Está en la página 1de 24

Matemática Básica

Professor: André Gustavo


Matemática Básica

Olá, graduandos:
O Complemento de Matemática Básica tem o objetivo de oferecer, além
de uma revisão dos conteúdos principais que servem de suporte para a disci-
plina, uma breve apresentação das fórmulas mais importantes para esse pri-
meiro momento.
É objetivo também desse compêndio levar a você, estudante, uma quan-
tidade razoável de exercícios resolvidos, para que, assim, possa acompanhar
passo a passo a resolução de cada um deles, tendo-os como referência para
solução de problemas.
Nesse complemento, você também vai encontrar algumas dicas para o
enfrentamento dos problemas e um pouco de teoria para facilitar a compreen-
são de cada um deles.
Para um melhor acompanhamento dos exercícios resolvidos, tenha uma
calculadora científica à mão. Saiba que a maioria das questões necessita de
conceitos básicos de matemática, portanto, é natural sentir dificuldades em
um ou outro problema. A ideia é que, sempre que ocorrer tal dificuldade, você
recorra aos fundamentos da matemática elementar ou aos conceitos que sus-
tentam determinado assunto, ou, se preferir, entre em contato com os tutores
virtuais.
Antes de acompanhar os exercícios resolvidos, tente realizar a revisão
sugerida, pois a maioria dos exercícios tem como base o conteúdo dessa re-
visão; caso não encontre aqui, recorra a outras fontes de pesquisa. Cuidado,
este material não substitui o livro, portanto, o estudo programado nos encon-
tros terá como principal referência o livro da disciplina.
Não deixe para organizar o material estudado na última hora, pois
isso pode levar mais tempo do que você prevê, e esse tempo terá de ser
subtraído das preciosas horas destinadas ao estudo. Separar com ante-
cedência todo o material necessário, dirigir-se a bibliotecas, consultar co-
legas, ler revistas e jornais, tirar dúvidas com os tutores virtuais e colher
o máximo de material são as formas corretas de se preparar com antece-
dência e de utilizar todo o tempo previsto somente para o estudo. Não en-
gane a si mesmo, dizendo-se pouco inteligente ou que a matéria é difícil,
isto é um truque da mente para se livrar da responsabilidade de estudar.
Enfrente as dificuldades e faça o que puder... Boa sorte e força, sempre.
Conjunto dos números naturais
Chama-se conjunto dos números naturais – símbolo N – o seguinte conjunto:

N = {0, 1, 2, 3,...}

Conjunto dos números inteiros


Chama-se conjunto dos números inteiros – símbolo Z – o seguinte conjunto:

Z = {...,–3, –2, –1, 0, 1, 2, 3,...}

Operações com números inteiros


1) Adição de inteiros
A soma de dois ou mais números inteiros de mesmo sinal é obtida adicionando-se seus valores abso-
lutos1 e conservando-se o sinal comum.
A soma de dois ou mais números inteiros de sinais diferentes é obtida subtraindo-se os seus valores
absolutos e repetindo-se o sinal de maior valor absoluto.
Exemplos:
a) (+3) + (+6) = +9
b) (–1) + (–4) = –5
c) (+2) + (–7) = –5
d) (+4) + (–4) = 0

2) Números inteiros opostos ou simétricos


Números com o mesmo valor absoluto e sinais contrários são opostos ou simétricos.
Exemplos:
a) O valor absoluto de –1 é igual a 1, e o valor absoluto de +1 é igual a 1; logo, o oposto de –1 é +1.
b) O valor absoluto de +3 é igual a 3, e o valor absoluto de –3 é igual a 3; logo, o oposto de +3 é –3.

3) Subtração de números inteiros


Vejamos agora como efetuar uma subtração de dois números inteiros. Para isso, vamos considerar a
subtração (+3) – (–2).
Note que – (–2) é o oposto de –2 e vale +2. Então, podemos perceber que (+3) – (–2) é o mesmo que
(+3) + 2. Assim, podemos efetuar essa subtração da seguinte forma:

(+3) – (–2) = +3 + 2 = +5

1 O valor absoluto (ou módulo) de um número pode ser entendido como a distância de um ponto de uma reta r à origem. Por exemplo: em uma reta cujo ponto O é a
origem e o ponto B é igual a – 4, temos que a distância do ponto O ao ponto B é de 4 unidades. Portanto, o valor absoluto de –4 é igual a 4 (distância do ponto B à
origem O).

4
Matemática Básica

Observe que o que fizemos foi somar o primeiro número ao oposto do segundo.
Exemplos:
a) (+5) – (–4) = (+5) + (+4) = + 9 = 9
b) (–48) – (+50) = (–48) + (–50) = –98
Assim, a subtração de dois números é calculada somando-se o primeiro número ao oposto do segundo.

