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625639 a Teoria Dos Limites CALCULO

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CONCEITO DE LIMITES E DERIVADAS

Foi enquanto se dedicava ao estudo de algumas destas funções que Fermat deu conta das limitações do conceito clássico de reta tangente a uma curva como sendo aquela que encontrava a curva num único ponto. Tornou-se assim importante reformular tal conceito e encontrar um processo de traçar uma tangente a um gráfico num dado ponto - esta dificuldade ficou conhecida na História da Matemática como o “Problema da Tangente”. Estas idéias constituíram o embrião do conceito de derivada e levou Laplace a considerar Fermat “o verdadeiro inventor do Cálculo Diferencial”. Contudo, Fermat não dispunha de notação apropriada e o conceito de limite não estava ainda claramente definido. No séc. XVII Leibniz algebriza o Cálculo Infinitesimal, introduzindo os conceitos de variável, constante e parâmetro, bem como a notação dx e dy para designar a menor possível das diferenças em x e em y. Desta notação surge o nome do ramo da Matemática conhecido hoje como “Cálculo Diferencial”. A Teoria dos Limites, tópico introdutório é fundamental da Matemática Superior. Portanto, o que veremos, será uma introdução à Teoria dos Limites, dando ênfase principalmente ao cálculo de limites de funções, com base nas propriedades pertinentes. Matemático francês - Augustin Louis Cauchy – 1789/1857 foi, entre outros, um grande estudioso da Teoria dos Limites. Antes dele, Isaac Newton, inglês, 1642/1727 e Gottfried Wilhelm Leibniz, alemão, 1646/1716, já haviam desenvolvido o Cálculo Infinitesimal.

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DEFINIÇÃO Dada a função y = f(x), definida no intervalo real (a, b), dizemos que esta função f possui um limite finito L quando x tende para um valor x0, se para cada número positivo ε , por menor que seja, existe em correspondência um número positivo δ , tal que para |x - x0| <δ , se tenha |f(x) - L | <ε , para todo x ≠ x0 . Indicamos que L é o limite de uma função f( x ) quando x tende a x0 , através da simbologia abaixo: lim f(x) = Lx→ x0 Exemplo: Prove, usando a definição de limite vista acima, que: lim (x + 5) = 8 x→ 3. Temos no caso: f(x) = x + 5 x0 = 3L = 8. Com efeito, deveremos provar que dado um ε > 0 arbitrário, deveremos encontrar um δ > 0, tal que, para |x - 3| < δ , se tenha |(x + 5) - 8| < δ . Ora, |(x + 5) - 8| < δ é equivalente a x - 3 | < ε . Portanto, a desigualdade |x - 3| < δ , é verificada, e neste caso δ = δ. Concluímos então que 8 é o limite da função para x tendendo a 3 ( x δ 3) . O cálculo de limites pela definição, para funções mais elaboradas, é extremamente laborioso e de relativa complexidade. Assim é que, apresentaremos as propriedades básicas, sem demonstrá-las e, na seqüência, as utilizaremos para o cálculo de limites de funções. Antes, porém, valem as seguintes observações preliminares: a) É conveniente observar que a existência do limite de uma função, quando, x → x0 , não depende necessariamente que a função esteja definida no ponto x0 , pois quando calculamos um limite, consideramos os valores da função tão próximos quanto queiramos do ponto x0 , porém não coincidente com x0, ou seja, consideramos os valores da função na vizinhança do ponto x0 .Para exemplificar, consideremos o cálculo do limite da função abaixo, para x 3.

