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24 - Qualidade Microbiolgica Do Mel

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ISSN 2236-4420

Semana Entomológica da Bahia (SINSECTA), 03 a 09 de dezembro de 2012

Qualidade microbiológica do mel de Apis mellifera (Hymenoptera: Apidae) produzido na Região Nordeste do Estado da Bahia
Lorena Silva Souza1; Marivalda Figueredo Santa Barbara 1; Geni da Silva Sodré1; Polyana Carneiro dos Santos¹; Alberto Magno Matos de Almeida2; Carlos Alfredo Lopes de Carvalho1
1

Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, Centro de Ciências Agrárias, Ambientais e Biológicas. Rua Rui Barbosa, 710. CEP: 44380-000, Cruz das Almas-BA, Brasil. E-mail: lorenassouza@yahoo.com.br; fsbmary@hotmail.com; polyufba@yahoo.com.br; genisodre@gmail.com; insecta@ufrb.edu.br. 2 Centro Territorial de Educação Profissional do Semiárido NE II. Rua José Domingos Silva Neto, 1. CEP: 48400-00, Ribeira do Pombal-BA, Brasil. E-mail: albmagmatos@ig.com.br.

Resumo: O presente estudo foi realizado com o objetivo de avaliar microbiologicamente os méis produzidos por Apis mellifera da Região Nordeste do Estado da Bahia, de maneira a verificar a possível presença de microrganismos indesejáveis que possam afetar o produto. Para tanto foram coletadas amostras de méis da Região Nordeste de estado da Bahia e encaminhadas ao Núcleo de Estudos dos Insetos do Centro de Ciências Agrárias, Ambientais e Biológicas da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, onde procederam as seguintes análises microbiológicas: contagem padrão de bolores e leveduras, aeróbios mesófilos e psicrotróficos, e quantificada a presença ou ausência de coliformes totais e termotolerantes. Constatou-se ausência de bactérias aeróbias psicrotróficas, coliformes totais e coliformes tolerantes e presença de bactérias mesófilas, que 3 -1 2 -1 apresentou valores entre 2,5x10 a 1,4x10 UFC.g , com média de 2,5x10 UFC.g . Os méis provenientes da Região Nordeste da Bahia podem ser considerados de boa qualidade. No entanto, deve-se seguir as boas práticas de fabricação (BPF), afim de evitar o aumento da microbiota de bactérias mesófilas, bolores e leveduras. Palavras chave: bolores, leveduras, bactérias, coliformes.

Microbiological quality of Apis mellifera (Hymenoptera: Apidae) honey produced in the northeastern State of Bahia
Abstract: The present study was carried out aiming to evaluate microbiologically the honey produced by Apis Mellifera from the Northeast Region of Bahia State, to verify the possible presence of undesirable microorganisms that may affect the final product. In order to do so, samples of honey from the region were collected, put into plastic containers and forwarded to the Insect Studies Nucleus at the Center of Agriculture, Environmental and Biological Sciences at he Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, where the following microbiological analysis were made: standard counting of yeasts and molds, aerobial mesophiles and psycotrophics bacteria, and the presence or absence of total and thermo tolerant coliforms was quantified. It was demonstrated the absence of psychotropic aerobial bacteria, total coliforms and tolerant coliforms and the presence of mesophile bacteria which presented 3 -1 2 -1 amounts between entre 2.5x10 a 1.4x10 UFC.g , with an average of 2.5x10 UFC.g . The honeys from the northeastern region from Bahia can be considered to be of good quality. However, one should follow the good manufacturing practices, in order to avoid the increase of bacterial microbiota, mesophilic yeasts and molds. Key words: molds, yeasts, bacteria, coliforms.

Introdução
O mel é o adoçante mais antigo utilizado pelo homem, sendo composto principalmente de monossacarídeos, como a glicose e a frutose (Kuroishi et al., 2012). Considerado também como alimento energético, rico em nutrientes, além de apresentar propriedades medicinais, assim como: efeito cicatrizante e antibacteriano (Silva, 2006). Essas particularidades geralmente estão relacionadas às características químicas do produto (Molan, 1999). O mercado consumidor exige cada vez mais alimentos bem elaborados e de qualidade, sendo necessária a realização de análises microbiológicas que assegurem a qualidade do produto (Souza et al., 2011). Entre os Magistra, Cruz das Almas-BA, v. 24, número especial, p. 194-199, dez. 2012.

