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a ee: Martins Fontes FORMA E DESENHO sea ona fol pond evpnalnense en gles com 9 le PRINCIPLES OF FORM AND DESIGN por Va NosrandReshol ‘Nowe York, 192 Cops 1998 by Van Nason Reno, A Dison of Ptormaions ‘Thomeon Pushing All igh reserve No nat of his boat my be repre or ‘rorsmied in ony frm Bay rare. electron mechanical lading ato, recoding, ay rarion tragedies, woe permission. Fo wri Sea the bliss Tidor a tis rvereadoe. Nona pari dete Hn pode er protic ransnrda so augue foro por ager mes, (7g Seon > SN ao o/s Pls [olor EE | meio das ferramentas (Fig. 1). Cada comando pode conter submenus ¢ pode proporcionar uma caixa de diélogo para inserit dados ou para selecionar opgies. Atela 6 composta por uma matriz de pontos Que sao inicialmente brancos. Alguns pontos aparecerdo em prato ou, As vezes, em uma cor selecionada, & medida que se desloca o cursor da ferramenta para efetuar tragos ou formatos. Cada ponto representa um elemento da imagem ou pixel. H4 normalmente 72 pixels por polegada, o que é a resolugdo-padréo da tela. A impresséo a laser PosiSaript dé uma resolugéio muito maior aos formaios criados. A resolugo ¢ medida em termos do numero de pontos por polegada, ou api. Uma impressora a laser pode oferecer produgdes nitidas de 300 até mais de 2 mil dpi: PostScript, uma linguagem de programagao para descrigao de pagina, desenvolvida por Adobe Systems para trabalhar com impressoras a laser, ajuda a eliminar todas as bordas desiguais que possam ser visiveis na tela. ‘Ao movermos o indicador do mouse na tela localizamos uma ferramenta, ao clicarmos ativamos um comando ou selecionamos um elemento, e ao deslocarmos criamos uma linha ou formato, A operacéo do mouse é também utilizada em combinacdo com a pressao das teclas shift, option lou command no teclado. Embora o teclado sirva, basicamente para digitar, com diferentes fontes & tamanhos, pode ser utilizado para emitir comandos de atalho e para introduzir dados numéricos que determinam medidas e Angulos das linhas formatos. 0 teclado também contém um conjunto de teclas de seta que permite mover 0 indicador do mouse ou elementos selecionados para cima, para baixo, para a esquerda ou para a direita Hé aproximadamente seis tipos de programas gréficos; pintura, desenho, programacao de paginas, processamento de imagens, manipulagao de fontes modelagem tridimensional. Um programa de pintura nos permite “pintar” intuitivamente na tela ¢ produzir imagens de mapas de bits como pinceladas @ formatos (Fig. 2). Imagens de mapas de bits compostas de pixels nao funcionam com a linguagem PostScript e tendem a apresentar algumas imperteigGes ao longo de bordas curvas ou diagonais. Elas sao compostas de pontos quadrados independentes e densamente agrupados, representando os pixels afetados, @ podem ser ampliadas para faciltar a edigao com a ferramenta Jépis, que acrescenta ou remove pontos (Fig. 3) Outras ferramentas especificas de qualquer programa de pintura séo as ferramentas de pincel, com diferentes larguras e efeitos (Fig. 4) e uma escolha de padrées de pinceladas (Fig. 5), uma ferramenta de spray para borrifar pontos (Fig. 6), uma ferramenta de preencher para acrescentar cor © padrao a uma area fechada ou a um fundo aberto (Fig. 7), uma ferramenta de borracha para recuperar a cor branca original da tela, de modo que se possam fazer corregdes (Fig. 8). Cada vez que uma linha, uma pincelada ou um formato so formados na tela, 0 novo elemento se funde com todos 1 aqueles elementos anteriores que foram superpostos e se toma insepardvel deles. Um programa de desenho se destina a criagéio de formatos como imagens orientadas aos objetos que nao so mapeadas por bil, mas armazenadas na meméria do computador como férmulas matemdticas que definem as posigbes de pontos e trajetdrias de ancoragem. Embora a exibigao na tela possa parecer bem semelhante as imagens mapeadas por bit em um programa de pintura, um objeto selecionado ¢ indicado por meio de pontos pretos sélidos ou vazados ao longo de seus contoros ou em seus quatro cantos (Fig. 9). Este pode ser ampliado sem restrigGes e impresso sem 0 denteado que estd associado as imagens mapeadas por bit (Fig. 10). Cada formato, ou mesmo cada componente de um formato, permanece independente pode ser selecionado em separado a qualquer momento para ser alterado, transformado ou apagad, Isto garante ao desenhista uma grande flexibilidade para efetuar mudangas subseqientes. A caixa de ferramentas apresenta um conjunto especial de ferramentas de onto para a construgao de trajetérias. Os elementos aparecem primeiramente na tela como linhas pretas finas, que podem ser modificadas para qualquer espessura, cor, tom ou padrao (Fig. 11). posicionamento ¢ feito com 0 auxilio de réguas, guias, grades e varios comandos. Um programa para layout de paginas toma ‘emprestado textos e graficos de uma variedade de arquivos, faz a localizagao, o dimensionamento, 0 escalonamento e o corte dos diferentes elementos da pagina e organiza paginas em ordem seqiiencial. Texto ¢ ilustragoes fluem de uma pagina para outra podem ser redistribuidos, caso necessério. Uma pagina-matriz pode ser utilizada para determinar a programagao visual geral e os elementos recorrentes para uma segao inteira de paginas. O programa tem a capacidade de um processador de texto para modificar estilos de fontes e tamanhos ‘=== cditar 0 texto. Suas capacidades graficas se “stam ao acréscimo de elementos geométricos Scples, de cor de fundo e de sombras, bordas e oduras. Um programa de processamento de imagem ‘semite a leitura optica de imagens de fotogratias, 2500s ou material impressos [A existentes. ‘Dterece ferramentas e comandos para a ouitficagao ou a transformagao das imagens seginais pelo ajuste de contrastes, tons e cores; ere 0 acréscimo de texturas e de padres; para 0 seoque de detalhes; e para a introdugao de outros ‘Ssitos especiais, conforme desejado. A maioria das “eramentas e comandos, entretanto, também pode ser usada na tela em branco para a criagao de “eagens mapeadas por bit como em um programa & pintura. Um programa de manipulacdo de fonte serve cera alterar e dar forma especial para fontes sxstentes e pode também ser empregado para criar 2vas fontes. Alguns destes programas tm ‘rramentas ou comandos especiais de =ensformago para eriar distorgSes planas, férices ou cilindricas de elementos tipograticos e magens gréficas de outra origem. Um programa de modelagem tridimensional combina plantas e elevacdes para estabelecer formas de volume e profundidade ilusérios. As formas jem ser giradas para mostrar como so vistas de ‘erentes €ngulos ou com uma mudanga de fonte 2 luz. Alguns programas podem incluir capacidades <= animagao. Escolhendo um Programa Cada um dos programas descritos é necessario 2, em tiltima andlise, seria preciso dispor de todos pata satisfazer as diferentes exigéncias. A maioria das pessoas tende a escolher um programa de pintura para a sua primeira tentativa de criar ‘ormatos eletrénicos. Um programa de pintura é, de ‘onge, o mais facil de user, podendo ainda oferecer considerdvel diversao. Programas simples de pintura produzem apenas imagens em preto-e- branco. Os mais sofisticados, contudo, permitem lidar com todas as cores do espectro - ou uma gama completa de tons cinzas, se trabalharmos somente com resultados em preto-e-branco ~ podem simular efeitos reais de pintura e esbogo sobre tela ou papel de rascunho com meio seco ou imido. Um programa de pintura, entretanto, nfo se destina ao trabalho de preciso. Uma composigao de pintura contém formatos e pinceladas misturados ns com os outros em um proceso quase itreversivel, ainda que alguns programas permitam que se desfaca varias vezes para além da titima operacéo. Formatos e pinceladas séo simplesmente marcas formadas por pixels soltos, afetadas ou no pelo movimento de uma ferramenta selecionada, As bordas das marcas nao tém limites claramente definidos. Para trabalhar com a maioria dos conceitos principios expostos neste livro, para os quais freqdentemente sao necessérios elementos geométricos, curvas suaves, arestas agudas e estruturas de regularidade rigida, um programa de pintura é inadequado. Para um comego modesto, basta um bom programa de desenho, A escolha pode ser feita dentre os varios programas complexos de desenho existentes no mercado, todos com caracterfsticas semelhantes mas com capacidades claramente diferentes. Minha escolha atual é 0 Aldus FreeHand, da Aldus Corporation, disponivel em verses tanto para Macintosh como para PCs, 0 qual ~ entre outras caracteristicas ~ faciita 0 trabalho direto com 08 atributos visuais dos formatos, permite numerosos niveis de desfazer 0 processo, organiza elementos em camadas miiliplas e proporciona grades vistveis para o posicionamento acurado, E neste programa que sera baseada a maior parte de minhas explicagdes sobre técnicas de computagio. Hé 0 Aldus SuperPaint , também da Aldus Corporation, que o leitor pode considerar como uma. escolha alternativa, O Aldus SuperPaint combina programas de pintura e de desenho em camadas intercambidveis de modo que se pode primeiro criar uma imagem na camada de pintura e imediatamente transteri-la para a camada de desenho, ou vice- versa. A combinagaio tem vantagens evidentes, particularmente quando se pretende fazer algum ‘trabalho de pintura na tela. A camada de pintura inolui muitos efeitos especiais adequados para 0 ‘trabalho experimental. Contudo, o potencial de desenho do Aldus SuperPaint nao é tao extenso quanto aquele do Aldus FreeHand. Comegando a Desenhar Com um programa de desenho adequado jé instalado corretamente na unidade de disco rigido, © programa pode ser iniciado. Na tela, aparecem a barra de menu e a caixa de ferramentas, Ao se abrir um novo arquivo, aparece no centro da tela uma moldura retangular direcionada verticalmente. Esta 6 a visualizagao fitin-window, mostrando a pagina inteira reduzida (Fig. 12). Um comando do menu visualizar na barra de menu permite moditicar para uma visualizagao de 100% ou para outra hei visualizagdo desejada, ampliada ou reduzida. Ao se ativar 0 comando pré-visualizar do menu visualizar, pode-se trabalhar nao apenas no modo key-line mas diretamente com linhas @ formatos que apresentam todos os atributos desejados. O menu visualizar também permite a exibigéio de réguas com marcagées adequadas, de caixas de paleta para alribuigdo de cores, de espessuras de linha e de controle de camadas, além de uma barra de informacao contendo medidas © angulos dos elementos e posi¢des vertical/horizontal do indicador. Mais ainda, ha monitores em linhas pontiihadas ou coloridas, que podem ser deslocados das réguas, e uma grade em uma matriz de pontos WV 13 eqtidistantes, estabelecida pelo comando de setup de documento no menu arquivo. Mais da metade das ferramentas na caixa de ferramentas se destina & criagao de formatos. As ferramentas de ponto incluem uma ferramenia de canto, uma ferramenta curva, uma fetramenta de conexéo e uma ferramenta de canela. A ferramenta de canto plota pontos para fazer trajetdrias retas © curvas fechadas (Fig. 13). A ferramenta curva plota pontos para fazer linhas curvas ondulantes (Fig. 14). Aferramenta de conexao plota pontos entre el OO WII SUU | | | | 21 Ind] ls | 1 Re KR a K > HX pr & * trajetorias retas e curvas, de modo a assegurar um fluxo linear suave sem saligncias perceptiveis (Fig. 15). Aplotagem de um ponto é realizada clicando 0 cursor da ferramenta, A ferramenta de caneta combina a funcao de ferramenta de canto @ ferramenta curva e serve para plotar pontos em linhas retas ao ser clicada e linhas curvas ao se deslocar o mouse (Fig. 16). utras ferramentas incluem uma terramenta de retéingulo para desenhar quadrados e retangulos (Fig. 17), uma ferramenta de reténgulo arredondado para desenhar quadrados e reténgulos de cantos artedondados (Fig. 18), uma ferramenta de elipse para desenhar circulos ¢ elipses (Fig. 19), uma ferramenta de linha para desenhar linhas retas (Fig. 20), @ uma ferramenta a mao livre para desenhar curvas irregulares (Fig. 21), Todas essas ferramentas fazem formatos quando 0 mouse é deslocado. Além disso, ha a ferramenta tipo para originar caracteres no teclado, os quais podem ser transformados quanto ao tamanho e ao estilo de fonte desejados para serem usados como formatos em um desenho. As fontes pictéricas, como 0 Zapf Dingbats, constituidas por simbolos e figuras naturalistas, também so uma escolha pratica para o desenhista 24 Criando um Formato Pontos marcam 0 comego ¢ 0 fim de uma ttajetéria e podem ocorrer ao longo de qualquer parte da trajetéria. Uma trajetoria aberta é aquela que tem pontos de extremidade desconectados. Acconexao de pontos de extremidade estabelece uma trajetdria fechada. A ferramenta de reténgulo ou de elipse produz de imediato uma trajetéria fechada. Qualquer formato 6 construido por pontos e ttajetérias. Pontos definem posi¢Bes-chave de uma trajetéria, A trajatéria deve adquirir atributos para se tomar visivel. Isto se dé por meio do comando fill and line no menu aiributos, o qual oferece uma 25 32 Capas ¢ juntas também podem ser especificadas para qualquer trajetoria aberta. As capas, que podem ser quadradas ou redondas, sA0 acrescentadas as extremidades de linhas (Fig. 25). As juntas ocorrem onde duas linhas se encontram em &ngulo e podem ser pontiagudas, arredondadas ou chanfradas (Fig. 26). Mais ainda, a linha pode ser continua ou tracejada (Fig. 27) e pode ser estampada (Fig. 28). Uma trajet6ria fechada permite recobrimento de um plano com um preenchimento homogéneo, um preenchimento graduado, um preenchimento radial ou um preenchimento estampado, em um tom de cinza ou em cor (Fig. 29). Quando a trajetoria fechada é preenchida, atributos de linha podem ser escolhidos para obter um formato com contomo (Fig, 30), Se nao se desejar um contomo, pode-se introduzir