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G . W F . H ege l refl ex ionó s obr e s u s itu a ción hi s tóri ca p a r a ll e g a r a ofr e c e r so lu c ion es e st a bl es, po s ibl es

y no s impl es c ompr o mi s o s . L as Lecciones sobre la Filosofía de la Historia Universal a l hombr e d e h o y l e pu e d e n

se rvir de e sp e jo p a r a mir a r se en un p asa do

qu e ti e ne luces y sombr as, p e r o que en todo cas o e s nuestro p a s a do y del qu e t e nemos que p a rtir , lle ga r a asumir y se guir r e no v ando y cr ea ndo p a ra otros p a r a q u e l a hi s toria no se d e t e n g a , q u e sería l a m u ert e . Un lector de l sig l o XX I ca si dos centuri a s despu é s d e h a ber sido dictad a s

es t a s Lecciones sobre la Filosofía de la Historia, pued e

encontr a r e n e ll as e l intento de uno de l os más grand e s pensadores d e l a h umanidad por ll ega r c o m p render p r of u n d a m en t e s u tiempo y, tam bi én , e l pasado, a l a vez q u e muestr a e l e s f u erzo h ercúleo por solucionar u na situa c ión crítica qu e ofrecier a al hombre una sa lida de l atol l adero en e l que se encontr a ba. Heg e l trató d e super a r la crisis mediante

de l o m á s propiamente h um a no: l a

fuerz a de l a ra z ón y del pen sa miento. El esfu e rzo l a t e e n ca da un a d e l a s p ági n as de la s Lecciones sobre l a Filosofía de la Historia, s er á e l l ec tor quien ex tr a i ga d e e l l as todo el jugo qu e l e pueda se r v ir p a r a e nt e nd e r de s de e l p as ado nu es tro pre se nte sigui e ndo l a guía de un a d e la s ca b ezas más pod e ro sas que ha reflexionado s obr e el ser y el d es tino

l a comprensión

d e l hombre en su hi s tori a .

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LOS

ESENCIALES

DE

LA

FILOSOFíA

E ORG WILHELM FRIEDRICH HEGEL

L e cciones s o bre la Filosofía

d e la Historia Universal

E d ici ón a breviada gue contien e : . Introducción

( e nera l y Especial), M u ndo Gnego

I

y M undo Romano

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F ACULTA D D E FILO S OFIA y LETRAS BIBL I OTECA S amuel R amos

tetnos

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I

INTRODUCCIÓN GENERAV

Señores:

El objeto de estas lecciones es la filosofía de la historia uni- versal. No necesito decir lo que es historia, ni lo que es histo - ria universal . La representación general es suficiente y sobre poco más o menos concordamos con ella . Pero lo que puede sor- prender, ya en el título de estas lecciones , y lo que h a de pare - cer necesitado de explicación, o más bien de justificación, es que el objeto de nuestro estudio sea una filosofía de la historia

universal y que pretendamos trat a r filosófic a mente la historia ' , Sin embargo, la filosofía de la historia no es otra cosa que la consideración pensante de la historia; y nosotros no podemos

dejar de pensar , en ningún momento.

sante; en esto se distingue del animal . En todo lo humano, sen -

El hombre es un ser pen-

. [ L as not as qu e se pondr á n

al t e xto s o n l as m ínim as impr e s c indibl es

c

p a ra a cl a r a r

it a do, pu es -

t emas d e l mis m o. S e h a opt a do p o r no ac l a r a r qui é n es ca da per s on a je

to que e l Índ ice o n o m ás tic o

c

H ege l que e s t á n c ontenid os

o br a . Lo s t ex to s e ntre c or c h e t es

se r v ir á p a r a lo c ali za r ca d a p er so n a e n e l c ont ex to

or r e s pond e n

e n lo s c u a dernos

a los a ñ a dido s

al t ex t o original

de a punte s d e los alumno s .

d

e l a d e

2 H ege l en s u obr a Gundlinien der Philosophie des Rechts § 341-360 define qu é e s

la Hi s toria Uni ve r s al.

[93]

94

G . WF . H EG E L

sa ción, sa b er, con o cimien t o, a p e t i to , v olunt a d -p or c u a n to e s

hu man o y n o an im a l -

h ay un p e n sa mi e nto;

por co n s i gui e n -

LECC I O NE S SO BR E LA F IL OSOFÍA D E L A HI STOR I A UNI V E R S A L

95

t é rmi no vemos e n l a hi s t oria in gredien t es , co n d i c i ones na tu ra -

l es, qu e se h a ll a n l e j os de l co n ce pt o; vemos di ve r sas fo r mas del

t

e , t a mb i é n l o

h ay e n t o d a o cup ació n co n l a hi s tori a. Pero e s t e

ar

bitri o hu ma n o y d e l a necesid a d ex t er n a. Por o t ro lado pon e -

a

p e l ar a l a uni ve rs a l p a rt i c ip ac ión d e l p e n sam ient o

en t o d o l o

m

os fr e nt e a todo e sto e l p e n s ami e nt o d e una n eces id a d sup e -

hum a no y e n l a hi s toria, pu e d e p a r ecer in s u f i c ient e, p or qu e esti -

m a mos qu e e l p e n sam i e nto

h a ci e nd o de es t e s u b ase y s u g u ía . A l a f il osofía , e mp ero , l e s o n

es t á s ubor d in a do a l ser, a l o d ad o ,

rior , d e u na e terna j u s ti c i a y a mor, e l fin ú l t imo a b so luto , que es ver d a d e n sí y por sí . Es t e t é r m in o o pu es t o d escansa so b re lo s

e l e m e nt os a b s t rac to s e n l a co ntr a p osic i ón del ser natu r a l , s obr e

a

t r ibui dos p e n sa mient os p ro pi os, qu e l a espec ul a c i ó n produ c e

l

a l i b er t ad y n ecesi da d de l co n cepto. Es un a con t raposici ó n ,

p

o r s í m i s m a , s i n co n s id eració n a lo q u e e x iste ; y con e s os p en -

q

u e nos in t eresa e n múltip l es f or m as y q u e t a mbién oc u pa nu es -

s

a m i e nto s se dir i ge a l a hi s t oria , t ra t á nd ola c o m o un m a teri a l ,

tro i nteré s en l a i d ea d e l a hi s tori a u n i versa l . Nu es t ro p ro p ós ito

y

n

o deján d ola t a l com o es, s in o dis p on i én dol a co n arreglo a l

es m os tr a d a res u e lt a e n sí y p or s í e n l a hi s t or i a uni versa l].

p

ensamie nt o y cons t r u ye nd o a priori u n a h i s tori a .

 

L

a hi s t or i a so l o d e b e r ecog er pura m e nt e l o qu e es, l o qu e

[La hist o ri a s e r efi e re a l o q u e h a a cont ec ido . E l concept o , que s e d e t e rmina esenci a lm e nte por s í mismo, par ece , pue s ,

c o nt r a r io a s u c on s ideraci ó n .

C ab e, s in dud a , reun i r l o s acon -

qu e l o s u c e -

d i do e s t á inm e diatament e a nt e no s ot r o s. Pe ro ent o n ces h ay

que es tabl ece r e l en lac e d e l os ac ont ec i mie nto s; h ay qu e d es-

tecimiento s d e t a l mod o qu e no s r e pr ese nt e mo s

h a s ido, lo s ac onte c i m i e nto s y ac t os. E s tan t o más ver d a der a

c u anto m ás e xc lu sivament e s e atien e a l o dado - y pues t o que

esto no se of re ce de un modo inmedi a t o, s ino que ex ige varia s inve s ti ga ci o n es, e nl a z a d as t a mbién c on e l pens a mie nt o -

to m ás exc lu s i va m e nt e

l a bo r d e l a f il os o f i a p arece h a ll arse e n co ntra d icció n co n es t e

se prop o n e co m o fin l o s u ce dido . L a

cuan -

ub r i r e so que se ll a m a h is t or i a pr agmá ti ca, es t o es, l a s cau - sas y fund amentos d e 10 suce dido , y ca b e represen tar se que e l

c

i n; y so b re est a co n tra d icció n ,

f

so b re e l re p roc h e que se h ac e

a

l a f i losofía, d e qu e ll eva p e n sami e nt os

a l a hi storia c on arre -

co

ncepto es necesa ri o p a r a e ll o, s in qu e p or eso e l concebi r

g

lo a l os c u a l es tr a t a l a hi s t or i a, qui ero ex plic a rme en l a Intro-

se

ponga e n rel a ci ó n d e o p os ición a sí mi sm o. A h ora q u e, d e

du

cció n. Se tr a t a d e e nun c i ar prim e r a m e nte l a d e f i nici ó n g ene -

es

t e m o d o; l os aco nt e ci m i e nt os s i g u en co n s titu y endo l a b ase ;

r

a l d e l a f il osof i a d e l a hi s to r i a u n i versa l , y de h a c er n o t a r l as

y

l a a cti v id a d d e l c oncepto qu e da r e du c id a a l c o nt e n i d o

f or-

c

on secu enc i as inm e di a t as qu e s e d e rivan de e lla. Co n e s t o , l a

ma l , uni versal , d e l os h ec h os, a l os pri n cipi os y regl as. Se reco -

re l ación e ntr e

e l p e n sami e nto y l o s uc e did o se iluminar á por

n

oce, pu es , q u e e l pen sam i en to l óg i co es n ec e sa ri o p ara l a s

s

í mi s m a co n re c t a

lu z . Y t a nt o p or es t a razón , co m o t a m -

d

e du ccio n es , q u e as í se h acen d e l a hi s t o ri a; p e r o se cree qu e

bi

é n para no r esult ar de m asia d o pr o lij o e n l a In t ro du c ció n ,

l o qu e l as ju s ti f i ca, d e b e pr ove n ir d e l a expe ri e n c i a . En cam-

bi o, lo qu e l a fi l osofía

e nt ien d e p o r concep t o es o t ra cosa; el

y a qu e en l a h is t o r ia u niversal nos ag u ar d a u na mater i a t a n

r i ca, no ser á menest er q u e m e e n t retenga e n refut ar y recti fi-

c

o n c ebi r es aq u í la act ivida d misma d e l concepto y no l a con-

ca

r l as i nfin i tas re p resentaciones y r ef l exio n es e qui voca d as, qu e

c

u rre n c i a de u na m ateria y u na form a qu e vi e nen cada u n a

est á n en c u rso o se i nven t an c ont i nu ame n t e so b re l os p unto s

d

e s u la d o . Un a a li a n za como l a d e l a hi s t o ri a p ragmá t ica no

d

e v i s t a ' , l os p r inc i p ios , l as o pini o n es acerca d e l fin y de l i n te-

b

as t a a l co n cepto e n l a fi l osofía : es t e t o m a ese n c i a l me nt e

d e

r

és d e l estu d i o d e l a hi s t or i a , y e n par t i cular so b re l a re l ac i ó n

sí m i s m o s u ma t eri a

d el en l ace in di cado , sub s i s t e l a m i s m a dif e r e n c i a: l o s u ce d ido

y l a ind e p endenc i a d e l co n ce pt o se opo n e n mutu a m e nt e.

y c o nt en i do . En

es t e res p ec t o, y a pesar

S i n em b argo , l a m i sma relació n se n os of r ece ya den t ro d e l a

histo r ia (prescin di e nd o aún enterame nt e de l a f il osofía) , t an pron -

t o como tomamos e n el l a u n p u n t o d e vist a má s a l to . En primer

d e l concep t o y d e l a f il osofía con l o h ist órico. L a s om itiré p or

e nt ero o so l o in c i d ent a lm e nt e

r eco rd aré a l go so b re e l l as .

J Cada nu e vo pró l o g o

d e un a his t or i a y s e g ui da m e nt e

r ese ñ a s d e es r a mis ma hi s t o r ia, a por t a n

un a nu eva t e or í a.

l as int ro du c c ion es,

e n l as

l '

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CAPÍTULO 1

L a visión racional de la histori a universal

provision a l de la

filosofia de l a h i stori a univers a l, que, como he dicho, a l a filo - sofi a se le hace en prim e r t é rmino el reproche d e que va con c í e rt ó s pensamientos a la hi s tori a y d e qu e considera e s ta según

esos p e ns a mientos . Pero e l ún i c o pensamient o que a porta es

p e nsamiento de l a razon,cIe que la razón rig e el

mundo y de qu e, por tan t o, ' t a "" mbiénl a historia universal ha transcurrido racionalmen t e . Esta convicción y evidencia es un supuesto, con respecto a l a his t oria como tal . En la fi l oso - fía , empero, no es un supuesto . En ella está demostrado,median - te e l conocimiento especulativo , que la razón -podemos ate - nernos aquí a es t a expresión, s i n entrar a discut i r su referencia

y relación a Dios - es la sustancia; es , como potencia infinita,

para sí misma la materia infinita de toda vida natura l y espiri- t ual y, como forma infinita, la rea l iza c ión de este su conteni - do: sustancia, como aque l lo por lo cual y en lo cual toda rea- lidad t i ene su ser y consistenci a ; potencia i nfinita , porque la razón no es tan impotente que solo alcance a l ideal, a lo que debe ser, y solo exista fuera de la realidad, quién sabe dónde , quizá como algo p a rticular en las c a bez a s de a lgunos hom -

Empez a r é adv i r t iendo , sobre el concepto

e l simple

[97]

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98

G . WF.H EG EL

bres; contenido infinito, por ser toda esencia y verdad y m at e - ria para sí misma, la materia que ella da a e laborar a su p r o - pia actividad. La razón no ha menester, como la acción fi n i -

ta , condiciones de un material ex t erno; no necesita de me di o s

dados, de los cuales reciba e l sustento y los obje t os de su act i - vidad; se alimenta de sí misma y es ella misma el material qu e . elabora . Y así como ella es su propio supuesto , su fin, el fi n último absoluto , de igual modo es ella misma la actuació n y producción , desde lo interno en el fenómeno, no s olo d e l universo natural, sino t a mbién del espiritu a l, en la hist ori a universal . Pues bien, que esa idea es lo verdadero , lo eter n o , lo absolutamente poderoso; que esa ide a s e manifiesta en e l mundo y que nada se manifiesta en el mundo sino ella mis m a, su magnificencia y dignidad; todo esto est á , como qued a dich o ,

demostrado en la filos ofia y, por tan t o, se presupone aquí co m o demostrado. ; [La considera c ión filo s ófica no tiene otro designio que e l i-

e s lo mismo que l a

necesidad e x terna, esto e s , un a necesid a d que remont a a c a u-

s as, la s cu a les s on solo circun s tancias externas . Debemos bu s -

la hi s toria un fin uni v ersal, el fin último del mund o , no un fin particular del espíritu subjetivo o del ánimo. Y debemos aprehenderlo por la razón, que no puede poner inte-

rés en ningún fin particul a r y finito, y s í solo en el fin a bs o - luto. Es t e es un contenido que da y lleva en sí mismo el tes - timonio de sí mismo, y en el cual tiene s u apoyo todo aqu e ll o en que e l hombre puede interesarse . Lo r a cional es e l ser en

minar lo contingente. La contingencia

car en

y por sí , mediante

el cual todo tiene su valor . Se d a a sí

mi

s mo diver s a s figuras; en ninguna es más c laramente fin que

en aquella en que e l espíritu se explicit a y manifiesta en l as

f iguras multiformes que ll amamos pueblo s. Es nece s ario lle-

var a la historia la fe y e l pensamiento

l a voluntad no e s tá entregado al acaso . Damos por supuesto ,

c omo verdad, que en los a contecimientos de los pueblos domi- na un fin último, que en la historia universal hay una razón

- no la razón de un sujeto particular, sino

abso1uta - . La demostr a ción de esta verd a d es el trat a do d e

de que e l mundo d e

la razón divina y

l

a historia univers a l mi s ma , imagen y a cto de la razón . Pero

l

a v erd a der a demostración s e halla m á s bien en el c ono c i-

LECC I ONES SOBRE L A F I LOSO FÍA DE L A H I STOR I A

UNI VERSAL

99

mi e nt o de la razón mi s m a. Est a s e rev e la en l a hi s toria uni-

ve r sal : La historia universal es solo la manif e sta ción de esta

únic a razón; es un a de las figuras p a rticularesen que la razón

se revela ; es una copia de ese modelo que se ofrece en un ele- mento especial, en los pueb l os .

la e x is-

tencia y s e explan a por s í m i sm a. El pensamiento nec es ita dar s e cuenta de e s t e fin de la razón . El modo filo s ófico puede tene r a l principio algo de choc a nt e ; dadas las m a l as costum - bres de l a represent a ción , pued e s er tenido por c ontingent e , por un a ocurrencia. Aquel para quien el pensamiento no sea

La razón descans a y tiene su fin en s í mis m a ; s e da

lo

único v erdadero, lo supremo , no puede juzgar en absolu -

to

el modo filosófico] .

Podría, pues, pedi r a a quellos de ustedes, señores, que toda- vía no han trabado conocimiento con la filosofí a , que se acer -

con fe en l a

razón , con sed de su conocimiento.Y en efecto , la necesidad

subj e tiv a que lleva al e s tudio de las ciencia s e s , en verdad, sin

duda , e l a fán de ev idencia racion a l , de conocimiento,

meram e nt e de una s uma de notici as . Pero , en re a lidad , no

necesito r ec lamar d e ant e mano s emejante fe. Lo qu e he dicho hast a ahora , y diré toda v ía , no deb e tomarse como un supue s -

to

y no

casen a esta expo s ición de la histo ria universal

- ni

siquiera por lo que se r e fiere a nuestra cienc i a - ,

sino

como una sinopsis del conjunto, como el resultado de la con - sideración que hemos de hacer - resultado que me es cono- cido, porque conozco e l conjunto . La consid e ra c ión de la hi s - toria universal ha dado y dará por resultado el saber que h a

y

nec e sar io del espíritu universal , el cual es la s ustancia de l a

historia - espíritu uno , c u y a natura leza e s un a y s iempre la mism a, y qu e explí c it a esta su naturalez a en l a e x i s tencia uni - vers a l . (El e s píritu universal e s el esp í ritu en general). E s te ha de s er , como qued a dicho , el re s ulta do de l a historia misma . Pero h e mos de toma r la historia t a l como es ; hemos de pro - ceder histórica , empíricamente. Entr e o t ras cosas, no deb e - mos dej a mos seducir por los historiadores de oficio. Pues, por 10 m e nos entre los hi s toriadore s ale manes, inclu s o aquello s que po s een un a gran a utorid a d y se enorgullecen del llam a - do e s tudio de las fu e nte s, los h ay que h a cen lo que reprochan

tr a nscurrido racion a lm e nte, que h a s ido el curso r a cional

100

G.W . F.HEGEL

a los filósofos, esto es, llevar a la historia invenciones a príorí. Para poner un ejemplo, diremos que es una muy difun did a

invención

antiguo, el cual, adoctrinado inmediatamente por Dios, h a vivido con perfecta visión y sabiduría, ha tenido penetr ant e noción de todas las leyes naturales y de toda verdad esp iri - tual, o que ha habido estos y aquellos pueblos sacerdotales, o, para indicar algo más especial, que ha existido una pica ro ma- na, de la cual los historiadores romanos han sacado la hist o - ria antigua, etc. Dejaremos a los ingeniosos historiadores d e oficio estos apriorismos, no insólitos entre los alemanes . Podríamos formular, por tanto, como la primera condició n,

y m ás

la de que ha existido un pueblo primero

la de recogerfielmente lo histórico. Pero son ambiguas esas exp re- siones tan generales como recoger y fielmente. El historiógra fo corriente, medio, que cree y pretende conducirse receptiv a - mente, entregándose a los meros datos, no es en realidad pa si-

vo en su pensar. Trae consigo ellas lo existente. Lo verdadero

ble. Singularmente en lo que debe ser c i entífico, la razón n o

puede dormir y es menester emplear la reflexión.

