y de mis otros amigos. T u Hgl.

EXTRACTOS DE LECTURA
(invierno 1795/96)
12 M o s h e i m , Instituciones historiae ecclesiasticae sacc. 13, S e g u n d a p a r t e , cap. 5, § 10. UN h o m b r e b u e n o es el hijo unigénito de Dios e n g e n d r a d o p o r el P a d r e desde la e t e r n i d a d . N o digo q u e todas las c r e a t u r a s sean algo m í n i m o o q u e sean algo, sino q u e no son n a d a (nihil). H a y algo en las a l m a s q u e n o es ni c r e a d o ni creable; y esto es la r a c i o n a l i d a d . Dios es b u e n o , m e j o r , el mejor de todos, de m o d o q u e soy i n j u s t o si le digo b u e n o a Dios; o sea, q u e d i s p u t o c o m o c u a n d o yo, o él, sé q u e algo es b l a n c o y lo l l a m o negro. El P a d r e e n g e n d r a a su H i j o único y m i s m o . L a s cosas q u e Dios hace son uno, por eso g e n e r a t a m b i é n a su H i j o sin n i n g u n a división (idcirco gignit filium s u u m sine o m n i divisone). Lo q u e dice la S a g r a d a E s c r i t u r a de C r i s t o se predica todo v e r d a d e r o de c u a l q u i e r h o m b r e divino. L o q u e es p r o p i o de la n a t u r a l e z a d i v i n a es todo p r o p i o d e todo h o m b r e divino" 1 " 3 . Dios es f o r m a l m e n t e todo lo q u e es. + C u a l q u i e r h o m b r e perfecto es C r i s t o por n a t u r a l e z a /
1 « N o es fácil p r e c i s a r q u é estudios teológicos hizo Hegel en B e r n a , p u e s en sus papeles a p e n a s a p a r e c e n n o m b r e s . Lo único q u e se p u e d e c i t a r son los M e m o r a b i l i e n — u n a revista teológica e d i t a d a por Paulus—, las o b r a s d e Mosheim. los C o m e n t a r i o s d e Hugo Grolius. a q u í y allá los n o m b r e s d e Kant y Fichte. el " T r a c t a t u s theologico-polit i c u s " d e Spinoza. las novelas d e Marivaux — d e las q u e a f i r m ó q u e h a b í a n a s e s t a d o en F r a n c i a un golpe d e m u e r t e a la ascética m o n a c a l y su c o n t r a n a t u r a — , los libros de v i a j e s d e Forster y otros, así c o m o la A l l g e m c i n e ¡enaer L i t e r a t u r z e i t u n g . » (Rosenk r a n z 48.) « P a r a la historia d e la Iglesia estudió, s o b r e todo Gibbon y Montesquieu, d e los antiguos a Tucídides con a u t é n t i c a pasión (se h a n c o n s e r v a d o f r a g m e n t o s d e u n a t r a d u c ción). L a " H i s t o i r e d e s d e u x I n d c s " d e Raynál. la H i s t o r i a d e I n g l a t e r r a d e Hume, las o b r a s históricas de Schiller.» [ . . .] ( R o s e n k r a n z 60.) C f r . infra. p á g . 163, n o t a 1 . « H e g e l se o c u p ó r e p e t i d a m e n t e en Suiza de la C r í t i c a d e la r a z ó n p r á c t i c a d e K a n t . T o d a v í a se c o n s e r v a un e x t r a c t o d e ella con a l g u n a s o b s e r v a c i o n e s , tal y c o m o H e g e l h a b í a h e c h o a n t e s en el convictorio [de T u b i n g a ) con la C r í t i c a d e l a r a z ó n p u r a . » ( R o s e n k r a n z 86 s.) « Y a h a c i a el final del p e r í o d o suizo se e n c u e n t r a n e n t r e los p a p e l e s d e Hegel extractos del Maestro Iickart y Taulero, c o p i a d o s d e revistas.» ( R o s e n k r a n z 102.) 2 Nohl 367. 3 D e s d e a q u í el e x t r a c t o está en latín.

1

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B' RNA

El h o m b r e perfecto es libre en todo y no se halla obligado a g u a r d a r los m a n d a m i e n t o s divinos. + E n los evangelios hay m u c h a s cosas q u e son poesía y no v e r d a d , y los h o m b r e s d e b e n creer m á s en los conceptos q u e p r o n u n c i a su a l m a u n i d a a Dios q u e al evangelio, etc. + (Esta sentencia en latín, de la bula episcopal c o n t r a ellos.)

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Las Perspectivas, d e Forster. P r i m e r a p a r t e 5 : LA conversión en la cárcel no vale p a r a n a d a , pues no se t r a d u c e en un resultado positivo, y un solo m o m e n t o d e v e r d a d e r o a r r e p e n t i m i e n t o vale tanto c o m o medio siglo de languidecer en lágrimas y expiación. El miedo a la m u e r t e — q u e sólo u n a educación a la a l t u r a de la d i g n i d a d h u m a n a suaviza y m a n t i e n e en ciertos límites— enseña al j u e z a otorgar c o m o u n a gracia la vida en cautividad p e r p e t u a y al criminal a a c e p t a r l a en estas condiciones con a g r a d e c i m i e n t o . O sea, q u e t a m b i é n a q u í influye el miedo, c o m o suele hacerlo s i e m p r e , volviendo cruel y vil. M i e n t r a s h a y a h o m b r e s q u e p u e d a n e s t i m a r c o m o un bien la vida sin libertad, e n c a d e n a d o s y en la cárcel, compadeceré al juez q u e q u i z á no sabe el horrible regalo q u e h a c e al d e s g r a c i a d o criminal a l a r g á n d o l e u n a vida miserable. Por otra p a r t e , t a m p o c o se le p u e d e t o m a r a mal el q u e se deje llevar del espíritu de su tiempo. O p . cit., pág. 139: C u a n d o se c o n t e m p l a el m a y o r esfuerzo q u e h a y a n p o d i d o realizar los tiempos m o d e r n o s , es imposible r e p r i m i r el p e n s a m i e n t o d e lo p o b r e s y d e s a m p a r a d o s q u e estarían éstos en lo tocante a lo s u b l i m e e ideal, si no hubiesen tenido a los griegos por predecesores y modelos. Pág. 208: P r o b a b l e m e n t e no carece de razón la estimación de perfección divina q u e d i s f r u t a b a n las dos obras m a e s t r a s de Fidias: su M i n e r v a y su J ú p i t e r . Pero c u a n t o m á s mayestática su posición, sedente o e r g u i d a , la a u g u s t a cabeza c e r c a n a al cielo ante n u e s t r a m i r a d a , t a n t o m á s terribles p a r a n u e s t r a fantasía, t a n t o m á s perfectas como ideal de lo sublime, t a n t o m á s e x t r a ñ a s p a r a n u e s t r a d e b i l i d a d . Los h o m b r e s q u e fueron capaces d e sostenerse por sí m i s m o s tenían u n a conciencia tan d e s c a r a d a c o m o p a r a m i r a r cara a c a r a a sus divinidades gigantescas, sentirse e m p a r e n t a d o s con ellas y p r o m e t e r s e d e este p a r e n tesco su a y u d a en caso de necesidad. N u e s t r o desvalimiento c a m b i a el a s u n t o . En n u e s t r a c o n s t a n t e
4 5

D o k u m c n l c 217 s. V i d . supra, p á g . 47, n o t a

12.

EXTRACTOS DE LECTURA

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miseria n u n c a t e n e m o s la a u d a c i a de a p o y a r n o s en n u e s t r a s p r o p i a s fuerzas. La principal necesidad q u e sentimos nos h a h e c h o crear los dioses a n u e s t r a imagen y s e m e j a n z a ; es la necesidad de e n c o n t r a r un confidente con q u i e n poder llorar por n u e s t r a miseria, en q u i e n volcar nuestro corazón con todas sus aspiraciones, d e q u i e n p o d e r a r r a n c a r sin cansarle a y u d a y c o m p a s i ó n con persistentes ruegos y llantos — l o m i s m o q u e nosotros somos c o m p a s i v o s y pacientes. En la e r m i t a m á s p r ó x i m a p u e d o c o n v e n c e r m e de q u e difícilmente será i n v o c a d a en otra p a r t e la d i v i n i d a d i n e s c r u t a b l e con t a n d e v o t a confianza c o m o rezan a q u í los cristianos devotos a los santos q u e a n t a ñ o fueron hum a n o s c o m o ellos. Esta es la voz de la n a t u r a l e z a . L o débil no p u e d e a b a r c a r lo perfecto, sino q u e ve un ser c o m o él, por q u i e n p u e d a ser c o m p r e n d i d o y a m a d o , con q u i e n p u e d a c o m u n i c a r s e .

3

6

[Recensión de: C. G. F ü r s t e m a n n , Die neuesten Streitpunkte iiber den letzten Grund der Moralitát undSittenlehre 7 . B r e m e n , 1 795, en: Allgemeine] L i t [ e r a t u r - ] Z e i t u n g , n ú m . 59 ([21 d e febrero de] 1796) [, pág. 4]: + L()S principios de la legislación no p u e d e n ser c o n f u n d i d o s con los principios de la ética. El principio de la moral, m á s q u e contener, por así decirlo, todas y c a d a u n a de las prescripciones morales, debe ser sólo el criterio s u p r e m o p a r a j u z g a r d e si u n a m á x i m a se halla en c o n f o r m i d a d con la ética. Ese principio es, o b j e t i v a m e n t e , p a r a las m á x i m a s lo q u e el principio de contradicción p a r a u n a afirmación. A h o r a bien, s u b j e t i v a m e n t e tiene q u e e n c e r r a r la motivación q u e h a c e moral a u n a acción. Y lo q u e h a c e m o r a l a u n a acción tiene q u e estar en n u e s t r a s m a n o s , de m o d o q u e es imposible p r o p o n e r s e un fin c u y o logro d e p e n d a de la c a s u a l i d a d . A d e m á s , n u e s t r a acción no es q u e reciba r a z o n e s p a r a o b r a r , sino q u e expresa la actitud i n t e r n a con q u e d e b e m o s p o n d e r a r las r a z o n e s de u n a decisión. Es decir, q u e la p u r e z a de la a c t i t u d interna [,exigida por F ü r s t e m a n n , ] no sea un ideal, sino u n a exigencia c o n s t a n t e de la razón.
8

4

L'Etal et les delices de la Suisse par plusieurs auteurs. [El Estado y las delicias de Suiza, por varios autores.] A m s t e r d a m , 1730. 8.° en c u a t r o tomos.
6

D o k u m r n t e 2 1 8 s.

7

Los /¡unios de disensión más recientes sobre la última razón de la moralidad y la doctrina
D o k u m r n t e 462 s. Tres e s t u d i o s . En n u e s t r a edición sólo r e p r o d u c i m o s el p r i -

ética.
8

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IIKRNA

T o m o I, c a p . 13: s o b r e el g o b i e r n o d e los c a n t o n e s . + EN un g o b i e r n o a r i s t o c r á t i c o un h o m b r e sabio y e l o c u e n t e p o d r á d e c i r las cosas m á s bellas del m u n d o a g e n t e s q u e c a r e c e n d e e s t u d i o s y d e ciencia. Bien lejos de p e r s u a d i r l e s , no c o n s e g u i r á m á s q u e h a cerse sospechoso, p u e s la m a y o r p a r t e de los q u e i n t e r p e l a o d i a el lujo de la e r u d i c i ó n . Y, en fin, q u e todos los q u e llevan los a s u n t o s tienen e d u c a c i ó n ; n o h a c e f a l t a m á s p a r a q u e se c r e a n q u e e s t á n llenos d e p r o b i d a d , ciencia, p r u d e n c i a y b a s t a n t e m é r i t o p a r a g o b e r n a r solos. E s t o les i m p i d e e s c u c h a r las o p i n i o n e s p r o p u e s t a s por g e n t e m á s cap a z q u e ellos. ( V a a la c a r t a 13.) 9 Sobre el h e c h o d e q u e los p u e s t o s v a c a n t e s no se llenan m á s q u e con p a r i e n t e s o a m i g o s de los q u e ya los tienen, no r e s p o n d e r é sino q u e lo q u e se p r a c t i c a en Suiza se h a c e e n F r a n c i a , en I n g l a t e r r a y casi en t o d o el u n i v e r s o . En t o d a s p a r t e s el p a d r e a ú p a a su hijo, a su p a r i e n t e , a su a l i a d o con p r e f e r e n c i a s o b r e c u a l q u i e r otro. Es u n viejo u s o (un a b u s o , n o u n d e r e c h o ) d e todos los tiempos, d e todos los países y d e todos los lugares. Q u i e n posee en S u i z a a l g u n o s bienes i n m u e b l e s n u n c a es molest a d o en su posesión; n o se le f u e r z a a c o n v e r t i r su d i n e r o en u n p a p e l e n g a ñ o s o , n o se e n t e r a ni de c a p i t a c i o n e s ni d e tasas; todo i m p u e s t o n u e v o le es d e s c o n o c i d o . Los e m o l u m e n t o s d e los cargos d e la m a g i s t r a t u r a n o d e b e n ser d e m a s i a d o c o n s i d e r a b l e s , p o r q u e en c u a n t o los h o n o r e s v a y a n u n i d o s a g r a n d e s r i q u e z a s , c a d a u n o se a p r e s u r a r á a conseguirlos no p o r el b i e n , sino por s ó r d i d o interés. ( V a a la c a r t a 13.) 9 El p o d e r s o b e r a n o se halla v i n c u l a d o p e r p e t u a m e n t e a los b u r g u e ses de la capital d e c a d a c a n t ó n ; sólo estos b u r g u e s e s p u e d e n ser elegidos m i e m b r o s del G r a n C o n s e j o y sólo éstos p u e d e n o c u p a r todos los cargos r e a l m e n t e b u e n o s , d e m o d o q u e los h a b i t a n t e s del resto del c a n t ó n se h a l l a n e n t e r a m e n t e excluidos de todas las p r e t e n s i o n e s al g o b i e r n o . ¿No se p u e d e decir q u e todos los familiares q u e n o tienen p a r t e e n el g o b i e r n o . . . 1 0 .

m o r texto. El s e g u n d o se refiere a la o b r a d e Fr. S c i g n e u x , Systeme ubrígé de jurisprudente

crimine/le acannniodé au\ ¡oi\ el a la constituí ion dtt pavs. 1756. El tercero versa sobre el
c a p í t u l o 4.", « L a s c o n t r i b u c i o n e s p ú b l i c a s » , en: l)u goiteernemenl de Heme. E n Suisse, 1793. R o s e n k r a n z 60 i n f o r m a d e e s t u d i o s m u y d e t a l l a d o s , « l l e g a n d o h a s t a las t a s a s d e p o r t a z g o » , s o b r e la e s t r u c t u r a f i n a n c i e r a d e B e r n a . E s t o s a p u n t e s , al p a r e c e r p e r d i d o s , p u d i e r a n coincidir, e n p a r l e al m e n o s , con estos m a t e r i a l e s , q u e s i g u e n en b u e n a p a r t e inéditos. L o s e x t r a c t o s se h a l l a n escritos en f r a n c é s . 9 ( " a r t a l l d e la e d i c i ó n p o r Hegel del p a n f l e t o d e J. ). C a r t , Carlas confidenciales [etc.] c o n t r a la o l i g a r q u í a b e r n e s a . 10 A q u í se i n t e r r u m p e el m a n u s c r i t o .

LA POSITIVIDAD DE LA RELIGION CRISTIANA
(1795-1796)
[I]

[PARTE PRINCIPAL] 1

[INTRODUCCION] [...]

SE p u e d e n a v a n z a r las consideraciones m á s c o n t r a d i c t o r i a s sobre la religión c r i s t i a n a y, por m á s d i v e r s a s q u e sean, s i e m p r e surgirán m u chas voces en c o n t r a , a l e g a n d o q u e tal o cual a f i r m a c i ó n afecta sol a m e n t e a un d e t e r m i n a d o sistema d e la religión cristiana, p e r o no a la religión c r i s t i a n a c o m o tal; c a d a c u a l a f i r m a su sistema c o m o si f u e r a la religión c r i s t i a n a m i s m a y exige q u e todo el m u n d o lo vea así. + L a f o r m a de c o n s i d e r a r la religión cristiana, en b o g a en nuestros días, q u e t o m a la r a z ó n y la m o r a l i d a d c o m o bases p a r a e x a m i n a r l a , y q u e recurre al espíritu de las naciones y de las é p o c a s p a r a explicarla, es vista p o r u n a p a r t e de nuestros c o n t e m p o r á n e o s — p a r t e , p o r cierto, respetable p o r la claridad racional de sus conocimientos y por sus b u e n a s i n t e n c i o n e s — c o m o u n a ilustración benéfica, q u e lleva a la h u m a n i d a d h a c i a su m e t a , la v e r d a d y la v i r t u d . O t r o sector, sin e m b a r g o , r e s p e t a b l e t a m b i é n por el m i s m o tipo de c o n o c i m i e n t o s y p o r propósitos i g u a l m e n t e b i e n i n t e n c i o n a d o s — y q u e a d e m á s goza de un prestigio secular y del a p o y o de los poderes p ú b l i c o s — , ve en esta f o r m a de consideración u n m e r o envilecimiento." 1 " L a s investigaciones del género p r o p u e s t o en este e n s a y o son, desde otro p u n t o d e vista, todavía m á s p r o b l e m á t i c a s , p u e s o c u r r e q u e si uno, en l u g a r d e h a b e r s e o c u p a d o con lo q u e en la opinión d e los
1

del

E s c r i t o a n t e s d e l 2 d e n o v i e m b r e d e 1795. N o h l 152-211. F a l t a la p r i m e r a h o j a manuscrito. 73

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e r u d i t o s cristianos es u n m e r o f a n t a s m a d e la religión cristiana (ya se trate de un f a n t a s m a a u t o f a b r i c a d o o de u n o q u e hace ya m u c h o d e s a p a r e c i ó del m u n d o ) , h a tocado r e a l m e n t e un aspecto del sistema q u e es o b j e t o de reverencia y d e fe p a r a m u c h o s h o m bres, entonces existe t o d a la razón p a r a h a b l a r de t r a t a m i e n t o b e n i g n o si, c o m o reacción, sólo se le m a n i f e s t a s e cierta lástima por la c e g u e r a q u e le impidió ver u n a serie de cosas en la luz c o n s t a n t e de la i m p o r t a n c i a y de la v e n e r a b i l i d a d i m p e r t u r b a b l e . D e ahí q u e t a m p o c o u n a profesión de fe, p u e s t a al principio de este ensayo, p o d r í a servir c o m o medio p a r a m a n i f e s t a r obsecuencia; a d e m á s , d a d o q u e u n a exposición objetiva de los f u n d a m e n t o s d e u n a tal profesión y u n a justificación a d e c u a d a de su c o n t e n i d o irían contra el propósito de este ensayo, el esbozo a secas de la m i s m a despertaría m á s bien la sospecha de q u e el a u t o r c o n s i d e r a sus convicciones individuales como algo i m p o r t a n t e , y su p e r s o n a como un factor q u e e n t r a en consideración d e n t r o de la p r o b l e m á t i c a . + L o q u e q u i e r o a c o t a r aquí, en estricta referencia al a s u n t o m i s m o , es q u e el principio q u e m e ha servido como f u n d a m e n t o de todos los juicios sobre las diferentes formas y modificaciones, y sobre el espíritu de la religión cristiana, es éste: q u e la finalidad y la esencia d e t o d a religión v e r d a d e r a , la n u e s t r a incluida, es la m o r a l i d a d de los h o m bres y que todas las d o c t r i n a s m á s específicas de la religión cristiana, todos los medios p a r a p r o p a g a r l a y todas sus obligaciones (ya sea en c u a n t o creencias o en c u a n t o acciones q u e son en sí a r b i t r a r i a s ) se aprecian, en su s a n t i d a d y en su valor, d e a c u e r d o a su vinculación m á s estrecha o m á s lejana con ese fin.

E S T A D O DE LA R E L I G I O N J U D I A *

L a triste condición de la nación j u d í a , de u n a nación q u e d e r i v a b a su legislación de la s u p r e m a s a b i d u r í a , pero c u y o espíritu e s t a b a o p r i m i d o entonces por t o d a u n a carga de m a n d a m i e n t o s e s t a t u t a rios, q u e prescribían p e d a n t e m e n t e u n a regla p a r a todo acto indiferente d e la vida diaria, d a n d o a toda la n a c i ó n el aspecto de u n a o r d e n monacal, de un p u e b l o q u e h a r e g l a m e n t a d o y r e d u c i d o en f ó r m u l a s m u e r t a s lo m á s sagrado, el servicio de Dios y de la v i r t u d , sin d e j a r a su espíritu (ya p r o f u n d a m e n t e mortificado y a m a r g a d o por la sujeción de su e s t a d o b a j o un poder e x t r a n j e r o ) otra salida q u e el orgullo por esta obediencia d e esclavos a leyes q u e no se dieron ellos mismos. T a l condición de la nación j u d í a debía d e s p e r t a r e n t r e sus h o m b r e s d e espíritu y sentimientos m á s elevados, aquellos q u e no
* [Subtítulo tachado:] A ción, v i d . e s b o z o , a ) . C o m p a r a c i ó n c o n la d e g e n e r a c i ó n d e u n a Constitu-

A POSITIVIDAD 71 p o d í a n a b a n d o n a r ni n e g a r el sentimiento de la s o b e r a n í a de su yo, ni doblegarse p a r a convertirse en m á q u i n a s m u e r t a s , la n e c e s i d a d de u n a actividad m á s libre q u e el c u m p l i m i e n t o diligente y frailesco del m e c a n i s m o insustancial y carente de espíritu de los h á b i t o s m e z q u i nos de u n a vida sin autoconciencia; debía d e s p e r t a r la necesidad de satisfacciones m á s nobles q u e la de enorgullecerse de este oficio de esclavos. El c o n t a c t o con otras n a c i o n e s hizo q u e a l g u n o s de ellos conocieran los brotes m á s bellos del espíritu h u m a n o ; los esenios int e n t a r o n d e s a r r o l l a r en ellos mismos u n a virtud m á s a u t ó n o m a ; J u a n [el Bautista] se e n f r e n t ó con valentía a la corrupción moral, q u e fue recíp r o c a m e n t e f u e n t e y consecuencia de aquellos conceptos desviados. 4 "

JESUS

J e s ú s , hasta su e d a d viril d e d i c a d o a su p r o p i a formación, libre de la e n f e r m e d a d c o n t a g i o s a de su é p o c a y de su nación, libre d e la inercia restrictiva q u e limita su a c t i v i d a d a las necesidades c o m u n e s y a las c o m o d i d a d e s d e la vida y libre t a m b i é n de la a m b i c i ó n y de otros deseos cuya satisfacción le h u b i e r a c o m p e l i d o a p a r t i c i p a r en los a c u e r d o s de los prejuicios y de los vicios, se p r o p u s o elevar la religión y la virtud a la m o r a l i d a d y r e s t a u r a r la libertad de ésta, q u e es su esencia. Pues así c o m o las naciones tienen sus v e s t i m e n t a s tradicionales, su m a n e r a p a r t i c u l a r de comer y de beber y sus h á b i t o s en sus o t r a s f o r m a s de vida, [así t e n í a n los j u d í o s su m o r a l i d a d ] ; de este m o d o la m o r a l i d a d se h a b í a r e b a j a d o de la libertad q u e le es p r o p i a a un sistema de tales usanzas. Volvió a t r a e r a la m e m o r i a de su pueblo los principios m o r a l e s q u e e s t a b a n en sus libros s a g r a d o s * y enjuic i a b a a p a r t i r d e ellos las c e r e m o n i a s y t o d a la c a n t i d a d d e subterfugios q u e se h a b í a n e n c o n t r a d o p a r a eludir la ley, así c o m o la placidez d e la conciencia, l o g r a d a m e d i a n t e el c u m p l i m i e n t o de la letra de la ley, por sacrificios y otros ritos s a g r a d o s y n o por la obediencia frente a la ley moral. Sólo a esta ú l t i m a , y no a la d e s c e n d e n c i a de A b r a h a m , le asignó J e s ú s un valor a n t e los ojos de la divinidad; sol a m e n t e a esta o b e d i e n c i a le concedió la d i g n i d a d m e r e c e d o r a de la b i e n a v e n t u r a n z a e n la o t r a vida.

* J e s ú s e n c o n t r ó e s t a b l e c i d o s los m á s a l t o s p r i n c i p i o s d e la m o r a l ; n o e s t a b l e c i ó o t r o s n u e v o s : M t . 22, 37: [ « A m a r á s al S e ñ o r , tu Dios, con t o d o tu c o r a z ó n » ] ; cf. D t . 6, 5; Lv. 19, 18; L v . 18, 5; M t . 5, 48: « S e d , p u e s , p e r f e c t o s » , i g u a l q u e M t . 7, 12: [ « C u a n t o q u i s i e r e i s q u e os h a g a n a v o s o t r o s los h o m b r e s , h a c é d s e l o v o s o t r o s a ellos»], tiene u n a a m p l i t u d d e m a s i a d o g r a n d e ( t a m b i é n p u e d e u t i l i z a r l o s c o m o m á x i m a d e p r u d e n c i a ) c o m o p a r a p o d e r c o n s t i t u i r s e e n p r i n c i p i o m o r a l . H u b i e r a sido realm e n t e e x t r a ñ o q u e u n a religión c o m o la j u d í a , q u e p u s o a la D i v i n i d a d c o m o su legisl a d o r político, n o h u b i e r a c o n t e n i d o t a m b i é n p r i n c i p i o s p u r a m e n t e m o r a l e s .

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El valor de u n a disposición virtuosa y la i n d i g n i d a d de u n a exactitud h i p ó c r i t a en el ejercicio m e r a m e n t e e x t e r n o de los ritos s a g r a d o s le fue e n s e ñ a d o al pueblo p o r J e s ú s , p ú b l i c a m e n t e , t a n t o en su p a t r i a , Galilea, c o m o en J e r u s a l é n , c e n t r o del j u d a i s m o . E n particular f o r m ó a través de un trato í n t i m o a un g r u p o de h o m b r e s , a fin de q u e le a y u d a r a n a a c t u a r en m a y o r escala sobre t o d o el pueblo. Pero su sencilla d o c t r i n a exigía u n a l u c h a c o n t r a el p o d e r reunido de u n orgullo n a c i o n a l enraizado, de la hipocresía y s a n t u r r o n e r í a entretej i d a en toda la constitución y c o n t r a los privilegios de aquellos q u e presidían t a n t o en los a s u n t o s de la fe como la ejecución de la ley. J e s ú s sufrió la p e s a d u m b r e d e ver fracasar c o m p l e t a m e n t e su plan d e i n t r o d u c i r la m o r a l i d a d en la religiosidad de su p u e b l o y e x p e r i m e n t ó q u e h a s t a sus esfuerzos p a r a i n f u n d i r e s p e r a n z a s m á s altas y u n a fe mejor, por lo m e n o s en a l g u n o s hombres, h a b í a n tenido un r e s u l t a d o m u y a m b i g u o e incompleto (véase M a t e o X X , 20): [«Di q u e estos dos hijos míos se sienten u n o a tu d e r e c h a y o t r o a tu izquierda en tu reino»], un hecho q u e ocurrió d e s p u é s q u e J u a n y S a n t i a g o tuvieron ya varios a ñ o s de trato con J e s ú s — J u d a s — . H a s t a en los últimos m o m e n t o s de su p e r m a n e n c i a en la tierra, u n o s m o m e n t o s antes de su l l a m a d a ascensión, los discípulos e x p r e s a r o n todavía toda la fuerza de la e s p e r a n z a j u d á i c a de q u e él r e s t a u r a r í a el e s t a d o j u d í o . ( H e c h o s I, 6): [«Le p r e g u n t a b a n : Señor, ¿es a h o r a c u a n d o vas a restablecer el reino d e Israel?»]. J e s ú s m i s m o se convirtió en víctima del odio de los sacerdotes y de la m o r t i f i c a d a v a n i d a d n a c i o n a l de su pueblo. ¿ C ó m o se h u b i e r a p o d i d o esperar q u e u n tal maestro q u e n o se declaró en c o n t r a de la religión establecida m i s m a , sino sólo c o n t r a la superstición moral de creer, q u e por el hecho d e observar las c o s t u m bres religiosas se h a n c u m p l i d o ya las exigencias de la ley moral; q u e un m a e s t r o q u e r e c l a m a b a u n a virtud a u t ó n o m a , libre y no a p o y a d a en la a u t o r i d a d (lo cual, si n o es un sin sentido es u n a contradicción directa); q u e un m a e s t r o c o m o él diera pie a u n a religión positiva, a u n a religión f u n d a d a en la a u t o r i d a d y q u e no p o n e el valor del h o m b r e en lo moral, o por lo m e n o s no lo pone e n t e r a m e n t e ahí? +

¿DE D O N D E V I E N E L O P O S I T I V O ?

El i n t e r r o g a n t e anterior se f u n d a en la convicción de q u e J e s ú s era el m a e s t r o de u n a religión p u r a m e n t e m o r a l n o positiva; según esta convicción, los milagros y los otros hechos similares no tenían el propósito de f u n d a m e n t a r doctrinas, ya q u e éstas n o p u e d e n d e s c a n s a r sobre hechos, sino de d e s p e r t a r acaso con tales fenómenos llamativos la atención de un p u e b l o sordo a n t e la m o r a l . D e a c u e r d o a esta concepción, m u c h a s d e las ideas de sus c o n t e m p o r á n e o s , por e j e m p l o

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la e s p e r a de un Mesías, su r e p r e s e n t a c i ó n de la i n m o r t a l i d a d med i a n t e la i m a g e n d e la resurrección, su c r e e n c i a q u e las e n f e r m e d a d e s graves y violentas se d e b e n a la acción de un ser malévolo y poderoso, tenían p a r a J e s ú s sólo el c a r á c t e r d e medios; en p a r t e , p o r q u e n o tienen n i n g u n a relación i n m e d i a t a c o n la m o r a l i d a d , y a que, c o m o ideas de la época, no pertenecen al c o n t e n i d o de u n a religión (pues tal c o n t e n i d o debe ser e t e r n o e invariable) y, en parte, p a r a transform a r l a s en concepciones m á s nobles. + C o n t r a la opinión de q u e la d o c t r i n a de J e s ú s no es positiva en a b s o l u t o y q u e n a d a q u i s o f u n d a r sobre su a u t o r i d a d se elevan las voces de dos g r u p o s . A m b o s c o n c u e r d a n en la a f i r m a c i ó n de q u e la religión [cristiana] contiene sin d u d a principios de v i r t u d , pero j u n t o a prescripciones positivas p a r a conseguir la c o m p l a c e n c i a d e Dios por otros medios — c o m o ejercicios, s e n t i m i e n t o s y a c c i o n e s — q u e n o son los de la m o r a l i d a d . Pero los dos g r u p o s difieren en lo siguiente: u n o sostiene q u e este e l e m e n t o positivo n o tiene n a d a q u e ver con la esencia d e u n a religión p u r a y, a ú n m á s , q u e es algo r e p u d i a b l e ; por esto no q u i e r e t a m p o c o conceder el r a n g o de religión m o r a l a la religión d e J e s ú s . El otro, p o r el contrario, p o n e la p r e e m i n e n c i a d e la religión de J e s ú s p r e c i s a m e n t e en este elemento positivo, al cual le concede la m i s m a s a n t i d a d q u e a los principios d e la m o r a l i d a d . Es m á s : a men u d o f u n d a m e n t a estos principios en a q u e l e l e m e n t o y a veces reconoce a éste m a y o r i m p o r t a n c i a q u e a los principios. + Este ú l t i m o g r u p o de opinión p u e d e c o n t e s t a r fácilmente la cuestión d e c ó m o la religión de J e s ú s se h a hecho positiva, sosteniendo q u e surgió p r e c i s a m e n t e c o m o positiva d e los labios d e J e s ú s ; q u e J e s ú s exigió la fe en t o d a s sus d o c t r i n a s , t a m b i é n en las leyes d e la virtud, sólo f u n d á n d o s e en su a u t o r i d a d . No es reproche p a r a J e s ú s lo q u e dice S i t t a h en el Nathan 2 sobre los cristianos: « A u n lo q u e la fe les s a z o n a con h u m a n i d a d , viniendo desde el f u n d a d o r , no p o r q u e es h u m a n o lo a m a n , sino p o r q u e C r i s t o lo dijo, p o r q u e él lo h a hecho.» El f e n ó m e n o d e c ó m o u n a religión positiva e n c o n t r ó tan a m p l i a a c e p t a ción, es e x p l i c a d o según esta opinión a f i r m a n d o q u e n i n g u n a o t r a religión r e s p o n d e t a n t o c o m o ésta a las necesidades del g é n e r o h u m a no, pues resuelve aquellos p r o b l e m a s q u e se le p l a n t e a n a la razón p r á c t i c a sin q u e ésta p u e d a resolverlos por sus p r o p i a s fuerzas; así, por ejemplo, h a c o n t e s t a d o s a t i s f a c t o r i a m e n t e la cuestión de c ó m o p u e d e e s p e r a r el h o m b r e el p e r d ó n d e sus pecados, d e los cuales ni siquiera es libre el m á s virtuoso. Por e s t a vía se p r e t e n d e a h o r a n a d a m e n o s q u e elevar estos supuestos p r o b l e m a s al r a n g o d e los postulados de la r a z ó n práctica, y lo q u e se h a i n t e n t a d o de a n t a ñ o por el c a m i n o teórico d e p r o b a r la v e r d a d d e la religión cristiana a p a r t i r de los principios d e la razón se c o m p r u e b a a h o r a por u n a l l a m a d a razón
2

Lessing, Nathan

el Sabio, a c t o I I , 1.

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práctica. Sin e m b a r g o , es un h e c h o conocido q u e el sistema d e la religión cristiana, en su e s t a d o actual, es p r o d u c t o del t r a b a j o d e varios siglos; q u e en esta d e t e r m i n a c i ó n p a u l a t i n a de los d o g m a s n o fueron siempre conocimientos, m o d e r a c i ó n y r a c i o n a l i d a d los motivos q u e g u i a r o n a los Santos Padres; q u e ya en la aceptación de la religión c r i s t i a n a el móvil no e r a s o l a m e n t e el a m o r a la v e r d a d , sino q u e en la m i s m a tuvieron su influencia motivos e n p a r t e m u y mezclados, cálculos m u y poco santos, pasiones m u y i m p u r a s y, a veces, necesid a d e s del espíritu a m e n u d o f u n d a d a s en simple superstición. Por esto se nos concederá q u e es legítimo, p a r a la explicación del proceso d e f o r m a c i ó n de la religión cristiana, p r e s u m i r q u é circunstancias esternas y espíritu de la época tuvieron su influencia sobre el d e s a r r o llo d e su f o r m a , [y a c l a r a r ] cuál es el propósito de la historia eclesiástica y, m á s específicamente, de la historia de los d o g m a s . ' L a presente investigación no tiene el propósito de e x a m i n a r , a lo largo de p a u t a s históricas, este desarrollo m á s específico del curso d o c t r i n a l d e la Iglesia. L o q u e b u s c a m o s — e n p a r t e d e n t r o d e la f o r m a original de la religión de J e s ú s , d e n t r o en p a r t e del espíritu de las é p o c a s — son a l g u n a s r a z o n e s de o r d e n general q u e posibilitaron la falsa apreciación (ya t e m p r a n a ) de la religión cristiana como religión d e virtud, y su t r a n s f o r m a c i ó n primero en u n a secta y luego en u n a fe positiva. L a i m a g e n q u e se ha d a d o m á s a r r i b a de los esfuerzos de J e s ú s por convencer a los j u d í o s de q u e la esencia de la virtud o d e la justicia, válida a n t e Dios, n o se e n c u e n t r a en el mero c u m p l i m i e n t o de la ley mosaica, será reconocida como v á l i d a por todas las facciones de la fe cristiana, a u n q u e se la j u z g a r á por m u y incompleta. L a afirmación de q u e t a m b i é n las leyes m o r a l e s de J e s ú s son positivas, es decir, q u e tienen su validez p o r q u e J e s ú s las pronunció, proviene, es v e r d a d , de u n a e n c o m i a b l e m o d e s t i a y de u n a resignación a todo lo bueno, noble y g r a n d e q u e p u e d e tener la n a t u r a l e z a h u m a n a ; sin e m b a r g o , h a s t a ella tiene q u e p r e s u p o n e r q u e el h o m b r e posee un sentido del d e b e r n a t u r a l h a c i a los m a n d a m i e n t o s divinos. Si no h u biera a b s o l u t a m e n t e n a d a en n u e s t r o s corazones q u e correspondiese a los reclamos d e la virtud, si éstos no tocasen n i n g u n a c u e r d a p r o p i a de n u e s t r a n a t u r a l e z a , entonces la e m p r e s a de J e s ú s de e n s e ñ a r la virtud a los h o m b r e s h u b i e r a tenido el m i s m o c a r á c t e r y el m i s m o éxito q u e el afán de S a n A n t o n i o de P a d u a de p r e d i c a r a los peces; t a m b i é n el s a n t o p u e d e q u e h a y a confiado en q u e lo q u e no p o d í a n d a r p o r sí ni su prédica ni la n a t u r a l e z a de los peces f u e r a realizable, sin e m b a r g o , por u n a asistencia v e n i d a desde lo alto. + M á s a d e l a n t e nos o c u p a r e m o s de las r a z o n e s por las cuales se h a llegado a considerar las leyes de la moral c o m o algo positivo. + Puesto q u e no es n u e s t r a intención investigar cómo se h a i n t r o d u cido en el C r i s t i a n i s m o esta o aquella d o c t r i n a positiva, o q u é c a m -

.

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bios progresivos ha sufrido la m i s m a , ni e s t u d i a r si esta o aquella d o c t r i n a es en v e r d a d c o m p l e t a m e n t e positiva o sólo en parte, nos o c u p a r e m o s ú n i c a m e n t e de aquello que, d e n t r o de la religión de J e sús, i n d u j o a q u e la m i s m a se convirtiese en religión positiva; es decir, en u n a religión q u e o no se postula por la razón y h a s t a e n t r a en conflicto con ella o, c o n c o r d a n d o con ella, exige sin e m b a r g o ser c r e í d a sólo en b a s e a la a u t o r i d a d .

[LO Q U E P U E D E LLAMARSE UNA SECTA Y LA D O C T R I N A D E JESUS]

U n a secta p r e s u p o n e , en general, diferencias de d o c t r i n a o de opiniones, h a b i t u a l m e n t e frente a las d o m i n a n t e s , o t a m b i é n frente a las sostenidas por otros. Se p u e d e h a b l a r d e secta filosófica si la m i s m a se distingue por sus doctrinas sobre lo q u e es el d e b e r y la virtud esencial de los h o m b r e s , por sus ideas sobre Dios y por la concepción de q u e la perversidad y la indignidad son exclusivamente desviaciones éticas, y no errores de su d e d u c c i ó n f o r m a l ; t a m b i é n si su d o c t r i n a sostiene q u e la fe p o p u l a r de la fantasía es i n d i g n a de un h o m b r e p e n s a n t e , sin a f i r m a r q u e la m i s m a sea algo punible. A u n a secta filosófica h a b r í a q u e o p o n e r no t a n t o otra religiosa, sino u n a positiva que, lejos de sostener q u e s o l a m e n t e la eticidad i m p o r t a p a r a la esencia de la m o r a l , concediera t a m b i é n i m p o r t a n c i a m o r a l a todo aquello q u e no d e s c a n s a sobre la razón, sino q u e tiene el f u n d a m e n t o de su fe, en la f a n t a s í a de los pueblos, y a sea q u e tenga a esto ú l t i m o sol a m e n t e por algo pecaminoso, de lo q u e hay q u e r e s g u a r d a r s e , o bien p o r q u e p o n g a en el lugar de estas creencias m e r a m e n t e positivas a l g u n a otra positividad, concediendo el m i s m o valor y r a n g o a la fe en ésta q u e a la eticidad. Las concepciones de u n a secta positiva p u e d e n incluso llegar a e q u i p a r a r a aquellos q u e no tienen esta fe (sin c u l p a propia, lo q u e p u e d e d a r s e en el caso de la fe positiva, pero no en el caso de la fe moral) con h o m b r e s m o r a l m e n t e corruptos. + E n v e r d a d , el n o m b r e de secta t e n d r í a q u e reservarse p a r a design a r a esta ú l t i m a clase de sectas, ya q u e el mismo contiene algo q u e indica rechazo, y p o r q u e u n a escuela filosófica no merece un n o m b r e q u e se asocia con las ideas de c o n d e n a c i ó n e intolerancia. T a l e s sectas positivas no d e b e r í a n t a m p o c o l l a m a r s e sectas religiosas, puesto q u e la esencia de la religión no estará, por cierto, en lo p o s i t i v o / E n t r e estas dos clases de sectas p o d r í a m o s colocar u n a tercera que, por un lado, a c e p t a c o m o s a g r a d o el principio positivo del C Q n o cimiento del d e b e r y d e la voluntad de Dios, y de la fe en el mismo, convirtiéndolo en el f u n d a m e n t o d e la fe, pero q u e , por el otro, sostiene q u e la esencia de la m i s m a fe no se e n c u e n t r a en las doctrinas

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positivas q u e c o n t i e n e ni en las p r á c t i c a s q u e se o r d e n e n , sino en los m a n d a m i e n t o s d e la v i r t u d . L a d o c t r i n a d e J e s ú s e r a d e e s t a clase. + J e s ú s e r a j u d í o ; el p r i n c i p i o d e su fe y d e su evangelio e r a la vol u n t a d r e v e l a d a d e Dios, tal c o m o la t r a d i c i ó n j u d í a se lo h a b í a t r a n s m i t i d o . Pero el s e n t i m i e n t o vivo d e su p r o p i o c o r a z ó n a c e r c a del d e b e r y la j u s t i c i a le servía t a m b i é n d e f u n d a m e n t o . P u s o c o m o condición p r i n c i p a l d e la p r o t e c c i ó n d e D i o s el c u m p l i m i e n t o d e esta ley m o r a l . A esta d o c t r i n a , a su a p l i c a c i ó n a casos i n d i v i d u a l e s y a su i l u s t r a c i ó n con e j e m p l o s i m a g i n a r i o s ( p a r á b o l a s ) , se a g r e g a n ciertos e l e m e n t o s d e su historia personal q u e c o n t r i b u y e r o n al establec i m i e n t o d e u n a fe f u n d a m e n t a d a en la a u t o r i d a d . E s i n d u d a b l e q u e en el caso d e u n h o m b r e q u e e n s e ñ a la v i r t u d y q u e q u i e r e c o n t r a r r e s t a r el proceso d e c o r r u p c i ó n m o r a l d e su é p o c a , su p r o p i o c a r á c t e r m o r a l tiene u n a i m p o r t a n c i a decisiva: su falta haría q u e las p a l a b r a s c a y e r a n c o m o m u e r t a s y frías d e sus labios; sin e m b a r g o , en el caso d e J e s ú s c o n c u r r i e r o n v a r i a s c i r c u n s t a n c i a s q u e hicieron la p e r s o n a del m a e s t r o m á s i m p o r t a n t e d e lo q u e era realm e n t e necesario p a r a r e c o m e n d a r la v e r d a d d e sus e n s e ñ a n z a s .

J E S U S H A B L A M U C H O D E SI

J e s ú s se vio c o m p e l i d o a h a b l a r m u c h o d e sí m i s m o , d e su p e r s o n a ; la c i r c u n s t a n c i a q u e le obligó a ello fue la m a n e r a — l a ú n i c a — en q u e su p u e b l o e r a iníluible, p u e b l o q u e t e n í a la í n t i m a convicción d e h a b e r recibido su c o n s t i t u c i ó n e n t e r a , t o d a s sus leyes religiosas, cívicas y políticas d e l a d i v i n i d a d m i s m a . E s t e e r a su orgullo; esa c r e e n c i a i m p o s i b i l i t a b a las especulaciones p r o p i a s y las l i m i t a b a al e s t u d i o d e las S a g r a d a s E s c r i t u r a s . D e igual m o d o r e d u c í a la eficacia d e la v i r t u d a u n a o b e d i e n c i a ciega f r e n t e a estos m a n d a m i e n t o s q u e no les f u e r o n d a d o s p o r ellos mismos. 4 U n m a e s t r o q u e q u e r í a t e n e r m á s eco en su p u e b l o d e lo q u e p o d í a l o g r a r a l g ú n c o m e n t a r i o n u e v o d e las m i s m a s fuentes, q u e q u e ría c o n v e n c e r l o d e la i n a d e c u a c i ó n d e la fe e c l e s i á s t i c a m e n t e reglam e n t a d a , d e b í a n e c e s a r i a m e n t e a p o y a r s u s a f i r m a c i o n e s s o b r e la m i s m a a u t o r i d a d . Q u e r e r a p e l a r a la sola r a z ó n , h u b i e r a significado lo m i s m o , q u e p r e d i c a r a los peces: a los j u d í o s n o les e r a posible p e r c i b i r n i n g u n a exigencia d e este tipo. E s v e r d a d q u e al p r o p a g a r u n a a c t i t u d m o r a l tenía la a y u d a d e la voz i n e x t i n g u i b l e del m a n d a m i e n t o m o r a l en el h o m b r e y la voz d e la conciencia q u e , p o r sí solas, ya son c a p a c e s d e a m i n o r a r la p r e p o n d e r a n c i a d e la fe eclesiástica. Sin e m b a r g o , c u a n d o el s e n t i d o m o r a l h a t o m a d o p o r e n t e r o la dirección d e la fe eclesiástica, c u a n d o se h a a m a l g a m a d o c o m p l e t a m e n t e con ella, c u a n d o e s t a ú l t i m a h a e x t e n d i d o y a su d o m i n i o exclusivo

A POSITIVIDAD 77 h a s t a al corazón d e los h o m b r e s , sirviendo como f u n d a m e n t o d e t o d a v i r t u d y p r o d u c i e n d o así u n a v i r t u d falsa, entonces sólo se la p u e d e c o n t r a r r e s t a r o p o n i é n d o l e igual a u t o r i d a d , u n a a u t o r i d a d d i v i n a . + P o r eso J e s ú s exige q u e se e s c u c h e n sus e n s e ñ a n z a s , p o r q u e exp r e s a n la v o l u n t a d d e Dios y no p o r q u e c o r r e s p o n d a n a las necesidades m o r a l e s d e n u e s t r o espíritu. E s t a c o r r e s p o n d e n c i a d e lo q u e decía con l a v o l u n t a d de Dios, sus a f i r m a c i o n e s d e q u e « q u i e n cree en mí, cree en el P a d r e » , q u e «no enseño n a d a excepto lo q u e m e e n s e ñ ó el P a d r e » (concepciones q u e se repiten y q u e d o m i n a n sobre todo en J u a n ) , le dieron la a u t o r i d a d sin la c u a l J e s ú s no h a b r í a p o d i d o ejercer n i n g u n a influencia sobre sus c o n t e m p o r á n e o s , por m á s elocuentes q u e hubiesen sido sus conceptos s o b r e el valor d e la v i r t u d en sí. Es posible q u e f u e r a consciente d e q u e existía un vínculo e n t r e él y Dios, o s i m p l e m e n t e q u e t o m a s e la ley q u e está g r a b a d a en nuestros corazones por u n a revelación i n m e d i a t a d e la d i v i n i d a d , por u n a c h i s p a d i v i n a ; sería posible e n t o n c e s que, a través d e la certeza d e no e n s e ñ a r n a d a f u e r a d e lo q u e m a n d a esta ley, se h u b i e r a percat a d o d e la c o r r e s p o n d e n c i a e n t r e su d o c t r i n a y la v o l u n t a d d e Dios. T o d o s nosotros vemos d i a r i a m e n t e e j e m p l o s del g r a d o e x t r e m o h a s t a d ó n d e p u e d e llegar el r e n u n c i a m i e n t o d e los h o m b r e s a su p r o p i a f u e r z a y libertad, y c ó m o los m i s m o s se d o b l e g a n d e t a n b u e n g r a d o a n t e u n a e t e r n a t u t o r í a y q u e su a p e g o a las c a d e n a s q u e s o p o r t a la razón se i n c r e m e n t a en la m e d i d a q u e se h a c e n m á s p e s a d a s . + Por esto J e s ú s , j u n t o a sus p r é d i c a s por u n a religión d e v i r t u d , tuvo q u e h a c e r e n t r a r en escena, n e c e s a r i a m e n t e , a su p e r s o n a , al m a e s t r o ; tuvo q u e exigir u n a fe en su p e r s o n a , fe q u e su religión d e la r a z ó n necesitaba sólo p a r a oponerse a lo positivo.

( J E S U S H A B L A D E SI M I S M O ] C O M O D E L

MESIAS

H a b í a t o d a v í a o t r a c a u s a q u e tenía sus orígenes en la a n t e r i o r . E r a la e s p e r a d e u n M e s í a s q u e , revestido d e poder y c o m o plenipotenciario d e J e h o v á , d e b í a f u n d a r d e n u e v o el E s t a d o j u d í o . U n a e n s e ñ a n z a d i f e r e n t e d e la q u e los j u d í o s ya poseían en sus docum e n t o s s a g r a d o s se a c e p t a r í a en este p u e b l o sólo si proviniese d e este Mesías. L a aceptación q u e el p u e b l o m i s m o — y l a m a y o r í a d e los a m i g o s m á s p r ó x i m o s del m a e s t r o — d i o a J e s ú s se a p o y a b a , en su m a y o r parte, en la posibilidad d e q u e fuese ese M e s í a s y q u e se most r a r a p r o n t o en t o d a su g r a n d e z a . J e s ú s , q u e b a j o n i n g u n a o t r a condición t e n d r í a acceso al pueblo si no era m e d i a n t e esta suposición, no p o d í a d e n e g a r l a sin m á s n i m á s . I n t e n t ó , sin e m b a r g o , c o n d u c i r su e s p e r a n z a m e s i á n i c a m á s hacia lo m o r a l y fijó el m o m e n t o de la m a nifestación d e su gloria en el t i e m p o posterior a su m u e r t e . +

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M e n c i o n á b a m o s m á s a r r i b a con q u é f u e r z a sus discípulos e s t a b a n todavía a t a d o s a esta creencia, la q u e le b r i n d a b a nueva o p o r t u n i d a d p a r a h a b l a r de su p e r s o n a . H a b í a otra más: el peligro q u e a m e n a z a b a su s e g u r i d a d , su libertad y su vida. Estas p r e o c u p a c i o n e s acerca d e su p e r s o n a le o b l i g a b a n a m e n u d o a defenderse, a explicar sus intenciones y el propósito de la f o r m a de vida q u e h a b í a elegido, y a v i n c u l a r sus r e c o m e n d a c i o n e s de la justicia en general a la r e c o m e n d a c i ó n de la j u s t i c i a frente a su persona. F i n a l m e n t e , es c o m ú n q u e en el caso de u n h o m b r e e x t r a o r d i n a r i o por su d o c t r i n a se p r e g u n t e t a m b i é n por las circunstancias de su vida, y q u é rasgos poco i m p o r t a n t e s d e su p e r s o n a , q u e n a r r a d o s de gente c o m ú n serían indiferentes, despierten g r a n interés. Por la historia de su vida y de su m u e r t e injusta, la p e r s o n a de J e s ú s d e b í a alc a n z a r entonces u n a i m p o r t a n c i a i n f i n i t a m e n t e m a y o r , a u n i n d e p e n d i e n t e m e n t e de su d o c t r i n a , y a t r a e r í a sobre sí la atención y la f a n t a sía. N o s c o n m u e v e n los destinos e x t r a o r d i n a r i o s de personas descon o c i d a s y h a s t a ficticias, sufrimos y nos a l e g r a m o s con ellas y h a s t a sentimos en nosotros la injusticia s u f r i d a por un iroqués. ¡ C u á n t o m á s p r o f u n d a m e n t e tenía q u e acuciar la m e n t e d e sus amigos la i m a g e n de su m a e s t r o y amigo, i n j u s t a m e n t e sacrificado! ¿ C ó m o p o d r í a n haber olvidado al maestro c u a n d o p r o p a g a b a n sus doctrinas? Su alab a n z a como recuerdo a g r a d e c i d o les era t a n cara, tan i m p o r t a n t e c o m o su doctrina, y m á s i m p o r t a n t e debió serles «lo» e x t r a o r d i n a r i o de su historia q u e t r a s c e n d í a la n a t u r a l e z a y las fuerzas h u m a n a s .

MILAGROS

G r a n p a r t e de la confianza y de la a t e n c i ó n r e c a b a d a por J e s ú s e n t r e los j u d í o s (incapaces de u n a fe q u e h u b i e r a sido c o n q u i s t a d a por ellos m i s m o s y q u e se f u n d a r a en su p r o p i a n a t u r a l e z a ) e r a atrib u i b l e a sus milagros, por m á s q u e su c a p a c i d a d de hacerlos, según parece, n o llamó d e m a s i a d o la atención de sus doctos c o n t e m p o r á neos. ( T a m b i é n otros j u d í o s lograban c u r a r posesos del d e m o n i o . C u a n d o J e s ú s curó la m a n o reseca en la sinagoga lo q u e m á s llamó la atención no fue la curación en sí, sino la circunstancia d e q u e violaba con ella la s a n t i d a d del S a b b a t . ) E n verdad, t r a t á n d o s e de h o m b r e s q u e debían saber m á s acerca de lo q u e era posible o no, de a c u e r d o a la n a t u r a l e z a de la gente o r d i n a r i a , estos hechos h u b i e r a n d e b i d o extrañarles b a s t a n t e más. + I n d e p e n d i e n t e m e n t e d e lo q u e los adversarios del cristianismo h a n a v a n z a d o contra la realidad d e los milagros y d e c u a n t o los filósofos h a n a r g u m e n t a d o c o n t r a la posibilidad de los mismos, todos conceden q u e se t r a t a de actos de J e s ú s q u e fueron milagros p a r a sus a m i -

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gos y discípulos: esto es suficiente a q u í p a r a nosotros. N a d a ha contribuido m á s q u e esta fe en los milagros a la t r a n s f o r m a c i ó n de la religión de J e s ú s en u n a religión positiva, a su f u n d a m e n t a c i ó n — a u n en c u a n t o d o c t r i n a de la v i r t u d — sobre la a u t o r i d a d . P o r m á s q u e J e s ú s h a y a exigido la fe a c a u s a de su d o c t r i n a y no por sus milagros, por m á s q u e las v e r d a d e s eternas — d e a c u e r d o a su n a t u r a l e z a — d e b e n f u n d a m e n t a r s e sólo en la esencia de la razón, p a r a ser necesarias y u n i v e r s a l m e n t e válidas, y no en fenómenos fortuitos del m u n d o exterior sensible, la convicción sobre la obligatoriedad de la virtud tomó a h o r a el siguiente camino: los milagros a c e p t a d o s por fidelidad y lealtad f u n d a m e n t a r o n u n a creencia y la a u t o r i d a d del q u e los realizó; esta a u t o r i d a d del m i s m o se convirtió entonces en el principio de la obligatoriedad de lo moral. Si los cristianos h u b i e r a n seguido p o r este c a m i n o h a s t a su m e t a se h a b r í a n visto todavía en g r a n v e n t a j a frente a los j u d í o s . Pero se h a n d e t e n i d o a medio c a m i n o , y en la m i s m a forma c o m o los j u d í o s p o n í a n la esencia de la religión en sacrificios, c e r e m o n i a s y en u n a fe i m p u e s t a desde afuera, los cristianos la a s e n t a r o n en imploraciones, acciones externas, sensaciones internas, en u n a creencia histórica. 4 Este desvío en el c a m i n o hacia la m o r a l i d a d por medio del milagro y la a u t o r i d a d d e u n a persona, tiene, de un lado, la falla de todo desvío, la de a u m e n t a r la distancia de la m e t a y p o n e r así al camin a n t e en el peligro de p e r d e r de vista el c a m i n o mismo, por todos los rodeos e interrupciones del mismo; de otro lado, a g r a v i a la d i g n i d a d de la m o r a l i d a d q u e es a u t ó n o m a y d e s p r e c i a todo f u n d a m e n t o ajeno, y q u i e r e c i m e n t a r s e , a u t o s u f i c i e n t e m e n t e , sólo en sí m i s m a . A h o r a ya no era la d o c t r i n a de la virtud de J e s ú s la q u e r e c l a m a b a respeto p a r a sí m i s m a , q u e se h u b i e r a t r a n s m i t i d o luego t a m b i é n al maestro, sino q u e la d o c t r i n a exigía el respeto sólo a c a u s a del m a e s t r o y a éste a c a u s a de sus milagros. A q u e l q u e llegara a ser h o m b r e devoto y virtuoso m e d i a n t e este rodeo t e n d r á u n a h u m i l d a d q u e n o a d m i t i r á m a y o r p a r t i c i p a c i ó n de su propia fuerza moral, sino el respeto q u e rinde al ideal de la s a n t i d a d d e n t r o de su disposición m o r a l . La moralidad de un h o m b r e tal no reconocerá p a r a sí t a m p o c o u n a c a p a c i d a d o u n a receptividad propias p a r a lo moral, ni t a m p o c o c a r á c t e r d e lib e r t a d . Pero q u i e n se somete a a q u e l l a ley sólo f o r z a d a m e n t e , por miedo al castigo de su señor, h a r e n u n c i a d o por completo a ese carácter, a la f u e n t e de la m o r a l i d a d ; en consecuencia, c u a n d o se le q u i t a la fe teórica en este p o d e r del cual d e p e n d e , se convierte en u n esclavo d e s e n c a d e n a d o q u e n o conoce ya ley a l g u n a , d a d o q u e la ley cuyo yugo h a b í a s o p o r t a d o n o se la h a b í a d a d o su p r o p i a razón *, p u e s t o q u e a
* D e a h í q u e el a b a n d o n o d e u n a religión p o s i t i v a se v e a a c o m p a ñ a d o t a n a m e n u d o p o r l a i n m o r a l i d a d ; si la fe e r a m e r a m e n t e p o s i t i v a , e n t o n c e s la r e s p o n s a b i l i d a d la t i e n e é s t a y n o el a b a n d o n o d e la m i s m a .

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esta ú l t i m a no la p o d í a concebir c o m o algo libre, c o m o s o b e r a n a , sino — s e g ú n expresión c o r r i e n t e — c o m o sirvienta. Y a h o r a la r a z ó n se ve l i m i t a d a a e s t a m i s m a f u n c i ó n frente a sus a p e t i t o s . + O u e este c a m i n o , q u e p a r t e d e la h i s t o r i a de los m i l a g r o s p a r a ir a la fe en u n a p e r s o n a , y d e a q u í , si t o d o va b i e n , a la m o r a l i d a d , sea el o b l i g a d o c a m i n o real j a l o n a d o d e símbolos, es u n h e c h o q u e se conoce con la m i s m a certeza con la q u e se c o m p r u e b a q u e el f u n d a m e n t o específico d e la v i r t u d se e n c u e n t r a en la r a z ó n del h o m b r e y q u e el r a n g o de la n a t u r a l e z a h u m a n a , el g r a d o de perfección q u e se le exige, d e b e colocarse m u y e n c i m a d e a q u e l l a situación d e m i n o r í a d e e d a d en la cual esta n a t u r a l e z a se s i t ú a p a r a s i e m p r e b a j o tutoría, y en la incap a c i d a d d e a l c a n z a r j a m á s el e s t a d o d e a d u l t o . « F i j a r s e u n a m e t a exigua...», etcétera 3 . N o fue J e s ú s q u i e n hizo d e su d o c t r i n a religiosa u n a secta p e c u l i a r q u e se d i f e r e n c i a b a p o r h á b i t o s p a r t i c u l a r e s . El r e s u l t a d o d e su enseñ a n z a d e p e n d í a del celo d e sus amigos, de la m a n e r a en q u e h a b í a n c o m p r e n d i d o su d o c t r i n a , de la f o r m a y d e la p r e t e n s i ó n con la c u a l la h a b í a n p r o p a g a d o y de los f u n d a m e n t o s q u e h a b í a n b u s c a d o p a r a a p o y a r l a . P o r esto s u r g e la cuestión: ¿qué e l e m e n t o s h a b í a en el car á c t e r y en las c a p a c i d a d e s de los discípulos d e J e s ú s , en su vínculo con él, q u e c o n t r i b u í a n a su t r a n s f o r m a c i ó n en u n a secta positiva?

LO P O S I T I V O EN LOS D I S C I P U L O S

A u n q u e se c o n o z c a n pocos detalles a c e r c a d e los c a r a c t e r e s de la m a y o r í a d e los d i s c í p u l o s d e J e s ú s h a y cosas q u e , a p a r e n t e m e n t e , son ciertas. Se p u e d e a f i r m a r q u e se d e s t a c a b a n p o r su r e c t i t u d , p o r su c o n s t a n c i a y valor en el s o s t e n i m i e n t o d e la d o c t r i n a d e su m a e s t r o , por su h u m i l d a d y a m a b i l i d a d . Al m i s m o t i e m p o e s t a b a n h a b i t u a d o s a un círculo l i m i t a d o d e a c t i v i d a d e s ; h a b í a n a p r e n d i d o sus oficios, tal c o m o se a p r e n d í a n y se a p l i c a b a n en general, cual p r á c t i c a s m a n u a les. N o se d e s t a c a b a n ni c o m o p r o f u n d o s h o m b r e s de e s t a d o ni c o m o generales; al c o n t r a r i o , se sentían orgullosos d e n o ser ni u n a cosa ni o t r a . E r a éste el espíritu con el cual recibían las e n s e ñ a n z a s d e J e s ú s ; su h o r i z o n t e se a m p l i ó u n poco m e d i a n t e las m i s m a s , p e r o n o h a s t a s u p e r a r todas las ideas y prejuicios j u d í o s ( c o m o e j e m p l o véase a Ped r o , el m á s ferviente d e todos, en los H e c h o s d e los Apóstoles [12, 11], d o n d e dice: « A h o r a m e d o y c u e n t a [de q u e r e a l m e n t e el S e ñ o r h a e n v i a d o su Angel...»]; lo m i s m o q u e con el lienzo con d i f e r e n t e s a n i m a les [10, 9ss.], y los h e c h o s a r r i b a citados). Al c a r e c e r d e un f o n d o de p r o p i a s e n e r g í a s e s p i r i t u a l e s su a d h e s i ó n a la d o c t r i n a d e J e s ú s se o r i g i n a b a , en p r i m e r t é r m i n o , en su a m i s t a d y en su a p e g o a él. L a
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D e la o d a d e K l o p s t o c k « V i n o d e l R i n »

(1753).

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v e r d a d y la libertad no las h a b í a n c o n q u i s t a d o ellos m i s m o s ; sólo tras largo a p r e n d e r laborioso llegaron a u n s e n t i m i e n t o v a g o y a a l g u n a s fórmulas acerca d e ellas. Su a m b i c i ó n era c o m p r e n d e r y t r a n s m i t i r fielmente esta d o c t r i n a , sin a d i t a m i e n t o s , sin p a r t i c u l a r i d a d e s divergentes surgidas d e la p r o p i a elaboración. Y es así c o m o d e b í a o c u r r i r si la religión c r i s t i a n a iba a ser m a n t e n i d a , si iba a ser e s t a b l e c i d a c o m o religión p ú b l i c a y consolidada c o m o tal en la p o s t e r i d a d . Si es lícito establecer en este p u n t o u n a c o m p a r a c i ó n e n t r e el destino d e la filosofía de Sócrates con el destino de la e n s e ñ a n z a de J e s ú s , diremos q u e en la diferencia manifiesta e n t r e los discípulos de los dos sabios vemos u n a d e las razones por las cuales la filosofía socrática no se e x p a n d i e r a c o m o religión pública ni en Grecia ni en o t r a parte. L o s discípulos de J e s ú s h a b í a n r e n u n c i a d o a todo interés (en v e r d a d , éstos no e r a n m u y a m p l i o s ni m u y difíciles d e a b j u r a r ) ; h a b í a n a b a n d o n a d o todo p a r a seguir a J e s ú s . No tenían interés p o r el E s t a d o , tal c o m o lo tiene el r e p u b l i c a n o por su p a t r i a ; todo su interés se l i m i t a b a a la p e r s o n a de Jesús. 1

[LA D I F E R E N C I A C O N L O S D I S C I P U L O S D E S O C R A T E S )

Desde su infancia, los amigos de Sócrates h a b í a n d e s a r r o l l a d o sus dotes hacia u n a v a r i e d a d de direcciones. H a b í a n r e s p i r a d o d e n t r o de un espíritu r e p u b l i c a n o q u e d a m á s i n d e p e n d e n c i a a c a d a uno y q u e hacía imposible a todo espíritu m e d i a n a m e n t e f o r m a d o la d e p e n d e n cia de u n a única p e r s o n a . En su E s t a d o valía todavía la p e n a interesarse en él, y u n interés de esta clase no se a b a n d o n a j a m á s . L a m a y o r í a d e ellos h a b í a n sido y a discípulos d e otro filósofo, d e otro m a e s t r o ; a m a b a n a Sócrates por su virtud y por su filosofía, y no la virtud y su filosofía a c a u s a de su p e r s o n a . 4 Así c o m o Sócrates m i s m o h a b í a c o m b a t i d o por su p a t r i a , h a b í a c u m p l i d o con sus d e b e r e s de c i u d a d a n o libre, en la g u e r r a como sold a d o b r a v o y en la paz c o m o j u e z j u s t o , sus amigos e r a n t a m b i é n algo m á s q u e m e r o s filósofos inactivos, algo m á s q u e meros discípulos de Sócrates. Por esto, eran capaces t a m b i é n d e r e e l a b o r a r en sus propias m e n t e s lo a p r e n d i d o , darle la i m p r o n t a de u n a o r i g i n a l i d a d propia. M u c h o s de ellos f u n d a r o n escuelas propias y e r a n , a su m a n e r a , h o m b r e s tan i n d e p e n d i e n t e s y g r a n d e s como Sócrates.

[EL N U M E R O DE] D O C E

J e s ú s e n c o n t r ó a p r o p i a d o fijar el n ú m e r o de sus amigos íntimos en doce y darles, a u n d e s p u é s de su resurrección, g r a n d e s poderes en calidad d e sus e n v i a d o s y sucesores.

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C a d a u n o tenía plenos poderes p a r a d i f u n d i r la virtud y p a r a fund a r el reino de Dios en la tierra. P a r a los h o m b r e s q u e se sienten l l a m a d o s a e m p r e n d e r l o n o h a y n i n g ú n n ú m e r o s a g r a d o . Sócrates no tuvo siete discípulos, o tres veces tres; todos los amigos de la virtud le eran bienvenidos. E n u n a constitución civil es práctico y necesario d e t e r m i n a r el n ú m e r o de m i e m b r o s de los cuerpos representativos o d e los tribunales, y m a n t e n e r estable este n ú m e r o ; pero u n a religión de virtud no p u e d e a c e p t a r tales f o r m a s d e r i v a d a s de constituciones estatales. L a limitación de los m a y o r e s honores a un peq u e ñ o círculo de p e r s o n a s tuvo c o m o r e s u l t a d o u n a estima f u n d a d a en individuos. Esto se convirtió en algo c a d a vez m á s i m p o r t a n t e en la constitución de la Iglesia cristiana, en la m e d i d a en q u e ésta se extendió: es así c o m o se hicieron posibles los concilios, q u e decidían sobre verdades, de a c u e r d o a la m a y o r í a de votos y q u e i m p u s i e r o n al m u n d o sus decretos c o m o n o r m a s de fe.

EL E N V I O DE LOS D I S C I P U L O S AL M U N D O

H a y otra circunstancia q u e l l a m a la atención en la historia de J e sús. Envió dos veces a m i g o s y discípulos suyos ( u n a vez a un g r u p o m a y o r y otra a otro m e n o r ) a lugares q u e él no p u d o visitar e ilumin a r por sí mismo. Según parece, en a m b o s casos los g r u p o s estuvieron lejos de él sólo por pocos días. D u r a n t e el corto tiempo q u e pudieron d e d i c a r , d u r a n t e estos viajes, a la formación y al m e j o r a m i e n t o de los hombres, no lograrían g r a n cosa. Lo m á x i m o q u e podían hacer era l l a m a r la atención del p u e b l o sobre ellos y su m a e s t r o y d i f u n dir la noticia de sus hechos milagrosos, pero no podían hacer g r a n d e s c o n q u i s t a s p a r a la v i r t u d . E s t a m a n e r a de d i f u n d i r u n a religión sólo p u e d e c o r r e s p o n d e r a u n a fe positiva. No se g a n ó n i n g ú n terreno en la extirpación de la superstición j u d í a ni en la difusión de la eticidad. J e s ú s mismo, d e s p u é s d e largos años de t r a t o y de esfuerzos, n o hizo a d e l a n t a r m u c h o en esta dirección ni a sus amigos m á s íntimos.

LA R E S U R R E C C I O N Y L O S M A N D A T O S

POSTERIORES

E n este contexto es n o t a b l e t a m b i é n la o r d e n q u e d a J e s ú s a sus discípulos, después d e su resurrección, p a r a la difusión de su d o c t r i n a y de su n o m b r e . E s t a o r d e n (sobre todo tal c o m o la expresa M a r c o s 16, 15-18), emitida d e s p u é s de su resurrección, es característica del m a e s t r o de u n a religión positiva. (No así la d e s p e d i d a c o n m o v e d o r a a n t e s de su m u e r t e q u e caracteriza al m a e s t r o de la virtud q u e , con la voz d e la amistad m á s tierna, con el s e n t i m i e n t o i n s p i r a d o del valor

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de la religión y d e la etieidad, en la hora m á s i m p o r t a n t e de su vida, e m p l e a los pocos m o m e n t o s q u e le q u e d a n a la r e c o m e n d a c i ó n del a m o r y de la tolerancia, a i m b u i r indiferencia en sus amigos contra los peligros q u e podría traerles el ejercicio de la v i r t u d y d e la verdad.)4 E n vez de la orden: «id por todo el m u n d o . . . » , etcétera, un maestro de la virtud q u i z á s h u b i e r a dicho: «que c a d a u n o obre todo el bien q u e p u e d a d e n t r o de la esfera d e actividad q u e le fue a s i g n a d a por la n a t u r a l e z a y la providencia». E n aquella d e s p e d i d a [antes de la m u e r t e ] el m a e s t r o de la virtud coloca todo el valor en el hacer; la o r d e n en M a r c o s d a toda la i m p o r t a n c i a a la fe. A d e m á s , i n t r o d u c e a q u í un signo externo, el b a u t i s m o , c o m o señal de diferenciación y convierte estas dos cosas positivas, la fe y el ser b a u t i z a d o , en condiciones d e la b i e n a v e n t u r a n z a , c o n d e n a n d o al m i s m o t i e m p o al nocreyente. + Por m á s q u e se eleve la fe a u n a fe viviente q u e o p e r a en las o b r a s de la c a r i d a d y del a m o r , por m á s q u e se r e b a j e la i n c r e d u l i d a d a u n a obstinación (en c o n t r a de lo q u e el incrédulo m i s m o sepa y de lo q u e le diga su conciencia) q u e se niega a reconocer la v e r d a d del Evangelio, por m á s q u e se diga q u e se h a b l a s o l a m e n t e de esta fe y de esta incredulidad (lo q u e n o resalta p r e c i s a m e n t e de a q u e l l a s pocas palab r a s ) , algo esencialmente positivo sigue a d h i r i é n d o s e a aquellas expresiones. Y este e l e m e n t o positivo tiene a q u í la m i s m a d i g n i d a d q u e la m o r a l i d a d , p e r m a n e c e u n i d o indisolublemente a ésta y de él dep e n d e n b i e n a v e n t u r a n z a y c o n d e n a c i ó n . Sin e m b a r g o , de la contin u a c i ó n [en M a r c o s ] resalta q u e la o r d e n se refiere t a m b i é n , y prefer e n t e m e n t e , a este elemento positivo: se indican las dotes, las calidades q u e se confieren a los creyentes: «en mi n o m b r e e c h a r á n los demonios, h a b l a r á n lenguas nuevas, t o m a r á n en las m a n o s las serpientes y, si bebieren p o n z o ñ a , no les d a ñ a r á ; p o n d r á n las m a n o s sobre los e n f e r m o s y éstos r e c o b r a r á n la s a l u d » . + H a y un n o t a b l e contraste entre estas p r o p i e d a d e s a t r i b u i d a s a los h o m b r e s q u e gozan del beneplácito de Dios y lo q u e se expresa en M a t e o 7, 22. E n este último p a s a j e se describen rasgos similares: exorcizar en el n o m b r e de J e s ú s , h a b l a r en su n o m b r e el lenguaje de los profetas (se sabe q u e esto es un c o n c e p t o m á s a m p l i o q u e «profetizar»; coincide a p r o x i m a d a m e n t e con x a i v a l ' yXá>aaai'~ KaXelv [hablar en lenguas nuevas]) y cumplir otras h a z a ñ a s . Sin e m b a r g o , a q u í se dice q u e un h o m b r e puede, a pesar de poseer todas estas cualidades, ser c o n d e n a d o p o r el j u e z del m u n d o . Las p a l a b r a s en M a r c o s 16, 15-18, sólo son posibles en la boca de un m a e s t r o de la religión positiva y no en la de un m a e s t r o de la virtud. L a d o c t r i n a de J e s ú s exige, en parte, u n a obediencia a b s o l u t a y desinteresada frente a la v o l u n t a d d e Dios y a la ley moral, y hace de esta obediencia u n a condición del favor divino y de la e s p e r a n z a de la

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s a l v a c i ó n . P e r o c o n t i e n e t a m b i é n los diversos e l e m e n t o s a r r i b a t r a t a dos, y f u e r o n éstos los q u e p u d i e r o n i n d u c i r a q u i e n e s m a n t u v i e r o n y e x p a n d i e r o n su religión a f u n d a r el c o n o c i m i e n t o d e la v o l u n t a d d e D i o s y la o b l i g a c i ó n f r e n t e a la m i s m a s o l a m e n t e en la a u t o r i d a d d e J e s ú s . C o n c i b i e r o n h a s t a el r e c o n o c i m i e n t o de esta a u t o r i d a d c o m o u n a p a r t e de la v o l u n t a d d i v i n a , c o m o un d e b e r , c o n v i r t i e n d o así la r a z ó n , f a c u l t a d legislativa, en u n a f a c u l t a d p u r a m e n t e r e c e p t i v a . El r e s u l t a d o fue q u e t o d o lo q u e se p u d o c o m p r o b a r c o m o d o c t r i n a d e J e s ú s , y luego c o m o e n s e ñ a n z a d e sus sucesores, se h o n r ó c o m o vol u n t a d de Dios, se v i n c u l ó con la b i e n a v e n t u r a n z a y la c o n d e n a c i ó n . L a s m i s m a s d o c t r i n a s d e la v i r t u d se hicieron a h o r a p o s i t i v a m e n t e o b l i g a t o r i a s ; es decir, q u e n o o b l i g a b a n por sí m i s m a s , sino en c u a n t o m a n d a m i e n t o s d e J e s ú s . P e r d i e r o n así el criterio i n t e r n o de su necesid a d y se p u s i e r o n en el m i s m o nivel de c u a l q u i e r o t r o m a n d a m i e n t o positivo y específico, d e c u a l q u i e r r e g l a m e n t a c i ó n exterior f u n d a d a en las c i r c u n s t a n c i a s o en la p r u d e n c i a . Y a u n q u e esto sea, p o r lo d e m á s , un c o n c e p t o c o n t r a d i c t o r i o , la religión d e J e s ú s se convirtió en u n a d o c t r i n a positiva s o b r e la virtud.+ L a d o c t r i n a d e J e s ú s no se distinguió m e r a m e n t e d e las c r e e n c i a s p ú b l i c a s en el s e n t i d o d e u n a indiferencia h a c i a las m i s m a s : en este caso h u b i e r a f o r m a d o u n a escuela filosófica. M u y p o r el c o n t r a r i o , a f i r m a b a q u e a q u e l l a fe p ú b l i c a y la o b s e r v a n c i a d e sus usos y m a n d a m i e n t o s e r a n algo p e c a m i n o s o , y se r e p r e s e n t a b a la m e t a final d e la h u m a n i d a d c o m o algo q u e se l o g r a b a sólo p o r m e d i o d e sus m a n d a m i e n t o s , q u e c o n s i s t í a n , en p a r t e , en m a n d a m i e n t o s m o r a l e s y, en p a r t e , en c e r e m o n i a s y en o p i n i o n e s d e fe positiv as. Este proceso p o r el c u a l la d o c t r i n a d e J e s ú s se convirtió en la fe positiva d e u n a secta t u v o c o n s e c u e n c i a s decisivas t a n t o p a r a la f o r m a d e la d o c t r i n a c o m o p a r a su c o n t e n i d o . E s t a s la a l e j a r o n c a d a vez m á s de lo q u e se com i e n z a a t e n e r p o r la esencia d e t o d a religión v e r d a d e r a — t a m b i é n d e la c r i s t i a n a — ; es decir, d e la d e t e r m i n a c i ó n i n t e r n a d e e s t a t u i r , en t o d a p u r e z a , los d e b e r e s del h o m b r e en relación con sus m o t i v a c i o n e s e i m p u l s o s y d e m o s t r a r la posibilidad del s u m o bien a través d e la idea d e Dios.

L O Q U K ES A P L I C A B L E EN U N A [ P E Q U E Ñ A ] S O C I E D A D ES I N J U S T O EN U N E S T A D O

U n a secta q u e c o n s i d e r a los m a n d a m i e n t o s d e la virtud c o m o m a n d a m i e n t o s positivos, y los a d j u n t a a d e m á s a otros m a n d a m i e n t o s positivos, a d q u i e r e c i e r t a s c a r a c t e r í s t i c a s q u e son t o t a l m e n t e a j e n a s a u n a secta m e r a m e n t e filosófica (esto es, a u n a secta q u e tiene c o m o o b j e t o t a m b i é n d o c t r i n a s religiosas, pero q u e no reconoce n i n g ú n

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j u e z , salvo la r a z ó n ) . Estas características son a p r o p i a d a s , lícitas y convenientes p a r a u n a p e q u e ñ a sociedad de creyentes sectarios, pero en c u a n t o la sociedad se e x p a n d e y su fe se hace c o m ú n d e n t r o d e un E s t a d o las m i s m a s o se vuelven i n a p r o p i a d a s (y a d q u i e r e n , si se las conserva, otros sentidos) o d i r e c t a m e n t e injustas y opresivas. Por la sola razón de q u e el n ú m e r o de los cristianos a u m e n t a b a h a s t a a b a r car a todos los c i u d a d a n o s del E s t a d o , ciertos m a n d a t o s e instituciones q u e n o lesionaban el d e r e c h o de nadie c u a n d o la sociedad era todavía p e q u e ñ a , se con vertieron en obligaciones políticas y cívicas, sin q u e j a m á s lo h u b i e r a n p o d i d o ser. M u c h a s cosas q u e e r a n características del p e q u e ñ o g r u p o de sectarios tenían q u e d e s a p a r e c e r por c o m p l e t o a n t e el a u m e n t o de su n ú m e r o ; así, por ejemplo, la í n t i m a unión y h e r m a n d a d e n t r e sus m i e m b r o s , q u e e s t r e c h a b a n filas t a n t o m á s c u a n t o m á s se los o p r i m í a y d e s p r e c i a b a . Este lazo de unión de u n a fe c o m ú n se h a debilitado t a n t o q u e si un h o m b r e sin vínculos p a r t i c u l a r e s d e a m i s t a d o de interés busca a p o y o , sin m o s t r a r ni títulos, ni pobreza, ni méritos, ni talentos o riquezas, sino a p e l a n d o sólo a la h e r m a n d a d en Cristo, difícilmente p o d r á c o n t a r con la c o m p a s i ó n o con la r e c o m e n d a c i ó n a u n de los m e j o r e s cristianos. + La í n t i m a u n i ó n d e los cristianos, en c u a n t o m i e m b r o s de u n a secta positiva, e r a t o t a l m e n t e diferente de la relación q u e p u e d e existir entre amigos q u e forman u n a secta filosófica. Si alguien se asoc i a b a a u n a secta filosófica esto c a m b i a b a poco o n a d a en los vínculos familiares, cívicos o de otra índole q u e él p u d i e r a tener. Se conserv a b a el m i s m o t i p o d e relación con m u j e r e hijo y con la gente sin instrucción, y el a m o r hacia lo h u m a n o q u e , e v e n t u a l m e n t e , h u b i e r a tenido un m i e m b r o de u n a secta filosófica antes, c o n s e r v a b a t a m b i é n entonces su dirección y alcance. Por el contrario, el q u e se h a b í a asociado a la p e q u e ñ a secta cristiana se a l e j a b a con ello d e m u c h o s con q u i e n e s e s t a b a ligado por vínculos familiares o profesionales; su c o m p a s i ó n y beneficiencia se veían l i m i t a d a s a un círculo estrecho de p e r s o n a s q u e , a c a u s a de su coincidencia d e opiniones, se ofrecía esp e c i a l m e n t e a su a m o r h u m a n i t a r i o , a su beneficiencia y a la protección q u e en caso d a d o podía d i s p e n s a r .

C O M U N I D A D DE BIENES

C o n la m i s m a p r o n t i t u d d e s a p a r e c i ó la c o m u n i d a d d e bienes, posible s o l a m e n t e en u n a p e q u e ñ a secta, en la cual t o d a retención de p r o p i e d a d por p a r t e de un creyente a d m i t i d o en la c o m u n i d a d se c o n s i d e r a b a c r i m e n de lesa m a j e s t a d divina. Esta m á x i m a tenía su conveniencia p a r a a q u e l q u e n o poseía n a d a , pero r e p r e s e n t ó u n a difícil r e n u n c i a p a r a aquel q u e tenía p r o p i e d a d y q u e d e b í a a b a n d o -

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n a r a h o r a t o d a la r e s p o n s a b i l i d a d exigida p o r la m i s m a , p r e o c u p a c i ó n q u e h a s t a e n t o n c e s c o l m a b a t o d a la esfera d e su a c t i v i d a d . Si esta m á x i m a se h u b i e r a c o n s e r v a d o con todo rigor h a b r í a f a v o r e c i d o poco la e x p a n s i ó n del C r i s t i a n i s m o ; por esto fue a b a n d o n a d a , p r u d e n t e u o b l i g a d a m e n t e , ya en los p r i m e r o s t i e m p o s . D e ahí en a d e l a n t e n o se exigió c o m o u n a c o n d i c i ó n p a r a la a d m i s i ó n d e a q u e l q u e q u i s i e r a ser a c e p t a d o en la sociedad; sin e m b a r g o , se inculcó t a n t o m á s la neces i d a d d e las d o n a c i o n e s e s p o n t á n e a s en favor d e las c a j a s d e la socied a d , c o m o u n m e d i o d e a s e g u r a r s e u n l u g a r en el cielo. E s t a f o r m a fue t o d a v í a m á s v e n t a j o s a p a r a el clero, y a q u e p o d í a r e c o m e n d a r tal l i b e r a l i d a d a los laicos, p e r o se g u a r d ó al m i s m o t i e m p o d e despilfar r a r la p r o p i e d a d a d q u i r i d a ; así al e n r i q u e c e r s e a sí m i s m o — ¡ c ó m o no lo iba a m e r e c e r este clero p o b r e y d e s a m p a r a d o ! — , hizo q u e la o t r a m i t a d d e la h u m a n i d a d se convirtiera en m e n d i g a . + E n la Iglesia católica se h a m a n t e n i d o este e n r i q u e c i m i e n t o de c o n v e n t o s , clérigos e iglesias; los p o b r e s p a r t i c i p a n m u y p o c o del m i s m o , y d e este poco t a m b i é n de u n a m a n e r a q u e c o n t r i b u y e a la c o n s e r v a c i ó n d e la m e n d i c i d a d . Es así c o m o , p o r u n a p e r v e r s i ó n a n t i n a t u r a l d e las cosas, en m u c h o s lugares al v a g a b u n d o h o l g a z á n q u e d u e r m e en las calles se le ve m e j o r q u e al t r a b a j a d o r diligente. E n la iglesia p r o t e s t a n t e , los e v e n t u a l e s o f r e c i m i e n t o s d e m a n t e c a y d e huevos al p a s t o r se h a c e n c o m o a un a m i g o , si p u d o g a n a r s e la s i m p a t í a d e su r e b a ñ o , e s p o n t á n e a m e n t e , no c o m o u n m e d i o p a r a c o m p r a r s e u n l u g a r en el cielo. E n c u a n t o a las l i m o s n a s , ni siquiera a u n p o b r e m e n d i g o j u d í o e c h a de su p u e r t a el p i a d o s o .

IGUALDAD

E n c u a n t o a la i g u a l d a d e n t r e los p r i m e r o s cristianos, [se dice q u e ] el esclavo llegó a ser el h e r m a n o de su s e ñ o r , [que] la h u m i l d a d d e n o elevarse por e n c i m a d e n a d i e , d e n o j u z g a r a los h o m b r e s s e g ú n h o n o r e s o d i g n i d a d e s o s e g ú n talentos u o t r a s excelencias brillantes, sino d e a c u e r d o a la f u e r z a d e su fe, y el s e n t i m i e n t o d e la p r o p i a i n d i g n i d a d se c o n v i r t i e r o n en la p r i m e r a ley de un cristiano. E s t a teoría fue m a n t e n i d a , p o r cierto, en todo su alcance, sólo q u e agreg a n d o p r u d e n t e m e n t e q u e esto es así a ojos del cielo; p o r eso en esta v i d a t e r r e n a y a no recibe a t e n c i ó n . El s i m p l e q u e e s c u c h a e x p o n e r a su o b i s p o o a su s u p e r i n t e n d e n t e , con u n a e l o c u e n c i a c o n m o v e d o r a , estos principios d e la h u m i l d a d , este d e s p r e c i o d e t o d a s o b e r b i a y v a n i d a d , y q u e ve la e x p r e s i ó n edificante con la c u a l lo e s c u c h a n las s e ñ o r a s y los señores d i s t i n g u i d o s d e la c o m u n i d a d , p o d r í a , al a p r o x i m a r s e c o n f i a d a m e n t e d e s p u é s d e la p r é d i c a a su p r e l a d o y a las s e ñ o r a s y señores d i s t i n g u i d o s , s u p o n e r en ellos h u m i l d e s h e r m a n o s y

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amigos; sin e m b a r g o , en sus caras sonrientes o dcspecii\ as leerá p r o n t o q u e todo esto no debe t o m a r s e tan al pie de la letra y q u e p r o p i a m e n t e ya se aplicará en el cielo. Y c u a n d o a u n hoy e m i n e n t e s prelados cristianos lavan a n u a l m e n t e los pies de algunos pobres, no es m u c h o m á s q u e u n a c o m e d i a q u e deja las cosas tal c o m o e s t a b a n antes y que, a d e m á s , perdió su significado, t a m b i é n p o r la circunstancia de q u e el l a v a d o de los pies e n t r e nosotros no es u n a práctica diaria y u n a cortesía con los huéspedes, e j e c u t a d a g e n e r a l m e n t e sólo por esclavos o servidores, como o c u r r í a entre los j u d í o s . Por otro lado, la vuelta a n u a l del e m p e r a d o r chino con el a r a d o , por más q u e se h a y a r e b a j a d o a u n a comedia, conservó sin e m b a r g o u n a m a y o r y m á s i n m e d i a t a significación p a r a c a d a e s p e c t a d o r , y a q u e el a r a r sigue siendo u n a de las ocupaciones principales de la mayoría de sus subditos.

LA U L T I M A C E N A

O t r a acción q u e tenía t a m b i é n d e t e r m i n a d o sentido en boca y ante los ojos de J e s ú s , maestro de la virtud, a d q u i r i ó u n a f o r m a del todo diferente d e n t r o de la secta limitada, y luego, de nuevo, otra distinta d e n t r o d e la secta g e n e r a l i z a d a . Si alguien, sin q u e su capacidad i n t e r p r e t a t i v a haya sido r e f i n a d a por conceptos dogmáticos, lee la historia de la ú l t i m a o de las ú l t i m a s noches q u e J e s ú s pasó j u n t o a sus íntimos amigos, no p o d r á menos de reconocer lo elevado de sus conversaciones con sus discípulos sobre la resignación q u e debían tener a n t e el destino, acerca de la elevación del h o m b r e virtuoso med i a n t e la conciencia d e su deber, sobre los sufrimientos e injusticias y sobre el a m o r universal hacia los h o m b r e s como única p r u e b a de la obediencia frente a Dios. Es t a m b i é n c o n m o v e d o r a y h u m a n a la m a nera en q u e J e s ú s celebra por ú l t i m a vez con ellos las p a s c u a s j u d í a s y les e x h o r t a a q u e , si después de h a b e r c u m p l i d o con sus deberes, se llegan a r e u n i r en u n a c o m i d a —religiosa o n o — de amigos, se a c u e r d e n de él, d e su fiel a m i g o y m a e s t r o q u e no se e n c o n t r a r á m á s entre ellos, y al g u s t a r el p a n q u e e v o q u e n su c u e r p o q u e va a ser sacrificado por la v e r d a d , y al p r o b a r el vino q u e e v o q u e n su sangre q u e d e b e r á ser vertida. Este símbolo, por el cual vinculó, en representación de su m e m o r i a , con p a r t e s de la c o m i d a q u e ellos t o m a b a n , fue a c e p t a d o en su m a n e r a n a t u r a l de objetos allí presentes; pero desde el lado estático p u e d e p a r e c e r u n j u e g o de p a l a b r a s , q u e de cualquier m a n e r a es en sí algo m á s a g r a d a b l e q u e el uso, por t a n t o tiempo m a n t e n i d o , de las p a l a b r a s «sangre y carne», « c o m i d a y bebida» ( J u a n 6, 47) en un sentido metafórico, q u e hasta los teólogos lo c o n s i d e r a b a n d e m a s i a d o duro.

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E s t a petición h u m a n a d e u n a m i g o q u e se d e s p i d e d e sus a m i g o s se m u d ó p r o n t o , d e n t r o del círculo c r i s t i a n o q u e se t r a n s f o r m ó en secta, e n u n a o r d e n e q u i v a l e n t e a un m a n d a m i e n t o divino. El d e b e r de h o n r a r la m e m o r i a de u n m a e s t r o q u e surge l i b r e m e n t e d e la a m i s t a d se t r a n s f o r m ó en un d e b e r religioso y todo el a s u n t o se t r a n s m u t ó en un misterioso a c t o de devoción religiosa q u e o c u p ó el l u g a r d e los b a n q u e t e s s a g r a d o s r o m a n o s y j u d í o s . L a s o f r e n d a s de los ricos posib i l i t a r o n a los p o b r e s el c u m p l i m i e n t o de este d e b e r , q u e así se hizo l l e v a d e r o p a r a q u i e n e s d e o t r a m a n e r a sólo p o d r í a n h a b e r c u m p l i d o i n s u f i c i e n t e m e n t e o con d i f i c u l t a d . P r o n t o se a d j u d i c ó a estos b a n q u e tes en h o n o r a C r i s t o un efecto i n d e p e n d i e n t e del d e s u s t e n t o q u e t o d a c o m i d a c o m ú n m e n t e s a n a c a u s a al c u e r p o , del regocijo q u e prod u c e u n a c o m p a ñ í a f r a n c a y, en este caso, del efecto edificante de u n a conversación p i a d o s a / P e r o en la m e d i d a en q u e el C r i s t i a n i s m o se e x t e n d i ó u n i v e r s a l m e n t e y se estableció d e n t r o del m i s m o u n a m a y o r falta de i g u a l d a d e n t r e cristianos — n e g a d a p o r cierto, en la teoría, pero c o n s e r v a d a en la p r a x i s — e s t a h e r m a n d a d dejó de existir, y m i e n t r a s q u e a n t i g u a m e n t e h a b í a q u e j a s o c a s i o n a l e s de q u e los b a n q u e t e s del a m o r espiritual d e g e n e r a b a n a veces en festines y en e s c e n a s d e a m o r c a r n a l , m á s t a r d e se a m i n o r a b a p r o g r e s i v a m e n t e la satisfacción c a r n a l y se d a b a m á s j e r a r q u í a a lo espiritual y místico. E n c o n s e c u e n c i a , los otros s e n t i m i e n t o s insignificantes q u e al p r i n c i p i o s u r g í a n de la c o n versación a m i s t o s a , en la r e u n i ó n a n i m a d a d e c o m p a ñ e r o s , y la alegría d e los c o r a z o n e s q u e se a b r i e r o n m u t u a m e n t e , no tuvieron m á s l u g a r d e n t r o d e placer t a n elevado.

AFAN DE E X P A N S I O N

O t r a característica d e u n a secta positiva es el celo p o r e x p a n d i r s e , por h a c e r prosélitos p a r a su fe y p a r a el cielo. El h o m b r e recto q u e está a n i m a d o por el deseo d e e x t e n d e r la v i r t u d , está al m i s m o t i e m p o p r o f u n d a m e n t e c o n v e n c i d o del d e r e c h o q u e tiene c a d a h o m b r e d e poseer su p r o p i a v o l u n t a d y convicción; es s u f i c i e n t e m e n t e e c u á n i m e c o m o p a r a c o n s i d e r a r las diferencias f o r t u i t a s de la fe y d e las opiniones no c o m o algo esencial, sino c o m o hechos q u e , u n a vez resueltos, n a d i e tiene el d e r e c h o de h a c e r c a m b i a r . El h o m b r e recto q u e se a d h i e r e a un s i s t e m a filosófico en el q u e la m o r a l i d a d es f u n d a m e n t o y m e t a d e t o d a vida y d e todo filosofar, p a s a por alto la falta de c o n s e c u e n c i a de u n e p i c ú r e o o d e c u a l q u i e r o t r o q u e p o n e la felicidad c o m o p r i n c i p i o de su s i s t e m a m o r a l , si en el m i s m o [en el h o m b r e recto] — n o o b s t a n t e q u e su teoría, si se la siguiera con toda c o n s e c u e n c i a , no d e j a r í a subsistir diferencia a l g u n a e n t r e justicia e

A POSITIVIDAD 89 injusticia, entre virtud e i n m o r a l i d a d — p r e d o m i n a su m e j o r p a r t e . D e la m i s m a m a n e r a , el q u e sigue esta filosofía m o r a l tiene en elev a d a estima al cristiano q u e — n o o b s t a n t e q u e le sería posible fabricar con su sistema dogmático, o por lo m e n o s de m u c h a s de sus partes, un a l m o h a d ó n en el cual t r a n q u i l i z a r í a f a l s a m e n t e su conciencia— se aferra m á s bien a lo q u e su religión tiene de v e r d a d e r o y de divino, es decir, en lo moral, y es así un h o m b r e virtuoso. Es p r e c i s a m e n t e esta contradicción e n t r e la m e n t e y el c o r a z ó n la q u e i n d u c e al filósofo de lo m o r a l a a d m i r a r el p o d e r i n s o b o r n a b l e del Yo q u e triunfa sobre las convicciones del e n t e n d i m i e n t o , q u e son destructivas frente a la v i r t u d y sobre la m e m o r i a i n b u i d a de d o c t a s frases. + S i m i l a r m e n t e , el h o m b r e recto de c u a l q u i e r secta positiva reconocerá la m o r a l i d a d c o m o el elemento s u p r e m o de su fe y a b r a z a r á a c u a l q u i e r a d e p t o de otra secta en el c u a l e n c u e n t r e a un a m i g o de la v i r t u d , c o m o a un a d e p t o de u n a religión igual. T a l cristiano dirá a tal j u d í o lo q u e el fraile dijo a N a t h a n :
¡Vos sí sois u n cristiano! ¡Por Dios, q u e lo sois! N u n c a h u b o o t r o cristiano m e j o r .

Y a tal cristiano le r e s p o n d e r á tal j u d í o [como hizo N a t h a n ] : Tanto mejor para los dos,
p u e s lo q u e a v u e s t r o s ojos m e h a c e c r i s t i a n o os h a c e j u d í o a los m í o s 4 .

Sí, t a n t o mejor p a r a vosotros dos, p u e s la p u r e z a del corazón os p a r e c í a lo esencial de la fe, y por eso c a d a cual p u d o ver en el otro a un a d e p t o de la fe propia.+ Por el contrario, p a r a aquel a cuyos ojos el elemento positivo d e su religión es lo q u e tiene valor infinito, y cuyo corazón n o contiene n a d a q u e sea superior a este elemento, o bien d e t e s t a r á a los creyentes d e c u a l q u i e r o t r a secta, o bien les t e n d r á lástima, según sea el carácter q u e por lo d e m á s tenga. 4 " Si les tiene l á s t i m a se sentirá i m p u l s a d o a señalar a los ignorantes y d e s d i c h a d o s el ú n i c o c a m i n o de la b i e n a v e n t u r a n z a q u e espera p a r a sí mismo, en especial si tiene o t r a s razones p a r a a m a r l o s . Los medios p a r a e n c o n t r a r tal c a m i n o le p a r e c e n tan fáciles, t a n simples, p o r q u e la m e m o r i a es c a p a z de a p r e n d e r en pocas h o r a s todo lo necesario, q u e cree q u e el h o m b r e antes desviado e n c o n t r a r á , u n a vez sobre la vía recta, amigos q u e lo a p o y a r á n , fortalecimientos y sitios d e desc a n s o y d e consolación. 4
4

Lessing, Nathan el Sabio, IV, 7.

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El q u e los d e t e s t a lo hace p o r q u e su fe positiva está tan e n r a i z a d a en él c o m o el s e n t i m i e n t o de su existencia y no p u e d e m e n o s d e creer q u e la falta d e a c e p t a c i ó n d e e s t a fe p r o v i e n e d e la m a l a v o l u n t a d . P a r a el c o m ú n d e la g e n t e las d i f e r e n c i a s de c a r á c t e r y d e las i n c l i n a c i o n e s son, en g e n e r a l , m á s c o m p r e n s i b l e s y tolerables q u e las d i f e r e n c i a s d e o p i n i ó n . Se cree q u e es m u y fácil c a m b i a r estas ú l t i m a s y se e s t i m a p o d e r p r o d u c i r tales c a m b i o s , p o r q u e u n o se c o m p l a c e en s u p o n e r o en exigir su p r o p i a m a n e r a d e ver por p a r t e de otros. Sup o n e m o s q u e lo q u e es f a v o r a b l e a n u e s t r o m o d o de p e n s a r t a m p o c o p u e d e p r o d u c i r r e c h a z o en la de otros. + El o t r o m o t i v o o p r e t e x t o q u e suele o p e r a r a q u í es el p e n s a m i e n t o p i a d o s o — p e r o , en este caso, m e z q u i n o — d e q u e es un d e b e r p r o m o ver el h o n o r d e Dios, p r o v e e r la ú n i c a f o r m a d e a d o r a c i ó n y de servicio d i g n a d e él, y q u e la o m i s i ó n de tales o p i n i o n e s y p r á c t i c a s positivas tiene q u e c o n s i d e r a r s e c o m o ofensas a n u e s t r o s d e b e r e s m á s sag r a d o s . A l g u n o s t r a t a n d e r e c o n d u c i r al m a l h e c h o r , m e d i a n t e la pers u a s i ó n , al c a m i n o recto; otros, c o m o los e s p a ñ o l e s en A m é r i c a y su inquisición t o d a v í a hoy, se sienten l l a m a d o s a p u n i r y a v e n g a r con a s e s i n a t o s tales c r í m e n e s c o n t r a la m a j e s t a d o f e n d i d a d e Dios, m i e n tras q u e la m a y o r í a de los d e m á s r e g í m e n e s confesionales, católicos o p r o t e s t a n t e s , los p e r s i g u e n con la exclusión d e los d e r e c h o s cívicos. El c r e y e n t e i n d i v i d u a l se c o n v e n c e r á t a n t o m á s d e su fe positiva c u a n t o m á s p e r s o n a s p u e d a c o n v e n c e r o ver c o n v e n c i d a s d e la mism a . L a fe en la v i r t u d d e s c a n s a en el s e n t i m i e n t o de su n e c e s i d a d , en el s e n t i m i e n t o d e q u e la m i s m a es idéntica a la p a r t e m á s í n t i m a del Yo p e r s o n a l . E n c a m b i o , en el caso d e las o p i n i o n e s de fe positiva el c r e y e n t e t r a t a de alejar el p r o p i o s e n t i m i e n t o d e q u e es posible d u d a r d e ellas, p o r el r e c u e r d o d e las experiencias q u e tuvo con otros, en q u i e nes las d u d a s se fortalecieron h a s t a el r e c h a z o de t o d a creencia positiva, d e b i d o al a f á n d e r e u n i r t a n t a g e n t e c o m o sea posible b a j o las b a n d e r a s d e su fe. El a d e p t o d e u n a secta s i e m p r e se ve i n v a d i d o p o r u n a especie d e d e s c o n c i e r t o si oye a gentes q u e n o son de su fe, y este s e n t i m i e n t o e m b a r a z o s o se t r a n s f o r m a m u y f á c i l m e n t e en a n t i p a t í a , en odio c o n t r a las m i s m a s . H a y a q u í u n a c a r a c t e r í s t i c a d e la r a z ó n p o r l a q u e , al sentirse i n c a p a z d e d a r a las d o c t r i n a s positivas, histór i c a m e n t e d e r i v a d a s , un f o n d o d e n e c e s i d a d , t r a t a de i m p r e g n a r l a s — o d e e n c o n t r a r en e l l a s — la o t r a c a r a c t e r í s t i c a de las v e r d a d e s de la r a z ó n : la u n i v e r s a l i d a d . P o r eso, e n t r e las así l l a m a d a s p r u e b a s de la existencia d e Dios, la p r u e b a ex consensu gentium s i e m p r e t u v o su i m p o r t a n c i a ; es q u e c o n t i e n e p o r lo m e n o s un e l e m e n t o t r a n q u i l i z a d o r . H a s t a frente a los m i e d o s del infierno fue m u c h a s veces consolad o r el p e n s a m i e n t o d e c o m p a r t i r siquiera el d e s t i n o d e m u c h o s otros. El y u g o d e la fe, c o m o c u a l q u i e r otro, se h a c e t a n t o m á s tolerable c u a n t o m á s g e n t e tiene q u e s o p o r t a r l o , y en el afán de h a c e r proséli-

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tos a c t ú a a m e n u d o , secretamente, el resentimiento de ver cjuc otro pretende estar libre de las c a d e n a s q u e nos s u j e t a n sin q u e t e n g a m o s la fuerza de romperlas. 4 Pero a h o r a q u e el C r i s t i a n i s m o ha hecho ya c o n q u i s t a s tan grandes entre los p a g a n o s , q u e los teólogos se v a n a g l o r i a n con g r a n satisfacción de q u e las profecías del A n t i g u o T e s t a m e n t o se h a n c u m p l i d o o se c u m p l i r á n p r o n t o y q u e la fe en C r i s t o se t e r m i n a r á de e x p a n d i r p r o n t o sobre toda la tierra y q u e todos los pueblos d e la tierra la seguirán, el afán d e hacer prosélitos, a n t e esta a b u n d a n c i a d e cristianos, se ha e n f r i a d o m u c h o . Y a pesar de q u e la polémica proselitista sigue investida de todo el arsenal de a r m a s cristianas, tan victoriosas c o n t r a los p a g a n o s y los judíos, y a p e s a r de q u e q u e d a m u c h o por hacer entre los j u d í o s y especialmente entre los m a h o m e t a n o s , los esfuerzos dirigidos c o n t r a los p a g a n o s en I n d i a y en A m é r i c a son, de hecho, exiguos en c o m p a r a c i ó n de lo q u e se podía e s p e r a r de la cantidad de naciones q u e c o m p o n e n la C r i s t i a n d a d , p e n s a n d o especialm e n t e en su riqueza y superioridad en todas las artes. F r e n t e a los j u díos, finalmente, q u e se instalan entre nosotros de u n a m a n e r a creciente, a lo s u m o se e m p l e a la consigna « L a benignidad vencerá», pero las c r u z a d a s q u e se llevan b a j o esta divisa d e s p i e r t a n c o m o m u c h o el interés de un n ú m e r o limitado de p e r s o n a s . 4 El C r i s t i a n i s m o se e x p a n d i ó r á p i d a y a m p l i a m e n t e por interm e d i o de milagros, por el valor y c o n s t a n c i a de sus confesores y m á r tires, por la ferviente destreza de sus dirigentes posteriores, obligados a veces a e m p l e a r el f r a u d e piadoso — q u e los p r o f a n o s seguirán llam a n d o i m p í o — por el bien de su c a u s a s a g r a d a . Pero, i n d e p e n d i e n temente de si esta expansión en e x t r e m o r á p i d a del C r i s t i a n i s m o es u n a gran p r u e b a de «su» v e r d a d y d e la divina providencia, suele ocurrir hoy con b a s t a n t e frecuencia q u e las historias edificantes sobre conversiones en M a l a b a r , P a r a g u a y o C a l i f o r n i a d e s p i e r t a n el interés no por el afán piadoso de sus autores o por la prédica del n o m b r e de C r i s t o al lado del G a n g e s o del Mississippi, ni por el crecimiento del reino d e la C r i s t i a n d a d ; m á s bien, en los ojos de m u c h a s personas q u e se llaman cristianos, son estimables según los a p o r t e s q u e traen a la geografía, a la historia n a t u r a l y al conocimiento d e las c o s t u m b r e s de los pueblos. f A los prosélitos q u e se p r e s e n t a n a q u í y allá de vez en c u a n d o se les presta poca atención y honra, de m a n e r a q u e el a s o m b r o q u e se expresa en ocasión d e tal triunfo, por e j e m p l o ante el espectáculo del b a u t i s m o de un judío converso, p u e d e ser t o m a d o por este último t a n t o c o m o u n a felicitación de h a b e r a b a n d o n a d o el error, c o m o u n a especie de desconcierto sobre el e r r a n t e c a m i n o q u e le c o n d u j o a la Iglesia cristiana. Pero el hecho d e q u e en lo principal o c u r r a sólo m u y poco m á s q u e esto p u e d e disculparse si se piensa q u e los enemigos internos del C r i s t i a n i s m o , los m á s peligrosos, exigen c o n t i n u a m e n t e

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t a n t a s p r e p a r a c i o n e s y l a b o r e s q u e q u e d a poco l u g a r p a r a las preoc u p a c i o n e s p o r la s a l v a c i ó n de los turcos y d e los s a m o y e d o s .

C O M O UNA SOCIEDAD MORAL O RELIGIOSA SE C O N V I E R T E EN U N E S T A D O

E n u n a c o n s t i t u c i ó n r e p u b l i c a n a sólo e n t r a n en c o n s i d e r a c i ó n a q u e l l o s d e b e r e s q u e s u r g e n del d e r e c h o d e o t r a p e r s o n a ; s o l a m e n t e estos d e b e r e s p u e d e i m p o n e r m e el E s t a d o . El d e r e c h o del o t r o tiene q u e ser sostenido, i n d e p e n d i e n t e m e n t e d e q u e yo c o n s i d e r e c o m o un d e b e r r e s p e t a r l o o no. E n este último c a s o el E s t a d o p r o c e d e r á con la f u e r z a , c o m o u n ser n a t u r a l / El d e r e c h o del o t r o tiene q u e ser d e d u c i d o a n t e s d e q u e s u r j a m i d e b e r respectivo. U n h o m b r e m u y e s c r u p u l o s o p u e d e negarse a a c e p t a r exigencias j u r í d i c a s d e o t r a p e r s o n a a n t e s d e q u e é s t a las h a y a d e d u c i d o ; pero u n a vez se h a c o n v e n c i d o del d e r e c h o del otro consid e r a r á c o m o d e b e r c u m p l i r con estas exigencias, a u n sin el p r o n u n c i a m i e n t o d e un j u e z . Sin e m b a r g o , la a c e p t a c i ó n de algo c o m o d e b e r p r o v i e n e s o l a m e n t e del r e c o n o c i m i e n t o del d e r e c h o del o t r o . + Pero h a y t o d a v í a o t r o s d e b e r e s q u e no s u r g e n del d e r e c h o d e o t r a p e r s o n a ; por e j e m p l o : el d e b e r de la c a r i d a d . U n h o m b r e en el infort u n i o n o cree tener d e r e c h o sobre mi m o n e d e r o , a m e n o s q u e s u p o n g a q u e yo t e n d r í a q u e c o n s i d e r a r c o m o d e b e r la asistencia a los d e s a f o r t u n a d o s . P a r a mí, mi d e b e r no se a p o y a en un d e r e c h o suyo; su derec h o a la vida, a la s a l u d , etcétera, no se dirige a p a r t i c u l a r e s , sino a la h u m a n i d a d en g e n e r a l (el d e r e c h o del n i ñ o a la v i d a se dirige a los p a d r e s ) . Estos d e r e c h o s h a n d e ser p r o t e g i d o s no p o r el i n d i v i d u o p a r t i c u l a r , sino p o r el E s t a d o o por los i n d i v i d u o s c i r c u n s t a n t e s . ( C u a n d o se pide a un i n d i v i d u o p a r t i c u l a r q u e a y u d e él solo a un p o b r e se e s c u c h a a m e n u d o la e x c u s a de q u e no s a b e p o r q u é precis a m e n t e tiene q u e h a c e r l o él, c u a n d o c u a l q u i e r o t r o p o d r í a h a c e r l o t a m b i é n . Se a c e p t a a n t e s h a c e r u n a c o n t r i b u c i ó n j u n t o con otros, en p a r t e p o r q u e , n a t u r a l m e n t e , no se tiene q u e c a r g a r así con t o d a la s u m a , en p a r t e p o r q u e se siente q u e se t r a t a de un d e b e r q u e no le c o r r e s p o n d e a u n o solo, sino t a m b i é n a o t r o s . ) + El p o b r e p u e d e p e d i r m e l i m o s n a s c o m o un d e r e c h o q u e tiene f r e n t e a mí c o m o m i e m b r o q u e soy del E s t a d o , pero me dirige e n este caso u n a exigencia i n m e d i a t a q u e d e b e r í a s e r m e dirigida, m e d i a t a m e n t e , a través del E s t a d o . P a r a mí, en c u a n t o ser moral, se t r a t a d e u n a exigencia m o r a l en n o m b r e d e la ley m o r a l ; en c u a n t o soy u n p a t é t i c o (es decir, en c u a n t o estoy d o t a d o d e inclinaciones y s i m p a tías) no l e v a n t a u n a exigencia, sino q u e influye en c u a n t o c r i a t u r a d e la n a t u r a l e z a q u e soy, d e s p e r t a n d o mi c o m p a s i ó n .

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La j u s t i c i a se vincula con mi r e s p e t o anic los d e r e c h o s del otro, pero es virtud s o l a m e n t e c u a n d o la ejerzo como un d e b e r , y no porq u e el E s t a d o la exige, sino c u a n d o la convierto, en c u a n t o deber, en m á x i m a de mis actos, y ello no p o r exigencia del E s t a d o , sino por exigencia de la ley moral. La s e g u n d a clase de deberes, por ejemplo, la c a r i d a d en forma de c o n t r i b u c i o n e s a la c a j a de los pobres, de f u n d a c i ó n de hospitales, etcétera, n o p u e d e ser exigido por p a r t e del E s t a d o de individuos particulares, sino c o m o un d e b e r g e n e r a l d e todo el c o n j u n t o de los c i u d a d a n o s . La c a r i d a d , en general, es un d e b e r exigido por la m o r a l . A d e m á s , p u e d e n a p a r e c e r t o d a v í a otros deberes q u e no surgen ni de derechos frente a m í en c u a n t o individuo, ni de d e r e c h o s generales frente a la h u m a n i d a d . Se t r a t a d e d e b e r e s q u e no tienen su origen en los derechos de otros, sino q u e yo m i s m o m e he i m p u e s t o voluntar i a m e n t e (y n o a p a r t i r de u n a exigencia d e la ley m o r a l ) ; en este caso, los derechos q u e concedo a otros son concedidos t a m b i é n arbit r a r i a m e n t e . De esta clase son los d e b e r e s q u e m e i m p o n g o al e n t r a r en u n a sociedad c u a l q u i e r a , cuyo fin no es contrario al E s t a d o (en este último caso h u b i e r a faltado frente a los derechos del E s t a d o ) . Por mi ingreso en tal sociedad sus m i e m b r o s a d q u i e r e n ciertos derechos frente a m í q u e se a p o y a n m e r a m e n t e sobre mi ingreso v o l u n t a r i o y sobre los d e b e r e s q u e h a a c e p t a d o libremente a través del mismo. + Los derechos q u e yo concedo a tal sociedad sobre m i p e r s o n a no p u e d e n ser d e r e c h o s q u e el E s t a d o tiene c o n t r a mí; en el caso c o n t r a rio reconocería un p o d e r existente d e n t r o del E s t a d o y diferente de él que, sin e m b a r g o , c o m p a r t i r í a los m i s m o s derechos con él. El E s t a d o no p u e d e a d m i t i r q u e yo ceda a u n a sociedad el d e r e c h o sobre mi vida o la p o t e s t a d j u d i c i a l en caso d e u n a d i s p u t a sobre la p r o p i e d a d ( a u n q u e p u e d a c o n s i d e r a r la sociedad como un á r b i t r o amistoso, a c u y o veredicto m e s o m e t o por libre v o l u n t a d ) . Lo q u e p u e d o ceder a tal sociedad c o m o derecho, es, por ejemplo, el d e r e c h o d e supervisar m i m o r a l i d a d , de g u i a r m e en este respecto, de exigir la confesión de mis faltas e i m p o n e r m e las p e n i t e n c i a s c o r r e s p o n d i e n t e s . Pero estos derechos d u r a n s o l a m e n t e m i e n t r a s c o n t i n ú a mi decisión de impon e r m e los d e b e r e s q u e son la f u e n t e de estos derechos. C o m o estos d e b e r e s no se originan en los d e r e c h o s d e otra p e r s o n a , tengo p l e n a l i b e r t a d de s u p r i m i r a la vez estos d e b e r e s y los derechos de los otros, t a n t o m á s c u a n t o q u e estos d e b e r e s ni siquiera fueron v i n c u l a d o s a la ley moral. Y o c u r r e q u e p u e d o c a n c e l a r h a s t a los d e r e c h o s d e otro q u e o r i g i n a l m e n t e surgieron d e m í , m e d i a n t e los d e b e r e s q u e m e i m p o n e la ley m o r a l ; por ejemplo: p u e d o cancelar a r b i t r a r i a m e n t e el d e r e c h o q u e concedía a un p o b r e d e recibir d e mí u n a s u m a semanal, p o r q u e su d e r e c h o no e s t a b a f u n d a d o en sí m i s m o , sino q u e se originó s o l a m e n t e en m i decisión d e i m p o n e r m e el d e b e r d e d a r l e este importe.

