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Actas Simposio Investig Psi 2010

Actas Simposio Investig Psi 2010

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4 de Fevereiro 

  4 de Fevereiro    Abertura do Secretariado: 08.30h  Sessão de abertura – 9.00h‐11.00h ‐ Auditório B1 (em vídeo conferência no B2)  Momento Musical  Abertura  da  Ópera  “Bodas  de  Fígaro”  ‐  W.  A.  Mozart;  Arabesco  II  ‐  C.  Debussy; Fuga nº9 ‐ A. Piazzola  Ensemble de Flauta  Luís  Sousa;  Vera  Silva;  Andreia  Soares;  Ana  Luísa  Guimarães;  Salomé  Ferreira;  Rúben  Henriques;  Joana  Miranda*;  Helena  Esteves;  Filipe  Cunha*; Dir. Gil Magalhães  Departamento  de  Música  do  Instituto  de  Letras  e  Ciências  Humanas  e  alunos do Curso Livre    Vice‐presidente da FCT, Profª. Lígia Amâncio  Presidente da Associação Portuguesa de Psicologia, Profª. Luísa Lima  Presidente  da  Comissão  Organizadora  do  VII  SNIP,  Profª.  Conceição  Nogueira  (moderadora)     Conferência  pelo  Prof.  Óscar  Gonçalves,  Presidente  da  Escola  de  Psicologia  da  Universidade  do  Minho:  “A  única  coisa  a  interferir  com  a  nossa  aprendizagem  enquanto cientistas é a nossa educação enquanto psicólogos”    Intervalo    11.30h‐13.00h    Hora: 11.30h‐13.00h  Sala: B1 Tipo: Simpósio     Área temática: Psicologia Social  Título:  Psicologia  Social  da  Justiça  ‐  Moderadora:  Isabel  Correia/ISCTE  E‐mail:  isabel.correia@iscte.pt   

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Resumo:  Este  simpósio  reúne  contribuições  na  área  da  Psicologia  Social  da  Justiça.  Gabrielle  Poeschl  analisa  como  os  processos  de  comparação  permitem  que as desigualdades na divisão do trabalho familiar não levem a sentimentos de  injustiça  por  parte  das  mulheres.  Maria  Gouveia‐Pereira  e  Patricia  Fioravera  exploram o papel da injustiça intergrupal na infrahumanização do exogrupo. Jorge  Vala  discute  a  Crença  num  Mundo  Justo  (Lerner)  como  crença  fundamental  no  processo  de  legitimação  das  desigualdades  sociais.  Hélder  Alves  e  Isabel  Correia  mostram como a expressão da crença no mundo justo confere estatuto a quem a  exprime  e  Isabel  Correia,  Manuela  Barreto  e  D’Jamila  Garcia  testam  experimentalmente  se  uma  identidade  não  partilhada  com  uma  vítima  pode  ser  estrategicamente  enfatizada  para  reduzir  a  ameaça  à  CMJ  produzida  pelo  confronto com uma vítima inocente do endogrupo.    Título  1:  Desigualdades  na  divisão  do  trabalho  familiar  e  sentimento  de  justiça  ‐  Gabrielle  Poeschl/  Faculdade  de  Psicologia  ‐  Universidade  do  Porto  E‐mail:  gpoeschl@fpce.up.pt  Resumo  1:  Os  estudos  sobre  a  organização  familiar  mostram  que  o  ingresso  em  massa  das  mulheres  no  mercado  de  trabalho  não  produziu  mudanças  significativas na divisão do trabalho familiar entre cônjuges, sem que isto suscite,  geralmente,  um  sentimento  de  injustiça.  Uma  explicação  para  o  sentimento  de  (in)justiça aponta para o efeito das comparações efectuadas pelas mulheres: Elas  procederiam a comparações selectivas que as levariam a considerar a distribuição  do  trabalho  familiar  apropriada.  Um  estudo  realizado  junto  de  214  adultos  questiona  esta  explicação.  Os  resultados  indicam  que  os  respondentes  esperam  que  tanto  os  homens  como  as  mulheres  contribuam  de  forma  justa  para  o  trabalho doméstico quando estão desempregados. Contudo, a avaliação do que é  um  contributo  justo  difere  significativamente  em  função  do  sexo  do  cônjuge  desempregado. É sugerido que as comparações entre homens e mulheres levam a  avaliar  comportamentos  semelhantes  de  forma  diferente  porque  a  avaliação  desses comportamentos assenta numa duplicidade de critérios.    Título  2:  O  papel  da  injustiça  intergrupal  na  infrahumanização  ‐  Maria  Gouveia‐ Pereira/ISPA e Patricia Fioravera/ISPA E‐mail: mpereira@ispa.pt  Resumo 2: Estudos no âmbito da infrahumanização demonstram que a procura da  distintividade  positiva  do  endogrupo  traduz‐se  na  atribuição  de  mais  emoções  secundárias  ao  endogrupo  do  que  ao  exogrupo  (Leyens  et.  al.,  2003).  Quando  o  endogrupo  é  injustiçado  e  o  exogrupo  é  alvo  de  justiça,  os  elementos  do  endogrupo  sentem  a  sua  distintividade  positiva  ameaçada,  atribuindo  mais  sentimentos  ao  endogrupo  do  que  ao  exogrupo.  Esperamos  que,  quando  o  endogrupo  é  injustiçado  e  o  exogrupo  é  alvo  de  justiça,  o  endogrupo  atribua 

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menos emoções secundárias ao exogrupo na situação de injustiça procedimental  do  que  na  situação  de  injustiça  distributiva.  Nas  situações  em  que  ambos  os  grupos  são  injustiçados  não  existirá  infrahumanização.  Participaram136  adolescentes (72 raparigas e 64 rapazes). O plano experimental deste estudo foi  inter‐sujeitos  2  X  2.  Os  participantes  responderam  a  um  conjunto  de  emoções  primárias  e  secundárias.  Os  resultados  serão  discutidos  à  luz  das  teorias  mobilizadas.    Título 3: Crença num mundo justo: como tornar justas as desigualdades sociais ‐  Jorge Vala/ ICS‐ Universidade de Lisboa E‐mail: jorge.vala@ics.ul.pt  Resumo  3:  Nas  sociedades  democráticas,  os  fenómenos  que  são  reconhecidos  como  desigualdades  são  legitimados  por  crenças  que  fazem  com  que  essas  desigualdades  sejam  percebidas  como  justas  e  naturais.  Esta  comunicação  parte  da  análise  de  Tajfel  sobre  legitimidade  e  justiça  e,  com  base  numa  tipologia  de  níveis  de  análise,  procura  sistematizar  os  factores  associados  ao  sentimento  de  legitimidade. Propõe‐se que a crença num mundo junto justo é uma das crenças  fundamentais  no  processo  de  legitimação,  e  desenvolve‐se  a  articulação  desta  crença  com  a  norma  da  internalidade,  princípios  de  hierarquização  social  e  a  manutenção da auto‐estima individual e colectiva.    Título 4: Percepção e comunicação de estatuto através da expressão da crença no  mundo justo ‐ Hélder Alves/ CIS E‐mail: havga@yahoo.com e Isabel Correia/ISCTE  E‐mail: isabel.correia@iscte.pt  Resumo 4: Estudos anteriores mostraram que as crenças no mundo justo pessoal  e geral são normas de julgamento (Alves e Correia, 2008, no prelo a, no prelo b).  Assim, exprimir que o mundo é pelo menos moderadamente justo para os outros  e sobretudo para o próprio é socialmente aprovado e está, além disso, associado  à ideia de que quem exprima essa ideia tem as características necessárias para o  sucesso.  Assim,  esperámos  que  a  expressão  de  graus  mais  elevados  de  CMJ  estaria  associada  a  uma  percepção  de  maior  estatuto  social  do  que  a  expressão  de  CMJ  baixa,  e  que  os  participantes  recorreriam  a  graus  de  CMJ  mais  elevados  quando  lhes  fosse  pedido  que  respondessem  segundo  a  perspectiva  de  alvos  associados a um maior estatuto social do que a um estatuto baixo. Os resultados  apoiaram as hipóteses e serão discutidos à luz do papel que a CMJ desempenha  na legitimição do status quo.    Título  5:  Identidades  sociais  múltiplas  e  mecanismos  para  preservar  a  crença  no  mundo justo ‐ Isabel Correia, Manuela Barreto e D’Jamila Garcia/ CIS/ISCTE‐IUL E‐ mail: isabel.correia@iscte.pt 

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Resumo 5: A Teoria da Crença no Mundo Justo (CMJ) considera que os indivíduos  necessitam  de  acreditar  que  o  mundo  é  justo,  de  modo  a  terem  a  certeza  subjectiva  de  que  o  mundo  é  previsível  e  de  que  os  seus  planos  irão  resultar.  A  investigação  tem  mostrado  que  a  vítima  mais  ameaçadora  para  a  CMJ  de  um  observador  é  a  vítima  inocente  do  endogrupo.  Nesta  comunicação  apresentaremos  2  estudos  com  estudantes  universitários.  Estes  estudos  testam  experimentalmente  se  uma  identidade  não  partilhada  com  uma  vítima  pode  ser  estrategicamente  enfatizada  para  reduzir  a  ameaça  à  CMJ  produzida  pelo  confronto  com  uma  vítima  inocente  do  endogrupo.  Assim,  prevemos  que  as  pessoas com crença no mundo justo mais elevada enfatizarão mais a identidade  não  partilhada  com  a  vítima  inocente  do  endogrupo  como  forma  de  reduzir  a  ameaça  que  essa  vítima  representa  para  a  sua  CMJ.  Recorreremos  a  dois  paradigmas experimentais diferentes.      Hora: 11.30h‐13.00h  Sala: B2 Tipo: Simpósio  Área temática: Psicologia Clínica e Psicoterapias  Título:  Momentos  de  Inovação  em  psicoterapia  ‐  Moderador:  Miguel  M.  Gonçalves/Universidade  do  Minho  ‐  Escola  de  Psicologia  E‐mail:  mgoncalves@psi.uminho.pt    Resumo:  Segundo  a  terapia  narrativa  de  White,  a  mudança  ocorre  a  partir  da  identificação  e  expansão  dos  resultados  únicos,  entendidos  como  excepções  à  narrativa  problemática.  O  Sistema  de  Codificação  de  Momentos  de  Inovação  (SCMI)  foi  desenvolvido  para  identificar  estas  novidades  narrativas  –  que  denominamos  momentos  de  inovação  (MIs)  –  nas  sessões  de  psicoterapia.  Este  sistema  permite  identificar  5  tipos  de  MIs:  acção,  reflexão,  protesto,  reconceptualização  e  desempenho  da  mudança.  O  objectivo  deste  simpósio  é  apresentar  os  resultados  da  investigação  conduzida  com  o  SCMI.  A  primeira  comunicação centrar‐se na apresentação do SCMI. A segunda comunicação focar‐ se nos resultados obtidos numa amostra de terapia narrativa e numa amostra de  terapia focada nas emoções, salientando os principais pontos de convergência e  de  divergência.  Seguidamente,  apresentar‐se  um  estudo  focado  nos  processos  envolvidos no insucesso terapêutico. Finalmente, a quarta comunicação centrar‐ se  nos  processos  de  emergência  dos  MIs  de  reconceptualização  e  no  papel  do  terapeuta na facilitação da mudança.   

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Título 1: Sistema de Codificação de Momentos de Inovação ‐ Anita Santos, Miguel  M. Gonçalves e Marlene Matos/Universidade do Minho – Escola de Psicologia  Resumo 1: O Sistema de Codificação dos Momentos de Inovação permite analisar  as novidades à medida que elas emergem ao longo do processo psicoterapêutico.  Assume‐se  que  a  mudança  em  psicoterapia  é  construída  pela  ampliação  de  momentos excepcionais (Momentos de Inovação ou MIs) em relação à narrativa  problemática  que  organiza  os  significados  do  cliente  quando  procura  ajuda,  influenciando  o  seu  modo  de  agir,  pensar,  ou  sentir.  O  SCMI  foi  desenvolvido  a  partir  da  terapia  narrativa,  mas  várias  investigações  têm  demonstrado  a  sua  aplicabilidade  noutras  abordagens,  uma  vez  que  os  objectivos  terapêuticos  de  produção  de  mudança  parecem  convergir  para  a  produção  de  novidades  ou  excepções,  independentemente  das  estratégias  e  abordagens  utilizadas.  Este  novo método de análise será apresentado, nomeadamente no que se refere aos  cinco  tipos  de  MIs:  acção,  reflexão,  protesto,  reconceptualização  e  desempenho  da mudança, bem como ao seu âmbito de aplicação.    Título  2:  Momentos  de  Inovação  e  mudança  em  terapia  narrativa  e  terapia  centrada  em  emoções:  Semelhanças  e  diferenças  ‐  Inês  Mendes,  Anita  Santos/  ISMAI,  Marlene  Matos,  Miguel  Gonçalves/  Escola  de  Psicologia,  Universidade  do  Minho,  Lynne  Angus  e  Leslie  Greenberg;  YorkUniversity  E‐mail:  mgoncalves@psi.uminho.pt  Resumo 2: O objectivo central deste estudo consiste em perceber se os MIs são  marcadores  de  sucesso  terapêutico.  Neste  sentido,  aplicámos  o  SCMI  a  duas  amostras  diferentes,  nomeadamente,  a  10  casos  de  terapia  narrativa  de  re‐ autoria  e  a  6  casos  de  terapia  focada  nas  emoções,  e  analisámos  a  evolução  da  duração (tempo dispendido na elaboração dos MIs em relação ao tempo total da  sessão)  dos  diferentes  tipos  de  MIs  ao  longo  dos  processos  terapêuticos.  No  grupo  de  sucesso,  em  ambas  as  amostras,  os  MIs  apresentaram  uma  duração  significativamente mais elevada do que o grupo de insucesso, especificamente ao  nível  dos  MIs  de  reconceptualização  e  de  desempenho  da  mudança.  Este  resultado  sugere  que  estes  dois  tipos  de  MI  desempenham  um  papel  fulcral  no  processo de mudança.    Título  3:  Momentos  de  Inovação  e  Insucesso  Terapêutico  ‐  António  P.  Ribeiro,  Miguel  Gonçalves,  Tatiana  Magro,  Anita  Santos/ISMAI,  Marlene  Matos  e  Carla  Martins  /  Escola  de  Psicologia,  Universidade  do  Minho  E‐mail:  mgoncalves@psi.uminho.pt  Resumo  3:  O  objectivo  deste  estudo  é  analisar  de  que  forma  a  emergência  de  Momentos  de  Inovação  (MIs)  em  psicoterapia  pode  ser  atenuada  através  do  retorno imediato à narrativa problemática, conduzindo ao insucesso terapêutico. 

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O Sistema de Codificação do Retorno ao Problema foi utilizado na análise dos MIs  previamente identificados em 10 casos de terapia narrativa (5 casos de sucesso e  5  casos  de  insucesso)  com  mulheres  vítimas  de  violência  na  intimidade,  no  sentido de identificar a presença de Marcadores de Retorno ao Problema (MRPs).  O  grupo  de  insucesso  apresentou  uma  percentagem  de  MIs  com  MRPs  significativamente  superior  ao  grupo  de  sucesso,  o  que  sugere  que  o  insucesso  terapêutico  pode  estar  relacionado  atenuação  dos  MIs  através  do  retorno  ao  problema.    Título  4:  Reconceptualização,  mudança  narrativa  e  o  papel  do  terapeuta:  Um  estudo de caso em terapia focada nas emoções‐ Carla Cunha, António P. Ribeiro  ISMAI,  Miguel  Gonçalves/  Escola  de  Psicologia,  Universidade  do  Minho  e  Jaan  Valsiner/Uinversity of Clark E‐mail: mgoncalves@psi.uminho.pt  Resumo  4:  Os  momentos  de  inovação  (MIs)  de  Reconceptualização  restauram  a  continuidade  do  self  perante  o  reconhecimento  de  transformações  identitárias.  Assim,  implicam  um  contraste  entre  o  self  no  passado,  o  self  no  presente  (resultante  da  mudança  pessoal)  e  a  descrição  dos  processos  de  transformação  ocorridos.  Estudos  prévios  têm  considerado  estas  narrativas  como  um  ponto  de  viragem  na  evolução  de  processos  terapêuticos  bem‐sucedidos.  O  presente  trabalho  debruça‐se  num  estudo  de  caso  de  terapia  focada  nas  emoções  com  vista  a  explorar  pormenorizadamente  os  processos  de  emergência  destes  MIs  e  analisar o papel do terapeuta na co‐construção de significados e na facilitação da  mudança.  A  análise  dos  resultados  sugere  que  1)  a  reconceptualização  pode  emergir  no  decorrer  de  um  processo  intensamente  ambivalente  e  2)  o  percurso  para  a  construção  de  uma  nova  narrativa  identitária  é  muitas  vezes  recursivo  e  caracterizado por avanços e recuos.    Hora: 11.30h‐13.00h          Sala: 2101  Tipo: Simpósio   Área temática: Psicologia Escolar e da Educação  Título:  Programa  de  estudos  da  aprendizagem  auto‐regulada:  linhas  de  investigação  em  contextos  educativos  ‐  Moderadoras:  Ana  Margarida  Veiga  Simão/UL e Adelina Lopes da Silva/UL E‐mail: amvsimao@fpce.ul.pt  Resumo:  Este  simpósio  tem  como  finalidade  apresentar  um  quadro  conceptual  geral,  onde  se  enquadram  os  estudos  e  as  aplicações  da  auto‐regulação  da  aprendizagem  em  contextos  educativos  e  discutir  algumas  das  linhas  de  investigação  inseridas  no  Programa  de  Estudos  da  Aprendizagem  Auto‐regulada 

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(PEAAR). A auto‐regulação refere‐se ao grau em que os estudantes são capazes de  apelar  aos  seus  conhecimentos,  às  suas  competências  metacognitivas,  motivacionais  e  comportamentais  para  atingir  um  nível  adequado  de  domínio  sobre as suas aprendizagens em interacção com os contextos educativos em que  estão  inseridos  e  de  acordo  com  os  objectivos  que  pretendem  atingir.A  apresentação  de  várias  investigações  exemplificarão  algumas  das  diversas  vias  que  os  estudos  podem  seguir,  sendo  alvo  de  discussão  algumas  das  opções  metodológicas  e  resultados  já  encontrados  que  serão  motivo  para  um  debate  sobre  as  funções  dos  pais,  professores,  psicólogos  e  estudantes,  no  desenvolvimento da auto‐regulação na aprendizagem.    Título  1:  Auto‐regulação  da  aprendizagem  em  Ambientes  de  Aprendizagem  Enriquecidos pela Tecnologia (AAET): das concepções às práticas de investigação ‐  Fátima  Duarte  Faculdade  de  Psicologia  da  Universidade  de  Lisboa,  Paula  Costa/  Faculdade  de  Psicologia  da  Universidade  de  Lisboa,  Paula  Ramada/Instituto  de  Educação da Universidade de Lisboa, Ana Margarida Veiga Simão e Adelina Lopes  da  Silva/  Faculdade  de  Psicologia  da  Universidade  de  Lisboa  E‐mail:  ana.simao@fpce.ul.pt  Resumo  1:  Os  desafios  que  as  Tecnologias  de  Informação  e  Comunicação  (TIC)  colocam  nos  contextos  educativos  fundamentam  o  interesse  do  estudo  do  construto da auto‐regulação da aprendizagem em AAET., nomeadamente quanto  ao papel dos estudantes na utilização das TIC; à reflexão sobre as próprias acções;  ao  controlo  sobre  os  processos  de  aprendizagem;  ao  reforço  das  competências  para  aprender  e  ao  papel  dos  professores  na  promoção  de  oportunidades,  para  uma  utilização  mais  competente,  eficaz  e  motivada  dos  processos  de  aprendizagem  e  dos  recursos  tecnológicos  e  culturais  aos  quais  os  estudantes  podem  aceder.  Considerando  os  contributos  dos  AAET  para  reapreciar  os  processos  de  ensino  ‐  aprendizagem  e  para  o  estudo  da  auto‐regulação  da  aprendizagem,  apresentaremos  três  projectos:  (i)  auto‐regulação  da  aprendizagem: a resolução de problemas de informação em AATE; (ii) promover a  auto‐regulação  da  aprendizagem  em  AATE:  o  registo  digital  do  processo  de  aprendizagem; (iii) analisar a integração das TIC na promoção da auto‐regulação.    Título 2: Promover a auto‐regulação: investigação‐acção colaborativa na formação  de professores. ‐ Leonor Cadório/Instituto de Educação da Universidade de Lisboa  e Ana Margarida Veiga Simão/ Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa  E‐mail: ana.simao@fpce.ul.pt 

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Resumo  2:  O  projecto  visa  aprofundar  e  investigar  três  aspectos:  o  papel  da  investigação  ‐  acção  colaborativa  na  formação  do  professor,  as  repercussões  desta  formação  nas  concepções  e  práticas  dos  intervenientes  e  o  impacto  do  trabalho  colaborativo  na  aprendizagem  dos  alunos.  O  processo  de  investigação  situa‐se,  no  plano  metodológico,  nos  domínios  da  investigação  ‐  acção  colaborativa  que  permite  que  o  professor  seja  sujeito  e  investigador  da  sua  prática.  A  investigação  concretizou‐se  numa  escola  secundária,  com  professores  de  Português,  em  trabalho  colaborativo,  em  que  a  interacção  e  a  partilha  de  objectivos comuns foram característica dominante. Os docentes auto‐regularam a  sua  aprendizagem,  construíram  conhecimento  e  crenças  acerca  do  ensino,  baseando‐se num enquadramento teórico e na reflexão. Este trabalho tornou‐os  mais  conscientes  da  utilização  de  estratégias,  o  que  permitiu  aos  alunos  mais  autonomia e controlo nas suas aprendizagens.    Título 3: O ensino da escrita auto‐regulada em contexto de formação colaborativa  ‐  Teresa  Almeida/  Instituto  de  Educação  da  Universidade  de  Lisboa  e  Ana  Margarida  Veiga  Simão/  Faculdade  de  Psicologia  da  Universidade  de  Lisboa  E‐ mail: ana.simao@fpce.ul.pt  Resumo  3:  Nesta  comunicação  apresentamos  a  primeira  etapa  de  uma  investigação  realizada  no  âmbito  da  formação  de  professores  em  contexto  colaborativo  e  centrada  no  processo  de  ensino  ‐  aprendizagem  da  composição  escrita. Aplicámos um questionário aos professores de uma escola, para conhecer  o contexto e as suas concepções de ensino ‐ aprendizagem da composição escrita.  O  facto  de  os  professores  valorizarem  as  actividades  de  desenvolvimento  profissional  realizadas  na  escola,  permitiu‐nos  promover  um  trabalho  colaborativo,  iniciando  uma  dinâmica  de  formação/investigação/acção  com  professores  do  1º.Ciclo,  como  aprendentes  da  auto‐regulação  da  composição  escrita. É nossa pretensão compreender se, a partir da formação colaborativa, os  professores  modificam  ou  melhoram  as  suas  práticas  de  auto  ‐  regulação  da  escrita.  Os  resultados  que  apresentamos,  apontam,  por  um  lado,  para  a  necessidade  de  uma  formação  mais  consistente  do  ensino  da  auto‐regulação  da  escrita  e,  por  outro  lado,  para  a  receptividade  para  que  essa  formação  se  desenvolva de forma colaborativa.    Título  4:  Desenvolver  estratégias  de  auto  ‐  avaliação  em  alunos  do  2º  Ciclo  do  Ensino  Básico,  para  promover  competências  auto  –  regulatórias  ‐  Dora  Dias,  Adelina  Lopes  da  Silva  e  Ana  Margarida  Veiga  Simão/  Faculdade  de  Psicologia.  Universidade de Lisboa E‐mail: ana.simao@fpce.ul.pt 

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Resumo 4: Com este projecto de investigação pretendemos compreender como é  que  a  estruturação  de  actividades  que  promovam  a  auto‐avaliação  das  aprendizagens  pelos  alunos,  na  sala  de  aula,  podem  contribuir  para  lhes  desenvolver  estratégias  de  aprendizagem,  tendo  por  base  o  construto  da  auto‐ regulação da aprendizagem. Assumimos uma perspectiva qualitativa, num estudo  de caso longitudinal, acompanhando uma turma e alguns dos seus professores do  5º e o 6º anos do Ensino Básico. Optámos por privilegiar a observação em sala de  aula,  as  entrevistas  individuais  e  as  de  focus  grupo  e  os  questionários.  Estes  instrumentos  e  técnicas  serão  utilizados,  antes  e  depois  do  desenvolvimento  de  momentos  formativos,  em  colaboração  com  os  professores.  Os  objectivos  são  o  de  os  ajudar  a  andaimar  as  tarefas  de  auto‐avaliação  dos  estudantes,  propostas  pelos  professores,  bem  como  documentar  o  processo  de  co‐regulação  que  se  desenrole no contexto de sala de aula.    Título  5:  Promoção  da  autonomia  e  auto‐regulação  das  aprendizagens  na  transição do Pré‐escolar para o Ensino Básico ‐ Isabel Piscalho/ Escola Superior de  Educação.  Instituto  Politécnico  de  Santarém  e  Ana  Margarida  Veiga  Simão/  Faculdade de Psicologia. Universidade de Lisboa E‐mail: ana.simao@fpce.ul.pt  Resumo  5:  A  promoção  precoce  de  competências  de  autonomia  e  de  auto‐ regulação  das  aprendizagens  tem  sido  referida,  por  vários  autores,  como  fundamental no processo escolar e de formação ao longo da vida. Com base neste  pressuposto, enquadrado no construto de auto‐regulação da aprendi¬zagem, este  projecto de investigação terá como alvo crianças do pré‐escolar e do 1º ano do 1º  Ciclo  do  Ensino  Básico  (5‐7  anos)  e  visa  a  construção  de  um  instrumento  formativo  que  permita  aos  educadores  e  professores  reflectirem  e  avaliarem  as  abordagens educativas mais ajustadas às necessidades das crianças. Pretende‐se,  também,  a  implementação  de  processos  auto‐regulatórios  e  estratégias  de  suporte  que  proporcionem  oportunidades  efectivas  e  experiências  necessárias  para  o  desenvolvimento  da  autonomia  destas  crianças,  ajudando‐as,  assim,  a  encarar  as  aprendizagens  de  forma  mais  competente  e  pro‐activa,  facilitando,  deste modo, a sua transição para o 1º Ciclo do Ensino Básico.    Hora: 11.30h‐13.00h          Sala: 2102  Tipo: Simpósio  Área temática: Psicologia da Saúde  Título:  Estratégias  para  Promoção  da  Saúde  ‐  Moderadora:  Anabela  M.  Sousa  Pereira/Universidade de Aveiro E‐mail: anabelapereira@ua.pt   

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Resumo:  O  simpósio  tem  como  objectivo  apresentar  trabalhos  de  investigação  orientados  para    estratégias  de  diagnóstico,  intervenção  e  promoção  da  saúde  mental  dos    indivíduos.No  que  concerne  ao  diagnóstico  são  apresentados  instrumentos que avaliam a importância dos factores psicossociais para a saúde e  bem‐estar  ocupacional  do  adulto.  No  que  concerne  a  variáveis  de  ajustamento  emocional  salientam‐se  a  resposta  de  ruminação  e  distracção,  enquanto  estratégias para enfrentar os estados de ânimo negativos, e a sua relação com a  inteligência  emocional  percebida  e  a  depressão.  São  igualmente  abordadas  as  relações  existentes  entre  a  subordinação,  autocriticismo  que  poderão  levar  à  sintomatologia depressiva.  São apresentados os resultados de dois projectos de  intervenção,  envolvendo  a  construção,  implementação  e  avaliação  do  Programa  de Aptidões para o Sucesso Académico e Social e um projecto inovador de Apoio  Psicológico  Integrado  a  estudantes  do  ensino  superior  com    recurso  a  novas  tecnologias, especificamente à  Second life .    Título  1:  Copenhagen  Psychosocial  Questionnaire:  Importância  da  avaliação  de  factores  psicossociais  para  a  saúde  e  bem‐estar  ocupacional  ‐  Carlos  Silva,  Anabela  Pereira,  Vítor  Rodrigues,  Paulo  Nossa,  Jorge  Silvério,  Vânia  Amaral,  Alexandra  Pereira  e  Gustavo  Vasconcelos/  Universidade  de  Aveiro,  Universidade  de Coimbra, Universidade do Minho E‐mail: vania.amaral17@gmail.com  Resumo 1: O projecto de investigação “Medição do Índice de Capacidade Humana  para  o  Trabalho”  pretende  avaliar  a  capacidade  laboral  e  os  principais  factores  psicossociais  associados,  cuja  influência  na  saúde  e  bem‐estar  ocupacional,  se  encontra  numa  fase  embrionária  de  investigação.  Todavia,  estes  factores  já  contam  com  estudos  internacionais,  resultando  na  emergência  de  instrumentos  de avaliação validados e consensualmente utilizados. O Copenhagen Psychosocial  Questionnaire, elaborado em 2000, pelo Instituto Nacional de Saúde Ocupacional  de  Copenhaga,  é  considerado  uma  das  poderosas  ferramentas  na  avaliação  de  importantes dimensões psicossociais, como as exigências cognitivas e emocionais,  recompensas, conflitos interpessoais, stress e assédio, decorrentes da actividade  profissional.  São  referidos  os  processos  de  adaptação  deste  instrumento  para  a  população  portuguesa  e  sua  divulgação  devido  a  ser  promissor  e  na  avaliação  psicossocial  do  ambiente  de  trabalho,  na  promoção  da  comunicação  entre  investigadores, empregadores e profissionais de saúde ocupacional e na avaliação  de intervenções no bem‐estar e saúde no trabalho.    Título  2:  Ajuste  emocional  e  saúde  mental  no  jovem  adulto  ‐  M.  Manuela   Queirós,  Natalio  Extremera,  Pablo  Fernández‐Berrocal  e  Paula  Susana  Queirós  /  Universidade  de  Aveiro,Universidad  de  Málaga,  Espanha  E‐mail:  manuchax@gmail.com 

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Resumo 2: Este estudo examina a saúde mental do jovem adulto relacionando‐a  com  outras  variáveis  de  ajustamento  emocional.  Analisámos  os  estilos  de  Resposta  de  Ruminação  e  Distracção,  enquanto  estratégias  para  enfrentar  os  estados  de  ânimo  negativos,  e  a  sua  relação  com  a  inteligência  emocional  percebida,  a  depressão  e  a  saúde  mental.  A  amostra  foi  de  120  universitários,  com  idades  compreendidas  entre  os  18  e  os  24  anos.  Os  resultados  mostraram  que  as  respostas  ruminativas  estão  fortemente  correlacionadas  positivamente  com  a  depressão  (r=0,58;  p<0,01)  e  negativamente  com  clareza  de  sentimentos  (r=‐0,26;  p<0,01),  reparação  do  estado  emocional  (r=‐0,30;  p<0,01)  e  saúde  mental  (r=‐0,59;  p<0,01).  Pelo  contrário,  a  Resposta  de  Distracção  apresentou  coeficientes de correlação positivos e estatisticamente significativos na reparação  do  estado  emocional  (r=0,60;  p<0,05)  e  na  saúde  mental  (r=0,31;  p<0,01).  Verifica‐se, tal como era esperado, uma associação negativa com a depressão (r=‐ 0,26;  p<0,01).  As  implicações  destes  resultados  constituem  uma  futura  linha  de  investigação.    Título  3:  Experiências  precoces  de  Subordinação,  auto‐cricismo  e  Sintomatologia  Depressiva  na  adultez  ‐  Vânia  Amaral/  Universidade  de  Aveiro,  e  Paula  Castilho/  Universidade de Coimbra E‐mail: vania.amaral17@gmail.com  Resumo 3: Concebido à luz das recentes teorias evolucionárias, o auto‐criticismo  tem  assumido  um  interesse  crescente  no  domínio  da  Psicologia.  Vários  estudos  mostram  que  o  auto‐criticismo  é  um  importante  preditor  de  sofrimento,  associando‐se  a  várias  formas  de  psicopatologia  na  adultez.  Por  outro  lado,  as  experiências  adversas  na  infância,  como  a  imposição  de  um  estatuto  de  subordinado,  têm‐se  revelado  preditores  de  desajustamento  posterior.  A  presente investigação pretende contribuir para o conhecimento da relação entre  estes  constructos  e  a  sintomatologia  depressiva,  numa  amostra  não  clínica,  composta  por  193  sujeitos.  Os  resultados  deste  estudo  revelam  que  o  auto‐ criticismo  se  associa  positivamente  com  as  experiências  de  subordinação  na  infância  e  sintomatologia  depressiva.  Os  estudos  realizados  apontam  também  para  o  papel  mediador  de  algumas  dimensões  do  auto‐criticismo  no  efeito  das  experiências de subordinação na infância sobre a sintomatologia depressiva.    Título 4: Aptidões para o sucesso académico e social: Avaliação de um programa  de  promoção  da  saúde  ‐  Paula  Vagos,  Tânia  Oliveira  e  Anabela  Pereira/  Universidade de Aveiro E‐mail: paulavagos@ua.pt  Resumo  4:  O  presente  trabalho  apresenta  resultados  da  avaliação  preliminar  de  eficácia  de  um  programa  de  promoção  da  saúde  em  contexto  escolar,  que  pretendeu  promover  competências  assertivas  em  adolescentes  com  dificuldades 

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sociais  e/ou  ansiedade  social,  recorrendo  a  técnicas  de  natureza  cognitivo‐ comportamental. O programa foi implementado em 2009 com três adolescentes,  em doze sessões de intervenção em grupo e quatro individuais. O apoio de pares  e pais foi consolidado em sessões específicas. A avaliação de eficácia considerou  dois  critérios  de  mudança  individual,  comparando  os  momentos  pré  e  pós‐ intervenção:  validade  social  e  significância  clínica.  Todos  os  sujeitos  demonstraram melhoria de acordo com o critério de validade social, mas apenas  dois  demonstraram  mudança  clinicamente  significativa.  Os  resultados  obtidos  indicam  a  necessidade  de  aperfeiçoamento  do  programa,  para  considerar  variáveis  externas  influentes  na  sua  eficácia  nos  adolescentes  participantes.  Estudos  continuados  acerca  do  desempenho  destes  adolescentes  permitirão  conclusões mais aprofundadas acerca da eficácia do presente programa.    Título 5: Contributos do Second life para a promoção da saúde: passado, presente  e  futuro‐  Anabela  Pereira,  Gustavo  Vasconcelos,  Paula  Vagos,  Luísa  Santos,  Sara  Monteiro, Hélder Castanheira, Rosa Nogueira, José Tavares, P. Almeida, L. Pedro e  C. Santos/ Universidade de Aveiro E‐mail: anabelapereira@ua.pt  Resumo  5:  Este  trabalho  pretende  dar  a  conhecer  o  passado,  o  presente  e  o  futuro  de  um  projecto  inovador  de  apoio  psicológico  integrado  a  estudantes  do  ensino superior com recurso às novas tecnologias, permitindo diferentes formas  de abordagem e interacção.Desde a génese de uma linha telefónica nocturna de  apoio  de  pares,  pioneira  em  Portugal  passando  por  testes‐piloto  e  períodos  experimentais  no  mundo  virtual  Second  Life,  até  ao  sistema  de  apoio  integrado  que  a  Universidade  de  Aveiro  se  prepara  para  disponibilizar  aos  seus  alunosO  projecto  tem  como  principal  objectivo  desenvolver  estratégias  de  formação,  investigação  e  intervenção  ao  nível  da  promoção  do  sucesso  escolar  e  do  bem‐ estar do aluno do ensino superior, visando analisar e perceber as especificidades  e a eficácia desta intervenção em diferentes plataformas.    Hora: 11.30h‐13.00h  Sala: 2103   Tipo: Simpósio   Área temática: Estudos LGBT e Queer  Título: Psicologia, Crítica e Pensamento LGBT/ Queer ‐ Moderador: Nuno Santos  Carneiro E‐mail: nunoscarneiro@gmail.com    Resumo:  Este  simpósio  pretende  dar  a  perceber  as  possíveis  implicações  de  diferentes trabalhos de investigação apresentados para a reformulação da ciência  psicológica nos seus pressupostos epistémicos, conceptuais e/ ou metodológicos.  Mais  amplamente,  visa‐se  desenvolver  reflexões  sobre  percursos  de  construção 

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política, social e psicológica que permitam relativizar a “normatividade” imposta  às orientações sexuais e às identidades de género e desenvolver um pensamento  crítico que questione activamente as estruturas e os processos de hegemonização  que  também  à  psicologia  recorrentemente  disseram/  dizem  respeito.  Ethos,  ideologia,  sociedade  e  psiquismo  serão  os  principais  focos  de  questionamento  d@s  intervenientes,  através  dos  subsídios  que  os  seus  estudos  potencialmente  comportem para a construção de uma sociedade rejeitante da opressão e, logo,  para  a  promoção  do  bem‐estar  psicológico  nos  horizontes  emancipatórios  das  não‐normatividades.    Título 1: Da Violência de Não‐Existir à Psicologia Crítica – Nuno Santos Carneiro E‐ mail: nunoscarneiro@gmail.com  Resumo  1:  Numa  conciliação  ensaiada  com  os  diferentes  representantes  do  simpósio,  esta  comunicação  aborda  as  realidades  LGBT  de  um  ponto  de  vista  psicológico e crítico alicerçado em três vectores: os valores, os pressupostos e as  práticas do discurso e da acção. Interessa assim ilustrar como as abordagens das  “homossexualidades”, das “bissexualidades” e das identidades de género ajudam  a  alicerçar  as  intenções  críticas  da  ciência  psicológica.Pretende‐se  aqui  esboçar  implicações  para  o  reequacionamento  dos  contornos  subjectivos,  interpessoais,  comunitários e ideológicos das “diferenças” no campo da psicologia, já para lá das  nomeações LGBT e na denúncia activa de quaisquer modalidades hegemónicas de  sujeição  ao  sofrimento  de  quem  nestas  “diferenças”  se  incorpora,  denúncia  que  muito deve ao pensamento Queer. Esta comunicação propõe‐se, afinal, denunciar  a violência da não‐existência ou, o mesmo é dizer, da existência não reconhecida  numa  sociedade  que  se  quer  justa  (também)  no  projecto  de  uma  psicologia  crítica.      Título  2:  “Contra  a  Socialização”:  A  Identidade  Transsexual  –  Irene  Palmares  Carvalho/ Faculdade de Medicina da Universidade do Porto ‐ Psicologia Médica E‐ mail: irenec@med.up.pt  Resumo 2: Na transsexualidade, destaca‐se o foco na questão do género. Contra a  atribuição do género à nascença e contra as práticas socializadoras que, ao longo  do crescimento, reforçaram essa pertença inicial, o transsexual sente‐se “do outro  género”, recorrendo a cirurgia de reconstrução genital para fazer corresponder a  sua  biologia  à  vivência  sentida.  A  partir  de  uma  abordagem  qualitativa  com  transsexuais,  baseada  em  observação,  entrevistas  não‐estruturadas,  blogues,  diários e fotografias pessoais, o presente estudo investiga o processo através do  qual  se  forma  esta  “identidade  contrária”.Os  resultados  sugerem  que  tal 

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identidade  se  constrói  dentro  de  parâmetros  sociais  normativos,  a  partir  do  uso  de determinados recursos disponíveis, e que estes parâmetros são, eles próprios,  estruturadores da mesma. O estudo futuro dos processos que configuram outras  identidades e outras identidades de género poderá também  contribuir para um melhor entendimento desta problemática e para a promoção  de uma adaptação mais eficaz dos contextos sócio‐psíquico‐culturais.    Título 3: “A pós‐homossexualidade, ou o que vem a seguir à despatologização” –  António  Fernando  Cascais/  Universidade  Nova  de  Lisboa  E‐mail:  afcascais@netcabo.pt  Resumo  3:  A  retirada  da  homossexualidade  da  lista  de  doenças  mentais  pela  American  Psychiatric  Association  em  1973,  não  significa  que  o  quadro  epistemológico  que  constitui  a  condição  de  possibilidade  de  patologização  das  relações entre pessoas do mesmo sexo tenha entretanto sido sujeito, de maneira  consequente, a uma indispensável revisão. Este facto tem profundas repercussões  na prática dos terapeutas, na percepção social estigmatizadora, bem assim como  na auto‐imagem e na construção da identidade das pessoas LGBT. A abordagem  da homossexualidade continua enviesada pela interrogação etiológica, e constitui  o  fundamento  de  todos  os  determinismos  biológicos  e  sociais  que  pretendem  explicá‐la.  Essa  interrogação  é  própria  do  modelo  médico‐psiquiátrico,  mas  foi  reconceptualizada pela psicanálise, que nesta questão teve um papel tão decisivo  quanto ambíguo. Sem uma hermenêutica crítica dela, para o que a teoria queer  deu  um  contributo  essencial,  fica  definitivamente  comprometido  qualquer  entendimento da diversidade sexual, e das múltiplas homossexualidades, fora da  (hetero)normatividade.    Título  4:  Gays  e  Lésbicas  e  Família:  Contributos  da  Terapia  Familiar  –  Pedro  Frazão/  Psicoterapeuta  e  Terapeuta  Familiar  em  Prática  Privada  E‐mail:  pedrofrazao@aeiou.pt  Resumo  4:  O  tema  da  família  raramente  é  associado  aos  gays  e  às  lésbicas.A  cultura popular não retrata estas pessoas como membros de uma família e, mais  do que isso, alguns segmentos da sociedade consideram mesmo os gays e lésbicas  como  sendo  anti‐família.  Para  além  disso  sabemos  que  a  comunidade  científica  mainstream validou durante muito tempo estas imagens. Durante anos, os gays e  lésbicas  foram  retratados  como  pessoas  afastadas  das  suas  famílias.  Sabemos  hoje  que  esta  é  uma  visão  profundamente  estereotipada,  na  medida  em  que  a  revelação da identidade sexual à família de origem e a manutenção dos contactos  com  esta  são  de  extrema  importância.Procuraremos  expor  a  forma  como  a  investigação  em  terapia  familiar  conduziu  ao  estudo  e  intervenção  terapêutica 

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junto das famílias de gays e lésbicas, factos que transformaram as visões que os  terapeutas  tinham  desta  população  e  desafiaram  igualmente  a  ideia  de  família  como um reduto tradicional e conservador.    Título 5: Sound and Vision ‐ Voz(es) e Visibilidade(s) fora da ordem heterossexista  –  Carlos  Gonçalves  da  Costa,  João  Manuel  de  Oliveira  e  Conceição  Nogueira/  Universidade do Minho E‐mail: cgoncalvescosta@gmail.com  Resumo 5: A seguinte comunicação tem por base um estudo sobre discriminação  em  função  da  Orientação  Sexual  e  Identidade  de  Género  em  Portugal.  Os  objectivos  específicos  deste  projecto  de  investigação  implicaram  (i)  o  conhecimento  de  contextos  que  promovem/facilitam  a  manutenção  da  ordem  heterossexual e (ii) o posicionamento da actual situação d@s LGBT em Portugal,  enquadrados  com  análises  de  como  o  heterossexismo  é  construído  e,  acima  de  tudo,  legitimado  na  nossa  sociedade.  Apesar  da  democratização  da  cidadania  íntima  em  Portugal,  (ex:  despenalização    da  interrupção  voluntária  da  gravidez;  Oliveira,  2009),  os  resultados  obtidos  ilustram  a  contradição  entre   democratização  da  intimidade  e    persistência  de  preconceitos  que  ensombram  uma  “democracia”  que  parece  só  ter  sentido  para  os  grupos  que  permanecem  dentro da heterossexualidade hegemónica (Butler, 1993, 2004), criando‐se assim  discursos  de  poder,  que  baseados  em  processos  fracturantes  distinguem  quem  está  e  não  está  incluído  num  espaço  de  reconhecimento  social  e  politico  da(s)  sua(s) identidade(s) (Carneiro, 2009).    Hora: 11.30h‐13.00h    Sala: 2104  Tipo: Simpósio  Área temática: Neuropsicologia  Título:  A  neuropsicofisiologia  do  medo:  A  identificação  e  o  reconhecimento.  ‐  Moderador:  A.  Freitas‐Magalhães/  Universidade  Fernando  Pessoa,  Faculdade  de  Ciências  da  Saúde,  Laboratório  da  Expressão  Facial  da  Emoção  (FEElab/UFP)  E‐ mail: fm@ufp.edu.pt    Resumo:  O  medo  é  uma  emoção  básica,  com  determinadas  características  associadas,  como  a  ansiedade,  a  apreensão,  o  nervosismo,  o  pavor,  a  preocupação. É uma das emoções mais estudadas, por ser uma emoção cognitivo‐ reactiva,  associada  a  mecanismos  de  sobrevivência,  dependente  de  alterações  e  correlações  fisiológicas,  biológicas,  psicológicas  e  neuropsicológicas.  Destaca‐se  como  denominador  comum  de  alguns  distúrbios  psíquicos  e  poderá  ter  impacto  aos  níveis  psicológico,  psicossocial  e  cognitivo.    A  relação  e  o  entendimento  do  medo  em  distúrbios  que  afectam  estes  níveis  de  funcionamento,  como  por  exemplo  a  toxicodependência,  o  alcoolismo  ou  as  lesões  cerebrais,  poderão  ser 

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essenciais  para  a  intervenção  psicológica.  A  mensuração,  a  identificação  e  o  seu  reconhecimento poderão ser as ferramentas essenciais para o seu tratamento.    Título 1: Expressão facial: o reconhecimento do medo em dependentes de álcool ‐  Érico Castro e A. Freitas‐Magalhães/ Universidade Fernando Pessoa, Faculdade de  Ciências  da  Saúde,  Laboratório  da  Expressão  Facial  da  Emoção  (FEElab/UFP)  E‐ mail: feelab@ufp.edu.pt  Resumo  1:  Os  dependentes  de  álcool  apresentam  défices  cognitivos  na  identificação  e  caracterização  das  emoções  básicas  universais.  Esta  é  uma  das  conclusões  do  estudo  científico  inédito  com  65  portugueses  (20  mulheres  e  45  homens) diagnosticados com Perturbações pela Utilização do álcool (DSM‐IV‐TR,  2000) de idades compreendidas entre os 25 e os 70 anos. Em estudo estiveram as  sete emoções básicas, extraídas da F‐M Portuguese Face Database (F‐MPF, 2003).  A  avaliação  do  reconhecimento  emocional  foi  feita,  desde  2005,  em  contexto  clínico, e os participantes dependentes de álcool, ao percepcionar as expressões  exibidas  por  mulheres  e  homens,  manifestaram  dificuldade  notória  na  identificação e caracterização das emoções básicas, com excepção da tristeza e da  cólera, as quais foram decrescendo com o decorrer do tempo de dependência. O  medo  apresentou  índices  baixos  no  reconhecimento  e  na  identificação  das  emoções,  podendo  ter  uma  correlação  directa  entre  o  álcool  e  a  sua  função  depressora do SNC.    Título  2:  A  Psicofisiologia  das  emoções  básicas:  Estudo  empírico  com  toxicodependentes  em  tratamento  ‐  Catarina  Santos  e  A.  Freitas‐Magalhães/  Unversidade  Fernando  Pessoa,  Faculdade  de  Ciências  da  Saúde,  laboratório  de  Expressão Facial da Emoção E‐mail: feelab@ufp.edu.pt  Resumo  2:  O  objectivo  deste  estudo  consistiu  na  identificação  e  no  reconhecimento das emoções básicas em toxicodependentes institucionalizados.  A  amostra  envolveu  30  homens  portugueses,  em  tratamento,  com  idades  compreendidas  entre  os  23  e  os  50  anos,  com  uma  média  de  consumo  de  14,3  anos,  em  fase  de  abstinência.  Para  análise  das  expressões  faciais  foi  utilizada  a  plataforma  informática  i‐Emotions  (i‐E)  (Freitas‐Magalhães  e  Castro,  2007),  em  quatro  momentos  de  avaliação.  Os  resultados  confirmam  um  padrão  de  dificuldade  na  identificação  e  no  reconhecimento  das  emoções  básicas,  com  excepção  da  alegria,  tristeza  e  surpresa.  Os  resultados  das  quatro  fases  de  avaliação sugerem que as dificuldades no reconhecimento e na identificação das  emoções básicas, vão diminuindo ao longo do tempo de abstinência. O medo foi  uma  das  emoções  menos  reconhecidas  e  identificadas,  sugerindo  uma  dinâmica  neuropsicofisiológica  na  tarefa  de  reconhecimento  e  identificação,  em  que 

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processos cognitivos e estados psicológicos associados ao consumo interferem na  referida tarefa.    Título  3:  A  Neuropsicofisiologia  do  medo:  a  capacidade  de  reconhecimento  e  identificação  em  lesões  cerebrais  ‐  Joana  Batista  e  A.  Freitas‐Magalhães/  Universidade  Fernando  Pessoa,  Faculdade  de  Ciências  da  Saúde,  Laboratório  de  Expressão Facial da Emoção (FEElab/UFP) E‐mail: feelab@ufp.edu.pt  Resumo  3:  O  Medo  foi  a  emoção  considerada  como  ponto  de  partida  para  a  maioria  dos  estudos  da  área  da  psicofisiologia,  neuropsicofisiologia  e  neurobiologia  da  emoção,  por  ser,  essencialmente,  uma  emoção  primária,  reactiva,  e  associada  a  mecanismos  de  defesa  e  de  sobrevivência.  A  amígdala  é  uma das estruturas neurológicas com maior índice de resposta ao medo. Estudos  evidenciam que uma lesão na amígdala condiciona o reconhecimento e expressão  facial  do  medo.  Contudo,  não  se  conhecem  resultados  para  o  caso  de  hiper‐ estimulação  neurológica  sem  que  exista  uma  lesão  cerebral,  como  é  o  caso  da  neuropatia  Epilepsia.  Os  pacientes  com  Epilepsia  apresentam,  muitas  vezes,  sintomas  associados  a  situações  de  medo,  como  ansiedade,  nervosismo,  fobia,  especialmente  pela  inesperada,  e  por  vezes  recorrente,  crise  epiléptica.  O  entendimento,  a  identificação  e  o  reconhecimento  das  emoções  e  dos  circuitos  neurológicos adjacentes, torna‐se essencial para a intervenção.    Título 4: Escala de Percepção do Medo: Construção e validação. Estudo empírico  com  Portugueses  –  A.  Freitas‐Magalhães/  Universidade  Fernando  Pessoa,  Faculdade  de  Ciências  da  Saúde,  Laboratório  da  Expressão  Facial  da  Emoção  (FEElab/UFP) E‐mail: fm@ufp.edu.pt  Resumo  4:  O  presente  estudo  teve  como  objectivo  a  construção  e  validação  da  Escala  de  Percepção  do  Medo  (EPM).  As  qualidades  psicométricas  da  Escala  de  Percepção  de  Medo  resultaram  de  cinco  estudos  efectuados  em  amostras  independentes. Procedeu‐se à análise de vinte e seis (26) itens relacionados com  o  medo  e  a  sua  percepção.  Os  dados  foram  submetidos  à  análise  por  extracção  dos  componentes  principais,  método  de  rotação  varimax  com  normalização  Kaiser.  A  partir  da  análise  de  componentes  principais  obteve‐se  o  índice  Kaiser‐ Mayer‐Olkin  (KMO=0.82)  e  Scree  Plot.  Este  último  revelou  a  existência  de  2  factores,  os  quais  explicam  41,5%  da  variância,  24%  para  o  primeiro  factor.  A  análise  factorial  com  rotação  varimax  mostrou  que  os  factores  encontrados  são  compostos por 18 itens. Os resultados da análise de dados revelam que a Escala  de Percepção de Medo (EPM) se trata de um instrumento com boa consistência  interna  e  sugerem  que  a  Escala  de  Percepção  do  Medo  (EPM)  é  um  bom  instrumento  de  avaliação  e  que,  pela  sua  natureza  e  conteúdos,  reflecte  os  aspectos perceptivos e vivenciais do medo, bem como o contexto social em que o 

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mesmo despoleta. Os resultados encontrados confirmaram que o medo  pode ser  estruturado  a  partir  das  dimensões  reactiva  e  cognitiva.  A  escala  pode  ser  aplicada  dos  12  aos  87  anos  e  pode  ser  facilmente  respondida,  em  menos  de  5  minutos.  A sua aplicabilidade é vasta. Em investigação, a Escala de Percepção do  Medo (EPM) pode ser utilizada no estudo do impacto do medo na sociedade. Em  contextos clínicos consiste numa ferramenta de diagnóstico. Pode contribuir para  a  identificação  dos  principais  antecedentes  e  consequentes  do  medo.  A  sua  aplicação  periódica  pode  oferecer  informações  pertinentes  sobre  a  vivência  do  medo e orientar em estratégias para o modelar.    Hora: 11.30h‐13.00h          Sala: 2211  Tipo: Simpósio  Área temática: Gerontologia e Envelhecimento  Título:  Contextos  sociais  e  envelhecimento:  um  olhar  da  Psicologia  Social  do  Envelhecimento  ‐  Moderadora:  Sibila  Marques/  ISCTE‐IUL/CIS  E‐mail:  sibila.marques@iscte.pt    Resumo: O envelhecimento pronunciado da população promoveu o interesse no  estudo  desta  temática  em  várias  áreas  da  Psicologia.  Mais  recentemente,  a  Psicologia Social juntou‐se também a este esforço e é neste contexto que surge a  Psicologia  Social  do  Envelhecimento  (Madey,  2000;  Blanchard‐Fields,  2006).  A  esta vertente interessa compreender os determinantes psicossociais inerentes ao  processo  de  envelhecimento.  Assim,  foca‐se  não  no  estudo  dos  factores  individuais ou macrosociais, per se, mas sim no modo como estes dois níveis de  explicação  se  articulam  na  compreensão  dos  fenómenos.      Os  trabalhos  que  apresentamos  neste  simpósio  pretendem  exemplificar  de  que  modo  esta  perspectiva  pode  ser  útil  no  estudo  de  aspectos  específicos  relacionados  com  o  envelhecimento.  Especificamente,  estamos  interessados  em  demonstrar  o  valor  desta abordagem tanto ao nível da investigação básica (ex. o papel da activação  dos  estereótipos  de  envelhecimento),  como  em  contextos  de  intervenção  aplicados (ex. desenhos de programas de intervenção, processo de realojamento  residencial).    Título  1:  Os  estereótipos  de  envelhecimento  nos  países  europeus:  resultados  do  European Social Survey ‐ Maria Luísa Lima e Sibila Marques/ ISCTE‐IUL/CIS E‐mail:  luisa.lima@iscte.pt  Resumo  1:  Os  trabalhos  de  Susan  Fiske,  Amy  Cuddy  e  colaboradores  (2002)  desenvolvidos no âmbito do Stereotype Content Model (SCM) têm demonstrado  um padrão sistemático no modo como o grupo das pessoas idosas são percebidas  nos  EUA.  De  facto,  estes  estudos  mostram  que  se  associa  a  este  grupo  uma  imagem ambivalente, sendo as pessoas idosas percebidas como muito afectuosas, 

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apesar  de  muito  incompetentes.  Este  é  o  tipo  de  padrão  associado  aos  grupos  com  baixo  estatuto  social  e  com  reduzido  poder  competitivo.  Recentemente,  o  European  Social  Survey  (ESS)  procurou  replicar  estes  resultados  em  amostras  representativas  dos  vários  países  europeus.  Resultados  preliminares  parecem  indicar o mesmo padrão encontrado nos EUA. Estes resultados são fulcrais para a  compreensão do modo como as pessoas idosas são percebidas ao nível da União  Europeia  e  devem  servir  de  sustentação  de  políticas  a  seguir  futuramente  relativamente a esta matéria.    Título  2:  É  da  idade...ou  da  sociedade?  Os  efeitos  dos  estereótipos  de  envelhecimento  no  optimismo  comparativo  face  à  doença  ‐  Sibila  Marques  e  Maria Luísa Lima/ ISCTE‐IUL/CIS E‐mail: sibila.marques@iscte.pt  Resumo 2: Existem diversas evidências de que, tal como os indivíduos de outros  grupos  etários,  as  pessoas  idosas  também  utilizam  estratégias  de  optimismo  comparativo.  O  uso  destas  estratégias  parece  influenciar  aspectos  tão  cruciais  como  as  taxas  de  hospitalização  e  a  taxa  de  mortalidade  num  futuro  próximo  (Bailis et al, 2005). Neste trabalho pretendemos explorar o papel que a activação  automática dos estereótipos de envelhecimento tem na utilização, por parte das  pessoas idosas, de estratégias de optimismo comparativo relativamente à doença.  Em  4  estudos  demonstramos  que  tanto  a  activação  subliminar  como  a  supraliminar  do  conteúdo  negativo  do  estereótipo  de  envelhecimento,  levam  a  uma  menor  utilização  de  optimismo  comparativo  do  que  a  activação  dos  conteúdos  positivos.  No  entanto,  este  efeito  é  moderado  por  duas  variáveis  principais:  o  grau  de  experiência  prévia  com  as  doenças  e  a  saliência  da  identidade  etária.  Nesta  comunicação  discutiremos  as  implicações  teóricas  e  aplicadas destes resultados.    Título  3:  Personalización  y  percepción  de  espacio  en  personas  mayores  ‐  Raquel  Pérez‐López/  Facultad  de  Humanidades  de  Toledo,  Universidad  de  Castilla‐La  Mancha e Juan I. Aragonés/ Facultad de Psicología, Universidad Complutense de  Madrid E‐mail: raquel.perez@uclm.es  Resumo 3: Los estudios psicosociales interesados en la relación entre el ambiente  y  la  vejez  han  centrado  el  foco  de  atención  en  los  entornos  institucionales  tales  como las residencias para mayores. No obstante, en los últimos años, yel número  de personas de edad avanzada capaces de vivir autónomamente en sus domicilios  se  ha  ido  incrementado.  Habitar  en  este  tipo  de  entornos  conlleva  hablar  de  vínculos  afectivos,  cognitivos  y  sociales  que  serían  interesantes  objetos  de  estudio.La investigación aquí propuesta supone estudiar cómo la personalización  del espacio primario refleja la identidad de las personas mayores que los ocupan.  Para ello, y considerando el enfoque de los “Cinco Grandes de personalidad” y el 

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modelo  de  contenido  de  los  estereotipos  propuesto  por  S.  Fiske,  se  diseñó  un  cuestionario  que  pretendía  evaluar  la  imagen  que  de  los  residentes  se  forman  observadores  externos  simplemente  examinando  los  dormitorios  en  los  que  habitan.    Título 4: Realojamento e envelhecimento: Identidade e coping ‐ Fátima Bernardo/  Universidade de Évora E‐mail: fatimab@uevora.pt  Resumo  4:  Os  estudos  sobre  realojamento  salientam  a  especificidade  destes  processos  quando  envolvem  populações  idosas.  Contudo,  o  enfoque  é  colocado  essencialmente  em  relação  a  variáveis  sócio‐culturais  e  individuais  associadas  a  este grupo. Num estudo longitudinal realizado num bairro de Lisboa avaliou‐se o  impacte  do  realojamento  num  grupo  de  idosos  em  relação  à  sua  identidade  (social e ambiental) nas sua diversas vertentes: pertença ao grupo e distintividade  positiva,  auto‐estima  e  auto‐eficácia,  e  o  espaço  como  representante  da  continuidade  entre  o  passado  e  o  futuro.  Estudou‐se  ainda  a  percepção  do  processo  de  realojamento  e  os  processos  de  coping  desenvolvidos  tanto  em  relação à imposição de mudança de casa como à necessidade de adaptação a um  ambiente físico‐social muito diferente. Os resultados salientam a necessidade de  promover a percepção de controlo, como facilitação do processo de apropriação  do  novo  espaço,  e  reduzir  o  impacte  negativo  sobre  a  identidade  individual  e  social dos sujeitos.      Título  5:  O  envelhecimento  e  as  instituições  –  da  avaliação  de  necessidades  ao  planeamento  de  programas  e  desenho  das  intervenções  ‐  Manuela  Calheiros  e  Sibila Marques/ ISCTE‐IUL/CIS E‐mail: maria.calheiros@iscte.pt  Resumo 5: Nesta comunicação analisa‐se um conjunto de questões relacionadas  com a definição, organização e qualidade dos serviços sociais e comunitários para  pessoas  idosas  em  Portugal  e  propõe‐se  uma  metodologia  de  avaliação  de  necessidades e de desenho de programas a partir de modelos lógicos de processo  teoricamente  fundamentados  para  delinear  intervenções  psico‐sociais  neste  domínio. Deste modo, pretendemos contribuir para: a) a diversidade de serviços  oferecidos  a  esta  população;  b)  a  clarificação  de  objectivos  de  processo  e  resultado em função de grupos de necessidades especificas de pessoas idosas; c)  uma  melhor  fundamentação  na  tomada  de  decisão  no  processo  de  selecção,  avaliação e integração; d) a promoção de standards de qualidade dos serviços; e)  o  desenvolvimento  de  uma  linguagem  comum  entre  serviços  e  técnicos;  f)  a  formação  e  especialização  dos  técnicos  que  trabalham  na  área;  g)  análise  dos  custos‐beneficio e eficácia dos programas.   

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Hora: 11.30h‐13.00h          Sala: 2111   Tipo: Simpósio   Área temática: Psicologia do Desenvolvimento  Título:  Vinculação  na  1ª  Infância:  Preditores  e  Impacto  no  Desenvolvimento  da  Cognição Social ‐ Moderadora: Carla Martins/Universidade do Minho – Escola de  Psicologia E‐mail: cmartins@psi.uminho.pt    Resumo: Este simpósio, composto por quatro comunicações, pretende apresentar  resultados  de  um  estudo  longitudinal  que  se  centra  no  desenvolvimento  sócio‐ emocional  (qualidade  e  representação  da  vinculação)  e  sócio‐cognitivo  (jogo  simbólico  colaborativo  e  teoria  da  mente)  desde  a  primeira  infância  até  à  idade  pré‐escolar.  A  amostra  é  composta  por  52  famílias  que  têm  vindo  a  ser  acompanhadas  desde  que  as  crianças  tinham  10  meses  de  idade.  A  primeira  comunicação  centra‐se  nos  preditores  da  qualidade  da  vinculação  da  criança  ao  pai na primeira infância. A segunda comunicação apresenta resultados relativos à  (des)continuidade entre a qualidade da vinculação na infância e a representação  da vinculação aos 3 anos de idade. A terceira e quarta comunicações centram‐se  no  impacto  da  qualidade  da  vinculação  na  infância  em  dois  marcos  do  desenvolvimento  sócio‐cognitivo:  o  jogo  simbólico  colaborativo  aos  3  anos  de  idade e a teoria da mente aos 3 e 4 ½ anos de idade.    Título  1:  O  desenvolvimento  da  vinculação  ao  pai  é  diferente  da  vinculação  à  mãe?  –  E.  C.  Martins,  I.  Soares,  S.  Tereno,  M.  J.  Carvalho  e  A.  Osório/  Instituto  Superior da Maia E‐mail: emartins@docentes.ismai.pt  Resumo 1: O estudo do desenvolvimento da relação de vinculação entre um bebé  e o pai é um desafio para a teoria da vinculação. Foi demonstrada a importância  da  qualidade  das  interacções  para  o  desenvolvimento  de  uma  relação  de  vinculação segura à mãe (De Wolff e Van IJzendoorn, 1997). Várias investigações  evidenciaram a falta de associação entre a qualidade da interacção do pai com a  criança  e  a  segurança  da  vinculação  medida  através  da  Situação  Estranha  (Grossmann et al., 2002). Outra variável importante para o estudo da vinculação é  o  temperamento  da  criança.  Assim,  será  importante  analisar  se  a  tendência  encontrada para a mãe para uma associação entre a vinculação insegura evitante  e um temperamento mais fácil (Marshall e Fox, 2005) se verifica na relação com o  pai. Esta comunicação irá discutir estas questões, tendo por base os resultados de  uma investigação em contexto natural com 52 díades pai‐bebé (10 meses).    Título  2:  (Des)Continuidade  entre  a  qualidade  da  vinculação  na  1ª  infância  e  a  representação da vinculação aos 3 anos – M. J. Carvalho, C. Martins, E. C. Martins,  A.  Osório,  S.  Tereno  e  I.  Soares/  Universidade  do  Minho  E‐mail:  mjoaoc@gmail.com 

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Resumo  2:  A presente  comunicação  pretende contribuir para  uma  compreensão  mais alargada das trajectórias de desenvolvimento das relações de vinculação ao  longo dos três primeiros anos de vida – do comportamento para a representação  da vinculação. Embora vários estudos revelem uma tendência para a continuidade  da  qualidade  de  vinculação  ao  longo  do  ciclo  de  vida,  a  teoria  da  vinculação  integra a possibilidade da experiência do self ser transformada a partir do interior  do  sujeito  e  das  especificidades  do  contexto  (Bosma  e  Gerlsma,  2003).  Serão  apresentados  os  resultados  relativos  à  (des)continuidade  entre  a  qualidade  da  vinculação  na  primeira  infância  (Situação  Estranha)  e  a  representação  da  vinculação  aos  3  anos  de  idade  (Attachment  Story  Completion  Task  –  ASCT,  Bretherton et al. 1990). Os resultados desenvolvimentais reflectem o produto da  história prévia com as circunstâncias actuais e contextuais (Belsky, 2006; Sroufe e  Fleeson,  1986;  Wienfield  et  al.,  1999),  revelando  a  sua  natureza  multifactorial  e  multideterminada.    Título  3:  Qualidade  da  relação  de  vinculação  na  infância  e  capacidade  simbólica  colaborativa aos 3 anos de idade – A. Osório, C. Martins, E. Meins, E. C. Martins, S.  Tereno e I. Soares/ Universidade do Minho E‐mail: ana.c.osorio@gmail.com  Resumo  3:  Estudos  prévios  acerca  do  impacto  da  relação  de  vinculação  no  desenvolvimento da cognição social têm evidenciado vantagens para as crianças  com  vinculação  segura  às  mães  –  nomeadamente  maior  flexibilidade  nas  interacções  sociais  (Meins  e  Russell,  1997;  Sroufe,  Fox  e  Pancake,  1983).  Tal  parece  resultar  de  experiências  precoces  de  maior  sensibilidade  materna,  traduzidas  num  contexto  diádico  de  maior  envolvimento  colaborativo  (Meins,  Fernyhough,  Russell  e  Clark‐Carter,  1998).  Consequentemente,  crianças  com  vinculação  segura  tenderão  a  generalizar  a  noção  de  “outro”  colaborativo,  mostrando‐se  mais  abertas  às  propostas  simbólicas  de  adultos  para  além  da  mãe.Esta  comunicação  analisa  o  impacto  da  relação  de  vinculação  na  infância  (Situação  Estranha)  ao  nível  do  jogo  simbólico  colaborativo  entre  criança‐ experimentador adulto em crianças com 3 anos de idade. Espera‐se que crianças  com  vinculação  segura  às  mães  na  infância  apresentem,  posteriormente,  maior  disponibilidade  e  capacidade  de  incorporar  as  sugestões  de  outrem  no  seu  jogo  simbólico.    Título  4:  Qualidade  da  relação  de  vinculação  na  infância  e  teoria  da  mente  em  idade pré‐escolar – C. Martins, R. Ferreira, M. J. Carvalho, E. C. Martins, S. Tereno  e I. Soares/Universidade do Minho E‐mail: cmartins@iep.uminho.pt  Resumo  4:  Esta  comunicação  pretende  analisar,  na  mesma  amostra  descrita  anteriormente,  o  impacto  da  qualidade  da  vinculação  na  infância  ao  nível  do  desempenho das crianças em tarefas da Teoria da Mente aos 3 anos e, de novo, 

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aos  4½  anos.  A  Teoria  da  Mente  traduz‐se  na  capacidade  de  atribuir  estados  mentais a si e aos outros, emergindo, este marco sócio‐cognitivo, em idade pré‐ escolar  (Martins,  Osório  e  Macedo,  2008).  Investigação  anterior  demonstrou  já  associações  entre  a  segurança  de  vinculação  à  Mãe  na  infância  (Situação  Estranha)  e  posterior  desenvolvimento  da  Teoria  da  Mente  (e.g.,  Meins  et  al.,  2002). No entanto, não foram ainda testadas associações entre este e a qualidade  da  vinculação  Pai‐Criança.  O  objectivo  central  desta  comunicação  será  o  de  explorar  a  relação  entre  a  qualidade  de  vinculação  ao  Pai  na  infância  e  desempenho em tarefas da Teoria da Mente aos 3 e 4½ anos.    Hora: 11.30h‐13.00h          Sala: 2212  Tipo: Mesa de Comunicações  Área temática: Psicologia Social  Título: Dinâmica de grupos subjectiva ‐ Moderador: José Marques/ Faculdade de  Psicologia e Ciências da Educação ‐ Universidade do Porto      Título  1:  Importância  da  existência  de  suporte  normativo  nos  grupos  para  reagirem  a  membros  desviantes  ‐  Sónia  Cardoso  e  Isabel  Pinto/  Faculdade  de  Psicologia  e  Ciências  da  Educação  ‐  Universidade  do  Porto  E‐mail:  sonia.goulart.cardoso@gmail.com  Resumo  1:  Com  base  na  teoria  da  Dinâmica  de  Grupos  Subjectiva  (Marques  e  Páez,  2008),  realizámos  dois  estudos,  nos  quais  testámos  a  importância  da  existência de um suporte normativo seguro para que ocorra uma reacção extrema  a  membros  desviantes.  Nos  dois  estudos  (N  =  51,  N  =  118),  os  participantes  avaliaram dois membros (normativo e desviante) do endogrupo ou do exogrupo.  Nestes estudos, as opiniões normativas e desviantes adoptadas pelos alvos foram  descritas  como  consistentes  ou  inconsistentes  ao  longo  do  tempo.  O  enaltecimento do membro normativo do endogrupo ocorreu simultaneamente à  derrogação do desviante. Nesta condição, apesar da ameaça sentida pelo grupo, a  existência  de  um  suporte  normativo  seguro  permitiu  uma  reacção  eficaz  ao  desvio.  Quando  o  suporte  normativo  foi  percebido  como  frágil,  os  indivíduos  toleraram  o  desvio.  No  entanto,  derrogaram  o  suporte  normativo  e  demonstraram intenções de reforçar este suporte.    Título 2: Reacção a crimes: O papel da percepção da eficácia do sistema jurídico  na reacção aos desviantes ‐ Isabel Pinto e José Marques/ Faculdade de Psicologia  e Ciências da Educação da Universidade do Porto E‐mail: ipinto@fpce.up.pt  Resumo 2: Em dois estudos, pedimos aos participantes para lerem um auto de um  crime  de  fraude.  Num  estudo,  o  crime  foi  descrito  como  tendo  sido  julgado  (condição  eficácia  do  sistema  jurídico)  ou  como  tendo  sido  prescrito  (condição  ineficácia).  No  outro  estudo,  os  participantes  mostraram  o  seu  acordo  com  o 

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resultado  do  julgamento  do  crime.  Os  resultados  mostram  que  na  situação  de  julgamento  prescrito  (Estudo  1),  os  participantes  percepcionaram  a  sociedade  como sendo mais anómica e tenderam a desidentificar‐se da sociedade, enquanto  que  quando  o  crime  foi  descrito  como  tendo  sido  julgado  (Estudo1)  e  os  participantes concordaram com o resultado do julgamento (Estudo 2), o empenho  com o implemento de medidas de controlo social foi maior, assim como os laços  de  identificação  com  a  sociedade.  Os  resultados  são  discutidos  à  luz  dos  pressupostos  da  abordagem  da  identidade  social  em  geral,  e  da  dinâmica  de  grupos subjectiva em particular.    Título 3: Quando é que os membros desviantes reforçam a “nossa” identidade? ‐  Ana  Leite  e  Isabel  Pinto/  Faculdade  de  Psicologia  e  Ciências  da  Educação  ‐  Universidade do Porto E‐mail: anacastroleite@gmail.com  Resumo 3: De acordo com a Dinâmica de grupos subjectiva (e.g., Marques e Paez,  2008),  os  membros  do  exogrupo  têm  pouco  impacto  sobre  o  valor  positivo  do  endogrupo. No entanto, em dois estudos, mostrámos que membros normativos e  desviantes  do  exogrupo  podem  contribuir  de  forma  positiva  para  o  reforço  da  identidade dos indivíduos. Num primeiro estudo, os participantes avaliaram dois  membros  (normativo  e  desviante)  do  endogrupo  ou  do  exogrupo.  O  membro  desviante  foi  descrito  como  criticando  ou  não  o  seu  próprio  grupo.  No  segundo  estudo,  manipulámos  a  concordância  do  membro  normativo  relativamente  à  crítica  ao  grupo  por  parte  do  desviante  (critica  o  grupo  vs  não  critica).  Os  resultados  mostram  um  enaltecimento  do  membro  desviante  do  exogrupo  que  critica o seu próprio grupo, por comparação com os outros membros desviantes.  Para  além  disso,  nessa  condição,  os  participantes  evidenciam  maior  favorecimento  pelo  seu  grupo  (validação  do  valor  positivo  da  sua  identidade  social).    Título  4:  "Entre  nós,  preferimos  incompetentes  a  imorais"  ‐  Efeito  da  ameaça  a  normas  de  competência  e  moralidade  no  julgamento  de  desviantes  endo‐  e  exogrupais – R. G. Serôdio, M. Rego, M. Silva e P. Lopes/ Faculdade de Psicologia e  de Ciências da Educação‐Universidade do Porto E‐mail: rserodio@fpce.up.pt  Resumo 4: Neste estudo articulámos o modelo da dinâmica de grupos subjectiva  (e.g.  Marques,  Abrams  e  Páez,  1998),  e  a  investigação  que  sustenta  o  estatuto  fundamental  de  normas  morais  e  normas  de  competência  na  percepção  e  julgamento de outrem (e.g., Abele et al, 2008; Wojciszke, 2005). Nomeadamente,  testamos  a  ideia  de  que  em  contextos  intergrupais  potenciadores  de  uma  identidade social insegura a moralidade é mais elementar do que a competência.  Induzimos  uma  ameaça  exogrupal  ao  estatuto  moral  vs.  competência  do  endogrupo,  mediante  os  resultados  num  conjunto  de  tarefas.  Como  previsto, 

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entre  outros  resultados,  quando  é  ameaçada  a  “moralidade”  endogrupal  é  depreciada  tanto  a  moralidade  como  a  competência  do  membro  “imoral”  do  endogrupo.  Quando  é  ameaçada  a  “competência”  endogrupal  não  se  verifica  derrogação equivalente do membro “incompetente”. A derrogação do desviante  “imoral”  do  endogrupo,  quando  a  moralidade  endogrupal  está  ameaçada,  tem  uma relação inversa com o valor atribuído pelos participantes a normas morais    Hora: 11.30h‐13.00h          Sala: 2201  Tipo: Mesa de Comunicações  Área temática: Psicologia do Trabalho e  Organizações  Título: Gestão de recursos humanos ‐ Moderador: José Keating/Universidade do  Minho _ Escola de Psicologia E‐mail: keating@psi.uminho.pt    Título  1:  A  força  da  GRH  como  estratégia  para  o  sucesso  das  empresas  de  hotelaria ‐ Anabela Correia, Fabiana Chaves, Luísa Bentes e Rita Campos e Cunha/  IPS/ESCE  Instituto  Politécnico  de  Setúbal  ‐  Escola  Superior  de  Ciência  Empresariais;  ISCTE/IUL  ‐  Instituto  Universitário  de  Lisboa;  GOVCOPP  –  Universidade  de  Aveiro;  UNL/FE  –  Universidade  Nova  de  Lisboa  –  Faculdade  de  Economia E‐mail: acorreia@esce.ips.pt  Resumo  1:  A  Gestão  Estratégica  de  Recursos  Humanos  (GRH)  coloca  a  tónica  na  forma  como  o  sistema  de  GRH  é  crítico  para  a  eficácia  organizacional.  A  progressiva  competitividade  tem  levado  um  crescente  número  de  académicos  e  gestores a debruçarem‐se sobre o estudo da GRH no incremento da eficácia das  organizações.  Seguindo  este  apelo,  Bowen  e  Ostroff  (2004)  introduziram  o  conceito de sistemas de RH fortes. Nestes sistemas, as mensagens sobre o que é  um  comportamento  adequado  são  comunicadas  aos  colaboradores,  de  uma  forma  inequívoca  e  consensual.  Com  base  em  entrevistas  a  Directores  de  Recursos  Humanos  de  dez  grandes  cadeias  hoteleiras,  analisámos  os  atributos  que tornam um sistema de GRH forte ou fraco. Verificamos que todos os atributos  não  surgem  em  nenhuma  das  organizações.  Os  atributos  que  menos  se  evidenciam  são:  compreensibilidade,  validade,  e  justiça.  Conclui‐se  que  estas  organizações têm um papel importante a desenvolver sobretudo no que respeita  aos aspectos menos valorizados.    Título  2:  Desenvolvimento  e  validação  de  um  novo  instrumento  para  medir  a  força  de  gestão  de  recursos  humanos  ‐  Fabiana  Chaves,  Joaquim  Pinto  Coelho,  Anabela  Correia  e  Jorge  F.  S.  Gomes/  ISPA  /  ISPA  /  ESCE/IPS  /  ISCTE/IUL  E‐mail:  fabianamrchaves@gmail.com  Resumo 2: Não obstante o suporte teórico e empírico para a ligação entre GRH e  performance,  existe  ainda  uma  lacuna  sobre  como  é  que  tal  conexão  funciona. 

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Entre  os  estudiosos  do  problema,  Bowen  e  Ostroff  (2004)  destacam‐se  ao  apresentar  o  conceito  de  força  de  GRH,  que  designa  o  poder  da  GRH  para  influenciar as percepções e interpretações dos colaboradores na organização.Esta  comunicação pretende apresentar os resultados intermédios de um projecto em  que se operacionalizou os conceitos centrais do modelo em análise. Baseado em  respostas  a  questionários  em  seis  organizações,  são  apresentados  os  resultados  relativos  às  propriedades  métricas  e  descritivas  de  um  novo  instrumento.  As  técnicas utilizadas incluem as mais tradicionais (análises factoriais exploratória e  confirmatória), mas também os mais recentes desenvolvimentos na elaboração e  testagem  de  itens,  como  o  Rausch  model.Os  resultados  apontam  para  uma  confirmação  parcial  do  modelo.  Discutem‐se  implicações  e  mostram‐se  vias  alternativas para definir operacionalmente os constructos.    Título 3: Força da gestão dos recursos humanos, força da situação e estratégia de  improvisação ‐ T. R. Ribeiro, J. P. Coelho, J. F. S. Gomes e R. C. Cunha/ ISPA‐IU /  ISPA‐IU / ISCTE‐IUL / UNL E‐mail: pcoelho@ispa.pt   Resumo  3:  Este  estudo  visa  melhor  compreender  a  relação  entre  o  alinhamento  interno  das  práticas  de  Gestão  dos  Recursos  Humanos  e  o  alinhamento  externo  destas  práticas  com  a  Estratégia  de  Improvisação  num  call  center.  Através  de  modelos encaixados de equações estruturais, procura‐se aferir como as principais  componentes  da  Força  da  Gestão  dos  Recursos  Humanos  (FGRH),  tal  como  propostas por Bowen e Ostroff (2004), influenciam a estratégia de improvisação,  tendo como mediador a Força da Situação, expressa através do Clima e da Cultura  organizacionais.  As  hipóteses  analisadas  indicaram  uma  relação  directa  significativa entre FGRH e a Estratégia de Improvisação. A Cultura, contrariamente  ao  Clima,  apresenta‐se  também  como  um  mediador  importante  reforçando  a  influência da FGRH na estratégia improvisacional.    Hora: 11.30h‐13.00h          Sala:  2202  Tipo:  Mesa  de  Comunicações  Área  temática:  Psicologia  Forense  e  da  Justiça  Título:  Risco,  comportamento  criminal  e  decisão  judicial  ‐  Moderador:  Rui  Abrunhosa  /  Universidade  do  Minho  –  Escola  de  Psicologia  E‐mail:  rabrunhosa@psi.uminho.pt      Título  1:  A  tomada  de  decisão  judicial  relativamente  às  responsabilidades  parentais:  do  discurso  sobre  a  parentalidade  à  prática  dos  actores  judiciários  ‐  Carina Parente e Celina Manita/ Gabinete de Estudos e Atendimento a Agressores 

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e Vítimas/Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do  Porto E‐mail: carina_msparente@hotmail.com  Resumo  1:  Nesta  comunicação  será  apresentado  um  estudo  recentemente  concluído  no  âmbito  do  Mestrado  em  Temas  de  Psicologia  da  FPCEUP  sobre  as  percepções de Juízes, Magistrados do Ministério Público e Juristas relativamente  aos  conceitos  de  maternidade  e  de  paternidade,  à  noção  de  responsabilidades  parentais  e  factores  que  as  influenciam,  assim  como  à  influência  destas  concepções no processo de tomada de decisão de juízes do Tribunal de Família e  Menores, no contexto da Regulação do Exercício das Responsabilidades Parentais  (RERP).  Os  dados  obtidos  revelam  que  as  percepções  sobre  a  maternidade/paternidade  destes  actores  espelham  estereótipos  de  género  e  sistemas de valores culturais tradicionais que afectam as decisões tomadas (e.g., a  mulher  considerada  melhor  cuidadora  e  figura  principal  de  referência  das  crianças, obtendo, em consonância, após o divórcio, a guarda/residência habitual  das  mesmas).  Reflecte‐se  sobre  as  suas  implicações  no  acto  decisório  e  sobre  o  papel dos psicólogos na alteração destes estereótipos/crenças e práticas.    Título  2:  Internamentos  Compulsivos  ‐  Fernando  Almeida,  Maria  Francisca  Rebocho,  Anita  Santos,  Ana  Sofia  Castro,  Ana  Luísa  Pires,  Carla  Maia,  Diana  Moreira, Emerson Fialho e Fátima Quelhas/ Instituto Superior da Maia (ISMAI) E‐ mail: afernandalmeida@sapo.pt  Resumo  2:  Em  24  de  Julho  de  1998  foi  publicada  a  Lei  de  Saúde  Mental,  a  qual  veio regulamentar o internamento compulsivo. Os autores pretendem estudar os  doentes  internados  compulsivamente  (dados  demográficos,  diagnóstico  de  entrada  e  de  saída,  alterações  comportamentais,  tipo  de  medicação  e  forma  de  administração,  criminalidade  cometida,  orientação  à  data  da  alta,  etc.),  numa  perspectiva  de  melhoria  do  exercício  profissional  neste  domínio  da  prática  psiquiátrica.  Para  isso,  distribuíram  equipas  de  investigação  por  diferentes  instituições.  Numa  primeira  fase,  pelo  Hospital  de  Magalhães  Lemos,  Hospital  S.  Marcos  e  Centro  Hospitalar  Gaia‐Espinho.  A  investigação  pretende  obter  dados  relativos  a  um  total  de  oitenta  doentes  internados  compulsivamente  nas  diferentes  instituições  acima  referidas,  e  outras  que  contemplarão  a  segunda  fase,  e  utiliza  três  instrumentos:  um  extenso  questionário  elaborado  pelos  autores; o HCR‐20; e a PCL‐SV. A amostra actual contempla os dados relativos a  46  doentes,  internados  compulsivamente  nas  instituições  compreendendo  a  primeira fase da investigação.    Título  3:  Estudo  Exploratório  para  a  definição  de  uma  Tipologia  do  Comportamento Criminal no Homicídio ‐ Ana Louceiro, Cristina Soeiro e Manuela 

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Calheiros/  Instituto  Superior  de  Ciências  do  Trabalho  e  da  Empresa  ‐  Instituto  Universitário de Lisboa E‐mail: analouceiro@gmail.com  Resumo  3:  O  presente  trabalho  tem  por  objectivo  definir  uma  tipologia  do  comportamento  criminal  no  homicídio.  Para  obter  tal  tipologia,  visa‐se  a  elaboração  de  perfis  identificando  padrões  de  condutas  criminais.  Deste  estudo  fizeram  parte  138  casos  de  homicídios.  Através  do  “Questionário  para  a  Investigação  do  Perfil  Agressor  Violento”  e  procedendo  a  uma  definição  operacional  de  categorias,  caracterizaram‐se  os  homicidas  e  vítimas  a  que  se  referiam  os  casos.  Assim,  avaliam‐se  os  comportamentos  criminais,  as  características  sócio–demográficas  do  agressor  e  vítima  e  as  características  psicológicas  e  jurídico–penais  do  agressor,  pretendendo‐se  evidenciar  a  multiplicidade de factores que os caracterizam. Os resultados apontam para uma  tipologia  com  três  perfis  criminais  distintos:  expressivo–impulsivo,  expressivo– íntimo  e  instrumental–cognitivo.Assim,  examinando  as  características  preditivas  da  técnica  do  perfil  é  possível  capacitar  a  força  policial  com  uma  melhor  compreensão sobre o fenómeno do homicídio, podendo resultar em formas mais  eficazes de investigação criminal.    Título 4: Sindrome de Alienação Parental ‐ Representação dos intervenientes nos  processos de regulação do poder paternal ‐ Cathia Chumbo e Alexandra Serra E‐ mail: cathia_chumbo@hotmail.com  Resumo  4:  A  Alienação  Parental  (AP)  é  caracterizada  por  um  conjunto  de  comportamentos de desaprovação e denegrição de um progenitor em relação ao  outro,  através  de  criticas  injustificadas.  O  objectivo  deste  estudo  foi  aferir  a  representação  de  AP  e,  num  segundo  momento,  avaliar  as  crenças  de  profissionais em potencial contacto com este tipo de situações. Foi construído um  Questionário de Associação Livre sobre AP e Divórcio e administrado a 4 grupos:  advogados,  técnicos  sociais,  indivíduos  divorciados  e  indivíduos  sem  ligação  à  temática (N=60). Após o primeiro estudo, construiu‐se o Questionário de Crenças  sobre  Alienação  Parental,  que  foi  administrado  a  dois  grupos  de  30  indivíduos:  professores  e  técnicos  de  saúde.  Verificamos  que  profissionais  da  área  social  e  área  legal  são  os  que  detém  uma  representação  mais  fundamentada  sobre  o  fenómeno,  enquanto  que  as  crenças  sobre  AP,  traduzem  uma  perspectiva  ainda  algo linear sobre a AP.    Título  5:  Risco  em  contexto  criminal:  da  incerteza  à  probabilidade  ‐  Ana  Cristina  Neves,  José  Manuel  Palma‐Oliveira/  Faculdade  de  Psicologia  e  de  Ciências  da  Educação  da  Universidade  de  Lisboa  e  Rui  Abrunhosa  Gonçalves/  Escola  de  Psicologia da Universidade do Minho E‐mail: cristinanvs@gmail.com 

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Resumo  5:  A  possibilidade  de  previsão  da  reincidência  reveste‐se  de  enorme  interesse  para  aqueles  que  lidam  profissionalmente  com  ofensores  e  para  a  sociedade  em  geral.  Uma  das  abordagens  à  previsão  do  comportamento  é  a  análise  de  risco.  No  entanto,  a  hipótese  de  trabalhar  a  previsão  do  comportamento  é  de  difícil  compreensão  quando  se  acredita  que  o  comportamento  individual  é  idiossincrático  e  nada  nomotético.  O  presente  trabalho  tem  como  objectivo  rever  as  limitações  que  os  profissionais,  como  a  maioria  das  pessoas,  enfrentam  no  processamento  da  informação  necessária  ao  cálculo da probabilidade da ocorrência futura de comportamentos criminais e/ou  violentos.  São  apresentados  os  enviesamentos  cognitivos  que  dificultam  a  utilização  dos  princípios  da  teoria  das  probabilidades,  decorrentes  do  fenómeno  da  “inumeracia  estatística”  (Gigerenzer,  2005).  São  discutidas  as  implicações  no  desempenho  profissional,  os  processos  psicológicos  na  origem  da  confiança  na  subjectividade,  bem  como  formas  de  objectivar  a  avaliação  e  superar  os  constrangimentos inerentes à (ir)racionalidade humana.    Sessão de posters 1  Hora: 9.00h‐13.00h  Sala: 2105    Título  1:  Estudo  das  Qualidades  Psicométricas  da  Illness  Attitudes  Scale  na  população  Portuguesa  ‐  Cristina  Fazendas  e  Marina  Carvalho/  Faculdade  de  Psicologia  da  Universidade  Lusófona  de  Humanidades  e  Tecnologias;  Serviço  de  Psiquiatria  do  Centro  Hospitalar  do  Barlavento  Algarvio  E‐mail:  cristinafazendas@gmail.com  Resumo 1: A presente investigação teve como objectivo a adaptação da Escala de  Atitudes Face à Doença (Illness Attitudes Scale; Kellner, 1987) à população adulta  Portuguesa. Participaram no presente estudo 545 adultos, 185 do sexo masculino  e 357 do sexo feminino, com idades compreendidas entre os 18 e os 50 anos (M =  31;  DP  =  10.02).  A  análise  factorial  exploratória  mostrou  uma  estrutura  teoricamente  interpretável  composta  por  7  factores.  A  análise  da  sua  fidelidade  mostrou  valores  de  consistência  interna,  no  geral,  adequados,  α  de  Cronbach  entre .58 e . 87. O estudo da sua validade concorrente evidenciou associações no  sentido  esperado  com  outra  medida  de  auto‐avaliação  da  Hipocondria,  e  com  uma  medida  de  auto‐avaliação  da  depressão  e  ansiedade.  Os  resultados  foram  discutidos  tendo  em  consideração  a  sua  importância  para  a  avaliação  deste  construto e para o desenvolvimento de intervenções psicoterapêuticas com vista  ao tratamento das perturbações somatoformes.     

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Título 2: Estudo das Qualidades Psicométricas do Questionário de Auto‐Avaliação  da  Ansiedade  e  Depressão‐Revisto  ‐  Filipa  Dourado,  Marina  Carvalho,  Francisco  Pereira e Cristina Fazendas/ Faculdade de Psicologia da Universidade Lusófona de  Humanidades  e  Tecnologias;  Serviço  de  Psiquiatria  do  Centro  Hospitalar  do  Barlavento Algarvio E‐mail: cally_fd@yahoo.com.br  Resumo 2: O presente estudo teve como objectivo geral a análise da invariância  da estrutura factorial anteriormente obtida para o Questionário das Perturbações  de  Ansiedade  e  Depressão  –  Revisto  (QAPAD‐R;  Carvalho  et  al.,  2004),  numa  amostra  não  clínica  da  população  adulta  Portuguesa,  composta  por  545  indivíduos,  185  do  sexo  masculino  e  357  do  sexo  feminino,  com  idades  compreendidas  entre  os  18  e  os  50  anos  (M  =  31;  DP  =  10.02).  Os  resultados  obtidos  pela  análise  factorial  exploratória  replicaram  a  estrutura  interna  anteriormente obtida, constituída por seis factores, relativos a cinco perturbações  ansiosas  e  à  depressão.  Os  testes  empíricos  de  uma  estrutura  correlacionada  e  hierárquica,  através  de  análises  factoriais  confirmatórias,  mostraram  índices  de  ajustamento  adequados.  Os  valores  de  consistência  interna  foram  adequados,  α  de  Cronbach  entre  .76    e  .93.  O  estudo  da  sua  validade  concorrente  revelou  associações  no  sentido  esperado  com  outros  auto‐relatos  de  ansiedade  e  depressão.    Título 3: Estudo das Qualidades Psicométricas do Health Anxiety Questionnaire na  população  Portuguesa  ‐  Francisco  Pereira,  Cristina  Fazendas,  Filipa  Dourado  e  Marina  Carvalho/  Faculdade  de  Psicologia  da  Universidade  Lusófona  de  Humanidades  e  Tecnologias;  Serviço  de  Psiquiatria  do  Centro  Hospitalar  do  Barlavento Algarvio E‐mail: migueldpereira@gmail.com  Resumo 3: A presente investigação teve como objectivo o estudo das qualidades  psicométricas  do  Health  Anxiety  Questionnaire  (HAQ;  Lucock  e  Morley,  1996),  uma  medida  de  avaliação  da  ansiedade  à  saúde,  desenvolvida  com  vista  à  identificação  de  indivíduos  com  elevados  índices  de  preocupação  com  a  saúde.  Participaram no estudo 545 indivíduos, 185 do género masculino e 357 do género  feminino, com idades compreendidas entre os 18 anos e os 50 anos (M = 31; DP =  10.02).  Os  resultados  obtidos  através  de  análises  factoriais  exploratórias  mostraram  que  a  versão  Portuguesa  do  HAQ  replicou  as  quatro  dimensões  obtidas  na  versão  original,  demonstrando  índices  de  fidelidade,  no  geral,  adequados, coeficientes α de Cronbach entre .63 e .89, com um valor igual a .90  para  a  nota  total.  O  HAQ  mostrou,  ainda,  ter  validade  concorrente,  correlacionando‐se no sentido esperado com as dimensões de outras medidas de  avaliação da ansiedade à saúde e da ansiedade e depressão.   

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Título 4: Estudo da Invariância Factorial da Versão Reduzida do Inventário sobre a  Vinculação  para  a  Infância  e  Adolescência  ‐  Marina  Carvalho/  Serviço  de  Psiquiatria do Centro Hospitalar do Barlavento Algarvio/ Faculdade de Psicologia  da  Universidade  Lusófona  de  Humanidades  e  Tecnologias  e  Isabel  Soares/Universidade  do  Minho  –  Escola  de  Psicologia  E‐mail:  marina.carvalho@hbalgarvio.min‐saude.pt  Resumo  4:  A  invariância  factorial  da  versão  reduzida  do  Inventário  sobre  a  Vinculação  para  a  Infância  e  Adolescência  (Carvalho,  Soares,  e  Baptista,  submetido)  foi  estudada  numa  amostra  normativa  composta  por  611  crianças  e  adolescentes,  315  do  género  masculino  e  296  do  género  feminino,  com  idades  compreendidas  entre  os  10  e  os  17  anos  (M  =  13;  DP  =  2.04).  Os  resultados  obtidos através de análises factoriais exploratórias replicaram a estrutura interna  originalmente  obtida,  constituída  por  três  factores,  representativos  das  dimensões  do  comportamento  de  vinculação  segura,  insegura‐ ansiosa/ambivalente  e  insegura‐evitante.  A  análise  da  fidelidade  das  três  dimensões  obtidas  mostrou  valores  de  homogeneidade  e  consistência  interna  adequados,  superiores  a  .70  em  todas  as  dimensões.  O  teste  empírico  da  estrutura  tridimensional  correlacionada,  através  de  análises  factoriais  confirmatórias,  evidenciou  índices  de  adequados.  Os  resultados  obtidos  foram  discutidos  tendo  em  consideração  as  suas  implicações  para  a  avaliação  da  vinculação na infância e adolescência.    Título 5: Construção e Validação do Teste de Compreensão Leitora (TCL): análises  do modelo Rasch ‐ Irene Cadime, Iolanda Ribeiro e Fernanda Viana/Universidade  do Minho E‐mail: irenecadime@gmail.com  Resumo  5:  No  intuito  de  colmatar  a  escassez  de  instrumentos  de  avaliação  da  leitura, está em construção um teste original de compreensão para alunos do 1º.  Ciclo  do  EB  –  o  Teste  de  Compreensão  Leitora  (TCL).  Este  é  composto  por  um  texto  estruturado  coerentemente  que  inclui  várias  tipologias  textuais,  e  por  83  questões  de  escolha  múltipla.  O  teste  foi  aplicado  a  228  crianças  do  4.º  ano  de  escolaridade.  Os  dados  foram  estudados  recorrendo‐se  às  análises  do  modelo  Rasch  para  itens  dicotómicos.  Os  resultados  apontam  para  um  desempenho  médio dos sujeitos ligeiramente superior face à dificuldade da tarefa. Nos índices  de ajustamento dos itens, verifica‐se que, tanto nos resultados de Infit como de  Outfit, os valores se situam dentro dos parâmetros recomendados pela literatura.  Quanto  aos  valores  de  ajustamento  da  medida  para  os  sujeitos,  apenas  um  participante apresentou um valor de Outfit superior a 2.00. A prova parece, assim,  apresentar características métricas adequadas.   

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Título 6: Tradução e validação para português da Children’s Environment Attitude  and  Knowledge  Scale  (CHEAKS)  e  da  NEP  Scale  for  Children  ‐  Rosa  Sá/  Instituto  Superior  de  Ciências  do  Trabalho  e  da  Empresa  e  Maria  Luísa  Lima/  Instituto  Universitário de Lisboa E‐mail: luisa.lima@iscte.pt  Resumo6:  A  avaliação  do  impacto  que  as  intervenções  de  educação  ambiental  têm na alteração das atitudes e dos conhecimentos ambientais dos jovens é um  processo  necessário  para  aferir  da  sua  eficácia  e  continuidade.  Com  o  presente  trabalho pretendeu‐se traduzir para a língua portuguesa, adaptar culturalmente e  avaliar  as  propriedades  psicométricas  da  Children’s  Environment  Attitude  and  Knowledge  Scale  (CHEAKS)  e  da  NEP  Scale  for  ChildrenA  qualidade  psicométrica  das escalas foi estudada numa amostra de 295 jovens estudantes de Lisboa, com  idades  entre  os  12  e  os  18  anos.Os  resultados  obtidos  para  aquelas  escalas  indicam  uma  estrutura  bidimensional  que  explicou,  respectivamente  33,5%  e  54,3% da variância. Os valores de alpha, foram adequados, entre 0,85 e 0,89 para  a  CHEAKS    e  entre  0,59,  0,61  e  0,76  para  a  NEP  Scale  for  Children.  O  estudo  da  validade  convergente  e  discriminante  das  dimensões  evidenciou  a  existência  de  construtos independentes.    Título 7: Adaptação de uma escala de avaliação do suporte socia – C. Antunes e A.  M.  Fontaine/  Professora  adjunta  na  ESEnfVR  –  UTAD,  membro  do  Centro  de  Psicologia da UP (CPUP) Professora catedrática na FPCEUP,  membro do CPUP E‐ mail: antunes_cristina@portugalmail.pt  Resumo  7:  O  apoio  social  tem  sido  estudado  como  uma  variável  importante,  relacionada com o bem‐estar e ajustamento global do Ser Humano, a qual pode  ser perspectivada como um processo transaccional em contexto ecológico (Vaux,  1988).  Neste  processo,  a  pessoa  tem  um  papel  activo,  no  seio  do  seu  grupo  ou  rede  de  suporte  social,  recebendo  apoio  mas  também  desenvolvendo  características que a tornem capaz, não só de receber mas também de dar apoio,  acreditando que estas trocas recíprocas podem ter efeitos no ajustamento global  de todos os intervenientes. Durante a adolescência, a percepção de apoio social  das  principais  redes  de  suporte  social  parece  estar  relacionada  com  o  ajustamento  psicossocial  do  adolescente  e  com  o  processo  de  desenvolvimento  do seu autoconceito e identidade (Antunes, 2006). No entanto, a capacidade de  procurar  apoio  junto  da  rede  de  suporte  social  e  a  crença  na  sua  eficácia  desempenham  um  papel  importante  no  processo  transaccional  do  apoio  social.  Este  estudo  pretendeu  analisar  as  qualidades  psicométricas  de  um  instrumento  de  avaliação  da  crença  na  eficácia  do  apoio  social  e  a  sua  adequação  a  adolescentes portugueses do 7º ao 12º ano de escolaridade (n = 1963; dos quais  rapazes  =  821  e  raparigas  =  1142).  A  escala  de  orientação  em  relação  à  rede  (“Network  Orientation  Scale”  –  NOS)  desenvolvida  por  Vaux,  Burda  e  Stewart 

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(1986)  e  aqui  apresentada,  foi  estudada  na  sua  fiabilidade  e  validade  factorial,  utilizando as técnicas de análise em componentes principais, como procedimento  exploratório  e  posteriormente  a  análise  factorial  confirmatória,  com  recurso  ao  programa  EQS  (Bentler,  1995).  A  escala  NOS  revelou  ser  uma  escala  bifactorial,  com um factor que avalia a crença na eficácia do suporte social dos outros e outro  factor  que  avalia  a  desconfiança  na  eficácia  do  suporte  social.  Os  índices  de  ajustamento global e local obtidos a partir da AFC revelaram que a escala SSA é  uma escala com boas qualidades para a apreciação da percepção de apoio social  emocional na população estudada.    Título  8:  Realidade  da  mulher  brasileira,  estudo  de  caso  com  universitárias    que  conciliam  trabalho  e  família  ‐  Ilzenita  Cardoso  Ribeiro,  Maria  Madalena  Lima  da  Rosa,  Andréa  Alessandra  Lédo  Lemos  e  Lucíola  de  Fátima  Trivério  Maia/  Universidade  Estadual  Vale  do  Acaraú‐  Polo  Paragominas/Pa‐  Brasil  E‐mail:  andreallemos@sapo.pt  Resumo  8:  Este  estudo  objetivou  conhecer  a  realidade  das  mulheres‐mãse  e  professoras‐  que  conciliam  trabalho  e  família,  além  de  serem  estudantes  dos  cursos  de  Letras  e  História  na  Uva  (  Universidade  Vale  do  Acaraú  )  Pólo  de  Paragominas‐PA.  Realizou‐se  o  estudo  de  caso  com  09  mulheres,  sendo  05  do  curso  de  graduação  em  Letras  e  04  do  curso  de  graduação  em  História.  Deu‐se  ênfase  especificamente  às  mulheres  que  têm  filhos  e  são  mães  solteiras.  Para  a  realização desta pesquisa utilizou‐se a abordagem qualitativa e quantitativa para  a obtenção de dados concisos a respeito do papel da mulher . Considera‐se que  com  as  informações  colhidas  sobre  esta  realidade  pode‐se  contribuir  de  forma  bastante  significativa  para  que  haja  maiores  estudos  sobre  género  e  um  maior  entendimento  por  parte  da  sociedade  sobre  a  mulher  e  suas  dificuldades  de  inserção em um mundo profissional que é extremamente paradoxal.    Título  9:  Estudo  psicométrico  do  Questionário  Distracção  Cognitiva  durante  a  actividade  sexual(QDC)  numa  amostra  lésbica,  gay  e  bissexual  da  população  ‐  Sofia  Moniz  Alves  e  Patrícia  Pascoal/  ULHT;  FPCEUL  E‐mail:  sofia.monizalves@gmail.com  Resumo 9: Apresentar o estudo psicométrico da sub‐escala da Aparência Corporal  do Questionário de Distração Cognitiva (QDC) de Dove e Wiederman (2000) numa  amostra  LGB.  Comparar  a  distracção  cognitiva  numa  amostra  LGB  e  não  LGB.   Metodologia:  A  partir  de  uma  amostra  recolhida  online  de  2289  respondentes,  obteve‐se uma amostra LGB de 165 indivíduos, sendo 59,39% homens, com uma  média  de  idades  de  33  anos  (dp=8,14).  As  mulheres  LGB  constituem  40,61%  da  amostra, com uma media de idades de 30,54 anos (dp=8,66). Fez‐se o estudo da  consistência Interna e a correlação com a Medida Global de Insatisfação Corporal 

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(MGIC).  Foram  utilizados  testes  não  paramétricos.  Resultados:  Obteve‐se  um  Alpha de Cronbach= 0,94, a Correlação Média Inter‐ Items foi =0,63 e a Correlação  de Pearson =0,567 (P<0,01). Não se encontraram diferenças significativas entre as  amostras LBG e não LBG, bem como entre homens e mulheres LGB relativamente  à distracção cognitiva durante a actividade sexual.    Título 10: O enviesamento positivo na memória de idosos ‐ Ana Carina Machado e  Paula  Carneiro/  Universidade  Lusófona  de  Humanidades  e  Tecnologias  (ULHT)  e  Centro  de  Investigação  em  Psicologia  da  Universidade  de  Lisboa  (CIPUL)  E‐mail:  amachado.ana@gmail.com  Resumo 10: Alguns estudos de memória realizados com idosos têm indicado que  os  idosos  tendem  a  recordar  mais  informação  positiva  do  que  negativa  comparativamente aos adultos jovens. O presente estudo pretendeu analisar este  enviesamento  para  a  positividade  em  idosos,  comparando  duas  condições:  recordação/reconhecimento  imediato;  recordação/reconhecimento  diferido  (2  dias).  Trinta  idosos  e  trinta  adultos  foram  submetidos  a  tarefas  de  recordação  e  tarefas  de  reconhecimento  surpresa,  depois  de  terem  classificado  imagens  do  IAPS  (International  Affective  Picture  System)  de  acordo  com  a  sua  valência,  activação e relevância pessoal. Os resultados da tarefa de recordação confirmam  este  efeito:  enquanto  os  adultos  recordaram  na  generalidade  mais  imagens  positivas e negativas em comparação com as neutras, os idosos recordaram mais  imagens  positivas  em  comparação  com  as  negativas  e  neutras.  Os  resultados  da  tarefa  de  reconhecimento  não  são  tão  conclusivos  mas  apontam  para  a  interferência do tempo de retenção na manifestação deste efeito.    Título  11:  Deterioração  da  Memória  Autobiográfica  e  Depressão  na  População  Idosa  ‐  Liliane  Rodrigues,  José  Ferreira‐Alves  e  Tito  Peixoto/  Escola  de  Psicologia  da  Universidade  do  Minho  e  UCCI  da  Santa  Casa  da  Misericórdia  de  Vieira  do  Minho E‐mail: liliane.r.rodrigues@gmail.com  Resumo 11: Objectivos: a) Descrever o estado da memória autobiográfica de uma  amostra  de  participantes  com  mais  de  65  anos;  b)  Descrever  os  níveis  de  depressão  apresentados.  c)  Explorar  o  poder  preditor  da  depressão  nas  subescalas  da  AMI.  Método:  150  participantes  com  mais  de  65  anos,  residentes  em  4  equipamento  sociais,  com  idades  entre  os  65  e  os  97  anos  (M=80,9;  DP=  6,74), responderam ao MMSE; destes excluíram‐se 100 por défice cognitivo e os  restantes  50  responderam  à  GDS‐15  e  à  AMI.  Resultados:  os  participantes  deprimidos  pontuaram  significativamente  mais  baixo  apenas  na  subescala  “memória  semântica  –  gradiente  temporal  vida  recente”  (U=‐2.062,  p<0.05).  A  depressão relacionou‐se com  a pontuação obtida na subescala da AMI memória  semântica,  gradiente  temporal  vida  recente  (rsp=.29,  p<.05).  Conclusão:  Os 

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participantes  deprimidos  produzem  descrições  menos  detalhadas  de  acontecimentos  autobiográficos,  revelando  maiores  dificuldades  na  recuperação  de  informações  semânticas  relativas  ao  gradiente  temporal  vida  recente,  em  comparação com participantes não deprimidos.    Título 12: Neurociência e Educação: Realidade ou ficção? ‐ Joana Rodrigues Rato e  Alexandre  Castro  Caldas/  Instituto  de  Ciências  da  Saúde  –  Universidade  Católica  Portuguesa E‐mail: joana_rato@yahoo.com  Resumo 12: Recentemente, no panorama internacional, reacendeu‐se a discussão  em torno da relação entre as Neurociências e as Ciências da Educação. Porém, são  muitas as barreiras que continuam a adiar o sucesso desta parceria, tornando‐se  premente a delimitação das reais contribuições de cada campo científico. A rápida  propagação de mitos que obscurecem os progressos realizados pela neurociência  cognitiva em várias áreas relevantes para a educação tem sido um dos principais  problemas. Desta forma, urge analisar as principais questões que se debatem no  âmbito  desta  relação,  aclarar  a  desinformação  existente,  bem  como  despertar  para  a  necessidade  de  um  futuro  de  cooperação  entre  as  Neurociências  e  a  Educação.    Título  13:  Preditores  da  Funcionalidade  de  Pacientes  em  Reabilitação  ‐  Carolina  Gouveia,  José  Ferreira‐Alves,  Elisabete  Ferreira  e  Vitor  Coutinho/  Escola  de  Psicologia,  Universidade  do  Minho,  Unidade  de  Cuidados  Continuados  da  Póvoa  do Lanhoso E‐mail: alves@psi.uminho.pt  Resumo  13:  Objectivos:  a)  Descrever  a  funcionalidade  através  das  ABVD  e  das  AIVD para pessoas com doenças de foro neurológico e ortopédico; b) explorar os  valores  de  correlação  entre  a  incapacidade  funcional  resultante  das  duas  patologias  e  a  sintomatologia  depressiva  e  ansiosa,  bem  como  com  os  afectos  positivos ou negativos. Método: 46 participantes de idades entre 60‐89 anos, (X=  71,7; DP=8,5), dos quais 30 mulheres e 16 homens, internados numa unidade de  convalescença,  foram  avaliados  pelo  índice  de  Barthel,  Lawton,  HADS  e  PANAS.  Resultados:  Os  afectos  negativos  predizem  21,1%  dos  valores  nas  ABVD  (R2  =0,211; F = 11,76; p <0,01). Os afectos positivos predizem valores semelhantes da  variância,  22,1%,  mas  nas  AIVD  (R2  =  0,221;  F  =  12,48;  p  <0,01).  Conclusão:  o  conhecimento  dos  afectos  parece  constituir  um  preditor  de  magnitude  razoável  na  predição  da  funcionalidade  e,  por  isso,  pode  também  servir  de  alvo  de  intervenções clínicas mais breves e eficazes.    Título  14:  O  luto  e  suas  manifestações  ‐  Joanna  D'Arc  de  Paula/  Universidade  Católica Dom Bosco E‐mail: darcalmeida@hotmail.com 

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Resumo  14:  Trabalho  baseado  em  um  atendimento  clínico  realizado  na  Clínica‐ Escola  da  Universidade  Católica  Dom  Bosco,  de  fevereiro  a  outubro  de  2007  através  do  Curso  de  Pós‐Graduação  Lato  Sensu  em  Psicoterapia  de  Orientação  Psicanalítica,  tendo  como  base  as  teorias  psicanalíticas  de  Sigmund  Freud,  bem  como o método clínico de estudo de caso. Os Objetivos gerais, são compreender  o  luto  e  suas  manifestações  na  paciente.    Buscou‐se  compreender  as  diferenças  existentes  entre  o  estado  de  luto  e  o  estado  da  melancolia  e  analisar  como  ocorreu  a  mudança  psíquica  na  paciente  referente  ao  processo  de  luto.  A  paciente  é  uma  mulher  de  44  anos,  tendo  sido  encaminhada  pela  Clínica  de  Nutrição da mesma instituição. Depois de várias tentativas para emagrecer e não  conseguindo  alcançar  os  objetivos,  impulsionados  pela  ansiedade  e  voracidade  manifestas, foi submetida à Psicoterapia de Orientação Psicanalítica, e a paciente  conseguiu elaborar o luto motivador dos sintomas apresentados.    Título  15:  Ferimentos  auto‐infligidos  população  portuguesa  ‐  Sónia  Gonçalves,  Ana  Paula  Rosendo,  Carla  Martins  e  Bárbara  César  Machado/Universidade  do  Minho E‐mail: sgoncalves@psi.uminho.pt  Resumo  15:  Objectivos:  Avaliar  a  prevalência  de  ferimentos  auto‐infligidos  em  adolescentes, emoções e motivações associadas. Método:  570 adolescentes (M=  15.95; SD= 1.42) avaliados com o SIQ‐TR (Claes e Vandereycken, 2007, traduzido  Gonçalves, 2008). Resultados: 158 (27.8%) adolescentes já realizaram ferimentos  auto‐infligidos,  tendo  56  (9.82%)  feito  no  último  mês.  Neste  período,  26.8%  (n=15)  arranharam‐se,  30.4%  (n=17)  magoaram‐se,  26.8%  (n=15)  cortaram‐se,  5.4%  (n=3)  queimaram‐se,  44.6%  (n=25)  morderam‐se  e  19.6%  (n=11)  usaram  outros métodos. A maioria refere que o acto não foi planeado, e que esconderam  os  ferimentos  resultantes.  49.1%  e  42.1%  referem  ter‐se  sentido  nervosos  e  tristes,  respectivamente,  antes  do  acto.  Relativamente  às  funções  destes  comportamentos surgem o suprimir de emoções negativas, castigar a si próprio, e  evitar fazer algo que não quer como as mais frequentes. Conclusão: Os ferimentos  auto‐infligidos  são  frequentes  na  população  adolescente.  Os  clínicos  devem  atender a esta realidade e às emoções e motivações que surgem associadas aos  comportamentos auto‐destrutivos.    Título  16:  Género  e  Parentalidade  ‐  Parentalidade  ou  Parentalidades?  –  Stress,  coping  e  qualidade  de  vida  familiares  ‐  Madalena  Lourenço  e  Isabel  Lisboa/  Faculdade  de  Psicologia  e  Ciências  da  Educação  da  Universidade  de  Coimbra  E‐ mail: isabel_lisbo@hotmail.com  Resumo 16: Foi desenvolvido um estudo que pretendeu analisar a percepção do  stress, do coping e da qualidade de vida familiares, numa amostra de 182 pais da  população geral. Foi dada relevância à variável género pois tentamos perceber as 

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diferenças nas variáveis dependentes entre pais e mães. Foi analisado, também, o  efeito  de  algumas  variáveis  sociodemográficas  e  variáveis  familiares  na  parentalidade.  Os  questionários  usados  foram  o  FILE,  F‐COPES  e  o  Qualidade  de  Vida. Os resultados obtidos revelaram que as mães percepcionam a educação de  uma  forma  mais  satisfatória  e  utilizam,  com  mais  frequência,  o  apoio  social  e  a  avaliação  passiva  como  estratégias  de  coping.  Os  pais  com  um  nível  socioeconómico  baixo  ou  na  etapa  do  ciclo  vital  “ninho  vazio”  percepcionam  baixos níveis de stress e as famílias monoparentais ou pós‐divórcio percepcionam  valores inferiores na qualidade de vida familiar.    Título  17:  Perfeccionismo:  uma  herança  familiar?  O  Perfeccionismo  e  a  sua  relação entre pais e filhos ‐ Cláudia Carmo e Ana Miranda/ Faculdade de Ciências  Humanas e Sociais, Universidade do Algarve E‐mail: cgcarmo@ualg.pt  Resumo  17:  O  perfeccionismo  tornou‐se  um  tema  incontornável  pela  sua  implicação cada vez mais acentuada na saúde mental (DiBartolo, P., Li, C., e Frost,  R.  (2008).Flett  e  Hewitt  (2002)  reconhecem  que  uma  das  melhores  formas  de  compreensão deste constructo, é através do estudo dos factores e dos processos  que contribuem para o seu desenvolvimento, neste sentido, várias investigações  (e.g.  Frost,  Lahart  e  Rosenblate,  1991;  Chang,  2000)  identificam  características  familiares que parecem contribuir para o desenvolvimento do perfeccionismo. O  presente estudo procura averiguar e compreender a existência de relações entre  o perfeccionismo dos pais e dos filhos. Para tal, foram aplicadas duas medidas de  Perfeccionismo  (MPS‐H  e  MPS‐F)  a  uma  amostra  de  408  sujeitos  com  idades  compreendidas entre os 17 e os 30 anos e aos pais biológicos.De acordo com os  dados  analisados,  parece  existir  uma  similaridade  entre  as  dimensões  de  perfeccionismo identificadas nos filhos e os respectivos pais biológicos, apesar de  existirem diferenças significativas consoante o género do filho.    Título 18: Os Estilos Parentais como Preditores do Perfeccionismo ‐ Cláudia Carmo  e  Ana  Villa  Lobos/  Faculdade  de  Ciências  Humanas  e  Sociais,  Universidade  do  Algarve E‐mail: cgcarmo@ualg.pt  Resumo  18:  A  compreensão  do  papel  dos  factores  familiares  na  origem  do  perfeccionismo,  tem  vindo  a  suscitar  um  crescente  interesse  por  parte  da  comunidade científica (e.g. Enns, Cox e Clara, 2002; Hewitt, Flett, Besser, Sherry e  McGee,  2003).  Diversos  estudos  realizados  relacionam  a  existência  de  traços  perfeccionistas em jovens adultos com as relações parentais, designadamente os  estilos  parentais  (Craddock,  Church  e  Sands,  2008;  Kawamura,  Frost  e  Harmatz,  2002).O  principal  objectivo  deste  estudo  foi  verificar  se  diferentes  estilos  parentais  favorecem  ou  inibem  o  desenvolvimento  de  diferentes  dimensões  de  perfeccionismo nos filhos. A amostra foi constituída por 408 sujeitos, entre os 17 

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e  os  30  anos,  do  distrito  de  Faro.  Os  dados  foram  recolhidos  através  de:  QSD;  Escalas Multidimensionais de Perfeccionismo (MPS‐F/MPS‐H) e, pelo Questionário  de  Estilos  Parentais  (PAQ).  De  acordo  com  a  análise  dos  dados,  foi  possível  verificar  uma  relação  entre  o  Perfeccionismo  Auto‐Dirigido  e  o  Estilo  Parental  Autoritário  e  entre  o  Perfeccionismo  Socialmente  Prescrito  e  o  Estilo  Parental  e  Permissivo.    Título 19: As Responsabilidades Parentais: O meu Pai não vai à Escola, e o teu? ‐  Albino Lima, Rui G. Serôdio e Orlanda Cruz/ Faculdade de Psicologia e de Ciências  da Educação ‐ Universidade do Porto E‐mail: albino@fpce.up.pt  Resumo 19: As formas de envolvimento paterno têm‐se transformado nas últimas  décadas.  Considera‐se  que  o  pai  contribui  significativamente  para  a  trajectória  desenvolvimental  dos  filhos,  interagindo,  estando  disponível  e  assumindo  responsabilidades  para  com  eles.  Neste  estudo  analisa‐se  em  que  medida  a  assumpção de Responsabilidade por parte do pai varia em função da assumpção  de Responsabilidade materna. Participaram 317 crianças (150 rapazes), entre os 8  e os 10 anos de idade. Utilizou‐se a Escala de Responsabilidade Parental (ERP) que  avalia a percepção das crianças relativamente à assumpção de responsabilidades  por parte dos seus pais em dimensões como os cuidados, actividades, bem‐estar  emocional,  estimulação,  escola,  ou  autoridade.  Os  resultados  indicam  que  as  dimensões  da  Responsabilidade  paterna    variam  positivamente  em  função  da  assumpção  de  Responsabilidades  por  parte  da    mãe.  Exceptua‐se  a  dimensão  Escola,  na  qual,  o  pai  assume  muito  menos  Responsabilidade  e  não  difere  em  função da maior ou menor Responsabilidade materna.    Título  20:  Avaliação  do  stress  e  burnout  em  professores:  Adaptação  portuguesa  do  CBP‐R  ‐  Ivone  Patrão  e  Joana  Santos  Rita/  Instituto  Superior  de  Psicologia  Aplicada; Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa ‐ IPL; ARSLVT ‐ ACES  Odivelas E‐mail: ivone_patrao@ispa.pt  Resumo  20:  O  presente  trabalho  teve  como  objectivo  proceder  à  adaptação  do  Cuestionario  de  Burnout  do  Profesorado  (CBP‐R)  (Moreno‐Jiménez,  Garrosa‐ Hernández e González, 2000), através do estudo de uma amostra de professores  portugueses  do  ensino  básico  e  secundário.  Após  a  devida  autorização  dos  autores para utilizar o instrumento, foram concluídos todos os procedimentos de  tradução  para  Português  de  Portugal.  O  instrumento  foi  então  aplicado  a  uma  amostra  de  professores  de  várias  escolas  do  Distrito  de  Lisboa.  Utilizou‐se  a  versão  17  do  software  estatístico  SPSS  (Statistical  Package  for  Social  Sciences)  para  a  realização  do  estudo  estatístico  do  instrumento,  recorrendo‐se  à  análise  factorial  e  da  fiabilidade.  Apresentam‐se  todos  os  dados  relativamente  à  saturação dos itens dos factores referentes aos antecedentes e características da 

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síndrome de burnout. Para além disso, apresentam‐se os índices de consistência  interna de cada um dos factores.    Título  21:  Burnout,  Stress  Profissional  e  Ajustamento  Emocional  em  Professores  Portugueses  do  Ensino  Básico  e  Secundário  ‐  Joana  Santos  Rita,  Ivone  Patrão  e  Daniel  Sampaio/  ACES  Odivelas,  Escola  Superior  de  Tecnologia  da  Saúde  de  Lisboa;  ACES  Odivelas,  Instituto  Superior  Psicologia  Aplicada;  Serv.  Psiquiatria  Hospital  Santa  Maria,  Faculdade  de  Medicina  de  Lisboa  E‐mail:  jmrita@estesl.ipl.pt  Resumo  21:  Na  actualidade,  as  questões  ligadas  ao  papel  do  professor,  desde  a  avaliação do desempenho profissional até à utilização de estratégias eficazes face  às  mudanças  no  contexto  educativo,  são  consideradas  de  extrema  importância  para  o  seu  bem‐estar.Várias  investigações  nacionais  (Capelo,  Pocinho,  Jesus,  2009;  Gomes,  Silva,  Mourisco,  Silva,  Mota  e  Montenegro,  2006;  Pinto,  Lima  e  Silva,  2003;  Quirino,  2007)  e  internacionais  (Friedman,  2000;  Kokkinos,  2007;  Moreno‐Jiménez,  Garrosa‐Hernández,  Gálvez,  González  e  Benevides‐Pereira,  2002;  Moreno‐Jiménez,  Fernández,  Benadero  e  Garrosa‐Hernández,  2005;  Pozo‐ Munoz, Salvador‐Ferrer, Alonso‐Morillejo e Martos‐Mendes, 2008; Sabanci, 2009)  reportam  a  presença  de  níveis  de  burnout,  stress,  depressão  e  ansiedade  nos  professores  dos  diferentes  graus  de  ensino.  Para  avaliar  estes  constructos  utilizou‐se  o  CBP‐R  (Moreno  Jiménez,  Garrosa‐Hernández  e  Gutiérrez,  2000)  e  a  DAS (Ribeiro, Honrado e Leal, 2004) numa amostra de professores portugueses.Os  resultados alertam para a importância da identificação de factores associados aos  elevados níveis de burnout, stress, depressão e ansiedade em professores.    Título 22: Vulnerabilidade ao stress, Desordens Emocionais, Qualidade de Vida e  Bem‐Estar em Cuidadores Formais de Idosos Institucionalizados – L. Azevedo, M.  Loureiro,  M.  Pereira  e  J.  Pereira/  Instituto  Superior  da  Maia  E‐mail:  hohp@netcabo.pt  Resumo  22:  Os  autores  apresentam  resultados  de  um  estudo  exploratório,  realizado  com  45  cuidadores  formais  de  idosos  institucionalizados,  com  idades  compreendidas entre os 21 e 62 anos (média de 35,6). Objectivos: Caracterizar a  relação entre a Vulnerabilidade ao Stress, Desordens Emocionais e Qualidade de  Vida  e  Bem‐estar  (QV)  e  o  modo  como  a  idade  com  elas  se  relaciona.  Instrumentos:  23  QVS,  o  WHOQOL/Breve  e  o  BSI.  Resultados:  Os  técnicos  com  maiores índices de Desordens Emocionais percepcionam uma menor QV e a idade  não  se  relaciona  significativamente  com  níveis  elevados  de  Sintomatologia  Psicopatológica,  o  que  sugere  que  o  modo  como  estes  indivíduos  gerem  emocionalmente  a  sua  vida  profissional  com  as  especificidades  de  exigência  própria  das  tarefas  que  executam,  se  encontra  mais  ligada  ao  significado  que 

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estas  assumem  para  cada  um,  do  que  com  as  características  próprias  de  uma  etapa de vida.    Título 23: Vulnerabilidade ao Stress e Burnout em Cuidadores Formais de Idosos  Institucionalizados  –  L.  Azevedo,  M.  Loureiro,  J.  Pereira  e  M.  Pereira/  Instituto  Superior da Maia E‐mail: hohp@netcabo.pt  Resumo 23: A literatura salienta a indispensabilidade da Psicologia na interacção  entre trabalhadores e ambiente de trabalho. Também nos cuidadores geriátricos  é urgente a avaliação dos riscos psicossociais: os mais evidentes são o Stress e o  Burnout,  que  desgastam  a  capacidade  de  resposta  adaptativa  às  exigências  da  profissão. Pressupondo que a Sobrecarga de Trabalho é geradora de Stress e que  a  envolvência  nas  tarefas  (Engagement)  está  condicionada  pelo  Burnout,  os  autores  apresentam  os  resultados  de  uma  investigação  na  qual  participaram  45  cuidadores  geriátricos.  Utilizaram‐se  instrumentos  avaliativos:  23  QVS,  MBI  e  Questionário 6 áreas do trabalho. Confirmou‐se que indivíduos menos vulneráveis  ao Stress apresentam menos Sobrecarga de trabalho e que existe uma correlação  positiva  e  significativa  entre  Sobrecarga  e  Engagement.  O  Stress,  concomitante  com emoções negativas, reflecte‐se no desenvolvimento da síndrome do Burnout,  com  repercussões  no  Engagement,  tornando‐se  clara  a  necessidade  de  intervenção nos cuidadores formais de idosos institucionalizados.    Título 24: Stresse ocupacional em professores do ensino básico: Um estudo sobre  as  diferenças  pessoais  e  profissionais  ‐  Tânia  Correia,  A.  Rui  Gomes  e  Susana  Moreira/  Universidade  Católica  Portuguesa.  Faculdade  de  Filosofia  de  Braga.  Portugal;  Escola  de  Psicologia.  Universidade  do  Minho,  Portugal  E‐mail:  rgomes@psi.uminho.pt  Resumo  24:  Este  trabalho  analisa  a  experiência  de  stresse,  “burnout”,  comprometimento  organizacional  e  satisfação/realização  em  professores  do  ensino  básico  (n=94).  Avaliaram‐se  as  seguintes  dimensões:  fontes  de  stresse,  “burnout”, comprometimento organizacional e satisfação/realização profissional,  numa  metodologia  transversal.  Sete  aspectos  devem  ser  realçados:  i)  45%  dos  professores  percepcionam  a  profissão  como  muito  stressante;  ii)  a  exaustão  emocional foi a dimensão mais prevalente na experiência de “burnout” (10.6%);  iii)  não  foram  encontradas  diferenças  em  função  do  sexo;  iv)  professores  mais  novos  apresentaram  maior  stresse  relacionado  com  a  carreira  docente,  despersonalização  e  menor  satisfação  e  realização  pessoal  e  profissional;  v)  professores  a  leccionaram  a  alunos  mais  velhos  (3º  ciclo)  evidenciaram  maior  stresse,  despersonalização  e  menor  comprometimento  organizacional;  vi)  professores  com  vínculos  laborais  mais  instáveis  evidenciaram  maior  stresse  relativo  à  carreira  docente  e  vii)  professores  com  mais  horas  de  trabalho 

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manifestaram  maior  stresse  relativo  ao  trabalho  burocrático.  No  final,  são  discutidas algumas implicações práticas dos resultados encontrados.    Título 25: Efeitos do Suporte social e do stress sobre os valores da hemoglobina  glicosilada e da Tensão Arterial ‐ Carolina Araújo, José Ferreira‐Alves, M. Campos  Monteiro  e  J.  Paulo  Barrosa/  Escola  de  Psicologia  da  Universidade  do  Minho,  Escola de Enfermagem da Universidade do Minho E‐mail: alves@psi.uminho.pt  Resumo  25:  Objectivo:  Descrever  o  efeito  do  suporte  social(SS)  e  do  stress(ST)  sobre  valores  da  hemoglobina  glicosilada(HgbA1c)  e  da  tensão  arterial  diastólica(TAD)  e  sistólica(TAS),  respectivamente,  nas  patologias  da  Diabetes  Mellitus  Tipo  II  e  da  Hipertensão  Arterial,  em  utentes  idosos  de  uma  USF.Método:105  participantes,  entre  61‐87  anos  (M=71.58;  DP.=6.98),  diagnosticados com diabetes tipo II e/ou hipertensos, responderam ao MOS‐SSS e  ao LES. Resultados:O SS e o ST não estão relacionados com os valores de HgbA1. A  “interacção  social  positiva  é  preditora  de  27%  da  variância  da  última  medida  da  TAS  (R2=0.27;  F=4,81;  p<0,05);  8,8%  da  última  medida  de  TAD  é  explicada  pelas  pontuações  no  MOS  total  (R2=0.088;  F=6,28;  p<  0,05).  11,3%  da  antepenúltima  medida de TAS é explicada pelo LES Negativo e LES positivo (R2=0,113; F=3,64; p<  0,05).  Conclusão:  Embora  importantes,  os  dados  devem  ser  vistos  com  a  prudência que o tamanho da amostra e a ausência de controlo de outras variáveis  impõem.    Título  26:  Modelos  Internos  Dinâmicos  de  Vinculação  e  Relações  de  Objecto  Internalizadas: Análise de narrativas em crianças de idade pré‐escolar ‐ Alexandra  Pinto,  Nuno  Torres,  Joana  Maia  e  Manuela  Veríssimo/  UIPCDE,  ISPA  E‐mail:  mveriss@ispa.pt  Resumo  26:  A  Teoria  da  Vinculação  e  a  Psicanálise  são  dois  grandes  campos  teóricos  e  científicos  da  compreensão  do  ser  humano,  que  se  foram  desenvolvendo  de  forma  independente.  A  presente  investigação  procura  relacioná‐las empiricamente, focando‐se nas Teorias Psicanalíticas de Relação de  Objecto.  Aplicou‐se  a  uma  mesma  amostra  de  56  crianças  a  Attachment  Story  Completion  Task,  a  fim  de  avaliar  os  Modelos  Internos  Dinâmicos  (MID)  de  Vinculação e a escala Social Cognition and Object Relations Scale Relations, na sua  dimensão  da  Tonalidade  Afectiva  do  Paradigma  das  Relações,  a  fim  de  avaliar  a  tonalidade  afectiva  do  mundo  objectal  interno.  Utilizou‐se  ainda  a  WPPI  para  controlar  os  efeitos  da  capacidade  linguística  na  produção  das  narrativas.  Os  resultados  encontraram  uma  correlação  positiva  e  significativa  entre  os  MID  e  a  tonalidade afectiva. Os resultados serão discutidos em função das semelhanças e  divergências entre estes conceitos.   

