Coleção Fábulas Bíblicas Volume 36

20 RAZÕES
PARA ABANDONAR

O CRISTIANISMO
E 100 VANTAGENS DE SER ATEU

Mitologia e Superstição Judaico-cristã

JL
jairoluis@inbox.lv

Sumário

Introdução ............................................................................................ 5
1 - O perigo da fé e das crenças religiosas ................................................. 6
Dez razões porque a fé e as crenças religiosas são nocivas e perigosas
>>>.............................................................................................. 6
1 - Assassinatos e massacres em nome de Deus e da religião ................ 7
2 - A incorreta comprensão da realidade e da natureza ......................... 9
3 - Impedimento para o avanço científico .......................................... 11
4 - Manipulação política .................................................................. 14
5 - Perigo para a saúde pessoal e coletiva ......................................... 15
6 - Perdas pessoais de tempo e dinheiro ........................................... 19
7 - Humilhação e degradação pessoal ............................................... 21
8 - Mandamentos e estatutos anacrônicos e absurdos ......................... 23
9 - Misoginia e homofobia ............................................................... 26
10 - As religiões fomentam a ignorância e a ausência de conhecimento . 28

2 - 20 Razões para abandonar o cristianismo >>> .................................... 32
1 - O Cristianismo é baseado no medo ............................................. 34
2 - O cristianismo abusa dos inocentes ............................................. 36
3 - O cristianismo é baseado na desonestidade .................................. 39
4 - O cristianismo é extremamente egocêntrico ................................. 41
5 - O Cristianismo gera arrogância e uma mentalidade de “pessoa
escolhida” .................................................................................... 44
6 - O cristianismo gera autoritarismo ............................................... 46
7 - O Cristianismo é cruel ............................................................... 49
8 - O cristianismo é anti-intelectual e anticientífico ............................. 53
9 - O cristianismo tem uma preocupação mórbida e doentia com o sexo 58
10 - O Cristianismo produz miséria sexual ......................................... 60
11 - O cristianismo tem uma visão extremamente estreita e legalista de
moralidade ................................................................................... 63
12 - Cristianismo incentiva a aceitação de males reais enquanto se
concentra em males imaginários ...................................................... 65
13 - Cristianismo desvaloriza o mundo natural ................................... 67
14 - O cristianismo se baseia em modelos hierárquicos e organização
autoritária .................................................................................... 69
15 - O cristianismo aprova a escravidão............................................ 71
16 - O cristianismo é misógino ........................................................ 74
17 - O cristianismo é homofóbico ..................................................... 82
18 - A Bíblia não é um guia confiável para os ensinamentos de Cristo ... 87
19 - A Bíblia, o texto básico do Cristianismo, é cheia de contradições .... 89
20 - O Cristianismo pegou emprestado seus mitos centrais e cerimônias de
outras religiões antigas .................................................................. 92

3

3 - 100 Vantagens de ser ateu >>> ....................................................... 94
4 - 100 Vantagens de ser crente ........................................................... 109
5 - Mais bobagens do Cristianismo >>> ................................................. 112
Mais conteúdo recomendado .......................................................... 113
Livros recomendados .................................................................... 114

4

Introdução
O deus dos judeus tinha e tem o nome de Yahvé (Jahvé, Jeová,
Senhor, Deus, etc.). Ao observar o que a Bíblia diz no Antigo
Testamento deste deus Yahvé, devemos francamente confessar
que é impossível reconhecer nele o ser supremo. Nos limitamos a
indicar só três razões:
1. Primeira: a excessiva crueldade de Deus.
2. Segunda: a amizade íntima de Deus com pessoas de
absoluta imoralidade e cujos instintos perversos são
fomentados por ele mesmo.
3. Terceira: a proteção exclusiva que Deus proporciona a seu
“povo escolhido”, Israel, que extermina os demais povos
com seu total apoio.
“A respeito do primeiro ponto encontramos nas Sagradas
Escrituras do Antigo Testamento uma série de provas que
facilmente demonstram que Yahvé/Jeová não é mais que um ídolo
nacional qualquer”.
Franz Griese – Teólogo alemão
Deus é um ídolo nacional qualquer e o Cristianismo é uma
bobagem supersticiosa completa, pois Jesus era o ídolo nacional
romano do império romano do século 4.

5

1 - O perigo da fé e das crenças religiosas

Dez razões porque a fé e as crenças religiosas são nocivas
e perigosas >>>
As crenças e a fé têm levado esperança e consolo falsos a milhões
de pessoas; muitas organizações religiosas, sempre com
segundas intenções, têm ajudado de forma prática a milhares de
necessitados, seja distribuindo alimentos, serviços médicos, de
saúde e ajuda de todo tipo em troca de suas mentes, obviamente.
Porém hoje ninguém precisa vender sua mente em troca de um
prato de comida, existem milhões de ONGs sem vínculos religiosos
fazendo trabalho melhor e desinteressado. A religião traz consigo
uma pesada carga de morte e destruição. Os assassinatos, ódios
e problemas que a religião deu ao mundo são inquestionáveis e
incalculáveis. É muito fácil perceber que as desvantagens das
religiões superam em muitas vezes os poucos beneficios hipócritas
que nos brindam como migalhas para cães famintos. Razões para
deixar de lado a fé e as crenças religiosas infantis e começar a
construir um mundo onde a religião tenha uma mínima influência
negativa na vida dos seres humanos é o que não falta.

6

1 - Assassinatos e massacres em nome de Deus e da
religião
Apenas por esta primeira razão já está mais que justificado o
desaparecimento das religiões.
As crenças religiosas têm deixado
um largo rastro de sangue, morte,
torturas e massacres. A quantidade
de seres humanos caídos mortos
sob o jugo implacável da religião e
dos “Mandamentos Bíblicos” é
incalculável.

O número de mortes que a religião cristã nos deixou é imenso,
vergonhoso e deveria ser uma vergonha humilhante para aqueles
que insistem em repetir que “Deus é amor” e que as religiões são
positivas. E claro, devemos incluir nestes massacres o resto das
religiões que para tentar expandir suas crenças, têm assassinado
sem piedade quem não quer aceitar seus “amáveis” pedidos de
conversão. O exemplo mais deplorável disto é o islamismo, que
por desgraça prega o mesmo deus de Abraão e é inteiramente
baseado na Bíblia e inspirado no cristianismo.
Um dos grandes problemas das religiões mais influentes do
mundo é sua premissa “sine qua non” de “converter o resto do
mundo” para suas crenças estúpidas. E muitas vezes para
conseguir isto elas têm usado violência, assassinatos, tortura e
tudo que for condenável e execrável; inclusive como base de suas
próprias ideologias, o que é irônico e contraditório ao mesmo
tempo.
7

Cada pessoa que morreu por culpa direta ou indireta da religião é
um motivo de sobra para deixá-las de lado e morrer de vergonha
por defender estas merdas.

8

2 - A incorreta comprensão da realidade e da natureza

Infelizmente, as religiões e seus arcaicos e caducos livros
“sagrados” insistem em mostrar a seus fiéis e seguidores, uma
ideia errônea e primitiva da natureza e do mundo que nos
rodeia. Pretendem e exigem que seus súditos creiam e aceitem de
olhos bem fechados, conceitos evidentemente mágicos e
anacrônicos, como se fosse uma “verdade absoluta” sem
possibilidade de questioná-la ou refutá-la. O cristianismo e a Bíblia
são um exemplo muito claro disto. Houve um longo período da
história em que praticamente todos os cristãos acreditavam em
coisas tão absurdas como:
1.
2.
3.
4.
5.
6.
7.

A terra plana.
O mundo feito em 6 dias.
A existência de Unicórnios e monstros mitológicos.
Gigantes de 24 dedos na terra.
Homem acampando 3 dias dentro de um peixe.
Muros derrubados pelo som de trombetas.
O sol parado para o dia ficar maior.
9

8. Seres humanos que viveram mais de 500 anos.
9. Diluvio universal.
10.A terra como centro do universo e o Sol girando em torno
dela.
11.Messias híbridos nascidos de deuses e adolescentes judias
por inseminação artificial mágica.
12.Messias religiosos que não comiam por 40 dias, levantavam
mortos, curavam cegos com cuspe, ressuscitavam da morte
três dias para depois para subir literalmente aos céus.
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Algumas poucas divisões cristãs NÃO creem hoje na literalidade
de algumas destas histórias (especialmente as que já foram
devastadas pela ciência); embora assombrosamente a maioria
creia em coisas evidentemente absurdas como a literalidade do
Gênesis e a criação do universo em 6 dias. Desgraçadamente,
apesar da tentativa de modernização de alguns cristãos
envergonhados por crer nestas merdas, é obrigatório em quase
todos os casos aceitar a crença no Jesus mágico e levanta-mortos.
Por muita modernidade e ciência que queiram colar no atual
cristianismo, esse Jesus metade Deus, metade humano e toda sua
parafernália mágica, é aceito sem reclamações, o que dá no
mesmo que acreditar no resto das fábulas do mesmo tipo.
Parece francamente absurdo e contraditório que alguns insistam
em considerar “simbólico” o fato de uma jumenta falar, mas
10

considerem perfeitamente normal e verdadeiro que um judeu
magrelo morto há 2.000 anos levante cadáveres depois de mortos
por quatro días, que ele mesmo ressuscite da morte ou que até
mesmo houve um momento em que os mortos de Jerusalém
saíram de suas tumbas e passearam por toda a cidade, como num
bom filme moderno de Zumbis.

O fato de que as religiões insistam em que aceitemos e creiamos
nestas idiotices e absurdos, deixando de lado a lógica, a sensatez
e a razão; é um excelente motivo para erradicá-la de nossas
vidas.

3 - Impedimento para o avanço científico
11

As religiões sempre foram e continuam sendo um limitador sério
no avanço das investigações científicas e na comprensão do
mundo.

A ciência NÃO se dedica a contradizer a Bíblia nem negar a Deus,
isto ocorre naturalmente porque a ciência avança enquanto o
“conhecimento divino” continua algemado no passado, então é
inevitável que acabe sendo visto como um conjunto de fábulas
infantis mais dia ou menos dia, é questão apenas de tempo e não
há como evitar isto. A ciência busca descrever a realidade,
comprender a natureza em sua real dimensão. Lamentavelmente
a realidade é muito diferente do que os livros “sagrados” nos
mostram e nos quais se baseiam as religiões. Durante muito
tempo na história da humanidade a religião atacou de forma direta
os cientistas que tentavam descrever a natureza e os religiosos
radicais o fazem até hoje. Temos insequecíveis e lamentáveis
casos como o de Copérnico e outros que foram julgados,
condenados e mortos por suas descrições do mundo, porque eram
contrárias as descrições infantis dos livros sagrados. Não por
casualidade, a época em que a religião teve maior peso na história
12

da humanidade foi quando os avanços científicos foram menores
devido às limitações e influências (cientistas ardendo em
fogueiras) dos líderes religiosos da época e essa absurda
pretensão de que a Bíblia era perfeita e inquestionável.

“... Também chegou ao conhecimento desta congregação que a
doutrina de Pitágoras - que é falsa e totalmente contrária à
Sagrada Escritura – sobre o movimento da terra e da imobilidade
do sol, que também é ensinado por Nicolaus Copernicus em “De
Revolutionibus orbium coelestium”, e por Diego de Zuniga em
“Sobre Jó”, está agora se espalhando no exterior e sendo aceita
por muitos... Portanto, para que esta opinião não possa insinuarse em maior profundidade em detrimento da verdade católica, a
Sagrada Congregação decretou que a obra já referida de Nicolaus
Copernicus “De Revolutionibus Orbium”, e a de Diego Zuniga,
”Sobre Jó”, sejam suspensas até que sejam corrigidas”.
Decreto de condenação da obra de Copérnico, 05 de março de
1616.

Algunos crentes dirão “isso foi no passado, as religiões se
modernizaram”, mas não é bem assim, pois absurda e
lamentavelmente, hoje em dia lemos notícias sobre líderes
religiosos que pretendem que os cientistas não estudem “o que
ocorreu antes do Big Bang" ou que suspendam investigações
genéticas e médicas avançadas impedindo toda a modernização
do mundo com a consequente melhora da qualidade de vida dos
seres humanos e até mesmo desses hipócritas que cospem no
prato que os alimenta.

“Seria bom para a religião se muitos livros que parecem
úteis fossem destruídos. Quando não havia tantos livros
nem tantas discussões e disputas, a religião crescia mais
rapidamente do que tem feito desde então”.
Girolamo Savonarola, 1452-1498, frei dominicano.
13

Por incrível que possa parecer, existem até palermas que
defendem que a terra é plana baseando-se na Bíblia. (Ver:
Sociedad de la Tierra plana)
Por cada cientista torturado, por cada investigação científica
limitada, por esta absurda intenção de permanecer ignorantes, é
que devemos isolar e deixar as religiões fora e bem longe da área
científica e tecnológica.
4 - Manipulação política
As religiões e seus livros “sagrados” (a Bíblia e o cristianismo por
exemplo) tem sido o instrumento perfeito do qual se utilizam
alguns abjetos e inconscientes líderes políticos para manipular,
14

humilhar e influenciar a população e desta maneira promover suas
ideias e interesses particulares.
Mencionar alguns exemplos de como líderes políticos manipularam
as escrituras com fins particulares seria extenso e tedioso, desde
Hitler até Bush, passando pelo transfundo político de horrores
históricos como a conquista da América, as cruzadas, a inquisição
ou o ataque a qualquer país vizinho amparando-se sob versículos
bíblicos (o eterno conflito árabe-israelense) são um exemplo
perfeito.
Cada vez que um candidato presidencial cita as escrituras ou a
Jesus, parece que a intenção de voto e suas probabilidades de
vencer aumentam. Desde ganhar as eleições nos EUA até o
modesto pregador evangélico que busca seu “dízimo”, são
exemplos patéticos de como a religião é utilizada para fins
particulares.
Deus, Bíblia e política têm estado inexoravelmente unidos desde
tempos imemoriais; razão de sobra para afastar as religiões das
políticas governamentais.

5 - Perigo para a saúde pessoal e coletiva

15

As religiões com seus livros “sagrados”
escritos há muitos séculos por ignorantes
da idade do bronze, contêm ideias
absurdas e anacrônicas sobre saúde,
doenças e a fisiologia humana. Também
pretendem que seus seguidores palermas
creiam no supuesto “poder curativo da
oração” e outras terapias francamente
inúteis, perigosas e ilegais.

No es solo el engaño, la manipulación y la
pretensión de llenar los bolsillos de los
líderes religiosos, sino el real y palpable
peligro que estas creencias han llevado a
miles de inocentes personas.

São incontáveis os casos absurdos onde uma terapia médica
efetiva, real e comprovada é sustituída por rezas, orações e
promesas e pedidos de pessoas desonestas para que o todopoderoso Deus (que já não conseguiu evitar a doença) reverta o
estado de enfermidade do iludido e desafortunado enfermo.
Evidentemente esse grande Deus que criou o mundo em 6 dias é
incapaz de curar ou sequer aliviar afecções bastante básicas como
uma apendicite que se resolve com uma cirurgia simples.

