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Monges Camaldolenses na Igreja Pós-Conciliar e Biografias Camaldolenses Recentes

Mosteiro da Transfiguração
Monges Beneditinos Camaldolenses

.........................................................Índice Monges Camaldolenses na Igreja Pós-Conciliar.15 1 Dom Anselmo Giabbani.............. 8 4 O Concílio em Camaldoli.3 2 Uma gestação lenta....................................... osb cam (1908-2004)..............16 3 Dom Cipriano Vagaggini.............................................................................................................15 2 Dom Benedetto Calati...................................................1999)...........................................................3 1 Quando a pequena crônica pode fazer a história........9 Biografias Camaldolenses Recentes................................. osb cam (1909 ..........5 3 A Comunidade Protagonista........................................................................17 .......................... osb cam (1914-2000)........................

Edizioni Camaldoli. O Mosteiro era somente elemento suporte logístico e espiritual1. como se dizia. de própria autoridade. Tese de doutorado junto à Universidade Gregoriana (2006) publicada em parte com o título Eremitismo e Cenobitismo in conflitto nell’Ordine Camaldolese. o antigo 1 R. Geral. Mas um grupinho faz fila diante de D. não menos espessas que os revestimentos barrocos que ocultavam a originária estrutura românica da Igreja e do Mosteiro. O trabalho à vista de todos saiu muito bem e se espera que seja logo completado com o restauro de toda a Igreja. vida eremítica e serviço ao Evangelho. liberando-as das tantas coberturas que os séculos haviam colocado em cima. La soppressione ecclesiastica dei Monaci Cenobiti nel 1935 e l’abate Emanuele Caronti. O sonho era “voltar ao genuíno de São Romualdo”.Mosteiro da Transfiguração Monges Camaldolenses na Igreja Pós-Conciliar Don Emanuele Bargellini OSB Cam 1 Quando a pequena crônica pode fazer a história 19 de junho de 1943 (Solenidade de São Romualdo): “Inauguração do presbitério com a participação do P. No abraço da paz acolhe todos com muito calor e todos trocam com alegria o abraço eucarístico. a nova comunidade Camaldolense sediada em Fonte Avellana apenas em 1935. articulada e frequentemente dialética. mas possuíam poucos elementos culturais e hermenêuticos que fossem adequados para interpretar e reelaborar o rico patrimônio cultural herdado. cada um dos quais reivindicava a autenticidade exclusiva do espírito Romualdino. Junto às antigas paredes e arcos de pedra. do genuíno espírito Romualdino. 3 . Anselmo Giabbani. depois de quase cinco séculos de unidade. Camaldoli 2007. Preside a concelebração o novo prior geral que acabara de ser eleito por unanimidade. entre vida cenobítica. 29 de setembro de 1969 – Igreja de São Gregório em Celio em Roma: com celebração do capítulo geral extraordinário 1968-1969. Os novos chegados desejavam olhar longe. A família Camaldolense que chamava a atenção para o exemplo e o ensinamento de São Romualdo. para o monge Camaldolense a única forma legítima de vida monástica era aquela eremítica. do Bispo Monsenhor Cappelli e autoridades. procura trazer à luz as antigas tradições dos discípulos de São Romualdo e de São Pedro Damião. Benedetto Calati. frequentemente em tensão entre eles. FORNACIARI. Como lembrança será colocada uma lápide com dizeres respectivos. as primeiras a entalhar “a letra sacra” de 1671. Segundo aquele decreto publicado nas Constituições de 1941∕3. Um retorno às origens com um restauro em grande estilo. As forças internas do novo núcleo Camaldolense se encontraram então diante de um novo obstáculo imprevisto: a interpretação autêntica – pelo menos assim era apresentada – que as instituições eclesiásticas romanas haviam dado. com o decreto que acompanhava e explicava as razões da supressão da congregação cenobítica Camaldolense. composta em latim clássico por D. oferece uma detalhada reconstrução de todos os acontecimentos e consequências que esta provocou no tecido comunitário e no debate teológico em curso dentro da congregação dos eremitas da Toscana. D. havia terminado por se dividir em três troncos autônomos. Mas qual era este genuíno espírito Romualdino? A mesma riqueza de expressões da exuberância carismática de São Romualdo e de seus discípulos ao longo da história aparecia como um caleidoscópio difícil de compor em um projeto orgânico linear de vida. e da sua integração àquela dos eremitas da Toscana em 1935. Bernardo Ignesti” (crônica do Mosteiro de Fonte Avellana) – 19 de junho de 1943.

São Gregório em Celio 1969: celebra-se a reconciliação na congregação através do diálogo entre raízes e o presente mediado pelo Concílio. Prior Geral dos Camaldolenses desde 1969. e de inserir juridicamente o Ashram na congregação Camaldolense da Ordem de São Bento. de extrema simplicidade e sensibilidade social. Para usar a linguagem de padre Bede. Benedetto Calati. Dois episódios da crônica da pequena família Camaldolense. mais pessoal e mais universal. um ao lado do outro contra a luz da manhã. esta é também um fruto de um duro e sério trabalho de reflexão sobre as próprias origens e sobre o próprio destino presente e futuro. que leva ao Ashram numerosos jovens peregrinos do Ocidente secularizado tanto como da própria India. Padre Bede Griffiths. Nesse episódio. e D. Fonte Avellana em 1943: com a restauração da Igreja se busca uma reconstrução da atualidade a partir do antigo. Dedicado à dimensão contemplativa. Shantivanam 1982: o diálogo com a tradição se abre àquele com a individualidade e universalidade da busca espiritual. A ponte entre estas duas margens tão distantes fora o Concílio e a sua decisiva ressonância no Capítulo Geral de 1968-69 e as novas constituições. Um retorno ao centro que coincide com o de fora e o universal. Menos de quarenta anos separam o difícil restauro de Fonte Avellana e o encontro em Shantivanam. Três etapas de um caminho que se dilata e se abre para o futuro de Deus e do homem. Mas talvez nem mesmo a grande distância geográfica que separa o milenário e rochoso Mosteiro Avellanita da frágil Ashram surgida às margens do Karevy consegue expressar a longa travessia do deserto realizada entrementes pela comunidade Camaldolense no seu percurso de renovação espiritual e institucional. e agora sereno pelo clima de abertura e confiança instaurado na Igreja de forma surpreendente e vasta pelo Concílio. Eram os opositores que com grande vigor tinham contrastado por trinta anos a linha de renovação por ele levada a frente com determinação. levado em frente por anos. Hoje todos concelebram a conciliação. Não formal e nem imprevista. típicas expressões da cultura contemporânea. e por eles e outros consideradas lesiva para a verdadeira identidade Romualdina-Camaldolense. Se toda reconciliação fraterna é antes de tudo dom de graça. no seu primeiro contato direto com a India. O seu passado e o seu futuro. o Ashram é ao mesmo tempo extremamente aberto para acolher a misteriosa tensão espiritual presente nas grandes tradições religiosas e sapienciais da India.Monges Camaldolenses na Igreja Pós-Conciliar prior de Fonte Avellana e que foi Prior Geral deposto seis anos antes pela Santa Sé. universalmente reconhecido como o guru/padre espiritual do Ashram. A razão da presença de D. na medida em que o encontro com as fontes se faz mais profundo. aberta ao conselho e à atualidade. há o antes e o depois do Concílio de Camaldoli. 20 de janeiro de 1981: Saccidananda Ashram in Shantivanam (Tamil Nadu – Sul da Índia) Uma bela foto retrata dois monges anciãos. que vê a possibilidade de celebrar um novo matrimônio entre Ocidente e Oriente. 4 . Benedetto em Shantivanam foi o pedido feito dois anos antes pelo padre Bede para transferir a sua stabilitas monástica e aquela dos seus jovens discípulos da comunidade de Sacro Eremo e Mosteiro de Camaldoli. e a sede de espiritualidade frequentemente confusa. Radicar o novo em uma tradição consolidada. monge beneditino inglês radicado na India desde 1954. para abraçá-lo.

