Coleção Fábulas Bíblicas Volume 52

JESUS CRISTO

NÃO VOLTA
Mitologia e Superstição Judaico-cristã

JL
jairoluis@inbox.lv

Sumário
1 - Por que Jesus Cristo não volta? ................................................. 4
1 - O que escreveram sobre Jesus em seu tempo ....................... 5
2 - A grande farsa do retorno de Jesus ............................................ 7
3 - Jesus não volta, tá na Bíblia! .................................................... 8
4 - Jesus estabelece o prazo para sua volta: .................................... 9
5 - Os primeiros cristãos acreditavam que presenciariam o segundo
advento: ....................................................................................14
6 - Os primeiros cristãos acreditavam já viver os "últimos tempos": ..16
7 - Declarações genéricas sobre a iminência do segundo advento: ....19
8 - Conclusão: Tentativas cristãs frustradas de desqualificar o prazo .21
1 - Jesus teria mentido? .........................................................22
2 - Esta “geração” refere-se ao POVO judeu. ............................23
3 - Jesus só voltará depois que o evangelho for pregado em todo o
mundo .................................................................................26
4 - Mateus 16:27-28: "Cumpriu-se na Transfiguração." .............26
5 - Mateus 10:23 - "Cumpriu-se na Ressureição". .....................29
9 - A grande farsa da ressurreição .................................................31
1 - Profecia falsa da ressurreição - Oseias 6:2 >>> ......................32
10 - Mais bobagens do Cristianismo >>> .......................................38
Mais conteúdo recomendado ...................................................39
Livros recomendados .............................................................40
Fontes: ................................................................................49

3

1 - Por que Jesus Cristo não volta?

Por quatro razões simples:
1.
2.
3.
4.

Porque
Porque
Porque
Porque

nunca existiu.
mortos não ressuscitam.
ninguém ouviu falar dele no primeiro século.
a Bíblia prova o fracasso de sua vinda.

Jesus devia ser o mais famoso homem invisível de seu tempo.
4

1 - O que escreveram sobre Jesus em seu tempo
Cristãos adoram dizer: “Jesus era muito famoso em seu tempo”.
No entanto, apesar dele pregar diariamente no templo, Judas teve
que mostrar aos seus supostos ouvintes quem era ele, com o
famoso beijo. Mas o que os historiadores famosos de seu tempo
falaram sobre ele?
Flávio Josefo (37-100 d.C)

Nada +2 parágrafos falsos

Filon de Alexandria (10 a.C - 50 d.C)

Nada

Plínio, o Velho (23-79 d.C)

Nada

Arriano (92 - 175 d.C)

Nada

Petrônio (27- 66 d.C)

Nada

Díon Pruseus Paterculus (19 a.C – 31 d.C)

Nada

Paterculus (19 a.C – 31 d.C)

Nada

Suetônio (69-141 d.C)

Nada

Decimus Iunius Iuvenalis (final 1º Século)

Nada

Marco Valério Marcial (38 – 103 d.C)

Nada

Aulo Pérsio Flaco (34 – 62 d.C)

Nada

Plutarco de Queroneia (46 a 126 d.C.)

Nada

Caio Plínio Cecílio, o Moço (62 - 114 d.C)

Nada

Tácito o Pensador (55 - 120 d.C)

Nada +2 parágrafos falsos

Justus de Tiberíades (66–70/73)

Nada

Apolônio de Thyana (01-80 d.C)

Nada

M. Fábio Quintiliano (35-96 d.C)

Nada

Marcus Annaeus Lucanus (39-65 d.C)

Nada

Eptectus Hermógenes (55 - 135 d.C)

Nada

Hermògenes de Frígia (25 – 101 d.C)

Nada

Sílio Itálico (25 – 101 d.C)

Nada

Publius Papinius Statius (45-96 d.C)

Nada

Cláudio Ptolemeu (90-168 d.C)

Nada

Apiano de Alexandria (95-165 d.C)

Nada

Flégon de Trales (Século I/II)

Nada

Fedro (Macedônia) (30/15 a.C. – 44/50 d.C)

Nada

Valério Máximo (Século I/II)

Nada

Luciano (romano) (início Século II)

Nada

5

Pausânias – (geólogo) (115 - 180 d.C.)

Nada

Floro Lúcio de Alexandria (Século I/II)

Nada

Quinto Cúrcio (10 a.C - 54 d.C)

Nada

Aulo Gélio (125 - 180 a.C.)

Nada

Díon Crisóstomo (40 – 120 d.C)

Nada

Columella (Lucius Moderatus) (04 – 70 d.C)

Nada

Valério Flaco (Poeta) (Final Século I)

Nada

Dâmis (discípulo de Thyana) (66 d.C)

Nada

Favorino di Arles (80 – 160 d.C)

Nada

Claudio Lísias (Século I)

Nada

Pompônio Mela (Século I)

Nada

Teão de Smyrna (Século I)

Nada

Estes poderiam ter esbarrado com Jesus no meio da rua:
Filon de Alexandria (10 a.C - 50 d.C)

Nada

Plínio, o Velho (23-79 d.C)

Nada

Petrônio (27- 66 d.C)

Nada

Paterculus (19 a.C – 31 d.C)

Nada

Apolônio de Thyana (01-80 d.C)

Nada

Sílio Itálico (25 – 101 d.C)

Nada

Quinto Cúrcio (10 a.C - 54 d.C)

Nada

Columella (Lucius Moderatus) (04 – 70 d.C)

Nada

Paulo, o falso apóstolo.

*Nada

*Nada pode ser mais suspeito do que Paulo (jamais visto por
ninguém também) ter vivido no mesmo tempo e lugar de Jesus,
perseguindo cristãos e jamais tê-lo conhecido pessoalmente. Pela
sua condição ele teria que ter participado da captura e crucificação
de Jesus, mas nada, jamais falou tê-lo visto em carne e osso.

6

2 - A grande farsa do retorno de Jesus

É aqui onde as igrejas contam unicamente com a total burrice dos
crentes. Não é qualquer tipo de idiota que acredita no retorno de
um judeu morto há 2000 anos, precisa ser muito idiota. E os
parasitas da fé possuem uma larga experiência em localizar e
explorar este tipo especial de idiota.
7

3 - Jesus não volta, tá na Bíblia!

Na Bíblia existem muitas “profecias”, mas sem dúvida a mais
conhecida e celebrada é a que fala do juízo final e da segunda
vinda de Jesus Cristo para recolher todos aqueles que creram nele
como o filho de Deus e dar-lhes o "reino dos céus" e a "vida
eterna" como recompensa. Aqui cabe uma pergunta
constrangedora: SEGUNDO A BÍBLIA, ISSO JÁ NÃO ERA
PARA TER ACONTECIDO?
Como será demonstrado, segundo a Bíblia, Jesus realmente quis
dar a entender que O SEU RETORNO ERA IMINENTE E
ACONTECERIA AINDA NO TEMPO DE VIDA DE ALGUNS DOS SEUS
DISCÍPULOS.
8

4 - Jesus estabelece o prazo para sua volta:

Nos evangelhos sinóticos (Mateus 24, Marcos 13 e Lucas 21),
Jesus faz uma extensiva e detalhada descrição sobre o fim do
mundo e sobre a sua segunda vinda. E conclui dizendo:
Mateus 24:34

9

34 - Em verdade vos digo que NÃO PASSARÁ ESTA GERAÇÃO sem que
TODAS essas coisas se cumpram.
Marcos 13:30
Na verdade vos digo que não passará esta geração, sem que todas
estas coisas aconteçam.
Lucas 21:32
Em verdade vos digo que não passará esta geração até que tudo
aconteça.

