Coleção Fábulas Bíblicas Volume 45

MEDICINA BÍBLICA

CURA DA LEPRA
Mitologia e Superstição Judaico-cristã

Conheça os maravilhosos
poderes de cura de Deus!

JL
jairoluis@inbox.lv

Sumário
1 - Medicina bíblica - CURA DA LEPRA >>> ................................................ 4
Tratamentos médicos bíblicos: Como curar a lepra. ............................................. 4
O que diz a bíblia? .............................................................................................................. 4
Como detectá-la?................................................................................................................ 4
O que fazer quando aparece algum sintoma? ......................................................... 5
Como diagnosticar se é lepra?....................................................................................... 5
1º Caso e seu tratamento: ............................................................................................. 6
Conclusões: .......................................................................................................................... 6
Como proceder? .................................................................................................................. 7
1º Caso: ................................................................................................................................. 7
2º Caso: ................................................................................................................................. 8
3º Caso: ................................................................................................................................. 8
Pronto, agora começamos o tratamento? NÃO! NÃO MESMO! ......................... 9
O sacerdote já sabe o que é e como tratar? NÃO AINDA! ................................ 10
1º Caso: ............................................................................................................................... 10
2º Caso: ............................................................................................................................... 11
3º Caso: ............................................................................................................................... 12
2 - Roupas adoecem e se contagiam (de lepra) ..........................................14
Como tratar o vestido leproso? ................................................................................... 14
Mas, Jeová dá um tratamento para curar o leproso ou não? SIM ................. 15
Paso 1 ................................................................................................................................... 16
Paso 2 ................................................................................................................................... 16
Paso 3 ................................................................................................................................... 17
Paso 4 ................................................................................................................................... 17
Paso 5 ................................................................................................................................... 18
3 - Segundo a bíblia as casas também adoecem (de lepra) ..........................20
4 - A realidade .......................................................................................22
Importante saber: ............................................................................................................ 23
Conclusão ............................................................................................................................ 24
5 - Mais bobagens do Cristianismo >>> ....................................................28
Mais conteúdo recomendado ........................................................................................ 29
Livros recomendados ...................................................................................................... 30
Fontes:.................................................................................................................................. 39

3

1 - Medicina bíblica - CURA DA LEPRA >>>

Aqui é onde se revela o conhecimento médico de Deus e onde os
crentes podem morrer de vergonha de crer nestas merdas
mitológicas primitivas e engraçadas.

Tratamentos médicos bíblicos: Como curar a lepra.
Os religiosos sempre usam a bíblia como base para suas
afirmações. Esta é sempre, para eles, o recurso necessário que
valida suas crenças insanas, já que, segundo eles, está cheia de
verdades e conhecimento. Pois bem, para corroborar mais vez se
isso não passa de charlatanismo barato, comprovaremos que
conhecimentos e verdades há em um dos capítulos dedicado ao
tratamento de enfermidades (neste caso a lepra e/ou
enfermidades de pele, segundo novas “traduções” e
“interpretações”, obviamente religiosas). Também veremos (de
novo) se é correta essa “sabedoria” bíblica ou é apenas o reflexo
dos conhecimentos e superstições de um povo (o hebreu) em um
simples livro (Tanak ou Antigo Testamento).
O que diz a bíblia?
Veremos se o que está escrito nela são as palavras maravilhosas
de um ser onisciente ou simplesmente as de uma pessoa (neste
caso o sacerdote) limitada pelos conhecimentos da época e
seguindo um protocolo imaginado por ele mesmo, para prevenir e
atuar contra ela.
Como detectá-la?
4

Levítico 13:1
Falou mais o SENHOR a Moisés e a Arão, dizendo:

Ressaltamos isso para o caso de algum crente questionar sobre
quem, segundo sua tão apreciada bíblia, é que ensina estes
procedimentos médicos de primeira linha. A respeito disso o
crente tem duas opções e mais nada:
1. Usar a desculpa de que a bíblia foi apenas “inspirada por
Deus”, coisa que se extrai deste primeiro versículo, razão
pela qual terá que assumir que é esse mesmo Deus que
dita os procedimentos que trataremos abaixo.
2. Aceitar que a bíblia é apenas mais um livro de lendas e
mitologia, escrito por pessoas sem inspiração divina e
limitadas aos conhecimentos e superstições da época.

O que fazer quando aparece algum sintoma?
Levítico 13:2
Quando um homem tiver na pele da sua carne uma inchação ou
pústula, ou mancha lustrosa, e esta se tornar na pele da sua carne
como praga da lepra, será levado a Arão, sacerdote, ou a um dos seus
filhos, sacerdotes.

Como diagnosticar se é lepra?
Levítico 13:3
O sacerdote examinará a praga na pele da carne. Se o pelo na praga
se tiver tornado branco, e a praga parecer mais funda que a pele da

5

carne, é praga de lepra: o sacerdote o examinará, e o declarará
imundo.

1º Caso e seu tratamento:

Levítico 13:4-8
4 - Se a mancha lustrosa for branca na pele da carne, e não parecer
mais funda que a pele, e o pelo não se tiver tornado branco, o
sacerdote encerrará por sete dias aquele que tem a praga.
5 - Ao sétimo dia o sacerdote o examinará; se na sua opinião a praga
tiver parado, e não se tiver estendido, encerrá-lo-á mais sete dias.
6 - Ao sétimo dia o sacerdote tornará a examiná-lo. Se a praga for de
uma cor escura, e não se tiver estendido na pele, declará-lo-á limpo:
é uma pústula. O homem lavará os seus vestidos, e será limpo.
7 - Mas, se a pústula se estender muito na pele, depois de se ter
mostrado ao sacerdote para a sua purificação, de novo se lhe
mostrará.
8 - O sacerdote o examinará, e se a pústula se tiver estendido na pele,
declará-lo-á imundo: é lepra.

Conclusões:
1. O sacerdote necessita de mais 14 dias para diagnosticar se
é lepra.
2. Para isso, segundo Jeová, este sacerdote tem que observar
durante os 7 primeiros dias uma mancha branca pouco
profunda e o pelo de cor normal. Ao final destes, o
6

sacerdote tem que ver se esta mancha não se estendeu.
Depois disto ele necessita mais outros 7 dias, para somente
no sétimo dia, comprovar se esta mancha se estendeu ou
não.
Como proceder?
Supondo que sim, seguindo os procedimentos acima, foi
detectada a lepra. O lógico seria começar a trata-la, certo? NÃO,
para o deus onisciente e seu servo, o sacerdote, ainda é
necessário seguir provando e observando para determinar se é
lepra (caso 1), *chaga (caso 2) ou *chaga de lepra (caso 3).
* praga, chaga ou sinal dependendo da versão bíblia. Elas não concordam muito
entre si sobre muita coisa.