nenhum para os atributos de linha na caixa de didlogo, Trajetérias podem ser editadas antes ou depois dos atributos. Qualquer ponto em uma trajetoria pode ser especialmente selecionado ou movido por meio do indicador da ferramenta seta e ser deslocado para qualquer nova localizagao, efetuando uma mudanga na trajetoria. Ha trés tipos co 33 39 de pontos, 0 ponto de canto, 0 ponto de curva e 0 ponto de conexao, resultantes do uso das respectivas ferramentas. Um tipo de ponto pode ser substituido por outro, utiizando-se 0 comando de pontos no menu elemento, Deste modo, uma trajetbria angular pode se tomar suave ou uma trajet6ria suave se tornar angular (Fig. 31). Ha dois contro! handles de ndo-impress&o associados a cada ponto de uma curva. Estes so exibidos na tela quando 0 ponto da curva é selecionado. Ao se deslocar cada handle com o indicador de flecha, ajusta-se a convexidade ou concavidade de uma trajetéria curva (Fig. 32). Um ponto pode ser aorescentado a trajetéria por meio de qualquer ferramenta de ponto adequada para facilitar a manipulagao ou removido por meio do comando de pontos. A remoc&o de pontos pode modificar significativamente um formato. Mantendo-se pressionada a tecla shiftno teolado ‘20 mesmo tempo que se desloca a ferramenta de retingulo, 6 produzido um quadrado perfeito; quando se desloca a ferramenta de elipse nas mesmas ccondigées, é produzido um circulo perfeito. Retdingulos, quadrados, elipses e cfrculos vém todos com quatro handles e, mantendo-os agrupados, pode- sse deslovar qualquer handle para dar uma outra dimensdo ou uma outra forma para a trajet6ria, sem ‘causar uma distorgao irregular (Fig. 33). Ao se ativar 0 comando desagrupar no menu de elemento, os handles se transformam em pontos, de modo que cada ponto pode ser deslocado livremente para alterar 0 formato (Fig. 34). ‘A caixa de ferramentas contém também ferramentas para fazer mudancas em formatos existentes. A ferramenta rotatdria serve para fazer mudangas de dirego (Fig. 35). A ferramenta refletora serve para virat um formato de modo a obier sua imagem invertida ou especular (Fig. 36). ‘Aferramenta de escala serve para redimensionar ¢ reproparcionar (Fig. 37). A ferramenta de obligiidade serve para inclinar um formato para cima, para baixo ou para os lados (Fig. 38). Aferramenta de aumento serve para ampliar qualquer porgao do formato para auxiliar em caso de modificacdes cruciais. A ferramenta de trago serve para tragar automaticamente os contornos de um formato (Fig. 39). A ferramenta de faca serve para cortar e dividir uma trajetéria Obtendo um Formato Composto Um formato composto cansiste em dois ou mais formatos em um processo que envolve adiego, subtragao, multiplicagdo ou mesmo diviséo. A adigao 6a superposigao de dois ou mais formatos, que podem permanecer claramente disceriveis, com atributos préprios de linha ou preenchimentos diferentes (Fig. 40), ou se fundir com o mesmo preenchimento, mas sem atributos de linha (Fig. 41) A subtrago é 0 efeito de colocar um formato branco @ opaco, que funciona como um formato negativo, sobre um formato preenchido (Fig. 42). A multipicagao 6 a criagio do mesmo formato mais de uma vez, usando-se os comandos copiar'e colar, ‘© comando reproduzir ou 0 comando duplicar, todos no menu eaitar (Fig. 43). Cada odpia do formato pode ser movida com o indicador de seta ou com qualquer das teclas de seta no teclado, de modo a obter a configuracao desejada, Pode-se ter quantas cépias forem desejéveis, ¢ cada uma pode ser movida, girada e invertida separadamente. A divisao requer um procedimento mais complicado. Isto 6 possivel com uma trajetéria fechada no agrupada, como um retangulo ou uma elipse, na qual se pode empregar a ferramenta de faca para inserir pontos de corte, Apds esta operagao, cada segmento ou par de sagmentos é removido da trajet6ria por meio do indicador de seta, Uiliza-se, entao, o comando de uniéo, do mesmo menu, para unir os pontos de segmentos separados por meio de linhas retas. O proceso tom de ser repetido para obter cada diviséo. Os formatos individuais que resultam da divistio podem ser deslocados e girados para estabelecer uma nova configuragao (Fig. 44), Formatos superpostos podem se interpenetrar, sendo que a rea ou dreas de superposigao exibem © branco da tela. Este efeito € obtido ao se ativar 0 comando de uniéio & medida que os formatos so selecionados e desagrupados (Fig. 46). ‘Todos os métodos acima podem ser combinados para chegar a um formato composto (Fig. 46). Estabelecendo a Repeticao Como a discutido, um formato em repeti¢ao pode ser usado para criar um formato composto. Qualquer formato pode se tomar uma unidade de forma para repetigéo em uma composi¢ao (Fig. 47). Um grupo de formatos conectados ou desconectados também pode ser usado como superunidades de forma para repetigao (Fig. 48). Se um formato, ou um grupo de formatos, é copiado pelo computador, este armazena a configurago inteira em um arquivo clipboard que permite colar repetidamente a configuragao nos locais apontados pelo indicador de seta da tela, de modo a produzir uma composigao informal. Ao se alivar o comando reproduzir, coloca-se uma o6pia do formato diretamente sobre o original. A cépia permanece imperceptivel até que seja movida por meio do indicador de seta ou das teclas seta, Caso necessario, a caixa de didlogo ‘ociada ao comando de movimento pode ser um movimento vertical/horizontal preciso. ApOs a ia ter sido movida uma vez, a ativacao do comando duplicar faré com que eépias bseqiientes aparecam por meio de movimentos dénticos. Todos esses movimentos podem formar uma fileira ou uma coluna, as quais podem novamente ser reproduzidas, movidas © duplicadas para espalhar a repeticéo na vertical, na horizontal 2u na diagonal. Deste modo, o posicionamento vada para introduzir descrigdes numéricas e obter a4 45 2 43 46 a 49 repetitive de formatos com atributos idénticos. permite realizar uma composi¢ao formal (Fig. 49). O posicionamento acurado pode ser auxiiado peta exibigdo de réguas horizontais e vertcais, a partir das quais guias, que no serdo impressas, podem ser destocadas para formar uma grade linear. Tanto 0 comando de réguas como 0 de guias se encontram no menu visualizar. Hé um comando de setup de documento no menu arquivo para construir uma grade visual com matriz de pontos eqdidistantes e um comando separado de mudlar para grade que permite efetuar instantaneamente esta agéo. Hé também um comando alinhamento no menu elemento que serve para alinhar e cistribuir homogeneamente as unidades de forma selecionades. Uma composigao formal com unidades de forma ou superunidades de formas distribuidas homogeneamente de modo vertical e/ou horizontal implica a existéncia de uma estrutura de repetigao subjacent. Uma estrutura de repeti¢ao pode ser desenhada por meio da ferramenta de linha, da ferramenta de canto ou da ferramenta de retangulo. Uma estrutura de repeligéo ¢ constituida por linhas estruturais que dividem a area da imagem em subdivisées estruturais do mesmo formato e tamanho. Uma vez construida a estrutura, os préximos passos s4o selecionar todos os elementos, travé-los por meio do comando trava no menu elemento e clicar a palavra fundo na paleta de camadas, obtida pelo comando janelas no menu visualizar. Quando este citimo passo 6 efetuado, a estrutura inteira se move para a camada do fundo, tomando-se um gabarito nao-impresso, no qual as linhas aparecem pontilhadas ou acinzentadas. Clicando-se as palavras primeiro plano na paleta, retoma-se para a camada de trabalho. As unidades de forma podem ocupar 0 centro, o mesmo canto de ‘cada subdivisdo estrutural do gabarito ou ainda ficar nas jungdes das linhas estruturais, tocando-se (Fig, 50), superpondo-se (Fig. 51) ou permanecendo separadas umas das outras (Fig. 52). A medida que se alcanga determinado estagio da composigéo, € possivel transformar a composigéo por melo da ferramenta de escala (Fig 53), da ferramenta de inclinagio (Fig. 54), da ferramenta de inversao (Fig. 55) ou da ferramenta giratéria (Fig. 56); dar um novo conjunto de atributos uma composigao acabada (Fig. 57), selecionar alguns formatos para mudangas necessérrias (Fig. 8), ou repetir ou inverter a composigzio apés redimensionar ou efetuar outras mudangas de modo obter uma maior complexidade (Fig. 59). Finalmente, podemos recortar @ emoldurar a ‘composigéio com uma trajetdria de clipping, utiizando os comandos cortare colar dentro do menu editar (Fig. 60). Estabelecendo a Radiagéo Qualquer elemento ou formato no interior de uma estrutura de repetigao pode ser individualmente girado por meio da ferramenta de olagao, A rotagao sistematica de unidades de forma adequadamente dispostas pode resultar em um efeito de radiacao (Fig. 61), Primeiro, a barra de informagao pode ser exibida para mostrar os graus de rotagao desejaveis e, entdo, para controle da precisao, os dados mostrados podem ser introduzidos em uma caixa de didlogo oferecida pela ferramenta de rotagaio. Antes de girar uma série de formatos a intervalos regulares, 0 formato deve ser reproduzido. Mediante a rotagdo, 0 original no girado e a cépia girada séo colocados lado a lado. Eni, utliza-se 0 comando duplicar para obter todas as demais cépias giradas de modo a completar a série (Fig. 62). A questo crucial é a localizagao do centro de rotagao, o qual pode afetar significativamente a composigao (Fig. 63). Elementos podem ser girados para criar um formato composto radiado a ser usado como uma superunidade de forma ou para estabelecer uma composigéo formal exibinda uma estrutura de radiagdo subjacente. Um gabarito de estrutura de radiagao pode ser desenhado ao se girar linhas regularmente em uma revolugéo completa, com sua ‘convergéncia ou intersegao marcando o centro e superpondo ao gabarito obtido uma série de circulos concéntricos (Fig. 64). Com a estrutura de radiagéo completada, fechada e transferida para a camada de fundo, a distribuigao de unidades de forma pode revolver em torno do mesmo centro com o mesmo angulo de rotagao que as linhas estruturais (Fig. 65). Se no for utilizado um gabarito de estrutura, pode-se diretamente reproduzir ou girar um formato _ eS: 4 £8 Sa = SES git > Se ere & por meio de duplicagdes subseqiientes, O resultado algumas vezes é imprevisivel ¢ a rotagao pode ter de ser refeita diversas vezes até que se alcancem 08 efeitos desejados, Estabelecendo a Gradacao (© menu elemento oferece um comando misturar que produz a graduagao quase que instantaneamente. Para efetuar uma mistura, devem-se primeiro selecionar dois formatos que definam 0 comego ¢ a extremidade da mistura, Cada formato deve ser primeiro desagrupado, para que um dos pontos em sua trajetdria possa ser selecionado para refrear a mistura. Uma caixa de didlogo aparece quando 0 comando é ativado © nesta se pode introduzir 0 ntimero de passos, 0 qual pode variar de um a centenas. Nao s6 os formatos podem ser misturados, como também espessuras de linhas e cores. Apés a mistura, a sérle de formatos aparece como um grupo, mas pode-se manter pressionada a tecla de opcao & medida que se usa o indicador de seta para subselecionar um formato no comego ou na extremidade da mistura ¢ fazer as mudangas necessérias (Figs. 66-8). Qualquer mudanca afetard a série inteira de formatos misturados, A série inteira pode ser mais alterada (Fig, 69) ou 64 Bl desagrupada para se efetuar mudanga em formatos individuais dentro da série (Fig. 70). Locais de mistura intermedeiam os formatos de modo eqiiiistante, oferecendo uma gama de tnidades de forma em gradagao, as quais podem ser subseqiientemente repetidas ou misturadas de novo para obter uma composigao com uma estrutura de repetig&o subjacente (Fig. 71). Ao se misturar duas relas paralelas de mesma espessura, mas de diferentes tons de cinza, por meio de muitos passos, pode-se obter um plano com gradagéio tonal suave (Fig, 72). Ao se misturar dois formatos lineares de diragdes diferentes, pode-se estabelecer 0 efeito de radiagao (Fig. 73). Entretanto, o comando misturar nao permite a construcao instantanea de uma estrutura de gradagéo. Esta pode ser construida independentemente, com guias ou linhas obtidas com uma ferramenta adequada. Com a estrutura de gradagao como um gabarito de fundo, pode-se utilizar © comando misturar para criar uma série de unidades de forma em gradacao de tom, de formato ou de Outros tipos para posicionamento manual (Fig. 74).. Estabelecendo a Similaridade Em uma composigao que contém formatos repetidos segundo uma estrutura formal, 0 efeito de similaridade pode ser obtido por meio de variagdes aleatérias de tamanho, direcao ¢ atributos gerais, (Figs. 75-7), ou formatos inaividuais podem ser livremente manipulados para obter mudangas de ‘ormaio (Fig. 78). Também se pode obter este efeito de similaridade com 0 comando misturar, produzindc uma série de formatos com mudangas graduais a serem redistribuidos em uma ordem nao seqlencial (Fig. 79). ‘Aoxisténcia de uma estrutura de similaridade subjacente pode ficar implicita se a distribuicao de formatos em uma estrutura de repeticao for deliberadamente inconsistente no interior de determinadas subdivisdes estruturais (Fig. 80). Ume esirutura de similaridade pode ser construida com ferramenta de linha ou qualquer ferramenta de ponto, mas esta opgao nao compensa, a menos ‘que a estrutura seja ativa ou visivel Estruturas Ativas e Visiveis Linhas estruturais dividem a érea da imagem em subdivisées. Em uma estrutura inativa, formatos e seu espago circundante fluem ininterruptamente entre as subdivis6es. Em uma estrutura ativa, cada subdiviséo constitui uma célula espacial independente com 0 fundo assumindo a condigao de um formato com os atributos desejados. Formatos e células podem ser alternados como elementos positivos © negativos (Fig. 81), ou podem ter atributos diferentes (Fig. 82). Se 0 fundo tiver um preenchimento branco opaco, os formatos