Observe que para x = 3, a função não é definida. Entretanto, lembrando que x2 - 9 = (x + 3) (x - 3), substituindo e simplificando, a função fica igual a f(x) = x + 3, cujo limite para x δ 3 é igual a 6, obtido pela substituição direta de x por 3. b) o limite de uma função y = f(x), quando x → x0, pode inclusive, não existir, mesmo a função estando definida neste ponto x0 , ou seja , existindo f(x0).

d) nos casos em que a função f(x) estiver definida no ponto x 0 . envolvendo os símbolos de mais infinito ( + ∞ ) e menos infinito ( . lim ( u + v + w + . e existir o limite da função f(x) para x → x0 e este limite coincidir com o valor da função no ponto x0. P4 . ) = lim u + lim v + lim w + . f = k. se lim v ≠ 0. v) = lim u .∞ ). lim f Observações: No cálculo de limites. Pode-se demonstrar que se esses limites à direita e à esquerda forem iguais. para valores imediatamente inferiores a x0. lim (u . é igual ao quociente dos limites. para valores imediatamente superiores a x0. que representam quantidades de módulo infinitamente grande. dizemos que temos um limite à direita da função.o limite de um soma de funções. serão consideradas as igualdades simbólicas. e) já vimos à definição do limite de uma função f(x) quando x tende a x0.. PROPRIEDADES OPERATÓRIAS DOS LIMITES P1 . a seguir..o limite de um quociente de funções. .sendo k uma constante e f uma função. então este será o limite da função quando x → x0. lim k.. é igual à soma dos limites de cada função. diremos que a função f(x) é Contínua no ponto x0 . lim (u / v) = lim u / lim v . o infinitamente grande.o limite de um produto é igual ao produto dos limites.5 c) ocorrerão casos nos quais a função f(x) não está definida no ponto x0.. porém existirá o limite de f(x) quando x → x0 . lim v P3 . P2 . ou x → x0 . Se x tende para x 0. dizemos que temos um limite à esquerda da função. É conveniente salientar que. Se x tende para x0.

No cálculo de limites de funções. não representam números reais.5 + 3 = 13 x→ 5 . Na realidade.∞ ) = nada se pode afirmar inicialmente. O símbolo ∞ .6 não é um número e. teremos que levantar a indeterminação. sim. sem limite. usando as técnicas algébricas.∞ . o que significa que. Dado b ∈ R . não podendo ser aplicadas a eles. os símbolos + ∞ e . É uma indeterminação. (+ ∞ ) . Os principais símbolos de indeterminação são: ∞-∞ ∞. é dito um símbolo de indeterminação. É uma indeterminação. ou seja: a variável aumenta ou diminui. para encontrarmos o valor do limite. portanto.∞ ) + (. as técnicas usuais de cálculo algébrico.∞ . uma tendência de uma variável. é muito comum chegarmos a expressões indeterminadas.∞ (+ ∞ ) + (.0 ∞/∞ ∞0 0/0 1∞ 1.conjunto dos números reais. teremos as seguintes igualdades simbólicas: b + (+∞ ) = + ∞ b+(-∞)=-∞ (+ ∞) + (+ ∞ ) = + ∞ (. (+ ∞ ) = + ∞ (+ ∞ ) . 0 = nada se pode afirmar inicialmente.∞ Cálculos de alguns limites imediatos.∞ ) = . ∞ / ∞ = nada se pode afirmar inicialmente. a) lim (2x + 3) = 2.

digamos x = 0. cuja medida seja próxima de zero. PRIMEIRO LIMITE FUNDAMENTAL: O LIMITE TRIGONOMÊTRICO Intuitivamente isto pode ser percebido da seguinte forma: seja x um arco em radianos. Nestas condições. mais o quociente (senx) / x se aproximará da unidade. facilitando assim.0001 = 0.4 + 3) / (2.0001 = 0. Exemplo: 1.3)] = (4 + 3) (4 -3) = 7.00009999 (obtido numa calculadora científica). .5)] = 5 x→ 4 e) lim [(x + 3) (x .0001 rad. vem: senx / x = 0. Efetuando-se o quociente.00009999 / 0.5)] = [(3.4 . para a solução de problemas. em conduzir a questão até que se possa aplicar os limites fundamentais. Apresentarei cinco limites fundamentais e estratégicos. as soluções procuradas. Quanto mais próximo de zero for o arco x. o valor de senx será igual a sen 0.1 = 7 x→ 4 LIMITES FUNDAMENTAIS A técnica de cálculo de limites consiste na maioria das vezes. a noção intuitiva de limite de uma função.7 b) lim (x2 + x) = (+ ∞ )2 + (+∞ ) = + ∞ + ∞ = + ∞ x→ + ∞ c) lim (4 + x3) = 4 + 23 = 4 + 8 = 12 x→ 2 d) lim [(3x + 3) / (2x .99999 ≈ caracterizando-se aí.