2008). o presente trabalho foi realizado com o objetivo de avaliar a qualidade microbiológica de amostras de méis de Apis mellifera. 2008). 13. Desse modo. 1996. a partir desse momento. produção de enzimas. 18. elevada atividade de água e elevada umidade são os principais fatores responsáveis pelo desenvolvimento desses microrganismos (Franco. O Território Nordeste da Bahia é responsável por 26. Material e Métodos Amostras Foram analisadas 21 amostras de méis de Apis mellifera coletadas diretamente de apicultores de diferentes localidades do Nordeste do Estado da Bahia: Ribeira do Pombal. Geralmente meio ácido. 194-199. Bogdanov. 2008). Entre Rios e Euclides da Cunha (Tabela 1). 04. Ribeira do Amparo. A presença de agentes antibacterianos. 2007). 2005. a deterioração por microrganismos existentes no mel (Denardi et al. Apesar da importância. 03 a 09 de dezembro de 2012 vários parâmetros que determinam a qualidade de um alimento. os mais importantes estão diretamente relacionados às características microbiológicas (Franco. 2008). 2008). evidenciando que as condições ambientais e climáticas baianas são propícias para a expansão da atividade.4% da produção de mel no estado da Bahia (IBGE. faltam conhecimentos sobre as características microbiológicas desse produto. Cruz das Almas-BA. toxinas.91 favorece a multiplicação de bactérias patogênicas em alimentos (Jay. CAC. além de gerar um número significativo de empregos diretos. No entanto as leveduras. bactérias formadoras de esporos e fungos filamentosos são considerados microrganismos primários que podem estar diretamente relacionados na deterioração do produto. É importante ressaltar que a umidade pode resultar em trocas na sua composição. 2005. 2005. Atividade de água inferior a 0. Franco. Heliópolis. . de maneira a verificar a possível presença de microrganismos indesejáveis que possam afetar o produto. estabelecem apenas que sejam seguidas práticas de higiene na manipulação do produto (Brasil. Ribeira do Amparo Semiárido Nordeste II 11º02’ S 38º26’ O 02. 20 Jandaíra Agreste de Alagoinhas/Litoral Norte 11º33’ S 37º47’ O 19 As amostras foram armazenadas em embalagens plásticas. a Legislação brasileira vigente. sua vida útil e quanto ao risco à saúde da população (Franco. 2012.ISSN 2236-4420 Semana Entomológica da Bahia (SINSECTA). armazenamento e distribuição para o consumo. 2000. conversão metabólica do alimento. Diante dessas particularidades é de fundamental importância tomar providências pertinentes à obtenção de um produto de qualidade. Franco. produção de fatores do crescimento (vitaminas e aminoácidos) e fatores de inibição de microrganismos competidores (Silva et al. p. 2004. produzidas por apicultores da Região Nordeste do Estado da Bahia. favorecendo. 11 Heliópolis Semiárido Nordeste II 10º41’ S 38º17’ O 06 Banzaê Semiárido Nordeste II 10º34’ S 38º 36’ O 08. Contudo estes conceitos precisam ser revistos principalmente por se tratar de um produto de consumo humano (Tchoumboue et al. Jandaíra. coordenadas geográficas e codificação das amostras de mel de Apis mellifera da Região Nordeste do Estado da Bahia Locais Território de Identidade Coordenadas Amostras Ribeira do Pombal Semiárido Nordeste II 10º50’ S 38º32’ O 01. Apesar da importância do mel para região e a crescente demanda. 2006. A caracterização microbiológica de um produto fornece informações que permitem avaliá-lo quanto às condições de processamento. como o peróxido de hidrogênio. 17. Banzaê. 09. 2003. 16.. 14 Entre Rios Agreste de Alagoinhas/Litoral Norte 11º56’ S 38º05’ O 15. mantidas em temperatura ambiente e encaminhadas ao Núcleo de Estudos dos Insetos (Insecta) do Centro de Ciências Agrárias. 2005. número especial. v. Tucano. dez. 10. 07. alterando a atividade de água do produto.. 03 Tucano Sisal 10º57’ S 38º47’O 05. 1998. 2007). Tabela 1 . não contempla análises microbiológicas em mel..Locais da colheita.. 2009). 21 Euclides da Cunha Semiárido Nordeste II 10º30’ S 39º00’ O 12. 24. ácidos fenólicos e substâncias voláteis acarretam em condições desfavoráveis para o crescimento e desenvolvimento de microrganismos (Malika et al. Ambientais e Magistra. 2008). 2001).