em células adjacentes que 0 invadem podem ser bloqueados em seus contornos (Fig. 83). Aconversao do formato de fundo da célula em un formato passivel de receber atributos pode ser feita tragando seus contornos limitrofes com ume ferramenta apropriada para formar uma trajetéria jechada e envid-la para tras da unidade de forme por meio do comando enviar para trés ou enviar para o fundo no menu elemento. Este formato de fundo a unidade de forma associada podem ser vistos como um formato composto. Ao se conferir atributos de linha para 0 formato de fundo, que pode ou nao ter um preenchimento, produz-se uma estrutura visivel, Linhas estruturais tomam-se entéo elementos em forma de treliga ue trabalham com as unidades de forma (Fig. 84). Formas Figurativas Formatos obtidos por meio da ferramenta tipo, ultlizando-se uma fonte pictérica, podem constituir formas figurativas. Apds sua conversdo em trajet6rias, podem ter atributos de linha e de preenchimento e ser transformados e repetidos pa" estabelecer uma composicao (Fig. 85). Um format: também pode ser tragado com a ferramenta de trago, mas 0 tragado automatico de formatos ‘complexos nem sempre produz resultados satisfatérios. ‘Ao se conectar um scanner ao computador, pode-se incorporar uma imagem fotografica ou impressa a ser manipulada e repetida (Fig. 86) ou usada como um gabarito sobre o qual se pode tragar com a ferramenta de trago ou redesenhar com as ferramentas a mao livre ou de caneta. Apés ser tragado ou redesenhado, podem-se dar ao formato quaisquer atributos de linha preenchimento desejados, para empregé-lo com ou sem transformagao como uma unidade de forma em uma composigao (Fig. 87). Imagens Tridimensionais Um programa de desenho nao se destina especificamente a criagdo de imagens tridimensionais. A mistura de formatos simples que se superpoem em uma fileira, entretanto, pode | produzir a ilusdo de uma forma tridimensional composta por planos em série (Fig. 88). Uma simples moldura linear que dé uma ilusdo tridimensional também pode ser criada com a ferramenta de caneta ou qualquer outra ferramenta apropriada (Figs. 89-90). Na maioria dos casos, uma forma tridimensional que parece boa em determinada vista bidimensional pode ser muito comum ou mesmo desapontadora na vida real, podendo ser impossivel construi-la com materiais, fisicos quando os elementos precisam ser solidamente unidos ou apoiados. Exercicios em desenho tridimensional dever ser realizados com modelos reais. O projeto com auxilio do computador se destina ao usudrio avangado, que conta com 0 computador principaimente para acelerar a produgéo de plantas e elevacdes e para apresentagdes em perspectiva. Prosseguindo com o Texto Principal Explicagdes completas de alguns dos termos conceitos de desenho se encontram no texto principal, As desorigdes de técnicas de computagéo aqui apresentadas podem nao ser suficientes, ¢ nunca sao totalmente adequadas. Por esta razdo, 0 Ieitor precisara recorrer a manuais especiais para 0 computador ¢ seus periféricos, assim como 20 manual do usudrio e aos guias para qualquer programa de software selecionado, Programas de __ nel | software séo atualizados com frequéncia, com conveniéncias aperfeigoadas e novas partes, e 0 hardware pode se tornar facilmente antiquado quando modelos mais novos com maior poténcia aparecem no mercado, Esta introdugao geral se destina somente a ajudar 0 leitor a ver o vinculo essencial entre a linguagem da forma visual e a linguagem da computagio. Agora, o desafio é prosseguir com o esforgo de enfrentar todos os coneeitos, principios e exercicios sobre a forma eo desenho, com uma instrugao crescente em computagao, com uma sensibilidade estética e ume competéncia técnica cada vez maiores, S ar 90 a ee ee Pea ee Bae | CAPITULO 1: INTRODUGAO © Que é Desenho? ‘Multas pessoas considerariam o desenho como um tipo de esforgo para embelezar a aparéncia ‘terna das coisas. Certamente, o mero. 'belezamento constitui um aspecto do desenho, zorém 0 desenho 6 muito mais do que isto. Olhemos ao nosso redor. O desenho nao é somente omamentacao. A cadeira bem desenhada nao 86 tem uma aparéncia exterior agradavel, mas sambém se mantém firme sobre 0 chao porciona contorto para quem quer que se sente rela. Além disso, deve ser segura e duravel, capaz de ser produzida a um custo comparativamente onémico, empacotada e transportada de forma conveniente e, obviamente, deve ter uma funcao pecifica, seja para 0 trabalho, repouso, refeigdes, seja para outras atividades humanas. O desenho é um processo de criagao visual que tem propésito. Diversamente da pintura e da cultura, que constituem a realizagao das visdes @ nhos pessoais dos artistas, o desenho preenche necessidades praticas. Um trabalho de desenho fico deve ser colocado diante do olhar do puiblico ransmitir uma mensagem predeterminada, Um produto industrial tern de atender as exigéncias dos consumidores. Um bom desenho, em resumo, constitul a melhor expressao visual possivel da esséncia de algo’, seja uma mensagem, seja um produto. Para executar esta tarefa de forma acurada e efetiva, 0 desenhista deve procurar a melhor maneira possivel em que este “algo” possa ser definido, ‘eito, distribuldo, utlizado e relacionado com 0 ambiente. Sua criag&o deve ser nao somente estética mas também funcional, ao mesmo tempo que reflele ou orienta o gosto de seu tempo. A Linguagem Visual O desenho ¢ pratico. O desenhista 6 uma pessoa pratica. Mas antes que esteja pronto para lidar com problemas praticos, tem de dominar uma linguagem visual. Alinguagem visual constitui a base de criagao do desenho. Deixando de lado 0 aspecto funcional do desenho, hd principios, regras ou conceitos com relagdo & organizagao visual que podem preocupar um desenhista. Ele pode trabalhar sem o conhecimento consciente de quaisquer destes principios, regras ou conceitos, pois seu gosto pesscal e sensibilidade com respeito as relagdes visuais so muito mais importantes, porém uma compreensao completa destes definitivamente ampliaria sua capacidade de organizagao visual. No programa de ensino do primeiro ano de toda escola ou curso universitario de arte, independentemente das areas de especializagao que os alunos seguirao posteriormente, ha sempre um curso intitulado Desenho Basico, Desenho Elementar, Desenho Bidimensional ete., que se ocupa da gramética dessa linguagem visual. Interpretando a Linguagem Visual Hé indmeras maneiras de interpretar a linguagem visual. Diversamente da linguagem falada ou escrita, cujas regras gramaticais séio mais ou menos estabelecidas, a linquagem visual nao tem nenhuma lei evidente. Cada tedrico do desenho pode ter um conjunto de descobertas completamente diferente. Minhas proprias interoretagdes, conforme expostas neste livro, podem parecer um tanto rigidas e demasiado simplficadas. Os leitores logo descobrirao que a minha teorizagao tern muito a ver com 0 pensamento sistematico ¢ muito pouco com a emogao @ a intuigdo. Isto se da porque prefiro enfrentar 08 pringipios em termos precisos conoretos, com a maxima objetividade e um minimo de ambigilidade. Nao podemos nos esquecer que o desentista é uma pessoa que resolve problemas. Os problemas ‘com os quais depara so sempre dados. Isto significa que ele néo pode alterar nenhum dos problemas encontrados mas deve buscar solugdes adequadas. Com certeza, uma solucao inspireda pode ser alcangada intutivamente, mas na maioria dos casos 0 desenhista tem de se apolar em sua mente inquisitiva ¢ investigar todas as situacoes Visuais possiveis dentro das exigéncias de problemas individuais. Elementos de Desenho Minha teortizagéio comega com uma lista de elementos de desenho. Esta lista 6 necesséria Porque os elementos formarao a base de todas as nossas discuss6es futuras. Os elementos, na vardade, estéio muito relacionados entre si e nao podem ser facilmente separados em nossa experiéncia visual geral ‘Tomados individuaimente, podem parecer um tanto abstratos, mas juntos determinam a aparéncia e Contetido finais de um desenho. Podem-se distinguir quatro grupos de elementos: (a) elementos conceituais; (b) elementos visuais; (¢) elementos relacionais; (@) elementos praticos. Elementos Conceituais Elementos concaituais nao so visiveis. Nao existem na realidade, porém parecem estar presentes. Por exemplo, sentimos que ha um ponto no Angulo de um formato, que ha uma linha marcando © contorno de um objeto, que ha planos envolvendo um volume ¢ volumes ocupando o espago. Estes pontos, linhas, planos e volumes nao esto realmente a; se estiverem realmente Id, deixam de ser conceituais. (2) Ponto - Um ponto indica posigao. Nao tem comprimento nem largura. Nao ocupa nenhuma rea ou espago. E 0 inicio € o fim de uma linha e esta onde duas linhas se encontram ou se cruzarr (Fig. ta). (b) Linha- A medida que um ponto se move, sua ttajetdria se tora uma linha, Uma linha tem comprimento mas nao tem largura. Tem posigéio e diregdo. E limitada por pontos. Forma a borda de um plano (Fig. 10). (c) Plano —A trajetéria de uma linha em movimento (em outra que nao sua direc&o intrinseca) se torna um plano. Um plano tem comprimento e largura, mas nao tem espessura Tem posigao e diregao. E limitado por linhas. Defin 6 limites externos de um volume (Fig. 10). (@) Volume ~ A trajetéria de um plano em movimento (em outra que nao sua direc&o intrinseca) se torna um volume, Tem posi¢ao no espaco ¢ 6 limitado por planos. No desenho bidimensional o volume ¢ ilusério (Fig. 1d). SNe Elementos Visuais ‘Quando desenhamos um objeto no papel, =mpregamos uma linha que é visivel para “=presentar uma linha que é conceitual. A linha el no s6 tem comprimento como tem largura. a cor e textura sao determinadas pelos ateriais que usamos e pela maneira como 0 ‘ems. Desse modo, quando elementos conceituais se somam visiveis, eles tém formato, tamanho, cor € -xtura. Elementos visuais formam a parte mais aroeminente de um desenho porque sao aquilo que demos ver de fato. (a) Formato ~ Qualquer coisa que pode ser vista tem um formato que proporciona a identificago orincipal para nossa percepeao (Fig. 22). (b) Tamanho — Todos os formatos tm um tamanho. O tamanho ¢ relative se o descrevemos em termos de grandeza ou pequenez, mas é também fisicamente mensurdvel (Fig. 2b). (c) Cor - Um formato se distingue de seu entomo devido @ cor. A cor aqui é utilizada em seu tide amplo, compreendendo néo apenas todos os matizes do especiro, mas também os neulros orelo, branco e todos os cinzas intermediarios) @ todas as suas variagées tonais e crométticas (Fig. 20) (@) Textura ~ A textura se refere as caracteristicas da superticie de um formato. Esta pode ser simples ou decorada, lisa ou Aspera, e pode agradar tanto ao sentido do tato quanto ao olhar (Fig. 2d) Elementos Relacionais Este grupo de elementos governa a localizagao ¢ inter-relagdes dos formatos em um desenho. Alguns podem ser percebidos, como a diregao e a posigdio; alguns sao para ser sentidos, como 0 espago e a gravidade. (a) Dirego — A dirego de um formato depende do modo como esta relacionado com 0 observador, ‘com a moldura que o contém ou com os demais formatos proximos (Fig. 3a). (b) Pasigao ~ A posigao de um formato 6 entendida pela sua relacao com a moldura ou com a estrutura (ver Capitulo 4) do desenho (Fig. 36). (c) Espaco - Formatos de qualquer tamanho, mesmo que pequenos, ocupam espaco. Portanto, 0 espago pode ser ocupado ou deixado vazio. Pode ser também plano ou ilusdrio, sugerindo profundidade (Fig. 30) (G) Gravidade ~ A sensagao de gravidade no 6 visual mas psicolégica. A medida que somos atraidos pela gravidade da terra, tendemos a atribuir peso ou leveza, estabilidade ou instabilidado a formatos individuais ou grupos de formatos (Fig. 3d). Elementos Praticos Os elementos préticos estéo subjacentes 20 contetide e extensao de um desenho. Embora estejam além do escopo desie livro, gostaria de mencioné-los aqui: (a) Representagao - Quando um formato & derivado da natureza ou do mundo feito pelo homem, ele é figurativo ou de representacio. A representagao pode ser realista, estiizada ou quase abstrata. (0) Significado - 0 significado esta presente quando o desenho transmite uma mensagem, (c) Fungo ~ A funcdo esta presente quando 0 desenho serve a um propésito, AMoldura de Referéncia Todos os elementos acima normaimenta existem no interior de uma fronteira, que chamamos de “moldura de referéncia”. A moldura de referéncia marca os limites externos de um desenho e define uma area dentro da qual os elementos criados @ 0 espago vazio residual, se houver algum, trabalham Juntos ‘A moldura de referéncia nao é necessariamente uma moldura real. Se assim for, entdo deve ser considerada como parte integrante do desenho. Os ‘elementos visuais da moldura visivel nao devern se desprezados, Se nao houver uma moldura real, as bordas de um cartaz, a pagina de uma revista, as varias superficies de um pacote, todas se tornam molduras de referéncia para os respectivos desenhos, A moldura de referéncia de um desenho pode ser de qualquer formato, embora normalmente se)= retangular. O formato do corte de uma folha impressa 6 a moldura de referéncia do desenho qu esta contido nesta. 