Entre as estratégias colocadas em ação por muitos deles existiu também a iniciativa de abrir pelo menos uma casa no exterior. para recordar apenas alguns dos mais conhecidos e beneméritos centros monásticos2. De forma que foi aceito quase com entusiasmo o 2 A. nascidos na segunda metade do século XIX e que se tornariam depois pioneiros do caminho excepcional que conduziu ao Concílio com prospectivas muito diferentes daquelas iniciais: movimento litúrgico. Mesmo sendo estruturada em eremitério e mosteiro desde o seu nascimento em 1012 ou 1024. prevalentemente de tipo espiritual está em vias de publicação aos cuidados do professor Eugenio Massa. A imensa obra literária de Giustiniani.Paiano. 4 Em 1520 Paolo Giustiniani. nem mesmo aos vários “movimentos”. A supressão havia expulso a comunidade de Camaldoli. Até o olhar do renascimento monástico naquele século foi substancialmente voltado para recuperar e repetir o passado. Os estudiosos sublinham que tal concepção de renascimento não era estranha.Mosteiro da Transfiguração 2 Uma gestação lenta Se a lápide em latim clássico de Fonte Avellana marcava a linha de “restauração”. o inquieto grupo avellanita dos anos 30 e 40 não se contentava em se mover naquele sulco. A comunidade coincidia de fato com a congregação dos eremitas da Toscana. Tinham à disposição apenas a memória da prática cotidiana guardada com fé e tenácia pelos poucos sobreviventes e onde sobrevivia para eles a tradição Camaldolense dos últimos dois séculos. e profundamente impregnadas do seu espírito4. Até mesmo a longa marcha Camaldolense havia-se iniciado naquela tempestade histórica e cultural. Nesta mesma linha renasce Solesmes – França (1837) e nascem ex novo Beuron – Alemanha (1860). Saint. Un umanista eremita. Roma 2000. Dez anos após a expulsão em 1875 os poucos monges celebraram as primeiras novas profissões solenes. o absoluto. Publicado em francês pela editora Camaldoli em 1951. no qual a comunidade de Camaldoli vivia já há dois séculos. 243-267. redigidas em um período no qual Sacro Eremo e Mosteiro se haviam reunido temporariamente com a congregação dos eremitas Camaldolenses de Monte Corona. in “Annali di Scienze Religiose” (2000) 5. eclesiológico. e a partir de 1530 assume o nome de Congregação dos Eremitas Camaldolenses de Monte Corona. A busca da sobrevivência a duras penas absorveu por muitos anos o grosso das suas energias resíduas. Storia e Letteratura. Ed. A situação da maior parte das comunidades monásticas italianas não era muito diferente. Roma. na fase inicial. Eremo por motivo de uma situação interna confusa da ordem camaldolense. regulada pelas constituições de 1671. neo-escolástico3. 301-325. eremita em Camaldoli desde 1510 deixa a comunidade devido a dificuldades em que se encontra o S. bíblico. Liturgia e società nel novecento. mas o mundo Camaldolense de Sacro Eremo e Mosteiro estava totalmente mudado.ACERBI. Esta representava o todo.7-12. Camaldoli não foi exceção. Veja-se J: LECLECQ. A partir de 1527 o grupo de eremitas por ele formado assume configuração jurídica de congregação autônoma. A rocha à qual agarrar-se. havia se tornado em realidade uma comunidade/congregação exclusivamente eremítica. contra o risco de novas supressões. recebeu uma nova tradução pela editora Scritti Monastici. deixando um pequeno grupo como guardiões. patrístico. A supressão das ordens religiosas realizada pelo governo unitário italiano entre 1866 e 1870 havia golpeado o Sacro Eremo e o Mosteiro de Camaldoli às outras instituições monásticas. Sua característica em relação à Camaldoli é o desenvolvimento exclusivo da tradição Romualdina eremítica.Percorsi del movimento liturgico di fronte ai processi di secolarizzazione. La rinascita del monachesimo benedittino nel XIX secolo fra Solesmes e Beuron. Inquilinos e estrangeiros na própria casa estavam à procura da sobrevivência material e da própria identidade. 3 Veja como exemplo M. Maredsous – Bélgica (1872). Il beato Paolo Giustiniani (1476-1527). mas cultural e espiritual. Abbazia di Praglia 2009. Ainda menos naquela “restauração” que havia marcado profundamente a sociedade européia e a Igreja do século XIX. (2001) 6. 5 . junto às edições de Storia e Letteratura. agravada pelo isolamento não só geográfico.André – Bélgica (1901). deixando aquela cenobítica.

Para os eremitas de Camaldoli as dificuldades práticas encontradas pelos brasileiros para conjugar as duas exigências eram a comprovação de que aquela situação constituía a traição da própria vocação. ter consciência mais lúcida do que acontece realmente e do significado das tensões que vivemos”7.vol 3 (2002). Vrin. L’A oferece uma apresentação detalhada dos principais protagonistas deste percurso. um reformador. Paris 1957. Camaldolesi nella spiritualità del novecento. A sensibilidade humana e espiritual dos “brasileiros” os impelia a serem solidários com as necessidades primárias dos imigrantes em nível humano e espiritual. Romualdo foge a qualquer catalogação. um profeta? Na verdade. durante o Concílio e após o Concílio veja-se G. juntamente ao gesto de obediência heróica. situar-nos melhor no presente. It. Milano 1999. seus 5 H. A saga dos camaldulenses no Rio Grande do Sul.Trad. Portanto também. 107. Ed. podemos. um eremita. As celebrações do IX centenário da morte de São Romualdo (1927) colocaram diante de todos uma história muito articulada. A aventura no Brasil que durou 27 anos entre 1899 e 1926 seria o espelho mais significativo e dramático do impérvio caminho que a família Camaldolense deveria percorrer para remodelar a própria identidade num diálogo com a memória e o presente. continuando a manter viva a fermentação em curso dentro da comunidade6. sancionada no Capítulo de 1923. durante uma sua visita a Camaldoli em 1899. À medida que os dados históricos emergiam. -cf M. interno e externo à familia Camaldolense. 7 Y. e das principais linhas que emergiram no plano e das iniciativas. Os generosos pioneiros assim como os irmãos deixados em Camaldoli se encontraram em um cruzamento intrincado. 7 (1970). aparentemente sem via de saída. à medida que conquistava os elementos culturais e hermenêuticos que tornariam possível este duplo diálogo. La storia della Chiesa `luogo teologico”em Concilium n. O Rio Grande do Sul era naquele momento o grande porto no qual desembarcavam milhares de imigrantes italianos5. Cláudio José Gonçalves Ponce de Leão. Ildefonso Schuster para o qual foi suficiente encontrar os eremitas de Camaldoli para dar o seu veredicto de fechamento da experiência brasileira.CHENU.-D. Porto Alegre 1999. enquanto se esforçavam de todas as maneiras para permanecerem fiéis ao modelo de vida eremítica que haviam deixado no Sacro Eremo. Colocando-se no mesmo comprimento de onda. vol 1 (2000).GARGANO. La teologia nel XII secolo. vida comunitária e serviço ao Evangelho. tudo isto ao mesmo tempo. um pregador. vol 2 (2001).DALL’ALBA. Na tradição Romualdina e de Camaldoli teriam podido encontrar uma clara indicação da pacífica comunhão entre vida eremítica. La théologie au douzième sècle. 6 . 6 Com relação aos acontecimentos que assinalaram o caminho de Camaldoli entre as décadas 1930-50. D. Assim havia sentenciado também o enviado da Santa Sé. Mas tudo isto era ainda para os interlocutores de uma e de outra margem do oceano cofre selado. O retorno dos brasileiros. seus mestres. com esta. o problema mais relevante era a sua interpretação que continuava a ser prevalentemente “literal” quando não fundamentalista e circunscrita ao mundo Camaldolense.I. Jaca Book. um missionário. “Se a história não consiste apenas da erudição simples ou de um conto jornalístico do passado. Estava ainda muito longe da casa Camaldolense a consciência que a historia da Igreja assim como das comunidades constitui lugar teológico da manifestação do desígnio de Deus e do desenvolvimento dinâmico dos carismas difundidos pelo Espírito. bispo do Rio Grande do Sul no Brasil. lugar relativo e objeto de necessário discernimento crítico e espiritual.Monges Camaldolenses na Igreja Pós-Conciliar convite considerado provincial feito à pequena comunidade do Sacro Eremo por D. trouxe consigo um acúmulo de interrogações abertas sobre si mesmo e sobre Camaldoli. um conhecedor fino da alma de Romualdo e da complexa história dos seus discípulos pudera escrever: quem era São Romualdo? O que ele era de verdade? Um monge. o então Abade de São Paulo Fora dos Muros de Roma. p.CONGAR. através dos acontecimentos humanos com todas as suas dinâmicas. exatamente como os mais típicos padres do deserto. Dehoniane Bologna.