Jesus teria dito isto por volta do ano 33, no século I.
Consequentemente, A PROFECIA DEVERIA TER-SE CUMPRIDO
ATÉ MEADOS DO SÉCULO II, quando morreu a última pessoa de
sua geração.
• Algumas pessoas tentam defender essa constrangedora
profecia não cumprida dizendo que ela apenas se refere à
destruição de Jerusalém ocorrida no ano 70. Porém, a
palavra "todas" torna esse argumento pouco convincente:
O segundo advento, mencionado como sequência — e
CLÍMAX das tribulações — TAMBÉM deve fazer parte do
cumprimento da profecia.
Outra tentativa de defesa é dar à palavra "geração" uma
interpretação atemporal, fazendo-a referir-se ao POVO JUDEU ou
à CRISTANDADE, por exemplo. Porém, vejamos o que diz a NOVA
TRADUÇÃO NA LINGUAGEM DE HOJE, publicada pela Sociedade
Bíblica do Brasil no ano 2000. A NTLH busca difundir o
conhecimento do texto bíblico facilitando a legibilidade ao evitar o
uso de "palavras difíceis". Neste versículo em particular, ela evita
o uso da palavra "geração", exprimindo seu significado no
contexto original por outras palavras:
Mateus 24:34

10

34 - Eu afirmo a vocês que isto é verdade: essas coisas vão acontecer
ANTES DE MORREREM TODOS OS QUE AGORA ESTÃO VIVOS.

Isto mostra que a palavra "geração" na passagem tem seu sentido
usual, que naturalmente ocorre ao leitor em uma primeira leitura
do texto: o conjunto das pessoas cujos tempos de vida de
sobrepõem em uma determinada época, confirmando o prazo de
meados do século II para a volta de Jesus.
Alguns julgam enxergar uma escapatória deste prazo na
continuação do capítulo:
Mateus 24:36
36 - Mas DAQUELE DIA E HORA NINGUÉM SABE, nem os anjos do céu,
mas unicamente meu Pai.
Marcos 13:32
Mas daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos que estão no céu,
nem o Filho, senão o Pai.
Mateus 24:42
42 - Vigiai, pois, porque NÃO SABEIS A QUE HORA há de vir o vosso
Senhor.
Marcos 13:33
Olhai, vigiai e orai; porque não sabeis quando chegará o tempo.

Só que isto NÃO NEGA O PRAZO estipulado acima. Apenas
ACRESCENTA que — DENTRO DESSE PRAZO — o MOMENTO
EXATO da vinda permaneceria um mistério. Jesus poderia voltar
A QUALQUER INSTANTE e, portanto, os seguidores de Jesus
deveriam permanecer vigilantes, e não deixar para se prepararem
só perto do fim do prazo, quando estivessem velhinhos.
E ainda que alguma dessas manobras chegasse perto de
11

convencer, O PRAZO É CONFIRMADO por outras palavras
atribuídas a Jesus em outra passagem replicada nos três
evangelhos sinóticos:
Mateus 16:27–28
27 - Porque o Filho do homem há de VIR NA GLÓRIA de seu Pai, com
os seus anjos; E ENTÃO RETRIBUIRÁ a cada um segundo as suas
obras. 28 - Em verdade vos digo, alguns DOS QUE AQUI ESTÃO NÃO
PROVARÃO A MORTE ATÉ QUE VEJAM VIR O FILHO DO HOMEM no seu
REINO.
Marcos 8:38
Porquanto, qualquer que, entre esta geração adúltera e pecadora, se
envergonhar de mim e das minhas palavras, também o Filho do
homem se envergonhará dele, quando vier na glória de seu Pai, com
os santos anjos.
Marcos 9:1
Dizia-lhes também: Em verdade vos digo que, dos que aqui estão,
ALGUNS HÁ QUE NÃO PROVARÃO A MORTE SEM QUE VEJAM
CHEGADO O REINO DE DEUS COM PODER.
Lucas 9:26-27
Porque, qualquer que de mim e das minhas palavras se envergonhar,
dele se envergonhará o Filho do homem, quando vier na sua glória, e
na do Pai e dos santos anjos. 27 - E EM VERDADE VOS DIGO QUE,
DOS QUE AQUI ESTÃO, ALGUNS HÁ QUE NÃO PROVARÃO A MORTE
ATÉ QUE VEJAM O REINO DE DEUS.

Em outra passagem Jesus diz que aqueles que "vigiassem e
orassem" poderiam ser merecedores de evitar os perigos e estar
de pé (ainda vivos) diante dele no momento de sua vinda:
Lucas 21:36
36 - Vigiai, pois, em todo o tempo, orando, para que sejais havidos
por dignos de evitar todas estas coisas que hão de acontecer, e de
estar em pé diante do Filho do homem.

12

Outra passagem atribuída a Jesus se refere ao prazo para seu
segundo advento:
Mateus 10:23
23 - Quando pois vos perseguirem nesta cidade, fugi para outra;
porque em verdade vos digo que NÃO ACABAREIS DE PERCORRER AS
CIDADES DE ISRAEL SEM QUE VENHA O FILHO DO HOMEM.

Embora esta passagem não cite o prazo de uma geração, é
perfeitamente condizente com ela. UMA GERAÇÃO seria tempo
suficiente para que a "boa nova" de Jesus fosse anunciada em
MENOS DA TOTALIDADE das cidades de Israel. É até inconcebível
que TODAS as cidades de Israel já não tenham ATÉ HOJE sido
visitadas por cristãos pregando o evangelho!
Também CAIFÁS deveria presenciar a vinda de Jesus do céu:
Mateus 26:64
64 - Repondeu-lhe Jesus: "É como disseste; contudo vos digo que
VEREIS EM BREVE o Filho do homem assentado à direita do Poder, e
VINDO SOBRE AS NUVENS do céu".
Marcos 14:62
E Jesus disse-lhe: Eu o sou, e vereis o Filho do homem assentado à
direita do poder de Deus, e vindo sobre as nuvens do céu.

Nada disto aconteceu.

13

5 - Os primeiros cristãos acreditavam que presenciariam o
segundo advento:

João 21:22–23
22 - Se eu quiser QUE ELE FIQUE ATÉ QUE EU VENHA, que tens tu
com isso? Segue-me tu." 23 - Divulgou-se, pois, entre os irmãos este
dito, que aquele discípulo não havia de morrer. Jesus, porém, não
disse que não morreria, mas: "SE EU QUISER que ele fique até que eu
venha, que tens tu com isso?

