TESTIMONIOS

EL RELATO DE TIM
O'BRIEN ACERCA
DEL INFERNAL
PERIODO DE
SERVICIO DE UN
SOLDADO

ei/ysIETÁ-AGOSTINI

SI MUERO EN ZONA
DE COMBATE
TIMO'BRIEN

Introducción
Capitulo I
Zona de combatí'
Los días
Las noches
Al pie de la m o n t a ñ a
Capitulo 2
Retrospectiva
La huida
La llegada
Capítulo 3
Pinkviile
El asalto
My Lai en m a y o
Pisa con c u i d a d o
Capitulo 4
Oficiales y soldados
Julio
Corazones y mentes
El valor es algo
q u e hay q u e conservar
¿ N o nos c o n o c e m o s ?

INTRODUCCION

EL PRINCIPIO

Surgí de una g u e r r a y fui a o l r a . Mi p a d r e vino de los b u q u e s
del o c é a n o , del l e a i r o del Pacífico. Mi m a d r e llevaba el uniforme de las m u j e r e s de la reserva naval. Yo fui el vástago hinc h a d o y a r r u g a d o de las g r a n d e s c a m p a n a s contra los tiranos de
los a ñ o s 40, una explosión en el Buby boom, u n o de los millones
de seres h u m a n o s llamados a r e e m p l a z a r a los q u e a c a b a b a n de
m o r i r . Crecí con la prisa y la p r e m u r a de una nación rejuvenecida y t r i u n f a n t e q u e d a b a alas a su b u e n a f o r t u n a y a su éxito.
Me alimenté con los d e s p o j o s de la victoria de 1945.
Cl v e r a n o de 1968, el a ñ o en q u e me convertí en s o l d a d o , era
una é p o c a propicia p a r a hablar de la g u e r r a y de la paz. E u g e n e
M c C a r l h y nos ofrecía sus reflexiones sobre el t e m a . G a n a b a votos en las primarias. Los e s t u d i a n t e s universitarios le escuchaban y algunos i n t e n t a m o s c o o p e r a r . I .yndon J o h n s o n casi estaba
olvidado, ya no se le t e m í a , ya no i m p r e s i o n a b a . R o b e r t K e n nedy estaba m u e r t o , p e r o no olvidado del t o d o . R i c h a r d Nixon
p a r e c í a un p e r d e d o r . C o n tanta tragedia y tantos c a m b i o s , aquel
v e r a n o era propicio a la reflexión.
Y en mi c a r t e r a había una o r d e n de reclutamiento.
Nunca fui un l u c h a d o r . T e m í a a los m a t o n e s . Sus músculos
m a d u r o s me e n c o l e r i z a b a n : una cólera f r u s t r a d a , Sin e m b a r g o ,
no cedía a n t e n a d i e . D o m i n a b a a mis inferiores. A d e m á s , est a b a el a s u n t o de la conciencia y la convicción, incierto y superficial tal vez, p e r o sincero: yo e r a un liberal, no un pacifista;
p e r o hubiera v o t a d o por el fin i n m e d i a t o de la g u e r r a en Vietn a m . H u b i e r a v o l a d o p o r E u g e n e McC'arthy con la esperanza
de q u e él lograra la paz. U n a cosa era segura: no tenía m a d e r a
de soldado.
P e r o me s o m e t í . T o d a la historia personal, t o d a s las conversaciones n o c t u r n a s , los libros, las creencias y el saber sucumbieron b a j o la a b s t e n c i ó n , se extinguieron p o r falta de oxígeno,
p o r una especie de ausencia s o n á m b u l a . No fui a la guerra a
causa de una decisión, de una c a d e n a de ideas o razones.
F u e un distanciamicnto intelectual y físico, y no tuve la e n e r gía de p o n e r l e fin. No quería s e r un s o l d a d o , ni siquiera un obs e r v a d o r de la g u e r r a . P e r o t a m p o c o quería destruir un cierto
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equilibrio peculiar e n t r e el o r d e n q u e yo c o n o c í a , la g e n t e q u e
conocía y rni propio m u n d o privado. No es q u e valorara este
o r d e n . P e r o t e m í a su o p u e s t o , el caos inevitable, la c e n s u r a , el
desconcierto, el fin de c u a n t o había o c u r r i d o en mi vida, el fin
de lodo.
Y e s t e distanciamicnto todavía p e r d u r a . Quisiera q u e este libro se convirtiera en un alegato en favor de la paz d u r a d e r a ,
u n alegato p r o n u n c i a d o p o r u n o q u e s a b e , p o r u n o q u e estuvo
y ha vuelto, p o r un viejo s o l d a d o q u e c o n t e m p l a una g u e r r a
agonizante.
E s t o valdría la pena. Valdría la p e n a integrarlo t o d o para persuadir a mí h e r m a n o m e n o r y lal vez a o t r o s a q u e digan no a
las guerras y a t o d a s las batallas.
O tal vez valdría la pena c o n f i r m a r las extrañas ideas s o b r e
la g u e r r a : es horrible, p e r o es un crisol de h o m b r e s y acontecimientos y. a fin de c u e n t a s , te hace m á s h o m b r e .
Y . sin e m b a r g o , ninguna d e estas dos ideas parece c o r r e c t a .
I.os h o m b r e s se m a t a n e n t r e si. los m u e r t o s son pesados y difíciles de llevar, las cosas huelen de o t r o m o d o en V i e t n a m . los
soldados tienen miedo y a veces son valientes, los s a r g e n t o s de
instrucción s o n u n o s p a t a n e s , a l g u n o s c r e e n q u e l a g u e r r a e s
justa y o t r o s q u e no lo es y a la mayoría no les i m p o r t a , ¿ E s
esto el l e m a de una lección de m o r a l i d a d ?
¿Se p u e d e n sacar lecciones de los s u e ñ o s ? ¿ T i e n e n m e n s a j e s
las pesadillas? ¿ N o s d e s p e r t a m o s y las analizamos y vivimos la
vida y a c o n s e j a m o s a los d e m á s en consecuencia? ¿ P u e d e un
simple soldado decir algo i m p o r t a r l e s o b r e la guerra p o r el
m e r o h e c h o d e h a b e r e s t a d o allí? C r e o q u e no. S ó l o p u e d e contar historias de g u e r r a .
Tim O ' B r i c n
1969

I Z Q U I E R D A : También en el calor de la guerra los hombres
deben encontrar un lugar donde descansar, h'.l secreto está en
asegurarse de que el descanso no sea para siempre.
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CAPÍTULO 1 ZONA DE COMBATE

I OS D I A S

«¡Esto es increíble, r e a l m e n t e increíble! ¿ C ó m o iba a pensar
q u e algún día estaría c o r r i e n d o p o r un c a m i n o c o m o este, met i é n d o m e en el b a r r o y saliendo de él. s a l t a n d o c o m o un maldito
s a p o , e s q u i v a n d o las balas sin p a r a r ? Nunca pense q u e p o d r í a
llegar a p a s a r m e t o d o el s a n t o día así. hn Cleveland todavía
estaría d u r m i e n d o . » B a r n e y sonrió. «¿Has visto alguna vez algo
parecido?»
«Ayer», dije.
« ¿ A y e r ? A y e r era t o t a l m e n t e distinto.»
« F r a n c o t i r a d o r e s ayer y f r a n c o t i r a d o r e s hoy. ¿ Q u é diferencia
hay?»
«Tal vez», dijo. «Te a g u j e r e a n el culo de t o d o s m o d o s , ¿ n o ?
P e r o ayer era t o t a l m e n t e distinto.»
« F r a n c o t i r a d o r e s a y e r y f r a n c o t i r a d o r e s hoy», dije otra vez.
Barney rió, « N o le gustan los f r a n c o t i r a d o r e s , ¿ v e r d a d ? A y e r
había algunos f r a n c o t i r a d o r e s , p e r o , ¡Dios!, hoy no hay otra
cosa. No p u e d o e s p e r a r a la noche. Esta n o c h e será maravillosa.
No nos d e j a r á n en paz. Me estoy e x c a v a n d o una madriguera
grande como un sótano.»
Nos t u m b a m o s u n o j u n t o al o t r o hasta q u e los disparos ces a r o n . No nos t o m a m o s la molestia de levantar los fusiles. No
s a b í a m o s d ó n d e disparar y, de t o d o s m o d o s , ya se había acabado.
B a r n e y cogió su casco y con un lápiz hizo una marca en él:
«Mira», d i j o , s o n r i é n d o m e y m o s t r á n d o m e diez marcas, «diez
veces hoy. C u é n t a l a s : u n a , d o s , tres, c u a t r o , cinco, seis, siete,
o c h o , n u e v e . ¡DIF.Z! ¿Te han d i s p a r a d o alguna vez diez veces
en un d í a ?
« A y e r » , d i j e . «Y a n t e a y e r . Y el día anterior.»
« H o y ha sido peor.»
«¿Las contaste ayer?»
«No, No he p e n s a d o en ello hasta hoy. E s t o muestra q u e lo
de hoy es peor.»
« P e r o d e b í a s haberlas c o n t a d o ayer.»
« V a m o s » , d i j o B a r n e y . « L e v a n t a el culo y v á m o n o s . La compañía se va.» B a r n e y se g u a r d ó el lápiz y pegó uii salto c o m o
m o v i d o por un resorte. L u e g o me tiró de la m a n o .

A n d a b a u n o s pasos tras él. «Tú e r e s un t i p o optimista, ¿ c h .
B a r n e y ? Esta mierda no te a f e c t a . »
«No te p u e d e s permitir d e p r i m i r t e » , d i j o . «Así es c o m o matan a los soldados.»
« ¿ O u é hora es?»
«Parece q u e son las c u a t r o , por el sol.»
«Bien.»
« ¿ O u é tienen de b u e n o las c u a t r o ? ¿ T e estás c a n s a n d o ? Si
quieres te a y u d o a llevar algo.»
«No, 110 i m p o r t a . P r o n t o nos d e t e n d r e m o s . Te a y u d a r é a excavar el s ó t a n o . »
Un s o n i d o estridente, como un chillido de m u j e r , p a s ó p o r
nuestro lado t r a n s p o r t a d o p o r una ráfaga de aire.
«¡Dios santo!», gritó B a r n e y . t u m b a d o sobre el e s t ó m a g o .
«¡Dios santo!», repetí, a r r o d i l l á n d o m e j u n t o a él. «¿F.stás
bien?»
«Creo q u e sí. ¿ T ú t a m b i é n ? »
«Sí. Juraría q u e nos estaban a p u n t a n d o esta vez. A ti y a mí.»
«Ellos saben q u i é n e s los persiguen», dije, «Tú y yo.»
D e j ó escapar una risilla sofocada. «Les v a m o s a d a r c a ñ a . Los
v a m o s a estrangular.»
« V a m o s , no vale la p e n a d e t e n e r n o s . »

"Esta n o c h e s e r á maravillosa. N o n o s
d e j a r á n e n paz. M e e s t o y e x c a v a n d o
una madriguera grande c o m o un
sótano."
Lil s e n d e r o enlazaba una serie de aldeas, p e q u e ñ o s pueblecitos
al norte y al oeste de la península de B a t a n g a n g . Era un c a m i n o
bastante a n c h o y llano, p e r o hacía u n a s s u a v e s curvas peligrosas
y estaba flanqueado por m a l e z a i m p e n e t r a b l e . D a d o q u e había
dos patrullas, una a cada lado, q u e se movían en la m a r a ñ a para
p r o t e g e r n o s de posibles e m b o s c a d a s , la c o m p a ñ í a m a r c h a b a
lentamente.
«El capitán dice q u e hoy v a m o s a registrar o t r o p u e b l o » , d i j o
Barney.
« ¿ Q u é e s p e r a e n c o n t r a r ? Q u i e n q u i e r a q u e esté alli se h a b r á
¡do m u c h o a n t e s d e q u e lleguemos nosotros.»
Barney se encogió de h o m b r o s , a n d a n d o decidido y sin mirar
atrás.
«Pero ¿qué e s p e r a e n c o n t r a r ? Charlie sabe p e r f e c t a m e n t e
d ó n d e e s t a m o s , nos ha e s t a d o d i s p a r a n d o t o d o el día.»
«Quién s a b e » , d i j o B a r n e y . «Quizá lo s o r p r e n d a m o s . »
«¿A quién?»
«A Charlie, Ouizá lo s o r p r e n d a m o s esta vez.»
« ¿ M e estás t o m a n d o el pelo, B a r n e y ? »
Se encogió de h o m b r o s y soltó una risita. «No sé. Ya e m p i e z o
a estar cansado. T a l vez s o r p r e n d a m o s a Charlie p o r q u e también él esté cansado.»
«Cansado», mascullé. «Estos b a s t a r d o s amarillos no se
cansan.»
I Z Q U I E R D A : Registrando unas cabanas. La mayor parle de
las veces no había más que un poco de arroz. Oirás, sin
embargo, se. encontraba un regalo del Vielcong.
D E R E C H A : La cama donde pasar la noche. Excavar las
madrigueras era duro, pero siempre mejor que ser hecho
papilla por los morteros.

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«Este c a m i n o parece m u y seguro, ¿ n o ? H e m o s ido p o r él Iodo
el día y no h e m o s e n c o n t r a d o ni rastro de una mina.»
«Esta es una b u e n a r a z ó n p a r a alejarse de 61», dije.
« ¿ Q u é le o c u r r e ? ¿ Q u i e r e s ser tú q u i e n e n c u e n t r e una m i n a ? »
«No. N o quería decir esto.»
« A q u í t o d o c a m i n o n o m i n a d o e s u n buen camino.»
«Sólo significa q u e más t a r d e o más t e m p r a n o d a r e m o s con
u n a mina. S o b r e t o d o e s t a n d o Charlie p o r t o d a s partes.»

"Yo e s t a b a i n d i g n a d o . Registrar el
p u e b l o u n día c o m o a q u é l e r a
c o m p l e t a m e n t e inútil."
La c o m p a ñ í a se detuvo, El capitán se dirigió al f r e n t e de la col u m n a , h a b l ó con el t e n i e n t e y volvió atrás. Pidió el radiotransmisor y escuché m i e n t r a s llamaba al cuartel general del batallón
y decía q u e h a b í a m o s e n c o n t r a d o el p u e b l o y q u e íbamos a acord o n a r l o y registrarlo. A c o n t i n u a c i ó n , los p e l o t o n e s se separaron en p e q u e ñ a s c o l u m n a s y se a d e n t r a r o n en la maleza.
« ¿ C ó m o s e llama este c o n d e n a d o lugar?», p r e g u n t ó B a r n e y .
« N o lo se. Nunca pienso en ello. N a d i e piensa en los n o m b r e s
de los lugares.»
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A R R I B A : Muy pocos hombres querían meterse en un túnel y
encontrarse con el enemigo. Mejor arrojar granadas.

«Ya sé. Es gracioso, ¿ n o ? Algún día me p r e g u n t a r á n d ó n d e
diablos estuve, d ó n d e estuve l u c h a n d o y , m i e r d a , n o s a b r é contestar.»
«Diles q u e Saint Vith», dije.
« ¿ Q u é ? ¿ A s í se llama e s t e j o d i d o lugar?»
«Sí», d i j e . « E s t e es su n o m b r e . Puedes verlo en el m a p a .
¿Quieres?»
Barney sonrió. « ¿ Q u é más d a ? Si dices q u e es Saint Vith, será
Saint Vith. No p o d r é recordarlo. ¿ C u á n t o t a r d a r é en olvidar tu
nombre?»
lil capitán se acercó y se s e n t ó con n o s o t r o s , y f u m a m o s esp e r a n d o q u e los p e l o t o n e s r o d e a r a n el p u e b l o .
«¿Durará mucho, señor?», preguntó Barney.
h l capitán J o h a n s e n d i j o q u e n o creía.
«No espera encontrar nada, ¿verdad, señor?», dijo Barney.
J o h a n s e n hizo una m u e c a . «Lo d u d o . »
«Esto es p r e c i s a m e n t e lo q u e decía O ' B r i c n . P e r o yo le resp o n d í q u e siempre hay alguna posibilidad de s o r p r e n d e r a los
bastardos.»
« P o r Dios. B a r n e y . nos han e s t a d o d i s p a r a n d o t o d o el día.

CAPÍTULO I ZONA I»E COMBATE
¿ C ó m o erees q u e los vas a s o r p r e n d e r ? » Yo eslaba indignad o . Registrar el p u e b l o un día c o m o aquél era c o m p l e t a m e n t e
inútil.
El pelotón concluyó el cerco, un a c o r d o n a m i e n t o perfecto.
L u e g o nos u n i m o s ai primer pelotón y nos a d e n l r a m o s silencios a m e n t e en la p e q u e ñ a a l d e a , t o p a n d o de vez en c u a n d o con un
c u e n c o de arroz a b a n d o n a d o , a t e n t o s a nuestros pasos p o r si
hubiera minas, e s p e r a n d o 110 e n c o n l r a r n a d a . P e r o e n c o n t r a m o s
algunos túneles, tres a b e r t u r a s tras otras tantas cabanas.
« ¿ D e b e m o s registrarlas?», p r e g u n t ó u n teniente.
« Y o n o . s e ñ o r . M e han d i s p a r a d o d e m a s i a d a s veces d u r a n t e
el día y ya he c u b i e r t o mi cupo de buena suerte», d i j o C h i p .
- N a d i e te pidió ir.»
«No me lo pida a mí t a m p o c o , s e ñ o r » , d i j o o t r o s o l d a d o .
T o d o s se a l e j a b a n l e n t a m e n t e del t e n i e n t e , d e j á n d o l o solo,
de pie, a la e n t r a d a de los túneles. M i r ó en su interior, d i o un
ligero p u n t a p i é en el s u e l o y se alejó.

"Todos estábamos sentados,
d e s c a n s a n d o . S i u n o hubiera e s t a d o d e
pie, a h o r a estaría muerto. Q u i e r o decir,
muerto de v e r d a d . "
«Se está h a c i e n d o d e m a s i a d o o s c u r o para registrar túneles»,
dijo. « Q u e alguien e c h e una g r a n a d a en cada a g u j e r o y se asegure de q u e llegue hasta el f o n d o . » Se dirigió hacia el capitán
y los dos c o n f e r e n c i a r o n unos minutos. Se ponía el sol. Ya no
era posible discernir el color de sus caras y de sus uniformes.
L o s d o s oficiales estaban de pie, con las cabezas agachadas, hac i e n d o planes.
« D e s t r u y a m o s los malditos túneles», d i j o alguien. «Destruyámoslos a n t e s q u e alguien decida registrarlos.»
« ¡ F u e g o en el agujero!» T r e s explosiones e n s o r d e c i d a s p o r el
polvo y la a r e n a , y los túneles q u e d a r o n bloqueados. «¡Fuego
en el a g u j e r o ! » O t r a s tres explosiones, más sordas a ú n . D o s gran a d a s e n c a d a túnel.
«Nadie registrará estos túneles a h o r a . » T o d o s se echaron a
reír.
« T a m p o c o e n c o n t r a r í a m o s nada, l l n saco de a r r o z , quizá
u n a s p o c a s municiones.»
«Y tal vez una maldita m i n a , ¿no? No vale la pena. No la
vale. E s t o y seguro.»
« N o te p r e o c u p e s . Ya 110 hay de q u é p r e o c u p a r s e . No hay
m o d o d e e n t r a r e n estos túneles.»
«Ex túneles.»
O t r a explosión, a u n o s cincuenta metros de distancia.
« ¡ E b , vosotros!», gritó el capitán. «¡Basta de granadas!»
L u e g o h u b o una serie de explosiones que d e s t r u y e r o n algunas
cabañas; y d e l o t r o lado de los setos en t o r n o a la aldea surgieron ráfagas amarillas, blancas flechas sonoras. E r a n los breves
y continuos chasquidos de fusiles automáticos.
« ¿ V e s ? » , d i j o B a r n e y , t e n d i d o junto a mí, «los h e m o s encontrado.»
«Los h e m o s s o r p r e n d i d o » , d i j e . «Los h e m o s cogido en su propia casa.»
«¡Disparan!»
«¡Disparan!»
«¡Dios!, d i j o B a r n e y . « C o m o si no lo supiéramos.» M i r ó hacia mi. « ¡ D I S P A R A N ! »

« H e r m o s o grito», dije.
«Gracias. ¿ E s t á s h e r i d o ? Y o creo q u e no.»
« N o . p e r o sospecho q u e han a l c a n z a d o a alguien. Ha h a b i d o
mucha m i e r d a . »
La c o m p a ñ í a , los h o m b r e s q u e estaban a l r e d e d o r del p u e b l o ,
respondieron al f u e g o d u r a n t e varios m i n u t o s , d i s p a r a n d o sus
M16, M-70, M-14 y M-60 en la dirección del e n e m i g o , la dirección de d o n d e p r o c e d í a m o s .
«¿Por q u e no d e j a n de disparar?», dije.
«¿Y por q u é deben d e j a r de hacerlo?»
« P o r q u e no van a dar en ningún blanco.»
« ¡ A L T O EL F U E G O ! » , gritó el capitán J o h a n s e n . « A l i o el
f u e g o , ¿ n o me oís? D e j a d de malgastar la maldita m u n i c i ó n .
¡ALTO EL FUEGO!»
«¡Alto el fuego!», gritaron los tenientes.
«¡Alto el fuego!», gritaron los s a r g e n t o s de pelotón.
«¡Alto el fuego!», gritaron los cabos.
«He aquí la c a d e n a del m a n d o » , dije a Barney.
Bates, u n o de los nuestros, llegó c o r r i e n d o y p r e g u n t ó c ó m o
e s t á b a m o s . «Tienen q u e h a b e r d a d o a alguien», d i j o . Nos miró
d e t e n i d a m e n t e . Llevaba el casco en las manos.
«Vayamos a ver», dije. « P o r allí e n t r a r o n las g r a n a d a s . »
« ¿ G r a n a d a s ? » Bates me miró. « ¿ E s t á s s e g u r o de 110 ser un
marinero?»
« N o del todo.»
« N o del t o d o , ¿qué?»
« N o estoy del t o d o s e g u r o de no ser un m a r i n e r o . »
« N o del t o d o , no del i o d o » , d i j o Bales. « E r a n disparos de
m o r t e r o . Disparos de m o r t e r o de o c h e n t a y dos milímetros.»
« ¿ E s t á s seguro?» Barney siempre hacía esta p r e g u n t a .
«Bastante seguro», d i j o Bales. «Estuve en artillería antes q u e
e n infantería. E r a n disparos d e m o r t e r o . »
«Nos e s p e r a una noche deliciosa», masculló B a r n e y , sonriendo c o m o un niño. Su cara tenía la suave complexión de un n i ñ o
d e pecho. « C o m o iba diciendo, n o d o r m i r e m o s d e m a s i a d o . »
Nos dirigimos al lugar d o n d e explotaron las granadas de mortero. Allí, entre los e s c o m b r o s de c a b a ñ a s y á r b o l e s d e r r i b a d o s ,
había unos s o l d a d o s del tercer p e l o t ó n o b s e r v a n d o c u a t r o h o y o s
en el suelo. «Ningún herido p o r aquí», d i j o u n o de ellos. «Tuvimos suerte. I o d o s e s t á b a m o s s e n t a d o s , d e s c a n s a n d o . Si u n o
hubiera e s t a d o d e pie, ahora estaría m u e r t o . Q u i e r o d e c i r ,
m u e r t o de v e r d a d . » El s o l d a d o estaba s e n t a d o sobre su mochila
y abría una lata de melocotón.
El capitán se acercó y nos p r e g u n t ó p o r las b a j a s , y el m i s m o
s o l d a d o respondió q u e no había ninguna. « E s t á b a m o s l o d o s
sentados, s e ñ o r , descansando. T u v i m o s suerte. ¿ P o d e m o s seguir d e s c a n s a n d o , señor?»
«Bien, m u y bien», d i j o el capilán J o h a n s e n . Me d i j o q u e llamara al cuartel del batallón. «Infórmeles de q u e nos dirigimos
a n u e s t r a posición de noche. Ni una palabra s o b r e esta escaramuza. No q u i e r o p e r d e r el t i e m p o j u g a n d o a b a r c o s , y esto
es lo q u e ellos quieren q u e h a g a m o s . »
Recogimos las mochilas y las a r m a s y salimos del p u e b l o en
una larga fila. D e b í a m o s recorrer sólo unos doscientos m e t r o s ,
p e r o c u a n d o a c a b a m o s de excavar los refugios y de c o m e r nuestras raciones frías ya hacía h o r a s que era de noche. La noche
no f u e tan espantosa c o m o o t r a s . A veces se tenía la terrible
impresión de q u e alguien iba a morir en su pozo de p r o t e c c i ó n ,
en su madriguera, mientras d o r m í a , p e r o aquella n o c h e t o d o s
h a b l á b a m o s q u e d a m e n t e y con valentía. N a d i e d u d a b a de q u e
a la larga iba a ser a l c a n z a d o , p e r o en la c e r t i d u m b r e del com9

CAPÍTULO I ZONA DE COMBATE

CAPÍTULO 1 ZONA DE COMBATE
hale f u t u r o n o había v e r d a d e r o t e r r o r . A q u e l día n o h a b í a m o s
p e r d i d o a n a d i e , ni siquiera tras ocho h o r a s de hostigamiento.
La presencia del e n e m i g o y su fracaso d u r a n t e el día hacía más
llevaderas las horas de la noche. S i m p l e m e n t e , e s p e r á b a m o s .
T u r n á ü d o n o s en las guardias, p r o c u r a n d o no e n c e n d e r cigarrillos. e s p e r a m o s h a s t a el a m a n e c e r .
C u a n d o se hizo de día. B a l e s . Barney y yo calentamos j u n i o s
nuestras raciones.
«Necesito d e s c a n s o y diversión. Y una m u j e r . E s t o es lo q u e
necesito. P u e d e l o m a r m e con mi b a r b a o sin ella.»
« P e r o si lú no lienes barba», d i j o Bales r i e n d o .
B a r n e y se f r o t ó la c a r a , b u s c a n d o pelo. « ¿ P o r q u é decís q u e
lengo q u e a f e i t a r m e ? , ¿eh?»
« ¿ T e afeitas alguna vez, tú?»
..No muy a m e n u d o . » Barney r e m o v i ó los h u e v o s con j a m ó n .
L e n t a m e n t e , el c a m p a m e n t o volvió a la vida. El calor e r a lo
q u e nos d e s p e r t a b a , y las moscas. T o d o s se agitaban p e r e z o s a m e n t e , t u m b a d o s d e e s p a l d a s u n b u e n r a l o , h a b l a n d o e n peq u e ñ o s g r u p o s . A q u e l l a hora n a d i e estaba r e a l m e n t e en guardia. Una o j e a d a a la m a l e z a de vez en c u a n d o , nada más. Muy
superficial. E r a c o m o d e s p e r t a r s e en un pabellón de cancerosos,
sin nadie con la suficiente ambición para a p r o v e c h a r el día, sin
nadie con obligaciones ni con s u e ñ o s q u e realizar.
« N o ha sido una mala n o c h e » , d i j o Barney. « E s p e r a b a un
a t a q u e del e j é r c i t o r o j o , Y u n o s c u a n t o s miserables morteros.»
«Tal vez se les a c a b ó la munición», d i j o Bales.
«Tal vez.» Barney le miró, p r e g u n t á n d o s e si era o no una
broma.
«Claro. A s e d i a m o s su p e q u e ñ a ciudad y los d e j a m o s sin recursos. U n a jodida g u e r r a de desgasle ésta.»
B a r n e y le m i r ó f i j a m e n t e . «Sí. S u p o n g o q u e les q u e d a n todavía municiones.»
«Probablemente.»
« ¿ D o r m i s t e esla n o c h e ? » , p r e g u n t é a B a r n e y .
«Sí. creo q u e sí. E s t a b a r e n d i d o d e s p u é s de a n d a r t o d o el día
y ni siquiera el e j é r c i t o r o j o me p u d o privar de mis r o n q u i d o s .
Y lú. ¿dormiste tú? P a r e c í a s estar d o r m i d o c u a n d o le vi hac i e n d o la guardia.»
« ¿ Q u é ? ¿ Q u e m e d o r m í h a c i e n d o l a guardia?»
« N o quería decir esto», d i j o B a r n e y . satisfecho d e h a b e r m e
excitado i n v o l u n t a r i a m e n t e . « Q u i e r o decir q u e mientras yo estaba de guardia le vi d o r m i r a pierna suelta.»
« H a s l a hace unas h o r a s . Algo me d e s p e r t ó , c o m o si intentaran m a t a r m e . »
" D e b e d e h a b e r s i d o u n sueño.» B a t e s s e alejó.
«No ha sido nada», d i j o B a r n e y . «En seguida nos iremos. Ya
va siendo hora de q u e nos p o n g a m o s las alforjas. J o h a n s e n parece decidido a partir.»
Recogimos nuestros p e r t r e c h o s , los m e t i m o s en las verdes
mochilas y o c u p a m o s n u e s t r o lugar en la fila, cuesta a b a j o en
dirección al primer p u e b l o del día.
*

*

*

I Z O L I E R D A : Un la jungla, el mejor amigo del soldado de
infantería era el sanitario de la compañía.
Le prestaba los
primeros auxilios mientras esperaban el helicóptero de
evacuación.

