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Exercícios resolvidos álgebra linear

Exercícios resolvidos álgebra linear

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Questões resolvidas: matriz, sistemas, determinantes, espaço vetorial: espaços, subespaços, combinação dependência linear, base.

Mais exercicíos de álgebra:
http://www.ebah.com.br/exercicios-resolvidos-autovalores-pdf-a87678.html

http://www.ebah.com.br/algebra-transformacoes-lineares-exercicios-resolvidos-pdf-a87289.html
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01/16/2015

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Universidade Federal Rural do Semiárido-UFERSA

Departamento de Ciências Exatas e Naturais
Curso: Bacharelado em Ciência e Tecnologia e Computação
Disciplina: Álgebra Linear
Aluno(a):

Soluções dos trabalhos de 1 a 7
1. Classique as matrizes com todos os tipos vistos em sala. 

 


1 0 0 0
1 0
(a)
 0 1 0 0 
0 1



(b) 
 0 0 0 0 
 1 2 3 4 
5 6 6 6

1
(c)  0
0

Solução:

(a) matriz quadrada, matriz diagonal, matriz identidade, matriz simétrica;
(b) matriz retangular, não quadrada, não simétrica, não ...;
(c) matriz quadrada, triangular superior.

3
2
0


1
0 
3

2. Multiplique a matriz A pela matriz



1 3 1
5
(a) A =  4 5 6  e B =  0
7 8 9
3

B em cada caso.

−1 0 0
0 1 2 
1 4 5

Solução:




(b) A = 

5
4
3
2
1

1
 4
7

3
5
8

 
1
5
6 · 0
9
3


 

eB= 6

5

4

−1
0
1

 
0 0
8 0
1 2  =  38 2
4 5
62 2


7 11
29 40 
44 61


3

2

1 

Solução:






5
4
3
2
1



 
· 6

5

4

3

2

1 

= não é possível

3. O produto de matrizes não é comutativo. Encontre duas matrizes A e B , de ordem 2, de modo
que A × B 6= B × A.
Solução: Nem sempre vale a comutatividade de matrizes: Em
como é o caso do produto que segue:



1 2 3
1
A= 2 4 6  e B= 3
3 6 9
7 

A·B = 

B·A=
Portanto, A · B 6= B · A.

1
2

2
4 


3
·
2

5
1 

3
2

5
1 


1
·
2

2
4 


2
5 
9 

7 7
14 14  

13 26
4 8 

=

=

geral, A × B é diferente de B × A,

4. Ponha na forma escada e explicite a operação passo a passo:


1 0 0
(a) A =  3 1 2 
0 0 4
Solução:

1
 3
0

0
1
0


0
2 
4

1
(b) B =  −2
0


1
 0
0

0
1
0


0
2  L2 → L2 − 3L1
1
L3 → 14 L3

1
∼ 0
0

0
1
0


0
0  L2 → L2 − 2L3
1


−1 2 5
3 2 1 
1 4 2

Solução:

1
 −2
0

1
 0
0


−1 2 5
3 2 1  L2 → L2 + 2L1
1 4 2
0
1
0

8
6
1


16
11 
9/2
L3 → − 12 L3

1
∼ 0
0

1
∼ 0
0

0
1
0

0
1
0
0
0
1


8 16
L1 → L1 + L2
6 11 
−2 −9
L3 → L3 − L2

L1 → L1 − 8L3
−20
−16  L2 → L2 − 6L3
9/2


 x1 + 3x2 + 2x3 + 3x4 − 7x5
2x1 + 6x2
+x3
−2x4 +5x5
5. Encontre todas as soluções do sistema.

x1 + 3x2 − x3 +
2x5

= 14
= −2
= −1

Solução:

1
 2
1

3
6
3

 
2
3 −7 14
1
1 −2
5 −2  ∼  0
−1
0
2 −1
0

1 3 2
∼ 0 0 1
0 0 0

3
8/3
1

−7
−19/3
−2

3
0
0

 
14
2
3 −7
1 3
−3 −8 19 −30  ∼  0 0
−3 −3
9 −15
0 0

 
14
1 3 0 3
10  ∼  0 0 1 0
0 0 0 1
3

−5
−1
−2


10
2 
3



 x1 + 3x2 + x5 = 1
x3 − x5 = 2

x4 − 2x5 = 3 ⇒ x4 = 3 + 2x5
Fazendo x5 = α e x2 = β , temos:

x4 = 2 + α

x3 = 2 + α

x1 = 1 − 3β − α

A solução desse sistema tem a forma

(1 − 3β − α, β, 2 + α, 3 + 2α, α)