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El E s t a d o no p u e d e exigir m o r a l i d a d de sus c i u d a d a n o s en c u a n t o E s t a d o , sino solamente en c u a n t o e n t i d a d moral. A d e m á s , hay q u e c o n s i d e r a r q u e es un d e b e r p a r a el E s t a d o no establecer disposiciones q u e v u l n e r e n la m o r a l i d a d o q u e la debiliten secretamente, p u e s t o q u e él m i s m o tiene el m a y o r interés (siquiera en pro de la legalidad, q u e es su fin propio) en q u e sus c i u d a d a n o s sean t a m b i é n morales. Por todo esto, el E s t a d o h a r á sus intentos p a r a lograr esta m o r a l i d a d de sus c i u d a d a n o s de u n a m a n e r a directa, i n m e d i a t a . (No h a b l a m o s a q u í de las variaciones en las constituciones estatales que, por su influencia invisible, f o r m a n el espíritu virtuoso de un pueblo, p u e s no se t r a t a de esto.) [Sin e m b a r g o ] , si las leyes q u e el E s t a d o i m p l a n t a r a p a r a q u e sus c i u d a d a n o s se convirtieran en morales, le c o n v e n d r í a n poco y serían c o n t r a d i c t o r i a s y risibles. El E s t a d o p u e d e inducir a sus c i u d a d a n o s a e m p l e a r estos medios e instituciones [morales] sólo por medio de u n a confianza q u e él debe d e s p e r t a r en los mismos. L a religión es el mejor de estos medios, y d e p e n d e del uso q u e le dé el E s t a d o el q u e ésta sea c a p a z o no d e a d e c u a r s e a ese fin.+ El fin es c l a r a m e n t e visible en las religiones de todos los pueblos. T o d a s ellas tienen en c o m ú n q u e se refieren a la actitud interna, q u e no p u e d e ser objeto d e las leyes civiles. U n a religión es mejor o peor, de a c u e r d o con la forma en q u e produce este sentir (que está en c o n c o r d a n cia, por un lado, con las leyes civiles, y por el otro, con las leyes morales) del cual nace la acción: p o r q u e p u e d e p r o d u c i r esta convicción t a n t o por u n a acción sobre la imaginación, infundiéndole terror, y m e d i a n t e ella sobre la v o l u n t a d , c o m o t a m b i é n por la acción sobre las motivaciones morales. Si las disposiciones religiosas del E s t a d o se t r a n s f o r m a n en leyes, entonces — n u e v a m e n t e — sólo llega a lo mismo con todas las o t r a s leyes civiles, es decir a la legalidad. El E s t a d o no puede inducir a los h o m b r e s a a c t u a r por respeto al d e b e r , a u n c u a n d o a c u d a al auxilio de la religión y conquiste a los h o m b r e s p a r a la creeencia de q u e con la o b s e r v a n c i a d e las prácticas religiosas, o r d e n a d a s por el Estado, se c u m p l e n ya las exigencias de la moral, y a u n c u a n d o los convenza de q u e el h o m b r e debe q u e d a r satisfecho con esto. Sin e m b a r g o , lo q u e de tal m a n e r a es u n a imposibilidad p a r a el Estado, h a sido i n t e n t a d o siempre — e n escalas m a y o res y m e n o r e s — por h o m b r e s b o n d a d o s o s . Esto lo intentó t a m b i é n J e s ú s entre un p u e b l o q u e fue especialmente difícil de a b o r d a r por el l a d o de la m o r a l i d a d , p o r q u e estaba d e m a s i a d o p r o f u n d a m e n t e i m b u i d o del delirio d e identificar la legalidad con la m o r a l i d a d , al considerar todos los m a n d a m i e n t o s morales como m a n d a m i e n t o s religiosos, y al tomarlos c o m o m a n d a m i e n t o s , c o m o obligatorios, sólo p o r q u e e m a n a b a n de Dios. C u a n d o un israelita c u m p l í a estos m a n d a m i e n t o s de su Dios, es decir, c u a n d o celebraba sus fiestas, ofrecía c o r r e c t a m e n t e sus sacrificios y d a b a a su Dios sus diezmos, h a b í a hecho todo lo q u e p o d í a

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considerar c o m o su deber. Sin e m b a r g o , estos m a n d a m i e n t o s , q u e al m i s m o tiempo p o d í a n ser t a m b i é n morales, eran a la vez leyes del E s t a d o y c o m o tales no p o d í a n p r o d u c i r o t r a cosa q u e legalidad. U n israelita piadoso no p o d í a creerse o b l i g a d o a n a d a m á s , y a q u e c u m plía lo q u e exigían los m a n d a m i e n t o s de Dios: la legalidad. + El propósito de C r i s t o era d e s p e r t a r de nuevo el sentido moral, influir en la actitud ética. Por esto, en p a r á b o l a s y en otras formas, presentó e j e m p l o s de actuaciones justicieras, sobre todo en contraste con lo q u e hacía el levita, q u e sólo obedecía a la ley, d e j a n d o q u e los sentimientos de los oyentes j u z g a r a n a c e r c a d e la suficiencia d e esta última actuación. En especial les m o s t r ó el contraste e n t r e las exigencias de la m o r a l y las exigencias de las leyes civiles (y las exigencias de los m a n d a m i e n t o s religiosos, convertidos ya en leyes civiles). Lo hizo sobre todo en el S e r m ó n d e la M o n t a ñ a , d o n d e h a b l ó de la disposición m o r a l c o m o del complementum d e las leyes. T r a t ó d e m o s t r a r lo p o c o q u e tiene q u e ver la o b s e r v a n c i a de aquellos m a n d a m i e n t o s con la esencia d e la virtud y el espíritu, en el cual se a c t ú a por respeto a n t e el d e b e r , y luego p o r q u e t a m b i é n es un m a n d a m i e n t o divino: es decir, q u e lo q u e t r a t ó d e inculcarles fue religión en el v e r d a d e r o sentido d e la p a l a b r a . A p e s a r de t o d a su religiosidad sólo podían ser c i u d a d a n o s del E s t a d o j u d í o ; pocos e r a n c i u d a d a n o s del Reino d e Dios. + La razón, u n a vez d e s e m b a r a z a d a de los m a n d a m i e n t o s positivos q u e p r e t e n d í a n r e e m p l a z a r la m o r a l i d a d , h u b i e r a p o d i d o seguir ahora, liberada, sus propios m a n d a m i e n t o s ; pero al ser d e m a s i a d o joven, d e m a s i a d o poco e x p e r i m e n t a d a p a r a poder seguir sus p r o p i a s leyes y poco h a b i t u a d a al goce de la l i b e r t a d c o n q u i s t a d a por el propio esfuerzo, se la sujetó o t r a vez b a j o un y u g o de fórmulas. Los p r i m e r o s cristianos e s t a b a n unidos por la fe c o m ú n , pero adic i o n a l m e n t e f o r m a b a n t a m b i é n u n a sociedad cuyos m i e m b r o s se a l e n t a b a n m u t u a m e n t e en su progreso hacia el bien, y por u n a fe sólida se i n s t r u í a n sobre cuestiones d e la fe y otros deberes, se aclarab a n entre ellos sus d u d a s , fortalecían a los t i t u b e a n t e s , l l a m a b a n la atención a las fallas a j e n a s y c o n f e s a b a n las propias, vertían su arrep e n t i m i e n t o y su confesión en el s e n o de la sociedad, p r o m e t í a n obediencia frente a la m i s m a y frente a los e n c a r g a d o s de su supervisión y la aceptación d e los castigos q u e se les i m p u s i e r a n . Al a d o p t a r la fe cristiana se i n g r e s a b a al m i s m o t i e m p o a esta sociedad, se a c e p t a b a n d e b e r e s frente a ella y se c e d í a n d e r e c h o s sobre uno m i s m o . A d o p t a r la fe cristiana sin someterse al m i s m o tiempo a la sociedad cristiana y a sus pretensiones sobre el a d e p t o y sobre todo cristiano h u b i e r a sido contradictorio, y el m a y o r o m e n o r g r a d o de religiosidad fue m e d i d o , sobre todo al comienzo, p o r el g r a d o d e lealtad o de obediencia a la sociedad."1" A q u í t a m b i é n e n c o n t r a m o s u n a distinción entre u n a secta positiva

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y o t r a filosófica. Por la aceptación c o n v e n c i d a d e los principios de un sistema filosófico un h o m b r e se convierte en el a d h e r e n t e de u n a secta filosófica; en lo práctico, a través de la virtud, se convierte en un c i u d a d a n o del reino d e la m o r a l i d a d ; en a m b o s casos no a c e p t a otros d e b e r e s q u e los q u e él m i s m o ha cedido; es decir: el d e b e r de a c t u a r justicieramente y el d e r e c h o de exigir tal acción por p a r t e suya. Por el contrario, al e n t r a r en la sociedad de la secta cristiana positiva acept a b a el d e b e r de obedecer a sus estatutos, no p o r q u e él m i s m o j u z g a b a algo como imperativo, b u e n o y a d e c u a d o : el juicio sobre esto c o r r e s p o n d í a a la sociedad. A d o p t a b a el d e b e r de creer algo, de tener algo por verdadero, p o r q u e la sociedad así lo disponía. Al convenc e r m e de la v e r d a d de u n sistema filosófico me reservo el d e r e c h o de c a m b i a r esta mi convicción si mi razón lo exige; el prosélito, al e n t r a r en la sociedad cristiana, transfería a ésta el d e r e c h o de d e t e r m i n a r , t a m b i é n p a r a él, lo q u e es verdadero, y a s u m í a el d e b e r de a c e p t a r esta d e t e r m i n a c i ó n , i n d e p e n d i e n t e m e n t e de su razón y a u n en contradicción con la m i s m a . A c e p t a b a el d e b e r , igual q u e en el c o n t r a t o social, de someter su v o l u n t a d p r i v a d a al voto d e la mayoría, a la v o l u n t a d general. 4 L a a n g u s t i a nos sobrecoge al i m a g i n a r n o s d e n t r o de tal situación; el p a n o r a m a se t o r n a todavía m á s triste si se reflexiona sobre los posibles resultados de tal p e d a n t e r í a , pero el espectáculo m á s l a m e n table se nos ofrece c u a n d o nos fijamos r e a l m e n t e en la historia de la miserable forma cultural q u e la h u m a n i d a d h a a d o p t a d o c o m o consecuencia de la r e n u n c i a d e c a d a uno, en su i n d i v i d u a l i d a d y en la de sus descendientes, del d e r e c h o de j u z g a r por sí m i s m o lo q u e es verd a d e r o , b u e n o y j u s t o en los c a m p o s m á s i m p o r t a n t e s de nuestro saber, d e nuestra fe y en todas las otras cuestiones [que nos atañen]. 1 " El ideal de la perfección que la secta cristiana ha t r a t a d o de realizar en sus m i e m b r o s ha sido distinto en las diferentes épocas, a d e m á s d e ser, en todo tiempo, m u y confuso y deficiente. E s t o ya se p u e d e p r e s u m i r a p a r t i r de la f o r m a en q u e la m i s m a q u e r r í a ser realizada; a saber: por la aniquilación de toda la libertad de la r a z ó n y de la v o l u n t a d (de la r a z ó n teórica y práctica). Lo podemos j u z g a r t a m b i é n viendo los héroes en los cuales la Iglesia ha e n c o n t r a d o realizado su ideal, pues si se r e ú n e en un solo concepto lo q u e h o m b r e s r e a l m e n t e piadosos p u e d e n tener en c o m ú n con los vagos, los lunáticos y los canallas, se obtiene aquella s a n t i d a d de la v o l u n t a d q u e la Iglesia h a exigido de sus ideales. 4 P u e s t o q u e el ideal d e perfección m o r a l no puede ser en a b s o l u t o el o b j e t o de legislaciones civiles, y siendo el ideal de los cristianos todavía menos a p t o p a r a ser el objeto de gobiernos j u d í o s o p a g a n o s , la secta cristiana intentó influir en la m e n t a l i d a d d e los h o m b r e s y det e r m i n a r de a c u e r d o a ésta el valor de las personas, sus r e c o m p e n s a s y sus castigos. Las virtudes q u e ella e s t i m a b a y r e c o m p e n s a b a eran

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d e tal clase q u e el E s t a d o no p o d í a r e c o m p e n s a r . I g u a l m e n t e , las faltas q u e la Iglesia c a s t i g a b a no las perseguía en c u a n t o lesionaban t a m b i é n las leyes civiles, sino en t a n t o se o p o n í a n a los m a n d a mientos d e Dios c o m o pecados. E s t a s faltas eran d e varios tipos; a saber: vicios e infracciones q u e n o p u e d e n e n t r a r b a j o la competencia d e los tribunales civiles, a p e s a r de ser inmorales; ofensas q u e , al m i s m o t i e m p o d e ser p u n i b l e s civilmente, iban t a m b i é n en c o n t r a de m a n d a m i e n t o s m o r a l e s o eclesiásticos y se c a s t i g a b a n por p a r t e de la Iglesia s o l a m e n t e en esta su ú l t i m a c a l i d a d , y ofensas c o n t r a decretos m e r a m e n t e exteriores de la Iglesia. E s t a n o se coloc a b a en el l u g a r del E s t a d o p a r a ejercer su j u r i s d i c c i ó n — l a s dos jurisdicciones e r a n e n t e r a m e n t e diferentes—, sino q u e , a m e n u d o , t r a t a b a de s u s t r a e r d e los brazos del j u e z a criminales civiles en caso de q u e éstos h u b i e s e n a c t u a d o en el espíritu d e la secta. + U n p e q u e ñ o g r u p o d e h o m b r e s p u e d e reunirse p a r a u n fin semej a n t e y con m e d i o s semejantes; es decir, p a r a p r o m o v e r la m o r a l i d a d por medio de u n a confortación, exhortación y retribución m u t u a s , sin q u e los derechos individuales y los del E s t a d o s u f r a n m e n o s c a b o . El respeto a n t e las c u a l i d a d e s m o r a l e s d e un a m i g o y la fe en su a m o r hacia mi p e r s o n a , tienen q u e h a b e r d e s p e r t a d o en mí, p r i m e r o , confianza hacia él, p a r a estar seguro d e q u e la v e r g ü e n z a con la q u e confieso mis faltas no será recibida con desprecio o con sonrisa mortificadora; q u e la confianza con la c u a l yo le entrego m i s secretos no t e n d r á q u e t e m e r la traición, y q u e al a c o n s e j a r m e p a r a mi bien su motivo principal — q u e estará por e n c i m a de mis v e n t a j a s inmediat a s — será mi b i e n e s t a r y su respeto a n t e lo q u e es j u s t o . E n u n a p a l a b r a : los h o m b r e s e n t r e los cuales p u e d e d a r s e tal unificación deb e n ser amigos."1" Y a esta c o n d i c i ó n limita el n ú m e r o de m i e m b r o s d e tal sociedad. Si se extiende m e veo obligado a h a c e r testigos de m i v e r g ü e n z a a h o m b r e s c u y a s i m p a t í a hacia mí no me consta, a convertir en mis consejeros a h o m b r e s cuya inteligencia no conozco, a a c e p t a r c o m o guías de m i s d e b e r e s a personas cuya v i r t u d todavía n o p u e d o estim a r : exigencia poco a t i n a d a . E n tal sociedad sólo soy c a p a z de prom e t e r obediencia — y ella sólo m e la p u e d e exigir— en la m e d i d a en q u e he sido c o n v e n c i d o de q u e d e t e r m i n a d a forma de a c t u a r es un d e b e r , y le p u e d o p r o m e t e r fe — y ésta me p u e d e ser e x i g i d a — sólo c u a n d o i n t e r n a m e n t e tengo en claro los principios d e su v e r d a d . Si llego a creer q u e no tengo m á s n e c e s i d a d de tal sociedad, q u e ya he llegado a la m a y o r í a de e d a d , o si se me a p a r e c e c o n s t i t u i d a de tal f o r m a q u e no le p u e d o p r e s t a r m á s m i confianza, q u e no p u e d e c u m plir m á s su fin, estoy en libertad d e a b a n d o n a r l a . L a p u e d o a b a n d o n a r t a m b i é n si q u i e r o r e n u n c i a r a m i propósito de m e j o r a r m e moralm e n t e — c o s a q u e p u e d e exigirme la virtud, pero n o o t r a p e r s o n a — , o si, al menos, lo q u i e r o lograr de o t r a m a n e r a distinta de la q u e exige

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la s o c i e d a d . T a m b i é n d e n t r o d e la s o c i e d a d tengo q u e tener l a libert a d de elegir los m e d i o s , a u n c u a n d o estoy d e a c u e r d o con el fin, sea p o r convicción p r o p i a , sea p o r c o n f i a n z a hacia a m i g o s . E s t e c o n t r a t o q u e , d e hecho, se c o n s t i t u y e d e n t r o d e t o d a a m i s t a d b a s a d a en el respeto m u t u o o en la v o l u n t a d c o m ú n h a c i a el bien p u e d e c o n v e r t i r s e f á c i l m e n t e en algo m o l e s t o y fútil si se e x t i e n d e s o b r e p e q u e n e c e s y se e m p l e a p a r a criticar cosas q u e , p r o p i a m e n t e , d e b e n ser d e j a d a s s i e m p r e al criterio i n d i v i d u a l . Los p r i m e r o s c r i s t i a n o s e r a n t a m b i é n a m i g o s ; se hicieron a m i g o s — o e s t r e c h a r o n su a m i s t a d ya a n t e r i o r — p o r el a p r e n d i z a j e c o m ú n y p o r la situación c o m ú n d e o p r i m i d o s . C a d a u n o e n c o n t r ó en el otro consuelo, consejo y a p o y o s d e t o d a índole. Su fin no era t a n t o la b ú s q u e d a libre de la v e r d a d — p u e s t o q u e é s t a se t o m a b a c o m o algo ya d a d o — c o m o la e l i m i n a c i ó n de las d u d a s y la fortificación d e la fe, y t a m b i é n , lo q u e iba í n t i m a m e n t e u n i d o a esto, el p r o g r e s o en la perfección cristiana. C u a n d o la fe se d i f u n d i ó m á s a m p l i a m e n t e todo c r i s t i a n o h u b i e r a t e n i d o q u e e n c o n t r a r en c a d a u n o de sus a s o c i a d o s — e l egipcio en el b r i t á n i c o — a un a m i g o , a u n h e r m a n o , tal c o m o h u b i e r a p o d i d o e s p e r a r e n c o n t r a r l o e n t r e sus p a r i e n t e s , e n t r e sus vecinos. Sin e m b a r g o , este vínculo se debilitó c a d a vez m á s y la a m i s t a d q u e r e s u l t a b a e r a t a n p o c o p r o f u n d a q u e , a m e n u d o , se t r a t a b a d e la a m i s t a d e n t r e los m i e m b r o s d e u n a c o m u n i d a d q u e , s e p a r a d o s en r e a l i d a d p o r envidias y p u g n a s d e intereses, se t r a t a b a n e x t e r n a y v e r b a l m e n t e d e a c u e r d o al a m o r c r i s t i a n o y q u e c o n s i d e r a b a n — y h a c í a n p a s a r — sus p e q u e ñ a s envidias, su d o g m a t i s m o y su a r r o g a n cia frente al p r ó j i m o c o m o a p a s i o n a m i e n t o p o r la v i r t u d c r i s t i a n a , o q u e p o d í a n explicar f á c i l m e n t e sus a v e r s i o n e s efectivas a t r i b u y é n d o las a a l g u n a d i f e r e n c i a d o c t r i n a l o a u n a falta d e corrección en el comportamiento. Él ingreso en esta sociedad se c o n s i d e r a b a c o m o u n d e b e r d e todos los h o m b r e s , c o m o un d e b e r s a g r a d o h a c i a la d i v i n i d a d , y el e g r e s o de ella c o m o un ingreso en el infierno. Sin e m b a r g o , a p e s a r d e q u e la s e c t a o d i a b a y p e r s e g u í a a todo el q u e a b a n d o n a b a la socied a d , este a b a n d o n o n o traía consigo la p é r d i d a de los d e r e c h o s civiles, c o m o t a m p o c o a q u e l q u e no se a p r o x i m a b a en a b s o l u t o a la socied a d e r a c a s t i g a d o con tal p r i v a c i ó n . Del m i s m o m o d o , al e n t r a r en la sociedad cristiana, u n a p e r s o n a no a d q u i r í a d e r e c h o s civiles, ni s i q u i e r a la p o s i b l i d a d d e cualificarse m á s p a r a los m i s m o s . U n a de las c o n d i c i o n e s p r i n c i p a l e s del ingreso en la s o c i e d a d crist i a n a — p o r la cual se d i f e r e n c i a b a e n t e r a m e n t e de u n a filosófica— e r a la a b o l u t a o b e d i e n c i a en la fe y en la acción q u e se d e b í a p r o m e ter a la sociedad. P u e s t o q u e c a d a u n o e r a libre d e h a c e r s e m i e m b r o d e la sociedad o no, p u e s t o q u e la c o n d i c i ó n d e m i e m b r o d e la m i s m a n o e s t a b a r e l a c i o n a d a con d e r e c h o s civiles, no h a b í a n a d a d e i n j u s t o en a q u e l l a condición.

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T o d o s estos rasgos qu • si e n c u e n t r a n en un círculo de b u e n o s amigos reunidos p o r el propósito de la b ú s q u e d a de la v e r d a d o de la perfección m o r a l , rasgos q u e se h a l l a n t a m b i é n en la secta cristiana, u n i d a en el p r o p ó s . t o d e p r o m o v e r la perfección cristiana y consolidar su v e r d a d , los e n c o n t r a m o s t a m b i é n , luego y en m a y o r escala, en la Iglesia cristiana ya convertida en universal; pero p u e s t o q u e esta Iglesia es a h o r a la u m v e r s a l m e n t e r e i n a n t e d e n t r o de u n E s t a d o , estas características se h a n d e s f i g u r a d o en su esencia, se h a n convertido en injusticias y en contradicciones, y la Iglesia forma a h o r a , por sí, un E s t a d o . C u a n d o la Iglesia cristiana e s t a b a todavía en formación, c a d a u n a de las congregaciones tenía el d e r e c h o de elegir sus diáconos, presbíteros y obispos. C u a n d o la Iglesia se convirtió en un E s t a d o las congregaciones t e n í a n q u e perder este derecho. C o m o en el E s t a d o civil las c o m u n a s i n d i v i d u a l e s ceden al s o b e r a n o — c u y a v o l u n t a d se considera c o m o expresión de la v o l u n t a d de t o d o s — el d e r e c h o de elegir sus a d m i n i s t r a d o r e s y c o b r a d o r e s d e impuestos y de fijar estos últimos, de la m i s m a m a n e r a c a d a u n a de las congregaciones cristianas ha perdido el d e r e c h o de elegir a su pastor, cediendo este derecho al E s t a d o eclesiástico. Se d e s i g n a r o n p a d r e s confesores como consejeros de las conciencias. Pero m i e n t r a s q u e antes c a d a u n o era libre de elegir a un a m i g o r e s p e t a d o y h a c e r d e éste el confidente d e sus secretos y faltas, a h o r a los regentes del E s t a d o eclesiástico h a n convertido a estos confidentes en e m p l e a d o s a los q u e todos tienen q u e obedecer. La confesión, o t r o r a voluntaria, de las propias laltas se convirtió luego en d e b e r d e c a d a c i u d a d a n o d e ese E s t a d o eclesiástico, d e b e r cuyo i n c u m p l i m i e n t o traía consigo el s u p r e m o castigo de la Iglesia, la condenación eterna. L a supervisión d e la m o r a l i d a d c r i s t i a n a es el objeto principal de este E s t a d o eclesiástico y por ello h a s t a p e n s a m i e n t o s o vicios e inclinaciones desviadas, c u y o castigo no p u e d e ser objetivo de un Estado, se convirtieron en objetos de la legislación y de castigo del E s t a d o eclesiástico. El c r i m e n c o n t r a el E s t a d o civil (que c o m o tal es castig a d o por este E s t a d o ) se castiga a d e m á s c o m o pecado por el E s t a d o eclesiástico, de la m i s m a m a n e r a q u e las otras faltas q u e no p u e d e n ser o b j e t o de las leyes civiles. Es así c o m o tenemos la infinita lista de castigos canónicos. + N o se p u e d e n e g a r a n i n g u n a sociedad el d e r e c h o de excluir de su seno a aquellos q u e no se q u i e r e n someter a sus leyes, puesto q u e c a d a u n o p u e d e decidir l i b r e m e n t e sobre su ingreso a la m i s m a , asum i e n d o los d e b e r e s c o m o m i e m b r o de la sociedad y a d q u i r i e n d o un d e r e c h o sobre sus beneficios. C o m o toda corporación o gremio, t a m b i é n la Iglesia tiene el d e r e c h o de excluir de su c o m u n i d a d a aquellos h o m b r e s q u e no se q u i e r e n someter a las condiciones de la fe

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y del c o m p o r t a m i e n t o exigidas p o r la i n s t i t u c i ó n . P e r o en el m o m e n t o en q u e este e s t a d o e s p i r i t u a l a d q u i e r e t o d o el alcance, t o d a la extensión del E s t a d o civil, el q u e es excluido del E s t a d o eclesiástico p i e r d e t a m b i é n sus d e r e c h o s civiles. N o era éste el c a s o c u a n d o el a l c a n c e d e la Iglesia e r a m á s l i m i t a d o , c u a n d o t o d a v í a n o e r a d o m i n a n t e ; luego, sin e m b a r g o , estos d o s e s t a d o s d i f e r e n t e s e n t r a r o n en conflicto. 4 L a Iglesia p r o t e s t a n t e es un E s t a d o , t a n t o c o m o la católica, a u n q u e n o q u i e r a a d m i t i r e s t a d e s i g n a c i ó n . E s t o se a c l a r a p o r el h e c h o de q u e la Iglesia es un c o n t r a t o , d e c a d a u n o con todos y d e todos con c a d a u n o , p a r a p r o t e g e r a todos los m i e m b r o s q u e p r o f e s a n d e t e r m i n a d a confesión y d e t e r m i n a d a s o p i n i o n e s religiosas y d i s p o n e r la cons e r v a c i ó n y fortificación d e las m i s m a s . ( H e d i c h o «de u n a determinada c o n f e s i ó n » , pues p r o t e g e r a c a d a u n o en su fe i n d i v i d u a l e i m p e d i r q u e alguien sea m e n o s c a b a d o en su fe o a c a u s a de ella — p o r la f u e r z a , y a q u e sólo así es posible q u e esto o c u r r a — sería un a r t í c u l o del c o n t r a t o civil). E n c o n s e c u e n c i a , c a d a i n d i v i d u o tiene q u e s o m e t e r su v o l u n t a d p a r t i c u l a r — t a n t o respecto d e estas m e d i d a s d e protección c o m o con r e s p e c t o a la fe g e n e r a l , q u e es el o b j e t o del cont r a t o eclesiástico, igual q u e los d e r e c h o s d e las p e r s o n a s y su p r o p i e d a d son o b j e t o s del c o n t r a t o civil— a la v o l u n t a d general, e x p r e s a d a en la v o l u n t a d del s o b e r a n o . A h o r a bien, e s t a s o b e r a n í a se p r a c t i c a , en c u a n t o al p o d e r legislativo, en los concilios y los s í n o d o s ; en c u a n t o al p o d e r ejecutivo, por los o b i s p o s y los consistorios. Estos ú l t i m o s m a n t i e n e n la c o n s t i t u c i ó n c o n t e n i d a en las resoluciones d e los concilios y en los libros simbólicos, n o m b r a n f u n c i o n a r i o s y, c o m o es n a t u r a l , a f i r m a n su d e r e c h o a exigir d e éstos d e t e r m i n a d a s f o r m a s d e fe y d e o b e d i e n c i a y — s t r i c t o i u r e — e l i m i n a r de sus funciones a a q u e llos q u e n o creen p o d e r c u m p l i r estas c o n d i c i o n e s . 4 Este E s t a d o e s p i r i t u a l se convierte en u n a f u e n t e de d e r e c h o s y d e d e b e r e s t o t a l m e n t e i n d e p e n d i e n t e s de los del E s t a d o civil. P e r o si u n a sola c i r c u n s t a n c i a , a s a b e r , la del ingreso en este c o n t r a t o , se determ i n a r a de tal m a n e r a q u e el p e r í o d o p o r el c u a l c a d a u n o q u i s i e r a p e r m a n e c e r d e n t r o de sus vínculos d e p e n d i e s e d e su libre a l b e d r í o y q u e , al vincularse, no a t a r a t a m b i é n a s u s d e s c e n d i e n t e s , e n t o n c e s este d e r e c h o eclesiástico así d e t e r m i n a d o ( q u e p o d r í a m o s l l a m a r el d e r e c h o eclesiástico p u r o ) n o c o n t e n d r í a n a d a q u e p u d i e r a lesionar los d e r e c h o s n a t u r a l e s de los h o m b r e s y del E s t a d o . 4 S e g ú n tal c o n t r a t o , c a d a cristiano i n g r e s a en su c o m u n i d a d m e d i a n t e el acto s o l e m n e del b a u t i s m o . Pero c o m o el o b j e t o d e los d e b e r e s y d e los d e r e c h o s d e la Iglesia es la fe y la o p i n i ó n , el n i ñ o recién n a c i d o no los p u e d e a s u m i r l i b r e m e n t e ni se le p u e d e c a r g a r con ellos. E n t o n c e s , p o r u n a p a r t e , son los p a d r i n o s los q u e a s u m e n la obligación d e e d u c a r l o en la fe d e la Iglesia, y d a d o q u e el n i ñ o p a r t i c i p a de los beneficios d e la Iglesia a n t e s d e h a b e r c u m p l i d o por su p a r t e el c o n t r a t o d e la fe, tiene d e r e c h o a estos beneficios sólo p o r q u e c u m -

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plirá en el f u t u r o sus d e b e r e s d e n t r o d e la Iglesia; ésta ( q u e n o dilap i d a g u s t o s a m e n t e sus beneficios) h a c e q u e los p a d r i n o s a s u m a n la r e s p o n s a b i l i d a d de lograr, por la e d u c a c i ó n , q u e el niño c u m p l a en su d e b i d o m o m e n t o con su p a r t e del c o n t r a t o ; por otro lado, en a l g u n o s estados p r o t e s t a n t e s s é h a i n t r o d u c i d o el l l a m a d o acto d e c o n f i r m a ción. En éste el niño r e n u e v a su vínculo b a u t i s m a l ; es decir, e n t r a l i b r e m e n t e a h o r a — a los catorce o q u i n c e a ñ o s de e d a d — en el cont r a t o d e la Iglesia y lleva a c a b o s o l e m n e m e n t e aquello q u e sólo p u d o ser p r o m e t i d o p o r los testigos del b a u t i s m o . E n todo esto, sin e m b a r go, la Iglesia h a t o m a d o sus p r e c a u c i o n e s p a r a q u e el n i ñ o no escuche m á s q u e las d o c t r i n a s de fe eclesiásticas. A este respecto, la Iglesia c o n s i d e r a la inteligencia y las convicciones de un niño d e catorce años c o m o m a d u r a s y a c e p t a la repetición, g e n e r a l m e n t e m e c á n i c a , d e las f ó r m u l a s de fe c o m o manifestación d e la libre elección d e u n a inteligencia q u e h a t o m a d o m a d u r a s decisiones, a d e c u a d a s a la g r a v e d a d de su objeto, q u e es su salvación e t e r n a . El E s t a d o civil, por su parte, p o s p o n e la m a y o r í a d e e d a d , la c a p a c i d a d de e f e c t u a r actos legalm e n t e válidos, h a s t a los veinte o veinticinco años, a p e s a r d e q u e los o b j e t o s de estos actos, c o m p a r a d o s con el del acto de c o n f i r m a c i ó n , n o es m á s q u e b a s u r a / L a iglesia, en c u a n t o E s t a d o , se p r e o c u p a de e d u c a r a los niños q u e u n a vez s e r á n sus m i e m b r o s en la fe; lo hace por m e d i a c i ó n de los p a d r e s , q u e a f i r m a n el d e r e c h o d e e d u c a r a sus niños en la fe q u e ellos prefieren. Sin embargo, los p a d r e s h a n cedido sus derechos, d e n t r o del c o n t r a t o eclesiástico, h a s t a tal p u n t o — n o en favor de los niños, sino en favor d e la Iglesia— q u e se h a n o b l i g a d o a e d u c a r a sus hijos en la fe de la Iglesia, y ésta c u m p l e su d e b e r llenando la i m a g i n a c i ó n vacía del niño con sus i m á g e n e s y su m e m o r i a — c u a n d o n o su intelecto— con sus conceptos, g u i a n d o su c o r a z ó n m a l e a b l e a través del proceso de s e n t i m i e n t o s por ella p r e d i p u e s t o ; d e a c u e r d o a las palabras:
¿No es violencia c u a n t o se h a c e a los niños? ¿ T o d o , q u i e r o decir, menos lo q u e la Iglesia les hace?

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No c o n t e n t a con este p u r o d e r e c h o eclesiástico, la Iglesia se ha v i n c u l a d o , d e s d e s i e m p r e , con el E s t a d o ; de a q u í se originó un derec h o eclesiástico mixto, t a n t o q u e q u e d a n y a pocos E s t a d o s en los c u a les el d e r e c h o civil se haya c o n s e r v a d o puro. Los principios d e a m b o s estados son fuentes independientes de derechos y d e deberes; en c u a n t o al p o d e r legislativo, los dos son irreconciliables, de a c u e r d o a sus n a t u r a l e z a s , y por esto s i e m p r e e n c o n t r a m o s un status in statu. Por m á s q u e los p r o t e s t a n t e s rechacen el t é r m i n o [estado en el estado],
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Lessing, Nathan el Sabio, IV, 2.

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n u n c a h a n d e f e n d i d o algo tan gloriosa y v a l i e n t e m e n t e c o m o la realidad a la cual corresponde. E n c u a n t o al p o d e r ejecutivo, la Iglesia católica a f i r m a t a m b i é n su i n d e p e n d e n c i a c o m p l e t a del E s t a d o civil y sustrae de la jurisdicción de ésta a sus funcionarios y servidores; la Iglesia protestante se ha s u b o r d i n a d o en este respecto m á s al Estado. Sin embargo, c u a n d o los derechos eclesiásticos y los del E s t a d o h a n e n t r a d o en conflicto la mayoría de los estados tuvieron q u e ceder t a n t o ante la Iglesia católica c o m o ante la protestante, sacrificando así sus derechos.

C O N F L I C T O E N T R E LA IGLESIA Y EL E S T A D O

a)

[ E n c u a n t o a los derechos del c i u d a d a n o : ]

Las leyes civiles se refieren a la seguridad personal y a la propie d a d de los c i u d a d a n o s , sin q u e sus opiniones religiosas e n t r e n en consideración. Así, pues, c u a l q u i e r a q u e sea la fe p r o f e s a d a por un ciud a d a n o es d e b e r del E s t a d o proteger los derechos q u e ejerce en c u a n t o tal; éstos sólo los puede perder frente al Estado si infringe los d e r e c h o s d e o t r a persona. En este caso el E s t a d o e m p l e a c o n t r a el i n f r a c t o r las m i s m a s m á x i m a s q u e éste ha expresado. E n lo concern i e n t e a la fe no puede efectuar n i n g u n a asociación c o n t r a el E s t a d o , p u e s t o q u e éste es i n c a p a z de p o n e r o de a c e p t a r condiciones de esta índole. Por otro lado, sin embargo, todos los m i e m b r o s de este Estado se hallan reunidos en u n a Iglesia y ésta, en c u a n t o sociedad, tiene el d e r e c h o de excluir a todo aquel q u e no q u i e r e someterse a sus leyes. El c i u d a d a n o , pues, q u e no participa de la fe de la Iglesia o q u e a b a n d o n a esta fe, exige del Estado, en c a l i d a d de derecho, su capacid a d de ejercer las leyes civiles; la Iglesia, sin e m b a r g o , lo excluye de su c o m u n i d a d y, d a d o q u e ella a b a r c a t o d o el Estado, lo excluye así t a m b i é n del E s t a d o . ¿ C u á l de las p a r t e s h a r á preyalecer a q u í su derecho, el E s t a d o o la Iglesia? ¿Será el E s t a d o civil, q u e a s u m i ó el d e b e r de proteger al b u e n c i u d a d a n o (en lo q u e respecta a sus leyes, lo hemos d e s u p o n e r bueno, c u a l q u i e r a q u e sea su fe) y q u e no p u e d e e n t r a r en cuestiones d e fe? ¿ O será el E s t a d o eclesiástico q u e tiene el derecho d e excluir d e su c o m u n i d a d y así del E s t a d o a q u i e n discrepe d e su fe? + E n la m a y o r í a casi a b s o l u t a de los países católicos o p r o t e s t a n t e s el E s t a d o eclesiástico h a hecho prevalecer sus derechos sobre los del E s t a d o civil, y nadie q u e profesara u n a fe d i s t i n t a p o d r í a o b t e n e r en ellos los derechos cívicos ni la m i s m a protección de la ley, en casos criminales o civiles, de la q u e goza un c i u d a d a n o . N o p u e d e a d q u i r i r n i n g u n a clase de inmuebles, no puede d e s e m p e ñ a r n i n g ú n c a r g o pú-

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blico y h a s t a se ve sometido a un t r a t o distinto en c u a n t o a los impuestos. Y a ú n más: puesto q u e el b a u t i s m o no es solamente un acto eclesiástico p o r el cual se ingresa en la Iglesia, sino t a m b i é n un acto civil m e d i a n t e el q u é se c o m u n i c a al Estado la existencia de un niño, haciéndolo copartícipe al menos de los derechos q u e la Iglesia concederá, el Estado eclesiástico obliga d e esta m a n e r a al p a d r e del niño q u e disiente de la fe de la Iglesia del país a hacerlo b a u t i z a r por u n o de sus funcionarios según sus ritos. L a Iglesia no ejerce este acto con la intención de a d o p t a r el niño en su seno — p u e s t o q u e d e j a en m a nos del p a d r e su educación d e n t r o de la religión de éste—, sino q u e c o n f i r m a s o l a m e n t e a través de su ejercicio q u e ha q u i t a d o del E s t a d o el d e r e c h o de a c e p t a r c i u d a d a n o s , p u e s t o q u e el b a u t i s m o de un niño de u n o de sus creyentes es, al m i s m o tiempo, la a d m i s i ó n de éste en su seno y t a m b i é n en el Estado. + Un caso s e m e j a n t e es el del m a t r i m o n i o q u e , p a r a ser válido, tiene q u e ser celebrado, en m u c h o s países, a n t e un f u n c i o n a r i o d e la Iglesia d o m i n a n t e . En esto la Iglesia n o se e n t r o m e t e p a r a c e l e b r a r u n a cer e m o n i a de u n a creencia diferente a la cual a d q u i e r e n los novios, sino q u e ejerce un a c t o civil. + De tal m a n e r a , el E s t a d o civil h a cedido al E s t a d o eclesiástico sus derechos y sus funciones, t a n t o en los casos d o n d e se p r o d u c e un conflicto entre a m b o s c o m o en aquellos d o n d e se t r a t a de un acto de doble efecto. E s t a relación entre E s t a d o e Iglesia se a s e m e j a a la q u e subsiste entre el p r i m e r o y las c o r p o r a c i o n e s con sus derechos. T a m bién éstas forman una sociedad d e n t r o del Estado a la q u e sus m i e m bros ceden d e t e r m i n a d o s derechos y frente a la cual a s u m e n ciertos deberes al ingresar en ellas. T a l c o r p o r a c i ó n o gremio d e n t r o de u n a ciudad abarca, pues, a todos los q u e ejercen el mismo oficio y, d e a c u e r d o a los derechos de u n a sociedad, tiene la libertad de a d m i t i r a aquellos q u e q u i e r e y de excluir a los q u e no se a j u s t a n a su o r d e n a miento. Sin e m b a r g o , el E s t a d o tiene, por otro lado, el d e b e r de proteger a todo a q u e l que, sin infringir las leyes civiles (que no p u e d e n d e t e r m i n a r n a d a sobre gremios), q u i e r e g a n a r su p a n de c u a l q u i e r m a n e r a q u e sea. Pero si el gremio i m p i d e q u e un h o m b r e ejerza su oficio, excluyéndolo d e su seno, lo excluye al m i s m o t i e m p o de t o d a la c o m u n i d a d y le priva de un d e r e c h o q u e le fue concedido por el Estado: le i m p i d e el ejercicio de un d e r e c h o civil. T a m b i é n a q u í el E s t a d o h a sacrificado un d e r e c h o de sus c i u d a d a n o s . El E s t a d o tiene t a m b i é n el d e r e c h o d e e n c a r g a r a c u a l q u i e r pers o n a q u e c o n s i d e r a a p t a la educación científica de su j u v e n t u d . Sin e m b a r g o , los d o c t o s c o m p o n e n t e s d e c a d a u n a de las r a m a s de la ciencia se h a n reunido de un gremio y éste afirma su derecho de a d m i t i r o excluir a personas según q u e h a y a n a c e p t a d o o no sus o r d e n a n z a s . Y p u e s t o q u e u n a p e r s o n a q u e no perteneciera a tal corporación estaría excluida de esta sociedad científica y con ello, ipso

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Jacto, d e la función q u e le h u b i e r a podido d a r el E s t a d o , éste h a ced i d o un d e r e c h o y se ve obligado a a c e p t a r e n t r e sus funcionarios sólo a aquellos q u e llegaron a ser maestros (magistri o doctores) d e n t r o d e la c o r p o r a c i ó n c o r r e s p o n d i e n t e a su r a m a científica. A u n c u a n d o el func i o n a m i e n t o h a y a sido d e s i g n a d o sin esta calificación, el gremio científico le obliga luego a gestionar su i n c o r p o r a c i ó n y si se n e g a r a a ello le e n t r e g a r í a su título d e m a e s t r o como un d o n (que difícilmente p u e d e rechazarse, a m e n o s d e p e c a r por excéntrico), c o n f i r m a n d o así sus derechos exclusivos. E n tiempos m á s recientes algunos gobiernos católicos h a n concedido derechos civiles a no-católicos, les permitieron designar sus propios sacerdotes y l e v a n t a r sus propias iglesias. Sobre este hecho se observan dos opiniones: u n a habla del mismo con g r a n d e s elogios, como d e un m a g n á n i m o acto de tolerancia; la otra afirma q u e la pal a b r a tolerancia está a q u í m a l e m p l e a d a , ya q u e se t r a t a de un simple acto de justicia. L a s dos opiniones se d e j a n reconciliar si consideram o s q u e la concesión de dichos derechos fue, por p a r t e del E s t a d o , la simple supresión d e u n a g r a n injusticia y por eso, un deber; p a r a u n a Iglesia, sin e m b a r g o q u e tiene el d e r e c h o d e excluir a los q u e no son sus a d e p t o s , no y a del goce del suelo, del a g u a y del aire como a n t a ño, pero sí del Estado, estas concesiones se identifican siempre con la tolerancia. Y por m á s q u e el E s t a d o exija el respeto a n t e los d e r e c h o s de los q u e viven en o t r a fe, los funcionarios d e la Iglesia i n d u l g e n t e (aun c u a n d o se t r a t a d e u n a Iglesia p r o t e s t a n t e ) h a b l a n siempre de la deferencia, d e la conmiseración y del a m o r q u e hay q u e ejercer f r e n t e a aquellos q u e están en el error, e n t e n d i e n d o con estas p a l a b r a s sentimientos r e c o m e n d a b l e s , pero facultativos, q u e no p u e d e n ser m a n d a d o s c o m o deberes. b) [En c u a n t o a la p r o p i e d a d : ] P a r a celebrar sus oficios religiosos y p a r a d a r e n s e ñ a n z a religiosa todas las congregaciones necesitan edificios especiales, m a e s t r o s especiales y otros funcionarios. P a r a l e v a n t a r los edificios, y p a r a conservarlos, p a r a m a n t e n e r los funcionarios, todo el p u e b l o ha d a d o sus contribuciones, a m é n de las o f r e n d a s y d á d i v a s individuales y voluntarias, p a r a embellecer los objetos usados en el ritual. Los edificios, los estipendios fijos d e los maestros y d e los otros servidores de la Iglesia son así p r o p i e d a d d e las congregaciones, del pueblo en general y no del E s t a d o . Sin e m b a r g o , son considerados c o m o p r o p i e d a d e s del E s t a d o en la m e d i d a q u e el pueblo se h a y a u n i d o b a j o un E s t a d o eclesiástico o en c u a n t o las diversas congregaciones se h a y a n f u n d i d o en u n a Iglesia con derechos estatales. E s t a diferenciación (es decir, la cuestión de si las iglesias y los e m o l u m e n t o s de sus servidores son p r o p i e d a d del E s t a d o civil o del eclesiástico) no tiene i m p o r t a n c i a ni a p a r e c e de hecho hasta q u e h a y a u n a sola Iglesia d e n t r o de un E s t a -

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do, pero surgirá en seguida y c a u s a r á n conllictos en c u a n t o se establezcan diferentes iglesias en la m i s m a . L a Iglesia q u e [en un m o m e n t o d e t e r m i n a d o ] e m p i e z a a g a n a r t e r r e n o exige — c o n razones q u e t o m a de los derechos diviles— su p a r t e de esta p r o p i e d a d del Estado, y el E s t a d o está o b l i g a d o a conc e d e r a las congregaciones, c u a l q u i e r a q u e sea su confesión, iglesias p a r a sus servicios religiosos y m a e s t r o s de su convicción. Por otra p a r t e , la Iglesia q u e h a sido d o m i n a n t e h a s t a este m o m e n t o a f i r m a su d e r e c h o t r a d i c i o n a l sobre lo q u e c o n s i d e r a su p r o p i e d a d , d e r e c h o q u e h a s t a ahí n a d i e le h a contestado. Si un E s t a d o posee suficiente fuerza p a r a a f i r m a r sus derechos y si sus f u n c i o n a r i o s son suficientemente inteligentes, n e u t r a l e s y j u s t o s p a r a e s t i m a r y ejercer este d e r e c h o estatal, entonces el E s t a d o concederá a c a d a Iglesia, de a c u e r d o a sus necesidades, los medios p a r a celebrar sus actos religiosos propios."1" U n E s t a d o , en c u a n t o E s t a d o civil, no d e b e r í a a d h e r i r s e a fe alg u n a : t a m p o c o lo d e b e r í a n hacer sus legisladores y a d m i n i s t r a d o r e s en c u a n t o tales. Sin e m b a r g o , h a b i t u a l m e n t e o c u r r e q u e estos legisladores y a d m i n i s t r a d o r e s , en c u a n t o m i e m b r o s de la Iglesia d o m i n a n te, se ven obligados f o r m a l m e n t e a d e f e n d e r los derechos d e esta Iglesia, m a s el conílicto entre las dos Iglesias g e n e r a l m e n t e no se decide de a c u e r d o a los derechos del E s t a d o , sino por la m e r a fuerza de un lado y por la a c e p t a c i ó n r e s i g n a d a del o t r o . + Si la Iglesia q u e viene i n t r o d u c i é n d o s e se e x p a n d e h a s t a tal g r a d o q u e los derechos de la Iglesia o p o n e n t e sólo se p o d r í a n m a n t e n e r e x t e r m i n a n d o a los a d e p t o s de la n u e v a doctrina, o por lo m e n o s sólo a costa de g r a n d e s violencias y expensas, p r o d u c i é n d o s e un d a ñ o dem a s i a d o grave p a r a el E s t a d o y u n a lesión d e m a s i a d o p r o f u n d a de sus leyes y derechos, entonces el E s t a d o , si se d a c u e n t a del peligro q u e le a m e n a z a , c o n c e d e r á a la Iglesia n u e v a a l g u n o s derechos; al hacerlo, sin e m b a r g o , u s a r á el l e n g u a j e de la Iglesia y h a b l a r á de tolerancia.+ Por otro lado, si el conflicto se resuelve de otra m a n e r a , es decir, si la Iglesia a n t e s o p r i m i d a se vuelve d o m i n a n t e y la q u e o t r o r a fue d o m i n a n t e se convierte en la Iglesia tolerada, el E s t a d o e n t r a g e n e r a l m e n t e en el m i s m o tipo de asociación con la Iglesia a h o r a d o m i n a n t e y p r o t e g e r á de la m i s m a m a n e r a d e s o r b i t a d a los derechos de ésta c o m o lo hizo con la anterior. 4 " A p a r t i r de a q u í , y por lo a r r i b a dicho, se aclara q u e lo q u e h a n registrado con a s o m b r o m u c h o s historiadores sagaces de historia eclesiástica, a saber, q u e t o d a Iglesia, al volverse d o m i n a n t e , se hace t a m b i é n i n t o l e r a n t e (no o b s t a n t e q u e la m e m o r i a de sus sufrimientos p a s a d o s t e n d r í a n q u e conservarla tolerante), no es característica casual, a b s t r a í d a de la historia y de la experiencia, sino u n a necesidad q u e se deriva f o r z o s a m e n t e del d e r e c h o de toda Iglesia. Se t r a t a del d e r e c h o de t o d a sociedad de excluir de su seno a a q u e l q u e no se

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s o m e t a a sus leyes y o r d e n a n z a s . Así, c u a n d o la Iglesia o sociedad eclesiástica se vuelve d o m i n a n t e en un E s t a d o , r e c l a m a sus d e r e c h o s y excluye de su seno a los q u e son de otra fe y con ello los excluye del E s t a d o , p r a c t i c a n d o la intolerancia t a n t o hacia la fe c o m o hacia las p r o p i e d a d e s d e la Iglesia n o - d o m i n a n t e . + E s t a m a r c h a de las cosas, en c u a n t o a la p r o p i e d a d de u n a Iglesia, se m o s t r ó ya en la p r i m e r a e x p a n s i ó n d e la Iglesia cristiana y vuelve a a p a r e c e r en la e x p a n s i ó n d e toda n u e v a secta d e n t r o d e esta Iglesia. Los cristianos se r e u n i e r o n primero en casas p r i v a d a s y lev a n t a r o n luego edificios p a r a sus oficios religiosos con sus propios medios; en c u a n t o se volvieron d o m i n a n t e s la Iglesia hizo valer sus derechos, d e s t r u y ó los templos p a g a n o s y t o m ó posesión de ellos, a u n c u a n d o la m a y o r í a de la población d e n t r o de u n a c i u d a d o u n a com u n i d a d fuera todavía p a g a n a , p u e s la c o m u n i d a d q u e se convirtiera por c o m p l e t o al C r i s t i a n i s m o tenía d e r e c h o a hacerlo de a c u e r d o con la legislación estatal. J u l i a n o sostuvo los derechos civiles y religiosos de los p a g a n o s y les devolvió los templos q u e los cristianos les h a b í a n q u i t a d o . Los protestantes u s a r o n las iglesias h a s t a entonces católicas p a r a sus oficios religiosos y utilizaron p a r a sus fines los e m o l u m e n t o s de los m o n a s t e r i o s y d e los clérigos. D e a c u e r d o al d e r e c h o civil pod í a n p r o c e d e r así, pero l e s i o n a b a n el d e r e c h o eclesiástico católico. L a Iglesia católica c o n t i n ú a a f i r m a n d o este d e r e c h o suyo y considera las iglesias, obispados, conventos e ingresos eclesiásticos protestantes de iure c o m o sus propiedades; en consequencia tiene t a m b i é n sus o b i s p o s y a b a d e s in partibus.' Los derechos eclesiásticos de dos iglesias n o p u e d e n ser reconciliados j u r í d i c a m e n t e , p u e s t o q u e entre las m i s m a s subsiste u n a contradicción directa e irreductible. T a l conflicto e n c u e n t r a d e s e n l a c e sólo en la violencia o a través d e la legislación del E s t a d o . E n este último caso h a b r í a q u e reconocer al E s t a d o un derecho s u p e r i o r ; sin e m b a r g o , la Iglesia católica no concede esto n u n c a y la Iglesia p r o t e s t a n t e sólo en m u y pocos aspectos. Si u n a Iglesia concede algo r e n u n c i a a algunos de sus derechos y ejerce así, desde su p u n t o d e vista, un acto de gracia. Q u i e n a b a n d o n a la Iglesia de su país se destierra a sí m i s m o de su p a t r i a con la p é r d i d a de sus libertades cívicas. Este p r o c e d i m i e n t o de perseguir a alguien por su fe, de privarlo del goce d e sus d e r e c h o s cívicos, de desterrarlo de todo aquello q u e h a llegado a q u e r e r p o r c o s t u m b r e y n a t u r a l e z a , p o d r í a parecer d u r o e injusto. L a Iglesia, sin e m b a r g o , u s a n d o no sólo el lenguaje d e la justicia, sino t a m b i é n el d e la m a g n a n i m i d a d , llega a p r o b a r q u e tal p e r s o n a no sufre injusticia a l g u n a , pues ella n o le impidió el c a m b i o d e fe y respeta su l i b e r t a d de a b a n d o n a r la Iglesia. Pero c o m o u n a de las condiciones d e la cap a c i d a d de tener derechos civiles en ese país es la asociación c o n la Iglesia, y como esta condición se pierde — t a l c o m o la p e r s o n a lo

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sabía p e r f e c t a m e n t e — al c a m b i a r de fe, no es objeto de n i n g u n a injusticia, p u e s t o q u e podía elegir l i b r e m e n t e entre las a l t e r n a t i v a s / Si con tal exclusión, la p e r s o n a sólo f u e r a excluida de la Iglesia, ésta no h a r í a m á s q u e expulsar a q u i e n ya la h a b í a a b a n d o n a d o ; pero la Iglesia excluye al m i s m o tiempo del E s t a d o y el E s t a d o a d m i t e q u e sus derechos sean así conculcados. E n este respecto, pues, Iglesia y E s t a d o se h a n f u n d i d o en uno. c) [En c u a n t o a la educación:] Los h o m b r e s , al nacer, n o traen consigo solamente el d e r e c h o de subsistir físicamente; e n t r a n al m u n d o t a m b i é n con el d e r e c h o de desarrollar sus facultades, de llegar a ser personas. Este d e r e c h o i m p o n e a los p a d r e s y al E s t a d o el d e b e r de i m p a r t i r u n a e d u c a c i ó n a d e c u a d a . A p a r t e de este deber, el E s t a d o debería tener el m a y o r interés en f o r m a r el c o r a z ó n delicado de sus f u t u r o s c i u d a d a n o s , d e tal m a n e r a q u e su m a d u r e z le d e p a r a r a luego el m a y o r beneficio y honor. A h o r a bien, un tipo d e E s t a d o creyó h a b e r realizado este interés suyo de la m a n e r a m á s perfecta y n a t u r a l t r a s l a d a n d o su r e s p o n s a b i l i d a d , p a r cial o e n t e r a m e n t e , a la Iglesia; así [se suponía] se c u i d a b a satisfactor i a m e n t e n o sólo el interés del E s t a d o , sino t a m b i é n el de la Iglesia, al h a c e r del j o v e n c i u d a d a n o t a m b i é n un c i u d a d a n o de la Iglesia. Sin e m b a r g o , el q u e los derechos del j o v e n c i u d a d a n o a desarrollar lib r e m e n t e sus facultades se vean d i s m i n u i d o s o no p o r este sistema d e p e n d e r á e n t e r a m e n t e del m o d o c o m o la Iglesia ejerza las funciones q u e le h a n sido transferidas. + D e la m i s m a m a n e r a c o m o el E s t a d o , al h a b e r s e e n c a r g a d o de los derechos de los niños —al m e n o s en c u a n t o p e r s o n a s — y al haberlos protegido en c u a n t o tales, tiene el d e r e c h o de f o r m a r l o s m e d i a n t e sus m á x i m a s m o r a l e s y de a c u e r d o a sus fines, t a m b i é n la Iglesia reclama este derecho, p u e s t o q u e hace q u e los niños p a r t i c i p e n de sus beneficios d e s d e un comienzo. D e esta m a n e r a los c a p a c i t a p a r a q u e m á s tarde, p o r su p a r t e c u m p l a n , con las obligaciones frente a la Iglesia, h a b i e n d o d e s p e r t a d o en ellos, con su e d u c a c i ó n , t a m b i é n la disposición de cumplirlas. + A h o r a bien, si un c i u d a d a n o , al llegar a la m a d u r e z de su intelecto, e n c u e n t r a q u e las leyes u o t r a s características de su p a t r i a no le son a p r o p i a d a s , en la m a y o r í a de los estados e u r o p e o s tiene la libertad de a b a n d o n a r l a . [En este caso] su d e p e n d e n c i a de las leyes de su p a t r i a se f u n d a en la libre decisión d e su v o l u n t a d d e vivir bajo las m i s m a s . Por m á s q u e la c o s t u m b r e o el t e m o r t e n g a n i m p o r t a n t e influencia en u n a decisión de este tipo ello n u n c a p u e d e s u p r i m i r la posibilidad de la elección libre. Si la Iglesia, e m p e r o , h u b i e r a llevado la e d u c a c i ó n h a s t a el g r a d o d e s u j e t a r e n t e r a m e n t e la inteligencia y la razón d e n t r o de la reflexión religiosa o, p o r lo menos, h a s t a p o b l a r la i m a g i n a c i ó n con terrores,

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p a r a q u e la razón y la inteligencia no p u d i e r a n y no se atrevieran a d a r s e c u e n t a d e su l i b e r t a d de a c t u a r en cuestiones religiosas, entonces h a b r í a s u p r i m i d o por c o m p l e t o la posibilidad de adherirse a ella por libre elección y decisión. En tal caso h u b i e r a lesionado el d e r e c h o n a t u r a l de los niños a u n a f o r m a c i ó n libre d e sus facultades y h a b r í a f o r m a d o esclavos en vez d e c i u d a d a n o s libres. + L a s impresiones t e m p r a n a s , el poder del e j e m p l o por p a r t e de las p e r s o n a s m á s a m a d a s , a q u i e n e s nos a t a n los p r i m e r o s lazos de la n a t u r a l e z a , tienen ya de por sí m u c h o d o m i n i o sobre la i m a g i n a c i ó n y el corazón del niño, sin q u e la libertad d e la razón d e b a necesariam e n t e q u e d a r e n c a d e n a d a por ello. Pero la Iglesia, a d e m á s de esto, e d u c a al niño p a r a la fe, es decir, q u e en vez de f o r m a r el entendim i e n t o y la razón de tal m a n e r a q u e ellas m i s m a s lleguen a d e s a r r o llar sus propios principios o a j u z g a r según sus leyes los asuntos q u e les son presentados, se i m p r e g n a la imaginación y la m e m o r i a con p a l a b r a s y representaciones. A estas últimas se las rodea con t a n t o terror y se las coloca, j u n t o con los m a n d a m i e n t o s , en u n a luz t a n s a g r a d a , i n m u n e y cegadora, q u e las leyes del e n t e n d i m i e n t o y d e la razón tienen q u e e n m u d e c e r a n t e su brillo, sin q u e se p e r m i t a su empleo. Al mismo t i e m p o son estas imágenes y representaciones q u e dictan leyes — h e t e r o g é n e a s — al e n t e n d i m i e n t o y a la razón. + Por esta legislación a j e n a , pues, el e n t e n d i m i e n t o y la razón h a n sido p r i v a d o s d e la libertad; es decir, d e la c a p a c i d a d de responder a leyes q u e les son propias, q u e están f u n d a d a s en su n a t u r a l e z a , y ya no existe la libertad de decidirse a c e n t r a r en u n a Iglesia o d e j a r de hacerlo, el Estado, por m á s q u e sus intenciones h a y a n sido excelentes, ha traicionado el d e r e c h o d e los niños al libre desarrollo de las f a c u l t a d e s del alma. + La solución de e d u c a r a los niños sin la fe positiva d e u n a Iglesia, p a r a preservarles así la libertad d e decisión h a s t a u n a e d a d m á s m a d u r a , es u n a m e d i d a q u e s e g u r a m e n t e no será a d m i t i d a , pues, a p a r t e d e las i n n u m e r a b l e s dificultades q u e se p r e s e n t a r í a n a la ejecución d e tal m e d i d a , hay razones q u e la p r o h i b e n ineludiblemente, por u n a parte, la Iglesia está o b l i g a d a p o r sus principios a considerar c o m o crimen el hecho de d e j a r a los niños en la ignorancia de la fe; por otra, le sería e x t r e m a d a m e n t e dificultoso suplir m á s t a r d e lo q u e se h a bía o m i t i d o en la niñez, ya q u e en e d a d m á s m a d u r a es ya casi imposible inculcar la fe con t a n t o éxito h a s t a la m é d u l a del a l m a y enraizaría en todas las r a m a s d e los conceptos y c a p a c i d a d e s de las voluntades y aspiraciones h u m a n a s . Por eso, c u a n d o el p a t r i a r c a en Nathan 6 se e n t e r a d e q u e el j u d í o no ha inculcado en la niña q u e e d u c a b a ni su propia fe ni otra a l g u n a y q u e n o le enseñó m á s de Dios d e lo q u e requiere la razón, se indigna al m á x i m o y declara q u e
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Lessing, Nathan el Sabio, IV, 2.

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merecería por esto u n a triple m u e r t e en hoguera. («¿Qué? ¿ D e j a r q u e un niño crezca sin fe a l g u n a ? ¿ C ó m o ? ¿No enseñarle n a d a del g r a n d e b e r de la fe? ¡Qué execrable!») H a y m a y o r e s p e r a n z a de convertir a la fe de c u a l q u i e r Iglesia a q u i e n desde su j u v e n t u d h a sido a c o s t u m b r a d o al d e b e r d e creer, q u e inculcar la fe y la obediencia q u e la Iglesia exige a n t e sus opiniones a alguien q u e siempre h a c o n s e r v a d o su imaginación, así c o m o el intelecto, libre de las imágenes eclesiales y de las a t a d u r a s q u e toda Iglesia impone. Dos observaciones hay q u e hacer en este p u n t o , y son q u e , si bien q u i e n desea convertirse en c i u d a d a n o de un E s t a d o cristiano h a d e a c e p t a r la fe del país, n o vale la c o n t r a r i a de q u e un prosélito de e s a fe sea por lo m i s m o c i u d a d a n o del E s t a d o , y ello por la r a z ó n n a t u r a l de q u e la Iglesia tiene extensión m a y o r q u e el E s t a d o , a d e m á s de q u e éste t a m b i é n r e c l a m a derechos i n d e p e n d i e n t e s . (¿En q u é caso se h a l l a b a n los proseliti portae d e los hebreos?) M á s a ú n , el o b j e t o del c o n t r a t o q u e subyace en toda Iglesia es la fe y la opinión. E n la Iglesia p r o t e s t a n t e la libertad a este respecto es m u c h o m á s g r a n d e en los últimos tiempos q u e en la católica, h a s t a el p u n t o de n o a d m i t i r c o m p a r a c i ó n ; p e r o en u n a y en otra se a f i r m a n f u e r t e m e n t e los d e r e c h o s q u e e m a n a n de tal contrato. E n la Iglesia católica se g u a r d a la opinión h a s t a con precisión, m i e n t r a s q u e en la p r o t e s t a n t e es s a b i d o q u e la fe de los teólogos m á s d o c t o s no es del todo la m i s m a q u e suscriben o j u r a n en los libros simbólicos; con los d e m á s funcionarios del E s t a d o civil o c u r r e casi siempre, sin más, q u e a p e n a s conocen las d o c t r i n a s de los libros simbólicos q u e de igual m o d o h a n de suscribir; q u i e n , por ejemplo, no tiene la m i s m a doctrina sobre el b a u t i s m o q u e la p r o f e s a d a por la Iglesia, o bien piensa de m a n e r a m u y diversa sobre los principales p u n t o s de la d o g m á t i c a protestante, n o se le hacen p r o b l e m a s , a u n q u e lo h a y a p u b l i c a d o en libros o de o t r a s f o r m a s . Pero si q u i s i e r a ser consecuente y no b a u t i z a r a sus hijos, o al acceder a u n a f u n c i ó n pública n o quisiera f i r m a r los libros simbólicos, entonces la Iglesia, q u e no h a b r í a p r o t e s t a d o c o n t r a sus opiniones, reaccionaría c o n t r a las consecuencias de estas últimas y h a r í a valer sus derechos.

EL C O N T R A T R O D E LA IGLESIA. R E P R E S E N T A C I O N E [INFLUENCIA] DEL CIUDADANO ACTIVO E N LA D O C T R I N A

V e a m o s a h o r a el c o n t r a t o mismo sobre el cual d e s c a n s a n los derechos de la Iglesia. + Según u n a teoría, los p r i m o r d i a l e s derechos de los príncipes desc a n s a n sobre los d e r e c h o s del c o n q u i s t a d o r q u e p e r d o n ó la vida d e los

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v e n c i d o s b a j o la c o n d i c i ó n d e la o b e d i e n c i a ; s o b r e este c o n t r a t o original e n t r e v e n c e d o r y v e n c i d o s se a p o y a r í a n los d e r e c h o s d e los desc e n d i e n t e s d e aquellos príncipes; sólo q u e estos ú l t i m o s n o los poseer í a n p o r d e r e c h o d e c o n q u i s t a , sino p o r d e r e c h o d e h e r e n c i a . El s o m e t i m i e n t o d e la v o l u n t a d p a r t i c u l a r a la v o l u n t a d del s o b e r a n o v e n d r í a así d e a q u e l c o n t r a t o original."1" L a c o n f i r m a c i ó n o la r e f u t a c i ó n d e e s t a teoría n o n o s interesa a h o r a . D e c u a l q u i e r m a n e r a p e r m a n e c e válido q u e , i n d e p e n d i e n t e m e n t e d e la f o r m a en q u e h a y a s u r g i d o la s o c i e d a d civil y los d e r e c h o s d e sus a u t o r i d a d e s y legisladores, p e r t e n e c e a la n a t u r a l e z a d e e s t a soc i e d a d q u e en ella los d e r e c h o s d e los i n d i v i d u o s se h a y a n c o n v e r t i d o en d e r e c h o s del E s t a d o , q u e el E s t a d o se obligue a a f i r m a r y a p r o t e g e r mis d e r e c h o s en c u a n t o s u y o s . + P o r o t r o lado, en lo q u e r e s p e c t a a los d e r e c h o s d e la Iglesia en c u a n t o E s t a d o , n o c a b e d u d a a l g u n a d e q u e los m i s m o s se f u n d a m e n t a n — p o r lo m e n o s al c o n s t i t u i r s e — s o l a m e n t e en el libre c o n s e n t i m i e n t o de todos los i n d i v i d u o s en el c o n t r a t o del c u a l se d e r i v a n . E n este E s t a d o la v o l u n t a d g e n e r a l , es decir, la m a y o r í a d e votos, se exp r e s a en la f o r m a d e leyes d e fe, y la c o m u n i d a d se asocia p a r a la p r o t e c c i ó n d e e s t a fe: u n o p a r a todos y todos p a r a uno. El E s t a d o eclesiástico n e c e s i t ó — e i n s t a l ó — f u n c i o n a r i o s t a n t o p a r a la o r g a n i z a ción y r e g l a m e n t a c i ó n d e la a s a m b l e a g e n e r a l , en q u e se p r o m u l g a n estas leyes, c o m o p a r a la p r o t e c c i ó n d e la legislación d o c t r i n a r i a , q u e consiste sobre todo en las d i f e r e n t e s f o r m a s d e e n s e ñ a n z a y en el servicio religioso público + A h o r a bien, en c u a n t o a u n o d e estos p u n t o s , la c o i n c i d e n c i a de todos en u n a fe, es cosa m u y d i s t i n t a si el c o n t r a t o eclesiástico se i n t e r p r e t a de f o r m a q u e la unificación a q u e d a l u g a r h a s u r g i d o p o r sí m i s m a , d e la c o i n c i d e n c i a d e todos los i n d i v i d u o s en u n a fe, s i e n d o la fe g e n e r a l s o l a m e n t e u n a e x p r e s i ó n d e la fe d e todos, o si, p o r el c o n t r a r i o , se c o n s i d e r a la fe general, p o r lo m e n o s en p a r t e , c o m o d e t e r m i n a d a p o r m a y o r í a d e votos, a d m i t i e n d o la posibilidad d e este tipo d e d e t e r m i n a c i ó n . E s t e ú l t i m o principio h a sido a d o p t a d o s o l e m n e m e n t e p o r la Iglesia católica. Así, a los concilios se les o t o r g ó el p o d e r s u p r e m o d e d e c i d i r en ú l t i m a i n s t a n c i a sobre la fe d e la institución, y la m i n o r í a d e n t r o d e la m i s m a tiene el d e b e r ineludible d e s o m e t e r s e a la m a y o r í a d e los votos. E n estos concilios los m i e m b r o s a c t ú a n en p a r t e c o m o r e p r e s e n t a n t e s de sus r e b a ñ o s , en p a r t e (y sob r e todo) c o m o f u n c i o n a r i o s d e la Iglesia. E n principio, sus p o d e r e s d e b e r í a n d e r i v a r s e d e su c a r á c t e r d e r e p r e s e n t a n t e s , pero el p u e b l o h a p e r d i d o y a h a c e m u c h o su d e r e c h o d e elegir él m i s m o sus r e p r e s e n t a n t e s y f u n c i o n a r i o s , d e r e c h o q u e h a ejercido, sin e m b a r g o , d u r a n t e varios siglos. Los f u n c i o n a r i o s d e la Iglesia, q u e son n o m b r a d o s a su vez p o r o t r o s f u n c i o n a r i o s o, en p a r t e , p o r u n c u e r p o q u e t a m p o c o d e p e n d e del pueblo, c o n s t i t u y e n el concilio d e la Iglesia, y todos ellos

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j u n t o s forman u n a perlecta organización q u e m a n e j a , d e t e r m i n a y rige la fe del pueblo, la fe de los laicos, sin q u e a éstos se les c o n c e d a ya la m e n o r influencia d e n t r o de la m i s m a . El a s u n t o de la Iglesia no es la p e r s o n a [jurídica] ni la p r o p i e d a d (que p u e d e n ser protegidos p o r la fuerza [pública]), sino la opinión y la fe. Y es c o n t r a r i o , por completo, a la n a t u r a l e z a d e la opinión q u e el individuo la s o m e t a (su opinión, la suya p r o p i a ) a u n a m a y o r í a de votos. Lo q u e posibilita el c o n t r a t o civil: el s o m e t i m i e n t o de la v o l u n t a d p r o p i a a la v o l u n t a d general y la consideración de ésta c o m o ley, n o p u e d e posibilitar o p r o d u c i r n i n g ú n c o n t r a t o sobre la fe. T a l c o n t r a t o es imposible por n a t u r a l e z a y, si a p e s a r d e esto h u b i e r a sido celebrado, sería nulo e inválido. Si el concilio se c o m p o n e de r e p r e s e n t a n t e s q u e n o lo son sólo n o m i n a l m e n t e , sino d e hecho, es decir, de m i e m b r o s q u e h a n sido elegidos por sus congregaciones p a r a representarlas, entonces n o p u e d e tener otro p o d e r q u e el de d e c l a r a r cuál es la fe de la congregación y cuáles son los artículos q u e c o n s i d e r a c o m o p u n t o s principales o c o m o condiciones q u e las o t r a s congregaciones tienen q u e c o m p a r tir p a r a q u e se e s t i m e n u n i d a s con ella d e n t r o de u n a m i s m a Iglesia. D a r a estos r e p r e s e n t a n t e s el p o d e r d e d e t e r m i n a r la fe d e la congregación según su p r o p i o juicio y someterla a la m a y o r í a de los votos e q u i v a l d r í a a la f o r m a c i ó n d e un r e p ú b l i c a r e p r e s e n t a t i v a q u e cont r a d i r í a por c o m p l e t o el d e r e c h o de los h o m b r e s de no s o m e t e r sus opiniones a u n a a u t o r i d a d a j e n a y los colocaría en la m i s m a situación q u e se originaría b a j o el c o n t r a t o a r r i b a c o n s i d e r a d o ( c o n t r a t o q u e se p o d r í a l l a m a r constitución de u n a d e m o c r a c i a p u r a ) . + La Iglesia, en los primeros siglos d e su expansión, era en efecto e s a r e p ú b l i c a r e p r e s e n t a t i v a , y se p u e d e ver en esto un n o t a b l e conflicto entre dos principios: el principio d e la libertad de o p i n i ó n de c a d a congregación y d e sus r e p r e s e n t a n e s y el principio según el cual es un d e b e r someterse a la m a y o r í a d e votos. + Así al surgir divisiones (las cuales, según es notorio, n o faltaron en n i n g u n a época) las dos partes a p e l a r o n a un concilio libre y general. Lo hicieron p o r q u e a d m i t í a n de a n t e m a n o el principio q u e oblig a b a al s o m e t i m i e n t o a la opinión m a y o r i t a r i a y p o r q u e c a d a p a r t e tenía la e s p e r a n z a de salir g a n a n d o por r a z o n a m i e n t o s convincentes, p o r su elocuencia, y m á s todavía por intrigas y por el a p o y o del poder. L a facción victoriosa exigió entonces la aplicación de este principio y el s o m e t i m i e n t o de la minoría; ésta, en tales casos, se acogía g e n e r a l m e n t e b a j o la protección del otro principio y d e n u n c i a b a la violencia q u e se h a c í a a la libertad d e sus convicciones. C o n g r a n frecuencia, p a r a conseguir d e t e r m i n a d o s fines, se f o r m a b a n coaliciones especiales, cuyos m i e m b r o s se u n í a n , c o n s t i t u y e n d o u n a sola p e r s o n a j u r í d i c a . E n tales casos, las resoluciones del concilio no se p u e d e n c o n s i d e r a r m á s q u e como decisiones de u n a m a y o r í a libre,

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sino c o m o victorias de u n a facción, q u e se p e r m i t í a e n g a ñ o s y violencias de toda clase p a r a g a n a r su c a u s a y q u e m a l t r a t a b a e s p a n t o s a mente, c o m o a rebeldes, al p a r t i d o perdedor. A uno de estos concilios sus opositores lo l l a m a b a n « u n a b a n d a de l a d r o n e s » , y lo único q u e M o s h e i m (en Historia Ecclesiastica, saec. 5, p a r s I I , c. 5, § 14) lam e n t a , en c u a n t o a esta d u r a expresión, es q u e n o se h a y a a p l i c a d o a m u c h o s otros concilios eclesiásticos q u e merecían igualmente esta caracterización. + D e s d e entonces los laicos perdieron t a m b i é n el d e r e c h o de ser rep r e s e n t a d o s en sus opiniones de fe; desde entonces los obispos y los d i g n a t a r i o s de la Iglesia cristiana se convirtieron en meros f u n c i o n a rios; d e s d e e n t o n c e s las leyes de la fe fueron h e c h a s e n t e r a m e n t e por los regentes d e la Iglesia. Y a u n q u e no sea indiferente p a r a los obispos, p a r a el p u e b l o sí q u e p u e d e ser indiferente q u e su regente y j u e z en a s u n t o s de fe sea u n a m i s m a persona —el P a p a — o un g r u p o de p e r s o n a s i n d e p e n d i e n t e s de aquél. Es indiferente p a r a el p u e b l o q u e su constitución eclesiástica sea u n a m o n a r q u í a o u n a aristocracia: sus derechos son en a m b o s casos iguales; es decir, iguales a cero. Sería fútil perder m á s p a l a b r a s sobre la legitimidad de tal gobierno y sobre la legitimidad d e tal constitución en m a t e r i a d e fe. Es principio f u n d a m e n t a l de la Iglesia p r o t e s t a n t e q u e su c o n t r a t o se apoye en la c o n c o r d a n c i a general de todos sus m i e m b r o s , q u e n a die p u e d a ser obligado a p a r t i c i p a r de un c o n t r a t o eclesiástico q u e incluya la condición de q u e su fe d e b e r á someterse a la le de la m a y o ría. A u n q u e L u t e r o , al c o m e n z a r su gran o b r a , haya a p e l a d o a un concilio general, el gran principio de la libertad protestante, el paladión de esta Iglesia se a l c a n z ó solamente c u a n d o se rechazó la participación en un concilio y la aparición delante del mismo, no p o r q u e se p u d i e r a prever u n a d e r r o t a , sino p o r q u e c o n t r a d e c í a la n a t u r a l e z a de las opiniones religiosas decidir sobre ellas por voto m a y o r i t a r i o y p o r q u e se reconocía q u e c a d a u n o tenía el d e r e c h o de decidir en su interioridad sobre lo q u e era su fe. + L a fe d e c a d a protestante, pues, debe ser su fe p o r q u e es su fe y n o p o r q u e es la fe de la Iglesia; él es un m i e m b r o d e la Iglesia protest a n t e p o r q u e se unió libremente a ella y p o r q u e p e r m a n e c e en ella por libre decisión. T o d o s los derechos q u e la Iglesia tiene sobre él d e s c a n s a n s o l a m e n t e en el hecho de q u e la fe de esta ú l t i m a es t a m bién su fe. Si f u e r a j u s t o a f i r m a r q u e la Iglesia p r o t e s t a n t e ha g u a r d a d o fidelidad c o n s t a n t e y firme a este principio suyo, t a n t o en la redacción d e su código legal y de su constitución eclesiástica como en todas sus acciones, entonces no se le p o d r í a r e p r o c h a r ilegalidad alguna. Sin e m b a r g o , los maestros q u e la f u n d a r o n y los funcionarios q u e ella m i s m a se h a designado, y d e los cuales h a b l a r e m o s todavía m á s adelante, h a n sido tentados a veces a no considerarse (y a no a c t u a r )

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m e r a m e n t e c o m o r e p r e s e n t a n t e s de sus congregaciones, cuyo e n c a r g o consistía sólo en d e c l a r a r la voluntad d e las m i s m a s , y a e s t i m a r q u e sus poderes e r a n m u c h o m á s amplios. C o n s i d e r a r o n así q u e las congregaciones d e j a r o n en sus m a n o s el p o d e r de decidir e n t r e ellos, y d e a c u e r d o a su criterio, cuál era la fe de la Iglesia. Esto resalta d e m u c h a s definiciones c o n t e n i d a s en los L i b r o s Simbólicos d e la Iglesia p r o t e s t a n t e , q u e e s t á n tan c a r g a d a s d e sutilezas q u e n o p u e d e n ser c o n s i d e r a d a s c o m o o p i n i o n e s c o n v a l i d a d a s por el c o n s e n t i m i e n t o de todo el pueblo y no p u e d e n ser o t r a cosa q u e o b r a de teólogos ingeniosos. Se conoce t a m b i é n el primero d e a l g u n o s de estos escritos y la f o r m a en q u e h a n sido a d o p t a d o s c o m o n o r m a s de fe, y así se s a b e q u e las cuestiones f u e r o n t r a t a d a s y resueltas casi siempre e n t r e teólogos. Los únicos laicos q u e p a r t i c i p a b a n e r a n personas q u e ejercían el p o d e r y q u e se n e c e s i t a b a n p a r a a c o r d a r y a s e g u r a r a u t o r i d a d suficiente a estos libros. f Se p u e d e n a d u c i r dos c i r c u n s t a n c i a s en justificación d e los teólogos: Primero, q u e t e n í a n q u e d a r u n a f o r m a m á s d o c t a a los Libros Simbólicos, y a m u c h a s d e sus d o c t r i n a s u n a definición m á s exacta, p a r a satisfacer a los m i s m o s m i e m b r o s d e su Iglesia, e n f r e n t a d o s con la Iglesia católica q u e l u c h a b a con a r m a s similares. S e g u n d o , q u e la p a r t e m e n o s d o c t a d e su Iglesia les p o d í a a u t o r i z a r p a r a tal t r a t a m i e n t o d e sus d o c t r i n a s d e fe sin p e r d e r n a d a de sus d e r e c h o s i n m u tables. 4 E n c u a n t o al p r i m e r p u n t o , sin e m b a r g o , p u e d e a f i r m a r s e q u e los teólogos h u b i e r a n p o d i d o g u a r d a r sus definiciones m á s d o c t a s y sus distinciones m á s sutiles p a r a sus propios escritos, sin d a ñ a r en lo m á s m í n i m o la c a u s a d e su Iglesia, puesto q u e se t r a t a b a p r i n c i p a l m e n t e d e la justificación d e su p r o p i a fe, d a d o q u e el pueblo no p o d í a justificar su fe con r a z o n e s q u e no conocía. Si los Libros Simbólicos hubier a n tenido forma m á s simple h a b r í a n a d q u i r i d o m á s r e s p e t a b i l i d a d c o m o n o r m a s d e fe y h a b r í a n sido reconocidos, según el principio solemne de la Iglesia protestante, por el mismo criterio del p u e b l o c o m o [expresión d e su] fe. E n tal caso, n a t u r a l m e n t e , n o h a b r í a n ofrecido un filo polémico hacia todos los lados; pero, d e c u a l q u i e r m o d o , las a r m a s q u e e n u n a época son m u y útiles se vuelven inservibles m á s a d e l a n t e . Por esto, la f o r m a d o c t a de los Libros Simbólicos, d e los cuales s o l a m e n t e los teólogos s a c a b a n p r u e b a s y no el pueblo, se h a vuelto inútil t a m b i é n en este o t r o aspecto, d a d o q u e los teólogos d e n u e s t r o s días no b u s c a n ya la legitimación [de su fe] en ella. El p u e b l o n u n c a utilizó estas a r m a s y t a m b i é n los teólogos las d e s d e ñ a n ahora. El s e g u n d o p u n t o q u e se p u e d e a d u c i r p a r a la justificación d e los teólogos, q u e d e c i d i e r o n por sí m i s m o s la fe del pueblo sin la colaboración d e éste, es el siguiente: p u e d e n decir q u e al r e d a c t a r los libros q u e c o n t e n í a n la fe d e la Iglesia p r o t e s t a n t e h a b í a n a c t u a d o única-

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m e n t e c o m o intérpretes de la n o r m a de fe q u e h a b í a sido a d o p t a d a a n t e s por el p u e b l o m i s m o y q u e este oficio de exegetas p u d o serles conferido sin d e t r i m e n t o a l g u n o p a r a los derechos del p u e b l o d e det e r m i n a r su p r o p i a fe. A h o r a bien: es v e r d a d q u e si a los p a s a j e s i n t e r p r e t a d o s de las n o r m a s de fe se les p u d o conferir un único sentido, n a d a se p u e d e a l e g a r c o n t r a esta función de los teólogos; p e r o si u n a d o c t r i n a era susceptible de tener dos o m á s interpretaciones y los teólogos a d o p t a r o n u n a de ellas, o si los m i s m o s derivaron, con estricta corrección [lógica], consecuencias de u n a sola sentencia y las expusieron c o m o d o c t r i n a s de la Iglesia, entonces a c t u a r o n a r b i t r a r i a m e n t e . P o r q u e p a r a saber cuál de las dos interpretaciones posibles está d e a c u e r d o con la opinión de la Iglesia ésta h u b i e r a d e b i d o ser c o n s u l t a d a antes. L o m i s m o vale en c u a n t o a las consecuencias deriv a d a s , p u e s t o q u e es u n c a n o n crítico correcto ( a u n q u e m u c h a s veces poco observado, e s p e c i a l m e n t e en controversias) q u e por m á s estrict a m e n t e q u e se sigan d e t e r m i n a d a s consecuencias a p a r t i r de u n sist e m a no se p u e d e s u p o n e r sin m á s q u e el q u e se a d h i e r a a este sistema s o s t e n d r á t a m b i é n estas consecuencias. C o n respecto a la fe no hay p r o p i a m e n t e n i n g ú n c o n t r a t o social. Por cierto, u n a p e r s o n a p u e d e asociarse t a n t o p a r a r e s p e t a r la fe de los otros c o m o p a r a r e s p e t a r los derechos de p r o p i e d a d , pero el honr a r el d e r e c h o q u e tiene o t r a p e r s o n a de estar libre en c u a n t o a su fe es p r o p i a m e n t e u n a obligación civil. N o es posible q u e u n a p e r s o n a se obligue — y m e n o s q u e obligue a sus d e s c e n d i e n t e s — a q u e r e r creer algo. En ú l t i m o término, el c o n t r a t ó s e f u n d a r í a en la v o l u n t a d (lo único, sin e m b a r g o , q u e no se p u e d e q u e r e r es creer algo), y la fe d e la Iglesia tiene q u e ser, en el sentido m á s estricto, u n a fe c o m ú n de esta Iglesia; es decir, de todos sus m i e m b r o s individuales.

C O N T R A T O C O N EL E S T A D O

Si u n a sociedad d e h o m b r e s (o un E s t a d o o estados), c o n s t i t u i d a c o m o Iglesia, llega a celebrar un contrato, ya sea con otra sociedad (que en este respecto tiene q u e considerarse c o m o un E s t a d o distinto, a u n q u e esté v i n c u l a d a [con la p r i m e r a sociedad m e n c i o n a d a ] en otros sentidos), ya sea con sus propios m i e m b r o s , comete con esto — d e su p a r t e por lo m e n o s — u n a torpeza. H a ligado, pues, la condición b a j o la cual la otra p a r t e d e b e c u m p l i r su p a r t e del c o n t r a t o a la fe; es decir, a algo m u t a b l e , y se h a expuesto, por la f o r m a del c o n t r a t o , al siguiente peligro: en el caso de q u e le interese a n t e todo q u e el otro c u m p l a con su d e b e r [contractual] tiene q u e [estar p r e p a r a d a a] ren u n c i a r al primero y al m á s s a g r a d o d e r e c h o de todo individuo y de toda sociedad: el d e c a m b i a r d e convicción; m i e n t r a s q u e si c a m b i a

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su fe hace d e s a p a r e c e r el d e b e r [ c o n l r a c t u a l j del otro, ligado solam e n t e a esta condición [es decir, a q u e la fe n o se c a m b i e ] . 1 El E s t a d o y la Iglesia se a r r e g l a n fácilmente con sus propios m i e m b r o s , en el caso q u e éstos c a m b i e n m a s i v a m e n t e de fe; los b u r gueses y los c a m p e s i n o s p r o t e s t a n t e s siguen p a g a n d o los m i s m o s impuestos, rentas, diezmos e i n n u m e r a b l e s otras exacciones q u e p a g a b a n a la Iglesia católica. T i e n e n q u e c o n t r i b u i r así a los servicios religiosos de su Iglesia presente, ya q u e la instalación y m a n t e n i m i e n t o de ésta t a m b i é n cuesta dinero. H a c e r d o n a c i o n e s o conceder derechos a u n a Iglesia b a j o la condición de q u e la m i s m a p e r m a n e z c a siempre igual, es lo m i s m o q u e q u e r e r embellecer un j a r d í n al lado de un río, con la condición de q u e las olas q u e b a ñ a n en este m o m e n t o su orilla d e b e n p e r m a n e c e r s i e m p r e las m i s m a s y en el m i s m o sitio. + T o d o esto es cierto; pero, ¿por q u é p a g a r todavía velas p a r a altares, en los cuales ya no se e n c i e n d e n ni se usan? ¿Por q u é p a g a r todavía estos tributos a conventos, en los cuales ya n o h a y ni prelados ni monjes? I n n u m e r a b l e s «derechos» y onera de esta clase e s t a b a n destinados específicamente a los cultos y a la fe de la Iglesia católica; si éstos d e s a p a r e c e n , d e s a p a r e c e n t a m b i é n , n e c e s a r i a m e n t e , los derechos q u e e s t a b a n f u n d a d o s en ellos. Al exigir la m i s m a c a n t i d a d de impuestos p a r a la Iglesia actual q u e p a r a la anterior, y al f u n d a r l o s en los m i s m o s derechos de antes, se h a m a n t e n i d o , p a r a decir poco, u n a g r a n d e s i g u a l d a d (que d e n i n g u n a m a n e r a p o d r í a llamarse j u s t a ) sobre los m i e m b r o s d e u n a Iglesia. ¿Se p r e t e n d e r á todavía hoy q u e la obligación de los contribuyentes, d e los vasallos y siervos se a p o y a en q u e al h a b e r p e r m a n e c i d o b a j o el d o m i n i o de tal o cual a b a d í a , convento o p a r r o q u i a , estuvieron c a r g a d o s con d i c h a s prestaciones, y q u e al p a s a r todos los derechos y p r o p i e d a d e s de la Iglesia católica a la a c t u a l tales prestaciones f o r m a n p a r t e de los bienes d e ésta? Sin embargo, estas obligaciones no se establecieron frente a los individuos y m u c h o m e n o s frente a los edificios de u n a d e t e r m i n a d a a b a d í a , convento, etc., sino frente a sus individuos en c u a n t o m i e m b r o s , en c u a n t o f u n c i o n a r i o s de la Iglesia católica, en u n a p a l a b r a , frente a la Iglesia m i s m a . Y p u e s t o q u e los c o n t r i b u y e n t e s no p e r t e n e c e n m á s a ella, p u e s t o q u e la Iglesia católica n o existe m á s allí, t a m b i é n deberían h a b e r d e s a p a r e c i d o los d e r e c h o s q u e surgieron de ella y q u e a ella estuvieron vinculados. E n el caso, por ejemplo, en q u e h u b i e r a n q u e d a d o católicos en un país p r o t e s t a n t e , ¿sería j u s t o exigirles todavía los m i s m o s impuestos? ¿Podría exigirlos, con derecho, el E s t a d o ? No, p o r q u e estos católicos p a g a n al E s t a d o , en c u a n t o c i u d a d a n o s , otros impuestos; las contribuciones eclesiásticas n u n c a pertenecieron al E s t a d o . ¿Podría exigirlos la n u e v a Iglesia? [ T a m p o c o , p o r q u e los católicos] p u e d e n a f i r m a r con todo d e r e c h o q u e su c o m p r o m i s o valía s o l a m e n t e con la Iglesia

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a n t e r i o r y que, al no p e r t e n e c e r a la Iglesia nueva, no le p u e d e n p a g a r a ésta contribución a l g u n a . 4 C a s o s parecidos o c u r r e n en m u c h o s países católicos; por ejemplo: en los países austríacos, q u e o c a s i o n a r o n ya — s o b r e todo desde los edictos d e tolerancia de J o s é I I — m u c h a s d i s p u t a s y confusiones. ¿ E s t á n los no-católicos obligados a p a g a r las m i s m a s c o n t r i b u c i o n e s q u e p a g a b a n antes a la Iglesia [católica], a r e n d i r los mismos tributos por el b a u t i s m o , por la confesión, por el m a n t e n i m i e n t o de las múltiples exigencias del servicio religioso católico, a los cuales se los oblig a b a antes? No, dicen los p r o t e s t a n t e s , p u e s t o q u e no pertenecen ya a la Iglesia católica y lo q u e p a g a b a n antes lo p a g a n a esa Iglesia. Sí, dicen los católicos, puesto q u e pertenecen lo m i s m o q u e antes a tal o cual p a r r o q u i a o convento, c u a l q u i e r a q u e sea la Iglesia a la cual a h o r a p e r t e n e z c a n . En este caso, los p r o t e s t a n t e s a r g u y e n con principios contrarios a los q u e aplica su propia Iglesia frente a sus m i e m bros, y los católicos con los q u e a r g u y e la Iglesia p r o t e s t a n t e en su m i s m o seno. Lleva a los m i s m o s inconvenientes si u n a Iglesia (en c u a n t o iglesia con u n a fe d e t e r m i n a d a ) hace c o n t r a t o s con otros Estados. Si quiere i m p o n e r u n a obligación a la otra p a r t e c o n t r a y e n t e h a vinculado esta obligación a algo q u e ella tiene el d e r e c h o de c a m b i a r , exigiendo al m i s m o tiempo q u e el d e b e r de la o t r a p a r t e siga inalterado. Así, los p r o t e s t a n t e s p a g a r o n con m u c h a sangre la libertad — a s e g u r a d a [luego] en la constitución del I m p e r i o — d e su fe y de su culto; sin e m b a r g o , en los t r a t a d o s de paz el c o n t r a t o siempre está redactado de tal m a n e r a q u e los príncipes católicos a s u m a n la obligación — f r e n t e a la Iglesia evangélica y la r e f o r m a d a — de proteger el culto y las p r o p i e d a d e s de las m i s m a s . L a esencia d e las Iglesias protestantes fue [al m i s m o tiempo] s o l e m n e m e n t e d e c l a r a d a en las confesiones y en los Libros Simbólicos d e las m i s m a s . 4 P u e s t o q u e estos c o n t r a t o s fueron hechos con Iglesias en c u a n t o s o s t e n e d o r a s d e u n a d e t e r m i n a d a fe, hace algunos años, Piderit 7 (si no me equivoco) p u d o a r g u m e n t a r , con g r a n disgusto de los protestantes, d e la siguiente m a n e r a : d a d o q u e la fe p r o t e s t a n t e no es ya la m i s m a (tal como resalta d e la c o m p a r a c i ó n de las publicaciones d e sus teólogos, r e p r e s e n t a n t e s de su Iglesia, con los L i b r o s Simbólicos), los p r o t e s t a n t e s no p u e d e n r e c l a m a r t a m p o c o los derechos q u e les h a n concedido los católicos en los t r a t a d o s de paz. P u e s si éstos se p a c t a ron con u n a Iglesia q u e ha manifestado una d e t e r m i n a d a fe, y si los protestantes q u i e r e n sostener la c o n t i n u a d a validez de los mismos derechos d e b e n conservar la fe original de su Iglesia, r e n u n c i a r a su d e r e c h o d e c a m b i a r la m i s m a y cancelar las innovaciones q u e y a se habían hecho.4
7 J. R. A. Piderit, Einlei/img und Enlwurf e'mer ReUgionsvereinigung [Introduccióny proyecta de una unificación religiosa], 1781.

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T a l r a z o n a m i e n t o (en sí c o n s e c u e n t e ] h u b i e r a sido imposible si los p r o t e s t a n t e s no hubiesen c r e a d o la a p a r i e n c i a de h a b e r m a n i a t a d o su l i b e r t a d p a r a perfeccionar su fe (libertad q u e no se p u e d e a l i e n a r por n i n g ú n c o n t r a t o ) , si los príncipes q u e h a n negociado los t r a t a d o s d e paz lo h u b i e s e n h e c h o en c u a n t o príncipes, es decir, en c u a n t o s o b e r a n o s de sus E s t a d o s y n o en c u a n t o regentes o m i e m b r o s d e u n a Iglesia y asistidos p o r teólogos, prestos a intervenir y c o m p l a c i d o s de su i m p o r t a n c i a ; es decir, si hubiesen h e c h o los t r a t a d o s p a r a sus est a d o s y no p a r a sus iglesias."1" P e r m a n e c e r fiel a la p r o p i a fe y ejercer l i b r e m e n t e su culto es d e r e c h o cuya protección se d e b e al i n d i v i d u o ya en c u a n t o c i u d a d a n o y no solamente en c u a n t o m i e m b r o d e u n a Iglesia, y un príncipe, en su c a p a c i d a d d e tal, tiene el d e b e r de a s e g u r a r esto a sus subditos. L o s príncipes [ p r o t e s t a n t e s ] n o p u d i e r o n h a b e r a p e l a d o a u n d e r e c h o m á s divino q u e éste f r e n t e a la o t r a p a r t e c o n t r a y e n t e , en c u a n t o [fuente de] d e b e r p a r a estos últimos. Es v e r d a d q u e lograron [la aceptación de este d e b e r ] , p e r o sólo en c u a n t o vencedores. El t e n o r a c t u a l d e los t r a t a d o s e x p r e s a q u e la Iglesia r e f o r m a d a y l u t e r a n a t e n d r á n t a m b i é n libertad legal d e culto en el I m p e r i o G e r m a n o ; en vez d e esto h u b i e r a sido m á s correcto decir q u e los príncipes católicos se obligan a no p e r t u r b a r o p e r j u d i c a r la libre p r á c t i c a religiosa en el E s t a d o sajón, b r a n d e n b u r g u é s , etcétera. Si se h u b i e r a h a b l a d o d e la Iglesia de B r a n d e n b u r g o o d e S a j o n i a h a b r í a r e s u l t a d o lo m i s m o , p u e s t o q u e «Iglesia» significa a q u í un E s t a d o en c u a n t o se a d h i e r e a u n a fe, c u a l q u i e r a q u e sea. E n tal caso se h u b i e r a tenido la satisfacción — d e s p u é s de siglos de b a r b a r i e y d e s p u é s de largos años m a r c a d o s por la sangre v e r t i d a por este d e r e c h o a la libertad de f e — d e cont e m p l a r el reconocimiento, explícito, p u r o y solemne, en los t r a t a d o s de las naciones de un artículo f u n d a m e n t a l del c o n t r a t o social, de un d e r e c h o h u m a n o inalienable en c u a l q u i e r tipo de sociedad. E n é p o c a reciente g r a n d e s h o m b r e s reivindicaron el sentido [ f u n d a m e n t a l ] de la p a l a b r a « p r o t e s t a n t e » . A f i r m a r o n q u e ésta se aplica a u n h o m b r e o u n a Iglesia q u e n o se h a a t a d o a d e t e r m i n a d a s n o r m a s d e fe inalterables, sino q u e « p r o t e s t a » c o n t r a t o d a a u t o r i d a d en cuestiones de fe, c o n t r a t o d a s las obligaciones q u e c o n t r a d i c e n sagrados d e r e c h o s hum a n o s . Estos h o m b r e s llegaron a esta concepción t a n t o m e d i a n t e un alto respeto al d e r e c h o d e c a d a i n d i v i d u o (y por lo t a n t o de todos ellos en c u a n t o Iglesia) a perfeccionar su fe, a a v a n z a r en sus convicciones, c o m o p o r la sensación e x a c t a d e c u á n t o se h a a b a n d o n a d o de estos derechos, d e q u e todos aquellos t r a t a d o s de la Iglesia con otros e s t a d o se h a b í a n h e c h o p a r a u n a Iglesia a t a d a a los L i b r o s Simbólicos. Estos h o m b r e s vieron t a m b i é n las consecuencias en q u e i n c u r r e el E s t a d o eclesiástico frente a a q u e l d e r e c h o eterno, si considera q u e t o d a su constitución i n t e r n a reposa en d e t e r m i n a d o s símbolos y q u e el m a n t e n i m i e n t o a f a n o s o d e u n a fe estricta en los m i s m o s pertenece

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a sus deberes. Si la Iglesia [ p r o t e s t a n t e j s e h u b i e r a c o n t e n t a d o con tal definición negativa [de ella m i s m a ] tendría a h o r a el m é r i t o de h a b e r a d v e r t i d o al E s t a d o sobre su d e b e r (del cual se desentendió) de proteger la libertad religiosa de sus subditos y de h a b e r defendido, en lugar del E s t a d o , lo q u e éste descuidó. L a Iglesia, al hacer c u a l q u i e r tipo de c o n t r a t o sobre derechos q u e p r o p i a m e n t e surgen s o l a m e n t e en la sociedad civil, comete u n a injusticia frente a sí m i s m a o frente a sus m i e m b r o s , ya se trate de contratos q u e ella hace con todos sus m i e m b r o s , de otros q u e hace con a l g u n o s de ellos o de aquellos q u e c a d a individuo hace con ella. Esto no se percibe de i n m e d i a t o , pero se m a n i f i e s t a d e s p u é s de un lapso m á s o m e n o s largo; entonces ya es v a n o q u e un c i u d a d a n o q u e sale de la Iglesia y pierde con ello p a r t e de sus derechos civiles los reclame del E s t a d o . Este h a o m i t i d o fijar sus derechos y h a p e r m i t i d o q u e lo h a g a la Iglesia en su lugar, con lo q u e ésta considera los derechos del E s t a d o como suyos y los defiende c o m o tales. L a Iglesia (tal c o m o le era suficiente p a r a sus fines) hizo q u e la validez del d e r e c h o universal de libertad d e fe y culto se r e s t r i n j a a un solo caso, al suyo p r e c i s a m e n t e . Es así c o m o no se p u e d e n b u s c a r en un c o n t r a t o los orígenes de u n a Iglesia en c u a n t o a su fe. Si de la coincidencia general en u n a fe surge, por sí sola, u n a Iglesia, u n a unión a l r e d e d o r de un propósito, entonces este propósito, esta finalidad, se c o m p o n d r á posiblemente: a) de la protección y de la conservación de esta fe; b) de la reglamentación de un culto religioso a d e c u a d o a ella, y c) de la estimulación de aquellas p r o p i e d a d e s de sus m i e m b r o s q u e son a d e c u a d a s al ideal eclesiástico de la perfección. [a) Protección y conservación de la fe:] Lo q u e respecta a la protección y conservación d e la fe (comprend i e n d o a q u í b a j o este título la protección, t a n t o de la fe c o m o del ejercicio libre del culto, y la conservación de los usos y disposiciones vinculados a ellos), es p r o p i a m e n t e d e b e r del E s t a d o . E s t a protección, esta g a r a n t í a f o r m a p a r t e n e c e s a r i a m e n t e del c o n t r a t o social. S o l a m e n t e en un E s t a d o d e f e c t u o s a m e n t e o r g a n i z a d o , o, tal c o m o dijimos, en un E s t a d o q u e n o h a percibido este d e b e r o q u e se h a vindic a d o este d e r e c h o de protección, se d a la posibilidad de q u e sus ciud a d a n o s , o u n a fracción de ellos, n o gocen de este d e r e c h o o q u e lo d e b a n sostener por la fuerza. E s t a era la situación en q u e se encont r a b a n los protestantes, y los príncipes q u e se p r o n u n c i a r o n valientemente y q u e lucharon con coraje por la libertad de culto de sus subditos, en c o n t r a de otra fracción del poder ejecutivo imperial, lo hicieron movidos por su deber en c u a n t o príncipes. Por otro lado, vimos ya m á s a r r i b a los inconvenientes q u e surgieron del h e c h o de que, al concertar la paz y los tratados, n o a c t u a r a n ya c o m o príncipes, sino

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c o m o m i e m b r o s o dirigentes de u n a Iglesia. Puesto q u e la Iglesia no puede proteger su fe c o n t r a la violencia del poder, no le q u e d a [apar e n t e m e n t e ] o t r a cosa q u e la protección y d e f e n s a de la fe c o n t r a sí misma. Si se considera q u e la fe se debe p r o t e g e r c o m o fe universal, entonces, p r e c i s a m e n t e , cualquier i n d i v i d u o q u e se desvíe de la m i s m a , por entero o en a l g u n o s detalles, no será ya m i e m b r o de la Iglesia. T a l individuo h a b r í a r e n u n c i a d o a los beneficios de la Iglesia y ésta no t e n d r á m á s derechos sobre él. A h o r a bien: si la Iglesia c o n s e r v a r a sus derechos sobre él a u n en este caso, de m o d o q u e el individuo estuviera obligado a a c e p t a r sus a d m o n i c i o n e s y a o b e d e c e r sus prescripciones en lo q u e hiciera o d e j a r a de hacer, entonces tal derecho [de la Iglesia] se p o d r í a f u n d a r s o l a m e n t e en la c i r c u n s t a n c i a de q u e el individuo en cuestión, en su c o n t r a t o con ella, se h a b r í a oblig a d o por a d e l a n t a d o a confiarse en el voto m a y o r i t a r i o o en los repres e n t a n t e s de la Iglesia y a dejarse g u i a r por ellos en toda d e t e r m i n a ción f u t u r a de la fe v e r d a d e r a . Esto, sin e m b a r g o , e q u i v a l d r í a a la a d j u d i c a c i ó n de u n a especie de infalibilidad a la Iglesia, y el d e b e r s u p r e m o de un a u t é n t i c o p r o t e s t a n t e consiste p r e c i s a m e n t e en protestar c o n t r a u n a a u t o r i d a d de este tipo. E n tal caso, pues, q u i e n disintiera se e n c o n t r a r í a en la m i s m a posición del individuo q u e , al transgredir leyes civiles, se ve obligado por p a r t e de las a u t o r i d a d e s correspondientes a r e s p e t a r l a s . Pero el c o n t r a t o eclesiástico n o p u e d e ser de esta clase; la Iglesia no p u e d e sostener la validez d e su fe (su sistema d e leyes, por así decirlo), sino f r e n t e a aquel q u e la a c e p t a libremente; frente a q u i e n cree y vive v o l u n t a r i a m e n t e de a c u e r d o a ella. + O u e d a u n a sola posibilidad [ p a r a j u s t i f i c a r la protección de la fe por p a r t e de la Iglesia]: s u p o n e r q u e el d e r e c h o [de protección] de la Iglesia se f u n d a m e n t a en el hecho de proteger la fe q u e el individuo h a confesado a l g u n a vez (es decir, a q u í : la fe general de la Iglesia), n o en c u a n t o fe de la Iglesia, sino en c u a n t o fe c o n f e s a d a — a l g u n a vez— por este individuo; es decir, en el hecho de p r o t e g e r la fe del individuo frente a él mismo. L a p e r s o n a q u e discrepa no se e n c u e n t r a a q u í ni siquiera en la situación de u n d i l a p i d a d o r cuya p r o p i e d a d r e m a n e n t e se pone b a j o la a d m i n i s t r a c i ó n y supervisión del E s t a d o , pues el E s t a d o no protege en tal caso el d e r e c h o del d i l a p i d a d o r contra sí m i s m o , sino el d e r e c h o de los posibles herederos o d e la c o m u n i d a d , q u e de o t r a m a n e r a tendría q u e m a n t e n e r l o . M á s bien, la persona q u e discrepa se e n c u e n t r a frente a la Iglesia en la m i s m a situación q u e el d e m e n t e del cual el E s t a d o tiene q u e e n c a r g a r s e , a p a r t e de otras razones i m p o r t a n t e s , sobre todo p o r q u e no p u e d e h a c e r valer sus derechos como m e n t e s a n a , ni p u e d e ser c o n s i d e r a d o como alguien q u e h a y a r e n u n c i a d o a tales derechos; por esto, el Estado, o los parientes, se e n c a r g a n de él. D e esta m a n e r a es c o m o la Iglesia q u i e r e reivindi-

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car el d e r e c h o q u e tiene c a d a individuo a la fe d e ella. Sin e m b a r g o , h a y todavía u n a diferencia entre este caso y el anterior, puesto q u e d e p e n d e del individuo el q u e q u i e r a o no reivindicar este su derecho. No se le p u e d e considerar, en principio, c o m o i n c a p a z de r e n u n c i a r al uso de su d e r e c h o sobre u n a fe d e t e r m i n a d a , a s e m e j a n z a del d e m e n te, ni t a m p o c o se p u e d e s u p o n e r q u e sea d e b e r de la Iglesia p r o p o r cionarle el goce de este d e r e c h o sin su c o n s e n t i m i e n t o , nolens volens. C a d a individuo, q u e d e b e ser t r a t a d o [por la Iglesia] como u n adulto, lo es por el E s t a d o c o m o u n a persona m a y o r d e e d a d , en cuyo arbitrio está el reivindicar o n o un derecho. De estos principios se hacen claros los límites del d e b e r de la Iglesia d e proteger su fe d e n tro de ella m i s m a . N o se trata de un d e b e r de la Iglesia q u e surge de un d e r e c h o ajeno, d e un d e r e c h o en cuyo goce éste tiene q u e ser colocado de cualq u i e r m a n e r a q u e sea. Es un d e b e r sólo en c u a n t o la Iglesia se lo fija c o m o d e b e r p a r a sí, al e s t a r llena del s e n t i m i e n t o d e la i m p o r t a n c i a de sus d o c t r i n a s p a r a la h u m a n i d a d , llena d e un a f á n excesivo d e d e r r a m a r sobre los h o m b r e s las bendiciones d e las mismas. Por lo tanto, lo q u e puede hacer es t o m a r las provisiones correspondientes p a r a q u e c a d a individuo sobre el cual p r e t e n d e e x t e n d e r sus beneficios llegue a tener los medios p a r a conocer éstos. El uso d e tales medios d e b e q u e d a r a criterio del individuo, p u e s t o q u e el e m p l e o de m é t o d o s coercitivos o de puniciones equivaldría a i m p o n e r el bien con la violencia, tal c o m o lo hicieron los españoles en A m é r i c a y C a r l o m a g n o en Sajonia. Es v e r d a d que, en algunos estados p r o t e s t a n t e s , a los q u e no p a r t i c i p a n en el servicio religioso y la c o m u n i ó n se les cita a n t e un t r i b u n a l y se les castiga si reinciden; es v e r d a d q u e en algunos países, en los cuales fue el E s t a d o q u i e n reformó la Iglesia, a u n q u e no se h u b i e r a obligado a n a d i e a a b a n d o n a r su fe, se o r d e n ó sin e m b a r g o , con a m e n a z a de castigos, q u e todo el m u n d o d e b í a e s c u c h a r las prédicas sobre las nuevas doctrinas y j u z g a r l a s después p a r a sí; es v e r d a d q u e en a l g u n a s p a r t e s se obligaba a los j u d í o s (con quienes las a u t o r i d a d e s n u n c a se esforzaron m u c h o ) a p a r t i c i p a r , por lo menos a través de d i p u t a d o s , en el servicio religioso p r o t e s t a n t e . Pero, a p a r t e d e esto, la Iglesia p r o t e s t a n t e h a r e s p e t a d o b a s t a n t e los límites indicados. Por otro lado, el aspecto m á s odioso de la historia d e los países católicos es q u e t r a t a n (por principio con q u e justifican ese trato) a los disidentes c o m o rebeldes: rebeldes c o n t r a la Iglesia, cuya fe, fijada por la m a y o ría de votos o por la fuerza p u r a , d e b e ser ley p a r a todos; rebeldes c o n t r a la divinidad, cuyo p o d e r d e c o n d e n a ha p r e t e n d i d o a d m i n i s t r a r la Iglesia. A q u í el c o n t r a t o eclesiástico se ha asimilado por completo al c o n t r a t o d e la sociedad civil y el E s t a d o eclesiástico h a asum i d o los d e r e c h o s del E s t a d o civil. P u e d e h a b e r por s u p u e s t o un c o n t r a t o en c u a n t o a estas provisiones p a r a conservar la doctrina; es decir, q u e en este aspecto es

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a d m i s i b l e q u e u n a m a y o r í a , un c u e r p o d e r e p r e s e n t a n t e s o u n príncipe, o r g a n i c e estas p r o v i d e n c i a s y e x a m i n e y n o m b r e a los m a e s t r o s del p u e b l o de a c u e r d o a sus ideas. En tal Iglesia ni siquiera p u e d e surgir la cuestión de si tiene o no la a t r i b u c i ó n de d e s t i t u i r a un f u n c i o n a r i o ( a u n q u e lo h a y a n o m b r a d o ella) si éste, j u n t o c o n su congregación, se a p a r t a de su concepto d o c t r i n a l y se aleja d e su seno, pues tal congregación f o r m a a h o r a u n a Iglesia de por sí y n i n g u n a o t r a Iglesia p u e d e tener u n a a u t o r i d a d sobre ella. Es s o l a m e n t e d e n tro de sus propios límites c o m o u n a Iglesia p u e d e c o n s i d e r a r s e cual E s t a d o con autoridad." 1 " La n u e v a c o n g r e g a c i ó n q u e se f o r m ó t e n d r á a lo s u m o la obligación d e declarar, f r e n t e al E s t a d o y f r e n t e a la Iglesia a la c u a l perteneció, el hecho de su separación de esta ú l t i m a , sin necesitar justificación a n t e n i n g u n a d e estas instancias. Y si se diera el caso d e q u e la Iglesia a la cual perteneció él no reconociese tal separación y recurriera al E s t a d o p a r a q u e la impidiese (ocurre q u e la Iglesia suele tener el E s t a d o a m a n o p a r a tales menesteres, p u e s t o q u e u n a Iglesia d o m i n a n t e es la q u e ejerce los derechos del E s t a d o en su propio favor), el E s t a d o t e n d r í a el d e b e r irremisible d e proteger la n u e v a Iglesia en la libertad d e su fe y en el ejercicio d e su culto. + O t r a cuestión (que d e s p e r t ó ú l t i m a m e n t e a m p l i o interés) es saber si los g o b e r n a n t e s de la Iglesia p u e d e n q u i t a r o no a d e t e r m i n a d o p r e d i c a d o r su p u e s t o y sus medios d e v i d a en c u a n t o s o s p e c h a n q u e algo a n d a mal. Ellos a f i r m a n con toda consecuencia q u e es su d e b e r proteger la fe d e la Iglesia y vigilar q u e sea ésta la q u e se enseñe; por esto, un p r e d i c a d o r q u e enseñe o t r a cosa no es a p t o p a r a ejercer su función. E n la Iglesia católica no existe la m e n o r d u d a sobre este d e r e c h o de la Iglesia. E n la Iglesia p r o t e s t a n t e , sin e m b a r g o , h a y m u c h o s q u e a r g u m e n t a n d e m a n e r a diferente, a d u c i e n d o lo siguiente: la Iglesia se h a r í a m e r e c e d o r a de u n h o n o r i n f i n i t a m e n t e m a y o r si hiciera q u e la v e r d a d y la virtud en c u a n t o tales f u e r a n el fin de sus instituciones. L a n a t u r a l e z a d e la v e r d a d y d e la virtud no a d m i t e q u e las m i s m a s se aten a d e t e r m i n a d o s símbolos, d e m o d o q u e en el a l m a de q u i e n e s lo p r e t e n d í a n hacer, y d e q u i e n e s todavía lo p r e t e n d e n , n u n c a cayó ni s i q u i e r a un rayo de lo q u e se llama v e r d a d . Si u n a Iglesia, si las a u t o r i d a d e s d e la Iglesia y del E s t a d o hicieran d e la virtud y de la v e r d a d los objetivos d e sus esfuerzos, n o llegarían n u n c a a molestar a un h o m b r e recto, activo en favor del bien y d e la moralid a d d e su congregación, sólo p o r q u e n o se atiene e x a c t a m e n t e al conc e p t o d o c t r i n a r i o d e la Iglesia d e su c o m u n i d a d . E n tal caso, las aut o r i d a d e s d e la Iglesia y del E s t a d o d e b e r í a n sentir v e r g ü e n z a por no p o d e r convivir con él, y todo lo q u e d e b e r í a n hacer sería tal vez esto: r e c o m e n d a r l e q u e Ies imite en la sensatez; es decir, en la consideración d e las o p i n i o n e s de los otros, y si él f u e r a digno de tales gober-

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n a n t e s civiles y eclesiásticos y éstos dignos de él, entonces ni siquiera serían necesarias estas recomendaciones. El medio m á s efectivo, y por esto f r e c u e n t e m e n t e e m p l e a d o p a r a p r o t e g e r la fe de u n a Iglesia, es alejar t o d a s las posibles o p o r t u n i d a d e s por las cuales sus m i e m b r o s p o d r í a n c o m e n z a r a d u d a r o a a d o p t a r o t r a s opiniones d e fe. En c u a n t o a la represión de las d u d a s i n t e r n a s ( d e las q u e s u r j a n de la actividad p r o p i a del e n t e n d i m i e n t o y de la razón) ya se han t o m a d o varias y suficientes providencias. El a l m a infantil recibe de la Iglesia sus p r i m e r a s impresiones, q u e conservan cierto p o d e r sobre el individuo d u r a n t e toda su vida. Las doctrinas eclesiásticas se a r m a n con todos los terrores de la i m a g i n a c i ó n p a r a p o d e r paralizar — t a l c o m o se dice de ciertos b r u j o s q u e p u e d e n inmovilizar las fuerzas del c u e r p o — todas las f u e r z a s del a l m a o forzarlas a f u n c i o n a r s o l a m e n t e de a c u e r d o a sus imágenes. A d e m á s , se d a el insuficiente cultivo libre de estas fuerzas; la segregación total del c o n o c i m i e n t o de las d o c t r i n a s eclesiásticas que, aisladas en u n a terrible m a j e s t a d , desprecian t o d a mezcla con o t r a s doctrinas, toda dep e n d e n c i a d e otras leyes. Es c o m o la separación de dos c a m i n o s hacia diferentes p u n t o s cardinales q u e n u n c a se e n t r e c r u z a n . Si en el c a m i n o d e los asuntos domésticos, de las ciencias y de las bellas a r t e s se reconoce i n m e d i a t a m e n t e al h o m b r e con e n t e n d i m i e n t o m á s prof u n d o y vigoroso, con intelecto m á s sutil y finísim;! sensibilidad, en el c a m i n o eclesiástico no se advierten tales p e r s o n a s ni se perciben estas cualidades. En c u a n t o a la posibilidad de c a m b i a r la fe desde afuera, se la cercena por la censura estricta, por la prohibición de libros, etcétera..., y por la precaución de no dejar decir n a d a en crédito de u n a opinión a j e n a , ni en conversaciones, ni en la c á t e d r a , ni en el púlpito, puesto q u e la Iglesia tiene el d e b e r de proteger esa p r o p i e d a d de c a d a u n o q u e es la fe y dicha p r o p i e d a d se lesiona si las propias d u d a s o las razones de otros la a m e n a z a n . 4 T o d a Iglesia presenta su fe c o m o el non plus ultra de toda v e r d a d y p a r t e de este principio, c o m o si a la fe se la p u d i e r a e m b o l s a r en las c a b e z a s como se embolsan dineros. Y, de hecho, es así como se t r a t a a la fe. D e a c u e r d o con las afirmaciones de toda Iglesia n a d a es tan fácil c o m o e n c o n t r a r la verdad; se necesita s o l a m e n t e llenar la m e m o r i a con u n o de los catecismos. P a r a ellas no vale que:
Sólo en la s e r i e d a d q u e no palidece en la fatiga E m a n a de la v e r d a d el h o n t a n a r o c u l t í s i m o 8 ,

sino q u e la ofrece en el m e r c a d o público; el río de la v e r d a d eclesiástica gorgotea r u i d o s a m e n t e por todas las calles y c a d a cual p u e d e llenar su cabeza con sus aguas.
8

Del poema de Schiller El idea! e ta vida.