LAS NOCHES

«¡Disparan!», gritó el teniente.
Nos s u m e r g i m o s en la m a d r i g u e r a . P r i m e r o yo, con el vientre
a p o y a d o en el f o n d o . Luego llegaron el t e n i e n t e y o t r o s m á s ,
t o d o s a m o n t o n a d o s s o b r e mi espalda.
Explosionaban granadas a l r e d e d o r y z u m b a b a n algunos disparos de fusil.
« C o m o un sandwich», dije. « N o os mováis de d o n d e estáis.»
«Sí, s e ñ o r . N o somos más q u e sacos d e arena para O ' B r i e n » .
d i j o M a d M a r k . s a c a n d o la cabeza para ver las explosiones.
«Ten cuidado», d i j o B a r n e y , e n c a j a d o s o b r e mis pies.
No duró mucho.
Un s o l d a d o de pelo r u b i o v i n o c o r r i e n d o c u a n d o cesaron los
disparos. «Se me ha incrustado un i r o z o de metralla en la
m a n o » , d i j o , y se c h u p ó la h e r i d a . No parecía grave.
M a d Mark inspeccionó el corle con una linterna. « ¿ A g u a n t a r á s hasta el a m a n e c e r ? »
«Sí. ("reo q u e sí. D e b e r é p o n e r m e la inyección del t é t a n o s ,
s u p o n g o . Estas inyecciones duelen m u c h o , ¿ n o ? N o q u i e r o q u e
me pongan la inyección del t é t a n o s . »

" N e c e s i t o d e s c a n s o y diversión. Y una
mujer. Esto es lo q u e necesito. P u e d e
t o m a r m e con mi b a r b a o sin ella."
Según s u p i m o s d e s p u é s , este c o m b a t e había sido una farsa. El
s o l d a d o r u b i o y algunos oíros se a b u r r í a n . Se a b u r r i e r o n l o d o
el día. Se aburrían p o r la nochc. Así q u e sincronizaron sus relojes. fijaron una hora y decidieron a r r o j a r g r a n a d a s de m a n o
f u e r a de n u e s t r o reducido p e r í m e t r o a las 22.(K) en p u n t o . Y
c u a n d o dieron las 22.00 hicieron lo a c o r d a d o , s i m u l a n d o un
c o m b a t e . G r i t a r o n , chillaron, d i s p a r a r o n sus a r m a s y a r r o j a r o n
g r a n a d a s de m a n o y se lo p a s a r o n b i e n , h a c i e n d o r u i d o y asust a n d o a l o d o el m u n d o . A l g o de q u e p o d e r hablar p o r la mañana.
«Magnífica p e l e a » , d i j e r o n p o r la m a ñ a n a , t a i m a d a m e n t e .
«¿Magnífica?» N o podía creerlo.
« A h . ya sabes. Un poco de acción a n i m a la vida. H a c e hervir
la sangre.»
«Eslás loco.»
«Loco c o m o una c a b r a , »
« P e r o , ¿acaso te gusla q u e le m a t e n ? ¿ T e divierte q u e Charlie
venga a cchar g r a n a d a s en lu m a d r i g u e r a ? ¿ T e gusla l o d o esto?
«A unos les loca y a o t r o s n o . Yo estoy loco c o m o u n a c a b r a . »
« N o d e j e s q u e t e t o m e e l pelo», d i j o C h i p . «Lo d e esta n o c h c
fue un m o n t a j e . l.o planearon l o d o d e s d e el principio hasta el
final.»
« T o d o m e n o s q u e el cabccita loca se abriera la m a n o con su
propia g r a n a d a » , d i j o Bates. «F.sto no lo p l a n e a r o n . » Bales caminaba a mi l a d o y el pelotón cruzaba un gran c a m p o de arroz.
«El cabecita loca a r r o j ó su g r a n a d a c o n t r a un á r b o l , r e b o t ó y
f u e a explotar a su lado. T u v o suerte de q u e no le volara la
cabeza.»
Chip sacudió la cabeza. E r a un soldado b a j o y d e l g a d o de
O r l a n d o , e s l a d o d e Florida. E r a n e g r o . « N o m e gustan estos
j u e g o s . Tienes razón, eslán locos», d i j o .
Proseguimos la marcha. P i e r n a izquierda a d e l a n t e , posa el

11

A K R I B A : Patrullar la jungla podía ser monótono, pero era
imposible relajarse: las trampas explosivas acechaban.
pie, fija la rodilla, a r q u e a el tobillo. H u n d e la pierna en el arrozal, atiesa la espalda. D e j a q u e la g u e r r a descanse s o b r e tu pierna izquierda: la mochila, la radio, las g r a n a d a s , los c a r g a d o r e s
de balas d o r a d a s , el fusil, el casco de a c e r o , las tintineantes placas de identificación, la g r a s a , la c a r n e y el agua del p r o p i o cuer-

12

p o , t o d o el c o n t i n g e n t e de a r t e f a c t o s de g u e r r a y de carne- D e j a
q u e se a p o y e n a q u í , meciéndose s o b r e tu pierna izquierda, a t a dos, ligados, s u j e t o s con pestillos, c r e m a l l e r a s y c u e r d a s de
nilón.
C a b a l l o de carga del espíritu, la pierna izquierda lo h a c e t o d o .
R e g a ñ a d a y disciplinada. La pierna izquierda se levanta con
gran energía. A v a n z a . Ls la pierna más f u e r t e , el pivote. La
pierna d e r e c h a también viene, claro, p e r o sólo c o m o a c o m p a -

CAPÍTULO 1 ZONA I>E COMBATE

A R R I B A : Tampoco los arrozales eran seguros: cables trampa,
púas propulsadas,
minas. Un paso en falso, algo precipitado, y
uno dejaba las piernas en Vietnam.

ñ a n t e . La pierna d e r e c h a se estira, avanza oscilante y el pie derecho toca el s u e l o sólo un m o m e n t o , el t i e m p o j u s t o para marc h a r al p a s o con la izquierda. Luego se debilita y deja en la
tierra una m a r c a d e s o l a d a .
I os brazos se m u e v e n , m a r c a n d o el ritmo.
Los o j o s recorren el c a m p o de a r r o z . No p a s e s p o r allí, es
d e m a s i a d o blando. Ni p o r allá, es peligroso, hay minas. Pisa
aquí y no allí, ni allá t a m p o c o ; pisa a q u í , aquí y a q u í , con cui-

d a d o , con c u i d a d o , 110 te distraigas. V e r d e al f r e n t e . L i " verde,
a d e l a n t e . Los o j o s giran en sus órbitas. P r o t e g e n las piernas, sin
riesgos, están al a c e c h o de f r a n c o t i r a d o r e s , de e m b o s c a d a s , de
pozos c a m u f l a d o s . Los o j o s giran, b u s c a n d o minas y trozos perd i d o s de tela y b o m b a s , hilos y d e m á s . N u n c a p a r p a d e e s . Pégate
los p á r p a d o s con e s p a r a d r a p o .
El e s t ó m a g o arde con f u e g o lento. F u e g o en el interior, en el
f o n d o d e l p o z o , justo sobre los testículos.
« C u i d a d o d o n d e o s sentáis», d i j o e l c a b o . B u s c á b a m o s s o m b r a . « C o m e d deprisa, sólo nos d e t e n d r e m o s c i ñ a ) m i n u t o s , n o
más.»
« ¿ C i n c o m i n u t o s ? S e ñ o r , treinta y d o s grados. ¿ D ó n d e están
Us c a d e n a s y el látigo?» B a t e s eligió un t r o z o de suelo d o n d e
sentarse.
«Mirad» d i j o el c a b o . « N o os paséis de listos. Yo sigo ó r d e nes. C u a n t o antes lleguemos al p u e s t o , antes nos rcabastecer e m o s , antes nos a c o s t a r e m o s y antes a c a b a r e m o s con este día.
A n t e s todo.» El c a b o se limpió la cara con un t r a p o , y con él
se f r o t ó el cuello.
B a r n e y se s e n t ó «Por q u é nos d e t e n e m o s ? »
« M e n o s mal q u e alguien c o m p r e n d e q u e e s m e j o r seguir»,
d i j o el cabo.
Bates rió, c o m o un aristócrata. « N o sé p o r q u é lo diría el
amigo B a r n e y . p e r o , d e h e c h o , y o s o ñ a b a m i e n t r a s m a r c h a b a .
E s t a b a en pleno s u e ñ o . La hija de un f a m o s o político y yo. Se
había d e s n u d a d o en una playa de las B a h a m a s . ¡Señor!» Hizo
un g e s t o vago, para q u e la viéramos, a p a r t a n d o la neblina pro-

13

CAPÍTULO 1 ZONA DE COMBATE
d u e l o del calor con la muño. «Se había d e s n u d a d o , ¿ves? Sus
pies tocaban el agua, las olas deliciosas lamían los d e d o s de sus
pies y los intersticios e n t r e ellos, y ella estaba t u m b a d a s o b r e
una toalla. Lo único q u e llevaba puesto eran unas gafas de sol.»
« ¿ D e v e r d a d p u e d e s p e n s a r en tilias de políticos, aquí?», preguntó Barney.
«lis e n c a n t a d o r a » , d i j o Bates, c e r r a n d o los ojos.
C o m i m o s nuestras raciones ("' del m e d i o d í a y luego reanud a m o s la m a r c h a basta la nochc. Excavamos madrigueras y tend i m o s los p o n c h o s p a r a la hora de d o r m i r .
«Mira e s t o » , d i j o Barney. «Es un visor de luz estelar. M a d
M a r k me lo d i o para q u e se lo llevara. Pesa m á s de diez kilos,
la maldita m á q u i n a . »
P e s a b a más de diez kilos, c o n t a n d o la caja negra con su asa
plateada.
«La p r o b a r e m o s esta n o c h e » , d i j o B a r n e y . «Ya p u e d e f u n c i o n a r bien con sus diez kilos.»
« P a r e c e s un h o m b r e de negocios n e o y o r k i n o c a m i n o del trab a j o » , masculló B a r n e s . «Parece una cartera o algo por el estilo.»
« ¿ Q u é es eslo?» Chip vino a s e n t a r s e a n u e s t r o Indo.
« U n visor de luz estelar.»
«Algo p a r a mirar las estrellas, ¿ n o ? Es una buena idea.» Chip
llevaba gorra en vez de casco. Decía q u e con el casco no estaba
fotogénico.
A H A J O : Soñando una vida mejor. Si uno no se freía ai yo/,
sufría bajo la lluvia y entre el barro.

«¿Cómo funciona?»
« E s una especie de caleidoscopio o algo por el estilo», d i j o
Barney. « N o t e n g o ni idea.»
«Sirve para ver en la oscuridad. Lo m e n c i o n a r o n en el camp a m e n t o de instrucción y no volví a oírlo hasta a h o r a . » Bates
se sentó, abrió la c a j a y sacó el a p a r a t o .

" C o m o los c o l o r e s de un r e a c t o r en la
noche..., d o n d e e l t a b l e r o d e m a n d o s e s
d e u n v e r d e trémulo."
«Estrella luminosa, estrella brillante», recitaba C h i p , « p r i m e r a
estrella q u e v e o esta n o c h e . »
« P e r o mira q u é grande es. ¿Y p a r a q u é servirá e s l e dispositivo? Hay q u e ser licenciado en d e r e c h o y t e n e r dos d o c t o r a d o s
para saber c ó m o funciona.» Bales e s t u v o m a n i p u l a n d o los m a n dos. A p a r t ó la cubierta protectora del o b j e t i v o y p u s o el visor
de luz estelar a n t e sus ojos.
- D i g o un d e s e o , digo un deseo», recitaba C h i p , «que se c u m pla mi d e s e o de esta nochc.»
«Mierda», d i j o Bates.
Barney p u s o l a m a n o d e l a n t e del objetivo. « ¿ Q u é ves?»
Bates se rió t o n t a m e n t e . E s c u d r i ñ a b a el cielo.
« P e r o ¿ q u é diablos ves. Bates?»
«Mujeres, oh, mujeres.»
« D é j a m e ver», d i j o C h i p , Bales le p a s ó el a p a r a t o . Chip an-

CAPÍTULO 1 ZONA DF. COMBATE
d u v o j u g a n d o con el. « O h , y bailan, oh», d i j o . Reía y m i r a b a
a través de la m á q u i n a . «Kstrella luminosa, estrella brillante.»
Barney p r o b ó con ella, « N o consigo ver n a d a . »
«Claro q u e no. Todavía es de día, no hay estrellas. H a c e n
falta estrellas para un visor de luz estelar.»
E s p e r a m o s hasta la n o c h e y luego lo i n t e n t a m o s de nuevo.
M a n i p u l a n d o los m a n d o s . Bates logró hacerlo f u n c i o n a r .
El interior de la m á q u i n a era un s e c r e t o , p e r o el principio en
q u e se basaba parecía simple: con la luz de la n o c h e
estrellas,
luz de l u n a , r e f l e j o s — el a p a r a t o convertía la oscuridad en día.
C o n t e n í a u n a p e s a d a batería, algo capaz de exprimir la luz de
las estrellas p a r a , m á g i c a m e n t e , darle f o r m a s y apariencias
nuevas.
«El país de las maravillas», musitó C'hip. « V e o de n o c h e . »
«¿Algún b a s t a r d o ? »
«Veo un circo de m o n t a ñ a s » , d i j o . « C o m o los colores de un
reactor en la n o c h e , en la cabina del piloto, d o n d e el t a b l e r o de
m a n d o s es de un verde t r é m u l o . T o d a s las rocas y los árboles
de ahí d e l a n t e son verdes en la n o c h e . Yo no lo sabía »
« N o se debería ver la n o c h e » , d i j o Bates, c o g i e n d o el a p a r a t o .
«Los á r b o l e s , la maleza, t o d o , t o d o está inmóvil. I o d o parece
m u e r t o con esta m á q u i n a . »

"Odiaba
litera y a
reclutas
Aprendí' a

a mis c o m p a ñ e r o s , a los de
los de c e l d a . O d i a b a a los
m á s q u e a los instructores.
marchar, pero aprendí sólo."

Nos s e n t a m o s al b o r d e de la m a d r i g u e r a para mirar con el visor
de luz estelar.
« E n serio», d i j o Bates en voz b a j a , « n o d e b e r í a m o s ver la
noche. Es a n t i n a t u r a l . No me fío de este a p a r a t o . » Y me lo dio.
«Estrella luminosa, estrella brillante, p r i m e r a estrella q u e veo
esta n o c h e , digo un d e s e o , digo un d e s e o , q u e se cumpla mi
deseo de esla n o c h e . » C h i p se fue a dormir.
Yo me q u e d é a mirar la noche v e r d e .
« D e s e o la paz», d i j o Bates.
«Yo también.»
« ¿ Q u é ves?»
«Un f u e g o v e r d e . E l c a m p o está e n llamas d e n o c h e . »
« ¿ A l g o en m o v i m i e n t o ? »
« N o . » Dirigí el a p a r a t o a un matorral más allá de nuestro
p e r í m e t r o . Los a r b u s t o s brillaban con un c o l o r luminoso. Lo
dirigí a las estrellas. « V e o las n u b e s » , d i j e . «Se m u e v e n , p u e d o
ver c o m o se m u e v e n tan bien c o m o si fuese de día.»
« P e r o , p o r a m o r de Dios, no d e b e r í a s mirar las estrellas con
este a p a r a t o » , d i j o B a t e s . « D e b e r í a s buscar a Charlie.»
Mad M a r k se acercó. « Q u e r é i s callaros, v o s o t r o s dos.» Y se
fue.
« Y o haré la p r i m e r a g u a r d i a » , d i j o Bates. Le di el visor de
luz estelar, p e r o él lo d e j ó en el s u e l o , puso el fusil e n t r e sus
brazos y miró hacia la oscuridad. «Noche», d i j o ,
*

*

*

Al. PIE DE LA M O N T A Ñ A

Para c o m p r e n d e r q u é le p a s a a un s o l d a d o en los c a m p o s min a d o s de Mv Lai hay q u e s a b e r algo de lo q u e ocurre en E s t a d o s
Unidos. Hay q u e c o m p r e n d e r Fort Lewis, e s t a d o de Washingt o n . I l a y que c o m p r e n d e r una cosa llamada instrucción básica.
C o n c l u i d o s mis estudios universitarios en m a y o de 1968. estaba
en Fort Lewis a m e d i a d o s de agosto. É r a m o s cien. Vimos caerse
el pelo u n o s a otros, a p r e n d i m o s la p a l a b r a « s e ñ o r » , a p r e n d i m o s a reaccionar a «;Mcdia vuelta. A R I » . Por encima de nosotros. a cien kilómetros de distancia, la m o n t a ñ a , blanca y fría
de nieve, d o m i n a b a el ciclo. La m o n t a ñ a se llamaba R a i n i e r . y
simbolizaba la libertad.
1 lice un a m i g o . F.rik. y j u n t o s sufrimos c o m o esclavos los prim e r o s meses de vida militar.
No buscaba amistad en Fort Lewis, A q u e l lugar era la a p o teosis de t o d a s las pesadillas en el E j é r c i t o ; t o d o s e r a n p a t a n e s ,
una h o r d a de p a t a n e s , c a b o s y s a r g e n t o s de instrucción y t a m bién oficiales, sin diferencia de clase. En aquella selva de r o b o t s
no había lugar p a r a la amistad; me era imposible c o m p r e n d e r
la brutalidad r e i n a n t e . No quería ningún a m i g o : se t r a t a b a de
una decisión. Si los salvajes me habían c a p t u r a d o , 110 p o r ello
iba a consentir con los de su calaña. R e í r y hablar de la ciudad
natal, de las c a r r e r a s de obstáculos y de los c o c h e s de c a r r e r a s . . .
esto era p a r a los o t r o s . A mi no me g u s t a b a n y no había t a z ó n
alguna para q u e me gustasen. Para los o t r o s reclutas, t o d o era
más fácil. Ellos se a j u s t a b a n más q u e b i e n : a ellos los e n c a n t a b a
la instrucción básica, ellos q u e p e n s a b a n q u e de este m o d o se
hacían más h o m b r e s ; ellos q u e b r o m e a b a n con su b r a v u c o n e r í a ,
y a sus b r o m a s se unían t a m b i é n los cabos y s a r g e n t o s de instrucción. Yo me m a n t u v e a p a r t e , sin ningún c o n t a c t o . O d i a b a
a mis c o m p a ñ e r o s , a los de litera y a los de celda. O d i a b a a los
reclutas más q u e 3 /os instructores.
Aprendía a marchar, pero
a p r e n d í solo. O u c d é s o r p r e n d i d o ante e l m o n t ó n d e e s t u p i d e z
y de arrogancia de Fort Lewis. Yo era s u p e r i o r . No me excusaba
en a b s o l u t o por creerlo. Sin simpatía ni c o m p a s i ó n , instruí a mi
intelecto y a mis o j o s a ignorar el e n t o r n o . Me m a n t u v e vigilante
contra toda intrusión en mi vida privada. M a n t u v e una distancia
a d e c u a d a a la distinción m a n i q u e a entre y o , p o r u n a p a r t e , y el
r e b a ñ o inconsciente y genuflexor p o r o t r a .
Movía la boca según las palabras, c o n f o r m a n d o labios y lengua. un e n g a ñ o p e r f e c t o . P e r o sin s o n i d o alguno. El h e c h o de
q u e no rugiera «Sí. mi s a r g e n t o instructor» era una b o f e t a d a en
su cara de b a s t a r d o . Un p u n t o a favor del espíritu. A p r e n d í a
f u m a r e s t a n d o en f o r m a c i ó n d e s p u é s de la comida. F.ra un placer privado. N e c e s i t a b a mis p u l m o n e s y mis papilas gustativas
y mis m a n o s y mis p e n s a m i e n t o s . Parecía m a y o r , más sabio, m á s
d i s t a n t e , más s e g u r o d e m i m i s m o .
D u r a n t e los días de instrucción básica y d u r a n t e las noches,
m a r c h á b a m o s . Y c a n t á b a m o s . H a y mil canciones.
Cubría su cabello
con un sombrero amarillo.
I.o llevaba en primavera,
en el bello mes ele mayo.
Y si le preguntabas
por qué lo llevaba:
lo llevaba por su soldado.
que estaba lejos., muy lejos.

CAPITULO 1 ZONA DE COMBATE
Escribes tan b i e n , dice una chica en sus cartas. Lo haces t o d o
tan terrible y real... El p r ó x i m o v e r a n o iré a E u r o p a y veré muchos lugares para ti. C o r n o s i e m p r e . . .
Si Iu viera un C'.¡. bajo,
pudría ser un vividor.
Si no tuviera cerebro,
aprendería a amar la lluvia.
¿Tengo o no tengo razón?
¿Me estoy haciendo fuerte?
¡A cantar!
¡A cantarf
Uno, dos, tres, cuatro...
¡A cantar.1
M a r c h a m o s d u r a n t e el curso de infiltración nocturna. Usan
m e t r a l l e t a s contra nosotros, d i s p a r a n d o p o r encima d e nuestras
c a b e z a s m i e n t r a s Krik y Harry y W h i t e y Kline se arrastran a
mi l a d o , b a j o las a l a m b r a d a s , con balas trazadoras por t o d a s
p a r t e s , d e n t r o de acequias, hasta alcanzar la m e t a . B a j o la lluvia. l . u c g o , a plena n o c h c , m a r c h a m o s de vuelta al cuartel.
Viet-nam.
Viet-nam.
Cada noche, mientras duermes,
Churtie Cong viene arrastrándose
por todas partes.
M a r c h a m o s hasta la zona llamada R á p i d o - M a t a . A p r e n d e m o s a disparar r á p i d a m e n t e , velozmente, sin a p u n t a r conscient e m e n t e . Sin p e n s a r en absoluto. R á p i d o , m a t a . M a r c h a m o s
hasta el c a m p o de obstáculos, y Blyton fuerza a Klinc a seguir
a lo largo de las m a n i o b r a s . M a r c h a m o s hacia el cuartel, siempre cantando.
Si muero en zona de cómbale,
ponme en la cuja y mándame a cusa.
Y si muero en el frente de Rusia,
entiérrume aI lado de un cono ruso.
¡A cantar!
M a r c h a m o s hacia la clase de b a y o n e t a , e n t r e bosques verdes,
e n t r e la lluvia s e m p i t e r n a y entre los olores de la arcilla y de las
h o j a s y los pinos y la dulce fragancia de la n a t u r a l e z a ; marcham o s c o m o j u g u e t e s b a j o la libre y blanca m o n t a ñ a : Rainier.
Blyton nos instruye y se burla de nosotros. De pie, con las
p i e r n a s m u y abiertas, s o b r e una p l a t a f o r m a e l e v a d a , nos da una
lección de m a n e j o de la b a y o n e t a . C o n el c o d o izquierdo f i j o y
la m a n o izquierda en la a b r a z a d e r a , justo d e b a j o de la m i r a del
a r m a , la m a n o d e r e c h a en la parte estrecha de la culata, y el
a n t e b r a z o d e r e c h o bien a p r e t a d o contra la culata s u p e r i o r ,
a v a n z a con la pierna izquierda y r a j a hacia a r r i b a con el a c e r o .
U n a V otra vez a b r í a m o s en el aire vientres imaginarios y a veces
b u s c á b a m o s gargantas. «¡Los vietnamitas son unas mierdas peq u e ñ a s ! , » grita Blyton. «Si queréis sus e n t r a ñ a s , tenéis q u e
a p u n t a r b a j o . A g a c h a o s y clavad.»
«Soldados, decidme, ¿cuál es el espíritu de la b a y o n e t a ? » ,
p r e g u n t a v o c i f e r a n d o , r e t u m b a n d o , c o m o si recitara un verso
de Sandburg.
L e v a n t a m o s el fusil con la h o j a m o n t a d a , lo l e v a n t a m o s por
e n c i m a de la c a b e z a , lo m o v e m o s c o m o una b a n d e r a o un tro-

16

A R R I B A : F.l dolor, el miedo y la humillación de la
instrucción básica. I'or malo que lodo fuera, iba a ser mucho
peor en lu zona de combate.
D E R E C H A : Esquilados, afeitados y bien abrochados,
los
reclutas del cuerpo de marines se preparan para ver el mundo.
f e o , inclinándolo con a m o r , y gritamos h a s t a q u e d a r afónicos:
«¡Sargento instructor, el espíritu de la b a y o n e t a es m a t a r !
¡Matar!»
Conozco a una chica llamada Jill.
Ella no quiere, pero su hermana sí.
Oh cariño, oh muñeca.
Conozco a una chica vestida de negro.
Se gana la vida sobre lu espalda.
Oh cariño, oh muñeca.
Conozco u una chica vestida de rojo.
Se gana la vida turnbudu en la cama.
Oh cariño, oh muñeca.

/•'i

No hay n a d a en el m u n d o q u e p u e d a llamarse a m o r . Las muj e r e s son el e n e m i g o . Las m u j e r e s son malvadas. Son seres de
la misma ralea q u e los comunistas, los bastardos de piel amarilla
y l o s hippies. M a r c h a m o s p a r a a p r e n d e r a luchar c u e r p o a cuerpo. Blyton ríe y b r o m e a y vocifera su canción infantil: «Si q u i e res vivir, d e b e s ser á-gil. mó-vil y líos-til.» R e p e t i m o s las palabras: ¡i-gil, mó-vil. hos-til. Nos a l e j a m o s c a n t a n d o .
No lo sé. pero me han dicho
que lia esquimales lo tienen frío.
¿ Tengo o no tengo razón?
¿Me estoy haciendo fuerte?
¡A cantar!
*

*

*

CAPITULO 2 RETROSPECTIVA

En la instrucción superior de i n f a n t e r í a , el s o l d a d o a p r e n d e n u e vas m a n e r a s d e m a t a r
Minas C l a y m o r e , t r a m p a s explosivas, la a m e t r a l l a d o r a M-60,
el lanzagranadas M-7Ü. la vieja pistola de calibre 45. Los sarg e n t o s instructores dan lecciones s o b r e el fusil a u t o m á t i c o
M-16. el a r m a más extendida en V i e t n a m .
Vista d e s d e f u e r a , la instrucción superior parece instrucción
básica. C a n t i d a d e s industriales de e m p u j o n e s , de limpieza de
calzado, de ejercicios de tiro y de m a r c h a s nocturnas. P e r o 110
es instrucción básica. La diferencia se e n c u e n t r a en la cabeza
del n u e v o s o l d a d o , en su c e r e b r o , en la certeza de estar en u n a
g u e r r a : es éste su destino, q u e le a c o m p a ñ a cada día desde el
alba hasta la noche.
El s o l d a d o q u e se e n c u e n t r a en instrucción s u p e r i o r de infantería está c o n d e n a d o , y el lo s a b e y piensa en ello, G u e r r a , guerra de verdad. El s a r g e n t o de instrucción lo d i j o c u a n d o form a m o s p a r a la p r i m e r a inspección: cada m i e m b r o de la c o m pañía es un soldado, un s o l d a d o de infantería del Hjército de
E s t a d o s Unidos. La i n f a n t e r í a , la reina de la batalla. No un coc i n e r o , no un oficinista ni un mecánico. V d e n t r o de o c b o s e m a n a s . d i j o , t o d o s a b o r d a r í a m o s el avión q u e nos iba a llevar
a la g u e r r a .