0 Plano da Imagem Dentro da moldura de referéncia esta o plano c: imagem. O piano da imagem ¢ de fato o plano da superficie do papel (ou qualquer outro material) sobre 0 qual a desenho é criado Formatos s&o pintados ou impressos diretamente sobre este plano da imagem, mas podem dar a impressao de estar acima, abaixo ou no paralelos a este plano devido a iluses ‘espaciais, que serdo amplamente discutidas no Capitulo 12 Forma e Estrutura Todos os elementos visuais constituem 0 que geraimente chamamos “forma”, que é a nossa preocupagao principal na presente investigagao sobre a linguagem visual. Forma, neste sentido, nz 6 apenas uma figura que é vista, mas um formato de tamanho, cor e textura definidos. ‘Amaneira como a forma é criada, construida o. organizada em conjunto com outras formas 6 frequentemente governada por certa disciplina & qual chamamos “estrutura’. A estrutura que envolve 98 elementos relacionais é também essencial em Nossos estudos. Tanto a forma como a estrutura sero extensamente discutidas nos capftulos que se seguem. Penne CAPITULO 2: FORMA Forma e os Elementos Conceituais Como ja foi obsarvado, os elementos conceituais 0 S40 visiveis. Assim, ponto, linha ou plano, quando ssiveis, se tomam forma, Um ponto no papel, ‘ora pequeno, tem de ter formato, tamanho, core ‘extura se se pretende que seja visto. O mesmo ontece com uma linha ou um plano. O volume permanece ilusétio no desenho bicimensional. Pontos, linhas ou planos visiveis so formas no sentido verdadeiro, embora formas enquanto pontos ou linhas continuem a ser chamadas simplesmente pontos ou linhas na pratica comum, Forma Enquanto Ponto Uma forma ¢ reconhecida como um ponto quando é pequena. Apequenez, evidentemente, ¢ relativa, Uma forma pode parecer razoavelmente grande quando confinada em uma moldura de referéncia diminuta, porém a mesma forma pode parecer muito pequena quando inserida em uma moldura de referdncia bem maior (Fig. 4) © formato mais comum de um ponto é o de um circulo, que ¢ simples, compacto, nao angulaso e 0 direcional. No entanto, um ponto pode ser quadrado, triangular, oval ou mesmo de um formato um pouco irregular (Fig. 5). Assim, as principais caracteristicas de um ponto o: (a) seu tamanho deve ser comparativamente pequeno ¢ (b) seu formato deve ser razoavelmente simples. Forma Enquanto Linha Uma forma é reconhecida como uma linha por duas razées: (a) sua largura 6 extremamenite estreita @ (b) seu comprimento 6 bem evidente. Uma linha geralmente transmite o sentido de finura. A finura, como a pequenez, é relativa. A proporcdo extrema entre comprimento e largura de um formato o toma uma linha, mas néo ha nenhum critério absoluto para isto. Trés aspectos separados deve ser considerados em uma linha: 0 formato geral ~ Este se refere A sua aparéncia geral, a qual é descrita como reta, curva, quebrada, imegular ou desenhada a mao (Fig. 64) © corpo - Como uma linha tem largura, seu corpo esta contido entre duas bordas. Os formatos destas duas bordas e a relacao entre elas determinam o formato do corpo. Normalmente, as duas bordas sao lisas e paralelas, mas algumas vvezes elas podem fazer com que o corpo da linha parega aflado, nodoso, ondulado ou irregular (Fig. 66), As extremidades - Estas podem ser insignificantes quando a linha é muito fina. Mas se a linha for bem larga, os formatos de suas extremidades podem se tornar evidentes. Podem ser quadradas, redondas, pontiagudas ou de qualquer formato simples (Fig. 6c) Pontos dispostos em uma fileira podem evocar © sentido de uma linha, Porém, neste caso a linha € conceitual ¢ nao visual, pois o que vemos ainda 6 uma série de pontos (Fig. 64). Forma Enquanto Plano Em uma superficie bidimensional, todas as formas planas que nao so comumente reconhecidas como pontos ou linhas sao formas enquanto plano. Uma forma plana é limitada por linhas conceituais, as quais constituem as bordas da forma. As caracteristicas destas linhas conceituais e suas inter-relagdes determinam o formato da forma plana. Formas planas tém uma variedade de formatos, que podem ser clasificados como se segue: eonmtrvev.e +. OE ee 6 d @eeccccecce Si En (a) Geométricos - construidos matematicamente a. 7a). (6) Organicos - limitados por curvas livres, erindo fiuidez e crescimento (Fig. 7b). (0) Retilineos — limitados por linhas retas que se relacionam umas as outras ~atematicamente (Fig. 7). (d) Irregulares — limitados por linhas retas e "vas que no se relacionam umas as outras =atematicamente (Fig. 7d). (2) Feitos & mao ~ caligréficos ou criados & no sem 0 auxilio de instrumentos (Fig. 76) (f) Acidentais - determinados pelo efeito de processos ou materiais especiais, ou obtidos jentalmente (Fig. 77). Formas planas podem ser sugeridas por meio de tomo. Neste caso, deve ser considerada a largura s jinhas utiizadas. Pontos dispostos em uma fileira mbém podem contomar uma forma plana. Pontos ou linhas densa e regularmente agrupados também podem sugerir formas planas. Eles se tornam a textura do plano. Forma Enquanto Volume A forma enquanto volume é completamente lusdria © exige uma situacdo espacial peculiar. Uma discusséio completa deste assunto se encontra no Capitulo 12. Formas Positivas e Negativas A forma é geralmente apreendida como ocupando espaco, mas também pode ser vista como um espago vazio citcundado por espaco ocupado. Quando é pereebida como ocupando um espago, nés a chamamos forma ‘positiva”. Quando é percebida como um espago vazio circundado por espaco ocupado, nés a chamamos forma “negativa” Fig. 8) Em desenho branco-e-preto, tendemos a considerar 0 preto como ocupado eo branco como no ocupado. Assim, uma forma preta reconhecida como positiva e uma branca como negativa. Porém tais atribuigdes nao sao sempre verdadeiras. Em especial quando as formas se interpenetram ou se intersecionam (ver a seco sobre inter-relagdes de formas, adiante neste capitulo), 0 que ¢ positive e o que é negativo nao é mais facilmente distinguivel A forma, seja ela positiva ou negativa, 6 em geral entendida como o “formato”, que se encontra sobre um “fundo", Aqui, “fundo" denota a area que circunda a forma ou 0 “formato”. Em casos ambIguos, a relago figura-lundo pode ser reversivel. Isto serd disoutide no Capitulo 12, Forma e Distribuigao de Cor ‘Sem modificar nenhum dos elementos em um desenho, a distribuigao de cores dentro de eterminado esquema colorido pode ter uma ampla gama de varlagdes. Tomemos um exemplo muito simples, Suponhamos que dispomos de uma forma ‘que existe no interior de uma moldura, e que sé possamos usar preto e branco. Quatro tipos diferentes de distribuigo de cor poderiam ser obtidos: (a) forma branca sobre fundo branco (Fig, 94); (0) forma branca sobre fundo preto (Fig. 96); (6) forma preta sobre fundo branco (Fig. 9c}; (d) forma preta sobre fundo preto (Fig. 9d). Em (a), o desenho é todo branco e a forma desaparece, Em (b), temios uma forma negativa, Em (©), temos uma forma positiva. Em (d), o desenho todo preto e a forma desaparece do mesmo modo que om (a). Evidentemente, podemos ter a forma contornada em preto em (a) e contomada em branco em (d) (Fig. 10). Se 0 desenho aumenta em complexidade, as diferentes possibilidades de distribuicao de cor so também ampliadas. A titulo de ilustragao, mais uma vez, temos dois circulos que se oruzam dentro de uma moldura. No exemplo anterior, temos apenas duas areas definidas onde podemos distribuir nossas cores. Agora, dispomos de quatro areas. O é i CO Ame Ainda fazendo uso de preto e branco, podemos apresentar dezesseis variagbes distintas em vez de apenas quatro (Fig. 11) As Inter-relagdes das Formas AAs formas podem se encontrar de intimeras maneitas. Acabamos de demonstrar que quando uma forma cruza outra, os resultados nao sao tao simples quanto poderiamos imaginar, ‘Tomemos de novo dois circulas e vejamos como estes podem ser unidos. Escolhemos dois circulos de mesmo tamanho para evitar uma complicagéo desnecassétia. Podem ser apontadas oito formas diferentes de inter-relacao: (a) Separago - As duas formas permanecem separadas uma da outra, embora possam estar muito préximas (Fig. 12a) (0) Contato ~ Se aproximarmos as duas formas, estas comecam a se tocar. O espaco continuo que as mantém separadas em (a) ¢ entéo rompido (Fig, 126). (c) Superposicao ~ Se aproximarmos ainda mais as duas formas, uma cruza a outra e parece estar sobre ela, cobrindo uma porgao da forma que parece estar por baixo (Fig. 12c) (d) Interpenetragao ~ O mesmo que (c), porém ambas as formas parecem transparentes, Nao ha nenfhuma relago evidente do tipo em cima-embaixo entre elas mesmas, @ os contomos de ambas permanecem inteiramente visiveis (Fig. 12d). (2) Unio - © mesmo que (c), porém as duas formas so unidas ¢ se tormam uma forma nova, maior. Ambas perdem uma parte de seus contornos quando estao em uniao (Fig. 12¢). (f) Subtragao ~ Quando uma forma invisivel cruza uma visivel, o resultado é a subtragao. A porgao da forma visivel que é coberta pela invisivel bém se tora invisivel. A subtragao pode ser onsiderada como a superposigao de uma forma negativa em uma positiva (Fig. 12f) (g) Intersegao - O mesmo que (d), mas somente a porgao onde as duas formas se cruzam 6 visivel, Uma forma nova, menor, emerge como resultado da intersecéo. A intersecao pode nao nos remeter &s formas originais a partir das quais foi criada (Fig. 12g). (h) Coincidéncia - Se aproximarmos ainda mais as duas formas, elas coincidem. Os dois los tomamese um s6 (Fig. 12h). Os varios tipos de inter-relagdes devern sempre ser explorados quando se organizam as formas em um desenho. Efeitos Espaciais em Inter-relagdes de Formas Separagdo, contato, superposigéo, interpenetragao, unio, subtragao, inlersegao ou coincidéncia de formas — cada tipo de inter-relagaio produz diferentes efeitos espaciais. Na separacdo, ambas as formas podem parecer eqiiidistantes do olhar ou uma mais préxima @ a outra mais distant No contato, a situagao espacial das duas formas também é flexivel como na separagao. A cor desempenha um papel importante na determinagao da situagao espacial Na superposigéo, ¢ evidente que uma forma se encontra na frente ou sobre a outra. Na interpenetragao, a situagdo espacial é um pouco vaga, porém é possivel colocar uma forma sobre @ outa pela manipulagao de cores. Na unio, em geral as formas parecem eqiiidistantes do olhar porque se tornam uma forma nova. Na subtragao, assim como na interpenetragao, somos confrontados com uma nova forma. Nenhuma variagao espacial se faz possivel, Na coincidéncia, temos somente uma forma, caso as duas formas sejam idénticas em formato, tamanho e diregéo, Se uma for menor em tamanho ou diferente em formato e/ou diregéio em relagdo a outra, no haverd nenhuma coincidéncia real, e ocorre a ‘superposicao, a interpenetracdo, a unio, a subtracao ou a intersegao, trazendo consigo os possiveis efeitos espaciais que acabamos de mencionar, Bofclgjolo OID} OIOO JOO S00 20 Eee CAPITULO 3: REPETICAO Unidades de Forma Quando um desenho ¢ composto por um numero de formas, aquelas que tém formatos idénticos ou semelhantes constituem “unidades de forma’ que aparecem mais do que uma vez no desenho. Apresenga de unidades de forma ajuda a uniticar o desenho. Unidades de forma podem ser facilmente escobertas na maioria dos desenhos, se as procurarmos, Um desenho pode conter mais do que apenas um conjunto de unidades de forma Unidades de forma devem ser simples. As demasiado complicadas freqlientemente tendem a se sobressair muito como formas individuais ¢ 0 eleito de unidade pode ser destruido. Repetig&o de Unidades de Forma Se usarmos a mesma forma mais de uma vez em um desenho, nés a usamos em repeticéo. A repotigao constitui o método mais simples em desenho, Colunas e janelas em arquitetura, 08 pes em uma pega de mobiliério, 0 padréo nos tecidos, ladrilhos no piso constituem exemplos dbvios de repetigao, ‘A repetigao de unidades de forma geralmente ransmite uma sensacao imediata de harmonia. Cada unidade de forma repetida 6 como a batida de algum tipo de ritmo, Quando as unidades de forma s40 utlizadas em tamanho maior e ntimero menor, co desenho pode parecer simples € evidente; quando sao infinitamente pequenas e em grande mero, 0 desenho pode parecer uma poreao de textura uniforme, composto de elementos diminutos. Tipos de Repetigao Em uma exposigdo precisa, a repetioao deve ser considerada com respeito a cada um dos elementos visuais ¢ relacionais: (a) Repetic’o de formato — 0 formato 6 sempre © elemento mais importante. Formatos repetidos podem ter diferentes tamanhos, cores etc. (Fig. 134) (b) Repeticao de tamanho ~ A repetiogo de tamanho é possivel somente quando os formatos S40 também repetidos ou muito semelhantes (Fig. 138), (c) Repetigao de cor ~ Significa que todas as formas sao de mesma cor, mas seus formatos e tamanhos podem vatiar (Fig. 130) (a) Repetigao de textura — Todas as formas podem ter a mesma textura, porém podem ter diferentes formatos, tamanhos ou cores Na impresséo, todas as formas homogeneamente impressas cam o mesmo tipo de tinta sobre a mesma superficie so consideradas como tendo a mesma textura (Fig. 13d). (e) Repeticao de diregao — E possivel apenas quando as formas mostram um sentido definido de diregao sem a menor ambigiidade (Fig. 13¢). (i) Repetigao de posigao - Tem a ver com o modo pelo qual as formas estdo dispostas em relagdo & estrutura, 0 que sera discutido no préximo capitulo. (@) Repetigao de espaco ~ Todas as formas podem ocupar espaco do mesmo modo. Em outras palavras, podem ser todas positivas ou todas negativas, ou estar todas relacionadas do mesmo modo ao plano da imagem. (h) Repeti¢ao de graviclade ~ A gravidade um elemento demasiado abstrato para ser usado repetitivamente. E dificil dizer que formas so de igual peso ou leveza, estabilidade ou instabilidade, @ menos que todos os outros elementos estejam em absoluta repeticéo. Variagoes em Repeticao A repeti¢ao de todos os elementos pode parecer monétona. A repetig&io de um tinico elemento pode nao provocar o sentido de ordem e harmonia que normalmente associamos & disciplina da repetigéo Se a maioria dos elementos visuais estiver em rn repetieao, as possibilidades de variacdes direcionais e espaciais deve ser exploradas. Variagdes em diregao - Com excectio do cireulo comum, todas as formas podem variar até certo ponto em diego. Mesmo os circulos podem ser agrupados para conferir um sentido de diregao, Varios tipos de disposigbes direcionais podem ser apontados: (@) diregdes repetidas (Fig. 142); (b) diregées indefinidas (Fig. 146); (c) diregdes altermadas (Fig. 14c); (@) direges gradativas (Fig. 144); (©) dirogdes semelhantes (Fig. 