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Los surtidores de las m i s m a s son los m a e s t r o s de la Iglesia, q u e son t a m b i é n sus funcionarios. Se l l a m a n a sí mismos servidores de la p a l a b r a divina: servidores, puesto q u e no son señores; no son legisladores, sino q u e o b e d e c e n a u n a v o l u n t a d a j e n a ; de la p a l a b r a divina, puesto q u e su ciencia no surgió de su vida m á s í n t i m a , sino q u e consiste solamente en p a l a b r a s q u e les h a n llegado.

[EL C O N T R A T O EN C U A N T O A L C U L T O ]

L a forma del culto religioso no p u e d e ser objeto de c o n t r a t o social igual q u e no lo p u e d e ser la fe. P o r q u e si el culto se e n t i e n d e según el significado propio de la p a l a b r a , a saber, c o m o u n a serie de actos q u e se c u m p l e n , según se a f i r m a , en c u a n t o d e b e r e s directos hacia Dios y q u e no son deducibles d e otros deberes q u e uno tiene hacia sí m i s m o o hacia otros, e n t o n c e s la libre aceptación de tal d e b e r t e n d r á q u e ser el único f u n d a m e n t o de su obligatoriedad. El reconocimiento de q u e algo es un d e b e r d e tal índole no p u e d e surgir de los votos d e u n a mayoría. Pero si d i c h o d e b e r se reconoce u m v e r s a l m e n t e entonces p u e d e celebrarse un c o n t r a t o de reciprocidad en c u a n t o a la r e g l a m e n tación de su ejercicio; [ t a m b i é n se p u e d e ] e n c a r g a r esto a la m a y o r í a (en caso de u n a constitución d e m o c r á t i c a de la Iglesia) o a un gob i e r n o (en u n a Iglesia m o n á r q u i c a o aristocrática). E s t a s diferentes f u n c i o n e s están g e n e r a l m e n t e reunidas, y de u n a m a n e r a m u y n a t u r a l , en el clero. Sus m i e m b r o s no son s o l a m e n t e m a e s t r o s libres d e la v e r d a d eclesiástica, sino t a m b i é n f u n c i o n a r i o s e n c a r g a d o s por la Iglesia d e proteger la fe; son a d e m á s sacerdotes q u e ofrecen en n o m b r e del pueblo oraciones, sacrificios, etcétera, a la divinidad, o q u e dirigen al pueblo en tales actos, p o n i é n d o s e a su frente. A d e m á s , tienen como u n a de sus t a r e a s principales incitar, por la e n s e ñ a n z a d o g m á t i c a de su Iglesia, por su m o r a l personal y por sus c u i d a d o s y a d m o n i c i o n e s , a lo q u e se l l a m a p i e d a d o t e m o r a Dios; por lo tanto, h a n d e tener tonalidad y matiz diferentes en c a d a u n a d e las iglesias.

LA F O R M A Q U E D E B E A D Q U I R I R LA M O R A L I D A D EN U N A IGLESIA

El c a m b i o m á s i m p o r t a n t e q u e a c o m p a ñ ó la difusión del Cristianism o ocurrió en su f o r m a d e p r o m o v e r la m o r a l i d a d . Al m u d a r s e la Iglesia en E s t a d o de sociedad privada q u e era, la m o r a l i d a d se transformó t a m b i é n y se convirtió de a s u n t o privado en m e n e s t e r del Estado, y lo q u e según su n a t u r a l e z a pertenece y pertenecería al libre

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H RN.\

a l b e d r í o se t r a n s f o r m ó en un d e b e r y, en p a r t e , en un d e r e c h o externo de la Iglesia. L a Iglesia h a erigido los principios de la m o r a l i d a d y ha i n d i c a d o al m i s m o t i e m p o los medios p a r a la asimilación d e los mismos; h a c r e a d o t a m b i é n , en particular, u n a a m p l í s i m a ciencia, llam a d a casuística, sobre la aplicación de tales principios a los casos individuales. H a y un rasgo d o m i n a n t e en el sistema m o r a l de la Iglesia: es q u e este sistema está edificado sobre la religión y sobre nuestra d e p e n dencia de la divinidad. El f u n d a m e n t o sobre el cual está erigido n o es un h e c h o d a d o a nuestro espíritu, no es un principio q u e se p u e d a desarrollar a partir de n u e s t r a conciencia, sino algo a p r e n d i d o . Su moral, por lo tanto, no es u n a ciencia a u t ó n o m a , i n d e p e n d i e n t e en sus principios: la esencia d e esta m o r a l i d a d no está f u n d a m e n t a d a en la libertad y no consiste en u n a a u t o n o m í a de la voluntad. Se p a r t e del conocimiento de hechos históricos y se fijan las sensaciones y los estados de á n i m o — l a g r a t i t u d y el t e m o r — q u e tal conocimiento tiene q u e p r o d u c i r p a r a m a n t e n e r n o s fieles a nuestros d e b e res. El criterio de estos últimos es el placer q u e tiene Dios en ellos; de algunos d e b e r e s se sabe q u e producen este a g r a d o divino; en c u a n t o a los otros, hay q u e deducirlos artificiosamente p a r t i e n d o de los primeros. Este a r t e calculatorio se extendió t a n t o y la c a n t i d a d de los d e b e r e s así d e d u c i d o s se hizo tan g r a n d e q u e el espacio q u e ha q u e d a d o p a r a la libre decisión de la v o l u n t a d es m u y reducido. A d e m á s , lo q u e no es d i r e c t a m e n t e o r d e n a d o o prohibido se vuelve i m p o r t a n t e en el ascetismo, q u e no concede l i b e r t a d , a p e n s a m i e n t o a l g u n o y no d e j a sin control n i n g u n a acción, n i n g u n a m i r a d a involuntaria, n i n g ú n placer, ya sea el de la alegría, el del a m o r , el de la a m i s t a d o el de la sociabilidad, sino q u e reclama p a r a sí toda emoción a n í m i c a , toda asociación de ideas, todo p e n s a m i e n t o q u e pasa, m o m e n t o a m o m e n t o , p o r la m e n t e h u m a n a ; toda sensación de bienestar. D e d u c e los d e b e r e s por un cálculo semejante al de la d o c t r i n a del e u d e m o n i s m o y s a b e d e d u c i r peligros por u n a larga c a d e n a de silogismos. Prescribe t a m bién u n a serie de ejercicios psíquicos, t e n d e n t e s a la formación del alma. Es u n a vasta ciencia táctica q u e e n s e ñ a m a n i o b r a s artificiosas y regulares, t a n t o c o n t r a el enemigo de la p i e d a d - q u e c a d a cual tiene en su p r o p i o pecho y q u e puede surgir de c u a l q u i e r situación y de c u a l q u i e r pensamiento, c o m o c o n t r a el invisible y principal e n e m i g o infernal. J u z g a r , pues, en todos los casos particulares sobre la m a n e r a correcta de a c t u a r es dificilísimo p a r a el lego y p a r a los q u e carecen de instrucción; con la c a n t i d a d de reglas (de moral y de p r u d e n c i a ) q u e existen p u e d e ocurrir m u y fácilmente q u e a raíz del a s u n t o m á s simple varias de estas reglas entren en colisión, y p a r a e n c o n t r a r u n a salida feliz d e tales embrollos se necesita un raciocinio bien adiestrado. N a t u r a l m e n t e , el sentido c o m ú n sano no sabe de todas estas pre-

I,A P O S I T I V I D A D

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cauciones y el s e n t i m i e n t o i n m e d i a t o h a o p t a d o g e n e r a l m e n t e p o r u n a línea de c o n d u c t a m á s correcta q u e l a de los casuistas m á s doctos, sin perder — c o m o estos ú l t i m o s — las o p o r t u n i d a d e s p a r a la acción b u e n a por t e m o r de d a r pie ( e v e n t u a l m e n t e y c o m o efecto remoto) a u n a ocasión p a r a pecar. + E n todas estas reglas d e la moral y d e la p r u d e n c i a se h a proced i d o d e u n a m a n e r a a priori; es decir, q u e se h a t o m a d o la letra m u e r t a como f u n d a m e n t o y sobre él se h a c o n s t r u i d o un sistema q u e prescribe c ó m o el h o m b r e tiene q u e a c t u a r y sentir y cuáles son los efectos q u e tal o cual « v e r d a d » d e b e p r o d u c i r . E n todo esto se h a c o n c e d i d o un poder legislativo a la m e m o r i a sobre todas las facultades - a u n sobre las m á s n o b l e s — del alma. 1 Si u n h o m b r e , en c u y a a l m a no h a sido e n t r e t e j i d a la t r a m a del sistema desde la infancia, y q u e a d e m á s h a llegado a conocer a través de la experiencia d e otros y d e los s e n t i m i e n t o s propios la n a t u r a l e z a h u m a n a , se e n t e r a en u n m o m e n t o d a d o del sistema y se le exige vivir d e n t r o d e él, se e n c u e n t r a d e p r o n t o en u n m u n d o e m b r u j a d o . E n la i m a g e n del h o m b r e q u e d a este sistema n o p u e d e reconocer u n ser de su p r o p i a especie y a n t e s d e b u s c a r u n a n a t u r a l e z a g e n u i n a en ella sería preferible q u e la b u s c a r a en los c u e n t o s d e h a d a s orientales o en n u e s t r a s novelas caballerescas; e r r a r í a m e n o s si quisiera f u n d a r u n a d o c t r i n a física sobre aquellos inventos d e la f a n t a s í a q u e u n a psicología sobre estos p r o d u c t o s d e nuestros días. A u n q u e se q u i e r a prostern a r c o m o miserable p e c a d o r y h o m b r e c o r r u p t o , a n t e D i o s y los h o m b r e s , d a d a la perversión i n n a t a de n u e s t r a n a t u r a l e z a , n o vale la p e n a de q u e por tales faltas se reconozca c u l p a b l e a n t e Dios, ante sí m i s m o y a n t e los h o m b r e s . I g u a l m e n t e , no servimos p a r a n a d a y el ú n i c o consuelo en todo esto es q u e tal situación la tenemos en c o m ú n con todos los h o m b r e s , a u n q u e c a d a uno, al c o m p a r a r s e , c r e a tener alguna preferencia.4 A h o r a bien, si u n h o m b r e h a recorrido t o d a e s t a serie de conocimientos, s e n t i m i e n t o s y estados anímicos prescrita por la Iglesia y no h a llegado m á s lejos q u e otro q u e careció d e todo este a p a r a t o (como, p o r ejemplo, m u c h o s h o m b r e s virtuosos entre los llamados p a g a n o s ciegos); si, a u n q u e h a y a a v a n z a d o m u c h o con recelo y c a u t e l a en la s u b o r d i n a c i ó n y o b e d i e n c i a , con todo h a q u e d a d o rezagado en c u a n t o a valentía, decisión y fuerza, o h a p e r d i d o por completo éstas y las o t r a s virtudes q u e c a p a c i t a n a p r o m o v e r el bien del individuo y del E s t a d o , ¿qué h a g a n a d o entonces el g é n e r o h u m a n o por el complic a d o sistema regulativo d e la Iglesia? T a l p r e g u n t a surge, sobre todo, al o b s e r v a r la i n n u m e r a b l e c a n t i d a d d e hipócritas d e todas esas iglesias q u e a d q u i r i e r o n todos aquellos conocimientos y sentimientos, q u e h a b l a n el l e n g u a j e de la Iglesia y viven y a c t ú a n d e n t r o d e tales ejercicios eclesiásticos. ¿ Q u é f u e r z a les p o d e m o s reconocer

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a éstos si aquéllos h a n o b s e r v a d o y h e c h o todo lo q u e la Iglesia exige y siguen siendo, sin e m b a r g o , villanos y a d e m á s estafadores? U n a v e n t a j a , u n a g r a n v e n t a j a se deriva p a r a el Estado, o mejor dicho p a r a los q u e d o m i n a n en él (puesto q u e el E s t a d o m i s m o ha sido d e s t r u i d o con todo esto), de esta intención de la Iglesia de a c t u a r sobre la disposición m o r a l de los h o m b r e s . Es la v e n t a j a de u n a dominación, de un despotismo, q u e d e s p u é s del completo avasallam i e n t o del libre arbitrio por el clero ya tiene g a n a d o el día. La Iglesia, ha e n s e ñ a d o a e s t i m a r la libertad civil y política como si fuera estiércol, en c o m p a r a c i ó n con los bienes del cielo, y a despreciar el placer de la vida. Igual q u e la carencia d e medios p a r a satisfacer las necesidades físicas q u i t a la vida a la p a r t e a n i m a l del h o m b r e , la privación del placer de la libertad del espíritu lleva consigo la m u e r t e de la razón, y en tal condición los h o m b r e s no sienten ya su p é r d i d a , la necesidad de su uso o el deseo de r e c u p e r a r l a , c o m o el c u e r p o m u e r t o pierde el deseo de comer y beber. 4 Al intentar J e s ú s dirigir la atención d e su pueblo a la vida interior y al espíritu q u e debía a n i m a r el c u m p l i m i e n t o d e las leyes interiores p a r a lograr el b e n e p l á c i t o divino, al intentarlo, digo, el complementum d e las leyes se transformó, b a j o el r é g i m e n eclesiástico, n u e v a m e n t e en reglas y o r d e n a m i e n t o s q u e rec l a m a n siempre de nuevo otro complementum; este intento de la Iglesia ha f r a c a s a d o n u e v a m e n t e ; el espíritu, la disposición moral, es algo d e m a s i a d o etéreo p a r a poder fijarlo en imposiciones definidas, en fórmulas, o p a r a m a n i f e s t a r l o en sentimientos y estados de á n i m o q u e se p r o d u c e n por órdenes.) O t r a circunstancia negativa, consecuencia necesaria de lo anterior, es la siguiente: estos sentimientos, los cuales se s u p o n e q u e se d e s p i e r t a n en el proceso del m e j o r a m i e n t o moral, y las acciones q u e se t o m a como expresiones de tales sentimientos (comunión, confesión, limosnas con ocasión de estas ú l t i m a s y d u r a n t e el servicio religioso), son públicas y se ofrecen al E s t a d o eclesiástico o a sus funcionarios que, por ser tales, d e b e r í a n ser nuestros amigos. A h o r a bien, en esta d e m o s t r a c i ó n pública de los progresos alcanzados por vía d e la devoción no es p r o b a b l e q u e alguien q u i e r a q u e d a r s e rezagado; por ello imita los sentimientos y sus signos exteriores. L a Iglesia no puede ni exigir ni lograr m á s q u e esto. T a m b i é n nuestras c o s t u m b r e s — e n c u a n t o manifiestan sentimientos por medio de signos exteriores— se vinculan menos a los afectos q u e poseemos r e a l m e n t e que a los q u e d e b i é r a m o s tener. Así, por ejemplo, a n t e la m u e r t e d e un pariente j u e g a u n papel m á s decisivo el duelo q u e se debe sentir q u e el q u e se siente realmente, de m a n e r a q u e los signos exteriores de este sentimiento se orientan m á s de a c u e r d o a lo q u e se d e b i e r a sentir q u e por lo q u e se siente en v e r d a d , h a s t a el p u n t o de q u e la convención fija la intensidad y la d u r a c i ó n

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de este sentimiento. N u e s t r a religión, igual q u e m u c h a s d e n u e s t r a s costumbres, se refieren t a m b i é n en este respecto — c o m o respecto del duelo y a y u n o d u r a n t e la c u a r e s m a , del fausto y o p u l e n c i a d u r a n t e las P a s c u a s — a u n a reglamentación de los sentimientos, a la cual se p r e t e n d e d a r validez universal. Por esto h a y t a n t a v a c u i d a d , t a n t a falta d e vida en n u e s t r a s costumbres; el sentimiento ya las h a a b a n d o n a d o y, sin e m b a r g o , se p r e t e n d e q u e lo tengamos. N a d a h a d a ñ a d o m á s a la casuística y al ascetismo frailesco q u e el m a y o r desarrollo del sentido m o r a l e n t r e los h o m b r e s y el conocimiento m á s preciso de la n a t u r a l e z a del a l m a h u m a n a *. D e esta m a n e r a , la Iglesia no sólo nos prescribió u n a c a n t i d a d de actos exteriores (por los cuales se s u p o n e q u e h o n r a m o s a la divinid a d y g a n a m o s su favor y que, al m i s m o tiempo, p r o d u c e n en nosotros mismos un e s t a d o de á n i m o y u n a dirección de n u e s t r o espíritu q u e ella nos exige), sino q u e fijó t a m b i é n las leyes según las cuales d e b e m o s pensar, sentir y q u e r e r . Así, los cristianos h a n vuelto allá d o n d e estuvieron los j u d í o s . L a característica d e la religión j u d í a — l a s e r v i d u m b r e b a j o u n a ley— la e n c o n t r a m o s de n u e v o en la Iglesia cristiana, por m á s q u e los cristianos se feliciten de h a b e r s e liberado d e ella. L a diferencia se encuentra, p a r c i a l m e n t e , en los medios [ p a r a i m p o n e r la ley]; los d e b e r e s religiosos de los j u d í o s eran en cierto m o d o d e b e r e s q u e tenían q u e cumplirse por f u e r z a , a u n q u e en la Iglesia cristiana tienen, en parte, el mismo carácter: aquel q u e no los c u m p l e es todavía e j e c u t a d o en algunos lados y casi en todas partes se ve p r i v a d o de sus derechos cívicos. El medio m á s excelente — q u e en v e r d a d se usó ya entre los j u d í o s — es el q u e o b r a sobre la imaginación; la diferencia r a d i c a sol a m e n t e en las imágenes usadas. E n t r e los cristianos son sobre todo:

« L u c e s d e terror, en a l t a s torres puestas Q u e e n la f a n t a s í a del s o ñ a d o r p e n e t r a n Si e n su a l m a (laquea el fuego d e la ley» 9 .

Se alega q u e la diferencia principal estriba en lo siguiente: los j u d í o s creían h a b e r c u m p l i d o con la divinidad al e j e c u t a r sus cerem o n i a s ; al cristiano, en cambio, se le inculca q u e lo único i m p o r t a n t e es la disposición m o r a l con q u e dos personas distintas e j e c u t a n la m i s m a acción. Sin e m b a r g o , la disposición moral del cristiano le está m i n u c i o s a m e n t e fijada; en la regla de salvación está d e t e r m i n a d a de a n t e m a n o no sólo la secuencia de los conocimientos, q u e necesaria-

E n c u a n t o a lo ú l t i m o , las n o v e l a s d e M a r i v a u x , etc. D e u n a e s t r o f a s u p r i m i d a d e Resignación, d e Schiller.

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m e n t e d e b e r á adquirir, y q u e son posibles en sí, sino t a m b i é n la secuencia de los diferentes estados de á n i m o q u e se d e b e r á n desarrollar a p a r t i r d e los a n t e r i o r e s / L a Iglesia exige q u e este curso sea c u m p l i d o y a ñ a d e todavía el a g r e g a d o , contradictorio consigo m i s m o , de d e c r e t a r sentimientos. (En el j u d a i s m o se o r d e n a r o n solamente acciones.) Esta diferencia n o es p r e c i s a m e n t e a p t a p a r a realizar la m o r a l i d a d , fin de la moral y de la religión; por esto le fue imposible a la Iglesia a l c a n z a r por ese c a m i n o algo m á s q u e legalidad, algo m á s q u e u n a virtud y u n a beatería inanimadas. 1 " L a s consecuencias necesarias del intento de d e c r e t a r sentimientos eran y d e b í a n ser las siguientes: [a)] A u t o e n g a ñ o ; es decir, la creencia de q u e uno tiene el s e n t i m i e n t o prescrito y q u e los sentimientos propios coinciden con aquellos q u e se hallan descritos en los libros. ( U n s e n t i m i e n t o artificial de esta índole no p u e d e tener ni la fuerza ni el valor del q u e es natural.) [b)] C o n s e c u e n c i a del a u t o e n g a ñ o es en alg u n o s casos una falsa t r a n q u i l i d a d q u e estima en m u c h o los sentimientos q u e b r o t a n en tal i n v e r n a d e r o espiritual y q u e resulta en u n a sobrevaloración de uno m i s m o , por el hecho de tenerlos. Si u n a p e r s o n a de estas características, q u e en un m o m e n t o d e t e r m i n a d o necesitara la f u e r z a d e tales sentimientos, se diera c u e n t a de su debilidad, le invadiría la confusión, la a n g u s t i a y la desconfianza en sí mismo: u n estado de á n i m o q u e progresa a veces h a s t a la locura. Es el m i s m o c a s o d e desesperación de q u i e n a pesar de toda su b u e n a voluntad, n o cree h a b e r a l c a n z a d o aquella cima de sentimientos q u e se le exige; d a d o q u e se e n c u e n t r a en el c a m p o de los sentimientos y q u e n u n c a p o d r á tener u n a m e d i d a fija de su perfección — a menos q u e se e n g a ñ e por p r o d u c t o s de su i m a g i n a c i ó n — se sentirá invadido por u n a a n s i e d a d q u e le q u i t a r á t o d a su fuerza y todo poder de decisión; en este estado, entonces, sólo p o d r á e n c o n t r a r d e s c a n s o al confiarse en la g r a c i a infinita d e la divinidad. Sin e m b a r g o , un m í n i m o aum e n t o en la tensión de la imaginación t r a n s f o r m a r á este m i s m o estado en locura, en d e m e n c i a . Él efecto m á s c o m ú n es una v a r i a n t e del a u t o e n g a ñ o a r r i b a m e n c i o n a d o . En ella, al lado d e todo el tesoro de s e n t i m i e n t o s espirituales, se conserva el c a r á c t e r q u e se tiene; así el h o m b r e o r d i n a r i o c o h a b i t a con el espiritual; a lo s u m o se verá a t a v i a d o por este último con perifollos y gestos exteriores. E n el t r a t o diario aparece el h o m b r e ordinario, pero los domingos, entre sus sem e j a n t e s o delante de su libro de oraciones, es otra persona complet a m e n t e diferente. M u c h a s veces es d e m a s i a d o d u r o acusar tal c a r á c t e r d e hipocresía, p u e s t o q u e a ésta le pertenece t a m b i é n la conciencia de la contradicción entre la etiqueta d e las acciones y sus motivos reales; en el caso t r a t a d o , sin e m b a r g o , se carece de esta conciencia y el h o m b r e n o tiene n i n g u n a u n i d a d . Si las dos disposiciones e n t r a n r e a l m e n t e en colisión, y si la c a r n a l i d a d se lleva el triunfo, tal

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c o m o ocurre m u y f r e c u e n t e m e n t e , ésta no d e j a r á de e n c o n t r a r entre la i n n u m e r a b l e c a n t i d a d de m a n d a m i e n t o s morales y ascéticos u n o q u e p u e d a relacionarse con la infracción, y disfrazarla, p a r a la persona m i s m a q u e la h a cometido, con u n a a p a r i e n c i a respetable. + F u e r o n los católicos q u i e n e s e x a g e r a r o n m á s este tipo d e sutilezas. L a Iglesia l u t e r a n a ha eliminado la m a y o r p a r t e de las reglas exteriores, pero ha instituido un sistema de preceptos y de n o r m a s p a r a el sentimiento. Son los pietistas q u i e n e s defienden y p r a c t i c a n sobre todo este sistema, y a u n q u e los m i s m o s p a r e c e n ser m e r a m e n t e u n a secta de la Iglesia l u t e r a n a , no se p u e d e decir q u e se h a y a n desviado en lo m á s m í n i m o , con su sistema de fe y con su moral, de los m a n d a m i e n t o s de su Iglesia; c o n t r a r i a m e n t e p a r e c e n e x p r e s a r con m a y o r precisión sólo el sistema d e la m i s m a . Es v e r d a d q u e parecen diferenciarse de la m a y o r í a de los luteranos, p e r o esto obedece a q u e estos últimos se ven impedidos, por n a t u r a l e z a y sano sentido c o m ú n , a a d e c u a r c o m p l e t a m e n t e su vida y sus sentimientos al sistema de su Iglesia. Al parecer, son los calvinistas los q u e , en general, d e s t a c a n m á s la m o r a l y los q u e se p r e o c u p a n menos de la p a r t e ascética. 4

LA N E C E S I D A D D E L S U R G I M I E N T O D E L A S S E C T A S

L a s distintas iglesias cristianas c o n c u e r d a n en este propósito de producir, d e o r d e n a r o de fijar las disposiciones y las motivaciones q u e están d e t r á s de las acciones. D a d a la imposibilidad de g o b e r n a r con estos medios sobre la libertad h u m a n a y de lograr m á s q u e u n a m e r a legalidad (en caso c o n t r a r i o la Iglesia debería h a b e r conseguido la extirpación irrevocable, en u n a p a r t e del género h u m a n o , de la h u m a n i d a d y la t r a n s f o r m a c i ó n de tal deficiencia en c a r á c t e r const a n t e de u n a r a z a ) , tenían q u e a p a r e c e r p e r i ó d i c a m e n t e h o m b r e s q u e no sintieran satisfechas las exigencias de sus propios corazones en esta legalidad eclesiástica, en este c a r á c t e r q u e llega a f o r m a r el ascetismo, y q u e se sintieran capaces d e d a r s e u n a ley m o r a l q u e surgiera de la libertad. E s t o s no g u a r d a r o n su fe exclusivamente p a r a ellos, sino q u e se t r a n s f o r m a r o n en f u n d a d o r e s de u n a secta, que, en el caso de no h a b e r sido s u p r i m i d a por la Iglesia, se h u b i e r a ido e x p a n diendo; pero en la m e d i d a en q u e se a l e j a b a de su fuente se ceñía de n u e v o a las reglas y n o r m a s d a d a s p o r su f u n d a d o r , q u e p a r a sus a d h e r e n t e s y a n o eran leyes surgidas de la libertad, sino estatutos eclesiásticos. Esto c o n d u j o de nuevo al surgimiento de o t r a s sectas, etcétera. T a l ocurrió, p r i m e r o en la Iglesia j u d í a , de la cual se desp r e n d i ó la secta cristiana; ésta, al t r a n s f o r m a r s e en Iglesia, hizo sur-

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gir en su seno nuevas sectas q u e a su vez se t r a n s f o r m a b a n en iglesias. Este tren de cosas seguirá m i e n t r a s el E s t a d o desconozca el alcance de sus derechos y p e r m i t a q u e d e n t r o d e él se establezca el E s t a d o de u n a Iglesia d o m i n a n t e o, peor t o d a v í a , m i e n t r a s se asocie con tal Iglesia y t r a n s g r e d a así sus derechos.

[II] [APENDICES] [Borrador de nueva Introducción
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LA fe positiva es un sistema de e n u n c i a d o s religiosos q u e posee u n a v e r d a d p a r a nosotros por el hecho de h a b e r sido establecido por u n a autoridad, la cual no p o d e m o s r e c h a z a r y a la q u e d e b e m o s someter n u e s t r a fe. En este concepto aparece p r i m e r o un sistema d e enunciados o de v e r d a d e s religiosos que, i n d e p e n d i e n t e m e n t e de lo q u e ten e m o s por v e r d a d e r o , d e b e n ser considerados como v e r d a d e s y que, a u n q u e n u n c a h u b i e r a n sido conocidos por persona a l g u n a y n u n c a h u b i e r a n sido tenidos por verdaderos, seguirían siendo verdades. Estas verdades, q u e p o r lo anterior se h a n l l a m a d o a m e n u d o verdades objetivas, deben t r a n s f o r m a r s e a h o r a en verdades p a r a nosotros, en v e r d a d e s subjetivas. 4 L a s verdades q u e i n c u m b e n al e n t e n d i m i e n t o o a la r a z ó n deben ser a c e p t a d a s por ésta c o m o tales, y las q u e contienen m a n d a m i e n t o s p a r a nuestra v o l u n t a d deben ser a d m i t i d a s por ésta como m á x i m a s . El p r i m e r m a n d a m i e n t o de esta clase, condición de los restantes, es el q u e nos o r d e n a q u e estas verdades sean tenidas por tales. Esto nos lo i m p o n e u n a a u t o r i d a d frente a la cual la desobediencia es imposible. 4 L a afirmación de q u e creer es un d e b e r p a r a nosotros pertenece esencialmente al c o n c e p t o de u n a fe positiva. La creencia histórica, como la fe en aquello q u e nos dicen padres, e d u c a d o r e s y amigos es t a m b i é n una fe b a s a d a en la a u t o r i d a d ; esta fe, sin e m b a r g o , tiene su f u n d a m e n t o en u n a confianza q u e o t o r g a m o s v o l u n t a r i a m e n t e a tales personas y q u e d e p e n d e en a m p l i a m e d i d a de la credibilidad q u e poseen sus informaciones p a r a nosotros. En cambio, la fe en la autor i d a d d e las d o c t r i n a s positivas no pertenece a la esfera de nuestro libre arbitrio; la confianza q u e o t o r g a m o s a ellas debe ser f u n d a m e n t a d a , antes de q u e se conozca o se j u z g u e el contenido de las doctrinas d a d a s . 4 A h o r a bien, el d e r e c h o q u e tiene Dios sobre nosotros y nuestro deber d e obediencia frente a El se d e r i v a de q u e es n u e s t r o señor y egislador poderoso, de q u e nosotros somos sus c r i a t u r a s y sus súbdi-

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tos, de los beneficios con los cuales nos ha c o l m a d o y del d e b e r d e g r a t i t u d frente a los mismos, y t a m b i é n del hecho de q u e El es la fuente d e la v e r d a d , siendo nosotros ignorantes y ciegos. E n c u a n t o a estos títulos de d e r e c h o n o t e m o s solamente q u e los dos últimos pres u p o n e n ya un cierto a m o r hacia la verdad, u n a especie de disposición moral, y q u e aquel q u e se f u n d a en los beneficios otorgados comienza con lo q u e debe todavía p r o b a r s e (es decir, q u e en este caso nuestro d e b e r p a r a con la religión positiva se d e d u c e de la suposición de q u e la m i s m a es un beneficio y q u e la obediencia por gratitud es un acto q u e p r o d u c e el beneplácito y la alegría d e Dios, etcétera).' En v e r d a d es el primer f u n d a m e n t o de n u e s t r o deber, a r r i b a mencionado, q u e tiene m a y o r peso, sobre todo p o r q u e con él se apela al h o m b r e sensual, en el cual la disposición moral tiene todavía q u e despertarse. L o q u e este p r i m e r f u n d a m e n t o expresa es q u e de esta relación con Dios surge p a r a esta c r i a t u r a u n a especie de justicia imp u e s t a de cuya vigencia no puede sustraerse n u n c a . El esclavo p u e d e tener todavía la e s p e r a n z a d e huir de su señor terrenal, de sustraerse al á m b i t o de su poder: pero no es así con Dios (Si volara en las alas del sol naciente, allí estás si me escondiera en el a b i s m o de los mares, t a m b i é n allí estás). + El h o m b r e q u e reconoce este poder s u p e r i o r de un ser, no sólo sobre los impulsos de su vida (puesto q u e esto tiene q u e ser reconocido por todo el m u n d o , ya sea b a j o el n o m b r e de n a t u r a l e z a , destino o providencia), sino t a m b i é n sobre su espíritu, sobre t o d a la extensión de su ser, no p u e d e sustraerse a la fe positiva. L a disposición p a r a tal fe p r e s u p o n e necesariamente la p é r d i d a de la libertad de la razón, d e la a u t o n o m í a d e la m i s m a y, así, la i n c a p a c i d a d p a r a oponerse a u n poder a j e n o . Aquí está el p r i m e r p u n t o en q u e se origina toda fe o incredulidad en u n a religión positiva y, al m i s m o tiempo, el c e n t r o alrededor del cual se m u e v e n todas las controversias, y a u n q u e [tal punto] n o se h u b i e r a hecho c l a r a m e n t e consciente, es con todo, el f u n d a m e n t o de cualquier s u b o r d i n a c i ó n o pertinacia. Es a q u í d o n d e los ortodoxos tienen q u e ponerse firmes; es a q u í d o n d e ya n a d a pueden conceder. Y a u n q u e c o n c e d a n q u e la m o r a l i d a d es realmente el fin absoluto y s u p r e m o de la h u m a n i d a d y q u e la razón tiene la c a p a cidad de erigir un sistema puro de moral (ya q u e no p u e d e n n e g a r lo q u e acontece a n t e sus ojos), han de afirmar, sin e m b a r g o , q u e la razón, por sí, es incapaz d e asegurarse su p r e d o m i n i o sobre las inclinaciones, d e realizar sus m i s m a s exigencias. Por eso los ortodoxos tienen q u e d e t e r m i n a r estas exigencias, [o sea] el fin último de la h u m a n i d a d , de m a n e r a q u e si el h o m b r e no d e p e n d e de un ser exterior a él respecto del origen de esas exigencias, sí d e p e n d e de ese ser p a r a ponerlas en p r á c t i c a / U n a vez a d m i t i d a esta i n c a p a c i d a d de la razón y la d e p e n d e n c i a de todo nuestro ser — c o n d i c i ó n necesaria de todo lo siguiente—, en-

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tonces la p r u e b a d e q u e d e t e r m i n a d a religión, por ejemplo la Cristiana, es u n a religión positiva q u e tiene su origen en Dios, se p u e d e llevar a cabo d e u n a m a n e r a e n t e r a m e n t e histórica. Esto es t a n t o m á s fácil por c u a n t o q u e al h a b e r reconocido n u e s t r a d e p e n d e n c i a y serv i d u m b r e hemos a b a n d o n a d o la v a r a de m e d i d a p a r a un e x a m e n distinto, hemos p e r d i d o el derecho d e p r e g u n t a r por las c a u s a s internas, por la racionalidad de las m i s m a s y por la c o n c o r d a n c i a d e los acontecimientos r e l a t a d o s con las leyes d e la experiencia. E n tal caso, la cuestión de la r a c i o n a l i d a d o de la i r r a c i o n a l i d a d es t o t a l m e n t e superflua; p o d r á p l a n t e a r s e por puro placer, pero no como cuestión q u e intervenga en la decisión sobre mi fe: todas las instancias inferiores h a n de callar d e l a n t e del tribunal superior u n a vez q u e h a y a sido éste reconocido. 4 Lo q u e se tiene por v e r d a d e r o a c a u s a de su racionalidad no pertenece el contenido de mi fe positiva. Es v e r d a d q u e p u e d e ocurrir q u e algo q u e se h a creído primero por a u t o r i d a d se crea luego por convencimiento racional. Pero s o l a m e n t e alguien q u e esté libre de t o d a fe positiva p u e d e e s p e r a r o exigir q u e todo el c o n t e n i d o d e la fe positiva se p u e d a c o m p r o b a r en último t é r m i n o a p a r t i r de la p r o p i a razón. U n creyente sólo e m p r e n d e r á la reducción de sus d o c t r i n a s positivas a lo racional p a r a satisfacer a tal persona. 4 D e hecho, lo obvio sería e s p e r a r todo lo c o n t r a r i o de u n a religión revelada por Dios q u e contiene v e r d a d e s divinas; es decir, p e n s a d a s por Dios; [o sea] q u e los p e n s a m i e n t o s de Dios no los p u e d e comp r e n d e r ni m e d i r la razón h u m a n a . 4 ¿ C ó m o se p u e d e pensar, pues, la posibilidad de fe positiva en tales verdades? ¿ C ó m o p u e d e n éstas t r a n s f o r m a r s e en v e r d a d e s subjetivas? ¿De q u é m a n e r a se ve afectado el á n i m o h u m a n o en tal estado? ¿ Q u é es a q u í su a c t i v i d a d y q u é es su p a s i v i d a d ? 4 Expresiones como: «la fe es u n a convicción vivaz, a c o m p a ñ a d a por sentimientos, q u e c o n d u c e a acciones», son d e m a s i a d o indeterm i n a d a s p a r a decirnos realmente algo. L a religión c r i s t i a n a contiene en p a r t e m a n d a m i e n t o s sobre el conocimiento de objetos, j u n t o con i m p o r t a n c i a práctica y en p a r t e m a n d a m i e n t o s s o b r e acciones.

[EL P A P E L D E L D E B E R E N T R E LA FE P O S I T I V A Y LA RAZON)

L a posibilidad d e c o m u n i c a r a otro los propios p e n s a m i e n t o s y experiencias p r e s u p o n e q u e posee p e n s a m i e n t o s y experiencias similares a estos q u e le b r i n d a m o s d e n t r o de un contexto diferente, invitándolo a vincularlos del m o d o q u e a h o r a le indicamos. T a l posibilidad pre-

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berna

s u p o n e t a m b i é n la c a p a c i d a d [en este otro] de p r o d u c i r en sí m i s m o las acciones q u e le señalamos. A h o r a bien, las v e r d a d e s de la religión cristiana q u e tienen relación con la facultad cognoscitiva se refieren en p a r t e a la imaginación, en p a r t e al e n t e n d i m i e n t o y en p a r t e a la razón. La imaginación recibe, con la a p r o b a c i ó n del e n t e n d i m i e n t o , las verdades históricas q u e c o n c u e r d a n con las leyes de la experiencia; la n o v e d a d p a r a la m i s m a es m e r a m e n t e el contexto d e n t r o del cual tiene q u e vincular a h o r a diversas representaciones q u e ya h a b í a tenido. L a imaginación las recibe con la representación adicional de q u e se t r a t a de experiencias q u e h a n sido reales, de sentimientos q u e existieron y q u e m o t i v a r o n u n a actividad del e n t e n d i m i e n t o q u e es neceiria y c o m ú n p a r a todos los h o m b r e s q u e t e n g a n tales sentimientos. Ls esta representación adicional la q u e se l l a m a a q u í creencia, fe. + Sin e m b a r g o , se d a n t a m b i é n verdades históricas en las q u e incluso un e n t e n d i m i e n t o m e d i a n a m e n t e ejercitado c a p t a en seguida la contradicción con sus propias leyes y, por lo mismo, tiende a rechazarlas. Es el caso de los milagros y de los otros acontecimientos sob r e n a t u r a l e s . El e n t e n d i m i e n t o no se satisface si se le contesta señalándole causas sobrenaturales, pues ni siquiera c o m p r e n d e esa contestación q u e p a r a él n a d a dice. ¿ C ó m o se p u e d e cumplir entonces con el d e b e r de la fe? L a imaginación se c o n t e n t a perfectamente con la indicación de u n a causa s o b r e n a t u r a l ( p a r a ella no hay diferencia), pero el e n t e n d i m i e n t o rechaza su poesía y no a d m i t e su intervención c u a n d o se trata de decidir sobre la realidad o la irrealidad de u n a representación/ Por esto, hay que h a c e r e n t r a r en j u e g o u n a facultad superior, ante la cual el mismo e n t e n d i m i e n t o tiene q u e enmudecer: la fe se vuelve a s u n t o de d e b e r y se la confina así a un á m b i t o s o b r e n a t u r a l al cual el e n t e n d i m i e n t o tiene v e d a d a toda e n t r a d a . + C r e e r equivale a lo siguiente: [a)] M a n t e n e r fija — p o r deber, o sea, por temor al Señor T o d o p o d e r o s o — u n a única conexión de acontecimientos q u e se b r i n d a n a la imaginación, c u a n d o el entendimiento siempre t r a t a de hallar otra más. [b)] O b l i g a a d e m á s al e n t e n d i m i e n t o a q u e p o n g a m a n o s en un a s u n t o q u e le es r e p u g n a n t e , p r e s t a n d o el concepto de causa; pero c u a n d o quiere proceder m á s adelante, i n m e d i a t a m e n t e se expulsan de la conciencia sus exigencias, [c)] Presentar a la imaginación la conexión d a d a y q u e esta fijación no ceda lugar al entendimiento. Es entonces, p a r a satisfacer sus exigencias, c u a n d o aparecen las instancias prácticas de la razón. Estas exigencias no se dirigen a la voluntad con el fin de d e t e r m i n a r a u n a acción, sino a la razón (o a la ley) q u e a su vez tiene sus exigencias frente a la voluntad y al m u n d o sensible. [Sin e m b a r g o ] en el sistema de la religión positiva la razón solamente puede tener exigencias frente al m u n d o sensible (y

I,A P O S I T I V I D A D

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solamente a q u e l l a s cuyo c u m p l i m i e n t o se p r o m e t e en la respectiva religión positiva); las exigencias frente a la v o l u n t a d las tiene la ley del Señor, la m i s m a religión positiva que, al m i s m o tiempo, p r o m e t e su apoyo a la v o l u n t a d [a la cual se dirige con sus r e q u e r i m i e n t o s ] . 4 C o n esta fe se eleva a la conciencia y se reflexiona sobre aquello q u e f u n d a m e n t a b a la posibilidad de u n a fe positiva en general: por un lado, la falta d e fuerza moral y la sensación de ser u n a m á q u i n a r e p r e s e n t a d o r a e i m p u l s a d a por representaciones d a d a s y, por el otro, nuestro desconocimiento sobre la fuerza de este m e c a n i s m o , n u e s t r a i n c a p a c i d a d — r e p e t i d a m e n t e c o m p r o b a d a — de d e t e r m i n a r n o s , de ser i m p u l s a d o s por ciertas representaciones. C o n esto se conecta entonces la e s p e r a n z a de q u e el p r i m e r m o t o r d e esta o b r a , cual señor benevolente y conmiserativo, se h a g a cargo de la m i s m a e intervenga con su auxilio s i e m p r e c u a n d o el m e c a n i s m o esté a p u n t o d e trabarse. + El h o m b r e envuelto en la fe positiva convierte a q u í , fielmente, t o d a su situación en un objeto de su reflexión. L a diferencia frente a sus reflexiones d e otro tipo es s o l a m e n t e ésta: m i e n t r a s q u e en el otro caso está d e t e r m i n a d o por la r e p r e s e n t a c i ó n q u e le viene de la fe positiva, a q u í n o piensa esta d e t e r m i n a c i ó n c o m o algo q u e pasa a través del m e d i o de la representación, sino como algo q u e le afecta d i r e c t a m e n t e a su actividad, a su ser. +

[EL P O S T U L A D O DE LA A R M O N I A E N T R E LA F E L I C I D A D Y LA M O R A L I D A D ]

E n c u a n t o a las exigencias d e la razón práctica q u e la religión positiva p r o m e t e realizar son de dos clases: la realización de a l g u n a s es d e s e a d a por la razón práctica; a n t e la realización de otras sentiría pavor. L a religión positiva p r o m e t e t r a n q u i l i z a r l a en a m b o s sentidos. 4 Las propias expresiones: «la r a z ó n desea» o «la r a z ó n siente pavor» indican q u e la sensibilidad ha e n t r a d o e n j u e g o y q u e es tal vez ella la q u e i n d u c e ( s u b r e p t i c i a m e n t e ) a la razón a p o s t u l a r esas exigencias, siendo en v e r d a d ella q u i e n quiere ser satisfecha. 4 ¿ C ó m o llega la r a z ó n a postular c o m o u n a exigencia la a r m o n í a de la felicidad con la m o r a l i d a d (postulado q u e se ha hecho famoso ú l t i m a m e n t e y q u e está d i f u n d i d o e n t r e todos los pueblos), c u a n d o se t r a t a de algo q u e — s e g ú n ella m i s m a reconoce— es i n d e p e n d i e n t e y no d e t e r m i n a b l e por ella? 4 L a razón es la q u e , al llegar en un sujeto a un d e t e r m i n a d o grado d e dominio, d e poder, le d a a la conciencia este s e n t i m i e n t o de deber d e dominio. Si [ahora] se dirige a la voluntad ([una vez] orientada sobre d e t e r m i n a d o ohjeto del impulso instintivo), ésta actúa en la forma q u e le fija la razón y moviliza para sí las fuerzas físicas.

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berna

Si la v o l u n t a d sigue firme, i n d e p e n d i e n t e m e n t e d e la victoria de las propias fuerzas o de su d e r r o t a en la lucha con fuerzas ajenas y contrarias, la razón ha recibido su satisfacción. Solamente en n u e s t r o s tiempos se h a p o d i d o decir, ante la m u e r t e por el honor, por la p a t r i a o por la virtud, q u e el h o m b r e h u b i e r a sido d i g n o de mejor suerte."1" [Sin e m b a r g o ] si la r a z ó n e n c u e n t r a u n a v o l u n t a d m á s d o m i n a d a por las inclinaciones sensibles y si sólo raras veces e n c u e n t r a u n a o p o r t u n i d a d p a r a dirigirse a ella, entonces en este tipo de sujetos la sensibilidad percibe la voz, el «Debe» de la razón, pero la explica según sus propias necesidades: el D e b e [que i m p o n e ] la razón lo interpreta c o m o un deseo de felicidad; deseo q u e se diferencia de la exigencia sensible de la felicidad por el hecho de f u n d a m e n t a r s e sobre la voz d e la razón, o sea p o r q u e p r e s u p o n e un p o d e r d e la razón: el p o d e r p r o n u n c i a r un Debe. Esta exigencia legitimada — c a b e d e c i r — por la razón p e r m i t e decir q u e se es digno de felicidad, m i e n t r a s q u e la ind i g n i d a d a este respecto es la incapacidad de la razón p a r a p r o n u n ciar un D e b e . E n este caso se t r a t a d e u n a d e r r o t a de la m i s m a y t a m b i é n de u n a impotencia frente a las circunstancias externas. E n a m b o s casos la razón no r e c l a m a la felicidad de m a n e r a i n m e d i a t a (este concepto le es tan poco a t r i b u i b l e c o m o la sensación al e n t e n d i m i e n t o ) ; [la razón] no hace m á s q u e transmitir o no t r a n s m i t i r el D e b e a la conciencia, q u e es c a p t a d o por la sensibilidad. ( L a razón no determ i n a en absoluto cuál ha d e ser el objeto de este D e b e , p u e s ella no tiene o b j e t o d e su dominio.) + A m a l g a m a d a de esta f o r m a con la sensibilidad, la razón exige la realización de su objeto *, m a s como ella no p u e d e m a n i p u l a r esta m i x t u r a , p u e s t o q u e se e n c u e n t r a debilitada y c o n t a m i n a d a por la mezcla con la n a t u r a l e z a , postula un ser e x t r a ñ o q u e posea el dominio sobre la n a t u r a l e z a q u e a h o r a echa de menos, y a la cual ya n o p u e d e despreciar. A este respecto, «creer» significa carecer de la conciencia de q u e la razón es absoluta, perfecta en sí misma, o sea, carecer de la conciencia de q u e su idea infinita tiene q u e ser c r e a d a solamente por ella m i s m a , limpia de toda mezcla ajena; pues esta idea sólo puede llegar a su perfección m e d i a n t e el a l e j a m i e n t o incluso d e ese ser extraño tan a p r e m i a n t e y no con la ideación del m i s m o / El fin último de la razón, c o n d i c i o n a d a de esta m a n e r a , produce la fe m o r a l en la existencia d e Dios. Esta fe no p u e d e ser práctica, en el sentido de impeler la v o l u n t a d a realizar a q u e l fin último; a lo s u m o la p u e d e inducir a realizar aquella p a r t e del fin último q u e d e p e n d e de ella, disponiéndola todavía m á s por la reflexión a q u e la

* El c a r á c t e r i n c o n d i c i o n a l d e la exigencia viene de la a c t i v i d a d d e la r a z ó n ; el h e c h o d e q u e sea la felicidad lo q u e se exige p r o v i e n e de la s e n s i b i l i d a d .

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POSITIVIDAD

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sensibilidad y la s e n s u a l i d a d e n c u e n t r e n t a m b i é n su p a r t e en esta realización. 4 [En cambio,] si alguien, como por e j e m p l o un g u e r r e r o o un republicano, lucha y a sea por la p a t r i a o por el honor, h a b i e n d o p u e s t o un fin a su existencia en el cual no se e n c u e n t r a a q u e l s e g u n d o ingrediente, la felicidad, e n t o n c e s tal p e r s o n a tiene un fin cuya realización d e p e n d e e n t e r a m e n t e d e él y no necesita de n i n g ú n a p o y o ajeno. 4 L a religión positiva a p o y a a d e m á s la fe m o r a l con imágenes, con d a t o s p a r a la imaginación, a c e r c á n d o l e a q u e l objeto, convirtiéndola en [su] objeto h a s t a el p u n t o d e e n s e ñ a r q u e d i c h o objeto se ha m a n i festado a veces a la experiencia d e los hombres.+ O t r a famosa necesidad d e la razón, a la cual no p u e d e d a r resp u e s t a satisfactoria, es la r e c l a m a d a aseguración en c u a n t o a los castigos necesarios q u e d e b e n seguir a la i n m o r a l i d a d .

[Conclusión "]
LA falla f u n d a m e n t a l en todo el sistema d e cualquier Iglesia es el desconocimiento d e los derechos q u e c o r r e s p o n d e n a c a d a u n a d e las facultades del espíritu h u m a n o y, sobre todo, a la p r i m e r a entre.ellas: a la razón. Si estas facultades h a n sido desconocidas por el sistema de la Iglesia entonces la m i s m a no p u e d e ser o t r a cosa q u e un sistema d e desprecio hacia los hombres. 4 L a s a l u d a b l e s e p a r a c i ó n i n t r o d u c i d a por K a n t p a r a el bien d e la ciencia, d e n t r o del c a m p o d e las f u e r z a s del espíritu h u m a n o , n o fue r e s p e t a d a por la Iglesia al establecer su legislación, y van a p a s a r todavía siglos a n t e s de q u e la m e n t e d e los europeos a p r e n d a n a reconocer y a aplicar en la vida diaria y en la legislación esta distinción q u e los griegos e n c o n t r a r o n por sí m i s m o s m e d i a n t e su sensibilidad íntegra.+ T a n t o en la Iglesia cristiana c o m o en cualquier otra q u e exige la m o r a l p u r a como principio, los m a n d a m i e n t o s morales d e la razón se f o r m u l a n y se t r a t a n como si f u e r a n reglas del e n t e n d i m i e n t o ; tales m a n d a m i e n t o s , [sin e m b a r g o , ] s o n subjetivos y éstas objetivas. No o b s t a n t e , [y en oposición a este hecho,] en la Iglesia cristiana lo subjetivo d e la razón se fija c o m o regla, c o m o algo objetivo 1 2 .
2 9 d e a b r i l d e 1796. N o h l 211-213. L a t r a d u c c i ó n d e este p a s a j e no sigue las c o r r e c c i o n e s q u e N o h l le i n t r o d u j o ni el s e n t i d o q u e r e s u l t a d e las m i s m a s . L a t r a d u c c i ó n d e la l e c t u r a d e N o h l s e r í a la s i g u i e n t e ( m a r c a d a s c o n ( ) l a s p a l a b r a s q u e N o h l elimina y con [ ] las p a l a b r a s q u e N o h l agrega al t e x t o o r i g i n a l p a r a c o n f o r m a r l o al s e n t i d o q u e él d a al p a s a j e ) : « T a n t o e n (la Iglesia c r i s t i a n a ) [la religión g r i e g a ] c o m o en c u a l q u i e r o t r a q u e erige la m o r a l
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L a r a z ó n estatuye leyes morales, necesarias y universalmente válidas; a este respecto. K a n t las llama «objetivas», a u n q u e no en el m i s m o sentido como se l l a m a n objetivas las reglas del e n t e n d i m i e n t o . A h o r a bien, la tarea es t r a n s f o r m a r estas leyes en subjetivas, en m á ximas; e n c o n t r a r motivos p a r a ellas, por lo q u e es a q u í d o n d e se a b r e la infinita divergencia de los intentos p a r a c u m p l i r con este cometido. Por lo general, los teólogos no niegan esta c a p a c i d a d legislativa d e la razón, y especialmente en nuestros días la reconocen casi todos. E n caso de no a d m i t i r l a se refieren sobre todo no a esta p r i m e r a facultad de la razón, sino a la segunda; es decir, q u i e r e n con ello negar la c a p a c i d a d de la razón p a r a proveer a sus leyes con motivos aptos q u e creen respeto a n t e la ley e inclinar la voluntad de m a n e r a q u e a c t ú e de a c u e r d o a la m i s m a . L a religión cristiana nos d a motivos objetivos, motivos q u e n o son la ley misma. El único motivo moral, el respeto ante la ley moral, puede surgir s o l a m e n t e d e n t r o de un s u j e t o en el cual esta ley m i s m a es el legislador, en el cual sea su m i s m a interioridad q u i e n la produzca. L a religión cristiana, sin e m b a r g o , p r o c l a m a la ley moral como algo q u e existe f u e r a de nosotros, c o m o algo dado: por esto tiene q u e b u s c a r otros medios p a r a hacerla respetar. + Se p o d r í a decir q u e el mismo hecho de considerar la ley m o r a l como algo q u e es d a d o a los h o m b r e s es ya [en sí] u n a característica de la religión positiva. De esta m a n e r a la v i r t u d se t r a n s f o r m ó en un arte a l t a m e n t e c o m p l i c a d o (mientras q u e un sentimiento m o r a l i n c o r r u p t o , al q u e se p e r m i t e q u e decida por sí mismo, es c a p a z d e t o m a r decisiones al instante). Este arte c o m p r e n d e múltiples habilid a d e s y ejercicios y, como c u a l q u i e r otro arte, se supone q u e es c a p a z de ser a p r e n d i d o . Sin e m b a r g o , tuvo el destino curioso de que, mientras todas las otras artes h u m a n a s se h a n perfeccionado y u n a generación p u d o a p r e n d e r d e las anteriores, ella, la m o r a l i d a d h u m a n a , no h a a v a n z a d o n a d a h a s t a d o n d e p u e d a verse y c a d a uno tiene q u e volver a a p r e n d e r l a desde el comienzo, sin p o d e r a p r o v e c h a r la experiencia d e las generaciones q u e le precedieron. + Las leyes y constituciones civiles tienen c o m o objeto los derechos externos de los hombres; pero el objeto de la constitución eclesiástica es lo q u e el h o m b r e d e b e a sí mismo o a Dios. A h o r a bien, la
p u r a c o m o p r i n c i p i o los m a n d a m i e n t o s m o r a l e s d e la r a z ó n [no] se formulan y [ n o j se t r a t a n c o m o reglas d e l e n t e n d i m i e n t o ; a q u é l l o s son s u b j e t i v o s ; éstas, o b j e t i v a s . S i n e m b a r g o , en la Iglesia c r i s t i a n a lo s u b j e t i v o de la r a z ó n se lija c o m o regla, c o m o a l g o objetivo.» Al p a r e c e r , N o h l e s t i m ó q u e el a c e n t o n e g a t i v o q u e a d q u i e r e en el texto la « m o r a l p u r a » , c o m o p r i n c i p i o d e u n a Iglesia, se d e b e a un lapsus d e r e d a c c i ó n d e H e g e l . F r e n t e a esto, sin e m b a r g o , h a y q u e c o n s i d e r a r : 1) El l a p s o t r a n s c u r r i d o e n t r e la r e d a c c i ó n del texto de 1795 y la r e d a c c i ó n d e esta c o n c l u s i ó n . 2) L o s p a s a j e s posteriores, d e los a ñ o s 1796 y 97, q u e c o n f i r m a n el a c e n t o n e g a t i v o q u e va a d q u i r i e n d o p a r a H e g e l la m o r a l p u r a .

I,A P O S I T I V I D A D

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Iglesia afirma s a b e r las obligaciones q u e el h o m b r e tiene frente a sí m i s m o y frente a Dios, e instala al m i s m o t i e m p o un t r i b u n a l ante el cual j u z g a sobre ellas. T o d o lo q u e p u e d a h a b e r de divino en los actos y asuntos h u m a n o s lo h a sometido a este tribunal y ha fijado en su código los sentimientos q u e d e b e n a c o m p a ñ a r l o s . De esta m a n e r a h a c r e a d o un largo código moral q u e contiene todo lo q u e d e b e m o s hacer, lo q u e d e b e m o s saber y creer, lo q u e d e b e m o s sentir. L a posesión y la a d m i n i s t r a c i ó n de este código f o r m a la base de todo el p o d e r legislativo y judicial d e la Iglesia, y si el hecho de estar s o m e t i d o a un tal código a j e n o se opone al d e r e c h o d e la razón de c a d a individuo entonces todo el p o d e r de la Iglesia es injusto. Al mismo t i e m p o n a d i e p u e d e r e n u n c i a r al d e r e c h o de legislar p a r a sí mismo, d e ser responsable solamente a n t e sí mismo por la a d m i n i s t r a c i ó n de esta legislación propia, d a d o q u e al alienarlo cesaría de ser h o m b r e . Sin embargo, no es a s u n t o del E s t a d o impedirle q u e lo haga; esto significaría obligar al h o m b r e a ser hombre, significaría u n a violencia. 4 El nacimiento de todas las sectas, t a n t o en el medievo c o m o en épocas más recientes, se f u n d a m e n t a b a en la sensación de h o m b r e s individuales de tener el d e r e c h o de legislar p a r a sí mismos. Sin embargo, el principio de tal legislación, al surgir en épocas b á r b a r a s o d e n t r o de u n a clase del pueblo c o n d e n a d a a la r u d e z a p o r aquéllos q u e la d o m i n a b a n , e r a g e n e r a l m e n t e u n a imaginación i m p e t u o s a , m u y v e h e m e n t e y d e s o r d e n a d a . Pero a u n así, entre las deformaciones q u e producía b r i l l a b a a m e n u d o u n a chispa clara de la razón y se a f i r m a b a siempre, a pesar d e todo, el d e r e c h o h u m a n o inalienable de d a r s e la ley según el p r o p i o corazón.

[Continuación

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[LA F A N T A S I A R E L I G I O S A D E L O S P U E B L O S ]

TODO pueblo tiene objetos peculiares d e su fantasía: sus dioses, ángeles, diablos o santos, q u e c o n t i n ú a n viviendo en las tradiciones populares, cuyas historias y h a z a ñ a s c u e n t a la nodriza a los niños, i m p r e s i o n a n d o sus imaginaciones y h a c i e n d o q u e esas historias sean perdurables.4 A p a r t e de estas c r i a t u r a s de la imaginación, en el recuerdo de la m a y o r í a de los pueblos — e s p e c i a l m e n t e en el de los libres— viven todavía los antiguos héroes de la historia de sus p a t r i a s y (tal vez m á s todavía) los valientes anteriores a la época en la cual el pueblo se

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Primavera-verano

1796. N o h l 214-231

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reunió en un E s t a d o b a j o leyes civiles. Estos héroes no viven aislados en la f a n t a s í a d e los pueblos; su historia, el r e c u e r d o d e sus h a z a ñ a s , está v i n c u l a d a a fiestas públicas, a j u e g o s nacionales, a m u c h a s instituciones i n t e r n a s y condiciones e x t e r n a s del E s t a d o , a edificios y p a rajes bien conocidos, a templos y a otros m o n u m e n t o s . T o d a nación q u e tiene su p r o p i a religión y su p r o p i a constitución, o q u e hizo enter a m e n t e suya aquella p a r t e d e su religión y c u l t u r a q u e recibió de o t r a s naciones, h a tenido esta clase de fantasía nacional; tal fue el caso de los egipcios y de los j u d í o s , d e los griegos y de los romanos. 1 " T a m b i é n los antiguos g e r m a n o s , los galos y los escandinavos, tuvieron su W a l h a l l a , d o n d e m o r a b a n los dioses y héroes q u e vivían en sus cantos, cuyas h a z a ñ a s los a n i m a b a n en las batallas o que, en los b a n q u e t e s , llenaban sus á n i m o s con g r a n d e s resoluciones, y tenían sus bosques sagrados d o n d e estas divinidades les eran m á s cercanas. El C r i s t i a n i s m o h a d e s p o b l a d o el Walhalla, h a talado los bosques sagrados y h a e x t i r p a d o la fantasía del p u e b l o c o m o si fuera u n a superstición vergonzosa, un v e n e n o maldito; en cambio, nos d i o la fantasía d e un p u e b l o cuyo clima, cuya legislación, cultura e intereses nos son ajenos, cuya historia no tiene conexión a l g u n a con la n u e s t r a . En la imaginación d e nuestro p u e b l o sigue vivo un David, un S a l o m ó n , m i e n t r a s q u e los héroes de nuestra p a t r i a d o r m i t a n en los libros d e historia de los doctos, y p a r a éstos la historia de A l e j a n d r o , de C é s a r , etcétera, tiene t a n t o interés c o m o la de C a r l o m a g n o o Federico B a r b a r r o j a . T a l vez, con la excepción d e L u t e r o p a r a los protestantes, ¿qué héroes p o d r í a m o s tener nosotros q u e n u n c a fuimos u n a nación? ¿ O u i é n podría ser nuestro Teseo, q u e h u b i e r a f u n d a d o un E s t a d o y le hubiera d a d o sus leyes? ¿Dónde está nuestro A r m o d i o y nuestro Aristogitón, a q u i e n e s p u d i é r a m o s c a n t a r escolios c o m o a libertadores de nuestra patria? Las guerras q u e devoraron a millones de a l e m a n e s las hicieron los príncipes por sus a m b i ciones o por su independencia; la nación era solamente un instrum e n t o q u e , a u n q u e haya l u c h a d o con r a b i a y f u r o r , al final ni siq u i e r a s a b í a decir por q u é lo h a b í a hecho y q u é es lo q u e h a b í a conseguido. L a R e f o r m a y la afirmación s a n g r i e n t a del derecho a llevarla a c a b o es u n o de los pocos acontecimientos en los cuales u n a p a r t e de la nación h a tenido interés, interés q u e no se e v a p o r ó c o m o el de las C r u z a d a s al enfriarse la imaginación, sino q u e estaba anim a d o por el sentimiento de un d e r e c h o p e r d u r a b l e , del derecho de seguir las propias opiniones religiosas, las convicciones q u e u n o mismo se ha f o r m a d o o conseguido. Sin e m b a r g o , a p a r t e de la lectura a n u a l de la Confesión de A u g s b u r g o q u e se usa en a l g u n a s iglesias protestantes y q u e g e n e r a l m e n t e a b u r r e a todos los oyentes y la prédica fría q u e le sigue, ¿cuál sería el festejo q u e c e l e b r a r a la memoria? Dijérase q u e los p o t e n t a d o s d e la Iglesia y del E s t a d o se sienten felices al ver q u e d o r m i t a b a en nosotros, o q u e incluso carecía de vida,

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el recuerdo q u e a n t a ñ o sintieran nuestros antepasados de su derecho y por cuya a f i r m a c i ó n millares de ellos arriesgaron sus vidas. Si alguien, sin s a b e r p r e v i a m e n t e n a d a de la historia, de la c u l t u r a y de la legislación d e Atenas, h u b i e r a vivido un a ñ o entre sus m u r a llas, por el solo h e c h o de h a b e r p a r t i c i p a d o en sus fiestas h a b r í a lleg a d o a saber casi lo suficiente de ellas. Por esto c a r e c e m o s d e u n a fantasía religiosa crecida en n u e s t r o suelo y ligada con n u e s t r a historia, y nos falta por c o m p l e t o fantasía política. Lo q u e nos q u e d a son unos pocos restos de f a n t a s í a s propias q u e , b a j o el n o m b r e de supersticiones, a r r a s t r a n u n a vida d e g r a d a d a entre el pueblo inculto. E n c u a n t o a creencias en espectros, c o n s e r v a n el recuerdo de u n a colina en la cual — a l g u n a vez— u n o s caballeros cometían sus fechorías, o d e u n a casa en la q u e m o n j e s y m o n j a s t e n í a n sus a p a r i c i o n e s o d o n d e el a l m a de un m a y o r d o m o o d e un vecino infiel sigue v a g a n d o por no hallar el d e s c a n s o de la t u m b a . E n c u a n t o a puros p r o d u c t o s d e una f a n t a s í a q u e no se n u t r e d e la historia, se fingen h o m b r e s débiles o m a l v a d o s con la posibilidad d e u n arte d e magia. Son míseros y tristes restos de u n a t e n t a t i v a de i n d e p e n d e n c i a , de u n a tentativa d e posesión propia; su erradicación c o m p l e t a se p r e s e n t a c o m o un d e b e r p a r a t o d a la clase i l u s t r a d a d e la nación, c o m o algo q u e pertenece al b u e n tono. E s t a a c t i t u d d e la p a r t e m á s f o r m a d a d e la nación f r u s t r a ( a u n a p a r t e de las dificultades i n h e r e n t e s a la formación de contenido t a n r u d o y t a n poco maleable) por c o m p l e t o t o d a posibilidad de e n n o b l e c e r estos restos mitológicos y, j u n t o con ellos, la sensibilidad y la fantasía del pueblo. 4 Los j u e g o s idílicos de Hólty, d e Bürger, o de M u s á u s en este ter r e n o no significan n a d a p a r a el pueblo; éste está d e m a s i a d o a t r a s a d o en el resto d e su cultura p a r a p o d e r gozar de los mismos. E n general, la f a n t a s í a d e la p a r t e ilustrada de la nación se desenvuelve en un c a m p o t o t a l m e n t e distinto al d e los e s t a m e n t o s c o m u nes, y los escritores y artistas q u e t r a b a j a n p a r a aquélla son del todo incomprensibles — e n c u a n t o a escenas y p e r s o n a j e s — p a r a dichos estam e n t o s . E n c a m b i o u n c i u d a d a n o ateniense q u e por su p o b r e z a se viera excluido de d a r su voto en la a s a m b l e a pública del pueblo, y h a s t a aquel q u e tenía q u e venderse a sí m i s m o c o m o esclavo, sabía t a n bien c o m o Pericles o Alcibíades q u i é n era A g a m e n ó n y E d i p o c u a n d o Sófocles o E u r í p i d e s los p r e s e n t a b a n b a j o las nobles f o r m a s d e u n a h u m a n i d a d bella y sublime, o c u a n d o Fidias o Apeles los repres e n t a b a n en las figuras p u r a s de la belleza corporal. Los caracteres d e las o b r a s de Shakespeare, por su veracidad, c a u s a r o n impresión h o n d a en el p u e b l o inglés y le f o r m a r o n un m u n d o propio de imágenes fantásticas, a p a r t e del hecho de q u e m u chos de esos c a r a c t e r e s son conocidos d e la historia. C o m o resultado, el pueblo, con ocasión d e las exposiciones de c u a d r o s académicos,

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entiende perfectamente y goza con libertad d e la Galería Shakespeare, en la cual c o m p i t e n los mejores artistas. La esfera d e la fantasía q u e podría ser c o m ú n a la p a r t e culta y a la inculta de n u e s t r a nación, la esfera de la historia religiosa, contiene sin e m b a r g o dificultades p a r a u n a elaboración poética que quisiera ennoblecer a la nación. E n c u a n t o a la p a r t e inculta, el inconveniente es q u e la m i s m a se aferra con d e m a s i a d a rigidez al c o n t e n i d o como m a t e r i a d e fe; en c u a n t o a la parte m á s culta, la dificultad estriba en que, a u n en el caso de u n a bella elaboración poética, ya los mismos n o m b r e s despiertan la representación de algo gótico o f r a n c o antiguo. T a m b i é n hay u n a sensación de molestia [ante estos contenidos] c a u s a d a p o r la forma coercitiva como fueron presentados — y a desde la n i ñ e z — a la razón, q u e se opone al goce de la belleza cual surge del libre j u e g o de las fuerzas anímicas. A u n c u a n d o en a l g u n a s mentes la fantasía se ha liberado y aspira solamente a lo bello y a lo g r a n d e , se p u e d e ver, si se mira al conjunto, q u e sus ideales — o su susceptibilidad p a r a los m i s m o s — les vienen del catecismo. C u a n d o se e x p a n d i ó la afición por la l i t e r a t u r a antigua y con ella el gusto por las bellas artes, la p a r t e m á s culta de la nación incorporó la mitología griega a su fantasía. Su receptividad ante la m i s m a es p r u e b a d e m a y o r a u t o n o m í a e i n d e p e n d e n c i a frente al entendimiento, el cual n u n c a se a b s t u v o de impedirle el libre goce. O t r o s , t r a t a n d o de devolver a los alemanes una fantasía propia, crecida en su suelo, les increparon: ¿Será Acaya acaso la patria de los teutones? 14 + Sin e m b a r g o , esta fantasía no es la fantasía de los alemanes d e hoy; fue siempre un intento v a n o reconstruir la fantasía p e r d i d a de una nación, y este último intento fue todavía menos afortunado q u e la tentativa d e J u l i a n o de reconstituir en los h o m b r e s d e su época la mitología de sus a n t e p a s a d o s con toda su fuerza y universalidad. Su tentativa tenía m u c h o m á s en su favor; en los corazones se conservaba todavía m u c h o de aquel p a s a d o y el e m p e r a d o r tenía múltiples medios a su alcance p a r a hacer prevalecer la mitología de su preferencia. Aquella vieja fantasía g e r m a n a no e n c u e n t r a en nuestra é p o c a dónde apoyarse; dentro de nuestra esfera de imágenes, de opiniones y de creencias, se encuentra tan asilada, es tan extraña a nosotros, como la imaginación de Ossián o la de los pieles rojas. Y la exclamación q u e el poeta dirige a su pueblo, en c u a n t o a la mitología griega, se le podría dirigir a él y a su pueblo, con igual derecho, en c u a n t o a la mitología j u d í a : ¿Será J u d e a acaso la patria de los teutones? E n la m i s m a m e d i d a en q u e la fantasía a m a la libertad, necesita t a m b i é n , en c u a n t o fantasía religiosa de un pueblo, de estabilidad; su sistema d e b e estar m á s vinculado con d e t e r m i n a d o s lugares conoKlopstock, Der Hügel and der Ha'rn (1767).

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POSITIVIDAD

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cidos q u e con m o m e n t o s temporales. El conocimiento de tales lugares es p a r a el pueblo u n a p r u e b a , o la p r u e b a m á s cierta de la v e r d a d de la historia q u e se c u e n t a sobre ellos. D e ahí la fuerte presencia d e la mitología griega en el á n i m o de su p u e b l o y la firmeza de la fe católica en sus santos y t a u m a t u r g o s ; el católico tiene m u c h o m á s presentes y concede m a y o r i m p o r t a n c i a a los milagros ocurridos en su país q u e a los q u e h a n sucedido en otras p a r t e s y son incluso mayores, incluso si se t r a t a d e los d e Cristo. C a d a país tiene g e n e r a l m e n t e su p a t r o n o q u e h a realizado milagros especiales y q u e es v e n e r a d o allí con preferencia. A d e m á s , todo pueblo se siente especialmente honr a d o y distinguido por la atención p a r t i c u l a r q u e tal d e i d a d protectora le h a d e d i c a d o ; por esto tal v e n t a j a con respecto a los otros pueblos fortifica el vínculo q u e tiene con ella, tal c o m o fue el caso de los j u d í o s . Es así c o m o la fantasía regliosa echa raíces en un p u e b l o . 4 Lo q u e es p r o p i a m e n t e historia en nuestros libros sagrados, c o m o la m a y o r parte del A n t i g u o T e s t a m e n t o (y q u e no es, como el N u e v o T e s t a m e n t o , objeto d e fe obligatoria), y h u b i e r a podido ser, por eso m i s m o , objeto d e la f a n t a s í a p o p u l a r , es tan a j e n o a n u e s t r a s costumbres, a nuestra organización política, a la c u l t u r a de n u e s t r a s fuerzas físicas y anímicas, q u e con la excepción de algunos m o m e n tos universales d e la n a t u r a l e z a h u m a n a casi no hay un p u n t o en q u e p o d a m o s coincidir con ella. Por esto, esas partes históricas son en su m a y o r g r a d o insípidas p a r a c u a l q u i e r a q u e haya c o m e n z a d o a ilustrarse; es decir, a exigir universalidad p a r a las leyes de su entend i m i e n t o y p a r a su experiencia (y el n ú m e r o d e aquellos q u e lo hacen está a u m e n t a n d o ) . 4 H a y s o l a m e n t e d o s clases de lectores a quienes esta historia sirve d e algo: la p r i m e r a está f o r m a d a por aquellos que, con s a n t a simplicidad, a c e p t a n todo c o m o v e r d a d y creen q u e los acontecimientos relatados p o d r í a n h a b e r sido e x p e r i m e n t a d o s por c u a l q u i e r a ; la seg u n d a la constituyen quienes ni siquiera tienen la idea de p l a n t e a r la cuestión de su v e r d a d o falsedad p a r a la inteligencia, sino q u e piens a n m e r a m e n t e en la v e r d a d subjetiva, en la verdad p a r a la fantasía (tal como lo vemos en las obras d e H e r d e r ) *.
* L a s d i f e r e n t e s m a n e r a s d e leer las a n t i g u a s l e y e n d a s (ya sea con el i n t e l e c t o o c o n la i m a g i n a c i ó n ) se p u e d e n ver en el e j e m p l o d e la h i s t o r i a d e M o i s é s , d o n d e se r e l a t a q u e h a b í a visto a D i o s e n el Sinaí. [a)] El lector c r i s t i a n o c o m ú n lo t o m a c o m o u n a p e r c e p c i ó n sensible q u e o c u r r i ó d e a c u e r d o a las leyes q u e rigen t o d a s n u e s t r a s p e r c e p c i o n e s sensibles, (b)] R e c h a , la i l u s t r a d a , dice [en Nathan el Sabio]-. « D o n d e q u i e r a q u e h a y a e s t a d o M o i s é s , e s t a b a d e l a n t e d e Dios.» Ella a d m i t e l a e x i s t e n c i a o b j e t i v a de Dios, p e r o n i e g a la p o s i b i l i d a d d e q u e p u e d a ser p e r c i b i d a p o r los sentidos h u m a n o s y a f i r m a q u e Dios e s t a b a p r e s e n t e en t o d o l u g a r , a u n c u a n d o M o i sés n o p e n s a s e e n el; es decir, q u e niega en p a r t i c u l a r la presencia sensible d e Dios, le)] U n a t e r c e r a p o s i b i l i d a d es a f i r m a r q u e en el l u g a r y en el m o m e n t o e n q u e M o i s é s creyó p e r c i b i r la p r e s e n c i a de D i o s la d i v i n i d a d e s t a b a v e r d a d e r a m e n t e pres e n t e , en el m i s m o s e n t i d o e n q u e lo e s t á t o d a s e n s a c i ó n v e r d a d e r a p a r a n o s o t r o s . E n esta

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Los griegos poseían sus mitos religiosos sólo (y casi exclusivamente) p a r a tener dioses a q u i e n e s m o s t r a r su g r a t i t u d , a quienes erigir altares y ofrecer sacrificios. E n t r e nosotros se p r e t e n d e q u e la historia s a g r a d a nos sea útil, q u e a p r e n d a m o s y derivemos de ella toda clase de verdades morales. Sin e m b a r g o , el j u i c i o m o r a l s a n o q u e se acerca a esta historia con intención de a p r e n d e r se ve obligado, en general, a ser él quien i n t r o d u z c a lo moral en la m a y o r í a de las historias, en vez de encontrarlo allí y en m u c h a s d e ellas no s a b r á c ó m o conciliarias con sus principios. L a p r i m o r d i a l utilidad q u e el h o m b r e piadoso p o d r á extraer de estas historias y el principal efecto q u e pod r á a d v e r t i r en sí m i s m o es la edificación; es decir, la suscitación de sentimientos oscuros y s a g r a d o s (puesto q u e se o c u p a de ideas sobre Dios). L a confusión d e estos sentimientos impide toda g a n a n c i a en m a t e r i a de conocimiento moral; en c a m b i o trae consigo g e n e r a l m e n t e un i n c r e m e n t o en las así l l a m a d a s pasiones s a g r a d a s : en el falso celo sagrado por la gloria d e Dios, en el orgullo y suficiencia piadosas y en la s o m n o l i e n t a sumisión a Dios.

L A D I F E R E N C I A E N T R E LA R E L I G I O N P O S I T I V A C R I S T I A N A Y LA R E L I G I O N L L E N A DE FANTASIA DE LOS GRIEGOS
[LA R E V O L U C I O N Q U E D E S P L A Z O A L P A G A N I S M O ]

U n o de los sentimientos m á s agradables p a r a los cristianos es comp a r a r su saber y su felicidad con la desgracia y la ignorancia de los paganos. E n t r e los lugares c o m u n e s m á s caros a los pastores (al dirigir sus ovejas a los c a m p o s de la autosuficiencia y de la orgullosa h u m i l d a d ) está la descripción, m u y plástica, de esta felicidad frente a la cual los paganos, en su ceguera, q u e d a n m u y mal parados. Son
a f i r m a c i ó n n o h a y n i n g ú n juicio s o b r e el o b j e t o de la s e n s a c i ó n ; lo q u e i m p l i c a es s o l a m e n t e q u e c u a n d o el h o m b r e n o p i e n s a en Dios, D i o s no está p r e s e n t e . El p r i m e r o d e estos tres juicios a f i r m a la p e r c e p c i ó n s e n s i b l e d e D i o s e n c u a n t o o b j e t o ; el s e g u n d o niega su p e r c e p c i ó n sensible, p e r o a l i r m a su existencia; el t e r c e r o a f i r m a la p e r c e p c i ó n de Dios, p e r o n o e n c u a n t o o b j e t o . El p r i m e r o a f i r m a la i n t e r v e n ción del e n t e n d i m i e n t o y d e los s e n t i d o s d e M o i s é s e n el a c o n t e c i m i e n t o ; el s e g u n d o , la i n t e r v e n c i ó n de su f a n t a s í a ; el t e r c e r o , la i n t e r v e n c i ó n de su f a n t a s í a y d e su r a z ó n . P a r a a q u e l q u e p r o n u n c i a el s e g u n d o j u i c i o es s o l a m e n t e el o b j e t o el q u e le h a b l a , y s o b r e éste e n t o n c e s p r o n u n c i a el juicio de a c u e r d o a las leyes d e su e n t e n d i m i e n t o y d e su e x p e r i e n c i a . P a r a el espíritu d e a q u e l q u e p r o n u n c i a el tercer j u i c i o h a b l a d i r e c t a m e n t e el espíritu de Moisés; éste se le revela y él lo c o m p r e n d e (sin p r e o c u p a r s e p o r el objeto). El p r i m e r juicio a f i r m a u n a v e r d a d s u b j e t i v a y o b j e t i v a ; el s e g u n d o , u n a v e r d a d o b j e t i s a , p e r o un e r r o r subjetivo; el tercero, u n a \ e r d a d s u b j e t i v a y, si se p u d i e r a u s a r la e x p r e s i ó n , u n e r r o r objetivo.

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c o m p a d e c i d o s sobre todo p o r q u e su religión no les ofrece a l g ú n consuelo ni les p r o m e t e p e r d ó n de los pecados, sino q u e les d e j a sin fe en u n a providencia q u e g o b i e r n e sus destinos según fines sabios y benéficos.4 Sin e m b a r g o , p r o n t o n o s p e r c a t a m o s d e q u e nuestros sentimientos d e lástima están de m á s , puesto q u e e n t r e los griegos no e n c o n t r a m o s las exigencias de n u e s t r a actual r a z ó n p r á c t i c a (a la cual, dicho sea d e paso, se la a g o b i a d e exigencias). L a sustitución de la religión p a g a n a por la cristiana es u n a d e a q u e l l a s revoluciones increíbles por c u y a s causas el historiador pens a n t e tiene q u e p r e o c u p a r s e . L a s g r a n d e s revoluciones visibles v a n p r e c e d i d a s de u n a revolución silenciosa y secreta en el espíritu de la época, revolución q u e es invisible a m u c h o s ojos y es especialmente difícil d e o b s e r v a r p o r los c o n t e m p o r á n e o s , a la vez q u e es a r d u o c o m p r e n d e r l a y c a r a c t e r i z a r l a . El desconocimiento de esta revolución d e n t r o del m u n d o espiritual hace q u e los h o m b r e s se a s o m b r e n luego a n t e el resultado. L a sustitución de u n a a n t i q u í s i m a religión n a t i v a p o r otra a d v e n e d i z a es u n a revolución q u e se efectúa d i r e c t a m e n t e en el m u n d o espiritual; por esto sus c a u s a s tienen q u e estar — d e u n a m a n e r a i n m e d i a t a t a m b i é n — en el espíritu d e la época. ¿ C ó m o se p u d o d e s a l o j a r a u n a religión q u e se h a b í a establecido en los E s t a d o s [antiguos] desde hacía largos siglos y q u e e s t a b a estrec h a m e n t e v i n c u l a d a con la constitución política de estos Estados? ¿ Q u é es lo q u e hizo cesar la fe en los dioses, a los cuales c i u d a d e s y reinos les a t r i b u í a n sus orígenes, a q u i e n e s los pueblos ofrecían sacrificios diarios, cuya bendición invocaban p a r a todos sus quehaceres, cuya b a n d e r a era necesaria p a r a la victoria y a quienes se les d a b a n las gracias p o r la m i s m a , a q u i e n e s la alegría d e d i c a b a sus cantos y la p r e o c u p a c i ó n sus plegarias, cuyos templos y altares, riquezas y e s t a t u a s e r a n orgullo de los p u e b l o s y gloria de las artes, c u y a veneración y c u y a s fiestas eran s o l a m e n t e ocasiones p a r a la alegría general? ¿ C ó m o se p u d o a r r a n c a r la fe en los dioses, e n t r e t e j i d a en mil hilos con la t r a m a d e la vida h u m a n a ? + A un h á b i t o del c u e r p o se le p u e d e o p o n e r la v o l u n t a d del espíritu y otras fuerzas corporales; al h á b i t o de u n a facultad a n í m i c a se le p u e d e n o p o n e r ( a m é n d e la v o l u n t a d firme) otras fuerzas del alma. P a r a c o n t r a r r e s t a r un h á b i t o del a l m a q u e no se e n c u e n t r a aislado (como o c u r r e con el sentimiento religioso a m e n u d o hoy), sino q u e está involucrado en todas las facetas de las c a p a c i d a d e s h u m a n a s y e n t r e t e j i d o h a s t a con las fuerzas m á s e s p o n t á n e a s , ¿qué f u e r z a debía t e n e r el c o n t r a p e s o p a r a c o n t r a r r e s t a r todo este poder? «El c o n t a c t o con el C r i s t i a n i s m o tuvo el efecto negativo de q u e los p u e b l o s se dieron c u e n t a de la pobreza de su religión y del poco consuelo q u e ofrecía; sus m e n t e s percibieron la incoherencia y la ridiculez de sus fábulas mitológicas, m u y poco satisfactorias ya. El efecto

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positivo fue q u e a d o p t a r o n el Cristianismo, la religión q u e se a j u s t a b a t a n t o a todas las necesidades del espíritu y del corazón h u m a n o s , q u e c o n t e s t a b a tan satisfactoriamente todos los i n t e r r o g a n t e s de la r a z ó n h u m a n a y que, a d e m á s , d e m o s t r a b a por los milagros su origen divino.» E s t a es la respuesta q u e se d a c o m ú n m e n t e a la p r e g u n t a del p á r r a f o anterior. Las expresiones q u e se usan en este tipo de respuestas, c o m o «clarificación de las mentes», « n u e v a visión», etcétera, nos son tan familiares q u e nos parece q u e con ellas se ha f o r m u l a d o algo i m p o r t a n t e y q u e lo explican todo. De esta m a n e r a nos i m a g i n a m o s el f u n c i o n a m i e n t o de este proceso como algo simple y n a t u r a l ; pues, ¿no es t a m b i é n u n a cosa simple explicar a un niño lo a b s u r d o q u e es creer (como lo hacían estos p a g a n o s ) q u e en el cielo hay un corrillo d e dioses q u e comen y beben, se pelean y se p a s a n el tiempo en menesteres q u e avergonzarían en la T i e r r a a cualquier persona decente? Sin e m b a r g o , hay q u i e n objetaría, c a n d o r o s a m e n t e , q u e d e s p u é s de todo aquellos p a g a n o s tenían t a m b i é n su inteligencia y que, a d e más, en todo lo q u e es g r a n d e , bello, noble y libre son todavía nuestros modelos, con tal p r e d o m i n a n c i a q u e sólo cabe el a s o m b r o a n t e estos h o m b r e s , como a n t e u n a especie e x t r a ñ a . Y toda persona q u e sepa q u e u n a religión — especialmente u n a religión de la f a n t a s í a — no se e x t i r p a del corazón por fríos silogismos q u e se construyen en un c u a r t u c h o de estudio, y m e n o s todavía del corazón y de la vida de todo un pueblo; q u e sepa, a d e m á s , q u e en la expansión del Cristianismo no había medios m e n o s utilizados q u e el e n t e n d i m i e n t o y la razón, e n c o n t r a r á q u e las respuestas corrientes no satisfacen la preg u n t a sobre las causas del d e s p l a z a m i e n t o del p a g a n i s m o . T a m p o c o encontrará satisfactorias estas respuestas aquel que, en lugar de ver en los milagros lo q u e explicaría la aceptación del Cristianismo, se h a planteado ya alguna vez la pregunta: ¿qué características poseyó u n a época p a r a q u e en ella se hicieran posibles milagros y, específicamente, los milagros q u e nos relata la historia [sacra]? R o m a , la libre, había sometido u n a serie d e E s t a d o s q u e (primero en Oriente y luego en Occidente) perdieron su libertad; algunos pocos, todavía libres, los h a b í a destruido p o r q u e no habían q u e r i d o someterse. Sin e m b a r g o , la vencedora del m u n d o no conservó o t r a v e n t a j a q u e el honor de h a b e r sido la última en perder su l i b e r t a d / La religión griega y r o m a n a eran religiones sólo p a r a pueblos libres, m a s con la p é r d i d a de la libertad tenía q u e perderse t a m b i é n el sentido de esta religión, su fuerza, su a d e c u a c i ó n a los h o m b r e s . ¿De q u é sirven los cañones a un ejército q u e se ha q u e d a d o sin municiones? T e n d r á que buscar otras armas. ¿De q u é le sirven las redes a un pescador si el río se ha secado? En c u a n t o h o m b r e s libres, obedecían a leyes q u e ellos mismos se h a b í a n d a d o , obedecían a h o m b r e s q u e ellos mismos h a b í a n design a d o p a r a el m a n d o , c o n d u c í a n guerras q u e ellos mismos h a b í a n de-

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cidido, ofrecían sus bienes, sus pasiones, sacrificaban mil vidas por u n a c a u s a q u e era la suya. No e n s e ñ a b a n ni a p r e n d í a n m á x i m a s morales, sino q u e las ejercían por acciones q u e podían c o n s i d e r a r c o m o exclusivamente propias. T a n t o en el m u n d o público c o m o en el privado, cada u n o e r a h o m b r e libre y vivía d e a c u e r d o a leyes propias. L a idea de su patria, de su Estado, era la realidad invisible y superior, por lo cual t r a b a j a b a y q u e le movía al esfuerzo; ella e r a p a r a él el fin último del m u n d o o el fin ú l t i m o de su m u n d o . Este fin lo e n c o n t r a b a r e p r e s e n t a d o en la realidad o c o l a b o r a b a a su representación y conservación. D e l a n t e de esta idea su i n d i v i d u a l i d a d se esfum a b a . P a r a esta idea solamente r e c l a m a b a p e r d u r a b i l i d a d o vida eterna, y se bastó p a r a conseguirlo. N u n c a o casi n u n c a se le ocurrió pedir p e r d u r a b i l i d a d o vida e t e r n a p a r a sí m i s m o en c u a n t o individuo, y m e n o s todavía rogar por ella. Solamente en m o m e n t o s inactivos, letárgicos, p u d o sentir con vigor un deseo dirigido a su sola satisfacción. C a t ó n se volvió hacia el Fedón platónico s o l a m e n t e c u a n d o aquello q u e h a s t a entonces h a b í a sido su m u n d o , su orden s u p e r i o r d e las cosas, es decir, su república, q u e d ó d e s t r u i d o : solamente entonces h u y ó hacia un orden más alto todavía. Sus dioses r e i n a b a n sobre el reino de la n a t u r a l e z a y sobre todas las cosas q u e p o d í a n traer sufrimiento o alegría a los h o m b r e s . L a s g r a n d e s pasiones eran o b r a de ellos; los dones excepcionales de la sabiduría, de la elocuencia y del juicio eran sus regalos. Se b u s c a b a su consejo sobre el t é r m i n o fasto o nefasto de u n a e m p r e s a , se r o g a b a por su bendición y se les rendían a g r a d e c i m i e n t o s por sus d o n e s m á s diversos. 4 [Sin e m b a r g o , ] el h o m b r e era c a p a z de oponerse, de o p o n e r su libertad a este poder, a estos d u e ñ o s de la n a t u r a l e z a , si e n t r a b a en conflicto con ellos. Su v o l u n t a d era libre, obedecía a sus propias leyes; no conocía m a n d a m i e n t o s divinos o, c u a n d o l l a m a b a n m a n d a m i e n t o divino a la ley m o r a l , éste no les era dado en n i n g u n a p a r t e ni en n i n g ú n texto, sino q u e los regía invisiblemente (Antíg o n a ) . Por esto reconocían el derecho de c a d a u n o a tener voluntad propia, b u e n a o m a l a . Los de b u e n a v o l u n t a d reconocían el d e b e r q u e tenían de ser buenos, pero al m i s m o tiempo r e s p e t a b a n la l i b e r t a d del otro d e n o poder serlo; en consecuencia, no establecieron n i n g u n a moral, ni divina, ni hecha por ellos mismos, ni a b s t r a í d a [de la experiencia], p a r a exigir después q u e los otros la c u m p l i e r a n . C a m p a ñ a s de g u e r r a a f o r t u n a d a s , el a u m e n t o de las riquezas y el c o n t a c t o con el lujo y con las c o m o d i d a d e s de la vida, posibilitaron en A t e n a s y en R o m a la formación de u n a aristocracia de la riqueza y de la gloria militar q u e logró d o m i n a r e influir sobre m u c h o s h o m b r e s . Estos, cautivos por las hazañas de aquellos hombres y corrompidos sobre todo por el e m p l e o q u e hacían de sus riquezas, les cedieron l i b r e m e n t e el poder y la p r e p o n d e r a n c i a d e n t r o del E s t a d o , conser-

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vando, sin e m b a r g o , la conciencia de q u e fueron ellos quienes les dieron el poder, y q u e podían quitárselo al primer acceso d e mal h u mor. Sin e m b a r g o el pueblo, poco a poco, cesó de merecer la recriminación q u e se le hiciera tan frecuentemente: el reproche de ser ingrato frente a estos m i e m b r o s de la aristocracia y de preferir, al d e b e r elegir e n t r e la injusticia [de esta i n g r a t i t u d ] y la libertad, lo primero. Así, cesó t a m b i é n de tener la libertad de m a l d e c i r las virtudes d e alguien q u e causara la desgracia de su patria. + Poco después, el poder libremente cedido [a la aristocracia] lo consolidaba ésta con la violencia: la sola posibilidad [de esta u s u r p a ción violenta] p r e s u p o n e la p é r d i d a de aquel sentimiento, de aquella conciencia que, según M o n t e s q u i e u , es el principio de las repúblicas y a la cual él da el n o m b r e de virtud. Esta virtud es la c a p a c i d a d d e poder sacrificar al individuo por u n a idea que, p a r a el republicano, está r e a l i z a d a en su patria. L a imagen del E s t a d o en c u a n t o p r o d u c t o d e su propia actividad desapareció del a l m a del c i u d a d a n o ; la p r e o c u p a c i ó n por la totalidad y la visión c o n j u n t a sobre la m i s m a ya era a s u n t o de un solo individ u o o de unos pocos. C a d a individuo llegó a o c u p a r entonces un lugar q u e le era asignado, m á s o menos limitado y diferente del l u g a r de todos los otros. L a dirección de la m a q u i n a r i a del E s t a d o se confió a un n ú m e r o restricto de c i u d a d a n o s y hasta éstos servían sólo c o m o r u e d a s aisladas q u e a d q u i r í a n i m p o r t a n c i a solamente en conexión con otras: la p a r t e q u e se c o n f i a b a a c a d a u n o de la totalidad ya r o t a en p e d a z o s era tan p e q u e ñ a en relación con todo el c o n j u n t o , q u e el individuo particular no tenía por q u é conocer esta relación, no tenía por q u é tenerla a la vista. + L a g r a n finalidad q u e el E s t a d o fijó a sus súbditos era la utilidad d e n t r o del mismo, m i e n t r a s q u e la finalidad q u e éstos se fijaron p a r a sí mismos se componía d e lucro y de s u s t e n t o y tal vez todavía de v a n i d a d . T o d a s las actividades, todas las finalidades, se referían a h o r a a lo individual; n o h a b í a ya actividad p a r a u n a totalidad, p a r a u n a idea. C a d a cual t r a b a j a b a o bien p a r a sí o bien f o r z a d a m e n t e , p a r a otro individuo particular. Desapareció la libertad de obedecer a leyes q u e la gente se diera a sí misma, de seguir a a u t o r i d a d e s y a generales elegidos en la g u e r r a o en la paz, de realizar planes en c u y a confección el pueblo h a b í a colaborado. D e s a p a r e c i ó toda libertad política: el derecho del c i u d a d a n o era sólo un d e r e c h o a tener s e g u r i d a d para su propiedad, q u e llenaba ahora su m u n d o entero. L a muerte, el f e n ó m e n o q u e destruía t o d a la t r a m a de sus fines, la actividad de toda su vida, tenía q u e t r a n s f o r m a r s e p a r a el individuo en algo terrorífico, pues ya n o había n a d a q u e le sobreviviera. (Para el republic a n o sobrevivía la república; por lo q u e tenía la impresión de q u e ésta, q u e era su alma, e r a algo p e r d u r a b l e . ) D e esta m a n e r a , sin e m b a r g o , al dirigirse todas las actividades,

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todos los fines a lo particular, como los h o m b r e s , no h a l l a b a n m á s ideas universales p a r a las cuales se p u d i e r a vivir y morir, los dioses t a m p o c o podían servir como refugio. T a m b i é n ellos eran ya seres p a r ticulares, imperfectos, q u e no p o d í a n satisfacer un ideal. + Los griegos y los r o m a n o s se sintieron satisfechos con estos dioses imperfectos, d o t a d o s con las debilidades de los hombres, p u e s t o q u e tenían lo eterno, lo a u t ó n o m o en su p r o p i o pecho. Podían s o p o r t a r q u e en el teatro se b u r l a r a n de sus dioses, ya q u e lo q u e e r a s a g r a d o en éstos no se podía alcanzar con la burla. U n esclavo en Plauto (sic) p o d í a decir: Si summus Júpiter hoc facit, ego homuncio idem non facerem? 15, conclusión q u e p a r a el auditorio debía parecer r a r a y ridicula, puesto q u e el principio según el cual los h o m b r e s tenían q u e e n c o n t r a r la p a u t a de su acción en los dioses les era c o m p l e t a m e n t e desconocido, cosa q u e un cristiano hallaría c o r r e c t a . 4 Se creó, pues, u n a situación en la cual los h o m b r e s perdieron la fe en algo p e r m a n e n t e , en algo absoluto, a c o s t u m b r á n d o s e a o b e d e c e r a u n a v o l u n t a d , a u n a legislación ajena, en la cual el c i u d a d a n o , ya sin p a t r i a , sentía s o l a m e n t e la presión de un E s t a d o q u e no se asociaba con n i n g ú n placer. E r a u n a condición en la q u e los h o m b r e s ya no podían a p o r t a r la alegría (que había h u i d o de sus vidas) a las fiestas y celebraciones de sus dioses, un E s t a d o en q u e el esclavo (ya de por sí superior a veces a su señor en c u a n t o a c u l t u r a y c a p a c i d a d e s n a t u rales) n o podía e n c o n t r a r en su d u e ñ o n i n g u n a v e n t a j a en c u a n t o a l i b e r t a d e i n d e p e n d e n c i a . En esta situación se ofreció a los h o m b r e s u n a religión q u e o se e n c o n t r a b a ya a d a p t a d a a las necesidades de la época ( p u e s t o q u e se formó entre un p u e b l o de similar c o r r u p c i ó n y a p a r t i r de un vacío y u n a carencia parecida, a pesar de todas las diferencias de matiz) o e r a a p t a p a r a q u e los h o m b r e s la t r a n s f o r m a r a n según sus necesidades en algo a lo q u e p u d i e r a n apegarse. L a razón n u n c a p u d o r e n u n c i a r a la exigencia de e n c o n t r a r (en c u a l q u i e r lado q u e f u e r a ) lo absoluto, lo a u t ó n o m o , lo práctico; en la v o l u n t a d de los h o m b r e s y a no era posible hallarlo: se m a n i f e s t a b a exclusivamente en la divinidad q u e le ofrecía la religión cristiana, m á s allá de la esfera de nuestro poder, de nuestro q u e r e r , pero al alcance de nuestros ruegos y plegarias. En consecuencia, la realización de u n a idea m o r a l sólo p u d o ser deseada; ya no cabía q u e r e r l a [con la voluntad]. ( P u e s t o q u e lo deseable n o lo p u e d e realizar uno m i s m o , se espera q u e se c u m p l a sin n u e s t r a colaboración.) Los primeros p r o p a g a d o r e s d e la religión cristiana d e s p e r t a b a n las esperanzas p a r a u n a revolución de este tipo, q u e debía realizarse p o r intervención de un ser divino, m i e n t r a s q u e los h o m b r e s se m a n t e n í a n en u n a pasividad total, y c u a n d o esta e s p e r a n z a se d e r r u m b ó los h o m 15 T c r c n c i o , Eunuchus. h a r é yo, u n h o m b r e c i l l o ? »

I I I , 5, 42: «Si J ú p i t e r s u p r e m o h a c e esto, ¿ p o r q u é n o lo

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bres se c o n t e n t a r o n con la e s p e r a n z a de u n a revolución universal, al fin del m u n d o . + Desde el m o m e n t o en q u e la realización de u n a idea se pone f u e r a del alcance de las c a p a c i d a d e s h u m a n a s (y los h o m b r e s de aquella época se sintieron capaces de m u y poco), n a d a i m p o r t a ya hasta q u é g r a d o d e s m e s u r a d o hay q u e a g r a n d a r el objeto de la esperanza. Así, este objeto de la e s p e r a n z a se volvió capaz de asimilar todo aquello con q u e lo h a b í a a d o r n a d o u n a imaginación oriental entusiasta, a d o r n a d o no en c u a n t o a la fantasía, sino en c u a n t o a la expectación de realidades. + Asimismo, en los tiempos en q u e el E s t a d o j u d í o encontró fuerzas y á n i m o en sí mismo p a r a conservar su i n d e p e n d e n c i a , m u y pocas veces vemos a los j u d í o s recurrir a la e s p e r a n z a de un Mesías y, según algunos, n u n c a lo hicieron realmente en estas épocas. Sólo c u a n d o se e n c o n t r a b a n s u b y u g a d o s por otras naciones, en el sentim i e n t o de su impotencia y de su debilidad, los vemos cavar en sus libros s a g r a d o s b u s c a n d o este tipo de consuelos. C u a n d o se les ofreció un M e s í a s q u e no cumplió las e s p e r a n z a s políticas del pueblo, éste creyó todavía q u e valía la pena esforzarse p a r a q u e su E s t a d o f u e r a un E s t a d o de verdad. (Si p a r a un pueblo esto se vuelve indiferente cesará p r o n t o de ser un pueblo.) Y poco d e s p u é s este mismo pueblo d e s c a r t ó sus esperanzas mesiánicas impotentes, t o m ó las a r m a s y, después de h a b e r hecho todo lo q u e es c a p a z de hacer la valentía e n t u s i a s m a d a , después de h a b e r s o p o r t a d o las desgracias h u m a n a s m á s horribles, se enterró a sí mismo y enterró a su E s t a d o bajo las r u i n a s d e su c i u d a d . + Si no h u b i é r a m o s perdido el sentido de lo q u e es c a p a z de hacer u n a nación por su i n d e p e n d e n c i a , si no tuviéramos la impertinencia de s e r m o n e a r a un pueblo sobre q u e no era su c a u s a lo q u e debería h a b e r defendido, sino n u e s t r a s opiniones, y q u e por ellas debería vivir y morir (cuando nosotros no movemos un dedo p a r a defenderlas), el pueblo j u d í o tendría en la historia un lugar j u n t o a los cartagineses y saguntinos, m á s honroso q u e el de griegos y r o m a n o s , cuyas ciudades sobrevivieron a su E s t a d o . + El resto disperso de los j u d í o s no a b a n d o n ó , es verdad, la idea de poseer un E s t a d o propio, pero n u n c a más se puso con esta idea b a j o las b a n d e r a s de la valentía propia, sino q u e a c u d i ó a las enseñas d e la e s p e r a n z a mesiánica i m p o t e n t e / Los a d h e r e n t e s de la religión p a g a n a percibían t a m b i é n esta carencia d e ideales para la acción; unos, como L u c i a n o y Longino, sentían q u e los mismos debían encontrarse entre los h o m b r e s , pero las tristes experiencias q u e tuvieron a este respecto se fueron en lamentos a m a r g o s ; otros, como Porfirio y J á m b l i c o , i n t e n t a r o n pertrechar a sus dioses con una riqueza q u e ya no poseían los h o m b r e s , para r e c a b a r la, siquiera en parte, c o m o obsequio, por a r t e s de magia. +

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Aparte d e algunos intentos anteriores es a nuestra época a la q u e h a sido r e s e r v a d a la tarea de reivindicar, por lo menos en teoría, la p r o p i e d a d h u m a n a d e todas las riquezas e n t r e g a d a s al cielo y así m a l g a s t a d a s ; pero, ¿qué época t e n d r á la fuerza de hacer valer este d e r e c h o de p r o p i e d a d y ponerse r e a l m e n t e en posesión de las mismas?

[LA D O C T R I N A DE LA C O R R U P C I O N DE LA H U M A N A Y LA E X T E N S I O N D E L D O M I N I O DE LO DIVINO!