16

A questão não é apenas que o crente iludido e desorientado ponha
sua vida e saúde nas mãos de Deus, muitas vezes são seus filhos
inocentes que pagam por suas crenças absurdas. O número de
pessoas mortas ao sustituir a medicina por Deus, ainda hoje em
dia é vergonhosamente alto.

17

Felizmente a grande maioria dos crentes atuais não confia no
poder curativo de seu Deus e nas palavras de seu livro “sagrado”
de asneiras mitológicas e correm (como qualquer ateu blasfemo)
a uns senhores chamados médicos. Desafortunadamente o
número de casos deixados somente nas mãos de Deus, ou seja
de ninguém, continua sendo alto.
Evitar estas mortes lamentáveis e desnecessárias é outra boa
razão para deixar a religião bem longe da medicina e dos
tratamentos médicos. Sua vida agradecerá.

18

6 - Perdas pessoais de tempo e dinheiro

As religiões exigem que seus súditos lhes dediquem muito tempo
de adoração a seus deuses. Deus, que em teoria não necessita de
nada, parece que está muito desesperado para que nós lhe
dediquemos horas e horas de oração, súplicas, igrejas,
peregrinações, vigílias, etc. Se Deus é onisciente (já sabe se o
infeliz crente será salvo ou não), portanto, não tem sentido fazêlo perder um tempo importante de sua vida tentando agradar
deuses e organizações religiosas. E claro, Deus também necessita
urgentemente de dinheiro, de muito dinheiro.
Deus é perfeito e não necessita nada, mas segundo a Bíblia e as
organizações religiosas, ele deseja grandes altares e igrejas
19

cheias de ouro e joias valiosas. Necessita que o crente palerma
doe presentes, seja em forma de dinheiro, promessas ou outro
tipo de presentes. Exige de seus súditos o famoso “dízimo” que
tem enriquecido centenas de líderes de igrejas protestantes
aproveitadores de seus fiéis, exigido-lhes (sob ameaça celestial)
a “doação” compulsória de 10% de seus parcos ganhos.
A religião e a adoração a Deus se converteram em um comércio
descarado: Católicos: venda de imagens da virgem, a famosa
“cesta” que circula durante as missas, rosários, pagamentos aos
sacerdotes para praticamente tudo: comunhão, perdão de
pecados, pedidos de curas e qualquer outra atividade católica
rentável. Protestantes: venda de livros, cursos, entrada para
concertos, dízimo e todo tipo de produto imaginável.
Nos Mórmons e em outras facções protestantes exigem do crente
palerma até o comprobante de salário para calcular o dízimo e
verificar se não estão “roubando o dinheiro da igreja”. E claro, os
fiéis geralmente pagam mais de 10% já que “quanto mais dinheiro
doar, mais perto do paraíso estará”.
Precisamente para evitar este literal ROUBO de tempo e dinheiro
das pessoas ingênuas que procuram consolo e comprensão em
suas igrejas, é que debemos ter as religiões e seu organograma
corrupto bem longe de nós.

20

7 - Humilhação e degradação pessoal

O deus das infindáveis facções cristãs, islâmicas e judaicas (que é
o mesmo deus de Abraão para todas) não só exige que seus
adoradores lhe dediquem tempo e dinheiro, mas também
necessita que eles se humilhem da forma mais baixa e rasteira
possível. Os pobres crentes são levados a crer que toda essa
humilhação vergonhosa a que são submetidos tem uma
recompensa, já que são interesseiros: O paraíso! Onde os
pilantras religiosos prometem que ele será eternamente feliz
21

ajoelhado, rezando e humilhando-se diante de Deus para todo o
sempre.
E obviamente, as religiões, igrejas e seitas se aproveitam disto
para continuar humilhando e explorando os fiéis das maneiras
mais aberrantes e baixas possíveis: peregrinações, jejuns,
vigílias, orações acompanhadas de uma série de exercícios físicos
tipo dança, senta, levanta, ajoelha; adorações a imagens,
cavernas místicas, instrumentos de tortura, pedaços de prepúcios,
caveiras e todo tipo de relíquias absurdas no caso dos católicos. E
claro, nem incluímos essas “religiões” onde os fiéis se
autoflagelam, se ferem, se crucificam literalmente e tudo isso para
mostrar a um Deus inexistente que estão humilhados diante dele.
Deus exige humilhação porque ele é um reflexo dos pilantras
primitivos que o inventaram. Isso não são atos concebíveis para
um suposto ser perfeito onipotente e amoroso. É óbvio que as
religiões se aproveitam disso para aumentar a humilhação e a
degradação pessoal dos crentes ingênuos, desta maneira
aumentando seu poder e influência sobre eles.
Pelo respeito, consideração e dignidade das pessoas, porque
ninguém precisa se humilhar diante seres invisíveis; é que
devemos deixar as religiões bem afastadas das pessoas.

22

8 - Mandamentos e estatutos anacrônicos e absurdos
Outro dos bons motivos para eliminar as religiões do nosso
entorno, são as estúpidas, aberrantes e anacrônicas exigências
que impõem a seus fiéis. Apesar da suposta modernização das
religiões atuais, a maioria conserva práticas realmente obsoletas
e bizarras que as faz parecer primitivas e arcaicas.

Baseando-se nos “mandamentos oficiais” e
no resto dos preceitos insanos que o “santo
livro”
possui,
as
religiões
atuais
elaboraram uma série de exigências e
práticas que são francamente absurdas,
incoerentes e às vezes até bastante
perigosas.

Todos conhecem muito bem “mandamentos” absurdos e as
exigências impostas de forma particular pelo resto das diferentes
facções cristãs e que vão contra o avanço da sociedade
moderna. Por exemplo os Católicos, que são o grupo mais
numeroso e de maior influência:
1.
2.
3.
4.
5.
6.

Proibição do aborto.
Proibição do matrimônio de pessoas do mesmo sexo.
Proibição da Eutanásia.
Proibição do matrimônio a padres e freiras.
Proibição de investigações científicas por 1700 anos.
Batismo, comunhão, confirmação, matrimônios e cada um
com seus complexos ritos teatrais e atividades absurdas.
7. Proibição de Anticoncepcionais e controle de natalidade.
23

8. Missas, atividades obrigatórias e o complexo e extenso
calendário de festividades Católicas.
O resto das facções cristãs protestantes tampouco ficam atrás em
seu empenho de obrigar seus robozinhos crentes a uma série de
normas francamente extranhas:
1. Guardar o Sábado, com uma série de ritos bizarros
(Adventistas).
2. Dar OBRIGATORIAMENTE o dízimo (Adventistas).
3. Lavar os pés uns dos outros (Adventistas).
4. Não comer carne (Adventistas).
5. Não dar nem receber sangue através de transfusões
(Testemunhas de Jeová)
6. Não comer nenhum produto que contenha sangue
(Testemunhas de Jeová)
7. E muitas outras que são comuns a várias facções cristãs.
8. Proibição de imagens.
9. Mulheres não podem usar maquiagem.
10.Chegar virgem ao matrimônio e casar-se exclusivamente
com membros de sua própria igreja. (Mórmons, Menonitas,
Amish, etc.)
11.Beijar literalmente imagens e ícones. (Católicos romanos e
ortodoxos)
12.Abençoarem-se ou cumprimentarem-se das formas mais
extranhas e elaboradas. (Mórmons)
13.A estúpida exigência de que seus filhos NÃO necessitam ir
à escola.
14.A proibição de ver televisão ou programas específicos por
serem blasfemos.
15.A proibição de cantar o hino nacional e prestar honra aos
símbolos nacionais.
24

16.E as diferenças clássicas entre os vários cultos religiosos
com base em: "Nós acreditamos nisto, eles não"
Enumerar aqui a infinita quantidade de ritos mecanizados,
robóticos e exigências estranhas que possuem algunas destas
“religiões verdadeiras” seria um trabalho para séculos. Sempre
encontraremos por todo lado alguém alardeando que a atividade
de “tal” religião é pecado, mas o ritual bizarro de sua religião, é
verdadeiro. É muito divertido ver como as diferentes facções
religiosas se atacam e se criticam entre si para ver quem tem
preceitos e exigências mais absurdos e estúpidos.
Para evitar esta serie de tonterías y mandatos francamente
estúpidos y sin sentido es que debemos intentar evitar con todo
nuestro esfuerzo que las religiones tengan una influencia decisiva
en nuestras vidas y alejarlas definitivamente de nosotros.

25

9 - Misoginia e homofobia

Se existe algum ponto que as inumeráveis divisões religiosas
possuem em comum e onde quase todas estão de acordo, é na
Misoginia e Homofobia implícita que suas filosofias sectaristas
pregam.
A Bíblia é descaradamente
misógina
e
homofóbica
(mesmo tendo na Bíblia o
belo romance gay entre Davi
e Jonatas); e seus seguidores
e líderes se encarregaram de
fomentar
esse
ódio
e
sectarismo até os dias de
hoje.

E, embora muitas religiões se orgulhem de ser muito modernas e
não ter problemas com as mulheres, a sombra misógina está
sempre presente: as mulheres não podem ser ordenadas
26

sacerdotes; as mulheres devem vestir-se de alguma forma
específica nas reuniões religiosas ou até mesmo em suas vidas
diárias; mulheres que, literalmente, não podem falar, ler ou
pregar; as mulheres devem se submeter a seus maridos;
mulheres não podem usar maquiagem ou cortar o cabelo; a
exigência absurda de que as mulheres devem ser virgens até o
casamento e muito mais, que dá nojo listar aqui.
E com a homossexualidade é pior
Não se conhece nenhuma organização religiosa que aceite
abertamente os homossexuais entre seus acólitos (A menos que
sejam
associações
religiosas
criadas
pelos
próprios
homossexuais). A humilhação, piadas, ataques e inclusive até
assassinatos de homossexuais é coisa comum entre alguns
“defensores da fé”. Esta perseguição obriga muitos a se calar e a
manter sua condição sexual em segredo para ter aceitação nas
organizações religiosas.
Mas o realmente inconcebível é que as mulheres e os
homossexuais aceitem frequentar igrejas e participar de
atividades religiosas, quando a Bíblia e as próprias igrejas que
frequentam os tratam de maneira tão baixa e humilhante.
Pelo respeito que merecem as mulheres e os homossexuais, é que
devemos deixar as religiões de lado definitivamente e pregar a
liberdade e igualdade de todos os gêneros.

27

10 - As religiões fomentam a ignorância e a ausência de
conhecimento

Esta é uma das coisas mais odiosas e condenáveis das religiões
modernas. Baseando-se em versículos Bíblicos anacrônicos e
ambíguos, algumas facções religiosas fomentan a NÃO aquisição
de conhecimento e informação, o que deixa o crente inocente em
um estado deplorável de ignorância que, na maioria dos casos, é
perigoso inclusive para sua própria vida.
Há desde as religiões que lhes proíbem completamente o estudo
básico escolar, até aquelas que limitan a adquisição de
conhecimento, considerando alguna informação ou livro como
“blasfemos” ou que diz coisas contrárias aos estatutos e crenças
Bíblicas. Existem facções cristãs que proíbem seus fiéis a visitar
certas páginas web já que podem fazê-los duvidar e confundi-los
sobre a crença em Deus e na Bíblia, ou seja: podem descobrir a
28

verdade. E não apenas limitam o acesso a informação verdadeira
e de qualidade, mas divulgam, distribuem e dão por verdadeira
muita informação evidentemente absurda, falsa e manipulada,
onde o melhor exemplo é a própria Bíblia, um calhamaço
mitológico de embustes.

O fato que as religiões imponham como dogma coisas
francamente absurdas e evidentemente falsas como deuses
engendrados por pombas e que sobem literalmente aos céus para
sentar-se à direita de seu papai que é ele mesmo, é algo
vergonhosamente absurdo; e quem considere estas baboseiras
como algo real e verdadeiro deveria revisar sua capacidade de
avaliar a realidade, se é que possui alguma capacidade para isso.

29

Repetir aquí todo o resto das coisas fantasiosas que empurram
nos crentes palermas seria cansativo e desnecessário, mas
certamente há muita gente que acredita piamente que uma
jumenta falou e que um guerreiro deteve o Sol para o dia ficar
maior e assim ele conseguir matar mais inimigos. Porém na
prática isto seria relativamente inofensivo e não deveria trazer
maiores consequências; e o fato de um monte de palermas crer
que uma cobra fala é, em teoría, algo inofensivo.
O problema surge:



Quando as religiões, baseando-se em versículos Bíblicos,
exigem de seus fiéis robozinhos a NÃO doar nem receber
transfusões de sangue ou órgãos;
Quando, baseando-se na Bíblia, começam guerras e
assassinatos;
Quando há literalmente suicídios coletivos e assassinatos
inspirados no santo livro;
Quando pessoas creem de verdade que “escutam a voz de
Deus” e realizam todo tipo de aberração ou crime no mundo
real;
Quando as pessoas simplesmente deixam de utilizar
terapias médicas comprovadas para sustituí-las por orações
e pedidos a Deus, etc.

É nestes casos, quando esta ignorância promovida pela religião se
torna notoriamente perigosa e até mortal.
No pasado nem muito distante, esta insensatez promovida pelas
religiões baseadas na Bíblia, o livro mais imundo já escrito, foi
motivo de milhões de mortes de pessoas inocentes.

30

E simplesmente sustituir a aprendizagem de coisas práticas e reais
por baboseiras primitivas de magia, lendas e fábulas é algo que
limita e faz o ser humano andar para trás em vez de avançar. A
descoberta da natureza através do estudo científico deveria ser
motivo de sobra para rejeitar as religiões que fomentam a
ignorância sem limites e impõem dogmas idiotas que, como já
vimos no passado, pode tirar a vida muitas pessoas inocentes por
razões estúpidas.
As religiões e a crença em deuses de faz de conta são um perigo
para a sociedade moderna e para a vida humana. As religiões
devem ser abandonadas – e felizmente estão sendo -, mas isto
deve acontecer através do estudo e da concientização do crente,
do quanto tem sido prejudicial à humanidade o sistema de crenças
infantis no qual baseia sua vida. Deve entender que esses
sistemas não possuem a mínima utilidade real a ninguém (exceto
aos parasitas que deles vivem como sanguessugas do crente
bobo), hoje temos opções melhores para todas as supostas coisas
boas atribuídas à religião. Organizações de voluntários de todos
os tipos (Como Médicos sem fronteiras) prestam serviços mais
úteis à humanidade que todas as religiões juntas.
Ninguém precisa de religião para nada, quase 1 bilhão de ateus
provam isso todos os dias ... e o número só aumenta.

31

2 - 20 Razões para abandonar o cristianismo >>>

Uma verdade incômoda.

Este texto descreve resumidamente muitas das razões que
tornam o cristianismo indesejável tanto do ponto de vista pessoal
como social. Todos os assuntos discutidos aqui já foram tratados
em outros lugares mais longamente, mas isto não vem ao caso:
o propósito de “20 razões para abandonar o cristianismo” é
listar em um só lugar as qualidades produtoras de miséria e
socialmente destrutivas mais marcantes do Cristianismo. Quando
32

consideradas
irresistível:

em

conjunto,

elas

levam

à

uma

conclusão

O cristianismo deve ser abandonado, tanto para
felicidade pessoal como para o progresso social.