4) Multiplicação de números inteiros


Lembre-se de que a multiplicação pode ser vista como uma adição de parcelas iguais.
Exemplo:
5 . 4 = 4 + 4 + 4 + 4 + 4 = 20
Agora, observe as seguintes multiplicações:
a) (+2) . (+4) = 2 . (+4) = (+4) + (+4) = +8 = 8
Portanto, (+2) . (+4) = 8.
Multiplicamos dois números positivos, e o resultado foi um número positivo.
b) (+2) . (–4) = 2 . (–4) = (–4) + (–4) = –8
Portanto, (+2) . (–4) = –8.
Multiplicamos um número positivo por um número negativo, e o resultado foi um número negativo.
c) O produto (–2) . (+4) pode ser representado por – (+2) . (+4)
Como (+2) . (+4) = 8, temos – [(+2) . (+4)] = –8
Portanto, (–2) . (+4) = –8.
Multiplicamos um número negativo por um número positivo e o resultado foi um número negativo.
d) O produto (–2) . (–4) pode ser representado por – (+2) . (–4).
Como (+2) . (–4) = –8, temos – [(+2) . (–4)] = – (–8) = +8 = 8.
Portanto, (–2) . (–4) = 8.
Multiplicamos dois números negativos, e o resultado foi um número positivo.

Em qualquer multiplicação de números inteiros, temos que:


ƒƒ o produto de dois números de mesmo sinal é um número positivo;
ƒƒ o produto de dois números de sinais diferentes é um número negativo.
Em síntese, temos:
ƒƒ (+) . (+) = +
ƒƒ (+) . (–) = –
ƒƒ (–) . (+) = –
ƒƒ (–) . (–) = +

5. Divisão de números inteiros


Lembre-se de que a divisão é a operação inversa da multiplicação.
Assim, 18 : 3 = 6, porque 6 . 3 = 18.
Exemplos:
a) (+60) : (–15) = –4, porque (–4) . (–15) = +60.
b) (–30) : (+10) = –3, porque (–3) . (+10) = –30.

5
c) (–65) : (–13) = +5, porque (+3) . (–13) = –65.
Em uma divisão entre dois números inteiros, com o divisor diferente de zero, temos:
ƒƒ Quociente2 positivo quando dividendo e divisor são números de mesmo sinal.1
ƒƒ Quociente negativo quando dividendo e divisor são números de sinais diferentes.

Expressões numéricas
Vamos resolver inicialmente a expressão:
1  2 
+ ( −1) .
3 

5 :

( ) 1
100 − 5 . ( −1)3 +  − ( 81) : 3 1
2 
Atenção: Observe que a expressão contém potenciação, radiciação, multiplicação, divisão, adição e
subtração, além de chaves, colchetes e parênteses.
Para resolver uma expressão desse tipo, você deve recorrer às prioridades. Procure não se esquecer
das prioridades, pois falhar em uma delas significa errar o resultado final. Então, vamos a elas:

Prioridades nas operações


1) Potenciação ou radiciação.
2) Multiplicação ou divisão.
3) Adição ou subtração.
(Na ordem em que aparecerem.)

Ordem dos sinais de associação:


1) Parênteses ( ).
2) Colchetes [ ].
3) Chaves { }.
Vamos resolver a seguinte expressão:
1  2 
+ ( −1) .
3 

5 :

( ) 1
100 − 5 . ( −1)3 +  − ( 81) : 3 1
2 
Resolvendo as potências e as radiciações, temos:
1   1 
+ 1 .
3  5 : (10 − 5 ) . ( −1) + 2  − 9 : 1
  

Eliminamos os parênteses, resolvendo as operações que aparecem dentro deles:


1   1 
+ 1 . 5 : 5 . ( −1) + 2  − 9 : 1
3    

Agora, fazemos as operações de divisão ou de multiplicação na ordem em que aparecerem:


1   1 
+ 1 . 1 . ( −1) + 2  − 9 
3    

2 O quociente é o resultado da divisão entre o dividendo e o divisor.

6
Matemática Básica

Em seguida, realizamos as operações que estão dentro dos colchetes:


1   1 
+ 1 . ( −1) + 2  − 9 
3    
Assim, obtemos a seguinte expressão:
1   1 
+ 1 . − 2  − 9
3    
Ao realizar a operação dentro dos colchetes, você pode eliminá-lo, se preferir. Nesta expressão que
estamos resolvendo, porém, é interessante mantê-lo por causa do sinal negativo. Dessa forma, multiplique
o número que está na frente dos colchetes pelo número que está dentro, aplicando a regra dos sinais:
1  1 
+ − − 9 
3  2 
Estamos chegando ao final da nossa expressão. É hora de realizar a operação dentro das chaves.
Proceda da seguinte forma:
1) Lembre-se de que todo número inteiro é um número racional; portanto, –9 = 9 .
1
2) Para fazer a adição entre duas frações com denominadores diferentes, devemos calcular o mínimo
múltiplo comum (MMC) entre os denominadores. No caso, devemos calcular o MMC entre 2 e 1.
Como o MMC (2,1) = 2, esse será o novo denominador.
3) Divida o MMC encontrado pelos denominadores das frações3 e multiplique o resultado pelos nume-
radores das frações.
4) Registre os resultados da multiplicação e faça a operação indicada na parte de cima da fração.1
1  1 9  1  −1− 18  1  −19 
+ − −  ⇒ +  ⇒ + 
3  2 1 3  2  3  2 

1  19  1 19
Observe que + −  = − , pois + (–a) = –a.
3  2 3 2
1 19 55
Daí, temos que − =− .
3 2 6
55
Logo, o resultado de nossa expressão é − .
6

Propriedades da potenciação
Da definição de “potência”, temos que, dado um número natural n, com n ≥ 2, chama-se potência de
base a e expoente n o número an que é o produto de n fatores iguais a a.

a n = a. 
a
. a...
 .a
n fatores

3 Representa-se uma fração pelo símbolo a , em que a e b são números inteiros, com b ≠ 0. Chamamos a de numerador e b de denominador.
b

7
Lembre-se de que 34 = 3 . 3 . 3 . 3 = 81.
Nota: É comum entre os estudantes confundir a operação de potenciação com a de multiplicação entre
dois números, por isso fique atento. Jamais faça: 34 = 3 . 4 = 12. Isto está errado. O expoente 4 indica
quantas vezes você irá multiplicar a base da potência por ela mesma, no caso, multiplique 3 . 3 . 3 . 3 (quatro
vezes).