"Vietnam no es tan m a l o . He e s t a d o allí
tres v e c e s y t o d a v í a e s t o y vivo,
f a s t i d i a n d o a t o d o bicho viviente."
« N o q u i e r o q u e a n d é i s p o r ahí p e n s a n d o en A l e m a n i a o en Lond r e s » . nos dijo. « N o penséis en ello p o r q u e 110 hay ni la m á s
mínima p r o b a b i l i d a d . Sois h o m b r e s del c u e r p o de infantería y
no necesitamos i n f a n t e s en Picadilly ni en S o u t h a m p t o n . A d e m á s , V i e t n a m no es tan malo. He e s t a d o allí tres vcccs y todavía
estov vivo, fastidiando a t o d o bicho viviente. Vosotros p r e s t a d
atención a lo q u e se os e n s e ñ a a q u í y volvereis en una pieza,
c r e e d t n e . Sólo p r e s t a d a t e n c i ó n , intentad a p r e n d e r algo. Vietn a m 110 es tan malo, no lo es si sabéis m a n e j a r o s . »
Un soldado p r e g u n t ó acerca de u n o s r u m o r e s de q u e nos llevarían a F r a n k f o r t .
« O s creeréis toda esta m i e r d a hasta q u e os h a g a vomitar.
I o d o cristo va a V i e t n a m . ¿ e n t e n d i d o s ? T o d o cristo.»
O t r o levantó la m a n o y p r e g u n t ó c u á n d o nos darían el primer
permiso.
« M u y hien», d i j o el s a r g e n t o instructor, a c t u a n d o c o m o un
m a e s t r o de escuela. «La v e r d a d es q u e tenéis m u c h a suerte. T e néis un jefe de c o m p a ñ í a muy comprensivo. Sabe m u y bien lo
q u e significa salir de la instrucción básica, y me d i j o q u e os hiciera salir rápido de aquí. Así q u e . soldados, si os portáis bien
c o n m i g o no h a b r á problemas. D e j a d el e q u i p o en el cuartel y
d a o s prisa, q u e estaréis en Scattlc d e n t r o de una h o r a . »
Fui a la biblioteca de T a c o m a y b u s q u é la sección de la Keailer'í Cuide d e d i c a d a al E j é r c i t o de F.stados U n i d o s . F.11 la e n t r a d a «Deserción» e n c o n t r é lo q u e buscaba. Artículos s o b r e sold a d o s q u e habían h u i d o de los c a m p a m e n t o s p a r a irse a C a D K R E C H A : Disparando con un M-60 durante la instrucción,
preparándose
para aquellos «minutos locos» en Nam.

CAPÍTULO 2 RETROSPECTIVA
c o n d i c i o n e s . En un e j e m p l a r de Time e n c o n t r é u n a lista de o r ganizaciones de Suecia y D i n a m a r c a y el n o m b r e de un h o l a n d é s . u n m i e m b r o del P a r l a m e n t o , q u e dirigían u n sistema cland e s t i n o de a y u d a a s o l d a d o s d e s e n c a n t a d o s , m a n d á n d o l o s a países d o n d e serian libres. A p u n t é los n o m b r e s y las direcciones
En o t r o artículo se describían vías de acceso a C a n a d á , los
lugares p o r d o n d e p a s a b a n los d e s e r t o r e s . Ningún país m i e m b r o
d e l a O T A N a c e p t a b a d e s e r t o r e s del E j é r c i t o d e E s t a d o s Unid o s , e n t r e ellos regia u n a e s p e c i e d e p a c t o d e e x t r a d i c i ó n . Y o
sabía q u e C a n a d á a c e p t a b a a los o b j e t o r e s q u e r e h u í a n el servicio m i l i t a r , p e r o n o p u d e e n c o n t r a r n a d a s o b r e s u política c o n
r e s p e c t o a d e s e r t o r e s y d u d a b a de q u e n u e s t r o s vecinos del nort e llegaran t a n l e j o s . S u e c i a , a p e s a r d e t o d o s los p r o b l e m a s d e
a d a p t a c i ó n y de e m p l e o , p a r e c í a el m e j o r lugar.

" Q u e r í a c o n o c e r las leyes d e los
distintos e s t a d o s , q u é p a í s e s a d m i t í a n
desertores..."

A R R I B A : Tal vez estas calles sean mezquinas,
pero eran
muc ho mejores que Nam, y un reciura liarla lo que fuera para
quedarse en ellas.
n a d á . Suiza. Francia e I r l a n d a . La bibliotccaria me consiguió
a l g u n o s n ú m e r o s de Newsweek y de lime y yo me s e n t c en un
rincón a t o m a r notas. La mayoría de los artículos e r a n e n t r e vistas con d e s e r t o r e s , r e l a t o s de su vida en EstocoIIDO, d o n d e
se m o v í a n l i b r e m e n t e , o en París, d o n d e se o c u l t a b a n y c a m b i a b a n de n o m b r e y se d e j a b a n b a r b a . F u e u n a lectura i n t e r e s a n t e — m e i n t e r e s a b a s o b r e t o d o s u psicología y s a b e r q u é los
i n d u j o a d e s e r t a r — , p e r o yo q u e r í a algo m á s c o n c r e t o .

"La v e r d a d e s q u e tenéis m u c h a suerte...
D e j a d el e q u i p o en el cuartel y d a o s
prisa, q u e e s t a r é i s e n Seattle d e n t r o d e
una hora."
Y o b u s c a b a d e t a l l e s , c ó m o h a c e r l o . Q u e r í a c o n o c e r las leyes d e
los distintos e s t a d o s , q u é países a d m i t í a n d e s e r t o r e s y b a j o q u é
22

S o n r e í a la bibliotccaria al devolverle las revistas: l u e g o me dirigí al vestíbulo de la biblioteca y llamé p o r t e l é f o n o a la c e n t r a l
d e a u t o b u s e s . N a t u r a l m e n t e , altere m i v o z — t a l v e z t e n í a n alg ú n tipo de sistema de g r a b a c i ó n — y me i n f o r m é s o b r e p r e c i o s
y h o r a r i o s a V a n c o u v e r . El v i a j e de Seattle a V a n c o u v c r d u r a b a
s ó l o d o s h o r a s , me d i j e r o n , y los billetes e r a n b a r a t o s . A d e m á s ,
había a u t o b u s e s f r e c u e n t e s , incluso d u r a n t e la n o c h e .
L u e g o llamé al a e r o p u e r t o de Seattle y p r e g u n t é el p r e c i o de
los p a s a j e s a D u b l í n , Irlanda, A c t u a n d o con c u i d a d o , profesion a l m e n t c , p r e g u n l é en p r i m e r lugar a u n a de las principales
compañías norteamericanas, diciendo q u e era estudiante y quería llevar a c a b o una investigación allí. D e s p u é s llamé a Air C a ñ a d a , les c o n t é la misma h i s t o r i a , y m e n c i o n é q u e tal vez saldría
de V a n c o u v e r . El e m p l e a d o me p r e g u n t ó si q u e r í a ida s ó l o o
un billete de ida y v u e l t a . Ya e s p e r a b a e s t a p r e g u n t a y, tras u n a
p a u s a realista d e u n p a r d e s e g u n d o s , l e d i j e q u e l o m e j o r sería
q u e me diera los d o s precios, ya q u e p o s i b l e m e n t e iba a e s t a r
varios m e s e s en D u b l í n . Y quizá m á s . H e c h a s e s t a s l l a m a d a s ,
volví a mi rincón de lu biblioteca y, p o r p r i m e r a v e z . me persuadí de que era. efectivamente, posible. Nadie me detendría
en la f r o n t e r a de C a n a d á , p o r lo m e n o s si iba en a u t o b ú s . Un
v i a j e a Irlanda no d e s p e r t a r í a n i n g u n a s o s p e c h a . D e s d e Irlanda,
n o t a r d a r í a m á s d e d o s d í a s e n llegar p o r b a r c o a Suecia. N o
había d u d a d e q u e podía hacerse.
Escribí a mis p a d r e s y a m i t a d de la c a r t a les pedí q u e me
m a n d a r a n mi p a s a p o r t e y mi cartilla de v a c u n a c i ó n . H a b l a est a d o e n E u r o p a e n e l v e r a n o d e 1%7, u n v i a j e d e p l a c e r , n o d e
e v a s i ó n . Les d i j e q u e n e c e s i t a b a m i p a s a p o r t e p a r a mis p e r m i s o s
e n V i e t n a m . D i j e t a m b i é n q u e n e c e s i t a b a m i cartilla d e vacunación p a r a mi historial m é d i c o del E j é r c i t o .
H i c e u n e s t u d i o d e t a l l a d o d e los gastos. Q u i n i e n t o s d ó l a r e s
serían suficientes. M e f a l t a b a n d o s c i e n t o s , p e r o p o d í a e n c o n t r a r
algún t r a b a j o en V a n c o u v e r y conseguirlos en un p a r de sem a n a s . Y si no tuviera t i e m p o q u e p e r d e r , había c o m p a ñ e r o s
de e s t u d i o s y viejos amigos a q u i e n e s p o d r í a p e d i r un p r é s t a m o .
Escribí c a r t a s a u n a amiga, l a m e n t á n d o m e un p o c o y s u g i r i e n d o
q u é p e n s a b a hacer. L e p e d í q u e s e r e u n i e r a c o n m i g o d u r a n t e e l
p e r m i s o del D í a de Acción de G r a c i a s .
C u a n d o salí d e l a biblioteca y a e r a d e n o c h e . E s divertido
p e n s a r q u e m i p r i m e r día d e libertad d e s d e m e d i a d o s d e a g o s t o

CAPÍTULO 2 RETROSPECTIVA
lo había pasado en un edificio r e p l e t o de libros y de viejas señoras. Kra algo n o t a b l e . l.os s a r g e n t o s y los oficiales de la c o m pañía se reirían si lo s u p i e r a n . Pero yo t a m b i é n me reía, ya q u e
aquella biblioteca y aquellas palabras escritas y aquellas solícitas
bibliotecarias me iban a librar de t o d o e s t o .
«En realidad, la g u e r r a de C o r e a y la guerra de V i e t n a m no
son m u y distintas. Un país dividido p o r una línea artificial. G e n te de la m i s m a raza m a t á n d o s e e n t r e sí. A y u d a c o m u n i s t a y ayuda n o r t e a m e r i c a n a , t r o p a s comunistas y t r o p a s norteamericanas. En los dos lugares, los r o j o s se vuelven codiciosos. O h ,
desde luego, el tipo de guerra en V i e t n a m es n u e v o , g u e r r a de
guerrillas, p e r o la estamos a p r e n d i e n d o , somos m u y b u e n o s en
ella. Me servido al T í o S a m en C o r e a y lo he servido en Vietn a m , tres veces. P e r m í t a m e q u e se lo d i g a , soldado: las g u e r r a s
son t o d a s iguales. D e t r á s de estas g u e r r a s asiáticas están los chinos. Soldado, tiene c a s p a en su u n i f o r m e ; límpieselo. D e b e m o s
d e t e n e r a los chinos m i e n t r a s p o d a m o s hacerlo. Si no es en Vietnam del Sur. e n t o n c e s , c o m o me han dicho algunos oficiales
australianos, será en Sidney.»

"La g u e r r a de C o r e a y la g u e r r a de
Vietnam no son muy distintas. Un país
dividido por u n a línea artificial. G e n t e
de la misma raza m a t á n d o s e entre sí."
El c o m a n d a n t e del batallón soltó una risita. Llevaba gafas de
sol de cristal v e r d e o s c u r o y sus o j o s debían de estar cerrados.
« P e r o los chinos no saben gran cosa de lucha callejera. Los mat a r e m o s . Es algo q u e a p r e n d i m o s en E u r o p a . Debía h a b e r visto
Saint Vith. aquello era una lucha callejera. A ver, limpíese esta
caspa, le c u b r e t o d o el cuello. Bien. P e r o usted es un desaliñ a d o . a b r ó c h e s e bien este b o t ó n . » Volvió a s e n t a r s e . En la pared, a su espalda, había una hilera de fotografías, la c a d e n a del
m a n d o . E m p e z a b a con Lyndon J o h n s o n , Earl W h e e l e r , Stanley
Roser, el c o m a n d a n t e del Sexto E j é r c i t o , el c o m a n d a n t e del
f u e r t e y, f i n a l m e n t e , el c o m a n d a n t e del batallón, con su cara
de finos labios c o m o a p u n t o de sonreír, « l o d o esto se lo dice
un v i e j o s o l d a d o » , dijo. « S u p o n g o q u e d e b e r á leerlo para creerlo, es la nueva m o d a . T e n d r é q u e escribir un libro. R e c u e r d o
la multitud de chinos c r u z a n d o el río hasta C o r e a . C o n ello hay
suficiente para un libro. El p r o b l e m a es q u e quieren filosofía
a d e m á s de la acción. Yo quisiera un relato directo, escribir lo
q u e ocurrió tal c o m o ocurrió, p e r o ya v e o las muecas de rechazo. He aquí el p r o b l e m a : hay q u e hablar mal de los militares
para q u e publiquen un libro. P e r o yo podría escribir un libro.»
« S e ñ o r , la razón de q u e esté aquí es q u e estoy p r e o c u p a d o
p o r la g u e r r a de V i e t n a m . C r e o q u e e s , s a b e , un e r r o r . Me preocupa q u e . . . »
«Ya sé lo q u e le o c u r r e , soldado. T o d o s t e n e m o s m i e d o . P e r o
en c u a n t o esté m e t i d o en ello, e n t o n c e s , no se p r e o c u p e , no
t e n d r á m i e d o . Dios, a veces, es e s t i m u l a n t e . Un h o m b r e contra
un h o m b r e , y sólo u n o vence. Y el q u e p i e r d e , pierde m u c h o .
P e r o no es un soldado —a no ser q u e mienta— quien no a d m i t a
h a b e r t e n i d o m i e d o alguna vez. Sobre t o d o antes de las batallas
o d e s p u é s de ellas. E s t o es lo q u e me pasaba a mí. Dios, t o d o s
los oficiales e s t á b a m o s allí, sentados, b e b i e n d o y b r o m e a n d o ,
p e r o t e n í a m o s m i e d o , sí, t a m b i é n los oficiales. Ya v e . s o m o s
h u m a n o s . » Se e c h ó a d e l a n t e y sonrió p o r vez p r i m e r a . Y a había
dicho lo f u n d a m e n t a l . Yo sonreí y asentí, ya q u e él pedía re-

c o n o c i m i e n t o . E s t a b a a d m i t i e n d o algo q u e y o debía saber q u e
él no a c o s t u m b r a b a a admitir ante los reclutas: q u e era un ser
h u m a n o . I.a entrevista había a l c a n z a d o su p u n t o c u l m i n a n t e .
«¿Le sirve esto de a y u d a , soldado? D e b e r í a hablar con ustedes más a m e n u d o , p e r o ya s a b e c ó m o son las cosas, Se evitarían muchos p r o b l e m a s y m a l e n t e n d i d o s . Si hay o t r a s cosas
q u e le preocupan — m a l a c o m i d a , dificultades con el c o r r e o — ,
h á g a m e l o saber. Me tranquiliza s a b e r q u e mis h o m b r e s p u e d e n
hablar c o n m i g o c u a n d o tienen p r o b l e m a s . P u e d e retirarse.»
D u r a n t e la instrucción s u p e r i o r de infantería se nos concedían
unas lloras diarias de libertad. En el f u e r t e había tres lugares
d o n d e pasar el t i e m p o libre. U n o era la sala de cinc, d o n d e se
p r o y e c t ó Burbarella d u r a n t e tres s e m a n a s seguidas. O t r o era la
cafetería, T e n í a n donuts b a r a t o s y calientes, y en ella pasé bastantes horas y gasté d i n e r o . El m e j o r lugar era la biblioteca. E r a
p e q u e ñ a y estaba casi siempre vacia, excepción h c c h a del bibliotecario. Tenía algunos libros b u e n o s .
G u a r d a b a mis planes de fuga en la c a r t e r a . D e b i d o a las inspecciones, no estaban seguros en las taquillas. E n c o n t r é una
mesa retirada en la biblioteca y en ella pasaba dos h o r a s al día
p r e p a r a n d o el plan de f u g a . Los n ú m e r o s a t r a s a d o s de las principales revistas de actualidad me permitieron o b t e n e r detalles
sobre las leyes de inmigración suecas. T o m é n o t a s s o b r e la historia, la cultura y la política de Suecia. E m p e c é a estudiar sueco
a p r e n d i e n d o las palabras q u e significan c o m i d a , b e b i d a , e j é r c i t o
y d e s e r t o r . La enciclopedia me f u e muy útil, y a p r e n d í los n o m bres de las m a y o r e s ciudades de Suecia y de los ríos y puercos.
Los d o m i n g o s no hacía el c o n s a b i d o viaje en a u t o b ú s a Seatlle
o a T a c o m a . sino q u e escribía cartas a mi familia, a un m a e s t r o
y a dos chicas, i n t e n t a n d o explicar la agonía de mi situación.
Las cartas a la ciudad natal, en A m é r i c a , e r a n difíciles de escribir. P e r o era aún p e o r leerlas, n a t u r a l m e n t e . P e o r q u e abrir
un telegrama de la Western U n i o n : « C o n gran p e s a r , d e b o inf o r m a r l e q u e s u hijo...» A u n q u e nunca podrían c o m p r e n d e r tot a l m e n t e mi f u g a , por lo m e n o s sabrían q u e o b j e t a b a a la guerra. En las cartas explicaba las r a z o n e s de mi deserción y hablaba de los p r o b l e m a s de conciencia de participar en la g u e r r a .
Sobre t o d o , sin e m b a r g o , internaba decir cuán d u r o es p o n e r
en a p u r o s a las p e r s o n a s q u e u n o q u i e r e . Escondí las cartas y
decidí m a n d a r l a s desde C a n a d á , mi p r i m e r a escala.

A R R I B A : Antes del vuelo hacia Vietnam,
de semana que no hay que desaprovechar.

queda un último fin

23

CAPÍTULO 2 RETROSPECTIVA
Leí El americano impasible de G r a h a m G r e c n e . Había un pár r a f o q u e me i m p r e s i o n ó especialmente, y lo copié c o m o un
apéndice en cada una de las carias. G r e e n e describe al piloto
de un b o m b a r d e r o francés h a b l a n d o con uti periodista norteam e r i c a n o mientras l o m a n una cerveza. Ll piloto, responsable
de la m u e r t e de vietnamitas a n ó n i m o s en la g u e r r a de Francia
contra el Victminh. dice q u e eslá c a n s a d o de llevar la carga personal de una guerra q u e fue injusta líesele el principio y q u e
antes o d e s p u é s acabará en las mismas condiciones en q u e p u d o
h a b e r a c a b a d o a n o s atrás.
La biblioteca no era más q u e un p e q u e ñ o edificio de m a d e r a ,
p e r o era el paraíso. I .os d o m i n g o s por la m a ñ a n a e s p e r a b a de
pie junto a la p u e r t a a q u e llegara el s a r g e n t o c o n las llaves.
C u a n d o llegaba, p r o b a b l e m e n t e directo de la c a m a , sin h a b e r
d e s a y u n a d o , abría v i o l e n t a m e n t e la p u e r t a , e n t r a b a y me decía
q u e no hiciera ruido. O u c r f a d o r m i r .
U n a o dos s e m a n a s a n t e s de Navidad tenía ya dinero suficiente. los d o c u m e n t o s precisos > un plan definitivo. E s t a b a enf e r m o de bronquitis, p e r o los p e q u e ñ o s e s p a s m o s de náusea y
de t o s me e m p u j a b a n adelante. E r a n el síntoma de o t r a enferm e d a d q u e sabía p e r f e c t a m e n t e bien c ó m o curar. Nos dieron
permiso de fin de s e m a n a .
El viaje en a u t o b ú s hasta Seattle f u e un c o n t i n u o t r a q u e t e o .
E r a un viernes por la l a r d e , frío c o m o s i e m p r e , y la nieve, muy
tenue, h a b í a r e e m p l a z a d o a la lluvia. En el interior del a u t o b ú s
no había luces, excepción hecha de los cigarrillos e n c e n d i d o s .
L o s p a s a j e r o s iban t o d o s en u n i f o r m e , incluso el c o n d u c t o r , y
las boinas v e r d e s sobresalían aquí y allí p o r encima de los respaldos de los asientos. Los oficiales llevaban gorras de estilo
nazi, u n i f o r m e s verdes y medallas. E s t a s cosas me exaltaban en
mis días de instrucción básica, p e r o a h o r a , a s u s t a d o y decidido,
me divertían. Mi g a r g a n t a estaba llena de (lemas. La náusea se
p a s c a b a p o r mi e s t ó m a g o y ascendía hasta mi cabeza.

"Reclutado, ¿ n o ? Yo también. Me
a p u n t é a la Escuela de Oficiales. No es
q u e quisiera ser oficial, p e r o por lo
m e n o s p o s p o n í a Vietnam d u r a n t e u n
tiempo."
A mi lado había un t e n i e n t e , q u e me p r e g u n t ó si iba a casa p o r
N a v i d a d . D i j e : « N o , s e ñ o r , e s sólo u n permiso.»
« V a s a Seattle. ¿ c h ? No es mal lugar. M e j o r q u e N a m , tenlo
p o r seguro.»
« ¿ H a e s t a d o usted e n N a m ? »
«No. Voy a ir. Pasado m a ñ a n a . L o s bastardos 110 quisieron
retrasarlo hasta d e s p u é s d e N a v i d a d . »
«Mala suerte.»
« ¿ C u á l es tu c u e r p o ? » , p r e g u n t ó el t e n i e n t e .
«Infantería.»
« R e c l u t a d o . ¿no? Yo t a m b i c n . Me a p u n t é a la Escuela de
Oficiales. No es q u e quisiera ser oficial, p e r o p o r lo m e n o s posponía V i e t n a m d u r a n t e un t i e m p o . Casi llegué a c r e e r q u e se
habían o l v i d a d o de mi. Un m e s m á s , este f e b r e r o , y hubiera
p o d i d o ir a A l e m a n i a . Toda mi unidad va a A l e m a n i a . »
«¿Está m u y molesto, s e ñ o r ? »
«Sí», d i j o . « P e r o c r e o q u e p r e c i s a m e n t e para esto me he prep a r a d o . De h e c h o , casi t e n g o ganas de p o n e r en práctica t o d o
24

lo q u e he a p r e n d i d o . C r e o q u e soy m e j o r q u e estos bastardos
del Vietcong.»
El a u t o b ú s se a l e j a b a del f u e r t e . Iba por una larga c a r r e t e r a
de tres o c u a t r o carriles q u e pasa e n t r e b o s q u e s hasta llegar a
Seattle. La cabeza me dolía y la incliné hacia atrás y me m e d i o
d o r m í . N o u n s u e ñ o p r o f u n d o , p e r o s í l o b a s t a n t e p a r a sufrir
una p e q u e ñ a pesadilla.
En Seattle, la central de a u t o b u s e s estaba repleta de policía,
civil y militar. Me m e t í en el l a v a b o de h o m b r e s y me quité la
ropa. Metí el u n i f o r m e en mi bolsa negra de desertor y me p u s e
pantalón y camisa. N a d i e d i j o una palabra.

"Vomité en la h a b i t a c i ó n del hotel... La
b o l s a d e d e s e r t o r e s t a b a lista p a r a
partir, p e r o la s u c i e d a d de la h a b i t a c i ó n
y la s o l e d a d me d a b a n m i e d o . "
E n c o n t r é una habitación b a r a t a . Decidí q u e d u r a n t e la n o c h e
repensaría el a s u n t o p o r última vez. La anciana del m o s t r a d o r
de recepción me dio la llave sin u n a m i r a d a . T e n í a a n t e sí el
Seaiilc Times a b i e r t o por la página de d e p o r t e s . C o m o un caballero. d i j e b u e n a s n o c h e s . Ella masculló t a m b i é n q u e b u e n a s
noches. D e j é la bolsa e n c i m a de la c a m a y salí del hotel en dirección al p u e r t o . E n c o n t r é un m a r i n e r o y le p r e g u n t é por un
b u e n lugar d o n d e c e n a r . «Allí», me d i j o . « B u e n p e s c a d o y barato. ¿ N o tendrás algo suelto?» T o m é sopa d e a l m e j a s , q u e m e
alivió el dolor de c a b e z a ; luego fui a una cabina telefónica y
llame a un taxi q u e me llevó a la Universidad de W a s h i n g t o n .
Me a c e r q u é a una residencia universitaria f e m e n i n a y t o q u é
el timbre. Me abrió una chica con l e j a n o s , cabello negro y gafas
de m o n t u r a azul. Le dije q u e e r a de M i n n e s o t a y q u e u n o de
mis amigos de aquella universidad me había dicho q u e p o d r í a
e n c o n t r a r una chica con q u i e n salir si llamaba a esla dirección.
Me p r e g u n t ó el n o m b r e de mi amigo y me inventé u n o . Me
p r e g u n t ó en q u é residencia vivía él. y yo, q u e no conocía ning u n a . dije q u e en la Fi G a m m a O m c g a .
« D e hecho», a ñ a d í , « n o soy ningún m a n í a c o sexual. Lo único
q u e o c u r r e es q u e he v e n i d o a visitar Seattle y no quisiera p e r d e r
la n o c h e . P o d r í a m o s ir al cinc o a c u a l q u i e r otra p a r t e . »
« Q u é le v a m o s a hacer», d i j o la chica. «Pareces un b u e n chico. p e r o ya sabes c ó m o son las cosas. T e n g o q u e estudiar. M a ñana tengo un examen.»
« M a ñ a n a es s á b a d o , ¿ T i e n e s clase los s á b a d o s ? »
«No. No es m a ñ a n a . El e x a m e n es el lunes. F u e un e r r o r involuntario. creo.»
«La v e r d a d » , d i j e , «no e s p e r a b a q u e vinieras tú. P e r o lal vez
conozcas a alguien.»
« D i siento. Pero e s t a m o s ante las vacaciones de N a v i d a d . T e n e m o s e x á m e n e s , ¿ s a b e s ? , y todas mis amigas tienen q u e estudiar.» Sonrió y a ñ a d i ó : « A d e m á s , ésta no es m a n e r a de llevar
las relaciones h u m a n a s . »
Así pues, me fui. algo t u r b a d o , y me dirigí al c e n t r o de Seattle. Paseé e n t r e las luccs de n e ó n , r o j a s y amarillas, y pasé
por d e l a n t e de un cine d o n d e proyectaban himan's Raixbow
— « . ..si no estoy j u n t o a la chica a quien q u i e r o , q u i e r o a la chica
j u n t o a la cual estoy»— y d e l a n t e de o t r o d o n d e p r o y e c t a b a n
El graduado, lo q u e me hizo p e n s a r en mi antigua novia de la
universidad. Seguí a n d a n d o , s i l b a n d o una melodía hasta q u e el
dolor de cabeza volvió.

CAPÍTULO 2 RETROSPECTIVA
Al final de la calle, j u n t o al p u e r t o , la luz era más tenue. U n a
prostituta me a g a r r ó con su paraguas y me p r e g u n t ó si quería
compañía.
«No. gracias», dije. «Me siento mal esta n o c h e . »
« ¿ P u e d e s p r e s t a r m e un p a r de dólares'.'», p r e g u n t ó .
«Lo siento. P e r o necesito el dinero. No sabes c u á n t o lo necesito.»
V o m i t é en la habitación del hotel. Me d o r m í . Me d e s p e r t é ,
volví a d o r m i r m e , me desperté de n u e v o y oí la lluvia. Miré a
la calle. Ya no había nieve y t o d o era un lodo gris. Me senté a
la mesa. La bolsa de desertor estaba lisia p a r a partir, p e r o la
s u c i e d a d de la habitación y la soledad me daban miedo. D o r m í
un p o c o más y s o ñ é , y c u a n d o d e s p e r t é volví a vomitar y vi q u e
se hacía de día. Q u e m é las cartas a mis p a d r e s . Leí las otras y
las q u e m é t a m b i é n . Me a c e r q u é al vestíbulo y c o m p r é una cocacola. D e s p u é s de tomarla me sentí m e j o r , con la cabeza m á s
c l a r a , y q u e m é los planes. E r a un c o b a r d e . E s t a b a e n f e r m o .
Me e n c o n t r é mal d u r a n t e t o d o el s á b a d o . Y estuve inquieto
y d e s e s p e r a d o . El d o m i n g o p o r la m a ñ a n a cogí un a u t o b ú s dir e c t o al f u e r t e . Fui a la biblioteca y leí. comí un ü o n n t en la
cafetería y me m e t í en el cuartel. Los d e m á s regresaban bullic i o s a m e n t e del p e r m i s o , la milad de ellos b o r r a c h o s y riñendo
y gritando o h a b l a n d o de la Navidad. No había ningún lugar
d o n d e estar solo.
*

*

*

A B A J O : A la llenada proyectan una película sobre técnicas de
cómbale. Vale la pena estar atento: te puede saltar la vida.