1º Caso:

Levítico 13:9-15
9 - Quando no homem estiver a praga da lepra, será levado ao
sacerdote. 10 - O sacerdote o examinará: se houver inchação branca
na pele, a qual tornou branco o pelo, e aparecer na inchação carne
viva, 11 - é lepra inveterada na pele da carne. O sacerdote o declarará
imundo; não o encerrará, porque é imundo.
12 - Se a lepra se espalhar pela pele, e cobrir desde a cabeça até os
pés toda a pele daquele que tem a praga, quanto podem ver os olhos
do sacerdote; 13 - este o examinará. Se a lepra tiver coberto a carne
toda, declarará limpo o que tem a praga: a lepra tornou-se branca;
o homem é limpo.

7

14 - Mas, quando nele aparecer a carne viva, será imundo. 15 - O
sacerdote examinará a carne viva, e declarará o homem imundo; a
carne viva é imunda; é lepra.

2º Caso:

Levítico 13:16-22
16 - Se a carne viva mudar e ficar de novo branca, o homem virá ao
sacerdote, 17 - e este o examinará. Se a lepra se tiver tornado branca,
o sacerdote declarará limpo o que tem a praga: está limpo.
18 - Quando sarar a carne, em cuja pele houver uma úlcera, 19 - e no
lugar da úlcera aparecer uma inchação branca, ou uma mancha
lustrosa, branca tirando a vermelho, mostrar-se-á ao sacerdote; 20 e o sacerdote a examinará. Se ela parecer mais funda que a pele, e o
pelo se tiver tornado branco, o sacerdote declarará o homem imundo:
é a praga da lepra, que brotou na úlcera.
21 - Porém, se o sacerdote a examinar, e nela não houver pelo branco,
e ela não estiver mais funda que a pele, mas for de uma cor escura, o
sacerdote encerrará por sete dias o homem. 22 - Se ela se espalhar
na pele, o sacerdote declarará o homem imundo: é *chaga.
* praga, chaga ou sinal dependendo da versão bíblia. Elas não concordam em
muita coisa.

3º Caso:

Levítico 13:23-27

8

23 - Mas, se a mancha lustrosa parar no mesmo lugar, e não se
espalhar, é a cicatriz da úlcera; o sacerdote declarará o homem limpo.
24 - Quando na pele da carne houver queimadura de fogo, e a carne
viva da queimadura se tornar em mancha lustrosa, branca tirando a
vermelho, ou branca; 25 - o sacerdote a examinará. Se o pelo na
mancha lustrosa se tiver tornado branco, e ela parecer mais funda que
a pele; é a lepra que brotou na queimadura. O sacerdote declarará o
homem imundo: é a praga de lepra. 26 - Porém, se o sacerdote a
examinar, e não houver pelo branco na mancha lustrosa, e ela não
estiver mais funda que a pele, mas for de uma cor escura; o sacerdote
encerrará por sete dias o homem. 27 - Ao sétimo dia o sacerdote o
examinará. Se ela se tiver espalhado na pele, o sacerdote declarará o
homem imundo: é a *chaga de lepra.
* praga, chaga ou sinal dependendo da versão bíblia. Elas não concordam em
muita coisa.

Pronto, agora começamos o tratamento? NÃO! NÃO
MESMO!
Finalmente, depois de saber se é lepra, chaga ou chaga de lepra,
acredita-se que o deus onisciente ditaria ao sacerdote como
realizar a cura. Mas contrariando todas as previsões, este
sacerdote supostamente guiado por um deus onisciente, não
contente com mais de 21 dias de reconhecimento para averiguar
se é lepra ou uma simples “chaga”, deve prosseguir observando
ainda mais para ter certeza (ao que parece, para determinar o
tipo de lepra?).
Levítico 13:28-30
28 - Se a mancha lustrosa parar no mesmo lugar e não se espalhar
na pele, mas for de uma cor escura; é a inchação da queimadura. O
sacerdote declarará limpo o homem, porque é a cicatriz da

9

queimadura. 29 - Quando o homem (ou a mulher) tiver a praga na
cabeça ou na barba, 30 - o sacerdote examinará a praga. Se ela
parecer mais funda que a pele, e nela houver pelo fino amarelo, o
sacerdote declarará imundo o homem: é tinha, é lepra da cabeça ou
da barba.

O sacerdote já sabe o que é e como tratar? NÃO AINDA!
Depois de mais de 21 dias de observação para determinar se é
chaga, lepra ou chaga de lepra, e depois disso se é tinha, lepra ou
se é lepra da cabeça ou da barba, começaremos finalmente a
trata-la? NÃO, ainda teremos que observar mais outros 14 dias!
(Para que comessem logo a se queixar da demora na saúde
pública)
1º Caso:

Levítico 13:31-34
31 - Se o sacerdote examinar a praga da tinha, e ela não parecer mais
funda que a pele, e nela não houver pelo preto, o sacerdote
encerrará por sete dias o que tem a praga da tinha; 32 - ao
sétimo dia o sacerdote examinará a praga. Se a tinha não se tiver
espalhado, e nela não houver pelo amarelo, e a tinha não parecer mais
funda que a pele, 33 - o homem será rapado, porém não se rapará a
tinha. O sacerdote encerrará por mais sete dias o que tem a
tinha. 34 - Ao sétimo dia o sacerdote examinará a tinha. Se a tinha
não se tiver espalhado na pele e não parecer mais funda que a pele,
o sacerdote declarará limpo o homem; este lavará os seus vestidos e
será limpo.

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2º Caso:
Opção A:
Levítico 13:35-36
35 - Mas, se a tinha, depois da sua purificação, se tiver espalhado na
pele, 36 - o sacerdote o examinará. Se a tinha se tiver espalhado na
pele, o sacerdote não procurará o pêlo amarelo: o homem está
imundo.

Opção B:
Levítico 13:37
Mas, se na sua opinião a tinha tiver parado, e nela tiver crescido pelo
preto, a tinha terá sarado. O homem está limpo, e o sacerdote o
declarará limpo.