LUISE. 2 ed. A inserção imprevista de um grupo de monges Camaldolenses na congregação dos eremitas da Toscana em 1935 e a ferida brasileira aceleraram a urgência de chegar a um esclarecimento ideológico. 5-6. Uomo di Dio amico degli uomini. O seu amor apaixonado e sofrido pela Igreja vista a fadiga pela realização do Concílio.Mosteiro da Transfiguração modelos.. estrela polar da sua inteligência da Escritura e vida espiritual9. Anselmo Giabbani (+2004) nas páginas de Camaldoli [V (1951) n. e no Ateneu de Santo Anselmo desenvolve um apreciado ensinamento sobre os pais monásticos da Idade Média e. Deixou-se colher pelo sopro do Espírito que “presidia” a sua alma. No centro do debate está a pessoa do monge. 7 . e o seu modo discreto de acompanhar as pessoas. seja numa como na outra comunidade.70-72 9 Foi publicada uma seleção das numerosas obras realizadas durante quase 40 anos de Benedetto Calati em ocasião dos seus 70 anos. à sombra. Benedetto. Benedetto Calati. posições que até então pareciam óbvias. Anselmo para D. Mas neste momento estamos dentro do clima do Concílio e a parada momentânea constituirá paradoxalmente a pausa para uma retomada 8 L. encontros de estudo e debates entre os monges (1948-1949). Esta unidade entre os três elementos – se afirmava em tantos modos e linguagens correspondia também a uma presença viva do monaquismo hoje na Igreja. Junto a esta se insere uma crescente preocupação pastoral para com as novas gerações de noviços e professos. No vértice deste trabalho de preparação havia um objetivo. Sapienza Monastica .Saggi di storia.1] recebia uma aceleração decisiva. ou pelo menos colocar em discussão. Aparecerá sempre mais à luz o outro protagonista principal desta história. e até então colaborador do Concílio Generalício. com a substituição de autoridade por parte da Santa Sé de D. como disse Pedro Damião” 8. quase explode no seu último testemunho-entrevista a R. A dinâmica eremitério-mosteiro com a abertura recíproca e a flexibilidade da stabilitas exprime e serve a pessoa que no curso do seu caminho pode encontrar em um e em outro o suporte mais idôneo para o seu itinerário espiritual..-A. sobretudo sobre São Gregório Magno. dos quais herdou a graça particular. Aliprando Catani. O horizonte dos estudos Camaldolenses se enriquece com publicações. Aqui se insere a obra de restauração/redescoberta das estruturas arquitetônicas e ideais colocada em prática pelos mestres empreendedores e jovens professos de Fonte Avellana. recolhidas no volume: B. spiritualità e problemi monastici: Ed. La visione di un monaco: Cittadela Editrice 2000. começa a aparecer com repetidos escritos na revista Camaldoli/Vida Monástica. A partir do Capítulo de 1951 o processo “de atualização” da congregação. segundo a expressão com que o apresentará o novo prior geral D. Benedetto Calati (+2000). Camaldoli 2001. enquanto no Mosteiro São Gregório em Celio em Roma acompanha o caminho cultural e espiritual dos jovens professos.LASSOUS. sobretudo nas suas dimensões espirituais e culturais.CALATI.L’insegnamento spirituale di P.Diciotto anni a servizio dei fratelli. monge rico de humanidade proveniente da suprimida congregação dos cenobitas. Studia Anselmiana Roma 1994.San Romualdo di Ravenna eremita e profeta. Em 1963 parecerá que tudo tenha sido colocado em discussão. recuperar a unidade articulada de relacionamentos entre vida cenobítica. E reivindicada a dimensão apostólica na vida do monge e na comunhão da Igreja. seus amigos. Dehoniane Bologna 2007 encontra uma apresentação articulada do ensinamento espiritual de D. No livro de G. e se começa a esclarecer. Abbazia San Benedetto Seregno 1994. nos seus objetivos interiores e no seu itinerário de amadurecimento. porque dedicado a trabalhar em um nível mais profundo e amplo da diatribe Camaldolense: D. A introdução de Innocenzo Gargano oferece uma ampla panorâmica da sua biografia de homem e monge e oferece elementos adequados para enuclear os gânglios fundamentais do seu pensamento. que até então permanecera substancialmente à sombra. apostolado. Uma jóia preciosa que ainda mantém a frescura inigualável da experiência vivida junto aos irmãos e colocada em uma síntese pacata é Il primato dell’amore. Depois de séculos de fragmentação e isolamento. Por isto deve orientar o seu programa de renovação. Com a sua incansável pesquisa espiritual sobre os pais. Ed. vida eremítica.PARIS. O objetivo do monge Camaldolense seja no eremo e como no mosteiro é a vida contemplativa “como foi compreendida e realizada por São Romualdo e seus discípulos”. de certa forma. entendido.

Acrescenta: “sonho uma comunidade tipo ‘família’. era o seu objetivo constante. Il primado dell’amore… p. 8 . Benedetto. 3 A Comunidade Protagonista Por que recordar com abundância de particulares episódios e passagens dos acontecimentos Camaldolenses do início da primeira metade do século XX nesta fotografia em movimento que deveria iluminar o Pós-concílio? Naqueles eventos Camaldoi preparava em profundidade.21. Os grandes propulsores daquele caminho. foram indubitavelmente D. Numerosos são os seus escritos com esta tonalidade na Camaldoli/Vida Monástica entre 1947 e 1963. e para permitir aos jovens um caminho mais sólido e livre. Dar de novo à lei do amor o seu primado. Ali ele percebia como teria afirmado mais tarde “um método de espiritualidade. sem querer subvalorizar a contribuição de alguns outros monges e amigos da comunidade mais ou menos conhecidos. com a eleição para Prior Geral em 1969. para a busca de uma justificativa histórica e sapiencial que abrisse para atualidade quem tinha crescido no esquema moral de fidelidade à observância regular. cenóbio-eremitério-serviço apostólico. com dificuldades e dores. escreve em uma apaixonada carta a D. 10 B. portanto. simples e modesta com características estreitamente fraternas. mesmo quando formuladas em tom polêmico. identificada como “a tradição”.Monges Camaldolenses na Igreja Pós-Conciliar definitiva e orgânica de uma renovação interna que pode. Dali afloraram critérios para orientação teológico-espiritual. que a experiência mostrava ser fonte de sofrimento e ambiguidade para não poucas pessoas. No final desta corrida sobre a crônica Camaldolense gostaria de evidenciar um elemento importante. então. história ainda em ato para a Igreja e para cada pessoa.CALATI. se alargou muito para ele o horizonte para colocações pessoais escritas. de teologia e de oração que nos caracterizou e qualificou sempre mais”10. O seu pensamento colocava em primeiro plano a formação da consciência individual. Mas com eles se afirma também uma diferença significativa na comunidade em relação a outros percursos. e pode exercitar num raio amplo aquele fascínio extraordinário que fez dele um pólo de atração para não poucas vocações e para tantas pessoas fora da comunidade e fora da instituição eclesiástica que o caracterizou até a morte. e tendiam a incidir diretamente sobre as estruturas com propostas de reforma. com responsabilidade de guia desde 1935 na comunidade onde se formaram os jovens. a gradualidade do crescimento espiritual da pessoa e como consequência a gradualidade e a interação da tríplice orientação Camaldolense. com abordagem e estilos diversos. Ali afundam as raízes também de algumas passagens problemáticas do fervido Pós-Concílio Camaldolense na sua vida interna e nas suas relações com o externo. Anselmo e D. Nem mesmo quando. “O ideal monástico é divino. superando a exclusividade eremítica dos últimos séculos. se valer do respiro e dos horizontes abertos pelo Concílio para a Igreja inteira. o seu impacto liberalizante com o Concílio e aí germinava a determinação com a qual acolheu as grandes linhas de renovação de espiritual e estrutural para a Igreja e para a própria vida monástica. a confiança. As suas reflexões tinham sempre este dimensão pastoral. sem ulteriores distinções. juntamente a preocupações de ordem pedagógica e espiritual que encontraram no Pós-concílio desenvolvimento pleno. Dom Anselmo. encorajar para escolhas responsáveis pessoais na liberdade do Espírito. Anselmo em 1956 e não é nem um pouco necessário confundi-lo com as várias estruturas acidentais como sempre foi feito” 11. Dom Benedetto estava trabalhando desde os tempos de Fonte Avellana para ampliar o horizonte de referência para a auspiciada renovação Camaldolense para além dos seus confins históricos retomando os pais e a Escritura como história da salvação e. enfatizava a importância vital da reinterpretação da hereditariedade espiritual Camaldolense. Dom Benedetto não se comportou como padre espiritual.

