Coleção Fábulas Bíblicas Volume 63

PAGANISMO E

MITOLOGIA

CRISTÃ
Mitologia e Superstição Judaico-cristã

JL
jairoluis@inbox.lv

Sumário
1 - As Crenças Cristãs são Mitos ........................................... 5
1 - O que é um mito? .................................................... 6
2 - Textos “sagrados” .................................................... 8
3 - Lendas ................................................................. 12
2 - Mitologia cristã ............................................................ 16
1 - Fé = Superstição .................................................... 17
2 - A Bíblia possui todos so tipos de mitos ...................... 19
3 - Atitudes cristãs contra o mito ........................................ 21
4 - Desenvolvimento Histórico ............................................ 23
1
2
3
4
5
6

-

Antigo Testamento ................................................. 23
Novo Testamento e o cristianismo primitivo ............... 26
Idade Média .......................................................... 27
O Renascimento e a Reforma ................................... 29
Iluminismo ............................................................ 30
Idade Moderna ...................................................... 30

5 - Temas e modelos míticos .............................................. 32
1 - A ascensão da montanha ........................................ 32
2 - Axis mundi ............................................................ 33
3 - O Mito do Combate................................................. 34
4 - O mito da descida aos infernos................................. 35
5 - O mito da morte de deus......................................... 36
6 - Mitos de inundações ............................................... 37
7 - Mitos fundadores.................................................... 37
8 - Mitos de heróis ...................................................... 38
9 - Paraíso ................................................................. 41
10 - Sacrifício ............................................................. 41
11 - Anjos .................................................................. 42
6 - O mito do eterno retorno .............................................. 44
7 - Legado ....................................................................... 46
1 - Os conceitos de progresso ....................................... 46
3

2 - As ideias políticas e filosóficas .................................. 46
8 - Notas ......................................................................... 48
9 - Referências ................................................................. 50
10 - Fontes ...................................................................... 52
11 - Conteúdo original online: ............................................ 56
12 - Mais bobagens do Cristianismo >>> ............................. 57
Mais conteúdo recomendado ......................................... 58
Livros recomendados ................................................... 59

4

1 - As Crenças Cristãs são Mitos

O religioso cristão tenta a todo custo negar o uso da palavra “mito”
como definição de suas próprias crenças, mas não vê nenhum
problema em usá-la para definir as crenças diferentes da sua. Isto
não é algo que acontece apenas com os cristãos. Desde suas
origens, a palavra mito (muthos, μῦθος, ου, ὁ) foi usada pelas
religiões grecorromanas para se referir ao resto dos relatos
religiosos. “Os mitos formam parte do sistema de crenças de uma
cultura ou de uma comunidade, que os considera histórias
verdadeiras” e segundo o dicionário de grego bíblico, um mito é
“uma narração falsa que afirma que algo é a verdade; uma
fabricação (fábula), que subverte (substitui) o que é realmente
certo. ” Mas o que é um mito e porque as crenças religiosas o são
é o que explicaremos agora, já que ao religioso pelo visto lhe
custa entendê-lo. (Melhor seria dizer aceitá-lo).

5

1 - O que é um mito?

1 - Segundo o Dicionário da Real Academia da Língua
Espanhola é:
1. m. Narração fantasiosa situada fora do tempo histórico e
protagonizada por personagens de carácter divino ou
heroico. Frequentemente interpreta a origem do mundo ou
grandes acontecimentos da humanidade.
2. m. História fictícia ou personagem literário ou artístico que
condensa alguma realidade humana de significado
universal.
3. m. Pessoa ou coisa rodeada de extraordinária estima.
4. m. Pessoa ou coisa às quais se atribuí características ou
importância que não possuem, ou uma realidade de que
carecem.

2 - Segundo o Oxford Dictionary:
1. A história tradicional, especialmente sobre o início da
história de um de um povo ou explicar fenômeno natural ou
social, e geralmente envolvendo eventos ou seres
sobrenaturais: antigos mitos celtas.
2. Uma crença ou noção amplamente difundida, mas falsa.
3. Uma pessoa ou coisa fictícia ou imaginária.
4. Uma concepção exagerada ou idealizada de uma pessoa
ou coisa.

6

3 - Segundo o Merriam-Webster:




1 a: Uma história geralmente tradicional de eventos
ostensivamente históricos que serve para revelar parte da
visão de mundo de um povo ou explicar uma prática,
crença, ou fenômeno natural.
b: parábola, alegoria
2 a: uma crença popular ou tradição que cresceu em torno
de algo ou alguém; Especialmente: uma que consagra os
ideais e as instituições de uma sociedade ou segmento da
sociedade
<seduzido
pelo
mito
americano
do
individualismo - Orde Coombs>
b: uma noção infundada ou falsa
3: uma pessoa apenas imaginária ou coisa de existência
inverificável
4: todo o corpo de mitos

4 - Segundo o Michaelis

mito1
mi.to1
sm (gr mythos) 1 Fábula que relata a história dos deuses,
semideuses e heróis da Antiguidade pagã. 2 Interpretação
primitiva e ingênua do mundo e de sua origem. 3 Tradição
que, sob forma alegórica, deixa entrever um fato natural,
histórico ou filosófico. 4 Exposição simbólica de um fato. 5
Coisa inacreditável. 6 Enigma. 7 Utopia. 8 Pessoa ou coisa
incompreensível.

5 - Segundo o Priberam
7


mi·to
substantivo masculino

Personagem, fato ou particularidade que, não tendo sido
real, simboliza não obstante uma generalidade que se deve
admitir.
Coisa ou pessoa que não existe, mas que se supõe real.
Coisa só possível por hipótese; quimera.


Esclarecido que tanto em uma língua como em outra, como em
praticamente todas as línguas (seja por exemplo o italiano, o
francês ou o alemão), elas coincidem em descrever o que
entendemos como mito, vejamos agora de que se compôe e o quê
se afirma na religião, especialmente na (mitologia) cristã …

2 - Textos “sagrados”
Desde que surgiu a escrita, mesmo que seu primeiro uso tenha
sido puramente comercial, todas as culturas começaram a
plasmar seus pensamentos e crenças, seja talhando em pedra,
gravando em papiro, pergaminho ou finalmente em papel.
Seguindo fielmente a falácia ad antiquitatem1, o ser humano
decidiu basear sua vida em uma série de preceitos estabelecidos
por antepassados, devido a uma crença cega no testemunho
anedótico desses autores; na crença de que o relatado em tais
textos aconteceu como é narrado neles e também no uso
interpretativos deles.

A expressão latina Argumentum ad antiquitatem, também chamada de apelo à
tradição ou à antiguidade, é uma falácia que consiste em dar autoridade a algo em
função de sua antiguidade, ou ainda afirmar que algo é verdadeiro ou bom porque é antigo
ou porque "sempre foi assim".
1

8

Toda religião atual conta com pelo menos um manual cheio
histórias, ordens, mandamentos e leis que devem ser cumpridas
pelo infeliz crente, se não quiser incorrer em uma falta ou pecado;
e cujo cumprimento rigoroso lhe trará uma bela recompensa.
Porém, tanto o castigo como a recompesa só receberá depois de
morto.
Só pelas promessas de castigo e recompensa para depois da
morte, já podemos desconfiar que estamos falando de mitos, mas
há muito mais razões para isso.
1 – Personagens divinos ou heroicos
Em todos los textos “sagrados” das religiões seus
protagonistas são personages divinos ou heróicos
(mitológicos). Nas religiões sumério-babilônicas um conjunto de
divindades como Apsu ou Tiamat, em supostos monoteísmos
abrahâmicos o personagem é Yahvé, na grega um panteão de
deuses e semideuses olímpicos, na hindú um politeísmo de deuses
zoomorfos, etc.
2 – Interpretação da origem do mundo
Em todas se interpreta a origem do mundo ou grandes
acontecimentos
da
humanidade.
Nas
civilizações
mesopotâmicas abundam os relatos sobre genealogias de líderes
politicoreligosos e suas peripecias; e sobre como estes sempre
estiveram guiados ou acompanhados por divindades que os
favoreciam ou prejudicavam de acordo com o pé que acordavam.
Os povos antigos finalmente escreveram os relatos trasmitidos
oralmente durante gerações, com suas correspondentes
modificações onde relatam guerras, amores, catástrofes, etc.
9

3 – Histórias fictícias
Sabemos que essas histórias literárias são fictícias em quase
100% graças às evidências físicas, geológicas, arqueológicas e
biológicas. Temos uma longa lista de incoerências que desafiam
todo conhecimento e toda evidência científica.

Os infelizes crentes nesses mitos não sabem como nem em
que se baseia ou como funciona a ciência e como esta
obtém respostas.