14). Diregdes repetidas e aquelas mais regularmente dispostas podem ser misturadas a algumas diregdes irregulares. Variagées espaciais - Estas podem ser obtidas 20 se fazer com que as formas se encontrem em uma multiplicidade de inter-relagdes como deserito 10 capitulo anterior. O uso imaginativo de superposigéo, interpenetracao, unido ou combinagdes positivas e negativas pode levar a resultados surpreendentes. Subunidades de Forma e Superunidades de Forma Uma unidade de forma pode ser composta por elementos menores que s4o usados em repetigao. tes elementos menores so chamados “subunidades de forma’. Se as unidades de forma, no processo de serem organizadas em um desenho, so agrupadas a fim de se tomar uma forma maior, a qual é entéo uliizada em repeti¢ao, chamamos estas formas novas, maiores, de “superunidades de forma’. Se necessério, superunidades de forma podem ser usadas junto com unidades de forma regulares. Do mesmo modo como podemos ter mais de um tinico tipo de unidade de forma, podemos ter uma variedade de superunidades de forma, caso desejado, 0 Encontro de Quatro Circulos Aim de ilustrar a formagao de superunidades de forma, veremos agora como quatro ofrculos de mesmo tananho podem ser agrupados. As possibilldades séo, definivamente, limitadas, mas podemos examinar alguns dos modos mais comuns de disposigéio, como se segue: a) Disposigao linear ~ Os circulos estéo alinhados como que orientados por uma linha coneeitual que atravessa todos os seus centros, linha conceitual pode ser reta, curva ou quebrada. Adistancia entre os circulos pode ser regulada conforme desejado. Note que, em um caso extremo, cada um dos circulos cruza todos os outros trés simultaneamente, produzindo até treze divisdes distintas (Fig. 15a). {b) Disposi¢ao quadrada ou retangular — Neste caso, os quatro circulos ocupam quatro pontos que, quando unidos, podem formar um quadrado ou um retngulo, Como em (a), um caso extremo também mostra treze divisées, quando todos 0s cireulos se interpenetram profundamente (Fig. 152). (c) Disposi¢ao rémbica ou em losango — Aqui os quatro circulos ocupam quatro pontos que, quando unidos, podem formar um losango. Ao se regular as distancias entre os circulos, podem surgir varios tipos de superunidades de forma (Fig. 150) (d) Disposigao triangular - Aqui os quatro circulos esto dispostos de modo que trés deles ocupam os trés pontos de um triéngulo, situando-se ‘0 quarto no centro. Isto também produz superunidades de forma interessantes (Fig. 15d). (e) Disposigéo circular - Quatro circulos em disposigao circular produzem 0 mesmo resultado que em disposigao quadrada, mas a disposigéo circular pode ser muito especial com mais circulos. Quatro cfrculos podem ser dispostos para sugerir 0 arco de um circulo, mas isto pode ser semelhante a uma disposigéo linear (Fig. 15¢). Repeti¢ao e Inversao A inversdo é um caso especial de repetigéio. Por inverséio queremos dizer que uma forma est refletida como em um espelho, resultando em uma nova forma que se assemelha muito a original, salvo que uma é destra e a outra canhota e nunca coincidem exatamente. A inwerséo 86 6 possivel quando a forma nao 6 simétrica, pois uma forma simétrica ver a ser a mesma forma na inversao. ‘A rotacao de uma forma em qualquer direcao nunca pode produzir sua forma invertida, A forma invertida implica um conjunto completamente diferente de rotagdes (Fig. 16) Todas as formas simétricas podem ser divididas em duas partes: uma forma componente e sua reflexéo. A unido destas duas partes produz a forma simétrica. Notas Sobre os Exercicios As figuras 17a, b, o, de frepresentam os resultados de um problema simples: a repetigfio de unidades de forma (circulos) de mesmo formato e tamanho, Nao ha restrigéio alguma quanto ao numero de circulos usados. As figuras 18a, b, ¢, d, €, f. ge h representam os resultados de um problema mais complexo: pedimos 208 alunos que utiizassem de duas a quatro unidades de forma (circulos) de mesmo formato @ tamanho para construir ura superunidade de forma, que é entao repetida quatro vezes para fazer um esenho. Dois niveis de raciocinio estao envolvidos aqui. Primeiro, as unidades de forma nao sao diretamente usadas para criar 0 desenho, mas séio agrupadas para compor superunidades de forma, Depois, as superunidades de forma sao utlizadas no desenho final. O ndmero de cfrculos a serem usados neste problema nao deve ser inferior a oito @ superior a dezesseis Os resultados do primeiro problema parecem ser mais satisfatorios, porque hé menos restrigGes; além Llelelslelsiaelsiele plolelsieeeeeele! Sleleles@esee@oe! Slioli@i@e@@ieeieaie: apie iD |Sb| SD lol>|o|> Sem alterar a velocidade, uma trajet6ria indireta de gradagao normalmente necesita de mais passes do que uma trajetéria direta. Padrées de Gradacao Em um desenho de gradacdo, dois fatores sé0 importantes na construgao de padroes: a gama de gradagao e a diregao do movimento. Agama de gradacao 6 marcada por uma juago de inicio e uma de témino, Em alguns casos, em que a trajetéria de gradagao néo é direta, mas indireta, devem-se levar em conta situagdes intermedidrias. O nimero de passos entre as situagdes de inicio e término determina tanto a velocidade quanto a amplitude da gama de gradacéo. Adiregao do movimento se refere as orientagdes das situagdes de inicio @ de término sua inter-relagdo. As unidades de forma da situacao de inicio podem estar todas alinhadas em uma fleira e prosseguir no sentido do comprimento, da largura ou de ambos, com passos regulares rumo & situagao de término, A diagonal e outros modos de progressao também so possiveis. Alguns padres tipicos de movimento em gradagao sao: Movimento paralelo - Este é 0 mais simples. ‘As unidades de forma sdo transformadas gradualmente por meio de passos paralelos. No movimento paralelo, 0 apice é normaimente uma linha reta. (Na figura 89, favor notar que o3 numerais representam os graus varidveis de gradagéo e que as linhas continuas dividem a rea em zonas, sendo que cada zona contém unidades de forma de mesmo passo.) Movimento concéntrico - Significa que as unidades de forma sao transformadas em camadas concéntricas, Se a situagao de inicio se encontra em um canto do desento, entéo 0 padrao é somente parcialmente concénttico. No movimento concéntrico, o Apice pode ser um ponto, um quadrado ou uma cruz (Fig. 40). Movimento em ziguezague — Significa que as. unidades de forma de um mesmo passo estéo ispostas em ziguezague e sao transiormadas na mesma velocidade (Fig. 41) Em nossos diagramas, séo mostradas apenas vinte @ cinco subdivisdes estruturais (cinco fileiras, ‘com cinco subdivisées cada). Obviamente, um padrao de gradagao normal é muito maior e 0 niimero de passos pode ser aumentado infinitamente. Pequenos padrdes estandartizados de gradagao também podem ser repetidos @ dispostos para formar um padrao maior de gradagao. Por exemplo, segdes de movimento paralelo podem ser unidas para formar um desenho de gradacao nas maneiras sugeridas na figura 42. E essencial notar que a gradagao pode ir da situagao de infcio para a de término e entéo voltar para a situagao de inicio por meio da inverséio dos passos, como no exemplo 1-2-3-4-5-4-3-2-1. Caso necessério, a seqiiéncia pode ser repetida varias, vezes com transigdes suaves. Se intervalos regulares do padrao de gradacao forem desejéveis, a gradagao pode prosseguir da situagao de inicio até a situagao de término recomegar imediatamente, como em 1-2-3-4-5-1-2-3-4-5, AEstrutura de Gradacao Uma estrutura de gradagao é semelhante a uma estrutura de repetigdo, excetuando-se 0 fato de que as subdivisdes estruturais ndo permanecem repetitivas, mas mudam em tamanho, em formato ou em ambos, em uma sequéncia gradual sistematica, A maioria das estruturas de repeligéo pode ser convertida em estruturas de gradagao, Examinemos estas possiblidades do mesmo modo que discutimos as variagdes da grade bésica no Capitulo 4. (a) Mudanga de tamanho e/ou proporgao — AAs subdivisdes estruturais da grade basica podem gradualmente aumentar ou diminuir (acompanhadas ou no por uma mudanga de proporeao) de uma para a seguinte. As linhas estruturais verticais ou VW VV VVVVVVWWWVA} WAYWAVWWWWiAZA, BAWWWIWWV\A) KALA WY VALI PRG 4 rorizontais ou ambas das grades bésicas podem er espagadas com larguras que gradualmente 2umentam ou diminuem. A gradacao pode croceder do estreito para o largo e, entao, novamente do largo para o estteito, ou pode ser Jsposta em qualquer seqdéncia ritmica Fig. 44a). (b) Mudanga de diregao — O conjunto todo de ohas estruturais verticais ou horizontais, ou ambas, =m (a) pode ser inclinado em qualquer diregao desejada (Fig. 440). (¢) Destizamento — A fieira inteira de linhas icais e horizontais em (a) ou (b) pode ser seslizada regularmente, de modo que uma ubdivisdo no se encontre imediatamente préxima ou acima da outra (Fig. 4c). (@) Curvatura, quebra - 0 conjunto todo de has estruturais verticais ou horizontais, ou ambas, 2m (a), (b) ou (c) pode ser gradual ou regularmente curvado ou quebrado (Fig. 44d) (@) Inversao - Uma fileira de subdivisdes néo artogonais como em (b) ou (a) pode ser invertida e epetida altermada ou regularmente (Fig. 44). (f) Combinagao ~ Subdivisées estruturais em 2) ou (b) podem ser combinadas a fim de criar formatos maiores ou mais complexos por meio do afeito de gradagao (Fig. 44f). (g) Diviséo adicional - As subdivisoes estruturais em todas as estruturas de gradacao podem ser subdivididas em formatos menores ou mais complexos (Fig. 44g). (h) A grade triangular - A grade triangular de uma estrutura de repeti¢go pode ser transtormada em uma estrutura de gradagao ao se variar gradualmente o tamanho e formato dos triéngulos Fig, 44), (i) Agrade hexagonal - A grade hexagonal de uma estrutura de repetigao pode ser transformada em uma estrutura de gradacdo ao se variar gradualmente o tamanho e 0 formato dos hexégonos Fig. 44). Gradacao Altemada A gradagao altemada oferece uma complexidade incomum em um desenho de gradacaio. Isto significa que unidades de forma ou subdivisdes estruturais de diregdes opostas que gradualmente se modificam estdo entremeadas. O modo mais simples de obter a gradagao altornada 6 dividir a estrutura (sojam as fileiras verticais, sejam as horizontais) em fileiras impares @ pares ¢ fazer com que todas as fileiras impares observem uma disciplina diferente das fileiras pares. Para ilustrar isto, temos a figura 48, na qual A representa as fileiras impares e B representa as fileiras pares. Para obter a gradacéo alternada de unidades de forma, podemos dispor nas fileiras ‘Aunidades de forma a serem transformadas da esquerda para a diteita e nas fleiras B exatamente © oposto (figura 48a e também figura 17, a qual um desenho acabado). Entretanto, ndo é necessério que os passos de gradagdo nas fileiras Ae B sejam os mesmos. Variagdes destes so sugeridas nas figuras 43b e c. Ao se manipular a gama, a velocidade e a diregao de gradacéo, podemos ter tipos de variagéio quase que ilimitados. Unidades de forma, se ndo forem usadas gradualment tanto nas fileiras A como B, podem ser usadas gradualmente em um conjunto de fileiras, e repetitivamente (em repetigao direta ou alternada) no outro conjunto de fleiras. Se as unidades de forma se encontram em gradagao de tamanho, o espago que sobrou devido 2 sua diminuigao pode ser utilizedo para a acomodacaio de um conjunto de unidades de forma em uma gradacao inversa. Aqui as unidades de forma originais podem ocupar a porgao central das subdivisdes estruturais, enquanto que um novo conjunto de unidades de forma pode ocupar intersegdes das linhas estruturais (Fig. 45). Em uma estrutura de gradagio, a gradacao alternada pode ser obtida se as fleiras A gradualmente diminufrem enquanto as fleiras B graduaimente se expandirem ao mesmo tempo e na ‘mesma diregdo, Isto esté ilustrado na figura 45b, sendo que as faixas pretas representam as fileiras A eas faixas brancas representam as fileiras B. Alustragao pode parecer um tanto complicada, mas 0 método de construgo pode ser bastante simples. A largura combinada de cada par de flleiras Ae B deve sempre permanecer constante (ou em uma gradagao muito lenta). Assim, podemos primeiro dividir a largura toda da area do desenho em fileiras combinadas de A+B, e entéo podemios dividir ainda mais cada uma das fileiras combinadas em uma fileira A @ uma fleira B, permitindo cuidadosamente que A se expanda passo a passo de uma fileira combinada para outra. Como a largura da fileira combinada é constante, se A se expandir, B automaticamente se contral RelagSes de Unidades de Forma e Estruturas ‘em um Desenho de Gradago Um desenho de gradagao pode ser obtido de uma das seguintes maneiras; unidades de forma gradativas em uma estrutura de repeticao; unidades de forma repetitivas em uma estrutura de gradacdo; @ unidades de forma gradativas em uma estrutura de gradacao, Eire ones Deve-se notar que tanto as unidades de forma como a esirutura, ou ambas, podem estar em gradaeao. Uma estrutura de repetigao ¢ flexivel 0 suficiente para conter a maioria dos tipos de unidades de forma gradativas, enquanto uma estrutura de gradagao pode encerrar muitas restrigdes, Em uma estrutura de gradagao, as subdivisoes estruturais podem variar de muito grandes até muito Pequenas, ou de muito estreitas até muito largas, Elas mudam tanto em formato coro em tamanho, tomando dificil a acomodacao de tipos mais ‘complexos de unidades de forma, Notas Sobre os Exercicios As figuras 46a, 6, ce dexemplificam 0 uso de unidades de forma gradativas (circulos, neste caso) em uma estrutura de repeticaio. Compare estas as figuras 17d f, que apresentam circulos repetidos em uma estrutura de gradagdo. As figuras 47a até h exemplificam 0 uso de unidades de forma gradativas (neste caso um alfabeto estilizado) em uma estrutura de gradagao. Enquanto o citimo problema representa uma nova altemativa de aco, © primeiro esta estreitamente relacionado a todos 08 problemas expostos nos capitulos anteriores, tendo o circulo como motivo recorrente. GC wu ry re) Es ry & 4 aa & 4 "ay A 4 "hy, Shy % Oo % ey » & "a % %, aay %, Ma 626% = ¥ vig’ ah ¥ ‘ay, S & ae oe Be a oe poli kd AINA |" HIHHHHKHHHHH HHHHHWHHHHHE HHHHHHHHRHHHH HHHHHHHRHHHH eid ald oll MA Bed HIHHHHHHHHHHIH HHHHHHHHHH HHHHHHHHHHHH HHHBHHWWRHHE BES Ce een ern ~ a 2 a * LAS GISS Nia Gi BSS SS es ee Le A= Sig LS San YINGE Fah, ¥0 og TUSTIN eA UNONS NAS Unidades de Forma em Estruturas de Concentragao O efeito de concentragao 6 mais facil de ser obtido quando todas as unidades de forma séo de temanho relativamente pequeno, de modo que uma nde quantidade delas possa ser utilizada para construir @ densidade desejada em lugares adequados. Deste modo, o tamanho se toma 0 primeito elemento a ser considerado e o formato & ena secundério, Se o tamanho das unidades de cma for, em geral, grande e sua variagao de amplo grau, 0 resultado pode ser uma estrutura de contraste em vez de uma estrutura de concentragao. Os formatos das unidades de forma nao tém de ser todos de um tinico tipo. Podem ser utilizados zis ou mais tipos, com as unidades de forma de cada tipo apresentando, entre elas, repetigo ou ilaridade. Se os formatos indica um sentido de rego, podem ser dispostos de tal modo que suas sregdes sejam repetitivas, gradativas, radials ou splesmente aleatérias. Notas Sobre os Exercicios As figuras 66a, b, c, d, e, f, ge h exemplificam 0 uso de estrutura de concentracéo. As unidades de ‘rma sao em sua maioria organicas, com variagdes formato e tamanho em um grau moderado de ilaridade, Ndo deve ser dificil para nés conhecermos que tipo de estrutura de ncentragao 6 usado em cada exercicio. 