LA LLEGADA
Lo p r i m e r o q u e se advierte es la neblina. L u e g o , c u a n d o el
avión empieza a d e s c e n d e r , aparecen u n a s m o n t a ñ a s de c o l o r
gris pálido. El avión se desliza hacia a b a j o y las m o n t a ñ a s se
oscurecen y adquieren un aspecto siniestro Se ven los trazados
de las e s c a r p a d u r a s y u n o se p r e g u n t a si, de e n t r e t o d o s los lug a r e s que hay ahí a b a j o , acabará m u r i e n d o p r e c i s a m e n t e en
éste. En la distancia se ven m a n c h a s verdes y d e b a j o está el m a r ,
con una f r a n j a de arena q u e m a r c a la costa. Doscientos h o m b r e s
retienen la respiración. N a d i e mira a los d e m á s . T o d o s están
aterrorizados P e r o no tiene sentido insistir en ello. Así p u e s ,
se b r o m e a : nos q u e d a n sólo 365 días. La azafata nos desea b u e na suerte desde el altavoz. En la puerla r e p a r t e algunos besos,
s o b r e t o d o e n t r e los extrovertidos.
Desde la bahía de Cam R a n h . o t r o avión n o s lleva a C h u Lai.
una gran base al sur de D a n a n g , d o n d e está el cuartel g e n e r a l
de la División A m e r i c a n a . Allí e s t a m o s una s e m a n a , en un lugar
l l a m a d o C e n t r o de C o m b a t e . Es una especie de lugar de veran e o junto al M a r de la China Meridional, con su a r e n a y sus
m u j e r e s nativas y su c a m p o de golf en miniatura y sus espectáculos con t o d a s las variedades de m o v i m i e n t o s pélvicos femeninos. Allí j u n t o al m a r se recibe la instrucción del a h o r a - o nunca. Se a r r o j a n g r a n a d a s , se practica el d e s p l a z a m i e n t o a través de c a m p o s m i n a d o s , se a p r e n d e a usar d e t e c t o r e s de minas.
Pero, s o b r e t o d o , se piensa en la m u e r t e . U n o se p r e g u n t a q u é

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CAPÍTULO 2 RETROSPECTIVA
s u c e d e , q u é se siente en el interior. A veces, u n o se d e t i e n e y
siente un cosquilleo en el c u e r p o , siente los músculos y los nervios en acción. De n o c h e , u n o se sienta en la playa y c o n t e m p l a
el f u e g o de los c o m b a t e s en la lejanía, d o n d e la g u e r r a tiene
lugar. T a m b i é n hay cine y un lugar d o n d e c o m p r a r cerveza. C o n
c u i d a d o , u n o tacha seis días en su calendario de bolsillo y empieza un diario con la vaga esperanza de q u e n a d i e deba nunca
leerlo.
Llegar a V i e t n a m c o m o s o l d a d o es como llegar al c a m p a m e n t o de instrucción c o m o recluta. T o d o es nuevo, y u n o atribuye maldad a los o b j e t o s más simples q u e le rodean. Se ve la
arena teñirse de r o j o , tropeles de ángeles y e s p e c t r o s en el cielo,
piedad en los o j o s d e l c a p e l l á n , o d i o disimulado en las muchac h a s q u e venden refrescos. U n o n o s a b e bien c ó m o comportarse: si m a n i f e s t a r el m i e d o o vivir s e c r e t a m e n t e con él. si manifestar resignación o repugnancia.
D e s p u é s de una s e m a n a en el C e n t r o de C o m b a t e , me llevaron en camión con o t r o s cinco p o r la carretera U n o hasta un
lugar llamado Ciator. d o n d e había una zona de a t e r r i z a j e .
Me asignaron a la c o m p a ñ í a Alfa.
••Pobre h i j o de perra», me d i j o el e m p l e a d o de c o r r e o s , sonriendo. « ¿ C u á n t o s días le q u e d a n en N u m ? ¿358? ¿ N o ? ¿357?
M i e r d a . P o b r e h i j o de p e r r a , A mí me q u e d a n veintitrés días,
veintitrés, y lo s i e n t o , p e r o me voy. Soy tan b a j o q u e necesito
una escalera para darte las cartas. ¿ C ó m o te llamas?»

" V a m o s , O'Brien, t ó m a t e l o con c a l m a .
Alfa e s u n a c o m p a ñ í a c o n v e n c i o n a l ; n o
debes preocuparte."
El e m p i c a d o de correos me dio la m a n o . «Por lo m e n o s eres un
h i j o de perra con s u e r t e . Los irlandeses nunca m u e r e n , p o r lo
m e n o s en A l f a . Los n e g r o s sí, p e r o no vosotros. Yo soy tan
n e g r o c o m o el b e t ú n del c o r o n e l , asi q u e p u e d e s apostar ci culo
a q u e no estoy a salvo hasta q u e el viejo p á j a r o de la libertad
aterrice en Seattle llevándome consigo. Veintitrés días, pobre
hijo de perra.»
Me llevó hasta el s a r g e n t o p r i m e r o . F.l s a r g e n t o p r i m e r o d i j o
q u e me olvidara de t o d a s las historias de q u e iba a ir d i r e c t o al
c a m p o de batalla. G a n d u l e a b a ante un ventilador vestido en
r o p a interior, y me ofreció una cerveza. « V a m o s , O ' B r i e n , tóm a t e l o con calma. Alfa es una compañía convencional; no debes p r e o c u p a r l e . P ó r t a t e bien y yo te t e n d r é en G a t o r hasta que
la c o m p a ñ í a regrese a descansar. No tiene sentido q u e te m a n d e
a h o r a , ellos volverán p a s a d o m a ñ a n a . » A g a r r ó una c u e r d a con
los d e d o s del pie y acercó el ventilador. « V e al cine esta noche,
t o m a una cerveza o haz cualquier cosa.»
Me asignó al tercer pelotón y d i j o a gritos al s a r g e n t o de suministros q u e me diera mi e q u i p o . Este le contestó también a
gritos q u e se fuera al infierno y los dos se e c h a r o n a reír. Recibí
un fusil, munición y un casco, ropa de c a m u f l a j e , un p o n c h o ,
una mochila, ropa limpia, un p a q u e t e de cigarrillos y caramelos.
L u e g o se hizo de n o c h e y vi a Elvira Madigan y a su amigo hacer
f r e n t e a toda clase de dificultades: p a s a r h a m b r e , desesperarse
y morir e s t ú p i d a m e n t e , tan e s t ú p i d a m e n t e q u e u n o sólo podía
l a m e n t a r su falta de sentido c o m ú n . El protagonista, el a m a n t e
de Elvira, era un d e s e r t o r . U n o tenia la impresión de q u e había
desertado por un ideal de amor y mariposas, de días venturosos
y vida sencilla, y q u e , c u a n d o vio q u e no podía conseguirlo, ni
26

A K K I B A : En el
madriguera como
D E R E C H A : l.a
sol, atentos a los

exterior del perímetro le abrazas a la
a un viejo amigo reencontrado.
vida en la línea de fuego. Holgazaneando
disparos.

al

siquiera en compañía de la rubia Elvira de o j o s azules, decidió
q u e no valía la penu vivir. Pero, Dios, m a t a r p o r h a m b r e , p o r
miedo a t e n e r q u e hacer un t r a b a j o servil. M o l e s t o , me m e t í en
un barracón vacío, a p a r t é las municiones y granadas q u e había
en la c a m a y me dispuse a dormir.
A los dos días, la c o m p a ñ í a Alfa llegó a la zona de a t e r r i z a j e
Ciator. Estaban sucios, g r i t a b a n , eran groseros, tenían ganas de
b e b e r y e m b o r r a c h a r s e y a p e n a s me prestaron atención. Estuvieron b e b i e n d o t o d a la tarde hasta bien e n t r a d a la n o c h c .
H u b o una pelea q u e a c a b ó en más cerveza, f u m a r o n m a r i h u a n a
y e m p e z a r o n a d o r m i r o a estar flipados hacia m e d i a n o c h e .
Hacia la una o las dos de la m a d r u g a d a
p r i m e r o pensé q u e
estaba soñando, luego q u e era a/go sin i m p o r t a n c i a — se o y e r o n
u n a s explosiones en el exterior. El s a r g e n t o p r i m e r o e n t r ó en

los b a r r a c o n e s con una linterna. «¡Vamos!», gritó, «¡Salid tod o s ! ¡Nos atacan! ¡Despertad!»
B u s q u é un casco para mi cabeza. Un chaleco antibalas. Mis
b o t a s , el fusil, munición.
1.a oscuridad era total. Las explosiones c o n t i n u a b a n : parecían
m u y lejanas.
Salf. Las bengalas iluminaban la b a s e y los m o r t e r o s dispar a b a n hacia los arrozales. Me e s c o n d í en un c o b e r t i z o de metal
d o n d e g u a r d a b a n las cervezas.
N a d i e m á s salió. L'sperc. y f i n a l m e n t e salió un h o m b r e con
una cerveza en la m a n o . L u e g o o t r o , también con una cerveza.
Se sentaron en los sacos de a r e n a , vestidos con ropa interior,
b e b i e n d o y riendo, s e ñ a l a n d o a los arrozales y m i r a n d o caer las
b o m b a s d e nuestros m o r t e r o s .
En los siguientes cinco m i n u t o s llegaron dos o tres h o m b r e s
m á s ; luego el s a r g e n t o p r i m e r o e m p e z ó a vociferar. C i n c o min u t o s más t a r d e había más h o m b r e s f u e r a , s e n t a d o s en los sacos
de arena.
C a y e r o n algunos proyectiles enemigos. La tierra se abría. La
mayor p a r t e de la c o m p a ñ í a Alfa d o r m í a .
27

CAPÍTULO 2 RETROSPECTIVA

CAPÍTULO 2 RETROSPECTIVA
L l e g ó un teniente. O r d e n ó a los h o m b r e s q u e cogieran sus
p e r t r e c h o s , p e r o nadie se movió y el se retiró. L u e g o algunos
h o m b r e s descubrieron el destello de un m o r t e r o e n e m i g o . Cogieron una a m e t r a l l a d o r a y dispararon por encima de las cabezas de los d e m á s .
S e g u n d o s d e s p u é s , el cañón del e n e m i g o volvió a brillar. Se
o y ó un silbido y el proyectil abrió un cráter en un c a m i n o a seis
m e t r o s del c o b e r t i z o de la cerveza. La metralla g o l p e ó con violencia contra las p a r e d e s del cobertizo. Yo permanecí inmóvil,
j a d e a n d o , sin pensar. Los h o m b r e s decían q u e Charlie a p u n t a b a
a nuestra a m e t r a l l a d o r a y t o d o s se dispersaron. El siguiente proyectil cayó aún más cerca.

"Kid tenia sólo d i e c i o c h o a ñ o s , p e r o
todos decían q u e había q u e cuidarse de
él: e r a el mejor tirador del batallón con
un M - 7 9 . "
El t e n i e n t e volvió. Discutió con u n o de los sargentos del pelot ó n , p e r o a h o r a el t e n i e n t e hablaba con firmeza. Nos o r d e n ó
q u e r e c o r r i é r a m o s el p e r í m e t r o , Mascullando q u e si la compañía necesitaba descansar y q u e si el descanso se habla convertido
en una mierda de descanso y q u e m e j o r q u e no h u b i e r a n reg r e s a d o . los h o m b r e s se pusieron los cascos, cogieron los fusiles
y a c o m p a ñ a r o n al t e n i e n t e a recorrer el p e r í m e t r o .
T r e s h o m b r e s se n e g a r o n , se metieron en los b a r r a c o n e s y se
fueron a dormir.
Un el p e r i m c l r o había dos soldados m u e r i o s . D i s p a r a m o s
a m e t r a l l a d o r a s de calibre 50 en dirección a los arrozales y el
cielo se llenó de bengalas. D o s o tres h o m b r e s de los nuestros,
olvidándose de la g u e r r a , salieron a perseguir paracaidas que
r e v o l o t e a b a n a l r e d e d o r de los refugios. Los paracaidas procedían de las bengalas.
Por la m a ñ a n a el s a r g e n t o p r i m e r o nos sacó de la c a m a y recorrimos la base en busca de m u e r t o s . E n c o n t r a m o s o c h o cuerpos de vielcong. U n o de ellos estaba a c u r r u c a d o junto a un rollo
de a l a m b r e de espino con la p a r t e s u p e r i o r de su cabeza apoyada en el suelo, c o m o si estuviera a p u n i ó de hacer una vuelta
d e c a m p a n a . U n g r u p o d e h o m b r e s metió los c a d á v e r e s e n u n
c a m i ó n . I.levaban guantes y no les gustaba el t r a b a j o , p e r o brom e a b a n , El resto, nos a d e n t r a m o s en el c a m p o de a r r o z siguiendo a un p e r r o r a s t r e a d o r en dirección a las posiciones de los
m o r t e r o s del Vietcong. F,l p e r r o nos c o n d u j o hasta un p u e b l o ,
p e r o allí no e n c o n t r a m o s más q u e m u j e r e s y niños. Estuvimos
a n d a n d o hasta el mediodía, Luego el teniente nos m a n d ó reg r e s a r y llegamos a la z o n a de aterrizaje G a t o r a t i e m p o para
el r a n c h o .
«Estos p o b r e s malditos vietnamitas», d i j o Kid mientras llen á b a m o s los sacos d e a r e n a , «deberían saber q u e n o tienen nada
q u e h a c e r con la c o m p a ñ í a A l f a . D e b e r í a n saberlo, es c o m o intentar a t a c a r el P e n t á g o n o . Si la vieja Alfa interviene, 110 tienen
la m e n o r o p o r t u n i d a d ; d e b e r í a n saberlo, p o r el a m o r de Dios.
O c h o a d o s : ellos p e r d i e r o n seis h o m b r e s más q u e nosotros.»
Kid tenía sólo dieciocho a ñ o s , p e r o l o d o s decían q u e había q u e
cuidarse de él: era el m e j o r tirador del batallón con un M-79.
I Z Q U I E R D A : Soldado norvietnamita,
vietcong o
norteamericano
de ojos azules. Los muertos están muertos
una fosa en el suelo es una fosa en el suelo.

« D e h e c h o » , c o n t i n u ó Kid, «estos dos tipos ni siquiera e r a n
de Alfa. Me refiero a los dos soldados m u e r t o s . Pertenecían a
la compañía Charlie o algo así. No sé. Estos e s t ú p i d o s vietnamitas d e b e r í a n saberlo.» D i b u j ó una gran sonrisa, movió las cejas arriba y a b a j o y p e s t a ñ e ó .
VVolf d i j o : «Mira, n o v a t o , no q u i e r o asustarte, nadie q u i e r e
asuslarte. p e r o lo de la otra noche no f u e n a d a . No f u e m á s q u e
una b r o m a . Lspera a ver una batalla de v e r d a d . Lo de a n o c h e
fue sólo un picnic. Casi me d o r m í mientras ocurría.»
« N o seas imbécil. Wolf. Nunca es divertido.» Kid e c h ó una
palada de arena a los pies de Wolf. «Excepto p o s i b l e m e n t e para
mí. Yo estoy e n c a n t a d o , nada me p u e d e alcanzar. El v i e j o Wolf
es un buen f a r s a n t e , te estará c o n t a n d o trolas sin p a r a r hasta
que c o n f u n d a s su culo con su codo.»
«Muy bien, n o v a t o , 110 me hagas caso y pregúntale al a m i g o
Barker. Dile al amigo B a r k e r q u e lo de a n o c h e fue sólo una
b r o m a , ¿ e h ? T u v i m o s m o r t e r o s y a l a m b r e y r e f u g i o s y arlillería
y , mierda, ¿ q u é más q u i e r e s ? ¿ Q u i e r e s u n a maldita b o m b a I I ? »
« B u e n a idea», d i j o Kid.
P e r o B a r k e r admitió q u e sólo fue una b r o m a . L l e n ó un saco
de a r e n a , lo cargó en el camión y se s e n l ó a leer un cómic. Wolf
llenó otros dos sacos, se s e n t ó j u n t o a B a r k e r y le llamó bastardo p e r e z o s o . Mientras Kid y yo l l e n á b a m o s m á s sacos. Wolf
V B a r k e r leían cómics y j u g a b a n un j u e g o l l a m a d o « N o m b r e del
A B A J O : Aunque duerma,
lado si quiere sobrevivir.

todo infante debe tener su M-16 al

y

29

CAPÍTULO 2 RETROSPECTIVA

CAPÍTULO 2 RETROSPECTIVA
1 Z O U I L R D A : Un recuerdo de lierras lejanas. Si uno acaba
pensando que el enemigo no es humano, ¿qué hay de mulo en
llevarse un recuerdo como éste?
G r u p o » . Wolf n o m b r a b a u n a canción de rock y B a r k e r decía el
g r u p o q u e la hizo f a m o s a . Wolf g a n ó 10 a 2. Le pregunte a Kid
c u á n t o s h o m b r e s de Alfa habían m u e r t o r e c i e n t e m e n t e , y él,
encogiéndose de h o m b r o s , di jo q u e un p a r . Le p r e g u n t e , pues,
c u á n t o s habían sido h e r i d o s , y sin p e n s a r l o respondió q u e unos
pocos. Z.e pregunté cuán malo era el agente n a r a n j a , si era difícil conseguir un lugar en la r e t a g u a r d i a , si los jefes del pelotón
e r a n feroces, si Kid f u e h e r i d o alguna vez, y sólo conseguí q u e
sonriera, una ligera sonrisa cada vez, respuestas q u e no decían
n a d a . M e d i j o q u e l o m e j o r era n o preocuparse.
D u r a n t e el p r i m e r mes supe q u e seria un n o v a t o —el t é r m i n o
e r a , r e a l m e n t e , j o d i d o novato: F N G . Fucking New Cuy— hasta
q u e llegara la próxima remesa. Descubrí q u e los soldados pueden ser tan perezosos, descuidados y estúpidos en el c a m p o
c o m o en o t r a s partes. No se p o n e n el casco ni el chaleco atiábalas si un oficial no se lo o r d e n a ; se d u e r m e n en las guardias
y en general a nadie le i m p o r t a ; tiran la munición o la enlierrun
en cualquier p a r t e si pesa d e m a s i a d o o si hace calor. Supe q u e
nadie en la compañía Alfa conocía la razón o el o b j e t i v o de esta
g u e r r a , y q u e no les i m p o r t a b a lo m á s mínimo saberlo. De lo
único q u e se t r a t a b a e r a de m a t a r vietnamitas. A p r e n d í q u e a
la gente no se la llama por su n o m b r e de pila, sino p o r un sob r e n o m b r e : Kid o W a t e r Buffalo, liuddy («amigo») Wolf o
B u d d y B a r k e r o B u d d y B u m e y , o, si se trata de alguien desag r a d a b l e , no es más q u e Smith, o J o n e s o Rodríguez. Los suboficiales q u e se s o m e t e n a un p r o g r a m a intensivo de d o s meses
para conseguir sus g a l o n e s reciben el n o m b r e de «Suboficiales
instantáneos». De ahí q u e algunos jefes de pelotón tuvieran
n o m b r e s d e p r o d u c t o s alimenticios c o m o Kcady W h i p (Hatido
R á p i d o ) . Nestle's Ouick ( E s b e l t o Neslé) o Shake and B a k e
( A g i t a y C u e c e ) . Se p u e d e p e r m a n e c e r un a ñ o en V i e t n a m y
vivir con un pelotón de sesenta o setenta personas, unas saliendo y o t r a s llegando, sin saber niás de una d o c e n a de n o m b r e s
c o m p l e t o s . A u n q u e , la v e r d a d , da lo mismo.

" U n a tira de piel c a í a de la o r e j a en el
lugar por d o n d e e s t u v o u n i d a a u n a
c a b e z a h u m a n a . Parecía viva."
M a d M a r k era el jefe del p e l o t ó n , un primer teniente y un Boina
V e r d e , Era difícil d e t e r m i n a r si p r i m e r o fue el n o m b r e , Mad
— l o c o — . o la razón del n o m b r e . De t o d o s m o d o s , la locura de
M a d M a r k no era de tipo histérico y violento. Más bien era una
p e r s o n a d e m e n c i a l m e n t e tranquila. Nunca parecía t e n e r m i e d o .
E r a un s o l d a d o profesional, un líder ideal para los h o m b r e s en
el c a m p o de batalla. E r a el tipo de locura propio de los guard i a n e s de la república platónica. Su actitud y su talante parecían
a m o l d a r s e p e r f e c t a m e n t e al tipo de los agentes de la ( ' I A o la
KGB.
" No q u i e r o decir con ello q u e M a d Mark hiciera alguna vez el
papel de asesino. P e r o era su t a l a n t e , y el lo cultivaba. Caminaba con pasos elásticos, c ó m o d o s , silenciosos. Vestía ropa de
faena atigrada, no c o m o c a m u f l a j e , sino p o r el aspecto. Llevaba
una escopeta de caza — u n a r m a q u e yo creía q u e estaba prohibida en g u e r r a — , y la escopeta misma era una m u e s t r a de su

profesionalismo, ya q u e para usarla con eficiencia se r e q u i e r e
una mezcla exacta de valor, técnica y c o n f i a n z a en u n o m i s m o .
F.I a r m a no es ni precisa ni mortal a una distancia de más de
sesenta metros. Así pues, es una p r u e b a de la destreza de q u i e n
la lleva, un h o m b r e que d e b e acercarse t a n t o r e q u i e r e valor y
confianza en sí mismo. La escopeta no es un a r m a a u t o m á t i c a .
Hay q u e a c e r t a r a la primera, al primer d i s p a r o , y el d i s p a r o
debe m a t a r . M a d Mark d i j o una vez q u e d e s p u é s de la g u e r r a
quizá probara la vida de m e r c e n a r i o en Africa.
La guerra no me pareció tan mala hasta q u e m a n d a m o s una
patrulla n o c t u r n a a un p u e b l o l l a m a d o T r i Kinh 4. M a d M a r k
la dirigía, llevando sólo su escopeta y o t r o s cinco h o m b r e s . Hacía una hora q u e habían salido, c u a n d o o í m o s ráfagas de disparos y una llamada de radio en la q u e nos decían q u e habían
d i s p a r a d o contra unos vietcong q u e e s t a b a n f u m a n d o y charlando junto a un pozo. A los diez m i n u t o s ya e s t a b a n de regreso.
Kid tenía una expresión r a d i a n t e . «Dios mío. E s t a b a n ahí delante, sin protección, justo en m e d i o de la a l d e a , en un p e q u e ñ o
c l a r o , s e n t a d o s en sus culos. D i e z de ellos, s e n t a d o s allí mismo.
Dios, no pudieron hacer n a d a ; no les d i m o s t i e m p o a respirar.»
Su cara brillaba en la noche, sus d i e n t e s relucían. No cabía en
su c u e r p o de alegría. A n d a b a de un lugar a o t r o , con g a n a s de
estallar.
« V a m o s » , dijo. «Enséñales la o r e j a q u e h e m o s cogido. Enséñales la o r e j a . »
U n o e n c e n d i ó una linterna. Mad M a r k . s e n t a d o con las piernas cruzadas, sacó, e n v u e l t o en un trozo de lela, un c o l g a j o de
o r e j a h u m a n a aún caliente, m a r r ó n en la luz amarilla de la linterna. Se o y ó una risilla. La o r e j a no tenía s a n g r e . G o t e a b a
agua, c o m o si la acabaran de sacar de una b a ñ e r a . Le faltaba
parte del lóbulo superior. U n a tira de piel caía de la o r e j a en
el lugar d o n d e estuvo unida a una cabeza h u m a n a . Parecía viva.
Parecía q u e iba a moverse en las m a n o s de Mad M a r k . c o m o si
quisiera dar un salto a la libertad. Parecía t e n e r la textura de
un trozo de elástico.
«Mad M a r k fue y la c o r t ó . Para algo es M a d M a r k . D e b í a de
c r e e r q u e estaba c o r t a n d o salchichas o algo así.»
« ¿ O u é harás con ella? ¿ P o r q u é no te la c o m c s , M a d M a r k ? »
«Pero, mierda, quién va a c o m e r s e a un m a l d i t o b a s t a r d o . V'o
c o m o m u j e r e s , n o vietnamitas muertos.»
« También e n c o n t r a m o s d i n e r o . Un buen p a q u e t e . » U n o de
los h o m b r e s s a c ó un f a j o de piastras grasicntas y los m i e m b r o s
de la patrulla las repartieron y se m e t i e r o n su p a r t e en el bolsillo: luego pasaron la oreja p a r a q u e t o d o el m u n d o pudiera
verla.

"El vietcong m u e r t o e s t a b a t o d a v í a allí,
t u m b a d o s o b r e s u e s p a l d a con los o j o s
c e r r a d o s y los b r a z o s c r u z a d o s . "
M a d Mark llamó a los c a ñ o n e r o s . D u r a n t e u n a hora los helic ó p t e r o s dispararon sin cesar s o b r e Tri Binh 4. El cielo, los árboles y las colinas se iluminaban con los focos, ios r a s t r e a d o r e s
y el fuego. D e s d e n u e s t r a posición p o d í a m o s oler el h u m o proc e d e n t e de Tri Binh 4. O í a m o s los q u e j i d o s agonizantes de las
reses y las gallinas. A las dos de la m a d r u g a d a nos e c h a m o s a
dormir. Tri Binh 4 se volvió curiosamente silencioso y o s c u r o ,
excepción hecha del ruido y las llamas de los últimos rastros del

31

CAPÍTULO 2 RETROSPECTIVA
ataque. El humo continuó recorriendo nuestra posición toda la
noche. Cada hora, cuando me despertaba, era lo primero que
veía, y me traía el recuerdo de la oreja. Por la mañana enviamos
otra patrulla al pueblo. Ul vietcong muerio estaba todavía allí,
tumbado sobre su espalda con los ojos cerrados y los brazos
cruzados y la cabeza inclinada a un lado, de modo que no se
notaba la falta de la oreja. Se veía fuego en algunas cabanas y
había animales muertos en el suelo, pero no seres humanos.
Registramos Tri Binh 4 y luego lo incendiamos casi por completo.
«Esta noche», dijo Mad Mark con calma, «les prepararemos
una emboscada.»
Ya era casi de noche y el teniente tenía el mapa extendido
en el suelo junto a lina madriguera. I.os jefes de las patrullas
formaban un círculo a su alrededor, observando donde marcaba
las X y tomando notas.
Mad Mark señaló un punto en el mapa, lo rodeó con un
circulo y dijo: «Emboscaremos este cruce de caminos Kl cuartel
general tiene buenos informes de que Charlie está cerca. Tal
vez lo cojamos ahora.»
Trazó dos lineas rojas en el mapa. «La primera patrulla se
situará en este canal, junto al campo de arroz. Aseguraos de
que los lanzagranadas y las ametralladoras no se amontonen.
Muy bien, veamos. La segunda patrulla se oculta tras este seto.
Así formamos una L. Cogemos a Charlie. venga por donde venga. Las patrullas tres y cuatro se quedan aquí esta noche. Yo
dirigiré la emboscada.»
Dijo si había preguntas, pero los jefes de las patrullas eran
muy experimentados y nadie dijo liada.
«Muy bien. pues. Saldremos a medianoche o un poco después. Traed suficientes claymores. Y. por amor de Dios. 110 olvidéis los detonadores Que cada hombre lleve también un par
de granadas, l eñemos que cobrar algunas piezas.»
La noche era negra, del negro más puro, sin luna ni estrellas.
Nos sentamos junto a las madrigueras en pequeños grupos, y
algunos decían que traía mala suerte hacer emboscadas en noches tan oscuras como aquélla. Muchas veces todo el asunto era
ficticio, se llamaba al cuartel general y se suspendía la emboscada. Pero esta vez Mad Mark iba en serio y no había nada que
hacer para evitarlo.
A medianoche, los jefes de las patrullas fueron de madriguera
en madriguera despertando a los hombres. Colgamos granadas
del cinturón. F-chamos los cascos en la madriguera: eran un estorbo en la noche, distorsionaban el oído, pesaban demasiado
y, si había que disparar, no permitían apuntar bien. Nos pusimos. pues, la gorra o fuimos descubiertos. Uno de cada tres
hombres cogió una mina Claymore. Limpiamos los fusiles, bebimos un poco de agua, orinamos en la hierba y nos tumbamos
a esperar.
«La espera», murmuró Chip. «Odio la espera, ver cómo oscurece sabiendo que debo salir. No me gusta que me maten en
la oscuridad.»
Cuando seguimos a Mad Mark hacia la oscuridad, el aire era
denso. No se oía ninguno de los sonidos de la naturaleza. Ni
pájaros, ni viento, ni lluvia, ni el susurro de la hierba, ni grillos.
Caminábamos a través del silencio. Con el estruendo del metal,
el balanceo de las cantimploras, rompiendo ramas, vociferando
nuestros nombres y chapoteando en el agua, parecíamos gigantes en la noche.
Mad Mark nos mandó parar. Hablaba con dos o tres hombres
a la vez. y cuando me tocó el turno me dijo que debíamos hacer
32

menos ruido, que él, por lo menos, no quería morir aquella noche. No sirv ió de nada.
Mad Mark nos llevó a través de un campo de arroz y por una
carretera de tierra estrecha y sinuosa. La carretera pasaba junto
a un pueblo. Un perro ladró. Se oyeron voces rápidas en las
cabañas. tal vez padres que decían a los niños que se estuvieran
quietos, intuyendo el mismo peligro que nos paralizaba a nosotros veinte, los intrusos. Pasamos de largo por el pueblo. Ll
ladrido del perro perduró unos veinte minutos, resonando en
los arrozales y persiguiéndonos mientras nos acercábamos al
cruce de caminos.