Note que o evangelho de João foi escrito tardiamente (entre os
anos 90 e 120 E.C.), depois que o tal discípulo — como era de se
esperar — morreu sem que Jesus voltasse. Por isso houve tempo
para acrescentar a ressalva do "se eu quiser". Mas a passagem é
reveladora ao mostrar que, entre os primeiros cristãos, EXISTIA
a ideia de que Jesus viria durante o tempo de vida de pelo menos
um de seus discípulos diretos ou não criariam tal expectativa.
Paulo diz que a ressurreição dos mortos aconteceria antes que
todos "dormissem" (i.e., "morressem"), referindo-se ao prazo
estipulado por Jesus:
14

1 Coríntios 15:51–52
51 - Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, NEM TODOS
DORMIREMOS, MAS TODOS SEREMOS TRANSFORMADOS, 52 - num
momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta;
porque a trombeta soará, e OS MORTOS RESSUSCITARÃO
incorruptíveis, e nós seremos transformados.

Paulo se inclui entre os que irão testemunhar a vinda de
Jesus. Note o seu uso do pronome "nós":
1 Tessalonicenses 4:14–15
14 - Porque, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim
também aos que em Jesus dormem, Deus os tornará a trazer com ele.
15 - Dizemo-vos, pois, isto, pela palavra do Senhor: que NÓS, OS QUE
FICARMOS VIVOS PARA A VINDA DO SENHOR, não precederemos os
que dormem.

Paulo pede a Timóteo que observe um mandamento até a
volta de Jesus:
1 Timóteo 6:13–14
13 - Mando-te diante de Deus, que todas as coisas vivifica, e de Cristo
Jesus, que diante de Pôncio Pilatos deu o testemunho de boa
confissão, 14 - Que guardes este mandamento sem mácula e
repreensão, até à aparição de nosso Senhor Jesus Cristo;

Os romanos que crucificaram Jesus iriam presenciar sua
volta:
Apocalipse 1:7
7 - Eis que vem com as nuvens, e TODO O OLHO O VERÁ, ATÉ OS
MESMOS QUE O TRASPASSARAM; e todas as tribos da terra se
lamentarão sobre ele. Sim. Amém.

15

6 - Os primeiros cristãos acreditavam já viver os "últimos
tempos":

Paulo de novo usa o pronome "nós":
1 Coríntios 10:11
11 - Ora, tudo isto lhes sobreveio como figuras, e estão escritas para
aviso NOSSO, PARA QUEM JÁ SÃO CHEGADOS OS FINS DOS
SÉCULOS.

16

Hebreus 1:1
1 - Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas
maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos NESTES ÚLTIMOS
DIAS pelo Filho,
Hebreus 9:26
26 - [...] MAS AGORA NA CONSUMAÇÃO DOS SÉCULOS uma vez se
manifestou, para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo.
Hebreus 10:25
25 - Não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns,
antes admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais, quanto VEDES
QUE SE VAI APROXIMANDO AQUELE DIA.

Bem, eles acreditavam "ver" os "sinais" dos últimos tempos
acontecendo à sua volta, JÁ EM SUA ÉPOCA: Profecias, visões e
sonhos inspirados pelo Espírito Santo:
Atos 2:15–17
15 - Estes homens não estão embriagados, como vós pensais, sendo
a terceira hora do dia. 16 - Mas isto é o que foi dito pelo profeta Joel:
17 - E NOS ÚLTIMOS DIAS acontecerá, diz Deus, Que do meu Espírito
derramarei sobre toda a carne; E os vossos filhos e as vossas filhas
profetizarão, Os vossos jovens terão visões, E os vossos velhos terão
sonhos.
1 Pedro 1:20
20 - O qual, na verdade, em outro tempo foi conhecido, ainda antes
da fundação do mundo, mas manifestado NESTES ÚLTIMOS TEMPOS
por amor de vós;

Gente zombando dos cristãos pela demora em Jesus voltar
foi transformado em "sinal" de que se viviam os últimos
dias:
2 Pedro 3:3–4
[...] NOS ÚLTIMOS DIAS virão escarnecedores com zombaria andando
segundo as suas próprias concupiscências, e dizendo: "Onde está a

17

promessa da sua vinda? Porque desde que os pais dormiram, todas as
coisas permanecem como desde o princípio da criação."

É engraçado notar que 2 Pedro 3 é um texto tardio (entre 100 e
160 EC) escrito justamente para acalmar os cristãos diante do
constrangimento da demora e do escárnio, dizendo que a demora
é devido à bondade de Deus, para que mais gente possa salvarse, só que ele NÃO RESOLVE o problema do prazo:
2 Pedro 3:8
8 - Mas vós, amados, não ignoreis uma coisa: que UM DIA para o
Senhor É COMO MIL ANOS, E MIL ANOS COMO UM DIA.

Jesus não estabeleceu o prazo para sua volta em termos de "dias"
ou "anos". O prazo é o TEMPO DE VIDA de sua geração ou, mais
precisamente, de seus seguidores. Provavelmente alguns cristãos
acabaram expressando esse prazo em termos de anos, e o texto
tratou de desabonar essas especulações. Mas o prazo realmente
dado por Jesus não foi solucionado aqui. Também a presença de
"muitos anticristos" lhes convencia de estarem nos últimos
tempos — ou melhor, na ÚLTIMA HORA!
1 João 2:18
18 - Filhinhos, É A ÚLTIMA HORA. Como ouviste dizer, o Anticristo está
para chegar, mas JÁ AGORA há muitos anticristos, donde SABEMOS
que É A ÚLTIMA HORA.

(Se um dia para o Senhor é como mil anos, uma hora seria o que,
1000 ÷ 24 = aproximadamente 42 anos? E Adão teria vivido mais
de 300 milhões de anos).

18

7 - Declarações genéricas sobre a iminência do segundo advento:
João 5:25
25 - Vem a hora, E AGORA É, em que os mortos ouvirão a voz do Filho
de Deus.
Romanos 16:20
20 - E o Deus de paz esmagará EM BREVE Satanás debaixo dos vossos
pés.

Paulo até mesmo sugeriu que não se fizessem planos para
o futuro:
1 Coríntios 7:29–31
29 - Isto, porém, vos digo, irmãos, que O TEMPO SE ABREVIA; pelo
que, doravante, os que têm mulher sejam como se não a tivessem;
30 - os que choram, como se não chorassem; os que folgam, como se
não folgassem; os que compram, como se não possuíssem; 31 - e os
que usam deste mundo, como se dele não usassem em absoluto,
porque a aparência deste mundo passa.
Hebreus 10:37
37 - Pois ainda em BEM POUCO TEMPO, aquele que há de vir, virá, e
NÃO TARDARÁ.
Tiago 5:7–8
7 - Portanto, irmãos, sede pacientes até a vinda do Senhor. Eis que o
lavrador espera o precioso fruto da terra, aguardando-o com
paciência, até que receba as primeiras e as últimas chuvas. 8 - Sede
vós também pacientes; fortalecei os vossos corações, porque A VINDA
DO SENHOR ESTÁ PRÓXIMA.
1 Pedro 4:7
7 - Mas já ESTÁ PRÓXIMO O FIM DE TODAS AS COISAS, por tanto
sede sóbrios e vigiai em oração.