Quanto ao título, "abandonar", em vez de "suprimir" ou "acabar
com" - foi escolhido deliberadamente. Tentativas de suprimir
coercitivamente crenças, não são apenas eticamente erradas,
mas no longo prazo elas são muitas vezes ineficazes, como o
recente ressurgimento da religião na antiga União Soviética
demonstra.
Se o cristianismo irá desaparecer para sempre, será porque os
seres humanos individuais acordaram, abandonaram as suas
crenças destrutivas, repressivas, infantis e escolheram a vida,
escolheram estar aqui agora.

33

1 - O Cristianismo é baseado no medo

Apesar de hoje existirem clérigos liberais que pregam um
evangelho de amor, eles ignoram a maior parte dos ensinamentos
cristãos, para não mencionar a maior parte da história cristã. Ao
longo de quase todo o seu tempo na Terra, o motor que conduziu
o Cristianismo tem sido, além do medo da morte, o medo do diabo
e o medo do inferno. Só podemos imaginar vagamente o quão
potentes essas ameaças pareciam antes do surgimento da ciência
e do pensamento racional, que em grande parte despojaram esses
fantasmas de seu poder de inspirar terror.
Mas ainda hoje, a existência do diabo e do inferno são princípios
doutrinários cardeais de quase todos os credos cristãos. Muitos
pregadores fundamentalistas ainda recorrem abertamente à
34

atemorização de seus seguidores, com escabrosos retratos
sádicos do sofrimento dos crentes após a morte. Esta não é uma
tentativa de convencer através da lógica e da razão, não é uma
tentativa de apelar para o melhor da natureza dos indivíduos, mas
é sim uma tentativa de manter o rebanho na linha através de
ameaças, através de apelos a uma parte básica da natureza
humana: o medo e a covardia.

Entenda mais sobre esses truques sujos usados pelos
parasitas religiosos contra os crentes ingênuos, bobos e
medrosos:

35

2 - O cristianismo abusa dos inocentes

Crentes cristãos comendo grama na igreja do pastor Lesego Daniel,
norte de Pretória, África do Sul.
(Clique na imagem para saber mais)

Se a difusão do medo pelo cristianismo fosse dirigida
exclusivamente aos adultos já seria ruim o suficiente, mas os
cristãos rotineiramente aterrorizam crianças indefesas
através de descrições terríveis dos horrores infinitos e do
sofrimento eterno a que serão submetidas se elas não viverem
uma boa vida cristã. O cristianismo tem corrompido os primeiros
anos de geração após geração de crianças que viveram no terror
de morrer em pecado mortal e ir para o tormento eterno como
resultado.
36

Todas essas crianças confiavam nos adultos, elas não tinham e
não têm a capacidade de analisar sobre o que estavam sendo
informadas, pois elas eram simplesmente vítimas indefesas, que,
ironicamente, vitimam as gerações seguintes da mesma maneira
que elas próprias foram vítimas. Os quase 2000 anos de
atemorização cristã de crianças, classifica-se como um dos seus
maiores crimes. E é aquele que continua até hoje.
Como um exemplo da lavagem cerebral cruel do cristianismo
contra os inocentes, veja este trecho de um livro católico infantil
do século 19 e oficialmente aprovado pela Igreja (Tratados Para a
Leitura Espiritual, Rev. J. Furniss, CSSR):

Olhe para esta pequena prisão. No meio dela há um garoto,
um homem jovem. Ele está em silêncio, o desespero está
com ele …. Seus olhos estão queimando como duas brasas
ardentes. Duas longas chamas saem de suas orelhas. Sua
respiração é difícil. Às vezes, ele abre a boca e um sopro de
fogo ardente rola para fora do mesmo. Mas ouça! Há um
som como o de uma chaleira fervendo. É realmente uma
chaleira que está fervendo? Não, então o que é? Ouça o que
ela é. O sangue está fervendo nas veias escaldantes desse
rapaz. O cérebro está fervendo e borbulhando em sua
cabeça. A medula está fervendo em seus ossos. Pergunte a
ele por que ele está assim atormentado. Sua resposta é que
quando ele estava vivo, seu sangue ferveu para fazer coisas
muito más.

Há muitas passagens semelhantes neste livro. Comentando sobre
isso, William Meagher, Vigário Geral de Dublin, afirma em sua
aprovação:

"Eu li cuidadosamente este PEQUENO LIVRO PARA
CRIANÇAS do princípio ao fim e não encontrei
37

absolutamente nada nele contrário às doutrinas da Fé
Sagrada; mas ao contrário, uma grande dose de charme,
instrução e edificação às classes de jovens, para o benefício
de quem foi escrito."
Tanto o deus fictício bíblico como o cristianismo jamais tiveram
respeito pelas crianças. Atualmente as crianças inocentes são a
única possibilidade de fabricar novos crentes palermas através de
pais de cérebro já lavado.
Veja como essa lavagem cerebral é feita, neste vídeo repugnante.

38

3 - O cristianismo é baseado na desonestidade

O apelo cristão ao medo e à covardia é uma admissão de que a
evidência que apoia as crenças cristãs está muito longe de ser
convincente ou verdadeira. Se a evidência fosse tal que a verdade
do cristianismo se tornasse imediatamente evidente para
qualquer um, os cristãos, incluindo aqueles que escreveram os
evangelhos, não teriam necessidade de recorrer à tática barata de
usar ameaças e indução do medo para levar as pessoas à
“crença”. (“Hipocrisia” é um termo mais preciso.) Os clérigos
cristãos têm sido mais do que dispostos a aceitar tal hipocrisia
(além do dinheiro e obediência que conseguem com ela) no lugar
da crença genuína (à qual não possuem evidência). Esta é uma
acusação adicional à desonestidade básica do cristianismo.
39

A profundidade com que a desonestidade é praticada no
cristianismo pode ser medida por um dos argumentos cristãos
mais populares para a crença em Deus: a aposta de Pascal. Esta
"aposta" sustenta que é mais seguro "acreditar" em Deus (como
se a crença fosse volitiva) do que não acreditar, porque Deus pode
existir e, se isso acontecer, ele vai salvar os "crentes" e condenar
os descrentes ao inferno depois da morte. Este é um apelo à
covardia pura. Não tem absolutamente nada a ver com a busca
da verdade. Ao contrário, é um apelo para abandonar a
honestidade e a integridade intelectual e fingir que a hipocrisia é
a mesma coisa que a crença real. Se o Deus mitológico patriarcal
do cristianismo realmente existe, como ele iria julgar os covardes
e hipócritas que se curvam a essa particularmente covarde
"aposta" (só para conseguir algum benefício)?
O cristianismo
Imaginário.

precisa ser desonesto

porque

Deus

é

40

4 - O cristianismo é extremamente egocêntrico

Na economia da natureza, uma simples abelha é muito mais importante e
necessária que um ser humano.

O profundo egocentrismo do cristianismo está intimamente ligado
à sua confiança no medo. Além dos medos do Diabo e do Inferno,
o cristianismo toca em outro dos medos mais básicos da
humanidade: a morte, a dissolução do ego individual. Talvez o
apelo mais forte do cristianismo seja a promessa da vida eterna.
Mesmo não existindo absolutamente nenhuma evidência para
apoiar esta alegação, a maioria das pessoas está tão aterrorizada
com a morte, que elas se apegam à esta promessa falsa insistindo,
como crianças assustadas, que deve ser verdade. Nietzsche
colocou bem a questão:

"A salvação da alma em palavras simples: o mundo
gira em torno de mim." Nietzsche

É difícil ver alguma coisa espiritual nesta desesperada ganância
na ilusão de imortalidade pessoal. Outra manifestação do egoísmo
41

extremo do cristianismo é a crença de que Deus está intimamente
preocupado com picuinhas da vida dos crentes e intervém
diretamente na vida deles. Se Deus, o criador e controlador do
universo, está extremamente preocupado com a sua vida sexual,
você deve ser muito importante ou sua vida sexual é uma merda
tão grande que só um milagre para resolver. Muitos cristãos levam
esta forma particular de egoísmo muito mais longe e realmente
imaginam que Deus tem um plano para eles ou que Deus fala
diretamente, se dirige ou mesmo faz favores para eles. (1) Se
alguém ignorou as contradições frequentes e gritantes desta
suposta orientação divina, e os corpos mortos, por vezes,
deixados em seu rastro, quase se poderia crer que os indivíduos
que fazem tais afirmações são guiados por Deus. Mas não se pode
ignorar as contradições e os resultados muitas vezes horríveis de
seguir tal "orientação divina" (Inquisição?). Como disse o "Agente
Mulder" em um episódio de 1998 de “Arquivo X”.

"Quando você fala com Deus é oração, mas quando Deus
fala com você, é esquizofrenia ... Deus pode ter suas
razões, mas ele com certeza parece empregar um monte
de psicóticos para realizar suas ordens."

Em casos menos extremos, a insistência de que se está recebendo
orientação divina ou tratamento especial de Deus é geralmente
uma tentativa desesperada daqueles que se sentem inúteis ou
impotentes, à deriva em um universo indiferente, de se sentirem
importantes ou cuidados. Esta forma menos sinistra do egoísmo
cristão é comumente encontrada nas expressões de sobreviventes
de desastres:

"Deus deve ter tido uma razão para me salvar" (ao
contrário de seus companheiros vítimas de desastres, de
vida menos digna, a quem Deus, que controla todas as
coisas – matou sadicamente).
42

Novamente, é muito difícil ver qualquer coisa espiritual em tal
egocentrismo. Em nome desse egocentrismo cristão, todos os
crimes são permitidos e justificados em nome de Deus... por toda
a história do cristianismo.

43

5 - O Cristianismo gera arrogância e uma mentalidade de “pessoa
escolhida”

É natural que aqueles que acreditam (ou apostam em crer) que
possuem uma linha direta com o Todo-Poderoso, se sintam
superiores aos outros. Isso é tão óbvio que precisa de pouca
explicação. Um breve olhar sobre a terminologia religiosa
confirma. Cristãos consideram-se (não era o povo judeu?) o "povo
de Deus", "o povo escolhido", "o eleito", "chamado de justo", etc.,
enquanto os não-crentes são rotulados como "pagãos", "infiéis" e
"comunistas ateus" (como se ateísmo e o comunismo estivessem
intimamente ligados). Isso configura uma divisão da humanidade
em duas camadas, onde "o povo de Deus" se sente superior aos
que não são "povo de Deus".
44

O fato de existirem muitas religiões competindo com
crenças contraditórias e fazendo a mesma afirmação,
parece não importar a todos os membros das várias seitas,
que afirmam ser os únicos portadores da "verdadeira fé".
Comportamento típico da cegueira de que são vítimas.

A carnificina que ocorre quando duas seitas rivais do "povo de
Deus" colidem, como na Irlanda e na Palestina, seria muito
divertido, não fosse pelo sofrimento que causa.

45

6 - O cristianismo gera autoritarismo

Como os cristãos afirmam ter a única fé verdadeira, que possuem
um livro (cheio de mitos, fábulas, mentiras, contradições, plágios
de outras religiões, falsificações, invenções e costumes primitivos
de povos primitivos da idade do bronze) que é a Palavra de Deus
e (em muitos casos) que recebem orientações diretamente dele,
eles sentem pouco ou nenhum escrúpulo em usar a força e a
coerção para impor a "vontade de Deus” (que, é claro, interpretam
e compreendem). E como eles acreditam (ou fingem) que estão
recebendo ordens do Todo-Poderoso (que os lançaria no inferno
se o desobedecerem), não é de admirar que eles não sintam
nenhuma relutância, na verdade estão ansiosos para invadir o
mais pessoal dos aspectos da vida dos não-crentes.
Isso é mais evidente hoje na área do sexo, com os cristãos que
tentam negar às mulheres o direito ao aborto e o ensino quase
46

inútil da abstinência sexual nas escolas públicas. É também
evidente na área da educação, com os cristãos tentando forçar os
professores de biologia a ensinar seu mito bobo da criação (mas
não aqueles dos hindus, dos nativos americanos, etc.) no lugar da
(ou como sendo igualmente válida) muito bem estabelecida teoria
da evolução. Mas as tendências autoritárias do cristianismo
chegam muito mais longe do que isso.
Até boa parte do século 20 nos Estados Unidos e em outros países
cristãos (nomeadamente a Irlanda), as igrejas cristãs
pressionaram os governos a aprovar leis que proibissem a venda
e distribuição de dispositivos de controle de natalidade, eles
também conseguiram aprovar leis que proibiam até mesmo a
divulgação do surgimento de dispositivos de controle. Este ataque
à liberdade de expressão era parte integrante da história
vergonhosa do cristianismo de tentar suprimir os materiais
"indecentes" e "subversivos" (e lançar seus produtores na cadeia
ou queimá-los vivos).
Esta postura anti-liberdade do cristianismo
remonta há séculos, com os casos de Galileu
Galilei e Giordano Bruno (que foi queimado
vivo), sendo bons exemplos disso. Talvez o
exemplo mais colorido dessa tendência cristã
intrusiva para a censura é o Index de Livros
Proibidos da Igreja Católica, que data do século
16 e que foi abandonado apenas na última
parte do século 20, não porque a Igreja
reconheceu como crime contra a liberdade humana, mas porque
já não podia ser aplicado (não que ele nunca foi
sistematicamente aplicado, pois foi um trabalho muito grande,
mesmo para a Inquisição).
47

O autoritarismo cristão estende-se, no entanto, muito além de
tentativas de suprimir a liberdade de expressão, se estende até
mesmo às tentativas de suprimir a liberdade de crença. No século
15, sob Fernando e Isabel ou na época da descoberta do Novo
Mundo por Colombo, os judeus da Espanha foram obrigados a se
converter ao cristianismo ou fugir do país, cerca de metade
escolheu o exílio, enquanto aqueles que permaneceram, os
“conversos”, eram os alvos favoritos da Santa Inquisição. Alguns
anos mais tarde, os muçulmanos da Espanha foram obrigados a
fazer uma escolha semelhante.
Este ódio cristão contra a liberdade de crença e contra a liberdade
individual em geral, se estende até hoje. Até o final do século 19,
na Inglaterra, os ateus que tiveram a ousadia de defender
abertamente suas ideias foram presos. Mesmo hoje, em muitas
partes dos dos Estados Unidos ainda existem leis que proibem
ateus de servir em júris ou no exercício de funções públicas. E não
é nenhum mistério qual é a força motriz por trás de leis contra
"crimes sem vítimas", como a nudez, a sodomia, a fornicação, a
coabitação e a prostituição.
Se suas crenças ou ações não-intrusivas não estão de acordo com
a "moralidade" Cristã, você pode apostar que os cristãos se
sentirão completamente justificados - para não dizer “com o
direito” - em meter o nariz (muitas vezes sob a forma de
ações legais ou policiais) em sua vida privada.

48

7 - O Cristianismo é cruel

Ao longo de sua história, a crueldade – contra si e contra os outros
- tem sido uma das características mais proeminentes do
cristianismo. Desde o seu início, o cristianismo, com sua visão
sombria da vida, sua ênfase sobre o pecado sexual e sua "pureza"
sexual quase impossível de alguém conseguir, incentivou a culpa,
a penitência e a auto-tortura. Hoje, esta auto-tortura é
principalmente psicológica, na forma de culpa decorrente dos os
desejos sexuais naturais (ou da negação e obsessão sobre eles).
Nos séculos anteriores, muitas vezes era física.