1
 0
0


14
2
3 −7
−3 −8
19 −30 
0
5 −10
15
3
0
0

0
1
0

0
0
1


1 1
−1 2 
−2 3


−2 3 −1
−1 2
3 
1 2
3

1
6. Encontre o posto da matriz A =  2
3

Solução: Posto  número de linhas não nulas da matriz linha equivalente reduzida à forma escada.

 
1 −2
3 −1
1 −2
 0
3 −4
5 ∼ 0
1
0
7 −7
6
0
7

 
1 0
1/3
7/3
1
5/3  ∼  0
∼  0 1 −4/3
0 0
7/3 −17/3
0


3 −1
−4/3 5/3 
−7
6

0 0
38/9
1 0 −11/7 
0 1 −17/7

Posto=3

1
 0
7. Ache a inversa da matriz A = 
 1
4

2
1
3
1

1
2
0
3


0
1 

1 
−1

Solução:

1
 0

 1
4

2
1
3
1

1
0
0
0

0
1
0
0

1 0
 0 1

 0 0
0 0

1
−3 −2
2
1
0
−3
0 −1
13
6 −4

1 0 0
 0 1 0

 0 0 1
0 0 0

−2
2
1 −2/3
0
1/3
6 −25/3

1 0
 0 1

 0 0
0 0


1
0
2
1
0
1
3 −1


0
0 

0 
1

0
0
1
0



−2 0 0
1 0 0 

−1 1 0 
7 0 1
−1
1/3
1/3
8/3

−1
2/3
−1/3
13/3

0 0
0 0
1 0
0 1


0
0 

0 
1

−7/9
13/18
1/3
−25/18

1
 0

 0
0


2
1
0
1 0 0 0
1
2
1
0 1 0 0 

1 −1
1 −1 0 1 0 
−7 −1 −1 −4 0 0 1

1
 0

 0
0

−1/9
−7/3
1/3
4/9

0
1
0
0

0 −2
2
2
1
0
−3
0 −1
13
6 −4

1 0 0 0
 0 1 0 0

 0 0 1 0
0 0 0 1
4/9
−1/18
−1/3
13/18


−1 −1 0
1
0 0 

−1
1 0 
7
0 1

−14/18 −1/9
13/18 −7/3
1/3
1/3
−25/18 8/18

1/3
−1/6 

0 
1/6

4/9
−1/18
−1/3
13/18


1/3
−1/6 

0 
1/6

8. Por Laplace ache o determinante das matrizes abaixo:  


1 2
1
(a)
1 3
(b)  1
1

2
3
−1


0
0 
2

Solução: Lembrando:

∆ij = (−1)i+j |Aij |

(a) det

(b) det

1
1
1
1
1

det(A) = ai1 ∆i1 + · · · + ain ∆in

2
= 1(−1)1+1 · 3 + 2(−1)1+2 · 1 = 1(1) · 3 + 2(−1) · 1 = 1
3

2 0
3 0 = (0)∆13 + (0)∆23 + (2)∆33
−1 2

1 2
=1·1=1
∆33 = (−1)3+3
1 3
det(B) = 2 · 1 = 2

9. Calcule o determinante e ache a inversa das matrizes:  


1 0
1
(a)
0 1
(b)  2
3


3
0 
−1

2
3
0

Solução:

1
(a) det(A) =
0

0
=1
1
A−1 =

1

(b) det(B) = 2
3

2
3
0

3
0
−1

∆33

1 2
 2 3
3 0

3 1
0 0
−1 0

0
1
0


1 0
 0 1
0 0

1
0

0
1 

= 3∆13 + (0)∆23 + (−1)∆33

∆13

 