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Título 27: A avaliação da vinculação no adulto: Será só uma questão de diferentes  métodos? ‐ Marta Arriaga, Manuela Veríssimo, Fernanda Salvaterra, Joana Maia e  Orlando Santos/ UIPCDE, ISPA E‐mail: mveriss@ispa.pt  Resumo 27: A correspondência entre dois instrumentos que avaliam a qualidade  da  vinculação  no  adulto,  provenientes  de  perspectivas  teóricas  diferentes,  foi  analisada numa amostra de 61 adultos. O objectivo do estudo visa compreender  se instrumentos de vinculação com diferentes formas de avaliar medem o mesmo  conceito: modelos internos dinâmicos. A Escala de Vinculação do Adulto (EVA) foi  utilizada  como  um  auto‐questionário  característico  da  psicologia  social  e  as  Narrativas  de  Representação  da  Vinculação  em  Adultos  foram  utilizadas  como  instrumento  originário  da  psicologia  do  desenvolvimento.  Os  resultados  demonstraram  que  os  instrumentos  não  se  relacionam.  Alguns  autores  consideram que os instrumentos provenientes de perspectivas teóricas diferentes  não  medem  o  mesmo  conceito,  defendendo  que  as  medidas  da  perspectiva  do  desenvolvimento se aproximam mais dos modelos internos dinâmicos. Por outro  lado,  há  autores  que  consideram  que  ambos  são  capazes  de  captar  modelos  internos dinâmicos, mas que se situam em diferentes níveis do inconsciente.    Título 28: A qualidade da vinculação em crianças autistas ‐ Fátima Silva, António J.  Santos e Marilia Fernandes/ UIPCDE, ISPA E‐mail: asantos@ispa.pt  Resumo 28: Nas primeiras observações clínicas de crianças com autismo, Kanner  (1943)  referiu  uma  ausência  de  comportamentos  de  vinculação,  no  entanto  estudos  recentes  têm  revelado  que  crianças  com  autismo  desencadeiam  comportamentos  vinculatórios  em  relação  aos  seus  pais  (Buitelaar,  1995,  Bernarbel  e  tal,  1998).  O  presente  trabalho  tem  como  objectivo  analisar  a  qualidade da vinculação em crianças com Perturbações do Espectro do Autismo.  Os participantes são 20 crianças, com diagnóstico de Perturbação do Espectro do  Autismo,  segundo  os  critérios  do  CID‐10  (OMS,  1998)  e  DSM‐IV‐TR  (APA,  2000/2002),  com  idades  de  12  meses  a  5  anos.  Todas  as  díades  mãe/criança  foram observadas durante 2 – 3 horas, por dois observadores independentes que  posteriormente  descreveram  a  qualidade  da  vinculação  utilizando  o  Attachment  Behavior Q‐Set 3.0 (Waters, E. (1987). Os resultados serão discutidos comparando  a percentagem de crianças seguras neste grupo em particular e a percentagem de  crianças seguras tradicionalmente descrita na literatura.    Título  29:  Qualidade  da  vinculação  e  reputação  social  em  crianças  de  idade  escolar ‐ Raquel Ferreira, António J. Santos e Manuela Veríssimo/ UIPCDE, ISPA E‐ mail: asantos@ispa.pt  Resumo 29: O presente trabalho analisa a relação entre a qualidade da vinculação  e a reputação social na infância. O estudo envolveu a participação de 78 alunos de 

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duas Escolas Públicas de Lisboa e Odivelas, com idades entre os 7 e os 9 anos, os  quais  foram  classificados  como  seguros  ou  inseguros  através  dos  seus  Desenhos  da  Família  (Fury,  Garlson  e  Sroufe,  1997).  A  aplicação  do  Teste  de  Reputação  Social  (Noel  e  Strayer,  1989;  tradução  para  português  Santos  e  Veríssimo,  1990)  permitiu  que  as  crianças  avaliassem  os  seus  colegas  de  sala  de  aula  no  que  diz  respeito  a  determinadas  competências  sociais  e  académicas.  Os  dados  obtidos  revelaram  diferenças  significativas  em  várias  dimensões,  mostrando  que  as  crianças com vinculação segura têm uma reputação social mais positiva do que as  crianças  com  vinculação  insegura.  Estes  resultados  são  discutidos  em  função  da  literatura existente.    Título  30:  Pais  de  adolescentes:  Relação  entre  o  sentido  de  generatividade,  a  satisfação parental e a vinculação aos pais ‐ Diana Abrantes e Paula Mena Matos/  Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto E‐mail:  dianabrantes@netcabo.pt  Resumo 30: O presente estudo parte da ligação eriksoniana entre generatividade  e  parentalidade  de  modo  a  analisar  se  características  generativas  estão  relacionadas  com  a  satisfação  parental  numa  amostra  de  170  pais  de  adolescentes.  Analisaram‐se  também  as  representações  das  relações  de  vinculação  dos  participantes  com  os  seus  próprios  pais  na  adolescência.  Os  instrumentos de auto‐relato utilizados foram testados quanto às suas qualidades  psicométricas,  tendo  revelado  estruturas  factoriais  e  índices  de  consistência  interna  adequados.  Os  resultados  indicam  que,  de  acordo  com  o  esperado,  a  expressão  de  características  generativas  está  associada  a  maior  satisfação  parental  e  à  importância  atribuída  por  estes  pais  à  parentalidade,  bem  como  a  menor  stress  parental.  Observou‐se  também  que  os  participantes  mais  generativos  são  aqueles  que  representam  as  suas  relações  de  vinculação  como  pautadas  pela  qualidade  do  laço  emocional,  por  um  lado,  e  pela  ansiedade  de  separação,  por  outro.  As  dimensões  de  parentalidade  associaram‐se  igualmente  às  dimensões  da  representação  da  vinculação.  Finalmente,  algumas  variáveis  sócio‐demográficas  apresentaram  efeitos  significativos  nas  dimensões  observadas.    Título  31:  Associações  entre  Vinculação  Parental  e  Amorosa:  o  papel  da  Competência Interpessoal e da Tomada de Perspectiva ‐ Raquel Assunção e Paula  Mena Matos/ Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do  Porto E‐mail: lpsi04087@fpce.up.pt  Resumo  31:  Este  trabalho  procurou  investigar  a  existência  de  variáveis  mediadoras  entre  a  vinculação  parental  e  amorosa,  nomeadamente  a  competência interpessoal e a tomada de perspectiva. A amostra consiste em 322 

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adolescentes e jovens adultos, com idades entre os 16 e os 25 anos (M= 18.0 DP=  .48). Foram administrados o Questionário de Vinculação ao Pai e à Mãe (Matos e  Costa,  2001),  o  Questionário  de  Vinculação  Amorosa  (Matos  e  Costa,  2001),  o  Questionário  de  Competência  Interpessoal  (Buhrmester,  Furman,  Wittenberg  e  Reis,  1988)  e  a  dimensão  tomada  de  perspectiva  do  Índice  de  Reactividade  Interpessoal  (Davis,  1983).  Os  instrumentos  apresentaram  qualidades  psicométricas adequadas. Os resultados sugerem que no seio da relação parental  poderão  ser  adquiridas  competências  interpessoais,  com  relevância  para  a  capacidade  de  fornecer  suporte  emocional,  e  competências  de  tomada  de  perspectiva, que contribuem para a qualidade da vinculação amorosa.    Título  32:  Barreiras  para  a  prática  de  exercício  físico:  Um  estudo  centrado  nos  motivos  associados  a  um  locus  de  controlo  intrínseco  ‐  Ana  Gonçalves,  Carla  Macedo,  Carlos  Lourenço,  Daniela  Ribeiro,  Dina  Fonte,  Marlene  Pereira,  Sílvia  Fraga  e  H.  M.  Fernandes/  Universidade  de  Trás‐os‐Montes  e  Alto  Douro,  Centro  de  Investigação  em  Desporto,  Saúde  e  Desenvolvimento  Humano  E‐mail:  danielaribeiro‐17@hotmail.com  Resumo  32:  Este  estudo  teve  como  objectivo  averiguar  os  motivos  associados  a  um  locus  de  controlo  intrínseco  que  actuam  como  barreiras  para  a  prática  de  exercício  físico.  A  amostra  utilizada  foi  composta  por  7  indivíduos  sedentários  entre  os  18  e  48  anos,  residentes  na  região  norte  de  Portugal.  O  método  usado  para  a  recolha  de  dados  foi  a  entrevista  focalizada.  Após  os  procedimentos  de  codificação  e  a  categorização,  obtiveram‐se  os  seguintes  constructos:  falta  de  gestão  de  tempo,  actividades  ou  práticas  sedentárias,  experiências  anteriores,  insatisfação  corporal  e  falta  de  força  de  vontade.  Estes  resultados  foram  discutidos  à  luz  da  importância  que  estes  factores  têm  para  a  delineação  de  estratégias de intervenção para a promoção da actividade física.    Título  33:  O  Impacto  da  Actividade  Física  nas  Relações  Interpessoais  ‐  Joana  Ferrão,  Marta  Couto,  Rosália  Araújo,  Vânia  Silva,  Vera  Silva  e  H.  M.  Fernandes/  Universidade de Trás‐os‐Montes e Alto Douro E‐mail: marta_sofia1@hotmail.com  Resumo 33: O objectivo desta investigação consistiu em verificar qual o impacto  que  a  actividade  física  provoca  no  Bem‐Estar  Psicológico  de  acordo  com  a  proposta de Ryff (1989), nomeadamente na dimensão das relações positivas com  os  outros.  Para  tal,  recorreu‐se  a  uma  amostra  de  403  participantes  (217  mulheres e 186 homens), com média de idades de 35.27±12.64 anos (com idades  compreendidas entre os 18 e 78 anos). A recolha de dados realizou‐se através da  aplicação  de  duas  perguntas  adaptadas  da  proposta  de  Prochaska,  Sallis  e  Long  (2001)  avaliando  os  níveis  de  actividade  física  (AF).  Aplicou‐se  também  a  versão  portuguesa  do  questionário  de  Ryff  (1989)  adaptada  por  Novo  et  al  (1997).  No 

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que  diz  respeito  à  relação  entre  actividade  física  e  as  relações  interpessoais  positivas,  os  resultados  demonstram  que  os  níveis  deste  domínio  do  bem‐estar  psicológico tendem a aumentar com o incremento dos níveis de actividade física,  embora essa relação não seja significativamente expressiva (r=0,09; p=0,087).    Título  34:  Estratégias  de  Gestão  de  Conflitos  e  o  Desenvolvimento  Grupal  ‐  Luciana  Martins  Marques,  Paulo  Renato  Lourenço  e  Isabel  Dórdio  Dimas/  Faculdade  de  Psicologia  e  Ciências  da  Educação  da  Universidade  de  Coimbra  E‐ mail: lmarques86@gmail.com  Resumo  34:  O  desenvolvimento  grupal  não  pode  ser  totalmente  compreendido  sem considerar o conflito, fenómeno inevitável a todas as interacções humanas.  As  investigações  incidindo  sobre  o  conflito  intragrupal  no  contexto  de  uma  perspectiva  dinâmica  dos  grupos  são,  ainda,  escassas.  A  investigação  levada  a  cabo  visou  contribuir  para  a  compreensão  desta  dinâmica  e  para  o  enriquecimento  desta  área  de  estudo.  Com  base  no  “Modelo  Integrado  do  Desenvolvimento Grupal” (Miguez e Lourenço, 2001) analisaram‐se as diferenças  entre  os  diferentes  estádios  de  desenvolvimento  grupal  propostos  pelo  modelo,  no que diz respeito às estratégias de gestão de conflitos utilizadas pelos membros  do grupo, propostas no Modelo de Rahim (1983). O estudo incidiu numa amostra  de 31 equipas de trabalho de organizações portuguesas. Os resultados mostram  que os grupos nos estádios iniciais de desenvolvimento utilizam mais estratégias  de  evitamento  e  de  domínio  e  que,  por  contraste,  nos  estádios  de  maior  maturidade, tendem a utilizar mais estratégias integrativas.    Título 35: Emoções na vida grupal: porque os grupos também sentem ‐ Elsa Pinto  e  Paulo  Renato  Lourenço/  Universidade  de  Coimbra  E‐mail:  elsa_pinto86@hotmail.com  Resumo 35: Os grupos/equipas de trabalho são, hoje, realidades indissociáveis do  mundo organizacional. O presente trabalho teve como objectivo analisar em que  medida  as  diferentes  fases  de  desenvolvimento  grupal  propostas  pelo  Modelo  Integrado de Desenvolvimento Grupal de Miguez e Lourenço (2001) diferem entre  si no que respeita às emoções manifestadas, falseadas, e suprimidas. Procurou‐se,  também, averiguar se os grupos diferem no grau de convergência emocional, em  função  da  sua  fase  de  desenvolvimento.  Foi  conduzido  um  estudo  empírico  sustentado pelo recurso a dois questionários (a PJAWSN e o PDE). A amostra foi  constituída  por  71  equipas  de  trabalho,  de  diferentes  tipos  de  organizações.  Os  resultados obtidos sugerem que a manifestação de emoções positivas e negativas  se  altera  ao  longo  do  desenvolvimento  grupal  e  que,  os  grupos  no  início  do  seu  desenvolvimento tendem a suprimir emoções. No que respeita ao falseamento de 

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emoções  e  à  convergência  emocional  não  foram  encontradas  diferenças  estatisticamente significativas.    Título  36:  A  interdependência  e  a  emergência  de  conflito  intragrupal.  Que  (inter)relação?  ‐  Luís  Miguel  de  Miranda  Cadima,  Paulo  Renato  Lourenço  e  José  Miguez/  Faculdade  de  Psicologia  e  de  Ciências  da  Educação  da  Universidade  de  Coimbra E‐mail: lmcadima@gmail.com  Resumo  36:  As  relações  entre  os  elementos  de  um  grupo,  as  características  das  tarefas  e  a  própria  dinâmica  grupal  conduzem  à  emergência  de  níveis  de  interdependência. A interdependência, além de constituir uma das condições de  base  para  a  emergência  de  um  grupo,  contribui  para  a  compreensão  de  fenómenos  grupais,  tais  como  o  conflito  (Dimas,  2007).  O  conflito  intragrupal  emerge  das  interacções  e  da  interdependência  entre  os  membros  do  mesmo  grupo. Na literatura destacam‐se dois tipos de conflito intragrupal    Título 37: Adaptação da Escala de Avaliação do Conflito Intragrupal (EACI) para o  Contexto  Brasileiro  ‐  Carine  Bastos  da  França  e  Paulo  Renato  Lourenço/  Universidade de Coimbra E‐mail: carybastos@gmail.com  Resumo 37: O presente estudo teve como objectivo realizar a adaptação da Escala  de  Avaliação  do  Conflito  Intragrupal  (EACI)  para  o  contexto  brasileiro.  O  instrumento, elaborado por Dimas et al. (2007) e validado em grupos de trabalho  portugueses, é composto por um total de 9 items, (cinco itens relativos ao conflito  de  tarefa  e  quatro  relativos  ao  conflito  sócio‐afectivo).  A  versão  brasileira  foi  submetida  à  adaptação  para  o  Português  do  Brasil.  O  estudo  incidiu  numa  amostra  de  129  participantes.  Considerando‐se  a  bidimensionalidade  do  instrumento  original,  realizou‐se  uma  análise  em  componentes  principais,  bem  como estudos de consistência interna. Na versão adaptada, foram eliminados dois  itens  que  integravam  a  EACI  original.  A  EACI  –  B  (Brasil),  que  revelou  boas  qualidades psicométricas é, assim, composta por quatro itens relativos ao conflito  de tarefa  e  três  relativos  ao  conflito  sócio‐afectivo.  Considera‐se  importante  dar  continuidade aos estudos psicométricos da escala.    Título  38:  Avaliação  de  um  Modelo  de  Educação  pelos  Pares:  Percepção  dos  Alunos  e  dos  Jovens  Universitários  ‐  Sandra  Completo/  Universidade  Católica  Portuguesa E‐mail: mccarvalho@porto.ucp.pt  Resumo  38:  O  presente  estudo  centrou‐se  na  avaliação  de  um  programa  de  prevenção  em  meio  escolar  que  aplicou  o  modelo  da  Educação  pelos  Pares.  A  implementação de programas nesta área tem aumentado significativamente nas  últimas  décadas,  seguindo  modelos  muito  distintos.  Entre  estes,  a  estratégia  da  Educação  pelos  Pares,  parece  mostrar‐se  eficaz  ao  nível  da  prevenção  de 

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comportamentos  de  risco  e  promoção  de  estilos  de  vida  saudáveis  (cf.  por  e.g.  Turner e Shepherd, 1999; Walker e Avis, 1999; Backett‐Milburn e Wilson, 2000).  Não obstante, persistem ainda enormes lacunas ao nível da avaliação formal dos  programas preventivos (Negreiros, 2000), razão pela qual nos pareceu pertinente  e oportuno o investimento neste domínio de investigação. Para a nossa pesquisa  partimos  das  percepções  dos  alunos‐alvo  da  intervenção  oriundos  de  várias  escolas  do  Grande  Porto,  e  dos  jovens  universitários‐agentes  de  intervenção,  analisando  para  o  efeito  dados  de  carácter  qualitativo  e  quantitativo.  Constatamos  o  impacto  positivo  do  programa  nos  intervenientes,  apesar  das  lacunas encontradas ao nível da planificação e avaliação do mesmo.    Título  39:  Procedimentos  de  avaliação  das  queixas  escolares  e  níveis  de  intervenção  –  PAIQUE  ‐  Marisa  Maria  Brito  da  Justa  Neves/  Universidade  de  Brasília – Brasil E‐mail: marisa.brito.neves@uol.com.br  Resumo 39: A queixa escolar é uma questão angular para a prática dos psicólogos  escolares, pois aponta para a importância do papel da Psicologia na superação das  dificuldades  escolares.  O  modelo,  denominado  “Procedimentos  de  avaliação  das  queixas  escolares  e  níveis  de  intervenção  –  PAIQUE”,  propõe  que  os  psicólogos  escolares atuem em três níveis: escola, família e aluno. O modelo foi estruturado  de  forma  a  possibilitar  terminalidade  do  processo  avaliativo  em  cada  um  dos  níveis.  A  passagem  para  o  nível  seguinte  somente  ocorrerá  se  necessária.   Portanto,  o  critério  para  se  encerrar  a  avaliação  /  intervenção  deixa  de  ser  o  cumprimento  de  etapas  pré‐definidas  e  passa  a  ser  a  retomada,  pelo  aluno,  do  processo  de  escolarização.    A  proposição  do  modelo  derivou  do  trabalho  da  autora no acompanhamento e supervisão da atuação de psicólogos escolares na  Rede Pública de Ensino do Distrito Federal/Brasil.    Título  40:  “Os  Serviços  de  Apoio  Psicológico  no  Ensino  Superior:  a  Consulta  Psicológica  no  Porto  de  2006  a  2008”  ‐  RESAPES‐AP  (núcleo  Porto)  E‐mail:  isep‐ go@isep.ipp.pt  Resumo  40:  Na  última  década,  os  Serviços  de  Apoio  Psicológico  no  Ensino  Superior  (SAPES)  cresceram  em  número  e  na  diversidade  do  trabalho  realizado.  Entendidos  como  um  apoio  formal  e  especializado,  procuram  promover  o  bem‐ estar  e  o  desenvolvimento  de  competências,  atendendo  às  tarefas  desenvolvimentais em questão nesta fase da vida.  A  Consulta  psicológica  individual  é  uma  valência  transversal  a  estes  serviços,  muito  embora  com  possíveis  diferenças  de  metodologias  e  técnicas  de  intervenção.   O  presente  trabalho  descreve  a  evolução  deste  atendimento  em  alguns  SAPES´s  na  área  do  Porto,  relativamente  ao  género  e  à  problemática  apresentada  pelos 

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estudantes,  bem  como  o  número  de  consultas  e  de  processos  registados  entre  2006 e 2008.   Os  resultados  deste  estudo  dão  conta  da  tendência  global  de  crescimento  na  procura  destes  serviços  e  permitem  assumir  a  Consulta  psicológica  individual  como  um  apoio  fundamental  na  promoção  da  saúde,  do  bem‐estar  e  do  desenvolvimento pessoal e psicossocial dos estudantes do ensino superior.    Título 41: Relação entre a Perspectiva Temporal e Adaptação à Escola em alunos  do  9ºano  ‐  Ana  Sofia  Nobre  e  Isabel  Nunes  Janeiro/  Faculdade  de  Psicologia  e  Ciências  da  Educação  ‐  Universidade  de  Lisboa  E‐mail:  anasofianobre@hotmail.com  Resumo 41: As dificuldades de adaptação à escola e a falta de objectivos a longo  prazo  têm  vindo  a  ser  referenciadas  como  uma  problemática  da  sociedade  e  poderão  estar  na  base  do  insucesso  escolar.  A  presente  investigação  tem  como  objectivo  estudar  a  relação  entre  Perspectiva  Temporal  e  a  Adaptação  à  Escola.  De  forma  a  atingir  esse  objectivo,  foram  aplicados  a  alunos  do  9º  ano,  o  Questionário de Adaptação Escolar em conjunto com o Inventário de Perspectiva  Temporal  (N=134).  Os  resultados  obtidos  permitiram  apoiar  a  relação  entre  a  orientação  temporal  de  futuro  e  a  adaptação  à  escola.  Esta  associação  é  mais  intensa quando relacionada com as subescalas de Atitude Académica e Bem‐estar  Escolar. Através do estudo diferencial efectuado entre géneros, verificou‐se que o  género  feminino  apresenta  atitudes  de  orientação  para  o  passado,  o  relacionamento  com  os  pares  e  índices  de  adaptação  à  escola  mais  elevados,  comparativamente com os alunos do género masculino. Em termos gerais, estes  resultados  indicam  que  a  orientação  temporal  de  futuro  pode  ser  um  elemento  chave  para  as  dimensões  subjacentes  ao  envolvimento  dos  alunos  no  contexto  escolar.    Título 42:  Questionário de Adaptação  Escolar e  rendimento escolar  ‐ Um estudo  de  relação  ‐  Ana  Sofia  Nobre  e  Isabel  Nunes  Janeiro/  Faculdade  de  Psicologia  e  Ciências  da  Educação  da  Universidade  de  Lisboa  E‐mail:  anasofianobre@hotmail.com  Resumo 42: Na literatura, vários estudos têm revelado que a adaptação à escola  exerce  uma  influência  no  desempenho  académico  dos  alunos,  potenciando  as  aprendizagens.  De  modo  a  explorar  a  validade  de  um  novo  instrumento,  o  presente  estudo  tem  como  objectivo  estudar  a  relação  entre  o  rendimento  escolar dos alunos e os resultados obtidos no Questionário de Adaptação Escolar.  Participaram no estudo 134 alunos do 9º ano de escolaridade da área de Lisboa. O  estudo  correlacional  permitiu  verificar  a  existência  de  uma  relação  positiva  e  significativa  entre  o  resultado  total  do  Questionário  de  Adaptação  Escolar  e  as 

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notas  escolares  dos  alunos.  Verificou‐se  também  que  as  subescalas  de  Atitude  Académica  e  Bem‐estar  Escolar  estão  positivamente  relacionadas  com  as  notas  escolares  dos  alunos  e  negativamente  relacionadas  com  o  número  de  reprovações.  As  relações  encontradas  neste  estudo  reforçam  as  possíveis  potencialidades  deste  instrumento  para  avaliação  e  intervenção  em  Psicologia  Educacional.    Título  43:  Consciência  fonológica  e  morfológica  e  a  natureza  dos  erros  ortográficos em crianças do segundo ano de escolaridade com e sem dificuldades  de  aprendiz  ‐  Cristina  Silva/  Instituto  Superior  de  Psicologia  Aplicada  E‐mail:  csilva@ispa.pt  Resumo  43:  Neste  estudo  procuramos  analisar  o  desempenho  ortográfico  e  crianças  do  segundo  ano  de  escolaridade  com  e  sem  dificuldades  de  aprendizagem  e  avaliar  em  que  medida  os  vários  tipos  de  erros  ortográficos  estavam  relacionados  com  a  consciência  fonológica  e  morfológica.  Participaram  neste  estudo  30crianças  do  2º  ano  de  escolaridade,  metade  das  quais  com  dificuldades de aprendizagem. Avaliou‐se a sua consciência fonológica através de  um  prova  de  análise  fonética  e  a  consciência  morfológica  através  de  uma  prova  de  interpretação  de  pseudo‐palavras.  O  desempenho  ortográfico  foi  avaliado  através de uma prova de ditado de palavras isoladas e outra selecção ortográfica.   Verificaram‐se  diferenças  significativas  a  favor  das  crianças  sem  dificuldades  de  aprendizagem  nas  duas  provas  de  desempenho  ortográfico  e  nas  duas  provas  metalinguísticas.    Encontraram‐se  correlações  significativas  e  positivas  entre  ambas  as  tarefas  metalinguisticas  e  os  vários  tipo  de  erros  identificados,  nomeadamente  em  relação  a  erros  relativos  a  regras  contextuais,  regras  morfo‐ sintácticas e erros fonológicos.    Título  44:  Adaptação  à  Prisão:  a  influência  da  agressividade  e  do  estilo  de  vida  criminal  ‐  Leonel  da  Cunha  Gonçalves  e  Rui  Abrunhosa  Gonçalves/  Instituto  de  Educação e Psicologia ‐ Universidade do Minho E‐mail: leonel.cg@gmail.com  Resumo  44:  A  avaliação  da  agressividade  e  do  estilo  de  vida  criminal  pode  fornecer  importantes  pistas  para  a  caracterização  da  adaptação  prisional  dos  reclusos  e  para  a  prevenção  do  risco  de  vitimização  na  prisão.  Neste  estudo  explora‐se a relação entre a agressividade, o estilo de vida criminal, a adaptação à  prisão, e variáveis de natureza sócio‐demográfica e jurídico‐penal. A agressividade  foi medida através do Aggression Questionnaire (Buss e Perry, 1992), o estilo de  vida  criminal  pelo  Lifestyle  Criminality  Screening  Form  (Walters,  1990),  e  para  avaliar  a  adaptação  à  prisão  elaborou‐se  uma  grelha  que  inclui  os  processos  disciplinares  e  os  acessos  aos  serviços  clínicos.  A  amostra  é  constituída  por  31  reclusos  do  sexo  masculino  e  de  nacionalidade  portuguesa,  detidos  num 

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estabelecimento  prisional  regional  de  Portugal.  Os  dados  foram  processados  estatisticamente  no  SPSS15.  Os  resultados  e  suas  implicações  são  discutidos,  indicam‐se  as  limitações  do  estudo,  e  sugerem‐se  recomendações  para  futuras  investigações.    Título 45: Reacções à Injustiça no Trabalho ‐ Ana Rita Guerra Gago e Isabel Falcão  Correia/ ISCTE Instituto Universitário de Lisboa E‐mail: ana_gago@hotmail.com  Resumo  45:  As  pesquisas  anteriores  apontam  a  crença  no  mundo  justo  (CMJ)  como um recurso que ajuda as pessoas a assimilarem as injustiças da sua vida e  portanto,  a  reagirem  menos  negativamente  face  a  estas.  O  presente  estudo  examinou  o  impacto  da  crença  pessoal  no  mundo  justo  na  relação  entre  a  (in)  justiça  procedimental  e  distributiva  e  as  reacções  a  acontecimentos  problemáticos no contexto de trabalho. Concretamente, pretendeu‐se avaliar se a  CMJ  moderava  essa  relação.  Foi  aplicado  um  questionário  a  84  professores  de  vários  níveis  de  ensino,  com  idades  entre  os  24  e  os  56  anos.  No  geral,  os  resultados mostraram que perante a injustiça procedimental os participantes que  têm  alta  CMJ  reagem  mais  positivamente  (com  mais  paciência)  comparativamente  com  os  que  têm  baixa  CMJ.  Contudo,  os  participantes  com  CMJ alta reagiram à injustiça procedimental com mais negligência e voz agressiva  comparativamente com aqueles que tinham baixa CMJ. As implicações teóricas e  práticas desta pesquisa são discutidas.    Título 46: A Transgeracionalidade nos Maus‐tratos Infantis: Factores emocionais,  comportamentais  e  relacionais  que  contribuem  para  a  repetição  do  maltrato  ‐  Joana Carvalho/ Hospital de Santa Maria de Lisboa, Equipa de Pedopsiquiatria E‐ mail: ostajcarvalho@hotmail.com  Resumo  46:  O  estudo  das  repercussões  dos  maus‐tratos  infantis  no  desenvolvimento da criança tem conduzido à identificação dos factores que lhes  estão associados. Entre estes encontra‐se o facto dos pais destas crianças terem  sido  maltratados  na  infância,  não  ficando  porém  claro  por  que  se  perpetua  o  comportamento  maltratante.Este  estudo  identifica  os  padrões  afectivos,  comportamentais  e  relacionais  daquele  que  maltrata,  para,  dessa  forma,  poderem afinar‐se as estratégias de intervenção que facilitem a qu    Título 47: Educação e Formação de Adultos: Resiliência, Desenvolvimento Pessoal  e Vocacional – S. Meireles e M. R. Xavier/ Faculdade de Educação e Psicologia da  Universidade Católica Portuguesa E‐mail: smeireles84@gmail.com  Resumo 47: Em Portugal os níveis de escolarização e qualificação profissional são  frequentemente  baixos.  Este  facto  acarreta  exclusão  social  e  desvalorização  daquilo que são as aprendizagens adquiridas ao longo da vida nos contextos não 

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formais  e  informais.O  estudo  a  apresentar  tem  como  objecto  de  análise  o  envolvimento  de  adultos  pouco  escolarizados  no  processo  de  RVCC  –  Reconhecimento,  Validação  e  Certificação  de  Competências,  nomeadamente,  compreender o seu impacto em indíviduos com baixas qualificações, atendendo a  aspectos como a resiliência e o desenvolvimento pessoal e vocacional. Para isso,  contou  com  uma  amostra  de  52  indivíduos  junto  dos  quais  foi  analisado  o  domínio  vocacional.  Foi  também  utilizada  uma  entrevista  semi‐estruturada  (N=12)  permitindo  dar  forma  ao  perfil  dos  adultos  que  integram  o  reconhecimento  de  adquiridos.  Os  resultados  apontam  para  que  a  passagem  no  processo, apesar de não produzir alterações no domínio vocacional, ainda assim,  contemple benefícios pessoais e profissionais, sobretudo, nos adultos resilientes.    Título  48:  A  importância  relativa  dos  papéis  em  estudantes  universitários:  relações  com  domínios  do  auto‐conceito  ‐  Alexandra  Barros/  Faculdade  de  Psicologia Universidade de Lisboa E‐mail: alexandrafbarros@gmail.com  Resumo  48:  O  presente  estudo  baseou‐se  no  modelo  desenvolvimentista  de  Super  (1990)  e  no  modelo  desenvolvimentista  de  Susan  Harter  (1999),  procurando  explorar  a  relação  entre  a  auto‐percepção  dos  sujeitos  face  à  sua  competência  em  determinados  domínios  e  a  sua  participação  e  envolvimento  afectivo com cinco papéis de vida: Estudo, Trabalho, Casa, Serviços à Comunidade  e  Tempos  Livres.  Os  instrumentos  utilizados  foram  o  Inventário  de  Saliência  de  Actividades  e  o  Perfil  de  Auto‐Percepção  para  Estudantes  Universitários  (Neemann  e  Harter,  1986).  Os  resultados  obtidos,  com  uma  amostra  de  683  alunos  do  ensino  superior,  permitem  caracterizar  a  importância  relativa  desses  papéis,  diferenciando  o  envolvimento  comportamental  e  afectivo  em  cada  um  deles. A análise das relações entre essas medidas e a competência percebida em  vários domínios do auto‐conceito, permite concluir que estes estudantes dedicam  mais  tempo  e  revelam  maior  envolvimento  afectivo  com  os  papéis  relacionados  com domínios em que se auto‐avaliam como competentes.    Título  49:  Facilitação  da  gestão  pessoal  da  carreira:  estudo  com  académicos  portugueses e moçambicanos ‐ Joana Carneiro Pinto, Ana Daniela Silva e Maria do  Céu  Taveira/  Centro  de  Investigação  em  Psicologia,  Universidade  do  Minho  E‐ mail: joanacpinto_@hotmail.com  Resumo  49:  Este  trabalho  versa  sobre  o  impacto  dos  serviços  de  gestão  pessoal  de  carreira  em  grupos  específicos,  nomeadamente,  adultos  a  trabalhar  em  contexto académico. Apresentam‐se e discutem‐se os resultados da aplicação do  Seminário  de  Gestão  Pessoal  da  Carreira  ‐  versão  B  (Taveira  et  al.,  2007)  a  um  grupo  de  académicos  portugueses  e  a  um  grupo  de  académicos  moçambicanos.  Analisa‐se o impacto da intervenção em cada um destes grupos, em termos dos 

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processos  de  exploração  e  preocupação  de  carreira,  tal  como  avaliados  pelo  Career Exploration Survey (Stumpf, Colarelli e Hartman, 1983; adapt. por Taveira,  1997)  e  pelo  Adult  Career  Concerns  Inventory  (Super,  Thompson,  e  Lindeman,  1988; adapt. por Duarte, 1997), com recurso a um pré‐teste e a um pós‐teste. São  ainda  comparados  os  resultados  entre  aqueles  grupos  e  um  grupo  de  controlo,  nos  dois  momentos  de  avaliação.  Referem‐se  implicações  para  o  desenho  de  serviços de carreira ajustados às especificidades multiculturais dos clientes.    Título  50:  Relação  entre  as  Crenças  de  Auto‐eficácia  e  o  Apoio  Social  em  estudantes  finalistas  do  ensino  superior  ‐  Sara  Samssudin  e  Alexandra  Barros/  Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Lisboa E‐ mail: sara_smd@hotmail.com  Resumo  50:  Com  base  na  teoria  sócio‐cognitiva  de  Bandura  (1995),  a  presente  investigação  teve  como  objectivo  estudar  a  relação  entre  as  crenças  de  auto‐ eficácia  na  transição  para  o  trabalho  e  o  apoio  social  percebido  em  estudantes  finalistas do ensino superior. A amostra utilizada foi constituída por 221 finalistas  de várias instituições de ensino superior da zona da Grande Lisboa. Os resultados  indicaram uma relação positiva e significativa entre as variáveis estudadas, sendo  esta relação mais evidente no que diz respeito ao apoio social percebido por parte  de amigos e de outros em geral. A análise dos resultados permitiu, também, tirar  conclusões  acerca  das  diferenças  nas  crenças  de  auto‐eficácia  e  no  apoio  social  percebido entre géneros. Em termos gerais, os resultados obtidos indicam que o  apoio social da família, dos amigos e dos professores podem ser elementos‐chave  no desenvolvimento das crenças de auto‐eficácia nesta transição.      Intervalo de almoço    14.00h‐15.30h  Hora: 14.00h‐15.30h          Sala: B1  Tipo: Simpósio   Área temática: Psicologia Social  Título:  Diversidade,  Desvio,  Exclusão  e  Identidade:  Abordagem  Psicossocial  ‐  Moderadores:  José  M.  Marques  e  Isabel  R.  Pinto/  Faculdade  de  Psicologia  e  Ciências da Educação da Universidade do Porto E‐mail: marques@fpce.up.pt    Resumo:  Desde  os  anos  1960  houve  um  declínio  da  investigação  psico‐social  sobre  os  processos  internos  aos  grupos,  no  centro  dos  quais  se  encontra  aquilo  que é genericamente referido como influência social. Esta investigação passou a  ser conduzida, em particular, por sociólogos e psicólogos organizacionais. Muitos  psicólogos  sociais  passaram  a  centrar‐se  mais  no  estudo  da  cognição  social,  do 

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comportamento  inter‐grupo  e  de  fenómenos  relacionados  com  a  identidade  social.  O  estudo  psicossocial  dos  processos  intragrupais  ressurgiu  na  década  de  1990 procurando, desta vez, articular o estudo de processos intra‐ e inter‐grupais  tais como a liderança, a criação de sub‐grupos, a diversidade e heterogeneidade  intragrupal,  ou  o  desvio,  num  paradigma  geral  fundamentado  na  abordagem  da  identidade  social.  O  objectivo  deste  simpósio  é  o  de  ilustrar  alguma  dessa  investigação, e discutir as implicações dos processos associados à diversidade, ao  desvio, e à exclusão social no seio dos grupos, para a identidade dos indivíduos.    Título  1:  Projecção  Endogrupal  e  Suas  Consequências  no  Comportamento  Intergrupal  ‐  Mauro  Bianchi/  Departamento  de  Psicologia  Social  e  das  Organizações. ISCTE‐IUL E‐mail: mauro.bianchi@iscte.pt  Resumo 1: A projecção endogrupal pode ser entendida como uma tendência para  a  utilização  de  características  endogrupais,  em  vez  de  exogrupais,  de  modo  a  definir  uma  categoria  inclusiva  (Mummendey  e  Wenzel,  1999).  O  modelo  da  projecção endogrupal tem recebido suporte empírico em diferentes estudos, quer  utilizando medidas implícitas, quer medidas explícitas. Adicionalmente, a pesquisa  relativa aos modelos  duais  tem  mostrado  que  as vias controladas e automáticas  de processamento possuem impactos diferentes ao nível do comportamento dos  indivíduos.  A  presente  pesquisa  inclui  dois  estudos  que  mostram  evidencia  dos  efeitos  diferenciais  da  projecção  endogrupal  implícita  e  explícita  em  comportamentos  de  evitamento  e  comportamento  motor  intergrupal.  Os  resultados  mostram  que  uma  medida  explícita  de  prototipicalidade  endogrupal  relativa  prediz  o  evitamento  relativamente  a  membros  do  exogrupo,  enquanto  uma  medida  implícita  prediz  comportamento  compensatório  relativamente  a  membros do exogrupo.    Título  2:  Reacção  ao  Desvio  e  Identificação  Grupal:  um  teste  à  função  restabelecedora da punição subjectiva dos desviantes ‐ Miguel Cameira e Ruben  Saúde/ FPCE‐UP E‐mail: cameira@fpce.up.pt  Resumo  2:  Dos  fenómenos  sociais  associados  ao  desvio  assumem  particular  interesse,  pela  sua  função  integradora,  as  estratégias  grupais  destinadas  a  restaurar  o  valor  do  grupo  (Durkheim,  1898;  Erikson,  1966).  O  modelo  da  Dinâmica  de  Grupos  Subjectiva  (Marques  et  al,  1998;  2001)  focaliza‐se  nas  consequências  cognitivo‐emocionais  da  reacção  ao  desvio  e  postula  a  existência  de  um  equivalente  subjectivo  da  punição  do  desviante  o  qual  cumpriria  a  sua  função restabelecedora ao nível individual. O presente estudo (n = 120) propõe‐se  testar  este  aspecto  do  modelo  medindo  a  identificação  grupal  dos  participantes  em  3  momentos  consecutivos  (pré‐desvio,  pós‐desvio  e  pós‐reacção)  com  o  desvio provindo do endogrupo ou do exogrupo e em 3 condições de reacção ao 

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desvio  (reacção  impossibilitada,  e  reacção  possibilitada  com  e  sem  consequências).  Apoiando  o  modelo,  os  resultados  confirmaram  a  eficácia  da  punição  subjectiva  do  desvio  endogrupal,  particularmente  quando  se  antecipavam consequências reais dessa punição.    Título  3:  Atribuições  Causais  e  Julgamentos  Prescritivos:  efeitos  da  pertença  grupal e dos tipos de desvio nos julgamentos de indivíduos desviantes ‐ Frederico  S.  Gonçalves  e  José  M.  Marques/  FPCE‐UP  E‐mail:  frederico‐ guilherme@hotmail.com  Resumo 3: Este trabalho partiu dos postulados do modelo da Dinâmica de Grupos  Subjectiva  (J.  M.  Marques,  D.  Abrams,  D.  Páez  e  M.  Hogg,  2001),  integrando  conceitos  e  hipóteses  provenientes  das  investigações  sobre  as  atribuições  de  causalidade  e  influência  social.  Encontrámos  evidência  de  que  as  atribuições  causais  e  prescrições  psicossociais  relativas  a  membros  desviantes  de  um  grupo  social  são  influenciadas  pela  motivação  das  pessoas  para  salvaguardar  uma  identidade  social  positiva.  Em  algumas  circunstâncias,  as  pessoas  prescrevem  mais  soluções  punitivas  a  um  alvo  desviante  do  endogrupo  do  que  a  um  alvo  equivalente  do  exogrupo.  O  que  entendemos  como  um  processo  de  derrogação  de  um  alvo  indesejável  do  endogrupo,  análogo  ao  “efeito  ovelha  negra”  (J.  M.  Marques e D. Páez, 1994).Noutras circunstâncias, fazem atribuições externas aos  comportamentos desviantes dos membros do endogrupo. A opção entre um e o  outro tipo de atribuição parece depender do tipo do desvio em causa.    Título  4:  Heterogeneidade  Grupal  e  Categorização  Social:  efeitos  na  validação  social  do  conhecimento  produzido  em  grupos  ‐  Diniz  Lopes/  Departamento  de  Psicologia Social e das Organizações. ISCTE‐IUL E‐mail: dinizlopes@gmail.com  Resumo  4:  O  estudo  que  apresentamos  analisa  os  efeitos  da  informação  sobre  heterogeneidade grupal em situações em que esta toma relevância do ponto de  vista da categorização social dos membros de um grupo. De acordo com a teoria  da  identidade  social,  a  pertença  grupal  serve  uma  necessidade  básica  de  construção e manutenção de uma identidade social positiva. Contudo, a validação  do conhecimento partilhado em grupo pode, também, ser um elemento essencial  da  identificação  com  o  grupo.  Estudos  anteriores  evidenciam  que  tendemos  a  validar mais conhecimento proveniente de um grupo consensual e heterogéneo,  do que de um grupo consensual e homogéneo (Lopes et al., 2007). No presente  estudo,  mostramos  como  o  efeito  da  heterogeneidade  é  matizado  pela  caracterização  da  diversidade  ou  homogeneidade  dos  membros  de  um  grupo  através  de  categorias  sociais  relevantes.  Os  resultados  mostram  um  impacto  da  heterogeneidade  na  validação  do  conhecimento  quando  esta  é  caracterizada  através de categorias sociais positivamente avaliadas. 

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  Título  5:  Dinâmica  de  Grupos  Subjectiva:  papel  das  focalizações  descritiva  e  prescritiva no “efeito ovelha negra”‐ Isabel R. Pinto e José M. Marques/ FPCE‐UP  E‐mail: ipinto@fpce.up.pt  Resumo 5: Dois estudos analisaram a relação entre diferenciação intergrupal e o  “efeito  ovelha  negra”.  No  Estudo  1,  estudantes  universitários  avaliaram  outros  estudantes, desejáveis ou indesejáveis, da sua própria universidade (endogrupo)  ou de outra universidade (exogrupo), ou num contexto em que ambos os grupos  eram  salientes  (intergrupo),  ou  num  contexto  em  que  só  um  deles  era  saliente  (intragrupo).  No  Estudo  2,  participantes  masculinos  e  femininos  avaliaram  alvos  masculinos ou femininos descritos como típicos ou atípicos dos seus respectivos  géneros,  e  cuja  desejabilidade  era  ortogonal  à  sua  tipicalidade  de  género.  No  Estudo  1,  o  efeito  ovelha  negra  emergiu  no  contexto  intergrupal  mas  não  no  contexto intragrupal. No Estudo 2, o efeito emergiu com os alvos típicos mas não  atípicos.  Discutimos  estes  resultados  à  luz  da  distinção  entre  focalizações  descritiva e prescritiva nas avaliações dos grupos e dos seus membros normativos  e desviantes, à luz da Teoria da Dinâmica de Grupos Subjectiva.    Hora: 14.00h‐15.30h      Sala: B2   Tipo: Simpósio  Área temática: Neuropsicologia  Título:  Bateria  de  Avaliação  Neuropsicológica  de  Coimbra  (BANC):  Estudos  de  validação  com  grupos  com  clínicos  e  educativos  ‐  Moderador:  Mário  R.  Simões/  Faculdade  de  Psicologia  e  Ciências  da  Educação  da  Universidade  de  Coimbra  E‐ mail: simoesmr@fpce.uc.pt      Resumo:  A  Bateria  de  Avaliação  Neuropsicológica  de  Coimbra  (BANC)  é  constituída  por  15  testes  que  avaliam  diferentes  domínios  cognitivos  como  é  o  caso  da  Atenção,  Aprendizagem  e  Memória,  Linguagem,  Funções  Executivas,  Orientação, Lateralidade e Motricidade. A amostra de aferição foi constituída por  1104  crianças  e  controlou  as  seguintes  variáveis:  idade  (5‐15  anos),  género  (550  rapazes,  554  raparigas),  área  de  residência  (urbana‐rural),  região  geográfica  (litoral,  interior)  e  escolaridade  dos  pais.  A  BANC  tem  numerosos  estudos  de  validação  com  grupos  especiais:  dificuldades  específicas  de  aprendizagem,  traumatismo  crânio‐encefálico,  maus  tratos,  sindroma  de  asperger,  perturbação  de  oposição  e  comportamento  de  desafio,  tumores  cerebrais,  perturbações  da  linguagem,  prematuridade.  São  apresentados  resultados  obtidos  com  os  seguintes  grupos:  perturbação  da  hiperactividade  com  défice  de  atenção  (sub‐

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tipo  combinado),  epilepsia,  deficiência  mental  ligeira,  sobredotação  e  adolescentes  institucionalizados  em  situação  de  risco  social.  Os  resultados  sugerem que a BANC é um instrumento útil na caracterização do funcionamento  neurocognitivo de diferentes grupos.    Título  1:  BANC:  Validação  em  crianças  diagnosticadas  com  Perturbação  de  Hiperactividade com Défice de Atenção  – subtipo Combinado (PHDA‐C) ‐ Cláudia  Alfaiate, Mário R. Simões e Boavida Fernandes/ Hospital Pediátrico de Coimbra E‐ mail: claudialfaiate@gmail.com  Resumo  1:  Pretende‐se  examinar  o  impacto  da  PHDA  no  funcionamento  neuropsicológico,  validando  neste  grupo  os  resultados  da  Bateria  de  Avaliação  Neuropsicológica de Coimbra (BANC). Comparou‐se o desempenho de 30 crianças  (6 a 9 anos; 24 rapazes e 6 raparigas), de uma amostra de crianças diagnosticadas  com PHDA‐C, com um grupo de controlo equivalente. Foram utilizados testes da  BANC  que  abrangem  as  seguintes  funções:  Memória,  Atenção,  Funções  Executivas,  Linguagem  e  Motricidade.  Embora  apresente  um  nível  intelectual  médio  (WISC‐III,  MPCR),  o  grupo  PHDA‐C  manifesta  desempenhos  significativamente  inferiores  em  funções  neurocognitivas  específicas  (memória  visuo‐espacial,  planificação,  atenção  sustentada,  atenção  dividida  e  nomeação  rápida,  com  magnitudes  de  efeito  moderadas  a  elevadas),  mas  não  na  atenção  selectiva  e  fluência  verbal.  Os  resultados  evidenciam  o  poder  discriminativo  dos  resultados da BANC na avaliação de crianças com PHDA‐C e a sua utilidade clínica  na  identificação  de  áreas  “fortes”  e  “deficitárias”,  aspectos  importantes  para  definição de estratégias de intervenção.    Título 2: Avaliação da linguagem numa amostra de crianças com epilepsia do lobo  temporal: Estudos com a Bateria de Avaliação Neuropsicológica de Coimbra ‐ Ana  Filipa Lopes e Mário R. Simões/ Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da  Universidade de Coimbra E‐mail: anafilipalopes@fpce.uc.pt  Resumo 2: A epilepsia encontra‐se frequentemente associada a défices cognitivos  que desempenham um papel de factor mediador entre a condição epiléptica e os  problemas  escolares.  Os  problemas  no  domínio  da  linguagem  parecem  ser  mais  frequentes  nos  indivíduos  com  epilepsia  do  lobo  temporal  (ELT).  Neste  estudo  caracterizamos  o  funcionamento  no  domínio  da  linguagem  de  um  grupo  24  crianças e adolescentes com epilepsia do ELT, recorrendo às provas de linguagem  da  Bateria  de  Avaliação  Neuropsicológica  de  Coimbra  (BANC).  Este  grupo  evidencia,  quando  comparado  com  um  grupo  de  controlo,  dificuldades  no  processamento  fonológico,  compreensão  e  na  fluência  verbal  (fonémica  e  semântica).  Considerando  que,  usualmente,  as  tarefas  de  processamento  fonológico se correlacionam com os níveis de desempenho na área da leitura e da 

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escrita,  este  grupo  de  crianças  deverá  ser  atentamente  monitorizado  nestes  domínios, com o objectivo de sinalizar precocemente as crianças que poderão vir  a desenvolver dificuldades nesta área do desempenho académico.    Título 3: Perfil neuropsicológico da criança com deficiência mental ligeira: Estudo  com a Bateria de Avaliação Neuropsicológica de Coimbra ‐ Ângela Morais, Cristina  Petrucci  Albuquerque  e  Mário  R.  Simões/  Faculdade  de  Psicologia  e  Ciências  da  Educação da Universidade de Coimbra E‐mail: aismorais@hotmail.com  Resumo 3: Este estudo comparou 32 crianças com deficiência mental ligeira, dos 8  aos  15  anos,  em  diversas  medidas  de  memória,  linguagem,  atenção  e  funções  executivas,  com  dois  grupos  de  controlo,  equiparados  em  idade  cronológica  e  idade  mental.  A  avaliação  neuropsicológica  foi  realizada  através  de  testes  seleccionados da Bateria de Avaliação Neuropsicológica de Coimbra, e os grupos  de controlo foram seleccionados da amostra de aferição desta bateria, através do  emparelhamento caso‐a‐caso em diversas variáveis demográficas. O grupo clínico  obteve resultados consistentemente inferiores àqueles alcançados pelo grupo de  igual idade cronológica. Já as comparações com base na idade mental revelaram,  salvo  raras  excepções,  desempenhos  semelhantes  em  ambos  os  grupos.  As  análises  realizadas  demonstram  ser  nas  tarefas  com  maiores  exigências  de  processamento  da  informação,  nomeadamente,  Compreensão  de  Instruções,  Nomeação  Rápida  de  Formas  e  Cores,  e  Trail  Making  Test  B,  que  emergem  as  dificuldades mais acentuadas no funcionamento do grupo com deficiência mental  ligeira.    Título 4: O perfil neuropsicológico de uma amostra de crianças intelectualmente  sobredotadas: Estudos com a Bateria de Avaliação Neuropsicológica de Coimbra‐  Marcelino Pereira, Isabel Alberto, Ana Filipa Lopes e Mário R. Simões/ Faculdade  de  Psicologia  e  Ciências  da  Educação  da  Universidade  de  Coimbra  E‐mail:  marc.pereira@fpce.uc.pt  Resumo 4: Uma questão recorrente no domínio da neuropsicologia, refere que os  sujeitos  com  níveis  de  inteligência  muito  superior  também  apresentam  um  bom  desempenho  nos  testes  neuropsicológicos  (McNeill  Horton,  2001).  Trata‐se  de  uma  presunção  aceitável,  porquanto  o  funcionamento  cognitivo  dos  sobredotados é descrito como um sistema operativo perfeito, nomeadamente ao  nível da planificação, auto‐regulação, flexibilidade mental e memória de trabalho.  Estas  características  seriam  resultantes  de  uma  organização  neurofuncional  específica  das  redes  neuronais  (Jausovec,  2000).  Por  exemplo,  a  mielinização  reforçada dos axónios, favoreceria a velocidade de propagação do sinal eléctrico e  simultaneamente permitiria concentrar os gastos energéticos com um mínimo de  esforço,  traduzido  nos  baixos  consumos  de  glicose.  Nesta  comunicação 

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analisamos  os  resultados  alcançados  por  30  crianças  intelectualmente  sobredotadas  nos  diversos  testes  que  constituem  a  Bateria  de  Avaliação  Neuropsicológica  de  Coimbra  e  debatemos  o  seu  valor  heurístico  na  construção  de um modelo da organização neurofuncional da cognição.    Título  5:  BANC:  Estudo  de  validade  com  uma  amostra  de  adolescentes  institucionalizados no âmbito da Lei de Protecção de Crianças e Jovens em Perigo‐  Ana  Rosa  Gomes,  Mário  R.  Simões  e  Celina  Manita/  Faculdade  de  Psicologia  e  Ciências da Educação da Universidade de Coimbra E‐mail: ana.rg@netcabo.pt  Resumo 5: A presente investigação pretende alargar os estudos de validação com  a  BANC  caracterizando  os  desempenhos  de  adolescentes  institucionalizados  no  âmbito  da  LPCJP.  A  amostra  foi  recolhida  em  instituições  de  acolhimento  de  crianças  e  jovens  em  perigo.  Foram  avaliados  35  rapazes,  com  idades  compreendidas  entre  os  12  e  os  16  anos  (escolaridade:  3º  ‐  11º  ano).  Os  resultados sugerem que estes jovens apresentam défices na memória de material  visual  abstracto  e  complexo,  expressão  linguística,  atenção  e  concentração.  Contudo,  é  possível  identificar  neste  grupo  áreas  de  funcionamento  não  deficitário,  nomeadamente,  capacidade  de  retenção  e  evocação  de  palavras,  de  processamento,  codificação  e  reconhecimento  de  faces  humanas,  competências  ao  nível  da  compreensão  linguística,  fluência  verbal  de  fonemas  e  de  categorias  semânticas  e  capacidade  de  planeamento  estratégico.  Estas  competências  cognitivas mais específicas não são adequadamente abrangidas na avaliação com  a  WISC‐III,  na  qual  os  desempenhos  deste  grupo  foram  sistematicamente  inferiores.    Hora: 14.00h‐15.30h          Sala: 2101  Tipo: Simpósio  Área temática: Psicologia Escolar e da Educação  Título:  Motivação  e  Realização  Académica  ‐  Moderador:  José  Manuel  Tomás  da  Silva/ Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra  E‐mail: jtsilva@fpce.uc.pt    Resumo: A investigação realizada até ao momento no contexto internacional tem  demonstrado o papel relevante que as variáveis motivacionais desempenham no  envolvimento  global  com  o  contexto  académico,  em  particular  ao  nível  do  desempenho  escolar.  Esta  temática  tem  sido  abordada  por  diferentes  perspectivas  teóricas  adentro  da  abordagem  cognitiva  da  motivação,  das  quais  podemos  destacar  a  teoria  da  perspectiva  temporal  de  futuro,  a  teoria  sócio‐ cognitiva e a perspectiva do desenvolvimento psicológico positivo. Este simpósio  congrega  um  conjunto  de  comunicações  cujo  objectivo  é  elucidar  o  papel  de  algumas  variáveis  cognitivo‐motivacionais,  nomeadamente  padrões  adaptativos 

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de aprendizagem, esperança, instrumentalidade e auto‐eficácia no envolvimento  com  o  contexto  escolar,  em  alunos  de  diferentes  níveis  de  escolaridade.  É  convicção  dos  investigadores  deste  simpósio  que  a  integração  das  diferentes  abordagens  pode  aumentar  a  nossa  capacidade  para  explicar  e  prever  o  comportamento‐alvo,  bem  como  encontrar  estratégias  mais  potentes  e  abrangentes  de  prevenção  do  abandono  escolar  e  de  promoção  do  sucesso  educativo.    Título  1:  Instrumentalidade  da  matemática  em  alunos  do  ensino  secundário  ‐  Maria  Paula  Paixão,  José  Tomás  da  Silva,  José  Pacheco  Miguel,  Elsa  Conceição  Rodrigues  e  Inês  Isabel  Cardoso/  Universidade  de  Coimbra  E‐mail:  mppaixao@fpce.uc.pt  Resumo 1: A adolescência constitui um período crítico para o desenvolvimento da  identidade  psicossocial  e  a  investigação  efectuada  até  ao  momento tem  vindo  a  demonstrar  que  no  final  da  adolescência  as  representações  mentais  acerca  do  futuro  influenciam  a  motivação,  as  estratégias  de  estudo  e  o  desempenho  académico.  Essas  representações  são  multidimensionais  e  incluem  um  conjunto  de  crenças  e  de  expectativas  relativamente  estáveis,  embora  socialmente  construídas  e  modificáveis.  Neste  estudo  analisámos  o  conceito  de  instrumentalidade,  tendo  procedido  à  adaptação  portuguesa  das  escalas  desenvolvidas  por  J.  Husman  (E.U.A.).  Numa  amostra  de  alunos  do  ensino  secundário,  avaliámos  a  instrumentalidade  para  a  matemática  e  a  sua  relação  com  a  instrumentalidade  da  escola  para  a  carreira  futura,  com  as  orientações  causais gerais e com os objectivos de realização na matemática, tendo igualmente  verificado  o  impacto  destas  variáveis  no  desempenho  académico  à  disciplina  de  matemática. A discussão incide sobre algumas estratégias cognitivo‐motivacionais  de promoção do sucesso académico.    Título  2:  Os  padrões  adaptativos  de  aprendizagem,  estilo  de  atribuição  e  desempenho em alunos do 2º ciclo ‐ Catarina Pereira, Maria Paula Paixão e José  Tomás da Silva/ Universidade de Coimbra E‐mail: mppaixao@fpce.uc.pt  Resumo  2:  O  objectivo  deste  estudo  é  examinar  as  relações  entre  os  padrões  adaptativos  de  aprendizagem  e  o  estilo  atribucional,  bem  como  a  forma  como  estas variáveis cognitivo‐motivacionais influenciam o desempenho académico de  um  grupo  de  estudantes  a  frequentar  o  segundo  ciclo  de  escolaridade.  Neste  sentido,  procedemos  à  adaptação  Portuguesa  do  Children’s  Attributional  Styles  Questionnaire‐Revised,  e  utilizámos  a  adaptação  portuguesa  das  Escalas  de  Padrões  Adaptativos  de  Aprendizagem.  A  amostra  integra  104  alunos  de  uma  escola  pública  do  distrito  de  Bragança.  Os  resultados  mostram  que  estes  estudantes são orientados para a mestria, têm elevadas crenças de auto‐eficácia, 

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sentem  por  parte  dos  professores  uma  elevada  pressão  académica,  e  tendem  a  usar pouco as estratégias auto‐destrutivas. Estes estudantes tendem, também, a  fazer atribuições optimistas para os acontecimentos positivos, e a estarem pouco  predispostos para desenvolver desânimo aprendido. Verificou‐se que apenas três  variáveis  predizem  o  desempenho,  sendo  discutido  o  sentido  dos  resultados  no  aconselhamento escolar.    Título  3:  Auto‐eficácia  para  a  matemática  e  desempenho  escolar  em  alunos  do  ensino secundário ‐ José Tomás da Silva, José Pacheco Miguel, Maria Paula Paixão,  Inês Isabel Cardoso e Elsa Conceição Rodrigues/ Universidade de Coimbra E‐mail:  jtsilva@fpce.uc.pt   Resumo 3: O construto de auto‐eficácia apresenta‐se como um dos mecanismos  psicológicos  mais  heurísticos  e  profusamente  estudados  em  diferentes  áreas  da  psicologia. Em particular, o conceito de auto‐eficácia para a matemática tem sido  alvo de inúmeras investigações. A matemática tem sido perspectivada como um  “filtro  crítico”  para  o  acesso  a  carreiras  científicas  e  tecnológicas,  domínios  profissionais  tradicionalmente  masculinos  e,  simultaneamente,  associados  a  um  maior  prestígio  e  remunerações  mais  elevadas.  De  entre  as  múltiplas  variáveis  que  têm  sido  postuladas  como  estando  mais  implicadas  no  desempenho  da  matemática, a auto‐eficácia destaca‐se como um dos preditores mais poderosos.  Neste  estudo  com  alunos  do  ensino  secundário,  examinamos  o  papel  aditivo  da  auto‐eficácia  para  a  matemática,  relativamente  ao  do  rendimento  prévio  nesta  disciplina,  do  género  e  da  ansiedade  para  com  a  matemática  no  desempenho  escolar da matemática. Discutem‐se as implicações dos resultados para promover  o sucesso escolar da matemática e a escolha de cursos científico e tecnológicos.        Título  4:  Relação  da  esperança,  dos  padrões  adaptativos  de  aprendizagem  e  das  atitudes  de  carreira  no  desempenho  escolar  de  alunos  do  3º  ciclo  do  ensino  básico‐  Catarina  Alexandra  Santos,  José  Tomás  da  Silva  e  Maria  Paula  Paixão/  Universidade de Coimbra E‐mail: jtsilva@fpce.uc.pt  Resumo  4:  Com  este  trabalho  pretendemos  analisar  o  impacto  de  construtos  cognitivo‐motivacionais, designadamente da esperança, dos padrões adaptativos  da aprendizagem e das atitudes de carreira nos níveis de realização académica de  estudantes  do  3º  ciclo  do  ensino  básico.  Recorreu‐se  a  uma  amostra  de  conveniência,  não  probabilística,  constituída  por  576  sujeitos  (305  do  sexo  feminino  e  271  do  sexo  masculino),  que  frequentam  o  3.º  ciclo,  pertencentes  a  quatro escolas com ensino básico e secundário na zona centro. Verificámos que as  variáveis  que  melhor  explicam  os  níveis  de  realização  académica  foram  a 

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esperança,  a  auto‐eficácia  académica,  as  estratégias  de  auto‐justificação  para  o  insucesso,  a  orientação  para  a  mestria  e  as  atitudes  de  carreira.  Discutem‐se  as  principais implicações dos resultados obtidos para a elaboração de estratégias de  intervenção psicoeducativas visando a promoção do sucesso escolar.    Hora: 14.00h‐15.30h          Sala: 2102  Tipo: Simpósio  Área temática: Psicologia da Saúde  Título:  Stresse  e  saúde  ocupacional  em  profissões  de  risco:  Estudos  na  área  da  saúde,  ensino  e  segurança  ‐  Moderadores:  Clara  Simães  e  A.  Rui  Gomes/Universidade do Minho E‐mail: rgomes@psi.uminho.pt    Resumo: Apresentam‐se neste simpósio quatro estudos realizados com profissões  consideradas de risco para o stresse ocupacional. Para além da análise dos efeitos  do trabalho no bem‐estar pessoal e profissional, este simpósio procura contribuir  para  o  entendimento  dos  factores  que  podem  ajudar  a  compreender  a  experiência de stresse. Assim, foram incluídas variáveis pessoais e profissionais na  distinção  entre  diferentes  subgrupos  das  amostras  estudadas,  de  modo  a  promover  uma  compreensão  das  especificidades  inerentes  a  cada  um  dos  contextos  de  trabalho.  Procura‐se  também  neste  simpósio  fornecer  algumas  implicações práticas para a intervenção e estudos nestas classes profissionais.    Título  1:  Stresse  ocupacional  em  forças  de  segurança:  Um  estudo  comparativo  ‐  Helena Gonçalo, A. Rui Gomes, Fernando Barbosa e Jorge M.P. Afonso/ Faculdade  de Psicologia e de Ciências da Educação. Universidade do Porto, Portugal; Escola  de Psicologia. Universidade do Minho, Portugal E‐mail: rgomes@psi.uminho.pt  Resumo  1:  Este  trabalho  compara  a  experiência  de  stresse  ocupacional  em  dois  grupos  de  segurança  portugueses,  um  a  exercer  em  contexto  público  (n=95)  e  outro em contexto prisional (n=237). Foi aplicado um protocolo de avaliação com  medidas  do  stresse  global,  “burnout”,  comprometimento  organizacional,  satisfação com a vida, satisfação profissional e desejo de abandonar a profissão.  Os resultados de “burnout” apontaram níveis apreciáveis de exaustão emocional  (valores entre os 12% e os 26%), seguidos do cinismo (valores entre 8% e 21%) e  do  baixo  sentimento  de  eficácia  profissional  (valores  entre  3%  e  8%).  A  análise  comparativa  entre  os  grupos  demonstrou  que  os  profissionais  de  segurança  prisional  evidenciaram  experiências  profissionais  mais  negativas  (e.g.,  maiores  níveis  de  “burnout”  e  desejo  de  abandonar  a  profissão  e  menor  comprometimento organizacional, satisfação com a vida e satisfação profissional).  No  final,  serão  discutidos  os  factores  que  podem  ajudar  a  perceber  estas  diferenças e possíveis implicações para a investigação futura.   

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Título 2: Stresse ocupacional em profissionais de saúde: Um estudo comparativo  entre  médicos  e  enfermeiros  a  exercerem  em  contexto  hospitalar  ‐  Leandro  Ribeiro, A. Rui Gomes e Maria Silva/ Escola de Ciências da Saúde. Universidade do  Minho,  Portugal;  Escola  de  Psicologia.  Universidade  do  Minho,  Portugal  E‐mail:  rgomes@psi.uminho.pt  Resumo  2:  Este  trabalho  analisa  a  experiência  de  stresse,  “burnout”,  saúde  mental  e  satisfação/realização  em  enfermeiros  (n=73)  e  médicos  (n=68)  a  exercerem  em  contexto  hospitalar.  Foram  avaliadas  as  seguintes  dimensões:  fontes  de  stresse,  “burnout”,  saúde  mental  e  satisfação/realização  profissional,  numa metodologia transversal. Três aspectos devem ser realçados: i) os médicos  experienciaram  menores  níveis  de  stresse  e  maiores  níveis  de  satisfação  e  realização  pessoal  e  profissional;  ii)  os  níveis  de  “burnout”  foram  semelhantes  entre  os  grupos  (exaustão  emocional  com  12%  nos  médicos  e  9.8%  nos  enfermeiros;  despersonalização  com  3%  nos  médicos  e  1.4%  nos  enfermeiros  e  baixa realização pessoal com 1.5% nos médicos e 2.8% nos enfermeiros) e iii) os  níveis  moderados  de  saúde  mental  caracterizaram  ambas  as  amostras,  embora  com  algumas  diferenças  (61.6%  de  níveis  moderados  nos  médicos  e  71.4%  nos  enfermeiros). No final, são discutidas algumas implicações práticas dos resultados  encontrados.    Título  3:  Stresse  ocupacional  no  ensino:  Um  estudo  em  professores  do  ensino  básico  e  secundário  de  escolas  públicas  da  ilha  Terceira  ‐  Rute  Pacheco,  A.  Rui  Gomes,  Mário  Freitas  e  Fátima  Teixeira/  Escola  de  Ciências  da  Saúde.  Universidade  do  Minho,  Portugal;  Escola  de  Psicologia.  Universidade  do  Minho,  Portugal; Médico de Saúde Publica e de Medicina do Trabalho. Escola de Ciências  da Saúde. Universidade do Minho, Portugal E‐mail: rgomes@psi.uminho.pt  Resumo  3:  Este  trabalho  analisa  a  experiência  de  stresse,  “burnout”,  comprometimento  organizacional  e  satisfação/realização  em  professores  do  ensino básico e secundário (n=280). Avaliaram‐se as seguintes dimensões: fontes  de  stresse,  “burnout”,  comprometimento  organizacional  e  satisfação/realização  profissional, numa metodologia transversal. Cinco aspectos devem ser realçados:  i)  54%  dos  professores  percepcionam  a  profissão  como  muito  stressante;  ii)  a  exaustão emocional foi a dimensão mais prevalente na experiência de “burnout”  (19.7%); iii) as mulheres percepcionaram maior stresse e exaustão emocional; iv)  professores  com  vínculos  mais  instáveis  evidenciaram  maior  stresse  e  menor  satisfação  com  a  vida;  v)  professores  com  história  anterior  de  problemas  de  stresse  ocupacional  apresentaram  maiores  níveis  de  stresse,  “burnout”  e  menor  comprometimento organizacional; vi) professores com experiência intermédia de  trabalho  assumiram  maior  stresse  relacionado  com  o  tempo  e  com  as  políticas  disciplinares  enquanto  que  os  mais  inexperientes  descreveram  maior  stresse 

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associado à carreira docente. No final, são discutidas algumas implicações práticas  dos resultados encontrados.    Título 4: Preditores das Respostas de Stress nas Enfermeiras‐ Clara Simães, Teresa  McIntyre  e  Scott  McIntyre/  Escola  Superior  de  Enfermagem,Universidade  do  Minho,  Portugal;  Departamento  de  Psicologia,  Universidade  do  Minho,  Portugal;  Department of Psychology, University of Houston, USA; School of Human Sciences  e  Humanities,  University  of  Houston‐Clear  Lake,  USA  E‐mail:  rgomes@psi.uminho.pt  Resumo  4:  Este  estudo  investiga  preditores  individuais  e  ocupacionais  das  respostas  de  stress  em  enfermeiras  em  contexto  hospitalar.  Características  ocupacionais são o número de horas de trabalho, o trabalho por turnos nocturnos  e o conflito trabalho‐família, e variáveis individuais são a confiança no coping e o  suporte social. A amostra consiste em 100 enfermeiras. Medidas utilizadas foram  um  questionário  sócio‐profissional;  o  “Job  Content  Questionnaire”;  as  escalas  “Work‐Family  Conflict  e  Family‐Work  Conflict”;  o  General  Health  Questionnaire  (GHQ‐12)  e  o  Brief  Personal  Survey‐R.  Os  resultados  revelam  níveis  clínicos  de  distress  psicológico  em  73%  da  amostra.  O  conflito  trabalho‐família,  a  confiança  no  coping  e  o  suporte  social  dos  colegas  de  trabalho,  constituem  os  principais  preditores  das  respostas  de  stress,  explicando  15‐30%  da  variância.  Os  dados  reforçam a elevada incidência de distress na profissão de enfermagem, bem como  a pertinência do conflito trabalho‐família para estratégias de promoção da saúde  ocupacional.        Hora: 14.00h‐15.30h          Sala: 2103  Tipo: Simpósio  Área temática: Estudos de Género e Feministas  Título:  Género  e  Masculinidades  ‐  Moderador:  Luís  Santos/  Sector  Adopção  do  CDSS Lisboa/ ISS,ip    Resumo:  A  expansão  significativa  dos  estudos  de  género,  para  a  qual  diferentes  perspectivas  teóricas,  epistemológicas  e  metodológicas  têm  vindo  a  contribuir,  sobretudo a partir da década de 90 do século XX, tem revelado uma pluralidade  de  barreiras  à  construção  e  vivência  de  diferentes  identidades  características  da  existência humana, reforçando as posições que rejeitam explicações essencialistas  favoráveis à crença de um mundo naturalmente ordenado. O presente Simpósio  Temático subscreve o facto do género constituir uma dimensão fundamental nas  relações sociais e na cultura, ainda que as imagens comuns à volta deste conceito 

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continuem,  em  geral,  embrulhadas  numa  mistura  de  preconceitos,  mitos  e  falsidades (Connell, 2009).    Título 1: A incorporação do género em contextos profissionais ‐ António Manuel  Marques/  Escola  Superior  de  Saúde  do  Instituto  Politécnico  de  Setúbal  E‐mail:  antonio.marques@ess.ips.pt  Resumo  1:  Esta  comunicação  é  baseada  numa  pesquisa  sobre  o  processo  de  construção  social  da  masculinidade  em  contextos  profissionais  caracterizados  pela dominação numérica e simbólica masculina. Essa pesquisa permitiu mostrar  que  a  identidade  das  profissões  estudadas  se  sobrepõe  à  caracterização  da  masculinidade hegemónica (Connell, 1987, 2002), a qual serve de padrão para os  profissionais  de  ambos  os  sexos.  Esta  comunicação  focalizar‐se‐á  na  análise  dos  discursos das mulheres, através dos quais se sinaliza a presença de processos de  incorporação  (Butler,  1993;  Howson,  2005)  das  normas  dominantes  que,  baseadas  nesse  ideal  identitário,  procuram  regular  a  admissão  de  elementos  do  sexo  feminino,  pela  via  da  sua  androginização  enquanto  profissionais  e,  paradoxalmente, pela acentuação da sua indistintividade enquanto mulheres.    Título  2:  Na  fabricação  de  assimetrias:  género  e  poderes  em  contexto  escolar  ‐  Célia Soares/ Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Setúbal E‐mail:  celia.soares@ess.ips.pt  Resumo  2:  Esta  comunicação  focaliza  a  construção  social  das  relações  e  dos  significados do poder em raparigas e rapazes do primeiro ciclo do ensino básico.  Em  particular,  analisa  as  condições  psicossociais  que  sustentam  aspectos  de  diferenciação ao nível das concepções e expressões de poder que regulam a sua  vida e o seu pensamento social. Apresenta resultados de dois estudos realizados  com  crianças  do  1º  e  4º  anos  de  escolaridade.  O  primeiro  estudo,  de  natureza  qualitativa,  foi  centrado  em  entrevistas  individuais,  enquanto  o  segundo  foi  desenvolvido  a  partir  de  um  cenário  experimental,  com  a  aplicação  de  um  questionário.  Os  resultados  obtidos  salientam  o  impacto  das  construções  sociais  de género no pensamento e nas relações de poder das crianças e serão discutidos  à luz dos conceitos de ideologia de género e assimetria simbólica (Amâncio, 1994,  1997), regime de género e masculinidade hegemónica (Connell, 1987, 2002).    Título 3: “Que me faz sentir bem”: Homens feministas e mudança social ‐ Daniel  Matias/  ISPA  –  Instituto  Superior  de  Psicologia  Aplicada  E‐mail:  danielfilipematias@gmail.com  Resumo  3:  A  aliança  dos  homens  ao  feminismo  encontra‐se  repleta  de  tensões,  conflitos  e  ansiedades,  sendo  que  a  própria  designação  de  ‘homem  feminista’  continua a ser entendida como um oxímoro, uma impossibilidade. Por outro lado, 

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uma  literatura  crescente  aponta  possibilidades  concretas  de  mobilização  dos  homens na construção colectiva de uma sociedade mais justa. Tendo por base um  estudo  de  cariz  qualitativo  em  que  se  realizaram  entrevistas  a  dez  homens  portugueses  que  se  identificavam  enquanto  feministas,  a  presente  comunicação  procurará  tecer  uma  série  de  considerações  relativamente  à  multiplicidade  de  experiências  e  posicionamentos  de  homens  feministas,  procurando  igualmente  contribuir para um diálogo cujo objectivo central será o da construção crescente  de contextos de mudança social.    Título 4: Tornar‐se homem: Dramaturgias em torno das apresentações de si, das  emoções  e  dos  afectos  em  palcos  offline  e  online  ‐  Luís  Santos/  Faculdade  de  Ciências  Humanas  e  Sociais  –  UFP  /  Escola  de  Psicologia  –  UM  E‐mail:  pesquisa_lsantos@hotmail.com  Resumo 4: Esta comunicação baseia‐se numa investigação cujo objectivo principal  consistiu  em  dar  visibilidade  a  diferentes  dramaturgias  em  torno  das  apresentações  de  si,  das  emoções  e  dos  afectos  em  palcos  offline  (e.g.,  família,  amigos,  colegas,  local  de  trabalho,  escola,  intimidade)  e  online  (e.g.,  páginas  pessoais, blogues, salas de conversação, mensagens instantâneas, redes sociais),  por  parte  de  pessoas  que  se  apresentaram  como  homens  numa  entrevista  em  profundidade  realizada  online.  Em  geral,  os  resultados  apontam  para  uma  assimetria de poderes associada a uma hierarquização das masculinidades, sendo  que a masculinidade hegemónica surge como uma espécie de ideologia universal,  experienciada em jeito de crença pelos participantes dos dois estudos, quanto à  forma  como  um  homem  deve  “ser”  e  “parecer”,  o  que  significa:  heterossexual,  fisicamente robusto, autosuficiente e emocionalmente controlado.    Título  5:  A  Homofobia  Internalizada  e  Sintomas  Psicopatológicos  numa  Amostra  de Homens Homo e Bissexuais ‐ Samuel Ginja/ Escola de Psicologia – UM E‐mail:  samazag@gmail.com  Resumo 5: A homofobia internalizada (HI) parece correlacionar‐se positivamente  com  psicopatologia.  Assim,  este  estudo  investiga  se  indivíduos  com  mais  HI  apresentam  mais  sintomas  psicopatológicos.  Testam‐se  ainda  hipóteses  de  diferenças  no  nível  de  psicopatologia  relativamente  à  população  geral  (1),  consoante a orientação sexual e (2) o envolvimento com mulheres, (3) e a idade  (4).  Os  104  participantes  do  sexo  masculino  (gays  ‐  73,1%;  bissexuais  15,4%)  responderam  a  dois  questionários:  Questionário  de  Avaliação  da  Homofobia  Internalizada  (Ross  e  Rosser,  1996,  versão  portuguesa,  Pereira  e  Leal,  2005)  e  o  Inventário  de  Sintomas  Psicopatológicos  (BSI)  (Derogatis,  1982,  versão  portuguesa, Canavarro, 1999). Entre HI e psicopatologia, os resultados revelaram  diferenças  previstas,  embora  apenas  significativas  em  uma  dimensão.  Das 

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restantes  hipóteses,  duas  foram  confirmadas:  bissexuais  (2)  e  os  que  se  envolveram  com  mulheres  (3)  apresentaram  mais  HI  (p  <0,01  e  p<0,05,  respectivamente).  Uma  possível  limitação  deste  estudo  é  a  pouca  representatividade da população GLB portuguesa na amostra.    Título  6:  Paternidades  e  masculinidades  no  contexto  de  populações  urbanas  no  Brasil‐  Maria  Juracy  Filgueiras  Toneli/  Departamento  de  Psicologia,  Universidade  Federal de Santa Catarina E‐mail: juracy.toneli@gmail.com  Resumo  6:  Mudanças  nas  posições  ocupadas  pelas  mulheres  na  sociedade,  bem  como  a  separação  entre  sexualidade  e  reprodução  que  ocorreram  nos  últimos  anos,  são  elementos  que  marcam  as  transformações  nas  constituições  das  masculinidades  e  paternidades.  Esse  trabalho  é  resultante  de  pesquisas  que  investigaram  o  exercício  da  paternidade  e  as  práticas  de  cuidados  com  os  filhos  em contextos urbanos. Foram várias as populações estudadas: jovens estudantes  das  redes  de  ensino  pública  e  privada,  jovens  usuários  da  rede  de  saúde  e  dos  serviços públicos de atendimento pré‐natal, famílias de jovens pais, homens com  a guarda dos filhos, famílias de homens desempregados. Os resultados mostram  que  os  homens  investigados  não  se  identificam  completamente  com  o  discurso  normativo  que  atribui  às  mulheres  a  função  de  cuidadoras  e  aos  homens,  a  de  provedores  e  protetores.  Embora  alguns  modelos  tradicionais  sejam  reproduzidos,  constata‐se  que  relações  mais  igualitárias  emergem  na  família  quanto à distribuição de cuidados relacionados aos filhos.    Hora: 14.00h‐15.30h          Sala: 2104  Tipo: Simpósio  Área temática: Psicologia do Desporto  Título:  Psicologia  do  Talento  Desportivo  ‐  Moderador:  Sidónio  Serpa/  Universidade  Técnica  de  Lisboa  –  Faculdade  de  Motricidade  Humana  E‐mail:  sserpa@fmh.utl.pt    Resumo:  O  crescente  impacto  sócio‐económico  do  desporto  determinou  uma  precocidade    progressiva  no  envolvimento  das  crianças  e  jovens  em  programas  desportivos, tendo a dimensão social do espectáculo estimulado uma orientação  para  a  performance  que  exige  competências  físicas  e  psicológicas  favorecedoras  do alto rendimento. Verifica‐se assim uma tendência para a inclusão em centros  de  excelência  de  crianças  e  jovens  seleccionados  empiricamente,  sendo  determinante  a  precocidade  maturacional,  associada  à  representação  social  de  que  há  talentos  inatos  cuja  orientação  deve  potenciar  o  seu  potencial.  A  capacidade  de  adaptação  psicológica  dos  praticantes  é  assim  aleatoriamente  testada,  apesar  de  consequências  negativas  decorrentes  de  situações  a  que  são  sujeitos. Todavia, a investigação sugere características psicológicas, psicossociais e 

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envolvimentais  comuns  aos  talentos  e  atletas  de  excelência,  as  quais  devem  ser  consideradas  numa  perspectiva  desenvolvimentista  e  holística.  O  Simpósio  Psicologia  do  Talento  Desportivo  apresentará  e  discutirá  modelos  teóricos  e  dados da investigação sobre esta temática.    Título  1:Talento  Desportivo:  compreensão  psicológica  ‐  Sidónio  Serpa/  Universidade  Técnica  de  Lisboa  –  Faculdade  de  Motricidade  Humana  E‐mail:  sserpa@fmh.utl.pt  Resumo  1:  Um  dos  grandes  objectivos  da  psicologia  do  desporto  tem  sido  compreender os processos psicológicos dos talentos desportivos para determinar  os  melhores  processos  de  selecção  e  o  desenvolvimento  de  estratégias  que  permitam aumentar a adaptação psicológica dos jovens atletas. Nos anos 60 e 70  do  século  XX,  os  investigadores  procuraram  características  estáveis  definidoras  dos  talentos  em  ordem  a  estabelecer  perfis  específicos.  No  entanto,  não  foram  encontrados  perfis  inatos  dos  talentos  desportivos.  A  investigação  actual  sugere  que os talentos se diferenciam dos seus pares não‐talentos essencialmente pelo  modo  como  interagem  com  as  situações.  O  modelo  Diferenciador  de  Sobredotação  e  Talento  de  Gagné  propõe  que  o  talento  decorre  do  desenvolvimento  das  capacidades  naturais  do  jovem  sobredotado  num  determinado domínio, designadamente o desporto, dependendo de catalizadores  intrapessoais e envolvimentais, bem como do acaso. A comunicação apresentará  alguns  conceitos,  modelos  e  dados  da  investigação  respeitantes  à  problemática  dos  talentos  no  desporto,  visando  introduzir  as  apresentações  seguintes  no  simpósio.    Título  2:  Talento  desportivo,  prática  desportiva  e  resiliência:  Um  estudo  exploratório com atletas adolescentes do sexo masculino no futebol ‐ Inês Vigário  e  Sidónio  Serpa/  Universidade  Técnica  de  Lisboa  –  Faculdade  de  Motricidade  Humana E‐mail: misvpsi@hotmail.com  Resumo  2:  As  limitações  subjacentes  ao  processo  de  detecção  e  selecção  de  talentos no desporto acentuaram a necessidade de compreender o processo pelo  qual  os  talentos  se  desenvolvem  considerando  os  contributos  genéticos,  da  prática,  interacção  meio‐atleta  e  psicológicos.  Quanto  ao  último,  alguns  estudos  no âmbito da expertise e desenvolvimento de talentos alertam para a importância  da  resiliência.  Neste  sentido,  estudámos  a  relação  entre  talento  desportivo,  prática desportiva e resiliência em adolescentes do sexo masculino (N=137), dos  14  aos  17  anos  (M=  15,57;  DP=  0,69),  praticantes  de  futebol.  Consideraram‐se  talentos  desportivos  os  atletas  convocados  à  selecção,  distrital  ou  nacional,  de  sub‐14 e/ou sub‐15 e/ou sub‐16. Foram utilizados como instrumentos uma ficha  de recolha de dados e a adaptação portuguesa da Resilience Scale de Wagnild and 

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Young.  Os  resultados  obtidos  evidenciam  que  atletas  talentos  se  diferenciam  significativamente  de  atletas  não  talentos  quanto  ao  tempo  total  de  prática  e  competição no futebol e na resiliência.    Título  3:  Talentos  no  futebol:  o  papel  dos  pais  ‐  Pedro  Teques  e  Sidónio  Serpa/  Universidade  Técnica  de  Lisboa  ‐  Faculdade  de  Motricidade  Humana  E‐mail:  pteques@apef.net   Resumo 3: Apoiado no modelo do envolvimento parental de Hoover‐Dempsey e  Sandler  (2005),  o  propósito  do  estudo  é  analisar  as  diferenças  entre  as  características do envolvimento de pais de talentos e de não talentos em futebol.  Um inventário constituído por doze escalas foi administrado a 162 pais e mães de  crianças  e  jovens  praticantes  de  futebol  de  vários  níveis  competitivos.  Em  geral,  os  pais  de  talentos  comparativamente  com  os  pais  de  não  talentos,  demonstraram  ter  mais  consciência  do  papel  parental,  percepcionaram  mais  invocações  para  o  envolvimento  oriundas  do  filho,  e  reportaram  encorajar  e  reforçar  mais  frequentemente  os  filhos.  Por  sua  vez,  os  pais  de  não  talentos  revelaram  percepcionar  mais  invocações  para  o  envolvimento  oriundas  do  treinador em comparação com os pais de talentos. O estudo revelou a capacidade  preditiva  do  modelo  do  envolvimento  parental  no  desporto.  Os  resultados  corroboram  a  hipótese  de  que  o  padrão  de  envolvimento  parental  diferencia‐se  segundo o nível de mestria das crianças e jovens em futebol.    Título  4:  Desenvolvimento  de  talentos  no  desporto  ‐  Sílvio  Ramadas  e  Sidónio  Serpa/  Universidade  Técnica  de  Lisboa  –  Faculdade  de  Motricidade  Humana  E‐ mail: silvioramadas@yahoo.com  Resumo  4:  O  talento  representa  uma  ou  várias  capacidades  excepcionais  culturalmente  reconhecidas  e  enquadradas  num  campo  específico  da  actividade  humana,  cujo  desenvolvimento  requer  um  processo  complexo,  dinâmico  e  multidimensional.  Apesar  de  não  existir  um  perfil  homogéneo  de  talento,  a  literatura  internacional  sugere  características  psicológicas  associadas  ao  seu  processo  de  desenvolvimento,  nomeadamente  motivação,  perfeccionismo  ajustado,  compromisso,  resiliência,  coping  e  suporte  parental.  O  estudo  visa  avaliar  os  constructos  mencionados  numa  amostra  de  122  jogadores  de  futebol    de elite e sub‐elite, com idades compreendidas entre 13 e 19 anos. De uma forma  geral  os  talentos  (elite)  manifestam  valores  mais  elevados  na  capacidades  de  confronto  com  a  adversidade,  suporte  parental,  auto‐determinação,  compromisso,  resiliência  e  perfeccionismo  ajustado.  Os  resultados  serão  discutidos,  bem  como  uma  perspectiva  longitudinal  no  sentido  de  compreender  os padrões de desenvolvimento psicológico de ambos os grupos.   

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Hora: 14.00h‐15.30h          Sala: 2211  Tipo: Simpósio  Área temática: Psicologia Comunitária  Título:  Investigação  e  Intervenção  em  Psicologia:  Desafios  e  Intersecções  nas  Práticas  Comunitárias  ‐  Moderadora:  Maria  de  Fátima  Quintal  de  Freitas/  Universidade Federal do Paraná, Brasil E‐mail: quintal.fatima@gmail.com    Resumo:  O  Simpósio  abordará  as  dimensões  da  investigação,  do  sentimento  de  comunidade,  da  politização  da  vida  na  prática  dos  diversos  trabalhos  comunitários.  Serão  enfocados  diferentes  aspectos  que  têm  se  mostrado  importantes  no  percurso  do  desenvolvimento  dos  trabalhos  comunitários,  que  envolvem dimensões relativas: aos processos internos das práticas comunitárias,  ao  envolvimento  político  dos  profissionais  com  os  principios  comunitários  e  as  práticas  realizadas,    ao  uso  do  conhecimento  como  um  conflito  multifacetado  e  representativo  de  lealdades  psicológicas  que  geram  repercussões  em  distintos  níveis  psicossociais.    Serão  apresentadas  reflexões      a  respeito  da  interdependência  das  investigações  (qualitativa  e  quantitativa)  na  intersecção  com as intervenções no campo psicologia comunitária, política e das relações no  mundo do trabalho.    Título  1:  Cuestiones  sobre  investigación,  acción  y  lealtades  psicológicas  conflictivas:  El  caso  del  sentimiento  de  comunidad  ‐  Alipio  Sánchez  Vida/  Universidad de Barcelona, España E‐mail: asanchezvi@ub.edu  Resumo  1:  Partiendo  de  una  investigación  del  sentimiento  de  comunidad,  propongo  reflexión  sobre  el  proceso  de  generación  y  uso  del  conocimiento  contemplado  como    conflicto  de  lealtades  psicológicas  con  implicaciones  personales,  profesionales,  institucionales  y  sociales  relevantes  que  suscita  varias  preguntas:1  ¿Es  compatible  investigar  temas  científicamente  significativos  y  socialmente relevantes? 2 ¿Son generalmente combinables el interés académico  (generar  conocimiento,  alcanzar  la  verdad)  y  socio‐comunitario  (resolver  problemas y mejorar la comunidad)?3 ¿Se pueden integrar esos dos intereses en  un  rol  psicosocial  viable  que  no  exija  al  psicólogo  la  doble  jornada,  académica  y  socio‐comunitaria?4 ¿Es viable la devolución de conocimiento a la comunidad, o  precisa  de  continuidad  relacional  difícilmente  realizable  en  las  actuales  condiciones    sociales  y  académicas?5.  Otras  cuestiones:  acceso  informativo  a  la  comunidad  “por  arriba”  y  “por  abajo”  y  condicionantes  cognitivos/estratégicos;  intervención  psicosocial  como  recurso  añadido;  bifurcación  investigación‐acción  como opción personal y sus condicionantes; otras alternativas.    Título 2: (In)coerências na relação investigação‐intervenção: desafios e paradoxos  nas práticas comunitárias na perspectiva da psicologia social comunitária ‐ Maria 

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de  Fatima  Quintal  de  Freitas/  Universidade  Federal  do  Paraná,  Brasil  E‐mail:  quintal.fatima@gmail.com  Resumo  2:  As  dinâmicas  psicossociais  das  relações  dos  participantes  nos  trabalhos/intervenções  comunitárias  (agentes  internos  e  externos)  contribuem  para  compreender  “força”/”fragilidade”  dos  processos  de  participação  e  conscientização  comunitárias.  Tendo  a  Psicologia  Social  Comunitária  um  compromisso  com  libertação/emancipação  dos  setores  oprimidos/excluídos,  analisar a relação comunidade‐profissionais revela processos de naturalização do  cotidiano.  Identificar  o  que  acontece  na  dinâmica  comunitária  (significados  da  vida,  relações  )  explicita    avanços/recuos  das  práticas  comunitárias,  detecta  se  objetivos da investigação/intervenção foram contemplados.Serão abordados dois  eixos:  o  das  dimensões  internas/externas  da  relação  profissional‐comunidade;  e  das  tensões  surgidas  e  repercussões  na  relação  comunidade‐profissional.  A  coerência  no  emprego  de  instrumentais  que  captem  esta  dinâmica  psicossocial,  histórica  e  dialeticamente  construída  e  específica  aos  contextos  comunitários,  constitui‐se em desafio para relação investigação‐intervenção em comunidade, no  sentido de serem preservadas as características e contextos da vida comunitária e  suas  distintas  dimensões  na  vida  das  pessoas  e  formas  de  organização  e  participação.        Título  3:  Da  Necessidade  de  fazer  política"  na  Psicologia  Comunitária"  ‐  Isabel  Menezes/ Universidade do Porto, Portugal E‐mail: isabelmz@gmail.com  Resumo  3:  Analisa‐se  a  evolução  da  psicologia  comunitária  em  Portugal  e  os  desafios  enfrentados  quanto  à  afirmação  do  papel  da  Psicologia  como  ciência  social. Isto evoluiu de forma acelerada, da ausência para a (hiper)visibilidade, com  múltiplos  domínios/formas  de  fazer.  Mas  o  envolvimento  dos  psicólogos  em  projectos  comunitários  é  um  núcleo  relevante  da  construção  da  sua  profissionalidade,  como  também  a  colaboração  com  profissionais  de  outros  domínios.  Isto  vem  reforçar  ideia  dos  psicólogos  como  profissionais  da  relação,  em  interface/parceria  com  comunidades  e  profissionais.  A  experiência  do  trabalho comunitário tem garantido uma imagem de si enquanto profissional do  terreno (vs. do gabinete), empenhado  na resolução dos problemas sentidos pelas  populações.  A  legitimidade  decorrente  desse  envolvimento  desemboca  no  reconhecimento  da  intervenção  comunitária  tomar  partido  ‐  e  ,  assim,  um  dos  ofícios da intervenção comunitária é fazer política por outros meios". A mais valia  desta  perspectiva  política  para  pensar/fazer  intervenção  comunitária  será  discutida."   

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Título  4:  Dimensões  psicológicas,  comunitárias  e  políticas  da  relação  do  cidadão  com  o  trabalho  nas  sociedades  contemporâneas  ‐  Joaquim  Luis  Coimbra/  Universidade do Porto, Portugal E‐mail: jcoimbra@fpce.up.pt  Resumo  4:  Parte‐se  do  pressuposto  da  imposição  de  alargamento  de  análise  do  sujeito psicológico com o trabalho, integrando relações com economia, tecnologia  e consumo. Considera‐se a concepção da tecnologia como prolongamento da vida  humana, por um lado, e sucessão de posições ocupadas pelo sujeito, descrita pela  sequência  trabalhador‐produtor,  consumidor  e  mercadoria,  por  outro,  como  dimensões  heurísticas  de  análise.  Propõe‐se  que  os  excessos  da  economia  de  mercado,  recorrendo  a  poderosos  quanto  eficazes  aparelhos  de  capturação  e  manipulação  do  desejo  humano,  como  característica  distintiva  e  superlativa  da  nossa espécie, têm recorrido à tecnologia – designada, mas não exclusivamente,  às ‘tecnologias sociais’ – para a colocarem ao serviço de funções de controle em  sociedades  hiperconsumistas.  A  refundação  da  empresa  humana  (zeitgeist  do  empreendedorismo),    poderá,  oferecer  oportunidades  de  exploração  de  superação das dependências do consumo e reconfiguração do papel da tecnologia  como modo de individuação (plano pessoal e comunitário/social), reconduzindo‐a  à função associativa.    Hora: 14.00h‐15.30h  Sala: 2111  Tipo: Simpósio  Área temática: Psicologia Social  Título:  Atitudes  e  comportamentos  em  saúde  e  ambiente  ‐  Moderadora:  Maria  Batista/ ISCTE‐IUL E‐mail: maria.e.s.t.batista@gmail.com    Resumo:  A  possibilidade  de  se  poder  prever  os  comportamentos  com  base  nas  atitudes tem cativado ao longo de décadas o interesse dos psicólogos sociais. Os  factores  que  potenciam  a  consistência  entre  as  atitudes  e  os  comportamentos  continuam a constituir um vasto campo de investigação. Neste simpósio reúnem‐ se  investigações  realizadas  no  Departamento  de  Psicologia  Social  e  das  Organizações  do  ISCTE  ‐IUL  que  procuram  ilustrar  a  relevância  do  conceito  de  atitude  nas  teorias  da  Psicologia  Social,  assim  como  a  sua  aplicação  em  áreas  como a Saúde e o Ambiente. No seu conjunto, as comunicações que constituem  este  simpósio  pretendem  expor  desenvolvimentos  recentes  no  estudo  de  variáveis  que  influenciam  os  comportamentos.  Em  particular,  são  apresentados  cinco  estudos  empíricos  onde  as  atitudes  são  centrais  para  a  compreensão  de  comportamentos  como  a  higiene,  a  alimentação  e  a  reciclagem.  No  final,  são  discutidas as implicações em termos de intervenção.   