W.E.H. Lecky relata:
Durante cerca de dois séculos, a maceração hedionda do
corpo foi considerada como a mais alta prova de perfeição.
49

A limpeza do corpo era considerada como uma poluição da
alma e os santos que foram mais admirados haviam se
tornado uma massa horrível de sujeira e podridão fétida.
Mas de todas as evidências dos excessos repugnantes de
que este espírito foi responsável’’, a vida de São Simão
Estilita é provavelmente a mais notável ... Ele tinha uma
corda amarrada em volta do corpo, que acabou se
incorporando em sua carne e que apodreceu em torno dele.
Um fedor horrível, insuportável para os espectadores,
exalava de seu corpo e os vermes caiam dele sempre que
ele se movia; e enchiam sua cama ... Durante um ano
inteiro, nos é dito, São Simão permanecia sobre uma perna
e a outra coberta com úlceras horríveis, enquanto seu
biógrafo [St. Antonio] foi contratado para estar a seu lado,
para pegar os vermes que caiam de seu corpo e para
colocá-los de volta nas feridas enquanto o santo dizia aos
vermes, "Comam o que Deus lhes deu".

Vindos de todos os lugares, peregrinos de todos os níveis se
aglomeravam para prestar-lhe homenagem. Uma multidão de
prelados o seguiu para o túmulo. Dizem que uma estrela brilhante
foi vista brilhando milagrosamente sobre o pilar; é anunciado por
consenso geral como o maior modelo de um santo cristão; e vários
outros anacoretas [eremitas cristãos] imitaram ou emularam suas
penitências.
Dado que a Bíblia em nenhum lugar condena a tortura e, muitas
vezes, prescreve penalidades chocantes e cruéis (como queimar
vivo); e que os cristãos tão sinceramente aprovam a auto-tortura,
não é surpreendente que eles não questionavam nenhum pouco
sobre infligir tratamento terrivelmente cruel sobre os outros. No
auge do poder e da influência do cristianismo, centenas de
milhares de "bruxas" foram brutalmente torturadas e queimadas
50

vivas sob os auspícios dos localizadores eclesiásticos de bruxas; e
a Inquisição aplicou tratamento cruel semelhante aos acusados
de heresia.

Henry Charles Lea recorda:

Duzentos miseráveis lotaram a prisão imunda e foi
necessário proibir o resto dos Conversos [judeus
intimidados a se converter ao cristianismo] de sair da
cidade [Jaen, Espanha] sem uma licença. Com a ajuda de
Diego [Diego de Algeciras] e o uso liberado de tortura em
acusados e testemunhas, não foi difícil obter qualquer
prova desejada. O notário do tribunal, Antonio de Barcena,
foi especialmente bem sucedido nisso.
Em uma ocasião, ele trancou uma jovem de quinze anos
em um quarto, despiram-na e mandou açoitá-la até que ela
consentisse em dar testemunho contra sua mãe. Um
prisioneiro foi carregado em uma cadeira aos autos-de-fé,
com os pés queimados até os ossos; ele e sua esposa foram
queimados vivos ... As celas em que os infelizes eram
confinados e presos em pesadas correntes, eram estreitas,
escuras, úmidas, sujas e invadidas por vermes, enquanto
isso sua propriedade era sequestrada e dilapidada, de
forma que eles passavam fome na prisão, enquanto seus
filhos ficavam desamparados e famintos do lado de fora.

Enquanto a tortura e o assassinato de hereges e "bruxas" são
agora em grande parte uma coisa do passado, os cristãos ainda
podem ser extremamente cruéis. Um exemplo atual é fornecido
pela Westboro Baptist Church de Topeka, Kansas. Seus membros
fazem piquetes nos funerais das vítimas de AIDS e de violência
51

contra gays, brandindo cartazes dizendo: "Deus Odeia Bichas",
"AIDS Cura Bichas" e "Graças a Deus pela AIDS."
Dizem que uma vez o pastor dessa igreja enviou um cartão de
"condolências" à mãe enlutada de uma vítima de AIDS, dizendo:
"Outra bicha morta".(2) Os cristãos também estão na vanguarda
daqueles que defendem punições para os que cometem "crimes
sem vítimas", bem como estão também na vanguarda dos que
apoiam a pena de morte e daqueles que querem tornar as
condições das prisões ainda mais bárbaras do que são agora.
Mas isso não deveria ser surpreendente vindo de cristãos,
membros de uma religião que ensina que a tortura eterna não é
apenas justificada, mas que o "salvo" vai se alegrar vendo tortura
de outros. Como São Tomás de Aquino bem colocou:

“Para que a felicidade dos santos possa ser mais agradável
e que eles possam dar a Deus graças mais copiosas por
isso, a eles é permitido contemplar o sofrimento dos
condenados ... Os santos se alegrarão no castigo dos
condenados.”

Assim, a visão do céu do maior teólogo do cristianismo é uma
visão do prazer sádico da tortura sem fim.

52

8 - O cristianismo é anti-intelectual e anticientífico

Cristãos ensinaram o geocentrismo até quase o século 20.

Por mais de um milênio O cristianismo deteve o desenvolvimento
da ciência e do pensamento científico. Na cristandade, desde o
tempo de Agostinho (séc. 4) até o Renascimento (finais do séc.
14), a investigação sistemática do mundo natural foi restrita à
investigação teológica da interpretação das passagens bíblicas,
dos vestígios da vida dos santos, etc.; não houve observação
direta e interpretação de processos naturais, porque isso era
considerado uma perseguição inútil, pois todo o conhecimento
residia na escritura.
Os resultados disto são bem conhecidos: o conhecimento científico
não avançou uma polegada nos mais de 1000 anos a partir da
ascensão do cristianismo ortodoxo no século IV até o ano de 1500,
e a população estava atolada na mais profunda miséria e
ignorância, vivendo no medo terrível do sobrenatural e
53

acreditando nas explicações paranormais para os eventos naturais
mais comuns. Esta ignorância teve resultados trágicos: ela tornou
a população mais do que pronta a aceitar a bruxaria como uma
explicação para tudo, desde doenças a tempestades; e centenas
de milhares de mulheres pagaram por esta ignorância com suas
vidas.
Uma das acusações mais comuns contra as bruxas era a de que
elas tinham provocado queda de granizo ou outras perturbações
atmosféricas para causar a infelicidade de seus vizinhos. Numa
época em que explicações sobrenaturais eram prontamente
aceitas, tais acusações tinham muito peso e inúmeras pessoas
inocentes morreram de mortes horríveis como resultado disso.
Outro resultado foi que a população - com medo - manteve-se
muito dependente do cristianismo e de seus sábios clericais, para
proteção contra os males sobrenaturais que eles se acreditavam
cercados e constantemente ameaçados. Para os homens e
mulheres da Idade Média, tudo estava infestado de demônios e
bruxas; e sua única proteção contra esses males era a igreja.
Quando a investigação científica do mundo natural foi retomada
no Renascimento - depois de um hiato de mais de 1000 anos - o
cristianismo organizado fez tudo o que pôde para acabar com isso.
Os casos de Copérnico e Galileu são particularmente importantes
aqui, porque quando a Igreja Católica proibiu a teoria de
Copérnico (de que a Terra gira em torno do Sol) e proibiu Galileu
de ensinar isso, ela não considerou as evidências para a teoria:
foi o suficiente que ela desmentisse a escritura. Tendo em conta
que a teoria de Copérnico contradizia diretamente a Palavra de
Deus, a hierarquia católica afirmou que devia ser falsa. Os
Protestantes também compartilhavam dessa opinião.
João Calvino retoricamente perguntou:
54

"Quem vai se aventurar a colocar a autoridade de
Copérnico acima da do Espírito Santo?"

Mais recentemente, a Igreja Católica e as congregações
protestantes mais liberais já perceberam que a luta contra a
ciência é uma batalha perdida, isso os levou a afirmar que não há
contradição entre ciência e religião. Isso é falso na melhor das
hipóteses. Enquanto as seitas cristãs continuam a afirmar como
fato - sem apresentar a menor evidência além do anedótico - que
eventos fisicamente impossíveis ocorreram (ou ainda estão
ocorrendo), o conflito entre ciência e religião permanecerá. Que
muitos clérigos e muitos cientistas pareçam satisfeitos ignorar
essa mentira, não significa que o conflito não exista.
Hoje, no entanto, o conflito entre religião e ciência está em grande
parte sendo travado na área do ensino de biologia nas escolas
públicas, com os fundamentalistas cristãos exigindo que seu mito
da criação seja ensinado em lugar da (ou além da) teoria da
evolução nas escolas públicas. Suas táticas dependem fortemente
da incompreensão pública sobre a ciência. Eles procuram defeitos
no registro fóssil por causa de suas lacunas (o que não
surpreende, dado que habitamos um planeta geologicamente e
meteorologicamente muito ativo), oferecendo suas próprias
“interpretações” absurdas e que nós deveríamos simplesmente
aceitar, tais como a de que os fósseis de dinossauros foram
colocados na terra por Satanás para confundir a humanidade ou
que Noé levou os filhotes de dinossauros na arca.
Eles também tenta tirar vantagem da ignorância pública sobre
natureza das teorias científicas. No uso popular, a "teoria" é
empregado como sinônimo de "hipótese", "conjectura", ou mesmo
"palpite", ou seja, significa uma ideia com nenhum mérito especial
ou suporte. A utilização da expressão na ciência é bastante
diferente. Lá, a "teoria" refere-se a uma bem explicação bem
55

desenvolvida e logicamente consistente de um fenômeno; e uma
explicação que é consistente com os fatos observados. Isso é
muito diferente de um palpite. Mas os fundamentalistas
deliberadamente confundem os dois usos do termo na tentativa
de fazer o seu mito religioso parecer tão válida como uma teoria
científica bem fundamentada.
Eles também tentam confundir a questão, afirmando que os nãoespecialistas que aceitam a teoria da evolução, não tem mais
razão para fazer isso do que eles têm em aceitar o seu mito da
criação religiosa ou até mesmo que aqueles que aceitam a
evolução o fazem por "fé”. Mais uma vez, isso é mais do que
desonesto.
Graças a investigação científica, o conhecimento humano tem
avançado ao ponto onde ninguém pode saber mais do que uma
pequena fração do todo. Mesmo os cientistas mais experientes
muitas vezes sabem pouco além de suas áreas de especialidade.
Mas por causa da estrutura da ciência, eles (e todos os outros)
podem se sentir razoavelmente seguros em aceitar as teorias
desenvolvidas por cientistas de outras disciplinas, como as
melhores explicações atuais possíveis das áreas da natureza que
essas disciplinas cobrem. Eles (e nós) podem se sentir seguros
em fazê-lo por causa da estrutura da ciência e, mais
particularmente, por causa do método científico.
Esse método consiste basicamente em reunir o máximo de
informações sobre um fenômeno (tanto na natureza como em
laboratório) quanto possível, em seguida, desenvolver explicações
para isso (hipóteses); e depois testar as hipóteses para ver o quão
bem elas explicam os fatos observados e se qualquer um desses
fatos observados são inconsistentes com as hipóteses. Essas
hipóteses que são incompatíveis com os fatos observados são
descartadas ou modificadas, enquanto aquelas que são
56

consistentes são retidas. E aquelas que sobrevivem a testes
repetidos muitas vezes, são rotuladas como "teorias", assim como
a "teoria da relatividade" e "a teoria da evolução". Esta é a razão
porque os não-especialistas são justificados em aceitar as teorias
científicas fora de suas disciplinas, como as melhores explicações
correntes
dos
fenômenos
observados:
aqueles
que
desenvolveram as teorias estavam seguindo a prática científica
padrão e o raciocínio. E caso se desviem desse padrão, outros
cientistas rapidamente os chamarão para o método correto.
Não importa o quanto os fundamentalistas possam protestar em
contrário, há um mundo de diferença entre a "fé" em teorias
científicas (produzidas usando o método científico e sujeitas a
controle e a testes quase contínuos) e a fé em mitos totalmente
sem suporte algum e registrados 3000 anos atrás por pastores de
cabras escravistas.
Há quase 500 anos Martinho Lutero, em um de seus Table Talk,
declarou:

"A razão é o maior inimigo da fé."

O oposto também é verdadeiro.

57

9 - O cristianismo tem uma preocupação mórbida e doentia com o
sexo

Durante
séculos,
o
Cristianismo
teve
uma
fixação
excepcionalmente doentia no sexo, com a exclusão de quase tudo
(exceto o poder, o dinheiro, e a inflição de crueldade). Isso
decorre dos numerosos "não se deve" relacionados ao sexo na
Bíblia. Que os Dez Mandamentos contêm um mandamento
proibindo a cobiça da mulher do próximo, mas nem sequer
mencionam a escravidão, tortura ou crueldade, que eram
58

abundantemente comuns no momento em que os mandamentos
foram escritos: fala muito sobre a preocupação de seu autor com
o sexo (e mulheres como propriedade).
Hoje, a julgar pelos pronunciamentos de muitos líderes cristãos,
alguém poderia pensar que a "moralidade" consiste unicamente
ao que se faz em um de quarto. A Igreja Católica é o principal
exemplo aqui, com seus pronunciamentos morais raramente vai
além das questões de controle de natalidade e aborto (e com sua
ênfase moral aparentemente inteiramente sobre essas questões).
Observe também que a visão católica oficial de que o sexo é
somente para fins de procriação, reduz as relações sexuais
humanas às de procriação dos animais. Por mais de um século, a
Igreja Católica também tem sido a força motriz por trás dos
esforços para proibir o acesso a dispositivos de controle de
natalidade e informações para todos, e não apenas os católicos.
A Igreja Católica, no entanto, está longe de ser a única com
obsessão doentia com o sexo. A atual campanha de ódio cristão
contra homossexuais é outra manifestação proeminente dessa
preocupação perversa. Mesmo quando isto foi escrito, a
condenação dos "sodomitas" nos púlpitos das igrejas ainda é
muito, muito comum, com clérigos cristãos piamente
proclamando que suas palavras de ódio não tem nada a ver com
mutilações e assassinatos de gays.