" C o n e c t é el c a b l e al d e t o n a d o r y lo
m a n t u v e en lugar s e g u r o , a la e s p e r a de
h a c e r a ñ i c o s l a c a b e z a d e a l g ú n furtivo
comunista asiático."
Uno de los pensamientos más persistentes y espantosos que acechan la mente mientras se camina de noche en Vietnam es el
miedo de perderse, de separarse de los otros, de pasar la noche
solo en aquel campo obsesionante y aterrador. Todo estaba oscuro. Andábamos en lila india, a unos tres metros uno de otro.
Mad Mark nos llevó por un camino tortuoso y desconcertante.
Salimos de la carretera, pasamos junto a grupos de árboles, marañas de bambú y de hierbas, zigzagueando entre tumbas de
vietnamitas muertos que yacían bajo montículos cónicos de barro y arcilla. Hl hombre que uno tenia delante y el que tenía
detrás eran los únicos asideros en la seguridad y la cordura. Seguíamos al hombre de delante como un ciego sigue a su perro,
como Dante seguía a Virgilio a través del Infierno, y rezábamos
para que no se perdiera, para que no perdiera el contacto con
el hombre a quien seguía. Manteníamos tensos los músculos de
los ojos y mirábamos intensamente hacia delante. Nos dolían
los ojos de tanto mirar la nuca del hombre que nos precedía.
Estábamos en tensión. No nos atrevíamos a mirar a otra parte,
no fuera que el hombre se evaporara, se disipara y se transformara en una sombra ausente.
A veces, cuando la jungla se espesaba, nos acercábamos a él
hasta tocarle la espalda.
hl hombre de delante es la civilización. Él es los Estados Unidos de América y cada uno de los amigos que se ha tenido: él
es Hrik. y las chicas rubias, y es el padre y es la madre. Es la
propia vida, es un altar y Dios combinados. Y para el hombre
que nos sigue, nosotros somos su única antorcha. Mad Mark
nos distribuyó en dos direcciones, formando la 1. que nos indicó
en el campamento.
Me dio una Claymore y señaló un punto en el camino que iba
de este a oeste. Me sentía valiente y estúpido mientras caminaba
por la oscura carretera. El ingenio mortífero funcionaba como
me habian enseñado durante la instrucción. Introduje el casquete explosivo en un agujero situado en la parte superior de
la mina. Separé las patas metálicas de la mina y las enterré en
la tierra, dirigiendo su cara cóncava hacia el cruce de caminos.
Volví arrastrándome al seto, desenrollando el cable lentamente.
Luego conecté el cable al detonador y lo mantuve en lugar seguro, a la espera de hacer añicos la cabeza de algún furtivo comunista asiático.
Formábamos diez grupos de dos hombres cada uno. Un hombre de cada grupo dormía mientras el otro observaba la carre-

lera. Paitaban dos horas para el ulbu. Mi compañero era un chico llamado Reno; así. por lo menos, le llamaban. Su verdadero
nombre era Jim o algo por el estilo. Tal vez eligió el olro nombre cuando llegó a Nam. Tal vez eligió Reno enlre otros nombres como Ringo, Sunset Kid o Flash. Era jel'e de patrulla y no
me gustaba mucho. Tenia demasiado apego a su trabajo. Me
entregó su reloj y se enrolló en el suelo. Se quitó c' S ü r r » >' s t '
durmió al instante. Dormía silenciosamente, lo cual obraba a
su favor, pensaba yo.
Observar la carretera no es un trabajo fácil. El seto era espeso. Intenté ponerme de rodillas, pero estaba demasiado bajo.
Me plise de pie, pero tenía esta horrible sensación que se siente
cuando se está de pie en una emboscada. Finalmente. me agaché y me puse en cuclillas. Los muslos me dolían, pero podía
ver la carretera y sería difícil que me quedara dormido en aquella postura.
Cogí el detonador de la Claymore, sintiendo su tacto. Cabía
bien en mi mano. Moví varias veces el seguro para convencerme
de que no se iba a atascar. Me imaginé a mí mismo apretando
insistentemente el detonador, una y otra vez. sin que ocurriera
nada, sólo un chasquido metálico.
También tuve otros pensamientos. Miraba la carretera, mis
ojos cataban fije» en ella. pero el cerebro daba cabida a lodo
tipo de fantasías. Imaginé que los veinte nos habíamos convertido súbitamente en los objetivos de la cacería nocturna, nosotros, que nos engañábamos pensando que éramos los cazadores y que controlábamos la guerra y nuestro destino. Alli estábamos. veinte soldados sin madrigueras, sin alambradas, sin
perímetro de protección. El enemigo sólo debía atacarnos por
detrás, Diez de los nuestros dormían. Los demás miraban estúpidamente en uiia misma dirección, al cruce de caminos,
como si los dioses de la guerra hubieran dispuesto que el Vietcong pasara por delante de las miras de nuestros fusiles como
una ristra de pavos asustados.
Desperté a Reno, le di el reloj y me acurruqué junto a mi
fusil. Hacía frío. El suelo estaba húmedo. Reno aplastó un mosquito con la mano y se sentó con las piernas cruzadas mirando

A R R I l i A : Reducir la ¡elisión. Un cigarrillo ayudaba a
concéntrame cuando entubas átenlo u cualquier sonido, a
cualquier movimiento,
a cualquier nota extraña.

inmóvil hacia unos arbustos. Es un veterano, pensé. Sabía lo
que hacía. Yo pensaba en la imposibilidad de dormir, pensaba
que tal vez debería decirle a Reno que durmiera un poco más.
cuando me sumergí en un descanso apacible y profundo.

" H a c í a frío... Reno a p l a s t ó un m o s q u i t o
c o n la m a n o y se s e n t ó con las p i e r n a s
c r u z a d a s m i r a n d o inmóvil h a c i a u n o s
arbustos."
Reno me despertó. Mi ropa estaba empapada. Lloviznaba y hacía frío. Le pedí el reloj. Eran las tres y diez. Reno me habia
estafado unos minutos. Yo debía haber dormido hasta las tres
y veinte, pero él era el ¡efe y no habia más que hablar. Hizo
una amplia sonrisa y dijo: «No te mojes, novato», sin molestarse
en bajar la voz. «Vas a coger una pulmonía y tendremos que
mandarte a la retaguardia. Apuesto a que esto te revienta.» Encendió un cigarrillo. Esto era una estupidez c iba contra el reglamento. pero yo no pude determinar qué era más cobarde: si
decirle que lo apagara, con lo que él se burlaría de mis temores,
o cerrar la boca y desear que muriera de cáncer de pulmón, con
lo que yo albergaría algunas dudas sobre mi valor para actuar
como debiera.
Finalmente, la lluvia apagó el cigarrillo y Reno se enroscó en
el suelo hasta caer dormido.
Una hora más tarde, cuando Mad Mark nos dijo que recociéramos las cosas y nos fuéramos. Reno yacía sobre su pecho
y respiraba ruidosamente. Era uu experto soldado norteamericano. un veterano en el combate, un jefe de patrulla.
33

a r r i b a : Aun cuando la zona de aterrizaje pareciera segura,
había que tener los ojos bien abiertos a cualquier indicio de
emboscada.
D h R R C H A: £>i cuanto era posible, uno se introducía en
territorio indio.

Capítulo 3

C A P Í T U L O 3 PINKVILI.F.
EL ASALTO
F,l 16 de abril hacía un calor agobiante, como todos los otros
días de aquel mes. Las mañanas de abril empezaban con los
signos del nuevo día. Un cielo silencioso y absolutamente cúrenle de nubes emergía de la oscuridad y sobre el mar. Las primeras horas eran claras, como una especie de cristal distorsionados Podían llegar a verse cosas increíbles. Luego el sol ascendía sobre la zona de aterrizaje Minuteman. A las diez de la
mañana, los fusiles, las cantimploras y la munición eran intocables. Las dejábamos estar.
A veces, antes de que el calor del ambiente alcanzara la fase
letal, el capitán Johansen nos hacía salir de la base Minuteman
y pasábamos la mañana sudando a paso de marcha. Registrábamos una aldea descuidadamente, deseando sólo protegernos
del sol. Insultábamos a algún vietnamita, aplaudíamos la aparición de una fuente o de un pozo ocasionales y finalmente nos
retirábamos a la cumbre de nuestra colina para pasar la peor
parte del día.
Ignorábamos al Victcong. Luchábamos con montones de
troncos caídos. Buscábamos posles, los clavábamos en c| suelo
y sobre ellos tendíamos nuestros ponchos, formando pequeños
techos. Luego nos tumbábamos como prisioneros en el medio
metro cuadrado de sombra resultante.
El sol era el dueño de la tarde. Freía u la compañía Alfa en
la polvorienta y rojiza sartén de la colina. Llegamos a considerar
al sol como nueslro enemigo más persistente y asluio. Toda la
instrucción, la disciplina y la destreza militar se marchitaban y
se descomponían en aquellas tardes de abril. Dormíamos a la
sombra, desatentos, y a nadie le importaba. Esperábamos suA B A . I O : Junando al ajedrez en zuna tic cómbale. En el
campo de batalla eran pocas las distracciones, y habla que
hacer algo pura pasar el tiempo.

36

ministros. Eventualmente. una patrulla iba colina abajo en busca de agua. Yo me sentaba junto a la radio, pidiendo a veces a
la retaguardia que se dieran prisa. Alfa era una compañía bien
acostumbrada. No podían faltarnos las naranjas ni las coca-colas
frías: eran algo tan habitual como los cortes de pelo y las bulas.
Sin ellas no podría haber guerra.
Durante aquellas tardes de abril, el capitán Johansen y el oficial de artillería pedían el juego de ajedrez, y pasábamos el
tiempo contemplando cómo su blanco y pulcro ejercito sucumbía. Escribíamos cartas. Dormíamos. Yo escribí poesía y narraciones cortas. Otras veces hablábamos y yo intentaba conversar
con Johansen sobre la guerra. Pero 61 era un oficial y era práctico y quería hablar sólo de táctica y de historia: si le pedía su
opinión sobre la política o la moralidad de la guerra, el salía con
un chiste o se encogía de hombros llevando la conversación a
un terreno más seguro.

" A t a c a n c u a n d o u n o d u e r m e . Uno s e
inclina p a r a a t a r s e los c o r d o n e s d e las
b o t a s y le a t a c a n . Uno se d u e r m e en la
g u a r d i a y le d e s t r o z a n . "
Los días de abril se repetían como mellizos, como sextillizos,
todos idénticos entre sí. Durante el día jugábamos. Balonvolea,
locar y parar, póquer o ajedrez. Mad Mark se divertía con sus
granadas de gas arrojándolas en uno de los refugios y esperando
a que el oficial de artillería saliera hecho un mar de lágrimas,
ni capitán Johansen y el comandante del batallón, el coronel
Daud. montaban en un helicóptero y echaban granadas de gas
sobre la zona de aterrizaje. Cra UII e jercicio de adiestramiento.
Se trataba de controlar el tiempo de reacción y de asegurarse
del buen funcionamiento de las máscaras
Por la noche, y según las órdenes del coronel Daud. debíamos
salir a preparar emboscadas. A veces lo hacíamos, pero otras
no. Si los oficiales consideraban que los hombres estaban demasiado cansados o demasiado inquietos para una emboscada
nocturna, confeccionaban un sistema de coordenadas y lo transmitían al cuartel general del batallón, hra un informe falso. El
artillero transmitía por radio la información ficticia a los cañones de la retaguardia. Los 105 o los 155 disparaban los proyectiles señalizadores y el teniente retocaba sus falsas notas mientras daba un rapapolvo a alguien por su mala puntería. Durante
la noche, llamábamos por radio a nuestra inexistente patrulla
pidiéndole dalos acerca de su situación. Hacíamos una pequeña
pausa, modificábamos nuestra voz un decibelio v contestábamos
a nuestra propia llamada: «Informe sobre situación negativo.
Fuera.» Esto lo hacíamos una vez por hora durante toda la noche. cubriendo la posibilidad de que el cuartel general controlara la red. Todo estaba previsto. Todos los soldados estábamos
agradecidos a los oficiales de Alfa. Y los oficiales justificaban
su acción mascullando que el coronel Daud era un novato y un
fanático. Las falsas emboscadas eran buenas para la moral, eran
el mejor juego a que jugábamos en la zona de aterrizaje Minuteman. Los rumores se hicieron persistentes. A medida que
concluía el mes iban adquiriendo mayor solidez, se hacían más
precisos: la compañía sería trasladada a la región de My Lai
para una larga operación. Los helicópteros nos llevarían a Pinkville antes de fin de mes. Pero los rumores no procedían de ninguna parte. Preguntar por su procedencia cra una tontería. Nos

CAPÍTULO 3 PINKVILLE

A R R I B A : Todas las comodidades
de! hogar: una raja de
racionen enlatadas, una hamaca en la jungla y un poncho
como techo.

remitirían al sol, o al arroz, o a un hombre que debería preguntar a otra persona. Johanscn sólo se encogía de hombros.
Tres (lías antes del fin de mes nos sacaron de la base Minuteman. Nos concedieron tres días de descanso en C.'hu Lai. una
base militar cómoda y segura en la costa del Mar de la China
Meridional. Matamos los días y las noches bebiendo, silbando
y tocando a las mujeres en los espectáculos nocturnos. El último
día de descanso, el coronel Daud lo confirmó. Hizo el papel de
padre rígido pero amante. Distribuyó a la compañía Alfa en
semicírculo y nos dijo que nos pusiéramos cómodos.
«Vais al encuentro del 48." batallón del Vietcong», nos dijo.
F.l coronel era un negro, un soldado fuerte y resolutivo. No sonreía, pero esperaba que le estuviéramos agradecidos por ello.
«El 48." batallón es una unidad dura y luchadora. Algunos de
vosotros ya habéis tenido contacto con ellos. Son listos, y esto
los hace duros. Atacan cuando uno duerme. Uno se inclina para
atarse los cordones de las botas y le atacan. Uno se duerme en
la guardia y le destrozan. Andamos por los caminos que ellos
han minado porque saben que los norteamericanos son perezosos y prefieren no caminar por los arrozales, y nos hacen volar
en mil pedazos. Muertos.»
El coronel Daud parecía pensar que éramos un atajo de im-

béciles. Creía que no.s estaba enseñando, que nos ayudaba a
sobrevivir. Y nos mandaba allá,
«Así pues, también vosotros debéis ser listos. Más listos que
ellos. Vosotros sois soldados norteamericanos. Sois más fuertes
que estos tipejos. Más altos, más rápidos. Más cultos. Vosotros
estáis mejor aprovisionados, habéis recibido mejor instrucción,
contáis con más apoyos. Lo único que necesitáis es cerebro, sentido común. Si tenéis sueño durante una guardia, despertad a
un compañero para que os releve. Estad alerta durante las marchas. Fijaos en los arbustos. Observad si hay tierra recién removida. Si algo parece no estar en su lugar, alejaos y decid a
vuestro compañero que se aleje. ¿Está claro? Pinkville es un
mal lugar, lo sé muy bien. Pero los estúpidos también mueren
en la misma Nueva York.»

" E s t á b a m o s en el helipuerto a n t e s del
a m a n e c e r . . . Es d o l o r o s o —y lo es de un
m o d o lento y t o r t u o s o — d a r t r a s p i é s en
la pista b a j o u n a mochila de 30 kilos."
Daud se alejó en helicóptero. «Dios, ¡qué capullo tan pomposo!», dijo un otlcial. «Nos manda a Pinkville y dice que no nos
pasará nada si somos listos. Nueva York... ¡Mierda!»
37

A R R I B A : -No hagas un movimiento,
muchacho, o le dejo
seco.» Un sospechoso de pertenecer ul Vietcong mira la faz de
la muerte.

El 29 de abril ya estábamos en el helipuerto antes del amanecer. Con resaca y con miedo, es difícil ponerse el casco en la
cabeza. El casco parece pesado e incómodo. Es doloroso —y lo
es de un modo lento y tortuoso— dar traspiés en la pista bajo
una mochila de 30 kilos. No es fácil tampoco llevar el fusil.
Nos tumbamos en pequeños grupos en el suelo asfaltado de
la pista. Los saldados negros bromeaban y gritaban demasiado
para la hora que era, Tenían su parte propia del helipuerto y
sólo los oficiales los llamaban la atención. Sobre el mar, el sol
empezó a iluminar el día. El capitán Johansen habló con sus
tenientes y luego se tumbó sobre la espalda. Nosotros fumábamos y pensábamos en la chica coreana del strip-tease y en la
ciudad natal. Yo hice un control de comunicación con el cuartel
general del batallón, limpie mi M-16 y lo engrase. Algunos hombres se quejaban de tener que llevar munición adicional. Los
jefes de pelotón eran rudos, tratando de comportarse como jefes tan temprano, Intercambiábamos latas de comida, carne de
pavo por carne de cerdo, puré de manzana por melocotones.
Con la primera luz del día, el coronel Daud llegó en helicóptero. Desde el aire, hablaba por radio. La primera formación
de helicópteros estaba prevista para las 06.05 horas: llegaría en
unos minutos. I.a zona de aterrizaje de Pinkville parecía tranquila, nos dijo. Veintitrés kilómetros al sur. los campesinos de
My Khc dormían.
Llegaron los helicópteros. Con ellos trajeron la dura luz del
día. Hacia ya calor. F.l tercer pelotón y la unidad de mando
subimos a ellos. Nos pusimos de rodillas o sentados con las piernas colgando en el exterior. Gritamos, tratando de animar a
nuestros amigos. Los helicópteros rugieron, se levantaron con
gran lentitud, inclinaron su hocico hacia delante y ascendieron.
Fue un viaje corto, desesperadamente corto. Primero vimos
38

Chu Luí y los reactores y los PX. el club y la biblioteca, el
círculo de oficiales y las playas amigas; luego las torres de guardia y las alambradas; después el campo. C.'onstelacioncs de aldeas, de arrozales, de setos, de bocas de túneles.
Se empieza a sudar. A pesar de la hélice, que introduce aire
frío como un acondicionador, uno empieza a sudar. Enciende
un cigarrillo, intentando pensar en algo que decir a alguien. Un
buen chiste se agradecería, algo divertido. La risa nos hace sentir resignados, si no valientes. Uno mira las caras de los demás.
Johansen señaló algo, abajo. Era una extensión de arrozales,
limitando a un lado con un bosque y a otro con una de las aldeas
de My Khc. «Este es el lugar», dijo. «Cuando empecemos a
descender, agarra las correas de mi espalda y no las sueltes. Si
me disparan, no quiero caerme del helicóptero.»
Empezamos a descender. La peor parte del combate de asalto. aquello en lo que se piensa al descender, es cuán perfectamente expuestos estamos. Nada nos protege. Estamos en una
máquina muy frágil, sin madrigueras, sin rocas, sin barrancos.
Pero el combate de asalto es la potente táctica ofensiva del Ejército. primo hermano de la blitzkrieg de Hitlcr. Las palabras pertinentes son: «ágil», «móvil», «hostil».

"Un teniente nos dirigía mientras
c a n t á b a m o s una canción, una canción
p e g a d i z a y feliz de El Mogo de Oz."
Sentado en el helicóptero y contemplando el suelo que se acerca. coloco el cargador en el fusil.
Ya estamos a la altura de los árboles. l.os cañones del helicóptero efectúan sus disparos protectores. Agarro las correas en
los hombros de Johansen. Esperamos los disparos del enemigo,
y aguzamos el oído para distinguirlos entre el ruido del helicóptero y de nuestras propias armas. El helicóptero se posa fi-

CAPÍTULO 3 PJNKVILLE
nalmcnte en su área de aterrizaje, cerniéndose y temblando sobre el arrozal, y nosotros nos amontonamos como ralas aterradas, Nos dispersamos en busca de zanjas, depresiones y rocas.
Bates, tumbado a mi lado, musitó: «Dios, tengo fuego en las
entrañas. Estoy tan asustado... Un gran fuego en el estómago.»
Nadie nos disparó. Fue un frió recibimiento. Johansen esperó
a que los helicópteros estuvieran nuevamente en el aire. Haciéndonos señales con las nianos, nos hizo levantar y nos fuimos
corriendo a registrar la aldea. Vimos a unos vietnamitas salir
del poblado por su extremo septentrional y fuimos en su persecución. Nos sentíamos confiados y felices de estar vivos, nos
sentíamos valientes también. El simple hecho de haber sobrevivido al asalto era una bendición, una especie de orden de agresividad. y marchábamos como tropas de asalto hacia My Khe.
El saldo final fue de tres muertos: dos soldados enemigos y
uno de los nuestros, un chico a quien había dado una paliza en
una partida de ping-pong en Chu Luí.
Los días siguientes tuvimos más combates de asalto. Aprendimos a odiar ul coronel Daud y a su ejército de helicópteros.
Murió a manos de unos zapadores en uu ataque nocturno. Oímos la noticia por la radio, y un teniente nos dirigía mientras
cantábamos una canción, una canción pegadiza y feliz de El
Mago de (h\ «Dingdong, la malvada bruja ha muerto.» Cantábamos en buena armonía. Parecía un coro
*

*

*

MY I-AI EN MAYO
Las aldeas de My Lai están esparcidas como semillas silvestres
en el área de Pinkville y alrededores. Pinkville es una franja de
arcilla arenosa roja en la costa septentrional de Vietnam del
Sur. «Pinkville» (Ciudad Rosada) es un nombre de cuento de
hadas inapropiado para este triste rincón del mundo. Desde la
perspectiva de un soldado de Infantería que zigzaguea por una
de las áreas más duras de la zona de guerra, hay pocas cosas
rosas o rosadas en Pinkville: cabanas de barro, a menudo vacías,
pagodas bombardeadas, el rostro marcadamente hostil de sus
habitantes, zonas fangosas, arrozal tras arrozal, un sucio laberinto de complicados túneles, refugios contra las bombas y
tumbas.
El nombre del lugar se debe a que en los mapas militares está
coloreado de un rosa trémulo, lo cual indica que se trata de una
«área edificada». Tal vez lo fue en otro tiempo. Tal vez en otros
días Pinkville fue una región floreciente de la provincia de
Quang Nhai. Pero ya no lo es,
La compañía Alfa conocía bien Pinkville y los asentamientos
A B A J O : Eos soldados descienden y el helicóptero despega
inmediatamente,
l'ara el helicóptero, el lugar más peligroso
el suelo.

es

CAPITULO 3 PINKVILLE
llamados My l.ai. Ya antes de que aparecieran en los titulares
de los periódicos y antes de que los nombres de Callcy y Medina
ocuparan sil lugar en la historia, Pinkville era lina región temida
y especial. En enero, aproximadamente un mes antes de que yo
llegara a Vietnam, menos de un año después de la matan™ de
My Lai 4, la compañía Alfa tomó parte en la masiva operación
Russell Bcadi, uniendo sus fuerzas a otros elementos del Ejercito, lanchas de marines, la marina y la aviación. Pinkville y la
península de Batangang fueron el objetivo de esta campaña,
planeada con todo detalle y muy pregonada. Estas dos regiones
habían sido durante mucho tiempo un santuario del Vietcong,
con sus campesinos amistosos, su arroz casero y su ausencia casi
total de infantería norteamericana, A pesar de la publicidad y
de la estrategia bélica, la operación no dio los resultados esperados. V nuestra unidad aprendió duras lecciones sobre Pinkville. No hay ningún criterio fiable para distinguir a una encantadora muchacha vietnamita de un enemigo mortal: a menudo
son una misma persona. La unidad pisaba una mina tras otra
en la operación Russell Beach. Con la frustración y el odio producidos por cada explosión, cada rostro oriental empezó a parecerse a todos los demás, hostil y oscuro; y cuando se retiró
de Pinkville, la compañía Alfa se había convertido en un grupo
de hombres henchidos de odio.
En mayo nos ordenaron volver. Depositados por helicópteros
en las aldeas de My Khe, a unos pocos kilómetros al sur del
área de My Lai, efectuamos contacto inmediato. El Vietcong
estaba allí, preparándonos una emboscada en el arrozal. Los
habitantes de My Khe 3 guardaban silencio y nos dejaron pasar
entre ellos.

"El Vietcong e s t a b a allí, p r e p a r á n d o n o s
u n a e m b o s c a d a en el arrozal. Los
h a b i t a n t e s de My Khe 3 g u a r d a b a n
silencio..."
De los arbustos surgió una granada de mano que rozó mi casco;
era una lata de sardinas llena de explosivos. Recuerdo cuando
la vi, silbando a mi lado. Recuerdo que hice un salto hacia la
izquierda; recuerdo estar esperando el ruido más fuerte de mi
vida. Fue sólo una ligera detonación, pero recuerdo haber pensado cómo sonaría a un hombre muerto. Clauson. un tipo fornido, recibió el impacto de la granada. Yo estaba tumbado en
el suelo y le vi andar unos pasos, chillando; luego se tumbó sobre la espalda y continuó chillando. El comandante del batallón
estaba en la radio, preguntando por mi capitán, queriendo hablar con él. ordenándome que marcara con humo nuestra posición, ordenándome que llamara a los demás pelotones. Nos
disparaban desde los arbustos. Clauson había desaparecido, no
sé dónde ni cómo, pero cuando levanté la cabeza para verle, ya
no estaba. Todo era ruido, ruido incesante y continuo. Sólo acabó cuando Mad Mark salió de entre los arbustos llevando sobre
el hombro a un muchacho alto y delgado, llamado Arnold. Metió a Arnold en un helicóptero y nos dirigimos al norte, hacia
la zona de My Lai.
Ln el camino nos topamos con los habitantes de Pinkville,
personas que no participaban en la guerra. Niños menores de
diez años, mujeres, ancianos que fijaban los ojos en el suelo y
callaban. «¿Dónde están los vietcong?», preguntó el capitán Johansen con bastante delicadeza. Dónde están los hombres?
411

¿Dónde está papá, hijo?» No hubo ninguna respuesta. No la
hubo hasta que esquivamos la bala de papá o hicimos explotar
su mina en un millón de fragmentos.