Um exemplo de condensação da realidade humana está nas
histórias bíblicas, onde existem enormes anacronismos na sua
cronologia.
Quando o universo foi criado?
Segundo o Arcebispo James Ussher: foi em 22 de Outubro de 4004
AEC.
Em 1650 Ussher escreveu o livro “Os anais do Mundo”. Baseandose na Bíblia, realizou uma série de cálculos que lhe levaram
a estimar o número de gerações, a duração media da vida humana
e das principais figuras bíblicas entre Adão e Eva e o nascimento
de Jesus Cristo. Segundo ele, as datas exatas a que chegou
foram:

Criação da Terra: no anoitecer de sábado 22 de
outubro de 4004 AEC.

Não só disse o ano, mas afirmou que a hora exata em que dita
criação deve ter começado: “às 18h00min de sábado 22 de
outubro de 4004 antes de Cristo”.

10

Na realidade, Ussher pôs como data o dia 23 de outubro, mas logo
se deu conta do erro, já que o tempo devia ter começado na noite
anterior, por que a Bíblia diz... (Gênesis 1:5)


Expulsão de Adão e Eva do Paraíso: segunda-feira 10
de novembro de 4004 AEC.
E o final do Dilúvio Universal (a arca de Noé pousa sobre
um monte): quarta-feira 5 de maio de 2348 AEC.
Veja a cronologia completa de Ussher >> cronologia
completa.

4 – Genealogias inventadas e vida muito longa
Aquí não é necessário detalhar a quantidade de qualidades e
características superlativas que certas pessoas, os líderes
religiosos de cada época, atribuiram a seus personagens
imaginários favoritos, amigos ou a eles mesmos, declarando tudo
por escrito. Exemplos?
– Genealogias fictícias de personages, desde Adão, que vivem
uma média de 930 anos e outros que vivem uma média de 500.
– Moisés. Personagem messiânico fictício a quem se atribui a
capacidade de comunicar-se e de ser a mão executora desse deus
de “amor e paz” que lança pragas sucessivas para convencer a
um faraó para que libere a um povo, enquanto ele “endurece o
coração” desse mesmo faraó para que não o faça.
– Josias, quem afirmou ter encontrado um livro perdido com
relatos e preceitos antigos da história de Judá (Deuteronômio) e
quem, sob seu mandato, recopilou todas as lendas em uma série
de textos (Tanak) onde, obviamente, não pintava muito bem a
seus inimigos, os assírios, babilonios e egípcios. Com ajuda desse
11

deus de “amor y paz” lutou e venceu em várias batalhas, segundo
os textos bíblicos.
– Jesús. Outro personagem messiânico fitício ao qual atribuíram
poderes e qualidades antinaturais e totalmente inúteis sob
qualquer ponto de vista racional, como caminar sobre água, curar
com cuspe, afogar animais “possuídos”, matar figueiras porque
não dão fruto fora de temporada ou converter água em vinho em
festas.

3 - Lendas
São numerosas as lendas que estas religiões criaram em torno
de seus “herois” e de seus inimigos. Exemplos?
1 - Sobre Herodes Antipas
O autor anônimo de Mateus, para forçar a combinação de Jesus
com o arquétipo clássico do menino salvo ao nascer, inventou que
este monarca realizou uma matança de meninos da qual,
obviamente, não há evidência alguma além do testemunho do
próprio autor desconhecido do evangelho, que para o cúmulo foi
escrito no final do século I. Mas qual é o propósito de Mateus ao
narrar este suposto evento? O próprio Mateus explica:
Mateus 2:13-15
E, levantando-se ele, tomou o menino e sua mãe, de noite, e foi para
o Egito. E esteve lá, até à morte de Herodes, para que se cumprisse
o que foi dito da parte do Senhor pelo profeta, que diz: Do Egito
chamei o meu Filho.

O que vemos é a interpretação, de novo, de um religioso a
respeito de uma passagem do Antigo testamento que nem mesmo
12

existe, já que o texto de Oseias, a que o autor de Mateus se refere,
fala do próprio Israel no Êxodo do Egito, nada a ver com suposto
messias que nasceria muitos séculos depois:
Oséias 11:1-5
Quando Israel era menino, eu o amei; e do Egito chamei a meu
filho. Mas, como os chamavam, assim se iam da sua face;
sacrificavam a baalins, e queimavam incenso às imagens de escultura.
Todavia, eu ensinei a andar a Efraim; tomando-os pelos seus braços,
mas não entenderam que eu os curava. Atraí-os com cordas humanas,
com laços de amor, e fui para eles como os que tiram o jugo de sobre
as suas queixadas, e lhes dei mantimento. Não voltará para a terra do
Egito, mas a Assíria será seu rei; porque recusam converter-se.

2 - Sobre os apóstolos
Principalmente sobre os de sua numerologia astrológica, os 12;
inventaram, não só suas peripécias, mas seus martírios (veja mais
em: A Frasa dos Doze Patetas de Jesus). Alguns inclusive
morreram várias vezes, em vários lugares e de formas diferentes.
3 - Sobre seus inimigos, Roma
Inventaram uma perseguição quando os cristãos nem sequer
existiam. Não se teve conhecimento de sua existência até
começos do século II; e quando se teve, para Roma era um grupo
reduzido e indistinguível do resto dos judeus. O exemplo mais
sonoro é Nero. (Veja mais em: Evidências falsas de Jesus Cristo)
– Entre tantos mártires, e baseando-se nessa fantasiosa
perseguição, inventaram também o famoso Jorge da Capadócia,
conhecido pela cristandade como São Jorge, já que este foi
canonizado pelo papa Gelásio I durante o século V. A própria
13

Enciclopédia Católica reconhece que o texto do qual provém sua
história, o Acta Santorum (s. XVII), está “cheio de exageros e
fantasias além de qualquer credibilidade”.
4 - Evangelio Pseudo-Mateus e mais invenções
No Evangelho Pseudo-Mateus (datado no século VI) podemos
encontrar uma versão da história do dragão (século IX) recopilada
por São Tiago de Voragine em Legenda Sanctorum (século XIII),
na qual o protagonista não é “São Jorge”, mas o próprio Jesus:

XVIII 1. Tendo chegado a uma caverna, e querendo repousar ali,
Maria desceu de seu cavalo, e sentou-se, tendo Jesus no colo.
Três meninos viajavam com José, e uma jovem com Maria. E eis
que de repente, saiu da caverna uma multidão de dragões,
e ao vê-los, as crianças gritaram de terror. Então Jesus desceu
dos joelhos de sua mãe, ficou em pé na frente dos dragões, e eles
o adoraram, e se foram. E assim se cumpriu a profecia de Davi,
louvado seja o Senhor sobre a terra, dragões vós e todos os
abismos.
2. E o menino Jesus, caminhando entre eles, ordenou-lhes para
não prejudicar os homens. Mas José e Maria temiam que a criança
foi ferida pelos dragões. E Jesus lhes disse: Não temas, e não
olhe para mim como uma criança, porque eu sempre fui um
homem crescido, e é preciso que todos os animais das florestas
se amansem diante de mim.
(Veja mais em – Histórias Falsas de Jesus Cristo)

– No século IX inventaram lendas como a de um rei Artur do
século VI lutando com os saxões. O primeiro texto, obviamente,
é um texto escocês, escrito em galês antigo, datado do século XIII
chamado Y Goddodin e atribuído a um poeta chamado Aneirin.
Desta lenda, assim como aconteceu com Jesus e seus apóstolos,

14

nasceram outras relacionadas com Artur e seus cavaleiros, como
Lancelote e Parcival.
– A estas podemos acrescentar as histórias de praticamente todos
os nobres e reis cristãos, como as atribuídas a Carlos Magno, a
Ricardo Coração de Leão, ao Cid, a Joana d`Arc, etc. Além das
atribuídas a todos os “Santos” da já mencionada “Acta Santorum”
e demais textos religiosos, principalmente os relacionados com
figuras “santas”. (O link acima leva a um exemplo, o “Fructus
Sanctorum y Quinta Parte del Flos Sanctorum” (1594), de Alonso
de Villegas)
A grande verdade é que não existe nenhuma só história que tenha
saído da boca de um religioso onde não figurem personagens com
atributos inventados ou exagerados, ou fatos antinaturais,
incoerentes ou anacrônicos. Todas as histórias, absolutamente
todas, estão cheias de atos “heroicos” e mortes pelas causas onde
se exacerba o ideal religioso: Um cristão poderia alegar que isto
ocorre com todo tipo de personagens históricos. Certo. A diferença
está no fato de que nenhum historiador toma tais eventos como
reais, mas como uma composição do próprio autor (por isso ditas
histórias são definidas como mitos). O religioso sim, os considera
reais e, por isso, sempre vira motivo de chacota em nossos
tempos modernos.

15

2 - Mitologia cristã

16

1 - Fé = Superstição
O problema é que as pessoas são educadas desde a infância a crer
na superstição. Durante a infância se impõe às crianças como
verdade inquestionável, que uns judeus de vários milhares de
anos atrás, conversavam e obedeciam a arbustos em chamas,
separavam mares, paravam o sol, transformavam água em vinho,
curavam leprosos, ressuscitavam mortos e mais um monte de
baboseiras bíblicas. Então, depois de adultos, essas pessoas
bitoladas irão acreditar e ser enganadas pelos leitores de tarô,
profetas, astrólogos, curandeiros, magos, pastores, padres,
médiuns,
espiritualistas,
sacerdotes,
angeólatras,
piramidologistas, adivinhos, ciganas, pais de santo, xamãs,
cientologistas, rabinos e uma infinidade de outros mentirosos
safados e aproveitadores da bobice humana. A superstição, a
bobice, a babaquice, a ingenuidade, a ignorância, o fanatismo, a
burrice etc, são os alimentos preferidos da fé.