NATURALEZA

E n el seno de esta h u m a n i d a d corrupta (que, por u n a parte, tenía q u e despreciarse m o r a l m e n t e y, por la otra, se c o n s i d e r a b a favorita de la divinidad) se creó y se aceptó, necesariamente, la d o c t r i n a de la c o r r u p c i ó n de la n a t u r a l e z a h u m a n a . E s t a doctrina, por un lado, conc o r d a b a con la experiencia y, por el otro, satisfacía el orgullo en c u a n t o eludía la culpa y veía, en la misma sensación de infortunio, un motivo de soberbia; transformaba en honorable lo q u e era vergonzoso, santificaba y p e r p e t u a b a la incapacidad q u e mencionamos m á s arriba, ya q u e convirtió en pecado la sola fe en la posibilidad de u n a fuerza [ h u m a n a a u t ó n o m a ] . + El á m b i t o del d o m i n i o de los dioses paganos, q u e h a s t a a h o r a a b a r c ó solamente la n a t u r a l e z a , se extendió, t r a n s f o r m á n d o s e en el d o m i n i o del Dios cristiano sobre el m u n d o libre del espíritu. No sol a m e n t e se le concedió el derecho exclusivo de la legislación; t a m b i é n todo impulso o resolución noble se m i r a b a c o m o o b r a suya, a u n q u e no en el sentido d e la d o c t r i n a estoica q u e a t r i b u í a todo lo b u e n o a la divinidad, c o n s i d e r a n d o q u e las propias a l m a s eran de la m i s m a especie divina, c o m o c h i s p a s d e la divinidad q u e los h o m b r e s tenían en ellos mismos. L a doctrina cristiana atribuyó todo esto a la divinidad en c u a n t o obra de un ser q u e está fuera de nosotros, del cual no somos p a r t e alguna, ser lejano con el cual n o tenemos n a d a en c o m ú n . + Y m á s aún: la m i s m a c a p a c i d a d de m a n t e n e r s e pasivo frente a las acciones de la d i v i n i d a d se vio d e b i l i t a d a por las c o n t i n u a s m a q u i n a ciones y a r t i m a ñ a s de un espíritu m a l v a d o q u e hacía c o n t i n u a s invasiones en el d o m i n i o — t a n t o n a t u r a l c o m o espiritual— del otro. En fin, c u a n d o los m a n i q u e o s parecían conceder al principio de la mald a d el d o m i n i o ilimitado en el á m b i t o d e la n a t u r a l e z a , la Iglesia, o r t o d o x a atacó la afirmación, d e s h o n r o s a p a r a la divinidad, concediéndole la mayor parte de este dominio; sin embargo, esta misma Iglesia r e c o m p e n s ó a m p l i a m e n t e a este principio nefasto por su pérd i d a , concediéndole poderes en la esfera d e la libertad. Llenas de c a n d o r y d e u n a efusividad bien i n t e n c i o n a d a , estas

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BERNA

generaciones h u m a n a s endebles se refugiaron a n t e el altar d o n d e enc o n t r a r o n y reverenciaron la soberanía y la m o r a l i d a d . Sin e m b a r g o , c u a n d o el C r i s t i a n i s m o p e n e t r ó en las clases superiores más c o r r u p t a s y c u a n d o en el seno del m i s m o se f o r m a r o n t a m b i é n las g r a n d e s diferencias entre h o m b r e s distinguidos e inferiores, c u a n d o el d e s p o t i s m o e n v e n e n ó todavía m á s todas las fuentes de la vida y de la existencia, esta época reveló toda su futilidad en sus n u e v a s concepciones de la d i v i n i d a d de Dios y en sus d i s p u t a s sobre las mismas. Su indigencia se m o s t r ó t a n t o m á s al d e s n u d o c u a n t o m á s se la envolvía en el m a n t o de la santidad, alabándola como si f u e r a el honor s u p r e m o de la h u m a n i d a d . El ideal de la perfección era el único c e n t r o q u e conservaba todavía lo sagrado, pero a h o r a desaparecía t a m b i é n la m o r a l i d a d de este ideal o, por lo menos, c a y ó b a j o la s o m b r a del olvido. + El espejo, en vez de m o s t r a r la m o r a l i d a d , lo v e r d a d e r a m e n t e divino, de lo cual por lo m e n o s se h u b i e r a n p o d i d o reflejar a l g u n o s rayos q u e a n i m a r a n y c a l e n t a r a n el corazón h u m a n o , ya no m o s t r a b a m á s q u e la imagen de su época, la i m a g e n d e la naturaleza condicion a d a a los fines q u e le p r e s t a b a n , ad libitum el orgullo y las pasiones de los hombres.+ Lo reflejado era solamente naturaleza, p u e s vemos q u e todo el interés del s a b e r y de la fe se había vuelto hacia el lado metafísico o trascendental de la idea de la divinidad. V e m o s [cómo los h o m b r e s de esta época] se o c u p a b a n menos de los conceptos dinámicos del e n t e n d i m i e n t o (los q u e la razón teorética es c a p a z de extender h a s t a lo infinito) q u e de la aplicación, a su objeto infinito, de los conceptos numéricos, de las reflexiones sobre distinciones, etcétera, y h a s t a de las m e r a s representaciones de origen perceptivo sobre origen, creación y generación. De esta guisa deducían las cualidades de este objeto infinito, p a r t i e n d o de las c o y u n t u r a s de su n a t u r a l e z a . Estas definiciones y sutilezas no estaban confinadas, como otras veces, a los estudios de los teólogos; su público e r a toda la C r i s t i a n d a d . T o d a s las clases, todas las edades, los dos sexos p a r t i c i p a r o n por igual en ellas y las diferencias en las opiniones sobre las m i s m a s d e s p e r t a r o n odios mortales, persecuciones sangrientas y a m e n u d o llevaron a la disolución c o m p l e t a de los vínculos morales y d e las relaciones m á s sagradas. T a l trastorno de la n a t u r a l e z a tenía q u e traer consigo u n a terrible venganza. La finalidad q u e se a d j u d i c a b a a esta n a t u r a l e z a infinita n a d a tenía q u e ver con el fin m o r a l del universo. N o sólo la limitaron a la p r o p a g a c i ó n d e la religión cristiana, sino t a m b i é n a propósitos q u e se p r o p o n í a n congregaciones o personas individuales (sobre todo sacerdotes), envolviendo dicho fin en el orgullo, la envidia, la fatuidad, la vanagloria, el odio y o t r a s pasiones. 1 "

I,A

POSITIVIDAD

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Sin e m b a r g o , no e r a todavía el m o m e n t o de aquellas teorías de la providencia y de la consolación q u e , b e l l a m e n t e a d o r n a d a s , f o r m a n en nuestros días la c o r o n a c i ó n de nuestro e u d e m o n i s m o . L a situación d e la mayoría de los cristianos era d e m a s i a d o d e s g r a c i a d a p a r a p o d e r e s p e r a r m u c h a felicidad en la tierra, y el concepto ubicuo d e la Iglesia d o m i n a b a con d e m a s i a d a fuerza p a r a q u e los individuos h u b i e r a n podido esperar o exigir m u c h o p a r a ellos. (Pero las exigencias q u e se p r o p o n í a n era t a n t o m á s fuertes si c a b í a coligar el interés p a r t i c u l a r con el interés de la Iglesia.) Se d e s p r e c i a b a n las alegrías m u n d a n a s y los bienes terrenales q u e no se p o d í a n poseer, e n c o n t r a n d o a m p l i a c o m p e n s a c i ó n en el cielo. L a idea de la Iglesia ocupó el l u g a r d e la patria y el de un E s t a d o libre. L a Iglesia, sin e m b a r g o , se diferenciaba de estos últimos en q u e (aparte de q u e en ella no h a b í a lugar para la libertad) estaba í n t i m a m e n t e vinculada al cielo, mientras q u e la p a t r i a y el E s t a d o eran e n t e r a m e n t e terrenales. El cielo se encont r a b a t a n cerca d e la sensibilidad cristiana q u e la r e n u n c i a a las alegrías y a los bienes no parecía sacrificio. L a m u e r t e de los m á r t i r e s sólo se a n t o j a b a e x t r a o r d i n a r i a si no se conocía esta sensación de la cercanía del cielo. Así, el despotismo de los e m p e r a d o r e s r o m a n o s expulsó el espíritu h u m a n o de la tierra y d i f u n d i ó u n a miseria q u e obligó a los h o m b r e s a buscar y a e s p e r a r la felicidad en el cielo; despojados d e la libertad tenían q u e b u s c a r en la divinidad u n refugio p a r a lo q u e poseían en ellos d e eterno y d e absoluto. La [doctrina de la] objetividad de lo divino surgió p a r a l e l a m e n t e con la c o r r u p c i ó n y esclavización de los h o m b r e s , y p r o p i a m e n t e sólo es revelación, manifestación del espíritu d e aquella época. D e esta guisa, este espíritu se manifestó en su Dios objetivo c u a n d o los h o m b r e s e m p e z a r o n a saber una c a n t i d a d asombrosa de cosas a c e r c a de Dios, c u a n d o t a n t o s secretos de su naturaleza, c o m p r i m i d o s en t a n t a s fórmulas, ya no se d i f u n d í a n en voz b a j a d e u n vecino a otro, sino q u e se p r o c l a m a b a n a lo largo y a lo a n c h o y e r a n a p r e n d i d o s o b l i g a t o r i a m e n t e de m e m o r i a por los niños. El espíritu de la época se m a n i f e s t a b a en la objetividad de su Dios c u a n d o éste se colocó no ya en la infinitud d e nuestro m u n d o , sino en un m u n d o q u e nos es a j e n o , en el q u e no p a r t i c i p a m o s ni m e j o r a m o s con n u e s t r a s acciones, al q u e sólo p o d e m o s tener acceso por la deprecación o por la m a g i a . T a m b i é n este espíritu de la época se revelaba c u a n d o el h o m b r e m i s m o llegó a ser un No-Yo y su Dios o t r o No-Yo. Su revelación m á s c l a r a e r a la c a n t i d a d de maravillas q u e o p e r a b a al decidir y convencer sin tener q u e r e c u r r i r a la razón. Los m o m e n t o s m á s horribles de su manifestación, sin e m b a r g o , eran aquellos en q u e , por este Dios, los h o m b r e s l u c h a b a n y m a t a b a n , i n c e n d i a b a n y r o b a b a n , m e n t í a n y era e n g a ñ a d o s . 4 E n tal período la divinidad tuvo q u e cesar por completo de ser algo subjetivo, m u d á n d o s e e n t e r a m e n t e en objeto; de esta m a n e r a

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BERNA

aquella perversión de las m á x i m a s morales tuvo justificación fácil y consecuente m e d i a n t e la teoría. + Los cristianos saben por revelación del p r o p i o Dios q u e El, el m a j e s t u o s o Señor del cielo, de la tierra y de la n a t u r a l e z a a n i m a d a e i n a n i m a d a , es también el Señor del m u n d o espiritual. R e h u s a r la veneración d e este rey (en las f o r m a s q u e él m i s m o ha o r d e n a d o ) es n e c e s a r i a m e n t e u n a i n g r a t i t u d y un crimen. Este es el sistema d e todas las Iglesias; las diferencias — s e c u n d a r i a s — se d a n solamente en las m á x i m a s q u e estipula q u i é n ha de ser el j u e z , el sancionador d e este crimen. U n a Iglesia a d m i n i s t r a ella m i s m a este tribunal; la o t r a p r o n u n c i a la condena, implícitamente, con su sistema, pero no m u e v e un d e d o p a r a ejecutarla en la tierra, c o n v e n c i d a de q u e la m i s m a divinidad la va a ejecutar. El celo de colaborar en esta ejecución con prédicas, con pequeños sobornos de otro tipo o con la violencia (cuyo único límite era el de no c a u s a r la muerte) parece enfriarse poco a poco y, a p a r e n t e m e n t e , es la conmiseración o un sentimiento de impotencia lo q u e va o c u p a n d o el lugar del odio, conmiseración f u n d a m e n t a d a , sin d u d a , en u n a fatuidad q u e se convence a sí m i s m a de poseer la v e r d a d , pero que, de todas m a n e r a s , es preferible al odio. + El h o m b r e , c u a n d o era libre, n o podía sentir ni aquel celo ni esta conmiseración; viviendo libre entre libres no h u b i e r a podido ceder a nadie el derecho de mejorarlo o cambiarlo, de interferir en sus máximas; t a m p o c o hubiera tenido la presunción de d i s p u t a r el derecho d e los otros a ser como eran y c o m o q u e r í a n ser, malos o buenos. Devoción y p e c a d o son dos conceptos que, en el sentido en q u e nosotros los e n t e n d e m o s , no existían entre los griegos; por lo primero entend e m o s u n a disposición q u e a c t ú a por respeto ante Dios en c u a n t o legislador; por lo segundo, u n a acción q u e infringe m a n d a m i e n t o s en cuanto divinos/ [En cambio], las p a l a b r a s &yiov, á v a y i o v , p i e t a s e impietas, expresan sentimientos h u m a n o s sagrados, j u n t o con las disposiciones o acciones q u e c o n c u e r d a n con ellos o se les oponen. Los antiguos los llamab a n t a m b i é n m a n d a m i e n t o s divinos, pero no en sentido positivo. Sup o n i e n d o el caso de q u e a un h o m b r e de la a n t i g ü e d a d se le hubiera ocurrido la cuestión de c ó m o c o m p r o b a r la divinidad de un m a n d a m i e n t o o de u n a prohibición, no h u b i e r a p o d i d o referirse a n i n g ú n hecho histórico, sino s o l a m e n t e a los sentimientos de su propio corazón y a la concordancia d e todos los h o m b r e s virtuosos.

I,A P O S I T I V I D A D

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[ARRIESGARLA VIDA POR l N ESTADO Q U E SOLO A S E G U R A LA C O N S E R V A C I O N D E L A P R O P I E D A D NO TIENE SENTIDO]

C o n la extinción d e todas las libertades políticas d e s a p a r e c i ó todo interés en el E s t a d o , p u e s t o que sólo p o d e m o s t o m a r interés en algo c u a n d o somos c a p a c e s de a c t u a r en su favor. E n tal situación, c u a n d o el fin d e la vida se r e d u c e a ganarse el p a n diario j u n t o con a l g u n a q u e otra c o m o d i d a d o lujo m á s o m e n o s amplio, c u a n d o el interés en el E s t a d o es e n t e r a m e n t e ególatra, p u e s se restringe a la e s p e r a n z a de q u e la subsistencia del mismo p r o t e g e r á o favorecerá la realización de este fin, entonces, entre los rasgos discernibles de tal época, observ a r e m o s t a m b i é n n e c e s a r i a m e n t e u n a aversión frente al servicio militar, pues éste involucra algo e n t e r a m e n t e opuesto al deseo general de un placer t r a n q u i l o y uniforme. T r a e consigo i n c o m o d i d a d e s y a u n la m u e r t e , la p é r d i d a de t o d a posibilidad d e goce. (El h o m b r e cuya indolencia, d e p r a v a c i ó n o a b u r r i m i e n t o lo lleva a la c a r r e r a militar c o m o a un último recurso p a r a sostenerse y p a r a satisfacer sus pasiones no será m á s q u e un cobarde a n t e el e n e m i g o . ) 4 E n este e s t a d o d e opresión y de inactividad políticas vemos e n t r e los r o m a n o s a infinidad de h o m b r e s q u e escaparon del servicio militar por la fuga, por s o b o r n o o por a u t o m u t i l a c i ó n ; un p u e b l o en estas condiciones debió acoger con b r a z o s abiertos a u n a religión q u e imprimió un sello d e h o n o r y de virtud sobre el espíritu d o m i n a n t e de la época, es decir, sobre la impotencia m o r a l y la i n d i g n i d a d d e dej a r s e pisotear; a u n a religión q u e p r e d i c a b a q u e verter s a n g r e hum a n a e r a pecado. Los h o m b r e s , a g r a d a b l e m e n t e sorprendidos, vieron t r a n s f o r m a r s e en gloria y en motivo d e orgullo el desprecio q u e les d e m o s t r a b a n los d e m á s y la vergüenza q u e sentían ellos mismos. Es así c o m o vemos luego a San A m b r o s i o o a San Antonio, r o d e a d o s de la población de c i u d a d e s a t a c a d a s por h o r d a s b á r b a r a s , i m p l o r a r a Dios de hinojos en las iglesias y calles p a r a q u e los salvara del infortunio, en vez d e correr a las m u r a l l a s p a r a d e f e n d e r l a s . 4 E n v e r d a d , ¿qué les h u b i e r a p o d i d o convencer p a r a q u e a c e p t a r a n conscientemente m o r i r en la batalla? L a conservación d e la ciud a d les podía i m p o r t a r sólo por s a l v a g u a r d a r su p r o p i e d a d y el disfrute d e la m i s m a . Si se hubiesen e x p u e s t o al peligro d e morir pel e a n d o h a b r í a n h e c h o algo ridículo, p u e s el medio, la m u e r t e , h u b i e r a a n u l a d o d i r e c t a m e n t e el fin, la p r o p i e d a d y su disfrute. El sentim i e n t o d e q u e m u r i e n d o en d e f e n s a de la p r o p i e d a d se moría no t a n t o p a r a r e a f i r m a r esta propiedad, sino p a r a reafirmar el d e r e c h o a tenerla (pues el q u e m u e r e en d e f e n s a de un derecho lo h a reafirm a d o ) , este sentir e r a a j e n o a un p u e b l o o p r i m i d o q u e e s t a b a satisfecho con poseer su p r o p i e d a d por un acto de gracia *.
* L o q u e q u e r í a r e a f i r m a r e r a su fe.

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BERNA

[MILAGROS]

H a y u n a conexión precisa entre la necesidad d e u n a religión d a da, objetiva, y la posibilidad de la creencia en milagros. U n suceso cuya condición se supone q u e fue u n a única vez condición del m i s m o o u n a percepción r e l a t a d a q u e de m a n e r a a l g u n a se p u e d a integrar en la esfera de la experiencia, es a b s o l u t a m e n t e i m p e n s a b l e p a r a el entendimiento, único j u e z y t r i b u n a l ogligado de esta esfera. Este n o puede d e j a r de p e n s a r las condiciones de a q u e l suceso como completas, a u n c u a n d o el relato m i s m o no hiciera referencia a l g u n a a datos de este tipo y a u n q u e , en consecuencia, tuviera q u e abstenerse de p e n s a r condiciones precisas, d e t e r m i n a d a s . Si se le hace presente q u e u n a condición (la q u e él s u p o n e a h o r a ) n o se ha cumplido, el entend i m i e n t o b u s c a r á otras y, a u n c u a n d o se le d e m u e s t r e la improbabilid a d de todas las condiciones q u e la sagacidad es c a p a z de pensar, no a b a n d o n a r á su exigencia de q u e tienen q u e existir las condiciones q u e d e t e r m i n e n c o m p l e t a m e n t e el suceso, por m á s q u e u n a u otra condición n o se h a y a cumplido. Si luego se cree satisfacer su b ú s q u e d a i n f r u c t u o s a m e d i a n t e la explicación de q u e fue u n Ser S u p r e m o el q u e causó el suceso, el e n t e n d i m i e n t o callará, p u e s esta explicación no está dirigida a él y significa q u e no se le t o m a r á m á s en c u e n t a . La imaginación, sin e m b a r g o , se c o n t e n t a con esta explicación, puesto q u e el mero hecho de presentarla supone estar ya en su campo. El entendimiento no se opone a esta operación, y es como si la acomp a ñ a r a con u n a sonrisa, pero no tiene ningún interés en quitar a la imaginación su j u g u e t e , puesto q u e él ya no tiene n i n g u n a función q u e cumplir. Incluso se r e b a j a a prestarle a la imaginación su concepto general de la c a u s a l i d a d p a r a q u e ésta lo use: pero ya no t e n d r á q u e ver n a d a con su a p l i c a c i ó n / A h o r a bien, el n a r r a d o r del milagro no se d a por satisfecho [con esta a c t i t u d del entendimiento], antes bien se pone a vociferar y a gritar q u e eso es ateísmo, blasfemia y r u i n d a d . El no creyente perm a n e c e impasible, pues no ve n i n g u n a conexión entre i n m o r a l i d a d e irreligiosidad, por u n a parte, y la reafirmanción de los derechos de su entendimiento, por otra. + Pero a h o r a se c a m b i a la escena. [Los defensores de los milagros] se vuelven hacia la razón y le hacen presentes los g r a n d e s fines m o r a les unidos a estos milagros, el m e j o r a m i e n t o y bienestar del género h u m a n o . Se a p e l a al sentimiento de impotencia de la razón, se alientan los fuegos de la imaginación y la razón, q u e en su desaliento no puede oponer n a d a a estos terrores y a este p r e d o m i n i o [de la imaginación], m a n d a acallar las protestas del entendimiento. Es u n a cosa fútil discutir sobre milagros en el terreno del entendimiento; el resultado ha d e m o s t r a d o siempre q u e con ello n a d a se logra. F u e r o n siempre los intereses de la razón los q u e decidieron en favor o en

I,A POSITIVIDAD

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c o n t r a de los milagros. E n caso de q u e ella necesite u n a legislación externa, en caso d e q u e el terror a n t e u n m u n d o objetivo... 1 6

[Fragmento

,7

]

L a d i s p u t a sobre la posibilidad y realidad de los milagros se ventila a c t u a l m e n t e a n t e varios tribunales y no se la p o d r á s a c a r tan p r o n t o de la confusión, m i e n t r a s no se consiga un a c u e r d o e n t r e los partidos en liza. T o d o s se hallan d e a c u e r d o en su v e r d a d respecto a la fantasía. Los únicos a cuya f a n t a s í a no tienen acceso los milagros son aquellos en quienes c o n s t a n t e m e n t e se inmiscuye el entendimiento; al menos el j u i c i o se ve c o n s t a n t e m e n t e c o m p r o m e t i d o en j u z g a r su eficacia [del milagro] p a r a u n fin d a d o . Por p a r t e del j u i c i o estético, d e la libertad de la imaginación, H e r d e r es el p r i m e r o — q u i z á s el ú n i c o — en h a b e r leído así el A n t i g u o T e s t a m e n t o — u n t r a t a m i e n t o q u e no se p u e d e aplicar al N u e v o T e s t a m e n t o . Los q u e niegan q u e h a y a milagros de o r d i n a r i o convocan el a s u n t o ante el tribunal del e n t e n d i m i e n t o . Sus a r m a s son la experiencia y las leyes de la n a t u r a l e z a . Los defensores de los milagros sostienen su causa con las a r m a s d e u n a r a z ó n q u e no es e s a razón a u t ó n o m a q u e fija sus fines i n d e p e n d i e n t e m e n t e a p a r t i r d e la p r o p i a esencia, sino u n a r a z ó n s o m e t i d a a fines q u e le son ajenos y q u e luego r e p r o d u c e en la reflexión, sea i n v e n t á n d o s e fines s u b o r d i n a d o s , sea d e d u c i e n d o fines superiores. + L a oposición e n t r e a m b o s partidos — s o b r e si hay q u e p a r t i r de un hecho histórico a la h o r a de f u n d a m e n t a r la ciencia s u p r e m a p a r a el h o m b r e — se r e d u c e a la cuestión: ¿ p u e d e tener la virtud o t r o fin m á s alto q u e el q u e se p o n g a a sí misma? ¿ N o contradice a lo m á s í n t i m o de su ser el q u e le sea impuesto desde f u e r a o por u n a a u t o r i d a d a j e n a ? ¿ O es q u e la virtud es i n c a p a z [de dárselo por sí misma]? Este es el terreno en q u e los adversarios de los milagros d e b e r í a n retener a los partidarios de ellos. E n t r a r en discusiones históricas y exegéticas, meterse en este c a m p o , significa desconocer la razón q u e se tiene o cederla, con lo q u e los otros lo tienen ya todo hecho. A u n q u e se pudiese m o s t r a r de todos y c a d a u n o de los milagros q u e son explicables n a t u r a l m e n t e , y a se h a b r í a concedido d e m a s i a d o al p a r t i d a r i o de los milagros (y por a h o r a casi todas las explicaciones d e este tipo son forzadísimas; a d e m á s en c o n j u n t o j a m á s p o d r á n satisfacer a todos, m i e n t r a s n o se h a y a convertido en bien c o m ú n el principio d e q u e no
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A q u í se i n t e r r u m p e el m a n u s c r i t o .

1796 (?). R o s e n k r a n z 510-512. R e i m p r e s o p o r N o h l — a l igual q u e e n n u e s t r a e d i c i ó n — t r a s el ú l t i m o a p é n d i c e d e La Positividad, c o n el q u e c o i n c i d e t e m á t i c a m e n t e .

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h a y historia, no hay a u t o r i d a d q u e p u e d a i m p o n e r a la virtud su fin s u p r e m o ) . C o n sólo un milagro q u e fuese inexplicable, ya h a b r í a perdido la razón sus derechos. T a l es la posición de principio en q u e nos tenemos q u e situar. Acceder a q u e la d i s p u t a sea llevada a n t e el trib u n a l del e n t e n d i m i e n t o d e m u e s t r a ya q u e no nos sentimos m u y seguros d e la razón, q u e el relato d e los sucesos milagrosos nos h a desconcertado, y q u e , en vez de b a s t a r n o s ella p a r a rechazarlos, los hechos presentados c o m o milagros podrían ser capaces de d e r r i b a r esa i n d e p e n d e n c i a de la razón. + U n a vez q u e nos r e b a j a m o s con el p a r t i d a r i o de los milagros al c a m p o del entendimiento, se puede discutir i n d e f i n i d a m e n t e sobre su posibilidad e imposibilidad. De hecho, lo q u e pasa de o r d i n a r i o es q u e este p u n t o q u e d a sin resolver y, c u a n d o se viene al detalle, el adversario de los milagros exige q u e las percepciones sean elevadas a experiencias — e s decir, q u e sean explicadas por leyes n a t u r a l e s — o, si no se halla seguro en este punto, entonces niega incluso las mism a s percepciones, y a m b a s partes d e j a n ya de entenderse. El p a r t i d a rio de los milagros no p u e d e c o m p r e n d e r q u é interés tendrá su adversario en negar los milagros o en desnaturalizarlos con interpretaciones, u n a vez que, accediendo a esta discusión, se le h a escapado su indecisión sobre si su razón se tendrá sola o no. L a torpeza q u e m u e s t r a y tiene q u e m o s t r a r con su escrúpulo d e q u e r e r explicarlo todo lo hace por u n a p a r t e antipática — p u e s sólo se le a t r i b u i r á n malas intenciones— y por la o t r a traiciona q u e debería tener h a s t a el m á s m í n i m o olor a milagro, y q u e m u c h a s veces t r a t a m á s de aturdirse q u e de conseguir sencillamente la paz y seguridad q u e d a un claro conocimiento de causa. En c a m b i o si el adversario de los milagros, llevado por el propósito polémico d e convertir al otro, a d o p t a u n a posición inferior, está t r a t a n d o de b l a n q u e a r a un m o r o con el único r e s u l t a d o de a r r o j a r l e a la d u d a y a la inseguridad.

FRAGMENTOS HISTORICOS Y POLITICOS
(1796?)
1 ESPÍRITU de los orientales: r e s p e t a r la r e a l i d a d en la realidad, adorn a r la m i s m a en la fantasía. Los orientales tienen caracteres firmemente d e t e r m i n a d o s . U n a vez a d q u i r i d o su carácter, no lo c a m b i a n ; n o a b a n d o n a n la dirección del c a m i n o t o m a d o . Lo q u e se e n c u e n t r a f u e r a de su c a m i n o no existe p a r a ellos. Aquello, en c a m b i o , q u e p e r t u r b a su m a r c h a les resulta hostil. Su carácter, q u e h a sido determ i n a d o de u n a vez p a r a siempre, no p u e d e d e j a r de identificarse consigo mismo, no p u e d e incorporarse a ellos, reconciliando aquello q u e se les opone. U n a p a r t e se hace d o m i n a d o r a , la otra d o m i n a d a . El poder es el c o n c e p t o en el cual los seres son iguales. Su relación entre ellos es la del poder, ya sea el poder d e la fuerza, del genio o de la p a l a b r a . U n c a r á c t e r firmemente d e t e r m i n a d o no a d m i t e n a d a — c o n excepción de sí m i s m o — q u e no sea d o m i n a d o por él, o q u e n o lo d o m i n e de esa m i s m a m a n e r a ; lo q u e o c u r r e es q u e hay b a r r e r a s , límites en él q u e no p u e d e n ser cancelados, q u e no p u e d e n e s t a r en o t r a relación q u e en la d e afirmarse j u n t o a o t r a s realidades contradictorias, j u n t o a realidades hostiles. +
1 R o s e n k r a n z (60-61, 515-532), al transmitirlos, los h a a s i g n a d o a la é p o c a de B e r n a . A u n q u e sus indicaciones cronológicas n o s e a n s i e m p r e c u i d a d o s a s , e s t a referencia es a q u í el único d a t o e x t e r n o de q u e d i s p o n e m o s ( a d e m á s de q u e R o s e n k r a n z insiste en él) y la crítica i n t e r n a no tiene n a d a q u e o b j e t a r a u n a d a t a c i ó n h a c i a el final del período suizo (al c o n t r a r i o , la hace plausible). C f r . supra, pág. 69, nota 1. El f r a g m e n t o n ú m e r o 11 fue p u b l i c a d o por R o s e n k r a n z , j u n t o con los otros fragm e n t o s , en el Literarisclies Taschenbuch, de Prutz, 1843; al reeditarlos e n la Vida de Hegel — q u e n u e s t r a edición t o m a c o m o f u e n t e p a r a estos f r a g m e n t o s — R o s e n k r a n z omitió el f r a g m e n t o 11. Su o r i g i n a l a l e m á n es fácilmente accesible en la edición S u h r k a m p : G. W. F. Hegel, (1 'erke I ( E d . E v a M o l d e n h a u e r y K a r l M . M i c h e l ) . F r a n k f u r t / M . , 1971, pág. 438. S o b r e el f r a g m e n t o n ú m e r o 18, escrito en f r a n c é s y tenido a veces c o m o m e r o ext r a c t o de u n a l e c t u r a f r a n c e s a , escribe R o s e n k r a n z (61 s.): « E n Suiza Hegel n o tenía o t r o remedio a m e n u d o q u e h a b l a r e n francés, d e m o d o q u e se ejercitó e n escribir en esta lengua. C o n predilección leyó a Benjamín ConstanI, por q u i e n g u a r d ó interés toda su vida. A su m o d o t r a t ó e n ensayos m e n o r e s de t e m a s políticos, por e j e m p l o la transform a c i ó n q u e sufre lo militar c u a n d o u n E s t a d o p a s a d e ser m o n á r q u i c o a r e p u b l i c a n o . » Dos fragmentos f r a n k f u r t i a n o s , q u e otras ediciones con distinto criterio cronológico suelen incluir e n e s t a colección, q u e d a n recogidos infra, págs. 257-259.

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P u e s t o q u e los límites del c a r á c t e r p r o d u c e n realidades q u e el a m o r no p u e d e unificar, su unificación tiene q u e realizarse objetivamente, o d i c h o d e o t r a m a n e r a , tiene q u e estar b a j o u n a ley. Lo idéntico en la realidad es la necesidad q u e d o m i n a sobre todas las cosas. Por eso se e n c u e n t r a n en el c a r á c t e r oriental, í n t i m a m e n t e unidas, las dos d e t e r m i n a c i o n e s a p a r e n t e m e n t e contradictorias: la manía de la dominación y la aceptación fácil de todo tipo de esclavitud. L a s dos están regidas por la ley d e la necesidad. D o m i n a c i ó n y esclavitud son situaciones j u s t a s aquí, p u e s t o q u e en a m b a s rige la m i s m a ley de la violencia. En el Oriente, el h o m b r e feliz es aquel q u e tiene el valor p a r a someter lo q u e es m á s débil q u e él y la inteligencia suficiente p a r a no a t a c a r lo q u e es m á s fuerte q u e él y someterse a lo mismo. A q u í , h o m b r e sabio es a q u e l q u e se aleja de la realidad, p e r m a n e c i e n d o activo en discursos y en p r o n u n c i a r sentencias. Se llama noble al h o m b r e culto q u e sabe hacer distinciones y q u e o p r i m e sólo h a s t a el p u n t o en q u e se le resisitió, igualándose con el vencido por el reconocimiento — t a n t o sobre sí mismo c o m o sobre el o t r o — d e la ley de la necesid a d . D e esta m a n e r a está r e s p e t a n d o en sí m i s m o — e n el vencedor efectivo— al [ h o m b r e ] p o t e n c i a l m e n t e sometido, y en el q u e ha sido efectivamente s u b y u g a d o , al señor potencial. Esta posibilidad de la contraposición, esta posibilidad de la infinita multiplicidad de lo real d e escindirse en lo potencialmene d o m i n a n t e y en lo p o t e n c i a l m e n t e d o m i n a d o , esta potencia q u e se manifiesta en transmutaciones de lo negativo en lo positivo y d e lo positivo en lo negativo es la divinidad infinita de los orientales. E n el telar de su v o l u n t a d y de sus autorid a d e s se tejen los acontecimientos, y de la fuente de sus ó r d e n e s m a nan en el a b i s m o de su poderío las corrientes de las épocas y de los siglos. 4 D a d a la rígida d e t e r m i n a c i ó n del carácter oriental, las relaciones q u e se establecen entre los h o m b r e s [orientales] son pocas y todo lo [nuevo] recibe p r o n t o su sitio d e t e r m i n a d o . El h o m b r e del c a r á c t e r rígidamente d e t e r m i n a d o n o e n t r a en tratos con n a d a q u e no le sea homogéneo. A p a r t a de su c a m i n o la m a y o r p a r t e d e las cosas q u e podría chocar con él. C o m b a t e y somete todo lo d e m á s , o bien se somete él a n t e la fuerza [mayor]: pero sus pretensiones no c a m b i a n . Esta i n m u t a b i l i d a d , esta i n c a p a c i d a d de ser conmovido, en u n a variedad de sentidos, por multiplicidad de cosas, permite al h o m b r e oriental conservar su c a l m a . Puesto q u e el m u n d o es p a r a él u n a colección de realidades, y d a d o q u e éstas se le aparecen sólo en su forma m á s d e s p o j a d a , c o m o m e r a s e n t i d a d e s c o n t r a p u e s t a s , carentes de un espíritu, de a l m a propia, el h o m b r e oriental se ve obligado, p a r a r e p a r a r la condición indigente de las mismas, a c o m p e n s a r el c o n t e n i d o propio q u e les falta, con un brillo ajeno, prestado. El h o m b r e oriental siempre a d o r n a la realidad con su imaginación; a r r o p a todas las cosas en imágenes. A u n q u e t a m b i é n estas imágenes son imágenes

FRAGMENTOS HISTORICOS Y POLITICOS 161 de realidades, y a u n q u e p a r e z c a q u e u n a realidad indigente no p u e d e p r e s t a r un brillo a otra de la m i s m a clase, o c u r r e q u e al ser vinculad a s d e esta m a n e r a se hacen poéticas. La unificación d e lo disímil p r o d u c e a p a r i e n c i a d e vida; la vida m i s m a , sin e m b a r g o , surge d e la i g u a l d a d de lo q u e se e n c u e n t r a vinculado. Aquello en q u e uno, [en este caso de la i g u a l d a d , ] se reconoce c o m o semejante con lo así vinculado, llega [en el primer caso] a hacerse o s c u r a m e n t e consciente (oscuramente, p o r la disimilitud de los elementos vinculados); los orientales, sin e m b a r g o , n o se atreven a hacer surgir [de esta vinculación] u n a figura de la vida p u r a . El e s p l e n d o r grandioso d e sus imágenes provoca a s o m b r o , el brillo d e sus m u r a l e s es d e s l u m b r a n t e . Pero u n o se a s o m b r a precisamente p o r q u e siente la violencia q u e está implícita en la unión de elementos disímiles; p u e s t o q u e n o p o d e m o s r e c l a m a r n a d a del esplendor d e esa objetividad; d a d o q u e el a m o r no h a unificado, la sensibilidad n o se satisface y las s u n t u o s i d a d e s , las perlas del espíritu oriental, n o son sino m o n s t r u o s s a l v a j e m e n t e bellos. Por otra p a r t e , c u a n d o [dentro del espíritu oriental] la objetivid a d d e la vida a p a r e c e como u n a u n i d a d q u e se h a liberado d e la multiplicidad, n o p u e d e ser sino un concepto, un universal q u e , entonces, colma sus pinturas."1" La d e t e r m i n a c i ó n del carácter n o a d m i t e g r a n multiplicidad d e caracteres. La multiplicidad d e los caracteres d e t e r m i n a d o s se destruiría a sí m i s m a . Por o t r a parte, aquello q u e se hallaba m á s allá de esas d e t e r m i n a c i o n e s (lo q u e , s u s t a n c i a l m e n t e , era h o m o g é n e o con las mismas, pero d o t a d o de u n a fuerza m a y o r y m á s p r o f u n d a ) tenía q u e a p a r e c e r c o m o algo invisible y superior, como algo milagroso.+ E n la constitución d e los estados orientales, efímeros o d u r a d e r o s , en el sistema d e la obediencia y de la s u b o r d i n a c i ó n de tales m a s a s salvajes se hace visible c l a r a m e n t e el p o d e r q u e unos caracteres orientales (dotados de fuerza, p r o f u n d i d a d y t e n a c i d a d ) p u e d e n ejercer sobre otros, y la p a s i v i d a d ciega — q u e va casi h a s t a la a u t o d e s t r u c c i ó n — d e estos ú l t i m o s frente a los primeros. De a q u í t a m b i é n la importancia, y, en consecuencia, la parquedad y seriedad del discurso, de la exteriorización d e u n a vida invisible e incognoscible en sí. + De la m i s m a m a n e r a q u e los orientales a d o r n a n la r e a l i d a d á r i d a d e los objetos por i n t e r m e d i o de la fantasía, al tener u n a conciencia t a n defectuosa d e ellos m i s m o s y no p o d e r e n c o n t r a r unión c o n c o r d a n t e satisfactoria en la representación de su n a t u r a l e z a , tienen q u e recargarse con a d o r n o s ajenos. Su atavío no p u e d e ser u n a v e s t i m e n t a q u e recibiera su f o r m a y su belleza de la figura h u m a n a y d e los movimientos libres q u e le son propios, sino objetos c o m p l e t a m e n t e ajenos. N o se t r a t a b a t a m p o c o d e objetos n a t u r a l e s q u e seduzcan m á s bien p o r a m o r , a d o r n á n d o s e con su p r o p i a sensibilidad, sino d e objetos brillantes d e s p o j a d o s d e vida p r o p i a y de u n a configuración pro-

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d u c i d a p o r la vida; oro, e l a b o r a d o en formas p r e s t a d a s , o r n a m e n tos con motivos florales, etcétera. + E n t r e los orientales fue p r e c i s a m e n t e lo n a t u r a l lo q u e se expulsó de la n a t u r a l e z a ; ésta a p a r e c i ó en sí m i s m a sólo c o m o algo ordinario, c o m o algo subyugado. Sin e m b a r g o , el a l m a f e m e n i n a y el amor hacia las mujeres no era u n a pasión cuyo goce hubiera consistido en la dominación. E n t r e m u c h a s naciones orientales, especialmente entre su nobleza, es grave falta de d i g n i d a d h a b l a r de las m u j e r e s o de lo q u e está relacionado con ellas. El motivo fue tal vez q u e en este c a m p o incluso los m á s valientes no se sintieron c o m o señores; o bien, h a b e r constituido un sentimiento de vergüenza, no ante ellos mismos, sino a n t e la mención — t e n i d a por d e s h o n r o s a — d e este aspecto de la n a t u r a l e z a h u m a n a , por el hecho de h o n r a r lo femenino c o m o algo a j e n o al resto d e su espíritu, como algo m á s valioso q u e éste; por t e m o r d e i n c o r p o r a r al m i s m o —al h a b l a r de ello— en la categoría de las d e m á s cosas vulgares. (Ya q u e sienten q u e su relación con las m u j e r e s n o p u e d e t r a n s f o r m a r s e n u n c a en aquella relación q u e tienen establecida con todas las cosas restantes — d o m i n i o o s e r v i d u m b r e — , y p o r q u e ellas son algo q u e no se d e j a m a n e j a r , tal como esas otras cosas, algo de lo cual no p u e d e n estar seguros, no e n c u e n t r a n o t r a solución q u e la de encerrarlas.) Los j u d í o s no tenían ese sentimiento d e v e r g ü e n z a mencionado, H a b l a b a n de las relaciones sexuales librem e n t e y sin hacer cumplidos; sin e m b a r g o , todo lo q u e se refiere a las m i s m a s — c o m o todas las c o s a s — n o p a s a de ser m e r a realidad, algo q u e no está p e n e t r a d o del espíritu del amor. De ahí q u e este espíritu n o rige t a m p o c o en su t r a t o con esos asuntos. Por eso este trato es — i n c l u s o en sus leyes y en los libros q u e contienen la s u m a de su c u l t u r a — t a n indignante, vil y vergonzoso, p o r q u e c u a n t o m á s sag r a d a y p u r a es la esencia q u e a n i m a [ u n a realidad}, t a n t o m á s a b y e c t o es considerar y t r a t a r los órganos de la m i s m a — y sus m a n i festaciones— como m e r a s realidades. + E n t r e los orientales, la b a r b a es algo m u y sagrado. E n t r e los j u díos, la cuchilla de afeitar no d e b í a tocar la cabeza del n a z a r e n o (del h o m b r e dedicado a Dios). D u r a n t e c a d a séptimo a ñ o — q u e e s t a b a d e d i c a d o a Dios— no e s t a b a permitido cultivar c a m p o alguno; no se podía p o d a r la viña y la vendimia estaba prohibida. (Lo mismo pas a b a , p r o b a b l e m e n t e , c a d a c i n c u e n t a años.) Los siervos, los a n i m a l e s domésticos, los animales salvajes, podían gozar libremente de los p r o d u c t o s n a t u r a l e s de la t i e r r a . + Es u n a g r a n a r b i t r a r i e d a d dejarse crecer la b a r b a . Es u n a p a r t e del cuerpo, a u n q u e en g r a d o mínimo; desde ese p u n t o d e vista, el cortarse las u ñ a s es t a m b i é n u n a mutilación, y la circuncisión (tan c o m ú n entre los orientales y obligatoria entre los judíos) es sin d u d a u n a mutilación aún m a y o r . De ahí q u e la conservación de la b a r b a no se p u e d e considerar c o m o señal de respeto en relación a la tota-

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lidad del cuerpo, d e la figura h u m a n a . ( D e cualquier modo, el esconder la figura h u m a n a con vestidos de m a l gusto y r e c a r g a d o s d e j o y a s y a d o r n o s brillantes es ya i n c o m p a t i b l e con tal respeto.) Si lo q u e uno se i m p o n e c o m o ley es u n a a r b i t r a r i e d a d , su m a n t e n i m i e n t o estricto implica obstinación e x t r a o r d i n a r i a . (Así, t a m b i é n el sacrificio q u e u n o se i m p o n e tiene t a n t o m á s m é r i t o c u a n t o m a y o r es la a r b i t r a r i e d a d a la cual u n o se somete.) Pero ¿ p o r q u é se impusieron precisam e n t e t a n t a a r b i t r a r i e d a d ? ¿Por q u é le dieron i m p o r t a n c i a t a n g r a n de, h a s t a t r a n s f o r m a r la b a r b a en algo sagrado? D a d o q u e en el espíritu oriental todo lo valioso, todo lo i m p e r e c e d e r o está colocado en el objeto infinito, p u e s t o q u e el espíritu oriental no p u e d e r e s p e t a r n a d a q u e exista por sí mismo, n a d a q u e t e n g a vida propia en sí m i s m o , h a de a d o r n a r s e e x t e r n a m e n t e con objetos relucientes i n a n i m a d o s , p a r a q u e por lo menos así se convierta en algo; es así como q u i e r e conservarse t a m b i é n la b a r b a , q u e es lo m e n o s esencial en su totalidad orgánica, r e s p e t a n d o sobre todas las cosas lo q u e h a y d e menos i m p o r t a n t e en el h o m b r e .

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L a memoria es la h o r c a d e la q u e cuelgan estrangulados los dioses griegos. P r e s e n t a r u n a galería de figuras así e s t r a n g u l a d a s , hacer q u e se b a m b o l e e n al viento del ingenio, b u r l á n d o s e las u n a s de las otras, f o r m a n d o g r u p o s y c u a d r o s graciosos, se llama a m e n u d o poesía. + L a m e m o r i a es el sepulcro, el d e p ó s i t o de lo m u e r t o . L o m u e r t o yace en ella en c u a n t o m u e r t o . E s t á presente en ella c o m o u n a colección d e piedras. O r d e n a r l a s , repasarlas, quitarles el polvo, t o d a s estas ocupaciones, p o r m á s q u e estén relacionadas con lo m u e r t o , le son independientes. En c a m b i o , m u r m u r a r oraciones incomprensibles, decir misas, rezar rosarios, c o n s u m a r ceremonias vacías del culto sí son acciones de lo m u e r t o . Por su mediación, el h o m b r e t r a t a de convertirse del todo en objeto, de hacerse regir e n t e r a m e n t e por algo ajeno. Este servicio se llama oficio divino. ¡Fariseos!

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L a s p l a ñ i d e r a s en las h o n r a s f ú n e b r e s de los m u e r t o s del p r i m e r a ñ o de la G u e r r a del Peloponeso. T u c í d i d e s B, X 5 : xod Y U V C U X E ^

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jtÓQeioiv a i JtQoorpcoWai e r a t ó v tácpov óX.0(puQ0|¿evai. [«Y se p r e sentan p a r a plañir a n t e la t u m b a las m u j e r e s d e la familia.»]" 1 " El m a y o r alivio del d o l o r es proferirlo a gritos, es su exposición p u r a , e n t e r a . Por la manifestación, el dolor se convierte en objetivo y se restablece el equilibrio e n t r e lo subjetivo — l o único q u e existe en el d o l o r — y lo objetivo, q u e n a d a es en el dolor. El dolor se hace consciente sólo por su manifestación; lo q u e fue consciente pasó ya, cesó. H a e n t r a d o en la forma de la reflexión y al tener esta forma se ve d e s p l a z a d o por la d e t e r m i n a c i ó n siguiente. Sin e m b a r g o , c u a n d o el corazón está a ú n lleno de aflicción, c u a n d o ésta es todavía e n t e r a m e n t e subjetiva no h a y l u g a r p a r a n a d a m á s en él. T a m b i é n las lág r i m a s son de la m i s m a m a n e r a u n a descarga, u n a expresión, u n a objetivación del dolor. Por su mediación, el dolor se t r a n s f o r m a en i m a g e n , puesto q u e siendo algo subjetivo se h a hecho t a m b i é n objetivo. El dolor, sin e m b a r g o , siendo subjetivo por n a t u r a l e z a se resiste c o n t r a aquello q u e lo hace salir de sí mismo. U n i c a m e n t e la necesid a d e x t r e m a lo p u e d e i m p u l s a r hacia esta salida. Pero c u a n d o la necesidad pasa, c u a n d o todo se h a perdido, t r a n s f o r m á n d o s e en desesperación, e n t o n c e s el dolor se encierra; es en este m o m e n t o c u a n d o es s u m a m e n t e benéfico hacerlo salir de sí mismo. E s t o no se logra por n a d a q u e sea heterogéneo. Sólo si se le da aquello q u e él es, logra el dolor tenerse a sí mismo, en c u a n t o él mismo, y en c u a n t o algo q u e está p a r c i a l m e n t e fuera de sí. U n a p i n t u r a no p r o d u c e ese efecto; a n t e la m i s m a sólo se ve algo, pero no se mueve. El h a b l a r es la f o r m a m á s p u r a de la objetividad p a r a lo subjetivo, lo cual no es a ú n n a d a objetivo, pero sí un m o v i m i e n t o hacia la objetividad. El l a m e n t o en forma de c a n t o a d q u i e r e a ú n m á s la forma de la belleza al articularse según u n a regla. Los cantos f ú n e b r e s de las p l a ñ i d e r a s son lo q u e h a y de m á s h u m a n o en el dolor, en la necesidad h u m a n a de descargarse de él, desarrollándolo en p r o f u n d i d a d y p r e s e n t á n d o l o , en todos sus alcances, ante u n o m i s m o y m a n t e n i é n d o l o ahí. Sólo en este presentar, en este m a n t e n e r , está el bálsamo.

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T u c í d i d e s B, KQ: t a 5é jt\é(o a ú t r j o (Saíyv ^ x 0 ^ ápxriv) a u x o i r)(.iEÜ-- o í óe, o í v ú v ovte^- [xáX.iota w. t . X. [«Pero nosotros mismos, los q u e vivimos a c t u a l m e n t e , h e m o s a c r e c e n t a d o a ú n m á s nuestro reino.»] U n i c a m e n t e la a s a m b l e a del pueblo d e

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un p e q u e ñ o E s t a d o libre p u e d e h a b l a r así. A n t e la m i s m a y en su boca estos «nosotros» son verdaderos. E n las repúblicas d e m a y o r extensión, sin e m b a r g o , la v e r d a d d e estos «nosotros» es s i e m p r e m á s limitada. El «nosotros» es t a n t o m á s a j e n o p a r a los q u e lo pron u n c i a n , c u a n t o m a y o r es la c a n t i d a d de sus c o n c i u d a d a n o s . L a porción de c a d a individúo en u n a acción es t a n exigua q u e ni siq u i e r a p u e d e h a b l a r de ella como de su acción. [Aun c u a n d o ] su participación en la gloria d e su n a c i ó n es m a y o r , dice s o l a m e n t e pertenezco a la nación y no yo soy. Este todo ejerce d o m i n i o sobre él, d o m i n i o al cual se ve sometido. E n este sentido, « u n p u e b l o g r a n de y libre» es u n a contradicción en sí m i s m o . El p u e b l o es la totalidad de todos los individuos, y todos los cada uno están d o m i n a dos por el todo. Su acción, lo q u e es la acción d e « c a d a uno», es un f r a g m e n t o i n f i n i t a m e n t e p e q u e ñ o de u n a acción nacional.

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Aquiles m u r i ó h e r i d o en el talón por u n a flecha. E x a c t a m e n t e igual podía h a b e r sido h e r i d o en c u a l q u i e r otro p u n t o de su cuerpo, d e m o d o q u e el q u e resultase herido en esa p a r t e fue la m a y o r d e las casualid a d e s . L a dirección d e la flecha d e t e r m i n ó p e r f e c t a m e n t e la h e r i d a en esa p a r t e precisa. Pero la parte herida se distinguía de las otras partes (y a ellas d e b e ser referida n e c e s a r i a m e n t e , p u e s c o m p o n e un todo con ellas) como p a r t e h e r i d a afectada. E s t a posibilidad q u e tienen las o t r a s partes d e poder ser heridas y la realidad o p u e s t a d e no estar heridas, así c o m o la realidad de estar herido el talón y su posibilidad o p u e s t a — n o ser h e r i d o — , la r e ú n e n los griegos en la imaginación con el mito d e la i n m e r s i ó n d e Aquiles en el Leze. Según este mito, las p a r t e s q u e no f u e r o n heridas t a m p o c o podían serlo y sólo la p a r t e h e r i d a p u d o serlo.

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A n t e s q u e Licurgo, d e p u é s d e u n a a u s e n c i a d e diez años, h u b i e r a vuelto a E s p a r t a p a r a realizar su plan legislativo, q u e ya e s t a b a elabor a d o , consultó al oráculo d e Delfos con respecto al mismo. L a Pitoni-

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sa, en n o m b r e de Apolo, lo llamó amigo y favorito de los dioses. Le dijo q u e él, antes q u e h o m b r e era un dios. Le declaró q u e Apolo a p r o b a b a el plan q u e él, Licurgo, h a b í a confeccionado; si lograba q u e los e s p a r t a n o s a c e p t a r a n sus leyes, no h a b r í a en toda la tierra u n a república mejor constituida^ Luego de h a b e r i n t r o d u c i d o poco a poco sus leyes se dirigió d e nuevo al O r á c u l o ; éste declaró q u e él, Licurgo, h a b í a hecho todo lo necesario, t a n t o p a r a la felicidad como p a r a la virtud de los lacedemonios, y q u e si éstos c o n t i n u a b a n respetando sus leyes, gozarían de honor y felicidad eternos."1" Si los lacedemonios y los griegos restantes h u b i e r a n sido capaces de someterse a leyes divinas positivas o, incluso, d e concebir tales leyes, los lacedemonios h a b r í a n tenido q u e p r e d i c a r a los otros griegos p a r a q u e a d o p t a r a n su Constitución, puesto q u e el O r á c u l o general [de los griegos] la h a b í a d e c l a r a d o como la m á s perfecta. Y los otros, d e ser consecuentes, d e b e r í a n h a b e r l a adoptado." 1 " Sin e m b a r g o , el griego era un pueblo libre que no se dejaba legislar ni siquiera por un dios. U n a razón como la confirmación por u n a divinidad les era algo a j e n o .

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D e s p u é s del d e r r u m b e d e la libertad r o m a n a y griega, u n a vez los h o m b r e s perdieron el d o m i n i o de sus ideas sobre los objetos, se fraccionó el genio de la h u m a n i d a d / El espíritu de la multitud corrupta decía a los objetos: ¡soy vuestro, t o m a d m e ! Se arrojó a la corriente de los m i s m o s y se ahogó en sus torbellinos/ El espíritu de los estoicos procedió de u n a m a n e r a opuesta. Decía: sois ajenos a mi ser, q u e n o sabe n a d a de vosotros; yo os d o m i n o en mi idea. M e es indiferente c o m o seáis; sois d e m a s i a d o despreciables p a r a q u e m e ocupe de vosotros. + Otros espíritus sintieron q u e los objetos t e n d r í a n q u e h a b e r sido distintos, pero no tuvieron el valor de tomarlos en la m a n o p a r a formarlos. El poder a b r u m a d o r d e los mismos los oprimía y les d e j a b a sólo el sentimiento de su impotencia. U n a p a r t e de estos espíritus se f o r m a b a objetos imperceptibles a los sentidos, objetos que había enc o n t r a d o en las f a n t a s m a g o r í a s del pueblo; transfirió sus ideas a ellos y rogaba: ¡aceptadnos, incluidnos en vuestro ser, mostraos, ofrecednos vuestras revelaciones, a t r a e d n o s hacia vosotros, d o m i n a d n o s !

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Se les llamó teúrgos: o t r a p a r t e de estos espíritus oyó h a b l a r de un objeto similar, nuevo; se escapó d e los objetos exteriores q u e le eran prohibidos y se echó en brazos de la creencia de q u e a q u e l [objeto] invisible d o m i n a r í a t a n t o en ella c o m o en los objetos externos. Se les l l a m a b a cristianos L a Iglesia en su fase d e s a r r o l l a d a r e u n í a en sí las dos cosas: el anhelo d e los estoicos y el de esos espíritus q u e b r a n t a d o s . L a Iglesia p e r m i t e al h o m b r e vivir en el torbellino d e los objetos y, al m i s m o tiempo, le p r o m e t e p o d e r elevarse por encima de los mismos, por mediación de ejercicios fáciles, d e manejos, de m o v i m i e n t o s de labios, etc. El a n h e l o de los teúrgos pasó sólo — d e vez en c u a n d o — por la cabeza de los así l l a m a d o s visionarios cristianos. E s t a unificación no se t r a n s f o r m ó r e a l m e n t e n u n c a — t a l c o m o el resto— en ejercicio mecánico.

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E n la serie de las revelaciones de Dios o en la secuencia de los orígenes y de la generación de sus configuraciones, sus revelaciones en c u a n t o sol, astro, m a r , aire, a m o r , precedieron a su revelación en c u a n t o hombre. E s t a su ú l t i m a configuración era necesaria d e n t r o de la serie e s c a l o n a d a de sus generaciones. + Por la creación del E s t a d o R o m a n o — q u e privó de libertad casi al m u n d o entero conocido en ese entonces—, la naturaleza fue sometida a u n a ley a j e n a al h o m b r e ; la conexión con ella q u e d ó rota. Su vida se convirtió en p i e d r a s y en maderos; los dioses se t r a n s f o r m a r o n en seres creados y serviciales. 4 D e a n t a ñ o , allá d o n d e se a g i t a b a el poder, d o n d e se m a n i f e s t a b a la benevolencia, d o n d e regía la f a n t a s í a [se e n t e n d í a q u e ] se t r a t a b a de [actos] del c o r a z ó n y del c a r á c t e r d e los hombres. E n t r e los atenienses, T e s e o sólo se t r a n s f o r m ó en héros d e s p u é s de su m u e r t e , y D e m e trio y A n t í g o n o recibieron sacrificios sólo en c u a n t o a figuras del pasado."1" [En c a m b i o ] los e m p e r a d o r e s r o m a n o s fueron deificados. Apolonio de T i a n a hizo milagros. Lo g r a n d e ya no era s o b r e n a t u r a l , sino a n t i n a t u r a l , p u e s t o q u e la n a t u r a l e z a ya n o era divina, es decir, no era ya bella ni libre. En esta separación de la naturaleza y de lo divino fue un h o m b r e q u i e n se convirtió en nexo activo de ambos, es decir, en el reconociliador, en el salvador. El p u e b l o judío, en cambio, lleno con la perversión del odio, se fue al infierno. El resto del mismo que, m á s

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tarde, siguió e r r a n d o por la tierra se q u e d ó [sólo], c o m o símbolo. Puesto q u e los pueblos m o d e r n o s h a n de tener en su m e d i o todas las formas d e la h u m a n i d a d (siendo sufrientes sólo las nobles), d i c h o pueblo fue e n t r e ellos el ideal de los m á s despreciables. E n el m u n d o de H o m e r o , la multiplicidad de las f o r m a s h u m a n a s se cierra, hacia a b a j o , con Tersites, q u e no tenía o t r a culpa q u e la d e ser lenguaraz. Sin e m b a r g o , luego de h a b e r s e d e r r u m b a d o , se le cae u n a lágrima. C a l l a d o y lleno de temor se sienta en el suelo y se seca los ojos. E n su temor y en su silencio se manifiesta el reconocimiento de seres h u m a nos m á s poderosos. Incluso el peor d e los h o m b r e s homéricos conservó esta sensibilidad p a r a lo superior. E n el m u n d o h u m a n o m á s reciente, sin e m b a r g o , u n o ve, j u n t o al a l m a d i v i n a m e n t e p u r a de Amalia, a Schulterle q u e e c h a niños al fuego (y, c u a n d o el c a p i t á n , reconociendo su destino, a m e n a z a a los b a n d i d o s con un terrible juicio, éstos creen q u e está d e mal h u m o r ) . Es en un entrevero de esa clase en q u e se mezclan tantos tipos h u m a n o s (que, todos j u n t o s , se llam a n «género h u m a n o » p a r a el sistemático), d o n d e se ve q u e el j u d í o tiene su sitio. U n h o m b r e del pueblo j u d í o hizo decir benevolentemente a su Dios: al que n o respete mis m a n d a m i e n t o s lo castigaré h a s t a su tercera y c u a r t a generación. L a s furias de su religión, en cambio, los castigai, ya en su centésima generación. Puede ser, sin e m b a r g o , q u e ellos n o se sientan castigados como j u d í o s c u a n d o un cristiano los echa de su puerta, c u a n d o se d e j a n m a l t r a t a r d u r a n t e horas p a r a g a n a r unos centavos y c u a n d o vuelven a la carga al día siguiente con su verborrea.

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Lo q u e un gusto cultivado y u n a razón sin prejuicios — q u e saben apreciar la nobleza del espíritu griego en toda su a m p l i t u d y en todas sus modificaciones-— tienen a ú n q u e o b j e t a r a este espíritu es la falta de nobleza en la pasión del amor, pasión q u e e n t r e las naciones de origen g e r m a n o asumió (en la historia ulterior) forma totalmente diferente y m u c h o m á s sublime."1" ¿ E s t a r á este hecho t a m b i é n vinculado con el espíritu de su vida libre? + Si un hidalgo de la época de los caballeros a n d a n t e s hubiera relatado a Arístides las h a z a ñ a s realizadas por su d a m a , las a v e n t u r a s sufridas a c a u s a de ella, la larga serie de años d u r a n t e los cuales d e d i c a b a todos sus m o m e n t o s , con u n a paciencia férrea, a la tarea

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q u e su b i e n a m a d a le h a b í a lijado, y si ese hidalgo h u b i e r a d e j a d o a Arístides en la duda a c e r c a del objeto de todas estas sus actividades, o si un j o v e n de a l m a noble explicara a Arístides con todo el fuego d e su imaginación — [ p e r o ] en la m i s m a m a n e r a indefinida del h i d a l g o — la belleza d e su o b j e t o a m a d o , el p r o f u n d o respeto q u e siente por el m i s m o , la s a n t i d a d , la p u r e z a de sus sentimientos, el e n t u s i a s m o q u e le invade en su cercanía, [si le explicara] c ó m o el único interés d e su vida consiste en a c t u a r , en respirar p a r a ese objeto de su a m o r , al no saber Arístides a q u é está d e d i c a d o todo este arsenal de sentimientos, de acciones, d e e n t u s i a s m o , no contestaría p r o b a b l e m e n t e de esta m a n e r a : yo d e d i q u é mi vida a la p a t r i a ; no conocía n a d a superior a su libertad y a su bienestar; t r a b a j é por estos fines sin r e c l a m a r p a r a m í distinciones, p o d e r o riquezas; veo, sin e m b a r g o , q u e n o he hecho t a n t o por mi p a t r i a , no he sentido respeto tan exclusivo y p r o f u n d o por ella como [vosotros hacia vuestro objeto]. Conozco m u c h o s griegos q u e h a n hecho m á s q u e yo, cuyo e n t u s i a s m o por la p a t r i a era m a y o r q u e el mío, pero no conozco a n i n g u n o q u e h u b i e r a a l c a n z a d o esta nobleza de sentimientos, q u e h u b i e r a logrado este g r a d o de autosacrificio q u e habéis a l c a n z a d o vosotros. D e c i d m e , ¿cuál era el objeto de esta vuestra vida noble? ¡Tenía q u e ser algo i n f i n i t a m e n t e m á s g r a n d e y m á s d i g n o q u e el objeto s u p r e m o q u e yo podía concebir, q u e la p a t r i a y la libertad!

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L a imaginación d e s e n f r e n a d a de las mujeres del Medioevo hervía en las m o n s t r u o s i d a d e s de la brujería, en la m a n í a de descargar sobre otros los sentimientos de v e n g a n z a y las p e q u e ñ a s envidias; y estas venganzas y desenfrenos les llevaron a la h o g u e r a . + A las m u j e r e s griegas se les proporcionó, en las bacanales, un c a m p o libre p a r a d e s a h o g a r s e . Después del a g o t a m i e n t o del c u e r p o y de la imaginación venía u n a vuelta t r a n q u i l a al círculo d e los sentimientos c o m u n e s d e la vida tradicional. L a m é n a d e salvaje era, en el resto del tiempo, u n a m u j e r r a z o n a b l e . Allá b r u j a s , a q u í ménades; allí el obj e t o d e las f a n t a s í a s consistía en visiones diabólicas, a q u í e n un Dios bello c o r o n a d o con las hojas d e la vid; allá, en unión social con lo anterior, la satisfacción d e envidias, d e odios, d e sentimientos de veng a n z a , aquí n a d a m á s q u e un goce a u m e n t a n d o hasta el frenesí; allá, u n a progresión de a t a q u e s d e locura h a s t a el desarreglo total y definitivo del espíritu, a q u í u n a vuelta a la vida c o m ú n ; allá, la época no

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veía este frenesí d i s f r a z a d o c o m o u n a e n f e r m e d a d , sino como un ultraje sacrilego q u e sólo podía expiarse en la hoguera, a q u í la necesid a d de t a n t a s fantasías femeninas era algo s a g r a d o , y a sus erupciones se d e d i c a b a n fiestas s a n c i o n a d a s por el E s t a d o , d á n d o l e s así la posibilidad de perder su nocividad.

11 L a voz del clero católico se halla próxima a la afonía. El propio estamento, el h á b i t o q u e les convierte en extraños, el aislamiento d e todos los h o m b r e s y relaciones h u m a n a s , la tensión q u e a cada mom e n t o les tira de sus músculos p a r a interiorizar las reacciones y controlarse, aprisiona a la voz en el pecho — p o r lo d e m á s , h u n d i d o en ¿asi todos ellos. Su voz chirría finamente; pero no sale limpia del gaznate. Los pastores protestantes predican con la solemne voz de la vida vulgar. C u a n d o la voz católica se esfuerza por convertirse en vozarrón predicador, perfora con su chillido y lloriquea al gritar.

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Desprecio de los hombres. C a d a uno [de nosotros] está a c o s t u m b r a d o a j u z g a r a otros de a c u e r d o a reglas q u e ha confeccionado p a r a la humanidad y a exigir q u e el otro actúe en c o n f o r m i d a d con las mismas. Sólo u n a larga experiencia m u n d a n a o el exceso de b o n d a d pueden impedir q u e h a g a m o s lo mismo. Ese tipo de exigencias es, a n t e todo, propio de los europeos. Se t r a t a de u n a especie de obstinación. Así, ese desprecio es t a m b i é n un signo de nuestra época, n a d a más; no se trata de u n a c u l t u r a superior, de u n a a p r o x i m a c i ó n al objetivo de la h u m a n i d a d , a la perfección. Es [así como se d a ] el enjuiciamiento público de caracteres, por ejemplo el de Rousseau, de a c u e r d o a las reglas de la razón. + Sin h a b l a r de q u e c a d a u n o debería e x a m i n a r primero su propio corazón, es ú n i c a m e n t e la vistud la q u e se d a reglas a sí misma, la q u e puede enjuiciar y exigir; en cambio, ningún h o m b r e tiene el derecho, frente a otro, d e ponerse en el lugar de la virtud y f o r m u l a r exigencias ante otros como si estuviera r e p r e s e n t a n d o la virtud misma. C a d a uno [de nosotros] puede contestar en un caso así: la virtud tiene el derecho de exigir eso de mí, pero tú no.

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E n los Estados de la época moderna la seguridad de la propiedad es el pivote alrededor del cual se mueve t o d a la legislación, al cual se refiere la m a y o r p a r t e de los derechos de los c i u d a d a n o s . 4 En varias repúblicas libres de la a n t i g ü e d a d ya la m i s m a Constitución del E s t a d o restringía el estricto d e r e c h o d e la p r o p i e d a d , cuid a d o m á x i m o de n u e s t r a s a u t o r i d a d e s y orgullo de nuestros Estados. E n la C o n s t i t u c i ó n e s p a r t a n a , la s e g u r i d a d d e la p r o p i e d a d y de la industria e r a un p u n t o q u e no entró siquiera en consideración; podemos a f i r m a r casi c a t e g ó r i c a m e n t e q u e e s t a b a olvidado. E n A t e n a s los c i u d a d a n o s ricos e r a n , generalmente, d e s p o j a d o s de u n a p a r t e d e su fortuna. C o n todo, c u a n d o se q u e r í a p r o c e d e r a un d e s p o j o de este tipo, se recurría a un pretexto h o n o r a b l e p a r a la persona q u e iba a ser d e s p o j a d a : se le investía con un c a r g o oficial q u e le exigía gastos inmensos. Aquel q u e en las tribus — e n q u e se dividía la c i u d a d a n í a — era elegido p a r a u n a función pública costosa podía b u s c a r a otro ciud a d a n o d e las tribus q u e fuese m á s rico q u e él. Si, c r e y e n d o h a b e r e n c o n t r a d o uno, éste n e g a b a Ser m á s rico, podía p r o p o n e r l e un trueq u e d e fortunas, q u e este último no podía r e h u s a r . 4 H a s t a q u é p u n t o la riqueza d e s p r o p o r c i o n a d a de a l g u n o s ciudad a n o s es peligrosa, incluso p a r a el tipo m á s libre d e las constituciones, y c ó m o es c a p a z de destruir la m i s m a libertad, nos lo enseña la historia en el e j e m p l o de Pericles en Atenas, en el de los patricios en R o m a (república c u y a decadencia se q u e r í a impedir en v a n o p o r la influencia a m e n a z a n t e d e los G r a c o s y d e otros q u e p r o p o n í a n las leyes agrarias) y en el d e los Médicis en Florencia. Sería un estudio i m p o r t a n t e investigar c u á n t o es necesario sacrificar del d e r e c h o estricto de la p r o p i e d a d p a r a d a r forma d u r a d e r a de u n a república. T a l vez se h a cometido u n a injusticia c o n t r a el sistema del sansculottisme en F r a n c i a , al hacer q u e la f u e n t e d e m a y o r igualdad por él b u s c a d a fuera sólo la r a p i ñ a .

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En Italia, d o n d e la libertad política se ha m a n i f e s t a d o en f o r m a s m á s p u r a s y en rasgos m á s bellos, pero q u e perdió algo antes q u e Alemania, la j u r i s p r u d e n c i a surgió — e n B o l o ñ a — antes q u e la poesía; los hijos m á s nobles del pueblo afluían hacia ella y se contentab a n con ser j u e c e s doctos y m e s u r a d o s d e la patria, p u e s t o q u e sólo en el sillón del juez seguían siendo aún servidores de una idea, servidores de las

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leyes, m i e n t r a s q u e en c u a l q u i e r otro sitio no p a s a b a n de ser servidores de un hombre En la historia de Italia central y septentrional d u r a n t e el Medioevo e n c o n t r a m o s q u e las conexiones de los h o m b r e s con los Estados e r a n s u m a m e n t e imperfectas y los vínculos q u e los unían e x t r e m a d a m e n t e flojos. L a historia d e Italia en ese período no es, p r o p i a m e n t e dicho, la historia d e un pueblo o de varios pueblos, sino, m á s bien, la de u n a masa de individuos; y puesto q u e en esta historia no a p a r e c e n m a s a s g r a n d e s (o, en caso de aparecer, lo hacen sólo por períodos m u y cortos, d i s p e r s á n d o s e luego con g r a n rapidez), es m u y difícil e n c o n t r a r p u n t o s d e vista generales sobre [el movimiento] de las m i s m a s . De ahí q u e [en esa época] la historia de [algunos] individ u o s es de g r a n interés, puesto q u e su individualidad no ha sido absorbida p o r las formas universales del E s t a d o y de la C o n s t i t u c i ó n / G e n e r a l m e n t e es sólo un interés m o m e n t á n e o el q u e u n e [en esa época] a los h o m b r e s . Pocas veces e n c o n t r a m o s u n a unificación q u e h u b i e r a tenido como f u n d a m e n t o un interés d u r a d e r o . T o d o s los conflictos se j u g a b a n entre los derechos d e familias y d e h o m b r e s particulares q u e n o p o d í a n ser n u n c a convencidos [de la necesidad] de sacrificar algo de sus derechos en aras de u n a unificación s o c i a l / [En v e r d a d , el tipo de] convivencia [que d o m i n a b a ] en las ciudades era m á s bien u n a coexistencia en el mismo espacio q u e sometim i e n t o [común] bajo las m i s m a s leyes. El p o d e r d e las a u t o r i d a d e s era débil. N o h a b í a p r á c t i c a m e n t e ideas d o m i n a n t e s . La c a m p a ñ a e s t a b a llena de castillos edificados ú n i c a m e n t e p a r a la seguridad de sus dueños; a d e m á s , t a m b i é n c a d a palacio de las familias [nobles] en las c i u d a d e s estaba fortificado con torres, etc., y en ellos se sitiaban m u t u a m e n t e . El ejercicio de la justicia era sólo la victoria de una fracción sobre la otra.

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La pena de muerte pública. M o n t e s q u i e u , h a b l a n d o d e los j a p o n e s e s , observa q u e la gran frecuencia de los ajusticiamientos, públicos adem á s de cruentos, ha hecho q u e el c a r á c t e r de ese pueblo se volviese salvaje e indiferente t a n t o a esos castigos como t a m b i é n a los mismos crímenes. ¿ D e d ó n d e viene este f e n ó m e n o q u e p r o d u c e un efecto exactamente c o n t r a r i o al q u e e s t a b a en la intención del legislador y del j u e z q u e o r d e n a r o n los castigos públicos, es decir, lo contrario del terror y del miedo ante el crimen?"1" ¿Será a ú n m á s la c o s t u m b r e [de ver morir] a m a n o s del verdugo,

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con los terribles p r e p a r a t i v o s , lo q u e d e s p o j a el miedo a la m u e r t e y al despecho q u e por ella se siente (o lo q u e p a r a algunos es m á s d e p r i m e n t e , a la conmiseración general) d e su c a r á c t e r a s q u e r o s o , terrorífico, espantoso? L a c o s t u m b r e sería sólo c a p a z de p r o d u c i r indiferencia, como la q u e se produce en el guerrero a cuyo lado caen millares de h o m b r e s . 4 ¿ Q u é es lo q u e vemos en primer t é r m i n o en u n a ejecución capital y cuáles son los sentimientos q u e la m i s m a despierta en nosotros? L o q u e vemos en p r i m e r t é r m i n o es un h o m b r e indefenso q u e , a t a d o y r o d e a d o por u n a vigilancia n u m e r o s a y c o n d u c i d o por a y u d a n t e s de v e r d u g o s sin honor, está ahí, c o m p l e t a m e n t e indefenso, a c o m p a ñ a d o de curas, con sus r e c o m e n d a c i o n e s y oraciones, q u e el c o n d e n a do repite p a r a a t u r d i r su conciencia del m o m e n t o presente. El soldado d e r r i b a d o por un golpe, al lado de los otros, o q u e cae a l c a n z a d o por un plomo invisible, n o despierta en nosotros las sensaciones q u e evoca la ejecución de un criminal. Pienso q u e , en ese ú l t i m o instante, nos d a m o s c u e n t a de q u e se ha p r i v a d o a u n h o m b r e de su derecho a defender su vida. El h o m b r e q u e m u e r e en la l u c h a c o n t r a otro p u e d e d e s p e r t a r n u e s t r a compasión, pero en su m u e r t e n o a p a r e c e ese m o m e n t o mortificador q u e se p r e s e n t a en la m u e r t e del ajusticiado, puesto q u e el p r i m e r o p u d o ejercer su derecho n a t u r a l de defend e r su vida. C a y ó p o r q u e el otro ejercía el mismo derecho. L a única r a z ó n q u e i m p i d e q u e la sensibilidad a g r a v i a d a de los espectadores asistentes a la ejecución de un h o m b r e indefenso por gente a r m a d a , a la q u e incluso s u p e r a en n ú m e r o , se t r a n s f o r m e en ira es q u e la ley es algo sagrado para ellos. E s t a idea, sin e m b a r g o , no es c a p a z d e r e p r i m i r por completo la sensación q u e se p r o d u c e al presenciar a q u e l suceso. A u n si se a d m i t i e r a q u e los verdugos son los servidores de la justicia, esta simple idea no sería c a p a z de b o r r a r aquella sensación general, q u e h a hecho q u e se i m p r i m a el sello d e deshonestidad sobre el oficio d e u n o s h o m b r e s c a p a c e s de m a t a r a s a n g r e fría y p ú b l i c a m e n t e a u n h o m b r e indefenso, y q u e c u m p l e n con su función cual i n s t r u m e n t o s ciegos, parecidos a los a n i m a l e s salvajes a los cuales antes se a r r o j a b a a los criminales. + El e n t e n d i m i e n t o ilustrado p u e d e sin d u d a c o n d e n a r e s t a opinión p o p u l a r y el oscuro sentimiento sobre el cual la m i s m a se a p o y a c o m o un prejuicio; p u e d e repetir e insistir q u e él, al analizar ese sentimiento, no e n c u e n t r a n i n g ú n motivo racional; puede establecer t a m b i é n u n paralelo e n t r e los verdugos, en c u a n t o servidores del Est a d o y de la justicia, q u e c u m p l e n con su deber, y los otros f u n c i o n a rios del E s t a d o . L o q u e el e n t e n d i m i e n t o ilustrado no logrará — a l igual como no lo logra en el caso de m u c h a s o t r a s sensaciones— es r e p r i m i r estos sentimientos. Por otro lado, el q u e j u z g a las cosas e c u á n i m e m e n t e s a b r á distinguir entre el oficio q u e sus sentimientos r e p u d i a n y el h o m b r e q u e lo ejerce, h a c i e n d o justicia a este último,

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a u n c u a n d o le deseara o c u p a c i ó n diferente, p a r e j a m e n t e a como en otras ocasiones, convencido del c a r á c t e r despreciable de u n a c o s t u m bre o del h á b i t o de un pueblo, no consideraría sin e m b a r g o como d e s v e r g o n z a d o al individuo q u e tuviera esas c o s t u m b r e s . + Se a f i r m a que, según se ha observado, los individuos de esa profesión son por lo general h o m b r e s tranquilos, honestos y a veces piadosos. ¿Será su ocupación la q u e p r o d u c e este efecto, al presentarles en la f o r m a m á s directa los castigos de los crímenes? ¿No se e n c o n t r a r á la c a u s a , m á s bien, en cierto sentimiento de a u t o a f i r m a c i ó n , por el cual i n t e n t a r í a n salvar su individualidad frente el desprecio q u e se manifiesta c o n t r a su oficio, [o sea], en el s e n t i m i e n t o de q u e la dignid a d de la p e r s o n a es i n d e p e n d i e n t e de la e s t i m a o del desprecio por el oficio de la m i s m a ? + Según entiendo, entre los griegos no h u b o ajusticiamientos públicos. Sócrates, por lo menos, bebió la copa en la cárcel, y Orestes — e n la pieza de E u r í p i d e s — d e b í a t a m b i é n p r o p i n a r s e él m i s m o la f o r m a de m u e r t e q u e había elegido. Si hoy en d í a alguien propusiera la abolición del carácter público de las penas d e m u e r t e , mil bocas le g r i t a r í a n q u e así se p e r d e r í a uno de los fines principales de los castigos: el ejemplo para los otros. Parece q u e los griegos no propusieron esta finalidad a sus castigos y q u e sus legisladores no estimaron necesario trastornar, con h o r r e n d o espectáculo, las sensaciones e imaginación de sus c i u d a d a n o s y suplir así lo q u e no p u d i e r o n lograr la m o r a l i d a d interior y el respeto por las leyes. A fin de c u e n t a s , la p r e t e n d i d a necesidad de los crueles castigos públicos no p r u e b a otra cosa sino la poca confianza q u e el legislador y el j u e z p r e s t a n al sentimiento ético de su pueblo. U n a p r o p u e s t a de este tipo se toparía t a m b i é n con la objeción — i g u a l m e n t e v e h e m e n t e — de q u e si los ajusticiamientos no se hicieran p ú b l i c a m e n t e h a b r í a jueces sin conciencia, t e n d r í a n m e n o s inconvenientes p a r a cometer injusticias. En tal caso, el despotismo se p o d r í a permitir un d e s e n f r e n o m a y o r en sus asesinatos q u e c u a n t o cabe p ú b l i c a m e n t e . (¿Son p r i v a d a s en Venecia todas las ejecuciones, o sólo las relacionadas con crímenes c o n t r a el Estado?) A los ciudad a n o s d e un E s t a d o q u e d e b a n de temer esto, y q u e en consecuencia presenten esta ú l t i m a objeción, n a d a se p u e d e replicar. E n general, c u a n d o se t r a t a de c i u d a d a n o s de un E s t a d o en el q u e el tribunal, sin h a b e r sido elegido por el pueblo de su m i s m o seno, puede j u z g a r a p u e r t a s c e r r a d a s sobre la vida de un c o n c i u d a d a n o , no q u e d a sino desear q u e no m a n t u v i e r a siquiera esta s o m b r a de la i m p o r t a n c i a de la voz del público, d a d o q u e en los ajusticiamientos públicos el tribunal, al leerse el juicio con sus f u n d a m e n t o s , se justifica hasta cierto p u n t o ante los ojos del pueblo. En aquellos Estados, sin e m b a r g o , en los cuales el c i u d a d a n o tiene derecho a ser j u z g a d o por sus pares y en los q u e todo el m u n d o tiene libre acceso a la sala del tribunal, podría d e s a p a r e c e r este engorro.

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Hume se caracteriza de inmediato c o m o historiador de la é p o c a m o d e r n a por el c a r á c t e r mismo d e lo acontecido. El o b j e t o de su historia es un E s t a d o de la época m o d e r n a , cuyas relaciones i n t e r n a s n o están sólo d e t e r m i n a d a s legalmente, como e s t a b a n d e t e r m i n a d a s ya en la a n t i g ü e d a d , y n o d e s c a n s a n t a n t o en cierta vida libre e inconsciente q u e las p u e d a p e n e t r a r , c u a n t o en la forma j u r í d i c a de las m i s m a s . Lo j u r í d i c o , conciencia d e la universalidad a la vez q u e de su opuesto, la p a r t i c u l a r i d a d , indica el lugar q u e c o r r e s p o n d e a c a d a e s t a m e n t o ; los h o m b r e s , sin e m b a r g o , n o a c t ú a n a p a r t i r de u n a idea q u e les a n i m e c o n j u n t a m e n t e a todos ellos. + Por m á s q u e su fuerza y su poder sea esta idea, a u n q u e p o r m o d o invisible, lo q u e llega a hacerse consciente es por de p r o n t o su relación exterior con sus co-agentes, q u e son h o m b r e s q u e mandan u obedecen según distintas graduaciones y géneros de su cometido. Los h o m b r e s q u e están ubicados en la cima y cuyos actos nos son p r e s e n t a d o s en la historia c o m o los acontecimientos, tienen siempre el E s t a d o , con toda la multiplicidad de sus relaciones, por e n c i m a y fuera de ellos mismos. El E s t a d o está en ellos como p e n s a m i e n t o . El les d e t e r m i n a ; sus cálculos se hacen de a c u e r d o al mismo, es a él al q u e tienen presente en su conciencia. Es así q u e no es t a n t o el carácter lo q u e vemos — d e u n a m a n e r a i n m e d i a t a — en su actuación, sino las consideraciones, de a c u e r d o a las cuales están a c t u a n d o . Sus actos mismos tienen, en su m a y o r parte, el c a r á c t e r de o r d e n a m i e n t o s y obsecuencias. A d e m á s , el hecho d e q u e el E s t a d o , en c u a n t o un todo, sea — c o m o p e n s a m i e n t o — lo d e t e r m i n a n t e , hace q u e n i n g u n o de los h o m b r e s q u e a c t ú a n realice u n a acción por entero. Puesto q u e el todo de u n a acción, de la cual sólo los f r a g m e n t o s pertenecen a los agentes individuales, está dividido en n u m e r o s a s partes, t a m b i é n la o b r a e n t e r a será resultado de m u c h o s actos individuales." 1 " La obra no se realiza como obra, sino como resultado pensado. L a conciencia de la acción c o m o un todo no se e n c u e n t r a en la [conciencia] de n i n g u n o de los agentes. El historiador reconoce [el todo] en los resultados, y advierte ya en lo q u e precedió aquello q u e ha c o n d u c i d o a esos resultados. U n i c a m e n t e los q u e m a n d a n o los q u e tienen u n a influencia sobre los mismos se p u e d e n c o n s i d e r a r c o m o agentes: lo restante contribuye con el o r d e n a m i e n t o en el cual se e n c u e n t r a . Puesto q u e todo está o r d e n a d o y es el poder de este orden el q u e d o m i n a , la g r a n m a y o r í a a p a r e c e sólo como u n a rueda de máquina. Lo viviente, el cambio en la organización del poder es algo pequeño, g r a d u a l , invisible. D a d o q u e en esta organización todo está d e t e r m i n a d o , ya n o cabe q u e pueblos enteros se conviertan en seguidores de un g r a n h o m b r e , c o m o los sicilianos seguían a T i m o l e ó n , o q u e alguien conciba planes

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tan completos e individuales (y son éstos los q u e c a r a c t e r i z a n al g r a n h o m b r e ) como lo hicieron Alcibíades, Temístocles, etc., sino q u e su a c t u a c i ó n es m á s bien cierto tipo de comportamiento d e n t r o de u n círculo d a d o y d e t e r m i n a d o .

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P á g i n a 519: «Pero la c o n d u c t a de Johan G e o r g descubrió luego los motivos q u e le h a b í a n hecho desistir de e x p l o t a r su v e n t a j a sobre el e m p e r a d o r y a p o y a r eficazmente los designios del rey de Suecia.» «Apoyar» es la p a l a b r a m á s saliente del p á r r a f o 3 , c u a n d o su fin es d a r a e n t e n d e r lo contrario. Este contrario se halla en la p a l a b r a «desistir», e n c a r g a d a de d a r sentido negativo al todo; pero la m a y o r p a r t e del p á r r a f o lo expresa positivamente. P á g i n a 504: «Allí d o n d e el c a m i n o d e la b o n d a d ( p a r a convertir a los protestantes) no sirvió d e n a d a , se echó m a n o de los soldados, p a r a q u e los descarriados volvieran a refugiarse en el redil d e la Iglesia.» E n este apéndice el m o d o de la conversión es la idea principal. Este m o d o se expresa p r e c i s a m e n t e c o m o « b o n d a d » y «echar m a n o de los soldados». Prescindiendo d e q u e la idea c u y o m o d o de realización se indica ya tiene q u e h a b e r sido e x p r e s a d a antes y es m u y llamativa de por sí, p a r a expresarla vuelve a e m p l e a r s e casi t o d a la seg u n d a p a r t e d e este apéndice, q u e es a d e m á s la m á s larga y, p a r a colmo, se halla al final. E s t a s circunstancias h a c e n q u e cobre u n relieve superior al de la idea principal —el m o d o d e la c o n v e r s i ó n — y sea su impresión lo q u e se retiene. L a expresión «refugiarse» es lo único q u e hace a ú n referencia al m o d o d e la conversión y, a la vez q u e r e p r o d u c e la idea principal, corrige algo la falta. + El s e g u n d o período d e s p u é s de éste vuelve a t e r m i n a r diciendo: «predicar el Evangelio a los herejes». Q u e d a algo d i f u m i n a d o lo histórico y vuelve a ser p r e s e n t a d a al lector la idea principal, ya suficientemente e x p r e s a d a . + T a m b i é n el siguiente período vuelve a a c a b a r con: « i m p o n e r su fin». L a s descricpiones de costumbres son magníficas. Y lo q u e mejor sirve p a r a ello son períodos largos, en los q u e m u c h o s rasgos v a y a n c o m p o 2

Comentarios sobre la Historia de ta guerra de los Treinta Años, de Schiller. La pagi-

n a c i ó n c i t a d a c o r r e s p o n d e a la 1. a edición, 1793. 3 E n el texto a l e m á n « a p o y a r » es la ú l t i m a p a l a b r a .

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n i e n d o u n a u n i d a d . Pero este estilo se h a c e a m a n e r a d o , c u a n d o Schi11er lo utiliza p a r a e x p o n e r u n a situación c o m p u e s t a de m u c h a s circunstancias e x t e r n a s y sobre todo c u a n d o u n a situación n o se p r e s t a a ser t o m a d a c o m o u n a acción c o o r d i n a d a en el t i e m p o y el espacio con conexión de c a u s a y efecto. E n este caso, los rasgos se h a l l a n d e m a siado lejos e n t r e sí, son d e m a s i a d o heterogéneos. Su única u n i d a d es el p u n t o al q u e son referidos c o m o pasados. Por ejemplo, págin a 501: + « R e f o r z a d o con los h o m b r e s de la g u a r n i c i ó n e n e m i g a q u e se p a s a r o n a sus filas, el general sajón von A r n h e i m dirigió su m a r c h a al Lausitz, provincia q u e un general del e m p e r a d o r , Rudolf von T o e f e n b a c h , h a b í a o c u p a d o con un ejército p a r a castigar al p r í n c i p e elector d e S a j o n i a p o r haberse p a s a d o al p a r t i d o del enemigo.»" 1 " ¡Qué elementos tan dispares se h a l l a n reunidos aquí! El «se pasaron» d e b í a estar d e l a n t e del «reforzado», puesto q u e es sólo u n a circ u n s t a n c i a s e c u n d a r i a . Luego, el c a m b i o de b a n d o de la g u a r n i c i ó n de Leipzig se c o m b i n a con la dirección d e la m a r c h a hacia el Lausitz, y el período t e r m i n a con el castigo del príncipe elector p o r el general del e m p e r a d o r , cosas todas q u e tienen m u y poco q u e ver e n t r e sí. L a conexión g r a m a t i c a l sólo vale p a r a el e n t e n d i m i e n t o , pero no p a r a la imaginación. L a v e r d a d e r a construcción d e las frases, la q u e corresp o n d e p o r n a t u r a l e z a a la serie de sucesos, es la yuxtaposición sin p r o n o m b r e relativo. Los r o m a n o s utilizaron a m e n u d o en el estilo histórico m u c h a s frases en infinitivo. P á g i n a 508: « E s t a i n e s p e r a d a e inexplicable falta de resistencia indujo la desconfianza de A r n h e i m t a n t o m á s , por c u a n t o no le e r a ning ú n secreto q u e se a c e r c a b a r á p i d a m e n t e el socorro desde Silesia, y el ejército s a j ó n se h a l l a b a insuficientemente provisto de m á q u i n a s de sitio y t a m b i é n era d e m a s i a d o p e q u e ñ o p a r a a t a c a r u n a c i u d a d t a n g r a n d e . Temía u n a e m b o s c a d a » , e t c . + L a idea principal es la desconfianza de A r n h e i m , a u n r e f o r z a d a p o r las razones de su desconfianza. Estas razones son pensamientos en el á n i m o de A r n h e i m . Pero su e n u m e r a c i ó n los convierte en hechos y circunstancias. O l v i d a n d o q u e sólo los estamos viendo en el a l m a de A r n h e i m , los vemos c o m o u n a realidad y p e r d e m o s así la idea principal, la d e s c o n f i a n z a de A r n h e i m , q u e p a r a evitarlo debía hallarse al final. C o n frecuencia, p a r a describir la situación de un héroe, son a g r u p a d a s las cosas m á s dispares en la u n i d a d de su p e n s a m i e n t o c o m o fin y medios. Los griegos n a r r a n sucesivamente. Sólo se ve la acción e x t e r n a del q u e o b r a , no la acción c o m o su p e n s a m i e n t o , c o m o su fin. Pero esto b a s t a siempre p a r a c a r a c t e r i z a r m u y bien si la acción era fin, y todavía es m á s i m p o r t a n t e si el fin era grande. Esto se ve por lo q u e se hace. Si el fin e r a g r a n d e y la acción p e q u e ñ a , el h o m b r e e r a un espíritu p e q u e ñ o . 4 L a conexión de las frases con el p r o n o m b r e relativo t r a s t o r n a su

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sucesión n a t u r a l y se debe en parte a la rigidez d e las partículas relativas, en parte a la falta d e absolutas, etc.

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D u r a n t e la m o n a r q u í a el p u e b l o no era un p o d e r activo, excepto en el m o m e n t o del combate. Si se t r a t a b a de un ejército mercenario, no sólo tenía q u e g u a r d a r sus filas o r d e n a d a s en el fuego del m i s m o c o m b a t e , sino q u e debía volver t a m b i é n en orden perfecto después de la victoria. E s t á b a m o s a c o s t u m b r a d o s al espectáculo de u n a m a s a de h o m b r e s a r m a d o s que, siguiendo u n a consigna, e n t r a b a en el frenesí o r d e n a d o de la m a t a n z a , en las loterías de la vida y de la m u e r t e , p a r a volver a la c a l m a a n t e u n a consigna diferente. h Se h a exigido lo mismo de un pueblo q u e se h a y a a r m a d o a sí mismo. L a consigna era la libertad, el enemigo la tiranía, el c o m a n d a n t e en jefe u n a Constitución, la s u b o r d i n a c i ó n la obediencia a sus m i s m o s representantes. Pero hay, sin d u d a , u n a diferencia entre la pasividad de la s u b o r d i n a c i ó n y el a r d o r de u n a insurrección, entre la obediencia al m a n d o de un general y la llama de a q u e l e n t u s i a s m o q u e la libertad atiza en las venas del ser viviente. Es esa llama s a g r a d a la q u e t e n s a b a los nervios y por ella éstos se tensan. Esos esfuerzos son los goces de la libertad, ¿y p r e t e n d e n ustedes q u e ella renuncie a ellos? ¿ Q u i e r e n ustedes q u e el pueblo se entregue a ú n a la inactivid a d , al a b u r r i m i e n t o , c u a n d o lo q u e moviliza son estas ocupaciones, esta actividad e interés por la cosa pública?

CARTAS CONFIDENCIALES SOBRE LAS ANTIGUAS RELACIONES DE DERECHO PUBLICO ENTRE EL PAIS DE VAUD Y LA CIUDAD DE BERNA Desenmascaramiento completo de la anterior oligarquía estamentaria de Berna
(Traducido del francés cual lo escribiera un suizo ya difunto y Frankfurl del Main. En la librería Jager, 1789.) 1 anotado.

INTRODUCCION

LAS c a r t a s , de las q u e se presenta un extracto en esta t r a d u c c i ó n , tienen c o m o a u t o r al a b o g a d o [Jean J a c q u e s ] G a r t de L a u s a n a , m u e r t o
1 L a t r a d u c c i ó n y c o m e n t a r i o de las Cartas confidenciales p o r H e g e l p u e d e m u y bien d a t a r d e la é p o c a b e r n e s a , e n la q u e — c o m o s a b e m o s p o r R o s e n k r a n z 6 1 — H e g e l h a b í a e s t u d i a d o con d e t a l l e el s i s t e m a financiero d e B e r n a (cfr. infra, p á g . 2 0 6 ) . T a m b i é n el e x t r a c t o d e S e i g n e u x (supra, p á g . 71, n o t a 8), al p a r e c e r d e l i n v i e r n o 1795/96, es u t i l i z a d o infra, p á g s . 185 s., 191. P a r a n o d e f o r m a r la p e r s p e c t i v a c r o n o lógica e n u n a edición d e inéditos, c o l o c a m o s este ú n i c o texto e n t o n c e s i m p r e s o en un l u g a r m á s a d e c u a d o a su t i e m p o p r o b a b l e d e e l a b o r a c i ó n .

Indice de Hegel 1." c a r t a : 2.a » 3.a 4.a 5.a

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6.a 7. O3 o. 9.a 10. a 11. a Í2.a
a

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Constitución del V a u d bajo Saboya. V a u d p a s a a ser posesión d e B e r n a , q u e c o n f i r m a s u s d e r e c h o s . B e r n a se a p o d e r a de los b i e n e s eclesiásticos. B e r n a h a c e q u e cesen los e s t a d o s t e r r i t o r i a l e s y ejerce el p o d e r legislativo. B e r n a u s u r p a el p o d e r d e i m p o n e r c a r g a s y la p r o p i e d a d d e los b i e n e s d e l Estado. B e r n a u s u r p a el p o d e r j u d i c i a l y s u p r i m e e n especial el p r o c e d i m i e n t o j u r í d i c o al a p r e s a r a M a r t i n y e n los sucesos d e 1791. Continuación. Disposición de! poder a r m a d o . Servicios m i l i t a r e s e n el e x t r a n j e r o . B e r n a e j e r c e el p o d e r eclesiástico. D e s t i n o d e los a r c h i v o s d e l V a u d . Los g o b e r n a d o r e s berneses. El r e s t o d e la a r i s t o c r a c i a .

H e g e l o m i t i ó en su e d i c i ó n — a p a r t e d e o t r o s p a s a j e s m e n o r e s d e c a r á c t e r per183

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hace a l g ú n tiempo en Filadelfia 2 . Al ser p u b l i c a d a s , el gobierno de Berna las prohibió de i n m e d i a t o con m u l t a severa. L a s cartas contienen en general la exposición, f u n d a d a sobre d o c u m e n t o s , de los derechos políticos del país de V a u d con u n a c o m p a r a c i ó n e n t r e la situación del país, tal c o m o tendría q u e h a b e r sido o r g a n i z a d a de a c u e r d o a los antiguos fueros, y la situación q u e p r o d u j o la d o m i n a c i ó n de Berna. C o n t i e n e t a m b i é n la historia de la victoria efímera del gobierno de Berna en el a ñ o 1791 sobre las exigencias, de nuevo vivas, de los h a b i t a n t e s del país d e V a u d , exigencias q u e v e r s a b a n sobre el restablecimiento de su Constitución. E r a u n a victoria [por p a r t e de B e r n a ] q u e significaba u n a d e r r o t a a u n p a r a los derechos restantes de los h a b i t a n t e s de V a u d y q u e a ñ a d í a al deseo de la libertad p r o f u n d o rencor — e n todos los c o r a z o n e s — c o n t r a el opresor. D a d o q u e la exposición se hace en forma epistolar, se expresan t a m b i é n los sentimientos q u e despiertan esos hechos y esas circunstancias. Es posible q u e por esta razón algunos, si b u s c a n sólo hechos históricos p a r a expresar con m a y o r libertad sus sentimientos y juicios, desconfíen de estos relatos. Sin e m b a r g o , aquí 110 i m p o r t a tanto producir tal efecto; d e u n a p a r t e p o r q u e los derechos [de los h a b i t a n t e s d e V a u d ] están c o m p r o b a d o s por d o c u m e n t o s originales y por códigos; d e o t r a p o r q u e p a r a la g r a n m a s a d e los h o m b r e s la manifestación de la sensibilidad es i m p o r t a n t e , ya q u e sólo así se despierta su atención y se d a n c u e n t a de la i m p o r t a n c i a de un a s u n t o , i m p o r t a n c i a q u e no h u b i e r a n sentido con el relato escueto d e los hechos y de las circunstancias. (Sea p o r q u e no se hayan e n c o n t r a d o j a m á s en situación parecida, sea p o r q u e vivan g e n e r a l m e n t e d e s p r e o c u p a d o s , sin q u e se les o c u r r a q u e hay ciertas cosas con las q u e uno puede perder la paciencia; por eso, a u n conociendo bien el e s t a d o de las cosas, se s o r p r e n d e n g r a n d e m e n t e a n t e sus consecuencias.) De la c o m p a r a c i ó n del c o n t e n i d o de estas c a r t a s con los nuevos acontecimientos en el país de V a u d , por el contraste e n t r e la a p a r e n t e t r a n q u i l i d a d lograda por m e d i o de la violencia en el a ñ o 1792 (más el orgullo del gobierno de B e r n a , a raíz de su victoria) y la debilidad electiva del régimen en ese país, c a b r í a extraer u n a serie de consecuencias y aplicaciones. Sin e m b a r g o , los hechos mismos h a b l a n un
sonal, p c r o r a t i v o o m e r a m e n t e e n u m e r a t i v o — las c a r t a s 8. a ( p o r r e d u n d a n t e ) y 9 . a (tal vez p o r d e s a c u e r d o con la r e p u l s a d e la g u e r r a e x p r e s a d a en e l l a ) . P o r t a n t o la v e r s i ó n original del libro de C a r t constaba d e dos capítulos más. A c o n t i n u a c i ó n r e p r o d u c i m o s sólo los c o m e n t a r i o s d e H e g e l q u e n o p u e d e n s e r c o n s i d e r a d o s c o m o m e r a s n o t a s d e t r a d u c c i ó n y edición, p e s e a q u e s e r v i r í a n p a r a d e m o s t r a r lo e x a c t a m e n t e q u e c o n o c í a H e g e l la historia política d e S u i z a . L a edición de C a r t p o r H e g e l es a c t u a l m e n t e accesible en la r e i m p r e s i ó n c o m e n t a d a p o r W o l f g a n g W i e l a n d , Hegels eisle Dnicksclirifl. J e a n J a c q u e s C a r t , V e r t r a u l i c h e Briefe. G o t t i n g e n , 1970. D o k u m e n t e 247-257, 457-462 sólo t r a c los f r a g m e n t o s s e l e c c i o n a d o s p o r HofTmeister. 2 C a r t vivía a ú n .

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l e n g u a j e suficientemciue claro; lo q u e i m p o r t a es conocerlos en lóela su a m p l i t u d . Son ellos los q u e c l a m a n a voz en grito por la tierra: Discite justitiam moniti,

m i e n t r a s q u e a los sordos este destino les d e j a r á indiferentes. L a s notas [ a g r e g a d a s al texto] son n u e v a s y contienen u n a serie de d a t o s a ú n desconocidos sobre las condiciones de vida y la C o n s t i t u c i ó n de Berna.

[1. a C A R T A ] [ C a r t , p á g . 18: s o b r e el d e r e c h o de a l g u n a s c i u d a d e s a e s t a b l e c e r p o r s u c u e n t a p a c t o s ofensivos y d e f e n s i v o s , e j e m p l i f i c a d o con d o c u m e n t o s d e los siglos XV y XVI. H e g e l , ibidem, n o t a : ]

Este d e r e c h o d e las ciudades libres y su persistencia incluso b a j o el dominio superior d e los príncipes es u n hecho d e m a s i a d o conocido p a r a q u e haya q u e citar ejemplos. T a n t o m á s i m p o r t a n t e es en c a m b i o tener presente q u e las ciudades del V a u d se e n c o n t r a b a n e n t r e esas ciudades libres.

[4. a

CARTA] [ N o t a al final, p á g s . 58-66:]

Seigneux, en su Systeme abrégé de jurisprudence criminelle accommodée aux loix et a la constitution du pays. Lausanne. 1756, dice a este respecto lo siguiente: « C o m o W a d t pertenecía antes a B o r g o ñ a , no sólo h u b o siempre u n g r a n a c u e r d o e n t r e las leyes y f o r m a s judiciales de a m b o s países, sino t a m b i é n en el m o d o de legislar. El p o d e r legislativo fue ejercido p o r la reunión del ' P l a i t général' o estamentos, q u e se c o m p o n í a n del clero, la nobleza ('milite') y los c o m u n e s , constituidos en E s t a d o s del país b a j o la presidencia del príncipe o del obispo, quien los convoc a b a el p r i m e r o de m a y o de c a d a año. L a D i e t a imperial a l e m a n a es la i m a g e n m á s a d e c u a d a p a r a estos p a r l a m e n t o s ; t a m b i é n en F r a n c i a a l g u n a s provincias conservan todavía u n a s o m b r a de ellos.» M ü l l e r ( G e s c h i c h t e d e r S c h w e i z [Historia d e Suiza], libro I, cap. 16, p a g . 463): + «El conde P e d r o d e S a b o y a n o m b r ó en 1624 a H u g o de Palesieux p r i m e r g o b e r n a d o r del V a u d . C a d a a ñ o se reunían los E s t a d o s en la c i u d a d de M o u d o n , residencia del g o b e r n a d o r . Y c u a n d o r e c l a m a b a n

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por los síndicos de esta c i u d a d u n a reunión e x t r a o r d i n a r i a , el gobern a d o r no podía a p l a z a r su convocatoria m á s allá de tres s e m a n a s . [Sigue u n a e n u m e r a c i ó n de los g o b e r n a d o r e s . ] + » N o h u b o b a r ó n , por venal q u e fuese, q u e se atreviera a vender el país al m o n a r c a a c a m b i o del título de conde, ni v a n i d a d de menos nobles q u e pensase en hacerlo por u n a b a r o n í a . Y es q u e para el n o m b r a m i e n t o de conde era precisa la a p r o b a c i ó n de los Estados» (ya se sabe el i m p o r t a n t e influjo q u e tiene la C o r o n a en el p a r l a m e n t o inglés por el hecho de su p r e r r o g a t i v a de n o m b r a r lord), «y nadie podía sentarse entre los b a r o n e s si no tenía 25 vasallos y un m í n i m o de 3.000 libras de renta. N i n g u n a p r o p u e s t a de ley por los E s t a d o s era a p r o b a d a sin el placet del C o n s e j o del soberano, ni n i n g u n a o r d e n q u e plugiese al soberano se convertía en ley sin la a p r o b a c i ó n de los Estados». Müller lo toma de Q u i s a r d , Informaciones sobre el país, a quien también C a r t cita en la p r i m e r a carta.

[ C a r t , p á g . 71: « E s g r a n e r r o r j u z g a r la b o n d a d d e u n a c o n s t i t u c i ó n d e a c u e r d o a la c a n t i d a d m a y o r o m e n o r d e i m p u e s t o s q u e se p a g a n b a j o la m i s m a . E n tal caso, la C o n s t i t u c i ó n d e I n g l a t e r r a s e r í a la peor d e t o d a s , p o r q u e en n i n g u n a p a r t e se p a g a n m á s i m p u e s t o s . Sin e m b a r g o , no h a y a t o d a s vistas n i n g ú n p u e b l o en E u r o p a q u e goce d e m a y o r r i q u e z a y d e r e s p e t o — t a n t o i n d i v i d u a l c o m o n a c i o n a l — m a y o r . » C o m e n t a r i o d e H e g e l , págs. 81 ss.:]

El a u t o r no ha vivido p a r a presenciar cómo en los últimos años el poder q u e se ha otorgado [en Inglaterra] a los cobradores de los n u m e r o s o s impuestos, h a afectado en varios aspectos la seguridad d e la p r o p i e d a d , limitando los derechos de los propietarios; el autor no vivió t a m p o c o p a r a ver c ó m o se h a limitado, por u n a parte con la suspensión de la constitución, por la otra m e d i a n t e leyes positivas, la libertad personal ni para ver c ó m o un ministro, por medio de u n a mayoría q u e se h a conseguido en el P a r l a m e n t o , es c a p a z de oponerse a la opinión pública; cómo la representación de !a nación en el Parl a m e n t o es tan incompleta q u e es incapaz de h a c e r respetar su voz en él, y cómo su seguridad d e s c a n s a en el miedo a su poderío noconstitucional, en la astucia de los ministros y en la discreción de los e s t a m e n t o s superiores. A causa de estos factores subjetivos y de esos hechos h a m e r m a d o —incluso entre sus a d m i r a d o r e s m á s fervientes— el respeto q u e se sentía por la nación inglesa. D i c h o sea de paso, la i n o p o r t u n i d a d de este ejemplo [no tiene n a d a q u e ver] con la tesis de q u e la b o n d a d de la Constitución de un país no debe ser e s t i m a d a de a c u e r d o a la c a n t i d a d de impuestos q u e se p a g a n en el mismo. El hecho de q u e la respuesta h a b i t u a l a las críticas acerca de la deficiente forma estatal del c a n t ó n de Berna fuera q u e en éste los súbdi-

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tos p a g a b a n pocos impuestos (considerándolos por eso felices y envidiables) p r u e b a sólo q u e p r á c t i c a m e n t e todo el m u n d o prefiere carecer d e leyes civiles q u e tener en el bolsillo un p a r de escudos m e n o s c a d a año. El i m p u e s t o con el cual el P a r l a m e n t o inglés g r a v ó el té q u e se i m p o r t a b a d e A m é r i c a fue mínimo; sin e m b a r g o , la sensación de los a m e r i c a n o s de p e r d e r , j u n t o con la s u m a insignificante q u e el imp u e s t o les h u b i e r a significado, el d e r e c h o m á s i m p o r t a n t e c a u s ó la Revolución A m e r i c a n a .

[5. a

CARTA] [ C a r t , p á g . 79: « T e s o r o , q u e es un s e c r e t o d e g o b i e r n o » : ]

Este tesoro es un secreto incluso p a r a el gobierno. N o h a y u n a C á m a r a especial a la q u e se hallase c o n f i a d a su inspección. El G r a n C o n s e j o dispone sobre s u m a s q u e d e b e n ser d e p u e s t a s o d e d u c i d a s d e él; su registro se halla en la m i s m a c á m a r a del tesoro y sólo en su interior se t o m a n o t a de ellas; las llaves del tesoro las g u a r d a n siete funcionarios distintos, q u e tienen q u e hallarse presentes todos j u n t o s a c a d a e n t r a d a o salida de dinero en la c á m a r a , y sólo p u e d e n hacer lo q u e les corresponde, sin detenerse en n a d a más. C o m o y a hace siglos q u e comenzó la a c u m u l a c i ó n d e este tesoro y por tanto se e n c u e n t r a n en él m u c h a s m o n e d a s antiguas, como éstas se g u a r d a n en a r m a r i o s y desde entonces tan p r o n t o se h a a ñ a d i d o c o m o g u a r d a d o de ellas, ya se ve q u e ni las suposiciones b a s a d a s en d a t o s históricos ni, por ejemplo, u n a valoración a simple vista b a s t a p a r a apreciar plausiblemente la m a g n i t u d del tesoro. En el m i s m o gobierno se h a llegado a discutir si no sería preferible l e v a n t a r este secreto al m e n o s p a r a el p r o p i o gobierno; pero t a m b i é n p a r a éste pareció m á s aconsejable m a n t e n e r el respeto superior q u e se tiene por algo desconocido.
[Pág. 82:]

Los derechos de a d u a n a son m í n i m o s . U n q u i n t a l de cacao, por ejemplo, q u e p a g a la tasa m á s alta, se c a r g a con 2 libras, 4 chelines; el q u i n t a l de aceite, seda, azúcar, café sólo es g r a v a d o con 12 o 14 chelines. [Sigue u n a equivalencia de m o n e d a s suizas y francesas.] Sólo el S a n n e n l a n d tiene el d e r e c h o (o, como se dice en Berna, el permiso) de proveerse por sí mismo d e sal; en los d e m á s casos el comercio de sal se h a l l a sujeto a regalía. Los fondos e m p l e a d o s por el gobierno p a r a este fin ascienden a 700.000 coronas, capital q u e el a ñ o 1 786 a ú n arrojó u n a g a n a n c i a de 90.000 coronas, d e s c e n d i d a en 1794

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a 53.000. L a libra de sal ( u n a libra bernesa equivale a 17 onzas de boticario) c o s t a b a 3,5 coronas, de m o d o q u e en diciembre de 1794, p a r a a u m e n t a r de nuevo las g a n a n c i a s , el precio fue puesto en 4 cruceros berneses. [Ahora] las reservas [de sal] se hallan fijadas en 200.000 q u i n t a l e s y la c a n t i d a d en circulación en 1.000.000 de q u i n t a les, m i e n t r a s q u e el c o n s u m o a n u a l h a b í a venido oscilando, por ejemplo, e n t r e 102.000 y 123.000 quintales; y es q u e otros c a n t o n e s h a n c o m p r a d o m u c h a sal en el de Berna, d o n d e era caro de suyo, pues a h o r a r e s u l t a b a m á s b a r a t o . Se calcula q u e dos tercios del cons u m o total se e m p l e a n en hacer queso y p a r a los animales.

[6. a

CARTA)

[ C a r t , p á g . 91: « N o creo q u e la g e n t e del V a u d sea m e j o r q u e la d e la p a r t e alem a n a del c a n t ó n , y, sin e m b a r g o , se e n c o n t r a r á e n el ' S c h a l l w e r k ' a d i e z a l e m a n e s p o r c a d a v a u d é s . ¿ S e r á q u e los m a g i s t r a d o s e j e r c e n la j u r i s d i c c i ó n c r i m i n a l sólo e n u n a p a r t e ? » C o m e n t a r i o d e H e g e l , d e s d e la p á g . 116:]

El V a u d tiene en este p u n t o m u c h a s v e n t a j a s sobre la p a r t e alem a n a del c a n t ó n . L a s salas del crimen en el V a u d instruyen el proceso y fallan sentencia en p r i m e r a instancia; el P e q u e ñ o Consejo en B e r n a tiene el 'ius a g g r a t i a n d i et a g g r a v a n d i ' , sólo en L a u s a n a se reserva el derecho de gracia. Por el contrario en el cantón a l e m á n (con excepción d e a l g u n a s ciudades) lo criminal se halla por completo en m a n o s del gobierno, quien interroga al a c u s a d o de un crim e n , así como a los testigos, y lleva todo el sumario; al a c u s a d o no se le d a defensor; el protocolo d e la c a u s a i n s t r u i d a se envía al P e q u e ñ o Consejo, q u e d e acuerdo a ésta y a u n informe realizado sobre ese protocolo p o r la comisión criminal — f o r m a d a por los tres consejeros m á s j ó v e n e s — d e t e r m i n a a vida y m u e r t e en p r i m e r a y ú l t i m a instancias; no h a y p o d e r alguno superior q u e detente el derecho de gracia. + En la c i u d a d el s u m a r i o de lo criminal se instruye por el sargento m a y o r ( ' G r a n d Sautier', m i e m b r o del G r a n Consejo, j u e z de o r d e n público y de lo civil h a s t a cierto nivel, a la vez q u e c a n d i d a t o del G r a n y P e q u e ñ o Consejo); este s u m a r i o q u e d a d e p o s i t a d o en la C a n cillería a disposición de los m i e m b r o s del G r a n Consejo; el P e q u e ñ o Consejo falla en p r i m e r a instancia, el G r a n C o n s e j o agrava, r e b a j a o c o n f i r m a esta primera sentencia. L a defensa corre a cargo del sargento m a y o r , q u e ya h a instruido el sumario. Es fácil de c o m p r e n d e r lo poco q u e a y u d a esta defensa al delincuente. D e ahí q u e en su interrogatorio t r a t a r á de callarse t a n t o como p u e d a , omitiendo incluso circunstancias a t e n u a n t e s . Sólo así resulta comprensible la conocida historia de u n a joven c o n d e n a d a a m u e r t e p o r infanticidio y que, c u a n d o iba a ser llevada al patíbulo, le dijo al capellán q u e sólo lo

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sentía por el niño q u e llevaba en su seno. Al a h o n d a r en el a s u n t o resultó q u e r e a l m e n t e seguía e m b a r a z a d a con el niño por c u y o asesin a t o iba a m o r i r d e n t r o de pocas horas. P r e g u n t a d a q u e c ó m o no lo h a b í a dicho antes, contestó q u e no se h a b í a atrevido a c o n t r a d e c i r a las señorías q u e le i n t e r r o g a b a n . El a ñ o 1794 un l a b r a d o r tuvo p e n d e n c i a con un señor d e B e r n a a propósito de la c u e n t a por u n a carga de vino. Este l a b r a d o r , q u e tenía de su a y u n t a m i e n t o el certificado d e b u e n a c o n d u c t a y de no haberse e m b o r r a c h a d o j a m á s , a p a r t e de ser conocido c o m o h o m b r e de pocas luces, h a b í a bebido esta vez m á s de lo q u e e s t a b a a c o s t u m b r a d o . Y, e s t i m a n d o q u e no h a b í a recibido lo j u s t o , pasó en su b o r r a chera de las p a l a b r a s a las injurias c o n t r a los elegantes señores y al deseo de q u e v e n g a n de u n a vez los franceses a humillarles. El b e r n é s le acusa de estas i n j u r i a s a n t e el m a g i s t r a d o . El l a b r a d o r entonces, al q u e se le h a dicho q u e la disculpa de h a b e r bebido no m e j o r a en n a d a su causa, se calla en el interrogatorio esta circunstancia — c a p a z de excusar h a s t a discursos— y es enviado por el P e q u e ñ o C o n s e j o a seis años de ' S c h a l l e n h a u s ' (la cárcel p a r a crímenes m a y o r e s ) . G r a c i a s a la intervención del alcalde y de sus parientes el pobre diablo, a q u i e n y a la sentencia le h a b í a p u e s t o enfermo, fue d e j a d o al fin en libertad b a j o la n u e v a c o n d e n a de no salir en un a ñ o de su pueblo. De estas precipitaciones, c a s u a l m e n t e conocidas por h a b e r sido revocadas, no voy a s a c a r conclusiones s o b r e los m u c h o s casos desconocidos. C a d a uno p u e d e ver por sí m i s m o si el m i s m o p r o c e d i m i e n t o j u d i c i a l no autoriza a sacarlas. U n a c o s t u m b r e a ú n vigente hace poco en m u c h a s c i u d a d e s del país sugiere q u e a n t e s el pueblo, en un caso criminal, podía tener un defensor. El día de la ejecución se r e u n í a n los jefes del l u g a r b a j o la presidencia del g o b e r n a d o r en un lugar público. T r a s h a b l a r un acus a d o r sigue un defensor, quien d e l a n t e del delincuente, a q u i e n ya unos días antes le h a sido leída la sentencia de m u e r t e , esfuerza sus p u l m o n e s por justificarle. Entonces el g o b e r n a d o r h a c e p r e g o n a r en toda forma la c o n d e n a a m u e r t e fallada en B e r n a y el m a l h e c h o r es c o n d u c i d o al p a t í b u l o . Esta c o s t u m b r e , s u m a m e n t e i n d i g n a n t e por el f o r m a l i s m o en q u e h a d e g e n e r a d o , h a sido s u p r i m i d a hace unos años; pero t a m b i é n se h a e l i m i n a d o con ello el último vestigio de u n o de los derechos m á s i m p o r t a n t e s q u e tienen los c i u d a d a n o s de un E s t a d o civilizado. T a m b i é n voy a decidir si debe ser a c h a c a d o al p r o c e d i m i e n t o j u rídico en lo criminal * — u n p r o c e d i m i e n t o q u e p r o p i a m e n t e no es n a d a j u r í d i c o — o — s i se q u i e r e — a la perversión d e la n a t u r a l e z a h u m a n a el que, c o m o estoy convencido, en n i n g u n o de los países q u e
* A q u í h a y q u e n o t a r a d e m á s : a) q u e e n B e r n a a ú n se sigue t o r t u r a n d o ; b) q u e la c o n f e s i ó n d e l d e l i n c u e n t e n o es p r e c i s a p a r a la c o n d e n a a m u e r t e .