O Apocalipse, por ser justamente uma profecia simbólica da volta
triunfante de Jesus, abunda em avisos sobre sua iminência.
19

Apocalipse 1:1 - Revelação de Jesus Cristo, que Deus lhe deu para
mostrar aos seus servos as coisas que BREVEMENTE devem
acontecer;
Apocalipse 1:3 - Bem-aventurado aquele que lê e bem-aventurados
os que ouvem as palavras desta profecia e guardam as coisas que nela
estão escritas; porque O TEMPO ESTÁ PRÓXIMO.
Apocalipse 3:11 - "Venho SEM DEMORA".
Apocalipse 22:12 - "Eis que CEDO venho".
Apocalipse 22:20 - Aquele que testifica essas coisas diz: "Certamente
CEDO venho."
Apocalipse 22:7 - "Eis que CEDO venho".

20

8 - Conclusão: Tentativas cristãs frustradas de desqualificar o
prazo

Embora os cristãos tentem passar a imagem de que a segunda
vinda de Jesus é um evento ainda válido para a nossa geração e
de data praticamente indeterminada, todas essas passagens
implicam que a segunda vinda de Jesus era considerada como um
21

evento muito próximo, não em um sentido divino, mas em termos
humanos. É também curioso observar que a descrição que Jesus
deu sobre os falsos profetas bate com ele mesmo. Diante do
exposto, nada mais nos resta do que aplicar também a Jesus uma
passagem na própria Bíblia que diz:
Deuteronômio 18:21–22
E, se disseres no teu coração: Como conhecerei a palavra que o
SENHOR não falou? Quando o profeta falar em nome do SENHOR, e
essa palavra não se cumprir, nem suceder assim; esta é palavra que
o SENHOR não falou; com soberba a falou aquele profeta; não tenhas
temor dele.

1 - Jesus teria mentido?

Ou na verdade ele era apenas um homem com "boas" intenções?
Os cristãos gostam de dizer que "texto sem contexto é pretexto"
para heresias. Mas é engraçado como eles mesmos
DESCONSIDERAM COMPLETAMENTE O CONTEXTO para evitar a
interpretação óbvia das passagens que dão o prazo de uma
geração para o segundo advento de Jesus.

22

2 - Esta “geração” refere-se ao POVO judeu.

Mateus 24:34
Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que todas
essas coisas se cumpram.

23

Este argumento se baseia na possibilidade de "genea" ("geração")
poder ser traduzido como "nação":
http://htmlbible.com/sacrednamebiblecom/kjvstrongs/STRGRK10.htm
#S1074

1074 — γενεα - genea — from (a presumed derivative of) γενος genos 1085; a generation; by implication, an age (the period or
the persons): — age, generation, nation, time.
Note que, apesar de "nação" estar entre as possíveis traduções, a
EXPLICAÇÃO do sentido se refere a um conceito claramente
TEMPORAL. Não se trataria meramente de uma "nação", mas uma
nação em uma determinada época. Mas mesmo que "nação"
pudesse ser livremente usada para traduzir genea neste caso,
ainda assim "geração" se encaixa melhor no contexto do capítulo.
Analisemos o texto:
Em resposta às perguntas dos discípulos (versículos 1-3), depois
de falar O QUE iria acontecer (vss. 4-31), Jesus passa a abordar
a questão de QUANDO isso iria acontecer.
Jesus usa uma metáfora para dizer que através de sinais se
podem perceber a proximidade de algo. (vs. 32) Então, passando
da metáfora para caso concreto, diz que quando as coisas
descritas nos versículos anteriores (4-31) acontecessem isso seria
sinal de que sua volta estaria iminente, ele estaria "PRÓXIMO, ÀS
PORTAS". (vs. 33). Neste ponto o CONTEXTO está focado na
PROXIMIDADE da volta de Jesus. Então vem o vs. fatídico:
34 "EM VERDADE VOS DIGO..."
Essa expressão comumente é usada para arrematar um assunto,
declarando com mais clareza ou força expressiva algo que vinha
24

sendo apenas sugerido, ou revelando uma informação de relevo
dentro do assunto tratado. Neste ponto, em que se acabou de
falar da PROXIMIDADE da volta de Jesus, o que parece ser mais
relevante? O que arremata melhor o assunto, justificando o uso
da expressão "em verdade vos digo"?
1. "Na verdade, ESTA GERAÇÃO (de meados do século I) não
passará sem que todas essas coisas aconteçam." ou
2. "Na verdade, ESTA NAÇÃO (o povo judeu) não 'passará'
sem que todas essas coisas essas coisas aconteçam."
Ora, está claro que a opção (1) tem tudo a ver o assunto tratado,
dando maior precisão à proximidade da volta de Jesus, e a
proximidade é tamanha, tão dramática ("ESTA GERAÇÃO vai
presenciar tudo isso!") que justifica o "em verdade vos digo"! Já
a opção (2) não se encaixa bem. Ela não dá nenhuma informação
mais profunda, mais relevante, sobre a proximidade da vinda,
desviando o assunto e tirando o sentido do uso da expressão "em
verdade vos digo". Nada até o momento sugeria a possibilidade
de que o povo judeu pudesse desaparecer. Essa informação
parece deslocada e não recebe maiores explicações. Ou seja, O
CONTEXTO FAVORECE A INTERPRETAÇÃO DE "GERAÇÃO" EM SUA
ACEPÇÃO USUAL: um conjunto de pessoas cujos tempos de vida
coincidem. Sem falar que o verbo "passar" também combina mais
naturalmente com essa acepção do que com uma acepção de
"nação". O TEMPO passa, e "geração" é um conceito vinculado ao
tempo. Para falar de uma nação, seria mais natural dizer que ela
"desaparece", "morre" ou algo assim. Como se tudo isto não
bastasse, temos o apoio da NOVA TRADUÇÃO NA LINGUAGEM DE
HOJE, publicada em 2000 pela Sociedade Bíblica do Brasil, que
deixa claro o sentido de "genea".
Mateus 24:34

25

34 - Eu afirmo a vocês que isto é verdade: essas coisas vão acontecer
ANTES DE MORREREM TODOS OS QUE AGORA ESTÃO VIVOS.

3 - Jesus só voltará depois que o evangelho for pregado em todo o
mundo

Mas TAMBÉM essa pregação (Mateus 24:9-15) deveria ter
acontecido dentro da geração dos séculos I/II E.C. A expressão
"TODAS ESTAS COISAS" (Mateus 24:33-34) se refere a TUDO o
que foi dito em Mateus 24:4-31, e isso obviamente inclui a
pregação. O que temos aqui, na verdade, é MAIS UMA COISA que
não aconteceu no prazo estipulado. Bem, mas segundo Paulo
aconteceu, sim:
Colossenses 1:5-6
5 - [...a] palavra da verdade do evangelho, 6 - que já chegou a vós,
como TAMBÉM ESTÁ EM TODO O MUNDO; [...]"
Colossenses 1:23
23 - [...o] evangelho que tendes ouvido, O QUAL FOI PREGADO A
TODA CRIATURA QUE HÁ DEBAIXO DO CÉU, e do qual eu, Paulo, estou
feito ministro.

Segundo Paulo, a pregação em "todo o mundo" já aconteceu. Se
nos basearmos nele, a pregação não constitui algo que esteja
atrasando a volta de Jesus.
4 - Mateus 16:27-28: "Cumpriu-se na Transfiguração."