2x10 e 2.0x10 a 2.g ). 0. uma alíquota de 25.g . As 4 -1 demais apresentaram contagem com valores de 5. em Cruz das Almas-BA. Os valores máximos foram constatados nas amostras 04 e 09.g-1. número especial. foi realizado o teste confirmatório utilizando o Caldo Verde Brilhante Bile (VB) para coliformes totais. 29% das -1 amostras analisadas foram consideradas isentas da presença destes microrganismos (<1. e quantificada a presença de coliformes totais e termotolerantes nas amostras de méis. Silva et al. 194-199.0x10 UFC. Após esse período. incubados a 35 °C por 24-48 h e o caldo Escherichia coli (EC) para coliformes termotolerantes.5x10 UFC.0 mL do mesmo diluente para obtenção -2 -3 das concentrações 10 e 10 . que foram mantidos a 45 °C em banho-maria sob agitação -1 durante 24 h.g. A incubação foi em BOD (Demanda Bioquímica de Oxigênio) a 25ºC durante cinco dias. realizou-se a contagem para determinar o número de Unidades -1 Formadoras de Colônias (UFC.1%. Magistra. (2008) trabalhando com amostras de méis de entrepostos registrados no Serviço de Inspeção Federal (SIF) do 3 -1 Estado de Minas Gerais constataram média de 3. A presença de coliformes foi observada pelo crescimento com produção de gás no interior dos tubos de Durhan. realizou-se o espalhamento do inóculo por toda a superfície do meio.1 mL de cada diluição foi plaqueada na superfície do meio de cultura Ágar Sabouraud Dextrose. A análise foi realizada em duplicata. 2001) para cada grupo de microrganismo. utilizando-se três tubos contendo 10 mL de LST com tubos de Durhan invertidos para cada diluição. Análises microbiológicas As análises microbiológicas foram realizadas seguindo o método da American Public Health Association (APHA) descrito nas normas internacionais (Downes et al. 2012.7x10 UFC. Resultados e Discussão Os resultados das análises microbiológicas das 21 amostras de méis do Nordeste da Bahia são apresentados na Tabela 2. alíquotas de 1 mL das diluições foram plaqueadas em profundidade em meio de cultura Ágar Padrão para Contagem (PCA). As placas inoculadas foram incubadas a 35°C por 48 h (aeróbios mesófilos) e 7°C por 10 dias (aeróbios psicrotróficos). Valores próximos aos encontrados no presente estudo foram verificados em alguns trabalhos referentes à microbiologia do mel de Apis mellifera. O valor médio para a contagem de bolores e leveduras foi de 1. Após esses períodos. onde foram realizadas as análises. Bolores e leveduras Para contagem padrão dos bolores e leveduras. 24. O Número Mais Provável (NMP. . 03 a 09 de dezembro de 2012 Biológicas (CCAAB) da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. Foi realizada a contagem padrão de bolores e leveduras. sendo inicialmente realizado o teste presuntivo utilizando o Caldo Lauril Sulfato Triptose (LST) para incubação das diluições.0 mL de água peptonada tamponada a 0. v.7x10 UFC.0 g de cada amostra de mel foi utilizada para a -1 preparação da primeira diluição (10 ) em 225.g ). Para os tubos da série LST que apresentaram resultados positivos.. Cruz das Almas-BA. procedeu-se a contagem para determinar –1 o número de Unidades Formadoras de Colônias (UFC. e as preparações das diluições decimais subsequentes foram realizadas em tubos contendo 9. A determinação foi realizada em duplicata. (2007) analisaram 58 amostras de méis 3 2 1 dos Estados do Ceará e Piauí e constataram respectivamente médias de 1.g ).g ) de coliformes totais e termotolerantes foi determinado por meio da tabela de Hoskins. Aeróbios mesófilos e psicrotróficos Para determinação de aeróbios mesófilos e psicrotróficos. Coliformes totais e termotolerantes Na avaliação dos coliformes totais e termotolerantes utilizou-se a técnica do Número Mais Provável (NMP) também conhecida como método de tubos múltiplos. Sodré et al. No entanto. p. Com o auxílio de uma alça de Drigalski.g . os quais permaneceram em estufa para demanda biológica de oxigênio (BOD) a 35 °C por 48 h.8x103 UFC.. dez. Para a realização das análises. aeróbios mesófilos e psicrotróficos.ISSN 2236-4420 Semana Entomológica da Bahia (SINSECTA).