seja de D. A sua estadia no Mosteiro de São Gregório em Célio em Roma.CALATI. Estas atitudes interiores e de estilo dos seus principais protagonistas fizeram com que o caminho de renovação Pós-conciliar em Camaldoli se configurasse rapidamente e espontaneamente como movimento de comunidade e não de líderes fortes e benemerentes. Não bastava voltar ao passado nem simplesmente adaptar-se ao presente. mas isolados. cada uma com características próprias13. Anselmo. o futuro Papa Paulo VI.cassetta XI.pgg 63-118.inserto 5. Como prior geral buscou traduzir este sonho no estilo do seu serviço. Innocenzo Gargano evidenciou e documentou como. desenvolveu um papel decisivo juntamente à reabertura da hospedaria de Camaldoli em 1934. Benedetto. Este diálogo cultural e espiritual entre família Camaldolense e mundo cultural leigo e eclesial tornar-se-á um traço constitutivo do Pós-Concílio para todas as comunidades Camaldolenses. respectivamente nos anos 1945-51 e 1951-69. Sem necessidade de insistir tanto sobre o caráter da autoritas romana transportada no mosteiro” (ivi). então Substituto da Secretaria de Estado de Pio XII que acompanhou com premura e sugestões o caminho interno Camaldolense e os relacionamentos com os movimentos leigos católicos dos Graduados Católicos e dos Jovens Universitários da FUCI. dando um suporte definitivo e bem mais amplo e sólido para os critérios gradualmente identificados e seguidos pelos seus promotores e serenidade também para aqueles que se tinham oposto em nome da fidelidade ao carisma Romualdino.Camaldolesi nella spiritualità del novecento…III.10. sezione B. tenha contribuído para o processo de amadurecimento pessoal e para a proposta renovadora seja de D. 29/7/1956. Autoridade tipo serviço: com a maturidade da personalidade cristã que é fruto de uma verdadeira maturidade da revelação que certamente se aproxima mais da plenitude dos tempos. Para citar apenas um nome emblemático basta recordar aquele de Monsenhor Giovanni Battista Montini. renovavam-se os fundamentos teológicos e espirituais da vida monástica. Uma comissão de estudo eleita democraticamente por todos os membros professos da congregação. o relacionamento com amigos leigos e eclesiásticos qualificados dos quais receberam estímulos culturais e sustento para a obra de renovação interna.GARGANO.Mosteiro da Transfiguração sem cair no pântano da interpretação ordinária beneditina. Nasceram assim as novas constituições aprovadas quase por unanimidade no Capítulo de 1968-69. 9 .. três anos de trabalho conduzidos com um método aberto às contribuições de todos os professos. permitiram afrontar também os problemas mais espinhosos com o olhar amplo do Concílio. 4 O Concílio em Camaldoli O Concílio tinha claramente indicado que a vida religiosa para ser autêntica deveria passar por uma profunda mudança de parâmetros. um diálogo constante e transparente sobre as posições pessoais de cada membro da comissão como também de cada comunidade e de seus membros. Critério e regra suprema para orientar e avaliar este relacionamento duplo “seguir a Cristo como é ensinado pelo Evangelho” (ivi).Il primado dell’amore… 13 I. Arquivo Histórico de Camaldoli. para além da familiaridade com as fontes históricas espirituais dos pais da tradição Camaldolense e da interior disciplina monástica. como teria sintetizado de maneira brilhante na “relação-testamento espiritual” com a qual se despediu dos irmãos depois de dezoito anos no Capítulo Geral de 198712. Assim. Uma característica esta por eles promovida em linha com a tradição Romualdina. Comportava “um contínuo retorno às fontes de toda a vida cristã e ao espírito primitivo dos Institutos e ao mesmo tempo a adaptação dos próprios Institutos às mutações das condições dos tempos” (PC 2). 12 B.p. os horizontes de formação e de presença na Igreja dos monges Camaldolenses e a própria 11 Carta manuscrita enviada ao Prior Geral. Esta diretiva iluminadora lançava luz clarificadora sobre o fadigoso caminho Camaldolense.

a partir da espiritualidade dos padres e da liturgia. cujas referências efetivas eram a sua tradição e os horizontes do Concílio.Monges Camaldolenses na Igreja Pós-Conciliar estrutura da congregação. Como para os pais. Mas a DV ampliava o horizonte para bem além do âmbito monástico e da própria liturgia. Em fim. Em 1947 aparece como base no título da Revista Camaldoli. no estudo. nas collatio. A abordagem de fundo do “triplex bonum” está na base das reflexões dos anos 50-60 e das Constituições de 1968 embora sem ter sido citado explicitamente nestas. sobretudo.SC – GS – UR – NA que tiveram uma repercussão mais imediata sobre a vida Camaldolense.Camaldoli 1996. e facilitado também pelo novo clima geral da sociedade. A lectio divina reencontrou a centralidade na vida dos monges. dinâmica nos seus desenvolvimentos.MATUS. e nos vários serviços culturais e espirituais que hoje caracterizam as comunidades. Series nova. vem inserido como critério interpretativo do próprio carisma Romualdino-Camaldolense na sua última redação (art. Alle Origini di Camaldoli. à luz do Espírito. a partir das páginas bíblicas para chegar aos eventos da vida cotidiana e da história. Foram. Nas Constituições de 1941/43 aparece timidamente na forma de citação do texto do “triplex bonum” acompanhando uma antiga litografia de Camaldoli Sacro Eremo e Mosteiro colocada na abertura do livro. colocando a Palavra no centro do caminho espiritual. O “triplex bonum” . que continua com a presença viva do seu Espírito na Igreja e na humanidade até à plenitude escatológica. os grandes documentos DV – LG . Tomus IV. e o reconhecimento que esta hoje assim como no passado é o lugar da ação criativa de Deus. Esta obra relançada na cena da história em 1888 percorreu um caminho original para reentrar completamente no âmbito camaldolense. solidão do eremitério. A busca teológica como processo de formação das novas gerações de monges fez reemergir a exigência de uma teologia sapiencial que soubesse conjugar a hereditariedade espiritual com as grandes contribuições do pensamento moderno. no ensinamento por eles professado em algumas faculdades de filosofia e teologia. o Concílio imprimiu uma nova vitalidade à família Camaldolense contribuindo para traçar um novo rosto. A partir desta multiforme relação com a Palavra busca-se construir aquele processo de unificação da pessoa o único que pode conduzir a celebrar o culto espiritual da vida que não oferece mais a divisão entre tempos litúrgicos e tempo profano.KARWASINSKA in Monumenta Poloniae Historica. A partir da renovada pacificação interna. a serviço do caminho espiritual da pessoa14. Fasc 3. 10 . testemunha do Evangelho – foi recolocado no centro ideal da identidade Camaldolense para exprimir a visão de conjunto que a caracteriza. A DV constituiu o principal elemento inovador da formação teológica e da vida espiritual dos monges. tornada mais flexível porque sustentada por uma base teológica comum. está se tornando um método global de leitura e interpretação. nos dados da vida. pluriforme nas suas expressões. a lectio divina. da mesma forma como tinha sabido fazer a seu tempo a “teologia monástica”. unitária na sua fonte. San Romualdo e cinque fratelli. condividida e dinâmica. Ed. O relacionamento com as celebrações litúrgicas encontrou um novo alento. Em 1951 é publicada a primeira tradução italiana da obra por Dom Bernardo Ignesti nas Edições Camaldoli com breves citações in “Catechismo Camaldolese Medulla camaldulensis doctrinae”(1951). redoou à iniciativa de Deus o seu primado e às complexas vicissitudes humanas a espessura de história da sua salvação.3) de 1993. Warszawa 1973. abrindo novos espaços e desafios para liberar com fidelidade dinâmica e criadora as potencialidades inseridas na graça do carisma de Romualdo e entrar com modéstia e coragem nas potencialidades e contradições do nosso tempo. A revelação como história. A intenção era de traduzir em um vivo ressurgimento a renovada relação com as raízes e de projetar em avante o caminho com o respiro da Igreja e da sociedade em transformação. dando mais continuidade interior ao tecido da vida cotidiana. na hospitalidade. Na medida em que esta orientação cresce não se sente a 14 Edição crítica realizada por J. É suficiente olhar os programas que as hospedarias propõem anualmente. transmitido por Bruno Bonifácio na Vida dos Cinco Irmãos – Fraternidade do Cenóbio. T. Homens como Dom Benedetto e Dom Cipriano Vagaggini haviam semeado com mão prodigiosa por anos esta semente fecunda no tecido Camaldolense.