Exemplo de argumento:
"Os três evangelistas registram que a transfiguração ocorreu uma
semana depois desta afirmação, implicando assim o cumprimento
26

da predição. A Transfiguração foi uma miniatura do reino de
glória".
Mateus 16:27–28
27 - Porque o Filho do homem há de VIR na GLÓRIA de seu Pai, com
os seus ANJOS; E ENTÃO RETRIBUIRÁ a cada um segundo as suas
obras. 28 - Em verdade vos digo, alguns dos que aqui estão não
provarão a morte até que VEJAM VIR o Filho do homem no seu REINO.
Marcos 8:38
Porquanto, qualquer que, entre esta geração adúltera e pecadora, se
envergonhar de mim e das minhas palavras, também o Filho do
homem se envergonhará dele, quando vier na glória de seu Pai, com
os santos anjos.
Lucas 9:26-27
Porque, qualquer que de mim e das minhas palavras se envergonhar,
dele se envergonhará o Filho do homem, quando vier na sua glória, e
na do Pai e dos santos anjos. 28 - E em verdade vos digo que, dos
que aqui estão, alguns há que não provarão a morte até que vejam o
reino de Deus.

A transfiguração não se qualifica como cumprimento disto por
que:
1. Não é uma VINDA (Jesus JÁ ESTÁ lá).
2. Não envolve ANJOS.
3. Não é acompanhada de RETRIBUIÇÃO SEGUNDO AS

OBRAS.
4. Não envolve REINO.

Com menção à retribuição, percebe-se que Jesus estava se
referindo ao SEGUNDO ADVENTO, sua vinda gloriosa entre as
nuvens do céu, que seria avistada por todos (Mateus 24:30),
depois da qual julgaria os homens (JUÍZO FINAL), o que fica claro
quando se lê a passagem no CONTEXTO: Nos versículos anteriores
27

Jesus vinha falando de SALVAÇÃO ou PERDIÇÃO da alma (vide
Mateus 16:24–26; Marcos 8:34–37; Lucas 9:23–26), coisas que
TAMBÉM serão decididas no Juízo Final. Além disso, fica sem
sentido Jesus sugerir um risco de morte ("alguns dos que aqui
estão NÃO PROVARÃO A MORTE até que vejam...") que poderia
impedir as pessoas de verem algo que aconteceria dali a míseros
SEIS DIAS. E os evangelhos não mencionam que Jesus e seus
seguidores tenham sofrido alguma espécie de ataque nesse
tempo.
Esta passagem também nega a interpretação de
transfiguração constituiu uma visão do reino futuro:

que

a

1 Coríntios 2:9
9 - NEM OLHOS VIRAM, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou
em coração humano O QUE DEUS TEM PREPARADO para aqueles que
o amam.

Resumindo:
A TRANSFIGURAÇÃO não se qualifica como cumprimento do que
é dito. O contexto reforça que Jesus se refere ao SEGUNDO
ADVENTO que antecederia o JUÍZO FINAL.
1. "Cumpriu-se no Pentecostes."
2. "Cumpriu-se quando João viu Jesus em seu reino durante

a Revelação (Apocalipse)"
Aproveita-se o verbo "ver" em Mateus 16:28 para transformar
reles "visões" da vinda de Jesus como cumprimento disso. Mas,
no CONTEXTO de Mateus 16, é a própria VINDA que faz sentido,
não uma VISÃO da vinda. Jesus antes vinha falando de "ganhar"
e "perder" a vida por ter seguido suas palavras, uma óbvia
referência ao juízo final, que aconteceria após a vinda de Jesus.
28

Tendo ele falado disso, o versículo 28 começa com as palavras
"em verdade vos digo..."
Essa expressão costuma introduzir alguma coisa muito relevante
em relação ao que vinha sendo dito antes. Que relevância tem
dizer que alguns ali teriam uma VISÃO da vinda dele? Uma mera
VISÃO para ALGUNS DALI não tem nenhum efeito prático! Tira
todo o sentido da expressão "em verdade vos digo"! Mas tem
MUITA relevância dizer que ALGUNS dali iriam ver a VINDA REAL
de Jesus. Isso dá um enorme sentido de URGÊNCIA à necessidade
de seguir a Jesus, pois o tempo é espantosamente CURTO. Isto
justifica a expressão "em verdade vos digo".

5 - Mateus 10:23 - "Cumpriu-se na Ressureição".
Mateus 10:23
Quando pois vos perseguirem nesta cidade, fugi para outra; porque
em verdade vos digo que não acabareis de percorrer as cidades de
Israel sem que venha o Filho do homem.

Esta explicação cai muito mal, quando a Bíblia diz que Jesus
ressuscitou no TERCEIRO DIA (contando com sua morte: morreu
na sexta-feira, ressuscitou no domingo DE MANHÃ), tempo que
mal daria para visitar umas poucas cidades MUITO próximas
(como Emaús, Lucas 24), voltando rapidamente, pois na tarde
daquele mesmo dia eles já estavam TODOS reunidos EM
JERUSALÉM, escondidos dos judeus (João 20:19)! É totalmente
SEM SENTIDO dizer que eles não chegariam a visitar TODAS as
cidades de Israel, fugindo DE UMA PARA OUTRA, quando eles não
teriam tempo de visitar praticamente NENHUMA!
29

E também foi só aí que Jesus efetivamente os enviou a pregar o
evangelho, começando por Jerusalém:
Lucas 24:47-49
E em seu nome se pregasse o arrependimento e a remissão dos
pecados, em todas as nações, começando por Jerusalém. 48 - E destas
coisas sois vós testemunhas. 49 - E eis que sobre vós envio a
promessa de meu Pai; ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que
do alto sejais revestidos de poder.

Nenhum deles foi "entregue ao sinédrio" ou "açoitado nas
sinagogas" ou "levado à presença de governadores" nesse
curtíssimo espaço de tempo. As orientações de Mateus 10 só
fazem sentido num espaço de tempo maior, no qual Mateus 10:23
obviamente se refere ao SEGUNDO ADVENTO.
O retorno de Jesus era para ter acontecido há 2.000 anos e
fracassou por uma razão bem simples: mortos não ressuscitam
e deuses são mitos.

PROVADO PELA BÍBLIA: JESUS NÃO VOLTA.

30

9 - A grande farsa da ressurreição
A ressurreição é uma farsa completa. Não existe no Antigo
Testamento nenhuma profecia sobre a ressurreição de Jesus,
então os cristãos tentaram forçar uma profecia em Oseias 6:2,
coisa comum em todas as profecias sobre Jesus, já que ele é
completamente inexistente para o Antigo Testamento.

O Deus judaico do Antigo Testamento jamais ouviu falar de seu
próprio filho e jamais falou nada sobre assassiná-lo por qualoquer
razão.

31

1 - Profecia falsa da ressurreição - Oseias 6:2 >>>

Este problema teológico se concentra basicamente no uso que os
primeiros seguidores de Jesus faziam das escrituras judaicas para
validar suas próprias crenças. Veremos com facilidade que a
ressurreição no terceiro dia é uma má interpretação literal cristã
de uma passagem simbólica contida no Antigo Testamento. O
texto bíblico no qual os cristãos dizem fazer referência à
ressurreição de Jesus no terceiro dia, é Oseias 6:2. O texto nos
diz:
Oséias 6:2
Depois de dois dias nos dará a vida; ao terceiro dia nos ressuscitará,
e viveremos diante dele.