4x103 8.0 <3.g-1. não é um indicador de segurança.0 <3.0x10 2 4.0 <3.g . 24.0x10 1.0x10 <1. dez.0 <3. Em nenhuma das amostras de méis analisadas foi verificada a presença de bactérias aeróbias -1 psicrotróficas.0 <3.g . com média de 2 -1 2.0 <3.0x10 2 1.g ) (UFC.0x10 <1.0 <3.5x10 2 2. .5x10 2 1. 2010).0x10 UFC. microrganismos indicadores.0x10 5. Em geral. Os resultados encontrados neste trabalho são inferiores aos mencionados anteriormente.0 <3.0x10 3.g ).0 <3.5x10 5. neste último caso.Análises microbiológicas de mel de Apis mellifera produzido na Região Nordeste do Estado da Bahia: Contagem padrão de bolores e leveduras (UFC.0 <3. número especial. v.3x102 2 1.g-1).0x104 <1.0 <3.0x102 5. aeróbios mesófilos e psicrotróficos (UFC.5x10 1.0 <3.0x10 1.0 <3.5x10 2 7.ISSN 2236-4420 Semana Entomológica da Bahia (SINSECTA).0 <3.0 <3. -1 coliformes totais e termotolerantes (NMP. Os microrganismos pertencentes ao grupo dos coliformes podem ser utilizados para refletir a qualidade microbiológica de produtos em relação à vida de prateleira ou à segurança. 03 a 09 de dezembro de 2012 A contagem total de aeróbios mesófilos apresentou valores entre 2.0 <3.0 <3. devido à presença de patógenos alimentares.0 <3.5x10 UFC. no entanto.0x10 <1.0x10 4. 2012.5x10 1.0 <3.0x10 <1.5x10 a 1.5x10 5.4x102 2 3.0 <3.0 <3.0x10 4 2.0 <3. Cruz das Almas-BA.0x10 3. porém na classificação tradicional dos microrganismos em função da temperatura.0x10 <1. p. Em outras pesquisas não é comum a mensuração deste grupo de microrganismos. os psicrotróficos considerados um subgrupo dos mesófilos.0x10 <1. conforme Silva et al.g . -1 Todas as amostras foram negativas para presença de coliformes totais e termotolerantes (<3.0 <3.0 <3.0x102 <1.0 <3.0x10 5. dependendo da situação. Normalmente.0x102 2 1.0x10 <1. pode ser útil na avaliação da qualidade.0 <3.0 Como consta em Landgraf (2008).0 <3. todas as bactérias patogênicas de origem alimentar são mesófilas.0x10 <1.0x10 UFC.0 NMP. apresentando temperatura ótima de crescimento acima de 20ºC (Silva et al. sendo considerada <1.2x102 9.0x10 <1.0x10 <1.0x10 5.0 <3.0 <3.0x10 <1. 10 UFC.0 <3.0x10 2 2.0x10 <1. Na 6 maioria dos alimentos as alterações organolépticas são detectáveis quando os números são superiores a 10 -1 8 -1 UFC.5x10 2 5.g ) (35 ºC) (45 ºC) 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 Média <1.0x10 <1. pois não está diretamente relacionado à presença de patógenos ou toxinas.8x102 4.0 <3. Estes microrganismos crescem em alimentos sob refrigeração.g ) Amostra Leveduras Psicrotróficos Mesófilos Totais Termotolerantes -1 -1 -1 (UFC.0x10 <1.g sem necessariamente serem considerados deteriorados.5x10 2 2.0x10 1.g .0x10 <1.g ) (UFC.0x10 <1.g-1).0x10 <1.0x10 <1. são utilizados para avaliar a Magistra. Entretanto.0 <3.0x10 1.0 <3.0x10 6. porque populações altas de bactérias podem indicar deficiências na sanitização ou falha no controle do processo. Tabela 2 .0x10 <1.0x10 5.0 <3.8x103 <1.0 <3.g ).5x10 3.0 <3.0 <3.0x10 e 5.1x10 2.0 <3. Desta forma.0 <3. Pires (2011) ao analisar a presença destes microrganismos em mel produzido no Piauí encontrou 4 4 -1 valores de 1.0x10 <1.0 <3.0 <3. como o grupo dos coliformes. aproximadamente.4x103 UFC. -1 Bolores/ Aeróbios Coliformes (NMP.5x10 2 <3. 194-199. em alimentos fermentados.0x10 <1.5x10 5. a população microbiana é de. (2010) esta análise é o método mais utilizado como indicador geral de populações bacterianas em alimentos.3x10 2 2.0x10 <1.0 <3.5x10 2.0 <3.0x10 1.0x10 <1..0x10 <1.