Quien m ira

sus categorías y ve a través de no se halla en la superficie visi-

racionalmente el mundo, lo ve racional.Ambas cosas se dete r- minan mutuamente. •• [Cuando se dice que la finalidad del mundo debe de s - prenderse de la percepción, esto no deja de tener exactitu d . Mas para conocer lo universal, lo racional, hace falta emple ar la razón. Los objetos son estímulos para la reflexión. El mun - do se ve según como se le considere. Sí nos acercamos a l mundo solo con nuestra subjetividad, lo encontraremos t al como nosotros mismos estamos constituidos; sabremos y vere- mos cómo ha tenido que hacerse todo y cómo hubiera deb i - do ser. Pero el gran contenido de la historia universal es racio- nal y tiene que ser racional; una voluntad divina rige poderosa el mundo, y no es tan impotente que no pueda determina r este gran contenido. Nuestro fin debe ser conocer esta sus- tancialidad, y para descubrirla, hace falta la conciencia de la razón, no los ojos de la cara, ni un intelecto finito, sino los ojos del concepto, de la razón , que atraviesan la supe r ficie y penetran allende la intrincada maraña de los acontecimien- tos . Mas se dice que , procediendo así con la historia, se emplea

LECCIONES SOBRE LA FILOSOFÍA DE LA HISTORIA UNIVERSAL

101

un procedimiento apriorístico e ilícito

lenguaje le es indiferente a la filosofía . Para conocer lo sus-

tancial hay que

debemos acudir con reflexiones parciales, pues estas desfigu- ran la historia y provienen de falsas opiniones subjetivas. Pero

acercarse a ello con la razón. Sin duda, no

en sí y por sí. Pero tal

la filosofía no tiene nada que ver con estas. La filosofía, segu-

estará convencida de que y no tras tocará la verdad,

ra de que la razón rige el mundo,

lo

sucedido se somete al concepto

como es hoy moda, particularmente entre los filólogos, que introducen en la historia puros apriorismos , con su preten- dida sagacidad', La filosofía opera también a priori, puesto que supone la idea . Pero esta existe ciertamente; tal es la convic- ción de la razón. El punto de vista de lahi.s.tQria universal filosófica no es, por tanto, un punto de vista obtenido por abstracción de otros muchos puntos de vista generales y prescindiendo de los demás. Su rincipio espiritual es~ t Qtalid ad . d _ e J os - puntos_ de vista. Consi era e prin c ip~ creto y espiritual de los pue-

blos y su historia, y ~~ _ ~ e res sin, p de un pell á .;:t ! lli ~ n t . 9 _ 1 Jll i

e l . ~ Q ! Ü ~ : - : E s t e e lemento universal no pertenece al fenó- meno, que es contingente. La muchedumbre de las particu- laridades debe comprenderse aquí en una unidad. La historia tiene ante sí el más concreto de los objetos, el que resume en sí todos los distintos aspectos de la existencia; su individuo es el espíritu universal. La filosofía, pues, al ocuparse de la his- toria, toma por objeto lo que el objeto concreto es, en su figu- ra concreta, y considera su evolución necesaria. Po r esto, lo primero para ella no son los destinos, ni las pasiones , ni las energías de los pueblos, junto a las cuales se empujan los acontecimientos; sino que lo primero es el espíritu de los acon- tecimientos, que hace surgir los acontecimientos; este es Mer- curio, el guía de los pueblos. Por tanto, no se puede consi- derar lo universal, que la historia universal filosófica tiene por objeto, como una parte, por importante que sea,junto a la

l ~ s~ ~ ua ~~~~~ . E articula-

q.ue - s @ -]3 - r QlQngapor

1 Por ejemplo, Niebuhr con su gobierno de los sacerdotes en la historia de Roma; tam- bién Müller en sus Dorios.

102

G . WF . HEG EL

o

cual existirán otras partes; sino que lo universal es lo infi ni-

toda s l a s cosas, que est á

presente en tod as p a rte s (porque e l espíritu e stá et e rn a m en - te d e ntro de sí mismo) , p a r a el que no h ay pa s ado y qu e p er -

manece s iempre el mi s mo en s u fuerza y poder .

con el intelecto ; l a c a us a y

el efecto deben h a cérs e nos concebibles ; Vamos a consider ar,

de este modo, lo esencial en la historia universal, omitien do

lo importante , lo en

s í significativo. Determin a lo es e nci a l y lo inesenci a l, s egún el

fin qu e persigu e, a l trat a r l a historia. Estos fine s pueden s er d e ma y or diversid a d . En cu a nto se señala un fin, se m a nifiest an en s eg uida otra s referenci a s , hay fines capit a les y secundari os. Si comp a ramos lo dado en la historia con los fines del espí - ritu, h a bremos de renunciar a todo lo demás, por interesa n - te que pued a se r , y aten e rnos a lo e sen c i a l . De este modo l a

r

lo in ese ncial . El intel e cto hace re sa ltar

tamente

c oncreto, que comprende

e h i storia debe considerarse

a zón se ofrece a s í mis ma un contenido ,

que no e s tá sim -

plemente en l a mi s ma lín e a que lo s s uce s o s; s e propone fin e s que int e res an es encialmente al es píritu, a l á nimo , y que y a en

la lectur a nos mu e ven a l a tristeza , l a admir aci ón o l a a legr ía].

Pero no e s pertinente de s arrollar a quí los distintos modos d e la refl ex ión, puntos d e v ista y jui c io sobre la mera impo r-

t a nci a e insignific a ncia (que son l as catego r í as má s próximas) ,

s obre a quello a qu e, en e l inmen s o mat e ri a l exist e nte , con-

LECC I ONES SO B RE LA F IL OSOFÍA DE LA H I STO RI A UNIVERSAL

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sobrenadar

e l humano hacer y p a decer; en todas p a rtes a lgo

nuestro y, por t a nto, una incl i na c ión de nuestro interé s en pro

y en contra. Or a nos a tr a en la belle za , l a liberta d y l a

za; or a nos incit a la energí a con qu e ha s t a e l vicio sa be adqui-

rir importanci a . Unas veces vemos m ove r se difí c ilmente l a

exten s a masa de un int e rés gen e r a l y pulverizarse, sa crificad a

a un a infinita complexión de pequeñas circunstancias. Otras

veces vemos producirse una cosa pequeña , mediant e una enor- me lev a de fuerza s, o salir un a cosa enorme de otra, en a pa- riencia, insignificante. Por toda s p ar tes e l m ás abig a rra do tro -

pel , a rr a strándonos e n su int e ré s . Y cu a ndo una co sa desaparece , v iene otra a l mom e nto a ocup ar su pu es to .

riqu e -

El aspecto negativo de este pen s amiento

de l a v a riación

provoc a nuestro pesar . Lo que nos oprime es qu e l a más rica

figur a, la vida m á s bella encuentr a su ocaso en la historia. En

la historia caminamos entre las ruinas d e lo egr eg io. La hi s -

tori a no s arr a n ca a lo m ás noble y más hermo s o ,

nos interesamo s . Las pa s iones lo h a n hecho s ucumbir . Es pere- cede r o. Todo p a r e ce pa sar y nad a permanecer . Todo vi a jero ha sentido est a melancolí a . ¿Quién habr á e sta do entre las rui- nas de Cartago, Palmira, Persépolis o Rom a , sin entregarse a consid e raciones sobre la caducid a d de lo s imperios y de lo s hombr es, al du e lo por un a vida p a s a da , fuerte y rica ? Es un

du e lo que no deplora p é rdid as p e r s on a l es y l a c a ducidad d e

por qu e

c

e demo s el m ay or pe s o. [En cambio , d e b e mos indicar br e -

los propio s fin es, como s u c ede

junto al se pul c ro de l as p e r-

v

emente las categorías en que la fa z de l a hi s tori a se presen-

s

ona s querida s, s ino un du e lo d es interesa do , por l a de s apari-

Pero otro aspecto se enlaza en seguida con esta c a tegorí a

ta, en general, a l pensamiento . La primera c a t e goría surge a la vista d e l c a mbio de los indi -

ción de vidas human a s , b r illante s y cultas .

viduo s , pueblo s y Estados , que e x i s ten un momento

nuestro interé s, y en s eg uida de sa parecen . E s la c a t e goría d e

l a variación.

y atra en

y ac tos , d e

figura s infinit a mente di v er s as d e pueblo s, Estado s e indi v i- duos , e n inces a nte sucesión . Cuanto puede introducir s e en el

á nimo del hombre e interesado, todo sentimiento del bie n,

de lo b e llo, de lo grande , s e ve solicitado y promovido; p or toda s p a rtes se concib e n y per s igu e n fine s que reconocem os

y cu ya re a liz a ción

tem e mo s. En todo s esto s ac ontecim ie nto s y a ccidente s v em os

y

Vemo s un in ge nte cu a dro de a conte c imientos

de sea mo s y p o r los cu a les e s p e r a mo s

de l a v a riación : que un a nueva vid a surge de la muerte . Es e s t e

un pensa miento

que lo s oriental es ya concibieron , quizá s u

pen sami e nto m ás grande , y desd e lu e go el m ás a lto de s u met a - físic a . En e l mito de la tran s migr a ción de las alm as e stá con- tenido , con re s p e cto a lo indi v idu a l ; pero m á s uni ve r s almen-

te con oc ida es a ún la im a g e n del f é nix, de l a vid a n a tura l, que se prep a ra eternamente s u propia pira . y se c onsume sobre ell a, de t a l suerte, qu e de su s cenizas re surge un a nuev a vida reju - venecid a y fre s c a. Pero e s t a e s sol o una image n orie nt a l ; con -

v iene a l cuerpo , no al e s píritu . L o occid e nt a l es qu e el e s pí-

ritu no s olo re s ur g e reju ve necido , s in o - s ublim a do , e sc l a recido .

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G .WF HEGE L

L

ECCI ONES SOBR E LA F IL OSO FÍ A D E L A HI STOR I A UNI VERSAL

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Oponiéndos e a sí mismo y consumiendo su figura pr e s e n te,

y

qu e han su s cit a d o el int e r és d e l as é po c as y l o s pueblo s . S e

e

lév as e a un a fo r mación nu e va. Pero a l deponer la envoltu r a

pr

o duce e l d ese o d e h a ll a r en la idea la ju s tific a ción de serne-

de su exist e n c i a , no solo transmigr a a otra envoltur a, s i n o qu e

resurge d e las cenizas de su figura anterior , como un esp í ri -

tu más puro. Est a es la segunda categoría del espíritu. El reju-

venecimiento d e l espíritu no es un simple retorno a la mis m a

figura; es una purificación y elaboración de sí mismo . Re sol- viendo su problema , el espíritu se crea nuevos problema s , c o n

lo que multiplica la materia de su trabajo. Así es com o e n l a

historia vemos al espíritu propagarse en in a gotable multit ud

de aspecto s , y gozarse y satisfacerse en ellos. P ero su trab a j o

tiene siempre el mismo resultado : aumentar de nuevo su ac t i-

vidad y consumirse de nuevo. Cada una d e las creacion es,

en que se ha satisfecho, se le presenta como una nueva mat e-

ria que exige nueva elaboración. La forma que esta ha rec i- bido se convierte en material que el trabajo del espíritu ele va

a una nueva forma. De este modo el espíritu manifiesta tod a s

sus fuerzas en todas las direcciones. Conocemos que posee, por la diversidad de sus formaciones

ciones. En esta alegría de su actividad , solo consigo mi s m o tiene que habérselas . Sin duda está ligado , interior y ext e-

riormente, a condiciones naturales que no s olo pueden pon er resistenci a s y obstáculos en su camino , s ino también a c arre ar

e l completo fracaso de sus intentos. Pero en e s te

su función, como ente espiritual, para quien el fin no es l a

ob ra , sino la propia actividad; y de este modo nos ofrece tod a -

las fuerz a s y produc -

c aso cae en

j a nt e d e c a d e nc ia . E s t a con s id erac ión nos conduc e a la terce-

ra c a tegoría, a la cuestión de un fin último en sí y

esta categoría de l a razón mi s ma, que existe en l a concie n- cia , como fe en l a razón que rige e l mundo . Su demostración es el tr a tado mismo de la h i storia univers a l, la c ual es la ima-

gen y la obra de la r a zón]. Solo record a ré dos formas, r e lativas a la convicción gene- ral de que la razón ha r egido y rige el mundo y , por consi-

gu i ente, también la historia univer saL E sta s dos fo r mas nos

dan a l a vez oc a sión par a tocar más de cerca el punto capital de la dificultad y para aludir a lo que hemos de exponer más ampliamente luego. La una es el hecho histórico de que el griego Anaxágoras fue el primero en decir que el noús, el intelecto en general o

la razón, rige el mundo; no una inteligencia como razón cons-

ciente de sí misma, ni un espíritu como tal. Debemos distin- guir mu y bien amba s cosas. El movimiento del sistema solar

se verifica según leyes invariables ; estas leye s son la razón del

ni el sol ni los planetas, que giran en torno al sol

conforme a estas leyes, tienen conciencia de ellas ' . El hom- bre extrae de la exi s tenci a estas leyes y las s abe . El pensamiento, pues, de que hay un a raz ó n en l a n a tural e z a, de que esta e s regid a inmu t ablemente po r le y e s universales, no nos sorprend e; ni tampoco que en A na xá goras se limite a la n a turalez a. E s t a -

mismo ; pero

por sí. Es

vía el espectáculo de haberse demostrado como tal activid ad.

m

os aco s tumbrados a é l y no le ha c emo s mucho c a so. He

Ahora bien, e l primer resultado de e sta consideración int ro -

m

e ncion a do , pues, este hecho históric o, p a ra h ac er n o tar qu e

ductiva es que nos fatigamos ante la sucesión d e l as forma s y

la

hi s t or i a en s eña que algunas cosas que pueden parecemos

creaciones particulares y pregunt a mos: ¿ cuál es el fin de tod as estas formas y creaciones? No podemo s v e das agotadas en su fin pa r ticular. Todo debe redundar en provecho de una obr a .

triviale s n o han e s tado si empre e n el mundo ; antes bien, ese pensa m iento ha h e cho époc a en l a historia d e l espíritu huma- no.Aristótel es dice de Anaxágor as, como creador de ese pen-

Este e norm e sacrificio d e cont e nido espiritu a l ha de t e n er

s

a mi e nto, que p ar e c í a un hombre sereno e ntre borra chos.

p

o r fund a m e nto un f in último. Se i m p o ne, pu e s , l a pr e gun t a

Sócra t es t omó d e Ana x ágora s e s t e p e n sa miento , y , con

d e si tr a s e l tumult o d e es ta sup e rf ic ie no h a br á una obr a ínt i -

a , sil enc ios a y se cre t a , en qu e se c o n s e r ve la fuerza de to do s

L o que pu e d e dej a mo s p e rpl e j o s es la g r an

div

d o . V e mos

lo

m

s fen óm e nos.

e rsid a d e in c lu s o e l interior ant ago ni s mo d e e ste c o nt eni -

co s a s a nt a g ó nic as qu e son v e ner a d a s c o m o s antas

exc e pci ón de E picur o, qu e a tribuí a t o do s l o s s uceso s al acaso,

d

s

bi

a p a rece t am- (v . Fedón, ed.

E stéfa n o, p p. 9 7- 98 ) so bre e s t e d es cub r imiento de qu e e l pen-

i cho p e n sam ie nt o se h a hecho

domin a nt e e n l a fil osofía . A

u t i emp o v er e m o s e n qu é r e li g i o ne s y pueblos é n . A h o r a bi e n , P l a t ó n h a ce decir a S ócr a t e s

106

G .WEHEG EL

samiento - e sto es, no l a razón con s cient e , sino un a r a zó n todavía indeter m inad a , ni consciente, ni incons c iente- ri ge

el mundo: « Me gozab a e n él y esp e r a b a . hab e r encontrad o un maestro que me explicara la naturaleza según la razón , m o s - trándome en lo particular su fin particul a r y, en el todo, e l f in universal, e l fin último , el bien . Y no habría renunciado p o r nada a esta esperanza. Pero ¡cuán decepcionado quedé -p r o - sigue Sócrates+- al leer afanosamente los escritos d e l pro p i o Anaxágoras! Hallé que solo adu c ía causas exteriores: el a i r e, e l éter, e l agua y otras semejantes, e n lugar d e la razón » . Co m o se ve, la insuficiencia que Sócrate s encontraba en el p r in c i - pio d e Anaxágoras, no se refiere al principio mismo , sino a su falta de apl i cación a l a naturaleza concreta; a que esta n o es c~)l:-cebidani explicada por aquel principio; a que aqu e l pri n - CIplO permanece en la abstracción, o, dicho más determinad a - mente, a que la naturaleza no es aprehendida como u n desarrollo de dicho principio, como una organización p r o - ducida por él , por la razón, como causa. -Llamo ya desd e ahora la atención sobre la diferencia que hay entre sentar u n a definición , principio o verdad, de un modo meramente ab s- tracto, o llevarlo a una determinación más precisa y a un de s- arrollo concreto. Esta diferencia es fundamental, y entre otr a s cosas, la encontraremos principalmente al término de nue s - tra historia universal , cuando tratemos de la novísima situ a- ción política-o P ero he señalado esta primera aparición del pensamient o de que la razón rige el mundo así como las deficiencias qu e había en él , sobre todo porqu e lo dicho tiene su perfecta apli - cación a otr a forma del mismo pensamiento , forma que n os es bien conocida y bajo la cual este pensamiento constituy e una convicción en nosotros. Me refiero a la forma de la ver-

dad

a c a so, ni a caus a s e x teriores,

videncia rige el mundo. Ya dije a nt e r i ormente que no qui e r o ap e lar a vuestr a fe e n e l principio indic a d o . Sin e mb a rgo , a p e - l a ría a l a fe en él , bajo e sta form a religios a , si l a Índole pr o p ia d e la c i e n c ia filo só fi c a no prohib iese ha c er supu es tos ; o dich o de otr a m a ner a : porque la cienci a que nos proponem os tr a - t ar, e s l a que deb e propor c ion a r l a pru e b a, n o diré d e l a ver-

religiosa que dice qu e

e l mundo no está entregado al conting e ntes, s ino qu e un a Pro-

L E CC I O N ES S OB R E LA F IL OSOF Í A DE L A H I STOR I A U N I VE R S AL

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dad, p e r o s í d e l a exactitud de a qu e l principio , de qu e ello es aS Í;s olo e ll a d e b e mo s tr a rlo en c o ncr e to. L a verdad de que un a

pr ov id e n c i a , l a P rovid e n c i a divin a, pre s id e l o s a cont e cimi e n- tos del mundo, c orr e sponde al principio indicado. L a P rovi- den c i a divina es, en efecto , la sabidurí a s e gún un a potencia infin i ta , qu e r ea liza sus fines , esto es, el fin último , a bsoluto y ra c ion a l d e l mundo. La r azón es el pensamiento, el noús, que se determin a a sí mismo con entera libertad. M a s , por otra parte , la diferencia y h a sta l a oposi c ión ent r e est a f e y nuestro principio , res a lta justamente d e l mismo modo que, en e l prin c ipio de Anaxágor a s, entre e s te y l a e xi gencia que Sócr a te s l e pone . Aquell a fe es igU a lm e nte indetermin a - da; es un a fe en la Providencia en general, y no pasa a lo deter- minado, a la aplicación, al conjunto , al curso íntegro de los acontecimientos en el universo. En lugar de llevar a cabo esta aplicación, los historiadores se complacen en explicar natu- ralmente la historia. Se atienden a las pasiones de los hom- bres, a los ejércitos más fuertes, al talento o genio de tal o cual individuo o al hecho de que en un Estado no ha existido jus- tamente ningún individuo semejante, a las llamadas causas

naturales y contingentes, Anaxágoras. Permanecen

aplicar la idea de la Providencia de un modo general , sin intro- ducirla en lo concret o y determinado. Est a determinación d e la P roviden c ia , el hecho d e que l a Providenci a obre de este o aquel modo , s e ll a ma el plan de la Providencia (fin y m e dios para este destino , es tos plan es ). Pero se dice que este plan s e hall a oculto a nuestros ojos e incluso q ue serí a t e m e ridad que-

r e r conocerlo. L a ignorancia de Ana x ágoras sobr e el modo de revelarse el intelecto en la realidad er a una simple ignoran-

cia ; el pensar , la conciencia

arrollado aún ni en é l , ni, en general, en Gre c ia . Todavía no e r a ca p a z de a pli ca r s u principi o g e n e ral a lo c oncr e to , ni d e e x plicar l o c on c re t o por su prin c ipio. S ócr a t es h a d a do un p aso m ás , co n c ibi e ndo u na form a de uni ó n e n t re l o concr e - to y lo univ e r s a l, a unqu e solo e n e l as pe c to s ubjeti vo ; por eso n o a dopt ó un a ac titud p o l é mica cont r a s e m e j a nte a p licación. Pe ro aqu e lla fe s i g nific a una a cti t ud pol é mi ca , por lo me nos c ont ra l a a plicaci ó n en g r a nde , co nt r a e l c o n oc imiento d e l

como las que Sócrates censuraba en en la abstracción y se contentan con

del pensamiento no s e h a bía des-

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G.WF . H EG EL

LECC I O N E S S O BRE LA F I L OS OFÍA DE L A H I STOR I A U N IV E RSAL

10 9

p l an pro v idencia l. P u es e n par t icu l a r se la deja intervenir a c á

ten i do el s e r divino en la l ejanía, quede situ a do más a ll á de

y

a ll á ; y los espírit u s pi a dosos ven en m u c h os s u cesos, que

l a s co s a s hum a nas y del conocimiento hum a no . Así se con -

o t ros consideran como cas u al i dades , no so l o decretos de Dios ,

serv a, por otro lado , la libertad de eludir las e x igenc i as de l a

en gener a l, sino t am bi én de su Providencia , es decir, fines que

verdad y de l a razón y se gana l a comodidad de abandonar -

és

t a se propone. Sin embargo, esto sue l e s u cede r so l ament e

se a las propias representaciones . En este sentido, es t a r ep r e -

en casos ais l ados. Por ejemp l o, . cuando un i ndivi du o, qu e s e h a ll a en gran conf u s i ón y neces i dad, rec ib e i n es p eradamen - t e u n a u x i lio, n o de b emos negar l e l a r azó n , si d a g r ac i as po r e l lo a D i os. Pero e l f in m i smo es de índole li m it a d a ; s u con -

sentación de Dios s e convierte en una pala b ra vana . Si pone - mos a Dios más allá de n u estra co n c i e n c i a racion a l, p odemos m u y b i en prescindir de preo cup arnos d e s u nat u ra l eza, como d e b uscar l a razón en l a h istoria uni versa l ; l as lib res h ipótesis

t eni d o es t an so l o e l f in p ar t ic ul ar de es t e i n di vi du o . Ma s en l a h is t oria uni versa l n os referimos a in di vi du os qu e son p u e - bl os, a con junt os qu e s o n Es t ados. Por t an t o, n o p o d e m os con - t en t ar n os co n a qu e ll a f e qu e a dmini s t ra l a P ro v id e nci a a l

ti e n en ento n ces anc h o cam p o. La p i a d osa h u m ild ad sa b e bien l o q ue ga n a co n s u renu n cia ] . Pod r ía no ha b er d i cho q ue nues t r a afirmación d e que la r azó n r i ge y ha reg id o e l m u ndo, se expresa en f orm a re l i -

po

r m enor , di gá moslo así ; ni t a mp o c o con la fe m era me nte

gio sa, c u a nd o afi r m a mos que la P r ovi d e nc ia ri ge e l mund o.