sem complexos de superioridade próprios de quem só tem para dar. ela estimulou um profundo repensar sobre o sentido e estilo de vida das comunidades. alargou no curso dos anos o seu horizonte em proporção ao progressivo sintonizar-se da família Camaldolense com o respiro da Igreja atenta ao mistério de Deus presente nas outras confissões cristãs. assim como da pessoa humana. A hospitalidade também é antes de tudo um modo de ser. na responsabilidade assumida pela pessoa mais do que na disciplina da observância regular ou na uniformidade. nas outras experiências religiosas e na modernidade. comunhão na diversidade dos carismas e povo de Deus em caminho “de Abel até o último justo” (LG 2). O eremitério antes de ser uma estrutura jurídica e logística da congregação é uma dimensão existencial constitutiva do monge Camaldolense. e no relacionamento mais fraterno entre Prior e irmãos o que estimula a comunicação e colaboração entre os membros. inspirados pela tradição de Camaldoli e inseridos no seio das respectivas dioceses. Para esta tradição estão olhando com simpatia natural não poucos membros do movimento de vida eremítica que está nascendo entre os leigos. superada no sinal de uma liberdade que não se torna olhar auto-centrado. assim como a hospitalidade. que nos vários países estão descobrindo nas comunidades monásticas um ponto de 11 . Desta experiência radical de hospitalidade divina nasce uma hospitalidade que se faz acolhida. assim como a sua fraterna hospitalidade monástica aberta generosamente a todos. A tradição Camaldolense do eremitério herdada desta tensão cultivada desde os primeiros habitantes do deserto por causa de Cristo conferiu a esta com São Romualdo. O desenvolvimento dos eventos sucessivos mostrou que aqui se encontra um ponto nevrálgico não resolvido no processo de iniciação à vida monástica dentro do novo contexto cultural. entre liberdade interior e obediência. um sapiente equilíbrio entre solidão e fraternidade. pois no processo de iniciação à vida monástica permanece aberta a questão de como realizar “o encontro Pascal”. pobreza de espírito. É significativo o elevado e crescente número de leigos (oblatosamigos). presença diante do Mistério que nos transcende. a si mesmo e à realidade humana. Eremitério e hospitalidade são as duas faces da mesma medalha Camaldolense. Em coerente conexão com o horizonte da DV uma segunda pilastra da renovação da comunidade foi a LG. condivisão e proposta. Um acento que se apóia na Palavra de Deus meditada e celebrada e na sua ação fiel. nascida para formar a consciência Camaldolense sobre a própria identidade. Interioridade. homens e mulheres. mas escuta e doação. Nela a LG se entrelaçou profundamente com a GS. Neste cadinho se purifica e se reorienta a dialética pessoa-comunidade. A revista Camaldoli/Vida Monástica. religiosos(as) e sacerdotes diocesanos. mais do que um deveroso e cordial serviço aos irmãos por quem experimenta ser acolhido pela benevolência do Pai. cuidado e relançado para uma nova vida. de purificação e crescimento no Espírito. Camaldoli tem também hoje uma vocação de testemunho preciosa para condividir com a Igreja e com a sociedade. Em chave eclesiólogica foi repensada a tradição dialética Camaldolense entre mosteiro e eremitério. ou seja. sacerdotes e leigos. compostos por homens e mulheres. Estas dimensões constituem o coração do mistério da Igreja e da fecundidade do seu ser no mundo. a partir da flexibilização e da interação das suas estruturas espirituais e organizativas com os seus eremitérios. Com as categorias teológicas de Igreja participação no mistério da comunhão trinitária. É um modo de ser e de existir em relação ao Senhor. no curso dos últimos decênios tomaram forma ao redor da família Camaldolense alguns núcleos monásticos.Mosteiro da Transfiguração necessidade de ritualizar muito os gestos do viver cotidiano que mantém a sua natural simplicidade. Graças a uma renovada atenção à realidade das Igrejas locais e à Igreja como comunhão de carismas. entre a proposta de vida que a comunidade é chamada a guardar e a oferecer como seu carisma específico e a atitude típica da cultura contemporânea que sublinha antes de tudo a auto-realização do indivíduo e dos seus projetos.