chapter 1. n. Legislação de Produtos Apícolas e Derivados. Disponível em: <http://extranet. The Book of Honey: a short history of honey. 2012. representada pela Instrução Normativa nº 11 de 20 de outubro de 2000 onde consta em anexo o Regulamento Técnico de Identidade e Qualidade do mel. Alves et al. Ambientais e Biológicas da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. Disponível em: <http://www. v. Pecuária e Abastecimento. 2222-2224. E. O controle da qualidade da produção do mel é primordial. 2011). Cruz das Almas-BA. As análises microbiológicas em alimentos são de fundamental importância para a prevenção de enfermidades transmitidas pelos mesmos. S. 7. Seção 1. ao CNPq pela Bolsa de Produtividade em Pesquisa concedida a C. 2011). Aprova o Regulamento Técnico sobre as condições Higiênico-Sanitárias e de Boas Práticas de Fabricação para Estabelecimentos Elaboradores/Industrializadores de Alimentos. Regulamento técnico de identidade e qualidade do mel. Legislações. Defesa Animal. 2008). Presença de coliformes. 11. p. p. August. Agradecimentos Ao Programa de Educação Tutorial (PET). 1997). 39. dez. Magistra. de 04 de setembro de 1997. Acesso em: 05 jul. o mesmo trata-se de um alimento que é amplamente consumido no mundo (Pires. Instrução Normativa n. 2009. (2009) estudaram amostras de mel orgânico das ilhas do alto do rio Paraná. do Centro de Ciências Agrárias. Bee Product Science. sendo semelhante a resultados obtidos em outras pesquisas. 2012. tornando-se fundamental o atendimento das boas práticas de higiene por parte dos produtores. BRASIL. A Portaria nº 367 de 04 de setembro de 1997 (Brasil.br/sislegisconsulta/consultarLegislacao. 194-199. et al. Pecuária e Abastecimento. BOGDANOV.gov. Resultados semelhantes foram constatados por outros autores: Sodré et al. A legislação brasileira vigente.ISSN 2236-4420 Semana Entomológica da Bahia (SINSECTA).. (2008) avaliaram méis produzidos por pequenos apicultores e méis de entrepostos de Minhas Gerais. BRASIL. Acesso em: 05 jul. os resultados obtidos neste trabalho para este grupo de microrganismos podem evidenciar segurança e que o produto possui qualidade higiênico-sanitária satisfatória.do?operacao=visualizar&id=3854>. Desse modo. 2009.br/sislegis-consulta/servlet/VisualizarAnexo?id=1690>. Referências ALVES. Ministério da Agricultura.C. p.gov. bem como a utilização de um local adequado para o manuseio e extração do mel (Pires.L. bolores e leveduras em amostras de mel orgânico de abelhas africanizadas das ilhas do alto rio Paraná. Diário Oficial da União.agricultura.net>. Disponível em: <http://extranet. Ciência Rural. que considerava alguns padrões microbiológicos para o mel foi revogada. . 24. v. de 20 de outubro de 2000. número especial. não estabelece parâmetros microbiológicos para este produto. coliformes totais e coliformes tolerantes. Nenhuma das amostras foi positiva para presença de bactérias aeróbias psicrotróficas. Ministério da Agricultura. Portaria n° 367. Conclusões A qualidade geral das amostras de mel da Região Nordeste da Bahia pode ser considerada boa. e para o mel não seria diferente. Acesso em: 22 de agosto de 2010. do curso de Agronomia. Pires (2011) verificou a qualidade microbiológica do méis de abelhas Apis mellifera produzido no Piauí. 2000). de 04 de setembro de 1997. 2012. (2007) analisaram méis do Ceará e Piauí. Legislação por Assunto.bee-hexagon. 03 a 09 de dezembro de 2012 sanificação dos produtos (Silva et al. Em todos não foi detectada a presença de microrganismos do grupo dos coliformes.agricultura. Silva et al. apenas recomenda procedimentos higiênicos para a manipulação do mel (Brasil.A. 19697. 1997. M.