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BERNA

conozco se a h o r q u e , torture, decapite y q u e m e p r o p o r c i o n a l m e n t e tanto c o m o en este c a n t ó n . Sin d i s p o n e r de d o c u m e n t o s auténticos para u n a afirmación así, tal vez sería mejor no preferirla. A q u í sólo sirve, p r e s e n t a d a ante la opinión pública, p a r a exigir en su n o m b r e q u e se p u b l i q u e la lista de los ejecutados en el c a n t ó n sólo d u r a n t e los diez últimos años. Es lo único q u e p u e d e invalidar esa afirmación. Incluso el gobierno viene sintiendo de unos a ñ o s a esta parte estos defectos y ha pedido p r o p u e s t a s p a r a remediarlos; t a m b i é n h a convocado un p r e m i o p a r a un plan de reformas útiles.
[ C a r t , p á g s . 9 3 ss., c u e n t a c ó m o el p á r r o c o d e M é z i é r e s , M a r t i n , f u e a c u s a d o d e a l t a t r a i c i ó n p o r h a b e r p r o t e s t a d o c o n t r a la i m p o s i c i ó n ilegal d e u n « d i e z m o d e l a p a t a t a » . E s t a a c u s a c i ó n , o b r a del e s c r i b a n o R e y m o n d , n o t u v o éxito, p u e s el p á r r o c o fue a b s u e l t o . H e g e l c o m e n t a en la p á g . 121:]

El gobierno le regaló 100 luises de oro c o m o u n a especie de indemnización. Pero es evidente q u e a los vaudeses no se les c o m p r ó con ello la indignación p r o d u c i d a por la violación de sus derechos deb i d a al proceso mismo. El d e n u n c i a n t e R e y m o n d perdió su puesto d e escribano. En c u a n t o a los campesinos, ni las m á s generosas ofertas de- su b a r ó n [que era el q u e h a b í a exigido ese diezmo,] les hicieron desistir d e sostener un costosísimo proceso.
[ C a r t , p á g . 103: « L a r a z ó n p o r la q u e se a s i g n a n 10, 15 ó 20 s o l d a d o s a un p a d r e d e f a m i l i a o se le s a c a d e su c a s a n o es q u e d i s p o n g a d e m u c h a s h a b i t a c i o n e s o q u e se q u i e r a c o n v e r t i r su c a s a en l a z a r e t o m i l i t a r , sino su p a t r i o t i s m o . E n c a m b i o , el a r i s t ó c r a t a se h a l l a libre d e ese s e r v i c i o por la r a z ó n c o n t r a r i a . » H e g e l c o m e n t a e n las págs. 121 s.:]

Los a p o s e n t a d o r e s traían de B e r n a listas de los h a b i t a n t e s de las ciudades en q u e debían p a r a r las tropas. Los cabezas de familia sospechosos al gobierno e s t a b a n m a r c a d o s en las listas con u n a M («mauvais» [malo]) o M M o incluso M M M . Y, de a c u e r d o con estos signos, d e t e r m i n a b a el a p o s e n t a d o r cuántos soldados iban a cada casa, de m o d o q u e los mismos soldados se d a b a n c u e n t a en seguida de estas diferencias y se c o m p o r t a b a n en consecuencia. Así es como estos c i u d a d a n o s sospechosos se veían castigados sólo p o r q u e eran sospechosos, antes de q u e se instruyese contra ellos la p r i m e r a diligencia.
[ C a r t , p á g . 113: e n t r e los v a u d e s e s a r r o j a d o s a la cárcel n o se e n c u e n t r a el m á s leve indicio d e l c r i m e n d e a l t a t r a i c i ó n . H e g e l c o m e n t a e n la p á g . 122:]

Las acciones en q u e se basó la c o n d e n a e r a n signos. Podían ser t o m a d a s como signos de alegría por la libertad felizmente conseguida por el p ú e b l o francés o c o m o signo del deseo de disfrutarla t a m b i é n ellos, c o m o signo de la decisión de recuperar sus derechos legales, pero perdidos, como signo de la intención d e a t a c a r ilegalmente el poder legal del gobierno. Parece ser q u e el gobierno se decidió por lo último.

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[7. a

CARTA] [ N o t a , págs. 138 s.:J

Seigneux (op. cit.) c u e n t a cómo se i n t r o d u j o el código p e n a l [de C a r l o s V ] en el V a u x . D e sus p a l a b r a s se d e d u c e q u e t a m b i é n en este caso el gobierno de B e r n a ejerció él solo el poder judicial. « L o s suizos», dice, « a d o p t a r o n la C a r o l i n a , pero sin darle fuerza de ley». (El gobierno de Berna n u n c a h a tenido un código penal, q u e le es superfluo desde el m o m e n t o en q u e el gobierno es a la vez p o d e r legislativo y judicial.) El g o b i e r n o o r d e n ó su c u m p l i m i e n t o a sus vasallos con d e r e c h o de horca y cuchillo, y especialmente a la ciudad d e L a u s a n a , c o m o se ve por un protocolo judicial referente a u n a j o v e n q u e el a ñ o 1555 h a b í a a b o r t a d o . Al c a m b i a r la sala del crimen la p e n a establecida por la C a r o l i n a p a r a ese crimen — a h o g a r l a — , sus señorías [de B e r n a ] reprendieron s e v e r a m e n t e al t r i b u n a l [de L a u s a n a ] y respond i e r o n así a las s u m i s a s disculpas a d u c i d a s con tal motivo: «que, a u n q u e las disculpas alegadas no h a y a n sido satisfactorias, de todos m o d o s por esta vez q u i e r e n d e j a r las cosas como están; pero (los j u e ces de lo criminal) d e b e n tener buen c u i d a d o en lo sucesivo, castig a n d o a los criminales d e a c u e r d o con lo q u e h a n merecido y según el d e r e c h o imperial, sin m o s t r a r gracia n i n g u n a con ellos».

[9. a

CARTA] [ N o t a , p á g s . 163 s.:]

Las aristocracias, dice M o n t e s q u i e u 3 , d e b e n temer a aquellos patricios q u e no p u e d e n p a r t i c i p a r en el gobierno. P a r a tenerlos a r a y a fue preciso, sobre todo, el terrible t r i b u n a l de la Inquisición venecian a . El gobierno d e B e r n a satisface en p a r t e a su excedente de patricios d á n d o l e s los m u c h o s puestos q u e exige la a d m i n i s t r a c i ó n pública del c a n t ó n ; en p a r t e se libró de ellos t r a d i c i o n a l m e n t e s o b r e todo c o m o mercenarios en el extranjero. D e s d e q u e se h a a g o t a d o esta s e g u n d a posibilidad, no s a b e ya q u é h a c e r con ellos, a lo q u e contrib u y e n t a m b i é n las aspiraciones de la b u r g u e s í a bernesa inferior a puestos civiles, c o m o se les llama. P r e c i s a m e n t e a los de esta clase — p o r e n c i m a de la cual se hallan las familias q u e g o b i e r n a n — se les hace m á s difícil el acceso a esos puestos, d e b i d o a la a c t u a l competencia — m á s n u m e r o s a y m á s i m p o r t a n t e — del patriciado superior.

3

El Espíritu de las Leyes, V, 8; VIII, 5.

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[10.
a

BERNA

CARTA]

[ N o t a , págs. 169 ss.:]

H a y dos tipos d e p a r r o q u i a s en el c a n t ó n a l e m á n : p r e b e n d a s d e escalafón y p r e b e n d a s de crédito. L a s p r i m e r a s se conceden a los c a n d i d a t o s por edad; las s e g u n d a s se o t o r g a n , como su n o m b r e indica, por el crédito q u e tienen los q u e se h a l l a n a un cierto nivel de relaciones familiares, etc. A las p r e b e n d a s por escalafón p e r t e n e c e n todas las q u e d a n bajos ingresos y pocas de ingresos medianos; e n t r e las p r e b e n d a s de crédito h a y a l g u n a s cuya r e n t a a n u a l p u e d e ascender a 3.000 táleros y más, y n a t u r a l m e n t e son a d j u d i c a d a s a c i u d a d a nos de B e r n a — l a s m á s lucrativas, a hijos m e n o r e s de familias distinguidas, yernos y consejeros, etc. + B e r n a dispone de u n a institución teológica p a r a el c a n t ó n a l e m á n ; pero sólo tienen derecho a hacerse pastores los c i u d a d a n o s de las ciudades. Los tres años estatuidos p a r a e s t u d i a r la teología no es preciso q u e el c a n d i d a t o los d e d i q u e a estudiar, sino q u e b a s t a con q u e los deje p a s a r y dé al final un examen; en efecto, con sólo recibir p e r m i s o p a r a ser a la vez preceptor privado p u e d e faltar semestres y años enteros; m á s a ú n , p a s a r los tres años completos de m a e s t r o de escuela fuera de B e r n a y presentarse d e s p u é s al e x a m e n .
[ S o b r e la p a l a b r a « c o n s e n s u s » ( C a r t , p á g . 167) a n o t a H e g e l , págs. 170 s.:]

L i b r o simbólico [dogmático], cuya concreta versión de la confesión helvética m a n d ó el gobierno de B e r n a a c e p t a r , creer y j u r a r al país e n t e r o y a todo el clero vaudés. R u c h a t h a escrito la historia de los conflictos a q u e dio l u g a r esta orden, q u e el clero del V a u d consideró inicialmente i n c o m p a t i b l e con su libertad de conciencia. Ciert a m e n t e terminó por p r e s t a r obediencia, en p a r t e con declaraciones restrictivas p a r a t r a n q u i l i z a r su conciencia, c o n s e r v a n d o así sus puestos.
[ C a r t , p á g . 178: « L o s p u e s t o s d e g o b e r n a d o r se a d j u d i c a n por s o r t e o o por e s c a l a fón, y m u y f á c i l m e n t e o c u r r e q u e los o c u p e n h o m b r e s t a n i g n o r a n t e s d e n u e s t r a s leyes c o m o d e n u e s t r a s c o s t u m b r e s y s i t u a c i ó n . » H e g e l c o m e n t a en las págs. 194 ss.:]

Sólo un m i e m b r o del G r a n Consejo p u e d e ser g o b e r n a d o r . El G r a n C o n s e j o y el P e q u e ñ o C o n s e j o j u n t o s c o n s t a n , completos, de 299 m i e m b r o s y no p u e d e n b a j a r d e 200. El P e q u e ñ o Consejo es elegido por el G r a n Consejo d e entre sus m i e m b r o s m e d i a n t e u n a combinación de votación n o m i n a l y balotaje m i e m b r o por m i e m b r o a m e d i d a q u e van m u r i e n d o . El G r a n Consejo n o se r e n u e v a h a s t a q u e el n ú m e r o de sus m i e m b r o s se acerca a los 200, lo q u e ocurre m á s o menos c a d a diez años. Los electores son el P e q u e ñ o Consejo (27 m i e m b r o s , incluidos los dos alcaldes) y 16 ('seizeniers') del G r a n Consejo q u e ya h a n sido g o b e r n a d o r e s (los «antiguos gobernadores»). E n t r e los antiguos g o b e r n a d o r e s q u e pertenecen a la m i s m a corpora-

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ción — y todos los c i u d a d a n o s de B e r n a d e b e n ser m i e m b r o s de u n a c o r p o r a c i ó n (o s o c i e d a d ) — la suerte decide q u i é n tiene q u e ser elector. Es corriente q u e en u n a corporación h a y a 15, 12 q u e r e ú n e n las condiciones precisas p a r a ser 'seizeners', o sólo u n o o dos. C o m o este sorteo no se realiza h a s t a el Miércoles S a n t o (que es c u a n d o se n o m b r a el G r a n Consejo) y el n ú m e r o de los a n t i g u o s g o b e r n a d o r e s ascendía, por ejemplo el año 1795, a 70, a n t e s se visita a los 70, se intriga, se saluda. Es fácil c o m p r e n d e r q u é v a r i e d a d de c o m b i n a c i o n e s tiene q u e h a c e r u n c a n d i d a t o p a r a a s e g u r a r s e en c u a l q u i e r caso los votos q u e precisa. L a elección m i s m a d e los m i e m b r o s del G r a n C o n s e j o se realiza p r o p i a m e n t e por m a y o r í a de votos; pero c a d a elector tiene q u e n o m b r a r a u n o — a l g u n o s a d o s — c a n d i d a t o s , d a d o el c o m ú n a c u e r d o de q u e todos d e n su voto a un cliente de todos los electores. Por lo q u e toca a los otros c a n d i d a t o s , la votación viene det e r m i n a d a por la i m p o r t a n c i a de sus familias y mil otros c o n s i d e r a n d o s . A q u e l q u e en este p u n t o sepa i m p o n e r s e m á s a los otros, q u e a m e n a c e m á s t e n a z m e n t e con r e t i r a r el voto a sus favoritos si n o se hace lo q u e él quiere, ése será el m á s influyente. C o m o c a d a elector tiene q u e n o m b r a r por sí m i s m o ( ' n a m s e n ' ) a u n o o dos nuevos m i e m b r o s , el p a d r e elige a su hijo, o a sus dos hijos, o a su h e r m a n o , y si tiene hija, se elige un y e r n o rico, etc. ¿ Q u e u n a familia tiene varios hijos en e d a d de p o d e r e n t r a r en el Consejo? Si p i e n s a q u e sólo p u e d e colocar ahí a uno, el q u e se p r e s e n t e a c a n d i d a t o c o m p r a r á a los otros herm a n o s p a r a q u e no se p r e s e n t e n t a m b i é n ellos. E n pocas p a l a b r a s , d e 92 m i e m b r o s a d m i t i d o s al G r a n Consejo el a ñ o 1795, sólo se dijo de u n o q u e sus méritos h a b í a n j u g a d o un p a p e l en su elección. Y a se ve, p o r lo q u e llevamos dicho, c ó m o es a g r a n d e s rasgos la p a r t e formal de la elección. Pero hay q u e h a b e r l o visto u n o m i s m o p a r a hacerse u n a idea del ajetreo q u e le precede, de las intrigas q u e se u r d e n , la c a n t i d a d de combinaciones q u e se hacen p a r a conciliar t a n t o s intereses, la pasión con q u e se lleva todo el a s u n t o o los sentim i e n t o s q u e resultan del éxito o el f r a c a s o final: la violencia de estas e s p e r a n z a s , el t e m o r y la angustia, la m a g n i t u d de esta alegría o a q u e l l a desesperación. Se d a n casos de h o m b r e s q u e ya a n t e s s a b í a n con seguridad q u e i b a n a ser elegidos (siempre son m u y pocos los d u d o s o s ) , y con todo d u r a n t e algunos días se h a n c o m p o r t a d o como locos por haberlo efectivamente conseguido. Q u i e n , en c a m b i o , se h a y a p r e o c u p a d o y e s f o r z a d o en vano, p o r q u e al fin r e s u l t a r a excluido, se h a l l a r á d e p r i m i d o p a r a siempre, p a r a siempre le roerá d e n t r o ese g u s a n o . Y es q u e p a r a la élite b e r n e s a no hay otro c a m i n o m á s alto; q u i e n en esto n o h a tenido éxito y a no se satisfará del todo con n a d a . L o s puestos de g o b e r n a d o r son s o r t e a d o s por p r o m o c i o n e s de ent r a d a en el G r a n C o n s e j o . L a s m á s a n t i g u a s p u e d e n o p t a r con priorid a d si q u i e r e n r e c l a m a r u n o de esos puestos; y si n i n g u n o lo hace en

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la p r o m o c i ó n m á s vieja, se p a s a entonces a la siguiente. El r e s u l t a d o es q u e el q u e y a es rico p u e d e prescindir m á s t i e m p o del puesto de g o b e r n a d o r , p a r a luego o c u p a r el mejor. D e a h í q u e en R o m a i n M o tiers (el ejemplo q u e a d u c e C a r t [, págs. 178 s.]) h a y a n sido g o b e r n a dores t a n t o s viejos oficiales. C o m o c o m a n d a n t e s d e regimientos al servicio del e x t r a n j e r o t e n í a n puestos m u y lucrativos y sólo volvieron a la vejez p a r a , después d e h a b e r t o m a d o p a r t e q u i z á sólo en u n a sesión del G r a n Consejo, al ser elegidos, p r e s e n t a r s e a o t r a en la q u e , como m á s viejos, podían a p r o p i a r s e sin c o m p e t e n c i a el mejor puesto.

DIARIO DE VIAJE POR LOS ALPES BERNESES
(julio-agosto 1796)
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EL lunes 25 de j u l i o de 1796 partí de B e r n a a las c u a t r o de la m a ñ a n a con tres p r e c e p t o r e s sajones: Tilomas, Stolde y Hohenbaum. C o m o nos p a r a m o s a d e s a y u n a r en el c a m i n o , no llegamos a Thun h a s t a las diez. A las diez y m e d i a nos embarcamos.+ La orilla q u e t e n í a m o s a la d e r e c h a es al comienzo p l a n a y sólo poco a poco se va e l e v a n d o hacia u n a línea de colinas c u b i e r t a s con parcelas, p r a d o s y árboles, q u e se a l a r g a a n u e s t r a vera d u r a n t e dos horas, h a s t a el señorío de Spiess. M e d i a hora antes de pasarlo, el K a n d e r corta la línea de a l t u r a s p a r a d e s e m b o c a r en el lago. T r a s los cerros se yergue u n a c a d e n a de rocas en p a r t e verde, cuya c u m b r e m á s a l t a es el Stockhorn, desde esta perspectiva como u n a c a b e z a sin s o m b r e r o . E n c a m b i o por la p a r t e q u e d a a T h u n se halla c o r t a d o t o t a l m e n t e a pico, y c u a n d o se le m i r a desde la p a r t e s u p e r i o r del lago p r e s e n t a un aspecto t o t a l m e n t e d i s t i n t o / E n t r e el pie de esta c a d e n a y el Niessen frente a ella — u n m o n t e de a m p l i a base q u e llega casi h a s t a el lago y se halla c o r o n a d o por u n a m a j e s t u o s a p i r á m i d e — se a b r e el Siebental 2 ; a la otra p a r t e del Niessen, lejos, lago a r r i b a , el Frutnigental. D e la p a r t e de acá del Niessen se divisa a ú n al pie de los cerros, en u n a especie de bahía, el señorío de Spiess, y m á s arriba, en u n a colina m a y o r , el pueblo de Echi. T r a s él d e s t a c a u n alto m o n t e nevado, q u e t a m b i é n se ve desde B e r n a y se l l a m a el Blümle's Alp 3. A n u e s t r a izquierda, según n a v e g á b a m o s , se pasa por O b e r h ó f e n , y a q u í y allá, d o n d e el m o n t e por lo d e m á s a b r u p t o sube m á s suav e m e n t e , c r u z a m o s por d e l a n t e de viñas, q u e t a m b i é n se e n c u e n t r a n en la orilla o p u e s t a por la p a r t e de Spiess. T r a s dos horas de viaje a p a r e c e Sigrisu.yl en u n a a l t u r a . Sólo es accesible o por a g u a o por u n a peligrosa vereda. M e d i a h o r a d e s p u é s se llega a la Nase [Nariz], tras d e s c u b r i r la e n t r a d a del IVüstital.+ Desde este m o m e n t o se pierde poco a poco de vista la p a r t e inferior del lago, q u e a q u í se va torciendo. L a s orillas de la p a r t e superior
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R o s e n k r a n z 470-490. « T a l » = valle. «Alp» = ' p a s t o , puerto. 195

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del lago tienen u n a f o r m a t o t a l m e n t e distinta. Por a m b a s p a r t e s se pasa e n t r e peñas o m o n t e s que, sobre todo en la p a r t e derecha, sirven de pastizales. El rocoso m o n t e a n u e s t r a i z q u i e r d a se llama el Beatenberg; un pueblo cuelga de su p a r t e superior y m á s a b a j o le b r o t a u n a f u e n t e d e u n a g r u t a l l a m a d a Cueva del Beato, p o r S a n Beato, quien, se c u e n t a , vivió en ella. A las dos y m e d i a d e s e m b a r c a m o s en Neuhaus, y, p a s a n d o por Untersteen — u n a c i u d a d p e q u e ñ a y mísera con e x t r a ñ a s casas—, lleg a m o s a Hinterlakken, q u e sólo consiste en los edificios q u e pertenecieron al a n t i g u o monasterio; se halla al pie d e u n m o n t e , a cuya p a r t e o p u e s t a se a b r e el Habcherental. Siguiendo en línea recta, se va h a c i a Brienz; hacia la izquierda, a Lauterbronnen y Grindelwald. Este ú l t i m o fue el c a m i n o q u e t o m a m o s . P a r a q u i e n está a c o s t u m b r a d o al llano la n a t u r a l e z a se p r e s e n t a desde a q u í totalmente c a m b i a d a . A h o r a se h a l l a siempre entre altos montes, en p a r t e verdes, m i e n t r a s q u e a lo lejos se divisan las c u m bres n e v a d a s . Los valles son m u y estrechos y están cubiertos de m u llidos p r a d o s s e m b r a d o s de infinitos frutales, sobre todo nogales y cerezos, cuya vista es un c o n s t a n t e descanso por su e n c a n t o rústico. Sin e m b a r g o , la a n g o s t u r a de los valles, c a r e n t e de toda p a n o r á m i c a , tiene algo o p r i m e n t e , angustioso p a r a quien viene del llano. Sin cesar a n h e l a q u e el valle se a b r a , se extienda; pero su m i r a d a choca siemp r e c o n t r a las r o c a s . + T r a s u n a hora de c a m i n o a p a r e c e n a n u e s t r o lado los dos Litschenen, c u y a t u r b i a agua gris clara se lanza v i o l e n t a m e n t e por un lecho de piedra; y este eterno r u i d o — q u e a m e n u d o , d o n d e el paso se a n g o s t a y el río se a b r e paso con m á s fuerza y turbulencia, se convierte en un t r u e n o — t e r m i n a siendo m o n ó t o n o p a r a quien, no est a n d o a c o s t u m b r a d o a él, a v a n z a d u r a n t e v a r i a s horas a su vera. E n la confluencia de a m b o s Litschenen hay u n a s c u a n t a s casas, l l a m a d a s Zweilitschenen. El Litschene de n u e s t r a i z q u i e r d a procede de Grindelw a l d . Siguiendo el camino por la d e r e c h a del valle en nuestro sentido, llegamos en tres horas y m e d i a de H i n t e r l a k k e n a Lauterbronnen, un p u e b l o de c a b a ñ a s d i s p e r s a s y míseras, c o m o todas las casas de estos p a r a j e s m a l hechas de m a d e r a y cubiertas con tejas del mismo m a t e rial, q u e s u j e t a n con piedras p a r a q u e no se las lleven las t o r m e n t a s . El valle m i s m o es m u y estrecho y el Litschcne, q u e hierve en su fondo, es d e lo m á s salvaje. L a p a r t e b a j a de los montes, q u e se ve desde el valle, es u n a fila p e l a d a de peñas verticales en las q u e a q u í y allá crecen los abetos. + E r a el a t a r d e c e r c u a n d o fuimos a ver la cascada. E n p a r t e y a la h a b í a m o s ido viendo por el camino, sobre todo desde la fonda; pero, a p e s a r de lo cerca q u e e s t á b a m o s , sólo nos pareció un hilo de a g u a insignificante, q u e de n i n g ú n m o d o nos iba a c o m p e n s a r el esfuerzo y los gastos del día, c o n f i r m a n d o , por el contrario, en absoluto el j u i c i o

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del señor M e i n e r s 4 . Sin e m b a r g o , pese a estos prejuicios y a u n q u e c o m e n z a b a a oscurecer, c u a n d o nos a c e r c a m o s al lado m i s m o de la c a s c a d a y nos s i t u a m o s d e b a j o de ella, nos satisfizo por c o m p l e t o . Q u i z á fue en p a r t e p o r tratarse del p r i m e r accidente d e este tipo q u e veíamos en n u e s t r o viaje, m i e n t r a s q u e el señor Meiners, al c o n t r a r i o , venía ya s a t u r a d o d e g r a n d e s accidentes n a t u r a l e s . Lo único g r a n d i o s o es la a l t u r a d e la p a r e d de roca desde la q u e cae la c a s c a d a , no la m i s m a c a s c a d a en sí. E n c a m b i o el vuelo fino, flexible, libre de esta c a s c a d a tiene algo c a u t i v a d o r . N o es un poder, u n a g r a n f u e r z a lo q u e se ve; al contrario, el pensamiento se encuentra lejos del yugo, de la necesidad imperiosa de la naturaleza, y lo vivo, siempre d e s c o m p o n i é n d o s e y dispers á n d o s e en vez de c o n c e n t r a r s e en una m a s a , lo eternamente en proceso y acción, p r o d u c e la imagen de un libre juego. E s t á b a m o s d e m a s i a d o c a n s a d o s c o m o p a r a a g u a r d a r q u e la m a g i a d e la luz n o c t u r n a b a i l a r a sobre la c a s c a d a . T a m p o c o í b a m o s a e s p e r a r h a s t a ver los famosos arco-iris s o b r e la cascada, y a q u e el sol n o empieza a d a r en la cascada h a s t a las siete y q u e r í a m o s a p r o v e c h a r el fresco de la m a ñ a n a p a r a un c a m i n o t a n d u r o como el q u e nos e s p e r a b a . P a r a c e n a r nos dieron un p l a t o de huevos, j a m ó n , algo de a s a d o y u n a s fresas e s t u p e n d a s .

[ M a r t e s , 26 d e j u l i o ] El m a r t e s , antes d e q u e el sol i l u m i n a s e la nieve de las altas c u m bres tras el valle, t o m a m o s el c a m i n o a G r i n d e l w a l d por el Wengeralp. C u a n t o m á s s u b í a m o s , t a n t o m á s se extendía frente a nosotros el m o n t e c u y a base es la p a r e d de roca de la cascada. A su vez, ésta y a sólo parecía un hilo d e agua. T a m b i é n su p a r e d se nos fue h a c i e n d o c a d a vez m á s p e q u e ñ a , h a s t a q u e al final nos pareció f o r m a r sólo u n octavo d e la a l t u r a total del m o n t e . T o d a la l a d e r a del W e n g e r a l p se halla s e m b r a d a h a s t a la a l t u r a de u n a y m e d i a a dos h o r a s con casas del m u n i c i p i o d e L a u t e r b r o n n e n , q u e en total consta de u n a s 200 familias. H a s t a la a l t u r a de u n a h o r a seguimos e n c o n t r a n d o p a r celas s e m b r a d a s d e c e b a d a . T o d a v í a no h a b í a vacas en los prados. T o d o el m u n d o e s t a b a c o r t a n d o h e n o p a r a el invierno (el g a n a d o va s u b i e n d o c a d a vez m á s a r r i b a a m e d i d a q u e a v a n z a el v e r a n o ) . N o h a y p e d a z o verde de estos m o n t e s q u e n o se a p r o v e c h e h a s t a lo últim o ; se sube incluso con peligro de la vida a p e q u e ñ a s superficies de a l g u n o s pies c u a d r a d o s a por hierba. L a s c a b r a s , útilísimas p a r a estos m o n t a ñ e s e s , las llevan a los lugares m á s peligrosos y p e l a d o s /

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zig,

C h r i s t o p h M e i n e r s , Briefe iiber die Sckweiz• 1785.

[ C a r t a s sobre Suiza.] Frankfurt, Leip-

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T r a s u n a penosísima ascensión d e varias h o r a s p a s a m o s al o t r o lado -del monte, el Scheidegg, c o m o lo l l a m a b a n u e s t r o guía. H a y q u e n o t a r q u e c a d a valle pone a los m o n t e s q u e lo r o d e a n n o m b r e s q u e se vuelve a e n c o n t r a r en los otros valles. Así h a y en L a u t e r b r o n n e n u n W e t t e r h o r n y u n S c h r e c k h o r n , un J u n g f r a u y un Scheidegg, n o m b r e s q u e t a m b i é n los de G r i n d e l w a n d d a n a algunos m o n t e s de sus valles. Parece q u e se llama Scheidegg [divisoria] al q u e u n e dos montes m a y o res o d o s valles; de o r d i n a r i o p a s a por él el c a m i n o q u e lleva d e u n valle a otro; Wetterhorn [cuerno del tiempo] a u n a cima o r i e n t a d a hacia el oeste, la p r i m e r a en cubrirse n o r m a l m e n t e de nubes c u a n d o viene la lluvia; Schreckhorn [cuerno espantoso] a c u a l q u i e r otra p e ñ a alta.] Jungfrau [virgen] a u n a p u n t a q u e nadie ha s u b i d o a ú n . De m o d o q u e q u i e n h a y a oído en B e r n a los n o m b r e s de ciertos m o n t e s visibles desde allá, al p r e g u n t a r por ellos en estos valles verá q u e en c a d a u n o le m u e s t r a n otro m o n t e con el mismo n o m b r e ; y h a y q u e saber q u e los m o n t e s q u e se conoce de lejos con el n o m b r e de Schneeberge son, ante todo, los q u e se tiene a n t e sí en G r i n d e l w a n d . Al p a s a r por el alto del S t h e i d e g g nos d e t u v i m o s en u n a c a b a ñ a , d o n d e b e b i m o s leche, n a t a , leche de queso (Schotte) y comimos q u e so. El p a n tiene q u e traerlo uno, pues no lo h a y en estas c a b a ñ a s (donde las vacas sólo están d u r a n t e el d í a y se hace el queso p a r a llevarlo d i a r i a m e n t e a los depósitos). P a g a m o s lo q u e nos pidieron. Y a antes, c u a n d o subíamos, u n pastor nos h a b í a ofrecido su n a t a , q u e llevaba a casa, d e j a n d o a n u e s t r a v o l u n t a d lo q u e q u i s i é r a m o s p a g a r le. C o n t r a lo q u e creen m u c h o s viajeros ingenuos q u e se h a n hecho d e esta vida pastoril u n a idea de inocencia y b o n d a d generales, esta cost u m b r e — b a s t a n t e c o m ú n — no se d e b e a hospitalidad y desinterés, sino a q u e estos pastores e s p e r a n conseguir m á s d e lo q u e vale su m e r c a n c í a d e j a n d o el precio a la voluntad del viajero. Es fácil hacer la p r u e b a . Si se les d a a p r o x i m a d a m e n t e sólo lo q u e vale su género, lo j u s t o , ni dicen gracias ni r e s p o n d e n al s a l u d o de d e s p e d i d a , sino q u e e n m u d e c e n y ponen m a l a c a r a . O si se les d a menos de lo q u e estim a n se les debe, uno p u e d e estar seguro de q u e d e p o n e n su ignorancia a n t e r i o r sobre el valor de su mercancía y exigen con decisión su valor. Y a antes de llegar a la c a b a ñ a teníamos u n a vertiente de la J u n g f r a u — l a así l l a m a d a en B e r n a — a n u e s t r a d e r e c h a ; y la hora y m e d i a q u e la tuvimos enfrente estuvimos oyendo t r o n a r todo el tiempo; eran los aludes q u e caían. T a m b i é n d e n u e s t r a p a r t e h u b o a l g u n o s aludes menores. E n este caso la nieve no caía en m a s a , sino b r o t a b a de las a b e r t u r a s entre las rocas o se esparcía desde ellas en polvo a m e n u d o hasta diez m i n u t o s (lo q u e es la f o r m a más corriente de aludes, pese a q u e nuestra idea de ellos nos viene de ver r o d a r la nieve de nuestros tejados). Pegados a la J u n g f r a u se e n c u e n t r a n los dos Aiger, f o r m a d o s p o r

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m a s a s de roca p e l a d a con casquetes de nieve. A pesar de h a l l a r n o s t a n cerca de estos m o m e n t o s y pese a c o n t e m p l a r l o s en toda su extensión, desde el pie h a s t a la cima, no p r o d u j e r o n en nosotros el sentim i e n t o de g r a n d e z a y s u b l i m i d a d q u e h a b í a m o s esperado. E l panor a m a de u n a a l t u r a sólo impresiona c u a n d o , e n c o n t r á n d o s e uno tot a l m e n t e al pie de u n a p a r e d vertical — c o m o o c u r r e al pie de la torre de u n a iglesia—, se vuelve la vista a la a l t u r a ; no, en c a m b i o , c u a n d o la vista p u e d e m e d i r l a desde u n a cierta d i s t a n c i a o uno se halla dem a s i a d o cerca, de m o d o q u e no ve m á s q u e u n a p e q u e ñ a p a r t e del m o n t e . Q u i e n n o esté a c o s t u m b r a d o a e s t i m a r la a l t u r a de estos m o n t e s y sus distancias se e n g a ñ a r á c o n s t a n t e m e n t e , y sólo la experiencia le e n s e ñ a r á q u e s u b i r a u n a a l t u r a q u e parece r e q u e r i r sólo un c u a r t o de h o r a p u e d e necesitar fácilmente varias horas. + L a b a j a d a a G r i n d e l w a l d fue a ú n m á s p e n o s a q u e la s o b i d a . E n p a r t e nos lo c o m p e n s ó el p a n o r a m a del valle en q u e se halla G r i n delwald. B a j a m o s por el lado occidental, teniendo a n u e s t r a i z q u i e r d a m o n t e s altos, pero verdes, cubiertos con p r a d o s , c a b a ñ a s y árboles. Al fondo se divisa la c a b e c e r a del valle d e Zweilitschenon. D e s d e allí se vuelven a e x t e n d e r h a s t a e x a c t a m e n t e d e l a n t e de nosotros esos m o n t e s verdes, u n o d e los cuales se l l a m a el otro Scheidegg. D e s d e a q u í h a c i a n u e s t r a d e r e c h a t o d a la vertiente p r e s e n t a un aspecto c o m p l e t a m e n t e distinto. Es u n a serie de p e ñ a s casi verticales con u n o s c u a n t o s abetos colgados a q u í y allá e n t r e las p e ñ a s y a l g u n a q u e o t r a m a n c h a de h i e r b a . L a s c u m b r e s se hallan c u b i e r t a s p o r nieves p e r p e t u a s . L a línea d e p e ñ a s se halla c o r t a d a por los dos famosos glaciares de G r i n d e l w a l d , el m e n o r de los cuales desciende entre el Aiger, el M e t t e n b e r g y el W e t t e r h o r n . A q u í los glaciares no se pres e n t a n como valles d e hielo, sino que, c o m o ya he dicho, se elevan e n t r e los portillos q u e d e j a n esos m o n t e s . Sólo a u n a cierta a l t u r a se a d e n t r a n p r o f u n d a m e n t e en los valles f o r m a d o s por esa cordillera primigenia, h a s t a f o r m a r como un m a r q u e lanza diversos brazos — a q u í el glaciar d e G r i n d e l w a l d y m á s allá los glaciares d e A a r e n , el L a u t — y dicen q u e tiene u n a extensión d e veinte h o r a s de c a m i n o . D e estos montes de glaciares proceden los Litschenen, en v e r a n o m á s fuertes d e b i d o al m a y o r deshielo, en el invierno a veces insignificantes. H o y hemos visto estos glaciares a sólo m e d i a h o r a de distancia, y n o tienen n a d a de p a r t i c u l a r . Se p u e d e decir q u e s i m p l e m e n t e es un nuevo modo de ver, incapaz de dar al espíritu otro trabajo q u e el de llamarle la atención por e n c o n t r a r s e en plena c a n í c u l a j u n t o a m a s a s de hielo a p e n a s afectadas por él incluso a un nivel en el q u e m a d u r a n cerezas, nueces y trigo. H a c i a a b a j o el hielo está m u y sucio y a trechos comp l e t a m e n t e cubierto de b a r r o ; quien h a y a visto u n a c a r r e t e r a a n c h a , c u e s t a a b a j o y fangosa, c u a n d o la nieve comienza a f u n d i r s e , p u e d e hacerse u n a idea a p r o x i m a d a del aspecto q u e p r e s e n t a la p a r t e infe-

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rior del glaciar vista de lejos. E s un p a n o r a m a q u e no tiene n a d a ni de g r a n d i o s o ni de apacible. ( M á s a r r i b a el hielo se p r e s e n t a en pir á m i d e s de u n azul m á s p u r o y q u e en c o m p a r a c i ó n con el sucio hielo de a b a j o se p u e d e l l a m a r , si se quiere, bellas.)"1" H a c i a la u n a llegamos a Grindelwald, un p u e b l o g r a n d e , b a s t a n t e e x t e n d i d o m o n t e a r r i b a . El valle es, sin c o m p a r a c i ó n , m a y o r y m á s a g r a d a b l e y fructífero q u e el de L a u t e r b r o n n e n . C a s i todos los m o n t e s q u e le r o d e a n ascienden s u a v e m e n t e . L a s cerezas e m p e z a b a n a e s t a r m a d u r a s . A u n o le a s a l t a n los niños, q u e ofrecen al viajero flores, fresas, etc. o s i m p l e m e n t e m e n d i g a n a palo seco. Nuestro c a n s a n c i o por u n a p a r t e y el mal t i e m p o q u e se h a b í a l e v a n t a d o nos retuvieron el resto del día en casa; el j u e g o del h o m b r e nos alivió el a b u r r i m i e n to. A q u í fue d o n d e b e b i m o s por p r i m e r a vez tinto italiano, de la peor clase y agrio; pero dicen q u e es sano, sobre todo p a r a los viajeros, q u e t o m a n t a n t a leche y t a n grasa.

[Miércoles, 27 de julio] El miércoles a las c u a t r o salimos d e G r i n d e l w a l d con cielo cubierto, p a r a dirigirnos a M a i r i n g e n por el Scheidegg. Nos h a b í a m o s hecho a la idea de q u e nos e s p e r a b a la peor p a r t e del viaje, t e n i e n d o presente lo q u e c u e n t a Meiners sobre las dificultades de este c a m i n o . N u e s t r o guía, q u e t r a í a m o s d e s d e L a u t e r b r o n n e n , nos consoló un poco a s e g u r á n d o n o s q u e n u e s t r a j o r n a d a sería hoy menos penosa q u e el día anterior."1" P r i m e r o , p a r a h a b e r visto d e cerca uno d e los famosos glaciares, nos hicimos g u i a r a uno q u e nos pillaba de paso y es el m a y o r de todos. Antes de a l c a n z a r su base hay q u e p a s a r por e n c i m a de bloq u e s d e granito y otras m a s a s de p i e d r a q u e h a ido e m p u j a n d o . L u e g o se llega a u n a m a s a d e hielo b a s t a n t e lisa y r e d o n d e a d a por su p a r t e superior, a u n q u e los bordes se hallan comidos por los deshielos y s u r c a d a de grietas. A p a r t e de la satisfacción p o r h a l l a r m e t a n cerca de un glaciar así, de q u e lo toqué y p u d e m i r a r d e t e n i d a m e n t e su hielo, no he tenido en ello n i n g u n a otra, sobre todo p o r q u e e s t a n d o tan cerca a p e n a s se p u e d e a b a r c a r un poco de él y las m a s a s de hielo q u e se tiene delante, a p a r t e de q u e no son m u y altas, no se suben de golpe, sino poco a poco. + Proseguimos nuestro c a m i n o . C u a n t o m á s s u b í a m o s , t a n t o m á s espesa se hacía la niebla, q u e c i e r t a m e n t e nos protegía del calor, p e r o t a m b i é n nos q u i t a b a la p a n o r á m i c a y nos ponía en peligro de extraviarnos. C u a n d o ya llevábamos c u a t r o horas a n d a n d o , nuestro guía nos dijo q u e ya e s t á b a m o s en la l o m a y desde a q u í todo era b a j a d a . Nosotros no salíamos de n u e s t r o a s o m b r o sobre c ó m o h a b í a podido h a b e r hecho el señor Meiners u n a descripción t a n i n t i m i d a n t e de un c a m i n o

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q u e p a r a nosotros 110 h a b í a sido en a b s o l u t o ni e m p i n a d o ni dilícil. A f o r t u n a d a m e n t e , c u a n d o en estos p e n s a m i e n t o s torcimos u n poco h a c i a la d e r e c h a p a r a t o m a r algo de leche fresca en u n a c a b a ñ a a la q u e q u e r í a llevarnos n u e s t r o guía, nos e n c o n t r a m o s con dos pastores q u e llevaban a c a s a el q u e s o del día y nos dijeron q u e e s t á b a m o s volviendo hacia G r i n d e l w a l d . Ellos nos e n s e ñ a r o n por d ó n d e volver a n u e s t r o c a m i n o . Así q u e d i m o s m e d i a v u e l t a felicitándonos por h a berles e n c o n t r a d o ; pero t a m b i é n p e n s a m o s q u e la descripción del señ o r Meiners a ú n p o d r í a m u y bien c u m p l i r s e . Sólo q u e al c u a r t o de h o r a nos e n c o n t r a m o s r e a l m e n t e en la l o m a . C i e r t a m e n t e la niebla no h a b í a cedido a ú n n a d a y tuvimos q u e r e n u n c i a r por c o m p l e t o a la e s p e r a n z a de d i s f r u t a r un bello p a n o r a m a . A m e d i d a q u e b a j á b a m o s la niebla se convirtió en lluvia d e c l a r a d a , q u e se m a n t u v o m i e n t r a s nos e n c o n t r a m o s en el valle f o r m a d o a u n lado por el Scheidegg, al o t r o por un m o n t e q u e t a m b i é n a q u í se l l a m a el W e t t e r h o r n . Por su f o n d o corre el Reichenbach 5 , b r a m a n d o c u a n t o m á s a b a j o m á s salvaje y horrible. A ú n en este valle nos refugiamos en la c a b a ñ a de u n pastor, d u e ñ o d e 18 vacas, cuya leche le d a c a d a d í a 30 libras d e q u e s o y en p r i m a v e r a , c u a n d o la h i e r b a es a ú n m e j o r y m á s a b u n d a n t e , h a s t a u n a s 40 libras. El p a s t o r nos explicó cómo se hace el queso y se utiliza la leche. C a d a m a ñ a n a la leche q u e ha sido o r d e ñ a d a desde la t a r d e a n t e r i o r se pone en u n caldero a fuego m u y b a j o y se s e p a r a con un ácido hecho a base d e e s t ó m a g o de ternera, q u e se llama Káslab [cuajo]; la t e m p e r a t u r a de la m a s a no d e b e p a s a r de tibia. C u a n d o ya se h a p r o d u c i d o la s e p a r a c i ó n a base de revolver c o n s t a n t e m e n t e , se t o m a el suero, se le s a c u d e en un t r a p o y se le p r e n s a en u n molde r e d o n d o d e m a d e r a . El líquido q u e sobra, l l a m a d o leche de queso y b a s t a n t e parecido a la leche —sólo q u e s a b e algo ácido y y a ha cogido un color a m a r i l l e n t o — , se pone a h o r a a fuego fuerte y se s e p a r a o t r a vez por cocción. L a m a s a b l a n c a y firme, l l a m a d a Zieger, se sala y se g u a r d a e s p e c i a l m e n t e p a r a el invierno. El líquido se l l a m a Schotte, y en p a r t e lo b e b e n los h o m b r e s , en p a r t e se les d a a los cerdos. A ú n e n c o n t r a m o s en este valle varios depósitos j u n t o s c o m o en u n m o n t ó n , que, p a r a e s t a r m á s frescos, d e o r d i n a r i o se h a l l a n sobre postes d e la altura d e u n h o m b r e . T r a s salir del valle, siempre b a j o la lluvia, seguimos b a j a n d o por un c a m i n o pedregoso al lado del Reic h e n b a c h , q u e venía torrencial. C o m o s a b í a m o s q u e este c a m i n o lleva al famoso salto del R e i c h e n b a c h , c u a n d o el río se alejó d e nosotros nos entró la p r e o c u p a c i ó n d e si la niebla nos h a b r í a d e j a d o sin c o n t e m plarlo y no lo h a b r í a m o s p a s a d o ya. Siguiendo el c a m i n o a ú n c o m o u n a m e d i a hora llenos d e d u d a s e i n c e r t i d u m b r e , sin p o d e r divisar n a d a m á s allá de 30 pasos y e n t r e el r u i d o c a d a vez m á s fuerte d e la
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«Bach» ='arrovo.

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corriente, oímos de r e p e n t e un terrible fragor. P a r a nosotros ya era i n d u d a b l e q u e ahí se h a l l a b a el salto. A la vez nos era imposible en absoluto ver por d ó n d e nos p o d r í a m o s a c e r c a r a él. T r a s algunos m i n u t o s de seguir a n d a n d o cesó el e s t r u e n d o y p r o n t o divisamos M a i r i n g e n j u n t o a un río b l a n q u i t u r b i o , q u e tuvimos por el Reichenb a c h t r a n s c u r r i e n d o t r a n q u i l o p o r el valle tras su cascada. C o m o la lluvia h a b í a p a r a d o y no e n c o n t r á b a m o s a n a d i e q u e nos pudiese inf o r m a r , decidimos resignarnos p a r a c u a n d o m e j o r a s e el tiempo, a r e h a cer a la t a r d e u n a hora de c a m i n o p a r a ver el salto. D e repente, c u a n d o nos a c e r c á b a m o s a u n a s casas, d e s c u b r i m o s a un lado la p a r t e superior del salto, y llenos de alegría nos dirigimos hacia él a t r a v e s a n d o los h ú m e d o s prados. E n la verde loma q u e se e n c u e n t r a frente a la c a s c a d a el agua p u l v e r i z a d a nos caló por c o m pleto, p u e s el viento p r o v o c a d o por el m i s m o salto la e m p u j a b a en n u e s t r a dirección. P a r a a b a r c a r mejor la c a s c a d a hay q u e b a j a r a ú n p o r u n a p e n d i e n t e de h i e r b a resbaladiza h a s t a el borde del abismo en q u e se h u n d e . Desde a q u í se d i s f r u t a el p a n o r a m a del salto t a n t o como se p u e d e ver de él, y c i e r t a m e n t e el m a j e s t u o s o espectáculo nos r e c o m p e n s ó por las fatigas del d e s a g r a d a b l e d í a . El agua, colándose a r r i b a por un estrecho paso en la roca, cae luego a p l o m o en o n d a s c a d a vez m á s amplias, q u e a r r a s t r a n c o n s t a n t e m e n t e hacia a b a j o la m i r a d a del espectador; pero éste n u n c a consigue fijarlas, perseguirlas, pues su imagen, su figura se volatiliza a c a d a m o m e n t o y a c a d a m o m e n t o es sustituida por otra, viendo en esta cascada constantemente la misma imagen y a la vez que no es la misma. D e s p u é s q u e las olas h a n d e s c e n d i d o — m á s q u e c a í d o — u n a a l t u r a considerable, chocan contra las rocas y se i n t r o d u c e n e s p u m e a n d o en tres o cuatro agujeros, p a r a luego reunirse y caer e s t r u e n d o s a m e n t e en un a b i s m o cuya p r o f u n d i d a d ya es inasequible p a r a la vista, p u e s se i n t e r p o n e n las peñas. Sólo a a l g u n a distancia se ve agitarse sobre el a b i s m o como h u mo, en el q u e se reconoce la e s p u m a q u e s u b e del salto. C o n razón h a l l a m a d o M e i n e r s la atención sobre esta c a s c a d a ; pero u n a descripción es t a n i n c a p a z como u n a p i n t u r a de sustituir la p r o p i a presencia. E n todo caso sólo u n a imaginación q u e dispusiese ya de imágenes similares p o d r í a representarse el todo. Pero u n a pintura, a no ser q u e sea m u y g r a n d e , no p u e d e resultar sino m e z q u i n a y sólo d a r á u n a idea insuficiente. L a presencia sensible del cuadro, lejos de p e r m i t i r a la imaginación desplegar el objeto imaginado, h a c e q u e ésta lo conciba como se ofrece a la vista. D e este m o d o se ve a ú n m á s i m p e d i d a en la a m p l i a c i ó n de su objeto. Y es q u e , sostengamos el c u a d r o en la m a n o o se halle colgado de la p a r e d , los sentidos no p u e d e n sino, midiéndolo por c o m p a r a c i ó n a n u e s t r a s dimensiones y a los objetos circundantes, e n c o n t r a r l o pequeño. U n c u a d r o de esas características tendría q u e ser a c e r c a d o a los ojos h a s t a q u e tuviesen dificultad en a b a r c a r l o todo, imposibilitados de y u x t a p o n e r l o a otros

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objetos y p e r d i d a así y a toda escala. Y a p a r t e de todo esto incluso en el mejor c u a d r o falta lo m á s atractivo y esencial de un espectáculo así: la vida eterna, la p o d e r o s a actividad q u e encierra. U n c u a d r o no p u e d e p r o p o r c i o n a r m á s q u e u n a p a r t e d e t o d a la impresión: u n a i m a g e n igual en d e t e r m i n a d o s c o n t o r n o s y aspectos. E n c a m b i o la o t r a p a r t e de la impresión, la eterna, incesante t r a n s f o r m a c i ó n d e c a d a parte, la e t e r n a disolución d e c a d a o n d a , d e c a d a e s p u m a , q u e a r r a s t r a consigo a la vista, incapaz ni d u r a n t e u n a tercia de m a n t e n e r la m i s m a dirección, t o d a esta potencia, t o d a esta vida se pierden por completo. C a l a d o s h a s t a los huesos, llegamos a la u n a y m e d i a a M a i r i n g e n . L a lluvia, q u e no p a r a b a , nos impidió ver la p a r t e inferior de la casc a d a . El j u e g o del h o m b r e volvió a ser n u e s t r a salvación. M i pie izq u i e r d o m e h a b í a e s t a d o doliendo m u c h o todo el c a m i n o . Esto y el mal tiempo me decidieron a volver a B e r n a con otro del g r u p o . Pero al día siguiente el t i e m p o se despejó por completo y le hizo c a m b i a r de opinión a mi c o m p a ñ e r o ; d e m o d o que, no p u d i e n d o volverme solo, me decidí a proseguir el viaje pese a mi pie l a s t i m a d o .

[Jueves, 28 d e j u l i o ] El jueves a las cinco salimos Haslital a r r i b a con u n nuevo guía, el z a p a t e r o q u e ya h a b í a a c o m p a ñ a d o a M e i n e r s , q u e llevaba a d e m á s n u e s t r o e q u i p a j e . L a gente de este valle se diferencia d e los otros s u b d i t o s de la c i u d a d de B e r n a por su p r o n u n c i a c i ó n , m á s p a r e c i d a al a l e m á n alto, y t a m b i é n p o r q u e d i s f r u t a n d e m á s derechos políticos. A u n q u e un a l e m á n tiene m u c h a dificultad en otras p a r t e s d e Suiza p a r a e n t e n d e r a la g e n t e y ser e n t e n d i d o , en este valle n o h a y prob l e m a . Lo q u e m á s le a s o m b r a r á es oír p r o n u n c i a r tan c l a r a m e n t e las terminaciones «en» d e los verbos. C i e r t o q u e a ú n seguirá e s c u c h a n d o a l g u n a s p a l a b r a s q u e le son extrañas; pero las e n t e n d e r á t a n t o mejor c u a n t o mejor conozca el alemán antiguo. M e parece q u e el estudio d e los diversos dialectos suizos no sería n a d a inútil p a r a i n t e r p r e t a r m e j o r a l g u n a s expresiones q u e a p a r e c e n en los escritos en a l e m á n antiguo y q u e a h o r a nos r e s u l t a n oscuras. + E n c u a n t o a su forma de gobierno, tienen un t r i b u n a l p r o p i o de 15 m i e m b r o s y un regidor, cuyo n o m b r a m i e n t o sólo es ratificado en B e r n a y, lo m i s m o q u e otros cargos, tiene q u e recaer sobre alguien del Haslital. Pero, c o m o a s e g u r a n ellos, la d e s p r e o c u p a c i ó n y negligencia, o torpeza, d e estos funcionarios les h a hecho ir p e r d i e n d o poco a poco m u c h o s privilegios. L a experiencia m u e s t r a h a s t a q u é p u n t o h a n d e j a d o d e a p r e c i a r el q u e sean sólo jueces d e e n t r e ellos q u i e n e s dicten sentencia: lo n o r m a l es q u e las partes, en vez de im-

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portarles la sentencia de su t r i b u n a l local, se d i r i j a n a B e r n a p a r a someter su c a u s a a j u e c e s extraños. El p r i m e r lugar al q u e llegamos fue Hasli im Grund [Hasli en el fondo del valle]. Se halla en u n verde valle f o r m a d o por un círculo d e prados. El Aar sale de él por un estrecho b o q u e t e entre las rocas, p r o b a b l e m e n t e h a b i e n d o f o r m a d o aquí antes un lago, del q u e salía a un nivel superior. A p a r t i r de a q u í el c a m i n o s u b e c o n s t a n t e m e n t e y a ratos es m u y variado: u n a s veces va a través de bosques de abetos, otras p o r p r a d o s y c a b a ñ a s . Sobre todo el curso del A a r , u n a s veces a n u e s t r a d e r e c h a , otras a la izquierda, ofrece vistas todo el rato c a m biantes. I g u a l m e n t e variados son los m u c h o s arroyos q u e se precipitan al A a r u n a s veces en saltos verticales, o t r a s c o m o a g u a pulveriz a d a o bien por u n lecho rocoso m e n o s e s c a r p a d o . Pero, a u n q u e h a y q u e p a s a r por m u c h o s de ellos, ocurre c o m o con a l g u n a s c a s c a d a s j u n t o a M a i r i n g e n , frente al Reichenbach, a las q u e no se p r e s t a atención c u a n d o se viene de m a y o r e s espectáculos de ese género o se va a ellos. M u c h a s veces el A a r , q u e b r a m a y e s p u m e a a u n a p r o f u n d i d a d vertiginosa, sólo d e j a sitio p a r a un c a m i n o estrechísimo j u n t o a las peñas, p a v i m e n t a d o con troncos, pero viable p a r a mulos y caballos. + No lejos de Hasli im G r u n d se a b r e el Mühlital. T r a s u n a s tres horas de c a m i n o llegamos a Guttanen, el último p u e b l o bernés, d o n d e comimos p a n blanco y del Valais (éste tiene la f o r m a como de u n a torta de dos dedos de alta y es m u y d u r o ) , m a n t e q u i l l a , miel y vino italiano. D e j a m o s p a s a r lo peor del calor o t r a vez j u g a n d o al h o m b r e , nos volvimos a p o n e r en m a r c h a hacia las c u a t r o y, c o m o mis pies m e hacían c a d a vez m á s d a ñ o , desde aquí seguí todo el viaje con los talones p o r f u e r a del calzado. Desde G u t t a n e n el c a m i n o se hace c a d a vez m á s salvaje, yermo, m o n ó t o n o . U n o se halla c o n s t a n t e m e n t e f l a n q u e a d o por las m i s m a s rocas a b r u p t a s y tristes. A veces se divisan c u m b r e s c u b i e r t a s de nieve. El suelo, liso y a veces abierto en valle, se halla cubierto por completo con e n o r m e s b l o q u e s graníticos. El A a r forma a l g u n a s cascadas soberbias, q u e se d e s p l o m a n con terrible fuerza. Sobre u n a de ellas salta un a u d a z puente, en el q u e la e s p u m a salpica al viajero por completo. D e s d e él se ve de cerca el t r e m e n t o í m p e t u con q u e las o n d a s se precipitan c o n t r a los salientes de roca, sin c o m p r e n d e r uno c ó m o p u e d e n resistir esta furia. N o hay ocasión mejor p a r a ver t a n p u r a m e n t e lo q u e es el concepto de necesidad de la n a t u r a l e z a c o m o c o n t e m p l a n d o el í m p e t u e t e r n a m e n t e ineficaz y e t e r n a m e n t e c o n t i n u a d o de la ola l a n z a d a c o n t r a esas rocas. C o n todo, se ve q u e sus afiladas aristas se v a n r e d o n d e a n d o poco a poco. + C a d a vez m á s la vegetación a c u s a sensiblemente la maldición de u n a n a t u r a l e z a sin calor ni fuerza. Los abetos d e s a p a r e c e n y sólo q u e d a n m a t a s de abeto raquíticas, musgo, u n a h i e r b a e s c u c h i m i z a d a — c u a n d o la h a y — , algunos alerces y pinabetos. H a y un p a r a j e en el

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q u e crecen m u c h a s gencianas; sus raíces las recoge u n a familia p a r a h a c e r de ellas a g u a r d i e n t e . E s t a familia p a s a a q u í el v e r a n o complet a m e n t e aislada. Su destilería la h a m o n t a d o b a j o b l o q u e s d e g r a n i t o a m o n t o n a d o s , q u e la n a t u r a l e z a h a a r r o j a d o unos e n c i m a de otros sin o r d e n ni concierto, p e r o q u e los h o m b r e s h a n s a b i d o a p r o v e c h a r gracias a ese o r d e n casual.+ Dudo de que el teólogo más convencido se atreviera entre estos m o n t e s a a t r i b u i r a la n a t u r a l e z a el fin de ser útil al hombre, q u e tiene q u e robarle d u r a m e n t e lo poco y m e z q u i n o q u e p u e d e utilizar. N u n c a se halla seguro d e q u e sus p o b r e s hurtos, c o m o el robo de un p u ñ a d o de hierba, no le v a n a costar m o r i r a p l a s t a d o b a j o las piedras o los aludes, o d e q u e su c a b a ñ a m i s e r a b l e y su establo n o se v a y a n a ver convertid o s de la noche a la m a ñ a n a en un m o n t ó n d e escombros. E n estos y e r m o s inhóspitos h o m b r e s cultos h a b r í a n i n v e n t a d o q u i z á todas las teorías y ciencias a n t e s q u e la p a r t e de la teología n a t u r a l q u e dem u e s t r a al orgullo del h o m b r e c ó m o h a d e s p l e g a d o la n a t u r a l e z a todo p a r a su satisfacción y bienestar. Ese orgullo caracteriza a la vez a nuestro tiempo, q u e e n c u e n t r a m a y o r satisfacción en creer q u e todo h a sido hecho p a r a él por un Ser e x t r a ñ o q u e en la conciencia de q u e prop i a m e n t e es él m i s m o q u i e n h a i m p u e s t o estos fines a la n a t u r a l e z a . Sin e m b a r g o , los h a b i t a n t e s de estos p a r a j e s viven en un s e n t i m i e n t o d e d e p e n d e n c i a frente al p o d e r de la n a t u r a l e z a , y eso les p r o p o r c i o n a u n a t r a n q u i l a resignación a n t e sus a r r e b a t o s d e v a s t a d o r e s . Si ven su c a b a ñ a demolida, o e n t e r r a d a , o a r r a s t r a d a por el a g u a , la vuelven a construir en el m i s m o sitio o cerca d e él. Si en un sendero m u e r e n f r e c u e n t e m e n t e h o m b r e s por d e s p r e n d i m i e n t o s de rocas, lo siguen f r e c u e n t a n d o t r a n q u i l a m e n t e , a diferencia de los h a b i t a n t e s de las ciudades, q u e p o r lo general sólo se v e n c o n t r a r i a d o s en sus propósitos por su p r o p i a i n c a p a c i d a d o por la m a l a v o l u n t a d de otros, y por lo t a n t o se irritan e i m p a c i e n t a n si llegan a sentir u n a vez el p o d e r de la n a t u r a l e z a ; en este caso, necesitados de consuelo, lo e n c u e n t r a n p o r ejemplo en u n a c h a r l a t a n e r í a e n c a r g a d a de d e m o s t r a r l e s q u e tal vez h a s t a ese i n f o r t u n i o h a y a sido p a r a su provecho. Son i n c a p a c e s de elevarse h a s t a un p u n t o de vista q u e les p e r m i t a r e n u n c i a r a su propio provecho. Exigirles que renuncien a una indemnización equivaldría a privarles de su Dios. C u a n t o m á s se sube, t a n t o m á s p e q u e ñ o se hace el Aar; a veces la g a r g a n t a en q u e r e s u e n a está llena de nieve y él se escapa p o r d e b a j o . U n a vez a n d u v i m o s m á s de 200 pasos por u n a roca t o t a l m e n t e comp a c t a , lisa, sin h i e r b a ni tierra q u e la cubriese. E n ella se h a b í a hecho huecos de un pie de extensión y un d e d o de p r o f u n d i d a d p a r a las acémilas, y nos e n c o n t r a m o s m u c h a s con sus arrieros valeses e italianos; su c a r g a era arroz, vino y a g u a r d i e n t e , m i e n t r a s q u e a la vuelta c a r g a b a n queso. H a s t a el hospital [ = r e f u g i o ] h a b í a m o s p a s a d o según mi c u e n t a siete veces el A a r desde M a i r i n g e n , las tres ú l t i m a s sobre

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puentes de piedra, las anteriores sobre p u e n t e s de m a d e r a . C a s i al a n o c h e c e r llegamos al hospital, u n a casa de p i e d r a con a l g u n a s habitaciones, en medio de un desierto d e piedra yermo, triste y tan salvaje c o m o los sitios q u e h a b í a m o s p a s a d o en las ú l t i m a s horas. Ni la vista ni la i m a g i n a c i ó n e n c u e n t r a n en estas m a s a s informes p u n t o a l g u n o en q u e p o d e r d e s c a n s a r a q u é l l a con a g r a d o y e n c o n t r a r ésta o c u p a ción o e n t r e t e n i m i e n t o . Sólo el mineralogista e n c u e n t r a materia p a r a a v e n t u r a r insuficientes hipótesis sobre las revoluciones de estas m o n tañas. L a razón no e n c u e n t r a en el p e n s a m i e n t o de la d u r a c i ó n de estos m o n t e s o en la f o r m a de su s u b l i m i d a d n a d a q u e le impresione y le a r r a n q u e su a s o m b r o y a d m i r a c i ó n . El p a n o r a m a de estas m a s a s e t e r n a m e n t e m u e r t a s no m e dio m á s q u e la i m a g e n uniforme y a la larga m o n ó t o n a de q u e s i m p l e m e n t e esto es así. E n el hospital nos dieron vino italiano, salchicha bolonesa, c a r n e de cordero y de ternera, traídos c o m o el p a n de M a i r i n g e n . N u e v o p a r a nosotros fue la carne de marmota, a h u m a d a y n a t u r a l ; no nos pareció p r e c i s a m e n t e exquisita. L a s m a r m o t a s las s a c a n de la tierra sobre todo al comienzo del invierno, c u a n d o están g o r d a s y ya se h a n d o r mido. T a m b i é n nos dieron nuececillas de arve. L a casa m i s m a y los pastos q u e le c o r r e s p o n d e n pertenecen al Haslital. El a r r e n d a t a r i o , q u e vive en la casa, sólo p u e d e estar en ella n u e v e meses al año. E n diciembre tiene q u e b a j a r s e a p a r a j e s m á s b a j o s y h a s t a m a r z o no vuelve a subir. Por los pastos paga u n a tasa. A los pobres tiene q u e servirles gratis. Los d e m á s viajeros le p a g a n a v o l u n t a d , y la servicialidad y b u e n a disposición del hospedero, así c o m o la consideración d e lo difícil q u e es subir todo lo necesario h a s t a a q u í , h a r á n q u e no salga fácilmente m a l p a r a d a su confianza en la liberalidad de los viajeros. D e b i d o a los costes q u e le i m p o n e a t e n d e r gratis a los pobres, se le c o m p e n s a c a d a a ñ o con c a n t i d a d e s q u e hace recoger en diversos cantones.+ D e t r á s de la casa h a y un lago, f o r m a d o por la nieve cercana del Grimsel. ( T a m b i é n de mi pie, ya m u y h i n c h a d o y s u p u r a n d o , se o c u p ó el h o s p e d e r o servicialmente.) Se ve el c a m i n o a los glaciares posteriores del A a r , de los q u e éste sale al pie del A a r h o r n sombrío y del A a r h o r n blanco + El h o s p e d e r o tiene p a r a los viajeros como u n álbum, en el q u e sobre todo se escriben observaciones sobre el c a m i n o y elogios al hospitalario hospedero. D e b i d o a la i n t i m i d a n t e descripción q u e hace el Señor M e i n e r s sobre lo peligroso q u e es el c a m i n o por la M a y e n w a n d , nos consolaron especialmente varias observaciones a este respecto. E n t r e ellas un p a r e a d o decía: El señor M e i n e r s es u n a liebre miedosa, C u y o d e b e r es no e m p r e n d e r estas cosas.

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[Viernes, 29 de julioJ El viernes s u b i m o s en u n a hora — s o b r e nieve y p i e d r a s , ya sin huella n i n g u n a de vegetación— todo el Grimsel. A q u í y allá h a b í a p l a n t a d a s pértigas, p a r a servir de indicadores al viajero c u a n d o viene la nieve. E n estos p a r a j e s h a h a b i d o ya m u c h o s accidentes en la p r i m a vera y el verano. Si le pilla a u n o el m a l t i e m p o y la nieve, se pierde en seguida el c a m i n o . El d e s d i c h a d o se p o n e a d a r vueltas sin dirección fija, e n c u e n t r a la m u e r t e en u n a sima entre la nieve y n a d i e vuelve a saber ya de él. T o d a v í a no hace m u c h o q u e un d e s d i c h a d o lucernés t o m ó este c a m i n o al Valais con su m u j e r y dos hijos. L a nieve le s o r p r e n d e y a n d a e r r a n t e h a s t a q u e su m u j e r se d e j a caer a g o t a d a . A él m i s m o le a b a n d o n a n las fuerzas h a s t a el p u n t o de q u e ya sólo p u e d e a r r a s t r a r s e con un niño. A su m u j e r y al o t r o niño les d e j a en la nieve y ya no se ha vuelto a s a b e r de ellos. + D e s d e a q u í veíamos por a t r á s los A a r h o r n e r , hacia d e l a n t e en lín e a recta la p a r t e del valle, en q u e se e n c u e n t r a el O b e r g e s t l n alreded o r del G e h r e n b e r g 6 ; m á s a la i z q u i e r d a , u n a p a r t e del G o t a r d o ; a nuestros pies, en lo hondo, el valle y el glaciar del R ó d a n o ; d e s d e éste, a r r i b a , hacia n u e s t r a izquierda, la M a y e n w a n d ; e n c i m a del glaciar, el Galenstock, u n m o n t e n e v a d o del U r n e r , y m á s a t r á s u n a p a r t e del Furka. + D e a q u í seguimos por la nieve a la Mayenwand [pared d e mayo], es decir pared de las flores o p a r e d verde, así l l a m a d a p o r q u e se halla c u b i e r t a por c o m p l e t o con un h e r m o s o verde y flores de t o d a especie. El c a m i n o por ella c i e r t a m e n t e es t a n estrecho, q u e a p e n a s c a b e n los d o s pies j u n t o s , y d u r a n t e unos 50 o 60 pasos tiene u n a p e n d i e n t e de h a s t a 70 grados. Sin necesidad de a g a c h a r s e u n o p u e d e a g a r r a r s e c ó m o d a m e n t e a la p a r e d . Al paso cogimos rosas alpinas y bellos nomeolvides, q u e crecen a q u í en n ú m e r o incalculable. N i n g u n o de nosotros sintió el m e n o r a s o m o de miedo. 4 D e s d e a q u í el c a m i n o c r u z a todavía c o m o un c u a r t o de h o r a , p a r a luego b a j a r en línea recta al R ó d a n o . E s t a b a j a d a es i n f i n i t a m e n t e m á s d u r a . L a m a t a de la rosa alpina, con su a l t u r a de pie a pie y medio, no d e j a p i s a r bien. Sobre todo a mí m e era imposible t e n e r m e d e pie por el mal e s t a d o d e mis talones; así q u e , i m i t a n d o a algunos c o m p a ñ e r o s , m e s e n t é sobre los p a n t a l o n e s y, a g a r r á n d o m e con a m b a s m a n o s a las rosas alpinas, resbalé m o n t e a b a j o la m a y o r p a r t e de la pendiente. Al llegar a b a j o al R ó d a n o nos d i m o s c u e n t a de q u e esta b a j a d a , q u e nos h a b í a p a r e c i d o tan corta, h a b í a d u r a d o u n a hora larga. M i e n t r a s d u r ó , h a b í a m o s oído m u c h a s veces r e s o n a r en las rocas un silbido, q u e n u e s t r o guía a t r i b u y ó a las m a r m o t a s . E n el valle e n c o n t r a m o s un m a n a n t i a l , cuya a g u a , m e z c l a d a con z u m o de cere«Berg»
= ,

monte.

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zas, nos refrescó mucho. E n este valle b r o t a n varios m a n a n t i a l e s similares, q u e m u c h o s tienen por las v e r d a d e r a s f u e n t e s del R ó d a n o y n o el a g u a del glaciar; un tema sobre el que propiamente parece ridículo empeñarse en tener una opinión, pues el glaciar sigue d a n d o a g u a en el invierno, a u n q u e sea m u y poca, y el origen del R ó d a n o viene de a m b a s partes."1" Este p a r a j e , e n c e r r a d o e n t r e el F u r k a y el G r i m s e l , se llama el Gletsch y s u p e r a en aridez y tristeza a todo lo q u e h a b í a m o s visto. Sin a c e r c a r n o s del todo al glaciar, pues su hielo es e x a c t a m e n t e igual al de los otros, s u b i m o s por su d e r e c h a , desde d o n d e p o d í a m o s dominarlo h a s t a m u y arriba, d o n d e comienza a b a j a r e n t r e los montes. Su m a s a es g r a n d e y fragosa. Su superficie se halla s u r c a d a hacia a b a j o por p r o f u n d a s grietas y azules h e n d i d u r a s . H a c i a a r r i b a es m e n o s macizo y tiene m á s un a s p e c t o hirsuto, lleno de aristas y de p i r á m i d e s a z u l a d a s y blancas. C i e r t a m e n t e h a y q u e e n c o n t r a r e x t r a ñ o el q u e u n a m a s a tal de hielo d e s c i e n d a tan p r o f u n d a m e n t e al valle, c u a n d o a u n a a l t u r a de u n a o dos h o r a s desde su base los m o n t e s q u e le r o d e a n se hallan cubiertos de h i e r b a y t o d a clase de flores, a la vez q u e el calor del sol q u e m a en el valle con fuerza c o n c e n t r a d a . Pero hay q u e tener en c u e n t a q u e h a s t a u n a a l t u r a considerable la nieve caída en el glaciar m i s m o y recogida de los m o n t e s por el valle tiene q u e comenzar siendo f u n d i d a por el sol, antes de q u e éste p u e d a c a l e n t a r sobre el glaciar mismo; y q u e el frío r e i n a n t e en u n a m a s a así crea alreded o r u n a a t m ó s f e r a q u e sólo con dificultad p u e d e ser calentada. + P r i m e r o s u b i m o s por la d e r e c h a con el m o n t e , teniendo d u r a n t e u n a hora al lado el glaciar del R ó d a n o . L u e g o c r u z a m o s otro d e s a g ü e de glaciar procedente del glaciar del Furka a n u e s t r o frente y llegamos, tras u n a s u b i d a de dos y m e d i a a tres horas, a su c u m b r e , es decir, a la cima por la q u e se p a s a y q u e n u n c a es la m á s alta de t o d a la cresta, sino q u e se llama de o r d i n a r i o L u k k e [portillo]. [ M i e n t r a s s u b í a m o s , ] en u n a c a b a ñ a del V a l a i s en la q u e b e b i m o s leche al p a sar, nos e n c o n t r a m o s con a l g u n o s chicos q u e se h a b í a n hecho u n a c a m a de piedras con a l g u n a s s á b a n a s e n c i m a en u n a esquina de la c a b a ñ a , sin otra luz q u e la q u e e n t r a b a por la p u e r t a ; tal e r a su dormitorio. J u n t o a la yacija p e n d í a u n caldero en el q u e h a c í a n su queso. El resto de la c a b a ñ a e r a p a r a los cerdos. A p a r t e de estos chicos, bien formados, nos h a b í a m o s e n c o n t r a d o a n t e s a algunos lab r a d o r e s valeses, todos vestidos de m a r r ó n c a p u c h i n o , m i e n t r a s q u e los hasleses q u e h a b í a m o s visto h a s t a a h o r a vestían todos de azul. L a m a d e r a q u e q u e m a n esos chicos p a r a hacer q u e s o la t r a e n de m á s de u n a h o r a de distancia. M á s a r r i b a ya no vimos ni un a r b u s t o ni u n abeto raquítico. Algunos p á j a r o s del t a m a ñ o d e u n a codorniz y color amarillo grisáceo claro h a b í a n c a n t a d o a nuestro a l r e d e d o r h a s t a m á s a r r i b a y v o l a b a n j u n t o a nosotros sin miedo, c o m o los p á j a r o s d e todos los p a r a j e s i n h a b i t a d o s . M á s a r r i b a a ú n no vimos m á s q u e pe-

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ñas, nieve y hierba; p o r e n c i m a de nosotros todavía divisamos un r e b a ñ o de vacas p a s t a n d o . A las once y m e d i a llegamos a la c i m a del F u r k a , en la cruz q u e s e p a r a el V a l a i s del U r n . A q u í nos c o n f o r t a m o s con el p a n u n t a d o p o r d e n t r o con m a n t e q u i l l a q u e el h o s p e d e r o del hospital de Grimsel h a b í a tenido la b u e n a idea de hacernos, y con su tinto italiano. N u e s t r o a p e t i t o se lo a g r a d e c i ó c o r d i a l í s i m a m e n t e . Al m e d i o d í a c o m e n z a m o s a b a j a r el Ursterental. Al comienzo tuvimos q u e b a j a r y d e s l i z a m o s d u r a n t e u n c u a r t o de h o r a u n b u e n trecho por nieve b l a n d a , q u e el sol hacía a ú n m á s d e s l u m b r a n t e . C u a n d o se sale de este brillo a la tierra t a m b i é n llena de luz, al com i e n z o u n o cree a n d a r en u n a débil luz l u n a r . Poco a poco llegamos a m e j o r hierba, s a l t e a d a con flores a r o m á t i c a s de todas clases. Incluso las q u e en lugares m á s b a j o s no huelen, e x h a l a n a q u í u n a r o m a balsámico, por e j e m p l o u n h i e r a c u m o r e o d o n t o n vulgaris, q u e crece en todos los p a s t o s del U r s t e r e n y en la a l t u r a tiene a d e m á s un h e r m o s o color canela, o u n a sanguis o r b a m u y b a j a , q u e olía c o m o chocolate/ M á s a b a j o e n c o n t r a m o s a la gente o c u p a d a en segar la h i e r b a , h a s t a q u e a las tres m e n o s c u a r t o llegamos a Realp, d o n d e nos acogió h o s p i t a l a r i a m e n t e un hospicio de capuchinos, a g a s a j á n d o n o s con un tinto italiano q u e fue el m e j o r q u e e n c o n t r a m o s en todo el viaje — p u e s p r o c e d í a de la b o d e g a de los señores clérigos— y con b u e n q u e s o . T a m b i é n ellos d e j a r o n a n u e s t r a v o l u n t a d c u á n t o les t e n í a m o s q u e d a r , a u n q u e m e p a r e c e q u e les salió m a l con n u e s t r o cajero. A u n así f u e r o n t a n corteses, q u e me enviaron un g u a n t e q u e m e h a b í a olvid a d o con u n h o m b r e q u e llevaba nuestro c a m i n o / C o n el fresco de la t a r d e , p a s a n d o entre p r a d o s floridos de h i e r b a alta y r o d e a d o s de m o n t e s c o m p l e t a m e n t e verdes, d e j a m o s a t r á s u n a torre fuerte en r u i n a s y a t r a v e s a m o s p r i m e r o el p u e b l o Immerdorf y luego el de Hospital [ H o s p e n t h a l ] , desde d o n d e a r r a n c a el c a m i n o q u e va a Italia por el G o t a r d o . Nosotros lo d e j a m o s a la d e r e c h a y no tiene n a d a de p a r t i c u l a r ; no es m á s q u e u n a larga g a r g a n t a de p i e d r a , algo d e lo q u e ya e m p e z á b a m o s a estar r e a l m e n t e hartos. E n a p e n a s d o s h o r a s llegamos al p u e b l o de Ursteren o An der Matt, desde d o n d e nos s e n t i m o s satisfechos m i r a n d o a las n e v a d a s c u m b r e s . Allí nos ens e ñ a r o n t a m b i é n u n bosquecillo de abetos en la p e n d i e n t e del Got a r d o por la p a r t e de U r s t e r e n ; cortar en él u n a r a m a está p r o h i b i d o b a j o p e n a de prisión, p u e s en él se ve c o m o un escudo c o n t r a los aludes, c u y a fuerza q u i e b r a y detiene un p o c o / E n este pueblo, pese a n u e s t r a fe, t u v i m o s q u e s o m e t e r n o s a los m a n d a m i e n t o s d e la Iglesia y c o n f o r m a r n o s por este d í a con los alim e n t o s q u e p e r m i t e la abstinencia.

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El s á b a d o a b a n d o n a m o s U r s t e r e n y, al e n t r a r en el Urnerloch 7, t a m b i é n el U r s t e r e n t a l . Este famoso túnel se halla a m e d i a h o r a escasa de U r s t e r e n , y su t e n e b r o s a bóveda de p i e d r a tiene 80 pasos de largo. A la salida se eleva u n agreste peñascal i n f o r m e e inerte a a m b a s lados del t u r b u l e n t o Reufó. Es de i m a g i n a r la a g r a d a b l e sorpresa q u e tiene q u e ser p a r a el viajero salir de este desierto por la noche del U r n e r l o c h al a m a b l e , verde U r s t e r e n t a l . P r o n t o llegamos al famoso puente del diablo, del q u e lo único q u e nos a s o m b r ó por d e p r o n t o fue su f a m a . Sin d u d a tiene q u e hacer m á s impresión a los viajeros q u e suben; incapaces de e n c o n t r a r u n a salida entre las escabrosas p e ñ a s desde lo p r o f u n d o , j u n t o a la orilla del rugiente ReuB, ven a h o r a cubierto el paso e n t r e u n a y otra orilla y esperan e n c o n t r a r u n a salida. Por lo d e m á s el p u e n t e es tan a n c h o , q u e p u e d e p a s a r por él un carro p e q u e ñ o — ' c h a r á b a r r e ' — o c u a t r o personas j u n t a s h o l g a d a m e n t e , y no tiene n a d a de peligro. El ReuB se lanza contra él con horrible hervidero y estrépito desde u n a a l t u r a considerable, forzando el paso entre las rocas con u n insólito rápido. A a m b o s lados de ese hervidero se yerguen a p l o m o masas de p i e d r a p e l a d a e informe, en las q u e a q u í y allá se a s o m a u n a mísera m a n c h a verde (penos a m e n t e escalada y segada). A intervalos se divisan c u m b r e s nevadas. El pedregoso c a m i n o se pliega a las rocas o se esconde tan pronto por u n a orilla como por la otra, s u b i e n d o o b a j a n d o , en u n a sinuosa serp e n t i n a . E n t r e el agua y el p u e b l o d e Steg se e n c u e n t r a en u n p r a d o j u n t o al c a m i n o u n a e n o r m e p e ñ a aislada, y se c o m p r e n d e q u e , h a biendo l l a m a d o ya hace t i e m p o la atención del sentido infantil de estos pastores, éste la h a y a v i n c u l a d o a un mito. Pero como siempre, lo m i s m o q u e con el p u e n t e del diablo, la imaginación cristiana no h a p r o d u c i d o en este caso m á s q u e u n a leyenda d i s p a r a t a d a . E n tres horas llegamos de Wassen al p u e b l o del Steg [puente], d o n d e comimos. E n todas las fondas del c a m i n o hay acopio de cristales, c o m p r a d o s a los pastores q u e vienen de las m o n t a ñ a s y con los q u e luego se comercia. Los posaderos conocen m u y bien las diferencias entre las piezas de m a y o r y m e n o r valor y s a b e n fijar los precios de a c u e r d o con ello. Desde W a s s e n el paisaje se hace algo más suave. El valle se abre un poco a q u í y allá. L a alta crestería desciende hacia el ReuB con pendientes en p a r t e m á s suaves, en las q u e se ven p r a d o s p l a n t a d o s con frutales y casas desperdigadas. N u n c a m e h a b í a n parecido tan altos los m o n t e s c o m o a h o r a en estos p a r a j e s m á s p r o f u n d o s , pues desde a q u í se divisan c u m b r e s m u y altas de los m o n t e s de U r ner, a cuyo pie nos e n c o n t r á b a m o s . E n cambio, h a s t a a h o r a — i n c l u s o c u a n d o nos h a l l á b a m o s a n t e c u m b r e s m á s a l t a s — o bien e s t á b a m o s

«Loch» = agujero.

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d e m a s i a d o lejos de su base o ya a u n a a l t u r a considerable; o, si estáb a m o s al pie de u n o d e aquellos g r a n d e s colosos, sólo p o d í a m o s ver p o r ejemplo la c u m b r e d e la p r i m e r a p e n d i e n t e , q u e nos t a p a b a las otras y la ú l t i m a cima. T r a s tres horas y m e d i a d e c a m i n o llegamos ya d e noche a Altdorf, h a b i e n d o c r u z a d o así t r a n q u i l a m e n t e en u n día todo el c a n t ó n de U r i .

[Domingo, 31 de j u l i o ] El d o m i n g o t e m p r a n o p a r t i m o s p a r a Flüelen, situado a u n a m e d i a h o r a d e Altdorf, y allí nos e m b a r c a m o s . P a r a evitar la c o m p e t e n c i a entre los b a r q u e r o s , los viajeros d e b e n tomarlos por o r d e n . T a m b i é n el precio se halla d e t e r m i n a d o por la a u t o r i d a d . D e s p u é s de p a s a r u n a s altas peñas, c r u z a m o s por d e l a n t e de la capilla de Tell, q u e parece h a b e r sido p i n t a d a hace poco y, c o n t r a lo q u e yo e s p e r a b a , no tiene n a d a de respetable por su a n t i g ü e d a d o sencillez. Es de piedra, bien c o n s t r u i d a y no se distingue de o t r a s capillas católicas s e m e j a n tes m á s q u e por los frescos b a s t a n t e c h a p u c e r o s del portal, referentes a la historia de Tell y los otros f u n d a d o r e s de la libertad d e estos cantones. E n dos h o r a s y m e d i a desde Flüelen llegamos a Brunnen. E n el trayecto, al lado o p u e s t o , vimos t a m b i é n el Grittli [Rütli] o p r a d o d o n d e los tres p r i m e r o s confederados j u r a r o n la alianza. E n B r u n n e n nos e n c o n t r a m o s un s e ñ o r m u y a m a b l e , el ex g o b e r n a d o r , a d u a n e r o y h o s p e d e r o de El Ciervo, señor Ulrich. T a m b i é n en B r u n n e n se despid i e r o n dos c o m p a ñ e r o s de viaje. + E n t r e B r u n n e n y G e r s a u p a s a m o s por la solitaria celda de un ermitaño, p e g a d a a la orilla, así como u n a capilla l l a m a d a del infanticidio, n o m b r e q u e sugiere el motivo por el q u e se erigió. Los b a r q u e r o s nos c o n t a r o n la siguiente historia, c o n m o v e d o r a por su sencillez y por el c o n t r a s t e entre la p e r v e r s i d a d y la inocencia. U n músico h a b í a d e j a d o a su n i ñ a p e q u e ñ a en esta soledad, p a r a irse a la otra orilla a tocar en un baile y pasarlo bien. C u a n d o el p a d r e volvió de noche con la n i ñ a a b a n d o n a d a , ésta, h a m b r i e n t a , le pidió p a n . El p a d r e le t r a t ó con aspereza. L a n i ñ a le suplicó v e h e m e n t e m e n t e . El le p r o m e t i ó d a r l e al fin lo q u e pedía, si e r a c a p a z de r e s p o n d e r a tres p r e g u n t a s , de las q u e a ú n r e c u e r d o las dos ú l t i m a s : ¿ Q u é es m á s dulce q u e la miel? L a n i ñ a respondió: L a leche de la m a d r e . ¿ Q u é es m á s d u r o q u e la piedra? El c o r a z ó n del p a d r e , r e s p o n d i ó la niña, a lo q u e el p a d r e le golpeó furioso. M u e r t a la e n c o n t r a r o n y la p i a d o s a sencillez erigió en este l u g a r u n a capilla e n r e p a r a c i ó n por la inocencia u l t r a j a d a / Gersau es un lindo lugar, j u n t o a la orilla del lago, en u n a m a b l e vallejo. R e p ú b l i c a libre e i n d e p e n d i e n t e , dicen q u e c u e n t a con algunos ricos f a b r i c a n t e s de seda q u e a l i m e n t a n a m u c h a g e n t e de las

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regiones vecinas. F r e n t e a nosotros se h a l l a b a ya la región de U n t e r walden. M á s adelante, ya en U n t e r w a l d e n , v i m o s Bekkenried; u n a hora después, Buochs, y al fondo, Stanz. El m o n t e Pilatus cierra el horizonte. D e j a n d o este b r a z o xlel lago a la i z q u i e r d a y p a s a n d o por un estrecho, d e j a m o s el Riggiberg a nuestra d e r e c h a y en dirección L u c e r n a volvimos a divisar p o r p r i m e r a vez sobre el bello espejo del lago colinas m á s b a j a s ; éstas s e n t a r o n m u y bien a n u e s t r a vista, q u e h a s t a entonces se h a b í a h a l l a d o e n f r e n t a d a a m o n t e s grandiosos, en p a r t e m o n ó t o n o s y tristes, y casi n u n c a h a b í a d i s f r u t a d o d e u n a m p l i o panorama. L a travesía h a b í a sido h a s t a a q u í m u y a g r a d a b l e entre las verdes y v a r i a d í s i m a s orillas del lago, q u e se r e f l e j a b a n en su superficie. A h o r a se levantó a n u e s t r a e s p a l d a u n a t o r m e n t a . El t r u e n o r e t u m b ó y g r a n d e s gotas c o m e n z a r o n a caer sobre el lago, q u e seguía t r a n q u i lo. P a r a protegernos de la lluvia tuvimos q u e t o m a r tierra un rato. E n f r e n t e de nosotros vimos los escombros del p u e b l o de H'eggis, q u e se había h u n d i d o en el lago. H a c e un año, en julio, varios h o m b r e s h a b í a n sentido q u e la tierra y todo el paisaje se movía s u a v e m e n t e . Avisados los d e m á s h a b i t a n t e s del pueblo, h u y e r o n todos con sus bienes. C a t o r c e días d u r ó el d e s p r e n d i m i e n t o , d u r a n t e los cuales p u dieron salvarlo todo e incluso demoler y t r a n s p o r t a r a l g u n a s casas, h a s t a q u e al fin las d e m á s f u e r o n c a y e n d o todas, u n a tras otra, al lago.+ P r o n t o nos e n c o n t r a m o s f r e n t e a la isla en q u e se destaca la pirámide de Raynal. Pero no nos detuvimos, pues nos a m e n a z a b a otro c h a p a r r ó n , q u e nos caló m i e n t r a s c r u z á b a m o s a toda velocidad a n t e las orillas, a h o r a a g r a d a b l e m e n t e s e m b r a d a s de caseríos, antes de q u e p u d i é s e m o s a t r a c a r en Lucerna.

ELEUSIS

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A Holderlin

(agosto 1796)

E n torno a mí, d e n t r o de mí la c a l m a h a b i t a —los a t a r e a d o s con su incansable ansia d u e r m e n , p r o p o r c i o n á n d o m e la libertad y el ocio—, gracias a ti, libertadora mía, ¡oh noche! C o n un blanco cendal de neblina c u b r e la l u n a la f r o n t e r a incierta de las lomas lejanas; a m a b l e m e n t e m e llama la clara f r a n j a de a q u e l lago; se aleja el r e c u e r d o del t u m u l t o m o n ó t o n o del día, como si h u b i e r a años de distancia e n t r e él y el a h o r a . Y tu imagen, q u e r i d o , se presenta a n t e mí; tu i m a g e n y el placer de los días q u e h a n huido, a u n q u e p r o n t o los b o r r a la dulce espera de volver a vernos... Se m e p r e s e n t a la escena del a b r a z o a n h e l a d o , fogoso; m á s t a r d e las p r e g u n t a s , el interrogatorio m á s p r o f u n d o , recíproco, tras c u a n t o en a c t i t u d , expresión y c a r á c t e r el t i e m p o h a y a c a m b i a d o en el amigo... placer de la certeza de hallar m á s firme, m á s m a d u r a a ú n la lealtad de la vieja alianza, alianza sin sellos n i promesas, d e vivir solamente por la libre v e r d a d y n u n c a , n u n c a , en p a z con el p r e c e p t o q u e opiniones y afectos r e g l a m e n t a . A h o r a con la inerte realidad p a c t a el deseo q u e a t r a v e s a n d o m o n t e s y ríos fácilmente h a s t a ti me llevó, pero p r o n t o un suspiro lanza su d e s a c u e r d o y con él huye el s u e ñ o de dulces fantasías. M i vista hacia la e t e r n a b ó v e d a celestial se alza, hacia vosotros, ¡astros r a d i a n t e s de la noche!, y el olvido de todo, deseos y e s p e r a n z a s , de vuestra e t e r n i d a d fluye y desciende. (El sentir se diluye en la c o n t e m p l a c i ó n ; lo q u e l l a m a b a m í o ya n o existe;
' Briefe 38-40. 213

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h u n d o mi yo en lo i n c o n m e n s u r a b l e , soy en ello, todo soy, soy sólo ello. Regresa el pensamiento, al q u e le e x t r a ñ a y a s u s t a el infinito, y en su a s o m b r o no c a p t a esta visión en su p r o f u n d i d a d . L a f a n t a s í a acerca a los sentidos lo eterno y lo enlaza con formas) 2 ... ¡bienvenidos seáis, oh elevados espíritus, altas s o m b r a s , fuentes de perfección resplandecientes! N o me asusta... Yo siento q u e es mi patria t a m b i é n el éter, el fervor, el brillo q u e os b a ñ a . ¡Que salten y se a b r a n a h o r a m i s m o las p u e r t a s de tu s a n t u a r i o , oh Ceres q u e reinaste en Eleusis! B o r r a c h o de e n t u s i a s m o c a p t a r í a yo a h o r a visiones de tu entorno, c o m p r e n d e r í a tus revelaciones, s a b r í a i n t e r p r e t a r de tus i m á g e n e s el sentido elevado, oiría los h i m n o s del b a n q u e t e divino, sus altos juicios y consejos... Pero tu e s t r u e n d o h a e n m u d e c i d o , ¡oh Diosa! Los dioses h a n huido de altares consagrados y se h a n vuelto al O l i m p o ; ¡huyó del p r o f a n a d o sepulcro de los h o m b r e s de la inocencia el genio, q u e aquí les encantaba!.... T u s sabios sacerdotes callaron; de tus s a g r a d o s ritos n o llegó h a s t a nosotros tono alguno... En v a n o busca el investigador, más por c u r i o s i d a d q u e por a m o r , a la s a b i d u r í a (tal hay en los q u e b u s c a n y a T i te menosprecian)... ¡Por d o m i n a r l a s cavan en busca de p a l a b r a s q u e conserven la huella de tu excelso sentido! ¡En vano! Sólo a t r a p a n polvo, polvo y ceniza en las q u e no retorna n u n c a j a m á s tu vida. ¡Aunque lo i n a n i m a d o y el m o h o les c o n t e n t a n a los eternos muertos!..., ¡los m u y sobrios!..., en balde..., no hay señal de tus fiestas ni huella de tu imagen. E r a p a r a tu hijo tan a b u n d a n t e en altas e n s e ñ a n z a s tu culto, tan s a g r a d a la h o n d u r a del sentimiento inexpresable, q u e no creyó dignos de ellos secos signos.
2

L o s versos e n t r e p a r é n t e s i s e s t á n t a c h a d o s en el m a n u s c r i t o .

F.LEUS1S

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Pues casi no lo e r a el p e n s a m i e n t o , a u n q u e sí el a l m a , q u e sin tiempo ni espacio, a b s o r t a en el p e n a r de lo infinito, se olvidó d e sí m i s m a y se despierta a h o r a de nuevo a la conciencia. Pero quien de ello q u i e r a h a b l a r a otros, a u n con lengua de ángel, sentirá en las p a l a b r a s su miseria. Y le horroriza t a n t o h a b e r l a s e m p l e a d o en e m p e q u e ñ e c e r l o al p e n s a r lo s a g r a d o , q u e el h a b l a le p a r e c e p e c a d o y en vivo se c l a u s u r a a sí mismo la boca. L o q u e así el c o n s a g r a d o se p r o h i b i ó a sí mismo, u n a ley s a b i a prohibió a los m á s p o b r e s espíritus hacer saber c u a n t o vieran, o y e r a n o sintieran en la noche s a g r a d a : p a r a q u e a los mejores su estrépito a b u s i v o n o m o l e s t a r a en su recogimiento ni su hueco negocio de p a l a b r a s les llevara a enojarse con lo s a g r a d o m i s m o , y p a r a q u e éste no f u e r a así a r r o j a d o entre i n m u n d i c i a s , p a r a q u e n u n c a se confiara a la m e m o r i a , ni t a m p o c o f u e r a j u g u e t e y m e r c a n c í a del sofista v e n d i d a igual q u e un óbolo, ni m a n t o del f a r s a n t e redicho, ni t a m p o c o férula del m u c h a c h o piadoso, y tan vacío q u e d a r a al fin q u e solamente en eco e x t r a ñ a s lenguas siguieran c o n s e r v a n d o raíces de su vida. P o r q u e tus hijos, Diosa, no exhibieron por calles y por p l a z a s tu honor, sino q u e avaros en el s a n t u a r i o de su pecho lo g u a r d a b a n . Por eso no vivías tú en su boca. T e h o n r a b a n con su vida. A ú n vives en sus hechos. ¡ T a m b i é n en esta noche te he e s c u c h a d o , divinidad s a g r a d a , a ti, q u e me revelas a m e n u d o la vida de tus hijos; a ti, q u e yo presiento q u e a m e n u d o eres el a l m a de sus hechos! Eres el alto p e n s a m i e n t o , la fe sincera, q u e u n a D e i d a d , a u n q u e todo se h u n d a , n u n c a se d e s m o r o n a .

PARTE SEGUNDA

FRANKFURT

PRIMER PROGRAMA DE UN SISTEMA DEL IDEALISMO ALEMAN 1
(invierno 1796/97?)
... una ética. Puesto q u e , en el f u t u r o , t o d a la metafísica c a e r á en la moral, de lo q u e K a n t dio sólo un ejemplo con sus dos p o s t u l a d o s prácticos, sin agotar n a d a , esta ética no será o t r a cosa q u e un sistema c o m p l e t o d e todas las ideas o, lo q u e es lo mismo, de todos los p o s t u lados prácticos. L a p r i m e r a idea es n a t u r a l m e n t e la r e p r e s e n t a c i ó n d e mí mismo como de un ser a b s o l u t a m e n t e libre. C o n el ser libre, autoconsciente, emerge, s i m u l t á n e a m e n t e , un mundo e n t e r o — d e la n a d a — , la ú n i c a creación de la nada v e r d a d e r a y pensable. A q u í desc e n d e r é a los c a m p o s de la física; la p r e g u n t a es ésta: ¿ C ó m o tiene q u e estar constituido un m u n d o p a r a un ser moral? Q u i s i e r a p r e s t a r de nuevo alas a n u e s t r a física q u e a v a n z a dificultosamente a través d e sus experimentos. Así, si la filosofía da las ideas y la experiencia provee los datos, p o d r e m o s tener por fin aquella física en g r a n d e q u e espero de las épocas f u t u r a s . N o parece c o m o si la física actual p u d i e r a satisfacer un espíritu c r e a d o r , tal como es o d e b i e r a ser el nuestro. D e la n a t u r a l e z a paso a la o b r a h u m a n a . C o n la idea de la h u m a n i d a d delante q u i e r o m o s t r a r q u e no existe u n a idea del Estado, puesto q u e el E s t a d o es algo mecánico, así como no existe t a m p o c o u n a idea de u n a máquina. Sólo lo q u e es o b j e t o de la libertad se l l a m a idea. ¡Por lo tanto, t e n e m o s q u e ir más allá del Estado! P o r q u e t o d o E s t a d o tiene q u e t r a t a r a h o m b r e s libres c o m o a e n g r a n a j e s mecánicos, y p u e s t o q u e no d e b e hacerlo debe dejar de existir. Podéis ver por vosotros mismos q u e a q u í todas las ideas de la paz p e r p e t u a , etc., son sólo ideas subordinadas de u n a idea superior. Al m i s m o tiempo q u i e r o sentar a q u í los principios p a r a u n a historia de la humanidad y d e s n u d a r h a s t a la piel toda la m i s e r a b l e o b r a h u m a n a : Estado, gobierno, legislación. F i n a l m e n t e vienen las ideas d e un m u n d o moral, d i v i n i d a d , i n m o r t a lidad, d e r r o c a m i e n t o de t o d a fe d e g e n e r a d a , persecución del estado eclesiástico q u e , ú l t i m a m e n t e , finge a p o y a r s e en la razón, por la ra1 D o k u m e n t e 2 1 9 - 2 2 1 . H a y e d i c i ó n c r i t i c a d e l HKGEL-ARCHIV e n : R ü d i g e r B ü b n e r ( E d . ) , H e g e l - T a g e V i l l i g s t , 1969. Das alteste Systemprogramm. Studien zur Frühges c h i c h t e d e s d e u t s c h e n I d e a l i s m u s ( = H e g e l - S t u d i e n , B e i h e f t 9 ) . B o n n , 1973.

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zón m i s m a . L a libertad a b s o l u t a de todos los espíritus q u e llevan en si el m u n d o intelectual y q u e n o d e b e n b u s c a r ni a Dios ni a la inmort a l i d a d fuera de sí mismos. F i n a l m e n t e , la idea q u e unifica a codas las otras, la idea de la belleza, t o m a n d o la p a l a b r a en un sentido platónico superior. Estoy a h o r a c o n v e n c i d o d e q u e el acto s u p r e m o de la razón, al a b a r c a r todas las ideas, es un acto estético, y q u e la verdad y la bondad* se ven h e r m a n a d a s sólo en la belleza. El filósofo tiene q u e poseer t a n t a fuerza estética como el poeta. Los h o m b r e s sin sentido estético son nuestros filósofos ortodoxos. L a filosofía del espíritu es u n a filosofía estética. N o se p u e d e ser ingenioso, incluso es imposible r a z o n a r ing e n i o s a m e n t e sobre la historia, sin sentido estético. A q u í debe hacerse p a t e n t e q u é es al fin y al c a b o lo q u e falta a los h o m b r e s q u e no c o m p r e n d e n [ n a d a de las] ideas y q u e son lo suficientemente sinceros p a r a confesar q u e todo les es oscuro, u n a vez q u e se d e j a la esfera de los gráficos y de los registros. L a poesía recibe así u n a d i g n i d a d superior y será al fin lo q u e era en el comienzo: la maestra de la humanidad; p o r q u e ya no hay ni filosofía ni historia, ú n i c a m e n t e la poesía sobrevivirá a todas las ciencias y a r t e s restantes. Al m i s m o tiempo, e s c u c h a m o s f r e c u e n t e m e n t e q u e la m a s a [de los h o m b r e s ] tiene q u e tener u n a religión sensible. N o sólo la m a s a , t a m bién el filósofo la necesia. M o n o t e í s m o de la r a z ó n y del corazón, politeísmo de la imaginación y del arte: ¡esto es lo q u e necesitamos! H a b l a r é a q u í primero de u n a idea que, en c u a n t o yo sé, no se le ocurrió a ú n a nadie: t e n e m o s q u e tener u n a n u e v a mitología, pero esta mitología tiene q u e estar a servicio de las ideas, tiene q u e transformarse en u n a mitología de la razón. M i e n t r a s n o t r a n s f o r m e m o s las ideas en ideas estéticas, es decir en ideas mitológicas, c a r e c e r á n de interés p a r a el pueblo y, a la vez, m i e n t r a s la mitología no sea racional, la filosofía tiene q u e avergonzarse de ella. Así, por fin, los [ h o m b r e s ] ilustrados y los n o ilustrados tienen q u e darse la m a n o , la mitología tiene q u e convertirse en filosófica y el p u e b l o tiene q u e volverse racional, y la filosofía tiene q u e ser filosofía mitológica p a r a t r a n s f o r m a r a los filósofos en filósofos sensibles. E n t o n c e s reinará la u n i d a d p e r p e t u a entre nosotros. Y a no veremos m i r a d a s desdeñosas, ni el t e m b l o r ciego del p u e b l o a n t e sus sabios y sacerdotes. Sólo entonces nos espera la formación igual de todas las fuerzas, t a n t o de las fuerzas del individuo [mismo] c o m o de las de todos los individuos. N o se r e p r i m i r á y a f u e r z a alguna, r e i n a r á la libertad y la igualdad universal de todos los espíritus. U n espíritu superior enviado del cielo tiene q u e i n s t a u r a r esta nueva religión e n t r e nosotros; ella será la última, la m á s g r a n d e o b r a de la h u m a n i d a d .

ESBOZOS PARA EL «ESPIRITU DEL JUDAISMO»
(1796-1798)
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LA historia de los j u d í o s nos enseña q u e este p u e b l o no se h a f o r m a d o i n d e p e n d i e n t e m e n t e d e los d e m á s pueblos, q u e la f o r m a de su E s t a d o n o se desarrolló l i b r e m e n t e , no se desarrolló sin q u e [el pueblo] f u e r a a r r a n c a d o v i o l e n t a m e n t e de un E s t a d o , de un c a r á c t e r ya establecido. L a transición e n t r e la vida n ó m a d a y la vida d e n t r o d e un E s t a d o n o se realizó g r a d u a l m e n t e , por sí m i s m a , sino gracias a u n a influencia a j e n a . E s t a situación [nueva, la de la v i d a d e n t r o de un E s t a d o ] fue violenta y estuvo a c o m p a ñ a d a por el sentimiento d e carencia. Sin e m b a r g o , este s e n t i m i e n t o n o era general, n o se e x t e n d í a a todos los aspectos de su situación; la r u t i n a hizo las paces con a l g u n o s aspectos de la situación, pero se t r a t a b a de u n a p a z q u e impidió el s u r g i m i e n t o de u n ideal íntegro o brillante q u e se h u b i e r a p o d i d o o p o n e r a aquella situación. U n i c a m e n t e en el a l m a de u n solo h o m b r e p u d o surgir el p l a n de liberación de su pueblo: de un h o m b r e q u e h a b í a asimilado en la escuela de los sacerdotes y de la C o r t e u n a m u l t i p l i c i d a d de conocimientos y d e goces y q u e después, luego de h a b e r e n t r a d o en conflicto con ella, no a p r e n d i ó a vivir sin la m i s m a ; en el a l m a de un h o m b r e q u e h a b í a a l c a n z a d o la u n i d a d de su ser. Al comienzo p u d o recurrir s o l a m e n t e [en el pueblo j u d í o ] a la sensación q u e él m i s m o tenía de la presión [que p e s a b a sobre él] y a un r e c u e r d o oscuro y b a s t a n t e débil del estado diferente en q u e vivieron sus padres, p a r a c o n d u c i r a este p u e b l o al deseo de la i n d e p e n d e n c i a . L a fe del p u e b l o en la misión [de Moisés] lo a n i m ó a u n a fe — p a s i v a , en v e r d a d — en la posibilidad de la realización [de la independencia]. Los j u d í o s , por supuesto, se c o m p o r t a r o n con e n t e r a pasividad d u r a n t e la realización de su i n d e p e n d e n c i a , f r a c a s a n d o los esfuerzos de Moisés p a r a liberarlos — p o r i n t e r m e d i o de u n a forma de vida c a m b i a d a y m a n t e n i d a d u r a n t e c u a r e n t a a ñ o s — de la esclavitud de sus c o s t u m b r e s , de sus hábitos y d e sus f o r m a s d e p e n s a r , sus esfuerzos p a r a fijar su ideal en la f a n t a s í a [del pueblo], p a r a transmitirles a l g ú n e n t u s i a s m o / G r a n n ú m e r o d e sus leyes q u e se refieren al servicio religioso y,
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sobre todo, los castigos q u e esas leyes establecen p a r a los transgresores p r u e b a n q u e h a b í a m u c h o s elementos en el espíritu de su p u e b l o q u e se o p o n í a n a la totalidad. Moisés p r e t e n d í a d o m i n a r esta oposición por la violencia, t r a n s f o r m a r l a en c o s t u m b r e s distintas. Sin e m bargo, el á n i m o c a m b i a n t e seguía siendo la característica de los j u díos; se volvieron, siempre d e nuevo, infieles a su E s t a d o y s o l a m e n t e la n e c e s i d a d los c o n d u c í a o t r a vez a su aceptación. El individuo p a r ticular e s t a b a t o t a l m e n t e excluido del interés activo por el E s t a d o ; su i g u a l d a d política, en c u a n t o c i u d a d a n o s , era lo c o n t r a r i o de la iguald a d r e p u b l i c a n a : era m e r a m e n t e la igualdad de la insignificancia! 1 " Bajo los reyes y con la d e s i g u a l d a d q u e debía producirse con el a d v e n i m i e n t o de éstos, se f o r m ó entre u n a m u l t i t u d de s u b o r d i n a d o s u n a relación con este E s t a d o ; p a r a m u c h o s [esto significó] u n a posición de i m p o r t a n c i a frente a aquellos q u e e s t a b a n en u n a posición inferior y p a r a otros ( n u m e r o s o s t a m b i é n ) la posibilidad por lo m e n o s de a l c a n z a r tal posición [de superioridad]. S o l a m e n t e en épocas posteriores, c u a n d o sus señores o sus e n e m i gos ya n o m o s t r a b a n indiferencia frente a su fe (fe q u e este p u e b l o a b a n d o n a b a tan g u s t o s a m e n t e h a s t a q u e se o p u s o resistencia c o n t r a ella), a d o p t ó u n a p e q u e ñ a p a r t e del pueblo a q u e l f a n a t i s m o intransigente q u e la caracterizó m á s adelante. Sin e m b a r g o , t a m p o c o esta p a r t e del p u e b l o p u d o llegar j a m á s a constituirse en un T o d o . La época de la fantasía, de las teofanías y de los profetas hacía tiempo ya q u e h a b í a p a s a d o y la nación se e n c o n t r a b a en distintos niveles de la reflexión. H u b o todavía a l g u n o s m o m e n t o s en q u e la actividad se dirigió h a c i a a f u e r a p a r a m a n t e n e r la existencia i n d e p e n d i e n t e del Estado. Sin e m b a r g o , c u a n d o éste q u e d ó d e s t r u i d o total y definitivamente, la energía se dirigió hacia a d e n t r o , sobre si mismo. Esta actividad d e n t r o del h o m b r e y dirigida sobre sí m i s m o , esta vida interior q u e no posee — t a l c o m o el interés de un gran c i u d a d a n o — su o b j e t o f u e r a de sí m i s m o y q u e n o p u e d e — c o m o a q u é l — señalar y representar a la vez a este objeto, se exterioriza por i n t e r m e d i o de signos, y el intento de alcanzar lo viviente por el intermedio de éstos — a través de estos signos—, d e crear lo viviente b a j o su conducción, f r a c a s a en la m a y o r í a de los casos. Y es esta variedad de lo m u e r t o lo q u e m á s indigna, pues señala d i r e c t a m e n t e lo viviente, siendo p r e c i s a m e n t e su contrario.+ E n u n a época en q u e a quien a n h e l a b a la vida interior (con los objetos en su rededor no p u e d e unirse; p a r a ello tendría q u e ser su esclavo y vivir en contradicción con su p a r t e mejor; los objetos lo t r a t a n con hostilidad y él los t r a t a de la m i s m a m a n e r a ) , a quien b u s c a b a algo m á s noble d e n t r o de lo cual le f u e r a posible vivir, se le ofrecía lo m u e r t o , frío y privilegiado, diciéndole al mismo tiempo q u e esto era vida; en tal época los esenios, un J u a n , un J e s ú s , crearon vida en sí m i s m o s levantándose en lucha c o n t r a lo e t e r n a m e n t e m u e r t o .

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Por este diluvio los h o m b r e s , a p a r e n t e m e n t e , perdieron su fe en la n a t u r a l e z a *. Sólo a h o r a se la opusieron a sí mismos c o m o un ser hostil c o n t r a el cual movilizaron sus fuerzas. Y este a p a r t a r s e de la n a t u r a leza (de cualquier f o r m a q u e se p r o d u z c a , e n t r e los a n t i g u o s g e r m a nos p r o b a b l e m e n t e a través del e n c u e n t r o con los p r o d u c t o s d e un c l i m a m á s benigno) trae consigo, n e c e s a r i a m e n t e , el origen del Estad o , etc. El hecho de q u e I s a a c no p u d o ya retirar la b e n d i c i ó n d a d a a J a c o b ni siquiera al ver q u e h a b í a sido e n g a ñ a d o indica el respeto a n t e lo subjetivo, su enaltecimiento; un sueño, u n a visión, se p u e d e c o n s i d e r a r como algo d a d o desde fuera; u n a bendición, sin e m b a r g o , va n e c e s a r i a m e n t e a c o m p a ñ a d a en t o d a s partes por la conciencia de q u e ha sido p r o d u c i d a por u n o mismo. Es v e r d a d q u e se p u e d e pensar en u n a bendición — q u e un p a d r e o t o r g a a un hijo s u y o q u e h a merecido su a m o r — q u e v a y a a c o m p a ñ a d a por la suerte y la prosperidad, c o m o se p u e d e p e n s a r en u n a maldición a c o m p a ñ a d a de lo c o n t r a r i o (siempre q u e n o se quisiera considerar [el b i e n e s t a r , etc.] c o m o efectos p r o p i a m e n t e dichos). Pero ¡cuán s a g r a d a d e b í a ser u n a bendición p a r a q u e n o p u d i e r a ser r e t i r a d a ni siquiera d e s p u é s d e h a ber reconocido el error! ¡Cuán p r o f u n d a tenía q u e ser la fe en el dominio sobre la n a t u r a l e z a de un [ m o m e n t o ] subjetivo! E s t e a p a r e c e a q u í con la d i g n i d a d q u e tiene u n a sentencia o un acto d e la d i v i n i d a d en la fe d e un p u e b l o y con el m i s m o carácter irrevocable 3 .

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A b r a h a m , n a c i d o en C a l d e a , a b a n d o n ó con su p a d r e y con su familia su p a t r i a y vivió un t i e m p o en las l l a n u r a s d e M e s o p o t a m i a ; [pero] a b a n d o n ó t a m b i é n éstas, viviendo por lo general — s i n tener m o r a d a fija— en C a n a á n . +
2 P r i m a v e r a 1 797. N o h l 368. Al c o m i e n z o del e s b o z o N o h l h a o m i t i d o u n t e x t o Cjue c o m e n t a H e g e l , d e j a n d o sólo su r e f e r e n c i a : «Josefo, A n t i g ü e d a d e s J u d í a s , l i b r o I, c a p . 4.» 3 N o h l h a o m i t i d o el r e s t o del p á r r a f o c o n la s i g u i e n t e n o t a : « L o q u e sigue s o b r e A b r a h a m lo h e t a c h a d o p o r r e i t e r a t i v o . L a ú n i c a f r a s e i n t e r e s a n t e es: ' E l e s p í r i t u d e los g r i e g o s es belleza; el d e los o r i e n t a l e s , s u b l i m i d a d y g r a n d e z a . ' » 4 P r i m a v e r a 1 797. N o h l 368-370. * — por u n a p a r t e , N i m r o d . — p o r o t r a , N o é , q u e a h o r a se p u s o a m a t a r a n i m a l e s y los r e c i b í a d e D i o s e n propiedad. — sólo r e s p e t a r l a s a n g r e , p o r q u e en ella r e s i d e la v i d a .