Opção C:
Levítico 13:38-39
38 - Quando o homem (ou mulher) tiver na pele da sua carne manchas
lustrosas, isto é, manchas lustrosas brancas, 39 - o sacerdote as
examinará. Se as manchas lustrosas na pele da sua carne forem de
cor branca tirando a escuro, é uma impigem que brotou na pele: o
homem é limpo.

Opção D:
Levítico 13:40
Quando os cabelos do homem caírem da cabeça, ele é calvo; contudo
é limpo.

Opção E:

11

Levítico 13:41
Se os cabelos lhe caírem da parte dianteira da cabeça, ele é meio
calvo; contudo é limpo.

3º Caso:
Levítico 13:42-44
42 - Mas, se na calva, ou na meia calva, houver uma praga branca
tirando a vermelho; é a lepra que lhe está brotando na calva ou na
meia calva. 43 - O sacerdote examinará ao homem. Se na calva ou na
meia calva a inchação da praga for branca tirando a vermelho, como
parece a lepra na pele da carne, 44 - o homem é leproso, é imundo.
O sacerdote certamente o declarará imundo: a sua praga está na
cabeça.

1. Alguém percebeu o sacerdote fazendo alguma coisa além
de observar e observar?
2. Teve tempo suficiente para determinar - como qualquer
outra pessoa poderia fazer - se o enfermo tem lepra ou
uma simples enfermidade cutânea.
Leia de novo e veja se consegue encontrar resquício de
tratamento, que não seja simplesmente esperar 7 dias, mais 7
dias, mais 7 dias, etc. Os religiosos “explicam” (para os crentes
palermas) essas esperas como a observação, exame e controle
da enfermidade por parte de uma autoridade. Coisa que era de
se esperar devido à obviedade que teria sido observar o
desenvolvimento desta enfermidade durante bastante tempo e
quais eram seus sintomas. O sacerdote (uma das máximas
autoridades da época) sabendo disto, só precisava inventar um
protocolo que lhe servisse para diagnosticar se era lepra ou não.

12

Bem, depois de mais de 35 dias de observação para determinar
se é ou não lepra, uma lavagem de roupa e um corte de cabelo é
a solução para aqueles que têm apenas "chaga" ou “tinha”, mas
ainda falta ver qual o tratamento maravilhoso de Jeová para a
lepra, vamos a ele:
Levítico 13:45-46
45 - Os vestidos do leproso, em quem está a praga, serão
rasgados, e a cabeça será descoberta, cobrirá o bigode e
clamará: Imundo, imundo. 46 - Será imundo por todos os dias em
que a praga estiver nele. É imundo, habitará só: a sua habitação será
fora do arraial.

Vemos, que basicamente o tratamento para o leproso é queimar
suas vestes, ordenar-lhe que mantenha a cabeça descoberta para
que o vejam bem e que o mesmo grite “Imundo! imundo!” para
que todo o mundo saiba quem é. Além dessa mostra de desprezo
se ordena que viva isolado do resto da população (uma
quarentena, algo óbvio tendo em conta que esta enfermidade
podia ser contagiosa).
1. SEGREGAÇÃO E HUMILHAÇÃO, ESTE É O TRATAMENTO DO
TODO-PODEROSO PARA A LEPRA.
2. Sabes agora porque deves correr ao médico ao primeiro
sinal de doença?

13

2 - Roupas adoecem e se contagiam (de lepra)
Bem, sigamos com o tratamento…
Levítico 13:47-50
47 - O vestido também, em que há a praga da lepra, seja vestido
de lã, seja vestido de linho; 48 - seja na urdidura, seja na trama;
de linho, ou de lã; seja numa pele, ou em qualquer coisa feita de pele;
49 - se a praga for verde ou vermelha no vestido, ou na pele, ou na
urdidura, ou na trama, em qualquer coisa feita de pele; é a praga da
lepra, e mostrar-se-á ao sacerdote. 50 - O sacerdote examinará a
praga, e encerrará por sete dias aquilo que tem a praga.

Ao que parece, o deus bíblico (não esqueça que é onisciente)
afirma que os vestidos também adoecem de lepra e que estes
devem ser encerrados durante 7 dias. (Para curar ou mofar?).
Levítico 13:51
Ao sétimo dia examinará a praga. Se a praga se tiver espalhado no
vestido, seja na urdidura, seja na trama, ou na pele, seja qual for a
obra em que se empregue, a praga é uma lepra roedora; é imunda.

Depois dos 7 dias necessários para determinar se o vestido está
infectado de lepra (?), o deus bíblico ordena observar se a
enfermidade se estendeu. Ao que parece, o sacerdote (Deus?)
desconhecia que uma roupa guardada durante sete dias,
independentemente se teve ou não contato com leproso, esta
poderia produzir fungos (mofo) devido à humidade. O autor do
Levítico, desconhecendo isto, inventa uma enfermidade a que seu
deus (onisciente) chama “lepra roedora”.
Como tratar o vestido leproso?
14

Levítico 13:52-59
52 - Queimará o vestido, seja a urdidura, seja a trama, de lã ou de
linho, ou qualquer coisa eito de pele, em que se acha a praga, pois é
uma lepra roedora; no fogo queimar-se-á. 53 - Se o sacerdote os
examinar, e a praga não se tiver espalhado no vestido, nem na
urdidura, nem na trama, nem em qualquer coisa feita de pele; 54 - o
sacerdote ordenará que se lave aquilo em que está a lepra, e encerrálo-á por mais sete dias. 55 - O sacerdote a examinará depois que
for lavada. Se a praga não tiver mudado de cor, nem se tiver
espalhado, é imunda. Queimá-la-ás no fogo: é uma lepra roedora quer
por dentro quer por fora. 56 - Se o sacerdote a examinar, e a praga
for de uma cor escura, depois que for lavada, rasgá-la-á do vestido,
ou da pele, ou da urdidura ou da trama. 57 - Se a praga ainda aparecer
no vestido, quer na urdidura quer na trama, ou em qualquer coisa feita
de pele, é uma lepra brotante; com fogo queimarás aquilo em que
está a praga. 58 - O vestido, quer a urdidura, quer a trama, ou
qualquer coisa que for feita de pele, que lavares, se a praga tiver
desaparecido deles, lavar-se-ão segunda vez, e serão limpos. 59 Esta é a lei da praga da lepra no vestido de lã ou de linho, quer na
urdidura, quer na trama, ou em qualquer coisa feita de pele, para os
declarar limpos, ou para os declarar imundos.