ab

s t ra ct a e in de t er minada que se sa ti s f ace co n l a fórmul a gene-

A sí n o hubi era recor d a do e st a cu est i ón d e l a po si bilid ad d e

ra l de qu e h ay un a Pro v id en c ia que r i ge e l mundo , p e r o sin

qu e r er e nt rar e n lo dete rm i na d o y co n c r e t o, s ino qu e h emo s

d e p roce d er det e n id ame nt e e n es t e punt o . Lo conc re t o , l o s caminos de l a Prov id e n c i a so n l os me d ios, lo s f e n ó m e n os en

l a h is t o ri a, l os c u a l es es t á n p a t en t es a nt e

no s ot r o s; y d e b e -

mos refer i r l os a a qu e l prin c i pio un iversa l. Pe r o l a mención del conocimiento de l p l a n d e l a d ivina Provi d enci a nos h ace rec irdar una cuestión d e m áx i ma impor- tancia en nues t ros tiempos , a sa b er : la cuestión de l a posibi - li dad de conocer a Dios , o más bien (puesto q u e ha cesado

d e ser cuestión) la doctrina , convert i da en pre j uic i o, de qu e

es imposible conocer a Dios, contrariamente a l o q u e la Sagra-

da Escritura impone como deber supremo, q u e es n o solo amar, sino conocer a Dios. Hay quienes niega n l o qu e a ll í se dice, es t o es, q u e e l e sp í rit u es quien nos i ntr o du ce en la verdad, q u e é l conoce t o d as l as cosas y pene tr a in c lu so en las profundi d a d es de l a D i v in i d a d . [ La fe i ngen u a p u e d e ren u nci a r a l conoc imi e nt o d eta ll a - do y con t e nt arse co n la representación ge n era l d e un go bi er - no divino de l mu n do . Quienes t a l h acen no so n ce n s u ra - bl es, mientras s u fe n o se conv i erta e n po l émica . Pero cabe también sostener esa r epresent a ción co n pa r c i a li dad; l a pro - posición genera l p u ede t ener, precisamen t e a ca u sa d e s u gene - r a lid a d , un s ent i do negativo p a rticu l a r; de s u erte q u e , man -

cono cer a Dios . Per o n o he qu eri d o d e j a r d e h a c er lo , n o sol o par a h acer no t ar l os o bj e to s con que se re la cio n an e s tas m a t e - r ia s, s i no tam bi é n p ara ev it a r l a sospec h a d e que l a filo s ofi a se a t emor i ce, o de b a a t emori z arse, de recor d ar las verda d es r eli -

giosas y l as apar t e

t u viese l a concien c ia tra n quila . An t es por el contrario, se h a ll egado en l os ú lt imos tie m pos a tal punto , que la f il os o f í a t iene q u e h a cerse cargo del contenido de la religión, incl u so contra a lgunas formas de teología. [ Se oye con frecuencia , como hemos dicho , que es una temeridad querer conocer el plan de l a Providencia. Hay que ver en esto un resu l tado de l a representación , convertida hoy en axioma casi u niversal, de que no se puede conocer a Dios . y c u ando l a teo l ogía mis m a es qu ien ha ll ega d o a esta des - e s p erada acti tu d , hay que r efugiarse en la f il osofia si se q uie - re conocer a Dios . Se a cu sa de org u l l o a l a razón, por querer sa b er a l go so b re Dios . Pero más bi en debe decirse que la ver - dadera humi l dad cons i s t e jus t amente en reconocer a D i os en t odas l as cosas, tri b u t ándole honor en todo y princ i palmen - t e en el t ea t ro de la h is t oria u n i versal . Arrastramos, c omo una t ra di ción, l a convicc i ón de q ue la sabiduría de D i os se reco - n oce e n l a na t ura l eza . Así f u e moda durante a l g ú n ti empo a d mirar l a sabiduría de D i os en los animales y las plan t as . Se d em u estra conocer a Dios asombrándose a nte l os des t inos

de s u camino , como si, acerca de e ll as, n o

 

110

G .W.EH E GE L

L ECCI ONES S O B R E LA FI LO S O FÍA D E LA HI S T OR IA U NIV E R S AL

1 11

humanos o ante los productos de la natur a leza . Si se con c e -

lo

s di os e s r e b a jan la s cosas grand es . Ari s tótel e s dice que los

de, pues, que la Provid e n c ia se revela en estos objetos y m a t e -

po

e ta s miente n mu c ho; que no se puede atribuir envidia a

rias, ¿por qué no en la historia univer s al? ¿ Par e cerá e s t a

Dios. S i afirmá se mos , pu e s, qu e Di os no s e comunica, esto

materia acaso demasiado amplia? Habitu a lmente, en efe c t o,

se

r ía a tribuir a Dios envidia. Dios no puede perder por comu -

nos representamos la Providencia como obrando en pequ e - ño; nos las figuramos semejante a un hombre rico que di s - tribuye sus limosnas a los hombres y los dirige. Pero yer r a quien piense que la materia de la historia univers a l e s dem a - siado grande para la Providencia . Pues la divina sabidu r ía e s , en lo grande como en lo pequeño, un a y la misma. En la pl a n -

nicación , como una luz no pierde porque se encienda otra en ella. Ahora bien, se dice que Dios se comunica , pero solo en la n a turaleza , en e l corazón, en el sentimiento de los hombres. Lo principal en esto es que en nuestro tiempo se afirma la

ta

y en el insecto es la misma que en los destinos de pu e bl o s

nece s idad de permanecer quieto; se dice que Dios e x iste para nosotros en la concienc i a inmediata , en la intuic i ón. La intui -

to

. El hombre piensa , aun cuando no tenga conciencia de ello.

e

imperios enteros . Y

no debemos consider a r a Dio s co m o

ción y el s e ntimiento coinciden en ser conciencia irreflexi -

demasiado débil para emplear su sabiduría en las cos a s gr a n - des. Si no se cree que la sabiduría de Dios actúe en todas p a r - tes, debiera . esta humildad referirse más bien a la mater i a

va. Contra esto debe hacerse r e salta r que el hombre es un ser pensante ; que se diferencia del animal por el pensamien -

que a l a divina sabiduría . Por otra parte, la naturaleza es u n escenario de orden inferior al de la historia universal . La natu - raleza es e l campo donde la idea divina existe en el elem e n - to de lo que carece de concepto. En lo espiritual está en ca m - bio en su propio terreno , y aquí justamente es donde ha d e ser cognoscible . Armados con el concepto de la razón , n o debemos atemorizar nos ante ninguna materia. La afirmación de que no debemos pretender conoc er a

Si pues Dios se revela al hombre, se le revela esencialmente como a un ser pensante; si se revelara al hombre esencialmente en el sentimiento, lo consideraría idéntico al animal, a quien no ha sido dada la facultad de l a reflexión. Pero a los anima- les no les atribuimos re l igión. En realidad, el hombre tiene religión porque no es un animal, sino un ser pensante. Es la mayor d e las trivialidades decir que el hombre se diferencia del ani m al por el pensamiento , y , sin embargo, esta trivialidad

D ios, nece s ita sin duda un de s arrollo más ampl i o que e l q u e puede hacerse aqu í / Pero como esta materia se halla mu y emparentada con nuestro fin, es necesario indicar los pun t o s de vista generales más importantes . Si Dios no pudiera s e r

ha s ido ol v idada . Dios es el ser eterno en sí y por s í ; y lo que e n sí y por sí es universal es objeto del pen s amiento, no del senti m iento. Todo lo espiritual , todo contenido d e la conciencia, el pro-

conocido, únicamente lo no divino, lo limit a do, lo finito , q u e -

ducto y objet o del pensamiento y , ante

todo , la religión y la

daría al espíritu , como algo capaz de interesarle . Sin duda e l

moralidad , deb e n , s in duda, e s tar en el hombre también en

la

forma del sentimiento , y así empiezan estando en él . Pero

hombre ha de ocuparse necesa r iamente de lo finito ; pero h a y una necesidad superior, que es la de que el hombre ten g a

un domingo en l a vida, para elevarse sobre los quehace r e s de los días ordin a rios , ocuparse de la verdad y tr a erl a a la co n - C I e nCI a . Si e l nombr e d e D ios no ha d e s e r v a n o, deb e m os re c o-

el sentimiento no es la fuente de que este conteni d o mana para el hombre, sino solo el modo y manera de encontrarse

en él ; y es l a form a p e or , una forma que el hombre tiene en común con el anim a l. Lo su s t a ncial d e be ex isti r en la forma del s entimient o ; pero exi s te también en otr a f o rma sup e rior

noc e r qu e Dios e s bondadoso,

l a s a ntigu as repr e sentacione s d e l o s gri e g os , D ios es pens ad o como envidioso y s e habl a de l a envidia de l o s dio ses y de qu e

la divinidad es hostil a lo grande y de que l a s senten c ia s d e

o s e a, que se c omunic a . E n

y más dign a . Ma s si se quisiera reducir l a mor a lid a d, la ver-

dad , l os c o nt e nidos m á s espiritu a le s, nece sa ri a mente

timient o y ma ntenerlo g en e r a lmente en é l, e sto s erí a a tri- buirlo ese nci a lm e nte a l a form a a nimal ; la cu a l, empero, e s

al sen -

-------

112

---

G .WEH EG E L

absolut a mente incapaz d e conten i do e s piritu a l. El sentim ient o es la form a inferior que un contenido pued e t e n e r ; en e l l a e x ist e lo meno s posible. Mientr as permanece tan s olo e n e l sentimiento , toda v ía se halla encubierto y enteramente in d e - termin a do . Lo que se tiene en el s entimiento es compl et a - mente subjetivo , y solo existe de un modo s ubjetivo. El qu e dice : « yo siento así » , se ha ence r r a do en sí mismo. Cu a lqui er otro tiene el mismo derecho a decir: « yo no lo siento as í » ; y ya no hay terreno común . En las co s a s tot a lmente particul a - res e l sentimiento está en su derecho. Pero querer asegur ar d e a lgún contenido que todos los hombr e s lo tienen en su sen - timiento, es contradecir el punto de vista del sentimi e nt o , en el que nos hemos colocado; es contradecir el punto d e vista de la particular subjetividad de cada uno. Cuando u n contenido se da en el sentimiento, cada cual queda aten id o

I

i

.

a su punto de vista subjetivo. Si alguien quisiera ca l ific a r d e

este o aquel modo a una persona que solo obra según su se n- timiento, esta persona tendría el derecho de devolverle a q u e l calificativo, y ambos tendrían razón, desde s us puntos de v i s t a ,

para injuriar s e. Si alguien dice que l a religión es para él c o s a del s entimiento , y ot r o replic a que no h a lla a Dios en s u se n - timiento , a mbos tienen razón. A s í, pu es , reducir de e ste m od o

al mero sent i miento el contenido divino -l a rev e laci ón d e

Dio s, la r e l a ción del h o mb re con Dio s, l a e x istenci a d e D i o s p a ra e l hombre - e s limit a r s e a l punto de vista de l a s ubj et i - vid a d p a rticul a r , del a lbedrío , d e l ca pricho . En realid a d , e s h a cer caso omi s o de lo v erdadero en s í y po r sí . Si sólo e xis - te e l modo indeterminado d el s e ntimiento , sin ningún sa b er de Dio s , ni de su contenido , no qued a n a da más que mi ca p ri - cho. Lo finito es lo único que prevalece y domina . Si n ad a s é de Dio s, nada serio puede h a ber qu e lim i te y con s triñ a l a relación . Lo verdadero es algo en sí univer sa l, es enci a l, sustancial ; y lo que es a sí , solo existe en y p a r a el pensamiento. Pe r o l o e spiritu a l, lo que llamamos Dios, es precisamente la ver da d verdaderamente sustancial y e n sí esencialmente individu a l , subjetiv a . Es e l ser pen s ante; y el ser pen s ante es en sí cread o r; como t a l lo encontramos en la hi s toria univer sa l . Tod o l o dem á s , que ll a mamo s v erd a d er o , es solo una form a p a rti cu -

L

EC C I O N E S S O B R E L A F I LO S O FÍ A D E L A HI STO R I A U N I V ER S A L

113

lar d e es t a e t e rn a ve rd a d , tiene s u b ase

ell a . Si n o s e sa b e n a d a de ell a , n a d a s e sa b e ve rdadero, recto,

n a d a mor a l . ¿Cuál es , pu es, el plan de la Pro v idenci a e n l a hi s toria un i - ver s al ? ¿ Ha lleg a do el tiempo de conocerlo?]. Sólo quiero indic a r aquí e s t a cue s tión general.

En l a religión cri s ti a n a , Dios s e h a rev el a do , es to es, h a d a do

en e ll a , e s un ra y o de

a cono c er a lo s hombres lo que El es ; de sue r t e que y a no es un arcano ni un s ecreto . Con esta po s ibilidad de conocer a Dios se no s h a impue s to e l deber de conocerlo, y la evolu - ción del espíritu pensante, que ha partido de esta base, de l a revelación de la esencia divina, debe, por fin, llegar a un buen término , aprehendiendo con el pens a miento lo que se pre- sentó primero al sentimiento y a la representación. ¿Ha lle- gado el tiempo de conocerlo? Ello depende necesariamente de que el fin último del mundo haya ap a recido en la reali- dad de un mudo consciente y universalmente válido. [Ahora bien , lo característico de la religión cri s tiana es que con ella ha llegado e s te tiempo. Este constitu y e la época absoluta en la histori a univer s al . Ha s ido revelada la naturaleza de Dios . Si se dice: no sa bemos nada de Dios , entonces la religión cris - tiana es algo superfluo , algo que ha llegado demasiado tarde

y mal a mente . En l a religión cri s ti a n a s e sab e lo que es Dio s .

Sin dud a , e l cont e nido e xi s te también par a nue s tro senti- miento ; pero , c omo e s un s entimiento espiritu a l ; e x iste tam- bién por lo m e no s par a l a repre se ntación ; y no mer a ment e para la r e pre s ent a ción s ensible , s ino para l a p e n sa nte, para e l órgano pe c uli a r e n qu e Dios e x i s te propi am ente p a r a el hom- bre . La religión cristian a es la que h a manife s t a do a los hom- bres la natur a l e za y l a esencia de Dio s . Como c ri s ti a nos sabe- mos lo que es Dios. Dio s y a no es aho r a un de s conocido . Si afirmamo s que Dios es desconocido, no somo s y a crist i anos. La religión c r istian a e x ige de no s otros que pr a ctiquemos la humild a d -d e que ya hemos h a bl a do - de conocer a Dios, no por nosotros mismo s , sino por e l s a b e r y e l conocimien - to divino . Los cristi a no s e s tán , pu e s , inici a do s en lo s m i s t e rios de Dios ,

y de e s te modo no s h a sido dada tamb i én l a de l a hi s tori a uni - versal . En e l cri s tianismo h a y un c o noc im i e nto determin a -

J

114

G . W, F . H EGE L

LECC I O I\ 1 E S S OBRE L A F IL O S OF Í A D E LA HI STOR IA UNIVER S AL

115

do d e l a P rovidencia y de s u plan . En el c ristiani s mo e s d o c -

determin ac ion es pr e c isas . Estas determi nac ion es preci s a s deb e n

trina c a pital que l a Providenci a h a r e gido y rig e e l mun d o ;

pr

i m e ro se r pen sa d as, p a r a pod e r se r c ono c id as e xa ct a mente

que cu a nto sucede en el mundo está det e rminado p or e l

y

recibid as, e n s u unid a d concret a, dentr o del conc e pto . Por

gobierno d i vino y es conforme a este . E s ta doctrina va con - tra l a idea d e l azar y contra l a de los fines l imitados: por e j em -

tanto , cu a ndo se h a b l a de la tem e r i dad d e l conocimiento , podría repli ca r s e que el conocimi e nto no puede anul a rse, por-

p l o , e l de la conservación d e l pueb l o judío . Hay un fin úl ti - mo , u niver s a l , q u e exis t e en sí y por s i . La re l igión no reb as a

que e s te sólo contempla l a necesidad y a nte é l se v erifica e l dese n volvimiento del conten i do en sí mi s mo . Tam b ién ca b ría

e s t a represen t ación gene r a l . La religión s e atiene a esta g e n e - ralida d. P e ro esta fe uni versa l , l a creencia de qu e l a histo ri a u niversal es u n prod u c t o de l a razón eterna y de q ue l a r a z ón h a determinado l as g r andes revo lu ciones de l a hi storia , e s e l pun t o de part id a necesar i o de l a fi l osofía en ge n e r a l y d e l a fi l osofía de l a hi sto ri a uni versa l.

decir que e st e conocimiento no p u ede con s iderarse como t emerar i o , porque l a única d i ferenc i a entre é l y l o que ll a - mamos fe con s ist e en e l sa b er de l o p a rticu l a r . Pero esta exp li - cac i ó n sería eq u ivocada y fa l sa en s í misma . Pues la natur a l e - za de l o espir itu a l no consiste en ser a l go ab s tracto , sino en ser algo vivien t e, u n i ndiv i d u o universa l , sub j etivo, q ue se

Se de b e d ecir , po r t a nt o, qu e h a l lega d o a b s olut a m e n t e e l

ti em p o en q u e es t a con v i cció n

pe r manecer tan so l o en l a mo d a li da d de l a r epr esen t aci ón , si n o q u e d ebe además ser pensada, desarro ll a d a, conocid a y c onvertirse en un sa b er de t erminado. La f e no es apta p ar a d esarro l lar e l conteni d o. La in t ui ción d e l a necesi d a d est á d ad a solo por e l conoc i m i e n to. E l motivo por e l cua l este tiem p o h a de ll egar es que el espír i tu no repo s a ; e l á p ice su p remo d e l espíri t u, e l pensamiento , e l concepto , demanda s u d erecho ; su u niversalísima y esencial esencia es l a nat u ra l eza propi a d e l espíritu .

o cer ti d umbre n o pu ede y a

e n

u na antít es i s corriente. Se con s idera como cosa decidid a q u e son d i stintos la fe y el saber y que , por tanto, no sabemo s n ad a

L a distinción

entre la fe y e l sa ber se ha con ve rtido

d e t e r m i na y encier r a e n sí mi s m o. Por l a cua l l a na turalez a d e

D io s es verdaderamen te c onoci da, c u ando se co nocen sus

d e t er m i n ac i ones. E l c ri s t ia n is m o h ab l a de Dios, l o c o n oce

co m o espír i t u , y es t e n o es l o a b s t racto, sino e l proces o e n s í

mi smo , que e s ta bl ece l as d i f erencia s a b sol u tas que pr ec i sa -

men t e l a re l igión cris ti ana h a dado a cono c er a los h o m bres. Dios no quiere espír i t u s estrec h o s , n i cabezas vacías en

s u s h ijo s , s ino q u e exige que s e le conozca ; quiere te n e r h ij os

c U Y9 espírit u sea pobre en sí, pero rico en e l conoci mi e nt o de El , y que pon g an todo valor en el conocimiento de Dios .

Siendo l a hi s tori a e l des a rrollo de l a n a tur a l e z a di v ina en un elemento particul a r y determinado , no pu e de sa ti s facer ni haber e n e l l a m ás qu e un conocimiento d e t e rmin a do ] . Tien e

qu e haber l l eg a do , en fin , necesariamente el tiempo de con -

de Dios. Para a s u s t ar a l os hombre s, ba s ta decides que se qui e-

ce

b ir t a m b i é n e s t a ric a producción de la r a z a creadora , que

re conocer a Dios y expon e r es t e conocimiento . Pero es ta di s-

se

llama l a hi s toria u n i vers a l. Nue s tro conocimiento aspira a

t i nción e s, en su determinación

esencia l , vana; p u es a qu e ll o

l ograr l a evidenc i a de q u e l os fines de l a e t e rna sabid u ría se

que creó , l o s é, es t oy c i erto de e ll o . E l h ombre re li gioso cr ee en Dios y en l as do ctrin as q u e exp li can s u na tur a l eza ; pe ro sabe también e sto, y está cier t o de e ll o . Sa b e r s i g nif ica ten e r a l go como obje t o a nt e l a conciencia y es t ar cie rt o d e e ll o ; y creer sign i f i ca exac t a m ente l o mismo. E l conocer, en c a mbi o, penetra a d emás en l os f u nd a men t os, en l a necesidad d e l con- tenido sabido, i n c lu so de l contenido de l a fe, prescindiend o de l a autoridad de l a Ig l esia y d e l se n t imiento, q u e es a lg o i nmediato; y de s arro ll a, por otro l a do , e l conte n ido en s u s

II

h an cump l ido en el t erreno d e l e s píritu , rea l y activo en e l

m und o , l o mismo q u e en e l t erreno de la naturaleza. N ues -

t ra c onsideración es , por t an t o , u n a Teodicea, un a j us t if i ca - c i ón de Dios , como l a que Lei b niz intentó metafísicamen t e,

a s u modo , en c ategorí a s aún a b s t ractas e indeterm i na da s : se

p r o pu so conce b ir e l mal ex i stente en el m u ndo, in c lu yendo e l ma l mora l , y r e conc il iar a l espíri tu pens a n t e con l o nega- t ivo . Y es en l a historia u niversa l dond e l a mas a enter a de l m a l concreto ap a r e c e a nt e nues t ros ojos. ( E n r e alid a d , en ningu -

.,

I

I

I

I

116

G .WEH EGEL

na p a rte h a y mayor estímulo par a t a l c ono c imiento conc i - liado r que e n la histori a unive rsa l. V a mo s a detenemo s sob re

esto un mom e nto). Esta reconciliación solo puede ser al c anzada mediante e l conocimiento d e lo afirmativ o - e n e l cual l o n e g a ti vo d es - aparece como algo subordinado y superado- , mediante l a conci e ncia de lo que es en verdad el fin último del mund o; y también de que este fin está realizado en e l mundo y de qu e el mal moral no ha preval e cido en la misma medida que ese fin · último. [La justificación se propone hac e r concebible el m a l, frente al poder absoluto de la r a zón. Se trata de la cat e -

goría de lo neg a tivo , de que s e habló a nt e riormente,

y qu e

nos hace ver cómo en la historia univer s al lo más noble y más hermoso es sacrificado en su altar. Lo negativo e s rechazad o por la razón, que quiere más bien en su lugar un fin afirm a - tivo. La razón no puede contentarse con que algunos indivi - duos hayan sido menoscabados; los fines particulares se pie r- den en lo universal. La razón ve, e n lo que nace y perece , l a obra que ha brotado del trabajo universal del gén e ro hum a- no, una obra que existe realmente en el mundo a que no s - otros pertenecemos. El mundo fenoménico ha tomado l a forma de una realidad, sin nuestra cooperación; solo la con - ciencia, l a conciencia pensante , es nec e saria para compr e n- derlo . P u e s lo afirmati v o no e xiste meramente en el goc e del sentimien t o, d e la fanta s ía , sino que es alg o que perten e - ce a la re a lidad, y que nos pertenece, o a que no s otros per te - necernos] . La razón , d e l a cual se ha dicho que rig e el mundo, e s u na palabra tan indeter m inada como l a de Providencia. Se h a b la siempre de l a ra z ón, s in s aber indic a r c uál s ea su determin a - . ción, su contenido ; cuál sea e l criterio s eg ú n el c ua l podem os juzgar si algo es racional o irracional. La razón , aprehendid a en su determinación, e s l a co sa. Lo dem á s -si perm a nec e m os en l a r a z ó ri en ge neral- s o n mer a s p a l a br as. Co n estas in di - c a cio n e s p a s a m o s al se gundo punto de v i s ta , qu e querem os consid e r a r e n e s ta Introducción , como ya hemo s indi c ad o.

