Está en la página 1de 124
Ano 3 + Namero 5 + 1997 IPP SOICN.LS MUTT AY ACTEM Ng MALT). Revista Latino-americana de Estudos do Trabalho Revista Latinoamericana de Estudios del Trabajo Ano 3, N°5, 1997 se atnramercana de stucco Yrabal SUMARIO ‘Akist - Associa Latino: ericans de Sociolo, ISSN 1 405-1311 Cerin Nota das editoras 3 Trabajo y desarrollo enddgeno: sudo de licitud 9332 DIRETORIA Prescente: Alice Rangel de Paiva Abreu (Universi dla Federal do Rio de Mais —-nnotas para una ética del trabajo en Amé die Almeida Neves (Universidad Federal cle Mins Sitinnl Gerais), tesoutci: Lic Gitahy (Universidade dle ; mas) i Cecilia Montero 5 EDITORAS acct cle Pavia Lete (Universibwle de Campinis), El paradigma perdido de ka interdisciplina Biya Aa Cty Cabrp cate Dre Fetpetpn page ie " , Juan José Castillo COMITE DE REDACAO 19 Fulna Casteo (Universe Federal do Pa Aubin’ Ledke (iniversidade Federal do Kio Gean Subjetividade e linguagem do trabalh dle dey Sul, Joss Wicardo 1 verde ee : Federal do tin de Fanciro), soli (Unie José Sérgio Leite Lopes sersidacle de Sto Paulo), Mari Cestina Druschint 40 Teresa Fleury Como observar at interpretagio Anni Borzeix CONSELHO EDITORIAL 53 Adriana Marshall stitute de Desirlly Feo mmico Y Social, Argentina, Frrique. de kt Ginie. AutGnoma Metropolitan, México), H Por uma sociologia da confrontagac ( propésito da interdisciplinaridade tz (Unit, Cornell, studs Unidos), Hele i 1 (Geass, Fr Ds Philippe Zarifian st werra), Juan José Castillo (Unis. 74 Compistense, Fspant, Juarez Rubens Brando ee : : Lopes (Univ, Campinas, trai), Michelle ck a Ro Fisica, hiologia, cognici6n y teologia y 1 (Univ. Vologna tii, Hainer Domb (Univ interpretaciOn sociolégica del wabaj Bremen, Alensinha), Richaed Hyman (Univ, Ware ‘wick, Inglaterra) Pierre Tripier 83 ‘SECRETARIA | Morgide de Mateus, 615 La interaci6n entre Ja sociologia de Ja edu oon a y la sociologia del trabajo Famail ues editoras coadyauolcom be Maria Antonia Gallart a Resumamos. Maximas, indicios € q uma interrogagio andloga sobre as competencias da interpreta¢: situago. Esta, nos ts casos, & construida na interagio social, pers pectiva que repousa sobre a idéia da co-construgao do sentido. Esses mecanismos sao de watureza convencional, portanto, social; sao flui- dos, moveis, dindmicos e, por fim, amplamente inconscientes, abertos 2 manipukigio, o que lhes da forga mas os toma de dificil acess. Dai a wtengio despertada por esses t@s autores para os procedimentos objetivaveis que permitem abordar o funcionamento, Esquecendo um pouco as diferencas, temas em maos trés verses de uma mesma I toria: uma nutricha pelo rigor l6gico, a segunda pelos métodos exigen- tes da lingiiistica, a terceira, de uma sensibilidade social atipica, meio fenomenolégica, meio estruturalista, Todas as trés se aventuraram fora dos caminhos utilizados, nas margens de suas respectivas disciplinas, ‘Como observar a interpretagao? 65 ¢ inovaram questionando as légicas “naturais”, a pros6dia € o ambien- te cognitivo, Essa releitura me leva a especificar dois pontos relativos ao tema es Seminarios. Podemos nos perguntar se 0 projeto de explicitagdo desses pro- cedimentos de interpretagio fundados na empiria peca pelo positi- vismo ou por ter origem em uma postura enviesada em que © ana- lista pretende poder desvendar, revelar 0 sentido escondido, em nome de um saber que repousa sobre uma postura axiomatica, Eu nao creio, Nos trés casos, esses autores procuram “seguir os atores 0 mais proximo possivel de seu trabalho interpretative”, para retomar a formulagao de Boltanski (1990), “sem reduzir seus argumentos ov desqualifica-los opondo a eles uma interpretagio mais vigorosa”. Para dizer de outro modo, Grice, Gumperz e Goffman escolheram levar a sério — sem tomar ao pé da letra — o que dizem e, sobre- tuda, o que fazem os atores, reconhecer neles uma competéncia: a do senso comum, do saber comum. Posigio defendida de modo muito radical, sabemos disso, pela etnometodologia € que inspir: hoje, 20 menos como postulado inicial, numerosas Pesquisas. A dife- renga maior em relagio ao esquema de desvendamento é que aqui 9 sentido nao € tido como escondido € tampouco © observador situ- ado em posigio enviesada e encarregado de fornecer sua interpreta- gio acerca do que faz sentido para Os outros. O sentido aqui, ao. menos em parte, é acessivel enquanto objeto empitico para o obser- vador com base em um esforgo de aniilise minuciosa; acessivel por- que “tornado visivel para 0 outro", como dizem os defensores da etnometodologia, tornado puablico, oferecido 4 visio pelos proprios. atores em seus jogos de linguagem e em suas téenicas de corpo. O trabatho do analista ndo consiste tanto em exumar o sentido — pois ele é polissémico, movel e sempre contextualizado —, mas em balizar os efeitos que ele produz sobre o interlocutor, E deste balizamento que ele vai se utilizar para evidenciar as inferéncias, os mecanismos de interpretagdo que o analista pode pensar que os que interagem usam efetivamente e para explicitar os recursos, regra dicios dos quais se servem Em segundo lugar, podemos nos perguntar se essa postura meto- dologica é compativel com uma perspectiva cognitivista. Se raciocina- mos haseados em uma interpretagio “forte” do cognitivismo (Sperber, 1996), @ resposta & nao. Esse programa, diz ele, & naturalista, cau- lista, mecanicista. Ele se interessa por um individuo biolégico e con- tém exigéncias de modelizagao. Ora, os mecanismos de que se ta ndo sio somente mentais Gobre isso, nds, socidlogos, a dizer), mas também convencioniais € sociais. Ele: a observagdes em situagdo “natur: s, in- 7 >temos nada updem o recurso ” e nao em laboratorio. Eles dizem