2008: preparação do eremitério de Monte Giove (PU). Polônia. veja-se o número monográfico da Rivista Liturgica 2009 (3). Cipriano Vagaggini. 2008: residência Camaldolense na Igreja de Santo Estefano – Verona. Em várias comunidades da Itália e do exterior estão se desenvolvendo formas de condivisão de vida e de colaboração entre comunidades de monges e monjas Camaldolenses. Una comunità monastica condivide le celebrazioni. A SC produziu uma nova compreensão teológica e espiritual da liturgia que havia permanecido no centro da estrutura da vida comunitária.BARGELLINI. o seu pensamento teológico e a sua contribuição fundamental para a renovação litúrgica para o concílio e para a reforma. sobretudo pela madre abadessa Ildegarde Ghinassi (+1993)”. Em 1958 a fundação do Eremitério de New Camaldoli nos USA tendeu a responder a um forte apelo na direção da vida eremítica nos Estados Unidos. a partir do patrimônio comum da tradição e das constituições. 2010: Mosteiro “Ya Mtakatifu Romualdo” – San Romualdo em Mafinga (Tanzânia). em colaboração com os monges anglicanos da Ordem de Holy Cross. L’Intelligenza della liturgia. A primeira tarefa que a comunidade assumiu foi a formação teológica -espiritual. Ao contrário estão mostrando boa vitalidade quase todas as fundações femininas na Tanzânia.E. Libreria Ed. A autonomia que goza cada comunidade Camaldolense na estrutura da congregação sugere a eles de dar-se um rosto próprio que. 1985: fundação do Mosteiro da Transfiguração (BR). Para o percurso biográfico de Vagaggini. Vaticana 2002. 1982: incorporação da Saccidananda Ashram de Shantivanam (Índia) à congregação Camaldolense. mas não constituía mais o centro vital. o seu estímulo para a renovação monástica na Itália. Em paralelo foi levada avante uma profunda reestruturação das celebrações com a imediata introdução do italiano e da criação de novos cânticos em língua falada na tradição gregoriana no seu estilo meditativo e facilmente participável por aqueles que são acolhidos na celebração da comunidade monástica. D. 1982: fraternidade de vida simples em Torra (TN) transferida em 1993 para o Eremitério San Giorgio sul Garda (VR). Em 1978 transferiu a sua stabilitas monastica para Camaldoli onde morreu em 1999. depois transferido para Santa Maria em Colle – Montebelluna. O monaquismo feminino beneditino italiano também se beneficiou do seu impulso pessoal e do empenho do mosteiro para a formação das monjas.Monges Camaldolenses na Igreja Pós-Conciliar referência importante no próprio caminho espiritual. Desta forma retoma-se o antigo relacionamento de fraternidade com as irmãs monjas Camaldolenses perdido há séculos. A partir dos anos 80 se irradia de Camaldoli um impulso notável que deu novo vigor a algumas comunidades históricas em dificuldade e gerou novas experiências com características próprias. 1997: presença monástica diocesana em San Andréa em Mosciano (FI) dirigido por um sacerdote oblato. in M. permita a estas comunidades de radicar-se de maneira original no tecido vital de cada Igreja e cultura. e às tendências internas. da qual era porta voz cheio de autoridade havia anos Thomas Merton. “Actuosa participatio”.SODI (organizada por). 16 16.37-50. Cipriano Vagaggini com a sua clássica obra O Senso Teológico da Liturgia e com as suas grandes contribuições durante o Concílio e na fase da reforma litúrgica Pós-Conciliar contribuiu fortemente para a consolidação de um profundo espírito litúrgico em Camaldoli15. 15 Originariamente monge de Santo André (Bélgica). O caráter internacional assumido nos últimos decênios pela congregação tornou este desafio amplo e complexo. Infelizmente este é um capitulo ainda a ser escrito pela demora com o qual partiu e pelas condições de fragilidade que se encontram a maior parte dos mosteiros femininos italianos. 1979: experiência monástica diocesana com um sacerdote oblato e um grupo de leigos no Eremitério de Santa Helena em Onigo (TV). a sua obra acadêmica. nascidas do Mosteiro de Santo Antonio em Roma revitalizado depois do Concílio com grande impulso espiritual e carisma pessoal operado. viveu por muitos anos em relação de amizade e afinidade espiritual com os camaldolenses. 12 . 1994: transferência de um grupo de monges de Camaldoli para o Mosteiro de Fonte Avellana. Índia e Brasil. A condivisão das celebrações litúrgicas juntamente com a lectio divina está no coração da proposta de caminho espiritual oferecido aos hóspedes 16. 1979: Incarnation Monastery em Berkeley (USA). próximo às monjas Camaldolenses presentes no lugar desde 1969.

de imaginar-se nascido do nada. A sua plenitude está no futuro de Deus. Camaldoli. Talvez a partir da história milenar Camaldolense e da sua pequena crônica mais recente possa-se aprender alguma lição interessante para este nosso tempo. e editado pela Editora Dehoniane de Bolonha e as Semanas de formação litúrgicas organizadas em Camaldoli desde 1963 são. São muitos os desafios abertos que estão diante de nós e as fragilidades a serem consideradas. O caminho percorrido nestes anos não nos entregou a sua meta definitiva. sobretudo pela condivisão de vida fraterna. Hoje repousa no coração e nas mãos dos profetas. se não ambígua a sua realização histórica. expressão deste percurso. gerou em vários ambientes núcleos significativos de Amizade hebraico-cristã. uma vez que é vital o espírito que a gerou. seja em âmbito cristão como hebraico. centro de encontro e de diálogo. eco antecipado do Senhor que vem. identificado com um presente líquido e indeterminado. Poucos anos depois nasceu como fruto espontâneo desta atenção para além dos confins cristãos e com o olho atento às raízes da fé e da experiência monástica. O Saltério Monástico de Camaldoli organizado por Dom Thomas Matus. nutridos. na Itália. com alegria e determinação junto com aqueles que sentimos irmãos e 13 .Mosteiro da Transfiguração Busca-se um novo equilíbrio entre a celebração do Oficio Divino eixo base da oração pessoal do monge e da liturgia monástica com as suas várias horas e a celebração cotidiana da liturgia. em diálogo ecumênico e inter-religioso. O que já foi alcançado é um caminho aberto que já deu frutos espirituais válidos para as comunidades e para os hóspedes. que não pode ser reduzida àquilo que já aconteceu ou a sua interpretação unilateral. Mas caminhando sem nostalgias inexistentes do passado pelo caminho iniciado pela Igreja com tanta coragem e energia do Espírito com o Concílio pode-se esperar com a confiança própria de discípulos do Senhor ressuscitado que também os modestos mosteiros e eremitérios Camaldolenses possam contribuir para criar um cruzamento de reconciliação. aquele hebraico-cristão. expresso em tentativas de se dobrar sobre um tradicionalismo de formas que dêem segurança. busca e oração. âmbitos de diálogo e acolhimento. enquanto que é sempre parcial. A descoberta mais direta neste sentido aconteceu nos anos 1968-70 através da colaboração com o movimento leigo italiano do Secretariado para Atividade Ecumênica (SAE) e do empenho pessoal de alguns monges. As constituições Camaldolenses indicam a atenção para as várias experiências religiosas e sapienciais e o ecumenismo como uma tarefa enraizada na própria vocação monástica (Prólogo e art 125) e como itinerário interior antes ainda que uma atividade. mais pelo medo que pela esperança. Os Camaldolenses acolheram com alegria e empenho a tarefa de viver e operar no horizonte ecumênico dirigido a eles pelo Papa João Paulo II na visita ao Sacro Eremo de Camaldoli em 1993. no qual aprender a manejar os instrumentos idôneos da arte espiritual (RB 4). prólogo 45). Caminho análogo realizaram também algumas comunidades fora da Itália. espaços de contemplação para ler além da superfície do eventos e para desenvolver na Igreja uma sensibilidade profética. mas um laboratório aberto. New Camaldoli em Berkeley (USA) e Shantivanam Ashram (Índia) são hoje comunidades que estão interpretando em grande dimensão as várias formas desta vocação e a missão. sem memória e sem futuro. A memória na historia salvífica que reconhecemos na fé. Por isto a comunidade monástica nos acolhe e nos orienta em uma escola de vida que não tem prazo de validade para a entrega do diploma no final do curso. Outra linha de renovação parte do decreto UR sobre o ecumenismo e da declaração Nostra Aetate sobre o diálogo com as religiões não cristãs em particular com o Hebraísmo. ou ao contrário. assinalado também na Igreja. Nessa se aprende a servir o Senhor (RB. outro diálogo. por sua natureza é realidade complexa e dinâmica. Tendo chegado ao seu 31 encontro com crescente dinamismo e sempre mais profunda ressonância.

Dehoniane Bologna 2005. 14 .Monges Camaldolenses na Igreja Pós-Conciliar irmãs não porque professaram conosco a mesma regra.WONG (organizada por). Ed. apresenta a autoconsciência mais recente do monaquismo camaldolense em relação ao próprio carisma e à tensão profética que o desafia na atualidade. Come acqua di sorgente.BARBAN .J-H. fruto da colaboração de um nutrido grupo de monges e monjas.La spiritualità camaldolese tra memoria e profezia. mas porque condividiram conosco a mesma tensão monástica da existência e a mesma esperança17. 17 A. O volume.