1) Propriedade: Produto de potências de mesma base


Para calcularmos o produto de potências de mesma base, mantemos a base e somamos os ex-
poentes:

am . an = am + n

Exemplo:
25 . 23 = 25 + 3 = 28

2) Propriedade: Quociente de potências de mesma base


Para calcularmos o produto de potências de mesma base, mantemos a base e subtraímos os ex-
poentes:

am
am : an = n
= a m −n
a

Exemplo:
a5
a5 : a2 = = a5 − 2 = a3
a2

3) Propriedade: Potência de um produto

(a . b)n = an . an

Exemplo:
(2 . 5)3 = 23 . 53

4. Propriedade: Potência de um quociente


n
a an
b = , b≠0
  bn

Exemplo:
3
2 23
5 =
  53

8
Matemática Básica

5. Propriedade: Potência de uma potência

(a )
n
m
= am . n

Exemplo:

(2 )
5
3
= 23 . 5 = 215

Potências com expoentes negativos


Observe que, pela segunda propriedade, temos a 2 : a 5 = a 2 − 5 = a −3 .
a2 a.a 1
Pela definição, temos a 2 : a 5 = 5
= = 3 .
a a.a.a.a.a a
1
Portanto, a −3 = .
a3
1
De uma forma geral, temos a −n = .
an

Exemplos:
a) 5 −2 = 1 = 1
5 2 25
–2 2 1
Observe que o resultado de 5 é o inverso multiplicativo de 5 , ou seja, .
25
−3 3
3 2 23 8
b)   =  = 3 =
2 3 3 27
3 2
Aplicamos o inverso de   , que é  , depois aplicamos a propriedade 4.
2 3
Lembre-se de que quando invertemos a fração, o expoente negativo torna-se positivo.

Potência com expoente fracionário


n
Antes de falarmos sobre potência com expoente fracionário, vamos ver o que significa a =b.
O primeiro passo é reconhecer cada um dos elementos envolvidos na operação:
ƒƒ n = índice
ƒƒ a = radicando (a ∈ R, e a ≥ 0)
ƒƒ b = raiz
ƒƒ = radical
Nota: Quando não aparecer o índice no radical, devemos considerar nesses casos que o índice é igual
a dois.
Exemplos:
3
a) 8 =2

9
Lê-se: raiz cúbica de 8 é igual a 2.
ƒƒ O índice é igual a 3.
ƒƒ O radicando é igual a 8.
ƒƒ A raiz é igual a 2.

b) 81 = 9
Lê-se: raiz quadrada de 81 é igual a 9.
ƒƒ O índice é igual a 2.
ƒƒ O radicando é igual a 81.
ƒƒ A raiz é igual a 9.

Agora, você já está pronto para entender o próximo assunto.


n
Dado um número racional n e um número real a, podemos dizer que a m = m a n .
m
Exemplos:
3
a) 2 5 = 5 23 = 5 8
1
b) 7 3 = 3 71 = 3 7
7
c) 3 2 = 2 37 = 2.187
2
d) 92 = 9 2 = 81 = 9

Números racionais
Todo número que representa o quociente de dois números inteiros, sendo o segundo diferente de zero,
é chamado número racional.

a
, a e b inteiros, b ≠ 0
b

Como o quociente de dois números inteiros, sendo o segundo diferente de zero, pode ser representado
por uma fração, sempre que pudermos representar um número por fração ele será racional.
Exemplos:

9 1 20 7
–5      –0,75   −    3,2   −   
2 3 5 10

10
Matemática Básica

Números decimais
Toda fração cujo denominador é uma potência de 10 é chamada de fração decimal.
Exemplos:

1 1 1
10     100     1.000

Observe que:
ƒƒ 10 = 101
ƒƒ 100 = 102
ƒƒ 1 000 = 103
Agora, veja os seguintes exemplos:
1 5
a) = 0, 5 =
2 10
1 25
b) = 0, 25 =
4 100

c) − 14 = −7 = − 70
2 10
d) 1 = 0, 333... = 3, 333...
3 10

O número decimal pode ser:


ƒƒ um decimal exato;
ƒƒ um número inteiro;
ƒƒ uma dízima periódica.
Exemplos:
5 50 500
a) 0, 5 = = = , etc. (decimal exato)
10 100 1.000
70 −700 −7.000
b) −7 = = = ,etc. (número inteiro)
10 100 1.000
3, 333... 33, 33...
c) 0, 3333... = = , etc. (dízima periódica)
10 100

Razão e proporção
Razão
Dados dois números a e b, com b ≠ 0, chamamos de razão de a para b, ou razão entre a e b, nessa
a
ordem, ao quociente , que também pode ser indicado por a : b.
b

11
O número a é chamado de antecedente, e o b é denominado consequente. Quando a e b forem me-
didas de uma mesma grandeza, eles devem ser expressos na mesma unidade de medida.
Exemplo:
A cada 500 leitores de jornais, 130 leem o Jornal Notícias de Hoje. A razão entre a quantidade total de

500
leitores de jornais e os que leem o Jornal Notícias de Hoje é de 500 para 130, ou seja, . Simplifi-
130
50
cando, obtemos . Podemos dizer, então, que a razão entre a quantidade de leitores de jornal e a de
13
50
leitores de Jornal Notícias de Hoje é de (50 está para 13). Isso significa que para cada 50 jornais
13
lidos, 13 são do Jornal Notícias de Hoje.