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Título  1:  Mudar  comportamentos  de  segurança  nos  profissionais  de  saúde:  um  contributo  sócio‐cognitivo  ‐  Magda  S.  Roberto,  Kathryn  Mearns  e  Sílvia  Silva/  ISCTE‐IUL; University of Aberdeen E‐mail: magda_roberto@sapo.pt  Resumo  1:  Esta  comunicação  centra‐se  na  teoria  do  comportamento  planeado  para prever a intenção de profissionais de saúde aderirem a comportamentos de  higiene. A falta de aderência dos profissionais de saúde a estes comportamentos  tem  contribuído  para  o  aumento  de  infecções  e  do  tempo  de  internamento  dos  pacientes,  o  que  acarreta  custos  económicos  e  sociais.  Em  contexto  hospitalar,  estudantes de medicina e profissionais de saúde responderam a um questionário  que  acedeu  às  variáveis  da  TCP,  aplicadas  à  intenção  de  lavar  as  mãos.  Os  resultados mostram diferenças entre os grupos, salientado as atitudes e a norma  subjectiva  como  preditores  da  intenção  comportamental  de  lavagem  de  mãos.  Numa  extensão  da  TCP,  os  dados  mostram  ainda  que  a  norma  moral  é  um  dos  principais  preditores  deste  comportamento.  Com  base  nos  resultados,  são  discutidas as diferenças entre os dois grupos bem como a necessidade de explorar  a importância do componente normativo, durante o processo de socialização.    Título  2:  Atitudes  socioculturais  face  à  aparência  e  comportamento  alimentar  ‐  Isabel  Santos  e    Américo  Baptista/  ISCTE‐IUL  E‐mail:  santos.isabelfigueiredo@gmail.com    Resumo 2: As variáveis socioculturais têm sido consideradas um importante factor  de  risco  para  o  aumento  da  insatisfação  corporal  e,  consequentemente,  para  o  desenvolvimento  das  perturbações  do  comportamento  alimentar.  Foi  objectivo  do  presente  estudo  avaliar  a  relação  entre  a  internalização  de  ideais  socioculturais  face  à  aparência,  a  insatisfação  corporal  e  o  comportamento  alimentar. Foi utilizada uma amostra de 399 indivíduos (226 do género feminino,  173 do género masculino), com idades compreendidas entre os 18 e os 35 anos.  As mulheres revelaram maior internalização das pressões socioculturais, ter mais  restrições alimentares, mais preocupações com a imagem corporal e serem mais  influenciadas pelos ideais face à aparência em comparação com os indivíduos do  género  masculino.  Os  resultados  indicaram  ainda  a  existência  de  uma  relação  directa  entre  as  atitudes  socioculturais  face  à  aparência  e  a  presença  de   sintomatologia  de  perturbação  do  comportamento  alimentar,  bem  como  uma  maior insatisfação corporal.    Título 3: A formação de impressões e as escolhas alimentares: o significado social  da  alimentação  ‐  Paula  Paulino  e  Maria  Luísa  Lima/  ISCTE‐IUL  E‐mail:  a.paula.paulino@gmail.com 

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Resumo 3: O aumento da obesidade entre os jovens ocidentais elevou o interesse  pelo estudo dos factores associados à alimentação, em particular das barreiras a  uma  alimentação  saudável.  A  influência  social  pode  representar  um  papel   relevante.  Dados  internacionais  mostram  que  as  pessoas  com  peso  a  mais  são  percebidas  de  forma  negativa  em  traços  importantes.  O  presente  estudo  tem  como objectivo investigar as impressões sociais formadas com base nas escolhas  alimentares  de  adolescentes  e  jovens  adultos  em  contexto  escolar.  O  estudo  experimental consistia na apresentação de cenários num plano 2 tipo de escolhas  alimentares  (saudáveis  vs  não  saudáveis)  x  2  sexo  da  personagem  (masculino  vs  feminino),  face  ao  qual  os  participantes  caracterizavam  a  personagem  segundo  uma  série  de  adjectivos.  Os  resultados  demonstram  que  as  personagens  que  realizam  escolhas  alimentares  saudáveis  são  percepcionadas  como  mais  inteligentes,  atraentes,  femininas,  activas,  magras  e  preocupadas  com  a  saúde,  quando  comparadas  com  as  personagens  que  optam  por  alimentos  menos  saudáveis.    Título  4:  Adoro  batatas  fritas,  mas  odeio‐as  também:  ambivalência  atitudinal  como moderador da relação atitude‐comportamento ‐ Maria Batista e Maria Luísa  Lima/ ISCTE‐IUL E‐mail: maria.e.s.t.batista@gmail.com  Resumo  4:  Partindo  do  modelo  das  atitudes  como  construções  temporárias  (MACT,  Erber  et  al.,  1995),  esta  apresentação  centra‐se  no  papel  moderador  da  ambivalência atitudinal (Thompson et al., 1995), na relação entre as atitudes e o  comportamento  alimentar.  Num  conjunto  de  três  estudos  acedemos  numa  primeira  fase  às  atitudes  e  à  ambivalência  dos  participantes,  num  contexto  não  relacionado  com  a  fase  seguinte.  Uma  semana  depois,  os  mesmos  participantes  deslocaram‐se  ao  laboratório.  No  Estudo  1,  voltámos  a  aceder  às  atitudes.  No  Estudo  2,  observámos  o  comportamento.  No  Estudo  3,  observámos  o  comportamento num contexto experimentalmente manipulado. Como esperado,  os  resultados  mostram  que  entre  os  participantes  menos  ambivalentes  as  atitudes são estáveis e boas preditoras dos comportamentos independentemente  do  contexto.  Já  entre  os  mais  ambivalentes  as  atitudes  são  instáveis  e  a  relação  atitude‐comportamento dependente do contexto onde o comportamento ocorre.  No  conjunto  os  estudos  apoiam  o  MACT  e  confirmam  o  papel  moderador  da  ambivalência.    Título  5:  Influência  da  ambivalência  em  comportamentos  pró‐ambientais  ‐  Ana  Raquel  Barata,  Paula  Castro  e  Maria  Amélia  Martins‐Loução/  ISCTE‐IUL;  Universidade de Lisboa ‐ Museu Nacional de História Natural – Jardim Botânico E‐ mail: rbarata@museus.ul.pt 

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Resumo  5:  Pretende‐se  contribuir  para  o  estudo  da  ambivalência  subjectiva  e  objectiva  quanto  ao  papel  que  desempenham  na  tomada  de  decisão  de  populações  jovens  e  adultas  relativamente  a  comportamentos  pró‐ambientais,  testando  o  papel  da  Educação  Ambiental  nesse  processo.  Foram  seguidos  295  alunos  do  6º  ao  9º  ano  do  ensino  básico  em  duas  escolas  de  Lisboa,  através  de  actividades  no  Jardim  Botânico‐MNHN  e  na  escola  que  pretenderam  sensibilizar  para  a  urgência  de  comportamentos  pró‐ambientais,  nomeadamente  para  a  reciclagem.  Foram  utilizados  questionários  dirigidos  a  todos  os  alunos  e  aos  encarregados  de  educação  (n=189).  No  geral  os  resultados  corroboram  a  literatura, demonstrando que a ambivalência está negativamente relacionada não  só com a intenção de adoptar práticas pró‐ambientais, como com os respectivos  comportamentos  e  que  está  directamente  relacionada  com  as  crenças  anti‐ ambientais. Os resultados mostram ainda a importância de considerar ambos os  tipos de ambivalência, objectiva e subjectiva.    Hora: 14.00h‐15.30h          Sala: 2201   Tipo: Mesa de Comunicações   Área temática: Psicologia Social  Título: Direitos Humanos e discriminação social ‐ Moderadora: Manuela Barreto/  Centro de investigação e intervenção social E‐mail: manuela.barreto@iscte.pt    Título 1: Ameaça e desafio em resposta à discriminação social ‐ Manuela Barreto/  Centro de investigação e intervenção social E‐mail: manuela.barreto@iscte.pt  Resumo  1:  A  discriminação  social  tanto  pode  levar  os  seus  alvos  a  sentirem‐se  ameaçados  pelo  tratamento  negativo  que  recebem,  como  os  pode  levar  a  sentirem‐se  desafiados  a  demonstrar  o  que  acreditam  ser  o  seu  valor  real.  Apresenta‐se um estudo experimental com o qual se examinou se mulheres (N =  87) expostas a discriminação clara respondem de forma diferente dependendo da  forma especifica como a discriminação é expressa. Demonstra‐se que aqueles que  são expostos a discriminação baseada em diferenciação intergrupal positiva (e.g.,  “isto  é  coisa  para  homens”)  se  sentem  desafiados  a  contestar  a  validade  da  rejeição,  enquanto  que  aqueles  que  são  expostos  a  diferenciação  intergrupal  negativa  (i.e.,  “isto  não  é  coisa  para  mulheres”)  se  sentem  acima  de  tudo  ameaçados  e  tendem  a  confrontar  quem  os  discrimina.  Estas  respostas  são  identificadas  através  de  questionários,  mas  também  através  de  padrões  cardio‐ vasculares de ameaça e desafio.    Título 2: Os Direitos Humanos favorecem aos Bandidos? Um estudo trans‐cultural  ‐  Leoncio  F.  Camino,  José  Luís  Álvaro  e  Luisa  Stella  O.  Coutinho/  Universidade  Federal  da  Paraíba;  Univ.  Complutense  de  Madrid  e  ICSTE  –  IUL  E‐mail:  leocamino@uol.com.br 

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Resumo 2: Existem diferenças culturais no que se refere à importância atribuída  aos  Direitos  Humanos.  Na  América  Latina  existe  a  crença  generalizada  de  que  a  atuação das ONGs de DDHH favorece aos bandidos. Esta crença não se manifesta  tanto  na  Europa  Ocidental.  Uma  possível  explicação  é  a  diferença  cultural  nas  formas de pensar a justiça, formas que refletem as diferenças na importância aos  direitos seja os políticos, seja os sociais. A fim de testar está hipótese decidimos  comparar  estudantes  brasileiros  com  estudantes  madrilenses.  No  Brasil  os  estudantes  consideram  essenciais  os  direitos  sociais  e  secundários  os  direitos  individuais. Já os estudantes madrilenses atribuem mais importância aos direitos  individuais. Observou‐se também, nas duas amostras que em principio a maioria é  contra a pena de morte e a tortura, mas nos casos concretos, admite ambas.  Os  resultados são analisados a partir da Psicologia Societal de Doise.    Título  3:  Impacto  da  identidade  na  eficácia  de  campanhas  de  integração  de  minorias imigrantes: a evocação do “Eu” e do “Nós” num contexto publicitário –  A. Monteiro, A. Ribeiro e R. G. Serôdio/ Faculdade de Psicologia e de Ciências da  Educação ‐ Universidade do Porto E‐mail: lpsi04018@fpce.up.pt  Resumo  3:  Sustentados  na  abordagem  da  identificação  social  (Tajfel  e  Turner,  1986;  Turner  et  al,  1987  testámos  a  ideia  de  que  a  saliência  contextual  de  diferentes  níveis  de  auto‐definição  ou  auto‐categorização  do  Eu  tem  impactos  distintos nas atitudes dos indivíduos em relação a campanhas publicitárias. Após  realizarem  um  conjunto  de  tarefas  que  induzia  focalização  na  sua  Identidade  Pessoal  ou  na  sua  Identidade  Social,  os  participantes  eram  confrontados  com  informação,  supostamente  oficial,  em  que  os  imigrantes  são  enquadrados  num  contexto potencialmente ameaçante vs. não‐ameaçante. Entre outros resultados,  verificamos  que  num  contexto  em  que  estão  salientes,  simultaneamente,  a  Identidade  Social  –  uma  identidade  nacional,  por  exemplo  –  e,  o  carácter  não  ameaçante  dos  imigrantes,  os  participantes  exibem  atitudes  mais  favoráveis  e  estão  mais  dispostos  a  aderir  a  campanhas  promotoras  da  integração  dos  imigrantes.  Quando  o  contexto  salienta  a  Identidade  Pessoal,  o  facto  de  os  imigrantes serem ameaçantes ou não, resulta e atitudes menos extremas    Título  4:  The  relevance  of  the  superordinate  category  for  group  comparison  as  level  of  activation  ‐  Beatriz  Lloret  Alves  de  Moura,  Maria  Popa‐Roch  e  Sven  Waldzus/ Research fellow CIS E‐mail: Beatriz.Moura@iscte.pt  Resumo 4: Common Ingroup Identity Model (CIIM, Gaertner e Dovidio, 2000) and  the Ingroup Projection Model (IPM, Mummendey e Wenzel, 1999) make opposite  predictions concerning the effect of dual identification on intergroup bias. Indeed,  according  to  CIIM  and  IPM  drawing  individual’s  attention  to  a  superordinate  category  (SC)  that  includes  the  ingroup  (IG)  and  a  significant  outgroup  (OG)  can 

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attenuate or increase intergroup bias, respectively. We propose that considering  the moderating role of SC relevance could explain the divergence between them.  Categories  are  relevant  if  they  provide  standards  for  group  comparisons.  However,  one  important  question  is  how  to  access  empirically  the  actual  relevance of a superordinate category. In the current research we focused on the  operationalisation  of  the  SC  relevance  concept  by  the  associations  between  dimensions of subgroup‐comparisons and the superordinate category in memory  (cf. Anderson, 1999). We hypothesized that relevant SCs are in comparison with  irrelevant SCs more likely to be activated if subgroups are compared.     Hora: 14.00h‐15.30h          Sala: 2202 Tipo: Mesa de Comunicações Área temática: Psicologia do Trabalho e  Organizações  Título:  Recursos  humanos  e    avaliação  psicológica  II  ‐  Moderadora:  Ana  Veloso/Universidade  do  Minho  –  Escola  de  Psicologia  E‐mail:  alveloso@psi.uminho.pt    Título  1:  Atitudes  face  ao  trabalho  e  face  à  vida:  Contrastando  modelos  de  desenvolvimento  de  carreiras  com  modelos  de  ocupações  ‐  Henrique  Duarte  e  Diniz Lopes/ ISCTE‐IUL E‐mail: henrique.duarte@iscte.pt  Resumo  1:  Nesta  apresentação  propomos  uma  integração  entre  predições  de  modelos de desenvolvimento de carreiras e modelos de ocupações profissionais,  analisando especificamente a forma como as atitudes face à vida e ao trabalho se  diferenciam através dos estádios de carreira e em diferentes ocupações variando  em  capacidade  e  responsabilidade.  Se  os  estádios  de  carreira  nos  fazem  prever  que as atitudes face à vida e ao trabalho podem depender dos marcadores sociais  relacionados  com  a  idade  ou  antiguidade  profissional  (e.g.,  Super,  1980),  os  modelos  de  ocupações  explicam  mudanças  nestas  mesmas  atitudes  através  das  experiências  sociais  que  os  indivíduos  adquirem  na  sua  ocupação  profissional  (e.g.,  Cooke,  1994),  uma  vez  que  determinam  as  suas  oportunidades  de  desenvolvimento individual e os seus posicionamentos gerais. Contrastamos estas  perspectivas  utilizando  dados  do  European  Social  Survey  de  2006  (N=27035).  Os  resultados suportam uma integração destas duas perspectivas, e implicações para  práticas de aconselhamento de carreiras são discutidas.    Título  2:  Auto‐liderança  e  Inovação  de  Papel:  Efeitos  de  mediação  com  a  Orientação dos Objectivos e a Motivação Intrínseca ‐ Luís Alberto Curral e Pedro  Marques Quinteiro/ Universidade de Lisboa E‐mail: pedromquinteiro@gmail.com  Resumo  2:  Este  artigo  explora  a  relação  entre  auto‐liderança,  orientação  dos  objectivos,  motivação  intrínseca  e  comportamentos  inovadores.  Porque  a 

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inovação  requer  competências  de  auto‐navegação,  espera‐se  que  a  auto‐ liderança medeie as relações entre orientação dos objectivos e inovação de papel  e motivação intrínseca e inovação de papel. Para tal, aplicaram‐se questionários a  108  colaboradores  de  três  companhias  ligadas  ao  desenvolvimento  e  implementação  de  soluções  tecnológicas.  A  análise  com  recurso  ao  modelo  de  equações  estruturais  revelou  que  a  inovação  de  papel  tem  uma  relação  positiva  com a orientação para a aprendizagem e a motivação intrínseca, o mesmo não se  verificando  para  a  orientação  para  os  resultados.  A  auto‐liderança  demonstrou  mediar totalmente a relação entre a orientação para a aprendizagem e a inovação  de  papel,  tendo  um  efeito  de  mediação  parcial  na  relação  entre  motivação  intrínseca  e  inovação  de  papel.  Desenvolvendo  as  competências  de  auto‐ navegação  dos  colaboradores  poderá  ser  possível  potenciar  os  seus  comportamentos inovadores.    Título  3:  Metacognição:  Qual  o  valor  incremental  no  sucesso  da  formação  profissional ‐ Rui Bártolo‐Ribeiro, Leandro Almeida, Mário Simões e João Maroco/  Instituto  Superior  de  Psicologia  Aplicada/UIPES  ‐  Unidade  de  Investigação  em  Psicologia e Saúde, Universidade do Minho/IEP; Universidade de Coimbra/FPCE E‐ mail: rbartolo@ispa.pt  Resumo  3:  A  aptidão  cognitiva  tem  sido  apontada  com  um  forte  preditor  do  desempenho e da aprendizagem (Ree e Earles, 1991). Estudos mais recentes (e.g.,  Bell e Kozlowski, 2008) apontam a metacognição com um factor contributivo para  um incremento da aprendizagem. Nesta investigação, desenvolvida em contexto  real  e  longitudinalmente,  participaram  46  candidatos  a  cursos  de  apoio  administrativo  e  de  saúde  da  Força  Aérea  Portuguesa.  Num  primeiro  momento  avaliativo  foram‐lhes  aplicadas  provas  de  aptidão  cognitiva,  psicomotoras  e  de  personalidade;  num  segundo  momento,  aplicou‐se  a  escala  Metacognitive  Awareness Inventory (Schraw e Dennison, 1994). Os resultados na aprendizagem  serão  recolhidos  durante  do  mês  de  Outubro,  correspondendo  a  aproximadamente  9  meses  de  formação  profissional.Na  presente  comunicação  apresentaremos os resultados da análise à capacidade incremental dos aspectos  metacognitivos na predição da aprendizagem em cursos de formação profissional  e a sua relação com as aptidões cognitivas e personalidade.    Título 4: Validade preditiva da inteligência geral (factor g) da conscienciosidade e  dos  testes  práticos  de  função  (work  samples)  em  contexto  de  selecção:  Um  estudo  empírico  realizado  com  operadores  de  produção  portugueses  ‐  Nuno  Rodrigues  e  Teresa  Rebelo/  Faculty  of  Psychology  and  Sciences  of  Education  –  University of Coimbra E‐mail: nuno.rodrigues002@gmail.com 

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Resumo 4: O objectivo desta investigação prende‐se com o estudo da capacidade  preditiva  de  três  variáveis  com[TR1]    reconhecida  utilização  na  selecção  de  pessoas  (aptidão  cognitiva,  conscienciosidade  e  work  samples)  no  desempenho  profissional.  A variável de desempenho foi operacionalizada em duas subfacetas,  o  desempenho  de  tarefa  e  o  desempenho  contextual,  adoptando‐se  por  conseguinte  uma  conceptualização  multidimensional  deste  constructo.    Esta  investigação foi conduzida em contexto industrial numa organização portuguesa,  recorrendo‐se  a  uma  amostra  constituída  por  60  profissionais  afectos  a  funções  operativas do departamento de produção.  Os resultados obtidos demonstraram  que  entre  os  preditores  estudados,  apenas  os  testes  práticos  de  função  (work  samples) se constituíram como um preditor válido do desempenho profissional e  da  sua  sub‐dimensão  desempenho  de  tarefa.  A  aptidão  cognitiva  geral  e  a  conscienciosidade não facultaram um contributo estatisticamente significativo na  predição, quer do desempenho profissional, quer das suas sub‐dimensões. Estes  resultados sugerem implicações teóricas e práticas que merecem ser discutidas.    Hora: 14.00h‐15.30h          Sala:  2212    Tipo:  Mesa  de  Comunicações      Área  temática:  Psicologia  do  Desenvolvimento  Título:  Tornar‐se  adulto  ‐  Moderadora:  Isabel  Soares/Universidade  do  Minho  –  Escola de Psicologia E‐mail: isoares@psi.uminho.pt    Título  1:  Vinculação,  Representação  da  Relação  Íntima  e  Interacção  Diádica  em  Adultos  ‐  Vânia  Sousa  Lima  e  Isabel  Soares/  Faculdade  de  Educação  e  Psicologia  da  Universidade  Católica  Portuguesa;  Escola  de  Psicologia  da  Universidade  do  Minho E‐mail: vlima@porto.ucp.pt   Resumo  1:  Tendo  como  matriz  conceptual  a  teoria  da  vinculação,  este  estudo  incide  nas  relações  entre  a  representação  da  vinculação,  a  representação  da  relação  íntima  e  a  interacção  diádica  em  40  casais  heterossexuais.  São  incorporadas  as  dimensões  representacional,  ao  nível  da  vinculação  (AAI)  e  da  relação  íntima  (IRI),  e  comportamental,  referente  à  interacção  diádica  (CIT).  São  analisados  o  papel  específico  da  representação  da  vinculação  na  qualidade  de  representação da relação com o(a) companheiro(a) e na qualidade da interacção  diádica, bem como o contributo de cada cônjuge para a qualidade da interacção  diádica.  Dos  resultados  salientam‐se  i)  a  adequabilidade  da  IRI  na  avaliação  do  modelo  interno  dinâmico  específico  da  relação  íntima,  ii)  a  associação  entre  a  representação  da  vinculação  e  a  qualidade  da  representação  íntima,  e  da  interacção  diádica  e  iii)  a  evidência  de  contributos  específicos  do  padrão  de  vinculação e da organização da representação da relação íntima na qualidade da  interacção diádica. 

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  Título 2: A Ansiedade Social no jovem adulto ‐ sua relação com os estilos parentais  e com a vinculação na infância ‐ Cátia Ramires de Sousa e Francisco Esteves/ ISCTE  ‐ Instituto Universitário de Lisboa E‐mail: catiasusanasousa@hotmail.com  Resumo  2:  A  relação  estabelecida  entre  pais  e  filhos  desde  o  nascimento  é  fundamental no desenvolvimento social dos indivíduos. Partindo do interesse pela  temática  da  ansiedade  social,  este  estudo  teve  como  principal  objectivo  compreender  a  forma  como  as  práticas  parentais  e  a  vinculação  na  infância  poderão estar relacionadas com a ansiedade social nos adultos. A amostra contou  com 199 indivíduos, posteriormente divididos em três níveis de ansiedade social  (baixa,  média  e  elevada).  Os  resultados  mostraram  diferenças  entre  os  grupos  relativamente ao carinho e superprotecção recebidos dos pais, ao estilo parental  percebido  e  à  vinculação  parental.  No  geral,  todas  as  variáveis  estudadas  estão  relacionadas  com  a  ansiedade  social,  sendo  que  a  superprotecção  e  o  estilo  parental  autoritário  parecem  associar‐se  ao  aumento  da  ansiedade  social  nos  adultos,  enquanto  que  o  carinho,  o  estilo  parental  autoritativo  e  a  vinculação  segura tendem a estar relacionados com menores níveis de ansiedade social.    Título  3:  Auto‐conceito/auto‐estima  e  vinculação  nas  relações  de  namoro  em  estudantes  do  ensino  secundário  ‐  Susana  Margarida  Rodrigues  Custódio,  Carla  Belisa Carreira Domingues, Lindsay Parreira Vicente, Marta Sofia Duarte da Silva,  Mónica  Isabel  Honório  Dias  e  Sara  Patrícia  Nunes  Coelho/  Escola  Superior  de  Saúde do Instituto Politécnico de Leiria E‐mail: susana.custodio@esslei.ipleiria.pt  Resumo  3:  As  relações  de  namoro,  enquanto  relações  de  vinculação,  assumem  uma importância fulcral no processo de desenvolvimento.Este estudo visa avaliar  o  auto‐conceito  e  auto‐estima  dos  adolescentes,  bem  como  a  sua  relação  amorosa  numa  perspectiva  de  vinculação.  Pretendemos  igualmente  analisar  a  relação  entre  estas  variáveis  e  dados  de  caracterização  sócio‐demográfica  e  da  relação  de  namoro.A  amostra  é  constituída  por  estudantes  do  10.º,11.º  e  12.º  anos.Para a caracterização sócio‐demográfica da amostra e da relação de namoro,  elaborámos  um  conjunto  de  questões.  Recorremos  à  Escala  de  Auto‐Conceito  e  Auto‐Estima  (Peixoto  e  Almeida,  1999)  para  a  avaliação  do  auto‐conceito  e  da  auto‐estima.  Para  estudar  as  representações  da  vinculação  de  adolescentes  ao  par romântico utilizámos o Questionário de Vinculação Amorosa (QVA) (Matos e  Costa,  2001).Esperamos  que  os  dados  obtidos,  ainda  em  processo  de  análise  e  discussão,  contribuam  para  a  promoção  do  auto‐conceito/auto‐estima  e  de  relações de namoro pautadas pela confiança e segurança.    Título  4:  A  relação  de  namoro  em  estudantes  do  ensino  superior:  Praticas  e  comportamentos de violência ‐ Maria dos Anjos Coelho Rodrigues Dixe, Ana Luísa 

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Rodrigues,  Cláudia  Freire,  Guida  Rodrigues,  Mariana  Fernandes  e  Tânia  Dias/  Instituto Politecnico de Leiria E‐mail: manjos@esslei.ipleiria.pt  Resumo  4:  Introdução.  A  violência  no  namoro  é  um  fenómeno  cada  vez  mais  frequente.  Um  em  cada  cinco  jovens  experienciou  abusos  físicos  por  parte  do  seu(sua)  namorado(a)  (Munoz‐  Rivas,  Gana;  Leary  e  Gonzalez,  2006).O  comportamento abusivo praticado pelo(a) agressor(a) jovem tende a ser atribuído  pelas  vítimas  a  comportamentos  passageiros  não  sendo  identificado  como  condutas  violentas  (Barilari,  2007).  Metodologia:  Para  este  estudo  descritivo  comparativo foram definidos os seguintes objectivos: Determinar a prevalência de  comportamentos  de  violência  na  relação  de  namoro  e  comparar  as    práticas  e  comportamentos  de  violência  em  estudantes  do  ensino  superior  consoante  o  sexo. Foi aplicado um questionário a estudantes do ensino superior que mantém  ou mantiveram uma relação de namoro. Os resultados salientam as diferenças na  prevalência  e  práticas  e  comportamentos  de  violência  consoante  o  sexo  assim  como  realçam  a  importância  de  serem  reforçadas  as  intervenções  no  âmbito  da  Educação para a Saúde.    Título  5:  Antecipação  dos  papéis  de  adulto:  que  mudanças  na  geração  actual?  ‐  Susana  Coimbra  e  Anne  Marie  Fontaine/  Centro  de  Psicologia  Diferencial  ‐  Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação ‐ Universidade do Porto E‐mail:  susana@fpce.up.pt  Resumo  5:  instabilidade  do  mercado  de  trabalho  e  das  relações  românticas  tem  repercussões no modo como as novas gerações antecipam a sua transição para a  vida  adulta.  Os  papéis  de  adulto  são  hoje  menos  claros  e  mais  tardiamente  assumidos. Este impasse pode debilitar ou desafiar as competências dos jovens na  sua  orientação  para  o  futuro.  As  raparigas  e  os  jovens  de  nível  socio‐económico  baixo  afiguram‐se  como  grupos  que  merecem  uma  atenção  especial  devido  às  desigualdades  de  oportunidades  que  actualmente  são  observadas  e  que  podem  ser alteradas numa nova conjuntura.  Por esse motivo, propomo‐nos a estudar as  diferenças de género e de nível socio‐económico nos níveis de interesse e a auto‐ eficácia face a objectivos associados a papéis de adulto em diferentes dimensões:  realização  profissional  e  material,  realização  pessoal,  prosseguimento  da  formação,  e  conjugalidade  e  parentalidade.  Foram  administrados  questionários  de  auto‐resposta  a  700  adolescentes  e  adultos  emergentes  com  idades  compreendidas  entre  os  15‐27  anos  de  idade,  pertencentes  a  diferentes  níveis  socio‐económicos e com diferentes tipos de frequência escolar. As experiências e  os contextos de vida dos diferentes grupos parecem explicar apenas parcialmente  os  resultados  encontrados.   16.00h‐17.15h 

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  Hora: 16.00h‐17.15h          Sala: B1  Tipo: Simpósio   Área temática: Psicologia Social  Título:  Identidade  de  Lugar  vs.  Identidade  Social:  dois  conceitos,  o  mesmo  processo  ‐  Moderadora:  Fátima  Bernardo/  Universidade  de  Évora  E‐mail:  fatimab@uevora.pt    Resumo: No âmbito da Psicologia Social as teorias da identidade social têm sido  desenvolvidas  e  testadas  extensivamente,  contudo  o  papel  do  lugar  tem  sido  sistematicamente  negligenciado.  No  âmbito  da  Psicologia  Ambiental,  o  conceito  de  Identidade  de  Lugar  introduzido  por  Proshansky  et  al.  (1983)  tem  sido  usado  repetidamente,  tanto  para  compreender  a  importância  dos  lugares  no  desenvolvimento  da  identidade,  como  a  importância  da  identidade  ao  lugar  na  compreensão  da  relação  dos  sujeitos  com  o  seu  ambiente  sócio‐espacial.  Contudo, o conceito de identidade ao lugar não foi adequadamente teorizada em  relação  a  um  modelo  geral  do  self  (Twigger‐Ross  et  al.,  2003).  Neste  sentido  o  simpósio tem como objectivo apresentar um conjunto de estudos em que se usa  o  lugar  como  uma  dimensão  da  identidade  e  explorar  em  que  medida  os  processos  da  identidade  de  lugar  se  distinguem  de  um  modelo  geral  da  identidade social.    Título  1:  Viver  num  bairro  grande  ou  pequeno:  identificação  e  descriminação  –  Fátima  Bernardo  e  José  Manuel  Palma‐Oliveira/  Departamento  de  Psicologia,  Universidade  de  Évora,Faculdade  de  Psicologia  e  de  Ciências  da  Educação,  Universidade de Lisboa E‐mail: fatimab@uevora.pt  Resumo  1:  No  âmbito  da  investigação  sobre  descriminação  intergrupal  existem  resultados consistentes sobre os grupos numericamente menores descriminarem  mais  do  que  os  grupos  maiores.  Neste  estudo  pretendeu‐se  verificar  esta  premissa na situação de pertença a um bairro”grande” ou a um bairro pequeno” e  o papel da identificação e satisfação com a pertença ao bairro na descriminação.  Foi realizado um estudo com 98 sujeitos usando uma categorização social do tipo  grupos  mínimos  e  recorrendo  às  matrizes  de  Tajfel  de  tipo  A  e  B.  A  experiencia  consistiu  num  design  entre  participantes  de  2(dimensão  do  bairro:  grande  vs  pequeno) X 2(identificação: alta vs baixa). Os resultados revelaram que os grupos  pequenos descriminam mais e apresentam maior identificação e satisfação, mas  os  grupos  grandes  com  forte  identificação  descriminam  tanto  como  os  grupos  pequenos.  Estes  resultados,  para  além  de  confirmarem  os  dados  obtidos  em  outros  estudos,  têm  implicações  importantes  na  compreensão  das  relações  intergrupais em contexto urbano.   

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Título 2: Atractividade dos Bairros de Lisboa  ‐ A Influência da Identidade Local e  da  Percepção  de  Risco  –  M.  Jerónimo,  P.  Monteiro,  J.  Reis,  P.  Marques  e  J.  M.  Palma‐Oliveira/ Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação, Universidade  de Lisboa E‐mail: joanareis@hotmail.com  Resumo 2: O presente estudo teve como objectivos analisar a percepção que os  moradores  de  Lisboa  têm  dos  diversos  bairros  da  sua  cidade,  e  compreender  a  relação entre os níveis de atractividade dos diferentes bairros e factores como a  identidade  local  (e.g.  Proshansky  et  al.,  1983)  e  a  percepção  de  risco.  Foram  recolhidos  504  questionários  em  8  bairros  lisboetas,  e  elaborados  mapas  de  atractividade  de  21  bairros  da  cidade  nas  dimensões  consideradas  (qualidade  global,  atractividade  dos  bairros  para  trabalhar,  passear,  morar  e  segurança  percebida). Os resultados sugerem uma tendência para avaliar o próprio bairro de  forma mais positiva do que os participantes de outros bairros o avaliam. Contudo,  contrariamente ao esperado segundo a teoria de identidade local, os habitantes  dos  bairros  inquiridos  nem  sempre  os  avaliam  como  os  mais  positivos  nas  dimensões  consideradas.  A  segurança  percebida  surge  como  um  importante  preditor do nível de qualidade global dos vários bairros.    Título  3:  A  participação  como  comportamento  pró‐ambiental:  Contributos  da  Psicologia Ambiental e da Psicologia Social – Susana Batel e Paula Castro/ ISCTE‐ IUL; CIS/ISCTE‐IUL E‐mail: susana.batel@iscte.pt  Resumo 3: Nos últimos anos, a participação pública tem vindo a ser reconhecida  institucionalmente  e  também  na  pesquisa  das  ciências  sociais  como  uma  importante  via  para  a  preservação  quer  do  ambiente  natural,  quer  do  ambiente  construído.  Contudo,  tanto  o  estudo  deste  comportamento  não‐activista  da  esfera pública, como a análise da preservação do ambiente construído como um  parâmetro  da  sustentabilidade  ambiental,  têm  vindo  a  ser  negligenciados  na  literatura  da  Psicologia  Ambiental  (Pol,  2007;  Stern,  2000).  Com  este  trabalho  propomos  que  para  analisarmos  a  participação  como  um  comportamento  pró‐ ambiental  é  útil  importarmos  algumas  propostas  sobre  a  acção  colectiva  da  Psicologia Social para os estudos sobre a interacção pessoa‐ambiente. Adoptando  como  estudo  de  caso  um  bairro  histórico  de  Lisboa,  demonstraremos  como  a  identidade social – ou de lugar ‐ e outros processos psico‐sociais a ela associados  poderão constranger ou promover a participação dos membros das comunidades  em relação à preservação do património construído dessas comunidades.    Título 4: “Longe da Vista, Longe do Coração”: A teoria dos níveis de construção e a  relação entre percepção de distância, identidade social e entitatividade – J. Braga,  J. Soro, J., L. Jesus e J. M. Palma‐Oliveira/ Faculdade de Psicologia e de Ciências da  Educação, Universidade de Lisboa E‐mail: joaonizabraga@gmail.com 

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Resumo 4: No âmbito do estudo psico‐social sobre os bairros de Lisboa procurou‐ se articular a literatura sobre cognição espacial e percepção de distâncias com a  construal  level  theory  (Trope  e  Liberman,  1998),  que  prevê  uma  representação  mais abstracta dos eventos, quanto maior a sua distância psicológica. Propomos  então, que a identidade local (Proshansky et al, 1983) e os julgamentos sociais de  entitatividade  (Brewer  e  Harasty,  1996)  representem  o  nível‐de‐construção  com  que  os  grupos  são  percebidos.  Assim,  numa  amostra  de  1158  participantes,  em  relação  aos  bairros  de  Lisboa  esperava‐se  que:  O  local  de  identidade,  dada  a  pequena  distância  psicológica  entre  o  indivíduo  e  esse  local,  fosse  definido  em  termos  de  características  de  baixo  nível‐de‐construção  e  assim  baixa  entitatividade;  Locais  percebidos  como  distantes  deveriam  ser  representados  num  nível‐de‐construção  elevado  e  percebidos  como  grupos  de  elevada  entitatividade.  Os  resultados  embora  pouco  consistentes  apoiam  as  nossas  hipóteses, e são discutidas as suas implicações teóricas e práticas.    Título  5:  O  espaço  político  como  definidor  da  percepção  social:  A  influência  da  identidade de lugar na percepção social dos concelhos da Área Metropolitana de  Lisboa  –  V.  Soeiro,  J.    Carvalho,  J.  M.  Palma‐Oliveira,  R.  Carvalho,  S.  Luís  e  F.  Bernardo/  Faculdade  de  Psicologia  e  de  Ciências  da  Educação,  Universidade  de  Lisboa, Dep.Psicologia – Univ. De Évora E‐mail: vera.cristina.s@gmail.com  Resumo  5:  Explorou‐se  o  impacto  que  os  espaços  definidos  num  plano  sociopolítico (e.g., concelhos e distritos) têm na percepção social de residentes e  não‐residentes,  à  luz  dos  pressupostos  do  conceito  de  identidade  de  lugar.  Foi  então  realizado  um  estudo  na  Área  Metropolitana  de  Lisboa  onde  se  aplicou  questionários  a  1058  residentes  dos  18  concelhos.  Os  questionários  avaliavam  a  percepção  social  para  cada  um  dos  concelhos,  com  base  em  diferentes  indicadores psicossociais (e.g., atractividade, segurança, distâncias). Os resultados  apresentam‐se consonantes com a influência da identidade de lugar, verificando‐ se que as pessoas tendem a avaliar o concelho onde vivem como mais atraente e  seguro.  Por  outro  lado,  verifica‐se  uma  avaliação  mais  negativa  dos  concelhos  mais  afastados  do  concelho  de  residência.  Este  padrão  valida  a  identidade  de  lugar  como  um  factor  psicológico  fundamental  na  percepção  dos  espaços  sociopolíticos  e  na  compreensão  de  mudanças  globais  como  a  ocupação  e  mobilidade populacional.             

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Dia: 4 de Fevereiro de 2010  Hora: 16.00h‐17.15h          Sala: 2211   Tipo: Simpósio   Área temática: Metodologias de Investigação  Título: O olhar: uma janela para a mente? Potencialidades do Eye‐tracking para o  estudo  de  fenómenos  sócio‐cognitivos  e  emocionais  ‐  Moderadora:  Maria  Benedicta Monteiro/ISCTE ‐ IUL E‐mail: mbbm@iscte.pt    Resumo:  O  objectivo  do  presente  Simpósio  é  o  de  apresentar  resultados  de  investigação  relativos  a  diversos  aspectos  do  modelo  integrativo  de  Complementaridade  Paradigmática.    Tratam‐se  de  “fragmentos”  porque  acreditamos  que  nunca  determinado  modelo  se  deve  considerar  como  totalmente finalizado!  Não só os elementos constitutivos dos modelos devem ser  susceptíveis de ser removidos ou aumentados, mas também revistos, em função  do  seu  valor  heurístico  na  compreensão  dos  fenómenos  em  estudo  e,  no  caso  particular  dos  modelos  clínicos,  do  seu  potencial  para  conceptualizar  casos  e  optimizar  processos  de  tomada  de  decisão  clínica.  Acreditamos  que  esta  premência  de  revisão  é  ainda  maior  quando  o  modelo  em  causa  se  pretende  como Integrativo.  Ou seja, capaz de articular elementos/fragmentos oriundos de  diferentes  disciplinas  e  orientações  teóricas,  de  forma  coerente.  Deste  modo  o  Simpósio  é  composto  por  quatro  comunicações  que  contemplam  aspectos  centrais  do  modelo,  nomeadamente:  adaptação,  perturbação,  necessidades,  emoções, a pessoa do terapeuta e o processo terapêutico.    Título  1:  Adaptação,  Perturbação  e  Processo  Terapêutico:  Desenvolvimentos  do  Modelo  Integrativo  de  Complementaridade  Paradigmática  ‐  António  Branco  Vasco/  Faculdade  de  Psicologia  da  Universidade  de  Lisboa  E‐mail:  brancov@netcabo.pt  Resumo  1:  O  meta‐modelo  de  integração  em  psicoterapia  designado  Complementariedade  Paradigmática,  desenvolvido  ao  longo  dos  últimos  doze  anos, constitui uma ferramenta destinada a auxiliar os terapeutas a entenderem  as situações clínicas de  forma integrativa, compreensiva e multifacetada, com o  objectivo  de  optimizarem  a  compreensão  dos  casos  clínicos,  melhorando  a  capacidade  de  tomada  de  decisões  clínicas  e,  consequentemente,  a  sua  responsividade  face  aos  pacientes.  O  modelo  integra,  enquanto  componentes,  aquilo que pode ser designado como uma “teoria da adaptação,” uma teoria da  perturbação,” e uma “teoria da intervenção.” A presente comunicação contempla  estes três elementos, salientando, enquanto “teoria da adaptação,” a importância  da regulação de “necessidades psicológicas vitais” e o papel das “emoções” como  sinalizadoras  desta  mesma  regulação;  enquanto  “teoria  da  perturbação,”  a  importância  do  conceito  de  “esquema”  e,  finalmente;  enquanto  “teoria  da 

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intervenção,”  a  importância  de  entender  o  processo  terapêutico  como  uma  “sequência de fases” relativa à promoção de “objectivos estratégicos.”    Título  2:  Vendo  pelos  olhos  de  uma  criança:  Eye‐tracking  enquanto  meio  de  investigação de processos socio‐cognitivos em crianças ‐ Sara Hagá, Leonel Garcia‐ Marques  e  Allard  Feddes/  ISCTE‐IUL  e  Universidade  de  Lisboa  E‐mail:  sara.haga@yahoo.com  Resumo  2:  A  ideia  de  que  alguns  processos  cognitivos  funcionais  durante  a  infância  não  são  eliminados  com  o  desenvolvimento,  mas  antes  corrigidos  de  forma  eficiente  em  idade  adulta,  obteve  no  passado  importante  apoio  empírico  com  estudos  de  eye‐tracking  em  tarefas  de  tomada  de  perspectiva.  Aplicando  esta  ideia  aos  processos  envolvidos  no  tratamento  de  informação  incongruente  em  formação  de  impressões,  concebemos  que  explorar  as  formas  como  as  crianças  lidam  com  informação  incongruente  pode  resultar  em  insights  valiosos  sobre como adultos lidam com este tipo de informação a um nível mais implícito.  Participantes  de  5  anos  viram  ilustrações  e ouviram  informação sobre dois tipos  de alvo: uma criança que se comportava sempre da mesma forma (congruente) e  outra  cujo  comportamento  variava  (incongruente).  O  padrão  de  olhar  e  tempos  de observação foram registados com o sistema de eye‐tracking. Serão discutidas  várias  potencialidades  deste  sistema  na  investigação  com  crianças,  ilustradas  neste estudo.    Título 3: Avaliação dos Processos Emocionais em Pacientes de Psicoterapia ‐ Filipa  Machado  Vaz  e  António  Branco  Vasco/  Faculdade  de  Psicologia  da  Universidade  de Lisboa E‐mail: brancov@netcabo.pt  Resumo  3:  As  emoções  são  fenómenos  cerebrais  diferenciados  do  pensamento,  que contêm bases neuroquímicas e fisiológicas e que preparam o organismo para  a  acção  em  função  de  estímulos  internos  ou  externos.  Destacam‐se  múltiplos  componentes biológicos, comportamentais, cognitivos, sociais e expressivos, que  operam  de  forma  sincronizada.  Todos  estes  componentes    se  desenvolvem  no  sentido  de  uma  maior  complexidade  e  integração  em  função  dos  desafios  desenvolvimentais.  Na  maioria  das  pacientes  em  psicoterapia,  um  ou  mais  dos  componentes do processamento emocional funcionam de forma não‐adaptativa.  Os  processos  emocionais  são  cruciais  para  a  explicação  da  etiologia  e  desenvolvimento das perturbações, permitindo compreender o impacto no  modo  como  a  alteração  de  cada  um  dos  componentes  da  emoção  interfere  com  o  processo  adaptativo.  O  objectivo  da  presente  comunicação  é  o  de    apresentar   resultados  relativos  aos  processos  emocionais  de  pacientes,  nomeadamente  ao  nível da activação, diferenciação, regulação e intensidade emocional, destacando  a relação entre estes processos e a sintomatologia apresentada. 

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  Título 4: Necessidades Necessariamente Necessárias: Uma Bússola para a Tomada  de  Decisão  Clínica  ‐  João  Nuno  Faria  e  António  Branco  Vasco/  Faculdade  de  Psicologia da Universidade de Lisboa E‐mail: brancov@netcabo.pt  Resumo  4:  A  satisfação  de  necessidades  tem  sido  entendida  como  condição  necessária para a promoção do bem‐estar psicológico. Contudo, acreditamos que  as  necessidades  nunca  estão  plenamente  satisfeitas.  Afigura‐se‐nos  como  mais  adequado  falar  de  capacidade  de  regulação  da  satisfação  das  necessidades  enquanto  condição  fundamental  de  bem‐estar.  Este  sentimento  de  bem‐estar  resulta de um equilíbrio dialéctico entre sete polaridades. Colocou‐se a hipótese  de que a incapacidade de regular cada uma das necessidades psicológicas poderá  conduzir  a  diferentes  manifestações  sintomáticas.  O  presente  estudo  pretendeu  compreender  a  relação  entre  a  dificuldade  de  regulação  de  necessidades  de  indivíduos  em  psicoterapia  e  perturbação.  Os  resultados  obtidos  apontam  para  uma diferenciação, a nível sintomático, relativamente à dificuldade de regulação  de  cada  uma  das  necessidades  psicológicas.  Os  dados  obtidos  salientam  a  importância  da  consideração  da  capacidade  de  regulação  de  necessidades  psicológicas dos pacientes aquando da conceptualização de caso.    Hora: 16.00h‐17.15h  Sala: 2101  Tipo: Simpósio  Área temática: Psicologia Escolar e da Educação  Título:  Factores  de  risco  e  protecção  em  situações  de  bullying  tradicional  e  cyberbullying  ‐  Moderadora:  Ana  Almeida/Instituto  Estudos  da  Criança  E‐mail:  aalmeida@iec.uminho.pt    Resumo:  Neste  simpósio  apresentam‐se  diferentes  correlatos  de  situações  de  bullying  tradicional  e  cyberbullying  e  perspectivam‐se  abordagens  para  a  intervenção.  O  estudo  de  Garcia  e  Correia  realça  os  factores  sócio‐cognitivos  na  predição  das  atitudes  face  ao  bullying  tradicional,  analisando  o  modo  como  as  crenças no mundo justo podem estar associadas aos papéis dos participantes nas  situações de bullying.  O estudo de Almeida, Correia, Marinho e Lourenço reporta  aos dados dos primeiros estudos epidemiológicos das práticas de cyberbullying na  perspectiva  de  jovens  alunos  do  3º  ciclo  e  secundário.  O  estudo  de  Correia,  Almeida e Marinho analisa as relações entre medidas de desinvestimento moral,  empatia, crenças no mundo justo e a percepção das normas do grupo de pares e  os  papéis  de  agressor,  defensor  da  vítima  e  observador.  O  estudo  de  Gaspar  e  colaboradores  centra‐se  nas  abordagens  de  intervenção  perspectivando  a  importância  de  desenhar  modelos  adequados  aos  níveis  individual,  grupal,  institucional e político.   

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Título  1:  Crença  no  Mundo  Justo  e  Bem‐Estar  Psicológico  para  os  diferentes  papéis  no  Bullying  ‐  D'Jamila  Garcia  e  Isabel  Correia/  ISCTE  E‐mail:  milagarcia@netcabo.pt  Resumo 1: A investigação mais recente na área do bullying aponta para o facto da  Crença no Mundo Justo (CMJ) funcionar como recurso pessoal para os agressores,  os  defensores  e  as  vítimas  de  bullying  manterem  o  seu  Bem‐Estar  Psicológico  (BEP).  No  presente  estudo  tenta  replicar‐se  estes  resultados  e  simultaneamente  investigar  pela  primeira  vez  também  a  relação  entre  a  CMJ  e  o  BEP  para  os  restantes papéis no bullying. Espera‐se que os reforçadores e os assistentes com  maior CMJ consigam justificar os seus comportamentos agressivos protegendo o  seu  BEP,  enquanto  que  para  os  não‐envolvidos  também  se  espera  a  mesma  relação porque é a relação que se observa em geral na população. Para tal, foram  aplicadas escalas dos Papéis do Bullying (Salmivalli et al, 1996), da CMJ (Dalbert,  1999) e do BEP (Dalbert, 2002) a cerca de 400 adolescentes (7º, 9º, 11º anos de  escolaridade). Os resultados serão analisados à luz das predições.    Título  2:  Descompromisso  moral,  percepção  das  normas  do  grupo  de  pares  e  atitudes  relativas  aos  papéis  nas  situações  de  bullying  ‐  Isabel  Correia,  Ana  Almeida e Sylvie Marinho/ ISCTE E‐mail: isabel.correia@iscte.pt  Resumo 2: Examinou‐se a associação entre o descompromisso moral, a empatia,  as  crenças  no  mundo  justo  e  a  percepção  das  normas  do  grupo  relativas  aos  papéis  de  agressor,  defensor  da  vítima  e  observador,  e  a  associação  destas  variáveis  com  as  atitudes  face  aos  papéis  de  agressor,  defensor  da  vítima  e  observador. 292 alunos com idade  média de 13.1 foram seleccionados do 6ª ao  9º  ano  escolar.  Os  resultados  evidenciaram  que  atitudes  mais  positivas  face  aos  papéis  de  agressor  e  de  observador  foram  preditas  por  níveis  mais  elevados  de  descompromisso moral, enquanto que as atitudes mais positivas face ao papel de  defensor  foram  preditas  por  níveis  mais  baixos  de  descompromisso  moral.  A  percepção  das  normas  de  grupo  também  permitiu  prever  as  atitudes  dos  participantes  em  relação  ao  papel  respectivo.  As  implicações  destes  resultados  apontam  a  importância  de  os  programas  de  prevenção  de  bullying  colocarem  maior ênfase na redução do descompromisso moral.    Título  3:  As  práticas  de  cyberbullying  na  perspectiva  dos  alunos  do  3º  ciclo  e  secundário ‐ Ana Almeida, Isabel Correia, Sylvie Marinho, D'Jamila Garcia e Joana  Lourenço/ IEC _ U Minho E‐mail: aalmeida@iec.uminho.pt  Resumo  3:  Neste  estudo  reportamos  os  dados  dos  primeiros  estudos  epidemiológicos das práticas de cyberbullying na perspectiva de jovens alunos do  3º ciclo e secundário. A informação obtida neste estudo transversal dá uma visão  das  manifestações  do  fenómeno,  das  tendências  associadas  à  idade  e  ano  de 

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escolaridade,  género  e  uma  comparação  da  prevalência  de  ciberagressores  e  cibervítimas e agressores e vítimas tradicionais.  1734 alunos, no 7º ao 12º ano,  em  34  escolas,  com  idade  média  de  15  anos  (SD  =  1.99),  distribuídos  pelos  dois  sexos,  responderam  ao  Questionário  das  Práticas  de  Cyberbullying    de  36  items  adaptado  de  Smith  et  al.  (2006).  Os  resultados  comparam  a  prevalência  de  cyberbullying através dos telemóveis e da internet e relaciona estas práticas com  os estatutos de agressor, vítima e não envolvidos.    Título 4: Bullying e Cyberbullying : o passo em frente em meio familiar, escolar e  comunitário ‐ Margarida Gaspar de Matos/ Faculdade de Motricidade Humana _  Universidade Técnica de Lisboa E‐mail: margaridagaspar@netcabo.pt  Resumo  4:  Depois  de  muito  se  ter  estudado  e  escrito  sobre  bullying    a  nossa  proposta  é  debater  algumas  contingências  da  intervençâo:    intervenção  directa  com  os  agressores  e  as  vítimas  (promoção  de  competências  cognitivas,  emocionais e comportamentais; intervenção com os professores e as instituições  escolares (formação permanente e especifica, intervenção com as famílias (estilos  parentais  e    prevenção  de  modelos  agressivos),  intervenção  com  os  decisores  políticos.  Serão  apresentados  e  discutidos  modelos  de  intervenção  a  cada  um  destes  quatro  níveis  e  sua  sinergia.Serão  apresentados  e  discutidos  modelos  de  intervenção a cada um destes quatro níveis e sua sinergia.      Hora: 16.00h‐17.15h          Sala: 2102 Tipo: SimpósioÁrea temática: Psicologia Forense e da Justiça  Título:  A  investigação  da  Psicologia  no  contexto  dos  tribunais  de  justiça  Portugueses  ‐  Moderadora:  Ana  Maria  Sacau  Fontenla/  Universidade  Fernando  Pessoa E‐mail: pssacau@ufp.edu.pt    Resumo:  Pretende‐se  com  este  simpósio  expor  as  tendências  actuais  e  algumas  das possibilidades de investigação da Psicologia Jurídica aplicada ao contexto dos  tribunais  portugueses,  nomeadamente  no  âmbito  criminal.  Dar‐se‐ão  conta  de  algumas  linhas  de  investigação  actualmente  em  desenvolvimento,  integrando  a  preocupação  das  suas  comunicações  contemplarem  vários  dos  actores  deste  contexto,  assim  como  as  várias  fases  do  processo  de  tomada  de  decisão  judicial  de juízes. Concretamente, duas das apresentações incidem especificamente sobre  os juízes e o seu processo de tomada de decisão judicial, uma do ponto de vista  quantitativo e uma do ponto de vista qualitativo, uma incide sobre o cruzamento  dos  discursos  de  magistrados  e  crianças  em  risco  social  acerca  da  intervenção  judicial  e  uma  relaciona‐se  com  a  prática  da  avaliação  psicológica  em  contexto  penal.  O  intuito  é  dar  um  quadro  simultaneamente  abrangente  e  específico  do 

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leque  de  possibilidades  que  o  campo  da  Psicologia  oferece  no  vasto  mundo  do  Direito Penal.    Título 1: O processo de tomada de decisões judiciais de juízes no âmbito criminal  –  uma  abordagem  qualitativa  ‐  Andreia  Rodrigues,  Ana  Sacau,  Gloria  Jollúskin  e  Salvador Gonçalves/ Universidade Fernando Pessoa E‐mail: andreiar@ufp.edu.pt  Resumo 1: A presente comunicação pretende dar conta de uma das vertentes de  uma  investigação  que  está  ser  conduzida  no  contexto  de  um  tribunal  criminal  Português  que  conta  com  o  financiamento  da  FCT.  Pretende‐se  mais  concretamente,  com  esta  investigação,  perceber  o  processo  de  tomada  de  decisão  judicial  por  juízes  no  âmbito  criminal.  A  abordagem  desta  vertente  é  eminentemente  qualitativa,  sendo  que  o  desenho  e  definição  dos  seus  três  estudos foram concretizados na dialéctica entre os dados da literatura (escassa no  contexto  Português)  e  o  contacto  de  terreno  (numa  primeira  abordagem  à  realidade  quase  etnográfica).  Pretende‐se  nesta  apresentação  expor  este  percurso  de  emergência  de  uma  metodologia  de  investigação  desenhada  e  consolidada pelo contacto com o terreno e com os actores do fenómeno que se  pretende  perceber,  na  qual  se  assumiram  estes  como  o  ponto  de  partida  e  o  ponto  de  chegada  dos  nossos  dados,  apresentando  os  métodos  concretos  utilizados.    Título  2:  Decisões  judiciais:  desvantagem  cumulativa  para  alguns  delinquentes  ‐  Salvador  Gonçalves,  Gloria  Jollúskin,  Ana  Sacau  e  Andreia  Rodrigues/  Universidade Fernando Pessoa  E‐mail: salvador@ufp.edu.pt  Resumo  2:  Na  linha  da  investigação  internacional,  a  vertente  quantitativa  do  projecto que pretende perceber a decisão judicial de juízes do ponto de vista da  psicologia, tem como intuito analisar a decisão de deter ou não um delinquente e  o tipo e duração da pena atribuída. Este objectivo está a ser operacionalizado pela  decomposição dos acórdãos recolhidos nas Varas Criminais do Porto, numa grelha  de codificação construída por nós. Esta grelha organiza os dados em três grupos  de  variáveis  obtidos  dos  acórdãos.  O  primeiro  grupo  de  variáveis  lida  com  as  características  legais,  seguido  de  um  segundo  incorporando  factores  extralegais.  O  último  grupo  de  variáveis  foi  obtido  pelas  secções  do  relatório  social  para  determinação  de  sentença  incorporada  pelos  juízes  nos  acórdãos.  Os  resultados  preliminares  deste  estudo  indicam  uma  desvantagem  cumulativa  de  alguns  indivíduos,  em  que  combinações  de  variáveis  legais  e  extralegais  determinam  a  sentença obtida.    Título 3: Avaliação da personalidade em contexto penal ‐ Filipa Rua/ Universidade  Fernando Pessoa E‐mail: susanac@ufp.edu.pt 

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Resumo 3: Nesta comunicação apresentar‐se‐à um estudo que pretende reflectir  sobre  as  (des)comunicações  criminológicas  estabelecidas  na  interface  entre  o  Direito e a Psicologia, utilizando como analisador a avaliação da personalidade em  contexto penal. Neste estudo tentou‐se desocultar as concepções de crime e de  criminoso  presentes  nos  discursos  daquelas  duas  disciplinas,  salientando  os  pontos de cruzamento e de interferência entre os seus saberes e as suas práticas.  Com  o  objectivo  de  perceber  que  respostas  tem  dado  a  Psicologia  aos  quesitos  colocados  pelo  Direito  neste  âmbito,  analisaram‐se  os  relatórios  de  “Perícias  sobre  a  personalidade”  (art.  160.º  CPP)  efectuadas  por  psicólogos  em  dois  serviços inseridos em universidades do norte do país.    Título 4: Intervenção Judicial com menores em risco: expectativas e significações  dos  magistrados  e  das  crianças  ‐  Catarina  Ribeiro/  Universidade  Católica  Portuguesa/FPCEUP E‐mail: cribeiro@porto.ucp.pt  Resumo 4: A investigação em curso procura aceder aos significados e expectativas  atribuídas à intervenção judicial junto de crianças inseridas em famílias em risco.  Centrar‐nos‐emos  na  compreensão  do  processo  de  tomada  de  decisão  e  das  consequências  destas  decisões  no  funcionamento  familiar  e  no  projecto  de  vida  da  criança,  partindo  da  análise  da  legislação  actual,  da  análise  das  trajectórias  judiciais  das  crianças  em  risco  e  também  da  exploração  dos  significados  e  expectativas atribuídos pelas crianças e pelos magistrados à intervenção judicial.          Hora: 16.00h‐17.15h          Sala: 2103  Tipo: Simpósio  Área temática: Psicologia Política  Título: Participação cívica e política em contextos diversos I ‐ Moderadoras: Luísa  Lima e Isabel Menezes/ CIS/ISCTE‐IUL E‐mail: imenezes@fpce.up.pt    Resumo:  As  comunicações  deste  simpósio  consideram  a  participação  cívica  e  política  das  pessoas  em  contextos  e  domínios  diversos,  desde  a  comunidade  às  empresas,  passando  pela  escola  e  a  saúde.  Assinalam‐se,  nos  vários  casos,  as  vantagens psicológicas associadas à participação e a forma como pode contribuir  para o bem‐estar das pessoas, das organizações e das comunidades.    Título  1:  Barrar  a  Barragem  ‐  Quem  participa  em  questões  ambientais?  ‐  Maria  Luisa Lima, Diniz Lopes e Margarida Garrido/ CIS/ISCTE‐IUL E‐mail: lpl@iscte.pt  Resumo  1:  A  participação  cívica  em  questões  ambientais  é  cada  vez  mais  favorecida  na  lei.  No  entanto,  os  projectos  com  grandes  impactos  ambientais 

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continuam  a  ter  uma  participação  reduzida  por  parte  dos  residentes  nas  comunidades  locais.  Nesta  apresentação  analisámos  os  preditores  de  dois  tipos  de acções de participação a propósito da construção de uma barragem no Norte  do  país:  a  intenção  de  participação  numa  manifestação  contra  a  obra  e  a  participação  numa  sessão  de  esclarecimento  sobre  a  barragem.  Os  dados  foram  recolhidos  com  base  num  inquérito  realizado  a  520  residentes  na  área  de  implementação  da  barragem.  Os  resultados  mostram  que  é  mais  fácil  prever  a  participação na manifestação do que na sessão de esclarecimento, mas que, em  ambos os casos, que as variáveis sócio‐demográficas são piores preditores do que  as  psicossociais,  e  que,  dentro  destas,  são  as  mais  específicas  que  permitem  prever com maior precisão a intenção comportamental.    Título  2:  A  participação  cívica  e  política  de  jovens  açorianos  como  preditora  de  conhecimentos  e  atitudes  políticas  ‐  Colin  M.  Marques  e  Isabel  Menezes/  CIIE/FPCEUP E‐mail: imenezes@fpce.up.pt  Resumo 2: Com base num inquérito realizado junto de 263 jovens açorianos que  frequentam o 9º e 11º anos de escolaridade, com idades compreendidas entre os  13  e  os  20  anos,  exploram‐se  as  principais  experiências  de  participação  cívica  e  política e a sua relação com os conhecimentos e atitudes políticas. De um modo  geral,  os  dados  replicam  estudos  com  jovens  portugueses  de  outras  regiões.  O  nível  de  conhecimentos  políticos  é  positivo,  sendo  embora  mais  frágil  no  que  respeita  a  acontecimentos  relacionados  com  autonomia  dos  Açores.  A  grande  maioria dos jovens já experimentou experiências de participação, especialmente  em  associações  desportivas,  mas  também  recreativas  ou  culturais,  ou  nos  escuteiros. Adicionalmente, não parecem ser alheios a simpatias partidárias, com  42,2%  a  afirmar‐se  simpatizante  de  um  partido  político,  embora  sejam  as  instituições  em  que  os  entrevistados  têm  menos  confiança.  Nesta  comunicação  exploraremos em que medida esta participação é preditora dos conhecimentos e  atitudes políticos.    Título  3:  Participação  cívica  organizacional:  Os  efeitos  da  participação  cívica  organizacional na confiança na alta administração, na participação interna e na ‐  Nelson Ramalho/ ISCTE‐IUL E‐mail: nelson.ramalho@iscte.pt  Resumo  3:  A  confiança  da  alta  administração  mostrou  ser  uma  importante  variável  a  considerar  no  quadro  da  boa  governação  das  organizações.  Porque  é  sensível  à  responsabilidade  social,  as  organizações  envolvem‐se  na  comunidade  no  que  podemos  designar  por  participação  cívica  organizacional.  Interessa  pois  explorar  até  que  ponto  a  confiança  na  administração  medeia  a  relação  entre  a  percepção  de  participação  cívica  organizacional  e  os  níveis  de  implicação  organizacional  e,  sequencialmente,  até  que  ponto  os  níveis  de  implicação 

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favorecem  a  participação  interna  organizacional.  Com  uma  amostra  de  425  colaboradores  de  uma  organização  industrial,  testámos  este  modelo  utilizando  equações  estruturais.  Os  resultados  evidenciam  a  existência  de  uma  cadeia  de  associações que suporta o modelo. É através da implicação afectiva que a cadeia  estrutural  activa  a  participação  interna.  Globalmente,  a  confiança  na  alta  administração  potencia  os  efeitos  da  participação  cívica  organizacional  na  participação interna organizacional.    Título  4:  Participação  de  doentes  na  definição  de  políticas  de  saúde  –  o  caso  do  VIH‐ Sofia Crisóstomo e Luísa Lima Lima/ ISCTE‐IUL E‐mail: lpl@iscte.pt  Resumo  4:  As  organizações  internacionais  de  saúde  e  as  directivas  europeias  reconhecem  a  importância  do  envolvimento  das  pessoas  que  vivem  com  VIH  (PVVS)  na  definição  das  políticas  de  saúde.  Com  base  num  modelo  teórico  psicossocial dos movimentos sociais, operacionalizou‐se o envolvimento das PVVS  como  participação  numa  forma  específica  de  acção  colectiva  no  âmbito  das  políticas  de  saúde.  Sessenta  e  seis  PVVS  foram  inquiridas  por  questionário  para  avaliar a dinâmica do envolvimento das PVVS nas políticas de saúde em Portugal e  identificar  os  factores  promotores  e/ou  limitantes  desta  participação.  Cinco  informantes‐chave  foram  também  entrevistados  para  caracterizar  o  contexto  desse  envolvimento,  em  particular  a  estrutura  de  oportunidades.  O  modelo  teórico  utilizado  explicou  bem  o  envolvimento  das  PVVS  nas  políticas  de  saúde,  embora  algumas  variáveis  contextuais  e  individuais  não  contempladas  pelo  modelo pareçam também influenciar os mecanismos psicossociais presentes. São  discutidas as implicações dos resultados encontrados para o maior envolvimento  das PVVS.    Hora: 16.00h‐17.15h          Sala: 2104  Tipo: Simpósio  Área temática: Psicologia Experimental  Título:  Produção  de  memórias  falsas  através  do  paradigma  de  associados  convergentes  ‐  Moderador:  Pedro  B.  Albuquerque/Universidade  do  Minho  –  Escola de Psicologia E‐mail: pedro.b.albuquerque@psi.uminho.pt    Resumo:  Neste  simpósio  apresentam‐se  quatro  comunicações  que  pretendem  dar um contributo para a compreensão do fenómeno da produção de memórias  falsas  através  do  paradigma  de  associados  convergentes  (DRM).  Os  estudos  que  serão  apresentados  centram‐se  numa  grande  diversidade  de  variáveis,  característica  patente  nos  estudos  de  DRM.  Assim,  daremos  conta  de  estudos  com crianças e adultos; procedimentos que envolvem processamento intencional  ou  acidental  da  informação;  listas  de  palavras  que  convergem  para  um  ou  dois 

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temas; e a análise da relação entre a identificação intencional do tema das listas  de palavras e a produção de memórias falsas.    Título 1: Rejeição de memórias falsas em crianças: contributos da monitorização ‐  Paula  Carneiro  e  Angel  Fernandez/  Centro  de  Investigação  em  Psicologia  da  Universidade  de  Lisboa  e  Universidade  de  Salamanca  E‐mail:  mpcarneiro@hotmail.com  Resumo 1: O presente estudo inclui duas experiências com o intuito de averiguar  se crianças de diferentes idades diferem na sua capacidade de rejeitar memórias  falsas  analisadas  através  do  paradigma  DRM  (Deese‐Roediger‐McDermott).  Crianças  de  dois  grupos  etários  foram  submetidas  a  dois  tipos  de  manipulação  que  habitualmente  facilitam  a  rejeição  de  memórias  falsas  em  adultos  –  o  aumento do tempo de apresentação dos itens e a instrução de aviso explícito do  fenómeno DRM. Os resultados mostraram que, nestas condições, as crianças mais  novas,  contrariamente  às  mais  velhas,  têm  dificuldade  em  rejeitar  as  memórias  falsas. Conclui‐se que as crianças mais velhas, embora produzam na generalidade  mais  memórias  falsas  do  que  as  crianças  mais  novas,  são  mais  hábeis  em  inibir  essas memórias quando certas condições facilitam o processo de monitorização.    Título  2:  Recuperação  não  consciente  de  memórias  falsas  no  paradigma  DRM  induzida  por  tarefas  de  atenção  dividida  e  de  aprendizagem  acidental  ‐  Eduarda  Pimentel e Pedro B. Albuquerque/ Faculdade de Filosofia de Braga – Universidade  Católica  Portuguesa  e  Escola  de  Psicologia  da  Universidade  do  Minho  E‐mail:  pedro.b.albuquerque@psi.uminho.pt  Resumo  2:  A  recordação  alterada  de  acontecimentos  passados,  ou  memórias  falsas,  (Roediger  e  McDermott,  2000)  tem  sido  amplamente  estudada  com  o  paradigma Deese‐Roediger‐McDermott, que consiste na apresentação de listas de  palavras  associadas  a  um  item  não  apresentado  –  item  crítico.  Em  dois  estudos  com  este  paradigma  averiguámos  se  a  produção  de  itens  críticos  decorreria  de  processos  não  conscientes  durante  a  codificação.  No  primeiro,  analisámos  o  efeito  da  atenção  dividida  recorrendo  à  audição  dicótica  com  ou  sem  sombreamento,  verificando  que  a  recuperação  dos  itens  críticos,  em  tarefas  de  evocação  e  reconhecimento,  além  de  não  ser  anulada  foi  comparável  à  de  associados.  No  segundo,  testámos  se  a  leitura  intencional  seria  necessária  à  recuperação explícita e implícita de itens críticos, apresentando associados como  distractores  numa  tarefa  de  Stroop  adaptada.  Face  aos  resultados  a  leitura  não  intencional  dos  associados  foi  suficiente  para  produzir  a  recuperação  explícita  (reconhecimento)  e  implícita  (completamento  de  radicais  de  palavras)  dos  itens  críticos.   

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Título 3: Produção de memórias falsas no paradigma DRM em listas com dois itens  críticos  itens  críticos  ‐  Helena  Oliveira,  Pedro  B.  Albuquerque  e  Armando  B.  Machado/  Escola  de  Psicologia  da  Universidade  do  Minho  E‐mail:  holiveira@iep.uminho.pt    Resumo  3:  A  produção  das  memórias  falsas  é  um  fenómeno  que  tem  sido  estudado à luz do paradigma DRM, através de um procedimento que consiste na  apresentação  de  listas  de  palavras  associadas  a  uma  outra  não  apresentada  –  Item  Crítico  –  seguida  da  realização  de  provas  de  evocação  e  reconhecimento  (Roediger  e  McDermott,  1995).  Nos  estudos  apresentados  modificámos  o  procedimento  original,  introduzindo  uma  variável  ainda  não  estudada:  a  existência  de  duas  palavras  críticas  para  cada  lista  apresentada  (ex:  rápido,  caracol,  devagar,  tartaruga,  calmo  e  vagaroso  [lento]  +  bolo,  bom,  amargo,  açúcar,  chocolate,  mel  [doce]).  Foram  realizados  quatro  estudos  em  que  se  usaram  diferentes  tipos  de  listas  de  palavras,  no  que  diz  respeito  à  sua  relação  associativa  com  o  IC  (directa  vs.  retrógrada).  Pretendeu‐se,  assim,  perceber  o  efeito da posição de apresentação das palavras nas listas. Verificou‐se uma maior  produção do IC associado às palavras apresentadas nas posições seriais 1 a 6 (1.ª  metade).    Título  4:  Efeito  da  força  associativa  entre  palavras  na  saliência  do  item  crítico  ‐  Pedro B Albuquerque e Alexandre Resende/ Escola de Psicologia da Universidade  do Minho E‐mail: pedro.b.albuquerque@psi.uminho.pt  Resumo 4: Um dos procedimentos laboratoriais de produção de memórias falsas  mais  discutidos  nos  últimos  anos  é  designado  por  paradigma  de  associados  convergentes  (Roediger  e  McDermott,  1995).  Neste  paradigma  apresentam‐se  listas  de  palavras  associadas  a  um  tema  (item  crítico)  e  a  consequência  desta  apresentação  traduz‐se  não  só  numa  elevada  taxa  de  evocação  da  palavra  não  apresentada  (item  crítico),  mas  também  do  seu  reconhecimento  errado  como  palavra anteriormente vista ou ouvida. Contudo, se há listas que induzem muitas  memórias  falsas,  há  outras  que  não  o  fazem.  Entre  as  explicações  para  estas  diferenças  de  elicitação  aponta‐se  a  força  associativa  das  palavras  da  lista  com  item  crítico.  No  nosso  estudo  manipulámos  a  força  associativa  em  listas  de  associação  retrógrada  numa  tarefa  de  identificação  do  tema  central  procurando  esclarecer  a  sua  relação  com  o  aparecimento  de  memórias  falsas  através  da  evocação.         

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Hora: 17.15h‐18.30h          Sala: B1  Tipo: Simpósio  Área temática: Psicologia Social  Título: Novas Direcções na Investigação em Formação de Impressões e Inferências  de  traços  de  Personalidade  ‐  Moderadores:  Mário  B.  Ferreira  e  Rita  Jerónimo/Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de  Lisboa  E‐mail: mabf@fpce.ul.pt      Resumo:  A  investigação  tem  evidenciado  que  o  nosso  olhar  pode  revelar  muita  informação sobre o que as pessoas pensam e sentem. Entre os vários indicadores  que têm mostrado ser relevantes, destaca‐se a dilatação da pupila, a duração e o  tempo de observação e de fixação do olhar, registados através do sistema de Eye‐ tracking. Neste simpósio apresenta‐se quatro comunicações que visam mostrar as  potencialidades  do  recurso  ao  Eye‐tracking  para  o  estudo  de  fenómenos  sócio‐ cognitivos e emocionais, junto de crianças e adultos. Através da apresentação dos  diferentes paradigmas e dos resultados obtidos, pretende‐se ilustrar a relevância  do recurso a estas medidas em áreas tão abrangentes como o estudo das atitudes  intergrupais,  a  formação  de  impressões,  o  enviesamento  atencional  perante  estímulos  emocionais;  e  o  processamento  não  consciente  de  estímulos  biologicamente  relevantes.  A  sua  aplicabilidade  com  crianças  e  adultos  será  objecto de reflexão.    Título  1:  O  bom,  o  mau  e  o  incongruente:  Respostas  de  crianças  e  jovens  a  informação  incongruente  em  formação  de  impressões  ‐  Sara  Hagá  e  Leonel  Garcia‐Marques  Resumo 1: A informação incongruente, ao desafiar a coerência duma impressão,  desempenha um papel importante no estudo de Formação de Impressões. Sabe‐ se, por exemplo, que os adultos explicam facilmente como alguém pode possuir  traços  incongruentes  e  que  recordam  melhor  comportamentos  incongruentes  (inesperados) do que congruentes. Contudo, sabe‐se menos sobre a ontogénese  dos  processos  envolvidos  na  resolução  da  incongruência.  Em  três  estudos  com  crianças exploramos a evolução das reacções à incongruência. Nos dois primeiros  estudos, as crianças escolhiam a história que gostariam de ouvir: uma sobre um  alvo congruente ou outra sobre um alvo avaliativa (estudo 1) ou situacionalmente  (estudo 2) incongruente. No estudo 3, as crianças decidiam se alvos, descritos por  pares congruentes ou incongruentes de traços, existiam realmente. Os resultados  revelaram  alguma  indiferença  das  crianças  de  5anos  e  uma  tendência  que  vai  desde a rejeição (7anos) até à maior curiosidade acerca de alvos incongruentes e  à crescente admissão da sua possibilidade.   

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Título  2:  Memória  de  Ordem  em  Cognição  Social  ‐  Rui  S.  Costa,  Leonel  Garcia‐ Marques e Jeff Sherman  Resumo 2: A representação de informação em memória é um tópico central em  cognição social. Os modelos de memória de pessoas desenvolvidos para lidar com  esta questão centram‐se na representação e recuperação de informação de item,  negligenciado a informação de ordem. Nesta comunicação serão reportadas três  experiências  conduzidas  para  testar  um  modelo  associativo  de  representação  e  recuperação  da  informação  de  ordem  (e  item)  em  memória  de  pessoas.  De  acordo  com  este  modelo,  a  representação  e  recuperação  de  ordem  teria  lugar  associando  itens  em  posições  sucessivas.  Os  resultados  deste  conjunto  de  experiências  demonstram  a  insuficiência  desta  proposta,  sugerindo  que  a  representação  e  recuperação  da  informação  de  ordem  é  independente  das  associações  formadas  durante  a  codificação.  Estes  dados  parecem  adequar‐se  antes  a  um  modelo  ordinal  em  que  a  informação  de  ordem  é  representada  e  recuperada  de  forma  indirecta,  pela  atribuição  de  um  valor  numa  dimensão  ordinal a cada item representado em memória.    Título 3: Poderá o contexto afectivo influenciar o nosso olhar perante os outros? ‐  Rita Manso e Patrícia Arriaga/ CIS/ISCTE‐IUL E‐mail: patricia.arriaga@iscte.pt  Resumo  3:  No  geral,  as  pessoas  tendem  a  prestar  mais  atenção  a  informação  negativa  do  que  a  neutra  ou  positiva  (negative  bias),  embora  seja  possível  que  essa atenção dependa do contexto afectivo. Através da manipulação do contexto  afectivo  (exposição  a  estímulos  musicais  de  diferentes  valências),  foi  testada  a  possibilidade  de  esta  variável  alterar  esse  enviesamento  atencional.  Os  participantes  (N=63)  foram  distribuídos  aleatoriamente  por  três  condições  de  exposição  musical  (tema  alegre;  tema  triste;  e  ausência  de  estímulo  musical),  durante  as  quais  visualizaram  em  simultâneo  imagens  afectivas  positivas  e  negativas,  todas  envolvendo  pessoas.  Foi  registada  a  duração  (observação  e  fixação) e o número de fixações perante as imagens. Verificou‐se que o contexto  afectivo musical afectou a atenção perante as imagens. Os participantes olharam  durante  mais  tempo  para  as  imagens  negativas  dos  outros,  sendo  este  efeito  ampliado na condição triste; e prestaram mais atenção às imagens positivas das  pessoas na condição alegre.    Título  4:  Exposição  subliminar  a  estímulos  biologicamente  relevantes:  efeitos  na  resposta  pupilar  ‐  Pedro  J.  Rosa,  Francisco  Esteves  e  Patrícia  Arriaga/  ULHT  e  CIS/ISCTE‐IUL E‐mail: pedrorosa.psi@gmail.com  Resumo  4:  O  presente  estudo  procurou  avaliar  a  resposta  pupilar  enquanto  indicadora  da  activação  fisiológica,  durante  a  apresentação  subliminar  de  estímulos biologicamente relevantes (cobras). Testou‐se a hipótese de as imagens 

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de  cobras  desencadearem  uma  maior  dilatação  da  pupila  em  indivíduos  com  medo  de  cobras.  O  diâmetro  pupilar  de  voluntários  adultos  do  género  feminino  foi  registado  de  forma  contínua  numa  tarefa  de  observação  livre  de  um  vídeo.  Durante  a  sua  apresentação,  as  participantes  foram  expostos  a  imagens  subliminares de cobras, emparelhadas com estímulos visuais de valência positiva  ou neutra, constituindo‐se quatro sequências de emparelhamentos de diferentes  valências  (cobras/positivas;  cobras/neutras;  positivas/cobras;  neutras/cobras).  Resultados  preliminares  mostraram  uma  interacção  entre  o  tipo  de  estímulo  (cobras,  neutras,  positivas)  e  o  Medo  de  cobras,  sugerindo  um  processamento  não consciente dos estímulos com significado emocional para os indivíduos com  medo de cobras.    Hora: 16.00h‐17.15h          Sala: 2111   Tipo: Simpósio   Área temática: Psicologia do Desenvolvimento  Título: Estudos exploratórios do desenvolvimento da representação espacial, em  crianças  da  população  normal  e  em  crianças  de  grupos  clínicos  ‐  Moderadora:  Luísa  Morgado/Faculdade  de  Psicologia  e  Ciências  da  Educação  da  Universidade  de Coimbra E‐mail: lmorgado@fpce.uc.pt    Resumo:  Com  o  advento  das  novas  tecnologias,  algumas  provas  operatórias  foram  adaptadas  a  jogos  interactivos  tendo  em  vista  efectuar  um  diagnóstico  operatório  de  forma  informal.  Um  destes  jogos  denominado  de  “Base  Alfa”  pretende  colocar  o  sujeito  frente  a  um  desafio  que  consiste  em  resolver  um  problema  de  orientação  espacial  baseado  numa  famosa  prova  piagetiana  designada  por  “Rotação  de  Paisagem.O  presente  simpósio  visa  apresentar  este  jogo  (1ª  comunicação),  bem  como  os  estudos  exploratórios  que  têm  sido  desenvolvidos em torno da sua utilização junto de crianças com e sem qualquer  problemática  identificada.  Assim,  começa‐se  por  abordar  os  resultados  de  dois  estudos  que  analisaram  os  desempenhos  de  crianças  da  população  normal  (2ª  comunicação). De seguida, foca‐se o desempenho de um grupo de crianças com  Perturbação de Hiperactividade e Défice de Atenção (PHDA; 3ª comunicação) e de  um  grupo  de  crianças  com  Problemas  de  Aprendizagem  (4ª  comunicação),  por  referência ao de grupos de controlo.    Título  1:  Jogos  interactivos  «Missão  Cognição»  ‐  Luísa  Morgado/  Faculdade  de  Psicologia  e  Ciências  da  Educação  da  Universidade  de  Coimbra  E‐mail:  lmorgado@fpce.uc.pt  Resumo  1:  A  teoria  piagetiana  apresentou  um  conjunto  de  provas  operatórias  particularmente adaptadas para analisar o desenvolvimento nos domínios lógico‐ matemático,  espacial  e  temporal  através  de  tarefas  de  resolução  de  problemas 

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apresentadas individualmente a sujeitos com idades entre os 4 e os 15/16 anos.  Com o advento das novas tecnologias, algumas destas tarefas foram adaptadas a  jogos  interactivos  tendo  em  vista  efectuar  um  diagnóstico  operatório  de  forma  informal,  como  se  de  uma  actividade  lúdica  se  tratasse,  e  sem  que  os  sujeitos  suspeitassem  de  que  se  encontravam  a  ser  avaliados.Um  destes  jogos  denominado  de  “Base  Alfa”  pretende  colocar  o  sujeito  frente  a  um  desafio  que  consiste em resolver um problema de orientação espacial. A partir das respostas  dadas  durante  a  execução  da  tarefa,  é  possível  não  só  determinar  o  nível  operatório  da  criança,  mas  também  avaliar  as  capacidades  de  organização  funcional  do  raciocínio  e  mesmo  efectuar  um  estudo  microgenético  das  sucessivas respostas dadas.    Título  2:  Estudo  exploratório  da  representação  espacial  através  do  jogo  interactivo  Base  Alfa:  potencialidades  de  diagnóstico  operatório  em  crianças  da  populaçã  ‐  Teresa  Sousa  Machado,  Luísa  Morgado,  Ângela  Ferreira  e  Aldara  Oliveira/  Faculdade  de  Psicologia  e  de  Ciências  da  Educação  –  Universidade  de  Coimbra E‐mail: tmachado@fpce.uc.pt  Resumo 2: A relevância do diagnóstico operatório no estudo do desenvolvimento  cognitivo e avaliação psicológica em contexto escolar foi, há muito, estabelecida.  Dificuldades  no  domínio  do  diagnóstico  operatório  têm  afastado  investigadores  deste campo de aplicação da teoria piagetiana. A criação de um conjunto de jogos  de  computador  –  “Missão  Cognição”  –  baseados  nas  provas  piagetianas  é  uma  nova proposta de avaliação operatória. Apresentamos resultados de dois estudos  que,  recorrendo  ao  jogo  Base  Alfa,  analisam  desempenhos  de  crianças  da  população  normal  no  domínio  da  representação  espacial.  A  facilidade  com  que  aderiram à tarefa, a presença de diferentes tipos de “erros” consoante o nível de  dificuldade e a idade e a maior variabilidade nos desempenhos das crianças mais  novas,  sugerem  a  sensibilidade  do  jogo  para  traduzir  a  hierarquização  dos  estádios  da  representação  espacial  e  confirmação  da  sua  ordem  de  sucessão.  A  Base Alfa apresenta ainda capacidade para discriminar desempenhos de crianças  com dificuldades escolares.    Título 3: Estudo do desenvolvimento da representação espacial em crianças com  PHDA através de um jogo interactivo (Base Alfa) ‐ Tânia Galrão, Luísa Morgado e  Cristina Petrucci Albuquerque/ Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação  da Universidade de Coimbra E‐mail: tania2@clix.pt  Resumo  3:  O  presente  trabalho  pretende  contribuir  para  a  avaliação  da  representação  espacial  num  grupo  de  crianças  com  Perturbação  de  Hiperactividade e Défice de Atenção (PHDA), assim como para a validação do jogo  Base Alfa (versão informática de uma das provas operatórias da teoria piagetiana) 

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enquanto  método  de  identificação  de  crianças  com  PHDA,  comparativamente  a  crianças  sem  problemática  identificada.  Após  a  comparação  do  desempenho  entre  o  grupo  clínico  (22  crianças  dos  8  aos  14  anos)  e  o  grupo  de  controlo  (18  crianças  dos  8  aos  12  anos),  verificou‐se  que  o  primeiro  não  demonstra  dificuldades significativas no que respeita às noções envolvidas na representação  espacial.  Diferenças  estatisticamente  significativas  foram,  apenas,  observadas  num dos níveis do jogo, relativamente aos erros proximais e ao número total de  erros. Apesar do instrumento não se apresentar fiável na discriminação de ambos  os grupos, os resultados incentivam ao uso do computador junto de crianças com  PHDA.    Título  4:  Problemas  de  Aprendizagem  e  Desenvolvimento  Espacial:  Desempenho  no  jogo  Base  Alfa‐  Joana  Catarina  Venda,  Cristina  Petrucci  Albuquerque  e  Luísa  Morgado/  Faculdade  de  Psicologia  e  Ciências  da  Educação  da  Universidade  de  Coimbra E‐mail: joana.venda@gmail.com  Resumo 4: O presente estudo relaciona um jogo digital baseado nas investigações  piagetianas,  com  os  Problemas  de  Aprendizagem.  Considerando  as  concepções  actuais  dos  Problemas  de  Aprendizagem  e  à  luz  da  teoria  piagetiana,  sobre  o  desenvolvimento  espacial,  averiguou‐se  o  desempenho  de  crianças  com  Problemas de Aprendizagem num dos jogos do Missão Cognição, o jogo Base Alfa,  por  referência  ao  de  crianças  sem  qualquer  problemática  identificada.  Assim,  foram  comparados  30  sujeitos  de  um  grupo  com  Problemas  de  Aprendizagem  com  30  sujeitos  de  um  grupo  de  controlo,  cujas  idades  estavam  compreendidas  entre  os  7  e  os  13  anos.  Os  resultados  traduziram  nos  sujeitos  do  grupo  com  Problemas de Aprendizagem um desempenho inferior e mais lento do que o das  crianças  do  grupo  de  controlo,  bem  como  dificuldades  ao  nível  da  memória  de  trabalho  visual.  Os  resultados  das  crianças  com  Problemas  de  Aprendizagem  no  jogo  Base  Alfa  apresentaram,  ainda,  correlações  significativas  com  o  subteste  Cubos (WISC‐III).    Hora: 16.00h‐17.15h          Sala: 2212  Tipo: Mesa de Comunicações  Área temática: Psicologia Escolar e da  Educação  Título:  Competências  de  aprendizagem  I  ‐  Moderador:  João  Lopes/Universidade  do Minho – Escola de Psicologia E‐mail: joaols@psi.uminho.pt    Título  1:  Impacto  de  variáveis  cognitivo‐motivacionais  no  rendimento  a  matemática:  Emergência  de  diferenças  de  género  já  na  escolaridade  básica  ‐  Leandro  S.  Almeida  e  Lúcia  C.  Miranda/  UMinho  e  ISET‐Porto  E‐mail:  leandro@iep.uminho.pt 

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Resumo  1:  A  investigação  associa  a  aprendizagem  e  rendimento  académico  às  motivações  e  habilidades  cognitivas  dos  alunos.  Tomando  uma  amostra  de  253  alunos  do  6º  ano  de  escolaridade,  aplicamos  o  Inventário  de  Metas  Académicas  (Miranda e Almeida, 2005) e a Bateria de Provas de Raciocínio (Almeida, 2003). O  IMA avalia cinco metas académicas: aprendizagem, objectivos futuros, objectivos  a  curto  prazo,  evitamento  da  pressão  em  contexto  escolar  e  evitamento  da  pressão em contexto familiar.     Título  2:  Impacto  das  competências  pré‐leitoras  na  aprendizagem  no  1  ano  de  escolaridade: um estudo no concelho de Matosinhos ‐ Joana Cruz, Patrícia Pinto,  Ana  Macedo,  Patrícia  Constante,  Liliana  Monteiro,  Elisa  Lopes,  Marta  Almeida,  Rita  Silva  e  Cristiana  Ferreira/  Câmara  Municipal  de  Matosinhos  E‐mail:  joana.cruz@cm‐matosinhos.pt  Resumo  2:  A  Câmara  Municipal  de  Matosinhos  desenvolve  desde  o  ano  lectivo  2005/06  um  projecto  de  intervenção  precoce  na  aprendizagem  da  leitura  e  da  escrita.  Esta  linha  de  acção  foi  criada  com  o  duplo  objectivo  de  promover  competências  de  literacia  emergente  e,  consequentemente,  melhorar  o  sucesso  escolar no 1º ciclo. Nesta comunicação serão descritas as competências avaliadas  e o programa de intervenção implementado, bem como será analisado o impacto  das  competências  pré‐leitoras  (vocabulário,  conhecimento  morfo‐sintáctico,  memória auditiva, consciência fonológica e escrita inventada) no sucesso escolar  no  final  do  1º  ano  de  escolaridade.  Participaram  neste  estudo  746  crianças  do  concelho de Matosinhos. Para analisar a influência do percurso desenvolvimental  na  aprendizagem  formal  da  leitura  e  da  escrita  foi  efectuada  uma  análise  de  regressão. As implicações para a prática pedagógica, bem como para a actuação  da autarquia serão igualmente discutidas nesta comunicação.    Título  3:  Procedimentos  de  ensino  da  linguagem  escrita  de  professores  do  1º  ciclo:  a  sua  relação  com  as  crenças  ‐  Sérgio  Gaitas  e  Margarida  Alves  Martins/  Instituto  Superior  de  Psicologia  Aplicada  Unidade  de  Investigação  em  Psicologia  Cognitiva do Desenvolvimento e da Educação E‐mail: mmartins@ispa.pt  Resumo  3: Diversos trabalhos  de  investigação  têm  mostrado que  as  crenças dos  professores  influenciam  as  práticas  de  ensino.  (Berry,  2006;  Pajares,  1992).  O  objectivo deste estudo é descrever as crenças e as práticas de professores do 1º  ciclo  sobre  o  ensino  da  linguagem  escrita,  estudar  eventuais  associações,  e  verificar  se  existem  diferenças  em  função  da  experiência  docente,  ano  de  escolaridade  e  função  desempenhada.  245  Professores  responderam  a  questionários adaptados e validados a partir dos de Graham, Harris, MacArthur e  Fink  (2002)  e  Poulson,  Avramidis,  Fox,  Medwell  e  Wray  (2001).  Verificaram‐se  associações  significativas  entre  crenças  e  práticas;  diferenças  nas  crenças  e 

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práticas  em  função  do  tempo  de  serviço  docente,  professores  em  início  de  carreira e com mais anos de serviço apresentando crenças e práticas mais socais;  diferenças  relacionadas  com  a  função  desempenhada,  sendo  os  professores  dos  apoios  educativos  a  terem  práticas  mais  tradicionais.  Não  houve  diferenças  no  que respeita ao ano de escolaridade.    Título  4:  Um  olhar  sobre  a  leitura  em  alunos  do  3  e  4  anos  de  escolaridade  ‐  Lourdes  Mata,  Francisco  Peixoto  e  Vera  Monteiro/  ISPA‐  Instituto  Superior  de  Psicologia Aplicada E‐mail: lmata@ispa.pt  Resumo  4:  O  envolvimento  com  a  leitura  é  um  constructo  que  envolve  características  afectivas,  cognitivas  e  comportamentais.  Um  leitor  envolvido  é  motivado, eficaz na mobilização das estratégias adequadas e faz uso da leitura. O  final  do  1º  ciclo,  é  uma  etapa  onde  as  crianças  já  adquiriram  algumas  competências  e  autonomia  em  leitura  e  em  que  é  suposto  existir  algum  envolvimento  com  a  leitura,  um  perfil  motivacional  com  alguma  estabilidade  e  alguns  hábitos  estruturados.  Deste  modo,  desenvolvemos  um  estudo  alargado  com alunos do 3º e 4º anos de escolaridade com o objectivo de caracterizar o seu  envolvimento  com  a  leitura.  Apresentaremos  alguns  indicadores  do  seu  envolvimento  em  leitura  (hábitos,  preferências,  apoios  familiar  e  escolar,  motivação,  etc.)  Os  resultados  do  estudo  evidenciam  relações  claras  entre  o  envolvimento com a leitura e os níveis de desempenho em leitura tal como com a  auto‐percepção  de  leitor.  Os  resultados  serão  também  discutidos  procurando  retirar algumas implicações pedagógicas.    Título  5:  Práticas  de  literacia  familiar  –  um  olhar  sobre  a  diversidade  ‐  Lourdes  Mata/ ISPA‐ Instituto Superior de Psicologia Aplicada E‐mail: lmata@ispa.pt  Resumo  5:  Pretendemos  ao  longo  desta  comunicação  fazer  o  apanhado  de  um  conjunto  de  estudos  desenvolvidos  no  âmbito  da  literacia  familiar,  nos  últimos  anos  em  Portugal.  Deste  modo,  procuraremos  realçar  a  importância  de  abordagens  multifacetadas  de  modo  a  se  poder  ter  uma  visão  aprofundada  de  literacia  familiar  e  de  toda  a  sua  complexidade.Com  a  apresentação  dos  resultados  dos  vários  trabalhos  iremos  ter  como  objectivos  principais  a  clarificação do conceito de literacia familiar e realçar a multiplicidade de práticas,  a sua riqueza e as diferenças entre famílias. Por fim, procuraremos reflectir sobre  a  importância  da  literacia  familiar  através  do  impacto  que  esta  parece  ter  nos  conhecimentos  emergentes  de  literacia  das  crianças,  não  só  pela  quantidade  de  práticas de literacia desenvolvidas na família, mas também pelo tipo de práticas  desenvolvido.  Na  totalidade  dos  vários  estudos  apresentados  participaram  mais  de 600 pais de crianças em idade pré‐escolar e cerca de 800 crianças.   

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Hora: 16.00h‐17.15h          Sala: 2201 Tipo: Mesa de Comunicações Área temática: Psicologia do Trabalho e  Organizações  Título: Grupos e equipas de trabalho I ‐ Moderadora: Sílvia Silva    Título 1: Grupos nas organizações: contributos para uma abordagem integrada do  conflito intragrupal ‐ Paulo Renato Lourenço e Isabel Dórdio Dimas/ Universidade  de Coimbra; Universidade de Aveiro E‐mail: prenato@fpce.uc.pt  Resumo 1: O conflito intragrupal constitui, actualmente, um dos principais tópicos  de  investigação  no  domínio  das  organizações.  A  presente  comunicação  procura  contribuir  para  responder  a  questões  que,  apesar  das  inúmeras  investigações  realizadas,  permanecem  em  aberto:  quais  os  efeitos  do  conflito  no  funcionamento  grupal?  Que  factores  promovem  o  conflito  e  quais  inibem  a  sua  emergência?   Será  apresentado  um  conjunto  de  estudos  empíricos  que,  situados  no  nível  grupal, incidiram na análise da relação entre o conflito e variáveis como a cultura  de  grupo,  a  eficácia  grupal  e  a  qualidade  de  vida  no  trabalho.  Foram  estudadas  mais  de  350  equipas  de  trabalho  em  organizações  industriais  ou  de  serviços.  Globalmente,  os  resultados  revelam  a)  uma  associação  negativa  entre  a  orientação  cultural  para  a  aprendizagem  e  a  frequência  de  conflitos  e  b)  uma  relação,  igualmente,  negativa,  entre  a  frequência  de  conflitos  e  a  eficácia  de  grupo e a qualidade de vida no trabalho.     Título  2:  Funcionamento  interno  das  equipas  de  trabalho:  bidimensionalidade,  interdependência  e  desempenho  ‐  Ana  Pinto,  Paulo  Renato  Lourenço  e  José  Miguez/  Faculdade  de  Psicologia  e  Ciências  da  Educação  da  Universidade  de  Coimbra E‐mail: luisa.s.pinto@gmail.com  Resumo  2:  O  objectivo  desta  comunicação  consiste  em  analisar  a  relação  que  existe entre o funcionamento interno das equipas de trabalho e a eficácia grupal,  bem  como  o  papel  da  interdependência  de  tarefa  naquela  relação.  Adicionalmente, e tendo em conta, a “aproximação/convergência” com o modelo  de Miguez e Lourenço (2001) procurámos, verificar a consistência dos resultados  de  Rousseau,  Aubé  e  Savoie  (2006)  e  testar  o  referido  modelo.Os  resultados  empiricos  obtidos  revelaram  que:  a)  o  funcionamento  grupal  assenta/funda‐se  em  dois  subsistemas  –  sócio  afectivo  e  de  tarefa  –  dando  consistência  às  propostas  de  Rousseau,  Aubé  e  Savoie  (2006)  e,  também,  às  defendidas  por  Miguez  e  Lourenço  (2001);  b)  as  dimensões  do  funcionamento  interno  das  equipas  de  trabalho  (dimensão  socio  afectiva  e  dimensão  tarefa)  estão  positivamente relacionadas com a eficácia, e c) a interdependência em redor da 

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tarefa não desempenha um papel moderador na relação entre o funcionamento  interno e a eficácia grupal.    Título 3: Grupos de trabalho eficazes: o papel da cultura e da diversidade ‐ Isabel  Dórdio Dimas e Paulo Renato Lourenço/ FPCE ‐ Universidade de Coimbra E‐mail:  idimas@fpce.uc.pt  Resumo  3:  O  estudo  dos  grupos  em  contexto  organizacional  tem  recebido  uma  atenção  crescente  por  parte  das  ciências  que  se  dedicam  ao  estudo  das  organizações. A investigação produzida tem, no entanto, focalizado os processos  que diminuem a eficácia das equipas e pouca atenção tem sido dada aos aspectos  que a potenciam. A presente investigação tem como objectivo central contribuir  para clarificar os processos que permitem incrementar a eficácia grupal. De modo  particular, são analisados, com recurso a um design não experimental, os efeitos  da orientação cultural do grupo para a aprendizagem e da diversidade na eficácia.  O  estudo  incidiu  em  73  equipas  de  trabalho  que  desempenhavam  tarefas  complexas  e  não‐rotineiras,  em  organizações  industriais  ou  de  serviços.  Os  resultados revelaram que a orientação cultural para a aprendizagem se traduz em  ganhos  significativos  para  os  indivíduos  e  para  os  grupos  e  que,  por  seu  lado,  a  diversidade não constitui um preditor da eficácia grupal.    Título  4:  O  papel  da  definição  de  objectivos  de  equipa  participados  na  identificação e satisfação em equipas de voluntários ‐ Sandra Pintor, Sílvia Silva e  Juergen  Wegge/  Instituto  Universitário  de  Lisboa  (ISCTE‐IUL)  E‐mail:  sandra.spintor@gmail.com  Resumo  4:  Considerando  que  participar  no  estabelecimento  de  objectivos  de  equipa aumenta a motivação, desempenho do grupo e identificação com grupo,  este estudo pretende analisar o papel de definir objectivos de equipa participados  numa  organização  de  voluntários.  Hipotetizam‐se  benefícios  e  mecanismos  envolvidos na participação de estabelecimento de objectivos de equipa, testados  através  de  questionário  de  auto‐relato  (respondido  por  67  participantes).  Como  esperado, a percepção de participação mostrou‐se significativamente associada à  motivação  para  a  tarefa,  implicação  com  objectivo,  identificação  com  equipa  e  satisfação  com  trabalho.  A  análise  da  mediação  revelou  que  a  percepção  de  participação  aumenta  a  identificação  com  equipa  o  que  aumenta  a  motivação  para a tarefa e a satisfação com trabalho; a percepção de participação aumenta a  implicação com o objectivo aumentando a satisfação com trabalho. Os resultados  corroboram  as  hipóteses  iniciais  e  os  resultados  de  Wegge  e  realçam  a  importância  de  definir  objectivos  de  equipa  participativamente  em  organizações  sem‐fins lucrativos.   

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        Hora: 16.00h‐17.15h          Sala: 2202  Tipo: Mesa de Comunicações  Área temática: Psicologia da Saúde  Título:  Avaliação  e  intervenção  em  contexto  de  saúde  ‐  Moderadora:  Anabela  Pereira    Título 1: Estudo Psicométrico dos Riscos de Saúde ‐ Cristina Camilo e Maria Luísa  Lima/ ISCTE E‐mail: camilo.cristina@gmail.com  Resumo 1: Recorre‐se à abordagem psicométrica para caracterizar a percepção de  riscos  de  saúde,  procurando  encontrar‐se  a  sua  posição  relativa  nas  dimensões  “risco  assustador”  e  “risco  desconhecido”.  Estas  duas  dimensões  foram  originariamente  caracterizadas  no  estudo  de  90  fontes  de  risco  (Slovic,  1987)  e  replicadas  em  estudos  posteriores  com  conjuntos  de  riscos  diversificados.  Procuramos observar se estão igualmente subjacentes à forma como as pessoas  representam  um  conjunto  exclusivo  de  ameaças  à  saúde.  Os  191  participantes  avaliaram  15  riscos  em  oito  escalas  de  diferencial  semântico  associadas  às  dimensões  supracitadas.  Uma  primeira  análise  factorial  produz  três  factores,  acrescentando  aos  dois  originais  o  factor  “risco  controlável”.  Uma  segunda  análise,  onde  se  retiram  os  riscos  de  contrair  ébola  e  gripe  das  aves  por  serem  praticamente  desconhecidos  do  público,  reproduz  os  dois  factores  originais.  O  risco avaliado como mais assustador e desconhecido é o cancro e o risco menos  assustador e mais conhecido é a constipação.    Título  2:  Terapia  de  grupo  em  mulheres  com  cancro  da  mama  ‐  Ana  Torres,  Anabela Pereira e Sara Monteiro/Universidade de Aveiro E‐mail: anatorres@ua.pt  Resumo 2: O Cancro da mama e as doenças mentais, com as quais esta patologia  apresenta  uma  elevada  comorbilidade,  são  prioridades  do  plano  nacional  de  saúde.    Este  trabalho  visa  apresentar  um  projecto  de  investigação  que  objectiva  desenvolver  um  protocolo  terapêutico  cognitivo‐comportamental  de  grupo  para  mulheres  com  cancro  da  mama,  e  comparar  a  sua  viabilidade,  eficácia  e  durabilidade  com  uma  intervenção  de  grupo  estritamente  psico‐educativa.A  par  dos objectivos e procedimentos do projecto de investigação, serão sintetizados os  trabalhos  que  estudaram  os  efeitos  da  terapia  de  grupo  cognitivo‐ comportamental    em  mulheres  com  cancro  da  mama.    Através  da  revisão  dos  estudos realizados nesta área, conclui‐se que são necessários mais trabalhos que  procurem  promover  a  durabilidade  da  eficácia  das  intervenções  cognitivo‐ comportamentais de grupo com mulheres com cancro da mama. 

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  Título  3:  Terapias  de  grupo  em  doentes  oncológicos:  perigos  e  vantagens  ‐  Ana  Torres,  Sara  Monteiro,  Alexandra  Pereira  e  Anabela  Pereira/  Departamento  de  Ciências da Educação, Universidade de Aveiro E‐mail: anatorres@ua.pt  Resumo  3:  Os  doentes  oncológicos  constituem  um  grupo  que  apresenta  maior  prevalência de doenças mentais do que a população normal. Revela‐se, portanto,  necessário pensar em terapias psicológicas adequadas para este grupo específico.  Neste trabalho propomo‐nos a explorar as vantagens e os perigos de utilização da  terapia  de  grupo  em  doentes  oncológicos.São  apresentados  os  benefícios  que  têm  sido  alcançados  com  a  utilização  da  terapia  de  grupo  em  doentes  oncológicos, bem como, os perigos que têm vindo a ser identificados.  Concluiu‐se  que, apesar dos perigos identificados, os benefícios alcançados (a nível de vários  indicadores  psicológicos,  como  a  psicopatologia,  o  coping,  a  auto‐estima  e  o  funcionamento familiar) afirmam a utilidade deste tipo de terapia para os doentes  oncológicos. Esta utilidade é ainda reforçada pelas vantagens da terapia de grupo  gerais, sendo uma delas o facto de se conseguir abranger um significativo número  de pessoas de uma só vez.    Título  4:  Questionário  de  Ansiedade  Cirúrgica:  Estudo  Psicométrico  e  de  Adaptação  do  Surgical  Anxiety  Questionnaire    para  a  população  portuguesa  ‐  Patrícia  J.  R.  Pinto,  Vera  Araújo‐Soares,  Teresa  McIntyre  e  Armando  Almeida/  Universidade  do  Minho  (Portugal);  Robert  Gordon  University  (Escócia‐Reino  Unido); University of Houston (EUA) E‐mail: patipinto@gmail.com  Resumo  4:  O  presente  estudo  visa  a  adaptação  e  o  estudo  das  propriedades  psicométricas  da  versão  portuguesa  do  Surgical  Anxiety  Questionnaire.  Este  questionário, constituído por 10 itens,  tem como objectivo avaliar os medos  que  os  pacientes  cirúrgicos  apresentam  relativamente  à  cirurgia.  O  questionário  foi  aplicado  a  145  pacientes  com  uma  idade  média  de  52.63  (DP=11.64),  24  horas  antes  de  serem  submetidos  a  cirurgia  ginecológica  e  ortopédica.  A  análise  de  componentes  principais  encontrou  2  factores,  associados  ao  medo  das  consequências  a  curto‐prazo  (6itens)  e  a  longo‐prazo  da  cirurgia  (4itens),  responsáveis  por  54.1%  da  variância  total.  Os  coeficientes  alfa  de  Cronbach  das  sub‐escalas  derivadas  factorialmente  são,  respectivamente,  .74  e  .82,  sendo  o   alfa  da  escala  global  de  .80.  Os  resultados  evidenciados  na  análise  factorial  confirmatória  revelam  um  bom  ajustamento  do  questionário.  As  propriedades  psicométricas encontradas na versão portuguesa respeitaram a estrutura original,  demonstrando  ser  útil  para  avaliar  os  medos  cirúrgicos  dos  pacientes  portugueses.   

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Título  5:  Programa  de  intervenção  para  a  reabilitação  da  sexualidade  numa  população  portuguesa  de  lesionados  medulares  ‐  Ana  Garrett/  Hospital  Rovisco  Pais  BD  FCT  ,  Fernando  Martins/  Centro  Hospitalar  de  Coimbra  e  Zélia  Teixeira/  IDT E‐mail: 081168@gmail.com   Resumo 5: O reinício da actividade sexual depois de uma lesão medular envolve  especificidades  médicas  e  psicossociais  que  devem  ser  consideradas  num  programa global de reabilitação. Embora as questões técnicas relativas à prática  do  acto  sexual  e  à  perspectiva  de  procriação  já  disponham  de  meios  adequados  de resolução, o mesmo não é verdade relativamente à sexualidade individual, e o  apoio  efectivo  neste  aspecto  da  saúde  contribui  para  a  obtenção  de  resultados  positivos  em  todo  o  processo  de  recuperação.  O  objectivo  deste  estudo,  elaborado  num  Hospital  de  Reabilitação,  como  parte  de  uma  investigação  conducente  à  obtenção  de  doutoramento  em  Psicologia  Clínica,  é  comunicar  os  resultados  preliminares  de  uma  população  portuguesa  com  lesão  medular  (n  =  35)  e  apresentar  dimensões  psicossociais  objecto  de  análise,  relevantes  para  a  nossa intervenção. A população estudada tem uma média de idades de 32 anos,  34 para o sexo feminino e 33 para o masculino, variando entre 20 e 54 anos. No  que  se  refere  ao  género,  o  sexo  masculino  representa  74%  da  amostra  e  o  feminino  26%.  A  etiologia  da  lesão  é  predominantemente  traumática,  sendo  os  acidentes  de  viação  responsáveis  por  54%  das  lesões.  Com  base  nas  dimensões  “luto  sexual  pós‐lesão”,  “actividade  sexual  e  o  seu  grau  de  importância”  e  “capacidade de obtenção de orgasmo”, cria‐se a necessidade de um mapeamento  de “zonas potencialmente erógenas”, conducente à construção de uma matriz de  diagnóstico e de reabilitação que pode ir além da terapêutica farmacológica.  Se  a  função  sexual  mudou,  a  procura  da  satisfação  sexual  continua  a  ser  uma  realidade, possivelmente alcançável através de outros meios que promovam uma  nova sexualidade.        17.15h‐18.30h  Hora: 17.15h‐18.30h  Sala: B1  Tipo: Simpósio  Área temática: Psicologia Social  Título: Novas Direcções na Investigação em Formação de Impressões e Inferências  de  traços  de  Personalidade  ‐  Moderadores:  Mário  B.  Ferreira  e  Rita  Jerónimo/Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de  Lisboa E‐mail: mabf@fpce.ul.pt   

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Resumo:  No  presente  simpósio  pretendemos  contribuir  para  a  investigação  em  inferências de traço de personalidade e formação de impressões estendendo, de  forma integrada, estes domínios de estudo em novas direcções.Especificamente,  no  domínio  da  formação  de  impressões  e  inferências  intencionais  de  traços  de  personalidade,  será  examinada  a  origem  ontológica  do  processamento  da  incongruência com base em estudos com participantes entre os 5 e os 14 anos de  idade,  e  ampliado  o  estudo  dos  processos  cognitivos  envolvidos  recorrendo  à  análise de efeitos de ordem em memória de pessoas. No domínio das inferências  espontâneas  de  traço  será  apresentado  um  novo  paradigma  experimental  que  ultrapassa limitações de paradigmas anteriores; e apresentada evidência recente  de que essas inferências são muito mais maleáveis e dependentes do contexto do  que  a  literatura  nesta  área  sugere.  Será  ainda  avançada  uma  abordagem  integradora da investigação em inferências espontâneas e intencionais com base  na importância da monitorização dos processos inferenciais.    Título  1:  O  bom,  o  mau  e  o  incongruente:  Respostas  de  crianças  e  jovens  a  informação  incongruente  em  formação  de  impressões  ‐  Sara  Hagá/Instituto  Superior  de  Ciências  do  Trabalho  e  da  Empresa  (ISCTE‐UL)  e  Leonel  Garcia‐ Marques/  Faculdade  de  Psicologia  da  Universidade  de  Lisboa  (FP‐UL)  E‐mail:  sarahaga13@yahoo.com  Resumo 1: A informação incongruente, ao desafiar a coerência duma impressão,  desempenha um papel importante no estudo de Formação de Impressões. Sabe‐ se, por exemplo, que os adultos explicam facilmente como alguém pode possuir  traços  incongruentes  e  que  recordam  melhor  comportamentos  incongruentes  (inesperados) do que congruentes. Contudo, sabe‐se menos sobre a ontogénese  dos  processos  envolvidos  na  resolução  da  incongruência.  Em  três  estudos  com  crianças exploramos a evolução das reacções à incongruência. Nos dois primeiros  estudos, as crianças escolhiam a história que gostariam de ouvir: uma sobre um  alvo congruente ou outra sobre um alvo avaliativa (estudo 1) ou situacionalmente  (estudo 2) incongruente. No estudo 3, as crianças decidiam se alvos, descritos por  pares congruentes ou incongruentes de traços, existiam realmente. Os resultados  revelaram  alguma  indiferença  das  crianças  de  5anos  e  uma  tendência  que  vai  desde a rejeição (7anos) até à maior curiosidade acerca de alvos incongruentes e  à crescente admissão da sua possibilidade.    Título 2: Memória de Ordem em Cognição Social ‐ Rui S. Costa/ Instituto Superior  de  Ciências  do  Trabalho  e  da  Empresa  (ISCTE‐UL),  Leonel  Garcia‐Marques/  Faculdade  de  Psicologia  da  Universidade  de  Lisboa  (FP‐UL)  e  Jeff  Sherman/  Universidade da California, Davis 

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Resumo 2: A representação de informação em memória é um tópico central em  cognição social. Os modelos de memória de pessoas desenvolvidos para lidar com  esta questão centram‐se na representação e recuperação de informação de item,  negligenciado a informação de ordem. Nesta comunicação serão reportadas três  experiências  conduzidas  para  testar  um  modelo  associativo  de  representação  e  recuperação  da  informação  de  ordem  (e  item)  em  memória  de  pessoas.  De  acordo  com  este  modelo,  a  representação  e  recuperação  de  ordem  teria  lugar  associando  itens  em  posições  sucessivas.  Os  resultados  deste  conjunto  de  experiências  demonstram  a  insuficiência  desta  proposta,  sugerindo  que  a  representação  e  recuperação  da  informação  de  ordem  é  independente  das  associações  formadas  durante  a  codificação.  Estes  dados  parecem  adequar‐se  antes  a  um  modelo  ordinal  em  que  a  informação  de  ordem  é  representada  e  recuperada  de  forma  indirecta,  pela  atribuição  de  um  valor  numa  dimensão  ordinal a cada item representado em memória.    Título  3:  Inferências  durante  a  Recuperação:  Um  novo  paradigma  para  o  estudo  das  Inferências  Espontâneas  de  Traço  ‐  Rita  Jerónimo/  Instituto  Superior  de  Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE‐UL, Leonel Garcia‐Marques/ Faculdade  de Psicologia da Universidade de Lisboa (FP‐UL), Mário B. Ferreira/ Faculdade de  Psicologia  da  Universidade  de  Lisboa  (FP‐UL)  e  Sara  Hagá/  Instituto  Superior  de  Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE‐UL) E‐mail: rita.jeronimo@gmail.com  Resumo  3:  Um  novo  paradigma  experimental  de  inferências  espontâneas  que  ultrapassa  algumas  das  limitações  de  anteriores  paradigmas  será  apresentado  nesta  comunicação.    Neste  paradigma  é  apresentada  uma  lista  de  palavras  para  memorização  ‐  incluindo,  entre  outras,  palavras‐traço  ‐  e,  subsequentemente,  descrições  comportamentais  implicativas  e  não  implicativas  desses  traços.  Imediatamente  após  cada  descrição  é  apresentada  uma  palavra,  para  o  participante  indicar  se  estava  presente  na  lista  inicial.  Algumas  destas  palavras  para  reconhecimento  consistem  no  traço  implicado  pela  descrição  lida  imediatamente  antes.  Espera‐se  que  as  inferências  espontâneas  de  traço  ao  aumentarem  a  acessibilidade  das  palavras‐traço  apresentadas  imediatamente  após  as  respectivas  descrições,  levem  ao  falso  reconhecimento  dessas  palavras  como  fazendo  parte  da  lista  inicial.  Num  primeiro  estudo  exploratório,  como  previsto,  o  desempenho  no  teste  de  reconhecimento  foi  pior  quando  a  palavra‐ traço  foi  precedida  por  uma  descrição  implicativa  desse  traço.  As  vantagens  e  limitações deste novo paradigma serão também discutidas.    Título  4:  Inferir  Traços  a  partir  de  Comportamentos:  Impacto  da  informação  comportamental  prévia  nas  Inferências  Espontâneas  de  Traço  ‐  Tânia  Ramos/  Instituto  Superior  de  Ciências  do  Trabalho  e  da  Empresa  (ISCTE‐UL),  Leonel 

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Garcia‐Marques/  Faculdade  de  Psicologia  da  Universidade  de  Lisboa  (FP‐UL),  David  Hamilton/  Universidade  da  California,  Santa  Bárbara  (UCSB)  e  Mário  B.  Ferreira/  Faculdade  de  Psicologia  da  Universidade  de  Lisboa  (FP‐UL)  E‐mail:  taniapereiraramos@gmail.com  Resumo 4: As inferências espontâneas de traço são tipicamente conceptualizadas  enquanto  processos  largamente  automáticos  e  imunes  a  variações  contextuais  (e.g., Uleman et al., 1996). O nosso objectivo é demonstrar que estas inferências  são  mais  flexíveis  e  sensíveis  ao  contexto  social  do  que  anteriormente  suposto.  Concretamente,  mostra‐se  que  o  comportamento  prévio  dum  actor  influencia  a  magnitude  das  inferências  espontâneas.  Para  tal,  apresentámos  pares  de  comportamentos  do  mesmo  actor.  Hipotetisámos  que  as  IETs  são  menos  prováveis  depois  de  ser  observar  um  comportamento  inconsistente,  do  que  depois de um comportamento consistente. No Estudo 1, utilizámos um paradigma  de recordação com pistas. Previmos que os traços implicados seriam mais eficazes  como  pistas  na  recordação  dos  segundos  comportamentos,  nos  ensaios  consistentes. De forma a provar que os efeitos ocorrem durante a codificação, no  Estudo  2  utilizámos  o  paradigma  de  reconhecimento  de  pistas.  Os  resultados  apoiam as hipóteses, e contribuem para uma visão mais flexível das IETs.    Título  5:  Sobre  a  relação  entre  Inferências  Espontâneas  de  Traço  e  Inferências  Intencionais: Novos dados a favor de uma hipótese de Activação‐Monitorização‐  Mário  B.  Ferreira/  Faculdade  de  Psicologia  da  Universidade  de  Lisboa,  Leonel  Garcia‐Marques/  Faculdade  de  Psicologia  da  Universidade  de  Lisboa,  Tânia  Ramos/  Instituto  superior  de  Ciências  do  trabalho  e  da  Empresa  (ISCTE‐UL)  e  David  Hamilton/  Universidade  da  Califórnia,  Santa  Bárbara  (UCSB)  E‐mail:  mabf@fpce.ul.pt    Resumo  5:  Estudos  anteriores  por  nós  realizados  usando  um  paradigma  semelhante  ao  paradigma  de  falsos  reconhecimentos  (Todorov  and  Uleman,  2002)  mostraram  que  uma  diferença  crucial  entre  inferências  intencionais  e  espontâneas  de  traços  de  personalidade  é  que  o  mesmo  processo  inferencial  automático (activação) é deliberadamente monitorizado apenas no primeiro caso  e  quando  há  recursos  cognitivos  disponíveis.Num  novo  estudo,  usando  um  paradigma  semelhante  ao  de  Hamilton,  Katz  e  Leirer  (1980),  obteve‐se  suporte  empírico  adicional  à  nossa  hipótese  de  activação‐monitorização  mostrando‐se  que  o  agrupamento  de  traços  em  recordação  livre  (clustering)  só  acontece  em  formação  de  impressões  (inferências  intencionais)  e  não  em  instruções  de  Memória  (inferências  espontâneas).  Contudo,  os  traços  inferidos  na  fase  de  estudo  foram  pistas  de  memória  eficazes  apenas  em  Memória.  Estes  resultados  estão de acordo com a noção de que se tem acesso explícito aos traços inferidos 

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apenas  no  caso  das  inferências  intencionais  e  apenas  implícito  quando  as  inferências são espontâneas.    Hora: 17.15h‐18.30h          Sala: B2  Tipo: Simpósio  Área temática: Psicologia Clínica e Psicoterapias  Título:  Capacidades  Estruturais  de  Processamento  ou  de  Funcionamento  em  Psicoterapia e na Vida ‐ Moderador: Nuno Conceição/ Universidade de Lisboa E‐ mail: nunoconceicao@gmail.com    Resumo:  Dentro  da  Complementaridade  Paradigmática  (Vasco,  1999)  temos  procurado realizar investigação de processo relevante na psicoterapia em geral, e  na integrativa, em particular. Este simpósio debruça‐se sobre a sequência de sete  fases  do  processo  psicoterapêutico,  um  dos  componentes  deste  modelo  integrativo. A primeira comunicação procura abstrair um princípio geral que apoie  a tomada de decisão responsiva à progressão nas fases, com base em estudos de  caso  longitudinais.  A  segunda  revela  evidência  preliminar  que  apoia  parte  dessa  mesma sequência, com base num estudo de caso das narrativas de uma paciente.  A terceira, num estudo transversal, procura avaliar os factores que influenciam a  tomada de decisão dos terapeutas e verificar se existe evidência a favor do factor  fase. Finalmente, a quarta, num estudo inicialmente transversal e posteriormente  de  caso,  procura  avaliar  as  reacções  dos  pacientes  a  cenários  potencialmente  desorganizadores e verificar se são congruentes com a fase em que se encontram.    Título  1:  Resultados  intermédios  na  psicoterapia  à  luz  da  Complementaridade  Paradigmática: Estudos de caso longitudinais ‐ Nuno Conceição e António Vasco/  Universidade de Lisboa E‐mail: nunoconceicao@gmail.com  Resumo  1:  Este  estudo  examina  casos  de  psicoterapia  integrativa  utilizando  a  promoção  e  assimilação  de  objectivos  estratégicos,  tal  como  postulado  em  Complementaridade  Paradigmática  (Vasco,  1999),  enquanto  lente  para  compreender processos de mudança do terapeuta e mecanismos de mudança do  paciente.  Este  modelo  entende  a  terapia  como  uma  sequência  de  sete  fases  de  objectivos  estratégicos,  baseados  em  factores  comuns  às  várias  escolas  de  terapia.  O  trabalho  terapêutico  em  termos  destes  objectivos  estratégicos  é  comparado intra e entre casos no sentido de compreender como as intervenções  do  terapeuta  contribuem  para  objectivos  intermédios  ou  mecanismos  de  mudança que eventualmente levam aos resultados finais. Esta comparação visa a  abstracção de um padrão, que sob a forma de princípio geral de mudança, possa  guiar a tomada de decisão a este nível de intervenção. São discutidas limitações e  implicações  destes  resultados  para  a  prática  responsiva  da  psicoterapia  independentemente da orientação teórica do terapeuta. 