0
0 
1

2 3

= (−1)
3 0 = (1)(−9) = −9

3+3 1 2
= (−1)
2 3 = (1)(−1) = −1
1+3


1
 0
0

2
3
1
−1 −6 −2
−6 −10 −3

0
1
0


0
0 
1



1 0 0 3/26
2 0
−1 0  ∼  0 1 0 −1/3
−6 1
0 0 1 9/26


3/26 −1/13
9/26
5/13 −3/13 
B −1 =  −1/3
9/26 −6/26
1/26

−9 −3
2
6
26
9


1
 0
0

2
3
1
1
6
2
−6 −10 −3


−1/13
9/26
5/13 −3/13 
−6/26
1/26

10. Mostre que R2 é espaço vetorial com as operações usuais de soma e produto por escalar em R2 .
Solução: O conjunto V = R2 = {(x, y); x, y ∈ R} é um espaço vetorial com as operações de adição

e multiplicação por um número real assim denido:

(x1 , y1 ) + (x2 , y2 ) = (x1 + x2 , y1 + y2 )
a · (x, y) = (ax, ay)
Para vericar os oitos axiomas de espaço vetorial, sejam u = (x1 , y1 ), v = (x2 , y2 ) e w = (x3 , y3 )

(A1 ) (u + v) + w = u + (v + w);
(A2 ) u + v = v + u;
(A3 ) ∃0 = (0, 0) ∈ R2 , ∀u ∈ R2 , u + 0 = u;
(A4 ) ∀u = (x1 , x2 ) ∈ R2 , ∃(−u) = (−x1 , −x2 ) ∈ R2 , u + (−u) = 0;
(M5 ) (ab)v = a(bv);
(M6 ) (a + b)v = au + bv ;
(M7 ) a(u + v) = au + av ;
(M8 ) 1u = u
Para ∀u, v, w ∈ V e ∀a, b ∈ R.


0 0
−1 0 
0 1

11. Mostre que
(a) W = {(x, y, z, t) ∈ R4 |x + t = 0 e z − t = 0} é subespaço de R4 .
Solução:

• Sejam u, v ∈ W , tal que u = (x1 , y1 , z1 , t1 ) e v = (x2 , y2 , z2 , t2 ), temos
u+v

=

(x1 , y1 , z1 , t1 ) + (x2 , y2 , z2 , t2 )

=

(−t1 , y1 , t1 , t1 ) + (−t2 , y2 , t2 , t2 )

=

(−t1 − t2 , y1 + y2 , t1 + t2 , t1 + t2 )

=

(u + v) ∈ W

• Seja u ∈ W , k ∈ R, tal que u = (x1 , y1 , z1 , t1 )
ku

=

k(x1 , y1 , z1 , t1 )

=

k(−t1 , y1 , t1 , t1 )

=

(−kt1 , ky1 , kt1 , kt1 )

=

(ku) ∈ W

Portanto, W é subespaço de R4 .
(b) S = {(x, y) ∈ R2 |y = −x} é subespaço de R2 .
Solução:

• Sejam u, v ∈ S , tal que u = (x1 , y1 ) e v = (x2 , y2 ), temos
u+v

=

(x1 , y1 ) + (x2 , y2 )

=

(x1 , −x1 ) + (x2 , −x2 )

=

(x1 + x2 , −x1 − x2 )

=

(u + v) ∈ W

• Seja u ∈ W , k ∈ R, tal que u = (x1 , y1 )
ku =

k(x1 , y1 )

=

k(x1 , −x1 )

=

(kx1 , −kx1 )

=

(ku) ∈ W

Portanto, W é subespaço de R4 .
(c) S = {(x, y)|x + 3y = 2} não é subespaço de R2 .
Solução:

• Sejam u, v ∈ S , tal que u = (x1 , y1 ) e v = (x2 , y2 ), temos
u+v

=

(x1 , y1 ) + (x2 , y2 )

=

(2 − 3y1 , y1 ) + (2 − 3y2 , y2 )

=

(4 − 3y1 − 3y2 , y1 + y2 )

=

(u + v) ∈
/W

Portanto, não é subespaço vetorial de R2 .

12. Explique se S = {(x, y, z)|x = z 2 } é subespaço de R3 .
Solução:

• Sejam u, v ∈ W , tal que u = (x1 , y1 , z1 ) e v = (x2 , y2 , z2 ), temos
u+v

=

(x1 , y1 , z1 ) + (x2 , y2 , z2 )

=

(z12 , y1 , z1 ) + (z22 , y2 , z2 )

=

(z12 + z22 , y1 + y2 , z1 + z2 )

6=

(z12 + z22 + 2z1 z2 , y1 + y2 , z1 + z2 ) = (u + v) ∈
/S

Portanto, S não é subespaço de R3 .