Proporção
Proporção é a igualdade entre duas razões.
Exemplo:
Suponha que, no ano de 2001, as vendas de uma empresa foram de R$ 300.000,00, e as do ano de
2002 foram de R$ 450.000,00. Suponha, ainda, que, nos anos de 2003 e de 2004, as vendas dessa
empresa foram de R$ 600.000,00 e de R$ 900.000,00, respectivamente.
Dessa forma, a razão das vendas do ano de 2004 para o ano de 2003 é 900.000 : 600.000 = 1,5. Como
a razão de vendas do ano de 2002 para o ano de 2001 é igual (450.000 : 300.000 = 1,5), dizemos que
as razões são equivalentes, assim, podemos representá-las da seguinte forma:
900.000 450.000 9 45
= ⇒ =
600.000 300.000 6 30
Essa igualdade de duas razões é chamada de proporção. Ela pode ser lida da seguinte forma:
“45 está para 30, assim como 9 está para 6”.

De uma forma geral, dadas as razões a e c , chamamos de proporção a sentença de igualdade a = c .


b d b d
Os valores a e d são chamados de extremos; e os valores b e c, de meios.

ƒƒ Propriedade da proporção
Se a = c , então a . d = b . c. Isto é, em toda proporção, o produto dos extremos é igual ao
b d
produto dos meios.
Exemplo:
Uma empresa pretende alocar 200 mil reais entre pesquisa e propaganda, de modo que a razão
entre as quantias seja 2 : 3. Quais os valores alocados para pesquisa e propaganda?
Solução:
Seja x o valor alocado para pesquisa. O valor alocado para propaganda será 200 – x. Portanto,
x 2
devemos ter = .
200 − x 3

12
Matemática Básica

Aplicando a propriedade fundamental das proporções, obtemos:


3x = 2 (200 – x)
3x = 400 – 2x
3x + 2x = 400
5x = 400
400
x=
5
x = 80

200 – x = 200 – 80 = 120

Portanto, o valor alocado para pesquisa é 80 mil reais; para a propaganda, 120 mil reais.

Porcentagem
Denomina-se razão centesimal ou percentual toda razão cujo consequente é igual a 100. Uma
3
razão comum, como, por exemplo, pode ser transformada em uma razão percentual, procedendo-se
4
3 75
da seguinte forma: = 3 : 4 = 0, 75 = = 75% .
4 100

Exemplos:
a) Uma geladeira é vendida por R$ 1.200,00, se seu preço sofrer um acréscimo igual a 8% desse
valor, quanto passará a custar?

Solução:
8
. 1.200 = 0, 08 . 1.200 = 96
100
Dessa forma, o preço (em reais) após o acréscimo será de R$ 1.200,00 + R$ 96,00 =
R$ 1.296,00.

b) Calcule 20% de 50%.

Solução:
Nesses casos, há um método fácil e rápido: desfaça a primeira porcentagem e multiplique pela
segunda (conserve a segunda), da seguinte forma:
20
. 50% = 0, 2 . 50% = 10%
100

13
c) Calcule 10% de 30% de 70%.

Solução:
Nesses casos, desfaça a primeira e a segunda porcentagens e multiplique-as pela terceira (conser-
ve a terceira), desse modo4:1
10 30
. . 70% = 0,1 . 0, 3 . 70% = 2,1%
100 100

Equações exponenciais
Às vezes, encontramos equações cuja incógnita aparece no expoente de um número. A essas equa-
ções damos o nome de equações exponenciais.
Vamos abordar o tipo mais comum que aparece em matemática financeira e mostraremos a técnica
necessária para resolvê-la.

Equações redutíveis a uma única base


Potências iguais e bases iguais ⇔ expoentes iguais:

am = an, se, e somente se, m = n (a > 0 e a ≠ 0)

Exemplos:
Resolver as seguintes equações exponenciais:
a) 5x = 25.
b) 22x = 64x – 2.

Soluções:
a) Observe que 25 = 52, daí temos 5x = 52.
Pela regra, temos que, se am = an então m = n. Logo, x = 2.
b) Como 64 = 26, substituindo na equação, temos:
22x = (26)x – 2
22x = 26x – 12
Pela regra, temos que potências iguais e bases iguais ⇔ expoentes iguais.
Cancelamos, então, as bases da potência.
12
Daí, 2x = 6x – 12 ⇒ 12 = 6x – 2x ⇒ 12 = 4x ⇒ = x ∴ 3 = x.
4
Nota: Nem sempre é possível resolver equações exponenciais reduzindo a mesma base, como no
caso 2x = 3. Sabemos que x assume um valor entre 1 e 2, pois 21 < 2x = 3 < 22. Até o momento,
portanto, não sabemos qual é esse valor nem o processo para determiná-lo. A fim de que possamos
resolver este e outros problemas semelhantes, vamos inserir no contexto deste complemento o
estudo de logaritmos.