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    Título  2:  Movimentação  e  Diferenciação  Narrativa  em  Complementaridade  Paradigmática: Um Estudo de Caso Longitudinal. ‐ Joana Ferreira, Isabel Sá, Nuno  Conceição, António Vasco, Joaquim Vitor e Ana Sousa/ Universidade de Lisboa E‐ mail: joanafojo.ferreira@gmail.com  Resumo 2: As narrativas são frequentemente consideradas o meio por excelência  de  reconhecimento  e  reorganização  da  experiência  interna  dos  pacientes.  Este  estudo  recorre  àquelas  para  analisar  o  funcionamento interno  de uma  paciente,  verificar movimentos nesse funcionamento ao longo de três fases da componente  sequencial  do  modelo  de  Complementaridade  Paradigmática  e  ensaiar  a  identificação de marcadores narrativos que possam auxiliar a tomada de decisão  clínica fase‐a‐fase.São definidos, reconhecidos e analisados processos narrativos a  nível molecular (a partir da revisão de literatura) e a nível molar (a partir da teoria  do  modelo  supra‐referido).  Enfatizam‐se  as  formas  e  capacidades  de  processamento  da  informação  em  detrimento  dos  conteúdos  narrados.Os  resultados  dão  conta  de  diferenciação  e  movimentação  entre  as  fases  consideradas  para  processos  moleculares  e  molares,  e  nestes  últimos  reconheceu‐se  um  padrão  de  progressão  narrativa  de  acordo  com  a  sequencialidade proposta pelo modelo, para as fases em estudo.    Título  3:  Da  Obra  à  Matéria‐Prima”:  Estudo  Naturalístico  dos  Factores  que  Influenciam  a  Tomada  de  Decisão  Clínica."  ‐  Ana  Sousa,  Isabel  Sá,  Nuno  Conceição, António Vasco, Joana Ferreira e Joaquim Vitor/ Universidade de Lisboa  E‐mail: apvsousa@gmail.com  Resumo 3: Em resposta a um recente apelo à investigação em tomada de decisão  em psicoterapia integrativa, esta investigação pretende explorar a forma como os  psicólogos  clínicos  tomam  decisões  clínicas.  Construiu‐se  um  questionário  que  tem por objectivo medir se as bases usadas pelos psicólogos clínicos para tomar  decisões  corroboram  as  existentes  na  literatura,  numa  perspectiva  de  emparelhamento  único,  momento‐a‐momento  ou  fase‐a‐fase.  Abordando  influências  relativas  a  características  do  paciente,  do  terapeuta  e  da  própria  relação  terapêutica,  pretende‐se  perceber  quais  as  mais  relevantes  para  as  decisões  em  estudo,  sendo  a  unidade  de  análise  uma  única  decisão  significativa  tomada  numa  sessão.  Foram  recolhidos  dados  de  psicólogos  clínicos  diferenciados em termos de sexo, idade, orientação teórica e anos de experiência  clínica.  Finalmente  pretende‐se  verificar  se  existe  evidência  que  apoia  a  tomada 

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de  decisão  fase‐a‐fase,  isto  é,  aquela  que  tem  por  base  a  fase  do  processo,  tal  como postulado pelo meta‐modelo de Complementaridade Paradigmática.    Título  4:  Cenários  hipotéticos  com  potencial  perturbador  e  avaliador:  uma  tentativa  de  medir  resultados  intermédios  da  psicoterapia,  fora  dela!  ‐  Joaquim  Vitor,  Isabel  Sá,  Nuno  Conceição,  António  Vasco,  Ana  Sousa  e  Joana  Ferreira/Universidade de Lisboa E‐mail: joaquim.vitor@gmail.com  Resumo 4: Perante a crescente importância de estudar mecanismos de mudança  ou  resultados  intermédios  em  psicoterapia,  e  porque  estes  se  revelam  fora  do  espaço  terapêutico,  este  estudo  procura  avaliar  as  capacidades  estruturais  de  processamento  das  pessoas  na  sua  vida  quotidiana.  Numa  primeira  fase,  pretendeu‐se  encontrar  cenários  do  quotidiano,  potencialmente  activadores  e  desorganizadores  do  ponto  de  vista  emocional.  Assim,  criou‐se  um  questionário  que apresenta diversas situações potencialmente desorganizadoras e avaliou‐se o  nível  da  intensidade,  frequência  e  duração  do  seu  potencial  desorganizador.  Posteriormente,  com  base  nos  cenários  mais  desorganizadores,  construiu‐se  um  teste que procura avaliar como é que pacientes reagem perante estes e analisa‐se  a  relação  entre  essa  reacção  e  a  fase  do  processo  terapêutico  em  que  se  encontram,  tal  como  postulado  pelo  modelo  de  Complementaridade  Paradigmática.  São  discutidas  limitações  e  implicações  destes  resultados  para  a  prática da psicoterapia e para a teoria sobre mecanismos de mudança.    Hora: 17.15h‐18.30h  Sala: 2101   Tipo: Simpósio   Área temática: Psicologia Escolar e da Educação  Título: Programas de Promoção de Competências Sócio‐Emocionais em Contexto  Escolar  ‐  Moderadora:  Raquel  Raimundo/Universidade  de  Lisboa  E‐mail:  rraimundo@campus.ul.pt    Resumo:  Um  conjunto  crescente  de  estudos  empíricos  tem  documentado  a  capacidade  dos  programas  preventivos  de  aplicação  universal  na  melhoria  das  competências  sociais,  emocionais  e  comportamentais  das  crianças  e  jovens  (Catalano,  et  al.,  2002;  Greenberg,  et  al.,  2003),  tão  necessárias  para  uma  adaptação  bem  sucedida  na  vida.  No  entanto,  o  mercado  está  saturado  de  programas  sem  uma  forte  base  teórica  e  empírica  (Weissberg,  et  al.,  2003),  apresentando fragilidades a nível conceptual, metodológico e na avaliação do seu  impacto.  Poucos  programas  apresentam  resultados  relativamente  à  sua  eficácia,  na  sua  maioria  são  iniciativas  fragmentadas  que  visam  responder  a  problemas  específicos (ex.: violência, consumo de drogas) (Zins, et al., 2004) e são sobretudo  originários  de  países  Anglo‐Saxónicos  (Diekstra,  2008).  Este  simpósio  reúne  um 

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conjunto  de  investigações  que  avaliam  a  eficácia  de  programas  portugueses  destinados a promover competências sócio‐emocionais em alunos do pré‐escolar,  do 1º, 2º e 3º ciclos do ensino básico e do ensino superior.    Título  1:  “Nino  e  Nina”:  Avaliação  da  Eficácia  de  um  Programa  de  Desenvolvimento de Competências Sociais no Jardim de Infância – R. Raimundo,  A.  Marques‐Pinto  e  L.  Lima/FPCE  Universidade  de  Lisboa,  FPCE  Universidade  de  Lisboa e ISCTE‐IUL E‐mail: rraimundo@campus.ul.pt  Resumo 1: Este estudo analisa os efeitos do programa de intervenção “Pré: Guia  de Competências ‐ Nino e Nina” nas competências sociais de crianças do jardim‐ de‐infância.116 crianças, de 5 turmas, dos 4 e 5 anos participaram neste estudo,  durante  um  ano  lectivo.  O  autocontrolo,  as  relações  com  os  pares  e  o  comportamento académico, assim como a competência social generalizada foram  avaliados,  pelas  educadoras,  através  de  um  questionário  (SSBS‐2:  escala  de  competências  sociais;  Merrell,  2002),  antes  e  após  a  implementação  do  programa.Verificaram‐se  ganhos  significativos  em  todas  as  variáveis  analisadas.  As crianças de 4 anos e os alunos com competências sociais baixas e média‐baixas  beneficiaram  significativamente  mais  com  o  programa  do  que  as  crianças  de  5  anos  e  os  alunos  com  competências  sociais  altas.  Não  foram  encontradas  diferenças  de  género.Os  resultados  evidenciam  que  o  programa  “Nino  e  Nina”  pode  ser  eficaz  no  desenvolvimento  de  competências  sociais,  em  crianças  do  jardim‐de‐infância.    Título  2:  Promovendo  o  sucesso  na  transição  para  o  2º  ciclo:  Combinando  um  programa  aprendizagem  sócio‐emocional  com  um  programa  de  ajustamento  escolar – V. Coelho, B.  Soares e V. Sousa/ FPCE Universidade de Coimbra, FCSH  Universidade  Nova  de  Lisboa  e  Académico  de  Torres  Vedras  E‐mail:  vitorpcoelho@gmail.com  Resumo  2:  O  objectivo  deste  estudo  é  analisar  o  impacto  combinado  de  um  programa  de  ajustamento  escolar  (21  sessões)  e  outro  de  aprendizagem  sócio‐ emocional  (12  sessões),  concebidos  para  apoiarem  os  alunos  na  transição  do  1º  para  o  2º  ciclo.  Participaram  neste  estudo  782  alunos  de  4º  e  5º  ano  (51%  rapazes)  e  57  professores.  Os  programas  semanais  foram  implementados  consecutivamente,  abrangendo  2  anos  escolares.  Os  instrumentos  utilizados  foram  as  versões  portuguesas  da  Bateria  de  Socialização3  (Silva  e  Martorell,  1995), o Questionário de Avaliação de Competências Sócio‐Emocionais (Coelho e  Sousa, 2006), o Auto‐Conceito Forma‐5 (Garcia e Musitu, 1999), o Questionário de  Avaliação  do  Stress  Escolar  (Pereira,  2003),  bem  como  as  avaliações  escolares.Verificou‐se  uma  diminuição  dos  níveis  de  absentismo  e  insucesso  escolar e uma melhoria em 6 das 8 dimensões consideradas (4 em 5 nas medidas 

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dos professores). Os resultados demonstram que os programas promovem várias  competências sócio‐emocionais e o ajustamento escolar.    Título  3:  Atitude  Positiva:  Impacto  de  um  programa  de  aprendizagem  sócio‐ emocional  sobre  as  competências  sócio‐emocionais  e  auto‐estima  de  alunos  do  2º/3º ciclo – V. Sousa,  V. Coelho e B. Soares/ Académico de Torres Vedras, FPCE  Universidade  de  Coimbra  e  FCSH  Universidade  Nova  de  Lisboa  E‐mail:  vanda‐ sousa@clix.pt  Resumo  3:  O  objectivo  deste  estudo  é  analisar  o  impacto  de  um  programa  de  aprendizagem  sócio‐emocional,  de  13  sessões  semanais,  sobre  as  competências  sócio‐emocionais  e  auto‐estima  de  alunos  de  2º  e  3º  ciclo.  Participaram  neste  estudo  1572  alunos  (52%  raparigas)  de  2º  e  3º  ciclo  (1248  em  grupos  de  intervenção,  324  nos  de  controlo),  bem  como  68  professores.Os  instrumentos  utilizados  foram  as  versões  portuguesas  do  Auto‐Concepto  Forma5  (Garcia  e  Musitu,  1989),  a  Bateria  de  Socialização  ‐  BAS3  (Silva  e  Martorell,  1995)  e  o  Questionário  de  Avaliação  de  Competências  Sócio‐Emocionais  para  professores  (Coelho  e  Sousa,  2006).Das  6  variáveis  avaliadas  verificou‐se  uma  melhoria  significativa  na  auto‐estima  e  em  4  competências  sócio‐emocionais  reportados  pelos alunos (3 pelos professores), nos grupos de intervenção, e uma diminuição  significativa  na  auto‐estima  nos  grupos  de  controlo  do  2º  ciclo.  Os  resultados  evidenciam  a  eficácia  do  programa  na  promoção  da  auto‐estima  e  de  várias  competências sócio‐emocionais.    Título  4:  Competências  emocionais  e  adaptação:  Avaliação  de  uma  intervenção  com  estudantes  de  ensino  superior  –  A.  I.  Lage‐Ferreira,  S.  Assis,  S.  Alves,  V.  Almeida  e  J.  Rocha/  Instituto  Politécnico  do  Porto/ISCTE‐IUL,  UNIPSA‐CESPU,  UNIPSA‐CESPU, UNIPSA‐CESPU e UNIPSA‐CESPU E‐mail: anaif@sc.ipp.pt  Resumo  4:  As  emoções,  enquanto  indicadores  das  alterações  na  relação  entre  o  indivíduo  e  o  meio,  são  mecanismos  importantes  no  processo  de  adaptação.  O  Gabinete  do  Estudante  do  IPP  tem  desenvolvido  desde  2004  um  programa  de  promoção de competências emocionais dirigido a estudantes do ensino superior.  Usamos  como  enquadramento  o  modelo  de  Inteligência  Emocional  de  Mayer  e  Salovey  (1997)  e  evidências  sobre  o  papel  facilitador  das  competências  emocionais no estabelecimento de relações interpessoais positivas o que, por sua  vez, constitui um recurso valioso para lidar com situações difíceis.     A avaliação  preliminar  do  impacto  do  programa  inclui  uma  análise  quantitativa  (TMMS  (Salovey,  et.  al,  1995;  CTEA  (Stanton,  et.  al,  2000))  e  qualitativa  (análise  de  conteúdo)  das  mudanças  percebidas  pelos  participantes.  Comparando  com  o  grupo  de  controlo  (N=20),  apenas  os  participantes  na  intervenção  (N=27) 

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evidenciam  melhorias  significativas  nas  dimensões  de  clareza  e  reparo  das  emoções assim como no processamento e expressão emocional.    Hora: 17.15h‐18.30h          Sala: 2102  Tipo: Simpósio  Área temática: Psicologia da Saúde  Título: Variáveis Familiares na Doença Crónica ‐ Moderadores: M. Graça Pereira e  Ricardo  Teixeira  –  Universidade  do  Minho  –  Escola  de  Psicologia  E‐mail:  gracep@psi.uminho.pt    Resumo:  A  doença  crónica  constitui    um  stressor  que  gera  varias  alterações  ao  nível  pessoal  e  familiar.  Diferentes  doenças  em  diferentes  fases  colocam  exigências  diferentes  ás  famílias  e  a  forma  como  a  família  responde  vai  determinar  a  adaptação  á  doença.  Na  realidade,  a  doença  crónica  altera  a  estrutura familiar e a qualidade da relação marital. Estudos recentes tem revelado  que  o  distress  relacional  se  encontra  associado  à  percepção  e  a  indicadores  fisiológicos de saúde. Assim, quando o individuo tem uma doença crónica parece  existir  um  impacto  ao  nível  do  relacional  conjugal  e  familiar  que  infuencia  a  adaptação  á  doença  por  parte  do  doente  bem  como  da  familia.  Os  trabalhos   apresentados  neste  simposium    incidem  sobre  o  impacto  de  diferentes  doenças    como  a  fibromialgia,  stress  traumático,  doença  oncológica  e  apneia  do  sono  no  doente e na família.    Título  1:    Influencia  da  Fibromialgia  no    Casal  ‐  Mafalda  Malheiro  e  M.  Graça  Pereira/Universidade do Minho  E‐mail: mmalheiro@yahoo.com  Resumo  1:  IntroduçãoA  Fibromialgia  é  uma  condição  dolorosa  generalizada  e  crónica  de  difícil  validação  onde  há  a  presença  de  um  quadro  sintomatológico  diverso  que  interfere  com  múltiplos  domínios  da  qualidade  de  vida  do  doente  e  dos cônjuges.MétodoA amostra é composta por 76 doentes e 58 companheiro. Os  dados  foram  recolhidos  em  casais  em  que  um  dos  elementos  é  fibromiálgico.  ResultadosOs dados  demonstraram que os doentes com maior qualidade de vida  apresentam  menos  depressão  e  fadiga.  A  qualidade  de  vida  dos  doentes  é  influenciada  pelo  ajustamento  marital.  O  coping  familiar  de  suporte  social  interfere  com  o  impacto  da  doença  nos  companheiros.ConclusãoOs  resultados  apontam  para  a  necessidade  de  intervir  com  os  doentes  de  fibromialgia  mas  também  com  os  seus  companheiros  especialmente  ao  nível  da  morbilidade  psicológica e do coping famliar.    Título  2:  Funcionamento  e  Exaustão  Familiar  em  Situação  de  Cancro  Parental  ‐  Ricardo Teixeira e M. Graça Pereira/ Universidade do Minho – Escola de Psicologia  E‐mail: ricardojft@gmail.com 

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Resumo  2:  A  literatura  documenta  extensivamente  o  distress  que  os  cuidadores  familiares  podem  viver  quando  fornecem  suporte  físico  e  emocional  ao  doente  oncológico. O objectivo deste estudo é investigar a relação entre funcionamento  familiar,  suporte  social,  morbilidade  psicológica  e  exaustão  familiar  em  filhos  adultos  de  doentes  oncológicos.É  um  estudo  transversal,  com  uma  amostra  de  107 filhos adultos de doentes com cancro. Os dados foram recolhidos através de  instrumentos  de  avaliação  validados.  Os  resultados  revelam  uma  correlação  negativa  entre  o  suporte  social  e  a  exaustão  familiar,  e  entre  esta  última  e  o  funcionamento  familiar.  Revelam  também  uma  correlação  positiva  entre  a  morbilidade psicológica e a exaustão familiar. Para além disso, verificou‐se que o  stress  traumático  é  preditor  da  exaustão  familiar  nos  filhos  adultos.  Estes  resultados  revelam  a  importância  da  intervenção  nos  filhos  adultos,  especialmente  ao  nível  do  suporte  social,  no  sentido  de  melhor  se  adaptarem  à  doença oncológica dos pais.    Título  3:  Morbilidade  Psicológica  e  Representações  de  Doença  nos  doentes  com  SAOS  e  companheiros,  antes  e  após  uso  do  CPAP  ‐  Rute  Sampaio  e  M.  Graça  Pereira/  Universidade  do  Minho  –  Escola  de  Psicologia  E‐mail:  rute.s.sampaio@gmail.com  Resumo  3:  Introdução:  Estima‐se  que  2‐4%  dos  adultos  do  sexo  masculino  sofre  de Sindrome Apneia Obstructiva Sono (SAOS) nos países Ocidentais (Young,2002).  O SAOS afecta doente e companheira que partilham sono perturbado, excessiva  sonolência  diurna,  menor  qualidade  de  vida  e  relações  conjugais  mais  tensas  (MCArdle,2001).Objectivo:    Explorar  em  que  medida  a  ansiedade,  depressão  e  representações  de  doença  estão  relacionadas  nos  doentes  com  SAOS  e  companheiros,  antes  e  após  tratamento.Método:  A  amostra  inclui  30  doentes  e  companheiras do HS.João avaliados consecutivamente, após dignóstico de SAOS e  após 1mês, durante um período de 10meses. As medidas utilizadas foram o HADS,  IPQ‐breve (doentes) e o BDI ,STAY e IPQ‐breve (companheiros).Resultados: Niveis  de morbilidade psicológica nos doentes relacionam‐se com niveis de morbilidade  psicológica  nos  companheiros.  Piores  representações  da  doença  estão  relacionados  com  maior  morbilidade  psicológica  nos  doentes  e  companheiros.Conclusão:  É  necessário    intervir  na  adaptação  á  doença  nos  doentes e companheiros.    Título  4:  O  papel  da  adaptabilidade  familiar  na  sintomatologia  traumática  e  comportamentos de saúde em filhos de veteranos de guerra ‐ Susana Pedras e M.  Graça Pereira/Universidade do Minho E‐mail: susanapedras@gmail.com  Resumo 4: Os filhos de veteranos de guerra com uma Perturbação de Stress Pós  Traumático  (PTSD)  podem  manifestar  sintomatologia  traumática  secundária 

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semelhante  à  do  pai.  O  funcionamento  familiar  desempenha  um  papel  preponderante, ao nível da adopção de comportamentos de saúde nos filhos de  veteranos  com  sintomatologia  traumática.Metodologia80  filhos  adultos  participaram  no  estudo  e  preencheram  a  Escala  de  Avaliação  da  Resposta  ao  Acontecimento  Traumático  Secundário  (EARAT),  (McIntyre,  1997);  a  Family  Adaptability Cohesion Evaluation Scale (FACES III) (Olson, Portner e Lavee, 1985),  Versão  Portuguesa  de  Curral,  et  al.  (1999)  e  o  Questionário  de  Estilo  de  Vida  (QEV),  Versão  Investigação  de  Pereira  e  Pedras  (2008).  ResultadosA  adaptabilidade  familiar  se  revelou  uma  variável  moderadora  parcial  da  relação  entre  sintomatologia  traumática  e  a  adopção  de  comportamentos  de  estilo  de  vida  saudáveis.Conclusão  Os  resultados  apontam  para  a  necessidade  e  importância  da  intervenção  familiar  nos  filhos  dos  veteranos  de  guerra  que  apresentam sintomatologia traumática secundária.    Hora: 17.15h‐18.30h  Sala: 2103  Tipo: Simpósio  Área temática: Psicologia Política  Título: Participação cívica e política em contextos diversos II ‐ Moderadoras: Luísa  Lima  e  Isabel  Menezes/  Faculdade  de  Psicologia  e  Ciências  da  Educação  da  Universidade do Porto E‐mail: imenezes@fpce.up.pt    Resumo:  As  comunicações  deste  simpósio  consideram  a  participação  cívica  e  política  das  pessoas  em  contextos  e  domínios  diversos,  desde  a  comunidade  às  empresas,  passando  pela  escola  e  a  saúde.  Assinalam‐se,  nos  vários  casos,  as  vantagens psicológicas associadas à participação e a forma como pode contribuir  para o bem‐estar das pessoas, das organizações e das comunidades.    Título  1:  Participação  de  pessoas  incapacitadas  em  associações:  Lidar  ou  lutar  contra  a  discriminação?  ‐  Ema  Loja,  Emília  Costa  e  Isabel  Menezes/  FPCEUP  E‐ mail: emaloja@gmail.com  Resumo1:  Os  resultados  de  um  estudo  recente  sobre  a  qualidade  de  vida  de  pessoas fisicamente incapacitadas sugerem uma forte consciência crítica quanto à  experiência  da  discriminação  em  diversos  contextos.  Nesta  comunicação  exploraremos  a forma como participantes envolvidos em associações de defesa  dos  direitos  de  pessoas  fisicamente  incapacitadas  perspectivam  estas  experiências e a necessidade de mudanças sociais e políticas neste domínio.    Título 2: As oportunidades de participação cívica e política de jovens imigrantes ‐  Norberto Ribeiro e Isabel Menezes/ CIIE/FPCEUP E‐mail: imenezes@fpce.up.pt  Resumo  2:  Com  base  numa  série  de  entrevistas  a  líderes  de  associações  de  imigrantes e a grupos focais com jovens imigrantes, analisam‐se as oportunidades 

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de  participação  cívica  e  política  de  jovens  imigrantes  e  o  seu  envolvimento  em  movimentos sociais.    Título 3: Participar na construção da paisagem – utilização da metodologia LOAM  em  Portugal  ‐  Maria  Luísa  Lima  e  Sérgio  Moreira/  CIS/ISCTE‐IUL  e  EsPA  E‐mail:  lpl@iscte.pt  Resumo  3:  As  tomadas  de  decisão  com  consequências  ambientais  de  grandes  dimensões exigem a participação dos agentes locais à escala da paisagem. Isto é,  de  modo  a  concretizar  projectos  de  desenvolvimento  sustentável  que  compatibilizem  o  desenvolvimento  económico  com  a  preservação  ambiental,  é  fundamental  identificar  valores  de  conservação  chave  da  paisagem  como  um  todo,  e  monitorizar  a  evolução  desses  valores  após  a  implementação  da  obra.  Como  resposta  a  este  desafio  foi  criada  a  Landscape  Outcomes  Assessment  Methodology  (LOAM;  Aldrich  e  Sayer,  2007),  uma  ferramenta  de  natureza  participativa  que  envolve  actores  locais  na  identificação  dos  valores  de  conservação  e  na  caracterização  da  sua  evolução  e  que  propõe  a  categorização  dos  diferentes  valores  de  conservação  da  paisagem  identificados  em  cinco  Recursos  Capitais  (Carney  et  al,  1998;  Sayer  et  all,  2006):  Naturais,  Humanos,  Físicos,  Financeiros  e  Sociais.  Nesta  comunicação  reflectimos  sobre  os  aspectos  psicossociais  desta  metodologia  cuja  etapa  inicial  aplicámos  em  três  contextos  diferentes.    Título 4: A criança como actor político: potencialidades dos GDF na emergência da  compreensão  política  ‐  Teresa  S.  Dias  e  Isabel  Menezes/  CIIE/FPCEUP  E‐mail:  imenezes@fpce.up.pt  Resumo  4:  Sendo  a  interacção  qualitativa  a  característica  chave  dos  GDF  e  a  unidade  de  análise,  o  grupo,  mais  do  que  os  indivíduos  que  tomam  parte  na  discussão,  estes  traduzem  a  exploração,  a  formação  e  a  negociação  de  compromissos  no  interior  do  grupo,  em  que  todos  os  elementos  definem,  discutem  e  contestam  questões  através  da  interacção  social  (Tonkiss  2006).  Compreender  esta  abordagem  significa  assumir  que  as  opiniões,  atitudes  e  compromissos  são  socialmente  produzidos  –  mais  do  que  discretamente  formados ao nível individual (Lunt e Livingstone 1996), e que a investigação deve  reconhecer  a  capacidade  das  crianças,  desde  muito  cedo,  para  produzir,  emitir  opiniões  e  intervir  socialmente  nos  contextos  em  que  estão  inseridas.  Apresentam‐se  os  resultados  de  um  estudo  numa  escola  básica  da  área  metropolitana do Porto com crianças ao nível do pré‐escolar e ensino básico com  o  intuito  de  perceber  como  as  crianças  concebem  e  discutem  a  organização  política das sociedades.   

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Hora: 17.15h‐18.30h          Sala: 2104   Tipo: Simpósio   Área temática: Psicologia do Desporto  Título:  Alvos  e  objectivos  da  intervenção  em  contextos  desportivos:  Dados  da  investigação  e  intervenção  em  diferentes  idades  e  níveis  competitivos  ‐  Moderador: A. Rui Gomes/Universidade do Minho – Escola de Psicologia E‐mail:  rgomes@psi.uminho.pt    Resumo: Este simpósio procura fornecer um panorama geral sobre os diferentes  domínios  de  investigação  e  intervenção  associados  à  psicologia  do  desporto.  Assim,  são  apresentados  dados  da  eficácia  de  programas  de  intervenção  com  crianças e jovens, destinados a promover as competências psicológicas e de vida.  De  seguida,  apresentam‐se  dados  da  investigação  com  atletas  jovens  e  adultos,  onde se observam os processos de adaptação humana em contextos desportivos  de alto rendimento. Finalmente, numa perspectiva mais centrada na análise dos  problemas  associados  à  prática  desportiva,  fornecem‐se  dados  de  uma  investigação  sobre  a  relação  entre  a  tendência  para  o  perfeccionismo  e  as  desordens  alimentares.  Esta  amplitude  de  estudos  permitirá  compreender  os  diferentes alvos, objectivos e contextos da intervenção psicológica, realçando‐se a  sua vertente educacional, desenvolvimental e preventiva, considerando‐se neste  espectro atletas de diferentes idades.    Título  1:  Perfeccionismo  e  desordens  alimentares:  Um  estudo  com  atletas  portugueses  ‐  A.  Rui  Gomes  e  Luiz  Silva/  Escola  de  Psicologia.  Universidade  do  Minho, Portugal E‐mail: rgomes@psi.uminho.pt  Resumo  1:  Este  trabalho  analisa  a  relação  entre  desordens  alimentares  e  tendência  para  o  perfeccionismo  em  contextos  desportivos.  Participaram  no  estudo  299  atletas  (153  homens,  51%)  a  competirem  nas  principais  divisões  das  respectivas  modalidades.  Os  atletas  preencheram  um  protocolo  de  avaliação,  onde  se  incluía  o  Questionário  de  Avaliação  das  Desordens  Alimentares  (EDE‐ Q5.2)  (Fairburn  e  Beglin,  1994;  tradução  de  Machado,  2007)  e  a  Escala  Multidimensional  de  Perfeccionismo  no  Desporto  (EMPD)  (Dunn  et  al.,  2006;  tradução de Cruz, 2006). Foram aplicados procedimentos de análise de variância  multivariada  (MANOVAS)  e  análises  de  regressão  hierárquica  no  tratamento  dos  dados. Dois resultados devem ser salientados: i) os atletas com maior tendência  para  as  desordens  alimentares  evidenciaram  maiores  valores  nas  subescalas  de  padrões  pessoais  de  exigência  e  preocupação  com  os  erros;  ii)  a  dimensão  de  preocupação  com  os  erros  assumiu‐se  como  a  principal  variável  preditora  das  desordens alimentares. No final, são discutidas algumas implicações práticas dos  resultados encontrados.   

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Título 2: Treino de competências de vida em jovens atletas: Dados da eficácia de  um programa de intervenção ‐ Vera Ramalho, A. Rui Gomes e Isabel Dias/ Escola  de  Psicologia.  Universidade  do  Minho,  Portugal;  Instituto  Politécnico  de  Leiria  –  Escola Superior de Educação E‐mail: rgomes@psi.uminho.pt  Resumo  2:  Este  trabalho  analisa  a  eficácia  de  um  programa  de  treino  de  competências de vida destinado a ensinar estratégias de formulação de objectivos  (4 sessões) e de resolução de problemas (4 sessões). Foram definidos dois grupos  de  participantes  (M=12  anos),  divididos  pelo  grupo  de  intervenção  (n=15)  e  de  controle  (n=30).  Nas  fases  de  pré  e  pós‐intervenção  avaliou‐se  o  optimismo/pessimismo  e  satisfação  com  a  vida  e  na  fase  de  pós‐intervenção  avaliou‐se  o  desenvolvimento  pessoal.  Quatro  aspectos  devem  ser  realçados:  i)  inexistência  de  diferenças  no  grupo  de  intervenção  nas  medidas  de  optimismo/pessimismo e satisfação com a vida; ii) menor satisfação com a vida na  fase  de  pós‐intervenção  no  grupo  controle;  iii)  inexistência  de  diferenças  nas  medidas de optimismo/pessimismo e satisfação com a vida entre os dois grupos;  e  iv)  o  grupo  de  intervenção  evidenciou  maiores  níveis  de  desenvolvimento  pessoal  relativamente  ao  grupo  controle.  No  final,  são  discutidas  algumas  implicações práticas dos resultados encontrados.    Título  3:  Adaptação  humana  e  rendimento  desportivo:  Estratégias  de  coping  e  respostas emocionais ‐ José Nogueira, A. Rui Gomes  e Fernando Lemos/ Escola de  Psicologia. Universidade do Minho, Portugal E‐mail: rgomes@psi.uminho.pt   Resumo  3:  Este  trabalho  estuda  as  estratégias  de  coping  e  as  respostas  emocionais  dos  atletas  quando  confrontados  com  situações  desportivas  de  elevada  pressão.  Participaram  341  atletas  (210  homens,  62%  e  212  atletas,  62%  de  modalidades  individuais).  A  avaliação  incluiu  o  Questionário  de  Emoções  no  Desporto  (Jones  et  al.,  2005,  adaptação  de  Gomes  2008)  e  a  versão  revista  do  COPE  (Crocker  e  Graham,  1995;  adaptação  de  Gomes,  2008).  Os  resultados  evidenciaram que: i) os homens usaram mais estratégias de coping de eliminação  de  actividades  distractivas,  negação  e  uso  de  humor  e  demonstraram  menor  ansiedade e maiores níveis de raiva; ii) atletas de modalidades colectivas usaram  menos  o  apoio  instrumental,  emocional,  humor  e  mais  a  eliminação  de  actividades  distractivas  e  a  religião  e  evidenciaram  menor  ansiedade  e  maiores  níveis  de  tristeza,  excitação  e  raiva.  No  final,  serão  discutidos  os  factores  que  podem  ajudar  a  perceber  estas  diferenças  e  possíveis  implicações  para  a  investigação futura.    Título 4: Treino de competências psicológicas em jovens atletas: Dados da eficácia  de  um  programa  de  intervenção  ‐  Vera  Ramalho  e  A.  Rui  Gomes/  Escola  de  Psicologia Universidade do Minho, Portugal E‐mail: rgomes@psi.uminho.pt 

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Resumo  4:  Este  trabalho  analisa  a  eficácia  de  um  programa  de  treino  de  competências  psicológicas  realizado  junto  de  11  atletas  da  modalidade  de  golfe  (idades  entre  12  e  22  anos,  M=16.3;  DP=2.9).  O  programa  incidiu  no  treino  de  rotinas e planos mentais, formulação de objectivos, coesão e trabalho em equipa.  Foram  realizadas  5  sessões  de  grupo  e  45  sessões  individuais.  Antes  e  após  a  intervenção, foi aplicado o Inventário de Competências Psicológicas no Desporto  (Cruz  e  Viana,  1992).  Os  resultados  demonstraram  um  aumento  nos  valores  médios  das  competências  psicológicas  em  todas  as  dimensões  avaliadas  entre  o  pré  e  o  pós‐teste  (e.g.,  controle  da  ansiedade,  concentração,  autoconfiança,  preparação  mental,  motivação  e  ênfase  na  equipa),  tendo  estas  diferenças  assumido  valores  de  realce  estatístico  na  faceta  de  concentração  que  melhorou  significativamente  entre  os  dois  períodos.  No  final,  são  discutidas  algumas  implicações práticas dos resultados encontrados.    Hora: 17.15h‐18.30h          Sala: 2211   Tipo: Simpósio   Área temática: Psicologia da Família  Título:  Cores  da  Adolescência  –  Caleidoscópio  Familiar  ‐  Moderadora:  Isabel  de  Santa  Bárbara  Narciso/Faculdade  de  Psicologia  e  Ciências  da  Educação  da  Universidade de Lisboa E‐mail: narciso@fpce.ul.pt    Resumo:  Nesta  mesa,  apresentam‐se  visões  de  diferentes  perspectivas  da  etapa  da adolescência vivida em família. Inicia‐se a viagem com uma perspectiva sobre a  relação  entre  conjugalidade  e  parentalidade,  analisando‐se  a  influência  da  vinculação ao cônjuge nos estilos parentais educativos em famílias com filhos pré‐ adolescentes. As perspectivas que se seguem centram‐se em duas problemáticas  com  grande  impacto  na  vida  familiar  (comportamentos  auto‐destrutivos  e  perturbações  alimentares),  procurando  perceber  a  relação  que  existe  entre  as  mesmas e diversos aspectos familiares, tais como práticas parentais e satisfação  na  relação  com  os  pais,  nos  comportamentos  auto‐destrutivos;  comentários  críticos  em  relação  ao  peso  e  alimentação,  e  a  vinculação  aos  pais,  no  risco  de  perturbações  alimentares.  A  última  perspectiva  centra‐se  na  fase  final  da  adolescência  e  alarga  o  foco  de  investigação  relacional,  estendendo‐o  aos  pares  significativos,  relacionando‐se  as  práticas  parentais  com  os  estilos  de  vinculação  dos adolescentes, quer em relação aos pais, quer aos amigos e namorados.    Título 1: A influência da vinculação ao cônjuge nos estilos parentais educativos ‐  Marta Pedro e Maria Teresa Ribeiro/ Faculdade de Psicologia da Universidade de  Lisboa E‐mail: mmfpedro@gmail.com  Resumo  1:  A  conjugalidade  é  considerada  pelo  paradigma  sistémico  como  fonte  principal  de  apoio  da  parentalidade,  pelo  que  a  vinculação  ao  cônjuge  pode 

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desempenhar um papel fundamental no desenvolvimento dos estilos parentais. O  presente estudo investiga a associação entre a vinculação ao cônjuge e os estilos  parentais. A amostra é constituída por 307 famílias com filhos entre os 10 e os 12  anos, e foi recolhida em várias escolas do ensino básico e instituições da zona de  Lisboa  e  Oeste.  A  vinculação  ao  cônjuge  foi  avaliada  através  da  Escala  Experiências  nas  Relações  Íntimas  (ERI  –  Brennan,  Clark  e  Shaver,  1998)  e  os  estilos parentais através do Questionário de Dimensões e Estilos Parentais (QDEP  – Pedro, Carapito e Ribeiro, 2007). Os resultados demonstraram uma associação  significativa  entre  os  diferentes  padrões  de  vinculação  ao  cônjuge  e  os  estilos  parentais, bem como a importância do papel da relação conjugal na compreensão  da interacção pais‐filhos.    Título 2: Comportamentos Auto‐destrutivos na Adolescência, Práticas Parentais e  Satisfação na Relação com os Pais ‐ Diana Cruz, Daniel Sampaio e Isabel Narciso/  Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa E‐mail: narciso@fpce.ul.pt  Resumo  2:  Os  comportamentos  auto‐destrutivos  representam  na  adolescência  uma comunicação acerca das dificuldades sentidas ao longo do desenvolvimento  individual  e  familiar.  Neste  trabalho,  pretendemos  1)  analisar  a  percepção  das  práticas  educativas  parentais,  a  satisfação  com  a  relação  com  os  pais  e  com  o  clima  relacional  familiar  e  a  estrutura  familiar,  dos  jovens;  2)  comparar  jovens  sem  relato  de  comportamentos  auto‐destrutivos  (SCAD)  com  jovens  com  relato  deste  tipo  de  comportamentos  (CCAD),  relativamente  às  variáveis  referidas.  Foi  utilizada  uma  amostra  de  adolescentes  (N=  254)  entre  os  11  e  os  22  anos  (m=  15.54),  a  qual  se  sub‐dividiu  em  dois  grupos  –  sem  relato  de  comportamentos  auto‐destrutivos (SCAD; n= 124) e com relato destes comportamentos (CCAD; n=  134).  Os  resultados  revelam  diferenças  significativas  entre  os  subgrupos  relativamente  às  variáveis  em  análise.  Em  conjunto,  os  dados  salientam  o  papel  determinante da família na compreensão dos comportamentos auto‐destrutivos,  bem como na prevenção e tratamento destes.    Título 3: Comentários críticos, comportamento alimentar dos pais e dimensões da  vinculação  no  risco  de  perturbação  alimentar  de  filhos  adolescentes  ‐  Rita  Francisco,  Madalena  Alarcão  e  Isabel  Narciso/  Faculdade  de  Psicologia  da  Universidade de Lisboa E‐mail: ritamfrancisco@gmail.com  Resumo  3:  Pretende‐se  explorar  a  relação  entre  a  vinculação  aos  pais,  os  comentários  críticos  dos  pais  e  comportamento  alimentar  destes,  com  o  comportamento  alimentar  e  insatisfação  com  a  imagem  corporal  (IIC)  de  adolescentes  portugueses.  306  adolescentes  dos  12  aos  22  anos  (M=14.92,  DP=2.30)  e  respectivos  pais  preencheram  diversas  medidas  de  auto‐relato.  Encontraram‐se  diferenças  de  género  significativas  quanto  ao  índice  de 

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perturbação  alimentar  (PA)  dos  adolescentes,  bem  como  à  IIC.  Correlações  significativas (p<.01) foram também encontradas entre dimensões da vinculação  aos  pais  e  os  índices  de  PA  e  IIC.  Um  recorte  na  amostra  total,  analisando‐se  os  dados relativos aos adolescentes que referiam uma frequência muito elevada de  comentários críticos negativos (n=22), revela que a preocupação com a forma e o  indicador geral de PA da mãe se apresentam fortemente correlacionados com os  comentários  críticos  relatados  pelas  adolescentes  (p<.05).  Discutem‐se  algumas  implicações para a investigação e intervenção em casos de PA.    Título  4:  Práticas  parentais  e  relações  com  pares  no  final  da  adolescência‐  Ana  Filipa Beato e Isabel Narciso/ Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa  E‐mail: narciso@fpce.ul.pt  Resumo  4:  Pretende‐se  compreender  a  relação  entre  práticas  parentais  no  final  da  adolescência  e  a  relação  dos  jovens  com  pares  significativos  (amigos  e  namorados)  quanto  às  variáveis  vinculação,  apoio  emocional,  investimento  e  intimidade física. A amostra é constituída por 200 adolescentes e jovens adultos.  Os  Instrumentos  utilizados  foram  o  EMBU‐A  e  o  Questionário  de  Sistemas  Comportamentais. Os resultados indicam que as práticas educativas baseadas no  suporte  emocional  correlacionam‐se  positivamente  com  padrões  seguros  e  negativamente  com  padrões  inseguros  de  relação  com  os  amigos  e  namorados  (p<0.05). As práticas educativas baseadas no controlo e rejeição por parte do pai  associam‐se  à  percepção  de  apoio  de  tipo  ansioso  por  parte  dos  namorados  (p<0.05). Os resultados sugerem que ao proporcionar uma educação baseada na  responsividade  e  estabelecimento  apropriado  de  regras,  os  pais  poderão  ajudar  os filhos a envolver‐se em relações mais saudáveis em contextos extra‐familiares  e a diminuir o risco de mal‐estar e conflitualidade nas mesmas.    Hora: 17.15h‐18.30h          Sala: 2111  Tipo: Simpósio  Área temática: Psicologia do Trabalho e Organizações  Título:  Confiança  Organizacional  ‐  Moderador:  José  Bernardo  Bicudo  Azeredo  Keating/Universidade  do  Minho  –  Escola  de  Psicologia  E‐mail:  keating@psi.uminho.pt    Resumo:  A  confiança  organizacional  tem  sido  apontada  como  um  indicador  preponderante nas relações interpessoais entre líder ‐ colaborador com impacto  nas percepções e comportamentos dos colaboradores resultantes da sua reacção  às políticas de gestão de recursos humanos (GRH).Tem sido ainda referida como  um  factor  influenciador  no  próprio  desenvolvimento  das  políticas  de  recursos  humanos  emergindo  nos  processos  de  tomada  de  decisão  dos  gestores  de  recursos  humanos  (Tzafrir,2005).O  objectivo  deste  simposium  é  operacionalizar 

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estas  relações  e  suas  implicações  no  contexto  organizacional  segundo  o  modelo  de Mayer, Davis e Schoorman (1995).Este simposium pretende esclarecer de que  forma  a  confiança  organizacional  constitui  um  factor  relevante  na  compreensão  dos  resultados  das  práticas  de  gestão  de  recursos  humanos,  nos  processos  de  tomada de decisão organizacionais e nas relações inter‐organizacionais relevantes  para as estratégias de GRH.    Título  1:Teste  de  um  modelo  de  confiança  organizacional  ‐  José  Keating,  Isabel  Silva  e  Ana  Veloso/Universidade  do  Minho  –  Escola  de  Psicologia  E‐mail:  keating@psi.uminho.pt  Resumo  1:  A  qualidade  das  relações  sociais  no  local  de  trabalho  é  um  tema  central  na  Psicologia  das  Organizações.  Ela  pode  ser  parcialmente  definida  recorrendo ao conceito de confiança organizacional e à expectativa associada de  que  as  relações  de  trabalho  onde  existe  confiança  permitem  uma  colaboração  mais eficaz entre os membros de uma organização. Um dos modelos de confiança  organizacional  mais  citados  é  o  de  Mayer,  Davis  e  Schoorman  (1995),  operacionalizado através de uma escala que pretende medir os antecedentes e a  própria  confiança  organizacional.  Nesta  comunicação  apresentam‐se  os  resultados  de  um  teste  da  validade  deste  modelo.  Uma  versão  portuguesa  do  questionário  foi  aplicada  a  colaboradores  de  várias  empresas  em  diferentes  ramos  de  actividade  e  testaram‐se  modelo  teóricos  alternativos  através  do  ajustamento  dos  modelos  estruturais  correspondentes.Os  resultados  sugerem  algumas fragilidades na medida da confiança e no modelo de regressão proposto  pelos autores, sendo discutidas as implicações teóricas e metodológicas.    Título 2: A confiança organizacional e a Gestão de Recursos Humanos (GRH) ‐ Ana  Veloso,  Teresa  Ferreira,  José  Keating  e  Isabel  Silva/Universidade  do  Minho  –  Escola de Psicologia E‐mail: alveloso@psi.uminho.pt  Resumo 2: A confiança organizacional e o comportamento dos colaboradores na  organização  estão  relacionados  (Tzafrire  Dolan,  2004).  A  compreensão  desta  relação  tem  sido  objecto  de  investigação,  em  associação  com  conceitos  como  satisfação  profissional,  contrato  psicológico,  relações  no  local  de  trabalho,  envolvimento,  performance  organizacional  e  gestão  de  recursos  humanos(GRH)  (Gould‐Williams,  2003;Mayer  eDavis,  1999).  O  sentido  desta  relação  tem,  também,  colhido  alguma  atenção  (Whitener,  1997),  em  especial  quando  associada  com  a  GRH:  a  GRH  influencia  a  confiança  dos  colaboradores  na  organização?  A  confiança  dos  colaboradores  na  organização  influencia  a  sua  percepção sobre a GRH e a sua adesão às práticas? Interagem mutuamente?Serão  apresentados  os  resultados  de  um  estudo  de  caso  exploratório  de  uma  Câmara 

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Municipal cujo objectivo foi compreender a relação entre confiança e a GRH, em  especial em contextos de mudança.    Título  3:  Tomada  de  decisão  em  gestores  de  recursos  humanos  e  confiança  organizacional  ‐  Teresa  Ferreira,  José  Keating  e  Isabel  Silva/  Universidade  do  Minho – Escola de Psicologia E‐mail: ateresaferreira@gmail.com  Resumo  3:  A  investigação  em  GRH  tem  evidenciado  a  confiança  organizacional  como  um  indicador  que  contribui  significativamente  para  a  alteração  dos  resultados  organizacionais.  O  processo  de  tomada  de  decisão  por  parte  dos  gestores é uma das dinâmicas apontadas como influenciada pela confiança líder –  subordinado  e  que  necessita  de  exploração  empírica.Tzafrir  (2005),  demonstra  que a confiança assume um papel preponderante na implementação de políticas  de recursos humanos mais recompensadoras para os colaboradores. Este estudo  pretende explorar este processo de tomada de decisão, analisando qual o papel  das expectativas dos gestores na pré e pós implementação das mesmas e qual o  papel da confiança organizacional no processo. Foram realizadas entrevistas semi‐ estruturadas a gestores de recursos humanos com poder de decisão e autonomia  diferentes em empresas da região de Braga analisando a forma como o processo  de  tomada  de  decisão  ocorreu  em  decisões  consideradas  como  positivas  ou  negativas para as organizações e seus colaboradores.    Título 4: O estudo da confiança inter‐organizational nos últimos cinco anos (2004 ‐ 2008)‐  Mónica  Henriques,  Óscar  Ribeiro,  Ana  Veloso  e  José  Keating/Escola  de  Psicologia,  Universidade  do  Minho;  Escola  Superior  de  Saúde,  Universidade  de  Aveiro E‐mail: monica.henriques@iol.pt  Resumo  4:  O  presente  artigo  assenta  na  revisão  crítica  dos  estudos  empíricos,  relativos  aos  últimos  cinco  anos,  centrados  na  confiança  ao  nível  inter‐ organizacional.  Partindo  da  última  revisão  realizada  sobre  este  tema  (Seppanen,  Blomqvist e Sundqvist, 2007), e tendo por base estudos indexados nas principais  bases  de  dados  científicas,  o  guião  de  análise  procura  (1)  identificar  a  tipologia  dos  relacionamentos  e  de  actividades  exploradas  (2)  assinalar  matrizes  conceptuais  e  de  operacionalização  e  (3)  descriminar  opções  metodológicas,   actualizando  e  complementando  deste  modo  o  propósito  da  visão  integrada  da  literatura sobre o tema.    Título 5: Using agent based simulation to understand trust dynamics‐ José Carlos  Vieira  e  José  Keating/Universidade  do  Minho  –  Escola  de  Psicologia  E‐mail:  jcafcv@yahoo.com  Resumo 5: Agent based simulation techniques are not substitutes for traditional  research  methods,  they  are  complementary  and  have  some  advantages:  are 

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costless, timeless, allow true variable isolation and allow repeated replication of  scenarios.The  present  study  uses  Netlogo  (Wilenski,  U.,  1999)  to  compute  the  simulation  algorithm.  Netlogo  is  a  programmable  modelling  environment  for  simulating  natural  and  social  phenomena.  Our  ongoing  study,  aims  to  create  a  model  able  to  reproduce  trust  dynamics.  Mayer  Davis  e  Schoorman  (1995)  developed  a  consensual  definition  of  trust.  For  the  present  work,  we  also  considered the contribution of Burt e Knez (1995), as well as the work of Becerra  and  Gupta  (2003)  that  describes  the  impact  of  communication  frequency  and  duration on trust. By now the simulation is able to register agent’s meetings and  then compute their results. Each agent stores the memory of every meeting with  all others agents. Finally the simulation calculates the average reputation value.    Hora: 17.15h‐18.30h          Sala: 2201   Tipo: Mesa de Comunicações   Área temática: Psicologia Vocacional  Título:  Temas  e  Intervenções  de  Carreira  ‐  Moderadora:  Maria  Paula  Paixão/  Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra E‐ mail: mppaixao@fcpe.uc.pt    Título  1:  Antecipar  a  relação  família/trabalho:  Estudo  exploratório  com  adolescentes  e  jovens  adultos  ‐  Sara  Isabel  Ferreira,  Luísa  Saavedra  e  Maria  do  Céu  Taveira/Universidade  do  Minho  –  Escola  de  Psicologia  E‐mail:  saraiferreira@portugalmail.pt  Resumo1: Gerir diversos papéis de vida é uma tarefa complexa e que tem início  na  adolescência  e  inicio  da  vida  adulta,  quando  são  realizadas  as  primeiras  escolhas vocacionais com maior impacto no futuro pessoal e profissional. A teoria  e  investigação  no  âmbito  da  relação  entre  os  papéis  da  família  e  do  trabalho  constitui um sector importante da literatura vocacional, nas últimas três décadas,  em  parte,  devido  às  mudanças  radicais  ocorridas  no  mundo  de  trabalho.  Este  estudo  centra‐se  na  compreensão  da  forma  com  os  adolescentes  e  jovens  adultos,  de  diferentes  domínios  de  ensino  e  classes  sociais,  antecipam  a  relação  entre  os  papeis  da  família  e  do  trabalho  e  o  impacto  desta  antecipação  no  delineamento dos seus projectos vocacionais. Realizaram‐se doze entrevistas em  grupo,  cuja  informação  está  a  ser  analisada  através  dos  métodos  de  Análise  Temática e da Análise do Discurso. Nesta comunicação apresentaremos parte dos  resultados deste tipo de análises.     Título  2:  Avaliação  do  impacto  da  intervenção  vocacional:  estudo  diferencial  de  três programas de intervenção ‐ Liliana Faria, Martina Königstedt e Maria do Céu  Taveira/  Centro  de  Investigação  em  Psicologia  ‐  Universidade  do  Minho  E‐mail:  lilianafaria@delphis.com.pt 

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Resumo  2:  Analisa‐se  a  eficácia  diferencial  de  três  programas  de  intervenção  vocacional:  o  “Futuro  Bué!”,  de  consulta  psicológica  vocacional  breve  em  pequeno  grupo  (5  sessões  com  6/8  alunos),  o  programa  “Orienta‐te  e  Segue”,  para o grupo‐turma (6 sessões com os alunos), e o programa “Ser Activo‐Explorar  para  Decidir”,  de  intervenção  vocacional  em  classe  e  integrada  na  área  transdisciplinar de Projecto (21 sessões). Participaram no estudo 440 alunos do 9º  ano de escolaridade, de ambos os sexos, com idades entre os 13 e os 17 anos, dos  quais 141 alunos frequentaram o “Futuro Bué!”, 82 alunos o programa “Orienta‐ te  e  Segue”,  e  82  o  programa  “Ser  Activo‐Explorar  para  Decidir”  (primeiras  12  sessões).  Para  o  efeito  da  investigação  observou‐se,  também,  um  grupo  de  controlo constituído por 143 alunos. Como medidas de pré e pós–teste avaliou‐se  a  exploração  e  a  indecisão  vocacional.  Discutem‐se  os  resultados  e  retiram‐se  implicações para a prática da intervenção vocacional.    Título  3:  Intervenção  de  carreira  no  Ensino  Superior:  estudo  comparativo  com  mulheres e homens ‐ Joana Carneiro Pinto, Maria Nazaré Loureiro e Maria do Céu  Taveira/Universidade  do  Minho  –  Escola  de  Psicologia  E‐mail:  joanacpinto_@hotmail.com  Resumo  3:  Dados  oficiais  recentes  (GPEARI,  2008)  revelam  um  aumento  de  54%  na  frequência  do  ensino  superior,  particularmente  associado  às  mulheres.  Este  aspecto  reveste‐se  de  especial  importância  para  os  profissionais  de  intervenção  de  carreira,  dado  que  a  maioria  dos  adultos  graduados  desempregados  em  Portugal  são  mulheres  (70.9%),  que  vivem  na  zona  norte  do  país  (41.3%).  O  presente trabalho pretende estudar a eficácia de um seminário de gestão pessoal  de  carreira,  (Taveira  e  col.,  2006),  nas  suas  versões  A  e  B,  usando  para  o  efeito  uma amostra de homens e mulheres do ensino superior do norte de Portugal. São  realizadas  comparações  nos  resultados  pré  e  pós  intervenção,  considerando  a  pertença  ao  grupo  de  tratamento  (N=80,  40  mulheres)  ou  ao  grupo  de  controlo  (N=60,  33  mulheres).  Os  resultados  são  interpretados  à  luz  dos  contributos  de  Betz e Hackett (1981, 1983), no que diz respeito à modelagem e às barreiras para  as carreiras das mulheres.    Título  4:  Análise  transcultural  da  organização  dos  interesses.  Resultados  do  SDS  em  amostras  de  Portugal  e  do  Brasil  ‐  Maria  Odilia  Teixeira,  Isabel  Janeiro  e  Alexandra  Barros/  Faculdade  de  Psicologia,  Universidade  de  Lisboa  E‐mail:  odilia@fp.ul.pt  Resumo  4:  Os  dados  apresentados  fazem  parte  de  uma  investigação  internacional,  no  âmbito  da  cooperação  CAPES\GRICES,  cujo objectivo  é analisar  os resultados do SDS em diferentes contextos culturais. Nas amostras, os índices  da  precisão  são  elevados  e  próximos  em  Portugal  e  no  Brasil.  Os  dados 

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respeitantes  à  análise  factorial  dos  itens  e  das  subescalas  têm  também  semelhanças  nos  dois  países,  constituindo  indicadores  positivos  da  validade  transcultural  da  medida,  cujo  significado  pode  ser  generalizado  à  validade  de  construto  da  própria  teoria  de  personalidade  vocacional  de  Holland,  nomeadamente  no  que  concerne  à  natureza  dos  tipos  de  personalidade  e  à  organização RIASEC.    Hora: 17.15h‐18.30h          Sala: 2202  Tipo: Mesa de Comunicações  Área temática: Psicologia do Trabalho e  Organizações  Título: Organizações do sector público ‐ Moderador: Nuno Rebelo Santos/centro  de Investigação em Educação e Psicologia da Universidade de Évora E‐mail:  nrs@uevora.pt      Título  1:  Um  modelo  de  desempenho  individual  de  dirigentes  de  topo  da  Administração  Pública  Portuguesa  ‐  Catarina  Brandão  e  Filomena  Jordão/  Faculdade  de  Psicologia  e  de  Ciências  da  Educação  da  Universidade  do  Porto;  Fundação para a Ciência e a Tecnologia E‐mail: catarina@fpce.up.pt  Resumo  1:  Adoptando  a  sistematização  do  Desempenho  Individual  (DI)  que  o  define nas dimensões de desempenho de tarefa e contextual, operacionalizou‐se  a técnica dos incidentes críticos junto de 42 dirigentes de topo da Administração  Pública  Portuguesa  (APP),  procurando  identificar  os  comportamentos  adoptados  por  estes  dirigentes  e  os  motivos  subjacentes.  Observou‐se  que  a  maioria  dos  incidentes críticos de desempenho de tarefa traduzem comportamentos técnicos  e  de  gestão  (48%,  principalmente  de  resolução  de  problemas);  e  os  contextuais  traduzem  comportamentos  de  iniciativa  conscienciosa  (47,77%,  essencialmente  de  iniciativa  do  dirigente).  Quando  questionados  acerca  das  motivações  subjacentes  ao  seu  DI,  os  dirigentes  evocam  características  e  intenções  pessoais  (85%  dos  incidentes),  em  detrimento  de  características  da  tarefa,  dos  trabalhadores e da organização. Os dados permitem definir contextualizadamente  o  modelo  de  DI  destes  dirigentes,  identificando‐se  incidentes  nas  categorias  de  comportamento  que  permitem  a  concretização  dos  objectivos  organizacionais.  Discute‐se o significado destes resultados no actual contexto de mudança da APP.      Título  2:  A  Satisfação  dos  munícipes:  validação  da  escala  QSM  ‐  Elisabete  Brito/Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Águeda ‐ Universidade de Aveiro 

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e  Leonor  Cardoso  /  Faculdade  de  Psicologia  e  de  Ciências  da  Educação  Universidade de Coimbra E‐mail: ebrito@ua.pt  Resumo  2:  A  presente  comunicação  centra‐se  nos  processos  de  construção  e  avaliação  das  qualidades  psicométricas  do  QSM  (Questionário  Satisfação  Munícipe), visando apresentar os procedimentos neles adoptados, bem como os  resultados  através  deles  obtidos.  O  QSM  foi  utilizado  numa  investigação  mais  vasta  que  se  centra  na  temática  da  competitividade  no  sector  autárquico  –  entendida  sob  a  perspectiva  da  satisfação  do  cliente  –  através  da  gestão  do  conhecimento  e  da  qualidade.  Nesta  investigação  foram  estudadas  Câmaras  Municipais que têm Serviços com certificação da Qualidade e Câmaras Municipais  que não têm ainda nenhum serviço certificado. Na construção deste questionário  foram  respeitadas  as  indicações  de  diversos  autores,  sendo,  por  isso,  um  instrumento conceptualmente fundamentado numa extensa revisão da literatura  da  especialidade,  apoiando‐se,  ainda,  nos  dados  recolhidos  em  entrevistas  por  nós efectuadas. A análise factorial exploratória a que os dados foram submetidos  conduziram‐nos  a  uma  estrutura  interpretável  à  luz  das  concepções  teóricas  de  que partimos.    Título  3:  Questionário  de  Cooperação  Organizacional  –  Primeiro  estudo  psicométrico  ‐  Nuno  Rebelo  dos  Santos,  Leonor  Cardoso  e  Elisabete  Garção/  Universidade  de  Évora,  Universidade  de  Coimbra,  Universidade  de  Évora  E‐mail:  nunorebelodossanto@gmail.com  Resumo 3: O conhecimento, decisivo para o desempenho organizacional, requer  cooperação  entre  pessoas.  Apresentamos  aqui  um  primeiro  estudo  das  qualidades  psicométricas  do  Questionário  de  Cooperação  Organizacional,  elaborado tendo em vista a investigação sobre o papel da cooperação na gestão  de  conhecimento.  Numa  amostra  de300  funcionários  camarários,  a  análise  factorial  exploratória  (rotação  varimax)  produziu  uma  solução  de  3  factores,  teoricamente  interpretável,  explicando  49,36%  da  variância  total.  O  primeiro  factor (7 itens) mede a cooperação configurada por regulamentações formais. O  segundo factor (9 itens) mede a cooperação decorrente da interdependência de  indivíduos  únicos  articulados  entre  si.  O  terceiro  factor  (4  itens)  mede  a  cooperação através da orientação para a sociedade dos contributos singulares. O  alfa  de  Cronbach  situa‐se  entre  0,787  e  0,875.  Os  resultados  são  interpretados  considerando  tratar‐se  do  Sector  Público,  onde  a  regulamentação  é  elevada  e  onde está muito presente a missão a cumprir face à sociedade.    Hora: 17.15h‐18.30h          Sala: 2212  Tipo: Mesa de Comunicações  Área temática: Neuropsicologia 

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Título:  Neuropsicologia  e  Psicologia  Experimental  ‐  Moderadora:  Maria  Salomé  Pinho/Faculdade  de  Psicologia  e  de  Ciências  da  Educação  da  Universidade  de  Coimbra E‐mail: salome@fpce.uc.pt    Título  1:  Do  neutro  para  o  negativo:  a  influência  da  informação  subcortical  em  decisões  de  carácter  emocional  ‐  Jorge  Almeida,  Petra  Pajtas,  Bradford  Mahon,  Veronica  Zapater,  Ken  Nakayama  e  Alfonso  Caramazza/  Harvard  University,  CIMeC  ‐  Centro  interdipartimentale  Mente/Cervello  e  University  of  Rochester  E‐ mail: jalmeida@wjh.harvard.edu  Resumo  1:  O  reconhecimento  rápido  e  eficaz  de  situações  potencialmente  perigosas para a sobrevivência de um indivíduo é de extraordinária importância A  existência  de  vias  subcorticais  capazes  de  detectar  rapidamente  estas  situações  foi  demonstrada  em  roedores.  Estudos  em  primatas  corroboram  a  existência  desta via subcortical em paralelo com o processamento, lento mas detalhado, da  via  geniculo‐cortical.  Ambas  as  vias  actuam  como  fontes  de  informação  para  a  amígdala  –  uma  estrutura  central  no  processamento  emocional.  Este  estudo  examina  o  papel  da  informação  proveniente  das  vias  subcorticais  no  processamento de emoções. Usou‐se uma técnica de supressão interocular para  apresentar  subliminarmente  faces  emocionais.  Desta  maneira  limitou‐se  o  processamento  de  informação  visual  na  via  geniculo‐cortical,  favorecendo‐se  o  uso  da  via  subcortical.  Os  resultados  demonstram  que  estímulos  neutros  (caracteres  chineses)  são  avaliados  mais  negativamente  quando  emparelhados  com  faces  emocionais  de  valência  negativa.  A  informação  emocional  subcortical  permite  obter  uma  apreciação  rápida  de  potenciais  perigos  no  ambiente  circundante.      Título 2: Informação proveniente da via visual dorsal influencia o reconhecimento  e  identificação  de  objectos  manipuláveis  ‐  Jorge  Almeida,  Bradford  Mahon  e  Alfonso  Caramazza/  Harvard  University,  CIMeC  ‐  Centro  interdipartimentale  Mente/Cervello e University of Rochester E‐mail: jalmeida@wjh.harvard.edu  Resumo 2: A divisão de tarefas no sistema visual é sobejamente conhecida. A via  visual  dorsal  e  responsável  pelo  processamento  de  informação  para  a  manipulação e interacção com objectos, enquanto que a via visual ventral ocupa‐ se maioritariamente com a percepção e reconhecimento de objectos. O possível  papel  da  via  dorsal  no  reconhecimento  de  objectos  não  e  ainda  claro.  Neste  estudo usou‐se uma técnica de supressão interocular para isolar o processamento  de  informação  nas  estruturas  visuais  dorsais,  e  assim  compreender  o  seu  envolvimento,  de  forma  independente  da  via  ventral,  no  reconhecimento  de  objectos.  Os  resultados  demonstram  que  a  informação  proveniente  das 

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estruturas  visuais  dorsais  influencia  decisões  ao  nível  superordinado  (categorização semântica) e ao nível básico (nomeação). A informação decorrente  do  processamento  da  via  dorsal  não  tem  em  consideração  a  identidade  dos  objectos,  estando  relacionada  com  a  manipulação  e  interacção  motora.  É  esta  propriedade  que  influencia  o  processo  de  reconhecimento  de  objectos  manipuláveis.    Título  3:  Processos  de  monitorização  diagnósticos  na  ilusão  DRM  em  crianças:  Decisões  claras  provêm  da  distintividade  das  imagens?  ‐  Marta  Gomes  e  Leonel  Garcia‐Marques/ Instituto Superior de Psicologia Aplicada E‐mail: martag@ispa.pt  Resumo  3:  Neste  estudo,  utilizando‐se  o  paradigma  DRM  adaptado  a  crianças,  procurou‐se obter indicadores de que tal como nos adultos, nas crianças poderá  ocorrer um mecanismo de supressão do falso reconhecimento após a codificação  de imagens, como o sugerido na hipótese da heurística da distintividade. Crianças  estudaram  somente  palavras,  e  noutra  modalidade,  palavras  acompanhadas  por  imagens,  e  posteriormente,  realizaram  uma  tarefa  de  reconhecimento.  Para  testar  uma  alternativa  concorrente,  the  impoverished  relational‐encoding,  introduzimos uma manipulação das condições de recuperação, incluindo um teste  de  reconhecimento  standard  e  um  teste  de  reconhecimento  com  instruções  inclusivas  ‘teste  gist’.  Os  resultados  são  discutidos  no  sentido  de  avaliar  se  a  supressão  de  falso  reconhecimento  apoia  a  ideia  de  que  o  estudo  das  imagens  fornece aos participantes uma base para estes inferirem, a partir da ausência de  uma memória da imagem, que um item é ‘novo’ e não foi apresentado ou antes,  se a codificação de informação distintiva reduz a probabilidade dos itens críticos  virem à mente.    Título  4:  Sobre  a  importância  da  ordem:  Estratégias  de  recuperação  e  Efeito  de  Incongruência  ‐  Catarina  Vaz  Velho  e  Leonel  Garcia‐Marques/  Universidade  de  Évora e Universidade de Lisboa E‐mail: vazvelho@uevora.pt  Resumo4:  O  presente  estudo  pretende  contribuir  para  a  investigação  sobre  a  importância das estratégias de recuperação usadas na recordação da informação  comportamental    congruente  e  incongruente  com  uma  expectativa  prévia.  Na  experiência,  em  que  participaram  96  sujeitos,  recorreu‐se  à  manipulação  de  3  objectivos  de  recordação  distintos  (livre,  estratégica  e  ordenada)  para  testar  a  importância  dos  processos  de  recuperação  da  informação  na  emergência  do  efeito  de  incongruência.Os  resultados  obtidos  demonstram  a  importância  de  se  considerarem  os  objectivos  de  recuperação  e  as  estratégias  de  recuperação  nos  estudos  de  memória  de  pessoas,  alertando  para  a  dificuldade  de  simular  as  estratégias de busca usadas na recordação livre e para a complexidade da relação  entre  o  desempenho  e  a  ordem  em  que  a  informação  é  recordada.

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  Sessão de Posters 2  Hora: 14.00h‐18.30h    Sala: 2105 

 

  Título  1:  Instrumentos  de  Avaliação  da  Criatividade.  Revisão  da  literatura  –  J.  Hilário, J. Martinho, P. Godinho, A. Martins, A. Pacheco, E. Vale, S. Mendonça, T.  Nunes e S. Jesus/ Universidade do Algarve E‐mail: acmartins@ualg.pt  Resumo  1:  A  criatividade  é  algo  inerente  à  condição  humana,  levando  a  que  os  processos  criativos  sejam  objecto  de  várias  teorias  explicativas.  Destas  decorrem  diversos  instrumentos  de  avaliação.  Com  o  intuito  de  conhecer  os  instrumentos  que  têm  sido  utilizados  nas  investigações  publicadas  em  revistas  com  factor  de  impacto,  realizou‐se uma busca na base de dados web of knowledge com as palavras‐chave  “creativ*”  (title)  e  “psychology”  (topic).  Como  critérios  de  inclusão  definiram‐se  todos  os  artigos  escritos  em  inglês,  francês,  espanhol  ou  português  que  utilizassem  um  instrumento  para  avaliar  a  criatividade.  Os  resultados  revelaram  348 artigos para as palavras‐chave indicadas, dos quais 14 cumpriam os critérios  de inclusão. Dos 14 analisados, podemos constatar que nos últimos anos tem‐se  optado  por  utilizar  o  RAT,  o  CAT  ou  uma  versão  adaptada  deste  instrumento,  confirmando‐se  a  heterogeneidade  na  avaliação  do  pensamento  criativo  e  evidenciando‐se  a  ausência  de  um  instrumento  normativo  para  avaliar  esta  variável em vários contextos.    Título  2:  A  relação  Eu‐Outro:  trabalho  sobre  dois  instrumentos  de  avaliação  psicológica ‐ Ana Sofia Medina/ Faculdade de Psicologia ‐ Universidade de Lisboa  E‐mail: anamedina@netcabo.pt  Resumo  2:  O  relacionamento  de  um  indivíduo  com  outro  significativo  tem  sido  estudado  de  diversas  formas  e  apresenta‐se  como  algo  de  central,  quer  para  a  compreensão da génese do sofrimento psicológico, quer para guiar a intervenção  clínica  que  o  procura  aliviar.  Neste  trabalho  apresentaremos  a  versão  experimental  portuguesa  de  duas  medidas  de  avaliação  da  relação  Eu‐Outro:  PROQ‐ "The Person's Relating to Others Questionnaire" (Birtchnell et al, 2004) e  SOS‐ "The Self and Other Scale" (Dagnan et al, 2002), a primeira emergente de um  modelo  interpessoal  (circumplexo),  a  segunda  fundamentada  num  modelo  construtivista, ambos úteis para compreender o sofrimento resultante de modos  de  relação  disfuncionais.  São  apresentadas  as  medidas  e  os  respectivos  dados  psicométricos  portugueses,  bem  como  a  utilidade  das  mesmas  no  trabalho  de  investigação e de intervenção clínica.   

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Título  3:  Personalidade  e  comportamento  do  consumidor  ‐  Cathy  Borges  e  Alexandra Gomes/ Universidade do Algarve E‐mail: ccathy_@hotmail.com  Resumo  3:  Este  estudo  examina  as  relações  entre  os  cinco  traços  de  personalidade  e  oito  tipos  de  comportamento  do  consumidor,  definidos  numa  amostra  composta  por  100  indivíduos  Portugueses.  Os  resultados  recolhidos  através dos instrumentos NEO‐FFI e de um questionário elaborado para medir o  comportamento  do  consumidor  indicaram  evidências  empíricas  da  relação  positiva  entre  o  neuroticismo  e  as  consequências  negativas  da  compra,  a  extroversão  e  a  vertente  social  do  comportamento  de  compra  e  da  relação  negativa  entre  a  abertura  à  experiência  e  a  aceitação/prestígio.  Os  resultados  indicam  a  importância  da  personalidade  no  comportamento  do  consumidor  e  permitem a sugestão de futuras investigações.    Título  4:  Avaliação  de  risco  de  comportamentos  anti‐sociais:  propriedades  psicométricas da versão portuguesa do YLS / CMI ‐ Teresa Braga e Rui Abrunhosa  Gonçalves/Universidade do Minho E‐mail: teresa.g.braga@gmail.com  Resumo 4: A avaliação de risco de comportamentos anti‐sociais implica a análise  de um largo espectro de informação no sentido de determinar a probabilidade de  um indivíduo se envolver e reincidir em actos desviantes. O desenvolvimento de  métodos de avaliação de risco estandardizados, capazes de prever a conduta anti‐ social,  tem  implicações  políticas  e  sociais  importantes  se  atendermos  aos  potenciais  custos  financeiros,  individuais  e  sociais  de  avaliações  imprecisas  e  inadequadas. O presente estudo visa essencialmente apresentar as características  psicométricas preliminares da versão portuguesa do Youth Level of Service / Case  Management  Inventory  (YLS/CMI),  um  instrumento  de  avaliação  de  risco  de  jovens delinquentes. É analisada a fidelidade, validade de construto convergente  e validade concorrente da medida, sendo os resultados apresentados e discutidos  posteriormente no poster.    Título  5:  Escala  de  coping  social:  estudo  com  bombeiros  e  polícias  ‐  Catarina  Gomes  e  Sónia  Gonçalves/  MRC/ISCTE‐IUL  e  CIS/ISCTE‐IUL  E‐mail:  sonia.goncalves@iscte.pt  Resumo  5:  Nos  últimos  tempos  tem‐se  verificado  um  crescente  interesse  pelas  dimensões  sociais  do  coping.  De  acordo  com  o  Modelo  Multi‐Axial  de  Coping,  proposto  por  Hobfoll  e  colaboradores  (1994),  o  coping  é  conceptualizado  com  base em três eixos que se traduzem em três dimensões: coping pró‐social / anti‐ social,  coping  activo  /  passivo,  e  coping  directo  /  indirecto.  Tendo  por  base  este  modelo,  Hobfoll  e  colaboradores  (1994)  desenvolveram  um  instrumento  de  avaliação  designado  por  Strategic  Approach  to  Coping  Scale  (SACS‐versão  situacional), no qual operacionalizam estas três dimensões. No presente trabalho 

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apresenta‐se  a  versão  portuguesa  do  SACS,  bem  como  as  suas  qualidades  psicométricas e análise factorial confirmatória ‐ (foram comparados três modelos:  factor  único,  factor  de  1.º  ordem  e  factor  de  2.ª  ordem)  ‐  em  duas  amostras  ‐  bombeiros (N=417) e polícias (N=500). Para além disto, analisam‐se as estratégias  de coping destes dois grupos profissionais de risco.    Título 6: Aplicação da análise prototípica ao estudo emoções básicas, através de  vernáculos da língua portuguesa ‐ Francisco dos Santos Cardoso/ Universidade de  Trás‐os‐Montes e Alto Douro E‐mail: fcardoso@utad.pt  Resumo  6:  A  análise  prototípica,  iniciada  por  Eleanor  Rosch,  aplicada  ao  estudo  das  emoções  constitui  uma  das  mais  interessantes  metodologias,  desde  os  estudos  de  Fehr  e  Russell.  Assim,  propomo‐nos  apresentar  um  estudo  realizado  com  estudantes  universitários,  implicando  vernáculos  emocionais  da  língua  portuguesa.  Como  se  conjecturou,  permitiu  evidenciar  uma  estrutura  fundada  num tríptico definido por um nível superior – traduzido pelo conceito “emoção”;  um nível base discreto, diverso em categorias, definido pelos vernáculos alegria,  amor,  medo,  raiva,  aversão,  tristeza,  e  um  nível  subordinado  variando  em  graus  de  tipicidade,  correspondentes  a  cada  categoria  de  nível  base  encontrada.  Todavia,  enquanto  a  análise  prototípica  aplicada  às  categorias  naturais  ou  artificiais se esgota na dimensão da tipicidade ou representatividade, aplicada aos  vernáculos  emocionais  permitiu  evidenciar  uma  outra  dimensão  correlata,  a  dimensão intensidade, como igualmente estruturante das categorias emocionais,  prototipicamente  definidas  ao  nível  das  categorias  subordinadas,  com  repercussões úteis para um novo ensaio no seio de uma gramática cognitiva.    Título  7:  O  processo  de  avaliação  psicológica  na  atuação  dos  psicólogos  organizacionais  e  do  trabalho  do  Estado  de  Santa  Catarina  (SC)  ‐  Eliana  Strapasson,  Rosana  Marques  da  Silva  e  Vanessa  Teodoro/  Universidade  do  Vale  do Itajaí E‐mail: vanessateo.psico@hotmail.com  Resumo  7:  A  referida  pesquisa  objetivou  avaliar  o  processo  de  avaliação  psicológica na atuação dos psicólogos organizacionais e do trabalho do Estado de  Santa Catarina. O tipo de pesquisa foi exploratório, com abordagem quantitativa,  e  os  dados  coletados  através  de  um  questionário  fechado.  Participaram  deste  estudo  25  psicólogos  que  atuam  em  organizações  de  trabalho.  Os  resultados  foram  analisados  por  meio  da  análise  de  freqüência  de  distribuição  simples.  Verificou‐se que as atividades em que os psicólogos mais desenvolvem a avaliação  psicológica  são:  seleção  de  pessoal,  avaliação  de  potencial  e  avaliação  de  desempenho.  Quanto  às  técnicas  psicológicas,  verificou‐se  a  entrevista  psicológica, observação e testes de personalidade, como o QUATI, IFP e o teste de  atenção concentrada AC. Os problemas mais freqüentes no uso destes testes são: 

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o acesso de leigos aos testes, o mau uso do material, desconhecimento da base  teórica e dificuldades na elaboração do informe técnico.    Título 8: Mulheres na universidade: construção de projetos e escolha profissional  de  estudantes  de  Pedagogia  ‐  Marisa  Barletto,  Driely  Cassia  da  Cruz  e  Maria  de  Fátima Lopes/ Universidade Federal de Viçosa E‐mail: barletto@ufv.br  Resumo  8:  O  presente  trabalho  trata  de  uma  discussão  teórica  tendo  como  material  de  análise  três  pesquisas  realizadas  sobre  a  memória  da  trajetória  de  alunas  do  curso  de  Pedagogia  da  Universidade  Federal  de  Viçosa,  no  interior  de  Minas  Gerais.    Tais  pesquisas  tiveram  como  objetivo  central  analisar  e  refletir  sobre os processos pelos quais vão sendo tecidas as ‘identidades’ de estudantes  universitárias  calouras  e  egressas  do  curso  de  Pedagogia  numa  universidade  do  interior  de  Minas  Gerais.  A  discussão  teórica  proposta  no  presente  trabalho  refere‐se a uma análise comparativa entre as três pesquisas citadas sob a lente de  três autores: Rodolfo Bohoslavsky com seu trabalho a respeito da construção da  identidade  ocupacional;  Gilberto  Velho,  utilizando  sua  discussão  sobre  projetos  individuais; e Londa Schiebinger com seus estudos sobre o acesso das mulheres a  universidade.    Título  9:  Estudo  comparativo  entre  a  insatisfação  com  imagem  corporal  e  a  satisfação relacional e sexual numa amostra lésbica, gay e bissexual da população  ‐  Sofia  Moniz  Alves  e  Patrícia  Pascoal/  ULHT;  FPCEUL  E‐mail:  sofia.monizalves@gmail.com  Resumo 9: Objectivos: Comparar a satisfação relacional e a sexual numa amostra  LGB  de  homens  e  mulheres  satisfeitos  e  insatisfeitos  com  a  imagem  corporal  e  que  vivem  uma  relação  de  coabitação.  Metodologia:  A  partir  de  uma  amostra  recolhida  online  de  873  respondentes,  obteve‐se  uma  amostra  LGB  de  49  participantes. Destes, 28 são mulheres, com uma média de idades de 33,64 anos  (dp=8,486) e 21 homens, com uma média de idades de 35,71 anos (dp=6,528). Os  instrumentos usados foram a Escala de Percepção da Imagem Corporal, a Medida  Global de Insatisfação Corporal, a Medida Global de Satisfação Relacional (MGSR)  e com a Medida Global de Satisfação Sexual (MGSS). Foram utilizados testes não  paramétricos.  Resultados:  Numa  amostra  LGB  verificou‐se  que  a  Satisfação  Relacional  e  Sexual  estão  positivamente  correlacionadas  (Pearson  r  =  0,648  ,  P<0,01) e que existe uma associação entre imagem corporal e satisfação sexual.    Título  10:  Factores  Bio‐Psico‐Sociais  na  Satisfação  com  a  Vida  de  Idosos  Institucionalizados ‐ Maria Helena Martins e Eliana Andreia Calixto/ Universidade  do Algarve, Departamento de Psicologia E‐mail: mhmartin@ualg.pt 

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Resumo 10: O estudo dos factores Bio‐Psico‐Sociais e da Satisfação com a Vida na  população idosa reveste‐se de particular importância atendendo a que possibilita  conhecer  mais  aprofundadamente  tanto  os  princípios  que  rodeiam  o  envelhecimento,  como  entender  como  se  pode  alcançar  um  Envelhecimento  Bem‐Sucedido.Os dados foram recolhidos junto de 39 indivíduos (idades entre 67  e  98  anos)  de  uma  IPSS  do  Algarve,  pretendendo‐se  averiguar  a  existência  de  associações entre os factores Bio‐Psico‐Sociais na Satisfação com a Vida de idosos  institucionalizados. Como instrumentos foram utilizados um questionário, o Índice  de  Barthel  (Mahoney  e  Barthel,  1965),  o  Mini‐Mental  State  Exam  (Folstein,  Folstein  e  McHugh,  1975),  o  Convoy  Model  (Kahn  e  Antonucci,  1980),  a  Self  Anchoring  Striving  Scale  (Cantril,  1965)  e  a  Satisfaction  With  Life  Scale  (Diener,  Emmons,  Larsen  e  Griffinem,  1985).Os  resultados  obtidos  apresentam  uma  associação significativa entre os factores da rede social ‐ Satisfação com o apoio  recebido  ‐  e  a  Satisfação  com  a  Vida.  Contudo,  não  foram  encontradas  outras  relações.    Título 11: A perda e o restabelecimento em processos de luto em adultos idosos:  Tipologia  e  prevalência  na  experiência  de  diferentes  stressores  ‐  Paula  Faria  Pereira,  Maria  das  Dores  Silva  e  José  Ferreira‐Alves/  Escola  de  Psicologia,  Universidade do Minho E‐mail: alves@psi.uminho.pt  Resumo  11:  Objectivos:  (a)  identificar  o  tipo  e  prevalência  de  stressores  experienciados pelas mulheres viúvas durante o primeiro mês de luto (b) analisar  diferenças  na  experiência  de  stressores  orientados  para  a  perda  (SOP)  e  orientados para o restabelecimento (SOR) em função das circunstâncias de morte  do  cônjuge,  das  dimensões  da  vinculação  e  dos  estilos  de  vinculação;  c)  derivar  interpretações clínicas possíveis dos dados alcançados, que possam ser relevantes  em processos terapêuticos relacionados com o luto nesta população. Método: 35  mulheres, que tinham ficado viúvas até há trinta dias, com idades entre 65 e 83  anos. Foram usados os instrumentos a) questionário sócio‐demográfico; b) Mini‐ Cog;  c)Inventário  de  Stressores  Orientados  para  a  Perda  e  para  o  Restabelecimento e, d) Escala de Vinculação do Adulto (EVA). Resultados Os SOP  foram  os  mais  prevalentes.  A  dimensão  ansiedade  esteve  positivamente  associada  aos  SOR;  as  outras  dimensões  da  EVA  não  se  associam  nem  aos  SOP  nem aos SOR.    Título  12:  Depressão  em  Crianças  e  Adolescentes  em  Acolhimento  Institucional:  Caracterização e Relação com Variáveis do Acolhimento ‐ Sofia Pracana e Salomé  Vieira  Santos/  Faculdade  de  Psicologia,  Universidade  de  Lisboa  E‐mail:  s_pracana@hotmail.com 

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Resumo  12:  No  presente  estudo  visa‐se  a  caracterização  da  sintomatologia  depressiva em crianças/adolescentes em situação de acolhimento institucional, e  a  análise  da  sua  relação  com  variáveis  específicas  do  acolhimento.  Participaram  no  estudo  23  crianças/adolescentes  (9‐15  anos).  A  sintomatologia  depressiva  foi  avaliada  através  da  adaptação  portuguesa  da  Center  for  Epidemiological  Studies  Depression  Scale  for  Children  (CES‐DC;  Martinho,  2004).  Construíram‐se  duas  fichas para a obtenção de informação específica junto quer dos técnicos, quer das  crianças.  Os  resultados  mostram  que  não  ocorrem  diferenças  significativas  na  sintomatologia  depressiva  face  à  amostra  do  estudo  de  adaptação  do  instrumento,  não  havendo  igualmente  variações  em  função  de  variáveis  sócio‐ demográficas e do acolhimento. Sobressai, contudo, que quanto maior é a idade  na  altura  da  admissão  mais  desfavorável  é  a  perspectiva  em  termos  de  “Felicidade”.  Adicionalmente,  a  perspectiva  da  criança  sobre  a  relação  com  os  companheiros e com os técnicos associa‐se significativamente com um acréscimo  de sintomatologia depressiva em domínios específicos.    Título 13: Preditores da ideação suicida na população idosa ‐ Daniela Pereira, José  Ferreira‐Alves  e  Carla  Martins/  Escola  de  Psicologia,  Universidade  do  Minho  E‐ mail: alves@psi.uminho.pt  Resumo 13: Objectivos: caracterizar uma amostra da população idosa, vivendo na  comunidade,  quanto  aos  níveis  de  ideação  suicida,  integridade  psicossocial  e  razões para viver, bem como analisar o poder preditor da integridade psico‐social  e  das  razões  para  viver  para  a  ideação  suicida.  Método:  Cem  participantes  com  mais  de  65  anos,  vivendo  na  comunidade  de  uma  vila  do  Norte  do  País  responderam  aos  instrumentos  “Escala  de  Integridade  do  Ego”  (Lowis  e  Raubenheimer,  1997),  ao  Inventário  de  Razões  para  Viver  (Linehan,  Goodstein,  Nielsen e Chiles, 1983) e à Escala de Ideação Suicida (Beck, Steer e Ranieri, 1988).   Resultados: a população analisada apresenta níveis reduzidos de ideação suicida e  níveis  elevados  de  integridade  psicossocial  e  razões  para  viver.  Através  da  regressão  linear  constata‐se  que  o  modelo  que  testamos  explica  19,3%  da  variação  dos  resultados  da  ideação  suicida,  embora  apenas  a  integridade  psico‐ social contribua significativamente para essa predição.    Título 14: O Processo de Luto de prestadoras de cuidados de crianças com doença  oncológica  –  C.  R.  Figueiredo,  A.  Silva  e  V.  S.  Lima/  Universidade  Católica  Portuguesa  ‐  Faculdade  de  Educação  e  Psicologia  E‐mail:  cramosfigueiredo@gmail.com  Resumo 14: O cancro comporta numerosas perdas que têm um impacto relevante  na  dinâmica  familiar  (Pereira,2005),  e  das  quais  resulta  um  processo  de  luto  (Canavarro,2004).  Adicionalmente,  quando  há  uma  perda  efectiva,  os  pais  de 

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crianças com cancro são caracterizados como pessoas que desenvolverão um luto  mais  complexo  relativamente  aos  pais  de  crianças  com  outra  doença  (Foley  e  Wittam,2008). Caracterizar o processo de luto durante a doença e após a morte  de  duas  mães  e,  concomitantemente,  prestadoras  de  cuidados  de  crianças  com  cancro,  apresenta‐se  como  o  objectivo  do  estudo.  Assim,  recorrendo  ao  instrumento  “Histórias  de  Vida”  de  McAdams  (2000),  pretendeu  aceder‐se  às  especificidades e idiossincrasias das histórias de vida dos sujeito e à forma como  as  perda  e  o  luto  são  simbolizados.  Os  resultados  evidenciam  características  de  um processo de luto normativo, contudo a forma como as prestadoras lidam com  a perda é distinta, havendo uma centralização na doença e morte das filhas.    Título  15:  O  conceito  de  família  em  crianças  institucionalizadas  e  em  crianças  adoptadas: estudo comparativo ‐ Fernanda Salvaterra, Luís Santos, Sónia Fonseca,  Renata Coelho e Ana Faustino/ Sector da Adopção do CDSS Lisboa/ISS,ip E‐mail:  fsalvaterra@sapo.pt  Resumo 15: A experiência familiar de cada criança afecta o seu desenvolvimento,  as expectativas que cria sobre os seus prestadores de cuidados e as suas relações  com  os  outros.  A  teoria  da  vinculação  de    Bowlby  (1979,  1982)  deu  um  enorme  contributo  para  a  compreensão  da  influencia  da  experiência  da  criança  com  os  seus  prestadores  de  cuidados  no  modo  como  eles  percepcionam  as  relações  afectivas  com  o  outro  e  o  que  esperam  em  termos  de  segurança  e  protecção.Numa amostra de 50 crianças, entre os 4 e os 12 anos, separadas dos  seus  pais  biológicos,  estudámos  o  seu  conceito  de  família  e  as  suas  representações  das  funções  e  papéis  dos  seus  membros.Utilizámos  o  teste  do  desenho  da  Família  (Corman,1964)  com  o  questionário  e  uma  entrevista  aberta  sobre  o  papel  de  cada  membro  da  família  (mãe/pai,  irmãos,  avós  e  tios).Comparámos  um  grupo  de  crianças  institucionalizadas  e  um  grupo  de  crianças  adoptadas,  após  6  meses  de  vivência  com  a  nova  família.  Encontrámos  alguns resultados interessantes que nos indicam que a experiência de adopção é  um factor de protecção para um desenvolvimento harmonioso e tem um enorme  impacto nas mudanças das representações afectivas e cognitivas da família.    Título 16: Contributo para o estudo da parentalidade: o caso da prematuridade ‐  Maria  João  Simões,  Benedita  Moutinho,  Elisa  Veiga  e  Maria  Raul  Xavier/  Universidade  Católica  Portuguesa  ‐  Faculdade  de  Educação  e  Psicologia  E‐mail:  maria_j_simoes@hotmail.com  Resumo  16:  Trata‐se  de  uma  investigação  longitudinal  com  início  em  2003,  que  visa o acompanhamento e compreensão do processo de desenvolvimento de um  grupo  de  crianças  prematuras  e  o  processo  de  adaptação  dos  seus  pais,  numa  perspectiva  do  ciclo  de  vida  familiar.  Três  estudos  foram  realizados  em  2009 

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explorando  3  dimensões:  desenvolvimento  e  saúde  mental,  avaliação  das  competências pré‐escolares e dinâmica familiar. Na apresentação que reportamos  referir‐nos‐emos  aos  resultados  obtidos  através  do  modelo  de  ASEBA  e  à  entrevista  semi‐estruturada.Participaram  nos  estudos  11  casais  e  11  crianças  registando‐se como principais resultados: a centralidade da dimensão parental e  o envolvimento intencional sobretudo da mãe nas actividades de estimulação da  criança  olhando  com  expectativa  o  início  da  escolaridade  obrigatória.  Não  foi  possível  concluir  da  existência  de  uma  relação  directa  entre  psicopatologia  e  prematuridade  dada  a  discrepância  entre  os  informadores  (pais,  mães  e  educadores).    Título 17: O impacto da exposição a imagens de corpos femininos na insatisfação  corporal  e  no  comportamento  alimentar  ‐  Ada  Matos  e  Patrícia  Arriaga/  Centro  Social Paroquial do Bárrio e CIS / ISCTE E‐mail: adafilipa@gmail.com  Resumo  17:  Investigou‐se  o  impacto  da  exposição  a  diversas  imagens  de  corpos  femininos  na  insatisfação  corporal  (IC)  e  no  comportamento  alimentar  (CA)  e  a  provável  moderação  dos  indícios  de  perturbação  do  comportamento  alimentar  (PCA). Noventa voluntárias (entre 18 e 58 anos) foram distribuídas aleatoriamente  por  três  condições  experimentais  de  exposição  a  imagens  de  corpos  femininos:  anorécticos  (n  =  25);  ideais  (n  =  34)  e  obesos  (n  =  31).  Inicialmente  aplicou‐se  a  versão  de  auto‐avaliação  do  Eating  Disorder  Examination  para  avaliar  as  PCA.  Posteriormente à exposição foi avaliada a IC pela Contour Drawing Rating Scale e  o CA através da quantidade de alimentos ingeridos e respectivas calorias. A IC foi  superior  nas  participantes  expostas  aos  corpos  ideais  mas  apenas  nas  que  mostraram  um  maior  índice  de  PCA.  A  exposição  às  imagens  não  teve  efeito  no  CA, todavia foram as participantes com maiores índices de PCA as que ingeriram  menos alimentos calóricos.    Título  18:  A  experiência  de  prestação  de  cuidados  informais  a  crianças/adolescentes com Perturbação do Espectro do Autismo ‐ Inês Proença de  Carvalho, Luísa Campos e Lurdes Veríssimo/ Faculdade de Educação e Psicologia ‐  Universidade Católica Portuguesa E‐mail: ines_pc@hotmail.com  Resumo  18:  Este  estudo  caracteriza  30  cuidadores  informais  de  crianças/adolescentes com Perturbação do Espectro do Autismo relativamente a:  (1) aspectos da doença; (2) percepções relacionadas com o doente/doença, com a  experiência  de  prestação  de  cuidados  (EPC)  (Experience  of  Caregiving  Inventory  ECI)  e  com  os  tipos  de  coping  utilizados  (Carer’s  Assessment  of  Managing  Index).Os  dados  recolhidos  constituíram  uma  amostra  de  conveniência.As  dimensões (positiva e negativa) do ECI distribuíram‐se equilibradamente: 53% dos  participantes  avaliaram  a  experiência  de  forma  mais  positiva  e  46.7%,  mais 

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negativa.  Foi  encontrada  uma  associação  positiva  entre  as  dimensões  do  ECI.Os  tipos  de  coping  resolução  de  problemas  e  criação  de  percepções  alternativas  associaram‐se  a  avaliações  mais  positivas  do  ECI,  contrariamente  ao  tipo  lidar  com  sintomas  de  stress  que  se  associou  à  dimensão  negativa.Os  resultados  destacam a necessidade de intervir junto dos cuidadores, promovendo: (1) coping  adequado;  (2)  relação  cuidador‐criança/adolescente;  e  (3)  dimensão  positiva  da  EPC.    Título  19:  “Pato  ou  Coelho?”:  a  compreensão  da  ambiguidade  visual  e  verbal  na  criança ‐ Joana Raposo e Paula Carneiro/ Universidade Lusófona de Humanidades  e Tecnologias (ULHT) e Centro de Investigação em Psicologia da Universidade de  Lisboa (CIPUL) E‐mail: joana.raposo6@gmail.com  Resumo 19: Os estudos sobre a teoria da mente têm demonstrado que as crianças  pré‐escolares  têm  dificuldade  em  representar  modelos  alternativos  e  contrastantes  do  mundo,  nomeadamente  em  diferenciar  crenças  falsas  da  realidade.  De  forma  análoga,  este  estudo  pretendeu  analisar  a  altura  do  desenvolvimento  em  que  as  crianças  são  capazes  de  compreender  que  uma  mesma figura ou mensagem pode levar a diferentes representações mentais.     Título 20: Promover a velocidade de leitura e a compreensão leitora em alunos do  4º  ano  ‐  Célia  Silva  e  Sara  Almeida/  Universidade  Fernando  Pessoa/Câmara  Municipal de Matosinhos E‐mail: celias_126@hotmail.com  Resumo 20: No 1º ciclo do ensino básico os alunos encontram diferentes desafios,  designadamente  no  que  se  refere  à  leitura  e  à  escrita.  Aprender  a  ler  e,  posteriormente, ler para aprender implicam a aprendizagem de competências de  descodificação, fluência de leitura e compreensão leitora. A Câmara Municipal de  Matosinhos em articulação com um Agrupamento Vertical de Escolas do concelho  procurou  acompanhar  10  alunos  do  4º  ano  de  escolaridade,  sinalizados  pelos  professores  titulares  de  turma,  devido  a  dificuldades  ao  nível  da  velocidade  de  leitura  e  compreensão  leitora.  O  design  envolveu  o  estudo  de  um  grupo  único,  sendo  efectuada  uma  análise  de  variância  com  medidas  repetidas  no  tempo.  Neste poster será apresentada a metodologia utilizada, bem como o programa de  intervenção  e  os  resultados  encontrados.  Serão  igualmente  analisadas  as  implicações práticas subjacentes a estes programas de intervenção.    Título  21:  Concepções  dos  educadores  de  infância  sobre  o  desenvolvimento  da  literacia ‐ Lourdes Mata e Liliana Marques/ ISPA ‐ Instituto Superior de Psicologia  Aplicada; Faculdade de Motricidade Humana E‐mail: lmata@ispa.pt  Resumo  21:  Muitos  estudos  têm  mostrado  o  papel  dos  contextos  e  ambientes  onde as crianças estão inseridas e os seus conhecimentos de literacia. No âmbito 

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do  pré‐escolar  tem‐se  procurado  identificar  as  características  das  salas  de  JI  e  o  tipo de práticas desenvolvidas e relacioná‐las com os conhecimentos emergentes  de  literacia.  Contudo,  as  práticas,  formais  e  informais  desenvolvidas  têm  subjacentes concepções diferenciadas sobre o processo de aprendizagem e sobre  o  papel  do  educador.  Neste  sentido  iremos  apresentar  um  instrumento  que  pretende caracterizar as concepções dos educadores sobre o desenvolvimento da  literacia. Este instrumento foi adaptado da versão do PPLLIS de Lynch, Anderson,  Anderson e Shapiro (2006) destinado a pais de crianças em idade pré‐escolar. Os  resultados apresentados têm como referência as respostas de 91 educadores de  infância, e analisam as características estruturais, psicométricas e potencialidades  do  instrumento  pois  este  permite  diferenciar  concepções  mais  tradicionais  de  outras baseadas numa perspectiva de literacia emergente.    Título 22: Desenvolvimento da Competência Prosódica Focos ‐ Sandra G. Martins  e  Selene  G.  Vicente/  Faculdade  de  Psicologia  e  de  Ciências  da  Educação  da  Universidade do Porto E‐mail: tartarugapensadora@gmail.com  Resumo 22: Este trabalho consiste na avaliação e descrição desenvolvimental das  competências  prosódicas  relacionadas  com  o  Focos,  ou  seja,  a  capacidade  para  identificar  e  produzir  palavras  enfatizadas  numa  frase.  Participaram  no  estudo  crianças que frequentam o 1º Ciclo do Ensino Básico (N = 43; dos 6 aos 11 anos) e  jovens adultos (N = 10), tendo sido avaliados na Prova Focos do Profiling Elements  of Prosodic Systems – Children (PEPS‐C; Peppé e McCann, 2003) adaptada para o  Português Europeu. Os resultados colocam em destaque diferenças significativas  no desempenho entre as tarefas receptiva e expressiva da prova, sendo a tarefa  receptiva  a  que  obtem  melhores  resultados.  Observam‐se  ainda  ganhos  desenvolvimentais, encontrando‐se a competência prosódica Focos adquirida nos  adultos mas ainda em desenvolvimento nas crianças.    Título  23:  Competências  psicológicas  associadas  à  prática  do  Alpinismo  ‐  Mário  Neves/  Universidade  de  Vigo,  Espanha,  Joaquin  Dosil/  Universidade  de  Vigo,  Espanha  e  A.  Rui  Gomes  /Universidade  do  Minho  –  Escola  de  Psicologia  E‐mail:  rgomes@psi.uminho.pt  Resumo  23:  Este  trabalho  tem  por  objectivo  conhecer  e  identificar  as  principais  competências  psicológicas  associadas  à  prática  do  alpinismo.  Foi  utilizada  uma  metodologia  qualitativa  através  de  entrevistas  individuais  e  em  profundidade  (Gould  e  Dieffenbach,  2002;  Patton,  2002)  a  5  alpinistas  portugueses  de  elite  (Média  de  idades  =  51,4;  6,1  ;  Médias  de  anos  de  experiência  =  24,8;  5,3  ).  Os  principais  resultados  revelaram  que:  i)  os  alpinistas  destacaram  a  motivação  intrínseca  e  a  auto‐determinação  como  fundamentais  no  seu  percurso  e  no  desenvolvimento  das  suas  actividades;  ii)  a  existência  de  um  elevado 

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compromisso  com  as  exigências  e  o  risco  que  o  alpinismo  apresenta;  iii)  a  qualidade  das  experiências  desportivas  vividas  e  a  experiência  pessoal  adquirida  parecem  ter  um  papel  influente  sobre  outras  competências  psicológicas,  tais  como,  a  autoconfiança,  o  controle  emocional  e  a  capacidade  de  avaliar  e  reagir  perante situações stressantes e de maior risco.    Título  24:  Avaliações  cognitivas,  conteúdos  da  “vida  emocional“  e  sucesso  desportivo  na  competição  desportiva:  Um  estudo  exploratório  da  natureza,  frequência e intensidade das emoções no andebol juvenil ‐ José Fernando A. Cruz,  Joana  Osório,  Manuela  Peixoto  e  Manuela  Amaral/  Escola  de  Psicologia,  Universidade do Minho E‐mail: jcruziepuminho@gmail.com  Resumo  24:  O  objectivo  do  presente  estudo  consistiu  em  analisar  o  papel  dos  processos de avaliação cognitiva (ameaça e desafio) nas experiências e conteúdos  emocionais de duas equipas jovens de andebol, com diferentes níveis de sucesso  desportivo (alto vs baixo). Ao longo de uma época desportiva, em três jogos dos  respectivos  campeonatos  nacionais  com  diferentes  níveis  de  relevância  motivacional  (dificuldade/importância),  foram    recolhidas  medidas  das  percepções  de  ameaça  e  desafio,  e  da  ocorrência  e  intensidade  de  emoções  discretas (agradáveis/positivas e desagradáveis/negativas). Os atletas, com idades  compreendidas  entre  os  14  e  os  18  anos,  foram  avaliados  em  momentos  distintos: antes e depois dos jogos. Para além da identificação das emoções mais  frequentes  e  intensas  antes  e  durante  (avaliação  retrospectiva)  os  jogos,  apresentam‐se dados correlacionais entre as avaliações cognitivas da competição  e  as  diferentes  emoções  discretas.  Finalmente,  são  analisadas  as  diferenças  nas  avaliações  e  nos  conteúdos  emocionais  em  função  do  sucesso  desportivo  das  equipas e da relevância motivacional da competição.    Título  25:  Um  estudo  sobre  o  Emotional  Labor  e  Burnout  em  professores  do  3º  ciclo  e  do  ensino  secundário  ‐  Marta  Serra  e  Carla  Carvalho/  Faculdade  de  Psicologia  e  de  Ciências  da  Educação  da  Universidade  de  Coimbra  E‐mail:  ccarvalho@fpce.uc.pt  Resumo 25: Este estudo, realizado junto de uma amostra de 199 professores do  3ºciclo  e  secundário,  da  zona  centro  e  norte  do  país,  teve  como  principal  objectivo analisar a presença de emotional labor em funções de ensino bem como  investigar  o  impacto  das  diferentes  dimensões  do  emotional  labor  (job‐focused  emotional  labor  e  employee‐focused  emotional  labor)  no  burnout  (exaustão  emocional,  despersonalização  e  realização  pessoal).  Recorrendo  ao  método  do  inquérito por questionário, foi testado um conjunto de hipóteses de investigação,  cujos  resultados  sugerem  estes  profissionais  reportam  consideráveis  níveis  de  emoções  no  trabalho,  nomeadamente,  a  percepção  das  regras  organizacionais 

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para expressar e esconder emoções e das exigências emocionais, e o uso do deep  acting  como  estratégia  de  regulação  emocional.  Os  resultados  também  indicam  que  a  percepção  para  esconder  emoções  negativas  e  o  surface  acting  se  relacionam  positivamente  com  o  burnout,  enquanto  que  a  percepção  para  expressar  emoções  positivas  se  relaciona  negativamente  com  o  burnout  (despersonalização).    Título  26:  Emotional  labor  em  funções  de  gestão  e  sua  relação  com  work  engagement e satisfação no trabalho ‐ Roberta Celeste, Carla Carvalho e Stefano  Toderi/  Faculdade  de  Psicologia  e  de  Ciências  da  Educação  da  Universidade  de  Coimbra e Università di Bologna – Itália E‐mail: ccarvalho@fpce.uc.pt  Resumo  26:  Neste  estudo  procurámos  investigar  a  importância  do  emotional  labor  em  gestores  e  analisar  possíveis  implicações  desse  processo  no  bem‐estar  dos  ocupantes  dessa  função.  Recorrendo  a  uma  amostra  de  281  gestores  brasileiros e a quatro instrumentos para o efeito, procurámos investigar em que  medida  diferentes  dimensões  do  emotional  labor  se  relacionavam  com  o  work  engagement  e  com  a  satisfação  no  trabalho.  Os  resultados  sugerem  que  a  amostra evidencia níveis consideráveis de emotional labor, o qual pode conduzir a  efeitos positivos e negativos no bem‐estar dos sujeitos. Especificando, enquanto a  estratégia designada por surface acting e a percepção de normas para a supressão  de emoções negativas no trabalho estão relacionadas negativamente com o work  engagement e a satisfação no trabalho; a estratégia designada por deep acting e a  percepção de normas para a expressão de emoções positivas estão relacionadas  positivamente com as variáveis dependentes.    Título 27: Validação cruzada da multidimensionalidade da agressão no trabalho ‐  Angelo Vicente e Teresa C. D'Oliveira/ Instituto Superior de Psicologia Aplicada E‐ mail: avicente@ispa.pt  Resumo  27:  Na  sequência  de  uma  fase  de  estudo  da  literatura  sobre  a  agressão  no  trabalho  e  de  uma  revisão  dos  instrumentos  disponíveis  foi  desenvolvido  um  questionário,  o  Questionário  de  Comportamentos  Agressivos  (QCA),  cuja  validação  cruzada  é  apresentada  neste  trabalho.  À  semelhança  da  fase  exploratória  deste  projecto  foram  convidados  a  participar  representantes  de  varias  áreas  do  sector  terciário  cujas  estatísticas  internacionais  apontam  para  elevados  índices  de  frequência  de  agressão.  Um  total  de  210  participantes  constituiu  a  amostra  do  estudo  de  validação  cruzada  que  procurou  confirmar  a  natureza diferenciada da agressão (i.e. agressão latente e agressão manifesta) e a  multidimensionalidade  da  mesma.  Os  resultados  da  análise  confirmatória  serão  apresentados e discutidos, e delineadas sugestões para futuras investigações.   

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Título  28:  Helping  and  Voice  Behaviours  Scale  (Van  Dyne  e  LePine,  1998)  Adaptação e Validação numa amostra de Trabalhadores Portugueses na Indústria  ‐ Helena Martins, Teresa Rebelo e Inés Tomás/ Escola Superior de Tecnologias de  Saúde  –  Instituto  Politécnico  do  Porto,  Faculdade  de  Psicologia  e  Ciências  da  Educação  da  Universidade  de  Coimbra,  Universidade  de  Valencia  (Espanha)  E‐ mail: helenagmartins@gmail.com  Resumo 28: Os Comportamentos de Cidadania Organizacional (CCO) reflectem um  comportamento individual que é discricionário, não é contratualmente garantido  e  que,  no  seu  conjunto,  promove  o  bom  funcionamento  da  organização  (Organ,  1997). Este constructo, embora muito em voga, tem sido alvo de debate, dados os  conceitos  de  comportamento  intra/extra‐papel  (in‐role/extra‐role):  embora  a  investigação  original  se  refira  aos  CCO  como  extra‐papel,  posteriormente  concluiu‐se  que  muitos  comportamentos  extra‐papel  eram  tidos  pelos  colaboradores  como  intra‐papel  (Morrison,  1994),  uma  questão  inerente  à  fronteira ténue entre os conceitos “papel” e “trabalho” (Organ, 1997). O modelo  apresentado  refere‐se  especificamente  a  comportamentos  extra‐papel,  permitindo  alguma  distanciação  desta  polémica.  Foi  feita  uma  Análise  Factorial  Confirmatória da Escala de Comportamentos de Ajuda e Voz Activa (Helping and  Voice  Behaviors  Scale)  de  Van  Dyne  e  LePine  (1998)  para  uma  amostra  de  315  Trabalhadores  Portugueses  da  Indústria.  A  AFC  indicou  um  bom  ajustamento  do  modelo  originalmente  proposto  pelos  autores,  embora  fossem  expectáveis  diferenças culturais.    Título  29:  Voluntariado  e  Cidadania:  um  programa  com  estudantes  de  Ensino  Superior ‐ Filipa Heitor e Ana Ferreira/ Instituto Politécnico do Porto (IPP) E‐mail:  filipaheitor@sc.ipp.pt  Resumo  29:  O  papel  das  instituições  de  ensino  superior  no  desenvolvimento  global  dos  estudantes  tem  sido  consolidado  por  um  novo  clima  social  e  intelectual,  reforçando  a  importância  da  aprendizagem  de  competências  “não  cognitivas”  para  além  das  técnico‐científicas.  O  Programa  de  Voluntariado  desenvolvido pelo Gabinete do Estudante do IPP foi construído com enfoque em  acções  de  interesse  social  e  comunitário  e,  reconhecendo  esta  tendência,  pontuando  com  experiências  em  contexto  real  e  com  espaços  de  exploração,  partilha  e  integração.  A  avaliação  dos  impacto  deste  programa  contempla  dois  momentos:  (1)  o  levantamento  das  motivações  iniciais  e  das  mudanças  percebidas  decorrentes  das  experiências  de  voluntariado  em  dimensões  relacionadas  com  as  relações  interpessoais  e  competências  de  cidadania  individual  e  colectiva  (N=39);  (2)  a  validação  destes  dados  através  de  um  procedimento  de  análise  quantitativa.  Os  resultados  permitem  validar  e 

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enriquecer  os  espaços  de  integração  promovendo  a  construçao  crítica,  activa  e  responsável de projectos de vida.    Título  30:  Análise  Factorial  Confirmatória  das  Escalas  de  Comportamento  Social  em Contexto Escolar: Validação portuguesa da escala de competências sociais – E.  Carapito,  R.  Raimundo,  T.  Ribeiro,  A.  Marques‐Pinto  e  L.  Lima/  Faculdade  de  Psicologia  e  de  Ciências  da  Educação  da  Universidade  de  Lisboa  e  Instituto  Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa – Instituto Universitário de Lisboa  E‐mail: elsa.carapito@gmail.com  Resumo  30:  Vários  estudos  têm  demonstrado  a  importância  de  avaliar  as  competências  sociais,  bem  como  os  problemas  associados  ao  comportamento  anti‐social  de  crianças  e  jovens,  dado  o  impacto  que  têm  no  seu  sucesso  e  ajustamento social (Merrell, 2002).Este trabalho visa apresentar a análise factorial  confirmatória  da  escala  A  das  Escalas  de  Comportamento  Social  em  Contexto  Escolar  (ECSCE‐2),  que  é  uma  tradução  Portuguesa  da  escala  de  competências  sociais  das  School  Social  Behavior  Scales  (SSBS‐2;  Merrell,  2002).  As  SSBS‐2  são  respondidas  por  professores  ou  outros  agentes  escolares  que  avaliam  a  frequência  de  comportamentos  sociais  positivos  e  negativos  dos  estudantes,  do  1º  ao  12º  ano  de  escolaridade.  Neste  estudo,  188  professores  completaram  a  escala  A  relativamente  a  595  alunos,  entre  os  6  e  os  18  anos.  Os  resultados  obtidos  confirmaram  o  modelo  proposto  pelo  autor,  uma  vez  que  vários  índices  de  modificação  revelaram  um  bom  ajustamento  do  modelo  à  amostra  portuguesa.    Título  31:  Análise  Factorial  Confirmatória  das  Escalas  de  Comportamento  Social  em  Contexto  Escolar:  Validação  portuguesa  da  escala  de  comportamento  anti‐ social  –  E.  Carapito  e  T.  Ribeiro/  Faculdade  de  Psicologia  e  de  Ciências  da  Educação da Universidade de Lisboa E‐mail: elsa.carapito@gmail.com  Resumo  31:  Estudos  revelam  que  défices  no  comportamento  social  de  crianças  podem  conduzir  a  problemas  sociais  significativos  no  futuro  (Crowley  e  Merrell,  2003),  justificando  o  interesse  crescente  de  investigadores  e  agentes  educativos  por esta área.   Este trabalho visa apresentar a análise factorial confirmatória da  escala B das Escalas de Comportamento Social em Contexto Escolar (ECSCE‐2), a  qual  diz  respeito  a  uma  tradução  Portuguesa  da  escala  de  comportamento  anti‐ social  das  School  Social  Behavior  Scales  (SSBS‐2;  Merrell,  2002).  As  SSBS‐2  são  respondidas  por  professores,  ou  outros  agentes  escolares,  que  avaliam  a  frequência de comportamentos sociais positivos e negativos de estudantes, do 1º  ao 12º ano de escolaridade. Neste estudo, 175 professores completaram a escala  B  relativamente  a  344  alunos,  com  idades  compreendidas  entre  os  6  e  os  18  anos.Os resultados obtidos confirmaram o modelo proposto pelo autor, uma vez 

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que  vários  índices  de  modificação  revelaram  um  bom  ajustamento  do  modelo  à  amostra portuguesa.    Título  32:  Repensar  das  políticas  de  integração/  adaptação  dos/as  jovens  na  escola  ‐  Paula  Campos  e  Sofia  Neves/ISMAI‐  Instituto  Supeior  da  Maia  E‐mail:  paula.su.campos@gmail.com  Resumo  32:  O  objectivo  desta  apresentação  é  partilhar  com  a  comunidade  científica os resultados obtidos na investigação qualitativa intitulada Vivências de  integração/adaptação de jovens imigrantes da Escola Secundária D. Sancho I, no  concelho  de  Vila  Nova  de  Famalicão,  realizada  no  âmbito  do  Mestrado  em  Psicologia Clínica e da Saúde do Instituto Superior da Maia, em 2009. Pretendeu‐ se  caracterizar  as  vivências  de  integração/adaptação  de  um  grupo  de  jovens  a  partir  das  suas  trajectórias  de  imigração  e  dos  significados  contruídos  em  torno  destas. Para o efeito foram realizadas entrevistas semi‐estruturadas e analisado o  seu conteúdo. Os resultados deste estudo indicam que é necessário repensar as  políticas  de  acolhimento  dos/as  jovens  imigrantes,  envolvendo  activamente  as  escolas na sua formulação e implementação, mas igualmente no desenvolvimento  de  uma  educação  intercultural.  Torna‐se  premente  o  aumento  da  consciencialização  e  sensibilização  social  face  às  necessidades  de  integração/adaptação dos jovens imigrantes em Portugal.    Título  33:  O  papel  da  Escola  e  da  Família  na  realidade  das  Dificuldades  de  Aprendizagem  ‐  Teresa  Mansilha  e  Lurdes  Veríssimo/  Faculdade  de  Educação  e  Psicologia ‐ Centro Regional do Porto ‐ Universidade Católica Portuguesa E‐mail:  teresa_mansilha@clix.pt  Resumo  33:  As  Dificuldades  de  Aprendizagem  (DA)  são  ainda  uma  realidade  complexa  e  controversa  perante  a  comunidade  científica.  No  entanto,  a  compreensão das DA implica não só o estudo dos seus protagonistas (os alunos),  mas também do papel da família e da escola no seu percurso educativo. Assim, no  presente  estudo  participaram  seis  alunos  com  DA  (sinalizados  pelas  suas  professoras), os seus encarregados de educação e os seus professores. Com base  numa  metodologia  quantitativa  e  qualitativa  foi  possível  verificar  o  não  comprometimento  das  competências  cognitivas  destes  alunos  mas  uma  incidência  significativa  de  padrões  de  internalização.  Verificou‐se  também  que  a  acção dirigida por pais e professores é valorizada pelos alunos, tendo impacto na  evolução dos seus processos de aprendizagem. Os resultados do presente estudo  podem  contribuir  para  o  reforço  da  importância  da  intencionalização  e  planificação da intervenção dos pais e professores junto de crianças com DA.   

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Título  34:  Avaliação  das  atitudes  e  práticas  educativas  parentais:  Análise  exploratória  da  estrutura  factorial  do  AAPI‐2  ‐  Teresa  Brandão,  Ana  Amaro  e  Catarina  Fonseca/  U.T.L.‐Faculdade  de  Motricidade  Humana  ‐  Dep.  Educação  e  Humanidades E‐mail: teresabrandao@gmail.com  Resumo 34: O AAPI‐2 (“Adult‐Adolescent Parenting Inventory”) ‐ Inventário para  pais  adultos  ou  adolescentes  (Bavolek  e  Keene,1999)  é  uma  revisão  da  escala  original  AAPI,  desenvolvida  em  1978‐80,  tem  como  destinatários:  Pai  e/ou  Mãe,  ou  outras  figuras  parentais,  destinando‐se  à  avaliação  de  atitudes  e  comportamentos  parentais  de  risco  de  pais  adultos  ou  pais  adolescentes.  Com  base  no  conhecimento  da  parentalidade  e  dos  comportamentos  e  cuidados  prestados  às  crianças,  por  pais  negligentes/maltratantes,  as  respostas  ao  inventário  permitem  identificar  um  índice  de  risco  para  práticas  indiciadoras  de  maus  tratos  e  negligência  das  crianças,  com  base  em  cinco  indicadores  relativos  às  atitudes  relativas  ao  desempenho  da  função  parental:  Expectativas  inapropriadas,  Empatia,  Castigos  Corporais,  Regras  invertidas,  Capacidade  de  Autonomia.  Na  presente  comunicação  apresentam‐se  alguns  dos  resultados  realizados  no  âmbito  do  estudo  das  propriedades  psicométricas  da  versão  portuguesa do referido instrumento, nomeadamente os resultados duma análise  factorial  exploratória  e  comparação  com  a  estrutura  factorial  da  versão  americana.    Título  35:  Detecção  da  mentira  e  da  veracidade  em  estudantes  universitários:  diferenças  de  género  e  sua  relação  com  a  inteligência  emocional  ‐  Andreia  Rodrigues e Patrícia Arriaga/ BioEpi, Clinical e Translational Research Center e CIS  / ISCTE E‐mail: andreiasprodrigues@gmail.com  Resumo  35:  Avaliou‐se  a  capacidade  de  detecção  da  mentira  e  da  veracidade  junto  de  90  estudantes  universitários.  Foram  avaliadas  diferenças  de  género  e  a  possível  relação  entre  essa  capacidade  e  a  inteligência  emocional.  Os  participantes  foram  expostos  a  oito  vídeos  com  entrevistas  de  indivíduos  de  ambos os géneros, que responderam a questões idênticas mentido ou dizendo a  verdade.  A  tarefa  dos  participantes  consistia  em  determinar  a  mentira  ou  a  veracidade  das  respostas.  No  geral,  os  resultados  mostraram  que  a  média  de  acertos  dos  participantes  foi  inferior  a  50%,  sugerindo  uma  dificuldade  na  capacidade  de  detectar  a  veracidade  e  a  mentira  nos  outros.  A  inteligência  emocional  não  se  mostrou  associada  ao  número  de  acertos.  No  entanto,  os  homens  identificaram  mais  facilmente  a  mentira  e  as  mulheres  a  veracidade,  independentemente do género do alvo.   