59

10 - O Cristianismo produz miséria sexual

Além da miséria produzida por invasões cristãs autoritárias na
vida sexual dos não-cristãos, o cristianismo produz grande miséria
entre os seus seguidores através de sua insistência de que o sexo
(exceto a muito estreita variedade aprovada) é mau, contra a lei
de Deus. O cristianismo proíbe o sexo entre pessoas não casadas,
sexo fora do casamento, as relações homossexuais,
bestialidade,(3) e até mesmo pensamentos sexuais"impuros".
Entregando-se a essas coisas podem e vão, na visão cristã
convencional, levar direto para o inferno.
Tendo em conta que os seres humanos são, por natureza, seres
altamente sexuais e que seus impulsos muitas vezes não se
encaixam na forma cristã oficialmente aprovada de sexualidade
(casamento monogâmico e heterossexual), é inevitável que
60

aqueles que tentam seguir a "moralidade" cristã nesta área, são
geralmente extremamente infelizes, como seus impulsos mais
fortes batendo de cara na parede da crença religiosa. Isso é
inevitável em adolescentes cristãos e jovens solteiros em que a
única forma "pura" de se comportar é o celibato - no estrito ponto
de vista cristão, mesmo a masturbação é proibida.
Phillip Roth descreveu muito bem o dilema do jovem
religiosamente/sexualmente reprimido em seu livro Portnoy’s
Complaint, como "sendo dividido entre desejos que são
repugnantes para a minha consciência e uma consciência
repugnante aos meus desejos." Assim, os anos de adolescência e
juventude para muitos cristãos são envenenados por impulsos
"pecadores", desejos não realizados e intensa culpa (após os
impulsos serem postos em prática por não poderem suportá-los).
Mesmo depois dos jovens cristãos receberem uma licença da
igreja e do estado para ter relações sexuais, eles descobrem que
muitas vezes a liberação sexual prometida pelo casamento não é
tudo o que julgavam ser. Se percebe que em matrimônios entre
aqueles que seguiram regras cristãs até o matrimônio - isto é,
nenhum sexo em absoluto – a inépcia sexual e a falta de
satisfação são muito comuns. Mesmo quando as pessoas cristãs
casadas têm boas relações sexuais, os problemas não acabam.
Atrações sexuais fluem e refluem; e novas atrações surgem
inevitavelmente. Nas relações cristãs convencionais, não é
permitido a agir sobre essas novas atraçõesl. Muitas vezes não é
permitido nem mesmo admitir a existência dessas atrações.
Como coloca Sten Linnander:

"Com a moralidade tradicional [Cristã], você tem que
escolher entre ser infiel a si mesmo ou aos outros."
61

O dilema é ainda pior para os adolescentes e jovens gays, aos
quais o cristianismo nunca lhes oferece a libertação de seus
impulsos não correspondidos. Eles estão simplesmente
condenados ao celibato por toda a vida. Se eles "naturalmente
saciarem seus desejos, se tornam "sodomitas" sujeitos não só a
perseguição terrestre (devido às leis de inspiração cristã), mas
também ser queimado vivo para sempre no inferno. Dada a
homofobia internalizada que os ensinamentos cristãos inspiram,
para não mencionar as discriminações reais que os gays
enfrentam, não é surpreendente que um grande número de
cristãos de orientação homossexual opte por viver uma mentira.
Na maioria dos casos, isso leva à tortura pessoal ao longo da vida,
mas pode ter resultados ainda mais trágicos.
Um bom exemplo disso é Marshall Applewhite, o guru do culto
religioso Heaven’s Gate. Applewhite cresceu no Sul, em uma
família fundamentalista cristã repressiva. Horrorizado com seu
desejos homossexuais, começou a pensar na sexualidade como o
mal e se submeteu à castração para frear seus impulsos sexuais.
(4)

Vários de seus seguidores abraçaram seus ensinamentos antisexuais de coração e também foram submetidos a castração sob
a direção Applewhite, antes de se suicidarem.

62

11 - O cristianismo tem uma visão extremamente estreita e
legalista de moralidade

O cristianismo não só reduz, para todos os efeitos práticos, a
questão da moralidade ao comportamento sexual, mas listando
suas proibições, incentiva uma mentalidade de "tudo que não é
proibido é permitido". Assim, por exemplo, inquisidores medievais
torturavam suas vítimas, enquanto que, ao mesmo tempo não
mediam esforços para evitar derramar o sangue daqueles que
63

torturavam, embora eles não vissem nenhum problema em
queimá-los vivos. Outro exemplo muito relevante é que até a
última parte do século 19, os cristãos se dedicaram ao comércio
de escravos, com o apoio de pregadores cristãos, citando
passagens bíblicas no púlpito.
Hoje, com a exceção de relativamente poucos devotos liberais, os
cristãos ignoram os verdadeiros males que assolam nossa
sociedade:
1. pobreza
2. falta de moradia
3. fome
4. militarismo
5. distribuição extremamente injusta de riqueza e renda
6. espoliação ecológica agravada pela ganância corporativa
7. superpopulação
8. sexismo
9. racismo
10.homofobia
11.falta de liberdade
12.leis de drogas invasivas
13.sistema educacional inadequado
14.etc, etc ...
A menos que estejam trabalhando ativamente para agravar esses
males em nome da moralidade cristã ou "valores da família".

64

12 - Cristianismo incentiva a aceitação de males reais enquanto
se concentra em males imaginários

O Cristianismo organizado é um experiente apologista para o
status quo e todos os problemas associados com ele. Ele desvia a
atenção dos problemas reais, concentrando a atenção sobre
questões sexuais, e quando confrontado com os males sociais
como a pobreza, levianamente descarta-os com chavões como:
"Os pobres sempre tendes convosco" (João 12:8, Marcos 14:7,
Mateus 26:11).
Quando confrontado com os problemas do militarismo e da
guerra, a maioria dos cristãos ergue os ombros e dizer: "É a
natureza humana. Sempre foi assim e sempre será". Suspeita-se
que há 200 anos os seus antepassados teriam dito exatamente a
65

mesma coisa sobre a escravidão. Esta tendência regressiva,
conservadora do cristianismo está presente desde o seu início.
A Bíblia é bastante explícitao em suas instruções para aceitar o
status quo:

Romanos 13:1-2
1
Todos
devem
sujeitar-se
às
autoridades
governamentais, pois não há autoridade que não venha de
Deus; as autoridades que existem foram por ele
estabelecidas. 2 - Portanto, aquele que se rebela contra a
autoridade está se colocando contra o que Deus instituiu, e
aqueles que assim procedem trazem condenação sobre si
mesmos.

66

13 - Cristianismo desvaloriza o mundo natural

Além de sua preocupação mórbida com o sexo, o cristianismo cria
uma miopia social através de sua ênfase sobre a suposta vida após
a morte - incentiva os cristãos a não se preocupar com as "coisas
deste mundo" (exceto, é claro, as práticas sexuais de seus
vizinhos). Na visão cristã convencional, a vida neste "vale de
lágrimas" não é importante - o que importa é a preparação para
a próxima vida. (Naturalmente que esse "vale de lágrimas" - em
si mesmo não tem nenhum valor - é apenas o pano de fundo para
o “testar” os fiéis.)
A crença cristã na insignificância da felicidade e bem-estar neste
mundo é bem ilustrada por uma declaração de Santo Afonso:

“Seria uma grande vantagem sofrer durante toda a nossa
vida todos os tormentos dos mártires, em troca de um
momento de céu. Os sofrimentos deste mundo são um sinal
de que Deus nos ama e quer nos salvar”.

Este foco na vida após a morte muitas vezes leva a uma clara falta
de preocupação com o mundo natural, e às vezes a atitudes
abertamente anti-ecológicas. O fundamentalista Secretário do
67

Interior, de Ronald Reagan, James Watt, foi tão longe a ponto de
encorajar ativamente a mineração a céu aberto no Oeste
americano, argumentando que o dano ecológico não importa,
porque o "arrebatamento" estava à mão.

68

14 - O cristianismo se baseia em modelos hierárquicos e
organização autoritária

O cristianismo é, talvez, a empresa de “cima para baixo” (topdown) definitiva. Em sua forma mais simples, consiste de Deus no
topo, os seus "servos", o clero, logo baixo e com as grandes
massas plebeias na parte inferior; com aqueles acima
distribuindo, por sua vez, os “tu-deves” e “tu-não-deves”
apoiados pela ameaça de condenação eterna. Mas um grande
número de seitas cristãs vai muito além disso, com várias
camadas de gestão e burocracia. O catolicismo é talvez o exemplo
mais extremo disso, com seus leigos, monges, freiras, padres,
monsenhores, bispos, arcebispos, cardeais e papas, todos dando
e recebendo ordens de uma forma quase militar.
69

Este tipo de organização não pode deixar de acostumar os de sua
influência - especialmente aqueles que foram doutrinados
assistindo suas cerimônias desde o nascimento - a aceitar a
organização autoritária e hierárquica, como natural, se não a
única, forma de organização. Aqueles que acham essa
organização natural, não verá nada de errado com organização
hierárquica e autoritária em outras formas, sejam elas
corporações, com suas múltiplas camadas de gerenciamento de
puxa-sacos ou governos com seus juízes, legisladores,
presidentes e politburos. A doutrinação, por exemplo, que o
cristianismo oferece na área de organização é certamente uma
influência poderosa contra a mudança social em direção a formas
mais livres, mais igualitárias de organização.

70

15 - O cristianismo aprova a escravidão

O comércio de escravos Africano foi quase inteiramente conduzido
pelos cristãos. Eles transportavam suas vítimas para o Novo
Mundo em navios negreiros com nomes como "Mercy" e "Jesus",
onde elas eram compradas pelos cristãos, tanto católicos e
protestantes. O Cristianismo organizado não foi omisso sobre este
horror: ele estimulou-o ativamente e tomou parte nele.
Desde os frades que escravizavam os nativos americanos do
sudoeste e do México, até os pastores protestantes que defendiam
71

a escravidão no púlpito, na Virgínia, nas Carolinas e na Geórgia,
o registro do cristianismo no que diz respeito a escravidão é muito
vergonhoso. Muitos abolicionistas eram cristãos, mas eles eram
um grupo muito pequeno e bastante odiado pela maioria de seus
companheiros cristãos.
Os cristãos que apoiaram e se envolveram na escravidão, foram
amplamente apoiados pela Bíblia, onde a escravidão é aceita
como normal, como simplesmente uma parte do panorama social.
Existem inúmeras passagens bíblicas que implícita ou
explicitamente aprova a escravidão, como Êxodo 21:20-21:
Êxodo 21:20-21
"Se alguém ferir seu escravo ou escrava com um pedaço de pau, e
como resultado o escravo morrer, será punido; 21 - mas se o escravo
sobreviver um ou dois dias, não será punido, visto que é sua
propriedade.

Outras passagens que apoiam a escravidão são Efésios 6:5,
Colossenses 3:22, Tito 2:9-10, Êxodo 21:2-6, Levítico 25:44-46,
1 Pedro 2:18 e 1 Timóteo 6:1. Os donos de escravos cristãos na
América colonial estavam bem familiarizados com essas
passagens.
Efésios 6:5
Escravos, obedeçam a seus senhores terrenos com respeito e temor,
com sinceridade de coração, como a Cristo.
Colossenses 3:22
Escravos, obedeçam em tudo a seus senhores terrenos, não somente
para agradar os homens quando eles estão observando, mas com
sinceridade de coração, pelo fato de vocês temerem ao Senhor.
Tito 2:9-10
Ensine os escravos a se submeterem em tudo a seus senhores, a
procurarem agradá-los, a não serem respondões e 10 - a não roubá-

72

los, mas a mostrarem que são inteiramente dignos de confiança, para
que assim tornem atraente, em tudo, o ensino de Deus, nosso
Salvador.
Êxodo 21:2-6
2 - "Se você comprar um escravo hebreu, ele o servirá por seis anos.
Mas no sétimo ano será liberto, sem precisar pagar nada. 3 - Se
chegou solteiro, solteiro receberá liberdade; mas se chegou casado,
sua mulher irá com ele. 4 - Se o seu senhor lhe tiver dado uma mulher,
e esta lhe tiver dado filhos ou filhas, a mulher e os filhos pertencerão
ao senhor; somente o homem sairá livre. 5 - "Se, porém, o escravo
declarar: ‘Eu amo o meu senhor, a minha mulher e os meus filhos, e
não quero sair livre’, 6 - o seu senhor o levará perante os juízes. Terá
que levá-lo à porta ou à lateral da porta e furar a sua orelha. Assim,
ele será seu escravo por toda a vida.
Levítico 25:44-46
44 - "Os seus escravos e as suas escravas deverão vir dos povos que
vivem ao redor de vocês; deles vocês poderão comprar escravos e
escravas. 45 - Também poderão comprá-los entre os filhos dos
residentes temporários que vivem entre vocês e entre os que
pertencem aos clãs deles, ainda que nascidos na terra de vocês; eles
se tornarão propriedade de vocês. 46 - Vocês poderão deixá-los como
herança para os seus filhos e poderão fazê-los escravos para sempre,
mas sobre os seus irmãos israelitas vocês não poderão dominar
impiedosamente.
1 Pedro 2:18
Escravos, sujeitem-se a seus senhores com todo o respeito, não
apenas aos bons e amáveis, mas também aos maus.
1 Timóteo 6:1
Todos os que estão sob o jugo da escravidão devem considerar seus
senhores como dignos de todo o respeito, para que o nome de Deus e
o nosso ensino não sejam blasfemados.

73

16 - O cristianismo é misógino

As palavras mais desastrosas atribuídas a Jesus em toda a Bíblia.

A misoginia é fundamental para os escritos básicos do
cristianismo. Em passagem após passagem, as mulheres são
incentivadas - melhor dizer, ordenadas - a aceitar um papel
inferior e a ter vergonha pelo simples fato de serem mulheres.
Passagens bíblicas misóginas são tão comuns que é difícil saber
qual citar.
Começando
absurdos:

pelo

Novo

Testamento,

encontramos

estes

Efésios 5:22-23
22 - Mulheres, sujeitem-se a seus maridos, como ao Senhor, 23 - pois
o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da
igreja, que é o seu corpo, do qual ele é o Salvador.
Apocalipse 14:4

74

Estes são os que não se contaminaram com mulheres, pois se
conservaram castos e seguem o Cordeiro por onde quer que ele vá.
Foram comprados dentre os homens e ofertados como primícias a
Deus e ao Cordeiro.
Colossenses 3:18
Mulheres, sujeitem-se a seus maridos, como convém a quem está no
Senhor.
1 Pedro 3:7
Do mesmo modo vocês, maridos, sejam sábios no convívio com suas
mulheres e tratem-nas com honra, como parte mais frágil e coherdeiras do dom da graça da vida, de forma que não sejam
interrompidas as suas orações.
1 Coríntios 11:3
Quero, porém, que entendam que o cabeça de todo homem é Cristo,
e o cabeça da mulher é o homem, e o cabeça de Cristo é Deus.
1 Coríntios 11:9
Além disso, o homem não foi criado por causa da mulher, mas a
mulher por causa do homem.
1 Coríntios 14:34
Permaneçam as mulheres em silêncio nas igrejas, pois não lhes é
permitido falar; antes permaneçam em submissão, como diz a lei.
1 Timóteo 2:11-12
A mulher deve aprender em silêncio, com toda a sujeição.
12 - Não permito que a mulher ensine, nem que tenha autoridade
sobre o homem. Esteja, porém, em silêncio.
1 Timóteo 5:5-6
A viúva realmente necessitada e desamparada põe sua esperança em
Deus e persiste dia e noite em oração e em súplica. 6 - Mas a que vive
para os prazeres, ainda que esteja viva, está morta.

No Antigo Testamento, encontramos isto:
Jó 25:4
Como pode então o homem ser justo diante de Deus? Como pode ser
puro quem nasce de mulher?