17

A mitologia cristã é o corpo de narrações tradicionais associadas
com o cristianismo desde uma perspectiva mitográfica. No estudo
da mitologia, o termo "mito" se refere a uma história tradicional,
a princípio considerada como sagrada, que explica como funciona
o mundo e como seus habitantes chegaram a ter sua forma atual.n
1
Estas narrações tradicionais incluem, mas não se limitam às
histórias contidas na Bíblia.
Ao longo dos séculos, o cristianismo tem se dividido em múltiplas
denominações. Nem todas estas denominações possuem o
mesmo conjunto de narrações tradicionais. Por exemplo, os livros
da Biblia aceitos pela Igreja Católica Romana e pelas Igrejas
Ortodoxas Orientais incluem certo número de textos e histórias
(como as narradas nos livros de Judite e de Tobias) que muitas
denominações protestantes não aceitam como canônicos.

18

2 - A Bíblia possui todos so tipos de mitos

1 - Mitos cosmogônicos:
Todos os que tentam explicar a criação do mundo. São os que existem
em maior quantidade. NA BÍBLIA TEMOS O GÊNESIS. A princípio,
costumam em geral colocar a origem da terra em um oceano primitivo
(Gênesis). As vezes, uma raça de gigantes (Bíblia - Também vimos ali
gigantes, filhos de Anaque, descendentes dos gigantes; e éramos aos
nossos olhos como gafanhotos, e assim também éramos aos seus olhos.
Números 13:33 - Havia naqueles dias gigantes na terra; e também
depois, quando os filhos de Deus entraram às filhas dos homens e delas
geraram filhos; estes eram os valentes que houve na antiguidade, os
homens de fama. Gênesis 6:4), como os titãs, desempenham uma
função determinante nesta criação; neste caso, tais gigantes, que
costuma ser semideuses, constituem a primeira população da terra.

2 - Mitos teogônicos:
Relatam a origem dos deuses. Por exemplo, Atenea surge da cabeça de
Zeus, Jesus Cristo nasce do sexo de uma mulher com um ser espiritual
(Deus).

3 - Mitos antropogênicos:
Narram a aparição do ser humano, que pode ser criado a partir de
qualquer materia, viva (uma planta, um animal) ou inerte (pó, lodo,
argila, etc.). Os deuses os ensinam a viver sobre a terra. Normalmente
estão vinculados aos mitos cosmogônicos. Exemplo: lenda de Adão e
Eva.

19

4 - Mitos etiológicos:
Explicam a origem dos seres, das coisas, das técnicas e das instituições.
Exemplo: todos os relatos bíblicos relativos a Deus, ao cosmos e à
condição humana. Gênesis 1 é o exemplo mais palpável, junto com os
relatos do Êxodo.

5 - Mitos morales:
Explicam a existência do bem e do mal. A luta de Deus/Jesus/homem
contra o mal, cuja origem é o pecado, a queda do homem. Exemplo:
lenda da queda de Adão e Eva.

6 - Mitos fundacionais:
Contam lendas de como cidades foram fundadas por vontade dos
deuses. Um exemplo é a da fundação de Roma pelos gêmeos, Rômulo e
Remo, que foram amamentados por uma loba. Criação da cidade de
Enoque por Caim e outras.

7 - Mitos escatológicos:
Anunciam o futuro, o fim do mundo. Um mito que faz muito sucesso
ainda hoje. Estes mitos compreendem duas classes principais, de acordo
com o elemento causador da destruição do mundo: a água ou o fogo.
Geralmente estão vinculados à astrologia. A iminência do fim é
anunciada por uma maior frequência de eclipses, terremotos e todo tipo
de catástrofes naturais que aterrorizam os humanos. O clássico exemplo
é o Apocalipse'.

20

3 - Atitudes cristãs contra o mito

Os primeiros escritores cristãos evitaram utilizar o termo "mito"
para as histórias das escrituras canônicas. Na época em que teria
vivido o hipotético e fugidio Jesus de Nazaré, o mundo
grecorromano tinha começado a utilizar a palavra grega muthós
(mito, do grego antigo μυθος, translit. "muthós") para referir-se
a "fábula, ficção, mentira".1 2 Isso entrava em conflito com as
histórias sagradas (“mitos”) dos primeiros cristãos, porque as
classificava como histórias falsas e pagãs, o que realmente
21

eram e são até hoje. Paulo advertiu a Timóteo que não tivesse
nenhuma relação com "mitos estúpidos" (1 Timoteo 4:7 - Quanto
às fábulas profanas, esses contos extravagantes de comadres,
rejeita-as.). Este significado de mito passou a ser de uso popular.
Entretanto, alguns investigadores cristãos da atualidade têm
tentado redefinir o termo "mito" fora do âmbito acadêmico,
descrevendo histórias das escrituras canônicas (especialmente a
história de Cristo, que por azar é dependente de outras histórias
que eles não veem problemas em classificar como fábulas) como
"mito verdadeiro".3 4 5 Além disso outros autores cristãos afirmam
que as narrativas cristãs não deveriam ser classificadas como
"mito". A oposição ao termo "mito" provém de uma variedade de
fontes: da associação do termo "mito" com o politeísmo, 6 7 8 do
uso do termo "mito" para indicar falsidade ou não historicidade,6
7 9 10 11
e da falta de uma definição padrão de "mito". 6 7 11 Alguns
destes estudiosos são C.S. Lewis e Andrew Greeley. No
cristianismo contemporâneo, a conveniência de descrever
narrativas cristãs como "mito" é motivo de desacordos. George
Every afirma que a existência de "mitos na Bíblia agora é admitida
por quase todo mundo", incluindo "provavelmente os católicos
romanos e a maioria dos protestantes".12 Como exemplos dos
mitos bíblicos, Every cita o relato da criação em Gênesis 1 e 2 e a
história da tentação de Eva.12

22

4 - Desenvolvimento Histórico

1 - Antigo Testamento

Destruição do Leviatã. 1865 gravado por Gustave Doré.

23

Segundo Bernard McGinn, os "padrões míticos", como "a luta
primordial entre o bem e o mal" aparecem nas passagens da Biblia
hebraica e também em passagens que descrevem acontecimentos
históricos.13 Citando Paul Ricoeur, McGinn afirma que uma
característica particular da Bíblia Hebraica é sua "reinterpretação
do mito sobre uma base da história". 13 Como exemplo, McGinn
cita o apocalipse no Livro de Daniel, que ele vê como um registro
dos acontecimentos históricos n 2 apresentados como uma profecia
de eventos futuros e expressados em termos de "estruturas
míticas", com "o reino helenístico simbolizado como um monstro
aterrador que não pode deixar de lembrar [o mito pagão do
Oriente próximo] o dragão do caos". 13
Mircea Eliade afirma que as imagens utilizadas em algumas partes
da Bíblia hebraica refletem uma "transfiguração da história em
mito".14 Por exemplo, diz Eliade, a representação de
Nabucodonosor como um dragão em Jeremias 51:34 é um caso
onde os hebreus "interpretam acontecimentos contemporâneos
por meio do muito antigo mito cosmogônico-heróico" de uma
batalha entre um herói e um dragão.15
Segundo os estudiosos, incluindo Neil Forsyth e John L. McKenzie,
o Antigo Testamento incorpora histórias, ou fragmentos de
histórias, de mitologia extra-bíblica.16 17 De acordo com a New
American Bible, uma tradução da Bíblia católica produzida pela
Confraternidade da Doutrina Cristã, a história dos Nefilim em
Gênesis 6:1-4 "aparentemente é um fragmento de uma velha
lenda que havia sido tomado emprestada de uma perdida
mitologia antiga"; e os "filhos de Deus" mencionados nesta
passagem são "seres celestiais de mitologia".18 A New American
Bible também diz que o Salmo 93 alude a "um antigo mito" onde
Deus
enfrenta
uma
personificação
do
mar.19
Alguns
investigadores identificaram a criatura bíblica Leviatã como um
24

monstro da mitologia cananeia.n 3 n 4 De acordo com Howard
Schwartz, "o mito da queda de Lucifer" existia de forma
fragmentada em Isaías 14:12 e em outra literatura judaica antiga,
Schwartz afirma que o mito se originou no "antigo mito cananeu
de *Athtar, que tentou tomar o trono de Baal, mas se viu obrigado
a descer e governar o inframundo em seu lugar".20
*Athtar e **Baal no universo mitológico de Ugarit
Entre os muitos deuses que constituem o panteão de Ugarit,
apenas uns dez ou doze são ativos em sua literatura, enquanto
alguns outros que ali aparecem têm um papel muito impreciso.
Destacam-se:
ILU (=EL)
BA'LU (=BAAL)
YAMMU (=YAM)
KÔTHARU (=KOSHARWAHASIS)
'ATHTARU (='ATHTAR)
'ANATU (= 'ANAT)
ATIRATU (= 'ASHERAH)
MÔTU (= MÔT)
'ATHTARTU (= ASTARTÉ)
SHAPSHU

Deus supremo, criador dos deuses e do
homem
Chefe dos deuses, deus da chuva e da fertilidade,
senhor da terra
Deus do mar
Deus artesão
Deus do deserto
Deusa do amor, da guerra e da fertilidade - esposa
de Baal
Esposa de El, deusa mãe
Deus da morte e da esterilidade
Esposa de Baal, deusa da guerra e da caça
Deusa sol

Fonte: www.airtonjo.com

** Baal era uma divinidade de vários povos situados na Asia Menor e sob sua
influencia. Era o deus da chuva, do trovão e da fertilidade.