.. Exemplo: TERCEIRO LIMITE FUNDAMENTAL: CONSEQUÊNCIA DO ANTERIOR Exemplo: Observe o cálculo do limite abaixo: lim (1 + x)5/x = lim [(1 + x)1/x]5 = e5 x→ 0 .. a expressão não se altera.. de modo a cairmos num limite fundamental. SEGUNDO LIMITE FUNDAMENTAL: LIMITE EXPONENCIAL Onde e é a base do sistema de logaritmos nigerianos...7182818.. cujo valor aproximado é e ≈ 2..8 Uma mudança de variável... Usamos também a propriedade P4. colocando 5x = u. Verifique também que ao multiplicarmos numerador e denominador da função dada por 5...x→ 0 ....

definida num intervalo de números reais. que representa o gráfico de uma função y = f(x).9 QUARTO LIMITE FUNDAMENTAL: OUTRO LIMITE EXPONENCIAL Para a > 0. QUINTO LIMITE FUNDAMENTAL DERIVADA DE UMA FUNÇÃO Y = F(X) NUM PONTO X=X0. Considere a figura abaixo. .

lembrando que a derivada de uma função y = f(x) pode ser indicada pelos símbolos y ‘. além das derivadas da soma. ou seja: Assim. A seguir.10 Observando a figura.v + u.x y=x y = xn y = a x . quando ∆ x0 tende a zero.sen(x) y ' = sec2 (x) y ' = u' + v' y' = u'. 1# a > 0 y=ex y = sen(x) y = cos(x) y = tg(x) y=u+v y = u. e é representada por f ' (x0) . ln a Y'=ex y ' = cos(x) y ' = . FUNÇÃO y = k . quando x varia de x0 para x0 + ∆ x0 : Define-se a derivada da função y = f(x) no ponto x = x0. denominado razão incremental da função: y = f(x).v' .1 y ' = a x .x n . f ' (x) ou dy/dx. uma tabela contendo as derivadas de algumas das principais funções elementares. como sendo o limite da razão incremental acima. restringindo nesta primeira abordagem. k = constante y = k.v DERIVADA y'=0 y'=k y' = 1 y ' = n. produto e quociente de duas funções. a oito funções elementares básicas. podemos definir o seguinte quociente.

no ponto x = x0. com qual velocidade se desloca à extremidade de sua sombra projetada na rua? Considere a figura a seguir: . Observe que quando ∆ x0 → 0 . NOTA: Uma lâmpada de um poste de iluminação pública está situada a uma altura de 6m.v') / v2 Onde u = u(x) e v = v(x) são funções deriváveis no ponto x. que forma um ângulo β Ora. definindo a reta r . quando ∆ x0 → 0 . Se uma pessoa de 1. o ângulo SPQ = α .11 y=u/v.u. é igual numericamente à tangente do ângulo β . caminhar afastando-se da lâmpada a uma velocidade de 5m/s. já vimos que o quociente ∆ com o eixo horizontal (eixo das abscissas).v0 y' = (u'. neste caso. o quociente ∆ Quando ∆ x0 ∆ 0 . Assim. não é difícil concluir que a derivada da função y = f(x) no ponto x = x 0 .v . posicionada embaixo da lâmpada. Mas. e. como sabemos da Trigonometria.. tende ao ângulo β . Esta conclusão será muito utilizada no futuro. Conclusão importante: y0 / ∆ x0 representa . o ponto Q no gráfico acima.80m de altura. Nota: a derivada de uma função y = f(x). tende a coincidir com o ponto P da mesma figura. pode ser representada também pelos símbolos: y ' ou dy/dx. o ângulo SPQ = α . y0 / ∆ x0 representa a derivada da função y = f(x) no ponto x0. A derivada de uma função y = f(x) num ponto x = x0 coincide numericamente com o valor da tangente trigonométrica do ângulo formado pela tangente geométrica à curva representativa de y = f(x). onde P é o vértice do ângulo. a tangente do ângulo SPQ = α . Podemos escrever então: f '(x0) = tgβ .tende ao valor do ângulo β .