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H a b í a a b a n d o n a d o la relación q u e le estableció su j u v e n t u d con la n a t u r a l e z a q u e le r o d e a b a , h a b í a r e n u n c i a d o a esta relación, vivificada por la imaginación; es decir, a los dioses a los cuales servía (Josué 24, 2). No c u l t i v a b a la tierra en la q u e m o r a b a , su g a n a d o la d e p r e d a b a ; no la c u i d a b a , no a d u l a b a la tierra p a r a q u e ésta le t r a j e r a frutos. Y a no se p o d í a a c o s t u m b r a r a p e d a z o s d e tierra p a r t i c u l a r e s ni los llegó a querer; no los podía c o n s i d e r a r c o m o p a r t e s de su m u n d o m á s reducido. El a g u a q u e él y su g a n a d o necesitaban y a c í a en pozos p r o f u n dos; no e r a a g u a de un m o v i m i e n t o viviente; h a sido e x c a v a d a penos a m e n t e (o si no, c o m p r a d a o c o n q u i s t a d a ) . P r o n t o volvía a a b a n d o n a r los vergeles q u e le p r o p o r c i o n a b a n t a n t a s veces su sombra."1" E r a u n e x t r a ñ o en la tierra; ¿cómo h u b i e r a p o d i d o crearse dioses, cómo h u b i e r a podido unirse con los [aspectos] p a r t i c u l a r e s de la n a turaleza, creándose sus dioses? Siendo un h o m b r e i n d e p e n d i e n t e , sin estar c o n e c t a d o con un E s t a d o o con otro fin [fuera de sí mismo], lo s u p r e m o p a r a él e r a su existencia, por la cual se p r e o c u p a b a a m e n u do. T e n í a q u e estar p r e o c u p a d o p o r ella, ya por el solo hecho de q u e la índole de esta existencia e r a s o l a m e n t e p a r a él. A b r a h a m se valía por sí solo y tenía q u e poseer t a m b i é n un dios q u e lo g u i a r a y lo c o n d u j e r a . No un dios griego, un j u e g o con la n a t u r a l e z a al q u e p u diera d a r las gracias por eventos particulares, sino un dios q u e lo protegiera, q u e f u e r a el S e ñ o r d e su vida e n t e r a . Este extender la vista p o r e n c i m a de lo presente, esta reflexión sobre un T o d o de la existencia (a la cual pertenecía t a m b i é n su descendencia) caracteriza la vida de A b r a h a m y la i m a g e n de este T o d o en el espejo es su divinidad, la q u e guía sus pasos y sus actos, q u e le hace p r o m e s a s p a r a el f u t u r o , q u e le r e p r e s e n t a su totalidad c o m o realizada, a la cual v i s l u m b r a en vergeles s a g r a d o s p e n s a n d o en su futuro, p a r a la cual — e n su fe en la t o t a l i d a d — sacrifica todo lo particular, d e s p r e n diéndose violentamente de ello; a n t e esta divinidad, en algunos m o mentos, incluso la condición de la m i s m a , su único hijo, le a p a r e c e c o m o algo heterogéneo, c o m o algo q u e p e r t u r b a la u n i d a d p u r a , como algo cuyo a m o r es u n a infidelidad hacia la m i s m a ; [así] es capaz t a m b i é n de r o m p e r con este vínculo. L a tierra en q u e A b r a h a m e r r a b a era u n a planicie i n c o n m e n s u r a ble; el cielo por e n c i m a de él, u n a bóveda infinita; su m a n e r a de acogerlos, su reacción frente a ellos, tenía q u e ser t a m b i é n d e s m e s u r a d a e infinita. L a m u l t i p l i c i d a d p a r t i c u l a r q u e le r o d e a b a , o bien le era d e m a s i a d o insignificante p a r a reaccionar frente a ella, o bien, si se le i m p o n í a a él forzándole a u n a actitud pasiva, sufriente, le oblig a b a — p a r a p o d e r d o m i n a r l a — a reaccionar t a m b i é n con un T o d o , a oponerle su divinidad, q u e a h o r a es u n a Providencia. S e p a r a d o violentamente d e su familia, de su género de vida, su instinto de conservación a p u n t ó a h o r a hacia lo i n d e t e r m i n a d o : el instinto de seguridad, su existencia; el objeto del mismo, su conserva-

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ción. N o vemos por n i n g u n a p a r t e un o b j e t o superior m á s d i g n o en su vida; la fe firme en e s t a u n i d a d , a través de todos los c a m b i o s d e n t r o de la m u l t i p l i c i d a d d e los acontecimientos, era su fe en la d i v i n i d a d . ¿ C ó m o llegó A b r a h a m a la idea d e este T o d o , d e esta u n i d a d ? ¿ P o r q u é no se reservó a sí m i s m o la salvación de su u n i d a d ? Al r e s p o n d e r a esta p r e g u n t a se a c l a r a por sí solo q u e A b r a h a m tuvo q u e colocar esta u n i d a d f u e r a d e sí m i s m o . Su u n i d a d e r a la s e g u r i d a d , su m u l t i p l i c i d a d e r a n las c i r c u n s t a n cias q u e se o p o n í a n a esta seguridad: lo S u p r e m o p a r a él e r a la unificación de a m b a s . L a s e p a r a c i ó n n o h a b í a p r o g r e s a d o t o d a v í a en él h a s t a el p u n t o d e q u e h u b i e r a tenido q u e establecer u n a oposición e n t r e sí y el destino. L a s unificaciones particulares q u e los griegos tuvieron la valentía de realizar con el destino fueron sus d i o s e s / A b r a h a m se crió en la fruición u n i f o r m e q u e no lo acicaló a l u c h a a l g u n a con la n a t u r a l e z a recalcitrante p a r a d o m i n a r l a , p a r a constreñirla, q u e ni le exigió el esfuerzo d e la a p r o p i a c i ó n ni lo c o n d u j o a la diversidad de la distracción. L a separación de su p a t r i a y d e su casa p a t e r n a lo e m p u j ó a la reflexión; pero no a la reflexión en sí m i s m o , n o a la b ú s q u e d a — e n sí m i s m o — d e u n a fuerza con la cual resistir a los objetos: él p a r t i ó d e la U n i d a d ; lo q u e alteró era ú n i c a m e n t e la m a n e r a de vivir; d e la fruición n o se separó. E s t a seguía siendo su objeto, pero a h o r a e s t a b a en peligro; por esto reflexionaba sobre ella: y en este m o m e n t o la totalidad de su v i d a se e n c o n t r a b a ahí, d e l a n t e de él.

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A b r a h a m , n a c i d o en C a l d e a , a b a n d o n ó con su p a d r e y con su familia su p a t r i a y vivió d u r a n t e un t i e m p o en las l l a n u r a s de la M e s o p o t a m i a . Se crió en l a fruición uniforme; no s u p o del a n t a g o n i s m o de las necesidades, d e privaciones o de r e n u n c i a m i e n t o s . Su goce no e r a t a m p o c o de a q u e l l a índole q u e lo h u b i e r a llevado de u n a distracción a o t r a o q u e lo h u b i e r a i m p u l s a d o a u n a l u c h a con la n a t u r a l e z a r e c a l c i t r a n t e p a r a d o m i n a r l a , p a r a a r r a n c a r l e alimentos. Lo q u e hab í a g o z a d o lo recibió d e nuevo; estos dos m o m e n t o s e r a n [ p a r a él] una cosa. L a unificación d e todo aquello q u e él hacía, gozaba, era, la c o n t e m p l a b a c o m o u n T o d o , c o m o un gran o b j e t o / C u a n d o a b a n d o n ó M e s o p o t a m i a y a su familia, hizo a u n lado las relaciones q u e se h a b í a n establecido e n t r e él y p a r t e s de la n a t u r a l e za; r e n u n c i ó a estos vínculos, a estas totalidades, a los dioses a los
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A n t e s d e j u l i o d e 1797. N o h l 371, 246, 371-373.

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cuales h a b í a servido (Josué 24, 2). A h o r a se hizo consciente de a q u e lla g r a n T o t a l i d a d : éste e r a el ú n i c o Dios q u e a p a r t i r d e a q u í lo g u i a b a y lo c o n d u c í a / T a m b i é n C a d m o , D a n a o , etc., a b a n d o n a r o n sus patrias, pero las a b a n d o n a b a n l u c h a n d o ; b u s c a b a n u n a tierra en la q u e p u d i e r a n ser libres p a r a p o d e r a m a r . A b r a h a m no q u e r í a a m a r , n o q u e r í a ser libre a través del a m o r . Aquéllos a b a n d o n a r o n sus p a t r i a s p a r a p o d e r vivir en unificaciones bellas, p u r a s —unificaciones q u e no les eran ya concedidas en su t i e r r a — y l l e v a b a n a estos sus dioses c o n s i g o / A b r a h a m q u e r í a e s t a r libre d e estas m i s m a s relaciones. Aquéllos a t r a j e r o n a sí, por i n t e r m e d i o d e sus artes y de sus c o s t u m b r e s suaves, a los indígenas ( m á s r u d o s q u e ellos) d e las n u e v a s tierras y se unieron con ellos en un p u e b l o alegre y sociable."1" El m i s m o espíritu q u e hizo q u e A b r a h a m se alejara de su p a r e n tela lo c o n d u j o a través d e las naciones a j e n a s q u e e n c o n t r a b a d u rante el curso d e su vida. E r a el espíritu el q u e le o r d e n a b a m a n t e nerse firme en u n a severa oposición c o n t r a todo; e r a lo pensado, elev a d o a u n a u n i d a d d o m i n a n t e p o r e n c i m a de la n a t u r a l e z a infinita y hostil ( p u e s t o q u e lo hostil p u e d e e n t r a r sólo en u n a relación de dominio).+ A b r a h a m e r r a b a con sus r e b a ñ o s por u n a tierra ilimitada. No se h a b í a familiarizado con p a r t e a l g u n a de esta tierra, c u l t i v á n d o l a y embelleciéndola (por lo cual h u b i e r a llegado a q u e r e r l a y a a c e p t a r l a c o m o p a r t e d e su m u n d o ) ; ú n i c a m e n t e sus bestias a p a c e n t a b a n la tierra. L a s a g u a s d e s c a n s a b a n en pozos p r o f u n d o s sin movimiento, sin vida; los pozos h a b í a n sido excavados con d u r a labor (o si no, costosamente adquiridos o conquistados); eran una propiedad c o n s e g u i d a p o r la fuerza, u n a necesidad, d e n t r o d e la p e n u r i a , p a r a él y sus bestias. P r o n t o volvió a a b a n d o n a r los vergeles que, a m e n u d o , le ofrecían s o m b r a y alivio/1" T u v o , sí, teofanías, pero eran solamente las apariciones d e su obj e t o s u p r e m o . E r a un e x t r a n j e r o e n su tierra y volvió a recurrir siempre a aquel o b j e t o s u p r e m o , p a s a n d o de lo p a r t i c u l a r a la totalidad, de lo múltiple a la u n i d a d q u e lo a b a r c a b a . Lo s u p r e m o p a r a A b r a h a m e r a u n a g r a n u n i d a d q u e a b a r c a b a y c o m p r e n d í a t o d a la multiplicidad. E s t a u n i d a d , sin e m b a r g o , era m e r a m e n t e la seguridad de su existencia, de su vida, e x t e n d i d a a sus descendientes. En su divinidad todo le servía; al seguirla, seguía a su p r o p i a totalidad; c u a n d o se sacrificaba, se sacrificaba p a r a sí mismo. Al fijar su m i r a d a c o n t i n u a m e n t e sobre este objeto, sobre la i m a g e n de su ser en el espejo, la severa u n i d a d de este T o d o q u e se le a p a r e c e en c u a n t o piensa en su f u t u r o en los huertos sagrados, q u e se le p r e s e n t a a través de la firme creencia, confianza en este f u t u r o y a la cual sacrifica todo ser p a r t i c u l a r (sin vincularse con p a r t i c u l a r i d a d a l g u n a , puesto q u e esto lo d e s t r u i r í a ) , hace q u e incluso el a m o r hacia su único hijo (condición

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del c u m p l i m i e n t o d e las p r o m e s a s d e su Dios) se le p u e d a a p a r e c e r c o m o algo heterogéneo, c o m o algo q u e p e r t u r b a la u n i d a d p u r a , c o m o u n a infidelidad hacia ésta, m a r c a d a por el a m o r q u e siente por él, c o m o algo c o n t r a r i o a la firmeza, a la necesidad, a la e t e r n i d a d y certeza de su T o d o (la realidad del cual no d e p e n d e de algo particular, de algo casual y perecedero c o m o u n a persona h u m a n a ) ; [así] la severa u n i d a d d e este su T o d o puede exigir de A b r a h a m el sacrificio d e este hijo. T a l e r a la índole d e la divinidad d e A b r a h a m ; la fe en la m i s m a se t r a n s m i t i ó h a s t a las generaciones m á s lejanas. U n o b j e t o infinito al cual este p u e b l o servía y que, a su vez, le servía a él; pero servía a este p u e b l o ú n i c a m e n t e en c u a n t o t o t a l i d a d , en c u a n t o u n i d a d q u e n o se d i s t r a í a siguiendo veleidades p a r t i c u l a r e s / D e s p u é s d e A b r a h a m , d e t i e m p o en tiempo, h a b í a otros q u e volvieron a concebir e s t a g r a n unidad; pero, c o m o sus d e s c e n d i e n t e s se m u l t i p l i c a r o n h a s t a constituir un pueblo, el o b j e t o de esta u n i d a d ya n o e r a un individuo, sino todo el pueblo, el E s t a d o . C a d a u n o d e los j u d í o s servía todavía al o b j e t o infinito, pero éste servía sólo a la totalidad o a los d u e ñ o s d e la totalidad, a los sacerdotes, no a los particulares. (Josefo, H i s t o r i a j u d í a , libro 4, c a p . 4.) Moisés volvió a fijar su m i r a d a en a q u e l l a u n i d a d infinita y proc u r ó todo p a r a elevar a su pueblo h a s t a la m i s m a . Sin e m b a r g o , sólo consiguió q u e el pueblo, por m o m e n t o s , t e m b l a r a a n t e a q u e l l a unid a d infinita, sin r e c r e a r l a n u n c a por sí mismo. U n i c a m e n t e m á s tarde, c u a n d o se e n c o n t r a b a a b a n d o n a d o de todos los poderes a los c u a les a c u d í a (y, sobre todo, al e n c o n t r a r s e a b a n d o n a d o por sí mismo), r e t o r n ó el pueblo j u d í o a a q u e l l a u n i d a d . L a u n i d a d a la cual se h a b í a elevado un Moisés, un A b r a h a m , n o existió c o m o tal p a r a los c o e t á n e o s de Moisés. Este la presentó a ellos c o m o a un S e ñ o r y las leyes q u e les i m p u s o e r a n un yugo. Es v e r d a d q u e M o s e s M e n d e l s sohn a f i r m a q u e en la ley j u d í a no se i m p o n e n verdades e t e r n a s , q u e t o d a s las leyes se referían ú n i c a m e n t e a instituciones del E s t a d o , q u e l i m i t a b a n s o l a m e n t e el poder discrecional y que, por lo tanto, la religión j u d í a no e r a u n a religión positiva. Sin e m b a r g o , toda la constitución estatal de los j u d í o s es u n a s e r v i d u m b r e a n t e el Dios y la fe i m p u e s t a de este Dios; esta u n i d a d m a n d a d a sí p u d o convertir a la religión j u d í a en u n a religión positiva. N a t u r a l m e n t e , no era u n a religión positiva p a r a a q u e l q u e se elevaba a sí m i s m o a a q u e l l a u n i d a d . L a s sectas, los esenios, los saduceos, nacieron p o r q u e a q u e l l a unid a d y a n o era suficiente; se crearon c u a n d o las fuerzas de los h o m b r e s h a b í a n sido f o r z a d a s a replegarse sobre sí mismas, c u a n d o los h o m bres llegaron a reflexionar sobre sí m i s m o s y a q u e r e r c r e a r en sí m i s m o s la u n i d a d del ser. Los fariseos i n t e n t a b a n vincular las d9s u n i d a d e s : la u n i d a d interior y la u n i d a d d a d a . Los saduceos y los esenios d e j a r o n subsistir las dos u n i d a d e s sin vincularlas. (Los ese-

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nios, p o r q u e p a r a ellos los objetos eran o bien hostiles o bien indiferentes.)"1" C u a n d o los r o m a n o s d o m i n a b a n el m u n d o , la i n d e p e n d e n c i a frente a la d o m i n a c i ó n e x t e r n a coincidió con la fidelidad hacia los m a n d a m i e n t o s p a t e r n o s . Los judíos, entonces, l u c h a r o n p a r a p o d e r servir al objeto infinito (que h u b i e r a d e j a d o de servirles, q u e los h u biera a b a n d o n a d o si h u b i e r a n cesado de rendirle pleitesía). C u a n d o u n a p a r t e de J u d e a se convirtió en provincia r o m a n a la forma de g o b i e r n o de los j u d í o s era, a través del Sinedrio, aristocrática; sin e m b a r g o , el d o m i n i o del m i s m o e s t a b a limitado por la ley. E n realid a d , lo q u e regía entonces e r a la ley q u e vivía en el pueblo, la opinión pública. En los tiempos de Moisés y b a j o los j u e c e s h a s t a los reyes, b a j o la teocracia p r o p i a m e n t e dicha, d o m i n a b a n , en c u a n t o p o d e r ejecutivo, los altos sacerdotes. El objeto infinito les servía en v e r d a d c o n t r a el pueblo. + U n p u e b l o q u e está sirviendo a un objeto d e b e suponer, necesar i a m e n t e , q u e éste le sirve a él a su vez; debe c r e a r u n a unión entre sí y este objeto; pedirle j u s t i c i a o esperar su gracia. D a d o que, por el largo t i e m p o transcurrido, el servicio de J e h o v á se t r a n s f o r m ó en u n a p r o p i e d a d del pueblo j u d í o , [los j u d í o s ] lucharon c o m o héroes, d e la m i s m a f o r m a en q u e todos los h o m b r e s se convierten en héroes y l u c h a n c o m o tales c u a n d o es a t a c a d a su propiedad más íntima.

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E n los t i e m p o s de A b r a h a m las ciudades y los pueblos n ó m a d a s ya no t e n í a n lugar u n o j u n t o al otro. A b r a h a m se desvinculó viol e n t a m e n t e de sus parientes; m e r a m e n t e por u n i m p u l s o d e independencia, sin h a b e r sido ofendido, expulsado u obligado a b u s c a r n u e v a patria. El m i s m o desgarró los vínculos de la a m i s t a d y la convivencia. El p r i m e r acto por el cual se constituyó en un ser independiente, en el tronco de un pueblo, fue u n a separación; h a b í a a b a n d o n a d o el a m o r 7 . + Q u i e n h a sido e x p u l s a d o — c o m o los [antiguos] colonos griegos— no h a a b a n d o n a d o el a m o r , sino que, al hallarse éste agobiado, huyeron p a r a poder salvarlo y m a n t e n e r l o . T o d o s llevaron a sus dioses consigo sin un r a s t r o de institución polémica (como la circuncisión de
6 D e s p u é s d e n o v i e m b r e d e 1797. T r a d u c i d o d i r e c t a m e n t e d e l m a n s c r i t o : HegelNachia ft, B d . 11, Bl. 1 8 v b - 2 0 v b . 7 T o d o el p á r r a f o siguiente, t a c h a d o con u n t r a z o v e r t i c a l a p l u m a .

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A b r a h a m ) , t r a t a n d o de e n c o n t r a r el a m o r en otra p a r t e . E n cambio, A b r a h a m se fue p a r a ser libre. Ese era el rasgo distintivo d e su divin i d a d . E r a y p e r m a n e c í a un e x t r a ñ o en todas p a r t e s a d o n d e iba; no e r a t a n i n d e p e n d i e n t e c o m o p a r a p o d e r evitar todo tipo de relación con otros, así q u e entró en relaciones hostiles. [El] en Egipto, c o m o [Isaac] en G e r a r con Abimelec, tuvo q u e salir del paso con a m b i g ü e d a d e s o entró en g u e r r a con los reyes. Vivía e n t r e h o m b r e s q u e n u n c a d e j a r o n de ser e x t r a ñ o s p a r a él, m á s o m e n o s hostiles, siempre reacc i o n a n d o c o n t r a ellos p a r a conservarse libre —-a m e n u d o luchando—y así su Dios e r a el ideal de la oposición. N o consintió q u e su hijo se casase con u n a c a n a n e a ni permitió q u e el b i e n i n t e n c i o n a d o E f r ó n le regalase el l u g a r de la t u m b a de Sara. Y, sin e m b a r g o d e p e n d í a de la gente de la c i u d a d , p u e s necesitaba trigo. I s a a c cultivó cereales. El Dios de A b r a h a m se distinguía de los Lares, propios de la familia [antigua]: a u n q u e c a d a familia tuviese sus Lares, dividiendo y aisl a n d o así lo i n c o n m e n s u r a b l e , d e j a b a t a m b i é n a los otros p a r t e s del mismo; es decir, concedía a los d e m á s los m i s m o s derechos. A u n q u e no estuviera v i n c u l a d a con los otros, c o n s e r v a b a u n a relación de der e c h o con ellos. A b r a h a m , en cambio, se aisló de todos los h o m b r e s y se g u a r d ó p a r a sí todo lo i n c o n m e n s u r a b l e , en vez de a d m i t i r , como los L a r e s familiares, q u e otros los tuviesen e x a c t a m e n t e igual q u e él.1 El Dios de A b r a h a m no e r a un Dios familiar o nacional, c o m o lo tuvieron otros pueblos, m á s q u e en el sentido de q u e la nación j u d í a d e b e r í a h a b e r sido la ú n i c a nación. A b r a h a m , c o m p l e t a m e n t e aislado del m u n d o entero, de la n a t u r a l e z a e n t e r a , q u e r í a d o m i n a r d e n t r o de su f a m i l i a sobre t o d a s las cosas; pero su p e n s a m i e n t o se h a l l a b a en u n a posición a n t a g ó n i c a frente a la realidad, ya q u e en é s t a se encont r a b a limitado y a p e n a s consiguió en t o d a su vida m á s q u e ir saliendo del paso. D e a q u í q u e la d o m i n a c i ó n f u e r a su ideal. E n él la opresión lo u n i f i c a b a todo. A b r a h a m e r a un t i r a n o en su mente; su ideal realizado, Dios: algo en lo q u e n a d a del m u n d o p a r t i c i p a b a , sino q u e e s t a b a d o m i n a d o p o r él. El ú n i c o a m o r q u e llegó a sentir [, por su hijo Isaac,] le d a b a escrúpulos; y éstos se hicieron u n a vez t a n fuertes, q u e estuvo disp u e s t o a destruirlo t a m b i é n . Allá d o n d e sus descendientes tuvieron poder, allá d o n d e p u d i e r o n realizar algo en la r e a l i d a d m i s m a , d o m i n a r o n con la tiranía m á s d u r a e i n d i g n a n t e (las diabólicas b a j e z a s sodomíticas c o n t r a los habit a n t e s d e S i q u e m [Génesis 34]), p u e s t o q u e c u a n d o lo infinito resulta ofendido, la v e n g a n z a tiene q u e ser t a m b i é n infinita, es decir: tiene q u e ser u n a aniquilación, puesto q u e f u e r a de lo infinito todo es m a teria, algo q u e , e n c o n t r á n d o s e f u e r a d e él, no p a r t i c i p a de él, no es sino u n m a t e r i a l sin d e r e c h o propio, sin a m o r , algo m a l d i t o , q u e se salva q u e d á n d o s e q u i e t o u ocultándose. [Todo] lo q u e sintió J a c o b

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por aquella acción s a t á n i c a [de sus hijos S i m e ó n y Leví en S i q u e m ] fue q u e le h a r í a odioso p a r a los c a n a n e o s y pericitas; y q u e , como él y los suyos n o eran m á s q u e un p u ñ a d o , se h a l l a b a n en peligro. Dios le dijo entonces q u e tenía q u e irse del país. Sólo en el m o m e n t o de la m u e r t e se atrevió a hablarles con d u r e z a de lo sucedido (Génesis 49, 5 s.). + Rigidez de la p r o p i e d a d ; todos los ejemplos: I s a a c en casa de Lab á n 8 . Los b a s t a r d o s d e A b r a h a m , excluidos. El caso m á s llamativo, el de E s a ú y J a c o b ([Génesis] 38, 28). T a m b i é n J o s é , en c u a n t o a d q u i r i ó poder, convirtió a todos los egipcios en esclavos e i n t r o d u j o la j e r a r q u í a política (Génesis 47, 19, 23), en la q u e todo e s t a b a relacionado con Dios; hizo e n t r a r a los egipcios en el mismo tipo de relaciones con su rey, realizaba su divinidad. ^<0 el devastador. O b j e t i v i d a d de Dios ( E x o d o 20, 19 s.). D e s p u é s de la m u e r t e de M o i s é s la esclavitud b a j o otros pueblos alternó con períodos de i n d e p e n d e n c i a estatal. E n estos últimos estadios o bien [estuvieron] d e s u n i d o s e n t r e sí o bien felices sirviendo a dioses ajenos. L a felicidad a c a l l a b a el odio y hacía q u e se unieran con otros pueblos. Estas unificaciones en la f o r m a de la contemplación: dioses. Los j u d í o s se s o r t e a b a n e n t r e sí los bienes de los otros pueblos, incluso a n t e s de e m p e z a r la g u e r r a ([Josué], 24 [y] 13). El castigo sólo es posible m e d i a n t e u n a ley q u e nos sea a j e n a y a la q u e nos encontremos a t a d o s .

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Extensión d e la legislación con el a v a n c e d e la separación. Noé: la permisión p a r a degollar animales, no p a r a b e b e r su sangre ( K a n t [,] prohibición de la caza, paz e t e r n a , de los a n i m a l e s vivientes), prohibición de m a t a r [los animales] a golpes; estado de necesidad m á x i m a . La bendición de A b r a h a m : p r o p i e d a d y posesión p a r a sí y sus descendientes; estado de necesidad m e n o r . Los diez m a n d a m i e n t o s de Moisés: la v e n e r a c i ó n d e Dios, la fiesta; nuevo: t e m o r reverente h a c i a los padres; adulterio; m e n t i r a y apetencias. E s t a d o de necesidad m a y o r , separación m e n o r ; es decir, separa* E n Génesis 29 es J a c o b , hijo d e I s a a c , el p r o t a g o n i s t a . A este p a s a j e p a r e c e referirse H e g e l y n o a la historia d e I s a a c y R e b e c a (Génesis 2 4 ) . * D e s p u é s d e n o v i e m b r e d e 1797. N o h l 373-374. C o m p l e t a d o d i r e c t a m e n t e del m a n u s c r i t o : Hegel-Nackla B. B d . 11, Bl. 21 r b . 2 3 r b / l í n e a s 2-4. 2 3 v 7 l í n e a s 14-25 y 33-34. r 24 /líneas 1-7.

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ción menos múltiple; separación m á s múltiple, estado de s e p a r a c i ó n menor. Allá en el s u r g i m i e n t o de la cultura, p o r q u e h a b í a m e n o s [elementos] vinculados; en u n a c u l t u r a superior, u n a c a n t i d a d m a y o r de separaciones p u e d e ir j u n t o con un e s t a d o de necesidad m e n o r , puesto q u e a ú n q u e d a m u c h o unido; sin e m b a r g o , un estado de necesidad en u n a c u l t u r a s u p e r i o r d e s g a r r a m u c h o m á s y ha<~e q u e los h o m b r e s sean m á s terribles; en la m e d i d a en q u e a u m e n t a la c u l t u r a , a u m e n tan las necesidades, las separaciones y las unificaciones. ... u n a divinidad q u e a s e g u r a b a a su pueblo u n a existencia animal; en aquél se c o n c e n t r a b a toda la v e r d a d , todo el derecho; a éste no le q u e d a sino u n a existencia p a s a j e r a , a n i m a l . El sujeto infinito, frente a lo infinito no se m a n t i e n e n a d a [ a u t ó n o m o ] , m a n t e n e r siempre r í g i d a m e n t e esta relación [con el infinito], a c o r d a r s e de ella en todo acto h u m a n o , vincularla con t o d a actividad, de ahí: invisible; sacrificio. L a relación de los j u d í o s en c u a n t o c i u d a d a n o s no p o d í a ser o t r a q u e de d e p e n d e n c i a — i g u a l p a r a t o d o s — de la casta de los sacerdotes; así la posibilidad de todas las leyes políticas, es decir: d e todas las leyes de la libertad h a sido q u i t a d a . — los israelitas se c o m p o r t a b a n m u y p a s i v a m e n t e en este proceso [de su liberación de Egipto]. Los actos [«milagrosos»] de Moisés y de A a r ó n tuvieron sobre ellos el m i s m o efecto q u e sobre los egipcios: influyeron en ellos en c u a n t o [manifestaciones de] un poder. L a m a yor d u r e z a p r o v o c a d a de esta m a n e r a [entre los egipcios] no impulsó a los j u d í p s a u n a actividad a u t ó n o m a , no reaccionaron c o n t r a ella con u n a fuerza m a y o r , sino q u e s u f r í a n m á s p r o f u n d a m e n t e (Exod o 5, 21). 6,9: Los israelitas se m a n t u v i e r o n totalmente inactivos, incluso en el proceso de su liberación siguen siendo esclavos; el único ejemplo conocido de un pueblo forzado a la libertad. Su única reacción era m u r m u r a r c o n t r a su liberación; en el resto, u n a obediencia pasiva, los egipcios casi los e m p u j a r o n ( E x o d o 12, 33, 34). N o c o m e t e n u n a acción heroica, p e r o en su fantasía se c o m e t e n g r a n d e s cosas en su favor, por su c a u s a sufren... L a violencia, c o n t r a c u y o a t a q u e uno se defiende, justifica la m u e r t e y la perdición, ya q u e aquel q u e cayó en la d e s d i c h a ha puesto esto c o m o fin p a r a el u n o y p a r a el otro; [la m u e r t e ] p u e d e recaer sobre el u n o o sobre el otro, así c a d a uno tiene los mismos derechos: los israelitas, en c a m b i o s u f r e n , pero no se defienden; los egipcios, a su vez, n o se ven d e r r o t a d o s por sus enemigos: la acción q u e los israelitas se reservaron p a r a sí fue r o b a r las vasijas de sus vecinos que, confiados, se las h a b í a n prestado. [...] C o m p a r a c i ó n : la invisibilidad del Dios j u d í o , i n n o m b r a b l e — l a prohibición de h a c e r de él u n a i m a g e n — (el rostro de Moisés brillaba t a n t o q u e no lo p o d í a n mirar) su sitio en lo a r c a n o del templo. [Com-

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p a r a r esto] con los misterios eleusinos, d o n d e se e n s e ñ a b a por palabras, imágenes, sacrificios, p e r o d o n d e no se p o d í a h a b l a r de ello; las leyes y las c e r e m o n i a s mosaicas n o provenían en a b s o l u t o de la fantasía del p u e b l o (es por lo m e n o s desconocido h a s t a q u é p u n t o ocurrió esto); m u c h a a r b i t r a r i e d a d en ellas: las formalidades, las n i m i e d a d e s y, d e esta m a n e r a , de un golpe... El éxodo: la acción del p u e b l o , su espíritu [el d e Moisés] en la m i s m a , su fin, su ideal, a q u í realizado en la m i s m a . [...] E n t e r a m e n t e egipcia es la c a s t a s e p a r a d a d e los sacerdotes: las purificaciones, la i m p u r e z a , m u c h a s aves y a n i m a l e s . L a religión q u e los israelitas p u d i e r a n h a b e r s e d a d o a sí m i s m o s tendría q u e h a b e r sido o bien m u y simple, o ' b i e n p a r e c i d a a la de los egipcios, o bien r e l a c i o n a d a con la religión egipcia, pero o p u e s t a a ella. Puesto q u e la religión mosaica n o surgió del m i s m o espíritu de la nación, puesto q u e no e s t a b a c o n e c t a d a con él, sino q u e fue algo q u e los j u d í o s recibieron, la m i s m a era algo a j e n o , m u e r t o p a r a ellos; de ahí su inconstancia. L a religión mosaica: u n a religión del infortunio p a r a el infortunio; no la de la dicha q u e q u i e r e un j u e g o alegre; el Dios es d e m a siado grave. Puesto q u e los j u d í o s en c u a n t o c i u d a d a n o s n o e r a n nada, ya q u e a d q u i r i e r o n valor sólo a través de su relación con Dios, era necesario q u e r e l a c i o n a r a n lo m á x i m o posible d e sus actos con la religión. L a c a n t i d a d de purificaciones: h a y u n a p u r e z a de la candidez q u e no sabe q u e se h a mancillado, y u n a p u r e z a de la pervesidad; u n a virginidad cuya fantasía es perversa, q u e se mancilla con todas las cosas — i m p u r e z a de la reflexión— separación del m u n d o d e u n o mismo. Si el o b j e t o infinito es todo, el h o m b r e n o es n a d a ; lo q u e a ú n es, lo es por la gracia de aquél; el objeto infinito h a h e c h o q u e algo se aliene de él, y este algo, a lo cual lo infinito concede el ser, es algo s a g r a d o p a r a él; puesto q u e c u a n t o existe en él, existe gracias a ese objeto infinito. Por eso tiene q u e m a n t e n e r s e limpio; los santos querían aniquilarse y d e s d e ñ a b a n todo lo suyo, se r e v o l c a b a n en el estiércol y se d e j a b a n comer por los piojos p a r a q u e la d v i n i d a d sea; los judíos, sin e m b a r g o , confirieron ser incluso a esto; p a r a q u e los j u d í o s fueran c a p a c e s de distinguir lo p u r o y lo i m p u r o tenía q u e serles ord e n a d o : todo tenía q u e estar relacionado con la divinidad. T o d a la legislación surge de esta idea. Moisés: Dios es Señor; todo vuestro q u e h a c e r , o bien en su servicio o bien [para] el placer q u e El os h a concedido; e n c a n t a m i e n t o q e u e n c a d e n a [a los j u d í o s ] en la esfera de la [mera] r e a l i d a d ; todo lo q u e tuviera un c a r á c t e r ideal, todo lo bello está exorcizado, p u e s t o q u e n o es algo real, n a d a de i n m o r a l i d a d , p o r q u e ella implica a u t o n o m í a h u m a n a ; un c o n t i n u o conservarse en aquello q u e Dios d e j a ser q u e u n o sea, respetarlo, m a n t e n e r l o limpio, establecer la m e n o r c a n t i d a d posible de relaciones con otros, conser-

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varse d e n t r o de u n a u n i d a d estricta, de a c u e r d o al ideal; la m e n o r c a n t i d a d de relaciones positivas, u n a religión del infortunio, p u e s t o q u e en el infortunio la separación está presente, nos s e n t i m o s c o m o objetos y t e n e m o s q u e huir hacia aquello q u e [nos] d e t e r m i n a ; en la d i c h a esta s e p a r a c i ó n h a d e s a p a r e c i d o , reina el a m o r , la u n i ó n conc o r d a n t e , pero e n t r e los j u d í o s n o p u e d e ser elevada p a r a convertirse en un Dios, l i b e r á n d o l a d e las s e p a r a c i o n e s existentes y fortuitas; en ese caso existiría u n Dios sin d o m i n a c i ó n , u n ser amistoso, algo bello, algo viviente, c u y a esencia sería la unificación; el Dios de los j u d í o s , en c a m b i o , es la m á x i m a separación: excluye toda unificación libre, d e j a n d o l u g a r sólo p a r a la d o m i n a c i ó n o p a r a la esclavitud. L a adquisición d e la p r o p i e d a d p u e d e p e r t u r b a r la i g u a l d a d de los c i u d a d a n o s , y las leyes de Solón h a n tomado,, s a b i a m e n t e , las disposiciones necesarias p a r a conservar la i g u a l d a d de las herencias (puesto q u e las leyes de L i c u r g o q u e tenían el m i s m o propósito n o consiguieron su fin, véase P a w . ) ; en Moisés, lo m i s m o con u n a r a z ó n diferente: fue la i n c a p a c i d a d d e a d q u i r i r p r o p i e d a d ; Dios dice: no podéis alienar n a d a , p o r q u e la t i e r r a es mía; sois e x t r a n j e r o s p a r a mí e hijos de u n a nación a j e n a . Levítico 25, 23 ss., [cfr. versículos] 16, 55. L a a m e n a z a ( m u c h a s veces r e c u r r e n t e ) con los castigos y la promesa de r e c o m p e n s a s — h a y u n a g r a n diferencia si se reflexiona sobre ellas o n o — d e n t r o d e u n a legislación positiva son p e r f e c t a m e n t e adec u a d a s ; p o r q u e la cancelación de a q u e l l o q u e se h a hecho p a r a super a r un e s t a d o de n e c e s i d a d hace surgir de nuevo el e s t a d o de necesid a d anterior; pero en c u a n d o ya n o se t r a t a de un e s t a d o de necesid a d [la a m e n a z a de los castigos y la p r o m e s a de la r e c o m p e n s a ] , n o son a d e c u a d a s ; y la legislación israelita, como toda legislación, sólo servía p a r a s u p e r a r un e s t a d o de necesidad. El e s t a d o de necesidad tiene fines y a c t ú a de a c u e r d o a fines; no así la alegría, el juego, el a m o r ; pero la religión j u d í a , q u e surgió sólo de un e s t a d o de necesid a d , tenía q u e tener fines; así pues, sólo s u p e r a b a un e s t a d o de necesidad; su unificación e r a incompleta, por lo q u e d e j a b a q u e unos [contenidos] coexistieran j u n t o a otros, o bien los a n i q u i l a b a , esenios. C o r é y D a t á n s e n t í a n la i g u a l d a d de [no ser] n a d a ; se enfurecieron p o r q u e Moisés se a r r o g ó u n a situación de preferencia y u n a posición de d o m i n a c i ó n s o b r e los subditos de la d i v i n i d a d . N ú m e r o s 16, 3 [...]. D e u t . 4, 19: n o debéis a d o r a r al sol, la luna, los astros, puesto q u e Dios los h a c r e a d o p a r a el bien c o m ú n de todas las naciones; p o r q u e la hostilidad e r a el principio d e su religión. [...] M i e n t r a s n o se decidía la l u c h a c o n las o t r a s naciones, m i e n t r a s q u e existieron la t o t a l i d a d del E s t a d o j u d í o y la e s p e r a n z a de conservarlo surgían h o m b r e s inspirados en favor de esta t o t a l i d a d : profetas; pero c u a n d o esta t o t a l i d a d e s t a b a d e s t r u i d a , ... Sólo posteriormente, c u a n d o los j u d í o s vivían b a j o presión [ajena], c u a n d o e r a n siervos de

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otras naciones, c u a n d o su e s t a d o de necesidad e s t a b a s u p e r a d o h a s t a el p u n t o d e poder existir físicamente, entonces f u e r o n e m p u j a d o s de nuevo, u n i l a t e r a l m e n t e hacia su Dios, puesto q u e les h a b í a sido dej a d o éste; al ser agredidos por un lado, tenían q u e reaccionar en o t r a dirección, tenían q u e movilizar o t r a s fuerzas, d e s a r r o l l a r otros tipos d e conciencia. Los j u d í o s sólo se a f e r r a r o n a la u n i d a d objetiva y a su culto [...]. Los mejores d e e n t r e ellos r e n u n c i a r o n a la u n i d a d [que les regía] h a s t a entonces (un t r a n q u i l o comer y beber, puesto q u e tanto h a b í a sido d e s g a r r a d o p a r a [conservar] esta u n i d a d ) y se crearon u n a [ u n i d a d ] m á s severa, se s e p a r a r o n v i o l e n t a m e n t e de la m i s m a — e s e n i o s — , o bien se a f e r r a r o n a la u n i d a d y a su culto p a r a t a p a r su d e s g a r r a m i e n t o restante, p a r a i m p e d i r q u e ese d e s g a r r a m i e n t o se hiciese consciente (fariseos), o bien p o r i n t e r m e d i o de u n a tiranía a ú n m á s firme y a s t u t a — s a d u c e o s — , falta d e libertad...

7 10 C o n A b r a h a m , el v e r d a d e r o tronco de los j u d í o s , c o m i e n z a la historia de este pueblo; su espíritu es la u n i d a d , el a l m a q u e rigió todos los destinos d e su descendencia. Este espíritu a p a r e c e en configuraciones diferentes, según q u e h a y a l u c h a d o c o n t r a fuerzas diferentes o q u e , al ser d e r r o t a d o por la violencia o por la seducción, se h a y a mancillado, a d o p t a n d o un [modo d e ser] ajeno. Aparece, por lo tanto, o bien en las diversas f o r m a s de la movilización a r m a d a o del conflicto, o bien en la f o r m a como soporta el y u g o del más fuerte; está ú l t i m a forma se llama «destino». Del curso t o m a d o por el desarrollo del género h u m a n o antes de A b r a h a m , del i m p o r t a n t e período en el cual la b a r b a r i e subsiguiente a la p é r d i d a del e s t a d o n a t u r a l p r o c u r a r í a volver por diferentes caminos a la unión destruida, d e esta m a r c h a se nos conservaron sólo pocos y oscuros v e s t i g i o s / La impresión q u e causó el diluvio de los tiempos de N o é sobre el á n i m o de los h o m b r e s debió d e ser la de un p r o f u n d o d e s g a r r a m i e n t o y su efecto no p u d o ser otro q u e el descreimiento m á s e s p a n t o s o frente a la n a t u r a l e z a *. Esta, antes amistosa o t r a n q u i l a , a b a n d o n ó entonces el e s t a d o de quilibrio de sus elementos y replicó a la fe q u e en ella tenía el género h u m a n o con la hostilidad m á s destructiva,
10 V e r a n o - o t o ñ o 1798. N o h l 2 4 3 - 2 4 5 . * [ T a c h a d o : ] y a q u e p a r a un h o m b r e d e á n i m o p u r o n o h a y n a d a m á s e x a s p e r a n t e q u e la v i s t a d e u n h o m b r e q u e h a sido m a t a d o — y a s e a e n v i r t u d d e u n a s e n t e n c i a j u s t a o sin e l l a — p o r un p o d e r tísico a b r u m a d o r , c o n t r a el c u a l n o p u e d e t e n e r ni u n a r e a c c i ó n de d e f e n s a .

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invencible e irresistible; a n t e su furia, q u e careció d e t o d a diferenciación q u e el a m o r p u d i e r a h a b e r hecho, n o se salvaba n a d a y d e r r a m a b a salvaje d e v a s t a c i ó n sobre todas las cosas. + L a historia nos s e ñ a l a algunos f e n ó m e n o s q u e fueron las reacciones c o n t r a la impresión q u e d e j a b a e s a ' m a s a c r e universal c a u s a d a por los elementos hostiles. P a r a q u e el h o m b r e p u d i e r a resistir a los a r r a n q u e s agresivos de esta n a t u r a l e z a a h o r a hostil, ésta tenía q u e ser d o m i n a d a , y p u e s t o q u e el todo p u e d e dividirse sólo en idea y en realidad, la u n i d a d s u p r e m a de la d o m i n a c i ó n se e n c u e n t r a o bien en algo p e n s a d o o bien en algo real. F u e en el [ser] p e n s a d o d o n d e Noé reconstruyó el m u n d o d e s g a r r a d o . H i z o de su ideal — a l g o p e n s a d o — algo existente y luego o p u s o al m i s m o todo el resto, [ t a m b i é n ] c o m o algo pensado; o s e a c o m o algo d o m i n a d o . Este ser le p r o m e t i ó e n t o n ces m a n t e n e r d e n t r o d e sus límites los elementos q u e le servían, d e m a n e r a q u e n u n c a p u d i e r a h a b e r otro diluvio d e s t r u c t o r del género humano. 4 " E n t r e los seres vivientes capaces d e ser d o m i n a d o s d e esta m a n e r a i m p u s o a los h o m b r e s la ley, el m a n d a m i e n t o d e restringirse, de tal m a n e r a q u e no se m a t a r a n m u t u a m e n t e . Aquel q u e q u e b r a n t a r a tal restricción caería b a j o el poder de esta ley y se convertiría en algo sin vida. Este (ideal convertido en algo existente/) r e c o m p e n s ó al h o m b r e de su sumisión, o t o r g á n d o l e el d o m i n i o sobre los animales. Sin e m bargo, a u n q u e s a n c i o n a r a este único d e s g a r r a m i e n t o d e lo viviente —el m a t a r a las p l a n t a s y a los a n i m a l e s — , convirtiendo la hostilidad q u e se i m p u s o por la p e n u r i a en d o m i n i o legalizado *, lo viviente e r a todavía r e s p e t a d o en la m e d i d a en q u e se p r o h i b í a ingerir la s a n g r e de los animales, p o r q u e en e l l a — s e a f i r m a b a — residía la vida, el a l m a de los seres vivientes. (Génesis 9, 4.) ** N i m r o d (si es permisible conectar a q u í con las crónicas de Moisés las exposiciones c o r r e s p o n d i e n t e s q u e Josefo—Antigüedades judías, vol. 1, c a p . 4— hace d e su historia) por el contrario, puso la u n i d a d [dom i n a n t e ] en el h o m b r e , convirtiéndolo en el ser q u e t r a n s f o r m a al resto de la r e a l i d a d en algo pensado; es decir, en el ser q u e m a t a b a , q u e d o m i n a b a . N i m r o d intentó d o m i n a r la n a t u r a l e z a h a s t a h a c e r l a inofensiva p a r a los hombres. A d o p t ó u n a actitud defensiva c o n t r a ella: era « h o m b r e atrevido q u e p o r f i a b a con su fuerte b r a z o q u e a m e n a z a b a , p a r a el c a s o q u e plugiera de n u e v o a Dios d e v a s t a r al m u n d o con un diluvio, n o e c o n o m i z a r ni p o d e r ni medios p a r a ofrecer resistencia a d e c u a d a . Así resolvió edificar u n a torre q u e d e b e r í a ser m u -

* [ T a c h a d o : ] q u e n o e r a algo q u e t u v i e r a q u e ser r e c o n c i l i a d o p o r el h o m b r e a t r a v é s de la religión. ** [ T a c h a d o : ] c o m o si r e i v i n d i c a r a la v i d a d e los h o m b r e s , su s a n g r e ; M o i s é s reiv i n d i c a p o r la m i s m a r a z ó n , p a r a Dios, la s a n g r e d e los a n i m a l e s s a c r i f i c a d o s . ( L e vítico, 17.)

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cho m á s a l t a q u e la m á x i m a a l t u r a posible de las olas y de las corrientes del agua, v e n g a n d o de esta guisa la m u e r t e de sus a n t e p a s a dos» (de a c u e r d o con otro relato, El Eupólemo de Eusebio, fueron los m i s m o s sobrevivientes del diluvio q u i e n e s edificaron la torre). «Persuadió a los h o m b r e s q u e todo lo b u e n o fue conseguido por ellos mismos, p o r su valentía y su fuerza; de esta m a n e r a c a m b i ó todas las cosas y creó en breve t i e m p o u n a d o m i n a c i ó n t i r á n i c a . » + N i m r o d unificó a los h o m b r e s (que se h a b í a n vuelto desconfiados entre sí, a l i e n á n d o s e unos frente a otros), pero no en u n a sociabilidad alegre, en la cual confiaran t a n t o los unos en los otros c o m o en la n a t u r a l e z a . Los m a n t e n í a j u n t o s , pero por la violencia. Se defendía c o n t r a el a g u a con muros; fue c a z a d o r y rey. D e esta m a n e r a , en su lucha c o n t r a la p e n u r i a , los elementos, los a n i m a l e s y los h o m b r e s , tenían q u e s o p o r t a r la ley del m á s fuerte q u e era la ley del viviente. Noé se a s e g u r ó c o n t r a el p o d e r hostil de la n a t u r a l e z a sometiendo a ella y a sí m i s m o a u n ser m á s poderoso, d o m i n á n d o l a . A m b o s c o n c e r t a r o n u n a paz f o r z a d a con el enemigo, p e r p e t u a n d o la hostilid a d . N i n g u n o de los dos se reconcilió con él, tal c o m o lo hizo la bella p a r e j a d e D e u c a l i ó n y Pirra, q u i e n e s , después del diluvio de su época, invitaron a los h o m b r e s a r e t o m a r su a m i s t a d con el m u n d o y con la n a t u r a l e z a , haciéndoles olvidar, en la alegría y en el gozo, la p e n u r i a y la hostilidad. C o n c e r t a r o n u n a paz de a m i s t a d ; fueron los progenitores d e naciones bellas y convirtieron su época en m a d r e de u n a n a t u r a l e z a n a c i d a de nuevo, q u e conservó su vigor juvenil.

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N a d a d e o p o n e m á s a las bellas relaciones, b a s a d a s p o r n a t u r a l e z a en el a m o r , q u e las de esclavo y señor; y éstas e r a n las de los j u d í o s . M i e n t r a s el p a d r e vivía, el hijo era su esclavo; sólo a su muerte, q u e le o t o r g a b a al hijo un c a m p o propio, se hacía éste t a n i n d e p e n d i e n t e como ello e r a posible entre los j u d í o s . El hijo q u e , r o m p i e n d o la relación [establecida] con su p a d r e , se c o m p o r t a s e v i o l e n t a m e n t e con él del m o d o q u e fuese (y todo d e s a m o r era violencia), merecía sufrir la violencia m á s severa. A h o r a bien, separarse del p a d r e p a r a ser un h o m b r e i n d e p e n d i e n t e no es d e s a m o r ni violencia; y si el p a d r e se niega a reconocerlo, es él q u i e n está violentando al a d u l t o p l e n a m e n t e desarrollado, imponiéndole la s e r v i d u m b r e , m á s a ú n , no dejándole ni siquiera la libre elección de u n a m u j e r , q u e es lo m á s libre q u e hay, lo
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1798. D e l m a n u s c r i t o : Hegel-Nachlaíi,

t o m o 11, h o j a 28 verso.

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q u e de n i n g ú n m o d o p u e d e ser t r a n s f e r i d o a otro, ni otro p u e d e ejercer en su l u g a r por m á s inhábil q u e el hijo sea p a r a ejercer p o r sí m i s m o su d e r e c h o a explayar su vitalidad b a j o la r e p r e s e n t a c i ó n pat e r n a o tutorial. E s t a es la tiranía m á s a b s o l u t a o — c o m o se t r a t a d e u n a c o s t u m b r e , de u n d e r e c h o legítimo del p a d r e , y por t a n t o el hijo no p u e d e ver en ella algo f o r m a l m e n t e t i r á n i c o — p r e s u p o n e u n pueblo a cuyo c a r á c t e r le es a j e n o todo lo q u e signifique libre a m o r , belleza, y cuya ú n i c a conciencia es la de d o m i n a c i ó n y esclavitud. E n el caso de q u e la m u j e r f u e r a elegida por el m i s m o h o m b r e , éste la c o m p r a b a a los p a d r e s d e la m u j e r , y la situación de ella en el m a t r i m o n i o era la de u n a c o m p r a d a . Si su m a r i d o m o r í a sin d e s c e n d e n c i a , la m u j e r pertenecía a las tierras, q u e t e n í a n q u e q u e d a r s e en la familia y ella con ellas; el p a r i e n t e m á s c e r c a n o tenía q u e h e r e d a r l a s , luego t a m b i é n tenía q u e casarse con ella. C o m o la doncella era u n a cosa *, lo único q u e se veía en ella era u n a m e r c a n c í a q u e se h a b í a c o m p r a d o ; y p a r a e x a m i n a r si la cosam e r c a n c í a r e s p o n d í a a las condiciones en q u e se h a b í a vendido, fue c o m o nacieron leyes a s q u e r o s a s y c o s t u m b r e s r e p u g n a n t e s de sobra conocidas, p o r q u e a m a d a n u n c a lo fue. T a m b i é n a c t u a l m e n t e el c a m p e s i n o de St. Gallen... 12

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[ T a c h a d o : ] lo m i s m o q u e u n a c e r d a y A q u í la ú l t i m a l i n c a del texto se h a c e ilegible.

[ESBOZOS SOBRE RELIGION Y AMOR]
(1797-1798) [1] MORALIDAD, AMOR, RELIGION 1
SE le llama positiva a u n a fe en la q u e lo práctico existe t e o r é t i c a m e n te, en la cual lo o r i g i n a l m e n t e subjetivo existe ú n i c a m e n t e c o m o algo objetivo. Se le l l a m a positiva a u n a religión q u e p o n e c o m o principio d e la vida y d e los actos las representaciones d e algo objetivo, d e algo q u e no p u e d e llegar a ser s u b j e t i v o . + L a actividad p r á c t i c a a c t ú a libremente, sin unificación d e lo opuesto, sin e s t a r d e t e r m i n a d a por éste, sin q u e se i n t r o d u z c a la unid a d en u n a multiplicidad d a d a *, sino q u e es la u n i d a d m i s m a la q u e ú n i c a m e n t e se s a l v a f r e n t e a la multiplicidad d e lo o p u e s t o , q u e en lo q u e respecta a la f a c u l t a d práctica p e r m a n e c e s i e m p r e sin unirse. L a u n i d a d práctica se a f i r m a por la c o m p l e t a cancelación d e lo opuesto. T o d o s los m a n d a m i e n t o s morales son exigencias d e d e f e n d e r esta u n i d a d frente a los impulsos; son diferentes ú n i c a m e n t e en c u a n t o q u e se dirigen c o n t r a diferentes impulsos [ a c o m p a ñ a d o s por] la representación d e e s t a u n i d a d . ¿ Q u é es el c o n c e p t o d e la m o r a l i d a d ? Los c o n c e p t o s m o r a l e s no tienen objetos en el m i s m o sentido en q u e los c o n c e p t o s teóricos tienen sus objetos. El o b j e t o de aquéllos es siempre el Yo; el objeto de éstos es el No-Yo. El o b j e t o del c o n c e p t o m o r a l es cierta d e t e r m i n a ción del Yo q u e , p a r a convertirse en un concepto, p a r a poder ser conocido, p a r a p o d e r ser objeto, está opuesto, en c u a n t o d e t e r m i n a ción diferente, al Yo, q u e se considera c o m o un a c c i d e n t e del Yo, q u e se excluye d e la d e t e r m i n a c i ó n del Yo q u e conoce en este i n s t a n t e ; el c o n c e p t o [moral] es u n a actividad reflejada en la reflexión. U n conc e p t o moral q u e no se ha p r o d u c i d o d e esta m a n e r a , q u e es un conc e p t o sin actividad, es un c o n c e p t o positivo; sin e m b a r g o , se p r e t e n d e que, al m i s m o t i e m p o , sea un c o n c e p t o práctico. T a l c o n c e p t o positivo es algo m e r a m e n t e conocido, algo d a d o , algo objetivo, q u e recibe su poder, su f u e r z a , su efectividad por un o b j e t o q u e exige respeto o
' A n t e s d e julio d e 1797. N o h l 374-377.

* [ T a c h a d o : ] la u n i d a d t e ó r i c a es v a c í a , c a r e c e d e s e n t i d o , sin u n a m u l t i p l i c i d a d ; sólo es p e n s a b l e en r e l a c i ó n c o n é s t a .
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d e s p i e r t a temor, a n t e el cual nos a n o n a d a m o s , f r e n t e al cual t e n d r í a mos q u e s u c u m b i r , si en esos conceptos [morales] no se nos a b r i e r a un c a m i n o hacia a q u e l objeto, u n a e s p e r a n z a d e ser p e r d o n a d o (y así la posibilidad de ser unos con él). El c o n c e p t o moral positivo es c a p a z de p e r d e r el c a r á c t e r de la positividad, si la actividad q u e expresa llega a ser d e s a r r o l l a d a por el [sujeto] m i s m o , a d q u i r i e n d o así u n a fuerza p r o p i a ; sin e m b a r g o , lo q u e se l l a m a c o r r i e n t e m e n t e «positivo» tiene la característica de n o ser u n a a c t i v i d a d reflejada [en la reflexión] d e nosotros mismos, sino la de ser algo objetivo, sin p o d e r perder j a m á s este carácter. Es v e r d a d : lo moral t a m b i é n p u e d e hacerse objetivo, en la m e d i d a en q u e es r e p r e s e n t a d o y concebido; pero la conciencia p e r m a n e c e siempre v i n c u l a d a con lo m o r a l o, si no, esta conexión p u e d e restablecerse al instante: la conexión d e q u e somos nosotros mismos, d e q u e es n u e s t r a propia fuerza y actividad libre la q u e constiuye el objeto del conocimiento. [Por otro lado], lo q u e es moral, por u n a parte, y lo q u e es objetivo en el sentido corriente, por la otra, se o p o n e n c o m o dos contrarios. El objeto infinito y sus f o r m a s de a c t u a r son positivos t a m b i é n p a r a la facultad cognoscitiva: milagros, revelación, apariciones. Se p r e t e n d e q u e en la intuición no se d a u n a totalidad, q u e la facultad cognoscitiva debe r e n u n c i a r a la «fantasía» d e q u e las leyes de su [propia] n a t u r a l e z a c o n f i g u r a n — e n u n o d e sus a s p e c t o s — u n a totalidad; q u e en el f e n ó m e n o no se d a la m i s m a c a n t i d a d de activid a d [que de pasividad], q u e la intuición no d e b e concebir n u n c a al f e n ó m e n o c o m o u n a totalidad. Se p r e t e n d e q u e la acción, la causa, es algo desconocido, q u e un lado de la interrelación n o es ni un o b j e t o — u n N o - Y o — ni un Yo (y q u e no es como en las acciones h u m a n a s , d o n d e un lado es un Yo). La n a t u r a l e z a del Yo práctico consiste en un t r a s c e n d e r de lo real por p a r t e de la actividad ideal, y en la exigencia de q u e la actividad objetiva s e a equivalente con la actividad infinita. L a fe práctica es la fe en ese ideal; s o l a m e n t e es positiva a q u e l l a fe p r á c t i c a en la cual se d a t a n t o ese trascender c o m o la exigencia de la igualdad. Esta exigencia sólo puede ser d a d a por un objeto poderoso y d o m i n a n t e (autoridad); éste, sin e m b a r g o , y su f o r m a de a c t u a r no p u e d e n ser concebidos p o r nosotros. Si los concibiéramos, sería d e t e r m i n a d o por nosotros. Sus f o r m a s de a c t u a r tienen q u e ser milagros p a r a nosotros, algo q u e p a r a nosotros es imposible, es decir: p r e s u p o n e n u n a actividad en la q u e no reconocemos la actividad d e un Yo. C o n esto se distinguen de los actos q u e conocemos en c u a n t o actos de seres libres, en c u a n t o actos de un Yo. C u a n d o se t r a t a del fin m o r a l q u e a t r i b u i m o s a la providencia de la d i v i n i d a d , n u e s t r a reflexión no se dirige a los otros aspectos — d e s conocidos— d e su ser, sino q u e j u z g a m o s q u e su actividad es, a ese

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respecto (en c u a n t o realización de u n lin m o r a l ) , la a c t i v i d a d de un Yo.

RELIGION, FUNDAR UNA

RELIGION

El otro e x t r e m o de la d e p e n d e n c i a d e un o b j e t o es t e m e r a los objetos, la h u i d a a n t e ellos, el temor a n t e la unión, la s u p r e m a subjetividad. Objetivo: 1. L o real en el espacio. 2. L a s d e t e r m i n a c i o n e s internas: o b j e t i v a s con la conciencia d e q u e son d e t e r m i n a c i o n e s internas. 3. L a s d e t e r m i n a c i o n e s internas, sin la conciencia d e q u e son determinaciones internas. Religión es la veneración libre de la divinidad. L a religión m e r a m e n t e subjetiva, sin imaginación es la rectitud. C o m p r e n d e r es d o m i n a r . Vivificar a los objetos, convertirlos en dioses. C o n t e m p l a r un t o r r e n t e [como u n a m a s a de a g u a ] q u e tiene q u e precipitarse (de a c u e r d o a las leyes d e la g r a v e d a d ) a las regiones m á s b a j a s y q u e está e n c e r r a d o y p r e s i o n a d o por sus bordes es c o m p r e n d e r l o . D a r l e un a l m a , p a r t i c i p a r en él c o m o en algo q u e nos es s e m e j a n t e , es convertirlo en un Dios. Sin e m b a r g o , d a d o q u e un torrente, u n á r b o l es, a la vez, un o b j e t o y p u e d e estar s o m e t i d o a la m e r a necesidad (de la m i s m a m a n e r a c o m o en el caso d e los h o m b r e s divinizados, éstos — e n c u a n t o tales— se d i s t i n g u e n de su otro estado en q u e s o l a m e n t e son h o m b r e s ) , se t r a t a ú n i c a m e n t e de semidioses, no d e dioses eternos, n e c e s a r i o s / Ahí d o n d e s u j e t o y o b j e t o — o l i b e r t a d y n a t u r a l e z a — se p i e n s a n u n i d o s de m a n e r a tal q u e la n a t u r a l e z a es libertad, q u e s u j e t o y objeto n o son separables, a h í está lo divino; tal ideal es el o b j e t o de toda religión. U n a d i v i n i d a d es sujeto y o b j e t o a la vez; no se p u e d e decir q u e sea sujeto en oposición a o b j e t o s o q u e tiene objetos. L a s síntesis teóricas se convierten e n t e r a m e n t e en objetivas, en algo q u e se o p o n e t o t a l m e n t e al sujeto. L a actividad p r á c t i c a destruye el o b j e t o y es e n t e r a m e n t e subjetiva; ú n i c a m e n t e en el a m o r somos u n o s con el objeto: a q u í el objeto no d o m i n a ni está d o m i n a d o . Este a m o r , c o n v e r t i d o p o r la i m a g i n a c i ó n en un ser, es la d i v i n i d a d ; frente a ella el h o m b r e e s c i n d i d o [en sí m i s m o ] siente respeto, veneración; el h o m b r e u n i d o [consigo mismo], a m o r . A q u é l , a c a u s a d e su m a l a conciencia — l a conciencia de la escisión—, siente temor f r e n t e a ella. Se p u e d e l l a m a r a esa unión, unión del sujeto y del objeto, unión de la libertad y de la n a t u r a l e z a , unión d e lo real y d e lo posible. Si el

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sujeto conserva la f o r m a d e sujeto y el o b j e t o la forma de objeto, [entonces] la n a t u r a l e z a sigue siendo n a t u r a l e z a y no se h a realizado unión a l g u n a . E n t o n c e s es el sujeto, el ser libre, la p a r t e d o m i n a d o ra; y el objeto, la n a t u r a l e z a , lo d o m i n a d o . E n los tiempos antiguos los dioses se m o v í a n e n t r e los h o m b r e s ; en la m e d i d a en q u e creció la separación, la d i s t a n c i a entre los h o m bres, t a m b i é n los dioses se d e s p r e n d í a n de los h o m b r e s . G a n a r o n , en c a m b i o , en sacrificios, e incienso, en s e r v i d u m b r e . Llegaron a ser m á s temidos, h a s t a q u e la s e p a r a c i ó n a v a n z ó h a s t a un p u n t o en q u e la unión se podía realizar sólo por la violencia. Sólo p u e d e producirse a m o r hacia aquello q u e es igual a nosotros, hacia el espejo, hacia el eco d e nuestro ser.

[2] AMOR Y RELIGION

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... en la m i s m a forma c o m o llegan a conocer diferentes especies q u e no les son hostiles, a c e p t a n t a m b i é n varios dioses en su P a n t e ó n . + « Q u e vuesto Dios sea t a m b i é n el nuestro», es decir: considerémonos c o m o unidos y no c o m o particulares [separados]. 4 " U n pueblo q u e d e s d e ñ a a todos los dioses ajenos tiene q u e llevar en su seno el odio hacia todo el género h u m a n o . Ahí d o n d e la separación entre el impulso y la realidad es t a n g r a n d e q u e surge un a u t é n t i c o dolor *, entonces, es v e r d a d , pone c o m o c a u s a d e este sufrir u n a actividad i n d e p e n d i e n t e y a n i m a esta activid a d ; pero d a d o q u e la unificación con el dolor es imposible, ya q u e es un sufrir, es imposible t a m b i é n la unión con a q u e l l a c a u s a del sufrir; entonces el h o m b r e la pone frente a sí m i s m o c o m o a un ser hostil. Si n u n c a h u b i e r a recibido favores d e este ser, entonces le atribuiría u n a n a t u r a l e z a hostil q u e no c a m b i a ; pero si o b t u v o ya u n a d i c h a d e él, si ya lo a m ó , entonces tiene q u e pensar q u e su á n i m o hostil es sólo algo p a s a j e r o . Y si está consciente de a l g u n a culpa, e n t o n c e s reconoce en su dolor la m a n o punitiva de la divinidad, con la cual a n t e r i o r m e n t e vivía en amistad. 4 "
* [ T a c h a d o : ] e n t o n c e s la u n i ó n es i m p o s i b l e , y si el h o m b r e tiene f u e r z a s u f i c i e n t e p a r a a g u a n t a r — a p e s a r d e t o d o — e s t a s e p a r a c i ó n , e n t o n c e s se o p o n e al d e s t i n o , sin llegar a s e r d e r r o t a d o por el m i s m o . Si el h o m b r e n o t i e n e esta f u e r z a , e n t o n c e s p o n e e s t a u n i ó n [ e n t r e i m p u l s o y r e a l i d a d ] en un e s t a d o f u t u r o y la e s p e r a d e un o b j e t o a j e n o , u n i f i c a n t e , y a q u e [el h o m b r e ] n o p o n e n a d a e n el o b j e t o q u e n o esté e n él. Ahí d o n d e el h o m b r e u n e lo n o - u n i f i c a b l é , a h í e s t á la p o s i t i v i d a d .
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V e r a n o 1797. N o h l 377-378.

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Pero si está consciente d e su p u r e z a y tiene la suficiente fuerza p a r a s o p o r t a r la s e p a r a c i ó n completa, entonces se e n f r e n t a con un p o d e r desconocido, en el cual no h a y n a d a h u m a n o , se e n f r e n t a , pod e r o s a m e n t e con el destino, sin someterse, y sin e n t r a r en o t r o tipo d e unión con él; la cual por ser u n a unificación con un ser m á s p o d e r o s o p o d r í a ser sólo s e r v i d u m b r e . Si se unifica a h í d o n d e en la n a t u r a l e z a prevalece la s e p a r a c i ó n e t e r n a , si se unifica lo q u e es i n c o m p a t i b l e , ahí se p r o d u c e la positivid a d . Lo así unificado, este ideal, es e n t o n c e s algo objetivo, h a y algo en él q u e no es sujeto. Al ideal no lo p o d e m o s poner f u e r a d e nosotros; si lo p u s i é r a m o s sería un objeto. Y n o lo p o d e m o s p o n e r e n t e r a m e n t e en nosotros, ya q u e entonces n o sería un ideal. L a religión es u n o con el a m o r . El a m a d o no está o p u e s t o a nosotros, es uno con n u e s t r o ser; a veces vemos s o l a m e n t e a nosotros m i s m o en él, y luego, d e rechazo, es algo diferente de nosotros: un milagro q u e no llegamos a c o m p r e n d e r . «El iniciado (Platón, Fedro) q u e a n t e s g o z a b a de la visión completa de la belleza e t e r n a , se sobrecoge inicialmente c u a n d o ve un rostro casi d i v i n o q u e es u n a b u e n a imitación d e la belleza o de o t r a idea incorpórea, y le recorre un e s t r e m e c i m i e n t o de los del principio; luego mira con m á s d e t e n c i ó n y v e n e r a [entonces] al a m a d o c o m o a un Dios; si no t e m i e r a la f a m a de la l o c u r a sacrificaría a n t e el a m a d o c o m o a n t e un efigie, c o m o ante un Dios» 3 .

[3] CREER Y SER

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«CREER» es la m a n e r a en q u e u n a unificación q u e unifica u n a antin o m i a está presente en n u e s t r a representación. La unificación es la actividad; esta ac.tividad reflejada [por la reflexión] c o m o o b j e t o es lo creído. P a r a unificar [de esta m a n e r a ] es necesario q u e a los m i e m bros d e la a n t i n o m i a ya se los h a y a sentido o p e n s a d o c o m o antagónicos, q u e su relación m u t u a se h a y a sentido c o m o a n t i n o m i a . + Sin e m b a r g o lo a n t a g ó n i c o sólo se p u e d e conocer c o m o tal si [antes] ya se h a unificado. L a unificación es la m e d i d a con la cual se lleva a c a b o la c o m p a r a c i ó n ; es frente a ella c o m o los opuestos, en
3 A q u í c o r r e s p o n d e a c o n t i n u a c i ó n la p r i m e r a v e r s i ó n de o t r o f r a g m e n t o s o b r e el a m o r , r e p r o d u c i d a p a r c i a l m e n t e ¡'«/ra, p á g s . 2 6 1 - 2 6 5 e n las n o t a s d e la s e g u n d a v e r s i ó n c o m o textos t a c h a d o s . 4 D e s p u é s d e n o v i e m b r e d e 1797. N o h l 382-385.

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c u a n t o tales, a p a r e c e n cual insatisfechos. Si se m u e s t r a entonces q u e los dos m i e m b r o s limitados y o p u e s t o s no p u e d e n subsistir como tales [uno al lado del otro], sino q u e se t e n d r í a n q u e c a n c e l a r [ m u t u a m e n te], si se m u e s t r a que, en consecuencia, p a r a ser posibles p r e s u p o n e n u n a unificación ( p a r a p o d e r m o s t r a r q u e son opuestos ya se presupone la unificación), e n t o n c e s se p r u e b a con ello q u e la unificación debe ser. Sin e m b a r g o la unificación m i s m a , el hecho de q u e es, no se h a p r o b a d o de esta m a n e r a ; m á s bien esta f o r m a de existir de la r e p r e s e n t a c i ó n en la conciencia es creída. N o p u e d e ser p r o b a d a , p u e s t o q u e los opuestos son los dependientes, y la unificación con respecto a ellos, lo i n d e p e n d i e n t e , y p r o b a r significa d e m o s t r a r la dep e n d e n c i a . A h o r a bien, lo q u e es i n d e p e n d i e n t e con respecto a estos dos m i e m b r o s opuestos, n a t u r a l m e n t e , p u e d e ser algo d e p e n d i e n t e , opuesto, en conexión diferente. E n t o n c e s hay q u e p r o c e d e r de nuevo a la n u e v a unificación, q u e de nuevo es lo creído. U n i f i c a c i ó n y ser son sinónimos; en c a d a oración la c ó p u l a «es» expresa la unificación del s u j e t o y del predicado: un ser. [El] ser sólo p u e d e ser creído; el creer p r e s u p o n e un ser. Es, pues, c o n t r a d i c t o r i o decir q u e p a r a poder creer h a y q u e convencerse p r i m e r o del ser. Es esta i n d e p e n d e n c i a , es el c a r á c t e r absoluto del ser c o n t r a lo q u e u n o se topa; p u e d e m u y bien ser, pero el h e c h o d e q u e sea no significa en absoluto q u e sea p a r a nosotros. L a i n d e p e n d e n c i a del ser consiste en q u e es, sea o no p a r a nosotros. El ser se afirma, tiene q u e p o d e r ser algo e n t e r a m e n t e s e p a r a d o de nosotros, algo q u e no incluye n e c e s a r i a m e n t e q u e nosotros e n t r e m o s en relación con él. ¿ C ó m o p u e d e ser algo q u e incluya la posibilidad de q u e no lo creyéramos? Es decir, h a y algo q u e es posible, p e n s a b l e sin q u e lo creamos; o sea, sin q u e por ello sea necesario. Del h e c h o de q u e algo sea pensable no se sigue su ser, a u n q u e sí el ser d e ser p e n s a d o . Sin e m b a r g o algo p e n s a d o es algo s e p a r a d o , algo q u e está o p u e s t o al q u e piensa. No es algo existente."1" El m a l e n t e n d i d o p u e d e surgir sólo de q u e h a y varias formas d e unificación, de ser. Por eso c a b e decir: «es algo pero no por eso es necesario q u e yo lo crea»; por el hecho de q u e le c o r r e s p o n d a una m a n e r a d e ser no le h a d e c o r r e s p o n d e r otra. A d e m á s , creer no es ser, sino ser reflejado [en la reflexión]. T a m b i é n en este sentido puede decirse q u e lo q u e es no por ello tiene q u e estar reflejado [en la reflexión], no tiene por q u é ser consciente. Lo q u e es n o tiene q u e ser creído, pero lo q u e es creído tiene q u e s e r . + A h o r a bien, lo p e n s a d o c o m o algo s e p a r a d o tiene q u e transform a r s e en algo unificado y sólo entonces p u e d e ser creído. El pensam i e n t o es u n a unificación y [como tal] es algo creído; pero lo p e n s a d o a ú n n o lo es. Lo s e p a r a d o e n c u e n t r a su unificación en U n ser solamente, y a q u e un ser diferente en un respecto p r e s u p o n d r í a u n a n a t u r a l e z a q u e

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[al m i s m o tiempo] s e n a n . i i b i é n u n a n o - n a t u r a l e z a ; decir, p r e s u p o n d r í a u n a c o n t r a d i c i ó n . [En tal caso], u n a unificación p o d r í a ser en el m i s m o respecto u n a no-unificación. U n a fe positiva es e n t o n c e s u n a fe q u e , en vez de la ú n i c a unificación posible, p o s t u l a otra, q u e pone en lugar del único ser posible otro ser. Es un creer q u e unifica a los opuestos, de u n a m a n e r a por la cual sí se unifican, a u n q u e d e u n a m a n e r a incompleta; es decir, no se u n f i c a n en a q u e l respecto en el q u e d e b e n ser unificados. E n la religión positiva, toda unificación p r e t e n d i d a m e n t e es algo d a d o . Lo d a d o no se tiene antes de h a b e r l o recibido. Se p r e t e n d e t a m b i é n q u e lo d a d o , d e s p u é s de q u e h a sido recibido, se c o n s e r v a p a r c i a l m e n t e c o m o tal. Lo d a d o , sin e m b a r g o , n o es en este respecto d i s t i n t o d e lo opuesto. E n t o n c e s esa unificación sería algo o p u e s t o o, m á s p r e c i s a m e n t e , algo o p u e s t o en el m i s m o respecto en el q u e es algo unificado, lo q u e sería u n a contradicción. El origen d e esta c o n t r a d i c ción se e n c u e n t r a en u n a ilusión e n g a ñ o s a , por lo cual m a n e r a s inc o m p l e t a s de unificaciones (que en otro respecto siguen siendo opuestos), o un ser i m p e r f e c t o , se t o m a n p o r un ser perfecto, por u n a unificación h e c h a en a q u e l respecto en el que debe realizarse la unificación. U n a m a n e r a de ser se c o n f u n d e con o t r a . + Los distintos g é n e r o s del ser son unificaciones m á s o m e n o s perfectas. E n toda unificación hay un d e t e r m i n a r y un ser d e t e r m i n a d o , y los dos están unidos. En la religión positiva, sin e m b a r g o , se pret e n d e q u e lo d e t e r m i n a n t e sea d e t e r m i n a d o t a m b i é n en c u a n t o det e r m i n a n t e . Su acción d e b e r í a ser sufrimiento, m a s n o a c t u a c i ó n ; sin e m b a r g o , [aquel factor] d e t e r m i n a n t e frente al cual se e n c u e n t r a pasivo es t a m b i é n algo u n i f i c a d o y, en esta unificación, lo a c t u a n t e pod r í a h a b e r sido activo. P e r o se t r a t a a q u í d e u n a unificación d e índole inferior, p o r q u e en la acción q u e p a r t e d e la fe positiva, este unificado es, a su vez, algo o p u e s t o q u e d e t e r m i n a su [ m o m e n t o ] opuesto. E n este caso h a y sólo u n a unificación i n c o m p l e t a , p u e s t o q u e a m b o s m o m e n t o s siguen s i e n d o [momentos] opuestos: u n o es el d e t e r m i n a n t e y el otro lo d e t e r m i n a d o . A u n q u e lo d e t e r m i n a n t e m i s m o figure a q u í c o m o algo activo, la f o r m a de la actividad está d e t e r m i n a d a por algo diferente; es decir, p o r el ser d a d o . Se p r e t e n d e q u e lo activo sea algo d e t e r m i n a d o en cuanto activo. Lo q u e d e t e r m i n a así la acción tiene q u e h a b e r sido antes, en c u a n t o existente, algo unificado. Si se p r e s u p o n e q u e t a m b i é n en esta unificación lo d e t e r m i n a n t e fue algo d e t e r m i n a d o , se a d m i t e q u e , en c u a n t o d e t e r m i n a d o , tiene q u e h a b e r sido d e t e r m i n a d o por otro, y así hasta el infinito. D e esta m a n e r a , el creyente de u n a religión positiva tendría q u e ser algo e n t e r a m e n t e pasivo, algo a b s o l u t a m e n t e d e t e r m i n a d o , lo q u e es contradictorio/ Por eso, todas las religiones positivas establecen u n a s d e m a r c a ciones m á s o m e n o s estrechas, entre las cuales c o n f i n a n la a c t i v i d a d .

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A d m i t e n d e t e r m i n a d a s unificaciones (por ejemplo, la intuición [sensible]), conceden al h o m b r e un d e t e r m i n a d o ser (por ejemplo, el d e u n vidente, d e un oyente), conceden q u e es un ser q u e mueve, un ser activo, pero la actividad así c o n c e d i d a es u n a actividad vacía. E n c a d a actividad d e t e r m i n a d a [de este tipo] n o es el h o m b r e activo el q u e p r o d u j o la d e t e r m i n a c i ó n ; en c u a n t o ser activo es m á s bien un ser activo d e t e r m i n a d o . Lo d e t e r m i n a n t e es u n p o d e r por el cual la actividad recibe su dirección, su forma. T a l es el caso t a m b i é n c u a n d o se a c t ú a y se tiene fe por confianza.. C o n f i a n z a es identidad de la persona, d e la voluntad, del ideal, d e n t r o de la diversidad de la contingencia. Si yo creo en alguien, si yo a c t ú o d e a c u e r d o a él d o n d e no soy él ni él no es yo, e n t o n c e s estoy d e t e r m i n a d o [por él]; él es e n t o n c e s un poder frente a mí y yo tengo u n a actividad positiva hacia él. L a fe positiva exige fe en algo q u e no es; lo q u e no es, [tiene d o s alternativas]: o bien está en proceso d e ser, o bien no lo está. L o q u e está d e t e r m i n a d o n o es un existente en la m e d i d a en q u e lo está. Sin e m b a r g o , p u e s t o q u e se p r e t e n d e q u e [esto m i s m o q u e no es] sea creído, se p r e t e n d e q u e es un existente. [En la fe positiva] sentim o s un poder, e s t a m o s en u n a a c t i t u d sufriente, pasiva frente a él y, [sin e m b a r g o ] , él no pasa por este sentimiento, sino por aquella separación del sentir en la cual lo sufriente (que, d e esta m a n e r a , se convierte en objeto) se o p o n e a lo q u e causa el sufrir (y q u e por lo m i s m o es sujeto). T o d a religión positiva p a r t e d e algo opuesto, d e algo q u e no somos y q u e , [sin e m b a r g o ] , t e n e m o s el d e b e r de ser; establece un ideal d e l a n t e de su ser, y p a r a q u e este ideal p u e d a ser creído tiene q u e ser un poder. E n la religión positiva, lo existente, la unificación, es sólo u n a representación, algo pensado. «Yo creo q u e existe» significa: yo creo en la representación, yo creo q u e yo m e represento algo, yo creo en algo creído ( K a n t , d i v i n i d a d ) ; filosofía k a n t i a n a , religión positiva. ( D i v i n i d a d [en c u a n t o ] v o l u n t a d s a g r a d a ; el h o m b r e : negación absoluta; la unificación se hace en las representaciones, lo q u e es unific a d o son las representaciones; la representación es un p e n s a m i e n t o , pero lo p e n s a d o no es algo existente.)

QUE LOS MAGISTRADOS SEAN ELEGIDOS POR EL PUEBLO 1
(antes de agosto de 1798)
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SERÍA ya t i e m p o de q u e el pueblo d e W ü r t t e m b e r g a b a n d o n a r a su vacilación entre el m i e d o y la e s p e r a n z a , e n t r e las e x p e c t a t i v a s y los d e s e n g a ñ o s . N o p r e t e n d o a f i r m a r q u e h a llegado t a m b i é n el t i e m p o de q u e todo a q u e l q u e d e s e a — y a sea por un c a m b i o de las cosas, ya sea por la conservación de la situación a n t i g u a — su p r o v e c h o partic u l a r o el de su e s t a m e n t o , o q u i e n c o n s u l t a en estos a s u n t o s únicam e n t e su v a n i d d a d , a b a n d o n a r a esas m í s e r a s aspiraciones y dirigiera su á n i m o al bien c o m ú n . [Sin e m b a r g o ] p a r a los h o m b r e s con deseos m e j o r e s y con aspiraciones m á s p u r a s , sí ha llegado el t i e m p o de c o n f r o n t a r su v o l u n t a d i n d e t e r m i n a d a con aquellas p a r t e s de la Constitución q u e se f u n d a m e n t a n en la injusticia, y dirigir su acción efectiva hacia la t r a n s f o r m a c i ó n necesaria de esas partes. La t r a n q u i l a m o d e s t i a frente a la r e a l i d a d , la falta de e s p e r a n z a s , la paciente resignación a n t e un destino s u p e r d i m e n s i o n a d o , todopoderoso, se m u d a r o n en e s p e r a n z a , en expectativa, en u n a d e t e r m i n a ción valiente a algo distinto. Se ha hecho viva en el a l m a de los h o m b r e s la imagen de é p o c a s mejores y m á s j u s t a s , y cierta a ñ o r a n z a por u n a condición h u m a n a m á s p u r a y m á s libre c o n m u e v e todos los á n i m o s , llevándolos a u n a r u p t u r a con la realidad. El i m p u l s o de r o m p e r con las b a r r e r a s m e z q u i n a s h a h e c h o q u e sus e s p e r a n z a s se fijaran sobre todo [nuevo] acontecimiento, sobre todo lo q u e hiciera v i s l u m b r a r [algo nuevo], incluso sobre los excesos. + ¿De d ó n d e h u b i e r a n p o d i d o e s p e r a r los h a b i t a n t e s de W ü r t t e m b e r g un auxilio m á s j u s t o q u e de la a s a m b l e a ' d e los r e p r e s e n t a n t e s d e sus estamentos? El a p l a z a m i e n t o de la satisfacción d e estas e s p e r a n zas, el t i e m p o q u e t r a n s c u r r e p u e d e sólo purificar estas aspiraciones, s e p a r a r lo p u r o d e lo i m p u r o , pero n o h a r á sino reforzar el impulso h a c i a aquello q u e satisface u n a necesidad a u t é n t i c a . El a n h e l o a q u e l
1 H e g e l e s c r i b i ó p r i m e r o «el p u e b l o » y l u e g o lo t a c h ó y c a m b i ó p o r «los c i u d a d a n o s » . T o d o el t í t u l o f u e t a c h a d o l u e g o ( p o r o t r a m a n o ) y s u s t i t u i d o p o r : « S o b r e las n u e v a s c o n d i c i o n e s i n t e r n a s d e W ü r t t e m b e r g , e n e s p e c i a l s o b r e las faltas d e la constit u c i ó n d e los m a g i s t r a d o s . » 2 L a s s o n 150-154. H a y m 6 7 , 6 5 s., 4 8 3 ss.

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p e n e t r a r á t a n t o m á s p r o f u n d a m e n t e en los c o r a z o n e s c u a n t o m á s se p r o l o n g a el t i e m p o d e la espera; n o se t r a t a d e u n vértigo accidental y p a s a j e r o . P o d e m o s llamarlo paroxismo, fiebre q u e se a c a b a r á ú n i c a m e n t e con [a m u e r t e , o c u a n d o se h a y a e x p u l s a d o la m a t e r i a e n f e r m a . Es la l u c h a d e la p a r t e s a n a por a r r o j a r lo malo. El s e n t i m i e n t o de q u e el edificio estatal es insostenible tal c o m o existe a h o r a es general y está p r o f u n d a m e n t e e n r a i z a d o . Existe el tem o r g e n e r a l de q u e este edificio se d e r r u m b a r á , hiriendo en su c a i d a a todo el m u n d o . ¿Se p r e t e n d e r á que, con esa convicción en el corazón, este t e m o r se haga t a n p o d e r o s o q u e la decisión sobre lo q u e se debe c o n s e r v a r , sobre lo q u e debe caer y lo q u e debe q u e d a r en pie, se abandome a la b u e n a suerte? ¿No sería preferible a b a n d o n a r p o r p r o p i a decisión lo insostenible e investigar t r a n q u i l a m e n t e lo q u e pertenece al mismo? E n este e n j u i c i a m i e n t o , la j u s t i c i a es la única m e d i d a y el valor d e ejercer la justicia, el único p o d e r c a p a z de q u i t a r del camin© — t r a n q u i l a y h o n r o s a m e n t e — lo q u e se r e s q u e b r a j a , y p r o d u c i r u n a situación firme. + ¡Qué ceguera la de aquellos q u e creen q u e las instituciones, las constituciones, las leyes q u e ya no se c o n c u e r d a n con las c o s t u m b r e s , las necesidades y las o p i n i o n e s de los h o m b r e s , y d e las cuales el espíritu ya h a b í a n huido, p u e d e n seguir subsistiendo y q u e c o n t i n ú e n s u p o n i e n d o q u e las f o r m a s por las cuales el e n t e n d i m i e n t o y los sentimientos ya no tienen interés son suficientemente poderosas c o m o p a r a constituir el vínculo d e unión d e un pueblo! + T o d a s l a s tentativas d e p r o c u r a r , p o r i n t e r m e d i o de c h a p u c e r í a s g r a n d i l o c u e n t e s , n u e v a c o n f i a n z a en las condiciones y p a r t e s de u n a constitución q u e h a sido a b a n d o n a d a por la fe; todos los intentos de o c u l t a r com bellas frases a los sepultureros [de lo existente] no sólo traen v e r g ü e n z a a sus inventores; p r e p a r a n t a m b i é n u n a e r u p c i ó n m u c h o m á s terrible, en la q u e se agrega la v e n g a n z a al s e n t i m i e n t o de la necesidad del m e j o r a m i e n t o y en la q u e las multitudes, s i e m p r e e n g a ñ a d a s y o p r i m i d a s , llegan hasta p u n i r la d e s h o n e s t i d a d . C o n t r a dice t a n t o a la sensatez c o m o al h o n o r el q u e u n o , a n t e el s e n t i m i e n t o d e q u e va a ocurrir u n a c o n m o c i ó n d e las cosas, no h a g a n a d a salvo e s p e r a r qiae el viejo edificio, con sus cimientos ruinosos, se der r u m b e y He sepulte b a j o los escombros. Si es quie urge un c a m b i o , algo tiene q u e c a m b i a r . Afirmación t a n seca se i m p o n e p o r q u e el m i e d o q u e se siente c o n s t r e ñ i d o se diferencia del á n i m o q u e quiere, p o r c u a n t o q u e los h o m b r e s i m p u l s a d o s p o r ese miedo, ¡por m á s q u e sientan y a d m i t a n la necesidad d e un c a m b i o , demuestram, en el m o m e n t o en q u e o c u r r e la debilidad de q u e r e r conservar todo lo q u e poseen; les p a s a lo m i s m o q u e a un pródigo q u e se ve a n t e la obligación d e limitar sus gastos: c u a l q u i e r a q u e sea la cosa a la cual se lo invita a renunciar, la e n c u e n t r a indispensable, h a s t a q u e se ve privado t a n t o de lo dispensable c o m o de lo indispen-

Q U E L O S M A G I S T R A D O S SEAN E L E G I D O S P O R EL P U E B L O

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sable. U n pueblo, el p u e b l o a l e m á n , no d e b e ofrecer el triste espectáculo de u n a debilidad d e esta clase. L u e g o d e haberse c o n v e n c i d o q u e es preciso el c a m b i o h a y q u e h a c e r a un lado el temor d« c o n t i n u a r con un e x a m e n d e t a l l a d o . Al e n c o n t r a r injusticias, aquellos q u e las s u f r e n d e b e n exigir su eliminación, y q u i e n tiene u n a posesión i n j u s t a la d e b e sacrificar voluntariamente." 1 " E n la disquisición q u e sigue se p r e s u p o n e t a n t o la fortaileza de elevarse por e n c i m a de la p e q u e ñ e z del p r o p i o interás hacia la j u s t i c i a , c o m o la h o n r a d e z de q u e r e r l a r e a l m e n t e y n o limitarse a fingirla. C o n d e m a s i a d a frecuencia, d e t r á s d e los b u e n o s deseos y del a f á n por el bien c o m ú n , se e n c u e n t r a s o l a p a d a la reserva: siempre q u e coincida con n u e s t r o s intereses. Así, tal disposición de d a r el sí a t o d a s las m e j o r a s se a t e r r a y empalidece si c o n t r a ella se dirige u n a reivindicación, así n o sea m á s q u e u n a vez. + Q u e c a d a cual, c a d a e s t a m e n t o , a l e j á n d o s e de esta hipocresía, c o m i e n c e por sí m i s m o antes de f o r m u l a r exigencias f r e n t e a otros; a n t e s de b u s c a r las c a u s a s del mal lejos de sí y e x a m i n e su s i t u a c i ó n y sus derechos; y si se e n c o n t r a r a en posesión de derechos desiguales, q u e se esfuerce por colocarse en situación de equilibrio con los otros. El q u e q u i e r a p o d r á o p i n a r q u e esta exigencia de c o m e n z a r consigo m i s m o es ciega e inefectiva, q u e la e s p e r a n z a de ver e l i m i n a d a la injusticia d e esta m a n e r a . . .

[Aquí se i n t e r r u m p e el m a n u s c r i t o . H a y m 67 c o m p l e t a : ] «Al c o m i e n z o del escrito... H e g e l se b u r l a d e u n a distinción tras la q u e se e s c o n d e la p e r e z a y el e g o í s m o de los privilegiados, la d i s t i n c i ó n » e n t r e lo q u e es y lo q u e d e b i e r a s e r . + « C o n p a l a b r a s c e r t e r a s c a r a c t e r i z a y se e n s a ñ a con la b u r o c r a c i a , q u e h a perdido»

por completo el s e n t i d o d e los innatos d e r e c h o s h u m a n o s
«y, e n a p r i e t o s e n t r e su c a r g o y su conciencia, n o h a c e m á s q u e b u s c a r » r a z o n e s h i s t ó r i c a s p a r a lo p o s i t i v o / « C o m o un a u t é n t i c o discípulo d e R o u s s e a u , dice del r é g i m e n político de Württemberg que»

en ú l t i m a instancia t o d o gira a l r e d e d o r d e un h o m b r e q u e 'ex provid e n t i a m a i o r u m ' c o n c e n t r a en sí todos los poderes y n o d a n i n g u n a g a r a n t í a d e q u e va a reconocer y r e s p e t a r los d e r e c h o s h u m a n o s .
[ H a y m 65 r e s u m e así el c o n t e n i d o de t o d o el m a n u s c r i t o , i n c l u i d a la p a r t e perdida:] « C o n p l u m a e x p e r t a e n el t e m a explica el d e t e r i o r o del r é g i m e n político d e W ü r t t e m b e r g y los a b u s o s q u e h a c e n caso o m i s o d e sus n o r m a s . P a r a

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a l g u n o s de ellos b a s t a r í a q u e los E s t a d o s del país f u e r a n conscientes d e sus d e r e c h o s y los hiciesen valer. O t r o s sólo se p o d r í a n e r r a d i c a r m e d i a n t e u n a r e f o r m a radical de la legislación; pero t a m b i é n a q u í los E s t a d o s serían los l l a m a d o s a t o m a r la iniciativa, p u e s las instituciones del g o b i e r n o y la b u r o cracia se o p o n e n por n a t u r a l e z a a todo progreso y a c u a l q u i e r clase d e reformas.» [ H a y m 483 ss. r e p r o d u c e u n f r a g m e n t o del texto p e r d i d o , i n t r o d u c i é n d o l o con las siguientes p a l a b r a s : ] «Sus a r g u m e n t o s críticos son convincentes. H e a q u í u n a m u e s t r a : »

M i e n t r a s no se p u e d a c o n t r o l a r t a n t o la r e f o r m a c o m o la revocación de r e f o r m a s e x p e r i m e n t a d a s c u a n d o resulten perjudiciales, se h a r á bien en limitarse a aquellos c a m b i o s c u y a s consecuencias son a b a r c a b l e s y calculables en todo su alcance, c o n f o r m á n d o s e a la vez con o b s t r u i r las fuentes de los abusos."1" Los abusos de los funcionarios superiores son los principales c a u santes de todos los males q u e h a n caído s o b r e el país en tiempos p a s a d o s y recientes. L a comisión encontró lógicamente m u y c ó m o d o d i s p o n e r de h o m b r e s q u e h a b l a s e n y escribiesen por ella; mejor a ú n , q u e p e n s a s e n por ella en caso de a p u r o . E n t r e t a n t o g r a n p a r t e de los m i e m b r o s de la comisión d i s f r u t a b a de su sueldo en confortable t r a n q u i l i d a d , permitiéndole incluso, al m a r g e n de esto, c u i d a r d e la salvación de su alma, y d e j a b a q u e los asuntos del país siguiesen su curso c o m o lo dispusiese la Providencia y los dirigentes. C i e r t a m e n t e , el p o b r e r e b a ñ o no las p a s a b a n a d a bien c u a n d o u n o de sus pastores le q u e r í a llevar al levante y el otro al poniente. L a m a y o r p a r t e seguía, desde luego, al q u e tenía la llave del henil y sabía ocultar m á s h á b i l m e n t e su condición de lobo b a j o la piel de oveja. Y de este m o d o los funcionarios de la comisión hacían lo q u e q u e r í a n con ella y por ella con todo el país."1" L a comisión m i s m a n u n c a u s u r p ó poderes, sí, en c a m b i o sus consejeros y letrados. Ella no era m á s q u e indolente y prestó d i s t r a í d a m e n t e su n o m b r e a t o d a s las a r b i t r a r i e d a d e s de aquéllos. Ellos induj e r o n a la comisión a u n a p r o d i g a l i d a d p a r a con la corte sólo i g u a l a d a por la frivolidad de las r a z o n e s con q u e se t r a t ó de justificar tales m u e s t r a s de devoción. Y éstas ú l t i m a s fueron el objetivo constante de la corte, segura de conseguir lo q u e q u e r í a con sólo s a b e r g a n a r p a r a sus intereses a los letrados y consejeros. De ellos d e p e n d í a si h a b í a q u e t o m a r en consideración las q u e j a s y deseos d e tal o cual e s t a m e n to. Ellos eran quienes, a p o d e r á n d o s e de los expedientes a su llegada, m a n t e n í a n oculta su existencia a la comisión h a s t a q u e tuvieran a bien presentarle el asunto. Y r e a l m e n t e n i n g ú n sacerdote ha tenido j a m á s m a y o r poder sobre la conciencia de sus penitentes q u e estos confesores políticos sobre la conciencia b u r o c r á t i c a de los c o m p a d r e s del comité. +

Q U E LOS M A G I S T R A D O S SEAN E L E G I D O S POR EL P U E B L O

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Por lo d e m á s los consejeros en sentido estricto no tenían n a d a q u e ver con la caja. L a s operaciones del a r c a secreta siempre fueron p a r a ellos un secreto. Así q u e el egoísmo de los m i e m b r o s de la comisión no tenía n i n g ú n favor q u e e s p e r a r de ellos. H u b o n o m b r a m i e n t o s q u e se hicieron sin consultarles, en n i n g u n a elección t o m a b a n p a r t e d i r e c t a m e n t e . Esto g a r a n t i z a b a a los l e t r a d o s un n o t a b l e p r e d o m i n i o , incluso c u a n d o carecían de c u a l i d a d e s y conocimientos. N o o b s t a n t e , incluso en las elecciones e r a evidente la influencia indirecta de los consejeros. El c a n d i d a t o al cargo p o d í a tener m u c h a s e s p e r a n z a s de d e s p l a z a r al favorito del letrado, si tenía por a m i g o e intercesor al consejero favorito. Por f o r t u n a el comité h a tenido t a m b i é n a veces c o m o consejeros a h o m b r e s con la c a b e z a y el corazón bien puestos, q u e c i e r t a m e n t e t u t e l a r o n a la comisión, p o r q u e ésta no s a b í a a n d a r por sí sola; pero n u n c a , al menos con conciencia y p r e m e d i t a c i ó n , la a r r a s t r a r o n por el fango.+ C o n los E s t a d o s el peligroso influjo de este c a r g o m o n s t r u o s o m á s bien h a a u m e n t a d o q u e d i s m i n u i d o . Se h a a d q u i r i d o la c o s t u m b r e de c o n s i d e r a r a los consejeros c o m o p a r t e esencial del régimen político del país. Se h a a m p l i a d o su c a m p o d e acción oficial. H a n s a c a d o p r o v e c h o de la rivalidad e n t r e los d i p u t a d o s . H a n c o n s e g u i d o indep e n d i z a r s e de la comisión q u e es su superior, su j u e z en a s u n t o s oficiales. E n t r e c o n v o c a t o r i a y convocatoria d e los E s t a d o s la comisión p o d í a d e s p e d i r sin a p e l a c i ó n a un consejero olvidado de sus deberes. M á s d e u n a vez lo hizo. A h o r a el consejero exigiría tal vez q u e el m o n a r c a , por q u i e n está t r a i c i o n a n d o los intereses del país, fuese su j u e z .

[ H a y m 66:] «A H e g e l no se le o c u l t a q u e t o d a v e r d a d e r a r e p r e s e n t a c i ó n p r e s u p o n e la elección d i r e c t a o i n d i r e c t a p o r q u i e n tiene q u e ser r e p r e s e n t a d o . E n c a m b i o n o se a t r e v e a r e s p o n d e r a f i r m a t i v a m e n t e la cuestión d e si»

en un país q u e d e s d e siglos es u n a m o n a r q u í a hereditaria, será conveniente d e j a r de r e p e n t e la elección d e sus r e p r e s e n t a n t e s a u n a m a s a sin ilustración, a c o s t u m b r a d a a la obediencia ciega y d e s l u m b r a d a por la ú l t i m a impresión." 1 "
« P a r a a p o y a r su o p i n i ó n H e g e l cita un d i s c u r s o p a r l a m e n t a r i o d e Fox y n o p a s a d e este r e s u l t a d o , en p a r t e n e g a t i v o , en p a r t e c o m p l e t a m e n t e general:» +

M i e n t r a s todo lo d e m á s siga c o m o antes, m i e n t r a s el p u e b l o no sea consciente de sus derechos, m i e n t r a s siga f a l t a n d o un espíritu solidario, m i e n t r a s el p o d e r de los funcionarios sea ilimitado, u n a s elecciones p o p u l a r e s sólo servirían p a r a provocar la c a í d a en b l o q u e de

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n u e s t r o r é g i m e n político. L o m á s i m p o r t a n t e sería en c a m b i o d e p o ner el d e r e c h o de voto en las m a n o s de un c u e r p o d e h o m b r e s ilustrados y rectos, i n d e p e n d i e n t e de la corte. Pero n o se m e o c u r r e la f o r m a de elegir u n a a s a m b l e a así, p o r m á s c u i d a d o s a m e n t e q u e se determine el d e r e c h o a voto activo y pasivo.

[JUGAR A LAS CARTAS]
(1798)
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LA afición a las c a r t a s es u n rasgo característico de n u e s t r o t i e m p o . Entendimiento y pasión son las p r o p i e d a d e s del a l m a q u e intervienen a h í . El e n t e n d i m i e n t o escoge las reglas y a c a d a paso las está aplic a n d o c o m o d i s c e r n i m i e n t o [«Urteilskraft»]. D e ahí q u e g e n t e de prof u n d o talento y brillante imaginación sea con frecuencia m a l j u g a d o r , no sólo p o r q u e no se p u e d a interesar p o r el j u e g o , sino p o r q u e , c o m o p a s a m u c h a s veces, su j u i c i o no esté t a n a c o s t u m b r a d o a aplicar c o n s t a n t e m e n t e reglas en la vida diaria. L a pasión es lo q u e m á s i n t e r e s a n t e hace el j u e g o . P a r a el j u g a d o r frío q u e a la vez no j u e g a p o r codicia, las c a r t a s tienen interés s o b r e todo c o m o ejercicio del e n t e n d i m i e n t o y del discernimiento. Pero f u e r a de este caso y del j u e g o por dinero, es la oscilación d e la pasión e n t r e el m i e d o y la e s p e r a n z a lo q u e h a g e n e r a l i z a d o el j u e g o d e las cartas: espíritu inc o m p a t i b l e con esa p a z d e á n i m o , q u e tiene en sí algo noble y r e z u m a d e todas las o b r a s griegas incluso en p l e n a p a s i ó n ( m i e n t r a s el h o m b r e sigue siendo h o m b r e y no es flagelado por u n a d i v i n i d a d ) . E s t e e s t a d o d e espíritu a p a s i o n a d o , inquieto es característico d e n u e s t r o t i e m p o y t a m b i é n el j u e g o d e c a r t a s le d e b e su expansión. L o m i s m o q u e en el interés d e la pasión, t a m p o c o en la actividad c o n c o m i t a n t e del e n t e n d i m i e n t o — o incluso c u a n d o el j u g a d o r sólo u s a de é s t e — h a y ni u n g r a n i t o d e razón. + Así q u e n a d a l l a m a t a n t o la a t e n c i ó n en u n juego, por lo d e m á s inocente, c o m o el q u e en él se n o m b r e t a n t o a Dios. C i e r t a m e n t e a t r i b u i m o s en general a la Providencia incluso las cosas m á s p e q u e ñ a s , sobre todo las q u e nos p a r e c e n casuales (y a d e m á s en j u e g o s d e a z a r p a s a m u c h o q u e la suerte de u n h o m b r e no m a l o , q u i z á sólo seducido, y la d e su familia d e p e n d a d e u n a s cartas). Y sin e m b a r g o nos a s o m b r a m o s d e q u e nos sea r e c o r d a d o .

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R o s e n k r a n z 23 s. 253

DOS FRAGMENTOS DE POEMA 1
[Final d e u n p o e m a A SU P E R R O ] ( 1 0 - X I I - l 798) SE i n t e r n a en la l l a n u r a d a n d o g r a n d e s rodeos, y r e t o r n a a nosotros; e s c a r b a en la tierra, m e ve y ya b r i n c a a m i vera. ¿ D ó n d e se q u e d a ? A h o r a h a e n c o n t r a d o c o m p a ñ e r o s d e j u e g o s . Se hostigan, h u y e n y se [buscan; el q u e a c o s a b a , a h o r a huye. Pero, m i r a , se están a l e j a n d o d e m a s i a d o . ¡Ven a q u í ! L a p a l a b r a le a r r a n c a del instinto y le obliga a volver al a m o . Pero u n a p e r r a vuelve a tirar de él. ¡Quieto! ¡Vuelve aquí! N o escucha. T e e s p e r a el palo. Y a no lo veo. C a m i n a j u n t o al seto con pasos q u e la m a l a conciencia hace m á s lentos. ¡Ven a q u í ! M e rodeas de lejos, m u e v e s el rabo. T i e n e q u e [hacerlo]: ¿ N u n c a habéis visto q u é es «tener que»? A q u í lo veis. N o tiene otro re[medio. ¿Gimes b a j o los palos? Pues obedece a la l l a m a d a d e tu a m o .

[De un p o e m a A LA N A T U R A L E Z A ] ( 1 2 - X I I - l 798) TUS a m i g o s están tristes, ¡oh Naturaleza!, Proteo d e mil formas, T e h a a b a n d o n a d o su p o d e r de c a m b i o , Y cual c á s c a r a sin a l m a Yace la piel d e la tierra envejecida, D e cuyos poros a n t e s m a n a r a j ú b i l o y espíritu. M a s p o r el azul sin n u b e s D e la infinita bóveda, C o n esplendor inagotable D i v a g a el ojo del m u n d o , Sonríe gentil a la novia...
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Dokumente 383-384.

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[ESTUDIOS DE FRANKFURT]
(1798-1799)
[ R o s e n k r a n z 85-88:] [Extractos de periódicos ingleses] « E n lo q u e toca al l u c r o y a la p r o p i e d a d , le f a s c i n a b a s o b r e t o d o Inglaterra. C o n ello o b e d e c í a , d e u n a p a r t e , al a t r a c t i v o g e n e r a l q u e sintió el siglo p a s a d o por el estudio d e su C o n s t i t u c i ó n c o m o u n ideal; d e o t r a p a r t e , t a m b i é n al h e c h o d e q u e en n i n g ú n o t r o país d e E u r o p a se h a n d e s a r r o l l a d o las f o r m a s d e lucro y p r o p i e d a d con t a n t a v a r i e d a d c o m o p r e c i s a m e n t e en I n g l a t e r r a , y a esta v a r i e d a d le c o r r e s p o n d e en las relaciones h u m a n a s u n a divers i d a d i g u a l m e n t e rica. C o n vivo interés — a s í lo m u e s t r a n sus e x t r a c t o s d e periódicos ingleses— p e r s e g u í a H e g e l las sesiones del p a r l a m e n t o s o b r e la tasa de los pobres c o m o la l i m o s n a con q u e la a r i s t o c r a c i a d e s a n g r e y d e d i n e r o e s p e r a b a a p l a c a r la excitación d e las m a s a s h a m b r i e n t a s . » +

[Comentarios sobre el régimen penal] « T a m b i é n le i n t e r e s ó m u c h o la r e f o r m a del Código Civil Prusiano. S o b r e e s t e p u n t o escribió a l g u n a s n o t a s ; p o r e j e m p l o , s o b r e el régimen penal:» +

Se h a p r e g u n t a d o si el castigo a la e s p a ñ o l a se halla d e r o g a d o por el C ó d i g o Civil general de P r u s i a . Se ha d i c h o q u e , m i e n t r a s las prisiones sólo sirvan en el c a m p o e incluso en la m a y o r í a d e las c i u d a d e s p a r a recibir a los presos y hacerles sentir el castigo, en vez d e conseg u i r con ello algo e n t r e los l a b r a d o r e s y en p a r t i c u l a r e n t r e las clases inferiores y la s e r v i d u m b r e , se m a r r a r á p o r completo el fin del castigo; a d e m á s , d e s d e el m o m e n t o en q u e las p e n a s m e n o r e s corporales se limitasen a la mera prisión, se p r i v a r í a al país d e un c o n s i d e r a b l e n ú m e r o d e t r a b a j a d o r e s . L a r e s p u e s t a de Carmer 1 es: ' E l i m i n a r en lo posible las p e n a s corporales, c o m o i m p e d i m e n t o p a r a el ennoblecim i e n t o m o r a l d e las clases p o p u l a r e s b a j a s , haciéndolas innecesarias m e d i a n t e la modificación d e las prisiones o r d i n a r i a s . L a prisión debería ser a g r a v a d a con u n a soledad c o m p l e t a y el a i s l a m i e n t o d e toda c o m u n i c a c i ó n con los h o m b r e s , con la privación d e necesidades y c o m o d i d a d e s corrientes, p o r ejemplo del tabaco, con t o d a clase d e situaciones y posiciones incómodas, pero n o insanas, y con t r a b a j o s
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J . H . K . v o n C a r m e r , a u t o r del C ó d i g o Civil P r u s i a n o en vigor d e s d e
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1794.

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FRANKFURT

d e s a g r a d a b l e s y p e n o s o s , etc., d e m o d o q u e la í n d o l e d e e s t a p r i s i ó n p e r m i t a u n a d u r a c i ó n m e n o r , sin q u e e n c u e n t r e p á b u l o la p r o p e n s i ó n a la t r i s t e z a . ' + ¿ N o se a s e m e j a e s t o a lo q u e h a c e n los iroqueses, q u i e n e s i n v e n t a n torturas p a r a sus enemigos capturados, a t o r m e n t á n d o l o s con s u m a v o l u p t u o s i d a d ? L a voluptuosidad moral p r e s e n t e e n el a c t o d e c a s t i g a r y e n la i n t e n c i ó n d e m e j o r a r a los o t r o s n o d i f i e r e m u c h o d e la v o l u p t u o s i d a d d e la v e n g a n z a . L a e x h i b i c i ó n d e c r u e l d a d e s n o c o i n c i d e en a b s o l u t o c o n la p r e t e n d i d a i n t e n c i ó n d e e n n o b l e c e r , p u e s t o q u e n a d a e m b r u t e c e y c o r r o m p e m á s a los h o m b r e s q u e l a v i s t a d e l a s m i s m a s . I n c o m u n i c a r al p r e s o es j u s t o , p o r q u e el p r o p i o c r i m i n a l s e h a a i s l a d o . P e r o c o n s i d e r a r y t r a t a r a los h o m b r e s , p o r u n l a d o , c o m o s e r e s d e t r a b a j o y d e p r o d u c c i ó n y, e n s e g u i d a , c o m o s e r e s n e c e s i t a d o s d e m e j o r a m i e n t o m o r a l , e s l a p e o r d e l a s t i r a n í a s , p o r q u e el fin d e l b i e n c o m ú n , si n o es j u s t o , les es t o t a l m e n t e a j e n o . [Estudios de economía política] « T o d o s los p e n s a m i e n t o s de H e g e l sobre la esencia de la sociedad b u r guesa, s o b r e las necesidades y el t r a b a j o , sobre división del t r a b a j o y f o r t u n a d e los e s t a m e n t o s , asistencia social y o r d e n p ú b l i c o , i m p u e s t o s , etc. t e r m i n a r o n c o n c e n t r á n d o s e en un comentario en f o r m a de glosas a la t r a d u c c i ó n alem a n a d e la E c o n o m í a política deSteuart, q u e H e g e l escribió del 19 d e f e b r e r o al 16 d e m a y o d e 1799 y a ú n se conserva íntegro. E n él se e n c u e n t r a n u n a m u l t i t u d de m a g n í f i c a s p e r s p e c t i v a s sobre política e historia y m u c h a s o b s e r vaciones sutiles. S t e u a r t era a ú n p a r t i d a r i o del m e r c a n t i l i s m o . C o n noble pazos, con a b u n d a n c i a d e i n t e r e s a n t e s ejemplos, H e g e l luchó c o n t r a lo m u e r t o d e ese sistema, t r a t a n d o d e s a l v a r la sensibilidad del h o m b r e en m e d i o d e la c o m p e t e n c i a c o m o en el m e c a n i s m o del t r a b a j o y del comercio.» [Crítica de Kant] « H e g e l se o c u p ó r e p e t i d a m e n t e en Suiza d e la C r í t i c a d e la razón práctica d e Kant. T o d a v í a se conserva un e x t r a c t o d e ella con a l g u n a s observaciones, tal y c o m o Hegel h a b í a h e c h o a n t e s en el convictorio [de T u b i n g a ] con la C r í t i c a d e la razón p u r a . Pero c u a n d o K a n t publicó en 1797 sus Doctrina del derecho y Doctrina de la virtud, Hegel sometió a m b a s o b r a s , j u n t o con la Metafísica de las costumbres, a un severo estudio, q u e c o m e n z ó el 10 d e agosto d e 1798. A q u í no q u i s o d e j a r n a d a sin c o m p r e n d e r , n a d a sin discutir. T r a s h a b e r p a s a d o a lo especial en su e x t r a c t o d e las introducciones, al llegar a lo singular c o n t r a p u s o s i m p l e m e n t e sus c o n c e p t o s a los c o n c e p t o s k a n t i a n o s . Y a a q u í a s p i r a b a a r e u n i r la legalidad del d e r e c h o positivo y la moralidad d e la i n t i m i d a d q u e se sabe b u e n a o m a l a en u n c o n c e p t o s u p e r i o r q u e en estos c o m e n t a r i o s l l a m ó a m e n u d o s i m p l e m e n t e Vida, m á s a d e l a n t e Eticidad. Hegel protestó c o n t r a la opresión de la naturaleza en K a n t y c o n t r a el desmembramiento del h o m b r e en la casuística g e n e r a d a por el a b s o l u t i s m o del c o n c e p t o del d e b e r . + » D e su crítica a la Doctrina de la virtud sólo q u e d a poco, p r i n c i p a l m e n t e u n

ESTUDIOS

259

e n s a y o m e n o r sobre su posibilidad y división e n l a z a n d o con los i n t e n t o s kantianos d e e n c o n t r a r la transición de la d o c t r i n a del d e r e c h o a la d e la v i r t u d . E n c a m b i o , el c o m e n t a r i o a la M e t a f í s i c a d e las c o s t u m b r e s y a la D o c t r i n a del d e r e c h o se c o n s e r v a a ú n c o m p l e t o y m u e s t r a en su d e s p r e o c u p a d o vigor todo el e n c a n t o d e esos p r o d u c t o s sin i n t e n c i ó n s e m e j a n t e s a los esbozos d e los artistas figurativos. H e g e l t r a t ó a h o r a d e s u p e r a r el d u a l i s m o Estado - Iglesia. L a c o n c e p c i ó n d e K a n t en este p u n t o la r e s u m i ó así:»

A m b o s , E s t a d o e Iglesia, d e b e n d e j a r s e en paz y no tienen n a d a q u e ver el u n o con el otro.
«Y la c o m e n t ó del siguiente m o d o : »

¿ C ó m o y en q u é m e d i d a es posible esta separación? Si el E s t a d o tiene c o m o principio la propiedad, entonces su ley choca con la ley de la Iglesia. Su ley se refiere, sí, a d e t e r m i n a d o s derechos, pero concibe al h o m b r e m u y imperfectamente, como a u n ser poseedor; en la Iglesia, en c a m b i o , el h o m b r e es un todo, y el fin de la Iglesia, de la Iglesia visible, de la q u e a c t ú a y dispone, es d a r l e y conservar en él el s e n t i m i e n t o de esta totalidad. Al a c t u a l d e a c u e r d o al espíritu de la Iglesia el h o m b r e , en c u a n d o un todo, n o sólo a c t ú a c o n t r a las leyes p a r t i c u l a r e s del E s t a d o , sino c o n t r a todo el espíritu de estas leyes, c o n t r a la totalidad de las leyes del E s t a d o . Si el c i u d a d a n o p u e d e vivir t r a n q u i l a m e n t e , t a n t o d e n t r o del E s t a d o c o m o d e n t r o de la Iglesia, e n t o n c e s no t o m a en serio sus relaciones con alguno de los dos. Los dos extremos, jesuítas y cuáqueros, t r a t a r o n de t o m a r en serio a los dos y d e unificarlos; los últimos, al n o a d m i t i r n a d a estatal q u e p u d i e r a o b r a r en c o n t r a de la Iglesia (contra u n a Iglesia d e t e r m i n a d a , por supuesto, q u e d e j a subsistir m u c h o s elementos estatales y q u e convierte m u c h a s cosas en algo eclesiástico que, por ser algo legal, no lo son); los p r i m e r o s i n t e n t a r o n d e f r a u d a r al Estado, e l i m i n a n d o tod a s las virtudes cívicas por u n a c o m p l e t a s u b o r d i n a c i ó n exterior b a j o sus leyes, por u n a p a r t e , y por la l i b e r t a d q u e b r i n d a la reserva m o r a l interior, p o r la otra. El E s t a d o , en caso de m a n t e n e r r í g i d a m e n t e su todo, a l e j a n d o viol e n t a m e n t e a la Iglesia d e s b o r d a n t e de su esfera, se convierte en algo i n h u m a n o y m o n s t r u o s o , y p r o d u c i r á u n fanatismo, el cual, al consid e r a r a los h o m b r e s individuales, a las relaciones h u m a n a s , (como sometidos^ b a j o el p o d e r del Estado, d e s h a c e lo q u e es h u m a n i d a d i n d i v i d u a l en las relaciones h u m a n a s , d e s t r u y e n d o así a estas m i s m a s . P e r o si el principio del E s t a d o es u n todo completo, entonces la Iglesia y el Estado no pueden ser distintos. Lo q u e es p a r a el E s t a d o lo p e n s a d o , lo d o m i n a d o r , es p a r a la Iglesia el mismo todo c o m o algo viviente, q u e se hace p r e s e n t e por m e d i o de la fantasía. El todo de la Iglesia es un f r a g m e n t o sólo en el caso en q u e el h o m b r e , c o m o un todo, h a sido d e s t r u i d o y dividido en u n hombre p a r t i c u l a r del Estado y en u n hombre p a r t i c u l a r de la Iglesia.