\

\

1

CAPÍTULO II

LA IDEA DE LA HISTORIA Y SU REALIZACIÓN

1. LA IDEA

a) El mundo espiritual. ¿ A qué se refiere la determina-

ción de la razón en sí misma y por cuanto la razón es toma- da en relación con el mundo? Este problema es el mismo que el d e definir cual s e a el fin últ i mo del mundo . Y se expre-

sa d e un modo m á s prec is o diciendo que este fin debe r e a-

de

este fin último , la determina c ión mism a como tal y su r e a- lizaci ó n. En p r ime r término h e mo s de ob s er va r que n uestro obje- to, l a historia universal , se desen v uelve en el terreno del espí- ritu. El mundo comprend e en sí la naturalez a fís ica y la psí- quica. L a n a tur a lez a fi s ica intervi e ne t a mbién en la historia universal y habremos de prestar atenc i ón, d e sde e l primer moment o, a e s t a r e l a ción fund a m e nt a l d e l a determinación n a tur a l. Pe ro l o s u s t a n c i a l e s ~ e s pír i tu y e l ClIT S O de su sv o- l::si ó l h . A .- e ¡ u í n o h e m o s d e consid e rar la n a turalez a como con s tituy e nd o t a mbi én p or s í mism a un s istem a de la ra z ón, r ea liz a d o en u n elem e nto p ar ticul a r , carac te r ístico, sin o

lizarse. Hay que con s iderar aquí dos cosa s, e l contenido

[117]

118 G . W F R I EDR I C H H E GE L

r e l a tivamente al espíritu . [El hombr e a parece d es pu és de l a cre ac ión d e la naturalez a y constitu ye lo opue s to a l mund o n a tural. Es el s e r qu e se e lev a al s egundo mundo. T e nemo s en nuestra conciencia universal dos reinos, el de la natural e - za y el del espiritu.El reino d e l espíritu es e l creado por el hombre. Podemos forjarnos tod a c l a se de representacione s sobre lo que sea el reino de Dios; siempre ha de ser un reino d e l espíritu , que debe ser realizado en e l hombre y estable- cido en la existen c ia . ~ El terreno d e l espíritu lo abarca todo; en c ierra todo cuan- to ha interesado e interesa todavía al hombre. El hombre a ctúa en él; y haga lo que quier a , siempre es e l hombre un ser en quien el espíritu es activo . Puede , por tanto, ser interesante conocer, en el curso de la historia, la naturaleza espiritual en su existencia, esto es, la unión del espíritu con la naturaleza,

o

sea, la naturaleza humana . Al hablar de naturaleza humana ,

se

ha pensado sobre todo en algo permanente. Nuestra expo-

sición de la naturaleza humana debe convenir a todos los hom- bres, a los tiempos pasados y a los presentes. Esta representa- ción universal puede sufrir infinitas modificaciones; pero de hecho lo universal es una y la mi s ma e s encia en las más diver- sas modificaciones. La reflexión pensante es la que p r escinde de la diferencia y fija lo univers a l, que debe obrar de igual modo en todas la s c ircun s tancias y re ve larse en e l mismo inte- rés . El tipo universal puede también revelarse en lo que par,e- ce más alejado de él; en el rostro más desfigurado cabe aun rastrear lo hum a n o . Puede haber una especie de consuelo y compensación en e l hecho de que qu e de en él un r as go d e humanidad. Con este interés, l a consideración de la histori a universal pon e el acento en el hecho de que los hombres ~an perm a ne c ido igu a les, de que los vicios y las v i r tudes han s ido los mismos en todas las circun s tancias. Y podríamos , por tanto , decir con Sa lomón: n a da hay nuevo baj o e l s ol. C uando, por ej e mplo , v e mo s a un hombr e a rr o dill a r se y

or a r frent e a un ídolo, aunqu e e s te act o s e a r e cu sa ble a nt e l a razó n , podemos, sin embargo, a probar e l sentimiento qu e p a l-

pit a

que

e l d e l filósof o , qu e se a bism a con l a r az ón p e n sa nt e e n l a

e n él y d e cir qu e es te sentimi e nto tiene e l mi s mo v a l o r

e l d e l c ri s ti a no , que ador a e l r e fl e j o d e la v e rd a d , y qu e

L ECCI ONES SOBRE LA FI LOSOF Í A DE L A H I STOR I A UNI VERSAL

119

ve rdad e t e rn a. Solo los obj e to s so n distintos; e l s e ntimie n to subjetivo e s uno y e l mismo. Si nos r e present a mos l a historia de los asesinos, s egún l a narr a ción que se hace de sus relacio- nes con su señor , e l viejo de la Montaña, vemos cómo se sacri- ficab a n a l Señor para sus inf a mias . En sentido subjetivo es e l mismo sa crificio que e l de Curcio , cuando saltó al abismo, para s a lvar a su patri a . Si nos atenemos a esto , en general , pode- mas decir que no e s necesario ir a fijarse en el gran teat r o de la histori a uni v ersal. Hay una cono c ida anécdot a de Cés a r , que refiere que en un pequeño municipio halló las mismas aspir a ciones y a ctividades que en el gran escenario de Roma . Los mismos afanes y esfuerzos se producen en una pequeña ciudad que en el gran teatro del mundo. Vemos, pues , que en esta manera de con s iderar las cosas, se hace abstracción del contenido y de los fines de la actividad humana. Esta elegante indiferencia por la objetividad puede hallarse especialmente entre los franceses y los ingleses, que la llaman historiografia filosófica. Pero el espíritu humano educado no puede por menos de hacer diferencias entre las inclinaciones e instintos que se manifiestan en un círculo pequeño y los que se presentan en la lucha de intereses de la historia univer s al. Este interés objetivo , que actúa sobre nos- otros , t a nto por virtud d e l fin universal como del individu o que lo representa , es lo que hace atractiv a l a historia . D eplo- ramos la pérd i da y decaden c ia de estos fines e individuo s . Cuando tenemos ante la vista la lucha de los griegos cont ra los persa s o el duro dominio de Alejandro, nos damos mu y bi e n cuenta de lo que nos intere sa, que es ver a los griegos libres de l a barbarie . N os interesamos por la con s ervación del Estado ateniense, por el soberano que a la cabeza de l os g r ie- go s ha sometido Asi a . Figurémonos que Alejandro fr a casase en su empres a. N o hab r íamos perdido ciertamente nada, si se trat a ra a quí t a n so lo d e las p a siones human as . No h a brí a mos

dejad o d e ver en ello un juego d e l a s pasion e s. P e r o

sentiríamo s sa ti s fe c hos. Tenemos e n e llo un int e r és m a t e ri a l, objetivo . Ahor a bien , ¿ de qu é c la s e es e l fin s u s t a nci a l e n que e l espí-

ritu ll e ga a s emejant e

índ o l e s u s t a n c ial y det e r m inad a; es un a determ i n a d a religi ó n ,

no nos

cont e nido es e nci a l ? E l interés es de

120

G.W EH EGE L

cienci a o arte. ¿ C ómo llega e l espíritu a t a l contenido? ¿De dónde procede este contenido? La respuest a empírica es fácil .

En la actualidad todo individuo se encuentra

rés esencial de esa clase; se encuentra incorporado a una deter-

minada patria, a una determinada religión, a un determina- do círculo de saber y de representaciones sobre 10 que es recto

y moraL Solo le queda libertad de elegir dentro de ellas los círculos particulares a los cuales quiere adherir. Pues bien, la historia universal, cuyo contenido justamente indagamos, e s eso mismo; hallamos a los pueblos ocupados en tal conteni- do, llenos de tales intereses. Pe r o no podemos contentarno s con el método empirico.sino que debemos plantear otra cues- tión, la de como llega a semejantecontenido el espíritu como tal, nosotros, o los individuos, o los pueblos. El contenido debemos comprenderlo por los conceptos específicos y no por otra cosa. Lo dicho hasta aquí se encuentra en nuestra conciencia ordinaria. Distinto, empero, es el concepto que vamos a indicar ahora (no es este el mom e nto de analizarlo

científicamente).

te; pero tiene sus motivos para apartarse de ella. Hemos de contemplar la historia universal según su fin últi-

mo. Este

Sabemos de Dios que es lo más perfecto. Por tanto, Dios solo puede quererse a sí mismo y a lo que es igual a sí. Dios y la naturaleza de su voluntad son una misma cosa ; y é s t a es la que

filosóficamente llamamos la Idea. Lo que debemos contemplar

ligado a un inte-

La filosofía conoce la representación corrien-

fin último es aquello que es querido en el mundo .

- , es, por tanto, la idea; pero proyectada en este e lemento del e s pí-

ritu humano.

tad humana. La más pura forma en que la idea se revela es el pensamiento mismo : así es la idea considerada en la lógica. Otra forma es la de la naturaleza física . La tercera, por último , la d e l espíritu en general.] Ahora bien, el espíritu , en el teatro sobre el cual nosotros l o consideramos, en la histori a universa l , est á en su más concreta realid a d. Pero a pesar de ello , o mejor, p a r a recoger también lo univer s al en este modo de su concreta rea- lidad, debemos anteponer algun a s consideraciones abstract as sobre la naturaleza del espíritu . Y hemos de hacerlo más bie n en la forma de unas cuanta s afirmaciones; porque no es aquí e l fugar de e ~ poner esp . eculativamente la idea d e l espíritu . Dir e -

Dicho de un modo más preciso : la idea de la liber-

LECC I ONES SO BR E LA F ILOS O FÍA D E LA HI STOR I A UNIVER S AL

121

mos lo necesario para que sea comprendido por los oyentes que tengan cierto grado de form a ción intelectual. Lo que puede decirse en una introducción debe t o marse como algo históri- co, como un supuesto (según se advirtió ya) que o tiene ya su

desarrollo y demostración tificará en el subsiguiente

en otra parte, o, por lo menos, se jus- tratado de la ciencia.

b) El concepto del espíritu. Lo primero que hemos de e xpo-

ner, por tanto , es la definición abstracta del espíritu. Y decimos

[que el espíritu no es una cosa abstracta, no es una abstracción de la naturaleza humana, sino algo enteramente individual, activo, absolutamente vivo : es una conciencia, pero también su objeto. ~ a existencia del espíritu consiste en tenerse a sí mismo por ' o ójeto. ¡ ; gJ. espíritu es, pues, pensante; y es el pen- samiento de algo que es, y el pensamiento de qué es y de cómo es: El espíritu sabe; pero saber es tener c on ciencia. d e un obje- to racional . Además el espíritu solo tiene conciencia por cuan-

, to es conciencia de sí mismo, esto es : solo sé de un objeto por cuanto en él sé también de mí mismo , sé que mi deter- minación consiste en que lo que yo soy es también objeto para

yo no soy meramente esto o aquello, sino que soy que sé. Yo sé de mi objeto y sé de mí; ambas cosas

son inseparables. El espíritu se hace, pue s, una deterininada representación de sí , de lo que e s esencialmente , de lo que

es

mí, en que aquello de

su naturaleza. Sólo puede tener . un contenido espiritual; y lo

espiritual es justamente su contenido, su interés. Así es como

el espíritu llega a un contenido . No es que encuentre su con- tenido, sino que se hace su prop i o objeto, el contenido de sí

mismo . El saber

es justamente lo espiritual. Así el espíritu, según su naturale- za, está en sí mismo; e s decir , es La naturaleza delespiritu puede conocerse en su perfecto contrario. Oponemos el espír i tu a la m a teri a . Así como la gra- vedad es la sustancia de la mate r ia , así -debemos decir- es la libert a d l a sustancia del espíritu . Inmediatamente dato para todos es que el espíritu posee la libertad, entre otras propie- dades. Pero l a filosofí a nos enseña que todas l a s propied a des del e s píritu exist e n solo mediante la ' libertad: que tod a s son simple s medios par a la libertad , que todas busc a n y produce ñ

es su forma y su actitud; pero el contenido

«

o

.

r

122

G . WF . HEGEL

l a lib er t ad. E s es t e un co n oc imi ento d e l a f il osofia especu- l a ti va, qu e l a lib erta d es l a ún i ca cosa que tiene verd a d en

e l es pí rit u . La ma t er i a

i m pul so h acia u n ce ntro ; es esenc i a l mente com pu esta , cons- t a d e p ar t es si n g ul ares, l as c u a l es t ien d en t o d as h ac i a e l cen-

tro ; no h ay , por tanto, un i d ad en la ma t e ri a,

un a plu rali d ad y bu sca su u n id a d , es d ec i r , qu e ti e nd e a a nu -

la r se

se rí a m a t er i a, s ino qu e h a b ría s u c umb i d o c om o t a l. As pi ra

a l a id ea lid a d ; pu es e n l a un i d a d se r ía id ea l. E l es pí r itu , p or

e n t e n e r e l c entro e n sí .

e l co ntr a ri o, consiste ju s t a m e nt e

Ti e nd e t a mbi é n h a ci a el ce ntro ; p e r o e l c entro es é l mi s m o

a sí m i s m a y bu sca s u co ntr a r io . S i l a a l ca n za r a , ya no

qu e co n s i ste en

es p esada p or c u anto h ay en e ll a e l

en s í. N o ti e n e l a unid a d fu e r a d e s í , s in o que la e ncu e ntr a

continu a mente

en ' sí; es y r e side en s í mismo. La m a t e ri a

tiene su s u s t a ncia fuera , de s i. El es píritu , por el c ontr a r io,

reside e n s í mi s mo ; y e s to ju s t a m e nt e

soy yo , y

no pu e do exis tir s in es a co sa ex t e rn a . Soy libre cuando es t oy

en mí mi sm o

C u a nd o el esp í ri tu ti e nd e a s u ce ntr o, ti e nd e a pe r f eccio - n a r s u lib e rt a d ; y es ta tend e n cia l e es ese n c i a l . C u a nd o se di ce e n ef ec to q u e e l- es pír i tu es, es t o ti e n e, a nt e todo , e l se ntid o d e qu e es a l g o aca b a do. Pero es a l go act i vo . La act i v id a d e s s u esen c i a; es s u p ro pi o p r od u cto; y así es su co mi e n zo y t am -

so y d e pendiente, me refi ero

e s l a libert a d . Pu es s i

a o t ra cosa, que no

.

bi én s u , t érmi n o. S u lib erta d no cons i ste

s in o e n u na cont i n u a negación de lo q u e a m enaza an ul ar l a lib e rt a d . Pro d uc i rse, hace r se o bj eto de sí mism o , sa b er d e sí ,

es l a t area de l es p ír itu . De es t e

sí m i s m o . Las cosas na t u ra l es n o exis t en p a r a s í mi s m as; p or

es o n o son l i b res. E l e spí ritu

sa b er d e sí mis m o; procur a qu e l o q ue sa b e d e s í m i s mo sea r e a liz a d o t am bi é n . As í , todo se re du ce a l a co n c i e nci a qu e e l

se pro du ce y rea li za s e g ún s u

en u n ser i n m óvil ,

mo d o e l espíri tu e xiste p ar a

es pí r it u ti e n e d e s í p r opi o . Es m u y di s ti n t o qu e e l es p ír itu se p a qu e e s lib re o q u e n o l o se p a . P u es s i n o l o sa b e, es es c l avo y

está con t en t o co n s u esc l av itud , s in sa b er q u e es t a n o es ju s t a.

La se n sación d e l a lib e rtad e sl o ú nico q u e h ace lib re a l espí- r i tu , a u n qu e este es s i e mp re libr e en sí y p o r s í. ~o pr i mero que e l es pí r itu sa b e d e s í , e n s u for m a d e in d i-

v i duo huma n o, es qu es t e ñ te . Aquí to d av í a n o h aY J?: ! p. g l l u a>

!

L.

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L ECCI ONE S SOBRE LA FIL OS OFÍA DE L A H I STOR I A UNI VERS A L

12

3

o bj e t ivid a d . Nos encon t ramos determin a dos de e ste y d e aq u e l modo. A h ora bien , yo trato d e separ a r d e mí esa d ete rmin a -

ción y acabo c ontr a poniéndome a mí mismo . A s í mis sen t i - mien t os se conv i ert e n e n u n m u n d o exterior y o tr o int e ri or .

A l a vez surge una pec uli ar m a n era d e mi d ete r m in a ci ó n , a

sa b er, que me s iento de f ec tu oso , nega t ivo , y e n c u e ntr o e n mí un a contr a d i c c ión, qu e a m e n aza des h acerme. Pe r o yo ex i s -

t o . Esto l o sé, y l o o p o n go a l a n egac i ón , a l d efect o . Me c o n- se r vo, y t ra t o de a n u l ar e l de fe ct o; y así soy u n impu l so. E l o bj e - t o a qu e e l impul so se diri ge es e nt o n ces e l o bj e to qu e m e sa ti sface, qu e r es t a bl ece mi unid a d . Todo v i v i en t e ti e n e impul- sos . As í so m os se r es n a tur a l e s ; y e l im pul so es a lg o s en s ibl e.

Lo s obj e t os, po r c u a nt o mi a ctitud p a r a c on el l os es l a d e s e n-

tirme impul sa do h ac ia ellos , son medio s d e integr a ción; esto con s titu ye, e n g en e r a l , la base de la t é cni ca y l a práctica. Pero en est as intui c i o n es d e los objeto s a que e l impul s o se di r i- g e , es t a m os s it os inm e di a t a mente e n l o ex t er no y nosotros

mi s mo s so m os ex t e rn os . L as intui c ione s so n a l g o s ingular ,

se n s ibl e; y l o mis m o es e l impul so, c u a lqui era qu e s ea s u c on-

tenid o. Seg ún es t a d e t er min ac i ó n el h o mb re se rí a i d é nt i co

a l

a nim a l ; p u es en

e l i m pul s o n o h ay a ut oconc i e n cia . P e ro

e l

homb re sa b e d e sí m i smo; y es t o l e d i ferencia de l an imal. E s

u n ser pensant e; pero pensar es sa b er de l o u niversal El pen- samie nt o pone el con t enido e n l o s i mple , y d e este m o do e l h om b re es simp l ificado, esto es , co n vertido en a l go i n terno , id eal . O mejor dicho: yo soy l o i n t erno , s i mp l e ; y s olo por

c u an t o pongo el conten id o en l o si m p l e, se h ace u n i ve r sa l e

id ea l.

L o qu e e l h om b re e s rea l me n te, ti ene q u e ser I o i dea lm e n- te . Co n ocien d o l o r ea l como id ea l , cesa d e ser a l g o n a tur a l , cesa d e es t ar entrega d o me r am ent e a s u s i n tu ic i o n es e im-

pul sos in me di a t os, a l a sa ti sfa c c i ó n y p r od uc c i ón de es to s

i m pul sos. La pr u e b a d e q u e sa b e es t o es q u e reprime s u s imp u l-

en t re l a v i o l e nci a d e l

impul so y s u sa t isfacc i ón . A mb as cosas es t á u n id as en e l a ni- m a l , e l c u a l no rom p e p o r s í m ismo es t a u n i ó n ( qu e s ol o por e l d o l o r o e l t e m o r pu e d e rom p e r se). E n e l h o mbr e e l impul so ex i ste a nt es d e qu e ( o s in q u e) l o sa t isfaga. P ud ien - d o r epr i m ir o d e j ar correr s u s im pul sos, o b ra e l h ombre s e g ú n

sos. Co l oca l o id ea l , e l p e n sam i en t o,

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124

G . W . F . HEGEL

fines y se determina según lo universa l . El hombre ha de deter - minar qué fin debe ser e l suyo, pudiendo proponerse como

lo totalmente universal . Lo que le determina en

esto son las representaciones de lo que · es y de lo que quie- re. La independencia del hombre consiste en esto : en que sabe lo que le determina. Puede, pues, proponerse por fin el sim - ple concepto; por ejemplo, su libertad positiva. El animal no tiene sus representaciones como algo ideal, real; por eso le falta esta independencia íntima. También el animal tiene, como ser vivo, la fuente de sus movimientos en sí mismo, pero no

fin incluso

es estimulado por lo exterior, si el estímu l o no está ya en él;

lo

mal. El animal entra en dualidad consigo mismo, por sí mismo

y dentro de sí mismo. No puede intercalar nada entre su impul-

so y la satisfacción de este; no tiene volun t ad, no puede lle- var a cabo la inhibición . El estímulo comienza en su inte- rior y supone un desarrollo inmanente. Pero el hombre no es independiente, porque el movimiento comience en él, sino porque puede inhibir el movimiento . Rompe, pues, su pro-

pia espontaneidad

que no corresponde a su interior, no existe para e l ani -

y natural i dad. que es un yo constituye la raíz de la natu -

El pensamiento

raleza del hombre. El hombre, como espíritu , no es algo inme-

diato, sino esencialmente un ser que ha vuelto sobre sí mismo. Este movimiento de mediación es un rasgo esencial del espí -

LECCIONES SOBRE LA F I LOSOFÍA DE LA HISTORIA UNIVERSAL

125

Todo individuo tiene en sí mismo un ejemplo más próxi- mo. El hombre es lo que debe ser, mediante la educación, mediante la disciplina . Inmediatamente el hombre es sólo la posibilidad de serio, esto es, de ser racional, libre; es sólo la de t er- minación, el deber . El animal acaba pronto su educación; pero esto no debe considerarse como un beneficio de la naturaleza para con el animal. Su crecimiento es sólo un robustecimien- to cuantita t ivo. El hombre, por el contrario, tiene que hacerse

a sí mismo lo que debe ser; tiene que adquirirlo todo por sí

solo, justamente porque es espíritu; tiene que sacudir lo natu - ral. El espíritu es, por tanto , su propio resultado. La naturaleza de Dios nos da el ejemplo más sublime. Pro - piamente no es un ejemplo, sino lo universal, la verdad misma, de que todo lo demás es un ejemplo. Las antiguas religiones han llamado a Dios espíritu; pero esto era un mero nombre

y no se entendía de modo que resultase explicada la natura -

leza del espíritu. La religión judía es la primera en que el espí- ritu es concebido de un modo universal. Pero en el cristia- nismo Dios se ha revelado como espíritu; es, en primer

t érmino, Padre, poder, lo general abstracto, que está encu-

bierto aún; en segundo término, es para sí como ú n objeto,

un ser d i stinto de sí mismo, un ser en dualidad consigo mismo,

el Hijo . Pero este ser otro que tamente él mismo; se sabe en

sí mismo es a la vez inmedia- él y se contempla a sí mismo

ritu.