a velocidade v do ponto S será a derivada dy/dt. a ponta da sombra da pessoa. estará no ponto S.y 6y – 30t = 1.20y = 30t y = (30/4. vem: Daí. ou seja: Como y = 7.14t Ora.t e estará no ponto B. vem imediatamente que: . poderão escrever: Substituindo os valores. Pela semelhança dos triângulos BAS e OLS. depois de t segundos. . ela terá percorrido a distância d = 5.20)t Portanto. y = 7.80y 6y – 1.80y = 30t 4. Como a luz se propaga em linha reta. Seja y esta distância.12 Supondo que a pessoa partiu do ponto O a uma velocidade de 5m/s.80.14t. fica: 6(y – 5t) = 1.

R2.x = 25.x (1) A vazão de 25 m3/h é justamente a derivada dV/dt. Derivando a expressão (1) em relação à x. NOTA: Um tanque tem a forma de um cilindro circular reto de raio da base r = 5m e altura h = 10m. o tanque começa a ser cheio com água. Com qual velocidade o nível da água sobe? Depois de quanto tempo o tanque estará cheio? Considere a figura a seguir: Já sabemos que o volume de um cilindro reto de raio da base R e altura h é dado pela fórmula V = π . vem imediatamente: dV/dx = 25π Derivando a expressão (1) em relação a t. que entra no tanque com uma vazão de 25 m3/h. No tempo t = 0.13 Portanto.π .52. é óbvio que poderemos escrever: V = π . a velocidade do ponto extremo da sombra é igual a 7.h Sendo x o nível da água no tanque.14 m/s. vem: .

3) (6. PFMa (receita marginal) e Px = CMa (custo marginal). X Em que Py = preço do produto (constante). dY/dX + Y. Derivando a função de lucro em relação á do fator variável tem-se: dL/dX = Py. O tempo que levará para encher o tanque será então: T = 10m / 0. EXEMPLO: DE COMO É USADOS LIMITE E DERIVADO NUNHAM EMPRESA FLORESTAL A maximização do lucro (L) ocorre quando a diferença entre a receita total (RT) e os custos totais (CT) são máximos.318 metros por hora.1) (6. 60min T = 31 horas e 24 minutos. vem finalmente: 25 = 25π .Px dL/dX = Py . dY/dX . de onde tiramos v = 1/π m/h ou aproximadamente.0 dL/dX = Py . O lucro máximo é determinado no ponto em que a inclinação da função de lucro é igual a zero (primeira derivada = 0 e segunda derivada < 0).v.Px tem-se: dL/dX = RMa . o nível da água sobe a uma razão de 0.0) Como na equação (6.14 Ora.4h = 31h + 0. Substituindo os valores conhecidos. a velocidade v com que o nível da água sobe é. PFMa . Y – Px. v = 0. .0) Py . Portanto.4. tem-se: dL/dX = RMa – CMa = A equação (6.318 m/h. e Px = preço do fator (constante). tem-se: L = RT – CT L = Py.0-Px .318 m/h = 31. Matematicamente.CMa Igualando a primeira derivada a zero. exatamente dx/dt. dX/dX +.1) pode ser escrita da seguinte forma: RMa = CMa = 0 ou RMa = CMa ou (6.4h = 31h + 0.