[EL AMOR Y LA PROPIEDAD]
(otoño-invierno 1798/99)
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... fin p a r a el c u a l sirve todo el resto; no h a y n a d a q u e esté en lucha con él, n a d a q u e esté en u n a i g u a l d a d d e derechos. Es así, p o r ejemplo, c o m o A b r a h a m se p o n e a sí m i s m o y a su familia — y luego a su p u e b l o — c o m o fin último, o c o m o la C r i s t i a n d a d se p o n e a sí m i s m a c o m o fin último."1" Sin e m b a r g o , en la m e d i d a en q u e esta t o t a l i d a d se e x t e n d í a , en la m e d i d a en q u e m á s y m á s seres c a í a n b a j o la i g u a l d a d d i la d e p e n d e n c i a — c o m o c u a n d o el cosmopolita a b a r c a a todo el g é n e r o h u m a n o b a j o su t o t a l i d a d — el i n d i v i d u o p a r t i c u l a r [ b a j o e s t a d e p e n dencia] p a r t i c i p a b a c a d a vez m e n o s del d o m i n i o sobre los objetos, y su p a r t e de los favores del ser d o m i n a n t e e r a c a d a vez m e n o r . C a d a u n o [de los individuos] p i e r d e — e n e s a m i s m a m e d i d a — d e su valor, de sus pretensiones, de su a u t o n o m í a : p u e s su valor se e n c o n t r a b a en su c u o t a en la d o m i n a c i ó n . Sin el orgullo de e n c o n t r a r s e en el c e n t r o de t o d a s las cosas, lo s u p r e m o p a r a el individuo es la finalidad d e la t o t a l i d a d colectiva; así se d e s d e ñ a — y a q u e es u n a p a r t e m i n ú s c u l a — d e s d e ñ a n d o por igual a todos los otros. P u e s t o q u e este a m o r , por m o r d e lo m u e r t o , está r o d e a d o de m a t e r i a ú n i c a m e n t e — y la m a t e r i a en sí le es indiferente—, p u e s t o q u e la esencia d e este a m o r consiste en q u e , p a r a él, el h o m b r e es, en su ser íntimo, algo i n d e p e n d i e n t e , algo p a r a el cual todo es exteriorid a d (exterioridad q u e tiene el m i s m o c a r á c t e r e t e r n o q u e él m i s m o ) , sus objetos — p o r m á s q u e c a m b i e n — n o le faltan n u n c a : la m i s m a c e r t i d u m b r e q u e , p a r a él, tiene su existencia, la tienen t a m b i é n sus objetos y su d i v i n i d a d . D e ahí su i m p a s i v i d a d a n t e p é r d i d a s y la cert i d u m b r e , d e n t r o d e su a p a c i g u a m i e n t o , d e q u e la p é r d i d a le será restituida p o r q u e le p u e d e ser r e s t i t u i d a . L a m a t e r i a es, d e esta m a n e r a , a b s o l u t a p a r a el h o m b r e y, n a t u r a l m e n t e , si él m i s m o no existiera t a m p o c o existiría n a d a p a r a él: y en v e r d a d , ¿por q u é sería necesario q u e existiera? E s t o — q u e él q u i s i e r a existir— es m u y c o m p r e n sible, p u e s t o q u e m á s allá de su c o n j u n t o de limitaciones (es decir, m á s allá de su conciencia [individual]) no h a y [ p a r a él] unificación e t e r n a , c o m p l e t a en sí m i s m a , sino ú n i c a m e n t e la n a d a estéril; y pen' Nohl 378-382. De una primera versión (hacia noviembre de 1797) proceden los pasajes tachados.

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sarse a sí m i s m o en ésta no lo p u e d e s o p o r t a r el h o m b r e . El es sólo, en c u a n t o es algo opuesto, y lo opuesto, p a r a sí, r e c í p r o c a m e n t e , es la condición y lo condicionado. El h o m b r e [entonces] tiene q u e p e n s a r s e f u e r a de su conciencia: no h a y n a d a d e t e r m i n a n t e sin lo d e t e r m i n a d o , y viceversa, n i n g u n a de las dos p a r t e s es i n c o n d i c i o n a d a , n i n g u n a lleva las raíces de su existencia en sí m i s m a ; c a d a u n a es sólo relativ a m e n t e necesaria; u n a p a r t e existe p a r a la o t r a (y por consecuencia t a m b i é n las p a r t e s p a r a sí m i s m a s ) sólo por i n t e r m e d i o de un p o d e r ajeno. La o t r a p a r t e le es o t o r g a d a [por este p o d e r a j e n o ] c o m o un favor, c o m o u n a gracia. U n ser i n d e p e n d i e n t e existe entonces p o r d o q u i e r ú n i c a m e n t e c o m o un ser ajeno; de este ser ajeno, el h o m b r e recibe todo c o m o un regalo. Es a él a q u i e n tiene q u e a g r a d e c e r su p r o p i a existencia y su i n m o r t a l i d a d ; existencia e i n m o r t a l i d a d por las cuales m e n d i g a con t e m b l o r y timidez. La v e r d a d e r a unificación, el a m o r p r o p i a m e n t e dicho, se d a sólo entre vivientes q u e igualan en poder y q u e , en consecuencia, con ent e r a m e n t e vivientes u n o p a r a el otro, sin q u e t e n g a n aspectos recíproc a m e n t e muertos. El a m o r excluye todas las oposiciones; no es entedimiento, cuyas relaciones s i e m p r e toleran q u e la multiplicidad siga siendo multiplicidad, y c u y a s uniones son oposiciones. N o es r a z ó n q u e o p o n e su d e t e r m i n a c i ó n a lo d e t e r m i n a d o en general; no es n a d a limitador, n a d a limitado, n a d a finito. Es un s e n t i m i e n t o *, pero n o un s e n t i m i e n t o p a r t i c u l a r . Del s e n t i m i e n t o p a r t i c u l a r (ya q u e ésta es sólo u n a vida parcial y n o la v i d a e n t e r a ) la vida a v a n z a al través d e la resolución [de su p a r t i c u l a r i d a d ] , a la diversificación de los sentimientos, p a r a e n c o n t r a r s e a sí m i s m a en esta totalidad de lo diverso. En el a m o r , esta totalidad n o está a b a r c a d a en c u a n t o s u m a de m u chas [individualidades] p a r t i c u l a r e s s e p a r a d a s . E n él la vida se reenc u e n t r a c o m o u n a d u p l i c a c i ó n y c o m o u n i d a d c o n c o r d a n t e d e sí m i s m a . P a r t i e n d o de la unión no-desarrollada, la vida h a recorrido, a través de su [proceso de] formación, el ciclo c o m p l e t o h a s t a la u n i ó n completa **. L a unión-concordancia no desarrollada tenía todavía frente así la posibilidad de la s e p a r a c i ó n y al m u n d o ; en el curso del d e s a * [ T a c h a d o : ] p e r o no u n s e n t i m i e n t o en el c u a l se p u e d a d i f e r e n c i a r e n t r e a l g o q u e s i e n t e y algo q u e es s e n t i d o d e u n a m a n e r a tal q u e e s t o ú l t i m o p u e d a ser a p r e h e n d i d o p o r el e n t e n d i m i e n t o y c o n v e r t i r s e así en o b j e t o . El a m o r es u n s e n t i m i e n t o d e lo viviente. E n c u a n t o vivientes, los a m a n t e s s o n u n o . Ellos sólo p u e d e n d i f e r e n c i a r s e con r e s p e c t o a lo m o r t a l . . . ** [ T a c h a d o : ] E s t a u n i ó n c o n c o r d a n t e es vida c o m p l e t a , p o r q u e e n ella t a m b i é n se h a c u m p l i d o con la reflexión; la u n i ó n n o - d e s a r r o l l a d a t e n í a f r e n t e a sí m i s m a la p o s i b i l i d a d d e la reflexión, d e la s e p a r a c i ó n . E n esta u n i ó n , sin e m b a r g o , la u n i ó n y la s e p a r a ción h a n s i d o u n i f i c a d a s . S e t r a t a e n t o n c e s d e u n [ser] v i v i e n t e q u e h a sido o p u e s t o a sí m i s m o (y q u e a h o r a se s i e n t e a sí m i s m o ) , p e r o q u e , sin e m b a r g o , n o h i z o d e e s t a o p o s i c i ó n u n a o p o s i c i ó n a b s o l u t a . L o viviente siente e n el a m o r lo viviente. E s así c ó m o en el a m o r e s t á n r e s u e l t a s t o d a s las t a r e a s : la reflexión con su u n i l a t e r a l i d a d d e s t r u c tiva, y la o p o s i c i ó n infinita d e la u n i ó n - c o n c o r d a n c i a i n c o n s c i e n t e n o - d e s a r r o l l a d a .

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rrollo, la reflexión p r o d u j o c a d a vez m á s oposiciones, h a s t a q u e o p u s o la m i s m a totalidad [subjetiva] del h o m b r e a él m i s m o en c u a n t o objetivado; h a s t a q u e [finalmente] el a m o r cancela la reflexión en u n a a u s e n c i a c o m p l e t a d e objetividades, q u i t á n d o l e a lo o p u e s t o todo su c a r á c t e r ajeno. Así la vida se r e e n c u e n t r a a sí m i s m a sin carencia a l g u n a . E n el a m o r lo s e p a r a d o subsiste todavía, pero ya no c o m o s e p a r a d o , sino c o m o unido; y lo viviente siente a lo viviente. D a d o q u e el a m o r es un sentir de lo viviente, los a m a n t e s se pued e n distinguir sólo en c u a n t o mortales, en c u a n t o están p e n s a n d o en esta posibilidad de la separación. (No se distinguen por u n a s e p a r a ción real, por u n a situación en la cual lo posible, unido con un ser, se convertiría en realidad.) A los a m a n t e s no se les a d h i e r e m a t e r i a ; son u n a totalidad viviente. A f i r m a r q u e los a m a n t e s tienen [ c a d a cual] su i n d e p e n d e n c i a , sus principios propios d e v i d a significa a f i r m a r únic a m e n t e q u e p u e d e n morir. A f i r m a r q u e la p l a n t a contiene en sí sales y otros m i n e r a l e s q u e llevan en sí m i s m o s sus propias leyes causales es h a b l a r a p a r t i r de la reflexión exterior y significa a f i r m a r únicam e n t e q u e la p l a n t a se p u e d e d e s c o m p o n e r / El a m o r , sin e m b a r g o , tiende a s u p r i m i r incluso esta diferenciación, esta posibilidad en c u a n t o posibilidad, tiende a unificar lo m o r tal m i s m o , a hacerlo i n m o r t a l *. Lo s e p a r a b l e , m i e n t r a s subsista antes de la unificación completa, m i e n t r a s siga siendo algo propio, p e r t u r b a a los a m a n t e s . H a y u n a especie de a n t a g o n i s m o e n t r e la e n t r e g a total (la ú n i c a d e s t r u c c i ó n posible, la d e s t r u c c i ó n d e lo o p u e s t o en la unificación) y la i n d e p e n d e n c i a q u e todavía subsiste, y a q u é l l a se siente o b s t a c u l i z a d a por é s t a ú l t i m a . El a m o r se indigna a n t e lo q u e contin ú a s e p a r a d o , a n t e u n a p r o p i e d a d . E s t a irritación del a m o r a c a u s a d e la i n d i v i d u a l i d a d es el p u d o r . El p u d o r no es u n a reacción convulsiva d e [la parte] m o r t a l , no es u n a exteriorización de la libertad de m a n t e n e r s e , de conservarse. Ante u n a agresión sin a m o r , un c o r a z ó n lleno d e a m o r se siente ofendido por esta hostilidad m i s m a ; su p u d o r se t r a n s f o r m a en la ira que, a h o r a , sí, sólo defiende la p r o p i e d a d , el derecho.4 Si el p u d o r no f u e r a el efecto del a m o r , si en vez de t o m a r la forma de enojo ú n i c a m e n t e frente a la existencia de algo hostil, f u e r a ella algo hostil, d e a c u e r d o a su m i s m a n a t u r a l e z a q u e d e f e n d i e r a un p r o p i e d a d a t a c a b l e , entonces h a b r í a q u e decir q u e son los tiranos los q u e tienen el m á x i m o de p u d o r , o las m u c h a c h a s q u e ofrecen sus e n c a n t o s sólo por d i n e r o , o las m u j e r e s vanidosas q u e q u i e r e n fascin a r por los m i s m o s . Ellas no a m a n ; la defensa de lo m o r t a l es lo c o n t r a r i o del estar e n o j a d o a c a u s a d e ello. Ellas, en su f u e r o interno, le a d j u d i c a n un valor: son d e s v e r g o n z a d a s /
* [ T a c h a d o : ] p o r s u p r i m i r la visión m u t u a , e n la q u e s u b s i s t e t o d a v í a lo s e p a r a d o , se toca, se p a l p a , se i n t e r p e n e t r a [lo a m a d o ] .

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U n c o r a z ó n p u r o n o se a v e r g ü e n z a a n t e el a m o r ; se a v e r g ü e n z a m á s bien de q u e él m i s m o n o es perfecto, se r e p r o c h a q u e todavía existe, en sí m i s m o , u n p o d e r — a l g o hostil— q u e obstaculiza la c u l m i n a c i ó n del a m o r . El p u d o r a p a r e c e sólo a n t e el recuerdo del c u e r p o , a n t e u n a presencia p e r s o n a l [exclusiva], a n t e la sensación de la i n d i v i d u a l i d a d . N o es un t e m o r por lo q u e es m o r t a l , por lo propio, sino un t e m o r ante lo m i s m o , u n t e m o r que, en la m e d i d a en q u e el a m o r r e d u c e al e l e m e n t o s e p a r a d o r , d e s a p a r e c e con éste: p o r q u e el a m o r es m á s fuerte q u e el miedo. N o t e m e a su t e m o r sino q u e , a c o m p a ñ a d o p o r él, cancela las separaciones, p r e o c u p a d o d e q u e pudiera e n c o n t r a r u n a oposición resistente o incluso inamovible. El a m o r es un d a r y un recibir piutuo; tímido, p e n s a n d o q u e sus dones p o d r í a n ser despreciados, tímido, p e n s a n d o q u e a l g ú n elemento o p u e s t o p o d r í a no ceder a n t e su recibir, está t a n t e a n d o [ p a r a ver] si acaso la e s p e r a n z a no lo h a e n g a ñ a d o , si a c a s o logra e n c o n t r a r s e ent e r a m e n t e a sí mismo. El a m a n t e q u e recibe no se hace m á s rico por ello q u e el otro; se e n r i q u e c e sin d u d a , pero n o m á s q u e el otro. I g u a l m e n t e , el a m a n t e q u e d a n o se hace m á s p o b r e ; d a n d o al o t r o ha a u m e n t a d o sus propios tesoros de idéntica m a n e r a . (Julia en Romeo y Julieta: « c u a n t o m á s doy, t a n t o m á s tengo,...») + El a m o r a d q u i e r e esta r i q u e z a de la vida en el i n t e r c a m b i o de todos los pensamientos, de t o d a s las variaciones del a l m a , b u s c a n d o diferencias infinitas y e n c o n t r a n d o infinitas unificaciones, volcándose hacia t o d a la multiplicidad de la n a t u r a l e z a p a r a b e b e r a m o r de c a d a u n a d e s u s vidas. L o q u e es lo m á s í n t i m o y p r o p i o se unifica en el contacto, en el p a l p a r s e h a s t a la inconsciencia, h a s t a la cancelación d e t o d a distinción. La [parte] m o r t a l se ha d e s p o j a d o del c a r á c t e r de la s e p a r a b i l i d a d y se h a f o r m a d o un g e r m e n de la i n m o r t a l i d a d , un g e r m e n de lo q u e e t e r n a m e n t e se desarrolla y se p r o c r e a , algo viviente. L o unificado [de esta m a n e r a ] ya no se s e p a r a más: la divinidad ha a c t u a d o , ha creado. E s t a u n i d a d [el niño], sin e m b a r g o , es solam e n t e un p u n t o , un germen: * los a m a n t e s no p u e d e n agregarle n a d a p a r a q u e c o n t e n g a en sí u n a multiplicidad; en la unión no se t r a t ó d e u n a u n i ó n de opuestos, ella es libre de toda separación. T o d o aquello q u e p r e s t a vida múltiple, existencia real al [feto] e n g e n d r a d o , tiene q u e h a b e r sido absorbido, o p u e s t o y unificado por él mismo. El germ e n , soltándose [de su u n i d a d original] se vuelca c a d a vez m á s hacia las oposiciones, y empieza a r e c o n q u i s t a r p a r a sí t o d a la riqueza de la
* [ q u e ] s e h a c e p l a n t a ; p a r t i e n d o d e lo q u e está m á s u n i d o , a v a n z a a t r a v é s d e la a n i m a l i c i d a d h a c i a la v i d a h u m a n a ; lo s e p a r a b l e , p o r su p a r t e , v u e l v e al e s t a d o d e la s e p a r a b i l i d a d . L o s e s p í r i t u s d e los a m a n t e s , sin e m b a r g o , se u n e n m á s q u e n u n c a , h a c i e n d o a u n l a d o t o d o lo q u e se h a l l a b a s e p a r a d o d e su c o n c i e n c i a p r e c i s a ; t o d o s los p u n t o s e n los q u e u n o d e los a m a n t e s h a t o c a d o al o t r o o h a sido t o c a d o ( p u n t o s q u e a n t e s h a n s i d o s e n t i d o s , p e n s a d o s s e p a r a d a m e n t e ) , se e m p a r e j a n , los esíritus se intercambian.

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v i d a : c a d a e t a p a d e su desarrollo es u n a s e p a r a c i ó n . Es así corno t e n e m o s a h o r a lo u n i d o , los [elementos] s e p a r a d o s y lo r e u n i f i c a d o . * Los unificados vuelven a separarse, p e r o en el n i ñ o la unificación m i s m a llegó a ser n o - s e p a r a d a . Esta unificación del a m o r es c o m p l e t a ; ** sin e m b a r g o ella c o m o tal sólo p u e d e existir *** en la m e d i d a en q u e lo s e p a r a d o esté o p u e s t o d e tal m a n e r a , q u e u n a p a r t e sea lo a m a n t e y la otra lo a m a d o , es decir: en la m e d i d a en q u e las dos p a r t e s s e p a r a d a s sean **** u n ó r g a n o d e u n ser viviente. Pero, a d e m á s , los a m a n t e s m a n t i e n e n a ú n m ú l t i ples conexiones con lo m u e r t o ; a c a d a u n o d e ellos le p e r t e n e c e n m u c h a s cosas, es decir: c a d a u n o d e los a m a n t e s está v i n c u l a d o con [entes] opuestos q u e son opuestos, son o b j e t o s incluso p a r a él m i s m o , p a r a el a m a n t e q u e m a n t i e n e esta relación [con sus objetos]. Por eso, los a m a n t e s son t o d a v í a c a p a c e s d e e n t r a r e n u n a m u l t i p l i c i d a d d e oposiciones por i n t e r m e d i o d e las m ú l t i p l e s a p r o p i a c i o n e s y posesiones d e p r o p i e d a d e s y derechos. ***** +
* El n i ñ o es s u s m i s m o s p a d r e s . ** p e r o ú n i c a m e n t e e n t r e los a m a n t e s m i s m o s . *** e n q u e lo s e p a r a d o sea c a p a z d e u n a u n i f i c a c i ó n e n el s e n t i r . **** s e a n u n a p a r t e d e . ***** E n e s t e c a s o , el m á s p o b r e [de los d o s a m a n t e s ] se r e s i s t e c o n p u d o r a a c e p t a r a l g o del o t r o q u e es m á s rico, p o r q u e é s t e h a r e a l i z a d o u n a c t o d e o p o s i c i ó n , se h a c o l o c a d o f u e r a d e l á m b i t o d e l a m o r , h a d e m o s t r a d o su i n d e p e n d e n c i a . P e r o el q u e p o s e e [ m á s ] se a d e l a n t a a este t e m o r q u e s u p r o p i e d a d d e s p i e r t a , al c a n c e l a r él m i s m o s u d e r e c h o d e p r o p i e d a d ( d e r e c h o q u e le c o r r e s p o n d e f r e n t e al t o d o el m u n d o ) f r e n t e al [ o t r o ] a m a n t e , o f r e c i é n d o l e [su p r o p i e d a d ] c o m o r e g a l o . L o s r e g a l o s s o n e n a j e n a c i o n e s d e u n a cosa q u e n o p u e d e , e n a b s o l u t o , p e r d e r su c a r á c t e r d e o b j e t o . S o l a m e n t e l a s e n s a c i ó n del a m o r , la f r u i c i ó n es c o m ú n . L o q u e es u n m e d i o d e la f r u i c i ó n , lo q u e es a l g o m u e r t o , es sólo p r o p i e d a d ; y p u e s t o q u e el a m o r no h a c e n a d a u n i l a t e r a l , [el a m a n t e ] n o p u e d e t o m a r [íara sí] n a d a q u e siga s i e n d o t o d a v í a u n m e d i o , u n a p r o p i e d a d a u n en el a c t o q u e s e a d u e ñ a d e algo; a c t o q u e es la u n i f i c a c i ó n del d o m i n i o . U n a c o s a , a l g o q u e está f u e r a d e la s e n s a c i ó n del a m o r , n o p u e d e s e r c o m ú n , p r e c i s a m e n t e p o r q u e es u n a c o s a ; así, o b i e n n o p e r t e n e c e a n i n g u n o d e los a m a n t e s , o b i e n a c a d a u n o d e ellos le p e r t e n e c e u n a p a r t e e s p e c í f i c a d e la c o s a . + « C o m u n i d a d d e b i e n e s » i n d i c a el d e r e c h o d e c a d a u n o s o b r e la c o s a , i n d i c a la p a r t e c o r r e s p o n d i e n t e a c a d a u n o ; p a r t e q u e p u e d e s e r u n a p a r t e igual o u n a p a r t e i n d e t e r minada.+ L a c o m u n i d a d d e b i e n e s i n c l u y e s i e m p r e u n a p a r t i c i ó n , o d i c h o con m a y o r precisión, la n e c e s i d a d d e esta p a r t i c i ó n . I n d i c a [en c o n s e c u e n c i a ] a l g o p a r t i c u l a r , a l g o q u e es p r o p i e d a d . A u n q u e ello n o p r e s u p o n g a la p a r t i c i ó n d e los m e d i o s i n m ó v i l e s , d e lo m u e r t o , sí p r e s u p o n e s u n e c e s a r i a p a r t i c i ó n en el uso. A q u e l l a i n d i s t i n c i ó n d e la p r o p i e d a d h a s t a el m o m e n t o en q u e se la u s e p e r m i t e a la « c o m u n i d a d d e b i e n e s » c r e a r la ilusión d e u n a c a n c e l a c i ó n c o m p l e t a d e los d e r e c h o s . E n el f o n d o p e r s i s t e t a m b i é n u n d e r e c h o s o b r e a q u e l l a p a r t e d e la p r o p i e d a d q u e n o se c o n s u m e d i r e c t a m e n t e , s i n o q u e sólo se u s a ; p e r o se g u a r d a silencio s o b r e ello. E n la c o m u n i d a d d e b i e n e s las c o s a s n o s o n « p r o p i e d a d e s » ; sin e m b a r g o a h í está, e s c o n d i d o en ella, el d e r e c h o s o b r e u n a p a r t e d e l a c o s a , l a p r o p i e d a d d e u n a p a r t e d e la c o s a . L a m a n e r a h a b i t u a l d e los a m a n t e s d e c a n c e l a r m u t u a m e n t e s u s d e r e c h o s s o b r e las c o s a s y d e c o n s i d e r a r e s t o c o m o u n a p r u e b a d e a m o r (el « d e r e c h o p e r s o n a l » se e x c l u y e y a p o r su m i s m o n o m b r e del a m o r , c o m o u n servicio q u e le es e x e c r a b l e ) tiene q u e s e r j u z g a d a d e a c u e r d o c o n estas conclusiones.

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Lo m u e r t o , lo q u e se e n c u e n t r a bajo el d o m i n i o de u n o de los a m a n t e s , está opuesto a los dos; y la única unificación q u e parecería ser posible es el acto, por i n t e r m e d i o del cual él [lo m u e r t o ] llegaría a caer b a j o el d o m i n i o de a m b o s [amantes]. U n a m a n t e q u e ve al otro en la posesión de u n a p r o p i e d a d tiene q u e sentir esta p a r t i c u l a r i d a d del otro q u e éste h a q u e r i d o establecer. El m i s m o no p u e d e c a n c e l a r la p r o p i e d a d exclusiva, la d o m i n a c i ó n exclusiva del otro, p u e s t o q u e esto e q u i v a l d r í a d e nuevo a u n a oposición c o n t r a el p o d e r del otro ( d a d o q u e él t a m p o c o p u e d e e n c o n t r a r otra relación con el objeto, relación q u e no sea la de la d o m i n a c i ó n sobre el m i s m o ) . [En un caso así,] el a m a n t e o p o n d r í a u n a d o m i n a c i ó n c o n t r a el d o m i n i o del otro y cancelaría así u n a relación del otro [con el objeto, a saber:] su exclusión de todos los otros. Y p u e s t o q u e la posesión y la p r o p i e d a d constituye u n a p a r t e tan i m p o r t a n t e del h o m b r e , de sus preocupaciones y p e n s a m i e n t o s , t a m p o c o los a m a n t e s p u e d e n a b s t e n e r s e de reflexionar sobre este aspecto, de sus relaciones. Incluso si el uso ya fuera com ú n , el d e r e c h o sobre la posesión q u e d a r í a indeciso. L a idea del derecho, sin e m b a r g o , no caería en olvido, p u e s t o q u e todo lo q u e los h o m b r e s poseen tiene la f o r m a j u r í d i c a de la p r o p i e d a d . A h o r a bien: si el poseedor o t o r g a r a al otro t a m b i é n el mismo d e r e c h o de posesión, entonces la c o m u n i d a d d e bienes no sería otra cosa q u e el d e r e c h o de c a d a u n o de los dos sobre la cosa.

ESBOZOS PARA «EL ESPIRITU DEL CRISTIANISMO»
(otoño-invierno
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1798-1799)

EN la época en q u e J e s ú s apareció en m e d i o de la nación j u d í a , ésta se h a l l a b a en el e s t a d o q u e es s i e m p r e la condición p r e v i a de u n a revolución m á s o m e n o s i n m i n e n t e y q u e tiene siempre los m i s m o s caracteres generales. Si el espíritu se h a retirado de u n a constitución y de las leyes y si, en virtud de su m e t a m o r f o s i s , no c o n c u e r d a ya con las mismas, surge u n a b ú s q u e d a , u n a a s p i r a c i ó n hacia algo diferente. P r o n t o c a d a cual e n c u e n t r a este «algo diferente» en u n a cosa distinta; así surge u n a m u l t i p l i c i d a d de f o r m a c i o n e s culturales, d e m a n e r a s de vida, de exigencias, de necesidades q u e , en la m e d i d a q u e lleguen a divergir, poco a poco, h a s t a tal g r a d o q u e ya no p u e d a n subsistir u n a al lado d e la otra, p r o d u c e n finalmente u n a explosión, d a n d o nacim i e n t o a u n a n u e v a f o r m a general, a un n u e v o vínculo entre los h o m b r e s . C u a n t o m á s suelto esté este vínculo, c u a n d o m a y o r sea la c a n t i d a d de cosas q u e d e j a sin unificar t a n t o m á s simientes d e n u e v a s d e s i g u a l d a d e s y d e f u t u r a s explosiones hay en él. Por eso el p u e b l o j u d í o en la é p o c a d e J e s ú s ya no n o s ofrece la i m a g e n de un todo; hay, es cierto, un universal q u e — b i e n q u e m a l — los sigue u n i e n d o , pero al m i s m o t i e m p o subsisten t a n t o s elementos a j e n o s y diversos, t a n t a v a r i e d a d d e v i d a y de ideales, t a n t a s a s p i r a ciones insatisfechas, t a n t o c o n a t o sucesivo de curiosidad p o r lo nuevo, q u e c u a l q u i e r r e f o r m a d o r q u e se p r e s e n t e seguro d e sí m i s m o y aport a n d o e s p e r a n z a s tiene a s e g u r a d o de a n t e m a n o t a n t o su g r u p o de a d e p t o s c o m o su p a r t i d o enemigo. L a i n d e p e n d e n c i a exterior del E s t a d o j u d í o se h a b í a perdido; por eso los r o m a n o s y los reyes impuestos o tolerados por ellos c o n c e n t r a b a n sobre sí el o d i o secreto — c a s i g e n e r a l — de los j u d í o s . L a exigencia de la i n d e p e n d e n c i a e s t a b a t a n p r o f u n d a m e n t e e n r a i z a d a en su religión q u e a p e n a s toleraba la existencia de otros p u e b l o s a su lado: ¿cómo h u b i e r a p o d i d o c o n s i d e r a r tolerable el d o m i n i o d e u n o de ellos sobre sus h i j o s ? +
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O t o ñ o 1798. N o h l 385-398.

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Este pueblo, c u y a r e s t a n t e realidad p r o p i a se h a b í a conservado sin d a ñ o s , n o h a b í a llegado a ú n al e x t r e m o de e s t a r obligado a consentir en el sacrificio de la m i s m a . Por eso e s p e r a b a u n M e s í a s ajeno, poderoso, q u e hiciera por él lo q u e él m i s m o no o s a b a hacer, o q u e lo a n i m a r a a a u d a c i a s , a r r a s t r á n d o l o consigo por la violencia d e su ánimo. E n t r e los j u d í o s d e esta é p o c a h a b í a m u c h o s q u e se distinguían por u n a o b s e r v a c i ó n m u y severa y precisa de t o d a s las reglas religiosas. Y a el m i s m o h e c h o d e q u e se distinguiesen por ese m e d i o nos h a b l a de la p é r d i d a de la e s p o n t a n e i d a d , del penoso a f á n y de la d u r a l u c h a necesarios p a r a lograr algo q u e no surge por sí mismo. L a serv i d u m b r e en la cual se e n c o n t r a b a n e r a la s e r v i d u m b r e frente a u n destino ciego (que n o era, c o m o el destino griego, un fatum dentro de la n a t u r a l e z a ) , y su religiosidad intensificada n o e r a sino un apego m á s firme a u n a m u l t i p l i c i d a d a c r e c e n t a d a , u n a d e p e n d e n c i a m á s const a n t e d e esta m u l t i p l i c i d a d q u e se refería al ser u n o , pero q u e excluía todo o t r o tipo d e conciencia. Los fariseos t r a t a r o n con todas sus fuerzas de ser j u d í o s perfectos, lo q u e p r u e b a q u e conocían la posibilidad de no ser tales. Los saduceos d e j a r o n q u e lo j u d í o subsistiera en ellos como u n a r e a l i d a d [ d e t e r m i n a d a ] p u e s t o q u e ya e s t a b a ahí; se cont e n t a b a n con poco y su j u d a i s m o no pareció interesarlos c o m o tal, sino s o l a m e n t e c o m o la condición previa d e o t r a s fruiciones. E n lo restante, ellos m i s m o s y su existencia fueron su p r o p i a ley s u p r e m a . Los esenios no e n t r a r o n t a m p o c o en lucha con ese destino, sino q u e lo d e j a r o n subsistir, evitándolo. A d o p t a r o n su m o d o de vida uniforme p a r a e s c a p a r del conflicto. T e n í a q u e a p a r e c e r por fin alguien q u e a t a c a r a de frente al j u d a i s m o m i s m o . Pero c o m o [este h o m b r e ] no halló n a d a en los j u d í o s q u e le h u b i e r a a y u d a d o a c o m b a t i r l o y en lo q u e se h u b i e r a p o d i d o a p o y a r y vencerlo, tuvo q u e s u c u m b i r d e s p u é s d e no h a b e r f u n d a d o otra cosa q u e u n a secta más. L a raíz del j u d a i s m o es lo objetivo, es decir: el servicio, la servid u m b r e f r e n t e a algo ajeno. E r a eso lo q u e J e s ú s a t a c a b a . a) S e r v i d u m b r e a n t e su ley, a n t e la v o l u n t a d del Señor opuesto a ella: a u t o d e t e r m i n a c i ó n , actividad propia. ¿ Q u é es « s e r v i d u m b r e ante u n a ley»?: 1. 2. 3. E n lo opuesto, falta de v o l u n t a d . E n c u a n t o a los otros h o m b r e s : insensibilidad, de relaciones bellas de a m o r , separación. Ateísmo. ausencia

b) El Señor, el Señor invisible, opuesto a él: ausencia de destino (o bien la de la inocencia, o bien la del p o d e r a u t ó n o m o ) . L a de la inocencia: imposible, p o r q u e J e s ú s no p u d o unificar en ella los dos opuestos ( p o r q u e , d e hecho, e r a uno de los o p u e s t o s el q u e d o m i n a b a

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sin oposición efectiva); la del p o d e r a u t ó n o m o t a m p o c o [era posible p a r a él, p o r q u e lo veía] c o m o ateísmo, e n t o n c e s el d o m i n i o s u a v i z a d o en p a t e r n i d a d , d e p e n d e n c i a de un ser a m a n t e en consideración de la necesidad. c) Los otros; d e t e r m i n a d o s a ) o bien por m í — a esto se o p o n e la m o r a l i d a d — , o (3) por algún otro (desprecio de los h o m b r e s , egoísmo y e s p e r a n z a de u n a a y u d a objetiva). El respeto a n t e los otros: la corrección o la a n u l a c i ó n de esta e s p e r a n z a . A u t o r i d a d c o n t r a a u t o r i d a d , sólo [ b a s a d a en] la a u t o r i d a d de la fe e n la n a t u r a l e z a h u m a n a . J u a n sabía c u a n t a fuerza h a b í a e n el h o m b r e . Milagros — t e n í a e s p e r a n z a s en c u a n t o a su efecto— algo real, no algo polémico. L a exaltación de lo subjetivo en varios aspectos, f u n d a r u n a religión bella, ¿con q u é ideal? ¿Lo e n c o n t r a m o s [en él]? L a distinción e n t r e leyes ceremoniales y leyes m o r a l e s es posible ú n i c a m e n t e si se reivindica la m o r a l i d a d . E n la religión j u d í a la mor a l i d a d es imposible p o r q u e en esta religión n o h a b í a l i b e r t a d a l g u n a , únicamente una dominación completa. Por lo general, [Jesús o p u s o ] el s u j e t o a la ley. ¿ O p u s o la m o r a l i d a d a la ley? L a m o r a l i d a d es, según K a n t , la s u b y u g a c i ó n del i n d i v i d u o b a j o lo universal, la victoria de lo universal sobre la i n d i v i d u a l i d a d o p u e s t a a él, [pero es] m á s bien la elevación de lo individual a lo universal, unificación, cancelación de las dos p a r t e s o p u e s t a s por la unificación. a) L a u n i d a d c o n c o r d a n t e d e n t r o de lo d e t e r m i n a d o p r e s u p o n e la libertad, p o r q u e lo limitado tiene un o p u e s t o . * b) U n i ó n c o n c o r d a n t e d e todo el h o m b r e . c) Ideal de la u n i ó n c o n c o r d a n t e .

* [ l a c h a d o : ] Y la u n i d a d c o n c o r d a n t e es, p o r t a n t o , u n a u n i d a d l i m i t a d a — n o la u n i d a d d e l e n t e n d i m i e n t o , q u e es t a m b i é n u n a u n i d a d i m p e r f e c t a ; l a u n i d a d d e l e n t e n d i m i e n t o d e j a s u b s i s t i r los [ e l e m e n t o s ] s e p a r a d o s c o m o s e p a r a d o s , las s u s t a n c i a s s i g u e n e s t a n d o s e p a r a d a s — ; la u n i f i c a c i ó n es o b j e t i v a , e n la u n i d a d c o n c o r d a n t e d e la v o l u n t a d los [ e l e m e n t o s ] s e p a r a d o s n o s o n s u s t a n c i a s ; se e x c l u y e p o r c o m p l e t o u n o d e los d o s o p u e s t o s , el o t r o es elegido, es d e c i r : se p r o d u c e u n a u n i f i c a c i ó n e n t r e la r e p r e s e n t a c i ó n y el q u e r e p r e s e n t a ; el q u e r e p r e s e n t a y lo r e p r e s e n t a d o se u n e n en a l g o i d é n t i c o : e s t o es la a c c i ó n . El e l e m e n t o m o r a l d e la a c c i ó n está en la e l e c c i ó n ; l a unific a c i ó n en la elección c o n s i s t e e n q u e lo e x c l u i d o es a l g o q u e s e p a r a , en q u e lo r e p r e s e n t a d o , lo q u e se u n i f i c a en l a a c c i ó n con el s u j e t o q u e se r e p r e s e n t a d e l a a c c i ó n es, y a e n sí m i s m o , a l g o u n i f i c a d o ; es i n m o r a l [, en c a m b i o , ] si lo r e p r e s e n t a d o es a l g o q u e sep a r a . L a p o s i b i l i d a d d e la o p o s i c i ó n es l i b e r t a d ; el o p o n e r m i s m o , u n a c t o d e l i b e r t a d . L a a c c i ó n m o r a l es i n c o m p l e t a e i m p e r f e c t a , p o r q u e p r e s u p o n e la e l e c c i ó n ; la libert a d , los o p u e s t o s , la e x c l u s i ó n d e a l g o o p u e s t o . C u a n t o m á s l i g a d u r a s u n e n a este e l e m e n t o e x c l u i d o [con el resto], t a n t o m a y o r es el sacrificio, la escisión, t a n t o m á s infeliz es el d e s t i n o . C u a n t o m á s g r a n d e es el i n d i v i d u o , t a n t o m á s d e s g a r r a d a es la i d e a d e l h o m b r e ; c u a n t o m á s i n t e n s a es su v i d a , t a n t o m á s p i e r d e e n e x t e n s i ó n y t a n t o m a y o r es su n u e v a e s c i s i ó n . L a m o r a l i d a d es la a d e c u a c i ó n , la u n i f i c a c i ó n c o n la ley d e la v i d a ; p e r o si e s t a ley no es la ley d e la v i d a , s i n o q u e es — a su v e z — u n a ley a j e n a , e n t o n c e s se p r o d u c e la m á x i m a escisión; o b j e t i v i d a d .

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L a idea de su v o l u n t a d [moral] es lo c o n t r a r i o d e «voluntad»; su fin es no t e n e r v o l u n t a d [propia]. Sin e m b a r g o , el o b j e t o de la acción, el p e n s a m i e n t o , el fin es siempre un impulso, u n a actividad; a s a b e r , u n a a c t i v i d a d reflexiva, pero no un impulso, u n a actividad del h o m bre pasivo, es decir: no la de u n a v o l u n t a d a j e n a . U n a actividad det e r m i n a d a necesita u n a v o l u n t a d , un impulso d e t e r m i n a d o . Esta vol u n t a d d e t e r m i n a d a , sin e m b a r g o , no es real en el h o m b r e pasivo; p o r eso sólo existe c o m o idea, c o m o representación. Esta v o l u n t a d a j e n a es u n a ley objetiva. Al mostrarles q u e t e n í a n u n a v o l u n t a d c o r r u p t a , les manifestó q u e tenían u n a v o l u n t a d . E n el S e r m ó n de la M o n t a ñ a siempre se o p o n e n d e b e r y m a n d a m i e n t o objetivo; un sacrificio, por ejemplo, no se realiza p a r a q u e se p e r d o n e algo a c a m b i o de un d o n , sino: vosotros debéis p e r d o n a r . El j u r a m e n t o n o es s a g r a d o a c a u s a del templo, sino: vosotros debéis ser sinceros. La acción y v u e s t r a intención tienen q u e ser u n a y la m i s m a cosa; tenéis q u e c u m p l i r la acción por entero. T o d a acción surge de u n a ley y esta ley debe ser t a m b i é n vuestra p r o p i a ley. E n t r e los m a n d a m i e n t o s morales, ú n i c a m e n t e las prohibiciones son c a p a c e s de t r a n s f o r m a r s e en m a n d a m i e n t o s objetivos. Los m a n d a m i e n t o s m o r a l e s son unificaciones e x p r e s a d a s como reglas; reglas son las relaciones de los objetos entre sí. L a relación exterior, es decir, la relación entre elementos separados, se p u e d e expresar s o l a m e n t e en f o r m a negativa, es decir, c o m o prohibición; p u e s t o q u e la unificación viviente, la u n i d a d en la acción m o r a l no es u n a u n i d a d exterior; es decir, los elementos [así] relacionados ya no son elementos s e p a r a dos. M o r a l i d a d es la s u p e r a c i ó n d e u n a división en la vida; la unid a d teorética es la u n i d a d de elementos opuestos. El principio de la m o r a l i d a d es el amor; relación es separación: d e t e r m i n a r o ser d e t e r m i n a d o ; lo p r i m e r o es i n m o r a l frente a los otros; lo s e g u n d o es i n m o ral frente a u n o mismo; ya q u e en a m b o s casos se t r a t a s o l a m e n t e del efecto d e u n a u n i d a d teórica. Q u e r e r es la exclusión de lo opuesto. L a acción es la superación de la separación entre lo q u e se h a q u e r i d o (que p a r a e m p e z a r es sólo algo r e p r e s e n t a d o ) y la aspiración, el impulso, el sujeto del q u e r e r . + E n u n a ley positiva, la acción no es unificación, sino un estar det e r m i n a d o ; el principio no es a m o r . El motivo es u n a c a u s a eficiente en el sentido propio, algo q u e se p r e s e n t a c o m o causa, c o m o algo o p e r a n t e ; es algo ajeno, no u n a modificación de a q u e l q u e quiere. El objeto de la acción no es, en lo positivo, el m i s m o impulso reflejado [en la reflexión], ni el i m p u l s o como objeto, sino algo ajeno, algo diferente del impulso. La razón práctica d e K a n t es la facultad de lo universal; es decir, la f a c u l t a d de excluir. El móvil, el respeto. Este e l e m e n t o excluido se

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e n c u e n t r a s u b y u g a d o en el miedo, |se t r a t a d e j u n a d e s o r g a n i z a c i ó n d e algo q u e a ú n se e n c u e n t r a unificado. L o excluido no es algo cancelado, sino algo s e p a r a d o q u e se conserva c o m o tal. Es v e r d a d q u e el m a n d a m i e n t o es subjetivo, q u e es u n a ley del h o m b r e ; sin e m b a r g q , es u n a ley q u e c o n t r a d i c e a otros e l e m e n t o s q u e están p r e s e n t e s en el h o m b r e ; es u n a ley q u e d o m i n a . Manda s o l a m e n t e ; el respeto es el q u e e m p u j a a la acción. El respeto, sin e m b a r g o , es lo c o n t r a r i o de a q u e l p r i n c i p i o con el q u e la acción está d e a c u e r d o . El principio es la u n i v e r s a l i d a d ; el r e s p e t o no es eso. Los m a n d a m i e n t o s son s i e m p r e algo d a d o p a r a el respeto. J e s ú s o p o n e al m a n d a m i e n t o la disposición sensible; es decir, la inclinación a a c t u a r d e d e t e r m i n a d a m a n e r a ; la inclinación está fund a d a en sí m i s m a , contiene en sí m i s m a su o b j e t o ideal, no en algo a j e n o (en la ley m o r a l d e la razón). No dice: c u m p l i d con tales m a n d a m i e n t o s p o r q u e son m a n d a m i e n t o s de vuestro espíritu, o: « [ c u m plid con ellos] no p o r q u e h a n sido d a d o s a vuestros a n t e p a s a d o s , sino p o r q u e sois vosotros q u i e n e s os los dais». No, no es esto lo q u e dice. J e s ú s o p o n e al m a n d a m i e n t o la disposición sensible, la inclinación a actuar moralmente.+ Puesto q u e u n a acción moral es algo limitado, es l i m i t a d o t a m bién, siempre, el todo del cual surge y se m u e s t r a sólo en e s t a limitación. Sin e m b a r g o , está d e t e r m i n a d a sólo por su objeto, p o r la m a n e r a específica de la s e p a r a c i ó n q u e cancela; por lo d e m á s , d e n t r o de estos límites, su p r i n c i p i o es la unificación completa. A h o r a bien, p u e s t o q u e esta disposición está c o n d i c i o n a d a , limitada, p e r m a n e c e inerte y a c t ú a sólo si se p r o d u c e la condición; entonces unifica. Por lo tanto, por u n a p a r t e es visible sólo en la acción, en lo q u e ella hace ( n o se p u e d e decir de ella, en el sentido estricto, q u e «existe p o r q u e no es i n c o n d i c i o n a d a » ) ; por o t r a parte, no se manifiesta p l e n a m e n t e en la acción. Es q u e la acción sólo m u e s t r a la relación objetiva q u e se h a establecido e n t r e los elementos existentes de hecho en [el m o m e n t o de] la acción: no m u e s t r a la unificación q u e es lo viviente. Pero, c o m o esta unificación existe sólo en tal acción, ella, la unificación, aparece c o m o algo p a r t i c u l a r , c o m o algo aislado; no se h a unificado m á s de lo q u e se unificó de h e c h o en esta acción. Si existe, al m i s m o tiempo, el a f á n de multiplicar estos actos [de unificación], e n t o n c e s el principio [subyacente] no es ya u n a disposición q u e está en reposo, sino q u e se h a p r e s e n t a d o m á s bien u n a necesidad; la n e c e s i d a d d e u n a t o t a l i d a d de unificaciones, la necesid a d del a m o r ( a m o r universal). Este ú l t i m o se esfuerza por p r o d u c i r la t o t a l i d a d m e d i a n t e u n a multiplicidad de acciones, por p r e s t a r a la limitación d e la acción individual — m e d i a n t e su g r a n n ú m e r o y su r e p r o d u c c i ó n — la a p a r i e n c i a de la t o t a l i d a d , de la infinitud. + Por eso q u e las « a l m a s bellas» ( q u e son infelices, o bien p o r q u e son conscientes de su destino, o bien p o r q u e s i m p l e m e n t e no encuen-

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t r a n satisfacción p a r a t o d a la plenitud de su a m o r ) son tan caritativas: tienen bellos m o m e n t o s de fruición, pero m o m e n t o s solamente. L a s l á g r i m a s d e la c o m p a s i ó n , de la conmoción, v e r t i d a s por razón d e u n a acción bella son expresión d e la nostalgia q u e surge a raíz de su limitación. I g u a l m e n t e , el r e c h a z o obstinado, la no-aceptación d e un a g r a d e c i m i e n t o , la m a g n a n i m i d a d q u e se esconde (la d e M o n t e s q u i e u con R o b e r t en Marsella) es un s e n t i m i e n t o d e v e r g ü e n z a ante la situación limitada, viciada. El b i e n h e c h o r es siempre superior al q u e es objeto d e su beneficiencia 1 En M a t e o , M a r c o s y L u c a s , C r i s t o [se presenta] m á s bien o p u e s t o a los j u d í o s : [así que] m á s m o r a l i d a d . En J u a n es m á s bien C r i s t o mismo: m a y o r contenido religioso, su relación con Dios y con la com u n i d a d , su u n i d a d con el P a d r e , la cuestión d e c ó m o p u e d e n e s t a r unidos sus a d e p t o s entre sí por él; él es p u n t o central, c o m o la cabeza. Así c o m o subsiste siempre u n a separación, incluso en la unificación m á s viviente d e varios h o m b r e s , lo m i s m o o c u r r e en esta unificación [de la c o m u n i d a d d e J e s ú s ] ; ésta es la ley d e la h u m a n i d a d . E n el ideal se h a l l a unificado lo q u e se e n c u e n t r a a ú n s e p a r a d o ; entre los griegos, e n los dioses nacionales; e n t r e los cristianos, en Cristo. a) Moral. b) A m o r . c) Religión - Yo Cristo - R e i n o d e Dios - la f o r m a del m i s m o en estas c i r c u n s t a n c i a s - milagros. L a a c t i t u d i n t e r n a s u p e r a la positividad, la objetividad d e los m a n d a m i e n t o s ; el a m o r , los límites d e la disposición; la religión, los límites del a m o r . E n los h o m b r e s objetivos, el h o m b r e está o p u e s t o al p o d e r q u e lo d o m i n a ; a este respecto es sufriente, pasivo; en c u a n t o e n t r a en actividad a d o p t a la m i s m a a c t i t u d [ d o m i n a d o r a ] y h a y algo positivo, sufriente frente a él; es s i e m p r e esclavo frente a u n t i r a n o y, al m i s m o tiempo, un t i r a n o frente a un esclavo. En u n a religión positiva, el h o m b r e se e n c u e n t r a d e t e r m i n a d o , d o m i n a d o ; Dios es D o m i n a d o r . Incluso lo q u e es su opuesto, lo objetivo, n o es algo aislado, solitario, sino q u e t a m b i é n está d o m i n a d o por Dios. Por la a c t i t u d i n t e r n a se s u p e r a s o l a m e n t e la ley objetiva, pero n o el m u n d o objetivo; t e n e m o s entonces por u n a parte al h o m b r e aislado y por la o t r a al m u n d o . + El a m o r a n u d a los p u n t o s [aislados] en m o m e n t o s ; en él, sin e m bargo, subsiste a ú n el m u n d o , el h o m b r e y su d o m i n a c i ó n . L a dominación q u e sufrían los j u d í o s difiere de la tiranía, p o r q u e el tirano es algo real, m i e n t r a s q u e su J e h o v á es algo invisible. El tirano real es hostil, la idea tiránica es a la vez protectora, p o r q u e c a d a cual es el hijo predilecto d e su idea. L a idea d o m i n a d o r a m e d o m i n a , m e es

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U n s i g n o t r a e a q u í el t e x t o d e infra,

p á g . 277.

ESPIRITU DEL CRISTIANISMO

(ESBOZOS)

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hostil; pero, al m i s m o tiempo, en mi oposición c o n t r a el m u n d o está d e mi lado. * C o n la s u p e r a c i ó n d e la ley objetiva se a n u l a u n a p a r t e d e la d o m i n a c i ó n y del e s t a r d o m i n a d o ; u n a ley es acción en c u a n t o o p e r a ción efectiva; es decir, en c u a n t o a c t i v i d a d d e t e r m i n a d a , l i m i t a d a , u n efecto q u e se p r o d u c e al p r e s e n t a r s e u n a cierta condición; o mejor, la conexión m i s m a e n t r e la condición y la acción c o m o efecto. Si la conexión es necesaria, la acción tiene q u e producirse; si es posible la n o - m a n i f e s t a c i ó n de la acción se t r a t a d e u n d e b e r ser. Si la conexión es necesaria n o h a y libertad; esto se d a de dos m a n e r a s : si la c a u s a c o m p l e t a , es decir, la conexión c o m p l e t a , se e n c u e n t r a en la condición m i s m a , [se t r a t a d e un] efecto viviente; si no, la c a u s a no se e n c u e n t r a en la condición, [y e n t o n c e s es] efecto m u e r t o . E n t r e a m b o s : libertad y leyes. a) C a p a c i d a d p a r a c o m b a t i r lo objetivo. b) Deficiencia [de esta c a p a c i d a d ] . L a m o r a l i d a d sólo s u p e r a la d o m i n a c i ó n sobre el yo, y con ello la d o m i n a c i ó n de éste sobre los vivientes. D e esta m a n e r a , sin e m b a r g o , lo viviente sigue siendo a ú n u n a m a s a d e seres a b s o l u t a m e n t e separ a d o s , d e s c o n e c t a d o s y persiste u n a m a t e r i a infinita, m u e r t a . Estos seres aislados necesitan a ú n un ser d o m i n a d o r , u n Dios y el ser m o r a l m i s m o necesita u n ser d o m i n a d o r , en la m e d i d a en la q u e es nom o r a l (pero no: i n m o r a l ) . Es un ser en reposo q u e ni e m p l e a ni sufre violencia y q u e , incluso, a c u d e con su a y u d a allá d o n d e u n ser sufre la violencia de u n tercero. Esta u n i v e r s a l i d a d es u n a u n i v e r s a l i d a d m u e r t a , p o r q u e se o p o n e al individuo, en t a n t o q u e la v i d a es la unificación d e a m b o s . M o r a l i d a d es d e p e n d e n c i a de mí m i s m o ; es d e s g a r r a m i e n t o en u n o mismo. L a ley m o r a l s u p e r a al m i s m o t i e m p o los m a n d a m i e n t o s p u r a m e n t e positivos, al n o reconocer o t r a ley q u e no sea la s u y a propia; es, sin e m b a r g o , inconsecuente en esto, y a q u e a pesar de todo no es algo p u r a m e n t e d e t e r m i n a n t e , sino algo d e t e r m i n a b l e , e n c o n t r á n d o s e así a ú n b a j o u n p o d e r ajeno. C o n la t r a n s f o r m a c i ó n d e la ley objetiva t e n í a n q u e c a m b i a r los o t r o s a s p e c t o s de la condición j u d í a . Si el h o m b r e tiene u n a v o l u n t a d , su relación con Dios es m u y d i s t i n t a de la relación del h o m b r e m e r a m e n t e pasivo. N o h a y d o s v o l u n t a d e s i n d e p e n d i e n t e s , dos sustancias; d e a h í q u e Dios y el h o m b r e son n e c e s a r i a m e n t e un ser; el h o m b r e , sin e m b a r g o , es el hijo y Dios el p a d r e . El h o m b r e no es i n d e p e n d i e n te, no subsiste por sí m i s m o . Es sólo en c u a n t o es o p u e s t o , en c u a n t o
* [ T a c h a d o : ] E n la d e n o m i n a c i ó n el A r e a l es activo, el B r e a l es p a s i v o ; la síntesis C es el o b j e t i v o ; C es u n a i d e a e n A y e n ese s e n t i d o B es u n m e d i o ; p e r o t a m b i é n A es a l g o q u e o b e d e c e a C , q u e está d e t e r m i n a d o p o r él; A está d o m i n a d o c o n r e s p e c t o a C y d o m i n a p o r lo q u e h a c e a B; p u e s t o q u e C es al m i s m o t i e m p o u n fin d e A , C sirve a A y d o m i n a a B.

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es u n a modificación y por eso el p a d r e está en él; en este hijo están t a m b i é n sus discípulos; t a m b i é n ellos son, j u n t o con él, un solo ser; es u n a v e r d a d e r a transustanciación, un v e r d a d e r o m o r a r del P a d r e en el Hijo y del hijo en los discípulos: n o son sustancias, no son algo absol u t a m e n t e s e p a r a d o y [luego] unidos sólo en el concepto universal, sino q u e son como la vid y sus sarmientos; en ellos está la vida viviente de la divinidad. J e s ú s exige esta fe en él, la fe en el H i j o del H o m b r e , la fe de q u e el P a d r e m o r a en él y d e q u e él y el P a d r e m o r a n en aquel q u e cree en él. E s t a fe se o p o n e d i r e c t a m e n t e a la objetividad de la pasividad y se diferencia t a m b i é n de la pasividad de los visionarios q u e q u i e r e n p r o d u c i r en sí o sentir en sí la presencia d e Dios y de Cristo, al establecer u n a diferencia entre sí mismos (los q u e están ahí) y este ser q u e los rige; a consecuencia de lo cual se e n c u e n t r a n de nuevo b a j o el d o m i n i o de un objeto. 4 [Los m i s m o s visionarios] nos quieren liberar d e un Cristo objetivo e histórico y de la d e p e n d e n c i a de él, subjetivizándolo h a s t a convertirlo en u n ideal. Pero convertirlo en un ideal es q u i t a r l e la vida, es hacer de él un p e n s a m i e n t o , u n a sustancia q u e se e n c u e n t r a frente al h o m b r e , y un p e n s a m i e n t o n o es el Dios viviente. Convertirlo en m e r o m a e s t r o d e los h o m b r e s equivale a d e s p o j a r al m u n d o , a la n a t u r a l e z a , al h o m b r e , d e la divinidad. J e s ú s se l l a m a b a Mesías e H i j o del H o m b r e , y sólo él p u d o serlo; ú n i c a m e n t e la falta de fe en la n a t u r a l e z a era c a p a z de e s p e r a r otro ser, un ser s o b r e n a t u r a l . Sin e m b a r g o , lo s o b r e n a t u r a l existe sólo j u n t o a lo i n f r a n a t u r a l , ya q u e el todo, por m á s dividido q u e esté, tiene q u e estar ahí siempre: Dios es el a m o r , el a m o r es Dios, n o hay n i n g u n a otra divinidad fuera del amor; sólo lo q u e no es divino, lo q u e no a m a , tiene q u e tener la divinidad en la idea, f u e r a de sí mismo. El q u e no p u e d e creer q u e Dios está en J e s ú s , q u e Dios m o r a en los h o m b r e s , desprecia a los h o m b r e s . Si el a m o r , si Dios, m o r a entre los h o m b r e s , p u e d e h a b e r dioses; si no sólo se p u e d e h a b l a r de a m o r y los dioses no son posibles. Los dioses n o son sino los ideales de las separaciones particulares; si t o d o está separado, no hay sino un solo ideal.

[CULPA, D E S T I N O ,

RECONCILIACION]

D e s t r u i r la objetividad de los m a n d a m i e n t o s , de las leyes, significa m o s t r a r q u e algo está f u n d a d o en u n a necesidad h u m a n a , en la naturaleza. + P e r d o n a r (acpervai) remitir pecados: [equivale] c o r r i e n t e m e n t e a cancelar los castigos d e los pecados; esto es un milagro, puesto q u e el efecto no puede ser s e p a r a d o de la causa. El destino, sobre todo, no p u e d e ser aniquilado; si lo q u e se piensa [bajo « p e r d ó n » ] es la cancelación del castigo, entonces el castigo es algo e n t e r a m e n t e objetivo,

E S P I R I T U DEL C R I S T I A N I S M O

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algo q u e proviene de algo objetivo, algo q u e n o está n e c e s a r i a m e n t e c o n e c t a d o con la culpa.+ D e c u a l q u i e r f o r m a , a u n si se t o m a r a el castigo c o m o algo enter a m e n t e i n s e p a r a b l e de la culpa, seguiría siendo algo objetivo, en c u a n t o es la c o n s e c u e n c i a de u n a ley d e la cual u n o se h a d e s p r e n d i d o al violarla, pero de la cual, sin e m b a r g o , se sigue d e p e n d i e n d o . E n el caso de u n a ley y de un j u e z objetivo, la ley está satisfecha u n a vez q u e h a y a sido m a l t r a t a d o , tal como yo m i s m o m a l t r a t é , u n a vez q u e la escisión q u e yo p r o d u j e h a y a d e s c a r g a d o sus efectos t a m b i é n sobre mí. + E n el castigo moral, lo s e p a r a d o , n o es algo externo d e lo cual yo p u e d o huir, a lo cual yo p u e d o d o m i n a r ; la acción es el castigo en sí mismo.+ E n la m i s m a m e d i d a en la q u e he herido, por mi acción, u n a vida a p a r e n t e m e n t e a j e n a , he herido mi p r o p i a vida; la vida en c u a n t o vida n o se distingue d e la vida; la vida h e r i d a surge f r e n t e a m í c o m o destino. Este ú l t i m o se ve satisfecho u n a vez q u e he sentido su poder, el p o d e r de lo m u e r t o , de la m i s m a m a n e r a q u e yo he a c t u a d o , en el c r i m e n , sólo c o m o un poder. + L a ley no p u d e ser reconciliada, ya q u e sigue p e r s e v e r a n d o en su terrible m a j e s t a d ; n o se d e j a a b o r d a r p o r el a m o r , p u e s t o q u e es hipotética y la posibilidad no p u e d e n u n c a cancelarse; la condición b a j o la cual interviene no p u e d e n u n c a llegar a ser imposible. E s t á en reposo h a s t a q u e se c u m p l a esta condición, p e r o n o está c a n c e l a d a ; esta su inercia no es la reconciliación; no p o r q u e la ley, por su m a n e r a de ser, tenga u n a acción y un efecto c o n s t a n t e m e n t e s e p a r a d o r , sino p o r q u e es algo c o n d i c i o n a d o , p o r q u e se vuelve posible ú n i c a m e n t e b a j o [la condición de] s e p a r a c i ó n . + El destino, en c a m b i o , p u e d e ser reconciliado p o r q u e es u n o de los m i e m b r o s [de la vida], algo s e p a r a d o que, en c u a n t o s e p a r a d o , no p u e d e ser d e s t r u i d o por su contrario, pero sí p u e d e ser c a n c e l a d o por u n a unificación. El destino es a q u e l l a m i s m a ley q u e yo establecí por i n t e r m e d i o de m i acción (ya sea ésta u n a transgresión de o t r a ley o n o lo sea en su acción [retroactiva] sobre mí, [ m i e n t r a s q u e ] el castigo es sólo el efecto de otra ley. El efecto necesario de algo o c u r r i d o n o p u e d e ser cancelado; la acción t e n d r í a q u e convertirse en algo no-hecho. Allá d o n d e n o h a y sino c a u s a s y efectos — e n c u a n t o elementos separ a d o s — es imposible la i n t e r r u p c i ó n d e la secuencia. El destino, en c a m b i o , es decir, la m i s m a ley retroactiva, p u e d e ser c a n c e l a d a , pues t a m b i é n p u e d e d e s t r u i r u n a ley, q u e yo m i s m o establecí, u n a separación q u e yo m i s m o p r o d u j e . + P u e s t o q u e la acción y el efecto retroactivo son u n a y m i s m a cosa es evidente q u e éste no p u e d e ser c a n c e l a d o u n i l a t e r a l m e n t e . El castigo es la conciencia de u n p o d e r a j e n o , de u n p o d e r hostil; si este p o d e r h a c u m p l i d o con su c o m e t i d o b a j o el d o m i n i o d e la ley enton-

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ees esta ley está satisfecha y yo m e e n c u e n t r o l i b e r a d o de un p o d e r a j e n o q u e [en ese m o m e n t o ] d e j a de a c t u a r s o b r e mí y se retira d e nuevo en su a c t i t u d a m e n a z a n t e , sin q u e yo h a y a p o d i d o t r a n s f o r m a r su hostilidad en amistad."1" L a m a l a conciencia es la conciencia de u n a m a l a acción, de algo o c u r r i d o en u n a p a r t e de un todo sobre el cual n o tengo p o d e r alguno; de algo ocurrido q u e n u n c a , n u n c a j a m á s , se p o d r á convertir en algo no-ocurrido, p u e s t o q u e e r a algo d e t e r m i n a d o , algo limitado. El destino es la conciencia de sí m i s m o (no de la acción), d e sí m i s m o en c u a n t o u n todo, conciencia reflejada [por la reflexión], o b j e t i v a d a . Puesto q u e este todo es un todo viviente herido, p u e d e volver a su vida, al a m o r ; su conciencia se t r a n s f o r m a de n u e v o en u n a fe en sí mismo; se h a a l t e r a d o la visión de sí, con lo q u e el destino está reconciliado. + Pero el a m o r es entonces u n a necesidad: el r e p o s o se h a perdido. La h e r i d a q u e q u e d a a t r á s es la visión de sí m i s m o c o m o ser real. A esta visión se o p o n e su visión de sí m i s m o c o m o ser lleno de aspiraciones q u e se aleja de esta realidad, p r e c i s a m e n t e p o r q u e a q u í se t r a t a ú n i c a m e n t e de u n a aspiración, de u n a n e c e s i d a d q u e a d e m á s está v i n c u l a d a con u n a nostalgia q u e se a n u l a sólo en el a m o r , en la aspiración satisfecha. Por eso el p e r d ó n d e los p e c a d o s no es u n a cancelación de los castigos ( p u e s t o q u e todo castigo es algo positivo, objetivo, q u e n o p u e d e ser d e s t r u i d o ) , no es u n a cancelación d e la m a l a conciencia, puesto q u e n a d a q u e se h a hecho se p u d e t r a n s f o r m a r en algo n o hecho, sino q u e es el destino reconciliado por el a m o r . De ahí la regla de J e s ú s : «si vosotros p e r d o n á i s los pecados, el P a d r e t a m b i é n os perdonará».4 P e r d o n a r a otros: esto es posible sólo por la cancelación de la hostilidad, por el retorno del a m o r , y éste es algo total: el p e r d ó n de los p e c a d o s viene de él. Este p e r d ó n no es un f r a g m e n t o , no es u n a acción p a r t i c u l a r . No j u z g u é i s p a r a q u e no seáis j u z g a d o s ; no establezcáis leyes, p o r q u e t a m b i é n ellas valen p a r a vosotros. De a q u í las expresiones llenas de confianza de J e s ú s : « T u s p e c a d o s te h a n sido p e r d o n a d o s » , allá d o n d e se e n c o n t r ó con fe y con a m o r , como en el caso de M a r í a M a g d a l e n a . El pleno poder d e a t a r y d e d e s a t a r q u e d a a sus amigos c u a n d o e n c u e n t r a en ellos la fe s u p r e m a en él (en un h o m b r e ) , fe q u e llegó a sentir t o d a la p r o f u n d i d a d de la n a t u r a l e z a h u m a n a . Esta fe involucra la c a p a c i d a d de sentir todo el corazón de los otros, de percibir toda la a r m o n í a y la d i s o n a n c i a de su ser, d e reconocer sus límites y su destino, sus vínculos. 4 El r e t o r n o a la m o r a l i d a d no cancela los p e c a d o s ni sus castigos, el destino; la acción sigue existiendo. Al c o n t r a r i o , q u e se vuelve a ú n m á s t o r t u r a d o r a . C u a n t o m a y o r es la m o r a l i d a d con t a n t a m a y o r prof u n d i d a d se siente la i n m o r a l i d a d d e la acción; el castigo, el destino,

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n o se cancela p o r q u e la m o r a l i d a d tiene a ú n un p o d e r objetivo enf r e n t e suyo. L a cancelación de la acción b a j o la f o r m a de i n d e m n i z a ción es un acto e n t e r a m e n t e objetivo 2 . + ( J u a n 5, 26 ss.) A q u é l : lo unido, lo indiviso, lo bello; éste: lo modificado — v i o ; ávfrgüMiou [el H i j o del H o m b r e ] — salido d e lo unido. P o r eso tiene p o d e r c o n t r a algo hostil, c o n t r a algo q u e se le o p o n e — e l juicio—, u n a ley c o n t r a aquellos q u e lo reniegan. R e i n o de la l i b e r t a d y realidad. A) * C e r e m o n i a s 3 . M a n d a m i e n t o s relativos a objetos y servicios s a g r a d o s . C o n t r a los privilegios de los j u d í o s . ( M a t e o 8, 10 ss.) El a y u n o ( M a t e o 9, 14), la vida h u m a n a y el a m o r s u p e r i o r e s al m i s m o ; (v. 16-17) i n c o m p a t i b i l i d a d e n t r e lo antiguo y lo nuevo, el peligro q u e a m e n a z a a la a u t o d e t e r m i n a c i ó n d e la m o r a l i d a d por el h e c h o de lo positivo. El a y u n o tiene q u e d e p e n d e r de la disposición del corazón p a r a la alegría o p a r a la tristeza. ( M a t e o 12, 1-8) P r o f a n a c i ó n del s á b a d o : opuesto a la m i s m a el e j e m p l o de sus sacerdotes (la no-necesidad) y la legislación h u m a n a , (v. 11-12) L a preferencia q u e se d a a las necesidades de los h o m b r e s . ( M a t e o 15, 2) L a v a r s e las m a n o s a n t e s de tocar el p a n . A los fariseos se les o p o n e la violación de un m a n d a m i e n t o por los fariseos mismos, (v. 11-20) P a r a el resto del p u e b l o la disposición [sensible], lo subjetivo del h o m b r e , n a d a de p u r a m e n t e objetivo, n i n g u n a p u r e z a dada. ( M a t e o 1 7, 25) I m p u e s t o : el rey lo recibe de los e x t r a n j e r o s únic a m e n t e ; de esta m a n e r a los hijos están libres; p a r a q u e no se escandalicen (oxavóaX.í^etv). (19, 1) El a m o r , la disposición [sensible] por e n c i m a de la ley, con respecto al m a t r i m o n i o .

C a p í t u l o 24. [B) M o r a l ] L a m o r a l i d a d conserva, asegura, la posibilidad del a m o r sólo; por eso es, d e a c u e r d o a su f o r m a de operar, ú n i c a m e n t e negativa; su principio es la universalidad; es decir: t r a t a r a todo el m u n d o como a s e m e j a n t e s , como a iguales; tal es la condición del a m o r . L a facultad de lo universal es la razón: un h o m b r e q u e no f u e r a n a d a m á s q u e m o r a l sería un a v a r o q u e c o n t i n u a m e n t e j u n t a r í a y c o n s e r v a r í a cosas sin disfrutarlas; la acción m o r a l es s i e m p r e u n a
2 A q u í u n a c u a r t i l l a c o n e x t r a c t o s d e la Iliada s o b r e el ' í a t u m ' . * [ T a c h a d o : ] «B»: la m o r a l en el s e r m ó n d e la M o n t a ñ a , M a t e o 5-7. [Vid. p á g . 282.] _ 3 A q u í u n s i g n o e n v í a lo q u e sigue supra a p á g . 272.

infra

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acción limitada, p o r q u e es u n a acción y la disposición es unilateral e i n c o m p l e t a , p o r q u e está o p u e s t a a la acción. Es v e r d a d : en la moralid a d sin a m o r la oposición frente al objeto individual está c a n c e l a d a en la universalidad: síntesis de objetividades. Lo individual, sin e m bargo, está presente c o m o algo excluido, opuesto. L a i n m o r a l i d a d cancela la posibilidad del a m o r por el mal t r a t o d e seres vivientes. El r e t o r n o a la m o r a l i d a d a través del efecto retroactivo d e la ley, por i n t e r m e d i o del destino y del castigo, es m i e d o a n t e lo objetivo, miedo d e aquello q u e u n o h a m a l t r a d o y a q u e u n o sea m a l t r a t a d o a su vez; d e ahí el retorno a la legalidad; es decir, a la regla objetiva. R e t o r n o a la m o r a l i d a d sólo p o r el a m o r ; a m o r c u y a necesidad u n o ha sentido p a r a sí, a m o r cuya satisfacción u n o se h a imposibilitado por i n t e r m e d i o d e la i n m o r a l i d a d ; [es] respeto a n t e lo viviente. C) [Religión] L a d i v i n i d a d ; en la m e d i d a en q u e el objeto es infinito, es infinita t a m b i é n la pasividad. Por la m o r a l y el a m o r la pasivid a d se a m i n o r a , pero no se t r a n s f o r m a en i n d e p e n d e n c i a a c a b a d a . Esta [a su vez] se m a n t i e n e por u n a lucha c o n t r a lo objetivo y de esta m a n e r a no h a y religión posible. N o d e s t r u i r al objeto, sino reconciliarlo. L a ley, en c u a n t o d o m i n a c i ó n , está s u p e r a d a por la v i r t u d . L a limitación d e la virtud, por el a m o r . Sin e m b a r g o , el a m o r mismo: sensación; la reflexión no esta unificada con él. El a m o r , el florecimiento de la vida. El reino de Dios, el á r b o l e n t e r o con todas sus modificaciones necesarias [son] escalones del desarrollo. Las modificaciones son exclusiones, no oposiciones; es decir, q u e no hay leyes. O sea, q u e lo p e n s a d o es igual a lo real. N o h a y universalidad, no hay n i n g u n a relación q u e se h u b i e r a convertido en u n a regla objetiva. T o d a s las relaciones surgieron en c u a n t o vivientes del desarrollo de la vida; n i n g ú n objeto está a t a d o a otro, n a d a se h a petrificado. N i n g u n a libertad p a r a la oposición; n i n g ú n Yo libre, ning ú n T ú libre. De la oposición, a través de la libertad, surgen d e r e chos. L i b e r t a d sin oposición es sólo u n a posibilidad. Los h o m b r e s son c o m o d e b e n ser; el d e b e r ser tiene q u e ser entonces, por s u p u e s t o , u n a aspiración infinita si el objeto no p u e d e ser s u p e r a d o en a b s o l u t o , si sensibilidad y razón — o libertad y n a t u r a l e z a o sujeto y o b j e t o — están opuestos, al p u n t o d e ser absolutos. Por las síntesis: [si] n o h a y objeto, no hay sujeto; o, [si] no hay Yo, no hay No-Yo; su c a r á c t e r d e a b s o l u t o s no se cancela. «Ley» es u n a relación p e n s a d a entre objetos. E n el Reino de Dios no p u e d e n h a b e r relaciones pensadas, p o r q u e no hay seres q u e sean objetos u n o p a r a el otro. U n a relación p e n s a d a es fija y p e r m a n e n t e , sin espíritu; un yugo, un estar e n c a d e n a d o , u n a d o m i n a c i ó n y u n a s e r v i d u m b r e : acción y pasividad, d e t e r m i n a r y ser d e t e r m i n a d o . ( M a t e o 4, 17) neTctvoeíxe t } y Y i x £ V Y«e "h P a o i l e i a xaiv o ú g a v o v

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[ A r r e p e n t i o s , p o r q u e el R e i n o d e los Cielos se h a acercado.]. E s t a es la p r i m e r a l l a m a d a — y la a s e v e r a c i ó n d e q u e el R e i n o d e los Cielos e s t á a h í — y el efecto d e su l l a m a d a y d e sus curaciones: g r a n cantidad de adeptos. M a t e o 5, 17) JiX.T]Qü)aca, c o m p l e t a r , c o l m a r p o r la í n t i m a convicción, a g r e g a n d o lo interior a lo e x t e r i o r / V e r s í c u l o 20. L a r e c t i t u d <|e sus d i s c í p u l o s tiene q u e ser algo m á s q u e la d e los e s c r i b a s y fariseos; a d e m á s d e la « h o n e s t i d a d » de éstos, la ley a la cual ellos o b e d e c e n tiene q u e ser su p r o p i a ley. Se o p o n e u n a m e d i d a diferente: la disposición [afectiva]. D e a c u e r d o a é s t a se c o n d e n a n t a n t o las a c c i o n e s a p a s i o n a d a s q u e no a l t e r a n n a d a en la existencia de otro c o m o la p e r t u r b a c i ó n d e la vida existente p a r a sí [del otro]. C o m o p r i n c i p i o se indica la d i s p o s i c i ó n a la conciliación; es decir, la inclinación d e c a n c e l a r la s e p a r a c i ó n . V e r s í c u l o 21-22. Se a g r e g a a la p r o h i b i c i ó n o b j e t i v a del a s e s i n a t o ; se d e s a p r u e b a la cólera c o n t r a el h e r m a n o ; al sacrificio e x p i a t o r i o , la reconciliación v e r d a d e r a , etc. + V e r s í c u l o 33. A la p r o h i b i c i ó n del falso j u r a m e n t o , a la o b l i g a c i ó n d e r e s p e t a r la p a l a b r a d a d a al S e ñ o r , se o p o n e esto otro: no j u r a r en a b s o l u t o , ni p o r algo a j e n o ni p o r el cielo, p u e s es sólo el t r o n o de Dios, etc., ni p o r n u e s t r o cabello, q u e no está e n t e r a m e n t e en n u e s t r o p o d e r . E n general, p o r n a d a a j e n o ; ser n o s o t r o s m i s m o s . P e r o si el h o m b r e es sólo u n o y está u n i d o consigo m i s m o , y si d e s d e ñ a t o d a d e p e n d e n c i a , t o d a a l i a n z a con los o b j e t o s , tiene q u e e s t a b l e c e r , sin" e m b a r g o , u n p a c t o con la p e n u r i a . ( M a t . 6, 25) [En c a m b i o ] : ¡Desp r e o c u p a o s d e la p e n u r i a ! J u n t o con la p r o p i a s e r v i d u m b r e se a c a b a t a m b i é n el d o m i n i o q u e u n o ejerce, a t r a v é s de la idea d e los m a n d a m i e n t o s m o r a l e s , s o b r e otros. ( M a t . 7, 1, ss.) L a p r o p i a l i b e r t a d c o n c e d e t a m b i é n la l i b e r t a d a los otros. El j u i c i o m o r a l i z a n t e es la m u e r t e ; no reconoce n a d a exist e n t e p a r a sí: p a r a él todo está b a j o u n a ley, b a j o un d o m i n i o . No [ve] la u n i ó n e n t r e el ser y la ley en u n a n a t u r a l e z a . El p r i n c i p i o d e vuest r a relación con o t r o s es r e s p e t a r su l i b e r t a d ; p o r eso lo q u e q u e r é i s d e ellos lo podéis p e d i r ú n i c a m e n t e . J e s ú s , c o m o f u n d a d o r de u n a n u e v a religión e n t r e un p u e b l o cor r u p t o , dio con su p e r s o n a el e j e m p l o del r e n u n c i a m i e n t o a las c o m o d i d a d e s d e la vida; la m i s m a exigencia f r e n t e a sus auxiliares. T a m b i é n el h e c h o d e h a b e r l o s a r r a n c a d o d e o t r a s c o n d i c i o n e s y d e las r e l a c i o n e s s a g r a d a s d e la vida. ( M a t e o 8, 22) L a r e s p u e s t a q u e d a al d i s c í p u l o q u e q u e r í a sepult a r a su p a d r e . ( M a t e o 8, 10) L a p r i m e r a d e c l a r a c i ó n s o b r e la f r i a l d a d d e los j u d í o s y su c o n d e n a c i ó n . (9, 36; 10, 1 ss.) El envío d e los a p ó s t o l e s n o p a r a r e c o n c i l i a r a los h o m b r e s , n o p a r a a m i g a r al g é n e r o h u m a n o ( M a r c o s 6, 7, J e s ú s

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los envía lejos; 6, 30, se r e ú n e n d e n u e v o a su a l r e d e d o r ; L u c a s 9, 6, y 9, 10: su vuelta). L a r e n u n c i a a la u n i v e r s a l i d a d de su r e f o r m a . ( M a teo 10, 21 ss.) H e r m a n o c o n t r a h e r m a n o , e n t r e g a r al p a d r e , al hijo a la m u e r t e ; hijos a los p a d r e s . Versículo 34: N o he venido p a r a t r a e r la paz a la tierra, sino la e s p a d a ; he venido p a r a suscitar la división entre el hijo y su p a d r e , e n t r e la hija y su m a d r e , entre la n u e r a y los suegros; los c o m p a ñ e r o s d e su casa serán sus enemigos; el q u e a m a al p a d r e o a la m a d r e , al hijo o a la hija m á s q u e a m í n o es d i g n o d e mí. H o r r i b l e d e s g a r r a m i e n t o d e todos los vínculos de la n a t u r a l e z a , la d e s t r u c c i ó n de t o d a n a t u r a l e z a . C r e c i e n t e a m a r g u r a a n t e su época ( M a t e o 11, 12 ss., versículo 25); escondiste estas cosas a los sabios y a los e n t e n d i d o s y las revelaste a los ingenuos; tal e r a tu voluntad. (12, 8 ss.) El h o m b r e , m á s i m p o r t a n t e q u e el s á b a d o . V e r s í c u l o 16. P r o h i b e a los c u r a d o s q u e lo h a g a n público. V e r s í c u l o 31. El p e c a d o c o n t r a el H i j o del h o m b r e es p e r d o n a b l e ; pero n o c o n t r a el Espíritu Santo. V e r s í c u l o 48. ¿Quién es mi m a d r e y mis h e r m a n o s ? Estos (volviéndose a sus seguidores). ( M a t e o 13, 54-55) (¿no es éste el hijo del carpintero?) Desc r e i m i e n t o frente a la n a t u r a l e z a h u m a n a , desprecio de todas las relaciones h u m a n a s ; por eso su a l e j a m i e n t o d e las m i s m a s en la convicción de q u e n o e s t a b a n santificadas, u n p r o f e t a n o vale n a d a en su p a t r i a . P a r a esto ver a r r i b a 10, 36 ss. L a p u r e z a , m a n c i l l a d a p o r tod a s las cosas n o es reconstituible, n o se p u e d e e s c a p a r a n t e el destino. C u a n d o la belleza h u y ó d e todas las cosas él a b a n d o n ó t o d o p a r a reconstituirla. (15, 2) Los fariseos le e n f r e n t a n de nuevo con u n m a n d a m i e n t o positivo; su respuesta, c o m o en el S e r m ó n d e la M o n t a ñ a . (16, 17) T ú eres Cristo, el H i j o del Dios vivo. M i P a d r e te lo h a revelado, no la c a r n e ni la sangre. Versículo 19. T e doy las llaves del R e i n o d e los Cielos: lo q u e a t a r e s en la T i e r r a q u e d a r á a t a d o en el Cielo, etc. Versículo 18. Si no os hiciereis c o m o niños. Versículo 20. D o n d e dos d e vosotros se hallen unidos, se lo d a r á m i P a d r e . Versículos 21 ss. P e r d ó n de las faltas. (18, 18) D e s a t a r , a t a r y d e s a t a r , d a r leyes; en c u a n t o P e d r o h u b o m o s t r a d o su fe en J e s ú s c o m o el Mesías, se revela d e s v i n c u l a d o d e lo objetivo y h e n c h i d o con la g r a n d e z a d e la n a t u r a l e za h u m a n a . (19, 8) El m a t r i m o n i o p o r e n c i m a de la legislación civil. (19, 12) Q u e esta regla la siga sólo q u i e n p u e d a . (25, 40) L o q u e hagáis a u n o de estos p e q u e ñ u e l o s , a mí m e lo hacéis. (26, 7) L a m u j e r q u e d e r r a m ó p e r f u m e sobre él. Los seguidores:

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m o r a l i d a d sujeta a fines y c e n s u r a r o n el d e s a h o g o libre y bello de un alma amante. Versículo 10. x a X ó v égyov, u n a bella acción. L a ú n i c a acción en la historia d e los j u d í o s q u e merezca el epíteto ttcAóv; t a m b i é n la ú n i c a bella acción q u e o c u r r e (26, 24: Kalóv T)V AMÓ) [más le v a l d r í a ] no h a ber nacido; a q u í xaX,óv es m á s bien u n término vacío). ( M a r c o s 16, 17) S e ñ a l e s q u e a c o m p a ñ a r á n a los creyentes; fuerzas s o b r e n a t u r a l e s . Lo q u e la n a t u r a l e z a e r a c a p a z de p r o d u c i r , existía, e s t a b a ahí c o m o f e n ó m e n o , c o m o acción; se h a p r o d u c i d o . T o d o s los aspectos d e la n a t u r a l e z a h u m a n a , en c u a n t o c o s t u m b r e s , hábitos, m a n e r a s de vivir d e los pueblos, se h a n vuelto objetivos. L a s acciones q u e p r e t e n d í a n ser divinas en c u a n t o acciones d e b í a n ser s o b r e n a t u rales, p u e s n a d a de lo q u e se p r o d u c e es divino, sino aquello q u e es. Algo divino q u e se p r o d u c e es m á s g r a n d e q u e aquello q u e hacen otros y, en consecuencia, es relativo. L a acción en sí es la conexión d e la sucesión d e lo objetivo. L a m i s m a c a n t i d a d d e pasividad en u n o c o m o actividad en el otro y c a d a ser objetivo es algo universal, precis a m e n t e p o r q u e está b a j o u n a ley. J e s ú s c o m e n z ó su p r é d i c a con el a n u n c i o d e q u e h a b í a llegado el Reino. Los j u d í o s e s p e r a b a n el retorno d e la teocracia; se p r e t e n d í a q u e ellos c r e y e r a n q u e el Reino de Dios e r a c a p a z de existir en la fe. L o q u e existe en la fe está opuesto a la r e a l i d a d y a su concepto. Lo universal expresa un d e b e r ser, p o r q u e es algo pensado, p o r q u e no es, p o r la m i s m a r a z ó n p o r la q u e la existencia n o p u e d e ser p r o b a d a . El Reino d e Dios es el estado q u e se p r o d u c e c u a n d o reina la divinidad; es decir, c u a n d o todas las d e t e r m i n a c i o n e s , todos los derechos, h a n sido c a n c e l a d o s . D e ahí las p a l a b r a s [de J e s ú s ] al joven: v e n d e lo q u e tienes; difícilmente e n t r a r á u n rico en el R e i n o de Dios: por eso la r e n u n c i a d e J e s ú s a t o d a p r o p i e d a d , a todo h o n o r . Estas relaciones con el p a d r e , con la familia, con la p r o p i e d a d , n o p o d í a n convertirse en relaciones bellas; por lo tanto, no d e b í a n existir en absoluto, p a r a q u e , p o r lo menos, n o existiera su contrario. Sea por u n salto, sea por la s u p e r a c i ó n sucesiva d e las d e t e r m i n a c i o n e s particulares, J e s ú s lo i n t e n t ó por la p r i m e r a de estas vías, a través del e n t u s i a s m o ; a s e g u r a b a q u e el Reino de Dios e s t a b a ahí: e n u n c i a r la existencia d e u n a cosa. Los j u d í o s e s p e r a b a n g r a n d e s a c o n t e c i m i e n t o s del Reino de Dios: su liberación d e la d o m i n a c i ó n d e los r o m a n o s , el restablecimiento d e su e s t a d o s a c e r d o t a l e n su antiguo esplendor, etc. Es decir, e s p e r a b a n q u e sucedieran g r a n d e s c a m b i o s fuera d e ellos. Estos j u d í o s no p o d í a n creer q u e el Reino d e Dios estuviera, ahí c u a n d o J e s ú s se lo anunció. Aquellos, sin e m b a r g o , q u e se b a s a b a n en sí mismos, q u e h a b í a n llegado a la perfección, sí p u d i e r o n creerlo: no en c u a n t o [individuos] aislados, puesto q u e D i o s no está en n a d a aislado, sino en u n a c o m u n i d a d viviente que, c o n s i d e r a d a en c u a n t o está en el individuo, es la

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fe en el R e i n o de Dios; fe es lo individual frente a lo viviente. N o en el reino d e las leyes de Dios, p u e s t o q u e Dios y sus leyes no son dos cosas diferentes. V i d a y r e t o r n o a la vida, pero no u n a regla sobre ellas ( L u c a s 15, 32).

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B) Moral S e r m ó n d e la M o n t a ñ a ( M a t e o 5). J e s ú s c o m i e n z a g r i t a n d o ; alivia su c o r a z ó n d i f u n d i e n d o su diferente m a n e r a de j u z g a r el valor de lo h u m a n o . Lleno de e n t u s i a s m o p r o c l a m a a gritos q u e a h o r a se t r a t a de otra justicia, de un valor del h o m b r e ; e n t u s i a s m a d o , se distancia de i n m e d i a t o de la valoración corriente de las v i r t u d e s y a n u n c i a o t r a esfera de la vida, u n a de c u y a s satisfacciones d e b e r á consistir en el e s t a r perseguido por el m u n d o , frente al q u e ellos tienen q u e manifestar su oposición. L a vida n u e v a , sin e m b a r g o , no a n i q u i l a la m a t e r i a de las leyes; es, antes q u e n a d a , su c u m p l i m i e n t o , la c o m p l e m e n t a ción de aquello q u e existió h a s t a entonces b a j o la f o r m a de algo opuesto, b a j o la f o r m a de ley. E s t a forma, la d e estar bajo un m a n d a m i e n t o , tiene q u e ser e x t i r p a d a por su n u e v a vida y d e b e r á d e s a p a recer a n t e la plenitud de su espíritu, de su ser. Versículos 21-26. L a ley c o n t r a el homicidio se c o n s u m a por el genio s u p e r i o r de la conciliación, al mismo t i e m p o q u e se cancela p a r a el mismo; p a r a él no existe tal ley. Versículos 27-30. L a ley superior c o n t r a el a d u l t e r i o se c u m p l e a través d e la s a n t i d a d del a m o r y por la c a p a c i d a d de elevarse — p u e s se trata d e u n o de los n u m e r o s o s aspectos del h o m b r e — a la totalidad [del ser h u m a n o ] . Versículos 31-32. Divorcio; la cancelación del a m o r , de su a m i s t a d hacia u n a m u j e r en la q u e este a m o r persiste, hace q u e ella m i s m a sea infiel frente a sí, le h a c e pecar; la o b s e r v a n c i a d e los d e b e r e s legales y de la decencia es excusa miserable; n u e v a d u r e z a en esta a f r e n t a de su a m o r . Versículos 33-37. Si eres sincero no tienes necesidad de a s e g u r a r la conexión entre tus p a l a b r a s y tu acción, o tus p e n s a m i e n t o s , por algo ajeno, de ponerla en m a n o s de un ser ajeno, de declararlo señor de esta conexión: tú mismo eres superior a todo p o d e r ajeno. L a ley de

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O t o ñ o - i n v i e r n o 1798/99. N o h l

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E S P I R I T U DEL C R I S T I A N I S M O

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n o j u r a r en falso y c o n v e r t i r a Dios en un p o d e r q u e d o m i n a y vigila la p a l a b r a de u n o se llegan a c o n s u m a r en la v e r a c i d a d q u e , al m i s m o tiempo, es superior a ellos. Versículos 38-42. J u s t i c i a : elevación total p o r e n c i m a de la esfera d e lo legal y d e lo ilegal a través d e la s u p e r a c i ó n d e t o d a p r o p i e d a d . Versículos 43 ss. R e s u m e n . (6, 1-4) L i m o s n a , n o d e l a n t e de otros, ni d e l a n t e d e ti m i s m o . (6, 5-15) O r a c i ó n . T a m b i é n a q u í q u e la oración sea a n t e todo p u r a ; n o mezcléis a ella n a d a ajeno; [no] ser visto; o r a d en vuestro aposento, y así es t a m b i é n el p a d r e n u e s t r o : u n a o r a c i ó n solitaria y p a r t i c u l a r . N o es la oración d e un p u e b l o a su Dios, sino la o r a c i ó n d e un ser aislado, inseguro, vacilante. V e n g a tu reino, s a n t i f i c a d o sea tu n o m b r e . Es el a n h e l o d e un individuo p a r t i c u l a r ; un p u e b l o n o p u e d e t e n e r deseos. H á g a s e tu v o l u n t a d ; un p u e b l o q u e tiene h o n o r y orgullo hace su p r o p i a v o l u n t a d y no conoce n i n g u n a o t r a q u e no sea e n e m i g a . El h o m b r e p a r t i c u l a r p u e d e ver la v o l u n t a d de D i o s y la v o l u n t a d general c o m o opuestos. El p a n n u e s t r o , etcétera. P e d i d o de u n a t r a n q u i l a s i m p l i c i d a d q u e no c a b e en la boca de u n p u e b l o q u e esté consciente de su d o m i n i o sobre los m e d i o s d e existencia, q u e no p u e d e de n i n g u n a m a n e r a limitar su p e n s a m i e n t o a los a l i m e n t o s d e un solo día, pero p u e d e o r a r por la p r o s p e r i d a d del todo, p o r u n a n a t u r a l e z a benevolente. O r a r no es p e d i r . P e r d ó n a n o s . . . , t a m b i é n la o r a c i ó n de un i n d i v i d u o particular. N a c i o n e s son [entidades] s e p a r a das, aisladas; no se p u e d e concebir c ó m o p u d i e r a n p e r d o n a r a o t r a nación; este p e r d o n a r n o p o d r í a ser el p r o d u c t o de u n a unificación, sino el del s e n t i m i e n t o d e la i g u a l d a d o del p r e d o m i n i o del p o d e r [de u n a d e las naciones], del miedo. La conciencia de los propios pecados: E s t a reflexión se p u e d e p r o d u c i r en u n a nación sólo a través del dolor, ya q u e n o p u e d e reconocer u n a ley q u e esté por e n c i m a de su v o l u n t a d . El individuo, sin e m b a r g o , p u e d e orar: q u e yo e x p e r i m e n t e t a n t o a m o r c o m o siento. Versículos 16-18. A y u n o ; c o m o en el o r a r y en el d a r limosnas, no m e z c l a r n a d a ajeno. Versículos 20-34. N o dispersarse, no p e r d e r el todo en las preocup a c i o n e s y en la d e p e n d e n c i a ; esas r e a l i d a d e s parciales, necesidades, r i q u e z a , alimento, v e s t i m e n t a , traen d e t e r m i n a c i o n e s en el h o m b r e q u e lo i n c a p a c i t a n o b j e t i v a m e n t e p a r a u n a vida p u r a . (7, 1-5) J u z g a r a otros, someterlos a u n a regla en el juicio, la t i r a n í a en el p e n s a m i e n t o . Versículos 7-12. L a unificación de los h o m b r e s en el p e d i r y en el d a r . Versículos 13 ss. I m a g e n general del h o m b r e perfecto, a c a b a d o . ( M a t . 12, 31 ss.) El q u e u l t r a j a al h o m b r e u l t r a j a a lo individual, a lo p a r t i c u l a r ; pero el q u e u l t r a j a al Espíritu S a n t o u l t r a j a la n a t u r a leza y es incapaz d e lograr el p e r d ó n d e sus pecados, p u e s t o q u e es

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i n c a p a z de unificarse con el todo: p e r m a n e c e aislado y excluido. T a l p e c a d o viene de la p l e n i t u d del corazón y revela su destrucción, su t r a s t o r n o . Su i m p i e d a d es i n c a p a z d e [aceptar] lo s a g r a d o a la cual h a u l t r a j a d o , y lo sagrado, c o n s i d e r a d o de a c u e r d o a la separación y a la unificación, es el a m o r . P u d i e r a ser q u e u n a señal os llegue a c o n m o ver: p e r o el [mal] espíritu exorcizado vuelve con otros siete y el h o m bre se t r a s t o r n a m á s q u e antes. Religión ( M a t e o 18, 1-10) El m á s g r a n d e év T I ] |3aoiXeigi XÜ)V O U Q C M O V , el q u e m á s se parezca a los niños; sus ángeles (versículo 10) ven en el cielo c o n s t a n t e m e n t e el rostro del P a d r e q u e está en los cielos. Por ángeles d e los niños no h a y q u e e n t e n d e r seres objetivos, pues t a m b i é n d e los ángeles d e los otros h o m b r e s (por seguir h a b l a n d o así) h a b r í a q u e p e n s a r q u e ven a Dios. Su u n i d a d sin d e s a r r o l l a r , lo inconsciente, su ser y vida en Dios, r e p r e s e n t a d o s en u n a figura. Esta, a su vez, vuelve a ser sustancializada, cristalizada, su relación con Dios u n a e t e r n a intuición de él. P a r a d e s i g n a r el espíritu, lo divino f u e r a de la f o r m a d e esta limitación y la c o m u n i d a d de este viviente limitado, P l a t ó n pone la vida p u r a y lo l i m i t a d o en tiempos distintos; a los espíritus puros les hace h a b e r vivido a n t e s en la p u r a intuición de lo divino y ser los mismos en la vida terrenal, pero con la conciencia oscurecida de la vida celestial. J e s ú s designa de otro m o d o la n a t u r a l e z a , lo divino del espíritu infantil: c o m o ángeles q u e viven siempre viendo a Dios. T a m p o c o en esta f o r m a se h a l l a n r e p r e s e n t a d o s c o m o Dios, sino c o m o hijos de Dios, c o m o seres especiales. L a oposición del q u e intuye con lo intuido, el h e c h o de q u e sean opuestos, un sujeto y u n objeto, desaparece en la intuición m i s m a ; su distinción es sólo la posibilidad de la separación; u n h o m b r e q u e m i r a s e siempre al sol no sería m á s q u e el sentimiento de la luz, el s e n t i m i e n t o c o m o ser. Q u i e n viviese por completo en la visión de otro h o m b r e sería este otro mismo, sólo q u e con la posibilidad de ser o t r o . + C o n esto se relaciona directamente—-pues ó v i o í a v f t g ü m o u r ^ f t e O Ü J O C H T O ánoktíikoc, [el H i j o del h o m b r e vino a salvar lo p e r d i d o ] — el m a n d a m i e n t o de reconciliarse, de s u p e r a r el d e s g a r r a m i e n t o y h a cerse uno. Esta u n i d a d es el intuito de Dios, el hacerse como niños. Si el ofensor no escucha a la c o m u n i d a d , q u e sea c o m o p a g a n o y publicano; q u i e n se separe, q u i e n desprecie el i n t e n t o de unirse, q u i e n se m a n t e n g a d e c i d i d a m e n t e en contra... En el versículo 19 J e s ú s expone esta u n i d a d d e otra forma: c u a n d o dos son u n o en algo y lo pedís, el P a d r e os lo concederá. L a s expresiones «pedir», «conceder» se h a n hecho tan vulgares y serán... D) Historia L a f o r m a en la q u e se o p o n e como individuo a otros individuos y C)

E S P I R I T U DEL C R I S T I A N I S M O

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éstos a él. D i f u s i ó n de su d o c t r i n a . El comienzo de su predicación ( M a t . 4, 17, ibid. 19) R e c l u t a m i e n t o de Simón y de otros. Versículo 22. E n a m b o s casos el r e n u n c i a r a la t r a m a d e las relaciones y de las necesidades h u m a n a s : s e p a r a c i ó n de su vida. Pero no separación d e p u b l i c a n o s y de pecadores. ( M a t . 9, 11.) El e s t a d o del p u e b l o j u d í o p a r e c i d o al d e ovejas sin p a s t o r (9, 36). A los fariseos (16, 3): no podéis j u z g a r [ a d e c u a d a m e n t e ] sobre las señales d e los tiempos. El envío d e los Doce en misión ( M a t . 10). L a s instrucciones q u e reciben. Sermón: riYY 1 *^ ^ p a o i A e í a ta»v ovgavAv/el reino de los cielos se ha acercado. T o d o el resto, negativo; no os preocupéis por las necesidades del viaje... Así q u e no se t r a t a d e a d o c t r i n a r , d e m a n e j a r , de a m e s t r a r ; n o h a y o d i o al m u n d o , persecución; el espíritu h a b l a r á por vuestra boca, no os preocupéis por lo q u e habéis de decir. I n t r e p i d e z , t a n t o [ante la perspectiva] d e los s u f r i m i e n t o s propios c o m o d e los trastornos q u e su misión t r a e r á p a r a el m u n d o . Versículo 41. El q u e recibe a un p r o f e t a en c u a n t o profeta, e i í ovofxa JtQOtprjTOV [en « n o m b r e » d e profeta], p a r a q u i e n un profeta es un profeta; el q u e recibe a u n j u s t o en c u a n t o a j u s t o , a u n discípulo en c u a n t o discípulo, tiene el m é r i t o , el valor d e u n profeta; tal c o m o el h o m b r e concibe al h o m b r e así es él m i s m o . Irritación c o n t r a la m a n e r a en q u e la é p o c a asimila su d o c t r i n a ( M a t . 11). L a limitación de su efectividad a los vtníovc,, xojucovTa<;, JIECPOÍTUJUEVOV; [a los niños, a los h o m b r e s h a s t i a d o s y sobrecargados]. Desde ese m o m e n t o sus p a l a b r a s violentas c o n t r a los fariseos, sus r e s p u e s t a s a cuestiones [sólo son] o p o r t u n i d a d e s p a r a silenciarlos; [son] p u r a m e n t e polémicas; la v e r d a d [de las respuestas] está dirigida a los otros oyentes. M a t . 12, 49: S e p a r a c i ó n de J e s ú s de las relaciones d e la vida. Parábolas ( M a t . 13). Sobre la f o r m a de difusión d e su d o c t r i n a , sobre el destino de ésta; todas (del b u e n s e m b r a d o r , el trigo y la cizaña, la semilla d e m o s t a z a , la levadura, el tesoro escondido) en c o m p l e t a analogía con los mitos, pero con los mitos j u d í o s , asociados con realidades [particulares]. N o hay en ellos n i n g u n a f a b u l a docet, no se d e r i v a d e ellos n i n g u n a m o r a l sino lo histórico, el devenir, el proceso de lo existente, d e lo eterno, d e lo viviente. El devenir del ser es el secreto de la n a t u r a l e z a , y toda la c h a r l a insípida sobre la convicción í n t i m a de lo b u e n o , etcétera, es i n f i n i t a m e n t e m á s a b s u r d a q u e la iluminación y el r e n a c i m i e n t o s o b r e n a t u r a l e s , etcétera. L a g r a n a b u n d a n c i a de p a r á b o l a s indica la i n c a p a c i d a d de p r e s e n t a r a d e c u a d a m e n t e aquello h a c i a lo cual están s e ñ a l a n d o . [ I n d i c a n ] sólo q u e lo valioso es algo a l t a m e n t e deseable, pero q u e es algo distinto de lo q u e conocen/ Versículo 55. [Los j u d í o s ] n o ven n a d a m á s q u e la r e a l i d a d [limitada]; n o ven el espíritu, sino sólo lo q u e ellos mismos son. Así t a m -

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bien M a t e o 15. Estas p a r á b o l a s no son ni alegorías orientales ni mitos griegos; los mitos y alegorías h a b l a n de la cosa m i s m a , del ser, de lo bello, c u y o desarrollo, c u y o salir de sí m i s m o , c u y a s t r a n s f o r m a c i o n e s a d q u i e r e n , e n t r e los orientales, f o r m a s tan m o n s t r u o s a s y s o b r e n a t u rales p o r q u e son concebidos [ s e p a r a d a m e n t e ] p o r sí mismos: ú n i c a m e n t e por la fantasía; es decir, c o m o m o n s t r u o s . E n t r e los griegos, es v e r d a d , a p a r e c e n t a m b i é n c o m o sustancias, c o m o modificaciones en un [ser] viviente, real, pero la fantasía los vincula, sin e m b a r g o , con u n a acción real, a u n a f o r m a h u m a n a . N o p i e r d e n por eso ese elem e n t o ideal q u e los m o n s t r u o s orientales q u e r í a n conservar; no es q u e se t r a n s f o r m a r a n en u n a vida individual (Ceres, V e n u s , etcétera); lo i n h u m a n o de estas configuraciones divinas es sólo la liberación de aquello q u e es heterogéneo, por ejemplo de lo dificultoso, del trabajo, de la p e n u r i a . Estas p a r á b o l a s de C r i s t o son v e r d a d e r a s alegorías, f á b u l a s m o d e r n a s en las cuales hay un tertium comparationis, es decir, [un tercer término] en el cual se piensa lo idéntico (en las antig u a s f á b u l a s de Esopo eran i n d i r e c t a m e n t e impulsos, instintos; la v i d a i d é n t i c a m e n t e m o d i f i c a d a ) . E n las p a r á b o l a s h a y historias e n t e r a m e n t e reales; por eso siempre un «igual como...».

EL ESPIRITU DEL CRISTIANISMO Y SU DESTINO
(versión definitiva 1798-1800)
1

[1] EL ESPIRITU DEL JUDAISMO
ABRAHAM,

2

n a c i d o en C a l d e a , ya en su j u v e n t u d a b a n d o n ó u n a p a t r i a en c o m p a ñ í a de su p a d r e . A h o r a , en las l l a n u r a s d e la M e s o p o t a m i a , se separó violenta y definitivamente t a m b i é n del seno de su familia, p a r a t r a n s f o r m a r s e en un h o m b r e e n t e r a m e n t e a u t ó n o m o , i n d e p e n diente, p a r a p o d e r ser jefe. Lo hizo sin q u e se le h u b i e r a e x p u l s a d o u ofendido, sin el dolor a través del cual se suele m a n i f e s t a r , d e s p u é s de u n a injusticia o d e u n a crueldad, la n e c e s i d a d p e r m a n e n t e del a m o r q u e , herido, pero n o p e r d i d o , busca u n a n u e v a p a t r i a p a r a florecer, p a r a p o d e r gozar d e sí m i s m o . + El p r i m e r acto por el cual A b r a h a m se convierte en el p a d r e de u n a nación es u n a s e p a r a c i ó n q u e d e s g a r r a los vínculos d e la convivencia y del a m o r , la totalidad de las relaciones con los h o m b r e s y con la n a t u r a l e z a , en la cual e s t a b a viviendo h a s t a entonces; rechazó así estas bellas relaciones de su j u v e n t u d . (Jos. 24, 2.) T a m b i é n C a d m o , D á n a o , etc., a b a n d o n a r o n sus patrias, pero las a b a n d o n a r o n c o m b a t i e n d o ; iban b u s c a n d o u n a tierra d o n d e p u d i e r a n ser libres, d o n d e p u d i e r a n a m a r . A b r a h a m no q u e r í a a m a r y por eso q u e r í a ser libre. Aquellos otros lo hicieron p a r a p o d e r vivir en relaciones p u r a s , bellas — l o q u e no les e r a concedido en su país—, y l l e v a b a n consigo a sus dioses. A b r a h a m q u e r í a estar libre de estas m i s m a s relaciones; aquéllos a t r a í a n a sí, por sus artes y sus costumbres m á s suaves, a los nativos a ú n poco civilizados y se e n t r e m e z c l a b a n con ellos p a r a f o r m a r un p u e b l o alegre y sociable. 4 El m i s m o espíritu q u e alejó a A b r a h a m de su p a r e n t e l a lo g u i a b a en m e d i o de sus e n c u e n t r o s con las n a c i o n e s a j e n a s d u r a n t e el resto d e su vida: el espíritu d e la a u t o c o n s e r v a c i ó n inconmovible, q u e se m a n t e n í a por m e d i o de u n a estricta oposición c o n t r a todas las cosas;
1 H e g e l escribió El Espíritu del Cristianismo e n dos versiones. N o h l s e g u n d a ; p e r o t r a e a l g u n o s f r a g m e n t o s d e la p r i m e r a v e r s i ó n ( o t o ñ o p r i m e r a p a r t e y o t o ñ o - i n v i e r n o 1798/99 p a r a la s e g u n d a p a r t e ) en f o r m a a p a s a j e s t a c h a d o s . N u e s t r a edición los r e p r o d u c e , c o m o N o h l , a pie d e d o s p o r asteriscos. 2 O t o ñ o - i n v i e r n o 1798/99. N o h l 2 4 5 , 2 6 0 .

se a t i e n e a la 1798 p a r a la de referencias página, llama-

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el ser p e n s a d o , elevado a la u n i d a d d o m i n a n t e p o r e n c i m a de la n a t u raleza infinita, hostil, p u e s lo hostil p u e d e e n t r a r sólo en relaciones d e dominación." 1 " A b r a h a m e r r a b a con sus r e b a ñ o s por u n a tierra sin límites, sin q u e se h u b i e r a f a m i l i a r i z a d o con d e t e r m i n a d a s p a r t e s de la m i s m a , c u l t i v á n d o l a , embelleciéndola; en este caso h u b i e r a a p r e n d i d o a a m a r l a , a a c e p t a r l a c o m o p a r t e d e su m u n d o . U n i c a m e n t e sus bestias u s a b a n la tierra, p a c i e n d o e n ella. El a g u a d e s c a n s a b a en p r o f u n d o s pozos, sin m o v i m i e n t o viviente; e r a p e n o s a m e n t e excavada, comp r a d a a precio elevado o c o n q u i s t a d a con luchas; era así u n a propied a d q u e ha sido conseguida p o r l u c h a o por esfuerzo, u n a necesidad u r g e n t e p a r a él y p a r a su g a n a d o *. P r o n t a m e n t e a b a n d o n ó los b o s q u e s [sagrados] q u e t a n t a s veces le p r e s t a r o n s o m b r a y frescura; tuvo teofanías en los mismos, a p a r i c i o n e s d e su objeto s u p r e m o , sin e m b a r g o , no volcó hacia ellos el a m o r q u e los h u b i e r a h e c h o dignos d e la divin i d a d , q u e h u b i e r a hecho q u e p a r t i c i p a r a n en la m i s m a . E r a un ext r a n j e r o en la tierra, t a n t o en lo q u e respecta a la tierra c o m o en lo q u e r e s p e c t a a los h o m b r e s , e n t r e los cuales e r a y siguió siendo u n extraño. Sin e m b a r g o , no e r a t a n i n d e p e n d i e n t e de ellos ni estaba t a n alejado de ellos c o m o p a r a n o t e n e r q u e s a b e r n a d a , c o m o p a r a n o tener q u e ver n a d a con los m i s m o s . [En esa é p o c a ] el país e s t a b a y a t a n p o b l a d o q u e en sus idas y venidas chocó s i e m p r e con los h o m b r e s q u e ya se u n í a n en tribus; él no e n t r ó n u n c a en tales uniones. Es v e r d a d q u e tenía necesidad d e sus granos; no o b s t a n t e , resistió a su destino, q u e le h u b i e r a p r o p o r c i o n a d o u n a convivencia s e d e n t a r i a con los otros. A b r a h a m se aferró a su s e p a r a c i ó n y la s u b r a y a b a p o r u n a p e c u l i a r i d a d física q u e i m p u s o a sí m i s m o y a sus descendientes. C u a n d o t r a t a b a con pueblos cuyo p o d e r era m a y o r q u e el suyo, c o m o en E g i p t o y en G u e r a r , con reyes confiados, A b r a h a m , lleno de desconfianza, recurría a a r t i m a ñ a s y a la doblez p a r a ponerse en v e n t a j a . C u a n d o creyó ser el m á s fuerte, c o m o c u a n d o se e n f r e n t ó a los cinco reyes, recurrió a la violencia directa. C o n otros q u e n o le ofrecían dificultades m a n t e n í a c a u t e l o s a m e n t e relaciones p u r a m e n t e j u r í d i c a s . C o m p r a b a aquello q u e necesitaba; no a d m i t i ó d e m a n e r a a l g u n a q u e E f r ó n le regalara, g e n e r o s a m e n t e , el terreno p a r a la s e p u l t u r a de Sara. [De esta m a n e r a ] r e h u s ó colocarse en relación de g r a t i t u d con u n o d e sus iguales. N o dejó q u e su hijo se c a s a r a con m u j e r d e C a n a á n , sino q u e le hizo b u s c a r e s p o s a e n t r e sus parientes, q u i e n e s vivían a g r a n distancia. El m u n d o entero, q u e le e s t a b a r a d i c a l m e n t e opuesto, tenía q u e ser sostenido — p a r a no ser c o n s i d e r a d o en n a d a — por el Dios q u e era a j e n o al mismo; en este Dios n o debía p a r t i c i p a r n a d a de la n a t u raleza, t o d o d e b í a ser d o m i n a d o p o r él. E r a t a m b i é n este Dios q u i e n
* [ T a c h a d o : ] a g u a q u e sólo se p o d í a d o m i n a r , con la c u a l n o se p o d í a j u g a r .

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sostenía la existencia del otro ser o p u e s t o al m u n d o entero, a A b r a h a m , q u e n o h u b i e r a podido existir t a m p o c o c o m o tal [por sí m i s m o ] . Es ú n i c a m e n t e por i n t e r m e d i o d e este Dios c o m o A b r a h a m e n t r ó en relación m e d i a t a con el m u n d o , en la ú n i c a f o r m a d e relación q u e le era posible. Su Ideal le s u b y u g ó el m u n d o , le regaló t a n t o del m u n d o c o m o él necesitaba, y c o n t r a lo d e m á s le p r o p o r c i o n a b a s e g u r i d a d . L o q u e n o p o d í a era a m a r algo; incluso el único a m o r q u e tenía, el a m o r hacia su hijo [Isaac], * en el cual d e s c a n s a b a la esper a n z a d e su p o s t e r i d a d — l a única m a n e r a de p e r p e t u a r u n ser, la ú n i c a f o r m a de i n m o r t a l i d a d q u e c o n o c í a — , llegó a t r a n s f o r m a r s e en c a r g a y en molestia p a r a su corazón q u e se s e p a r a b a de t o d a s las cosas, c a u s á n d o l e tal e s t a d o de desasosiego q u e u n a vez llegó al ext r e m o d e q u e r e r d e s t r u i r t a m b i é n este a m o r , y n o se c a l m ó sino p o r la c e r t i d u m b r e q u e h a b í a e x p e r i m e n t a d o de q u e la fuerza de este a m o r no llegaba al p u n t o d e hacerlo i n c a p a z d e degollar al hijo q u e r i d o con la p r o p i a m a n o . P u e s t o q u e A b r a h a m n o p u d o realizar la relación d e d o m i n i o — l a ú n i c a q u e le e r a posible con el m u n d o o p u e s t o e infinito— fue confiada a su Ideal. Es v e r d a d q u e , de esta m a n e r a , se e n c o n t r a b a t a m bién s u j e t o a u n a d o m i n a c i ó n , pero él, en c u y o espíritu m o r a b a la idea [ d o m i n a d o r a ] , él q u e servía a la m i s m a , d i s f r u t a b a t a m b i é n de su favor, y p u e s t o q u e la raíz de su d i v i n i d a d se e n c o n t r a b a en su d e s p r e c i o frente al m u n d o entero el ú n i c o favorito e r a é l . + Por esto el Dios d e A b r a h a m se d i f e r e n c i a b a e s e n c i a l m e n t e d e los lares y d e los dioses nacionales. Es v e r d a d q u e u n a familia, u n a nación q u e v e n e r a a su Dios nacional, t a m b i é n se aisla de esta "manera: d i v i d e lo U n o y excluye a todos de su p a r t e . Sin e m b a r g o , [esta familia o e s t a nación] a d m i t e t a m b i é n la existencia de las o t r a s partes; en vez de reservar p a r a sí lo i n c o n m e n s u r a b l e y d e s t e r r a r del m i s m o a todos los otros c o n c e d e a los otros derechos iguales a los suyos y reconoce a los lares y a los dioses de los otros c o m o lares y dioses. E n c a m b i o , el Dios celoso de A b r a h a m y d e sus d e s c e n d i e n t e s incluye en sí la h o r r i b l e reivindicación de q u e sólo él e r a Dios y q u e esta nación e r a la ú n i c a q u e t e n í a un Dios. Pero en las ocasiones en q u e sus d e s c e n d i e n t e s tuvieron q u e ver con u n a r e a l i d a d m e n o s s e p a r a d a de su ideal, en las ocasiones en q u e ellos m i s m o s f u e r o n lo suficientemente poderosos p a r a realizar su i d e a d e la u n i d a d , g o b e r n a r o n en c o n s e c u e n c i a sin p i e d a d , ejerciendo la t i r a n í a m á s i n d i g n a n t e , d u r a y e x t e r m i n a d o r a frente a t o d a vida, p o r q u e la u n i d a d se eleva sólo por e n c i m a de lo m u e r t o . F u e así c o m o los hijos d e J a c o b o v e n g a r o n , con a t r o c i d a d satánica, la o f e n s a c o n t r a su h e r m a n a (que los s i q u e n i t a s t r a t a r o n de r e p a r a r con u n a b u e n a
* [ T a c h a d o : ] h i z o q u e S a r a e x p u l s a r a al d e s i e r t o a su h i j o I s m a e l j u n t o con la m a d r e d e éste, p o r q u e p e r t u r b a b a la u n i d a d e n su h o g a r .