Mas, Jeová dá um tratamento para curar o leproso ou não?
SIM
Surpreendentemente dá. Mas este tratamento é no mínimo um
tanto curioso e absurdo, não muito diferente de qualquer ritual
que o crente judeu-cristão consideraria como “pagão”. (Mas como
já sabemos que esse crente jamais faz observações críticas sobre
sua religião ou ao resto das crenças, não percebe ou justifica).
Levítico 14:1-3

15

1 - Jeová disse a Moisés: 2 - Esta será a lei do leproso no dia da sua
purificação: será levado ao sacerdote. 3 - O sacerdote sairá para fora
do arraial, e o examinará. Se a praga da lepra for curada no leproso;

Quando se refere a “purificação” e a “a praga da lepra for curada
no leproso;” não se refere a um leproso curado, se refere ao
dito no capítulo anterior (Levítico 13): uma vez determinado
que é leproso (Levítico 13:1-46) e suas roupas forem “limpas”.
(Levítico 13:47-59). Isto se pode observar lendo detidamente
Levítico 13 e observando nestes primeiros versículos que se
referem a quando não há propagação da praga e da lepra.

Mas para curar o leproso o processo é o seguinte:
Paso 1
Levítico 14:4-7
4 - o sacerdote ordenará se tomem para aquele que se há de purificar
duas aves vivas e limpas, e pau de cedro, e escarlata, e hissopo; 5 e que se mate uma das aves num vaso de barro sobre águas vivas. 6
- Quanto à ave viva, tomá-la-á, e o pau de cedro, e a escarlata, e o
hissopo, e os molhará juntamente com a ave viva no sangue da ave
que for morta sobre as águas vivas. 7 - Aspergirá sete vezes sobre
aquele que se há de purificar da lepra, e declará-lo-á limpo, e soltará
a ave viva sobre a face do campo.

Paso 2
Levítico 14:8-9
8 - Aquele que se há de purificar lavará os seus vestidos, rapará todo
o seu pelo, banhar-se-á e será limpo; depois entrará no arraial, mas

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ficará sete dias fora da sua tenda. 9 - Ao sétimo dia rapará todos os
cabelos da cabeça, a barba e as sobrancelhas, sim rapará todo o pelo,
lavará os seus vestidos, banhará o corpo em água e será limpo.

Paso 3
Levítico 14:10-14
10 - Ao oitavo dia tomará dois cordeiros sem defeito, e uma cordeira
de um ano sem defeito, e três dízimas de uma efa de flor de farinha,
amassada com azeite, como oferta de cereais, e um log de azeite. 11
- E o sacerdote que faz a purificação, apresentará, diante de Jeová, à
entrada da tenda da revelação o homem que se há de purificar com
essas coisas. 12 - Tomará um dos cordeiros, e o oferecerá como oferta
pela culpa, e o log de azeite, e os oferecerá como oferta movida diante
de Jeová. 13 - Matará o cordeiro no lugar em que é morta a oferta
pelo pecado e o holocausto, a saber, no lugar do santuário; pois, como
a oferta pelo pecado pertence ao sacerdote, assim também a oferta
pela culpa: coisa santíssima é. 14 - O sacerdote tomará do sangue da
oferta pela culpa, e pô-lo-á sobre a ponta da orelha direita daquele
que se há de purificar, e sobre o dedo polegar da sua mão direita, e
sobre o dedo polegar de seu pé direito.

Paso 4
Levítico 14:15-18
15 - Tomará do log de azeite, e o deitará na palma da mão esquerda;
16 - molhará o dedo direito no azeite que está na mão esquerda, e
com o dedo aspergirá do azeite sete vezes diante de Jeová. 17 - Do
restante do azeite que está na mão porá sobre a ponta da orelha
direita daquele que se há de purificar, e sobre o dedo polegar da sua
mão direita, e sobre o dedo polegar do seu pé direito, por cima do
sangue da oferta pela culpa. 18 - O restante do azeite que está na

17

mão do sacerdote, pô-lo-á sobre a cabeça daquele que se há de
purificar, e fará expiação por ele diante de Jeová.

Paso 5

Levítico 14:19-32
19 - Então o sacerdote oferecerá a oferta pelo pecado, e fará expiação
por aquele que se há de purificar por causa da sua imundícia. Depois
imolará o holocausto, 20 - e oferecerá o holocausto e a oferta de
cereais sobre o altar; fará expiação por ele, e ele será limpo. 21 - Se
for pobre, e as suas posses não lhe permitirem trazer tanto, tomará
um cordeiro para uma oferta pela culpa como oferta movida, a fim de
fazer expiação por ele, e uma dízima de uma efa de flor de farinha
amassada com azeite como uma oferta de cereais, e um log de azeite;
22 - e duas rolas ou dois pombinhos, conforme as suas posses
permitirem, um dos quais será uma oferta pelo pecado, e o outro para
o holocausto. 23 - Ao oitavo dia os trará pela sua purificação ao
sacerdote, à entrada da tenda da revelação, diante de Jeová. 24 - O
sacerdote tomará o cordeiro da oferta pela culpa, e o log de azeite, e
os oferecerá por oferta movida diante de Jeová. 25 - Matará o cordeiro
da oferta pela culpa, e tomará do sangue da oferta pela culpa, e pôlo-á sobre a ponta da orelha direita daquele que se há de purificar, e
sobre o dedo polegar da sua mão direita, e sobre o dedo polegar do
seu pé direito. 26 - Deitará do azeite na palma da mão esquerda; 27
- e com o dedo direito aspergirá diante de Jeová sete vezes do azeite
que está na mão esquerda. 28 - Do azeite que está na mão porá sobre
a ponta da orelha direita daquele que se há de purificar, e sobre o
dedo polegar da sua mão direita, e sobre o dedo polegar de seu pé
direito, por cima do sangue da oferta pela culpa. 29 - O restante do
azeite que está na mão porá sobre a cabeça daquele que se há de
purificar, para fazer expiação por ele diante de Jeová. 30 - Oferecerá
uma das rolas, ou um dos pombinhos, conforme as suas posses lhe
permitirem, 31 - sim conforme as suas posses: um para oferta pelo

18

pecado, e o outro para holocausto, juntamente com a oferta de
cereais; e o sacerdote fará expiação diante de Jeová por aquele que
se há de purificar. 32 - Esta é a lei daquele em quem está a praga
da lepra, e cujas posses não lhe permitirem trazer o que pertence à
sua purificação.

