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Castro Alves - O poeta dos escravos

Castro Alves - O poeta dos escravos     Castro Alves - Lirismo X

Castro Alves - Lirismo X Objetividade

Castro Alves - O poeta dos escravos     Castro Alves - Lirismo X

Antônio de Castro Alves nasceu em 14 de março de 1847 na fazenda Cabaceiras, interior da Bahia. Concluídos os estudos secundários no Ginásio Baiano, onde começou a escrever seus primeiros versos, ingressou-se, em 1.862, na Faculdade de Direito do Recife, onde despertou tamanha notoriedade por seu dom poético.

Sua obra compreende: Espumas Flutuantes, A revolução de Minas (teatro), A cachoeira de Paulo Afonso, Os Escravos.

Esse mártir da Literatura pertenceu à chamada Terceira Geração do Romantismo. Sua obra poética subdivide-se em duas vertentes: a lírico-amorosa, na qual ele ainda conserva resquícios do subjetivismo cultuado pelos poetas da segunda geração.

Contudo, a figura da mulher já não é mais idealizada, intocável, e sim vista por um plano mais realista, resultante de um amor materializado.

Pode-se dizer que Castro Alves traz em seu labor poético, uma característica individualista que o difere de seus antecessores: Seria algo que talvez prenunciasse e se convertesse em um pré-parnasianismo, que iria emergir posteriormente na voz de Olavo Bilac.

Tal característica era representada por uma intensa sensualidade que remontava os moldes do Classicismo e por um espírito norteador baseado em traços da Mitologia Greco-Latina.

Dando ênfase à outra vertente, chamada de “poesia social”, trazia um “falso subjetivismo”, ou seja, sua característica marcante pautava-se pela denúncia e insatisfação frente ao cenário político da época, mais precisamente da época da escravidão brasileira.

Através dessa temática, ele conseguiu despertar um espírito crítico diante das consciências que notadamente anseavam pelo desejo da libertação da escravatura.

É importante ressaltar que Castro Alves foi muito influenciado por Vítor Hugo, o escritor francês autor de “Os Miseráveis”, cuja temática de sua obra representou a metáfora do pássaro Condor, uma ave que habita as montanhas do Andes, de hábitos solitários, capaz de enxergar longas distâncias, simbolizando o caminho da justiça e da liberdade.