Prior geral de 1951 a 1963 durante o seu mandato se destacou não somente pelo impulso para a renovação monástica. Os seus estudos assim como as suas reflexões logo se orientaram na direção da pesquisa de propostas capazes de animar a renovação espiritual e institucional da vida Camaldolense. Giovanni Battista Montini ( o futuro Paulo VI) compreendeu a importância de uma formação cultural e espiritual sólida para os seus monges. Foram muitas as iniciativas por ele promovidas: o nescient da Revista Vita Monastica da qual ele foi por muitos anos editor e animador tendo public ado muitos artigos. Bologna 1983). foi a base do caminho successive de Camaldoli.Mosteiro da Transfiguração Biografias Camaldolenses Recentes 1 Dom Anselmo Giabbani. Uma síntese do seu pensamento monástico foi redigida por eleno pequeno volume Colloquio monastico ( Dehoniane. mas também pela abertura a algumas instâncias eclesiais e sociais. Voltou ao Mosteiro de Camaldoli onde transcorreu os últimos anos de sua vida com espírito pacificado e indomito até a morte acontecida em 18 de agosto de 2004. Anselmo preparou a comunidade para reconhecer-se nas instâncias do Concílio Vaticano II ao qual participou na primeira sessão de 1962. Despertou dentro da família Camaldolense a sensibilidade para com a própria tradição pluralista. A obra de d. e que se pode apreciar no 15 . Formou-se em filosofia em Roma e. não obstante algumas difficulties encontradas. serviço ao Evangelho como testemunho de amor. a abertura do Hospitium Gregorianum no Mosteiro de São gregório em Celio em Roma (1951) como espaço de acolhida e formação espiritual para jovens universitários. repropondo a tríplice dimensão do carisma Romualdino: vida cenobítica. Na última década a comunidade pôde receber o testemunho da sua ligação profunda com o Espírito Santo. em cuja casa foi construído o Mosteiro. Dom Anselmo entrou muito jovem no Sacro Eremo de Camaldoli fazendo a primeira profissão em 1925. vida eremítica. o relacionamento constante com as confraternal Camaldolenses. Por solicitação da amizade com padre Mariano Cordovani op. e a busca de uma nova base econômica para a comunidade Camaldolense. com o qual se encontrou em profunda sintonia e talora até em dialética diante dos novos desafios do caminho camaldolense pós conciliar. tantas vezes ressaltado nos seus ensinamentos. Procurador geral da congregação de 1945 a 1951 e novamente de 1969 a 1987 viveu no Mosteiro de São Gregório em Celio até 2001. a fundação do Eremo New Camaldoli na Califórnia. no espírito de caridade do Papa São Grepório Magno. São frutos destas pesquisas realizadas junto com eles os volumes Camaldolesi (Camaldoli 1944) e L’Eremo (Morcelliana 1945). Anselmo. Benedetto Calati por longos anos. a restauração e requalificação da hospitalidade na hospedaria de Camaldoli. Realizou também uma primeira atualização das Constituições Camaldolenses (1951-57). osb cam (1908-2004) Nasceu em Pratovecchio (Arezzo) em 5 de julho de 1908 e morreu em Camaldoli em 18 de agosto de 2004. teólogo pontifício e com Mons. Distinguiu-se imediatamente pelo espírito agudo e vivo interesse para com as fontes camaldolenses tendo promovido as primeiras publicações em italiano às quais valorizou com o estudo metódico como acompanhante dos jovens em formação em Camaldoli e em Fonte Avellana. Teve como amigo de aventura humana e espiritual D. foi ordenado presbítero em 1932 no Eremo da França. Com tais escolhas d. Sempre curioso nas suas leituras e atento aos acontecimentos sociais e eclesiais viveu em relacionamento estreito com comunidade nascente de Santo Egídio e tablehop para inserir as irmãs da Caridade de madre Teresa de Calcutá no Hospitium Gregorianum para cuidar dos novos mendigos de rua.

na busca de uma nova síntese entre tradição e renovação. uma vez que ali chegavam notícias em primeira mão e assim propostas eram elaboradas. e sobretudo profundamente amigos entre eles. em um caminho que os veria juntos em todos os futures acontecimentos da congregação. Esegesi medieval al Pontifico Istittuto Biblico pela fama adquirida no estudo da exegese dos Padres. Teologia ascetica e mistica al Lateranum. Dedicou com paixão todas as suas energies a esta renovação na linha traççada pelo Concílio. chiamatovi da D. Esses dois elementos revelaram-se decisivos em toda a sua obra de mestre espiritual e animador da renovação da vida camaldolense.Biografias Camaldolenses Recentes pequeno volume Tu e Lui. Em 1939 foi nomeado mestre dos clérigos no Mosteiro de Fonte Avellana (PU). e próximos espiritualmente. A sua eleição assinallou a conclusão de um longo e sofrido percurso da família camaldolense e o surgimmento de uma fase decisivamente nova. onde o novo Prior d. e com essa a lei suprema do amor que faz da pessoa e da comunidade unida em nome do Senhor. Nesses anos ele acompanhou o caminho espiritual de muitos jovens monges. Foi sobretudo a experiência conciliar vivida em grande proximities a assinalar profundamente a sua vida nos anos 60 e o seu futuro ministério de Prior Geral. Anselmo Gambiani havia iniciado um percurso dinâmico de renovação da vida camaldolense através da redescoberta das fontes e da milenária tradição camaldolense. o sacramento da sua presença e coprotagonista da sua história de salvação sempre em curso. Espiritualita all’Istituto de teologia da vida consagrada del Claretianum. Benedetto uniu às responsabilidasdes na congregação o ensino nos ateneus romanos pontifícios e uma intense atividade de escritos sobre a espiritualidade dos padres: Espiritualidade Monastica medieval no Instituto Monastico de Santo Anselmo. Benedetto desenvolveu o serviço de prior geral da congregação Camaldolense da Ordem de São Bento. Benedetto por sua parte realizou em Fonte Avellana as primeiras aproximações aos padres da Igreja. Riflessioni sullo Espirito Santo che è in te ( Libreria Editrice Vaticana 1988). De 1951 a 1969 foi procurador junto a Santa Sé e prior do Mosteiro de São Gregório em Celio em Roma. Entrou com 17 anos como noviço no Eremo de Camaldoli e fez a sua profissão simples em 1932. promoveu o sentido de responsabilidadee de cada um e a solidariedade recíproca . osb cam (1914-2000) D. recolocando no centro a Palavra de Deus. Os dois jovens monges tornaram sempre mais colaboradores na formação dos jovens. renovando o plano teológico e espiritual da vida monástica. Benedetto Calati nasceu em Pulsano (Taranto) em março de 1914 e morreu em Camaldoli em 21 de novembro de 2000. 2 Dom Benedetto Calati. Atento a cada pessoa. casa onde estudavam os membros da congregação. sua paixão por toda a vida. da Páscoa do Senhor. desenvolveu um ensinamento muito apreciado em vários institutos acadêmicos romano. Cipriano Voyaging (1953). em particular de São Gregorio Magno. D. Foi ordenado presbítero em 1937. os horizontes de formação. o sentido e a modalidade da presença monástica na Igreja e na sociedade. O Mosteiro de São Gregório se transformou em um centro de protagonistas de primeira linha para a Assembléia Conciliar e um local de pesquisa. De 1969 a 1987 durante 18 anos d. e viveu relacionamentos intensos com amigos leigos qualificados de várias orientações culturais e políticas que contribuiram por sua vez para desenvolvimentos ulteriores do pensamento e da person alidade de d. A amizade era o respiro da vida. Benedetto. Em seu nome estimulou sempre a iniciativa e a 16 . Completou os estudos teológicos inicialmente no Seminário Interregional de Fano (PU) e depois no Angelicum em Roma. abrindo o caminho que o teria conduzido para definir o horizonte da sua futura identidade espiritual e cultural e para colocar num contexto vital mais amplo mesma tradição de Romualdo e Camaldoli. Por mais de 30 anos d.