75

Números 5:20-22
Mas, se você foi infiel enquanto casada e se contaminou por ter se
deitado com um homem que não é seu marido — 21 - então o
sacerdote fará a mulher pronunciar este juramento com maldição —
que o Senhor faça de você objeto de maldição e de desprezo no meio
do povo fazendo que a sua barriga inche e que você jamais tenha
filhos. 22 - Que esta água que traz maldição entre em seu corpo, inche
a sua barriga e a impeça de ter filhos. "Então a mulher dirá: ‘Amém.
Assim seja’.
Levítico 12:2-5
2 - "Diga aos israelitas: Quando uma mulher engravidar e der à luz
um menino, estará impura por sete dias, assim como está impura
durante o seu período menstrual. 3 - No oitavo dia o menino terá que
ser circuncidado. 4 - Então a mulher aguardará trinta e três dias para
ser purificada do seu sangramento. Não poderá tocar em nenhuma
coisa sagrada e não poderá ir ao santuário, até que se completem os
dias da sua purificação. 5 - Se der à luz uma menina, estará impura
por duas semanas, como durante o seu período menstrual. Nesse caso
aguardará sessenta e seis dias para ser purificada do seu
sangramento.
Levítico 15:17-33
Qualquer peça de roupa ou de couro em que houver sêmen será lavada
com água, e ficará impura até à tarde. 18 - "Quando um homem se
deitar com uma mulher e lhe sair o sêmen, ambos terão que se banhar
com água, e estarão impuros até à tarde. 19 - "Quando uma mulher
tiver fluxo de sangue que sai do corpo, a impureza da sua menstruação
durará sete dias, e quem nela tocar ficará impuro até à tarde. 20 "Tudo sobre o que ela se deitar durante a sua menstruação ficará
impuro, e tudo sobre o que ela se sentar ficará impuro. 21 - Todo
aquele que tocar em sua cama lavará as suas roupas e se banhará
com água, e ficará impuro até à tarde. 22 - Quem tocar em alguma
coisa sobre a qual ela se sentar lavará as suas roupas e se banhará
com água, e estará impuro até à tarde. 23 - Quer seja a cama, quer
seja qualquer coisa sobre a qual ela esteve sentada, quando alguém
nisso tocar estará impuro até à tarde. 24 - "Se um homem se deitar
com ela e a menstruação dela nele tocar, estará impuro por sete dias;

76

qualquer cama sobre a qual ele se deitar estará impura. 25 - "Quando
uma mulher tiver um fluxo de sangue por muitos dias fora da sua
menstruação normal, ou um fluxo que continue além desse período,
ela ficará impura enquanto durar o corrimento, como nos dias da sua
menstruação. 26 - Qualquer cama em que ela se deitar enquanto
continuar o seu fluxo estará impura, como acontece com a sua cama
durante a sua menstruação, e tudo sobre o que ela se sentar estará
impuro, como durante a sua menstruação. 27 - Quem tocar em
alguma dessas coisas ficará impuro; lavará as suas roupas e se
banhará com água, e ficará impuro até à tarde. 28 - "Quando sarar do
seu fluxo, contará sete dias, e depois disso estará pura. 29 - No oitavo
dia pegará duas rolinhas ou dois pombinhos e os levará ao sacerdote,
à entrada da Tenda do Encontro. 30 - O sacerdote sacrificará um como
oferta pelo pecado e o outro como holocausto, e assim fará propiciação
em favor dela, perante o Senhor, devido à impureza do seu fluxo. 31
- "Mantenham os israelitas separados das coisas que os tornam
impuros, para que não morram por contaminar com sua impureza o
meu tabernáculo, que está entre eles". 32 - Essa é a regulamentação
acerca do homem que tem fluxo e daquele de quem sai o sêmen,
tornando-se impuro, 33 - da mulher em sua menstruação, do homem
ou da mulher que têm fluxo e do homem que se deita com uma mulher
que está impura.

Mais tarde, os escritores cristãos estenderam os temas misóginas
na Bíblia como uma vingança. Tertuliano, um dos pais da igreja,
escreveu:

“Não sabes que és uma Eva? O castigo de Deus sobre teu
sexo está vivo nesta era. A culpa também necessariamente
permanece viva. Tu és a porta do demônio; és aquela que
quebrou o selo da árvore proibida, a primeira desertora da
lei divina. És aquela que convenceu aquele a quem o diabo
não conseguiu atacar. Facilmente destruíste o homem,
imagem de Deus. Por causa de tua deserção, o Filho de
Deus teve que morrer”.
77


... Mulher, você é a porta para o inferno.
Tertuliano, pai da Igreja, que viveu no norte da África no século III, em
“De Culta Feminarum”, 1.1.

Pode-se encontrar afirmações misóginas semelhantes, embora às
vezes menos venenosas, nos escritos de muitos outros pais e
teólogos da igreja, incluindo Santo Ambrósio, Santo Antônio, São
Tomás de Aquino, Santo Agostinho, São João Crisóstomo, São
Gregório de Nazianzeno, e São Jerônimo.
Essa tendência misógina em textos básicos do cristianismo tem
se traduzida em misoginia na prática. Ao longo de quase todo o
tempo em que o cristianismo teve a Europa e a América em seu
poder, as mulheres eram tratadas como objetos, elas eram
essencialmente desprovidas direitos políticos e o seu direito à
propriedade foi severamente restringido. Talvez o exemplo mais
claro da situação da mulher na idade em que o cristianismo era
mais poderoso, é a prevalência de bater na esposa.
Esta degradante e repugnante prática era muito comum em toda
a cristandade até bem tarde no século 19, e sob a Lei Pública
Inglesa (Common Law), maridos que espancavam suas esposas
eram especificamente excluídos da acusação. (Enquanto o
espancamento da esposa ainda é comum em países cristãos, pelo
menos em alguns países, os abusadores são, pelo menos às
vezes, processados.)
Aproximadamente ao menos ao mesmo tempo em que a Lei
Pública Inglesa (Common Law, com a sua isenção para bater na
esposa) estava sendo formulada e codificada, os cristãos em toda
a Europa estavam se envolvendo em uma orgia de longo meio
milênio de tortura e assassinato de "bruxas" - sob o comando
direto e sob a direção das mais altas autoridades da Igreja.
78

A palavra de ordem do momento era Êxodo 22:18, "Não
permitirás que viva uma feiticeira.", e no mínimo centenas de
milhares de mulheres foram brutalmente assassinadas como
resultado desta ordem divina, e as bulas papais aumentando isso
(por exemplo: a Summis Desiderantes, por Inocêncio VIII).
Andrew Dickson White nota:

Em 07 dezembro de 1484, o Papa Inocêncio VIII publicou
a bula Summis Desiderantes. De todos os documentos já
emitidos a partir de Roma, imperial ou papal, isso teve, sem
dúvida, como consequência o maior derramamento de
sangue inocente. ...
Inspirado pelo mandamento bíblico: "Não permitirás que
viva uma feiticeira.", o papa Inocêncio exortou o clero da
Alemanha,

Rack

... não dificultar nenhum meio para
detectar feiticeiros ... inquisidores
caçadores
de
bruxas
foram
autorizadas pelo Papa a vasculhar a
Europa, especialmente a Alemanha,
e um manual foi preparado para a
sua utilização [pelos dominicanos
Heinrich Kramer e Jacob Sprenger]
- "The Witch Hammer", Malleus
Maleficarum ... Com a aplicação de
tortura para milhares de mulheres,
de acordo com os preceitos
estabelecidos no Malleus, não foi
difícil extrair provas em massa ...
As pobres criaturas se contorcendo
no rack, mantidas no horror por
79

aqueles que tinham sido os mais
próximos e os mais caros para elas,
ansiosas apenas pela morte para
aliviar
os
seus
sofrimentos,
confessavam tudo e qualquer coisa
que agradasse aos inquisidores e
juízes ... Sob a doutrina de "casos
excepcionais", não havia limite para
a tortura de pessoas acusadas de
heresia ou de bruxaria.
Dada esta história sangrenta, de ódio, não é surpreendente que
as mulheres sempre tiveram posições muito subservientes em
igrejas cristãs. Na verdade, não parece ter havido clero feminino
em qualquer igreja cristã antes do século 20 e ainda hoje muitas
seitas cristãs (principalmente a Igreja Católica) continuam a
resistir à ordenação de clérigos do sexo feminino. Enquanto
algumas igrejas protestantes liberais têm ordenado mulheres nos
últimos anos, é difícil ver isso como um grande avanço para as
mulheres; é mais fácil ver como uma analogia à Ku Klux Klan e
sua nomeação de alguns negros como Klaxons.
Quanto às melhorias na condição da mulher ao longo dos últimos
dois séculos, as igrejas cristãs ou não fizeram nada para apoiar
ou se opuseram ativamente. Isso é mais evidente em matéria do
controle das mulheres sobre seus próprios corpos. O cristianismo
organizado se opôs a isso desde o início e até tão tarde quanto
1960, quando a Igreja Católica ainda estava gastanto suas
energias para a imposição de leis que proibiam o acesso a
contraceptivos. Tendo perdido essa batalha, o cristianismo tem
mais recentemente colocado suas forças em tentativas de proibir
o direito das mulheres ao aborto.
80

Muitos dos que conduziram a luta pelos direitos de mulher nunca
tiveram ilusões sobre a natureza misógina do cristianismo. Estas
mulheres incluem Mary Wollstonecraft, Victoria Woodhull,
Elizabeth Cady Stanton e Margaret Sanger (cuja frase de
propaganda, “Nenhum Deus. Nenhum senhor”, permanece muito
válida até os dias de hoje).

81

17 - O cristianismo é homofóbico

82

Cristianismo desde os seus primórdios tem sido marcadamente
homofóbico. A base bíblica para esta homofobia está na história
de Sodoma em Gênesis, e em Levítico.
Levítico 18:22
Com homem não te deitarás, como se fosse mulher; abominação é;
Levítico 20:13
Quando também um homem se deitar com outro homem, como com
mulher, ambos fizeram abominação; certamente morrerão; o seu
sangue será sobre eles.

Isso soa extremamente duro, mas Levítico proíbe muitas outras
coisas, classifica muitas delas como "abominações" e prescreve a
pena de morte para várias outras infrações, algumas das quais
são verdadeiras picuinhas.

Levítico 17:10-13
Proíbe o consumo de
Morcela (linguiça de
sangue)

10 ‘E qualquer homem da casa de Israel, ou dos estrangeiros que
peregrinam entre eles, que comer algum sangue, contra aquela alma
porei a minha face, e a extirparei do seu povo. 11 ‘Porque a vida da
carne está no sangue; pelo que vo-lo tenho dado sobre o altar, para
fazer expiação pelas vossas almas; porquanto é o sangue que fará
expiação pela alma. 12 ‘Portanto tenho dito aos filhos de Israel:
Nenhum dentre vós comerá sangue, nem o estrangeiro, que peregrine
entre vós, comerá sangue. 13 ‘Também qualquer homem dos filhos

83

de Israel, ou dos estrangeiros que peregrinam entre eles, que caçar
animal ou ave que se come, derramará o seu sangue, e o cobrirá com
pó;
Levítico 11:6-7
Proíbe o consumo de lebres e
suínos por que são “impuros”,
mas foram criados por esse
mesmo
deus.
E
pasmem,
segundo Deus, a lebre é
ruminante.

6 - E a lebre, porque rumina, mas não tem as unhas fendidas; essa
vos será imunda. 7 - Também o porco, porque tem unhas fendidas, e
a fenda das unhas se divide em duas, mas não rumina; este vos será
imundo.
Levítico 11:10
É proibido comer mariscos,
camarões, caranguejos, cracas,
mexilhões, amêijoas, berbigão,
lulas e outros animais marinhos.

Mas todo o que não tem barbatanas, nem escamas, nos mares e nos
rios, todo o réptil das águas, e todo o ser vivente que há nas águas,
estes serão para vós abominação.

Levítico 20:9
Prescreve a pena de morte para amaldiçoar seus pais.

84

9 - Quando um homem amaldiçoar a seu pai ou a sua mãe,
certamente morrerá; amaldiçoou a seu pai ou a sua mãe; o seu
sangue será sobre ele.

Levítico 20:10
prescreve a pena de morte por adultério

10 - Também o homem que adulterar com a mulher de outro,
havendo adulterado com a mulher do seu próximo, certamente
morrerá o adúltero e a adúltera.

Levítico 20:14
Trio amoroso com a sogra dá pena de morte na fogueira

14 - E, quando um homem tomar uma mulher e a sua mãe,
maldade é; a ele e a elas queimarão com fogo, para que não
haja maldade no meio de vós.

Levítico 20:15
Se alguém fizer sexo com um animal, o pobre animal deve
morrer também.

15 - Quando também um homem se deitar com um animal,
certamente morrerá; e matareis o animal.

Curiosamente, dado o grande número de proibições insanas do
Levítico, a grande maioria dos cristãos de hoje têm optado por se
concentrar apenas sobre Levítico 20:13, o versículo pedindo a
pena de morte para atos homossexuais. E, pelo menos alguns
deles não exitaram em agir sobre isso. (Para ser justo, alguns
cristãos "reconstrucionistas" estão atualmente tentando a
instituição da pena de morte por adultério, ateísmo, bem como
para "sodomia".)
85

Ao longo da história, a homossexualidade tem sido ilegal em
terras cristãs, e as penas eram graves. Na Idade Média, os
homossexuais foram por vezes estrangulados, colocadas sobre
pilhas de madeira durante a queima de bruxas (daí o termo
“faggot”- "bicha"). Um membro da realeza britânica foi pego tendo
relações homossexuais e sofreu um destino ainda mais terrível:
Eduardo II da Inglaterra foi assassinado com um ferro em brasa
inserido no ânus.
Em tempos mais modernos, inúmeras pessoas gays foram presas
por anos como vítimas do "crime" de fazer sexo consensual. Foi
somente em 2003 que a Suprema Corte dos EUA derrubou as leis
de felonia em vários estados americanos onde prescreviam longas
penas de prisão para "sodomia" consensual. E muitos cristãos
gostariam de reintegrar essas leis.
Assim, a atual onda de mutilações e assassinatos de pessoas
homossexuais não deve ser nenhuma surpresa. Os cristãos podem
encontrar justificativa para tal violência na Bíblia e também nos
sermões cheios de ódio emitidos de todos os demais púlpitos deste
país (EUA). Se a história é alguma indicação, as mensagens
homofóbicas nesses sermões continuarão a ser emitidas por
muitos anos vindouros.

86

18 - A Bíblia não é um guia confiável para os ensinamentos de
Cristo

Marcos (que nunca foi apóstolo e nem conheceu Jesus), o mais
antigo dos Evangelhos, foi supostamente escrito pelo menos 30
87

anos após a morte de Cristo e o mais novo dos evangelhos poderia
ter sido escrito mais de 200 anos após sua morte. Esses textos
foram alterados, traduzidos e re-traduzidos tantas vezes que é
extremamente difícil avaliar a precisão das atuais edições,
deixando de lado a questão da precisão de textos escritos décadas
ou séculos depois da morte de seu personagem principal.
Este é um problema tão grande que o Jesus Seminar, um colóquio
de mais de 200 estudiosos protestantes evangélicos em sua
maioria empregados em colégios religiosos e seminários, realizou
em 1985 uma investigação para determinar a historicidade das
declarações e ações atribuídas a Jesus no Novo Testamento. Eles
concluíram que apenas 18% das declarações e 16% das ações
atribuídas a Jesus possuem uma alta probabilidade de ser
historicamente preciso e essa probabilidade foi decidida por
votação dos membros.
Então, de maneira indiscutível, os fundamentalistas que afirmam
crer na verdade literal da Bíblia - não são seguidores de Jesus
Cristo; ao contrário, eles SÃO SEGUIDORES DE TODOS AQUELES
QUE, DÉCADAS OU SÉCULOS DEPOIS, COLOCARAM PALAVRAS NA
SUA BOCA.