4 Observe que as primeiras porcentagens você sempre transforma em frações (ou em números decimais), mas a última porcentagem sempre é mantida.

14
Matemática Básica

Logaritmos
Logaritmo é um instrumento matemático utilizado para relacionar dois elementos (a e b, por exemplo)
e obter um terceiro (x) pela combinação destes. Definimos o mesmo assim:
Sendo a e b números reais positivos, com a ≠ 1, chama-se logaritmo de b na base a o expoente que se
deve dar à base a de modo que a potência obtida seja igual a b.
Em símbolos, temos:

logab = x ⇔ ax = b

ƒƒ a = base
ƒƒ b = logaritmando
ƒƒ x = logaritmo

Exemplos:
a) log28 = 3, pois 23 = 8.
b) log55 = 1, pois 51 = 5.
c) log100 = 2, pois 102 = 100.

Observação: Indica-se o logaritmo decimal por log10x ou, simplesmente log x. Em matemática financei-
ra, a maioria dos logaritmos aparecem na forma log x.1 2

Considerações importantes
1) Para somar e subtrair números representados na forma decimal, procedemos assim:
ƒƒ Igualamos o número de casas decimais, acrescentando zeros.
ƒƒ Colocamos as unidades de mesma ordem em uma coluna, pondo vírgula debaixo de vírgula.
ƒƒ Efetuamos a operação indicada.

2) Para multiplicar números representados na forma decimal, procedemos assim:


ƒƒ Multiplicamos os números como se fossem naturais5 e damos ao produto6 um número de casas
decimais igual à soma das casas decimais dos fatores.
ƒƒ Para multiplicar números na forma decimal por 10, 100, 1 000, 10 000, etc., ou vice-versa, basta
deslocar a vírgula para a direita, respectivamente, uma, duas, três, quatro, etc. casas deci-
mais.
ƒƒ Para dividir um número na forma decimal por 10, 100, 1 000, 10 000, etc., deslocamos a vírgula
para a esquerda, respectivamente, uma, duas, três, quatro, etc. casas decimais.

5 Ver conjunto dos números naturais no início deste material.


6 Resultado da multiplicação de dois números.

15
Calculadora científica: ações importantes

Cálculo da raiz quadrada de um número:


ku
Shutterstock/Aleksi Mark

ƒƒ Digite um número qualquer, por exemplo, 1 024.


ƒƒ Digite a tecla .
ƒƒ O resultado obtido (32) é a raiz quadrada de 1 024.

Cálculo de potências:
ƒƒ Digite um número qualquer, por exemplo, 9 (base).
ƒƒ Digite a tecla7 .
ƒƒ Digite outro número, por exemplo, 3.
ƒƒ Digite a tecla .
ƒƒ O resultado obtido (729) é a potência desejada.

Cálculo de logaritmos:
ƒƒ Digite um número qualquer, por exemplo, 2.
ƒƒ Digite a tecla .
ƒƒ O resultado obtido será o logaritmo de 2 na base
10.

Problemas resolvidos de
matemática financeira

Porcentagem
Um vendedor tem 3% de comissão nos negócios que faz. Qual sua comissão numa venda de
R$ 3.600,00?
Solução:
3% de R$ 3.600,00 = 3/100 . 3 600 = 0,03 . 3 600 = 108
Logo, a comissão será de R$ 108,00.
Taxa unitária: É a representação da taxa percentual em número decimal. No problema anterior, por
exemplo, 0,03 é a taxa unitária, 3% é a taxa percentual.

Vendas com lucros


Um comerciante vendeu mercadorias com um lucro de 8% sobre o preço de custo. Determine o
preço de venda, sabendo que essas mercadorias custaram R$ 500,00.
Solução:
O preço de custo de uma mercadoria compreende o preço de aquisição acrescido das despesas
diretas sobre a compra e sobre a venda e, ainda, das despesas de administração e de funcionamento
da empresa. 1
7 Algumas calculadoras podem apresentar o botão y x para o cálculo de potências.

16
Matemática Básica

Seja:
ƒƒ V = preço de venda
ƒƒ C = preço de custo
ƒƒ L = lucro
ƒƒ i = taxa
Vamos obter o preço de venda, usando a fórmula V = C (1 + i ).
V = 500 (1 + 0,08)
V = 1,08 . 500
V = 540
Logo, o preço de venda é de R$ 540,00.
Observação: Se no problema acima, as mercadorias fossem vendidas com prejuízo, usaríamos a fórmula
V = C (1 – i ).