19

3 - Segundo a bíblia as casas também adoecem (de lepra)

Levítico 14:33-34
33 - Disse mais Jeová a Moisés e a Arão: 34 - Quando entrardes na
terra de Canaã, que eu vos hei de dar a vós em possessão, e eu puser
a praga da lepra numa casa da terra da vossa possessão;

Vemos como, segundo a própria bíblia, é deus (onisciente,
onipotente, além de benevolente, justo e misericordioso) que
confessa ser o culpado por colocar lepra nas pessoas. Ao que
parece, o deus literário (que segundo a própria bíblia é o culpado
pelas doenças nas pessoas), dá uma série de protocolos a seguir
para determinar se é lepra ou não, para curá-la com rituais
bizarros e proteger seu “eleito” (o sacerdote que fala por ele) de
ser exposto a ela.
Levítico 14:35
O dono da casa irá e informará ao sacerdote, dizendo: Parece-me que
há como praga em minha casa.

O sacerdote, com toda a autoridade que lhe concede sua “relação
pessoal com Yahvé (Deus)”, deverá inspecionar a casa tal como
faria com um enfermo. (Veja Levítico 13).

Levítico 14:36-57
36 - O sacerdote ordenará que despejem a casa, antes que entre para
examinar a praga, para que não fique imundo tudo o que está na casa.
Depois entrará para examinar a casa; 37 - examiná-la-á, e, se a praga
estiver nas paredes da casa em cavidades verdes ou vermelhas e
parecer mais funda que a parede, 38 - o sacerdote sairá da casa até
a porta dela, e a fechará por sete dias. 39 - Voltará ao sétimo dia, e a
examinará. Se a praga se tiver espalhado nas paredes da casa, 40 -

20

ele ordenará que se arranquem as pedras em que está a praga, e que
as lancem fora da cidade num lugar imundo. 41 - Fará raspar a casa
por dentro ao redor, e a argamassa que houverem raspado deitarão
fora da cidade num lugar imundo; 42 - tomarão outras pedras, e as
porão no lugar dessas pedras; tomará outra argamassa, e rebocará a
casa. 43 - Se a praga voltar a brotar na casa, depois de arrancadas as
pedras, raspada a casa e de novo rebocada; 44 - o sacerdote entrará
e a examinará. Se a praga se tiver espalhado na casa, é lepra roedora
na casa: é imunda. 45 - Derrubar-se-á a casa, as suas pedras e a sua
madeira, e toda a argamassa da casa; e se levará para fora da cidade
a um lugar imundo. 46 - Também aquele que entrar na casa, enquanto
estiver fechada, será imundo até a tarde. 47 - Aquele que se deitar na
casa lavará os seus vestidos; e quem comer na casa lavará os seus
vestidos. 48 - Porém, se o sacerdote entrar e a examinar, e a praga
não se tiver espalhado na casa, depois que tiver sido rebocada;
declará-la-á limpa, porque a praga está curada. 49 - Para purificar a
casa, tomará duas aves, e pau de cedro, e escarlata e hissopo. 50 Matará uma das aves num vaso de barro sobre águas vivas; 51 tomará o pau de cedro, e o hissopo, e a escarlata e a ave viva, e os
molhará no sangue da ave morta, e nas águas vivas, e aspergirá a
casa sete vezes. 52 - Purificará a casa com o sangue da ave, com as
águas vivas, com a ave viva, com o pau de cedro, com o hissopo e
com a escarlata; 53 - mas soltará a ave viva para fora da cidade sobre
a face do campo. Assim fará expiação pela casa; e será limpa. 54 Esta é a lei de toda a sorte de praga de lepra e de tinha; 55 - da
lepra dos vestidos e das casas; 56 - das inchações, das pústulas e
das manchas lustrosas; 57 - para ensinar quando for imundo, e
quando for limpo: esta é a lei da lepra.

21

4 - A realidade
A hanseníase, conhecida oficialmente por este nome desde 1976,
é uma das doenças mais antigas na história da medicina. É
causada pelo bacilo de Hansen, o Mycobacterium leprae: um
parasita que ataca a pele e nervos periféricos, mas pode afetar
outros órgãos como o fígado, os testículos e os olhos. Não é,
portanto, hereditária.
Com período de incubação que varia entre três e cinco anos,
sua primeira manifestação consiste no aparecimento de
manchas dormentes, de cor avermelhada ou esbranquiçada, em
qualquer região do corpo. Placas, caroços, inchaço, fraqueza
muscular e dor nas articulações podem ser outros sintomas.
Com o avanço da doença, o número de manchas ou o tamanho
das já existentes aumenta e os nervos ficam comprometidos,
podendo causar deformações em regiões, como nariz e dedos, e
impedir determinados movimentos, como abrir e fechar as mãos.
Além disso, pode permitir que determinados acidentes ocorram
em razão da falta de sensibilidade nessas regiões.
O diagnóstico consiste, principalmente, na avaliação clínica:
aplicação de testes de sensibilidade, força motora e palpação dos
nervos dos braços, pernas e olhos. Exames laboratoriais, como
biópsia, podem ser necessários.
Esta doença é capaz de contaminar outras pessoas pelas vias
respiratórias, caso o portador não esteja sendo tratado.
Entretanto, segundo a Organização Mundial de Saúde, a maioria
das pessoas é resistente ao bacilo e não a desenvolve.
Aproximadamente 95% dos parasitas são eliminados na primeira
dose do tratamento, já sendo incapaz de transmiti-los a outras
22

pessoas. Este dura até aproximadamente um ano e o paciente
pode ser completamente curado, desde que siga corretamente os
cuidados necessários. Assim, buscar auxílio médico é a melhor
forma de evitar a evolução da doença e a contaminação de outras
pessoas.
O tratamento e distribuição de remédios são gratuitos e, ao
contrário do que muitas pessoas podem pensar, em face do
estigma que esta doença tem, não é necessário o isolamento do
paciente. Aliás, a presença de amigos e familiares é
fundamental para sua cura.
Durante este tempo, o hanseniano pode desenvolver suas
atividades normais, sem restrições. Entretanto, reações adversas
ao medicamento podem ocorrer e, nestes casos, é necessário
buscar auxílio médico.

Importante saber:
Segundo a OMS, nosso país é líder mundial em prevalência da
hanseníase. Em 1991, foi assinado pelo governo brasileiro um
termo de compromisso mundial, comprometendo-se a eliminar
esta doença até 2010. Entretanto, a cada ano, há mais de
quarenta mil novos casos tendo, entre eles, vários indivíduos em
situação de deformidade irreversível.
Nos dias 24, 26 e 27 de janeiro são comemorados,
respectivamente, o Dia do Hanseniano, o Dia Mundial de Combate
à Hanseníase e o Dia Estadual de Combate à Hanseníase.