88

19 - A Bíblia, o texto básico do Cristianismo, é cheia de
contradições

Há uma série infindável de contradições gritantes na Bíblia, tanto
no Antigo como no Novo Testamento, e incluindo algumas dentro
dos mesmos livros. Alguns exemplos:
Tiago 1:13
Ninguém, sendo tentado, diga: De Deus sou tentado; porque Deus
não pode ser tentado pelo mal, e a ninguém tenta.
Gênesis 22:1
E aconteceu depois destas coisas, que provou (tentou) Deus a
Abraão, e disse-lhe: Abraão! E ele disse: Eis-me aqui.
Jeremias 3:12
Vai, pois, e apregoa estas palavras para o lado norte, e dize: Volta, ó
rebelde Israel, diz o Senhor, e não farei cair a minha ira sobre ti;
porque misericordioso sou, diz o Senhor, e não conservarei
para sempre a minha ira.
Jeremias 17:4
Assim por ti mesmo te privarás da tua herança que te dei, e far-te-ei
servir os teus inimigos, na terra que não conheces; porque o fogo
que acendeste na minha ira arderá para sempre.
João 5:31
Se eu testifico de mim mesmo, o meu testemunho não é verdadeiro.
João 8:18
Eu sou o que testifico de mim mesmo, e de mim testifica também o
Pai que me enviou.

E por último, mas não menos importante:
Gênesis 32:30
E chamou Jacó o nome daquele lugar Peniel, porque dizia: Tenho
visto a Deus face a face, e a minha alma foi salva.

89

João 1:18
Deus nunca foi visto por alguém. O Filho unigênito, que está no
seio do Pai, esse o revelou.
Êxodo 33:23
E, havendo eu tirado a minha mão, me verás pelas costas; mas a
minha face não se verá.

90

Apologistas cristãos normalmente tentam explicar tais
contradições, alegando que a falha está na tradução e que não há
contradições no texto original. É difícil ver como isso poderia ser
assim, dada a forma direta como muitas contradições bíblicas são.
Mas mesmo que esses apologistas cristãos tivessem alguma
razão, isso teria que ser aplicado a todas as partes da Bíblia, pois
estas seriam tão suspeitas quanto as contraditórias, reforçando
assim o ponto anterior: o de que a Bíblia não é um guia confiável
para as palavras de Cristo.

91

20 - O Cristianismo pegou emprestado seus mitos centrais e
cerimônias de outras religiões antigas

O mundo antigo era repleto de contos de nascimentos de virgens,
salvadores milagrosos, deuses tripartidos, deuses tomando forma
humana, deuses se elevando dos mortos, céus, infernos e dias de
julgamento. Além dos mitos, muitas das cerimônias de religiões
antigas também coincidem com aquelas do retardatário sincrético,
o cristianismo. Para citar apenas um exemplo (há muitos outros),
considere o mitraísmo, uma religião persa antecedendo o
cristianismo por séculos. Mitra, o salvador da religião mitraica é
um deus que tomou forma humana, nasceu de uma virgem;
pertencia à santíssima trindade e foi um elo entre o céu e a terra;
e ele subiu ao céu depois de sua morte. Seus seguidores
acreditavam em céu e inferno, esperavam para o futuro um dia
de juízo e se referem a Mitra como "a luz do mundo". Eles também
praticavam o batismo (para fins de purificação) e o canibalismo
ritual de comer do pão e beber do vinho para simbolizar o comer
e beber do corpo e sangue de Deus. Além de tudo isso, o
aniversário de Mitra não deve ser visto como nenhuma surpresa:
25 de dezembro; este evento era, é claro, comemorado por
seguidores de Mithra à meia-noite. Mitraísmo é apenas o exemplo
mais marcante do aparecimento desses mitos e cerimônias antes
do advento do cristianismo. Eles aparecem de forma similar em
muitas outras religiões pré-cristãs mais antigas.
Uma palavra final: Estes são apenas alguns dos grandes
problemas presentes no cristianismo e eles fornecem razões
esmagadoras para o seu abandono. (Mesmo se você descontar
metade, dois terços ou mesmo de três quartos destes
argumentos, a conclusão ainda é irresistível.)

92

Referências
1. Um amigo que leu o primeiro rascunho deste manuscrito, comentou:
"Minha cunhada imbecil me disse uma vez que Deus encontrava suas vagas de
estacionamento bem perto da porta da frente no Wal-Mart! Anos mais tarde, quando ela
desenvolveu um tumor no cérebro, cheguei à conclusão de que Deus deve ter se cansado
de encontrar vagas de estacionamento para ela e lhe deu o tumor para que ela pudesse
estacionar em vagas para deficientes".
Como Nietzsche bem colocou em “O Anti-Cristo”:

... que beatos insignificantes e desequilibrados possam imaginar que as leis da
natureza são constantemente transgredidas em seu favor – não há como
expressar desprezo suficiente por tamanha intensificação de toda espécie de
egoísmos ad infinitum, até a insolência. E, contudo, o cristianismo deve o seu
triunfo precisamente a essa deplorável bajulação de vaidade pessoal – foi assim
que seduziu ao seu lado todos os malogrados, os insatisfeitos, os vencidos, todo
o refugo e vômito da humanidade. LXII, O Anticristo, Friedrich Nietzsche.

2. A Igreja Batista de Westboro aborda diretamente a questão de seu ódio e crueldade em
seu site (www.godhatesfags.com):

"Por que você prega ódio? Porque a Bíblia prega o ódio. Porque para cada versículo
sobre a misericórdia de Deus, seu amor, sua compaixão, etc, há dois versículos
sobre sua vingança, seu ódio, sua ira, etc".

3. A menção repetida deste pecado nos escritos eclesiásticos medievais nos leva a
perguntar o quanto esta prática estava difundida entre os fiéis cristãos, incluindo o clero
cristão. Uma penitencia do oitavo século (lista de pecados e castigos) citado em Hadden,
A.W. and W. Stubbs. Councils and Ecclesiastical Documents afirma:

"Se um clérigo fornicar com um quadrúpede deve fazer penitência de dois anos
se ele for um clérigo simples, se um diácono, três anos, se um padre, de sete
anos, se um bispo dez anos".

4. Devido à sua formação religiosa e que seu culto misturava cristianismo com crenças
UFO, Applewhite era muito provavelmente ciente da aprovação divina de auto-castração
em Mateus 19:12:

Mateus 19:12
Pois há eunucos, que nasceram assim; há outros, a quem os homens fizeram tais:
e outros há, que se fizeram eunucos por causa do reino dos céus. Quem pode
aceitar isto, aceite-o.

93

3 - 100 Vantagens de ser ateu >>>

1) O ateu não precisa se preocupar com um dogma inventado por
ignorantes primitivos.
2) O dinheiro do ateu é para si mesmo e não para sua instituição
religiosa.
3) O ateu pode pensar objetivamente.
4) O ateu é dono de sua própria vida.
5) O ateu pode escolher seus valores morais, sem que outros
escolham por ele.
94

6) O ateu pode estudar ciências sem medo de que contradigam
suas crenças.
7) Se o ateu ouve vozes, podes relacionar isso com esquizofrenia
e procurar um psiquiatra/psicólogo em vez de um religioso.
8) Para o ateu nenhum tratamento médico vai contra suas
crenças.
9) O ateu tem uma tendência muito menor ao divórcio.
10) O ateu tem uma tendência muito menor à criminalidade.
11) O ateu tem uma tendência muito menor à violência.
12) O ateu não precisa odiar certos grupos humanos por motivos
que não conhece.
13) O ateu pode admitir o que lhe agrada ou desagrada sem medo
de ir contra seu dogma religioso.
14) O ateu pode fazer amizades com qualquer pessoa, sem
importar sua ideologia.
15) O ateu não é vítima de zombaria pelas costas, dos amigos que
estudaram, por causa de suas crenças engraçadas.
16) É muito difícil zombar da ideologia ateísta.
17) O ateu sabe que as maiores mentes do mundo não foram
crentes.
18) O ateu tem todo o Sábado ou Domingo só para si e sua família.
95

19) O ateu não se sente ofendido pelas festas de nenhum tipo.
20) O ateu não tem medo de maldições nem de truques de magia.
21) O ateu não se sente ofendido pelos comediantes ateus, que
são muitos.
22) O ateu pode ver as imagens de divindades como imagens
humorísticas.
23) Dogmas religiosos nunca afetam o juízo do ateu.
24) O ateu pode comer o que quiser, pois nenhum livro proíbe
nada, mesmo que seja páscoa.
25) O ateu suporta piadas sobre sua ideologia sem ter ataques de
fúria.
26) O ateu não tem medo do Inferno.
27) O ateu pode desfrutar de sua vida ao máximo, sem ter que se
preparar para uma vida eterna mágica.
28) O ateu podes entrar em qualquer site de internet, pois
nenhum ofende suas crenças.
29) O ateu não tem que arrancar partes de teu corpo se cometer
um pecado, para poder entrar num céu mágico.

96

30) O ateu não precisa se preocupar com os obscuros segredos
da história, pois não destruirão o que pensa.
31) O ateu pode concordar com tudo que estou escrevendo.
32) O ateu não precisa se conformar só com as ideias de um
missionário religioso ou do livro de fábulas favorito dele.
33) O ateu pode ver obras de ficção como Neon Genesis
Evangelion sem ter um ataque nervoso.
97

34) É difícil enganar o ateu com astrologia, demonologia e demais
crenças sobre poderes mágicos dos humanos.
35) O ateu geralmente não é misógino.
36) O ateu aceita todas as raças, sem dizer que uma ou outra não
tem alma.
37) O ateu não tem a obrigação de queimar uma aldeia ou assar
na fogueira quem não tem as mesmas crenças que ele.

38) O ateu fica feliz em vez de furioso quando a ciência descobre
algo.
39) O ateu não acredita em superstições.
98

40) O ateu não se importa e até se diverte quando é amaldiçoado
com superstições.
41) Gente com a ideologia ateísta aumenta em todo o mundo.
42) Ninguém obriga o ateu a ser homofóbico.
43) O ateu não tem preconceito contra as diversas investigações
genéticas, médicas e biológicas.
44) O ateu pode fingir ser de qualquer ideologia sem que isto lhe
pareça degradante.
45) O ateu sabe que os vírus evoluem e toma tuas precauções,
como vacinas.
46) O ateu não precisa se preocupar por uma vida infinita de faz
de conta, que poderá deixá-lo louco ou esquizofrênico na velhice.
99

47) O ateu não tem que contar sua intimidade para um religioso
para ser perdoado por ele.
48) O ateu não precisa perder tempo assistindo cerimônias
entediantes de faz de conta, por obrigação.
49) O ateu pode se unir livremente a um parceiro ou parceira sem
medo de cometer algum pecado.
50) O ateu pode fazer sexo à vontade antes do matrimônio.
51) O ateu sabe que o QI do ateu é em média vários pontos acima
do crente.
52) O ateu não tem uma mitologia favorita, assim pode se divertir
com todas.

100

53) O ateu não depende de um ser imaginário para ter suporte
emocional.

54) O ateu não precisa estudar catecismo.
55) O ateu não precisa memorizar orações para repeti-las como
papagaio e fingindo que um ser invisível está ouvindo.
56) Todos sabem que o ateu não é um maçom.
101

57) O ateu não tem a obrigação de conseguir mais conversos para
sua ideologia.
58) O ateu não tem obrigações sociais com os membros que
compartilham sua ideologia.
59) O ateu sabe que está no comando de sua vida.

102

60) O ateu não precisa se preocupar quando alguém encontra
mais uma contradição em seu livro sagrado de contos de fadas.

61) Cada vez que o ateu faz algo que o agrada, não precisa se
preocupar se é pecado.
62) A visão de mundo do ateu não muda radicalmente quando a
de seu líder religioso muda ... não tem líder religioso.
63) O ateu pode aceitar as teorias que quiser, ninguém lhe diz
quais deve aceitar ou não.
64) O ateu não vai se suicidar por uma ideologia.
65) O ateu pode colocar o racional sobre o emocional.
103

66) O ateu não precisa ter medo da tentação de nenhum demônio
imaginário.

67) O ateu não precisa adorar nenhum ser supremo imaginário.
68) O ateu decide o que é mais importante em sua vida, e
ninguém mais.
69) O ateu sabe que seu grupo jamais fez guerras religiosas.
104

70) O ateu pode usar anticonceptivos sabendo que não são
malignos nem do diabo.
71) O ateu não tem medo de nenhum mundo paranormal
imaginário.
72) Os símbolos malignos não representam nada para um ateu.
73) A moral do ateu não está condicionada sob nenhum livro
mitológico contraditório.

105

74) Os dinossauros e registros fósseis não causam ao ateu
nenhuma dor de cabeça para racionalizá-los e fazê-los
compatíveis com sua crença.
75) O ateu resolve ele mesmo os seus problemas, sem esperar
que se resolvam magicamente.

76) O ateu possui muito menos possibilidades de ser membro de
um culto ou seita.
77) O ateu não faz o bem hipocritamente, crendo que lhe espera
uma recompensa mágica ou um monte de virgens.
106

78) O ateu pode ignorar as superstições populares e se divertir
com elas.
79) O ateu pode dizer que não tem nada em comum com Judas.
80) O ateu não tem medos irracionais.
81) O ateu pode confiar na medicina.
82) O ateu tem amigos de verdade, não “ermãos” que
compartilham sua ideologia.
83) A mente do ateu é em geral muito mais aberta.
84) Os filhos dos ateus não são influenciados desde a infância por
nenhuma crença mítica.
85) O ateu não precisa perder tempo explicando coisas irracionais
como alma ou espíritos.
86) O ateu pode admitir abertamente os seus desejos.
87) O ateu não precisa seguir um comportamento padrão e
robótico.
88) O ateu é menos propenso a crises emocionais e existenciais.
89) O ateu não ten preconceito com nenhum tipo de música por
causa de crenças míticas.
90) O ateu não precisa inventar complicadas explicações a si
mesmo sobre as conspirações e o lucro que representam as
religiões majoritárias.
107

91) O ateu aceita os fatos como são e a realidade como ela é, sem
enfeitá-los com fantasias imaginárias.
92) O ateu não afirma possuir a verdade absoluta.
93) O ateu se diverte com South Park, Dragon Ball, Family Guy,
etc, etc.
94) O ateu não possui divergentes de sua ideologia que o façam
duvidar dela.
95) O ateu não possui hierarquias em sua ideologia, então não
está por baixo de ninguém e vê a todos os humanos como iguais.
96) O ateu tem a dignidade de não viver de joelhos diante de algo
imaginário.
97) Até mesmo as grandes mentes da televisão são ateias. O
maior exemplo é Gregory House.
98) O ateu pode ser livre em sua mente, em vez de estar
convencido de que até seus pensamentos são pecaminosos.
99) A mente do ateu é mais racional que passional, não sendo
guiada por convicções ou emoções, mas por fatos e evidências.
100) É muito mais fácil ao ateu escrever 100 ou 1000 razões sobre
as vantagens de sua ideologia.