Juros simples
No regime de juros simples de cada período, os cálculos são feitos sempre sobre o mesmo
principal. Fique atento, pois não existe capitalização de juros nesse regime. Os juros de cada
período não são incorporados ao principal para que a soma sirva de base de cálculo dos juros
do período seguinte. A aplicação de juros simples no mercado financeiro só tem algum sentido
para aplicações de curtíssimo prazo.
Para calcular os juros, usamos a seguinte fórmula: J = P . i . n; em que P é o capital principal,
i é a taxa e n é o período (tempo).
Exemplo:
Calcular o valor dos juros totais correspondentes à aplicação do principal de R$ 10.000,00 à taxa de
juros simples de 1,5% ao mês, no prazo de três meses.
Solução:
Dados:
J =?
P = R$ 10.000
i = 1,5%
n = 3 meses
Não esqueça: O mercado financeiro trabalha com base na taxa de juros percentual, porém é necessá-
rio colocá-la na forma fracionária para realizar os cálculos financeiros. Portanto, 1,5% = 0,015.
J = P . i . n ⇒ J = 10 000 . 0,015 . 3 ∴ J = R$ 450,00
Logo, o juro para esta aplicação é de R$ 450,00.

Taxas proporcionais (juros simples)


Algumas vezes, o período de investimento é somente uma fração do período expresso na alta de
juros. Nestes casos em que as unidades de tempo da taxa de juros e do período de investimento são
diferentes, é necessário homogeneizá-las por meio de um ajuste na taxa. Este ajuste é chamado de
taxas proporcionais.

17
Exemplos:
a) Um capital de R$ 2.400,00 é aplicado durante 10 meses à taxa de 25% ao ano (a.a.), determine o
juro obtido.
Solução:
Inicialmente, separamos as informações dadas no problema:
ƒƒ C = 2.400 (capital)
ƒƒ n = 10 meses (tempo)
ƒƒ i = 25% (taxa percentual)
Como o tempo foi dado em meses e a taxa é dada ao ano, antes de aplicarmos a fórmula, devemos
determinar a taxa mensal proporcional à dada.
Observe que:
0, 25
i = 0, 25 a.a. = (0, 25 : 12) a.m. = a.m.
12
0, 25 600
Logo, J = 2.400 . . 10 ⇒ J = . 10 ⇒ J = 50 . 10 ⇒ J = 500
12 12
O juro obtido, portanto é de R$ 500,00.

b) Uma pequena empresa aplica um capital de R$ 15.000,00 por um mês, a uma taxa simples de 36%
ao mês (a.m.). Calcule o rendimento dessa aplicação, em 14 dias.
Solução:
Inicialmente, separe as informações dadas no problema.
ƒƒ C = 15.000 (capital)
ƒƒ n = 14 dias (tempo)
ƒƒ i = 36% a.m. (taxa percentual)
ƒƒ J = ?
Observe que a taxa dada foi expressa em meses e o tempo em dias; logo, temos que:
0, 36 (taxa percentual transformada em taxa unitária )
=
30 (quantidade de dias do mês )
0, 36
J = 15.000 . . 14 ⇒ J = R $ 2.520, 00
30

Taxas equivalentes (juros simples)


Duas taxas são equivalentes quando, aplicadas a um mesmo capital, durante um mesmo período,
produzem o mesmo juro.

Exemplos:
a) Calcule a taxa quadrimestral equivalente à taxa 18% ao trimestre.
Solução:
Para responder a essa questão, vamos utilizar a fórmula I taxa equivalente =  ( ) 
Dias desejados
Dias dados

 1+ i − 1 .
 
A relação de equivalência que queremos obter é: 18% ao trimestre ? ao quadrimestre.

18
Matemática Básica

Sabemos que:
ƒƒ o trimestre = 90 dias = dias dados;
ƒƒ o quadrimestre = 120 dias = dias desejados.
Substituindo na fórmula, temos:
 1

120
  120 
Itaxa equivalente =  ( ) − 1 =  ( ) − 1 =
120 120
90
1+ 18% 90
1+ 0,18  118
, 90
 − 1 = , 90 − 1 =
118
     
   
 
 4 
, 1,333... − 1 = [1, 247 − 1] = 0, 247 ∴ Itaxa equivalente = 24,7% (aproximadamente)
, 3 − 1 = 118
= 118
 
Observação: O resultado deve ser dado em taxa percentual, para isso, multiplique-o por 100.

b) Calcule a taxa para 63 dias equivalente à taxa anual de 280%.


Solução:
280% ao ano 63 dias.
Daí, temos que:
ƒƒ 1 ano = 360 dias = dias dados;
ƒƒ 63 dias = dias desejados.
Substituindo na fórmula, temos:
 63
  63 
 360 1+ 280% 63 − 1 =  30 1+ 2, 8 63 − 1 =  360 
1
I= 

(  )
   (
 
)
 3, 8  − 1 = 3, 8 360 − 1 = 3, 80,175 − 1 =
  
   
= [1, 263 − 1] = [ 0, 263 ] = 26, 3%

Valor atual comercial ou valor descontado comercial (juros simples)


O valor atual de um título é aquele efetivamente pago por este título na data do seu resgate, ou seja,
o valor atual de um título é igual ao valor nominal menos o desconto.
Exemplo:
Uma duplicata de R$ 6.900,00 foi resgatada, antes de seu vencimento, por R$ 6.072,00. Calcule o
tempo de antecipação, sabendo que a taxa de desconto comercial foi de 4% ao mês.
Solução:
O valor atual de um título é aquele efetivamente pago por este título na data do seu resgate, ou seja, o
valor atual de um título é igual ao valor nominal menos o desconto.
ƒƒ A = valor atual A = 6.072
0, 25 ƒ ƒ N = valor do título
600 N = 6.900
2.400 . . 10 ⇒ J = . 10 ⇒ J = 50 . 10 ⇒ J = 500
12 ƒ i = taxa
ƒ12 i = 4% a.m. → 0, 04 a.m.
ƒƒ n = período n =?
Temos que:
A = N (1 – i . n)
6 072 = 6 900 (1 – 0,04n)
0,88 = 1 – 0,04n
– 0,12 = – 0,04n
3=n
Portanto, n = 3.