As grandes constituições do Concílio DV. pagine 402. Benedetto. Primeira abordagem orgânica do pensamento espiritual de d. Camaldoli 2001. PARIS. em segued na faculae teológica de Lovain (Bélgica) e por final no Pontifício Instituto Oriental em Roma. exceto por uma interrupção de 1963-1971 quando ensinou em Bologna e em Milão. e segued pela biografia de Calati até 1994.G. Antes de assumir o ensino em Santo Anselmo. Foi também vice-reitor do Pontifício Colégio Grego em Roma. Alguns dados biográficos essenciais: Sapienza Monastica . osb cam (1909 . Omelie per l’anno liturgico. orientaram o seu ministério de prior geral e fizeram dele homem de acolhida cordial e diálogo aberto com as mais diversas pessoas e instâncias do nosso tempo. e com eles se pôs à busca de novas formas para colocar a comunidade no coração do Mistério de Deus e da igreja . assim como o surgimento de uma série de convênios monásticos entre os monges italianos. Síntese dos critérios aspirators da vida monastica e do seu ministério de prior geral .Saggi di storia. pagina 591.SC . Uomo di Dio amico degli uomini. Dehoniane 2007. Il Primato dell’amore. 3 Dom Cipriano Vagaggini. Profundo conhecedor da tradição teológica. . L’insegnamento spirituale di P. Preocupado com a formação acadêmica e espiritual das novas gerações monásticas e com a nova vitalidade do monaquismo. Compõe uma rica escolha thematic entre seus numerosos escritos que apareceram ao longo do tempo preceded por uma ampla introdução de Innocenzo Gargano que contextualiza o caminho pessoal e o desenvolvimento do pensamento de d. spiritualità e problemi monastici.GS. Fato este que o conduziu a abrir as portas de Camaldoli à experiência particular de padre Bede Griffiths e o ashram de Shantivanam na India (1981). como no seu desenvolvimento cotidiano.Mosteiro da Transfiguração colaboração responsável de cada um na renovação da vida comunitária. ed. litúrgica e espiritual do ocidente latino e do oriente grego e siríaco gerou a partir do seu vasto conhecimento cultural os dois pulmões que alimentaram a respiração do seu ensino acadêmico e da sua experiência monástica. Ed. Diciotto anni a servizio dei fratelli. o seu ensinamento espiritual. promoveu a fundação do Instituto Monástico em Santo Anselmo nos primeiros anos da década de 1950 e do Pontifício Instituto Litúrgico em 1961. unidas ao decreto UR e a declaração NA sobre as religiões não cristãs foram os horizontes teológicos e pastorais que animaram as suas reflexões . Profundo conhecedor dos padres do oriente e do ocidente buscou a fusão entre o horizonte intelectual e aquele experienciall no estudo e no ensinamento da teologia dogmática. Dehoniane Bologna 2001. Studia Anselmiana. Consciente do preço que isso comportava e da difícil liberdade a ser buscada humildemente em cada momento na obediencia ao Espírito. Dotado de carismaticacapacidade de atração . Tornou monge beneditino em Santo André junto a Bruges na Bélgica em 1928. junto `a escuta atenta das misteriosas vozes inspiradas presentes nas religiões não cristãs. sendo que o primeiro ocorreu no Mosteiro de São Gregório em Celio em Roma em 1959. tendo sido catedrático no Pontifício Ateneu Santo Anselmo em Roma quase ininterruptamente de 1942 a 1978. com intervenções que vão desde o estudo específico de alguns padres da Igreja às reflexões sobre percursos possíveis de renovação da 17 . Benedetto.1999) Dom Cipriano Vagaggini nasceu em Piancastagnaio (Siena) em 3 de outubro de 1909 e morreu em Camaldoli em 18 de janeiro de 1999. Se a sua biografia assinala até 1995 cerca de 130 escritos. Soube unir com entusiasmo o diálogo ecumênico e a amizade Hebraic-cristã à paixão pelos padres antigos. Ed. e fora de todas as torres de marfim da Igreja e de todas as cidadelas na sociedade. Com uma ampla formação acadêmica recebida no Pontifício Ateneu em Roma. Roma 1994. fugiu de toda e qualquer atitude de paternalismo espiritual.LG . Benedetto Calati.Conoscere il cuore di Dio.

Don Cipriano Vagaggini monge. assim como do Rito da Concelebração e da Comunhão sob as duas espécies e para a preparação de outros documentos do magisterial que acompanharam o caminho da reforma. Paoline 1977). Em 1978 transferiu a sua stabilitas monastica para Camaldoli. Ed. Cipriano: Il senso teologico della liturgia. Cipriano. Saggio di litrugia teologica generale. uma finalização natural da sua relação de amizade e afinidade espiritual com os camaldolenses que se dava a anos.72 . e que por isto exige e anima a vida espiritual e a participaçãao ativa de todos os fiéis . O núcleo essencial se centrará sobre a celebração litúrgica como memorial atual da história da salvação.Il senso teologico della liturgia. tradition em várias línguas teve 6 edições e uma reimpressão mesmo após a sua morte. . o seu pensamento teológico e a sua contribuição fundamental para a renovação litúrgica durante o Concílio e para a reforma que se seguiu. Nessa obra Vagaggini dá forma completa e orgânica à pesquisa teológica e espiritual que o movimento litúrgico havia produzido de maneira fragmented ao longo do percurso de um século. enriquecendo-a com suas contributions específicas. premissa para um trabalho mais vasto de metodologia teologica . Paoline 1957.filosóficas antigas e patristicas. Cipriano Vagaggini. que insere a Igreja no dinamismo da encarnação e do desenvolvimento do reino até a realizaçãao escatológica plena. Que são a busca sapiencial da teologia. acabou por se transformar na atual Faculdade Teologica Interregional da Itália Setentrional. que na celebração da Igreja torna-se evento Pascal novo no Espírito. e a voz Teologia no Nuovo Dizionario di Teologia ( Ed. Mas o projeto. d. Fora a das classes acadêmicas continuou também a refletir sobre a natureza da teologia e sua função no plano do conhecimento e da experiência espiritual. Para o percurso biográfico de Vagaggini. a sua obra acadêmica. Estas duas linhas emergentes encontraram com o tempo expressão orgânica em duas obras fundamentais de d. teologo e liturgista. O arquivo do Mosteiro de Camaldoli conserva uma coleção riquíssima de manuscritos e várias contributions de d. capaz de conjugar a abordagem filosófica e histórica àquela histórico-salvífica espiritual. para integrar melhor a dimensão teológica e espiritual com aquela histórica e ritual da liturgia. assim como a dimensão da liturgia como memória sacramental da Páscoa do Senhor e da inteira história da salvação centrada em Cristo. Deixou incompleto um trabalho que pretendia ser em vários volumes. Cipriano foi membro muito ativo da comissão teológica internacional junto à Santa Sé de 1969 a 1986. Entre 1967 e 1971 tentou a realização de um sonho que parecia estar no coração também de alguns bispos italianos: a fundação de uma faculdadde de Teologia na Universidade Católica de Milão a fim de permitir que a teologia entrasse de forma mais abrangente em contato com a cultura contemporaneous. L’intelligenza della liturgia. o seu estímulo para a renovação monastica na Itália. fruto do seu vasto conhecimento da tradição teológica e espiritual do oriente e ocidente e da sua experiência de monge. é possível identifficar no tecido desta fina trama alguns fios vermelhos que a atravesssam constantemente. Dedicou-se com uma paixão renovada ao estudo da Teologia come sapiens dando inicio a um estudo complexo das fontes biblicas.Biografias Camaldolenses Recentes vida monástica para o nosso tempo. outubro . Para uma apresentação sintética da experiência e do pensamento de d. em Revista de Liturgia. Membro do Consilium para a realizaçãao da reforma litúrgica (1963-1967). 18 .dezembro 2010. Vagaggini contribuiu de maneira relevante para o desenvolvimento das orações Eucarísticas III e IV. promoveu a fundação da especialização dogmatic-sacramental no Ateneu Santo Anselmo. veja-se o número monographic da Rivista Liturgica 2009(3). Cipriano veja-se Dom Emanuele Bargellini. Em continuidade com o desenvolvimento da publicação Teologia escreveu Connaturalità ed esperienza mistica Cristiana (Camaldoli 1985). por causa de resistencias internas. Escreveu numerosos ensaios e artigos. Em 1971.