23

“Lepra”, designação antiga desta doença, era o nome dado
a doenças da pele em geral, como psoríase, eczema e a
própria hanseníase. Devido ao estigma dado a esta
denominação e também ao fato de que hoje, com o avanço da
medicina, há nomes apropriados para cada uma destas
dermatoses, este termo deixou de ser utilizado (ou, pelo menos,
deveria ter sido).

O MINISTÉRIO DA SAÚDE ADVERTE:
A automedicação pode ter efeitos indesejados e imprevistos, pois
o remédio errado não só não cura como pode piorar a saúde.

Por Mariana Araguaia
Graduada em Biologia
Equipe Brasil Escola
http://www.brasilescola.com/doencas/hanseniase.htm

Conclusão
Como em todo o mundo antigo, o sacerdote (cohen-membro da
casta sacerdotal, que em outras culturas seria o bruxo, pagé,
xamã, etc) que atuava como líder político-religioso, não podia agir
como um completo ignorante (o que realmente era) diante de seu
povo (principalmente se quisesse continuar ostentando tal cargo
de poder, situação idêntica a dos religiosos de hoje). Devia
aparentar estar em contato com quem lhe dava tal alegada (por
ele mesmo e mais ninguém) autoridade (a divindade que ele
afirmava se comunicar e representar). Tal divindade, recurso
usado por ele para explicar tudo, também deveria prover-lhe o
conhecimento para a resolução das enfermidades que açoitavam
24

seu povo. Esse deus “onisciente” lhe “ditava” ordens e conselhos
para agir diante de tal enfermidade.
Neste caso específico, podemos observar como, desde o começo
do capítulo 13 (Levítico), se afirma e relata que é um deus
“onisciente” quem ordena e aconselha como agir contra a lepra (a
tradução mais fiel ao termo hebreu tzara’at - ‫ – תערצ‬usado nos
textos). O sacerdote, quem fala por seu deus, declara que seu
deus lhe ditava as ordens para curá-la. Apesar disso, ao longo do
capítulo, observando bem o texto, jamais oferece um método de
cura e muito menos um método efetivo. (Apesar de, repito, estar
sendo guiado por um deus onisciente que deveria ter chegado às
mesmas conclusões que ele).
1 - Ao NÃO SABER realmente que manchas são de lepra, o
sacerdote submete o paciente a uma série de esperas para ver se
avança ou não a dita lepra. Esse sacerdote deve ter observado
que, em alguns casos, a lepra desaparecia devido à capacidade
humana de resistir à bactéria (que o deus onisciente não
conhecia) que a causa.
2 - Depois das esperas, (segundo o texto bíblico) se observa como
o sacerdote ainda não sabe nem se é lepra ou as que ele denomina
como “chaga” ou “chaga de lepra”. O sacerdote, incapaz de definila, tenta aumentar o tempo de observação na tentativa de definir
o que tem o enfermo e os sintomas que o deus literário lhe dita
são:
1. Furúnculos e queimaduras (algo óbvio, mas não
determinante).
2. Pele envelhecida e pelo branco (algo que nem de longe
causa lepra)
3. Calvície ou lesões no coro cabeludo o na barba (ver o ponto
seguinte)
25

Algo totalmente contrário aos sintomas reais da lepra:
1. Lesões cutâneas de aspecto mais claro (o contrário de
Levítico 13:16-17)
2. Diminuição
da
sensibilidade
às
temperaturas
e
intumescimento muscular.
3. Maior duração na cura de lesões.
4. Debilidade muscular.
3 – Mesmo depois que afirma que é, continua especulando para
saber se é uma ou outra (Levítico 13:28-30), afirmando que
também pode ser “tinha, lepra da cabeça ou da barba”.
4 - O método de cura que oferece é continuar esperando e lavar
a roupa (a qual, segundo esse sacerdote, pode também contagiarse com lepra).
5 - É tão grande a desinformação deste sacerdote, que chega a
pensar que a humidade, as manchas e os buracos que surgem nas
casas, são também lepra e podem contagiar as pessoas. E se a
casa estiver infectada, pode até infectar as casas vizinhas, de
parede com parede. Se depois dos dias exigidos a enfermidade
aumenta, o deus onisciente afirma que deve trocar as pedras
infectadas por outras.
6 - A única solução mais ou menos eficiente (mais ou menos
eficiente porque a única coisa que soluciona é o possível contágio)
que oferece esse deus onisciente é isolar “imundo” da
comunidade. O que nem de longe cura a doença e, além disso, o
faz acreditar que está sendo castigado. Ao enfermo que não
conseguia curar-se. Apesar de ter feito os rituais iniciais, além de
ser considerado “ritualmente impuro”, o que produzia no enfermo
26

a sensação de ser um incapacitado espiritual, já que, segundo o
próprio termo, estava “bloqueado” no âmbito religioso,
necessitava de nova rodada de rituais de purificação.
O deus bíblico (o religioso que afirmou e colocou isso por escrito),
não sabia coisa alguma sobre enfermidades, mas para não parecer
como um idiota inventava ritos com os quais “curava tudo”: pele,
roupa e casas (mesmo que esses ritos jamais funcionassem). O
cruel dessas afirmações é que eram dadas mediante uma suposta
autoridade indiscutível, que se alegava ser conhecedor de tudo.
Desta forma o sacerdote se exime de culpa, caso não solucionasse
a enfermidade e o mérito se atribui como “eleito” por esse ente
imaginário que afirma existir.
Algo idêntico ao argumento usado hoje dia pela maioria dos
religiosos, para “trollar” os crentes palermas:
1. “Se acontecem deus quis. Se não acontece, deus não quis.
(Os caminhos de deus são misteriosos)”.
2. Um argumento falacioso e incapaz de demostrar-se, pois
pressupõe algo que, de início, deveria ser demonstrado
antes de usá-lo: a existência dessa divindade.
Sabemos que a ciência ainda está longe de curar todas as
enfermidades (porém caminha a passos largos nessa direção),
mas apesar disso, já cura milhares delas (muito mais que
qualquer rito religioso). Diante disso, meu conselho diante da
aparição de qualquer enfermidade é o mesmo de Sagan:
“Se queres salvar teu filho da pólio, podes rezar ou podes vacinálo… Aplique a ciência”.