13. Em R2 mantenha a denição do produto αv de um número α por um vetor, mas modique, das
três maneiras a seguir, a denição de soma u + v dos vetores u = (x, y) e v = (x0 , y 0 ). Em cada
tentativa, dizer quais axiomas de espaço vetorial continuam válidos e quais não são válidos.
(a) u + v = (x + y 0 , x0 + y).
(b) u + v = (xx0 , yy 0 ).
(c) u + v = (3x + 3x0 , 5x + 5x0 )
Solução: Utilizamos a mesma sequência dos axiomas apresentado na questão 1, temos:

(a) u + v = (x + y 0 , x0 + y) e w = (x1 , y1 )

(A1 ) (u+v)+w = (x+y 0 , x0 +y)+(x1 , y1 ) = (x+y 0 +y1 , x0 +y+x1 ) = (x, y)+(y 0 +y1 , x0 +x1 ) 6=
u + (v + w);
(A2 ) u + v = (x + y 0 , x0 + y) = (y 0 + x, y + x0 ) = (y 0 , x0 ) + (y, x) 6= v + u;
(A3 ) ∃0 = (0, 0) ∈ R2 , ∀u ∈ R2 , u + 0 = u;
(A4 ) u = (x, y) e (−u) = (−x, −y), u + (−u) = (x − y, y − x) 6= 0 se x 6= y ;
(M5 ) (ab)v = a(bv);
(M6 ) (a + b)v = (ax + bx, ay + by) = (ax, by) + (by, bx) 6= av + bv ;
(M7 ) a(u + v) 6= au + av ;
(M8 ) 1u = u.
(b) u + v = (xx0 , yy 0 ) e v = (x1 , y1 )

(A1 )
(A2 )
(A3 )
(A4 )
(M5 )
(M6 )
(M7 )
(M8 )

(u+v)+w = (xx0 , yy 0 )+(x1 , y1 ) = (xx0 x1 , yy 0 y1 ) = (x, y)+(x0 +x1 , y 0 +y1 ) = u+(v +w);
u + v = (xx0 , yy 0 ) = (x0 x, y 0 y) = v + u;
∃0 = (0, 0) ∈ R2 , ∀u ∈ R2 , u + 0 = 0;
u = (x, y) e (−u) = (−x, −y), u + (−u) = (−x2 , −y 2 ) 6= 0 se x, y 6= 0;
(ab)v = a(bv);
(a + b)v 6= au + bv ;
a(u + v) = a(xx0 , yy 0 ) = (axx0 , ayy 0 ) 6= au + av ;
1u = u

(c) u + v = (3x + 3x0 , 5x + 5x0 ) e w = (3x1 , 5x1 )

(A1 ) (u + v) + w = (3x + 3x0 , 5x + 5x0 ) + (3x1 , 5y1 ) = (3x + 3x0 + 3x1 , 5x + 5x0 + 5x1 ) =
(3x, 5x) + (3x0 + 3x1 , 5x0 + 5x1 ) = u + (v + w);
(A2 ) u + v = (3x + 3x0 , 5x + 5x0 ) = (3x0 + 3x, 5x0 + 5x) = (3x0 , 5x0 ) + (3x, 5x) = v + u;
(A3 ) ∃0 = (0, 0) ∈ R2 , ∀u ∈ R2 , u + 0 = u;
(A4 ) ∀u = (3x, 5x) ∈ R2 , ∃(−u) = (−3x, −5x) ∈ R2 , u + (−u) = 0;
(M5 ) (ab)v = a(bv);
(M6 ) (a + b)v = (a + b)(3x, 5x) = a(3x, 5x) + b(3x, 5x) = av + bv ;
(M7 ) a(u + v) = a(3x + 3x0 , 5x + 5x0 ) = (3ax + 3ax0 , 5ax + 5ax0 ) = (3ax, 5ax) + (3ax0 , 5ax0 ) =
au + av ;
(M8 ) 1u = u.
14. Mostre que W = {(x, y, z, t) ∈ R4 | x + t = 0 e z − t = 0} é subespaço de R4 .
Solução:

• Sejam u, v ∈ W , tal que u = (x1 , y1 , z1 , t1 ) e v = (x2 , y2 , z2 , t2 ), temos
u+v

=

(x1 , y1 , z1 , t1 ) + (x2 , y2 , z2 , t2 )

=

(−t1 , y1 , t1 , t1 ) + (−t2 , y2 , t2 , t2 )

=

(−t1 − t2 , y1 + y2 , t1 + t2 , t1 + t2 )

=

(u + v) ∈ W

• Seja u ∈ W , k ∈ R, tal que u = (x1 , y1 , z1 , t1 )
ku

= k(x1 , y1 , z1 , t1 )
= k(−t1 , y1 , t1 , t1 )

Portanto, W é subespaço de R4 .