67 68 Pesan AS CAPITULO 11: TEXTURA Atextura é um elemento visual que tem sido mencionado com freqliéncia sem ter sido plenamente discutido nos capitulos anteriores. Isto se da porque 08 exercicios esto limitados a superficies uniformes 2m preto--branco, com 0 uso da textura completamente excluido. A textura, todavia, tem aspectos tinicos que sao essenciais em determinadas situagdes de desenho, néo devendo ser ignorada, Jé no Capitulo 4 foi ressaltado que a textura se refere as caracteristicas da superficie de um formato. Cada formato tem uma superficie, e toda superficie deve ter determinadas caracteristicas, as quais podem ser descritas como suave ou dspera, isa ou decorada, fosca ou polida, macia ou dura. Ainda que em geral consideremos uma superficie uniformemente pintada como nao tendo textura alguma, na verdade a uniformidade da pintura 6 um ‘ipo de textura, além da textura do material sobre o aual 0 formato é criado, Anatureza contém uma abundancia de texturas. Por exemplo, cada tipo de pedra ou madeira possui uma textura distinta que um arquiteto ou decorador de interiores pode escolher para fins especificos. Um pedago de pedra ou madeira pode ter também uma multiplicidade de acabamentos, o que permite coter efeitos diferenciados de textura. Atextura pode ser classificada em duas miportantes categorias: textura visual e textura tail xtura apropriada dé riqueza a um desenho. Textura Visual A textura visual é estritamente bidimensional Como o termo implica, € 0 tipo de textura que é ‘cebida pelo olhar, embora possa também evocar ssnsagdes téteis, Podem-se distinguir trés tipos de xturas visuais: Textura decorativa — Esta decora a supariicie © permanece subordinada ao formato. Em outras palavras, a textura em si é apenas um acréscimo que pode ser removido sem afetar muito os formatos @ suas inter-relagdes no desenho. Pode ser feita & mao ou obtida com recursos especiais e pode ser rigidamente regular ou irregular, mas em geral mantém certo grau de uniformidade (Fig. 672). Textura espontanea — Esta ndo decora uma superficie, mas € parte do processo de criacdo visual. Formato ¢ textura nao podem ser separados, Porque as marces da textura sobre uma superficie so, ao mesmo tempo, formatos. Formas acidentais ¢ fellas & mao freqientemente tém textura espontanea (Fig. 676). Textura mecdnica ~ Esta ndo se refere A textura obtida com o auxtlio de instrumentos de desenho mecanicos como régua ou compasso. Refere-se a textura obtida por meios mecAnicos especiais e, como resultado, a textura ndo 6 necessariamente subordinada ao formato. Um exemplo tipico deste tipo de textura é 0 gréo folografico ou 0 padréo de tela que se encontra, com frequiéncia na impressao, A textura mecdnica pode também ser encontrada em desenhos criados Por tipografia 6 em computagao gratica (Fig. 67c). A Producdo da Textura Visual A textura visual pode ser produzida de varias maneiras. Algumas técnicas comuns so sugeridas a seguir: (@) Desenho, pintura ~ Estes so os métodos mais simples de produzir texture visual. Padres desenhados ou pintados minuciosamente podem ser consiruides com unidades de forma mindsculas, densamente agrupadas em estruturas rigidas ou néo, para a decoragao da superficie de qualquer forma. A textura esponténea pode ser obtida com linhas ou pinceladas feitas & mao livre (Fig. 68a). (0) Impressao, transferéncia, friegdio - Um padrao entalhado ou uma superficie Aspera podem CQ a set tintados e impressos sobre uma outra superticie a fim de criar uma textura visual, a qual pode ser decorativa ou esponténea, dependendo de como a técnica é trabalhada, Podem-se transferir imagens pintadas & mao de uma superficie para outra quando a tinta ainda esté timida. A fticgo com lapis ‘ou qualquer meio adequado de papel macio e fino sobre uma superticie aspera também produz efeitos de textura (Fig. 686), (c) Pulverizagao, salpicado, despejo — A tinta liquida, dilufda ou engrossada na consisténcia desejada pode ser pulverizada, salpicada ou despejada sobre uma superticie Muitas vezes pode-se obter uma textura esoontanea, mas a pulverizacao culdadosamente controlada também pode produzir textura decorativa (Fig. 68¢) (a) Mancha, tintura - Uma superficie absorvente pode ser manchade ou tingida para abter algum tipo de textura visual (Fig. 68d). (e) Defumagao, queima — Uma superficie pode ser exposta a uma chama para obter um tipo de cextura. As vezes, podem-se usar marcas de quelmado (Fig. 686). (() Ranhura, respagem ~ Uma superticie ointada ou tintade pode ser aranhada ou raspada m algum tipo de ferramenta dura ou afiada para 2° sua textura enriquecida (Fig. 681) (g) Processos fotograficos ~ Técnicas especiais camara escura podem acrescentar texturas jeressantes a imagens fotograficas (Fig. 689) Colagem Uma maneira direta de utlizar a textura visual 27 um desenho é a colagem, processo de grudar, colar ou afixar pedacos de papel, tecido ou outros terials planos sobre uma superficie. Tais materiais codem ser divididos em trés grupos principais, sependendo da presenga de imagens ou de sua portancia, O termo “imagem, aqui, refere-se a ~uaisquer formas ou marcas impressas, folograficas, pintadas, intencionals ou acidentais existentes na superficie dos materiais. Materiais sem imagens ~ Estes materials sao coloridos por igual ¢ tém textura uniforme. Apenas o formato dos pedagos cortados ou rasgados aparecem no desenho. Exemplos de tais materiais so papel ou tecido de cores chapadas ou com padrées mindsculos espalhados de modo regular por toda a superficie, folhas impressas de tipos pequenos e aglomerados, éreas selecionadas de fotogratias, superticies contendo textura esponténea com um minimo de contrastes (Fig. 692). Materiais com imagens - Estes materiais — como papel ou tecido impresso com padrées desiguais ou tratados com textura espontanea, fotografias com fortes contrastes de tom ou de cor, folhas de papel impressas com tipos grandes ou ‘com tipos grandes e pequenos ete. — contém. imagens de consideravel visibilidade, Tais imagens so usadas abstratamente na colagem, independentemente de contetidos figurativos ou literais, Sao vistas como formas tao ou mais importantes que formatos cortados ou rasgados de materiais (Fig. 69), Materiais com imagens essenciais - Imagens presentes nos materiais a serem usados sao essenciais quando tém um contatido figurative definido ou quando tém de manter sua identidade, nao devendo ser destruidas durante o processo de colagem. Neste caso, so mais importantes do que formatos cortados ou rasgados de materiais, e a colagem tem, assim, uma outra natureza. Em geral, os materiais com significado figurativo séo fotografias, que podem ser desmembradas e rearranjadas ou combinadas com outras fotografias para fins dramaticos ou efeitos especiais. Materiais com imagens abstratas também podem ser desmembrados e rearranjados, resultando em transiormagies ou distorgdes sem que as imagens originais se tornem irreconheciveis (Fig, 69c). DE ° a 5 © a materiais pode ser mantida, mas uma camada de cor pode criar uma sensagao diferente, tomando os materiais menos reconheciveis de imediato, dando- hes uma textura menos natural e mais alterada. Diversos materiais dispostos sobre uma superficie odem ficar mais parecidos uns avs autros, caso sejam pintados com a mesma cor. Quando hd mais de uma cor sobre uma superticie, as cores formaréio um padréo visual. As vezes este padrao visual pode ser mais roeminente que a sensacao provocada pela ura tat, Notas Sobre os Exercicios As figuras 71a, b, c,d, ¢, f, ge frmostram 0 uso de tipo impresso para formar padrdes de ura. Caracteres isolados de tipos grandes ou thas de tipos pequenos tirados de material mpresso foram especialmente cortados e ispostos de tal modo que os espagos vazios aram eliminados a0 maximo. Tipos de mesmo amanho e peso podem ser agrupados para formar uma textura uniforme, enquanto uma textura vadativa pode ser criada com tipos de tamanho 2280 variados, Alguns dos exemplos foram feitos reunindo & 2rranjando os tipos para formar uma textura zniforme ou gradativa sobre uma folha fina de c2pel. Esta foi posteriormente cortada em pedaos a organizagao final em um padréio ruturado. Ses EESeE enero Wana aa ae ewig 9) 3 & 3 aa} 2 serait Caen Peele) se urM rT) 3 ESO CAPITULO 12: ESPACO O espago, como a texlura no capitulo anterior, ™ sido mencionado em quase todos os capitulos, +ém nunca plenamente discutido. A natureza do 2490 é bastante complexa, porque ha multas iras de consideré-lo. O espago pode ser sitivo ou negativo, plano ou ilusério, ambiguo ou nfltante. Cada um destes aspectos sera dadosamente examinado a seguir. Pago Positivo e Negative espago positivo é aquele que circunda uma ‘rma negativa e o negative 6 aquele que citcunda a forma positiva. As formas positivas e negativas cram discutidas no Capitulo 2 (Fig. 8). Todas as mas positivas cont8m espago positivo, porém o 2290 positive néo é sempre percabido como uma rma positva, Igualmente, todas as formas cegativas contém espaco negativo, porém 0 25020 negativo nao 6 sempre percebido como sma forma negativa, [sto acontece porque o espago zesitivo pode ser um fundo para formas negalivas e © espago negativo um fundo para formas positivas, fundos no séo normalmente recanhecidas mo formas, as quais existem, em geral, com certo au de isolamento, Evidentemente, 0 espago positivo (ou negativo) ‘tal ou parcialmente isolado por formas negativas 2u positivas) pode ser identificado como forma sitiva (ou negativa), porém tais formas em geral 2stéo bastante ocultas, a menos que as zrocuremos consciantemente, Se forem freqdente ‘egularmente encontradas, entéo a relacao gura-fundo € reversivel: em um momento ontramos formas positivas e espago negativo, outro formas negativas e espaco positivo ig, 72a). Espaco Plano e llusério espago é plano quando todas as formas parecem estar no plano da imagem e ser paralelas a este. As préprias formes tém de ser também planas © parecer eqiidistantes de nossos olhos, nenhuma mais proxima e nenhuma mais distante. Entretanto, 6 possivel perceber o espaco que circunda as formas como muito profundo, fazendo cam que todas as formas flutuem no plano da imagem, Em uma situacao espacial plana, as formas podem se encontrar por contato, interpenetracao, Unido, subtrag&o, intersego, coincidéncia ou estar simplesmente separadas, porém nunca poderdo se encontrar por justaposigdo (Fig. 72). A justaposigao sugere que uma forma esta mais, préxima de nossos olhos do que outra, tornando assim 0 espaco até certo ponto ilusério (Fig. 72c).. Variagdes em formato, tamanho, cor e textura também podem destruir a condigéo plana do espago, mas néo é sempre que isto ocorre. O espaco é ilusdrio quando todas as formas parecem néo estar no plano da imagem ou nao ser paralelas a ele. Algumas formas parecem avangar, outras recuar, algumas parece apresentar suas vistas frontais e outras suas vistas obliquas. As préprias formas podem ser planas ou tridimensionais. A area do dasenho se abre como uma janela ou um palco onde as formas sao mostradas em profundidades variadas e/ou angulos diferentes (Fig. 72d) Formas Planas em Espaco llusério ‘As formas séo consideradas planas quando nao tém uma espessura aparente. Formas pianas em ‘e960 ilusdrio so como formas feitas de folhas finas de papel, metal ou quaisquer outros materiais. Suas vistas frontais sfio as mais completas possiveis, cocupando @ maior drea. Suas vistas obliquas sd0 estreitadas ¢ ocupam menos area. A seguir, ternos algumas das maneiras mais comuns de como as formas planas podem ser usadas num espago iuscrio: eae (@) Superposigao — Quando uma forma se superpée a outra, é vista como estando em frente ou acima da outra, As formas planas podem néo ter espessura alguma perceptivel, mas se ocorre superposi¢go, uma das duas formas tem de ter aigum desvio, por mais leve que seja, do plano da magem (Fig. 73a). (0) Mudanga em tamanho - 0 aumento no ‘tamanho de uma forma sugere que esta esta se proximando, enquanto a diminuigdo sugere que esté mais distante, Quanto maior o grau da mudanga de tamanho presente no desenho, mais ‘orte a ilusdo de profundidade espacial (Fig. 73b) (0) Mudanga em cor ~ Sobre um fundo