" R e c u e r d o q u e hice un salto h a c i a la
izquierda; r e c u e r d o e s t a r e s p e r a n d o el
ruido m á s fuerte de mi v i d a . "
Al salir de My Lai 5, la compañía Alfa estaba cansada y furiosa.
Otro registro inútil de un pueblo casi desierto, otro resultado
negativo. De camino hacia el norte, para cruzar el rio Diem
Dicm, la compañía estuvo constantemente acosada por francotiradores, cuyos disparos aumentaron hasta convertirse en un
ruido atronador cuando llegamos al río para cruzar el puente,
de setenta y cinco metros de longitud y sin protección alguna.
De uno en uno, corriendo agachados con la mayor rapidez permitida por las mochilas, las radios y las ametralladoras, la unidad cruzó el Song Diem Diem. mientras las tropas restantes nos
cubrían, en espera de su turno. Estábamos aterrorizados. Era
una carrera contra la muerte. El juez de salida era un teniente
que, agazapado en el camino arcilloso que llevaba al arrozal,
gritaba «¡Ya!» a cada uno de nosotros y luego empezaba a disparar para cubrir al corredor. El capitán, el primer vencedor de
la carrera, nos esperaba en la meta. Hacia el signo de la V a

(Vi
-V;

A R R I B A : Muerte en la turile. Tapándose lu nariz para evitar
el hedor de la putrefacción,
estos civiles vietnamitas
contemplan un montón de cuerpos destrozados.

cada hombre que llegaba. Podía significar tanto victoria como
valor. Pero no significaba paz. Los hombres se ponían furiosos
por momentos: no había soldados enemigos visibles a quienes
disparar; sólo setos, arbustos y montones de árboles caídos,
Aquella noche nos atacaron con morteros, Nos arrastrábamos
entre las zanjas y los canales del campo de arroz, intentando
evitar ser alcanzados. Veíamos los rápidos destellos rojos de los
cañones, pero nadie se atrevió a contestar al fuego, ya que ello
sólo hubiera servido para mejor fijar nuestra posición. El capitán me ordenó llamar al cuartel general para que trajeran helicópteros y. en medio de la comunicación, los disparos de mortero se aproximaron todavía más. Johansen dijo entre dientes
que nos estaban rodeando, disparando desde dos direcciones, y
nosotros, caminando a gatas, con mi antena arrastrándose por
el suelo y en la noche más oscura, reptábamos de un lado a otro
hasta llegar finalmente a una de las aldeas de My Lai. donde
pasamos la noche. I .os pelotones yacían en el agua de los arrozales. Tenían miedo de moverse.
En los días siguientes, a la menor sospecha encendíamos los
lanzallamas. En los techos de paja el fuego prende enseguida,
y en los días malos las aldeas de Pinkville ardían, objeto de
nuestra venganza. Era gratificante alejarse de Pinkville y ver las

llamas detrás de la compañía Alfa. Era gratificante, como lo es
el odio puro.
Fuimos a otros pueblos, en compañía del 48." batallón funtasma del Victcong. Cuando una trampa explosiva oculta en un
seto se llevó por delante a dos de los más populares soldados
de la compañía, los hombres descargaron sus puños sobre las
dos primeras personas que cayeron en nuestro poder: dos mujeres asustadas que vivían en la aldea culpable. También les
arrancaron mechones de espeso pelo negro. Los hombres lloraban al hacerlo. Un oficial sacó su pistola y con ella golpeó la
cabeza de un prisionero.

"En los d í a s siguientes, a la m e n o r
s o s p e c h a e n c e n d í a m o s los l a n z a l l a m a s .
En los t e c h o s de p a j a el f u e g o p r e n d e
enseguida."
Metimos los restos de nuestros compañeros en las bolsas de
plástico al efecto. Arrasamos el pueblo con napalm. Oí gritos
de dolor entre los escombros ardientes. Oí los fusiles AK-47 del
enemigo disparar impotentes contra los reactores. Había bebés
y niños y personas a quienes el Victcong no les importaba en
absoluto. Pero Chip y Tom estaban en camino hacia el registro
41

CAPÍTULO 3 PINKVILLE
de bajas en C'lui I.ai; estaban muertos, y era difícil sentir compasión.
Continuamos la marcha, bajo el urdiente sol y sobre la roja
arcilla. Una tarde de mediados de mayo montarnos un perímetro defensivo en la cima de una colina alia y escarpada. Nos
sentíamos protegidos y nos sentamos a descansar, después de
recibir un suministro de comida caliente, correo, coca-cola y
cerveza. Debajo, los campesinos trabajaban en los arrozales.
Un teniente —el que recibió el nombre de Mad Mark—. aposlado en una roca, apretó sus gafas contra la nariz, miró por la
mira telescópica de su nuevo fusil M-14 y disparó sobre un campesino. Éste cayó Mad Mark estaba entusiasmado: una diana
a trescientos metros. Cuando el teniente bajó con una patrulla
a examinar los resultados me dijo por radio: «l e herí en una
pierna. Llevaba arroz y unos papeles en una bolsa. Llama al
cuarlel general y comunícales que liemos cogido a un Chai lie.
varón y en edad militar. Atrapado cuando intentaba escapar.
«¿Qué lal me escuchas?»
Tragué saliva y dije: «Bien, ¿Algo más?»

" M a d Mark m e dijo q u e m e e s p a b i l a r a
y me diera prisa. Pero ya t o d o
e m p e z a b a a d a r lo m i s m o . "
Hizo una pausa. «Dilex que el Upo tiene una pierna rota. Que
venga un helicóptero de evacuación sanitaria. Guárdanos algo
de comer.»
Al día siguiente, al bajar por la colina, un muchacho llamado
Slocum tropezó con una mina y se destrozó una pierna. «Champion 48. aquí F.cho 4(1. Evacuación sanitaria urgente. Red
788934. Urgente. Repito...»
Al día siguiente, los oficiales decidieron trasladarnos a la cosía. "l odo el camino recibimos fuego de francotiradores. Mi mochila fue alcanzada, las gomas elásticas que sujetaban la antena
de la radio se rompieron y la antena de metro ochenta se arrastró por el suelo. Mad Mark me dijo que me espabilara y me
diera prisa. Pero ya todo empezaba a dar lo mismo. Andábamos
como focos, las cantimploras se vaciaban y nada nos detenía.
Al fin llegó la arena, los pinos, una franja de playa milagrosamente blanca, una extensión de agua azul y perfecta: el Mar de
la China Meridional al este de My Lai, Si hubiéramos tenido
una balsa y valor, aquel océano nos hubiera llevado a casa.
Pusimos centinelas c-n los pinos y nadamos. Gritábamos y
reíamos Las armas y la munición quedaron abandonados en la
arena. Nada nos importaba. Nos sumergimos en el agua, saltábamos y jugábamos en ella, empapábamos la cabeza en ella
y dábamos manotazos para producir sonidos semejantes al de
una mano que rompe un cristal.
*

*

IS.QL. IhKDA:
No se trata de un bautismo
presunto vietcong es -•interrogado».

PISA CON C U I D A D O
La más temida es la Bouncing Betty (Betty la saltarina). Se trata
de una mina tómenle, pero salta de su nido en la tierra y, cuando alcanza la altura prevista, explosiona. Es fiable y mortal. Si
se es afortunado, si la mina hace ya días que ha sido colocada
y ha estado expuesta a las lluvias, pueden descubrirse sus tres
púas emergiendo de la arcilla. Las púas son el detonador de la
Bouncing Betty. Al pisarlas, el pobre soldado oirá una explosión sofocada; es la carga inicial que manda la mina a un metro
de altura. El soldado da un paso más y está a punto de iniciar
el tercero cuando la mina explosiona a su espalda. El soldado
está ya muerto. La llamamos «paso y medio».
Más destructivas que la liouncing Betty son las trampas explosivas de granadas de mortero y artillería. Cuelgan de los árboles. Se ocultan en la maleza. Descansan bajo la arena. Esperan por debajo de los suelos húmedos de las cabanas. Nos
persiguen. Cliip. mi amigo negro de Orlando, se metió en un
seto y desencadenó una explosión con proyectiles de artillería
del 105. Murió de un modo tal que, por única vez. era imposible
saber su color. Lo envolvimos en una bolsa de plástico, hicimos
señales de humo y un helicóptero vino a recogerlo, a Chip. mi
amigo. V luego estaba Shorty. un tipo hiperseiisible que estaba
tan convencido de que las minas acabarían con él. que desapareció durante un mes. En julio regresó, bromeando pero todavía devorado por el miedo. Un día en que hacía mucho calor,
se sentó sobre una trampa de municiones del 155.
A B A J O : luí vez tlitelu mucho, pero tus amigos están aquí
para llevarte a un lugar seguro y para que te concedan una
medalla al mérito militar.

*

por inmersión.

Un

43

Cuando se recibe la orden de marchar por lugares como Pinkville o la península de Batangang o el Campo Atlélico —llamado así por su lisa extensión de hierba y de plantas de arroz—.
cuando se va a poner el pie en estos terrenos, uno reflexiona,
Uno sufre alucinaciones, Mira unos metros por delante y se pregunta cómo quedarán sus piernas si en el suelo hay algo más
que silicatos y nitrógeno. ¿Será soportable el dolor? ¿Gritare o
me mantendré callado? ¿Me atreveré a mirar mi propio cuerpo,
a hacer frente a la roja carne viva y al blanco hueso? l.'no se
pregunta si los sanitarios recordarán traer la morfina; si los amigos llorarán, después.
No es fácil superar esta clase de dolor destructivo, pero uno
lo intenta. Uno decide ser increíblemente cuidadoso: es la actitud realista y racional. Uno procura intuir dónde está la mina,
¿Pondré el pie sobre aquella roca blanca o en la hierba que crece a su lado? ¿En la zanja de agua o en el arrozal? Uno quisiera
ser Tarzán para mecerse en las lianas. Uno intenta pisar sobre
las huellas del hombre que le precede, pero desiste cuando
aquél le insulta por acercarse demasiado: mejor un muerto que
dos.

" U n o c a m i n o con los o j o s fijos en el
suelo, l a c o l u m n a a r q u e a d a , t e m b l a n d o ,
c o n los h o m b r o s e n c o r v a d o s . "
Estas tomas de decisión continuas, paso a paso, agobian la mente. Su efecto es a veces la paralización. Cuesta levantarse tras
los descansos. Se anda como un hombre de madera, como un
soldado de juguete de fíahes in Toytand de Víctor Herbert. En
contra de la educación recibida de padres y de militares, uno
camina con los ojos fijos en el suelo, la columna arqueada, temblando. con los hombros encorvados. Si uno no cae presa de
44

A R R I B A : Ln la carretera, el cargamento de un vehículo de
transporte de tropas del Ejército de Vietnam del Norte se pudre
al sol.

una catatonía total, puede reaccionar como Philip reaccionó el
día en que le ordenaron encargarse de uno de sus amigos, víctima de una mina antipersonal. Después, cuando llegó la noche,
Philip cavaba como si estuviera loco, sudando, llorando y gritando, Excavó una madriguera de un metro veinte en la arcilla
Se sentó en su interior y se puso a llorar. Todos —sus amigos
y los oficiales— permanecieron en silencio y nadie dijo nada.
Nadie le consoló hasta bien entrada la noche. Luego, para no
hacer ruido, hablamos con él uno a uno, diciéndole que lo comprendíamos y que mañana se encontraría mejor. El capitán dijo
que mandaría a Philip a la retaguardia, que le encontraría un
trabajo de conductor de camiones o de pintor de verjas.
Muy de vez en cuando hablábamos seriamente acerca de las
minas. «Es algo más que miedo lo que roe la mente», dijo un
soldado de diecinueve años y con ocho meses en el campo. «Es
una combinación absurda de certeza e incertidumbre: la certeza
de que uno anda a través de campos minados, pasando junto a
las minas día a día; la incertidumbre ante cada movimiento,
cuando uno no sabe hacia qué lado inclinar el cuerpo o dónde
sentarse. El Vietcong puede hacerlo de tantos modos distintos... Hay tuntas combinaciones, tantos tipos de camuflaje para
ocultarlas... Estoy dispuesto a irme a casa.»
Aquel muchacho tenía toda la razón:
La m'tnu antipersonal M-14, apodada «arrancadedos». Puede
arrancar parte del pie. Smitty perdió un juego de dedos. Otro
muchacho que hoy no es más que un recuerdo impreciso de ojos
grises y pelo castaño —sólo estuvo una semana con nosotros—,
perdió su talón izquierdo.
La granada entrampada. Imagínese un denso arbusto en el
camino. Imagínese también una lata abierta de hojalata colgada

C A P Í T U L O 3 PLNKV1LLE
de una rama y dirigida hacia el centro del campo. En el interior
de la lata hay una granada de mano sin clavija de seguridad, de
tal modo que sólo el borde metálico de la lata impide que el
detonador salte y la granada haga explosión, finalmente, la granada está unida a un cable que atraviesa el sendero, a unos, quince centímetros del suelo. Así pues, cuando tu delicado pie acaricie el cable, la granada saltará de su receptáculo, liberando el
detonador y creándote problemas para tu futuro.
La J'MH soviética y las minas contracarro chinas. Aunque ha-

yan sido diseñadas para detonar bajo la presión de vehículos
pesados, las minas contracarro han destrozado a más de un soldado.
La mina de fragmentación

direccional.

La mina dircccional,

de cara cóncava, contiene entre 450 y 800 fragmentos de acero
empotrados en una matriz y apoyados por una carga explosiva.
La mina está dirigida al itinerario de marcha previsto. Su contrapartida en uniforme, un joven gentil, se agazapa en la jungla
junio al camino. Cuando estás a su alcance, él aprieta el detonador electrónico. Los efectos de la mina son parecidos a los
de una escopeta del calibre doce disparada a bocajarro. Los manuales de instrucción del Ejército de Estados Unidos describen
el equivalente norteamericano de este artefacto: la mina Claymore: "Permitirá una distribución y utilización mayores, sobre
todo en las grandes ciudades. Permitirá ahorros considerables
en material V logística.» Además, dicen que la mina tiene
sangre fría.

v-

í*»

ARR1UA: Soldados norvietnamitas minan una playa.
I Z Q U I E R D A : Inspeccionando una trampa del Vicicong. fistos
enormes púas salieron disparadas al tropezar con un cable.
El destructor de coches de acción corrosiva.

No es más q u e

una granada sin la clavija de seguridad y el detonador mantenido en su lugar por una goma elástica. Se deposita en el depósito de la gasolina, Esto pueden hacerlo perfectamente muchachitos y hombres de paisano, de pie junto a un coche sin
guardia y con un aspecto de inocencia total. Si bien el soldado
de Infantería raramente se encuentra con ella, debería dar que
pensar al soldado en la retaguardia mientras entrega la ropa recién lavada del general.
En los tres dias transcurridos desde que empecé a escribir
esto, las minas y los hombres se han encontrado otras tres veces.
Hay siete piernas más en la roja arcilla; y otro brazo, también.
La inmediatez de la última explosión —tres piernas, hace diez
minutos— me hizo sentir deseos de quemar la parte central de
este informe, frivola descripción de estos artefactos asesinos.
Oyeíníit mi reciente cxvrversjciórr p o r f.u/fti ciertos c/risícrs tó-

picos parecen ser un cúmulo de medias verdades: «Huérfano 22.
habla... habla Yanki 22... yo, yo. Dos hombres... perdido las
piernas... Repito, han perdido las piernas... Pido urgente evacuación sanitaria. Red 711888... Mandad el maldito helicóptero.» Centro de operaciones tácticas: «Llegas distorsionado...
¿Yanki 227 Repite... habla despacio... ¿Necesitáis el helicóptero de evacuación sanitaria?» Pausa. «Aquí Yanki 22... por
am... Dios... necesito... cóptero... dos hombres, las piernas...»
Pero dejaré intactas las medias verdades sólo para poder decir
otra verdad. No eliminaré el catálogo de minas porque es así
como hablamos de ellas, bromeando, frivolamente, con una risa
sofocada. Es divertido. Es absurdo.
ir

it

ir

45

C A P Í T U L O 4 O F I C I A L E S Y SOLDADOS

JULIO
El capitán Johansen era un orgullo de la nación. Era rubio, meticulosamente justo, valiente, alto, de ojos azules, y un oficial.
Dejó la compañía Alfa a finales de junio.
Con la cabeza descubierta y de pie sobre un pequeño montículo. Johansen nos dijo que eramos un buen equipo, que estaba orgulloso de nosotros y que le entristecía que algunos de
los hombres hubieran muerto o hubieran quedado mutilados.
Hubo una breve ceremonia de cambio de mando. Todos estábamos muy atentos, sintiéndonos como huérfanos ante una
adopción. Observamos cómo Andcrson saludaba y daba la
mano a nuestro nuevo comandante, un oficial bajo y gordo del
ROTC (cuerpo tic instrucción de oficiales de la reserva).
Como el 70 por ciento de los oficiales del entorno, el nuevo
capitán era del Sur de Estados Unidos, un hombre de Tennessce
llamado Smith, Se puso de pie y nos hizo un discurso estimulante. Quería una unidad buena y recia en el combate. Quería
profesionales, dijo, como los que el lerna del batallón pide en
grandes letras de oro. Intentó parecer autoritario, pero no lo
consiguió. Nadie confía en un oficial de uniforme verde, y si
además es bajo y gordo y cree ser un buen soldado, no le queda
otro remedio que ser el mismo Patton.
Bajo el mando de Smith. la compañía Alfa regresó a la región
de My Lai-My Khe. Era una operación de dos dias, un simple
barrido de una ristra de aldeas; acamparíamos por la noche y
seguiríamos con otros pueblos al día siguiente. Nos acompañaba
una fuerza de orugas, vehículos blindados de transporte de personal, parecidos a los carros de combate pero sin el cañón.

a r r i b a : También en zona de guerra algunos hombres
quieren estar pulcros y aseados, con agua cállenle o sin ella.

48

Los helicópteros nos transportaron hasta un arrozal situado
al norte de uno de los pueblos de My Khe. Smith tenía la cara
roja. Gritaba a todo el mundo y nadie le escuchaba. Nos dijo
que tuviéramos cuidado, que nos fijáramos en la línea de árboles.
«Maldita sea. Timmy, nos matarán si nos quedamos aquí. Vosotros. a ver si os separáis. Parece que hayáis estado fumando
hierba.»
Luego sonrió como un gordo feliz y dijo que siempre había
deseado ser un buen soldado. «Mi padre me dcct'a: Bobhy, aléjate de las mujeres y del alcohol. Alístate en el Ejército, me
decía mi padre, Alístate en el Ejército y quédate en él y vivirás
hasta los cien anos, Pero, vamos, mantened los ojos abiertos.
Los de Inteligencia dicen que este lugar es peligroso.»

"Tenia s e t e n t a a ñ o s y s a n g r a b a p o r
t o d a s p a r t e s . El p e r s o n a l sanitario la
r e m e n d ó l o mejor q u e p u d o . "
Esperamos los orugas. Cuando llegaron, el segundo pelotón se
dirigió al pueblo mientras el material pesado ascendía a una colina desde la cual nos cubriría con ametralladoras del calibre
cincuenta. La idea era lograr que el enemigo saliera de la aldea
para poderlo atacar desde los orugas.
Las primeras aldeas estaban desiertas. Ibamos despacio. Uno
de los hombres al frente verificaba el camino con un detector
de minas. Era la primera vez que lo usaba, pero, de todos modos, nadie crcia que la cosa funcionara. Con veinte años de metralla en el suelo, los auriculares siempre hacen ruido, haya minas o no. Hurgamos por aquí y por allí, procurando no tocar
nada, pero así no se encuentra al Vietcong. Sólo andábamos.
Ésta era la orden, el plan, y tratábamos de cumplirla con silencio y con prudencia. La tercera aldea estaba llena de mujeres y
niños. Los llevamos al campo de arroz, los orugas descendieron
de la colina y fumamos y comimos nuestras raciones mientras
el capitán Smith y el comandante de los orugas discutían qué
hacer después. Al final decidieron que debíamos llevarnos a los
civiles a nuestras posiciones nocturnas, La lógica del asunto era
clara: buscábamos a sus maridos y u sus padres, y estaríamos
seguros con sus esposas e hijos durmiendo con nosotros. Así
pues, cargamos a las mujeres viejas, los niños subieron a bordo
y nosotros nos revolvimos en un arrozal pútrido y enfangado.
Los orugas formaron un círculo, en cuyo interior chapoteaban
los civiles como si ésta no fuera la primera vez. Finalmente se
pusieron a dormir.
El capitán Smith estaba junto a la radio. «Muy buena estrategia, ¿eh? En el ROTC nos dan buena instrucción, no es tan
malo como dicen. Ji. ji. Aunque, si debo decir la verdad, la
instrucción es mala. Debería haber ido a West Point. supongo,
pero papá siempre decía que hay que empezar por abajo. Ji. ji
Y el ROTC es abajo.» Se detuvo un momento y cambió de
tono, poniéndose autoritario: «Llama al cuartel general. Dilcs
que ya estamos en nuestra posición nocturna. Sin emboscadas.
Cifra el mensaje y diles que nos pondremos en marcha mañana
al amanecer.»
Nos pusimos en maveha al amanecer, dejando a los civiles en
el barrizal. Smith nos ordenó que registráramos los refugios y
asi lo hicimos, arrojando granadas al pasar junto a ellos. Una
de las granadas hizo saiir a una vieja de su agujero. Tenía se-

CAPÍTULO 4 OFICIALES Y SOLDADOS

A R R I B A : Confrontación
en la jungla. Un miembro de la 9."
División de Estadas Unidas interroga a un joven campesino.
Esta división fue responsable de más muertes de civiles que
cualquier aira unidad.

lenta años y sangraba por todas partes. El personal sanitario la
remendó lo mejor que pudo. Estaba consciente. Miraba como
le vendaban el pecho. Le inyectaron morfina. Luego llamamos
a un helicóptero de evacuación sanitaria y, cuando llegó, los
sanitarios y el soldado que la había herido trataron de ayudarla.
Se escurría de sus manos como un pez. Estaba casi muerta, pero
se arrastraba, andaba a gatas, intentando volver al refugio. Tuvimos que meterla en el helicóptero, ya que ella no quería entrar. Gritaba constantemente. El vendaje se había aflojado y
tenía sangre en el pelo y en los ojos. Chillaba, pero el helicóptero se puso en marcha, ascendió y se alejó con ella.
Así acabó la misión. Subimos a los orugas, colgamos las mochilas en los ganchos, nos quitamos los cascos y nos sentamos
con las piernas colgando a los lados. Me sentía bien. Amarré la
radio a un lado del oruga y me tumbé sobre la espalda para
hablar con los otros. Nos alejamos de las aldeas y nos metimos
entre los arrozales. Todo estaba empantanado. El barro debía
de llegar a la altura de los muslos.
Del pueblo surgieron granadas, propulsadas por cohetes. Explosionaron delante de los primeros orugas.

«¡Disparan! ¡Salid de los orugas inmediatamente!», gritaba el
artillero. «¡Salid de aquí, dejadme disparar!»
Luego llegó el fuego de armas portátiles, esparcido en el
agua.
Bajamos de los orugas. En el pueblo parecían estar disparando todos a la vez. Vadeamos el barro; era casi imposible moverse. Intentábamos coger las armas y las municiones.
Traté de desatar la radio, apretando mi fusil entre las piernas.
La radio no se movía. Llegó otra tanda de granadas y dejamos
de disparar mientras chapoleábamos y sudábamos; poco a poco
volvimos a hacer fuego.
El arrozal era profundo. Era marrón oscuro y verde y luchábamos en él. Luego los orugas empezaron a moverse hacia nosotros. Era, según supimos más tarde, la maniobra usual cuando
los atacaban por detrás: hacían marcha atrás, a toda velocidad.
Nos iban a atropellar. Era imposible moverse, como cuando
en una pesadilla las piernas parecen de cemento y no están conectadas por los nervios al cerebro.
Los orugas atropellaron a Paige, arrancándole un pie; también alcanzaron a un teniente, pero éste se acercó a Paige para
sacarlo del fango. El barro amortiguó el golpe de Ortez. cuando
un oruga le pasó por encima, pero se rompió tina pierna. Pasó
cojeando por mi lado, sangrando y sin casco ni ametralladora.
Arrojó su cantimplora y su cinturón de municiones. Se detuvo,
dio la vuelta y se alejó del oruga, llorando.
49

EADOUAI
2/11 A

A R R I B A : l-.l lema de encontrar y atacar al enemigo parece
hueno. pero en realidad muchos soldados norteamericanos
trataron de evitar todo contacto con el enemigo, hasta el punto
de redactar informes falsos.

Otro oruga también atrepelló a un muchacho llamado
McKIhancy. No pudo moverse porque llevaba una radio, y murió ahogado y aplastado. Los orugas seguían retrocediendo. Los
artilleros disparaban contra el pueblo. Otra tanda de granadas
cayó en el arrozal. Los orugas y los hombres corrían.
Parecía la batalla de Bull Run. Todos chapoleando y procurando evilar los vehículos. Echamos la munición, los cascos y
los cinturones en el arrozal, l odo el equipo desparramado por
doquier. Dejé mi radio colgando en el oruga y traté de alcanzar
a la compañía. Finalmente nos detuvimos. Formamos una línea
de escaramuza a lo largo de una zanja.
Los orugas se detuvieron ante nosotros.
Smilh se acercó y dijo que quería llamar al cuartel general
para que bombardearan el pueblo. Limpió sus gafas y chasqueó
la lengua. Me acerqué al oruga y cogí la radio, mientras un radiotelegrafista buscaba la suya en el arrozal. Luego llegaron los
reactores y permanecieron duranle veinte minutos. Los vimos
tirar napalm.
.50

Los sanitarios dieron morfina a Paige, sentado en el interior
de un oruga. Fumaba y no lloró ni sonrió. 110 perdió la compostura Sabía que regresaba al mundo: lo demás 110 importaba.
«¿No duele? Debe de doler terriblemente.» Algunos de los amigos negros de Paige estaban con él, hablando e incluso riendo.
«Qué suerte tienes, muchacho. Se acabó la guerra para ti.»
«Vamos, hombre, luma un cigarrillo. Tienes una herida de
un millón de dólares. Mañana estarás en casa, no te preocupes.»
Smith metió la cabeza en el interior del vehículo y le dijo a
Paige que no se preocupara, que ya estaba llegando un helicóptero. Cuando oí el ruido del rotor, eché humo amarillo en
el arrozal. La granada silbó, dejando un pequeño chorro de
humo en el aire; luego se hundió. Otro hizo lo mismo con humo
rojo. El helicóptero lo vio, y nos pusimos a andar bajo una tormenta de barro llevando a Paige. a Ortcz y algunos otros.
Luego los orugas se colocaron en línea recta y se pusieron en
marcha. Nosotros caminábamos entre los monstruos y detrás de
ellos, buscando a McKlhancy. El barro nos llegaba a las rodillas
y el agua a veces hasta la horcajadura y nos meneábamos como
las majorettes del Cuatro de Julio. Cada paso era un martirio.
Nadie quería verdaderamente encontrar el cuerpo de Mac. El
capitán Smith se rezagó. Un amigo de McElhanev se acercó a
pedirme un cigarrillo y luego siguió andando a mi lado. No que-

CAPÍTULO 4 O F I C I A L E S Y S O L D A D O S

a r r i b a : Pérdidas civiles. Los cuerpos despedazados
y
mutilados de inocentes entre los restos retorcidos de un
motocarro.

ría encontrar a su amigo y hablaba de los viejos tiempos, cuando
él, yo y Mac éramos los nuevos de ta compañía.
«Nunca pensé que durarías tanto», me dijo. «Y creo que tampoco pensé que Mac saldría con vida. Yo, mierda, me iré a Cliul.a¡ para reengancharme a la primera oportunidad. Daré tres
años al Ejército sólo para librarme de esto. No exagero. Me voy
a reenganchar. Ya no puedo soportar por más tiempo esta
mierda.»
Más adelante, alguien encontró a McElhaney bajo medio metro de agua. Había perdido casi toda la sangre. De todos modos,
nunca tuvo mucha. Estaba blanco y empapado y cubierto de
algas. Algunos hombres lo envolvieron con un poncho. Ni el
amigo de Mac ni yo miramos. Nos apoyamos en un oruga y
fumamos mirando hacia otra parte.
El capitán Smith se acercó. Bromeó, no fumaba, no prestó
ninguna ayuda en el asunto de McElhaney y nos preguntó qué
pensábamos de la operación.
«Señor, creo que deberíamos dar la vuelta y alejarnos pronto
de estos pueblos. Esta es mi opinión, señor.»