O problema que veremos aqui, no que diz respeito ao cristianismo,
é o mau uso teológico desta passagem para dar base a um Cristo
ressuscitado no terceiro dia, forçando esta passagem de Oseias a
se enquadrar na figura do messias (1) cristão. Na teologia judaica
do primeiro século não havia nenhuma ideia sequer de um
redentor morto e trazido de volta à vida no terceiro dia.
O renomado estudioso Bart. D. Ehrman, comenta:
[Antes do cristianismo, não sabemos de nenhum judeu que
profetizasse um messias que viria sofrer e morrer pelos pecados
dos outros e depois ressuscitar dos mortos. Como então seria o
messias?
Sabemos
por
documentos
judaicos
escritos
aproximadamente da época de Jesus que havia várias
expectativas sobre como ele seria. Em nenhuma delas ele era algo
semelhante a Jesus.] (EHRMAN, Bart D. Quem Jesus Foi? Quem
Jesus Não Foi? 2010, pg. 247)
32

Ou seja, esta ideia de um salvador que morre, não fazia parte da
crença judaica do tempo de Jesus. Podemos ver isso no próprio
Evangelho de João:
João 12:32-34
E eu, quando for levantado da terra, todos atrairei a mim.
E dizia isto, significando de que morte havia de morrer. Respondeulhe a multidão: Nós temos ouvido da lei, que o Cristo permanece para
sempre; e como dizes tu que convém que o Filho do homem seja
levantado? Quem é esse Filho do homem?

O próprio texto joanino mostra que nem passava pela cabeça dos
judeus do primeiro século um messias que seria derrotado na
morte e que sairia vencedor no terceiro dia. Isso por si só já
mostra que um messias assassinado era um ensino totalmente
novo para os judeus daquele tempo. Mas, será que Oseias
realmente profetizou a ressurreição de Jesus? Vamos considerar
a profecia de Oseias em seu contexto histórico.
O livro de Oseias diz respeito primariamente ao reino setentrional
de Israel, de dez tribos (também chamado de Efraim, segundo o
nome de sua tribo dominante, nomes estes que são usados de
forma intercambiável no livro). Quando Oseias começou a
profetizar, durante o reinado do Rei Jeroboão, Israel gozava de
prosperidade material. Mas o povo rejeitara o conhecimento sobre
Deus. (Oseias 4:6) Suas práticas iníquas incluíam derramamento
de sangue, roubo, fornicação, adultério e a veneração a Baal e
ídolos-bezerros. (2:8, 13; e 4:2, 13, 14; e 10:5) Depois da morte
do Rei Jeroboão a prosperidade cessou, e passaram a prevalecer
condições assustadoras, marcadas por inquietação e assassinatos
políticos. (2Reis 14:29-15:30) O fiel Oseias também profetizou
em meio a tais circunstâncias. Por fim, em 740 AEC, Samaria caiu
33

diante dos assírios, trazendo o fim ao reino de dez tribos. — 2Reis
17:6.
Tendo em mente esse fundo histórico, leia Oseias 6:1-2. Se você
não tivesse conhecimento nenhum sobre a ressurreição de Cristo
no terceiro dia, conforme narrado nos Evangelhos, em que parte
desses versículos você veria o escritor falando de maneira
profética de um Redentor que iria ser morto e levantado no
terceiro dia? Provavelmente em nenhuma parte, pois é notório
que o contexto de Oseias nada tem a ver com o Messias
ressuscitado.
Vejamos Oseias 6:2 detalhadamente:
Depois de dois dias NOS dará a vida;
Aqui o escritor diz [NOS], incluindo-se como judeu e se referindo
ao seu povo. Em que parte você vê aqui o escritor fazendo
referência a um messias salvador de Israel e levantado no terceiro
dia? Continuando, Oseias diz:
Ao terceiro dia NOS ressuscitará, e viveremos diante dele.
Mais uma vez uma aplicação nacional e não singularizada em um
Messias morto e ressuscitado no dia terceiro.
Olhando de maneira neutra para esse versículo, a primeira coisa
que podemos comentar no que diz respeito à cronologia (1) é que
a fraseologia usando a palavra [DIA] ocorre em linguagem poética
hebraica, quando ele diz [DEPOIS DE DOIS DIAS] e [AO
TERCEIRO DIA]. Esta mudança numérica faz parte do estilo
literário da língua hebraica. Vejamos um exemplo:
34

[Há seis coisas que Yahweh deveras odeia; sim, há sete coisas
detestáveis para a sua alma:] (Provérbios 6:16)
Notamos dentro da literatura hebraica que quando se diz [seis] e
depois menciona [sete], assim como no outro texto em que o
escritor diz [dois dias] e depois diz [terceiro dia], é algo a ser
entendido de forma simbólica. Estamos falando aqui de
interpretação exegética (3) literária hebraica e não de fé.
Observe: No caso do texto de Provérbios notamos que o escritor
judeu usa a mesma forma literária poética. No caso das coisas que
Yahweh odeia, embora sejam mencionadas sete coisas, qualquer
cristão há de reconhecer que existe bem mais de sete coisas que
Deus odeia no que tange ao comportamento humano.
Sendo o [sete] algo simbólico em termos de literatura judaica e
uma vez que Oseias usa a mesma fraseologia ou estilo literário de
citação e correção numérica, parece que [dois dias] e depois
[terceiro dia] de Oseias, em que Yahweh iria levantar os judeus
dentre os mortos, parece ser algo metafórico, ou seja, tão
simbólico quanto a expressão em provérbios [há seis coisas] e
[sim, há sete coisas]. Os [três] de Oseias não é um período de 72
horas.
Outro ponto forte que favorece a interpretação metafórica do
[terceiro dia] mencionado é que a própria ressurreição
mencionada em Oséias do povo judeu, quando o escritor diz [nos
dará vida], só pode ser entendida simbolicamente, uma vez que
o povo judeu não havia sido dizimado para que assim pudesse
pedir uma ressurreição literal; até mesmo o escritor estando vivo
e dizendo [NOS DARÁ VIDA] só pode estar se referindo a algo
metafórico, uma vez que ele já está vivo.
35


A NetBible, em uma nota ao pé da página, comenta sobre
esta expressão em hebraico, [em três dias]:
[Heb] [depois de dois dias] (assim na KJV, NIV, NRSV). A
expressão [depois de dois dias] é um idiomatismo que
significa [depois de um curto tempo] (Veja, e.g., Jz 11:4;
BDB 399 s.v. ‫ יוֹם‬5.a).”

Qualquer teólogo logo reconheceria que a ressurreição
mencionada aqui é figurativa da condição espiritual em que se
encontrava Israel. – cf. Ezequiel 37:1-28.
Se a ressurreição mencionada em Oseias é simbólica, porque o
número de dias há de ser entendido de maneira literal? E mais
ainda, porque deveria ser entendido como se referindo a um
acontecimento histórico da vida de Cristo? Isso não parece mais
a tentativa desesperada dos cristãos de achar no Antigo
Testamento uma referência à uma ressurreição no terceiro dia?