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Entrevista
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seeks to demonstrate a
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Babylonian
mystery
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Catholic
Church.
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The
Two
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archeology
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anthropology were in their
infancy, and represents an
early attempt to synthesize
many of the findings of
these areas and Biblical
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30

600 páginas

600 páginas

“Dois informadíssimos volumes de Karlheinz Deschner
sobre a política dos Papas no século XX, uma obra
surpreendentemente silenciada peols mesmos meios de
comunicação que tanta atenção dedicaram ao livro de
João Paulo II sobre como cruzar o umbral da esperança a
força de fé e obediência. Eu sei que não está na moda
julgar a religião por seus efeitos históricos recentes,
exceto no caso do fundamentalismo islâmico, mas alguns
exercícios de memória a este respeito são essenciais para
a
compreensão
do
surgimento
de
algumas
monstruosidades políticas ocorridas no século XX e outras
tão atuais como as que ocorrem na ex-Jugoslávia ou no
País Basco”.
Fernando Savater. El País, 17 de junho de 1995.
“Este segundo volume, como o primeiro, nos oferece uma
ampla e sólida informação sobre esse período da história
da Igreja na sua transição de uma marcada atitude de
condescendência com regimes totalitários conservadores
até uma postura de necessária acomodação aos sistemas
democráticos dos vencedores ocidentais na Segunda
Guerra Mundial”.

312 páginas
"Su visión de la historia de
la Iglesia no sólo no es
reverencial, sino que, por
usar
una
expresión
familiar, ‘no deja títere con
cabeza’. Su sarcasmo y su
mordaz
ironía
serían
gratuitos si no fuese porque
van de la mano del dato
elocuente y del argumento
racional. La chispa de su
estilo se nutre, por lo
demás,
de
la
mejor
tradición volteriana."
Fernando Savater. El País,
20 de mayo de 1990

Gonzalo Puente Ojea. El Mundo, 22 de outubro de 1995.
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136 páginas

480 páginas

304 páginas

De una manera didáctica,
el profesor Karl Deschner
nos ofrece una visión crítica
de la doctrina de la Iglesia
católica y de sus trasfondos
históricos. Desde la misma
existencia de Jesús, hasta
la polémica transmisión de
los
Evangelios,
la
instauración y significación
de los sacramentos o la
supuesta infalibilidad del
Papa.
Todos estos asuntos son
estudiados, puestos en
duda y expuestas las
conclusiones en una obra
de rigor que, traducida a
numerosos idiomas, ha
venido a cuestionar los
orígenes,
métodos
y
razones de una de las
instituciones
más
poderosas del mundo: la
Iglesia católica.

“Se bem que o cristianismo
esteja hoje à beira da
bancarrota
espiritual,
segue impregnando ainda
decisivamente nossa moral
sexual, e as limitações
formais de nossa vida
erótica continuam sendo
basicamente as mesmas
que nos séculos XV ou V, na
época de Lutero ou de
Santo Agostinho. E isso nos
afeta a todos no mundo
ocidental, inclusive aos não
cristãos ou aos anticristãos.
Pois o que alguns pastores
nômadas
de
cabras
pensaram há dois mil e
quinhentos anos, continua
determinando os códigos
oficiais desde a Europa até
a América; subsiste uma
conexão tangível entre as
ideas sobre a sexualidade
dos
profetas
veterotestamentarios ou de
Paulo e os processos penais
por conduta desonesta em
Roma, Paris ou Nova York.”
Karlheinz Deschner.

"En temas candentes como
los del control demográfico,
el uso de anticonceptivos,
la ordenación sacerdotal de
las mujeres y el celibato de
los sacerdotes, la iglesia
sigue anclada en el pasado
y bloqueada en su rigidez
dogmática. ¿Por qué esa
obstinación que atenta
contra la dignidad y la
libertad de millones de
personas? El Anticatecismo
ayuda eficazmente a hallar
respuesta a esa pregunta.
Confluyen en esta obra dos
personalidades de vocación
ilustradora y del máximo
relieve en lo que, desde
Voltaire, casi constituye un
Género literario propio: la
crítica de la iglesia y de
todo
dogmatismo
obsesivamente
<salvífico>.

32

1 – (365 pg) Los
orígenes, desde el
paleocristianismo hasta
el final de la era
constantiniana

2 - (294 pg) La época
patrística y la
consolidación del
primado de Roma

3 - (297 pg) De la
querella de Oriente hasta
el final del periodo
justiniano

4 - (263 pg) La Iglesia
antigua: Falsificaciones y
engaños

5 - (250 pg) La Iglesia
antigua: Lucha contra los
paganos y ocupaciones
del poder

6 - (263 pg) Alta Edad
Media: El siglo de los
merovingios

33

7 - (201 pg) Alta Edad
Media: El auge de la
dinastía carolingia

8 - (282 pg) Siglo IX:
Desde Luis el Piadoso
hasta las primeras luchas
contra los sarracenos

9 - (282 pg) Siglo X:
Desde las invasiones
normandas hasta la
muerte de Otón III

Sua obra mais ambiciosa, a “História
Criminal do Cristianismo”, projetada em
princípio a dez volumes, dos quais se
publicaram nove até o presente e não se
descarta que se amplie o projeto. Tratase da mais rigorosa e implacável
exposição jamais escrita contra as formas
empregadas pelos cristãos, ao largo dos
séculos, para a conquista e conservação
do poder.
Em 1971 Deschner foi convocado por uma corte em Nuremberg acusado
de difamar a Igreja. Ganhou o processo com uma sólida argumentação,
mas aquela instituição reagiu rodeando suas obras com um muro de
silêncio que não se rompeu definitivamente até os anos oitenta, quando
as obras de Deschner começaram a ser publicadas fora da Alemanha
(Polônia, Suíça, Itália e Espanha, principalmente).

34

414 páginas
LA BIBLIA DESENTERRADA
Israel Finkelstein es un arqueólogo y
académico
israelita,
director
del
instituto
de
arqueología
de
la
Universidad de Tel Aviv y coresponsable de las excavaciones en
Mejido (25 estratos arqueológicos, 7000
años de historia) al norte de Israel. Se
le
debe
igualmente
importantes
contribuciones a los recientes datos
arqueológicos
sobre
los
primeros
israelitas en tierra de Palestina
(excavaciones de 1990) utilizando un
método que utiliza la estadística (
exploración de toda la superficie a gran
escala de la cual se extraen todas las
signos de vida, luego se data y se
cartografía por fecha) que permitió el
descubrimiento de la sedentarización de
los primeros israelitas sobre las altas
tierras
de
Cisjordania.