Na definição precisa.00 e o preço do produto (Py) igual a US$ 2. ou preço do fator (Px1). é igual a US$ 2. O quadro abaixo ilustra a maximização de lucro da empresa florestal onde o custo marginal do fator. m (x) = (f (x) – f (a))/(x – a).0 2.0 2. .2 3.8 2. também chamados declividades.0 3. (6.5 PFMa 1 2 3 4 5 4 3 2 1 0 CMa (Px1) 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 VPFMa 2 4 6 8 10 8 6 4 2 0 CT 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 RT 2 6 12 20 30 38 44 48 50 50 Lucro 0 2 6 12 20 26 30 32 32 * 30 *Ponto em que o lucro é máximo DEFINIÇÃO DE DERIVADA E REGRA DE DERIVAÇÃO Tomemos os coeficientes angulares. f (x)) e (a.5 3. das retas secantes a G (f) por (x. a seguir. que é o coeficiente angular da reta tangente e que chamaremos derivada de f em a.4) determinam que o lucro será máximo quando o retorno obtido ao produzir uma unidade a mais do produto for igual ao custo para produzir essa unidade a mais. o ponto a é ponto de: e também ponto de acumulação de A. as equações (6.4) Admitindo-se que a segunda derivada da função de lucro seja menor que zero. m (a).3) e (6.00. X1 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Y 1 3 6 10 15 19 22 24 25 25 PFMe 1.15 VPFMa = Px Em que VPFMa = valor do produto físico marginal. significa que os coeficientes angulares m (x) tendem a um valor fixo.0 1.5 2. f (a)).1 3. Se a reta limite de nossas considerações preliminares existir e não for vertical.

lembrando que A denota o conjunto dos pontos de acumulação de A. Há várias notações para a derivada. Sendo y = f (x). impomos. se existir (3.1.1 Consideremos uma função o limite e A função f é derivável em a. Definição 3. A notação dy/dx é devida a Leibnitz. No seu tempo a formalização do conceito de limite não havia sido atingida e o uso dessa notação pode ser explicado da seguinte forma: O acréscimo da variável x Produz um acréscimo da variável y. as seguintes são algumas das mais comuns: O termo diferenciável é sinônimo de derivável e também será usado de agora em diante com a mesma liberdade com que passaremos de uma para qualquer outra das notações acima.2) Neste caso. . o valor f' (a) é chamado derivada de f em a.16 Isto é.

em muitas circunstâncias. e operavam-se com eles formalmente como com dois números quaisquer.1. v (t0): = s (t0). respectivamente. Se a equação horária de um movimento retilíneo é x = s (t). mas o quociente entre dy e dx. Após as considerações feitas até aqui é natural colocar: Definição 3. A idéia é que. G (f). Exemplo 3. A notação de Leibnitz permanece e notará que ela é útil sendo. A despeito desses argumentos não ter uma clara fundamentação lógica.b = f (a)(x . onde s é uma função diferenciável da variável tempo t. como acontece hoje. a reta tangente ao gráfico. a velocidade v(t0) num instante t0 é a derivada de s em t0. também se usa para a derivada de y = f (t) a notação . é a reta dada por: y . b). Quando a variável independente representa o tempo e é indicada por t. isto é. Isto é. a função f' que associa a cada a derivada f'(x) de f no ponto x.1 . A razão Transformava-se em dy/dx e este símbolo não representava um nem outro.2 Sendo y = f (x) derivável em a. em (a. atribuída a Newton. b = f (a).1. ao se tornarem infinitamente pequenos esses acréscimos passavam a ser denotados por dx e dy.17 . a mais sugestiva. É a notação mais conveniente quando f é diferenciável em um conjunto A e se considera a função derivada em A. devem ser julgados no contexto de sua época. A notação f' (x) é atribuída a Lagrange.a).

passando pelo ponto (a.4) é: y – 4 = 4(x – 2). a derivada de x2 no ponto x = 2 é igual a 4. (4) Generalizando o item (2).1) fica em qualquer ponto a. (2) Se f (x) = x2. é dada por y – b = m (x-a) Chega-se à equação (3. o limite (1.3). neste caso. convém observar que. na definição de derivada. tem-se: Antes de provarmos esse fato.3) De fato.18 (1) Se. se f é uma função diferenciável em um ponto a. aplicando o desenvolvimento do binômio obtemos: . De fato.1) pode ser escrito na forma: O que será feito com muita freqüência daqui a diante. (3) A reta tangente à parábola y = x2. no ponto (2. então f' (a) = 2a. o limite (1. Retomando o nosso exemplo. então f (x) = 0. Usando agora o fato de que a equação da reta de coeficiente angular m. (3.b). De fato.