Su. actividad consiste en superar la inmediatez, en

negar

en él y justamente este saberse y c \ ontemplarse es, en tercer

esta y; por consiguiente, en volver sobre sí mismo. Es, por

tanto,

término, el Espíritu mismo . Esto significa que el Espíritu es

el hombre aquello que él se hace, mediante su actividad. Solo

lo que . vuelve sobre sí mismo es sujeto, efectividad real . El

espíritu solo . es como su resultado. La imagen de la simiente

puede servir para aclarar esto. La planta comienza con ella, pero ella es a la vez el resultado de la vida entera de la plan - ta. La planta se desarrolla, por tanto, para producir la semilla. La impotencia de la vida consiste, empero, en que la simien -

te es comienzo y a la vez resultado del individuo; es distinta

como punto de partida y como resultado, y sin embargo, es la misma: producto de un individuo y comienzo de otro. Ambos aspectos se hallan tan separados aquí, como la forma de la simplicidad en el grano y el curso del desarrollo en la . planta.

el conjunto; ni el uno ni el otro por sí solos. Expresado en el

lenguaje de la sensación, Dios es el amor eterno, esto es: tener

al otro como propio . Por esta trinidad es la religión cristiana

superior a las demás religiones . Si careciera de ella, podría ser que el pensamiento se encontrara en otras religiones . Ella es

l o especulativo del cristianismo y aquello por lo cual la filo -

sofia encuentra en la religión cristiana la idea de la razón. Pasemos ahora a considerar el espíritu (que concebimos esencialmente como conciencia de sí mismo) más detenida- mente en su forma, no como individuo humano. El espíritu es esencialmente individuo; pero en el elemento de la histo - ria universal no tenemos que habérnoslas con el individuo particul a r, ni con la - limitación y referencia a la individuali-

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126

G . WF . H EGEL

d a d p a rti c ul a r. E l e spíritu , en l a hi s tori a, es un individu o d e

na tur a leza univers a l, pero a l a ve z d e t e rmin a da , e s t o es : un pueblo en gener a l.Y e l espíritu d e que hem o s de ocup a m os es el espíritu del pueblo. Ahora bien, los espíritus de los pu e bl os se diferencian según la representación que tienen de sí mis- mos, según l a superfici a lidad o profundidad con que h a n son- deado, concebido , lo que es e l espíritu . El derecho de l a mora- lidad en los pu e blos es la conciencia que e l espíritu tiene de

sí mismo . Los pueblos son el c onc e pto que e l espíritu tien e

que se realiza en l a historia e s la

de sí mismo . Por tanto, lo

representación del espíritu . L a conciencia del pueblo dep e n-

de de lo que el espíritu

se pa de sí mismo; y l a última con-

ciencia, a que se reduce todo, es que e l hombre es libre. La

conciencia del espíritu debe tomar forma en el mundo. El

material de esta realización, su terreno , no es otro que la con- ciencia universal, la conciencia de un pu e blo . Esta concien- cia contien e -y por ella se rigen- todos los fines e intere- ses del pueblo ; esta conciencia constituye el derecho, la moral

y la religión del pueblo. Es lo sustancial del espíritu de u n

pueblo, aun cuando los individuos no lo saben , sino que cons- tituye para estos como un sup u esto. E s como una necesidad . El individuo se educa en esta atmósfera y no sabe de otra cosa . Pero no es mera educación, ni consecuencia de la educ a ci ó n , sino qu e est a con c i e n c ia e s de sa rrollada por e l individu o mismo; no le es enseñada. El individuo existe en esta su s tan- cia. Esta s ustancia univ e rs a l no es lo t e rr e n a l; lo terren a l pu g n a

impotente contra e lla. Ningún indi v iduo puede tr as c e nd er de esta sust a nci a ; puede, sí, distinguir s e de otr os indi v idu os , pero no del espíritu del pueblo. Puede tener un ingenio m ás rico que muchos otros hombres ; pero n o puede s uperar el espíritu del pueblo. Los hombres de m ás tal e nto s on aque- llos que conocen el e s pír i tu del pueblo y s aben di r igirse po r él. Estos son lo s gr a ndes hombr e s de un puebl o, que g uí a n a l

pu e bl o , c onf or m e a l e s pír i tu univers a l. L a s indi v idu a lid a d es,

por tanto , d e sapar ece n para noso t ros y so n p a r a nosotr os l as

LECC I ONES SOBRE LA F I LOSO FÍ A DE LA HI STOR I A UNI VERSAL

127

i n di v idu os d e s a p a r ece n a nt e la s u s t a n c ia un i v e rs a l , l a c ual forma l os individuo s q u e . n e c es it a par a su fin. Pe r o lo s individuos no impid e n qu e s u c ed a l o qu e tien e que s uc e d e r.

. El e s píritu d e l pueblo es un espíritu particular; pero a l a v ez tambi é n e s el espíritu universal absoluto ; pues e s te e s uno solo. El esplritu universal es el espír i tu del mundo , tal como s e despli e ga en la conciencia human a . L os hombres est á n con él en la mism a r e lación que el individuo con el todo, q ue e s su su s tancia.Y este e s píritu univers a l e s conforme a l espíritu

v ino , que e s el espíritu absoluto . Por cuanto Dio s es omni-

potente , es t á e n todos los hombres y ap a r e ce en l a conci e n-

ci

di

a d e cada un o; y e s te es el e s píritu universal. El espíritu par-

ticul a r de un pu e blo particular puede. perecer; pero es un miembro en la cadena que constituye el curso del espíritu universal , y este e s píritu universal no puede perecer. El espí- ritu del pueblo es , por tanto, el espíritu universal vertido en una forma particular, a la cual es superior en sí; pero la tiene, por cuanto existe. Con la existencia surge la particul a ridad. La particularidad del e s píritu d e l pueblo consiste en el modo

y manera de la conciencia que tiene el pueblo del espíritu.

En la vida ordinaria d e cimo s : este pueblo ha tenido esta idea de Dios, esta religión , este derecho , se ha forjado tales repre-

sentacione s s obre la moral i d a d . Consid e ramos todo e sto a mod o de objetos e x terior es que un pu e bl o h a tenido , P ero ya una consideraci ó n s uperficial nos permit e a d v ertir que e st as cos as so n d e índole espiritual y no pueden tener un a realidad de otra es peci e que el espíritu mi s mo , la conci e nci a que del

e s pír i tu t iene el e s píritu .

P ero e s ta e s, a l a vez , como y a s e ha dicho , conci e nci a de

sí mi s mo . Aquí puedo caer e n el error de tom a r l a repres e n- taci ó n de mí mismo , e n la conciencia de mí mi s mo como repr es entación del individuo temporal. C onstitu y e - una difi- .

c ult a d p a ra l a fil o s of ia el he c ho d e qu e la m ayor í a pien se

qu e l a a ut o c o ncienci a n o c o nti e n e m á s que l a ex i s te n cia p a r- ticul a r e mpíric a del indi v iduo. Pe r o e l es píritu, en l a c on-

qu

e vi e rt e n e n l a r ea lid a d lo qu e e l es píritu d e l pueblo qui e -

cien c ia del e s píritu , es libre; ha a bolido l a ex i s ten c i a te m po-

a

l a vez su es enci a . S i l a ese nci a di v in a n o fu ese la ese nci a

re. E n l a consider a ción filos ó fic a de l a hist o ri a ha y que pr es - cindir d e ex pre s ion es como: « Este Es t a d o no h a bría s ucum-

r a l y li m it a d a , y e nt ra e n r e l ac i ó n c on l a esen ci a pur a, qu e e s

bi d o , s i hubi ese e xi s tido un h o mbr e qu e

e tc é t e r a». Los

d

e l h om br e y d e l a n a tur a l e z a, ser í a un a es enci a qu e no serí a

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28

G.WF . HEGEL

nada. La conciencia de sí mismo es pues un concepto filosó - fico que solo en una exposición filosófic a puede alcanzar com- pleta determinación . Esto sentado, lo s e gundo que debemos tener en cuenta es que la conciencia de un pueblo determi-

nado

su propio objeto. Mientras lo es para nosotros , pero sin toda- vía conocerse a sí mismo, no . es aún su objeto según su ver- dadero modo. Pero el fin es saber que solo tiende a cono - cerse a sí mismo, tal como es en sí y para sí mismo, que se

manifiesta para sí mismo en su verdad - el

duzca un mundo espiritual conforme al concepto de sí mismo,

que cumpla y realice su verdad, que produzca la religión y

el Estado de tal modo, que sean conformes a su concepto, que

es la conciencia de su esencia. El espíritu es ante todo

fin es que pro -

LECC I O N E S SOBRE L A FI L O S OFÍA D E L A HI S TORIA UNI VE R S AL

129

cristianismo, a la concien c i a de que e l hombre

hombre , de que la libertad del espíritu constituye s u más pro -

pia naturaleza. Esta conciencia ha surgido por primera vez en la religión , en la más íntima región del espíritu. Pero infun - dir este principio en el mundo temporal era otra tarea, cuya solución y desarrollo exige un difícil y largo trabajo de edu- cación. Con el triunfo de la religión cristiana no ha cesado, por ejemplo, inmediatamente la esclavitud; ni menos aún la libertad ha dominado en seguida en los Estados; ni los gobier - nos y las const ituciones se han organizado de un modo racio - nal, fundándose sobre el principio de la libertad. Esta aplicación del principio al mundo temporal, la penetración y organiza - ción del mundo por dicho principio , es el largo proceso que

es libre como

sean suyos en la verdad

o

en la idea de sí mismo - ,

la idea es

sobre

la realidad como espejo y expresión del concepto. Tal es el fin universal del espíritu y de la historia . Y así como el germen encierra la naturaleza toda del árbol y el sabor y la forma de sus frutos, así también los primeros rastros del espíritu con - tienen virtualiter la historia entera].

constituye la historia misma . Ya he llamado la atención esta diferencia entre el principio como tal y su aplicación,

o sea,

su introducción y desenvolvimiento en la realidad del espíritu y de la vida ; volveremos en seguida sobre esto, pues es una deter - minación fundamenta l de nuestra ciencia y hay que fijada esen- cialmente en el pensamiento. Esta diferencia que acabamos de hacer resaltar con respecto al principio cristiano, a la autocon -

c)

El contenido de la historia universal. Según esta determi-

ciencia de la libertad, existe también esencialmente con res-

nación . abstracta, puede

decirse que la historia universal es la

exposición del espíritu, de cómo el espíritu labora por llegar

a saber lo que es en sí. Los orientales no saben que el espíritu, o

el hombre como tal, es libre en sÍ - Y como no lo saben, no lo son. Solo saben que hay uno que es libre. Pero precisamente por esto, esa libertad es solo capricho, barbarie y hosquedad de la pasión, o también dulzura y mansedumbre , como acci - dente casual o capricho de la naturaleza. Este uno es, por tanto, un déspota, no un hombre libre, un humano. La conciencia de la libertad solo ha surgido entre los griegos; y por eso han sido los griegos libres. Pero lo mismo ellos que los romanos solo supieron que algunos son libres, mas no que lo es el hom- bre como tal . Platón y Aristóteles no supieron esto . Por eso los griegos no solo tuvieron esclavos y estuvo su vida y su her - mosa libertad vinculada a la esclavitud, sino que también esa su libertad fue, en parte, solo un producto accidental, imper - fecto, efímero y limitado, a la vez que una dura serv i dumbre de lo hum a no. Solo l a s naciones germánicas han lleg a do, en el

pecto al principio de l a libertad en generaL La historia n ni - versal es el progreso en la conciencia de la liber d - un progreso que e emos conocer en su necesidad-o Lo que he dicho en general sobre la diferencia respecto al modo de conocer la libertad - esto es, que los orientales solo han sabido que uno es libre, y el mundo griego y romano que

que todos los hombres son en sí

algunos son libres, y nosotros

libres, que el hombre es libre como hombre-- suministra la divi-

sión que haremos en la historia universal y según la cual la trataremos. Pero esta es una observación de pasada. Antes

hemos de explicar todavía algunos conceptos. Hemos indicado ya que lo que constituye la razón d e l espí- ritu en su determinación , lo que constituye la determinación

d e l mundo espiritual y -puesto que el mundo sustancia l y

físico está subordin a do o, dicho con un a expresión especula - tiva, no tiene verdad frente al primero- el fin último del mundo , es que el espíritu tenga conciencia de su libertad y que de este modo su libertad se realice. Pero nunca se ha sabi-

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30

G.W E H E GE L

do n i ex perimentado mejo r qu e en l a época actual hast a qu é

punt o es t a lib e rtad , t a l como h a s ido formulad a, es indet e r -

mi n a d a t o d av í a, ha s ta qu é punto e s un a p a labra infin i tam e n-

t e a mbi g u a, y, siendo lo m ás a lto , tr ae con s igo infinitos

vo c os, c o nf u s ione s y errore s y compr e nd e todo s lo s desó r den es

p os ibl es. M as por a hor a nos content ar emos con a quella d e fi - ni ción ge ner a l. Hemos l lam a do l a a ten c ión , a demá s, s obr e l a

import a nci a de l a diferen c ia infinit a entre el principio , o l o

qu

e quí -

e es so lo e n sí , y l o que

es en l a re a lidad. Al mi s mo tiemp o

l a libert a d en sí misma encie r ra l a nece s idad infinit a d e lleg ar p or s í a l a conciencia - pue s to qu e es ta es, según su conc e p-

to , un sabe r de sí - y con e ll o

fin qu e e ll a misma realiza , y el único f i n del espíri t u .

X [L a sust an cia del espíritu es l a li bert a d . Su f i n en el proce-

so hi s tórico queda i ndicado con esto: es la l ibertad del su j e -

to ; es que e ste tenga su conci e nci a mor a l y su moralidad, qu e

se propo n g a fines universales y lo s h a g a v a l er; que e l s uj e t o

teng a un va lor infinito y llegu e a l a concienci a de e s t e extr e - m o. E s te fin su s tantivo del es píritu univer sa l se alcanz a m e di an -

te l a libe r t a d de cada uno.

Los es píritu s de los pueblo s s on l os m iembros d e l pr o c eso e n qu e e l es píritu lle ga a l libre co n o cimiento de s í m is m o.

Pero l os pueblo s s on e x i s t e nc ias p or s í -no estamo s a quí tr a -

t a nd o d e l es píritu en s í- ci a n a tu ra l . S on nacione s,

cipi o n a tu ra l . Y como los prin c ipio s s on di s tinto s, t a mbi é n l os

pu e blo s so n n a tur a lment e d is tinto s . Ca d a uno tiene s u p ro -

pio prin c ipio , a l cual tiend e com o a s u fin. Alc a nzado este f in ,

ya no ti e n e n a da que h ac er en e l mundo.

a la re a lidad . La libertad es e l

y com o t a l es ti e nen un a e x i s t e n-

y, por t an t o, s u principio e s un

prin-

H ay qu e c on s iderar , po r t a nto, el e s píritu de un pu e bl o

como e l de sa rrollo del prin c ipi o , qu e es tá encubierto en la form a de un oscuro impulso , qu e s e e x pa n siona y tiende a

h a cer se objeto. Este espíritu d e l pu e blo min a do, un todo concreto, qu e d e be

det

do es piritualmen t e, mediante el pensamie nt o; y nosotr os

so m o s qui e nes concebimos el p e n sa miento.

e s píritu d e l pueblo se ap r ehend e a sí m i smo con el p e n sa -

en t o . H e mos de con s id e r a r, por t a nto , el concepto det er -

mi

Pero adem á s e l

e s un espíritu det er - ser conocido en s u

er min ac ión . Siendo espíritu , s ólo puede ser aprehend i -

LECC I ONES SOBRE LA F I LOSO FÍ A D E L A HI STOR I A UNI VERSAL

131

min a do , e l pri nc ipio d e e s te e s pí r itu. Es t e p rinci pio e s en

sí mu y r ic o y se d es plie g a dive rsa m en t e; pu es e l es píritu e s

vivo y ac ti v o y s u a cti v id a d se refi e r e a l pr o du c t o d e s í mi s m o.

El solo es quie n s e m a nifiesta en tod os lo s h ec h os y d i r e c-

cione s d e l puebl o, quien s e re a l i z a y g oz a y c ompr e nde a sí mismo. L a r e li g i ó n , l a ci e ncia , l as a rt es, lo s d es tino s y a con -

te c imi e nto s co n s titu y en s u desen v ol vimie nt o . Todo e s to , y

no la natur a l e z a f í s i ca d e l pueblo ( com o l a d e ri vaci ón d e l a

pal a bra natio d e nasci pod r í a s ugerir) , d a a l pu e blo s u c a r ác - ter . En su a ctu ac ión , e l e s píritu d e l pu e blo s ol o c onoc e, al principio , lo s fine s de su determinad a r ea lid a d ; tod av í a n o se conoc e a s í mismo . Pero tiene l a t e nd e nci a a a prehender sus pensamientos. Su actividad suprem a e s el pensamien t o;

y así en s u a ctu a ción suprema t ra t a de co mprenderse a sí

mismo. Lo supremo para e l espíritu es s a berse, l l egar no solo

a l a i ntuición , s ino a l pensamiento d e s í mi s mo. El espíritu

t iene por fu e rz a qu e r ea lizar esto y lo rea liz a r á . Pe r o esta rea -

l ización es a l a ve z

nuevo e s tadi o, de un nu e vo e s píritu. El es píritu d e un pu e -

blo s e r ea liz a s ir v i e ndo de trán s ito a l prin c ipio de otro pu e - blo . Y de es t e modo lo s principio s d e l os pu e blo s s e suce - den , s ur ge n y de sa p a r e cen . Most rar e n qu é c on s i s te l a

cone x ión

tori a uni ve r sa l filo só fic a . El mod o a b s tr a ct o e n l a progre s i ó n d e l es pí r itu de un pu e - blo e s e l cur s o se n s ibl e d e l tiempo , prim e r a a cti v id a d . E l mo v i- miento m ás c on c r e t o es la acti v id a d es pi r itu a l . Un puebl o hace pro g r esos e n s í mismo , e x perim e nt a a d e l a nto y de ca - dencia . Aquí v i e ne l a ca tegoría de l a educación, qu e puede ser

educ a ción asce nd e nte o deformaci ó n.

E s t a últim a e s p a ra el

p u eblo producto o fuente de su ruin a. Co n l a p a l a bra edu - cación no se h a preci s ado todavía n a d a so br e e l contenido sustanci a l d e l e spíritu d e l pueb l o. Es un t é rmino formal y se construye en ge n e r a l mediante l a form a d e l a universali d ad .

E l h ombr e e duc a do

d u cta el se l lo de l a universal i dad, e l que h a a bol i do su parti-

cularismo, e l qu e ob ra según princ i pio s uni v er sa l e s. La edu - cación es un a f o rm a del pensami e nto . M á s c on cr etamente:

la educ a ci ó n c on s i s te e n que el hombr e se p a r e primir s e y

su dec a dencia , y es t a l a ap a rición de un

d e es t e m ov imi e nt o e s l a t area p ro pi a de l a hi s -

e s aquel que sabe impri m ir a toda su con-

132

G . W . EHEGEL

no obre m e r a mente

s e gún s u s inclin a cione s y apetito s, sino

que se recoj a . Graci a s a esto d a a l objeto una posición libre

y s e habitú a a conducirse teóricamente . Con esto v a unido e l

hábito de apre hender los distintos aspectos en su singulari - dad y de an a liz a r las circunstancias, de aislar las partes, de abs- traer, dando inmediatamente a cada uno de estos aspectos la forma de l a universalid a d. E l homb r e educado conoce en

los objetos los distintos a sp e ctos; éstos ex i s ten p a r a él ; su re f le-

x

también d e j a r que en s u conducta s e m a ni f ieste cad a aspec - to particul a r . E l ineduc a do , por el contr a rio , al apr e h e nder lo princip a l , puede ech a r a perder, con l a mejor intención, media doc e n a de otras cosas. Por cuanto el hombre educado fija los distintos aspectos, obra concretamente; está habituado

a obrar según puntos de vista y fines universales. La educa -

ión educ a d a le s ha d a do l a form a d e l a uni v ers a lid a d . Sabe

ción expresa, pues , esta sencilla determinación: imprimir a un contenido el c a r á cter de lo universal.

Sin embargo, e l desarrollo d e l espíritu , como movimiento del que h a s urgido la educación , debe ser considerado de un

modo toda v í a m ás concr e to . El carácter general del e s pír i tu consiste en l a posición de la s determin a ciones que tiene en sí. Esto puede e ntenderse t a mbién en sentido subjetivo ; y enton-

LECC IONE S S OBRE LA F I LO S OFÍA DE LA HISTORIA UNI VERSAL

13 3

no. S e m e j a ntes r e fin a miento s d e di s tincion es momentáne as

no s e d a n

L

se hace lo que es en sí, su

acto , su obra; de este modo se convierte en su propio objeto

y se ofr e ce a sí mismo como una e x istencia. Y lo mismo e l

espíritu de un pueblo . Su acti v idad consist e

mundo re a l , que exi s te tambi é n e n e l esp a cio . Su r e ligión , su

s u s

le y e s polític a s , e l orb e e ntero d e s us in s titucion es, s us a con-

tecimiento s y acto s, todo esto es su obra , todo e s to es ese pu e - blo. Todo pueblo tiene e s ta sensación . El indiv iduo h a lla enton-

ces ante s í e l s er del pueblo,

al que se incorpora .

modo que este ser se convierta en su modo de sentir y en sus aptitudes, para ser él mi s mo algo. L a obra preexiste y los indi- viduos han de educar s e en ella, han de hacerse conformes a ella. Si consideramo s e l período de e s ta producción , encon-

culto, s u s costumbr es, s u s usos, s u arte, s u constitución ,

en la hi s tori a. L os pueblo s so n lo que s on s u s actos.

o s a cto s son su fin.