=

(−kt1 , ky1 , kt1 , kt1 )

=

(ku) ∈ W

15. Mostre que p(x) = x3 − 5x2 + 1, q(x) = 2x4 + 5x − 6 e r(x) = x2 − 5x + 2 são vetores linearmente
independentes.
Solução:

Utilizando o conceito de conjunto LI, temos:

a(x3 − 5x2 + 1) + b(2x4 + 5x − 6) + c(x2 − 5x + 2) = 0
ax3 − 5ax2 + a + 2bx4 + 5bx − 6b) + cx2 − 5cx + 2c = 0
x4 (2b) + x3 (a) + x2 (−5a + c) + x(5b − 5c) + (a − 6b + 2c) = 0
Fazendo a identidade de polinômios, temos:

x4 (2b) + x3 (a) + x2 (−5a + c) + x(5b − 5c) + (a − 6b + 2c) = 0 · x4 + 0 · x3 + 0 · x2 + 0 · x + 0

 2b = 0 ⇒ b = 0
a=0

−5a + c = 0 ⇒ c = 0
Como todos os escalares são iguais a zero (a = b = c = 0), o conjunto {p(x), q(x), r(x)} é LI.
Solução Alternativa: Colocamos cada polinômio representado pelos seus coecientes na linha da
matriz. Em seguida, aplicamos as operações elementares sobre as linhas. As matrizes resultantes
são semelhantes.


← 0x4 + x3 − 5x2 + 0x + 1
0 1 −5
0
1
 2 0
← 2x4 + 0x3 + 0x2 + 5x − 6
0
5 −6 
← 0x4 + 0x3 + 1x2 − 5x + 2
0 0
1 −5
2

0
 2
0

1
0
0


−5
0
1
0
5 −6 
1 −5
2


2 0
 0 1
0 0


0
5 −6
−5
0
1 
1 −5
2

1 0 0
 0 1 0
0 0 1


1 0
 0 1
0 0


0 5/2 −3
−5
0
1 
1 −5
2


5/2 −3
−25 11 
−5
2

Como não há linhas nulas, nenhum desses polinômios é combinação linear dos outros.

16. Determine o subespaço do R3 gerado pelos vetores do conjunto A = {(−1, 3, 2), (2, −2, 1)}
Solução: Podemos fazer isso encontrando a equação do plano, considerando que tal plano passa
pela origem (para que seja subespaço), temos:

x
y z

3 2 = 3x + 4y + 2z − 6z + 4x + y
det(A) = −1
2 −2 1

3x + 4y + 2z − 6z + 4x + y = 0

7x + 5y − 4z = 0

Daí, temos o seguinte subespaço de R , S = {(x, y, z) ∈ R3 ;
3

7x + 5y − 4z = 0}

17. Mostre que p(x) = x3 − 5x2 + 1, q(x) = 2x4 + 5x − 6 e r(x) = x2 − 5x + 2 são vetores linearmente
independentes.
Solução: p(x) = x3 − 5x2 + 1, q(x) = 2x4 + 5x − 6 e r(x) = x2 − 5x + 2. Devemos tentar escrever

um polinômio como combinação dos demais. Por exemplo:

p(x) = aq(x) + br(x)
0 · x4 + x3 − 5x2 + 1

=

a(2x4 + 5x − 6) + b(x2 − 5x + 2)

=

2ax4 + 5ax − 6a + bx2 − 5bx + 2b

=

2ax4 + bx2 + x(5a − 5b) + (2b − 6a)

=

2ax4 + 0 · x3 + bx2 + (5a − 5b)x + (2b − 6a)

Utilizando a identidade de polinômios, temos: 

x4 →
2a = 0 a = 0
x3 →
1 6= 0
Logo, não é possível expressar p(x) como combinação de q(x) e r(x).
{p(x), q(x), r(x)} é LI.