usando o Primeiro Limite Fundamental para justificar a penúltima e a última linha da seguinte cadeia de igualdades. inclusive no ponto x = 0. a derivada da função identidade é 1. que (x) = 1. Isto é. . pode verificar diretamente. tem: (6) Deve-se encarregar da demonstração desse fato. temos um caso particular importante dessa fórmula: (x) = 1. A fórmula neste caso faz sentido apenas para: uma vez que a expressão 00 não é definida. Entretanto.19 Para n = 1. De fato. a partir da definição de derivada. (5) .

e y = xn. pois: Como estou interessado em entender como é uma função não diferenciável num ponto. Prova. é o caso quando f é diferenciável em a.1. e somente se.3 Se a função: e derivável em cada ponto de um conjunto diz-se que f é derivável (ou diferenciável) em B. . Este.1. Proposição 3. as funções: . Note que f é contínua em a se. diremos simplesmente que f é derivável. de fato.1 Se uma função f é derivável em um ponto a. Assim. então f é contínua em a.1 dizendo que toda função descontínua num ponto a é não diferenciável em a.1.20 Definição 3. A seguinte proposição e os próximos dois exemplos ajudam a entender como deve ser uma função não diferenciável. são exemplos de funções diferenciáveis. posso reformular a Proposição 3. Se tivermos A = B.

será que toda função contínua em a é diferenciável nesse ponto? A resposta é negativa (como era de se esperar. De fato.1? Ou seja. uma classe mais seleta. pois em caso afirmativo.5) são chamadas. Exemplo 3. assume valores distintos: (3. derivada à esquerda e derivada à direita de f em 0. suas derivadas laterais existem e coincidem. A função: é contínua.1.1. f é diferenciável em a se. ser diferenciável é ser contínua e mais alguma coisa. e x2 < x4.2) e lembrando as propriedades desses limites temos: Seja a um ponto do domínio de uma função f e também ponto de acumulação lateral desse domínio.4) e (3. As expressões (3. não existe f' (0). neste caso.1.3.1. As funções diferenciavam formam. respectivamente. deixando-o à esquerda e à direita. Exemplo 3. nos pontos Deixamos ao leitor. Neste caso.5) logo. e somente se. para – 1 < x < 1. no ponto a = 0. a verificação da continuidade de f. os conceitos de diferenciabilidade e continuidade seriam equivalentes e poderíamos ficar com apenas um deles).2 A função f (x) = |x| é contínua. Considerando limites laterais em (3. obtemos: .4) (3. Os exemplos seguintes mostram funções contínuas e não diferenciáveis em um ponto. De fato. como x4 < x2. mas não diferenciável.21 A pergunta agora é: vale a recíproca da Proposição 3. A não diferenciabilidade em a=1 é conseqüência da propriedade que enunciamos acima a respeito das derivadas laterais. como exercício. usando o mesmo raciocínio do Exemplo 3. para x > 1. o limite (3. portanto.2) em a = 0.2. calculado à esquerda e à direita. mas não diferenciável. f' (a) = f (a-) = f (a +). São denotadas por f (0 -) e f' (0 +).

1. o gráfico de uma função diferenciável tem um aspecto suave. O gráfico acima representa a função do Exemplo 3. grosso modo. enquanto que. o concluiremos que ela é inviável. e refletindo um pouco sobre uma possível recíproca da Proposição 3. estas são situações típicas de não diferenciabilidade.1. . Por isso deixamos essa tarefa a seu encargo como exercício. bem como o gráfico de f (x) = |x|. são pontos onde não existe reta tangente ao gráfico.1. como o gráfico de f (x) = x3 ou das funções ou .22 .3. Observando essa figura. O dispondo de mais de um recurso para verificar a não diferenciabilidade em a = . Numa linguagem intuitiva. “uma situação de não concordância”. não anguloso. os pontos onde o gráfico apresenta uma quina. por exemplo.1. inclusive o de explorar o fato de ser f uma função par. embora tenhamos continuidade da função nesses pontos. Além das descontinuidades.

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