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Título 36: Capacidade de Memória Operatória: Efeito da interferência proactiva ‐  Célia  Oliveira  e  Pedro  B.  Albuquerque/Universidade  do  Minho  E‐mail:  celiao@iep.uminho.pt  Resumo  36:  A  Capacidade  de  Memória  Operatória  (Working  Memory  Capacity  ‐  WMC)  traduz  a  eficiência  na  manutenção  activa  da  informação  a  reter,  em  condições  de  elevada  interferência  atencional.  O  contributo  dos  processos  inibitórios  para  a  eficiência  da  WMC  tem  sido  alvo  de  controversa  e  prolífica  investigação (e.g., Redick, Heitz, e Engle, 2007). No presente estudo analisa‐se o  impacto da interferência proactiva no desempenho de uma tarefa de capacidade  de  memória  operatória  (Operation  Span  Task,  Turner  e  Engle,  1989;  Unsworth,  Heitz, Schrock, e Engle, 2005), através da manipulação da extensão e tipo de itens  a reter. A amostra é constituída por 80 estudantes universitários. O procedimento  obedeceu à administração individual das tarefas, e o planeamento à manipulação  intra‐sujeito  das  variáveis.  Analisam‐se,  ainda,  os  resultados  obtidos  quando  se  contrastam  os  participantes  com  desempenhos  de  WMC  acima  ou  abaixo  da  média.    Título  37:  Sugestionabilidade  interrogativa  em  adolescentes  e  adultos  delinquentes  não  institucionalizados  ‐  Daniela  Sofia  Reis  Neves  e  Maria  Salomé  Pinho/  Faculdade  de  Psicologia  e  de  Ciências  da  Educação  da  Universidade  de  Coimbra E‐mail: danielasrneves@gmail.com  Resumo 37: Procurou‐se analisar a expressão da sugestionabilidade interrogativa,  avaliada  pela  Escala  de  Sugestionabilidade  de  Gudjonsson  1  (GSS1),  em  duas  amostras  da  população  delinquente  não  institucionalizada.  Compararam‐se  os  desempenhos  de  adolescentes  e  adultos  delinquentes  entre  si  e  com  as  normas  incluídas  no  manual  das  GSS  para  a  população  forense.  Ambos  os  grupos  foram  avaliados  quanto  à  memória  (a  longo  prazo  e  de  trabalho),  auto‐conceito,  auto‐ monitorização  e  desiderabilidade  social.  Considerando  as  normas  utilizadas,  os  delinquentes  portugueses  revelaram  maior  resistência  à  pressão  interrogativa.  Foram,  também,  observadas  correlações  significativas  de  medidas  de  sugestionabilidade  com  a  memória  a  longo  prazo,  memória  de  trabalho,  desiderabilidade  social,  auto‐monitorização  e  auto‐conceito,  embora  diferentemente distribuídas pelos dois grupos. O conjunto dos resultados sugere  que  a  sugestionabilidade  interrogativa  se  poderá  manifestar  de  forma  ligeiramente diferente em diversas culturas e que a avaliação da confissão ou do  depoimento de um jovem e de um adulto delinquente deverá ser feita de forma  distinta.    Título  38:  Conflitualidade  na  Família  ‐  Fernando  Almeida,  Anita  Santos,  Maria  Francisca Rebocho, Ana Sofia Castro, Cláudia Monteiro, Elizabeth Nogueira, Joana 

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Vieira,  Manuela  Pinheiro,  Márcia  Alves,  Marta  Sousa  e  Tânia  Longras/  Instituto  Superior da Maia (ISMAI) E‐mail: afernandalmeida@sapo.pt  Resumo  38:  É  suposto  desenvolverem‐se,  no  seio  da  família,  os  mais  poderosos  vínculos  humanos.  Todavia,  também  aí  se  desenvolvem  as  relações  mais  perturbadoras  e  destruidoras.  A  prática  clínica  permitiu‐nos  apreender  a  importância da conflitualidade familiar na determinação de sofrimento psíquico e  as  múltiplas  vicissitudes  que  lhe  subjazem.  No  sentido  de  estudar  a  conflitualidade  e  o  relacionamento  na  família,  elaboramos  um  questionário  que  possibilite obter uma perspectiva essencialmente factual e não apenas opinativa.  Numa segunda fase debruçar‐nos‐emos sobre as repercussões da conflitualidade  na  família  no  aproveitamento  escolar  dos  jovens  e  no  seu  comportamento,  incluindo‐se o consumo de drogas, o comportamento agressivo e desrespeitoso.  Em  2008‐2009  implementamos  a  primeira  fase  do  projecto  com  entrevistas  a  casais,  aos  filhos  destes  e  a  idosos,  no  sentido  de  a  investigação  ser  multigeracional e diversificada. Obtivemos um total de duzentas entrevistas cujos  resultados nos dão uma dimensão da conflitualidade e de relevantes aspectos do  relacionamento das famílias portuguesas.    Título 39: Prevalência do abuso e negligência a pessoas idosas em Portugal: uma  síntese  da  investigação  ‐  José  Ferreira‐Alves  e  Ana  João  Santos/  Escola  de  Psicologia, Universidade do Minho E‐mail: alves@psi.uminho.pt  Resumo  39:  Objectivos:  a)  identificar,  descrever  e  comparar  estudos  de  prevalência de indicadores de abuso e negligência à População idosa em Portugal;  b)  sugerir  novos  passos  de  investigação  para  o  avanço  no  conhecimento  do  fenómeno;  Método:  Pesquisa  em  base  de  dados  e  trabalhos  realizados  em  contexto  académico  e  profissional;  Resultados:  Dos  estudos  que  usaram  o  QEEA  que investiga a existência de 15 indicadores, a prevalência foi de 36,3%, até 100%  para  apenas  um  indicador  e  até  1,4%  para  os  15  indicadores.  Usando  o  CASE,  observaram‐se  47,4%  de  respostas  indicativas  de  abuso.  Usando  entrevistas  a  directores/administradores  de  lares,  verificou‐se,  noutro  estudo,  que  14%  indicaram ter conhecimento de pelo menos um incidente de abuso no último ano,  sendo que a maioria reportou três incidentes e apenas 3% indicou mais do que 3  incidentes.  Conclusão:  Os  dados  sugerem  dificuldades  na  compreensão  dos  determinantes  da  variação  da  prevalência,  sendo  necessário  construir  e  testar  modelos teóricos preditivos.    Título 40: “Jovens em perigo? Da caracterização à intervenção numa Unidade de  Emergência”  ‐  Andreia  Silva,  Maria  Clara  Pinto  e  Ana  Cristina  Neves/  Instituto  Superior de Ciências da Saúde Egas Moniz E‐mail: neialimasilva@hotmail.com 

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Resumo 40: O presente trabalho tem como objectivos caracterizar a população de  uma  unidade  de  emergência  para  jovens  do  sexo  masculino,  do  Instituto  da  Segurança  Social,  desde  os  factores  de  risco  presentes  e  inerentes  à  principal  problemática  (delinquência),  aos  comportamentos  manifestados  pelos  jovens;  e  diagnosticar as necessidades existentes ao nível da instituição (jovens e equipa –  técnica e educativa). Com base nesta caracterização, que seguiu uma metodologia  eminentemente  qualitativa,  são  apresentadas  propostas  de  trabalho  dirigidas  à  instituição, sob a forma de acções de sensibilização desenvolvidas com a equipa.  São  discutidas  as  implicações  dos  resultados  desta  experiência  na  prática  profissional em instituições desta natureza.    Título  41:  Sistematização  do  conceito  e  modelos  teóricos  da  Criatividade  –  C.  Quitério,  M.  Martins,  S.  Silva,  A.  Pacheco,  A.  Martins,  A.  Mendonça,  E.  Vale,  T.  Nunes e S. Jesus/ Universidade do Algarve E‐mail: aspacheco@ualg.pt  Resumo  41:  Resumo:  Numa  sociedade  em  que  o  pensamento  divergente  e  inovador  é  cada  vez  mais  valorizado,  o  estudo  da  criatividade  ganha  contornos  mais  assumidos.  Deste  modo,  este  trabalho  visa  apresentar  as  principais  definições e abordagens teóricas ao conceito da criatividade. Para tal, realizou‐se  uma  pesquisa  bibliográfica  sistemática  que  permitiu  apurar  as  referências  de  maior  destaque  neste  âmbito.  Apresentam‐se  assim  os  resultados  encontrados,  discutindo‐se  as  suas  similaridades  e  distinções,  face  a  uma  variável  de  difícil  conceptualização,  e  que  necessitará  de  futuras  investigações  que  testem  a  aplicabilidade dos modelos sugeridos.    Título 42: Efeito Ovelha Negra: Papel do Estatuto Grupal na Reacção ao Desvio ‐  Paula Fortuna, Miguel Campos, Isabel R. Pinto e José M. Marques/ Faculdade de  Psicologia  e  Ciências  da  Educação  da  Universidade  do  Porto  E‐mail:  Paulafortuna@live.com  Resumo  42:  Analisamos  experimentalmente  a  reacção  ao  desvio  nos  grupos  segundo  o  modelo  da  Dinâmica  de  Grupos  Subjectiva  e  o  efeito  ovelha  negra  (Marques,  Abrams  e  Paez,  1998),  que  articulamos  com  a  ideia  de  que  os  indivíduos agem de forma diferente, consoante o endogrupo assuma um estatuto  de  dominante  ou  de  dominado  (Lorenzi‐Cioldi,  1988).  Estudantes  dos  ensinos  básico  e  secundário  (N=48)  foram  atribuídos  a  dois  estatutos  (dominante,  dominado),  com  base  numa  falsa  prova  e  avaliaram  membros  normativos  e   desviantes  do  endogrupo  ou  do  exogrupo.  Obtivemos  um  efeito  ovelha  negra  correlacionado  com  a  identificação  endogrupal  no  grupo  dominante,  o  que  é  consistente com a ideia de que esse efeito é funcional para a manutenção de uma  diferenciação social positiva. No grupo dominado encontramos o oposto ao efeito 

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ovelha  negra  mas  esse  resultado  é  independente  da  identificação  endogrupal.  Discutimos estes resultados à luz das teorias anteriormente referidas.    Título  43:  Inteligência  Emocional,  Conflito  Trabalho‐Família/Família‐Trabalho  e  Satisfação com a Vida ‐ Sofia Justino e Joana Vieira dos Santos/ Universidade do  Algarve, Faculdade de Ciências Humanas e Sociais, Departamento de Psicologia E‐ mail: sofiajustino@portugalmail.com  Resumo 43: Nesta investigação objectivou‐se avaliar as relações existentes entre  a Inteligência Emocional, o Conflito Trabalho‐Família/Conflito Família‐Trabalho e a  Satisfação  com  a  Vida,  numa  amostra  constituída  por  98  bombeiros  a  exercer  funções  em  três  corporações  municipais  da  região  do  Algarve.  Os  dados  foram  recolhidos  através  de  um  instrumento  constituído  por  três  escalas:  a  versão  portuguesa da Trait Meta Mood Scale (DP/FCHS/UALG, 2005), a Escala de Conflito  Trabalho‐Família  e  Família‐Trabalho  (Santos  &  Gonçalves,  s.d)  e  a  Escala  de  Satisfação  com  a  Vida  (Simões,  1992).  Os  resultados  obtidos  sugerem  que  a  Inteligência  Emocional  está  associada  ao  Conflito  Trabalho‐Família  e  ao  Conflito  Família‐Trabalho,  bem  como  à  Satisfação  com  a  Vida.  Não  foram  encontradas  relações entre o Conflito Trabalho‐Família/Família‐Trabalho e a Satisfação com a  Vida.  Os  resultados  demonstram  a  existência  de  uma  influência  entre  a  Inteligência  Emocional  e  a  experiência  de  conflito  e,  por  outro,  entre  a  Inteligência Emocional e a Satisfação com a Vida.    Título  44:  O  compromisso  com  os  Direitos  Humanos  e  os  Valores  Sociais  ‐  Luisa  Stella  de  O.  Coutinho  Silva  e  Leoncio  Camino/  ISCTE;  Universidade  Federal  da  Paraíba, Brasil E‐mail: luisastella@gmail.com  Resumo  44:  Atualmente,  no  que  respeita  os  Direitos  Humanos,  o  importante  é  defendê‐los. Supõe‐se que os valores adotados influenciam o envolvimento com  os DDHH, e procura‐se analisar quais são esses valores e qual o envolvimento dos  estudantes universitários da Paraíba com os DDHH. Assim, avaliou‐se a concepção  dos estudantes sobre os DDHH, seus valores sociais e seu nível de envolvimento  com os DDHH.  O  trabalho  também  verificava  como estes  estudantes  paraibanos  avaliariam  a  percepção  de  estudantes  europeus  sobre  esses  aspectos.  Os  resultados  demonstram  que  para  os  estudantes  brasileiros  os  valores  mais  importantes são os Valores de compromisso social e o tipo de envolvimento com  os DDHH seria teórico e abstrato, enquanto que pensam que entre os estudantes  europeus predominam os Valores Materialistas e que o envolvimento deles com  os  DDHH  é  concreto.  Analisa‐se  estes  resultados  a  partir  da  teoria  das  relações  inter‐grupais.   

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Título  45:  Efeito  da  informação  e  da  experiência  de  hipnose  sobre  as  atitudes  e  crenças  face  à  hipnose  em  estudantes  universitários  de  Psicologia  ‐  Cláudia  Carvalho e Vanda Robalo/ ISPA ‐ Instituto Universitário de Psicologia Aplicada E‐ mail: claudia.carvalho@ispa.pt  Resumo  45:  Pretendeu‐se  avaliar  o  impacto  de  dois  procedimentos  distintos  na  modificação  das  atitudes  e  crenças  sobre  hipnose  em  estudantes  de  Psicologia.  Num primeiro estudo, 67 estudantes foram inquiridos acerca da sua opinião sobre  hipnose,  após  o  que  se  seguiu  uma  aula  teórica  (1h)    que  cobriu  informação  fundamental acerca da hipnose, suas teorias explicativas e aplicações clínicas. No  final da aula os alunos foram novamente inquiridos acerca da sua opinião face à  hipnose.  No  segundo  estudo,  51  estudantes  que  se  voluntarizaram  para  serem  hipnotizados,  foram  inquiridos  acerca  das  sua  opinião  face  à  hipnose  antes  e  depois  da  experiência  de  hipnose  (administração  da  escala  de  Harvard  de  sugestionabilidade hipnótica – HGSHS‐C – 1h). Os resultados indicam que ambas  as intervenções produzem efeitos significativos na modificação das atitudes face à  hipnose, havendo contudo diferenças ao nível da alteração de atitudes e crenças  específicas sobre as quais cada procedimento parece ter mais impacto.    Título  46:  Psychology  in  Service  of  Sustainability  Science  and  Policy:  The  Case  of  Climate  Change  ‐  Mehmet  Ali  Üzelgün  e  Paula  Castro/  Centro  de  Investigação  e  Intervenção Social ‐ ISCTE–IUL E‐mail: Mali.Uzelgun@iscte.pt  Resumo 46: Processes of social construction of climate change are taking place in  scientific  and  pubic  spheres  with  an  agenda  claiming  urgency.  This  presentation  will  firstly  summarize  the  current  contribution  of  environmental  and  social  psychology  to  the  climate  change  related  research.  Central  themes  and  tendencies of recent research using media analysis as well as survey and interview  studies  will  be  reviewed.  Refering  to  Stern’s  (2000)  distinction  between  impact‐oriented  and  intent‐oriented  behavior  research,  the  theory  of  social  representations  will  be  proposed  as  a  useful  tool  that  can  combine  both  approaches. To explain the divergence between impacts and intentions regarding  climate change related behavior, research has to be carried out on a level that can  integrate intentions and actions, from personal to political. To exemplify a starting  point,  na  exploratory  analysis  of  media  representations  of  climate  change  in  5  major Turkish newspapers between 2004‐2009 will be presented      Título  47:  Questionário  de  Vivências  do  Ensino  Superior:  apresentação  de  um  instrumento  ‐  Francisco  Machado  e  Márcia  Machado/  ISMAI  ‐  Instituto  Superior  da Maia E‐mail: fmachado@ismai.pt; mmachado@ismai.pt 

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Resumo  47:  O  objectivo  deste  projecto  de  investigação  prende‐se  com  o  desenvolvimento  de  um  instrumento  de  avaliação  do  nível  de  adaptação  ao  contexto universitário para alunos do ensino superior, o QVES – Questionário de  Vivências  do  Ensino  Superior,  cuja  finalidade  se  prende  com  a  necessidade  de  avaliar  e  analisar  as  situações  de  desadaptação  em  que  se  encontram  muitos  estudantes  do  ensino  superior,  com  repercussões  potencialmente  graves  em  termos  de  rendimento  académico,  projecto  vocacional  e,  também,  de  saúde  psicológica. A partir de uma amostra de 369 estudantes universitários e depois de  uma  análise  factorial  exploratória,  a  primeira  versão  deste  instrumento  estuda  dimensões importantes para a compreensão das vivências dos alunos no contexto  universitário,  nomeadamente,  Adaptação  Geral,  Académica  e  Interpessoal  ao  Contexto Universitário, assim como a Maturidade Vocacional. Espera‐se que este  instrumento  possa  contribuir  para  uma  maior  eficácia  na  detecção,  análise  e  intervenção com estudantes com este tipo de problemáticas.    Título  48:  Perfil  dos  profissionais  da  segurança  privada  por  meio  da  técnica  do  palográfico  ‐  Vanessa  Teodoro,  Rosana  Marques  da  Silva  e  Sueli  Terezinha  Bobato/ Universidade do Vale do Itajaí E‐mail: vanessateo.psico@hotmail.com  Resumo 48: Esta pesquisa objetivou avaliar o perfil psicológico dos candidatos ao  cargo  de  vigilante  de  uma  Empresa  de  Segurança  Privada  de  um  município  de  Santa  Catarina  através  da  técnica  psicológica  Palográfico.  A  pesquisa  foi  do  tipo  exploratória,  utilizando‐se  a  abordagem  qualitativa.  Os  dados  foram  analisados  por  meio  da  análise  documental,  onde  foram  analisados  onze  protocolos  de  respostas  da  técnica  Palográfico,  a  qual  gerou  duas  categorias.  Primeiramente,  “competências  comportamentais”,  entendida  por  atitudes  e  comportamentos  que  contribuam  para  o  adequado  desempenho  no  cargo,  e  a  segunda  como  “fatores  de  contra‐indicação”,  sendo  as  atitudes  e  comportamentos  que  prejudicam  o  desempenho  no  cargo.  Como  resultados,  veificou‐se  que  as  principais  competências  comportamentais  apresentadas  foram  autocrítica,  capacidade  de  aceitação  de  normas  e  leis,  capacidade  em  lidar  com  situações  conflituosas.  Com  relação  aos  fatores  de  contra‐indicação,  constatou‐se  a  presença  de  indícios  de  impulsividade,  com  possível  aparecimento  de  reações  agressivas e dificuldade em superar desafios e situações novas.    Título 49: Empatia Médica: adaptação e validação de uma escala para estudantes  de medicina – E. Magalhães, A. DeChamplain, A. P. Salgueira e M. J. Costa/ Escola  de  Ciências  da  Saúde  ‐  Universidade  do  Minho  E‐  mail:  eunicemagalhaes@ecsaude.uminho.pt  Resumo  49:  A  empatia  médica  refere‐se  à  dimensão  cognitiva  da  compreensão  pelo  médico  das  experiências  do  paciente.  Empatia  e  simpatia  são  construtos 

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distintos, pois o último pressupõe o envolvimento emocional do médico. Estudos  internacionais  relatam  decréscimos  de  empatia  dos  estudantes  de  medicina  ao  longo  da  sua  formação.  Este  trabalho  apresenta  uma  Escala  de  Empatia  Médica  para  estudantes  de  medicina  portugueses  adaptada  da  JSPE‐S.  Método:  O  processo  de  adaptação  da  versão  portuguesa  seguiu  orientações  internacionais.  Neste trabalho é destacada a validação através da Análise Factorial Confirmatória  (AFC) para investigar o modelo com três factores da escala original: “Tomada de  Perspectiva” (10 itens); “Compaixão” (8) e “Capacidade de se colocar no lugar do  paciente” (2). Resultados: O modelo é moderadamente adequado (TLI=0.89), com  excepção  de  dois  itens.  Um  novo  modelo  sem  os  dois  itens  melhorou  a  sua  adequação (TLI=0.93).Conclusões: A adaptação é adequada ao estudo da empatia  em estudantes de medicina portugueses.    Título  50:  Avaliação  psicológica  de  crianças  vítimas  das  enchentes  no  Vale  do  Itajaí/Brasil ‐ Sueli Terezinha Bobato e Vanessa Teodoro/ Universidade do Vale do  Itajaí E‐mail: vanessateo.psico@hotmail.com  Resumo 50: O objetivo deste estudo consistiu em levantar sintomas relacionados  aos  eventos  estressores  na  criança  causados  pelo  impacto  da  situação  de  calamidade pública decorrente das enchentes no Estado de Santa Catarina/Brasil.  A amostra foi composta por 88 crianças com idade entre 7 a 15 anos, abrangendo  cinco cidades do Vale do Itajaí que foram atingidas pelas enchentes. Para a coleta  de  dados  foi  elaborada  uma  escala  composta  de  uma  pergunta  inicial  que  solicitava  à  criança  o  relato  de  um  fato  que  aconteceu  e  que  realmente  lhe  assustou.  Em  seguida,  apresentava‐se  17  itens  para  avaliar  a  manifestação  de  sintomas,  englobando  a  re‐experienciação,  evitamento  e  estimulação  excessiva,  variáveis  relacionadas  ao  estresse  pós‐traumático.  A  análise  dos  dados  foi  realizada através de freqüência simples e intensidade dos sintomas. Os resultados  indicaram  a  presença  de  crianças  com  Transtorno  de  Estresse  Pós‐Traumático,  possibilitando encaminhamento aos serviços da Clínica de Psicologia para suporte  emocional e orientação à família.    Título  51:  Escala  de  Integração  Social  no  Ensino  Superior  (EISES):  Estudos  de  validade com estudantes da Universidade de Aveiro ‐ Beatriz de Oliveira, Carolina  Monteiro,  Laura  Alho,  José  Tavares  e  António  M.  Diniz/  Universidade  de  Aveiro,  Universidade de Évora E‐mail: beatriz.oliveira@ua.pt  Resumo  51:  Com  este  trabalho  pretendeu‐se  analisar  a  validade  estrutural  e  externa  da  Escala  de  Integração  Social  no  Ensino  Superior  (EISES).  Recorreu‐se  a  uma amostra (amostragem de conveniência) de 584 estudantes universitários do  primeiro  ano  (M  =  19  anos)  da  Universidade  de  Aveiro.  Testou‐se  o  modelo  trifactorial  hierárquico  da  EISES  (LISREL8‐SIMPLIS)  e  a  capacidade  dos  seus 

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factores  de  primeira  ordem,  relacionamento  interpessoal  com  pares  (RI),  bem‐ estar pessoal (BE) e equilíbrio emocional (EE), para discriminar grupos conhecidos.  Consideraram‐se  as  variáveis  género,  estatuto  residencial  e  o  facto  dos  participantes serem, ou não, estudantes tradicionais. Confirmou‐se a estrutura da  EISES  e  a  consistência  interna  dos  seus  factores,  salvo  para  o  BE.  O  factor  EE  discriminou  os  estudantes  face  às  três  variáveis  em  apreciação.  O  factor  RI  fê‐lo  para as variáveis género e estudantes tradicionais versus não tradicionais, e o BE  só para o género. Discutem‐se estes resultados à luz da teoria clássica dos testes.    Título  52:  Vinculação  na  Família  Nuclear:  Estilos,  Concordância  e  Dimensões  de  Vinculação  nos  Filhos  Adolescentes  ‐  Raquel  Geraldes  e  Isabel  Soares/Universidade do Minho E‐mail: raquelgeraldes@sapo.pt  Resumo  52:  Este  trabalho  procurou  explorar,  pela  primeira  vez  em  Portugal,  as  relações  entre  os  estilos  de  vinculação  de  membros  de  famílias  de  quatro  elementos  e  a  associação  dos  mesmos  com  três  dimensões  da  vinculação  na  adolescência.  Foram  realizados  dois  estudos.  O  primeiro  estudo  permitiu  a  validação psicométrica de uma sub‐escala, relativa à qualidade da relação com os  irmãos,  acrescentada  ao  Inventory  of  Parent  and  Peer  Attachment  (IPPA;  Armsden e Greenberg, 1987b), numa amostra de 236 adolescentes. No segundo  estudo, sessenta famílias foram avaliadas através de três instrumentos: Escala de  Vinculação  para  Adultos  (Canavarro,  1996),  Inventário  sobre  Vinculação  para  a  Infância  e  Adolescência  (Carvalho,  M.,  Soares,  I.  e  Baptista,  A.,  2006)  e  o  Inventário sobre Vinculação na Adolescência (Neves, Soares e Machado, 1993). Os  resultados  corrocoraram  os  conceitos  teóricos  de  family  script  e  secure  family  base (Byng‐Hall,1991/95) e realçaram a especificidade da relação entre irmãos no  contexto das restantes relações familiares.    Título  53:  Medo  da  intimidade,  vinculação  e  divórcio  parental:  um  estudo  com  jovens adultos ‐ M. P. Sobral, P. R. Almeida e M. E. Costa/ Universidade do Porto –  Faculdade  de  Psicologia  e  de  Ciências  da  Educação  E‐mail:  mariapedro2@hotmail.com  Resumo  53:  Este  estudo  enquadra‐se  na  teoria  da  vinculação  (Bowlby,  1969;  Bartholomew, 1990) e pretende identificar variações no medo da intimidade nos  jovens  adultos  em  função  do  divórcio  parental  e  da  qualidade  de  vinculação  ao  pai,  à  mãe  e  ao  par  amoroso.  Foram  aplicados  o  Questionário  de  Vinculação  ao  Pai  e  à  Mãe  (Matos  e  Costa,  2001),  a  Experiences  in  Close  Relationships  Scale  (Brennan,  Clark,  e  Shaver,  1998)  e  o  Risk  in  Intimacy  Inventory  (Pilkington  e  Richardson,  1988)  a  uma  amostra  de  264  jovens  adultos  (111  filhos  de  pais  divorciados  e  153  filhos  de  pais  casados).  Os  resultados  sugerem  uma  relação  entre  medo  da  intimidade  e  os  padrões  de  vinculação  insegura,  nomeadamente 

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desinvestida e preocupada ao pai e à mãe e desinvestida e amedrontada ao par  amoroso.  O  divórcio  parental  não  se  demonstrou  relacionado  com  o  medo  da  intimidade  nem  com  a  vinculação  ao  par  amoroso,  vericando‐se  um  efeito  do  divórcio sobre a vinculação aos pais, moderada pelo progenitor residente.    Título 54: O efeito do conhecimento dos sintomas de demências nos indicadores  de  abuso  ‐  Ana  Margarida  Silva  e  José  Ferreira‐Alves/  Universidade  Católica,  Universidade do Minho  E‐mail: alves@psi.uminho.pt  Resumo  54:  Objectivos:  a)  Descrever  o  conhecimento  de  sintomas  de  demência  em  cuidadores  de  pessoas  com  demência  em  lares  residenciais;  b)  identificar  indicadores  de  abuso  por  parte  dos  mesmos  cuidadores;  c)  identificar  relações  entre  o  conhecimento  dos  sintomas  e  os  indicadores  de  abuso.  Método:  60  participantes  do  género  feminino  entre  os  19‐61  anos  provenientes  de  3  lares  diferentes  responderam  ao  “Questionário  de  sintomas  de  demência”  (Silva,  Afonso e Ferreira‐Alves) e ao CASE. Cada responsável de lar emitia a sua opinião  sobre a qualidade do cuidado prestado por cada cuidadora. Resultados: 27% dos  participantes  apresentaram  pontuações  sugestivas  de  abuso.  Não  encontramos  relação  entre  o  conhecimento  dos  sintomas  e  os  indicadores  de  abuso  (r=  ‐242;  p=0,06).  Conclusão:  Identificar  os  processos  que  levam  ao  abuso  a  pessoas  demenciadas talvez deva ser feita em contexto e durante processos de supervisão  das pessoas que prestam cuidados.    Título  55:  O  efeito  das  Perdas  sofridas  e  dos  Procedimentos  éticos  sobre  a  ansiedade face à morte em pessoas idosas ‐ Francisco Malheiros e José Ferreira‐ Alves/  Universidade  Católica,  Universidade  do  Minho  E‐mail:  alves@psi.uminho.pt  Resumo  55:  Objectivos:  a)  Identificar  os  níveis  de  ansiedade  face  à  sua  própria  mort(AFM)  de  pessoas  idosas  residentes  em  equipamentos  residenciais  (ER);  b)  Conhecer  os  procedimentos  seguidos  por  cada  ER  aquando  da  morte  de  um  utente e aquando da morte de familiares ou amigos de qualquer utente (PEL); c)  Conhecer  as  consequências  físicas,  emocionais,  cognitivas  e  comportamentais  (CFECC)  aquando  da  morte  de  ouros  utentes  e  de  familiares.  Método:  160  participantes,  com  61‐97  anos,  de  13  ER,  responderam  ao  IPEFM  (Malheiros  e  Ferreira‐Alves,  2009),  ao  QAFM  (Conte,  Weiner  e  Plutchic,  1982)  e  ao  RAMAU  (Malheiros e Ferreira‐Alves, 2009). Resultados: Há diferenças muito significativas  no número e qualidade de PEL. Não encontramos relação entre a AFM e os PEL.  As perdas com CFECC mais negativas foram as do cônjuge e irmãos. Conclusão: É  necessário conhecer mais as CFECC que as perdas trazem bem como o significado  da AFM em idade avançada. 

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    Título 56: Three perspectives on therapit's responses to client's needs – S. Cruz, L.  Jorge,  Z.  Sousa  e  E.  Ribeiro/  Escola  de  Psicologia  da  Universidade  do  Minho  E‐ mail: saraf.cruz@hotmail.com  Resumo 56: Therapists, clients and observers hold different views concerning the  therapeutic  alliance  development.  An  understanding  of  alliance,  sustained  on  different perspectives, contributes for the identification of facilitating aspects on  the collaborative process and the development of strong alliance over the therapy  course. The aim of this study is to understand the alliance development through  the  identification  of  therapists’  responses  to  their  clients’  verbalized  needs.  Ten  therapeutic  dyads  participated  in  the  study.  Sessions  were  analyzed  with  the  Therapeutic  Responsiveness  Observing  System,  allowing  us  to  identify  in‐session  clients’  verbal  needs.  A  recall  interview  about  the  therapists’  responses  was  conducted  with  the  therapists  and  the  clients  separately.  The  interviews  were  analyzed according to Grounded Theory and the observer perspective, about the  therapist’s  responses,  were  analyzed  and  categorized  through  Task  Analysis.  Results  from  grounded  analysis  will  be  provided,  illustrating  regularities  in  the  appreciation of the therapeutic responses to clients’ needs. 

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5 de Fevereiro de 2010    9.00h‐10.00h  Hora: 9.00h‐10.00h          Sala: 2204   Tipo: Simpósio   Área temática: Psicologia Clínica e Psicoterapias  Título:  As  mudanças  pessoais  como  reconfiguração  dos  padrões  de  posicionamento identitário ‐ Moderador: João Salgado/Instituto Superior da Maia  E‐mail: jsalgado@ismai.pt    Resumo:  Uma  das  dimensões  frequentemente  negligenciadas  na  psicologia  é  o  tempo.  Para  uma  abordagem  dialógica,  porém,  a  psicologia  humana  deverá  ser  descrita como uma matéria de constante transformação e readaptação momento  a  momento.  Fruto  desta  preocupação,  este  grupo  de  investigação  desenvolveu  uma metodologia microanalítica do discurso e da produção de significado que visa  dar  resposta  empírica  a  esta  questão  de  fundo.  Neste  simpósio  apresentamos  essa mesma metodologia, denominada Microanálise de Posicionamentos (Cunha,  Salgado,  Santos  e  Marques,  2009).  Simultaneamente  serão  usados  dois  estudos  intensivos  de  caso  que  pretendem  ilustrar  as  potencialidades  deste  método  no  estudo do campo da mudança pessoal e identitária.    Título  1:  Manual  de  microanálise  de  posicionamento:  Um  método  idiográfico  de  descrição de posições identitárias ‐ João Salgado e Carla Cunha/ Unidep/CINEICC,  ISMAI ‐ Instituto Superior da Maia E‐mail: jsalgado@ismai.pt  Resumo  1:  Vivendo  dentro  de  um  tempo  irreversível,  todos  nos  confrontamos  constantemente  com  um  novo  momento  de  existência.  Dentro  de  uma  perspectiva  dialógica,  assume‐se  que  cada  um  desses  momentos  envolve  um  processo  semiótico  de  criação  de  significado,  a  partir  do  qual  a  pessoa  se  posiciona perante o seu contexto social. Consequentemente, a pessoa passa a ser  descrita  como  um  processo  constante  de  reposicionamento  identitário.  Na  investigação empírica, isto levanta um problema específico: se queremos estudar  como  se  dão  esses  processos  dinâmicos,  teremos  que  utilizar  métodos  que  nos  permitam,  numa  primeira  fase  da  análise,  identificar  as  posições  que  uma  dada  pessoa  vai  assumindo  ao  longo  do  tempo  numa  dada  situação.  Foi  com  o  propósito  de  responder  que  foi  criado  um  Manual  de  Microanálise  de  Posicionamentos  (Cunha,  Salgado,  Santos  e  Marques,  2009).  Este  procedimento  permite  a  identificação  dos  sucessivos  posicionamentos  de  uma  pessoa,  bem  como a construção de uma descrição hierárquica dos mesmos.   

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Título  2:  O  caso  Lisa:  Posicionamentos  no  início  da  psicoterapia  ‐  Lino  Santos,   Sónia Oliveira, Anita Santos, João Salgado e Carla Cunha/ Unidep/CINEICC, ISMAI ‐  Instituto Superior da Maia E‐mail: jsalgado@ismai.pt  Resumo  2:  Neste  estudo  é  aplicado  o  Manual  de  Micronanálise  de  Posicionamentos (Cunha, Salgado, Santos e Marques, 2009; Salgado e Cunha, no  prelo)  às 2 primeiras sessões de um caso de sucesso terapêutico que foi alvo de  intervenção  focada  nas  emoções.  O  caso  investigado  é  denominado  de  “Lisa”  e  tem  vindo  a  ser  analisado  por  parte  de  diversos  investigadores.  Deste  modo,  a  mudança desta cliente em psicoterapia tem sido avaliada sob várias abordagens  de investigação, sendo este trabalho mais um contributo ao nível dos mecanismos  que possam estar envolvidos na diminuição da sintomatologia clínica e promoção  do  bem‐estar.  Pretende‐se,  então,  (1)  descrever  as  dinâmicas  de  organização  e  desenvolvimento das posições ao longo das sessões, (2) compreender os padrões  de  posicionamento  e  de  reposicionamento  que  se  relacionam  com  o  problema  apresentado,  e  (3)  comparar  estes  dados  com  os  resultados  obtidos  por  outros  investigadores no mesmo caso (e.g., Mergenthaler, 2008).    Título  3:  Como  se  transformam  as  pessoas  quando  resolvem  problemas:  Análise  de um caso a partir de uma perspectiva microanalítica ‐ Carla Cunha, Ana Novo,  Ana  Catarina  Carvalho,  João  Salgado  e  Liliana  Meira/  Unidep/CINEICC,  ISMAI  ‐  Instituto Superior da Maia E‐mail: jsalgado@ismai.pt  Resumo 3: Este trabalho utilizou o Manual de Micronanálise de Posicionamentos  (Cunha,  Salgado,  Santos  e  Marques,  2009;  Salgado  e  Cunha,  in  press)    para  efectuar  um  estudo  intensivo  de  caso  sobre  o  modo  como  alguém  desenvolve  competências  para  lidar  com  um  problema  duradouro.  Mais  especificamente,  apresentam‐se  os  resultados  da  micronálise  efectuada  de  uma  pessoa  que  foi  entrevistada  9  vezes,  ao  longo  de  4  meses,  acerca  de  um  problema  de  vida  específico  e  sobre  o  modo  como  foi  lidando  com  ele.  Os  nossos  resultados  incidem sobre as transformações identitárias ocorridas entre a primeira e a última  sessão,  sobretudo  em  termos  de  tipo  de  dinâmicas  de  posicionamento  que  se  transformaram  em  comparação  com  as  que  se  mantiveram.  Pretende‐se,  deste  modo,  contribuir  para  a  compreensão  dos  padrões  individuais  de  desenvolvimento e respectivos processos envolvidos.    Hora: 9.00h‐10.00h          Sala: 2103   Tipo: Simpósio   Área temática: Psicologia Forense e da Justiça  Título:  Psicologia  de  Polícia  ‐  Moderadora:  Iris  Almeida/  Instituto  Superior  de  Ciências da Saúde Egas Moniz E‐mail: iris@sermais.com   

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Resumo: A Psicologia de Polícia constitui uma área aplicada da Psicologia que visa  desenvolver  e  aplicar  um  conjunto  de  metodologias  e  técnicas  com  a  finalidade  de  melhorar  as  competências  de  trabalho  da  polícia  de  investigação  criminal.  Nesta área, destacam‐se os estudos aplicados à vertente da formação e selecção  de polícias. Actualmente, o Gabinete de Psicologia e Selecção da Escola da Polícia  Judiciária contempla estas áreas de intervenção, nomeadamente no contexto da  selecção,  formação  e  tem  vindo  a  desenvolver  uma  série  de  trabalhos  de  investigação  sobre  identificação  de  factores  de  stress  associados  ao  trabalho  de  polícia  e  elaboração  de  perfis  criminais  (e.g.  crimes  sexuais,  incêndios,  homicídio/femicídio). Estes trabalhos de investigação resultam como resposta às  necessidades  de  informação  dos  diferentes  operadores  do  sistema  de  justiça  criminal e aos requisitos da própria formação e estrutura‐se em torno das áreas  de formação, que integram uma área de saber que é a Psicologia de Polícia.    Título  1:  Compreender  os  Factores  de  Risco  de  Femicídio:  Qual  o  Papel  da  Violência Conjugal? ‐ Iris Almeida, Cristina Soeiro e Luísa Lima/ Instituto Superior  de  Ciências  da  Saúde  Egas  Moniz/Centro  de  Investigação  Interdisciplinar  Egas  Moniz; Escola de Polícia Judiciária e Instituto Superior de Ciências do Trabalho e  da Empresa ‐ Instituto Universitário de Lisboa E‐mail: iris@sermais.com  Resumo 1: O presente estudo como objectivo identificar e comparar os factores  de  risco  associados  ao  femicídio  que  nos  permitirão  ajudar  a  prevenir  violência  futura.  Para  a  concretização  deste  objectivo  foram  analisados  87  casos  de  violência  conjugal  e  57  casos  de  femicídio.  Os  instrumentos  utilizados  foram  a  checklist Avaliação de Risco de Violência Conjugal: Versão para Polícias (SARA: PV,  Kropp,  Hart  e  Belfrage,  2005)  e  o  Questionário  para  Investigação  do  Agressor  Violento – Versão para o Crime de Homicídio (QIPAV‐H, ISPJCC, 2006). Os dados  foram analisados a partir da regressão logística, verificando‐se que os factores de  risco  que  contribuem  para  o  modelo  são:  a  vítima  solicitar  a  separação  ao  agressor, ter histórico prévio de violência conjugal e ter filhos de relacionamentos  anteriores.  Neste  último  factor  verifica‐se  um  acréscimo  de  chances  quando  se  passa do grupo de referência (vítima do crime de violência conjugal) para o grupo  em estudo (vítima do crime de femicídio).    Título  2:  Investigar  em  contexto  policial:  um  estudo  sobre  incidentes  críticos  na  Polícia  Judiciária  ‐  Guida  Manuel/  Escola  de  Polícia  Judiciária  E‐mail:  guida.manuel@pj.pt  Resumo  2:  Apresenta‐se  um  estudo  desenvolvido  no  contexto  de  trabalho  da  investigação  criminal  na  Polícia  Judiciária,  com  o  objectivo  de  identificar  e  caracterizar os incidentes críticos e sintomatologia associada, numa primeira fase  e,  posteriormente,  delinear  soluções  e  intervenções  no  sentido  de  evitar  o 

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impacto  negativo  dos  incidentes  críticos  no  dia‐a‐dia  dos  profissionais.  Foram  efectuadas entrevistas individuais, utilizando o Questionário de Incidentes Críticos  para  a  Polícia  de  Investigação  Criminal  (Manuel  e  Soeiro,  2009).  A  maioria  dos  participantes  descreveu  dois  incidentes  críticos,  que  remetem  na  maior  parte  para  situações  ocorridas  durante  diligências  operacionais,  envolvendo  armas  de  fogo,  indivíduos  difíceis/violentos,  factor  humano  e/ou  acidentes  de  viação.  Foi  identificada  diversa  sintomatologia  a  nível  cognitivo,  emocional  e  físico.  Como  sugestões  para  minimizar  os  efeitos  dos  incidentes  críticos,  os  profissionais  de  investigação  criminal  salientaram  a  alteração  das  políticas  organizacionais,  o  contributo  da  psicologia  e  a  fomentação  do  apoio  social  como  essenciais  para  uma intervenção concertada e eficaz.    Título  3:  Avaliação  e  gestão  de  risco  em  contexto  prisional:  um  estudo  exploratório ‐ Raquel Guerra, Marco Branco e Cristina Soeiro/ Polícia Judiciária E‐ mail: raquel.guerra@pj.pt  Resumo 3: O presente estudo insere‐se âmbito da avaliação e gestão de risco de  comportamentos  violentos,  tratando‐se  de  uma  problemática  de  grande  complexidade,  a  avaliação  de  risco  deverá  permitir  a  identificação  válida  e  correcta  dos  factores  de  risco  de  violência;  elaboração  de  planos  de  gestão  e  redução  efectiva  do  risco,  bem  como  da  sua  própria  monitorização.  Esta  investigação  pretende  promover  a  identificação  de  psicopatologias  presentes  na  população  de  reclusos;  a  identificação  de  padrões  de  risco  de  comportamento  violento  e  a  sua  associação  aos  diferentes  tipos  de  crime.  Na  investigação  foi  utilizada  a  seguinte  bateria,  a  HCR‐20  (Douglas,  Webster,  Eaves  e  Hart,  1997);  a  SVR‐20  (Boer,  Webster,  Kropp  e  Hart;  1997),  PCL:  R  (Hare,  2003),  e  o  LCSF¬  (Walters,  1990,  1998),  assim  como  variáveis  de  caracterização  sociais  jurídico‐ penais  e  criminais.  Serão  apresentados  os  resultados  relativos  à  avaliação  de  70  reclusos  do  sexo  masculino  tendo  presente  os  indicadores  de  psicopatia,  risco  e  adaptação prisão    Hora: 9.00h‐10.00h  Sala: 2104   Tipo: Simpósio   Área temática: Neuropsicologia  Título:  Cérebro  e  Cognição  no  Síndrome  de  Williams  ‐  Moderadora:  Adriana  Sampaio/Universidade  do  Minho  –  Escola  de  Psicologia  E‐mail:  adriana.sampaio@psi.uminho.pt    Resumo: O Síndrome de Williams é uma perturbação do neurodesenvolvimento,  inicialmente descrito como apresentando um quadro de dissociação cognitiva, em  que  uma  preservação  da  linguagem  e  capacidade  de  identificação  de  faces  coexistia com uma afectação profunda da capacidade visuo‐espacial, no entanto, 

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estudos  recentes  têm  questionado  a  hipótese  de  modularidade  cognitiva  proposta  neste  síndrome.  O  objectivo  desta  investigação,  combinando  simultaneamente  uma  avaliação  neurocognitiva  e  neuroanatómica,  pretende  contribuir para uma melhor compreensão das bases neurais da cognição. Assim,  são apresentados estudos que visam a caracterização do fenótipo neurocognitivo  e  comportamental.  Adicionalmente,  os  resultados  do  estudo  volumétrico  de  regiões de interesse específico bem como correlação destas áreas cerebrais com  o  fenótipo  neurocognitivo  serão  apresentados.Os  resultados  ilustram  a  contribuição  desta  investigação  para  a  compreensão  da  relação  genes‐cérebro‐ cognição,  nomeadamente,  ao  permitir  o  estudo  de  uma  perturbação  genética  bem definida, em múltiplos níveis de análise dos mesmos sujeitos.    Título 1: Hipersociabilidade no Síndrome de Williams: Um estudo neuroanatómico  e neuropsicológico ‐ Liliana Capitão, Cassandra Sampaio, Adriana Sampaio, Nuno  Sousa,  Montse  Férnandez,  Elena  Garayzábal,  Cristiana  Vasconcelos,  Martha  E.  Shenton  e  Óscar  Gonçalves/Universidade  do  Minho  E‐mail:  lilianacapitao@gmail.com  Resumo 1: Indivíduos com Síndrome de Williams apresentam um comportamento  indiscriminado  relativamente  a  pessoas  estranhas.  Estudos  de  neuroimagem  relacionam este perfil social com alterações funcionais e estruturais na amígdala e  córtex  pré‐frontal  de  indivíduos  com  SW.    Neste  estudo,  foram  exploradas  duas  hipóteses:  a  primeira  parte  do  estudo  focou‐se  no  estudo  volumétrico  da  amígdala em indivíduos com SW e controlos. A segunda parte do estudo explorou  as  hipóteses  de  alteração  do  funcionamento  da  amígdala  e  córtex  pré‐frontal  administrando  uma  tarefa  de  reconhecimento  emocional  facial,  uma  tarefa  de  aproximação  e  uma  tarefa  go/no‐go  emocional.  De  uma  forma  geral,  os  resultados  foram  inconsistentes  com  ambas  as  hipóteses,  evidenciando‐se  uma  preservação  do  volume  de  amígdala  conjuntamente  com  competências  de  discriminação emocional e avaliações de aproximação normais no SW.    Título  2:  Volumetria  Cerebral  no  Síndrome  de  Williams  ‐  José  Soares,  Adriana  Sampaio,  Nuno  Sousa,  Montse  Férnandez,  Elena  Garayzábal,  Cristiana  Vasconcelos,  Martha  E.  Shenton  e  Óscar  Gonçalves/Universidade  do  Minho  E‐ mail: josesoares@ecsaude.uminho.pt  Resumo  2:  O  Síndrome  de  Williams  é  uma  perturbação  neurodesenvolvimental  caracterizada  por  uma  delecção  submicroscópica  no  cromossoma  7q11.23.  Os  pacientes  com  SW  apresentam  um  fenótipo  invulgar,  que  inclui  características  físicas, médicas, neurocognitivas e neuroanatómicas. Subjacentes a este fenótipo,  evidências obtidas a partir de estudos de neuroimagem foram também descritos.  Neste  estudo,  avaliações  por  neuroimagem  foram  conduzidas  num  grupo  de 

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participantes  com  SW  e  controlos  emparelhados  em  idade  cronológica.  Foram  usadas  ferramentas  de  segmentação  automáticas  para  avaliar  o  volume  do  conteúdo  intracraniano,  bem  como  de  estruturas  cerebrais  corticais  e  subcorticais.  Estas  medidas  neuroanatómicas  foram  correlacionadas  com  um  conjunto  de  medidas  cognitivas.  Os  resultados  revelaram  um  conteúdo  intracraniano  reduzido  nos  pacientes  com  SW  quando  comparados  com  controlos,  com  reduções  regionais  específicas.  Padrões  atípicos  de  assimetria  cerebral bem como alterações teciduais sugerem um padrão de desenvolvimento  anormal no SW e podem contribuir para os deficits neurocognitivos observados.    Título 3: Processamento da linguagem no Síndrome de Williams: Evidência a partir  dos  potenciais  evocados  ‐  Ana  Pinheiro,  Santiago  Galdo,  Adriana  Sampaio,  Margaret  Niznikiewicz  e  Óscar  F.  Gonçalves/Universidade  do  Minho  E‐mail:  ana.pinheiro@iep.uminho.pt  Resumo 3: O objectivo deste estudo é analisar os correlatos electrofisiológicos do  processamento  fonológico,  semântico  e  prosódico  no  Síndrome  de  Williams,  quando  comparados  com  o  desenvolvimento  normal.  Um  grupo  de  13  participantes  com  diagnóstico  de  SW,  com  idades  compreendidas  entre  9  e  31  anos  foi  comparado  com  um  grupo  com  desenvolvimento  normal,  emparelhado  em  idade,  género  e  lateralidade.  O  desempenho  dos  sujeitos  foi  analisado  durante  três  experiências:  a)  paradigma  semântico,  paradigma  fonológico  e  c)  paradigma  de  prosódia.  Enquanto  os  participantes  completaram  as  tarefas  de  linguagem, um EEG foi registado com 22 eléctrodos, de acordo com o sistema 10‐ 20.  A  amplitude  e  a  latência  das  ondas  foram  analisadas  para  cada  condição  específica  (semântica:  frases  congruentes  vs  incongruentes;  fonologia:  sons  standard  vs  desviantes;  e  prosódia:  entonações  felizes,  zangadas  e  neutras).  Os  resultados  sugerem  processos  cerebrais  atípicos  relacionados  com  o  processamento linguístico.    Hora: 9.00h‐10.00h  Sala: 2209   Tipo: Mesa de comunicações   Área temática: Psicologia Social  Título: Ambiente e mudança social ‐ Moderadora: Paula Castro/CIS / ISCTE‐ IUL E‐ mail: paula.castro@iscte.pt    Título 1: Estudo exploratório dos processos psicossociais de adaptação à inovação  legal:  Discursos  sobre  a  conservação  da  biodiversidade  ‐  Paula  Castro,  Carla  Mouro e Margarida Costa/ CIS / ISCTE‐ IUL E‐mail: marnacosta@gmail.com  Resumo 1: Actualmente uma das principais vias de introdução de mudança social  no  âmbito  da  protecção  da  biodiversidade  é  a  inovação  legal.  Contudo  existe  ainda pouca pesquisa psicossocial sobre as formas de adaptação das comunidades 

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a  estas  inovações.  Este  estudo  procura  compreender  os  processos  representacionais e identitários envolvidos quer na aceitação, quer na resistência  às novas leis de conservação da biodiversidade, por parte de comunidades rurais.  Especificamente,  exploramos  o  papel  que  o  interesse  investido  nos  recursos  naturais  e  a  experiência  passada  de  projectos  de  conservação  da  natureza  têm  sobre  a  forma  como  diferentes  grupos  se  posicionam  face  a  estes  objectivos  legalmente  impostos.A  análise  centrar‐se‐á  nos  discursos  dos  diferentes  actores  locais  com  base  em  30  entrevistas  em  três  localidades  do  Baixo  Alentejo.  Serão  discutidas  as  implicações,  a  nível  teórico,  para  a  compreensão  de  processos  de  mudança  social  legislada,  e  a  nível  prático,  para  a  melhoria  dos  processos  de  participação comunitária.    Título 2: Sentido de comunidade, avaliação da mudança e protesto – recepção da  inovação legal na conservação da natureza em zonas rurais ‐ Carla Mouro e Paula  Castro/ CIS / ISCTE‐IUL E‐mail: carla.mouro@iscte.pt  Resumo  2:  As  políticas  de  conservação  da  biodiversidade  a  nível  europeu  têm  vindo a propor novas formas de relação das comunidades rurais com os recursos  naturais, quer pela valorização da qualidade ambiental das zonas rurais, quer pelo  constrangimento  de  práticas  consideradas  lesivas  na  manutenção  dessa  qualidade.  Neste  estudo,  procurou‐se  caracterizar  os  processos  associados  à  recepção  destas  propostas  legislativas  através  de  um  inquérito  a  229  residentes  em  concelhos  incluídos  em  Rede  Natura  2000.  Foi  analisada  a  relação  entre  sentido  de  comunidade,  avaliação  da  mudança,  posicionamento  face  à  área  protegida  e  intenção  de  protesto.  Os  resultados  mostram  que  as  dimensões  do  sentido  de  comunidade  contribuem  de  forma  distinta  para  predizer  as  posições  face  às  áreas  protegidas.  São  exploradas  também  diferenças  entre  grupos  com  interesses investidos na exploração dos recursos naturais. Discute‐se o contributo  desta  linha  de  pesquisa  para  a  compreensão  dos  processos  de  recepção  e  resistência das comunidades à mudança social através da inovação legislativa.    Título  3:  A  internalização  de  normas  sustentáveis  em  Portugal  ‐  Paula  Castro  e  Raquel Bertoldo/ ISCTE‐IUL E‐mail: raquelbohn@gmail.com  Resumo 3: A mudança de comportamento necessária para o controle da mudança  climática  só  se  efectiva  quando  essas  leis  são  internalizadas  como  normas.  O  presente  estudo  analisa  o  processo  de  internalização  de  normas  de  sustentabilidade  entre  estudantes  universitários  portugueses  a  partir  de  dois  paradigmas  experimentais:  auto‐apresentação  e  hetero‐avaliação;  no  primeiro  pede‐se  para  que  o  sujeito  responda  a  um  questionário  sobre  ideias  e  comportamentos  ambientais  procurando  passar  de  si  próprio  uma  imagem  positiva  ou  negativa  em  diferentes  contextos  de  avaliação  (entrevista  em 

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organização  estatal  versus  privada);  no  segundo,  pede‐se  para  o  sujeito  julgar  perfis  fictícios  de  ideias  e  comportamentos  ambientais  (liberal  ou  ambientalista)  em  diferentes  contextos  de  avaliação  (entrevista  em  organização  estatal  versus  privada). Os resultados são interpretados com base na abordagem sócio‐cognitiva  e são discutidas as implicações para a internalização de normas.    Título  4:  Acção  colectiva  e  mudança  social:  Uma  abordagem  das  representações  sociais  ‐  Susana  Batel/  ISCTE‐IUL  e  Paula  Castro/  CIS/ISCTE‐IUL  E‐mail:  susana.batel@iscte.pt  Resumo 4: Apesar da importância teórica atribuída à acção colectiva na Psicologia  Social  como  um  processo  de  agência  para  a  mudança  social  (Simon  e  Klandermans, 2001), as análises empíricas não têm prestado atenção suficiente a  como  os  protagonistas  de  acção  colectiva  são  actores  activos  e  estratégicos  ao  tentar  atingir  mudança  ou  resistir  a  esta.  Propomos  que  para  abordar  esta  questão  é  necessário  ultrapassarmos  o  foco  analítico  na  acção  colectiva  como  uma  relação  inter‐grupal  bipolar  (Simon  e  Klandermans,  2001)  e  também  adoptarmos uma concepção mais agêntica dos protagonistas de acção colectiva.  Para  isso,  propomos  examinar  como  é  que  representações  emancipadas  (Moscovici, 1988) e identidades mais inclusivas (Simon e Oakes, 2006) podem ser  negociadas  e  utilizadas  estrategicamente  na  argumentação  (Hopkins  e  Reicher,  1997),  entre  e  para  lá  dos  grupos  directamente  envolvidos  na  acção  colectiva.  Demonstraremos  como,  para  esta  tarefa,  uma  abordagem  das  Representações  Sociais em articulação com propostas da pesquisa acima mencionada será útil.    Hora: 9.00h‐10.00h          Sala: 2101   Tipo: Mesa de comunicações   Área temática: Psicologia Escolar e da  Educação  Título:  Competências  de  aprendizagem  III  ‐  Moderadora:  Fernanda  Leopoldina/IEC E‐mail: fviana@ie.uminho.pt    Título  1:  Literacia  familiar:  impacto  de  um  programa  de  intervenção  nas  interacções  adulto‐criança  durante  a  leitura  de  histórias  ‐  Joana  Cruz/  Câmara  Municipal  de  Matosinhos  e  Iolanda  Ribeiro/  Universidade  do  Minho  –  Escola  de  Psicologia E‐mail: joana.cruz@cm‐matosinhos.pt  Resumo  1:  A  leitura  de  histórias  é  uma  das  actividades  mais  comuns  nos  contextos  familiares.  A  literatura  tem  sugerido  uma  forte  associação  entre  a  frequência  da  leitura  de  histórias  e  o  desenvolvimento  de  competências  de  literacia emergente (DeBruin‐Parecki, 2007; McArthur, Adamson e Deckner, 2005;  Crawford,  2006;  Kassow,  2006;  Lachner,  Zevenbergen  e  Zevenbergen,  2008;  Manyak, 1998). No entanto, mais importante do que a frequência com que esta 

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actividade  é  realizada,  é  fundamental  conhecer  a  qualidade  das  interacções  envolvidas  na  leitura  partilhada  de  histórias.  Nesta  comunicação  pretende‐se  descrever  a  construção  de  uma  grelha  de  observação  criada  para  analisar  as  interacções que ocorrem antes, durante e após a leitura de histórias entre adultos  e  crianças  em  idade  pré‐escolar.  A  grelha  de  observação  foi  utilizada  como  medida de avaliação antes e após a implementação de um programa de literacia  familiar  que  será  brevemente  descrito.  Serão  igualmente  tecidas  considerações  sobre  as  implicações  dos  resultados  encontrados  nas  práticas  quotidianas  nos  jardins‐de‐infância e nos contextos familiares.    Título  2:  Eficácia  de  um  programa  de  intervenção  nas  dificuldades  de  leitura  e  escrita:  estudo  de  caso  ‐  Edlia  Simões  e  Margarida  Alves  Martins/  Instituto  Superior de Psicologia Aplicada Unidade de Investigação em Psicologia Cognitiva  do Desenvolvimento e da Educação E‐mail: mmartins@ispa.pt  Resumo  2:  Esta  investigação  teve  por  objectivo  construir  um  programa  de  intervenção  de  base  fonológica  de  modo  a  verificar  a  eficácia  dos  seus  efeitos  sobre  as  dificuldades  de  aprendizagem  da  leitura  e  da  escrita,  utilizando  como  metodologia  o  estudo  de  caso.Foi  realizada  uma  avaliação  antes  e  após  a  aplicação  do  programa,  que  contemplou  as  seguintes  áreas:  cognitiva;  sócio‐ afectiva;  leitura  e  escrita;  compreensão  oral  e  escrita;  capacidade  de  reflexão  morfo‐sintáctica  e  capacidades  fonológicas.  O  programa  incorporou,  em  linhas  gerais, várias componentes: treino fonológico, treino das correspondências grafo‐ fonológicas  com  aplicação  na  escrita  e  instrução  em  estratégias  de  escrita  utilizadas  na  produção  de  textos.  A  intervenção  incidiu,  também,  sobre  factores  de  ordem  emocional,  tais  como  a  motivação,  a  percepção  de  auto‐eficácia  e  o  reforço da auto‐estima.A aplicação do programa permitiu verificar ganhos na área  do  processamento  fonológico,  acuidade  e  velocidade  de  leitura,  produções  de  escrita de texto, assim como no desenvolvimento sócio‐emocional.    Título 3: A Autopercepção de leitor e sua relação com o desempenho em leitura e  género ‐ Vera Monteiro, Lourdes Mata e Francisco Peixoto/ Instituto Superior de  Psicologia Aplicada E‐mail: veram@ispa.pt  Resumo  3:  Os  estudos  mais  recentes  têm  demonstrado  que  o  domínio  afectivo  está positivamente relacionado com o desempenho e o envolvimento na leitura.  Para melhor percebermos o papel dos afectos e em particular da autopercepção  de leitor na leitura iremos neste estudo apresentar e validar um instrumento “A  escala de autopercepção de leitor” que permite avaliar este aspecto da literacia.  Investigaremos  ainda  as  relações  entre  a  autopercepção  de  leitor  e  o  desempenho em leitura bem como, as relações entre este constructo e o género.  Participaram nesta investigação 322 crianças do 4º ano de escolaridade. De uma 

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forma geral a escala apresentou boas propriedades psicométricas. Os resultados  apontam  ainda  para  uma  relação  positiva  entre  a  autopercepção  de  leitor  e  a  percepção  que  os  professores  têm  do  desempenho  em  leitura  dos  seus  alunos.  Quanto  ao  género  constatou‐se  que  as  raparigas  apresentam  atitudes  mais  positivas em relação à leitura do que os rapazes.    Título  4:  Produção  de  textos:  construção  e  implementação  de  um  programa  de  intervenção  com  alunos  do  4º  ano  de  escolaridade  ‐  Catarina  Leitão,  Iolanda  Ribeiro,  Ilda  Fernandes  e  Albertina  Ferreira/  Universidade  de  Minho  E‐mail:  catarinafcl@gmail.com  Resumo  4:  Com  o  presente  estudo  procura‐se  descrever  a  construção  de  um  programa  de  intervenção  no  âmbito  da  escrita  compositiva  e  as  mudanças  observadas após a sua implementação num grupo de 26 alunos do quarto ano de  escolaridade. O mesmo integrou estratégias de análise e produção de diferentes  tipos de texto, facilitação processual (planificação, textualização e revisão), escrita  colaborativa  e  reflexão  sobre  a  escrita.  Foi  implementado  pelos  professores,  enquadrado  nas  actividades  de  ensino  de  Língua  Portuguesa,  ao  longo  de  três  meses.  Recorreu‐se  a  um  design  com  três  medidas  repetidas  no  tempo,  que  incluíram  a  escrita  de  contos,  relatos  e  cartas.  Verificou‐se  um  aumento  nas  classificações dos parâmetros “tema e tipo de texto”, “coerência e pertinência da  informação”  e  “estrutura  e  coesão  do  texto”  entre  o  primeiro  e  o  segundo  momento.  Foram  os  alunos  com  desempenhos  iniciais  mais  baixos  que  apresentaram ganhos mais elevados ao nível das pontuações totais.    Hora: 9.00h‐10.00h          Sala: 2102   Tipo: Mesa de comunicações   Área temática: Psicologia da Saúde  Título:  Doença  e  Família  ‐  Moderadora:  Graça  Pereira/Universidade  do  Minho  –  Escola de Psicologia E‐mail: gracep@psi.uminho.pt    Título 1: A Experiência do Cancro Parental nos Filhos Adultos em termos de Stress  Traumático ‐ Ana Luisa Correia e Maria da Graça Pereira/Universidade do Minho  E‐mail: alvcorreia@gmail.com  Resumo 1: O cancro parental é considerado um dos eventos mais stressantes no  sistema  familiar,  provocando  alterações  profundas  no  funcionamento  e  ajustamento  psicológico  dos  seus  membros.  Desta  forma,  as  consequências  da  experiência  do  cancro  parental  para  os  filhos  são  inúmeras,  salientando‐se  o  elevado  risco  para  o  desenvolvimento  de  problemas  emocionais  e  comportamentais,  entre  os  quais,  o  stress  traumático.O  objectivo  do  presente  trabalho foi avaliar o stress traumático em filhos adultos de doentes oncológicos  em  tratamento  quimioterapêutico.  Num  estudo  efectuado  na  Unidade  de 

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Oncologia  Médica  do  Hospital  do  Hospital  de  São  Marcos.  Foram  incluídos  154  filhos  (113  mulheres  e  41  homens)  e  a  média  de  idades  foi  de  32,25  anos.  Os  sintomas  de  stress  traumático  foram  avaliados  utilizando  o  “Impact  of  Event  Scale‐Revised (IES‐R) de Weiss e Marmar (1997).O estudo sugere, que em termos  de  trajectória  da  doença  oncológica  dos  progenitores,  os  filhos  adultos  revelam  valores elevados de stress traumático.    Título  2:  Morbilidade  Psicológica  e  Coping  Familiar:  Um  estudo  de  Doentes  Oncológicos  e  seus  Cuidadores  ‐  Marta  Pereira  e  Maria  da  Graça  Pereira/Universidade do Minho E‐mail: martinha.ramafu@gmail.com  Resumo  2:  O  cancro  despoleta  uma  situação  stressante  para  toda  a  família  e  afecta  cada  membro  individualmente.  Do  mesmo  modo,  que  o  paciente  desenvolve estratégias de coping para lidar com o cancro, a família também o faz.  A amostra foi composta por 80 indivíduos, dos quais, 40 são doentes oncológicos  e os restantes os cuidadores, recolhidos na Unidade de Oncologia do Hospital São  Marcos.  O  Coping  Familiar  foi  avaliado  mediante  o  “Family  Crisis‐Oriented  Personal  Evaluatin  Scale  (F‐COPES)  de  McCubbin,  Olson  e    Larsen  (1987)  e  a  Morbilidade  Psicológica  pelo  “Hospital  Anxiety  and  Depression  Scale”  (HADS)  de  Zigmund  e  Snaith  (1983).  O  estudo  sugere,  que  o  coping  familiar  desenvolvido  pelo  cuidador  influência  os  níveis  de  ansiedade  nos  doentes  oncológicos.  Igualmente, verificou‐se, que quanto maior a duração da doença, maior o coping  mobilizado  pelo  cuidador.  Os  resultados  reforçam  a  necessidade  de  intervir  nos  cuidadores, particularmente, ao nível do coping familiar.    Título 3: Conjugalidade etílica ‐ Pedro Manuel Domingos/ Faculdade de Psicologia  e  Ciências  da  Educação  da  Universidade  de  Lisboa  E‐mail:  pedromanueldomingos@gmail.com  Resumo  3:  No  âmbito  do  Mestrado  Integrado  em  Psicologia  na  Secção  de  Psicologia  da  Saúde  Núcleo  de  Psicologia  Sistémica,  foi  realizado  um  estudo  exploratório,  que  teve  como  objectivo  avaliar  a  Proximidade  e  a  Satisfação  Conjugal  do  ponto  de  vista  do  sujeito  com  perturbações  com  o  álcool,  e  de  relacionar  esses  constructos  com  a  Motivação  para  a  Mudança.  Aplicámos  a  Escala de Avaliação da Satisfação em Áreas da Vida Conjugal, EASAVIC (Narciso e  Costa, 1996) e a Escala de Inclusão do Outro no Self, IOS (Aron, Aron e Smollan,  1992) a duas amostras: sujeitos normativos (n = 63) e sujeitos com perturbações  relacionadas  com  o  álcool  (n  =  45).  Para  medir  a  motivação  para  a  mudança,  aplicámos  a  Stages  of  Change  Readiness  and  Treatment  Eagerness  Scale,  SOCRATES,  versão  8  (Miller  e  Tonigan,  1996).  Não  se  verificaram  diferenças  significativas  entre  as  duas  amostras,  relativamente  à  Satisfação;  e  não  se  verificaram  correlações  significativas  da  Motivação  com  as  variáveis  Satisfação  e 

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Proximidade.  Foram  verificadas  diferenças  significativas  na  variável  Proximidade  entre as duas amostras.    Hora: 9.00h‐10.00h          Sala: 2211   Tipo: Mesa de comunicações   Área temática: Psicologia do Trabalho  e Organizações  Título:  Grupos  e  equipas  de  trabalho  II  ‐  Moderador:  Paulo  Renato  Lourenço/Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de  Coimbra E‐mail: prenato@fpce.uc.pt    Título  1:  Interdependência  sócio‐afectiva  nas  equipas  de  trabalho:  operacionalização de um conceito ‐ Marta Pereira Alves, Paulo Renato Lourenço e  José  Miguez/  Universidade  da  Beira  Interior,  Universidade  de  Coimbra,  Universidade do Porto E‐mail: mpalves@ubi.pt  Resumo  1:  As  dimensões  de  interdependência  geralmente  analisadas  no  estudo  das  equipas  limitam‐se  às  características  das  tarefas  e  dos  resultados  grupais,  sendo  negligenciadas  as  emoções  nas  relações  de  trabalho.  O  estudo  pretende  contribuir  para  operacionalizar  teórica  e  empiricamente  o  conceito  de  interdependência  sócio‐afectiva  entre  os  membros  de  uma  equipa.  Tendo  como  referencial  teórico  a  abordagem  sociotécnica  (e.g.,  Trist  e  Bamford,  1951),  é  discutida a relevância da dimensão afectiva no subsistema social que, juntamente  com o subsistema técnico, integram esse paradigma das organizações. A partir de  uma  revisão  de  literatura  acerca  das  emoções  e  processos  afectivos  em  grupos,  foi  construído  e  seleccionado  um  conjunto  de  itens  submetido  a  319  trabalhadores  de  70  equipas  pertencentes  a  20  organizações  nacionais.  Foram  obtidos, a partir de uma análise factorial exploratória, os seguintes três factores:  emocionalidade  no  trabalho,  expressão  aberta  e  proximidade  emocional.  Os  resultados  são  discutidos  no  âmbito  da  sustentabilidade  teórica  e  empírica  do  conceito.    Título  2:  Redes  sociais  nas  equipas  de  trabalho:  afectos  e  tarefas  em  diferentes  momentos  da  vida  grupal  ‐  Marta  Pereira  Alves,  Paulo  Renato  Lourenço  e  José  Miguez/  Universidade  da  Beira  Interior,  Universidade  de  Coimbra,  Universidade  do Porto E‐mail: mpalves@ubi.pt  Resumo  2:  Ao  longo  do  tempo,  modificam‐se  o  modo  como  as  equipas  estruturam o trabalho a realizar – o grau de interdependência de tarefa – e a rede  de  relações  informais  entre  os  seus  elementos  –  o  grau  de  interdependência  sócio‐afectiva.  O  presente  estudo  descreve  o  modo  como  os  elementos  de  uma  equipa  dependem  uns  dos  outros  em  diferentes  momentos  da  vida  do  grupo.  Consideram‐se  quatro  equipas  com  funções  de  gestão,  cada  uma  numa  fase  de 

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desenvolvimento  distinta.  A  interdependência  grupal  foi  analisada  através  de  questionários  baseados  na  metodologia  da  análise  das  redes  sociais.  Como  medida  de  desenvolvimento  grupal,  utilizou‐se  o  Questionário  de  Percepção  de  Desenvolvimento Grupal (Miguez e Lourenço, 2001). As equipas são comparadas  quanto  às  relações  intragrupais  de  interdependência  sócio‐afectiva  e  de  tarefa  através  de  indicadores  de  coesão  e  de  centralidade.  As  convergências  e  as  divergências  que  foram  observadas  nas  redes  sociais  estudadas  são  discutidas  numa perspectiva desenvolvimentista dos grupos de trabalho.    Título 3: Desenvolvimento grupal: desmontar e consolidar um modelo integrado ‐  Carlos  Ferreira  Peralta  e  Paulo  Renato  Lourenço/  Núcleo  de  Estudo  e  Formação  em  Organização  e  Gestão  da  Faculdade  de  Psicologia  e  de  Ciências  da  Educação  da Universidade de Coimbra E‐mail: carlosferreiraperalta@gmail.com  Resumo 3: O modelo integrado de desenvolvimento grupal de Miguez e Lourenço  (2001)  apresenta  características  de  modelos  lineares  e  cíclicos,  predizendo  que  um grupo se desenvolve através de quatro fases distintas mas interdependentes e  assentes  em  dois  subsistemas  (socioafectivo  e  tarefa).  No  estudo  efectuado,  criámos  dois  questionários  para  avaliar  as  fases  desenvolvimentais  de  cada  subsistema.  Numa  amostra  de  563  indivíduos  pertencentes  a  grupos  de  organizações portuguesas foi testada a validade de constructo dos instrumentos,  através de análises factoriais confirmatórias. Verificámos, através de modelos de  equações estruturais, que, genericamente: a) nas fases 2 e 3 os dois subsistemas  apresentam  uma  elevada  interdependência  entre  si,  sendo  difícil  distingui‐los  b)  os grupos seguem um padrão desenvolvimental, fundamentalmente, linear e c) as  fases iniciais têm um impacto directo e indirecto nas fases de maior maturidade  grupal. Os resultados são analisados e discutidos no âmbito dos seus contributos  para a investigação e a gestão de equipas.    Título  4:  Os  efeitos  da  liderança  e  processos  temporais  na  eficácia  das  equipas:  uma  abordagem  longitudinal  ‐  Ana  Margarida  Graça  e  Ana  Margarida  Passos/  Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa ‐ Instituto Universitário  de Lisboa (ISCTE‐IUL) E‐mail: graca.anamargarida@gmail.com  Resumo 4: A componente temporal é enfatizada nos modelos recentes de eficácia  do trabalho em equipa. Marks, Mathieu e Zaccaro (2001) sugerem que as equipas  desempenham  tarefas  ao  longo  do  tempo  numa  série  de  episódios  cíclicos,  organizados  em  fases  de  acção  e  transição.  A  liderança  tem  um  papel  fundamental  nos  processos  de  transição,  como  o  planeamento,  e  nos  processos  de  acção,  como  o  cumprimento  de  objectivos.  Os  processos  interpessoais  da  equipa podem ser também influenciados pela liderança.Neste estudo longitudinal  participaram 512 equipas de uma simulação de competição de gestão ao longo de 

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5 semanas. A liderança e os processos de equipa foram medidos em dois períodos  de  tempo  e  o  desempenho  em  cinco.  Os  resultados  demonstraram  que  os  processos  de  acção  e  interpessoais  do  período  de  tempo  2  (T2)  medeiam  totalmente a relação entre a liderança (T2) e o desempenho no período de tempo  5 (T5). As implicações serão discutidas.    Hora: 9.00h‐10.00h          Sala:  2111      Tipo:  Mesa  de  comunicações      Área  temática:  Psicologia  Clínica  e  Psicoterapias  Título: Vinculação e desenvolvimento ‐ Moderador: Telmo Baptista    Título  1:  Perturbação  Estado‐Limite  da  Personalidade  na  Adolescência  ‐  Padrões  de  Vinculação  e  Funcionamento  da  Personalidade  nos  Adolescentes  e  Progenitores  ‐  Vera  Ramos,  Isabel  Leal  e  João  Maroco/  Unidade  de  Investigação  em  Psicologia  e  Saúde,  Instituto  Superior  de  Psicologia  Aplicada  /  Unidade  de  Pedopsiquiatria, Hospital Garcia de Orta E‐mail: verasantosramos@hotmail.com  Resumo1:  A  investigação  tem  por  objectivo  explorar  o  quadro  semiológico  da  perturbação  estado‐limite  da  personalidade  (PELP)  na  adolescência,  avaliando  a  influência  do  estilo  de  vinculação  nas  características  de  personalidade  do  adolescente  e  possíveis  efeitos  moderadores  da  personalidade  e  do  estilo  de  vinculação  dos  progenitores.  O  estudo  exploratório  e  correlacional  tem  uma  amostra constituída por 40 adolescentes (12 rapazes e 28 raparigas), com idades  entre  os  15  e  18  anos,  frequentando  consulta  de  pedopsiquiatria  e  respectivos  progenitores. O diagnóstico de PELP foi aferido através do Childhood Interview for  DSM‐IV Borderline Personality Disorder (CI‐BPD), os adolescentes avaliados com o  Inventário  sobre  a  Vinculação  para  a  Infância  e  Adolescência  (IVIA)  e  Inventário  Clínico para Adolescentes de Millon (MACI), os progenitores através de Inventário  Clínico Multiaxial de Millon (MCMI‐III) e Escala de Vinculação do Adulto (EVA).Em  conclusão,  observaram‐se  estilos  de  vinculação  insegura  e  padrões  de  personalidade categorizáveis em diferentes subgrupos clínicos.    Título  2:  Ser  base  segura:  implicações  de  características  pessoais  e  profissionais  dos terapeutas ‐ Helena Carvalho e Paula Mena Matos/ Faculdade de Psicologia e  de Ciências da Educação‐ Universidade do Porto E‐mail: helena.mrmc@gmail.com  Resumo  2:  No  contexto  da  teoria  da  vinculação  o  sucesso  da  terapia  é  influenciado pela capacidade do terapeuta em providenciar uma base segura para  que o cliente explore memórias e experiências dolorosas e actualize os modelos  representacionais  do  self  e  do  mundo.  No  entanto,  a  investigação  do  terapeuta  enquanto  base  segura  tem  sido  apenas  relevado  na  perspectiva  do  cliente  em  detrimento  das  representações  do  terapeuta,  não  existindo  instrumentos  de 

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medida  que  operacionalizem  este  conceito  na  perspectiva  do  terapeuta.  Na  presente  comunicação  pretende‐se  analisar  associações  entre  dimensões  do  terapeuta enquanto base segura (Questionário Base Segura, QBS; Carvalho, Ávila  e Matos, 2008), designadamente a sensibilidade, o cuidado compulsivo, o apoio à  exploração, e o desconforto com a ambiguidade e dimensões da história pessoal e  profissional.  A  amostra  é  composta  por  384  psicoterapeutas.  Os  resultados  apontam para associações significativas e sublinham a natureza discriminante do  QBS  para  a  compreensão  das  características  que  o  psicoterapeuta  potencia  na  relação terapêutica.    Título  3:  As  Narrativas  de  Desenvolvimento  Pessoal  de  Pessoas  Bem‐sucedidas  ‐  Nuno Queiroz de Andrade e Telmo Mourinho Baptista/ Faculdade de Psicologia da  Universidade de Lisboa E‐mail: nunoandrade@campus.ul.pt  Resumo  3:  Nesta  comunicação  são  apresentados  os  resultados  iniciais  de  uma  investigação de doutoramento que visa estudar as narrativas de desenvolvimento  pessoal  de  pessoas  bem‐sucedidas,  num  universo  de  sujeitos  portugueses.O  conceito  de  desenvolvimento  pessoal  procura  descrever  o  dinamismo  de  mudança  característico  da  personalidade  humana.  O  sucesso,  segundo  recentes  investigações, refere‐se ao esforço de construção de uma vida com sentido, num  sentimento  de  dever  que  uma  pessoa  encontra  dentro  de  si  própria  e  com  repercussões  positivas  e  reconhecidas  na  sociedade,  nas  organizações  e  nas  pessoas.Num  primeiro  estudo,  cujos  resultados  são  apresentados,  analisam‐se  narrativas  autobiográficas  publicadas  de  personalidades  de  sucesso  nos  séculos  XX  e  XXI.  São  analisadas  quatro  dimensões:  o  percurso  temporal  de  desenvolvimento  pessoal  até  ao  sucesso;  os  factores,  decisões,  acontecimentos  ou  pessoas  que  influenciam  um  percurso  de  vida  com  sucesso;  a  experiência  humana  do  sucesso;  os  tipos  de  discurso  que  explicam  e  definem  o  sucesso  profissional.    Hora: 9.00h‐10.00h          Sala:  2212      Tipo:  Mesa  de  comunicações      Área  temática:  Gerontologia  e  Envelhecimento  Título: Contextos e Resultados do Envelhecimento em Idosos ‐ Moderador: José  Ferreira  Alves/Universidade  do  Minho  –  Escola  de  Psicologia  E‐mail:  alves@psi.uminho.pt    Título  1:  Memórias  Autobiográficas  de  Adultos  Idosos:  Comparações  quanto  ao  Género e ao Meio Sociocultural de Residência ‐ Margarida Gil A. Honório da Silva  e  António  M.  Diniz/  Instituto  Superior  de  Psicologia  Aplicada  E‐mail:  margaridagil_1@hotmail.com 

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Resumo  1:  Tendo  como  intenção  a  apreciação  das  temáticas  de  memórias  autobiográficas de adultos idosos, procedeu‐se ao presente estudo que envolveu  uma  amostra  de  39  sujeitos  (leque  etário=65‐88  anos;  M=80)  de  ambos  os  géneros,  provenientes  de  meios  predominantemente  urbanos  (n=22)  e  mediamente  urbanos  (n=17).  Recorreu‐se  a  um  procedimento  misto  (fechado  e  aberto)  de  análise  de  conteúdo  para  identificar  os  temas  das  memórias  e  a  tonalidade  emocional  das  mesmas.  Os  resultados  obtidos  indicaram  que  as  mulheres evocaram mais memórias com conteúdos temáticos direccionados para  aspectos  relacionais,  tendo  o  género  masculino  focado  mais  temas  relacionados  com  a  acção  individual.  Observaram‐se,  ainda,  diferenças  estatisticamente  significativas  quanto  ao  género  nos  temas  lesões  ou  acidentes,  serviço  militar  e  acontecimentos públicos, referidos prevalentemente pelos homens, e quanto ao  meio  na  vida  profissional,  abordada  preferencialmente  pelos  residentes  nos  meios mediamente urbanos, estes menos diferenciados quanto à posição social.    Título  2:  Cuidadores  de  pessoas  com  demência  ‐  Cuidados  Continuados  ‐  Margarida  Sotto  Mayor  e  Oscar  Ribeiro  Neves‐Amado/  Psicogeriatria  ‐  Hosp.  Magalhães Lemos/Unifai E‐mail: mgsottomayor@gmail.com  Resumo 2: A visita domiciliária (vd) em psicogeriatria constitui a oportunidade de  acompanhamento  de  pessoas  idosas  com  demência  e  seus  cuidadores  em  contexto comunitário. Equipas multidisciplinares deslocam‐se a casa, identificam  prioridades  em  saúde,  avaliam  casos  e  situações,  planeiam  intervenções  e  permitem  assim  a  continuidade  terapêutica.  Identificam  pessoas  em  risco.  Este  trabalho apresenta as actividades desenvolvidas pela equipa multidisciplinar, em  casa.  Métodos  e  técnicas:  Estudo  retrospectivo.  Analisados  os  registos  informáticos de (vd) de 2006 a 2009 (respeitantes a 721 doentes) e 3815 visitas.  Os resultados indicam uma população maioritariamente feminina e casada, e com  média de idade de 80,22 anos. Os seus cuidadores são também envelhecidos e as  principais  actividades  desenvolvidas  pela  equipa  multidisciplinar,  indicam  na  sua  maioria  suporte  ao  cuidador,  formação  e  informação,  seguimento,  avaliação  global  e  por  último  1ªs  visitas.  Conclusões:  A  avaliação/intervenção  neste  contexto  permitem  uma  actuação  humanizada,  continuada  e  securizante  considerando  os  aspectos  funcionais  e  clínicos  da  díade  idoso/cuidador.  Esta  assume‐se  como  um  espaço  terapêutico  e  permite  maior  promoção  do  auto  cuidado e suporte a par de actividades formativas e informativas.    Título 3: Qualidade de Vida, Depressão e Ideação Suicida no Idoso ‐ Carla Ponte,  Vera  Almeida  e  Lia  Fernandes/  Instituto  Superior  Ciências  da  Saúde  ‐  Norte  e  Hospital  de  S.  João  do  Porto  (Consulta  de  Gerontopsiquiatria)  E‐mail:  carla‐‐ ponte@hotmail.comResumo  3:  Este  estudo  surge  pela  constatação  do 

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envelhecimento  progressivo  da  população  portuguesa  e,  pelo  crescente  número  de  idosos  que  recorre  à  consulta  de  Gerontopsiquiatria  do  H.S.J.,  com  manifestações  de  sintomatologia  depressiva  e  ideação  suicida.  Objectivos:  (1)  caracterizar os idosos que recorrem à consulta de Gerontopsiquiatria: quanto às  caracteristicas  sócio‐demográficas,  variáveis  cognitivas,  actividades  de  vida  diárias, e variáveis psicológicas (depressão, ideação suicida e qualidade de vida);  (2) estabelecer a relação entre ideação suicida e restantes variáveis. Metodologia:  Amostra de 120 idosos. O critério de exclusão é a presença de defeito cognitivo.  Os  instrumentos:  ficha  de  avaliação  sócio‐demográfica;  Mini‐Mental  State  Examination;  EASYCare;  Questionário  de  Ideação  Suicida  e  Escala  de  Depressão  Geriátrica.  Resultados:  os  dados  preliminares  de  65  idosos,  49  mulheres  e  16  homens,  mostram  que  63,1%  apresentam  depressão  grave  e  elevada  ideação  suicida.  Também  foram  encontradas  correlações  entre  ideação  suicida  e  depressão;  ideação  suicida  e  incapacidade  global  e  depressão  e  incapacidade  global.    Hora: 9.00h‐10.00h          Sala: 2201   Tipo: Mesa de comunicações   Área temática: Psicologia do Trabalho  e Organizações  Título:  Recursos  Humanos  e  Avaliação  Psicológica  I  ‐  Moderador:  José  Keating/Universidade  do  Minho  –  Escola  de  Psicologia  E‐mail:  keating@psi.uminho.pt    Título 1: Avaliação Psicológica de Empreendedores: Uma metodologia de selecção  num  Programa  de  Empreendedorismo  Social  ‐  Susana  Correia  Santos,  António  Caetano  e  Luís  Curral/  ISCTE‐  IUL  ‐  Instituto  Universitário  de  Lisboa  E‐mail:  susana.santos@iscte.pt  Resumo  1:  A  importância  da  avaliação  psicológica  no  processo  empreendedor  ainda  não  foi  suficientemente  investigada  e  convenientemente  aplicada  na  prática.  O  presente  estudo  tem  como  objectivo  apresentar  uma  metodologia  de  selecção      do  potencial  empreendedor,  que  inclui  a  avaliação  psicológica  do  promotor e a avaliação da ideia de negócio. Através de um estudo longitudinal (N  =  75)  com  três  fases  de  investigação,  conduzido  no  âmbito  de  um  Programa  de  Empreendedorismo  Social,  testou‐se  a  metodologia  de  avaliação  do  potencial  empreendedor, incluindo testes de aptidão cognitiva, avaliação de competências  específicas  de  empreendedorismo  e  testes  de  personalidade.  Através  desta  metodologia qualitativa e quantitativa, foram  seleccionados 30 empreendedores  que conseguiram fundar o seu negócio com sucesso. A metodologia de avaliação  do potencial empreendedor permitiu predizer com sucesso o desenvolvimento do  processo empreendedor. 

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  Título 2: E quando os efectivos pretendem sair? Contributo para a compreensão  do  processo  psicológico  subjacente  às  intenções  de  abandono  ‐  Daniel  Roque  Gomes,  Ana  Patricia  Duarte  e  José  Gonçalves  das  Neves/  ESEC‐Instituto  Politécnico  de  Coimbra;  Centro  de  Investigação  e  Intervenção  Social  (CIS)  ISCTE‐ IUL ‐ Instituto Universitário de Lisboa; ISCTE‐IUL ‐ Instituto Universitário de Lisboa  E‐mail: drmgomes@gmail.com  Resumo 2: No mercado de trabalho actual, a retenção de colaboradores constitui  um  factor  de  sucesso  de  qualquer  organização  competitiva.  Compreender  o  processo  que  leva  colaboradores  a  querer  abandonar  as  organizações  constitui  uma questão relevante a que se atende neste estudo. Propõe‐se que a intenção  de  turnover  resulta  de  um  processo  mediado  pela  percepção  de  suporte  organizacional e implicação afectiva e predito pela satisfação com as práticas de  gestão  de  recursos  humanos  e  orientações  internas  da  responsabilidade  social.  Recorrendo  a  métodos  de  análise  confirmatória,  validou‐se  um  modelo  que  suporta  esta  assumpção  junto  de  uma  amostra  de  152  colaboradores.  As  conclusões  do  estudo  apontam  para  a  relevância  da  qualidade  das  práticas  da  gestão de recursos humanos e das orientações internas de responsabilidade social  para  a  gestão  deste  indicador.  Estas  práticas  e  orientações  fomentam  o  suporte  percebido,  reforçando  o  laço  afectivo  do  colaborador  com  a  organização,  o  que  consequentemente reduz a intenção de abandono.    Título  3:  Qual  o  processo  psicológico  que  leva  à  intenção  de  candidatura  a  uma  oferta  de  emprego?  ‐  Daniel  Roque  Gomes  e  José  Gonçalves  das  Neves/  ESEC  ‐  Instituto Politécnico de Coimbra; ISCTE ‐ Instituto Universitário de Lisboa E‐mail:  drmgomes@gmail.com  Resumo  3:  Atrair  candidatos  a  uma  organização  é  uma  fase  crítica  no  recrutamento.  Compreender  o  processo  psicológico  que  leva  à  intenção  de  candidatura  de  potenciais  candidatos  a  uma  oferta  de  emprego  é  uma  questão  relevante, à qual a investigação tarda em responder convincentemente. Propõe‐ se que a relação entre as características da função e os atributos organizacionais  junto  da  intenção  de  candidatura  é  mediada  pela  percepção  de  atractividade  organizacional.  Colaboraram  neste  estudo  208  participantes,  enquadrados  enquanto  potenciais  candidatos  na  área  do  marketing,  mediante  resposta  a  um  questionário composto por medidas das variáveis analisadas. Utilizando métodos  de análise confirmatórios, validou‐se um modelo que atesta que a relação entre  os  atributos  organizacionais  com  a  intenção  de  candidatura  é  mediada  pela  atractividade  organizacional  percebida.  A  importância  destes  resultados  é  discutida  e  interpretada  ao  nível  das  razões  que  estruturam  este  processo 

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psicológico  e  das  suas  aplicações  práticas  em  recrutamento  e  na  atracção  de  colaboradores a organizações.    Título  4:  As  implicações  do  capital  psicológico  na  inserção  profissional  do  indivíduo ‐ Ana Cristina Antunes, Miguel Pina e Cunha e António Caetano/ ISCTE‐ IUL E‐mail: aantunes@escs.ipl.pt  Resumo 4: O movimento da psicologia positiva e a sua aplicação às organizações  tem  revelado  a  importância  que  os  processos  positivos  têm  para  o  sucesso  individual  e  organizacional.  De  entre  estes,  o  capital  psicológico  tem  sido  extensivamente  estudado  pelas  suas  implicações  positivas  para  as  organizações.  No  entanto,  não  foi  ainda  averiguado  o  seu  papel  na  carreira  profissional  dos  indivíduos,  em  particular  na  sua  inserção  profissional.  Considerando  que  a  discussão relativa aos factores que influenciam as recomendações para admissão  de pessoal dura há décadas mas está longe de estar finalizada, o presente estudo  visa  examinar  o  impacto  do  capital  psicológico  nas  decisões  de  selecção  e  de  recomendação  de  pessoal.  Os  resultados  provenientes  das  98  díades  que  compõem  a  amostra  indicam  que  o  capital  psicológico  parece  ser  um  factor  menos  influente  que  os  factores  tradicionalmente  associados  às  decisões  de  selecção,  como  o  fit  pessoa‐função,  o  fit  pessoa‐organização.  As  diversas  implicações destes resultados são examinadas.    Hora: 9.00h‐10.00h          Sala: 2202   Tipo: Mesa de comunicações   Área temática: Avaliação Psicológica  Título:  Resultados  ‐  Moderadora:  Rosa  Novo/  Faculdade  de  Psicologia,  Universidade de Lisboa    Título  1:  Personalidade  e  percurso  académico:  uma  perspectiva  para  além  dos  traços  ‐  Renato  Gil  Carvalho  e  Rosa  F.  Novo/  Faculdade  de  Psicologia,  Universidade de Lisboa E‐mail: renatoggc@gmail.com  Resumo  1:  O  papel  da  personalidade  no  sucesso  académico  tem  sido  muito  estudado,  especialmente  na  predição  do  rendimento  académico.  Nestas  investigações,  tem  predominado  uma  perspectiva  descritiva  baseada  nos  traços  de  personalidade.  Não  é,  por  isso,  surpreendente  o  recurso  a  instrumentos  de  avaliação da personalidade decorrentes do modelo dos cinco factores (e.g., Costa  e  McCrae,  1992),  que  têm  levado  a  conclusões  consistentes  (Poropat,  2009),  sobretudo  quando  se  consideram  as  classificações  escolares.  Apesar  do  grande  mérito  destes  estudos,  há  necessidade  de  ampliar  os  indicadores  académicos,  considerando  o  percurso  de  desenvolvimento  dos  jovens  (não  apenas  o  rendimento)  e  avaliar  outras  características  de  personalidade  potencialmente  explicativas de diferentes percursos. Para estudar de forma mais compreensiva a 

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relevância da personalidade no percurso académico importa alargar o enfoque e  incluir um maior número de variáveis significativas desse percurso, incluindo não  só as classificações, mas também indicadores históricos, pessoais e contextuais, a  adaptação  sócio‐emocional  e  ainda  dimensões  motivacionais.  Neste  trabalho,  propomo‐nos  apresentar  uma  revisão  dos  dados,  identificar  algumas  das  linhas  passíveis de investigação com recurso a metodologia diferencial e discutir o papel  de  inventários  como  o  MMPI‐A  (Butcher  et  al.,  1992),  um  dos  principais  instrumentos  de  avaliação  da  personalidade  mais  utilizados  com  adolescentes  (Archer, Handel e Lynch, 2001), no domínio da educação.    Título 2: Responsividade Materna: Contributo para a avaliação ‐ Tiago Ferreira e  Isabel  Abreu‐Lima/  Faculdade  de  Psicologia  e  de  Ciências  da  Educação  ‐  Universidade do Porto E‐mail: TiagoDSFerreira@gmail.com  Resumo 2: A investigação tem reconhecido a importância da relação mãe/criança  no desenvolvimento cognitivo, emocional e social da criança (Bornstein e Tamis‐ LeMonda,  1997;  Owens,  Shaw  e  Vondra,  1998),  servindo  o  conceito  de  “responsividade  materna”  para  definir  a  medida  em  que  a  mãe,  num  processo  mútuo de interacção, responde às necessidades da criança (Landry, Smith, Miller‐ Loncar  e  Swank,  1997).  A  presente  investigação  inspirou‐se  nos  trabalhos  conduzidos  por  Landry  e  colaboradores  e  teve  como  objectivo  o  estudo  da  responsividade  materna  a  partir  da  adaptação  ao  contexto  português  de  um  instrumento  para  avaliação  da  sua  qualidade  ‐  a  “Maternal  Rating  Scale”  (MRS).Participaram  30  díades  de  mães  e  crianças  com  idades  compreendidas  entre os 6 e 30 meses. Os resultados confirmam a importância desenvolvimental  da  responsividade  materna  e  da  MRS  como  instrumento  de  avaliação  da  sua  qualidade, sendo discutida a sua relevância para a detecção e avaliação precoce  das crianças em risco psico‐social.    Título  3:  Estudo  comparativo  entre  Brasil  e  Portugal  sobre  a  avaliação  sócio  emocional  de  crianças  ‐  Livia  Andreucci,  Rosa  Maria,  Natália  Abrantes,  Anabela  Pereira,  Lurdes  Cró  e  Graziela  Pereira/  Departamento  de  Ciências  da  Educação,  Universidade  de  Aveiro.  Escola  Superior  de  Educação  de  Coimbra;  Instituto  Politécnico de Coimbra E‐mail: landreucci@ua.pt  Resumo 3: O presente trabalho tem como objectivo fazer um estudo comparativo  de avaliação sócio emocional de crianças brasileiras e portuguesas, em idade pré‐ escolar.  A  amostra  foi  constituída  por  300  individuos  (150  portugueses  e  150  brasileiros) do ensino público e privado. As crianças foram observadas e avaliadas  por  Educadores  de  Infância  que  preencheram  para  cada  uma  das  crianças  o  PKBS_2 (Pré‐School and Kindergarten  Behavior Scales) de Merrell, constituído por  duas  escalas:  Aptidões  Sociais  (EAS)  e  Problemas  de  Comportamento  (EPC).Os 

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resultados indicaram algumas semelhanças entre os países ao nível das aptidões  sociais.  Contudo  na  amostra  brasileira  foram  identificados  mais  problemas  de  comportamento,  o  qual  poderá  ser  explicado  pelos  vários  factores  de  risco  existentes  naquele  país.  Pretende‐se  com  este  complexo  e  comparativo  estudo  além  de  identificar  e  avaliar  as  aptidões  sociais  e  problemas  de  comportamento  de  crianças,  sugerir  estratégias  de  intervenção  para  promover    personalidades  resilientes.    Título  4:  A  promoção  da  excelência  na  ciência  e  nas  artes:  Uma  análise  do  contexto português a partir de um estudo de caso. ‐ Liliana S. Araújo/Bolseira da  Fundação para a Ciência e Tecnologia (F.C.T.), Universidade do Minho, Leandro S.  Almeida/Instituto de Educação, Universidade do Minho e José F. A. Cruz/Escola de  Psicologia, Universidade de Minho E‐mail: liliana.araujo@iep.uminho.pt  Resumo  4:  Nos  últimos  anos,  assistimos  ao  advento  da  Psicologia  Positiva  e  à  crescente  preocupação  das  sociedades  pela  promoção  do  potencial  humano.  Neste  sentido,  vários  estudos  têm  procurado  analisar  a  influência  dos  contextos  sociais,  escolares,  profissionais  e  familiares  na  promoção  e  desenvolvimento  de  percursos  de  excelência.  Assim,  desenvolvemos  um  estudo  de  caso,  onde  foram  entrevistados  cientistas  e  bailarinos  e  analisados  os  seus  percursos.  Nesta  comunicação  apresentaremos  os  resultados  da  análise  dos  dados,  especificamente no que se refere ao contexto português e sua influência ao longo  do  percurso  destes  indivíduos.  Analisaremos  as  características  dos  contextos  educativos, profissionais e sócio‐culturais nas fases de aprendizagem, iniciação na  área  e  na  actualidade,  em  função  do  contexto  de  realização  (ciência  e  dança).  Apresentaremos  ainda  algumas  reflexões  em  torno  do  papel  actual  do  sistema  educativo e dos contextos sócio‐profissionais para a promoção da excelência em  vários contextos de realização em Portugal      10.00h‐11.00h  Hora: 10.00h‐11.00h          Sala: 2201   Tipo: Simpósio   Área temática: Psicologia Social  Título:  Efeitos  de  comparação  na  investigação  sobre  representações  sociais  ‐  Moderadora:  Gabrielle  Poeschl/Faculdade  de  Psicologia  e  de  Ciências  da  Educação da Universidade do Porto E‐mail: gpoeschl@fpce.up.pt     

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      Resumo:  Este  simpósio  tem  como  objectivo  apresentar  estudos  que  recorrem  a  comparações  para  identificar  diferentes  factores  susceptíveis  de  introduzir  variações  nas  opiniões  acerca  dum  objecto  social,  e  tornar  assim  salientes  as  regulações  normativas  que  presidem  à  lógica  do  pensamento  natural  e  o  diferenciam do pensamento formal. A primeira comunicação mostra o impacto da  posição  ocupada  por  dois  grupos  em  interacção,  examinando  as  representações  que  pais  e  filhos  têm  dos  papéis  de  pais.  A  segunda  comunicação  evidencia  o  efeito  da  inserção  social,  ao  estudar  as  representações  duma  mesma  prática,  o  voluntariado,  de  pessoas  inseridas  em  associações  com  diferentes  objectivos.  A  terceira  comunicação  revela  as  modulações  introduzidas  nas  representações  da  velhice  quando  os  mesmos  indivíduos  pensam  na  sua  própria  velhice  ou  na  velhice dos outros. A quarta comunicação examina as modificações operadas nas  representações  da  globalização  quando  as  pessoas  são  levadas  a  exprimir  a  sua  própria opinião ou a opinião de outros grupos.    Título 1: As representações de adultos e adolescentes sobre as práticas parentais  de  envolvimento  na  escolaridade  ‐  Isaura  Pedro/  ISPA  ‐  Instituto  Superior  de  Psicologia  Aplicada  e  Universidade  do  Porto,  Felice  Carugati/  Universidade  de  Bolonha e Gabrielle Poeschl/ Universidade do Porto E‐mail: ipedro@ispa.pt  Resumo  1:  A  investigação  vem  destacando  a  importância  do  envolvimento  parental na motivação escolar dos adolescentes e da necessidade de clarificação  do carácter multidimensional deste conceito. Na medida em que o envolvimento  acontece  no  quadro  de  um  relacionamento  familiar  e  institucional,  procuramos  captar  as  diferenças  das  representações  de  adultos  e  adolescentes  sobre  as  práticas  parentais  de  participação  na  escolaridade.  Foram  realizadas  entrevistas  junto  de  72  adolescentes  com  frequência  do  5º  e  7º  anos  de  escolaridade  e  72  adultos  com  filhos  a  frequentar  estes  anos  de  escolaridade.  A  análise  global  do  corpus foi efectuada através do programa informático de análise de texto Alceste.  A  análise  comparativa  dos  dois  grupos  remete  para  diferenças  na  partição  das  formas  reduzidas  em  classes  e  respectivo  vocabulário,  nos  conteúdos  sobre  a  avaliação  e  descrição  das  conversas  sobre  a  escolaridade,  no  apoio  às  tarefas  escolares, na transição de ciclo e nas iniciativas na escola e na comunidade    Título 2: Comparando representações sociais na sociedade portuguesa: análise ao  voluntariado  na  participação  associativa  cívica  e  política  ‐  Cláudia  Múrias/  Universidade  do  Porto  e  Universidade  Fernando  Pessoa  e  Gabrielle  Poeschl/Universidade do Porto E‐mail: c_murias@hotmail.com 

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Resumo 2: Tendo por objectivo comparar as representações duma mesma prática  social, o associativismo, por parte de pessoas inseridas em grupos com objectivos  diferentes,  foram  inquiridas  204  pessoas  voluntárias  em  quatro  diferentes  tipos  de  associações  –  de  carácter  político,  de  defesa  de  interesses  particulares,  de  educação  não  formal  e  humanitárias  –  sobre  motivação  para  a  participação,  satisfação  com  a  organização  social  e  interesse  pela  política.  Verificou‐se  que  as  pessoas  voluntárias  em  associações  humanitárias  distinguem‐se  dos  restantes  grupos por representarem mais a participação associativa como responsabilidade  social,  oportunidade  de  carreira,  de  integração  social,  de  desenvolvimento  pessoal e de ocupação de tempo livre e por manifestarem menos interesse pela  política. As pessoas voluntárias em associações de carácter político distinguem‐se  por  representarem  mais  a  participação  como  responsabilidade  social  e  manifestarem mais interesse pela política. As mulheres, mais do que os homens,  representam  a  participação  como  responsabilidade  social  e  manifestam  menos  satisfação perante o sistema político.    Título 3: Representações da velhice dos outros e da própria velhice na meia‐idade  ‐  Aurora  Silva/  Universidade  do  Porto  e  Universidade  Fernando  Pessoa  e  e  Gabrielle Poeschl/Universidade do Porto E‐mail: asilva@ufp.pt  Resumo  3:  O  presente  estudo  parte  da  constatação  da  intensidade  do  envelhecimento populacional e tem como objectivos captar as representações da  velhice  de  um  grupo  de  pessoas,  que  integram  o  grupo  etário  da  meia‐idade,  fomentando  uma  implicação  pessoal  através  da  comparação  entre  a  velhice  dos  outros  e  a  própria  velhice.  O  discurso  dos  36  respondentes,  distribuídos  equitativamente  por  sexo  e  nível  sócio  económico,  recolhido  a  partir  duma  entrevista  estruturada,  foi  submetido  a  uma  análise  textual  automática.  Os  resultados sugerem que as representações da velhice dos outros se equacionam  no  balanço  entre  perdas  e  ganhos  e  nas  semelhanças  e  diferenças  entre  os  homens  e  as  mulheres  na  velhice,  ao  passo  que  a  representação  da  própria  velhice  indicia  preocupação  com  a  velhice  e  coloca  a  tónica  na  sua  preparação.  Eles  revelam  ainda  que  o  sexo  de  pertença  e  o  nível  socioeconómico  dos  entrevistados  assumem  relevância  nas  dimensões  das  representações  encontradas.    Título 4: Metassistema e representações sociais da globalização ‐ Raquel Ribeiro e  Gabrielle Poeschl/Universidade do Porto E‐mail: rribeiro@fpce.up.pt   Resumo  4:  Compreender  o  significado  das  representações  de  um  dado  objecto  social implica apreender que regras, normas e expectativas guiam o pensamento  acerca desse objecto, ou seja, identificar de que forma o metassistema normativo  controla, verifica e selecciona a matéria produzida pelo sistema operatório. Para 

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examinar  o  funcionamento  do  metassistema  analisamos  os  dados  de  um  questionário  aplicado  a  85  estudantes  de  Psicologia,  onde  era  pedido  aos  respondentes para referirem a sua opinião acerca da globalização e responderem  às mesmas questões como pensavam que responderiam os estudantes da China e  dos Estados Unidos. Os resultados revelam que as representações atribuídas aos  estudantes  chineses  e  norte‐americanos  são  mais  semelhantes  entre  si  do  que  com  a  própria  representação,  nomeadamente  pela  importância  dada  à  dominância, quer cultural, quer económica, e ao desaparecimento das referências  à  unificação  realçadas  na  própria  representação.  Discute‐se  o  modo  como  as  regulações normativas operam em situação de comparação social.    Hora: 10.00h‐11.00h          Sala: 2202   Tipo: Simpósio   Área temática: Psicologia Clínica e Psicoterapias  Título: StepED: Stepped care of eating disorder and obesity ‐ From prevention to  treatment  ‐  Moderador:  Paulo  Machado/Universidade  do  Minho  –  Escola  de  Psicologia E‐mail: pmachado@psi.uminho.pt    Resumo: As perturbações do comportamento alimentar são condições graves que  afectam  principalmente  as  mulheres  jovens.  A  obesidade,  por  outro  lado,  cria  uma  considerável  preocupação  em  termos  de  saúde  pública  por  causa  das  complicações  médicas  associadas.  O  objectivo  geral  do  nosso  programa  de  investigação  é  melhorar  o  nosso  conhecimento  acerca  do  modo  como  se  pode  optimizar  o  nível  de  cuidados  prestados  aos  indivíduos  com  perturbações  do  comportamento  alimentar  e  obesidade,  contribuindo  assim  para  a  melhoria  da  sua  qualidade  de  vida.  Os  projectos  são  orientados  por  estratégias  associadas  a  programas individualizados por passos. Isto é, como podemos fornecer o nível de  tratamento  necessário  e  adaptado  às  necessidades  individuais.  A  estratégia  é  simples, mas a evidência empírica em que se pode construir a individualização do  tratamento é ainda escassa. A ideia principal baseia‐se na observação de que nem  todas as pessoas em risco para o desenvolvimento de uma perturbação alimentar  acabam  por  a  desenvolver  e  nem  todas  as  que  desenvolvem  uma  perturbação  alimentar necessitam do mesmo tipo de intensidade de tratamento. Dependendo  do  nível  de  gravidade,  história  de  evolução  e  características  pessoais,  algumas  podem  ser  ajudadas  através  de  informação  psico‐educacional,  através  de  um  programa  de  auto‐ajuda,  enquanto  outros  podem  beneficiar  de  apoio  de  familiares e amigos enquanto outros ainda necessitarão de tratamento individual  especializado e intensivo. Infelizmente a literatura não é suficiente para guiar as  decisões  clínicas  acerca  do  nível  de  intensidade  do  tratamento  necessário.  O  presente  simposium  tem  como  objectivo  dar  conta  dos  resultados  dos  vários 

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projectos de investigação do Grupo de Estudos das Perturbações Alimentares da  Universidade do Minho bom como dos projectos em desenvolvimento.    Título 1: Factores de risco para o desenvolvimento das perturbações alimentares  –  D.  Fassnacht,  A.  Núñez,  A.  Vaz,  E.  Conceição  e  P.  Machado/Universidade  do  Minho E‐mail: dfassnacht@iep.uminho.pt  Resumo  1:  Pretende‐se  fazer  um  estudo  longitudinal  que  permita  monitorizar  o  curso  dos  factores  de  risco  bem  como  o  desenvolvimento  de  comportamentos  alimentares  disfuncionais.  Os  dados  são  recolhidos  através  de  um  programa  baseado na internet. Serão apresentados resultados preliminares.    Título 2: Aceita‐te: Um programa de prevenção das perturbações alimentares – A.  Núñez, D. Fassnacht, A. Vaz, E. Conceição e P. Machado/Universidade do Minho E‐ mail: anunez@iep.uminho.pt  Resumo  2:  Actualmente  está  a  ser  conduzido  um  estudo  longitudinal  com  a  população estudantil da Universidade do Minho,  que pretende avaliar a eficácia  dum  programa  de  prevenção  através  da    Internet  para  estas  Perturbações  Alimentares.  O  programa  desenvolvido  será  apresentado,  bem  como  alguns  resultados preliminares sobre a sua eficácia e participação.    Título  3:  Tratamento  Auto‐Dirigido  nas  Perturbações  Bulímicas  –  A.  Vaz,  E.  Conceição, A. Núñez, D. Fassnacht e P. Machado/Universidade do Minho E‐mail:  anavaz@iep.uminho.pt  Resumo  3:  Foi  desenvolvido  um  manual  de  auto‐ajuda  para  Perturbações  Bulímicas  como  um  primeiro  passo  para  o  tratamento  destas  Perturbações.  O  manual  contém  duas  partes:  uma  parte  educacional  e  uma  outra  parte  de  estratégias  de  tratamento.  O  manual  é  dirigido  a  pessoas  com  Bulimia  Nervosa,  Bulimia  Atípica  e  Perturbação  de  Ingestão  Alimentar  Compulsiva.    Actualmente  estamos a conduzir estudos que permitam testar a eficácia e a implementação do  programa  de  auto‐ajuda.  Ao  mesmo  tempo  pretendemos  identificar  preditores  que permitam identificar quais as características clínicas dos sujeitos que melhor  respondem ao tratamento.    Título  4:  Características  Clínicas  dos  sujeitos  com  obesidade  mórbida  propostos  para  Cirurgia  Bariátrica  –  E.  Conceição,  A.  Vaz,  A.  Núñez,  D.  Fassnacht  e  P.  Machado/Universidade do Minho E‐mail: evaconceicao@iep.uminho.pt  Resumo  4:  Os  investigadores  partilham  a  ideia  de  que  a  cirurgia  bariátrica  é,  actualmente,  uma  opção  viável  para  o  sucesso  na  perda  de  peso  nos  indivíduos  com  obesidade  mórbida.  No  entanto,  vários  estudos  têm  vindo  a  sugerir  que  a  presença  de  alguns  comportamentos  alimentares  relacionados  com  alguns 

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sintomas  clínicos  comprometem  os  resultados  desta  intervenção.  A  presença  de  ingestão  alimentar  compulsiva,  a  utilização  da  comida  como  forma  de  lidar  com  estados  de  humor  adversos,  sintomas  depressivos,  entre  outros  parecem  desempenhar  um  papel  importante  para  o  sucesso  da  intervenção  cirúrgica.  O  presente  estudo  tem  como  objectivo  investigar  as  características  clínicas,  relacionadas  com  o  comportamento  alimentar  e  estilo  de  vida  que  podem  predizer a perda de peso/insucesso no tratamento cirúrgico da obesidade.    Hora: 10.00h‐11.00h          Sala: 2102   Tipo: Simpósio   Área temática: Neuropsicologia  Título:  Neuropsicofisiologia  Afectiva  ‐  Moderador:  Santiago  Galdo  E‐mail:  santiago.galdo@usc.es    Resumo:  Serão  discutidas  implicações  para  a  investigação  em  processos  emocionais,  com  correspondentes  correlatos  neurobiológicos.  Nomeadamente  implicações da distinção entre as dimensões de valência e arousal e seus efeitos  diferenciais especialmente em componentes tradicionalmente mais associados a  uma delas. Tendo por base a noção de dois centros de processamento emocional,  procurar‐se‐á  ilustrar  uma  metodologia  de  interferência  emocional  a  um  nível  mais  executivo,  ilustrando  diferenças  em  processos  atencionais  e  de  codificação  emocional de estímulo. Ilustrar‐se‐á a interferência de processos emocionais em  tarefas  de  foro  mais  executivo,  alicerçando  a  noção  de  dois  centros  do  processamento emocional. Será ainda abordado o conceito de empatia, conceito  essencial  para  a  relação  terapêutica,  numa  abordagem  predominantemente  neurobiológica do tema, com a discussão de diversos correlatos neurofisiológicos  associados ao terapeuta. Serão abordadas diversas metodologias da investigação  em  neuropsicofisiologia  aplicadas  à  investigação  emocional,  incluindo  as  suas  limitações e implicações futuras para a investigação.    Título  1:  Startle  P3  Probe:  Modulação  dos  potenciais  eléctricos  cerebrais  pela  valência  e  arousal  de  imagens  do  IAPS  –  J.  Leite,  S.  Galdo‐Alvarez,  J.  Alves,  S.  Carvalho e O. Gonçalves/Universidade do Minho  Resumo  1:  A  investigação  em  processos  emocionais  recorre  frequentemente  a  uma medida de amplitude electromiográfica (EMG), apelidada de reflexo startle.  A opção por esta medida particular prende‐se no facto da mesma ser encarada na  literatura  simultaneamente  enquanto  reflexo  e  emoção.Enquanto  reflexo,  a  manutenção de intensidade do estímulo elicitador do startle torna‐o susceptível a  efeitos  de  modulação  pelo  conteúdo  emocional  de  imagens  (Vrana  et  al.,  1988;  Hamm  et  al.,  1997).  Enquanto  componente  cognitiva  de  emoção,  os  estudos  de  EEG  referem  a  possibilidade  de  utilização  da  probe  P3.  Esta  medida  tem  sido 

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tradicionalmente  associada  a  uma  dimensão  de  valência  (em  que  medida  a  resposta  emocional  é  positiva  ou  negativa),  mas  o  grau  de  arousal  (nível  de  activação  associado  à  resposta  emocional)  parece  influenciar  a  amplitude  da  mesma,  atribuível  a  diferenças  no  grau  de  motivação  intrínseco.  Discutir‐se‐ão  implicações  e  modulação  específica  das  componentes  de  valência  e  arousal  na  investigação em processos emocionais.    Título  2:  Interferência  dos  processos  emocionais  no  processamento  cognitivo:  efeitos  diferenciais  da  valência  e  do  arousal  –  S.  Carvalho,  J.  Leite  e  O.  Gonçalves/Universidade do Minho  Resumo  2:  A  investigação  em  processos  emocionais  tem  vindo  a  conceptualizar  duas  componentes  da  resposta  emocional:  valência  e  arousal.  No  entanto  encontra‐se ainda por esclarecer a interferência de cada um destes componentes  no  processamento  cognitivo.  Vários  estudos  psicofisiológicos  apontam  para  o  facto de a visualização de imagens afectivas ser acompanhada de alterações nos  sistemas  somáticos,  viscerais  e  centrais  que  são  modulados  pelos  componentes  de valência e arousal dos estímulos. No entanto estes estudos possuem diversas  limitações. Este estudo procura colmatar essas limitações procurando verificar em  que medida a apresentação de filmes com diferentes tipos de valência e arousal  interferem  no  processamento  atencional  e  inicial  de  estímulo,  bem  como  em  processos posteriores de memória (e.g P3 e PSW). Adicionalmente pretender‐se‐á  estudar  o  resultado  diferencial  destes  efeitos  em  função  do  género  dos  participantes;  a  influência  da  activação  emocional  autonómica  enquanto  co‐ variante dos registos de EEG; e, finalmente, esclarecer a origem do sinal neuronal  (eLORETA).    Título 3: The Neuropsychophysiological Basis of Empathy – C. P. Oliveira‐Silva e O.  F. Gonçalves/Universidade do Minho  Resumo  3:  A  empatia  é  um  conceito  central  na  Psicologia  tendo  recebido  considerável atenção nos domínios desenvolvimental, social e clínico. Mas o que  acontece no cérebro e no corpo enquanto experienciamos o estado emocional do  outro?  Apesar  do  crescente  número  de  investigações  nesta  área,  muitos  dos  mecanismos  neuropsicofisiológicos  subjacentes  aos  processos  empáticos  continuam  ainda  por  esclarecer.  Sendo  a  empatia  essencialmente  uma  resposta  involuntária, as medidas psicofisiológicas representam uma valiosa ferramenta na  análise  da  responsividade  aos  sentimentos  e  emoções  dos  outros.  Na  realização  deste  estudo  utilizou‐se  vinhetas  com  conteúdo  emocional,  apresentadas  em  duas  distintas  experiências,  nomeadamente  em  termos  de  identificação  emocional  e  de  resposta  empática.  Durante  todo  o  procedimento  foram  registados os índices fisiológicos (e.g. frequência cardíaca, frequência respiratória, 

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actividade  electrodérmica  e  coerência  inter‐hemisférica).  Objectivou‐se  neste  procedimento, analisar os diferentes padrões de reactividade fisiológica durante a  exibição das vinhetas, e adicionalmente, comparar os índices autonómicos com o  nível de empatia presente nas respostas    Hora: 10.00h‐11.00h          Sala:  2101      Tipo:  Mesa  de  comunicações      Área  temática:  Psicologia  do  Desenvolvimento  Título:  Trajectórias  desenvolvimentais  na  adolescência  ‐  Moderadora:  Ana  Tomás/Universidade  do  Minho  ‐  Instituto  Estudos  da  Criança  E‐mail:  aalmeida@ie.uminho.pt    Título 1: Processos de análise narrativa: Desenvolvimento e personalidade ‐ Paulo  Renato Jesus/ Universidade Lusófona do Porto E‐mail: paulorenatus@gmail.com  Resumo 1: O estudo narrativo da experiência em geral e do desenvolvimento da  personalidade  em  particular  situa‐se  na  intersecção  de  várias  ciências  humanas,  convocando  um  largo  espectro  de  metodologias  qualitativas  e  quantitativas.  Os  instrumentos  de  recolha  e  análise  de  dados  narrativos  em  psicologia  da  personalidade centram‐se no dispositivo de entrevista semi‐estruturada e na sua  interpretação categorial (recorrendo quer a categorias endógenas ao discurso do  sujeito, em consonância com a grounded theory, quer a um sistema de categorias  exógeno, dos quais se destaca o esquema desenvolvimental de E. Erikson). Entre  os  modelos  de  "Entrevistas  de  história  de  vida"  (Life  story  interview),  deve  enfatizar‐se  o  de  D.  P.  McAdams  (1997)  e  de  R.  Atkinson  (1998),  cuja  base  metateórica  deve  ser  questionada.  Em  contraste  ‐  e  por  vezes  em  articulação  ‐  com  esta  abordagem  "macronarrativa",  utilizam‐se  igualmente  metodologias  de  microanálise genética e dialógica, mais sensíveis às ínfimas transições semióticas  na  auto‐representação.  Propor‐se‐á  uma  avaliação  dos  referidos  métodos  no  contexto  concreto  de  uma  investigação  sobre  desenvolvimento  sócio‐moral  na  adolescência.    Título  2:  Uso  de  drogas  e  Outros  Comportamentos  de  Risco  na  Adolescência:  Factores  de  Risco  e  Factores  de  Protecção  ‐  Valentina  Correia  Chitas/  Faculdade  de  Psicologia  e  Ciências  da  Educação  da  Universidade  do  Porto  E‐mail:  vcchitas@gmail.com  Resumo  2:  Apresenta‐se  um  estudo  sobre  factores  de  risco  e  de  protecção  associados ao uso de drogas e a outros comportamentos de risco na adolescência,  desenvolvido  no  âmbito  do  Doutoramento  em  Psicologia  do  Comportamento  Desviante  da  FPCE‐UP.Tendo  por  base  uma  amostra  probabilística  de  1042  adolescentes  residentes  no  concelho  de  Vila  Franca  de  Xira,  sintetizam‐se  os 

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resultados de diferentes análises de regressão hierárquica das principais variáveis  critério  (consumo  de  drogas,  comportamentos  antissociais  e  comportamentos  sexuais de risco) nos factores individuais (competências sociais, expectativas face  ao  consumo  de  drogas,  motivação  e  realização  escolar),  familiares  (práticas  parentais, patologia e comportamentos aditivos, grupais (integração no grupo de  pares,  afiliação  a  pares  desviantes)  e  comunitários  (suporte,  controle  social,  acessibilidade das drogas) que condicionam e determinam os comportamentos de  risco  na  adolescência.  As  relações  de  moderação  entre  factores  de  risco  e  a  mediação dos respectivos efeitos nos comportamentos de risco são avaliadas via  modelação por equações estruturais.    Título  3:  Regulação  emocional,  vinculação  e  funcionamento  adrenocortical  durante episódios de medo, afecto positivo e raiva, em díades mãe criança ‐ Lisa  Roque,  Manuela  Veríssimo,  Rui  Oliveira,  Marília  Fernandes,  Ana  Rebelo  e  Tânia  Oliveira/ UIPCDE e UIE‐E, ISPA E‐mail: mveriss@ispa.pt  Resumo  3:  Esta  investigação  estuda  as  relações  entre  as  estratégias  comportamentais  de  regulação  emocional  utilizadas  em  50  crianças  durante  episódios de medo, afecto positivo e raiva, a qualidade da relação de vinculação à  mãe  e  o  funcionamento  do  eixo  hipotalámico‐pituitário‐adrenal  (HPA),  em  contextos naturalísticos. A qualidade da relação de vinculação é avaliada através  do  “Attachment  Behavior  Q‐Set”  (Waters,  1995).  A  regulação  emocional  é  avaliada  através  de  um  paradigma  que  permite  avaliar  21  estratégias  comportamentais  utilizadas  pelas  crianças  em  2  momentos:  constrangimento  e  envolvimento  maternos  (Diener  e  Mangelsdorf,  1999).  Correlações  positivas  significativas  entre  a  qualidade  da  vinculação  e  os  níveis  de  cortisol  foram  encontrados  nas  mães,  durante  as  situações  de  medo  e  afecto  positivo.  Não  foram  encontradas  correlações  significativas  no  caso  das  crianças.  Correlações  negativas significativas entre o nível de segurança e os níveis de cortisol ao deitar,  foram observadas nas crianças e nas mães.    Título 4: Diferenças que todos(?) temos: percepções de rapazes e raparigas acerca  das suas vivências num Lar de Infância e Juventude ‐ Anabela Albuquerque, Ana  Paula  Vieira,  Ângela  Fernandes,  Etã  Sobal  Costa,  Filipa  Ferreira,  Joana  Carvalho,  Joana  Santos  e  Rui  Coimbra  Morais/  Internato  Viseense  de  Santa  Teresinha  e  Convívio Jovem E‐mail: etasobal@gmail.com  Resumo  4:  Um  Lar  de  Infância  e  Juventude  (LIJ)  é  uma  resposta  social  para  crianças e jovens em perigo que, por várias razões, necessitaram de ser retiradas  do  seu  ambiente  familiar  para  que  lhes  sejam  assegurados  os  seus  direitos  essenciais.  É  preocupação  das  Instituições  oferecer  um  ambiente  próximo  do  natural,  no  entanto,  ficam  sempre  aquém  de  qualquer  ambiente  familiar  e,  de 

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acordo  com  investigações,  as  crianças  e  jovens  institucionalizadas  tendem  a  sentir‐se  diferentes  dos  pares  e  a  desenvolver  padrões  comportamentais  problemáticos.  Neste  sentido,  pretendeu‐se  saber  o  que  pensam  os  jovens  que  residem  em  dois  LIJs  do  Distrito  de  Viseu,  acerca  das  suas  vivências  e  se  estas  vivências  os  tornam,  de  algum  modo,  diferentes  dos  jovens  não  institucionalizados.  Para  tal,  uma  entrevista  estruturada  composta  por  quatro  questões  foi  realizada  individualmente  a  19  raparigas  do  Internato  Viseense  de  Santa Teresinha, com idades compreendidas entre os 13 e os 19 anos (M=15,26;  dp=2,18) e a 24 rapazes do Convívio Jovem, com idades compreendidas entre os  13 e os 20 anos (M=15,66; dp=2,17). De um modo geral, a maioria dos rapazes e  raparigas afirmaram não ter problemas em dizer que vivem num Lar. Apesar das  jovens terem sido unânimes em declarar que têm muitas vantagens em viver em  instituição,  nove  (47,36%)  disseram  que  se  sentem  diferentes  das  demais  adolescentes,  apontando  como  principal  factor  desta  diferença,  a  ausência  da  família.  Os  rapazes,  por  sua  vez,  identificam  menos  vantagens  da  vida  em  Instituição, considerando igualmente como factor mais importante, a distância da  família e de relações afectivas. Estes resultados são esmiuçados e comparados, e  as  suas  implicações  para  a  saúde  mental  são  discutidas  à  luz  da  literatura,  apontando pistas para a intervenção com estes jovens.    Hora: 10.00h‐11.00h          Sala: 2103   Tipo: Mesa de comunicações   Área temática: Psicologia Social  Título:  Valores  e  normas  sociais  ‐  Moderador:  Diniz  Lopes/  ISCTE‐IUL  E‐mail:  diniz.lopes@iscte.pt    Título  1:  Valor  preditivo,  validades  de  construto,  convergente,  discriminante  da  escala de Distância Poder de Early e Erez ‐ Diniz Lopes e Henrique Duarte/ ISCTE‐ IUL E‐mail: diniz.lopes@iscte.pt  Resumo 1: Quatro estudos analisaram as propriedade psicométricas da Escala de  Distância ao Poder (EDP) de Earley e Erez (1997). O estudo 1 (N=1321) analisou a  unidimensionalidade  da  escala.  O  estudo  2  (N=907)  analisou  a  validade  convergente  da  EDP  relativamente  a  outras  medidas  de  distância  ao  poder,  especificamente a escala GLOBE (House et al.,2004) e as sub‐dimensões de Poder  e  Conformismo  da  Escala  de  Valores  de  Schwartz  (1992).  O  estudo  3  (N=1012)  analisou  a  validade  discriminante  da  EDP  relativamente  a  outras  medidas  não  relacionadas com distância ao poder (auto‐eficácia de Chen et al., 2001; confiança  de  Dyne  et  al.,  1994;  locus  de  controlo  de  Rotter,  1966).  O  estudo  4  (N=192)  analisou  a  validade  preditiva  da  EDP,  associando  esta  escala  a  outras  medidas  avaliando as preferências dos participantes por posições de poder em sociedade 

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ou em organizações. Genericamente, os resultados permitem acumular evidência  da validade da EDP e sustentam a sua solidez psicométrica.    Título  2:  Julgamentos  interpessoais  de  moralidade  e  competência:efeito  da  normatividade  do  comportamento  e  do  valor  atribuído  a  normas  morais  ou  de  competência  –  M.  Rego,  M.  Silva  e  R.  G.  Serôdio/  Faculdade  de  Psicologia  e  de  Ciências da Educação ‐ Universidade do Porto E‐mail: lpsi04068@fpce.up.pt  Resumo 2: Estes são os dois estudos iniciais de um projecto que procura integrar  o modelo da dinâmica de grupos subjectiva (e.g. Marques, Abrams e Páez, 1998),  e investigação que contrasta o impacto das normas fundamentais de moralidade  e de competência na auto‐percepção e na percepção de outrem (e.g., Abele et al,  2008; Judd et al, 2005; Wojciszke, 2005). Como previsto, entre outros resultados,  verificámos  que,  não  introduzindo  um  contexto  intergrupal,  os  participantes  julgam  a  moralidade  e  competência  dos  alvos  em  consistência  com  o  comportamento  que  apresentam.  Tanto  num  plano  intra‐sujeitos  (2x2),  em  que  julgaram quatro alvos que eram normativos ou desviantes, numa norma moral ou  de  competência,  como  num  plano  inter‐sujeitos,  em  que  avaliavam  apenas  um  alvo  que  podia  ser  “imoral  e  competente”,  ou  uma  qualquer  das  restantes  3  combinações,  os  participantes  avaliaram  a  moralidade  e  competência  dos  alvos  em função da sua normatividade ou desvio em cada uma destas dimensões.    Título 3: Derrogação de desviantes endogrupais “imorais” ou “incompetentes”: o  carácter elementar da moralidade face à competência – M. Silva, M. Rego e R. G.  Serôdio/  Faculdade  de  Psicologia  e  de  Ciências  da  Educação  ‐  Universidade  do  Porto E‐mail: lpsi04076@fpce.up.pt  Resumo  3:  Sustentados  no  modelo  da  dinâmica  de  grupos  subjectiva  (e.g.  Marques, Abrams e Páez, 1998), e na investigação que mostra que a moralidade é  mais “elementar” do que a competência na formação de impressões e julgamento  de  pessoas  (e.g.  Wojciszke,  2005;  Fiske  et  al,  2002),  testamos  a  ideia  de  que  a  moralidade  contribui  mais  fortemente  para  a  legitimação  subjectiva  de  uma  identidade  social  positiva.  Um  membro  “imoral”  do  endogrupo  suscita  maior  focalização normativa do que um “incompetente”, pelo que deverá desencadear  reacções  mais  hostis.  Entre  outros  resultados,  verificamos  que  no  contexto  intergrupal  em  que,  supostamente,  o  endogrupo  valoriza  mais  fortemente  a  moral e o exogrupo a competência, apenas o desviante “imoral” do endogrupo é  derrogado,  tanto  na  sua  moralidade  como  competência.  No  contexto  inverso,  o  desviante  endogrupal  “incompetente”  é  também  derrogado,  mas  apenas  na  sua  competência.     