Isso não é profecia messiânica, isso é uma má
interpretação de um texto isolado!

O próprio Albert Barnes, erudito evangélico ortodoxo do século
XVII, comentou sobre esse texto de Oseias:

It was not the prophet’s object here… A profecia messiânica
não era o objetivo do profeta aqui, ...

Então porque os cristãos viram nessa passagem uma profecia
messiânica? ORA, NO AT NÃO EXISTE QUASE NADA SOBRE UM
MESSIAS QUE MORRE E SE LEVANTA NO TERCEIRO DIA, ASSIM,
ESSE VERSÍCULO CAIU COMO UMA LUVA PARA A TEOLOGIA
CRISTÃ. Além disso, muito se discute, principalmente entre
36

teólogos cristãos e eruditos judeus, sobre o que o profeta Oseias
queria dizer primariamente com essas palavras.
Os cristãos precisavam enquadrar Jesus em alguma passagem do
Antigo Testamento para que pudessem, não apenas alimentar a
própria fé, mas responder as calúnias levantadas pelos judeus
contra um salvador que não salvou a si mesmo.
Portanto, com bastante criatividade é fácil achar em um livro tão
longo como a Bíblia, passagens que se encaixem com o que você
acredita, pois é o que fazem milhares de facções cristãs com
interpretações contraditórias sobre partes da Bíblia que
interessam aos seus dogmas inventados. Assim, mesmo que
acreditássemos na inspiração bíblica, teríamos esbarrado na
falácia cristã que tenta sempre ter uma nova interpretação sobre
suas próprias crenças para que possa manter viva sua fé e não
perder todos os crentes de uma vez.

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“Dois informadíssimos volumes de Karlheinz Deschner
sobre a política dos Papas no século XX, uma obra
surpreendentemente silenciada peols mesmos meios de
comunicação que tanta atenção dedicaram ao livro de
João Paulo II sobre como cruzar o umbral da esperança a
força de fé e obediência. Eu sei que não está na moda
julgar a religião por seus efeitos históricos recentes,
exceto no caso do fundamentalismo islâmico, mas alguns
exercícios de memória a este respeito são essenciais para
a
compreensão
do
surgimento
de
algumas
monstruosidades políticas ocorridas no século XX e outras
tão atuais como as que ocorrem na ex-Jugoslávia ou no
País Basco”.
Fernando Savater. El País, 17 de junho de 1995.
“Este segundo volume, como o primeiro, nos oferece uma
ampla e sólida informação sobre esse período da história
da Igreja na sua transição de uma marcada atitude de
condescendência com regimes totalitários conservadores
até uma postura de necessária acomodação aos sistemas
democráticos dos vencedores ocidentais na Segunda
Guerra Mundial”.

312 páginas
"Su visión de la historia de
la Iglesia no sólo no es
reverencial, sino que, por
usar
una
expresión
familiar, ‘no deja títere con
cabeza’. Su sarcasmo y su
mordaz
ironía
serían
gratuitos si no fuese porque
van de la mano del dato
elocuente y del argumento
racional. La chispa de su
estilo se nutre, por lo
demás,
de
la
mejor
tradición volteriana."
Fernando Savater. El País,
20 de mayo de 1990

Gonzalo Puente Ojea. El Mundo, 22 de outubro de 1995.
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41

136 páginas

480 páginas

304 páginas

De una manera didáctica,
el profesor Karl Deschner
nos ofrece una visión crítica
de la doctrina de la Iglesia
católica y de sus trasfondos
históricos. Desde la misma
existencia de Jesús, hasta
la polémica transmisión de
los
Evangelios,
la
instauración y significación
de los sacramentos o la
supuesta infalibilidad del
Papa.
Todos estos asuntos son
estudiados, puestos en
duda y expuestas las
conclusiones en una obra
de rigor que, traducida a
numerosos idiomas, ha
venido a cuestionar los
orígenes,
métodos
y
razones de una de las
instituciones
más
poderosas del mundo: la
Iglesia católica.

“Se bem que o cristianismo
esteja hoje à beira da
bancarrota
espiritual,
segue impregnando ainda
decisivamente nossa moral
sexual, e as limitações
formais de nossa vida
erótica continuam sendo
basicamente as mesmas
que nos séculos XV ou V, na
época de Lutero ou de
Santo Agostinho. E isso nos
afeta a todos no mundo
ocidental, inclusive aos não
cristãos ou aos anticristãos.
Pois o que alguns pastores
nômadas
de
cabras
pensaram há dois mil e
quinhentos anos, continua
determinando os códigos
oficiais desde a Europa até
a América; subsiste uma
conexão tangível entre as
ideas sobre a sexualidade
dos
profetas
veterotestamentarios ou de
Paulo e os processos penais
por conduta desonesta em
Roma, Paris ou Nova York.”
Karlheinz Deschner.

"En temas candentes como
los del control demográfico,
el uso de anticonceptivos,
la ordenación sacerdotal de
las mujeres y el celibato de
los sacerdotes, la iglesia
sigue anclada en el pasado
y bloqueada en su rigidez
dogmática. ¿Por qué esa
obstinación que atenta
contra la dignidad y la
libertad de millones de
personas? El Anticatecismo
ayuda eficazmente a hallar
respuesta a esa pregunta.
Confluyen en esta obra dos
personalidades de vocación
ilustradora y del máximo
relieve en lo que, desde
Voltaire, casi constituye un
Género literario propio: la
crítica de la iglesia y de
todo
dogmatismo
obsesivamente
<salvífico>.

42

1 – (365 pg) Los
orígenes, desde el
paleocristianismo hasta
el final de la era
constantiniana

2 - (294 pg) La época
patrística y la
consolidación del
primado de Roma

3 - (297 pg) De la
querella de Oriente hasta
el final del periodo
justiniano

4 - (263 pg) La Iglesia
antigua: Falsificaciones y
engaños

5 - (250 pg) La Iglesia
antigua: Lucha contra los
paganos y ocupaciones
del poder

6 - (263 pg) Alta Edad
Media: El siglo de los
merovingios

43

7 - (201 pg) Alta Edad
Media: El auge de la
dinastía carolingia

8 - (282 pg) Siglo IX:
Desde Luis el Piadoso
hasta las primeras luchas
contra los sarracenos

9 - (282 pg) Siglo X:
Desde las invasiones
normandas hasta la
muerte de Otón III

Sua obra mais ambiciosa, a “Historia
Criminal do Cristianismo”, projetada em
princípio a dez volumes, dos quais se
publicaram nove até o presente e não se
descarta que se amplie o projeto. Tratase da mais rigorosa e implacável
exposição jamais escrita contra as formas
empregadas pelos cristãos, ao largo dos
séculos, para a conquista e conservação
do poder.
Em 1971 Deschner foi convocado por uma corte em Nuremberg acusado
de difamar a Igreja. Ganhou o processo com uma sólida argumentação,
mas aquela instituição reagiu rodeando suas obras com um muro de
silêncio que não se rompeu definitivamente até os anos oitenta, quando
as obras de Deschner começaram a ser publicadas fora da Alemanha
(Polônia, Suíça, Itália e Espanha, principalmente).