Portanto, o conjunto

18. Determine o subespaço do R3 gerado pelos vetores do conjunto A = {(−1, 3, 2), (2, −2, 1)}
Solução: Podemos fazer isso encontrando a equação do plano, considerando que tal plano passa
pela origem (para que seja subespaço), temos:

x
y z

3 2 = 3x + 4y + 2z − 6z + 4x + y
det(A) = −1
2 −2 1

3x + 4y + 2z − 6z + 4x + y = 0

7x + 5y − 4z = 0

Daí, temos o seguinte subespaço de R , S = {(x, y, z) ∈ R3 ;
3

7x + 5y − 4z = 0}

19. Por que o conjunto V = {(0, 0, 0), (1, 2, 3), v1 } é L.D. mesmo sem saber quais são as coordenadas
de v1 ?
Solução: Todo conjunto que contém o vetor nulo é LD, já que o vetor nulo pode ser expresso como

combinação linear de qualquer outro vetor:

0·v =0
Daí, nem sequer precisamos conhecer v1 para saber que V é LD.
20. Mostre que B = {1, x − 1, x2 − 3x + 1} é base para P2 e exprima v = 2x2 − 5x + 6 como combinação
linear dos elementos de B .
Solução: Fazendo a combinação linear 0 = α(1) + β(x − 1) + γ(x2 − 3x + 1), e montando o sistema,

obtemos

0
 0
1

0
 0
1


0
1
1 −1 
−3
1

 
0
1
1
1 −1  ∼  0
−3
1
0



0 · x2 + 0 · x + 1
0 · x2 + 1 · x − 1
1 · x2 − 3 · x + 1

 
−3
1
1
1 −1  ∼  0
0
1
0

 
−3 1
1
1 0 ∼ 0
0 1
0

0
1
0


0
0 
1

Como a matriz que representa o conjunto B é equivalente a matriz que representa a base canônica
de P2 , temos que B é base de P2 ({1, x, x2 }).

v = a(1) + b(x − 1) + c(x2 − 3x + 1)
2x2 − 5x + 6

=

a + bx − b + cx2 − 3cx + c

= cx2 + (b − 3c)x + (a + c)

 c=2
b = 3c = −5 ⇒ b = −5 + 3(2) = −5 + 6 = 1

a+c=6 ⇒ a=6−2=4
Ou seja,

v = 4(1) + 1(x − 1) + 2(x2 − 3x + 1)

21. S1 = {(a, b, c, d)| a + b + c + d = 0} encontre Dim(S1 ).
Solução:

S1 = {(a, b, c, d)| a + b + c + d = 0}
Temos que: d = −a − b − c

(a, b, c, −a − b − c) = a(1, 0, 0, −1) + b(0, 1, 0, −1) + c(0, 0, 1, −1)
Logo, S = [(1, 0, 0, −1), (0, 1, 0, −1), (0, 0, 1, −1)].
Basta vericar que o conjunto {(1, 0, 0, −1), (0, 1, 0, −1), (0, 0, 1, −1)} é LI (como de fato é), temos
que {(1, 0, 0, −1), (0, 1, 0, −1), (0, 0, 1, −1)} é base de S1 .
Como dimensão é o número de vetores da base, portanto Dim(S1 ) = 3.

22. Para M2×2 encontre:
(a) Um conjunto L.I. com mais de um vetor que não seja base de M2×2 .
Solução: Por exemplo, o conjunto 

1
0

0
0 


0
,
0

1
0 


0
,
1

0
0 

é LI. Para  

termos uma base de M2x2 , bastaria completarmos tal conjunto com o vetor
0 0
. Daí, teríamos um conjunto LI e gerador de M2×2 , portanto, base de M2×2 .
0 1
(b) Um conjunto gerador de M2×2 que não seja base de M2×2 .
Solução: Um conjunto do tipo 

1
0

0
0 


0
,
0

1
0 


0
,
1

0
0 


0
,
0

0
1 


1
,
1

1
1 

é capaz de gerar por meio de combinações lineares o M2×2 , portanto ele é um conjunto gerador,
no entanto, há um vetor supléuo que torna tal conjunto LD. Logo, não é base de M2×2 .

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