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      Hora: 10.00h‐11.00h          Sala: 2104   Tipo: Mesa de comunicações   Área temática: Psicologia Forense e da  Justiça  Título:  Violência,  vitimização  em  crianças  e  jovens,  e  institucionalização  de  menores ‐ Moderadora: Celina Manita/ Faculdade de Psicologia e de Ciências da  Educação da Universidade do Porto    Título  1:  Impacto  da  violência  doméstica  no  funcionamento  psicológico  de  crianças  vitimas  ‐  José  Pacheco,  Alexandra  Serra  e  Jorge  Quintas/  Instituto  Superior Ciências da Saúde – Norte E‐mail: jafp.btr@gmail.com  Resumo 1: Pretende‐se avaliar de que forma a exposição da criança a diferentes  tipos  de  violência  conjugal  afecta  o  seu  funcionamento  psicológico,  tendo  em  conta dimensões como a frequência, periodicidade, duração, intensidade, nível de  severidade  e  ainda  a  existência  de  violência  directa.  Foram  entrevistadas  52  mulheres vítimas (M=35; DP=7) provenientes de várias instituições da zona Norte.  Do  protocolo  utilizado  destaca‐se  aqui  o  Questionário  de  Violência  Doméstica  (Quintas,  Serra,  Chaves,  Oliveira  e  Pacheco,  2008),  o  Inventário  do  Comportamento da Criança ‐ Pais (Fonseca e colaboradores, 1994) e o Inventário  do Comportamento da Criança para Professores (Fonseca e colaboradores, 1995).  Os resultados de 36 crianças com idade entre os 7 aos 16 anos revelam que a VD  tem  impacto  diferencial  nas  crianças,  ao  nível  da  Internalização  (Ansiedade,  Queixas  Somáticas,  Depressão)  e  Externalização  (Oposição,  Hiperactividade,  Agressividade), afectando de diferente modo rapazes e raparigas.    Título  2:  A  experiência  subjectiva  de  crianças  institucionalizadas:  percepções  em  torno  do  processo  de  institucionalização  e  da  experiência  na  institução  ‐  Tânia  Carvalho/  Gabinete  de  Estudos  e  Atendimento  a  Agressores  e  Vítimas  e  Celina  Manita/  Faculdade  de  Psicologia  e  de  Ciências  da  Educação  da  Universidade  do  Porto E‐mail: tania04102@hotmail.com  Resumo  2:  Nesta  comunicação  será  apresentado  um  estudo  recentemente  concluído sobre as percepções/significados que crianças atribuem ao acolhimento  institucional,  considerando  o  impacto  do  processo  de  institucionalização  e  a  vivência  na  instituição,  tal  como  elas  os  referem  e  perspectivam.  Foi  realizado  com  recurso  a  entrevistas  em  profundidade  junto  de  9  crianças,  posteriormente  submetidas  a  análise  de  conteúdo.  Os  dados  obtidos  indicam  uma  experiência  negativa  do  processo  de  entrada  na  instituição,  marcada  por  sentimentos  de  tristeza,  angústia  e  medo.  No  entanto,  após  um  período  de  adaptação  inicial, 

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verifica‐se uma percepção positiva das crianças em relação à vida na instituição e,  mesmo, uma valorização positiva desta enquanto lar que as acolhe. De destacar,  contudo,  a  expressão  do  desejo  de  regresso  a  casa,  regulado,  porém,  pela  consciência de que têm de ocorrer mudanças ao nível pessoal e familiar para que  este seja viável e não as coloque, de novo, em situação de risco ou perigo.    Título 3: Intervenção em instituições para jovens ao abrigo da lei de promoção e  protecção  –  G.  Salgueiro,  R.  Matos  e  C.  Ribeiro/  Faculdade  de  Educação  e  Psicologia da Universidade Católica Portuguesa E‐mail: gsalgueiro@porto.ucp.pt  Resumo  3:  Partindo  da  constatação  de  que  Portugal  é  um  país  com  elevado  número de jovens institucionalizados com medidas de longa duração (Instituto de  Segurança Social, 2006), apresenta‐se um estudo cujo principal objectivo consistiu  em perceber que tipo de intervenção é realizada nas instituições portuguesas de  acolhimento de jovens ao abrigo da Lei de Promoção e Protecção. Optou‐se por  uma metodologia eminentemente qualitativa devido à importância de perceber o  fenómeno a partir da perspectiva dos técnicos no terreno. A recolha de dados foi  efectuada junto de um técnico por instituição, num total de 9 instituições, através  de  uma  entrevista  sobre  a  intervenção  realizada.  Os  dados  recolhidos  foram  analisados  através  de  procedimentos  de  tratamento  e  interpretação  de  dados  qualitativos. Concluiu‐se que o enquadramento teórico das actividades realizadas  e a avaliação formal dos resultados são aspectos desvalorizados pelos técnicos. A  falta  de  intencionalidade  é  outro  dos  problemas  associados  à  intervenção  institucional.    Título 4: Percepções de justiça e comportamentos de desvio em adolescentes com  sucesso e insucesso escolar ‐ Cristina Sanches e Maria Gouveia‐Pereira/ Instituto  Superior de Psicologia Aplicada ‐ Unidade de Investigação em Psicologia Cognitiva,  do Desenvolvimento e da Educação E‐mail: csanches@ispa.pt  Resumo  4:  Emler  e  Reicher  (1995,2005)  sugerem  que  a  delinquência  está  relacionada  com  uma  cisão  na  relação  de  confiança  dos  adolescentes  com  a  autoridade institucional. Pesquisas no âmbito do modelo relacional da autoridade  (Tyler  e  Lind,  1992)  demonstram  que  as  pessoas  quanto  mais  percepcionam  as  autoridades como justas mais as legitimam e mais utilizam comportamentos pró‐ activos  face  ao  grupo.  A  literatura  evidencia  ainda  uma  associação  entre  os  comportamentos de delinquência e o insucesso escolar (Farrington,1998; Junger‐ Tas et al.,2003). Partimos da hipótese de que os julgamentos de justiça acerca da  autoridade escolar conduzem a uma diminuição dos comportamentos desviantes  e por sua vez, que a avaliação da autoridade institucional medeia a relação entre  os  julgamentos  de  justiça  e  o  desvio,  mesmo  controlando  o  efeito  do  insucesso  escolar. Participaram neste estudo 390 adolescentes entre os 14 e os 17 anos. Os 

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resultados serão discutidos à luz das perspectivas teóricas que sustentam a nossa  hipótese.    Título 5: Estudo das crenças dos gestores da atenção primária à saúde em relação  à violência doméstica contra crianças, adolescentes e idoso de Juiz de Fora ‐ Carla  Ferreira de Paula Gebara, Daniela Cristina Belchior Mota, Erica Cruvinel, Roberta  Gonçalves Carvalho, Adriana Aparecida de Almeida, Caroline Basílio, Telmo Mota  Ronzani  e  Lélio  Moura  Lourenço/  UNIVERSIDADE  FEDERAL  DE  JUIZ  DE  FORA  ‐  PÓLO  DE  PESQUISA  EM  PSICOLOGIA  SOCIAL  E  SAÚDE  COLETIVA  E‐mail:  robertagcarvalho@yahoo.com.br  Resumo  5:  Avaliou‐se,  em  profundidade,  as  crenças  sobre  Violência  Doméstica(VD)  contra  crianças/adolescentes  e  idosos  entre  gestores  da  atenção  primária à saúde de Juiz de Fora, município brasileiro. Seis gestores responderam  a  uma  entrevista  semi‐estruturada  sobre  os  seguintes  temas:  tipo  de  VD  mais  freqüente,  principal  agressor,  relação  com  uso  de  álcool  e  drogas,  preparo  dos  profissionais e poder de intervenção nesta problemática. Para análise dos dados  utilizou‐se  técnica  de  análise  de  conteúdo.  Os  resultados  apontaram  que  os  entrevistados  não  foram  claros  ao  definirem  VD.  Em  relação  às  crianças/adolescentes destacou‐se a violência física, sendo o principal agressor o  pai.  Para  os  idosos  apontaram  o  abandono  e  os  familiares  mais  próximos  como  principais  agressores.  Indicou‐se  correlação  entre  VD  e  o  álcool/drogas  somente  para  as  crianças/adolescentes.  Apesar  dos  casos  de  VD  chegarem  aos  gestores,  eles acreditam não possuir poder de intervenção. A falta de treinamento dificulta  detectar fatores de risco, encaminhamentos adequados e ações preventivas.    Hora: 10.00h‐11.00h          Sala: 2211 Tipo: Mesa de comunicações Área temática: Psicologia do Trabalho e  Organizações  Título:  Práticas  de  gestão  de  recursos  humanos  ‐  Moderadora:  Ana  Veloso/Universidade  do  Minho  –  Escola  de  Psicologia  E‐mail:  alveloso@psi.uminho.pt    Título 1: Padrão de influência das características centrais do trabalho na satisfação  com as recompensas: Cerca de uma década depois ‐ Susana Correia Santos, Ana  Passos, Nelson Ramalho e António Caetano/ ISCTE‐ IUL ‐ Instituto Universitário de  Lisboa E‐mail: susana.santos@iscte.pt  Resumo 1: Esta investigação tem como objectivo analisar a evolução do padrão de  influência  das  características  centrais  do  trabalho  na  satisfação  com  as  recompensas  em  dois  momentos,  distanciados  cerca  de  uma  década,  na  mesma  organização  pública  (NT1  =  258  e  NT2  =  142).  Com  as  mesmas  variáveis 

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preditoras,  o  valor  do  ajustamento  do  modelo  aumentou  10%.  No  Tempo1  a  variedade  do  trabalho  e  o  feedback  das  chefias  tinham  um  efeito  positivo  na  predição  da  satisfação  com  as  recompensas  (â =  0,17  e  â =  0,27;  respectivamente), e o significado do trabalho tinha um efeito negativo (â = 0,21).  Cerca de dez anos depois, somente o feedback das chefias teve um efeito positivo  (â = 0,49). Uma vez que as práticas de liderança têm impacto na satisfação com as  recompensas,  sugere‐se  o  desenvolvimento  de  planos  de  formação  para  as  chefias sobre feedback, para além da evolução das políticas de recompensas.    Título  2:  O  processo  de  recrutamento  e  selecção  em  empresas  familiares:  limitações  e  contribuições  da  psicologia  organizacional  e  do  trabalho  ‐  Lívia  Possamai  Gonçalves/  UNIVERSIDADE  DO  VALE  DO  ITAJAÍ  –  UNIVALI  E‐mail:  liviapossamai@yahoo.com.br  Resumo  2:  A  pesquisa  investigou  a  atuação  do  psicólogo  nas  práticas  de  recrutamento/  seleção  de  pessoal  em  empresas  familiares  localizadas  em  Itajaí/SC.  Como  objetivos  específicos:  caracterizou‐se  a  gestão  familiar;  descreveu‐se  o  processo  e  técnicas  utilizadas  no  processo  de  recrutamento  e  seleção;  identificou‐se  o  perfil  do  novo  funcionário;  analisou‐se    principais  dificuldades  e  contribuições  na  atuação  do  psicólogo.  Foi  pesquisa  exploratória,  abordagem  qualitativa,  dados  coletados  através  da  entrevista  semi‐estruturada  com  quatro  psicólogos  organizacionais  e  analisados  pela  técnica  de  análise  de  conteúdo. Constatou‐se que a maioria dos cargos chaves é ocupado por membros  da  família;  atuação  dos  psicólogos  em  recrutamento/seleção  concentra‐se  nos  cargos operacionais; principal técnica utilizada é a entrevista psicológica;  perfil do  funcionário  é  analisado  considerando  as  competências  comportamentais  e  técnicas; as contribuições referem‐se à sistematização do processo e diminuição  dos índices de rotatividade; as dificuldades estão relacionadas a fatores externos  (pouca qualificação da mão‐de‐obra) e fatores internos (relacionados à cultura da  empresa familiar).    Título  3:  Formulação  de  objectivos  do  SIADAP  na  DGAJ:  sua  caracterização  ‐  Ricardo José da Silva Frazão e Nuno Rebelo dos Santos/ Universidade de Évora E‐ mail: ricardojsfrazao@gmail.com  Resumo 3: O processo de avaliação de desempenho é um dos mais importantes  momentos do ciclo de vida de uma organização. É um processo de identificação,  observação,  mensuração  e  desenvolvimento  dos  recursos  humanos  das  organizações (Dessler, Griffiths e Lloyd‐Walker, 2004). A definição de objectivos é  um  dos  processos  centrais  da  avaliação  de  desempenho.  Nesta  comunicação  apresentaremos  os  resultados  de  um  estudo  realizado  na  Direcção  Geral  da  Administração  da  Justiça,  com  todos  os  colaboradores  sujeitos  ao  SIADAP  em 

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2007. Dividimos os objectivos em categorias como desempenho / aprendizagem.  Os  resultados  mostram  que  predominam  objectivos  de  desempenho  em  detrimento  dos  objectivos  de  aprendizagem;  que  dominam  as  melhorias  incrementais sobre as radicais; que as tarefas individuais se sobrepõem às grupais  ou  departamentais.  Serão  apresentados  ainda  resultados  quanto  a  outras  características  dos  objectivos  e  interpretados  à  luz  das  propostas  teóricas  existentes na literatura. Implicações para a prática serão igualmente discutidas.    Título  4:  Adaptação  da  matriz  SWOT  à  avaliação  da  formação  profissional  ‐  Elisabete  Vinha  e  Nelson  Lima‐Santos/  Universidade  Fernando  Pessoa  E‐mail:  elisabete.vinha@gmail.com  Resumo 4: Esta comunicação pretende apresentar uma proposta de adaptação da  matriz SWOT à avaliação da formação profissional, no sentido de melhor clarificar  e  contextualizar  os  respectivos  resultados  e  impacto.  Ora,  a  matriz  SWOT  (strengths,  weaknesses,  opportunities  e  threats)  permite  avaliar  e  relacionar  os  factores  internos  de  uma  empresa/organização  com  os  factores  externos  que  caracterizam  a  sua  envolvente,  facilitando  a  identificação  da  relevância  do  seu  agir  face  às  mudanças  e  promovendo  a  (re)definição  de  planos  de  contingência  eficazes.  Assim,  a  adaptação  por  nós  sugerida  tem  como  objectivo  recolher  informação que evidencie, de forma concreta, resultados e impacto da formação,  bem como pistas de melhoria e mais‐valias para futuras intervenções formativas.  Concretizando,  a  operacionalização  de  cada  um  dos  quadrantes  terá  a  seguinte  correspondência: strengths – o que correu melhor na formação; weaknesses – o  que  correu  pior;  opportunities  –  oportunidades  resultantes  da  participação;  e  threats – obstáculos/dificuldades a serem explorados na procura de soluções para  futuro.    Hora: 10.00h‐11.00h          Sala: 2111   Tipo: Mesa de comunicações   Área temática: Psicologia da Saúde  Título:  Comportamentos  de  rico  e  consumos  ‐  Moderadora:  Ângela  Maia/Universidade  do  Minho  –  Escola  de  Psicologia  E‐mail:  angelam@psi.uminho.pt    Título  1:  Avaliação  dos  resultados  e  do  impacto  de  projectos  de  prevenção  das  toxicodependências – E. Santos, T. Baptista e M. Bellis/ Faculdade de Psicologia da  Universidade  de  Lisboa  e  Liverpool  John  Moores  University  E‐mail:  elrute@sapo.pt  Resumo1:  Esta  investigação  pretende  avaliar  os  resultados  e  o  impacto  de  projectos  de  prevenção  das  toxicodependências,  em  jovens  com  idade  igual  ou  superior a 12 anos. Especificamente, pretende‐se: avaliar a eficácia diferencial de 

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paradigmas,  teorias  e  metodologias;  identificar,  para  grupos‐alvo  específicos,  os  componentes  interventivos  mais  eficazes;  analisar  eventuais  efeitos  iatrogénicos  que  possam  ocorrer;  identificar  variáveis  contextuais  com  influência  na  eficácia  dos  projectos;  avaliar  o  nível  de  influência  que  variáveis  proximais,  distais  e  ultimais  têm  nos  resultados  dos  projectos;  identificar  factores  de  risco  para  o  consumo  de  substâncias.  Serão  utilizadas  metodologias  qualitativas  e  quantitativas,  ao  longo  de  cinco  episódios  de  recolha  de  dados  (pré‐teste,  intermédia,  pós‐teste,  follow‐up  a  seis  meses  e  follow‐up  a  12  meses),  em  22  projectos de prevenção, distribuídos nacionalmente. Esperamos contribuir para a  compreensão  dos  mecanismos  subjacentes  aos  projectos  de  prevenção  das  toxicodependências  e,  consequentemente,  para  a  crescente  qualificação  da  intervenção preventiva.    Título 2: Pés no chão ‐ cabeça no ar" ‐ Programa de prevenção dos consumos com  jovens  institucionalizados"  ‐  Rui  Tinoco,  Ana  Magalhães,  Francisca  Pimentel  e  Joana Antão/ Agência Piaget para o Desenvolvimento E‐mail: gis@apdes.net  Resumo2: O “Pés no Chão Cabeça no Ar” é um projecto de prevenção selectiva de  substâncias  psicoactivas  dirigido  a  jovens  residentes  em  instituições  de  acolhimento.  Este  projecto  foi  financiado  pelo  IDT  no  âmbito  dos  Programas  de  Intervenção  Focalizada  com  crianças  e  jovens  vulneráveis.  Segundo  a  literatura,  estes  jovens  estão  expostos  a  inúmeros  factores  de  risco  que  poderão  comprometer o seu desenvolvimento. A intervenção foi sistemática com 6 grupos  de  jovens,  em  Lares  de  Acolhimento,  com  sessões  semanais  e  de  acompanhamento  comunitário,  ao  longo  de  2  anos.  Apresentamos  o  programa  desenvolvido e alguns resultados qualitativos acerca dos ganhos percepcionados  pelos jovens ao nível do desenvolvimento de competências pessoais e sociais, do  sentido de integração biográfica e da aquisição de conhecimentos em relação às  drogas. Ressaltamos ainda a importância da construção da relação com os jovens  e a forma como estes percepcionam esta relação como gratificante e importante  para si.    Título 3: Comportamentos de risco durante o Enterro da Gata: Realidade ou Mito?  ‐  Ângela  Maia,  Vanessa  Azevedo,  Ana  Sofia  Elias,  Ana  Catarina  Samorinha  e  Ana  Sara Ferreira/Universidade do Minho E‐mail: angelam@psi.uminho.pt  Resumo3:  A  opinião  pública  tende  a  associar  os  dias  do  Enterro  da  Gata  a  momentos  de  excessos.  No  entanto,  desconhece‐se  a  existência  de  qualquer  estudo sobre os comportamentos de risco neste contexto, carecendo por isso de  investigação urgente.  Assim, foi desenvolvido um estudo com 1084 participantes,  estudantes da Universidade do Minho, que preencheram um inquérito on‐line. O  questionário  explorava  temáticas  como  os  comportamentos  de  risco  sexual,  o 

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envolvimento em situações de violência, os consumos (álcool, tabaco e drogas), a  condução  sob  efeito  de  álcool,  entre  outros.  Segundo  os  dados  recolhidos,  a  maioria dos participantes não se envolve em comportamentos de risco. Contudo,  uma percentagem significativa de estudantes relatou práticas e comportamentos  potencialmente nocivos e que envolvem risco quer para a sua saúde, quer para a  dos que o rodeiam. Estes resultados apontam para a necessidade de se explorar  aprofundadamente este fenómeno e poderão orientar futuras intervenções neste  âmbito.    Hora: 10.00h‐11.00h          Sala:  2212    Tipo:  Mesa  de  comunicações    Área  temática:  Gerontologia  e  Envelhecimento  Título:  Dinâmicas  Relacionais  e  Cuidados  na  Vida  Adulta  e  Velhice ‐  Moderador:  Óscar Ribeiro    Título  1:  A  qualidade  da  vinculação  e  o  cuidar  na  vida  adulta  e  na  velhice:  Contributos  da  teoria  e  da  investigação  ‐  Carla  Faria  e  Alice  Bastos/  Instituto  Politécnico  de  Viana  do  Castelo  ‐  Escola  Superior  de  Educação  E‐mail:  cfaria@ese.ipvc.pt  Resumo1: A vida adulta caracteriza‐se pelo assumir e consolidar de um conjunto  de  tarefas  e  papéis  de  vida  entre  os  quais  o  cuidar  (prestar  cuidados  aos  descendentes  e  ascendentes).  Se  na  juventude  as  questões  da  intimidade  são  prioritárias,  na  adultez  intermédia  a  generatividade/produtividade  torna‐se  nuclear. Neste contexto, o adulto tem de cuidar dos filhos e ao mesmo tempo dos  pais  envelhecidos.  A  qualidade  dos  cuidados  prestados  e  as  consequências/implicações  da  prestação  de  cuidados  para  o  cuidador  estão  intimamente  associados  a  diferentes  dimensões  do  desenvolvimento  entre  as  quais a qualidade da vinculação. Assim, na presente comunicação pretende‐se (1)  discutir  a  relevância  do  cuidar  na  vida  adulta  e  na  velhice  a  partir  do  quadro  teórico  da  vinculação,  salientando  os  resultados  da  investigação  associada;  e  (2)  analisar  as  implicações  deste  processo  para  a  formação  de  profissionais  na  área  da geropsicologia.    Título  2:  Dinâmicas  familiares  da  herança:  entreajuda  e  continuidade  ‐  Marta  Patrão, Henrique Vicente, Daniela Figueiredo, António Ribeiro, Sofia Rodrigues e  Liliana Sousa/ Universidade de Aveiro E‐mail: martapatrao@gmail.com  Resumo 2: A herança (construção e transmissão de um legado material) constitui  uma  tarefa  que  os  idosos  e  suas  famílias  enfrentam  na  velhice,  associada  ao  desejo  de  prolongar  a  vida  e  lhe  conferir  sentido,  apoiando  financeiramente  as  gerações futuras. Este estudo centra‐se no processo de transmissão da herança e 

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sua ligação com a entreajuda e a satisfação familiar, comparando a perspectiva de  doadores e herdeiros. A amostra (n=100) envolve dois grupos independentes de  doadores  (50)  e  herdeiros  (50),  aos  quais  foi  administrado  um  questionário,  centrado  no  processo  de  herança,  indicadores  de  proximidade  afectiva,  suporte  dado  e  recebido  e  satisfação  familiar.  Os  resultados  sugerem  que  a  herança  representa  um  processo  normativo  fundamental  para  o  desenvolvimento  e  o  funcionamento familiar, associado à passagem de testemunho entre gerações e à  reorganização do apoio à geração idosa, surgindo como um momento privilegiado  de intervenção familiar na velhice.    Título  3:  Da  incompletude  da  arquitectura  da  ontogenia  humana:  Contribuições  da  investigação  acerca  do  envelhecimento  numa  equipa  multidisciplinar  ‐  Alice  Bastos,  Carla  Faria,  Carlos  Azevedo,  Emília  Moreira  e  José  Melo  de  Carvalho/  Instituto  Politécnico  de  Viana  do  Castelo,  Escola  Superior  de  Educação  E‐mail:  abastos@ese.ipvc.pt  Resumo  3:  O  modelo  de  Baltes  e  colaboradores  sobre  o  desenvolvimento  ao  longo do ciclo de vida apresenta uma visão integradora dos processos adaptativos  na  vida  adulta  e  velhice.  Formulado  em  termos  de  ganhos  e  perdas,  o  modelo  caracteriza  os  processos  que  originam  resultados  desenvolvimentais  desejáveis,  enquanto  os  resultados  indesejáveis  são  minimizados.  A  primeira  formulação  deste modelo data dos anos 80 – “optimização selectiva com compensação”. No  final dos anos 90, simultaneamente com a publicação de um estudo empírico em  larga  escala,  Baltes  aborda  a  incompleta  arquitectura  da  ontogenia  humana,  focalizando  a  atenção  nos  limites  da  cultura  face  à  nossa  condição  biológica.  Neste  contexto,  apresenta‐se  um  estudo  sobre  uma  comunidade  territorial  no  distrito  de  Braga,  que  envolve  268  participantes.  Na  recolha  de  dados  foram  utilizados instrumentos de auto‐registo criados para o efeito. Os resultados serão  apresentados  e  discutidos  tendo  em  conta  a  intervenção  em  equipas  multidisciplinares e multiprofissionais.            Hora: 10.00h‐11.00h          Sala: 2203   Tipo: Mesa de comunicações   Área temática: Psicologia Escolar e da  Educação  Título: Competências de aprendizagem II ‐ Moderadora: Lúcia Miranda/ Instituto  Superior de Educação e Trabalho‐ Porto E‐mail: lrcmiranda@gmail.com   

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Título 1: Cálculo mental em alunos dos 4º e 6º anos de escolaridade: preferências,  atitudes,  desempenho  e  estratégias  utilizadas  ‐  Glória  Ramalho  e  Márcia  Ramalho/ Instituto Superior de Psicologia Aplicada E‐mail: gramalho@ispa.pt  Resumo1:  A  importância  do  desenvolvimento  do  cálculo  mental  tem  sido  enfatizada  por  diversos  autores  que  salientam  as  suas  implicações  no  desenvolvimento  do  sentido  do  número  (p.  ex.  Reys  e  Reys,  1993,  Kamii  e  Dominick,  1997,  Heirdsfield,  2000,  Varol  e  Farran,  2007).  Pretendeu‐se,  com  o  presente estudo, escrutinar as preferências das crianças pela utilização de cálculo  mental,  em  oposição  ao  cálculo  escrito,  em  tarefas  que  envolviam  a  adição,  a  subtracção  e  a  multiplicação  de  números  inteiros  e  de  números  racionais,  bem  como  identificar  as  atitudes  dos  alunos  face  aos  dois  tipos  de  cálculo  e  o  seu  desempenho em tarefas que envolviam as três operações e que eram cumpridas  com  a  utilização  de  cálculo  mental.  Adicionalmente,  identificaram‐se  as  estratégias  utilizadas  por  10  alunos  do  4º  ano.  Nesta  investigação,  seguiu‐se  o  método utilizado por Reys e Reys (1993) e envolveram‐se 74 alunos do 4º ano e  88 do 6º ano de escolaridade.    Título 2:  Impacto  de  variáveis  cognitivas e  motivacionais no  rendimento  escolar:  Estudo com alunos do 6º ano de escolaridade ‐ Lúcia Miranda/ Instituto Superior  de Educação e Trabalho‐ Porto/ e Leandro S. Almeida/Universidade do Minho E‐ mail: lrcmiranda@gmail.com  Resumo 2: Este trabalho pretende analisar a capacidade preditiva de um conjunto  de  variáveis  cognitivas  e  motivacionais  (aptidão  cognitiva,  criatividade  e  metas  académicas)  em  relação  ao  rendimento  escolar  (soma  das  classificações  dos  alunos nas diferentes disciplinas). O estudo tomou um grupo de 234 alunos do  6º  ano  de  escolaridade,  provenientes  de  escolas  públicas  do  distrito  de  Braga.  As  análises  correlacionais  do  rendimento  escolar  com  as  variáveis  consideradas  no  modelo  apontam  para  valores  baixos  ou  moderados,  destacando‐se  os  maiores  valores  relativamente  às  provas  de  habilidade  cognitiva.  Na  base  da  análise  de  regressão,  os  resultados  apontam  que  50%  da  variância  do  rendimento  académico  consegue  estar  associado  ao  conjunto  de  variáveis  consideradas  no  modelo,  aparecendo  a  prova  de  “resolução  de  problemas”  da  BPR5/6  como  aquela  com  maior  capacidade  explicativa  do  rendimento  escolar  (34%).  Os  resultados,  em  termos  das  suas  implicações  teóricas  e  práticas,  serão  discutidos  numa lógica do desenvolvimento da investigação futura nesta área.    Título 3: Avaliação de leitura e escrita em alunos remanescentes quilombolas na  Amazônia  ‐  Andréa  Alessandra  Lédo  Lemos,  Marilice  Fernandes  Garotti  e  Raphaella  Lopes  Albuquerque/  Universidade  Federal  do  Pará‐  Brasil  E‐mail:  andreallemos@sapo.pt 

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Resumo  3:  O  objetivo  deste  estudo  consistiu  em  detectar  o  nível  de  leitura  e  escrita  de  alunos  de  uma  comunidade  quilombola  no  interior  da  Amazônia.  Diferentes pesquisas demonstram as implicações práticas para o desenvolvimento  de procedimentos úteis para a construção ou reconstrução do comportamento de  ler e escrever, entretanto, estas pesquisas têm sido desenvolvidas em laboratório.  As  pesquisas  realizadas  em  situação  experimental  de  laboratório  dificultam  a  identificação  de  desempenhos  emergentes  e  a  exposição  de  contingências  educacionais. É importante investigar cada vez mais a leitura e escrita, a fim de,  identificar  as  variáveis  que  interferem  diretamente  nesses  comportamentos.  Os  resultados demonstrados nos relatos de pesquisa podem suprir a necessidade de  conhecimento  e  informação  que  os  educadores  têm,  para  poder  formar  leitores  competentes,  e  não  simplesmente  analfabetos  funcionais,  ainda  mais  em  situações de desfavorecimento social, como no caso de alunos  descendentes de  escravos que vivem a margem das tecnologias educacionais e culturais    Hora: 10.00h‐11.00h          Sala:  2204      Tipo:  Mesa  de  comunicações      Área  temática:  Psicologia  Clínica  e  Psicoterapias  Título:  Narrativa  em  psicoterapia  ‐  Moderadora:  Ana  Paula  Relvas/Universidade  de Coimbra    Título 1: Processo terapêutico e mudança: interacção terapeuta‐cliente, narrativas  e mal‐estar ‐ Inês Franco Alexandre, Ana Paula Relvas e Luis Botella/ Faculdade de  Psicologia  e  de  Ciências  da  Educação  da  Universidade  de  Coimbra  E‐mail:  inesfrancoalexandre@hotmail.com  Resumo 1: Actualmente, dada a multiplicidade de métodos de intervenção, torna‐ se  importante  o  uso  de  metodologias  qualitativas  de  investigação  no  estudo  do  processo terapêutico, que ponham em relevo o tipo de estratégias utilizadas e a  sua ligação com a mudança. Propõe‐se a apresentação de um estudo de caso de  terapia  de  casal,  mostrando  como  o  processo  de  interacção  terapeuta‐cliente  pode estar relacionado com as mudanças no mal‐estar percebido e nas narrativas  produzidas  pelos  clientes.  O  processo  de  interacção  foi  estudado  através  da  análise conversacional de excertos das sessões, tendo sido extraídos os objectivos  e as estratégias discursivas dos terapeutas. O processo de mudança foi estudado  ao nível do mal‐estar percebido pelos clientes e ao nível das narrativas produzidas  sobre a história do casal. Verificou‐se que houve redução dos níveis de mal‐estar  dos clientes e mudanças nas narrativas produzidas, diferenças que poderão estar  relacionadas com os objectivos discursivos dos terapeutas.   

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Título 2: “Ver um mundo num grão de areia”: Indícios da elaboração narrativa em  psicoterapia ‐ David D. Neto, Telmo M. Baptista e Kim Dent‐Brown/ Faculdade de  Psicologia da Universidade de Lisboa E‐mail: d.neto@campus.ul.pt  Resumo 2: Na sua prática, os psicoterapeutas procuram estar atentos a sinais que  os  pacientes  dão,  quer  no  conteúdo  quer  na  forma  das  suas  narrativas.  Nomeadamente, quanto ao modo como integram os significados elaborados em  psicoterapia  (e.g.,  intervenções,  elaborações  de  acontecimentos  ou  vivências).  Embora  sendo  tão  comum,  a  sistematização  e  explicitação  deste  processo  têm  sido  negligenciadas,  possivelmente  devido  à  complexidade  e  quantidade  de  variáveis  envolvidas.  Estas  características,  no  entanto,  tornam  o  estudo  deste  tema particularmente indicado para metodologias qualitativas. Nesta investigação  pretende‐se compreender o processo de assimilação através do estabelecimento  de  índices  narrativos.  O  estudo  é  uma  análise  transversal  de  sessões  de  psicoterapia de pacientes adultos com depressão. Serão apresentados resultados  da  análise  e,  através  de  exemplos,  ilustrados  os  índices.  A  importância  destes  índices  na  compreensão  da  assimilação  e  implicações  em  termos  de  avaliação  e  intervenção  serão  discutidos.  Pretende‐se  que  estes  índices  possam  constituir  orientadores da intervenção clínica.    Título  3:  Análise  da  Construção  Narrativa  da  Mudança  nos  Filmes  da  Glória:  Implicações  de  Três  Modelos  Terapêuticos  no  Processo  de  Inovação.  ‐  Eunice  Barbosa, Carla Cunha, João Salgado, João Brito e Anita Santos/ Instituto Superior  da Maia (ISMAI) E‐maiL: eunice_barbosa82@hotmail.com  Resumo 3: Os clássicos filmes da Glória (cliente) com os psicoterapeutas Rogers,  Perls  e  Ellis  continuam  uma  referência  na  formação  e  investigação  em  psicoterapia,  ao  possibilitar  explorar  de  perto  uma  experiência  terapêutica  em  três modelos distintos. Tendo por base a perspectiva narrativa em psicoterapia e  o  papel  dos  Momentos  de  Inovação  narrativa,  o  presente  estudo  incide  sobre  a  análise  da  construção  narrativa  da  mudança  em  cada  uma  destas  sessões.  O  presente  trabalho  pretende  concretizar  os  seguintes  objectivos:  a)  compreender  como  uma  mesma  cliente  formula  o  seu  problema  (narrativa  dominante)  no  espaço  discursivo  específico  criado  com  cada  terapeuta,  b)  de  que  modo  se  processa  a  mudança  narrativa  em  termos  de  momentos  de  inovação  (pela  utilização  do  Sistema  de  Codificação  dos  Momentos  de  Inovação),  em  modelos  terapêuticos  diferentes  dos  narrativos.  A  presente  comunicação  ilustrará  e  aprofundará  resultados  preliminares  que  apontam  para  uma  especificidade  narrativa na definição do/s problemas e na co‐construção da inovação narrativa.    Título  4:  Mudança  narrativa:  Estudo  sobre  processos  de  inovação  pessoal  na  resolução  de  problemas  de  vida  ‐  Liliana  Meira/Universidade  do  Minho,  Miguel 

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Gonçalves/Universidade  do  Minho  e  João  Salgado/ISMAI  E‐mail:  liliana.meira@gmail.com  Resumo 4: Apresentamos um estudo sobre mudança na resolução de problemas  de  vida  diários.  Da  analogia  com  o  modelo  de  mudança  em  psicoterapia  de  Gonçalves e colaboradores (e.g., Gonçalves, Matos e Santos, 2009), e recorrendo  ao  Sistema  de  Codificação  de  Momentos  de  Inovação  (SCMI,  versão  7.1;  Gonçalves, Matos e Santos, 2008), construímos um procedimento longitudinal de  acompanhamento  de  treze  participantes  que,  no  momento,  estavam  a  viver  um  problema de vida significativo. Os resultados mostram que mudança resultante da  resolução  de  problemas  de  vida  está  associada  ao  aumento  significativo  de  momentos de inovação (MIs), à heterogeneidade de MIs e, especificamente, aos  MIs de reconceptualização. Concluímos que a inovação pessoal resulta do alcance  de uma perspectiva metacognitiva sobre as mudanças experienciadas ao longo do  processo  de  resolução  do  problema.  Neste  processo,  os  “outros”assumem  particular relevância na validação da mudança.    Intervalo – 11.00h‐11.30h    11.30h‐13.00h  Hora: 11.30h‐13.00h          Sala: 2201   Tipo: Simpósio   Área temática: Psicologia Social  Título:  Preconceito,  Legitimação  e  Exclusão  Social  ‐  Moderador:  Cícero  Pereira/Universidade de Lisboa  E‐mail: cicero.pereira@ics.ul.pt    Resumo:  A  legitimação  é  um  conceito  fundamental  para  a  compreensão  da  génese  das  tensões  sociais  (Habermas,  1974;  Zelditch,  2001).  De  facto,  a  análise  dos processos de legitimação torna‐se relevante na medida em que as atitudes e  os  comportamentos  anti‐normativos  (e.g.,  o  preconceito,  o  nacionalismo  e  a  discriminação),  necessitam  de  ser  legitimados,  i.e.,  os  actores  sociais  precisam  explicar  e  justificar  as  suas  ideias  e  actos  (Berger  e  Luckmann,  1967).  Neste  sentido,  e  seguindo  as  ideias  inicialmente  propostas  por  Allport  (1954)  sobre  a  importância dos estereótipos para o processo de legitimação do comportamento  intergrupal  e  por  Tajfel  (1984)  sobre  a  função  identitária  desse  processo,  o  problema  da  legitimação  passou  a  ser  definida  como  um  campo  de  estudo  na  Psicologia  Social  (Jost,  2001;  Sidanius  e  Pratto,  1999).  Este  simpósio  segue  essa  tendência  e  apresenta  cinco  comunicações  sobre  como  diversas  formas  de  preconceito  e  exclusão  social  podem  ser  legitimadas  em  várias  sociedades  democráticas.   

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Título  1:  Contato,  Sentimentos  Intergrupais  e  Dívidas  Históricas:  O  Caso  dos  Indígenas em Goiás ‐ Ana Raquel Rosas Torres e Thalita Vargas Leite Martignoni/  Universidade Federal da Paraíba; Universidade Paulista – Campus Goiânia E‐mail:  arr.torres@gmail.com  Resumo1:  Este  estudo  longitudinal  examina  as  consequências  do  contato  intergrupal,  culpa  coletiva  e  responsabilidade  grupal  do  endogrupo  nas  atitudes  de apoio  à  reparação  ao  exogrupo.  Os  participantes  foram alunos  não‐indígenas  de ensino médio (N =1.145/823; intervalo = 1 mês) e os indígenas foram o grupo‐ alvo.  Os  dados  foram  coletados  em  dois  grupos  de  cidades  onde  havia  ou  não  havia  contato  frequente  com  indígenas.  Foi  hipotetizado  e  confirmado  que  a  responsabilidade  grupal  prediz  atitudes  de  reparação  longitudinalmente,  e  esta  relação foi parcialmente mediada pela culpa coletiva. Foi previsto que o contato  intergrupal  teria  influência  negativa  nas  atitudes  de  reparação,  o  que  se  confirmou, e esta relação deveria ter sido mediada pela culpa coletiva, mas esta  hipótese  não  foi  confirmada.  Os  resultados  são  analisados  e  discutidos  à  luz  da  Teoria  do  Contato  Intergrupal  e  de  estudos  de  sentimentos  intergrupais,  considerando‐se  as  relações  intergrupais  entre  indígenas  e  não‐indígenas  no  contexto brasileiro.    Título 2: Preconceito racial e oposição a políticas anti‐racistas na Europa: factores  individuais  e  contextuais  ‐  Alice  Ramos,  Cícero  Pereira  e  Jorge  Vala/  Instituto  de  Ciências Sociais da Universidade de Lisboa E‐mail: alice.ramos@ics.ul.pt  Resumo  2:  Analisamos  o  efeito  de  factores  individuais  e  contextuais  do  preconceito e da oposição a politicas anti‐racistas na Europa. Ao nível individual,  usamos  medidas  de  percepção  de  ameaça  e  de  adesão  aos  valores  da  auto‐ transcendência  e  da  conservação.  Ao  nível  contextual,  usamos  medidas  que  remetem  para  as  políticas  de  imigração  e  para  as  dimensões  económica,  ideológica, migratória e política dos países em análise. Dados do European Social  Survey mostram que, ao nível contextual, apenas o voto na extrema direita prediz  a oposição às políticas anti‐racistas, mas não o preconceito. Ao nível individual, os  valores da auto‐transcendência e da conservação são os melhores preditores do  preconceito.  A  oposição  a  políticas  anti‐racistas  é  predita  pelo  preconceito,  pela  percepção  de  ameaça  simbólica  e  pelos  valores  da  auto‐transcendência.  Finalmente,  o  efeito  do  preconceito  na  oposição  às  politicas  anti‐racista  é  mediado  pela  de  ameaça  simbólica,  sugerindo  a  possibilidade  dessa  ameaça  funcionar como um legitimador desse efeito.    Título  3:  Estereótipos  acerca  dos  criminosos  e  defensores  dos  direitos  humanos  no Brasil e na Espanha ‐ Marcos Emanoel Pereira e José Luis Alvaro Estramiana/ 

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Universidade  Federal  da  Bahia;    Universidade  Complutense  de  Madrid  E‐mail:  memanoel@gmail.com  Resumo  3:  Na  sociedade  brasileira,  com  um  aumento  crescente  da  insegurança  pública,  cresce  a  sensação  de  impunidade  dos  criminosos,  o  que  termina  por  gerar  um  movimento  de  crítica  aos  direitos  civis,  que  se  manifesta  particularmente  em  campanhas  dirigidas  por  alguns  meios  de  comunicação  de  massa contra os chamados defensores dos direitos humanos. O presente estudo  procurou  avaliar  os  estereótipos  acerca  dos  criminosos  e  dos  defensores  dos  direitos humanos entre espanhóis e brasileiros, tentando identificar o impacto do  tipo  de  crime  e  das  teorias  implícitas.  Os  resultados  indicaram  uma  diferença  significativa no número de estereótipos acolhidos por brasileiros e espanhóis. Os  brasileiros  julgaram  de  forma  mais  negativa  tanto  os  criminosos,  quanto  os  defensores  dos  direitos  humanos.  No  que  concerne  ao  efeito  das  manipulações  experimentais,  não  foi  possível  identificar  o  impacto  do  tipo  de  crime  ou  das  teorias implícitas na expressão dos estereótipos.    Título  4:  The  social  psychological  legitimization  of  national  sovereignty:  Identity  and  the  nation‐state‐  Denis  Sindic/  Instituto  de  Ciências  Sociais  da  Universidade  de Lisboa E‐mail: denissindic@yahoo.co.uk  Resumo 4: In our world of nations‐states, the legitimization of state lines and why  states should be the locus of sovereignty and political power is typically based on  claiming  or  assuming  the  existence  of  a  common  national  identity.  But  how  and  why  is  it  that  identity  can  provide  such  legitimization?  This  question  is  explored  and illustrated through data from interviews with politicians. Generally speaking,  it is suggested that whilst theories which focus on universal processes of identity  such  as  Social  Identity  Theory  can  contribute  to  our  understanding  of  this  issue,  one  also  needs  to  take  into  account  specific  ideological  resources  which  make  identity‐based  claims  possible  and  give  them  their  power.  This  also  has  implications  for  the  study  of  intergroup  relations,  given  that,  in  a  world  where  racism  is  no  longer  tolerated,  these  ideological  resources  can  also  serve  as  alternative bases for the legitimization of social and political exclusion.    Título  5:  Diversos  repertórios  explicativos  e  suas  consequências  sociais:  Um  estudo  trans‐cultural‐  Leoncio  Camino  e  José  Luis  Alvaro  Estramiana/  Universidade  Federal  da  Paraíba;  Universidade  Complutense  de  Madrid  E‐mail:  leocamino@uol.com.br  Resumo  5:  Existem  diferenças  nas  condições  de  vida  entre  países  do  hemisfério  norte  e  países  do  hemisfério  sul.  Estas  diferenças  poderiam  ser  relacionadas  à  raça  e/ou  à  etnia?  Como  se  explicam  estas  diferenças?  Quais  as  consequências  sociais das diferentes explicações? Neste estudo trans‐cultural estudamos: (1) as 

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maneiras  em  que  estudantes  paraibanos  (Brasil)  e  estudantes  madrilenses  justificam  a  situação  das  minorias  raciais  (a  população  negra  no  Brasil)  e  das  minorias  étnicas  (a  população  marroquina  imigrante  na  Espanha);  e  (2)  como  as  diversas  justificativas  se  relacionam  com  a  aceitação  ou  não  dos  direitos  destas  minorias.  Observamos  que  as  justificativas  podem  ser  classificadas  entre  dois  eixos:  a  negação  versus  o  reconhecimento  das  diferenças;  e  a  atribuição  das  diferenças seja a própria minoria seja a maioria. Tanto a negação das diferenças  quanto  a  atribuição  às  minorias  se  relacionam  com  atitudes  negativas  frente  às  reivindicações dessas minorias.    Hora: 11.30h‐13.00h          Sala: 2202   Tipo: Simpósio   Área temática: Psicologia Forense e da Justiça  Título:  Psicologia  da  Justiça  em  Portugal:  Caracterização  da  Investigação  ‐  Moderador:  Rui  Abrunhosa  Gonçalves/Universidade  do  Minho  –  Escola  de  Psicologia E‐mail: rabrunhosa@psi.uminho.pt    Resumo: Neste simpósio, que inclui investigadores de várias escolas de psicologia  nacionais, os autores procuram evidenciar as várias vertentes da investigação em  psicologia  da  justiça  a  que  se  têm  dedicado,  nomeadamente,  a  investigação  em  torno das temáticas do abuso sexual e da vitimação, da avaliação de agressores,  da  avaliação  de  agentes  policiais,  da  avaliação  de  testemunhos  (veracidade  e  credibilidade),  avaliação  neuropsicológica  e  avaliação  da  simulação.  Ao  reunir  investigadores de várias proveniências, o simpósio procurará evidenciar o estado  da arte desta disciplina em Portugal.    Título  1:    A  investigação  na  avaliação  de  ofensores  adultos  e  jovens  ‐  Rui  Abrunhosa  Gonçalves,  Teresa  Braga  e  Olga  Cunha/  Universidade  do  Minho  –  Escola de Psicologia E‐mail: rabrunhosa@psi.uminho.pt  Resumo1:  Nesta  comunicação  evidenciam‐se  os  principais  vectores  de  investigação que norteiam a avaliação de ofensores adultos e juvenis, em relação  às questões da carreira criminal, da doença mental e do consumo de substâncias,  da anti‐socialidade  e da psicopatia e do risco de violência, com destaque para os  agressores conjugais e sexuais.    Título  2:  Aplicabilidade  da  Psicologia  ao  trabalho  de  polícia:  contributos  para  a  construção  de  uma  área  forense  ‐  Cristina  Soeiro/  Escola  Superior  de  Polícia  Judiciária/Intituto Egas Moniz E‐mail: cristina.soeiro@clix.pt  Resumo  2:  A  Psicologia  apresenta  um  conjunto  de  contributos  para  contextos  específicos  do  sistema  de  justiça.  As  instituições  policiais  portuguesas  têm  procurado, cada vez mais, obter o contributo da Psicologia em diversas valências 

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das actividades que desenvolvem. Nesta vertente pode observar‐se um conjunto  de  trabalhos  específicos  desenvolvidos  para  dar  resposta  a  essas  necessidades,  que  irão  ser  alvo  desta  comunicação.  Deste  modo,  serão  apresentados  os  trabalhos  desenvolvidos  pelo  gabinete  de  psicologia  e  selecção  da  Escola  da  polícia  Judiciária,  que  visam  dar  resposta  às  especificidades  do  trabalho  de  investigação  criminal.  Serão  apresentados  os  projectos  de  investigação  que  envolvem a elaboração de instrumentos específicos como métodos de entrevista  a vitimas e estudos sobre análise do comportamento criminal, no qual se destaca  o estudo de uma ferramenta forense como o perfil criminal.    Título  3:  Desenvolvimentos  na  investigação  portuguesa  com  vítimas  de  crimes  ‐  Carla  Machado/Universidade  do  Minho  –  Escola  de  Psicologia  E‐mail:  cmachado@psi.uminho.pt  Resumo  3:  Nesta  comunicação  analisaremos  os  principais  desenvolvimentos  na  investigação  produzida  em  Portugal  na  área  da  vitimologia,  desde  a  década  de  oitenta  até  à  actualidade.  Serão  caracterizados  os  objectos  estudados,  os  principais  temas  de  investigação,  as  metodologias  utilizadas,  as  instituições  envolvidas e os principais resultados disponíveis. A partir deste mapeamento, será  produzida uma análise crítica sobre a investigação disponível, identificando quer  os  seus  pontos  fortes  quer  as  suas  lacunas  e  fragilidades.  Por  último,  será  apresentada uma análise comparativa entre o actual panorama da vitimologia em  Portugal e os recentes desenvolvimentos internacionais deste campo de estudos,  sinalizando os principais desafios teóricos e empíricos da vitimologia portuguesa  para o futuro.    Título 4: Dez anos de intervenção e investigação na área da Psicologia Forense: a  experiência  do  GEAV.‐  Celina  Manita/  Faculdade  de  Psicologia  e  deCiências  da  Educação, Universidade do Porto E‐mail: celina.manita@fpce.up.pt  Resumo 4: Nesta comunicação será apresentada uma breve síntese dos trabalhos  de  investigação,  assim  como  da  intervenção,  na  área  forense  que  têm  sido  desenvolvidos  no  GEAV  ‐  Gabinete  de  Estudos  e  Atendimento  a  Agressores  e  Vítimas da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do  Porto.  Neste  contexto,  serão  referidos  de  forma  mais  particular  estudos  aí  desenvolvidos  nos  domínios  da  avaliação  psicológica  forense  (em  áreas  como  a  penal,  civil,  de  família  e  menores);  processo  de  tomada  de  decisão  judicial  e  contributos  da  psicologia  para  esta;  e  intervenção  junto  de  crianças  em  risco/perigo, vítimas e agressores. Será também apresentada a experiência (e as  grelhas/metodologias) de avaliação psicológica forense do GEAV. Finaliza‐se com  uma  reflexão  sobre  as  actuais  potencialidades  e  limitações  da  intervenção  da 

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psicologia  no  sistema  de  justiça  em  Portugal,  contrapondo‐a  à  realidade  internacional.    Título 5: Avaliação de comportamentos de simulação: Estudos com o TOMM, Rey‐ 15  Item  Test  e  SIMS  ‐  Mário  Simões/  Faculdade  de  Psicologia  e  deCiências  da  Educação, Universidade de Coimbra E‐mail: simoesmr@fpce.uc.pt  Resumo  5:  O  recurso  a  instrumentos  orientados  para  o  exame  de  comportamentos  de  “simulação”  (malingering)  ou  “esforço  reduzido”  (reduced  effort)  ocupa  actualmente  um  papel  muito  relevante  no  domínio  da  avaliação  neuropsicológica  forense.  No  presente  trabalho  são  apresentados  resultados  do  programa  de  investigação  realizado  com  alguns  dos  instrumentos  mais  comummente  utilizados  neste contexto: o Test  of  Memory Malingering (TOMM;  Tombaugh,  1996);  o  Rey‐15  Item  Test  (Rey,  1964;  Boone,  Salazar,  Lu,  Warner‐ Chacon, e Razani, 2002) e o Structured Inventory of Malingered Symptomatology  (SIMS;  Widows  e  Smith,  2005).  As  investigações  realizadas  abrangem  amostras  estudadas  em  diferentes  contextos:  reclusos  examinados  em  diferentes  estabelecimentos prisionais, pessoas em situação litigiosa avaliadas em contexto  médico‐legal,  adultos  idosos  diagnosticados  com  declínio  cognitivo  ligeiro  ou  depressão  e  grupos  controlo  constituídos  por  pessoas  saudáveis.  No  âmbito  do  exame  da  validade  e  utilidade  científica  destes  instrumentos,  são  assinalados  problemas  identificados  relativos  às  propostas  de  utilização  de  pontos  de  corte  nos grupos estudados.    Hora: 11.30h‐13.00h          Sala: 2101   Tipo: Simpósio   Área temática: Psicologia Escolar e da Educação  Título:  Factores  promotores  do  desenvolvimento  da  linguagem  escrita  em  crianças  de  idade  pré‐escolar  ‐  Moderadora:  Margarida  Alves  Martins/ISPA  E‐ mail: mmartins@ispa.pt    Resumo: Uma das questões fundamentais acerca da evolução das representações  infantis sobre a linguagem escrita diz respeito à forma como as crianças começam  a mobilizar letras convencionais nas suas tentativas de escrita. Diversos trabalhos  de  investigação  têm  demonstrado  que  a  qualidade  das  escritas  inventadas  à  entrada  para  a  escola  é  um  bom  preditor  do  sucesso  no  processo  de  alfabetização.  Assim,  a  compreensão  dos  factores  que  promovem  a  evolução  da  linguagem  escrita  é  uma  forma  de  prevenir  dificuldades  de  aprendizagem.  O  objectivo deste simpósio é apresentar diversos estudos empíricos que analisam: a  forma como as escritas inventadas evoluem e as suas relações com a consciência  fonológica  e  o  conhecimento  das  letras;  a  forma  como  as  práticas  pedagógicas  relativas  à  linguagem  escrita  em  jardim  de  infância  podem  promover  o 

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desenvolvimento da linguagem escrita; diversos programas de intervenção sobre  escritas  inventadas,  no  sentido  de  perceber  alguns  factores  linguísticos  que  podem influenciar a sua eficácia.    Título  1:  Evolução  da  linguagem  escrita  em  crianças  de  idade  pré‐escolar  ‐  Carla  Lourenço  e  Margarida  Alves  Martins/  Instituto  Superior  de  Psicologia  Aplicada  Unidade  de  Investigação  em  Psicologia  Cognitiva  do  Desenvolvimento  e  da  Educação E‐mail: mmartins@ispa.pt  Resumo 1: A apreensão da linguagem escrita por parte das crianças começa desde  muito  cedo,  mesmo  antes  da  entrada  para  o  1º  ano  de  escolaridade,  onde  o  ensino  da  leitura  e  da  escrita  se  inicia.  Esta apreensão  desenvolve‐se  através do  contacto com práticas sociais e culturais em torno da leitura e da escrita.  Sabe‐se  actualmente que o conhecimento do nome das letras, a consciência fonológica e  as  escritas  inventadas  são  cruciais  para  a  aprendizagem  inicial  da  leitura  e  da  escrita.  Assim,  o  objectivo  deste  estudo  é  o  de  verificar  de  que  forma  estes  aspectos  se  vão  desenvolvendo  e  associando  ao  longo  do  último  ano  do  pré‐ escolar. Participaram neste estudo um grupo de 28 crianças oriundas de famílias  de estatuto sociocultural médio‐baixo, a frequentarem o último ano da educação  pré‐escolar.  Os  resultados  demonstraram  a  evolução  de  cada  um  dos  aspectos  estudados, bem como, as associações existentes entre eles.    Título  2:  Práticas  pedagógicas  de  abordagem  à  linguagem  escrita  em  jardim‐de‐ infância  ‐  Ana  Isabel  Santos  e  Margarida  Alves  Martins/  Instituto  Superior  de  Psicologia  Aplicada  Unidade  de  Investigação  em  Psicologia  Cognitiva  do  Desenvolvimento e da Educação E‐mail: mmartins@ispa.pt  Resumo  2:  Este  estudo  procura  descrever  e  analisar  as  práticas  pedagógicas  de  um  grupo  de  educadoras  de  infância  portuguesas  no  domínio  da  abordagem  à  linguagem escrita, para determinar quais os aspectos centrais numa intervenção  que se pretende de literacia emergente. A partir da observação de 18 educadoras  de infância, em aspectos tais como a concepção de um projecto de intervenção, a  organização  e  gestão  de  espaços  e  tempos  e  a  implementação  de  estratégias  directas de intervenção, foram seleccionadas três educadoras que, representando  diferentes  modelos  pedagógicos,  obtiveram  melhores  resultados.  As  práticas  pedagógicas  destas  educadoras  foram  observadas  durante  um  ano  lectivo.  Os  resultados permitem‐nos afirmar que, se por um lado, as práticas pedagógicas das  18  educadoras  são  caracterizadas  por  uma  descontinuidade  ao  nível  dos  seus  diversos  componentes,  quando  aprofundamos  as  três  que  melhores  resultados  obtiveram,  verificamos  uma  progressiva  articulação  desses  componentes  numa  aproximação mais coerente e coesa à abordagem emergente da literacia.   

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Título 3: Fricativas e Oclusivas: Que efeitos no acesso ao princípio alfabético após  um  programa  de  intervenção  na  escrita?  ‐  Inês  Vasconcelos  Horta  e  Margarida  Alves Martins/ Instituto Superior de Psicologia Aplicada Unidade de Investigação  em  Psicologia  Cognitiva  do  Desenvolvimento  e  da  Educação  E‐mail:  mmartins@ispa.pt  Resumo 3: O objectivo deste estudo foi verificar de que forma dois programas de  escrita com crianças pré‐silábicas em idade pré‐escolar conduz à fonetização das  suas  escritas.  Participaram  56  crianças  de  5  anos,  divididas  por  dois  grupos  experimentais e um grupo de controlo. Nos pré‐ e pós‐testes, as  escritas foram  avaliadas  através  de  pseudopalavras  que  continham  os  fonemas  fricativos  e  oclusivos trabalhados durante os programas e outros não trabalhados em posição  inicial  e  final.  Entre  os  dois  momentos,  G1  trabalhou  as  correspondências  grafo‐ fonológicas de fonemas fricativs e G2 de fonemas oclusivos. A escrita das crianças  dos  grupos  experimentais  evoluiu  mais  do  que  a  do  grupo  de  controlo,  sem  diferenças  significativas  entre  os  dois  grupos  experimentais.  Nestes  os  participantes  foram  capazes  de  fonetizar  as  consoantes  trabalhadas  e  não  trabalhadas  em  posição  inicial  e  final.  Verificaram‐se  diferenças  significativas  no  G1 com melhores resultados na fonetização das consoantes fricativas trabalhadas  iniciais do que nas finais.    Título  4:  A  eficácia  de  dois  programas  de  escrita  inventada  na  evolução  das  conceptualizações  sobre  linguagem  escrita  de  crianças  em  idade  pré‐escolar  ‐  Margarida  Alves  Martins  e  Sara  Lucas/  Instituto  Superior  de  Psicologia  Aplicada  Unidade  de  Investigação  em  Psicologia  Cognitiva  do  Desenvolvimento  e  da  Educação E‐mail: mmartins@ispa.pt  Resumo  4:  O  objectivo  deste  estudo  é  avaliar  o  impacto  de  dois  programas  de  intervenção  sobre  escritas  inventadas,  contrastados  do  ponto  de  vista  das  características  das  sílabas  iniciais  das  palavras  ditadas  (consoante  inicial  seguida  de vogal acentuada/ não acentuada), na evolução dessas escritas. Participaram 33  crianças pré‐silábicas em idade pré‐escolar. Formaram‐se 3 grupos. Controlou‐se  a  inteligência,  letras  conhecidas  e  consciência  fonológica.  A  escrita  foi  avaliada  num  pré  e  num  pós‐teste,  através  de  um  ditado  de  palavras  começadas  por  diversas  consoantes  (trabalhadas/  não  trabalhadas  nos  programas)  para  avaliar  efeitos de generalização. No G. Exp.1 utilizaram‐se vogais acentuadas, no G. Exp.2  vogais não acentuadas. O G. Controlo classificou figuras geométricas. Houve uma  maior  evolução  das  escritas  das  crianças  dos  grupos  experimentais  quando  comparadas com as do grupo de controlo. Entre os grupos experimentais não se  verificaram  diferenças,  quanto  às  consoantes  trabalhadas  mas  o  G.Exp.2  demonstrou um desempenho significativamente superior quanto à generalização  para consoantes não trabalhadas. 

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      Hora: 11.30h‐13.00h          Sala: 2102   Tipo: Simpósio   Área temática: Psicologia da Saúde  Título:  Habilidades  de  Vida  ao  longo  do  ciclo  vital  em  Portugal  e  no  Brasil  ‐  Moderadora:  Rute  F.  Meneses/  Faculdade  de  Ciências  Humanas  e  Sociais  ‐  Universidade Fernando Pessoa E‐mail: rutemeneses@gmail.com    Resumo:  O  treino  de  “habilidades  de  vida”  encerra  um  conjunto  de  potencialidades que as tornam particularmente caras da Psicologia da Saúde, mas  não só. Assim, o objectivo do presente simpósio é apresentar alguns exemplos da  avaliação e intervenção no âmbito das habilidades de vida, ao longo do ciclo vital,  em  diferentes  contextos,  com  diferentes  enfoques  teóricos,  em  Portugal  e  no  Brasil.    Título  1:  Ensino  de  habilidades  de  vida:  Estratégia  para  promover  saúde  no  ambiente  de  trabalho  ‐  Ricardo  Gorayeb,  Jaqueline  Rodrigues  da  Cunha  Netto,  Maria  Aparecida  Prioli  Bugliani  e  Elaine  Cristina  Minto/  Hospital  das  Clínicas  da  Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto ‐ Universidade de São Paulo‐ HCFMRP‐ USP – Brasil E‐mail: rgorayeb@fmrp.usp.br  Resumo 1: Intervenções de promoção de saúde no ambiente de trabalho podem  desenvolver  autocuidados  e  mudanças  de  estilo  de  vida  do  trabalhador.  A  OMS  propõe  o  programa  Ensino  de  Habilidades  de  Vida  como  estratégia  para  desenvolver habilidades sociais, emocionais e cognitivas que ajudam os indivíduos  a enfrentarem com mais competência as demandas do cotidiano. O HCFMRP‐USP,  no  Brasil,  realiza  junto  aos  funcionários  a  intervenção  “Habilidades  de  Vida  no  Trabalho”, que consiste em oito encontros semanais de duas horas, em contexto  grupal.  Avaliou‐se  a  presença  de  stress,  as  fases  e  os  sintomas  predominantes  antes e após a intervenção, com o Inventário de Sintoma de Stress para Adultos.  Ao final do programa, houve diminuição estatisticamente significativa do número  de  participantes  com  diagnóstico  de  stress.  Ações  de  promoção  de  saúde  no  ambiente  de  trabalho  tornam  os  trabalhadores  mais  capacitados,  melhoram  a  qualidade da assistência à população, reduzindo prejuízos na instituição.    Título  2:  Importância  e  satisfação  com  competências  de  comunicação:  A  percepção  de  universitários  Portugueses  ‐  Rute  F.  Meneses/  Faculdade  de  Ciências  Humanas  e  Sociais  ‐  Universidade  Fernando  Pessoa,  Porto,  Portugal,  Cristina Miyazaki/ Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP), SP, 

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Brasil  e  José  Pais‐Ribeiro/  Faculdade  de  Psicologia  e  de  Ciências  da  Educação  ‐  Universidade do Porto, Portugal E‐mail: rutemeneses@gmail.com  Resumo  2:  A  comunicação  eficaz  é  uma  das  “habilidades  de  vida”  preconizadas  pela OMS, tornando‐se pertinente avaliá‐la. O Questionário de Competências de  Comunicação  (QCC),  de  26  itens,  foi  administrado  a  177  universitários  Portugueses  (n=128  mulheres;  idade:  M=22,18,  DP=3,70;  18‐47).  A  Escala  de  Importância (EI) apresentou um Alfa de Cronbach de α=0,897; a de Satisfação (ES)  de α=0,929. Na EI, os mínimos oscilaram entre 0 e 4, na ES, entre 0 e 2, sendo o  10  (máximo)  atingido  em  todos  os  itens  de  ambas.  Em  ambas,  o  item  19  apresentou  a  média  mais  baixa  (EI:  M=6,24;  ES:  M=6,03).  Verificaram‐se  correlações  estatisticamente  significativas  entre  todos  os  itens  da  EI  e  os  equivalentes  da  ES  (0,330<=r<=0,664,  p<0,0001).  Não  se  verificaram  diferenças  estatisticamente  significativas  entre  os  itens  da  EI  e  os  respectivos  itens  da  ES  apenas  em  7  itens.  Assim,  os  resultados  preliminares  sugerem  a  relevância  da  intervenção num grupo em que tal não se esperava.    Título  3:  Competências  de  jovens  brasileiros:  Fator  de  proteção  para  problemas  comportamentais  ‐  Marina  Monzani  da  Rocha  e  Edwiges  Ferreira  de  Mattos  Silvares/  Instituto  de  Psicologia  –  Universidade  de  São  Paulo  E‐mail:  marinamonzani@gmail.com  Resumo 3: A adolescência é uma fase mudanças e conflitos, na qual alguns jovens  seguem um desenvolvimento saudável, enquanto outros apresentam problemas.  Estudos  apontam  a  promoção  de  competências  como  fator  de  proteção  para  os  adolescentes. O objetivo deste estudo é verificar se os jovens encaminhados para  atendimento  psicológico  apresentam  menos  habilidades  que  os  não  encaminhados.  Utilizou‐se  o  “Inventário  de  Auto‐Avaliação  para  Jovens”  –  YSR  –  para  avaliar  2249  adolescentes  de  11  cidades  brasileiras,  sendo  1116  não  encaminhados  e  533  encaminhados  para  atendimento.  Os  não  encaminhados  obtiveram melhores resultados nas escalas de competências analisadas, ou seja,  relataram  engajarem‐se  em  mais  esportes,  passatempos,  tarefas  e  atividades  sociais;  estabelecerem  melhores  relacionamentos  sociais;  e  obterem  melhor  desempenho  acadêmico.  Conclui‐se  que  os  jovens  com  menos  problemas  comportamentais  apresentam  mais  competências.  Estas  podem  ter,  de  fato,  a  função de proteção no processo de desenvolvimento e, nesse sentido, programas  de  prevenção,  com  objetivo  de  favorecer  as  competências  juvenis,  devemserplanejados.    Título  4:  Proposta  de  intervenção  para  crianças  e  adolescentes  portadores  de  TDAH‐  Ivonise  Fernandes  da  Motta,  Beatriz  de  Andrade  Sant’Anna,  Mônica  Carolina Miranda, Mauro Muszkat, Beatriz Pamplona Polizio, Erzsebet Mangucci, 

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Raquel  Maimone  Ricastro,  Sandra  Regina  Ribeiro  e  Renata  Rezende  Lacerda/  Departamento Psicologia Clínica IPUSP E‐mail: ivonise1814@terra.com   Resumo  4:  Essa  pesquisa  teve  por  objetivo  verificar  possibilidade  de  integração  dos  aspectos  neuropsicológicos  e  sintomatológicos  do  TDAH  com  os  afetivos‐ emocinais.  Também  objetivou  verificar  a  influência  da  família  e  em  que  medida  intervenções  familiares  são  eficazes.  O  método  foi  a  criação  de  um  “espaço  potencial” (Winnicott, 1975) através da utilização de uma Oficina do Brincar, com  o  uso  de  histórias.  Em  paralelo,  oferecemos  grupos  de  orientação  familiar.  Durante três meses realizamos essa intervenção com 5 sujeitos, de 9 a 12 anos, e  seus  respectivos  responsáveis  .Os  encontros  foram  realizados  em  grupo,  semanalmente,  com  duração  de  uma  hora  e  meia  .  Foram  abordadas  questões  relativas  à  formação  da  identidade,  enfrentamento  de  dificuldades,  reconhecimento  das  diferenças  e  valorização  de  aspectos  positivos  de  cada  indivíduo. Paralelamente, e em sala separada, ocorreu o grupo de orientação aos  familiares  no  mesmo  período  de  tempo  e  trabalhando  os  mesmos  aspectos.  Os  resultados encontrados confirmaram a eficácia desse modelo de trabalho.    Hora: 11.30h‐13.00h          Sala: 2103   Tipo: Simpósio   Área temática: Estudos de Género e Feministas  Título:  Psicologia  Feminista  I  ‐  Moderadores:  Sofia  Neves  e  João  Manuel  de  Oliveira E‐mail: joao.m.oliveira@gmail.com    Resumo:  Quatro  anos  após  a  realização  dos  dois  primeiros  painéis  de  Psicologia  Feminista  em  Portugal,  no  âmbito  do  VI  Simpósio  Nacional  de  Investigação  em  Psicologia, a Psicologia Feminista é hoje uma área disciplinar em franca expansão.  Fruto  do  aumento  expressivo  da  investigação  científica  e  da  teorização  neste  domínio, outrora opacizado pela hegemonia ditatorial dos modelos dominantes, a  Psicologia  Feminista  tem  vindo  gradualmente  um  lugar  de  reconhecimento.  Tal  como  os  próprios  feminismos,  que  são  cada  vez  mais  plurais  e  polifónicos,  a  Psicologia  Feminista  tem  procurado  re‐situar  e  ressignificar  as  questões  da  desigualdade  e  da  injustiça  social  alargando  o  seu  espectro  de  análise  e  de  intervenção  a  outras  categorias  identitárias,  promovendo  a  sua  de‐ essencialização. Este simpósio procurará apresentar alguns dos estudos que têm  vindo  a  marcar  este  processo  de  consolidação  da  Psicologia  Feminista  em  Portugal  tornando‐a,  de  uma  forma  cada  vez  mais  vincada,  um  fluxo  de  saberes  emancipatórios.    Título 1: O tráfico de mulheres para fins de exploração sexual pensado à luz dos  feminismos  críticos  ‐  Sofia  Neves/  Instituto  Superior  da  Maia,  Portugal  E‐mail:  asneves@docentes.ismai.pt 

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Resumo 1: Não sendo um fenómeno recente, o tráfico de mulheres para fins de  exploração  sexual  é  actualmente  uma  realidade  difusa,  cuja  tentativa  de  caracterização polariza a discussão académica e social em torno de dois ângulos  irreconciliáveis  de  análise.  Por  um  lado,  assiste‐se  à  proliferação  de  um  discurso  baseado  no  argumento  do  “pânico  moral”,  que  menoriza  a  importância  e  a  amplitude do fenómeno e o transforma, por via de um processo intencionalizado  de  mediatismo  público,  numa  pseudo‐calamidade  social,  que  parece  não  ter  outro propósito senão o de reduzir as mulheres a uma estatuto de agentes sociais  passivos e subalternizados. Por outro lado, observa‐se o acentuar de um discurso  que sublinha o retorno à escravatura, baseado nas evidências, à escala global, da  consolidação da noção de coisificação das mulheres como objectos sexuais. Esta  apresentação pretende discutir estes dois posicionamentos tendo como ponto de  partida (e de chegada) os contributos dos feminismos críticos.    Título 2: Narrativas Emergentes e Práticas Discursivas de Mulheres Imigrantes em  Portugal  ‐  Joana  Topa  e  Sofia  Neves/  Instituto  Superior  da  Maia  E‐mail:  joana.topas.07@hotmail.com  Resumo  2:  A  presente  comunicação  tem  como  objectivo  problematizar  cumplicidades  antigas  entre  género  e  imigração,  no  domínio  dos  estudos  feministas críticos. Esta comunicação pretende debater as vivências encontradas  num estudo recente realizado junto de 8 mulheres imigrantes em Portugal. Este  estudo  é  qualitativo  tendo  especial  enfoque  na  linguagem,  exploratório  e  reflexivo.  Através  da  partilha  de  narrativas  de  vida  espera‐se  contribuir  para  o  conhecimento  das  vivências  relativas  à  imigração  feminina;  pretende‐se  caracterizar os seus percursos de vida e as suas trajectórias desenvolvimentais e  identitárias,  caracterizar  as  experiências  de  vitimação  e  de  discriminação  étnica  e/ou  sexual  bem  como  os  processos  de  emergência  de  novas  identificações  femininas.  Simultaneamente  pretende‐se  analisar  e  compreender  manifestações  das  identificações  femininas  em  diferentes  domínios  da  vida  das  mulheres  imigrantes  e  investigar  as  práticas  discursivas  acerca  da  posição  das  mulheres  imigrantes  e  a  forma  como  as  suas  identificações  são  construídas  através  das  experiências no mundo social.    Título 3: Mulheres Imigrantes: Vivências de Amor ‐ Estefânia Silva e Sofia Neves/  Instituto Superior da Maia, Portugal E‐mail: asneves@docentes.ismai.pt  Resumo 3: A presente comunicação tem como objectivo apresentar e discutir os  resultados de uma investigação qualitativa realizada em Portugal com um grupo  de mulheres imigrantes. Assim, a partir dos seus discursos procuraremos explicar  os processos sociais que participam na concepção do amor e nas relações sociais  de  género,  bem  como  compreender  de  que  forma  o  fenómeno  da  imigração 

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influencia a vivência do amor em mulheres imigrantes. Esta investigação procura  obter um posicionamento crítico orientado para uma mudança social, tendo por  base  um  enquadramento  feminista  crítica.  As  evidências  encontradas  neste  estudo reflectem a forma como as mulheres imigrantes vivem o amor em função  de  padrões  culturais  impostos  que  assentam  nas  diferenças  sexuais  e  são  um  ponto  de  partida  para  a  compreensão  de  como  as  normas  de  género  geram  fragilidades nos espaços de intimidade. Assim, torna‐se urgente a emergência de  discursos e práticas sociais em matéria de igualdade de género neste contexto.    Título 4: Género e Migrações: Mulheres imigrantes em Portugal ‐ Joana Miranda/  Universidade  Aberta/Centro  de  Estudos  das  Migrações  e  das  Relações  Interculturais (CEMRI) E‐mail. joana@univ‐ab.pt  Resumo 4: Durante muitos anos os estudos migratórios não tiveram em conta a  dimensão  género,  dimensão  que  começa,  finalmente,  a  ganhar  o  estatuto  de  categoria de análise. A pouco e pouco foi surgindo uma maior consciência de que  as  migrações  não  têm  o  mesmo  efeito  em  homens  e  em  mulheres  e  que  uma  exclusiva focalização dos estudos nos homens não possibilita a compreensão das  complexidades  envolvidas.  Duas  novas  questões  passaram  a  ser  equacionadas:  Que  factores  determinam  a  imigração  das  mulheres?  Que  impacto  o  processo  migratório  tem  no  estatuto  dessas  mesmas  mulheres?  Estes  foram  alguns  dos  aspectos  que  procurámos  analisar  numa  perspectiva  psicológica  e  de  género  numa  investigação  financiada  pelo  ACIDI  sobre  mulheres  exercendo  funções  indiferenciadas  e  pertencentes  às  três  comunidades  de  imigrantes  que  apresentam  maior  dimensão  em  Portugal  na  actualidade:  brasileiras,  cabo‐ verdianas e ucranianas.    Título 5: Género e política: Discursos emergentes nos jornais portugueses sobre a  Lei da Paridade ‐ Maria Helena Santos/ISCTE E‐mail: Helena.Santos@iscte.pt  Resumo  5:  O  crescente  reconhecimento  da  desigualdade  de  género  na  política  (Inter‐Parliamentary  Union,  2009)  como  problema  tem  conduzido  à  adopção  de  medidas  de  acção  positiva,  a  nível  mundial,  como  é  disso  exemplo  a  Lei  da  Paridade,  aprovada  em  Portugal  em  2006.  Considerando  que  esta  Lei  está  a  ser  implementada  pela  primeira  vez  no  ciclo  eleitoral  de  2009,  e  no  âmbito  de  um  projecto mais amplo sobre a desigualdade de género na política e as medidas que  procuram reduzi‐la, pretendemos apresentar um estudo sobre a implementação  desta legislação no período das eleições europeias, legislativas e autárquicas. Com  este  estudo,  além  de  analisarmos  a  distribuição  real  de  homens  e  mulheres  nos  diferentes  partidos,  para  verificar  se  a  Lei  da  Paridade  foi  ou  não  cumprida,  pretendemos  conhecer  os  discursos  que  emergem  sobre  a  mesma,  a  partir  da 

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análise  dos  artigos  de  alguns  jornais.  Nesta  comunicação  apresentaremos  e  discutiremos estes discursos, obtidos através do programa Alceste.        Hora: 11.30h‐13.00h  Sala: 2104   Tipo: Simpósio   Área temática: Psicologia Social  Título:  Mobilidade  e  Transportes  ‐  Moderador:  José  Manuel  da  Palma‐ Oliveira/Faculdade  de  Psicologia  e  de  Ciências  da  Educação,  Universidade  de  Lisboa E‐mail: palma@veritas.pt    Resumo:  Na  última  década  a  Psicologia  tem  desenvolvido  um  programa  de  investigação  sistemático  sobre  os  processos  de  decisão,  atitudinais  e  comportamentais  que  estão  base  da  escolha  modal  (i.e.,  qual  o  transporte  utilizado)  e  percursos  efectuados.  Este  contexto  problemático  não  só  tem  demonstrado  uma  capacidade  teórica  e  metodológica  da  nossa  disciplina  para  entender  estes  fenómenos  como  as  potencialidades  de  aplicação  práticas  deste  conhecimento  são  inúmeras  num  tempo  onde  a  necessidade  de  mudanças  de  modo de transporte são fundamentais para permitir uma diminuição de emissão  de  gases  de  efeito  de  estufa.  Ademais  as  consequências  para  a  saúde  e  para  a  economia  do  padrão  de  transportes  actuais  equivalem  a  uma  alta  percentagem  do PIB de Portugal e dos outros países. Este simpósio pretende discutir uma série  de  trabalhos  que  contribuem  para  a  compreensão  destes  fenómenos  e  que  estendem  a  aplicação  da  Psicologia,  em  geral,  e  da  Psicologia  Ambiental,  em  particular a estas áreas.    Título  1:  A  distância  percebida  como  estratega  política  –  Ludmila  Nunes,  David  Van  der  Kellen  e  José  Manuel  Palma‐Oliveira/  Faculdade  de  Psicologia  e  de  Ciências da Educação, Universidade de Lisboa E‐mail: palma@veritas.pt   Resumo1:  A  percepção  dos  indivíduos  acerca  das  distâncias  entre  vários  locais  poderá  ser  um  dos  determinantes  dos  padrões  de  mobilidade.  Pretende‐se  apresentar um estudo realizado na Área Metropolitana de Lisboa que investiga o  modo como os habitantes dos diferentes concelhos (grupos geográficos) estimam  determinadas distâncias testando‐se a) a existência dum padrão de sobrestimas e  subestimas  de  distância  especialmente  relacionado  com  o  atravessamento  do  Tejo e b) a influência das heurísticas que actuam na organização do conhecimento  espacial de modo a identificar a rotação e o alinhamento nos desenhos da AML.  Os resultados serão discutidos em forma de padrões de distorções e factores de  distorção cuja existência pode ser claramente aduzida como elemento explicativo  na mobilidade regional e global. 

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  Título  2:  Viajando  em  conjunto:  o  débito  das  normas  sociais.  ‐  Sílvia  Luís  e  José  Manuel  Palma‐Oliveira/  Faculdade  de  Psicologia  e  de  Ciências  da  Educação,  Universidade de Lisboa E‐mail: sfluis@gmail.com  Resumo 2: Esta comunicação pretende explorar o papel da influência social e das  normas sociais na escolha do meio de transporte dos indivíduos, em particular do  transporte  colectivo.  Utilizamos  frequentemente  o  comportamento  e  as  crenças  das outras pessoas como uma heurística para as nossas próprias acções e crenças.  Contudo, tendo sido as limitações de tais inferências amplamente demonstradas  (e.g.,Tversky e Kahneman, 1971), não será de esperar que essas coincidam com o  comportamento  “efectivo”.  Assim  pretendemos  a)  comparar  as  crenças  duma  série de respondentes (aproximadamente 120) quanto à utilização do transporte  colectivo  com  indicadores  do  Instituto  Nacional  de  Estatística  e  b)  explorar  os  vários  aspectos  que  qualificam  a  norma  social  dos  participantes  quanto  à  utilização do transporte colectivo. Possíveis implicações do quadro de resultados  nos  padrões  de  distribuição  modal  serão  discutidas  à  luz  do  quadro  teórico  normativo.    Título 3: Escolha modal ‐ Dalila Antunes/ Factor Social, Consultoria em  Psicossociologia e Ambiente e José Manuel Palma‐Oliveira / Faculdade de  Psicologia e de Ciências da Educação, Universidade de Lisboa E‐ mail:dalilaantunes@factorsocial.pt  Resumo  3:  A  política  de  transportes  tem  investido  pouco  na  compreensão  das  forças  que  motivam  o  comportamento  de  viagem  das  pessoas.  Têm  sido  preferidos instrumentos políticos de penalização do transporte individual, como o  aumento dos preços dos combustíveis, os impostos automóveis e a internalização  dos  custos  sociais  e  ambientais,  bem  como  o  aumento  da  disponibilização  de  informação  relativa  aos  efeitos  negativos  do  uso  do  transporte  particular.  Nesta  comunicação  pretende‐se  contrariar  esta  tendência  apresentando‐se  os  resultados  duma  investigação  acerca  das  atitudes  e  comportamentos  face  aos  transportes  numa  amostra  de  119  indivíduos  que  efectuam  a  travessia  do  Tejo  com  regularidade.  Efectivamente  verifica‐se  que  uma  das  principais  barreiras  à  mudança do comportamento de viagem é a estima sistemática das características  do automóvel como melhores do que são na realidade (custo, tempo de viagem,  facilidade  de  utilização,  flexibilidade...)e  dos  transportes  públicos  como  piores,  discutindo‐se  as  implicações  deste  tipo  de  análise  para  nas  questões  da  mobilidade.    Título 4: Estacionar ou ir de autocarro? ‐ Dalila Antunes Factor Social, Consultoria  em Psicossociologia e Ambiente, Sílvia Luís/ Faculdade de Psicologia e de Ciências 

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da Educação, Universidade de Lisboa e José Manuel Palma‐Oliveira/ Faculdade de  Psicologia  e  de  Ciências  da  Educação,  Universidade  de  Lisboa  E‐mail:  dalilaantunes@factorsocial.pt  Resumo 4: O estacionamento é uma das questões que pode levar os utilizadores  habituais de transporte individual a mudarem para o transporte do tipo colectivo  (De Blaeij e Van Vuuren, 2001) pelo que interessa compreender de que modo este  aspecto  específico  se  poderá  relacionar  com  outras  variáveis  para  influenciar  o  comportamento.  Com  este  objectivo  pretende‐se  apresentar  os  resultados  dum  inquérito  realizado  a  indivíduos  que  se  deslocam  para  Lisboa.  De  grosso  modo  verifica‐se que a) os indivíduos que se deslocam menos vezes para Lisboa são os  que  estimam  mais  tempo  para  estacionar  e  b)  o  tempo  de  estacionamento  se  correlaciona  com  o  stress  duma  forma  geral  e  com  o  stress  percebido  no  transporte  individual.  Discutem‐se  possíveis  explicações  e  implicações  destes  resultados nos padrões de mobilidade.    Título 5: Contribuição para um modelo global de escolha modal do ponto de vista  da Psicologia ‐ José Manuel Palma‐Oliveira/ Faculdade de Psicologia e de Ciências  da Educação, Universidade de Lisboa E‐mail: palma@veritas.pt   Resumo 5: O ciclo de escolha modal e as razões da mudança global dos últimos  anos nas grandes áreas metropolitanas do país e do mundo devem‐se a variadas  razões. Tal acontece apesar de todas as ciências aplicadas a este problema (desde  a Geografia, ao Planeamento) sublinharem um ciclo de retroacção negativa onde,  sucintamente,  mais  carros  induzem  a  existência  de  mais  carros.  O  que  se  pretende fazer nesta comunicação é a apresentação deste modelo de retroacção  existente nas ciências mais tradicionais para explicar este padrão, completando‐o  com os factores psicológicos que temos vindo a usar nos nossos trabalhos. Assim  factores  como  percepção  de  distância  e  tempo  percorrido,  normas  sociais,  dilemas  sociais  e  stress  ambiental  são  fundamentais  para  entender  a  escolha  modal. O objectivo é apresentar um modelo que, baseado no modelo consensual  existente,  introduz  os  factores  psicológicos,  completando  o  modelo  existente  e  alargando de forma radical a compreensão do fenómeno.    Hora: 11.30h‐13.00h          Sala: 2211   Tipo: Simpósio   Área temática: Psicologia do Desporto  Título: Relação treinador‐atleta em contextos desportivos: Análise dos estilos de  liderança e impacto nos níveis de coesão e satisfação desportiva ‐ Moderador: A.  Rui  Gomes/Universidade  do  Minho  –  Escola  de  Psicologia  E‐mail:  rgomes@psi.uminho.pt   

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Resumo: O papel do treinador na gestão e orientação das equipas é considerado  um  factor  essencial  ao  rendimento  desportivo  (Gomes,  2005).  No  entanto,  no  desporto nem sempre têm sido ponderados os avanços científicos mais recentes  do  estudo  da  liderança  (Chelladurai,  2001),  nomeadamente  alguns  contributos  contemporâneos  relacionados  com  as  abordagens  carismáticas  e  transformacionais  (Bass,  1985;  Conger  e  Kanungo,  1987).  Neste  simpósio,  procura‐se  analisar  a  percepção  de  atletas  de  diferentes  idades,  sexos  e  níveis  competitivos  acerca  dos  estilos  de  liderança  dos  respectivos  treinadores,  observando‐se  também  a  relação  deste  fenómeno  com  os  níveis  de  coesão,  satisfação e compatibilidade treinador‐atleta. De igual modo, procura‐se fornecer  algumas  indicações  sobre  os  estilos  de  liderança  que  melhor  poderão  explicar  a  experiência  de  satisfação  dos  atletas  com  o  exercício  do  poder  por  parte  dos  treinadores. Finalmente, serão discutidas algumas implicações para a intervenção  e investigação futura.    Título  1:  Liderança,  coesão  e  satisfação  no  voleibol:  Um  estudo  com  equipas  portuguesas  de  alta  competição  ‐  A.  Rui  Gomes/  Escola  de  Psicologia.  Universidade  do  Minho,  Portugal,  Afonso  António  Machado/  Universidade  Estadual  Paulista  (UNESP).  Rio  Claro.  Brasil  e  Tatiana  Capelão/  Escola  de  Psicologia. Universidade do Minho, Portugal E‐mail: rgomes@psi.uminho.pt  Resumo 1: Este trabalho analisa os estilos de liderança de treinadores de voleibol  de  alta  competição  portugueses  e  o  possível  impacto  nos  níveis  de  coesão  e  satisfação  dos  atletas.  Participaram  224  atletas  de  voleibol  (138  do  sexo  masculino,  61.6%  e  86  do  sexo  feminino,  38.4%),  todos  a  competir  ao  nível  nacional federado. Foram incluídas as seguintes medidas: Escala Multidimensional  de  Liderança  no  Desporto‐2;  Questionário  de  Coesão  Desportiva  e  Escala  de  Satisfação.  Devemos  realçar  dois  resultados:  i)  existência  de  diferenças  na  percepção  dos  estilos  de  liderança  e  na  experiência  de  coesão  e  satisfação  em  função do sexo dos atletas, do escalão competitivo, do número de anos de prática  desportiva  e  dos  resultados  desportivos  alcançados  com  o  treinador;  e  ii)  as  dimensões da liderança explicaram 63.4% da variância associada à satisfação dos  atletas  com  a  liderança.  No  final,  serão  discutidas  as  implicações  destes  resultados para o exercício da liderança em contextos desportivos.    Título  2:  Liderança,  coesão  e  satisfação  na  natação  e  no  andebol:  Um  estudo  comparativo entre equipas de alta competição ‐ A. Rui Gomes, Heitor Lopes e Rui  Mata/  Escola  de  Psicologia.  Universidade  do  Minho,  Portugal  E‐mail:  rgomes@psi.uminho.pt  Resumo  2:  Este  trabalho  analisa  a  percepção  dos  atletas  acerca  dos  estilos  de  liderança de treinadores de natação (n=207) e andebol (n=260) e as diferenças em 

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termos  da  coesão  e  satisfação.  Foram  incluídas  as  seguintes  medidas:  Escala  Multidimensional  de  Liderança  no  Desporto‐2;  Questionário  de  Coesão  Desportiva e Escala de Satisfação. Devemos realçar três resultados: i) os atletas de  natação  avaliaram  mais  positivamente  os  treinadores  e  evidenciaram  maior  coesão  e satisfação;  ii) encontraram‐se  diferenças  entre  os atletas  na percepção  dos estilos de liderança, coesão e satisfação em função de algumas características  pessoais (sexo) e desportivas (nível competitivo, anos de trabalho com o mesmo  treinador  e  resultados  desportivos  alcançados  com  o  actual  treinador);  e  iii)  observou‐se  uma  maior  capacidade  das  dimensões  de  liderança  para  predizer  a  satisfação com a liderança por parte dos atletas de andebol (69%) relativamente  aos de natação (33%). No final, discutem‐se as implicações para a intervenção e  investigação destes resultados.    Título  3:  Liderança  e  satisfação  no  andebol:  Um  estudo  comparativo  entre  escalões desportivos ‐ Paulo Paiva, A. Rui Gomes e Sara Silva/ Escola de Psicologia.  Universidade do Minho, Portugal E‐mail: rgomes@psi.uminho.pt  Resumo  3:  Este  trabalho  analisa  a  percepção  dos  atletas  acerca  dos  estilos  de  liderança  de  treinadores  de  andebol  e  o  possível  impacto  na  compatibilidade  treinador‐atleta  e  na  satisfação  dos  atletas.  Participaram  91  atletas  do  sexo  masculino,  divididos  pelos  escalões  de  formação  desportiva  (iniciados  e  juvenis;  n=59)  e  competição  (juniores  e  seniores;  n=32).  Foram  incluídas  as  seguintes  medidas:  Escala  Multidimensional  de  Liderança  no  Desporto‐2;  Medida  de  Compatibilidade  Treinador‐Atleta  e  Questionário  de  Satisfação  em  Atletas.  Devemos  realçar  dois  resultados  principais:  os  escalões  de  formação  evidenciaram maiores níveis de compatibilidade treinador‐atleta, avaliaram mais  positivamente  os  estilos  de  liderança  dos  respectivos  treinadores  e  assumiram  maiores  níveis  de  satisfação  com  a  liderança;  e  ii)  as  dimensões  da  liderança  explicaram  32%  da  variância  associada  à  compatibilidade  treinador‐atleta  nos  escalões de formação e 43% da variância nas equipas de formação. No final, são  discutidas  as  implicações  destes  resultados  para  o  exercício  da  liderança  em  contextos desportivos.    Título  4:  Compatibilidade  treinador‐atleta  e  impacto  dos  resultados  desportivos:  Um  estudo  com  atletas  seniores  de  futsal‐  Orlando  Vieira/  Instituto  Superior  da  Maia,  Rui  Resende/  Instituto  Superior  da  Maia  e  A.  Rui  Gomes/  Escola  de  Psicologia. Universidade do Minho, Portugal E‐mail: rgomes@psi.uminho.pt  Resumo 4: Este trabalho foi realizado com equipas seniores de futsal da principal  divisão portuguesa, tendo dois objectivos: i) analisar a importância dos resultados  desportivos  na  percepção  da  liderança,  compatibilidade  treinador‐atletas  e  satisfação  com  a  liderança  e  ii)  predizer  a  compatibilidade  treinador‐atletas  a 

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partir  dos  estilos  de  liderança.  Participaram  177  atletas  do  sexo  masculino,  divididos  num  grupo  com  resultados  desportivos  de  realce  nacional  e  internacional  com  o  actual  treinador  (n=62)  e  outro  sem  este  tipo  de  registos  (n=115).  Foram  incluídas  as  seguintes  medidas:  Escala  Multidimensional  de  Liderança  no  Desporto‐2;  Medida  de  Compatibilidade  Treinador‐Atleta  e  Questionário  de  Satisfação  em  Atletas.  Devemos  realçar  dois  resultados  principais:  i)  atletas  com  melhores  registos  desportivos  avaliaram  mais  positivamente  os  treinadores  e  evidenciaram  maior  compatibilidade  com  os  treinadores;  e  ii)  as  dimensões  da  liderança  explicaram  57%  da  variância  associada  à  compatibilidade  treinador‐atleta.  No  final,  são  discutidas  as  implicações  destes  resultados  para  o  exercício  da  liderança  em  contextos  desportivos.    Hora: 11.30h‐13.00h          Sala: 2111   Tipo: Simpósio   Área temática: Psicologia Vocacional  Título:  Construção  da  Carreira  no  Ensino  Superior  ‐  Moderadora:  Ana  Daniela  Silva E‐mail: anadanielasilva@sapo.pt    Resumo:  A  frequência  de  um  curso  de  Ensino  superior,  constitui  uma  etapa  desenvolvimental  singular  para  a  consolidação  da  autonomia  (Young  e  Friesen,  1990).  Neste  contexto,  embora  o  projecto  existencial  dos  estudantes  do  Ensino  Superior  integre  diversas  dimensões,  a  construção  da  identidade  vocacional  ocupa um lugar preponderante. Torna‐se, então, relevante, o desenvolvimento de  pesquisas  que  permitam  compreender  como  estes  processos  de  construção  de  carreira  ocorrem.  Neste  simpósio  apresentam‐se  quatro  planos  de  investigação  em  Psicologia  Vocacional  que  permitem  recolher  dados  fundamentais  sobre  a  construção da carreira no Ensino Superior. O primeiro, foca‐se nos objectivos dos  estudantes,  os  seguintes  abordam  a  relação  entre  o  ajustamento  académico,  exploração, interesses e aprendizagem cooperativa e, o último as dificuldades de  tomada de decisão de carreira nestes estudantes. Ao longo do debate, retiram‐se  implicações  para  a  pesquisa  e  para  as  políticas  educativas  promotoras  de  ajustamento  académico  e  de  comportamentos  de  gestão  pessoal  de  carreira  activos e intencionais.    Título  1:  A  Construção  de  Carreira  no  Ensino  Superior:  Caracterização  de  objectivos de carreira de estudantes finalistas ‐ Ana Daniela Silva e Maria do Céu  Taveira/Escola  de  Psicologia  –  Universidade  do  Minho  E‐mail:  anadanielasilva@sapo.pt  Resumo 1: A frequência do Ensino Superior constituiu um período transitório da  vida  dos  estudantes  mas  que  é,  geralmente,  determinante  para  a  estruturação 

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das  suas  vidas,  tanto  a  nível  académico,  como  social,  emocional  e  até  mesmo  pessoal. Neste âmbito, a definição de objectivos de vida e o seu planeamento no  tempo  são  aspectos  preponderantes  para  a  compreensão  da  forma  como  as  mulheres  e  homens  conduzem  a  sua  carreira  ao  longo  do  tempo  e  em  determinados  contextos  (Savickas,  2004;  Paixão,  2004).    Nesta  comunicação  apresenta‐se  os  resultados  de  um  estudo  de  medidas  repetidas  que  avaliou  os  objectivos de carreira de 80 estudantes de graduação, inscritos pela primeira vez  no  último  ano  do  curso  de  licenciatura,  no  ano  lectivo  de  2005/2006.  Para  tal  usou‐se  um  Questionário  de  identificação  sócio‐demográfica  e  de  projecção  na  carreira (Silva e Taveira, 2005). Implicações para intervenção psicológica, política  e educativa, ajustada às necessidades dos estudantes são apontadas e discutidas.    Título 2: Desenvolvimento de Carreira no Ensino superior em Moçambique: dados  de  investigação  preliminares  ‐  Maria  do  Céu  Taveira  e  Ana  Daniela  Silva/  Universidade do Minho e, Edgar Dede e Manuel Bucuto/ Universidade Pedagógica  E‐mail: ceuta@psi.uminho.pt  Resumo  2:  O  presente  trabalho  pretende  contribuir  para  a  criação  de  conhecimento  acerca  dos  processos  de  construção  de  carreira  de  estudantes  Moçambicanos.  Por  conseguinte,  são  apresentados  dados  preliminares  de  dois  trabalhos  de  investigação  pioneiros  a  decorrer  na  Universidade  Pedagógica  de  Maputo  que  se  focam  no  estudo  da  relação  entre  ajustamento  académico  (Academic  Adjustment  Questionnaire;  Lent,  2004;  Taveira  e  Lent,  2004),  os  interesses  (Inventário  de  Interesses  Vocacionais  –  JVIS;  Jackson  et  al,  1969;  Teixeira,  1999)  e  a  exploração  (Escala  de  Exploração  de  Carreira  ‐  CES:  Stumpf,  Collarelli  e  Hartman,  1983;  Taveira,  1997)  dos  estudantes  que  frequentam  o  Ensino  Superior  em  Moçambique.  Os  dados  são  analisados  e  discutidos  à  luz  da  teoria e de estudos prévios realizados noutras realidades culturais.    Título 3: Estudo de caso do impacto da aprendizagem cooperativa no ajustamento  académico  de  estudantes  de  engenharia  ‐  Cristina  Costa  Lobo  e  Maria  do  Céu  Taveira/Universidade do Minho E‐mail: mcqm@isep.ipp.pt  Resumo 3: De acordo com Lent et al. (2003), a aceitação social no grupo de pares  em sala de aula e o suporte dos colegas, pode constituir um factor de adaptação à  carreira,  no  ensino  superior.  O  presente  trabalho  pretende  contribuir  para  a  compreensão  do  processo  de  ajustamento  académico  e  especificamente  para  o  teste do modelo de satisfação de trabalho/ satisfação académica (Lent e Brown,  2006), analisando em que medida os processos de trabalho em grupo favorecem  o ajustamento ao ensino superior.Neste âmbito, apresentam‐se e discutem‐se os  resultados  da  avaliação  do  (a)  ajustamento  académico  (Academic  Adjustment  Questionnaire;  Lent,  2004;  Taveira  e  Lent,  2004),  e  (b)  das  experiências  de 

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trabalho  de  grupo  em  sala  de  aula  (Questionário  sobre  Trabalho  de  Grupo  e  Ajustamento  Académico  e  Questionário  de  Informação  Complementar  sobre  Trabalho de Grupo; Costa‐Lobo e Taveira, 2008) realizada com estudantes do 2º  ano do Instituto Superior de Engenharia do Porto (N=368).    Título  4:  Dificuldades  de  tomada  de  decisão  de  carreira  em  alunos  do  ensino  superior‐  Maria  de  Nazaré  Loureiro  e  Maria  do  Céu  Taveira/Universidade  do  Minho – Escola de Psicologia E‐mail: mnazareloureiro@gmail.com   Resumo  4:  A  capacidade  para  tomar  decisões,  baseadas  numa  exploração  adequada  ao  problema  e  às  necessidades,  associadas  a  um  compromisso  com  a  escolha efectuada e a um plano de acção integrado, poderá ser áreas de grande  importância  para  profissionais  e  investigadores  no  domínio  da  carreira  (Hershenson  e  Roth,  1966;  Hilton,  1962;  Feather,  1959).  O  presente  estudo  baseia‐se  na  análise  e  reflexão  das  características  e  dificuldades  de  tomada  de  decisão  de  carreira  de  um  grupo  de  estudantes  do  ensino  superior  português  (N=132, 20 rapazes e 112 raparigas, com idades compreendidas entre os 19 e os  40 anos, M=22,99; DP=3,525), que se inscrevem voluntariamente num seminário  de  intervenção  de  carreira.  Para  o  efeito,  utilizou‐se  o  Career  Decision‐Making  Difficulties Questionnaire (Gati e Osipow, 2000, adapt. por Silva, 2005). Retiram‐ se conclusões relativamente ao modo como estes dados poderão contribuir para  a intervenção de carreira mais adequada aos problemas de tomada de decisão de  carreira dos estudantes.    Hora: 11.30h‐13.00h          Sala: 2212   Tipo: Mesa de comunicações   Área temática: Psicologia Escolar e da  Educação  Título:  Qualidade  dos  contextos  e  práticas  educativas  ‐  Moderadora:  Marina  Serra de Lemos    Título  1:  Promoção  da  Qualidade  dos  cuidados  prestados  em  amas  e  creches  familiares:  delineamento  de  um  estudo  de  investigação/acção  ‐  Júlia  Serpa  Pimentel, Célia Gandres, Ana Rita Barros e Madalena Carreira/ Professora auxiliar  no  ISPA  e  membro  da  Unidade  de  Investigação  em  Psicologia  Cognitiva  do  Desenvolvimento e Educação do ISPA E‐mail: jpimentel@ispa.pt  Resumo 1: Após uma breve caracterização das crianças, famílias, amas e técnicos  de enquadramento de 10 amas da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e de 10  amas  do  Centro  Infantil  de  Odivelas  (Segurança  Social),  apresentam‐se  os  resultados  de  um  estudo  relativo  à  análise  da  qualidade dos cuidados  prestados  no  âmbito  desta  resposta.  Os  dados  foram  recolhidos  através  de  questionários  aos pais, amas, técnicos de enquadramento e Coordenadores das Instituições e da 

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aplicação  da  Family  Child  Care  Environment  Rating  Scale,  Revised  Edition  ‐  FCCERS‐R  de  Harms,  Cryer  e  Clifford  (2007).Para  além  da  comparação  entre  os  dois  tipos  de  Instituições  (Misericórdia  e  Segurança  Social)  relativos  a  esta  resposta,  os  dados  serão  discutidos  à  luz  das  práticas  recomendadas  em  prestação  de  cuidados  em  amas/creches  familiares.  Salientar‐se‐á  a  implicação  deste tipo de estudo para uma melhoria das práticas.    Título 2: Qualidade das práticas em intervenção precoce: uma prioridade ‐ Maria  Elisabete  Mendes,  Ana  Isabel  Pinto  e  Júlia  Serpa  Pimentel/  Escola  Superior  de  Educação de Portalegre, FPCE‐UP, ISPA E‐mail: elisabete@esep.pt  Resumo2: O presente projecto de investigação, pretende caracterizar a realidade  de serviços de intervenção precoce, bem como avaliar o grau de implementação  dos  modelos  teóricos  recomendados  e  a  adequação  das  práticas  desenvolvidas  pelos profissionais na resposta às necessidades identificadas ao nível da criança,  da família e da gestão dos recursos da comunidade. Os estudos realizados têm‐se  focado  fundamentalmente  nas  percepções  de  profissionais  e  grau  de  satisfação  dos  pais  e  não  no  que  se  passa  efectivamente  no  decorrer  do  programa  de  intervenção.  Assim,  propusemo‐nos  a  partir  de  uma  autoavaliação  efectuada  pelos  profissionais  envolvidos  nas  equipas,  analisar  e  observar  as  práticas  implementadas  no  âmbito  de  diferentes  programas  de  intervenção  precoce.  Trata‐se  pois  de  realizar  a  avaliação  de  programas  e  práticas,  assinalando  indicadores  de  qualidade  emergentes  nos  serviços  de  intervenção  precoce,  esperando  poder  contribuir  para  a  melhoria  dos  serviços,  assim  como  para  perspectivar  um  modelo  de  Intervenção  Precoce  mais  adaptado  à  realidade  Portuguesa.    Título 3: “Bons professores” e boas “práticas pedagógicas”: a visão de professores  e  alunos  dos  2  e  3º  ciclos  –  Sérgio  Gaitas  e  J.  C.  Silva/  Instituto  Superior  de  Psicologia Aplicada E‐mail: sergiogaitas@hotmail.com  Resumo 3: A investigação sobre “ bons professores” e “boas práticas” remonta ao  Método  Socrático.  Porém,  sempre  se  valorizou  a  percepção  dos  professores  e  a  opinião  dos  alunos  tem  sido  progressivamente  desvalorizada  (Beishuizen,  Hof,  Putten, Bouwmeester e Asscher, 2001; Messiou, 2006). O objectivo deste estudo  foi o de comparar a importância atribuída por professores e alunos a um conjunto  de  práticas  pedagógicas,  descrevendo  também  a  dificuldade  que  os  professores  sentem  na  sua  implementação.  Participaram  91  professores  e  91  alunos  a  frequentarem  os  2º  e  3º  Ciclos.  O  instrumento  de  recolha  de  dados  foi  um  questionário adaptado a partir de Morgado (2003). As dimensões onde podem ser  agrupadas  as  diferentes  práticas  pedagógicas  apresentam  a  mesma  ordem  de 

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importância para professores e alunos, sendo que os professores parecem atribuir  menor dificuldade às práticas que consideram ser mais importantes implementar.    Título 4: Práticas em Educação Especial à luz do modelo biopsicossocial: o uso da  CIF‐CJ  como  referencial  na  elaboração  dos  Programas  Educativos  Individuais  ‐  Mónica  Silveira  Maia  e  Pedro  Lopes‐dos‐Santos/  Universidade  do  Porto  E‐mail:  s.monica.m@gmail.com  Resumo4:  A  introdução  na  legislação  do  uso  da  CIF‐CJ  como  referencial  dos  processos  de  avaliação/intervenção  em  educação  especial  (cf.  Decreto‐Lei  nº  3/2008)  torna  pertinente  analisar  o  modo  como  as  novas  orientações  têm  influenciado  as  práticas  de  atendimento  educativo  dos  alunos  com  NEE.  O  presente estudo examina 120 Programas Educativos Individuais (PEIs), elaborados  para os mesmos indivíduos antes e após a promulgação do decreto. Os resultados  revelam  que  a  documentação  da  incapacidade,  efectuada  em  referência  ao  modelo  biopsicossocial  operacionalizado  pela  CIF‐CJ,  inclui  espectros  mais  alargados de indicadores de funcionalidade e abarca maior número de descrições  orientadas  para  a  actividade  e  participação.  Contudo,  as  propostas  de  medidas  focalizadas  na  habilitação  ambiental  permanecem,  ainda,  incipientes.  A  necessidade  de  se  promover  uma  maior  interligação  entre  os  processos  de  avaliação  e  de  intervenção  encabeça  um  conjunto  de  recomendações  que  pretendem  instigar  reflexões  sobre  as  potencialidades  do  uso  da  CIF‐CJ  no  suporte à formulação dos PEIs.    Título  5:  Qualidade  do  contexto  de  creche:  percepções  dos  educadores  e  de  observadores  externos  ‐  Sílvia  Barros/  Escola  Superior  de  Educação  ‐  Instituto  Politécnico do Porto E‐mail: silviabarros@ese.ipp.pt  Resumo5:  Este  estudo  teve  como  objectivos  determinar  a  avaliação  que  educadores  de  infância  e  auxiliares  de  acção  educativa  efectuam  das  creches  onde  trabalham  e  comparar  essa  avaliação  com  a  efectuada  por  observadores  externos.  Participaram  neste  estudo  110  salas  de  creche  (distrito  do  Porto)  e  os  educadores  de  infância/auxiliares  responsáveis  por  essas  salas.  Os  observadores  avaliaram a qualidade das salas com base na Escala de Avaliação do Ambiente de  Creche  ‐  Edição  Revista  (ITERS‐R;  Harms,  Cryer,  e  Clifford,  2003).  Os   educadores/auxiliares  preencheram  um  questionário  que  lhes  permitiu  avaliar  a  qualidade de creche, de acordo com os mesmos critérios. Os resultados revelaram  que os educadores/auxiliares avaliaram positivamente as salas de creche e que os  observadores  as  consideraram  como  tendo  qualidade  mínima  ou  pobre.  Estes  resultados  sugerem  que  é  necessário  investir  na  avaliação  e  promoção  da  qualidade em creche e na formação dos educadores de infância e auxiliares que  trabalham neste contexto. 