44

414 páginas
LA BIBLIA DESENTERRADA
Israel Finkelstein es un arqueólogo y
académico
israelita,
director
del
instituto
de
arqueología
de
la
Universidad de Tel Aviv y coresponsable de las excavaciones en
Mejido (25 estratos arqueológicos, 7000
años de historia) al norte de Israel. Se
le
debe
igualmente
importantes
contribuciones a los recientes datos
arqueológicos
sobre
los
primeros
israelitas en tierra de Palestina
(excavaciones de 1990) utilizando un
método que utiliza la estadística (
exploración de toda la superficie a gran
escala de la cual se extraen todas las
signos de vida, luego se data y se
cartografía por fecha) que permitió el
descubrimiento de la sedentarización de
los primeros israelitas sobre las altas
tierras
de
Cisjordania.

Es un libro que es necesario conocer.

639 páginas
EL PAPA DE HITLER: LA VERDADERA
HISTORIA DE PIO XII
¿Fue Pío XII indiferente al sufrimiento
del pueblo judío? ¿Tuvo alguna
responsabilidad en el ascenso del
nazismo? ¿Cómo explicar que firmara
un
Concordato
con
Hitler?
Preguntas como éstas comenzaron a
formularse al finalizar la Segunda
Guerra Mundial, tiñendo con la
sospecha al Sumo Pontífice. A fin de
responder a estos interrogantes, y con
el deseo de limpiar la imagen de
Eugenio Pacelli, el historiador católico
John Cornwell decidió investigar a
fondo su figura.

El profesor Cornwell plantea unas
acusaciones acerca del papel de la
Iglesia en los acontecimientos más
terribles del siglo, incluso de la historia
humana, extremadamente difíciles de
refutar.

45

513 páginas

326 páginas

480 páginas

En esta obra se describe
a algunos de los hombres
que ocuparon el cargo de
papa. Entre los papas
hubo un gran número de
hombres
casados,
algunos de los cuales
renunciaron
a
sus
esposas e hijos a cambio
del cargo papal. Muchos
eran hijos de sacerdotes,
obispos y papas. Algunos
eran bastardos, uno era
viudo, otro un ex esclavo,
varios eran asesinos,
otros incrédulos, algunos
eran ermitaños, algunos
herejes,
sadistas
y
sodomitas; muchos se
convirtieron en papas
comprando el papado
(simonía), y continuaron
durante
sus
días
vendiendo
objetos
sagrados para forrarse
con el dinero, al menos
uno era adorador de
Satanás, algunos fueron
padres
de
hijos
ilegítimos, algunos eran
fornicarios y adúlteros en
gran escala...

Santos
e
pecadores:
história dos papas é um
livro que em nenhum
momento
soa
pretensioso. O subtítulo é
explicado pelo autor no
prefácio, que afirma não
ter tido a intenção de
soar absoluto. Não é a
história dos papas, mas
sim,
uma
de
suas
histórias. Vale dizer que o
livro originou-se de uma
série para a televisão,
mas
em
nenhum
momento soa incompleto
ou
deixa
lacunas.

Jesús de Nazaret, su
posible descendencia y el
papel de sus discípulos
están
de
plena
actualidad. Llega así la
publicación de El puzzle
de Jesús, que aporta un
punto de vista diferente y
polémico sobre su figura.
Earl Doherty, el autor, es
un estudioso que se ha
dedicado
durante
décadas a investigar los
testimonios acerca de la
vida
de
Jesús,
profundizando hasta las
últimas consecuencias...
que a mucha gente le
gustaría no tener que
leer. Kevin Quinter es un
escritor
de
ficción
histórica al que proponen
escribir
un
bestseller
sobre la vida de Jesús de
Nazaret.

46

576 páginas

380 páginas

38 páginas

First published in 1976,
Paul
Johnson's
exceptional
study
of
Christianity has been
loved and widely hailed
for its intensive research,
writing, and magnitude.
In a highly readable
companion to books on
faith and history, the
scholar
and
author
Johnson has illuminated
the Christian world and
its fascinating history in a
way that no other has.

La Biblia con fuentes
reveladas (2003) es un
libro del erudito bíblico
Richard Elliott Friedman
que se ocupa del proceso
por el cual los cinco libros
de la Torá (Pentateuco)
llegaron a ser escritos.
Friedman sigue las cuatro
fuentes del modelo de la
hipótesis
documentaria
pero
se
diferencia
significativamente
del
modelo S de Julius
Wellhausen
en varios
aspectos.

An Atheist Classic! This
masterpiece,
by
the
brilliant atheist Marshall
Gauvin is full of direct
'counter-dictions',
historical evidence and
testimony that, not only
casts doubt, but shatters
the myth that there was,
indeed, a 'Jesus Christ',
as Christians assert.

47

391 páginas
PEDERASTIA EM LA IGLESIA CATÓLICA
En este libro, los abusos sexuales a
menores, cometidos por el clero o por
cualquier otro, son tratados como
"delitos", no como "pecados", ya que en
todos los ordenamientos jurídicos
democráticos del mundo se tipifican
como un delito penal las conductas
sexuales con menores a las que nos
vamos a referir. Y comete también un
delito todo aquel que, de forma
consciente y activa, encubre u ordena
encubrir
esos
comportamientos
deplorables.
Usar como objeto sexual a un menor, ya
sea mediante la violencia, el engaño, la
astucia o la seducción, supone, ante
todo y por encima de cualquier otra
opinión, un delito. Y si bien es cierto
que, además, el hecho puede verse
como un "pecado" -según el término
católico-, jamás puede ser lícito, ni
honesto, ni admisible abordarlo sólo
como un "pecado" al tiempo que se
ignora conscientemente su naturaleza
básica de delito, tal como hace la Iglesia
católica, tanto desde el ordenamiento
jurídico interno que le es propio, como
desde la praxis cotidiana de sus
prelados.

Robert Ambelain, aunque defensor de
la historicidad de un Jesús de carne y
hueso, amplia en estas líneas la
descripción que hace en anteriores
entregas de esta trilogía ( Jesús o El
Secreto Mortal de los Templarios y Los
Secretos del Gólgota) de un Jesús para
nada acorde con la descripción oficial
de la iglesia sino a uno rebelde: un
zelote con aspiraciones a monarca que
fue mitificado e inventado, tal y como
se conoce actualmente, por Paulo,
quién, según Ambelain, desconocía las
leyes judaicas y dicha religión, y quien
además usó todos los arquetipos de las
religiones que sí conocía y en las que
alguna vez creyó (las griegas, romanas
y
persas)
arropándose
en
los
conocimientos sobre judaísmo de
personas como Filón para crear a ese
personaje. Este extrajo de cada religión
aquello que atraería a las masas para
así poder centralizar su nueva religión
en sí mismo como cabeza visible de una
jerarquía eclesiástica totalmente nueva
que no hacía frente directo al imperio
pero si a quienes oprimían al pueblo
valiéndose de la posición que les había
concedido dicho imperio (el consejo
judío).

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Fontes:
1. Baseado no texto original de Edson Kunde:
2. http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=2467880&tid=5300
640197666288441
3. Correção, ampliação e atualização de:
4. http://porquenaocreio.blogspot.it/2011/04/distorcao-ressurreicaooseias-62.html
5. www.bibliaonline.com.br
6. Bíblia Sagrada, várias edições

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