«Muy bien. Timmy, pero soy un oficial. Debemos cumplir las
órdenes.»
«Sí. señor, pero si el oficial de campo cree que es mejor
que...»
El capitán Smith agitó un dedo en el aire y adquirió una postura cómica, sonriendo como un estúpido, actuando. «Claro.
Timmy, casi lo había olvidado. Hablaré con el oficial de los orugas sobre tu idea. Gracias. Timmy; gracias, muchacho.»
Los dos oficiales discutieron y filialmente decidieron entrar
en la próxima aldea. Para empezar. Smith ordenó al primer pelotón salir del arrozal y dirigirse a una zona seca, cubriendo el
flanco izquierdo. Luego mandó una patrulla del tercer pelotón
hacia el flanco derecho, uti canal muy grande, de quizá seis metros de anchura.
Los oruga se pusieron en marcha y las tropas los seguían, muy
lentamente. Todos fuimos cogiendo una ametralladora y municiones. Era el material del que nos habíamos deshecho durante la retirada. Recorrimos cincuenta metros.
Luego uno de los soldados de la patrulla del flanco derecho
hizo estallar una mina. Fue una gran explosión. Pensé que nos
atacaban con mortero. Smith estaba frente a mí. Gritó «¡Disparan!». y los dos nos metimos en el fango y nos hundimos
en él.
51

C A P Í T U L O 4 O F I C I A L E S Y SOLDADOS
Empezarnos a oír voces reclamando a los sanilarios, voces
apagadas, suaves, temerosas. Luego todos vociferábamos. Un
sanitario apareció corriendo, tropezando, sallando a grandes
zancadas. Cayó de rodillas y trató de ayudar a los muertos hasta
que se dio cuenta de que estaban muertos. Otros soldados del
servicio sanitario se acercaron lentamente. Estaban cansados de
mojar sus dedos en la sangre.
Los orugas se detuvieron y todos buscamos algún lugar donde
sentarnos y esperar. Uno de mis amigos se acercó y me enseñó
su cantimplora, en la que un pedazo de metralla había abierto
un boquete de unos cinco centímetros.
«No eslá mal, ¿ell?», dijo Barney. Era un soldado muy joven,
y estaba más sorprendido que asustado. Esbozó una sonrisa.
«¡Qué suerte la mía! Tendré buenas cosas para contar cuando
el ave de la libertad me lleve a casa.»
El capitán .Smith se scnló a nuestro lado, en el canal. «La
mina me ha hecho un rasguño. Aquí, mira. Parece un medalla.»
Me mostró un agujero en la camisa, tan pequeño que parecía
obra de una polilla. Mi primera operación y ya obtengo una
medalla. Será un buen año, Timmy. Pero hoy he perdido a muchos hombres.»

"El primer pelotón fue a t a c a d o
i n m e d i a t a m e n t e . Una g r a n a d a a r r a n c ó
de c u a j o el testículo izquierdo de un
teniente."
La mina mató también a dos exploradores vietnamitas. Cuando
llegó el helicóptero de evacuación, cargamos en él a los exploradores muertos y a ocho soldados heridos. En media hora, la
compañía Alfa había perdido diecisiete hombres.
Cuando se fue el helicóptero, el capitán Smith y el oficial de
los orugas discutieron de nuevo. Nosotros esperábamos sentados en los canales, con el enemigo probablemente cerca, mientras los dos oficiales debatían sobre honor y competencia, Smith
decía que el oficial de los orugas debía haberle informado de
que tenían la costumbre de hacer marcha alrás cuando los atacaban. «¡Maldita sea!, eslo me va a costar caro», decía Smith,
«¿Qué pensará mi comandante? Verá una lista de bajas de un
kilómetro, y no es más que mi primera operación. Mi carrera
eslá muy comprometida, ahora.» Y el otro oficial juraba y decía
que Smith ya debería saber los rudimentos de la guerra con orugas. Masculló algo acerca del ROTC.
Luego discutieron sobre lo que iban a hacer. Las órdenes del
cuartel general del batallón eran muy claras. Debíamos registrar
la aldea y dirigirnos luego a lina zona a unos pocos kilómetros
de ella, donde nos recogerían los helicópteros, f inalmente ambos oficiales decidieron abandonar el registro. Los orugas dieron la vuelta. Haríamos un rodeo y dejaríamos que el Vietcong
se quedara con el lugar.
Subimos a los orugas, sin dejar el equipo- La columna recorrió diez metros y se detuvo. El oficial de los orugas dijo por
radio al capitán Smith que la infantería tenía que apearse c ir a
pie, tomando la delantera.
«¿Quieres que caminemos, eh?» Smith sacudió la cabeza.
«¿Por qué diablos quieres que caminemos cinco kilómetros?»
«Minas», dijo el otro oficial. «Este lugar está infestado de
minas. Deberá ir un hombre al frente con el delector de minas
y detrás de él la Iropa en busca de estos malditos artefactos.»
52

«;Oh. Dios! ¿Quieres que use a mis hombres para que le localicen las minas? ¿Es eslo lo que quieres?»
«Esto es», contestó el oficial de los orugas a través de la radio.
«Hay muchas minas. Tenemos un detector: mejor usarlo.»
«Un detector. No sirve para nada. Con eslo no encontraremos una mina en un millón de años. Si quieres, digo a mis soldados que vayan rodando ante tus orugas para despejar el camino.»
«Mira, sé razonable. ¿Qué ocurrirá si uno de mis orugas se
encuentra con una trampa explosiva 105? Nos despedazará por
completo.»
«Razonable. ¿Me dices que sea razonable? ¿Quieres que use
a mis hombres como detectores de minas? ¿Y qué pasa con las
Uouncing liellies'!. ¡maldita sea! Si uno de mis soldados tropieza
con una Uouncing Belty. es hombre muerto Y eslas cosas ni
siquiera llegan a rayar un oruga.»
Smilh llamó a sus jefes de pelotón, les explicó el problema y
traló de convencerlos de que hicieran lo que decía el oficial de
los orugas. Los jefes de pelotón se echaron a reír y dijeron que
no lo harían. Smith ya sabía que era una orden estúpida, pero
¿qué podía hacer él? Los jefes de pelotón se alejaron, ignorándole, pero Smith mandó que todo el mundo saltara de los orugas. Nos pusimos en fila, prestos a marchar. Cuando vio quilos jefes de pelotón ponían mala cara y se demoraban. Smilh
decidió ir a ver al oficial de los orugas y continuar la discusión.
A los diez minutos regresó y nos dijo que volviéramos a subir.
El oficial de los orugas estaba cansado de discutir y lodos teníamos prisa por comer caliente. Dimos la espalda al pueblo y
nos alejamos.
Después de esta tercera batalla de Bull Run. el capitán Smilh
intentó recuperar su liderazgo. pero los tenientes le evitaban
corlésmente. Los soldados le ridiculizaban abiertamente. Se decía, medio en serio, medio en broma, que era un hombre inar-

A R R I B A : Con los ojos dilatadla por la tensión, un soldado
norteamericano
ntira en torno antes de echar un trago.

codo. Los soldados negros le odiaban, y decían que era sólo
cuestión de tiempo antes de que alguien echara una granada en
su madriguera. Nadie quería dormir cerca del capitán Smith.
Su sentido de la orientación era absurdamente malo. Llegábamos tarde a los objetivos. Nunca estaba seguro de donde estaba ni a dónde debía ir. Cuando ordenaba disparar a la artillería para indicar la posición do la compañía, a veces apuntaba
hacia una dirección en el cielo diciendo que allí explotaría el
proyectil; pero la explosión se producía justamente detrás suyo.
Luego hablaba entre dientes y acusaba a sus jefes de pelotón
de haberle confundido.
A mediados de julio recibimos la orden de incendiar un pueblo. l.os reactores arrojaban toneladas de napalm. Al otro lado
había una compañía de soldados enzarzados en una batalla ruidosa y desesperada con el enemigo. Por la radio podíamos oír
sus llamadas a los helicópteros de evacuación sanitaria.

" T e n e m o s d o s h o m b r e s muy malheridos.
N e c e s i t a m o s u r g e n t e m e n t e , repito,
u r g e n t e m e n t e , u n helicóptero d e
e v a c u a c i ó n . Uno d e los h o m b r e s p u e d e
morir. N o hoy t i e m p o q u e p e r d e r . "
Aterrizamos, nos dispersamos y nos dirigimos a la población,
til primer pelotón fue atacado inmediatamente, Una granada
arrancó de cuajo el testículo izquierdo de un teniente. 1:1 ruido
constante de los disparos parecía el de una fila de reclutas haciendo prácticas de tiro en l'ort Lewis. Smith vociferó algo al

A R R I B A : El bjército norviemamita
no tenia reparos con el
emblema ile la Cruz Hoja, pero los pilotos de los helicópteros
de evacuación sanitaria sorteaban las balas y se llevaban a los
heridos.

tercer pelotón: los soldados echaron a correr, se tumbaron en
el suelo y dispararon contra un seto. El fuego cruzado duró cinco minutos Luego recibimos una llamada por radio del primer
pelotón. La persona que hablaba decía que su amigo había sido
alcanzado y que el ¡efe de su pelotón estaba mutilado.
Llamamos al comandante del batallón, un coronel muy duro
que se movía en circuios en su helicóptero dirigiéndolo todo.
Le pedimos que descendiera y se llevara a los heridos. El coronel respondió que lo intentaría y preguntó si teníamos alguna
zona de aterrizaje segura. Me preguntó dónde estaba el enemigo y si los helicópteros sanitarios eran urgentes. Luego dijo
que era mejor que llamáramos al cuartel general y pidiéramos
un helicóptero de evacuación normal.
El radioemisor del primer pelotón intervino: «Tenemos dos
hombres muy malheridos. Necesitamos urgentemente, repito,
urgentemente, un helicóptero de evacuación. Uno de los hombres puede morir. No hay tiempo que perder.» El helicóptero
del coronel zumbó poi encima de los árboles, explorando el
campo de batalla. Estuvo volando otros cinco minutos y luego
volvió a llamar diciendo que pidiéramos un helicóptero de evacuación sanitaria por los canales normales. «¡Maldita sea, no
tengo tiempo de hacerlo lodo! Tengo que dirigir esta operación.»
El operador del primer pelotón volvió a intervenir diciendo
que su amigo tenia el pecho destrozado y que moriría si no se
le atendía inmediatamente.
53

C A P Í T U L O 4 O F I C I A L E S Y SOLDADOS
«Soldado, no interrumpa y llaga sus peticiones a su oficial.
Déjeme en paz.»
«Señor...» El operador del primer pelotón hizo una pausa y
luego anadió que su oficial estaba inconsciente y perdía mucha
sangre.
I.os reactores machacaban el pueblo. A cada vuelta, el aire
se llenaba de humo. De pronto, otro reactor pasó silbando sobre nuestras cabezas, hacia el pueblo, entre el humo. El humo
aumentó. Teníamos que gritar para hacernos oír entre tanto ruido, entre tantos disparos, esperando el helicóptero de salvamento.
Cuando los reactores se fueron y el humo hubo desaparecido,
el comandante del batallón descendió y recogió al oficial herido
y a un hombre muerto con el pecho destrozado.
Entramos en el pueblo. Había dos vietcong muertos. Una vieja vagaba de un lado a otro, sonriendo. Esto era todo. Cogimos
unos papeles de los vietcong y la vieja se alejó.
Hicimos un perímetro alrededor del pueblo. Todos sabíamos
que nos iban a atacar con morteros, de modo que excavamos
madrigueras profundas. Y montamos puestos de escucha en el
mismo pueblo. El lugar estaba lleno de túneles y refugios, y el
napalm pudo 110 haberlo alcanzado todo. Por la noche, sonaron
los morteros. Hirieron a dos de nuestros hombres. Dormimos
un poco más. Luego el capitán Smith y otros tres hombres abrieron fuego en el interior del perímetro. Lo que ellos mataron
estuvo tendido en el suelo toda la noche. Por la mañana vimos
que era un cerdo.

"El c a p i t á n Smith y otros tres h o m b r e s
a b r i e r o n f u e g o en el interior del
perímetro... Por la m a ñ a n a vimos q u e
e r a un c e r d o . "
Al día siguiente destruimos con explosivos túneles y refugios
antiaéreos. Un trozo de arcilla golpeó a un hombre y le rebanó
la nariz. El hombre murió ahogado en su propia sangre. Estaba
comiendo jamón y huevos de una lata.
Luego nos dirigimos al campo abierto. Nos detuvimos y descansamos en una colina. Pensando en la seguridad, el capitán
mandó una patrulla de seis hombres para que vigilaran la colina
desde abajo. Poco después hubo una explosión y yo me puse
en contacto con ellos preguntándoles si todo estaba en orden
No recibí respuesta y esperamos. El capitán Smith dijo que no
había sido más que un disparo de artillería aislado. Cenamos.
Luego uno de los hombres de la patrulla salió cojeando de entre
los arbustos, sangrando y sollozando. La patrulla habia tropezado con una mina grande. Los otros estaban todavía allí. El
personal sanitario trabajó duro con ellos, pero dos estaban
muertos, uno había peTdido una pierna y los otros no se podían
mover. El comandante del batallón vino a recogerlos con su helicóptero. l'or esta acción obtuvo una Cruz distinguida, una medalla muy importante para los coroneles.
A finales de julio, nos llevaron a la cima de una montaña.
Allí había un monasterio, pero los servicios de inteligencia dijeron al capitán Smith que estuviera preparado para un combate. Aterrizamos al lado de una estatua de Buda. y vino un
monje a recibirnos. Traía sandía y otra fruta. Pasamos al interior del recinto y caminamos por senderos limpios y bien cuidados, entre jardines y estatuillas.
54

Kl monje mantenía la cabeza erguida sobre 1111 cuello que no
usaba. Para mirar a la derecha o a la izquierda, giraba todo el
tronco. Tenía un cráneo redondo y pelado, cubierto con una
piel tersa que parecía cucro curtiéndose al sol y que llegaba hasta su nariz, pequeña y puntiaguda.
Nos enseñó los huertos, con sandías y otras cosas que parecían pepinos. Los senderos eran de color rojo; los edificios,
blancos y pulcros. Nos mostró un grupo de niños, la mitad de
ellos huérfanos, nos dijo, y la otra mitad abandonados. Se tocó
su calva cabeza y rió entre dientes.
El lugar estaba lejos de los escenarios de la guerra; se encontraba al sur de Chu Lai. al norte de Batangang. al este de
la carretera Uno, al oeste del mar. Se hallaba situado en la vertiente de una cadena montañosa que producía palmeras, pinos
y. en dos huertos, sandías y frutas.
El monje nos indicó dónde excavar madrigueras en su patio.
Con gracia, aceptó nuestras raciones enlatadas y permitió que
el personal sanitario examinara a los niños. Llegó la noche y el
monje penetró en un pequeño edificio, quemó incienso y se fue
a dormir.
Hice una guardia, dormí y cuando estaba otra vez de guardia
empezó a llover. Abrí una lata de comida en la oscuridad y escuché la radio. Llamaron e informaron de cierto movimiento en
las laderas de la montaña. Unos soldados arrojaron granadas al
lugar indicado. Hicieron explotar una mina Claymore. Sus setecientas grageas de acero pasaron entre los arbustos y llegaron
hasta el patio, donde arrancaron fragmentos de piedra blanca
del vientre de Buda. Éste 110 protestó, como tampoco lo hizo
el monje cuando nos fuimos por la mañana.
A principios de agosto, el capitán Smith lúe relevado del
mando de la compañía Alfa. Otro oficial, también sureño, se
hizo cargo de la compañía. No hacía más de una hora que tenía
el mando cuando nos ordenó marchar por un campo minado.
Enseguida tuvieron que venir los helicópteros para recoger a un
muerto, llamado Rodríguez, y a un mutilado, llamado Martínez. Eran dos latinoamericanos que pasaban largos ratos juntos,
haciéndose fotografías uno al otro con el fusil en brazos.
Pero cuando esto ocurrió yo estaba en Chu Lai en busca de
otro destino. El capitán Smith, tal vez sintiéndose culpable de
no haber cumplido una promesa que me hizo de encontrarme
un puesto en la retaguardia, me habia dado un permiso de tres
días. Me deseó suerte. Yo me pascaba por las arenas de Chu
Lai, enseñando mis cartas de recomendación del capitán Johansen y del sargento primero de la compañía Alfa, con la esperanza de que alguien 111c llevara consigo. Pero el Ejército está
lleno de mecanógrafos mediocres. Yo no sabía ni cambiar una
llanta, y. por otra parte, nadie quiere a 1111 soldado de Infantería
cansado. No recibí ninguna oferta y regresé a la compañía Alfa.

"Contestan, se enojan, h a r a g a n e a n , se
fingen e n f e r m o s , f u m a n p o r r o s . Se
reúnen, gritan y se c a g a n en el
sistema."
La única obsesión de un soldado de Infantería en Vietnam es
la tentadora esperanza de que le asignen un puesto en la retaguardia. Cualquier cosa que le mantenga alejado del campo de
batalla, ya sea cargar helicópteros, quemar basura o lavar la
ropa del coronel.

C A P Í T U L O 4 O F I C I A L E S Y SOLDADOS
A diferencia del deseo sofocado y distan le de regresar vivo
al mundo, el afán de conseguir un trabajo en la retaguardia no
está dominado por ninguna pasión inalcanzable e irrealista. Está
ahí, al alcance de la mano. Uno observa a los elegidos salir de
un arrozal y cargar su equipo en un helicóptero, sonriendo y
haciendo el signo de la paz. Queda conmiseración hacia uro
mismo, soledad envidiosa, cuando se han ido.
Los soldados se sirven de mil estrategias para ir a la retaguardia. Algunos se disparan en el pie o en los dedos de la
mano, procurando 110 hacer ningún destrozo. Otros fingen enfermedades, esperando pasar un tiempo en la retaguardia, esperando conseguir algo. Sé de uno que tenía una ficha con las
fechas en que cada uno de. los soldados de la retaguardia debía
irse de Victnam. Cuando se acercaba uno de estos días, enviaba
una solicitud del puesto que iba a quedar vacante.
Pero el mejor camino hacia la retaguardia, el único medio de
A11 A J O : «Si muero en zona tic combate...
ponme en la caja y
mándame a cana.» Pero el enemigo se quedaba en el tugar
donde caía.

confianza, es lamer delicadamente el culo de un oficial. Preferiblemente del comandante de la compañía. Si le caes bien a un
oficial, si él cree que eres de su raza, entonces eres un candidato
a la salvación. Pero lograrlo no es fácil: hay que hacer gala de
mucho valor, de humor malsano y de un constante autodominio.
Para los negros, el camino es muy duro. Para empezar, el
cuerpo de oficiales está dominado por hombres blancos, mientras que el cuerpo de los soldados de Infantería, de los soldados
rasos, es desproporciona luiente negro. Ahí están los viejos elementos de la tensión racial: miedos, odios, desconfianzas. Y
está también el hecho puro y simple de que la vida está en juego. No la propiedad, o un buen trabajo, o la aceptación social.
Se trata de sobrevivir.
Ante la sospecha o la realidad de que los oficiales blancos dan
los puestos de retaguardia u los soldados blancos, muchos negros reaccionan como lo haría cualquier persona normal. Están
de mal humor, contestan, se enojan, haraganean, se fingen enfermos, fuman porros. Se reúnen, gritan y se cagan en el sistema.
CAMLHA PBESS

usabmy
A R R I B A : Soy Iun bajo, que pinina pasar par debajo de la
puerta. Y si algún vietcong no está de acuerdo, puede
discutirlo con mi M-60. Nadie me va a impedir volver a casa.

Y esto alimenta el problema. Excusándose en la insubordinación de los negros, los oficiales dan los buenos trabajos a los
blancos. Asi se inicia un nuevo ciclo, peor que el anterior.
En la compañía Alfa, el fenómeno llegó a un punto en que
el círculo giraba tan velozmente, con tañía fuerza centrífuga,
que al final se rompió.
El sargento primero de Alta era odiado por los negros. Los
puestos en la retaguardia, decían, son iodos para los blancos, y
ellos decidieron hacer algo al respecto. «El maldito sargento pri56

mero es el responsable», dijeron. «Y más pronto o más tarde
lo pagará.»
Un dia en que perdimos cuatro hombres, el sargento primero
cogió sus pertrechos, subió a un helicóptero y vino a reunirse
con nosotros, hra un hombre alto e impurcial. Parecía odiar
Vietnam lanío como los demás. Su unidad de la Guardia Nacional fue mobilizada, y él fue arrancado de su lugar y de sus
amigos como iodos nosotros, por razones políticas y circunstanciales. La noche en que llegó fuimos atacados con morteros. Él
se arrastró con las manos y los pies como los demás. Para ser
justo, debo decir que el sargento primero no era tal vez un líder,
pero era silencioso y útil.
Por la mañana nos pusimos a registrar pueblos: registramos

C A P Í T U L O 4 O F I C I A L E S Y SOLDADOS
dos o tres. Cruzábamos un gran arrozal. La compañía formaba
una columna larga y espaciada. El sargento primero, quizá con
la intención de mostrarnos que tenia agallas y podía dominar la
situación, marchaba al frente con el comandante de la compañía
y otros oficiales. Nos movimos lentamente.
Yo observaba al sargento primero. Pegó un salto atrás y sus
muslos se cubrieron de una nube de humo rojo. Se detuvo y
quedó inmóvil ante la breve explosión. No dijo nada. Dio tres
pasos, como si intentara alejarse de la metralla y del ruido. I .ucgo sus piernas parecieron desintegrarse bajo su cuerpo y cayó
pesadamente de espaldas. La mina había explotado justo debajo de el. Nadie sintió una pérdida especial cuando el helicóptero se lo llevó.
Aquella noche excavamos madrigueras y calentamos las raciones de comida. Hacía calor y, en vez de acostarme inmediatamente, me senté con un amigo negro y le acompañé en su
guardia. Me dijo que uno de los negros se había encargado del
sargento primero. Era una carga de M-79. procedente de un
lan/agrauadas. Aunque sólo se pretendía asustar al sargento,
me dijo, los negros no lloraban por lo sucedido. Me rodeó con
su brazo y me dijo que así es como hay que tratar a los blancos
algunas veces.
A las dos semanas, llegó un nuevo sargento negro a la compañía Alfa.
Salvo una o dos excepciones, todos los hombres de la compañía Alfa deseaban silenciosa y desesperadamente un puesto
en la retaguardia. La desesperación estaba siempre presente.
Caminando bajo el sol, esperando suministros, haciendo guardias de noche y escribiendo cartas de amor, pensábamos en todos los trabajos que esperaban en la retaguardia y hablábamos
de ellos. No éramos todos cobardes. Pero no nos habíamos comprometido. ni resignado, a tener que ganar ninguna guerra.
«Aceptaría todo lo que me ofrecieran», decía Barney. «Quitaría mierda durante el día y lomaría un poco de cerveza por la
noche sin una queja. Que me manden a Chu Lai. aunque sea
para empaquetar cadáveres. Me ocuparé de los cadáveres ensangrentados y de lo que sea. Pero que me den el trabajo: esto
es lo que importa.»
Bates y yo hacíamos la guardia juntos algunas noches. «Cuando aquella mina se cargó a Chip y Tom, yo ya no pude más.
Hasta entonces. Nam me había parecido sólo una especie de
juego un poco violento, nada más. Y yo no estaba cuando sucedió. Me encontraba escuchando la radio. Pero, maldita sea,
la mina explotó. Yo los conocía a los dos. Cogería cualquier
trabajo en la retaguardia, cualquier cosa.»

" S e p o n i a el sol, c o m í a m o s , f u m á b a m o s
un p o c o , j u g á b a m o s , y a las diez
recibíamos f u e g o de morteros."
Así pues, con el resto de la compañía Alfa segui al nuevo comandante durante el mes de agosto, esperando ser mandado a
la retaguardia y tratando con disimulo de evitar la muerte. Era
raro. No éramos los viejos soldados de la segunda guerra mundial. No había nadie que escribiera un «Diario de Guadalcanal».
ni había razón alguna para hacerlo. No había valor para derrochar en cosas como patria, honor u objetivos militares, lodo el
valor de agosto era el que nno descubre al despertar en la mañana y saber que tendrá un mal día. El viejo aforismo de Ho-

racio. «Dulce et decorum esl pro patria morí», no era más que
un epitafio para dementes.
Alfa pasó la mayor parte de agosto en una achaparrada colina
al norte de Pinkville. Era un antrguo campo de maíz, un lugar
cálido y polvoriento y sin árboles. Patrullábamos de día. y de
noche nos atacaban con morteros. Era una especie de ritual. Se
ponía el sol. comíamos, fumábamos un poco, jugábamos, y a
las diez recibíamos fuego de morteros.
Era difícil conseguir una madriguera decente en aquel campo
de maíz cuyo suelo parecía de yeso. Las paredes se desmoronaban, Al final, decidimos excavar trincheras de poca anchura
y tumbarnos en ellas, medio dormidos, hablando y esperando
a que acabara el bombardeo.
Todo estaba tan bien coordinado y cronometrado que lodos
orinábamos durante la primera hora después de la puesta del
sol para no tener que estar de pie cuando empezaran las explosiones Nadie fue herido durante las sesiones nocturnas, peto
eran frustrantes. Atacaban nuestra colina con proyectiles de 82
mrn durante veinte segundos; luego recogían y se iban a casa.
Llamábamos a los artilleros y les respondíamos con fuego de
mortero, pero siempre era demasiado tarde. Era casi mejor acomodarse en las trincheras y echarse a dormir.
A pesar de los ataques de las 1(1 de la noche y del calor y el
polvo de la colina, el mes de agosto no fue tan malo. Nadiemurió y pocos fueron heridos de consideración. Insolaciones y
ampollas, nada más. Fue casi un milagro, porque, cada noche,
tumbados en las trincheras, oíamos la metralla clavarse en los
setos y los arbustos y veíamos los cráteres de los impactos a unos
metros de donde estábamos.

" N u e s t r o p e r s o n a l sanitario s e o c u p ó d e
él, p e r o e s t a b a claro q u e iba a morir.
E m p e z a m o s a talar un á r b o l p a r a q u e el
helicóptero d e e v a c u a c i ó n sanitaria
p u d i e r a aterrizar. Luego el h o m b r e
murió,"
Los helicópteros de abastecimiento nos traían las raciones diariamente. Nos tragábamos cajas de cerveza y refrescos. La moral era alta: estábamos en un mal lugar, pero no habia heridos
y esto era una bendición. Nada podía salir mal. Al amanecer,
una patrulla encontró dos vietcong en un refugio. El comandante de la compañía y un teniente arrojaron granadas y vaciaron varios cargadores de M-Ifi en el agujero. Luego echaron
más granadas y efectuaron más disparos. F,l refugio estaba lleno
de humo. Cesó el fuego y nuestro explotador vietnamita preguntó si querían rendirse. Los vietcong sacaron un rifle. Unos
soldados se acercaron y tiraron de él. Uno de los dos vietcong.
un muchacho acribillado, estaba muerto. El otro era mayor, y
estaba casi muerto. Echaba sangre por la baca y por otros lugares donde le había herido la metralla. I lablaba con el explorador pidiendo que le perdonáramos la vida Nuestro personal
sanitario se ocupó de él. pero estaba claro que iba a morir. Empezamos a talar un árbol para que el helicóptero de evacuación
sanitaria pudiera aterrizar. Luego el hombre murió. Lo dejamos
allí, tumbado en el suelo. Habia gallinas picando en el polvo a
su lado cuando nos fuimos.
De vuelta al campo de maíz, el explorador examinaba los pa57

C A P Í T U L O 4 O F I C I A L E S Y SOLDADOS
peles de los muertos. «Aquel vietcong era el jefe del distrito»,
dijo. «Un bastardo importante.»
«¿En serio?», dijo el comandante de la compañía, con una
gran sonrisa. «Hemos cogido a un jefe vietcong de distrito. Acabamos de liquidar a un pez gordo.»
El comandante de la compañía estaba satisfecho. Llamó al
cuartel general del batallón y dio la noticia. Aquella noche nos
quedamos hablando en la colina, felicitándonos de ser unos soldados tan duros, eficientes y letales. Pero a medida que pasaba
el tiempo íbamos reconociendo que lodo había sido cuestión de
suerte. Y a las diez volvieron a atacarnos con morteros.
A finales de agosto, los helicópteros trasladaron la compañía
Alfa a otra colina, esta vez en la costa del Mar de la China
A B A J O : Soldados norteamericanos
disparan con sus M-16
contra un enemigo invisible, escondido en la jungla.