branco, 25 cores mais escuras se sobressaem muito mais 00 que as mais claras e, assim, parecem estar mais oréximas de nossos olhos. Sobre um fundo muito escuro, 0 inverso é verdadeiro. Caso um desenho ‘enha cores quentes e frias, em geral as cores. auentes parecem avangar, enquanto as frias parecem recuar (Fig. 73c) (@) Mudanga em textura — As texturas mais grossas normalmente parecem mais préximas de nossos olhos do que as mais finas (Fig. 73d). (e) Mudanca em vista - Uma forma apresenta sua vista frontal completa quando esté paralela ao ano da imagem. Se nao estiver paralela ao plano imagem, 56 podemos vé-la de um 2ngulo nalinado. A mudanga de vista 6 resultado da ‘stag espacial (ver Capitulo 6, segdo sobre ‘adagao espacial) e cria espaco ilusério, ainda que 2ste nao seja muito profundo (Fig. 736), (f Curvatura ou quebra ~ As formas planas zodem ser curvadas ou quebradas para sugerir =spaco ilusério. A curvatura ou a quebra modificam sua frontalidade absoluta e afetam seu desvio do olano da imagem (Fig, 73/). (a) Adigdo de sombra — A adig’o de uma sombra uma forma enfatiza a existéncia fisica dessa ‘orma. A sombra pode ser langada na frente ou airés da forma, ligada ou separada dela (Fig. 739). Volume e Profundidade em Espaco llusério Com a sugest&o de espessura, todas as formas planas podem se tornar tridimensionais em espago ilus6tio, 0 que requer apenas vistas suplementares adicionadas a vista frontal. Como uma forma tridimensional néo é sempre vista em frontalidade plena, hd muitos angulos e pontos de vista a partir dos quais pode ser observada e convincentemente representada sobre uma superficie plana (Fig. 74a). Aisometria 6 um dos sistemas de projegao para a representagdo de volume e profundidade (Fig. 746), Ha também a perspectiva, por meio da qual podemos representar volume e profundidace com um grau surpreendente de realismo (Fig. 74c). Se tivermos de representar um cubo, que tem seis arestas iguais que se encontram em angulos retos, sistemas simples de projego mantém até certo ponto a igualdade das arestas e Angulos, porém a perspectiva — que dé imagens bem mais convincentes ~ representa a maioria dos elementos iguais como desiguais. Na representagio de cubos em seqiiéncia, um atrés do outro, os varios sistemas de projegaio nao mostram diminuig&o alguma em tamanho dos cubos ‘como ovorre na perspectiva, em que ha uma diminuigéo gradativa em tamanho (Fig. 74d). Representago do Plano em Espaco llusério © volume é contido por planos que podem ser representados de varias maneiras: (a) Planos contornados — Os planos podem ser contornados, ¢ o desenhista pode escolher qualquer espessura de linha para este fim. Planos contornados em espago ilusdrio sao normalmente representados como planos opacos: nao podemos ver 0 que hd por detrds deles. Caso sejam representados como planos transparentes, podem entao se tomar algo como molduras espaciais (Fig. 75a). (0) Planos de cor chapada — Estes so planos sem ambigiiidade. Planos de cor chapada, se forem Gain we a 73 todos de mesma cor, podem ser usados como formas planas para sugerir uma profundidade iluséria, porém é dificil fazer com que funcionem Juntos para sugerir volume. Planos em diferentes cores chapadas podem representar volume com agtande efiedcia (Fig. 756). (0) Planos uniformemente texturizados - Um plano uniformemente texturizado & diferenciavel de um outro, ao qual esteja contiguo ou Superposto, mesmo que a textura dos dois seja a mesma. Isto ocorre porque o padrao da ‘extura de um plano nao tem de se estender para 0 plano adjacente. Certos tipos de textura tém uma forte sensagao de diregao que pode dar ‘ase para planos que nao sao vistos de frente, mas de lado. Linhas paralelas de mesma largura e densamente espacadas ou padrées regulares de pontos podem formar planos texturizados, que oferecem muitas possibilidades para o desenhisia Fig. 75¢), (a) Planos gradativamente coloridos ou texturizados ~ Planos gradativamente coloridos ou turizados tém um efeito diferente na criagao da uso espacial, Eles sugerem padrdes de luz ¢ sombra ou britho metélico para as superficies, aumentando até certo ponto o realismo. S40 articularmente elicazes na representagao de superficies curvas (Fig. 75d). Planos texturizados m perspectiva devem ser apresentados de ial mado que os padres de textura sejam vistos ibém em perspectiva. Tais planos texturizados 740 S40 uniformes mas gradativos e mesmo radiais rradiando-se dos pontos de fuga). Espaco Flutuante e Conflitante © espaco flutua quando parece avangar em um momento ¢ recuar em outro. J mencionamos um 0 de flutuagdo simples quando discutimos espago casitivo @ negativo e relagdes reversiveis de figura- undo neste mesmo capitulo (Fig. 72a), Uma situago de flutuagdo mais dinémica esta ilustrada na figura 76a, que pode ser interpretada seja como um formato visto de cima, seja como um formato visto de baixo. Ambas as interpretagdes so vValidas. A flutuacao espacial cria movimentos 6pticos interessantes. © espago conflitante ¢ similar ao flutuante, no entanto intrinsecamente diferente. O espago flutuante é ambiquo, porque nao hé um modo definido pelo qual se possa interpretar a situacdo ‘espacial; j4 0 espago conflitante cria uma situagao espacial absurda que parece absolutamente impossivel de ser interpretada, No espago conflitante, sentimos que estamos de tato olhando para baixo se vemos somente uma parte do desenho e sentimos que estamos de fato olhando para cima se vemos somente uma outra parte do desenho. Todavia, quando o desenho é visto como um todo, as duas experiéncias visuais estéo em sério conflito e nao podem ser reconciliadas. A situagdo é absurda porque nao existe na realidade, De algum modo, evoca uma tensdo visual estranha que oferece muitas possibilidades interessantes para artistas ¢ desenhistas (Fig. 766). Notas Sobre os Exercicios Varios tipos de espaco ilusério esto exibidos nas figuras 7a, b, o, d, €, f, ge h. Os planos so construidos por padrées regulares de linhas, alguns repetitivos, alguns gradativos. Se revirmos todos 08 exercicios ilustrados neste livro, poderemos descobrir mais exemplos de espaco ilusério. A figura 26/ sugere uma esfera sdlida. Ambas as figuras 479 e h mostram superfioies curvas; as figuras 55b e j parecem ser relevos, ha ainda muitas outras, s exercicios, do Capitulo 3 até o presente, representam uma jomada que o leitor realizou. Ele constatard que os primeiros exercicios em geral comportam maiores restrigdes, exigindo mais unidades de forma espeeificas. e 4 === 2227 (| === ==) = = \| | | al 7 a ee ee ed AP Ra ee | FORMA Em sentido amplo, tudo 0 que ¢ vistvel tem forma. Forma é tudo 0 que pode ser visto - tude © que tenha formato, tamanho, core textura, que ‘ocupe espago, marque posigao e indique diregao. Uma forma criada pode ser baseada na realidade = reconhecivel - ou abstrata - Irreconhecivel. Uma forma pode ser eriada para transmitir um significado ou mensagem, ou pode ser meramente decorativa. Pode ser simples ou complexa, harmoniosa ou discordante. Em um sentido mais restrto, formas sao formatos positivos, auto-suficientes, que ocupam espago e so distingulveis de um fundo. Forma Tridimensional Devido ao fato de vivermos em um mundo tridimensional, nossa experiéncia de forma é primariamente tridimensional. Uma forma tridimensional & aquela em diregao a qual podemos caminhar, da qual podemos nos afastar ‘ou em tomo da qual pademos andar; pode ser vista de diferentes angulos e distancias, Esta ao nosso alcance, podemos tocérla ou mesmo manuseé-la. Uma forma tridimensional nao 6 necessariamente imével. Uma criatura viva pode ser descrita como uma forma tridimensional que corte, voa, nada ou movimenta parte de seu corpo. Uma forma tridimensional feita pelo homem pode consistir de elementos méveis, moviveis ou modulares. Formas tridimensionais interagem com outras formas tridimensionais no ambiente. Forma Bidimensional Os esoritos, desenhos, pinturas, decorages, projetos e rabiscos do homem tém formatos cores que podem ser percebidos como formas bidimensionais. ‘As superficies naturais que apresentam texturas e padrdes também sao algumas vezes percebidas como formas bidimensionais, Podemos, contudo, considerar as formas bidimensionais essencialmente como uma criagdo humana para a comunicacao de idgias, © registro de experiéncias, a expressdo de sentimentos e emog6es, a decoregao de superficies simples ou a transmissao de visdes artisticas. Formas bidimensionais so constituidas por pontos, linhas e/ou planos sobre uma superficie plana. Forma e Formato Nossas experiéncias visuais do mundo tridimensional influenciam nossa percepgao das formas bidimensionais. Um formato contra um RMA WES PRE EAL TOMERES PH GH vacuo. Volume e espessura podem ser acrescentados a um formato, o qual pode ser girado no espago para ser visto de diferentes. angulos. Os termos formato ¢ forma sao freqtientemente usados coma sinénimos, porém seus significados nao sao iguais. Um farmato 6 uma 4rea facilmente definida por um contorno. Um formato ao qual se dé volume ¢ espessura e que possa ser visto de diferentes angulos tomna- se uma forma, Formas apresentam alguma profundidade e algum volume — caracieristicas associadas a figuras tridimensionais, enquanto formatos sao formas mostradas de determinados Angulos, de determinadas disténcias. Assim, uma forma pode ter muitos formatos. As figuras de 1 a 4 mostram a mesma forma de folha em uma variedade de formatos, y rif Moldura de Referéncia Um desenho normalmente se inicia como uma area que é limitada por quatro margens dispostas ortogonaimente entre si. Estas margens constituem a moldura de referéncia, a qual tem seu préprio formato, No interior da moldura de referéncia, podem ser introduzidas uma forma ou numerosas formas. Uma situagao de figura-fundo entao ‘emerge; as formas so vistas como figuras, € 0 ‘espago por trds destas formas e 0 espaco entre elas é a moldura de referéncia como fundo ou segundo plano na composigéo resultante. Uma composigao € 0 efeito visual gerado pela interagao de figuras e fundo, Além disso, a moldura de referéncia proporciona escala - obtemos um sentido do tamanho das formas — ¢ estabelece as posicdes @ as diregdes dos elementos. As figuras de 5 a 11 exibem a mesma forma (eo mesmo formato) em diferentes composicdes. Observe quéo diferentes resultam as composigdes em fungao de diferentes molduras de referéncias (Figs. 5-8); como as composigdes parecem menores quando @ moldura de referéncia é grande (Fig. 9) e como podem ser cortadas pela moldura de referéncia quando a forma se move parcialmente para além de seus limites (Figs. 10-1), Forma e Espaco A forma é espago positivo, espago que esta cocupado. O espago desocupado que circunda uma forma € conhecido como espaco negativo. O espaco positive 6 visto como um formato positivo (Fig. 12). Quando 0 espago negativo é circundado por formatos positivos, torna-se um formato negativo (Fig. 13) Um formato é percebido como uma forma plana quando no apresenta nenhuma espessura, esta completamente de frente para 0 observador e nao sugere profundidade alguma. Este 6 0 efeito criado ao se colar um formato recortado de um papel fino sobre uma outra folha de papel. Quando um formato se superpde a outro, alguma profundidade 6 criada (Fig. 14). Quando 0 mesmo formato é mostrado enrolado, dobrado ou virado, ¢ introduzida uma forma com profundidade considerdvel (Figs. 15-7). 0 mesmo formato pode ser mostrado em diferentes tamanhos na mesma composigao; uma seqiiénoia de formas que recuam sugere profundidade infinita (Fig. 18) Um formato ao qual se dé espessura ou volume transforma um espago bidimensional, plano, dentro da moldura de referéncia em ‘espaco de profundidade adequada (Fig. 19). Formas planas e volumosas, espagos rasos @ profundos produzem diferentes ilusGes visuais, que devem ser levadas em consideracéo ao se criar desenhos bidimensionais. 2 A VISUALIZACAO DA FORMA A medida que uma forma toma formato em uma superficie bidimensional, pode ser mostrada de diferentes modos sem uma mudanga em seu tamanho, cor, posi¢ao ou diregdo, A visualizagao de uma forma requer a aplicagéo de pontos, linhas € planos que descrevem seus contornos, caracteristicas de superticie ¢ outros detalnes. Cada método de tratamento resulta em um efeito visual diferente, | embora o formato geral da forma permanega 0 | mesmo. eel ot ewe nS Visualizagao com Linhas Uma linha & ctiada ao se mover a mao um instrumento adequado sobre uma superliie. E facil visualizar uma forma construida com linhas, E algo como riscar, porém linhas cheias de largura uniforme podem ser utlizadas na criagao do desenho. Um contomno a expresséio mais econémica de informagéo visual bésica (Fig. 20). Se uma linha fina nao alcange o impacto visual desejado, pode ser substituida por uma linha mais grossa Fig. 24), No interior do contoro podem ser introduzidos detalhes que oferegam informagdio deseritiva e reforcem as conexdes ¢ divisoes de elementos, o volume e a profundidade aparentes, @ a seqiléncia espacial do primeiro para o segundo plano da forma (Fig. 22) O formato contornado na figura 20 pode ser pintado de preto para criar uma superficie plana continua. O resultado 6 uma silhueta - a expressao mals simples de uma forma (Fig. 23) Visualizagéo com Planos As areas pretas e brancas podem ser facilmente invertidas; uma figura preta sobre um fundo branco é transformada em uma figura branca, ou negativa, sobre um fundo preto (Fig. 24). Uma forma também pode ser visualizada por meio de linhas primarias e secundarias para esclarecer sua estrutura; neste caso, linhas de duas ou mais larguras uniformes podem ser usadas (Fig. 25) Um formato obtido com um plano continuo & normaimente desprovido de detalhes. Linhas nnegativas (linhas braneas sobre o plano inteiramente preto) podem ser utilizadas para introduzir detalhes. Linhas negativas separam um plano largo em planos menores (Fig. 26). 