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CatecismoMaior

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Pergunta 55. “Como faz Cristo a sua intercessão?
Resposta:
Cristo faz a sua intercessão, apresentando-se em nossa natureza
continuamente perante o Pai no céu(Hb 9. 24), pelo mérito da sua obediência e sacrifício
cumpridos na terra( Hb 1. 3), declarando ser a sua vontade que ela seja aplicada a todos
os crentes( Jo 17. 9,20,24), respondendo a todas as acusações contra eles( Rm 8. 33,34);
adquirindo-lhes paz de consciência, não obstante as faltas diárias( Rm 5. 1.2; I Jo 2. 12),
dando-lhes acesso com confiança ao trono da graça( Hb 4. 16) e aceitação das suas
pessoas( Ef 1. 6) e seus serviços( I Pe 2. 5).”

O CORDEIRO ENTRONIZADO

A vicariedade de Cristo e principalmente o seu sacerdócio não se encerraram na
cruz. Tanto o sacrifício como o ministério sacerdotal do Filho de Deus são contínuos e
sempre eficazes. Nosso Senhor Jesus Cristo, ocupando o lugar que lhe é devido no trono
do Onipotente, sublimou, consumou, perpetuou e aperfeiçoou o triplo ofício que exerceu
na terra: O de Rei universal, o de Profeta dos profetas como Verbo exaltado( ministério
que exerce por meio do Espírito Santo), e o de Sumo Sacerdote de seu povo. Na
qualidade de Sacerdote eterno, entrou no Santo dos Santos perfeitíssimo, o seio da
Trindade, para, não somente reinar poderosamente, mas, e especialmente, mediar entre os
redimidos e o Deus remidor supremo: “ Há um só Deus e um só Mediador entre Deus e
os homens, Cristo Jesus, homem”( I Tm 2. 5). O Cordeiro à mão direita de Deus o Pai
ministra por nós e por nós intercede continuamente( Cf Zc 6. 13; Hb 4. 14; Hb 7. 24, 25;
Hb 8. 1-6; Hb 9. 11-15, 24-26; Hb 10. 19-22; I Jo 2. 2). Sobre o ministério do Cristo
entronizado Berkhof assim se expressa: “Cristo está apresentando continuamente o seu
sacrifício consumado ao Pai como base suficiente para a concessão da graça
perdoadora de Deus. Ele está aplicando constantemente a sua obra sacrificial e fazendo-
a eficaz na justificação e santificação dos pecadores, Além disso, ele está sempre fazendo
intercessão pelos que lhe pertencem”( Berkhof, Louis, em Teologia Sistemática, pág.
353/4, Luz Para o Caminho, trad. De Odayr Olivetti, 1ª Ed., 1990, Campinas, SP).

CRISTO, O INTERCESSOR

Deus na pessoa do Filho ingressou na história humana a partir da encarnação.
Sendo recenseado como um dos nossos, em tudo semelhante a nós, exceto a sua
impecabilidade. Ao ressurgir, ascendeu ao céu, levando consigo, imaculada, a nossa
humanidade. À destra do Pai assentou-se, colocando no trono celeste, e para sempre, a
natureza humana dos eleitos por ele regenerados. Assim, as novas criaturas em Cristo, na
sua pessoa representativa e inclusiva, nossa fonte de origem( fons et origo), encontram-se
perenemente representadas no trono da Trindade e definitivamente ligadas à divindade
trina. Deus em Cristo habita conosco e em nós. Incorporados no Deus-homem subimos
aos céus e estamos em Deus. Eis porque ele é nosso intercessor natural, garantindo-nos
por um lado: “Onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio
deles”( Mt 18. 20
) e, por outro: “Naquele dia conhecereis que estou em meu Pai e vós em
mim e eu em vós( Jo 14. 20).
E mais: Eu lhes tenho transmitido a glória que me tens

dado, para que sejam um, como nós somos um; eu neles e tu em mim, a fim de que sejam
aperfeiçoados na unidade, para que o mundo conheça que tu me enviaste, e os amaste
como também amaste a mim. Pai, a minha vontade é que onde eu estou estejam comigo
os que me deste”( Jo 17. 23, 24, 26).
A presença do Filho junto ao Pai se faz pela presença do Homem real no qual a
humanidade é perfeita e integralmente assumida. Cristo, antes inteiramente espiritual,
humanizou-se para reentronizar-se, depois da ressurreição, como Deus-homem( Cf Jo 16.
28). Desta maneira, ele está habilitado a mediar entre o transcendente e o imanente, o
justo e o injusto, o puramente espiritual e o humano: corpo e espírito. Exclusivamente o
Cristo mediador e intercessor podia prometer: “Vou preparar-vos lugar. E quando eu for
e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que onde eu estou
estejais vós também”(Jo 14. 2b,3). “Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem
ao Pai senão por mim( Jo 14. 6).

A pessoalidade humana, incluindo a criaturalidade, incorpora-se por meio de
Cristo Jesus na pessoalidade de Deus, o “ser em si”, conferindo ao homem uma dimensão
inimaginável e racionalmente inadmissível. A condição de divino-humano do Filho de
Deus concede-lhe a prerrogativa única e indisputável de Mediador. Um dos papéis da
mediação é a intercessão. Há muitos, porém, que, desprezando o Cristo onisciente,
onipotente, onipresente e mediador, buscam mediação e socorro em pessoas vicárias
falíveis, em beatos desqualificados, em sacerdotes impuros e mortais, em ícones diversos,
que nada são. O nosso Sumo Sacerdote exerce ministérios mediador e intercessor de
inegáveis eficiências em decorrência de sua inatingível qualificação: “Porque Cristo não
entrou em santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém, no mesmo céu, para
comparecer, agora, por nós, diante de Deus”( Hb 9. 24).
E Paulo, na mesma linha,
escreve: “Quem nos condenará? É Cristo Jesus quem morreu, ou antes, quem
ressuscitou, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós”( Rm 8. 34).
E
João, com sua maneira carinhosa de ensinar, diz: “Filhinhos, estas coisas vos escrevo
para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos um advogado junto ao Pai, Jesus
Cristo, o justo”( I Jo 2. 1).
O ministério sacerdotal de Cristo começou na cruz e se
consuma nos céus, no “Santo dos Santos”, à destra de Deus.

CATECISMO MAIOR

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