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  Hora: 11.30h‐13.00h          Sala: 2203 Tipo: Mesa de comunicações Área temática: Psicologia do Trabalho e  Organizações  Título: Cultura organizacional ‐ Moderador: Adelino Duarte Gomes    Título 1: Cultura Organizacional e Bem‐Estar no Trabalho ‐ Joana Santos e Gabriela  Gonçalves/  Universidade  do  Algarve,  Faculdade  de  Ciências  Humanas  e  Sociais,  Departamento de Psicologia E‐mail: jcsantos@ualg.pt  Resumo  1:  A  temática  da  cultura  organizacional  permite  compreender  diversos  aspectos  da  vida  organizacional,  antes  negligenciados.  No  presente  estudo,  procurou‐se destacar a influência da cultura organizacional sobre o bem‐estar no  trabalho dos activos humanos. Os dados foram recolhidos a uma amostra de 635  profissionais  de  universidades  públicas  portuguesas,  através  dum  instrumento  constituído  por  duas  escalas:  o  questionário  FOCUS  (First  Organizational  Culture  Unified  Search)  (Neves,  2000),  a  Escala  de  Bem‐Estar  no  Trabalho  (Warr,  1990;  Santos  e  Gonçalves,  2009).  A  análise  de  regressão  mostrou  uma  associação  sistemática  e  positiva  entre  a  cultura  organizacional  e  bem‐estar  no  trabalho.  Estes resultados mostraram a importância do apoio organizacional no estudo do  bem  estar.  No  entanto,  novas  pesquisas  são  necessárias  a  fim  de  explorar  este  problema mais profundamente, a partir de perspectivas teóricas e empíricas.    Título 2: Ser, parecer e agir verde: a identidade organizacional e a internalização  ecológica ‐ Olga Romão e Francisco Nunes/ ISCTE‐IUL E‐mail: oromao@ispa.pt  Resumo 2: A opção dos gestores entre o isomorfismo e a variabilidade em matéria  de  internalização  ecológica  é,  segundo  vários  investigadores,  melhor  explicada  pela “razão de ser” da organização que por pressões legais ou dos stakeholders.  Neste estudo investigou‐se empiricamente a identidade organizacional (IO) como  elemento  diferenciador.  Consideraram‐se  duas  empresas  do  sector  químico  diferindo nos comportamentos ecológicos: A ‐ de fim‐de‐linha; B ‐ integrados no  processo  produtivo.  Colocaram‐se  as  hipóteses  de  que  diferiam  nos  conteúdos  identitários (especificamente do centro e na complexidade identitária) e que em B  haveria  maior  associação  entre  as  facetas  vivenciada,  manifestada  e  professada  da IO. Numa 1ªfase, qualitativa (aplicação da Laddering‐Technique), procedeu‐se  ao  mapeamento  hierárquico  dos  dados,  extraindo‐se  os  conteúdos  nucleares  e  periféricos,  bem  como  a  complexidade  identitária.  Estes  conteúdos  permitiram  ainda  a  operacionalização  da  identidade  manifestada  e  vivenciada,  a  ser  usada  numa 2ªfase (quantitativa), a par da professada cujo levantamento foi feito junto  dos gestores de topo. Os resultados revelaram que apesar dos valores ambientais  estarem presentes no centro ou núcleo da IO de ambas as organizações com base 

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num  índice  de  centralidade,  o  mesmo  não  acontece  quando  é  o  índice  de  abstracção que define o centro. A organização B revelou maior complexidade que  a A. Também se obtiveram diferenças nas correlações entre as facetas da IO.    Título  3:  Responsabilidade  social  e  cultura  organizacional:  um  estudo  de  caso  ‐  Alexandra  Leandro  e  Teresa  Rebelo/  Escola  Superior  de  Educação  do  Instituto  Politécnico  de  Coimbra;  Faculdade  de  Psicologia  e  Ciências  da  Educação  da  Universidade de Coimbra E‐mail: aleandro@esec.pt  Resumo  3:  A  Responsabilidade  Social  das  Empresas  (RSE)  é  um  conjunto  de  políticas  e  práticas  concertadas,  alinhadas  com  os  objectivos  estratégicos  das  mesmas,  que  pretende  dar  resposta  às  exigências  internas,  do  mercado  e  da  comunidade,  tendo  como  diapasão  o  interesse  comum.  O  estudo  de  caso  realizado,  tendo  como  campo  de  investigação  uma  empresa  socialmente  responsável, explora a relação entre a RSE e a Cultura Organizacional. Através da  triangulação  de  dados  obtidos  em  fontes  várias,  nomeadamente,  documentos,  observação,  entrevistas  não  estruturadas  e  35  entrevistas  semi‐estruturadas,  visamos  compreender  como  a  Cultura  Organizacional  pode  facilitar  a  implementação das práticas de RSE e, por outro, que reflexo tem esta pretensão  da  Responsabilidade  Social  das  Empresas  na  sua  Cultura  Organizacional.  Propomos  que  esta  relação  seja  vertida  num  modelo  que  reflecte  a  mútua  influência – o modelo “Boomerang” – tendo como ponto de partida o modelo de  Schein (1992).    Título 4: Qualidade e cultura de aprendizagem: Quais os contornos desta relação?  ‐ Teresa Rebelo e Adelino Duarte Gomes/ Faculdade de Psicologia e de Ciências da  Educação da Universidade de Coimbra E‐mail: terebelo@fpce.uc.pt  Resumo  4:  Este  estudo  centra‐se  na  relação  entre  o  processo  da  Qualidade  e  a  existência  de  uma  cultura  de  aprendizagem  nas  organizações,  interdependência  defendida  na  literatura,  quer  do  domínio  da  Qualidade,  quer  no  domínio  da  aprendizagem  organizacional  e  organizações  aprendentes.  A  amostra  utilizada  englobou  107  empresas  portuguesas,  onde  foram  inquiridos  um  total  de  1122  indivíduos.  As  informações  relativas  à  Qualidade  foram  recolhidas  em  entrevista  estruturada ao topo estratégico. A orientação da cultura para a aprendizagem foi  avaliada  através  da  escala  OCA  (Rebelo,  2000)  numa  amostra  representativa  de  colaboradores  em  cada  empresa.  Das  análises  efectuadas  realçamos  que  uma  gestão  pela  Qualidade  Total  se  relaciona  positivamente  com  uma  cultura  de  aprendizagem. Pelo contrário, os resultados sugerem que a etapa da certificação  da Qualidade, por si só, pode constituir‐se como um inibidor deste tipo de cultura.   

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Título 5: Descrição da cultura de empresas do Porto a partir da identificação dos  valores  organizacionais:  um  estudo  exploratório  –  Valentina  Ramos  e  Filomena  Jordão/ FPCEUP/CPUP E‐mail: valia_ramos@yahoo.es  Resumo5: A gestão por valores nas organizações laborais tem sido utilizada como  ferramenta  para  influenciar  o  sentido  de  pertença  e  a  identidade,  constituindo  parte  da  dinâmica  da  formação  da  cultura  e  intervindo  no  processo  de  comunicação  organizacional.  Com  este  estudo  exploratório  pretendemos  caracterizar  a  cultura  de  100  organizações  a  operar  na  região  do  Porto,  seleccionadas aleatoriamente, a partir da identificação dos valores publicados nos  websites  corporativos.  Utilizámos  um  método  misto  de  análise  dos  dados  combinando análise de conteúdo com recurso ao NVivo8 e cálculo de correlações  entre as variáveis de estudo. Identificámos um total de 24 valores organizacionais,  reunidos  em  6  grupos,  sendo  que  em  alguns  destes  valores  há  diferenças  significativas  entre  organizações  com  características  específicas  quanto:  data  de  criação,  tamanho,  forma  jurídica  e  sector  de  produção.  Os  resultados,  ao  permitirem  uma  contextualização  cultural  das  empresas  de  uma  região,  potenciam a intervenção e a realização de outros estudos organizacionais.      Hora: 11.30h‐13.00h          Sala: 2204   Tipo: Mesa de comunicações   Área temática: Psicologia da Família  Título: Da conjugalidade à parentalidade ‐ Moderadora: Orlanda Cruz/ Faculdade  de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto     Título  1:  Atitudes  perante  a  homoparentalidade  de  futuros  profissionais  da  rede  psicossocial  ‐  Jorge  Gato,  Anne  Marie  Fontaine  e  Nuno  Carneiro/  Centro  de  Psicologia Diferencial, Faculdade de Psicologia e de C.E. da Universidade do Porto  E‐mail: jorgegato@fpce.up.pt  Resumo  1:  Não  obstante  a  investigação  não  ter  evidenciado  diferenças  significativas  ao  nível  da  adaptação  psicológica  das  crianças  de  famílias  homossexuais  vs.  heterossexuais  (APA,  2005),  a  homoparentalidade  é  posta  em  causa,  tanto  pelo  sistema  jurídico  da  maior  parte  dos  países,  como  por  crenças  sobre os seus efeitos negativos para o desenvolvimento infantil. Este preconceito  constitui um factor de stresse, quer para as mães e pais homossexuais, quer para  os  seus  filhos,  ganhando  contornos  ainda  mais  graves  se  estas  famílias  o  experimentarem  no  relacionamento  com  aqueles  profissionais,  cujo  papel  é  prestar  assistência  às  suas  necessidades  educacionais,  de  saúde  e  sociais.  Neste  estudo,  é  utilizada  uma  metodologia  semi‐experimental  para  caracterizar  as  atitudes perante a homoparentalidade de um conjunto de futuros profissionais de  áreas psicossociais, nomeadamente de que forma antecipam o desenvolvimento 

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psicológico  de  crianças  adoptadas  por  pessoas  homossexuais.  Os  resultados  são  discutidos  em  termos  da  formação  académica  relativamente  à  área  da  diversidade familiar.    Título  2:  A  Relationship  Rating  Form  Revista  e  a  Satisfação  Conjugal  em  Casais  Mono e Biculturais ‐ Wolfgang Lind/ Faculdade de Psicologia da Universidade de  Lisboa, Luís Faísca/ Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da Universidade do  Algarve,  João  Moreira/  Faculdade  de  Psicologia  da  Universidade  de  Lisboa  e  Rodrigo  de  Sá‐Nogueira  Saraiva/  Faculdade  de  Psicologia  da  Universidade  de  Lisboa E‐mail: mwlind@hotmail.com  Resumo  2:  Apresentamos  nesta  comunicação  a  forma  revista  da  versão  portuguesa  da  Relationship  Rating  Form  (RRF‐R),  uma  escala  que  mede  a  satisfação  conjugal.  Esta  versão  resultou  de  um  estudo  preliminar  (264  casais  portugueses) com a RRF, não se tendo confirmado as seis dimensões originais, de  base  teórica.  Partindo  da  análise  factorial  exploratória  destes  resultados,  elaborámos uma versão reduzida (46 itens), com 4 dimensões de base empírica:  Paixão, Confiança, Conflitos e Intimidade. Um segundo estudo,    Título 3: A gestão de múltiplos papéis em casais de duplo‐emprego: estratégias de  conciliação  de  nível  individual,  de  casal,  familiar  e  profissional ‐  Marisa  Matias  e  Anne  Marie  Fontaine/  Faculdade  de  Psicologia  e  Ciências  da  Educação  da  Universidade do Porto E‐mail: marisa@fpce.up.pt  Resumo  3:  A  conciliação  entre  a  vida  profissional  e  familiar  é  uma  temática  estreitamente relacionada com mudanças sociais, em particular com a integração  das mulheres na força laboral e uma progressiva alteração dos papéis de género,  tanto  no  trabalho  como  na  família.  Actualmente,  as  famílias  em  que  ambos  os  elementos  do  casal  trabalham  passaram  ser  a  norma  e  não  a  excepção.  Frequentemente,  os  estudos  focam  uma  perspectiva  de  conflito  entre  os  dois  domínios  (profissionais  e  familiares).  Contudo,  a  maioria  das  famílias  mostra‐se  capaz  de  lidar  com  as  múltiplas  exigências  do  papel  familiar  e  profissional,  pelo  que uma análise das estratégias adaptativas e bem sucedidas utilizadas por estas  famílias é cada vez mais relevante. Assim, este trabalho pretende analisar quais as  estratégias  de  conciliação  ao  nível  individual,  de  casal,  familiar,  profissional  e  contextual,  utilizadas  por  casais  de  duplo‐emprego.  As  análises  têm  ainda  em  conta o factor género, NSE e impacto no bem‐estar individual.    Título 4: Preocupações Parentais em pais de crianças do sexo masculino e pais de  crianças  do  sexo  feminino:  Estudo  comparativo  ‐  Susana  Algarvio,  Isabel  Leal  e  João  Marôco/  Instituto  Superior  de  Psicologia  Aplicada  E‐mail:  susana.algarvio@ispa.pt 

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Resumo  4:  Neste  estudo  tivemos  como  objectivo  avaliar  e  comparar  as  preocupações parentais em pais de crianças do sexo masculino e pais de crianças  do sexo feminino. Os participantes são 2972 pais, 1416 pais de crianças do sexo  masculino e 1555 pais de crianças do sexo feminino, com idades compreendidas  entre  os  3  e  os  10  anos.  Foi  utilizada  uma  escala  de  preocupações  parentais,  construída por nós em estudos anteriores, constituída por 24 itens, divididos por  5  sub‐escalas,  problemas  familiares  e  preocupações  escolares,  desenvolvimento  infantil,  preparação,  medos  e  comportamentos  negativos.  A  média  de  preocupação  é  maior  nos  pais  de  crianças  de  sexo  feminino  em  todas  as  sub‐ escalas,  excepto  na  sub‐escala  V,  comportamentos  negativos.  Para  comparar  os  dois  grupos  escolhemos  o  teste  t‐Student  com  a  correcção  de  Welch  para  a  heterogeneidade  de  variâncias,  analisado  no  SPSS  15.  Foram  encontradas  diferenças significativas na sub‐escala IV, Medos (t (2745) = ‐ 2.877; p = 0.004)    Título 5: Relações entre estrutura familiar e vinculação: um estudo exploratório ‐  Fernanda  Salvaterra,  Luís  Santos,  Sónia  Fonseca  e  Maria  Salvaterra/  Sector  Adopção do CDSS Lisboa/ ISS,ip E‐mail: fsalvaterra@sapo.pt  Resumo  5:  As  características  do  sistema  familiar  no  qual  crescemos  constituem  uma  estrutura  complexa  e  dinâmica  que  influencia  o  desenvolvimento  das  crianças  a  todos  os  níveis  e,  sobretudo,  vai  modelar  a  forma  como  nos  iremos  relacionar com os outros, ao longo da vida. É actualmente aceite que a vinculação  é  uma  tarefa  desenvolvimental  chave  que  influencia  a  representação  da  criança  de  si  própria  e  dos  outros  e  ainda,  as  estratégias  de  processamento  de  sentimentos  e  pensamentos  relativos  às  relações  afectivas.  De  acordo  com  Bowlby (1973, 1980) a estrutura familiar influencia o desenvolvimento cognitivo e  emocional  e  a  aprendizagem  social.  O  modelo  Circumplexo  de  Olson  do  sistema  familiar  tem  como  hipótese  central  que  as  famílias  equilibradas  funcionam  de  forma  mais  adequada  e  permitem  um  desenvolvimento  saudável  dos  seus  membros.  Este  estudo  exploratório  pretende  compreender  melhor  as  relações  entre  as  características  do  sistema  familiar,  relativamente  à  adaptabilidade  e  coesão da família de origem, medida pelo FACES III e a organização da vinculação  avaliada pela EVA (Canavarro, 1999), nos candidatos à adopção. Uma amostra de  120  sujeitos  foi  avaliada  e  analisadas  estas  relações.  Encontrámos  alguns  resultados  interessantes  nomeadamente  que  a  adaptabilidade  nos  sistemas  familiares de origem está significativamente correlacionada com a capacidade de  estar próximo dos outros na vida adulta.    Hora: 11.30h‐13.00h          Sala: 2209   Tipo: Mesa de comunicações   Área temática: Psicologia Comunitária 

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Título: Questões de Inserção Sócio‐Comunitária e Educativa ‐ Moderadora: Isabel  Menezes/  Faculdade  de  Psicologia  e  Ciências  da  Educação  da  Universidade  do  Porto    Título 1: Análise da articulação política de jovens LGBT à luz da psicologia social e  da  psicologia  política:  aproximações  entre  Brasil  e  Portugal  ‐  Juliana  Perucchi/  Universidade Federal de Juiz de Fora E‐mail: juliana.perucchi@ufjf.edu.br  Resumo  1:  Os  movimentos  LGBT  apresentam  fértil  material  de  análise  para  a  Psicologia Social e Psicologia Política. Neste trabalho, a análise de dois grupos de  ação  coletiva  criados  e  mantidos  por  jovens  gays,  lésbicas,  bissexuais  e  transgêneros,  será  apresentada.  No  Brasil,  o  Grupo  Universitário  em  Defesa  da  Diversidade  Sexual  (GUDDS!)  atua  no  espaço  público,  promovendo  o  debate  sobre  diversidade  sexual  e  homofobia.  Em  Portugal,  a  Rede  Ex  aequo,  como  associação  juvenil  de  apoio  à  juventude  LGBT  tem  promovido  a  mudança  das  mentalidades em relação à orientação sexual e à identidade de gênero. As ações  investigadas  foram  desenvolvidas  pelos  dois  grupos  em  seus  respectivos  contextos,  em  2008  e  2009  e  foram  analisadas  pela  análise  do  discurso  foucauldiana.  A  teoria  queer  e  as  teorias  críticas  da  psicologia  social  contemporânea orientaram a pesquisa. Os resultados apontam que estes grupos  constituem  acções  colectivas  de  articulação  política  e  de  alargamento  da  arena  pública para a juventude.    Título  2:  Mudanças  resultantes  de  um  programa  comunitário  de  prevenção  dos  abusos  sexuais  de  crianças  (ASC)  ‐  Susana  Maria,  José  Ornelas  e  Regina  Bispo/  ISPA ‐ Instituto Universitário E‐mail: smaria@ispa.pt   Resumo 2: Os programas de prevenção dos ASC têm recebido algumas críticas e  comentários negativos por parte de alguns teóricos e investigadores na área.   O nosso objectivo é apresentarmos um estudo em que nos propomos analisar o  impacto  de  um  programa  comunitário  de  prevenção  dos  ASC  desenvolvido  a  partir  do  contexto  escolar  e  envolvendo:  crianças,  familiares  e  profissionais.  Avaliaremos o impacto que este programa tem nos participantes em termos dos  seus  conhecimentos  e  competências  relativamente  à  prevenção  e  intervenção  nos  ASC.  Espera‐se  que  os  participantes  demonstrem  níveis  significativamente  mais elevados de conhecimentos e competências mais adequadas, relativamente  à  prevenção  e  intervenção  nos  ASC,  após  o  seu  envolvimento  no  programa  quando comparados com os níveis anteriores. Consequentemente, o programa de  prevenção  em  causa  funcionará  potencialmente  como  um  redutor  de  risco  e  poderá  contribuir  positivamente  para  criar  factores  protectores  nas  potenciais  vítimas,  nas  famílias  e  nos  vários  contextos  do  quotidiano,  ou  seja,  na  comunidade.  

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  Título  3:  Contextos  de  Inclusão  e  Participação  de  Imigrantes  brasileiros:  o  papel  dos  movimentos  associativistas  ‐  I.  Maria  Jesus  e  Isabel  Menezes/  Faculdade  de  Psicologia  e  Ciências  da  Educação  da  Universidade  do  Porto  E‐mail:  mflina@gmail.com  Resumo 3: O estudo enquadra‐se no âmbito de um projecto de Doutoramento em  Psicologia cujo objectivo é aprofundar o conhecimento das dimensões subjectivas  da experiência migratória, acedendo aos processos inerentes à participação cívica  e  política  dos  imigrantes,  bem  como  à  relação  entre  a  participação,  sentido  de  comunidade  e  empoderamento  nas  comunidades  de  imigrantes  brasileiros  em  Portugal.  Considerando  o  associativismo  imigrante  como  expressão  primeira  da  participação  dos  imigrantes  é  dado,  neste  projecto,  ênfase  à  perspectiva  crítica  dos  dirigentes  associativos.  Neste  sentido,  com  base  numa  metodologia  qualitativa  entrevistou‐se  líderes  de  associações  de  imigrantes,  de  forma  a  identificar  dimensões  relevantes  associadas  à  participação  cívica  e  política  dos  imigrantes e compreender o papel das associações de imigrantes neste processo.  Adicionalmente, o objectivo é compreender os contextos e as condições em que  as  iniciativas  de  inclusão  e  integração,  desenvolvidas  por  parte  dos  movimentos  associativistas, se concretizam.    Título 4: Escolhas e Preferências no Âmbito da Educação Pré‐Escolar: Um Estudo  de  Métodos  Mistos  com  Famílias  Emigrantes  Nova‐Iorquinas  em  Contexto  de  Pobreza ‐ M. Clara Barata, Maggie Yuan e Hirokazu Yoshikawa/ Harvard Graduate  School of Education E‐mail: maria_barata@mail.harvard.edu  Resumo  4:  Apesar  da  evidência  acumulada  sobre  os  benefícios  cognitivos  e  de  desempenho  escolar  do  envolvimento  das  crianças  em  contextos  pré‐escolares  (e.g.  NICHD,  2003),  investigação  recente  documenta  que  as  famílias  emigrantes  de  primeira  geração  nos  EUA  têm  menos  probabilidade  de  aproveitar  estes  recursos  educacionais  do  que  outras  famílias  Americanas  do  mesmo  nível  socioeconómico (Brandon, 2004). Este estudo examina as diferenças no momento  da primeira participação no ensino pré‐escolar numa amostra de 323 famílias de  etnia  Dominicana,  Mexicana  e  Afro‐Americana  que  vivem  em  pobreza  em  Nova  Iorque. Adicionalmente, apresenta dados etnográficos de uma subamostra de 28  famílias  para  examinar  as  razões  por  detrás  das  suas  preferências  Resultados  preliminares confirmam que as famílias emigrantes tendem a escolher o cuidado  parental em vez da educação pré‐escolar Os resultados também demonstram que  são as barreiras de acesso aos recursos (e.g. o custo, as vagas disponíveis) e não  as diferenças culturais que determinam a escolha.   

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Título  5:  O  Sentido  de  Comunidade  e  a  Versão  Portuguesa  da  Escala  Breve  do  Sentido  de  Comunidade  (EBSC)  ‐  Liliana  Marante  e  Wolfgang  Lind  E‐mail:  marante.lp@gmail.com  Resumo  5:  Este  projecto  de  investigação  pretende  relevar  o  interesse  no  olhar  sobre  o  conceito  e  processo  do  sentido  de  comunidade  (SC)  na  população  portuguesa.    Procuramos  reflectir  sobre  as  implicações  que  a  sua  sensibilidade  contextual acarreta a áreas como o empowerment pessoal, social e comunitário,  assim  como  na  clarificação  de  mecanismos  de  agregação  e  manutenção  das  comunidades. Consideramos, enquanto base, a teoria do SC de McMillan e Chavis  (1986)  e  as  dimensões  que  dão  substrato  à  Escala  Breve  do  Sentido  de  Comunidade  (EBSC)  (McMillan,  Peterson  e  Speer,  2008)  adaptada  nesta  investigação  para  a  população  portuguesa.  A  partir  de  uma  análise  dos  índices  psicométricos,  explora‐se  a  questão  da  uni/multidimensionalidade  da  EBSC  e  consideram‐se as dimensões da EBSC e variáveis de carácter demográfico. A partir  de  itens  sensíveis  à  importância  da  comunidade  averigua‐se  a  relevância  que  os  participantes  atribuem  à  comunidade  considerando  a  esfera  pessoal  e  social.

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Sala: 2105    Título 1: Ambiente e Bem‐estar: adaptação e validação de uma escala de medida  da percepção da qualidade do ambiente hospitalar ‐ Cláudia Andrade/ CIS, ISCTE‐ IUL,  Luísa  Lima/  CIS,  ISCTE‐IUL  e  Marino  Bonaiuto/  Università  di  Roma,  La  Sapienza E‐mail: claudiarcandrade@gmail.com  Resumo  1:  A  percepção  da  qualidade  ambiental  tem  sido  um  tópico  central  na  investigação  em  psicologia  ambiental.  A  investigação  tem  mostrado  que  os  atributos do ambiente físico das unidades de saúde influenciam, por exemplo, a  satisfação  e  bem‐estar  dos  seus  utilizadores  e  que  a  percepção  da  qualidade  ambiental  é  uma  variável  mediadora  importante  neste  processo.  Este  estudo  insere‐se num projecto mais geral que pretende testar este modelo em contexto  hospitalar, sendo o seu primeiro objectivo adaptar e validar um instrumento que  avalie  a  percepção  da  qualidade  ambiental  ‐  Perceived  Hospital  Environment  Quality  Indicators  (Fornara,  Bonaiuto  e  Bonnes,  2006).  Esta  escala  foi  traduzida  para a língua Portuguesa utilizando o método de tradução‐retroversão. Com base  em  dados  obtidos  junto  de  pacientes,  visitas  e  profissionais  de  saúde  de  quatro  Serviços  de  Ortopedia  de  hospitais  públicos  portugueses,  e  recorrendo  a  uma  análise  factorial  confirmatória,  discutimos  a  estrutura  factorial  da  versão  portuguesa e italiana deste instrumento.    Título  2:  Vinculação  na  população  sem‐abrigo  ‐  Paula  Carrinho  e  Anabela  Sousa  Pereira/ universidade de Aveiro E‐mail: paulacarrinho@gmail.com  Resumo  2:  A  amostra  é  constituída  por  100  sem  abrigo  e  100  indivíduos  da  população em geral. Foi utilizado a Questionário do estilo de vinculação (Carrinho,  Pereira,  2009)tradução  do  Attachment  Style  Questionnaire  (ASQ)  desenvolvido  por  Feeney,  Noller  e  Hanrahan  (1994).  É  um  instrumento  de  fácil  utilização  que  avalia  as  dimensões  sociais  gerais  ligadas  à  vinculação  adulta.  Este  questionário  do tipo Likert oferece ainda a vantagem de ser composto por itens que não estão  especificamente  relacionados  com  um  tipo  preciso  de  relação  social,  como  as  relações amorosas ou de amizade. Os 40 itens organizam‐se em cinco dimensões:  (1) confiança (em si próprio e nos outros); (2) desconforto com a proximidade; (3)  necessidade de aprovação/reforço dos outros; (4) preocupação com as relações; e  (5)  considerar  as  relações  como  secundárias  (relativamente  a  outros  domínios,  tais  como  escola  ou  profissão)e  permitem  criar  scores  da  vinculação  evitante  e  ansiosa.   

Sessão de Posters 3    Hora: 9.00h‐13.00h       

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Título  3:  Contributos  para  a  complementaridade  na  avaliação  da  personalidade:  recurso à metodologia projectiva na avaliação em contexto organizacional. ‐ Hugo  Fazendeiro e Rosa Ferreira Novo E‐mail: martinsfazendeiro@yahoo.com  Resumo  3:  O  objectivo  deste  trabalho  é  apresentar  as  potencialidades  de  um  novo sistema de codificação e interpretação do Teste de Zulliger (teste Z) aplicado  em contexto colectivo. Tem por base diversos trabalhos realizados em diferentes  países e especificamente, em Portugal, uma investigação que teve como objectivo  principal  adaptar  o  teste  Z  (aplicação  colectiva)  aos  princípios  metodológicos  do  Sistema  Integrativo  do  Rorschach  (S.I.R.).  Este  trabalho  permitiu  a  estandardização  da  técnica,  designadamente  dos  materiais  de  teste,  bem  como  dos  procedimentos  de  aplicação,  registo  e  cotação,  abrindo  caminho  a  futuros  estudos  com  vista  à  obtenção  de  dados  normativos  alargados  para  a  população  portuguesa  e  a  estudos  de  validade.  Esta  nova  versão  do  teste  Z  permite  ultrapassar  limitações  da  avaliação  da  personalidade  por  questionários,  encontrando no contexto organizacional um campo favorável ao alargamento da  sua aplicação, permitindo‐se assim concretizar os propósitos de H. Zulliger (1959)  de que o teste Z fosse útil em diversos contextos.    Título 4: Avaliação do temperamento aos 13 e aos 24 meses: Validação da versão  portuguesa  do  Infant  Characteristics  Questionnaire  ‐  Alexandra  Carneiro,  Carla  Magalhães, Pedro Dias, Joana Baptista, Joana Silva, Sofia Marques, Filipa Rouxinol,  Margarida  Rangel  Henriques  e  Isabel  Soares/  Faculdade  de  Psicologia  ‐  Universidade Católica Portuguesa; Departamento de Psicologia ‐ Universidade do  Minho;  Faculdade  de  Psicologia  e  de  Ciências  da  Educação  ‐  Universidade  do  Porto E‐mail: acarneiro@porto.ucp.pt  Resumo  4:  Apresentam‐se  dois  estudos  inseridos  num  projecto  que  visa  compreender o desenvolvimento de crianças com idades entre 0/60 meses, que  têm  como  objectivo  geral  validar  o  Infant  Characteristics  Questionnaire  (ICQ;  Bates, Freeland e Lounsbury, 1979) para a população portuguesa, junto de mães e  de educadores. No primeiro estudo foi avaliada uma amostra de conveniência de  323  bebés  (11/  20  meses)  e,  no  segundo,  uma  amostra  de  398  crianças  (21/  32  meses). Os objectivos dos estudos foram a avaliação das qualidades psicométricas  deste  instrumento;  verificar  se  existem  diferenças  entre  os  relatos  dos  informadores;  e  examinar  a  influência  de  variáveis  sócio‐demográficas  na  avaliação  do  temperamento.  Os  estudos  permitiram  alcançar  soluções  factoriais  adequadas para o ICQ, a partir do relato das mães e dos educadores. Os níveis de  consistência  interna  das  dimensões  obtidas  são,  no  geral,  satisfatórios.  As  relações  entre  as  percepções  dos  informadores  confirmam  a  importância  da  avaliação do temperamento em diferentes contextos.   

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Título 5: Estudo de adaptação e validação das The Mehrabian Self‐Esteem (MSE)  and Optimism‐Pessimism (MOP) Scales ‐ Susana Custódio/ Instituto Politécnico de  Leiria, Anabela Pereira/ Universidade de Aveiro e Graça Seco/ Instituto Politécnico  de Leiria E‐mail: susana.custodio@esslei.ipleiria.pt  Resumo  5:  O  presente  trabalho  visa  apresentar  o  processo  de  tradução  e  adaptação  para  a  língua  portuguesa  das  The  Mehrabian  Self‐Esteem  (MSE)  and  Optimism‐Pessimism  (MOP)  Scales  (Mehrabian,  1998),  bem  como  respectivas  propriedades psicométricas. Depois de traduzidas e submetidas a um processo de  validação  linguística,  as  escalas  foram  administradas  a  1283  estudantes  dos  quatro  anos  do  curso  de  Licenciatura  em  Enfermagem,  no  ano  lectivo  de  2007/2008, em cinco Escolas Superiores de Saúde. A análise factorial revelou uma  solução  considerada  satisfatória  e  semelhante  à  do  autor  da  escala,  sendo  plausível  a  hipótese  de  unidimensionalidade  proposta  pelo  mesmo.  Os  valores  encontrados  na  análise  de  consistência  interna  são  satisfatórios  sendo  o  alfa  de  Cronbach em ambas as escalas de 0.76.A versão portuguesa das escalas mostrou  ter  características  psicométricas  idênticas  à  versão  original,  permitindo‐nos  afirmar  que  a  mesma  constitui  um  instrumento  válido  e  fiel  para  a  avaliação  da  auto‐estima e do optimismo‐pessimismo no contexto português.    Título  6:  Relações  Românticas  na  Adolescência  e  a  Utilização  da  internet  ‐  Ana  Luísa  Freitas  e  Paula  Mena  Matos/  Faculdade  de  Psicologia  e  de  Ciências  da  Educação da Universidade do Porto E‐mail: analof@iol.pt  Resumo  6:  Este  estudo  pretende  conhecer  as  representações  de  adolescentes  acerca  do  seu  estilo  de  relação  com  pares  românticos  e  a  importância  da  utilização  de  novas  tecnologias  para  o  desenvolvimento  deste  tipo  de  relações.  Salienta‐se o carácter piloto deste estudo, na medida em que se propõe explorar  dois instrumentos de autorelato relativos às relações amorosas na adolescência e  à  utilização  da  internet,  o  Behavioral  Systems  Questionnaire  (BSQ)  e  o  Online  Cognition Scale (OCS), respectivamente. Em geral, os resultados demonstram que  os  adolescentes  utilizam  a  internet  e  o  telemóvel  para  estabelecer  e  manter  relações sociais, em particular relações de namoro. Verificou‐se, ainda, que são os  indivíduos  inseguros  que  fazem  uma  utilização  menos  adaptativa  destas  formas  de  comunicação  mediada,  revelando  correlações  significativas  e  positivas  quer  com  o  conforto  e  dependência  do  uso  da  internet,  quer  com  a  dimensão  da  alienação,  mostrando‐se  também,  por  isso,  menos  próximos  nas  suas  relações  com os pares.    Título 7: Avaliação das propriedades psicométricas e da estrutura empírica do CR‐ EAT  numa  amostra  universitária  ‐  Ana  Maria  Teixeira,  Paulo  P.P.  Machado  e 

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Daniel  Fassnacht/Universidade  do  Minho  E‐mail:  anamariateixeira15@hotmail.com  Resumo7:  As  Perturbações  do  Comportamento  Alimentar  são  consideradas  das  perturbações  psicopatológicas  mais  prevalentes  entre  as  mulheres  e  requerem  uma  avaliação  compreensiva  e  multidimensional.  Este  estudo  pretendeu  avaliar  as  propriedades  psicométricas  do  Clinical  and  Research  Inventory  for  Eating  Disorders (CR‐EAT, Mößner Bauer, Fassnacht, e Kordy, 2008), bem como testar a  sua estrutura empírica. A amostra é composta por 698 estudantes universitários.  Também  foi  aplicada  a  Weight  Concern  Scale  (WCS,  Killen  et  al.,  1994).  Os  resultados indicaram uma boa consistência interna para a maioria das subescalas  do CR‐EAT e foi identificada uma solução de 11 factores, que reproduz a estrutura  da  escala  original  de  Mößner  et  al.  (2008).  Os  dados  obtidos  adequam‐se  ao  modelo  proposto  para  a  maioria  dos  índices  de  ajustamento  da  análise  confirmatória.  Neste  sentido,  o  CR‐EAT  revelou  ser  um  bom  instrumento  de  avaliação  de  uma  variedade  de  domínios  relevantes  para  o  desenvolvimento  e  manutenção das Perturbações do Comportamento Alimentar.    Título  8:  Entrevista  sobre  a  Vinculação  aos  Amigos:  Um  estudo  psicométrico  ‐  Diana Morais, Carla Faria, Alice Bastos e Isabel Soares/ Universidade do Minho ‐  Escola de Psicologia; Instituto Politécnico de Viana do Castelo ‐ Escola Superior de  Educação E‐mail: moraisdiana@hotmail.com  Resumo  8:  Na  idade  adulta,  a  teoria  da  vinculação  tem  servido  como  quadro  conceptual para compreender e investigar as relações interpessoais significativas,  com uma forte ênfase nas relações de cariz romântico. No entanto, perceber se as  relações  com  amigos  se  podem  assumir  como  relações  de  vinculação,  torna‐se  pertinente, se atendermos ao papel preponderante que os amigos vão assumindo  ao  longo  do  desenvolvimento,  uma  vez  que  se  tornam  figuras  centrais  para  a  concretização  de  tarefas  desenvolvimentais,  como  o  estabelecimento  da  identidade,  autonomia  e  intimidade.  Neste  contexto,  torna‐se  relevante  a  construção  de  um  instrumento  que  permita  avaliar  a  qualidade  das  relações  de  amizade  na  idade  adulta  a  partir  do  quadro  teórico  da  vinculação.  Assim,  na  presente comunicação apresentamos a Entrevista sobre a Vinculação aos Amigos  (EVA  –  Faria,  Morais  e  Soares,  2008),  bem  como  os  resultados  do  estudo  psicométrico  deste  instrumento  junto  de  uma  amostra  de  jovens  adultos  portugueses.      Título 9: Diversidade Sexual e Escola – um estudo sobre a construção de género  numa escola de Lisboa ‐ Monique Montenegro/ Universidade de Lisboa e Fabiana  Maria Roque Chaves/ Universidade Nova de Lisboa E‐mail: niqueufv@gmail.com 

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Resumo 9: Quando falamos em género falamos simultaneamente em construção  social,  tal  construção  ocorre  em  múltiplas  instâncias  sociais,  em  diferentes  instituições.  Dentre  essas  várias  instâncias  está  a  escola  que,  ao  longo  de  sua  história  e na sua configuração actual, também tem criado e recriado formas de  produção  de  género.  Actualmente,  como  ressalta  Louro  (1999),  a  representação  do  que  é  ser  homem  e  mulher  está  em  alteração,  junto  a  isso,  surge  uma  nova  discussão, o homossexualismo. Este trabalho apresenta os resultados parciais de  uma  pesquisa  realizada  numa  escola  pública  de  Lisboa  que  buscou  analisar  a  forma  com  que    professoras  do  I  CEB  têm  trabalhado  a  diversidade  de  sexualidades  construídas  e  presentes  no  cotidiano,  em  especial  o  homossexualismo.  Para  tanto  nos  baseamos  em  entrevistas  semi‐estruturadas  realizadas com 5 professores. Os primeiros resultados revelam a dificuldade que  os professores possuem em lidar com tal questão, especialmente no que se refere  ao homossexualismo.    Título 10: Funcionamento sexual no idoso: psicopatologia (Depressão/Ansiedade),  institucionalização e consumo de álcool. ‐ Teresa Cardoso e José Soares Martins/  Universidade Fernando Pessoa E‐mail: cardosoter@gmail.com  Resumo10: Pretende‐se com a presente investigação conhecer o funcionamento  sexual dos idosos de ambos os sexos, institucionalizados e não institucionalizados  e explorar a sua relação com a psicopatologia (Depressão/Ansiedade), tendo em  conta  as  variáveis  (Idade/NSE)  e  consumo  de  álcool.  Para  o  efeito  foi  realizada  uma  amostra  de  201  participantes  com  mais  de  65  anos.  100  homens/101  mulheres;  99  institucionalizados/101  não  institucionalizados.Foram  utilizados  os  Instrumentos: BSI, Derogatis e Spencer, 1982; FSFI, Rosen et al., 2000; IIEF, Rosen  et al., 1997 e o CAGE, Ewing, 1984. Pode‐se concluir que o funcionamento sexual  no  homem  idoso  está  associado  negativamente  e  significativamente  à  psicopatologia (Depressão/Ansiedade) e à variável sócio‐demográfica (Idade). Nas  mulheres  o  funcionamento  sexual  está  associado  negativamente  e  significativamente ao consumo de álcool.    Título 11: Níveis de depressão na população idosa: efeitos do suporte social e da  auto‐transcendência  ‐  Catarina  Xavier  Pereira,  José  Ferreira‐Alves/Universidade  do  Minho  e  Pedro  Lopes‐dos‐Santos/  Universidade  do  Porto  E‐mail:  alves@psi.uminho.pt  Resumo  11:  Objectivos:  a)  Avaliar  indicadores  de  depressão  numa  amostra  de  pessoas  idosas  residentes  numa  freguesia  do  Norte  do  país;  b)  Avaliar  a  relação  entre os níveis de depressão, o suporte social e a auto‐transcendência. Método:  101  participantes,  com  idades  compreendidas  entre  65  e  89  anos,  com  uma  média de 74,5 e dp de 5,56, sem indicadores de declínio cognitivo, dos quais 61 

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eram  do  sexo  feminino  e  40  do  sexo  masculino,  responderam  à  GDS‐15,  ao  inventário  de  auto‐transcendência  de  adultos  e  à  Escala  de  satisfação  com  o  Suporte  Social.  Resultados:  O  suporte  social,  isoladamente,  prediz  51,2%  da  variância dos níveis de depressão, enquanto que se acrescentarmos ao modelo a  auto  transcendência,  a  variância  explicada  aumenta  para  53,3%.Conclusão:  os  dados sugerem que, na pessoas idosa, as variáveis interpessoais são um factor de  protecção mais significativo contra a depressão do que variáveis intrapessoais ou  de personalidade como a auto‐transcendência.    Título  12:  Avaliação  do  perfil  de  défices  cognitivos  na  esquizofrenia  ‐  Susana  Fernandes e Maria Salomé Pinho/ Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação  da U.C. E‐mail: susanafernandes@msn.com  Resumo  12:  Este  estudo  teve  como  objectivo  analisar  défices  na  memória,  funções  executivas  e  atenção,  através  da  Bateria  de  Avaliação  Neuropsicológica  para  a  Esquizofrenia  (BANE).Foram  avaliados  dois  grupos  de  indivíduos  com  esquizofrenia com perfil sintomatológico positivo (N=40) e negativo (N=40) e dois  grupos de controlo: indivíduos com diagnóstico de depressão não psicótica (N=40)  e  sem  diagnóstico  psiquiátrico  (N=40)).  Os  resultados  obtidos  revelaram  diferenças  estatisticamente  significativas  entre  grupos  de  estudo  e  de  controlo  em  todos  os  domínios  cognitivos  avaliados:  memória  a  longo  prazo  (memória  semântica,  memória  episódica  e  memória  prospectiva),  memória  de  trabalho,  funcionamento  executivo  e  atenção.  Os  resultados  permitiram  sugerir  que  a  memória  de  trabalho  possa  ser,  de  forma  genérica,  o  veículo  para  melhor  compreensão do impacto de outros défices cognitivos enquanto processo basilar  que sustentará ou agravará esses défices.    Título  13:  Relação  entre  o  Stress  Parental  e  as  Práticas  Parentais  em  Mães  de  Crianças  com  Perturbação  de  Hiperactividade  com  Défice  de  Atenção  ‐  Vanessa  Santos/ Centro de Desenvolvimento do Hospital de Dona Estefânia, Salomé Vieira  Santos/  Faculdade  de  Psicologia,  Universidade  de  Lisboa,  Maria  João  Pimentel/  Centro  de  Desenvolvimento  do  Hospital  de  Dona  Estefânia  e  Maria  do  Carmo  Vale/  Centro  de  Desenvolvimento  do  Hospital  de  Dona  Estefânia  E‐mail:  vanessaab_santos@hotmail.com   Resumo  13:  O  presente  estudo  tem  como  objectivos  caracterizar  o  funcionamento  parental  (stress  e  práticas)  de  mães  de  crianças  diagnosticadas  com Perturbação de Hiperactividade com Défice de Atenção (PHDA) e analisar a  relação entre o stress parental e as práticas. Participaram no estudo 30 mães de  crianças  com  PHDA  (com  idades  compreendidas  entre  os  7  e  os  12  anos).  Os  instrumentos  utilizados  foram  o  Índice  de  Stress  Parental  e  o  EMBU‐P.  Os  resultados  mostram  que  as  mães,  comparativamente  com  as  amostras  dos 

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estudos  de  adaptação  dos  instrumentos,  experimentam  níveis  mais  elevados  de  stress  e  recorrem  menos  a  práticas  de  controlo.  Adicionalmente,  as  mães  que  experimentam  níveis  mais  elevados  de  stress  associados  com  características  da  criança  utilizam  mais  práticas  parentais  de  rejeição.  Os  resultados  obtidos  sugerem  a  pertinência  de  se  atender,  nesta  população,  ao  stress  parental  experimentado  e  ao  tipo  de  práticas  educativas,  dadas  as  suas  potenciais  consequências no desenvolvimento da criança.    Título  14:  Vinculação  e  Características  de  Personalidade  na  Perturbação  Estado‐ Limite da Personalidade na Adolescência ‐ Ana Mendes, Vera Ramos, Isabel Leal,  Emílio Salgueiro e João Maroco/ Unidade de Investigação em Psicologia e Saúde,  Instituto  Superior  de  Psicologia  Aplicada  /  Unidade  de  Pedopsiquiatria,  Hospital  Garcia de Orta E‐mail: verasantosramos@hotmail.com  Resumo  14:  Esta  investigação  tem  como  objectivos  a  descrição  e  caracterização  do  quadro  nosológico  de  perturbação  estado‐limite  da  personalidade  (PELP)  aplicado  à  adolescência,  a  compreensão  da  percepção  da  vinculação  e  as  características  de  personalidade  dos  adolescentes.O  estudo  exploratório  e  correlacional tem uma amostra constituída por 40 adolescentes (12 rapazes e 28  raparigas),  com  idades  entre  os  15  e  18  anos,  frequentando  consulta  de  pedopsiquiatria. O diagnóstico de PELP foi aferido através do Childhood Interview  for  DSM‐IV  Borderline  Personality  Disorder  (CI‐BPD),  os  adolescentes  seleccionados  foram  avaliados  com  o  Inventário  sobre  a  Vinculação  para  a  Infância  e  Adolescência  (IVIA)  e  Inventário  Clínico  para  Adolescentes  de  Millon  (MACI).Em  conclusão,  a  maioria  dos  participantes  apresenta  uma  percepção  insegura  da  vinculação,  sendo  que  dentro  desta  categoria  predomina  o  tipo  ansioso/ambivalente  com  o  qual  se  correlacionam  características  de  personalidade de externalização e internalização, e no tipo evitante evidenciam‐ se características de internalização dentro do quadro de PELP.      Título 15: Alexitimia: Que Processos Emocionais? Que Intervenção Terapêutica? ‐  Ana Catarina Nunes da Silva e António José dos Santos Branco Vasco/ Faculdade  de  Psicologia  e  Ciências  da  Educação  ‐  Universidade  de  Lisboa  E‐mail:  AnaCatarinaNS@gmail.co  Resumo  15:  São  conhecidas  as  dificuldades  inerentes  ao  processo  terapêutico  com  pacientes  classificados  como  alexitímicos.  Neste  trabalho  propõe‐se  que  as  características associadas ao conceito de alexitimia reflectem défices ao nível dos  processos  de  activação,  consciência,  experienciação,  expressão,  diferenciação  e  regulação  emocional.  Adicionalmente,  sugere‐se  que  com  pacientes  com  funcionamento alexitímico seja necessário um maior enfoque terapêutico ao nível 

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de  tarefas  emocionais,  nomeadamente,  de  experienciação  e  diferenciação  emocionais.  Salientam‐se  ainda  as  dificuldades  que  podem  ocorrer  ao  nível  da  aliança terapêutica. Discutem‐se as implicações para o constructo de alexitimia e  para as tomadas de decisão clínica. Sugere‐se a importância de ter em conta esta  dimensão  na  conceptualização  de  caso,  no  sentido  de  antecipar  dificuldades  ao  nível  da  relação  e  de  se  optar  por  objectivos  mais  focados  nos  processos  subjacentes à alexitimia do que nas suas consequências.    Título  16:  O  envolvimento  paterno:  Comparação  entre  Zonas  Rurais  e  Urbanas  ‐  Patrícia  Borges,  Inês  Pessoa  e  Costa,  Ligia  Monteiro,  Teresa  Pires  e  Manuela  Veríssimo/ UIPCDE, ISPA E‐mail: mveriss@ispa.pt  Resumo  16:  O  contexto  histórico,  social  e  económico  molda  as  concepções  académicas  e  populares  acerca  da  família,  da  parentalidade  e  da  criança.  Neste  estudo  analisamos  o  envolvimento  relativo  de  mães  e  pais  em  actividades  relacionadas com as crianças, nomeadamente, nos cuidados directos, indirectos,  ensino/disciplina,  brincadeira,  e  lazer  no  exterior.  Especificamente,  procuramos  compreender, numa amostra de famílias bi‐parentais portuguesas, em que ambos  os pais trabalham a tempo inteiro e as crianças frequentam o Jardim‐de‐Infância,  se  existe  uma  participação  partilhada  ou  uma  divisão  tradicional  baseada  no  género.  Um  total  de  500  casais,  metade  de  zonas  rurais  e  metade  de  zonas  urbanas  preencheram  a  Escala  de  Envolvimento  Parental:  Participação  em  Actividades de Cuidados e de Socialização (Monteiro, Veríssimo, e Pessoa e Costa,  2008).  Os  resultados  serão  discutidos  em  função  das  diferenças  em  função  da  zona, mas também do grupo sócio cultural de pertença da idade e do género da  criança.     Título 17: Envolvimento Paterno em famílias bi‐parentais: Associações com o que  é  desejado  pela  mãe  e  com  as  características  da  criança  ‐  Inês  Pessoa  e  Costa,  Marilia  Fernandes  e  Nuno  Torres  e  Manuela  Veríssimo/  UIPCDE,  ISPA  E‐mail:  mveriss@ispa.pt  Resumo 17: O estudo analisou, em 200 famílias bi‐parentais, a percepção do pai  face  ao  seu  envolvimento,  relativo  à  mãe,  em  5  domínios:  Cuidados  Directos  e  Indirectos;  Ensino/Disciplina;  Brincadeira;  Lazer  no  Exterior.  O  envolvimento  desejado  pela  mãe  e  as  características  individuais  da  criança  (idade,  género  e  temperamento)  foram  analisados  como  factores  explicativos  da  participação  do  pai.  Os  resultados  indicam  que  é  quase  sempre  a  mãe  a  realizar  as  actividades  relacionadas com os Cuidados Indirectos, enquanto, nas restantes se verifica uma  participação  partilhada.  As  mães  desejam  uma  maior  participação  dos  pais  nas  Tarefas  de  cuidados,  e  um  menor  envolvimento  na  Brincadeira.  Análises  hierárquicas  de  regressão  múltipla  indicam  que  o  envolvimento  desejado  pelas 

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mães  é,  no  modelo  analisado,  o  melhor  preditor  da  variância  da  participação  materna para as 5 actividades analisadas. Os resultados são discutidos para cada  tipo de actividades e considerando o papel regulador da mãe no envolvimento do  pai.    Título  18:  Stress  Parental  e  Satisfação  Conjugal  em  Mães  de  Crianças  com  Perturbação de Hiperactividade com Défice de Atenção ‐ Marta Barata e Salomé  Vieira  Santos/  Faculdade  de  Psicologia,  Universidade  de  Lisboa  E‐mail:  martainesbarata@gmail.com  Resumo 18: No presente estudo pretende‐se: caracterizar o stress parental (SP) e  a  satisfação  conjugal  (SC)  em  mães  de  crianças  com  Perturbação  de  Hiperactividade  com  Défice  de  Atenção  (PHDA);  analisar  a  relação  quer  entre  estas  dimensões,  quer  entre  elas  e  variáveis  relativas  ao  problema  e  ao  modo  como se lida com ele. Participaram no estudo 25 mães de crianças com PHDA (5‐ 10  anos).  Os  instrumentos  utilizados  foram  o  Índice  de  Stress  Parental  (ISP)  e  a  Escala de Avaliação da Satisfação em Áreas da Vida Conjugal (EASAVIC). Verifica‐ se que as mães apresentam níveis de SP mais elevados face à amostra normativa  do  ISP,  mas  não  se  diferenciam  da  amostra  do  estudo  da  EASAVIC  na  SC.  Níveis  mais  elevados  de  SP  associam‐se  com  níveis  mais  baixos  de  SC.  Acresce  que  a  interferência da PHDA na relação mãe‐criança e a mãe lidar pior com o problema  se associam com áreas específicas de SP.    Título 19: Análise das Estratégias de Coping e da Qualidade de Vida Percebida em  Mulheres  com  Cancro  da  Mama:  estudo  exploratório  ‐  Alda  Portugal,  Isabel  Alberto e Madalena Lourenço/ Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação,  Universidade de Coimbra E‐mail: aldaportugal@hotmail.com  Resumo  19:  O  objectivo  deste  estudo  exploratório  prende‐se  com  a  análise/comparação  das  estratégias  de  coping  e  qualidade  de  vida  percebida  numa  amostra  composta  por  mulheres  com  cancro  da  mama  (Grupo  B,  N=33)  e  mulheres  sem  cancro  da  mama  (Grupo  A,  N=37).  Além  do  questionário  sócio‐ demográfico,  foram  utilizadas  as  Escalas  de  Avaliação  Pessoal  Orientadas  para  a  Crise  em  Família  (McCubbin,  Larsen  e  Olson,  1981,  versão  NUSIAF‐Sistémica,  2007)  e  o  inventário  Qualidade  de  Vida  (Olson  e  Barnes,  1982,  versão  NUSIAF‐ Sistémica,  2007),  revelando  boas  características  psicométricas.  Os  resultados  indicam que o Grupo A utiliza estratégias de coping associadas ao exercício físico,  revelando  também  melhor  auto‐percepção  da  própria  saúde.  O  Grupo  B  apresenta  maior  satisfação  quanto  à  família/conjugalidade.  As  análises  exploratórias  revelaram  ainda  a  existência  de  efeitos  significativos  na  interacção  entre  as  variáveis  estatuto  sócio‐económico,  etapa  do  ciclo  vital  e  doença,  nas 

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estratégias de coping, e entre o estatuto sócio‐económico e doença na qualidade  de vida.    Título 20: Estudo de adaptação e validação do instrumento de Avaliação do Luto  Prolongado  para  a  população  portuguesa  ‐  Mayra  Delalibera,  Alexandra  Coelho,  Sílvia  Noné  e  António  Barbosa/  Unidade  de  Medicina  Paliativa  –  Hospital  Santa  Maria E‐mail: mayrarmani@yahoo.com.br  Resumo  20:  Uma  das  áreas  de  intervenção  em  cuidados  paliativos  é  o  acompanhamento  psicológico  das  famílias  em  risco  de  desenvolver  luto  prolongado que, de acordo com a literatura, pode afectar 10 a 20% da população  enlutada.  Este  estudo  pretende  validar  para  a  população  portuguesa  o  instrumento criado por Prigerson e Maciejewski (Prolonged Grief Disorder, 2007)  para  diagnóstico  de  Luto  Prolongado,  cujos  critérios  são:  a  vivência  de  uma  experiência de perda geradora de intensas saudades e anseio pelo falecido que se  estende por um período superior a 6 meses; sintomatologia emocional, cognitiva  e  comportamental  e  significativa  disfunção  da  vida  social  e  ocupacional.  Foi  realizado o processo de tradução e retroversão do instrumento para adaptação à  língua portuguesa.  A  população‐alvo  é  constituída  pelos cuidadores dos  doentes  que  estiveram  em  acompanhamento  na  Unidade  Intra‐Hospitalar  de  Cuidados  Paliativos do Hospital de Santa Maria, cujo ente querido faleceu há, pelo menos, 6  meses.    Título  21:  Representações  da  vinculação  no  período  pré‐escolar:  Relação  com  o  Auto‐conceito  e  Aceitação  Social  ‐  Joana  Maia,  Bruno  Ferreira,  Manuela  Veríssimo,  António  J.  Santos  e  Paula  Malo  Machado/  UIPCDE  ISPA  E‐mail:  mveriss@ispa.pt  Resumo  21:  Este  estudo  tem  como  objectivo  analisar  as  associações  existentes  entre o auto‐conceito dos sujeitos, as representações internas que estes possuem  das  suas  experiências  relacionais,  e  a  aceitação  social  pelos  pares.  Para  inferir  a  qualidade e a segurança das representações de vinculação utilizámos uma versão  adaptada da MacArthur Story Stem Doll‐play Task numa amostra de 100 crianças  do pré‐escolar. A representação do self foi avaliada através da versão portuguesa  da  Pictorial  Scale  of  Perceived  Competence  and  Social  Acceptance  for  Young  Children  (Mata,  Monteiro,  e  Peixoto,  2008).  Finalmente  a  aceitação  social  foi  avaliada através de entrevistas sociométricas. Os resultados encontrados apoiam  a  presença  de  relações  entre  a  qualidade  das  representações  associadas  à  vinculação  e  a  representação  global  que  a  criança  tem  do  seu  self  e  com  a  aceitação social pelos pares.   

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Título 22: Comportamento de Vinculação no Início do Período Escolar: Influência  do  Estilo  de  Vinculação  na  Percepção  do  Pai  ‐  Francisco  Lopes,  Pedro  Dias  e  Cláudia  Almeida/  Faculdade  de  Educação  e  Psicologia  da  Universidade  Católica  Portuguesa E‐mail: francisco_lopes13@hotmail.com  Resumo  22:  Esta  investigação  teve  como  principal  objectivo  avaliar  os  estilos  de  vinculação  de  pais  e  a  sua    influência  no  modo  como  estes  percepcionam  o  comportamento de vinculação dos seus filhos no início do período escolar. Nesta  investigação, participaram 85 díades pai‐filho, tendo sido aplicado ao pai a Escala  de  Avaliação  do  Adulto,  a  Escala  de  Percepção  Materna  do  comportamento  de  vinculação  da  Criança  e  uma  ficha  sócio‐demográfica.Os  resultados    indicam  a  inexistência  de  uma  relação  directa  entre  o  estilo  de  vinculação  do  pai  e  a  percepção que este tem do comportamento de vinculação do filho. No entanto,  quando comparados pais com diferentes estilos de vinculação, foram encontradas  diferenças  entre  estes  relativamente  à  sua  percepção  do  comportamento  de  vinculação dos filhos. Características sócio‐demográficas como a escolaridade do  pai,  a  idade  da  criança  e  o  número  de  filhos  relacionam‐se  também  com  a  percepção que os pais têm dos comportamentos de vinculação dos filhos.    Título 23: Comportamentos de vinculação no início do período escolar: influência  do  estilo  de  vinculação  na  percepção  da  mãe  –  C.  Almeida,  P.  Dias  e  F.  Lopes/  Universidade Católica Portuguesa E‐mail: claudia.oliveiralmeida@gmail.com  Resumo 23: O presente estudo teve como objectivo geral avaliar a influência do  estilo  de  vinculação  da  mãe  na  percepção  do  comportamento  de  vinculação  de  crianças no período escolar. Este trabalho foi realizado junto de 109 díades mãe‐ criança em período escolar, dos 6 aos 8 anos, que responderam a uma ficha sócio‐ demografica,  à  Escala  de  Vinculação  do  Adulto  (EVA)  e  à  Escala  de  Avaliação  da  Percepção Materna do Comportamento de Vinculação da Criança: PCV‐Mãe (PCV‐ M). Através da análise efectuada verificou‐se que quanto à influência do estilo de  vinculação da mãe na percepção do comportamento de vinculação de crianças no  período escolar, o recurso a uma abordagem dimensional indica que quanto mais  elevada  a  percepção  de  conforto  com  a  proximidade  e  a  confiança  nos  outros,  maior  a  utilização  por  parte  da  criança  da  mãe  como  base  segura,  tal  como  suporta a literatura sobre transgeracionalidade da vinculação.    Título  24:  A  qualidade  da  vinculação  e  o  desenvolvimento  da  compreensão  das  emoções  em  crianças  de  idade  pré  escolar  ‐  Ana  Rebelo,  Ligia  Monteiro,  Paula  Machado,  Teresa  Rolão  e  Manuela  Veríssimo/  UIPCDE,  ISPA  E‐mail:  mveriss@ispa.pt  Resumo  24:  As  experiências  familiares  fornecem  várias  oportunidades  para  vivenciar  diversos  tipos  de  emoções,  desta  forma,  é  razoável  esperar  que  a 

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qualidade  das  interacções  entre  os  pais  e  as  crianças  tenha  impacto  no  desenvolvimento da compreensão das emoções (Deborah e Thompson, 1998). O  objectivo do presente estudo é analisar a associação entre as representações de  vinculação  de  crianças  em  idade  pré‐escolar  e  a  compreensão  das  emoções.  Utilizou‐se  a  “Tarefa  de  completamento  de  histórias  acerca  da  vinculação”  de  Bretherton  et  al.  (1990),  e  uma  adaptação  do  Teste  de  Conhecimento  das  emoções  de  Denham  et  al  (1990).  Com  vista  ao  controle  do  desenvolvimento  linguístico  utilizou‐se  a  WPPSI  (provas  verbais).  Os  participantes  são  80  crianças  com  idades  compreendidas  entre  os  4  e  os  5  anos  de  idade.  Os  resultados  confirmaram  a  hipótese  de  que  o  conhecimento  das  emoções  em  crianças  está  associado à qualidade do modelo interno de vinculação.    Título  25:  Experiências  relacionais  na  infância  de  cariz  disfuncional  e  estilos  de  vinculação amorosa: Um estudo com uma amostra de estudantes universitários ‐  Ana  Bragança  e  Rui  C.  Campos/  Universidade  de  Évora  E‐mail:  ana.s.braganca@gmail.com  Resumo  25:  O  objectivo  do  presente  trabalho  foi  estudar  a  relação  entre  experiências  relacionais  na  infância  com  as  figuras  significativas  e  estilos  de  vinculação  amorosa  no  adulto.  Participaram  187  estudantes  universitários,  109  mulheres e 78 homens. As idades variaram entre os 18 e os 43 anos (M= 22,82;  DP=  4,20).  Foi  aplicado  o  Protocolo  de  Avaliação  dos  Marcadores  do  Desenvolvimento  na  Psicopatologia  (PaMaDeP,  Soares,  Rangel‐Henriques,  Neves  e Pinho, 1999) e a versão portuguesa (Fonseca, Soares e Martins, 2006) do Loving  and Working (LeW, Hazan e Shaver, 1987). Compararam‐se os sujeitos com estilos  de  vinculação  segura,  insegura‐evitante  e  insegura‐ambivalente,  definidos  com  base  no  resultado  do  LeW,  nas  diferentes  escalas  do  PaMaDeP,  utilizando  sucessivamente  o  procedimento  de  análise  da  variância  a  um  factor.  Os  resultados  são  discutidos  de  um  ponto  de  vista  desenvolvimentista  e  psicodinâmico, e tendo por base a teoria da vinculação.    Título 26: Inovação organizacional: A eficácia do método de resolução criativa de  problemas  ‐  Fernando  Cardoso  de  Sousa  e  Ileana  Pardal  Monteiro/  Associação  Portuguesa  de  Criatividade  e  Inovação  –  APGICO  E‐mail:  cardoso_sousa@hotmail.com  Resumo  26:  Esta  investigação  procura  demonstrar  a  eficácia  do  método  de  Resolução  Criativa  de  Problemas  (RCP)  na  utilização  da  melhoria  nas  atitudes  sobre o pensamento divergente para identificar os problemas organizacionais.   Cada equipa de RCP, em sete empresas (48 pessoas), foi objecto de um pre‐post  teste  de  atitudes  sobre  o  pensamento  divergente,  tendo,  também,  feito  a  avaliação  da  eficácia  do  método.  Os  factos  relatados  e  registados  durante  as 

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sessões,  juntamente  com  a  avaliação,  foram  categorizados  e  sujeitos  a  análise  factorial de correspondências.   Os  resultados  revelam  uma  mudança  de  atitude  favorável  ao  pensamento  divergente,  sendo  o  método  considerado  uma  ferramenta  eficaz  para  ajudar  indivíduos,  equipas  e  organizações  a  encontrar  soluções  originais  para  os  problemas  e  transformar  a  criatividade  individual  em  projectos  de  inovação.  Da  análise dos factos foi possível tipificar a natureza da inovação em cada empresa,  conforme a especificidade da situação.    Título  27:  Comprometimento  Organizacional  e  Gestão  do  Conhecimento:  Estudo  Empírico  em  Organizações  do  Ensino  Superior  Público  ‐  Maria  Luísa  Fernandes  Lopes/  Faculdade  de  Psicologia  e  Ciência  da  Educação  da  Universidade  de  Coimbra E‐mail: luisa.lopess@hotmail.com  Resumo  27:  O  objectivo  da  presente  investigação  é  analisar  o  impacto  que  o  comprometimento  dos  colaboradores  tem  na  sua  percepção  relativa  aos  processos  de  gestão  do  conhecimento  nas  organizações  onde  intervêm.  Fundamentámo‐nos, conceptualmente, no modelo de Quijano, Navarro e Cornejo  (2000),  considerando  quatro  dimensões  de  comprometimento  organizacional  emergentes  da  adaptação  e  validação  do  questionário  ASH‐ICI  ao  sector  em  estudo (Favas, 2007).     Título  28:  Gestão  dos  recursos  humanos  e  gestão  do  conhecimento:  análise  de  dinâmicas relacionais ‐ Samuel Monteiro e Leonor Cardoso/ Faculdade de Ciências  Sociais  e  Humanas  –  Departamento  de  Psicologia  e  Educação  –  Universidade  da  Beira  Interior  –  Portugal;  Faculdade  de  Psicologia  e  de  Ciências  da  Educação  da  Universidade  de  Coimbra  –  Portugal  E‐mail:  smonteiro@ubi.pt;  lcardoso@fpce.uc.pt  Resumo  28:  A  comunicação  proposta,  em  Psicologia  Organizacional,  situa‐se  na  interface entre o estudo de consequentes da gestão de recursos humanos (GRH) e  a  análise  de  antecedentes  e  condicionantes  organizacionais  da  gestão  do  conhecimento (GC). Visa apresentar resultados e conclusões de múltiplas análises  aos dados de 1364 questionários individuais auto‐administrados e recolhidos em  55  empresas  de  4  subsectores  da  indústria  cerâmica  em  Portugal.  A  partir  de  equações  de  regressão  múltipla  hierárquica  analisam‐se  dinâmicas  relacionais  e  compararam‐se  impactos  de  dois  blocos  de  variáveis  da  GRH  em  quatro  dimensões da GC. Num I modelo foram introduzidas duas dimensões relativas aos  pressupostos  da  formação  profissional  e,  num  II  modelo,  aduziram‐se  variáveis  sobre  os  pressupostos  da  avaliação  de  desempenho  e  dos  sistemas  de  recompensa.  A  partir  dos  resultados  fundamenta‐se  a  não  neutralidade  da  aplicação  da  gestão  do  conhecimento  face  à  natureza  dos  pressupostos  de 

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processos  nucleares  da  GRH,  cuja  configuração  e  sofisticação  se  afiguram  como  factores condicionantes.    Título  29:  Autoconceito  e  Problemas  de  Comportamento  em  Crianças  com  Dificuldades de Aprendizagem ‐ Ivan Clemente e Salomé Vieira Santos/ Faculdade  de  Psicologia  e  Ciências  da  Educação,  Universidade  de  Lisboa  E‐mail:  tsar.ivan@gmail.com  Resumo  29:  O  presente  estudo  tem  como  objectivos:  (a)  a  caracterização  do  autoconceito  e  dos  problemas  de  comportamento  num  grupo  de  crianças  com  dificuldades  de  aprendizagem,  (b)  a  análise  da  relação  entre  estas  duas  dimensões.  Participaram  no  estudo  30  crianças  com  dificuldades  de  aprendizagem (8‐12 anos) que frequentavam uma instituição que apoia crianças  com este tipo de dificuldades. Utilizaram‐se as adaptações portuguesas da Piers‐ Harris  Children’s  Self  Concept  Scale  (PHCSCS‐2)  e  da  Teacher´s  Report  Form  for  Ages 6‐18 (TRF). Os resultados decorrentes da comparação com as amostras dos  estudos  de  adaptação  dos  instrumentos  usados  mostram  que  não  ocorrem  diferenças  significativas  no  autoconceito  Global  e  nas  subescalas  (incluindo  no  autoconceito  académico),  contudo,  quer  os  rapazes,  quer  as  raparigas  com  dificuldades  de  aprendizagem  diferem  significativamente  dos  da  amostra  de  comparação  no  comportamento,  apresentando  mais  problemas  (na  perspectiva  dos professores). Por último, um autoconceito mais baixo associa‐se a níveis mais  elevados de problemas de comportamento.    Título 30: Disrupção Escolar e Rendimento Académico: Um estudo com modelos  de  equações  estruturais  ‐  Maria  Olímpia  Almeida  de  Paiva  e  Abílio  Afonso  Lourenço/  CIPE  ‐  Centro  de  Investigação  em  Psicologia  e  Educação  da  Escola  Secundária Alexandre Herculano – Porto E‐mail: mopaiva@clix.pt  Resumo 30: A indisciplina, acompanhada ou não de violência física ou verbal, tem  vindo  a  constituir‐se  como  um  problema  cada  vez  mais  grave  no  dia‐a‐dia  das  nossas escolas, comprometendo seriamente a aprendizagem que é suposto nelas  acontecer  (Lourenço  e  Paiva,  2006a,b).Os  objectivos  consistiram  em  analisar  o  papel  predictor  de  algumas  variáveis  (e.g.,  autoconceito  e  ambiente  psicossociológico  da  sala  de  aula)  nos  comportamentos  disruptivos  dos  alunos,  bem  como  a  influência  destes  no  rendimento  escolar.  A  amostra  foi  constituída  por  217  alunos  do  3.º  CEB  do  centro  do  Porto.  Foram  utilizados  os  seguintes  instrumentos: EDEP ‐ Escala da Disrupção Escolar Professada pelos alunos (Veiga,  2008), PHCSCS‐2 ‐ Escala de Autoconceito – “Piers‐Harris Children’s Self‐Concept  Scale‐2”  (Veiga,  2006)  e  o  APSA  ‐  Escala  de  avaliação  do  Ambiente  Psicossociológico da Sala de Aula (Antunes, 2002). Os resultados sugerem que os 

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professores  devem  criar  nas  aulas  um  ambiente  de  aprendizagem  que  ressalte  uma motivação de alta qualidade.     Título 31: Leitura e Dislexia: Intervenções‐ A.  Pacheco, L. Faísca, K.M. Petersson e  A. Reis/ Universidade do Algarve E‐mail: aspacheco@ualg.pt  Resumo 31: Uma pesquisa na base bibliográfica Web of Knowledge identificou 84  artigos  científicos  sobre  intervenção  em  perturbações  da  leitura,  publicados  em  língua  inglesa  entre  2005  e  2009.  Com  o  objectivo  de  caracterizar  as  tendências  ao  nível  da  intervenção  presentes  na  literatura  dos  últimos  quatro  anos,  procedeu‐se  a  uma  análise  de  conteúdo  dos  artigos  reunidos,  recorrendo  ao  software  de  análise  textual  ALCESTE  4.9.  Os  resultados  obtidos  identificam  duas  temáticas  principais:  uma  temática  relativa  à  discussão  dos  diferentes  tipos  de  intervenção  que  pais  e  professores  desenvolvem,  bem  como  discussão  da  sua  eficácia  no  desenvolvimento  das  competências  de  leitura;  e  uma  segunda  temática referente às abordagens teóricas explicativas dos défices de leitura, que  contribuem para enformar avaliações de teor mais cognitivo e fonológico. De uma  forma geral, a investigação revista neste trabalho revela que as perturbações da  leitura,  como  a  dislexia,  demonstram  potencial  para  evoluções  positivas,  mediante programas de intervenção eficazes.    Título  32:  A  atuação  da  psicologia  escolar  na  educação  superior  do  Distrito  Federal/Brasil ‐ Cynthia Bisinoto e Claisy Maria Marinho‐Araújo/ Universidade de  Brasília E‐mail: cynthia.b@uol.com.br  Resumo  32:  A  atuação  da  Psicologia  Escolar  no  Brasil  tem  sido  associada  à  Educação Básica; contudo, a Educação Superior vem se configurando como novo  contexto  de  intervenção.  Essa  pesquisa  objetivou  conhecer  o  trabalho  dos  psicólogos  escolares  nas  Instituições  de  Educação  Superior  de  Brasília/DF.  Mapearam‐se  as  instituições  que  têm  psicólogo  escolar  e  quais  atividades  desenvolvem.  Utilizaram‐se,  para  análise,  as  informações  disponíveis  sobre  os  serviços de Psicologia Escolar nos sites das Instituições, contabilizadas em oito. Os  resultados  indicaram  que  as  intervenções  realizadas,  individual  e  coletivamente,  focam‐se  em  dificuldades  vivenciadas  pelos  alunos  e  na  promoção  do  desenvolvimento  acadêmico  e  humano,  destacando‐se  ações  emergentes  voltadas  ao  desenvolvimento  profissional  dos  atores  acadêmicos,  à  avaliação  institucional  e  ao  acompanhamento  aos  egressos.  A  pesquisa  evidenciou  que  a  Psicologia  Escolar  vem  ampliando  seu  espaço  de  atuação  na  Educação  Superior,  com  destaque  para  intervenções  mais  institucionais  e  processuais.  Novas  investigações são necessárias para melhor qualificar e especificar a natureza desta  atuação.   

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Título  33:  A  participação  dos  pais  no  processo  educativo  da  criança  com  necessidades  educativas  especiais  ‐  Sara  Maria  Alexandre  e  Silva  Felizardo  e  Débora Priscila Lopes/ Instituto Politécnico de Viseu ‐ Escola Superior de Educação  de Viseu E‐mail: sfelizardo@esev.ipv.pt  Resumo  33:  O  presente  estudo  insere‐se  no  âmbito  da  temática  da  participação  dos  pais  de  crianças  com  necessidades  educativas  especiais  no  processo  educativo. É um estudo de carácter exploratório, que se insere numa investigação  mais vasta no âmbito das trajectórias de desenvolvimento de famílias de crianças  com  deficiência.  Os  objectivos  orientadores  são:  i)  a  análise  das  percepções  dos  pais de crianças com necessidades educativas especiais sobre a sua participação e  envolvimento  no  processo  educativo  dos  filhos;  ii)  o  estudo  das  percepções  dos  pais sobre os procedimentos que os educadores/ professores devem adoptar para  promover  a  relação  entre  pais  e  educadores/  professores;  iii)  a  análise  das  expectativas dos pais face ao professor de educação especial e à escola.A amostra  utilizada  é  constituída  por  trinta  famílias/  pais  de  crianças  com  necessidades  educativas especiais de carácter prolongado que frequentam jardins‐de‐infância e  escolas do 1º ciclo do ensino básico do Concelho de Viseu.    Título  34:  Efeito  do  atributo  visual  cor  no  reconhecimento  de  objectos  de  cor  diagnóstica  e  não  diagnóstica  ‐  Inês  Bramão,  Filomena  Inácio,  Luís  Faísca,  Alexandra  Reis  e  Karl  Magnus  Petersson/  Grupo  de  Neurociências  Cognitivas,  Departamento  de  Psicologia,  Faculdade  de  Ciências  Humanas  e  Sociais,  Universidade do Algarve, Faro E‐mail: mibramao@ualg.pt  Resumo  34:  No  presente  estudo  investigámos  a  que  nível  do  reconhecimento  visual  é  que  o  atributo  cor  facilita  o  reconhecimento  de  objectos  de  cor  diagnóstica – OCD – e não diagnostica – OCND. Para isso construímos três tarefas  de  reconhecimento  visual  que  avaliavam  diferentes  estádios  de  reconhecimento  de  objectos  onde  desenhos  e  fotografias  de  OCD  e  OCND  foram  apresentados  a  cores  e  a  preto  e  branco.  Verificámos  que  a  cor  facilitou  o  reconhecimento  de  OCD  nas  tarefas  em  que  o  acesso  à  informação  semântica  era  necessário  para  desempenhar  a  tarefa.  Por  outro  lado,  o  atributo  cor  apenas  facilitou  o  reconhecimento de OCND quando o acesso às descrições estruturais dos objectos  era necessário para desempenhar a tarefa. Em suma, o atributo visual cor auxilia  o  reconhecimento  de  OCD  melhorando  o  acesso  à  informação  semântica  acerca  dos  mesmos,  enquanto  que  para  os  OCND  a  cor  facilita  assistindo  na  extracção  dos descritores estruturais dos mesmos.    Título 35: Um olhar da relação mãe criança em contexto de violência doméstica –  M. Alves, A. Serra e J. Quintas/ Instituto Superior de Ciências da Saúde do Norte E‐ mail: maria‐antonia@iol.pt 

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Resumo  35:  Este  estudo  analisa  o  impacto  da  violência  doméstica  (VD)  no  investimento  socioemocional  (ISE)  da  mulher  vítima  na  criança,  considerando  o  papel da severidade da VD, o facto de ser exercida directa ou indirectamente na  criança, a influência do comportamento da criança e do envolvimento materno no  ISE.Foram  realizadas  entrevistas  a  52  mulheres  sinalizadas  como  vítimas  de  VD  por instituições da região Norte, sendo a média das idades os 35 anos (M=35.42;  DP=7.26).  O  protocolo  de  avaliação  é  composto  pelo  Questionário  de  Violência  Doméstica (Versão experimental ‐ Quintas, Serra, Alves, Oliveira e Pacheco, 2008)  e  a  Escala  de  Investimento  Parental  na  Criança  ‐  E.I.P.C.  ‐  (Bradley  Whiteside‐ Mansell e Brisby, 1997; versão experimental de Gameiro, Moura ‐ Ramos, 2008).  Os  resultados  confirmam  o  comprometimento  do  ISE  na  presença  da  VD,  sofrendo alterações de acordo com os mediadores considerados.    Título  36:  Medidas  sócio‐educativas:  Seriam  elas  educativas?  ‐  Vera  Lúcia  Carvalho,    Márcia  Aparecida  Miranda  de  Oliveira,    Soraya  Piacentini  e  Vanessa  Teodoro/ Univali do Vale do Itajaí – UNIVALI E‐mail: viralucia@hotmail.com  Resumo  36:  Compreender  a  responsabilização  penal  do  adolescente  infrator,  cumpridor das medidas sócio‐educativas pode confundir‐se com impunidade. Tais  medidas  estão  de  acordo  com  a  normativa  internacional,  havendo  necessidade  eminente de se esclarecer ao adolescente e a seus familiares, que trata‐se de uma  penalidade  séria  que  não  cumprida  adequadamente  trará  danos  futuros  a  vida  pessoal  e  familiar.  Investigar  as  interações  sociais,  auxilia  para  abarcar  o  entendimento  sobre  os  familiares  desses  adolescentes,  onde  sérias  deficiências  em  habilidades  sociais,  em  resoluções  de  problemas  de  ordem  social,  familiar,  econômico,  de  saúde,  sofrimento  por  sentimento  de  inferioridade,  os  mantém  fiéis  a  um  sistema  de  padrões  comportamentais  O  Grupo  de  Pais  promove  reflexões  favorecendo  a  compreensão  dos  fatores  que  provocam  os  conflitos,  propiciando  o  diálogo,  aliviando  padecimentos  psíquicos  e  sociais,  estimulando  relações inter‐pessoais, aumentando o bem‐estar pessoal e social. Dessa maneira  os  resultados  apresentam‐se  na  melhora  da  auto‐estima  desses  pais  e    nas  relações desses com seus filhos infratores.    Título  37:  O  impacto  da  violência  conjugal  no  funcionamento  psicológico  das  vítimas – M. Oliveira, A. Serra e J Quintas/ Instituto Superior Ciências da Saúde –  Norte E‐mail: manuela_oliveira_5@yahoo.com  Resumo  37:  Este  estudo  procura  avaliar  o  impacto  da  violência  conjugal  nas  mulheres  vítimas,  em  função  do(s)  tipo(s)  de  abuso  sofrido  (verbal,  privação  liberdade,  intimidação,  físico  e  sexual),  dimensões  como    frequência,  periodicidade,  duração,  intensidade  e  nível  de  severidade.  Realizaram‐se  entrevistas  com  52  mulheres  sinalizadas  como  vítimas  de  violência  conjugal  por 

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instituições  da  zona  norte  do  país.  Utilizou‐se  o  Questionário  de  Violência  Doméstica  (Quintas,  Serra,  Oliveira,  Alves  e  Pacheco,  2009),  o  Brief  Symptom  Inventory  (BSI)  –  Derogatis,  1982,  adaptado  por  Canavarro,  1999)  e    Emocional  Response Questionnaire to Domestic and Sexual Violence (REV) ‐ Soler, Barreto e  González,  2005;  versão  experimental  de  Quintas,  Serra,  Chaves,  Oliveira  e  Pacheco,  2008).  Os  resultados  vão  de  encontro  à  revisão  bibliográfica,  verificando‐se que o impacto da violência conjugal difere face à(s) tipologia(s) de  abuso  e  associa‐se  a  sintomas  de  PTSD,  alterações  no  ajustamento  psicossocial,ideação  paranóide,  somatização,  depressão  e  ansiedade  comparativamente aos dados normativos.      Título  38:  Design  do  projecto  de  investigação  “narrativas  do  (in)sucesso  académico: o foco/dinâmica processual como interpretação alternativa ‐ Adriana  Rodrigues,  Eugénia  Fernandes  e  Pedro  Rosário/Universidade  do  Minho  E‐mail:  adrianarodrigues.psicologia@gmail.com  Resumo  38:  O  (in)sucesso  académico  tem  sido  estudado  através  de  variáveis  relacionadas com factores individuais, sociais e instrutivos. A relevância social do  tema  explica  a  atenção  de  que  tem  sido  alvo  na  literatura  (Carr,  Borkowski  e  Maxwell,  1991),  embora  não  exista  actualmente  evidência  empírica  suficiente  para proceder à sua análise num quadro holístico (Levin, 2007; Preckel, Holling e  Vock,  2006).  Deste  modo,  pretendemos  apresentar  um  projecto  que  está  actualmente  em  curso  e  que  tem  como  objectivo  principal  contribuir  para  a  compreensão  do  (in)sucesso  académico  através  da  análise,  por  um  lado,  da  percepção  parental  (n=121  pais)  sobre  o  (in)sucesso  dos  seus  educandos,  analisando  variáveis  pessoais,  sociais  e  instrutivas,  a  partir  do  referencial  sociocognitivo  da  aprendizagem  auto‐regulada;  e,  por  outro,  da  análise  das  narrativas  de  pais  e  alunos  sobre  o  (in)sucesso  (n=20  díades),  a  partir  da  sua  construção  de  significados  pessoais  e  sociais  e  tomando  como  referência  o  construtivismo pessoal de Kelly.    Título  39:  Ideias  e  práticas  relatadas  sobre  literacia  em  contexto  pré‐escolar  ‐  Mónica Silva e Teresa Leal/ Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da  Universidade do Porto E‐mail: monikasofiasilva@hotmail.com  Resumo 39: O presente estudo qualitativo tem como objectivo descrever as ideias  e  as  práticas  relatadas  de  educadoras  de  infância  relativamente  ao  desenvolvimento  da  literacia.  Participaram  neste  estudo  15  educadoras  de  infância  responsáveis  por  salas  mistas  de  educação  pré‐escolar  do  distrito  do  Porto.  As  educadoras  foram  entrevistadas  no  sentido  de  conhecer  de  forma  aprofundada  as  suas  ideias  acerca  do  desenvolvimento  da  literacia,  da  forma 

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como  se  deve  promover  um  adequado  ambiente  de  literacia  e  das  práticas  de  literacia  desenvolvidas  na  sua  sala.  De  um  modo  geral,  os  resultados  obtidos  indicaram  que  (1)  as  educadoras  possuem  ideias  globais  e  pouco  aprofundadas  em  relação  ao  desenvolvimento  da  literacia  nas  crianças  e  à  forma  como  esta  pode  ser  promovida  no  jardim‐de‐infância,  (2)  as  educadoras  referem  que  procuram  diferenciar  estratégias  em  função  da  idade  das  crianças  e  (3)  existem  algumas inconsistências entre as práticas relatadas e as ideias transmitidas pelas  educadoras.    Título  40:  Projecto  “Atitude  Positiva”:  Análise  de  4  anos  de  intervenção  ‐  Vitor  Coelho,  Bárbara  Soares  e  Vanda  Sousa/  Académico  de  Torres  Vedras  E‐mail:  vitorpcoelho@gmail.com  Resumo  41:  O  Projecto  “Atitude  Positiva”  visa  promover  as  competências  sócio‐ emocionais de alunos de 1º, 2º e 3º ciclo. Esta comunicação analisa os primeiros 4  anos  de  intervenção,  nessidades  identificadas,  procedimentos  adoptados  e  soluções  implementadas.  Durante  este  tempo,  4273  alunos  tomaram  parte  nas  várias  actividades,  sendo  3  dos  4  principais  programas  criados  a  partir  de  sugestões  de  vários  agentes  escolares  ou  de  necessidades  identificadas  pelo  pessoal técnico do projecto.Os resultados obtidos demonstram que 3 programas  se  mostraram  eficazes  na  promoção  de  várias  competências  sócio‐emocionais,  mantendo  altos  níveis  de  satisfação.  Os  resultados  são  apoiados  pela  avaliação  dos professores. Um ponto fraco tem sido a adesão à formação para professores,  ao invés da formação para pais e auxiliares, tendo o envolvimento destes agentes  sido crucial para o sucesso do Projecto.O Projecto “Atitude Positiva” tem atingido  a maioria dos seus objectivos, podendo ser extraídas lições das actividades bem e  mal sucedidas.    Título  42:  Objectivos  dos  Programas  Educativos  Individuais  e  perfil  de  incapacidades  de  crianças  em  idade  pré‐escolar  ‐  Tânia  Boavida  Silva,  Cecília  Aguiar e Júlia Serpa Pimentel/ Instituto Superior de Psicologia Aplicada – Unidade  de  Investigação  em  Psicologia  Cognitiva  do  Desenvolvimento  e  da  Educação  E‐ mail: boavidadepeixe@gmail.com  Resumo  42:  Este  estudo  faz  parte  um  projecto  mais  abrangente  sobre  a  participação  social  de  crianças  com  incapacidades  em  jardins‐de‐infância.  Particularmente,  pretende‐se  verificar  a  concordância  entre  a  área  de  desenvolvimento  dos  objectivos  dos  Programas  Educativos  Individuais  (PEI)  e  o  perfil  de  capacidades  das  crianças  para  quem  foram  desenvolvidos.  Participam  neste estudo 88 crianças com incapacidades de 67 salas de jardim‐de‐infância do  distrito de Lisboa. Os dados foram recolhidos através da Escala de Funcionalidade  dos Objectivos (Goal Functionality Scale III; McWilliam, 2009) do Instrumento de 

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Avaliação  dos  Objectivos  Gerais  e  Específicos  (Goals  and  Objectives  Rating  Instrument;  Notari,  1988)  e  do  Abilities  Index  (Simeonsson  e  Bailey,  1991).Os  resultados sugerem uma associação positiva entre a quantidade de objectivos no  domínio motor e a capacidade para utilizar os membros no dia‐a‐dia, embora esta  congruência entre o domínio desenvolvimental dos objectivos do PEI e o perfil de  (in)capacidades das crianças não seja evidente noutros domínios.    Título  43:  Crenças  sobre  a  violência  legitimadas  pelos  adolescentes  ‐  Madalena  Sofia  Oliveira  e  Ana  Isabel  Sani/  Universidade  Fernando  Pessoa  E‐mail:  madalena@ufp.edu.pt  Resumo 43: As crenças sobre a violência poderão ter um papel preponderante na  compreensão do fenómeno da violência nas relações de namoro, pois poderão ou  não  legitimar,  estes  comportamentos.  A  forma  como  se  interpreta  determinada  situação  vai  condicionar  a  maneira  como  o  indivíduo  age  quando  confrontado  com  este  tipo  de  realidade,  daí  a  importância  de  perceber  quais  as  crenças  associadas  à  violência  e  a  forma  como  esta  é  interpretada  pelos  adolescentes.  Sendo  assim,  levamos  a  cabo  uma  investigação  com  indivíduos  de  ambos  os  géneros,  com  idades  compreendidas  entre  os  14  e  os  19  anos  de  idade,  dos  distritos de Braga, Bragança, Porto e Viana do Castelo.    Título 44: Trajectórias de vida de reclusos condenados por crime de homicídio – C.  Marques, M. Barbosa e R. Matos/ Universidade Catolica Portuguesa‐ Porto E‐mail:  catiamarquex@hotmail.com  Resumo  44:  Neste  trabalho  pretendemos  estudar  as  trajectórias  de  vida  de  reclusos condenados por crime de homicídio em Portugal, tentando perceber qual  o significado do homicídio na construção narrativa das trajectórias de vida, assim  como  as  circunstâncias  relacionadas  com  este  crime.  Para  tal,  o  instrumento  utilizado foi a entrevista qualitativa, adaptando‐se o guião de entrevista proposto  por  McAdams  (2000),  para  a  construção  narrativa  de  histórias  de  vida.  Neste  trabalho  conseguimos  perspectivar  diferenças  nos  percursos  e  circunstâncias  de  vida que conduziram ao homicídio. Essas diferenças conduzem‐nos a dois grupos:  Grupo  A  e  o  grupo  Grupo  B.  No  grupo  A  é  descrito  um  percurso  desviante,  que  leva a uma escalada até ao surgimento do homicídio. Enquanto que no grupo B o  homicídio é visto como uma excepção ao percurso normativo.    Título 45: A diferenciação de géneros e a construção do Self ‐ Gabriela Gonçalves,  Joana  Santos,  Andreia  Correia,  Teresa  Vaz  e  Alexandra  Gomes/  Universidade  do  Algarve, Faculdade de Ciências Humanas e Sociais E‐mail: ggoncalves@ualg.pt  Resumo  45:  Um  crescente  corpo  de  teorias  e  de  investigação  empírica  tem  apoiado a ideia de que, em muitos aspectos, o Self é uma construção cultural (cf. 

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Sedikides, Toguchi, e Gaertner, 2003). Apesar da individualidade de cada Self, os  indivíduos,  partilhando  a  mesma  cultura,  partilham  igualmente  conteúdos  e  hierarquia  de  atributos  na  estrutura  do  Self.  Esta  perspectiva  traduz‐se  no  conceito  de  self‐cultural  introduzido  por  Markus  e  Kitayama  (1991).  Foi  nosso  objectivo  observar  em  que  medida  homens  e  mulheres  elaboram  a  sua  self‐ apresentação  ao  nível  de  conteúdos  e  hierarquização  desses  conteúdos.  Para  o  efeito replicamos o estudo de Kanagawa, Cross e Markus (2001) recorrendo a 50  indivíduos  do  género  masculino  e  50  do  género  feminino.  Em  termos  de  conteúdos,  os  resultados  obtidos  não  mostram  diferenças  nas  self‐apresentação  de homens e mulheres. Relativamente à hierarquização, observa‐se uma primazia  dos atributos relacionais no género feminino.    Título  46:  Discurso  Racial  e  o  Impacto  das  Políticas  Afirmativas  no  Brasil  ‐  Aline  Vieira  de  Lima  Nunes  e  Leoncio  Camino/  Instituto  Superior  de  Ciências  do  Trabalho e da Empresa E‐mail: aline.vieira@gmail.com  Resumo  46:  No  Brasil,  o  racismo  é  um  problema  relevante  pela  forma  como  é  praticado e reproduzido, mantendo as distâncias sociais que agravam as relações  raciais. Neste estudo, objectivou‐se conhecer lógicas discursivas frente às políticas  afirmativas sobre três condições situacionais (sociedade; estudantes; comunidade  negra).  A  amostra  foi  composta  por  98  estudantes  de  variados  cursos  (idade  média=22  anos;  DP=3,17).  Instrumentos:  questões  semi‐estruturadas  sobre  as  cotas  raciais  e  suas  aplicações  e  concepções  de  justiça  distributiva.  Análise  dos  dados:  programa  ALCESTE;  análise  por  lógicas  discursivas;  correlação  entre  categorias discursivas e tipos de justiça. Resultados: ALCESTE revelou três classes  distintas,  contrapostas,  melhor  identificadas  a  partir  da  categorização  como  lógicas  discursivas,  redistribuídas  em  cinco  perspectivas  específicas.  O  tipo  de  justiça  meritocrática  se  correlacionou  positivamente  com  as  lógicas.  Conclui‐se  que  o  discurso  racial  aplicado  dificulta  a  implementação  de  políticas  afirmativas  pela importância atribuída à justiça meritocrática, o que reforça a promoção das  desigualdades sócio‐raciais neste país    Título  47:  Uma  análise  exploratória  para  a  população  portuguesa  da    Escala  de  Self‐Clareza  (Campbell, Trapnell, Heine, Katz, Lavalle, e Lehman, 1995) ‐ Luciano  Figueiredo,  Zara  Mesquita,  Joana  Santos,  Alexandra  Gomes,  Jean‐Christophe  Giger  e    Gabriela  Gonçalves/  Universidade  do  Algarve,  Faculdade  de  Ciências  Humanas e Sociais E‐mail: ggoncalves@ualg.pt   Resumo  47:  A  self‐clareza  consiste  numa  dimensão  do  Self,  que  define  clara  e  confidentemente, com consistência interna e estabilidade temporal, os conteúdos  do self‐conceito (Campbell et al., 1996). No presente estudo pretendeu‐se validar  a  escala  de  self‐clareza  de  12  itens,  proposta  por  Campbell  e  colaboradores 

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(1996),  numa  amostra  de  população  portuguesa.  Esta  amostra  é  composta  por  220  participantes  sendo  que  153  (69,5%)  pertencem  ao  género  feminino  e  67  (30,5%) ao masculino, com formação em áreas diversas e idades compreendidas  entre os 17 e os 54 anos (M = 22,17). De acordo com os resultados obtidos, esta  escala mostrou ter uma boa consistência interna (α=0.810) e ser unidimensional  (variância explicada para 1 factor = 36,21%) para eigenvalues > 1.6.    Título  48:  Significações  associadas  ao  uso  de  drogas  em  jovens:  um  estudo  qualitativo  ‐  Mariana  Bernardo,  Liliana  Trigueiros  e  Maria  Carmo  Carvalho/  Universidade  Católica  Portuguesa‐  Faculdade  de  Educação  e  Psicologia‐  Porto  E‐ mail: mccarvalho@porto.ucp.pt  Resumo 48: Este estudo tem como objectivo compreender os significados que os  jovens  associam  aos  seus  consumos  de  drogas.  Através  do  método  snowball  tivemos acesso à nossa amostra, constituída por 22 indivíduos entre os 20 e os 34  anos de idade que já tiveram contacto com algum tipo de droga. Foi utilizada uma  entrevista  semi‐estruturada,  seguindo  o  Guião  de  História  de  Vida  e  Usos  de  Drogas  (Carvalho,  2008).  Os  dados  foram  analisados  seguindo  os  princípios  da  Grounded  Theory  e  com  o  auxílio  do  software  NVivo  8.  Salientam‐se  os  significados  marcadamente  negativos,  de  degradação  física,  psicológica  e  social,  atribuídos  à  heroína  e  a  transversalidade  do  consumo  de  cannabis.  A  cocaína  figura entre as drogas com maior expressão oscilando entre os pólos degradação‐ divertimento. Assistimos à identificação e partilha de um código cultural que une  os sujeitos, as experiências de consumo e os seus significados.    Título  49:  Atitudes  Face  ao  Consumo  de  Materiais  Pornográficos:  estudo  exploratório  com  estudantes  universitários  ‐  Antónia  Neutel  e  Jorge  Cardoso/  Instituto  Superior  de  Ciências  da  Saúde  Egas  Moniz  E‐mail:  bia.maria1980@gmail.com  Resumo  49:  O  presente  estudo  tem  como  objectivo  avaliar  atitudes  perante  o  consumo  de  materiais  pornográficos  em  estudantes  universitários.  Pretende‐se,  ainda,  analisar  o  impacto  do  género  e  da  idade  em  relação  à  percepção  dos  efeitos  da  pornografia.O  instrumento  utilizado  foi  a  Escala  de  Atitudes  face  ao  Consumo  de  Materiais  Pornográficos  (Guerra,  Andrade  e  Dias,  2004;  versão  portuguesa,  Neutel  e  Cardoso,  2009).  Participaram  120  alunos,  de  uma  universidade  estatal  e  de  uma  particular,  60  do  sexo  masculino  e  60  do  sexo  feminino,  com  idades  compreendidas  entre  os  18  e  os  55  anos.Os  resultados  obtidos são preliminares pois o estudo continua a decorrer. Na análise dos dados,  verificou‐se  que  os  homens  apresentam  uma  média  superior  tanto  no  factor  de  efeitos  positivos  como  negativos  sobre  a  pornografia,  mas  não  se  verificaram  diferenças  significativas.  Verificou‐se,  ainda,  uma  relação  significativamente 

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positiva  entre  a  idade  actual  e  a  idade  de  iniciação  do  consumo  de  materiais  pornográficos.    Título  50:  Acontecimentos  traumáticos  e  PTSD:  um  estudo  comparativo  entre  sujeitos  toxicodependentes  e  não  toxicodependentes.  ‐  Bruno  Ricardo  Filipe  Paixão/  Faculdade  de  Psicologia  e  Ciências  da  Educação  da  Universidade  de  Coimbra E‐mail: brunorfpaixao@gmail.com  Resumo 50: A literatura científica defende a existência de uma forte relação entre  exposição  a  acontecimentos  traumáticos,  ocorrência  de  PTSD  e  toxicodependência.  Se,  por  um  lado,  o  abuso  de  drogas  pode  ser  usado  como  forma  de  evitar  ou  atenuar  certos  sintomas  da  PTSD,  por  outro  lado,  este  pode  predispor  a  uma  maior  exposição  a  acontecimentos  traumáticos  e  subsequente  desenvolvimento de PTSD.No estudo efectuado, compararam‐se dois grupos, um  constituído  por  sujeitos  toxicodependentes  e  outro  por  sujeitos  não  toxicodependentes,  em  relação  à  exposição  a  acontecimentos  traumáticos,  presença de sintomas e prevalência de diagnóstico de PTSD, definidos a partir dos  critérios  da  DSM‐IV‐TR.Os  resultados  revelaram  que  o  grupo  toxicodependente  apresentou  taxas  mais  elevadas  de  exposição  traumática  (60%  vs  52.5%),  maior  presença  de  sintomas  de  PTSD  (M=7.83  vs  M=3.46)  e  uma  mais  elevada  ocorrência de diagnóstico de PTSD (32.5% vs 5%), comparativamente com o grupo  não toxicodependente.    Título 51: O papel do abuso psicológico nos níveis de ideação suicida ‐ Marta Brás,  José  Pestana  Cruz,  Saul  Jesus  e  Cláudia  Carmo/  Universidade  do  Algarve  E‐mail:  mbras@ualg.pt  Resumo  51:  Investigações  anteriores  mostram  que  a  história  de  experiências  negativas  infantis  é  um  dos  melhores  preditores  da  ocorrência  de  futuros  comportamentos suicidas. A vivência de situações de abuso, negligência, perdas,  doenças  ou  divórcios  parentais  aumenta  a  vulnerabilidade  para  a  ideação  e  condutas  suicidas  (eg.  Affi  et  al.,  2009;  Enns  et  al.,  2006;  Osvath  et  al.,  2004).O  presente estudo pretende avaliar de que forma diferentes experiências negativas  infantis permitem explicar os níveis de ideação suicida na idade adulta. Para tal,  390  indivíduos  adultos  preencheram  medidas  de  auto‐resposta  sobre  a  vivência  de experiências negativas durante a infância e sobre os actuais níveis de ideação  suicida.      Os  resultados  indicam  que  as  experiências  negativas  precoces  têm  um  contributo  significativo  na  predição  de  ideação  suicida,  sendo  de  salientar  as  situações de abuso psicológico.São discutidas as implicações psicológicas a longo‐ prazo das situações negativas precoces, principalmente daquelas que colocam em  causa a auto‐estima e a auto‐eficácia.   

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Título  52:  Representações  parentais  e  traços  desadaptativos  de  personalidade:  um estudo com uma amostra não clínica de adultos ‐ Ana Carolina Franco e Rui C.  Campos/ Universidade de Évora E‐mail: anacarolinasilvafranco@gmail.com  Resumo  52:  O  objectivo  do  presente  trabalho  foi  estudar  a  relação  entre  representações  parentais  e  traços  desadaptativos  da  personalidade  em  sujeitos  adultos  da  população  não‐clínica.  Participaram  neste  estudo  177  estudantes  universitários,  dos  quais  104  eram  mulheres  e  73  eram  homens.  As  idades  variaram  entre  os  18  e  os  43  anos  (M=22,66,  DP=4,054).  Foi  aplicada  a  prova  projectiva  Object  Relations  Inventory  (ORI,  Blatt,  Chevron,  Quinlan,  Schaffer  e  Wein,  1992)  e  o  Millon  Clinical  Multiaxial  Inventory‐II  (MCMI‐II,  Millon,  1987).  Calcularam‐se  os  valores  de  correlação  das  doze  características  qualitativas  codificáveis a partir das descrições relativas às figuras materna e paterna no ORI,  do nível de ambivalência das descrições e dos quatro resultados factoriais do ORI,  com  as  treze  escalas  de  padrões  de  personalidade  e  de  patologia  grave  de  personalidade do MCMI‐II. Os valores de correlação obtidos são discutidos de um  ponto  de  vista  psicodinâmico  e  desenvolvimentista,  particularmente  segundo  a  perspectiva de Sidney Blatt.    Título  53:  O  papel  da  vinculação  na  transmissão  do  perfeccionismo  de  pais  para  filhos ‐ Cláudia Carmo e Diana Oliveira/ Faculdade de Ciências Humanas e Sociais,  Universidade do Algarve E‐mail: cgcarmo@ualg.pt  Resumo 53: Na última década, diversos autores têm especulado sobre as origens  do perfeccionismo, dirigindo a sua atenção para a natureza das relações pais‐filho  (Rice, Ashby, e Preusser, 1996), sugerindo que a etiologia do perfeccionismo mal  adaptativo  está  relacionada  com  uma  “vinculação  problemática”  (Wei,  Mallinckrodt, Russel, e Abraham, 2004).  O objectivo deste estudo foi investigar  a  relação  entre  o  desenvolvimento  do  perfeccionismo  e  as  representações  de  vinculação, numa amostra de 408 jovens e jovens adultos, estudantes do distrito  de  Faro,  com  idades  compreendidas  entre  os  17  e  os  30  anos.  Os  dados  foram  recolhidos  através  de  um  QSD,  de  duas  Escalas  Multidimensionais  de  Perfeccionismo  (MPS‐F  e  MPS‐H)  e  do  Inventário  de  Vinculação  na  Adolescência  (IPPA).Os resultados parecem indicar que existe uma relação significativa entre o  perfeccionismo  mal  adaptativo  e  a  representação  de  uma  vinculação  insegura  com  os  pais,  enquanto  o  perfeccionismo  adaptativo  parece  relacionar‐se  com  a  representação de uma vinculação segura.    Título 54: Comportamento Agressivo ao Volante ‐ José Brites e Américo Baptista/  Faculdade  de  Psicologia  ‐  Universidade  Lusófona  Humanidades  e  Tecnologias  E‐ mail: jose.brites@ulusofona.pt 

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Resumo54:  O  presente  estudo  visa  uma  análise  multiangular  do  fenómeno  da  sinistralidade  rodoviária  em  Portugal,  incidindo  esta  na  contextualização  do  fenómeno  e  nas  causas  advindas  dos  comportamentos  agressivos  na  condução.  Participaram  neste  estudo  480  condutores,  210  que  referiram  que  nunca  estiveram envolvidos em acidentes e 270 que já tiveram pelo menos um acidente,  com uma média de idades de 33.63 anos (DP=10.59). Os acidentes e infracções ao  código  da  estrada  aconteceram  maioritariamente  em  indivíduos  do  sexo  masculino  e  com  maior  número  de  quilómetros  percorridos.  A  instabilidade  emocional  nas  mulheres  e  a  maior  procura  de  sensações  nos  homens  conduz  a  mais agressividade na condução. São os condutores da faixa etária dos 18 aos 24  anos os que em média relatam mais comportamentos agressivos ao volante.    Título 55: Perfeccionismo e Acontecimentos de Vida Negativos em Jovens Adultos  ‐  Cláudia  Carmo,  Joel  Lopes  e  Marta  Brás/  Faculdade  de  Ciências  Humanas  e  Sociais, Universidade do Algarve E‐mail: cgcarmo@ualg.pt  Resumo  55:  O  estudo  do  perfeccionismo  tem  contribuído  para  um  melhor  entendimento  da  doença  mental  e  dos  factores  que  poderão  estão  na  origem  deste  construto.  A  análise  dos  acontecimentos  de  vida  e  o  modo  como  são  vivenciados pelos indivíduos parece justificar a presença de diferentes dimensões  de perfeccionimos (e.g. Lynd‐Stevenson e Rosenblate, 1999; Enns, Cox, 2005). O  presente  estudo  pretende  avaliar  de  que  forma  diferentes  acontecimentos  de  negativos  experienciados  durante  a  infância  nos  permitem  encontrar  diferenças  entre  as  dimensões  do  perfeccionismo.  Deste  modo,  foi  seleccionada  uma  amostra por conveniência, constituída por 408 indivíduos, com idades entre os 17  e os 30 anos, estudantes, do distrito de Faro. A informação foi recolhida através  de um QSD, de duas Escalas Multidimensionais de Perfeccionismo (MPS‐H e MPS‐ F)  e  do  Inventário  de  Acontecimentos  de  Vida  Negativos  (IAV‐N).  Os  resultados  indicam  que  as  experiências  negativas  precoces  parecem  contribuir  significativamente  para  o  desenvolvimento  de  determinadas  dimensões  de  perfeccionismo.

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Pausa para almoço – 13.00h‐14.00h    14. 00h‐15.30h    Hora: 14.00h‐15.30h          Sala: 2201   Tipo: Simpósio   Área temática: Psicologia Social  Título:  Investigação  em  Psicologia  Social  Positiva:  para  um  conhecimento  do  funcionamento  óptimo  ‐  Moderadora:  Teresa  Freire/Universidade  do  Minho  –  Escola de Psicologia E‐mail: tfreire@psi.uminho.pt    Resumo:  O  presente  simpósio  apresenta  um  conjunto  de  investigações  focalizadas  no  estudo  da  qualidade  da  experiência  subjectiva  na  vida  diária,  e  mais  concretamente,  das  experiências  óptimas,  através  do  uso  de  metodologias  online,  ou  em  tempo  real.  O  objectivo  geral  é  conhecer  os  processos  sócio‐ cognitivos  e  fisiológicos  que  caracterizam  a  experiência  de  interacção  entre  os  indivíduos  e  os  seus  contextos  de  vida,  no  sentido  de  maximizar  as  suas  potencialidades, permitindo o desenvolvimento das suas capacidades e recursos,  ou seja, a promoção do seu funcionamento óptimo. De acordo com as diferentes  comunicações  pretende‐se  abordar  estes  aspectos  conceptuais  e  metodológicos  em  diferentes  contextos  e  populações,  no  sentido  de  conhecer  as  condições  de  emergência  e  manutenção  das  experiencias  óptimas,  contribuindo  para  a  validação do modelo da qualidade da experiência subjectiva e consequentemente  para  a  definição  de  estratégias  de  intervenção  que  visam  a  promoção  do  funcionamento óptimo.    Título  1:  A  investigação  da  experiência  óptima  e  da  qualidade  da  experiência  subjectiva:  conceitos  e  metodologias  ‐  Teresa  Freire/  Universidade  do  Minho  –  Escola de Psicologia E‐mail: tfreire@psi.uminho.pt  Resumo 1: Apresenta‐se o modelo teórico do estudo do flow e das experiências  óptimas  –  Experience  Fluctuation  Model  ‐,  salientando‐se  os  seus  principais  conceitos  bem  como  a  sua  contribuição  para  o  estudo  da  qualidade  da  experiência subjectiva na vida diária e complexidade individual, salientando‐se o  seu  impacto  ao  nível  do  desenvolvimento  individual  e  social  para  um  funcionamento  óptimo.  Paralelamente  apresenta‐se  a  metodologia  de  investigação utilizada no âmbito destes estudos ‐ Experience Sampling Method –  uma  metodologia  online  ou  em  tempo  real,  discutindo‐se  o  seu  contributo,  vantagens e desvantagens no estudo da experiencia subjectiva, procedendo‐se à  sua comparação com a metodologias mais tradicionais e retrospectivas.   