2 22 23 24 gl ualiza¢o com Linhas e Planos Linhas sao usadas pata criar formatos aparentemente leves, enquanto planos criam formatos pesados. © uso conjunto de linhas e planos permite que areas leves © pesadas coexistam dentro de um formato; podem ser introduzidos detalhes onde necessdrio. Esta maneira de visualizagao é particularmente adequada para aorescentar luz e sombra para ressaltar 0 efeito de volume em uma forma (Fig. 27). 26 a7 nae Visualizagao com Pontos Pontos repetidos podem ser dispostos para contornar uma farma (Fig. 28). Pontos também podem ser agrupados como um plano para sugerir uma forma (Fig. 29). Quando usados para criar planos, os pontos produzem textura, Visualizago com Textura A textura pode ser criada com pontos, linhas curtas, inhas longas ou qualquer combinagao destes elementos. A texture pode se apresentar como um padrao regular ou como um padrao irregular, com leves variagdes no formato ou tamanho de elementos semelhantes (Figs, 20-1). ‘As texturas em geral acrescentam variagdes visuais aos planos ¢ caracteristicas de superficie as formas. A textura também pode ser aplicada em modulagdes de claro-escuro para estabelecer volume (Fig. 32). 28 29 30 31 32 TIPOS DE FORMAS ‘As formas podem ser classiticadas de modo amplo segundo seus contetidos espectficos, Uma forma que contenha um tema reconhecivel se comunica com os observadores em termos mais do que puramente visuais. Esta 6 chamada uma forma figurativa. Quando uma forma nao contém um tema reconhecivel, 6 considerada néo-figurativa ou abstrata, Formas Figurativas Uma forma figurativa pode ser apresentada com realismo fotografico ou com algum grau de abstrago — contanto que nao seja tao abstrata a ponto de tornar o tema irreconheatvel (Fig. 33). Se 0 tema nao pode ser identificado, a forma 6 nao-figurativa, Algumas vezes o tema de uma forma figurativa é fantastico. A forma, entretanto, apresentard uma realidade transformada, uma realidade que sugere volume e espago, de tal modo que o tema fantastico transmita um tipo de realidade ao observador (Fig. 34). 33 EL a TT Formas Naturais Formas Feitas pelo Homem As formas figurativas podem ser ainda Formas feitas pelo homem sao formas classificadas de acordo com 0 assunto, Se 0 figurativas derivadas de objetos e ambientes tema for algo que se encontra na natureza, @ criados pelo homem (Fig. 36). forma pode ser descrita como uma forma natural Podem mostrar edificagdes, mobilidrio, (Fig. 35) veiculos, méquinas, ferramentas, produtos ‘As formas naturais inoluem organismos vivos _ domeésticos, brinquedos, aparelhos ou artigos de objelos inanimados que existem na superficie _papelaria, para mencionar algumas lerrestre, nos oceanos ou no céu. possibilidades. Formas Verbais Allinguagem escrita é constituida por caracteres, letras, palavras e numerais que tornam possivel uma comunicacao visual precisa, Uma forma baseada em um elemento de linguagem escrita é uma forma verbal (Fig. 37). Uma forma verbal é figurativa quando expoe uma idéia reconhecivel, para além de algo que apenas exista em termos materiais. Formas Abstratas Uma forma abstrata nao tem um tema reconhecivel (Fig. 38). Pode ser intencao do desenhista criar uma forma que ndo represente nada. Esta forma pode ter sido baseada em um tema que foi obliterado apés excessiva transformago, ou ter ocorrido na experimentagao com materiais, 0 que levou a resultados inesperados. Uma forma abstrata expressa a sensibilidade do desenhista com relagao a formatos, cores composigéio sem depender de elementos reconheciveis. 37 Bn TIPOS DE FORMATOS Amesma forma, seja figurativa seja abstrata, pode ser expressa em diferentes formatos, Isto ndo significa que deva ser vista de diferentes Pontos de vista, angulos e distancias, ou que deva ser movida ou transformada; as diversas abordagens possiveis na criago visual produzem diferentes resultados. Uma abordagem 6 desenhar o formato & méo livre de uma maneira caligrética. Uma outra abordagem é criar um formato orgénico por meio da reduoao de uma figura a curvas muito suaves. Uma terceira abordagem ¢ utilizar apenas linhas retas, circulos ou arcos para estabelecer um formato geométrico. Formatos Caligréficos © movimento da mao, o instrumento de desenho, o meio e a superficie de desenho ficam evidenciados em um formato caligréfico. Em geral, 0 instrumento 6 uma caneta, lapis ou pincel, cujas caracteristicas particulares esto evidentes na forma acabada (Fig. 39). 39 Formatos Organicos Um formato orgénico mostra convexidades concavidades por meio de curvas que fluem suavemente, Também inolui pontos de contato entre curvas (Fig. 40), Ao se fazer uma forma como um formato orgéinico, todas as linhas a caneta e as pinceladas devem ser controladas para minimizar indicios dos movimentos da mao ¢ efeitos Teconheciveis dos instrumentos empregados. eal Formatos Geométricos Um formato geométrico depende de meios mecénicos de construgo. Linhas retas tém de ser desenhadas com 0 auxflo de réguas, circulos @ arcos com compasso. A ritidez precisfio devem prevalecer. Todos os indicios de movimentos da mao ou de uso dos instrumentos devem ser eliminados ao maximo (Fig. 41), 40 a DESENHO E FORMA O desenho é a composi¢ao completa, na qual a forma é a parle mais evidente. As vezes, todos ‘8 elementos visuals de um desenho so entendidos, em conjunto, como forma, porém é mais comum que formatos claramente definidos sejam tomados como formas, as quais constituem a composicao. Desenhar uma forma pode ser um proceso separado de desenhar uma composic&o, embora uma afete consideravelmente a outra, Multas vezes ¢ titil ver uma forma primeiro como elemento isolado e depois como um element entre outros. Um desenhista deve explorar amplamente as numerosas opcdes para modelar uma forma, aero Formas Singulares Se uma composigao é constitufda por apenas uma forma, esta é denominada uma forma singular. Uma composi¢ao com uma forma singular nao tem um aglomerado de formas menores claramente distinguiveis (Fig. 42). Formas Plurais Formas Compostas ‘Quando uma forma é repetida em uma Formas diferentes podem ser unidas a fim de composigéo, 6 denominada uma forma plural. _criar uma forma composia (Fig. 44) Os componentes de uma forma plural podem Uma forma plural pode se tomar composta variarligeiramente, porém devem estar pelo acréscimo de um elemento que tem forma estreitamente associados, superpostos, travados diferente, 0 unides para serem lidos como uma Unica imagem na composigdo (Fig. 43) & 44 Unidades de Forma Uma forma utlizada repetidamente em uma composigao é uma unidade de forma (Fig. 45). Diferentemente dos componentes de uma ‘forma plural, as unidades de forma so ‘elementos individuais que no constituem uma forma maior. Unidades de formas sao freqiientemente usadas em desenhos de estamparia, Superunidades de Forma Duas ou mais unidades de forma podem ser agrupadas e entao repetidas em um desenho. Cada grupo 6 considerado uma superunidade de forma. Uma superunidade de forma difere de uma forma plural porque nesta titima os elementos so combinados para produzir uma tinica figura; uma superunidade de forma pode ser constituida por um grupo de unidades de forma frouxamente aglomeradas. CRIANDO FORMATOS GEOMETRICOS As formas podem ser desenhadas como formatos geométricos ou orgénicos. Em geral, as formas naturais sao mais facilmente adapladas a formatos organicos, enquanto as formas abstratas e aquelas elaboradas pelo homem sao mais facilmente expressas como formatos geométricos. Os formatos geométricos sao criados fazendo-se uso de linhas retas e circulos. Anatuteza da geometria exige um planejamento cuidadoso para que linhas se encontrem em determinados Angulos ¢ arcos fluam em outros, para que o espaco seja dividido igualmente e seja estabelecido um padrao regular. Linhas Retas Alinha reta 6 a distancia mais curta entre dois pontos. Uma linha reta com espessura tem peso, além de comprimento e diregao (Fig. 47). A medida que uma linha se torna mais pesada, suas extremidades se toram cada vez mais significativas, exibindo caracteristicas proprias de um formato (Figs. 48-9). Usada como margem de um plano, uma linha divide 0 espago positivo do negativo e diferencia um plano de outro (Fig. 50). 7 co 50 Circulos Um cfrculo ¢ estabelecido por um centro fixo um raio. Apds ter sido desenhado, apenas a citcunteréncia é visivel Desecrito como um formato linear, 0 citculo & uma linha continua que encerra espaco. Esta linha continua também pode adquirir espessura (Figs. 51-2). Ela separa o espago que circunda do espago circundante a ela, O circulo 4 a figura plana que define a maxima érea para um perimetro; nao tem angulosidade nem diregao (Fig. 53). Arcos Um fragmento de cfrculo, parte de sua cireunferéncia, forma um arco (Fig, 54), Um arco isolado € visualizado como um formato linear de espessura definida, cujas extremidades podem ter formato (Figs. 56-7). 51 52 i a | L L # Relacionando Linhas Retas Duas linhas retas podem ser unidas de diversas maneiras ao se mudar suas posigoes e/ou direges. Duas linhas podem se tocar, se unir ou se superpor (Figs. 58-61). Linhas podem ser unidas extremidade com extremidade ou extremidade com lateral (Figs. 59, 62). Linhas espessas com extremidades curvas exigem um tratamento especial (Figs. 63-6). Linhas espessas podem se superpor, criando a 6 um formato negativo na érea superposta (Fig. 67). SF Linhas espessas e paralelas podem se tocar ‘ou se unir sem criar uma linha continua. (Figs. 68-9) | | | | a 65 | | = || | | | = 58 ry 6 w | a] | | [ «0 a % 8 Relacionando Circulos Citeulos podem se tocar, se unir, se superpor ou se secionar (Figs. 70-3). Circunferéncias desenhadas com uma linha espessa permitem mais variagdes (Figs. 74-9). Circulos de diferentes tamanhos podem ser superpostos, com os malores contendo os menores (Figs. 80-1). @ CO 1 | CO) @! @ Wen Relacionando Arcos Dois arcos podem se tocar, se unir, se superpor ou se secionar (Figs. 82-6). A unio de atcos pode produzir um espaco fechado ou uma curva sinuosa (Figs. 87-8). A extremidade dos atcos pode variar para obter efeitos diversos (Figs. 89-90). Arcos de diferentes tamanhos podem ser dispostos juntando-se ou nao as suas | exiremidades (Figs. 91-2) | 86 &7 38 | | | | | | | & | . | | 2 88 80 _ f i | | | | 84 5 a 2 Relacionando Linhas Retas, Circulos e Arcos Linhas retas, ciculos e arcos podem se relacionar de inumeras maneiras pela manipulagdo de suas espessuras, de suas extremidades; pela manipulagdo de suas jungdes de extremidade com extremidade (Figs. 98-4), de extremidade com lateral (Fig. 95), de lateral com lateral (Fig. 96); pela manipulago do modo como se superpoem (Fig. 97), se travam (Fig. 98), se interpenetram (Fig. 99), se entretecem (Fig. 100), se déo continuidade (Figs. 101-2) e se fecham (Figs. 103-4). a7 98 & 99 100 93 94 = [aot 102 | © G ke l 95 96 103 104 Pia Angulos e Extremos Pontiagudos Quando duas linhas se encontram, formam um Angulo, Angulos séo medidos em graus. Angulos de 30°, 45°, 60°, 90° @ 120° stio considerados angulos regulares. As figuras 105 a 109 mostram formatos construides com linhas retas em angulos regulares. ‘As extremidades de dois arcos, ou de um arco e de uma linha reta, também podem ser Unidas em um extremo pontiagudo, Assim como of | 0s angulos podem ser agudos ou obtusos, 0 108 110 lugar onde duas linhas se encontram para formar um Angulo (0 extremo pontiagudo) pode ser agugado ou embotado (Figs. 110-4) Angulos e extremos em um formato podem | | ser arredondados com arcos minusculos (Figs | 115-6) | 11 112 | | L = 105 114 es 107 116 A Adigao de Planos O espago fechado por linhas pode ser preenchido com uma unica cor para formar um plano. Dois planos podem ser combinados, ou somados, sejam ou nao de mesmo formato ou tamanho (Figs. 117-20). Planos podem se superpor ou se secionar, ‘20 mesmo tempo que o formato de cada plano mantém sua identidade propria (Figs. 121-4). Formatos criados deste modo sao percebidos menos como formas singulares e mais como formas plurais ou compostas (ver pagina 17), Dois planos que foram combinados podem ter bordas em comum, resultando em um formato sem componentes facilmente discerniveis (Figs. 125-6). 721 123 117 118 128 122 124 A Subtragao de Planos Quando um plano negative é superposto a um plano positivo, tem-se a impresséo que espaco foi subtraido do plano positiva. O formato resultante mostra a falta de uma porcéo, corresponde ao plano negativo, que se incorpora a0 fundo (Figs. 127-8). Algumas vezes a subtragéo produz partes soltas (Fig. 129). Um plano negativo menor pode estar inteiramente contido em um plano positive maior A Interpenetragao de Planos Dois planos podem criar um efeito de transparéncia ao originar um formato negativo na area de superposigao (Figs. 131-2). Formatos negalivos podem se tomar positives quando superpostos em um desenho que inclui a interpenetrago de mais de dois planos (Fig. 133). (Fig. 130), ] j 1 | ] | | €. | 6D | | | | | | i] | | | | | | | oes | 129 130 133 (Ree) A Multiplicagdo de Planos © mesmo plano pode ser muttiplicado ou usado repetidamente sem mudanga de formato ou tamanho. Assim, cada plano ¢ visto como um, componente de uma forma plural. Um plano que ¢ multipicado pode produzir planos separados (Fig. 134), planos que se tocam (Fig. 135), planos que esto unidos (Fig. 186), planos que se superpéem (Figs. 137-8), planos que se interpenetram (Fig. 139), planos que combinam formatos positives e negativos (Fig. 140). 138 & | | 136 137 - CWE A Divisao de Planos Um plano pode ser dividido em partes iguais ou desiguais. Podem ser introduzidas linhas negativas nas lacunas entre formatos retalhados (Figs. 141-2). Um leve deslocamento de formatos Tetalhados pode criar efeitos interessantes, orém o formato original do plano tem de permanecer reconhecivel (Fig. 143) Formatos retalhados podem se tocar, se unir, se superpor ou se interpenetrar (Fig. 144). A 141 142 144