El espíritu obra e s encialmente;

en hacerse un

como un mundo a c a bado y fijo,

apropiarse este ser sustancial, de

Ha de

,

tramo s que el pueblo trabaja aquí para el fin de su espíritu , y lo llamamos moral , v irtuoso, fuerte , porque produce lo que constitu y e l a íntima voluntad de s u es píritu y d e fiende su obra, en la labor de su objetiva c ión, contra todo poder externo.

c

e s s e llam a n di s posiciones

a lo que el espíritu es en sí y , por

La separación

de lo s individuo s con re s pecto al todo no tiene

c

u a nto e l e spíritu e x i s te e n la re a lidad, s e l a s llama propieda -

lugar tod a ví a ; ésta s ólo a p ar ece poste r iormente , en e l perío -

des y aptitude s. El producto mismo solo se considera enton-

c e s en form a subjetiv a . En l a historia, por el contrario , el pro -

ducto e x iste e n la form a en que h a s ido producido por e l

e spíritu , como objeto , he c ho , obra d e l e s píritu . El e s pí r itu del pueblo e s un s a b e r ; y l a ac ti v id a d del pen sa miento s obre la

r e a lidad del es píritu del pueblo c on s i s t e en que e s te c onoz - ca s u obra c omo a lgo obj e ti v o y no ya m e ramente s ubjetivo .

E s de adv e rti r, c on respect o a e s tas determinacione s,

h a c e con fr ecu en ci a

i n t er iormente y s u s actos. En l a histori a es to es falso ; l a serie

d e sus actos es e l hombre mi s mo. Nos figuramos muchas veces

qu e l a inte nc ión, e l prop ó sito puede s e r ex celente , aunque los

una di s tinci ó n entre lo que el hombre es

que se

a c to s no va lg a n n a da . En e l individuo pu e d e s uced e r , de s de lu ego , que e l hombre s e dis frace; per o e s to e s algo mu y p ar - ci a l. La ve rd a d es que lo ex t e rno no es d is tinto d e lo i nt er -

do de la reflexión. C u a ndo el pueblo ha hecho d e sí mismo su propi a obra, desap a r e ce la du a lid a d entre lo que es en s í ,

en su e s encia , y lo qu e es en la r e alid a d. El pueblo se ha sa tis - fecho ; h a desenvu e lto como s u mundo propio lo que en sí

mism o

mundo . Ahor a bi e n , ¿qu é s uc e de cu a ndo e l espíritu t i ene lo qu e quier e? S u a ctivid a d y a no e s e x cit a d a ; su alm a s u s tancial y a

no entr a

relación con s us int e re s es

es. Y el espíritu s e goz a en es t a s u obr a, e n este su

en activid a d. Su a ctivid a d s ol o está ya en un a lej a na

supr e m os . S olo tengo i nt e rés po r

algo, m ie ntras este a lgo perm a nece oculto p a r a m í, o e s nece-

sario para un fin mío , que no se h a lla cumplido tod a ví a . Cu a n- do e l pu e blo se h a form a do por c o mple to y h a a lca nzado su

fin , de sap a rec e s u m ás

blo es un individu o

profundo inte r és . El es p í ritu del pue -

n a tur a l ; com o t a l f lore ce , madur a, d e c a e

1

3 4

G . W F H EGEL

y

mu e r e . La n a tur a l eza d e lo f i n i to

ex ig e qu e e l es píritu limi-

tado s ea p e r ece d e r o.

a ctivid a d . Se o cupa e n l a producción y rea li zac i ó n d e s í mi s m o. Una o p osición e x iste , cuando l a r e alidad tod a ví a no e s con-

form e a s u conc e pto, o cuando e l íntimo concepto d e s í tod a -

ví a no ha ll e gado a l a a uto con ci encia. P e ro t a n pronto como

e l espíritu

como ha el a borado enter a mente el concepto de sí y lo ha lle-

vado a ple n o de sa rrollo, h a lleg a do, como hemos

goce d e sí mismo, que

bl a ndo d e sliz a r s e a trav é s d e sí mismo. La e d a d fl o rid a, l a juven-

tud de un pu e blo e s e l período en qu e el e s píritu es t od a ví a activo. L os indi v iduos tien e n e nton c e s el afán d e con s er v a r s u patria, de realizar el fin de su pueblo . Conseguido esto , comien- za el hábito de v ivir.Y así como el hombre perece por el hábi- to de vivir , así también el espíritu del pueblo perece en el

dicho , a l

Es v i vo y, p o r t a nto , e s esenc i a lm e nt e

s e ha dado su objetivid a d e n s u vid a, t a n pronto

ya no e s una a c ti v idad , s in o qu e e s un

goce de sí mismo . Cuando el e s píritu del pueblo ha

lle v ado

a cabo toda su act i vid a d , cesan la agitación y e l interés; e l pue-

blo vive en el tránsito de la virilidad a la vejez , en el goce de lo adqu i rido. La necesidad que había surgido ha sido y a satis- fecha mediante una institución; y ya no exi s te. Luego tam- bién la institución debe suprimirse.Y s e inicia un pr e sente sin

necesidades . Quizá también el pu e blo , re nunci a ndo a diver- sos aspecto s de su fin, s e h a content a d o c on un ámbito me no r. Aunqu e a cas o su imagi n ación h aya reb a sad o e s te á mbito , hub o de renunciar a a quello s fines , a l ver que no s e pre s ta l a re a li- dad a ellos , y limit a r su fin a esta r ea lidad. V iv e, pues, a ho ra

e n l a s a tisf a c c ión del fin a lcanz a do , ca e e n la co s tumbr e, dond e ya no ha y vid a a lguna , y c a min a a sí h a cia s u mu e rte natural. Todaví a pu e d e h a c e r mucho e n la gu e rra y e n l a p a z , en e l

y en el e x terior . Tod a v í a puede seguir vegetando largo S e a g it a, sí. Pero est a agit a ción es mer a mente l a de l os

int e r e s e s p a rti c ul a r es d e l o s individuo s, n o el int e r és d e l pue-

interior ti e mpo.

LEC C I ON E S SOBRE L A FIL O S OF Í A DE LA H I STORIA UNI VERSAL

1 3 5

qu e d a l a dur ac i ó n f o rm a l y en l a qu e l a pl en itud y l a p ro fun-

did a d

d e l fin ya n o n e c esit a n

ex pr esarse; es, por de cir lo a sí, u n a

ex i s t e n c i a p os ibl e y ex t er n a,

Así mu e r e n l os indi v iduos , así m u eren los pu e blo s de muerte

n a tural . A unque los último s continúen existiendo, e s la suy a,

un a exist e ncia sin interés y sin vida, que no

dad de su s institucion e s, precis a mente porque

s a ti s fe c ha ; e s un a nulidad y hastío político. Lo negativo no apa-

rece e ntonces c o mo oposi c ión, ni luch a. A sí, po r eje mplo, l a s antigu a s c iud a des impe r ial e s , que h a n s ucumb i do , inoce ntes, sin saber c ó mo. Un pueblo puede encontra rse muy a gusto e n

s e mej a nte muert e, a unqu e haya qued a do fue r a d e l a vida

la idea. Entonces s irve de material a un principio sup e rio r , s e torna pro vi ncia de otro pueblo, en e l que rige un principio superior. Pero e l pr i n c ipio al que ha llegado un pueblo es algo

real. Aunque este halle en la costumbre su muerte, es lo cier-

to que , como ente espiritu a l , no puede mori r, sino que se abre paso hacia algo s uperior. L a cadu c idad puede conmovernos; pero se nos mu e stra , s i mir a mos más profundamente, como algo necesario en la idea superior del espíritu . El espíritu está

pu e sto de manera que realiza de e s a suerte su absoluto fin últi-

mo.Y así debemos reconciliamos con su caducidad.

e s tá suje to , pues, a la

cadu c id a d ; d e clina , pi e rde su s ignific a ción p a r a la hi s t o ria uni-

v er sal , ce sa d e s er el po r t a dor d e l concepto s upr e mo , qu e el espíritu h a concebid o de s í mi s mo. P ues s iemp r e v i ve en su tiempo , siempr e rige aqu e l puebl o que h a conc e bido el c o n-

cepto s up r em o d e l esp íri tu . P u e de sucede r que s ubsis t a n p ue -

la

hi s toria uni v ers a l.

blos de n o tan altos conceptos. P e ro qued a n a un lado en

sie nt e la neces i - la ne c e sid a d e stá

q u e ya no p ro fundiz a e n l a co s a.

de

El espíritu de un pu e bl o particular

d) El proceso del espíritu universal. P e ro como e l pueblo e s

un uni v er sal , un gé n e r o, o fréceseno s un a d e t e rmina ció n m á s.

bl

o m is m o. La vi d a h a p er d i do su má x i mo y s upr e m o int e -

E

l e s p íri tu d e l pu e bl o , p or cu a nt o e s g éne r o , exis t e por sí.

r

é s ; p u es e l int erés só l o ex i s te d on d e h a y opos i c i ó n , a ntít esi s.

E

n est o co n s i s t e l a p os ibilid a d

d e qu e lo universa l , qu e h a y

La mu e rte n a tur a l d e l es píritu d e l puebl o pu e d e pr ese n-

e

n él , ap arezc a co m o l o co n t r ar io d e él. S u n egac i ó n se ha ce

ta rse c om o a nul a ci ón p o lític a. Es l o qu e ll a m a m os l a cos-

m

an ifi est a en é l m is m o . E l p e n s a m ien to se e leva s ob re l a ac tu a -

tu m bre . El r elo j ti e n e c u er d a y s i g u e m a r c h a nd o p o r sí mi s m o.

La c o s tumb re e s un a

ac ti v id a d s in o p os ici ó n , a l a qu e só l o l e

c i ó n inm e di a t a; y d e este mo d o s u m u er t e

co m o un s ui c idi o. O b serva m os

n atural apa rec e

as í , d e un a p a rte, l a d e c a d en -

, r

J,

136

G . W F . H E GEL

LECC IO N E S SO BR E LA FI LO S O F Í A DE LA HI STO RIA U N I V ERSAL

137

cia que el espíritu del pueblo se prepara. La manifestación

cialmente

Puesto que hemos de exponer el tránsito de un espíritu de

de la muerte tiene distintas formas; la ruina arranca de den -

un pueblo a l de otro, es preciso

advertir que el espíritu uni -

tro, los apetitos se desatan, lo particular busca su satisfacción y el espír i tu sustancial no medra y por tanto perece. Los inte -

versal no muere; pero como es espíritu de un pueblo, perte - neciente a la historia universal, necesita llegar a saber lo que

reses particulares se apropian las fuerzas y facultades que antes estaban consagradas al conjunto. Así 10 negativo, como des- composición interior, parece particularizarse . Suele unirse a esto un poder externo, que quita al pueblo la posesión de la

es su obra, y para ello necesita pensarse. Este pensamiento, esta reflexión, no t iene ya ningún respeto a lo inmediato, que conoce como un principio particular, y entonces e l espíritu subjetivo se separa del universal. Los individuos se retraen

soberanía y es causa de que cese de ser pueblo. Mas este poder

en sí mismos y aspiran

a sus propios fines. Ya hemos hecho

extremo pertenece solo al fenómeno; ninguna fuerza puede prevalecer contra el espíritu d e l pueblo ni destruido, si no está ya exánime y muerto por sí mismo .

observar que esto es la ruina del pueblo; cada cual se propo- ne sus propios fines , según sus pasiones. Pero con este retrai- miento del espíritu, se destaca el pensamiento como una rea-

Pero otro momento sigue al de la caducidad. La vida suce -

lidad especial y surgen las ciencias. Así las ciencias y la ruina,

de a la muerte. Se podría recordar aquí la vida en l a na t urale-

l

a decadencia d e un pueblo, van siempre emparejadas.

za, y cómo los cap ul los caen y b rotan otros. Pero en la vida espiritual sucede de distinto modo. El árbol es vivaz, echa bro- tes, hojas, flores, produce frutos una y otra vez. La planta anual no sobrevive a su fruto. El árbol puede durar decenios, pero muere al fin. La resurrección en la naturaleza es repetición de una y la misma cosa; es la aburrida historia siempre sujeta al mismo ciclo. Bajo el sol no hay nada nuevo . Pero con el sol del espíritu, la cosa varía. Su curso y movimiento no es una repetición de sí mismo. El cambiante aspecto en que el es ~ ,- ritu se ofrece, con sus creaciones siempre distintas, es ese -

Pero aquí está e l origen de un principio superior. La dua- lidad imp l ica, trae consigo la necesidad de la unión; porque el espíritu es uno. Y es vivo y bastante fuerte para producir la unidad. La oposición en que el espíritu entra con el prin- cipio inferior, la contradicción, conduce al principio supe- rior . Los griegos, durante su período de florecimiento, en su serena moralidad, no tenían el concepto de la libertad uni - versal. Tenían, sí, lo katékon, lo decente; pero no una morali- dad o conciencia moral. Una moralidad, que es la vuelta del espíritu sobre sí, la reflexión, la fuga del espíritu dentro de sí, no existía; esto solo comenzó en Sócrates. Mas tan pron -

ción del

un progreso. Esto es lo que sucede en esa dis u- espíritu del pueblo por la negatividad e su

to como nació l a reflexión y el individuo se retrajo en sí y

pensamiento; de tal modo, que el conocimiento , la c ncep-

se separó de la conducta general, para vivir en sí y según sus

ción pensante

del ser, es fuente y cuna de una nueva forma ,

, de una forma superior, en un principio, en parte cqnserva- dar y en parte transfigurador. Pues el pensamiento e S lo uni- versal, el género, que no muere, que permanece igual a mismo. La forma determinada del espíritu no pasa naturalmente en el tiempo, sino que se anula en la actividad espontánea < Íe la auto -

conciencia.

miento, es a la vez conservación y transfiguración Y así, e l espí -

ritu, aboliendo por un lado la realidad, la consistencia de lo que el espíritu es, gana a la vez la esencia, el pensamiento, lo

universal de lo que fue. Su principio ya no es este inmediato

contenido y fin , t a l como fue, s ino la esenci a de ello.

Como esta anulación es una actividad del pensa -

propias determinaciones,

Pero el espíritu no puede permanecer en medio de la opo- sición; busca una unión, y en la unión está el principio supe - rior . Este proceso , que proporciona al espíritu su ser mismo ,

su concepto , es la historia. La disensión encierra, pues, lo supe - rior de la conciencia; pero este algo superior tiene un aspec - to que no entra en la conciencia. La oposición solo puede ser recogida en la conciencia, cuando ya existe el principio de

l a libertad personal.

surgió la ruina, la contradicción.

AEl resultado de este proceso es, por

-

tant~ que _ el espíritu •

al Ob·etivizarse

minación de su ser , pero anrenende - p oT -Gtt" 0 - k t4 10 - H . ~ eI- -

ensar su ser c k str . u .y - ~unlado l - a - Qeter -

-----

138

G.WEH EG E L

p . ! i ! : ! f i Qunai o nu e v a

á e t er m in aci ón . La re a lid a d s ust a nci a l d e es t e es píritu d e l p u e - bI Oh a va ri a do; e s to e s , s u principio se h a tran s fundid o e n otr o principio superior.

sal del ~ o ,

y . de . esre . mc dc Q!l_ a ~1!

L

ECCIO N E S SO BR E L A F I LOS OF Í A DE LA HI S TOR I A UNI VER S AL

13 9

e) El f i n último. Hay qu e trat a r a quí , po r t a nto, d e l f in últi-

m o q ue ti ene l a hu ma nid a d y qu e e l espí r i tu se prop one a lc an - za r en e l mund o , y a rea li za r e l cu a l vi e n e impu ls a do co n i nfi -

nit o y abs o luto e mpuj e . La s con s ider a c i on es refe r ent e s a este

Lo más import a nte ,

e l a lm a , l o princip a l e n l a concep -

fin último se e nl az an c on l o qu e se h a dicho a nt es respecto

s uperior al e spíritu , nad a más digno de ser su obj e to . E l e spí-

ción y compren s ión fllosóflca de la hi s tori a, es tener y cono -

cer el p e nsamiento de este trán s ito. Un individuo recor r e dis t intas fases en la educación y perm a nece el mismo indi -

viduo; e igualmente un pueblo, h a sta l a fa s e que s e a l a fa se

a l e spíritu d e l pueblo . S e h a dicho que lo impo r t a nte par a e l es píritu no pu e d e se r o t ra c osa que él m i smo . No hay nada

ritu no pu e d e de s c a nsar n i ocupar s e en otra c o sa, has ta s a ber

un i ve r sal de su es píritu . En e s t e punto se halla l a n e ce s i -

lo

qu e

es . Este e s, s in embargo , un p e nsamiento g e ne r al y ab s -

dad int e rn a , l a necesidad conceptua l de l a variación . Per o

tr a ct o,

y h ay un h o ndo a bi s mo e nt r e es te pen sa miento d e l

l a impotencia de la vid a se rev e la - a l o cua l y a h e mo s a lu -

cu

a l d e cim os qu e e s el supremo y único interés del espíritu

dido - e n que

también, en la vida de los individuos y pueb l os . E l espíri -

tu de un pueblo determinado es solo un individuo en e l

el comienzo y e l result a do son di s tinto s. A sí

curso de la historia universal . La vida

de un pueb l o hace

madurar su f r uto; pues su actividad se endereza a rea l izar su principio . Mas este fruto no cae en el regazo en que s e ha formado. E l pueblo que lo produjo no llega a goz a rlo ; antes al contrario, resu l ta para él un trago amargo . Rechaz a r l o no puede, porqu e tiene infinita sed de él . M as apurar e l trago

significa su aniquilamiento - y a la vez empero el orient e

de un nuevo principio -o El f r ut o

simiente; per o simi e nt e de otro pu e bl o, que ha de hac e rl a madurar . E l e s píritu e s ese ncialmente r e sultado de s u acti v id a d: s u

a ctivid a d reb a sa l o inmediato , es l a n e ga c ión d e lo inmedi a -

t o y l a vu e lta en s i.

El espíritu es l ibre. Hace r real esta su e se ncia, a lcanzar e s t a ex c elencia, es la aspiración del espíritu uni v ers a l e n la hi s to ria universal . S aberse y c on o cer se e s s u hazaña, per o una h a zañ a que no s e ll e v a a cabo de una vez , s ino por fa ses . Ca da nue vo e spí r itu d e un pu e bl o e s un a fase e n l a c o n q ui s t a d e l es píritu u n iv e rs a l , e n e l l og ro d e su c oncien c i a, d e s u l i b e rt a d . La mu e r - t e d e l espíritu d e un pu e blo e s t rá n s it o a l a v id a; pe r o n o c o mo en la na tur a l e z a, d o nd e l a mu er t e d e un a cos a da ex i s t e nci a a o tr a igu a l, s ino que el es píritu uni ve rs a l asc i e nd e d es d e l as d e t er - m in ac ion e s inf e ri o r es h a st a lo s p r in c ipi os y co n ce pt os s u pe ri o - r es d e s í mis m o, h as t a l as m á s a mpli as m a nife s t ac i o n e s d e s u id ea .

s e t o rna de nue v o en

- y lo que ve mo s

b l o s y de lo s indiv i duos

rica contemplamos fine s e intereses particulare s , que han ocu -

pad o durante siglos a los pueblos ; piénsese , por ejemplo, en l a lucha entre C a rtago y Roma . Y hay que franquear un hondo

ab i smo p a ra llegar a de s cubrir en l os fenóm e nos de la histo -

ria e l pen s amiento del cu a l hemos dicho que constituye el interés esencial . La antíte s is entre los interese s que aparec e n e n primer término y el interé s absol u to del espíritu , que hemos indicado , será discutida posteriormente . P ero fácilmente se comprend e , p o r lo menos, el pens a miento general d e l c o n - cept o, s egún e l c u a l , el e s píritu libre se re f i e r e n e cesaria- ment e a sí mi s m o , ya que es un e s pí r itu lib re; de o tr o m od o,

s erí a dependi e nte y no lib r e. S i definimos , pue s, e l fin d ic i en- d o q u e con s i s te e n que e l es píritu ll e gu e a l a con c ienc ia d e sí

mi sm o o ha ga a l mund o c o nf o rme a sí m i smo - a mb a s cos a s

s on i dénticas- , p u e de d e cir se que e l e s p í ritu s e a propi a l a obj e ti v id a d , o a la in v er sa, que e l espíritu s a c a de s í su c on- cepto , lo o bj e ti va y s e c on v i e rt e de est e modo e n s u propio se r . E n la o bjetividad se h ace con s ci e nte de s í , p a r a s e r bien -

ave ntur a d o; p ues d o nd e l a o bj etiv id ad c o rr es p o nd e a l a ex i-

lib e rt ad. S i , pu es, d e t er min a a sí e l

ge n c i a in t e ri o r , a llí h a y

f in, qu e d a de fin ida l a pr o gre s i ó n exac t amen t e, e n e l s e ntid o d e q u e n o es cons id era d a como un me r o a um en t o. Po d e - m os aña dir e n seg ui da q ue, h a bl a nd o de nu es tr a c onci enc i a h a bitu a l , conce d e m os t a mbi é n q ue l a conc i e n c i a h a d e r eco - rr e r fases d e e du ca ci ó n , p ara co no cer s u es en c i a .

qu e constituye los intere s es d e los pu e -

en la hi s toria - o En la visión empí -

.