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v o l u n t a d sin p a r ) ; e r a algo a j e n o q u e se mezcló con su familia, algo q u e q u i s o vincularse con ellos y d i s t u r b a r su segregación. Lo q u e está f u e r a d e la u n i d a d infinita, en la q u e no puede p a r t i c i p a r nadie salvo ellos, los favoritos, es todo ello m a t e r i a — l a c a b e z a de G o r g o n a t r a n s f o r m a b a todo en p i e d r a — u n e l e m e n t o sin a m o r y sin d e r e c h o [propio], algo m a l d i t o q u e t a n p r o n t o como se tiene la fuerza suficiente se lo t r a t a de a c u e r d o a lo q u e es, fijándole, no bien intente moverse, su lugar correspondiente. C u a n d o J o s é llegó a ejercer su poder en E g i p t o i n t r o d u j o u n a j e r a r q u í a política en la cual todos los egipcios se vieron en la m i s m a posición frente al rey en la q u e se e n c o n t r a b a n — e n su i d e a — t o d a s las cosas frente a su Dios: r e a l i z a b a su d i v i n i d a d . Por i n t e r m e d i o del g r a n o q u e ellos mismos le h a b í a n e n t r e g a d o , y con el cual los alim e n t ó luego d u r a n t e la h a m b r u n a , se a p r o p i ó de todo su dinero; luego, de todo su g a n a d o , de sus caballos, de sus ovejas y cabras, de sus bueyes y de sus asnos; luego, d e todas sus tierras y de sus personas; convirtió toda la extensión de su existencia en p r o p i e d a d del rey. * J a c o b s u c u m b i ó finalmente a n t e el destino c o n t r a el cual l u c h a b a A b r a h a m y luego incluso él mismo: al de no tener residencia fija ni pertenecer a un pueblo, e n t r ó en estas relaciones, c o n t r a r i a n d o a su espíritu y en forma accidental, i m p u l s a d o por la necesidad. C u a n t o m á s se e n r e d ó en ellas t a n t o m á s p e s a b a [el destino] sobre él y sus descendientes. El espíritu q u e los h a b í a guiado, al liberarse de esta esclavitud y en el proceso d e su organización c o m o pueblo i n d e p e n diente a c t ú a y se desarrolla, a p a r t i r de ahí, en f o r m a s m u c h o m á s v a r i a d a s q u e las q u e h a b í a revestido, al a p a r e c e r , en las familias [judías] m á s simples. A través de las m i s m a s a d q u i e r e caracteres m á s d e t e r m i n a d o s y hace surgir consecuencias multiformes. La cuestión — t a n t o a q u í como en lo q u e a n t e c e d e — no es c ó m o p o d e m o s c a p t a r con n u e s t r o e n t e n d i m i e n t o la r e a l i d a d de esta liberación de los israelitas; la cuestión es cómo se p r e s e n t a b a a la fantasía y a la m e m o r i a viviente de los j u d í o s , p o r q u e esa era la m a n e r a en la q u e su espíritu a c t u a b a e n estos acontecmientos. C u a n d o Moisés, d e s p u é s de h a b e r s e e n t u s i a s m a d o en la soledad por la liberación de su pueblo, se presentó a n t e los ancianos de Israel exponiéndoles su plan, p a r a ellos este plan n o tuvo legitimación en el odio de sus a l m a s c o n t r a la opresión ni t a m p o c o en el deseo de aire p u r o y de libertad, sino en algunos artificios de prestidigitador, con los q u e Moisés los c o n f u n d í a y q u e fueron repetidos luego, con la m i s m a habilidad, por los m a g o s egipcios. Los actos de Moisés y d e A a r ó n tuvieron — t a n t o entre sus h e r m a n o s c o m o e n t r e los egipcios— el efecto de u n a f u e r z a [ajena], y vimos q u e los últimos por lo menos se d e f e n d í a n c o n t r a su s u b y u g a c i ó n a esta fuerza.
* [ T a c h a d o ] E n los s e n t i m i e n t o s d e J o s é , al p a r e c e r , n o h a b í a n i s i q u i e r a r a s g o s d e u n a e x i s t e n c i a q u e n o se h a l l a r a en la d e p e n d e n c i a física.

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Los m a y o r e s rigores a los q u e se vieron sometidos d e s p u é s de la p r e s e n t a c i ó n de Moisés a n t e el f a r a ó n no a u m e n t a r o n la irritación de los judíos; ú n i c a m e n t e a u m e n t a r o n s u s sufrimientos; su r a b i a se dirigó ú n i c a m e n t e c o n t r a Moisés, a q u i e n maldijeron. ( E x o d o 5, 21; 6, 9.) Moisés a c t ú a solo; él a r r a n c a , por los m i e d o s q u e tiene el rey, el p e r m i s o p a r a p a r t i r . (La fe de los j u d í o s ni siquiera d e j a [al rey] t a n t a a u t o n o m í a c o m o p a r a olvidarse de su t e m o r y revocar la decisión q u e le h a b í a sido e x t o r s i o n a d a ; p a r a ellos esta m i s m a acción, p o r la qual el rey no se somete a su Dios, es u n a o b r a de este m i s m o Dios.) + E n favor de los j u d í o s se c u m p l e n g r a n d e s acciones, p e r o ellos no e m p i e z a n con actos heroicos. Por ellos E g i p t o sufre las p l a g a s y las miserias m á s diversas; p a r t e n , e x p u l s a d o s por los egipcios, en m e d i o del l a m e n t o general de la desgracia d e los m i s m o s ( E x o d o 12, 33-34), pero sienten ú n i c a m e n t e a n t e el mal a j e n o la satisfacción del c o b a r d e c u a n d o su e n e m i g o cae sin q u e él intervenga; tiene sólo la conciencia del m a l q u e se cometió en su favor, pero no la conciencia d e la valentía q u e p e r m i t e verter u n a l á g r i m a p o r el dolor q u e n e c e s a r i a m e n t e causa. Su realidad p e r m a n e c e íntegra, pero su espíritu no p u e d e sino alegrarse de u n a miseria q ú e les viene tan al caso. Los j u d í o s salen vencedores, pero n o h a n luchado; los egipcios s u c u m b e n , pero no por sus enemigos; s u c u m b e n , cual los e n v e n e n a d o s o los a s e s i n a d o s en su sueño, por un a t a q u e invisible, y los israelitas, con los signos en sus casas y con las v e n t a j a s q u e sacan de t o d a esta miseria, se p a r e c e n a los famosos b a n d i d o s de la peste de M a r s e l l a . L a ú n i c a acción q u e Moisés reservó p a r a los israelitas la noche que, como sabía, e r a la ú l t i m a , fue la de p e d i r f r a u d u l e n t a m e n t e un p r é s t a m o de sus vecinos y amigos y de r e t r i b u i r luego la confianza con el robo. N o es entonces n i n g ú n milagro q u e este pueblo, q u e en su liberación tuvo un c o m p o r t a m i e n t o de esclavo, e x p r e s a r a a n t e t o d a dificultad o peligro posterior su a r r e p e n t i m i e n t o por h a b e r d e j a d o E g i p t o y su deseo d e volver a ese país; d e m o s t r ó así q u e en el curso de su liberación estaba d e s p r o v i s t o de a l m a [ p r o p i a ] y del s e n t i m i e n t o de la necesidad de su libertad. El l i b e r t a d o r de su pueblo se convirtió t a m b i é n en su legislador; esto no p o d í a significar o t r a cosa q u e a q u e l q u e lo h a b í a liberado de un y u g o le p r o p o r c i o n a b a otro. Q u e u n a nación pasiva se d i e r a leyes a ella m i s m a es u n a contradicción. El principio de t o d a la legislación e r a el espíritu h e r e d a d o de sus a n t e p a s a d o s ; el o b j e t o infinito, la s u m a d e toda v e r d a d y de todas las relaciones; p a r a decirlo mejor, él en c u a n t o sujeto único e infinito, p u e s t o q u e sólo se le p u e d e llamar «ohjeto» si se p r e s u p o n e al h o m b r e c o n su vida q u e recibió de regalo y q u e se l l a m a e n t o n c e s sujeto viviente, sujeto a b s o l u t o . E s t a es entonces, por así decirlo, la única síntesis, y las antítesis son el p u e b l o j u d í o , por u n a parte, y el resto del g é n e r o h u m a n o y el m u n d o , por la o t r a . E s t a s antítesis son los verda-

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deros, los p u r o s objetos, ya q u e son lo q u e son frente a algo infinito q u e está f u e r a de ellos: c a r e c e n así de un c o n t e n i d o propio: son vacíos, sin vida; ni siquiera son algo m u e r t o — s o n u n a n a d a — : son algo ú n i c a m e n t e si el objeto infinito hace q u e sean algo; es decir, son algo hecho, n o algo q u e es; son algo q u e no tiene ni vida, ni derechos, ni a m o r por sí m i s m o . * U n a hostilidad universal a d m i t e sólo u n a dep e n d e n c i a física, u n a existencia a n i m a l q u e , en consecuencia, sólo p u e d e ser a s e g u r a d a a costa d e los otros: fue esta existencia la q u e los j u d í o s recibieron como su feudo. E s t a excepción en su favor, esa segur i d a d e s p e r a d a y aislada, sigue n e c e s a r i a m e n t e de la separación infinita, y este regalo, esta liberación de la esclavitud egipcia, la segurid a d de la p r o p i e d a d de u n a tierra rica en leche y miel, el comer, el b e b e r y la copulación, son los títulos q u e ha de p r e s e n t a r la d i v i n i d a d si quiere ser a d o r a d a . A h o r a bien, tal c o m o son los títulos de la veneración, así es la veneración m i s m a ; c u a n d o aquéllos son u n remedio a n t e u n e s t a d o de necesidad, ésta es esclavitud. El s u j e t o infinito tenía q u e ser invisible, ya q u e todo lo visible es algo limitado. A u n a n t e s de q u e Moisés tuviera su t a b e r n á c u l o [vacío] m o s t r ó a los israelitas sólo fuego y n u b e s q u e f a s c i n a b a n la vista con el j u e g o i n d e t e r m i n a d o d e formas, siempre c a m b i a n t e s , sin fijarla en una d e t e r m i n a d a . T o d a figura d i v i n a no era p a r a ellos m á s q u e u n simple trozo d e m a d e r a o d e piedra; la figura n o ve, no oye», etc.; repitiendo esta letanía se i m a g i n a n ser m a r a v i l l o s a m e n t e sabios y d e s d e ñ a n la imagen p o r q u e n o son m a n i p u l a d o s por ella; no tiene la m e n o r idea de cómo esa i m a g e n se diviniza por i n t e r m e d i o d e la intuición del a m o r , a través de la fruición de la belleza. Y a q u e no se ofrecía n i n g u n a figura a la sensación h a b í a q u e d a r por lo m e n o s p a r a la veneración de un objeto invisible, u n a dirección y un á m b i t o q u e lo e n c e r r a r a . Moisés lo proveyó con el S a n c t a Sanct ó r u m del T a b e r n á c u l o y m á s t a r d e se edificó el T e m p l o p a r a ese fin. Es de s u p o n e r q u e P o m p e y o se llevó u n a g r a n s o r p r e s a c u a n d o e n t r ó al a r c a n o del T e m p l o ; h a b r í a e s p e r a d o e n c o n t r a r , al acercarse al interior del mismo, el centro d e la a d o r a c i ó n y en él la raíz del espíritu nacional, el a l m a vivificante de este pueblo excepcional, c e n t r a d o en un p u n t o . H a b r í a e s p e r a d o e n c o n t r a r t a m b i é n un ser q u e p u d i e r a ser objeto d e su devoción, u n ser cuya veneración tuviera sentido, pero al e n t r a r sus e s p e r a n z a s se vieron d e f r a u d a d a s y tuvo q u e c o m p r o b a r q u e el c e n t r o misterioso e r a un espacio vacío. A d e m á s , era necesario q u e el no-ser del h o m b r e y la insignificancia de su existencia, recibida, como un favor, se r e c o r d a r a en todo goce, en t o d a acción h u m a n a . H a b í a q u e e n t r e g a r a Dios el d i e z m o
* [ T a c h a d o : ] L o s s a c e r d o t e s d e C i b e l e s , d e la d i v i n i d a d s u b l i m e q u e es t o d o lo q u e es, f u e y será, y c u y o velo n o l e v a n t a r á n i n g ú n m o r t a l ; sus s a c e r d o t e s e s t a b a n c a s t r a d o s en c u e r p o y en e s p í r i t u .

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de todos los p r o d u c t o s d e la tierra, la m a r c a del d e r e c h o divino d e p r o p i e d a d , la porción q u e le c o r r e s p o n d í a . A él le perteneció todo lo p r i m e r i z o (que luego era rescatable). El c u e r p o h u m a n o , q u e sólo se e n t r e g ó fal h o m b r e ] en p r é s t a m o y q u e n o le pertenecía r e a l m e n t e , tenía q u e m a n t e n e r s e limpio, c o m o el l a c a y o tiene q u e c o n s e r v a r limp i a la librea q u e su señor le entrega. T o d o a c t o de i m p u r e z a tenía q u e reconciliarse, eá decir: el israelita t e n í a q u e reconocer, a través de la entrega de a l g ú n o b j e t o suyo, q u e el c a m b i o q u e h a b í a i n t r o d u c i d o en la p r o p i e d a d a j e n a era u n a p r e s u n c i ó n y u n a ilegalidad; q u e , en s u m a , n o le c o r r e s p o n d í a p r o p i e d a d a l g u n a . Pero lo q u e pertenecía e n t e r a m e n t e a su Dios, lo q u e era del todo s a g r a d o , e r a la m a y o r p a r t e , y las o t r a s cosas c o n q u i s t a d a s del enemigo, al d e s t r u i r l a s p o r completo, los j u d í o s e n t r e g a b a n a Dios estas cosas en perfecta posesión. A q u e l l o q u e el p u e b l o israelita e r a sólo p a r c i a l m e n t e y lo q u e solía u s a r c o m o designación d e sí lo e r a e n t e r a m e n t e u n a tribu del m i s m o : u n a p r o p i e d a d c o m p l e t a , p e r o a c t i v a m e n t e servidora, d e su Dios. * Estos sus servidores e r a n entonces a l i m e n t a d o s sólo por el Señor y comp o n í a n su s e r v i d u m b r e casera; eran sus r e c a u d a d o r e s en el p a í s entero, t e n í a n q u e velar por sus derechos y p o d í a n ascender desde los g r a d o s m á s ínfimos d e la j e r a r q u í a , en los q u e se e n c a r g a b a n d e los servicios m á s humildes, h a s t a el g r a d o s u p r e m o en q u e eran ministros directos del Dios. Estos últimos no e r a n custodios del misterio, sino s o l a m e n t e d e los objetos s a g r a d o s , lo m i s m o q u e los otros sacerdotes n o p o d í a n ni a p r e n d e r ni e n s e ñ a r n a d a q u e n o f u e r a el culto. El misterio m i s m o e r a algo e n t e r a m e n t e ajeno; nadie p o d í a ser iniciado en él: sólo p o d í a d e p e n d e r del m i s m o . La ocultación de Dios en el S a n c t a S a n c t ó r u m tiene un sentido c o m p l e t a m e n t e d i f e r e n t e del secreto de los dioses eleusinos. N a d i e e s t a b a excluido de [la c o n t e m p l a c i ó n de] las imágenes [sagradas] y d e los sentimientos, de los e n t u s i a s m o s y de las oraciones de Eleusis, pero n o e s t a b a p e r m i t i d o h a b l a r de ellos, ya q u e se p e n s a b a q u e las p a l a b r a s los p r o f a n a b a n . Los israelitas, en c a m bio, sí q u e p u d i e r o n c h a r l a r de los objetos, leyes y actos d e su culto ( D e u t e r o n o m i o 30, 11), p u e s t o q u e en ellos no h a b í a n a d a s a g r a d o . Los s a g r a d o e s t a b a s i e m p r e fuera de ellos, sin ser visto ni ser sentido. L a s a p a r i c i o n e s en el Sinaí en la ocasión d e la p r o c l a m a c i ó n sol e m n e d e la legislación a t u r d i e r o n d e tal m a n e r a a todos los j u d í o s q u e r o g a r o n a M o s é s q u e n o los e x p u s i e r a m á s a la p r o x i m i d a d de Dios, sino q u e t r a t a r a con El a solas y luego les t r a n s m i t i e r a sus mandamientos. L a s tres g r a n d e s fiestas anuales, q u e se f e s t e j a b a n sobre todo con
* [ T a c h a d o : ] El S e ñ o r no p o d í a e n t r a r e n p o s e s i ó n c o m p l e t a — l a a n i q u i l a c i ó n — d e a q u e l l o q u e e s t a b a d e s i g n a d o p a r a servirle; e s t o ú l t i m o t e n í a q u e c o n s e r v a r , p o r lo menos, u n a vida vegetal.

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festines y d a n z a s , son lo q u e hay de m á s h u m a n o en la constitución de Moisés; pero es m u y característica la fiesta de c a d a séptimo día. P a r a los esclavos este d e s c a n s o del t r a b a j o tenía q u e ser algo m u y bien acogido, un día de ocio d e s p u é s de seis d í a s llenos de t r a b a j o s penoso. Pero m a n t e n e r a los h o m b r e s libres, vivientes, un día entero en un m e r o vacío, en u n a u n i d a d pasiva del espíritu, convertir el tiempo q u e d e d i c a n a Dios en tiempo vacío y h a c e r q u e este vacío volviera p e r i ó d i c a m e n t e , sólo podía ocurrírsele al legislador de un pueblo p a r a el cual el estado s u p r e m o era la u n i d a d triste, no sentida, de un p u e b l o q u e c o n t r a p o n í a la vida de seis d í a s d e t r a b a j o de su Dios [al d a r ] n u e v a vida al m u n d o , [frente a] ese m i s m o Dios; consid e r a b a esto c o m o u n a disipación e x t r a ñ a a El por la q u e luego le dejaba descansar. E n esta pasividad c o m p l e t a no les q u e d a b a n a d a a salvo la dem o s t r a c i ó n de su v o l u n t a d de servir, salvo la m e r a , la vacía necesidad de conservar la existencia física, de asegurarla c o n t r a los estados d e p e n u r i a y escasez. C o n su m o d o de vivir lograron a s e g u r a r sin d u d a , esta existencia y no a m b i c i o n a r o n más. Se les dio u n a tierra p a r a vivir d o n d e corría leche y miel. A h o r a , convertido en pueblo sedentario y agricultor, q u e r í a n poseer en p r o p i e d a d aquella tierra q u e sus p a d r e s q u e r í a n sólo a t r a v e s a r c o m o pastores. Estos, con su forma d e vida, p o d í a n d e j a r tranquilos a los pueblos q u e se c o n c e n t r a b a n y q u e crecían en las c i u d a d e s del país. Estos pueblos, a su vez, d e j a r o n q u e a p a c e n t a r a n sus r e b a ñ o s en sus tierras sin cultivo y h a s t a r e s p e t a r o n sus s e p u l t u r a s , [que d e j a r o n atrás] c u a n d o seguían en su c a m i n o . L o s descendientes de esos j u d í o s no volvieron c o m o un p u e b l o n ó m a d a . A h o r a h a b í a n s u c u m b i d o a n t e el destino c o n t r a el cual l u c h a r o n por t a n t o t i e m p o sus a n t e p a s a d o s n ó m a d a s , resistencia q u e enfureció c a d a vez m á s el [mal] genio, t a n t o de ellos m i s m o s c o m o del p u e b l o entero. [Ahora] a b a n d o n a r o n , es v e r d a d , la f o r m a de vida de sus a n tepasados; pero, ¿cómo h u b i e r a n podido a b a n d o n a r el genio de los mismos? Este genio tenía q u e hacerse tanto m á s poderoso y terrible en ellos por c u a n t o q u e con el c a m b i o de sus necesidades, se der r u m b ó u n o de los m u r o s divisorios entre sus c o s t u m b r e s y las de los otros pueblos; n o h a b í a ya otro poder q u e i m p i d i e r a su unificación con esos pueblos sino su p r o p i o corazón. El e s t a d o de necesidad los hizo enemigos; pero la e n e m i s t a d no debió ir m á s allá del estado de necesidad, m á s allá de su c o m b a t e victorioso p a r a establecerse e n t r e los cananeos. L a diferencia entre sus formas d e v i d a — e n t r e n ó m a d a s y agricultores— h a b í a d e s a p a r e c i d o p a r a entonces. Sin e m b a r g o , lo q u e hace q u e los h o m b r e s se u n a n es su espíritu puro, lo q u e separó a los j u d í o s de los cananeos, e r a solamente su espíritu. F u e este genio del odio el q u e los impulsó al exterminio c o m p l e t o de los antiguos h a b i t a n t e s . Sin e m b a r g o , el honor de la n a t u r a l e z a h u m a n a se salva p a r c i a l m e n t e en ese caso incluso por el hecho de q u e ella, a u n c u a n d o

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su espíritu í n t i m o se h a y a pervertido y se h a t r a n s f o r m a d o en odio, n o reniega por c o m p l e t o su esencia originaria y no lleva a c a b o con su perversión u n a consecuencia total. Es así q u e los israelitas d e j a r o n con vida p a r t e de los [antiguos] h a b i t a n t e s , a u n q u e sólo d e s p u é s de haberlos s a q u e a d o y convertido en esclavos. Aquellos que al m o r i r en el desierto n o p u d i e r o n a l c a n z a r la tierra p r o m e t i d a no c u m p l i e r o n su destino, no realizaron la I d e a d e su existencia. Puesto q u e su vida e s t a b a s u b o r d i n a d a a u n fin — s i n ser, por lo tanto, u n a vida subsistente por sí m i s m a , a u t o s u f i c i e n t e — su m u e r t e sólo se p o d í a considerar como un m a l y, en u n m e d i o en el q u e todo está sometido a u n Señor, c o m o un castigo. T o d o s los q u e n o h a n h a b i t a d o a ú n su casa recién c o n s t r u i d a , q u e n o comieron todavía uvas de su viña recién p l a n t a d a , q u e n o se casar o n todavía con sus novias, q u e d a b a n exentos del servicio militar. Puesto q u e t e n í a n su vida delante de sí m i s m o s h u b i e r a n a c t u a d o i n s e n s a t a m e n t e a r r i e s g a n d o toda la posibilidad de u n a vida [real] por la realidad de la vida. Es c o n t r a d i c t o r i o p o n e r en j u e g o , por la p r o p i e d a d y la existencia, esta m i s m a existencia y esta m i s m a p r o p i e d a d ; sólo elementos heterogéneos p u e d e n sacrificarse u n o p o r el otro: la p r o p i e d a d y la existencia por el honor; la libertad o la belleza, por algo eterno. Pero los j u d í o s no p a r t i c i p a b a n en n a d a eterno. * El sello final q u e p u s o Moisés a su legislación fue u n a a m e n a z a — o r i e n t a l m e n t e b e l l a — de la p é r d i d a d e todo goce y d e t o d a d i c h a . Presentó a n t e el espíritu servil la i m a g e n d e él mismo, el terror a n t e el p o d e r físico. No se p u e d e e n c o n t r a r n i n g u n a o t r a reflexión sobre el espíritu h u m a n o , n i n g u n a o t r a f o r m a de la conciencia entre sus leyes religiosas; p a r a M e n d e l s s o h n 3 u n o de los g r a n d e s méritos de su fe consiste en q u e n o contiene v e r d a d e s e t e r n a s obligatorias. Sin e m b a r g o , el «hay u n solo Dios» e n c a b e z a sus leyes del E s t a d o y, si se p u d i e r a l l a m a r v e r d a d algo q u e está f o r m u l a d o de esta m a n e r a , u n o p o d r í a p r e g u n tarse: ¿qué clase de v e r d a d m á s p r o f u n d a existe p a r a siervos q u e la de tener un señor? P e r o M e n d e l s s o h n tiene r a z ó n al no l l a m a r esto verd a d , p u e s t o q u e lo q u e e n c o n t r a m o s e n t r e los j u d í o s c o m o v e r d a d no se les apareció b a j o la f o r m a de v e r d a d , de cuestiones de fe. La verd a d es algo libre q u e no nos d o m i n a y a lo q u e t a m p o c o nosotros d o m i n a m o s ; por eso e n t r e los j u d í o s la existencia de D i o s n o aparece c o m o u n a v e r d a d , sino c o m o un m a n d a m i e n t o . Los j u d í o s son totalm e n t e d e p e n d i e n t e s de Dios. Aquello de lo cual u n o d e p e n d e no p u e d e tener la f o r m a de la v e r d a d , p u e s t o q u e la v e r d a d es la belleza i n t e l e c t u a l m e n t e r e p r e s e n t a d a ; el c a r á c t e r negativo de la v e r d a d es la libertad. ¿Pero c ó m o h u b i e r a n podido v i s l u m b r a r la belleza aquellos
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[ T a c h a d o : ] lo e t e r n o e s t a b a m u y , m u y a l e j a d o d e ellos.

Jerusalem oder über religióse Machi und Judentum. Berlín, 1783. II, 31-54.

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q u e vieron sólo m a t e r i a por t o d a s partes? ¿ C ó m o h u b i e r a n p o d i d o recurrir a la razón y a la l i b e r t a d aquellos q u e sólo d o m i n a b a n o e r a n d o m i n a d o s , q u e pusieron sus e s p e r a n z a s ú n i c a m e n t e en aquella pob r e i n m o r t a l i d a d en la q u e se salva la conciencia del individuo? ¿ C ó m o h u b i e r a n podido subsistir con a u t o n o m í a ellos, q u e h a b í a n r e n u n c i a d o a la c a p a c i d a d d e q u e r e r , al m i s m o ser d e n t r o de su existencia, q u e sólo d e s e a b a n p e r p e t u a r la posesión d e un c a m p o a través d e u n o d e sus descendientes, la p e r p e t u a c i ó n d e un n o m b r e sin m é rito y sin gloria en algún hijo p r o c r e a d o por ellos; ellos, q u e no gozab a n en a b s o l u t o de u n a vida, de u n a conciencia e l e v a d a por e n c i m a del c o m e r y del beber? ¿ C ó m o entonces se q u i e r e q u e se considere c o m o m é r i t o el no h a b e r m a n c i l l a d o por limitaciones aquello q u e ni existía [ p a r a ellos], el h a b e r d e j a d o libre aquello q u e n o se conocía? Es c o m o si los e s q u i m a l e s a f i r m a r a n tener v e n t a j a sobre un e u r o p e o por el hecho de q u e en sus tierras no se p a g a n derechos d e c o n s u m o por el vino y p o r q u e t a m p o c o su a g r i c u l t u r a se ve g r a v a d a con impuestos excesivos. De la m i s m a m a n e r a , c o m o en este caso la consecuencia —el hec h o d e no fijar las v e r d a d e s — resulta d e algo d i a m e t r a l m e n t e opuesto, así t a m b i é n en lo q u e se refiere a la s u b o r d i n a c i ó n d e los derechos privados b a j o las leyes estatales existe u n a institución de la ley m o saica q u e , a u n q u e tenga u n a s e m e j a n z a notable con las q u e c r e a r o n dos legisladores famosos en sus repúblicas, tiene un origen e n t e r a m e n t e diferente. P a r a d e f e n d e r sus E s t a d o s del peligro con el cual la d e s i g u a l d a d de las f o r t u n a s a m e n a z a a la libertad, Solón y L i c u r g o limitaron d e múltiples m a n e r a s el d e r e c h o de p r o p i e d a d e impidieron u n a cantid a d d e a b u s o s q u e p o d r í a n h a b e r c o n d u c i d o a la d e s i g u a l d a d de las fortunas. + En el E s t a d o mosaico, s i m i l a r m e n t e , la p r o p i e d a d de u n a familia le e s t a b a p a r a siempre a s e g u r a d a . Aquel q u e , a p r e m i a d o por la necesidad, h u b i e r a vendido sus bienes y su m i s m a p e r s o n a d e b í a recuperar sus derechos d e p r o p i e d a d en el a ñ o sabático, o bien sus d e r e c h o s privados en el séptimo año; el q u e h u b i e r a a d q u i r i d o u n a c a n t i d a d excesiva d e c a m p o s debió reducir el t a m a ñ o de sus p r o p i e d a d e s a su nivel original. Q u i e n se c a s a b a con u n a m u c h a c h a d e otra tribu o d e otro pueblo q u e n o tenía h e r m a n o s y q u e por este hecho era p r o p i e t a ria i n g r e s a b a por c a s a m i e n t o en la tribu y en la familia a la cual pertenecían esos bienes. Así, el hecho d e pertenecer a u n a familia d e p e n d í a m á s d e algo q u e se recibía desde el exterior q u e de a q u e l e l e m e n t o q u e le pertenecía m á s í n t i m a m e n t e : del c a r á c t e r indeleble r e s u l t a n t e d e u n a filiación d e t e r m i n a d a . En las repúblicas griegas el origen d e estas leyes e r a q u e la desig u a l d a d q u e se h u b i e r a p r o d u c i d o sin ellas h u b i e r a puesto en peligro la l i b e r t a d de los c i u d a d a n o s empobrecidos, exponiéndolos a la posi-

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bilidad d e su a n i q u i l a c i ó n política. E n t r e los j u d í o s , en c a m b i o , su origen se e n c o n t r a b a en el h e c h o d e q u e n o t e n í a n n i n g u n a l i b e r t a d ni d e r e c h o , p u e s t o q u e todo lo q u e poseían lo t e n í a n d e p r e s t a d o y n o c o m o p r o p i e d a d , * ya q u e en c u a n t o c i u d a d a n o s e r a n todos u n a n a d a . + E n t r e los griegos se exigía la i g u a l d a d p o r q u e todos e r a n libres, a u t ó n o m o s ; entre los j u d í o s , p o r q u e todos e r a n i n c a p a c e s de aut o n o m í a . Así c a d a j u d í o pertenecía a u n a familia p o r el h e c h o d e t e n e r u n a p a r t i c i p a c i ó n en la tierra de la m i s m a y ni siquiera la familia podía l l a m a r suyo ese p e d a z o de tierra, q u e e r a t a n sólo algo q u e le era o t o r g a d o por gracia. L a i n c a p a c i d a d legal d e t o d o j u d í o p a r a a c r e c e n t a r sus tierras era sólo p r o p ó s i t o del legislador, y su pueblo n o pareció n u n c a a t e n e r s e m u c h o a la m i s m a . Si este propósito h u b i e r a tenido c o m o motivo en el a l m a del legislador la intención d e i m p e d i r la d e s i g u a l d a d d e la r i q u e z a , entonces se h u b i e r a n t o m a d o m e d i d a s e n t e r a m e n t e diferentes. E n tal caso t e n d r í a n q u e h a b e r sido t a p a d a s m u c h a s o t r a s fuentes d e la ilegalidad y el g r a n fin d e su legislación t e n d r í a q u e h a b e r sido la libertad d e los c i u d a d a n o s ; ésta, sin e m b a r g o , es el ideal d e u n r é g i m e n político q u e n o a p a r e c e en n i n g ú n e l e m e n t o del espíritu d e Moisés y d e su pueblo. L a i n c a p a c i d a d legal d e a u m e n t a r la c a n t i d a d d e los bienes raíces n o era consecuencia de la i g u a l d a d de los derechos sobre el suelo, sino d e la i g u a l d a d en n o tener d e r e c h o a l g u n o sobre el m i s m o . E r a la sensación d e esta i g u a l d a d la q u e provocó la revuelta de D a t a n y d e C o r é , a q u i e n e s pareció q u e la p r e r r o g a t i v a q u e Moisés se h a b í a d a d o a sí m i s m o , la d e tener i m p o r t a n c i a [por sí mismo], n o e r a m u y consecuente. (Números, 16, 3.) L a ilusión d e q u e existía u n a relación d e d e r e c h o p ú b l i c o e n t r e los j u d í o s d e s a p a r e c i ó al e x a m i n a r el principio q u e e s t a b a en el orig e n d e estas leyes. P u e s t o q u e la relación de los j u d í o s e n t r e sí, en c u a n t o c i u d a d a n o s , n o era o t r a q u e la i g u a l d a d de la d e p e n d e n c i a d e t o d a s las cosas frente a u n s o b e r a n o invisible y e n t r e sus servidores y f u n c i o n a r i o s visibles ( d e m a n e r a q u e , p r o p i a m e n t e dicho, no existió ciud a d a n í a , ya q u e f a l t a b a la condición de todas las leyes políticas, d e las leyes de la l i b e r t a d ) , n o podía existir entre ellos n a d a q u e tuviera s e m e j a n z a con el d e r e c h o público o con el p o d e r legislativo q u e lo d e t e r m i n a r a . C o m o o c u r r e en el caso d e todos los d e s p o t i s m o s , t a m bién a q u í es c o n t r a d i c t o r i o e x a m i n a r la cuestión de la existencia del d e r e c h o público interno. H a b í a y d e b í a h a b e r t a n t o t r i b u n a l e s y funcionarios (escribas) c o m o t a m b i é n u n tipo c o n s t a n t e d e regentes (en la p e r s o n a d e los jefes d e las t r i b u s ) , a d e m á s d e los líderes y regentes q u e s u r g i e r o n y d e s a p a r e c i e r o n por la p r e p o t e n c i a , las n e c e s i d a d e s t e m p o r a l e s o por la violencia. Sólo en u n vínculo so* [ T a c h a d o : ] L e v í t i c o 25, 2 3 ss. y v. 84: n o p o d é i s e n a j e n a r n a d a , p o r q u e l a t i e r r a es m í a , v o s o t r o s sois e x t r a n j e r o s y m i e m b r o s d e u n a n a c i ó n a j e n a p a r a m í .

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cial d e este tipo p o d í a ser indiferente — p o d í a q u e d a r i n d e t e r m i n a d o — q u i é n i n t r o d u j e r a el p o d e r m o n á r q u i c o o no. P a r a el caso en q u e se les o c u r r i e r a a los israelitas hacerse regir por un rey c o m o otros pueblos, Moisés dio solamente pocas instrucciones; a l g u n a s de ellas están f o r m u l a d a s de tal m a n e r a q u e el p o d e r m o n á r q u i c o las podía observar o d e j a r de hacerlo; otras no tienen q u e ver n a d a (ni siquiera en u n a f o r m a general) con el establecimiento de u n a C o n s t i t u c i ó n o con a l g ú n tipo de derechos p o p u l a r e s c o n t r a los reyes. ¿Cuáles p o d r í a n h a b e r sido los derechos por los cuales un pueblo, q u e n o tenía derecho a l g u n o y en el cual ya n o q u e d a b a n a d a q u e p u d i e r a h a b e r sido objeto de n u e v a opresión, p u d i e r a h a b e r temido? M o i s é s ya no vivió p a r a ver la realización d e su legislación q u e , p r o b a b l e m e n t e , no estuvo en plena vigencia en n i n g ú n período de la historia j u d í a . M u r i ó en castigo de un solo gesto q u e e s b o z a b a u n a iniciativa p r o p i a , por h a b e r d a d o u n solo golpe sin q u e le h u b i e r a sido o r d e n a d o . Al p a s a r revista a su vida política (Deuteronomio 32, 11) c o m p a r a la m a n e r a en q u e el Dios de los j u d í o s g u i a b a a éstos por su i n t e r m e d i o con el c o m p o r t a m i e n t o del águila q u e quiere a c o s t u m b r a r sus pichones al vuelo: despliega c o n t i n u a m e n t e sus alas por e n c i m a del nido, c a r g a los p e q u e ñ o s sobre sus alas y los t r a n s p o r t a por el aire. U n i c a m e n t e q u e los israelitas no c u m p l i e r o n c o n esta bella imagen: estos pichones no se h a n convertido en águilas. O f r e c e n m á s bien, en relación con su Dios, la i m a g e n de u n águila q u e , e n g a ñ a d a , calienta piedras, las e n s e ñ a a volar y las lleva sobre sus alas h a s t a las nubes; sin e m b a r g o , la pesadez de las m i s m a s n u n c a se aligera p a r a convertirse e n vuelo, el calor q u e se les t r a n s m i t i ó n u n c a se enciende p a r a a r d e r con la l l a m a de la vida. T o d o s los estados consecutivos del pueblo j u d í o —incluso el est a d o miserable, sórdido y m e z q u i n o en q u e se e n c u e n t r a hoy en d í a — no son sino las consecuencias y los desarrollos de su destino original. F u e este destino — u n p o d e r infinito q u e ellos se opusieron c o m o algo inconciliable— el q u e los m a l t r a t ó y los c o n t i n u a r á m a l t r a t a n d o h a s t a q u e no lo reconcilien por el espíritu de la belleza, super á n d o l o a través de la reconciliación. A la m u e r t e de Moisés siguió un largo período en q u e la i n d e p e n d e n c i a del E s t a d o a l t e r n a b a con las épocas de su s o m e t i m i e n t o b a j o o t r a s naciones. El destino d e perder la i n d e p e n d e n c i a como resultado de é p o c a s a f o r t u n a d a s y de r e a d q u i r i r el valor p a r a la m i s m a por m e d i o d e la subyugación, este destino c o m ú n de todos los pueblos d e b i ó tener, en c u a n t o al p u e b l o judío, dos modificaciones específicas: a) L a transición hacia la debilidad, hacia u n estado de felicidad, les a p a r e c i ó c o m o un p a s a j e hacia la idolatría, m i e n t r a s q u e el á n i m o de s a c u d i r la opresión y d e reconquistar la i n d e p e n d e n c i a se les presentó c o m o un retorno a su propio Dios. Al d e s a p a r e c e r el estado de necesidad, el espíritu de la hostilidad y de la destrucción, su El Shad-

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dai, su Dios de la necesidad a b a n d o n ó t a m b i é n el corazón d e los j u díos. E n su á n i m o surgieron sentimientos m á s h u m a n o s y con ello se establecieron relaciones m á s amistosas; e m p e z a r o n a v i s l u m b r a r espíritus m á s bellos y servían a dioses ajenos. Pero en este m o m e n t o , en este m i s m o servicio, su destino se a p o d e r ó de ellos: n o p u d i e r o n convertirse en a d o r a d o r e s , sino sólo en siervos de estos dioses; llegaron así a ser d e p e n d i e n t e s del m u n d o q u e antes se e n c o n t r a b a s o m e t i d o a ellos mismos o a su ideal; de golpe, su f u e r z a q u e d e s c a n s a b a ú n i c a m e n t e en la hostilidad los a b a n d o n a y se disuelve el vínculo q u e m a n tenía u n i d o a su Estado; éste no p u d o n u n c a tener su cohesión int e r n a en el hecho d e q u e sus c i u d a d a n o s la tuvieran. Estos p u d i e r o n subsistir unidos en E s t a d o ú n i c a m e n t e c u a n d o todos d e p e n d í a n de algo q u e les era c o m ú n , pero c o m ú n sólo a ellos y o p u e s t o a todos los otros h o m b r e s . * Al servir a dioses a j e n o s n o es q u e se h u b i e r a n vuelto infieles a leyes q u e nosotros l l a m a m o s leyes constitucionales; se h a b í a n vuelto infieles, m á s bien, al principio de t o d a su legislación y al de su E s t a d o . Por eso, la prohibición de la idolatría, u n a de sus leyes p r i m e r a s y principales, fue p e r f e c t a m e n t e c o n s e c u e n t e . + Al mezclarse con otros pueblos, al establecer vínculos de m a t r i monio, de a m i s t a d , al producirse m o d o s de convivencia a m i g a b l e s y n o serviles se desarrolló algo c o m ú n e n t r e ellos. J u n t o s g o z a b a n del sol, j u n t o s dirigían sus m i r a d a s a la l u n a y a las estrellas, o bien, si reflexionaban sobre sus mismos sentimientos, e n c o n t r a b a n vínculos, sensaciones en los q u e se h a l l a b a n u n i d o s con otros; y en la m e d i d a en q u e los j u d í o s se r e p r e s e n t a b a n aquellos astros j u n t o con la unificación en los m i s m o s (es decir, con la evocación de a q u e l l a s sensacion e s en las q u e e s t a b a n unidos), en la m e d i d a , por fin, en la q u e se los r e p r e s e n t a b a n c o m o algo viviente, t e n í a n dioses. + [Sin e m b a r g o ] , en la m e d i d a en q u e el a l m a de la n a c i o n a l i d a d j u d í a , el odium generis humani se d e b i l i t a b a en lo m á s m í n i m o , en la m e d i d a en q u e genios m á s amistosos los u n í a n con e x t r a n j e r o s y los t r a n s p o r t a b a n m á s allá de los límites q u e el odio les h a b í a fijado, e r a n t r á n s f u g a s ; se i n t r o d u c í a n así en el á m b i t o d e u n a fruición q u e , a diferencia de su fruición anterior, no era la de la s e r v i d u m b r e c o m ú n . E s t a experiencia, d e q u e f u e r a de la herencia q u e les ha sido r e g a l a d a p u d i e r a a ú n existir algo q u e un c o r a z ó n h u m a n o p u d i e r a a d o p t a r , esta experiencia e r a un acto de desobediencia por p a r t e de siervos q u e q u e r í a n conocer y tener como cosa p r o p i a t a m b i é n algo q u e no les f u e r a regalado por su señor. Al h u m a n i z a r s e , al hacerse c a p a c e s de p u r o s s e n t i m i e n t o s h u m a n o s , sin recaer en la s e r v i d u m b r e de aquello q u e o r i g i n a l m e n t e era libre, su fuerza les a b a n d o n ó , ya q u e
* [ T a c h a d o : ] D e u t e r o n o m i o 4, 19-20. « C u a n d o l e v a n t e s tu vista al f i r m a m e n t o y v e a s el sol, la l u n a , las estrellas y t o d o el e j é r c i t o d e los cielos, n o v a y a s a p r o s t e r n a r t e y a d o r a r l o s . T u D i o s los h a a s i g n a d o a todos los p u e b l o s q u e h a b i t a n b a j o el cielo. A vosotros, en c a m b i o , el S e ñ o r os h a elegido.»

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a h o r a h a b í a u n a contradicción en ellos. ¿ C ó m o h a b r í a n p o d i d o des e m b a r a z a r s e de un golpe de todo su destino, del antiguo p a c t o del odio, y o r g a n i z a r u n a unificación bella? Al poco t i e m p o fueron recond u c i d o s a latigazos al a n t i g u o pacto, puesto q u e en esa disolución d e su c o m u n i d a d y de su E s t a d o se convirtieron en la presa de [pueblos] m á s poderosos; su mezcla con otros pueblos tuvo c o m o resultdo la d e p e n d e n c i a de los mismos. L a presión [de la d e p e n d e n c i a ] d e s p e r t ó o t r a vez el odio y con éste revivió t a m b i é n su Dios: su deseo de indep e n d e n c i a e r a en v e r d a d el deseo de d e p e n d e r d e algo q u e les f u e r a propio. b) E s t a s t r a n s f o r m a c i o n e s q u e se c u m p l i e r o n en o t r a s naciones a m e n u d o en el curso de milenios, tenían q u e t r a n s c u r r i r r á p i d a m e n t e entre los j u d í o s . C a d a u n o de sus estados era d e m a s i a d o violento como p a r a poder d u r a r m u c h o tiempo. Su e s t a d o de i n d e p e n d e n c i a , vinculado a la hostilidad universal, no podía persistir: era d e m a s i a d o opuesto a la n a t u r a l e z a . El e s t a d o d e i n d e p e n d e n c i a de otros pueblos es un estado d e felicidad, el estado de u n a h u m a n i d a d bella. El est a d o de i n d e p e n d e n c i a d e los j u d í o s tenía q u e ser el de u n a pasividad, de u n a fealdad c o m p l e t a . P u e s t o q u e su i n d e p e n d e n c i a les aseguró sólo el c o m e r y el beber, u n a existencia mediocre, al perderse o al periclitar la i n d e p e n d e n c i a se p e r d í a o se p o n í a en peligro, j u n t o con ese p o q u i t o , todo: no les q u e d a b a n a d a viviente de lo q u e p u d i e r a n h a b e r s e alegrado, cuyo goce les h u b i e r a a y u d a d o a s o p o r t a r penurias, a sacrificar m u c h a s cosas. B a j o la presión [de estar sojuzgado] su m e z q u i n a existencia corría un peligro inmediato: p a r a salvarla desataron la lucha. * Esta existencia a n i m a l n o era c o m p a t i b l e con a q u e l l a f o r m a bella de la vida h u m a n a q u e la libertad les h u b i e r a otorgado. C u a n d o los j u d í o s i n t r o d u j e r o n en su E s t a d o el p o d e r m o n á r q u i c o (que según Moisés e r a c o m p a t i b l e con la teocracia y según S a m u e l no lo era), m u c h o s individuos a d q u i r i e r o n u n a i m p o r t a n c i a política, q u e o bien t e n í a n q u e c o m p a r t i r con los sacerdotes, o bien tenían q u e d e f e n d e r l a c o n t r a ellos. M i e n t r a s q u e en los E s t a d o s libres la introducción d e la m o n a r q u í a d e g r a d a a todos los c i u d a d a n o s al nivel d e personas p r i v a d a s , en este E s t a d o en el q u e t o d o el m u n d o era u n a nulidad política llevó por lo m e n o s a algunos individuos al nivel de ser algo, por m á s q u e este algo f u e r a b a s t a n t e limitado. 4 D e s p u é s d e q u e desapareció el brillo efímero — p e r o m u y tiránic o — del reino d e Salomón, las n u e v a s fuerzas — l a m a n í a de la dominación y la impotencia de e j e r c e r l a — q u e agregó la introducción de la m o n a r q u í a al flagelo de su destino, d e s g a r r a r o n p o r completo al
* [ T a c h a d o : ] N o p o d í a n , c o m o ciertos f a n á t i c o s d e é p o c a s p o s t e r i o r e s , e n t r e g a r se a la e s p a d a [del v e r d u g o ] o a c e p t a r la m u e r t e p o r i n a n i c i ó n , ya q u e n o d e p e n d í a n d e u n a i d e a , sino de u n a existencia a n i m a l ; c r e í a n en su D i o s p o r q u e , al e s t a r totalm e n t e e n e m i s t a d o s con la n a t u r a l e z a , e n c o n t r a r o n en él la u n i f i c a c i ó n con é s t a a t r a v é s d e la d o m i n a c i ó n .

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pueblo j u d í o y dirigieron c o n t r a el m i s m o , c o n t r a sus e n t r a ñ a s , a q u e lla furiosa d u r e z a e i m p i e d a d q u e h a b í a dirigido a n t e r i o r m e n t e c o n t r a las o t r a s naciones: dirigieron su destino, a través d e sus m i s m a s m a nos, hacia él. A p r e n d i ó así, por lo menos, a t e m e r a o t r a s naciones; se t r a n s f o r m ó de un p u e b l o q u e d o m i n a b a e n la esfera d e la i d e a en otro q u e e r a d o m i n a d o e n la r e a l i d a d y a d q u i r i ó el s e n t i m i e n t o d e su dep e n d e n c i a exterior."1" U n a triste especie d e E s t a d o se conservó a ú n por a l g ú n tiempo a costa d e humillaciones, h a s t a q u e al fin — p u e s t o q u e la política de la debilidad a s t u t a n u n c a evita el d í a d e su i n f o r t u n i o — fue definitiv a m e n t e pisoteado, sin q u e le q u e d a r a f u e r z a p a r a reincorporarse. D e t i e m p o en t i e m p o s u r g i e r o n h o m b r e s i n s p i r a d o s q u e i n t e n t a r o n retener al a n t i g u o genio, r e a n i m a r l o en su agonía; pero la inspiración n o logra — p o r n i n g ú n tipo d e c o n j u r o — el r e t o r n o del genio d e u n a nación u n a vez q u e h a h u i d o d e la m i s m a , n o p u e d e inmovilizar mágic a m e n t e al destino d e u n pueblo; lo q u e sí p u e d e — s i es p u r a y viv i e n t e — es hacer q u e d e las p r o f u n d i d a d e s d e la vida s u r j a un n u e v o espíritu. Los profetas j u d í o s , sin e m b a r g o , encendieron su l l a m a en la a n t o r c h a d e un genio p o s t r a d o ; i n t e n t a r o n reconstituir su a n t i g u a f u e r z a y, d e s t r u y e n d o los variados intereses de la época, devolverle la terrible m a j e s t a d d e su u n i d a d a n t i g u a . D e e s t a m a n e r a n o p u d i e r o n ser o t r a cosa q u e fanáticos fríos que, al inmiscuirse en la política y en los fines [particulares], se vieron, a d e m á s , limitados e inefectivos. Pud i e r o n sólo evocar el recurso d e é p o c a s p a s a d a s y c o n f u n d i r a ú n m á s su presente, sin p o d e r i n a u g u r a r n u e v a e r a . Sin e m b a r g o , las pasiones q u e ellos suscitaron y a no pudieron r e t o r n a r n u n c a m á s a u n a pasivid a d m o n ó t o n a ; pero, al ser i n t r o d u c i d a s en a l m a s pasivas, su f u r o r t e n í a q u e ser a ú n m á s terrible. 4 " P a r a h u i r d e esta horrible realidad, los h o m b r e s b u s c a r o n consuelo en las ideas; el j u d í o c o m ú n , en la e s p e r a de un mesías f u t u r o , e s t a b a d i s p u e s t o por este m e d i o a r e n u n c i a r a sí mismo, pero no a su objeto; los fariseos lo b u s c a b a n en el c u m p l i m i e n t o d e [las disposiciones] del culto y de las [leyes] objetivas del m o m e n t o , u n i f i c a n d o por c o m p l e t o su conciencia c o n las m i s m a s ( p o r q u e sentían, m á s allá del círculo d e su a c t i v i d a d en el q u e s e ñ o r e a b a n otros poderes ajenos a ellos — y a q u e su círculo era i n c o m p l e t o — , creían en u n a mezcla d e un d e s t i n o a j e n o con el p o d e r de su v o l u n t a d y de su a c t i v i d a d ) ; los s a d u c e o s b u s c a r o n su consuelo en t o d a la v a r i e d a d de su existencia y en las distracciones d e u n a existencia variable, llena ú n i c a m e n t e con detalles fijos y d e t e r m i n a d o s , d o n d e la i n d e t e r m i n a c i ó n p o d í a existir sólo c o m o la p o s i b i l i d a d d e la transición h a c i a o t r a s fijaciones; los esenios lo b u s c a r o n en algo eterno, en u n a c o n f r a t e r n i d a d q u e excluyera t o d a p r o p i e d a d — f u e n t e de s e p a r a c i o n e s — y todo lo q u e f u e r a v i n c u l a d o a ella, lo q u e los debía convertir en unión viviente, sin m u l t i p l i c i d a d ; lo b u s c a r o n en u n a v i d a c o m ú n q u e f u e r a i n d e p e n -

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d i e n t e d e todas las relaciones de la realidad y c u y o goce se f u n d a r a sobre el h á b i t o de u n a existencia en c o m ú n q u e , d a d a la c o m p l e t a i g u a l d a d de los m i e m b r o s , n o estuviera p e r t u r b a d a por multiplicidad alguna.+ C u a n t o m á s c o m p l e t a era la d e p e n d e n c i a de los j u d í o s d e su ley t a n t o m a y o r tenía q u e ser su obstinación allá d o n d e la ley les concedía u n a v o l u n t a d propia; y este único p u n t o [poseer v o l u n t a d propia] se p r e s e n t a b a c u a n d o su culto e n c o n t r a b a u n a oposición. L a facilidad con la c u a l se d e j a b a n i n d u c i r a u n a traición de su fe, c u a n d o lo a j e n o se les acercó sin odio y ellos e s t a b a n libres de n e c e s i d a d e s a p r e m i a n tes y sus placeres mediocres se e n c o n t r a b a n satisfechos, se c o m p e n saba con u n a d e f e n s a e n c a r n i z a d a de su culto c u a n d o eran agredidos. L u c h a b a n por él cual d e s e s p e r a d o s y e r a n incluso c a p a c e s de transgredir en ese caso sus m a n d a m i e n t o s — p o r e j e m p l o , los q u e se referían a la fiesta del s á b a d o — , transgresión a la cual n o se d e j a b a n forzar, conscientemente, por n i n g u n a orden a j e n a . Y en la m i s m a m e d i d a en q u e la vida se e n c o n t r a b a m a l t r a t a d a en ellos, en q u e no q u e d a b a n a d a en ellos q u e n o f u e r a d o m i n a d o , en q u e no q u e d a b a n a d a de s a g r a d o , su acción se convertía en el f u r o r m á s impío, en el fanatismo más desenfrenado. N o se c u m p l i ó la e s p e r a n z a d e los r o m a n o s d e q u e su f a n a t i s m o se a p l a c a r a b a j o su d o m i n i o m o d e r a d o ; ese f a n a t i s m o se encendió u n a vez m á s y q u e d ó s e p u l t a d o b a j o sus m i s m a s r u i n a s . L a t r a g e d i a del p u e b l o j u d í o no es u n a t r a g e d i a griega; no p u e d e suscitar ni temor ni c o m p a s i ó n , p u e s a m b o s s u r g e n ú n i c a m e n t e del destino del yerro necesario d e un ser bello; su t r a g e d i a no p u e d e suscitar sino el horror. El d e s t i n o del pueblo j u d í o es el de M a c b e t h , que, al a b a n d o n a r los m i s m o s vínculos de la n a t u r a l e z a , se alió con seres a j e n o s y que, al pisotear y destruir, en el servicio de los mismos, todo lo s a g r a d o d e la n a t u r a l e z a h u m a n a , tenía q u e ser a b a n d o n a d o por sus dioses (puesto q u e éstos eran objetos y él su siervo), estrellándose en su m i s m a fe.

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EL ESPIRITU DEL CRISTIANISMO Y SU DESTINO
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[LA A P A R I C I O N DE J E S U S ]

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JESÚS a p a r e c i ó poco t i e m p o a n t e s de la ú l t i m a crisis p r o v o c a d a p o r la f e r m e n t a c i ó n d e los diversos e l e m e n t o s del d e s t i n o j u d í o . En esta é p o c a d e f e r m e n t a c i ó n interior ( m i e n t r a s q u e estos diversos e l e m e n t o s se d e s a r r o l l a b a n p a r a unirse en un todo y las oposiciones se h a c í a n m á s radicales h a s t a d e s e m b o c a r en la g u e r r a a b i e r t a ) el ú l t i m o acto fue p r e c e d i d o p o r - v a r i a s explosiones parciales. H a b í a h o m b r e s ( a p a d i o n a d o s , pero de a l m a o r d i n a r i a ) q u e tenían u n a c o m p r e n s i ó n limit a d a del destino del p u e b l o j u d í o ; en consecuencia, n o poseían la t r a n q u i l i d a d suficiente ni p a r a d e j a r s e llevar sin conciencia p o r las olas del destino y n a d a r con la corriente de la é p o c a , ni p a r a e s p e r a r desarrollos ulteriores q u e h u b i e r a n sido necesarios p a r a aliarse a u n a potencia m a y o r . Es así q u e se a d e l a n t a r o n al proceso de f e r m e n t a c i ó n d e la t o t a l i d a d de su m u n d o y cayeron sin h o n o r y sin consecuencias. J e s ú s no c o m b a t i ó s o l a m e n t e una p a r t e del destino j u d í o — y a q u e n o e s t a b a e n c a d e n a d o a o t r a p a r t e del m i s m o — , sino q u e se e n f r e n t ó con su totalidad. E s t a b a por e n c i m a d e este destino y t r a t a b a t a m bién de elevar a su p u e b l o p o r e n c i m a de él. L a clase de e n e m i s t a d , sin e m b a r g o , q u e él i n t e n t ó s u p r i m i r se vence s o l a m e n t e a través de la valentía y no se p u e d e reconciliar p o r el a m o r . P o r eso, su elevado i n t e n t o de s u p e r a r la t o t a l i d a d del d e s t i n o tuvo q u e f r a c a s a r en su p u e b l o y él m i s m o debió convertirse en víctima de la tentativa. P u e s t o q u e J e s ú s n o se alió con n i n g ú n c o m p o n e n t e del d e s t i n o j u d í o , su e n s e ñ a n z a tuvo n e c e s a r i a m e n t e g r a n a c e p t a c i ó n : no e n t r e su pueblo, q u e poseía t o d a v í a d e m a s i a d o s e l e m e n t o s de un d e s t i n o propio, sino en el m u n d o r e s t a n t e , e n t r e h o m b r e s q u e ya no t e n í a n p a r t e a l g u n a en el destino, q u e n o tenían n a d a p a r a d e f e n d e r o p a r a sostener. A n t e el espíritu de C r i s t o 5 [que] p o d e m o s identificar c o m o f u n d a m e n t a d o s en u n a modificación [ v i v ] i e n t e d e la n a t u r a l e z a h u m a n a — d e r e c h o s q u e él m i s m o a b a n 4 5

1799 ( q u i z á h a s t a 1800). N o h l 261-342. A q u í H e g e l h a d e j a d o u n h u e c o , q u e d e b e s e r r e l l e n a d o con el t e x t o del « E s b o -

zo», supra, pág. 267.

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d o n a al establecer poderes p o r e n c i m a de sí m i s m o — e r a n p a r a los j u d í o s , simples m a n d a t o s , e n t e r a m e n t e positivos. L a o r d e n a c i ó n q u e establecemos a q u í entre las diferentes f o r m a s d e la legislación j u d í a es, por lo t a n t o , a j e n a a la m i s m a ; es algo q u e le a g r e g a m o s . L a s diferencias m i s m a s q u e e n t r a n [de por sí] en esta legislación se establecen s o l a m e n t e a través d e las diferentes f o r m a s de reacción q u e suscitan. A los m a n d a m i e n t o s q u e exigían mero servicio al Señor, servid u m b r e i n m e d i a t a , obediencia sin alegría, sin placer y sin amor; es decir, a los m a n d a m i e n t o s del culto J e s ú s o p u s o p r e c i s a m e n t e lo contrario: el impulso y h a s t a la necesidad h u m a n a . Los actos religiosos son lo m á s espiritual, lo m á s bello de todas las cosas; son un intento de unificar h a s t a las s e p a r a c i o n e s q u e se h a c e n necesarias por el desarrollo h u m a n o e i n t e n t a n exhibir la unificación en el ideal c o m o p l e n a m e n t e existente, como algo q u e ya n o se o p o n e a la realidad; es decir, q u e i n t e n t a n expresar y reforzar esta unificación en un hacer. Por esto m i s m o , si a los actos religiosos les falta este espíritu de belleza son las prácticas m á s vacías q u e hay; r e p r e s e n t a n entonces la s e r v i d u m b r e m á s carente de sentido, q u e exige la conciencia de q u e d e b e n ser s u p r i m i d o s , o son un h a c e r en q u e el h o m b r e expresa su no-ser, su pasividad. H a s t a la satisfacción de las necesidades h u m a n a s m á s c o m u n e s es algo superior a este hacer, p u e s t o q u e en tal necesidad se expresa, d e m a n e r a i n m e d i a t a , el s e n t i m i e n t o o la conservación d e un ser, por m á s vacío q u e éste sea. Decir q u e la necesidad s u p r e m a viola lo s a g r a d o es u n a afirmación tautológica, puesto q u e la necesidad es un estado de desgarramiento, y u n a acción q u e p r o f a n a un objeto s a g r a d o es la necesidad en acción. * En la necesidad, el h o m b r e o bien se convierte en objeto y es o p r i m i d o , o bien es el h o m b r e q u i e n tiene q u e convertir la n a t u r a leza en u n objeto y o p r i m i r l a . No solamente la n a t u r a l e z a es sagrada; p u e d e h a b e r t a m b i é n cosas q u e son sagradas, a u n q u e , en sí, sean meros objetos, no sólo si son expresiones de un ideal unificante, sino t a m b i é n si están relacionadas d e a l g u n a m a n e r a con éste, si pertenecen a él. L a necesidad p u e d e exigir la p r o f a n a c i ó n de tal objeto sagrado, pero p r o f a n a r l o sin necesidad es un a b u s o , ya q u e aquello en q u e un pueblo está unido es, a la vez, algo c o m ú n , u n a p r o p i e d a d de

* [ l a c h a d o : ] [a] L a n e c e s i d a d n o p u e d e m a n i f e s t a r s e d e o t r a m a n e r a . Sin e m b a r g o , la p r o f a n a c i ó n d e un o b j e t o s a g r a d o con u n a acción sin i m p o r t a n c i a p u e d e s u r g i r s o l a m e n t e a p a r t i r d e un m e n o s p r e c i o del m i s m o ; y un r e s p e t o , p o r m í n i m o q u e s e a , a c t u a r á p r o h i b i t i v a m e n t e c o n t r a la m a n i f e s t a c i ó n d e u n a o c u r r e n c i a o d e u n a a r b i t r a riedad. Él c o n t r a s t e e n t r e la s a c r a l i d a d d e un o b j e t o o d e un m a n d a m i e n t o y la p r o f a nación del m i s m o es t a n t o m á s g r a n d e c u a n t o m e n o r es la n e c e s i d a d y c u a n t o m a y o r fue la a r b i t r a r i e d a d d e la p r o f a n a c i ó n . J e s ú s m o s t r ó t o d o su d e s p r e c i o f r e n t e a la serv i d u m b r e b a j o tales m a n d a m i e n t o s o b j e t i v o s al t r a n s g r e d i r l o s p e r s o n a l m e n t e y al p e r m i t i r q u e se t r a n s g r e d i e r a n .

E S P I R I T U DEL C R I S T I A N I S M O (ESBOZOS)

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todos y, en tal caso, la p r o f a n a c i ó n del s a n t u a r i o es al m i s m o tiempo u n a violación i n j u s t a del d e r e c h o d e todos. El celo s a n t o q u e d e s t r u y e los templos y los altares d e un culto a j e n o y q u e expulsa a sus sacerd o t e s p r o f a n a s a n t u a r i o s c o m u n e s q u e p e r t e n e c e n a todos. Sin e m bargo, si algo s a g r a d o unifica s o l a m e n t e a través d e la r e n u n c i a , d e la s e r v i d u m b r e d e todos, entonces c u a l q u i e r a q u e se s e p a r e d e «los» otros r e a s u m e sus derechos, y la violación de tal cosa o m a n d a m i e n t o s a g r a d o será un trastorno, respecto d e [estos] otros, en la m e d i d a en q u e sea u n a r e n u n c i a a la c o m u n i d a d con ellos y en la m e d i d a en q u e se reivindica el uso a r b i t r a r i o de u n a cosa p r o p i a , ya sea ésta el t i e m p o p r o p i o o lo q u e fuere. Sin e m b a r g o , c u a n t o m e n o r es un derec h o d e esta clase y c u a n t o m e n o r sacrificio s u p o n e su a b a n d o n o , t a n t o m e n o s se o p o n d r á alguien a sus c o n c i u d a d a n o s en aquello q u e p a r a los mismos es lo s u p r e m o , y t a n t o m e n o s q u e r r á r o m p e r la com u n i d a d con ellos en el p u n t o m á s í n t i m o d e la vinculación c o m u n i taria. El caso es d i f e r e n t e sólo si la c o m u n i d a d e n t e r a es o b j e t o del desprecio: c o m o J e s ú s dejó a t r á s la v i d a e n t e r a d e su pueblo, d e s a p a reció aquella clase d e respeto afectuoso q u e hace q u e un a m i g o se d o m i n e , en diferencias sin i m p o r t a n c i a , frente a a q u e l con q u i e n se siente unido en el corazón. J e s ú s n o r e n u n c i ó a n a d a p o r q u e f u e r a s a g r a d o p a r a los j u d í o s ; ni siquiera p o s t e r g ó por ello la satisfacción d e u n a necesidad m u y o r d i n a r i a , d e un capricho. C o n esta a c t i t u d exp r e s a b a su separación d e su p u e b l o y todo su desprecio h a c i a la sujeción a m a n d a m i e n t o s objetivos. Sus a c o m p a ñ a n t e s ( M a t e o 12) e s c a n d a l i z a r o n a los j u d í o s al a r r a n c a r espigas d e trigo en el d í a d e s á b a d o . El h a m b r e q u e los i m p u l s a b a no se h a b í a satisfecho r e a l m e n t e con u n o s pocos g r a n o s d e trigo; el resp e t o frente al s á b a d o h u b i e r a p o s t e r g a d o esta m í n i m a satisfacción, h a s t a llegar a u n a localidad d o n d e p u d i e r a n h a b e r e n c o n t r a d o alim e n t o s p r e p a r a d o s . J e s ú s , al criticar los fariseos esta acción prohibid a , a r g u y e con el e j e m p l o d e D a v i d ; sin e m b a r g o , éste recurrió a los P a n e s d e la Proposición s o l a m e n t e en necesidad e x t r e m a . J e s ú s trae a colación q u e los sacerdotes, c u a n d o ofician, t a m b i é n violan el s á b a d o ; p e r o al t r a t a r s e d e acciones legales no r e p r e s e n t a n sacrilegio alguno. Y m i e n t r a s , por un lado, les r e p r e s e n t a la g r a v e d a d d e la transgresión, p o r q u e los sacerdotes p r o f a n a n el s á b a d o sólo en el templo, c u a n d o q u e a q u í h a y algo más, siendo la n a t u r a l e z a m á s s a g r a d a q u e el templo, por el otro, eleva a la n a t u r a l e z a , no-divina y p r o f a n a p a r a los j u d í o s , por e n c i m a de a q u e l edificio h e c h o por los j u d í o s q u e , p a r a ellos, e r a el ú n i c o p u n t o del m u n d o q u e e s t a b a relacionado con Dios. D e u n a m a n e r a i n m e d i a t a a n t e p o n e el h o m b r e a la santificación de un trozo del t i e m p o y d e c l a r a la inferioridad d e ésta frente a la satisfacción trivial de u n a necesidad humana." 1 " El m i s m o d í a J e s ú s c u r ó u n a m a n o p a r a l i z a d a . Es v e r d a d q u e la m i s m a f o r m a d e a c t u a r d e los j u d í o s con respecto a un c a r n e r o en

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peligro les p r o b a b a , igual q u e c u a n d o D a v i d recurrió a los panes sag r a d o s o los oficios de los s a c e r d o t e s el día del s á b a d o , q u e la santid a d de este día n o valía t a m p o c o p a r a ellos en u n a forma absoluta, q u e ellos mismos conocían algo superior al c u m p l i m i e n t o de este m a n d a m i e n t o . Sin e m b a r g o , t a m b i é n el e j e m p l o con el cual argum e n t a a q u í c o n t r a los j u d í o s es un caso de necesidad y la necesidad cancela la culpa. El a n i m a l q u e cae en un pozo exige u n a a y u d a i n m e d i a t a ; pero no h a b r í a diferencia a l g u n a si a q u e l h o m b r e h u b i e r a e s p e r a d o h a s t a la puesta del sol p a r a r e c u p e r a r el uso de su m a n o . L a acción d e J e s ú s e x p r e s a b a el c a p r i c h o de no e s p e r a r algunas h o r a s m á s y la p r i m a c í a de tal a n t o j o a n t e un m a n d a m i e n t o e m a n a d o de la autoridad suprema. A la c o s t u m b r e de lavarse las m a n o s antes de c o m e r el p a n J e s ú s opone ( M a t e o 15, 2) toda la subjetividad del h o m b r e y coloca la p u reza o la i m p u r e z a del c o r a z ó n por e n c i m a de la s e r v i d u m b r e a n t e un m a n d a m i e n t o , «por» la p u r e z a o i m p u r e z a d e un objeto. Convirtió la subjetividad i n d e t e r m i n a d a en c a r á c t e r de u n a esfera totalmente diferente, q u e no tiene n a d a en c o m ú n con el c u m p l i m i e n t o p u n t u a l de m a n d a m i e n t o s objetivos.

[JESUS F R E N T E A LAS LEYES C I V I L E S Y LA P O S I T I V I D A D R E M A N E N T E

MORALES; KANTIANA]

EN L A M O R A L

A los m a n d a m i e n t o s p u r a m e n t e objetivos J e s ú s o p u s o algo q u e les era e n t e r a m e n t e ajeno: lo subjetivo en general. O t r a era su a c t i t u d frente a aquellas leyes q u e l l a m a m o s , de a c u e r d o a diferentes p u n t o s d e vista, m a n d a m i e n t o s morales o civiles. * Puesto q u e éstas expresan relaciones n a t u r a l e s del h o m b r e en f o r m a de m a n d a m i e n t o s , la a b e r r a ción comienza c u a n d o se vuelven parcial o t o t a l m e n t e objetivos. Puesto q u e las leyes son unificaciones de opuestos en un concepto q u e les d e j a su c a r á c t e r de opuestos, y puesto q u e el concepto m i s m o consiste en la oposición c o n t r a la realidad, el c o n c e p t o expresa un Debe. A h o r a bien, si el concepto se considera n o de a c u e r d o con su contenido, sino de a c u e r d o con su f o r m a , es decir, en c u a n t o concepto, en c u a n t o algo p r o d u c i d o y concebido por el h o m b r e , entonces el m a n d a m i e n t o [correspondiente] será un m a n d a m i e n t o moral. E n cambio, si se considera s o l a m e n t e el contenido, en c u a n t o d e t e r m i n a d a unificación de d e t e r m i n a d o s opuestos, y si, en consecuencia, el Debe no proviene del c a r á c t e r conceptual, sino q u e se sostiene por un poder a j e n o , entonces, en esta perspectiva, el m a n d a m i e n t o es un
* [ T a c h a d o : ] Q u e son s u b j e t i v o s en c u a n t o se f u n d a m e n t a n en u n a a c t i v i d a d del ser h u m a n o , en u n a d e s u s f a c u l t a d e s .

ESPIRITU DEL CRISTIANISMO (ESBOZOS)

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m a n d a m i e n t o civil. D a d o q u e en esta ú l t i m a perspectiva no está concebida la unificación de los opuestos, no es u n a unificación subjetiva, las leyes civiles e x p r e s a n el límite de la oposición de varios seres vivientes; * las leyes p u r a m e n t e morales, en c a m b i o , d e t e r m i n a n el límite de las oposiciones en el interior de un ser viviente. Así, las p r i m e r a s limitan la oposición d e unos seres vivientes c o n t r a otros, m i e n t r a s q u e las ú l t i m a s limitan u n a parte, u n a f u e r z a de un ser viviente frente a o t r a s partes, o t r a s f u e r z a s del m i s m o ser viviente, ** en el q u e u n a fuerza d o m i n a frente a otra fuerza del mismo. L a s leyes p u r a m e n t e morales, las q u e no son c a p a c e s de convertirse en civiles, es decir, en las q u e los o p u e s t o s y la unificación no p u e d e n ser, f o r m a l m e n t e , a j e n o s entre sí, serían aquellas q u e se refieren a la limitación de a q u e llas fuerzas cuya a c t i v i d a d no es u n a actividad, u n a relación con respecto a otros h o m b r e s . L a s leyes, c u a n d o f u n c i o n a n m e r a m e n t e en c u a n t o m a n d a m i e n t o s civiles, son positivas y, d a d o q u e las m i s m a s , en su m a t e r i a , se identifican por su m a t e r i a con las leyes morales, sea p o r q u e la unificación de e n t i d a d e s objetivas s u p o n e u n a unificación no-objetiva, sea p o r q u e se p u e d e convertir en tal, su f o r m a de leyes civiles se s u p r i m i r í a si se las convirtiera en leyes morales, si su D e b e y a no proviniera del m a n d a m i e n t o de un ser e x t r a ñ o , sino q u e se d e r i v a r a del concepto propio, del respeto a n t e el D e b e . 1 Sin e m b a r g o , t a m b i é n los m a n d a m i e n t o s morales, q u e n o c a b e convertir en civiles, se p u e d e n t r a n s f o r m a r en m a n d a m i e n t o s objetivos c u a n d o la unificación (o la limitación) ya no a c t ú a c o m o concepto, c o m o m a n d a m i e n t o [propio], sino c o m o algo a j e n o a la fuerza [interna] q u e es l i m i t a d a , conservando, sin e m b a r g o , su c a r á c t e r subjetivo. E s t a clase de objetividad se p o d r í a destruir por la reconstitución del c o n c e p t o m i s m o , p a r a q u e sea éste el q u e limite la actividad
* [ T a c h a d o : ] G r a c i a s a las cuales estos p u e d e n s u b s i s t i r . ** [ T a c h a d o : ] T a l e s leyes [ m o r a l e s ] son d e a c u e r d o a su n a t u r a l e z a p a r c i a l m e n t e p o s i t i v a s , y a q u e r e p r e s e n t a n s o l a m e n t e la reflexión s o b r e u n a f u e r z a p a r c i a l , a j e n a a las o t r a s q u e se e x c l u y e n o se d o m i n a n p o r ella. Sin e m b a r g o p u e d e n c o n v e r t i r s e t a m b i é n en enteramente p o s i t i v a s , si n o a c t ú a n ni s i q u i e r a c o m o u n a f u e r z a del h o m b r e s i n o c o m o un p o d e r e x t r a ñ o , si este S e ñ o r ni s i q u i e r a se e n c u e n t r a en el h o m b r e s i n o c o m p l e t a m e n t e f u e r a d e él. J e s ú s p a r a c o n v e r t i r estos m a n d a m i e n t o s e n s u b j e t i v o s n o t o m ó el c a m i n o q u e c o n s i s t e en m o s t r a r q u e se t r a t a d e leyes u n i v e r s a l e s , las c u a l e s r e c i b e n su u n i v e r s a l i d a d del h e c h o d e q u e son m a n i f e s t a c i o n e s d e u n a f a c u l t a d h u m a n a , d e la f a c u l t a d d e lo u n i v e r s a l , d e la r a z ó n , p o r lo c u a l e s t a s leyes a p a r e c e n c o m o p r o d u c t o s d e u n a f u e r z a h u m a n a , d e s a p a r e c i e n d o su o b j e t i v i d a d , su p o s i t i v i d a d . P u e s lo u n i v e r s a l se o p o n e a lo p a r t i c u l a r y, c u a n d o d o m i n a , éste ú l t i m o es lo o p r i m i d o : es así c o m o s i e m p r e p e r m a n e c e a l g o positivo. P o r esto, a q u é l q u e q u i s o r e c o n s t r u i r a l h o m b r e n o p u d o elegir este c a m i n o q u e lleva a u n d e s g a r r a m i e n t o a p e n a s m e n o r [ q u e el a n t e r i o r ] . A c t u a r s e g ú n el espíritu d e la ley n o p o d í a s i g n i f i c a r p a r a él a c t u a r p o r r e s p e t o al d e b e r y en o p o s i c i ó n a las i n c l i n a c i o n e s , p u e s t o q u e u n a p a r t e del e s p í r i t u ( n o se p u e d e h a b l a r d e o t r a m a n e r a a n t e este d e s g a r r a m i e n t o de la i n t e r i o r i d a d ) se e n c o n t r a r í a e n t o n c e s , p o r este a c t u a r m i s m o , n o en el e s p í r i t u , s i n o en o p o s i c i ó n c o n t r a el e s p í r i t u d e las leyes.

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[de las f u e r z a s internas]. D e esta m a n e r a e r a d e esperar q u e J e s ú s o b r a r a c o n t r a la positividad de los m a n d a m i e n t o s morales, c o n t r a la m e r a legalidad; q u e m o s t r a r a la universalidad de lo legal y q u e t o d a su o b l i g a t o r i e d a d proviene de su universalidad, p u e s si, por u n a p a r te, todo D e b e , todo m a n d a m i e n t o se a n u n c i a c o m o algo ajeno, p o r otra, en c u a n t o concepto (la u n i v e r s a l i d a d ) , es algo subjetivo. E r a de e s p e r a r q u e explicara que, por esto, la legalidad, en c u a n t o p r o d u c t o de u n a fuerza h u m a n a , de la facultad de lo universal, de la razón, pierde t o d a su objetividad, su positividad, su h e t e r o n o m í a , y q u e el objeto del m a n d a m i e n t o se m a n i f i e s t a por lo m i s m o c o m o f u n d a d o en la a u t o n o m í a de la v o l u n t a d h u m a n a . + Sin e m b a r g o , la positividad d e s a p a r e c e sólo p a r c i a l m e n t e por int e r m e d i o de este proceso... E n t r e los s h a m a n o s de los T u n g u s e s , los prelados europeos q u e g o b i e r n a n en la Iglesia y en el E s t a d o y los p u r i t a n o s , por u n a parte, y el h o m b r e q u e obedece al m a n d a m i e n t o d e su p r o p i o deber, por otra, la diferencia no está en q u e los primeros estén en la s e r v i d u m b r e y este ú l t i m o sea libre, sino en q u e los p r i m e ros tienen a su Señor fuera d e sí, m i e n t r a s q u e el s e g u n d o lo lleva d e n t r o d e sí m i s m o , siendo al m i s m o t i e m p o su propio esclavo. P a r a lo p a r t i c u l a r —llámese impulso, a m o r patológico, sensibilidad o de cualquier o t r a m a n e r a — , lo universal es necesaria y e t e r n a m e n t e algo ajeno, algo objetivo. Se conserva u n resto de positividad indestructible en el cual el carácter odioso de la positividad alcanza su p u n t o m á x i m o por el hecho de q u e el c o n t e n i d o q u e a d q u i e r e el m a n d a m i e n t o universal del deber, es decir, un d e t e r m i n a d o deber, está afectado con la contradicción de ser l i m i t a d o y universal al mismo tiempo, y en razón de la u n i v e r s a l i d a d de su forma eleva las exigencias m á s d u r a s en favor de su u n i l a t e r a l i d a d . ¡Ay de las relaciones h u m a n a s q u e n o llegan a caer d e n t r o del concepto del deber! Pues en la m e d i d a en q u e n o es m e r a m e n t e el p e n s a m i e n t o vacío de la universalidad, sino q u e se ha de m a n i f e s t a r en u n a acción, excluye o d o m i n a todas las o t r a s relaciones. Aquel q u e q u e r í a reconstituir la totalidad del h o m b r e no p u d o elegir este c a m i n o q u e sólo a ñ a d e al d e s g a r r a m i e n t o del h o m b r e u n a p r e s u n c i ó n o b s t i n a d a . A c t u a r de a c u e r d o al espíritu de la ley no podía significar p a r a él a c t u a r p o r respecto al d e b e r y en oposición a las inclinaciones, puesto q u e en tal caso a m b a s p a r t e s del espíritu (no se p u e d e h a b l a r de otra m a n e r a a n t e este d e s g a r r a m i e n t o d e la interioridad) no se e n c o n t r a r í a n dentro, sino en c o n t r a del espíritu chías leyes: u n a parte [se o p o n e ;i este espíritu d e la ley] por ser algo excluyente y así algo l i m i t a d o p o r sí mismo, y la otra por ser algo oprimido.

E S P I R I T U DEL C R I S T I A N I S M O (ESBOZOS)

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[EL S E R M O N D E LA

MONTANA]

Este espíritu d e J e s ú s , q u e se eleva por e n c i m a de la moral, se m u e s t r a c o m o d i r e c t a m e n t e o p u e s t o a las leyes en el S e r m ó n de la M o n t a ñ a . Este es un intento, llevado a c a b o por m e d i o del ejemplo de varias leyes, d e q u i t a r a las leyes lo legal, la f o r m a d e leyes. El S e r m ó n n o predica el respeto a n t e la ley, sino q u e m u e s t r a aquello q u e la c u m p l e , pero q u e la cancela en c u a n t o ley, y q u e es superior a la obediencia frente a ella y la hace — a la ley— s u p e r l u a . M i e n t r a s q u e los m a n d a m i e n t o s del d e b e r p r e s u p o n e n u n a s e p a r a c i ó n y en ellos se declara la d o m i n a c i ó n del c o n c e p t o en un D e b e , aquello en c a m b i o q u e está por e n c i m a d e esta s e p a r a c i ó n es un ser, u n a modificación de la v i d a q u e es excluyente (es decir, limitada) s o l a m e n t e en c u a n t o a su objeto, p o r c u a n t o la exclusión se d a sólo por la limitación del objeto y concierne ú n i c a m e n t e al m i s m o . + Si J e s ú s expresa t a m b i é n aquello q u e él coloca en c o n t r a y por e n c i m a d e las leyes en f o r m a de m a n d a m i e n t o s («no debéis creer q u e y o q u i e r o d e s t r u i r la ley; q u e v u e s t r a p a l a b r a sea...; os d i g o de no resistir, etcétera; a m a d a Dios y a vuestro prójimo»), estos giros son m a n d a m i e n t o s en u n sentido t o t a l m e n t e diferente q u e el D e b e del m a n d a m i e n t o del deber. Se t r a t a sólo d e la consecuencia del hecho de q u e lo viviente es p e n s a d o , es p r o n u n c i a d o , y se d a en f o r m a de un c o n c e p t o q u e es a j e n o al mismo. El m a n d a m i e n t o del deber, por o t r a parte, de a c u e r d o a su esencia — e n c u a n t o u n i v e r s a l — , es u n concepto. Y a u n q u e lo viviente a p a r e z c a a q u í en f o r m a d e reflexión, en f o r m a de a d m o n i c i ó n , K a n t estuvo en un p r o f u n d o e r r o r al c o n c e b i r esta f o r m a d e expresión ( i n a p r o p i a d a a lo viviente): « A m a a Dios sobre t o d a s las cosas y a tu p r ó j i m o c o m o a ti mismo», c o m o un m a n d a m i e n t o q u e exige respeto a u n a ley q u e m a n d a el a m o r 6 . En esta confusión e n t r e el m a n d a m i e n t o del d e b e r (que consiste en el a n t a g o n i s m o e n t r e el c o n c e p t o y la r e a l i d a d ) y la f o r m a e n t e r a m e n t e a c c i d e n t a l en q u e se e x p r e s a lo q u e K a n t l l a m a un « m a n d a m i e n t o » ( a m a a Dios sobre t o d a s las cosas y a tu p r ó j i m o c o m o a ti mismo) d e s c a n s a su sutil r e d u c c i ó n de este « m a n d a m i e n t o » a su i m p e r a t i v o moral. Su observación d e q u e el a m o r (o, en el sentido q u e él cree q u e h a y q u e darle al a m o r , el c u m p l i r con todos los d e b e r e s con agrado) n o se p u e d e m a n d a r pierde su sentido por sí m i s m a , p u e s t o q u e e n el a m o r d e s a p a r e c e todo p e n s a m i e n t o de deber. El h o n o r q u e él luego p r e s t a a esta expresión de J e s ú s , al considerarla c o m o el ideal d e la s a n t i d a d i n a l c a n z a b l e p a r a t o d a c r i a t u r a , es t a m b i é n un desperdicio inútil. T a l ideal, en q u e el c u m p l i m i e n t o de los d e b e r e s se r e p r e s e n t a c o m o u n a realización h e c h a con a g r a d o , se c o n t r a d i c e a sí m i s m o , puesto q u e los deberes exigen u n a oposición, m i e n t r a s q u e el
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K a n ' , Crítica de la razón práctica, parte I, libro 1.°, parte III.

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h a c e r con a g r a d o s u p o n e la ausencia de la m i s m a . K a n t es c a p a z de s o p o r t a r esta contradicción no unificada en su ideal, p o r q u e declara a las « c r i a t u r a s racionales» ( u n a e x t r a ñ a composición de p a l a b r a s ) capaces d e caer, pero i n c a p a c e s de a l c a n z a r a q u e l ideal. J e s ú s comienza el S e r m ó n de la M o n t a ñ a con u n a suerte de p a r a d o j a s en las cuales al m i s m o tiempo manifiesta a la m u l t i t u d a t e n t a de sus oyentes, sin a m b a g e s y con toda su a l m a , q u e h a n de e s p e r a r de él algo totalmente extraño, un genio diferente, un m u n d o diferente. Son gritos en los que, i n s p i r a d o , se aleja de i n m e d i a t o de la estim a c i ó n c o m ú n de la virtud; en los q u e a n u n c i a con e n t u s i a s m o un d e r e c h o diferente y una luz diferente, u n a región distinta de la vida, cuya relación con el m u n d o p u e d e ser s o l a m e n t e la de ser o d i a d o y perseguido por él. En este Reino del Cielo, sin e m b a r g o , lo q u e les m u e s t r a no es la disolución de las leyes, sino la necesidad de q u e las m i s m a s se colmen con u n a justicia diferente — m á s a m p l i a y m á s c o m p l e t a — q u e la justicia de los esclavos del deber, y q u e sea u n a c o m p l e m e n t a c i ó n de las leyes, de su deficiencia. J e s ú s c o n t i n ú a m o s t r a n d o este c o m p l e m e n t o en varias leyes. Se p u e d e l l a m a r a este «más» en contenido inclinación a a c t u a r de a q u e lla m a n e r a q u e h u b i e r a sido m a n d a d a por las leyes, * unificación de la inclinación con la ley, por la cual ésta pierde su f o r m a de ley. Esta c o n c o r d a n c i a con la inclinación es el Jt?tT)0ü)pia d e la ley, un ser q u e , p a r a usar u n a expresión q u e se e m p l e ó antes, es el « c o m p l e m e n t o de la posibilidad», d a d o q u e la posibilidad es el o b j e t o en c u a n t o o b j e t o pensado, en c u a n t o universal, m i e n t r a s q u e el ser 7 es la síntesis del sujeto y del objeto, en la cual sujeto y objeto h a n p e r d i d o su oposición. S i m i l a r m e n t e , la inclinación (de a c t u a r c o m o la ley lo h u b i e r a m a n d a d o ) , q u e es u n a v i r t u d , es u n a síntesis en la cual la ley (que en K a n t es siempre objetiva por su universalidad) pierde su universalid a d y el sujeto su p a r t i c u l a r i d a d y a m b o s su oposición. En la virtud k a n t i a n a , en cambio, esta oposición p e r m a n e c e ; la universalidad se vuelve d o m i n a n t e y la p a r t i c u l a r i d a d , d o m i n a d a / La c o n c o r d a n c i a entre la inclinación y la ley es tal q u e ley e inclinación n o se distinguen; por eso la expresión « c o n c o r d a n c i a e n t r e la inclinación y la ley» es t o t a l m e n t e i n a d e c u a d a , y a q u e en ella la ley y la inclinación aparecen c o m o particulares, c o m o opuestos. Así, la expresión p o d r í a ser fácilmente mal c o m p r e n d i d a , e n t e n d i é n d o s e con ella un a p o y o de la inclinación a la disposición moral, al respeto a n t e la ley, a la d e t e r m i n a c i ó n de la v o l u n t a d por la ley en c u a n t o distintas de ella. Y si, de esta m a n e r a , los términos c o n c o r d a n t e s fueran distintos, la c o n c o r d a n c i a sería s o l a m e n t e casual, sólo la u n i d a d de ajenos,
* [ T a c h a d o : ] N o es el a p o y o d e la disposición m o r a l p o r l a i n c l i n a c i ó n , s i n o u n a disposición m o r a l i n c l i n a d a ; es d e c i r , u n a disposición m o r a l sin l u c h a . 7 A q u í y tres líneas supra d e c í a p r i m e r o « r e a l i d a d » (li'irklichkeil), en vez de «ser»

(Sein).

E S P I R I T U DEL C R I S T I A N I S M O (ESBOZOS)

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u n a u n i d a d p e n s a d a . Aquí, en el c o m p l e m e n t o de las leyes, sin embargo, la ley (y lo q u e se vincula con ella, c o m o el deber, la disposición moral, etcétera) cesa d e ser algo o p u e s t o a la inclinación y la inclinación cesa de ser algo particular, algo opuesto a la ley. E n este caso, la c o n c o r d a n c i a es vida y, en c u a n t o relación d e entes distintos, a m o r ; un ser q u e , e x p r e s a d o como concepto, c o m o ley, se identifica n e c e s a r i a m e n t e con la ley, es decir, consigo m i s m o o, en c u a n t o realid a d , en c u a n t o inclinación o p u e s t a al concepto, p e r m a n e c e igualm e n t e igual a sí m i s m a , a la inclinación. * Así el m a n d a m i e n t o « N o m a t a r á s » es u n a m á x i m a q u e se reconoce c o m o válida p a r a la v o l u n t a d de todo ser racional y q u e p u e d e valer como principio de u n a legislación universal. J e s ú s o p o n e a un m a l m a n d a m i e n t o el genio superior de la reconciliación ( u n a modificación del a m o r ) , q u e no sólo no a c t ú a c o n t r a esta ley, sino q u e la hace c o m p l e t a m e n t e superflua, pues a b a r c a en sí u n a p l e n i t u d t a n viva y tan rica q u e p a r a él algo tan p o b r e como la ley ni siquiera existe. + E n la reconciliación la ley pierde su f o r m a , el concepto es d e s a l o j a d o por la vida; sin e m b a r g o , lo q u e la reconciliación pierde en universalidad (que en el c o n c e p t o a b a r c a todo lo p a r t i c u l a r ) es s o l a m e n t e p é r d i d a a p a r e n t e : en v e r d a d , es u n a infinita g a n a n c i a por la riqueza de las vinculaciones llenas de vida q u e logra en relación con los (tal vez pocos) individuos con los cuales e n t r a en contacto. L o q u e ella excluye no es realidad, sino algo p e n s a d o , posibilidades, y esta riq u e z a d e la posibilidad en la universalidad del concepto, la f o r m a del m a n d a m i e n t o , es en sí m i s m a un d e s g a r r a m i e n t o de la vida tan p o b r e d e c o n t e n i d o q u e a d m i t e todos los ultrajes, con excepción del único q u e prohibe. P a r a la reconciliación, en c a m b i o , la ira es t a m b i é n un crimen; la p r o n t a reacción ante el s e n t i m i e n t o de u n a opresión, lo m i s m o q u e la i r r u p c i ó n del deseo de o p r i m i r , es u n a especie d e justicia ciega q u e , es v e r d a d , p r e s u p o n e u n a i g u a l d a d , pero u n a i g u a l d a d entre enemigos.' E n c a m b i o , el espíritu de la reconciliación, c a r e n t e de disposición enemistosa, t r a t a de cancelar le e n e m i s t a d del otro. Si se j u z g a de a c u e r d o con el a m o r , t a m b i é n p a r a éste se t r a t a d e un crimen (y m a y o r c r i m e n q u e el de la ira) l l a m a r bribón a un h e r m a n o ; sin em* [ T a c h a d o : ] P o r esto, t o d o m a n d a m i e n t o sólo es c a p a z d e e x p r e s a r un d e b e r , p u e s t o q u e es u n i v e r s a l ; su i n s u f i c i e n c i a se d e s c u b r e d e i n m e d i a t o al n o e x p r e s a r un ser. J e s ú s o p o n e a un m a n d a m i e n t o d e l tipo « n o m a t a r á s » , u n a v i r t u d : l a d i s p o s i c i ó n d e l a m o r h a c i a los h o m b r e s . E s t a n o sólo h a c e s u p e r f l u o a q u e l m a n d a m i e n t o en c u a n t o a su c o n t e n i d o , sino s u p r i m e t a m b i é n el m a n d a m i e n t o en c u a n t o a su f o r m a , elimin a n d o la o p o s i c i ó n d e la m i s m a e n c u a n t o a l g o q u e m a n d a c o n t r a a l g o d i f e r e n t e q u e se resiste; en c u a n t o a l e j a t o d o p e n s a m i e n t o s o b r e el sacrificio, la d e s t r u c c i ó n o la s u b y u g a c i ó n del s e n t i m i e n t o tiene, al m i s m o t i e m p o , u n a p l e n i t u d m á s rica y m á s v i v i e n t e q u e el m a n d a m i e n t o f r í o d e la r a z ó n .

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bargo, un b r i b ó n q u e , en su aislamiento, se colea al o p o n e r s e — c o m o h o m b r e — en e n e m i s t a d c o n t r a otros h o m b r e s , y q u i e r e m a n t e n e r esta r u p t u r a , sigue siendo c o n s i d e r a d o alguien de a l g u n a forma. Es todavía un alguien, y a q u e se le odia; a un g r a n b r i b ó n se le p u e d e incluso a d m i r a r . Por esto, es t o d a v í a m á s a j e n o al a m o r declara a alguien loco; el hacerlo no s o l a m e n t e a n u l a t o d a relación con él, sino t a m b i é n t o d a i g u a l d a d , toda c o m u n i d a d d e esencia y significa esclavizar tot a l m e n t e al o t r o en la i m a g i n a c i ó n , t o m a r l o p o r u n a n a d a . * En c a m b i o , el a m o r q u e delante del altar se a c u e r d a de q u e tiene u n a d e s a v e n e n c i a , d e j a su o f r e n d a , se reconcilia con su h e r m a n o y sólo luego se presenta, p u r i f i c a d o y unido, a n t e la u n i d a divinidad. Este a m o r no a c u d e al j u e z p a r a q u e d i r i m a su causa, sino q u e se reconcilia sin p a r a r mientes en derechos. ** S i m i l a r m e n t e , J e s ú s o p o n e el a m o r t a n t o a la fidelidad m a t r i m o nial en c u a n t o deber, c o m o al d e r e c h o a divorciarse de la m u j e r . El a m o r excluye t a m b i é n la a p e t e n c i a sensual q u e no fue p r o h i b i d a por aquel d e b e r y s u p r i m e , con u n a sola excepción, este permiso q u e est a b a en contradicción con a q u e l d e b e r . + *** Así, p o r u n a parte, la s a n t i d a d del a m o r es el c o m p l e m e n t o (el jiX.r]QG)[ia) d e la ley c o n t r a el adulterio; s o l a m e n t e esta s a n t i d a d c a p a cita al h o m b r e p a r a i m p e d i r q u e una de sus múltiples p a r t e s propias llegue a r e e m p l a z a r [su p r o p i a ] t o t a l i d a d o q u e se levante c o n t r a ésta. U n i c a m e n t e la sensación d e la totalidad, el a m o r , p u e d e impedir la disolución de la esencia [ h u m a n a ] . Por el otro l a d o , el a m o r cancela el d e r e c h o de divorciarse; frente al a m o r , m i e n t r a s d u r e e incluso c u a n d o h a cesado, n o se p u e d e h a b l a r de derechos o de permisos. D e j a r de a m a r a u n a m u j e r , en la q u e todavía vive el a m o r , es hacer q u e el a m o r se vuelva infiel a sí mismo, q u e p e q u e , y la transferencia de la pasión por ella es solamente u n a a b e r r a c i ó n q u e ella t e n d r á q u e p a g a r c o n u n a m a l a conciencia. Es v e r d a d q u e en este caso no c a b e detener el destino y el m a t r i m o n i o ya está s e p a r a d o de por sí, pero el a p o y o q u e el h o m b r e obtiene del d e r e c h o y de la ley, y por el cual hace a un lado justicia y decencia, significa a g r e g a r u n a d u r e z a despreciable a la ofensa c o n t r a el a m o r de la m u j e r . L a excepción es sólo
* L a i n t e r p r e t a c i ó n d e l a e x p r e s i ó n v a en a p o y o d e l s e n t i d o q u e h e m o s d a d o a la p a l a b r a 3tX.íi@<u|ia. L o s i n t é r p r e t e s h a l l a n d i f i c u l t a d en este s e n t i d o p o r q u e la e x p r e s i ó n «loco» es m á s débil q u e la d e b r i b ó n , p u e s n o j u z g a n e s t a s p a l a b r a s s e g ú n la m e n t a l i d a d d e d o n d e p r o v i e n e n , sino p o r la i m p r e s i ó n q u e c a u s a n . S e g ú n esta i m p r e s i ó n , c a b e d e c i r q u e al q u e h a s i d o l l a m a d o «loco» le d e c l a r a n «sui i u r i s » y q u e p o r t a n t o p u e d e r e p l i c a r , si es tan d e s p i e r t o c o m o el o t r o , y l l a m a r l e a su vez «loco». ** [ T a c h a d o : ] ) El a m o r exige l a s u p e r a c i ó n d e l d e r e c h o q u e se o r i g i n ó en u n a d e s a v e n e n c i a , en u n a o f e n s a ; exige r e c o n c i l i a c i ó n . *** [ T a c h a d o : ] L a d e f i c i e n c i a d e l a ley y d e l d e r e c h o , c o m o t a m b i é n la del r e s p e t o a n t e la ley, se a c l a r a p o r sí sola (en a m b o s casos, en el del d e b e r y en el del p e r m i s o ) si se les c o n f r o n t a con u n a v i r t u d , con u n a r e l a c i ó n viviente, 3rXij(30)(ia P u n t d e t o d a s las leyes.

E S P I R I T U DEL C R I S T I A N I S M O (ESBOZOS)

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el caso q u e p r e s e n t a J e s ú s : c u a n d o la m u j e r dirige su a m o r a otro. E n tal caso, el h o m b r e n o p u e d e seguir s o m e t i d o a ella. Moisés tenía q u e d a r leyes y derechos a los j u d í o s a x ^ Q O i í x a p 6 t a , a c a u s a d e la d u reza d e sus corazones, pero o r i g i n a l m e n t e no era así. Si se a s e g u r a algo sobre su o b j e t o real, s u j e t o y objeto se piensan c o m o separados; t a m b i é n si se asegura algo sobre un hecho f u t u r o , si se hace u n a p r o m e s a , la declaración de la v o l u n t a d y la acción m i s m a están c o m p l e t a m e n t e s e p a r a d a s . Lo q u e i m p o r t a , sin e m b a r g o , es la v e r d a d ; es decir, la firme conexión de a m b o s elementos. E n u n a afirm a c i ó n bajo j u r a m e n t o la idea de la acción — s e a p a s a d a o f u t u r a — se vincula con algo divino; la conexión e n t r e la p a l a b r a y la acción, la vinculación, el ser m i s m o , se representa, se h a c e presente a través de un ente. P u e s t o q u e la v e r d a d del caso q u e se asegura p o r el j u r a m e n t o no se p u e d e h a c e r visible por sí m i s m a , se pone en su l u g a r la v e r d a d m i s m a , Dios. D e esta m a n e r a , por u n a parte, se ofrece la v e r d a d al otro y se d e s p i e r t a en él la convicción; por la otra, a través del efecto retroactivo d e este ente sobre el á n i m o de a q u e l q u e se decide a j u r a r , se excluye lo q u e es c o n t r a r i o a la v e r d a d . N o se ve bien q u é es lo s u p u e s t a m e n t e supersticioso en todo e s t o . + Sin e m b a r g o , c u a n d o los j u d í o s j u r a b a n por el cielo, por la tierra, por J e r u s a l é n o por su c a b e z a y r e c o m e n d a b a n su j u r a m e n t o a Dios (colocando su j u r a m e n t o en las m a n o s del Señor), lo q u e h a c í a n e r a vincular la realidad d e algo a s e g u r a d o a un objeto. I g u a l a b a n así las d o s realidades y c o l o c a b a n la conexión entre este o b j e t o y lo asegurado, la i g u a l d a d d e a m b o s , en m a n o s de un poder ajeno; así, se pone a Dios c o m o un p o d e r por e n c i m a de la p a l a b r a , c u a n d o esta conexión se d e b e f u n d a m e n t a r e n el h o m b r e mismo. El hecho a s e g u r a d o y el o b j e t o por el cual se a s e g u r a se interconectan de tal m a n e r a q u e si se s u p r i m e el u n o t a m b i é n se niega el otro; q u e d a c a n c e l a d o en la representación. Así, si la acción p r o m e t i d a o el h e c h o a s e g u r a d o no se realiza o n o es real se h a n e g a d o t a m b i é n la realidad del o b j e t o p o r el cual se h a j u r a d o (el cielo, la tierra, etcétera). E n este caso, el señor del objeto tiene q u e vindicarlo: Dios d e b e ser el v e n g a d o r de lo suyo. + J e s ú s se o p o n e a esta vinculación d e un acto p r o m e t i d o con algo objetivo; no r e a f i r m a el d e b e r de c u m p l i r con el j u r a m e n t o , sino q u e lo declara superfluo, p u e s ni el cielo, ni la tierra, ni la c a b e z a son el espíritu del h o m b r e , ú n i c o vínculo e n t r e su p a l a b r a y u n a acción. P a r a J e s ú s , estos o b j e t o s son p r o p i e d a d a j e n a y la certeza d e la acción — s e g ú n él— n o se p u e d e vincular con algo ajeno, no p u e d e d e p e n d e r de algo ajeno; la conexión entre la p a l a b r a y la acción tiene q u e ser viviente, tiene q u e d e s c a n s a r en el h o m b r e mismo. O j o por ojo, d i e n t e por diente, dicen las leyes; retribución y su i g u a l d a d es el p r i n c i p i o s a g r a d o de toda justicia, el principio en q u e d e b e d e s c a n s a r t o d a constitución política. J e s ú s , sin e m b a r g o , exige e n general el a b a n d o n o de los propios derechos, la elevación por en-

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cima de toda la esfera d e la j u s t i c i a y de la injusticia, por intermedio del a m o r . En el a m o r d e s a p a r e c e t a m b i é n , j u n t o con el derecho, este s e n t i m i e n t o de la d e s i g u a l d a d y del Debe de este sentimiento, q u e exige i g u a l d a d ; asimismo d e s a p a r e c e t a m b i é n el odio contra los enemigos. Las leyes y los deberes, d e los q u e J e s ú s h a b l a r a , en general e r a n leyes y d e b e r e s civiles. El n o los completó c o n f i r m á n d o l o s en c u a n t o leyes y deberes, exigiendo [solamente] q u e el motivo d e su cumplim i e n t o f u e r a el respeto puro. T o d o lo contrario: expresó su desprecio por los mismos. Su m a n e r a d e otorgarles plenitud fue d a n d o un espíritu cuyas acciones, si se las j u z g a de a c u e r d o con las leyes y los m a n d a m i e n t o s del deber, están conformes con estos últimos pero [dic h a plenitud] t o m a en c u e n t a deberes y derechos. M á s adelante h a b l a t a m b i é n d e un deber p u r a m e n t e moral, la virtud d e la caridad. J e s ú s c o n d e n a en ella, como en la oración y en el a y u n o , la presencia de un elemento extraño, la i m p u r e z a de la acción: no lo hagáis p a r a q u e os vean; q u e el fin de la acción, es decir, la acción en c u a n t o p e n s a d a , antes de q u e se haya c u m p l i d o sea igual a la acción realizada. A p a r e n t e m e n t e , J e s ú s no sólo d e s c a r t a así la hipocresía q u e hace intervenir en el p e n s a m i e n t o de la acción lo otro, el ser visto por los h o m b r e s (elemento q u e no está en la acción), sino q u e d e s c a r t a t a m b i é n la conciencia de la acción en c u a n t o d e b e r cumplido. El dicho: «No sepa tu i z q u i e r d a lo q u e hace tu d e r e c h a » no se p u e d e referir al d a r a conocer la acción, sino q u e es lo c o n t r a r i o d e «ser visto por los h o m bres», y si es q u e tiene un sentido no puede d e s i g n a r sino la p r o p i a reflexión sobre su c o n c o r d a n c i a con el deber. E n t r e q u e sea yo, en u n a acción mía, el único observador, o piense q u e otros t a m b i é n m e m i r a n ; e n t r e el placer q u e extraigo d e mi p r o p i a conciencia y el q u e recabo del a p l a u s o de los otros, no hay gran diferencia. El a p l a u s o de otros (conocido por mí) sobre u n a victoria q u e el deber, lo universal, ha logrado sobre lo particular es, en cierta forma, no sólo lo universal y lo particular en c u a n t o algo pensado, sino t a m b i é n lo universal y lo p a r t i c u l a r visto, intuido; lo universal, en c u a n t o pensamiento, está en las ideas, en la representación de los otros, y en c u a n t o visto, intuido, en los otros en c u a n t o seres reales. L a conciencia solitaria del d e b e r c u m p l i d o no se diferencia específicamente del honor. L a diferencia entre los dos está solamente en q u e en el h o n o r lo universal no se representa como algo q u e m e r a m e n t e debe tener validez, sino c o m o algo q u e la tiene. En la propia conciencia del d e b e r c u m p l i d o el individuo se d a a sí mismo el c a r á c t e r de lo universal; se c o n t e m p l a a sí mismo como algo universal, elevado por e n c i m a de sí mismo en c u a n t o algo particular, y por e n c i m a de aquello q u e está implícito en el c o n c e p t o de lo particular de la m a s a de individuos. P o r q u e en c u a n t o el concepto de la universalidad se aplica al individuo, el concepto de la p a r t i c u l a r i d a d a d q u i e r e t a m b i é n esta relación con el indi-

E S P I R I T U DEL C R I S T I A N I S M O (ESBOZOS)

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viduo y se establece su oposición [de la p a r t i c u l a r i d a d en c u a n t o m a s a de individuos particulares] frente al otro individuo q u e se reconoce en la universalidad, en el c u m p l i m i e n t o del deber, y esta autoconciencia es tan a j e n a a la acción c o m o el a p l a u s o de los h o m b r e s / De esta convicción de ser en sí j u s t o y d e la d i s m i n u c i ó n de los otros q u e la a c o m p a ñ a ( a m b a s cosas e s t á n n e c e s a r i a m e n t e v i n c u l a d a s por la necesaria oposición entre lo p a r t i c u l a r y lo universal) h a b l a J e s ú s t a m b i é n en la p a r á b o l a de L u c a s 18, 9ss. El fariseo a g r a d e c e a Dios (es tan m o d e s t o q u e no reconoce en ello la fuerza de su p r o p i a v o l u n t a d ) q u e él no sea c o m o tantos otros h o m b r e s q u e son ladrones, deshonestos, adúlteros, q u e no sea c o m o aquel p u b l i c a n o q u e e s t a b a a su lado; él c u m p l e las reglas del a y u n o y p a g a , como un h o m b r e correcto, c o n c i e n z u d a m e n t e , sus diezmos. A esta conciencia d e la rectitud (de la cual no se a f i r m a q u e haya sido insincera) J e s ú s o p o n e al p u b l i c a n o , q u e b a j a la m i r a d a y q u e no se atreve a elevarla hacia el cielo, y que, g o l p e á n d o s e el pecho, dice: «Dios, ten p i e d a d de mí, p e c a d o r . » La conciencia del fariseo (la conciencia de h a b e r c u m p l i d o con su d e b e r ) , como t a m b i é n la b u e n a conciencia del joven (de h a b e r o b s e r v a d o c o n c i e n z u d a m e n t e todas las leyes, M a t e o 19, 20), es hipocresía por dos razones: Primero, p o r q u e si ya e s t a b a implícita en la intención de la acción indica u n a reflexión sobre sí m i s m o y sobre la acción; es decir, u n a i m p u r e z a de la acción q u e no pertenece a ella; en segundo término, si es u n a representación q u e el h o m b r e hace de sí m i s m o como ser moral, cual es el caso del fariseo y del j o v e n , se t r a t a de u n a representación cuyo c o n t e n i d o son las virtudes [particulares], Estas virtudes están, en sí, limitadas; tienen u n a d e t e r m i n a d a esfera: su m a t e r i a es u n a m a t e r i a restringida; por eso son i n c o m p l e t a s a u n si se las t o m a en c o n j u n t o , m i e n t r a s q u e la buene conciencia, la conciencia d e h a b e r c u m p l i d o con los d e b e r e s de uno, finge ser la totalidad. Es en este m i s m o espíritu como J e s ú s h a b l a de la oración y del a y u n o . Los dos son, o bien d e b e r e s e n t e r a m e n t e o b j e t i \ o s , o r d e n a d o s , o bien se f u n d a m e n t a n en u n a necesidad. No se les p u e d e pensar c o m o d e b e r e s morales, p u e s t o q u e no p r e s u p o n e n n i n g u n a oposición c a p a z de ser u n i f i c a d a en un concepto. J e s ú s critica en a m b o s la a p a riencia q u e los h o m b r e s se d a n ante o t r o s y, p a r t i c u l a r m e n t e en la oración, [ r e d u c i d a a] p a l a b r e r í a , por la cual se consigue q u e se la considere c o m o un d e b e r o c o m o un c u m p l i m i e n t o d e un d e b e r . J e s ú s j u z g a sobre el a y u n o ( M a t e o 19, 15) de a c u e r d o con el s e n t i m i e n t o del cual se origina, d e a c u e r d o con la necesidad q u e e m p u j a a su p r á c t i c a . A p a r t e la eliminación de lo i m p u r o en la oración, J e s ú s hab l a t a m b i é n d e la m a n e r a v e r d a d e r a de orar. N o es éste, sin e m b a r g o , el lugar d e c o n s i d e r a r lo q u e es lo v e r d a d e r o en la oración. Sobre las exigencias q u e se hacen a continuación, en c u a n t o al a b a n d o n o de las p r e o c u p a c i o n e s d e la vida y en c u a n t o al desprecio

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de las riquezas, c o m o sobre M a t e o 19, 23, a saber, sobre la dificultad d e q u e un rico alcance el reino de Dios, no h a y n a d a q u e decir. Es u n a letanía sólo p e r d o n a b l e si a p a r e c e en s e r m o n e s o en rimas, p u e s t o q u e tal exigencia n o posee v e r d a d p a r a nosotros. El destino de la p r o p i e d a d se h a vuelto d e m a s i a d o poderoso e n t r e nosotros p a r a q u e se toleren reflexiones al respecto y p a r a q u e se h a g a pensable su cancelación. Sin e m b a r g o , todavía nos p o d e m o s d a r c u e n t a por lo menos d e lo siguiente: la posesión de riquezas, j u n t o con todos los derechos y todas las p r e o c u p a c i o n e s con ellas v i n c u l a d a s , hace e n t r a r d e t e r m i n a c i o n e s en la vida de los h o m b r e s , b a r r e r a s q u e fijan límites a las virtudes y les i m p o n e n condiciones y relaciones de d e p e n d e n c i a . D e n t r o d e las m i s m a s hay, sí, lugar p a r a d e b e r e s y virtudes, pero imposibilitan su totalidad, la vida completa, p o r q u e la vida q u e d a a t a d a a objetos, e s t a n d o c o n d i c i o n a d a por algo exterior a la m i s m a ; se inserta en la vida algo, c o m o si f u e r a algo suyo, algo que, sin e m b a r g o , n u n c a le p o d r á pertenecer. La riqueza traiciona en seguida su oposición c o n t r a el a m o r , c o n t r a la totalidad, p o r q u e es un derecho, p o r q u e está a t a d a a u n a multiplicidad de derechos; así, t a n t o la virtud q u e se relaciona d i r e c t a m e n t e con ella, la rectitud, c o m o las otras virtudes posibles d e n t r o de su esfera, e s t á n n e c e s a r i a m e n t e vinculadas a exclusiones, y c a d a acto virtuoso es, en sí, algo opuesto. Su sincretismo, el servicio a dos señores, es impensable, p o r q u e lo i n d e t e r m i n a d o no se p u e d e vincular con lo d e t e r m i n a d o si se conservan sus f o r m a s respectivas. J e s ú s , p a r a d e s t r u i r la esfera o p u e s t a al a m o r , tuvo q u e señalar no sólo el c o m p l e m e n t o de los deberes, sino t a m b i é n el o b j e t o de estos principios, la esencia de la esfera d e los deberes. La perspectiva desde la cual J e s ú s se dirige c o n t r a las riquezas aparece en L u c a s (12, 13), en contexto q u e la a c l a r a todavía m á s . U n h o m b r e se h a b í a dirigido a J e s ú s p a r a pedirle q u e intercediera a n t e su h e r m a n o en la división de u n a herencia. Se e n t i e n d e q u e r e h u s a r un p e d i d o de esta índole se j u z g a r á m e r a m e n t e c o m o u n a señal de egoísmo. Parece q u e J e s ú s , en su contestación al q u e le dirigió la petición, alega solamente su i n c o m p e t e n c i a p a r a cumplirlo. En su mente, sin e m b a r g o , hay m á s q u e esto: no es q u e opine q u e no tiene el d e r e c h o de efectuar tal división; por esto se dirige de i n m e d i a t o a sus discípulos con u n a a d m o n i c i ó n c o n t r a la codicia y agrega u n a p a r á b o l a sobre un rico a m e d r e n t a d o por Dios con las p a l a b r a s : «