Fenicios (associado a Melkart),
Cartagineses,
Caldeus,
Babilônios,
Sidônios e

25

Filisteus.

Baal já era venerado no III milênio AC pelos semitas amorreus; seu nome
próprio era Hadad (com suas variantes Adad, Haddu, Addu, Had, Ad). Esse
culto foi introduzido no Egito aparentemente pelos hicsos (povos de origem
semita que em torno do século XVIII AC reinava no delta do Nilo).

Alguns estudiosos argumentam que a calma, ordenada e
monoteísta história da criação em Gênesis 1 pode ser interpretada
como uma reação contra os mitos da criação de outras culturas
do Oriente Próximo.n 5 n 6 Em relação a esta interpretação, David
e Margaret Leeming descrevem o Gênesis 1 como um "mito
desmitificado";21 e John L. McKenzie afirma que o (ou os)
escritor(es) de Gênesis 1 "extirpou os elementos míticos" de sua
história da criação. 22

2 - Novo Testamento e o cristianismo primitivo
Segundo alguns estudiosos, a história de Cristo contém temas
míticos como a descida aos infernos, o monomito heroico e a
"morte de Deus" (ver mais abaixo a seção sobre "temas e modelos
míticos"). 23 24 25 26
Alguns estudiosos têm argumentado que o Livro do Apocalipse
incorpora imagens da mitologia antiga. De acordo com a New
American Bible, a imagem em Apocalipse 12:1-6 de uma mulher
grávida no céu, ameaçada por um dragão, "corresponde a um
mito muito difundido em todo o mundo antigo, onde uma deusa
grávida de um salvador foi perseguida por um monstro horrível,
pela intervenção milagrosa, ela deu a luz a um filho, que então
matou o monstro mitológico",27 Bernard McGinn sugere que a
imagem das duas bestas do Apocalipse provém de um "fundo
mitológico" relacionado às figuras do Leviatã e Behemot.28
26

As Epístolas Pastorales contêm indicios de "mitos" (mithós). Isto
pode indicar que a mitologia gnóstica ou rabínica era popular entre
os primeiros cristãos, aos quais as epístolas foram escritas e que
o autor das epístolas "estava tentando resistir à estas
mitologías".n 7 n 8

Os
Oráculos
sibilinos
contêm
predições de que o falecido imperador
romano Nero, famoso por suas
perseguições, podería voltar algum
dia, como a figura do Anticristo.
Segundo Bernard McGinn, estas
partes dos oráculos foram escritas
provavelmente por um cristão e se
incorpora "à linguagem mitológica" ao
descrever o retorno de Nero.29

Pintura medieval da morte
jogando xadrez, da igreja de
Täby na Suécia.

3 - Idade Média
Segundo Mircea Eliade, a Idade Média foi testemunha de "um
florescimento do pensamento mítico" onde cada grupo social tem
suas própias "tradições mitológicas".30 A princípio, cada profissão
tinha seu próprio "mito de origem", que estabelece os modelos
para os membros da profissão imitarem, por exemplo, os
cavaleiros tentaram imitar Lancelote ou Parsifal.30 Os trovadores
medievais desevolveram uma "mitología da mulher e do amor",
que incorpora elementos cristãos, mas em alguns casos, era
contrária ao ensinamento oficial da igreja.30
27

George Every inclui uma análise das lendas medievais em seu livro
Christian Mythology, de algumas lendas medievais elaboradas a
partir das vidas de figuras cristãs como Cristo, a Virgen María e
os santos. Por exemplo, uma série de lendas descrevem
acontecimentos milagrosos relacionados com o nascimento de
Maria e seu matrimônio com José.n 9
Em muitos casos, a mitologia medieval parece ter herdado
elementos dos mitos de deuses e heróis pagãos.31 32 De acordo
com Every, um exemplo pode ser "o mito de São Jorge" e outras
histórias de santos que lutam contra dragões, que foram
"modelados, sem dúvida, em muitos casos de antigas
representações do criador e preservando um mundo em combate
contra o caos".33 Eliade destaca que algumas "tradições
mitológicas" de cavaleiros medievais, ou seja, o ciclo artúrico e o
tema do Graal, combinam um verniz de cristianismo com a
tradição celta a respeito do Outro Mundo.30 De acodo com Lorena
Laura Stookey, muitos acadêmicos veem um vínculo entre as
histórias da "mitologia Celta-irlandesa" sobre as viagens ao outro
mundo em busca de um caldeirão do rejuvenescimento e os
relatos medievais da busca do Santo Graal.34
Segundo Eliade, "Os mitos escatológicos" chegaram a ser
proeminentes na Idade Média "durante certos movimentos
históricos".35 Esses mitos escatológicos apareceram "nas
Cruzadas, nos movimentos de Tanchelm (um pregador itinerante
herético , crítico da Igreja Católica Romana estabelecida, ativo nos
Países Baixos em torno da virada do séculos 11 e 12), de Eón da
Estrela (protagonista de um movimiento heterodoxo de relativa
importância na Bretanha), na elevação de Federico II ao nível de
de Messias e em muitas outras coletividades messiânicas; e nos
fenômenos utópicos e pré-revolucionários.35 Um mito escatológico
importante apresentado pela teologia da história de Gioacchino
28

da Fiore, foi o "mito de uma iminente terceira idade que renovará
e completará a história" em um "reinado do Espíritu Santo", este
"mito Joaquiniano" influenciou uma série de movimentos
messiânicos que surgiram na Idade Média tardia.36

4 - O Renascimento e a Reforma

Durante o Renascimento, surgiu
uma atitude crítica que faz uma
distinção clara entre a Tradição
apostólica e o que George Every
chama de "mitologia subsidiária" –
lendas populares em torno dos
santos, das relíquias, da cruz, etc., suprimidas posteriormente.37

Mosaico de um Unicórnio no piso
de uma igreja de 1213 em
Rávena.

As obras dos escritores do Renascimento incluem e ampliam
frequentemente histórias cristãs e não cristãs, como as da criação
e da queda. Rita Oleyar descreve esses escritores como "em geral,
fiéis aos mitos primitivos, mas os enchem de seus proprios pontos
de vista sobre a natureza de Deus, do homem e do universo".38
Um exemplo é o Paraíso perdido de John Milton, um "elaboração
épica da mitologia judaico-cristã" e também uma "verdadeira
enciclopédia dos mitos da tradição grega e romana".38

29

Segundo Cynthia Stewart, durante a Reforma, os reformadores
protestantes usaram "os mitos fundadores do cristianismo" para
criticar a Igreja de seu tempo.39
Every argumenta que "o desprezo do mito em nossa própria
civilização" deriva em parte das objeções à idolatria percebidas,
objeções que se intensificaram na Reforma, tanto entre
protestantes e católicos, que reagiram contra a mitologia clássica
revivida durante a renascimento. 40

5 - Iluminismo
Os filósofos do Iluminismo utilizaram as críticas contra o mito
como um veículo para as críticas proibidas contra a Bíblia e a
Igreja.41 De acordo com Bruce Lincoln, os filósofos
"transformaram em irracional o caráter do mito e constituiram
uma filosofia em lugar do Kerigma cristão, como o antídoto contra
o discurso mítico. Assim, implícitamente, o cristianismo poderia
aparecer como um exemplo mais recente, poderoso e perigoso do
mito irracional".42

6 - Idade Moderna
Alguns analistas classificaram uma série de obras modernas de
fantasia como "mitos cristãos" ou "Mitopoeia cristã". Alguns
exemplos incluem os trabalhos de ficção de C.S. Lewis, Madeleine
L'Engle, J.R.R. Tolkien e George MacDonald.43 n 10
Em The Eternal Adam and the New World Garden, escrito en 1968,
David Noble afirmava que a figura de Adão tinha sido "o mito
central da novela norte-americana desde 1830".38 n 11 A título de
30

exemplo, cita as obras de Cooper, Hawthorne, Melville, Twain,
Hemingway e Faulkner.38

31

5 - Temas e modelos míticos

1 - A ascensão da montanha

Sermão da montanha. Pintado por Carl Bloch.