19
Equivalência de capitais
Dizemos que dois ou mais capitais diferidos (capitais cujos vencimentos têm datas diferentes) são
equivalentes em certa época, quando seus valores atuais, nessa época, são iguais.
Exemplo:
Quero substituir um título de R$ 5.000,00 vencível em 3 meses, por outro com vencimento em 5 me-
ses. Sabendo que esses títulos podem ser descontados à taxa de 3,5% ao mês, qual o valor nominal
comercial do novo título?
Solução:
Nos problemas de equivalência de capitais, geralmente, deseja-se substituir um título (ou mais) por
outro(s) com vencimento(s) diferente(s), ou saber se duas formas de pagamento são equivalentes. Por
isso, consideremos:
ƒƒ N’ = capital equivalente
ƒƒ N = valor nominal
ƒƒ n = período inicial
ƒƒ n’ = período subsequente (posterior)
ƒƒ i = taxa de juros
N (1− in )
A fórmula que vamos usar para resolver problemas de equivalência de capitais é N ’ = .
1− in ’
ƒƒ N’ = ?
ƒƒ N = 5 000
ƒƒ n = 3 meses
ƒƒ n’ = 5 meses
ƒƒ i = 3,5% a.m. → 0,035% a.m.
5.000 . (1− 0, 035 . 3)
N’=
1− 0, 035 . 5
4.475
N’= = 5.424, 24
0, 825

Portanto, o valor nominal comercial do novo título é de R$ 5.424,24.

Juros compostos
O regime de juros compostos é o mais comum no dia a dia do sistema financeiro e do cálculo eco-
nômico. Nesse regime, os juros de cada período são incorporados ao principal, para que a soma
sirva de base de cálculo dos juros do período seguinte. Chamamos de capitalização o processo
de incorporação de juros ao capital. Para obter o montante de uma determinada aplicação nesse
regime, vamos utilizar a fórmula M = C (1 + i )n, que nos dá o valor que se deseja obter no final do
período. O fator (1 + i )n é chamado de fator de capitalização ou valor futuro. Para calcular o valor
presente, usaremos a fórmula C = M (1 + i )–n, que nos permite realizar o cálculo do valor presente
de um montante ou de pagamento único.

Exemplos:
a) Calcule qual o capital inicial que no prazo de 5 meses, a 3% ao mês, produziu o montante de
R$ 4.058,00.

20
Matemática Básica

Solução:
ƒƒ C = ?
ƒƒ n = 5
ƒƒ M = 4 058
ƒƒ i = 3% a.m.
C = 4.058 (1+ 0, 03)−5
C = 4.058 . (1, 03)−5
C = 4.058 . 0, 8626
C = 3.500, 47
Logo, o capital procurado é de R$ 3.500,47.

b) Durante quanto tempo um capital de R$ 2.000,00 deve ser aplicado, a juros compostos e à taxa de
1,5% ao mês, para gerar um montante de R$ 2.236,28?
Solução:
ƒƒ M = 2 236,28
ƒƒ C = 2 000
ƒƒ i = 1,5% a.m.
M = C (1 + i )n
2.236, 28 = 2.000 (1 + 0, 015)n
1118
, = (1, 015)n
log1118
, = log1, 015n
0, 048 = n log1, 015
0, 048 = 0, 006n ∴ 8 = n
Portanto, o capital deve ser aplicado durante 8 meses.

c) Um agiota empresta dinheiro com taxas diferenciadas por períodos. Carlos pediu R$ 500,00 para
esse agiota por um período de 10 meses. Sabendo que as condições para esse empréstimo eram
de 5% ao mês durante os 4 primeiros meses, de 12% ao mês durante os 5 meses seguintes e de
15% ao mês no último mês, calcule o montante e a taxa média paga por Carlos nesse empréstimo.
Solução:
O montante pago por Carlos é dado por:
M = C (1+ i1 )m (1+ i 2 )n
M = 500 (1 + 0, 05)4 (1 + 0,12)5 (1 + 0,15)1
M = 500 . 1, 22 . 1, 76 . 115
,
M = 1.234, 64
Para calcular a taxa média, substituímos o valor do montante:
1.275 = 500 (1 + i )10
2, 55 = (1 + i )10 = 10 2, 55 = 1 + i
1
2, 55 10 − 1 = i
0, 098 = i ∴ 9, 8% = i

21
Nota: Quando usamos juros simples e juros compostos no cotidiano? Essa pergunta é feita pela maioria
dos estudantes e a resposta é a seguinte: a maioria das operações envolvendo dinheiro utiliza juros com-
postos. Estão incluídas compras a médio e a longos prazos, compras com cartão de crédito; empréstimos
bancários; aplicações financeiras usuais, como caderneta de poupança, e aplicações em fundos de renda
fixa; etc. Raramente, encontramos uso para o regime de juros simples, exceto nos casos das operações
de curtíssimo prazo e em processo de desconto simples de duplicatas.