(eds.1981. CHAKIB. R. 773-776. 2006. 24. 7p. LANDGRAF. 1996.2. 2ª ed. D. A. M. da et al. Critérios microbiológicos para avaliação da qualidade de alimentos. Acesso em: 10 mar. SILVA. p. Boletim de Indústria Animal. n. Magistra. et al. MOHAMED. M. 5. 2001. 908-913. Dissertação (Mestrado em Alimentos e Nutrição) – Universidade Federal do Piauí. SOUZA. 2005. 2007. et al. A. v. Produção Pecuária Municipal. Manual de Métodos de Análise Microbiológica de Alimentos e Água. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA – IBGE. JAY. DOWNES. 2004. C. I. p.. p. Revista Instituto Adolfo Lutz. Teresina. L. 2011. Its use in modern medicine.gov. n. M. SODRÉ. da S. Revised Codex standard for honey. 2005.ibge.. Porto Alegre: Artmed. Mocrobiologia and physico-chemical properties of Moroccan honey. 84-91. et al. p. FRANCO.80. 2012. v. 2003.. SILVA. G. 2010. p. Codex stan 12 .S. 64. 1758 produzido no Piauí. B. ITO. KUROISHI. P. 624 p. 194-199.27-31. 4. 2005. p. Campinas. p. N. v. São Paulo: Atheneu. 15. n. 417-420. International Journal of Agriculture & Biology. Why honey is effective as a medicine. v. M. Composição e propriedades terapêuticas do mel de abelha. n. et al. J.ISSN 2236-4420 Semana Entomológica da Bahia (SINSECTA). G. 2001. R. Araraquara. 90f. Bee World. MALIKA. F. ed. v. 7. 19. 6. M. 1999. 8. 2008.149-154. Microrganismos indicadores. M. 2012. Disponível em:<http://www. 6. SILVA. Quantificação de coliformes em própolis e geoprópolis de abelhas sociais sem ferrão (Hymenoptera: Apidae: Meliponina). v. Washington: American Public Health Association (APHA). 4 ed. 4 ed. PIRES. n. Conteúdo microbiológico de méis de Apis mellifera (Hymenoptera: Apidae) dos Estados do Ceará e Piauí. et al. 1. Magistra. Journal of Food Technology. Codex Alimentarius Commission. 3. K. São Paulo: Atheneu. S. Microbiologia de alimentos. dez. A. 2011. J.). Avaliação da cristalização de mel utilizando parâmetros de cor e atividade de água. Alimentos e Nutrição. 1998. da et al. In: FRANCO. G. Alimentos e Nutrição. A. cap. 2008. M. N. 17. 03 a 09 de dezembro de 2012 CAC. 64. 219-222. 2005. F. B. 113-120.br>. 2. 1. Avaliação da atividade de água e da contaminação por bolores e leveduras em mel comercializado na cidade de São Paulo – SP. B. Microbiologia dos alimentos. et al. Brasil. L. B. MOLAN. Qualidade do mel de abelhas Apis mellifera Linnaeus. São Paulo: Livraria Varela.. . 23. cap. p. DENARDI. Microbiologia dos alimentos. 2012. LANDGRAF. n. p. 1. 39-42. v. Cruz das Almas-BA. In: FRANCO. 2006 e 2007. E.. M. v. TCHOUMBOUE. número especial. n. Qualidade microbiológica de méis produzidos por pequenos apicultores e de méis de entrepostos registrados no Serviço de Inspeção Federal no estado de Minas Gerais. p. n. p.80-92. p. C. G. 7. Roma. v. 1-4. Compendium of Methods for the Microbiological Examination of Foods. LANDGRAF. Physico-chemical and microbiological characteristics of honey from the sudano-guinean zone of West Cameroon. M. D. D. 2007. C. P. M. 2008. Cruz das Almas-BA. African Journal of Biotechnology. v.

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