140

G.WF . HEGE L

El fin de l a historia universal e s, por tanto , que el espíri t u

llegue a s a b er lo que es verdaderamente

saber, lo rea l ice en un mundo presente, se pro du zca a sí mismo

o b jet i vame n te . Lo esencia l es qu e es t e fin es un pr od u c t o. El espíri tu no es una cos a n a t u ral, como el a nima l . Este es como

es, in m ed i atamente . Pero e l espírit u se prod u ce , se hace l o que

es . Por eso , su primera formación , para ser rea l , es a u toacti -

y haga objetivo e s te

v id a d . Su ser con s iste en actuo s idad; no e s un a existencia inmó -

vil , sino produ c ir s e , ser ad v enido para sí , hacerse por s i. P a r a que e l espíritu s ea verd a deramente, es menester q u e se h aya prod u c i do a s í mi s mo. Su ser e s el proceso abso lu to . Este pro- ceso, que es una con c i li ac i ón d e l espíritu co n sigo mismo ,

me~a nt e ~í ~ismo, n o me d iante o t ro, imp li ca qu e el espíri -

t u t ien e di s tint os mom e nt os, e ncie rra movi mient os y varia-

d e es t a, tan pron t o de

esta o t ra manera . Est e proceso, por ta n to , com pr e nd e esen- cialmente fases , y l a h isto r ia u niv e rsa l es l a man if estación del

proceso divino , de l a serie de fases en que e l espír i tu s e sabe

y se real i za a s í mismo y realiza su ve r dad. Todas son fases del

conoc i miento de sí mismo . El mandamiento supremo , la esen- cia de l espíritu, es conocerse a sí mismo, saberse y producir - se como l o que es. Es t o lo lleva a cabo en la h istor i a u niver- sal, produciéndose en formas determinad a s , q u e son l os pue b los

de la hi s t oria u niversal . Los pue bl os son produ ct os qu e expre - san ca d a u no u na fase especia l , y as í carac t eriza n u na époc a de la hi s t oria universal . Conce b ido más pro f u nd amente di- ríamos q u e son los pr in cipios que el espírit u h a encontrado en

sí mismo y que está ob l igado a realizar . H ay, por tanto, en ello s

una conexión esenci al , que expresa l a natural e za del e s píritu.

un i versal e s la exposición del p r oceso djvjn o y

; g: , solu t o d e l es. íri u en s u s formas suprem a s ; la ex o s i . ,

c iones , está determ in a d o t an p r o n to

~ria

d e

la

serie d e fases a trav és de l a s cu es e e s írit u alcanza su ve r -

da

C l : - - l a - co ~ c l e S i

rmsmo. Las formas

e es t a s f a ses s o n

Í os esp í r it us de los p u eblos históricos, las determinaciones d e

su vida mora l , de s u consti t ución , de s u ar t e , d e s u re l igión y

de su c i encia . Rea l izar estas f a ses es la infinita asp i ración d e l

espíritu universal, su irre s i s t ible impu l so , pu es esta ar t icu l ación ,

a sí como su rea l iz a ción , es su concepto. L a his t ori a univer sal muestra t a n s olo cómo el espíritu l l eg a p a ulat i nament e a l a

L E CC I ON ES S OB R E L A F I LO S O F ÍA DE LA HI S TO R I A UNIVE R S AL

1 41

con c i e ncia

encuentr a lu e go puntos c api t ale s, y lleg a por último a l a plen a con c iencia . Hemo s e x p li ca do antes e l fin último d e es t e pro- ceso. ~ os l 2 . rinc i p i os de l os ~ pi ci t b l S d @l os - p 'l e bl o s , en u na serie

y a l a vo l unt a d de l a ve rd a d . El es píritu a l bor ea ,

n

ecesa ri a de f ases' 1 on los ~ omentos de l espíritu univers a l

ú

nico , que , me d iante el l os, s . e eleva enJ a h i stOrI a (y así se i nte-

g

"f a ) a ::u ñ a totali d

qu e se com rende a sí misma .

A e s ta concepción de un pro ces o me iante e c u a l e l espí-

rit u re a l iz a su f i n e n l a histori a, se opone un a repre senta -

c i ón mu y difundW a sobre lo que e s el idea l y s obr e la r e l a -

ción

que este

tien e con la realid a d . Nada más fre cuente ni

corriente que

e l l amento de q u e l os idea les no pueden r ea -

l izarse en l a efect i vidad -ya se tra te de idea l es de la fanta -

s ía o d e l a razó n- ;

a ens u eños p o r la f r í a re a lid a d .

y, en p ar ti c ular, d e q u e l os i deale s de l a

ju ve ntud q u e d a n r e du c i dos

Es t os i d ea l es

e n l os esco ll os d e l a dura rea li dad, no pueden ser, en primer

término , sino idea l es s ubjeti v os y pertenecen

dua l idad que se considera a sí mism a como lo más a lto y el

colmo de la sagacid a d . Pero estos ideales no s on los ideales

de que aquí t ratamos . Pues l o q u e el individuo

sí, en s u aisl a m iento , puede

versa l ; así como la l ey universal no es só l o para los i nd ivi-

d u os, los cuales pue d en resultar meno s cabados por ella. Puede

s u ceder , sin

du o se forja co n frec u encia representacio n es de sí mismo, de

l os a lt os propósito s y magníf i cos hechos que quiere ejecu - tar , de la importancia que tiene y que con ju s tic ia pu e de

re c lamar y que sirve a l a salud d e l mundo. Por lo

tales r e pre s entaciones d i go que deben q u edar e n s u puesto . Cabe s oñar de sí mismo much a s co sas que no s on sino repre - sentaciones exager a da s de l propio va l or. Cabe t a mbién que

e l ind i viduo s ea injustamente t rat a do. Pero e s to no afecta par a

n a d a a la historia uni v ersa l , a l a que los

como medios en su progresión. Pero por i dea l es se e ntiende también l os id ea les de l a razón ,

l as id e as d e l b i e n , de l a verdad , d e lo m e jor en e l mundo; idea s

que exigen verdaderamente su sati s f a c c ión . Se con s ider a como

i nj u s tici a obj e t i va el que est a sati sfa c c ión no t e n ga lugar . Poe -

qu e así s e d esp eñan

por l a d erro t a d e l a vid a

a la in divi-

s e fo r ja por

n o ser ley p ara l a rea lidad uni -

du d a , q u e t a l es idea l es no se rea l icen . El indivi -

que toca a

indiv iduos sirven

142

G .WF . H EG E L

t as como Sc hill er h a n ex pr esa d o co n se n s ibilid ad co nm ove -

do r a s u d o l or por e ll o. S i p u es af i rmamos, fren t e

l a razón univers a l s e re a l iza, q ui ere dec i r q u e no nos refer i-

e mp írico, e l cu a l p u ede ser m e j o r y p eor ,

m

a esto , qu e

o s a l i n d i v i d u o

p

o rqu e

a quí e l acaso, l a p ar t ic ul ar id a d , ob tie n e d e l c once pt o

e

l p o d er d e e j e r c it a r s u e no rm e d erecho . Ca b e, s in dud a , repr e -

se nt a r se, r es p ect o d e l as cosas p ar ti c ul a r es ,

qu e mu c h a s s o n

i

njustas e n el mundo.

H a brí a, pu es, much o qu e ce n s ur a r e n

l

os d e t a ll es d e l os f e nóm e n os . P ero

no s e tr a t a a quí d e lo p a r-

ti c ul ar em p í ri co, que es t á ent r ega d o a l aca s o y a h o r a no n os imp ort a . Na d a t a m p oco es m ás fác il q u e cen s ura r , s en t a n do

p l az a de sa bi o. Es t a ce n s u ra s ubj e ti va, qu e s o lo se r ef i e r e a l

i ndividu o y a s u s d e f ec t os, s in conoce r e n é l l a r azó n uni -

v e rsal , e s facil y pu e de f an f a rrone a r y p a von e ar s e gr a ndemente ,

y a que a credita d e buen a inten c ión hacia e l bi e n de l a comu- nidad y d a la ap a ri e nci a d e buen c o r a zón . M ás fácil es de s -

c ubri r e n l os indi v iduo s, e n lo s E s t a do s y e n l a m arc h a d e l

m und o l os d e f ect os, qu e e l ve rd a d ero c ont e n i do ; pu es l a cen-

s ura n ega t iva nos co lo c a e n po sic i ó n e le ga nt e y p er mit e un

g e s to

e llas, e sto e s , sin h a berla s compr e ndido , s in haber c o mpren-

dido lo que ti e n e n de po s itivo. L a c ensur a pu e de est a r fun-

d a d a, ci e rt a m e nt e ; p e ro e s mu c ho m ás fá cil d esc ubrir l o d e f ec -

tuo s o qu e l o s u s t a nci a l (por eje m p l o, en l as o b ras d e a r te) . L o s

h o mb res c r een co n frecu e n c i a

d e s uperi o rid a d s ob re l as c o sas, s in h a b e r penetr a do en

q u e y a l o h a n h echo t o d o ,

c

u a nd o h a n d e s c ubi ert o l o c on razón ce n s ur a bl e . T i ene n ,

s

in dud a , raz ón e n cen s ur a d o; p e r o , por otr a p a rt e , n o ti e n e n

r

a zón e n descon oce r e l as p ec to a firm a tivo d e l as c osas . Es señ a l

de m áx i ma s up e rfi c ialid a d e l h a ll a r po r doqui e ra 10 m a lo , sin

ve r n a d a d e 10 afi r m a t ivo y a ut é nti co. L a e d a d no s h ace m ás mod era d os , e n genera l. L a ju ve ntu d es t á siem pr e d escon t en -

e n l a v ej e z e s l a m a d u rez d e l

t

a. L a ca u sa d e e s t a mod eraci ó n

jui c i o , q u e n o só l o t o l er a l o m a l o , p o r d e s in t e rés , s in o qu e ,

a

d oc t r i n a d a

m á s pr o fu n d ame n te

p or l a s e r i e d a d d e l a v id a ,

p

ene t ra e n lo s u s t anc i a l y mer it or i o

d e l as cosas ; l o c u a l no es

b

ene v o l e n c i a, s in o ju s ti c i a.

Pe r o e n l o t ocan t e a l ver d a d ero i dea l , a l a id ea d e l a razón

m i s m a , l a fi l osofi a de b e l l eva mos a l co n ocim i ento

m u n d o re a l es t a l co m o de b e ser y d e qu e l a vo lu nt a d r a c i o -

d e q u e e l

LECC I ONE S SOBR E LA FI LO S O FÍ A DE L A HI S T OR I A UNI VERS A L

14 3

nal , e l bi e n conc r e to , es d e he c h o lo m ás poder oso, e l pod er

s olut o , re a li z á nd ose. E l ve rd a d e r o bi e n , l a d i v in a r azó n un i - ver s a l , es t a mbi én e l p o d er d e r e a li za r se a s í mis m o . Es t e bi en, est a razó n , e n s u re pr ese nt a c i ó n m ás c on cre t a, es D i os . L o qu e

llam a m os Di os es e l bi e n , no m e r a m en t e

g en e r a l , s ino co mo un a

a

b

co m o u n a id ea e n

e ficien c i a. L a evid e n c i a fil os ófic a es

que s obre el pod e r del bi e n d e Dios no h ay nin g ún pod er

qu e l e

que l a hi s tori a uni v er sal r e pres e nt a el pl a n d e la Prov id e n c i a.

Dio s go b i ern a e l mund o; el cont e nido

es t a

es l a t a r ea d e l a f il osof i a d e l a hi s t o ria uni versa l , q u e se b a s a

e n e l s upu esto d e qu e e l ide a l se r e a liz a y d e qu e so l o a qu e -

llo que e s conforme a l a idea tiene realid a d. Ant e la pura luz de e s t a idea divina , que no es un m e ro idea l, desap a r e ce la ilu-

liz ació n de s u pl a n , es l a hi s to r i a u n i ve r sa l . C omp rende r

impid a impon e r s e ; e s qu e Dios tiene razón sie mpre ; e s

d e s u g obi er n o, la r ea-

s

ión d e que e l mundo sea una loc a e in s en s a t a caden a d e suc e -

s

o

s . L a f ilo s ofi a quiere co nocer e l c onten i d o, l a r ea lid a d d e l a

id ea di v in a y ju s tifica r l a de s pr ec i a da r ea lid a d , pu es la raz ó n

es l a percepci ó n

de l a o b ra di vina .

Lo qu e gen e r a lment e se llam a r ea lid a d e s con sid e r a do p o r

la filosof í a como cosa corrupta , que pued e a p a rec e r como re a l , pero que no e s re a l e n s í y por s i. Este modo d e s e r pu e de

de c ir se que n os c on s u e l a , f r ent e a l a rep r e se nt a ció n

cad e n a d e lo s s u ceso s e s a b so lut a i n f e licida d y lo c u ra . Pe ro es t e

de que l a

c

on s u e lo s ol o e s, s in

em b arg o , e l s u s tituti v o de u n m a l , qu e

n o

hubi era d e b i d o s uced er ; s u ce nt ro e s l o f in i t o . L a fil os o f i a

no

es, p o r t a nto , un con s u e l o; es a l go m ás, es a l g o qu e pu ~ i?c a l o real, a l g o qu e re m e d i a l a injusti c i a a p a rente y la r e c on c i lia con

e n la id ea misma y

lo r ac i o n a l , pr ese ntánd o l o co mo fundado

a pt o p ara sati s f ace r la r az ón . P u e s e n l a r az ón es t á l o divin o.

El c ont e nid o ,

qu e f or m a e l f o ndo d e l a r azón , e s l a id e a

di

v in a y ese n ci a lme nte e l pl a n d e D ios. Cons id e r a d a

co mo

hi

s t or i a uni v e r sal , l a r azó n n o e s en l a vo l u nt ad

d e l s uj e t o ,

Pero,

en l a re pre sent a c i ó n , l a ra z ó n es l a p e r ce pció n

m

do (Lógos), d e l o v e rd a d e r o . La ver d a d d e l o ve rd a d ero - es

mun do crea d o - . D i os h a bl a ; s e expresa a sí m i s m o , e s l a p o t e n -

c i a de ex p res a r se, de h ac er s e o í r.Y l a ver d a d d e D i o s, l a copia

igu a l a l a id ea; so l o l a ef i c i e n c i a d e D io s es ig u a l a l a id ea.

d e l a id ea ; e ti-

o l óg i ca m e nt e

es l a p erce p c i ó n

de l o q u e h a s id o ex p resa -

e l

•. lo

144

G . W: EH EGE L

de Dios, es la que se percib e en la razón. La filosofía demue s - tra que lo vac ío no es ningún ide a l; que sólo lo real es un ide a l; que la idea se hace perc e ptible] .

2. LOS MEDIOS DE LA REALIZACIÓN

a) La individualidad. La cuestión inmediata no puede ser

L

ECCI ONES SOBRE L A F IL OSO FÍ A DE L A HI STOR I A UNIVERSAL

145

gun a de la s limit ac iones que el derecho y la mora lidad qui e -

ren pone r les, y en que l a violen c i a n a tura l d e l a s p a siones e s mucho m á s pró x im a al hombre que l a di s ciplin a artifi c i a l y larga del orden , de la moder ac ión, d e l d e recho y de la mora - lidad . Si con s ideramos este espectáculo de l a s p a sion es y fijamos nuestros ojo s en l as consecuen c ias histórica s de su violencia, de l a irr e fl ex ión que acompaña , no solo a ellas, sino también ,

más que esta: ¿qué medios

usa la idea? Esto

es l o segundo

y

aún preferentemente, a los buenos propó s itos y rectos fines;

que ha de considerarse aquí .

si

consideramos el m a l , la perversidad y la decadencia de los

Esta cuestión de l os medios por los cuales l a l ibertad se pro- duce en un mundo, nos conduce al fenómeno de l a histori a misma . Si la l i bertad, como t a l, es ante todo e l concepto inter -

más florecientes imperios que el espíritu humano ha produ- cido ; si miramos a los individuos con la más honda piedad por su indecible miseria, hemos de acabar lamentando con

no, l os medios son, e n cambio, algo externo; son lo aparen-

do

l or esta caducidad y - ya que es t a decadencia no es solo

te, que se expone en la h istoria t al como se o fr ece inmedia-

obra de l a natura l eza , sino de la voluntad humana - con dolor

tamente a nuestros ojos. Ahora bien, l a primera visión que de

t

ambién

moral, con la indignación del buen espíritu, si tal

la historia tenemos nos presenta las acciones de l os hombres , como naciendo de sus necesidades, de sus pasiones, de su s intereses y de las representaciones y fines que se forjan , según aquéllos; pero también naciendo de sus caracteres y talento s . Nos present a esas acciones de tal modo , que en este espec- táculo de la actividad, esas necesidades , pasiones , intereses,

existe en nosotros . Sin exageración retórica, recopilando sim- plemente con exactitud l as desgracias que han sufrido las cre - aciones nacionales y políticas y las virtudes privadas más excel- sas o , por lo menos , la inocencia, podríamos pintar el cuadro más pavoroso y exaltar el sentimiento hasta el duelo más pro - fundo e inconsolable , que ningún resultado compensador sería

etc., aparecen como los único s motores. Los individuos quie- ren, sin duda , e n parte , f ine s univers a l e s ; quieren un bi e n .

Pero lo

limitad a; por ejemplo, s ienten e l noble a mor a la patria , pe r o

aca s o a una comarca que e s tá en un a rel a ción in s ignificant e con el mundo y con e l fin univers a l d e l mundo; o sienten

qui e ren de tal modo qu e es t e bien es de natur a lez a

el amor a la familia , a los amigo s -la bondad en

En sum a , aquí tienen todas las virtudes su lugar . En ellas pode- mos ver r e alizada la determinación de la razón en estos suje- tos mismos y en los círculos de su acción . Mas éstos son indi- viduos p a rticulares, que están en e sc a sa proporción con l a

m a s a del género humano - por cuanto debemos compar a r -

los, como individuos, con la masa de los restan t es indivi-

duos- y asimismo el radio de acción que t ienen sus virtu -

d e s, e s relativamente

d e l int e rés p a rticular, la satisf a cción del egoísmo , son, en part e , lo más pod e roso; fúndase su pod e r e n que no respetan ni n -

general - o

poco e x tenso. Pero las pasiones , los fin es

de contrapesar. Para fortific a mos contra ese duelo o

escapar de él, cabrí a p e nsar: así ha s ido , es un sino , no se pue- den c a mbiar l as cosas. Y par a olvidar e l di s gu s to que esta dolo- rosa refle x ión pudier a causarnos, no s refugi a ría mo s ac aso en

fines e

intere s e s, que

sino la mayor actividad. También pod r íamo s recluimos en el egoísmo, que p e rmanece en la play a tra nquila, y contemplar seguros e l lejano espectáculo de las confusas ruinas. Pero aun cuando consideremos la historia como el ara ante el cual han sido s acrificadas la dicha de los pueblos, la sabiduría de

l os Estados y la virtud de los individuos, sie mpre surge al pen-

nuestro sentimiento vit a l , en el pre sente de nuestros

capaz

e x igen de nosotros no el duelo por lo pasado ,

samiento necesariamente la pregunta: ¿a quién, a qué fin últi- mo h a sido ofre c ido este enorme sacrificio? Aquí es donde habitualment e se pl a nte a e l problema d e aqu e llo que ha cons- tituido el comi e nzo gene r al de nuestras c on s idera ciones. Pa r - tiendo de este comienzo , nos h e mo s r e f e rid o a lo s aconteci-

146

G.WEHEGEL

mientas que ofr e cen ese cuadro a nuestra mel a ncóli ca visi ó n

y a nuestr a refl ex ión , y los hemos det e rmin a do c omo e l campo en que qu e remo s ve r lo s medios, p a r a lo qu e af irm a mo s ser l a determin a ción s u s tanci a l , e l fin último a b so luto o , lo que e s lo mismo , e l v erd a d e ro resultado de l a histori a univer s a l. De s d e

un principio h e mos desdeñado e mprender

reflexión que, sobr e aqu e l cuadro de lo p a rticular , nos eleva - se a lo general . Por otra p a rte, el interés de aquella reflexión sentimental no consiste propiament e tampoco en cernerse

s obre aquellas v i s ione s y lo s sentimiento s corr es pondi e nte s,

y en re s ol v er de he c ho lo s enigm as de l a pro v id e n c i a, qu e

aquellas c onsider a cion es no s h a n propue s to , s ino m ás bien en compl ac erse mel a ncólicament e s obre las va n a s e inf ec und as sublimidades de aquel resultado negativo . Volvamos , pues, a l a posición que habíamos adoptado . Los aspectos qu e indiqu e - mos contendrán la s determinaciones esenci a les p a ra respo n- der a las pregunt as, que puedan plantear aqu e llos cu a dro s. Lo primero que advertimos e s que e s o que hemo s llam a - do principio , fin último , determin a ción , o lo que el e s píri tu

e l camino de l a

es en

versal y abstracto+-, El principio, l a ley, es algo universa l e int er -

no, que, como tal , por verdadero que sea en sí, no e s co m - pletament e rea l . Lo s fines , los prin c ipios , e tc ., exi s ten só l o e n nue s tro pen s ami e nto , en nue s tr a intención intern a o ta m - bién e n lo s libro s; per o a ún no en l a re a lid a d. Lo qu e so l o es

una pot e ncia ; p e r o n o h a a l a e x i s t e n c ia . E s n ece s a -

pasado todavía de l a int e riorid a d

rio un segundo momento para su realid a d ; y este m omen t o es la actuación, l a realiz a ción, cu y o principio es la volun t a d , la activid a d d e lo s hombr es en e l mundo . S olo m e di a nt e esta

a ctivid a d s e r ealiz a n aquellos conc e pto s y a quell as d e t er rn i

si, su naturaleza, su concepto -es

sol a mente algo uni-

en si, con s titu y e una po s ibilidad ,

nacion e s exi s t e nt es en s í . La s l ey es y lo s prin c ipio s no vi v en ni p reva le c en

t a ment e por s í m i s mo s. La activid a d que los pon e por ob r a y

les da ex i s tenci a son la s necesid a des y los impuls os d e l h 0 1 \ 1

bre, como a simi s mo su s in c linacion es y p as ion es . P a r a q u e y \ )

in m edi n

h

a g a y r ealic e a l go, e s pr ec i s o qu e e llo m e import e; n ec esi t o

e

s t a r e n e llo , e n c ontr ar

sa ti sfacc i ón e n rea li za do ; es p r e ' i s ll

que ello sea mí interés. Inte rés s i g nifi ca s er e n e ll o, e s t ar en '110.