108

4 - 100 Vantagens de ser crente

109

1) O crente possui um placebo que lhe diz que será feliz para
sempre depois de morrer e pagar milhões em dízimo aos
religiosos.
2) O crente está convencido de possuir a verdade absoluta.
3) Os crentes representam 86% (e diminuindo) da população.
4) Se o crente viola crianças, tem a proteção da Igreja.
5) O crente tem razões para não crer-se um esquizofrênico.
6) Acredita que os humanos possuem superpoderes mágicos e
divinos.
7) O crente pensa que seus seres queridos estão em um lugar
melhor.
8) O crente tem uma razão para fazer o bem, ou vai para o
inferno.
9) Se o crente não é bom em nenhuma profissão ou emprego,
sempre pode se unir a um templo.
10) Para o crente é comum encontrar alguém com sus crenças.
11) O crente não precisa estudar ciências.
12) O crente não precisa se preocupar em pensar, os religiosos
dizem em que deve crer e como deve pensar.
Se conhecem outras ….

110

Fontes

“20 Razões Para Abandonar o Cristianismo” é uma tradução e adaptação
ilustrada do texto original de:

Bufe, Charles (2000). 20 reasons to abandon Christianity. Tucson,
Arizona: See Sharp Press. OCLC 45056549

“100” vantagem de ser ateu” é uma tradução e adaptação ilustrada do texto

original de um ateu (Avestruz Vengador) em:

https://es.answers.yahoo.com/question/index?qid=20091111175122A
Aznw7o

111

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invocando
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estranha mistura de mitos
orientais que chamamos de
Cristo, cuja existência real
ninguém
conseguiu
demonstrar. Uma obra que
desmistifica e quebra os
pilares de uma instituição
tão arraigada em nosso
mundo atual.

198 páginas

Originally published as a
pamphlet in 1853, and
expanded to book length in
1858, The Two Babylons
seeks to demonstrate a
connection between the
ancient
Babylonian
mystery
religions
and
practices of the Roman
Catholic
Church.
Often
controversial, yet always
engaging,
The
Two
Babylons comes from an
era when disciplines such
as
archeology
and
anthropology were in their
infancy, and represents an
early attempt to synthesize
many of the findings of
these areas and Biblical
truth.

114

600 páginas

600 páginas

“Dois informadíssimos volumes de Karlheinz Deschner
sobre a política dos Papas no século XX, uma obra
surpreendentemente silenciada peols mesmos meios de
comunicação que tanta atenção dedicaram ao livro de
João Paulo II sobre como cruzar o umbral da esperança a
força de fé e obediência. Eu sei que não está na moda
julgar a religião por seus efeitos históricos recentes,
exceto no caso do fundamentalismo islâmico, mas alguns
exercícios de memória a este respeito são essenciais para
a
compreensão
do
surgimento
de
algumas
monstruosidades políticas ocorridas no século XX e outras
tão atuais como as que ocorrem na ex-Jugoslávia ou no
País Basco”.
Fernando Savater. El País, 17 de junho de 1995.
“Este segundo volume, como o primeiro, nos oferece uma
ampla e sólida informação sobre esse período da história
da Igreja na sua transição de uma marcada atitude de
condescendência com regimes totalitários conservadores
até uma postura de necessária acomodação aos sistemas
democráticos dos vencedores ocidentais na Segunda
Guerra Mundial”.

312 páginas
"Su visión de la historia de
la Iglesia no sólo no es
reverencial, sino que, por
usar
una
expresión
familiar, ‘no deja títere con
cabeza’. Su sarcasmo y su
mordaz
ironía
serían
gratuitos
si
no
fuese
porque van de la mano del
dato
elocuente
y
del
argumento racional. La
chispa de su estilo se nutre,
por lo demás, de la mejor
tradición volteriana."

Fernando Savater.
El País, 20 de mayo
de 1990

Gonzalo Puente Ojea. El Mundo, 22 de outubro de
1995.
Ler online volume 1 e volume 2 (espanhol).
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115

136 páginas

De una manera didáctica,
el

profesor

Deschner

Karl

nos ofrece
una visión crítica de la
doctrina de la Iglesia
católica y de sus trasfondos
históricos. Desde la misma
existencia de Jesús, hasta
la polémica transmisión de
los
Evangelios,
la
instauración y significación
de los sacramentos o la
supuesta infalibilidad del
Papa.
Todos estos asuntos son
estudiados, puestos en
duda y expuestas las
conclusiones en una obra
de rigor que, traducida a
numerosos idiomas, ha
venido a cuestionar los
orígenes,
métodos
y
razones de una de las
instituciones
más
poderosas del mundo: la
Iglesia católica.

480 páginas

“Se bem que o cristianismo
esteja hoje à beira da
bancarrota
espiritual,
segue impregnando ainda
decisivamente nossa moral
sexual, e as limitações
formais de nossa vida
erótica continuam sendo
basicamente as mesmas
que nos séculos XV ou V,
na época de Lutero ou de
Santo Agostinho. E isso nos
afeta a todos no mundo
ocidental, inclusive aos não
cristãos
ou
aos
anticristãos. Pois o que
alguns pastores nômadas
de cabras pensaram há
dois mil e quinhentos anos,
continua determinando os
códigos oficiais desde a
Europa até a América;
subsiste
uma
conexão
tangível entre as ideas
sobre a sexualidade dos
profetas
veterotestamentarios ou de
Paulo e os processos penais
por conduta desonesta em
Roma, Paris ou Nova York.”

304 páginas

"En temas candentes como
los del control demográfico,
el uso de anticonceptivos,
la ordenación sacerdotal de
las mujeres y el celibato de
los sacerdotes, la iglesia
sigue anclada en el pasado
y bloqueada en su rigidez
dogmática. ¿Por qué esa
obstinación
que
atenta
contra la dignidad y la
libertad de millones de
personas? El Anticatecismo
ayuda eficazmente a hallar
respuesta a esa pregunta.
Confluyen en esta obra dos
personalidades de vocación
ilustradora y del máximo
relieve en lo que, desde
Voltaire, casi constituye un
Género literario propio: la
crítica de la iglesia y de
todo
dogmatismo
obsesivamente
<salvífico>.

Karlheinz Deschner.

116

1 – (365 pg) Los
orígenes, desde el
paleocristianismo hasta
el final de la era
constantiniana

2 - (294 pg) La época
patrística y la
consolidación del
primado de Roma

3 - (297 pg) De la
querella de Oriente hasta
el final del periodo
justiniano

4 - (263 pg) La Iglesia
antigua:
Falsificaciones y
engaños

5 - (250 pg) La Iglesia
antigua: Lucha contra los
paganos y ocupaciones
del poder

6 - (263 pg) Alta Edad
Media: El siglo de los
merovingios

117

7 - (201 pg) Alta Edad
Media: El auge de la
dinastía carolingia

8 - (282 pg) Siglo IX:
Desde Luis el Piadoso
hasta las primeras luchas
contra los sarracenos

9 - (282 pg) Siglo X:
Desde las invasiones
normandas hasta la
muerte de Otón III

Sua obra mais ambiciosa, a “Historia
Criminal do Cristianismo”, projetada em
princípio a dez volumes, dos quais se
publicaram nove até o presente e não se
descarta que se amplie o projeto. Tratase da mais rigorosa e implacável
exposição jamais escrita contra as formas
empregadas pelos cristãos, ao largo dos
séculos, para a conquista e conservação
do poder.
Em 1971 Deschner foi convocado por
uma corte em Nuremberg acusado de
difamar a Igreja. Ganhou o processo com uma sólida argumentação, mas
aquela instituição reagiu rodeando suas obras com um muro de silêncio
que não se rompeu definitivamente até os anos oitenta, quando as obras
de Deschner começaram a ser publicadas fora da Alemanha (Polônia,
Suíça, Itália e Espanha, principalmente).

118

414 páginas

LA BIBLIA DESENTERRADA

Israel Finkelstein es un arqueólogo y
académico
israelita,
director
del
instituto
de
arqueología
de
la
Universidad de Tel Aviv y coresponsable de las excavaciones en
Mejido (25 estratos arqueológicos, 7000
años de historia) al norte de Israel. Se
le
debe
igualmente
importantes
contribuciones a los recientes datos
arqueológicos
sobre
los
primeros
israelitas en
tierra de
Palestina
(excavaciones de 1990) utilizando un
método que utiliza la estadística (
exploración de toda la superficie a gran
escala de la cual se extraen todas las
signos de vida, luego se data y se
cartografía por fecha) que permitió el
descubrimiento de la sedentarización de
los primeros israelitas sobre las altas
tierras
de
Cisjordania.
Es un libro que es necesario conocer.

639 páginas
EL PAPA DE HITLER: LA VERDADERA
HISTORIA DE PIO XII
¿Fue Pío XII indiferente al sufrimiento
del pueblo judío? ¿Tuvo alguna
responsabilidad en el ascenso del
nazismo? ¿Cómo explicar que firmara
un
Concordato
con
Hitler?
Preguntas como éstas comenzaron a
formularse al finalizar la Segunda
Guerra Mundial, tiñendo con la
sospecha al Sumo Pontífice. A fin de
responder a estos interrogantes, y con
el deseo de limpiar la imagen de
Eugenio Pacelli, el historiador católico
John Cornwell decidió investigar a
fondo su figura.
El profesor Cornwell plantea unas
acusaciones acerca del papel de la
Iglesia en los acontecimientos más
terribles del siglo, incluso de la historia
humana, extremadamente difíciles de
refutar.

119

513 páginas
En esta obra se describe
a algunos de los hombres
que ocuparon el cargo de
papa. Entre los papas
hubo un gran número de
hombres
casados,
algunos de los cuales
renunciaron
a
sus
esposas e hijos a cambio
del cargo papal. Muchos
eran hijos de sacerdotes,
obispos y papas. Algunos
eran bastardos, uno era
viudo, otro un ex esclavo,
varios eran asesinos,
otros incrédulos, algunos
eran ermitaños, algunos
herejes,
sadistas
y
sodomitas; muchos se
convirtieron en papas
comprando el papado
(simonía), y continuaron
durante
sus
días
vendiendo
objetos
sagrados para forrarse
con el dinero, al menos
uno era adorador de
Satanás, algunos fueron
padres
de
hijos
ilegítimos, algunos eran
fornicarios y adúlteros en
gran escala...

326 páginas
Santos
e
pecadores:
história dos papas é um
livro que em nenhum
momento
soa
pretensioso. O subtítulo é
explicado pelo autor no
prefácio, que afirma não
ter tido a intenção de
soar absoluto. Não é a
história dos papas, mas
sim,
uma
de
suas
histórias. Vale dizer que o
livro originou-se de uma
série para a televisão,
mas
em
nenhum
momento soa incompleto
ou
deixa
lacunas.

480 páginas
Jesús de Nazaret, su
posible descendencia y el
papel de sus discípulos
están
de
plena
actualidad. Llega así la
publicación de El puzzle
de Jesús, que aporta un
punto de vista diferente y
polémico sobre su figura.
Earl Doherty, el autor, es
un estudioso que se ha
dedicado
durante
décadas a investigar los
testimonios acerca de la
vida
de
Jesús,
profundizando hasta las
últimas consecuencias...
que a mucha gente le
gustaría no tener que
leer. Kevin Quinter es un
escritor
de
ficción
histórica al que proponen
escribir
un
bestseller
sobre la vida de Jesús de
Nazaret.

120

576 páginas

380 páginas

38 páginas

First published in 1976,
Paul
Johnson's
exceptional
study
of
Christianity has been
loved and widely hailed
for its intensive research,
writing, and magnitude.
In a highly readable
companion to books on
faith and history, the
scholar
and
author
Johnson has illuminated
the Christian world and
its fascinating history in a
way that no other has.

La Biblia con fuentes
reveladas (2003) es un
libro del erudito bíblico

An Atheist Classic! This
masterpiece,
by
the
brilliant atheist Marshall
Gauvin is full of direct
'counter-dictions',
historical evidence and
testimony that, not only
casts doubt, but shatters
the myth that there was,
indeed, a 'Jesus Christ',
as Christians assert.

Richard
Friedman

Elliott

que
se
ocupa del proceso por el
cual los cinco libros de la
Torá
(Pentateuco)
llegaron a ser escritos.
Friedman sigue las cuatro
fuentes del modelo de la
hipótesis
documentaria
pero
se
diferencia
significativamente
del
modelo S de Julius
Wellhausen
en varios
aspectos.

121

391 páginas
PEDERASTIA EM LA IGLESIA CATÓLICA
En este libro, los abusos sexuales a
menores, cometidos por el clero o por
cualquier otro, son tratados como
"delitos", no como "pecados", ya que en
todos los ordenamientos jurídicos
democráticos del mundo se tipifican
como un delito penal las conductas
sexuales con menores a las que nos
vamos a referir. Y comete también un
delito todo aquel que, de forma
consciente y activa, encubre u ordena
encubrir
esos
comportamientos
deplorables.
Usar como objeto sexual a un menor, ya
sea mediante la violencia, el engaño, la
astucia o la seducción, supone, ante
todo y por encima de cualquier otra
opinión, un delito. Y si bien es cierto
que, además, el hecho puede verse
como un "pecado" -según el término
católico-, jamás puede ser lícito, ni
honesto, ni admisible abordarlo sólo
como un "pecado" al tiempo que se
ignora conscientemente su naturaleza
básica de delito, tal como hace la Iglesia
católica, tanto desde el ordenamiento
jurídico interno que le es propio, como
desde la praxis cotidiana de sus
prelados.

Robert Ambelain, aunque defensor de
la historicidad de un Jesús de carne y
hueso, amplia en estas líneas la
descripción que hace en anteriores
entregas de esta trilogía ( Jesús o El
Secreto Mortal de los Templarios y
Los Secretos del Gólgota) de un
Jesús para nada acorde con la
descripción oficial de la iglesia sino a
uno rebelde: un zelote con aspiraciones
a monarca que fue mitificado e
inventado, tal y como se conoce
actualmente, por Paulo, quién, según
Ambelain, desconocía las leyes judaicas
y dicha religión, y quien además usó
todos los arquetipos de las religiones
que sí conocía y en las que alguna vez
creyó (las griegas, romanas y persas)
arropándose en los conocimientos
sobre judaísmo de personas como Filón
para crear a ese personaje. Este
extrajo de cada religión aquello que
atraería a las masas para así poder
centralizar su nueva religión en sí
mismo como cabeza visible de una
jerarquía eclesiástica totalmente nueva
que no hacía frente directo al império
pero si a quienes oprimían al pueblo
valiéndose de la posición que les había
concedido dicho imperio (el consejo
judío).

122

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