Montante de rendas imediatas


O montante de uma renda imediata corresponde à soma dos depósitos (termos) individuais, du-
rante n períodos, a uma taxa i de juros.

R ⋅ [(1+ i )n − 1]
Para obter o montante de uma renda imediata, use a fórmula M = , em que R é a renda
ou prestação. i

Exemplo:
Se quisermos ter R$ 2.000,00 daqui a 12 meses, quanto deveremos depositar mensalmente, sabendo
que a taxa de juros é de 15% ao mês?
Solução:
ƒƒ M = 2.000,00
ƒƒ n = 12 meses
ƒƒ i = 15% a.m.
ƒƒ R = ?
R ⋅ [(1+ 0,15)12 − 1]
2.000 =
0,15
300 = 4, 350R ∴R = 68, 97

Portanto, devemos depositar mensalmente o valor de R$ 68,97.

Rendas imediata e rendas antecipadas


Nas rendas imediatas, o primeiro pagamento ocorre no final do primeiro período; e, dos demais,
no final dos seus respectivos períodos. Nas rendas antecipadas, o primeiro pagamento ocorre no
instante zero (no ato) e os demais, no início de cada período.

Nota: Caso o primeiro pagamento da série antecipada ocorresse ao final do primeiro período, automatica-
mente, a série antecipada seria transformada em imediata (postecipada).
1) Renda imediata
 (1+ i )n − 1
Para calcular a renda imediata, usaremos a fórmula M = RI .  n 
 (1+ i ) . i 
Exemplo:
Qual o valor da prestação mensal de um financiamento de R$ 250.000,00 em 5 parcelas, a uma taxa
de 5% ao mês?

22
Matemática Básica

Solução:
O valor atual (ou presente) de uma renda equivale ao valor de uma dívida (empréstimo, valor à vista
de um bem) que será pago em prestações.
ƒƒ M = 250.000,00
ƒƒ n = 5 meses
ƒƒ i = 5% a.m.
ƒƒ R = ?
 (1+ 0, 05)5 − 1 
250.000 = RI .  5 
 (1+ 0, 05) . 0, 05 
 1, 276281− 1 
250.000 = RI .  
 1, 276281 . 0, 05 
 0, 276281 
250.000 = RI .  
 0, 06381405 
250.000 = 4, 329RI
RI = 57.750, 06

Logo, o valor das prestações mensais será de R$ 57.750,00.

2) Renda antecipada
Para calcular a renda antecipada basta dividirmos a renda imediata por (1 + i ). Daí, temos que
R
R Antecipada = Imediata .
(1 + i )
Exemplo:
Um apartamento é vendido à vista por R$ 100.000,00, mas pode ser vendido a prazo em 19 presta-
ções mensais iguais, vencendo a primeira no ato da compra. Sabendo que a taxa de juros é de 2%
ao mês, qual o valor da prestação?
Solução:
Observe que, se vendido a prazo, o primeiro pagamento deve ser feito no ato da compra (instante
zero). Logo, o problema é de renda antecipada.

RImediata
Como, para calcular a renda antecipada, precisamos da fórmula R Antecipada = , devemos cal-
(1+ i )

cular inicialmente a renda imediata. A renda imediata será dada por:


 (1+ i )n − 1
M = RI .  n 
 (1+ i ) . i 

ƒƒM = 100.000,00
ƒƒn = 19 meses
ƒƒi = 2% a.m.
ƒƒRI = ?

23
 (1+ 0, 02)19 − 1 
100.000 = RI .  19 
 (1+ 0, 02) . 0, 02 
 0, 4569 
100.000 = RI .  
 0, 02914 

100.000 = 15, 679RI ∴RI = 6.377, 96

Calculando a renda antecipada, temos:


RI
RA =
(1+ i )
6.377, 96
RA = = 6.252, 90
(1+ 0, 2)
6.377, 96
RA = = 6.252,, 90
1, 02
Portanto, R A = 6.252, 90.

Referências
CRESPO, Antonio Arnot. Matemática comercial e financeira fácil. 13. ed. São Paulo: Saraiva, 2002.
GIOVANNI, José Ruy; CASTRUCCI, Benedito; GIOVANN JÚNIOR, José Ruy. A nova conquista da matemática. São
Paulo: FTD, 2002.
IEZZI, Gelson; HAZZAN, Samuel; DEGNSZAJN, David. Fundamentos de matemática elementar: matemática comercial,
matemática financeira, estatística descritiva. São Paulo: Atual, 2004. v. 11.
_____; DOLCE, Osvaldo; MURAKAMI, Carlos: Fundamentos de matemática elementar: logaritmos. São Paulo: Atual,
2004. v. 2.
FREE FILE SHARING. Resumão de matemática financeira. Disponível em: <http://www.4shared.com/
get/95193466/704402ac/Resumo_de__matemtica_financeira.html>. Acesso em: 28 mar. 2009.
RODRIGUES, José Antonio do Amaral; MENDES, José de Melo. Manual de aplicação de matemática financeira:
temas básicos, questões-chave, formulário e glossários, problemas destacados. São Paulo: FGV, 2007.
SAMANEZ, Carlos Patrício. Matemática financeira: aplicações à análise de investimentos. 4. ed. São Paulo: Pearson
Prentice Hall, 2007.

Anotações

24