32

Segundo Lorena Laura Stookey, muitos mitos possuem
montanhas sagradas como "os lugares de revelação": "No mito, a
ascensão da montanha sagrada é uma viagem espiritual com a
promessa
de
purificação,
discernimento,
sabedoria
ou
44
conhecimento do sagrado".
Como exemplos deste tema
mitológico, Stookey inclui a revelação dos Dez Mandamentos no
Monte Sinai, a ascensão de Cristo a uma montanha para
pronunciar seu sermão da montanha e a ascensão de Cristo ao
céu do Monte das Oliveiras.44

2 - Axis mundi

Muitas mitologias envolvem um
"centro mundial", que é geralmente o
lugar sagrado da criação, este centro
costuma adotar a forma de uma
árvore, montanha ou outro objeto
vertical, que serve como um axis
mundi ou eixo do mundo.45 46 47
Vários estudiosos conectaram a lenda
cristã da crucificação no Gólgota com
este tema de um centro cósmico. Em
sua Creation Myths of the World,
David Leeming afirma que na lenda
cristã da crucificação, a cruz serve
como "o axis mundi, ou centro de
uma nova criação mítica". 45
Segundo uma tradição conservada no folclore cristão oriental, o
Gólgota foi o cume da montanha cósmica no centro do mundo e o
33

lugar onde Adão tinha sido criado e enterrado. De acordo com esta
tradição, quando Cristo é crucificado, seu sangue cai no crâneo de
Adão enterrado ao pé da cruz e o redime.47 48 George Every
discute a conexão entre o centro cósmico e o Gólgota em seu livro
Mitología cristiana, ressaltando que a imagem do crâneo de Adão
sob a cruz aparece em muitas representações medievais da
crucificação. 47
Em Creation Myths of the World, David Leeming sugere que o
Jardim do Éden também pode ser considerado um centro mítico
mundial.45

3 - O Mito do Combate
Muitas religiões do Oriente Próximo incluem uma história sobre
uma batalha entre um ser divino e um dragão ou monstro que
represente o caos, um tema que se encontra, por exemplo, no
Enûma Elish. Alguns estudiosos chamam esta lenda de "mito do
combate".49 50 51 Vários estudiosos argumentam que os antigos
israelitas incorporaram o mito do combate em seu imaginário
religioso, como nas figuras do Leviatã e Raabe,52 53 a Canção do
Mar,52 Isaías 51:9-10 descreve a libertação por Deus de seu povo
da Babilônia;52 e as representações dos inimigos como o Faraó e
Nabucodonosor.54 A ideia de Satanás como adversario de Deus
pode ter se desenvolvido sob a influência do mito do combate.
52 55
Os estudiosos sugerem também que o livro do Apocalipse usa
imagens do mito do combate em suas descrições de conflito
cósmico. 51 56

34

4 - O mito da descida aos infernos

A descida aos infernos e os demônios, representado em: As pequenas horas de Jean de
Berry, do século 14. Manuscrito ilustrado.

35

Segundo a tradição cristã, Cristo
desceu ao inferno depois de sua
morte, com a finalidade de liberar as
almas dali, este evento é conhecido
como a Descida aos infernos. Esta
lenda é narrada no Evangelho de
Nicodemos e pode ser o significado
de 1 Pedro 3:18-22.57 n 12 De acordo
com David Leeming, escrevendo em
The Oxford Companion to World
Mythology, a descida aos infernos é
um exemplo da descida do herói ao
inframundo, que é comum em
muitas mitologias.26

5 - O mito da morte de deus
Muitos mitos, em particular do Oriente Próximo, têm um deus que
morre e ressuscita; esta figura mitológica é chamada de "morte
de deus". 25 58 59 Um estudo importante desta figura é O ramo
dourado de James George Frazer, que traça o tema da morte de
deus através de um grande número de mitos.60 O deus que morre
geralmente é associado com a fertilidade.25 61 Um grande número
de especialistas, incluindo Frazer,62 têm sugerido que a história de
Cristo é um ótimo exemplo do mito da "morte de deus".25 63 No
texto "A Morte de Deus" em The Oxford Companion to World
Mythology, David Leeming assinala que Cristo pode ser visto como
trazendo fertilidade, embora esta seja de tipo espiritual em vez de
tipo físico.25

36

Em sua homilia de Corpus Christi em 2006, o Papa Bento XVI
ressaltou a semelhança entre a lenda cristã da ressurreição e os
mitos pagãos de deuses mortos e ressuscitados: "Nestes mitos, a
alma de um humano, de certo modo, extende a mão para esse
Deus feito homem, que, humilhado até a morte em uma cruz,
desta maneira abriu a porta da vida para todos nós".64

6 - Mitos de inundações
Muitíssimas culturas possuem mitos sobre uma inundação que
limpa o mundo para preparar o renascimento.65 66 Estas histórias
aparecem em todos os continentes habitados da terra.66 Um
exemplo é a lenda bíblica de Noé.65 67 Em The Oxford Companion
to World Mythology, David Leeming observa que na lenda da
Bíblia, da mesma forma que em outros mitos da inundação, esta
marca um novo começo e uma segunda oportunidade para a
criação e à humanidade.65

7 - Mitos fundadores
Segundo Sandra Frankiel, os registros da "vida e a morte de Jesus,
seus atos e palavras" proporcionam os "mitos fundadores" do
cristianismo.68 Frankiel afirma que estes mitos fundadores são
"estruturalmente equivalentes" aos mitos da criação de outras
religiões, porque são "o eixo em torno do qual a religião gira”, que
estabelece o "sentido" da religião e as "práticas e atitudes cristãs
essenciais". 68 Tom Cain utiliza a expressão "mitos fundadores" de
maneira mais geral, para abarcar lendas como as da Guerra no
Céu e a queda do homem, de acordo com Cain, "as desastrosas
consequências da desobediência" é um tema generalizado nos
mitos fundadores cristãos.69
37

Um gráfico esboçando a descrição de Joseph Campbell do monomito heróico.

8 - Mitos de heróis
Em sua influente obra The Myth of the Birth of the Hero, Otto Rank
afirma que o nascimento de muitos heróis míticos seguem um
padrão comum. Rank inclui a lenda do nascimento de Cristo como
um exemplo representativo deste modelo.24
38

São Mateus domina dois dragões, de Andrea Orcagna e Jacopo di Cione.

Segundo Mircea Eliade, um tema mítico generalizado associa
heróis com a morte de dragões, um tema que Eliade remonta ao
"muito antigo mito cosmogônico-heróico" de uma batalha entre
um herói divino e um dragão.15 Cita a lenda cristã de São Jorge
como um exemplo deste tema.70 Um exemplo da Baixa Idade
Média é Dieudonné de Gozon, terceiro Grande Mestre dos
Cavaleiros de Rodhes, famoso por matar o dragão que havia na
ilha de Rhodes, Grécia, que escondendo-se no pântano local
matava o gado dos fazendeiros locais. Apesar das ordens do
anterior Grão-Mestre para não perturbar o animal, Gozon matou
o dragão e pendurou a cabeça em uma das sete portas da cidade
medieval de Rhodes. A cabeça estava em exposição até cem anos
atrás, quando um biólogo revelou que era o crânio de um enorme
crocodilo. ... Eliade escreve: "A lenda, como era natural, deu
atributos a São Jorge, famoso por sua luta vitoriosa contra o
monstro. [...] Em outras palabras, pelo simples fato de que era
considerado como um herói, de Gozon foi identificado com uma
39

categoria, um arquétipo, que [...] o equipou com uma biografia
mítica da qual era impossível omitir o combate com um monstro
reptiliano".70
Em The Oxford Companion to World Mythology, David Leeming
lista Moisés, Jesus e o Rei Artur como exemplos do "monomito
heroico",71 chamando a história de Cristo de "um exemplo muito
completo do monomito heroico".23 Leeming se refere à
ressurreição como uma parte comum do monomito heroico, 71 72
na qual os heróis são ressuscitados, geralmente como fontes de
"alimento material e espiritual para seu povo"; neste contexto,
Leeming adverte que os cristãos se referem ao seu Jesus como o
"pão da vida". 71

Os Pomores geralmente representam as Sirins nas ilustrações do livro de
Gênesis, como pássaros que pousam nas árvores do paraíso. Ilustración de 1710.