Meridional. Se estaba construyendo un campo de refugiados y
nuestra labor consistía en vigilar a los civiles que limpiaban el
suelo y montaban las cabañas. Aunque el lugar estaba a poco
más de un kilómetro del campo de maíz, no nos atacaron, excepción hecha de algún francotirador ocasional. Fueron, de hecho, unas vacaciones.
Precisamente allí, junto al mar, conseguí mi trabajo en la retaguardia. En el cuartel general del batallón necesitaban un mecanógrafo, y me querían a mí. Aquella noche excavé una madriguera de casi dos metros de profundidad: 110 quería correr
riesgos. ¡Hubiera sido terrible ser herido precisamente en la vigilia de mi traslado! Por la mañana. Burney vino a despertarme
y me dijo que tenía mucha suerte. Fuimos a la playa, nadamos,
esquivamos algunos disparos de un francotirador y metí mi equipo en el helicóptero. Se acabó.
*

*

C A P Í T U L O 4 O F I C I A L E S Y SOLDADOS
CORAZONES Y MENTES

Chieu Hoi, un explorador de la compañía Cliarlie, entró en el
edificio del cuartel general y permaneció en un rincón, esperando. hasta que un capitán se fijó en él. Luego dijo: ..Señor,
mi hija está enferma. Está en Tam Ky. a treinta y cinco kilómetros de aquí. Necesito un permiso de tres dias para ir a
verla.»
El capitán dijo: «¿Se ha puesto enferma precisamente ahora'.'
¿O tal vez cienes miedo de salir mañana con la compañía Charlie? ¿Cómo es que tu hija se pone enferma cuando la compañía
Charlie tiene que salir?»
Lentamente y con voz baja. Chieu lloi insistió: «Está enferma.»

El capitán se acomodó en su silla y dijo: «Mira, eres un hombre valioso para nosotros. Sabes cosas que nosotros, los soldados, 110 sabemos; lo sabes todo sobre minas y trampas, cómo
descubrirlas sin perder las piernas. ¿No? Un hombre como tú
puede detectar emboscadas a tiempo y salvar vidas. Te necesitamos. Se te paga para que salgas mañana, no para ir de permiso.»
Humillado, Chieu Hoi dijo: «No, señor. La niña está enferma.»
«Oye», dijo el capitán, harto y terminante. «¿Qué hago yo
cuando mi hija se pone enferma? Mi mujer y mis hijos están a
miles de kilómetros de. distancia. La niña se pone enferma y mi
mujer la lleva al medico, esto es todo. O va a la farmacia y
compra unas pastillas. Nada más. Asi son las cosas. Pero yo no
me subo al primer avión cuando me dicen que mi hija tiene
fiebre.»
Chieu Hoi dijo: «No hay muchos médicos aquí. Mi esposa
está asustada.»
«Ya está bien», dijo el capitán. «Esta es vuestra maldita guerra. Yo estoy aquí para luchar con vosotros y ayudaros, y lo
haré. Pero tú también tienes que sacrificarte. Dime cómo se
ganará esta guerra si tú y los demás salís corriendo cuando las
cosas se ponen difíciles. ¿Cómo? Tú eres un ex vietcong, tú sabes cómo piensan ellos, dónde se esconden. Si yo he venido aquí
y arriesgo mis cojoues, ¿no tendrías también tú que componértelas como los demás?
Chieu Hoi respondió: «.Usted estará aquí un año. Yo he estado en guerra miles de millones de años. Y lo estaré miles de
millones más.» Estaba azorado, pero 110 muy inquieto. Miró a
otra persona en la oficina, en busca de ayuda. El amor propio
se resiente cuando se pide un favor. También se sufre cuando
alguien sospecha que uno es un cobarde.

"Un h o m b r e c o m o t ú p u e d e d e t e c t a r
e m b o s c a d a s a t i e m p o y salvar vidas. Te
necesitamos. Se te p a g a p a r a q u e
salgas mañana."
«Vamos, mira, de verdad quiero ayudarte», dijo el capitán.
«Pero yo soy un soldado, y tú también, como lo son todos los
que están aquí. Sacrificio, este es nuestro juego ¿Por qué no
salir con la compañía Charlie? Toma un par de cervezas. Tu
niña se pondrá bien.»
«La niña está muy enferma, quizá morirá. Mi esposa está
asustada.»
«Los soldados de la Charlie también están asustados. Tal
vez puedas salvar a alguno. Tú no puedes hacer nada por la
niña.»
«Me odian. Los soldados de la compañía Charlie me odian.»
«Ah. Ya hemos dado en el clavo. ¿Y por qué te odian?»
«Porque soy un ex vietcong.»
«Pero tú les salvas el culo y ellos han de apreciarte por ello»,
dijo el capitán. «Mira, si haces bien tu trabajo y los ayudas, ellos
te tratarán bien. Gánate su respeto. La compañía Charlie llegará a quererte. Y tu niña también se pondrá bien.»
Chieu Hoi masculló: «Hsto no sucederá nunca», y se marchó.
Salió por la puerta principal y el mismo día desertó.
*

*

*

C A P Í T U L O 4 O F I C I A L E S Y SOLDADOS
n i . VALOR ES ALGO QUE HAY QUE
CONSERVAR
El mayor Callicles parecía un ex campeón de pesos medios. Tenía una cabeza como una granada del 1(15 aplastada, un cuello
grueso y moreno, pelo erizado, ojos inyectados en sangre y senlía desprecio por los ingenuos. Fra el oficial ejecutivo del batallón. el segundo en el mando Se vanagloriaba de haber empezado corno suboficial y de que. a base de disciplina, había
llegado a oficial, sin pasar por West I'oint y siguiendo el camino
difícil.
Con su torso de barril -con duelas y cerveza y todo— era
un último y desafiante campeón del militarismo rígido y firme.
Enumeraba sus odios en orden bien preciso: bigotes y patillas
largas, prostitutas y drogas. Y dado que los cuatro estaban, tácita y explícitamente, permitidos en Vielnam. albergaba un odio
no públicamente manifestado por la nueva e insidiosa tolerancia
que infectaba el Ejército.
Los bigotes y las patillas, aunque estaban autorizados por el
nuevo reglamento, pronto fueron prohibidos en nuestra unidad.
Después venía la prostitución, que consideraba una especie
de ultraje personal. Había un prostíbulo floreciente a las puertas mismas de Galor, una de las bases del batallón, y mascullaba
que lo liaría desaparecer.
En cuanto a la droga, finalmente, se comportaba como un
agente del FBI. y perseguía a los transgresores con el cclo de
un tribunal de la Inquisición.
«Agallas», decía. «Este Ejército necesita agallas. Fl soldado
Joe se lia vuelto maricón. O'Bricn, encuéntrame un soldado con
agallas y podrás ocupar mi puesto.» Encorvaba los hombros,
mantenía rígidas las piernas, cogía el cigarrillo como si fuera
un lápiz y giraba para mirarme con un solo ojo. ceñudo y bizqueando.

las dos grandes cosas de esta cultura hippie: a la gente le gusta
el escándalo y odia a los militares, sin saber lo que les conviene.
Así que hurgan por aquí y por allá V eligen My Lai 4. Demonios,
ocurrió hace ya más de un ano, ya se acabó, y ellos ponen en
marcha su máquina de periodismo amarillo. Venden un millón
de ejemplares de Time y de Newsweek y los anunciantes pican
y el Ejército es el perdedor. Todos los demás gastando saliva y
recogiendo dólares.»
Pero para Callicles el asunto era más que un escándalo: era
un golpe directo a su persona. «Por Dios. O'Bricn, yo soy uno
entre cientos de oficiales ejecutivos en Nam. Este batallón es
uno entre cientos. Y han tenido que fijarse en nosotros. Hay
mil millones de hediondos My Lai 4 y nos señalan sólo a nosotros.»
Cuando llegaron los periodistas de Rcuter, AP, CBS. ABC.
UPI y NBC, Callicles los llevó a su pequeña oficina y repitió
las mismas muecas, la misma mirada con un solo ojo inyectado
en sangre, el mismo argumento de que se servía en privado.
«Miren, Yo creía que la prensa era liberal. Tal vez yo no sea
un liberal, pero sé algo de eso. Nunca fui a la universidad, pero
se leer y sé también que la prensa no debería luzgar a un hombre. Para ello tenemos jueces y jurados, ellos son quienes juzgan, es la ley. Esto es liberal, ¿no es cierto? Esperen un momento. ¿No es esto lo que los liberales dicen? No deben insinuar
que ha habido culpa hasta que estén en el palacio de justicia y

"Este b a t a l l ó n es u n o entre cientos, Y
h a n t e n i d o q u e fijarse e n nosotros. H a y
mil millones de h e d i o n d o s My Lai 4 y
n o s s e ñ a l a n sólo a n o s o t r o s . "
Tres meses después de que el mayor Callicles tomara el mando.
Time. Newsweek y todos los medios de información con corresponsales en Vietnam pregonaron la masacre de My Lai.
La masacre ocurrió en marzo de 196K. un año antes de que
yo llegara a Vietnam y algo más de año y medio antes de
que el mayor Callicles ocupara su puesto de ejecutivo: mucho
antes de que nuestro batallón tomara posesión del área de operaciones de Pinkville-My Lai, relevando a la ll." brigada del
teniente Callcy. Pero el mayor Callicles cargó sobre sí todo el
asunto de My Lai. No podía dormir. Perdió todo interés por la
droga y las prostitutas, y en su cara gruesa y morena emergieron
venas rojas que sangraban con el dolor de My Lai. Como el
mejor abogado defensor, asumió la carga de defender y justificar y negar, con una serie de argumentaciones imperiosas y
contradictorias.
Al principio culpaba a la prensa. «Oh, estos imbéciles, ¿no
le creerás toda esta mierda? Despierta. O Brien. Debes buscar
lo que está debajo: las razones comerciales. listos malditos tipos
tienen que vender su mierda, ¿no? Y lo que hacen es mezclar
61)

A R R I B A : Mayor que su edad, este muchacho
mira impasible hacia un futuro incierto.

explorador

CAPÍTULO 4 OFICIALES Y SOLDADOS
las pruebas estén listas y haya un juez y un juzgado y un taquígrafo que tome nota de todo.»
Un periodista objetó que la prensa se había limitado a publicar los testimonios de otros soldados, de ex combatientes.
«No los creerán, supongo. Un tipejo se pone a chillar y todo
el mundo corrc a montar un escándalo nacional. Tratamos de
ganar una guerra y ¿que diablos creen que es una guerra? ¿No
orcen que también mueren algunos civiles.' ¿Ha estado alguna
vez en My Lai'.' Bien, yo se lo explicaré: estos civiles —ustedes
los llaman civiles— matan soldados norteamericanos. Entierran
minas y espían y disparan emboscados y nos matan. Ustedes
toman fotografías en color de niños muertos, pero ¿y los vivos?
Tomen fotografías de los vivos mientras entierran una mina.»
Un periodista preguntó si 110 había diferencia entre mular
aquellos que uno sabe que son enemigos y asesinar a un centenar de personas cuando nadie, dispara y no hay modo de distinguir al que entierra minas del inocente.
«Veamos, maldita sea. La diferencia es entre guerra y paz»,
dijo Calliclcs. «Esto de aquí es la guerra. ¿Sabes ustedes algo
de la guerra? Lo que se hace en la guerra es matar. El piloto
de un bombardero achicharra a civiles; quizá no los vea, pero
l»ien que lo sabe. Claro, él sólo vuela, deja caer su carga y regresa. toma una cerveza y ve una película. I'ero respondan a
esto: ¿En qué guerra los civiles están seguros? Díganme una.
No pueden, y la razón es que la guerra es brutal, que los civiles
también sufren en ella. Son como soldados sin armas; si son
tontos, mueren; si son listos, huyen, se esconden y sobreviven.»
Calliclcs escupía sus palabras como si fueran gusanos.
Otro periodista preguntó si no existía diferencia entre la matanza involuntaria de civiles desde el aire, cuando es imposible
diferenciar unos de otros, y la matanza voluntaria de personas
individuales, una a una. a unos metros de distancia, apuntando
a una zanja llena de gente desarmada y desesperada
Callicles dio un bufido y dijo al periodista que preguntara a
los muertos si había alguna diferencia, entre morir de un modo
o de otro.
«Tal vez los muertos no puedan ver la diferencia», dijo el
periodista, «pero la ley sí. La culpa, ¿no tiene que ver con la
intencionalidad?»
«Vamos», dijo Callicles. «Los llevaré allí y juzgarán ustedes
por sí mismos. Esto es la guerra y el enemigo vive en My Lai.
podrán verlo con sus propios ojos.»

" ¡ S u p o n e r , s u p o n e r ! C u a n d o u n o entra
en My Lai s u p o n e lo p e o r . C u a n d o u n o
entra en My Lai, m i e r d a , s a b e n , u n o
s u p o n e q u e t o d o s son vietcong."
El mayor Callicles acompañó a grupos de periodistas a My Lai 4.
volando con ellos sobre la aldea y mostrándoles el malsano lugar: blancos montículos que eran tumbas: un montón de cabanas que parecían haber estado allí mil años, iguales todas en
miseria y con una clase de permanencia que las hacía parecer
excrecencias de la tierra, carentes de toda vida; manchas densas
de color verde oscuro donde la tierra se hundía: cráteres de color marrón donde alcanzó la artillería. Incluso a la clara luz de
media mañana el lugar se veía de un gris monótono desde el
aire. Los ojos sólo podían fijarse unos segundos en este lugar:
luego se dirigían hacia el este, hacia el mar azul.

A R R I B A : El espectáculo sigue. Un corresponsal de televisión,
herido en un encuentro, es filmado por su colega.

El escándalo de My Lai no se desvaneció. Al mayor Callicles
se le encargó guarnecer el puesto con una fuerza especial, con
vistas a la llegada del general Peers, el teniente Calley y el equipo de investigación. Callicles se enfrascó en la tarea, buscando
minas, marcando los caminos seguros de cintas blancas y excavando posiciones defensivas. Obsesionado con lo que estaba
haciendo, empezó a beber más de lo usual.
La investigación concluyó y el mayor Callicles recibió una carta de encomio. La leyó apresuradamente, esbozó una sonrisa
amarga y la echó al cesto de los papeles. Pasaba más tiempo
que nunca en el club de oficiales de Cator. jugando al póquer
y bebiendo. Después iba a su oficina y discutía con nosotros.
«¿Oué quieren cuando envían a los hombres a luchar aquí?»,
preguntaba, gruñendo.
«Ouc destruyan al enemigo.»
«Sí, sí. ya sé. Pero qué quieren entonces cuando el enemigo
tiene diez años o grandes tetas, niños y mujeres, ya sabéis. ¿Oué
se hace entonces? ¿Oué se hace si ellos son el enemigo?»
«Bueno, se los mata o se los hace prisioneros, señor. Pero
solo en caso de que estén combatiendo, señor. En parte es una
guerra civil, y aunque algunos de ellos procedan de Vietnam del
Norte, tienen la misma cara que los survietnamitas. Así pues,
usted debe suponer...»
«¡Suponer, suponer! Cuando uno entra en My Lai supone lo
peor. Cuando uno entra en My Lai. mierda, saben, uno supone
que todos son vietcong. Vietcong con grandes tetas e inocentes
ojos infantiles. Maldita sea. todos son vietcong, deberían saberlo. Tendrás un título universitario, pero, por amor de Dios,
esto 110 significa que no debas creer lo que ven tus ojos y si lo
que dice algún piojoso libro. Tú has estado allí, por amor de
Dios.
«Pero, señor, la ley dice que no se puede matar a civiles. Nos
lo han enseñado incluso en el Ejército, pin amor de Dios.»
«Claro que matar civiles es una equivocación. Pero estos llamados civiles son asesinos. Guerreros femeninos. Mujeres espiando en los arrozales.»
61

C A P Í T U L O 4 O F I C I A L E S Y SOLDADOS
•'Pero, con esta filosofía, usfed debería cargarse a todos los
civiles de Vietnam, a todos. Es decir, ¿cómo sabe usted que éste
es un vietcong y aquél otro también? 'l odos tienen el mismo
aspecto, llevan pijamas negros, trabajan en los arrozales y nos
venden coca-colas. Diablos, según eslo. deberíamos acercarnos
a N'ouc Man. este pueblecito de al lado, y matarlos a todos.»
«Esto es ridiculo, Exageras el argumento,»
«Keductio ad absurdwn. Extensión lógica, señor...
«Tonterías, Nouc Man no es My Lai, y lú lo sabes. No es un
maldito campo minado; los niños de \ouc Man no van por ahí
tendiéndonos trampas explosivas o espiándonos.»
«Eslo no es más que una suposición. ¿Quién sabe? Toda la
aldea podría ser vielcong. Seríamos los últimos en saberlo. Pero
lo esencial es. señor, que no podemos decir que aquellos niños
de dos años enterraban minas en My l.ai, ni asegurar que aquellas mujeres muertas espiaban al teniente Callev. Vamos,
¿cómo lo demuestra usted? ¿O no es necesario demostrarlo?»
«Mira», dijo Callicles. «¿no te das cuenta de que estamos aquí
para ganar la guerra? ¿Es tan difícil comprenderlo: ganar la gueA B A J O : Los horrores de la ¡-tierra. Soldados norvietnamitas
muertos, tirados entre los escombros, en medio de la
indiferencia de alf-itnos transeúntes.

rra e irnos a casa? Yo quiero irme, tú quieres irte, el general
Abrams quiere volver de nuevo al mundo. Pero con los comunistas haciendo cosas como las que hacen en Hue —matar y
extorsionar, robar arroz y sacar dinero de todo el mundo— y
viviendo en Pinkville, viviendo realmente allí, comiendo, durmiendo y fabricando minas... Tenemos que ir tras ellos. Dime
de una guerra...»
Una vez concluida la investigación de My Lai. el mayor Callicles volvió a dirigir su atención a las prostitutas y a los fumadores de marihuana, al parecer con la esperanza de que el
Ejército recuperara el profesionalismo de la Segunda Guerra
Mundial. «Profesionalismo», por lo menos, es la palabra que
más usaba. Pero lo que quería y lo que buscaba furiosamente
era volver al antiguo orden, y el antiguo orden, con sus cortes
de pelo al rape, sus caras lisas y sus cigarrillos de tabaco, 110 era
probablemente más profesional que el nuevo orden. Callicles
llegó a creer finalmente que la masacre de My l.ai ocurrió tal
como Newsweek la refería, pero que la causa de ello estaba en
la marihuana, las prostitutas y el pelo largo, síntomas lodos de
falla de disciplina. Esto estaba en contradicción con sus anteriores argumentos, desde luego; pero era lo que creía. De ahí
que hiciera su cruzada.
*

*

*

C A P Í T U L O 4 O F I C I A L E S Y SOLDADOS
¿NO NOS CONOCEMOS?
El aire eslá inmóvil, cálido. Cae la noche. Sólo las estrellas más
brillantes han salido. La cruz del sur se ve parcialmente.
Se abre un túnel largo y estéril, un hombre enrolla la puerta
y andamos con cuidado sobre una lámina de alquitrán. Subimos
dieciocho escalones.
El avión huele y parece artificial. La azafata, con su sonrisa
fría y su aburrimiento, no comprende. Es enfurcccdor. porque
uno tiene la impresión de que no quiere comprender.
F.I avión parece esterilizado. Los asientos de tela verde son
un confort barato, nada que ver con dormir en verdadero confort en la cumbre de la montaña más alta del mundo, tras haberla conquistado. Demasiado fácil. No hay gozo en la partida.
No hay nada que saborear con los ojos o con el corazón.
Cuando el avión despega, todos se unen en un grito ritual,
vaciando los pulmones en la feliz caverna de los vencedores,
procurando extraer el mayor dramatismo de la huida de Vietnam.
Pero el esfuerzo hace que el dramatismo sea artificial. Tratas
de fabricar tu propio drama, recordando cómo prometiste saborear la partida. Te mantienes aislado. Es lo mismo, precisa-

mente lo mismo, que la llegada: una horda de extraños vomitando sus emociones y esperando que las compartas con ellos.
La azafata sale de la cabina, rociando el aire presurizado. limpio, filtrado, matando mosquitos y enfermedades desconocidas,
protegiéndose a sí misma y a los Estados Unidos de los males
asiáticos, limpiándonos para siempre.
La azafata es un ser extraño. No es Hermes. no es un guía.
Ni siquiera es excitante. Es tan despreocupada, hermosa y sublime como una novia de dieciséis años.
Su pelo es rubio; deben de querer sólo rubias en las salidas
de Vietnam: rubia, ojos azules, piernas largas, de pechos normales tirando a grandes. Es para decirnos que lo hemos hecho
bien, que América nos quiere, que aquí está lo que echamos de
menos; pero ved para qué sirve: mi novia era rubia, de ojos
azules y largas piernas, silenciosa y serena, y hablaba buen inglés. La azafata no hace otra cosa que rociar y sonreír, sonriendo mientras nos rocía para purificarnos, rociando mientras
nos sonríe para darnos la bienvenida. Pregunta: ¿Se rocían también los ataúdes? ¿Le importa que yo no quiera ser esterilizado?
¿Dejaría de hacerlo?

" ¿ Q u é clase de guerra es ésta, q u e
e m p i e z a y termina d e e s t e m o d o , c o n
u n a chica bonita, a s i e n t o s a c o l c h a d o s y
revistas?"
Esperas que podrás echar una mirada a tierra por última vez.
Lo intentas y miras por la ventanilla. Parte de un ala, con una
luz roja al final. La ventanilla refleja la luz de la cabina. No
puede verse la oscuridad de fuera, ni una sombra de tierra, ni
el firmamento. Vietnam. con sus pequeños pueblos y sus campos de arroz y arcilla roja, es invisible. Y es la tierra de la cual
quieres despedirte. Los soldados nunca te han conocido. Tú
nunca conociste a los vietnamitas. Pero la tierra, podrías sacar
una palada de ella, observar su humedad y su matiz de rojo, y
cavar en ella lo suficiente para dormir en el hoyo por la noche.
Esto es lo que conoces de Vietnam. También conocerías algunas
extensiones grandes de tierra, de modo semejante a como un
granjero conoce su propia tierra y la de su vecino. Sabes dónde
están las partes malas y peligrosas, y también las partes arenosas
y seguras junto al mar. Sabes dónde las minas están y estarán
durante un siglo, hasta que la tierra las trague y desarme. Porciones cilleras de tierra. Alrededor de My Klic y de My Lai.
Como el rostro de un amigo.
La azafata sirve la comida y reparte revistas. El avión hace
escala en Japón para repostar; luego va directamente a Scattlc.
¿Oué clase de guerra es ésta, que empieza y termina de este
modo, con una chica bonita, asientos acolchados y revistas?
Haces balance. Has perdido a un amigo en la guerra, pero
lias encontrado otro. I las transigido con un principio y has mantenido otro. Has aprendido, como dicen los viejos a veces, que
no todo es malo en la guerra: puede que no haga lili hombre
de ti, pero te enseña que la humanidad es algo de lo que 110 hay
que burlarse; algunas historias sobre el valor son verdaderas;
los cuerpos muertos son pesados, y es mejor no tocarlos; el miedo paraliza, pero es mejor tener miedo que moverse y morir,
que tener los miembros funcionando, el corazón latiendo y acabar con el pecho abierto; hay que saber cuándo no hay que tener
miedo, pero cuando tengas miedo debes ocultarte para man6.1

OME

HOME TOH

A R R I B A e 1 Z O U 1 H K D A : ¡Al fin en rana! Estamos nanos,
estamos vivos y volvemos ele una pieza. Desde que llegaste a
Vietnam sonaste en este momento.
Cuando llegó, pudiste
olvidar incluso por un instante a los companeros que no
regresaron.

lener tu respeto y reputación. Has aprendido que los viejos tenían vidas propias y que las valoraban lo bastante como para
no exponerse a perderlas. Y subes sobre todo que morir en la
guerra es la cosa más fácil del mundo.
El avión aterriza en el aeropuerto militar de Seattle. El Ejército te ofrece una buena cena. Un cartel permanente en el comedor dice: «Bienvenidos a casa, regresados.» ««egresados» es
una palabra del Ejército, lina palabra que nadie más usa. Firmas
M

para que le den la cena. Una cena para cada hombre. Después
firmas otros papeles, legalizando la salida del Ejércilo. Firmas
lodo lo que haya que firmar, evitando tu último corte de peto.
Recitas el juramento de fidelidad: sí. también esto. Luego dejas
el Ejércilo a bordo de un taxi.
Hl vuelo a Minnesota en marzo le lleva sobre nieve en fundición. Los ríos que ves están parcialmente congelados. Negros
fragmentos de 1111 campo de maíz emergen entre la vieja nieve.
F.l ciclo en el que vuelas es gris y muerto. Sobre Montana y
Dakota del Norte es imposible ver alguna señal de vida. Y sobre
Minnesota vuelas por una quietud vacia, ignota, purificada y
permanente. Abajo, la nieve es pesada, se ven formas de viejos
campos de maíz, algunas carreteras. En compensación de todo
el terror que has pasado, los prados se extienden, arrogantemente inalterados.
A las seis de la mañana el avión se ladea por última vez. se
endereza y desciende. Cuando se enciende la señal de no fumar,
te diriges a la parle posterior del avión y entras en el servicio.
Te quilas el uniforme. Haces una bola con él. lo metes en la
maleta y te pones un suéter y unos lejanos. Te sonríes a li mismo en el espejo. Sonríes, empezando a descubrir que eres feliz.
Por más que detestes el calzado que llevas, no tienes zapatos
de civil, pero nadie se dará cuenta. Es imposible ir descalzo a
casa.
*

*

*

Introducción del
Editor
Muchas personas se han manifestado sobre la guerra de Vietnam: políticos, apologistas, moralistas, filósofos, historiadores,
pacifistas, incluso directores de películas «artísticas». Todos
ellos hincaron el diente en la experiencia colectiva estadounidense en el Sudeste asiático, la masticaron, la escupieron, y luego explicaron por que fracasó, quién es el culpable y qué pecados se cometieron en la cruzada perdida por Estados Unidos.
Aunque los pareceres discrepan en los puntos fundamentales,
tienen, sin embargo, algo en común: la incapacidad de comprender la experiencia de Vietnam en su nivel más elemental,
el del simple soldado de Infantería que se arrastra por el lodo
tratando de sobrevivir. Si muero en zona de combale nos ofrece

esta experiencia. Reviviendo las penalidades del año que pasó
en el infierno, Tim O'Brien lleva al lector a enfrentarse con la
realidad, cara a cara con el mal. el sufrimiento y el horref. Desde el alistamiento hasta Da Nang, desde Batangang hasta Pinkville y My Lai, O'Brien obliga al lector a sentir la guerra, a
sufrirla, a probar su sabor y su olor. No hay escapatoria.
¿Ouc se siente al recibir la orden de reclutamiento'.' ¿Cómo pueden soportarse la brutalidad y las humillaciones del campamento de instrucción, estar tan desesperado y asustado que se piense
incluso en desertar? ¿Oué se piensa al subir a bordo del avión
hacia Vietnam, cuando se sabe que el regreso puede ser dentro
de un ataúd? ¿Oué se siente al llegar, al ser objeto de burla por
novato, sin tener ni idea de lo que está ocurriendo? ¿Al enfrentarse en el primer combale, con los primeros muertos, con
los primeros heridos mutilados? ¿Al vivir constantemente presa
de una gran tensión y miedo, siempre al acecho de una trampa,
de un francotirador, de un asesino del Vietcong oculto tras la
sonrisa de un rostro «amigo»? ¿Oué se siente al recibir órdenes
de un oficial estúpido preocupado sólo por ascender, al ver a
los compañeros muertos, mutilados, retorciéndose en el fango,
aplastados por sus propios carros de combate? Lo sabrá después
de h a b e r l e í d o Si muero

en zona

de combale.

DOSSIER NAM-TESTIM0NI05 es uno publicación de aparición catorcenal. Cada ejemplar consta de 64 páginas interiores más sus correspondientes cubiertas.
El editor se reserva el derecho de modificar el precio de venta del ejemplar, si las circunstancias del mercado asi lo exigieran.

TESTIMONIOS

© 1988 Editorial Planeta-De Agostini, S.A., Barcelona
ISBN n? 1 - 84-395-0955-3
Depósito Legal: HA-UZ4-I988
Fotocomposición: Tecfa, Barcelona
Fotomecánica: Eurogamma, Barcelona
Impresión: Gráficos Estella, Navarra
Irnpreso en España - Printed in Spain - Octubre 1988

Edita: Editorial Planeta-De Agostini, S.A., Barcelona
Número 4 - Si

i de combate

i publicación de todos I

Información sobre atrasados (sólo para España): EDISA - López de
Hoyos, 141 - 28002 Madrid - Tel. (91)41597 12

Presidente: José Manuel Lara
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Director General: José Mas
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