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Título  2:  Psicofisiologia  no  Quotidiano:  associações  entre  a  qualidade  da  experiência  subjectiva  e  o  funcionamento  óptimo  humano  ‐  Gabriela  Matias,  Teresa  Freire  e  Nancy  Nicolson/Universidade  do  Minho  E‐mail:  gabypmatias@gmail.com  Resumo  2:  Nos  últimos  anos,  com  a  emergência  da  Psicologia  Positiva,  a  investigação  na  área  da  psicofisiologia  tem  alterado  o  seu  foco  dos  processos  patológicos  para  abranger  também  os  processos  associados  ao  funcionamento  óptimo  humano.  O  cortisol  tem  sido  um  dos  marcadores  fisiológicos  ao  qual  se  tem prestado particular atenção devido ao seu papel não só na resposta ao stress,  mas  também  na  regulação  de  numerosos  processos,  como  os  do  sistema  imunitário.  A  presente  apresentação  aborda  uma  linha  de  investigação  cujo  objectivo  é  conhecer  de  que  forma  a  qualidade  da  experiência  diária  está  associada a processos fisiológicos como o cortisol. Neste âmbito, as metodologias  online são essenciais para a compreensão dos processos psicofisiológicos do dia‐ a‐dia  associados  ao  funcionamento  físico  e  mental,  através  de  uma  visão  detalhada  das  oscilações  experienciais  e  dos  seus  concomitantes  fisiológicos.  Finalmente,  discute‐se  como  o  conhecimento  destes  processos  pode  ter  implicações na prevenção e na intervenção para a promoção do bem‐estar.    Título 3: Qualidade da experiência subjectiva, lazer e consumo de substâncias na  adolescência  ‐  Carla  Fonte  e  Teresa  Freire/Universidade  do  Minho  E‐mail:  cfonte@ufp.edu.pt  Resumo  3:  A  investigação  apresentada  tem  como  principal  objectivo  estudar  a  vida  quotidiana  de  adolescentes  portugueses  em  termos  da  qualidade  da  experiência  subjectiva  na  sua  vida  quotidiana,  com  enfoque  no  tempo  de  lazer,  comparando  adolescentes  consumidores  e  não  consumidores  de  drogas.  Serão  apresentados  dois  estudos  preliminares,  com  destaque  para  dois  tipos  de  substâncias,  o  cannabis  e  o  álcool.  Em  termos  gerais,  os  resultados  mostram  a  existência  de  diferenças  nos  dois  grupos  de  adolescentes  no  que  concerne  a  qualidade da experiência na vida diária em diferentes actividades, concretamente  nas  actividades  de  lazer.  Estes  dados  apontam  para  a  importância  da  interacção  pessoa‐ambiente  e  da  qualidade  da  experiência  diária  na  compreensão  de  processos individuais subjacentes ao estudo das características dos consumidores  de  drogas.  Evidencia‐se  ainda  o  papel  da  experiência  de  lazer  na  vida  diária  do  adolescente  na  prevenção  de  comportamentos  de  risco  para  a  saúde  e  na  promoção de um desenvolvimento positivo.    Título 4: O estudo da qualidade da experiencia subjectiva em idosos.‐ Maria José  Ferreira  e  Teresa  Freire/Universidade  do  Minho  E‐mail:  ferreira.mjose@gmail.com 

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Resumo  4:  No  seu  quotidiano  os  indivíduos  enfrentam  constantemente  diversas  oportunidades  de  acção  e  obstáculos  para  os  quais  têm  que  mobilizar  esforço  e  recursos.  A  qualidade  da  experiencia  subjectiva  decorrente  desta  interacção  vai  depender  dos  desafios  percepcionados  pelo  individuo  assim  como  da  sua  percepção de recursos e competências para os enfrentar. Nesta comunicação será  apresentado  um  estudo  realizado  com  um  grupo  de  idosos,  cujo  objectivo  foi  estudar  a  qualidade  da  experiencia  na  vida  diária,  utilizando  o  Experience  Sampling  Method  ‐ESM.  Na  idade  avançada,  apesar  de  escassamente  utilizada,  esta  metodologia  de  investigação  ao  permitir  estudar  as  diferenças  inter‐ individuais e intra‐individuais, parece ser um recurso especialmente interessante  para  captar  os  processos  adaptativos  deste  grupo  etário.  Serão  analisados  e  discutidos  os  principais  resultados  obtidos,  assim  como  as  potencialidades  e  as  limitações do uso desta metodologia em idosos.    Título  5:  A  vida  diária  no  contexto  terapêutico:  a  qualidade  da  experiência  subjectiva  nas  relações  interpessoais‐  Joana  Mourão,  Teresa  Freire  e  Eugénia  Ribeiro/Universidade do Minho E‐mail: joanamourao@hotmail.com  Resumo  5:  O  processo  terapêutico  é  uma  actividade  continuada  ao  longo  do  tempo dirigida para a mudança na vida do cliente. A aliança terapêutica, definida  por  Bordin,  consiste  num  vínculo  e  acordo  entre  terapeuta  e  cliente  acerca  dos  objectivos e tarefas terapêuticas. Considerando a aliança terapêutica um processo  interpessoal,  como  Hennry  e  Strupp  a  caracterizam,  esta  fomenta  o  desenvolvimento  de  uma  co‐construção  entre  terapeuta  e  cliente,  promovendo  novas  formas  deste  último  se  relacionar.  Assim  a  avaliação  da  experiência  subjectiva  fora  da  terapia  é  importante  e  a  metodologia  ESM  é  um  instrumento  apropriado  para  capturar  a  mudança  na  vida  diária  do  cliente.A  investigação  apresentada  tem  como  objectivo  compreender  o  desenvolvimento  da  aliança  terapêutica  ao  longo  do  processo  terapêutico  e  o  seu  impacto  nos  episódios  relacionais  que  ocorrem  nos  contextos  de  vida  diária  dos  sujeitos  e  que  estruturam  os  momentos  intersessão.Apresentam‐se  resultados  sobre  a  qualidade da experiência subjectiva em contextos interpessoais e discute‐se a sua  aplicação na promoção da intervenção terapêutica.    Hora: 14.00h‐15.30h          Sala: 2202   Tipo: Simpósio   Área temática: Psicologia Clínica e Psicoterapias  Título:  Saúde  na  Diversidade  ‐  Moderadora:  Carla  Moleiro/ISCTE‐IUL  E‐mail:  carla.moleiro@iscte.pt    Resumo:  As  origens  dos  principais  modelos  de  intervenção  psicoterapêutica  são  indissociáveis  do  seu  contexto  histórico  e  cultural.  Também  a  formação  dos 

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psicólogos  clínicos  e  psicoterapeutas  foi  (e  é)  marcada  por  esses  contextos  de  origem,  muito  embora  a  sociedade  actual  e  os  próprios  clientes  de  psicoterapia  coloquem  novos  desafios  aos  clínicos.  O  presente  painel  reúne  um  conjunto  de  trabalhos  de  investigação  desenvolvidos  no  âmbito  das  novas  realidades  e  exigências  terapêuticas,  em  particular  quando  o  encontro  entre  os  dois  participantes  na  relação  terapêutica  –  o  terapeuta  e  o  cliente  –  é  entre  pessoas  culturalmente  diferentes.  O  modelo  tridimensional  das  competências  interculturais dos psicoterapeutas (consciência, conhecimento e competências) é  sugerido como referencial para o desenvolvimento de práticas psicoterapêuticas  mais  éticas  e  eficazes  com  clientes  de  grupos  minoritários,  em  particular  de  minorias étnicas e minorias sexuais. A natureza qualitativa dos estudos pretende  envolver os actores sociais no desenvolvimento de novo conhecimento e práticas  clínicas.    Título  1:  Saúde  Mental,  diversidade  e  interculturalidade:  Para  a  integração  de  necessidades  específicas  de  grupos  minoritários  e  competências  clínicas  ‐  Carla  Moleiro,  Nuno  Pinto,  Catarina  Pereira,  Diana  Farcas,  Sandra  Roberto  e  Marta  Gonçalves/ ISCTE‐IUL E‐mail: carla.moleiro@iscte.pt  Resumo  1:  Esta  comunicação  irá  apresentar  os  resultados  preliminares  do  projecto “Saúde Mental, Diversidade e Multiculturalismo”, que decorre no CIS do  ISCTE–IUL.  Pretendemos  explorar  as  percepções  dos  profissionais  e  dos  clientes  de  grupos  minoritários,  étnicos  ou  outros,  identificando  o  que  são  as  competências  interculturais  necessárias  para  trabalhar  com  populações  minoritárias  em  Portugal.  Nesta  comunicação  são  apresentados  grupos  focais  com pessoas imigrantes ou descendentes, e entrevistas a especialistas nas áreas  das  migrações  e  saúde.  Os  resultados  sugerem  uma  consistente  expectativa  positiva,  por  parte  dos  participantes  dos  grupos,  em  relação  à  sensibilidade  e  competência dos psicólogos no que diz respeito ao trabalho clínico com diversas  culturas.  Contrariamente,  o  discurso  dos  especialistas  sugere  um  défice  a  nível  das  competências  interculturais  dos  técnicos  de  saúde  mental,  defendendo  a  necessidade  de  formação  especializada  nestas  matérias.  Estes  resultados  serão  discutidos à luz da respectiva literatura internacional.    Título 2: Resiliência, Imigração e Saúde ‐ Sandra Roberto e Carla Moleiro/ ISCTE‐ IUL E‐mail: sandragasroberto@gmail.com  Resumo  2:  A  trajectória  individual  de  imigração  representa  uma  perspectiva  de  acesso  a  diferentes  oportunidades.  No  entanto,  esta  é  muitas  vezes  vivida  com  rupturas  nos  laços  familiares,  afectivos  e  simbólicos,  num  contexto  de  contradições  sociais  e  culturais,  constituindo  um  ambiente  adverso.  Na  análise  dos contextos migratórios, a abordagem através do modelo teórico da resiliência 

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assume  especial  relevância,  por  um  lado,  pelo  enfoque  nas  potencialidades  e  recursos utilizados pelo indivíduo migrante, e por outro lado, por poder traduzir‐ se  na  prevenção  da  exposição  a  factores  de  risco  e  na  promoção  de  factores  protectores,  bem  como  na  definição  de  políticas  sociais.  Esta  comunicação  tem  como  principal  objectivo  apresentar  a  investigação  qualitativa  realizada  com  recurso  a  grupos  focais  dinamizados  com  imigrantes  de  origens  Africanas  e  Brasileira em Portugal, acerca de factores de risco e protecção associados ao seu  processo  migratório.  Serão,  assim,  apresentados  os  resultados  deste  estudo  qualitativo integrado no doutoramento em curso no ISCTE‐IUL.    Título  3:  Contribuições  do  triângulo  família‐escola‐saúde  para  a  competência  intercultural em portugal ‐ Marta Gonçalves, Diana Farcas, Catarina Pereira, Nuno  Pinto  e  Carla  Moleiro/  ISCTE‐IUL,  Harvard  Medical  School  E‐mail:  marta.goncalves@iscte.pt  Resumo 3: No contexto do tema actual de disparidades em saúde mental, torna‐ se necessário determinar na perspectiva do paciente, em que medida uma melhor  competência intercultural dos profissionais de saúde pode contribuir para o bom  funcionamento  do  triângulo  saúde‐escola‐família  em  prol  do  acesso  a  saude  mental  juvenil.  Nesse  sentido,  foram  realizados  9  grupos  focais  com  jovens  imigrantes (12‐17 anos), pais imigrantes, professores e profissionais dos cuidados  de  saúde  primários  (N=39).  Os  resultados  apontam  semelhanças  e  diferenças  entre os vários grupos nas seguintes variáveis de investigação: conceitos de saúde  mental  e  de  competência  intercultural,  estratégias  de  procura  de  ajuda,  facilitadores e barreiras no acesso à saúde mental. Conclui‐se que uma formação  adequada dos profissionais de educação e de cuidados de saúde primários, bem  como dos próprios pais, em competências interculturais pode contribuir para uma  melhor  comunicação  inter‐sistema  no  triângulo  saúde‐escola‐família  e,  desta  forma, facilitar o acesso aos cuidados de saúde mental juvenil.    Título  4:  Intervenção  Clínica  e  Pessoas  Transgénero  ‐  Nuno  Pinto  e  Carla  Moleiro/ISCTE ‐ IUL E‐mail: nuno.pinto@iscte.pt  Resumo  4:  Esta  comunicação  irá  abordar  os  processos  de  desenvolvimento  identitário em pessoas transgénero ‐ nomeadamente transexuais ‐ bem o modelo  médico‐psiquiátrico    que,  em  Portugal,  norteia  as  formas  de  intervenção  clínica  com  estas  pessoas.    A  contextualização  teórica  partirá  do  actual  debate  sobre  políticas de identidade, com destaque para o papel que os contextos operam no  desenvolvimento  da  identidade  em  pessoas  transgénero.  Serão  apresentados  alguns  resultados  do  projecto  TRANSformation  (da  responsabilidade  da  Associação ILGA Portugal, em colaboração com o projecto “Saúde na Diversidade”  a  decorrer  no  CIS  do  ISCTE‐IUL).  Foram  entrevistados  técnicos  (N=6)  das 

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diferentes  equipas  que  em  Portugal  fazem  acompanhamento  clínico  a  pessoas  transexuais,  bem  como  pessoas  transgénero  num  grupo  focal.  As  entrevistas  abordaram  diversos  temas,  desde  o  funcionamento  dos  serviços  até  o  entendimento  da  “perturbação  de  identidade  de  género”.  Os  resultados  serão  discutidos  à  luz  das  diferentes  críticas  que  as  ciências  sociais  têm  impugnado  à  construção médico‐psiquiátrica da transexualidade.    Título  5:  A  Avaliação  de  um  modelo  de  formação  inicial  em  psicoterapia  com  pessoas  LGBT‐  Carla  Moleiro,  Nuno  Pinto  e  Ana  Chhaganlal/  ISCTE‐IUL,  ILGA‐ Portugal E‐mail: ana@ilga‐portugal.pt  Resumo 5: A investigação a psicoterapia com pessoas Lésbicas, Gays, Bissexuais e  Transgénero (LGBT) tem demonstrado que, apesar do incremento no número de  psicoterapeutas  que  usa  abordagens  afirmativas  com  clientes  LGBT,  há  ainda  registos do uso de técnicas psicoterapêuticas com vista à mudança da orientação  sexual  de  clientes  não  heterossexuais,  bem  como  da  conceptualização  da  homossexualidade  como  uma  perturbação.  Mais,  muitos  psicoterapeutas  desconhecem  as  especificidades  das  necessidades  e  processos  terapêuticos  com  pessoas  LGBT,  temas  sub‐representados  na  formação  básica  dos  clínicos.  Será  apresentado  um  modelo  de  “formação  inicial  em  psicoterapia  com  pessoas  LGBT”,  operacionalizado  pelo  Serviço  de  Aconselhamento  Psicológico  da  Associação ILGA‐Portugal, em parceria com o projecto “Saúde na Diversidade” a  decorrer  no  CIS  do  ISCTE–IUL.  A  formação  assenta  no  modelo  tridimensional  ‐  consciência,  conhecimentos  e  competências  específicas  –  e  numa  abordagem  informada nas terapias afirmativas. A avaliação do impacto deste treino específico  (comparação pré‐pós formação) será apresentada e discutida.    Hora: 14.00h‐15.30h          Sala: 2101   Tipo: Simpósio   Área temática: Psicologia Escolar e da Educação  Título:  A  Teoria  do  Objectivos  de  Realização:  avanços  a  partir  da  investigação  ‐  Moderadoras: Marina S. Lemos, Teresa Gonçalves e Anne Marie Fontaine E‐mail:  marina@fpceup.pt    Resumo:  A  Teoria  dos  Objectivos  de  Realização  (TOR)  constitui  uma  das  áreas  mais fecundas no estudo actual sobre motivação. Sob diversas designações, como  “teoria dos objectivos de realização” (e.g., Pintrich, 2000) ou “teoria da orientação  para  objectivos”  (e.  g.,  Ames,  1992)  ou,  ainda  mais  recentemente,  “abordagem  dos objectivos” (Elliot, 2005), tem suscitado um elevado número de investigações,  nomeadamente  no  campo  da  motivação  académica.  Os  desenvolvimentos  da  TOR, desde os trabalhos seminais de Dweck e Nicholls até à actualidade, têm sido  ricos  em  novos  avanços  teóricos  acompanhados  por  intensos  debates  entre 

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programas  de  investigação  e  têm  dado  origem  ao  refinamento  da  operacionalização de objectivos e ao esclarecimento do seu papel na realização. O  simpósio  “A  TOR:  avanços  a  partir  da  investigação”  pretende  apresentar   investigação  realizada  em  Portugal  sobre  Objectivos  de  Realização  e  dar  visibilidade  aos  seus  contributos  para  este  campo,  tanto  ao  nível  do  desenvolvimento da teoria como da aplicação à educação.    Título  1:  Natureza  e  dimensões  dos  objectivos  de  realização  ‐  Marina  S.  Lemos,  Telma  Leite  e  Marta  Calado/  Faculdade  de  Psicologia  e  de  Ciências  da  Educação  da UPorto E‐mail: marina@fpce.up.pt  Resumo  1:  A  discussão  quanto  à  natureza  e  dimensões  dos  objectivos  de  realização  pretende  contribuir  para  a  clarificação  conceptual  no  domínio  e  para  ajudar  a  compreender  alguns  resultados  discordantes  da  investigação.  Mais  especificamente,  no  âmbito  da  Teoria  dos  Objectivos  de  Realização,  os  estudos  aqui  apresentados  tiveram  como  objectivo:  ‐  Explorar  as  dimensões  subjacentes  aos objectivos de realização. ‐ Avaliar a incidência de preocupações competitivas  e  de  validação  do  self  nos  objectivos  de  realização.  ‐  Analisar  a  relação  entre  a  natureza e dimensões dos objectivos de realização e o contexto de aprendizagem  e  idade  dos  estudantes.  Os  estudos  envolveram  546  alunos  do  2º  ao  9º  ano  do  Ensino  Básico.  Os  resultados  correlacionais  e  de  análises  factoriais  exploratórias  suportam  a  hipótese  de  que  as  dimensões  de  ‘competição’  e  de  ‘validação’  só  parcialmente cobrem o campo conceptual e empírico dos objectivos de realização  e  reforçam  a  preponderância  de  objectivos  de  ‘resultado’.  Para  além  disso,  sugerem  que  só  no  3º  ciclo  do  EB  emergem  objectivos  de  evitamento  diferenciados.    Título 2: Relações entre percepções das atitudes parentais em relação ao sucesso  académico,  autoconceito,  orientações  motivacionais  e  rendimento  ‐  Francisco  Peixoto, Maria de Lourdes Mata e Vera Monteiro/ Instituto Superior de Psicologia  Aplicada E‐mail: fpeixoto@ispa.pt  Resumo  2:  As  orientações  motivacionais  podem  ser  consideradas  quer  como  predisposições  globais  quer  como  estados  que  variam  em  função  dos  contextos  de  realização.  No  sentido  em  que  podem  ser  consideradas  enquanto  predisposições globais, podem ser afectadas por múltiplos factores, entre os quais  se conta a influência de variáveis associadas à família. Neste estudo pretendemos  analisar  as  relações  entre  a  percepção  das  atitudes  parentais  em  relação  ao  sucesso académico, o autoconceito, as orientações motivacionais e o rendimento  académico. 498 alunos do 7º e 9º anos de escolaridade responderam à Escala de  Percepção  de  Atitudes  Parentais  em  Relação  ao  Sucesso  Académico  (Antunes  e  Fontaine,  2003),  à  Escala  de  Orientações  Motivacionais  de  Skaalvik  (Skaalvik, 

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1997) e a uma Escala de Auto‐Estima e Autoconceito (Peixoto e Almeida, 1999). A  análise  através  de  SEM  mostra  que  os  efeitos  das  atitudes  parentais  sobre  o  rendimento  académico  são  indirectos,  mediados  pelo  autoconceito  e  pelas  orientações motivacionais.    Título  3:  O  papel  diferencial  dos  objectivos  de  realização  no  empenho  e  desempenho  académico  ‐  Teresa  Gonçalves/  Escola  Superior  de  Educação  de  Viana do Castelo E‐mail: teresag@ese.ipvc.pt  Resumo  3:  A  TOR  considerou  dois  tipos  de  objectivos  de  realização  cujo  núcleo  central  é  a  competência  (Elliot  e  Dweck,  2005):  os  objectivos  de  mestria  que  se  relacionam  com  o  desenvolvimento  e  a  aquisição  de  competência  e  focalizam  o  aluno  na  tarefa  e  os  objectivos  de  desempenho  que  estão  relacionados  com  a  avaliação  e  comparação  da  competência  e  focalizam  o  aluno  no  eu.  A  hipótese  específica colocada no âmbito da teoria é de que, dada a natureza diferente dos  objectivos,  estes  deverão  afectar  diferenciadamente  a  qualidade,  manutenção  e  adequação das estratégias cognitivas do aluno que, por sua vez, irão influenciar a  qualidade da sua realização.No estudo apresentado, conduzido numa amostra de  484 alunos do 9º ano, foi testado um modelo estrutural mediacional, segundo o  qual,  os  dois  tipos  de  objectivos  de  realização  são  antecedidos  por  dimensões  específicas de controlo percebido e medeiam os efeitos destas sobre o empenho  e o desempenho académico. Os resultados parecem dar corpo à oposição entre a  natureza dinâmica dos objectivos de mestria (adquirir competências) e a natureza  estática dos objectivos de desempenho (ter competência).    Título  4:  A  Contribuição  dos  Objectivos  Sociais  para  a  Conceptualização  da  Competência Social em Contexto Escolar ‐ Helena Meneses e Marina S. Lemos e  Luís P. Rodrigues/ Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da UPorto E‐ mail: marina@fpce.up.pt  Resumo  4:  O  presente  estudo  averiguou  a  contribuição  da  orientação  para  objectivos  sociais  para  a  conceptualização  da  competência  social  em  contexto  escolar. Foi testado empiricamente um modelo teórico de competência social em  pré‐adolescentes,  concebido  como  formado  pela  interacção  entre  quatro  dimensões:  objectivos  sociais,  competência  percebida  (académica  e  social),  comportamento  em  sala  de  aula  e  relações  com  os  pares.  Este  modelo  teórico  incorpora  as  perspectivas  conceptuais  desenvolvimental,  ecológica,  socioconstrutivista  e  motivacional  e  simultaneamente  integra  múltiplas  percepções:  do  estudante,  do  professor  e  dos  pares.  Uma  amostra  de  797  estudantes do 5º e 6º anos de escolaridade foi dividida – amostra de calibração e  de  validação  –  e  analisada  separadamente  através  da  análise  de  equações  estruturais.  Os  resultados  confirmaram  as  direcções  das  relações  entre  as 

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variáveis  hipotetizadas  pelo  modelo  e  conjuntamente  evidenciaram  um  bom  ajustamento. Mais especificamente, o papel dos objectivos sociais – pró‐sociais e  de  responsabilidade  social  –  comprovou  a  importância  da  adopção  de  uma  perspectiva (sócio)motivacional na conceptualização da competência social.    Hora: 14.00h‐15.30h          Sala: 2102   Tipo: Simpósio   Área temática: Psicologia Forense e da Justiça  Título:  Investigação  em  ofensores  adultos  ‐  Moderador:  Rui  Abrunhosa  Gonçalves/Universidade  do  Minho  –  Escola  de  Psicologia  E‐mail:  rabrunhosa@psi.uminho.pt    Resumo:  Este  simpósio  apresenta  os  resultados  de  investigações  desenvolvidas  junto  de  amostras  de  ofensores  adultos  (sexuais,  conjugais,  entre  outros)  abordando  aspectos  específicos  da  sua  criminalidade,  estilo  de  pensamento  e  estilo  de  vida,  risco  de  violência  e  risco  de  reincidência,  bem  assim  como  a  temática da reclusão familiar.    Título  1:  Reincidência  criminal:  caracterização  e  avaliação  do  risco  ‐  Ana  Cristina  Neves,  Rui  Abrunhosa  Gonçalves  e  José  Manuel  Palma  Oliveira/  Escola  de  Psicologia, Universidade do Minho E‐mail: cristinanvs@gmail.com  Resumo 1: Este estudo tem como objectivo explorar as metodologias de avaliação  de  risco  de  reincidência  criminal  com  ofensores  portugueses,  através  do  estudo  de validade de dois instrumentos: o Level of Service Inventory – Revised (LSI‐R) e  o  Historical,  Clinical  and  Risk  Management  Scheme  (HCR‐20).  Assim,  foram  avaliados  158  ofensores  adultos  a  cumprir  medidas  judiciais  com  acompanhamento da Direcção Geral de Reinserção Social e sujeitos a um follow‐ up  médio  de  13  meses.  Os  resultados  permitem  caracterizar  a  natureza  e  a  prevalência  dos  factores  de  risco  desta  amostra.  Os  níveis  de  risco  obtidos  na  avaliação  foram  preditivos  da  reincidência  durante  o  follow‐up,  que  se  registou  em 35% dos participantes. Este estudo replica a elevada validade preditiva destes  instrumentos,  extensamente  reportados  na  literatura  internacional.  A  caracterização dos factores, dos níveis de risco e das ocorrências de reincidência  registadas  nesta  amostra  inspiram  uma  reflexão  sobre  as  prioridades  da  reinserção social em Portugal.    Título  2:  Delitos  estradais  e  estilo  de  vida  criminal  ‐  Joana  Pinto,  Rui  Abrunhosa  Gonçalves/Universidade  do  Minho  –  Escola  de  Psicologia  E‐mail:  joanapinto86@gmail.com  Resumo  2:  Os  delitos  estradais  são  uma  tipologia  criminal  pouco  investigada,  embora com muita expressão nas condenações. Este estudo pretendeu avaliar o 

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estilo  de  vida  criminal  em  sujeitos  condenados  pela  prática  deste  crime  com  o  auxílio  do  Lifestyle  Criminality  Screening  Form  –  LCSF  (Walters,  1990),  numa  amostra de 98 condenados e presos por delitos estradais. Destes, 60 cometeram  este  crime  associado  a  outros  crimes.  Os  resultados  indiciam  diferenças  estatisticamente  significativas  entre  os  condenados  por  crimes  estradais  e  aqueles  com  crimes  estradais  associados  a  outros  crimes,  com  os  segundos  a  revelarem um estilo de vida criminal mais consolidado, com predomínio da auto‐ desculpabilização,  do  comportamento  interpessoal  intrusivo  e  da  violação  das  regras  sociais.  As  diferenças  ao  nível  da  irresponsabilidade  não  permitiram  uma  demarcação tão expressiva entre os grupos.Implicações destes resultados para o  enquadramento  institucional  destes  sujeitos  e  a  estruturação  de  programas  de  intervenção são por último considerados.    Título 3: Estilo de pensamento criminal em ofensores sexuais ‐ Sandra Vieira e Rui  Abrunhosa  Gonçalves/  Universidade  do  Minho  –  Escola  de  Psicologia  E‐mail:  sandravieira@sapo.pt  Resumo  3:  Apresentam‐se  as  propriedades  psicométricas  da  versão  portuguesa  do  Psychological  Inventory  of  Criminal  Thinking  Styles  (PICTS:  Walters,  1995)  a  partir  de  uma  amostra  de  indivíduos  condenados  em  cumprimento  de  pena  de  prisão.  No  sentido  de  verificar  a  validade  do  instrumento,  os  sujeitos  foram  divididos  de  acordo  com  os  tipos  de  crimes  cometidos  sendo  evidentes  as  diferentes entre agressores sexuais e não‐sexuais. Adicionalmente, os resultados  do  PICTS  são  ainda  comparados  com  outros  instrumentos  de  avaliação  forense  (e.g.,  PCL‐R:  Hare,  1991,  2003),  verificando‐se  que    se  trata  de  um  instrumento  útil  para  avaliação  e  compreensão  dos  percursos  criminais  dos  sujeitos.  Implicações  para  a  sua  utilização  como  elemento  de  análise  para  delinear  estratégias de intervenção junto de ofensores, são por último referidas.    Título  4:  Comportamento  predatório  e  modus  operandi  de  violadores  e  abusadores  sexuais  de  menores:  Convergências  e  divergências  no  processo  criminal  ‐  Maria  Francisca  Rebocho/  Instituto  Superior  da  Maia  e  Rui  Abrunhosa  Gonçalves/  Universidade  do  Minho  –  Escola  de  Psicologia  E‐mail:  francisca.rebocho@gmail.com  Resumo  4:  A  investigação  acerca  do  modus  operandi,  da  tomada  de  decisão  geográfica  e  do  comportamento  predatório  dos  ofensores  sexuais  tem  vindo  a  aumentar  ao  longo  dos  últimos  anos.  Contudo,  muito  deste  trabalho  apresenta  limitações relacionadas com as dimensões e variáveis abordadas e com o tipo de  ofensor  em  estudo.  O  presente  estudo  explora  a  questão  partindo  de  uma  perspectiva  ambiental,  recorrendo  a  modelos  analíticos  inovadores  (Exhaustive  CHAID  Analysis),  e  utilizando  uma  amostra  de  216  reclusos  condenados  por 

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crimes  sexuais  envolvendo  contacto  físico  directo  com  as  vítimas.  As  análises  realizadas permitiram identificar as características de comportamento predatório  e  de  modus  operandi  associadas  a  cada  tipo  de  ofensor  (violadores  versus  abusadores  de  menores).  Os  resultados  demonstram  a  existência  de  diferenças  claras  entre  violadores  e  abusadores  de  menores,  no  que  concerne  ao  seu  comportamento  predatório,  às  suas  características  de  modus  operandi  e  à  sua  tomada de decisão geográfica.    Título  5:  Famílias  na  prisão  ‐  Mónica  Lopes,  Carla  Machado  e  Rui  Abrunhosa  Gonçalves/  Universidade  do  Minho  –  Escola  de  Psicologia  E‐mail:  msofialopes@gmail.com  Resumo  5:  A  imagem  tradicionalmente  produzida em torno  da  prisão, enquanto  contexto  de  isolamento  face  ao  exterior,  conduziu  a  inúmeras  investigações  acerca  do  impacto  da  privação  das  relações  familiares  e  de  intimidade  para  os  reclusos e, mais recentemente, a estudos sobre a experiência dos familiares que  permanecem em liberdade (Condry, 2007; Comfort, 2007; Murray, 2007; Western  e  Wildeman,  2009).  Apesar  da  escassez  deste  tipo  de  investigações  a  nível  nacional,  o  discurso  científico  tem  alertado  para  as  recentes  transfigurações  do  contexto prisional, entre as quais, a existência de redes familiares de reclusos que  se  cruzam  no  interior  das  prisões  (Cunha,  2002).  Numa  tentativa  de  perceber  a  dimensão  e  repercussões  desta  realidade,  será  discutida  a  análise  qualitativa  de  entrevistas realizadas junto de mulheres e homens que se encontram em situação  de reclusão no contexto prisional português.    Hora: 14.00h‐15.30h          Sala: 2103   Tipo: Simpósio   Área temática: Estudos de Género e Feministas  Título: Psicologia Feminista II ‐ Moderadores: João Manuel de Oliveira/ CIS/ISCTE  e Sofia Neves E‐mail: joao.m.oliveira@gmail.com    Resumo:  Quatro  anos  após  a  realização  dos  dois  primeiros  painéis  de  Psicologia  Feminista  em  Portugal,  no  âmbito  do  VI  Simpósio  Nacional  de  Investigação  em  Psicologia, a Psicologia Feminista é hoje uma área disciplinar em franca expansão.  Fruto  do  aumento  expressivo  da  investigação  científica  e  da  teorização  neste  domínio, outrora opacizado pela hegemonia ditatorial dos modelos dominantes, a  Psicologia  Feminista  tem  vindo  gradualmente  um  lugar  de  reconhecimento.  Tal  como  os  próprios  feminismos,  que  são  cada  vez  mais  plurais  e  polifónicos,  a  Psicologia  Feminista  tem  procurado  re‐situar  e  ressignificar  as  questões  da  desigualdade  e  da  injustiça  social  alargando  o  seu  espectro  de  análise  e  de  intervenção  a  outras  categorias  identitárias,  promovendo  a  sua  de‐ essencialização. Este simpósio procurará apresentar alguns dos estudos que têm 

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vindo  a  marcar  este  processo  de  consolidação  da  Psicologia  Feminista  em  Portugal  tornando‐a,  de  uma  forma  cada  vez  mais  vincada,  um  fluxo  de  saberes  emancipatórios.    Título  1:  Presente,  mas  sem  nome:  a  psicologia  feminista  da  libertação  em  Portugal ‐ João Manuel de Oliveira, Sofia Neves, Conceição Nogueira e Marijke de  Koning/  CIS‐ISCTE/ISMAI/Uminho/Fundação  Cuidar  o  Futuro  E‐mail:  joao.m.oliveira@gmail.com  Resumo  1:  Esta  comunicação  analisa  o  espaço  conceptual  e  de  intervenção  das  propostas  da  psicologia  feminista  da  libertação  em  Portugal.  Apresentando  a  história  e  as  propostas  epistemológicas  comuns  entre  a  psicologia  feminista  e  a  psicologia  da  libertação,  iremos  argumentar  a  sua  existência,  indocumentada  na  academia  até  ao  momento  e  fornecer  exemplos  das  suas  praxis  através  de  um  estudo  de  caso  sobre  o  Graal,  movimento  de  intervenção  social  marcado  pela  figura  de  Maria  de  Lourdes  Pintasilgo.  Pretendemos  assim  inscrever  a  psicologia  feminista  da  libertação  na  história  recente  portuguesa  e  na  psicologia  em  particular.    Título 2: Do pós‐feminismo à dildocracia: A biopolítica da Happy Woman ‐ Pedro  Pinto,  Conceição  Nogueira,  João  Manuel  de  Oliveira/  Universidade  do  Minho,  CIS/ISCTE E‐mail: pedropinto@iep.uminho.pt  Resumo 2: Apesar da democratização tardia do discurso sexual após a Revolução  de Abril, a expansão dos valores neoliberais de mercado fez da re‐sexualização da  feminilidade  um  fenómeno  dominante  na  cultura  mediática  portuguesa.  Mas  se  as  representações  das  mulheres  enquanto  sujeitos  sexualmente  desejantes  proliferaram por todo o espectro mediático ao longo das últimas três décadas, só  muito  recentemente  emergiram  as  primeiras  evidências  da  feminização  das  indústrias  do  sexo  no  imaginário  mainstream  português.  Happy  Woman  –  a  revista mensal para mulheres mais vendida em Portugal – encontra‐se na linha da  frente desta paradigmática reconfiguração discursiva, trazendo abertamente para  as  suas  páginas  os  léxicos  contemporâneos  da  ficção  erótica  e  da  striptease  culture.  Partindo  de  uma  abordagem  pós‐estruturalista  ao  aparato  de  guiões  propostos  pela  revista  (2008‐2009),  nomeadamente  relativos  a  brinquedos  sexuais, profissões do sexo e produtos farmacológicos, esta comunicação expõe a  sua interdependência com a ideologia pós‐feminista de agência sexual.    Título  3:  Contributos  para  uma  psicologia  vocacional  feminista  ‐  Luisa  Saavedra/Universidade  do  Minho  –  Escola  de  Psicologia  E‐mail:  lsaavedra@psi.uminho.pt 

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Resumo 3: O início da psicologia vocacional pautou‐se por uma preocupação com  a justiça social e defesa da igualdade entre homens e mulheres. Em determinada  fase  da  evolução  desta  disciplina  estes  aspectos  emancipadores  perderam‐se  tendo dado lugar a uma quase exclusiva preocupação com os homens brancos da  classe  média.  Nas  últimas  duas  a  três  décadas  as  questões  da  igualdade  foram  recuperadas,  primeiro,  no  que  diz  respeito  ao  género  e  posteriormente  integrando  outras  categorias  sociais  como  a  raça,  a  etnia  e  a  orientação  sexual.  Nem  sempre,  contudo,  a  integração  do  género  na  psicologia  vocacional  foi  orientada  por  uma  perspectiva  verdadeiramente  feminista.  Nesta  comunicação  serão  abordados  alguns  contributos  recentes  para  uma  psicologia  vocacional  feminista ao nível da teoria, investigação e prática.    Título  4:  “O  que  devo  fazer?”  ‐  Cartas  de  leitor  e  sexualidade  numa  revista  para  raparigas  adolescentes‐  Sara  Magalhães,  Luísa  Saavedra  e  Conceição  Nogueira/  Universidade  do  Minho  –  Escola  de  Psicologia  E‐mail:  saraisabelmagalhaes@gmail.com  Resumo  4:  As  revistas  para  adolescentes  constituem  uma  fonte  importante  de  exploração  de  dúvidas  e  incertezas  quanto  à  sexualidade,  especialmente  ao  possibilitarem a publicação de dúvidas na primeira pessoa nas rubricas de cartas  de  leitor.  Assim,  pretendemos  analisar  a  secção  das  cartas  de  leitor,  Dúvidas  Existenciais,  constante  na  revista  para  raparigas  adolescentes  –  Ragazza  –  ao  longo  de  2007  na  edição  portuguesa  .  O  objectivo  desta  análise  é  avaliar  qual  o  discurso dominante das leitoras face à sexualidade e em que medida as respostas  fornecidas  promovem  a  emancipação  ou  reiteram  discursos  reguladores.  Metodologicamente  a  Análise  Foucaudiana  de  Discurso  permitiu  identificar,  nas  leitoras,  um  discurso  de  medo  e  insegurança  enquanto  que,  as  respostas  da  revista apresentam, num tom de proximidade, informações e linhas de acção no  sentido  da  resolução  de  problemas,  muitas  vezes  reiteradas  por  um  discurso  biológico‐cientifico.  Antevê‐se  o  delinear  de  uma  representação  do  Ser  Mulher  pela reiteração dos estereótipos.    Título 5: Estereótipos de género no mundo profissional:  estudo exploratório com  adolescentes  e  jovens  adultos  e  adultas‐  Sara  Isabel  Ferreira,  Luísa  Saavedra  e  Maria  do  Céu  Taveira/Universidade  do  Minho  –  Escola  de  Psicologia  E‐mail:  saraiferreira@portugalmail.com  Resumo 5: A investigação demonstra que existem domínios profissionais onde a  distribuição pelos sexos é amplamente desigual. As escolhas vocacionais parecem  continuar  a  pautar‐se  por  padrões  tradicionais,  do  ponto  de  vista  do  género,  limitando,  assim,  o  leque  de  opções.  Este  estudo  pretende  compreender  os  estereótipos  e  as  imagens  de  feminilidade  e  masculinidade  associadas  a 

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profissões  tipicamente  masculinas  e  femininas.  Realizaram‐se  doze  focus‐group,  organizados em função do sexo, nível e domínio de ensino. Numa primeira fase,  as entrevistas foram analisadas através da Análise Temática. De uma forma global  e,  entre  outros  aspectos,  os  resultados  indicam  uma  concepção  estereotipada  acerca dos interesses, competências e daquilo que é ou não adequado, do ponto  de  vista  do  género,  em  termos  profissionais;  a  antecipação  de  dificuldades  da  parte  das  raparigas  que  perspectivam  a  entrada  em  domínios  tipicamente  masculinos e, em simultâneo, uma maior identificação com o sexo oposto, não se  verificando o mesmo para nos rapazes.    Hora: 14.00h‐15.30h          Sala: 2104   Tipo: Simpósio   Área temática: Psicologia do Desporto  Título:  Acção  como  modo  de  seleccionar  affordances:  estudos  sobre  o  comportamento  decisional  no  desporto  ‐  Moderador:  Duarte  Araújo/  Faculdade  de  Motricidade  Humana,  Universidade  Técnica  de  Lisboa  E‐mail:  daraujo@fmh.utl.pt    Resumo: Este simpósio pretende enfatizar o negligenciado lado motor da decisão.  Habitualmente  o  processo  de  tomada  de  decisão  é  visto  como  sendo  prévio  à  acção  (Connolly,  Arkes  e  Hammond,  2000).  Todavia,  inspirados  na  psicologia  ecológica  de  Gibson  (e.g.,  1979)  e  na  recente  aplicação  dos  conceitos  e  instrumentos  dos  Sistemas  Dinâmicos  à  psicologia  (Van  Gelder  e  Port,  1995),  apresentamos  a  dinâmica  ecológica  da  tomada  de  decisão.  Esta  abordagem  defende  que  a  decisão  é  um  processo  emergente,  que  resulta  da  contínua  interacção  entre  indivíduo  e  ambiente.  Neste  sentido  o  indivíduo  percepciona  para agir, mas também age para percepcionar. É deste ciclo percepção‐acção que  surgem transições no curso de acção, que são operacionalmente definidas como  decisões. As cinco comunicações aqui apresentadas ilustram experimentalmente  diferentes aspectos desta abordagem, desenvolvidos no Basquetebol, no Futebol  e no Rugby.    Título  1:  A  aprendizagem  da  tomada  de  decisão  no  desporto  –  D.  Araújo/  Faculdade  de  Motricidade  Humana,  Universidade  Técnica  de  Lisboa  E‐mail:  daraujo@fmh.utl.pt  Resumo  1:  Esta  comunicação  descreve  como  se  desenvolve  a  habilidade  decisional dos atletas, a qual deve ser entendida ao nível das relações indivíduo‐ ambiente ao longo do tempo visando um dado objectivo. Neste sentido, para se  estudar  a  tomada  de  decisão  devem‐se  analisar  as  affordances  do  contexto  de  acção.  Nesta  visão  ecológica,  o  primeiro  passo  para  aprender  a  resolver  as  situações  com  que  o  atleta  de  depara,  é  a  exploração  do  que  está  disponível 

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numa dada situação, de modo a que se detecte que propriedades ambientais são  informativas relativamente a um dado objectivo. A estabilização dessas soluções  descobertas, bem como a exploração dos limites dessas soluções e consequente  procura  de  novas  soluções  caracteriza  a  segunda  fase.  Finalmente,  as  fontes  de  informação  relevante  tendem  a  ser  usadas  regularmente,  permitindo  que  sejam  potenciados  (amplificados)  os  graus  de  liberdade  perceptivo‐motores  que  permitem a adaptação às exigências da situação e à eficaz obtenção do objectivo.    Título  2:  A  emergência  da  tomada  de  decisão  no  futebol:  da  decisão  individual  para  a  colectiva  –  R.  Duarte,  L.  Freire,  V.  Gazimba,  e  D.  Araújo/  Faculdade  de  Motricidade  Humana,  Universidade  Técnica  de  Lisboa  E‐mail:  ricarduarte@gmail.com  Resumo  2:  O  objectivo  desta  comunicação  é  demonstrar  experimentalmente  o  carácter emergente da tomada de decisão no contexto específico de situações de  remate  à  baliza,  no  futebol.  Para  tal  serão  apresentados  os  resultados  de  dois  estudos.  O  primeiro  demonstra  como  a  distância  interpessoal  e  a  velocidade  relativa se constituem affordances à tomada de decisão, em situações de 1x1. O  segundo  estudo  revela  como  é  possível  estender  as  conclusões  encontradas  no  1x1  a  situações  grupais,  e  deste  modo  estudar  a  tomada  de  decisão  como  uma  propriedade  colectiva  emergente.  Para  tal  utilizou‐se  o  centro  geométrico  como  variável  colectiva  para  captar  a  dinâmica  da  interacção  das  equipas  no  3x3.  Os  resultados indicam um forte acoplamento espácio‐temporal do centro geométrico  das  duas  equipas,  que  é  quebrado  nos  instantes  que  precedem  a  ocorrência  da  situação de remate à baliza. Deste modo, parece existir uma tendência para que a  decisão surja mediante uma configuração ambiental específica.    Título  3:  Percepção  de  Affordances  para  o  Passe  em  Desportos  Colectivos  –  B.  Travassos/ Universidade da Beira Interior e D. Araújo/ Faculdade de Motricidade  Humana, Universidade Técnica de Lisboa E‐mail: brunotravassos@hotmail.com  Resumo  3:  O  objectivo  deste  estudo  é  investigar  de  que  modo  o  processo  relacional “on‐line” entre indivíduos e ambiente para um dado objectivo, permite  as condições para a tomada de decisão. Para tal, através de 35 situações de passe  numa  tarefa  de  Futsal,  avaliámos  como  evolui  o  contexto  decisional  até  ao  momento  do  passe.  Utilizámos  as  distâncias  interpessoais  entre  jogadores,  as  suas  velocidades  instantâneas  bem  como  a  fase  relativa  entre  eles.  Como  resultados, verificámos que entre o momento de recepção da bola até realizar o  passe  existe  uma  convergência  nas  distâncias  entre  os  jogadores.  Verificámos  ainda  que  contrariamente  às  distâncias,  as  velocidades  dos  jogadores  divergem  ao  longo  do  tempo  até  ao  inicio  do  passe.  Esta  divergência  de  velocidades,  associada  à convergência  das  distâncias  interpessoais  sugere que  a  decisão para 

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passar a bola depende da afinação perceptiva do indivíduo com bola ao contexto,  detectando a janela espácio‐temporal que permite esta ocorrência.    Título 4: A detecção de affordances para a entrada para o cesto em basquetebol‐  P. Esteves e D. Araújo/ Faculdade de Motricidade Humana, Universidade Técnica  de Lisboa E‐mail: ptesteves@gmail.com  Resumo 4: O objectivo deste estudo é compreender a relação entre a postura do  defensor  e  a  direcção  da  entrada  do  atacante  para  o  cesto,  no  basquetebol.  Participaram 25 basquetebolistas divididos em dois grupos de perícia: iniciados e  intermédios.  Filmaram‐se  1800  situações  de  um‐contra‐um  onde  os  defensores  apresentaram, de modo aleatório, três condições distintas relacionadas com a sua  postura:  pé  direito  avançado,  pé  esquerdo  avançado  ou  posição  neutra.  Os  resultados apontam para uma dependência da acção do atacante face à postura  específica  do  defesa.  A  detecção  da  affordance  para  a  entrada  para  o  cesto  demonstrou  ser  independente  do  nível  de  perícia,  o  que  vem  de  encontro  à  literatura. Contudo, os atletas intermédios demonstraram uma maior eficácia no  lançamento  ao  cesto,  após  ultrapassarem  o  defesa.  Este  facto  remete  para  um  maior grau de afinação às variáveis contextuais mais informativas bem como para  uma maior calibração do sistema de acção a essa mesma informação.    Título  5:  Que  informação  guia  a  decisão?  Potencialidade  do  tau  como  variável  informacional  –  V.  Correia  e  D.  Araújo/  Faculdade  de  Motricidade  Humana,  Universidade Técnica de Lisboa E‐mail: correia.vanda@gmail.com  Resumo 5: Esta comunicação tem como objectivo demonstrar como a variável tau  promovida  pela  teoria  ecológica  de  David  Lee  (Lee,  1998)  pode  constituir  uma  relevante  fonte  de  informação  que  guia  o  comportamento  decisional  dos  jogadores  no  contexto  competitivo.  Começamos  por  apresentar  um  estudo  recente  realizado  no  Rugby  (Correia  et  al.,  submitted)  onde  foi  empiricamente  verificada  uma  relação  entre  a  decisão  de  passe  e  esta  variável.  De  seguida,  discutimos resultados de estudos (no Rugby: Passos et al., 2008; no Basquetebol:  Araújo,  2002,  2004)  onde  a  distância  interpessoal  e  a  velocidade  relativa  foram  empiricamente  verificadas  como  variáveis  informacionais  relevantes  a  constranger a emergência da decisão. Embora reconhecido o valor informacional  das supracitadas variáveis, será destacada a potencial vantagem explicativa do tau  pelo facto de, ao contrário das restantes variáveis (i.e., distância interpessoal e a  velocidade relativa), incluir indivisivelmente informação espácio‐temporal.    Hora: 14.00h‐15.30h          Sala: 2211   Tipo: Simpósio   Área temática: Psicologia da Família 

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Título:  Transição  para  a  Parentalidade  em  Mães  e  Pais  ‐  Moderadora:  Barbara  Figueiredo/Universidade  do  Minho  –  Escola  de  Psicologia  E‐mail:  bbfi@psi.uminho.pt    Resumo: Os estudos a apresentar neste simpósio analisam diversas dimensões do  processo  de  transição  para  a  parentalidade,  debruçando‐se  especificamente  sobre  semelhanças  e  diferenças  entre  mães  e  pais.  Os  pais  mostram  melhor  ajustamento  psicológico  (e.g.,  níveis  inferiores  de  sintomatologia  depressiva),  enquanto  as  mães  maior  envolvimento  pré‐natal  com  o  bebé.  O  impacto  psicológico  do  abortamento  é  contudo  semelhante  em  mães  e  pais  (e.g.,  em  ambos, a reacção de luto maior na interrupção voluntária da gravidez, em relação  ao  aborto  espontâneo  e  interrupção  médica  da  gravidez).  O  aumento  da  participação  do  pai  no  parto  (e.g.,  corte  do  cordão  umbilical)  pode  aumentar  o  seu  envolvimento  ao  bebé.  A  percepção  do  temperamento  do  bebé,  outro  elemento  importante  no  estabelecimento  dos  padrões  de  relacionamento  e  cuidado, difere entre mães e pais.    Título  1:  Ajustamento  Psicológico  e  Vinculação  ao  Bebé  na  Gravidez,  de  Mães  e  Pais  ‐  Sofia  Machado  e  Bárbara  Figueiredo/  Universidade  do  Minho  –  Escola  de  Psicologia E‐mail: bbfi@psi.uminho.pt  Resumo  1:  Objectivos:  Estudar  em  mães  e  pais  durante  a  gravidez:  (1)  o  ajustamento  psicológico  (2)  a  vinculação  ao  bebé  (3)  A  relação  entre  o  ajustamento  psicológico  e  a  vinculação  ao  bebé.  Método:  Participaram  neste  estudo  36  casais.  As  mães  preencheram  os  questionários  Maternal  Adjustment  and  Maternal  Attitudes  (Kumar,  Robson,  e  Smith,  1984)  e  Antenatal  Emotional  Attachment  Scale  (Condon,  1993);  os  pais  os  correspondentes  questionários  Paternal  Adjustment  and  Paternal  Attitudes  (Kumar,  Robson,  e  Smith,  1984)  e  Antenatal  Emotional  Attachment  Scale  (Condon,  1993).  Resultados:  Verificaram‐ se diferenças significativas entre mães e pais no que diz respeito: (1) às atitudes  perante  o  sexo,  às  atitudes  para  com  a  gravidez  e  o  bebé  e  ao  ajustamento  à  gravidez,  mas  não  quanto  à  percepção  da  relação  conjugal;  (2)  à  qualidade  e  intensidade da vinculação pré‐natal. Nas mães, a qualidade da relação conjugal foi  identificada como o melhor preditor da vinculação ao bebé.    Título  2:  Sintomatologia  Depressiva  na  gravidez,  parto  e  pós‐parto,  em  Mães  e  Pais  ‐  Vânia  Costa  e  Bárbara  Figueiredo/  Universidade  do  Minho  –  Escola  de  Psicologia E‐mail: bbfi@psi.uminho.pt  Resumo  2:  Objectivos:  (a)  avaliar  a  incidência  da  sintomatologia  depressiva  em  homens  na  gravidez,  parto  e  pós‐parto.  Método:  O  Edinburgh  Postnatal  Depression  Scale  (EPDS,  Cox,  Hoden,  e  Sagowsky,  1987)  foi  administrado  a  255 

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homens,  cujas  companheiras  frequentavam  a  Consulta  Externa  de  Ginecologia/Obstetrícia  da  Maternidade  Júlio  Diniz.  Resultados:  A  percentagem  de homens deprimidos (EPDS ≥10) diminui desde as 8, até às 20 e 30 semanas de  gravidez;  aumentou  no  parto;  e  diminui  aos  3  meses  pós‐parto.  Pais  deprimidos  aos  3  meses  pós‐parto  apresentavam‐se  mais  deprimidos  nos  momentos  anteriores, particularmente no 1º trimestre, sofrendo os níveis de sintomatologia  um aumento no parto e no pós‐parto. Em pais não deprimidos aos 3 meses pós‐ parto  a  sintomatologia  diminui  ao  longo  da  gravidez,  parto  e  pós‐parto.  Níveis  elevados  de  sintomatologia  depressiva  no  parto  constituem  o  melhor  preditor  para níveis elevados de sintomatologia depressiva aos 3 meses pós‐parto.    Título 3: Impacto Psicológico de diferentes tipos de abortamento, em Mães e Pais  ‐  Catarina  Canário,  Carolina  Morais,  Miguel  Ricou  e  Bárbara  Figueiredo/  Universidade do Minho – Escola de Psicologia E‐mail: bbfi@psi.uminho.pt  Resumo  3:  Objectivos:  Estudar  o  impacto  psicológico  do  tipo  de  abortamento  (aborto  espontâneo,  interrupção  voluntária  da  gravidez,  interrupção  médica  da  gravidez) e a existência de diferenças de género. Método: Estudo 1 O Inventário  de  Sintomas  Psicopatológicos,  Impact  of  Event  Scale  Review  e  Relationship  Questionnaire  foram  administrados  a  50  mulheres  e  seus  companheiros  (N=65)  no período de até um mês e seis meses após o abortamento. Estudo 2 O luto pré‐ natal foi avaliado através da Perinatal Grief Scale em 13 homens e 36 mulheres.  Resultados: Estudo 1 Não se evidenciaram diferenças de género. Identificou‐se a  existência  de  perturbação  emocional  em  consequência  do  abortamento,  que  diminui ao longo do tempo. Estudo 2 Não foram encontradas diferenças no luto  pré‐natal  em  função  do  género.  Foram  observadas  diferenças  significativas  no  luto  entre  os  tipos  de  morte  pré‐natal,  níveis  de  Desespero  significativamente  mais  elevados  nos  participantes  que  realizaram  interrupção  voluntária  da  gravidez.    Título 4: Envolvimento Emocional do Pai com o Bebé: Impacto da Experiência de  Parto‐  Sónia  Brandão  e  Bárbara  Figueiredo/  Universidade  do  Minho  –  Escola  de  Psicologia E‐mail: bbfi@psi.uminho.pt  Resumo  4:  Objectivo:  avaliar  o  impacto  da  experiência  do  corte  do  cordão  umbilical no envolvimento emocional do pai com o bebé. Método: O questionário  Bonding  (Figueiredo  et  al.,  2005)  foi  administrado  em  três  momentos  (Antes  do  Parto, 1º Dia após Parto e 1º Mês após Parto) a 105 pais presentes no nascimento  do filho(a). Os pais dividiram‐se em 3 grupos dependendo da experiência de corte  de  cordão  umbilical:  Pais  que  quiseram  cortar  o  cordão  umbilical;  Pais  que  não  quiseram cortar o cordão umbilical e Pais a quem não foi dada a oportunidade de  cortar  o  cordão  umbilical.  Resultados  o  envolvimento  pai/bebé  tem  tendência  a 

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aumentar entre o momento antes e após o parto e a depois diminuir no primeiro  mês  após  o  parto.  No  grupo  de  pais  que  cortaram  o  cordão  umbilical,  foi  observada  uma  melhoria  significativa  no  envolvimento  emocional  pai/bebé  no  primeiro mês após o parto.    Título 5: Percepções do temperamento do bebé, em mães e pais ‐ Raquel Costa e  Bárbara  Figueiredo/  Universidade  do  Minho  –  Escola  de  Psicologia  E‐mail:  bbfi@psi.uminho.pt  Resumo  5:  Objectivos:  analisar  (1)  diferenças  entre  mães  e  pais  ao  nível  da  percepção  do  temperamento  do  bebé,  nomeadamente  (2)  de  acordo  com  o  género  e  prematuridade.  Método:  366  mães  e  92  pais  de  crianças  com  idades  compreendidas  entre  os  3  e  os  12  meses  de  idade  responderam  ao  Infant  Behavior Questionnaire‐Revised (Gartstein e Rothbart, 2003). Resultados: Mães e  pais  diferem  na  percepção  quanto  à  facilidade  do  bebé  em  ser  acalmado,  mas  ambos classificam as meninas como tendo um temperamento mais difícil que os  meninos.  As  mães  percepcionam  os  bebés  prematuros  como  apresentando  menos  distress  aos  limites  e  sendo  menos  sorridentes,  mas  não  foram  encontradas  diferenças  significativas  entre  a  percepção  dos  pais  de  bebés  prematuros e de termo.                Hora: 14.00h‐15.30h          Sala: 2111   Tipo: Simpósio   Área temática: Psicologia Política  Título:  Desenvolvimento  e  participação  social  ‐  Moderadores:  Pedro  Ferreira  e  Isabel Menezes/ CIIE‐FPCEUP E‐mail: pferreira@fpce.up.pt    Resumo: As experiências de participação social, que incluem uma diversidade de  actividades de em contextos diversos, têm um comprovado impacto no bem‐estar  pessoal e societal. As comunicações deste simpósio dão conta desta relação entre  dimensões  do  desenvolvimento  psicológico  e  societal  e  experiências  de  participação em contextos diversos.    Título  1:  Participação  cívica  e  política  e  desenvolvimento  psicológico  ‐  Pedro  Ferreira/ CIIE‐FPCEUP E‐mail: pferreira@fpce.up.pt 

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Resumo 1: A qualidade das experiências de envolvimento cívico e político aparece  como  um  elemento  central  no  modo  como  podemos  pensar  a  relação  entre  participação  e  desenvolvimento.  Nesta  comunicação  será  apresentada  uma  reflexão  a  partir  de  estudos  com  amostras  nacionais  e  internacionais  que  visam  explorar  esta  relação  e  as  suas  implicações  para  a  intervenção  educativa,  social   comunitária.    Título 2: Desenvolvimento moral e suporte aos direitos das minorias ‐ Gil Nata e  Isabel Menezes/ CIIE‐FPCEUP E‐mail: gilnata@netcabo.pt  Resumo 2: A qualidade das nossas democracias depende quer do sistema político  em si, quer das "virtudes" dos seus cidadãos. Entre outras, a democracia necessita  de  cidadãos  que  participem  na  vida  política  e  cívica,  e  que,  simultaneamente,  tolerem e aceitem a participação e identidade de outros, particularmente quando  estes  outros  pensam  de  forma  distinta  da  sua  e  são  diferentes  de  si.  Neste  sentido,  os  autores  desenvolveram  e  validaram  uma  escala  de  suporte  aos  direitos  de  minorias  culturais,  que  compreende  3  factores:  a  saber,  direitos  individuais,  direitos  culturais,  e  discriminação  positiva.  Nesta  comunicação  será  analisada  a  relação  entre  o  nível  de  complexidade  moral  (acedida  através  do  Moral  Judgment  Test)  e  a  defesa  de  direitos  de  minorias,  especificamente  da  minoria  cigana  e  imigrante,  recorrendo  a  uma  amostra  de  cerca  de  500  sujeitos  do 9º ao 11º ano de escolaridade. Os dados mostram a necessidade de programas  de desenvolvimento de uma identidade democrática nos jovens.    Título  3:  Impacto(s)  da  participação  no  empowerment  psicológico:  um  estudo  longitudinal  com  estudantes  universitários  ‐  Sofia  Veiga  e  Isabel  Menezes/  CIIE‐ FPCEUP  Resumo  3:  No  Ensino  Superior,  assiste‐se  a  uma  preocupação  crescente  com  a  formação  global  do  estudante,  valorizando  quer  a  promoção  de  profissionais  de  excelência  quer  de  cidadãos  activos  e  participativos.  Com  base  num  estudo  longitudinal com 203 estudantes da Universidade do Porto, analisamos o impacto  do  envolvimento  em  actividades  extra‐curriculares  ao  nível  do  empowerment  psicológico,  com  base  no  modelo  teórico  de  Zimmerman  (1995),  que  contempla  dimensões intrapessoal, interaccional e comportamental. Adicionalmente, foi alvo  de observação uma diversidade de experiências de participação, quer em termos  de duração do envolvimento quer em termos de significado pessoal e qualidade  desenvolvimental. A nossa proposta será analisar os resultados obtidos, tendo em  conta  implicações  ao  nível  da  intervenção  psicológica  em  contexto  universitário,  observando particularmente as actividades extra‐curriculares que apresentam um  impacto mais significativo, seja positivo ou negativo.   

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Título  4:  A  escola  e  o  não  disciplinar:  sucessos  e  insucessos  nas  zonas  de  participação cívica nos territórios escolares‐ Hugo Monteiro/ CCIIE e ESE‐IPP   Resumo  4:  Encontrar  no  a  últimos  anos  a  história  das  inquietações  curriculares,  implica reconhecer algumas perdas e alguns ganhos naquilo que se consideram as  emergências já sinalizadas pela LBSE. Entre medidas avulsas ou pensamentos de  fundo  encontramos  a  criação  das  ACND  e  a  mais  recente  criação  de  zonas  TEIP.  Estes  domínios  envolvem  a  escola  em  áreas  menos  escolarizadas,  imersas  que  estão  numa  cultura  colaborativa.  A  presente  comunicação  centra‐se  nas  potencialidades e alguns insucessos do modo como este pensamento do currículo  se concretiza no terreno, tendo por tónica as questões da participação cívica.    Hora: 14.00h‐15.30h          Sala: 2212   Tipo: Mesa de comunicações   Área temática: Psicologia Escolar e da  Educação  Título:  Percepções  sobre  aprendizagem  e  educação  escolar  ‐  Moderador:  Feliciano  Veiga/  Instituto  de  Educação  da  Universidade  de  Lisboa  E‐mail:  fhveiga@ie.ul.pt    Título  1:  Desenvolvimento  da  literacia  emergente:  Estudo  qualitativo  sobre  crenças  e  práticas  ‐  Carla  Peixoto  e  Teresa  Leal/  Faculdade  de  Psicologia  e  de  Ciências  da  Educação  da  Universidade  do  Porto  E‐mail:  carla_peixoto_psi@sapo.pt  Resumo  1:  Vários  investigadores  têm  procurado  compreender  de  que  forma  as  crenças  parentais  sobre  o  desenvolvimento  da  literacia  influenciam  as  experiências  proporcionadas  às  crianças  em  casa  (e.g.,  Bingham,  2007;  Weigel,  Martin,  e  Bennett,  2006).O  presente  estudo  qualitativo  tem  como  objectivos  descrever  as  crenças  de  um  grupo  de  mães  acerca  do  desenvolvimento  da  literacia  emergente  e  caracterizar  as  práticas  relatadas  acerca  da  literacia  desenvolvidas  na  família.  Participaram  neste  estudo  60  mães  com  diferentes  níveis  educativos  e  com  um  filho  a  frequentar  o  último  ano  de  educação  pré‐ escolar.Foi realizada, no contexto familiar, uma entrevista semi‐estruturada com  cada  uma  das  mães,  entre  Abril  e  Setembro  de  2007.  As  entrevistas  foram  gravadas  em  registo  áudio  e  posteriormente  transcritas.  Serão  apresentados  os  resultados obtidos através da análise de conteúdo das entrevistas, explorando as  ideias  e  as  práticas  relatadas  acerca  da  literacia,  bem  como  as  relações  entre  essas ideias e práticas e o nível educativo materno.    Título 2: Capacidades cognitivas e rendimento escolar em estudantes do terceiro  ciclo:  Influência  do  capital  escolar  das  mães  ‐  Margarida  Pocinho,  António  Diniz, 

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Leandro  de  Almeida/  Universidade  da  Madeira,  Universidade  de  Évora,  Universidade do Minho E‐mail: mpocinho@uma.pt  Resumo  2:  Neste  estudo  foi  testado  um  modelo  de  variáveis  latentes  para  apreciar  o  efeito  de  interveniência  do  capital  escolar  (CE;  operacionalizado  por  níveis de habilitações literárias) das mães de estudantes do terceiro ciclo sobre o  efeito  das  capacidades  cognitivas  dos  estudantes  (CC;  operacionalizadas  através  da  Bateria  de  Provas  de  Raciocínio)  no  seu  rendimento  escolar  (RE;  operacionalizado através das classificações obtidas em diversas disciplinas). Com  uma amostra de 921 estudantes madeirenses (leque etário = 11‐19 anos, M = 14)  verificou‐se  que  o  modelo  estava  bem  ajustado,  que  todas  as  relações  de  predição  respeitantes  à  sua  componente  de  mensuração  eram  estatisticamente  significativas e que o mesmo aconteceu para as relações de predição entre as três  variáveis latentes. Os resultados da componente estrutural do modelo indicaram  que o efeito directo das CC sobre o RE é amplificado pelo efeito indirecto das CC  sobre o RE, quando mediado pelo CE.    Título 3: Competências para o trabalho com pais ‐ visão dos profissionais ‐ Isabel  Macedo  Pinto  e  Olívia  de  Carvalho/  Faculdade  de  Psicologia  e  de  Ciências  da  Educação  da  Universidade  do  Porto  e  Universidade  Portucalense  E‐mail:  isabelmpinto@fpce.up.pt  Resumo  3:  Apesar  do  importante  papel  que  cabe  à  família,  enquanto  principal  agente  de  socialização,  nem  sempre  esta  reúne  condições  para  o  assumir,  tornando‐se  premente  apostar  na  melhoria  do  seu  nível  de  informação  e  no  aumento  das  suas  competências,  através  de  programas  de  Educação  Parental  (EP)A  investigação  tem  revelado  a  importância  da  formação  dos  técnicos  na  eficácia dos programas. Dada a inexistência de instrumentos que permitam obter  esta informação, foi criado o questionário “Competências para o Trabalho Com os  Pais – Visão dos Profissionais” tendo como base a investigação levada a cabo no  Reino Unido “Research into Qualification Needs For Work With Parents” (Pye‐Tait,  2006). Serão apresentados os resultados obtidos com grupo de profissionais de EP  através  do  questionário,  que  lista  um  conjunto  de  práticas  consideradas  essenciais  e  de  qualidade,  salientando  a  sua  relevância,  em  termos  do  conhecimento  obtido,  quanto  às  necessidades  de  formação  que  estes  profissionais apresentam.    Título  4:  Representações  Parentais  de  Educação  e  de  Escola  ‐  Relação  com  o  Sucesso e com o Insucesso Escolar dos filhos  ‐ Estudo Piloto ‐ Maria do Sameiro  Araújo,  Leandro  Almeida  e  Eugénia  M.  Ribeiro/Universidade  do  Minho    E‐mail:  sameiroaraujo@iol.pt 

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Resumo  4:  Enquadrado  no  paradigma  de  investigação  construtivista,  trata‐se  de  um  estudo  de  natureza  qualitativa  centrado  na  compreensão  de  significados  e  processos  inerentes  às  representações  parentais  de  educação  e  de  escola  e  na  análise  da  sua  relação  com  o  sucesso  e  com  o  insucesso  dos  alunos.  Nesse  sentido,  optou‐se  pela  grounded  theory  (Strauss  e  Corbin,  1990;  1998)  como  metodologia de investigação orientadora da recolha e análise de dados. O estudo  foi  desenvolvido  junto  de  dois  grupos  contrastantes,  constituídos  por  pais  com  baixos níveis de escolarização, cujos filhos frequentam o 9º ano de escolaridade,  diferenciando‐se  em  função  do  sucesso  ou  insucesso  escolar  dos  filhos.  Os  resultados  preliminares  do  estudo  sugerem  a  existência  de  padrões  educativos  diferenciados; um modelo mais proactivo e orientador no grupo de sucesso e um  modelo  mais  reactivo  e  também  mais  diversificado  no  grupo  de  insucesso.  A  discussão  será  baseada  nas  comunalidades  e  nas  diferenças  dos  modelos  emergentes da análise.    Título 5: Autoconceito profissional dos professores de matemática e de ciências ‐  Sónia Fonseca, Feliciano Henriques Veiga/ Instituto de Educação da Universidade  de Lisboa E‐mail: fhveiga@ie.ul.pt  Resumo 5: O presente estudo teve como objectivo geral estudar as oscilações no  autoconceito  profissional  dos  professores  de  ciências  e  matemática,  quer  em  termos  da  sua  adequação  (baixo  versus  elevado),  quer  em  função  das  variáveis:  tempo  de  serviço,  formação  havida  (inicial  e  contínua),  e  comportamentos  de  cidadania  docente.  A  amostra  foi  constituída  por  242  professores,  do  grupo  230  (Matemática e Ciências da Natureza). Os instrumentos utilizados foram o Teacher  Self‐Concept  Evaluation  Scale  (TSCES)  e  a  Escala  de  Representações  dos  Professores  acerca  dos  Comportamentos  de  Cidadania  Docente  (ERP‐CCID).  A  análise  dos  resultados  permitiu  encontrar  que  o  autoconceito  profissional  dos  professores  se  mantém  positivo  em  aspectos  específicos,  se  correlaciona  negativamente com o tempo de serviço e positivamente com a cidadania docente  e com a formação havida. Os resultados havidos corroboram a literatura revista.  O  estudo  termina  com  a  descrição  de  limitações  e  com  a  apresentação  de  sugestões para novas investigações.                 

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  Hora: 14.00h‐15.30h          Sala: 2203   Tipo: Mesa de comunicações   Área temática: Psicologia do Trabalho  e Organizações  Título: Stress e bem‐estar no trabalho ‐ Moderadora: Marianne Lacomblez    Título 1: Emotional labor e burnout em profissionais de saúde ‐ Dalila Silva e Carla  Carvalho/ Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de  Coimbra E‐mail: ccarvalho@fpce.uc.pt  Resumo 1: Neste trabalho procurou‐se analisar a presença de emotional labor  em  profissionais da área da saúde e investigar o impacto das diferentes dimensões do  emotional labor (exigências emocionais e estratégias individuais de regulação das  emoções  no  trabalho)  no  burnout.  Recorrendo  ao  método  do  inquérito  por  questionário  e  a  uma  amostra  de  173  profissionais  de  saúde,  da  zona  centro  e  norte  de  Portugal,  os  resultados  encontrados  demonstraram  que:  a)  estes  profissionais  experimentam  elevados  níveis  de  trabalho  emocional;  b)  recorrem  frequentemente  ao  deep  acting  como  estratégia  de  regulação  emocional,  e  também  às  display  rules  para  mostrar  emoções  positivas  e  para  esconder  emoções  negativas,  e  c)  estas  variáveis  relacionam‐se  positivamente  com  a  realização  pessoal  (burnout).  A  qualidade  de  vida  e  os  sentimentos  de  competência  e  de  realização  parecem  estar  associados  à  ausência  de  emoções  negativas  e  dissonantes  e  à  presença  de  emoções  positivas,  componentes  essenciais da vida destes profissionais.    Título 2: Emotional Labor em Profissionais dos Mercados Financeiros e sua relação  com a satisfação e o stress no trabalho ‐ Tânia Fachada, Carla Carvalho e Stefano  Toderi/  Faculdade  de  Psicologia  e  de  Ciências  da  Educação  da  Universidade  de  Coimbra e Università di Bologna – Itália E‐mail: tfachada@hotmail.com  Resumo  2:  O  presente  estudo  procurou  investigar  a  presença  e  o  eventual  impacto  do  Emotional  Labor  nas  funções  de  91  trabalhadores  do  mercado  financeiro  português,  nomeadamente  nos  seus  níveis  de  satisfação  e  stresse  no  trabalho.  Num  estudo  inédito,  foram  dados  importantes  passos  rumo  a  uma  maior  compreensão  de  um  fenómeno  organizacional  que,  se  por  um  lado  comporta  uma  intrincada  complexidade,  é  por  outro,  de  extrema  relevância  sendo,  no  entanto,  ainda  muito  ignorado  e  desvalorizado  num  mundo  que  continua  a  relevar  para  segundo  plano  as  emoções.  Recorrendo  a  três  instrumentos,  foram  confirmadas  algumas  ideias  gerais  presentes  na  literatura,  outras  foram  refutadas  e  encontraram‐se  ainda  novos  indicadores  que  questionam os mecanismos deste processo e alguns aspectos relativos à área do  stresse.  Para  além  disto,  foi  dado  um  passo  em  frente  na  consideração  e 

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exploração  de  grupos  de  estudo  não  tradicionais  que,  neste  caso  específico,  desempenham um papel crucial na sociedade e contexto actuais    Título 3: Vale tudo nas organizações? Estruturando a agressão no trabalho, o seu  conceito  e  a  sua  multidimensionalidade  ‐  Angelo  Vicente  e  Teresa  C.  D'Oliveira/  Instituto Superior de Psicologia Aplicada E‐mail: avicente@ispa.pt  Resumo  3:  Na  sequência  de  um  estudo  aprofundado  da  literatura  foram  analisados  diversos  instrumentos  que  avaliam  a  frequência  de  agressão  no  contexto  de  trabalho.  O  trabalho  que  será  apresentado  permitiu  diferenciar  comportamentos de agressão manifestos e latentes, as duas grandes dimensões  do  Questionário  de  Comportamentos  Agressivos.  Este  instrumento  é  constituído  por 61 itens no qual se solicita aos respondentes que descrevam a frequência de  um conjunto variados de comportamentos/situações que ocorreram no seu local  de  trabalho.  Numa  fase  exploratória  o  instrumento  foi  administrado  a  131  participantes de várias áreas do sector terciário consideradas na literatura como  mais  problemáticas.  À  semelhança  da  literatura  os  resultados  sugerem  que  a  agressão  latente  é  mais  frequente  nos  contextos  de  trabalho  que  a  agressão  manifesta.  A  AFE  destacou  a  natureza  multidimensional  da  agressão  latente  e  manifesta,  contribuindo  desta  forma  para  uma  melhor  sistematização  da  literatura.  Sugestões  para  futuras  investigações  e  intervenções  aplicadas  serão  apresentadas.    Título  4:  O  stresse  ocupacional  e  a  docência  universitária:  avaliar  as  fontes  organizacionais potencialmente indutoras de stresse ‐ Angélica Aragão e Filomena  Jordão/  Faculdade  de  Psicologia  e  de  Ciências  da  Educação  da  Universidade  do  Porto  ‐  Centro  de  Psicologia  da  Universidade  do  Porto  E‐mail:  pdpsi09019@fpce.up.pt  Resumo  4:  Diversos  organismos  europeus  concluem  que  os  contextos  laborais  têm‐se  tornado  mais  stressantes  e  mais  colaboradores  têm  experienciado  problemas  relacionados  com  o  stresse  ocupacional  (Kinman  e  Jones,  2005).  O  stresse  ocupacional  nas  universidades  tem  vindo  a  aumentar  exponencialmente  (Winefield, 2000 cit in Gillespie et al., 2001) sendo a docência universitária, uma  actividade  de  elevado  interesse  social,  considerada  uma  das  profissões  mais  stressantes  no  panorama  nacional  (Teodoro, 1994).Propusemo‐nos  identificar  as  fontes  organizacionais  potencialmente  indutoras  de  stresse  na  docência  universitária  portuguesa,  desenvolvendo  e  realizando  estudos  psicométricos  sobre um instrumento respondido por 236 docentes.Verificou‐se que as fontes de  stresse  percepcionadas  pelos  participantes  são:  características  do  trabalho,  carreira  profissional,  condições  de  trabalho  e  clima  organizacional.  Análise  comparativas entre grupos revelaram a existência de diferenças de médias entre 

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sexos,  categorias  profissionais  e  docentes  com/sem  funções  de  gestão  e  associações  entre  a  percepção  das  fontes  de  stresse  e  a  idade  e  nº  de  horas  lectivas/semana.    Título 5: A reconciliação dos riscos profissionais com a preservação de si próprio e  da  família:  influências  de  género  nas  opções  de  carreira  na  PSP  ‐  Joana  Castelhano,  Marta  Santos  e  Marianne  Lacomblez/  Faculdade  de  Psicologia  e  de  Ciências da Educação da Universidade do Porto E‐mail: jcastel@fpce.up.pt  Resumo 5: Os dados recolhidos num estudo exploratório com a polícia portuguesa  revelam uma evolução da carreira em que o medo dos riscos e as estratégias de  preservação assumem um papel decisivo na reorientação profissional dos agentes  de  ambos  os  sexos.  Contudo,  são  mais  frequentemente  as  mulheres  que,  ao  justificar  opções  profissionais  mais  compatíveis  com  as  responsabilidades  domésticas  e  com  a  manutenção  do  equilíbrio  familiar,  utilizam  estes  argumentos. O trabalho por turnos e a imprevisibilidade constante do horário de  trabalho,  são  vistos  como  pouco  compatíveis  com  a  preservação  do  bem‐estar  dos que estão ao seu cuidado e, juntamente com o stress e os riscos vivenciados  no  quotidiano  profissional,  influenciam  a  disponibilidade  temporal  e  emocional  para  as  relações  da  esfera  pessoal  e  familiar.  A  combinação  de  todos  estes  factores  parece  determinar  percursos  profissionais  caracterizados  pelo  género,  nomeadamente quando estão em jogo as progressões horizontais ou verticais.    Hora: 14.00h‐15.30h          Sala: 2204   Tipo: Mesa de comunicações   Área temática: Psicologia Vocacional  Título: Design e construção de carreira ‐ Moderador: José Tomás da Silva    Título 1: Avaliação de Indicadores de Desenvolvimento Vocacional na Infância, na  Tripla  Perspectiva  dos  Pais,  Professores  e  da  Criança  ‐  Alexandra  Araújo  e  Maria  do  Céu  Taveira/Universidade  do  Minho  –  Escola  de  Psicologia  E‐mail:  alexandra.araujom@gmail.com  Resumo 1: Uma avaliação compreensiva do desenvolvimento vocacional no ciclo‐ vital, e particularmente na infância, requer que a informação seja obtida a partir  de  múltiplos  informantes.  Com  efeito,  pais,  professores  e  outros  significativos  poderão fornecer perspectivas diferenciadas acerca das competências vocacionais  da criança, devido à interacção específica que cada um(a) enceta com a mesma,  nos  diferentes  contextos  sociais  em  que  esta  participa.  Visando  tal  necessidade,  este  trabalho  apresenta  resultados  de  caracterização  do  desenvolvimento  vocacional  de  crianças  em  idade  pré‐escolar  (N=  117;  47.9%  raparigas;  Midade=  5.86  anos;  DP=  0.35),  que  transitam  para  o  1º  ano  do  Ensino  Básico,  na  tripla  perspectiva dos seus profissionais de educação, dos pais e das próprias crianças. 

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São  discutidos  resultados  de  medidas  repetidas  de  exploração  orientada  para  o  self  e  para  o  meio,  analisando‐se  as  concordâncias  e  discrepâncias  entre  as  perspectivas  observadas,  bem  como  limitações  e  potencialidades  da  mesma  avaliação, relativamente a cada um dos informantes envolvidos no estudo    Título  2:  Software  de  apoio  para  Orientação  Vocacional  no  9.º  ano  de  Escolaridade:  Uma  proposta  de  intervenção  ‐  Tânia  Martins/  Faculdade  de  Psicologia ‐ Universidade de Lisboa E‐mail: taniaraquel_psi@hotmail.com  Resumo  2:  Olhar  para  a  Orientação  Vocacional  hoje  é  como  olhar  para  uma  escada  de  investigação  em  que  foram  percorridos  grandes  degraus  de  conhecimento  que  acompanharam  as  necessidades  de  intervenção  ao  longo  da  história.  O  processo  de  Orientação  Vocacional,  nomeadamente  na  adolescência,  não  pode  descurar  a  importância  da  banda  larga  e  das  novas  tecnologias  que  ligam  e  influenciam  a  corrente  da  postura  cultural  e  social  actual.  O  seguinte  trabalho tem como finalidade apresentar um software tecnológico que pretende  ser um apoio ao processo de Orientação Vocacional, dirigindo‐se em especial ao  período de transição do 9.º ano de escolaridade. Este encontra‐se organizado em  grandes  áreas  temáticas.  As  actividades  propostas  visam  ajudar  o  estudante  na  exploração das diferentes ofertas educativas e na tomada de decisão a que está  sujeito neste período de transição normativa.  Título  3:  Percepção  de  barreiras  da  carreira  em  estudantes  universitários  portadores  de  incapacidade  ‐  Inês  Gonçalves  e  Paulo  Cardoso/  Universidade  de  Évora – Departamento de Psicologia E‐mail: pmsc@uevora.pt    Resumo 3: Este estudo teve como objectivo analisar a percepção de barreiras ao  desenvolvimento da carreira num grupo de estudantes Universitários portadores  de  incapacidade.  Participaram  19  estudantes  de  3  estabelecimentos  de  Ensino  Superior,  com  idades  compreendidas  entre  os  19  e  os  45  anos.  Responderam  a  uma  entrevista  semi‐estruturada  que  avaliava  a  percepção  de  barreiras  e  de  sistemas de apoio ao seu desenvolvimento da carreira no passado, no presente e  no  futuro.  Os  resultados  obtidos  evidenciam  dimensões  de  estabilidade  e  de  mudança  na  percepção  de  barreiras:  as  persistentes  nos  três  momentos  avaliativos  e  as  especificas  a  esses  momentos.  Também  revelam  que  as  pessoas  significativas  e  as  ajudas  pedagógicas  são  os  tipos  de  apoio  ao  desenvolvimento  da  carreira  mais  referidos.  Os  resultados  são  discutidos  quanto  às  suas  implicações  para  a  prática  e  às  perspectivas  que  abrem  à  investigação  do  desenvolvimento da carreira desta população.    Título 4: Modelo sociocognitivo da transição para o trabalho: Resultados de dois  estudos  longitudinais  com  diplomados  do  ensino  superior  politécnico  ‐  Diana 

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Aguiar  Vieira  e  Joaquim  Luís  Coimbra/  ESEIG  ‐  Instituto  Politécnico  do  Porto  e  FPCE ‐ Universidade do Porto E‐mail: dianavieira@eu.ipp.pt  Resumo  4:  O  sucesso  na  transição  do  ensino  superior  para  o  trabalho  é  influenciado  por  uma  multiplicidade  de  factores  associados  ao  indivíduo,  ao  seu  contexto (proximal e distal), bem como à interacção entre ambos. No sentido de  organizar  conceptualmente  a  complexidade  inerente  ao  processo  de  transição,  propôs‐se  um  modelo  sociocognitivo  que  foi  estudado  através  da  realização  de  dois estudos longitudinais. O presente trabalho, realizado junto de uma amostra  de  cerca  de  560  finalistas/diplomados,  teve  por  principal  objectivo  identificar  factores sociocontextuais e psicológicos influentes na transição para o trabalho, a  partir  de  uma  perspectiva  sociocognitiva.  Os  resultados  encontrados  apoiam  as  principais  relações  estabelecidas  no  modelo  proposto,  evidenciando  o  papel  preponderante da auto‐eficácia e dos objectivos para o sucesso na transição para  o trabalho. No final apresentam‐se algumas implicações para a intervenção junto  de estudantes do ensino superior.      Hora: 14.00h‐15.30h          Sala: 2209   Tipo: Mesa de comunicações   Área temática: Psicologia da Saúde  Título:  Técnicos  e  profissionais  de  saúde  ‐  Moderadora:  Adelaide  Claudino/Universidade Lusíada    Título  1:  Impacto  da  Exposição  a  Incidentes  Críticos  na  Saúde  e  Bem‐Estar  Psicológico  dos  Tripulantes  de  Ambulância  ‐  Dália  Marcelino/Universidade  de  Évora,  Maria  João  Figueiras/  Instituto  Piaget  de  Almada  (I.S.E.I.T.),  Adelaide  Claudino/Universidade Lusíada E‐mail: daliamarcelino@gmail.com   Resumo  1:  Objectivo:  Pretende‐se  caracterizar  e  investigar  a  influência  da  perturbação  pós‐stress  traumático,  dissociação  peritraumática,  distress  psicológico  e  queixas  de  saúde,  no  bem‐estar  psicológico  dos  tripulantes  de  ambulância.  Método:  Desenho  transversal,  que  incluiu  uma  amostra  de  250  bombeiros,  de  ambos  os  sexos.  Os  participantes  preencheram  um  questionário  anónimo  que  incluiu  medidas  sobre  a  perturbação  pós‐stress  traumático,  dissociação  peritraumática,  distress  psicológico,  queixas  subjectivas  de  saúde,  bem‐estar  psicológico e varáveis sócio‐demográficas.  Resultados: Os tripulantes de ambulância apresentam em média alguns sintomas  de  PPST,  sendo  que  10%  tem  diagnóstico  clínico  de  PPST;  apresentam  ainda  sintomas peritraumáticos significativos, distress psicológico e algumas queixas de  saúde. Verifica‐se que quanto mais sintomatologia associada a incidentes critícos  os tripulantes apresentam, menor é o seu bem‐estar psicológico. 

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Conclusão:  Este  estudo  apresenta  uma  importante  contribuição  sobre  a  compreensão das consequências psicológicas da exposição diária a incidentes de  carácter  traumático,  e  o  seu  impacto  na  saúde  e  bem‐estar  dos  tripulantes  de  ambulância.     Título  2:  Comunicação  de  estudantes  de  fisioterapia  e  fisioterapeutas  com  pacientes com reacções emocionais excessivas – A. M. Grilo, L. Joyce‐Moniz e A. I.  Gomes/  Escola  Superior  de  Tecnologia  da  Saúde  de  Lisboa,  IPL  E‐mail:  ana.grilo@estesl.ipl.pt  Resumo  2:  A  presente  comunicação  pretende  dar  a  conhecer  as  metodologias  comunicacionais  utilizadas  por  estudantes  de  fisioterapia  e  fisioterapeutas  na  interacção com pacientes com reacções emocionais excessivas.   No  estudo,  participaram  31  estudantes  do  2º  ano  e  4º  ano  de  fisioterapia  e  30  fisioterapeutas. A recolha de dados partiu das respostas dos sujeitos a incidentes  críticos que retratavam situações interpessoais.  A  análise  das  respostas  permitiu  verificar  que  as  metodologias  comunicacionais  mais  comuns  são  a  clarificação,  o  realce  do  papel  do  terapeuta  e  a  recusa  da  crítica.  Comparando  os  três  grupos,  podemos  afirmar  que  o  2º  ano  apresenta  maior  rigidez  nas  respostas,  e  os  profissionais  utilizam  menos  metodologias  explicativas. De salientar a fraca utilização de metodologias emocionais por parte  de  todos  os  grupos.O  conhecimento  destas  metodologias  comunicacionais  permite organizar, de forma mais eficaz, treinos que se centrem nas necessidades  dos estudantes e fisioterapeutas e que promovam a comunicação destes com os  pacientes.     Título 3: Modelo preditivo de qualidade de vida e bem estar em técnicos de saúde  de oncologia – J. Pereira, J. Rodrigues e M. Pereira/ Instituto Superior da Maia E‐ mail: hohp@netcabo.pt  Resumo 3: Sstresse e burnout têm merecido por parte da comunidade científica  um  enorme  enfoque.  Actualmente  verificamos  a  existências  de  estudos  que  evidenciam  esta  problemática  em  diversas  profissões,  sendo  os  profissionais  de  saúde  apontados  como  de  grande  risco,    As  consequências  que  advêm  da  necessidade  de  gerir  situações  limite  reflectem‐se  ao  nível  da  qualidade  dos  serviços prestados, e na própria qualidade de vida e bem‐estar dos profissionais.  Neste sentido procedeu‐se a um estudo com o objectivo de encontrar preditores  de  qualidade  de  vida  e  bem  estar  em  técnicos  de  saúde  de  oncologia.  Os  resultados  obtidos  demonstram  que  estes  profissionais  são  um  grupo  de  risco  elevado,  na  medida  em  que  o  engagement,  um  factor  que  à  partida  seria  protector e que o é em relação a outros profissionais de saúde, apresenta‐se nos 

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primeiros  como  potencializador  de  stress,  originando  quadros  de  desordens  emocionais que se reflectem na qualidade de vida e na prestação de cuidados.    Título  4:  Médicos  de  Familia:  Um  olhar  sobre  a  intervenão  do  Psicólogo  ‐  Margarida  Brigido/  Centro  de  Saúde  do  Cacém  E‐mail:  margarida.brigido@gmail.com  Resumo  4:  Pretende‐se  caracterizar  e  contextualizar  a  intervenção  do  Psicólogo  num  Serviço  de  Cuidados  de  Saúde  Primários,  nomeadamente  no  Centro  de  Saúde do Cacém. Participando em equipas multidisciplinares, com profissionais de  saúde  como  Médicos,  Enfermeiros,  Assistente  Social,  Técnico  de  Saúde  Ambiental, o Psicólogo integra desde há dez anos os programas de Saúde Infantil,  Saúde  Escolar,  Planeamento  Familiar  e  Saúde  da  Mulher,  Saúde  Materna,  Cuidados  Continuados,  com  o  objectivo  de  colaborar  na  regulação  da  satisfação  das  necessidades  dos  sujeitos  e  grupos  sociais,  nomeadamente  em  diferentes  fases do ciclo de vida. Fazendo parte de um conjunto de acções de reflexão, foi,  novamente realizado e um estudo exploratório e descritivo sobre “As atitudes dos  Médicos  de  Família/clínicos  Gerais  em  relação  à  intervenção  do  Psicólogo  nos  Cuidados de Saúde Primários”.Para tal, participaram 38 médicos de clínica geral a  exercer medicina familiar nas várias extensões do Centro de saúde do Cacém. Foi  aplicado  o  questionário  “Atitudes  dos  médicos  de  família  em  relação  à  intervenção  de  Psicólogos  em  Centros  de  Saúde”  (Vilhena,  Teixeira  1999).  Dos  resultados analisados (alguns ainda em análise) destaca‐se a necessidade sentida  por estes profissionais da participação do Psicólogo na Qualidade nos serviços de  saúde (99.36%), nos projectos de promoção da Saúde (95,10%) em detrimento da  realização  da  Consulta  Psicológica  (67,98%).  Nos  motivos  de  referenciação  considerados  destaca‐se  o  insucesso  escolar  (100%),  os  conflitos  conjugais  (84,21%)  e  as  dificuldades  de  adaptação  a  fases  do  ciclo  de  vida  (76,1%).  Apresentaram  resultados  mais  baixos  os  problemas  de  dificuldade  de  comunicação médico doente (28,1%). Da comparação dos resultados obtidos e da  estatística  feita  sobre  os  motivos  de  referenciação  ao  longo  dos  dez  anos  de  trabalho desenvolvido neste Centro, mantemos a necessidade de reflectir com os  outros profissionais de qual o papel do Psicólogo nos Cuidados de saúde Primários    Título  5:  Estudo  do  indivíduo  obeso:  relação  entre  adesão  e  satisfação  com  os  cuidados  médicos  ‐  Sónia  Mestre  e  Pais  Ribeiro/  Faculdade  de  Psicologia  e  Ciências da Educação da Universidade do Porto E‐mail: soniamest@gmail.com  Resumo  5:  A  adesão  ao  tratamento  médico  consiste  na  consonância  entre  o  comportamento do sujeito doente e os conselhos médicos ou de saúde. À luz da  Teoria de Auto‐determinação, uma melhor satisfação com os cuidados prestados,  faz  com  que  o  doente  permaneça  e  alcance  os  objectivos  do  tratamento.  Este 

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estudo  procura  perceber  se  existe  relação  entre  a  perda  de  peso,  adesão  ao  tratamento e satisfação com os cuidados médicos prestados. Numa população de  95 indivíduos obesos o Índice de Massa Corporal (IMC) foi medido aos 3 e 6 meses  de  tratamento,  e  durante  esse  período  todos  os  sujeitos  tiveram  tratamento  médico, nutricional e psicológico. Os resultados confirmaram os pressupostos da  teoria  de  Auto‐determinação,  principalmente  no  fim  do  tratamento.  Constataram‐se  ainda  associações  negativas  entre  o  IMC  e  a  variável  satisfação  com  os  cuidados  de  saúde.  Estes  resultados  sugerem  que  a  autonomia  é  uma  dimensão motivacional que promove maior adesão ao tratamento.    Intervalo – 15.30h‐16.00h

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16.00h‐17.15h  Hora: 16.00h‐17.15h  Sala: 2201   Tipo: Simpósio   Área temática: Psicologia Social  Título: Desenvolvimento de relações interétnicas na escola ‐ Moderadora: Maria  Benedicta Monteiro/ISCTE/IUL E‐mail: mbbm@iscte.pt    Resumo:  São  apresentados  cinco  estudos  sobre  factores  determinantes  do  desenvolvimento e redução de preconceito interétnico em crianças/adolescentes  no  quadro  escolar.  Estes  estudos  integram  o  projecto  de  investigação  Harmonia  (http://harmonia.cis.iscte.pt)  sobre  relações  interétnicas,  envolvendo  a  colaboração de 22 escolas da Área Metropolitana de Lisboa. A primeira pesquisa  estuda o desenvolvimento de atitudes intergrupais em função do estatuto étnico  dos grupos, em crianças brancas, negras e ciganas. A segunda discute o impacto  de  atitudes  preconceituosas  da  família  no  desenvolvimento  de  atitudes  preconceituosas  implícitas  de  crianças  brancas.  A  terceira  estuda  o  papel  da  norma  anti‐racista  na  inibição  da  demonstração  de  preconceito  interétnico  em  crianças  brancas.  A  quarta  analisa  a  importância  do  tipo  de  categoria  inclusiva  activada na redução do enviesamento intergrupal em crianças brancas e negras.  Na quinta apresentação mostra‐se que a percepção que adolescentes negros têm  das atitudes e expectativas intergrupais da maioria branca está associada ao seu  desempenho escolar.    Título 1: Qual é o meu lugar? Comparações intergrupais em crianças de minorias e  maiorias étnicas em Portugal ‐ Allard Rienk Feddes, Maria Benedicta Monteiro e  Mariline Gomes Justo/ ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa / CIS – Centro de  Investigação e Intervenção Social E‐mail: arenk@iscte.pt  Resumo  1:  Estudos  anteriores  mostram  que  grupos  étnicos  maioritários  e  minoritários  utilizam  diferentes  estratégias  de  diferenciação  positiva  (Alexandre,  Monteiro e Waldzus, 2007). Este estudo replica resultados do estudo supracitado,  acrescentando  uma  nova  medida  para  avaliar  a  percepção  de  estatuto  étnico  relativo  e  uma  abordagem  desenvolvimentista.  Realizámos  um  estudo  quase‐ experimental  com  crianças  de  alto  (brancas)  e  baixo‐estatuto  étnico  (negras  e  ciganas)  (N=132).  As  medidas  dependentes  avaliaram  as  preferências,  atitudes e  estatuto percebido entre os grupos. Os resultados mostraram que: i) as crianças  brancas  de  6‐7  anos  favorecem  o  endogrupo  face  aos  dois  exogrupos;  ii)  as  crianças brancas de 9‐10 anos favorecem o endogrupo face ao grupo dos ciganos,  mas não ao dos negros; iii) as crianças ciganas e negras favorecem o endogrupo  relativamente  ao  exogrupo  de  baixo‐estatuto,  mas  não  em  relação  às  crianças  brancas. Estes resultados sublinham a importância da idade e do estatuto étnico  no desenvolvimento das relações intergrupais na infância. 

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  Título  2:  Socialização  do  preconceito  racial  na  infância:  O  papel  da  maturação  cognitiva ‐ Rita Correia, Maria Benedicta Monteiro/ ISCTE – Instituto Universitário  de  Lisboa  /  CIS  –  Centro  de  Investigação  e  Intervenção  Social  E‐mail:  rita.correia@iscte.pt   Resumo 2: A presente investigação pretende clarificar a relação entre preconceito  racial  de  pais  e  filhos.  Enquanto  alguns  estudos  têm  mostrado  que  os  pais  têm  uma  influência  na  transmissão  intergerational  do  preconceito  (Mosher  e  Scodel,  1960;  Carlson  e  Iovini,  1985;  Epstein  e  Komorita,  1966;  Sinclair,  Dunn  e  Lowery,  2004),  outros  trabalhos  não  mostraram  relação  entre  atitudes  de  pais  e  filhos  (Aboud  e  Doyle,  1996;  Ramo  e  Newcombe,  1986).  Tendo  em  conta  esta  problemática, este estudo pretendeu examinar o papel moderador da maturação  cognitiva  das  crianças  na  relação  entre  o  preconceito  dos  pais  e  o  preconceito  explícito e implícito das crianças. 59 pares de pais/crianças brancos participaram  no estudo. Os resultados mostraram que nas crianças mais velhas (9‐10 anos), as  atitudes  raciais  dos  pais  influenciam  o  preconceito  racial  implícito  mas  não  o  preconceito  explícito,  enquanto  nas  crianças  mais  jovens  (6‐7  anos)  influenciam  ambos os tipos de preconceito.    Título  3:  Desenvolvimento  sócio‐normativo  das  atitudes  étnicas  na  infância:  Controlo normativo/anonimato e activação de normas anti‐ e pró‐discriminação ‐  Ricardo Rodrigues, Maria Benedicta Monteiro e Adam Rutland/ ISCTE – Instituto  Universitário de Lisboa / CIS – Centro de Investigação e Intervenção Social E‐mail:  Ricardo.rodrigues@iscte.pt  Resumo 3: O presente estudo analisou a relação entre normas sociais divergentes  (favoritismo  endogrupal  e  anti‐discriminação)  e  as  atitudes  étnicas  de  279  crianças  Brancas,  entre  os  6  e  os  10  anos  de  idade,  relativamente  a  crianças  Brancas  e  Negras.  Especificamente,  testou  a  hipótese  de  que  a  expectativa  de  controlo normativo pelo endogrupo suscita, nas crianças mais velhas, a activação  da norma anti‐discriminação, por oposição à condição de anonimato que activa a  norma de favoritismo endogrupal. Os resultados confirmaram que a activação da  norma  anti‐discriminação  e  do  favoritismo  endogrupal  é  moderada  pela  idade  e  pelo contexto de controlo normativo. Em específico, e relativamente às crianças  mais  velhas  apenas,  a  condição  de  ‘anonimato’  favoreceu  a  activação  da  norma  do favoritismo endogrupal, e a condição de ‘controlo pelo endogrupo’ favoreceu  a activação da norma anti‐discriminação. Estes resultados são discutidos à luz de  um modelo do desenvolvimento sócio‐normativo das atitudes étnicas na infância.    Título  4:  Redução  do  preconceito  inter‐étnico  entre  grupos  assimétricos  na  infância:  o  poder  de  inclusão  de  dois  tipos  de  categoria  supra‐ordenada‐  Maria 

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Rita Morais e Maria Benedicta Monteiro/ ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa  /  CIS  –  Centro  de  Investigação  e  Intervenção  Social  E‐mail:  mritamorais@gmail.com  Resumo 4: O Modelo da Identidade Endogrupal Comum propõe que salientar uma  categoria  supra‐ordenada  melhora  as  atitudes  intergrupais,  enquanto  que  o  Modelo da Projecção Endogrupal propõe que a saliência de uma categoria supra‐ ordenada  pode  manter  ou  exacerbar  o  enviesamento  intergrupal.  Neste  estudo,  testa‐se o efeito do tipo de categoria supra‐ordenada –  associada (e.g., Portugal)  ou  não‐associada  (e.g.,  Escola)  ao  estatuto  étnico  dos  grupos,  na  redução  de  atitudes intergrupais preconceituosas. Espera‐se que a categoria supra‐ordenada  associada ao estatuto mantenha o enviesamento intergrupal, nomeadamente no  grupo de alto estatuto, quando comparado com a categoria supra‐ordenada não‐ associada  ao  estatuto.  Neste  estudo  participaram  150  crianças  de  origem  lusa  e  90  crianças  de  origem  africana.  Os  resultados  mostram  que,  ao  salientar  a  categoria Portugal, o grupo de alto‐estatuto (origem lusa) percebe‐se como mais  representativo  da  categoria  supra‐ordenada,  o  que  está  associado  a  maior  enviesamento  intergrupal.  Esta  associação  não  foi  encontrada  quando  se  salientou a categoria Escola.    Título 5: Efeitos das meta‐percepções acerca das atitudes interétnicas da maioria  branca  na  adaptação  social  de  adolescentes  de  origens  africanas  ‐  João  Homem  Cristo  António  e  Maria  Benedicta  Monteiro/  ISCTE  –  Instituto  Universitário  de  Lisboa  /  CIS  –  Centro  de  Investigação  e  Intervenção  Social  E‐mail:  joao_antonio@iscte.pt  Resumo  5:  Embora  esteja  largamente  documentada  a  importância  que  tem  o  modo como percebemos que o outro nos olha para a construção da forma como  nos  vemos  a  nós  próprios,  apenas  recentemente  esta  perspectiva  tem  sido  adoptada  num  número  significativo  de  estudos  e  publicações  entre  os  investigadores  das  relações  intergrupais.  Nesta  comunicação  apresentam‐se  dados  de  estudos  realizados  no  âmbito  do  projecto  Harmonia,  envolvendo  245  adolescentes negros a estudar em escolas da Área Metropolitana de Lisboa, sobre  o  papel  destas  meta‐percepções  na  adaptação  de  jovens  de  origens  africanas  a  viver  em  Portugal  à  sociedade  em  geral.  Mais  concretamente  analisam‐se  três  níveis  distintos  daquilo  que,  abrangentemente,  designamos  como  adaptação:  a  auto‐estima,  o  desempenho  escolar  e  as  relações  intergrupais.  Discute‐se  a  utilidade  e  validade  das  meta‐percepções  para  a  compreensão  da  adaptação  social de membros de minorias étnicas estigmatizadas.       

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Hora: 16.00h‐17.15h          Sala: 2202   Tipo: Simpósio   Área temática: Psicologia Forense e da Justiça  Título:  Sugestionabilidade  interrogativa  e  simulação  em  contexto  forense  ‐  Moderador: Mário R. Simões/Faculdade de Psicologia e de Ciências da educação  da Universidade de Coimbra E‐mail: simoesmr@fpce.uc.pt    Resumo:  Neste  simpósio,  apresentam‐se  estudos  de  centrados  em  tópicos  de  particular  interesse  e  com  implicações  para  a  validade  das  práticas  psicológicas  em  Psicologia  Forense  mas  com  escassa  investigação  empírica  no  nosso  país:  a  sugestionabilidade interrogativa e a simulação. A sugestionabilidade interrogativa  remete para “o grau em que, num contexto de interacção próxima um individuo  aceita  mensagens  comunicadas  por  outrem  alterando  as  suas  respostas  em  função  disso”  (Gudjonsson,  1997).  A  simulação  remete  para  a  “produção  intencional  de  sintomas  físicos  ou  psicológicos,  falsos  ou  exagerados,  motivados  por  incentivos  externos”  (DSM‐IV‐TR;  APA,  2002),  estando  patentes  nesta  definição  três  elementos  fundamentais:  invenção  ou  exagero  de  sintomas,  motivação  ou  intenção  consciente  do  sujeito  para  simular  e  presença  de  incentivos externos.São utilizados vários instrumentos de avaliação de referência  em  grupos  específicos  relevantes  no  exercício  da  Psicologia  Forense:  crianças,  vítimas de violência conjugal, reclusos e casos de traumatismo crânio‐encefálicos  examinados em contexto médico‐legal.    Título  1:  Influência  das  variáveis  memória,  inteligência,  ansiedade  e  desejabilidade  social  na  sugestionabilidade  interrogativa  em  crianças  de  8  e  9  anos ‐ André Costa, Maria Salomé Pinho e Mário Veloso/ Faculdade de Psicologia  e  de  Ciências  da  Educação  da  Universidade  de  Coimbra  E‐mail:  andre_dcosta@sapo.pt  Resumo  1:  A  sugestionabilidade  interrogativa  é  um  tema  proeminente  em  Psicologia Forense. Neste estudo, com 145 crianças de 8 e 9 anos, pretendeu‐se  averiguar  a  influência  da  idade,  inteligência  não  verbal  e  memória  na  sugestionabilidade  avaliada  pelo  Bonn  Test  of  Statement  Suggestibility.  Numa  subamostra  de  74  crianças,  considerou‐se  também  a  influência  da  inteligência  verbal, ansiedade geral e desejabilidade social. As crianças mais novas revelaram‐ se mais sugestionáveis do que as mais velhas. No grupo dos 8 anos, aquelas com  pontuações  superiores  em  inteligência  não  verbal  e  memória  foram  menos  sugestionáveis  comparativamente  às  crianças  com  desempenhos  mais  baixos  nestas provas. Já as crianças mais velhas foram tanto mais sugestionáveis quanto  piores os desempenhos no teste de inteligência não verbal, memória e subtestes  Informação,  Vocabulário  e  Aritmética  da  WISC–III.  As  crianças  de  9  anos  com 

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elevada  desejabilidade  social  mostraram‐se  também  mais  sugestionáveis.  Estes  resultados são discutidos considerando a sua importância no âmbito forense.    Título  2:  Sugestionabilidade  interrogativa  e  criação  de  memórias  falsas  em  crianças de 8 anos ‐ Mário Veloso, André Costa e Maria Salomé Pinho/ Faculdade  de  Psicologia  e  de  Ciências  da  Educação  da  Universidade  de  Coimbra  E‐mail:  mariusveloso@sapo.pt  Resumo  2:  As  memórias  falsas  têm  ganho  destaque  em  psicologia  forense,  bem  como  a  sua  relação  com  a  sugestionabilidade  interrogativa.  Neste  estudo  pretendeu‐se verificar se a sugestionabilidade induzida por questões incluídas no  procedimento  de  administração  do  Bonn  Test  of  Statement  Suggestibility  (BTSS)  levaria  a  erros  de  intrusão  na  evocação  diferida.  A  259  crianças,  com  8  anos,  distribuídas  por  dois  grupos,  além  do  BTSS,  foram  administradas  as  Matrizes  Progressivas  Coloridas  de  Raven,  o  State‐Trait  Anxiety  Inventory  for  Children  –  Trait  e  a  versão  reduzida  da  Children  Desirability  Scale.  Adoptaram‐se  dois  procedimentos  de  aplicação  do  BTSS:  procedimento  padronizado  que  inclui  a  colocação  de  questões  sugestivas  (grupo  experimental)  e  procedimento  incompleto, em que o questionamento foi substituído pela aplicação de um teste  de  memória  com  material  visual  (grupo  de  controlo).  Concluiu‐se  que  o  questionamento  sugestivo  contribuiu  para  a  formação  de  memórias  falsas,  avaliadas pelo número total de intrusões na evocação diferida da história do BTSS.    Título  3:  Sugestionabilidade  interrogativa:  um  estudo  com  vítimas  de  violência  conjugal  ‐  Diana  Cunha  e  Maria  Salomé  Pinho/  Faculdade  de  Psicologia  e  de  Ciências da Educação da Universidade de Coimbra E‐mail: diicunha@gmail.com  Resumo 3: Dado que no contexto judicial, o recurso a interrogatórios sugestivos é  uma prática frequente e o número de vítimas de violência conjugal que chega ao  sistema de justiça tem vindo a aumentar, procurou‐se analisar a vulnerabilidade à  sugestão desta população. A uma amostra constituída por trinta mulheres vítimas  de  violência  conjugal  e  trinta  com  situação  semelhante,  excepto  no  que  diz  respeito  à  violência  conjugal  foram  administrados  o  Inventário  de  Violência  Conjugal,  Escala  de  Sugestionabilidade  de  Gudjonsson  2,  Tarefa  de  Memória  da  Fonte,  Inventário  de  Assertividade  de  Auto‐Resposta,  Brief  Cope  e  Inventário  de  Sintomas  Psicopatológicos.  Verificou‐se  que  as  participantes  vítimas  de  violência  conjugal  mostraram‐se  menos  sugestionáveis  do  que  as  participantes  controlo.  Entre  outros  factores,  a  hipervigilância  e  desconfiança  face  aos  outros,  características frequentemente presentes em vítimas de violência conjugal, assim  como  a  atenuação  do  impacto  da  situação  de  vitimação  devido  a  apoio  especializado, poderão explicar este resultado.   

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Título 4: Comportamentos de “esforço reduzido” numa amostra de traumatismos  crânio‐encefálicos avaliados em contexto médico‐legal‐ Mónica Fonseca, Mário R.  Simões, Sílvia Pedrosa, Margarida B. Barreto, António Mestre, Isabel Cruz, Helena  Gaspar, Graça Costa e Francisco Corte‐Real/ Faculdade de Psicologia e de Ciências  da Educação da Universidade de Coimbra E‐mail: mfonseca_@hotmail.com  Resumo  4:  O  exame  de  comportamentos  de  exagero  ou  simulação  de  sintomatologia  neurocognitiva  tem  ganho  uma  atenção  crescente  no  seio  da  Psicologia  Forense.  O  presente  estudo  analisa  a  utilidade  dos  resultados  obtidos  através  da  aplicação  dos  dois  instrumentos  mais  utilizados  neste  sentido,  o  Rey  15‐Item  Test  e  o  Test  of  Memory  Malingering,  aplicados  a  uma  amostra  de  40  casos  com  Traumatismo  Crânio‐Encefálico  (TCE)  avaliados  em  contexto  médico‐ legal. Estes resultados foram comparados com os alcançados por um grupo de 30  sujeitos  sem  TCE  e  sem  envolvimento  legal  (grupo  de  controlo).  Os  resultados  atestam a utilidade dos dois instrumentos  na discriminação de performances de  esforço reduzido no grupo de TCE litigantes, sendo a média de resultados inferior,  e  abaixo  dos  pontos  de  corte  propostos,  comparativamente  à  amostra  de  controlo.  Os  testes  sinalizaram,  em  conjunto,  38%  de  sujeitos  com  comportamentos sugestivos de esforço reduzido.    Título  5:  Simulação  de  sintomas  psicopatológicos:  estudos  de  validação  com  o  structured  inventory  of  malingered  symptomatology  (sims)  numa  amostra  de  reclusos‐  Mário  R.  Simões,  Filipa  S.  Maior,  Paula  Duarte,  Carla  Oliveira,  Leonor  Amaral,  Sílvia  Marina  Pedrosa,  Mónica  Fonseca,  Margarida  Mota,  André  Costa,  Mário Veloso e Nuno Gaspar/ Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação  da Universidade de Coimbra E‐mail: simoesmr@fpce.uc.pt  Resumo 5: O SIMS é um inventário de auto‐resposta, com 75 itens, orientado para  o  exame  da  “simulação”  de  sintomatologia  psicopatológica  e  de  funções  cognitivas  deficitárias.  O  presente  estudo  pretendeu  examinar  a  validade  dos  resultados  no  SIMS  em  duas  amostras:  normativa  (420  sujeitos)  e  reclusos  (165  sujeitos). Os resultados revelaram boa consistência interna para ambos os grupos  (α=.86  e  α=.85,  respectivamente).  Os  resultados  no  SIMS  (pontuação  total,  dimensões específicas) permitiram discriminar as respostas destes dois grupos. A  validade  interna,  examinada  pelas  intercorrelações  entre  as  subescalas  e  o  resultado  total  do  SIMS,  revelou  a  existência  de  associações  positivas  e  significativas entre as pontuações nas principais dimensões. Contudo, a estrutura  factorial  identificada  é  distinta  da  proposta  no  manual  da  prova.  Numa  subamostra  da  população  de  reclusos  foram  observadas  correlações  positivas  e  significativas entre os resultados no SIMS e a pontuação total numa outra medida  de simulação: a Structured Interview of Reported Symptoms (SIRS).   

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Hora: 16.00h‐17.15h          Sala: 2101   Tipo: Simpósio   Área temática: Psicologia Escolar e da Educação  Título: Excelência de desempenho em contextos de aprendizagem e de realização  profissional  ‐  Moderadores:  José  Fernando  Cruz  e  Leandro  S.  Almeida/Universidade do Minho E‐mail: jcruziepuminho@gmail.com    Resumo:  A  excelência  humana  expressa‐se  em  domínios  de  talento  e  de  desempenho  ou  produção,  desde  as  áreas  académicas  e  científicas  até  às  áreas  das expressões artísticas, desportiva ou militar. A investigação neste domínio tem  salientado  não  só  a  complexidade  e  a  natureza  dinâmica  de  alguns  processos  envolvidos,  mas  também  a  convergência  de  processos  e  factores  pessoais,  interpessoais e contextuais que intervêm no desenvolvimento e manifestação ou  expressão  da  excelência.  Paralelamente,  têm  sido  crescentes  os  esforços  dos  investigadores  por  abordagens  mais  compreensivas  à  operacionalização  e  definição  de  excelência  humana,  ao  desenvolvimento  de  modelos  conceptuais  explicativos  e  à  análise  das  trajectórias  e  percursos  desenvolvimentais  de  indivíduos  excepcionais.  A  apresentação  de  estudos  actualmente  em  curso,  em  contextos  tão  variados  quanto  o  académico,  científico,  artístico  ou  militar,  constituirá  assim  o  ponto  de  partida  para  a  análise  e  discussão  sobre  o  “fenómeno” da excelência humana.    Título  1:  Trajectórias  académicas:  Um  estudo  de  caso  com  alunos  de  excelência   no ensino superior ‐ Sílvia Monteiro, Leandro S. Almeida, Rosa M. Vasconcelos e  José Fernando Cruz/Universidade do Minho E‐mail: silviacmonteiro@gmail.com  Resumo  1:  Alguns  autores  têm  se  debruçado  sobre  o  conceito  do  talento  e  da  excelência  numa  perspectiva  multidimensional,  dinâmica  e  resultante  de  uma  integração de factores de índole pessoal e contextual. Partindo desta perspectiva,  serão apresentados os resultados de uma análise exploratória dos dados obtidos  através  da  análise  de  conteúdo  das  entrevistas  realizadas  a  três  alunos  de  excelência  em  engenharia  da  Universidade  do  Minho.  Esta  análise  procurará  nomeadamente avaliar a estabilidade do desempenho dos participantes ao longo  do  seu  percurso  educativo,  assim  como  identificar  os  factores  externos  que  possam ter contribuído para o desenvolvimento e manifestação da excelência no  ensino superior.    Título 2: A “arquitectura” psicológica dos atletas de elite e campeões: Um estudo  de  caso  exploratório  ‐  Daniela  Sofia  Matos,  José  Fernando  A.  Cruz  e  Leandro  S.  Almeida/Universidade do Minho E‐mail: danielasgmatos@gmail.com  Resumo 2: A excelência humana tem suscitado cada vez mais interesse, o que tem  conduzido  ao  aparecimento  de  várias  investigações  em  diferentes  domínios  e 

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contextos  de  realização.  Centrando‐nos  no  desporto,  verificamos  que  nos  vários  estudos tem estado sempre subjacente a procura das características que explicam  os  desempenhos  excelentes,  ou  aquilo  que  designamos  como  a  “arquitectura”  psicológica  dos  atletas  de  elite  e  dos  campeões.  Utilizando  uma  abordagem  de  estudo  de  caso,  foram  seleccionados  intencionalmente  dois  atletas  com  desempenhos  desportivos  excepcionais  em  termos  nacionais  e  internacionais,  com  os  quais  foram  desenvolvidas  entrevistas  semi‐estruturadas,  seguindo  os  procedimentos  de  análise  de  conteúdo  qualitativa  para  a  análise  dos  dados.  O  objectivo  da  presente  comunicação  é  identificar  e  explorar  semelhanças  e  diferenças ao nível das estruturas e competências psicológicas destes atletas, em  função  do  sexo,  tipo  de  desporto  (individual  ou  colectivo)  e  experiência  competitiva.  Por  fim,  apresentaremos  algumas  reflexões  em  torno  do  estudo  e  implicações para estudos futuros.    Título  3:  Ser  excelente:  Percepções  de  cientistas  e  bailarinos  ‐  Liliana  S.  Araújo,  José  Fernando  A.  Cruz  e  Leandro  S.  Almeida/Universidade  do  Minho  E‐mail:  lgsaraujo@gmail.com  Resumo  3:  A  investigação  em  torno  da  excelência  tem  revelado  a  presença  de  uma  multiplicidade  de  factores  contextuais  e  pessoais  associados  aos  desempenhos excepcionais. Contudo, poucos estudos têm procurado conhecer os  percursos de excelência através das experiencias e significados de indivíduos que  se destacam nas suas áreas de realização. Neste sentido, conduzimos um estudo  de caso múltiplo, procurando conhecer os percursos e características pessoais de  indivíduos  identificados  pelos  seus  desempenhos  superiores.  Foram  realizadas  entrevistas  a  quatro  cientistas  e  quatro  bailarinos,  e  analisados  os  respectivos  curricula vitae, cujos dados foram submetidos a análise de conteúdo qualitativa.  Nesta comunicação, apresentaremos os resultados das entrevistas, centrando‐nos  nas  percepções  dos  participantes  acerca  do  que  é  ser  excelente.  Analisaremos  ainda as diferenças nas percepções em função do contexto de realização. Por fim,  algumas reflexões sobre a investigação futura serão apontadas.    Título  4:  Estudo  exploratório  do  capital  psicológico  positivo  nos  pilotos  de  F‐16‐  Rui Bártolo Ribeiro/ Instituto Superior de Psicologia Aplicada/ UIPES, e Leandro S.  Almeida/ Universidade do Minho E‐mail: leandro@reitoria.uminho.pt  Resumo  4:  Nesta  comunicação  serão  apresentados  os  resultados  de  um  estudo  preliminar  sobre  a  excelência  dos  pilotos  de  caça  que  operam  os  F‐16.  Foram  entrevistados  oito  pilotos  da  Força  Aérea  Portuguesa,  do  sexo  masculino,  com  idade  entre  25  e  38  anos,  que  frequentaram  a  Academia  da  Força  Aérea  Portuguesa. Foi utilizado um questionário de Capital Psicológico Positivo ‐ PsyCap  ‐ que é constituído por 40 afirmações que descrevem como o indivíduo se auto‐

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percepciona em referência a quatro dimensões (esperança, optimismo, resiliência  e auto‐eficácia). Relativamente às dimensões do PsyCap, os resultados referentes  à esperança, resiliência e auto‐eficácia situaram‐se acima do ponto médio obtido  em  outros  estudos,  tendo  sido  o  optimismo  a  dimensão  com  pontuação  mais  elevada  entre  as  quatro  estudadas,  sugerindo  que  nos  pilotos  avaliados  esses  factores são determinantes para um desempenho de excelência.    Hora: 16.00h‐17.15h          Sala: 2102   Tipo: Simpósio   Área temática: Psicologia da Saúde  Título:  Avaliação  em  saúde:  Construção  e  validação  de  instrumentos  para  a  população  portuguesa  ‐  Moderadora:  Maria  Cristina  Canavarro/Faculdade  de  Psicologia  e  de  Ciências  da  Educação  da  Universidade  de  Coimbra    E‐mail:  mccanavarro@fpce.uc.pt    Resumo: A avaliação da adaptação psicológica, nas suas diferentes dimensões, à  doença é condição necessária à realização de investigações da área da Saúde e da  Doença.  Apesar  do  investimento  recente  feito  nesta  área  em  Portugal,  os  investigadores portugueses confrontam‐se ainda com a carência de instrumentos,  devidamente adaptados e validados para a nossa população. Este simpósio reúne  um  conjunto  de  trabalhos,  efectuados  por  investigadores  da  FPCE‐UC,  pertencentes  à  Linha  de  Investigação  Relações,  Desenvolvimento  e  Saúde  (IeD‐ IPC)  que  procuram  mostrar  o  processo  de  adaptação  e  validação  de  alguns  instrumentos  de  avaliação  psicológica  na  área  da  saúde,  bem  como  campos  da  sua  aplicação.  As  investigações  apresentadas  abrangem  o  desenvolvimento  e  aplicação de instrumentos mais gerais, como os que avaliam a qualidade de vida;  e  outros  mais  específicos,  como  os  que  avaliam  o  impacto  de  determinadas  doenças,  como  a  infertilidade;  ou  que  avaliam  áreas  específicas  da  adaptação,  como a imagem corporal ou o desenvolvimento pós‐traumático.    Título 1: Avaliação da Qualidade de Vida com recurso aos Instrumentos WHOQOL  ‐  Tiago  Paredes,  Marco  Pereira  e  Maria  Cristina  Canavarro/  Faculdade  de  Psicologia  e  de  Ciências  da  Educação  da  Universidade  de  Coimbra  E‐mail:  tiago_paredes@yahoo.com.br  Resumo  1:  A  QdV  é  um  tema  de  interesse  crescente  no  domínio