40

Em termos de valores, Leeming compara "o mito de Jesus" com
os mitos de outros "heróis cristãos como São Jorge, Roldán, Cid,
e também o Rei Artur", os últimos mitos heroicos. Leeming
argumenta que refletem a sobrevivência dos valores heroicos de
tempos pré-cristãos, "valores de dominação militar, diferenciação
cultural e hegemonia", nada mais que os valores representados
na história de Cristo.23

9 - Paraíso
A maioria dos sistemas religiosos e mitológicos contêm mitos
sobre um paraíso. Muitos destes mitos implicam na perda de um
paraíso que existia no princípio do mundo. Alguns estudiosos
veem na lenda do Jardim do Éden, um exemplo deste tema
comum.73 74

10 - Sacrifício
O sacrifício é um elemento comum em muitas tradições religiosas
e geralmente representado nos mitos. Em The Oxford Companion
to World Mythology, David Leeming mostra a lenda de Abraão e
Isaque e o relato da morte de Cristo como exemplos deste tema.
75
Wendy Doniger descreve os relatos dos evangelhos como um
"meta-mito" onde Jesus se dá conta de que ele é parte de um
"novo mito [...] de um homem que se sacrifica no ódio", mas "vê
o mito interno, o velho mito das origens, o mito de um deus que
se sacrifica no amor".76

41

11 - Anjos
A visão cristã dos anjos é uma das partes mais importantes de
sua mitologia cristã, com lendas que vão desde o que farão no
Apocalipse, até a rebelião de Satanás contra Deus, sendo estas as
duas lendas principais e as mais características da mitologia
cristã, se bem que as muitas outras são produto da mescla do
cristianismo com outras religiões, como o Vudú e outras religiões
caribenhas e africanas, que usam estas histórias em seus rituais
e que podem classificar-se como cristianizações de sua mitologia
original.

O mito do anjo Gabriel anunciando à virgen Maria sua concepção.

42

A pesar da Bíblia falar muito pouco e citar somente três, que são
Miguel, Gabriel e Rafael, há uma multidão de anjos na mitologia
cristã, que se extendem a práticas como o tarô, umbanda e outras
religiões brasileiras, o ocultismo e possuem uma grande
importância tanto simbólica como mística na alquimia. Mas seu
grande número, o simbolismo que os rodeia e a visão de algumas
pessoas de tê-los como uma espécie de semideuses, se deve mais
à Torá que à Biblia.

43

6 - O mito do eterno retorno

Uma representação tradicional dos querubins e a visão do carro, baseada na descrição de
Ezequiel.

Segundo Mircea Eliade, muitas sociedades tradicionais possuem
um sentido cíclico do tempo, recriando periodicamente
acontecimentos míticos.77 Através desta representação, estas
sociedades esperam alcançar um "eterno retorno" à idade mítica.
78
Segundo Eliade, o Cristianismo conserva um sentido de tempo
cíclico, através da comemoração ritual da vida de Cristo e da
imitação das ações de Cristo; Eliade chama este sentido de tempo
cíclico de "um aspecto mítico" do cristianismo.79
No entanto, o pensamento judaico-cristão também faz uma
"grande inovação", diz Eliade, porque inclui a noção do tempo
44

linear, histórico; no cristianismo, "o tempo já não é [só] o tempo
circular do eterno retorno; se converteu em um tempo linear e
irreversível". 80 Resumindo declarações de Eliade sobre este tema,
Eric Rust escreve: "Uma nova estrutura religiosa tornou-se
disponível. Na tradição judaico-cristã - as religiões judaísmo,
cristianismo e islamismo - a história é levada a sério, a linha do
tempo real é aceita. [...] O mito cristão permite um começo na
criação, um centro no acontecimento de Cristo e um fim na
consumação final".81
Heinrich Zimmer também ressalta a ênfase do cristianismo no
tempo linear, ele atribui esta ênfase especificamente à influência
da teoria de Santo Agostinho.82 Zimmer não descreve
explicitamente a concepção cíclica do tempo como "mítica" por si
só, mas observa que sobre esta concepção "debe ser enfatizada a
mitologia hindu".83
Neil Forsyth escreve que "o que distingue os sistemas religiosos
judaico e cristão [...] é que se eleve à condição sagrada os relatos
de mitos que se situam no tempo histórico".84

45

7 - Legado

1 - Os conceitos de progresso
Segundo Carl Mitcham, "a mitologia cristã do progresso rumo à
salvação transcendente" criou as condições para as ideias
modernas de progresso científico e tecnológico.85 Hayden White
descreve "o mito do progresso", como a "contraparte secular
Iluminista" do "mito cristão".86 Reinhold Niebuhr descreveu a ideia
moderna de progresso ético e científico como "realmente uma
versão racionalizada do mito cristão da salvação". 87

2 - As ideias políticas e filosóficas
Segundo Mircea Eliade, o "mito medieval do joaquinismo [...] da
renovação universal em um futuro mais ou menos iminente",
influenciou em várias teorias modernas da história, tais como as
de Lessing (que compara explicitamente seus pontos de vista aos
dos "entusiastas" medievais), Fichte, Hegel e Schelling; e também
influenciou em uma série de escritores russos.36
Chama o Marxismo de "uma verdadeira ideologia messiânica
judaico-cristã", Eliade escreve que o marxismo "assume e leva a
cabo um dos grandes mitos escatológicos do Oriente Médio e do
mundo mediterrâneo, a saber: a parte redentora que “o Justo”
deve desempenhar (os «eleitos», o "ungido", o "inocente", os
«missionários», em nossos dias, o Proletariado), cujos
sofrimentos são invocados para mudar o estatuto ontológico do
mundo".88

46

Em seu artigo "A mitologia cristã do socialismo", Will Herberg
argumenta que o socialismo herda a estrutura de sua ideologia da
influência da mitologia cristã no pensamento ocidental.89
Em The Oxford Companion to World Mythology, David Leeming
afirma que as ideias messiânicas judaico-cristãs causaram
influência nos sistemas totalitarios do século XX, citando o
comunismo soviético como exemplo.90
Segundo Hugh S. Pyper, os bíblicos "mitos fundadores do êxodo
e do exílio, são como ler histórias nas quais se forja uma nação
ao manter sua pureza ideológica e racial frente a um grande poder
opressor", escreveu em "a retórica do nacionalismo em toda a
história da Europa", sobretudo nos países protestantes e
pequenas nações. 91

47

8 - Notas
1.

2.

3.

4.
5.

6.

7.
8.

O classicista G.S. Kirk define o mito como um "conto tradicional" ou
"conto tradicional oral" (Kirk 57). O Folclorista Alan Dundes define um
mito de maneira mais restrita. "Uma narração sagrada que explica como
funciona o mundo e como o homem veio a ser em sua forma atual"
(Dundes, "Introduction", 1).
Específicamente, "a experiência dos Judeus da época do Segundo
Templo sob o domínio da Babilônia, Medo, persa e helenismo" (McGinn
20)
Em um rodapé de página em Salmos 29:3, a New American Bible
identifica o Leviatã como "o monstro marinho de sete cabeças da
mitologia cananeia".
Forsyth 65: "[In Job 26:5-14] Yavé derrota os diversos inimigos dos
mitos cananeus, incluindo Raabe, outro nome para o dragão Leviatã."
David y Margaret Leeming comparam a "estruturada, majestosa, lógica,
algo desmitificada" história da criação de Gênesis 1 com os
"desenfreados, caprichosos, ritualísticos, mágicos e cheios de drama"
mitos da criação de outras zonas do Oriente Próximo (Leeming, A
Dictionary of Creation Myths, 113-14). E acrescentam, "Se poderia [...]
dizerr que esta história foi escrita em resposta aos mitos da criação de
culturas próximas [...] Em outras mitologias do Oriente Próximo, o sol e
a lua são deuses que possuem nomes e regras. “P” [ou seja, a fonte
textual da qual se extrái Gênesis 1] fala de sua criação no quarto dia
como simples luminárias sem nome nem função, exceto para manter a
noção de tempo. [...] Enquanto que no Enûma Elish a terra e seus
habitantes são criados quase por acaso, conforme necessário, Elohim
cria com um plano inalterável em mente" (Leeming, A Dictionary of
Creation Myths, 116).
John L. McKenzie chama o Gênesis 1 de "uma polêmica deliberada contra
o mito da crição do [Oriente Próximo]. O politeísmo se retira e com ele
a Teogonia e a Teomaquia que são tão vitais na forma do mito
mesopotâmico. [...] O ato da criação ocorre em completa tranquilidade
" (McKenzie 57).
Barrett 69-71 menciona a mitologia tanto rabínica e gnóstica como uma
possibilidade.
Em um rodapé de página em 1 Timoteo 6:20-21 na New American Bible
só se refere à possibilidade da mitologia gnóstica, não da mitologia
rabínica.

48

9.

Segundo uma lenda, Ana, a avó materna de Cristo, não podia conceber,
e em resposta aos lamentos de Ana, um anjo lhe aparece e diz que ela
terá um filho (Maria) que vai ser falado em todo o mundo (Every 76-77).
Algumas lendas medievais sobre a juventude de Maria descrevem sua
vida como "uma vida de ascetismo ideal", alimentada pelos anjos. Numa
dessas lendas, um anjo diz a Zacarias, o futuro pai de João Batista, que
reúna os viúvos locais, depois que foram reunidos, algum milagre
indicaría que, entre eles estaria, José seria o esposo de Maria (segundo
outra versão da lenda, uma pomba pousa sobre a cabeça de José) (Every
78).
10. Um exemplo deste tipo de crítica literária "Mitopoeica" se encontra em
Oziewicz 178: "O que é o mito cristão de L'Engle's e qual é o sentido de
Time Quartet, considerada como Mitopoeia cristã, pode ser vislumbrado
a partir tanto da avaliação crítica de seu trabalho e de seu próprio reflexo
como do que apresenta em entrevistas e na sua volumosa não ficção".
11. O título completo do livro de Noble é: The Eternal Adam and the New
World Garden: The Central Myth in the American Novel since 1830.
12. Every vê também referências do Novo Testamento em torno da
ressurreição em geral (por exemplo, em João 5:25-29) em conexão com
a descida ao inferno, porque crê que o cristianismo primitivo não
distingue claramente entre a liberação de Cristo das almas do inferno e
a ressurreição em geral (Every 66).