L E CC I ON E S SO BR E LA F I L OSO FÍA D E LA HI S T OR I A UNI VE R S AL

14 7

Un fin , por el qu e debo tr a b a j a r , t i ene qu e s er de algún modo tambi é n mi fin. H e d e sati s f a c e r a l a v ez mi f in , e n el fin por

e l c u a l tr a b a j o, a unqu e est e t e n ga mu c h os otro s as p ec to s, e n

lo s c u a l es no m e impo r t e. Est e

to, e l seg undo moment o

es e l der e ch o infinit o d e l suje-

ese n c i a l d e l a lib e rta d: qu e e l sujeto

h

hombr es han d e inter esa rse por a l g o, nece s itan poder actu a r

en ello , esto es, e x igen que el int e rés se a s u propio inte r és y quier e n tene rse a s í mi s mo s e n é l y encontr a r en é l el senti - mient o d e s u p r opio y o . Ha y qu e ev ita r e n e s to un m a len-

tendid o . S e ce n s ur a , se c ritica

todo indi v idu o, qu e es int er e sad o -int e r esa do

e sto es, que so lo bu sca s u pro v echo

provecho privado aisladamente, que solo busca su medro, sin consideración a l fin univ e rsal, con ocasión del cu a l busca su fin p a rticular , en p a rte a un c ontr a aqu e l , y con perjuicio , menos-

c abo y sacrificio de a qu e l fin uni v er s al. Pero quien tra baja por

una c o sa, no est á s olo int e re s ado en gener a l , s ino que está inte-

r esa do en ella. El lengu a j e e x pre sa e s ta di s tinción e xac tamen-

t e . Nada s uced e, nad a s e e jecuta , s in que lo s individuos, que ac túan e n ello , s e satisfag a n a sí mismos. Son individuos par-

c ul a re s, es decir , tienen n e cesid a d es , apetitos, intere s es parti- ul a r es, p e culi a r es, aunqu e c omune s con otros , esto es, los mis -

mos qu e otr os , no dif ere nt es, po r

ti

en m a l s e n tido (co n r a zón) a

a lle s u propi a sati s f acc i ó n en un a a cti v id a d o tra b a jo . Y si lo s

en ge ner a l-,

priv a do, es d e cir, este

e l conte nido, de l os d e lo s

t r a s . E ntre est os int e r eses est á n o

so lo e l d e l as pr o pi a s ne ce -

s ida d es y v olunt a d , s in o t a mbién e l de l a pro pi a m ane r a de ver

y c on v icción , o, por

pias, si en efe c to la ne c e s idad d e l r a zon a mie nto ,

e nc i a, d e la r az ón ha d esp e rt a d o ya. Entonce s lo s homb r es

. ig en que , s i h a n de l a bor a r por un a c a u sa, esta l es a gr a de ;

[u

l a d de l a co sa, d e s u le g itimid a d , d e su util i d a d , d e l a vent a j a

I D e r e p rese nt a p a r a

IIn ras go e sen c i a l d e nu estro tie m po , e n qu e lo s h o mbre s son

p e a a tr a ídos h ac i a l as c o sas por el a sentimiento

lo ,y pr e fieren consag r ar s u ac t iv id a d a un a co sa, por propia

I , I Z ' n, por c o n v i cc i ó n y cree n c i a i n d e p e ndi e nt e s.

lo m e nos , e l d e l a cr ee n c i a y opinión pr o -

d e l a inte li-

ie r e n e star e n

e lla co n s u opini ó n y con v icción d e l a bon-

e ll os , e tc é t e r a . Es te es p a rti c ul a rme nt e

y l a autori-

[

E

n l a hi s t ori a uni versa l es nu es tro tem a l a id ea , t a l c om o

x

t e ri o ri za

e n e l e l emen to d e l a vo lu n t a d y d e l a lib e rta d

148 G.WE HEGEL

humanas; de tal modo que la voluntad es la base abstracta de

la libertad, pero el producto es la existencia moral entera de

un pueblo . El primer principio de la idea, en esta forma,

en abstracto; el otro es la

pasión humana. Ambos forman l a trama y la urdimbre en el tapiz de la historia universal . La idea, como tal, es la realidad; las pas i ones son el brazo con que se ex t iende. Estos son los extremos; y el medio que nos enlaza y en e l que ambos con- curren es la libertad moral . Objetivamente consideradas, la idea y la individualidad particular están en la gran oposición de la necesidad y la libertad . Es la lucha del hombre contra el sino. Pero no tomamos la necesidad en el sentido de la nece- sidad externa del destino, sino en el de la idea divina, y pre - guntamos: ¿cómo cabe conciliar esta alta idea con la libertad humana? La voluntad del individuo es l ibre , cuando puede establecer abstracta, absolutamente, en sí y por sí, lo que quie - re. ¿Cómo entonces lo universal , lo racional puede determi- nar la historia? Esta contradicción no puede aclararse aquí con todo detalle. Pero piénsese en lo siguiente:

es,

como se ha dicho, esa idea misma,

La llama consume el aire y es alimentada por la leña . El aire es la única condición para el crecimiento de los árboles. La leña, cooperando a consumir el aire, mediante el fuego, luch a contra sí misma y contra su propia fuente; y, sin embargo, el oxígeno del aire subsiste y los árboles no cesan de reverdecer. Asimismo, si uno quiere hacer una casa, ello solo depende de su albedrío; pero los elementos deben todos ayudarle.Y, sin

embargo, la casa existe para proteger a los hombres contra

elementos. Estos son, por tanto, usados contra ellos mismos; pero la ley universal de la naturaleza no es menoscabada por ello. Un edificio es, ante todo, un fin y propósito interno. Fren- te a él están, como medios, los distintos elementos; como mate- rial, el hierro, la madera y l a piedra. Los elementos son emple- ados para trabajar estos materiales: el fuego, para fundir el hierro; el aire, para atizar el fuego; el agua, para poner en movimien- to las ruedas, cortar la madera, etc . El resultado es que el aire,

que cooperó, es contenido por la casa, y lo mismo el agua d e la lluvia y el estrago del fuego, en la parte en que la casa e s incombustible . Las piedras y las vigas obedecen a la gravedad, propenden a caer y hundirse , pero mediante e l las se alzan alta s

los

LEC C IONES SOBRE LA F I LOSOFÍA DE LA HI S TOR I A UNIVERSAL

149

paredes. Los elementos son, pues, usados conforme a su natu - raleza y cooperan a un resultado, por el cual son limitados. De igual modo se satisfacen las pasiones. Se desarrollan a sí mis - mas y desarrollando sus fines, conforme a su determinación natural, levantan el ed i ficio de la sociedad humana, en el cual han proporcionado al derecho y al orden poder contra ellas. En la vida diaria vemos que existe un derecho, que nos pro- tege; y este derecho se da por sí mismo, es una manera sus- tancial de obrar los hombres, modo de obrar que, frecuente -

mente, va dirigido contra los intereses y fines particulares de los hombres. En cada caso particular, los hombres persiguen sus fines particulares contra el derecho universal; obran libre - mente. Pero ese elemento sustancial universal, el derecho, no por eso es menoscabado . Así sucede también en el orden uni-

racional el

activo. En modo alguno son antes bien, realizan lo uni-

versal. Por lo que toca a lo moral, en las pasiones, es cierto que

estas tienden al propio interés y así aparecen por una parte malas y egoístas. Sin embargo, lo activo es siempre indivi - dual: yo soy lo que soy en la acción; es mi fin el que trato de cumplir. Pero este fin puede ser un fin bueno, un fin univer- sal . El interés puede, sin duda, ser un interés enteramente particular; pero de esto no se sigue que sea contrario al uni - versal. Lo universal debe realizarse mediante lo particular. La pasión se considera como algo que no es bueno, que es más o menos malo; el hombre - se dice - no debe tener pasiones. La palabra pasión no es, empero, justa para lo que quiero expresar aquí . Me refiero aquí, en general, a la activi- dad del hombre, impulsada por intereses particulares, por fines

especiales, o, si se quiere, por propósitos egoístas, de tal suer-

t e que estos ponen toda la energía de su voluntad y carácter

versal . Aquí las pasiones son un ingrediente y lo

otro . Las pasiones son el elemento siempre opuestas a la moralidad;

, en dichos fines, sacrificándoles los demás fines posibles, o, mejor dicho, todo lo demás. Este contenido particular está tan unido a la voluntad del hombre, que la determina total-

mente y resulta inseparable de ella; de este modo es lo que es.

tal, algo que existe; no es el hombre en

general (pues este no existe), sino un hombre determinado. El carácter expresa igualmente esta determinación de la volun-

El individuo es, como

150

G.WEHEGEL

t a d y d e la int e li ge n c i a. Pe r o e l ca rá c t e r co mpr e nd e, e n ge n e -

r a l , t o d a s l as p a rticul ari d a d es y m a n e r as d e co ndu c ir se e n l as r e la c ion es p r i va d as, e t c . ; n o es un a d e t e rmin ac i ó n p ar ti c ul a r puest a e n l a realid a d y l a activ i dad . Por tanto , cuand o dig a :

pasión, entenderé la det e rminac i ón particul a r d e l car á cter , por cu a nto esta s d e t e rmin a cione s de l a v o lunt a d no tien e n s ol a - mente un c onten i do privado , sino qu e son e l e lement o impul - sor y acti v o de lo s a cto s universales. No s e h a bl a r á aquí d e los propósitos en e l sentido de interio r idad es impotent e s , con l as cu a les los c a racteres déb i le s s e desorientan y p a ren rato n e s ] . D e cimos , pues, que n a da s e ha produ c ido s in e l interés d e a quellos cu ya act iv id a d ha c ooper a do. Y si l la mamo s p as i ó n

al interés e n el cual la individu a lid a d

olvido de todos los demás interese s múltiples que tenga y

pueda tener - y se fija en e l objeto

su voluntad , y concentra en este fin todos sus apet i to s y ener - gías, debemos decir que nada grande se ha realizado en e l mundo

sin pasión. La pasión es e l lado s ub j etivo , y por tanto formal , de l a energía de la voluntad y de la actividad - cu y o conte- n ido o fin queda todaví a indeterminado - ; l o mismo que en

la propia convic c ión , en la propia evidencia y certeza. Lo que

importa entonces e s e l contenido que tenga mi convicción ,

e igu a lm e nte el fin qu e p ers iga l a pa s ión , y s i e l un o o

otro es de n a turalez a verd a d era . P e ro a la inver s a , s í l o e s, e nt o n-

ces, para qu e e ntr e en la e x i s tenc ia, p a r a que s ea r ea l, hace falt a el factor de l a volunt a d s ubjetiv a, qu e comprende t o d o e so:

la n e cesid a d , el impul so, la p a sión, l o mism o que la pr o pi a e v i -

d e ncia , la opinión y la con v ic c i ó n.

e ntera se entrega - con

con todas las fuerza s de

el

De esta e x pli c ación sobre e l segundo m o ment o esen c i a l d e

LECC I ONES SOBRE LA F I LOSOF Í A DE LA HI STOR IA UNI VERS AL

151

y co n l as pa s ion es y un a

s e pr o du zca a qu e ll a unifi ca ció n d e lo s fi n e s. E l mome n to d e

es t a unific ac i ó n c o n s titu ye en l a hi s to r i a d e un Es t ad o e l p e -

difí c il y l a rg a e duc ac i ó n , pa r a qu e

de su flo r ecimiento, de su virtud, d e su fuerz a y d e su

dicha . Pero la historia universal no comienz a con ningún fin cons- 11 ciente - c om o sucede e n lo s grupos humanos p ar ticulare s,

d o n d e el impuls o s encillo de l a c onciencia tien e el fin c o n s -

ci e nt e d e a se gurar s u v ida y propied a d , y más t a rde , un a vez

lle va da a c a bo la convi v encia , el fin se determin a má s p re ci-

samente en e l de c o ns e rv a r la ciudad d e Aten as o l a de R om a , etc ., y l a lab o r sigue determin á ndose m ás preci s ament e a un en cada un a de l as dificultade s o n e ce s idad e s qu e surgen- · -. La historia univ e rsal comienza con su fin general: que e l con - cepto del espíritu sea s atisfecho solo en sí , esto es , como natu - raleza . Ta l es el impu l so interno, más íntimo , inconsciente . Y todo el asunto de la historia universal consiste, como ya se advirti ó, en la l a bor de traer l o a la conci e ncia. Presentándo - s e así en la forma de ser natural, de voluntad natural, eso que

ríodo

se

ha llamado e l lado subjetivo , o se a, l a s necesidade s, el impul -

so

, l a pa s ión , el interés particular , como también l a opinión

y la representación subjetiva , existen por sí mismos . Esta inmen-

sa masa de voluntade s, int e reses y actividades son los instru-

mentos y medi os del e s píritu univer sa l , par a cumplir s u f in , elev a d o a la co nci e ncia y r e a lizado . Y e s te fin con s ist e s ó lo en hall a r s e , en r e aliz a rse a sí mi s mo y contemplarse c o m o re a-

l idad. Ahor a bien, e sto d e q u e las vida s de lo s indiv i duos

y

de lo s pueblo s, a l bu s c a r y s a tisfacer s us propios fine s, s e a n a

la vez el medio y e l instrumento de algo superior y m ás am pli o ,

de algo que ell as no saben y que rea l izan incon s cientes, e s to

la

realid a d histórica de un fin en gener a l , re s ulta qu e - si de

e

s lo que pod r ía s er puesto en cuestión y h a sido pu e sto e n

pa

ti t uido y s erá fuerte e n sí mismo cuando el inter és pri v ado

s ada nos fij a mo s en el E st a do - un E s t a do e star á bien con s -

cue s tión y ha s ido ne g ado también much a s v ec e s y difama - do y despreci a do com o f a nta s ía , como filosofí a. Pe ro ya he

d e l os c iud a d a no s es t é unido a s u fin ge n era l y e l un o e n c u e n-

ex

plic a d o

es t o d es d e e l prin c ipio y h e e x pr esa d o nuestr o

tr e e n e l o tr o s u satis fa cci ó n y r eal i zac i ó n. Es t a pr o p os i c i ón

e s sum a m e nte

m uch a s or ga niz ac i o n es y e l d es cub r i mie nt o de in s titu c i o n es

adec u a d a s , co n l a r gas lu c h as d e l int e l ec t o, p a r a qu e e l Es t a d o

ll e gu e a l a c onci e nci a de l o

t am bién so n n ecesar i as lu c h a s c o n l os i n t e r eses particul a r es

imp o rt a nt e por s í . Pe r o e n e l Es t a do h a c e n fa lt a

qu e es t á co nform e co n e l fin ; y

supu es t o o c reenci a

h a re g ido y r i ge t a mbi é n l a hist o ri a univ e rs a l - cr e en cia qu e , com o s e h a dich o tambi é n , s e r á s ol o e l result a d o y no ti e n e a qu í mayor e s pr e ten sio n e s- o T odo l o d emás es t á s ubordin a -

y, por ta n to ,

d e q u e la razón rige el mundo

d o

e n

y s ir ve de m e di o a esto, qu e e s l o m ás ge n e ral y s u s t a ncia l sí y p o r s í . Pe r o, a d e m ás, e st a raz ón es i nma n e nt e e n l a e xis -

152

G . W. FH E GEL

tencia histórica

de lo univers a l, que es en sí y por sí, y de lo particular, de lo

subjetivo , y la a firmación de que ella sola es la verdad, son tesis de natur a leza especulativa y están tratadas en la lógica, en esta forma general. Pero en el curso mismo de la historia univer - sal , como curso aún en movimiento , e l lado subjetivo , la con - ciencia , no sabe todavía cuál es el puro y último fin de la his - toria, e l concepto de l espíritu ; en efecto , este no es todavía

el contenido de su necesidad e interés. Pero, aunque sin con -

y se re a liza en ella y mediante ella. La unión

L

E CC I O N ES SOBRE LA FI LOSO FíA DE L A HI S T OR I A U N T VE R SAL

153

implic a s u ca s tigo. Esto no habr á e s t a do en l a con c iencia y , meno s a ún, en l a voluntad d e l a utor ; pero t a l e s s u hecho en

sí , lo uni ve r sa l y s u s t a ncial d e l hecho , r ea liz a do por

Se puede retener de este ejemplo que , en la acción inmedia - ta , puede haber algo más que en la voluntad y conciencia

del autor . Pero es te ejemplo enseña , adem á s , que la sustancia de la ac c ión, y por consiguiente la acción mism a, se vuelve contra aqu e l que la ejecutó, se convierte en un contragolpe

que le

abate , que anula la acción, en cuanto e s un crimen , y

e l hecho .

ciencia de ello , e l fin universal reside en los fines particulares

restablece el der e cho en su vigencia. No hemos de insistir en

Pero quiero indicar algo que aparecerá posteriormente en

y

se cumple mediante estos . Como el l ado especulativo de

este aspecto del ejemplo; este aspecto pertenece a l caso espe -

este nexo pertenece a l a l ógica, según queda dicho, no pu e do dar ni desarrollar aquí su concepto, esto es, hacerla concebi- ble, como sue l e decirse. Pero trataré de hacerla imaginable y más c l aro mediante ejemplos .

cial . Ya dije que iba a poner solo un ej e mplo análogo.

su lugar y que, como propiamente hist ó rico, contiene aque - lla unión de lo universal y l o particular , a quell a unión de una

 

Dicho nexo implica que , en la historia universal y median -

determinación necesaria

por sí y un fin aparentemente casu a l,

te

las acciones de los hombres , surge a lgo más que lo que ellos

en la forma m ás p e culiar , en la que nos import a es encialmente.

se

proponen y alcanzan , algo m á s d e lo qu e ellos saben y quie -

Cés a r , h a ll á ndose en p e ligro de perd e r l a posición - si no

ren inmedi at am e nte . Los hombres s a tisfacen su interé s; p e ro,

todavía pr e ponderant e, a l meno s igu a l- a que s e había ele-

al

h a c e rla, producen a lgo m ás, a lgo que está en lo que h ace n ,

vado junt o a lo s dem ás que s e h a ll a b a n a l a c a bez a d e l Est a -

pero qu e no e s tab a en su concienci a ni en su intención. Pon- gamo s como ej e mplo a n á logo el d e un hombre que incen-

di a la ca s a de otro, en venganza , quiz á ju s t a, e s to es, a c a u sa d e

un a of e nsa inju s ta . Surge a quí un a rel a ción entre e l hecho inmediato y otras circunst a nci a s , que s on externas por s í y

qu e no perten e cen a aquel hecho , tomado inmedi a tament e

en sí mismo. Este hecho , escuetamente, consiste en acercar , por ejemplo , una pequeña llama a un punto de una viga. Lo que con ello no ha sido hecho, se hace luego por sí mismo . El punto incendiado de la viga está unido con los demás pun- tos; la viga está unida a la armadura de la casa entera, y esta a otras casas, y se produce un gran incendio que consume la propiedad de muchos otros hombres , distintos de aquél con- tra quien la venganza estaba dirigida; acaso cuesta in c luso l a vida a muchas personas . Es t o no estaba ni en el hecho inm e - diato ni en la intención del que tal hizo. Pero la acción con - tiene, a demás, otra determinación general. En la intención d el autor solo e ra una venganza contra un individuo, destru y e n - do s u propiedad. Pero la ac c ión e s ad e más un delito , y es t e

do , temi ó s ucumbir a lo s que e s t a ban en tr a nc e de hacerse sus enemi g o s, lo s cu a les , aunque per s eguí a n s u s fin es per s on a l es, tenían a d e m ás e n s u fa v or l a constitución form a l d e l Est a do y, con e ll a, e l pod er del orden externo jurídico. Los comb a - tió , pues , c on el int e r és de conservar s e a s í mi s mo y de m a n- tener su po s ición , honores y s eguridad ; pero s u t r iunfo sob r e ellos fue a l a ve z la conquista del imperio todo, puesto qu e el poder de aquellos hombres era el dominio s obre las pro- vincias del Imperio romano . De este modo fue César pose- edor individual del poder del Estado , con menoscabo de la forma constitucional de este . Pero lo que así le facilitó el cum- plimiento de su fin -que en un principio era negativo - , la hegemoní a , Rom a, fue a l a vez un a det e rminación nece - saria en l a historia de Roma y en la d e l mundo; de suerte que no satisfizo solo su particular fin, sino qu e su labor obedeció

a un instinto que re a lizó aquello que en sí y por sí se hallaba

en el tiempo. Esto s son los grandes hombres de l a historia, los que se propon e n fine s p a rticul a re s qu e conti e n e n lo sust a n - c ial, la volunt a d d e l espíritu uni v ersal . Este c ont e nido e s su

15

4

G . WF . HEGEL

v erdadero poder y reside e n el in s tinto univer s al incons- ciente del hombre . Los g r a ndes hombres se sienten interior- mente impul sa dos, y este in s tinto es el apoyo que tien e n con - tra aquellos que emprenden el cumplimiento de tal fin en su interés. Los pueblos se reúnen en torno a la bandera de esos hombre s que mue s tran y realizan lo que es su propio impulso inm a nente.

un pueblo e s, los e lemento s que se di s tinguen en

un pueblo, e s cosa que p e rt e n e c e a l fenóm e no gener a l. El otro

principio d e es te f enómeno g ener a l es l a indi v idu a lidad . Y a mbo s prin c ipio s perten e c e n juntos a l a r ea lidad de la idea . En el pueblo , e n e l Estado, importa la ese nci a de ambo s aspec- to s, la modalid a d de su se pa r ación y unión. Este es el p roce- so vivo medi a nte e l cual vive l a idea . La id ea e s primer a mente al g o interno e in a ctivo , a lgo i r real, pen s ado, represent a d o ; es lo intern o e n e l pueblo . Y a quello medi a nte lo cu a l e s te a lgo g e ner a l s e e x t e riori z a p a r a r ea liz a r s e e n l a a ctivid a d d e l indi- viduo , qu e tr as l a d a lo inte r n o a l a r ea lid a d y que h ace qu e es o qu e s e ll a m a fa l sa m e nt e r ea lid a d , l a m e r a ex teri o rid a d , se a co nform e a l a id ea . La indi v idu a lid a d mi s m a, mientr as no es espiritu a l o no e s t á e duc a d a , pued e in c luir se e n e sa m e r a ex teriorid a d. El indi v iduo l o es t a nto m á s ve rd a der a m e nt e cuanto m ás fu e r- temente e s t á a dherido , por su totalidad , a lo sust a n c i a l y cuan - to más en é rgi ca mente está la idea impr esa en él . Est a rela- c i ó n de lo uni v ers a l con l a s ubjetivid a d e s lo importante. Lo import a nt e es que lo interno d e l a c oncienci a del pue- blo s e manifiest e fuera y que e l pueblo teng a concien c i a de lo v erdadero , como ser eterno en sí y por s í , como es e n c i a l . E s te desarrollo d e la conciencia v i va , m e diante el cu a l s e

conoce el ser e n s í y por s í , no existe en su recto

[Lo que

modo, en

la forma de la universalidad . Cuando la voluntad e s mera- m e nte intern a y e s t á adorm ec ida , e s mer a v oluntad n a tur a l ; todavía no h a encontrado lo racional . Lo justo , el s entido de lo ju s to como tal, no existe aún para e ll a . Sólo cuando los individuo s conocen sus fin e s e x i s te la verd a dera mor a lidad . Debe ser c ono c ido lo inmó v il, el motor inmóvil, como d