Es un libro que es necesario conocer.

639 páginas
EL PAPA DE HITLER: LA VERDADERA
HISTORIA DE PIO XII
¿Fue Pío XII indiferente al sufrimiento
del pueblo judío? ¿Tuvo alguna
responsabilidad en el ascenso del
nazismo? ¿Cómo explicar que firmara
un
Concordato
con
Hitler?
Preguntas como éstas comenzaron a
formularse al finalizar la Segunda
Guerra Mundial, tiñendo con la
sospecha al Sumo Pontífice. A fin de
responder a estos interrogantes, y con
el deseo de limpiar la imagen de
Eugenio Pacelli, el historiador católico
John Cornwell decidió investigar a
fondo su figura.

El profesor Cornwell plantea unas
acusaciones acerca del papel de la
Iglesia en los acontecimientos más
terribles del siglo, incluso de la historia
humana, extremadamente difíciles de
refutar.

35

513 páginas

326 páginas

480 páginas

En esta obra se describe
a algunos de los hombres
que ocuparon el cargo de
papa. Entre los papas
hubo un gran número de
hombres
casados,
algunos de los cuales
renunciaron
a
sus
esposas e hijos a cambio
del cargo papal. Muchos
eran hijos de sacerdotes,
obispos y papas. Algunos
eran bastardos, uno era
viudo, otro un ex esclavo,
varios eran asesinos,
otros incrédulos, algunos
eran ermitaños, algunos
herejes,
sadistas
y
sodomitas; muchos se
convirtieron en papas
comprando el papado
(simonía), y continuaron
durante
sus
días
vendiendo
objetos
sagrados para forrarse
con el dinero, al menos
uno era adorador de
Satanás, algunos fueron
padres
de
hijos
ilegítimos, algunos eran
fornicarios y adúlteros en
gran escala...

Santos
e
pecadores:
história dos papas é um
livro que em nenhum
momento
soa
pretensioso. O subtítulo é
explicado pelo autor no
prefácio, que afirma não
ter tido a intenção de
soar absoluto. Não é a
história dos papas, mas
sim,
uma
de
suas
histórias. Vale dizer que o
livro originou-se de uma
série para a televisão,
mas
em
nenhum
momento soa incompleto
ou
deixa
lacunas.

Jesús de Nazaret, su
posible descendencia y el
papel de sus discípulos
están
de
plena
actualidad. Llega así la
publicación de El puzzle
de Jesús, que aporta un
punto de vista diferente y
polémico sobre su figura.
Earl Doherty, el autor, es
un estudioso que se ha
dedicado
durante
décadas a investigar los
testimonios acerca de la
vida
de
Jesús,
profundizando hasta las
últimas consecuencias...
que a mucha gente le
gustaría no tener que
leer. Kevin Quinter es un
escritor
de
ficción
histórica al que proponen
escribir
un
bestseller
sobre la vida de Jesús de
Nazaret.

36

576 páginas

380 páginas

38 páginas

First published in 1976,
Paul
Johnson's
exceptional
study
of
Christianity has been
loved and widely hailed
for its intensive research,
writing, and magnitude.
In a highly readable
companion to books on
faith and history, the
scholar
and
author
Johnson has illuminated
the Christian world and
its fascinating history in a
way that no other has.

La Biblia con fuentes
reveladas (2003) es un
libro del erudito bíblico
Richard Elliott Friedman
que se ocupa del proceso
por el cual los cinco libros
de la Torá (Pentateuco)
llegaron a ser escritos.
Friedman sigue las cuatro
fuentes del modelo de la
hipótesis documentaria
pero
se
diferencia
significativamente
del
modelo S de Julius
Wellhausen
en varios
aspectos.

An Atheist Classic! This
masterpiece,
by
the
brilliant atheist Marshall
Gauvin is full of direct
'counter-dictions',
historical evidence and
testimony that, not only
casts doubt, but shatters
the myth that there was,
indeed, a 'Jesus Christ',
as Christians assert.

37

391 páginas
PEDERASTIA EM LA IGLESIA CATÓLICA
En este libro, los abusos sexuales a
menores, cometidos por el clero o por
cualquier otro, son tratados como
"delitos", no como "pecados", ya que en
todos los ordenamientos jurídicos
democráticos del mundo se tipifican
como un delito penal las conductas
sexuales con menores a las que nos
vamos a referir. Y comete también un
delito todo aquel que, de forma
consciente y activa, encubre u ordena
encubrir
esos
comportamientos
deplorables.
Usar como objeto sexual a un menor, ya
sea mediante la violencia, el engaño, la
astucia o la seducción, supone, ante
todo y por encima de cualquier otra
opinión, un delito. Y si bien es cierto
que, además, el hecho puede verse
como un "pecado" -según el término
católico-, jamás puede ser lícito, ni
honesto, ni admisible abordarlo sólo
como un "pecado" al tiempo que se
ignora conscientemente su naturaleza
básica de delito, tal como hace la Iglesia
católica, tanto desde el ordenamiento
jurídico interno que le es propio, como
desde la praxis cotidiana de sus
prelados.

Robert Ambelain, aunque defensor de
la historicidad de un Jesús de carne y
hueso, amplia en estas líneas la
descripción que hace en anteriores
entregas de esta trilogía ( Jesús o El
Secreto Mortal de los Templarios y Los
Secretos del Gólgota) de un Jesús para
nada acorde con la descripción oficial
de la iglesia sino a uno rebelde: un
zelote con aspiraciones a monarca que
fue mitificado e inventado, tal y como
se conoce actualmente, por Paulo,
quién, según Ambelain, desconocía las
leyes judaicas y dicha religión, y quien
además usó todos los arquetipos de las
religiones que sí conocía y en las que
alguna vez creyó (las griegas, romanas
y
persas)
arropándose
en
los
conocimientos sobre judaísmo de
personas como Filón para crear a ese
personaje. Este extrajo de cada religión
aquello que atraería a las masas para
así poder centralizar su nueva religión
en sí mismo como cabeza visible de una
jerarquía eclesiástica totalmente nueva
que no hacía frente directo al imperio
pero si a quienes oprimían al pueblo
valiéndose de la posición que les había
concedido dicho imperio (el consejo
judío).

38

Fontes:
http://ateismoparacristianos.blogspot.com/
http://www.ateoyagnostico.com/

39

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