49

9 - Referências
1.
2.
3.
4.
5.
6.
7.
8.
9.
10.
11.
12.
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14.
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17.
18.
19.
20.
21.
22.
23.
24.
25.
26.
27.
28.
29.
30.
31.
32.
33.
34.
35.
36.

Eliade, Myth and Reality, 162
Ver Lincoln 47
Sammons 231
Dorrien 236 and throughout
Lazo 210
Henry, Capitulo 3
Greidanus 23
Tyndale House Publishers 9
Nwachukwu 47
Holman Bible Publishers 896
Hamilton 56-57
Every 22
McGinn 18-20
Eliade, Cosmos and History, 37
Eliade, Cosmos and History, 38
Forsyth 9-10
McKenzie 56
Pie de página en Apocalipsis 6:1-4 y en Apocalipsis 6:2 en la New
American Bible.
Pé de Página em Salmos 93 na New American Bible
Schwartz 108
Leeming, A Dictionary of Creation Myths, 116; veja também Leeming
115
McKenzie 57
Leeming, "Christian Mythology"
Dundes, "The Hero Pattern and the Life of Jesus", 186
Leeming, "Dying God"
Leeming, "Descent to the underworld"
Pie de página en Apocalipsis 12:1 en la New American Bible.
McGinn 54
McGinn 47
Eliade, Myths, Rites, Symbols, vol. 1, 82
Every 94, 96
Eliade, Myth and Reality, 162-181
Every 95
Stookey 153
Eliade, Myths, Rites, Symbols, vol. 1, 83
Eliade, Myths, Rites, Symbols, vol. 1, 84-85

50

37.
38.
39.
40.
41.
42.
43.
44.
45.
46.
47.
48.
49.
50.
51.
52.
53.
54.
55.
56.
57.
58.
59.
60.
61.
62.
63.
64.
65.
66.
67.
68.
69.
70.
71.
72.
73.
74.
75.
76.

Every 21
Oleyar 40-41
Stewart 72-73
Every 11
Lincoln 49
Lincoln 50
Hein, throughout
Stookey 164
Leeming, Creation Myths of the World, 307
Eliade, Cosmos and History, 12
Every 51
Eliade, Myth and Reality, 14
McGinn 22
Forsyth 126
Murphy 279
McGinn 24
Murphy 281-82
Murphy 281
Forsyth 124
McGinn 57
Every 65-66
Burkert 99
Stookey 99
Miles 193-94
Stookey 107
Miles 194
Sowa 351
Ratzinger
Leeming, "Flood"
Stookey 53
Stookey 55
Frankiel 57
Cain 84
Eliade, Cosmos and History, 39
Leeming, "Heroic monomyth"
Leeming, "Resurrection"
Leeming, "Paradise myths"
Stookey 5, 91
Leeming, "Sacrifice"
Doniger 112

51

77.
78.
79.
80.
81.
82.
83.
84.
85.
86.
87.
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89.
90.
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Eliade, Myths, Rites, Symbols, vol. 1, 72-73
Wendy Doniger, Forward to Eliade, Shamanism, xiii
Eliade, Myths, Rites, Symbols, vol. 1, 78
Eliade, Myth and Reality, 65. véase también Eliade, Myths, Rites,
Symbols, vol. 1, 79
Rust 60
Zimmer 19
Zimmmer 20
Forsyth 9
Mitcham, en Davison 70
White 65
Naveh 42
Eliade, Myths, Dreams, and Mysteries, en Ellwood 91–92
Herberg 131
Leeming, "Religion and myth"
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30
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=Main&entry=t208.e567>
o "Heroic monomyth". The Oxford Companion to World Mythology.
Oxford University Press, 2004. Oxford Reference Online. Oxford
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UC
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1
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2011
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=Main&entry=t208.e706>
o "Religion and myth". The Oxford Companion to World Mythology.
Oxford University Press, 2004. Oxford Reference Online. Oxford
University
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UC
Irvine.
2
June
2011
<http://www.oxfordreference.com/views/ENTRY.html?subview
=Main&entry=t208.e1348>
o "Resurrection". The Oxford Companion to World Mythology.
Oxford University Press, 2004. Oxford Reference Online. Oxford
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UC
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1
June
2011

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11 - Conteúdo original online:

Inglês: http://en.wikipedia.org/wiki/Christian_mythology
Espanhol: http://es.wikipedia.org/wiki/Mitolog%C3%ADa_cristiana

Conteúdo similar online:
Francês: http://fr.wikipedia.org/wiki/Mythologie_chr%C3%A9tienne

Mais fontes:
http://www.ateoyagnostico.com/2015/02/11/por-qu-tus-creencias-son-mitos/

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Entrevista
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o

autor

Originally published as a
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1858, The Two Babylons
seeks to demonstrate a
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Babylonian
mystery
religions
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Catholic
Church.
Often
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The
Two
Babylons comes from an
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as
archeology
and
anthropology were in their
infancy, and represents an
early attempt to synthesize
many of the findings of
these areas and Biblical
truth.

59

600 páginas

600 páginas

“Dois informadíssimos volumes de Karlheinz Deschner
sobre a política dos Papas no século XX, uma obra
surpreendentemente silenciada peols mesmos meios de
comunicação que tanta atenção dedicaram ao livro de
João Paulo II sobre como cruzar o umbral da esperança a
força de fé e obediência. Eu sei que não está na moda
julgar a religião por seus efeitos históricos recentes,
exceto no caso do fundamentalismo islâmico, mas alguns
exercícios de memória a este respeito são essenciais para
a
compreensão
do
surgimento
de
algumas
monstruosidades políticas ocorridas no século XX e outras
tão atuais como as que ocorrem na ex-Jugoslávia ou no
País Basco”.
Fernando Savater. El País, 17 de junho de 1995.
“Este segundo volume, como o primeiro, nos oferece uma
ampla e sólida informação sobre esse período da história
da Igreja na sua transição de uma marcada atitude de
condescendência com regimes totalitários conservadores
até uma postura de necessária acomodação aos sistemas
democráticos dos vencedores ocidentais na Segunda
Guerra Mundial”.

312 páginas
"Su visión de la historia de
la Iglesia no sólo no es
reverencial, sino que, por
usar
una
expresión
familiar, ‘no deja títere con
cabeza’. Su sarcasmo y su
mordaz
ironía
serían
gratuitos si no fuese porque
van de la mano del dato
elocuente y del argumento
racional. La chispa de su
estilo se nutre, por lo
demás,
de
la
mejor
tradición volteriana."
Fernando Savater. El País,
20 de mayo de 1990

Gonzalo Puente Ojea. El Mundo, 22 de outubro de 1995.
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60

136 páginas

480 páginas

304 páginas

De una manera didáctica,
el profesor Karl Deschner
nos ofrece una visión crítica
de la doctrina de la Iglesia
católica y de sus trasfondos
históricos. Desde la misma
existencia de Jesús, hasta
la polémica transmisión de
los
Evangelios,
la
instauración y significación
de los sacramentos o la
supuesta infalibilidad del
Papa.
Todos estos asuntos son
estudiados, puestos en
duda y expuestas las
conclusiones en una obra
de rigor que, traducida a
numerosos idiomas, ha
venido a cuestionar los
orígenes,
métodos
y
razones de una de las
instituciones
más
poderosas del mundo: la
Iglesia católica.

“Se bem que o cristianismo
esteja hoje à beira da
bancarrota
espiritual,
segue impregnando ainda
decisivamente nossa moral
sexual, e as limitações
formais de nossa vida
erótica continuam sendo
basicamente as mesmas
que nos séculos XV ou V, na
época de Lutero ou de
Santo Agostinho. E isso nos
afeta a todos no mundo
ocidental, inclusive aos não
cristãos ou aos anticristãos.
Pois o que alguns pastores
nômadas
de
cabras
pensaram há dois mil e
quinhentos anos, continua
determinando os códigos
oficiais desde a Europa até
a América; subsiste uma
conexão tangível entre as
ideas sobre a sexualidade
dos
profetas
veterotestamentarios ou de
Paulo e os processos penais
por conduta desonesta em
Roma, Paris ou Nova York.”
Karlheinz Deschner.

"En temas candentes como
los del control demográfico,
el uso de anticonceptivos,
la ordenación sacerdotal de
las mujeres y el celibato de
los sacerdotes, la iglesia
sigue anclada en el pasado
y bloqueada en su rigidez
dogmática. ¿Por qué esa
obstinación
que
atenta
contra la dignidad y la
libertad de millones de
personas? El Anticatecismo
ayuda eficazmente a hallar
respuesta a esa pregunta.
Confluyen en esta obra dos
personalidades de vocación
ilustradora y del máximo
relieve en lo que, desde
Voltaire, casi constituye un
Género literario propio: la
crítica de la iglesia y de
todo
dogmatismo
obsesivamente
<salvífico>.

61

1 – (365 pg) Los
orígenes, desde el
paleocristianismo hasta
el final de la era
constantiniana

2 - (294 pg) La época
patrística y la
consolidación del
primado de Roma

3 - (297 pg) De la
querella de Oriente hasta
el final del periodo
justiniano

4 - (263 pg) La Iglesia
antigua: Falsificaciones y
engaños

5 - (250 pg) La Iglesia
antigua: Lucha contra los
paganos y ocupaciones
del poder

6 - (263 pg) Alta Edad
Media: El siglo de los
merovingios

62

7 - (201 pg) Alta Edad
Media: El auge de la
dinastía carolingia

8 - (282 pg) Siglo IX:
Desde Luis el Piadoso
hasta las primeras luchas
contra los sarracenos

9 - (282 pg) Siglo X:
Desde las invasiones
normandas hasta la
muerte de Otón III

Sua obra mais ambiciosa, a “História
Criminal do Cristianismo”, projetada em
princípio a dez volumes, dos quais se
publicaram nove até o presente e não se
descarta que se amplie o projeto. Tratase da mais rigorosa e implacável
exposição jamais escrita contra as formas
empregadas pelos cristãos, ao largo dos
séculos, para a conquista e conservação
do poder.
Em 1971 Deschner foi convocado por uma corte em Nuremberg acusado
de difamar a Igreja. Ganhou o processo com uma sólida argumentação,
mas aquela instituição reagiu rodeando suas obras com um muro de
silêncio que não se rompeu definitivamente até os anos oitenta, quando
as obras de Deschner começaram a ser publicadas fora da Alemanha
(Polônia, Suíça, Itália e Espanha, principalmente).

63

414 páginas
LA BIBLIA DESENTERRADA
Israel Finkelstein es un arqueólogo y
académico
israelita,
director
del
instituto
de
arqueología
de
la
Universidad de Tel Aviv y coresponsable de las excavaciones en
Mejido (25 estratos arqueológicos, 7000
años de historia) al norte de Israel. Se
le
debe
igualmente
importantes
contribuciones a los recientes datos
arqueológicos
sobre
los
primeros
israelitas en tierra de
Palestina
(excavaciones de 1990) utilizando un
método que utiliza la estadística (
exploración de toda la superficie a gran
escala de la cual se extraen todas las
signos de vida, luego se data y se
cartografía por fecha) que permitió el
descubrimiento de la sedentarización de
los primeros israelitas sobre las altas
tierras
de
Cisjordania.

Es un libro que es necesario conocer.

639 páginas
EL PAPA DE HITLER: LA VERDADERA
HISTORIA DE PIO XII
¿Fue Pío XII indiferente al sufrimiento
del pueblo judío? ¿Tuvo alguna
responsabilidad en el ascenso del
nazismo? ¿Cómo explicar que firmara
un
Concordato
con
Hitler?
Preguntas como éstas comenzaron a
formularse al finalizar la Segunda
Guerra Mundial, tiñendo con la
sospecha al Sumo Pontífice. A fin de
responder a estos interrogantes, y con
el deseo de limpiar la imagen de
Eugenio Pacelli, el historiador católico
John Cornwell decidió investigar a
fondo su figura.

El profesor Cornwell plantea unas
acusaciones acerca del papel de la
Iglesia en los acontecimientos más
terribles del siglo, incluso de la historia
humana, extremadamente difíciles de
refutar.

64

513 páginas

326 páginas

480 páginas

En esta obra se describe
a algunos de los hombres
que ocuparon el cargo de
papa. Entre los papas
hubo un gran número de
hombres
casados,
algunos de los cuales
renunciaron
a
sus
esposas e hijos a cambio
del cargo papal. Muchos
eran hijos de sacerdotes,
obispos y papas. Algunos
eran bastardos, uno era
viudo, otro un ex esclavo,
varios eran asesinos,
otros incrédulos, algunos
eran ermitaños, algunos
herejes,
sadistas
y
sodomitas; muchos se
convirtieron en papas
comprando el papado
(simonía), y continuaron
durante
sus
días
vendiendo
objetos
sagrados para forrarse
con el dinero, al menos
uno era adorador de
Satanás, algunos fueron
padres
de
hijos
ilegítimos, algunos eran
fornicarios y adúlteros en
gran escala...

Santos
e
pecadores:
história dos papas é um
livro que em nenhum
momento
soa
pretensioso. O subtítulo é
explicado pelo autor no
prefácio, que afirma não
ter tido a intenção de
soar absoluto. Não é a
história dos papas, mas
sim,
uma
de
suas
histórias. Vale dizer que o
livro originou-se de uma
série para a televisão,
mas
em
nenhum
momento soa incompleto
ou
deixa
lacunas.

Jesús de Nazaret, su
posible descendencia y el
papel de sus discípulos
están
de
plena
actualidad. Llega así la
publicación de El puzzle
de Jesús, que aporta un
punto de vista diferente y
polémico sobre su figura.
Earl Doherty, el autor, es
un estudioso que se ha
dedicado
durante
décadas a investigar los
testimonios acerca de la
vida
de
Jesús,
profundizando hasta las
últimas consecuencias...
que a mucha gente le
gustaría no tener que
leer. Kevin Quinter es un
escritor
de
ficción
histórica al que proponen
escribir
un
bestseller
sobre la vida de Jesús de
Nazaret.

65

576 páginas

380 páginas

38 páginas

First published in 1976,
Paul
Johnson's
exceptional
study
of
Christianity has been
loved and widely hailed
for its intensive research,
writing, and magnitude.
In a highly readable
companion to books on
faith and history, the
scholar
and
author
Johnson has illuminated
the Christian world and
its fascinating history in a
way that no other has.

La Biblia con fuentes
reveladas (2003) es un
libro del erudito bíblico
Richard Elliott Friedman
que se ocupa del proceso
por el cual los cinco libros
de la Torá (Pentateuco)
llegaron a ser escritos.
Friedman sigue las cuatro
fuentes del modelo de la
hipótesis
documentaria
pero
se
diferencia
significativamente
del
modelo S de Julius
Wellhausen
en varios
aspectos.

An Atheist Classic! This
masterpiece,
by
the
brilliant atheist Marshall
Gauvin is full of direct
'counter-dictions',
historical evidence and
testimony that, not only
casts doubt, but shatters
the myth that there was,
indeed, a 'Jesus Christ',
as Christians assert.

66

391 páginas
PEDERASTIA EM LA IGLESIA CATÓLICA
En este libro, los abusos sexuales a
menores, cometidos por el clero o por
cualquier otro, son tratados como
"delitos", no como "pecados", ya que en
todos los ordenamientos jurídicos
democráticos del mundo se tipifican
como un delito penal las conductas
sexuales con menores a las que nos
vamos a referir. Y comete también un
delito todo aquel que, de forma
consciente y activa, encubre u ordena
encubrir
esos
comportamientos
deplorables.
Usar como objeto sexual a un menor, ya
sea mediante la violencia, el engaño, la
astucia o la seducción, supone, ante
todo y por encima de cualquier otra
opinión, un delito. Y si bien es cierto
que, además, el hecho puede verse
como un "pecado" -según el término
católico-, jamás puede ser lícito, ni
honesto, ni admisible abordarlo sólo
como un "pecado" al tiempo que se
ignora conscientemente su naturaleza
básica de delito, tal como hace la Iglesia
católica, tanto desde el ordenamiento
jurídico interno que le es propio, como
desde la praxis cotidiana de sus
prelados.

Robert Ambelain, aunque defensor de
la historicidad de un Jesús de carne y
hueso, amplia en estas líneas la
descripción que hace en anteriores
entregas de esta trilogía ( Jesús o El
Secreto Mortal de los Templarios y Los
Secretos del Gólgota) de un Jesús para
nada acorde con la descripción oficial
de la iglesia sino a uno rebelde: un
zelote con aspiraciones a monarca que
fue mitificado e inventado, tal y como
se conoce actualmente, por Paulo,
quién, según Ambelain, desconocía las
leyes judaicas y dicha religión, y quien
además usó todos los arquetipos de las
religiones que sí conocía y en las que
alguna vez creyó (las griegas, romanas
y
persas)
arropándose
en
los
conocimientos sobre judaísmo de
personas como Filón para crear a ese
personaje. Este extrajo de cada religión
aquello que atraería a las masas para
así poder centralizar su nueva religión
en sí mismo como cabeza visible de una
jerarquía eclesiástica totalmente nueva
que no hacía frente directo al imperio
pero si a quienes oprimían al pueblo
valiéndose de la posición que les había
concedido dicho imperio (el consejo
judío).

67

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